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ALGARVE INFORMATIVO 18 de agosto, 2018
SILVES RECORDOU CONQUISTA DE 1189 ANA BACALHAU E DAVID CARREIRA NO «LOULÉ SUMMER» | «CALÇADAS» EM SÃO BRÁS 1 ALGARVE INFORMATIVO #168 FESTIVAL DO MARISCO | MANGA AND COMIC EVENT | «KARL VALENTIN KABARETT»
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CONTEÚDOS #168 18 DE AGOSTO, 2018 38
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ARTIGOS 10 - Festival do Marisco de Olhão 20 - Feira Medieval de Silves 38 - Manga and Comic Event 60- «Karl Valentin Kabarett» 74 - «Calçadas» em São Brás de Alportel 88 - David Carreira e Ana Bacalhau no «Loulé Summer» 100 - Mostra de Artes Plásticas do Concelho de Loulé 122 - Atualidade
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OPINIÃO 114 - Adília César 116 - Ana Isabel Soares 118 - Fábio Jesuíno ALGARVE INFORMATIVO #168
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FESTIVAL DO MARISCO DE OLHÃO CONTINUA A MARCAR VERÃO ALGARVIO Texto:
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Festival do Marisco de Olhão, que este ano realizou a sua 33.ª edição, continua a demonstrar porque já se tornou o certame gastronómico de referência do Algarve, com o número de visitas a chegar aos valores registados nos anos anteriores. De facto, ao longo dos seis dias do evento (10 a 15 de agosto), muitos milhares de olhanenses e turistas, nacionais e estrangeiros, voltaram a marcar presença no Jardim Pescador Olhanense, quer para degustar o que de melhor o mar português e a Ria Formosa têm para oferecer, como para assistir à programação musical.
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Cartaz musical que este ano contou com Agir, Pedro Abrunhosa, Ana Moura, Vanessa da Mata, Calema e Xutos & Pontapés, numa programação “que procurou ser o mais eclética possível, como, de resto, tentamos que seja todos os anos, de forma a agradar e atrair um número diversificado de públicos”, justificou o presidente da Câmara Municipal, António Miguel Pina. Fora do palco, camarão, sapateira, amêijoas e ostras foram os mariscos e bivalves mais procurados, cozinhados ao natural, ou em paella, arroz e açorda, como só os olhanenses sabem. Projetar a Ria Formosa, a cidade e o concelho de Olhão e promover a sua economia e turismo são os objetivos sempre renovados desta iniciativa da Câmara Municipal de Olhão, organizada pela Fesnima, que ano após ano atrai dezenas de milhares de visitantes à cidade cubista. E o que começou por ser um pequeno evento organizado pelos dois clubes da terra – Sporting Clube Olhanense e Marítimo Olhanense – na Avenida da República, tornou-se há muito num dos grandes eventos gastronómicos e musicais do sul de Portugal . ALGARVE INFORMATIVO #168
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XV FEIRA MEDIEVAL DE SILVES RECORDOU CONQUISTA DE 1189 Texto:
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centro histórico da cidade de Silves recuou ao passado, de 10 a 19 de agosto, por ocasião da XV Feira Medieval de Silves, que recriou a primeira tomada pelos cristãos da antiga capital do Algarve, em 1189. Muitas dezenas de milhares de visitantes tiveram oportunidade de viver aventuras únicas e experiências memoráveis, como torneios a cavalo e a
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pé, animação no Castelo de Silves, manjares medievais e muita dança e música, que retrataram a importância incontornável que Silves teve na história da região. A azáfama nas ruas do centro histórico foi uma constante, respirando-se uma atmosfera com características muito particulares, num ambiente e cenário únicos constituídos pelo traçado 22
peculiar do tecido urbano e pela imponência dos seus monumentos. E, por estes dias, o calendário marcava a data de 20 de julho de 1189, quando os cristãos tomaram a cidade aos mouros. Este relevante episódio da história assume particular interesse porquanto o cerco da cidade, que antecedeu a conquista e que teve a duração de 45 dias, foi integralmente relatado sob a forma de diário, por um dos cruzados que no mesmo 23
tomou parte. Tal circunstância permite, com a distância a que obriga o sentido crítico e a cuidadosa leitura de outras fontes que se assumem como contraditório, ter uma noção muito completa deste evento. O cruzado, que não assina o documento, é conhecido como «Cruzado Anónimo» e o seu escrito, encontrado numa biblioteca da cidade ALGARVE INFORMATIVO #168
italiana de Turim, é publicado pela primeira vez em 1844 e tem por título «Relação da Derrota Naval, Façanhas e Sucessos dos Cruzados que Partirão do Escalda para a Terra Santa no Ano de 1189». Em 1189, a cidade era dominada pelos Almóadas, tribo berbere que se organiza a partir de Marrocos, com o objetivo de unificar o Império Muçulmano, algo fragmentado, após tentativa reunificadora perpetrada com insucesso pelos Almorávidas. À frente da cidade está Abu Becre Ibn Wazir, a quem os cruzados chamavam Albainus. Aparentemente, este Ibn Wazir era filho de Mahomed Ibn Wazir, senhor de Évora, que também governou Beja, Silves e Badajoz. Numa primeira fase partidário
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de Ibn Qasí, que dominou o reino de Silves durante a primeira metade do século XII, torna-se seu opositor e, após a sua morte, em 1151, chefia a cidade até os Almorávidas o destronarem, em 1157. O seu filho, também conhecido por Abu Becre Ibn Wazir Al-Xelbi, é um dos mais importantes personagens do cerco de 1189. Guerreiro bem treinado, homem forte e persistente, resiste heroicamente durante um longo período de tempo, a um exército composto por mais de 70 embarcações e um número incontável de cavaleiros. Do outro lado encontra-se D. Sancho I, o rei cristão que aproveita a passagem da terceira cruzada do oriente, chefiada por Frederico Barba Roxa da Germania e
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Henrique II da Bretania, para tentar a conquista de Silves, o que equivaleria ao domínio de todo o Gharb. Os cristãos passam os fossos e transpõem a muralha do arrabalde tomando a cidade baixa no primeiro dia mas, a inexpugnabilidade das muralhas da almedina permitem uma longa resistência e, só o derrube da Couraça, que protegia o canal de acesso à água e a consequente impossibilidade de abastecimento, provoca a rendição dos muçulmanos. Ibn Wazir é poupado e segue para o exílio, em Sevilha, voltando a destacar-se ainda durante o domínio Almóada, pois é um dos guerreiros que integra o exército de Yacub al-Mansur quando, em 1191, este devolve aos muçulmanos o domínio da cidade.
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A par da recriação história, a Feira Medieval de Silves é também um espaço para que as associações locais possam angariar fundos para colocar de pé os seus projetos com fundos próprios. E muitas são as coletividades que participam no evento: Silves Futebol Clube, Sociedade Filarmónica Silvense, União Desportiva Messinense Futebol Clube, Agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas, Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines, Extremo Sul, Grupo Desportivo e Cultural do Enxerim e, ainda, as corporações dos Bombeiros Voluntários de Silves e de São Bartolomeu de Messines. Duas das associações que estão presentes no evento há muito tempo em âmbitos
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distintos são a Associação Amigos da Pedreira (AAP) e o Orquestra de Percussão Percutunes (OPP). Piedade Neto, Presidente da AAP, conta que há já 10 anos que integram este evento. Todos os anos montam uma Taberna, que se localiza junto à Catedral de Silves e trabalham arduamente para poderem não só “agradar às pessoas” que ali vão comer, mas também porque muitos dos “que trabalham durante a noite na feira, trabalham no dia seguinte nos seus empregos, o que por vezes se torna muito cansativo, mas também se torna muito gratificante chegar ao fim dos 10 dias e atingirmos os nossos objetivos”. Cerca de 20 pessoas estão envolvidas nesta participação. “Uns fazem a comida (sopa, migas, carne à portuguesa) em casa e depois levam para feira”, explica Piedade Neto, acrescentando que “outros assam a carne na Feira; outros servem ao balcão; outros fazem os pedidos; outros lavam a louça; outros fazem os pratos, enfim todos estão permanentemente ocupados”. O trabalho começa cerca de três meses antes da data de início da Feira. Nessa altura, os membros da AAP reúnemse para elaborar a ementa e fazer a inscrição. “Mais tarde, voltamos a reunir para saber quais as pessoas que estão disponíveis para trabalhar e elaboramos um plano de trabalho”, diz a presidente e depois disso, «mãos à obra»: durante 10 dias servem maravilhosas iguarias a todos os que os procurem e os queiram ajudar fazendo uma refeição na sua Taberna. A OPP também já participa há oito anos na Feira Medieval de Silves e é composta por jovens entre os 8 e 18 anos, “muitos 27
dos jovens mais velhos que ainda fazem parte do grupo participam na Feira desde os seus oito anos”, conta Diogo Soares, o coordenador desta orquestra. Este agrupamento musical anima as noites da festa e traz os sons dos tambores e das caixas às ruas de Silves, sons que são aprimorados ao longo do ano pelos cerca de 15 elementos que compõem esta formação. “Vamos atuando ao longo dos dias na feira, nos diversos pontos mapeados pela organização, todos os dias acompanhados por pais e/ou dirigentes da associação que ajudam os mais novos a transportar instrumentos, garantem que todos têm águas e dão suporte ao grupo nas atuações”, explica Diogo Soares. Nem sempre é fácil percorrer as ruas apertadas, inclinadas e cheias de visitantes que formam o perímetro da feira. “O principal desafio ao longo da feira medieval é o percurso que tem que ser feito entre atuações, pois em certos dias nos quais o recinto está cheio e é bastante complicado realizálo com todos os instrumentos”, reconhece o jovem músico. Esta associação é mais um exemplo daquilo que acontece nas coletividades, como revela Diogo Soares: “A nossa associação vive exatamente do voluntariado e disponibilidade dos seus membros; sem eles, nada do que foi feito até hoje teria sido possível”. Por isso, diz, a “participação na feira é preparada reunindo a disponibilidade de todos os elementos e conjugando com a melhor forma de assegurar a melhor prestação em cada dia da feira”. Depois, este trabalho dá frutos. ALGARVE INFORMATIVO #168
“Para a nossa Orquestra, participar na Feira vem desde há muito sendo vantajoso, pois dá-nos a possibilidade de contacto com um público diferente, por ser visitada por turistas de todos os pontos do país e de fora do país até. Já tivemos muitos contactos para atuações que surgiram através da Feira Medieval”, revela. A Presidente da AAP reforça a importância desta participação para a Associação, pois permite darem-se “a conhecer e também angariem mais alguns fundos para poderem desenvolver as suas atividades”, considerando este esforço «vantajoso». Diogo Soares concorda: “A participação de Grupos e Associações locais neste tipo de eventos é altamente importante pois, dada a dimensão atual da Feira Medieval de Silves, é uma ótima oportunidade que ALGARVE INFORMATIVO #168
têm de poder divulgar o seu trabalho, que muitas vezes pode passar despercebido num concelho tão grande como o nosso”. E o sucesso deste evento acontece, na opinião destes dirigentes associativos “porque a autarquia tem feito, ao longo destes anos, um bom trabalho, tanto na organização, como na publicidade do evento”, diz Piedade Neto e Diogo Soares reforça: “A Feira Medieval tornou-se o sucesso que é hoje, muito graças a todo o ambiente que é criado ao longo dos vários dias e de toda a experiência que é proporcionada aos visitantes”. E ambos salientam a colaboração e a qualidade do trabalho de todos os que estão envolvidos no evento. “Grupos de animação, artesãos e vendedores que tentam retratar a época medieval, 28
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entusiasmando os visitantes”, diz Diogo Soares – e sem ao quais a Feira Medieval de Silves não seria possível. “Este é o verdadeiro espírito deste evento”, salienta Rosa Palma, Presidente da Câmara Municipal de Silves. “A Feira vive das pessoas que a amam e que amam a sua terra, a sua história e por ela tudo fazem. A Feira de Silves tem essa forte componente, que a transforma num espaço único de vivências, não apenas para os visitantes, mas para todos os que nela trabalham”, sublinha. ALGARVE INFORMATIVO #168
Por isso mesmo, a Feira Medieval de Silves é um evento de afetos e de pessoas que os vivem e partilham, em 10 dias de festa e de uma verdadeira viagem no tempo .
