

ALGARVE INFORMATIVO




ÍNDICE
Paulo Cunha (pág. 14)
Mirian Tavares (pág. 18)
João Ministro (pág. 22)
Sílvia Quinteiro (pág. 26)
Dia da Cidade de Quarteira (pág. 30)
Dia do Município de Loulé (pág. 44)
Centro de Congressos de Lagoa (pág. 56)
Troféu Poejo Mendes (pág. 66)
Taça do Mundo de Ginástica Rítmica em Portimão (pág. 74)
(Des)humanos no Teatro Lethes (pág. 102)
6.º Festival MOCHILA em Faro (pág. 122)












“Ela pôs-se a jeito… Estava mesmo a pedi-las!”
Paulo Cunha, professor
uem é que já não ouviu as, já banalizadas, frases “Ela pôsse a jeito.
Estava mesmo a pedi-las” quando comentamos a violação duma mulher? Infelizmente, continua a ser um exemplo clássico de culpabilização da vítima - uma lógica perigosa que tenta transformar a responsabilidade de uma agressão em algo que a própria vítima terá provocado pela forma como se vestia ou se apresentava.
Não, ninguém “se põe a jeito” para ser agredido. Quando alguém sugere que a vítima “provocou” a agressão, a violência deixa de corresponder a um crime e passa a indiciar uma “consequência natural”. Isto reduz a indignação social e torna mais difícil denunciar ou punir os agressores. A sociedade passa a ver as agressões como mal-entendidos e não como atos de violência.
O impacto social deste tipo de linguagem é profundo, estrutural e cumulativo. Não é apenas uma maneira de falar, é um mecanismo que molda comportamentos, legitima desigualdades e perpetua a violência. Continua a assistir-se a um aumento dos
estereótipos de género, à culpabilização da vítima, à desresponsabilização do agressor, à transmissão intergeracional do machismo e à erosão da empatia. Ora, consequentemente, estes comportamentos terão impacto nas instituições (Justiça, Ensino, Saúde, etc.).
A linguagem não descreve apenas a realidade – cria-a. Explicar o perigo destas frases “Ela pôs-se a jeito!”, “Estava a pedi-las!” funciona melhor quando colocamos a nu as suas reais e definitivas consequências. As pessoas raramente mudam de opinião com moralismos, mudam quando percebem os resultados de determinados comportamentos nas vidas de quem está próximo e lhes é querido.
Vários estudos recentes mostram um aumento de atitudes machistas entre rapazes, sobretudo influenciados por determinadas figuras públicas e por comunidades digitais que normalizam os discursos de ódio contra as mulheres. Mas, ao mesmo tempo, há também mais jovens com consciência feminista, mais informados, mais críticos e mais intolerantes à desigualdade. Ou seja: a polarização está a aumentar.
O que está então a alimentar os comportamentos machistas entre alguns

jovens? Os influenciadores misóginos, os algoritmos que amplificam a radicalização, a progressiva insegurança económica e social, a falta de educação sexual e emocional e a reação ao avanço dos direitos das mulheres poderão ser alguns dos fatores que servem de resposta a essa relevante questão.
Estudos europeus realizados entre 2023 e 2025 indicam que os rapazes entre os 15 e os 24 anos são o grupo que mais cresce em adesão a discursos antifeministas. Em Portugal, inquéritos escolares mostram que o sexismo benevolente e hostil está a
reaparecer, sobretudo entre rapazes, mas também mostram que as raparigas estão mais conscientes, mais críticas e mais intolerantes a comportamentos machistas. Portanto, não é uma tendência uniforme - é uma divisão geracional dentro da própria geração.
A verdade é que a geração Z e a geração Alpha são as mais conscientes de sempre, mas também as mais expostas à radicalização online. Não estamos a assistir a um “regresso ao passado”, mas sim a uma batalha cultural dentro da juventude: de um lado, jovens que querem igualdade, respeito e relações saudáveis, do outro, jovens que se sentem ameaçados por essas mudanças e procuram refúgio em discursos machistas. É um conflito entre modelos de masculinidade, não entre “jovens” e “não jovens”.
A forma mais eficaz de combater o machismo é criar condições para que os jovens desenvolvam pensamento crítico, empatia e modelos de masculinidade saudáveis. Na qualidade de docente e educador, saliento a importância da educação emocional e relacional, fomentando e trabalhando a empatia e a gestão de conflitos.
Tentemos, pais e professores, fazer a nossa parte. Como? Criando diálogos sem julgamento, ensinando literacia digital, oferecendo modelos masculinos saudáveis, trabalhando a autoestima e a pertença, desmontando argumentos misóginos com factos e, sem humilhar nem ridicularizar, construir espaços e momentos de reflexão e conexão. Bem precisamos!
Foto: Daniel Santos



