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ALGARVE INFORMATIVO 2 de dezembro, 2017
OLÍVIA E EUGÉNIO emocionaram Albufeira JOVENS TALENTOS BRILHARAM EM OLHÃO | VIVIANE CANTA EDITH PIAF HERMENEGILDO GUERREIRO E O SEU ACORDEÃO| LUZA FESTIVAL EM LOULÉ 1 ALGARVE INFORMATIVO #134
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CONTEÚDOS 2 DE DEZEMBRO, 2017
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ARTIGOS
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6 - Luza Festival 14 - Pedro Castelo-Branco 20 - Concurso Jovens Talentos Algarvios 32 - Designer Outlet Algarve 38 - Hermenegildo Guerreiro 48 - Viviane 56 - Olívia & Eugénio 66 - Guilherme Duarte 74 - A Cruzada das Crianças 102 - Atualidade
OPINIÃO 82- Paulo Cunha 84 - José Graça 86 - Mirian Tavares 88 - Adília César 90 - Antónia Correia 92 - Augusto Lima 94 - Nuno Silva 96 - Fábio Jesuíno 98 - Vico Ughetto
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REPORTAGEM
LUZA FESTIVAL COLOCOU LOULÉ NO CIRCUITO DE FESTIVAIS MUNDIAIS DE LUZ Texto:
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LUZA Festival prometia e cumpriu as expetativas, trazendo centenas de pessoas a Loulé, de 24 a 26 de novembro, para assistir a um festival de luz que pretende inserir Portugal no roteiro dos festivais internacionais de iluminação artística. A ByBeau e a Eventor’s Lab foram as produtoras deste evento que contou com o Município de Loulé como coorganizador e que faz parte da segunda edição do programa «365 Algarve» Do Santuário da Mãe Soberana ao Coreto da Avenida José da Costa Mealha, foram 15 instalações artísticas da responsabilidade de artistas oriundos de países como Portugal, Espanha, Escócia, França, Japão, Polónia, Reino Unido e Alemanha e que proporcionaram uma experiência verdadeiramente arrebatadora aos visitantes. Um destaque especial para a «Torch Light Parade», que fez o percurso entre a Mãe Soberana e o Convento de Santo António, no arranque do certame, mas também para a conferência «Working with Light» que juntou, na tarde de 25 de novembro, no Cine-Teatro Louletano, diversos artistas para um debate e reflexão sobre o tema e a sua importância. “Tivemos peças de arte para todos os gostos e idades, para se desfrutar em família, numa viagem fora do normal com muita luz e som”, descreveu o mentor do projeto, o escocês Beau McClellan.
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A ideia foi prontamente abraçada pela autarquia louletana por ser um evento diferente do que estávamos habituados a ver em Loulé, no Algarve e em Portugal, com Carlos Carmo, vereador da Câmara Municipal de Loulé, a explicar que “o objetivo é trazer ao concelho e à cidade um grande afluxo de pessoas na chamada época baixa do turismo e Loulé já tem tradição de organizar eventos desta qualidade, como o Festival MED, a Noite Branca, o Carnaval e o próprio Natal”. Dália Paulo, Comissária do «365 Algarve», também confirmou estarmos na presença de um dos eventos mais marcantes deste programa cultural que assenta no desenvolvimento local e económico através da sua identidade e da criação de arte contemporânea. “É um festival que não pretende ser de edição única, mas sim de regularidade, e que tem a intenção de inserir-se no calendário anual dos eventos de referência do Algarve, sabendo-se que grande parte deles estão concentrados na ALGARVE INFORMATIVO #134
época alta. Este é um evento que atrai, efetivamente, pessoas de outros países e temos capacidade para fazer com que novembro seja um mês para se rumar em direção a Loulé”, sublinhou Dália Paulo. Novembro que não foi uma escolha inocente, revelou ainda a Comissária do «365 Algarve», mas sim tendo em conta as datas de outros festivais de luz que acontecem um pouco por todo o mundo. “Querer marcar a agenda do Algarve em termos internacionais foi um fator decisivo para tornar o LUZA num dos eventos âncora da segunda edição do «365 Algarve». Numa primeira fase queremos construir eventos de referência para, depois, motivar as pessoas a escolherem o Algarve como seu destino de férias”, reforçou Dália Paulo, destacando ainda a importância da parceria das autarquias na concretização destas iniciativas .
