

ALGARVE INFORMATIVO
11 de julho, 2026






ÍNDICE
Mirian Tavares (pág. 16)
Sílvia Quinteiro (pág. 20)
Júlio Ferreira (pág. 24)
Paulo Neves (pág. 28)
Festas Populares de Boliqueime (pág. 36)
Festas em Honra do Imaculado Coração de Maria em Altura (pág. 44)
BMX Contrarrelógio em Quarteira (pág. 56)
A nova Associação das Empresas Turísticas do Algarve (pág. 70)
Mercado de Culturas… à luz das velas em Lagoa (pág. 82)
XII Sarau Gímnico da ADA (pág. 90)
«Tenet» em Tavira (pág. 114)














Mirian Tavares, professora
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas, Em mim, na minha alma, Pressinto que vou ter um terremoto! Mário Quintana
ra um silêncio tão denso que tudo pesava à volta. Não começamos pelo silêncio; na verdade, começamos pela palavra.
Pelo sentido das palavras e pela sua materialidade, quando plasmada na tela, no papel, quando transformada em imagem, ou no seu enquadramento. Tudo começou com um convite para a curadoria de uma outra exposição. O Ricardo Cruzes falava da sua paixão por derrocadas, quase uma obsessão. Para ele, a derrocada não é um fim em si mesma, é o começo. E voltamos ao começo, em que falamos de derrocadas, de movimento em direção a alguma coisa que se recria, que se recompõe. Falamos de 1755. Eram 9h40 da manhã do dia 1 de novembro, Dia de Todos os Santos. O terremoto, que atingiu
entre 8,5 e 9 na escala de Richter, durou apenas nove minutos e mudou para sempre a história do país. Mudou também a história da ex-colónia que, por momentos, se transformou na capital do império. Aqui, traçaram-se ruas como tabuleiros de xadrez; lá, desembarcaram pintores franceses. Um pouco mais tarde o mundo cingiu-se a dois movimentos descontínuos, mas semelhantes: o neoclassicismo e o romantismo, que disputavam o território do simbólico, o espaço da arte.
Eu disse que o sublime definia a nossa relação com o abismo, admirar-se ou atirar-se na natureza que se desmanchava muito além do horizonte limitado das linhas perfeitas. O sublime é o lugar em que tudo se inclina e se movimenta. O tempo é o mais-que-


perfeito. A nostalgia não é a sensação de perda de algo que já não está: torna-se o sentimento dominante, é um eterno retorno, uma simulação, um vir-a-ser. O Marquês de Pombal queria um ensino laico — há que cuidar dos vivos, disse ele quando o terremoto acumulou incontáveis mortos sob os escombros do país. Criou o «imposto sobre o vício» ou o «subsídio literário» — pagava-se mais pelos bens supérfluos, como o álcool, o vinagre e a carne de talho, para que sobrevivessem as escolas sem jesuítas. A retórica era a disciplina por excelência. O novo mundo precisava de um novo discurso, de uma nova organização
simbólica; precisava de pessoas que dominassem as palavras, que as transformassem em sentidos. E aqui voltamos ao começo, onde encontramos as palavras escritas com letra quase infantil. Palavras que se tornaram pinturas, que se embrenharam nas pinturas, que se espalharam. Ricardo Cruzes voltou-se sobre a pintura, sobre a materialidade dos suportes, sobre a frescura da tinta a óleo. A tinta escorrega e o artista deixa que ela se solte, que ela crie pernas.
Esta exposição é o resultado de muitas conversas, de imagens que surgiram de palavras e de palavras que surgiram de imagens, da mistura de tudo em objetos de parede. No princípio, estava o verbo. Ou não. No princípio, estava a imagem, não o verbo. A ideia era fazer um vídeo a simular uma derrocada. Mas, no final, disseste: “Vamos inclinar tudo”. E então saltamos. Inaugura no dia 11 de julho, às 18h, na 289, em Faro
Foto: Isa Mestre


Sílvia Quinteiro, professora
uem conhece
Minas Gerais sabe que, por lá, qualquer coisa pode ser um “trem”. Come-se um trem, bebe-se um trem, ouve-se um trem. Em caso de susto, pode-se inclusive ter um trem no coração… Trem serve para quase tudo. Mas se há trem verdadeiramente mineiro, é a simpatia.
A fama do calor das gentes precede qualquer visita e foi por isso, sem espanto, que ali fui recebida de braços abertos. Os meus anfitriões proporcionaram-me dias e experiências inesquecíveis.
Começámos por Belo Horizonte: pela agitada Savassi, pelo Mercado fervilhante e pela ondulante Pampulha, onde as curvas modernistas de Niemeyer traduzem a sensualidade da mulher brasileira. Depois, a Rosiana Cordisburgo, seguida da histórica e longa Estrada Real. O sertão. Um horizonte imenso. Ouro Preto, Mariana, Sabará, Tiradentes, Diamantina. O legado português feito presente em cada pedra do chão, em cada edifício, nos cartazes que anunciam um festival de fado, nos tapetes de Arraiolos bordados localmente e vendidos como recordação local.
Já a ida ao Museu de Inhotim revelou-se uma experiência completamente diferente. Um museu ao ar livre com dimensão de cidade. À primeira vista, lembra uma
espécie de parque jurássico da arte contemporânea. Por entre plantas gigantescas, as obras espalham-se como criaturas monumentais a habitar a paisagem. Algumas parecem ter caído do céu. Beam Drop, de Chris Burden, caiu mesmo.
A amiga que me guiava sugeriu-me começar pela galeria de Lygia Pape. Entrámos numa instalação escura, atravessada por fios metálicos dourados e iluminados. Saí fascinada.
Depois, o pavilhão de Adriana Varejão. Os painéis azuis e brancos, evocação dos azulejos portugueses. A pegada e o desenho de um sol feito pela filha da artista. Mãe e filha a brincar às escondidas. O doméstico transformado em detalhe secreto de uma obra de arte.
Mais adiante, o Cosmococa e, de longe, a maior fila do museu. As seriemas, pousadas sobre a instalação, pareciam divertir-se com o espetáculo. Perguntei-me se riam de quem ali esperava com tanto para ver à volta, ou se aquele seria o resultado da experiência sensorial prometida aos visitantes.
Sem querer perder tempo, prosseguimos e fomos conhecer a galeria de Carlos Garaicoa, anunciada como uma das mais extraordinárias do museu.


