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ALGARVE INFORMATIVO #52

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Febre do crossfit instalou-se em Faro E AINDA: CINECLUBE DE FARO NUNO CAMPOS INテ,IO SEGREDOS DA RIA FORMOSA 1

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ALGARVE INFORMATIVO #52, 9 DE ABRIL, 2016

8 - Crossfit

40 -Nuno Campos Inรกcio ALGARVE INFORMATIVO #52

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SUMÁRIO Daniel Pina Pág. 8

Paulo Cunha Pág. 32

50 - Cineclube de Faro

Paulo Bernardo Pág. 34

José Graça Pág. 36

Dália Paulo Pág. 38

20 - Ria Formosa 5

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Venderam-se maravilhas a granel… e para nada!!! Daniel Pina

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sta semana tem sido pródiga em incidentes merecedoras da minha rabugice, desde os famosos «Panama Papers» ao pedido de demissão do Ministro da Cultura, temas sobejamente debatidos e opinados por pessoas bem mais avalizadas para esse efeito do que eu. Por isso, opto por recordar uma croniqueta escrita precisamente há quatro anos, isto porque, depois de ter passado uma manhã a percorrer a Ria Formosa, uma das Sete Maravilhas Naturais de Portugal, constatei que, depois de tanto alarido que se fez na época, e de tanto dinheiro gasto, poucos ou nenhuns benefícios se tiraram de tal galardão. (…) Já me irrita esta treta das Sete Maravilhas disto e daquilo que se começou a organizar em Portugal desde 2007. Como sempre gostei dos livros, filmes e programas de aventura à laia do Indiana Jones e da Lara Croft, acompanhava com algum interesse este tema quando era miúdo e já na altura havia várias listas das ditas maravilhas, dependendo do organismo internacional que a elaborava. Assim, tínhamos as Sete Maravilhas do Mundo Antigo (Jardins Suspensos da Babilónia, Pirâmides de Gizé, Estátua de Zeus, Templo de Artémis, Mausoléu de Halicarnasso, Colosso de Rodes e o Farol de Alexandria), as Sete Maravilhas da Era Medieval (Stonehenge, Coliseu de Roma,

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Catacumbas de Kom el Shoqafa, Torre de Porcelana de Nanquim, Muralha da China, Torre de Pisa e a Basílica de Santa Sofia) e as Sete Maravilhas dos Tempos Modernos (Grande Muralha da China, Taj Mahal, Cristo Redentor, Migração do Serengueti, Ilhas Galápagos, Grand Canyon e Machu Picchu) Entretanto, mudou o milénio, entramos no século XXI e as cabecinhas pensadoras constataram que as «velhinhas» sete maravilhas já não atraiam tantos turistas como antigamente e que era preciso uma lufada de ar fresco. O mundo também já não era o mesmo e havia novas potências que gostavam de figurar na preciosa lista, e assim se decidiu eleger as novas Sete Maravilhas, no dia 7 de Julho de 2007, designadamente a Muralha da China, a cidade de Petra (Jordânia), o Cristo Redentor (Brasil), as ruinas de Machu Picchu (Perú) e de Chichén Itzá (México), o Coliseu de Roma (Itália) e o Taj Mahal (India). Não sei bem como a gala de eleição veio parar a Lisboa, mas de certeza que não deve ter sido à «borlix» e pela simpática conversa de José Sócrates, o nosso Primeiro-Ministro na altura. O certo é que a RTP aproveitou a embalagem para se escolherem igualmente as Sete Maravilhas de Portugal e, concorde-se ou não, os

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vencedores foram o Castelo de Guimarães, Castelo de Óbidos, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos, Palácio Nacional da Pena e Torre de Belém.

como se já não bastassem os telefonemas para a «Casa dos Segredos», «Ídolos», «A tua cara não me é estranha» e programas semelhantes.

O problema é que os portugueses não saber parar e, como na época não havia austeridade, começou a organizar-se um concurso todo os anos. Primeiro foram as Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo – Fortaleza de Diu (Índia), Basílica do Bom Jesus (Goa, Índia), Convento de S. Francisco de Assis da Penitência em Ouro Preto e o Convento de S. Francisco da Ordem Terceira em Salvador da Baía, Fortaleza de Mazagão (Marrocos), Cidade Velha de Santiago (Cabo Verde), Igreja de São Paulo (Macau). Depois, as Sete Maravilhas Naturais – Floresta Laurissilva, Parque Nacional da Peneda-Gerês, Grutas de Mira de Aire, Lagoa das Sete Cidades, Portinho da Arrábida, Ria Formosa, Paisagem Vulcânica do Pico. De seguida, as Sete Maravilhas da Gastronomia – Alheira de Mirandela, Queijo da Serra da Estrela, Caldo Verde, Arroz de Marisco, Sardinha Assada, Leitão da Bairrada e Pastel de Belém.

E do outro lado da balança, já alguém contabilizou o retorno efetivo e real? É que não estou a ver os portugueses a viajarem por esse país fora para visitar uma maravilha natural ou um monumento ou para comer uma alheira de Mirandela. Aliás, a esmagadora maioria dos portugueses que ainda têm orçamento para férias vêm todos direitinhos para o Algarve nos meses de Julho e Agosto e o resto dos passeios fica para quando estiverem reformados, para aproveitarem as excursões do INATEL. Quanto aos turistas estrangeiros, não vejo que estes concursos tenham grande impacto ou promoção além-fronteiras e esses visitantes só percebem que estão perante uma maravilha nacional quando se encontram no próprio local e lá veem uma placa toda bonita a aludir a esse prémio.

Agora, chegou a vez de eleger as sete melhores praias do país, as 21 finalistas já foram escolhidas por um colégio de personalidades e as votações começam precisamente daqui a uma semana, no dia 7 de Maio. Curiosamente, algumas praias algarvias que todos os anos figuram entre as melhores da Europa e do Mundo, não fazem parte do lote final, se calhar porque as câmaras municipais já não têm dinheiro para gastar em candidaturas. Chegando ao cerne da questão, foram mais umas largas dezenas de milhares de euros que se gastaram na preparação e apresentação das candidaturas e, agora, mais uns milhares saem do bolso para fora para se promover no sprint final. E depois toca a pedir aos portugueses para gastarem também a sua quota em chamadas de valor acrescentado,

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Por isso, a moda das «7 Maravilhas» só serve para encher os bolsos da empresa que detém a marca e organiza anualmente o concurso e para que a RTP tenha mais uma gala para transmitir em direto, e mesmo assim com pouca audiência, porque a malta só quer saber do futebol, das novelas e dos «reality shows». Os portugueses também já perceberam que essa coisa da imagem e das aparências não enche a barriga nem cala os choros dos filhos e não devem estar muito inclinados para esgotar o saldo dos telemóveis a votar nas maravilhas lá da terra. Mas isso não impede que o concurso vá para a frente e, em 2013, lá teremos mais umas «7 Maravilhas» seja lá do que for que eles inventem a seguir. (…) .

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Febre do Crossfit instalou-se em Faro Na manhã de 2 de abril, o Algarve Informativo foi até à capital algarvia, mais concretamente à box da HATLEX Faro, para assistir a uma competição amigável entre dezenas de alunos e praticantes de Crossfit, um momento de convívio e de superação de desafios pessoais num ambiente quase familiar. No final, ainda a recuperar o fôlego, porque só assistir a estes treinos cansa os que estão menos preparados fisicamente, houve oportunidade para conversar com João Espada, que divide a gerência com Alberto Felício, para conhecermos melhor este conjunto de técnicas e exercícios que tem estado a fazer furor em Portugal. Texto:

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Fotografia:

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O ator Marco Delgado 茅 um dos s贸cios da HATLEX Faro

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junto ao recém-requalificado Parque Ribeirinho de Faro, com a Ria Formosa ali bem perto, que se situa o ginásio, melhor dizendo, a «box», da HATLEX Faro, ponto de encontro para uma manhã de sábado bem diferente do habitual. À hora marcada começaram a chegar dezenas de praticantes do espaço de João Espada, Aurelien De Bckr e do conhecido ator Marco Delgado, ele próprio um entusiasta praticante de crossfit. Abraços para aqui, apertos de mão e beijinhos para acolá, percebemos que não estamos num ginásio tradicional, onde cada um fica na sua, sentado num aparelho qualquer a fazer pesos e a admirar os resultados ao espelho. Aliás, nem sequer existem espelhos na «box» da HATLEX Faro, a única representante desta conceituada marca italiana em Portugal, existindo apenas mais uma em toda a Península Ibérica.

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Depois de alguns minutos de convívio, João Espada, formado em Motricidade Humana e Psicomotricidade e com uma longa experiência como Personal Trainer, explicou em que consistiria a competição amigável deste sábado, 2 de abril, um encontro inserido nas comemorações do primeiro ano de atividade na cidade de Faro. Tudo percebido, fez-se um pequeno aquecimento, seguido de uma corrida no passeio ribeirinho e pronto, era altura de começar a ação propriamente dita. Equipas de três, desafios escrevinhados a giz na parede da «box», música acelerada e em alto som, cronómetro a marcar o tempo e acabou-se a conversa, agora era suar, e muito, porque os exercícios não eram para qualquer um.

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Ao fundo, João Espada explica em que ia consistir a competição amigável do dia 2 de abril

Num instante se passaram quase duas horas de intensa atividade física, prova superada com pontuação máxima. Nem vale a pena tentar descrever a adrenalina, o convívio, o espírito de família, cada um a puxar pelo colega de equipa, mas também pelos adversários, ali todos são vencedores, num ginásio que abriu ao público a 4 de abril de 2015 e que não queria ser apenas mais um no mercado. “Quisemos fugir daquele espaço tradicional onde existe uma série de máquinas e onde há um instrutor, que pode dar alguma instrução ou não. Trabalhei nesses ginásios durante mais de 10 anos, senti necessidade de procurar algo diferente para mim e acreditava que muitas pessoas sentiriam o mesmo”, admite João Espada, que partilha a gerência da HATLEX Faro com Alberto Felício.

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Nesta «box», para além de não existirem espelhos para não se dar demasiada importância à estética e ao visual, cada aluno lida diretamente com um instrutor, até porque estamos na presença de treinos bastante exigentes, de alta intensidade e com movimentos complexos. “Pelo menos nos primeiros quatro a seis meses tem que haver um acompanhamento muito próximo junto de quem inicia esta atividade. E, neste conceito, o nosso corpo é a única «máquina» que trabalhamos. Temos máquinas de remo e de ski, de resto, são pesos livres”, evidencia o alentejano de nascença, adiantando que privilegiam uma grande base de yoga nesta «box». “Se não tivermos estabilidade, agilidade, equilíbrio, coordenação, coisas básicas que uma criança, aos 10 anos, já deve possuir, para que me adianta estar a levantar ALGARVE ALGARVEINFO INFORMATIVO RMATIVO #52


pesos? A nossa missão é ajudar a pessoa nas tarefas do dia-a-dia, para que esteja o mais funcional possível, para estar preparada para correr, levantar alguma coisa, carregar um peso”, esclarece. Dá-se, então, maior enfase à qualidade e ao estilo de vida dos clientes e não propriamente a questões de estética, se tem o corpo melhor definido, se tem mais músculos, preocupações que estão mais subjacentes aos ginásios tradicionais. Nesse sentido, João Espada está convicto de que o crossfit não será mais uma moda ALGARVE INFORMATIVO #52

passageira, porque os resultados são rapidamente visíveis. “É certo que estamos sujeitos a algumas lesões, porque são movimentos complexos a alta intensidade. Os nossos WOD’s – Workout of the Day podem ir dos dois aos 10 minutos, um curto espaço de tempo em que somos desafiados a fazer inúmeros movimentos completamente diferentes, com barras, a subir cordas, a sprintar, a transportar cargas ou fazer levantamentos. É uma panóplia de estímulos a que somos expostos mas, 12


desde que tenhamos uma boa instrução e acompanhamento, estamos preparados para cumprir estes desafios sem qualquer lesão”, garante o entrevistado.

