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ALGARVE INFORMATIVO 23 de junho, 2018
DAVID FONSECA ARRASOU EM LOULÉ «AS BODAS DE PRATA DO CONDE BALDINSKI» |«NOITE PRATA» | «NOITE BLACK & WHITE» EDUARDO MADEIRA E MANUEL MARQUES | PROGRAMA PARTIS DA FUNDAÇÃO GULBENKIAN 1 ALGARVE INFORMATIVO #160
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CONTEÚDOS #160 23 DE JUNHO, 2018
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ARTIGOS 6 - «Faro Positivo» 16 - Programa PARTIS 24 - Ombria Resort 30 - «Faro - Excelência na Restauração» aposta na restauração 36 - Dia de Olhão 44 - David Fonseca em Loulé 56 - «As Bodas de Prata do Conde Baldinski» 68 - «Noite Prata» de São Brás de Alportel 76 - Eduardo Madeira e Manuel Marques em Faro 82 - «Noite Black & White» no Carvoeiro 96 - Atualidade
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OPINIÃO 88 - Paulo Cunha 90 - Adília César 92 - Antónia Correia ALGARVE INFORMATIVO #160
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REPORTAGEM
PERTO DE 1,5 MILHÃO DE EUROS PARA «CATAPULTAR» A ALAMEDA JOÃO DE DEUS E A MATA DO LICEU PARA O SÉCULO XXI Texto:
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epois dos constrangimentos e dificuldades do passado recente, a Câmara Municipal de Faro parece voltar a respirar saúde financeira e prova disso são os múltiplos investimentos em curso ou em fase de projeto para os próximos anos. Isso mesmo se constatou em mais uma iniciativa do «Faro Positivo», em que o
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executivo camarário liderado por Rogério Bacalhau deu a conhecer, entre outros, os projetos de requalificação da Alameda João de Deus e da Mata do Liceu. O maior espaço ajardinado da cidade de Faro é o jardim oitocentista da Alameda João de Deus, no entanto, a sua antiguidade, o elevado uso e a falta 6
de manutenção (a última remonta a 2002) ditaram o seu envelhecimento e até degradação. Esta realidade levou o Município de Faro a avançar para uma merecida requalificação que incidirá na melhoria do pavimento dos eixos de circulação pedonal, na rearborização e replantação, em nova iluminação e mobiliário urbano, no desenho de novos circuitos pedonais, na criação de um parque infantil imaginativo e interativo a nível psicomotor, na relocalização e reapetrechamento do parque geriátrico, na transformação do ringue de patinagem em plataforma multifuncional, na reconstrução das características cénicas do «Caracol» e em novas casas de banho e áreas de serviço.
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A ambiciosa obra está orçada em 650 mil euros + IVA e deverá realizar-se a partir do final de 2019, início de 2020, “devido ao moroso procedimento de preparar e levar a cabo o concurso público, para além da obtenção do visto do Tribunal de Contas”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Faro, antes de passar a palavra ao arquiteto paisagístico José Brito, responsável pelo projeto de requalificação da Alameda João de Deus. “Não se sabe muito bem quando este jardim foi criado, mas já em 1843 havia documentos na autarquia a atestar a avocação de verbas para a sua manutenção. Em 1904 houve uma reformulação assumida da Alameda,
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que incluiu duas peças notáveis de escultura do Rafael Bordalo Pinheiro. Estes jardins públicos eram, na época, uma espécie de fórum, as pessoas vinham para aqui ouvir música, conviver socialmente, trocar as notícias do dia-adia, numa grande praça com um forte caráter romântico”, contou José Brito, na manhã de 14 de junho. Do jardim original sobreviveram o seu eixo principal, o lago, o chalé e a casa do guarda, porque a Alameda se transformou quase por completo ao longo do século XX. “De década em década as coisas foram mudando radicalmente e acredito que esta nova requalificação também não será a última, porque estes espaços têm que se adaptar continuamente à dinâmica urbana das cidades”, explicou o arquiteto paisagístico, lembrando que, em 2002, houve a necessidade de alterar um
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conjunto de espaços «mortos» que tinham deixado de funcionar. “Algumas coisas falharam, todavia, nestes 16 anos, por falta de manutenção. Este pavimento de saibro de origem granítica, por exemplo, tem que ser «penteado» todos os anos e reposto por causa da chuva. A gaiola dos pássaros é outro problema, foram surgindo também vários quiosques, a vegetação cresceu e não foi devidamente acompanhada e os elementos de água deixaram de funcionar”, analisa o responsável pela intervenção de 2002. Preparar a Alameda João de Deus para o século XXI, nomeadamente para os vários eventos que começaram ali a ser realizados nos últimos anos, não é uma tarefa fácil, até porque não se pretende incrementar demasiadamente a carga
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sobre o espaço. Entretanto, o eixo principal de circulação da Alameda alterou-se, com incidência sobre o Chalé, o que obrigará a limpar todos os relvados em seu redor para a infraestrutura recuperar a sua antiga imponência. “Vamos reconstruir o famoso «Caracol dos Namorados» e aumentar os espelhos de água. Os equipamentos geriátricos vão mudar de sítio e alguns caminhos vão ser modificados porque é impossível colocar pavimento por causa das raízes das árvores. Desta vez vamos usar um pavimento de saibro estabilizado, que não necessita praticamente de nenhuma manutenção. Quanto ao polidesportivo, vai ser alargado, transformado na Praça da Alameda”, adiantou José Brito. Envelhecido está o património genético da Alameda e não é de fácil recuperação, aliás, já em 2002 foram plantadas mais de 100 árvores, todas elas perdidas, com o
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arquiteto paisagístico a entender que, neste momento, “não interessa plantar em quantidade, mas sim alargar a variedade botânica”. Projeto de índole completamente diferente é a requalificação da Mata do Liceu, o principal espaço verde público de Faro, de caráter lúdico e desportivo. A última intervenção sucedeu-se nos anos 90, todavia, a elevada utilização acentuou a sua degradação. O objetivo da nova empreitada é respeitar o desenho existente, mas potenciando a sua diversificação funcional para todas as idades. Deste modo, vai-se procurar recriar alguns dos espaços lá existentes, nomeadamente o parque geriátrico, o parque infantil e o anfiteatro, e introduzir, em simultâneo, novos espaços âncora como uma área de street workout.
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O projeto é da autoria de José Brito e contempla também uma hierarquização dos percursos pedonais, com a criação de um percurso principal amplo, confortável e de grande amplitude visual, e de um percurso secundário, semelhante a uma pista de corta-mato, destinado à prática de exercício físico. Tudo isto com um valor estimado de 750 mil euros + IVA. “Este espaço nasceu nos anos 30, 40 do século passado e servia apenas como enquadramento de um edifício público. Entretanto, as zonas urbanas em seu redor foram crescendo e a Mata foi ganhando outros atrativos, o que originou a intervenção nos anos 90, com plantação de herbáceas e flores para dar revestimento ao solo, que tem muita dificuldade em reter água devido à sua elevação. A Mata foi um êxito, de tal forma que a carga foi aumentando, a manutenção começou a falhar e isso levou ao colapso da zona”, observou o arquiteto paisagístico.
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Delinear os próximos 20 a 30 anos é o propósito do projeto de requalificação da Mata do Liceu, que vai ganhar uma vertente mais urbana, de espaço público, até para quebrar um pouco da monotonia do desenho atual. “Vamos assumir uma estrutura forte de caminhos: um largo, generoso, para que as pessoas possam caminhar à vontade; e um trilho para corrida com a simpática distância de um quilómetro. Serão também criadas pequenas bacias de retenção de água, que terão um tempo de vida de três ou quatro dias, para evitar a erosão do solo e que a água vá escorrendo livremente pelos pavimentos”, avança José Brito, falando ainda de novos pontos de encontro informais dentro da Mata que poderão ser utilizados, futuramente, para a realização de eventos culturais, assim como um anfiteatro.
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Outra preocupação do projeto é dar nova dignidade à Ermida de Santo António do Alto, que foi perdendo protagonismo, e visibilidade, à medida que o Liceu João de Deus e a Mata do Liceu foram crescendo. “A ideia é voltar a criar uma grande praça à sua volta, aumentando a calçada e o adro, ou seja, dar uma nova fachada à Ermida, um novo alçado principal”, revela, sem esquecer um novo relvado, com dimensão equiparável a dois campos de ténis, para desfruto dos munícipes e visitantes.
PESCADORES DA PRAIA DE FARO VÃO SER REALOJADOS NO MONTENEGRO Durante mais este capítulo do «Faro Positivo», promovido pela Câmara Municipal de Faro no dia 14 de junho, ficaram-se a conhecer os sete lotes adquiridos, na freguesia do Montenegro, com o objetivo de concretizar um programa habitacional multifamiliar a custos controlados, mais concretamente para realojar 49 famílias que residem atualmente na Praia de Faro. Face às tipologias a implementar e às normas regulamentares da edificação a custos controlados, que exigem valores máximos para a área bruta dos fogos, houve necessidade de alterar o alvará do loteamento, sem que tal tivesse qualquer consequência no desenho urbano da zona. Os 49 fogos estão divididos em 22 T1, 15 T2 e 12 T3, em edifícios com uma imagem arquitetónica de cariz mediterrânico, predominando elementos geométricos
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regulares e apontamentos cromáticos alusivos ao ambiente marítimo. A cor branca preponderará nas fachadas principais, existindo partes com revestimento em mosaico cerâmico azul e verde, painéis de ripado de alumínio para a obstrução de estendais e restante revestimento a envolver os pisos térreos, o que irá contrastar com o branco nos restantes pisos em cerâmica bege mourisca. A obra não deverá ultrapassar os quatro milhões de euros + IVA, a que se soma um milhão e 700 mil euros da compra dos terrenos. Os passos seguintes são o lançamento dos procedimentos para os projetos de especialidades e o necessário concurso público, pelo que os trabalhos no terreno só devem arrancar em meados de 2020, com um prazo de conclusão estimado em ano e meio, dois anos. “Tivemos financiamento do governo para a aquisição destes lotes, que se destinam exclusivamente a realojar parte da comunidade piscatória da Praia de Faro. O que está previsto é que venham para aqui as famílias que já não têm qualquer atividade ligada ao mar e à Ria Formosa, daí não ser necessário espaço para se guardar os utensílios da pesca e do marisqueiro”, explicou Rogério Bacalhau, acrescentando que as rendas dependerão, como é natural, dos rendimentos dos agregados familiares. O presidente da Câmara Municipal de Faro reconheceu que, para as restantes famílias que residem na Praia de Faro, ainda não existem soluções para o seu realojamento, mas garantiu que ALGARVE INFORMATIVO #160
ninguém será despejado até que tal aconteça. “O que está definido no âmbito do POLIS e do POOC é que haverá requalificação daquele espaço sempre após o realojamento das pessoas, ninguém vai ficar na rua”, assegurou, antes da comitiva rumar a Conceição, para visitar as obras do novo Polidesportivo, obra orçamentada em cerca de 270 mil euros + IVA e com um prazo de execução de 270 dias. O equipamento vem dar resposta a uma antiga reivindicação da população local e ficará inserido num loteamento municipal atualmente utilizado para parque automóvel. Considerando o enquadramento paisagístico, a construção vai contribuir para a continuidade da estrutura verde entre a área de intervenção e a zona envolvente, através da arborização alinhada contígua ao polidesportivo, proporcionando um espaço agradável ALGARVE INFORMATIVO #160
onde se podem desenvolver diversas atividades ao ar livre. A área de jogo será revestida com pavimento em resina acrílica com marcação de linhas destinados ao futebol de salão, andebol, voleibol e basquetebol. Terá ainda um edifício de apoio com duas áreas destinadas às equipas e uma para os árbitros, para além de arrecadação e sanitários públicos preparados para pessoas com mobilidades reduzida. O edifício, com volumetria paralelepipédica e de metodologia simples do ponto de vista construtivo terá uma acessibilidade direta ao Polidesportivo, que vem suprir uma clara carência da freguesia, concordou Rogério Bacalhau. “Os equipamentos desportivos mais próximos são o Pavilhão da Penha e o Pavilhão da EB 2,3 Emiliano da Costa, em Estoi. A antiga freguesia da Conceição tem 12
uma comunidade maior do que a de Estoi, mas tem a particularidade da população estar muito dispersa pelo território. Esta urbanização surgiu em 2001 e deu um volume diferente ao núcleo de Conceição, há alguns novos projetos urbanísticos em movimento, pelo que fazia todo o sentido esta aposta”, considera o presidente da Câmara Municipal de Faro. “Sem estes equipamentos âncora também não se consegue potenciar, por exemplo, o desenvolvimento do movimento associativo. Prova disso é que em Conceição existe apenas um clube de BTT”, declarou, entretanto, Paulo Santos, Vice-Presidente da Autarquia, confiante que o novo polidesportivo irá incrementar a vertente de formação desportiva dos mais jovens nas várias modalidades que ali se poderão praticar. “É um equipamento amplo e as suas características permitirão, no futuro, que seja feita a sua cobertura ou se incluam mais áreas”.