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REPORTAGEM
7.ยบ MANGA AND COMIC EVENT VOLTOU A TRAZER PERSONAGENS DA CULTURA POP A FARO Texto:
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ábado, dia 4 de agosto. O relógio mostra que estamos ainda por volta das 9 horas da manhã e quem passa junto à Escola de Hotelaria e Turismo, situada em Faro, não fica indiferente à enorme fila que se começa já a formar e com origem na porta daquele estabelecimento. São, na sua maioria, adolescentes e jovens que vêm em grupo e que estão ali à espera de algo. Nem a oferta de praia, acessível por barco ali
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mesmo ao lado, ou a ameaça de uns pouco acolhedores 47 graus nesse dia, parece fazê-los demover. Entre os muitos que já ali se encontram, um ou outro está vestido de forma que muitos descreveriam como «esquisita». Uma análise mais próxima permite perceber que se trata de roupas que replicam aquelas que são usadas por algumas personagens da animação ou do cinema: o famoso cosplay. Os olhos de turistas e transeuntes que por ali 40
passam prendem-se na fila que vai crescendo e alguns, sobretudo estrangeiros, abordam o que parecem ser elementos da organização que estão à porta. “O que é vai acontecer?”, perguntam. A resposta surge com naturalidade: “É uma espécie de Comic Con”. E é mesmo disso que se trata o Manga and Comic Event, iniciativa que vai já no seu sétimo ano de realização e que passou 41
por locais tão distintos como a então sede da Associação Faro 1540, o Clube Farense, o espaço do IPDJ e, por fim, o local onde acontece ainda hoje – a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve. Este ano repete-se o local do evento, ainda que com significativas alterações na utilização dos espaços. “Quisemos garantir uma melhor experiência a quem nos visita e, por isso, retirámos as bancas do artesanato e dos artistas dos ALGARVE INFORMATIVO #168
corredores e levámo-los para o refeitório. Assim, evitam-se os constrangimentos na passagem e garante-se um melhor fluxo de pessoal”, disse fonte ligada à organização do evento. Mas a utilização dos espaços internos não foi a única alteração significativa deste ano, já que o evento decorreu logo no primeiro fim-de-semana de agosto, quando costumava realizar-se mais lá para o fim do mês. A dúvida sobre o porquê tinha também eco na fila que não parava de crescer e que foi aumentando até à abertura das portas do evento. Mas também para esta questão a explicação surge com naturalidade: “A mudança da ALGARVE INFORMATIVO #168
data da Comic Con Portugal obrigounos a alterar os planos. Apesar de não termos dúvidas das mais-valias do nosso evento, sabemos que pela sua dimensão é impossível competir com a Comic Con Portugal, ainda para mais com a realização da mesma agora na zona da Grande Lisboa. Decidimos antecipar o Manga and Comic Event de modo a garantir que, tanto os visitantes, como os lojistas, tinham a possibilidade de estar presentes”. Um pouco depois das 10 horas da manhã, hora prevista para abertura das portas, ouve-se alguém dizer a quem se encontra na fila que são só mais cinco 42
minutos. A sensação térmica por ali até não é má e a notícia é recebida com naturalidade. O prometido é cumprido e as portas abrem. De forma ordeira, pelo menos tanto quanto possível, os visitantes começam então a entrar, recebidos pelos dois membros da organização que há pouco controlavam as entradas dos voluntários e elementos afetos de algum modo ao evento e que repetem com um sorriso “Bom evento. Divirtam-se!”, ao mesmo tempo que pedem às pessoas que mostrem as pulseiras que servem como bilhetes. Nos dois dias em que esteve em Faro, o Manga and Comic Event terá recebido 43
cerca de duas mil pessoas, número que não andará muito longe do do ano passado, não obstante a antecipação da data. De certa forma, é assim validada a aposta da organização que se decidiu pela alteração da data. E por falar na organização do evento, é praticamente com esta que temos o primeiro contacto ao entrar na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, já que logo à frente da porta encontra-se uma mesa com horários e informações, pertencente à Associação Núcleo de Geeks do Algarve. A associação que surgiu na sequência do primeiro MCE, ALGARVE INFORMATIVO #168
organizado nessa altura por uma estrutura informal, é hoje a responsável por eventos como o «Loulé Game Fest» e colabora com os «Meets de Harry Potter», entre outros de menor dimensão. Contudo, é no Manga and Comic Event que está a sua maior concretização e, por isso, os vários voluntários, entre elementos da direção da associação e outros, começam a preparar tudo com seis meses de antecedência. Ao todo, serão cerca de 60 os voluntários que tornam possível o Manga and Comic Event. Quem não se aperceber da banca da Associação NGA, talvez se aperceba logo de uma outra figura logo ali à entrada. ALGARVE INFORMATIVO #168
Trata-se de uma das figuras mais aterradoras do cinema e que certamente provocou pesadelos a muitos dos que por ali passavam: um Xenomorfo, espécie que nos foi apresentada em 1979, no filme Alien, o Oitavo Passageiro. Logo ao lado, podíamos ver um outro «rosto» conhecido do cinema – um Predador, novamente nas bocas do mundo graças ao filme «The Predator» que deverá estrear ainda durante este ano. Estas, e mais um par de esculturas relacionadas com a mesma temática, são obra de Henrique Keys, um artista do Algarve que alia um talento incrível a uma capacidade de reaproveitamento de 44
materiais usados sem par. Quem por ali passava podia, além de apreciar as «obras de arte», tirar uma foto com as mesmas e dar dois dedos de conversa com o artista que por ali se encontrava, ora promovendo as suas esculturas, ora policiando os mais afoitos e menos respeitadores das fitas que protegiam, veja-se só, tão ilustres «monstros» da história do cinema. No corredor que dava acesso ao palco exterior e à área onde se encontravam as lojas e demais atrativos do evento, os visitantes podem ver uma exposição exclusiva: Universo de Maru. Trata-se pois de um universo fictício que nasceu há dois anos a partir de uma parceria entre 45
Marcelo Souto, o artista, e Haguruma, empresa japonesa de impressão que celebra este ano 100 anos. Este Universo é como se fosse um diário visual do autor e, como é óbvio, tem uma influência enorme da cultura japonesa, não estivesse Marcelo Souto a residir em Tóquio. Ao fundo do corredor, os visitantes têm então acesso a um dos elementos centrais de qualquer evento desta natureza: as lojas da especialidade. Vindas de Lisboa, Olhão e até Espanha, muitos aproveitam estes dois dias para adquirir os colecionáveis que andam a namorar há meses mas que preferem ALGARVE INFORMATIVO #168
não comprar pela internet. As lojas presentes sabem que há, na região algarvia, uma lacuna evidente de lojas especializadas na temática geek e aproveitam bem esse facto nesses dois dias. Entre as t-shirts da Pop Store a preço que compete com as que encontramos em outras lojas bem mais genéricas, mas de qualidade bem superior, e os famosos «pops» (figuras estilizadas da marca Funko) trazidas pela «Casa da BD», há ALGARVE INFORMATIVO #168
muito por onde escolher. O Algarve, esse, está representado pela loja «Jogos & Companhia», situada em Olhão, que aproveita o evento para se promover aos visitantes locais que ainda não conhecem a sua existência. Apesar da importância que na loja os jogos de tabuleiro têm, no evento João Jesus, dono da loja, opta por apostar na «companhia», que é como quem diz, nos livros de manga, bem como nos 46
produtos relacionados com a cultura pop oriental, não fosse esse o motivo que leva muitos dos visitantes ao evento. Logo ao lado, apesar de aparentemente deslocalizada, vemos a banca da «Gothic Chic», projeto de Jennifer Guerreiro que, por estes dias, desempenha o papel de organizadora de evento, não fosse ela a presidente da Associação Núcleo de Geeks do Algarve, e de vendedora. A 47
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«Gothic Chic» confeciona roupa à medida inspirada no estilo vintage, com influências de cultura Pop Japonesa, chamando por isso a atenção de quem por ali passa. Outras lojas, com artigos mais ou menos genéricos, completam o espaço para delícia dos visitantes. Ou, pelo menos, de grande parte, já que alguns queixam-se da falta de comics (livros de banda desenhada) e de produtos relacionados com os mesmos, sendo que no Manga and Comic Event, o Manga é claramente o rei. Entretanto, um pouco por todo o recinto, já se começam a fazer notar os cosplayers presentes. Princesas da Disney, personagens de videojogos, séries de TV, ALGARVE INFORMATIVO #168
