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ALGARVE INFORMATIVO #41

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OS HERÓIS DA NATAÇÃO ADAPTADA DO LOULETANO RTA ATRIBUIU MEDALHAS DO TURISMO UMA DÉCADA DE TEATRO DAS ALGARVE FIGURAS INFORMATIVO #41 1


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SUMÁRIO 6 A febre dos números ou o regresso do Analista de Multidões Opinião

10 RTA entregou Medalhas do Turismo Reportagem

16 Natação Adaptada do Louletano Reportagem

24 Diz-me o que ouves Opinião 26 Há petróleo no Beato! Opinião 10 - Medalhas do Turismo

28 Sabe quais as autarquias previstas na Constituição? Opinião

30 Uma década de Teatro das Figuras Entrevista 38 Atualidade 50 Agenda 56 Sugestões

16 - Natação Adaptada do Louletano

30 - Uma década de Teatro das Figuras ALGARVE INFORMATIVO #41

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OPINIÃO A FEBRE DOS NÚMEROS OU O REGRESSO DO ANALISTA DE MULTIDÕES! DANIEL PINA Diretor aneiro está a ser um mês pródigo em números e estatísticas. São as metas do Orçamento de Estado para um lado, as sondagens das Presidenciais para outro, o rescaldo das principais festas de réveillon para aqui, a evolução das estatísticas deste ou daquele concelho para acolá, e tudo isso me fez lembrar uma história que escrevinhei há quase quatro anos. É um dos meus pensamentos polaroid que começa numa conversa imaginária com um adjunto de presidente de uma qualquer câmara municipal:

com o senhor numa esplanada da baixa de Albufeira, um homem dos seus 40 anos, óculos armação de tartaruga, lentes grossas, cabelo domado à conta de muito gel, blazer de bombazina com cotoveleiras acinzentadas, sapatinho de vela. Resumindo, um cromo. - Ora tem ai um nome bastante original! – disparei eu em início de conversa, para aligeirar o ambiente. - É verdade. O meu pai era poeta e tinha uma mania esquisita com as vírgulas, tanto que disse logo à mulher que ia dar esse nome ao primeiro filho. Vá lá que nasci eu antes da minha irmã. Já imaginou a coitada, Virgulina? Não arranjava namorado com esse nome, não senhor. - Realmente. Não ia ter vida fácil na escola. Já Virgulino é um nome mais normal – disse, talvez com uma nota de ironia demasiado acentuada. Então como é que descobriu este seu talento? - Pois a mim fazia-me uma confusão imensa na escola quando o professor fazia a chamada no início das aulas, se me bastava um relance para verificar que estávamos todos presentes. Depois, ao almoço, também precisava olhar apenas uma vez para o refeitório para saber quantos aluno estavam a comer – conta, um pouco tímido. - Tinha então olho clínico para os números, é isso? Era como se contasse todas as pessoas no espaço de segundos? - Pois isso de termos científicos não percebo nada, não sou doutor. O que sei é que, com a prática, comecei a fazer isto em espaços maiores – explicou, tirando os óculos para limpar as lentes.

- Ó amigo, isto é como os comunicados de imprensa que vocês enviam a dizer que estiveram tantas mil pessoas no tal concerto, desfile de moda, comício e coisas do género? - Então? – questionou o adjunto, sem perceber onde eu queria chegar. - Então? Se calhar vai o senhor contar as pessoas que estão no meio da praça para saber se são 500 ou cinco mil? – respondi, ao que veio a rápida contrarresposta. - Eu não, temos o Virgulino para isso. - Quem? – perguntei eu, sem saber se o antigo colega de profissão estava a gozar comigo ou a falar a sério. - O Virgulino Anastácio. É um analista de multidões que trabalha connosco há uns anos. Não conhece? Fiquei de boca-aberta, ainda sem acreditar se o homem estava a falar a sério comigo ou não, mas o certo é que me deu o contato do tal Virgulino e prontamente tratei de marcar uma conversa com o indivíduo. No dia seguinte, à hora marcada, lá me encontrei

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isso, porque aquilo era entrada-livre, não havia controlo nenhum. Pelos vistos, o tal jornalista irritou-se, disse que aquilo era uma falta de profissionalismo, uma falha grave, e que assim não podia fazer o seu trabalho como devia ser. O certo é que, desde então, sou sempre contratado para eventos onde estejam grandes multidões para fornecer os números oficiais. - Eu por acaso sempre desconfiei dos números que eles mandam nas notas de imprensa. Aquilo é sempre certinho, 10 mil, 15 mil, 40 mil, é sempre à conta. Como é que isso acontece? - Olhe que eu não lhe admito que duvide do meu trabalho! Se eu digo que estão 10 mil, é porque estão 10 mil e se alguém fizer a contagem e provar que eu estou errado, eu devolvo o dinheiro – disparou o homem, de repente super irritado, o que contrastava com a sua figura pacata. - Então, nunca se enganou? – tentei eu apaziguar a questão. - Nunca, jamais. Bem, houve uma ocasião em que estavam 997 pessoas e o organizador queria arredondar para os mil, mas eu não fui em cantigas. ‘Se você quiser dizer mil, diga à vontade mas, se me perguntarem, eu esclareço que estavam só 997. Está o meu brio profissional em causa’, garanti-lhe. O homem acabou por telefonar a três compadres para irem ver o concerto à borla e perguntou-me se assim eu ficava mais contente. Eu mostrei-lhe que só estava a fazer o trabalho para o qual me tinha pago, que não valia a pena ficar todo irritadiço. - E apanhou com mais cenas dessas desde então? - Não, esse episódio serviu-me de lição. A partir daí, passei a utilizar valores relativos. Se estiverem 1001 pessoas, por exemplo, digo «para cima de mil», sempre fica o cliente mais satisfeito, porque dá a ideia de que estiveram muitas mais pessoas do que 1001. Se for 997, falo em «perto de mil», «à volta de mil», «sensivelmente mil». É como os preços mágicos dos produtos, números redondos soam melhor – explicou, como se estivesse a revelar uma técnica secreta. - Então e tem muito serviço? - Oh se tenho, isto não para, porque trabalho para várias câmaras municipais. É festas e concertos, desfiles. Em ano de eleições, são

- Ai foi praticando noutros sítios? Conte lá isso, por favor. - Pois, no Verão, ia à Praia dos Pescadores com a minha avó e, como não sabia nadar, volta e meia ia para o terraço da «Ruína» para contar as pessoas que estavam no areal. - E o dono do restaurante não refilava consigo? - Não. Iam muitos miúdos lá para cima para ver as bifas a fazer topless. Ele achava piada à coisa e, desde que não incomodássemos os clientes, não havia problemas. - E que mais? – incentivei eu, a ver que o Virgulino estava a ficar mais à vontade. - Olhe, à noite, a minha avó levava-me aos bailaricos do Top 60 e eu fazia a contagem dos casais que estavam na pista de dança. Aliás, até expliquei um dia ao dono que, quando o entertainer tocava determinadas músicas, estavam tantas pessoas na pista e que, noutras, elas iam todas para as mesas e aproveitavam para beber qualquer coisa. Foi a primeira vez que ganhei alguma coisa com o meu talento - revela, cheio de orgulho. - Explique lá isso que não estou a entender. - Então, o patrão quer é vender bebidas, não que esteja sempre tudo a dançar. Por isso, comecei a elaborar uma lista dos temas que esvaziavam a pista, por assim dizer, e o senhor lá do órgão organizava melhor o alinhamento das músicas. No mesmo ano, desencobri um escândalo no baile de finalistas da escola, deve ter ouvido falar nisso. - Acho que ouvi qualquer coisa, sim, recorde-me lá – pedi, sem fazer a mínima ideia do que ele estava para ali a falar. - Foi uma barraca, acredite. A presidente da comissão de festas estava desconfiada que alguém andava a desviar fundos e pediram-me para ajudar. A meio do baile, eu apresentei o número de alunos que ali estavam, que não correspondia ao dinheiro em caixa, e veio-se a saber que um dos membros, de tantos em tantos bilhetes, metia o valor da entrada no bolso. Já sem travas na língua, Virgulino Anastácio contou outros «serviços» para que foi chamado, mas parece que a sua carreira disparou depois de um determinado desfile de moda realizado em Albufeira. - Um jornalista de Lisboa queria escrever a notícia e precisava saber quantas pessoas tinham assistido ao desfile e ninguém na câmara sabia

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OPINIÃO - Claro, claro, compreendo. Então, pode-se dizer que está realizado. Que é isto que vai fazer o resto da vida? - Está parvo? Claro que não. Eu sou um homem de ambições, de vistas largas. O meu sonho é ir para as manifestações. - Manifestações? Não percebo. - Pois já vi que o senhor não percebe muitas coisas. Parece que tenho estado a falar para o boneco. Até agora sempre lidei com multidões estáticas, paradas num espaço único. O objetivo é as multidões em movimento, como as manifestações, mas isso exige meios técnicos que ainda não possuo – confessou, um pouco cabisbaixo. – Já fui a algumas manifestações aqui no Algarve praticar, naquilo dos Inconformados ou Indignados, e naquelas contra as portagens, e vi que ainda não estou preparado para dar o salto. - Então porquê? Qual é a diferença? – testei eu a paciência do homem com mais uma pergunta que devia ser parva, mas enfim. - Ora, acompanhar a marcha e fazer a contagem ao mesmo tempo não resulta, porque estou sempre a tropeçar em alguém ou a chocar com carros parados e perco o fio à meada. Noutra, tentei ficar num sítio a meio do percurso, mas há pessoas que podem sair da marcha antes desse ponto e outras que se podem juntar depois desse local e, assim, não consigo dar uma contagem certa. Eu desconfio que quem faz a contagem nas manifestações grandes de Lisboa é alguma firma especializada. É impossível uma pessoa sozinha conseguir chegar aos 300 mil manifestantes sem equipamento especial. - Então esse é o passo que se segue Virgulino? E depois? - Depois, tem que ser o mercado internacional, porque não há tantas manifestações em Portugal para um analista de multidões conseguir rentabilizar o negócio – afirmou, em final de conversa .

comícios e jantares que nunca mais acabam, mas ai é mais complicado por causa das bandeiras. No Dia da Mulher vou sempre a Vila Real de Santo António. Tenho a agenda supercarregada. Quem é que acha que fez a contagem do maior brinde do mundo, em Albufeira, há uns anos? Mas ali não deu para arredondar porque a gentalha do Guiness é muito rigorosa. Foram 26 564 certinhos, já não podia ver mais copos à minha frente. Eu nem queria acreditar. Mas o homem falava a sério ou tinha um parafuso a menos? Mas, como já estava metido na conversa até aos joelhos, decidi continuar, a ver onde isto ia parar. - E essa foi a sua maior contagem até à data? - A maior foi no Reveillon de 2011, por causa dos Ídolos. Foram mais de 100 mil pessoas. Repare, lá está a expressão «mais de», dá logo outra grandeza. Mas não sei se vou continuar a fazer esse serviço – desabafou, meio a contragosto. – É que, como está escuro, eu faço a contagem durante o fogo-de-artifício e este ano eles encurtaram aquilo, quase não tive tempo para a recontagem. - Ai o senhor conta duas vezes aquele maranhal todo de gente? – perguntei, incrédulo, a ver que a pancada, afinal, ainda era maior do que pensava. - Claro, eu sou um profissional, não posso correr o risco de dar um número errado. Porque é que acha que uso óculos com lentes tão grossas? É que isto dá cabo da vista, é uma profissão de alto risco. - E já experimentou usar lentes de contato? – aconselhei, para logo me arrepender da sugestão. - É o que dá falar com leigos. E se a lente se parte, se salta do olho com o vento, se entra poeira para os olhos? As pessoas não estão ali propriamente paradas à espera que eu faça o meu serviço. Tenha juízo, homem. - Calma, calma, não se irrite. Então e este trabalho dá para viver? Recebe à cabeça contada, como é que funciona? - Cruz, credo, quem o ouvir falar pensa que sou algum mercenário. Eu funciono como as fotocópias e as fotografias, é por intervalos. Agora, não me pergunte os valores concretos que isso não lhe posso dizer. Anda por ai muito abutre que, por menos uns euros, tenta logo roubar-nos os clientes.