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PARQUE DAS CIDADES VAI TER CENTRO DE TREINOS O destino final da viagem foi o Parque das Cidades, onde já está a ser construído um Centro de Treinos para responder à crescente procura do Algarve para estágios desportivos de futebol, mas também para proporcionar melhores condições aos clubes existentes nos concelhos de Faro e Loulé. O complexo terá dois campos de futebol de 11 e um campo de futebol de 9, ambos em relva natural e equipados com seis postes de holofotes de 20 metros de altura, que permitem a correta iluminação da extensão total dos três campos. A servir de apoio aos campos será construído um núcleo com quatro balneários para equipas e dois para treinadores ou árbitros, espaço de arrumos, áreas técnicas e de
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manutenção e instalações sanitárias públicas, sendo que todos os espaços interiores habitáveis serão iluminados de forma natural através de claraboias na cobertura. O complexo terá igualmente uma área de estacionamento privativo com capacidade para seis veículos ligeiros e dois autocarros, contando também com espaço suficiente para a manobra dos autocarros e de veículos de emergência. Tem um valor estimado de 1,25 milhões de euros + IVA e deverá ficar concluído até final de 2018. “O Algarve é cada vez mais procurado para as equipas fazerem as suas pré-épocas ou estagiarem durante as paragens de Inverno dos campeonatos de futebol do norte da Europa e faltam equipamentos desportivos com estas características. Basta lembrar, aquando da Final Four da Taça da Liga em 2017, a enorme dificuldade sentida para se encontrarem campos relvados para as equipas treinarem”, apontou Paulo Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Faro. ALGARVE INFORMATIVO #160
O novo equipamento vai, então, potenciar o crescimento dos clubes dos concelhos de Faro e Loulé e a competitividade do Algarve, no seu todo, enquanto destino de turismo de desporto, assegura Paulo Santos. “Vai ser bom para o Farense, para o Louletano, para todos as equipas dos dois municípios, que asseguram a totalidade do investimento através da Associação de Municípios Loulé/Faro, não há aqui financiamento comunitário. E, ao contrário do que se diz frequentemente, o Estádio do Algarve não é um «elefante branco». Tem uma grande procura, nomeadamente na época baixa, mas tinha algumas limitações físicas em termos de campos de treino, que agora serão supridas. Excluindo o empréstimo bancário, que termina em 2024, a operação do Parque das Cidades é sustentável”, esclareceu Paulo Santos . 14
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REPORTAGEM
FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN VEIO A LOULÉ APRESENTAR O PARTIS - PRÁTICAS ARTÍSTICAS PARA A INCLUSÃO SOCIAL Texto:
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auditório do Convento do Espírito Santo, em Loulé, recebeu, no dia 18 de junho, a apresentação do PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social, uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian que visa apoiar, através de
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subsídios e ações de capacitação, organizações que desenvolvem projetos que coloquem as práticas artísticas (plásticas, audiovisuais e/ou performativas) ao serviço da inclusão de cidadãos socialmente excluídos ou em percursos de grande vulnerabilidade social. Neste intuito, o PARTIS procura, 16
através dos projetos que viabiliza, encontrar linguagens novas de comunicação entre grupos/comunidades que habitualmente não se cruzam e provocar encontros de interesses que contribuam para a redução das desigualdades sociais e para uma maior autonomia das pessoas e comunidades mais desfavorecidas.
rigorosa do retorno do investimento. O património global ronda os 2,9 mil milhões de euros, mas é suposto utilizarmos apenas o retorno anual desse «bolo», para que os nossos filhos e netos possam também eles beneficiar da atividade da Fundação Calouste Gulbenkian”, indicou Hugo Seabra.
As inscrições para o concurso do PARTIS para o triénio 2019-2021 arrancam no início de julho, o que motivou a vinda do gestor dos projetos Hugo Seabra a Loulé para uma sessão de esclarecimento com entidades que desenvolvem trabalho na região nas áreas artística e social. “Estive em Trás-os-Montes e Alentejo, estou agora no Algarve, três geografias nas quais não temos nenhum projeto PARTIS em execução”, justificou, lembrando que da missão e visão da Fundação Calouste Gulbenkian fazem parte a promoção do desenvolvimento individual e apoio à Inclusão Social, a mobilização e capacitação das organizações da Sociedade Civil, a produção e difusão do conhecimento e a criação de centros de racionalidade e excelência, para além de uma forte participação ativa nos movimentos filantrópicos internacionais.
O PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social surgiu em 2013, contudo, já entre 2007 e 2012 a Fundação Calouste Gulbenkian vinha apoiando algumas experiências piloto nesta área, como a Orquestra Geração ou o Festival Alcântara, iniciativas onde se tocava na questão da integração social. “Começamos a sentir que havia qualquer coisa especial no teatro, dança, música, fotografia, vídeo, pintura e a criação de um concurso foi a forma mais democrática que entendemos existir para que as pessoas pudessem ter acesso aos fundos da Fundação”, explicou, adiantando que, entre 2014 e 2016 foram apoiados e acompanhados 17 projetos da primeira edição do PARTIS, a que se seguiram, de 2016 a 2018, mais 17 na segunda edição do concurso. “Estamos a preencher um espaço da sociedade portuguesa que ainda não recebia qualquer tipo de apoios e apoiando de forma consistente e a prazo, a dois ou três anos, é que se consegue ter algum impacto social. Os projetos PARTIS não trabalham para um dia e para uma hora, embora, como é óbvio, as apresentações ao público sejam muito importantes. Contudo, o processo de transformação de pessoas, por via do encontro entre
No testamento do empresário arménio Calouste Gulbenkian ficou também bem explícito que a Fundação com o seu nome teria que trabalhar nas áreas da Arte, Caridade, Educação e Ciência e assim tem acontecido ao longo de 62 anos de existência, com uma grande preocupação na sua sustentabilidade. “Gulbenkian afirmou, taxativamente, que a Fundação teria que ser perpétua e isso só se consegue através de uma gestão muito 17
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a área social e a área artística, leva tempo e, por isso, estamos disponíveis para apoiar com envelopes financeiros que vão até três anos”, frisa Hugo Seabra. O PARTIS transformou-se, entretanto, num compromisso de toda a Fundação Gulbenkian e não apenas da sua vertente mais ligada ao Desenvolvimento Humano, o que se traduz no envolvimento de todas as suas áreas artísticas e científicas, revelou o Gestor de Projetos. Em termos financeiros, estamos a falar de um milhão de euros para apoiar 17 projetos ao longo dos próximos três anos, mas a ideia é que este apoio seja replicado a nível superior, da parte das autarquias e do próprio governo. “Há 30 anos, ter um serviço educativo num Museu parecia algo extravagante, hoje, ninguém coloca isso em causa. Nós gostaríamos que daqui a três, quatro, 10 anos, qualquer estrutura
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ligada à cultura no plano nacional não questione ter trabalho com a comunidade”, referiu, perante uma plateia atenta de dirigentes e técnicos associativos.
O PRIMADO É A QUALIDADE DA PROPOSTA De 2014 a 2017 foram então investidos dois milhões de euros pela Fundação Calouste Gulbenkian através da atribuição de 33 subsídios a 27 organizações e que tiveram mais de 11 mil beneficiários diretos, participando nos projetos 575 organizações parceiras e 793 recursos humanos (contratados/voluntários) em 12 mil e 557 atividades que culminaram em 759 apresentações e espetáculos públicos, a que assistiram mais de 150 mil pessoas. Números que são, de facto, bastante 18
positivos, pelo que a fasquia está colocada bem alto para a terceira edição do concurso. “Houve seis estruturas que conseguiram ser apoiadas nos dois primeiros programas e que agora já não poderão concorrer. Queremos novos atores, novas associações, novos parceiros, e sabemos que ter o selo da «Gulbenkian», nomeadamente fora da área de Lisboa, ajuda a abrir outras portas aos projetos, a viabilizar outro tipo de parcerias. Recebemos candidaturas de todo o país, no entanto, este concurso não tem quota geográfica, ou seja, não somos obrigados a ter um projeto de cada região. O primado é a qualidade da proposta”, avisa Hugo Seabra. Para a terceira edição do PARTIS, o prazo de entrega candidaturas decorre do início de julho até 20 de setembro, com os selecionados a serem anunciados em dezembro, com vista ao arranque dos projetos em janeiro de 2019, mas ficou desde logo um alerta: “Há pessoas que são absolutamente profissionais a apresentarem candidaturas, escrevem tudo aquilo que pensam que nós queremos ler, mas nós estamos muito atentos, especialmente àquelas candidaturas que nos deixam com «uma pulga atrás da orelha». E o primeiro corte é com quem cumpriu com os prazos e com os documentos que são obrigatórios entregar”. Quanto às práticas artísticas elegíveis, são as Plásticas, Performativas e Audiovisuais, em projetos que promovam a inclusão social de cidadãos em situação de maior vulnerabilidade social, tendo em vista a facilitação do encontro e diálogo entre diferentes públicos (em termos sociais, etários, culturais, entre outros), a 19
Hugo Seabra: “(…) o processo de transformação de pessoas, por via do encontro entre a área social e a área artística, leva tempo e, por isso, estamos disponíveis para apoiar com envelopes financeiros que vão até três anos”. igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social e territorial. Acima de tudo, o PARTIS incentiva a formulação de respostas inovadoras (ou complementares) contribuindo para o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e cognitivas, promovendo, assim, o exercício de uma cidadania plena. “Se forem uma das estruturas selecionadas para ir a Lisboa apresentar pessoalmente a candidatura, escolham bem as pessoas que vão. Uma entidade estava tão necessitada do projeto que submeteu que enviou o presidente e a vicepresidente à Fundação Calouste Gulbenkian, o que é relevante em termos do comprometimento com o projeto. O problema é que não ALGARVE INFORMATIVO #160
Hugo Seabra: “Cada vez mais sentimos que as práticas artísticas têm um potencial extraordinário para provocarem encontros improváveis e não há aqui quotas em termos de públicosalvo. Não queremos colocar ninguém de fora do PARTIS”. dominavam o assunto, não estavam preparados para trabalharem connosco durante aqueles dois dias em que fazemos as perguntas realmente difíceis, em que queremos conhecer os projetos a fundo”, deixou a dica.
MUNDOS ARTÍSTICO E SOCIAL LADO A LADO Os projetos devem ter uma duração de dois ou três anos e podem candidatar-se pessoas coletivas, públicas ou privadas, sem fins lucrativos legalmente reconhecidas e com relatórios de atividade e de gestão publicados. Para além disso,
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têm que estar sedeadas em território nacional, estarem legalmente constituídas e devidamente registadas, nos termos da lei e em território nacional, e terem a sua situação regularizada junto da Segurança Social e da Autoridade Tributária. “Cada vez mais sentimos que as práticas artísticas têm um potencial extraordinário para provocarem encontros improváveis e não há aqui quotas em termos de públicos-alvo. Não queremos colocar ninguém de fora do PARTIS e quem está no terreno é que sabe verdadeiramente o que está a acontecer, são eles que nos podem realmente surpreender com as suas propostas”, manifesta Hugo Seabra. Não elegível nas candidaturas estão, como é natural, custos com pagamento de dívidas ou amortizações de empréstimos; despesas anteriores à data de início, nem posteriores à data de término do projeto; ordenados de funcionários das entidades envolvidas para além do estritamente necessário para a implementação do projeto. No processo de seleção serão tidas em conta questões como o cruzamento de mundos, a inovação social, a acessibilidade e experimentação artística, a perspetiva multidisciplinar, a integração de profissionais da área social e artística, a excelência artística, a experiência das entidades, a ambição global, a adequação da parceria, a sustentabilidade das mudanças, a expectativa de continuação para além do PARTIS e a expectativa da geração de emprego.