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ENTREVISTA
PEDRO CASTELO-BRANCO O SAXOFONISTA QUE QUER FINTAR O CANCRO Saiba mais sobre o investigador que tomou um café com o Nobel da Medicina, se cruzou com figuras como Mark Zuckerberg e Muhammad Ali e teve uma pistola apontada à cabeça em Harvard Square. Texto e Fotografia:
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edro Castelo Branco tem 44 anos e há pelo menos 20 que tenta compreender como é que o cancro consegue ser tão inteligente ao ponto de sequestrar os nossos mecanismos e manipulá-los de forma a atuar a seu favor. A aventura da descoberta começou em 1998 quando, na Universidade de Aveiro, na então licenciatura em Biologia, aprendeu algumas das técnicas que viria a usar, mais tarde, para desenvolver um vírus capaz de reconhecer células cancerígenas. Antigo saxofonista na Magna Tuna Cartola, Pedro Castelo-Branco começou,
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desde muito cedo, a orquestrar uma perseguição ao cancro. Inspirado pelo trabalho de um dos melhores neurocirurgiões do mundo que, em Harvard, começava a usar vírus para combater a doença, o jovem investigador confessa que a ideia o deixou “tão fascinado” que, em 2000, e aproveitando a viragem do milénio, decidiu rumar a Oxford para iniciar o Doutoramento em Biologia Molecular. É lá que priva de perto com alguns dos gigantes a trabalhar na área do processamento de RNAs e que percebe, finalmente, com que instrumentos se comporá a melodia do futuro. Após um 16
reconhecer células cancerígenas de células normais”. “Em 2006, isto era algo relativamente recente, uma espécie de tecnologia de ponta”, explica. Tecnologia essa que Pedro Castelo-Branco viria a refinar para, três anos mais tarde, desta feita em Toronto, começar a trabalhar com células cancerígenas estaminais, aquelas que chama de “abelhas-mestras dos tumores”.
percurso académico brilhante, que culmina com o término do Doutoramento em Oxford, o investigador venceu, em 2005, o prémio que o catapulta, definitivamente, para a investigação e que lhe permitiu, como nos conta, “meter uma mochila às costas e ir dar a volta ao mundo”. Após percorrer o Brasil, a Argentina, o Chile, o México, o Canadá, os Estados Unidos, a Nova Zelândia, a Austrália, o Japão e a China, Pedro Castelo-Branco confessa que estava “pronto para avançar”. Com meio mundo debaixo do braço, chegou a Harvard para, com o seu conhecimento em Biologia Molecular, “criar vetores virais capazes de 17
Daí até então, tudo aconteceu muito rápido. Como nos conta o investigador, foi um ponto de interrogação em aberto que o levou à grande descoberta da sua carreira. “Durante o processo em que estive em Toronto a tentar desenvolver novas terapias para estas células cancerígenas estaminais, deparo-me com uma alteração que ocorria na tal enzima da telomerase e que eu não conseguia explicar”. Se era um facto que a telomerase estava sempre «ativa» no cancro, Pedro Castelo-Branco compreendeu, naquele instante, que a sua missão passava por compreender “como é que isto acontece, como é que a célula cancerígena consegue ser tão inteligente, ir ao DNA da telomerase e fazer alguma coisa para que a enzima esteja sempre ligada”. Como esclarece o investigador se, “em condições normais, a telomerase tem um botão on e off”, ou seja, liga e desliga, “o que acontece, no caso do cancro, é que não há interruptor, a telomerase está sempre ativada porque as células estão sempre em divisão”. O desafio foi perceber “como é que o cancro faz isto?”. E essa é, de facto, a grande descoberta na carreira do ALGARVE INFORMATIVO #134