Dos pequenos gestos
Mirian Tavares, professora
Outro dia saí da universidade, já passava das 20h, e automaticamente fui em direção ao portão que fecha a essa hora; nem me tinha dado conta. Já ia recuar quando vi o segurança, a sorrir e a segurar o portão para que eu pudesse passar. Agradeci-lhe e fiquei contente com algo que parece banal. Os pequenos gestos dizem mais de nós mesmos do que os gestos grandiosos, retumbantes: o grande sacrifício, a grande providência. Esses gestos são bonitos, muitas vezes fruto de um momento dramático, de algo que antecede ou precede um grande drama. Heroicos. Não lhes retiro a importância, mas eles são a exceção na regra da vida. E é nessa vida quotidiana, muitas vezes cinzenta, amarga e complicada, que os pequenos gestos se tornam grandiosos: alguém que sorri de volta quando cumprimentamos; um elogio sincero que demonstra carinho. Valorizo cada gesto de cuidado, como cozinhar para mim, perceber que tenho os olhos tristes e inventar coisas para me animar, sair da
Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo.
Adélia Prado
rotina para dar um passeio só porque sente que preciso. Hoje, um cão muito fofo, com uma bola amarela na boca, virou-se e decidiu meter-se entre as minhas pernas e pedir festinhas. A dona, muito atrapalhada, chamava o cão, que não queria ir embora. Os animais também são capazes de pequenos gestos, de gestos doces, carinhosos. Mesmo os gatos, que têm má fama, às vezes, quando lhes dá na telha, são fofinhos e queridos. Fico contente quando um motorista para o carro para que eu saia do parque, quando sou recebida de forma calorosa por pessoas que mal conheço, quando o ou a empregada de mesa sorriem e esperam, sem pressa, que eu faça as minhas escolhas. Havia um empregado de mesa de uma pizzaria, ao pé da universidade, que elogiava sempre a minha roupa; outro dizia que passava muitas vezes pela mesa para ver o meu sorriso. Depois de um dia difícil, de enfrentarmos os nossos demónios quotidianos, sabe bem alguém segurar o portão e esperar por nós, sem pressa, com um grande sorriso e um gesto de adeus.

Foto: Isa Mestre


Um parque para abacates
João
Ministro, empresário e
ma nota de entrada: não tenho nada contra os abacateiros. São plantas, como tantas outras, cujos frutos têm grande valor nutritivo. O mesmo diria em relação a outras árvores, como a laranjeira ou o eucalipto. É a forma como estas espécies têm sido exploradas na região que me levanta alguma inquietação.
Vem isto a propósito do que está a acontecer no Algarve, incluindo no Parque Natural da Ria Formosa. A expansão da cultura do abacate continua a ganhar terreno, apesar de alguns pensarem – e até afirmarem – que existe algum tipo de controlo na sua instalação. Mais preocupante ainda: continua a expandir-se dentro de um parque natural que supostamente deveria zelar pela preservação de valores ambientais e paisagísticos. O tema ganha também especial peculiaridade pelo facto de vários projectos terem sido recentemente instalados na zona de Tavira, o município que se auto-intitula a capital da Dieta Mediterrânica, com tudo o que este conceito carrega em si.
Para quem este assunto despertar curiosidade, sugiro um passeio até Santa Luzia ou Pedras D’el Rei e ver o que ali foi feito nos últimos meses. Antigos
engenheiro
do ambiente
pomares de sequeiro, com imponentes amendoeiras, oliveiras e alfarrobeiras centenárias, foram arrasados para instalar campos de abacates. Da diversidade que sempre caracterizou estes campos, passou-se à monocultura intensiva ávida em água.
Pode-se afirmar, e com alguma razão, admito, que não tendo os pomares de sequeiro o valor económico de outrora, os proprietários têm legitimidade para os transformar e converter em outras culturas mais rentáveis desse ponto de vista. Mas é aqui, precisamente, que as entidades públicas deveriam intervir. Se há um interesse superior a preservar, nomeadamente a defesa dos valores paisagísticos de uma região, da tão falada dieta mediterrânica ou da própria biodiversidade – sim, os pomares de sequeiro são incomparavelmente mais ricos em biodiversidade que as monoculturas de abacate – então actuese no sentido de encontrar formas de compensação dos proprietários e garantir a preservação desses pomares e tudo aquilo que albergam. Aplique-se o que se anda a falar há anos – sem qualquer consequência prática, diga-se – os chamados serviços dos ecossistemas. Querem um caso prático para testar este conceito? Aqui têm um: salvem os pomares de sequeiro centenários, em particular os existentes em zonas

sensíveis ou os com especial interesse ambiental ou cultural.
Mas o caso mais aberrante é, talvez, o que aconteceu junto a Cacela Velha, no seu lado nascente, colado à zona húmida. Um terreno que em 2018 foi totalmente desbastado pelo proprietário, tendo gerado inúmeras queixas e processos de contra-ordenação pelo ICNF, e que hoje se converteu num extenso abacatal. Toda a vegetação outrora ali existente foi completamente substituída por um vasto campo de tubos de plástico onde jovens árvores crescem. Isto numa das zonas mais belas da Ria Formosa, de especial valor cénico e ambiental, à revelia dos estatutos de protecção. Na altura, aquando da devastação ali ocorrida, o proprietário iria, segundo as notícias,
incorrer em pesadas multas que chegariam aos milhões de euros. Teria ainda de repor a situação original. Pois hoje já sabemos o que realmente aconteceu.
O conflito entre agricultura e ambiente, tema tão actual e repetitivo, não tem motivo de ser, desde que exista estratégia, planeamento e respeito. Quando nada disto existe, o que temos, cada vez mais, é uma região cedida aos interesses dominantes e à sua lenta conversão em monoculturas, tanto agrícolas como turistico-imobiliárias, onde nem as áreas protegidas escapam. Foi para isto que foram criadas? Para proteger abacates?


Minha flor Sílvia Quinteiro, professora
As pessoas não morrem, ficam encantadas. João Guimarães Rosa
e eu soubesse, escreviate um poema. Um poema eterno, daqueles que dizes de corpo inteiro.
Se eu fosse poeta, escolheria as palavras mais belas para ti. Doces, frescas, cintilantes como tu. E, ainda assim, nenhuma chegaria verdadeiramente para te contar.
Bradaria ao mundo a tua alegre loucura, a gentileza sem esforço, a lealdade inigualável, o teu enorme talento, a voz melodiosa.
Prestaria homenagem à tua bondade, à capacidade infinita de seres feliz com a felicidade dos outros e de lhes declarares o teu amor em gestos, sorrisos e palavras.