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Aprovada a candidatura, a Fundação Calouste Gulbenkian vai financiar os projetos no valor máximos de 25 mil euros por ano, sendo que esse montante não pode ultrapassar os 60 por cento do orçamento total, ou seja, a entidade promotora terá que reunir os restantes 40 por cento do montante necessário, por fundos próprios ou através das parcerias. E Hugo Seabra esclarece ainda que, apesar de se privilegiar a inovação social, o PARTIS também apoia projetos que já existem no terreno. “O concurso pode, nesses casos, alavancar os projetos para outros patamares, porque os meios financeiros são diferentes. Também é importante perceber que nem sempre é bom misturarem-se várias disciplinas só para que o projeto pareça ficar mais 21
atrativo ou inovador. Por vezes é preferível as entidades promotoras focarem-se nas áreas onde estão mais confortáveis”, defende. “O objetivo é que o mundo artístico e o social estejam lado a lado. Quanto aos 40 por cento que não são financiados pela Fundação Calouste Gulbenkian, podem ser em espécie, não é necessário que seja em meios financeiros. Estamos a falar, por exemplo, da cedência de uma sala por terceiros para ensaios, das horas prestadas por voluntários, deslocações, alimentação. Um bom foco é meio caminho andado para uma candidatura consistente”, concluiu Hugo Seabra, gestor dos projetos PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian . ALGARVE INFORMATIVO #160
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REPORTAGEM
OMBRIA RESORT
INSTALA UM DOS MAIORES SISTEMAS DE GEOTERMIA DA PENÍNSULA IBÉRICA Texto:
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Ombria Resort encontrase a instalar um inovador sistema de geotermia para responder às necessidades de aquecimento e arrefecimento interior, à produção de águas quentes sanitárias e ao aquecimento da água das piscinas do complexo hoteleiro — que inclui o hotel Viceroy at Ombria Resort, 65 apartamentos turísticos para venda (Viceroy Residences),
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restaurantes, centro de conferências, o Clubhouse do campo de golfe, Spa, entre outras infraestruturas. Trata-se, por isso, de um projeto único e inovador no âmbito da utilização de bombas de calor geotérmico em Portugal, que ficará a cargo da Synege, empresa portuguesa especializada em consultoria e projetos nas áreas da engenharia, geologia e energia.
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O sistema de geotermia é sustentável e utiliza a energia renovável existente sob a forma de calor no subsolo terrestre. Permutadores de calor instalados no subsolo permitirão a transferência de calor para bombas de calor geotérmicas, mas o equipamento é reversível, ou seja, pode ser utilizado para arrefecimento ou aquecimento de ambientes interiores, bem como para a produção de águas quentes sanitárias ou o aquecimento de piscinas. Desse modo, o sistema geotérmico funcionará em modelo de aquecimento no Inverno e de arrefecimento no Verão, existindo um razoável equilíbrio térmico ao nível global do empreendimento e do subsolo. Apesar de pouco implementada em Portugal, a geotermia de baixa profundidade apresenta provas dadas em diversos países no norte da Europa e nos
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EUA e uma das suas principais vantagens é a promoção do desenvolvimento sustentável da utilização energética. Para além disso, este sistema contribui para uma redução significativa das emissões de dióxido de dióxido de carbono, uma vez que se trata de um sistema com grande contributo renovável, com limitado recurso a combustíveis fósseis e sem emissão de gases ou fumos para a atmosfera. “As bombas de calor geotérmicas apresentam uma eficiência particularmente elevada devido à temperatura praticamente constante da fonte de calor (o subsolo), permitindo que os equipamentos sejam utilizados quase sempre em ótimas condições e com coeficientes de performance muito bons”, explicou Pedro Madureira, responsável pela equipa técnica da Synege, acrescentando ainda que,
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Julio Delgado, CEO do Ombria Resort, Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve e Margarida Correia, presidente da Junta de Freguesia de Querença, Tôr e Benafim
“sendo uma energia renovável com eficiência energética comprovada, as bombas de calor geotérmicas possibilitam a redução das emissões de gases com efeito de estufa e permitindo um consumo mais sustentável”.
permitindo dessa forma uma maior adequação do quadro normativo que se vier a estabelecer e, como tal, resultar num enquadramento ainda mais amigável ao desenvolvimento da utilização desta tecnologia”, destacou.
De acordo com Carla Lourenço, Diretora de Serviços da Direção Geral de Energia e Geologia, “o projeto do Ombria Resort constituiu um laboratório de aprendizagem, quer na vertente da instalação do sistema em si, dadas as suas dimensões e soluções preconizadas, quer no desenvolvimento dos procedimentos para o seu licenciamento, que ajudou nos trabalhos conducentes à criação de um quadro normativo coerente e adaptado a esta nova realidade”. “O contínuo acompanhamento da sua exploração poderá, no futuro, vir a esclarecer dúvidas que ainda podem subsistir,
Carla Lourenço enalteceu ainda a perseverança e resiliência dos promotores deste empreendimento que, “face a vários obstáculos que certamente apareceram no caminho, nunca desistiram do projeto do Ombreia Resort, que servirá como exemplo à instalação de novos projetos de geotermia superficial de grande envergadura”. “Desde o início do projeto que definimos como prioridade adotar boas práticas para a promoção de uma eficiência energética de excelência, com respeito pelo ambiente e antecipando a necessidade de todos os edifícios do
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empreendimento se tornarem Nearly Zero Energy Building, através do aproveitamento de energia renovável com um mínimo impacto ambiental”, referiu, por sua vez, Julio Delgado, Diretor Geral do Ombria Resort. “O Ombria Resort pretende ser pioneiro de uma nova geração de Resorts em que o ambiente é um eixo estratégico no seu ADN. Todo o nosso projeto foi estruturado tendo como intuito ser uma referência enquanto resort Eco-friendly na Europa, queremos demonstrar as nossas intenções com atos concretos e este é um deles”, salientou o CEO do Ombria Rosort.
associar-me com muita satisfação e prazer a este momento. Vai-se aproveitar energia que emana da terra com ganhos ambientais que são óbvios e evidentes”, congratulou-se o presidente da Câmara Municipal de Loulé. “O desenvolvimento atual não pode assentar nos paradigmas que vigoraram no passado, há uma exigência muito grande relativamente às questões ambientais e este empreendimento é disso exemplo. Tem corrido bem a relação entre o Município de Loulé e o Ombria Resort e, apesar de pequenos acidentes de percurso que possam ter acontecido no passado e que já foram ultrapassados, acredito que o projeto vai cumprir com o seu cronograma temporal” .
Estamos na presença de um sistema completamente seguro, uma vez que serão utilizados circuitos fechados, em que circula fluido inócuo do ponto de vista ambiental, não existindo qualquer contacto com o subsolo. O respeito pelo meio ambiente estende-se também ao material utilizado no enchimento do furo, que é um material inerte, ao material do permutador de calor que é extremamente resistente, e mesmo no processo de perfuração serão utilizadas sondas que, enquanto perfuram, revestem o furo evitando a migração de diferentes camadas do subsolo. Por todos estes motivos é um projeto que agrada a Vítor Aleixo. “Localiza-se numa zona ambientalmente sensível e nota-se da parte dos promotores do empreendimento uma Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, preocupação em respeitar os e Ville Tallbacka, Diretor de Projeto do Ombria Resort valores em presença, daí 27
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REPORTAGEM
FARO QUER RESTAURAÇÃO DE EXCELÊNCIA Texto:
Fotografia:
Alexandra Teodósio, Daniel do Adro, Rogério Bacalhau, Desidério Silva e Paula Vicente
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oram entregues, no dia 19 de junho, as distinções aos estabelecimentos do concelho de Faro que mereceram o galardão «Faro – Excelência na Restauração», por se enquadrarem nos parâmetros de qualidade e segurança alimentar definidos em regulamento. O objetivo da iniciativa é ajudar os turistas e residentes a identificar estabelecimentos
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de restauração que garantam a qualidade da oferta, mas são também o reconhecimento daqueles que investem na qualidade e diversidade dos seus espaços. O projeto é da responsabilidade da Câmara Municipal de Faro e da AIHSA – Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve, contando ainda 30
com a colaboração da Universidade do Algarve e da Escola de Hotelaria do Turismo de Faro, tendo sido agora distinguidos 20 restaurantes do concelho de Faro, revelou Daniel do Adro, presidente da AIHSA. “Há muitos anos que os dirigentes associativos debatiam formas de atrair turistas a Faro, mas a verdade é que eles apareceram de forma natural, por eles próprios, porque a cidade acompanhou o crescimento que toda a região conheceu no passado recente. Faro tem o mérito de se ter reinventado em termos de oferta, com o aparecimento de espaços novos ou remodelados que deram vida à cidade”, observou Daniel do Adro. De acordo com o dirigente associativo, foram visitados 130 estabelecimentos do concelho, dos quais 60 foram depois analisados mais aprofundadamente pelos técnicos do concurso, até se chegar ao lote final de 20 distinguidos, “que servirão de exemplo para os outros 110 que ficaram de fora e que certamente vão trabalhar para receberem o prémio no próximo ano”. “A todos os 31
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que se esforçam diariamente por elevar os padrões e a notoriedade turística de Faro, o nosso sincero obrigado”, agradeceu o presidente da AIHSA. Parceiro no projeto é a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, que irá preparar e organizar um programa de formação direcionado para suprir as necessidades sentidas pela restauração do concelho. “Estamos sempre disponíveis para ir de encontro às expetativas do mercado e do setor, seja da hotelaria, restauração ou turismo, e uma formação feita à medida é a melhor solução para todos os envolvidos”, considerou a Diretora Paula Vicente, antes de passar a palavra à Vice-Reitora da Universidade do Algarve, Alexandra Teodósio. “O turismo e a hotelaria são áreas em que a Universidade do Algarve se quer afirmar mais, pelo que fazem todo o sentido para nós estas iniciativas”. No uso da palavra, Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve, destacou o facto do projeto «Faro – Excelência na Restauração» ter passado rapidamente da teoria à prática, das palavras aos atos, o que nem sempre ALGARVE INFORMATIVO #160
acontece e com os resultados esperados. “Há uma evolução espetacular no que toca ao número de visitas e dormidas em Faro, na oferta turística das camas e restaurantes, o que se deve ao esforço do Município de Faro e dos investidores, daqueles que perceberam que Faro tinha potencial 32
para crescer”, enaltece, avisando que o turismo funcionará bem ou mal consoante a oferta que existir em cada território. “Os turistas estão cada vez melhor informados e são cada vez mais exigentes. As pessoas ficam em Faro porque há uma melhor oferta em todos os aspetos, mais classificada e diversificada. Não basta dizermos que temos as melhores camas e restaurantes, que temos as melhores paisagens, é fundamental que os mercados emissores tenham, de facto, essa perceção positiva em relação aos destinos”, reforçou Desidério Silva. Antes da entrega das distinções aos 20 estabelecimentos premiados, Rogério Bacalhau começou por agradecer à AIHSA pelo desafio que foi lançado à autarquia há sensivelmente um ano. “Desde o primeiro dia do nosso primeiro mandato que assumimos esta aposta no turismo, por termos a perfeita convicção de que Faro tinha um grande potencial e o facto é que, hoje, todos constatam esse tremendo crescimento. E isso deveu-se à Câmara Municipal e aos seus técnicos mas, acima de tudo, a todos os empresários que nos acompanharam neste desígnio”, reconheceu o presidente do município farense. “Há quatro anos, muitos destes 20 restaurantes premiados, ou não existiam, ou existiam noutros moldes. É esse esforço dos empresários que nos permite ambicionar com patamares mais elevados nesta vertente do turismo”. 33
Faro tem, na opinião de Rogério Bacalhau, características diferentes dos ALGARVE INFORMATIVO #160
outros concelhos do Algarve e, por isso mesmo, não sente tanto o efeito da típica sazonalidade do turismo algarvio. “Para tal contribuem as nossas praias, a Ria Formosa, o património cultural e edificado, a Campina e o Barrocal, a nossa gastronomia e os eventos realizados por nós e pelas entidades e associações que existem no concelho. Tudo isso nos dá uma riqueza que se traduz em experiências fortíssimas para quem nos visita, seja em férias ou por motivos profissionais”, salientou o presidente da Câmara Municipal de Faro, deixando o desejo de que os empresários continuem a acreditar nas potencialidades do concelho de Faro e nele continuem a investir. “O turismo é fundamental para o desenvolvimento do concelho”, terminou. Logo de seguida foram entregues as distinções «Faro – Excelência na Restauração» aos estabelecimentos: Aperitivo Bar, Cervejaria Bohéme, Restaurante Cidade Velha, Costa Algarvia, Restaurante Dois Irmãos, Elementos, Restaurante Estaminé Ilha Deserta, Faaron, Faro e Benfica, Restaurante Faz Gostos, Petisqueira 3Empipa, Restaurante Raízes, ALGARVE INFORMATIVO #160
Se7e Pedras, Saudade em Português, Restaurante Ria Formosa, Tertúlia Algarvia, Restaurante O Tintol, Restaurante Vila Adentro, The Wood e Restaurante Xic .