À entrada, encontrámos uma rapariga sentada a ler um volumoso romance da moda.
Esperávamos um “boa tarde”, um “bemvindos”, qualquer coisa. Mas não. Sem sequer pousar
o livro ou marcar a página, olhou para nós e disse:
— Se tocarem nas velas, são expulsos.
Ameaçados, avançámos quase em bicos de pés, receosos de que a nossa respiração pudesse perturbar as peças A mostra valia realmente a pena, mas aquela receção deixara no ar uma estranha sensação e pouca vontade de prolongar a permanência.
À saída, outra porta, a mesma rapariga. Continuava mergulhada no livro, agora indiferente aos
visitantes. Nem uma revista às mochilas. Um vai e não voltes. Nada.
Caminhámos alguns metros em silêncio, até que o meu companheiro de experiência português
abrandou, olhou e voltou para trás.
Parou ao lado da jovem, inclinou-se ligeiramente para ela e disse, com a maior serenidade do
Mundo:
— No final, ele é decapitado.
A rapariga ergueu o rosto, chocada. Foi pior que tocar nas velas. Estava incrédula.
Ele regressou para junto de nós, tranquilo e sorridente.
— Que trem foi esse, aí? — perguntou a amiga que nos convidara.
— Intercâmbio cultural — respondeu, triunfante.


Júlio Ferreira, inconformado encartado
á textos que se leem e acabam ali. E há outros que nos acompanham durante horas, talvez dias. Um dos Postais do Dia de Luís Osório foi um desses textos. Não porque diga algo que nunca tenhamos ouvido, mas porque nos obriga a olhar para uma verdade que passamos a vida a empurrar para amanhã.
Há acontecimentos nas nossas vidas que nos fazem parar e perceber uma realidade inevitável: chega um dia em que já não há margem para adiar. Já não será possível fazer aquela visita. Telefonar. Arriscar. Dizer o que ficou preso na garganta. Enfrentar a conversa que fomos evitando. Pedir desculpa. Agradecer. Dar um abraço. Ou simplesmente fechar uma porta que continua entreaberta há demasiado tempo. Podem chamar-lhe um lugarcomum. Um discurso de autoajuda. Uma frase feita. Chamem-lhe o que quiserem.
A verdade é que quase todos carregamos um peso silencioso feito de palavras por dizer, gestos por fazer e decisões que fomos adiando porque parecia haver sempre um amanhã. Mas a vida nunca assinou esse compromisso connosco.
Ela acelera sem pedir licença. Num instante tudo parece igual ao dia anterior e, no seguinte, uma notícia, uma perda, uma doença ou um simples acaso mudam tudo. Nunca sabemos o que está escrito nesse livro invisível onde o futuro vai sendo desenhado. E quando esse dia chega, já não nos lembramos das discussões que vencemos, nem do orgulho que conseguimos defender. Lembramo-nos daquilo que deixámos por viver.
Do abraço que não demos.
Da conversa que nunca aconteceu.
Do pedido de desculpas que ficou por fazer.
Da gratidão que nunca expressámos.
Da coragem que nos faltou.
Do projeto que continuou apenas a viver na nossa imaginação.
E é aqui que entra um dos maiores inimigos da felicidade: o orgulho.
O orgulho que nos prende. Que nos convence de que o outro é que tem de dar o primeiro passo. Que nos faz acreditar que pedir desculpa é perder, quando, na verdade, tantas vezes é a única forma de salvar uma amizade, uma relação familiar
ou simplesmente a paz dentro de nós. No fim, raramente nos arrependemos de termos sido humildes. Arrependemo-nos, isso sim, das vezes em que o orgulho falou mais alto do que o coração.
Vivemos também numa época em que escrevemos mais do que conversamos. Enviamos mensagens atrás de mensagens, esquecendo-nos de que as palavras escritas nem sempre transportam aquilo que sentimos. Faltalhes o olhar, a expressão, o silêncio, o abraço. Falta-lhes humanidade. Quantos mal-entendidos nasceram de uma frase lida com o tom errado? Quantas relações se desgastaram porque ninguém teve a coragem de desligar o telemóvel, marcar um encontro e dizer, frente a frente: “É isto que realmente me vai na alma”. Às vezes é preciso fazer um reset. Deixar o smartphone de lado. Voltar ao princípio.
Olhar nos olhos.
Escutar sem interromper.
Falar sem máscaras.
Porque é aí que muitas feridas começam verdadeiramente a cicatrizar.
É impressionante a quantidade de vezes que não arriscamos. Guardamos sentimentos, adiamos decisões, convencemo-nos de que amanhã será mais oportuno, que na próxima semana haverá tempo, que um dia resolveremos aquilo que hoje evitamos. Acontece a todos.
Mas este texto pretende ser muito mais do que uma reflexão bonita. É um alerta.