Foto: Dina Adão (CIV)

Diria a todos que és uma fada. Um ser frágil, luminoso e intenso. Que a tua varinha de condão é a palavra com que espalhas pelo mundo afeto e poesia.
E explicaria por que te fizeste ausente dos nossos olhos. Que te encantaste e partiste para esse universo perfeito a que sempre pertenceste. O lugar mágico onde tudo permanece infância, maré e brilho do amanhecer.
Onde as dunas, os pássaros, as conchas e os peixes são poemas, e tu brincas feliz entre os seus versos. Na tua Ria. É aí que vivem as fadas. Num bailado perpétuo, a
desenhar raios de luz e a escrever ondinhas na preia-mar. É aí que, embaladas pelo marulhar, adormecem aninhadas em colos de madrepérola.
E é também aí que te procurarei sempre, na certeza de que, se um dia um salpico atrevido me vier salgar o rosto, foste tu. A tua travessura. A tua gargalhada. O teu abraço.
Se eu soubesse, escrevia-te um poema, minha flor.
Minha eterna menina do mar.



Quarteira assinalou 27 anos de cidade com aposta no futuro
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina e Freguesia de Quarteira
cidade de Quarteira celebrou, no dia 13 de maio, o seu 27.º aniversário de elevação a cidade (1999-2026) com um programa que conjugou inaugurações com iniciativas culturais, reforçando o compromisso com o desenvolvimento e a proximidade com a comunidade.
As comemorações arrancaram, às 9h, no Largo do Centro Autárquico, com o tradicional hastear da bandeira, acompanhado pela formatura dos Bombeiros Municipais de Loulé. Pelas
9h30 foi dado o pontapé de partida para o torneio de futebol, promovido pela Escola D. Dinis, na abertura oficial ao público do novo campo, no Passeio das Dunas. Seguiu-se a inauguração do novo Parque Canino de Quarteira, localizado na Avenida de Ceuta, junto ao Hipermercado Continente.
A sessão protocolar do Dia da Cidade realizou-se no Centro Autárquico, local onde a exposição fotográfica «Olhares que Ficam» apresenta uma seleção de trabalhos de ex-alunos (2007-2023) do Curso Profissional de Fotografia do Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres. Uma sessão onde foram




homenageados Mendes Bota e Rui Lourenço. E, no primeiro aniversário da cidade de Quarteira a que assistiu na qualidade de presidente de junta, João Romão lembrou que “a alma desta cidade não nasceu num decreto-lei”. “A verdadeira essência de Quarteira nasceu muito antes... no suor dos nossos pescadores, na resiliência das mulheres que cuidavam dos filhos e ao mesmo tempo seguravam as canastras,
aguardando pelo regresso dos seus. Antes das avenidas, dos prédios e dos hotéis, há uma linhagem marcada pela coragem, pela resiliência e pela perseverança de homens e mulheres que marca quem somos hoje e que nunca podemos esquecer. Essa é a nossa identidade, isto é quem nós somos”, salientou o autarca.

João Romão reconheceu que, nas últimas décadas, Quarteira cresceu rápido e se tornou num mosaico de culturas e gerações. “Somos uma cidade que acolhe, que integra e que pulsa com uma energia muito própria. A multiculturalidade é um fenómeno com o qual nos deparamos diariamente, em cada portão de escola e em cada supermercado ou café. Há quem considere isto uma ameaça; há quem
ache assustador. Na minha opinião, prefiro encarar a realidade como uma oportunidade, assumindo-a simultaneamente como um desafio: uma oportunidade para aprender, para compreender, para partilhar conhecimento e evoluir; um desafio para integrar, para dar a conhecer e enaltecer a nossa cultura, os nossos hábitos e os nossos costumes. A isto chama-se evolução”, declarou, garantindo que o seu foco será sempre contribuir para o crescimento e desenvolvimento de Quarteira e que esse crescimento não deixe ninguém para trás. “Ser cidade é ter espaços públicos de qualidade, é criar condições para um envelhecimento ativo e digno para os nossos idosos e oportunidades diversificadas para os nossos jovens. É investir na educação, na cultura e no desporto. É criar prosperidade e condições para que as pessoas vivam seguras e felizes”, defendeu.
Depois de falar dos espaços que iam ser inaugurados nesta data, e das várias obras que estão em curso no terreno, o presidente da Junta de Freguesia de Quarteira frisou que “olhamos para o futuro com uma ambição renovada” “Quarteira não pode nem quer estagnar. Temos que criar respostas rápidas ao nível da Habitação e criar melhores condições ao nível da Educação e da Saúde. Temos de continuar a cuidar do espaço público, da sua organização e limpeza, contrariando a falta de civismo e de consciência a que tantas vezes assistimos. O nosso desafio para os próximos anos é claro: queremos uma cidade sustentável, inteligente e

moderna, onde saibamos valorizar o nosso mar, as nossas praias e as nossas reservas naturais. Onde consigamos atrair investimento que vá além da sazonalidade e que traga oportunidades aos nossos filhos. Onde a segurança e a paz prevaleçam e a felicidade seja partilhada. O mar continua à nossa frente, desafiante, mas cheio de oportunidades. Vamos navegá-lo com a mesma audácia dos nossos antepassados, mas com as velas apontadas à modernidade e ao progresso”, concluiu João Romão.
Junta e Município unidos para uma Quarteira mais forte
E se este foi o primeiro Dia da Cidade de João Romão como presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, foi também o primeiro de Telmo Pinto enquanto presidente da Câmara Municipal de
Loulé, depois de 12 anos como presidente, precisamente, da Freguesia de Quarteira. “Foram anos intensos, exigentes e profundamente marcantes. Anos em que percorri estas ruas, ouvi as pessoas, partilhei preocupações, celebrei conquistas e, acima de tudo, aprendi o verdadeiro significado de servir uma comunidade”, recordou. “Celebrar o Dia da Cidade é preservar a memória, reforçar a autoestima e afirmar a nossa identidade. Mas, para mim, é também olhar em frente, é ousar pensar e construir o futuro. Hoje regresso a esta cerimónia com novas funções, mas com a mesma proximidade, o mesmo compromisso e a mesma dedicação a esta terra e às suas gentes”, assumiu.
Telmo Pinto salientou que Quarteira é uma cidade de origem piscatória, com um território rico e uma identidade forte,



