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ALGARVE INFORMATIVO 9 de dezembro, 2017

«O LAGO DOS CISNES» do Quorum Ballet MIGUEL GUERREIRO LIDERA DESIGNER OUTLET ALGARVE AS CRIADAS | CRIACT | DESAFIOS DA ÁGUA | MARIA PÓLVORA | CATAPLAY 1 ALGARVE INFORMATIVO #135


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CONTEÚDOS

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9 DE DEZEMBRO, 2017

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ARTIGOS 14 - cataPlay 22 - Desafios da Água 32 - Miguel Guerreiro 42 - CRIACT 46 - As Criadas 56 - O Lago dos Cisnes 66 - O Monólogo de Maria Pólvora 82- Atualidade

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OPINIÃO 72- Paulo Cunha 74 - José Graça 76 - Adília César 78 - Augusto Lima 66

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REPORTAGEM

TEATRO, MÚSICA, DANÇA E GASTRONOMIA JUNTOS NUMA SUCULENTA «CATAPLAY» Texto:

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streia no dia 10 de dezembro, no restaurante Tertúlia Algarvia, em Faro, o espetáculo de teatro e gastronomia «cataPlay», que junta em palco os atores Tânia Silva e Mário Spencer – encenados por João de Brito e com figurinos de Filipe Correia – e o mais emblemático utensílio da gastronomia regional, a cataplana. Apoiada pelo programa «365 Algarve», não estamos perante uma simples peça de teatro, pois «cataPlay» conjuga outras artes como a música e a dança. No final de cada apresentação acontece a degustação de uma receita de cataplana confecionada pela equipa da Tertúlia Algarvia, acompanhada por vinho da região.

O conceito partiu de Tânia Silva e os textos são da autoria de Joana Guita, com duas personagens em conflito – a Cozinheira Marafada e o Afamado Al-Chef – que discutem entre si receitas da vida, ao mesmo tempo que vão revelando alguns segredos da cataplana, da qual pouco ou nada se sabe. “A peça aborda duelos, feitiços e contradições e a ideia foi ilustrar a guerra que existe na cozinha com este chef árabe, uma das origens possíveis da cataplana, e uma cozinheira algarvia, que tem um conhecimento ancestral passado de geração em geração”, explica Joana Guita. “No fundo, uma cataplana é um caldeirão de amor que resolve tudo, desde doenças a amores malparados. O futuro, a vida, a sorte, tudo se cozinha nesta panela”, acrescenta a autora. Ao lado do texto encontramos a faceta mecânica do humor nonsense, mas também a vertente fantástica de se exorcizar os feitiços e, como não poderia deixar de ser, uma forte componente ALGARVE INFORMATIVO #135

musical, com temas criados propositadamente para este espetáculo por Mário Spencer. “Fui buscar sonoridades à África Ocidental, à terra de onde venho, embora já me sinta algarvio. Aliás, todos os intervenientes desta peça são algarvios”, revela o conhecido ator e músico. “Cada um dos cozinheiros está a tentar vender a sua 16


receita, porque a concorrência também faz parte da cozinha, como de tudo na vida”, indica Tânia Silva. “Cozinhar é um ato de amor e é isso que tentamos mostrar em «cataPlay»”, reforça Joana Guita. Os ensaios de leitura arrancaram em outubro, com o texto a sofrer constantes 17

alterações fruto da interação da autora com o encenador e os dois atores, sempre com a difícil tarefa de conciliar as preenchidas agendas profissionais de cada um. “Acordei uma manhã com esta ideia e, depois, fui convidando as pessoas com quem gosto de trabalhar para se juntarem ao projeto. Desde o início que houve logo a vontade de se ALGARVE INFORMATIVO #135


criar uma parceria com a Tertúlia Algarvia, para haver a tal degustação da cataplana no final do espetáculo”, conta a atriz Tânia Silva, com Mário Spencer a garantir que este conceito está a gerar uma forte expetativa junto de diversas unidades hoteleiras. “Quando a Tânia me apresentou a ideia, pensei que estava louca, mas depois compreendi que o universo da cataplana é bastante ALGARVE INFORMATIVO #135

interessante. Relaciona cultura, gastronomia, turismo, tudo o que tem a ver com o Algarve”, justifica. Tânia Silva lembra, entretanto, que teatro e gastronomia não são propriamente uns estranhos, mas julga ser a primeira vez que se faz algo deste género em torno da cataplana, um produto tipicamente algarvio que vai 18


A atestar isso mesmo, e depois da estreia, no dia 10 de dezembro, no Restaurante Tertúlia Algarvia, em Faro, a digressão de «cataPlay» arranca, a 2 de fevereiro, no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, regressa à Tertúlia Algarvia nos dias 4 e 11 de fevereiro, viaja até ao Centro Cultural de Vila do Bispo, no dia 4 de março, e volta novamente à Tertúlia Algarvia, no dia 25 de março. Segue-se, nos dias 28 e 29 de março, apresentações na Galeria de Arte Praça do Mar, em Quarteira, no Museu Municipal de Faro, no dia 8 de abril, e no Mercado da Ribeira, em Tavira, no dia 22 de abril, antes da sessão final, no dia 13 de maio, mais uma vez na Tertúlia Algarvia, em Faro. Neste percurso haverá sessões faladas em português e legendadas em inglês e sessões faladas em inglês e legendadas em português.

estar a ser confecionado, por cozinheiros da Tertúlia Algarvia, ao mesmo tempo que a peça decorre. Tal não significa, porém, que «cataPlay» esteja vocacionado para ir a cena apenas em restaurantes ou hotéis, ou seja, espaços com cozinhas montadas. “A cataplana pode ser feita em qualquer lugar, aliás, já o fizemos até a bordo de um barco e no meio de uma horta”, revela João Amaro, da Tertúlia Algarvia. 19

A entidade promotora de «cataPlay» é a Tertúlia Algarvia, que depressa aderiu ao projeto por se enquadrar na sua matriz identitária. “Estão reunidos todos os ingredientes para o produto final ser muito saboroso e nós gostamos de coisas «fora da caixa». Para além disso, temos andado a promover a cataplana, juntamente com a Região de Turismo do Algarve, e este projeto acaba por vir dar continuidade ao trabalho que temos vindo a fazer, mas de uma maneira completamente diferente”, sublinha o presidente da direção da Tertúlia Algarvia. “É um novo patamar para promovermos a gastronomia regional e o que de bom se faz, também em termos culturais, no Algarve” .

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ENTREVISTA

«ÁGUAS DO ALGARVE» PROMOVE REFLEXÃO SOBRE O CICLO URBANO DA ÁGUA

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A empresa «Águas do Algarve» leva a cabo, nos dias 1 e 2 de março de 2018, o encontro «Desafios da Água», no Palácio de Congressos da Herdade dos Salgados, em Albufeira. O foco do evento vai estar na gestão eficiente e ambientalmente sustentável dos recursos hídricos e dos ecossistemas a eles associados, mas será igualmente uma oportunidade para dar a conhecer o trabalho realizado pela empresa responsável pelo fornecimento «em alta» da água para consumo humano na região e pelo tratamento das águas residuais. Texto:

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encontro «Desafios da Água» vai reunir, nos dias 1 e 2 de março de 2018, no Palácio de Congressos da Herdade dos Salgados, em Albufeira, diversos especialistas sobre o ciclo urbano da água, num evento organizado pela empresa «Águas do Algarve, S.A.» com o intuito de divulgar e promover o debate e a partilha de informação sobre um assunto sempre atual e cada vez mais determinante nos tempos modernos. De facto, ninguém duvida que a gestão eficiente e ambientalmente sustentável dos recursos hídricos e ecossistemas a eles associados é fulcral face aos fenómenos climáticos extremos que ocorrem, infelizmente, com maior frequência, em Portugal e por esse mundo fora, pelo que o encontro faz todo o sentido para a empresa responsável pela gestão dos sistemas multimunicipais de abastecimento de água e de saneamento do Algarve. ​ iniciativa resulta do trabalho e A cooperação da «Águas do Algarve» com as demais partes interessadas e envolvidas nesta temática, desde a comunidade escolar às autarquias, passando pela comunidade científica, o sector económico e turístico, para além das entidades públicas do sector da Água, como sejam o Ambiente, Ordenamento do Território, a Saúde e o regulador do serviço. “Fornecemos a água para consumo, «em alta», a todos os 16 municípios algarvios, e tratamos os efluentes domésticos na parte final do processo e, por vezes, a importância da nossa atividade acaba por passar despercebida à generalidade da população, por não haver um contato direto com o consumidor final. Os nossos ALGARVE INFORMATIVO #135

objetivos envolvem mostrar esta vertente, evidenciando o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no Algarve, com um investimento já efetuado de elevado valor, na ordem dos 500 milhões de euros. Os principais temas que serão debatidos neste encontro, para além de outros, são precisamente aqueles com que a «Águas do Algarve» lida no seu dia-adia”, explica Teresa Fernandes, responsável pela comunicação da empresa. Qual a origem da água que chega a nossa casa através das torneiras é um assunto bastante pertinente tendo em conta o período de seca extrema que grande parte de Portugal atravessa, sendo que a maior parte das pessoas não conhece o trabalho que é realizado desde que a água é captada nas suas 24


fontes até ser utilizada pelo consumidor final. A qualidade e a segurança da água será outro dos temas em debate, num momento em que vários concelhos do Algarve exibem, orgulhosamente, os prémios que atestam a qualidade exemplar da água para consumo humano que é fornecida nos seus territórios. Mas também se vai falar da adaptação às alterações climáticas; do direito à água que todos temos, quer vivamos junto à costa ou no interior da serra algarvia; de investigação e desenvolvimento; de comunicação e educação ambiental, entre outros assuntos. “Não queremos que este «Desafios da Água» seja apenas mais um Encontro, entre tantos outros que acontecem a nível nacional. Estamos a trabalhar afincadamente para que este tenha um cariz diferente. Contaremos com a presença de diferentes especialistas nacionais, e em confirmação também 25

internacionais, permitindo-nos um maior leque de abordagens nas diferentes temáticas propostas, e desta forma contribuir para a construção de um maior enriquecimento e partilha de experiências, quer para a população residente, quer de todos os pontos do país”, frisa Teresa Fernandes. O Ciclo Urbano da Água começa, como o próprio nome indica, pela origem, no entanto existem pessoas que ainda não se aperceberam que a água doce não é um bem infinito, lamenta a entrevistada. “Só quando abrirem as torneiras e não sair água é que, eventualmente, vão perceber que este problema nos afeta a todos. Todavia esta consciência para a preservação da água tem vindo, felizmente, a crescer no Algarve, com a notória participação mais ativa da população nestas matérias. Em ALGARVE INFORMATIVO #135