Um daqueles alertas que nos abanam sem levantar a voz. Um lembrete de que a vida nunca desacelera para esperar que estejamos preparados. Por isso, se há alguém a quem queres telefonar, telefona.
Se tens um abraço por dar, dá-o.
Se tens de agradecer, agradece.
Se tens de pedir perdão, pede.
Se tens de perdoar, perdoa.
E se houver pessoas que apenas te roubam a paz, que te diminuem, que te impedem de crescer, talvez também seja tempo de fechar essa porta e seguir caminho. Abre a janela. Deixa a luz entrar. E vai viver antes que a vida decida seguir sem ti.
Porque um dia será tarde. E a verdade é que hoje... hoje já não é assim tão cedo.


Paulo Neves, «ilhéu», mas nenhum homem é uma ilha
obre a descentralização administrativa, assim como em outras questões essenciais da governança pública, o problema tem-se colocado no anúncio de «Reformas» e o que delas fazem quem lhes sucede, mesmo quando pensávamos que teria havido acordo político mínimo entre os principais atores.
Na estatística, na legislação fiscal, na lei fundiária, nos grandes investimentos públicos, assim como na regulação com os privados, só para referir alguns exemplos, mesmo os países ricos, talvez por o serem, não andam a mudar e criar surpresas no que é essencial à vida dos cidadãos, às garantias da relação entre agentes no que é essencial à sustentabilidade e confiança com o Estado.
Entre nós, mesmo quanto à Constituição de há 50 anos, tem havido uma evolução que revela constância nos princípios e ela lá está, mantêm-se, no essencial.
«O diabo» são as leis, as tais reformas, que são comumente «fuziladas» com voluntarismos legislativos de ocasião para afinal se garantir manter o poder na coisa pública.
Para «o balde do lixo» os princípios constitucionais, nomeadamente o da progressiva descentralização e o da subsidiariedade, com o da participação democrática do povo onde reside a
soberania. E vem de lá uma catadupa de inovações que fazem regredir o caminho que todos anunciam de concretização da CRP.
Tomem lá mais poderes e podem designar dirigentes na região e de seguida –«eu continuo a mandar nos recursos e desde que Lisboa fique com a maioria nas decisões». Mas então o princípio não era de Lisboa transferir competências para órgãos descentralizados, ou até que conseguissem autonomia tivessem dirigentes nomeados em correlação de poderes? «Fundos comunitários? «Mas as necessidades a Leste e a Defesa… o melhor é centralizar os que restam».
Mas então delegamos na Associação Intermunicipal e/ou nos municípios: «não há meios ainda para fazerem, mas ficam com as responsabilidades perante os eleitores». Mais habitação, melhor saúde de proximidade, mais escolas e manuais acessíveis e é preciso cumprir a legislação para se fazer em tempo, com rigor… e não esquecer os reguladores da água, dos resíduos, as taxas e as estradas, a cultura e…
«Não se cumpriu? Culpa dos eleitos que devem dar a cara por isso, porque até havia apoio da União…».
Somos verdadeiramente cínicos na vida política.
«Não se consegue articular melhor, os poderes estão noutra repartição. A culpa é da Constituição que não deixa haver Região».
A Constituição? Então vamos falar dela para saber o que se pode fazer com a que temos, para que as pessoas acreditem que as políticas e os servidores públicos podem servir melhor as suas necessidades com os mesmos ou menos recursos? «Não, agora isso ainda não é prioridade». A seguir mais uns avisos e anúncios legislativos de milhões em S. Bento em catadupa...
Hoje, com outros, tento alinhavar uma proposta ao Congresso do PS Algarve, possível no atual contexto legislativo e constitucional, para contribuir em alguma ordem neste desalinho do poder pelo poder.
Não é uma Região Administrativa (ainda), não há «mais boys» pois todos têm lugares de origem. É fazer concertar uns com os outros. Os que já estão e possam alinhar em prioridades decididas na região e a executar na região, pelos que cá estão. Tendo atribuições, competências também precisas e quadro financeiro para decidir.
Neste enquadramento, inspiramo-nos na figura prevista no artigo 236º n, º 3 da CRP, em vigor, que aliás já foi base para tantas outras formas de criação autárquica descentralizadora, desde que atentos precisamente à sua redação no capítulo das atribuições e fins, progressivamente, convidando outras entidades a participar numa assembleia deliberativa e num órgão executivo supramunicipal.
O Algarve, enquanto região-plano, em que coincidem, aqui também, as NUTII e NUTIII (nomenclatura das entidades

