Algarve Informativo Newsletter N.º 4
by Daniel Pina
Reportagem Festa Mãe Soberana Entrevista com o Psicólogo Hélder Lopes 1
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Muito gostam os sindicatos portugueses de marcar greves…
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Jornalista Danielpina@sapo.pt Algarveinformativo@sapo.pt
(…) E como o Governo continua teimoso e casmurro na sua maneira de gerir o país, os sindicatos convocam greves e mais greves, umas coincidindo curiosamente com sextas-feiras para presentear os seus associados com fins-desemana prolongados, outras marcadas para períodos cruciais para o desempenho da economia nacional, nomeadamente do setor do turismo, não compreendendo que vão causar milhões de euros de prejuízo aos empresários, muitos deles também seus associados, e que não produzem nenhuns efeitos práticos para a sua luta (…)
o meu périplo habitual pela imprensa nacional e internacional, dei de caras logo pela manhã com um título bastante faustoso no «USA Today» e que dizia “Pilotos da TAP Air Portugal ameaçam com greve de 10 dias”, como forma de protesto dos sindicatos às tentativas do governo em privatizar, de toda a maneira e feitio, a principal companhia aérea portuguesa. A notícia dava ainda destaque a outra greve, desta feita na CP – Comboios de Portugal, mais uma vez pelos mesmos motivos, para tentar evitar que o Governo privatize a companhia ferroviária. E assim se ofuscou num ápice a lição de futebol que o Porto deu ao colosso mundial Bayern de Munique. Confesso que a vitória do Porto me apanhou de surpresa, e ainda bem que assim aconteceu porque, apesar de ser sportinguista, primeiro que tudo sou Português. Já as greves, infelizmente, tornaram-se uma rotina do nosso dia-adia e a única pergunta que se coloca ao Zé Povinho, cada vez que se levanta da cama, é o que estará a funcionar naquele dia neste belo jardim à beira-mar plantado. Aliás, em tom de brincadeira, e se calhar isso até já existe, qualquer dia inventam uma aplicação de telemóvel com um calendário próprio para as greves que acontecem em Portugal, tudo explicadinho com os setores de atividade e localidades afetados. O problema é que já toda a gente mais ou menos percebeu que as greves não servem para nada, apesar de serem um direito fundamental dos trabalhadores, porque os nossos governantes têm as suas metas perfeitamente definidas e a sua agenda bem delineada. Deste modo, afrouxam um pouco as medidas de austeridade quando o PS sobe demasiado nas intenções de voto e voltam a apertar o cinto aos portugueses quando os credores internacionais expressam sinais de preocupação quanto à capacidade de Portugal para cumprir com as suas obrigações. Assim se verificou com o aumento do salário 2
mínimo nacional e os ajustes no IRS que, supostamente, vão beneficiar as famílias mais numerosas já em 2015, porque é ano de eleições. E assim se verificou, por exemplo, com o anúncio de que os cortes nos salários da função pública afinal são para manter, pelo menos até 2018. E como o Governo continua teimoso e casmurro na sua maneira de gerir o país, os sindicatos convocam greves e mais greves, umas coincidindo curiosamente com sextas-feiras para presentear os seus associados com fins-de-semana prolongados, outras marcadas para períodos cruciais para o desempenho da economia nacional, nomeadamente do setor do turismo, não compreendendo que vão causar milhões de euros de prejuízo aos empresários, muitos deles também seus associados, e que não produzem nenhuns efeitos práticos para a sua luta, pois o Governo já decidiu bem decidido o que vai ou não privatizar, estando apenas à espera das propostas mais interessantes para vender o pouco que Portugal ainda tem de seu. E os próprios trabalhadores chegam a uma altura em que já nem sabem por que razão estão a fazer greve. Faz-me lembrar os meus tempos de aluno do Liceu Camões, em Lisboa, onde o 24 de Março era uma data especial para todos os meus colegas, não por ser o meu aniversário, mas por ser o Dia do Estudante, o que significava greve e manifestações em frente ao Ministério da Educação ou da Assembleia da República. Ninguém sabia muito bem os motivos da contestação, umas vezes as Provas de Aferição, outras a famigerada Prova Geral de Acesso, na maioria das vezes nada de importante, o que interessava era ter um dia de folga. Infelizmente, volvidos tantos anos, parece que as greves só servem para isso mesmo, para conceder um dia de descanso extra aos trabalhadores, porque os governantes fazem ouvidos moucos aos gritos de protesto…
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«Os 85 Mirós» por classificar como interesse nacional
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Professor, Artista Plástico e Presidente da Casa da Cultura de Loulé Joao_espada@hotmail.com
(…) Imagine-se a criação de um novo Centro de Artes / Museu / Galeria aberto ao público em geral, onde fosse possível observar e estudar livremente a coleção referida. Através desta medida, não só evoluímos culturalmente como também a longo prazo economicamente. O turismo cresceria certamente com mais voos para Portugal, mais vendas de camas em hotéis e refeições em restaurantes, uma maior utilização dos transportes públicos, uma maior afluência aos espaços museológicos, um maior consumo do património imaterial e material nacional (…)
esde a nacionalização, pelo Estado Português, do Banco Português de Negócios (BPN), que 85 quadros do artista plástico catalão Joan Miró, inserido no movimento artístico o Surrealismo, estão nas mãos do Estado. Recentemente, o Governo Português manifestou a intenção clara de vender o acervo das 85 obras, num leilão através da Christie´s - conceituada leiloeira inglesa, com um encaixe previsto de 36 a 50 milhões de euros. O Estado justifica a medida prevista como a possibilidade de fazer um encaixe imediato considerável que servirá para amortizar os prejuízos do BPN. A Parvalorem e a Parups, empresas que foram criadas (pelo Estado) para abater a dívida do BPN e detentoras das obras de Miró muito se têm debatido pelos seus objectivos: a venda das obras. Felizmente, por outro lado, o Ministério Público interpôs uma providência cautelar que proíbe a venda das mesmas. Deixando de parte todas as questões jurídicas defendidas pelos dois lados, o Estado está representado pelo Ministério da Finanças, a Secretaria do Estado da Cultura, Direção-Geral do Património Cultural e a Parvalorem e a Parups, e o outro lado pelo Ministério Público. O que está em causa é a manutenção da pequena colecção de Miró no território nacional, dando um verdadeiro significado à questão do valor cultural da coleção, fomentando ainda e promovendo a salvaguarda e valorização do património cultural e o direito à cultura, que é um verdadeiro direito fundamental. Eu não inventei este argumento, apenas relembro que é um princípio reconhecido pela nossa Constituição. Por outro lado, e tratandose de um autor estrangeiro, o património de um país não se circunscreve apenas à nacionalidade dos autores das obras. Se assim fosse, é 4
melhor recomendar a todos os museus por esse mundo a fora, como o Museu do Louvre, em Paris, que devolva a Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci à Itália e a escultura Vénus de Milo da Grécia Antiga à Grécia. Pedir também ao museu do Padro, em Madrid, que devolva a pintura de Caravaggio, David e Golias, à Itália, e ao Musée National d'Art Moderne, em Paris, que nos devolva Les Cavaliers, de Amadeo de Souza-Cardoso, entre outros exemplos mais. O caminho deverá ser claramente outro, o da preservação e classificação das 85 obras de Miró, com o objetivo de as mostrar ao público num local apropriado para o mesmo. Imagine-se a criação de um novo Centro de Artes/Museu/Galeria aberto ao público em geral, onde fosse possível observar e estudar livremente a coleção referida. Através desta medida, não só evoluímos culturalmente como também a longo prazo economicamente. O turismo cresceria certamente com mais voos para Portugal, mais vendas de camas em hotéis e refeições em restaurantes, uma maior utilização dos transportes públicos, uma maior afluência aos espaços museológicos, um maior consumo do património imaterial e material nacional em geral, e uma maior envolvência com o universo de críticos e artistas plásticos que proporcionam a longo prazo mais conferências, mais debates e mais formação em torno do universo das artes em geral. Em suma, só temos a ganhar com a presença das 85 obras de Miró em território nacional. Porém, aos olhos do Estado, é tudo uma questão de números. Mas não o número «85», o que importa é os «36 milhões de euros de encaixe imediato» e consequente menosprezo por este hipotético conjunto artístico a inserir no património cultural nacional.