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REPORTAGEM
ANTÓNIO MIGUEL PINA FALOU DA OLHÃO DO FUTURO NO DIA DA CIDADE Texto:
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lhão comemorou, no dia 16 de junho, mais um Dia da Cidade, assinalando os 210 anos sobre o levantamento popular que, em 1808, aquando da ocupação francesa, culminou na expulsão das tropas napoleónicas de Olhão. As comemorações deste ano foram presididas pelo Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e a ocasião serviu de mote para o presidente da
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autarquia, António Miguel Pina, apresentar os projetos que vão marcar o futuro da cidade e do concelho, desde a habitação ao turismo, passando pelo desporto e pela Polícia Municipal. Num curto balanço das principais conquistas obtidas nos primeiros seis meses deste mandato, António Miguel Pina recordou a requalificação da estrada Alfandanga-Moncarapacho; a 36
António Cabrita, presidente da Assembleia Municipal de Olhão, Eduardo Cabrita, Ministro da Administração Interna, José Apolinário, Secretário de Estado das Pescas, António Miguel Pina, presidente da Câmara Municipal de Olhão (à frente) e os vereadores Gracinda Rendeiro, Carlos Martins e António Camacho (atrás)
repavimentação da estrada de Quatrim Sul/Norte; a requalificação da Avenida José Guerreiro, em Pechão; a ciclovia da Avenida Calouste Gulbenkian; a requalificação dos polidesportivos do Bairro da Cavalinha e do Bairro Económico, inaugurados no Dia da Cidade; a assinatura do contrato de requalificação da Escola EB N.º 5 e a requalificação do Largo do Grémio e zona envolvente, que já se encontra na fase de abertura das propostas para execução da obra. Sobre os projetos levados a cabo pela Ambiolhão, o edil destacou a requalificação dos reservatórios de água, a ampliação da rede de drenagem de águas residuais e as melhorias efetuadas nas redes de coletores domésticos, “num investimento 37
superior a três milhões e 500 mil euros”. “Adquirimos, igualmente, uma varredora e um aspirador urbano elétricos, no valor de 160 mil euros, contribuindo, desta forma, para a preservação ambiental da cidade e do concelho”, apontou o autarca. Olhando para a realidade atual do município, António Miguel Pina considerou que o trabalho levado a cabo desde a sua primeira eleição colocou Olhão no mapa. “Olhão é, hoje em dia, visto por todos como um lugar onde há dinâmica cultural, onde se come e vive bem, frente a este espaço paradisíaco que é a Ria Formosa. Criámos a estabilidade necessária para ALGARVE INFORMATIVO #160
projetar Olhão no futuro”, entende o presidente de Câmara, falando ainda do plano de reordenamento do edificado que está a ser levado a cabo na Ilha da Armona, “para que a renovação da concessão por mais 30 anos seja uma realidade”. O autarca aproveitou para anunciar que o Programa de Intervenção e Requalificação da Armona ficou concluído na passada semana, seguindo nos próximos dias para consulta às entidades reguladoras e, posteriormente, para consulta pública. Ainda no que diz respeito a documentos estruturantes para o concelho, salientou o Plano de Pormenor Noroeste de Olhão e as revisões da Reserva Agrícola e da Reserva Ecológica Nacionais, “que serão, a muito breve trecho, uma realidade”. “Com estas ferramentas, estaremos em condições de apresentar aos olhanenses o novo Plano Diretor Municipal para o concelho”, adiantou. ALGARVE INFORMATIVO #160
Em curso estão também diversos estudos que permitirão avaliar e encontrar soluções para as acessibilidades e o trânsito em zonas críticas da cidade, “que serão posteriormente analisadas a colocadas em prática”. Mas um dos principais desafios que o concelho enfrenta é a habitação, um problema “que a autarquia encara e em relação ao qual toma a dianteira em várias frentes no que diz respeito à tomada de soluções com vista à sua resolução”, sublinhou António Miguel Pina, referindo-se, concretamente, à construção de habitação a custos controlados. O terreno já foi adquirido por 670 mil euros e o projeto de arquitetura está concluído, aguardando neste momento o parecer do Tribunal de Contas. O projeto avançará no terreno até ao final deste ano. 38
Para além disso, os cerca de 800 fogos de habitação social estão a ser alvo de uma requalificação generalizada, orçada em
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mais de 3,5 milhões de euros, “15 por cento do orçamento municipal”, frisou. Ainda no que diz respeito à habitação, o município olhanense aderiu ao Mercado
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Social de Arrendamento, um programa destinado às classes sociais que, tendo rendimentos superiores aos que permitem a atribuição de uma habitação social, não apresentam, contudo, capacidade financeira para arrendarem
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um imóvel em mercado livre. Finalmente, foi colocado a concurso o Apoio à Renda, um investimento municipal de cerca de 200 mil euros que se encontra em fase de análise.
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Outro dos vetores por onde passa o futuro do concelho é o turismo e António Miguel Pina enalteceu a recente criação do Gabinete de Turismo. Ciente do modelo que quer ver implementado em Olhão, o edil afirmou: “Não queremos a massificação do território, nem o aumento de carga do destino, mas a verdade é que não podemos, nem queremos, fugir a esta realidade: temos e queremos turistas, temos e queremos crescer sustentadamente nesta área. O turismo traz crescimento económico, empregabilidade e criação de novas atividades”, justificou. Nesse sentido, o presidente da autarquia olhanense anunciou, no Dia da Cidade, que até ao final do mês de junho será assinado um protocolo de cooperação com a Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve, para que ela 41
apresente, no último trimestre de 2019, um Plano de Desenvolvimento Turístico para Olhão. Também a Polícia Municipal será uma realidade já no próximo ano, revelou António Miguel Pina. Mais do que fiscalizar a ocupação do espaço público, pretende-se que “os agentes tenham uma postura de informar, aconselhar e sensibilizar os cidadãos para o respeito e cumprimento da lei em geral, bem como dos regulamentos e posturas municipais”. A par dos discursos de António Miguel Pina e do Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a cerimónia comemorativa do Dia da Cidade assistiu também à imposição da Medalha Municipal de Mérito – Grau Ouro a um olhanense ilustre, o Secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, devido ao seu “vasto percurso político e ALGARVE INFORMATIVO #160
pessoal, onde sempre pugnou pela defesa dos interesses do Algarve e dos algarvios”. Homenageados foram, igualmente, os funcionários municipais António Sousa, Ludovina Filipe, Maria Raposo, Maria José Estevão, Maria Natália Ladeira e Renato Ribeiro, que receberam a Medalha de Bons Serviços e Dedicação – Grau Ouro pelos 25 anos de serviço. Como habitualmente, foi também reconhecido o mérito dos melhores alunos a concluírem o 10.º, 11.º e 12.º anos e curso técnico. Este ano, receberam por parte da autarquia uma recompensa de 250 euros os estudantes Wanghao Zhu, Mariana Pereira, Raquel Sousa e Gonçalo Berenguel, respetivamente. O programa comemorativo do Dia da
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Cidade de Olhão contemplou, ainda, uma homenagem aos Heróis da Restauração de 1808, a cerimónia de promoção de 10 novos bombeiros municipais, as inaugurações dos renovados polidesportivos do Bairro da Cavalinha e do Bairro Económico, do parque infantil José Marcelino Dias, em Moncarapacho, do campo de futebol sintético do Futebol Clube de Bias e da renovada Rua Francisco Guerreiro, em Pechão. No âmbito cultural, destaque para as atuações, no Jardim Pecador Olhanense, da Academia de Dança do Algarve e de Emanuel, e para a inauguração da exposição de obras do Centro de Arte de Pintores Olhanense, que ficará patente até final do mês na Biblioteca Municipal José Mariano Gago, que assinalou o seu 10.º aniversário . 42
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UM FENOMENAL DAVID FONSECA APRESENTOU «RADIO GEMINI» NO CINE-TEATRO LOULETANO Texto:
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e dúvidas restassem junto dos algarvios, David Fonseca mostrou, na noite de 16 de junho, que é, sem qualquer hesitação, um dos maiores talentos da sua geração, um artista completo, um prodígio musical, um encenador e criativo soberbo, um verdadeiro «animal de palco». Num CineTeatro Louletano a arrebentar pelas costuras, todos ficaram rendidos às músicas e letras do português, mesmo aqueles que não são seus fãs assumidos, porque, ao vivo, poucos serão melhores do que David Fonseca.
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Sorridente, irreverente, com passos de dança por vezes desengonçados, mas reproduzindo fielmente o que lhe vai na alma quando reproduz os temas que ALGARVE INFORMATIVO #160
compõe, percebe-se que David Fonseca é daqueles seres que nasceu para a música. Não apenas para compor na tranquilidade da sua casa, no estúdio, no interior da caravana em digressão, onde quer que seja, mas sobretudo para depois transmitir essas canções para o público, seja para algumas centenas, como nesta noite em Loulé, ou para muitos milhares nos grandes festivais ao ar livre. E David Fonseca não se limita a picar o ponto, a cumprir o contrato para depois receber o cachet. Quem esteve nesta noite no Cine-Teatro Louletano percebeu que é em cima do palco que David Fonseca verdadeiramente é feliz. Que está, de facto, a viver o momento a 100, a 200 por cento, e mesmo que não 46
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se seja um seguidor do seu trabalho desde o início, é impossível resistir àquelas emoções todas à flor da pele, à eletricidade que passa do palco para a plateia. Assiste-se, sentado, ao concerto, mas com uma vontade tremenda para saltar da cadeira e dançar de braços no ar. E assim que a formalidade típica de um equipamento cultural mais tradicional foi quebrada pelos primeiros entusiastas, a plateia do Cine-Teatro Louletano levantou-se num ápice, cantando, dançando, sorrindo, batendo palmas. E, no palco, David Fonseca sorria, cantava, dançava, tocava viola, guitarra elétrica, bateria, atirava com o microfone para o chão quando terminava uma canção. Assim são os verdadeiros «animais de palco», conquistam até os mais céticos, aqueles que vão aos concertos sem saberem muito bem o que vão encontrar. E «Rádio Gemini», ao vivo, é simplesmente fantástico, com canções que nos surpreendem e transportam para ambientes musicais nunca antes tão explorados pelo compositor, que foi explicando como é que este ou aquele tema surgiu, depois de uma noite de discoteca, na caravana em viagem entre cidades, outras a remoerem-lhe o pensamento durante anos até finalmente verem a luz do dia.