territoriais para base estatística da UE), não é uma grande área urbana com necessidades e condições especificas desde a serra ao litoral, com território, população e identidade própria?
Há, pelo menos, 8 milhões de pessoas/ano que nos visitam que respondem – sim! Vou para o Algarve.
Os 600 mil locais, almas que aqui vivem, perguntam porque geram tanta riqueza e a qualidade de vida não é correspondente. A única realidade que corresponde é o aumento do custo dos bens alimentares e habitação. Não será melhor envolvê-los nas decisões e prioridades? Conhecerem quem assume a responsabilidade, tendo competências legais para isso?
Ou continuarmos, todos, a dizer que os de Lisboa e a Constituição não servem. E não temos voz além do PIB que geramos.
Por mim, ontem já foi (muito) tarde para decidir. É a realidade que o demonstra.


Bordeira: Pedra e música no coração
a Bordeira, a paisagem não se vê apenas — ouve-se. É o som seco do malho a bater na pedra, cadenciado como um tambor. É o fôlego quente do acordeão, que enche ruas, bailes e charolas. Duas linguagens que moldam a identidade da aldeia: a força da cantaria e a alma da música popular.
Dessa herança nasce o Centro Cultural e de Inovação da Bordeira. A comunidade, inquieta e criativa, queria um espaço onde pudesse reunir-se e mostrar ao mundo o que a define. Entre paredes novas e memórias antigas, ergue-se agora um lugar com salas polivalentes para concertos, oficinas e residências criativas, mas também dois museus: o Museu da Pedra e o Museu do Acordeão, ambos sob a alçada do Museu Municipal de Faro.
O Centro Cultural e de Inovação da Bordeira, promovido pela autarquia, é cofinanciado pelo CRESC ALGARVE 2020 e pelo ALGARVE 2030. Insere-se no Plano de Ação de Desenvolvimento dos Recursos Endógenos (PADRE) e tem como missão valorizar dois pilares da freguesia de Santa Bárbara de Nexe: a

pedra e a música. Mais do que um edifício, pretende ser um motor de emprego, inovação e coesão territorial, abrindo as portas de um futuro ancorado na identidade local.
O investimento é robusto: um montante elegível de 2 milhões, 312 mil e 569,68


euros, dos quais 2 milhões, 81 mil e 312,74 euros são comparticipados pelo FEDER.
A abertura de portas não podia ser mais simbólica, levando à Bordeira o espetáculo «Eis o Algarve», da autoria de Nelson Conceição, acordeonista e filho da terra.




Festas Populares regressaram a Boliqueime com música e gastronomia tradicional
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina
vila de Boliqueime recebeu, nos dias 3, 4 e 5 de julho, as tradicionais Festas Populares de Boliqueime, que encheram o Largo do Adro da Igreja Paroquial de animação de rua, música popular e gastronomia regional.
A abertura do programa, na sexta-feira, esteve a cargo de João Paulo Cavaco e do grupo Tokisom. No sábado, o palco pertenceu a Ruben Filipe e ao Duo 64, encerrando as festividades, no domingo, dia 5 de julho, com as atuações de Emanuel e Tânia e de Nelson Santos. O evento contou com a participação de
várias coletividades locais, responsáveis pelas tasquinhas de petiscos tradicionais e bebidas, designadamente: Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime, Clube Desportivo de Boliqueime, Agrupamento de Escuteiros 1174, Associação Cultural de Boliqueime, Associação de Trabalhadores de Boliqueime e Grupo Desportivo da Maritenda. “As Festas Populares representam um evento essencial e representativo da preservação da nossa identidade cultural. O envolvimento direto das associações e coletividades demonstra a vitalidade e o espírito de cooperação que tanto caracterizam a vila de Boliqueime”, destaca o Presidente da Junta de Freguesia de Boliqueime, Nelson Brazão.





















Festas em Honra do Imaculado
Coração de Maria em Altura marcadas por muita juventude, música, desporto
e religião
s Festas em Honra do Imaculado
Coração de Maria decorreram, entre 3 e 5 de julho, em Altura, com um programa recheado de atividades religiosas, desportivas e concertos de grandes nomes da música portuguesa.
O primeiro dia foi dedicado inteiramente aos jovens, com a quarta edição do Festival da Juventude de Altura, que começou com a abertura da Zona Jovem e da Zona Gaming, seguida de atuações musicais de Filipe Rodrigues, Van Zee e DJ Miax. No sábado, dia 4 de julho, a manhã iniciou-se com atividades desportivas como um workshop de standup paddle, um torneio de voleibol e futebol de praia na Praia das Primas e na
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Município de Castro Marim