“construída com trabalho, resiliência e sentido de pertença” “Nem sempre o seu crescimento foi o mais equilibrado, e houve momentos de desvalorização, mas as suas gentes resistiram, afirmaram-se e nunca deixaram perder a sua essência. Nos últimos anos, todos fomos testemunhas de uma transformação profunda, uma transformação que resgatou o orgulho quarteirense. Uma transformação feita de investimento, de planeamento e, sobretudo, de uma visão partilhada entre o Município, a Junta de Freguesia e os investidores, hoje mais atentos à autenticidade dos territórios”, destacou.
É neste contexto que está a nascer um novo Mercado Municipal, um equipamento estruturante, com arquitetura contemporânea e identidade, que será muito mais do que um espaço de
comércio, “será um ponto de encontro, de dinamização económica e social, um símbolo da modernidade que respeita as nossas raízes”, descreveu Telmo Pinto. “Avançamos também com o Centro de Educação e Cultura de Quarteira (CECQ), cuja empreitada queremos lançar ainda este ano. Um projeto essencial para o futuro, que reforça o acesso ao conhecimento, à cultura e à criatividade. Um projeto que aproxima ainda mais Loulé e Quarteira, através do ensino artístico especializado: o Conservatório de Dança de Quarteira será par do Conservatório de Música de Loulé –Francisco Rosado, abrindo novas oportunidades para os nossos jovens. Um equipamento fundamental para a região e para o acesso constitucional de acesso ao ensino artístico”, considerou o edil louletano.



Nova vida vai ser dada também ao antigo Casino Velho de Quarteira, “um espaço carregado de memória, que queremos devolver às nossas pessoas e à cidade com uma nova função, digna da sua história e do seu potencial” “Uma função comunitária, de encontro de gerações, de alegria e de festa, de criatividade e de inovação. Onde os bailes vão acontecer, ao mesmo tempo que posso ter um menino ou menina a gravar na sala/estúdio ou a construir um vídeo jogo que o vai tornar famoso no mundo digital”, indicou Telmo Pinto, para quem a transformação de Quarteira não se faz apenas de grandes equipamentos, faz-se também de cultura viva e de participação. E a exposição «Com os Pés na Terra e as Mãos no Mar: 6000 anos de História de Quarteira», patente na antiga lota, é disso exemplo.
“E se sonharmos uma nova vida para a Praça do Mar? O sonho já está a tornarse realidade, pela parceria entre o Município e a Junta de Freguesia, com um programa funcional a ser ultimado, que vai ter um espaço de leitura, de exposições e de fruição do nosso belo Atlântico. O edifício público principal –onde funciona o Turismo e a Galeria de Arte – vai abrir-se à Praça. Mas uma comunidade não vive apenas de grandes obras. Vive do cuidado diário: na requalificação do espaço público, na mobilidade, na habitação, nos serviços e na atenção às necessidades concretas das pessoas. Vive de projetos como a Academia do Saber, o teatro comunitário e o apoio social. Vive quando cuidamos das nossas ruas, dos nossos bairros, das nossas praias. Vive quando colocamos as pessoas no centro das decisões. Porque uma cidade não é




apenas o que se constrói, é, principalmente, de quem a vive”, adiantou Telmo Pinto, que não poupou elogios aos quarteirenses. “Gente trabalhadora, solidária, que não desiste, que construiu esta cidade com esforço e dignidade. Gente que merece viver numa cidade mais justa, mais qualificada e preparada para o futuro. Por isso, vamos investir na reabilitação da Escola Secundária Laura Ayres, criar uma nova creche e reforçar as condições de acesso à saúde. Porque Quarteira é também juventude, e o futuro constróise hoje”.
Um futuro que passa, no entender do autarca louletano, por uma ligação cada vez mais forte entre Quarteira e Vilamoura, territórios complementares e hoje mais próximos e integrados. “O
Passeio das Dunas, mais do que uma infraestrutura, é um símbolo que permitiu derrubar preconceitos e barreiras mentais e físicas. Um símbolo de ligação, de continuidade, de respeito pelo território e pelo ambiente. Um espaço que une pessoas, que valoriza a paisagem e que projeta Quarteira para um modelo de desenvolvimento mais sustentável e equilibrado. É este o caminho que queremos continuar a seguir. Queremos continuar a afirmar a excelência turística, garantindo simultaneamente habitação para quem aqui trabalha. Queremos reforçar a segurança, com medidas como a videovigilância em Vilamoura, continuar a trabalhar com todas as entidades para um destino turístico de qualidade, porque queremos ser conhecidos por um lugar tranquilo, para



famílias de férias e residentes. Estamos a trabalhar com todas as entidades competentes para garantir um destino turístico de qualidade”, garantiu Telmo Pinto.
Na parte da tarde, o programa destacou a aposta em infraestruturas essenciais para a cidade, com visita ao novo parque de estacionamento da Quinta do Romão, que reforça a oferta com 37 lugares numa zona de forte dinâmica comercial e habitacional; a visita à obra da bolsa de estacionamento do Beco do Farol, que disponibilizará mais 39 lugares na zona antiga da cidade; e a visita à futura Creche do Forte Novo, com abertura prevista para setembro de 2026 e
capacidade para acolher 120 crianças até aos três anos. As comemorações encerraram, à noite, com a apresentação do livro «Cicatrizes», de Dino D'Santiago, na Escola D. Dinis. Nesta obra intimista, o artista quarteirense estreia-se na literatura com textos escritos em momentos de insónia, marcados pela experiência da paternidade, onde reflete sobre memórias, identidade, ancestralidade e pertença.
O Dia da Cidade foi uma organização conjunta da Junta de Freguesia de Quarteira e da Câmara Municipal de Loulé.



Candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028, regresso
à afirmação da «Cidade do Desporto»
e obras estruturantes na agenda do Município de Loulé
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina
oulé festejou, a 14 de maio, o seu Dia do Município, um momento de celebração coletiva onde se homenageou a história, a identidade e as tradições que dão vida ao concelho.
As comemorações começaram com o simbólico Hastear da Bandeira,
acompanhado pelos Bombeiros Sapadores de Loulé, pela Banda Filarmónica Artistas de Minerva e pelos Escuteiros, Escuteiros e Guias de todo o concelho, num momento de união e orgulho comunitário. Ao longo do dia realizaram-se cerimónias institucionais, momentos de reconhecimento cultural e atividades abertas à comunidade, destacando-se a tradicional Sessão Solene, na qual discursou pela primeira







vez Telmo Pinto enquanto presidente da Câmara Municipal de Loulé. “Assumo este momento com humildade e enorme responsabilidade, consciente da exigência do cargo, mas também com a convicção de que governar é, antes de mais, cuidar. Cuidar das pessoas, cuidar do território, cuidar do futuro. Por isso, o meu executivo tem estado ao lado das pessoas para resolver os seus problemas e para promover a qualidade vida e a dignidade humana”, afirmou.
Telmo Pinto recordou que Loulé é um concelho singular, um território que carrega uma identidade forte, feita de diversidade, de memória e de capacidade de reinvenção. “Um território que tem três cidades – Loulé, Quarteira e Almancil – e a sul de Lisboa somos o único. Isto responsabiliza-nos e exige
dos autarcas uma maior capacidade de equilíbrio territorial, de coesão social e de pensar o território e os seus equipamentos, na sua complementaridade territorial. Mas somos também orgulhosamente Geoparque Mundial da UNESCO, o nosso Algarvensis, um projeto intermunicipal com Silves e Albufeira. Um reconhecimento que nos honra, mas que também nos responsabiliza e nos compromete com os valores da Agenda 2030 e da sustentabilidade. Compromete-nos a preservar, a valorizar e a transmitir às gerações futuras a nossa paisagem cultural e natural que se faz de pessoas, de estórias e de futuro”, indicou o edil louletano.
Para Telmo Pinto, Loulé não vive apenas da sua história, vive da sua

coragem, anunciando a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028. “Não como um gesto simbólico, mas como uma afirmação clara de quem somos: um território criativo, dinâmico, aberto ao mundo, onde a cultura é motor de desenvolvimento, de humanidade e de coesão. Em Loulé, não ignoramos os desafios do nosso tempo. Pelo contrário, enfrentamo-los com determinação”, salientou, acrescentando que “queremos um concelho mais próximo das pessoas, onde a Câmara não seja distante, mas presente, onde cada cidadão sinta que a sua voz conta”. “Estamos empenhados em desburocratizar, simplificar processos, tornar os serviços mais acessíveis, mais rápidos, mais humanos. Governar hoje exige uma visão transformadora do futuro, não podemos fazer mais da mesma forma.
Precisamos de inovar, de antecipar, de pensar à frente, e isso faz-se com planeamento, mas também com escuta ativa, com diálogo permanente com as comunidades, escutando a diversidade. Porque a qualidade de vida dos nossos cidadãos está no centro da nossa ação”.
Partilhando de forma breve os desafios, intenções e compromissos do atual executivo camarário, Telmo Pinto adiantou que, na educação, “queremos garantir igualdade de oportunidades, investir nas escolas, apoiar as famílias, preparar as nossas crianças e jovens para um mundo em constante transformação”. “Queremos um ambiente escolar alegre, que proporcione uma aprendizagem consistente e que dê ferramentas de cidadania e de pensamento aos nossos meninos e meninas. Porque a educação




é a base da justiça social, da humanidade e da capacidade de defender os valores da democracia e de ser cidadãos de pleno direito, e hoje é fundamental trabalhar estes valores nas escolas. E, finalmente, porque acreditamos que investir na educação é, sem dúvida, investir no futuro”, apontou o presidente da Câmara Municipal de Loulé.
A habitação é um dos maiores desafios dos tempos modernos e a autarquia está a trabalhar “com foco, com objetivos bem claros e definidos para cumprir a nossa Estratégia Local de Habitação, para criar respostas concretas, acessíveis e dignas, porque uma casa não é apenas um espaço físico — é o lugar onde se constrói a vida, onde se dá dignidade a todas as pessoas”. Na área social, o executivo reforçou o seu
compromisso com quem mais precisa. “Nenhuma comunidade é verdadeiramente forte se deixar alguém para trás. A solidariedade não é uma opção — é um dever. Estamos a trabalhar nos instrumentos de apoio para os adequar às necessidades atuais”, garantiu. No desporto, promovem-se estilos de vida saudáveis, incentiva-se a participação e valoriza-se o associativismo, “porque o desporto é também um espaço de inclusão, de superação e de comunidade”. “Os desafios atuais também estão nas nossas preocupações e estratégias: sustentabilidade, clima, transição energética, questões hídricas, e tudo isto só faz sentido se for pensado para todo o território. Loulé não é apenas o litoral, é também o interior, com as suas serras, as suas aldeias, as suas gentes. Queremos um concelho coeso,