Teresa Fernandes, responsável pela Comunicação e Educação Ambiental da «Águas do Algarve»

2004/2005, quando houve a última grande seca em Portugal, tivemos grandes dificuldades para fornecer água à população. Fomos obrigados, inclusive, a tratar água que mais se assemelhava a lama, água que estava no chamado «volume morto» das albufeiras, o que não impediu que, mesmo assim, tenhamos ganho o prémio de qualidade exemplar da água para consumo humano nesse ano”, recorda Teresa Fernandes. “Após este período tão difícil, a administração da «Águas do Algarve», conjuntamente com a «Águas de Portugal», tomou diligências para que situações futuras desta natureza não voltassem a acontecer, ou que, no seu limite, fossem minimizadas. Seguiram-se investimentos avultados na região que foram preciosos, considerando os objetivos a que se propunham, ou seja, que, numa situação idêntica, a empresa ALGARVE INFORMATIVO #135

dispusesse de meios e condições técnicas fundamentais para fazer face a novo período de seca. Garantiu-se, desta forma, uma maior resiliência do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e a consequente continuidade do serviço, com toda a qualidade, quantidade e disponibilidade necessária, indispensável ao bem-estar de toda a população, residente e flutuante”, acrescenta. Essas medidas passaram, essencialmente, pela construção da Barragem de Odelouca – que permite armazenar uma quantidade substancial de água quando chove –, por realizar novas captações subterrâneas e por implementar um sistema de reversibilidade na Estação Elevatória de 26


Loulé. “Este ano, por exemplo, choveu muito mais em Odeleite/Beliche do que em Odelouca e, em caso de necessidade, esta estação elevatória permite o transporte de água do barlavento para o sotavento e vice-versa”, esclarece Teresa Fernandes, não esquecendo, igualmente, as fortes campanhas de comunicação e sensibilização efetuadas de forma contínua ao longo dos anos. “Temos vindo a alterar comportamentos, a população está, sem dúvida, mais alerta para a importância da água no nosso quotidiano e a necessidade de preservação da mesma”.

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS VIERAM PARA FICAR O valor investido no abastecimento de água e no saneamento público no Algarve tem sido astronómico e feito a pensar, não apenas na população residente – que não

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chega ao meio milhão de habitantes – mas em todos aqueles que visitam a região, sobretudo no Verão. “Todos sabemos que o Algarve depende imenso do turismo e que, quando chegam os meses de junho, julho e agosto, a população praticamente triplica. Se não houvesse água e um sistema de saneamento que funcione em pleno, com capacidade de fornecer água, quer em qualidade quer em quantidade, e um adequado sistema de tratamento de efluentes domésticos com capacidade de tratamento ajustado a este período veraneio, teríamos aqui um grave problema”, reconhece Teresa Fernandes. Outra situação perfeitamente assumida pela «Águas do Algarve» desde o início é que todos os habitantes têm igual direito a este bem essencial à vida, contudo, como é natural, os

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investimentos não podem realizados de uma só vez e em todo o território em simultâneo. Assim, recuando no tempo, em 1994/1995 existiam a «Águas do Barlavento Algarvio» e a «Águas do Sotavento Algarvio», que se fundiram, em 2000, na «Águas do Algarve». Ao longo deste período, o Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água foi crescendo de forma orgânica e aproveitando os fundos comunitários, ao ponto de, hoje, praticamente 99,9 por cento da população receber água deste sistema. “A água fornecida pela «Águas do Algarve» destaca-se pela sua excelente qualidade, suportada através do cumprimento das melhores práticas de operação e manutenção, sustentadas pela monitorização laboratorial de parâmetros acreditados. Seja para consumo ou para as tarefas diárias, a água da torneira está sempre à disposição do consumidor, nas quantidades de que necessita, à distância do simples gesto de abrir a torneira, assumindo um papel preponderante no dia-a-dia e no seu bem-estar. 24 horas por dia, 365 dias por ano, para além de ser uma água certificada em HACCP, pelo que as pessoas não precisam comprar água engarrafada para consumir em casa”, entende a entrevistada. “Esse problema colocou-se no passado e havia uma comunicação muito agressiva a apregoar que a água da torneira era imprópria para consumo. Hoje, continuamos a ver fortes campanhas de marketing da parte das empresas fornecedoras de água engarrafada, que até já tem vários sabores e cores. Na «Águas do Algarve» não fazemos campanhas contra o consumo de água engarrafada, queremos sim que o consumidor tenha conhecimento de que a água da torneira é ALGARVE INFORMATIVO #135

de confiança e de elevadíssima qualidade e, consequentemente, não há necessidade da aquisição daquelas, sendo que considero a água da torneira melhor do que a engarrafada”, afirma Teresa Fernandes. Para ficar vieram os problemas advindos das alterações climáticas – não nos enganemos a pensar que são questões temporárias – e a responsável pela comunicação lembra que cada um de nós pode fazer a diferença. “Não devemos deixar apenas para os outros, nomeadamente para as empresas ou 28


para o governo, todos os contributos positivos para que as alterações climáticas possam regredir ou ser atenuadas. Os nossos atos têm consequências e a sustentabilidade ambiental é uma forte preocupação para a «Águas do Algarve»”, garante, dando o exemplo das campanhas de educação e sensibilização ambiental conduzidas junto da população em geral e das camadas mais jovens, em particular, mas também na aposta nas energias alternativas. “Temos duas grandes centrais de painéis fotovoltaicos, nas ETA’s de Tavira e Alcantarilha, que servem para abastecer de energia estas duas grandes 29

fábricas da água, reduzindo concomitantemente as nossas emissões de dióxido de carbono para a atmosfera. Estamos igualmente a substituir a frota automóvel por viaturas elétricas e as próprias ETA’s e ETAR’s são mais eficientes no campo do consumo energético”, salienta Teresa Fernandes. A entrevistada recorda ainda que alguns campos de golfe do Algarve já são regados por águas reutilizadas provenientes das ETAR, como é exemplo a Herdade dos Salgados, onde vai ALGARVE INFORMATIVO #135


decorrer o encontro «Desafios da Água», assim como pomares de alfarrobeiras, e com resultados bastante positivos. O cenário global não é animador, mas há algumas «luzes no fim do túnel» e o evento dos dias 1 e 2 de março do próximo ano vai dar a conhecer o que tem sido feito pela «Águas do Algarve», mas não só. “Trata-se de uma vertente importante deste encontro – que não pretende ser apenas mais um – mas «O Encontro». Teremos em destaque as Oficinas Técnicas, que serão assaz interativas, e que, muito embora tenham como público-alvo preferencial as escolas, acreditamos que os adultos não irão deixar de querer de participar e experienciar as diferentes atividades que estão à disposição de todos, em que ninguém deverá ser indiferente aos desafios que se nos colocam quer atualmente quer no futuro, em matérias tão sensíveis e importantes para a sobrevivência da vida no planeta”.

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Assim sendo, o visitante vai poder fazer análises e espreitar ao microscópio, detetar fugas e reparar roturas, participar em diversas atividades dinâmicas que vão proporcionar uma excelente experiência de vida, tanto aos jovens como aos adultos. “Devido à parceria da «Águas do Algarve» com o Palácio de Congressos da NAU, os congressistas e os expositores não estão sujeitos a qualquer pagamento de inscrição ou participação, portanto, todas as empresas com ligações ao setor ambiental, são bem-vindas ao «Desafios da Água». Temos uma equipa muito vasta da empresa, onde se inclui a Administração, a trabalhar numa iniciativa de grande envergadura e que esperamos que seja um sucesso para todos”, finaliza Teresa Fernandes .