Praia da Alagoa. À tarde, o novo Skate Park de Altura recebeu pela primeira vez uma competição de skate, sessões de experimentação e a participação de um júri especializado. O mesmo local acolheu o podcast ao vivo «Desportos Urbanos e Futuros dos Jovens», com convidados das áreas de skate, trotinete e patins em linha.
As Festas em Honra do Imaculado
Coração de Maria arrancaram também no sábado, no Campo de Futebol, com a atuação dos irmãos Tiago Lopes e Joana Lennon, seguido de Agir, o cabeça-decartaz do programa, terminando com os DJs Gustavo Vera e Jonny V. No mesmo recinto onde também teve lugar a Feira de Artesanato de Altura, no domingo, dia
5 de julho, a animação ficou a cargo de Hugo Madeira, do grupo de dança ARUTLA e de Os 4Mens. No domingo realizaram-se igualmente as atividades religiosas, na Igreja do Imaculado Coração de Maria, com a recitação do terço, a celebração da Eucaristia e a solene procissão em honra à padroeira de Altura.
As Festas em Honra do Imaculado Coração de Maria foram organizadas pelo Município de Castro Marim, em parceria com a Junta de Freguesia de Altura, Clube Recreativo Alturense, Paróquia de Altura, Young Link, Instituto Português do Desporto e Juventude, A Park e a Associação de Pesca Artesanal e Lúdica de Altura.






















Renato da Silva e Ambre Beato conquistam os títulos nacionais de BMX
Contrarrelógio em Quarteira
enato da Silva (Team BMX Quarteira) e Ambre Beato (BMX Joué-lès-Tours) sagraram-se, no dia 4 de julho, Campeões Nacionais de BMX Contrarrelógio, ao vencerem as categorias Elite Masculina / Sub-23 e Júnior / Elite Feminina, respetivamente, no Campeonato Nacional disputado na Pista de BMX de Quarteira. A competição atribuiu os títulos nacionais da especialidade em oito categorias. Três femininas – as Sub-15, Sub-17 e também
Júnior / Elite – e masculinos nas categorias de Sub-15, Sub-17, Sub-19, Sub-23 / Elites (categoria única, tal como nas femininas) e Masters.
Na categoria Elite Masculina, Renato da Silva confirmou o favoritismo ao estabelecer o melhor registo do dia, com 34,707 segundos. Leonardo Carmo, também do Team BMX Quarteira, foi segundo, com 36,072 segundos (+1,365s), enquanto Bernardo Rocha, igualmente da formação algarvia, fechou o pódio com 36,170 segundos (+1,463s). Na categoria Júnior / Elite Feminina, Ambre Beato
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo



conquistou o título com o tempo de 41,066 segundos, deixando Rita Xufre (Núcleo Bicross de Setúbal / VSPublicidade) na segunda posição, com 42,597 segundos, a 1,531 segundos da vencedora.
Entre os Masters masculinos, o título ficou nas mãos de Carlos Rosado (Clube Bicross de Portimão), vencedor com 38,542 segundos. André Martins (Team BMX Quarteira) foi segundo, com 39,361 segundos (+0,819s), e Paulo Domingues (Casa do Povo do Alqueidão) terminou na terceira posição, com 43,404 segundos (+4,862s). No escalão Sub-19 masculinos, Francisco Sousa (Team BMX Quarteira) arrecadou o título nacional ao completar a pista em 37,812 segundos. Lukas Rohrborn (Clube Bicross de Portimão) foi segundo, com 38,804 segundos (+0,992s).
Em Sub-17 masculinos, Tiago Cavaco (Team BMX Quarteira) venceu com
37,834 segundos, seguido de Martim Reis (Linda-a-Pastora Sporting Clube), com 39,523 segundos (+1,69s), e João Magalhães (Linda-a-Pastora Sporting Clube), com 43,033 segundos (+5,20s). No escalão Sub-15 Masculinos, Gustavo Pereira (Clube Bicross de Portimão) foi o mais rápido, com 40,254 segundos. Diogo Sousa (Team BMX Quarteira) terminou em segundo lugar, com 43,244 segundos (+2,99s), seguido de Max Röhrborn (Clube Bicross de Portimão), com 43,567 segundos (+3,313s), terceiro classificado.
Nas categorias femininas de formação, Íris Moraru (Clube Bicross de Portimão) venceu em Sub-17 femininas, com 41,376 segundos e Maria Pinto (Casa do Povo do Alqueidão) foi segunda classificada, com 44,748 segundos, a 3,37 segundos da vencedora. Áurea Numão (Team BMX Quarteira) conquistou o título nacional de Sub-15 femininas com o tempo de 46,411 segundos.
























Da fusão da AHETA e AIHSA nasce a Associação das Empresas Turísticas do Algarve
AHETA e a AIHSA formalizaram, no dia 6 de julho, na Quinta do Canhoto, em Albufeira, um Memorando de Entendimento com vista à fusão das duas associações, numa cerimónia presidida pelo Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado.
Sediada em Albufeira, a AHETA –Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve
foi criada em 1995 com o objetivo de representar empresas do setor hoteleiro, imobiliária turística e animação, incluindo empresários do alojamento local. Por seu lado, a AIHSA – Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve, com sede em Faro, desenvolve a sua missão desde 1971 e atua, tradicionalmente, como elo de ligação entre os agentes da hotelaria, restauração e bebidas e o setor público.
A fusão destas duas forças associativas na AETA – Associação das Empresas Turísticas do Algarve tem o objetivo
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina


estratégico de melhorar a representação do turismo algarvio, tornando-a ainda mais robusta, unificada e abrangente, naquilo que o anfitrião, Rui Cristina, considerou representar “sentido estratégico, maturidade institucional e uma visão comum para o futuro da nossa grande região”. “Estamos perante duas entidades com história, com trabalho desenvolvido e com uma presença determinante na defesa da hotelaria, dos empreendimentos turísticos, da restauração e dos serviços que dão força à economia algarvia. Por isso, quero felicitar o Daniel do Adro e o Hélder Martins por este entendimento que demonstra claramente liderança e capacidade de colocar o interesse regional acima das fronteiras associativas”, enalteceu o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, frisando que “o Algarve ganha quando une
vontades, quando concentra energias e fala com uma clara voz mais forte e unida”.
Para Rui Cristina, a fusão das duas entidades dará ao setor mais massa crítica, maior capacidade de representação e mais força negocial junto do governo, dos parceiros nacionais e dos mercados internacionais. “O Algarve tem um peso decisivo no turismo e na economia do país, mas precisa claramente de respostas à altura do seu contributo. Falo da habitação, da saúde, da mobilidade, da segurança, da qualificação profissional e da capacidade de atrair e de reter talento. O futuro do turismo no Algarve não pode ser medido apenas pelo número de visitantes. O verdadeiro desafio é crescer em valor, atrair melhor turismo, aumentar a receita por turista,


modificar a oferta, reforçar a sustentabilidade e garantir que o sucesso do setor se reflita também nas empresas, nos trabalhadores e nos residentes”, defende o edil albufeirense, lembrando que o Algarve continua a afirmar-se como um dos grandes motores turísticos do país e que Albufeira é o segundo maior destino turístico do país, logo a seguir a Lisboa. “Estes resultados, além de nos orgulharem, também nos responsabilizam, porque o turismo é uma das forças de Albufeira e do Algarve e deve continuar a ser pensado com equilíbrio, inteligência e visão de longo prazo. Este memorando surge no momento certo, porque os desafios que temos pela frente exigem coordenação, ambição e uma só voz regional que seja cada vez mais coesa”, declarou o presidente da Câmara Municipal de Albufeira.
A AIHSA é, de facto, uma referência na defesa dos empresários da hotelaria e da restauração do Algarve há mais de cinco décadas, “representando os interesses dos seus associados, estabelecendo pontes entre o setor privado e as atividades públicas e contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do turismo regional”, salientou Daniel do Adro, esclarecendo que “este percurso não desaparece com a fusão”. “Uma instituição com mais de 50 anos de história não perde a sua identidade quando decide unir esforços. A sua experiência, conhecimento acumulado e reconhecida credibilidade são pilares com que construímos a nova associação. Também a AHETA construiu, ao longo de três décadas, uma posição relevante na defesa dos interesses do nosso setor e traz agora

esse peso para a nova associação. Esta fusão representa o início de uma organização mais forte, mais respeitada, mais moderna e mais preparada para responder aos desafios das próximas épocas”, entende o dirigente.
Para Daniel do Adro, as vantagens da fusão são evidentes: “Duas vozes, que tantas vezes convergiram, passam a ser uma só, com maior influência junto das entidades nacionais, que por vezes esquecem as particularidades do nosso Algarve. E passam a ser uma voz com mais capacidade técnica e institucional, para, entre outros domínios, desenvolver projetos e candidaturas que são cada vez mais importantes para a própria sustentabilidade das associações profissionais”, apontou, acrescentando que “aquilo que
verdadeiramente importa não é o nome de uma instituição, é a capacidade que ela terá para defender o setor e servir os seus associados… e o Algarve precisa e merece uma associação regional verdadeiramente reconhecida e com influência”.
Uma associação para «acertar em cheio»
Da fusão da AHETA e AIHSA nasce, então, a AETA – Associação das Empresas Turísticas do Algarve, uma medida que já vem sendo tentada, de acordo com Hélder Martins, há mais de 20 anos. “A 27 de setembro de 2024, no Dia Mundial do Turismo, em Mafra, o Daniel do Adro lançou-me o desafio de começarmos a trabalhar com vista a esta fusão. Eu disse que sim, a partir daí
muita coisa se passou e a assinatura deste documento é o primeiro ato formal desta fusão. Concordámos com o nome e com a metodologia, definimos que até 31 de julho teríamos este documento assinado – estamos a ganhar tempo – e que até final de agosto teríamos os estatutos preparados, e definimos que até novembro teríamos eleições e um novo órgão pronto a trabalhar no próximo ano”, descreveu o presidente da AHETA.
Hélder Martins revelou, então, que a nova entidade passará a ter 11 elementos na sua direção para abranger mais áreas de negócio, terá uma comissão executiva para ser mais operacional e terá que se profissionalizar para responder às exigências dos seus associados.
“Queremos uma associação ainda mais forte e mais representativa da atividade turística no Algarve, e passará, no início deste processo, a ter 1.300 associados. Tem peso, tem dinâmica, e vai ter que ser uma associação que «bate o pé» ao Poder Central. Queremos combater imagens que se tem criado que o Algarve é caro, que o Algarve é mau, que há outros destinos melhores, quando o Algarve é um destino turístico de incomparável qualidade. Seremos parceiros das entidades oficiais, públicas e privadas, que aqui estão, e queremos continuar a trabalhar com os presidentes de câmara em áreas extremamente importantes para a nossa região, a maioria do espaço público, como a famosa taxa turística e a questão da habitação para os nossos