animação, filmes ou animes, todos se concentram neste evento para gáudio dos presentes. Para alguns dos cosplayers esta é a possibilidade de serem também eles estrelas por um dia, não sendo de estranhar ver quem se aproxime deles para pedir uma foto, o que muitas vezes representa o momento alto do evento para alguns. E não se pense que não o é também para quem usa ali o resultado de, por vezes, meses de trabalho intenso, tudo para construir uma «verdadeira ilusão» que permita criar nas pessoas a convicção de que ali se encontra, não o José ou a Ana, mas a Lara Croft da saga «Tomb Raider» ou Nick Wilde, do filme «Zootopia». Não obstante o calor ter possivelmente 48
afastado da mente de alguns a ideia de levar um cosplay, esta vertente do evento não deixou de ter a sua habitual importância, com a realização, no sábado, de um desfile e no domingo de um concurso de cosplay. O primeiro, com menor formalidade, levou ao palco exterior vários cosplayers que se divertiam enquanto mostravam ao público os seus fatos ou armaduras. Já o concurso de domingo, sempre um dos momentos altos do evento, gerador de filas que se formam às portas do anfiteatro onde se realiza, colocou frente a frente alguns dos melhores cosplays presentes, com direito a representação e, no caso da Ariel, até a performance musical em direto e ao vivo. O concurso viria a ser ganho por Andreia 49
Martins, com um cosplay de Caius Ballad, do «Final Fantasy XIII-2». Os restantes lugares do pódio foram de Tamires Bassani, com um cosplay de Ariel, do filme «Pequena Sereia», e Ana Teresa Rodrigues e Rui Aguiar com cosplays de Judy Hopps e Nick Wilde, respetivamente, do «Zootopia». Aproveitando que falamos do palco exterior, este é sempre um dos pontos de encontro favoritos do evento, mantendo uma tradição que vem praticamente desde o terceiro evento. Por ali passam desde concursos relacionados com a temática do Manga and Comic Event, a atuações de bandas como os «Ghost Town Arcade» ou ainda ALGARVE INFORMATIVO #168
de grupos de K-Pop, género que reúne cada vez mais adeptos no Algarve. A animação, essa, é constante graças aos apresentadores que trabalham o público como se estivéssemos numa versão mais atual do «Big Show Sic». Mesmo ao lado do palco, temos a presença do grupo vindo de Lisboa – a Liga de Steampunk de Lisboa. Este é um grupo de cosplayers, criativos e entusiastas que se divertem a fazer criações steampunk e a divulgar um pouco da cultura, moda, literatura e sobretudo o espírito DIY (Do It Yourself) associado a este movimento. Além da presença ali, o grupo era anda o responsável pela organização de pequenos e interessantes momentos como os Duelos de Nerf ou a Caça ao Tesouro.
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Porque o calor faz-se sentir e apesar da sombra que cobre o público no Palco da Rua a sensação térmica é quente, voltamos a entrar e, praticamente logo à frente da entrada para a zona exterior, temos a entrada de acesso ao auditório. Aqui, além da refrigeração, que convida à entrada e permanência, temos diversos painéis para, praticamente, todos os gostos. Os painéis são, essencialmente, momentos de conversa e discussão, mais ou menos participada pelo público, onde podemos ouvir os especialistas da casa a falar de temas como os «Animes do Ano», os «Heróis da Nossa Vida» (um momento interessante que resulta de uma parceria com Associação Sê mais Sê Melhor e que nos fala sobre como todos 50
nós podemos ser também heróis), «Conspirações de Star Wars», «Heróis do Cinema» ou «Filmes da Pixar». O Auditório fica ainda marcado por duas presenças de «peso»: Angélica Elfic, que além do Painel tinha ainda um espaço no evento e foi ainda a responsável por um dos workshops, e Ilyas Kaduji, realizador, produtor, escritor, editor, supervisor e designer de efeitos visuais que trabalhou, por exemplo, na saga Harry Potter. Na sua primeira presença no Manga and Comic Event, Angélica deslumbra não só com o seu trabalho, mas também com a sua simpatia. Quem passa pelo seu espaço no evento, facilmente se apercebe da sua inspiração em temáticas dentro do Fantástico, como por exemplo Tolkien, Luis Royo, G.R.R. Martin, entre outros, 51
para criar indumentárias. Sempre com uma palavra de incentivo para quem a abordava, a artista que tem formação como Designer de Moda/Acessórios e é ainda um nome reconhecido no mundo do Cosplay, partilha a sua arte num painel que cativa muitos dos presentes no evento. A artista é ainda a responsável por um workshop onde ensina algumas técnicas bastante úteis para quem deseja iniciar-se na construção de armaduras a baixo custo. Já Ilyas Kaduji, que confessa ter escolhido Portugal para viver e trabalhar por ser um país cheio de MacGyvers, fala com naturalidade do seu preenchido trajeto. Estávamos no início dos anos 2000 quando Ilyas alcançou uma excelente reputação na indústria ALGARVE INFORMATIVO #168
cinematográfica e trabalhou em blockbusters de enorme sucesso como «Harry Potter», «Lara Croft», «Sweeney Todd» e «Shangai Knights», entre outros. Atualmente, Ilyas encontra-se mais ativo como realizador, estando já a trabalhar em mais um filme, através da Haunted House Productions (HHP). A HHP é uma produtora independente de filmes e televisão sediada em Jersey, no Reino Unido. A empresa foi fundada recentemente pelo realizador Ilyas Kaduji, pela produtora Mafalda Sá e pelo produtor executivo Gordon Pollock, uma equipa que colaborou em vários projetos e que conta já com 20 anos de experiência em vários blockbusters. Na conversa com Ilyas foram muitos os fãs que quiseram colocar as suas questões, sendo que as mesmas não ficaram sem resposta, sempre com uma enorme simpatia por parte do realizador e artista inglês. No fim, ficou um desafio a ALGARVE INFORMATIVO #168
todos os potenciais interessados em trabalhador com a HHP, já que a produtora encontra-se sempre aberta à ideia de expandir o seu número de colaboradores, procurando artistas locais capazes e com talento. Saídos do auditório, voltamos em direção ao espaço central do evento, mas entrando desta vez por uma porta que nos leva ao espaço onde se encontra o Creative Alley e a área dos expositores/artistas. Aqui encontramos uma das áreas mais procuradas do evento, não estivesse a mesma repleta de produtos originais, mas sempre relacionados com a temática do evento. Além do habitual artesanato e dos pins, sempre muito procurados, a impressão 3D ganha importância nesta área e encontra-se já em três bancas diferentes - 3d Prints & Props, VerArte e 3DForge. 52
Naquilo que é uma enorme parte do futuro do cosplay e do props (réplicas usadas muitas vezes por cosplayers de armas e instrumentos usados pelas personagens), o 3D ganha adeptos e apesar da relativa facilidade com que hoje se adquire uma impressora 3D, muitos preferem ainda recorrer a quem já tenha o material todo, facilitando assim o processo. Para os que não procuram necessariamente algo para usar, seja um fio, pulseiras ou as muito famosas «orelhas de gato» que vemos ser usadas por muitos visitantes durante o evento numa espécie de cosplay à última da hora, temos também artistas das artes gráficas para todos os gostos. E são, literalmente, para todos os gostos. A atenção vai, como sempre, para a banca 53
da artista Inês Barros que, com um traço muito próprio, reinventa algumas das personagens mais icónicas do cinema e literatura e até mesmo da história, numa linha dedicada essencialmente às personagens femininas. Numa outra linha, mas mesmo ao lado, a artista do projeto «Precious Desublimation», numa estreia por estas lides, apresentava as suas obras em desenho de arte tradicional feitas a caneta e lápis. As suas obras destoavam no popular de cores e desenhos «fofinhos» que por ali se via, mas nem por isso faziam menos sucesso, para o qual contribuiu o facto de a artista estar a desenhar ao vivo. Será, sem dúvida,
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uma artista a seguir para fãs de H. R. Giger ou Guillermo del Toro.
fotografias em cenários fantásticos, sem ter que sair do recinto.