onde cada freguesia se sinta parte integrante de um projeto territorial comum”.
Valorizar o que é nosso, sem nunca fechar portas ao mundo, é o pensamento e estratégia global da equipa liderada por Telmo Pinto, que pretende um concelho plural e diminuir as assimetrias existentes. “Queremos um concelho que seja atrativo para investir, que acolha empresas, que crie emprego, que valorize o talento. Estar próximo dos investidores é essencial, mas sempre com equilíbrio — garantindo desenvolvimento económico, alavancado na sustentabilidade e qualidade de vida. Estamos a preparar e a avançar com obras estruturantes que irão marcar o futuro do concelho –escolas, estruturas residenciais para idosos, equipamentos desportivos e
culturais, entre tantas outras necessidades que estão mapeadas e definidas em cronograma. Infraestruturas que melhoram a mobilidade, equipamentos que reforçam os serviços, projetos que qualificam o território. Não são apenas obras — são investimentos no bemestar coletivo”, garante o edil, defendendo, porém, que “mais importante do que qualquer obra é a confiança que os cidadãos depositam em quem governa”. “E essa constrói-se todos os dias, com transparência, com rigor, com proximidade. Estes primeiros seis meses foram um tempo de ouvir, de aprender, de lançar bases. Sabemos que há muito a fazer. E sabemos que só conseguiremos ir mais longe se caminharmos juntos. Porque Loulé não é apenas um lugar. É uma comunidade viva, forte, resistente, capaz de se
reinventar sem perder a sua essência. Queremos ter uma governação ousada. Uma governação que não tem medo de decidir, de inovar, de arriscar. Queremos um concelho ambicioso, que acredita no seu potencial e que trabalha todos os dias para o concretizar. Um concelho forte, resistente às dificuldades, mas também aberto às oportunidades. Um concelho atrativo, onde se quer viver, crescer, envelhecer, trabalhar e investir”, terminou Telmo Pinto.
Já o presidente da Assembleia Municipal, que fez a abertura desta sessão solene, relevou a identidade do território, “um município historicamente dinâmico, mas que soube progredir honrando e valorizando
o seu passado”. Quanto ao papel assumido pelo órgão municipal a que preside na governança local, Silvério Guerreiro sublinhou que “cabe à Assembleia Municipal adotar uma atitude de exigência e fiscalização perante os poderes executivos”, sejam os do estado central ou do executivo municipal. Requalificação urbana, ordenamento do território, reabilitação das infraestruturas, melhoria das acessibilidades e disponibilidade de estacionamento, gestão da recolha de resíduos e qualidade dos serviços, “a Assembleia Municipal estará vigilante e exigente para apoiar a concretização de todas estas necessidades, e para que sejam realizadas com rigor nos prazos adequados”.




Centro de Congressos de Lagoa reabriu portas com programação cultural de excelência e forte adesão do público
Centro de Congressos de Lagoa abriu oficialmente portas ao público nos dias 15 e 16 de maio, marcando o início de uma nova etapa para aquele que é um dos mais emblemáticos equipamentos culturais e de eventos do
Algarve. A cerimónia institucional de inauguração contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, do Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, bem como de autarcas regionais e locais, representantes institucionais, agentes culturais e económicos e diversos convidados.
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina, Ricardo Coelho e Município de Lagoa



A reabertura do espaço ficou marcada por um programa inaugural diversificado, demonstrando a polivalência e capacidade técnica da renovada infraestrutura. No dia 15 de maio, o público assistiu ao concerto da Orquestra de Jazz do Algarve com a participação especial da cantora Rita Redshoes, num espetáculo que assinalou simbolicamente o regresso da atividade cultural ao equipamento. No dia 16 de maio, o Centro de Congressos acolheu a apresentação de Carmina Burana, interpretada pela Orquestra Filarmónica Portuguesa, proporcionando um momento de elevada dimensão artística e cultural. A programação inaugural
encerrou na mesma noite com a atuação do DJ e produtor português KURA, reforçando a versatilidade do espaço e a capacidade para acolher eventos de diferentes géneros e públicos.
Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, destacou que “a abertura efetiva do Centro de Congressos de Lagoa representa um momento histórico para o concelho e para o Algarve, devolvendo à região uma infraestrutura preparada para acolher grandes eventos culturais, empresariais e institucionais”. O autarca lagoense salientou ainda que “a forte adesão do público nestes primeiros dias confirma o





potencial deste equipamento e reforça a estratégia do Município na valorização da cultura, do turismo de negócios e da dinamização económica do território”
Com capacidade para acolher cerca de 1.000 pessoas sentadas e até 2 mil e 300 em formato de plateia em pé, o Centro de Congressos de Lagoa posiciona-se como uma infraestrutura de referência a sul do país, preparada para congressos, concertos, feiras, exposições, convenções e eventos de grande escala. A operação, promovida pelo Município de Lagoa, representou um investimento total superior a 2,1 milhões de euros, com uma comparticipação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) de cerca de 1,17 milhões de euros,
enquadrada no objetivo específico de promoção do desenvolvimento social, económico e ambiental integrado e inclusivo, da cultura, do património natural e do turismo.
A intervenção permitiu recuperar um edifício emblemático que se encontrava degradado e encerrado há vários anos, na sequência da insolvência da anterior entidade proprietária. A empreitada contemplou um conjunto abrangente de trabalhos de reabilitação, incluindo intervenções ao nível das coberturas, impermeabilizações, revestimentos, climatização, segurança contra incêndios, instalações elétricas, telecomunicações, redes hidráulicas e melhoria das condições de eficiência térmica, energética e hídrica do edifício.