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RTA ENTREGOU MEDALHAS DO TURISMO A Escola de Hotelaria e Turismo de Faro foi o local escolhido pela Região de Turismo do Algarve para proceder à entrega das habituais medalhas de turismo, uma forma de distinguir e homenagear pessoas, entidades e empresas pelo contributo que dão à principal atividade da região e a um dos motores da economia nacional. Ao todo, foram 16 aqueles que foram reconhecidos pelo trabalho desenvolvido, numa cerimónia que contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, e onde foram igualmente recordados todos os anteriores responsáveis pelo Turismo do Algarve. Texto e Fotografia: Daniel Pina ALGARVE INFORMATIVO #41

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TURISMO

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Região de Turismo do Algarve levou a cabo, no dia 18 de janeiro, em Faro, mais uma cerimónia de entrega de «Medalhas do Turismo» a personalidades e entidades que contribuem para o prestígio da região e para o desenvolvimento do setor nos últimos anos. O evento teve lugar na Escola de Hotelaria e Turismo de Faro e marcou o encerramento das comemorações dos 45 anos de Desidério Silva e a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho existência da RTA ao serviço da promoção e animação do Algarve. Mediterrânica, o Hotel Vasco da Gama, Mário Valente, a Safe Communities Algarve, o Hotel Algarve Casino, o Hotel Recorde-se que as «Medalhas do Turismo» Pestana Alvor e o Hotel e Golfe da Penina. foram instituídas em 2003 com o objetivo de Além das medalhas, foram entregues dar público apreço às entidades singulares diplomas de mérito aos ex-presidentes da ou coletivas, públicas ou privadas, nacionais RTA como forma de enaltecer o trabalho ou estrangeiras, cuja atividade se tivesse de cada um no comando do principal evidenciado na valorização, dinamização e destino turístico do país. divulgação do turismo e do Algarve. Uma atribuição que esteve interrompida durante sete anos mas que a RTA decidiu recuperar, Perante um auditório repleto de figuras encontrando-se divididas em duas ilustres do setor turístico, Desidério Silva, categorias: Medalha de Ouro do Turismo e presidente da RTA, enfatizou o mérito de Medalha de Mérito Turístico. todos os homenageados, e de muitos outros que ficaram de fora do leque de vencedores, e destacou os resultados Desta feita, foram homenageados, com a obtidos em diversos indicadores. “Vamos Medalha de Ouro do Turismo, Christopher atingir perto de 17 milhões de dormidas Stilwell (a título póstumo), a Universidade em 2015, mais de 750 milhões de euros do Algarve, a Associação Portuguesa das em proveitos, mais de um milhão e 300 Agências de Viagens e Turismo, a Vila Joya e mil voltas nos campos de golfe da a Marina de Vilamoura. Com Medalhas de região, mais de 6,4 milhões de Mérito Turístico foram galardoados o Hotel passageiros no Aeroporto Internacional Dom José, Luís Correia da Silva, Vítor Neto, de Faro. Estes números representam Chef Henrique Leandro, a Dieta

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da oferta, com o golfe, congressos e reuniões, cultura, gastronomia e vinhos, natureza, para além do nosso produto estrela, aquele que nos confere maior notoriedade, o sol e mar”, frisou o dirigente. Apesar disso, Desidério Silva lamenta que o poder central continue a não dar o devido valor à principal região turística do país, com o orçamento da RTA a ser alvo de novo corte, o que condiciona a sua capacidade de intervenção. “Estamos cientes que os sacrifícios são para todos, mas há que ter em atenção quem é que contribui verdadeiramente para o PIB e para a recuperação económica do país”, apontou, ainda que admita a boa postura da Secretária de Estado do Turismo na busca de soluções para o setor. “Reconhecemos o papel dos agentes públicos que, tal como nós, têm sofrido com os cortes e restrições orçamentais mas, mesmo assim, têm sabido responder aos constantes desafios que lhe são colocados. O setor privado tem demonstrado uma resiliência a toda a prova, suportando uma carga fiscal por vezes desproporcionada, mas continuam a levantar a cabeça e a ir à luta e com resultados assinaláveis. Com todos eles continuamos a contar para tornar o Algarve um destino mais forte e competitivo”, afirmou Desidério Silva.

Desidério Silva e Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira

Desidério Silva e João Soares, do Hotel D. José

Isilda Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Portimão e Joel Pais, administrador da Solverde - Casinos do Algarve

mais de 35 por cento do turismo nacional, enchem-nos de orgulho e devem-se ao trabalho que temos feito na diversificação

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O líder do turismo algarvio entende ainda que é tempo de passar à ação e de todos se concentrarem no que pode fazer realmente a diferença. “Já foram feitos todos os diagnósticos possíveis e imagináveis e muitos falam do que conhecem e do que não conhecem. Agora, é tempo de intervir, temos que nos preocupar com o essencial, sem críticas despropositadas relativamente ao passado, mas também sem assumir


um otimismo despreocupado em relação ao futuro”, referiu, considerando que o reposicionamento do Algarve depende da capacidade de construir uma imagem consistente e diversificada. E porque estava presente a Secretária de Estado do Turismo, Desidério Silva sublinhou que o investimento na região, nomeadamente entre outubro e maio, deve ser uma prioridade de qualquer governo. “Queremos um Algarve a trabalhar todo o ano e o reforço da atividade nas épocas média e baixa pode ser concretizado com a realização de eventos de referência nacional e internacional”.

Carlos Luís, presidente da Associação de Turismo do Algarve e Carlos Viegas, do Hotel Vasco da Gama

Nada disto será possível, segundo Desidério Silva, sem novas ligações aéreas à região a partir das principais capitais europeias, mas lembrou ainda outros problemas que teimam em não ser resolvidos, como são as portagens na Via do Infante, a eletrificação da linha férrea, o desassoreamento da Foz do Rio Arade, a reposição dos 13 por cento do IVA na restauração ou a exploração de petróleo no Algarve. Recados que a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, escutou com bastante atenção em mais um regresso ao Algarve. “É interessante lembrar que a RTA surgiu cinco anos após a entrada em funcionamento do Aeroporto Internacional de Faro, porque se percebeu que era necessária uma entidade que tomasse conta deste destino. No turismo, é preciso uma reinvenção permanente e as medalhas hoje entregues são disso prova”, disse a governante. Ana Mendes Godinho confirmou que as estatísticas relativas a 2015 são positivas, mas entende que o Algarve

Desidério Silva e Luís Correia da Silva

Carlos Luís e Luís de Brito, do Hotel e Golfe da Penina

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Desidério Silva, Joy Jung, da Vila Joya e João Fernandes, vice-presidente da Região de Turismo do Algarve

Desidério Silva e Pedro Lopes, do Grupo Pestana

pode crescer ainda mais em termos turísticos, para tal sendo fulcral haver um trabalho articulado entre todas as entidades e agentes. Sobre as reivindicações de Desidério Silva, garantiu que as Entidades Regionais de Turismo terão um orçamento reforçado em 2016, que o IVA da restauração vai ser reposto nos 13 por cento, que se iriam tentar captar novas rotas aéreas para o Algarve e que se procuraria facilitar ao máximo a vida às empresas. “Temos que trabalhar em conjunto para dinamizar novos negócios, estruturar produtos e captar mercados, para responder às necessidades da procura, para promover uma atividade turística sustentável ao longo do ano no Algarve, para aproveitarmos ainda mais os desvios da procura resultantes dos problemas advindos da insegurança no mundo. O turismo do Algarve é importante para a economia e para o emprego e acredito que as Entidades Regionais de Turismo são peças-chave na gestão e articulação do setor público e privado”, destacou em final de intervenção, antes de se cantarem os parabéns à RTA e se soprarem as velas do bolo de aniversário .

Desidério Silva e Vítor Neto

João Fernandes e Isolete Correia , diretora da Marina de VIlamoura

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OS HERÓIS DA NATAÇÃO

O Louletano Desportos Clube foi um dos emblemas em maior destaque na Gala do Desporto que a Câmara Municipal de Loulé levou a cabo no final de 2015, com diversos campeões regionais, nacionais e internacionais em várias modalidades. Em particular relevo estiveram, porém, os atletas da secção de natação adaptada, coordenada pela professora Alexandra Araújo, jovens especiais com deficiências ao nível motor, cognitivo e mental que vivem intensamente este desporto e que enchem de orgulho as gentes do maior concelho do Algarve pelas muitas medalhas que conquistam em todas as provas em que participam. Texto e Fotografia Daniel Pina ALGARVE INFORMATIVO #41

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ADAPTADA DO LOULETANO

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DESPORTO

Ana Beatriz, Filipa Palma, Vera Revez, Pedro Filipe, Manuel Avelelas, Ricardo Matos, Filipe Murta, Rui Pedro Silva e José Vieira com a treinadora Alexandra Araújo, antes de mais um treino nas Piscinas Municipais de Quarteira

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oi num final de tarde de quartafeira que rumamos às Piscinas Municipais de Quarteira, localizadas à entrada de Vilamoura, onde naquele dia treinavam os atletas da natação adaptada do Louletano Desportos Clubes, sendo o Completo das Piscinas Municipais de Loulé a outra «casa» destes jovens possuidores de deficiência motora, cognitiva ou mental. No entanto, o facto de serem «diferentes», «especiais», não os impede de competir ao mais alto nível e de conquistar medalhas onde quer que vão, seja no plano nacional como internacional. Não admira, por isso, o espírito de camaradagem que assistimos nestes 10 jovens, sete rapazes e três