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ENTREVISTA

“PESSOAS PROCURAM EXPERIÊNCIAS, EMOÇÕES, ESPAÇOS CONVIDATIVOS ONDE POSSAM PASSAR TEMPO COM A FAMÍLIA, NÃO APENAS PREÇOS BAIXOS”, ENTENDE MIGUEL GUERREIRO Foi inaugurado, no dia 23 de novembro, o Designer Outlet Algarve, situado junto ao MAR Shopping Algarve e à loja IKEA, culminando um mega empreendimento comercial que vem reforçar a competitividade da região enquanto destino de turismo de shopping. À frente do barco está o tavirense Miguel Guerreiro, com vasta experiência na indústria da moda e luxo e na gestão de ativos imobiliários e conceção de centros comerciais. Texto:

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iguel Guerreiro foi o homem escolhido pela ROS Retail Outlet Shopping para assumir o cargo de Diretor-Geral do Designer Outlet Algarve, o primeiro projeto gerido pela operadora austríaca em Portugal que foi inaugurado no passado dia 23 de novembro. Na indústria da moda e luxo há mais de 15 anos, o tavirense de 42 anos especializou-se em Gestão de Ativos Imobiliários, Conceção de Centros Comerciais, Desenvolvimento de Negócio Internacional, Modelo de Franchising, Gestão de Marca, Desenvolvimento de Produto e Finanças, tendo iniciado a sua carreira profissional com o Projeto Têxtil, responsável pela introdução de marcas como a Mango e a Tally Weijl no Algarve, mas também pela criação de novas insígnias como a ZM, Cheyenne e e victorvictoria. Em 2012, Miguel Guerreiro assumiu o cargo de Retail Director do Grupo Azadea, no Qatar, a empresa master franchising do grupo Inditex, Salsa, Virgin Music e outras, tendo regressado à Europa, em 2016, mais concretamente a Madrid, antes do passo final para voltar ao seu Algarve para «comandar» o Designer Outlet Algarve. “Tem sido, de facto, um percurso ligado ao retail, como gestor e administrador de redes de lojas e, há 15 anos, predominavam as lojas de multimarca e os franchisings. Estar como operador direto e, mais tarde, possuir franchisings fez crescer em mim a vontade e o gosto de conhecer a indústria no seu todo. Foi isso que me levou para o Médio Oriente, onde fui diretor de retail de um grupo libanês com um turnover de dois biliões de dólares anuais, com cerca de 60 lojas no

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Qatar e 800 colaboradores”, conta o entrevistado. Enquanto estava no Médio Oriente, Miguel Guerreiro observou o forte crescimento do negócio dos outlets, “um formato bastante interessante que nos dá a possibilidade de ter marcas fantásticas com preços extraordinários”, e foi estudando mais atentamente esse fenómeno. Em 2016 surge o convite para ser Senior Retail Manager em Madrid, precisamente num 34


grupo de outlets, experiência que terá sido decisiva para ser desafiado para o projeto do Designer Outlet Algarve. “É um fechar de um ciclo das várias áreas que esta indústria possui e que faz parte também de uma estratégia pessoal. Penso que a minha leitura alargada do negócio é uma vantagem adicional para desempenhar este cargo, porque conheço muito bem as dores de todos os nossos brand partners. Estive vários anos do outro lado e entendo perfeitamente as suas necessidades”, frisa Miguel Guerreiro. “A 35

nossa empresa tenta fazer a gestão deste ativo da melhor forma possível para valorizar o investimento realizado por nós e pelos nossos parceiros”, acrescenta. Uma caminhada que se iniciou com o Projeto Têxtil, numa época em que começavam a surgir as grandes superfícies no Algarve para fazer concorrência ao típico comércio tradicional. E depressa Miguel Guerreiro compreendeu que não há estratégia sem ALGARVE INFORMATIVO #135


inovação. “São duas fórmulas que devem estar presentes em qualquer negócio, o que obriga os gestores a fazerem uma análise de mercado bastante profunda para entender os passos que se devem dar. Eu comecei no comércio tradicional puro e duro e vi os centros comerciais a nascerem no Algarve e as grandes multinacionais a aparecerem. Temos que interpretar os cenários para nos adaptarmos e evoluirmos, mas é óbvio que haverá sempre situações que não conseguimos antecipar, como foi o caso da crise financeira mundial de 2008”, recorda o Diretor-Geral, lembrando que foi a Projeto Têxtil que trouxe a Mango, por exemplo, para o Algarve, antes do virar do milénio, seguindo-se a conceção e criação de marcas próprias. Chegou, porém, o momento em que o sonho de abraçar uma carreira internacional falou mais alto e Miguel Guerreiro viajou, então, para o Médio Oriente, uma experiência que lhe trouxe, por outro lado, uma nova visão sobre as potencialidades do Algarve. De regresso a casa, constatou rapidamente uma grande melhoria na região, um Algarve mais forte como destino turístico e com um povo que se mantém extremamente hospitaleiro. “Claro que temos que diversificar para além do «sol e mar» e creio que, agora, é um bom momento para começarmos a vender também o shopping como experiência. Provavelmente estaremos com uma das mais baixas taxas de desemprego de sempre, em pleno mês de dezembro, o que reflete o poder económico da região”, analisa o entrevistado.

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CONVIVÊNCIA PERFEITA COM OS VIZINHOS DO LADO O Designer Outlet Algarve abriu e, desde então, tem sim um verdadeiro corrupio de clientes, mercê das marcas conceituadas de lifestyle à sua disposição, o que comprova que os portugueses já não associam o conceito outlet a produtos de menor qualidade ou defeituosos vendidos a preços bastante reduzidos. Mas esse trabalho de consciencialização tem que ser feito todos os dias, avisa Miguel Guerreiro, 36


mesmo tendo em conta a rápida evolução desta indústria em Portugal. “Os antigos factory outlets poderiam ter, de facto, esse modelo, mas depressa se percebeu que se pode criar um espaço bastante agradável, com esta arquitetura, ao invés de uma estrutura metálica com os operadores no interior a vender os seus produtos. Os próprios brand partners preocupam-se em apresentar o melhor serviço, produto e decoração possíveis para que a experiência de compra seja extraordinária. Estamos a falar de coleções que têm a sua estação, é verdade, mas com a qualidade própria das 37

marcas e a preços mais acessíveis”, assegura o Diretor-Geral. A cultura outlet evoluiu, é certo, mas o formato deste Designer Outlet Algarve apenas está disponível nas grandes cidades europeias e dos Estados Unidos da América, sendo, por isso, uma maisvalia que o Algarve deve aproveitar. “Há aqui todo um conjunto de fatores que foram bastante ponderados para que o produto final fosse atrativo”, aponta Miguel Guerreiro, garantindo que a convivência diária com os «vizinhos» do MAR Shopping tem sido muito saudável ALGARVE INFORMATIVO #135


MIGUEL GUERREIRO: “O ALGARVE VENDE SOL E PRAIA, NATUREZA, , , , MAS AINDA NÃO ESTÁ A VENDER E AGORA TEM UMA ESTRUTURA QUE VÊ O TURISMO COMO UMA FONTE DE EXPORTAÇÃO MUITO IMPORTANTE. VAMOS SER UM QUE VAI CONTRIBUIR PARA A RIQUEZA ECONÓMICA DO ALGARVE”. e frutuosa para ambas as partes. “É uma grande satisfação pessoal observar um fluxo bastante interessante entre as duas estruturas comerciais, com as pessoas com sacos de compras de uma e outra. É uma vitória de todo o complexo, onde se inclui igualmente a loja IKEA. Reunimonos com frequência, temos estratégias comuns, embora existindo equipas diferentes de gestão diária de cada unidade”, prossegue o entrevistado. “Não faria qualquer sentido que deixássemos que existisse uma «canibalização» entre nós, pelo que as marcas selecionadas e ALGARVE INFORMATIVO #135

implementadas no MAR Shopping Algarve e no Designer Outlet Algarve tiveram, na sua base e essência, uma estratégia comum”. O complexo está a funcionar perfeitamente, graças à união de esforços de pessoas provenientes de vários negócios e nacionalidades, um sinal também de que os portugueses já não vivem obcecados pelo preço em detrimento da qualidade, mas esse será sempre, na opinião de Miguel Guerreiro, um fator decisivo na escolha das pessoas. “O P de price é um dos pilares fundamentais de qualquer estratégia de marketing, mas temos que trabalhar todos os outros P’s. As pessoas deixaram de se deslocar apenas por causa do preço, buscam mais qualquer coisa. Querem experiências, emoções, espaços convidativos onde possam passar tempo com a família, portanto, primeiro temos que criar um destino atrativo. Depois, quando os clientes cá estiverem, logo decidem em que loja vão fazer as suas compras”, entende o tavirense. “Não acredito que uma estratégia somente assente em preço seja o ideal nos dias atuais”, reforça. Onde o preço vai fazendo a diferença é, contudo, nas plataformas online, com os portugueses a aproveitarem precisamente as seções outlet de marcas conceituadas para fazerem compras no conforto das suas casas. Miguel Guerreiro prefere olhar, todavia, para o online como apenas mais um canal de negócio, com as suas vantagens e desvantagens. “Nós, como gestores de ativos, temos que nos preocupar em fazer com que o cliente final tenha a 38


Miguel Guerreiro com a atriz e modelo Cláudia Vieira, na inauguração do Designer Outlet Algarve

melhor experiência possível, com que se sinta bem, com que fique com o desejo de regressar. Não andamos aqui a combater nada, porque cada indivíduo é livre de escolher aquilo que quer. No online está o preço, aqui temos outras armas e os seres humanos vivem de emoções. E cada canal é um concorrente, mas também um parceiro, porque nos motiva para querermos inovar. Se não formos pressionados, no bom sentido, para evoluirmos, acabamos por ficar estagnados no tempo”. Estagnado não ficou, certamente, Miguel Guerreiro, o homem responsável por capitanear o barco do Designer Outlet Algarve, fazendo uso das experiências que foi amealhando ao longo do seu trajeto. “Estou a aprender imenso – isso faz parte da nossa caminhada – mas acredito 39

plenamente nas minhas capacidades para desenvolver este projeto da melhor forma possível. É um desafio muito interessante e só fazia sentido regressar ao Algarve para um projeto desta dimensão. Estou cá de missão, de corpo e alma, até porque a região tem potencialidades para fazer coisas extraordinárias. E acredito, do fundo do coração, que o Designer Outlet Algarve pode tornar o Algarve mais forte enquanto destino turístico. O Algarve vende sol e praia, natureza, birdwatching, cycling, walking, mas ainda não está a vender shopping e agora tem uma estrutura que vê o turismo como uma fonte de exportação muito importante. Vamos ser um player que vai contribuir para a riqueza económica do Algarve”, assegura Miguel Guerreiro . ALGARVE INFORMATIVO #135


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REPORTAGEM

Carlos Baia, Vereador da Câmara Municipal de Faro, Alexandra Gonçalves, Diretora Regional de Cultura do Algarve, Custório Moreno, Diretor Regional do Instituto Português do Desporto e Juventude de Faro e Bruno Boto, presidente da Associação de Designers do Sul