Superar limites, vencer desafios Lesões que, como é óbvio, acontecem em qualquer tipo de modalidade, às vezes até naquelas que parecem perfeitamente inofensivas, e o interesse de qualquer instrutor é evitar que elas aconteçam,

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para não prejudicar o praticante e porque, na hora da verdade, um cliente descontente é um cliente perdido. “Toda a gente pode fazer crossfit, mas este tem que ser adaptado a cada praticante, porque todas as pessoas são diferentes”, indica João Espada, adiantando que não é preciso ter este ou aquele peso, esta ou aquela idade, para começar a treinar. “Precisa, antes de mais, de ter grande energia e de gostar de estar em contato com outras pessoas, porque a comunidade é muito forte no crossfit. Não há um ALGARVE INFORMATIVO #52


único momento em que um colega não esteja a sentir o mesmo que nós, a passar pelo mesmo que nós. O esforço é enorme, a dedicação tem que ser imensa, mas depois todos dão um tremendo valor ao que estão a fazer e há uma grande entreajuda e respeito entre todos”, observa o entrevistado. João Espada não duvida que muitas pessoas andavam «perdidas» nos ginásios tradicionais, locais recheados de máquinas e onde se faziam sempre os mesmos exercícios, cada um para si mesmo, algo que não se vislumbra numa «box» de crossfit. “É engraçado ver que os mais avançados ajudam, por sua livre iniciativa, os mais novatos. É como uma família em que o pai passa o legado para o filho mais velho, este depois transmite-o para o irmão mais novo e por aí adiante. Acredito realmente que isto, se for

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uma moda, vai durar muitos bons anos e por alguma razão os ginásios tradicionais estão a perder clientes todos os dias”, nota o instrutor. “As pessoas, quando aqui chegam, constatam que vão conseguir chegar bem mais além do que alguma vez imaginaram, que vão superar os seus limites. Às vezes, uma simples elevação de barra é um ganho brutal, ou correr um quilómetro e depois ainda completar três desafios. Aqui, é bastante fácil medir a nossa progressão e a estética acaba por ficar para segundo plano. No entanto, também é fácil verificar que qualquer atleta de topo do crossfit está em excelente forma física, devido aos programas de treino que proporcionarmos”, frisa. Programas que são diversificados, e adaptados às características e anseios de cada praticante, porque o crossfit não é propriamente uma modalidade, antes

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sim um cocktail de modalidades como endurance, ginástica, levantamento olímpico, fitness, entre outras. “É um conceito diferente de tudo o resto, que desperta a curiosidade e o sentido de desafio. Como disse, o crossfit é para ALGARVE INFORMATIVO #52

todos, mas muitos podem não ser para o crossfit, tudo depende do gosto de cada um. Nos ginásios tradicionais, se as pessoas não veem resultados ao nível da estética ao fim de três meses, desistem. A nossa abordagem é 16


completamente diferente, colocamos o foco no desempenho, por isso, temos alunos dos 16 anos, com autorização dos pais, logicamente, até uma senhora com 62 anos. Há pessoas que gostam de se sentir mais vivas do que outras, que precisam de emoções mais intensas, e este é o sítio ideal para treinarem”, defende um dos sócios da HATLEX Faro. A manhã de 2 de abril mostrou, entretanto, um pouco da vertente competitiva do crossfit, porque há praticantes que gostam de desafiar os seus limites de forma mais aguerrida, mas sempre com a supervisão e acompanhamento dos instrutores, inclusive de especialistas em fisioterapia, osteopatia e nutrição, outros dos serviços ao dispor na HATLEX Faro. “As pessoas muitas vezes não fazem a mínima ideia do potencial que os seus corpos têm, nem das suas 17

capacidades psicológicas. Também percebem logo no primeiro treino se o crossfit é para elas ou não, não é como nos ginásios, que andam lá dois ou três meses a ver se encaixam ou não. No primeiro treino veem o que temos para oferecer, o que vão fazer e, ou faz sentido terem isto nas suas vidas, ou não”, salienta João Espada, satisfeito por constatar que a maior parte das pessoas acaba por ficar. Ora, como o objetivo é superar-nos a nós próprios e desafiar os limites a que nos impomos inconscientemente, ao mesmo tempo que notamos benefícios para o nosso bem-estar e qualidade de vida, é razoável acreditar que o crossfit poderá, de facto, não ser mais uma moda, opinião partilhada pelo instrutor. “Este tipo de modalidade tem outra vantagem ALGARVE INFORMATIVO #52


tremenda, todos os dias temos desafios diferentes. Se estamos a seguir uma programação cuidada, o treino de segunda-feira não pode ser igual ao de terça, porque foram feitos estímulos que precisam descansar e há várias componentes que influenciam o progresso do atleta, entre eles a genética e a anatomia. São programas cientificamente estudados em que tudo é estruturado, há uma lógica sequencial para tudo o que é realizado”, salienta o formado em Motricidade Humana e Psicomotricidade. Assim, desde que haja força de vontade, uma boa instrução e um ambiente saudável na «box», podemos estar na presença da nova evolução do fitness, um treino funcional e mais intenso e desafiante do que há uma década. “Muitos dos exercícios que realizamos aqui não foram inventados pelo crossfit, ALGARVE INFORMATIVO #52

faziam parte dos treinos de circuito da maioria dos desportos de combate e já com frequências cardíacas altíssimas. O crossfit, basicamente, criou programas com todas essas modalidades e estímulos e que facilitam a progressão dos atletas, sejam aqueles que querem competir ou aqueles que simplesmente desejam sentir-se bem com eles próprios”, refere, enfatizando que tudo isto pode ser alcançado sem sofrer quaisquer lesões. “Qualquer pessoa pode chegar aqui e mandar fazer 100 agachamentos, não é preciso ser um génio do fitness, mas depois acontecem os acidentes. Temos que proteger os nossos clientes e atletas, mostrando qual é o nosso projeto, e eles querem estar numa «box» como esta, onde temos conhecimento de todas as modalidades específicas que abordamos através do crossfit” .

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Ă€ descoberta dos segredos da

Ria Formosa

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A mais recente FAM Trip dinamizada pela Região de Turismo, em parceria com a Câmara Municipal de Faro, deu aos jornalistas um pequeno cheirinho dos segredos e riquezas da Ria Formosa e abriu o apetite para uma viagem mais longa. Duas semanas depois tive, finalmente, possibilidade para desfrutar de uma manhã diferente, e inesquecível, na companhia de Paulo Nugas Lopes e Bárbara Abelho, da FORMOSAMAR, empresa especializada em Ecoturismo e passeios de barco pela Ria Formosa. No fim, as palavras, e fotos, são poucas para descrever o que é percorrer uma das sete maravilhas naturais de Portugal. Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

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Paulo Nugas Lopes e Bárbara Abelho, da FORMOSAMAR

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uarta-feira, 9h30, lá estava eu junto à Doca de Faro, sol a brilhar, nada de vento, um contraste tremendo se pensar que, dois dias antes, tinha chovido imenso. À minha espera estava Paulo Nugas Lopes, proprietário da «Formosamar», instalada no mercado desde 2005 e vocacionada para o ecoturismo e para as múltiplas riquezas do Parque Natural da Ria Formosa. Passeios de barco, birdwatching, passeios interpretativos de bicicleta e de caiaque, observação de cetáceos e de golfinhos são algumas das áreas em que a empresa sedeada em Faro é reconhecida internacionalmente e que lhe valeram, inclusive, vários prémios de operadores turísticos e revistas da especialidade. 23

Enquanto esperávamos pela bióloga e guia Bárbara Abelho, os vários funcionários andavam num corrupio a preparar os barcos para levar grupos de turistas, uma azáfama a que Paulo Nugas Lopes já está, felizmente, habituado, até porque é uma das poucas empresas a operar ao longo de todo o ano de forma ininterrupta. “São 10 barcos, na época baixa nunca temos menos de oito colaboradores e, na Primavera/Verão, vamos aos 15 ou 16, consoante os contratos que fazemos com os operadores turísticos, com os hotéis e com os próprios clientes finais. Temos uma força promocional bastante forte em Faro e o site da internet é também muito utilizado para fazer a reserva dos pacotes de ALGARVE INFORMATIVO #52


atividades”, explica, enquanto verificava se estava tudo OK com o barco onde iriamos realizar o percurso pela Ria Formosa. Sem se poder fazer comparações, como é óbvio, com os picos de Verão, Paulo Nugas Lopes revela que a «Formosamar» há alguns anos que é perfeitamente sustentável durante o Inverno, o que significa que existe procura para este tipo de produto turístico. “Claro que as unidades hoteleiras e os restaurantes precisam estar abertos nessa altura do ano para receber os turistas e as companhias aéreas também devem manter as suas ligações para o Algarve de forma regular. Verificando-se tudo isso, há negócio”, garante o empresário, adiantando que é procurado inclusive por turistas que estão a gozar férias noutros pontos da região. “Vêm visitar Faro e fazer passeios connosco porque estamos abertos e prestamos um serviço de altíssima qualidade. E, por norma, temos muitos repetentes de um ano para o outro e trazem ALGARVE INFORMATIVO #52

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amigos com eles para desfrutarem da mesma experiência. As nossas atividades não se resumem somente ao lazer e ao contato com a natureza, são atividades interpretativas e, quando o passeio termina, saem daqui com um conhecimento adicional para a sua vida. Fazem avistamento de aves, observam a fauna e a flora, os próprios homens a trabalhar nos viveiros de ostras e de ameijoas, nas suas artes piscatórias, a apanhar marisco”, destaca. Finalizadas as verificações técnicas, Paulo Nugas Lopes colocou os motores a funcionar e Bárbara Abelho ia explicando tudo o que nos envolvia, a zona lagunar, o que era um sapal, ao mesmo tempo que apontava para uns mariscadores que andavam na sua labuta. “Os homens têm duas a três horas para trabalhar por dia e aproveitam a maré baixa para 25

procurar o marisco, que é, certamente uma das tarefas mais árduas que temos aqui na Ria Formosa”, indica, já de dedo fixo numa garça branca que pousara ali bem perto. “Estas embarcações menores permitem-nos entrar em canais mais pequenos e aproximarnos das margens, em qualquer altura do dia e em qualquer época do ano”, acrescenta. Ria Formosa que pode mudar por completo no espaço de algumas horas à medida que a maré enche, dai que os passeios se tornem sempre diferentes e inesquecíveis, esteja sol ou tempo encoberto, calor ou frio. “Estamos numa sistema de águas abrigadas, portanto, as condições são bem distintas de quando andamos em mar aberto. São experiências para toda a família, das crianças aos mais ALGARVE INFORMATIVO #52


idosos, até para pessoas com mobilidade reduzida”, prossegue Bárbara Abelho. “São turistas bastante interessados na vertente da natureza e na educação ambiental, que chegam com elevadas expetativas e que não são defraudados pelos nossos passeios interpretativos”, assegura a guia da «Formosamar» e proprietária da «Lands». Passeios que são bem diversificados, sublinha Paulo Nugas Lopes, concentrado na navegação do barco, desde a observação de aves e interpretação da natureza, visitas guiadas à Ilha da Barreta, mais conhecida por Ilha Deserta, e à Ilha do Farol, saídas de mar para observação de golfinhos e da vida marinha, passeios pedestres, de bicicleta, caiaque, ou vela, sempre com a Ria Formosa como pano de fundo. “Esta zona é extremamente importante como viveiro de várias espécies que vêm aqui nidificar, é uma autêntica maternidade. Também temos aqui uma das principais colónias de cavalos-marinhos da Europa”, diz Bárbara, já a chamar a atenção para uma ave de rapina em pleno voo