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Viva ao Porto
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Empresário
(…) Gostava que o Algarve tivesse crescido como o Porto. Sei que são duas realidades diferentes, mas não seria muito difícil, com políticos inteligentes, ter nos últimos anos criado uma região/cidade, onde o melhore de cada município teria sido potenciado e hoje teríamos uma região alegre, ao invés do que temos, um grupo de municípios em desagregação, cada um a querer copiar a iniciativa do vizinho. Uma região triste e velha, como o raio desta Europa (…)
onheci o Porto pela primeira vez pela mão do meu pai, tinha oito anos, subi a torre dos clérigos nesse dia. O que ficou foi uma mistura de medo pela altura da torre e de fascínio por cada janela que eu atingia ao longo da subida. Por razões várias, nos últimos anos tenho crescido juntamente com o Porto, que passou de uma cidade escura e feia para uma cidade com coração de adolescente, sempre a palpitar. Hoje é uma cidade bonita e cheia de vida, com uma alegria contagiante que encontro em poucas cidades pelo mundo. Dei por mim no domingo passado a jantar, por volta das dez da noite, na recuperada rua das Flores, um bacalhau com broa (bacalhau que é bacalhau come-se no norte). Estava sozinho, mas o restaurante estava cheio de pessoas de diversas nacionalidade que transmitiam uma alegria fantástica. A rua mantinha-se animada quando sai quase à meia-noite. Por isso, viva ao Porto! E o porquê de falar no Porto? Porque foi uma cidade que soube crescer, que tem uma dimensão certa e que para mim é uma espécie de Algarve concentrado. Gostava que o Algarve tivesse crescido como o Porto. Sei que são duas realidades diferentes, mas não seria muito difícil, com políticos inteligentes, ter nos últimos anos criado uma região/cidade, onde o melhore de cada município teria sido potenciado e hoje teríamos uma região alegre, ao invés do que temos, um grupo de municípios em desagregação, cada um a querer copiar a iniciativa do vizinho. Uma região triste e velha, como o raio desta Europa. Naquela noite dei por mim a pensar que, uma cidade que tenho muita dificuldade para encontrar parecida no mundo, é o Porto, que é único. Por isso, viva ao Porto! 6
Nota da semana: O nosso governo teima em fazer crer que os problemas não existem e que o crescimento esta aí a bater-nos à porta. Paulo Portas esta semana contou uma história para quem o estava a ouvir que mais parecia uma aventura de Alice no Pais das Maravilhas. Que treta, o aproximar das eleições faz estas coisas, quando se aproximam tudo é bom para quem governa e tudo é mau para quem está na oposição. Após as eleições, passa tudo a ser mau para ambos. Figura da semana: José Mariano Gago – Morreu um homem bom, marcou o nosso sistema de educação pela positiva e acreditava num Portugal moderno e desenvolvido. Contudo, a figura sempre me fascinou pela bondade da sua família e dele próprio, pois foram um porto de abrigo em Lisboa para os Algarvios que durante a ditadura procuravam refúgio da PIDE. São Algarvios destes que nos fazem falta, que não têm vergonha de o ser, ao contrário de alguns que têm vergonha em assumir. Que descanse em paz…
* Enfant terrible («criança terrível») é um termo francês para designar uma criança que é muito inocente ao ponto de dizer coisas embaraçosas aos adultos, em especial aos pais. O termo foi criado por Thomas Jefferson para descrever Pierre Charles L'Enfant, arquiteto de Washington, um engenheiro militar francês hábil, idealista e muito obstinado.
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(in)Formação de Públicos?
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(...) “Estamos reféns da atual conjuntura económico-financeira”; “Primeiro alimenta-se o estômago, depois o espírito!”; “Custa-nos muito, mas temos que fazer opções políticas”. Depois, tapando o sol com a peneira, vão-se criando comissões de estudo e de análise para que se afira o impacto das referidas medidas, como se não fosse possível, antecipadamente, adivinhar as consequências nefastas da política de terra queimada no investimento cultural deste país (…)
eza a história que, na altura em que decorreu a segunda guerra mundial, houve quem quisesse forçar Winston Churchill a cortar na despesa a orçamentar, reduzindo o apoio às artes para que, assim, houvesse mais dinheiro para o esforço de guerra. Ao qual Churchill respondeu: “Se fizermos isso, então estamos em guerra para defender o quê?”. Não estando em guerra aberta, nem declarada contra nenhum inimigo visível ou aparente, lutamos diariamente contra a mãe de todas as pequenas crises quotidianas, a Crise que, por estarmos reféns de um passado demasiado pesado, doloroso e penoso, nos impede de projetar um futuro condigno e duradouro. Um passado que tolda e inibe a capacidade criativa e mobilizadora de todos aqueles que, por omissão, demissão e ignorância, continuam a depositar o seu destino em quem não tem capacidade para o gerir. Esses mesmos que não hesitam em cortar a eito em tudo o que, a espaços temporais, já foi feito. E as velhas desculpas demagógicas são, invariavelmente, sempre as mesmas: “Estamos reféns da atual conjuntura económico-financeira”; “Primeiro alimenta-se o estômago, depois o espírito!”; “Custa-nos muito, mas temos que fazer opções políticas”. Depois, tapando o sol com a peneira, vão-se criando comissões de estudo e de análise para que se afira o impacto das referidas medidas, como se não fosse possível, antecipadamente, adivinhar as consequências nefastas da política de terra queimada no investimento cultural deste país. Atente-se naquilo que os programadores culturais tanto gostam de falar como sendo prioritário no desempenho dos seus mandatos: a formação de públicos. Será que na sua formação enquanto tal aprenderam que os públicos se formam em paralelo com 8
a sua formação enquanto seres cívicos, humanistas e consciencializados?… De berço, como em tudo na vida?! Sei do que falo, e falo com propriedade, pois como pai sei que, seja onde for, as artes têm público nos meus filhos. Sei também que o investimento realizado durante os dez anos em que, conjuntamente com companheiros músicos e professores, levei vários instrumentos e géneros musicais a grande parte das crianças algarvias, está agora a dar os seus frutos nas escolas de música, academias, bandas filarmónicas, agremiações culturais e auditórios algarvios. Uma pessoa fidelizada à cultura é-o em qualquer parte do mundo. Isso sim, é formação de púbicos. Experimentem observar os estrangeiros residentes e os turistas que enchem os nossos espaços culturais mesmo, por vezes, não sabendo ao que vão. Vão porque precisam e querem cultura! Está-lhes no sangue porque cresceram com ela. Por favor, não confundamos programação a gosto, divulgação e informação de eventos culturais com formação de públicos. Nada mais errado!
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Com o peso da fé nos ombros… Loulé vivenciou um dos maiores eventos religiosos do país, a Festa da Mãe Soberana, que regressou, no dia 19 de Abril, ao seu Santuário, depois de ter estado 15 dias na Igreja de S. Francisco. Foi mais uma prova da fé dos louletanos na padroeira da cidade e um sinal de que esta tradição secular continua bem viva, e em cujo centro está um grupo de homens que, ano após ano, transportam a imagem de Nossa Senhora da Piedade, os chamados «Homens do Andor». Texto e Fotografia: Daniel Pina
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s festividades da Mãe Soberana remontam ao século XVI, mais concretamente a 1553, ano em que foi construída a ermida de Nossa Senhora da Piedade, e rapidamente se transformaram numa grandiosa manifestação de fé e devoção em honra da padroeira da cidade, atraindo a Loulé milhares de visitantes e crentes. No centro das atenções está a imagem da Nossa Senhora carregando o seu Filho, que retrata o sofrimento de Maria que segura Jesus, morto, no seu regaço, após este ter sido retirado da cruz. No Domingo de Páscoa, na Festa Pequena, a imagem da Mãe Soberana desde do Santuário até à Igreja de S. Francisco e, durante 15 dias, sucedem-se novenas e sermões conduzidos por oradores sacros, enchendo-se o local de fiéis que rezam o terço. Nos dias 16, 17 e 18 de abril, pelas 21h, teve lugar o Tríduo Solene em honra de Nossa Senhora da Piedade, com pregação do Padre Flávio Martins, pároco de Quarteira e, no sábado, dia 18, o Clube Hípico de Loulé prestou a sua homenagem, pelas 22h, no Largo de S. Francisco. Já no domingo, 19 de abril, acontece o momento alto da festa. Às 10h iniciou-se a celebração de uma Eucaristia na Igreja de S. Francisco e foi deste local que a imagem de Nossa Senhora da Piedade saiu em procissão, a partir das 11h, para o Largo do Monumento Eng.º Duarte Pacheco, acompanhada pela Banda Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense. Às 12h, junto do Monumento, foi celebrada uma Eucaristia, seguindo-se um tempo de louvor e saudação a Nossa
Senhora da Piedade. Às 16h, foi a vez da missa campal, presidida pelo Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, após a qual se dá o momento de consagração a Nossa Senhora da Piedade. Tem então arranque a Grande Procissão, percorrendo as principais ruas da cidade, sempre acompanhada pela música da Banda Filarmónica Artistas de Minerva. O encerramento da Procissão Litúrgica deu-se no Largo de S. Francisco e é finalmente tempo de regressar ao Santuário. Ora, é neste 11
Horácio Ferreira: (…) “Quando se põe alguém novo debaixo do andor, todo o conjunto tem que ser novamente acertado, mas temos consciência que não somos eternos e que algum dia as forças nos atraiçoarão, já que é uma missão bastante severa do ponto de vista físico” (…)
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O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, com os Homens do Andor: Horácio Ferreira, António do Adro, João Matos Lima, Armando Seruca, Tiago Ferreira, Luís Gomes, Xavier Pontes, Fernando Neves, José Espírito Santo e Norberto Duarte