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raparigas, que constituem muito mais do que uma equipa, são uma verdadeira família, às ordens da professora de educação física Alexandra Araújo. A antiga treinadora-adjunta na natação pura da equipa criou esta secção há cerca de oito anos, ao fim de seis meses levou dois atletas a um campeonato nacional e regressou a casa com diversos títulos. Era sinal de que havia pernas para andar com a natação adaptada em Loulé, o número de praticantes aumentou e, atualmente, a equipa é composta por dois jovens com problemas da área motora, dois com trissomia 21 e os restantes com carências de caráter mental. “Eu já trabalhava com

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alunos «especiais», dava vela e fiz a subida do Rio Guadiana com jovens com paralisia cerebral e deficiência mental. Achei que existiam condições para termos a natação adaptada no clube, eles dão-me imensas alegrias e, quando ganham, a minha frequência cardíaca é superior à deles. Quando alcançam títulos internacionais, como é o caso do José Vieira, chego a desmaiar”, garante, sem exageros. Atletas que são na maioria do concelho de Loulé, mas também de Faro, vêm por ouvirem falar do trabalho desenvolvido no Louletano Desportos Clube e quererem experimentar, mesmo quando nem sequer sabem nadar. “Chegam com o objetivo de competir, de entrar em campeonatos, de ganhar. O Rui é o nosso mais recente atleta, há seis meses não sabia nadar e, numa prova familiar realizada aqui em Quarteira, coloquei-o a fazer uma piscina de 25 metros e o entusiasmo dele foi tão grande que nadou o dobro da distância, e bem”, conta Alexandra, esclarecendo que cada elemento está mais à vontade em certos estilos do que noutros. “O Filipe está muito bem na mariposa e crawl, médio a costas, mas ainda não está apto para nadar a bruços. O José Vieira é o nosso Campeão da Europa e recordista do mundo em bruços, mas nada muito mal em crawl. O Manuel é um excelente nadador de costas e muito mal nas outras. O Ricardo é bom em crawl, mariposa e costas mas os seus problemas físicos não permitem que seja melhor em bruços, por causa da amplitude de pernas e braços. O Pedro Filipe é ótimo em tudo, tem melhores tempos a bruços e crawl, mas também é bom a mariposa e costas, por possuir tudo o que a natação pede – mão, braço, perna e pé grandes”, descreve a técnica, antes de virar atenção para as

José Vieira com a treinadora Alexandra Araújo

meninas. “A Vera nada praticamente todos os estilos, mas é mais lenta. A Filipa só nada em crawl e costas, onde já tirou títulos nacionais, mas ainda está um bocadinho mal em mariposa e bruços. A Beatriz, que é da área motora, é boa a tudo, conseguiu mínimos nos últimos campeonatos, fez record nacional, só que agora está com uma infeção pulmonar que a impede de nadar durante um mês, o que lhe vai estragar praticamente a época toda”, lamenta. Esta menor apetência para determinados estilos, diga-se de passagem, também é frequente nos nadadores ditos «normais» e Alexandra Araújo não hesita quando afirma ser mais

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fácil treinar os atletas «especiais». “Estes meninos sabem que são diferentes e querem mostrar à sociedade aquilo de que são capazes. Vêm com vontade e não faltam aos treinos, a não ser quando os pais não os podem trazer ou quando entendem que os filhos não devem treinar tanto. Se lhes disser para estarem cinco horas na piscina, fazem-no com felicidade e vão supercontentes para as provas”, frisa a entrevistada. “Têm os seus próprios objetivos e aproveitam todas as oportunidades que a vida lhes dá”, reforça. E, por isso, cada título é como estar no topo do mundo, mesmo que não sejam devidamente reconhecidos pelos seus feitos. Curiosamente, Alexandra Araújo lembra que a natação adaptada já traz mais medalhas para Portugal do que a natação pura. “Os tempos obtidos são diferentes, como é natural, mas as dificuldades físicas também não são as mesmas”, aponta a treinadora.

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Portugal acorda para a natação adaptada Conhecedora como poucos do que é treinar atletas com estas deficiências, Alexandra Araújo reconhece que os pais destes rapazes e raparigas têm uma vida repleta de dificuldades e que se prolongarão para sempre, ao contrário do que sucede com os filhos normais. “Esses, se calhar aos 20, 30 anos, têm a sua vida e saem de casa, estes ficam até sempre com os pais. É compreensível que, face a isso, tenham mais cuidados e receios e prefiram que não treinem com tanta intensidade. Nas provas, todavia, vibram como ninguém com os sucessos dos filhos e dos seus colegas de equipa”, garante, recordando o que aconteceu no último campeonato nacional, disputado a 12 e 13 de dezembro, na Póvoa do Varzim. “A estafeta masculina bateu dois recordes nacionais e o Pedro Filipe fez

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mais um recorde nacional. Melhoraram todos os seus tempos e toda a gente os felicitou por isso”. Títulos e recordes que tornam o Louletano Desportos Clube numa das maiores potências nacionais nesta modalidade, muito graças às boas condições de treino que possuem, O Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, com António do Adro, tanto em Loulé como em Presidente do Louletano Desportos Clube, na última Gala do Desporto de Loulé Quarteira, e ao grande entusiasmo dos atletas e técnicos. “Há 21 equipas a competir em Portugal e nós estamos nas cinco melhores”, indica Alexandra Araújo, falando do Sporting Clube de Portugal, do Santa Maria da Feira, do Sporting Clube de Aveiro, do Maia e do Louletano. “O país já está a acordar para esta realidade mas, infelizmente, ainda só existimos nós na região enquanto equipa. Há dois atletas nas Ferreiras e uma atleta surda-muda no Colégio Bernardete, em Olhão, mas é tudo muito complicado porque os campeonatos realizam-se todos no norte de Portugal. Vou sempre sozinha com eles, de carrinha cheia, mas a força e o entusiasmo deles não me deixam desistir”, frisa, emocionada. E embora José Vieira seja um campeão de topo internacional e recordista

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Currículo recheado mundial na sua especialidade, as diferenças são óbvias quando se fazem comparações com outras nações, designadamente a Itália, França, Espanha, Austrália, Brasil e África do Sul. “São equipas enormes, nota-se que treinam bastante e os apoios são maiores. Em Portugal há sempre uma grande dificuldade para se definir as seleções. O José Vieira tem 32 anos, é o mais antigo da seleção e chegou a ser o primeiro do ranking. Agora, compete com atletas de 22, 23 e 24 anos e, mesmo assim, veio todo medalhado de Itália”, enaltece. Um orgulho evidente nas palavras que é partilhado, como era de esperar, por António do Adro, presidente do Louletano Desporto Clube. “São miúdos e miúdas espetaculares que todos os louletanos adoram, porque são mesmo especiais, cinco estrelas. Trabalham e treinam imenso e, graças a isso, muitos são campeões nacionais, o José Vieira é campeão da Europa, e trazem imensos títulos para a região”, destaca o dirigente, confirmando que a natação é um dos maiores símbolos do clube e que a equipa não implica esforços adicionais em termos financeiros. “Está tudo incluído no orçamento da natação, a estrutura está montada para todos”.

José Vieira – Campeão Nacional S21 dos Campeonatos de Verão e Inverno em 50, 100 e 200mt Bruços nas épocas 2013/2014 e 2014/2015. Campeão S21 da Europa e Recorde da Europa em 50 e 200mt Bruços na época 2013/2014. Vice-Campeão S21 em 100mt Bruços na época 2013/2014. Recorde do mundo em 200mt Bruços na época 2013/2014. Vice-Campeão S21 do Mundo em 200mt Bruços na época 2014/2015. Vice-Campeão S21 da Europa em 25 e 200mt Bruços e mais um recorde da Europa em 25mt Bruços no ano de 2015; Ana Beatriz Correia – Campeã Nacional do Campeonato de Inverno em 50 e 400mt Livres em 2014/2015 e Campeã Nacional do Campeonato de Verão em 50 e 100mt Livres em 2014/2015; Filipa Palma – Campeã Nacional S14 100mt Livres nas épocas 2013/2014 e 2014/2015; Filipe Murta – Campeão Nacional S14 em 100mt Livres e 100mt Costas na época 2014/2015; Francisco António Alves – Campeão Nacional do Campeonato de Inverno em 100mt Mariposa em 2014/2015; Manuel Avelelas – Campeão Nacional S21 em 25mt Costas na época 2013/2014; Pedro Filipe – Campeão Nacional S14 nos Campeonatos de Verão e Inverno em 100mt Livres, 50 e 100mt Bruços na época 2013/2014 e Campeão Nacional S14 nos Campeonatos de Verão e Inverno em 100mt Livres, 50, 100 e 200mt Bruços na época 2014/2015; Ricardo Matos – Campeão Nacional S14 em 100mt Costas na época 2013/2014 Vera Revez – Campeã Nacional S21 em 25mt Bruços e 25mt Mariposa na época 2013/2014 e Campeã Nacional S21 nos Campeonatos de Verão e Inverno em 100mt Livres na época 2014/2015.

instituições e associações com natação adaptada mas, como equipa, realmente somos a maior do Algarve. Temos a porta aberta a novos atletas, a Câmara Municipal de Loulé apoia bastante os clubes do concelho – sem ela nada seria possível – e vamos comprar mais uma ou duas carrinhas para ajudar no transporte dos nadadores”, finaliza António do Adro .

Apoio não falta a estes atletas especiais, assegura António do Adro, e estes retribuem com uma constante injeção de moral e entusiasmo, conforme já tinha sublinhado a treinadora Alexandra Araújo. “Adoramos ir ver as suas provas, são muito bons enquanto nadadores mas, mais do que isso, são pessoas incríveis. Felizmente que já vai havendo muitas

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OPINIÃO DIZ-ME O QUE OUVES… PAULO CUNHA

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unca estranharam ouvir sempre as mesmas músicas na estação radiofónica que elegeram como sendo aquela que vos acompanhará no automóvel, no trabalho ou em casa? Já repararam que as ditas músicas obedecem a um padrão, a um estilo musical definido e a determinadas interpretações e intérpretes? De tal forma que cada estação acaba por se definir e catalogar através da música que passa. Invariavelmente, no início de cada ano letivo sei através das respostas dos meus alunos quais são os cantores e grupos musicais que «estão na berra». Basta perguntar-lhes que género de música é que ouvem e grande parte apelida-o de «RFM», «Antena 3», «Cidade», «Comercial» ou outro parecido. Basta sintonizar o rádio numa destas estações e, recorrente e repetidamente, esbarro num dos nomes de grupos e intérpretes que através deles conheci. Tendo crescido num tempo em que os radialistas levavam os seus discos para o estúdio e produziam e realizavam o seu programa tentando cativar e agarrar a atenção do ouvinte, e assim fidelizá-lo para aquela hora radiofónica, é com algum agastamento e até uma «pontinha de saudade» que hoje vejo estes programas de autor reduzidos e confinados às poucas rádios locais existentes. Hoje as músicas são alinhadas num «power play» que dispara automaticamente em programação devidamente agendada no computador. Ao apresentador resta apenas emprestar a sua voz a programas que mais não servem do que modelar e condicionar a apreciação e o gosto de quem os ouve.