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de caça. “O guia tem que ser uma pessoa que conheça e consiga transmitir aos clientes aquilo que estão a ver ao longo da atividade. Temos a trabalhar connosco pessoas formadas em biologia e especializadas como técnicos de animação em outdoor, com cursos creditados, normalmente até naturais do Algarve e já com algum conhecimento prévio da região”, sublinha. Entretanto, nas margens vislumbravam-se vários mariscadores e pescadores, também homens e mulheres na apanha da ameijoa e de ostras, habituados a todos estes pássaros que iam ocupando a memória do cartão digital da máquina fotográfica. Minutos depois tínhamos o Aeroporto Internacional de Faro como vizinho, os aviões a levantar voo. Do outro lado, métodos inovadores na apanha das ostras, mais ao fundo a Ilha de Faro e a barra artificial, com os seus bancos de areia e a ver as ondas, bem lá ao fundo, a piscar o olho aos surfistas. “Esta experiência na Ria

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Formosa será, sem dúvida, uma das melhores memórias que alguém leva das suas férias no Algarve. Aliás, é o primeiro cartão-de-visita de quem chega ao Algarve de avião, verem do ar todo este labirinto de sapais”, frisa Bárbara Abelho. Terminado o passeio, com centenas de fotografias na máquina e imagens bem vivas na memória, Paulo Nugas Lopes indica que, chegado o Verão, as ilhas ganham ainda mais atratividade, com zonas de areias brancas e águas translúcidas a que ninguém resiste. “Penso que já toda a gente percebeu que existe um grande movimento de pessoas, a nível mundial, à procura destas atividades e daquilo que nós fazemos. Temos condições fabulosas no Algarve para o turismo de natureza e há uma vasta zona de parques e reservas naturais relativamente pertos uns dos outros que incentiva os clientes a moverem-se ao longo da região, do barlavento ao sotavento”, assegura. Engane-se, porém, quem pensa que a vida é fácil, mesmo para uma empresa conceituada como a «Formosamar», apresta-se a esclarecer Paulo Nugas Lopes. “Tem que haver um grande empenho, dedicação e gosto, para além de um forte investimento financeiro. Nós, felizmente, tivemos uma grande ajuda dos órgãos de comunicação social de outros países, ou seja, fomos conhecidos primeiro lá fora do que cá dentro”, aponta, com um sorriso, sorriso que, contudo,

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durou pouco tempo. “Os organismos que gerem este setor de atividade devem compreender que somos todos microempresários e que devemos ser todos ajudados por igual. Não se pode beneficiar esta ou aquela empresa, que acaba por crescer mas, se calhar, até nem gere muitos postos de trabalhos, e as outras sentem sérias dificuldades”, critica, sem meiaspalavras. “Os Invernos são longos, estes equipamentos são extremamente caros e as despesas de manutenção elevadíssimas”, reforça. O sorriso regressa aos lábios de Paulo Nugas Lopes quando confrontado com o súbito interesse do poder central nas caminhadas, passeios de bicicleta e observação de aves, os mesmos governantes que, entretanto, se parecem ter esquecido que a Ria Formosa é uma das Sete Maravilhas Naturais de Portugal. “Nós fazemos birdwatching e passeios interpretativos na Ria Formosa há 11 anos e, na época, a maioria dos dirigentes associativos, das pessoas ditas com responsabilidade, diziam que isso não tinha interesse, que não era isso que trazia dinheiro para o Algarve”, desabafa, sem mais tempo para conversar porque já estava à porta outro grupo de turistas estrangeiros, ávidos por conhecer as maravilhas da Ria Formosa .

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Diz que vais da minha parte! Paulo Cunha

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o longo da história, apesar de perniciosos e lesivos, certos comportamentos tornaram-se tão comuns que, mesmo socialmente criticáveis, são hoje reconhecidos como intrínsecos à natureza humana. Vulgarizou-se chamar “chicoespertismo” a comportamentos assentes na batota, na falcatrua, no suborno, na corrupção, na usurpação e no engano. Uma forma de estar que se tem vindo a consolidar através da replicação das ditas atitudes. Desde que permaneçam na esfera privada de quem os pratica, muitos desses comportamentos são inconsciente e subliminarmente tolerados, tornando-se até desculpáveis. É curioso observar como, aos olhos de muitos, certas figuras se transformam, num ápice, de bestiais em bestas. Como se o poder, de um momento para o outro, os tivesse tornado pessoas desonestas, mentirosas e infratoras. Não serão os que, acérrima e veementemente, criticam, também possuidores das características que tanto censuram? Para um observador isento, e mais atento, é possível observar que havendo predisposição, a ocasião, inevitavelmente, fará o ladrão. E a predisposição cresce à medida que cresce o acesso ao dinheiro dos outros! Chegámos a um estado de coisas em que é possível ver adultos com responsabilidades a vários níveis e de vária índole a vangloriarem-se, em círculos fechados, das “artimanhas, façanhas e patranhas” ilegais e imorais que usam (e abusam) para somar mais bens patrimoniais à sua existência. E quem não o faz é tomado por papalvo, ingénuo e até “totó”! A culpa não “morre solteira” sobre o pouco

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que nos vão deixando saber da atuação fraudulenta de alguns dos muitos poderosos. Sendo já um hábito escutar e ler que “eles vão para lá para se encher e para se governar!”, seria interessante observar, em iguais circunstâncias, a atuação de muitos que usam tais tiradas como arma de arremesso pela inveja e despeito que sentem por lá não estar. Sobre Portugal alguém escreveu: “O povo português precisa de perceber que o problema de Portugal não é só a meia dúzia de políticos no poder (lá em cima), pois eles são apenas o reflexo dos mais de dez milhões de oportunistas (aqui em baixo). Os políticos de hoje foram os oportunistas de ontem!”. Sendo uma visão extremada e redutora do percurso histórico que nos levou a esta forma de estar assente num “nacional-porreirismo”, alicerçado em “jogadas e esquemas”, não deixa de haver um fundo de verdade nesta análise ao nosso Zé Povinho. Recordo-me como se fosse ontem, quando numa reunião mais acalorada um dos intervenientes “sacou” do seu telemóvel e nos disse: “Poder? «Poder» são todos os contactos aqui tenho… De Presidentes da Câmara a Ministros!”. Na troca de favores, assente nas famosas “cunhas”, vão-se construindo teias onde a ética, a moral, os valores e a competência são substituídos pelas “jogadas do costume”. Como cantaria o músico/poeta do outro lado do Atlântico: “Começar de novo e contar comigo, vai valer a pena ter amanhecido. Ter-me rebelado, ter-me debatido, ter-me machucado, ter sobrevivido. Ter virado a mesa, ter-me conhecido, ter virado o barco, ter-me socorrido.”. Talvez assim!?… . 32


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Mossack Fonseca Paulo Bernardo

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rande nome para um empresa de lavagem de dinheiro, podia ter outro, mas este é fantástico. Dá-lhe um ar de super-herói, tipo «O Regresso de Mossack Fonseca» ou «Mossack Fonseca e os Impostos Escondidos». Também podia ser um bom nome para um prato, pois tem um nome bem-parecido com o prato tradicional grego Moussaca. Contudo, e para mal dos nossos pecados, nem é uma coisa nem outra, é algo bem pior. Algo que ninguém quer ver e ninguém vai fazer nada para resolver este problema. Vamos varrer o lixo para debaixo do tapete como forma de esconder aquilo que hoje se tenta mostrar. O dinheiro que se retirou da Europa é cerca de sete orçamentos anuais do espaço europeu, é este dinheiro que faz falta na nossa economia. O interessante é que quem o tem também nada faz com ele, apenas o amealha, julgando que o pode levar para a última morada. Aqui nesta lista estão os verdadeiros criminosos de colarinho branco e sem coragem de dar a cara. Mas os principais culpados são os governos que se deixam manipular para que estas situações se perpetuem. Todavia, o que se ouve falar é apenas a ponta do iceberg, pois não estamos a falar da maior maquina de lavar, a Mossack Fonseca é uma maquina tipo de quatro quilos, ainda existem outras que lavam muito mais. E o mais interessante é aquele país que nunca entrou no euro e agora até quer sair da comunidade ser das maiores máquinas de lavar do mundo, pois só ele detém uma grande parte das praças offshore no mundo. Por isso, ou o mundo altera estas coisas, ou não chegamos a lado nenhum. Vamos afundar-nos todos e depois nem mesmo todo o dinheiro do

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mundo vai conseguir resolver algo. Assim, quero deixar o apelo para que os governantes pensem um pouco no povo e não só neles. No entanto, quero ressalvar que algumas destas operações não são ilegais, mas são imorais. Espero que este alerta dado pela fuga de informação sirva para algo e não só para vender jornais e fazer horas de televisão. Espero também que a nossa justiça proceda e não esteja apenas a encanar a perna à rã. Nota da semana: O futebol de Portugal, tema que não sendo importante é uma boa imagem de como se pode gerir uma empresa. Temos o caso do Benfica, que não tendo ganho, fez um bom jogo de futebol e recuperou a imagem que tinha na Europa. Uma equipa jovem com um treinador ainda pouco experiente, deu bem conta do recado e o resultado não foi outro por uma unha negra. Fez melhor resultado que o Real Madrid. Outro fator é o arrastar do Porto. É triste quando um grande gestor como Pinto da Costa não entende que o seu tempo chegou ao fim e tem que passar a pasta a outro. Deveria ter saído já há algum tempo e os clubes não são monarquias. Se até o Papa Bento abdicou, não sei porque o Papa do Porto não faz o mesmo. Gosto de um Porto forte. Figura da semana: Sigmundur David Gunnlaugsson, primeiro-ministro islandês que renunciou ao cargo, dois dias após a divulgação dos Panama Papers, que o vinculam a uma empresa em um paraíso fiscal. Demostra desapego e coragem para tomar uma atitude deste tipo. Do país onde se prendem os banqueiros, só tenho a felicitar o senhor pela atitude .

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Por uma questão de agenda… José Graça

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PSD do Algarve resolveu levar a questão da regionalização ao Congresso Nacional do partido, logrando conseguir apoio unânime à sua causa, e assumindo-se desde logo como o grande paladino da sua implementação através de grande foguetório mediático… Sucede que a agenda mediática e política nacional e regional não é regulada pelos diretórios partidários nem pelas estruturas da administração desconcentrada, como é sabido dos livros e Vítor Neto explica esta semana numa entrevista de leitura obrigatória registada no Jornal do Algarve. A dado passo, o ex-secretário de Estado do Turismo e atual presidente do NERA – Associação empresarial do Algarve refere que a região “não tem qualquer peso e capacidade de influência política a nível central”, acrescentando que “só assim se compreende como questões como as portagens na Via do Infante – ou as obras na EN125 -, que geram o conforto nos algarvios e a quem nos visita, a começar pelos espanhóis, não tenham uma solução correspondente à importância económica do turismo”. E acredito que a maioria dos algarvios pensa desta forma, fundamentando assim a descrença nos atores políticos e nos seus representantes no Parlamento! Segundo o filósofo político basco Daniel Innerarity, na sua recente obra «La política en tiempos de indignación», “as transformações políticas, sejam do tipo revolucionário ou evolutivo, modificam três classes de assuntos: os sujeitos, os temas ou as condições”, sublinhando que as mudanças podem acontecer devido à alteração dos temas sobre os quais se debate ou governa. Este regresso ao passado do PSD-Algarve revela que pouco ou nada aprenderam com o resultado das eleições de 2015 e que nem a alteração recente do diretório regional serviu para alterar o rumo. A agenda política diz-nos quais são os assuntos que deixam de ser os mais importantes e aponta aqueles que estão no centro do debate ou das atenções da ação governativa. Se no passado recente, durante o consulado do governo PSD-CDS, as questões sociais deixaram de merecer cuidados especiais, nomeadamente nos domínios da educação, emprego e saúde, está mais que evidente que estes são temas