ASSOCIAÇÃO DE DESIGNERS DO SUL FALOU SOBRE ESPAÇO CRIATIVO EM MAIS UM CRIACT Texto:

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e 6 e 9 de dezembro, a Direção Regional do Algarve do Instituto Português do Desporto e Juventude acolheu, numa parceria com a ADS – Associação de Designers do Sul, a quarta edição do «CRIACT», um festival que celebra a criatividade mas que é, também, um espaço de exposição, de debate e de convívio no qual a ALGARVE INFORMATIVO #135

comunidade criativa se reúne, celebra e aborda assuntos relacionados com temáticas transversais e quotidianas da nossa sociedade. O tema deste ano é «Espaço Criativo», reunindo um conjunto de convidados e atividades que permitem refletir sobre as diferentes perspetivas e formas como vemos, ocupamos, dispomos e criamos os espaços que nos rodeiam. 42


O dia inaugural serviu para dar a conhecer, essencialmente, as exposições patentes nos vários locais do IPDJ de Faro, designadamente a coletiva de ilustração «Espaço», a Flamingart e o Bioco Social, seguindo-se um momento de Jazz com Manuela Lopes e suas alunas. Do programa dos dias seguintes constam, no dia 7, oficinas experimentais, uma palestra sobre «Mercado de Trabalho, e Agora?» e uma mostra de cinema com «Murmures de Murs», de João Alexandrino aka JAS, e «Free Spaces», de Ina Ivanceanu. O feriado, 8 de dezembro, será preenchido por oficinas experimentais de cana, cerâmica e origami, a Tertúlia «Espaço Criativo», um Encontro de Criativos e mais uma mostra de cinema, desta feita com «Urban Tides», de Simone Eleveld e «H2T»,

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de Fabio Petronili. O derradeiro dia contemplará a peça infantil «Um conto de pernas pró ar», pela Casa da Cultura de Loulé, a Tertúlia «Ser Espaço», um concerto com «Pura Cura» e um live set com o DJ Trinchax. No ato inaugural participou Carlos Baia, Vereador da Câmara Municipal de Faro, que começou por recordar a intenção de Faro ser Capital Europeia da Cultura em 2027. “Há um longo caminho a percorrer e que só será bemsucedido se conseguirmos ter massa crítica, se efetivamente conseguirmos mostrar que temos um conjunto de agentes e atores que são merecedores dessa confiança. Reunir criativos de Faro e de outros pontos do Algarve é importante para percebermos os

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trabalhos que são desenvolvidos por eles e quais as suas necessidades”, referiu o autarca. Carlos Baia revelou, igualmente, o desejo da Câmara Municipal de Faro dinamizar incubadoras de empresas no concelho, sejam de base tecnológica ou de vertentes mais culturais. “A arte, a criatividade, a multimédia, ligam muito bem com as tecnologias atuais de comunicação e permitem ligar o tradicional ao moderno”, justificou. Satisfeito com a realização de mais um evento de grande dinamismo na sede do IPDJ de Faro estava o Diretor Regional da entidade, até por ser promovido por uma associação de jovens. “O nosso sonho é ver esta casa com vida, ver os dirigentes

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associativos a tomarem conta disto, e nós sermos apenas uns facilitadores. Não podemos ser um travão para as ideias dos jovens”, defendeu Custódio Moreno. “A ADS está sedeada nestas instalações há cerca de dois meses e, neste curto espaço de tempo, organizou-se esta grande partilha de conhecimentos. Aliás, estão seis associações alojadas no primeiro andar deste edifício e, em 2018, queremos acolher ainda mais para promover as suas oficinas criativas, as suas atividades, as suas iniciativas. Todos os jovens são diferentes, mas devem ter todos as mesmas oportunidades”, sublinhou .

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«AS CRIADAS» DE JEAN GENET ESTIVERAM DE «SERVIÇO» NO CINE-TEATRO LOULETANO Texto: ALGARVE INFORMATIVO #135

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Cine-Teatro Louletano apresentou, nos dias 2 e 3 de dezembro, a peça «As Criadas», de Jean Genet, com encenação de Marco Martins, tradução (do texto) de Matilde Campilho e interpretação a cargo de três das mais conceituadas atrizes portuguesas da atualidade: Beatriz Batarda, Luísa Cruz e Sara Carinhas. Tratou-se da última apresentação a nível nacional deste espetáculo e, neste olhar de Marco Martins sobre o texto de Genet, o palco transforma-se num espaço de enclausuramento onde as atrizes exploram as diversas identidades daquelas personagens em construção.

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«As Criadas» não pode deixar de ser lido como um texto iminentemente político. Não porque nos fala sobre a luta de classes e o desejo de ascensão social, como em algumas abordagens acontece, mas sim porque nos fala sobre o valor da liberdade e o confronto do indivíduo com o seu opressor, do infrator em permanente desafio à autoridade, evidenciando a brutalidade do crime como arma transformadora e a sexualidade desviante como forma de fazer tremer os alicerces das sociedades moralmente conservadoras. A produção coube à «Arena Ensemble», numa coprodução do Teatro Nacional D. Maria II e do Teatro Viriato . 50


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REPORTAGEM

QUORUM BALLET TROUXE «O LAGO DOS CISNES» AO TEATRO DAS FIGURAS Texto:

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o som da Orquestra Clássica do Sul, o Teatro das Figuras, em Faro, vibrou, no dia 1 de dezembro, com o clássico de Tchaikovsky, «O Lago dos Cisnes», desta feita a versão contemporânea do Quorum Ballet, com Direção Artística e Coreografia de Daniel Cardoso, Dramaturgia de Ana Lázaro e Cenografia de Hugo F. Matos e Daniel Cardoso. No interior do asilo, a loucura tomou o lugar do quotidiano e os que ali habitam

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esquecem-se de quem foram. As vozes e os desejos são abafados pelas paredes gigantes deste exílio silencioso, onde as enfermeiras são as rainhas, ou mestras, que comandam os movimentos dos pacientes. Uma mulher limpa os desejos negros dos outros na sombra, e um homem, prisioneiro de um corpo enfermo, e da sua loucura, transforma os seus desejos de Pássaro nos corpos dos pacientes. Como uma gaiola em que a ave não ousa bater as asas, o asilo é uma jaula de gente.

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Uma pena atravessa o corredor e, nesse dia, chega um homem novo que traz uma música que interrompe o silêncio e transformará as paredes. Contudo, no Asilo também cresce a Noite, que pinta as paredes de negro e inunda o ar, como água escura que escorre de um Lago enfeitiçado. Os braços dão lugar a asas, e dos dedos crescem penas. Os corações sonâmbulos enchem-se de deslumbramento, enquanto dorsos de aves rodopiam e músculos humanos saltam em voos rapinos. Entre o dia e a noite, a música vai trazer o engano e o fascínio, a sedução e a loucura. No exterior do Asilo tudo parece tranquilo, 61

como o reflexo mentiroso do Lago que esconde o que acontece debaixo de água. Nesta versão contemporânea do clássico «O Lago dos Cisnes», os personagens da história original tornamse intervenientes numa fábula humana contada na linguagem do tempo Presente que acontece num Asilo abandonado, lugar fértil em figuras bizarras e seres extremos. Entre a ficção e a realidade exploram-se os defeitos, virtudes e impulsos mais humanos, transversais a todos os tempos .

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REPORTAGEM

MARIA PÓLVORA FALOU ÀS CRIANÇAS NO

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Daniel Romeiro, Sara Mendes Vicente e Patrícia Chambino

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e 27 a 30 de novembro, o Teatro Lethes, em Faro, acolheu «O Monólogo da Maria Pólvora», um espetáculo para a infância que pretendeu retratar o que sentimos quando nos deparamos com a mudança ou quando algo nos é imposto.

Maria Pólvora é uma polva cheia de atitude, rodeada de amigos e que adora a sua vida na superfície do mar. Pertencente à família Pólvora, a mais inteligente de todos os mares do planeta Terra, é confrontada, de repente, com o momento de crescer e ir viver para o fundo do mar. Maria Pólvora depara-se, assim, com o fator «mudança» e questiona a inteligência da sua própria espécie, apesar dos seus nove cérebros. Num desenrolar de pensamentos e emoções, de histórias e factos da natureza, Maria tem que encontrar uma solução lógica, com o seu cérebro principal, de modo a que felicidade se instale nos seus três corações. No entanto, nem sempre a solução mais lógica acalma o nosso espírito e nos enche o coração, mas sim um reflexo da realidade que ganha força graças ao poder da imaginação. De tudo isto fala «O Monólogo de Maria Pólvora», com conceção artística de Patrícia Chambino e Sara Mendes Vicente e conceção plástica e cenários de Patrícia Chambino. Em palco estiveram os atores e manipuladores de marionetas Sara Mendes Vicente e Daniel Romeiro com os efeitos sonoros a caberem a Daniel Romeiro e a assistência de encenação a estar a cargo de Alexandra Diogo . ALGARVE ALGARVE INFORMATIVO INFORMATIVO #135 #135