investigador: “compreender que há um mecanismo epigenético por detrás de tudo isto”, que faz com que o cancro, com a sua inteligência, consiga promover “a tempestade perfeita”, ou seja, a imortalização das células cancerígenas. Hoje, a trabalhar naquela que é conhecida como a «ciência da mudança», Pedro Castelo-Branco lidera um grupo de investigação dedicado a encontrar biomarcadores epigenéticos que permitam diagnosticar e prognosticar eficazmente diversos tipos de cancro. O mais recente tem nome de super-herói – THOR. Trata-se de uma região específica do gene da telomerase que permite aos investigadores detetar precocemente casos de cancro, e que lhes oferece, a partir da percentagem desta enzima presente no organismo, informação sobre o estadio de evolução da doença. Uma descoberta que poderá, a longo prazo, contribuir para salvar muitas vidas uma vez que, como explica o investigador, “a telomerase permite-nos perceber que há a doença e quão agressiva ela é”. Uma valiosa ajuda também para os clínicos que poderão contar com o auxílio deste biomarcador para detetar a doença em fases iniciais, quando esta ainda não é visível ao microscópio. “Há determinadas coisas que o patologista pode ainda não conseguir ver. Mas, se formos capazes de chegar a esta célula e medir a percentagem do THOR, observando que existe algum tipo de alteração, podemos, eventualmente, chegar à conclusão que, aquilo que hoje ainda é benigno, corre maior risco de tornar-se num tumor maligno no futuro”, adianta Pedro CasteloBranco. ALGARVE INFORMATIVO #134
Perseguir o cancro, compreender as suas estratégias e desenvolver terapêuticas que impeçam a capacidade de auto-renovação das células cancerígenas, é o grande desafio da carreira e da vida de Pedro CasteloBranco, que, em Oxford, bebeu um café com o Prémio Nobel da Medicina sem quase se aperceber disso. Como nos conta, naquele dia “cheio de pompa e circunstância”, o seu mentor, Nick Proudfoot, que receberia a cátedra em Biologia Molecular, pediu-lhe um especial favor: receber um amigo que viria para falar com ele e entretê-lo durante um par de horas até à cerimónia. Pedro Castelo-Branco, então a trabalhar no laboratório do reconhecido cientista, assim o fez. A surpresa chegou horas mais tarde, quando, “no momento de entrega do galardão, a organização anuncia a presença do Nobel da Medicina para entregar o prémio e, ao meu lado, se levanta o sujeito que tinha estado a beber um café comigo horas antes”, recorda. Apenas uma das peripécias do jovem investigador que, mais tarde, nos Estados Unidos, se cruzou com nomes como Mark Zuckerberg, o fundador e criador do Facebook e Muhammad Ali, um dos pugilistas mais conhecidos do mundo. Sobre este último, Pedro Castelo Branco, recorda, particularmente, um episódio. A trabalhar, na altura, no Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Harvard, no Departamento de Neurocirurgia, o investigador lembra18
se bem do dia em que, após uma consulta, um amigo neurocirurgião chegou ao gabinete onde ambos trabalhavam “com uma cara estranha, quase sem ar”, após ter atendido, na urgência, Muhammad Ali. É que o antigo pugilista acabara de ter um «apagão» na sua consulta e, quando acordou, a primeira coisa que fez foi começar a dar murros no ar a pensar que estava num dos combates do século - a mítica luta com Foreman. Outra das peripécias da carreira académica de Pedro Castelo-Branco aconteceu numa barbearia em Harvard Square, onde o investigador se deslocava frequentemente. “Tinha terminado uma aula, estava a cortar o cabelo, e, de repente, entra um tipo com uma pistola na mão para tirar o dinheiro da caixa ao 19