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consensuais no espaço público, exigindo os cidadãos uma intervenção prioritária do governo na sua melhoria e sustentabilidade. Também é dos livros que qualquer bom governo poderá ser ainda melhor se tiver uma oposição ativa e exigente, capaz de apresentar-se como uma alternativa credível aos olhos do eleitorado. Com diretórios partidários desfocados da realidade social e preocupados apenas com cargos e manutenção do status quo, não iremos longe… Pelo contrário, quer o Partido Socialista, quer os partidos que suportam o governo no Parlamento, perceberam claramente que há um conjunto de prioridades para a região que justificam a defesa de uma maior descentralização de competências para as autarquias locais e o reforço do papel das comissões de coordenação e desenvolvimento regional, suprimindo as deficiências existentes no funcionamento das demais órgãos desconcentrados da Administração Central e promovendo a articulação do seu funcionamento, de forma a garantir melhores resultados num contexto de exigentes limitações orçamentais. Isto não quer dizer que se abandone definitivamente a defesa da instauração em concreto das regiões administrativas, como autarquias locais de âmbito regional, tal como está previsto na Constituição da República portuguesa há quarenta anos. Esperemos que seja dado um passo atrás para que se possam dar dois passos em frente… Porém, até lá, o Algarve só poderá ter peso e capacidade de influência política a nível central se estivermos unidos em torno dos nossos objetivos comuns, como já sucedeu noutras ocasiões, forçando a mudança de uma agenda política que nem sempre respeita os interesses específicos das regiões e dos seus habitantes, condicionada por interesses corporativistas e restrições orçamentais, que acabam por favorecer aqueles que se encontram mais próximos do Poder Central. Quem dá o primeiro passo?! . NOTA – Poderá consultar os artigos anteriores sobre estas e outras matérias no meu blogue (www.terradosol.blogspot.com) ou na página www.facebook.com/josegraca1966

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Mãe Soberana, património cultural imaterial Dália Paulo “Porque a alma desse povo Vai dentro daquele andor.” António Aleixo

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este domingo celebra-se a Festa Grande da Mãe Soberana. Emoção, entrega, envolvimento coletivo, alegria, dor, partilha, amor. Disso outros falam melhor do que eu, como Lídia Jorge ou João Romero Chagas Aleixo. Quero aqui, apenas, partilhar o trabalho coletivo realizado para o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial da manifestação religiosa Mãe Soberana, como forma de homenagem a todos os que confiaram neste processo de valorização da nossa Mãe Soberana. E porquê esta iniciativa? A Mãe Soberana é uma manifestação religiosa que reflete uma forte identidade louletana numa perspetiva histórica de longa duração e que, acima de tudo, tem uma forte componente de transmissão intergeracional. Assim, o Museu Municipal de Loulé serviu de facilitador e, simultaneamente, de motor para a realização da inscrição no inventário nacional, que foi submetida pela paróquia “com sucesso” em julho de 2015. Um processo colaborativo e participado que contou com a participação ativa dos detentores da manifestação religiosa – a paróquia, os homens do andor e a comunidade em geral. Começamos por partilhar com os parceiros o espírito da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (2003) da UNESCO, que define património cultural imaterial como “transmitido de geração em geração, é

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constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função do seu meio”, ou seja, um património vivo que se recria e que passa de geração em geração. Essa partilha foi necessária para derrubar alguns receios dos detentores da manifestação, nomeadamente a cristalização da manifestação religiosa após a sua inventariação e a apropriação pela administração local da manifestação, ficando os seus verdadeiros detentores órfãos e sem poder sobre a sua tão querida religiosidade na Mãe Soberana. Receios ultrapassados, percebemos que no processo de inventariação desta manifestação de património cultural imaterial, teríamos de ter como pontos de partida dois fatores relevantes: o tempo, ou melhor a necessidade de dar tempo aos nossos interlocutores, quer para que pudessem sentir a necessidade de inventariar as suas manifestações culturais, religiosas, quer para que se apropriassem do processo e nele colaborassem ativamente; o segundo fator foi o respeito pela cultura dos detentores da manifestação, pelas suas ideias, pela sua devoção (caso da Mãe Soberana) e pela sua forma de reagir a este processo de patrimonialização da sua vida (ou de parte dela). Este último aspeto é muito importante e delicado, constituindo ao mesmo tempo a valorização do que para os detentores é comum, havendo, inevitavelmente, um novo olhar que se constrói sobre as suas práticas. Passada a primeira fase de quebrar barreiras e de criar laços de confiança, era altura de constituir a equipa. Esta fase trazia novas pessoas ao processo, novos olhares e novos

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laços a serem criados. Assim, partindo da equipa do Museu Municipal de Loulé, houve a necessidade de juntar investigadores externos ao Museu, nomeadamente uma antropóloga – Vanessa Cantinho de Jesus, para coordenar o processo; o historiador João Romero Chagas Aleixo e, finalmente, para fechar a equipa duas cineastas – Helena Inverno e Verónica Castro que, desde 2013, vinham de documentar os Homens do Andor. O processo decorreu de forma muito participada e com grande envolvimento de todos, tendo cumprido os objetivos. Um dos pressupostos da inventariação é a existência de um Plano de Salvaguarda que relacione a manifestação com a comunidade, que a continue a pensar e a investigar e, nesse sentido, estabeleceu-se nova colaboração estreita entre a paróquia e a autarquia, através do Museu, para planear algumas atividades em 2016: programa cultural dos dias 2 e 3 de abril

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onde, entre outras ações, tivemos oportunidade de, numa belíssima, sábia e tocante palestra, ouvir Lídia Jorge falar da Mãe Soberana; de iniciar um projeto de base de dados fotográficos da Festa com os fotógrafos Fernando Mendes, Luís da Cruz e Vasco Célio; de realizar a exposição Mãe Soberana de um Povo onde se mostra o trabalho dos fotógrafos acima referidos e comissariada por João Chagas Aleixo; entre outras iniciativas pensadas para 2016 conta-se a edição (em maio) de um livro de João Romero Chagas Aleixo. Este processo de inventariação nacional é um processo em aberto que exige um trabalho constante e de permanente valorização da manifestação religiosa Mãe Soberana, sobremaneira facilitado porque contamos com todos os louletanos nesta tarefa. Viva a nossa Mãe Soberana! .

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Nuno Campos Inácio dá a conhecer a história e as gentes do Algarve Sócio-fundador da Arandis Editora, Nuno Campos Inácio é também famoso pela sua profícua vertente literária, nos primeiros tempos com obras de ficção, de há uns anos para cá com livros sobre a história local e regional. Menos mediático, mas bastante mais trabalhoso, é o seu projeto da «Genealogia do Algarve», através do qual tem investigado e dado a conhecer o percurso das gentes que têm vivido no sul do país nos últimos séculos. Texto:

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| Fotografia:

uno Campos Inácio vai lançar, no dia 14 de abril, no Hotel Hilton de Vilamoura, o livro «O Acordeão no Algarve», o último de uma já longa série de obras sobre a história do Algarve, embora tenha iniciado a sua carreira literária na área da ficção. Com 16 títulos publicados, a ponte para a vertente histórica deu-se em 2011, com «1189 – o Último Massacre», sobre a conquista de Alvor. Entretanto, depois de abraçar o projeto da «Genealogia do Algarve», começou a encontrar inúmeros documentos inéditos que deram azo a novos livros, entre eles «Portimão - Cidade com História», que

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mostra Portimão antes de 1924; compilou o «Apokalipsys» de Vítor Borges, que aborda o Algarve durante o período islâmico; lançou «A Batalha do Arade» e «A História Ilustrada de Portimão», em parceria com Luís Peres; já para não falar da coleção de 84 volumes do «Índice Geral de Casamentos do Algarve», cujos três primeiros volumes já foram publicados, sobre Alcantarilha, Alferce e Alcoutim. À conversa no Instituto Manuel Teixeira Gomes, em Portimão, Nuno Campos Inácio confirma que a história do Algarve está praticamente toda por escrever,

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sobretudo porque, há coisa de meio século, surgiu a ideia de que a região era apenas sol e mar, devido ao crescimento do turismo. “Contudo, até essa data, o que evidenciava o Algarve era a sua cultura, a forma como as suas raízes estavam implantadas num meio mais ou menos fechado e com características bastante regionais, que pouco ou nada tinham a ver com o resto do país. As exceções eram os grandes portos de entrada – Portimão, Faro, Lagos e Olhão – onde se notava uma maior abertura ao exterior”, revela o entrevistado, lembrando que, nessa altura, bastava ir à zona do barrocal e da serra para encontrar o Algarve exatamente como ele era nos séculos XVI, XVII ou XVIII. O boom da região para a atividade ALGARVE INFORMATIVO #52

turística e o facto de praticamente dois terços da população residente no Algarve não ter cá nascido contribuiu para que a sua história e tradições ficassem remetidas ao esquecimento. “Só mais recentemente é que se tem assistido ao ressurgimento desse orgulho regionalista, com vários autores a debruçarem-se sobre a história do Algarve e a descobrirem coisas fantásticas”, assegura Nuno Campos Inácio. “E não nos podemos esquecer que os dois primeiros finalistas ao Prémio Nobel da Literatura eram algarvios – o João Bonança e o Júlio Dantas. O maior pedagogo nacional, João de Deus, é algarvio. Ramalho Ortigão é filho de algarvios, Eça de Queirós é bisneto de algarvios, todos os grandes 42


vultos ao nível da cultura portuguesa têm ligações ao Algarve”, destaca o portimonense. Nuno Campos Inácio vai mais longe e fala do trabalho do investigador Carlos Castelo sobre a «Escrita do Sudoeste» e que aponta que o berço da própria escrita foi a região do Algarve e Baixo Alentejo. “E se compararmos os nossos vestígios arqueológicos com outros semelhantes que são descobertos noutros pontos da Europa, está demonstrado que os nossos são mais antigos. Ou seja, não houve no Algarve um acumular de culturas vindas de outras zonas, mas sim a saída dos povos autóctones daqui para outras zonas e que levaram para lá a evolução. Séculos depois, outros povos que foram assimilando essas culturas vieram para o Algarve e um exemplo disso é a escrita”, afiança. Matéria-prima não falta, por assim dizer, para quem queira escrever sobre a história do Algarve, resta saber quais os critérios que regem as escolhas dos autores e Nuno Campos Inácio responde de imediato que nunca pensa nos proveitos financeiros que possam advir dos seus livros. “Quem escreve para o mercado do presente, não tem futuro. Eu não estou minimamente preocupado com aquilo que as pessoas de agora pensam sobre aquilo que escrevo, mas sim com a utilidade que as próximas gerações vão retirar daquilo que eu escrevi”, afirma, indicando que as suas obras têm, normalmente, início num

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acontecimento que o surpreendeu. “Encontrei, numa tradução de crónicas árabes, referência a uma batalha naval ocorrida no Rio Arade, que é algo que não passa pela cabeça de ninguém. Aliás, mesmo depois de ter publicado esse livro, ainda há pessoas que colocam esse facto em causa. Não imaginam como o rio era há 1200 anos, nem percebem o que levaria os vikings a atacarem cidades do Algarve, porque se esquecem que, no período islâmico, Silves era quatro vezes maior do que Lisboa, em dimensão e importância”, justifica. Infelizmente, Nuno Campos Inácio sente que nunca existiu vontade para que estes factos se tornassem do domínio público, mesmo das próprias entidades dos locais em questão. “Se calhar estou a ser injusto com quem decidiu, mas nunca vi esse dinamismo. Sendo nós uma região turística e sendo Silves a cidade berço das grandes figuras da cultura árabe, surpreende-me como é que não se tira proveito disso para se atrair um novo leque de turistas”, desabafa o escritor.