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OPINIÃO

Quando um músico morre Paulo Cunha (Professor)

medida que os meses vão passando, sempre que morre mais um músico tornase comum escutar e ler “Este ano nunca mais acaba!”, tal a mistura de sentimentos que o desaparecimento de grandes artistas provoca nos apreciadores da sua música. Também eu o sinto, quando determinados criadores e intérpretes musicais que tiveram o condão de compor e executar a banda sonora da minha vida abandonam o mundo dos vivos. Ao contrário de muitos, não me sinto fã (indivíduo que admira entusiasticamente uma figura pública, geralmente do mundo do espetáculo) de ninguém em especial. Sou, isso sim, entusiasta e apreciador de determinados músicos que, através da junção de uma multiplicidade de fatores, tornam a sua música uma causa de bem-estar, tornando-a assim uma companhia indissociável. Se perguntarmos quais são as razões que levam tanta gente a lamentar, chorar e a sentir-se triste e amargurada quando interioriza que um determinado músico faleceu, por certo todos responderão o mesmo. Tais músicos tiveram o condão, através das suas composições, da sua originalidade e/ou excelência interpretativa, dos seus timbres instrumentais peculiares e diferenciados e da sua atitude enquanto artistas (no palco e fora dele), de pincelar a nossa vida de cores que a tornaram mais apetecível, aprazível e bela. Muitos desses músicos, sem que com eles jamais tenhamos contactado ou falado, tornam-se parte integrante do nosso quotidiano, quase membros da nossa família. De várias formas e por vários meios, entram dentro da nossa casa, no nosso automóvel e até nos acompanham enquanto, distraídos, caminhamos pela rua. A sua indelével e impercetível presença faz-se notar no número de vezes que usamos a sua música para os mais diversos efeitos e ocasiões. Feitas as contas e o balanço final, verificamos que a sua música acaba por ter na nossa vida um efeito terapêutico – autêntica musicoterapia. Da soma de uma multiplicidade de fatores nasce uma ligação que, inexplicavelmente, nos faz manter,

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ainda que à distância, uma curiosa relação de intimidade com os músicos que produzem os sons musicais da nossa eleição. Não é por isso de estranhar que, muitas vezes, nos sintamos atraídos por músicos sem formação académica, que tocam/cantam por intuição ou apenas de ouvido, por oposição a outros que, por mais que tenham tentado e experimentado todas as fórmulas musicais, não lhes chegaram, sequer, aos calcanhares. É claro que para que tal aconteça muito contribui a forma como vestem (produzem) a sua música, como cuidam da sua imagem e apresentação e como promovem e vendem o seu produto. Mas uma coisa é certa: não adianta ter aspirações a ser um grande músico, quando a música que fazemos, seja ela qual for, não «toca» emocionalmente o ouvinte! Certas músicas de alguns autores/intérpretes acabam por colar-se a momentos simbólicos e marcantes da nossa vida. Desde os mais melancólicos até aos mais festivos, cada momento acaba por ser colorido por uma banda sonora – a que construímos com o legado dos músicos que tornámos «nossos». Aqueles que, através de sons e de palavras, nos fazem mais companhia e nos dizem mais do que certos conselhos e palavras vãs, proferidos por quem, perto, se encontra longe. Daí, a tristeza que de nós se apodera quando vemos partir alguém que, sem sabermos como, entrou na nossa vida e nela construiu pontes intemporais. Sempre que apresento novas músicas aos meus alunos e lhes falo dos seus compositores e/ou intérpretes, invariavelmente me questionam se eles já morreram. Quando lhes respondo que não, observo nos seus rostos uma luminosidade e um brilho no olhar que me demonstram que o facto de saber que estão vivos é para eles uma garantia de continuidade. Saber que continuarão a embalar-nos com a harmonia das suas notas ou abanar-nos com os ritmos das suas figuras musicais dará, por certo, mais vida à vida… e é isso que conta! .

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OPINIÃO Direito à habitação: do papel ao terreno José Graça

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odos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”, reza o artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa, sendo a base a partir da qual os cidadãos reúnem as condições que lhes permitem aceder a outros direitos como a educação, a saúde ou o emprego. Para assegurar o direito à habitação, continua o texto constitucional, “incumbe ao Estado programar e executar uma política de habitação inserida em planos de ordenamento geral do território e apoiada em planos de urbanização que garantam a existência de uma rede adequada de transportes e de equipamento social; promover, em colaboração com as regiões autónomas e com as autarquias locais, a construção de habitações económicas e sociais; estimular a construção privada, com subordinação ao interesse geral, e o acesso à habitação própria ou arrendada; e, incentivar e apoiar as iniciativas das comunidades locais e das populações, tendentes a resolver os respetivos problemas habitacionais e a fomentar a criação de cooperativas de habitação e a autoconstrução”. Mais adiante, ainda no mesmo artigo, afirma-se ainda e imperativamente que “o Estado adotará uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação própria”. Se sobre os princípios estamos de acordo, a prática das últimas quatro décadas foi sinuosa e tendencialmente laxista, com os governos a esquecerem-se destas obrigações perante outras prioridades, deixando a habitação de merecer até a dignidade de uma secretaria de Estado (mesmo sendo uma área política essencialmente com caraterísticas transversais) ou intervindo no setor de forma bárbara, com uma visão ultraliberal que acabou por implicar o progressivo aumento das rendas, a degradação do parque habitacional do ALGARVE INFORMATIVO #135

Estado e a redução das casas disponíveis no mercado de arrendamento, face ao aumento das ofertas de alojamento local, essencialmente vocacionado para a procura turística. Consciente deste conjunto de problemas, mas também das suas responsabilidades neste domínio, o Governo reativou em julho a secretaria de Estado da Habitação e aprovou, no dia 4 de outubro, uma resolução que estabelece o sentido estratégico, objetivos e instrumentos de atuação para uma Nova Geração de Políticas de Habitação, convocando os cidadãos e as entidades públicas e privadas a darem o seu contributo, consultando o documento e apresentando opiniões, sugestões e contributos até ao dia 16 de dezembro de 2017. Com o crescimento acelerado da atividade turística, confirmado na apresentação da Conta Satélite do Turismo pelo Instituto Nacional e Estatística, este problema assume uma dimensão acrescida e preocupante no litoral algarvio, verificando-se um aumento brutal das rendas e do preço por metro quadrado, perante o excesso de procura face á oferta existente. Pior, em alguns núcleos urbanos, assiste-se ao abandono da população tradicional e às dificuldades de fixação de famílias jovens, originando muitas vezes a mudança de local de residência, fazendo perigar equilíbrios sociodemográficos essenciais à coesão social e territorial. Apesar de algumas iniciativas de caráter local, mostra-se necessária uma visão regional sobre as políticas públicas de habitação que permita inverter este ciclo negativo de forma estrutural e assegure um leque de soluções que melhore a oferta e permita a fixação e permanência de atuais e novos residentes, essenciais para a manutenção da evolução positiva da economia do Algarve! . (Membro do Secretariado Regional do PS-Algarve e deputado da Assembleia Municipal de Tavira)

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OPINIÃO

De que falamos quando falamos de amor? Adília César (Escritora) “A medida do amor é amar sem medida.” Santo Agostinho

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h o amor. Todos falamos de amor, ou pelo menos pensamos. Sendo um assunto íntimo, é também o mais universal. Matéria global e fragmentada, descrita e investigada através de diversas narrativas ficcionais e ensaísticas, além de puramente poéticas. Raymond Craven dedicou a esta questão um livro de contos em 1981 com o título que agora dei a esta crónica. Também Camões, Henry Miller, Anaïs Nin, Fernando Pessoa, Roland Barthes, Bukowski, Shakespeare e Florbela Espanca, para citar apenas alguns, legaram ao mundo diferentes tons para o mesmo sentimento. Muitos outros escritores escreveram (e escreverão) sobre o amor, até ao fim dos tempos, até que o mundo se extinga. Imaginando que todos os homens, mulheres e crianças escrevessem uma história de amor (a sua), que todos os antropólogos, filósofos, médicos, psicólogos e historiadores escrevessem um ensaio sobre o amor, que todos os poetas escrevessem poemas sobre o amor… Bem, creio que o Bibliotecário de Babel de Jorge Luís Borges não teria descanso. Craven formulou a questão universal relativa ao mistério do amor e deu algumas respostas, contando histórias de comunicação entre diversos casais. E todos os dias toda a gente procura uma solução plausível e satisfatória dentro de si e nos outros. Na verdade, quando falamos de amor, estamos a falar de «comunicação» e de «laços». Para o amor, precisamos do outro. Se esse outro precisar de nós com o mesmo propósito, temos um laço comunicativo que poderá conduzir à felicidade. O universo, esse conjunto de forças e energias transcendentais, nada tem que ver com o amor. Não há conspiração cósmica que resolva o nosso problema, tal como não vale a pena esperar que aconteça um milagre, assim sem mais nem menos.

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Mas… Acontecem por vezes fenómenos fascinantes e únicos, aos quais chamo «alinhamentos». O «alinhamento» une duas pessoas através de uma energia que reage de uma forma peculiar entre eles: física, química, espiritual, emocional, intelectual. Pêndulos, intersecções, paralelismos, complementaridades, conexões. Todos os pormenores relativos à relação têm importância e dão o seu contributo para o fortalecimento ou enfraquecimento dos laços entre o casal. Passa por várias fases com diferentes durações e é o tempo que vai dar a resposta: será um amor verdadeiro? Quando atingimos este nível não interessam os conselhos dos amigos ou as consultas aos psicólogos. O amor que estamos a viver é como as nossas impressões digitais: único e indissociável da nossa natureza, a qual se transformou pelo relacionamento com a outra pessoa, a eleita da nossa atenção e afeição. A concepção de amor ou de estado amoroso altera-se com as vivências e as experiências, sendo normal termos opiniões opostas em alturas diferentes da vida. Entre a pessoa amada e a pessoa que ama há uma cena amorosa evolutiva, uma linguagem cujo objecto – o amor concreto e definido – se perdeu. A cena amorosa é como a vida: estruturalmente, nada a obriga a terminar, nenhuma limitação interna a esgota, porque na acumulação dos dias e das noites, uma vez lançados os acontecimentos, as expansões comunicativas e afectivas são infinitamente reconduzíveis aos apelos amorosos das duas pessoas envolvidas e apenas a elas diz respeito. Amo e sou amada, é um facto, mas não sei o que isso significa. Não consigo perceber a resposta do tempo e da razão na imagem do que sinto. Mas vejo os laços. E dizer “amo e sou amada” faz todo o sentido, corresponde a uma verdade. No final, sou salva pela tautologia. De que falo quando falo de amor? Falo de amor .