percurso que a atenção dos mais desatentos, nomeadamente dos muitos turistas estrangeiros que assistem a esta festa, se fixa com mais força nos oito homens que carregam o andor, vestidos de calças e opas brancas, subindo o
íngreme cerro ao ritmo da música e com a população a exibir-se em manifestações de louvor verdadeiramente sentidas. A liderar o grupo estava Horácio Ferreira, 58 anos,
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natural de Loulé, e que completava precisamente 40 anos como membro dos Homens do Andor, seguindo uma tradição de família que remonta há várias gerações. “A Festa de Nossa Senhora da Piedade é indissociável dos Homens do Andor, que ganham um protagonismo se calhar superior àquilo que deveriam ter, porque a nossa atitude é sempre muito humilde. Contudo, a verdade é que a Nossa Senhora não pode fazer o percurso pelos seus próprios pés, nem o faz por qualquer meio mecânico, mas sim através dos oito homens que carregam o seu andor e dos dois Tochas que seguem à frente e que são fundamentais para que tudo corra bem”, explica o diretor geral da CICAL. “Controlam o que se passa à volta do andor e a própria velocidade a que percorremos o
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trajeto. Às vezes, com a envolvência do povo e da música, empolgamonos um pouco e isso não é bom, e eles servem um pouco de travão. Noutras ocasiões, somos mesmo forçados a parar para esperar pela Banda porque se mete muita gente pelo meio e, sem a alegria da música, tudo se torna mais difícil”. O entrevistado esclarece também que o número oito nada tem a ver com questões religiosas ou outros simbolismos quaisquer, mas sim porque são os necessários para transportar o andor, três à frente, três atrás e dois ao meio a segurar as «palhetas», uma de cada lado. Horácio Ferreira não concorda, entretanto, com quem diz que os Homens do Andor são um grupo fechado para o qual é difícil entrar, isto apesar de haver bastante jovens que manifestam a vontade de transportar a imagem da Padroeira de Loulé. “Quando se põe alguém novo debaixo do andor, todo o conjunto tem que ser novamente acertado, mas temos consciência que não somos eternos e que algum dia as forças nos atraiçoarão, já que é uma
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missão bastante severa do ponto de vista físico”. Não sendo, então, um grupo fechado, a verdade é que, nas vésperas da festa, o grupo fecha-se em si, quase como as equipas de futebol antes das grandes partidas. “É um ato pensado para criar o ambiente propício para sermos oito irmãos, um pelos oito e os oito por cada um. O nosso elo de ligação fica mais forte e apertado, para que possamos interiorizar totalmente a nossa missão. E se o grupo funciona bem e todos os elementos se dão bem uns com os outros, não há necessidade de se proceder a
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Horácio Ferreira: (…) “Se uma pessoa não se entregar à proteção de Nossa Senhora, à força divina que ela nos transmite nos nossos momentos mais dolorosos, não vale a pena pegar no andor, porque vai sempre colidir com o parceiro do lado. Assim, devemos ter a humildade suficiente para não nos darmos o valor que os outros de fora nos querem dar” (…)
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sequer é a mais importante. Primeiro, há que ter um gosto interior, um espírito de missão para carregar o andor. Tem que ser uma pessoa íntegra familiarmente, ter o tal amor de pai e filho, ser cristão convicto. Depois, quando estamos numa fase descendente da nossa vida e sentimos que o corpo já não aguenta, não vale a pena estar a insistir, por muito gosto que tenhamos nesta missão. É uma decisão que cabe alterações”, considera Horácio a cada um, nem sequer é o cabo Ferreira. do grupo que afasta um dos Nem todos podem ser seus irmãos”. Prova deste sentimento de irmandade é que Homens do Andor só neste ponto da conversa é que se nota, de maneira mais Olhando para o grupo que vincada, a existência de um líder temos pela frente, é fácil formal, de chefe de fila, de cabo confirmar que Horácio Ferreira é de grupo. “Alguém tem que ser o mais sénior dos oito, seguindo responsável, porque o grupo os outros a uma distância ainda considerável. De facto, o segundo mais antigo é António do Adro, que completa duas décadas como Homem do Andor, outros levam 18 e 17 anos de transportar a imagem de Nossa Senhora da Piedade e o próprio filho do entrevistado já o faz há 13 anos. E, voltando a questionar sobre os motivos desta antiguidade e pouca rodagem de elementos, a resposta surge com toda a naturalidade. “Há determinados requisitos que é preciso cumprir e a compleição física nem 14
não é uma anarquia, e todos devemos respeitar esse líder, seja ele quem for”. Quanto ao estatuto e protagonismo que os Homens do Andor foram adquirindo ao longo do tempo, Horácio Ferreira frisa mais uma vez que, para ele e os seus «irmãos», o mais importante é a fé em Nossa Senhora da Piedade. “Se uma pessoa não se entregar à proteção de Nossa Senhora, à força divina que ela nos transmite nos nossos momentos mais dolorosos, não vale a pena pegar no andor, porque vai sempre colidir com o parceiro do lado. Assim, devemos ter a humildade suficiente para não nos darmos o valor que os outros de fora nos querem dar”, defende o entrevistado, embora reconheça que este grupo de homens são uma pedra chave na alegria da festa. “É através do carinho, dedicação e amor com que transportamos o andor de Nossa Senhora da Piedade que ela nos dá a força necessária para ultrapassarmos os obstáculos que nos são postos ao longo do caminho”.
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Apesar desta mensagem, que é perfeitamente entendida e assimilada dentro do grupo, Horácio Ferreira teme que quem assiste à procissão por vezes não compreende este significado religioso do transporte. “Gostava que não se desse tanta importância à história dos Homens do Andor, porque somos todos humanos e vulneráveis ao protagonismo e isso pode envaidecer-nos, o que não é o nosso objetivo, nem o espírito da missão”, garante o líder. Aliás, o próprio admite que, nas inúmeras procissões que têm lugar um pouco por todo o país, não é habitual dar-se tanto enfâse a quem carrega os andores. “Em Loulé isso acontece provavelmente pelo grau de dificuldade do trajeto e pelas características do andor, que é bastante pesado”.
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Focando nas questões práticas e logísticas da festa, Horácio Ferreira explica que, hoje em dia, todos eles treinam a componente física da sua própria iniciativa, seja através de caminhadas ou de passeios de bicicleta. “Juntamo-nos oito dias antes da Festa Pequena, no
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Domingo de Ramos, para experimentarmos o andor. Depois, no Sábado Santo, temos o tal dia de concentração para, no Domingo de Páscoa, realizarmos a Festa Pequena. Finalmente, encontramo-nos outra vez na véspera da Festa Grande, o Dia D, em que temos
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que fazer mais do que na Festa Pequena, porque há a procissão e a subida ao Santuário”, descreve, sorrindo quando se pergunta se há táticas ou ensaios especiais para esta jornada. “É algo que faz parte de nós e que fazemos quase de forma automática, porque o grupo está junto há muito tempo e nunca entram vários elementos novos de uma só vez. Para além disso, quem manifesta vontade de entrar para o grupo, normalmente anda sempre à volta do andor para perceber como tudo
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funciona. A única coisa que não pode saber logo à partida é em qual posição vai pegar no andor”. Posto isto, a única preocupação que estes homens têm no Dia D é aliviar a pressão natural de ser parte integrante
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de uma festa desta dimensão, livrar-se do nervosismo miudinho, com umas piadas para aqui, umas larachas para ali, descontraindo junto dos «irmãos» e fortalecendo a coesão do grupo. Depois, como o trajeto é sempre o mesmo, a
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única diferença que notam com o passar dos anos é o aumento do número de pessoas que assistem à procissão, mas nem isso causa transtorno aos Homens do Andor. “O calor humano dá-nos muita força e, se houvesse proteções ou barreiras físicas entre o andor e as pessoas, perdia-se esse sentido de proximidade. Nós compreendemos a necessidade das pessoas estarem perto da imagem de Nossa Senhora da Piedade, de mandarem uns «Vivas» à Mãe Soberana e aos Homens do Andor, tudo isso faz parte da festa e dá-nos bastante alento”, assegura. “É uma festa tão popular e a Nossa Senhora entra de tal maneira na vida de cada um que até os próprios que não são crentes, ali se tornam em crentes. Mesmo quem vem de fora fica sensível ao ambiente”. O único senão que Horácio Ferreira coloca a todo este frenesim é quando as pessoas tentam empurrar os Homens do Andor para os ajudar na última subida, podendo fazer mais mal do que bem. “Vamos superconcentrados na nossa missão e sabemos precisamente a força e o ritmo que temos que utilizar em cada
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momento do trajeto e se houver um elemento estranho, notamos logo e isso pode prejudicar a nossa tarefa. Quando chegamos lá acima e depositamos a imagem de Nossa Senhora da Piedade no Santuário, é a sensação de vitória, de ter cumprido mais uma missão e um agradecimento à Mãe Soberana por nos ter ajudado a transpor os obstáculos”, frisa, com a voz a embargar-se e os olhos já um pouco húmidos. “A Mãe
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Soberana faz todos os dias um milagre comigo e interpreto alguns acontecimentos da minha vida como sendo uma graça de Nossa Senhora da Piedade. Os sapatos e o traje só os coloco três vezes por ano, mas sou mariano todos os dias”, justifica. E quando nos diz que este foi, muito provavelmente, o seu último ano como Homem do Andor, ao fim de quatro décadas de serviço, ainda mais fácil é perceber a emoção presente nos últimos momentos da conversa.