Cultura algarvia vai morrendo aos poucos Depois de alguns minutos à conversa com Nuno Campos Inácio, e ao vermos o entusiasmo com que fala sobre estes temas, percebemos

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facilmente o porquê de ter abandonado a ficção e se ter dedicado às obras históricas. “A realidade é muito mais abrangente do que a ficção”, garante, embora reconheça que o mercado é, por oposição, mais reduzido. “Quando lanço uma monografia sobre o Alferce, não posso estar à espera de vender cinco ou 10 mil livros, porque é uma terra com 200 e poucos habitantes. Mas basta uma edição de 100 exemplares para o conhecimento não desaparecer, para ser transmitido para as gerações futuras”, evidencia, não se cansando de enfatizar a importância de se escrever para o futuro. Nesse sentido, recorda que, por exemplo, Fernando Pessoa nunca vendeu mais de 200 exemplares de cada obra enquanto foi vivo. E o mesmo aconteceu com Estácio da Veiga ou Ataíde Oliveira, figuras de referência para quem quiser escrever algo sobre a história do Algarve. Olhando para o presente, nomeadamente para «O Acordeão no Algarve», foi um desafio colocado à Arandis Editora por Francisco Saboia, diretor do Museu do Acordeão de Paderne e organizador das Galas Internacionais do Acordeão, que este ano assinalam as bodas de prata. Contudo, a dimensão da obra acabou por surpreender o próprio autor. “Deparei-me com um acervo com 2500 documentos e a perspetiva do livro mudou por completo, focando-se nos 100 anos de presença do acordeão no Algarve. Sabemos que o grande boom se deu com o fim da primeira guerra mundial, mas terá chegado à região ALGARVE INFORMATIVO #52

um pouco antes disso”, explica Nuno Campos Inácio, acrescentando que este ano será realizado, pela terceira vez, o Troféu Mundial do Acordeão do Algarve. O livro vai ser apresentado no dia 14 de abril e contou com o contributo de várias pessoas, entre os quais Gonçalo Pescada, o primeiro doutorado em acordeão do Algarve e que escreveu o prefácio, o Professor Hermenegildo Guerreiro, mestre de diversos campeões do Mundo, da Europa e ibéricos, a Mito Algarvio e Nelson Conceição, entre outros. “É um instrumento em que o Algarve não fica a dever nada a ninguém. O João Frade foi o primeiro acordeonista mundial a ganhar as três principais competições no mesmo ano e é apenas um exemplo da qualidade que existe na região, em termos de executantes e de formadores”, destaca Nuno Campos Inácio, lamentando que, mais uma vez, não se tire partido destas situações. “O João Frade não vem à apresentação do livro porque está em tournée no Canada e, de cada vez que ele atua, está a promover o Algarve. E o Algarve alguma vez promoveu o João Frade, ou o seu professor, ou qualquer outro acordeonista algarvio? Até os Festivais de Acordeão do Algarve desapareceram, quando atraiam milhares de pessoas e eram transmitidos em direto para canais de televisão. O facto de 2/3 da população algarvia não ser do 44


Algarve e de não sentirem a cultura algarvia, e de muitos deles acabarem por chegar aos órgãos de decisão, faz com que a cultura algarvia vá morrendo aos poucos”, critica. Dar a conhecer a história e a cultura do Algarve é, precisamente, um dos propósitos do projeto da «Genealogia do Algarve», que Nuno Campos Inácio iniciou há perto de uma década. Entretanto, o oficial de justiça de profissão meteu uma licença sem vencimento, em 2009, por utilidade pública para se dedicar de corpo e alma a esta investigação que demora, para uma freguesia pequena, um ano de levantamento sistemático de documentos e transposição dessa informação para uma base de dados digital. “Neste momento é, seguramente, o maior projeto de

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investigação do Algarve, seja público ou privado, tem registadas 195 mil pessoas, todas elas com ligação genealógica à região, tem três milhões de dados informativos (nome, apelido, data de nascimento, data de falecimento, local onde nasceram, casaram, quem foram os padrinhos, quais as profissões, etc.). O meu «ordenado» advém da venda dos direitos de autor dessa recolha aos vários municípios, que depois colocam gratuitamente essa informação à disposição das populações. Ora, como demoro um ano a fazer o levantamento de uma freguesia, só posso ter apoio de uma autarquia. O problema é quando ela se compromete e depois não cumpre”, lamenta.

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As pessoas morrem quando são esquecidas Apesar de alguns dissabores, Nuno Campos Inácio vai resistindo à tentação de regressar às origens, isto é, aos tribunais, o que implicaria o cessar do projeto da «Genealogia do Algarve», mas também de outros que estão ligados à Arandis Editora. E se, para muitos, isso não constituiria, aparentemente, uma grande perda, basta pensar que, cada vez que fazemos uma busca na internet sobre alguém e nos surge uma panóplia de dados, nomeadamente através do wikipedia, alguém teve que fazer a recolha e compilação dessa informação. “O meu projeto é muito abrangente porque vai desde as origens documentais de cada freguesia. Alguém que queira fazer um

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trabalho académico sobre, por exemplo, a população escrava do Algarve, consegue saber quem eram os escravos existentes em cada freguesia e os respetivos donos. Escravos que, em Direito, se diz que não possuíam identidade jurídica e eu descobri que essa informação não é verdadeira, porque encontrei escravos batizados, a testemunhar, a celebrar contratos”, aponta. “Se calhar, isto não contribui nada para a felicidade dos algarvios em geral, mas é importante para o nível do conhecimento científico”, reforça. Investigações que, já se percebeu, podem colocar em causa algumas verdades supostamente universais, factos que se assumem como comprovados, com os incómodos que dai possam advir. “Realmente,

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já recebi telefonemas a dizer que não posso pôr em causa trabalhos publicados por pessoas com doutoramentos, mas eu também não culpo os autores por causa dessas falhas. Na elaboração dos trabalhos de história, muitas vezes há a tendência de se utilizarem fontes repetidas e damos como verdade a fonte original, cuja autenticidade ninguém verifica. Depois, percebemos que aquela pessoa, quando escreveu o texto, não viu o documento original, ou não fez a leitura adequada dele, ou quis aldrabar”, afirma, sem meias-palavras. Claro que também pode haver alguém que não goste da história que tem atrás de si, do que fizeram os seus antepassados, mas Nuno Campos Inácio explica que não há famílias «de bem» e famílias «de mal». “A nossa ascendência é uma progressão arimética e que a cada geração se multiplica por dois, portanto, toda a gente descende de todo o tipo de gente e não há ninguém que seja apenas de uma terra. Todos nós temos na nossa árvore genealógica escravos e judeus, malfeitores, pessoas de bem ou pais incógnitos, e não devemos envergonhar-nos ou vangloriar-nos por causa disso”, entende o escritor e editor. “O Nicolau Breyner dizia que as pessoas morrem quando são esquecidas e este trabalho, no fundo, está a ressuscitar milhares de pessoas que deixaram de fazer parte da nossa memória”. Um trabalho de imenso valor e que, por estar assente numa base de dados

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digital, pode induzir as pessoas em erro quanto à sua dimensão. Contudo, só para se ter uma ideia, o livro respeitante à freguesia do Alferce, uma das mais pequenas do Algarve, tem 1800 páginas e, à média de uma freguesia por ano, o próprio admite que nunca conseguirá conclui-lo em vida. “Felizmente, temos vários genealogistas no Algarve com grandes competências e conhecimentos, há pessoas que fazem estudos a partir das suas famílias, e organizamos, inclusive, um encontro anual, portanto, haverá, certamente, quem dê seguimento ao projeto no dia em que me acontecer alguma coisa”, preconiza, descontraído. Para já, no entanto, é tempo de pensar em mais livros, a começar pelo «O Acordeão no Algarve», depois, mais um volume do «Índice Geral de Casamentos do Algarve», seguido de mais um guia turístico, desta feita sobre Albufeira, da responsabilidade da Arandis Editora. “O nosso objetivo é que esse livro, de 300 páginas, seja oferecido a cada pessoa que passe férias no concelho de Albufeira e que depois o leve para casa, para mostrar aos outros o que Albufeira tem ao nível de história e cultura”, adianta, terminando com uma achega ao livro da sua vida, «A História de Portimão», que já vai com 1400 páginas, com tudo aquilo que tem descoberto sobre a história da terra que o viu nascer e crescer .

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60 anos de Cineclube de Faro O Cineclube de Faro comemorou, no dia 6 de Abril, as seis décadas de existência, mas o programa festivo decorre ao longo de todo o ano, já com alguns eventos realizados e mais iniciativas agendadas para os próximos meses. Contudo, quem acompanha de perto o diaa-dia da entidade sabe que esta não tem tido vida fácil, como não tem tido nenhuma associação cultural, recreativa ou desportiva nos últimos tempos em Portugal. Um problema transversal a que se soma o advento das novas tecnologias e a concorrência dos cinemas tradicionais, mas a resiliência das sucessivas direções tem permitido que o CCF continue a ser o cineclube do país há mais anos com atividade ininterrupta. Entrevista

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6 de abril de 1956 tinha lugar a primeira sessão do Cineclube de Faro, no Cinema Santo António, com a exibição de «O Regresso Eterno Douro, Faina Fluvial» de Jean Delannoy, com comentário de Roberto Nobre e uma palestra de Joaquim Magalhães. Volvidos 60 anos, estávamos à conversa com Rafael Lopes, atual presidente da direção do CCF e frequentador das suas sessões há cerca de duas décadas, altura em que veio estudar para a Universidade do Algarve para se formar em Biotecnologia. O Engenheiro biólogo e investigador científico lembra que o movimento cineclubista surgiu no primeiro terço do século XX e teve um papel bastante importante em Portugal como um instrumento de contrapoder e de manifestação antirregime. “As associações culturais eram uma das raras formas que as pessoas tinham para celebrar a diversidade cultural e tentar contrariar as restrições impostas pelo regime político. Nesse sentido, o CCF foi uma associação bastante interventiva e um fator muito grande de união na sociedade farense, situação que se foi alterando com o passar dos tempos e com o surgimento de outros interesses e acontecimentos”, observa, na sede localizada perto do Hospital de Faro. De facto, as mudanças tecnológicas que se verificaram na sétima arte tiveram um forte impacto no dia-a-dia dos cineclubes, como se assistiu nos anos 80, com o aparecimento do vídeo e a disseminação dos filmes em VHS, mas a própria mudança de regime retirou ALGARVE INFORMATIVO #52

alguma mística a estas associações, não nega Rafael Lopes. “Todas as sessões, pelo menos as públicas, tinham que ter o aval da PIDE/DGS, do instituto que monitorizava as atividades culturais e das associações. Aliás, a primeira sessão do CCF era para acontecer a 2 de março e não foi autorizada, tendo sido adiada para 6 de abril de 1956, mas os sócios fundadores diziam que existia uma espécie de movimento clandestino anterior à fundação oficial”, conta, com um sorriso. A chegada das videocassetes permitiu que as pessoas pudessem ver cinema mais confortavelmente nas suas residências sem estarem dependentes do que era transmitido pelos canais de televisão, mas o boom do cinema comercial foi outra forte machadada na vida dos cineclubes, embora Rafael Lopes não encare esse facto com demasiado dramatismo. “Os cineclubes sempre tiverem um papel ligado mais a uma diversidade cinematográfica e a um cinema do ponto de vista artístico, do que ao cinema de consumo de massas e apenas de entretenimento. Veja-se que o VHS morreu e os cineclubes continuam vivos, apesar do forte desenvolvimento tecnológico a que temos assistido, mais recentemente com a era do digital”, salienta o entrevistado. Isso não significa que estas entidades não tenham perdido algum do seu espaço enquanto aglutinadoras do ponto de vista social, mas o investigador atribui esse fenómeno à 52


própria transformação que a sociedade civil sofreu no passado recente. “Os interesses das pessoas, hoje, são completamente diferentes do que eram há 30 anos e a liberdade de usufruto de cultura também se tornou bem mais abrangente. O acesso às coisas é muito mais fácil e isso dificulta a vida das associações culturais, desportivas e recreativas, é um problema transversal”, lamenta Rafael Lopes. E para tentar remar contra a maré, os cineclubes apostaram ainda mais no chamado cinema alternativo para se distinguirem das salas de cinema comercial. “Todas as obras com interesse e relevância sempre tiveram espaço nos cineclubes mas, se há um acesso muito forte aos blockbusters, obviamente que esses estarão um pouco arredados da nossa programação corrente”, justifica. 53

A verdade é que sempre houve uma maior liberdade no movimento cineclubista, no que toca à escolha dos filmes a exibir, do que nas salas ditas comerciais, onde o objetivo é vender o máximo de bilhetes. Assim se explica que os cineclubes tenham dado cartas no cinema não de entretenimento puro, mas isso acabou por afastar clientes das novas gerações, que são mais seduzidos pelos filmes de ação de Hollywood e afins. “As marcas distintivas da programação do CCF têm uma perspetiva, não diria estritamente artística ou concetual, mas de um cinema feito por pessoas e com pessoas, de filmes que sejam uma arte, objeto da criação de alguém, onde tudo é pensado e obedece a planos. Não se trata de ter ALGARVE INFORMATIVO #52


uma sucessão de planos de 10 em 10 segundos, ou de 5 em 5 segundos, para que a atenção dos espetadores esteja absolutamente sublimada por essa dinâmica”, distingue.