Festival Poejo Mendes promoveu talento jovem na Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão
Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão recebeu, no dia 6 de maio, mais um Festival Poejo Mendes, uma iniciativa dedicada à criatividade e excelência na área de bar que reúne estudantes de diferentes escolas da região numa competição de cocktails originais.
O Festival Poejo Mendes afirma-se como uma plataforma de valorização do talento emergente, “representando uma oportunidade única para os alunos exibirem o seu talento, criatividade e capacidade técnica, num ambiente que promove a partilha de conhecimento e

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina




a valorização da formação especializada”, descreve Pedro Moreira, diretor da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão. “Esta iniciativa presta também uma justa homenagem a uma figura incontornável da área de bar, cujo contributo marcou várias gerações de profissionais”, acrescenta.
O evento contou com a participação de alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, do Agrupamento de Escolas Júlio Dantas, em Lagos, do Agrupamento de Escolas Nuno Mergulhão, em Portimão, do Agrupamento de Escolas Rio Arade, em Lagoa, e do Agrupamento de Escolas Silves Sul. A iniciativa pretendeu ainda reforçar a importância
da formação especializada e estimular o desenvolvimento de competências fundamentais para o mercado de trabalho, promovendo, simultaneamente, o convívio e a partilha de experiências entre estudantes, docentes e profissionais.
Os cocktails apresentados a concurso foram avaliados por um painel de jurados composto por representantes da Associação Barmen do Algarve (ABA) e parceiros da iniciativa, tendo em consideração critérios como originalidade, sabor e apresentação. O grande vencedor foi Martim Rodrigues, aluno do 3.º ano do Curso Técnico de Restaurante e Bar da Escola de Hotelaria




e Turismo de Portimão, seguindo-se Duarte Machado, do 3.º ano do Curso Técnico de Restaurante e Bar da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, e Sofia Maher, do Agrupamento de Escolas Júlio Dantas de Lagos. O Agrupamento de Escolas Júlio Dantas de Lagos recebeu o Prémio Melhor Escola Convidada, o Prémio Melhor Técnica foi para Tiago Fernandes, do Agrupamento de Escolas Rio Arade, e o Prémio Melhor Decoração foi conquistado por Ana Oliveira, do Agrupamento de Escolas Silves Sul.
O Festival contou com a presença do próprio Poejo Mendes, do Presidente da RTA, André Gomes, do Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, e da vice-presidente Sandra Pereira.








Melhores atletas do mundo da Ginástica Rítmica encantaram Portimão
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina
Portimão Arena foi palco, de 15 a 17 de maio, de um dos grandes eventos
internacionais de ginástica rítmica do calendário europeu, a prestigiada Taça do Mundo. A prova contou com a participação de 34 federações, num total de 108 oficiais, 58 ginastas individuais provenientes de 33 países e ainda 10
conjuntos, que reuniram 59 ginastas de 10 nações. Entre os países representados estiveram a Alemanha, Angola, Austrália, Áustria, Bélgica, Bolívia, Brasil, Canadá, Chipre, Colômbia, Croácia, Egito, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, Estónia, Filipinas, França, Hungria, Israel, Itália, Lituânia, Luxemburgo, Nova Zelândia, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, San Marino, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia, havendo


ainda a presença das Atletas Individuais Neutras.
O nível competitivo foi extremamente elevado, com a presença de algumas das maiores figuras da modalidade como Sofia Raffaeli, Tara Dragas, Alina Harnasko e ainda a Campeã Olímpica
Darja Varfolomeev. Portugal esteve representado pelas ginastas individuais
Rita Araújo e Joana Pinheiro e pelo Conjunto Nacional Sénior de Anamar Couto, Beatriz Nascimento, Beatriz Sousa, Bruna Tavares, Maria Osório e Sara Costa.












































































































TEATRO LETHES FESTEJOU DA DANÇA COM «(DES)HUMANOS»
Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

FESTEJOU DIA INTERNACIONAL «(DES)HUMANOS»


Teatro Lethes, em Faro, assinalou o Dia Internacional da Dança, a 29 de abril, com o espetáculo «(Des)humanos» da Companhia de Dança Reticências.
De acordo com a companhia, o humano é o símbolo máximo da evolução, alguns exploram a sua natureza, a sua essência animal, outros divagam sobre a sua supremacia, o que projetam para serem mais «evoluídos». “Mas… O que é ser real? O que é ser humano? São estas e outras perguntas que surgiram e criaram diálogos com os corpos, onde as indagações sobre a vida se desenrolaram na criação do espetáculo (Des)humanos”, explicam o diretor
artístico Franclim Gouveia e a coreógrafa Hanna Feltrin. “«Des», prefixo que indica negação, junto da palavra «humanos», em forma desubstantiva, remete à ideia de uma espécie particular, o Homo sapiens. Hoje, cercado de conhecimento, media e excesso de informação, o ser humano vive dualidades que o espetáculo aborda como reflexão e questionamento diante da vida contemporânea”
A interpretação do espetáculo coube a Adriana Pascoal, Ana Custódio, Bárbara Nunes, Beatriz Trabula, Bruna Araújo, Carolina Caetano, Carolina Neves, Carolina Pinho, Catarina Mendes, Constança Santos, Daniela Monteiro, Inês Banha, Inês Domingos, Liana Rodrigues, Leonor Ravasco, Leonor Matias e Margarida Pronto.















