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OPINIÃO

Enogastronomia II Augusto Lima (Cozinheiro, consultor e formador)

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Enogastronomia recai na escolha possível/adequada do gosto/característica dos vinhos para escolher pratos a condizer e vice-versa. Há quem defenda chamar de Refeições com aconselhamento de vinhos, de Refeições com Maridagem de Vinhos, Refeições Vínicas, ou ainda, de Refeições Enogastronómicas. Eno, Gastro e Nomia, do grego, significam, respetivamente, Vinho, Estômago e Regra. O casamento do vinho com a comida deveria sempre procurar as diferenças ou semelhanças entre a Estrutura/Gosto do Vinho e da Comida. Assim, os vinhos e a comida casam-se por Justaposição ou por Contraposição. O doce atenua o ácido e o picante, a acidez controla a gordura e o sal e a adstringência é diminuída pela suculência. Sempre se usou vinho para cozinhar, marinar e terminar a apresentação de um prato, como um vinho doce numa sobremesa, um licoroso num prato com especiarias cozinhadas ou um vinho seco numa sobremesa. Cozinhar é um ato de alquimia onde aromas e paladares se combinam para nos oferecer mistério e descoberta. O vinho, adicionado a uma confeção culinária, deve ferver sem contudo se extinguir. Adicionado muito tarde, tornará o resultado áspero. Muito cozinhado, se contiver taninos fortes, fará aparecer a salinidade característica dos vinhos com alguma adstringência. Vinhos doces para resultados doces, e secos para resultados leves, sem grande pretensão que não seja evidenciarem o sabor do alimento. Quanto melhor a qualidade do vinho, melhor o resultado final do prato cozinhado. Ao cozinhar com vinho tinto, a cor indica-nos se o cozimento é suficiente ou não: do lilás, passando por roxo e finalmente a um vermelho acastanhado, que indicará a tonalidade perfeita. Quanto mais se aprende sobre vinhos e as suas características, melhor será o desempenho com eles na cozinha e mais criativos poderemos ser. Uma ideia que resulta, acompanhar a refeição com o mesmo vinho

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que se usou para confecionar (por exemplo, um galo estufado). Ao usar um vinho para cozinhar e este for reduzido, o álcool não trará influência no sabor final, porquanto se evaporará, apenas ficando o sabor do vinho. De notar que o álcool inicia a sua evaporação a partir de 78ºC. É falsa a ideia de que o álcool se evapora todo quando a bebida ferve ou é aquecida. Num estufado de longa duração é possível ainda encontrar alguma percentagem do álcool. Obter-se-á melhores níveis de sabor se o vinho for aquecido a baixa temperatura sem ferver. Os vinhos encorpados são ideais para reduzir, contudo, têm um elevado índice de salinidade. Quanto mais reduzido, maior a concentrarão dos seus sabores e da salinidade nele existente. O vinho na Cozinha Deglaçar – Técnica que consiste juntar a um tabuleiro, tacho ou sauté, aquecendo-os com a ajuda de um vinho, por norma branco leve ou tinto jovem, desprendendo os resíduos do fundo, as substâncias solidificadas resultantes de assados, frituras ou selagens. A palavra vem do francês déglace, que significa dissolver em líquido. Na deglaçagem, os vinhos brancos precisam de menos tempo de calor do que os tintos. Marinar – Ao marinarmos a carne com vinho, o álcool e os taninos presentes, permitirão amaciar a sua textura. Em excesso contribuirá para alterar o sabor. A marinada completa, por norma acrescida de ervas e especiarias, irá e será ideal para confecionar o molho. Já a sua acidez vai ajudar a diminuir ou a cortar a gordura. A humidade que o vinho empresta fará com que a carne não seque ao cozinhar. Flamejar – É adicionar algum tipo de bebida alcoólica em preparações culinárias, inclinar a frigideira e deixar que a chama incendeie o molho, queimando o álcool. Perdurará no prato apenas o aroma da bebida. É preciso ter cuidado e alguma prática para usar esta técnica .

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PROJETO «SER» PROMOVE COMPETÊNCIAS EMOCIONAIS NAS CRIANÇAS DO 1.º CICLO DE ALBUFEIRA

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er» foi o título escolhido para o projeto que o Município de Albufeira está a desenvolver no Agrupamento de Escolas de Albufeira (EB1 da Correeira, EB1 de Vale Pedras e EB1 dos Caliços). A iniciativa, destinada a crianças a frequentar o 1.º ciclo, “faz parte de um conjunto mais alargado de medidas e ações que a autarquia tem vindo a implementar nas várias escolas do concelho com vista a promover o sucesso educativo”, refere José Carlos Rolo, vice-presidente da Câmara

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Municipal de Albufeira e vereador responsável pelo pelouro da Educação. Trata-se de um projeto-piloto que tem por objetivo ensinar as crianças a controlar as suas emoções, através do desenvolvimento da Inteligência Emocional. O programa, que se insere no âmbito da Área Curricular não Disciplinar «Educação para a Cidadania» (que faz parte do currículo do 1.º Ciclo) teve início em outubro e prolonga-se até ao final do ano letivo, dentro do horário escolar. Com esta medida, a Câmara Municipal de Albufeira pretende contribuir para o

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melhoramento do sucesso escolar, para a diminuição da indisciplina, da agressividade e da desmotivação e, numa fase posterior, para a diminuição dos comportamentos de risco nas crianças e jovens do concelho. O programa recorre a metodologias como as dinâmicas de grupo e exercícios e jogos criativos, que permitem aos participantes tomarem consciência de si e do seu corpo, com recurso a técnicas de «respiração consciente», relaxamento e/ou foco de atenção e concentração, automassagem, entre outras ferramentas utilizadas para o efeito. No final de cada sessão realiza-se um período de reflexão, em que são transmitidos valores essenciais para com (Viver) em sociedade, para que os mais pequeninos ganhem a noção do respeito por si e pelos outros e solidifiquem um comportamento ético e moral adequado.

Nesta primeira fase, o projeto abrange um total de 750 alunos, prevendo-se que futuramente venha a ser implementado em todas as escolas do concelho. “O programa utiliza um conjunto de ferramentas que contribuem para uma melhor aprendizagem e convívio em ambiente escolar, ensina a libertar tensões e a gerar emoções positivas, treinar o foco e a atenção, saber respeitar-se a si e ao outro, desenvolver a autoestima e a autoconfiança, reduzir a ansiedade e a agressividade, promovendo a saúde e o bem-estar dos alunos a nível cognitivo, social e psicológico. As sessões contribuem para o desenvolvimento das competências sociais, assertividade, motivação e criatividade, ajudam a aumentar a força mental, melhoram as capacidades de comunicação e são um espaço privilegiado de partilha e reflexão”, refere José Carlos Rolo .

PRESÉPIOS DOS BOMBEIROS DE ALBUFEIRA PROPORCIONAM UMA VIAGEM NO TEMPO

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Presépio de Natal dos Bombeiros de Albufeira tem este ano como tema «O Nascimento do Menino Jesus e a evolução dos tempos». Com cerca de 75 metros quadrados e diversas figuras distribuídas entre musgo, areia, pedras, cursos de água, construções árabes e europeias (feitas à mão pelos Bombeiros), recria o Nascimento do Menino Jesus e leva-nos numa viagem até aos dias atuais. Ao longo do espaço, vemos recriados cenários que vão desde a célebre Noite em Belém até aos tempos modernos, isto é, até Albufeira e ao 83

Quartel dos Bombeiros Voluntários e suas atividades diárias. O Presépio encontra-se exposto no Parque de Viaturas do Quartel dos Bombeiros de Albufeira, até dia 8 de janeiro de 2018, podendo ser visitado por toda a população das 9h às 23h. Este ano, além do Presépio patente no Natal, há ainda para visitar mais dois presépios situados no Albufeira Shopping e no Algarve Shopping, através dos quais os Bombeiros de Albufeira apelam à solidariedade e ao apoio de toda comunidade .

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ATUALIDADE

RUIVINHO BRAZÃO APRESENTOU TERCEIRO LIVRO DE RECOLHA DA TRADIÇÃO ORAL

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terceiro volume da coleção «Palavras com que Aprendo e Brinco», de Ruivinho Brazão, foi apresentado na Biblioteca Municipal Lídia Jorge, num momento para recordar o saber que se transmitia às crianças através de estórias, linquintinas, lengalengas e outras formas literárias de tradição oral. “Como forma de expressão humana, é de brindar a recolha da tradição oral, para que os mais jovens não esqueçam as suas raízes, pois sem o conhecimento do passado, não pode haver futuro sustentável”, defendeu, a abrir a sessão, o Presidente da Câmara Municipal e vereador responsável pela Cultura, Carlos Silva e Sousa. Perante uma assistência que aplaudia a par e passo as intervenções das «Moças Nagragadas», D. Leonor e D. Almerinda, a apresentação da obra, destinada a leitores dos 10 aos 13 anos de idade, decorreu em clima de boa disposição face às memórias que as diversas composições literárias despertavam em todos os presentes. Ana Isabel Soares, docente da Universidade do Algarve, recordou as férias da sua infância em Albufeira e das estórias que então lhe contaram e de como só na fase adulta se apercebeu de como esse saber constitui um valioso património da região, na medida em que “a oralidade é um modo de reconhecer o anónimo”. Alexandra Gonçalves, Diretora Regional da Cultura do Algarve, salientou o modo ALGARVE INFORMATIVO #135

como a Direção Regional acarinhou, desde 1994, este projeto de recolha da tradição oral, o mesmo se passando com as Autarquias de Albufeira e Loulé, permitindo ligar as pessoas e evidenciar o zelo que o Algarve tem pela sua cultura popular. Ruivinho Brazão agradeceu aos presentes e às entidades que sempre apoiaram este projeto, não esquecendo o contributo das escolas, que têm vindo a colaborar através de recriações deste património literário. “Espero que este livro seja uma constante e um prazer nas mãos das crianças e hoje”, salientou . 84