Associações não sobrevivem sem sócios No mês em que se celebram os 60 anos de vida do Cineclube de Faro, Rafael Lopes indica que, desde os anos 90, nunca houve tanta quantidade e diversidade de filmes a estrear em Portugal e o próprio cinema português é marcado por uma nova geração de cineastas bastante interessantes e cujo

talento está a ser reconhecido alémfronteiras. Neste contexto, a programação do CCF vai sendo feito de acordo com o mapa de estreias a nível nacional, integrando, igualmente, obras de relevância da história do cinema, normalmente inseridos em ciclos temáticos. Depois, as sessões acontecem, às terçasfeiras, no Instituto Português do Desporto e Juventude e, às sextasfeiras, na própria sede, estas mais intimistas, devido à menor dimensão do espaço. “São noites de caráter cinéfilo mais marcado, dirigidas para a obra de um realizador ou para um tema específico. Já fizemos sessões alusivas, por exemplo, ao 25 de abril. Este mês, temos um ciclo dedicado a filmes que cumprem também 60 anos de vida em 2016. São quatro filmes, da Índia, Japão, França e Estados Unidos da América, com a tal diversidade que procuramos sempre imprimir para alargar também os horizontes do nosso público”, indica o presidente da direção. Mais dificuldade em integrar a programação regular têm sentido as curtas-metragens, reconhece Rafael Lopes, devido às maiores despesas com os direitos de exibição e ao menor público que atraem. “Uma regra que é mais ou menos generalizada é conciliar uma curta-metragem e uma longa-metragem na mesma sessão, especialmente durante o Verão, em vez de termos uma sessão exclusivamente preenchida por curtas-

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Rafael Lopes, presidente da Direção do Cineclube de Faro

metragens. E tentar que as curtasmetragens acompanhem tematicamente as longas-metragens que se seguem é um exercício engraçado, ver se elas conseguem dialogar uma com a outra”, acrescenta o biólogo. Técnicas e estratégias que se vão afinando com o tempo, à medida que a experiência dos dirigentes vai sendo maior nesta constante tentativa de adaptação ao mercado, de dar o que o público busca, mas a sobrevivência de um cineclube depende sempre do número de sócios que possui e do seu grau de envolvimento com a entidade. “Infelizmente, vemos esse número diminuir de ano para ano, é um fenómeno transversal a quase todas as associações. É um problema bastante grande que nasce da maior facilidade 55

com que as pessoas têm filmes nas suas casas e, por vezes, até os veem com melhores condições técnicas do que nós podemos oferecer nas nossas atividades. Apesar disso, é sempre diferente ver um filme numa tela grande e no escurinho da sala do cinema”, garante Rafael Lopes, defendendo ainda que a falta de tempo não pode ser desculpa para se deixar de fazer quase tudo na vida. “Temos que evitar aquele ritmo mais ou menos anárquico que imprimimos às nossas vidas, em que nos norteamos praticamente pelos horários do trabalho, de levar os miúdos à escola e às atividades em que estão envolvidos e de ir buscá-los para ir para casa, jantar e dormir. É importante conseguir sair desta rotina e arranjar tempo para as nossas próprias coisas, sair das ALGARVE INFORMATIVO #52


fronteiras em que nos fechamos, sair do pequeno casulo em que subsiste a nossa existência”, defende, preocupado.

O sonho do digital Sem sócios nenhuma associação sobrevive, os apoios das autarquias e outras entidades são cada vez mais escassos, os preços cobrados em cada sessão são quase simbólicos, portanto, há que conjugar todas as «migalhinhas» de modo a conseguir ter a situação financeira equilibrada. Mas a sobrevivência depende, igualmente, de ter pessoas que estejam disponíveis para abdicar dos seus tempos livres em prol do bem comum, porque todos os diretores do CCF trabalham em regime de voluntariado. “As associações só existem na medida em que as pessoas têm ou não interesse na sua atividade, ALGARVE INFORMATIVO #52

mas também é muito difícil conciliar as nossas vidas profissionais e familiares com a direção de uma entidade cultural como esta. Depois, quando falamos em cinco pessoas, que são os atuais elementos da direção, ainda mais complicado é gerir os horários de todos”, aponta Rafael Lopes. Como se tudo isto não bastasse, um cineclube tem despesas de funcionamento bem mais elevadas do que outras associações culturais, porque o seu dia-a-dia envolve trabalhar com equipamentos delicados, caros e que devem ser renovados com alguma frequência. “O cinema está a sofrer um advento ainda mais crítico do que o aparecimento do VHS, que é a modificação para o digital. É um 56


formato muito mais simples e barato do que as velhinhas caixas de película e praticamente já não se encontram filmes em película. Contudo, o cinema estritamente digital tem um conjunto de contingências que gera uma espécie de monopólio ao nível dos equipamentos de projeção, o que os torna muito caros”, revela o presidente do CCF. “O nosso grande desafio passa pela sobrevivência e por cumprir com as nossas responsabilidades financeiras, portanto, não sobra espaço para pensar nesse género de investimento, quando nem sequer temos uma sala própria”. Uma situação por que passam grande parte dos cineclubes e a solução normalmente encontrada é serem as câmaras municipais ou outras entidades locais a adquirirem essas ferramentas para as colocar ao serviço dos seus equipamentos culturais. “Os fundos europeus dão um contributo importante para esses investimentos e esperamos que isso possa vir a ser uma realidade em Faro, e num futuro próximo. Se tivéssemos uma sala própria, poderíamos tentar conceber maneira de reunir esses valores, que são superiores a 40 mil euros, mas, no atual cenário, nem vale a pena começar a pensar nisso”, lamenta o entrevistado.

projetos para o futuro, para além de realizarem alguns upgrades tecnológicos na medida do possível. “Hoje, temos uma situação financeira relativamente estável, que não permite grandes aventuras, mas também não vivemos com a corda na garganta, como se verificou no passado. Comprámos um projetor novo em 2015, que dá uma maior nobreza às sessões que promovemos, e temos várias iniciativas para tentar trazer para o cineclube mais público, entre elas o cinema de animação, numa perspetiva formativa e de partilha, para atrair as famílias. Não se trata somente de as pessoas chegarem, carregar no play e dizer adeus no final do filme” .

Contingências múltiplas que não impedem o Cineclube de Faro de manter atividade regular há 47 anos e de ter 57

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ATUALIDADE FÓRUM SAÚDE SENSIBILIZOU ALBUFEIRA PARA O CICLO DA VIDA

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lbufeira recebeu, de 7 a 9 de abril, o «Fórum Saúde», iniciativa que teve por objetivo informar e esclarecer a população sobre a importância da saúde ao longo do ciclo de vida. Rastreios, exposições, palestras, mass training em suporte básico de vida, a presença de médicos de diferentes especialidades, demonstrações de ginástica e yoga para bebés, aulas de pilates, sessões de relaxamento e workshops de culinária foram algumas das propostas apresentadas no programa, que pretendia alcançar todas as faixas etárias da população. Subordinado ao tema «Ciclo de Vida», a Prevenção esteve em destaque ao longo dos três dias do Fórum. Durante a Sessão de Abertura, na manhã do dia 7 de abril, precisamente o Dia Mundial de Saúde, Carlos Silva e Sousa lembrou que todos

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os autarcas se preocupam com a saúde dos seus munícipes e com a existência de uma comunidade saudável. “Recordo o investimento enorme que tem sido feito pelo poder local, especialmente desde o 25 de abril, em infraestruturas da água e do saneamento e basta pensar que, a nível mundial, cerca de 80 por cento das questões de saúde têm a ver com o saneamento e a água potável. Do mesmo modo, a Organização Mundial de Saúde frisa que um dólar gasto nas áreas da água e do saneamento equivale a quatro ou cinco que têm que ser investidos na vertente da saúde, em clínicas, médicos, enfermeiros e medicamentos”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Albufeira.

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Saúde que implica igualmente proporcionar estilos de vida saudável e Carlos Silva e Sousa dá o exemplo dos ginásios ao ar livre recentemente instalados em vários pontos da cidade para chamar as pessoas para caminhar e efetuar exercício físico. “Esse bem-estar terá que ser encontrado também do ponto de vista social e isso está ligado igualmente à saúde que, convém não esquecer, é um direito constitucional de todos nós. Este Fórum inclui palestras com pessoas muito bem habilitadas em todas estas matérias e enquadra-se perfeitamente no nosso espírito de Albufeira. Queremos ter uma comunidade cada vez mais saudável e uma sociedade que seja justa e fraterna”, defende, dai a aposta em atividades desportivas para todas as faixas etárias e que envolvem uma série de agentes, para além do poder local. “Não pode haver ninguém que não possa ter acesso à saúde e ter uma vida saudável”. Seguiu-se a intervenção da vereadora da Câmara Municipal de Albufeira, Ana Vidigal, responsável pelo pelouro da Saúde, que explicou que o «Ciclo de Vida» foi o tema escolhido para melhor se enquadrar o Fórum com o Quadro Europeu de Referência das Políticas Estratégicas para a Saúde. “O papel das autarquias e do poder local está efetivamente na promoção da saúde e na prevenção da doença e foi por isso que concebemos todo este Fórum, dedicado desde a conceção do ser humano até à última etapa de vida. Queremos promover um melhor conhecimento para todos aqueles que ainda não sabem como prevenir determinadas patologias, ou como podem obter também, através da mudança de alguns estilos de vida, uma maior longevidade e uma melhor qualidade de vida ao longo dos tempos”, sublinhou Ana Vidigal.

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Presente na cerimónia de abertura esteve igualmente Gabriela Peixoto, em representação do presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Algarve, que deixou uma palavra de reconhecimento a todos os profissionais de saúde envolvidos neste tipo de ações. “Este Fórum insere-se num dos objetivos do protoloco de colaboração celebrado entre a ARS Algarve e o Município de Albufeira, com vista a reforçar ainda mais, quer os cuidados de prestação de saúde, quer a promoção de estilos de vida mais saudáveis junto da população deste concelho. Há que, juntos, criar condições para o diálogo, procurar soluções e trabalharmos em prol do bem-estar da nossa comunidade e as autarquias desempenham um papel fundamental de complementaridade para se chegar ainda mais próximo dos cidadãos”, sustenta a Diretora Executiva do Agrupamento de Centros de Saúde do Algarve Central. Por último, usou da palavra Paulo Freitas, presidente da Assembleia Municipal de Albufeira, que apelou à responsabilidade de cada um no que toca à saúde, nos tratamentos, na prevenção, nos cuidados do dia-a-dia. “Tudo tem influência na saúde e Albufeira é um concelho que respira saúde em todos os seus sentidos. Quando uma comunidade se sente bem com o meio-ambiente, com as acessibilidades, com os equipamentos que tem ao seu dispor, só podemos dizer que o ciclo de saúde está completo”. Quanto ao protocolo de colaboração assinado entre a Administração Regional de Saúde do Algarve e a Câmara Municipal de

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Albufeira, promove intervenções proactivas em benefício dos munícipes, visando, entre outros, a adoção de hábitos e estilos de vida saudáveis; promove a organização e cooperação em ações de promoção de saúde; a colaboração na partilha de dados e informações relativamente à saúde da população; promove a cooperação na elaboração, dinamização e implementação do Plano de Saúde Municipal; a divulgação de ações desenvolvidas pelo ACER Central; e a colaboração na emissão de pareceres tendo em vista uma melhoria da qualidade de vida dos munícipes albufeirenses .