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“A fibromialgia não se resolve com medicamentos, é uma doença do foro psicológico”, garante Hélder Lopes Numa altura em que se volta a debater com maior veemência a falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde e em que foi duramente criticada a intenção do Ministro da Saúde de aumentar em mais 600 o número de utentes por cada médico de família, é também importante perceber que muitos pacientes recorrem ao médico sem terem necessidade disso e, por outro lado, que muitos médicos teimam em manter pacientes cujas patologias não podem ser combatidas por remédios ou terapêuticas tradicionais. É o caso da fibromialgia, uma dor física cuja origem está num acontecimento ou emoção, normalmente traumáticos, e que pode ser tratada com muito mais sucesso por psicólogos. Texto e Fotografia: Daniel Pina
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ascido em Faro há 51 anos, Hélder Lopes licenciou-se em Psicologia Clínica na Universidade do Algarve, rumando de seguida ao Hospital de Tomar, no Centro Hospital Médio Tejo, onde efetuou uma Pós-Graduação em Cuidados Paliativos. Nesse período, e em parceria com o psiquiatra António Barbosa, desenvolveu a Terapia do Luto, que deixou de ser algo generalista em que os pacientes iam simplesmente desabafando as suas amarguras com os psicólogos, passando a ser mais construtiva e de reação. “O objetivo é retirar a pessoa daquele marasmo, daquele monte negro, repondo-a novamente na vida e evitando, em muitos casos, a entrada num luto patológico”, explica o entrevistado, numa amena conversa no Gabinete de Avaliação e Reabilitação Psicológica, em Faro. No Médio Tejo fez parte da Unidade de Medicina Física e Reabilitação, trabalhando na programação de reabilitação cognitiva e estimulação, e começou a ganhar um gosto especial pelas neurociências, mais concretamente pela neuropsicologia. “Em Portugal temos um grande pedagogo, o Luís Maia, que já escreveu livros sobre o Alzheimer e o Parkinson e outras doenças, daí ter ido para Coimbra fazer PósGraduação em Neuropsicologia. Entretanto, apercebi-me que a Psicologia é de uma abrangência de tal maneira grande que um psicólogo não pode querer mexer em tudo e decidi cingirme à Reabilitação Cognitiva e à
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Estimulação Cognitiva”, assume Hélder Lopes, um profissional vocacionado para a dor crónica, para a reorganização ou reprogramação dos alunos para a excelência pedagógica e para o luto. Consciente de que o interlocutor é um leigo na matéria, Hélder Lopes explica que a Neuropsicologia é uma ciência perfeitamente identificada e caracterizada e que, em pleno 2015, a associação dos modelos de intervenção psicológica em todas as terapias produz ganhos na reabilitação e reorganização emocional, cognitiva e física do paciente, seja na doença crónica ou na doença aguda, e um aumento da capacidade de combatividade da patologia. “Isso faz com que as terapeutas do médico sejam encurtadas e reduz a necessidade de recorrer a outro tipo de fármacos ou de aumentar as doses das tomas diárias. Tal acontece nos diabetes, na cardiologia e até na própria oncologia, onde já existe a Psicologia Oncológica, na qual os médicos e os psicólogos não entram em apoios farmacológicos desorganizados, desorientados e muitos deles descabidos. Claro que isto tem outras condicionantes porque, se um psicólogo está a acompanhar o médico, o paciente irá melhorar em todos os aspetos e, como é lógico, a indústria farmacêutica vai-se ressentir disso”, afirma, sem receio de ferir suscetibilidades. É neste contexto que começam a chegar a Hélder Lopes diversos doentes com fibromialgia e com um nível de agastamento emocional elevadíssimo. “A fibromialgia é uma dor de 19
Hélder Lopes: (…) “Regra comum, as pessoas não dormem, de manhã estão sempre mais cansadas do que quando se deitam, não têm capacidade para tomar decisões, zero autoestima, não gostam delas e começam a criar a crença de que os outros também não gostam delas. Há uma barreira muito grossa entre a verdade e aquilo que ela idealiza” (…)
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resposta, é um sofrimento físico que tem como causa uma emoção, a forma como foram trabalhados, interpretados e percecionados um grupo muito grande, ou não, de acontecimentos na nossa vida”, esclarece, dando um exemplo concreto: “Alguém foi agredido sexualmente por um familiar que jamais imaginaria e, como a confrontação deste ato iria causar danos de tal maneira irreparáveis, a pessoa preferiu guardar o episódio para si. Se o acontecimento se repete, o drama aumenta ainda mais, e tanto pode ser uma agressão sexual como uma física ou emocional, a morte de um parente, um caso de bullying”. Em termos mais simples, a vítima opta por ocultar o ato de agressão, o sofrimento emocional vai-se acumulando e chega-se a um ponto em que o
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próprio corpo começa a produzir uma dor física, quase como sinais de alerta de que a situação não se pode prolongar. “É exatamente isso. O corpo manifesta as suas angústias das formas mais sui generis, sendo a mais comum a dor física. Está claramente demonstrado que a fibromialgia tem uma dor efetiva e poderosíssima, três vezes superior a uma dor de dentes ou oito vezes superior a uma dor de cabeça. Ela funciona aos pares, ao longo da coluna vertebral, e dispara para todas as articulações do corpo e também para o cérebro”.