funcionários, que é um trauma que todos nós temos”, assumiu Hélder Martins.
A AETA continuará a estar representada na Região de Turismo do Algarve, na Associação de Turismo do Algarve, no Instituto do Emprego e Formação Profissional, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e noutras entidades, “porque é importante que o tecido empresarial o faça, e queremos contribuir para demonstrar aos nossos futuros clientes que somos um destino resiliente e com qualidade”. E dirigindose ao Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Hélder Martins lembrou que a maior parte das camas turísticas do Algarve não contam para as estatísticas da região, uma vez que o INE não considera os alojamentos locais com
menos de 9 camas. “Entre 2009 e 2024, o Algarve passou de 20 para 29, 30 por cento de VAB. O Algarve cresceu e voltamos ao que o Vítor Neto tantas vezes diz: no Algarve não há turismo a mais, há é economia a menos. E esta associação vai continuar a lutar numa questão que é extremamente importante para o Algarve, que é a requalificação. Este ano parece que abrem 65 hotéis em Lisboa, 55 no Porto, no Algarve, diz-se que abrem 13 ou 14, e alguns são requalificações. O caminho não é pela quantidade, como disse o Rui Cristina, é pela qualidade. O que vai acontecer a partir de novembro é algo em que nós não podemos falhar, para trabalharmos mais em prol do nosso Algarve”, reforçou o dirigente.
Presente na cerimónia esteve igualmente Francisco Calheiros,
presidente da Confederação do Turismo de Portugal, para quem esta fusão “é importantíssima, é necessária, e só peca por ser tardia, ainda para mais na principal região turística do país”. “É uma prova de grande maturidade que, quer a AIHSA, quer a AHETA, dão, é para se concretizar e não tenho dúvida nenhuma de que vai ser um grande sucesso”, indicou, antes da palavra passar para Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços. “Portugal tem uma estratégia consistente, com previsibilidade e, sobretudo, com agregação dos esforços públicos e privados ao longo das últimas três décadas, no mínimo, para não ir mais longe. Essa estratégia faz com que a marca Portugal possa crescer, possa reforçar o seu
posicionamento, que seja relevante. E esta indústria conhece bem aquilo que é do domínio público e aquilo que é do domínio privado. A intervenção hoje, em matéria da indústria do turismo, alavanca muito naquilo que é verdadeiramente o trabalho, a coragem, a resiliência, a capacidade de arriscar, que as empresas e os empresários colocam nesta operação. Uma das razões do sucesso de Portugal é entendermos que esta indústria está alavancada no setor privado, naqueles que investem, naqueles que arriscam, naqueles que criam o tal valor, e que granjeiam as condições essenciais e necessárias para que se alcance o sucesso”, destacou o governante, que não esqueceu, igualmente, o papel que as autarquias desempenham “enquanto

atores principais na construção e na diversificação dos destinos turísticos”.
Pedro Machado realçou o caminho que o Algarve tem percorrido, nos últimos anos, para diversificar a sua proposta de valor, somando ao golfe e ao sol e praia, a gastronomia, os vinhos, o enoturismo, o turismo de natureza, o turismo ativo, o turismo náutico. “Hoje olhamos para investimentos públicos decisivos, seja no domínio regional, seja no domínio local, que alavancam a própria capacidade que o setor privado tem de poder fazer crescer a sua operação. Mas também há que destacar o aumento exponencial do investimento na promoção no mercado interno e nos mercados externos, interpretando e conhecendo novos mercados emissores. O Reino Unido continua a ser um mercado decisivo, mas percebemos aquilo que são as ondas de crescimento para mercados como os Estados Unidos, o Canadá, a Argentina, o México e outros da América do Sul, assim como mercados tradicionais da Europa como a Alemanha”, disse o Secretário de Estado, mostrando-se confiante de que a nova AETA vai ser bem-sucedida. “Tem a inteligência, tem os recursos humanos, tem os recursos técnicos, para acertar em cheio. E isso significa estarmos preparados para os desafios que se colocam pela frente, como sejam os impactos das alterações climáticas. Há desafios aos quais a AETA sozinha não vai conseguir responder, aos quais os municípios, isoladamente, não vão conseguir responder, mas que implicam uma estratégia regional, uma estratégia nacional e uma estratégia europeia”,

antevê Pedro Machado, partilhando igualmente da ideia da necessidade de aumentar a qualidade e o valor, de se crescer na personalização das experiências turísticas. “Percebemos hoje que, por exemplo, vamos ter que adaptar o horário dos nossos eventos,

eventualmente realizá-los mais tarde para contrariar as temperaturas altas que se sentem durante o dia, porque isso melhora a experiência turística. Saio daqui mais tranquilo, e mais feliz, por se ter concretizado esta fusão. O Algarve é um destino incontornável,
tem características únicas e extraordinárias, e a história destas duas associações confunde-se com a história do turismo em Portugal”, concluiu Pedro Machado.