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ATUALIDADE AUTARQUIA DE ALBUFEIRA ASSINOU PROTOCOLO COM CTC também aos espectadores uma mostra retrospetivas de Fotografia de Cena do Festival, da autoria do fotógrafo Rui Gregório.

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CTC – Companhia de Teatro Contemporâneo – Núcleo de Pesquisa Literária e Criação Teatral, acaba de assinar um protocolo com o Município de Albufeira referente à realização de diversos programas culturais, nomeadamente o Festival T – Festival Internacional de Teatro de Albufeira. Depois de um ano de interregno, o Festival regressou ao palco do Auditório Municipal com aquela que foi a nona edição e onde incluiu estreias de espetáculos, numa programação heterogénea quanto às faixas etárias e às abordagens estéticas. Decorrido entre 17 e 22 de Março, o Festival juntou na totalidade cerca de 1100 espectadores que apreciaram espetáculos como «O judeu que guardou portugueses no Quarto de Van Gogh», de Luísa Monteiro, «I can’t breath», de Elmano Sancho, «O Homúnculo», de Natália Correia, «Branca», dos Irmãos Grimm e «O Barão Medusa», de Eric Satie. Este Festival ofereceu

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Outra das atividades promovidas pela CTC foram as «Serenatas às Donzelas da baixa de Albufeira», na noite que antecedeu o Dia de S. Valentim e que homenageou o passado romântico da cidade. Aquela estrutura tem previstas diversas ações para o ano em curso, sendo de salientar o espetáculo de teatro na altura do Natal com entrada «paga» em géneros, a reverterem a favor de instituições de apoio social. Para a responsável pela CTC, Luísa Monteiro, o apoio cedido pelo Município é fundamental para que haja neste concelho mais e diversificada programação cultural. “Não só o subsídio, mas todo o ambiente de ajuda que os funcionários da Autarquia, dos mais variados sectores, proporcionam, é muito meritório. De resto, a formação intelectual que o teatro confere aos seus públicos traduz-se, com o tempo, numa mais-valia para a personalidade coletiva de Albufeira e esta Câmara, felizmente, sabe disso. Somos muito gratos” .

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ATUALIDADE

TIGUAN EXPERIENCE ENCHEU ALBUFEIRA DE TURISTAS

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presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, e a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, estiveram, no dia 31 de março, na apresentação do novo modelo da Volkswagen. A «Tiguan Experience» é um dos maiores eventos realizados em Portugal na área do mundo automóvel, sendo responsável por trazer a Albufeira perto de 20 mil participantes de todas as partes do mundo, numa operação gigantesca que envolve mais de 30 mil dormidas. Carlos Silva e Sousa elogiou o investimento feito pela marca alemã, sublinhado a importância da iniciativa “pelo que esta representa em termos de retorno económico imediato, não só em termos de receita e criação ou manutenção de emprego no concelho e na própria região, mas também pela projeção mediática associada ao evento”, com um efeito

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que considerou multiplicador e muito bem-vindo, sobretudo nesta altura do ano, quando ainda se esta em plena época baixa. “Somos conhecidos por saber receber quem nos visita, pela capacidade e qualidade da nossa hotelaria, bom clima, gastronomia, praias de sonho, boas acessibilidades e segurança, ou seja, temos todas as condições para que qualquer evento seja um sucesso”, sublinhou o edil Foram precisamente estas qualidades que levaram a marca a escolher Albufeira para a realização da iniciativa, confirmou a diretora de eventos da Volkswagen, Sandra Waidelich. Já a secretária de Estado do Turismo confirmou que este tipo de iniciativas são uma mais-valia para o País. “São uma das respostas que satisfazem a necessidade de Portugal ter turismo todo o ano, de forma a combater a sazonalidade”. Ana Mendes revelou que o governo tem “uma equipa de choque” com vista à captação internacional de congressos e de eventos corporativos de dimensão, “uma alavanca importante para garantir fatores de atratividade fora da época alta” . 64


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ATUALIDADE SABORES DA SERRA AO RIO ARRANCOU EM ALCOUTIM

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o sábado, dia 2 de abril, decorreu no Espaço Guadiana, em Alcoutim, a sessão de abertura do III Festival Gastronómico do Concelho de Alcoutim, «Sabores da Serra ao Rio», que contou com a apresentação de «A Rota da Dieta Mediterrânica» por Artur Gregório, da Associação In Loco, e a apresentação do livro «Algarve Mediterrânico; tradição, produtos e cozinhas», que contou com a presença dos três autores Maria Manuel Valagão (texto e coordenação), Vasco Célio (fotografia) e Bertílio Gomes (cozinha contemporânea). A Associação In loco, responsável pela dinamização da Rota da Dieta Mediterrânica (RDM), apresentou os trabalhos realizados e os recursos disponíveis na Rede. A RDM terá este ano como linha estratégica a capacitação, trabalho em rede e promoção da mesma, sempre tendo em vista a consolidação, o alargamento e a sustentabilidade. Já os três autores de «Algarve Mediterrânico; tradição,

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produtos e cozinhas» descreveram o livro como um projeto que através da culinária nos leva a descobrir a identidade da região e a sua relação com a natureza e com os produtos locais. O programa do III Festival Gastronómico do Concelho de Alcoutim integra também duas Sessões de Informação sobre a Dieta Mediterrânica, que se realizam no dia 19 de abril, no salão nobre da Câmara Municipal de Alcoutim, às 10h30, e no Salão da Junta de Freguesia de Martim Longo, às 16h. A iniciativa destinase a empresários e responsáveis de entidades interessados em conhecer o tema. O Festival Gastronómico de Alcoutim iniciou assim a Edição primavera, procurando promover a cultura regional, particularmente a gastronomia do nordeste algarvio, revivendo assim um pouco das tradições do concelho e promovendo o património gastronómico, com 14 restaurantes aderentes onde o público poderá comprovar muitos dos saberes e sabores da região. “A iniciativa é agregadora de um conjunto de saberes da região, que vão das atividades produtivas (agricultura, pesca, pecuária), passando pela conservação e transporte (artesanato), assim como o processamento, confeção, partilha e consumo de alimentos, saberes e sabores integrantes da dieta mediterrânica, e sendo um excelente atrativo para todos os visitantes da região”, considera o presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Osvaldo dos Santos Gonçalves .

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ATUALIDADE PARQUE DE AUTOCARAVANAS VAI AVANÇAR EM ALTURA

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Câmara Municipal de Castro Marim concluiu a execução de um projeto para uma Área de Serviço de Autocaravanas em Altura, com o objetivo de disciplinar e melhorar a prática do autocaravanismo na localidade, que recebe milhares de praticantes durante o ano inteiro. O equipamento, com capacidade aproximada de 56 lugares, localizarse-á na zona poente de Altura, junto ao Ribeiro do Álamo, numa zona próxima e com acesso à área balnear e com grande facilidade de acesso ao centro da localidade. O projeto contempla a criação de uma plataforma dotada das necessárias infraestruturas de apoio, como receção, estação de serviço, sanitários, abastecimento de água potável, sistema de esgotos e drenagem de pluviais e ainda pontos de estadia e lazer. “O autocaravanismo é um segmento do turismo em forte expansão e uma atividade com cada vez maior importância para o desenvolvimento da economia local e para a promoção turística do território, mas é preciso organizar e rentabilizar os espaços para esta prática”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Castro Marim. Também em Altura, um investidor privado está a delinear um projeto similar, junto ao campo de futebol. Com um investimento estimado em

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cerca de 170 mil euros, o concurso para a execução da Área de Serviço de Autocaravanas em Altura deverá ser brevemente lançado . 68


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ATUALIDADE

QUEIJO E VINHO INVADEM A BAIXA DE FARO

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epois do sucesso das duas edições da Feira do Queijo e do Vinho de Faro, que contou com milhares de visitantes nacionais e estrangeiros, a empresa municipal AmbiFaro vai realizar, de 14 a 17 de Abril, a 3ª edição desta feira, que decorrerá, mais uma vez no Jardim Manuel Bívar (baixa de Faro). Este certame, à semelhança dos anteriores, vai trazer a Faro um sector ainda desconhecido por muitos, permitindo que os seus visitantes aprofundem os seus conhecimentos numa área de grande interesse estratégico para a economia do nosso país e que precisa de ser valorizada e promovida, reforçando a coesão territorial e a importância dos produtos endógenos na economia, na tradição e na identidade portuguesa.

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Este ano, destaque para a presença do município de Serpa que se fará representar com os queijos daquela reconhecida DOP e com os seus vinhos. Presentes vão estar também os famosos enchidos de Monchique e Ourique, os queijos de Nisa, de Moura, da Serra da Gardunha e os queijos de cabra do Algarve e, como não poderia deixar de ser, um vasto leque de vinhos de regiões como o Algarve, Alentejo, Bairrada, Beira Interior e Douro. Ao todo serão quase três dezenas de stands apoiados por uma área de tasquinhas com 400 metros quadrados que durante quatro dias vão promover e divulgar o que de melhor se faz no sector vitivinícola e do queijo, bem como na produção regional de doces, licores e enchidos. Esta iniciativa é de entrada livre e o público presente poderá também contar com algumas provas de queijo, enchidos e vinho e com uma mostra de artesanato regional algarvio .

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ATUALIDADE BAIRRO DA CAVALINHA VAI TER NOVA REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA à interrupção do abastecimento de água. Com esta intervenção profunda, o serviço de abastecimento de água sofrerá uma melhoria significativa nesta zona da cidade, que é hoje a zona mais fragilizada do sistema de abastecimento do concelho de Olhão”, explicou o edil olhanense.

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oi assinado, no dia 1 de abril, o contrato de adjudicação da empreitada de Remodelação da Rede de Abastecimento de Água do Bairro da Cavalinha, na cidade de Olhão, intervenção há muito necessária e que em 2016 se tornará uma realidade. A obra foi adjudicada à empresa Joaquim Rodrigues da Silva e Filhos Lda., pelo valor de cerca de 210 mil euros, estando o início das obras previsto para o 2.º trimestre do corrente ano. O prazo de execução da obra é de oito meses. O contrato foi assinado por António Miguel Pina e Carlos Martins, membros do Conselho de Administração da Ambiolhão, e por Jacques da Silva, por parte da empresa que venceu o concurso público. “O Bairro da Cavalinha possui uma rede de distribuição de água constituída maioritariamente por condutas envelhecidas, cujo período de vida útil foi ultrapassado, o que constitui um forte constrangimento ao abastecimento de água àquela zona da cidade, onde ocorrem ruturas frequentes, que obrigam

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A empreitada a realizar consiste na substituição integral da rede de distribuição de água de todos os arruamentos do bairro por condutas novas, constituídas por materiais e dimensões adequadas, numa extensão de 2,9 quilómetros e beneficiando uma população de cerca de 2.700 habitantes. A nova rede de distribuição garantirá também o combate aos incêndios, mediante a instalação de marcos de incêndio. Serão ainda instaladas bocas de rega e lavagem, que permitirão assegurar a rega de zonas verdes e a lavagem de pavimentos. Uma vez concluídos os trabalhos, este bairro a nordeste da zona antiga da cidade, limitado a norte pela EN 125 e a sul pela linha de caminho de ferro, ficará dotado de uma rede de abastecimento de água moderna, com condições para suprir as necessidades de uma população em crescimento .