“As depressões reativas nunca passam com medicamentos” A fibromialgia torna-se mais complicada de se lidar com porque normalmente aparece 20
seis ou oito anos antes de ser diagnosticada, isto é, a pessoa tem dores, anda num estado melancólico constante, sente dúvidas, mas o corpo tem uma energia própria que lhe permite esquecer acontecimentos mais incómodos. “Ao longo desse tempo, a pessoa vai passando pela vida em modo de sobrevivência e, quando a dor se intensifica ou não consegue dormir, vai ao médico de família. Este manda-a fazer as análises do costume e receita logo antidepressivos ou analgésicos. Por cada três semanas que a pessoa toma uma medicação nova, as coisas melhoram, depois volta tudo ao mesmo, e a pessoa anda nisto anos a fio”, relata Hélder Lopes, reportando-se à experiência que teve no Hospital de Tomar. “O doente de fibromialgia é administrável, gera riqueza e,
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por cada ciclo de três semanas, piora cada vez mais. Não espanta, por isso, que encontrei pessoas com 16 tomas diárias de medicamentos, outras com oito, estavam completamente agastadas. Em cada cinco doentes, três já tinham tentado o suicídio, porque perdem tudo, a família, o emprego, a autoestima, e ficam com um nível de psicoticismo enorme”. Pessoas fartas da vida, de tomar medicamentos, fartas até delas próprias, na sua maioria do sexo feminino, refere o psicólogo, indicando que há sintomas a que se deve estar atento. “Regra comum, as pessoas não dormem, de manhã estão sempre mais cansadas do que quando se deitam, não têm capacidade para tomar decisões, zero autoestima, não gostam delas e começam a criar a crença de que os outros também não gostam delas. Há uma barreira muito grossa entre a verdade e aquilo que ela idealiza”, frisa Hélder Lopes, continuando: “A sua relação com a sociedade é horrenda e geram-se processos de ansiedade fóbica. Eu estou aqui a falar consigo, a experiência não me está a ser nada agradável e quero-me ir embora. Como tenho um esquema bem formatado, consigo livrar-me de si e vou para o café mas, quando lá chego, já estou completamente arrependido. Faço um drama enorme e, quando regresso, você não está cá, o que gera ainda mais drama. São pessoas que desenvolvem toda ou uma grande parte da sintomatologia para a depressão, só que as depressões reativas não passam com medicamentos. A
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fibromialgia não se resolve com medicamentos, é uma doença do foro psicológico, da organização emocional da pessoa”, assegura o especialista na matéria. Para enfatizar a sua certeza, Hélder Lopes recorda as palavras de António Damásio, que diz que as emoções são o elemento mais importante do nosso sistema fisiológico, quando anteriormente se entendia que eram o cérebro e o coração que faziam a gestão fisiológica do ser humano. “O Daniel está aqui a falar comigo e não imagina que vai ficar constipado mas, por alguma coisa que eu lhe diga, por um movimento, por um estímulo recebido visual ou olfativamente, pode criar um estímulo de tristeza e angústia que vai afetar o seu sistema imunitária e, numa situação adversa, fica imediatamente constipado. A fibromialgia é isto, a emoção que toma conta da interpretação dos eventos que eu optei por esquecer. Contudo, a natureza humana diz que nada se esquece, é apenas um recurso que o ser humano utiliza para se desculpabilizar”. Questionado sobre o que disse anteriormente, de que a fibromialgia gera riqueza, Hélder Lopes explica que, se for a um centro de saúde aconselhar que estes doentes sejam reencaminhados para um psicólogo, a resposta de todos os médicos é sempre negativa. “O doente anda de consulta em consulta, de remédios em remédios e se o médico de família lhe diz para ir a um hospital, então é a desgraça completa. Faz uma panóplia de exames auxiliares de diagnóstico que não servem para nada, 21
Hélder Lopes: (…) “A APA – American Psychological Association já grita há muito tempo que, para as perturbações emocionais, não existe evidência científica efetiva para os medicamentos que são colocados no mercado. São os laboratórios que geram as próprias evidências científicas, repetindo os testes vezes sem conta, manipulando e adulterando todas as suas amostras, até conseguirem aquilo que as entidades competentes exigem” (…)
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passam por um modelo terapêutico de 48 semanas”. Um ano inteiro de tratamento no qual as primeiras 22 a 28 sessões semanais são para se identificar o ponto de origem do problema, quando é que tudo começou, porque não é necessário que seja um acontecimento recorrente no tempo, basta apenas um episódio de grande carga traumática. “É uma caminhada para se ganhar confiança e, quando isso se alcança, a pessoa debita as causas, que podem ser bastante diversas, embora com um tronco comum: ou sentiram ou vivenciaram um sofrimento imenso. Depois do problema identificado, seguem-se as fases de clarificação e confrontação e, Colaboração dos maridos em simultâneo, é preciso recuperar o sono e, claro, ir é fundamental aliviando a carga de medicamentos que tomam. Ao fim de anos perdidos neste ciclo vicioso, os pacientes acabam Aliás, às vezes, elas próprias deixam de tomar os remédios de por chegar às mãos de um forma natural”, nota o psicólogo, completamente destruídos, convictos de que são entrevistado. Convém frisar que o processo loucos, pelo que os primeiros de recuperação é mais facilitado tempos são dedicados a e rápido quando os maridos das transmitir-lhes afeto, indica pacientes colaborem nele, só Hélder Lopes, lamentando que, que, segundo Hélder Lopes, há nos mais de 500 casos que teve aqueles que, entretanto, se em mãos, 40 por cento das habituaram, e até preferem, ter pessoas já não queriam ficar curadas. “A fibromialgia também mulheres mais «mansas», menos exigentes e interativas. é uma doença de estabilização da harmonia conjugal ou social. “Felizmente que a grande A grande maioria quer resolver o maioria agradece a ajuda que estamos a prestar às suas problema, mas há uma minoria esposas e querem que elas resistente que precisa da regressem à normalidade. Para doença, porque é menos uma chapada que levam, menos uma além disso, como se sabe, o psicólogo não faz medicação, agressão sexual que sofrem do não altera nada, pelo que o próprio marido, menos um mal trato que recebem, menos uma nosso trabalho é acompanhado por médicos tradicionais e, a ou duas horas de esforço partir da 28ª consulta, tentamos descomunal em casa. Quanto logo eliminar os comprimidos aos que querem melhorar, porque os resultados que fornecem são enganadores, provocados pela medicação e não pela doença em si. E, em bastantes casos, a pessoa mete na cabeça que está louca”, conta, preocupado. “O paciente depois é remetido para o psiquiatra ou para o reumatologista, que acabam por se cansar porque a doença nunca mais tem fim e disparam com uma frase que, ao fim de 534 atendimentos que fiz no Hospital de Tomar, me ficou para sempre na memória: «Peço imensa desculpa, mas já não tenho mais nada para lhe oferecer». Isto é um balde de água fria que o doente recebe, antes de ser enviado para o especialista que se segue”.
Hélder Lopes: (…) “Se formos a um manual de farmacologia, para uma simples dor de cabeça existem 20 comprimidos, portanto, tem que haver delegados de propaganda que digam que o remédio dele é melhor que o dos outros. Ora, a fibromialgia é, de facto, uma doença que gere um conjunto de benefícios. Imagine-se manter uma pessoa anos a fio com fármacos que não lhe fazem absolutamente nada” (…)
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para dormir. Também há massagens de relaxamento que se podem realizar, portanto, é um esforço de equipa”, frisa, garantindo que é assim que tudo se processa no Gabinete de Avaliação e Reabilitação Psicológica. Fruto da sua longa experiência, e ultrapassada que está a fase de identificação do problema, que coincide normalmente com as 28 consultas semanais, Hélder Lopes passa para consultas quinzenais, mas alerta que o período de Natal é bastante sensível e que, sem o devido acompanhamento, o paciente pode-se ir abaixo. “Nesta fase do tratamento, as dores físicas também começam a desaparecer, porque a angústia emocional já foi exteriorizada e o corpo não precisa dar mais sinais de alerta. Há quem tenha perdido os maridos e os empregos, mas ficam com outras armas e formas de intervir na vida. Esta terapia que desenvolvi está a ser trabalhada por outros professores, com o objetivo de se transformar numa terapia universal, se conseguir o número necessário de doentes para tal”. Uma terapia cuja taxa de sucesso se cifra entre os 68 e os 72 por cento, pela simples razão que, desde que Hélder Lopes saiu do Hospital de Tomar e se fixou no Algarve, o número de casos que têm tratado caiu drasticamente. “Tentei contatar com médicos do Serviço Nacional de Saúde e solicitei, inclusive, uma reunião com o presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve, mas nunca recebi nenhuma resposta. Quando fui ao Centro de Saúde de Faro, disseram-me
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que estão interditados de reencaminhar pacientes para as iniciativas privadas, portanto, esta taxa está estagnada”, desabafa o interlocutor, garantindo que nem está em causa o custo financeiro das consultas. “Até tenho sentido algum incómodo da parte dos meus colegas em virtude dos preços que pratico, mas a tendência é que se aproximem do valor real das coisas, ao 23
invés de aproveitarmos o nosso saber e o sofrimento do próximo para gerar riqueza. Isso jamais o farei”.