ODELEITE VOLTA A SER ALDEIA PRESÉPIO

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deleite, já conhecida como a «aldeia florida» e uma das mais belas paisagens do concelho de Castro Marim, é agora também chamada de «aldeia presépio», por promover uma das mais fiéis e belas recriações do nascimento de Jesus. Assim, nos dias 16 e 17 de dezembro, mais de 50 figurantes trajados à época, artesãos e produtores do concelho vão estar no Presépio Vivo de Odeleite. Um mercadinho, com os afamados e deliciosos produtos locais, como o mel, os frutos secos e a doçaria tradicional desta época festiva, vai estender-se pelas ruas da aldeia, onde também haverá espaço para muita animação musical. Canções, cânticos, teatro e danças alusivas ao Natal vão dinamizar os dois dias da recriação. Por ali vão passar as melodias trazidas pelo Grupo do Centro Infantil de Odeleite, o Cancioneiro do Grupo Folclórico de Faro, o Grupo de Cantares das Janeiras de Odeleite e malabaristas e cuspidores de fogo, da Associação Artística Satori. A organização promove, para miúdos e graúdos, um vasto conjunto de atividades. Os mais pequenos poderão

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experimentar passeios de burro, participar em jogos tradicionais e ainda «meter a mão na massa» nos ateliers de pão, que decorrem na Casa de Odeleite, um dos polos culturais do concelho e espaço de dinamização da aldeia. Numa época que pede mais calor, no domingo, junto à fogueira de Natal, os visitantes são convidados a apreciar um quente e reconfortante caldo verde. A «Aldeia Presépio» é uma organização da Associação Social da Freguesia de Odeleite, em colaboração com os artesãos e produtores do concelho e com o apoio da Junta de Freguesia de Odeleite e da Câmara Municipal de Castro Marim .

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ATUALIDADE

POLO DE SAÚDE DE VAQUEIROS FOI REABERTO PELO SECRETÁRIO DE ESTADO DE SAÚDE

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s utentes de Vaqueiros no concelho de Alcoutim podem, desde agosto, aceder aos cuidados de saúde primários prestados no Polo de Saúde da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) Aleo, instalado na antiga Escola Primária da ALGARVE INFORMATIVO #135

aldeia. Essa reabertura foi assinalada, no dia 30 de novembro, com a presença do Secretário de Estado de Saúde, Manuel Delgado, do Presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve, Paulo Morgado, do Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Osvaldo Gonçalves, da Diretora 86


Executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Sotavento, Luísa Prates, e cerca de duas dezenas de utentes. O Secretário de Estado mostrou-se emocionado com a reabertura do Polo de Saúde e afirmou que tinha ficado “impressionado e chocado com as dificuldades de deslocação das pessoas, muitas delas já idosas, de Vaqueiros até Martim Longo ou Alcoutim, para poderem ser acompanhados clinicamente”. Realçando a sua admiração pelo empenho da autarquia nesta «luta» em prol da população, o governante reconheceu que “não foi um processo fácil” mas que a conquista foi alcançada com o empenho de todos. “O governo está a apostar na criação de novos Centros de Saúde em todo o País. Temos em curso um programa de cerca de 90 Centros de Saúde, entre edifícios recuperados ou novos, sendo que, sem o apoio dos Municípios, isto não seria possível. Também temos a ambição de acabar esta legislatura com todos os cidadãos com Médico de Família atribuído. Vamos conseguir, até 20192020, ter toda a população coberta”, adiantou o governante. Desde o início da legislatura, já foi possível dar médico de família a mais de 600 mil pessoas, o que se espera que contribua “para um Serviço Nacional de Saúde fortalecido, mais racional mas mais próximo do cidadão”, frisou. Dando o Polo de Saúde de Vaqueiros como um exemplo de que é possível ter cuidados de saúde de proximidade através de estruturas físicas de polos de saúde locais

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com profissionais de saúde e com a capacidade instalada de Unidades móveis de saúde que se deslocam aos domicílios, Manuel Delgado sublinhou que “este conjunto harmonioso de proximidade é uma questão central nos cuidados de saúde primários e uma forte aposta deste governo”. “Esta reabertura é um exemplo, e levo-o no coração, de capacidade de luta por voltar a ter aquilo que se perdeu”, concluiu. Por seu lado, Osvaldo Gonçalves realçou a importância da reabertura do Polo de Saúde de Vaqueiros depois do «abandono» que os seus munícipes sofreram com o fecho, em outubro de 2013, pelo anterior governo daquela unidade que funcionava no edifício da Junta de Freguesia de Vaqueiros. Elogiando a forte determinação do atual Presidente da ARS Algarve e do Secretário de Estado no sentido de encontrar uma solução para devolver os cuidados de saúde a esta população, o edil realçou “o marco histórico” da reabertura conseguida poucos meses depois da tomada de posse da nova direção da ARS Algarve, no âmbito do protocolo de colaboração celebrado no mês de maio com vista à reconversão do edifício da antiga Escola primária de Vaqueiros em unidade de saúde dotada de melhores condições funcionais e adequadas ao atendimento. O renovado Pólo de Saúde, integrado no ACES Sotavento, abrange cerca de 350 utentes e funciona às terças e quintas-feiras, das 14h às 17h, com um médico, um enfermeiro e um assistente técnico, sendo que mais duas médicas vão reforçar em breve a equipa .

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REQUALIFICAÇÃO DA ESCOLA EB 2,3 D. DINIS FOI ADJUDICADA

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Câmara Municipal de Loulé adjudicou a empreitada de requalificação da Escola EB 2,3 D. Dinis, em Quarteira, naquele que será o principal projeto na área da Educação para os próximos anos no Concelho de Loulé. A obra terá um custo total de cerca de quatro milhões e 900 mil euros e um prazo de execução de 630 dias. O edifício, que se localiza entre Quarteira e Vilamoura, encontra-se em avançado estado de degradação, pelo que esta será uma intervenção profunda num estabelecimento escolar de grande importância num dos principais polos ALGARVE INFORMATIVO #135

urbanos do Concelho. Para levar por diante esta obra, o Município celebrou um protocolo com a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, mediante o qual a Autarquia ficará responsável pela execução da empreitada propriamente dita, instalação de mobiliário, material didático e equipamento e execução dos acessos e infraestruturas de suporte ao funcionamento da escola. A requalificação da Escola D. Dinis tem cofinanciamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no âmbito do Portugal 2020, ao abrigo do Programa Operacional CRESC Algarve 2020 . 88


FESTIVAL MED NOMEADO EM SETE CATEGORIAS NOS IBERIAN FESTIVAL AWARDS 2018

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epois de ter arrecadado, em 2017, o prémio de Melhor Festival de Média Dimensão, o Festival MED está nomeado em sete categorias nos «Iberian Festival Awards 2018». Melhor Festival de Média Dimensão, Melhor Alinhamento, Melhor Promoção Turística, Melhor Programa Cultural, Contributo para a Sustentabilidade e Melhor Atuação (Portugal/Espanha) para Ana Moura são as seis categorias em que o Festival MED volta a estar na lista dos candidatos a uma vitória. Na terceira edição destes galardões ibéricos, o MED está ainda nomeado para Melhor Festival Lusófono e Hispânico, no ano em que pela primeira vez será distinguido um vencedor nesta categoria. No total, em 2018, serão 22 categorias a concurso, para além do reconhecimento «Excellence Award». Os «Iberian Festival Awards» pretendem reconhecer, apoiar e premiar todos aqueles que contribuíram para o sucesso dos festivais ao nível da organização, mas também da produção, logística, ativação de marcas, comunicação, entre outras áreas, em Portugal e Espanha. O público pode votar 89

nas várias categorias, até ao dia 17 de janeiro, através do seguinte link: https://pt.surveymonkey.com/r/ifa2018. Para a organização do MED, festival dedicado à world music que está a dar cartas no panorama musical nacional, ibérico e europeu, e que em 2018 comemora a sua 15.ª edição, estas nomeações são um estímulo para fazer cada vez mais e melhor, incutindo neste evento novidades que irão surpreender ainda mais o público, mas mantendo a essência e o espírito de um festival que, para além da música, conta também com um vasto programa cultural. De realçar ainda que, nas três edições dos «Iberian Festival Awards», o MED recebeu 17 nomeações: quatro em 2016, seis em 2017 e sete em 2018, sendo um dos mais nomeados destes prémios . ALGARVE INFORMATIVO #135


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VÍTOR ALEIXO RECONDUZIDO COMO PRESIDENTE DA ADAPT.LOCAL

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Rede de Municípios para a Adaptação Local às Alterações Climáticas (Adapt.Local) foi formalizada em março deste ano e engloba já 31 municípios de Portugal Continental, Açores e Madeira, para além de outras entidades de cariz público e privado diretamente ligadas a esta temática. No dia 23 de novembro aconteceu, em Vilamoura, o seu segundo Conselho Geral, que decorreu no seguimento do quadro autárquico resultante das eleições de outubro e

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consagrou os órgãos da Rede para o quadriénio 2018-2021. Deste modo, foram nomeadas, para a Mesa do Conselho Geral, as câmaras municipais de Odemira, Funchal e Guimarães (que preside), assim como, para o Conselho Coordenador, as autarquias de Torres Vedras, Tondela e Loulé (que preside). Nesta reunião foi igualmente decidido preparar um programa de ação para os próximos quatro anos que, incidindo sobre o reforço das políticas, ação e governação no quadro da adaptação às alterações 90


climáticas que crescentemente se fazem sentir a nível local, será apresentado e debatido pelo Conselho Geral no primeiro trimestre do próximo ano. Complementarmente foi deliberado realizar o segundo seminário anual da Rede «Adapt.Local», no final de 2018, na Figueira da Foz, o qual sucederá ao seminário inicial – Adapt.Local.17 - que no passado dia 24 de novembro também teve lugar em Vilamoura, contando com a presença ativa de vários especialistas nacionais e internacionais nesta temática. Estes, juntamente com os responsáveis e técnicos autárquicos de todo o país e mais de 180 participantes inscritos neste fórum, abordaram um vasto conjunto de temas-chave, tais como: cenários climáticos mundiais e nacionais que se perspetivam a prazo; instrumentos e

métodos para a adaptação; adaptação setorial, nas áreas das florestas, dos recursos hídricos, do turismo e das zonas costeiras; e experiências inspiradoras a nível internacional. O encerramento deste primeiro seminário nacional da adaptação local às alterações climáticas contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, e da DiretoraGeral do Território, Fernanda do Carmo. Recorde-se que, desde março deste ano, o autarca de Loulé assumia o cargo de presidente do Conselho Coordenador da Rede de Municípios para a Adaptação Local às Alterações Climáticas. Vítor Aleixo tem sido, de resto, um dos autarcas do país que tem estado na dianteira desta causa, sendo Loulé um município pioneiro na implementação de medidas que visam a adaptação às alterações climáticas .