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ATUALIDADE CIRCUITO DE MANUTENÇÃO DE PINHEIROS DE MARIM ALVO DE REQUALIFICAÇÃO PROFUNDA destaque para os dois percursos existentes e a criação de mais um. Todo o piso será requalificado e cada um dos circuitos passará a ter, em média, uma largura de três metros, passando a haver a cada 100 metros um marcador, no qual também será assinalada a mudança de direção.

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oi assinado esta quinta-feira, 31 de março, o contrato de adjudicação da empreitada de requalificação do Circuito de Manutenção de Pinheiros de Marim. A obra, que ficará a cargo da empresa Vibeiras – Sociedade Comercial de Plantas, terá um custo de cerca de 125 mil euros, e ficará pronta 90 dias após o arranque das obras, que deverá ocorrer ainda durante o mês de abril. Há muito que este circuito de manutenção, situado no Sítio de Marim, na freguesia de Quelfes, necessitava de uma intervenção profunda. Procurado por muitos munícipes que o utilizam como espaço de exercício físico, mas também de lazer, o Circuito de Manutenção de Pinheiros de Marim tem vindo a degradar-se ao longo do tempo, fazendo parte da lista de prioridades da Autarquia, no que diz respeito aos espaços públicos a serem intervencionados. Uma vez concluídos os trabalhos, todo o circuito de manutenção vai encontrar-se requalificado, com

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A requalificação do Circuito de Manutenção de Pinheiros de Marim também passará pelo melhoramento de toda a vedação e respetivas entradas, e será dada particular atenção às entradas norte e sul: a entrada norte, a principal, verá todos os espaços adjacentes requalificados, e a entrada sul, projetada a pensar em pessoas com mobilidade reduzida, que ganhará uma zona com máquinas de manutenção e um ponto de água, de modo a melhorar as condições de usufruto daquele espaço. A nova área de manutenção e a nova zona de merendas farão deste circuito não apenas uma zona desportiva, mas também um espaço de caráter lúdico, que será complementado com um novo parque de estacionamento com 50 lugares, delimitado por uma estrutura em madeira e uma área ajardinada. Está ainda contemplada no projeto a adequação do campo desportivo pavimentado para futsal, o nivelamento do campo de terra batida e a criação de um campo de basquetebol. O campo destinado ao futsal será requalificado. Com esta intervenção, o Circuito de Manutenção de Pinheiros de Marim vai também ganhar um novo campo de basquetebol . 74


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ATUALIDADE FUTURO DO CMRSUL COM NOVO RUMO

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Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, anunciou, no dia 6 de abril, o lançamento do concurso para a concessão da gestão do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul (CMRSul), uma solução há muito aguardada pelo Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Vitor Guerreiro. Esta informação veio confirmar o prometido pelo Ministro da Saúde, na sua primeira reunião oficial, 11 de março, com os autarcas da região, onde o Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Vítor Guerreiro reiterou a sua preocupação, bem como as dificuldades sentidas pelos profissionais de saúde e utentes face à situação do CMRSul e de outros centros de saúde do Algarve. Adalberto Campos Fernandes reconheceu a importância do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, enquanto Unidade de cuidados de saúde altamente diferenciados e de excelência e assegurou a implementação de um modelo de gestão que permitisse o funcionamento em pleno do Centro, sem os constrangimentos que tem vindo a ser alvo nos dois anos e meio. O lançamento do concurso para a concessão da gestão do Centro de Medicina de Reabilitação do Sul veio agora confirmar essa garantia e traçar um rumo mais promissor para o Centro.

Regional de Saúde do Algarve, na sequência da recusa de visto prévio do Tribunal de Contas à adenda ao contrato com a GPSaúde – Sociedade Gestora do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, S.A., em novembro de 2013, o funcionamento do mesmo ficou comprometido com a drástica redução de pessoal efetivo e uma redução acentuada nos serviços prestados. Vítor Guerreiro enaltece, pois, a atitude de Adalberto Campos Fernandes. “É uma lufada de ar fresco, após tantos anos a defender esta Unidade de saúde e os interesses de todos os cidadãos. Esta decisão fará certamente toda a diferença. Estou convicto da mudança e irei acompanhar de perto o processo, colaborando no que for necessário para que o Centro de Medicina e Reabilitação do Sul volte a ser uma referência na região e no mundo” .

Desde que o Centro de Medicina e Reabilitação do Sul passou para a gestão da Administração

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ATUALIDADE FESTA DO BASQUETEBOL JUVENIL CELEBROU X EDIÇÃO EM ALBUFEIRA enquanto Lisboa superiorizou-se nos jogos femininos.

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ivestream de todos os jogos, estatística oficial com play-by-play em todas as partidas, a Mascote Blitz, o Cartão Branco de Fair-play, o Parque ativo da Coca-cola, o écran gigante da fun addict e o regresso do «All-Star Game» fizeram da 10ª edição da Festa do Basquetebol Juvenil de Albufeira um enorme sucesso. De 29 de março a 3 de abril, Albufeira viveu momentos únicos protagonizados pelas 18 delegações regionais, compostas por 72 seleções de jovens, acompanhados pelos treinadores, árbitros, dirigentes, técnicos nacionais, membros da organização, fisioterapeutas e familiares. No total as Festas do Basquetebol Juvenil movimentam perto de cinco mil pessoas. Os jogos decorreram em cinco equipamentos desportivos do concelho: Pavilhão de Albufeira, Pavilhão da Escola Básica e Secundária de Albufeira, Pavilhão da Escola Secundária de Albufeira, Pavilhão da Escola EB 2,3 Francisco Cabrita e Pavilhão Francisco Neves (Imortal). Apesar de todos saírem vencedores pelo espírito de equipa, de solidariedade e de Fair-play que demonstraram nesta Festa do Desporto, no final das contas, o Porto venceu nas provas masculinas,

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As quatro finais do Campeonato Interassociações decorreram na manhã de domingo em ambiente de euforia e emoção. Num clássico entre Porto e Lisboa, em Sub 16 Masculinos, a associação da invicta levou a melhor sobre o adversário. Já no pavilhão da Escola Básica e Secundária de Vale Pedras, Porto e Aveiro defrontaram-se na final de Sub 14 e, tal como tinha acontecido no ano passado, o Porto voltou a ser mais forte. Lisboa conquistou o título na categoria de Sub 16 Femininos e Sub 14 Femininos, depois de bater Setúbal em ambas as partidas. A manhã de domingo também ficou marcada pelo tributo prestado pela Federação Portuguesa de Basquetebol a várias personalidades e equipas, entre as quais a Seleção Nacional Feminina de Sub 16, Mário Saldanha, José Salgueiro, Paulo Neta, Liberto Faria, Alfredo Brigas, Isilda Cunha e Carlos Lucas. A 10ª edição do evento trouxe de volta, após 6 anos, o torneio das estrelas. Muitos craques protagonistas de grandes duelos na Liga Portuguesa de Basquetebol entraram em campo em duas partidas que provocaram sorrisos e o delírio do público que ovacionou efusivamente os atletas. Tal como no All Star feminino, também nos homens o Norte venceu o Sul, e também por dois pontos de diferença. Os jovens tiveram a oportunidade de conviver e partilhar experiências com as estrelas da modalidade. Este ano, a ação de Basket Solidário reverteu a favor do Agrupamento 714 dos Escuteiros de Portugal- Núcleo de Albufeira, que recebeu o montante de 1.362,00 Euros, em resultado da doação de um euro por parte de todos os participantes do evento . 78


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ATUALIDADE AEROPORTO DE FARO VAI TER 9 NOVAS ROTAS NO VERÃO milhões. No final do ano, o Aeroporto registava ligações a oito novos destinos, num total de 78 e o serviço de quatro novas companhia aéreas, num total de 67/ano.

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ara o verão de 2016, o Aeroporto de Faro vai contar com uma oferta adicional de um milhão de lugares, sendo o destaque para o início de nove novas rotas, quatro novos serviços e ainda o reforço da operação charter e regular. Este crescimento contribui para o melhor ano de sempre em termos de tráfego de passageiros, número de movimentos e oferta de lugares. No final, além dos crescimentos, deverá registar-se uma melhor distribuição da atividade aeroportuária ao longo do ano, um importante contributo para atenuar a sazonalidade desta infraestrutura, em particular, e do turismo no Algarve em geral. Estas previsões são tanto mais importantes quanto se seguem a um ano onde todos os recordes foram ultrapassados, após cinco anos a crescer consecutivamente em termos de tráfego. Em 2015, o crescimento do número de passageiros em Faro foi de 4,4%, para os 6,4

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Para 2016, o tráfego de voos regulares deverá crescer 19%, enquanto, nos voos charter, a subida é de 29%, sendo que 90% dos lugares são oferecidos em voos regulares. A Ryanair e a easyJet devem consolidar a liderança em termos de tráfego com crescimentos de 8 e 17 por cento respetivamente. 2016 irá trazer também um aumento do tráfego proveniente de países do espaço Schengen, sobretudo com os contributos de França e Alemanha, sendo que crescem igualmente os mercados tradicionais, como o Reino Unido e Irlanda (Não Schengen). A origem com maior quota de mercado continuará a ser o Reino Unido, que chegará ao fim do Verão IATA com uma quota de 51% e um crescimento de 14%. O ano em curso será também marcado por um forte investimento nos aeroportos portugueses. Em Faro, a parcela a investir é de 24,7 milhões de euros, para melhoria do controlo e do desempenho energéticos, para o aumento e melhoria da oferta comercial e ainda por forma a adequar a oferta ao perfil de passageiros e à sazonalidade da operação. As obras deverão decorrer por mais um ano e devem estar concluídas em março de 2017 . 80


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FICHA TÉCNICA DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P 8135-157 Almancil Telefone: 919 266 930 Email: algarveinformativo@sapo.pt Site: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Daniel Pina

ESTATUTO EDITORIAL A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista regional generalista, pluralista, independente e vocacionada para a divulgação das boas práticas e histórias positivas que têm lugar na região do Algarve. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista independente de quaisquer poderes políticos, económicos, sociais, religiosos ou culturais, defendendo esse espírito de independência também em relação aos seus próprios anunciantes e colaboradores. A ALGARVE INFORMATIVO promove o acesso livre dos seus leitores à informação e defende ativamente a liberdade de expressão. A ALGARVE INFORMATIVO defende igualmente as causas da cidadania, das liberdades fundamentais e da democracia, de um ambiente saudável e sustentável, da língua portuguesa, do incitamento à participação da sociedade civil na resolução dos problemas da comunidade, concedendo voz a todas as correntes, nunca perdendo nem renunciando à capacidade de crítica. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelos princípios da deontologia dos jornalistas e da ética

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profissional, pelo que afirma que quaisquer leis limitadoras da liberdade de expressão terão sempre a firme oposição desta revista e dos seus profissionais. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista feita por jornalistas profissionais e não um simples recetáculo de notas de imprensa e informações oficiais, optando preferencialmente por entrevistas e reportagens da sua própria responsabilidade, mesmo que, para tal, incorra em custos acrescidos de produção dos seus conteúdos. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelo princípio da objetividade e da independência no que diz respeito aos seus conteúdos noticiosos em todos os suportes. As suas notícias narram, relacionam e analisam os factos, para cujo apuramento serão ouvidas as diversas partes envolvidas. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista tolerante e aberta a todas as opiniões, embora se reserve o direito de não publicar opiniões que considere ofensivas. A opinião publicada será sempre assinada por quem a produz, sejam jornalistas da Algarve Informativo ou colunistas externos. 82


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