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Não faltaram, como é natural, os grandes sucessos dos outros discos de David Fonseca, «Sing Me Something New», «Kiss Me, Oh Kiss Me», «Someone Than Cannot Love», «Futuro Eu», «What Life is For» - que levou o Cine-Teatro ao rubro -, «Superstars II», «The 80’s» e até mesmo «My Friends» dos saudosos Silence 4, banda que revolucionou por completo a cena musical portuguesa, em 1998, com o lançamento do disco «Silence Becomes It». Uma carreira de grande sucesso, revisitada em palco durante quase duas horas e que atestou a forte componente plástica dos concertos deste criador multifacetado. Uma noite inesquecível, até ao momento, certamente, um dos melhores concertos de 2018 na região algarvia e que nos deixou a desejar que David Fonseca regresse depressa . 51
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REPORTAGEM
AFINAL, QUEM MATOU O CONDE BALDINSKI? Texto:
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epois do enorme sucesso de «Morreu Pavarotti», levado a cena no dia 24 de abril, no Teatro das Figuras, o Colectivo JAT – Janela Aberto Teatro de Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa voltou aos palcos, desta vez no Gimnásio Clube de Faro, no fim-de-semana de 16 e 17 de junho, com a hilariante peça «As Bodas de Prata do Conde Baldinski». A bela sede desta histórica coletividade da capital algarvia viveu quatro sessões, todas com lotação esgotada, em que, bem vistas as coisas, ficamos sem saber quem, afinal de contas, assassinou o Conde Baldinski. Começando pelo princípio, como todas as histórias devem começar, o Conde e a Condessa Baldinski celebravam as suas bodas de prata no palacete do casal quando, durante a festa, o Conde é assassinado. Um crime que o próprio já temia, de tal modo que enviara uma carta ao Inspetor Mina para que este marcasse presença na festa a fim de tentar evitar tal desfecho. Isso não aconteceu e, de repente, todos os presentes se tornam suspeitos do crime, desde a própria mulher, filha e irmã do Conde Baldinski aos empregados. É este o enredo de «As Bodas de Prata do Conde Baldinski», peça inspirada nas linguagens do Teatro Físico, do Cinema Mudo, da Pantomima, do Slapstick e do Coro Físico que teve como grandes
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atrativos o talento dos atores e o facto da peça se desenrolar nos vários espaços do Gimnásio Clube de Faro. No salão principal aconteceram as cenas principais mas, na sala adjacente, assistiu-se a um jantar tenebroso, um autêntico ritual sobrenatural, em torno do corpo da vítima. Antes disso, na cozinha, os empregados do casal tinham deixado escapar algumas inconfidências sobre o dia-a-dia daquele palacete, com o público a perceber que muita coisa estranha acontecia no lar dos Baldinski. O resultado final da oficina de Teatro Físico do Colectivo JAT - Janela Aberta Teatro colocou em palco Vasco Seromenho, Ilda Nogueira, Lexi Aleksandra, Maryse Reis, Ilaria Ferran, Ambra Zotti, Jorge Oliveira e Nuno Murta, com a formação e encenação a serem da responsabilidade de Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa. Contudo, para lamento da assistência das quatro sessões, não se ficou com grandes certezas de quem teria sido o autor do crime, porque todos tinham chorado a bem chorar ao ALGARVE INFORMATIVO #160
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longo da peça, demonstrando a olhos vistos o sofrimento pela inesperada partida do Conde Baldinski. O pior foi quando, na leitura do testamento, se ficou a saber que a vasta fortuna do aristocrata foi toda para os criados. Nessa altura, pararam os choros e começaram as correrias e as agressões dos herdeiros aos empregados, numa grande paródia física com fantásticas expressões faciais e movimentos corporais. O Colectivo JAT - Janela Aberta Teatro é uma companhia de teatro sediada em Faro, composta por artistas nacionais e internacionais, que utilizam o teatro como arte de transformação social. Dirigida por Miguel Martins Pessoa e Diana Bernedo, caracteriza-se por fazer um teatro com uma grande fisicalidade nas suas criações e do seu repertório destacam-se peças como «HomoSapiens», «Morreu Pavarotti» e «Asas de Papel», a que se junta agora «As Bodas de Prata do Conde Baldinski» . ALGARVE INFORMATIVO #160
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SÃO BRÁS DE ALPORTEL VIBROU COM MAIS UMA NOITE PRATA Texto:
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s ruas de São Brás de Alportel encheram-se de vida, na noite de 15 de junho, para a quinta edição da Noite Prata, que apresentou um intenso programa de animação de rua, concertos musicais, dança e muitas diversões para toda a família. Também perto de três dezenas de estabelecimentos aderentes revelaram a qualidade e diversidade do comércio local com sugestões de promoções e descontos que convidam a celebrar o Verão com beleza e requinte
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A Noite Prata agitou, de facto, as principais artérias da vila são-brasense, com as atenções concentradas em sete pontos: no Largo de S. Sebastião, onde o destaque foi um excelente espetáculo de fado; no espaço exterior ao Cineteatro,
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com sucessivos momentos de dança e as Marchas Populares; a Praça de Táxis, na Avenida da Liberdade, que se encontrou preenchida por vários concertos musicais; no Mercado Municipal, onde o palco foi partilhado por muita música e dança; nas Ruas Boaventura Passos – nascente e António R. Brito, com agitados bailaricos; e na Praça da República, onde o cantor do momento, Paulo Sousa, encerrou a noite em apoteose. Mas foram muitos os artistas que fizeram as delícias dos residentes e visitantes, casos do Grupo Folclórico da Velha Guarda e Rancho Típico Sambrasense; dos grupos de dança Rustick Monkyz, Escola de Dança Municipal, Moving Stars, São Brás Bailando, Urban Xpression e Classe de Ginástica Acrobática do CCD; das vozes de Bruno Maliji e Duo Margô; dos
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momentos de fado acompanhados à guitarra portuguesa por Ricardo Martins; das atuações de Super Pop Music, AlFanfare, Banda do Exército da Salvação, Veredas da Memória; e ainda os bailes animados por Rúben Filipe e David Brito. A par dos espetáculos, a animação de rua esteve a cargo do Grupo Spirit com malabarismo, fogo, andas e artes circenses. A promoção e a valorização do comércio local, a par da divulgação do que de melhor se faz ao nível lúdicocultural em São Brás de Alportel, foram mais uma vez os objetivos desta iniciativa promovida pela Câmara Municipal de São Brás de Alportel, em parceria com os estabelecimentos aderentes e com o apoio da ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve e associações, entidades e grupos locais . 73
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EDUARDO MADEIRA & MANUEL MARQUES JUNTOS NO TEATRO DAS FIGURAS Texto:
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s humoristas Eduardo Madeira e Manuel Marques subiram ao palco do Teatro das Figuras, em Faro, a 16 de junho, para uma noite que prometia um surpreendente número de faquires acrobatas e prestidigitação com marmotas. O que se viu, afinal, foi uma excelente noite de comédia com música à mistura, com textos e temas da autoria de Eduardo Madeira.
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Numa produção da Show Bees Management, antevia-se que a sociedade, a política e o desporto fossem debatidos e analisados de forma séria e isenta, contudo, com estes dois artistas em palco, dificilmente se consegue manter a seriedade por muito tempo. Por isso, o que se assistiu foi a momentos de grande boa-disposição e nem sequer faltou um pedido de casamento, este com grande seriedade, com o «sim» dado pela agora noiva, para alívio do preponente . ALGARVE INFORMATIVO #160
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MAIS DE 30 MIL AO RUBRO NA NOITE BLACK & WHITE DO CARVOEIRO Texto: ALGARVE INFORMATIVO #160
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oram mais de 30 mil as pessoas que elegeram a vila piscatória do Carvoeiro para gozar a noite do dia 16 de junho. Vestidas em tons minimalistas, em preto ou branco, passearam pelos nove cenários distintos à descoberta de animação e novos sons em mais uma Noite Black & White organizada pela Câmara Municipal de Lagoa. Recentemente designada «European Best Beach 2018», a Praia do Carvoeiro deu as boas-vindas ao Verão na primeira grande festa da época com um verdadeiro «mar de gente» ao rubro, numa noite bastante quente e com cenários repletos de residentes e turistas. Para ajudar à festa, uma programação versátil ofereceu desde fado a música irlandesa, rock, covers e performances artísticas, com a noite a terminar em grande, em pleno areal da praia, ao som do Dj convidado e após um espetacular fogo-de-artifício. Um espaço reservado para os mais pequenos e a disponibilização de um serviço de parques de estacionamento gratuitos apoiados por transporte regular de autocarro até ao Carvoeiro foram outras mais-valias num evento que se pretende que seja para toda a família e em que todos possam passear confortavelmente pelas ruas desta bela vila da costa algarvia. Depois de mais um sucesso com a chancela da autarquia lagoense, numa produção da Ibérica Eventos & Espectáculos, a sexta edição da Carvoeiro Noite Black & White já tem data marcada, acontecendo a 15 de junho de 2019 .
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Politicamente correto Paulo Cunha (Professor)
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uma altura em que várias formas de populismo se vêm instalando nos países onde, pretensamente, vigoram democracias já maduras e consolidadas, é comum ouvir da boca de quem as alimenta que o povo já está farto do «politicamente correto». Será assim, como dizem? Pela atração que os discursos inflamados e incendiários que alguns sectários e radicais implementam na sua forma de fazer política, tudo leva a crer que sim, mas a questão, a meu ver, é mais complexa do que a forma usada na abordagem dos temas, ditos, fraturantes. Sendo relativamente fácil e rápido ter acesso à opinião pública e publicada, tornouse numa estratégia apetecível, porque ganhadora, gritar e vociferar aos quatro ventos tudo aquilo que grande parte da população menos esclarecida, escolarizada e aculturada entende serem as razões para os seus males. Dizendo-lhes o que querem ouvir, falando-lhes sobre o que não sabem e não conhecem e apontando-lhe os culpados do costume, facilmente manipularão e arregimentarão «soldados» que replicarão as palavras de ordem que os levarão ao poder. Os tais senhores que, proclamando-se não partidários dos partidos tradicionais, usam a falência e o descrédito nos mesmos para se intitularem e arvorarem em forças inovadoras, credíveis e libertárias. Associando o «politicamente correto» ao status quo vigente, criticam as pessoas que têm uma abordagem mais refletida, ponderada e dialogante sobre temas controversos, acusando-os de serem conservadores e contemporizadores com o sistema. Usando o «politicamente correto» como um chavão a combater, pretendem
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assim, também, associar a quem tem sobre a vida em sociedade uma opinião mais consensual e respeitadora, a culpa da estagnação política e consequente falência do sistema. Entendo o «politicamente correto» como um comportamento assente no respeito pela diferença e pela dignidade dos outros, ao contrário de muita gente que, não querendo expor o seu verdadeiro eu, usa a mentira ou a omissão para, perante o mundo, fazer do «politicamente correto» um trampolim para os seus almejados voos sociais. É cada vez mais comum usar e ver usado o termo «politicamente correto» no sentido pejorativo, como arma de arremesso a todos aqueles que não têm de estar, constantemente, a mostrar que são do contra. Não confundo aqueles que usam a vida como uma prova de intervenção social com os que veem na negação e na contradição uma constante prova de vida. Perante a evolução histórica deste termo, hoje, tão usado e abusado, apetece-me perguntar qual será o inverso do mesmo: será «politicamente incorreto»? Se assim for, ser incorreto trará benefício à política e a quem dela usufrui? Temos exemplos em várias partes do mundo que todos os dias nos fornecem pistas para uma análise mais detalhada e transparente sobre este tema. Espero que depois de terem lido esta minha modesta e curta dissertação, não me arrumem - apenas - na prateleira dos «politicamente corretos», os tais que, segundo alguns, só escrevem o que os outros querem ler. O que no meu caso, não é o mesmo que escrever «sem espinhas»! .
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Tragicomédia de um primeiro dia de Verão numa praia do Algarve Adília César (Escritora) s 11h07 da passada quinta-feira, dia 21 de junho, ocorreu o Solstício de Verão, um evento astronómico marcado pela posição da Terra em relação ao Sol e que dita o início do verão no hemisfério norte e do inverno no sul. É o dia mais longo do ano (em 2018 a duração foi de apenas mais um segundo …) mas é importante porque marca a cadência dos dias que se seguem, os quais serão mais longos ao termos luz durante mais horas. O verão vai prolongar-se por noventa e três dias até ao próximo equinócio, a 23 de setembro de 2018, e durante todos estes meses as praias encher-se-ão de gente. Na verdade, não gosto muito de praia: filas intermináveis de veículos nas estradas de acesso, areia enfadonha que se enfia em todo o lado, escaldões dolorosos e marcas inestéticas na pele, bicas a um euro… Mas nem tudo é mau porque se estivermos muito atentos conseguimos assistir a espectáculos de grande qualidade, sem pagar bilhete. Observemos, então. Entre os meus olhos e o horizonte, a certeza de uma bela paisagem. Areal dourado, mar cristalino e céu azul a perder de vista. Mas durou pouco. Mesmo à minha frente (oh god, com tanta areia à volta…) uma sombrinha enorme, vermelha. Duas cadeiras de campismo e uma geleira de tamanho generoso. Em cima da geleira, o jornal «A Bola» e a revista «Maria». Um homem e uma mulher, ambos de meiaidade, barrigas a condizer, a disporem a parafernália de instrumentos necessários àquela espécie de cirurgia veranil: um dia de
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praia. O resultado final poderia ser uma instalação artística intitulada «Algarve em Agosto», ou então «Chatices de Verão», ou melhor ainda, «As férias dão cá uma trabalheira que só apetece é ficar em casa a dormir até mais tarde». Quando acabaram de montar o estaminé, estavam extenuados. O homem sentou-se numa cadeira e a mulher foi a banhos. Enquanto eu tentava decidir se mudava de lugar, chega uma rapariga de altura descomunal e bikini de tamanho em proporção inversa, a tapar quase nada, com uma toalha enrolada debaixo do longo e elegante braço. Parada mesmo ao lado do homem, ela faz o impensável. - Posso sentar-me nesta cadeira? O homem olha-a perplexo. Abriu a boca, mas não saiu qualquer som. O pensamento dele ouvia-se. ‘Mas o que é que esta gaja quer?! A minha mulher mata-me, se me vê a falar com ela. Até que é bem boa… Para variar, sabia bem conversar com alguém que não falasse de dores e dos problemas do trabalho’. - Veja lá, não quero incomodar. Se há problema em sentar-me na cadeira, deitome aqui na sua sombra. Com licença. O homem continuou calado e a rapariga iniciou os procedimentos-chave para usufruir de um tempo agradável passado na praia. Estendeu a toalha, ocupando toda a sombra restante. Retirou um frasco castanho de uma bolsinha e espalhou óleo com cheirinho a coco no corpo até onde as mãos chegaram. Ajoelhou-se de costas para o homem e estendeu-lhe o frasco oleoso.