Não muito longe dali, o pessoal da Silver Blade Academy apresentava aos visitantes a sua escola de lutas com sabres de luz, as famosas «espadas» usadas por Jedis e Sith nos filmes da saga «Star Wars». Esta era uma das organizações presentes que enriquecem o evento e proporcionam aos visitantes uma alternativa às lojas, videojogos e workshops. Além da Liga SteamPunk e da Silver Blade Academy, já aqui referidos, podíamos ainda encontrar a associação Skull, vinda de Espanha, mas também a muito nacional Associação Portuguesa de Cosplay, bem como a ETIC ou ainda o canal de Youtube Na Mira, dedicado a jogos de tabuleiro, ou até a loja de fotografia NIOBO que tinha um green screen que permitia aos visitantes tirar
Visitado que estava o rés-de-chão do evento, havia ainda todo um primeiro andar para explorar. As pernas, ainda que cansadas, sobem a gosto as escadas que nos levam ao espaço onde se realizam os workshops, quase sempre esgotados e com salas cheias, dedicadas a temas tão diversos como Construção de armaduras em Cartão, Bullet Journaling, Hama Beads ou até Dungeons and Dragons, um Role Playing Game (RPG) onde o jogador é convidado a criar uma personagem que vive aventuras fantásticas em equipa. Este popular RPG que junta jogadores há décadas tem estado a ganhar adeptos no Algarve e os workshops dados no Manga and Comic Event têm
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sido uma forma de cativar ainda mais jogadores. Para quem não tem «tempo a perder» ou não conseguiu inscreverse nos workshops, o andar de cima tem ainda à disposição dos visitantes um conjunto vasto de consolas vintage e modernas para experimentar. Enquanto alguns matam saudades do clássico Super Mario Bros na Nintendo, outros recuperam um Super Mario mais moderno, na Nintendo 64. Os adeptos de outras consolas, que não as Nintendo, também têm várias possibilidades para explorar, entre consolas da Sega, como a Mega Drive ou a Sega Saturn, ou as consolas mais recentes da Sony e Microsoft – as Playstations e as XBox. Também no primeira andar temos as sempres concorridas competições de jogos de pc e consola, que reúnem jogadores que procuram a glória de uma vitória, ainda que virtual, sobre os seus inimigos. Entretanto, numa altura em que tudo serve de abanico, não estivessem a fazerse sentir os 47 graus que o Instituto de Meteorologia havia «prometido», voltamos a descer até ao rés-do-chão para procurar um dos bares do evento. Enquanto alguns procuram já uma refeição para aquecer o estômago, nós preferimos antes um granizado que nos ajuda a refrescar. No fim, voltamos à conversa com a organização do evento e a pergunta obrigatória acaba por surgir: então e para o ano, temos mais Manga and Comic Event? Fosse uma empresa a organizar e talvez o sim estivesse na ponta da língua, 55
já que o evento parece ter sido mais um sucesso, mas tratando-se de uma associação que depende de trabalho dos seus associados e voluntários para montar um empreendimento desta dimensão, a resposta é bem mais humilde: “Logo se verá. Haja vontade e voluntários e podemos pensar nisso!”. Apesar da resposta não deixar certezas, despeço-me com um confiante “Até para o ano!”, certo de que uma vez mais haverá quem aceite o desafio e ajude a montar o que será então a 8.ª edição do Manga and Comic Event! .
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REPORTAGEM
TEATRO DO ELÉCTRICO LEVOU «KARL VALENTIN KABARETT» A LOULÉ E QUERENÇA Texto:
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Teatro do Eléctrico regressou ao concelho de Loulé com o fantástico «Karl Valentin Kabarett», nos dias 9 e 10 de agosto, na Cerca do Convento Espírito Santo, em Loulé, e nos dias 16 e 17 de agosto, no Largo da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, em Querença. Com textos originais do dramaturgo Karl Valentin e encenação do quarteirense Ricardo Neves-Neves, o espetáculo reúne 16 curtas peças do autor que ficou conhecido como o «Chaplin Alemão», protagonizadas por 11 atores, entre eles os «históricos» Fernando Gomes e Elsa Galvão, cruzando-as com o repertório musical popular alemão, pela voz de um coro polifónico de atores/cantores e um quarteto de saxofones.
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O espetáculo representa a celebração do teatro de Karl Valentin (1882-1948), o comediante e dramaturgo bávaro que é reconhecido, hoje, como um dos mais influentes do século XX. Às peças curtas, repletas de humor e de absurdo, o encenador Ricardo NevesNeves juntou um conjunto de temas do repertório tradicional alemão do final do século XIX e princípio do século XX, cantados ao vivo em alemão pelos 11 atores e um cantor lírico, acompanhados de uma orquestra de dez elementos, e o resultado final é um entusiasmante espetáculo de cabaret, a lembrar o imaginário fervilhante da Alemanha de Weimar .
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Ficha Técnica: Textos: Karl Valentin; Tradutores: Almeida Faria, Jorge Silva Melo, Luíza Neto Jorge, Maria Adélia Silva Melo, Osório Mateus; Encenação: Ricardo Neves-Neves; Assistência de Encenação: Rafael Gomes; Elenco: Elsa Galvão, Fernando Gomes, Joana Campelo, José Leite, Márcia Cardoso, Rafael Gomes, Rita Cruz, Sílvia Figueiredo, Tadeu Faustino, Tânia Alves e Vítor Oliveira; Direção Musical: Rita Nunes; Apoio Vocal: João Henriques; Orquestra: Francisco Andrade (Saxofone Tenor), Ivo Rodrigues (Trompete), José Almeida (Baixo), José Massarrão JOSÉ (Saxofone Alto), Marcos Lázaro (Violino), Rita Nunes (Saxofone Alto e Barítono), Rui Pereira (Bateria), Simon Wadsworth (Piano), Tomás Pimentel (Trompete), Xavier Ribeiro (Trombone); Cantor: Tiago Amado Gomes; Sonoplastia: Sérgio Delgado; Coreografia: Tiago Careto; Figurinos: Rafaela Mapril; Assistência de Figurinos: Ana Sabino; Costureira: Cláudia Monteiro; Adereços: Pessoa JR.; Luz: Elduplo; Fotografias: Alípio Padilha; Vídeo promocional: Eduardo Breda; Apoio ao espetáculo: Emanuel Santos; Produção/ Comunicação: Mafalda Simões; Um espetáculo do Teatro da Trindade, Festival de Almada e Teatro do Elétrico M6 . ALGARVE INFORMATIVO #168
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ARTES REGRESSARAM AO CENTRO HISTÓRICO DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL EM MAIS UM «CALÇADAS» Texto:
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úsica, dança, artesanato, doçaria e petiscos, poesia, teatro, design, escultura, fotografia e muitas mais artes voltaram a animar o Centro Histórico de São Brás de Alportel, na noite de 14 de agosto, na 5.ª edição do «Calçadas, a Arte Sai à Rua», uma iniciativa integrada no Plano de Revitalização do Centro Histórico de São Brás de Alportel. O evento voltou a convidar residentes e turistas, portugueses e estrangeiros, a desfrutar da arte a cada passo pelas calçadas do Centro Histórico São-Brasense, inclusivamente pela recentemente requalificada Rua Gago Coutinho. A iniciativa foi mais uma vez da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, em
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parceria com a Comissão Organizadora Calçadas, um grupo informal da comunidade são-brasense que voluntariamente se empenha todos os anos na dinamização deste evento. O «Calçadas» convidou ainda a conhecer as janelas do Centro Histórico que participaram no terceiro desafio «A Janela mais bonita», concurso que incentiva a decoração de janelas e montras do Centro Histórico de forma original e criativa. O vencedor terá a fotografia da sua janela, varanda ou montra na capa da agenda cultural «São Brás Acontece». A animação musical esteve a cargo de «Veredas da Memória», «Fadista Motard», Sara Gonçalves, «The Wine-aBilly Rollers», «Rua da Lua», «Appo», Luke Redmond e DJ Miká. O palco do 76
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Adro da Igreja foi, como é habitual, dedicado à dança e contou com as atuações do Rancho Folclórico de Santa Catarina da Fonte do Bispo, da Escola de Dança Municipal, da Companhia de Dança do Algarve e do grupo «São Brás Bailando». Para os mais pequenos houve o espetáculo infantil «Trocadoras Itinerantes» e o momento cultural «Trovas do Vinho», apresentado por Afonso Dias, ambos na Biblioteca Municipal. Também não faltaram as «Histórias de Arrepiar» contadas por Maria José Carocinho e Fernando Guerreiro na Calçadinha a partir da meia-noite.
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Ao todo foram 15 espetáculos, nos palcos Vila Adentro, Praça Velha, Adro da Igreja, Biblioteca, À do Calçadas e Calçadinha, mas o público também foi convidado a visitar a exposição «O fim dos Tempos», de Elsa Revez, patente na Galeria do Centro de Artes e Ofícios, assim como a exposição «São Brás de Alportel, olhares», com fotografias de André Nunes. Na Casa N.º 7 da Rua Ferreira de Almeida esteve patente uma exposição da Associação de Designers do Sul, que fez igualmente uma intervenção artística, ao vivo, nos armários de distribuição de eletricidade do Centro Histórico de São Brás de Alportel . ALGARVE INFORMATIVO #168
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DAVID CARREIRA E ANA BACALHAU AQUECERAM AINDA MAIS AS NOITES DE ALMANCIL E QUARTEIRA Texto:
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«Loulé Summer 2018» proporcionou mais dois excelentes concelhos aos residentes e visitantes do concelho de Loulé, mais concretamente de Quarteira e Almancil. Primeiro, a 11 de agosto, o Calçadão de Quarteira recebeu um concerto imprevisível, e verdadeiramente extraordinário, que juntou a cantora Ana Bacalhau, vocalista da conhecida banda Deolinda, e a Orquestra Clássica do Sul.
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Recorde-se que Ana Bacalhau lançou o seu primeiro álbum a solo, «Nome Próprio», em 2017, e tem andado em tournée desde então, tendo já passado, inclusive, pelo Cine-Teatro Louletano no Outono do ano transato. Agora, para celebrar o Verão, subiu ao palco com a Orquestra Clássica do Sul, que foi dirigida pelo Maestro Titular Rui Pinheiro. A cantora interpretou temas de «Nome ALGARVE INFORMATIVO #168
Próprio» num concerto ao ar livre, com a praia como pano de fundo, numa noite que permanecerá na memória de todos aqueles que estiveram na assistência. No dia 14 foi a vez do Jardim das Comunidades, em Almancil, acolher o mediático David Carreira, um dos maiores nomes da música portuguesa da sua geração e já com uma carreira de sucesso em Portugal e em França, como atestam os cerca de 270 milhões de visualizações que os seus vídeos contam no YouTube e Vevo. No final de 2011, o filho de Tony Carreira desvendou a sua paixão pela música e apostou forte no seu disco de estreia. «N.º 1», produzido pela dupla francesa Tefa e Blasta, foi um exemplo do que de mais atual se faz a nível internacional: uma mistura única entre a Pop, a Dance Music, o Hip-Hop, e 90
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grandes baladas R’n’b. David soube misturar os estilos e criar neste seu primeiro álbum uma identidade própria que o iria consolidar como o novo ídolo de Portugal. O disco conquistou a Dupla Platina e estreou-se em primeiro lugar, mantendo-se nessa posição durante 46 semanas consecutivas. Em 2012, 200 mil pessoas estiveram presentes na sua tour, que culminou num Coliseu dos Recreios esgotado. «A Força Está Em Nós» foi lançado a 11 de novembro de 2013, com participações como Snoop Dog, Boss AC, Anselmo Ralph e Diana Chaves. Foi disco de Ouro, tornando-o o segundo artista mais vendido de 2013 em Portugal. Seguiu-se «A Força Está Em Nós – Evolution Edition», que se tornou Disco de Platina, e «3», que alcançou o 1.º lugar no top de vendas nacional destronando Adele, com uma tourné com centenas de concertos em Portugal e no estrangeiro. Em 2016 foram lançadas a White e Black Edition, duas reedições do álbum «3», onde está incluída a música «Não Papo Grupos», cujo 93
videoclipe se tornou viral, com a presença de Ricardo Quaresma. No início de 2017, David Carreira lançou «Domino», single francês que entrou diretamente no top airplay das principais rádios francesas. No Verão desse ano, «Ficamos Por Aqui» apresentou ao público um cantor mais maduro e tornou-se rapidamente um grande sucesso, com mais de quatro milhões de visualizações do videoclipe no Youtube até ao momento. A «3 World Tour» de David Carreira contou com mais de 180 concertos e 700 mil pessoas. Para terminar o ano lançou o single «Já não te sinto» e apresentou o videoclipe ao público no início de 2018 com Giovanna Ewbank como protagonista. Em maio de 2018, David Carreira voltou às baladas com o lançamento do single «És Só Tu», em dueto com Inês Herédia. De entre os prémios conquistados, recebeu dois prémios MTV Europe Music Awards em 2014 e 2016 .