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Servindo de fonte de financiamento para conglomerados empresariais detentores de empresas de comunicação, a «venda» de determinados artistas e géneros musicais é um negócio apetecível para quem com eles quer ganhar dinheiro. Não é assim de estranhar que as editoras multinacionais comprem tempo para através das ondas hertzianas promoverem e venderem os seus produtos. De tal forma que acabam por «secar» tudo à volta, impedindo a promoção de qualquer edição de autor ou de editoras independentes. E assim acabamos a ouvir o que não queremos, o que não gostamos e até o que aparenta ter qualidade duvidosa. Mas o que dizer dos mais jovens, aqueles que através dos programas de rádio, de tv e até de youtube acabam por moldar o seu gosto à incumbência de quem os «massacra» com os mesmos «artistas» de sempre? Por isso, e por muito mais, não estranhei quando constatei que o kizomba (música e dança de pares de origem angolana) tinha «invadido» Portugal. Bastou saber quem foi que financiou tal operação nesta porta da Europa onde a mesma língua ajudou a disseminar um ritmo que é hoje um dos preferidos de muitos portugueses. É caso para pensar no que aconteceria se quem tem o saber, a competência e os meios para o fazer, investisse na música de origem portuguesa nos países onde a nossa língua também se fez pátria. O problema é o mesmo de sempre: enquanto Portugal servir apenas como porta de entrada seremos sempre um público atento, maravilhoso, carinhoso, reconhecido… em relação aos outros, os de fora! . 24


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OPINIÃO OPINIÃO HÁ PETRÓLEO NO BEATO PAULO BERNARDO Empresário

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s mais velhos lembram-se de certeza desta Revista à Portuguesa, em que Raul Solnado era Juvenal Costa, taxista lisboeta que teve a sorte de ter encontrado petróleo no seu quintal em pleno Beato. Hoje, o Algarve também tem a sua história sobre petróleo, história que está a levantar as forças vivas da região contra a exploração do mesmo. Contudo, e na minha opinião, este processo é muito parecido com um em que eu me envolvi pessoalmente e através da associação que eu dirigia, em conjunto com todas as outras que também estão envolvidas no processo do petróleo, o processo do IKEA. Isto porque, se existir petróleo no Algarve e o mesmo for rentável, não existe manifestação, processo, meio ambiente que trave a exploração. Não existe nada que detenha a máquina demolidora do dinheiro. Ela vai se responsabilizar por arranjar várias entidades totalmente idóneas e sérias para provar que o petróleo é a melhor coisa que nos aconteceu e que tudo o resto é uma ilusão. Depois, a região perde a sua união à primeira distribuição de regalias por alguns. Por isso, e devido ao meu pressentimento, julgo de vital importância duas coisas. A primeira é saber se o que se negociou para o país foi sério ou se fomos roubados pelo que recebemos em troca. A segunda é qual é o modelo de negócio para a exploração de petróleo, pois também existem os mais poluentes e os quase sem poluição e os quase públicos ou os quase privados. Assim, o importante hoje é assumir que o petróleo vai ser uma realidade (mesmo que não seja) e como vamos usufruir da riqueza produzida pela sua exploração.

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Se fosse eu a decidir, propunha o modelo norueguês, onde a exploração beneficiou de uma forma excelente o país. Essa é que tem que ser a nossa luta para poder salvaguardar o futuro do país, não podemos cair no jogo dos profissionais da guerrilha económica, pois aí iremos sempre perder. Contudo, a manipulação está bem feita e já está a conseguir os seus frutos, quando se coloca o Algarve contra o petróleo, o que conseguimos é que o resto do país se coloque contra o Algarve. Não podemos cair neste jogo das máquinas de manipular massas, temos que ter os olhos bem abertos. Nota da semana: O final da campanha eleitoral, campanha que correu de uma forma atípica, onde todo o foco foi colocado no candidato estrela de televisão Marcelo Rebelo de Sousa. Tirando esse fator que até se pode tolerar, foi uma campanha séria em que se conheceram novos protagonistas. Para mim, Edgar Silva e Marisa Matias foram quem mais me surpreenderam. Espero que exista uma segunda volta, pois seria importante para clarificar as ideias, pois nesta primeira volta, e com dez candidatos, não se chegou a nenhuma conclusão. Figura da semana: Pinto da Costa continua com grande vitalidade, voltou a candidatar-se a mais um mandato à frente do seu Futebol Clube do Porto, clube que dirige desde 1982. Apesar de não ser do seu clube, admirou-me como grande presidente e pelos títulos que ganhou .

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OPINIÃO SABE QUAIS AS AUTARQUIAS PREVISTAS NA CONSTITUIÇÃO?! JOSÉ GRAÇA Membro do Secretariado Regional do PS-Algarve

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o longo das últimas semanas, as nossas atenções viraram-se para as autarquias, suas atribuições e competências e modo de funcionamento, tentando dar ao caro leitor uma perspetiva simples de um mundo complexo e fascinante… Nos termos da Constituição da República Portuguesa, o poder político pertence ao povo e é exercido nos termos constitucionais, sendo que a participação direta e ativa de homens e mulheres na vida política constitui condição e instrumento fundamental de consolidação do sistema democrático, devendo a lei promover a igualdade no exercício dos direitos cívicos e políticos e a não discriminação em função do sexo no acesso a cargos políticos. Aqui chegados, foquemo-nos na organização do poder político, assente neste princípios e nos órgãos representantes desta soberania popular. São órgãos de soberania o Presidente da República, a Assembleia da República, o governo e os tribunais, sendo as respetivas formação, composição, competência e funcionamento definidos no texto constitucional. Porém, como já vimos anteriormente, a organização democrática do Estado compreende a existência de autarquias locais (freguesias, municípios e regiões administrativas, no caso do território continental), definidas na Constituição como pessoas coletivas territoriais dotadas de órgãos representativos, que visam a prossecução de interesses próprios das populações respetivas. Se estamos conversados, em relação às freguesias e municípios, não podemos dizer o mesmo em relação às regiões administrativas. O paradigma da regionalização foi sempre uma das bandeiras políticas favoritas dos principais partidos portugueses, nomeada e principalmente na proximidade dos momentos eleitorais ou em plena campanha. Cavaco Silva fez aprovar uma lei-quadro em 1991, momentos antes da sua segunda maioria, e António Guterres elevou-a a causa das causas nas legislativas de 1995, embarcando depois na aventura do referendo de 1998, que ditou o congelamento do processo… A regionalização tornou-se uma palavra maldita no dicionário do politicamente correto durante anos, sendo preterida por outra palavra – descentralização - que não é outra coisa senão a denominação do princípio enquadrador das autarquias locais. Perceberam?! É muito simples, mas ainda hoje há quem a confunda com desconcentração, uma forma encapotada de manter o poder decisório no Terreiro

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do Paço, criando capelinhas e lugarejos aqui e acolá para que tudo continue na mesma… Nem vale a pena falar dos tempos mais recentes, Passos Coelho prometeu desbloquear o processo da regionalização antes das eleições de 2011 e Paulo Portas transformou a descentralização no princípio-base da Reforma do Estado que não concretizou. Cada vez mais, é urgente efetuar uma transformação no modelo de funcionamento do Estado. O programa do XXI Governo, quer começar pelas estruturas que constituem a sua base, dizem-nos que será reforçada e aprofundada a autonomia local, apostando no incremento da legitimação das autarquias e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), abrindo portas à desejada transferência de competências do Estado para órgãos mais próximos das pessoas. Segundo as linhas mestras aprovadas pela maioria de esquerda na Assembleia da República, essa descentralização será racionalizadora, baseando-se no princípio da subsidiariedade e tendo sempre em conta o melhor interesse dos cidadãos e das empresas que necessitam de uma resposta ágil e adequada por parte da Administração Pública, apostando-se na criação de uma rede generalizada de serviços públicos de proximidade. No entanto, qualquer reforma neste âmbito apenas poderá ser concretizada com a adequada atribuição de recursos que permita o pleno exercício das novas competências a transferir. Nesse sentido, o Governo promete adaptar as regras do financiamento local de acordo com a nova realidade com que pessoas e instituições serão confrontadas. Assim, o novo modelo territorial assentará nas cinco regiões de planeamento e de desenvolvimento territorial, na criação de autarquias metropolitanas, na promoção da cooperação intermunicipal através das comunidades intermunicipais, na transferência para os municípios das competências de gestão dos serviços públicos de caráter universal e na afirmação do papel das freguesias como polos da democracia de proximidade e da igualdade no acesso aos serviços públicos. Até 2017, vamos acreditar que o processo não vai emperrar! . NOTA – Poderá consultar os artigos anteriores sobre estas e outras matérias no meu blogue (www.terradosol.blogspot.com) ou na página www.facebook.com/josegraca1966. 28


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TEATRO DAS FIGURAS Uma década ao serviço da cultura Os festejos dos 10 anos de atividade do Teatro das Figuras prosseguem até julho de 2016, depois de mais temporada terminada com novo recorde de assistência, o que diz bem da vontade e disponibilidade dos algarvios, e públicos circundantes, para consumirem produtos culturais. Uma oferta que vai muito para além do teatro propriamente dito, sendo a música e a dança as áreas mais dinamizadas no passado recente, mas a principal sala de espetáculos da capital algarvia também é palco privilegiado para seminários, congressos e workshops, conforme revelou Joaquim Guerreiro em conversa com a Algarve Informativo. Entrevista: Daniel Pina

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CULTURA

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começa por referir o Diretor Delegado. “Hoje, praticamente todas as cidades têm equipamentos novos e adaptados a estas artes cénicas, mas o Teatro das Figuras serve toda a região, o nosso público vem desde Sagres a Vila Real de Santo António. Procuramos estar nas áreas que o público mais procura, nomeadamente a música, que é a nossa faceta mais dominante, logo seguida da dança e do teatro. Procuramos também acolher algumas conferências, seminários e congressos, como foi o caso do Congresso Internacional de Investigação Criminal, e organizamos as nossas próprias conferências de cariz cultural, o «Ideias em Palco», onde temos convidados a discutir assuntos da atualidade, desde a economia à política e às questões internacionais”, salienta o Joaquim Guerreiro, Diretor Delegado do Teatro das Figuras entrevistado. oaquim Guerreiro assumiu a direção do Teatro das Figuras em maio de 2014, depois de mais de uma década de serviço na Autarquia de Loulé, onde foi vereador, chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal e assessor de Comunicação, sempre muito ligado à cultura, turismo e eventos. A entrada no Teatro Municipal de Faro foi, por isso, pacífica e a tarefa de gerir e programar um espaço desta dimensão tem sido facilitada pelo prazer que sente naquilo

que faz e por existirem objetivos e estratégias perfeitamente definidas. Os primeiros meses foram, porém, marcados pelo processo de extinção da Empresa Municipal, concluído em novembro de 2014, e pelo arranque de um novo modelo de gestão, agora como Serviços Municipalizados.