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- Não se importa de me pôr óleo nas costas? Ele, que continuava mudo, aceitou o desafio e untou lentamente as costas dela com óleo e pensamentos atabalhoados. Finda a tarefa, ela agradeceu e deitou-se na toalha, de barriga para baixo, repuxando a calcinha do bikini até as nádegas espreitarem toda a paisagem em redor, em modo de visão periférica. O homem sentiu-se indisposto. Há muito tempo que aquela espécie de lascívia não se apoderava dele, como noutros tempos, em que tudo era estimulante e fácil de resolver. Não conseguiu esperar que a visão de espuma das ondas, ali tão perto, acalmasse o seu devaneio e caminhou até ao mar. Nada mais lhe restava senão dar um mergulho na água fria, para acalmar o sangue que lhe fervia na ponta da força, insensível à situação delicada em que se encontrava e tão alheia à sua vontade. Acontecido o alívio longe de olhares indiscretos, a esposa tinha chegado perto dele, nitidamente furiosa. Gritava-lhe aos ouvidos e gesticulava com fervor. O homem parecia estar ali, mas na verdade, estava no oceano longínquo, longe do ruído e da vergonha. Em silêncio, deu outro mergulho e desapareceu nas ondas . 91
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OPINIÃO
Hotéis para todos os gostos Antónia Correia (Professora) teoria económica ensina que um mercado em concorrência perfeita tende a evoluir para uma concorrência monopolística. Esta segunda forma é a tentativa de diferenciação que todos os hotéis procuram e que se concretiza numa estratégia de nicho. Esta estratégia é mais do que justificada pelos novos desafios da distribuição hoteleira, com custos crescentes na aquisição de clientes, na propriedade dos dados e na cada vez maior falta de fidelidade dos hóspedes. A popularidade do Airbnb e a informalidade das reservas e estadas associadas ao alojamento local, percecionadas pelos turistas como «estar em casa, fora de casa», constitui um dos principais motivos para a diferenciação quase excêntrica que se vive na hotelaria. O Hotel Conrad desenvolveu o Hotel do Sono, o Morgan Hotel apostou na criação de playlists para cada hotel do grupo, já o Andaz em Nova Iorque grafitou as paredes do hotel e contratou um tatuador famoso para tatuar os seus hóspedes. Ainda no campo da inovação e especialização, o Hotel Mitsui Garden Yotsuya em Tóquio criou os quartos para chorar. Hotéis debaixo de água, hotéis de gelo, hotéis para ver as estrelas, hotéis cápsulas, entre outros, são excentricidades que pelo mundo vão surgindo. Ainda mais fora da caixa surge
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o Hotel Robot no Japão, ou o Hotel Karosta, desenvolvido dentro de uma prisão, onde o hóspede assina um termo de responsabilidade no check-in para ser tratado como um verdadeiro criminoso. Em Portugal, a inovação é mais moderada, mas não deixam de proliferar hotéis com dinâmicas muito específicas. O Hotel da Cerveja, onde das torneiras corre cerveja em vez de água, o Hotel do Chocolate, ou o Hotel do Cristiano Ronaldo são algumas das estratégias de nicho implementadas. Há hotéis para todos os gostos, mas o nicho na hotelaria é um conceito com poucas probabilidades de sucesso, pelo menos a este nível. Os hotéis possuem uma capacidade fixa, pelo que economias de escala só se conseguem com cooperação. Por outro lado, nichos muito específicos, como é o caso, conotam o hotel com um determinado segmento, conotação essa que é extremamente preguiçosa se mais tarde se se pretender alargar a oferta a outros segmentos. Mais importante ainda é a evidência de que os turistas procuram cada vez mais a autenticidade e a simplicidade, fazer bem o essencial, devolver ao hotel a informalidade que o alojamento local trouxe aos meios de alojamento, estimular a cooperação, porque juntos somos sempre mais fortes, são as chaves para o sucesso deste setor .
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ATUALIDADE
MUNICÍPIO DE ALBUFEIRA HOMENAGEOU GUIA FUTEBOL CLUBE final da tarde do dia 14 de junho encheu de alegria e juventude o Salão Nobre dos Paços do Concelho de Albufeira, onde o presidente da Câmara Municipal, acompanhado por elementos da vereação, recebeu atletas, treinadores e dirigentes do Guia Futebol Clube para uma justa homenagem pelos resultados alcançados, nomeadamente por se ter sagrado campeão distrital de iniciados, feito inédito na história deste clube que, na próxima época, irá disputar pela primeira vez o Campeonato Nacional da categoria. O edil albufeirense estava visivelmente satisfeito pelo sucesso alcançado pelo Guia Futebol Clube (GFC), tendo entregue ao
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presidente e vice-presidente da direção do clube, João Santos e Ana Maria Rosa, respetivamente, uma escultura em pedra que serviu para marcar simbolicamente um momento de grande significado na vida da coletividade, enquanto a equipa técnica e os jogadores foram agraciados com a medalha da cidade e uma publicação alusiva à história do concelho. “Desde que assumi a presidência, comprometi-me a receber nos Paços do Concelho todos os clubes campeões regionais ou que tenham vencido ou venham a vencer alguma prova a nível nacional e esta é terceira vez que o estou a fazer, o que é uma enorme honra para mim pessoalmente e para o concelho que represento. Desta forma continuamos a
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posicionar-nos nos lugares cimeiros das classificações desportivas e a levar o nome de Albufeira mais longe. No final de maio recebemos o Imortal, campeão nacional da Proliga, e o Ferreiras, campeão distrital de futebol do Algarve, e hoje estamos aqui para dar os parabéns ao Guia Futebol Clube”, destacou José Carlos Rolo. O autarca sublinhou o papel preponderante dos treinadores na formação dos jovens, nomeadamente no que diz respeito à transmissão de valores como a tolerância, a justiça, o rigor, a pontualidade, fundamentais para se viver em comunidade. “Por isso, é cada vez mais importante que os treinadores tenham a formação técnica necessária, mas também competências a nível educativo e pedagógico”. Dirigindo-se aos jovens atletas, José Carlos Rolo desejou-lhes a continuação do sucesso alcançado, tendo realçado ainda que “os dirigentes, treinadores e equipa médica estão perfeitamente conscientes do enorme esforço da Autarquia no sentido de apoiar o trabalho dos clubes, mas é importante que também os jovens tenham conhecimento desta realidade e que assumam com responsabilidade os seus compromissos para que valha a pena fazer este investimento”. Em 2017, o Município de Albufeira disponibilizou uma verba de aproximadamente 230 mil euros destinada ao apoio direto aos clubes e coletividades do concelho, no âmbito dos ContratosPrograma (para além do apoio logístico, transportes, cedência de instalações), verba que o autarca faz questão de esclarecer que “não considera ser uma despesa, mas um investimento no futuro das novas gerações”. A subida da equipa 97
ao Campeonato Nacional de Iniciados implica um aumento das despesas, situação que José Carlos Rolo disse que iria ter em consideração para, dentro da medida do possível conseguir dar resposta às necessidades do Clube. Já o presidente do Guia Futebol Clube explicou que a vitória não surgiu de um momento para o outro, mas que resultou de um percurso iniciado pela anterior direção, mais concretamente da atual vicepresidente, Ana Maria Rosa, que “numa altura de enormes dificuldades financeiras teve que tomar decisões difíceis, nomeadamente acabar com alguns escalões e com a equipa sénior – que é sempre a imagem principal de um clube – tendo apostado na formação e nos escalões jovens, o que como se viu acabaria por dar frutos”. E os bons resultados estão à vista, no próximo ano a equipa de iniciados do GFC vai disputar o Campeonato Nacional. “Esta foi uma época muito boa, com excelentes resultados também ao nível de outras equipas e outros escalões, com destaque para a equipa sénior que regressou à 1.ª Divisão, sendo também de frisar que somos o único clube a ter uma equipa feminina a disputar a modalidade na região”. Mas é no futuro que João Santos, o atual presidente, tem os olhos postos, assumindo o compromisso de continuar a enfrentar os desafios com trabalho e dedicação. “Muitos destes atletas irão continuar nos iniciados, outros irão transitar para os escalões de juvenis, e aqui fica o desafio para que no próximo ano possamos estar aqui novamente a ser recebidos como campeões do Algarve”, concluiu .
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ATUALIDADE
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS DE MONTES DO RIO COM FINANCIAMENTO APROVADO Câmara Municipal Alcoutim viu aprovada a candidatura ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos – PO SEUR, para a construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais em Montes do Rio, que visa o tratamento das águas residuais produzidas pelas povoações de Montinho das Laranjeiras, Laranjeiras, Guerreiros do Rio, Álamo e Cortes da Donas. Pretende-se, com esta obra, contribuir para a melhoria da qualidade da água a rejeitar para o Rio Guadiana, com a finalidade de melhorar a qualidade da massa de água deste. De acordo com o Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Osvaldo dos Santos Gonçalves, o saneamento já se
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encontrava feito, “faltava era terminar essas obras com a conclusão em linha de ponta de uma ETAR para que seja feito o tratamento dessas águas residuais recolhidas pela rede", referindo que a obra permitirá "a melhoria da qualidade de vida, bem-estar e saúde da população”. A autarquia alcouteneja já tinha garantido que a obra seria executada mesmo sem financiamento comunitário, mas a atribuição do mesmo “repõe a justiça”, na ótica do edil Osvaldo Gonçalves. Financiada até 85 por cento pelo Fundo de Coesão, no âmbito do programa PO SEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), o valor elegível ascende a 198 mil e 10,62 euros . 98
CÂMARA DE ALJEZUR APOIA ASSOCIATIVISMO LOCAL COM 80 MIL EUROS Câmara Municipal de Aljezur aprovou, no dia 5 de junho, mais de cinquenta ações que foram propostas nesta fase por cerca de 15 entidades/associações/clubes, na sua quase totalidade de âmbito local. Iniciativas desportivas, solidárias, culturais e educativas, irão receber apoios de âmbito financeiro, transportes e logístico, num montante de 80 mil euros. O desporto, caso do Juventude Clube Aljezurense e o Grupo Desportivo Odeceixense, representa a maior fatia do apoio concedido ao movimento associativo, evidenciando uma política de apoio à formação e às camadas mais jovens. Na área cultural, destaque para o E.S.T.A.R., assim como o apoio a edições de livros, pela Associação de Defesa do Património, a Feira do Livro pela
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Associação TERTULIA, que irão enriquecer o panorama cultural do Verão em Aljezur. As festas e romarias, tão típicas e animadas, trarão um colorido diferente a todos aqueles que escolhem este concelho da costa vicentina como destino de férias. 2018 marca também fortemente a aposta no apoio às IPSS locais e associações de solidariedade, nas diversas ações propostas, no âmbito da formação, e ações lúdicas. Estas iniciativas, candidatadas e agora aprovadas, não esgotam o apoio ao movimento associativo da autarquia, uma vez que se mantêm vários programas e protocolos de apoio para atividades muito específicas. Na mesma reunião foi aprovado o Protocolo de Cedência do edifício municipal, para a sede do Juventude Clube Aljezurense, dando assim um importante e esperado passo para este clube .
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UNIDADE MÓVEL DE SAÚDE DE CASTRO MARIM RETOMA A ATIVIDADE
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ncerrada há já cinco meses, por decisão, em reunião de câmara, da maioria da oposição, a Unidade Móvel de Saúde (UMS) voltou agora a circular, por decisão do presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral. “Lamento que estivéssemos cinco meses à espera de uma solução com médico, vinda da oposição, e ela não tivesse surgido”, refere Francisco Amaral, sublinhando que “ninguém, até hoje, compreendeu porque se acabou com um serviço tão importante como este para uma população tão carenciada e envelhecida, quando o objetivo, diziam, era melhorá-lo”. O autarca, também médico, diz ainda que “foram cinco meses de debates inglórios, muita politiquice e demagogia, sendo os mais prejudicados os destinatários deste serviço, que se viram privados das visitas periódicas das suas médicas”. Sobre o atual funcionamento da UMS, Francisco Amaral acrescenta que “a incessante discussão fez com que, lamentavelmente, tivéssemos de ALGARVE INFORMATIVO #160
arranjar forma de colocar a UMS a funcionar sem ir a reunião de câmara”. Assim, através da contratação pública, ajustou-se com a Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim e a UMS funciona agora com as mesmas médicas, faltando ainda a contratação de enfermeiro. O serviço da UMS foi retomado há uma
semana com grande satisfação da população idosa dos montes rurais do concelho. “Não é a solução ideal, mas garante-se o funcionamento deste serviço a tempo inteiro, percorrendo diariamente todas as povoações do interior do concelho”, concluiu Francisco Amaral, fundador da primeira Unidade Móvel de Saúde do país, em Alcoutim, em 1995, e como autarca em Castro Marim, motivado pelo encerramento das extensões de saúde do Azinhal e Odeleite, da primeira UMS com médico . 100
CASTORES DO ARADE COM SEIS PÓDIOS NO CAMPEONATO NACIONAL DE ESPERANÇAS DE CANOAGEM Campeonato Nacional de Esperanças Fase II disputou-se na Vila de Crestuma, um dos locais mais importantes da canoagem portuguesa, com o KCCA a deslocar-se ao norte de Portugal com a ambição de melhorar os resultados da etapa anterior. E, de facto, os 23 atletas dos Castores do Arade em competição conseguiram superar os 131 pontos da primeira fase com um total de 151 pontos, o que colocou o clube no 5.º lugar nacional na soma das duas provas já realizadas. Em termos coletivos, o KCCA ficou em 6.º lugar entre 44 clubes e 684 atletas.