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CECAL RECEBE XXIX MOSTRA DE ARTES PLÁSTICAS DO CONCELHO DE LOULÉ Texto:
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té 22 de setembro, o CECAL – Centro de Experimentação e Criação Artística de Loulé, situado no Parque Municipal, recebe a XXIX Mostra de Artes Plásticas do Concelho de Loulé. A Casa da Cultura de Loulé, com a colaboração da Câmara Municipal de Loulé, promove este espaço de partilha e experimentação onde não existem restrições quanto aos materiais ou técnicas utilizadas.
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A organização pretende, deste modo, estimular a criação artística e promover o contacto direto entre artistas, sejam eles amadores ou profissionais, naturais ou residentes do Concelho de Loulé. É também objetivo da Casa da Cultura de Loulé continuar a juntar artistas de várias ALGARVE INFORMATIVO #168
gerações, independentemente dos seus percursos artísticos ou formativos. Participam na mostra Alexandra Toregão, Angelina Maia, Bertina Martins, Charlie Holt, Doris Ogrin, Erundina Mendonça, Fátima Maria Azevedo, Francelina de Jesus Mártires, Gilberto Soares (Gilso), Henrique Silva, João Espada, Leonor Brites, Luís Pina, Maria Adélia Palma Gonçalves, Maria de Fátima Pires Viegas, Natália Estêvão, Pilar Neto, Rebecca Ferrada, Regina Silva e Rute Xavier Guerreiro. A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 11h às 14h e das 15h às 19h, e aos sábados, das 11h às 17h. A entrada é livre .
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Turistas acidentais Adília César (Escritora)
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busca de duas turistas por uma selfie perfeita causou uma briga na Fonte de Trevi, em Roma». Assim tem início uma notícia publicada no «The Guardian» a 10 de agosto de 2018, que remete para uma reflexão peculiar sobre a actividade turística actual. Recordo uma viagem que fiz a Paris, há muitos anos. Tive o privilégio de fazer umas curtas férias em Paris e de visitar o Museu do Louvre durante dois dias inteiros, entrando e saindo calmamente das diversas salas de exposição, para usufruir das obras de arte expostas. Digo «calmamente», no sentido literal de «dar tempo ao tempo para ter mais tempo», porque tinha aprendido anteriormente algo muito importante durante um estágio de educação artística na New Tate Galery, em Londres, destinado a professores, onde nos tinha sido pedida uma observação peculiar: a verificação do tempo que geralmente alguém – o espectador - permanecia a «olhar» para cada obra de arte. E foi extraordinário, pela negativa, pois essa duração era de apenas cinco segundos, em média! Cinco miseráveis segundos para alguém se dispor a olhar com «olhos de ver quase nada» uma obra de arte in loco, uma experiência única, irrepetível na maior parte dos casos. Fiquei abismada e prometi a mim mesma que não mais cometeria esse erro, e que concederia à obra de arte o tempo necessário para que a minha apreciação artística fosse válida e frutuosa de enriquecimento estético. Num outro contexto, o do turismo nos locais históricos, que contempla a fruição de monumentos, acontece um fenómeno semelhante, em que os turistas andam muito depressa para verem «tudo» em pouco tempo e fazem uma apreciação rápida e sumária, tirando muitas selfies para justificar a vaidade e mostrar que estão, de facto, ali… A notícia publicada pelo jornal «The Guardian» relata a seguinte ocorrência: duas mulheres turistas, uma holandesa de dezanove anos e uma ítaloamericana de quarenta e quatro anos decidiram, 115
ao mesmo tempo, tirar selfies num local privilegiado em frente à Fonte de Trevi, em Roma. O monumento, projetado pelo arquiteto Nicola Salvi e concluído por Giuseppe Pannini em 1762, tem atraído milhares de visitantes a cada ano. Naquele preciso momento do dia, havia uma luz perfeita e um cenário ideal para uma selfie sem mácula. Mas… As duas mulheres encetaram uma troca de palavras, que depois se transformou numa briga, à qual se juntaram os membros das respectivas famílias, envolvendo oito pessoas no total, em frente de dezenas de turistas espectadores, uns assustados, outros perplexos. Dois agentes da autoridade ainda conseguiram acalmar os ânimos, mas logo depois a cólera reacendeu e foi necessária a intervenção de mais dois polícias. Os turistas só sofreram contusões, mas foram acusados de violência. Tudo isto porque as mulheres não quiseram ceder o seu lugar à outra, numa atitude de puro egoísmo, falta de educação e de desajuste face à actividade turística de ambas: a apreciação de um belo monumento. Note-se que as duas mulheres tinham idades bem díspares, pertencendo a gerações diferentes, pelo que nem a idade aqui serviu de filtro. A busca de duas turistas por uma selfie perfeita que causou uma briga na Fonte de Trevi invoca uma conclusão assustadora sobre as férias, as viagens, em suma, sobre os diversos tipos de «turismo» que nos preenchem o tempo dedicado ao lazer: as férias, sejam culturais (como visitar um museu) ou de mero entretenimento (como assistir a um jogo de futebol num estádio ou a um festival de música tipo Meo Sudoeste), têm vindo a evidenciar a animalesca presunção do ser humano – a experiência apreciativa já não é de fruição da obra de arte ou de regozijo prazenteiro pelo jogo ou pela música, é a de predador da sua própria humanidade .
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Do Reboliço #4 Ana Isabel Soares (Professora) Moinho Grande eleva-se sobre um sopé para onde se pode subir quer pela estrada, quer, à sua volta, por três pequenas escadas de pedra: uma liga-o ao poço, outra a um bocado de terra agora lavrada; a terceira desce encostada à casa da amassadura, onde está o forno, e leva à casa de morar. O Reboliço, patinha, patinha, patinha, dá a volta ao moinho: corre o sopé inteiro, desce pela escada junto ao poço, depois faz a volta ao contrário, rodeando, outra vez, a torre branca que se projeta no céu e, com o telhado, o aponta. Anoiteceu há mais de duas horas: o bicho ficou ansioso quando ouviu – das pessoas na casa, das vozes na telefonia – falar em chuva de estrelas. Quer ver. Recordou-se de quando ficava noites insones ao lado do avô, ele sentado à porta do moinho com as duas mãos no topo do cajado, a amparar o queixo, e o canito de barriga no chão, olhando para o alto que o dono olhava. Eram poucos os aviões que por aquele tempo passavam no céu, de dia ou de noite, e o avô conhecia-lhes as rotas e as horas; não sabia de onde tinham partido, não sabia onde aterrariam: importava-lhe saber em que direção e hora do céu o feriam. Distinguia os aviões dos satélites artificiais, de estrelas e de planetas. A lua, claro está, distinguia-se por si. Agora, anda o bicho à roda, busca o melhor lugar para ver chover as estrelas (que não são estrelas, já sabe). Do lado da cidade, o clarão faz esconder o escuro – a lua foi Nova, mas tem de se olhar para onde se apagaram as luzes da Terra se se quiser ver bem o céu. Depois de uma volta, mais outra meia, o Reboliço acha um canto propício: de frente para o canavial, de costas para os tupinambos e para a torre do moinho, escava um nada a terra rasa, senta-se, finca no chão as patas da
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frente e levanta o focinho. Não só o escuro ajuda a ver – também o silêncio, e ali não se ouve ninguém. Focinho assim erguido, os olhos abrem-se mais, varrem a escuridão à procura, enquanto as canas abanam, balançam com o vento, nem forte nem fraco, que a noite deixa passar, e só o rumor delas, uma ou outra folha da figueira grande a roçar num tronco, só esses buracos no silêncio o recordam de que está na Terra, assentado. Primeiro, nem um risco risca o céu. Nenhuma estrela pinga. Mas esta quietude basta para se tomar noção do que se é – e quando, por fim, o Reboliço agarra uma estrela a cair, o olhar fixa-lhe o brilho, faz um riso largo, uma gargalhada canina que não contém. São mais três, quatro, sete, muitos traços em movimento a sobressair do pó da estrada que é a Via Láctea. O Reboliço vê-os, isso sim, em deleite. Cada um daqueles riscos no céu, cada meteorito, pedaço de lixo cósmico que cruza a órbita da Terra, faz entender-se ele um bocado do mesmo mundo e faz entender nele a velocidade a que aqui em baixo se viaja; o bicho, bicho terreno, agarrando as estrelas, agarra a ideia de que anda num carrossel muito grande, num foguetão sem destino, apenas direção. E não só a velocidade entende agora. Também percebe a escala – um dia, ouviu ler, num filósofo antigo, que “o sol é do tamanho do pé de um homem”. Lembrou-se disso quando quis medir o risco mais longo que viu na noite da chuva de estrelas, o mais demorado. Levantou uma das patas, pô-la entre os olhos e o céu e decidiu o tamanho do rasgão: ia do topo das canas à primeira vara do Moinho Grande . * Reboliço é o nome de um cão que o avô teve, no Moinho Grande. É a partir do seu olhar que aqui escrevo.