Culturalidade Lusófona marcou mais um Mercado de Culturas… à Luz das Velas
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina
e 2 a 5 de julho, o centro da cidade de Lagoa voltou a iluminar-se com milhares de velas para acolher o 11.º
Mercado de
Culturas… à Luz das Velas, um evento que se afirma como um dos mais singulares do verão algarvio. Sob o tema «Mostra da Culturalidade Lusófona», a edição de 2026 propôs uma viagem pelos territórios, tradições, expressões
artísticas e identidades que unem os países e comunidades de língua portuguesa, celebrando a diversidade cultural do universo lusófono através da música, dança, gastronomia, artesanato, literatura e manifestações performativas.
Ao longo de quatro noites, as ruas do centro histórico de Lagoa transformaram-se num espaço de encontro intercultural, onde o ambiente intimista criado pela iluminação cénica



das velas convida residentes e visitantes a descobrir sonoridades, sabores e saberes oriundos de diferentes geografias da lusofonia. A programação integrou espetáculos musicais, performances de rua, exposições, oficinas, animação itinerante, espaços gastronómicos e mercado de artesanato, reunindo artistas, criadores e participantes de vários países.
Mais do que um evento cultural, o Mercado de Culturas… à Luz das Velas
afirma-se como um espaço de partilha, diálogo e valorização da diversidade, reforçando os laços históricos e contemporâneos entre povos unidos pela língua portuguesa. Promovido pelo Município de Lagoa, o evento pretende continuar a afirmar Lagoa como um território de cultura, criatividade e intercâmbio internacional, proporcionando uma experiência única num ambiente de grande beleza visual.













Pavilhão da Boavista encheu para assistir ao XII Sarau Gímnico da ADA
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina
o dia 20 de junho, a ADA – Associação
Desportiva
Alvoreiros levou a cabo, no Pavilhão da Boavista, em Portimão, o seu XII Sarau Gímnico, um espetáculo repleto de emoção, dedicação e muita paixão pela ginástica. Num final de tarde muito
especial, as bancadas encheram-se de familiares para assistir ao trabalho desenvolvido ao longo da época pelas ginastas da ADA, mas também dos grupos convidados da Associação de Ginástica de Silves, Colégio do Rio, Guia Futebol Clube, Academia Dança Mais, ACD Che Lagoense e Associação de Ginástica P’lo Ar.





























































20.º «CENAS NA RUA» DEU SAÍDA PARA O VERÃO EM

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina
DEU O PONTAPÉ-DE EM TAVIRA


Município de Tavira promoveu, de 1 a 12 de julho, a 20.ª edição do Cenas na Rua –Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua, iniciativa que assinalou, simultaneamente, duas décadas de um dos mais importantes festivais nacionais dedicados às artes de rua e o começo da programação municipal Verão em Tavira.
No dia 7 de julho, a proposta foi «Tenet», pela companhia espanhola
Eunoia Kolektiva, que se afirma pela excelência técnica nas disciplinas acrobáticas de mão a mão e pela forte dimensão visual das suas criações. No espetáculo que encheu a Praça da República, oito personagens questionam a monotonia e os sistemas rígidos através de uma impressionante linguagem física, propondo uma reflexão sobre diversidade, mudança e construção coletiva.
Ao longo dos últimos vinte anos, o Cenas na Rua transformou o espaço público num o palco de criação artística, aproximando artistas e comunidades e



afirmando Tavira como um território onde a cultura se vive de forma aberta, participativa e acessível. Ruas, praças, jardins e largos históricos passaram a acolher espetáculos que cruzam teatro, circo contemporâneo, música, dança, clown, teatro visual, acrobacia e outras linguagens artísticas, contribuindo para democratizar o acesso à cultura e para reforçar a identidade cultural do concelho.
Desde a sua criação, mais de 300 companhias, nacionais e internacionais, passaram por Tavira, largas centenas de artistas, consolidando o Festival como uma referência no panorama das Artes de Rua e como um importante instrumento de internacionalização da programação cultural municipal. A edição de 2026 assumiu um significado especial ao
celebrar 20 anos de existência e ao apresentar aquela que é, provavelmente, a programação internacional mais abrangente de sempre, reunindo companhias e artistas provenientes de Portugal, Espanha, França, Itália, Países Baixos e Argentina.
Durante duas semanas, o público assistiu, gratuitamente, a inúmeros espetáculos que transformaram o centro histórico de Tavira num grande palco ao ar livre, privilegiando a proximidade entre artistas e espetadores e proporcionando experiências culturais dirigidas a todas as idades. A programação deste ano incluiu propostas de teatro de rua, marionetas, circo contemporâneo, música, clown, teatro visual, grandes espetáculos itinerantes e projetos de elevada qualidade artística, refletindo a




diversidade estética que sempre caracterizou o Festival e reforçando a sua dimensão internacional.
Integrado na estratégia cultural do Município, o Cenas na Rua continua a afirmar-se como um projeto estruturante, promovendo o encontro entre diferentes culturas, linguagens artísticas e comunidades, estimulando a participação
cidadã e reforçando a atratividade do concelho junto de residentes e visitantes.
Ao assinalar o início do Verão em Tavira, o Festival voltou a colocar a cidade no roteiro nacional e internacional das Artes de Rua, oferecendo uma programação de elevada qualidade artística, de acesso gratuito e dirigida a públicos de todas as idades.





























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