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Ruben Luís venceu o muito competitivo escalão de K1 Iniciados, superando o 5.º lugar alcançado em Alcoutim, e fica a uma vitória de se sagrar campeão nacional. Filipe Busel, também em K1 Iniciado, obteve o 4.º lugar na mesma prova e o 1.º lugar dos atletas nascidos em 2007. Inês Luís subiu uma posição no pódio para o 2.º lugar no K1 Infantil e Ianis Bebiano desta vez ficou em 3.º lugar no K1 Menor. Já as irmãs Wilkinson perderam pela primeira vez uma prova nacional em 2017, ficando Maria em 2.º e Isabella em 3.º o que deixa em aberto para a última prova a decisão do título nacional. A terceira e última fase terá lugar no dia 30 de junho, em Vila Nova da Barquinha .
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MUNICÍPIO DE FARO APROVOU REVISÃO DE ORÇAMENTO E PREPARA NOVOS INVESTIMENTOS Executivo Municipal de Faro aprovou, no dia 18 de junho, em Reunião de Câmara, uma proposta de revisão orçamental para acomodar quatro milhões, 392 mil e 897,11 euros provenientes do saldo da gerência de 2017. Com a incorporação destas verbas e sua disponibilização para investimento, o destaque vai para o lançamento do concurso de construção de três novas salas para o ensino préescolar (EB1 de Bom João), no valor de
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317 mil euros, e o tão esperado concurso para a reabilitação do parque de campismo da Praia de Faro, que marcará em definitivo a recuperação daquele espaço para usufruto público. A obra está pré-orçamentada em cerca de 450 mil euros. Propriedade municipal e também objeto de expressivos investimentos, ainda em 2018, serão os cemitérios da cidade de Faro e a habitação social. No cemitério novo será realizada a empreitada de construção de novos gavetões (130 mil euros) e na habitação social vai continuar a apostar-se
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na recuperação das fachadas dos blocos residenciais (145 mil euros). Igualmente prevista está a elaboração de projetos como o realojamento das famílias de pescadores no Montenegro (especialidades) e os lotes da Rua Ludovico Menezes. Em 2018, um dos objetivos centrais volta a ser a recuperação do espaço público, com a quarta edição do «Faro Requalifica», o programa municipal que vem melhorando a perceção e a relação dos munícipes com o espaço que é de todos. O destaque vai uma vez mais para as freguesias, assumindo a requalificação da velha Estrada dos Gorjões a fatia mais avultada (186 mil euros) do investimento a alocar. Muitas outras intervenções, de menor monta, terão lugar este ano, consolidando a recuperação da qualidade de circulação e fruição em todo o concelho de Faro. O mar representa uma outra vertente da gestão, contemplando um conjunto de planos que se preparam para reconciliar os farenses com o litoral do casco urbano que, por vicissitudes várias, não vem sendo plenamente aproveitado. Projetos como a requalificação da frente ribeirinha (Estação de comboios / Jardim Manuel Bivar), a edificação de um passeio marítimo e a ligação Parque Ribeirinho / Doca têm, neste exercício, o seu primeiro passo. “A sua concretização será, num futuro próximo, determinante para a afirmação da cidade de Faro como «estação náutica» de referência”, acredita o executivo liderado por Rogério Bacalhau. O planeamento (acessibilidades e urbanismo) também assume, neste orçamento revisto, um papel fundamental. Este ano começam os trabalhos preparatórios para a construção da 103
esperada 3.ª Circular, uma via de ligação a Norte, entre a Escola da Lejana e a Rotunda da saída para Olhão, que permitirá retirar do centro da cidade muito do atual trânsito, obra que se prevê concretizada em três fases. E será também em 2018 que se começará a materializar o projeto de rotunda nas Pontes de Marchil. A proposta apresentada pelo Presidente da Câmara Municipal de Faro contempla outros investimentos para além de obras, aquisições e planeamento. Haverá, deste modo, um reforço dos apoios financeiros às juntas de freguesia, que assumem agora maiores responsabilidades no que respeita à manutenção de espaços verdes e caminhos, ao abrigo dos acordos de execução e inter-administrativos, que contarão com um reforço financeiro de cerca de 420 mil euros, a que se somam mais 84 mil de aumento das atuais dotações. Já os Bombeiros Sapadores vão receber uma viatura de combate a incêndios e equipamentos diversos, num valor total de cerca de 210 mil euros. Nos apoios ao associativismo, mantêmse os valores praticados no último ano: 600 mil euros, sendo que o apoio ao comércio tradicional será efetuado em todo o concelho, não se circunscrevendo apenas à baixa. “A proposta de revisão orçamental aprovada, ambiciosa mas responsável, aposta no desenvolvimento e coesão do território e no fomento da economia e das atividades associativas, mantendo a premissa sacramental de estar em dia com os nossos compromissos. O Executivo entende ser esta a forma de assegurar que Faro se torna, a cada ano, um concelho mais justo, mais dinâmico, empreendedor e solidário”, conclui Rogério Bacalhau .
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REQUALIFICAÇÃO DO PARCHAL PREVÊ TRECHO PEDONAL ENTRE A ESTAÇÃO DE CAMINHO DE FERRO E O HOTEL RIVERSIDE «Compromisso de Segurança» assinado entre a Câmara Municipal de Lagoa e a empresa Infraestruturas de Portugal (IP) no dia 7 de junho, Dia Internacional para a Segurança em Passagens de Nível, vai permitir ao município, numa primeira fase, aumentar a segurança na travessia do caminho-deferro na localidade de Ferragudo-Parchal, bem como criar uma zona pedonal de segurança entre este acesso e o hotel de
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quatro estrelas Riverside. Para reestruturar toda a mobilidade nesta área, e pensando em turistas com mobilidade condicionada, o município de Lagoa participa, em parceria com a Universidade do Algarve, no projeto «Acces4all». Com abordagens metodológicas de Design Universal, Age Sensitive Design e Collaborative Design, o percurso pedonal tornar-se-á, em breve, acessível a todos. Toda a área sofrerá intervenções e melhoramentos, na estação ferroviária e atravessamento da linha férrea, tanto para 104
automóveis como para peões, e deslocalizações, nas quatro paragens de autocarro. Aproveitando a requalificação urbana que a autarquia pretende levar a efeito na Rua Infante de Sagres, no Parchal, a UAlg, através do Instituto Superior de Engenharia, auditou o projeto desenvolvido e propôs alterações nos quase mil metros do principal eixo viário e pedonal previsto.
A autarquia tem também projetada a construção de um passadiço ribeirinho que irá ligar o núcleo piscatório do Parchal e o Cais do Calhau, na Mexilhoeira da Carregação, um projeto candidatado ao MAR 2020, cujo objetivo consiste em implementar, em Portugal, as medidas de apoio enquadradas no Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP), contribuindo para o desenvolvimento das zonas costeiras .
ABRIRAM AS INSCRIÇÕES PARA O CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE LOULÉ
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ecorrem, até 15 de julho, as inscrições para o ano letivo de 2018/19 no Conservatório de Música de Loulé, a primeira escola pública dedicada ao ensino da música a Sul de Lisboa. É no antigo Solar da Música Nova, edifício histórico da cidade atualmente a ser alvo de obras de reabilitação, que irá funcionar o ensino articulado de Música, a partir do 5.º ano, numa parceria entre o Ministério da Educação e a Câmara Municipal de Loulé. Acordeão, Bateria, Canto, Clarinete, Contrabaixo, Cravo, Fagote, Flauta Transversal, Flauta de Bisel, Guitarra, Guitarra Portuguesa, Oboé, Percussão, Piano, Saxofone, 105
Trombone, Trompa, Trompete, Tuba, Violeta (Viola de Arco), Violino e Violoncelo são as ofertas educativas (sujeitas a disponibilidade de docentes). Os interessados poderão inscrever-se neste Conservatório, através do email conservatorio@cm-loule.pt, telefone 289 463 013 ou na seguinte morada: Avenida José da Costa Mealha, N.º 14, 1.º, 8100-500 Loulé. A ficha de inscrição encontra-se disponível em www.cm-loule.pt .
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SINOS DO CONVENTO DE S. JOSÉ FORAM RESTAURADOS E VALORIZADOS s sinos do Convento de S. José, a par do claustro, roda dos expostos, capela, torre-mirante e celasdormitório, são um símbolo de religiosidade e fazem parte do património cultural de todas as visitas turísticas àquele centro museológico da cidade de Lagoa. A subida ao mirante, com passagem pelos sinos, que se realiza a cada visita orientada, nomeadamente com os visitantes mais jovens, é a partir de agora um momento mais belo. A degradação dos suportes em madeira e a corrosão dos próprios sinos e respetivos
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apoios levaram a esta intervenção, considerada prioritária por parte da Câmara Municipal de Lagoa. O processo permitiu apurar que o grande sino (com 70 cm de altura e 64,5 cm de diâmetro) foi fundido por Faustino Alves e João Craveiro, em Lisboa, e remonta a 1794; o pequeno, sem data de construção inscrita, é posterior e está inserido numa das janelas do mirante, podendo remontar ao século XIX, altura em que as irmãs dominicanas da Congregação de Santa Catarina de Sena dirigiam o convento e a escola de raparigas.
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Para além da substituição dos cabeçalhos e respetivas estruturas de fixação, foi efetuada a limpeza dos sinos e badalos e instalados martelos exteriores, que podem ser acionados através de um relógio eletrónico para fazer soar toques horários e rebates festivos (manualmente ou em modo automático), nas datas comemorativas do calendário litúrgico e civil. Contudo, os sinos do Convento de S. José não se irão sobrepor aos da Igreja de Nossa Senhora da Luz na sua função de convocação de fiéis.
O Convento de S. José é um dos ex-líbris do concelho de Lagoa e foi recentemente eleito como uma das 5 Maravilhas do Património Local. A história religiosa e social que transporta, como construção vernacular com origem no século XVII, antigo recolhimento de órfãos, convento e colégio feminino, mereceu a sua valorização como centro museológico e centro cultural, a partir de 1993 .
IMPRENSA MUNDIAL EXPERIMENTA CARRO ELÉTRICO DA JAGUAR EM LAGOS
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agos foi a cidade escolhida para alojar os representantes da imprensa mundial convidados para ensaiar o novo modelo elétrico da marca Jaguar. A iniciativa, que está a decorrer desde o dia 21 de maio, insere-se no âmbito da campanha de lançamento e apresentação do IPace, a nova viatura da marca britânica, representando, para Lagos, a oportunidade de melhor se dar a conhecer como destino turístico aos jornalistas da imprensa mundial especializada e aos meios do segmento Lifestyle. Os profissionais de comunicação 107
convidados para participar neste evento internacional ficaram alojados na «Casa Mãe», Unidade de Alojamento Turístico de referência sita na zona intramuros de Lagos. Não é, por isso, de estranhar a circulação de viaturas deste novo modelo pelas ruas da cidade lacobrigense e arredores .
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ESPAÇO CIDADÃO MÓVEL PERCORREU ZONAS RURAIS DO CONCELHO DE LOULÉ
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urante seis dias, o Espaço Cidadão Móvel esteve em várias localidades do interior e zona rural do Concelho de Loulé para levar a esta população que vive afastada dos centros urbanos, na sua grande maioria idosos, alguns importantes serviços da administração pública central, aos quais por iniciativa da Autarquia se juntaram outros serviços municipais: o atendimento e informação relativa a processos de Urbanismo, Balcão do Empreendedor – licenciamento zero, ALGARVE INFORMATIVO #160
Proteção Civil – esclarecimento das medidas de prevenção contra incêndios, Projeto Geo-Emergência ou informação e encaminhamento sobre o «Loulé Solidário». Numa das «visitas» desta viatura, na aldeia de Alte, a Secretária de Estado adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, fez-se acompanhar pelo presidente da Autarquia de Loulé, Vítor Aleixo, da vereadora com o pelouro do Urbanismo e Simplex Autárquico, Heloísa Madeira, e outros responsáveis e técnicos municipais, bem como pelo presidente do Conselho Diretivo da Agência para a 108
Modernização Administrativa, Pedro Silva Dias, para se inteirar da adesão por parte dos louletanos a esta iniciativa que visa a descentralização da administração pública, promovendo a proximidade aos cidadãos. Naquele que é o maior município algarvio, com uma extensa faixa interior, foram cerca de 50 os cidadãos que, nestes dias, receberam o apoio destes serviços. “Esta é uma iniciativa que está muito focalizada nos meios pequenos”, considerou a responsável governamental, adiantando que, “após seis meses de trabalho, este serviço será alargado por mais um ano”. Para além de Alte, o Espaço Cidadão Móvel esteve em Santa
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Margarida, Monte da Charneca, Boliqueime, Parragil, Vale Judeu, Querença, Tôr, Benafim, Salir, Barranco do Velho, Cortelha, Montes Novos, Ameixial, Vermelhos e Corte D’Ouro. De entre os serviços mais requeridos pelos louletanos nesta viatura destacam-se os pedidos de renovação da Carta de Condução, pedidos de Cartão Europeu da ADSE ou os pedidos da Chave Móvel Digital. No que concerne aos serviços da Câmara Municipal de Loulé, os atendimentos disseram respeito sobretudo aos atendimentos na área da Ação Social e da Proteção Civil (limpeza dos terenos e faixas de gestão combustível .