INFRAMOURA RENOVOU CERTIFICAÇÃO EM QUALIDADE E AMBIENTE

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Inframoura obteve a renovação da certificação em qualidade e ambiente, segundo os referenciais internacionais ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015, no âmbito da gestão do espaço público de Vilamoura e Vila Sol. A certificação inclui atividades de distribuição de água para consumo, recolha de efluentes, recolha e transporte de resíduos, limpeza e higiene urbana, manutenção de espaços verdes, manutenção da rede viária, requalificação urbana, licenciamento de publicidade e de ocupação da via pública e Sistema Vilamoura Public Bikes.

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A empresa municipal é certificada desde 2011, tendo desenvolvido, durante o ano de 2017, a adaptação do sistema de gestão integrado às normas publicadas em 2015. A auditoria de renovação pela entidade certificadora SGS ocorreu em outubro e os certificados acabam de ser confiados à Inframoura. Este reconhecimento por uma entidade certificadora independente atesta de forma inequívoca a qualidade de serviço prestado, com o compromisso de melhorar continuamente a satisfação dos clientes e a sustentabilidade ambiental .

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STARTUP PORTIMÃO JÁ TEM NOVE PROJETOS INCUBADOS

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assados quase quatro meses desde a sua inauguração, a Startup Portimão conta já com nove projetos incubados, sete fisicamente e dois virtualmente, de áreas como a programação informática, desenvolvimento de software, aplicações móveis, street food, consultoria de gestão, sistemas de informação, energias renováveis e design de joalharia. Em jeito de balanço deste período de atividade foi dinamizada, no dia 30 de novembro, uma reunião que contou com a presença das várias entidades promotoras do projeto, dos membros do Conselho Consultivo, dos vários parceiros, mentores da incubadora, e de alguns dos empreendedores já instalados. Após apresentados os resultados do trabalho desenvolvido até ao momento, ALGARVE INFORMATIVO #135

foram divulgadas as metas para o futuro, que têm por base a consolidação da Startup Portimão, o foco em empresas em fase de aceleração, a dinamização de áreas de atração de investimento e o incentivo do empreendedorismo jovem, através da formação em escolas da região. Na ocasião, a Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, reiterou uma vez mais que “o principal objetivo do projeto é apoiar todos os empreendedores e dar-lhes asas para poderem voar”. A Startup Portimão possui uma alargada rede de parceiros, constituída tanto por entidades locais como nacionais: Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, CASES, Gastão Cunha e Ferreira, Isabel Neves & Associados, SAGE Portugal, StartIUPI, Turismo de Portugal, StartUP Portugal, IEFP, Turismo do Algarve, Direção Regional de 92


Agricultura e Pescas do Algarve, Universidade do Algarve, Comunidade Intermunicipal do Algarve, Instituto Português do Desporto e Juventude, ATP Associação do Turismo de Portimão, Associação Empresarial da Região do Algarve, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Algarve, UAlg Cria, Parkalgar, Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve, Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes, ANJE, FNABA e IAPMEI. Direcionada para a temática das «cidades inteligentes», nas áreas da energia, mobilidade, turismo, governança e qualidade de vida, está integrada no Centro de Negócios de Portimão e

diferencia-se pela sua infraestrutura e localização, em pleno Autódromo Internacional do Algarve, sendo promovida pela Câmara Municipal de Portimão, com o apoio da «Territórios Criativos». Com poucos meses de funcionamento, a incubadora do Município de Portimão integra já a Rede Nacional de Incubadoras e está acreditada pela StartUp Portugal, a estratégia do Governo da República para o Empreendedorismo que visa dinamizar a capacidade empreendedora e fomentar as condições para a aceleração e o sucesso de novas empresas, apoiando o desenvolvimento do negócio por via da contratação de serviços de Incubação a incubadoras previamente acreditadas .

JOVENS SÃO-BRASENSES CONSULTARAM UMA BIBLIOTECA HUMANA

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o dia 27 de novembro, uma turma do 9.º ano da Escola Básica 2,3 Poeta Bernardo de Passos de São Brás de Alportel participou na primeira edição da Biblioteca Humana de São Brás de Alportel, desenvolvida no âmbito do projeto «Cria+» do Programa Escolhas, que está a ser dinamizado em parceria pela Associação IN LOCO, a Câmara Municipal de São Brás de Alportel e o Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas. A iniciativa pretende promover o diálogo, reduzir preconceitos e estimular a compreensão, permitindo aos jovens participantes o contacto com «livros» que são pessoas reais, voluntárias, capazes de comunicar a sua realidade pessoal a «viva voz», que pode estar relacionada com 93

diversas problemáticas como a ansiedade, os distúrbios alimentares, os consumos ou até a transexualidade. É uma oportunidade diferente de aprendizagem e sensibilização sobre a importância dos direitos humanos para o bem-estar pessoal de todos e a «leitura» destes «livros humanos» é feita num ambiente aberto, acolhedor e seguro, com um ou mais leitores interessados. O conceito da Biblioteca Humana nasceu na Dinamarca, em 2000, através da Organização Não Governamental «Parar a Violência», que procurou ajudar a quebrar estereótipos e a desafiar atitudes sobre a diferença, visando o entendimento entre os diversos membros de uma comunidade. Atualmente, já são mais de 60 os países com experiências deste tipo, passando agora São Brás de Alportel a integrar esta rota . ALGARVE INFORMATIVO #135


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SÃO BRÁS DE ALPORTEL INVESTE NO ALARGAMENTO DA REDE DE SANEAMENTO

Câmara Municipal de São Brás de Alportel prossegue a execução do Plano de Alargamento da Rede de Saneamento, investimento considerado primordial na promoção da qualidade de vida e bem-estar da população, assim como na defesa do meio ambiente. Assim sendo, encontra-se em curso a obra de ampliação da rede de esgotos no sítio do Peral – II Fase, num investimento total de 234 mil e 776,85 euros, que conta com financiamento de 65 por cento do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR). Localizado a sudeste do concelho de São Brás de Alportel, o sítio do Peral há muito que é servido por rede de abastecimento de água, mas não possuía drenagem de águas residuais, estando apenas ALGARVE INFORMATIVO #135

construído um emissário, pertencente à empresa Águas do Algarve, ao longo da Estrada Municipal 517. Durante a primeira fase das obras de ampliação da rede de esgotos foram efetuados ramais ao longo da Estrada Municipal 517 e ampliados pequenos troços para caminho e vias adjacentes. Nesta segunda fase, o investimento permite ampliar as redes de drenagem a todos os caminhos do Peral, bem como a instalação de uma central elevatória na extremidade sudeste da localidade, de modo a servir toda a população. Toda a rede deste projeto será ligada ao sistema em «alta» das Águas do Algarve, estando prevista a construção de cerca de dois mil e 700 metros lineares de coletores e cerca de 70 caixas de ramal . 94


ARRANCOU A REQUALIFICAÇÃO DA MARGINAL DE MONTE GORDO

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município de Vila Real de Santo António deu início à obra de requalificação da marginal da praia de Monte Gordo, numa intervenção avaliada em 1,8 milhões de euros que visa a requalificação paisagística das zonas de lazer da principal estância balnear do concelho. Desenvolvida a par da construção do Passadiço de Monte Gordo - que caminha agora para a II fase, com a edificação dos novos apoios de praia estas duas obras irão permitir a revitalização de toda a Frente Marítima de Monte Gordo, com o objetivo de dinamizar esta zona turística e qualificar e ordenar o espaço público. O projeto irá incidir sobre quatro áreas específicas da marginal: jardim (grupo nascente), praça do casino (grupo central), parque infantil (grupo poente) e calçadão, ao longo das quais serão colocados quiosques, esplanadas e 95

estruturas de sombreamento. Em paralelo, está prevista a repavimentação de algumas artérias, a criação de pontos de estadia e circulação com condições de conforto, bem como a instalação de estabelecimentos de restauração e bebidas ou espaços comerciais associados à economia de praia. Este conjunto de trabalhos permitirá dotar Monte Gordo com novas oportunidades de investimento numa área até agora desaproveitada, permitindo, em simultâneo, o cumprimento dos regulamentos e planos em vigor. O conjunto de trabalhos deverá estar concluído até ao final de maio de 2018, prevendo-se um investimento global de cerca de 12 milhões de euros (investimento público e privado). Recordese que a construção dos 18 novos apoios de praia, cujas estruturas serão constituídas por materiais uniformizados que ficarão ao mesmo nível do passadiço, terá início já em janeiro de 2018 . ALGARVE INFORMATIVO #135


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