A criação de públicos e o trabalho junto das novas gerações não foram esquecidos pelo Teatro das Figuras e 2016 vai ser ainda mais rico em atividades direcionadas para as famílias e para os alunos das escolas. Entre as novidades contam-se «Música para Bebés», visitas guiadas ao teatro e pequenas conferências sobre os profissionais do teatro, mantendo-se igualmente os Concertos Promenade da Orquestra Clássica do Sul. E os números do ano transato são motivantes, com mais de 46 mil espetadores, um crescimento de

Com as comemorações da década de existência a prolongarem-se até 1 de julho de 2016, o intuito foi montar um programa bastante eclético e representativo do que tem sido a história deste equipamento,

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cerca de 18 por cento relativamente a 2014, com 132 sessões apresentadas, 24 das quais com lotação esgotada, e uma taxa média de ocupação de 60 por cento. Resultados que advém de um orçamento superior a um milhão de euros, dos quais somente um terço foi suportado pela Câmara Municipal de Faro, apresta-se a esclarecer Joaquim Guerreiro. “O restante montante foi gerado por receitas próprias, parcerias e financiamento comunitário. Por exemplo, graças a fundos do QREN, conseguimos reequipar toda a parte de som e luz, maquinaria e audiovisuais e montar uma nova bancada, de 130 lugares, no pequeno auditório, num investimento de 192 mil euros”.

a obrigação de serem mais ou menos rentáveis, já nos culturais isso é mais difícil de acontecer. Para além disso, nós tentamos ser mais arrojados e não oferecemos apenas aquilo que já sabemos que o público aprecia. Apresentamos produtos diferentes, menos acessíveis, inovadores, fora do normal e, graças a Deus, os algarvios têm reagido muito bem à nossa programação”, enaltece o responsável, não poupando elogios ao executivo da Câmara Municipal de Faro. “Tem depositado nesta direção toda a confiança artística e a liberdade para fazer as opções mais convenientes, o que nos dá uma satisfação tremenda. Particularmente, o presidente e vicepresidente da autarquia têm feito tudo o que é possível para que o Teatro das Figuras mantenha boas casas e a reputação que se pretende para a cidade de Faro”.

Uma realidade que confirma que o Teatro das Figuras não é mais um daqueles equipamentos que vive à custa do erário público, mas Joaquim Guerreiro chama a atenção de que Cultura é diferente de Animação. “Os projetos de animação têm

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restante região, pois estamos integrados na Rede AZUL, para que as programações dos vários concelhos não entrem em choque”, explica Joaquim Guerreiro.

Produtos para todos os gostos De falta de equipamentos culturais de qualidade não se podem queixar os algarvios, de facto, se bem que, em Faro, muito se tenha debatido a necessidade de uma nova infraestrutura quando já existia o Teatro Lethes. Os números, todavia, comprovam que os dois espaços podem coexistir perfeitamente, sem «roubar» clientes um ao outro, e a capital distrital carecia, efetivamente, de um espaço mais moderno e de maior dimensão. “Procuramos sempre ser um complemento dos outros equipamentos culturais de Faro, nunca concorrentes, e temos diversas parcerias no terreno. Com o Lethes organizamos os «Dias do Jazz», que acontecem nos dois teatros e noutros espaços não convencionais. Com o Conservatório Regional do Algarve iniciamos, no ano passado, o Festival de Música Barroca, para conquistar novos públicos. E esta postura estende-se à

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Curiosamente, apesar de se falar frequentemente da sazonalidade do Algarve, o Teatro das Figuras funciona em contraciclo, ou seja, a sua época alta decorre entre outubro e maio. “Nos meses de Verão, as pessoas preferem espetáculos de rua. No resto do ano, temos os algarvios, mas também muitos residentes estrangeiros, que são grandes adeptos da programação mais erudita ou clássica”, observa, acrescentando que trazer para Faro espetáculos oriundos de outros pontos do país ou mesmo internacionais não é um problema, desde que haja possibilidades financeiras para tal. “Passam por cá diversas tournées internacionais e mesmo espetáculos exclusivos, como sucedeu com o concerto do pianista e 34


compositor britânico Michael Nyman na Gala dos 10 anos do Teatro das Figuras. O ano passado tivemos ainda a Adriana Calcanhoto, a Stacey Kent, o Benjamim Clementine, o Mick Harvey, que foi guitarrista e diretor musical da banda do Nick Cave, e a pianista Ayse Deniz, que interpretou os clássicos dos Pink Floyd”, lembra. Nomes que comprovam que a música é preponderante no Teatro das Figuras, porque um equipamento desta natureza deve estar aberto a todas as manifestações culturais. “Neste momento, o Lethes programa mais teatro e não queremos, de maneira nenhuma, colidir com o que eles organizam. Do mesmo modo, não faz sentido «secar» os outros equipamentos culturais do concelho, que também são extremamente importantes para a sobrevivência deste. Depois, é uma questão das pessoas procurarem a informação e fazerem as suas escolhas, consoante os seus gostos pessoais”, defende Joaquim Guerreiro, adiantando que o objetivo é criar atrativos para todas as faixas etárias e classes sociais. “Na dança, por exemplo, vamos do ballet clássico à dança contemporânea, passando pelo hiphop. O nosso objetivo não é encher a sala, mas sim ter uma programação que satisfaça os munícipes, para que vá crescendo o seu hábito de frequentar equipamentos culturais”.

teatro, vamos ao encontro dos espetáculos mais comercias, mainstream, caso da stand-up comedy. A par disso, vamos continuar com o teatro feito pela comunidade local, onde as pessoas participam na conceção de uma peça de teatro”, aponta, não esquecendo também a questão da criação de novos públicos. “O segmento mais preocupante é, atualmente, o universitário. Sentimos que as crianças vêm cá num modelo familiar ou escolar mas, quando esses jovens cortam o cordão umbilical com a escola e a família e obtêm a sua autonomia, deixam de vir ao teatro. É um público que estamos a tentar recuperar, mas os universitários estão bastante divorciados dos aspetos culturais, um fenómeno que acontece em todo o país”, lamenta Joaquim Guerreiro. Um panorama que se deve, no entender do entrevistado, ao formato das novas tecnologias, sendo difícil que os mais jovens consigam estar duas horas totalmente focados num filme ou peça de teatro. “Está tudo muito sintetizado e simplificado e, quando se pretende algo que exige uma leitura mais complexa e profunda, as pessoas não estão para ai viradas”, analisa.

Claro que uma programação não cai do céu nem é elaborada de forma despreocupada, há que saber dosear as várias formas de expressão artística, o que está na moda, o que é tradicional, o que é serviço público. “Temos, em média, três a quatro concertos de bons nomes do fado. No 35

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programações, para evitar a sobreposição de interesses”.

Criar um legado cultural Novas realidades, públicos bem distintos do antigamente, concorrentes que provém das novas tecnologias, tudo isso torna mais complicada a tarefa dos programadores culturais, mas Joaquim Guerreiro destaca a excelência da equipa de profissionais que existe no Teatro das Figuras e das empresas que prestam serviços em regime de outsourcing. “A nossa intenção era fazer uma programação anual, mas há vários fatores que o impedem, nomeadamente os que se prendem com os circuitos de comunicação. Depois, há que ter um orçamento disponível e folgado e vamos comunicando de dois em dois meses, para as pessoas estarem constantemente atualizadas. E estamos com uma forte presença nas redes sociais”, explica, lamentando apenas que o público nem sempre reaja bem a coisas com que não está familiarizado.

Com janeiro praticamente terminado, 2016 promete oferecer muitos produtos de qualidade e Joaquim Guerreiro dá um particular destaque ao concerto de Fausto no dia 25 de abril. Vão-se manter igualmente os festivais de cinema no Teatro das Figuras, como são o Festival Porto/Post/Doc, o Festival Indy e o Festival de Cinema Francês, para além do Festival F, que tem o selo de escolha do consumidor para 2016. “Ainda está a dar os primeiros passos mas o público já demonstrou a sua confiança na direção

E porque o Teatro das Figuras é um dos membros integrantes da AZUL – Rede de Teatros do Algarve, Joaquim Guerreiro assegura ser fundamental, nos tempos que correm, trabalhar dessa forma e já estão integrados noutras redes informais a nível nacional. “Graças a isso temos conseguido trazer um conjunto de tournées, tanto de música como de teatro, ao Algarve. Uma tournée que tem quatro ou cinco casas de espetáculo consegue obter apoios dos grandes órgãos de comunicação social de plano nacional e isso beneficia igualmente a projeção desta infraestrutura”, justifica. “Mas apostamos também na produção de projetos artísticos regionais e é positivo que os teatros comecem a partilhar as suas

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artística e na organização”, destaca o Diretor Delegado, que não sente uma responsabilidade acrescida pela evolução positiva dos dados estatísticos. “Os números são confortantes, mas o importante é analisar o legado que podemos deixar às várias faixas etárias. Isto não é um trabalho exclusivamente direcionado para os mais novos, é transversal a toda a sociedade, é criar rotinas para que as pessoas consumam cultura. Queremos ser um teatro municipal aberto à comunidade, ao concelho de Faro e à região do Algarve”.