Receitar remédios é fácil mas nem sempre adequado Sobre a reticência dos médicos em reencaminhar pacientes para outros colegas, neste caso para
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os psicólogos, Hélder Lopes não quer acusar ninguém de querer, alegadamente, retirar daí proveitos financeiros. “Se formos a um manual de farmacologia, para uma simples dor de cabeça existem 20 comprimidos, portanto, tem que haver delegados de propaganda que digam que o remédio dele é melhor que o dos outros. Ora, a fibromialgia é, de facto, uma doença que gere um conjunto de benefícios. Imagine-se manter uma pessoa anos a fio com fármacos que não lhe fazem absolutamente nada”, afirma, antes de deixar um alerta ainda mais importante: “Os fármacos que se estão a passar exageradamente aos pacientes para as perturbações emocionais vão gerar outras dependências a partir dos 60
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anos. Não se pode receitar antidepressivos durante anos a uma pessoa só porque ela está sempre a chorar, a acordar mal disposta e sem querer ir trabalhar. A APA – American Psychological Association já grita há muito tempo que, para as perturbações emocionais, não existe evidência científica efetiva para os medicamentos que são colocados no mercado. São os laboratórios que geram as próprias evidências científicas, repetindo os testes vezes sem conta, manipulando e adulterando todas as suas amostras, até conseguirem aquilo que as entidades competentes exigem”, acusa, sem papas na língua. Assim sendo, Hélder Lopes reitera que as perturbações emocionais devem ser tratadas por quem delas percebe, 24
designadamente os psicólogos. “Uma ansiedade generalizada e persistente leva nove a 18 semanas a ser tratada por um psicólogo. Um psiquiatra, em três ou quatro minutos resolve o problema receitando medicamentos, mas ao fim de três semanas o paciente está de volta e cada vez pior. A psiquiatria tem a sua importância e área de intervenção mas, da maneira como está organizada, não é boa para os doentes, porque não vai às causas, medica-se logo”, critica. Não quer isto dizer que não existam patologias que exigem medicação, só que Hélder Lopes considera que este nem sempre é o melhor caminho a seguir e dá o exemplo dos medicamentos que se dão às crianças mal se descobre que
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são hiperativas, sem sequer haver a preocupação de tentar perceber o motivo delas serem assim. “Os neurologistas é que fazem diagnósticos adequados de hiperatividade e, em Faro, existem muitos bons especialistas nessa área, não é necessário ir passear a Lisboa”, defende. E de volta à fibromialgia, Hélder Lopes compreende que a Administração Regional de Saúde não queira reencaminhar pacientes para os privados, até porque possui muitos psicólogos no seu quadro de efetivos. “Mas seria desejável chamar as pessoas que estão vocacionadas para prestar um serviço público, perceber o que elas têm para oferecer, colocar as suas condições e depois decidir o que é melhor para os pacientes, como acontece no caso da Fisioterapia, e muito bem. Podia-se seguir esse caminho na Terapia da Fala, na Nutrição e na Psicologia e, depois, cada profissional aceitava ou não as condições que eram propostas pela ARS. Todos os meus atos clínicos vão no sentido das pessoas e jamais irei aproveitarme do sofrimento de alguém para, com o meu saber, enriquecer. Ei-de conseguir criar um serviço que tenha psicólogo, neuropsicólogo, médico de família, médico especialista, oftalmologista, dietista, que chegue às pessoas aos preços reais, não aos preços de uso e abuso, como se verifica, infelizmente, no Setor Privado e com os Seguros de Saúde”, termina, em jeito de conclusão, até porque já tinha um paciente na sala de espera pronto para ser atendido. 25
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Município de Albufeira distinguiu empresas locais
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dia 14 de abril foi de grande significado para as 35 empresas do concelho de Albufeira distinguidas publicamente pelo Município, na sequência de terem sido classificadas, no passado mês de janeiro, com o Estatuto PME Líder ou PME Excelência. O Estatuto PME Líder é atribuído pelo IAPMEI, numa parceria com os principais bancos a operar em Portugal, tratando-se de um instrumento de qualificação de empresas que distingue as pequenas e médias empresas com melhores indicadores económicofinanceiros, que prossigam estratégias de crescimento e liderança competitiva. O grupo das PME Líder que apresentem os melhores desempenhos será também
anualmente distinguido com o Estatuto PME Excelência, o que resulta em condições acrescidas de visibilidade para estas empresas de perfil superior. Neste projeto, para além dos bancos, o IAPMEI conta também com a parceria do Turismo de Portugal. Refira-se que o Estatuto PME Excelência tem por objetivo conferir notoriedade e otimizar condições de financiamento e de reforço competitivo às PME, que pelas suas estratégias de crescimento constituem alavancas importantes do desenvolvimento económico do País. Associado ao Estatuto PME Líder e PME Excelência estão o acesso ao crédito, melhores condições de financiamento e de aquisição de produtos ou serviços, facilidades na relação com a banca e administração pública e um
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certificado de qualidade na sua relação com o mercado. O presidente da Câmara Municipal de Albufeira salientou que as PME representam a maior parte do emprego em Portugal e no concelho, tendo-se mostrado visivelmente satisfeito pelos resultados alcançados pelas empresas do concelho – 18 receberam o Estatuto PME Líder e 17 PME Excelência – com incidência maior na área do turismo e similares. “Esta parceria entre o Município, IAPMEI e Turismo de Portugal constitui uma excelente motivação para as empresas, para que continuem a ser geradoras de emprego e riqueza, apostando nas boas práticas de gestão, no empreendedorismo e na inovação”, referiu Carlos Silva e
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Sousa, acrescentando que as empresas de Albufeira estão muito acima dos rácios de saúde financeira a nível nacional e têm ainda enormes desafios pela frente. O autarca felicitou as 35 empresas locais distinguidas pelo seu desempenho económicofinanceiro e pelas melhores práticas de gestão em diversos setores de atividade e frisou que “para enfrentar os novos desafios, o caminho tem que ser feito em conjunto com os empresários”. Vítor Neto, vicepresidente do NERA, na cerimónia em representação da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, destacou que Albufeira é o maior concelho turístico do Algarve, sendo que as empresas classificadas PME Líder e Excelência refletem muito bem a estrutura empresarial do concelho (maior parte na área do turismo). Jorge Abrantes, vogal do Turismo de Portugal, fez votos para, que no próximo ano, para além destas 35 empresas classificadas com o Estatuto PME Líder e Excelência possam surgir muitas mais. Por sua vez, o presidente do IAPMEI, Miguel Cruz, sublinhou que, em relação a 2013, as empresas de Albufeira tiveram um crescimento muito significativo: “Cinco vezes acima daquilo que é a média de crescimento das PME a nível nacional, sobretudo no que se reporta à evolução dos resultados
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líquidos, capitais próprios e autofinanciamento. Estes resultados, particularmente no que respeita à distinção PME Líder e Excelência, têm que ser
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divulgados, pelo impacto significativo que têm no que respeita à capacidade de obtenção de créditos e financiamento”.
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Confraria Bacchus de Albufeira assinalou 8.º aniversário
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o dia 11 de Abril, 136 pessoas reuniram-se para jantar no restaurante do Parque de Campismo de Albufeira, com o intuito de festejar o 8.º aniversário da Confraria do Bacchus de Albufeira. Entre confrades e amigos, Carlos Oliveira, presidente da direção da Bacchus, apresentou também formalmente a programação da 7ª Grande Mostra de Vinhos de Portugal, a decorrer entre 16 a 18 de Maio, no Espaço Multiusos de Albufeira (EMA). À margem dos festejos, e fazendo jus a uma das suas premissas, a solidariedade, a Confraria do Bacchus de Albufeira fez um donativo no valor de 250 euros aos Bombeiros Voluntários de Albufeira. Esta quantia será somada aos valores entretanto recolhidos na campanha de angariação de fundos para a aquisição de uma ambulância. Fundada em 2007, a Confraria do Bacchus de Albufeira nasceu do empenho de um coletivo de apreciadores da gastronomia e dos excelentes vinhos nacionais, com o objetivo de divulgar o vinho e o património cultural a ele associado. Por regulamentação, promove mensalmente um jantar na primeira sexta-feira do mês, em torno de um vinho de determinada região vinícola. Conta atualmente com 75 membros (20 por cento mulheres) nas categorias de confrades efetivos, confrades Mestre (ligados ao sector do vinho) e de Honra (pessoas coletivas). Ao longo de oito anos de existência, a Confraria tem participado em diversas iniciativas, a convite de outras Confrarias e outras associações, e procura também associar-se a causas solidárias. Sinal disso é que, ainda
recentemente, organizou a 1ª Caminhada Solidária em Paderne, com recolha de bens para pessoas carenciadas, que terminou com uma refeição convívio oferecida a mais de 200 pessoas. Entretanto, em 2009, e com apenas 30 membros, a Confraria do Bacchus de Albufeira decidiu embarcar num projeto ambicioso: a realização da 1ª Grande Mostra de 28
Vinhos de Portugal, que contou com a participação de 42 produtores das várias regiões vinícolas portuguesas. Passados seis anos, o número dos profissionais que desejam estar presentes no certame quase duplicou, com a edição deste ano a exceder a lotação máxima do EMA, espaço onde habitualmente decorre a mostra, com 80 expositores já confirmados.