barbeiro que, por sinal, lhe devia um acerto de contas”, relata. Do caricato episódio ficou na memória de Pedro Castelo-Branco o facto de, naquele dia, ter viajado para Portugal «com meio cabelo». “Lembro-me que cheguei ao aeroporto com metade do cabelo e quando cheguei a Portugal a minha mãe nem me deixou ir para casa”. Em cinco anos em Inglaterra e três nos Estados Unidos, muitas são as histórias que Pedro Castelo-Branco tem para contar. De regresso, outras tantas se vão escrevendo, diariamente, numa rotina dividida entre as aulas no Mestrado Integrado em Medicina e o Laboratório em Epigenética e Doença Humana, local onde continua a perseguir o sonho de encontrar formas de fintar o cancro . ALGARVE INFORMATIVO #134
REPORTAGEM
Percutunes venceram III Concurso Jovens Talentos Algarvios Texto:
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Percutunes
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The Venners Flávia Pires
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Auditório Municipal de Olhão foi o palco escolhido para a final do III Concurso Jovens Talentos Algarvios, na noite de 24 de novembro, numa iniciativa organizada pela delegação de Faro do C.A.S.A – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo para angariar fundos que lhe permitam apoiar as famílias mais carenciadas. Este ano, o evento pretendeu abranger vários municípios algarvios para além da capital distrital, com o objetivo de estimular o aparecimento de novos talentos no domínio cultural e artístico, bem como estreitar os laços culturais entre toda a comunidade. Depois das três eliminatórias disputadas em Albufeira, Tavira e Faro, à final de Olhão chegaram 15 concorrentes, que foram avaliados pelo júri constituído por Isabel Cebola, em representação do C.A.S.A., a professora de dança Marinela Sousa, a
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Companhia de Capoeira Contemporânea «Idade de Ouro»
Companhia de Dança «Idade de Ouro»
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Companhia de Dança «Idade de Ouro»
cantora Viviane Parra e o fadista Luís Manhita. Com o Auditório praticamente esgotado, os primeiros a subir ao palco foram a banda «The Venners», que interpretou «Love on the Brain» de Rihanna. Seguiu-se a Companhia de Capoeira Contemporânea «Idade de Ouro» e Maria Margarida Espanhol, que tocou dois temas ao piano. Ao piano esteve igualmente a quarta participante da noite, a jovem Mikalya Natzkaya, com o palco a ser depois ocupado pela dança contemporânea da Oficina de Dança Estúdio T. De volta à música, a banda MMM cantou a conhecida canção «I Didn’t Mean It», de Áurea, antes de dar o lugar aos irmãos André e Andreia, para um mix de folclore e hip-hop. A primeira parte do espetáculo chegou ao fim com a jovem Flávia Pires, com o tema «Chamar a Música» de Sara Tavares. A segunda parte começou com a dupla S.E.A.M. e «Stitches», de Shawn Mendes e, logo após, a Companhia de Dança Idade de Ouro. Mais música, agora com o pianista Marco António Henriques e os tambores da Banda Percutunes. A noite terminou envolta em dança, com mais dois grupos da Companhia de Dança Idade de Ouro, intercalados pelo acordeonista João Campos Palma. Mikalya Natzkaya
Mais um intervalo para os jurados somarem os pontos e, enquanto não era conhecida a decisão final, o público teve oportunidade de assistir à atuação de dois jovens alunos da professora Marisa Cruz, da Associação BodyDance de Olhão. Já com todos os participantes em palco, foi o momento de conhecer os vencedores, com o terceiro lugar a ser atribuído à Oficina de Dança Estúdio T, a dupla S.E.A.M. arrebatou a segunda posição e o triunfo foi para Tunes, para o quarteto de percussionistas Percutunes .
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Maria Margarida Espanhol
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Companhia de Dança «Idade de Ouro»
MMM
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Oficina de Dança Estúdio T
S.E.A.M.