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Foto: Vasco Célio
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O admirável mundo novo das moedas digitais Fábio Jesuíno (Empresário) mundo atual está em plena transformação, novas realidades estão a surgir a um ritmo elevado e a mudar a nossa sociedade. A grande revolução da internet veio contribuir para o surgimento de novos conceitos e a sua rápida democratização. Um dos novos conceitos que surgiram foram as moedas digitais, que cada vez mais estão a ganhar importância, não só pelo valor, mas também pela metodologia utilizada. É uma das grandes tendências atuais, onde se destaca a moeda mais conhecia e com maior valor de mercado, a Bitcoin. A grande valorização desta moeda digital despertou o interesse por todo o mundo. A Bitcoin é uma moeda digital descentralizada, nascida em 2008 por um programador com o pseudónimo Satoshi Nakamoto. A circulação desta moeda não é controlada por nenhum banco central ou Governo. As operações são realizadas por uma rede de computadores distribuída pelo mundo inteiro, sendo o histórico transparente e guardado numa base de dados usando a metodologia chamada blockchain. Uma moeda digital descentralizada chama-se criptomoeda, tal como a bitcoin, assenta em complexos matemáticos que lhe concedem uma independência, anonimato e segurança totais. Atualmente, o mercado das criptomoedas está valorizado em mais de 600 mil milhões de dólares, onde a
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bitcoin representa 48 por cento desse valor. Portugal também entrou nesta tendência, onde a startup portuguesa Aptoide criou no início do ano a AppCoins, que em poucas horas desde o arranque da sua negociação registou um valor de mercado de 800 milhões de euros, tornando-se numa das 50 criptomoedas mais valiosas em todo o mundo nessa altura. O governo português também aderiu recentemente a esta moda, com a criação de uma moeda virtual dentro da iniciativa GovTech. Neste admirável mundo novo houve algo que ganhou grande popularidade e importância, a metodologia blockchain. Uma tecnologia que visa a descentralização como medida de segurança, pode parecer muito complexa, mas o seu conceito é simples. São bases de dados partilhadas com a função de criar um índice global para todas as operações que ocorrem num determinado mercado. A tecnologia blockchain, para além das criptomoedas, começa a estar presente nas empresas, possibilitando uma maior transparência nos processos, como por exemplo a validação de documentos por meios digitais, como contratos de serviços, venda ou aquisição de imóveis, ações e dos mais diversos bens. As moedas digitais e o blockchain vieram para ficar e irão mudar as nossas vidas num futuro muito próximo .
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CASA CHEIA NAS FESTAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DOS MÁRTIRES
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ma das mais emblemáticas e significativas para os castro-marinenses, as celebrações das Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires tiveram, no dia 15 de agosto, o seu mais alto momento, com o concerto de Matias Damásio. A Praça 1.º de Maio foi pequena para acolher as centenas de pessoas que quiseram vir ao dia principal desta comemoração, também marcado pelas celebrações religiosas. Com um programa rico e diversificado, desde o desporto, passando pela etnografia e artesanato, gastronomia e animação musical, as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires começaram logo no dia 12 de agosto, com a Prova de Mar «Vila de Castro Marim», na Praia da ALGARVE INFORMATIVO #168
Alagoa, em Altura. O dia seguinte foi assinalado pela Festa da Juventude, com jogos de laser tag, dança power crew, uma color run, concertos de «Major Almeida», «Possessivo» e «Ho Chi Minh» e, por fim, uma festa da espuma com o DJ Karussa. No dia 14 de agosto, terça-feira, as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires tiveram lugar no seu palco principal no coração da vila raiana, a Praça 1.º de Maio, com a Feira de Artesanato e Etnografia o espetáculo do grupo de dança das Arutla (22h), cuja performance tem granjeado o mérito de anos de esforço e dedicação, conduzidos pela professora Laura Pook e pelo Clube Recreativo Alturense. O dia da padroeira, 15 de agosto, foi o de 122
maior afluência. Além do público para o concerto de Matias Damásio, todos os anos centenas de fiéis vêm à procissão em honra da venerada Nossa Senhora dos Mártires, que percorre as ruas da vila numa das mais bonitas romarias do território. Este foi também o dia da segunda edição do torneio anual de futsal «Nelson Solá», numa homenagem póstuma do Castromarinense ao antigo jogador. As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires tiveram a organização da Câmara Municipal de Castro Marim e da Paróquia de São Tiago e o apoio dos Clubes, Associações Locais e da Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim . Fotos: João Conceição
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PROGRAMA DE COMBATE AO TABAGISMO DE CASTRO MARIM RENOVADO POR MAIS UM ANO iniciativa foi lançada em 2015, num repto da Câmara Municipal de Castro Marim para uma vida sem tabaco que já conta com a adesão de mais de 300 pessoas. Por decisão da última reunião de câmara, o programa municipal de combate ao tabagismo foi renovado por mais um ano, num protocolo com a Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim, no valor de 12 mil euros. Este programa de combate ao tabagismo envolve a gratuidade da medicação e a disponibilidade permanente de médico e psicólogo. O investimento destes quatro anos ronda os 45 mil euros, mas os ganhos, quer em termos de saúde, quer na economia dos ex-fumadores, ascendem em muito esta quantia. O autarca de
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Castro Marim, também médico, Francisco Amaral, salienta os ganhos destes ex-fumadores. “Deixar de fumar é uma decisão inteligente que dá mais anos de vida, mais qualidade de vida e mais dinheiro na carteira. A taxa de sucesso desta iniciativa, para aqueles que completam o tratamento, é atualmente de 86 por cento, um valor muito superior à média nacional”. Por uma vida mais saudável, a Câmara Municipal de Castro Marim desenvolve várias iniciativas de sensibilização e outro programa inovador, o de combate à obesidade, com a adesão de cerca de 150 pessoas e que reúne diferentes abordagens técnicas, que passam pela consulta médica, nutrição, psicologia e prática de desporto . 124
PORTIMÃO PROCURA PROJETOS EMPREENDEDORES NA ÁREA DO TURISMO GASTRONÓMICO roadshow nacional do programa de aceleração TASTE UP vai passar por Portimão e desafia os empreendedores a apresentarem as suas ideias de negócio na área do Turismo Gastronómico e a participar na Oficina de Seleção de projetos que ali se realizará no dia 20 de setembro, com inscrições já abertas a todos os interessados. Promovido pela «Territórios Criativos», o Turismo de Portugal e a APTECE – Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia, o Taste UP é o primeiro programa de aceleração desenhado para apoiar, através de formação e mentoria, projetos de empreendedorismo na área do Turismo Gastronómico. Durante o mês de setembro, o Taste UP irá percorrer Portugal de norte a sul e dinamizar oito oficinas de seleção de projetos com o intuito de divulgar o programa e selecionar um finalista por oficina, que terá acesso direto ao programa de aceleração, com alimentação e estadia incluídas (Bootcamps em Alvaiázere a 11 e 12 outubro e em Coruche a 8 e 9 de novembro) e sessões de mentoria presencial e virtual. O evento final terá lugar a 12 de dezembro, em Loures, onde será apurado o grande vencedor. O Programa disponibiliza cinco mil
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euros em prémios monetários (quatro mil para o vencedor e 500 para o segundo e terceiros classificados), acrescido dos prémios facultados pela rede de parceiros. O Taste UP destina-se a empreendedores que queiram recuperar um saber ou sabor com tradição, iniciando um projeto empreendedor e inovador na área da culinária e gastronomia típica ou que já tenham um negócio, tecnológico ou não, que vise sustentar o desenvolvimento do turismo gastronómico, bem como para quem pretenda modernizar antigos negócios de família e/ou vise gerar novos negócios assentes na recuperação de tradições na área da culinária e gastronomia típica. O Município de Portimão, enquanto parceiro do programa Taste UP e no âmbito da sua aposta em dinamizar e promover atividades de apoio ao empreendedorismo, irá colocar o Algarve no mapa do Roadshow Taste UP e acolher uma Oficina de Seleção, durante a manhã de dia 20 de setembro, na Casa Manuel Teixeira Gomes .