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Ministra da Administração Interna inaugurou edifício de apoio à Base de Helicópteros em Serviço Permanente de Loulé
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nabela Rodrigues, Ministra da Administração Interna, deslocou-se a Loulé, no dia 14 de abril, para presidir à inauguração do edifício de apoio à Base de Helicópteros em Serviço Permanente de Loulé, uma infraestrutura que vem criar as condições para a permanência de meios aéreos para operações de segurança, proteção e socorro. As obras de ampliação e remodelação levadas a cabo no Heliporto Municipal de Loulé passaram pela construção de um novo edifício polivalente, constituído por dois pisos, que irá albergar quartos para as tripulações, receção, central de comunicações, entre outras funcionalidades. Nesse sentido, a nova infraestrutura irá garantir a instalação dos meios humanos que prestam apoio no heliporto aos meios de
Antes disso, Anabela Rodrigues homologou o protocolo de cooperação relativo à instalação do DECIF 2015 – Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais para o Algarve, celebrado entre a Federação dos Bombeiros do Algarve, Autoridade Nacional de Proteção Civil e Comunidade Intermunicipal do Algarve. No seguimento do que tem acontecido em anos anteriores, pretende-se criar um Dispositivo Especial que atue em todo o distrito de Faro, dedicado exclusivamente aos incêndios proteção e socorro, nomeadamente ao helicóptero de florestais, de forma a assegurar uma resposta adequada nesta emergência médica do INEM que matéria, sem comprometer a tem uma equipa permanente 24 horas por dia para intervir no local, eficiência da resposta às restantes ocorrências no âmbito da proteção e da Autoridade Nacional de Proteção Civil. O investimento teve e socorro, durante o período crítico compreendido entre os dias 15 de um cofinanciamento de 70 por maio e 15 de outubro. cento por cento do POVT – Programa Operacional Temático de Através deste protocolo Valorização do Território. pretende-se incentivar a
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constituição do DECIF planeado, reforçando a compensação atribuída pela Autoridade Nacional de Proteção Civil aos bombeiros que integram o Dispositivo. A Autoridade Nacional de Proteção Civil compromete-se a compensar financeiramente a constituição das Equipas de Intervenção, num valor total de 953 mil e 280 euros. Por seu turno, os municípios comprometem-se a atribuir um complemento diário de 15 euros aos bombeiros integrantes do DECIF, num valor total de 317 mil e 760 euros que, a dividir de forma equitativa pelos 16 municípios, corresponde a um cargo total no valor de 19 mil e 860 euros a cada autarquia. As verbas serão destinadas às Associações Humanitárias de Bombeiros e aos bombeiros dos Corpos de Bombeiros Municipais. A responsável pela Administração Interna falou igualmente sobre a lei de financiamento às associações humanitárias de bombeiros voluntários, que permitirá que esse financiamento se proceda de forma estável, o que considerou ser “determinante para um melhor planeamento, nomeadamente
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para a programação de investimentos necessários à melhoria contínua da capacidade operacional”. Paulo Morgado, presidente da Federação dos Bombeiros do Algarve, alertou que é expectável que o número de fogos aumente, tendo em conta a evolução climática nos últimos anos. “Estão criadas as condições para que com mais biomassa surjam incêndios de grandes dimensões que têm custado ao país, nos últimos anos, uma verba sempre acima de 100 milhões de euros/anos”, considerou. Apesar deste responsável regional acreditar que o foco não deva ser o combate e que a prevenção é algo que deve ser reforçado, é da opinião que “as questões do combate são fundamentais para minimizar aquilo que é uma inevitabilidade”. Já Jorge Botelho, presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, referiu-se às problemáticas dos incêndios e proteção civil como fundamentais para o Algarve, devido sobretudo ao turismo que leva a que a população triplique durante a altura do verão, época destes
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flagelos. O autarca de Tavira falou do envolvimento dos municípios algarvios nas questões da proteção civil, nomeadamente em termos das candidaturas ao QREN, através das quais foram investidos cinco milhões de euros na aquisição de proteção individual mas também de viaturas a combates florestais, que tiveram uma comparticipação de 85 por cento. Finalmente, Francisco Grave Pereira, presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, sublinhou o facto de, no Algarve, a época de maior risco de incêndio, corresponder à época em que a população residente triplica por força do turismo e que a segurança de pessoas e bens assume uma particular dimensão. O responsável nacional da Proteção Civil destacou ainda o papel relevante que o Município de Loulé tem no apoio à Autoridade Nacional de Proteção Civil, nomeadamente desde 1998, altura em que aqui se instalou a Base de Helicópteros em Serviço Permanente, suportando encargos de funcionamento e outros apoios necessários.
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Município de Alcoutim promoveu jornada sobre Agricultura e Desenvolvimento Rural
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Câmara Municipal de Alcoutim promoveu, no dia 13 de abril, uma jornada sobre Agricultura e Desenvolvimento Rural que contou com a participação de Miguel Freitas, deputado eleito à Assembleia da República. Reuniões com a Associação Terras do Baixo Guadiana (ATBG), em Alcoutim, e com a empresa Dandlen & Vasques, no Parque Industrial de Balurcos, bem como um encontro com jovens agricultores e associações de desenvolvimento rural, marcaram uma jornada que terminou com visitas à exploração agrícola da V. Luz Agro, em Diogo Dias, e à Coopêssego, cooperativa agrícola de rega do Pessegueiro. Um dos objetivos da iniciativa foi o reconhecimento do papel ativo da ATBG na gestão dos fundos comunitários, com muitos projetos de dinamização local aprovados e acompanhados, com uma despesa pública superior a 5,8 milhões de euros, consolidando-se como o
Grupo de Ação Local (GAL) mais eficaz do Algarve, com taxas de execução superiores a 90 por cento. A sua continuidade como GAL para intervir no âmbito do Portugal 2020 e do CRESC Algarve, de forma a garantir o desenvolvimento integrado do território abrangido nos municípios de Alcoutim, Castro Marim,
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Mértola, Tavira e Vila Real de Santo António, foi uma das preocupações que ficou patente ao longo da jornada. Partilha de bons exemplos e boas práticas de agricultura sustentável e de valorização dos produtos locais, bem como oportunidades para a aumentar os canais de comercialização e distribuição, foram o alvo do debate com jovens agricultores e promotores de desenvolvimento rural, que apresentaram os seus projetos e preocupações face aos reduzidos apoios para a consolidação dos investimentos concretizados. No final da sessão, o presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Osvaldo dos Santos Gonçalves, manifestou a inteira disponibilidade do Município para acompanhar e apoiar as iniciativas desenvolvidas pelos agricultores locais, incentivando-os a associarem-se, e fazer chegar as suas principais preocupações aos responsáveis do setor.
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Lagoa assinalou Dia do Combatente
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Dia do Combatente foi assinalado, como tem vindo a ser tradicional, pelo Núcleo de Lagoa/Portimão da Liga dos Combatentes, com uma pequena cerimónia militar junto ao Monumento erigido no Largo dos Combatentes, frente à Igreja Matriz. O ato contou com a presença do Presidente da Assembleia Municipal, Águas da Cruz, dos Vereadores Luís da Encarnação e Anabela Simão, em representação do executivo municipal, do Presidente da União das Freguesias de Lagoa e Carvoeiro, Joaquim João, assim como de Associações de Antigos Combatentes dos vários ramos das Forças Armadas, de uma delegação dos Bombeiros Voluntários de Lagoa e de uma secção do Regimento de Infantaria n.º 1 de Tavira, comandada pelo Capitão Brito e população. A cerimónia contou com a colaboração da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Portimão, tendo-se iniciado com uma pequena parada militar pelo Regimento de Infantaria N.º 1 de Tavira, a que se seguiu o discurso do Presidente do Núcleo dos
Combatentes de Lagoa/Portimão, Jaime Marreiros. O dirigente agradeceu o incansável apoio da Autarquia, nomeadamente na recuperação da sepultura, abandonada no Cemitério Municipal de Lagoa, de um combatente da Primeira Grande Guerra. Já o Vereador Luís Encarnação frisou que Lagoa não podia deixar de participar “nesta homenagem que hoje se presta a todos os soldados, a todos os militares, realçando o orgulho nos militares portugueses e o que significam para a pátria”. “Para os que já partiram, fica o Memorial, para que gerações futuras saibam que houve homens a debaterem-se pelo país”, destacou. A finalizar a cerimónia, foram tocados os Hinos do 34
Combatente e Nacional, após o que foi colocada uma coroa de flores no Monumento dos Combatentes, tendo os presentes rumado ao Cemitério Municipal, onde homenagearam o único soldado que combateu na 1ª guerra mundial e que, embora não sendo de Lagoa, aqui viveu e foi sepultado no cemitério local e cuja campa foi recuperada pela Câmara, onde também foi depositada uma coroa de flores. O ponto alto da cerimónia foi a inauguração do memorial que a Câmara Municipal de Lagoa erigiu no seu cemitério, a pedido da Liga dos Combatentes, evocando o valor dos soldados lagoenses que caíram em combate na guerra do Ultramar e que foi benzido pelo Coronel Monsenhor Joaquim Cupertino.