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ATUALIDADE LAGOA APRESENTOU NOVA IDENTIDADE EM DIA DE FESTA

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Câmara Municipal de Lagoa levou a cabo, no 16 de janeiro, as comemorações dos 243 anos da Fundação do Concelho de Lagoa, que tiveram início com a arruada da Nova Filarmónica de Lagoa, em direção à Rua 16 de janeiro, onde os Presidentes da Assembleia e da Câmara Municipal – José Águas da Cruz e Francisco Martins, respetivamente – descerraram uma placa comemorativa em azulejo com cópia da carta Régia da concessão do alvará pelo Rei D. José em 1773. À tarde realizou-se, no Auditório do Convento de São José, a primeira conferência do Ciclo de Conferências do Património HistóricoArqueológico do Concelho de Lagoa, «Ad Praeteritum, para o Passado», que contou com as intervenções de Alexandra Rodrigues, Diretora Regional da Cultura, Vereadora Anabela Simão, em representação do Presidente da Câmara Municipal e Andreia Fidalgo, da Universidade do Algarve, oradora da conferência. De seguida, teve lugar a inauguração da exposição «A identidade do Algarve: Forais, Alvarás e Cartas Régias», numa parceria entre a RAalg – Rede de Arquivos do Algarve e a Câmara

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Municipal de Lagoa e que estará patente até 26 de fevereiro nas celas do Convento de São José. À noite, com o Auditório Municipal de Lagoa completamente esgotado para assistir ao concerto comemorativo dos 40 anos de carreira de Paulo Gonzo, o edil Francisco Martins lembrou o trabalho realizado nos últimos dois anos para a criação de temáticas que envolvessem todo o concelho e as suas gentes e que potencializassem um conjunto de atividades que elevassem ainda mais o nome de Lagoa. “Assim, 2014 foi dedicado ao mar, com toda a nossa costa e praias, e valorizamos esse património belíssimo que possuímos com mais de 80 iniciativas. Em 2015, fomos para o nosso 38


produto porventura mais conhecido, o vinho, e apostamos forte na sua revitalização”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Lagoa. Um trabalho que foi reconhecido com a atribuição do galardão «Lagoa Cidade do Vinho 2016», prova de que há que semear para colher, proveitos esses que chegaram mais cedo do que esperado. “Em 2016, vamos dar o que de mais genuíno temos, as nossas gentes e identidade, aquilo que nos diferencia de todos os outros. Somos lagoenses e temos orgulho nas nossas raízes, história e origens e é isso que queremos elevar ao longo deste ano. Temos dado muito ao mundo, mas também temos sabido receber”, frisou, aproveitando para agradecer a presença do General Rocha Vieira, o último governador de Macau enquanto território português, nesta noite de festa. “Temos também aqui as nossas «Miss Vindima» e os jovens são o futuro de Lagoa”.

enaltecendo ainda o facto de todos os funcionários e colaboradores da Câmara Municipais terem vestido a camisola de «Lagoa» para que a aposta dos dois últimos anos tenha resultado. “O investimento feito na cultura e educação talvez seja o maior que podemos realizar, estamos a fomentar o capital humano. Lagoa já não se contenta em deixar a sua marca, deu um passo qualitativo enorme e vai-se ela própria transformar numa marca”, culminou, deixando um apelo para que todos os lagoenses sejam os primeiros embaixadores do concelho.

A internacionalização do nome de Lagoa foi igualmente destacada por Francisco Martins, recordando que o concelho esteve presente, pela primeira vez, em várias feiras internacionais de turismo, casos de Barcelona e Madrid, por ocasião do arranque das rotas aéreas diretas dessas cidades para o Algarve. “Este ano, continuando essa sementeira, vamos estar em Berlim, em Paris, em Londres e noutros locais”, revelou o autarca,

E foi nesse contexto que foi apresentado o tema de 2016, «A Nossa Gente | A Nossa Identidade» e a nova imagem de marca do Concelho, «Lagoa do Algarve» que, em termos de identidade visual, representa vários elementos: localização, coração, água (Lagoa) e tempo. O coração palpita à descoberta de Lagoa, bombeando a água que lhe corre nas entranhas e parando o tempo com o seu movimento . 39

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ATUALIDADE PIRATARIA INVADE CARNAVAL DE LOULÉ e da grande inspiração dos criativos do Carnaval louletano. A fantasia e a imaginação dessa equipa levar-nos-ão ao mundo da pirataria, onde personagens de todos os quadrantes políticos tomarão de assalto esta festa popular. O Capitão António «Gancho» Costa surge ao leme de um barco pirata corde-rosa, de espada em punho, tal como o Capitão Pedro «Gancho» Passos Coelho, que durante quatro anos foi o terror dos mares, e agora se encontra à deriva. Em embarcações de dimensões mais reduzidas surgem mais dois piratas que darão apoio ao Capitão António «Gancho» Costa. São eles Jerónimo de Sousa e Catarina Martins que, de olhos bem abertos, fitam o horizonte, muito atentos a tudo o que se passa nas águas lusas. Já no barco presidencial, o Capitão Marcelo Rebelo de Sousa, é acompanhado no mar por Maria de Belém, uma das suas opositoras nesta corrida a Belém, pelo atual Presidente da República, Cavaco Silva, e pelos ex-Chefes de Estado, Jorge Sampaio e Mário Soares, todos dentro de barris que boiam nas águas eleitorais.

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os dias 6, 7 e 9 de fevereiro, a cidade de Loulé recebe o mais antigo corso carnavalesco do país, num desfile de três dias que este ano terá como tema «O Grande Naufrágio», em que os piratas serão os grandes protagonistas. Às 15h, na Avenida José da Costa Mealha, 14 carros alegóricos desfilarão, numa sátira política verdadeiramente imperdível, onde as escolas de samba, os grupos de animação em representação de algumas coletividades do Concelho, cabeçudos, gigantones, entre outros, levam ao «sambódromo louletano» cerca de 700 figurantes. As figuras da política e do desporto e os casos que marcam a atualidade são os protagonistas dos desfiles fruto do trabalho

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No desporto, o «rei» Cristiano Ronaldo, uma presença assídua deste Carnaval, volta a estar em destaque no corso algarvio. No carro da Bola de Ouro da FIFA, que é liderado por Lionel Messi, o português, acompanhado pela mãe e pela ex-namorada Irina Shayk, continua bem posicionado para a conquista da quarta Bola de Ouro, embora a não tenha ganho como gostariam os seus fãs. Ainda no mundo futebolístico, o selecionador Fernando Santos vai de limusine, com direito a champanhe e mala Chanel, até França onde Portugal participa este ano no Europeu de Futebol. Também o Zé Povinho, figura incontornável da sátira, é chamado a tripular um carro rumo ao «Tour de France».

Samba Vila Régia (dias 7 e 9) e a Escola de Samba «Os Cariocas» (dias 7 e 9). A Autarquia vai disponibilizar novamente o espólio de fatos e de adereços de Carnaval aos cidadãos, possibilitando que todas as pessoas possam entrar na folia vestidos a rigor. O aluguer dos fatos de Carnaval poderá ser feito na Loja de Carnaval, situada na Praça da República, que funcionará a partir de 22 de janeiro.

Em jeito de homenagem, o desfile conta também com uma carro dedicado ao Professor José Baptista, artista plástico que durante anos colaborou na organização deste Carnaval. Desenhador, ilustrador, designer gráfico, José Baptista foi uma figura incontornável da vida artística louletana e da história deste corso. As escolas de samba serão outros dos outros pontos de animação deste corso e, este ano, estarão presentes a Escola de Samba «Vai quem quer» de Estarreja (dia 6), Escola de Samba «Tribal» (dia 6), a Escola de Samba «Independentes da Vila» (dia 6), a Escola de Samba Paraíso Tropical de Penafirme da Mata (dias 7 e 9), a Escola de

No ano em que o Carnaval de Loulé assinala 110 anos de existência, a Câmara Municipal de Loulé volta a associar este corso a causas solidárias, já que as receitas arrecadadas com a bilheteira serão atribuídas a instituições e a projetos sociais. “Essa é uma tradição que foi retomada, que se prende com o espírito que esteve presente na primeira edição do Carnaval de Loulé, em 1906, quando as receitas reverteram para o chamado «Bodo aos Pobres». Hoje, uma parte significativa da receita é destinada às

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ATUALIDADE atenções centram-se no «Palácio» do NERA onde, a partir das 21h30, tem lugar o famoso «Baile de Gala do Carnaval». Os visitantes são convidados a mascararemse a rigor, de acordo com a temática «Os Piratas de Al‘Ulyá» e a festa promete ser de muito glamour e farta animação, ao som das bandas Orquestra Nuevo Pelikano e do grupo Fora d’Horas. várias IPSS do Concelho que colaboram com a Câmara na implementação das políticas sociais que neste momento estão muito presentes”, frisou Vítor Aleixo.

O CIMAV – Clube Internacional da Marina de Vilamoura organiza um evento incontornável desta época do ano: o Torneio Internacional de Vela do Carnaval. Esta 42ª edição decorre no Campo de Regatas de Vilamoura, nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro, e é aberta aos barcos das classes 420, (II) PAN 470, Snipe, F18, Dart 18, Laser 4.7, Laser Radial, Laser Standar Finn, 49er, 49er FX. No Domingo Gordo de manhã, a Avenida José da Costa Mealha volta a ser palco de mais uma Prova de Atletismo e de Marcha Passeio de Carnaval, numa organização conjunta da Autarquia de Loulé e Associação de Atletismo do Algarve. Na manhã do dia de Entrudo, a muito animada Corrida Carnavalesca das Barreiras Brancas desce à cidade para mais um momento hilariante nesta grande festa de Carnaval. E porque não é só em Loulé que o Carnaval é vivido intensamente, Quarteira e Alte também apresentam os seus corsos que, ano após ano, ganham notoriedade pelas características únicas que encerram .

A par do desfile, a organização do Carnaval de Loulé promove um vasto programa de animação durante estes dias, até porque este evento é o principal cartaz turístico da região durante a época baixa. Na sexta-feira de manhã, dia 5 de fevereiro, as escolas públicas e privadas do 1.º Ciclo e Pré-Escolar do Concelho de Loulé participam em mais uma edição do Carnaval Infantil. Cerca de três mil crianças vão encher a Avenida José da Costa Mealha com cor e boa disposição, naquela que é já uma tradição na comunidade escolar. “É uma iniciativa com uma participação muito impactante de todas as escolas e aí há que destacar o papel quer dos pais das crianças que colaboram na preparação dos trajes e, naturalmente, dos professores”, considera o presidente da Autarquia. Na segunda-feira à noite, as

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ATUALIDADE SECRETÁRIO DE ESTADO CONHECEU POTENCIALIDADES DE VILA DO BISPO nos valores locais e que não se limita a fazer o mesmo que os outros. Vila do Bispo não é só mar e praia e apresenta hoje uma proposta de valor múltipla e menos dependente da sazonalidade”, destacou o governante. José Mendes deixou ainda um desafio a todos os presentes neste seminário “Depois da conquista do reconhecimento regional e nacional, através do título Município do Ano Portugal 2015, porque não procurar o reconhecimento internacional? O conhecimento que adquiri sobre esta terra faz-me acreditar que é possível transformar Vila do Bispo e a sua marca Sagres numa referência internacional, um lugar onde o turismo e o estilo de vida saudável se combinam num ambiente descarbonizado”. Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Adelino Soares, manifestou a sua satisfação pelo êxito do seminário, quer pela elevada adesão ao nível dos participantes, quer pelo nível dos oradores e dos painéis apresentados, anunciando

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Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, deslocou-se, no dia 18 de janeiro, a Vila do Bispo, para participar na sessão de encerramento do 1.º seminário sobre as potencialidades do concelho, intitulado «Vila do Bispo num só dia….», que reuniu um vasto leque de especialistas e investigadores e perto 150 participantes. “Percebi que existe nesta ponta de Portugal uma forma de fazer política pública que considero exemplar. E se dúvidas houvesse, a Conferência que aqui teve lugar ao longo do dia é bem demonstrativa de um conceito de desenvolvimento inovador, que assenta