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FESTIVAL F ANUNCIOU PROGRAMAÇÃO COMPLETA E HORÁRIOS Festival F, o último grande festival de Verão, anunciou, no dia 10 de agosto, a sua programação completa. No dia 30 de agosto, Salvador Sobral, Diogo Piçarra e D.A.M.A atuam no palco Ria, o principal; no dia seguinte, 31, é a vez de Sérgio Godinho, Aurea e Piruka subirem ao palco Ria; seguem-se The Gift e o encerramento em tom de festa a cargo de Revenge of the 90’s, no dia 1 de Setembro. Ao longo dos três dias, artistas dos mais variados quadrantes musicais atuam nos restantes palcos do Festival F - do fado de Cristina Branco e Raquel Tavares, passando pelo indie de Luís Severo e
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Surma, ao rock de Dead Combo, The Legendary Tigerman e Moonspell *1755 ou o hip hop de Holly Hood e Slow J. No total, serão sete palcos a receber uma programação pensada para os mais diversos tipos de público, residente ou em férias no Algarve, e que integra, além da música, workshops, exposições, animação de rua, teatro, humor, tertúlias e street food. As famílias são cada vez mais um pilar do Festival F, pelo que, para além do cartaz musical heterogéneo, serão promovidos workshops para diferentes faixas etárias sobre construção de instrumentos musicais com materiais reciclados; beatbox; videomapping; hip126
hop, entre outros. Existem ainda peças de teatro direcionadas para o público infantojuvenil: «Frida Khalo», de Cláudia Gaiolas, «Dama Pé de Mim», de Ana Madureira e o «Varredor de Marés», pela companhia teAtrito. Também a música feita com recurso a instrumentos pouco convencionais vai interpelar o público mais jovem com o projeto espanhol «Vibra tó». A programação de teatro no Festival F resulta de uma parceria com o LAMA (Laboratório de Artes e Media do Algarve) e terá lugar em diferentes espaços ao longo dos três dias. «Muita Tralha Pouca Tralha», com direção artística de Catarina Requeijo, «Lendas da Nossa Terra, Por Romão o Ancião», com encenação de Raul Constante Pereira, e a impressionante «Sómente», de Sérgio Fernandes, são algumas das peças que podem ser vistas ao longo do festival. Paralelamente, a programação itinerante destaca performances como «Dar a ver quando fecho os olhos», dirigida por Manuel Neiva, e a atuação do coletivo musical algarvio Alfanfare. O humor provou ser uma forte componente do evento e o cardápio do Palco Músicos será dedicado a essa arte, contando com os humoristas Eduardo Madeira, Jel e Pedro Luzindro, entre muitos outros. O Palco Arco recebe todas as noites uma formação Jazz para abrir e termina com a curadoria de Gijoe - o produtor e DJ algarvio, com mais de 20 anos de experiência - que convida nomes associados ao hip hop a ocupar este palco. À semelhança do que aconteceu na edição anterior, Valter Hugo Mãe volta ao Festival F para moderar tertúlias diárias, com artistas que fazem parte do cartaz. O espaço de debate e pensamento recebe também, no dia 1, com moderação de Inês 127
Lopes Gonçalves e sob o mote «Histórias do Direto», duas figuras incontornáveis da rádio em Portugal: Pedro Ribeiro e António Macedo. Entre as exposições que se associam ao evento encontram-se «A Evolução do Braço - Surrealismo na Colecção Millenium BCP e alguns ecos contemporâneos», no Museu Municipal de Faro, com obras de Mário Cesariny, Paula Rego, entre outros, e «Mare Nostrum», na Sala Alfa do Palco Arco, que reúne o olhar fotográfico de 10 fotógrafos, sobretudo algarvios, sobre o mar português e a Ria Formosa. A 5.ª edição do Festival F proporciona ainda a experiência de três Silent Parties, já que, ao longo dos três dias, aqueles que circularem no Largo D. Afonso III, na zona de street food, serão convidados a levantar os fones disponibilizados pela organização e a ouvir e a dançar ao som da música que selecionarem para o momento. Perto de 35 mil pessoas passaram pelo Festival F em 2017, numa edição marcada pelo forte crescimento, com a expansão do recinto para fora das muralhas da Vila Adentro e da programação de uma terceira noite. Em 2018, perante o sucesso da edição anterior, o evento consolida este modelo, continuando a valorizar o património, com raízes bem estabelecidas na zona histórica da Vila Adentro e espraiando-se até à Ria Formosa, que durante três dias é enriquecida por uma programação cultural de referência. O Festival F é uma iniciativa do Município de Faro, do Teatro Municipal de Faro, S.M., da Ambifaro e da produtora Sons em Trânsito . ALGARVE INFORMATIVO #168
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MUNICÍPIO DE LAGOA ATRIBUI QUASE 750 MIL EUROS A INSTITUIÇÕES DE CARIZ SOCIAL
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Câmara Municipal de Lagoa celebrou Protocolos de Cooperação Técnica e Concessão Financeira com instituições de natureza social, solidária e humanitária, incluindo as que contribuem para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Através da sua ação diária, estas instituições asseguram o bem-estar das populações através da dinamização de respostas sociais e serviços como Creches, Atividades de Tempos Livres, Serviço de Apoio Domiciliário, Centro de Dia, Estruturas Residenciais para Idosos, Centros de Convívio e apoio à saúde. Em parceria com a autarquia operacionalizam ainda medidas de cariz social, como o atendimento social descentralizado, o Fundo de Emergência Social para Famílias Carenciadas e a intervenção social em territórios prioritários. Nesse sentido, foram apoiadas 21 instituições do concelho de Lagoa com o montante de 747 mil e 625 euros. Associação Cultural e Desportiva da CHE Lagoense (86 mil euros), GASP Parchal (12 mil euros), ADR Centro Cultural e Social da Qta. S. Pedro 65 mil e 500 euros), GASP Mexilhoeira da Carregação (9 mil euros), Centro de Apoio a Idosos de Ferragudo (78 mil euros) e GASP de Ferragudo (8 mil euros) foram algumas das instituições abrangidas por este protocolo. Mereceram ainda a atenção da autarquia o ALGARVE INFORMATIVO #168
Centro de Apoio Social de Carvoeiro 55 mil euros), GASP Carvoeiro 12 mil euros), Centro de Apoio Social de Porches (64 mil euros), Centro Paroquial de Estômbar 11 mil e 500 euros em despesas correntes e 30 mil euros em despesas de capital, repartidas por dois anos: 15 mil euros em 2018 e 15 mil euros em 2019), Santa Casa da Misericórdia de Estômbar (52 mil euros), GASP Estômbar (9 mil euros), Centro Popular de Lagoa 198 mil euros), Associação Amigos dos Pequeninos de 128
Silves - Intervenção Precoce para crianças dos 0 aos 6 anos do concelho de Lagoa (60 mil euros repartido por quatro anos, de 2018 a 2021), Associação para o Estudo da Diabetes Mellitus e Apoio ao Diabético do Algarve – AEDMADA (2 mil euros), Serviços Sociais, Culturais e Desportivos dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Lagoa (2 mil e 500 euros), Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência – ADRA (12 mil euros, repartidos por 3 mil euros anuais de
2018 a 2021), Companheiro - Associação de Fraternidade Cristã (60 mil euros, no valor de 15 mil euros anuais de 2018 a 2021). O protocolo abrangeu ainda a Associação Amigos da Mexilhoeira da Carregação (20 mil euros, repartidos por 5 mil euros anuais de 2018 a 2021), a Associação de Capoeiragem Malta do Sul (18 mil euros, repartidos por 4 mil e 500 euros anuais de 2018 a 2021) e a Associação In Loco (625 euros) .
JOVENS DO BTT LOULÉ/ELEVIS BRILHARAM NO CAMPEONATO DA EUROPA DE ORIENTAÇÃO EM BTT
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e 7 a 12 de agosto decorreram, na cidade de Waldviertel, na Áustria, os Campeonatos do Mundo de Seniores e Juniores e o Campeonato da Europa de Jovens em Orientação em BTT, tendo estado em evidência os jovens Marisa Costa e João Mendonça, do BTT Loulé/Elevis, em representação da Seleção Nacional. Marisa Costa foi vice-campeã em Distância Média e quinta em Distância Longa. Já João Mendonça conseguiu um brilhante oitavo lugar em Sprint. Dos restantes resultados
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da Seleção Nacional destaque para Davide Machado, Vice-campeão do Mundo em Mass Start, e para Ana Filipa Silva, com o 21.º lugar em Mass Start e o 23.º em Distância Média em Seniores Femininos .
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JÁ SÃO CONHECIDOS OS PROJETOS VENCEDORES DO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE LOULÉ 2018
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oram apresentados, no dia 8 de agosto, na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, os 11 projetos vencedores do Orçamento Participativo de Loulé de 2018, sendo que o da freguesia de Almancil foi aquele com maior votação. A participação neste projeto de cidadania lançado pela autarquia louletana em 2014 registou, neste ano, uma votação de 5 mil e 71 votos (1.290 em boletim e 3 mil e 781 via SMS). Salienta-se o facto da edição do OP 2018 ter registado a maior participação ao nível da votação presencial nas quatro edições realizadas,
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com um peso de 80 por cento no apuramento dos projetos vencedores, tendo o voto eletrónico (SMS) um peso de apenas 20 por cento. Na freguesia de Salir, a criação de um espaço multiusos coberto sucede, assim, à requalificação do polidesportivo da Cortelha: laterais, piso e iluminação (2016) como o projeto que reuniu, nesta freguesia, o maior valor de votos nesta iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Loulé. No total, o valor apurado nesta proposta foi de 170,4. Também no interior, na freguesia de Alte, os munícipes atribuíram a vitória (227,2) à limpeza da ribeira da Fonte Grande ao
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Vigário, com a criação de percursos pedestres e passadiços, assim como sinalética e brochuras. A recuperação das fontes da freguesia e do antigo chafariz do Ameixial (44,8) mereceu a aprovação dos votantes nesta freguesia e será a obra a realizar no âmbito do Orçamento Participativo 2018. Relativamente às outras freguesias, em Querença, a recuperação/reabilitação da Casa do Povo de Querença registou um total de 23,0 e foi o projeto mais votado. Já na Tôr, os participantes na votação desta edição decidiram-se, na sua maioria (12,2), pela colocação de equipamento geriátrico na zona do lavadouro e junto à Sociedade Recreativa Torense. A segunda fase de requalificação do pavilhão do Sport Clube Benafim (15,2) foi a proposta vencedora em Benafim Na freguesia de S. Sebastião, o projeto que registou maior valor (79,8) foi a requalificação dos espaços de jogos das escolas EB 2,3 Eng.º Duarte Pacheco e EB 1 Mãe Soberana. Na cidade de Loulé, freguesia de S. Clemente, os participantes aprovaram, com 84,8, a colocação de uma cobertura no anfiteatro António Aleixo no Parque Municipal. Na freguesia de Almancil. a proposta vencedora, com um valor de 184, diz respeito à construção de um abrigo animal/hotel social: com recolha de animais feridos e abandonados, com 131
ajuda à população mais carenciada ao nível dos apoios veterinários. Esta obra irá apoiar o trabalho desenvolvido pela associação ABSOL e o seu projeto «BemEstar Animal». Na freguesia de Boliqueime, os votantes optaram maioritariamente (181) pela construção de um jardim público com parque de lazer infantil, zona verde e parque geriátrico na zona da Fonte de Boliqueime ou na Avenida Cavaco Silva. Finalmente, noutro dos principais aglomerados urbanos do Concelho – Quarteira – o projeto vencedor no âmbito das três propostas foi o «Dar vida ao Passeio das Dunas» – reforço da iluminação e colocação de um equipamento tipo quiosque com esplanada, que registou o valor final de 59,4 nesta freguesia. A Câmara Municipal de Loulé vai disponibilizar, para a realização destas 11 obras, uma verba de um milhão e 200 mil euros, as quais irão ser realizadas até ao final de 2020 .