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São Brás de Alportel com Parque Escolar de excelência
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educação continua a ser uma soberana prioridade na Câmara Municipal de São Brás de Alportel, com contínuos investimentos na melhoria e modernização do parque escolar, de modo a assegurar à comunidade todas as condições para um ensino de excelência. Uma das intervenções prende-se com o alargamento da via de acesso à Escola de Vilarinhos, com a demolição do muro existente e a sua reconstrução, e a criação de uma bolsa de estacionamento. Isto porque, com o aumento dos veículos motorizados, a circulação na zona envolvente à escola, principalmente à hora de início das aulas e à hora do seu término, efetua-se com bastante dificuldade e causando transtornos aos colaboradores e familiares dos alunos e residentes. A obra foi adjudicada à empresa local Sérgio Caiado Raminhos, lda, pelo valor de 16.095,40 euros. Decorre em simultâneo uma importante intervenção na Escola da Mesquita, que tem vindo a registar nos últimos anos um acréscimo no seu número de alunos, prova de que as escolas do campo são promotoras de um ensino de excelência e importantes polos de dinamização das comunidades locais. Mercê deste acréscimo de alunos, surgiu a necessidade de dar à escola um espaço com maior dimensão e melhor adaptado para que os alunos possam ter as suas refeições, em conjunto e sem atropelos. Assim, a autarquia sãobrasense desenvolveu esforços
para concretizar um projeto de ampliação do refeitório daquele estabelecimento, que está neste momento já em fase de conclusão, com trabalhos adjudicados à empresa local AJS, Barros, Lda, pelo valor de 11.111,11 euros. Em 2014, a Autarquia, em colaboração com o Agrupamento de Escolas, executou na Escola Secundária um circuito acessível, desde a entrada e percorrendo todos os edifícios, para que todos os estudantes com dificuldades de mobilidade pudessem circular sem barreiras. Este ano, estando em perigo eminente de derrocada o muro de entrada da escola, a Câmara predispôs-se de imediato a realizar as obras necessárias para garantir a segurança do espaço envolvente. Os trabalhos consistem na demolição do muro existente e na construção de um novo muro em betão armado, material mais resistente e adequado à realidade existente no local. Outra intervenção em curso prende-se com a pavimentação e tratamento do Campo de Jogos da 36
Escola EB23 Poeta Bernardo de Passos. Há já vários anos que os docentes da disciplina de educação física, bem como os responsáveis do agrupamento, vinham manifestando a necessidade de efetuar uma pavimentação para repor a vitalidade no pavimento do campo de jogos poente, uma vez que o campo nascente foi pavimentado há cerca de seis anos. “Diariamente, pesamos prioridades e oportunidades, na busca da melhor gestão dos recursos da autarquia, e naturalmente que as nossas crianças, o futuro do nosso Concelho, estão sempre no centro das nossas preocupações. Acreditamos que a Educação é o pilar sólido do desenvolvimento da comunidade e, por isso, as nossas crianças e os nossos jovens continuarão a estar no centro das nossas preocupações. A educação é a arma mais poderosa na construção de um futuro melhor”, justifica o edil Vítor Guerreiro.
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Ministra inaugurou Centro Municipal de Proteção Civil e Operações de Socorro de Portimão
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oi inaugurado, no dia 14 de Abril, o Centro Municipal de Proteção Civil e Operações de Socorro, instalado no 2.º piso do Quartel dos Bombeiros de Portimão, numa cerimónia que foi presidida pela Ministra da Administração Interna, Anabela Miranda Rodrigues. O Centro pretende ser um espaço modelo no âmbito das competências da Proteção Civil no patamar municipal, uma vez que integrará num só espaço o Planeamento, a Sensibilização e Informação Pública, a Decisão Política e Operacional, a Logística e Sustentação das Operações e a capacidade de articulação entre os diversos Agentes de Proteção Civil locais, nomeadamente os elementos essenciais para a materialização da resposta operacional no âmbito da proteção e socorro. Este Centro está dotado de espaço físico e recursos tecnológicos para albergar e apoiar a Comissão Municipal de Proteção Civil nas suas competências de coordenação institucional, quer na vertente política, assim como na coordenação operacional, estando
igualmente preparado para servir as funções de uma organização diferenciada em situação de acidente grave ou catástrofe, por via da ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil. “Portimão já tem um Centro Municipal de Proteção Civil e Operações de Socorro que é dos melhores centros municipais a nível nacional”, destacou a Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, que revelou ainda que a instalação do Centro custou cerca de 60 mil
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euros, parte dos quais com aproveitamento de móveis e outros equipamentos provenientes dos outros edifícios municipais. Este equipamento, já em funcionamento, passará a ser o centro nevrálgico da Proteção Civil Municipal, albergando o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), o Comandante Operacional Municipal (COM), o Comando e Estado-Maior do Corpo de Bombeiros, o Gabinete Técnico Florestal (GTF) e a Comissão Municipal de Proteção Civil (CMPC), e serve ainda as atividades da Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios (CMDFCI), o Conselho Municipal de Segurança e as Subcomissões no âmbito da proteção e socorro. A proximidade e articulação indispensável com o principal Agente de Proteção Civil e responsável pelo comando das operações de socorro – O Corpo de Bombeiros de Portimão – torna este espaço num facilitador da ação de proteção e socorro das pessoas, na salvaguarda do seu património e do ambiente.
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Festival MED junta artistas em palco para concertos especiais
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cartaz da 12ª edição do Festival MED vai contar com quatro concertos especiais em que os artistas irão partilhar o palco com convidados. Assim, os cabo-verdianos Ferro Gaita convidam o seu conterrâneo Dino de D’Santiago; do Brasil para Loulé, Giana Viscardi vai pisar o palco juntamente com a cabo-verdiana Sara Tavares; o projeto nacional Danças Ocultas e a cantora/violoncelista brasileira Dom La Nena voltam a reunir-se; e os portugueses Tape Junk contarão com a participação da guitarra de Frankie Chavez. Considerados uma das maiores instituições musicais de Cabo Verde, verdadeiros embaixadores do funaná, os Ferro Gaita trazem a Loulé toda a festividade e riqueza musical de África. O concerto no dia 27 de Junho, no Festival MED, marca o encontro entre os Ferro Gaita, que já receberam várias distinções ao longo da sua carreira de quase duas décadas, e o cantor Dino D’Santiago, recentemente nomeado para os prémios Songlines, que fará uma participação muito especial. No mesmo dia, a brasileira Giana Viscardi sobe ao palco do MED para um concerto cujo repertório abrange músicas do seu mais recente trabalho, assim como as canções que conduziram a cantora pelas sonoridades afro-brasileiras. Essa fusão será reforçada com a participação especial da cantora cabo-verdiana Sara Tavares, que em 2007 integrou o cartaz deste festival. Toda a sonoridade de Giana Viscardi é uma celebração da música brasileira contemporânea associada a uma pesquisa de ritmos ancestrais vindos da África. O concerto no dia 26 de Junho, no Festival MED, marca o encontro entre os Danças Ocultas e a conceituada cantora e violoncelista brasileira Dom La Nena. Danças Ocultas é a aceitação mútua do desafio de explorar, imaginar e conceber novas linguagens musicais, transformando o mundo pelo som e desenvolvendo todas as possibilidades da máquina inventada no século XIX - o acordeão diatónico, em Portugal conhecido como concertina. Os Danças Ocultas foram eleitos para a seleção oficial da Womex 2010. Ao grupo junta-se o violoncelo e a voz doce de uma das mais promissoras artistas brasileiras, elogiada pela imprensa internacional, com destaque para o The New York Times ou The Wall Street Journal.
Os Tape Junk atuam no dia 25 de junho num concerto que terá uma participação muito especial do cantor e guitarrista Frankie Chavez, que regressa assim ao MED. Os Tape Junk são uma banda de palco, com participações nos mais emblemáticos festivais do país. A fusão do rock, folk e blues, com forte influência de bandas como Rolling Stones ou Velvet Underground, é o ponto em comum entre a banda e o seu convidado que estará em evidência neste concerto.
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Eurocopa juntou meio milhar de jovens em Albufeira Farense, Academia Alto Colina, CDR Quarteirense, Marítimo Olhanense, FS Faro e Geração Génios, a equipa inglesa Stakeford Juniors e a irlandesa Carniny Amateurs. Destaque para o desempenho do Imortal DC, equipa de Albufeira, que conseguiu posicionar-se nos primeiros seis lugares da tabela em todos os escalões, alcançando o primeiro lugar em Sub11 e Sub14, a segunda posição em Sub13, um terceiro lugar em Sub12, quinto em Sub9 e sexto em sub10. Os albufeirenses do Guia FC também conquistaram o pódio com o primeiro lugar em Sub9, deixando a liderança do escalão Sub10 para o SL Benfica. Nos Sub13, a vitória foi para a Irlanda com a equipa Carniny Amateurs a liderar a tabela. Já em Sub12, a taça ficou pelo Algarve, tendo sido entregue ao SC Portimonense. O torneio juntou 36 equipas em representação de 14 clubes, num total superior a 500 atletas, com idades entre os 8 e os 13 anos.
A
primeira edição da «Eurocopa Albufeira 2015 – Torneio de Futebol Juvenil» juntou no concelho, durante três dias, alguns dos melhores jogadores das camadas juvenis de Portugal e do Reino Unido. Os Estádios da Nora, em Ferreiras, e o Municipal de Albufeira, acolheram mais de meia centena de partidas entre as equipas portuguesas do FC Ferreiras, Imortal DC, Guia FC, SC Portimonense, DC Louletano, SC 42
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