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o Projeto Life Charcos», «Biologia Marinha», «As Aves e o Turismo Ornitológico», «Geologia e Paleontologia» e «Arqueologia Subaquática» foram os temas debatidos ao longo do dia por um conjunto de especialistas e investigadores onde partilham o seu conhecimento sobre o concelho. Composto por quatro painéis moderados por individualidades de destaque a nível regional e nacional, este Seminário pretendeu promover o concelho de Vila do Bispo através da divulgação de algumas das suas diferenciadoras potencialidades naturais, culturais e patrimoniais .

que é intenção do município realizar o II seminário, dedicado às potencialidades do concelho designado «Um Mar de Oportunidades». Recorde-se que este encontro reuniu especialistas e investigadores em torno do nosso território, onde partilharam o seu conhecimento entre a comunidade local, enriquecendo a capacidade de comunicação dos nossos operadores turísticos. «Património Histórico e Cultural», «Habitat e Flora», «Carta Arqueológica de Vila do Bispo», «Praias», «Surf», «Trilhos, Roteiros e Rotas», «Investigação Arqueológica da Universidade do Algarve no concelho», «Os Charcos Temporários, o Triops Vicentinus e

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ATUALIDADE GRUPO DESPORTIVO DE BURGAU RECEBEU MÓVEL DA AUTARQUIA VILA-BISPENSE

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prioritários, nomeadamente no apoio e colaboração com as associações culturais e desportivas do concelho, bem como na valorização do esforço e trabalho desenvolvido pelos seus dirigentes e associados. Recorde-se que até então o Grupo Desportivo de Burgau era superficiário de um prédio urbano da propriedade do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, sito na Rua 25 de Abril, n.º 18 em Burgau, Freguesia de Budens. Com o passar dos anos, e através da angariação de verbas junto da população residente naquela localidade, nesse mesmo terreno, pelo Grupo Desportivo de Burgau, veio a ser construído um edifício composto por dois pisos, onde desde então, funcionou a Sede Social do Clube Desportivo.

Esta medida insere-se no âmbito dos princípios que a autarquia assume como

No ano de 2014, concretamente a 30 de setembro, veio o Grupo Desportivo de Burgau solicitar à Câmara Municipal que adquirisse a propriedade do terreno acima referido. Tal pedido veio a ser deliberado favoravelmente em reunião de Câmara de 23 de setembro, tendo-se concretizado a realização de escritura de compra e venda no dia 4 de dezembro de 2015, passando o Município de Vila do Bispo, desde essa data, a constituir-se o legítimo proprietário do supramencionado terreno. Assim, face ao esforço e colaboração de todos as partes envolvidas, foi possível a autarquia adquirir o terreno e cede-lo ao Grupo Desportivo de Burgau .

oi assinado, no dia 17 de janeiro, pelo presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Adelino Soares, e o presidente da comissão de gestão do Grupo Desportivo de Burgau, Bernardino Martins, um protocolo de colaboração que visa a cedência de um imóvel municipal àquela entidade, ficando estabelecidos os termos da cedência de uso a título gratuito. Trata-se de um espaço localizado na Rua 25 de Abril, em Burgau, composto por dois pisos, que se destina exclusivamente à instalação da Sede do Grupo Desportivo de Burgau, ficando as instalações cedidas afetas à prossecução dos fins estatutários da associação, nomeadamente a promoção e desenvolvimento de atividades recreativas, culturais, desportivas e educativas.

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AUTARQUIA DE VRSA ENTREGOU 50 KITS DE MATERIAL DIDÁTICO

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autarquia de Vila Real de Santo António entrega, nos dias 21 e 22 de janeiro, 50 kits de material escolar a meia centena de salas do pré-escolar e do primeiro ciclo. A medida abrange 1200 alunos e representa um investimento de 150 euros por sala. O kit distribuído aos alunos integra lápis de cor, marcadores, guaches, cartolinas, resmas de papel, borrachas, plasticinas, entre outros materiais didáticos, colmatando as necessidades de material que as salas apresentam a meio do ano escolar.

milhões no setor da educação e juventude, no ano letivo 2015-2016. De forma pioneira, VRSA continua a ser o único município do Algarve a oferecer, de forma gratuita, a componente de apoio à família, nomeadamente o prolongamento de horário para os alunos do pré-escolar nos períodos da manhã, almoço e final de tarde. Ao nível da requalificação, a autarquia de VRSA procedeu, neste ano letivo, à climatização de todas as salas de aula da Escola Básica 1 de Monte Gordo e efetuou obras de manutenção no interior e exterior de todo o parque escolar do concelho. Relativamente aos apoios sociais no primeiro ciclo, a Câmara Municipal auxilia 285 alunos, no caso do escalão A, e cerca de 150 alunos, no caso do escalão B .

Esta medida junta-se ao programa de atribuição gratuita de livros escolares a todos os alunos do primeiro ciclo residentes no município ou que frequentem as escolas do concelho no ano letivo 2015-2016. “A aquisição de livros e material já beneficiou mais de um milhar de alunos e meia centena de salas de aula, ajudando as famílias a superar as dificuldades financeiras e contribuindo para o sucesso escolar das nossas crianças”, destacou Conceição Cabrita, vereadora com o pelouro da educação. A estes valores, junta-se a manutenção dos restantes apoios educativos em vigor, o que totaliza um investimento global de 1,5 47

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ATUALIDADE VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO ABRE COMÉRCIO AOS DOMINGOS

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excursões - provenientes de Espanha que integram a cidade nos seus roteiros e procuram oferecer atividades de lazer aos turistas. No domingo de arranque da iniciativa é esperada a presença de 1500 pessoas. “A iniciativa representa uma oportunidade única para promover a cidade e o seu centro histórico porque tem um efeito bola de neve benéfico para toda a estrutura económica. Ao mesmo tempo, prossegue a estratégia de afirmação do Centro Histórico de VRSA, candidato a Património Mundial da Unesco, cuja notoriedade já é reconhecida nacional e internacionalmente”, explica Luís Gomes, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.

A iniciativa - promovida pela autarquia de VRSA e pela empresa municipal SGU, em parceria com um empresário local - tem como principal destinatário as centenas de visitantes espanhóis que procuram Vila Real de Santo António, ao fim de semana. Por outro lado, é uma resposta às múltiplas

O nome do evento [White Sunday] segue os princípios da Black Friday, permitindo aos comerciantes escoarem os seus stocks, em época baixa, numa ação conjunta e promovida através de uma linha de comunicação única. Para tal, cada estabelecimento aderente estará identificado com um logótipo associado ao evento e utilizará mobiliário exterior de acordo com a linha gráfica definida para o Centro Histórico de VRSA. Adicionalmente, as lojas irão encontrar-se decoradas com materiais de promoção onde o branco - já utilizado na uniformização do mobiliário urbano de VRSA - será a cor predominante.

Centro Histórico de Vila Real de Santo António vai receber, mensalmente, no último domingo de cada mês, entre as 10h30 e as 18h, o «White Sunday» / Domingo Stock Out. O evento arranca no dia 31 de janeiro e contará com a colaboração dos comerciantes da Baixa da cidade que, durante o evento, irão apresentar produtos com saldos e descontos adicionais e poderão expor livremente os seus artigos no exterior, ficando isentos do pagamento de taxas adicionais.

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RUA DA ALFÂNDEGA, EM FARO, REABRIU COMO ARTÉRIA PEDONAL

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asceu mais uma artéria pedonal na Baixa de Faro com a repavimentação do troço da Avenida da República comummente designado de Rua da Alfândega. A artéria fará a ligação entre a nova Rotunda do Hotel Faro e os terminais rodoviários, percorrendo as traseiras de todo o edifício da Alfândega. O investimento global foi de 44 mil e 153,75 euros (mais IVA) e os trabalhos envolveram a fresagem do betuminoso anteriormente existente e a repavimentação em calçada miúda. Esta rua, de vocação eminentemente comercial, fica também dotada de rampas nas extremidades para acesso de viaturas dos serviços e de emergência, bem como para o acesso às garagens privadas existentes nos edifícios. Para melhor escoamento das águas, foram ainda substituídas as sarjetas existentes por sumidouros.

a Rua Serpa Pinto, a Rua José de Matos, a ligação da Rua Jornal «O Algarve» à Praça da Amendoeira, a repavimentação da EM520 entre Falfosa e Santa Bárbara de Nexe, a repavimentação de arruamentos urbanos em Estoi e Conceição, o acabamento do loteamento sito na Rua Egas Moniz, Montenegro, e a implementação de semáforos de controlo de velocidade e passadeiras semaforizadas na Av. Calouste Gulbenkian. Menção ainda para a contratualização do serviço de pintura de estradas e arruamentos no concelho, já adjudicado pelo valor de 42 mil e 118,10 euros mais IVA, igualmente ao abrigo deste programa .

Esta é mais uma intervenção inserida no «Faro Requalifica», programa lançado em Dezembro último e que já permitiu à autarquia investir, até ao momento, mais de 600 mil euros na recuperação da rede viária do concelho. De entre as intervenções previstas destacam-se a requalificação da entrada de Faro pela EN2, 49

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agenda SABINA SOBE AO PALCO EM MESSINES Júlio Freire, poeta com quem se casa. Em situação de falência, resolvem regressar a Portugal, passando a residir no Algarve, em casa da mãe de Júlio, Maria. Está é dona da maior fortuna da região, conservadora e somítica e não vê com bons olhos o casamento do seu único filho com uma estrangeira, livre e progressista. O atrito entre ambas é inevitável e pode ter graves consequências. Vinda das grandes metrópoles, Sabina estranha alguns hábitos e formas de estar, de ver o mundo, sobretudo os da sogra e do seu séquito de seguidores. Tudo isto leva a uma série de situações, cheias de crítica e humor.

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Sociedade de Instrução e Recreio Messinense irá acolher, nos dias 29 e 30 de janeiro, pelas 21h30, a peça de teatro «Sabina». A atividade, promovida pela Companhia - AL Teatro, é apoiada pelo Município de Silves, Direção Geral das Artes e Secretaria de Estado da Cultura.

Ana Bárbara Soares, André Cabrita, Filipe Gonçalves, Jorge Freitas, Lisete Martins, Miguel Telmo, Neuza Correia e Pedro Ramos são os atores que fazer parte do elenco deste espetáculo, que é já a 24ª produção da AL Teatro. A encenação está a cargo de Pedro Ramos .