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João Campos Palma
André e Andreia
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Os vencedores com os jurados
Marco Antรณnio Henriques
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REPORTAGEM
DESIGNER OUTLET ALGARVE abriu com pompa e circunstância Texto:
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relógio marcava as 17h do dia 23 de novembro quando Pedro Pimpão, VicePresidente da Câmara Municipal de Loulé, Alexandra Ramos, Gestora de Turismo de Negócios da Associação de Turismo do Algarve, Miguel Guerreiro, Diretor-Geral do Designer Outlet Algarve, Vasco Santos, Diretor de Gestão de Ativos IKEA Centres Portugal, Espanha e França, Thomas Reichenauer, Managing Diretor da ROS Retail Outlet Shopping, Sylvie Mutschler, Owner e Managing Director da Mutschler Outlet Holding e John Rasmussen, ALGARVE INFORMATIVO #134
Managing Director da IKEA Centres Europe, se juntaram à entrada principal do Designer Outlet Algarve para cortar a fita de inauguração do maior outlet da região. A estrutura comercial de 13 mil metros quadrados vai integrar, numa primeira fase, mais de 50 marcas de moda e lifestyle, com descontos permanentes de 30 até 70 por cento sobre o preço de venda recomendado, durante todo o ano. No Designer Outlet Algarve, os visitantes encontrarão marcas de moda masculina e feminina, infantil, lifestyle e 32
desporto reconhecidas mundialmente, num espaço com arquitetura inspirada numa típica vila algarvia e a garantia de uma oferta completa numa atmosfera única. O espaço é gerido pela operadora ROS Retail Outlet Shopping e completa a realização do maior complexo comercial da região sul, resultante de uma joint-venture entre a IKEA Centres e o grupo Mutschler. O Designer Outlet Algarve é o resultado de 20 anos de desenvolvimento e operação de outlets internacionais e está localizado ao lado do MAR Shopping Algarve e da loja IKEA, complexo comercial que implicou um investimento na ordem dos 200 milhões de euros do Grupo IKEA e que constituirá “mais uma atração turística do Algarve”, nas palavras de Vasco Santos, Diretor de Gestão de Ativos IKEA Centres Portugal, Espanha e França. “Este complexo vai
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proporcionar aos turistas uma oferta que, até hoje, não existia, o que trará maior valor para a economia local. Estamos a criar postos de trabalho sustentáveis, não só pelo consumo interno dos algarvios, mas desses visitantes internacionais. Faz parte da missão do Grupo IKEA contribuir para a melhoria da vida das pessoas e é isso que estamos a fazer com este investimento, concretizando um espaço onde todos se sintam bem”, reforçou, chamando igualmente a atenção para o facto deste projeto ter um certificado de sustentabilidade ambiental. O Designer Outlet Algarve será liderado pelo algarvio Miguel Guerreiro, que destacou o trabalho árduo realizado ao longo dos últimos meses para que o espaço estivesse concluído antes do início da quadra natalícia. “É um novo
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Thomas Reichenauer, Managing Diretor da ROS Retail Outlet Shopping, Miguel Guerreiro, Diretor-Geral do Designer Outlet Algarve e John Rasmussen, Managing Director da IKEA Centres Europe
conceito que torna ainda mais internacional o «mais famoso segredo do mundo». Uma estrutura desta dimensão só está disponível nas grandes cidades europeias e dos Estados Unidos e vai agora fortalecer a oferta do Algarve enquanto região”, frisou o Diretor-Geral. “Temos aqui detalhes de uma autêntica vila algarvia e que os turistas e os portugueses vão levar com eles para suas casas. Todos nós merecíamos ter este presente de Natal”, apontou. “Os residentes e visitantes encontrarão aqui uma experiência única de lazer e a oferta de um destino turístico é muito mais do que natureza, clima e hotéis. Este equipamento vai contribuir, por isso, para aumentar a atratividade turística do Algarve”, afirmou, por sua vez, Alexandra Ramos, Gestora de Turismo de Negócios da Associação de Turismo do Algarve. 35
A finalizar as intervenções oficiais do ato de inauguração, Pedro Pimpão, VicePresidente da Câmara Municipal de Loulé, sublinhou a confiança depositada pelo Grupo IKEA ao efetuar um investimento desta ordem no território algarvio. “Este conjunto tripartido de espaços comerciais vem criar uma centralidade em Loulé para o Algarve, do ponto de vista económico, e espero que os seus clientes visitem igualmente a cidade de Loulé, porque são realidades complementares e não antagónicas”. Seguiu-se o corte da fita junto à entrada principal, onde já algumas centenas de pessoas esperavam para realizar as suas primeiras compras.