6.º MOCHILA FOI O MAIOR
E PROMETE VOLTAR

Texto: Daniel Pina| Fotografia: José Sena Goulão
MAIOR DE SEMPRE EM 2027


MOCHILA — Festival
Internacional de Teatro para Crianças e Jovens, organizado pelo LAMA Teatro, regressou a Faro para a sua sexta edição consecutiva com uma programação pensada para crianças e famílias, muitas propostas de entrada gratuita e em espaços ao ar livre, cruzando teatro, música, dança, performance, instalação e novo circo. “Ultrapassámos os 6 mil espectadores, mas há números que não cabem em estatísticas: os olhos atentos das crianças, as conversas demoradas no fim dos espetáculos, o cheiro das manhãs e a poesia dos finais de tarde, os reencontros, os abraços, as gargalhadas, os nervos antes de cada
dia, a instabilidade do tempo e a confiança de quem continua a acreditar que as Artes podem transformar uma cidade”, referiu João de Brito, o mentor do festival, que agradeceu “a todos os artistas, equipas, parceiros, patrocinadores, famílias, escolas, público e amigos que caminharam connosco” “A MOCHILA continua a crescer porque é levada às costas por muitas pessoas bonitas”, reforçou.
O evento arrancou, a 1 de maio, com o já tradicional lanche para pais e filhos, no Jardim da Alameda João de Deus, acompanhado pela música do DJ Pa'Putos, interpretado por João de Brito. No dia 2 de maio, sábado, aconteceram dois dos principais destaques musicais desta edição do Festival: Sam the Kid e DJ Big apresentaram um DJ Set hosted by Sir Scratch que juntou duas gerações




do hip-hop português; e Dino D'Santiago subiu ao palco do Teatro das Figuras para um concerto que cruza tradição caboverdiana com a contemporaneidade da eletrónica global.
A programação do MOCHILA passou também pelo LAMA Black Box, que acolheu quatro projetos. No dia 2 de maio, Tiago Cadete inaugurou a instalação sonora «Monumento», patente ao longo de todo o Festival. As companhias LAMA Teatro e Terra Amarela apresentaram «FOMO», espetáculo de teatro imersivo criado por João de Brito e Marco Paiva, que parte do conceito «Fear of Missing Out» para explorar o medo constante de ficar para trás, convidando o público a circular, observar, escolher e perder. A companhia Estúdio 13 trouxe «Ponto de Encontro», uma performance destinada ao público
escolar que leva os mais novos para dentro de um teatro momentos antes do espetáculo começar. Já a Estação das Letras exibiu «Branco – Teatro sensorial para bebés e não Só», uma viagem sensorial que convida públicos de todas as idades a explorar o mundo das cores.
No Polidesportivo da Ilha da Culatra, o LAMA Teatro apresentou «Piquenique de Histórias», um formato que junta miúdos e graúdos em torno de histórias, com coordenação de João de Brito. Já o Museu Municipal de Faro recebeu «Mochila de Culturas – a arte, o acesso e o encontro», uma conversa sobre o acesso à cultura e as exclusões invisíveis, com moderação de Laure Dewitte e participação de Adilson Correia Duarte, Madalena Victorino, Matilde Caldas e Rita Pires Santos.




O Jardim da Alameda João de Deus, um dos principais pontos de encontro das últimas edições do Festival, acolheu diversos espetáculos e atividades que cruzaram o novo circo, o teatro e a performance. Entre eles, destacou-se «Walo World», uma performance de novo circo do artista espanhol e chileno Germán Iván Villavicencio (Mr. Copini), que transforma o espaço público num mundo de fantasia e encanto; «CineTeatro Maria Flaminga», criação do LAMA Teatro que recupera o formato intimista dos microespetáculos; e «Heqet», da Companhia AbsurdA, um espetáculo de novo circo que imagina uma «máfia» de criaturas mitológicas dedicada à cura do planeta. Integraram ainda este núcleo «Antiprincesas:
Catarina Eufémia», de Cláudia Gaiolas, que revisita a história desta figura de resistência; «Woow!», da companhia italiana Cie BRUBOC, um espetáculopercurso, surreal e não verbal, que cruza clown e comédia física; e «Idiòfona», do artista espanhol Joan Català, uma instalação que encontra harmonia no meio do ruído, numa ode ao prazer da experiência partilhada.
O programa inclui também «YouGur», de Carlo Mô, uma comédia física para espaço público centrada na ideia de acumulação e sobrevivência; a instalação e oficina «Aletria Biblioteca Itinerante», que convidava os mais novos a explorar o parque através de um pedipaper literário; e o «Baile Pais e Filhos», promovido pelo



LAMA Teatro em colaboração com a companhia de dança Corpo Evolutivo, um momento participativo que colocou toda a família a dançar. A encerrar o Festival, no dia 10 de maio, no Jardim da Alameda João de Deus, o MOCHILA apresentou «Roda de Samba» do Coletivo Gira, um espetáculo que reuniu sete mulheres e os seus instrumentos numa celebração do samba, entre clássicos e novas sonoridades. À semelhança dos anos anteriores, o MOCHILA desenvolveu ainda ações de mediação cultural como o ESTOJO – Laboratório Pedagógico do LAMA Teatro, uma iniciativa que envolve jovens da comunidade local e que, este ano, apresentou o espetáculo «Todos da
Terra»; e o projeto Gang das Mochilas, que levou cerca de 50 estudantes às ruas de Faro com pequenas performances coreográficas.
Com organização do LAMA Teatro e Direção Artística de João de Brito, o Festival MOCHILA realiza-se anualmente, desde 2021, com o objetivo de promover a descentralização da oferta cultural, a democratização do acesso a uma programação artística multidisciplinar de qualidade e a capacitação do público e das comunidades para o desenvolvimento de um pensamento crítico sobre o mundo contemporâneo.







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