«Sabina» é uma adaptação feita a partir da comédia satírica «Sabina Freire» de Manuel Teixeira Gomes, autor algarvio que foi Presidente da República entre 1923 e 1925 e que faz, nessa obra, uma crítica à sociedade da época. A história conta a vida de Sabina, uma parisiense que conhece

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THE PARKINSONS STORY ESTREIA EM FARO

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estreia nacional de «It's a Long Way to Nowhere - The Parkinsons Story», o documentário da realizadora Caroline Richards sobre a mais internacional banda portuguesa de rock dos últimos anos The Parkinsons - e a sua explosão na cena musical londrina, em 2000, vai acontecer na cidade de Faro, no próximo dia 29 de janeiro, às 21h30, no Teatro Municipal de Faro. A première mundial do documentário teve lugar no passado dia 14 de dezembro, no Prince Charles Cinema, em Londres, chegando agora a Portugal pela mão do Cineclube de Faro e da União Sónica do Algarve.

evento épico em formato «dois em um», já que, pela primeira vez em muitos anos, o Teatro das Figuras, caracterizado por uma programação cultural mais institucional, vai abrir as suas portas à exibição de um documentário arredado dos circuitos de exibição mais mainstream, ao qual se seguirá um inolvidável concerto de punkrock, não recomendado a cardíacos, protagonizado pelas estrelas da noite: os The Parkinsons. O evento conta ainda com a presença da realizadora britânica Caroline Richards, que fará uma breve apresentação da sua obra e vai estar disponível para responder a algumas questões por parte do público .

Este vai ser, sem sombra de dúvidas, um 51

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agenda VIVIANE É ARTISTA FIGURAS 2016

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m 2016, o Teatro das Figuras convida, pela primeira vez, um artista que marcará a programação desta sala de espetáculos ao logo de todo o ano. Na primeira edição desta iniciativa, a cantora e compositora Viviane será «Artista Figuras 2016» e apresentará três concertos que revisitarão as várias facetas da sua carreira, desde os tempos dos Entre Aspas, à sua carreira a solo, passando pela musa da chanson française Edith Piaf. «Entre Amigos» será o primeiro concerto de Viviane, que terá lugar no dia 26 de março, e onde irá fazer uma retrospetiva do início sua carreira, apresentando uma viagem musical através dos grupos e projetos em que participou: Entre Aspas, Camaleão Azul, Gaijas e ainda Linha da Frente. A acompanhá-la nesta viagem estarão vários amigos convidados: a primeira e a segunda formação dos Entre Aspas, a formação do projeto Camaleão Azul, nomes destacados do atual panorama musical algarvio como os Nome, Ludo, Mundopardo, Funkarmónica, Diogo Piçarra, Tércio Nanook e ainda os DJ´s Lord Vegan, Gijoe e Helena Isabel. A seguir ao concerto terá lugar uma «After Party» no foyer do Teatro Figuras. No segundo concerto, a cantora e compositora irá apresentar o seu mais recente trabalho intitulado «Confidências», no dia 4 de junho. Ao longo da sua carreira a solo na última década, Viviane traçou um percurso firme e coerente, em que espelhou a sua ideia muito pessoal de uma música nova, sem fronteiras. Uma música onde fado, chanson française, jazz manouche, bossa-nova ou música latino-americana são

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revistos à luz de uma sensibilidade pop apurada, elegante e sofisticada. Neste concerto, Viviane contará com a presença de vários convidados. Mafalda Arnauth, Susana Felix e Luanda Cozetti. Também o cantor Nuno Guerreiro, o guitarrista Custódio Castelo e ainda o Coro do Conservatório de Musica de Olhão partilharão o palco com Viviane. Já em novembro, no dia 5, a artista encerra a sua colaboração com um percurso pelos maiores êxitos da musa da chanson française, no concerto «Viviane Canta Edith Piaf» .

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agenda BOA ESPERANÇA ESTREIA NOVA REVISTA À PORTUGUESA A Revista à Portuguesa do Boa Esperança tem crescido e evoluído ao longo dos anos, transformando uma comédia local, inicialmente Revista de Carnaval, num grande espetáculo de sucesso nacional. O êxito alcançado é testemunhado pela duração da Revista em cena na cidade de Portimão como também pela digressão pelo Algarve e país e sempre com lotação esgotada. Carlos Pacheco, a «alma» do grupo, é ao mesmo tempo autor dos textos, ator e encenador. No entanto, para levar o espetáculo à cena existe o empenho de mais 30 pessoas, entre bailarinos, atores, carpinteiros. O Boa Esperança de Portimão volta com um novo espetáculo para divertir um público ávido de momentos de boa disposição que alegram a alma. Destinado a um público com mais de 12 anos de idade, recheada de humor, esta edição aborda assuntos sérios mas de forma divertida que remetem para os episódios mais marcantes do ano e de todo o país, todos eles passados pelo crivo do humor, por vezes cáustico e verrinoso. O quotidiano de Portimão e a atualidade política e social dão o mote para um espetáculo cheio de divertidas paródias, tais como: Os Refugiados, o Porto de Cruzeiros de Portimão, a Emigração, Jorge Jesus, Fado, entre outros, serão retratados nesta Revista à Portuguesa, repleta de brilho, cor e beleza na indumentária mas também nos cenários criados especificamente para a Revista .

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tradicional revista de Carnaval do Boa Esperança Atlético Clube Portimonense, espetáculo que se realiza há mais de 50 anos, tem estreia marcada para o dia 13 de fevereiro, sábado, a partir das 21h, este ano com o mote «Eles querem €…Fado e Baile», uma expressão tipicamente algarvia que pretende representar uma sátira política e social relacionada com a postura dos governantes. Esta edição é composta por um jovem e renovado corpo de baile, por Carlos Pacheco e pelos atores, Flávio Vicente, Telma Brazona, Sandra Rodrigues e Miguel Ângelo, que com grande à-vontade e profissionalismo, agarram nas deixas do público e improvisam, sem nunca perderem o ritmo e o pé. O fado também será protagonista com a presença do portimonense João Leote que dará voz às homenagens prestadas, ao «Fado» e «À Profissão de Ator».

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CHEF AUGUSTO LIMA Consultor/Formador

ZAWAIA (LAGOS EM ÁRABE) Laranja/lascas de figo seco/amêndoa torrada/hortelã/azeite/canela INGREDIENTES (PARA 4 PESSOAS) 4 – laranja 6 – figo seco Q.b. – amêndoa Q.b. – hortelã Q.b. – azeite monovarietal maçanilha Q.b. – canela em pó

COMO FAZER Descascar e cortar uma laranja grande ou duas pequenas, bem frias, em fatias não muito finas. Torrar amêndoa, laminada. Cortar os figos em lascas e as folhas de hortelã em juliana. Deitar no prato um pouco de azeite, colocar as rodelas de laranja, por cima espalhar o figo e a hortelã fresca. Terminar com lascas de amêndoa torrada. Regar delicadamente com um pouco mais de azeite e polvilhar com canela em pó,

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SUGESTÕES POLVO COM ERVILHAS Polvo/bolo de batata/azeite/cebola/pimento vermelho/alho/ervilha/vinagre/cominho INGREDIENTES PARA O POLVO (4 PESSOAS) 4 pernas/raios – polvo Q.b. – alho Q.b. – pimento vermelho Q.b. – azeite Q.b. – vinagre Q.b. – ervilhas

INGREDIENTES PARA O BOLO DE BATATA-DOCE 600 gr – batata doce 200 gr – cebola 8 dentes – Alho Q.b. – orégãos rama Q.b. – tomilho limão Q. b. – cominho em pó

COMO FAZER O BOLO DE BATATA-DOCE Efectuar meia cozedura á batata, com pele. Descascar e cortar em rodelas. Colocar azeite numa sertã, os alhos esborrachados, com casca e o tomilho. Deixar frigir levemente. Juntar a batata e saltear. Acrescentar a cebola e saltear. Polvilhar com o cominho. Deitar em tabuleiro de pirex/porcelana e levar ao forno pré aquecido a 150.ºC por cerca de 15 minutos.

COMO FAZER O POLVO Cozer previamente o polvo, com a cabeça cortada, sem água, com uma cebola pequena e a folha de louro. Após iniciar fervura, coze, bem tapado, por cerca de três quartos de hora. Cozer a ervilha, colocar em água gelada, escorrer, reservar. Colocar um fio de azeite e um dente de alho, esmagado com casca. Corar o polvo e adicionar o pimento, cortado em juliana, o tomilho a gosto e as ervilhas. Saltear e golpear com vinagre.

PARA EMPRATAR Colocar o bolo no centro, por cima o polvo. Decorar com uma fatia fina de batata-doce, frita, crocante.

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SUGESTÕES FARROBA Chocolate/farinha de alfarroba/laranja/amêndoa/açúcar/ovo INGREDIENTES 125 gr – farinha alfarroba 125 gr – farinha trigo/centeio 150 gr – azeite 6 – ovos 370 gr – açúcar 10 gr – fermento químico q.b. – amêndoa partida sem casca 2 – laranjas (raspa)

COMO FAZER Bater os ovos inteiros com o açúcar até ficar em creme esbranquiçado. Aquecer o azeite e adicionar mexendo bem. Adicionar a raspa das laranjas. Juntar as farinhas e o fermento, peneiradas, pouco a pouco, envolvendo. Barrar forma, untada, enfarinhada e de novo untada, deitar a aparelho e cozer por 30 minutos em forno pré aquecido a 165.ºC.

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FICHA TÉCNICA DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P 8135-157 Almancil Telefone: 919 266 930 Email: algarveinformativo@sapo.pt Site: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal FOTO DE CAPA: Daniel Pina

ESTATUTO EDITORIAL A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista regional generalista, pluralista, independente e vocacionada para a divulgação das boas práticas e histórias positivas que têm lugar na região do Algarve. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista independente de quaisquer poderes políticos, económicos, sociais, religiosos ou culturais, defendendo esse espírito de independência também em relação aos seus próprios anunciantes e colaboradores. A ALGARVE INFORMATIVO promove o acesso livre dos seus leitores à informação e defende ativamente a liberdade de expressão. A ALGARVE INFORMATIVO defende igualmente as causas da cidadania, das liberdades fundamentais e da democracia, de um ambiente saudável e sustentável, da língua portuguesa, do incitamento à participação da sociedade civil na resolução dos problemas da comunidade, concedendo voz a todas as correntes, nunca perdendo nem renunciando à capacidade de crítica. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelos princípios da deontologia dos jornalistas e da ética profissional, pelo

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que afirma que quaisquer leis limitadoras da liberdade de expressão terão sempre a firme oposição desta revista e dos seus profissionais. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista feita por jornalistas profissionais e não um simples recetáculo de notas de imprensa e informações oficiais, optando preferencialmente por entrevistas e reportagens da sua própria responsabilidade, mesmo que, para tal, incorra em custos acrescidos de produção dos seus conteúdos. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelo princípio da objetividade e da independência no que diz respeito aos seus conteúdos noticiosos em todos os suportes. As suas notícias narram, relacionam e analisam os factos, para cujo apuramento serão ouvidas as diversas partes envolvidas. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista tolerante e aberta a todas as opiniões, embora se reserve o direito de não publicar opiniões que considere ofensivas. A opinião publicada será sempre assinada por quem a produz, sejam jornalistas da Algarve Informativo ou colunistas externos.

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