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MEGACRACKS JUNTA CRIANÇAS E JOGADORES PROFISSIONAIS DE FUTSAL Movistar Megacracks Tour, o evento mais importante do Movistar Inter FS, deixa pela segunda vez na sua história Espanha para espalhar a magia do futsal fora de portas, desta vez em Portimão. No dia 24 de agosto, os jogadores da melhor equipa do mundo de futsal vão divertir-se com os mais jovens num encontro que contará também com a participação de crianças e jovens portadores de deficiência, uma das marcas deste projeto, que demonstra que, independentemente das suas capacidades, todos podem praticar desporto e desfrutar juntos. Este programa de Educação, Desporto e Integração dirigido a crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos tornou-se uma referência social e é o único evento que combina desporto com os valores essenciais da vida: equidade, compromisso, equipa, integração, solidariedade, aprendizagem, cultura e, acima de tudo, muita diversão. Durante duas horas, entre as 17h e 19h, os participantes vão estar em campo e partilhar experiências com as estrelas de futsal Movistar Inter FS, aprendendo conceitos técnicos e táticos do desporto numa interação lúdica e desportiva onde se irão realizar minijogos, atividades e vários desafios. O Portimão Arena vai, nesta tarde, ganhar a cor azul da equipa espanhola Movistar Inter e vibrar com a alegria dos
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mais novos que vão poder interagir igualmente com o português Ricardinho, eleito o melhor jogador do mundo da modalidade. Em mais de dez anos de existência em Espanha, o Movistar MegaCracks Tour já passou por cerca de 130 mil crianças em idade escolar e mais de 11 mil atletas com diversidade funcional já participaram neste evento. A participação no Gira Mega Crack é gratuita mas sujeita a inscrição através do link https://www.cmportimao.pt/GiraMegaCracks. De referir que o projeto Gira Movistar MegaCracks está inserido no Record Masters Cup Futsal que decorre entre os dias 25 e 26 de agosto. O torneio vai ser disputado por quatro das melhores equipas do mundo em futsal: Sporting Clube de Portugal, Sport Lisboa e Benfica, Movistar Inter FS e Magnus Futsal. Logo no dia 23 de agosto, o Portimão Arena abre as portas para o Troféu Cidade Portimão, que irá opor a equipa do Portimonense SC V Os Belenenses, um jogo com entrada gratuita . 132
REQUALIFICAÇÃO DA LIGAÇÃO FIGUEIRA – MEXILHOEIRA GRANDE AVANÇA PARA OBRA
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ai avançar para obra a construção de um passeio pedonal que ligará as localidades da Figueira e da Mexilhoeira Grande. No total serão investidos mais de 280 mil euros, sendo o prazo de execução da empreitada de 90 dias, pelo que se espera que a mesma esteja concluída até final do ano. A zona a intervencionar desenvolvese entre o entroncamento da Estrada Fonte, com a Rua Principal da Figueira e o cruzamento com a Rua de São Pedro no lado da Mexilhoeira Grande, numa extensão aproximadamente de 730 metros. O passeio em questão terá cerca 1,60 de largura, sendo construído uma parte a norte da estrada e uma outra a sul, garantindo-se a execução de uma passadeira para permitir que o percurso pedonal possa sempre ser feito pelo passeio. Será ainda alargado o pontão que atravessa a ribeira do Farelo e foram definidas três bolsas para permitir a paragem dos autocarros da carreira, fora da faixa de rodagem, contrariamente ao que acontece atualmente. Como consequência dos trabalhos de criação do passeio, e porque o arruamento e as zonas marginais que vão ser 133
ocupadas com o novo passeio, que funcionam hoje como linha de água, será construída uma conduta de recolha das águas pluviais, que começa no cruzamento da Estrada Fonte, com a rua de São Pedro, e que terá que ligar à Ribeira do Farelo, sendo a drenagem conseguida pela implantação de sumidouros junto do lancil que define o passeio, e de caixa de recolha das águas, na valeta a reconstruir. O pavimento da estrada será igualmente todo renovado. Como as construções existentes condicionam muito o desenvolvimento da obra e implicam que se tenha de recorrer à interdição da circulação automóvel, com exceção aos residentes na zona, a ligação automóvel entre a Figueira e a Mexilhoeira (e vice versa) deverá ser feita pela EN 125 .
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PERCURSO PELO ARTE DO LATOEIRO INAUGURA A 24 DE AGOSTO, EM MESSINES nze ruas da vila de Messines foram abrangidas por uma intervenção artística no âmbito do projeto «A Arte do Latoeiro», que visa reativar o ofício da latoaria no concelho de Silves. Trata-se de um itinerário que pretende contribuir para reavivar memórias enraizadas da comunidade relacionadas com este ofício, com os seus artífices e com a própria identidade da vila.
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O percurso nasce de uma intervenção de design social e foi construído com a participação da comunidade local e dos novos latoeiros formados para o efeito, que executaram as peças aplicando técnicas antigas numa reinterpretação do ofício, que teve como inspiração elementos do património e vivências locais. A latoaria é assumida nesta intervenção enquanto fator identitário, mas também como uma atividade com potencial para se afirmar e posicionar 134
São Bartolomeu de Messines como um polo de latoaria no futuro. No Algarve (e também a nível nacional), a arte da latoaria corre o risco de extinção, por causa da desvalorização e desinvestimento a que esta atividade assistiu nas últimas décadas, o que impediu a renovação de artesãos e sua capacitação para se adaptar aos tempos atuais. Em 2017, o Projecto TASA/Proactivetur, numa parceria com a Câmara Municipal de Silves e apoio da EDP (Projeto «A Arte do Latoeiro» – Programa Tradições) conseguiu formar quatro novos latoeiros num modelo de transmissão de saberes mestre-aprendiz. Foi criada uma linha de produtos de latoaria contemporânea e realizaram-se
workshops com escolas e comunidade, dando a oportunidade para experimentar os materiais e as técnicas do latoeiro. Na segunda fase, a decorrer até setembro de 2018, a intervenção é consolidada através do reforço da capacitação dos novos latoeiros, do apoio à sustentabilidade da atividade, do envolvimento mais ativo e direto da comunidade com o propósito de tornar a latoaria uma tradição viva, que a vila vive. O percurso é inaugurado no dia 24 de agosto, às 18h30 (ponto de encontro no Museu das Tradições) e no programa de animação está incluído um workshop de apitos conduzido pelos novos latoeiros .
CÂMARA MUNICIPAL DE SILVES ADQUIRIU DUAS NOVAS VIATURAS PESADAS Câmara Municipal de Silves adquiriu duas novas viaturas pesadas: uma para recolha de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e um novo autocarro de transporte de passageiros, que terá capacidade para transportar cerca de 55 pessoas. Estas viaturas já se encontram na autarquia e irão permitir uma melhoria na qualidade dos serviços prestados, enquadrandose a sua aquisição numa estratégia de renovação da frota que permitirá reduzir os custos com manutenções e reparações. O investimento na aquisição da
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viatura de recolha de resíduos RSU foi de 192 mil e 242 euros e de 219 mil e 450 euros no caso do autocarro .
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UVAS ALGARVIAS RESISTEM À VAGA DE CALOR, ENQUANTO VINHO REFRESCA MILHARES DE VERANEANTES postar na divulgação dos Vinhos do Algarve, com destaque para os vinhos frescos de Verão como os brancos e rosados, e a ligação natural ao calor, animação, convívio e à paisagem, que os fins-detarde em agosto proporcionam aos veraneantes, foi o mote principal da iniciativa da CVA – Comissão Vitivinícola do Algarve, designada por «Sunset com Vinhos do Algarve». No seu segundo ano, o evento sofreu uma forte transformação face ao ano passado, alargando-se o número de dias para 15 e, como consequência, o número de locais
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abrangidos, tendo a carrinha de provas personalizada estado em dois locais tão opostos como a Praia da Luz (Lagos) e Praia de Monte Gordo, onde terminou o evento no dia 15 de agosto. Após 15 dias de intensa ação e promoção, Cátia Campos e Andreia Ferreira, sócias da «Algarve Views», a empresa coordenadora da logística das provas, confessavam algum cansaço, que não era nada notório, pois foram sempre a alma do projeto, revezando-se entre provas, trocas de copos e explicações ao público, que ora surgiam individualmente ou aos pares, como em grupos de seis ou mais, criando uma parede em toda a volta da carrinha. O 136
balanço que Andreia Ferreira faz é positivo: “Sinto que valeu a pena o esforço, conseguimos levar a marca «Vinhos do Algarve» junto de um público, tanto estrangeiro como nacional, que não conhecia os vinhos ou que não tinha ideia da variedade disponível, pois tivemos cerca de 40 referências em prova”. Sobre as dificuldades e melhorias para a próxima edição, Andreia Ferreira reconhece que “da nossa parte, temos pequenos problemas que resolvemos com o nosso esforço, como é o caso de manter o vinho fresco mesmo estando ao Sol”. “O que gostaríamos de melhorar, é uma dificuldade, e algum excesso de burocracia, nas autorizações e definições dos locais para a colocação da carrinha de provas, o que por vezes é mais complicado do que realizar a prova com centenas de pessoas sob intenso calor”, acrescentou.
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Carlos Gracias, presidente da CVA, mostrou-se satisfeito com a boa adesão e impacto junto dos potenciais consumidores, referindo que “a vaga de calor, registada no início de agosto, que assolou a Europa e que em Portugal, em algumas regiões, causou estragos e perdas significativas na produção de uva, não se sentiu de forma significativa na viticultura algarvia, mantendo-se a perspetiva de um novo aumento da produção, situação a confirmar-se com os trabalhos das vindimas para breve” . Fotos: Vico Ughetto/CVA
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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Vítor Pina
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