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PÓRTICO DA IGREJA MATRIZ DE LOULÉ FOI RESTAURADO
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ncontram-se concluídos os trabalhos referentes a uma das intervenções previstas na obra de reabilitação da Igreja Matriz de Loulé e que diz respeito à restauração do pórtico deste edifício eclesiástico. Num investimento de 36 mil euros, o pórtico foi alvo de trabalhos que passaram pela limpeza, restauração e enchimento, dando agora uma imagem renovada a uma das faces mais visíveis deste ex-líbris patrimonial da cidade de Loulé. Neste momento ainda está em curso a recuperação dos retábulos das capelas de S. Brás e Nossa Senhora da Consolação, elementos que se encontravam em muito mau estado de conservação ao nível da madeira, da arte azulejar e da pintura mural pelo que se tornou necessária uma intervenção por parte de técnicos de conservação e restauro. A terceira fase desta intervenção diz respeito à recuperação estrutural do edifício, nomeadamente ao nível da sua cobertura, fachadas e torre, encontrando-se em fase de projeto, de modo a resolver algumas anomalias
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existentes em termos construtivos, funcionais e, sobretudo, de segurança. Esta obra enquadra-se numa intervenção alargada que a Câmara Municipal de Loulé tem vindo a realizar em toda a Zona Histórica de Loulé e que terá aqui o ponto mais importante dada a centralidade e relevância patrimonial desta Igreja, classificada como Monumento de Interesse Nacional . 110
JORNALISTAS MEXICANOS VISITARAM CASA-MUSEU JOÃO DE DEUS
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m grupo de jornalistas mexicanos visitou, no dia 16 de junho, a Casa-Museu João de Deus, em São Bartolomeu de Messines. O grupo, proveniente de diversos órgãos de comunicação social e entre os quais se encontrava um dos organizadores da Feira Internacional do Livro de Guadalajara (a segunda maior do mundo depois de Frankfurt), mostrou interesse em conhecer a João de Deus, uma vez que Portugal será, este ano, o país convidado desta mostra (que decorrerá de 24 de novembro a 2 de dezembro), com uma representação de mais de 40 autores de língua portuguesa a mostrarem os seus trabalhos, para além de várias iniciativas que darão a conhecer a cultura, a gastronomia, a história e o património do nosso país.
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“A Câmara Municipal de Silves contactará, certamente, a Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, que está a coordenar a presença portuguesa neste evento, de modo a que possamos também ter uma presença, pois gostaríamos de dar a conhecer nesta grande mostra de autores a João de Deus, o grande lírico e pedagogo português, nascido em São Bartolomeu de Messines, cuja obra permanece viva”, afirmou na ocasião a Presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma. Os representantes da comunicação social mexicana mostraram grande interesse na figura deste autor, tendo sido guiados na visita pela técnica da autarquia que trabalha neste espaço, Hélia Coelho, bem como por Rui Parreira, arqueólogo e diretor de serviços de bens culturais da Direção Regional de Cultura do Algarve .
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«UTOPIAS» INSPIROU COMEMORAÇÕES DO DIA DE PORTUGAL EM SÃO BRÁS DE ALPORTEL Dia de Portugal, 10 de junho, foi comemorado em São Brás de Alportel com um programa especial que convidou a comunidade a recordar o passado e a pensar o futuro do concelho. O programa arrancou com as Cerimónias Solenes nos Paços do Concelho de Hastear da Bandeira Nacional, ao som do Hino interpretado pela Banda Filarmónica de São Brás de Alportel que, no dia do seu 11.º aniversário, apresentou a público o seu novo fardamento, investimento avultado que contou com o apoio da Câmara Municipal e Junta de Freguesia. Seguidamente, no Salão Nobre da Câmara Municipal, decorreu o lançamento do livro «Utopias», uma obra coordenada por Violantina Hilário que
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nasceu no âmbito do Centenário do Município e junta olhares, utopias, por um conjunto de são-brasenses, de diversas idades, que foram convidados a pensar como será São Brás de Alportel dentro de 100 anos. A apresentação contou com a presença do diretor do Museu do Traje, Emanuel Sancho, que dirigiu os trabalhos do Grupo Executivo da Comissão do Centenário e que fez o enquadramento desta obra. A sua intervenção começou com a leitura de um artigo publicado no jornal são-brasense «Ecos do Sul» em 1911, e assinado por Edarf, que dava conta do seu sonho de como seria São Brás de Alportel em 2011. No seu sonho, São Brás de Alportel já seria vila e uma das mais importantes do Algarve, que o Alportel seria aldeia, que seria construído um sanatório, assim como
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edifícios importantes como os Paços do Concelho e uma avenida ampla. O autor sonhava que São Brás de Alportel em 2011 já teria ligação ferroviária e que as suas ruas seriam cruzadas por elétricos, entre outras notas. Muitas destas previsões acabaram por concretizar-se. Emanuel Sancho serviu-se deste texto para explicar que o livro «Utopias» tem na sua génese a vontade de pensar o futuro. Esta obra, de edição municipal, integra ainda um conjunto de Micro Contos elaborados por alunos do Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas, cuja diretora Nídia Amaro descreveu como “ousada e motivadora”. “Falar de utopias é também alargar as fronteiras do realizável. Sonhos que inspiram e mobilizam individual ou coletivamente e dão origem a concretizações”, observou, por sua vez, Violantina Hilário, coordenadora da obra e, na altura das Comemorações do Centenário do concelho, diretora do Agrupamento de Escolas. Utopias tecnológicas, ecológicas, económicas, de trabalho criativo e até 113
hospitaleiras estão, segundo Violantina Hilário, presentes nesta obra tão peculiar, rica de ideias e que mostra um conhecimento profundo da identidade sãobrasenses por parte dos intervenientes. Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Vítor Guerreiro, lembrou que “São Brás de Alportel sempre foi rico em homens e mulheres sonhadores e lutadores” nas mais diversas áreas e com desempenho reconhecido a nível local, regional, nacional e até internacional. O autarca considerou ainda que as Comemorações do Centenário permitiram honrar o passado, mas também se tornaram num ponto de partida para pensar o futuro e em como é possível tornar as utopias atuais em realidade no futuro. Recordar foi o desafio da Tertúlia «90 anos de histórias em São Brás de Alportel» que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel promoveu ao final da manhã, com a presença de elementos atuais da direção da Associação e do Comando, bem como muitos antigos dirigentes e comandantes e ex-soldados da paz são-brasenses . ALGARVE INFORMATIVO #160
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vila de Cacela volta a receber um conjunto de trabalhos de escavação arqueológica na área do Poço Antigo, sítio onde se localizam o antigo bairro islâmico, a possível ligação ao porto e a sequente necrópole cristã. As ações tiveram início no dia 18 de junho e pretendem
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reanalisar os vestígios arqueológicos existentes, delimitar as áreas de ocupação e identificar novas zonas de testemunhos arqueológicos. A iniciativa é levada a cabo pela Universidade do Algarve e pela Simon Fraser University (Canadá) e conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e da Direção Regional de 114
Cultura do Algarve. O projeto tem um horizonte de quatro anos e permitirá que cientistas portugueses e estrangeiros possam estar no terreno a aprofundar o conhecimento sobre o passado de Cacela Velha. O seu principal objetivo é desenvolver o estudo de Cacela Velha medieval, em sequência das escavações já ali desenvolvidas nos anos 1997-2007. Através destas medidas pretende-se, não só consolidar a informação históricoarqueológica já adquirida, mas principalmente obter novos dados que permitam alargar e detalhar o conhecimento sobre o território onde a povoação de Cacela se estabeleceu, bem como sobre as comunidades humanas que o habitaram ao longo da Idade Média (séculos X–XV). O cerne dos trabalhos será a transição entre a ocupação medieval islâmica e medieval cristã, com foco nas alterações operadas e nas continuidades perpetuadas. O projeto «Muçulmanos e Cristãos em Cacela
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Medieval: território e identidades em mudança» tem também um objetivo formativo, sendo o seu alvo principal os jovens investigadores nas áreas de arqueologia, património cultural e antropologia. Para esse efeito está a ser levado a cabo um campo-escola de trabalhos arqueológicos e desenvolvidas colaborações em estudos de licenciatura e mestrado. De forma a aumentar a proximidade dos estudantes com a investigação, o plano conta também com a participação de um grupo de alunos da Escola Secundária de Vila Real de Santo António. Todas as ações serão acompanhadas por um programa de divulgação e valorização do património histórico-arqueológico de Cacela Velha, esperando-se a renovação e ampliação das infraestruturas de apoio a visitas aos sítios arqueológicos de Cacela-a-Velha e o estabelecimento de medidas de proteção e musealização .
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LAGOA ACOLHE CONGRESSO NACIONAL DE CIDADES EDUCADORAS EM 2019 cidade de Lagoa foi a escolhida, entre um grupo de quatro candidatas, para organizar o VIII Congresso Nacional da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras (RTPCE). O Congresso, que reunirá 70 cidades educadoras e terá como tema «Criar (na) cidade», vai-se realizar entre 15 e 18 de maio de 2019, no Centro de Congressos do Arade, no Parchal, Cidade Educadora de Lagoa. O encontro intercala com o congresso internacional, que teve o ano passado lugar no município da Guarda. As 70 cidades portuguesas que se assumem como Cidades Educadoras, cinco delas na região do Algarve (Lagoa, Loulé, Albufeira, Silves e Lagos) num todo de cinco centenas em todo o mundo, reúnem bianualmente em congresso, alternando em cada ano encontros nacionais e internacionais. Este momento surge da necessidade de dar visibilidade às Cidades Educadoras em Portugal, partilhando experiências, projetos e boas práticas em torno da educação. O «direito à cidade» está este ano a ser evocado pelo cinquentenário da primeira edição do livro com idêntico nome, do sociólogo francês Henri Lefebvre. “O
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direito a uma cidade educadora é proposto como uma extensão do direito fundamental de todos os indivíduos à educação” (1º princípio da Carta das Cidades Educadoras). A importância do tema, o compromisso político expresso com a Cidade Educadora, e a alternância geográfica destes congressos foram marcas diferenciadoras da candidatura de Lagoa . 116
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econhecendo a importância do desenvolvimento e consolidação do produto «Cycling & Walking» na afirmação da região enquanto destino turístico de natureza e no combate à sazonalidade da procura, o município lacobrigense decidiu unir esforços com a Almargem para a realização, em 2018, do 1.º Festival de Caminhadas de Lagos, iniciativa que integrará – a par dos já existentes Festival de Caminhadas de Alcoutim e Festival de Caminhadas do Ameixial - o evento Algarve Walking Season (AWS). Para o efeito foi deliberado atribuir à referida associação apoio financeiro, assim como logístico, ambos justificados pelas características e expetativas existentes relativamente ao evento, para o qual foram definidos os seguintes objetivos: quatro dias de atividades (1 a 4 de novembro); 8 a 10 caminhadas por dia; 300 participantes esperados por dia; duas atividades de Educação Ambiental e dois workshops/conversas/palestras a realizar diariamente. Atrair diferentes públicos, nomeadamente famílias, caminhantes de longas distâncias e públicos temáticos (ex. fotografia; observação da natureza; arqueologia; património), assim como envolver a comunidade local (ex. habitantes e guias locais), constituem igualmente objetivos do evento, que terá 117
também comparticipação financeira do programa «Valorizar» do Turismo de Portugal, no âmbito da candidatura efetuada pela Região de Turismo do Algarve à «Linha de apoio à valorização turística do interior». Esta abrange iniciativas de valorização ou incremento da oferta de «Cycling & Walking», nomeadamente no contexto dos percursos cicláveis, pedonais e de fruição espiritual, que concorram para o posicionamento internacional de Portugal como destino competitivo para a prática destas atividades. Para o Município de Lagos, trata-se de mais uma etapa num caminho em direção à valorização dos recursos endógenos (culturais e naturais) do concelho, à coesão económica e social do território e à qualificação do destino, para o qual concorrem outros projetos e iniciativas em curso, casos da valorização da Ponta da Piedade e o prolongamento da Rota Vicentina até Lagos . ALGARVE INFORMATIVO #160
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