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ENTREVISTA
ALGARVE PRESTOU HOMENAGEM AO MESTRE DO ACORDEÃO HERMENEGILDO GUERREIRO O Teatro das Figuras, em Faro, encheu, na noite de 18 de novembro, para prestar uma justa homenagem a Hermenegildo Guerreiro, um dos acordeonistas mais prestigiados da região algarvia e por cujas mãos passaram alguns dos principais valores da nova geração de intérpretes deste instrumento tipicamente português. Texto: ALGARVE INFORMATIVO #134
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oi na sede do Grupo Folclórico de Faro que estivemos à conversa com Hermenegildo Guerreiro para fazermos uma pequena viagem pelos 60 anos de vida deste conhecido acordeonista e professor algarvio, grande parte deles dedicados a este instrumento que tão fundo toca na alma lusitana. Um percurso musical que até começou algo tardiamente, pois a idade adequada para se iniciar a aprendizagem de um ALGARVE INFORMATIVO #134
instrumento deve rondar os seis, sete anos, ao passo que o entrevistado só pegou num acordeão pela primeira vez já tinha os seus 16 anos. A razão, como se adivinha, é fácil de entender. “As pessoas da minha geração passaram por muitas dificuldades e estudar música era um luxo. Os meus pais não tinham possibilidades financeiras para isso”, conta, recordando como tudo começou. “Fui ter com o senhor Manuel Filipe, a pessoa que alugava acordeões 40
Hermenegildo Guerreiro tenha sido um perfeito autodidata, numa época em que não existia internet para se aprender com os outros, nem sequer cassetes de vídeo para replicar os gestos dos mais velhos. Por isso, cada vez que tinha a oportunidade de assistir, ao vivo, a algum acordeonista a tocar, não despegava os olhos das mãos do executante. “Fazia um Raio-X àquilo tudo para tentar perceber como as coisas funcionavam e sentia que tinha uma grande intuição para a música. Passado pouco tempo, o António Madeirinha ouviu-me tocar uns temas e admirou-se de eu ter aprendido tudo sozinho, encorajou-me a estudar mais, mas não havia escolas”, lembra.
a praticamente todo o Algarve e Alentejo, ele olhou-me de alto abaixo e estranhou eu ter ido sozinho, sem os pais. Respondilhe que eu assumia a responsabilidade do pagamento, entrei e fiquei deslumbrado, havia acordeões por todo o lado. Decidi, de imediato, que um daqueles tinha que ir comigo para casa”. Se pouco dinheiro havia para alugar o instrumento, para pagar a um professor é que não havia mesmo nenhum, daí que 41
A «escola» de Hermenegildo Guerreiro acabou por ser os muitos bailes que aconteciam na época, onde o acordeão era «rei e senhor», até em casamentos era uma presença assídua. E, para tocar num baile, nem sequer era preciso ser um excelente executante, pelo que o jovem Hermenegildo lá ia acompanhando os mais velhos. “Existia o Conservatório de Música do Algarve, mas aquilo, no início, era uma miragem para mim. Só mais tarde é que fiz o curso geral, com o piano, porque o acordeão ainda não fazia parte do ensino oficial”, indica, confirmando que essa formação foi um passo decisivo no seu trajeto. “Fui convidado pelo Padre Cunha, de São Brás de Alportel, para dar formação musical a um grupo de crianças do concelho e eu acreditava que tinha muito para transmitir. Claro que qualquer professor, por muita formação que tenha, precisa ganhar
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experiência e eu fui aprendendo com os erros”. Erros que eram naturais num instrumento bastante complexo de se dominar, admite Hermenegildo Guerreiro, apesar do enorme talento que cedo todos lhe reconheceram. “Uma pessoa que se aventura sozinho nesta aprendizagem precisa ter uma tremenda força de vontade. A escala da mão direita é completamente diferente da escala da mão esquerda e o mais importante é o domínio do fole. É um instrumento muito difícil, mas também bastante completo, transversal a qualquer género musical, desde a erudita contemporânea até ao folclore e ao fado”, manifesta o algarvio, lamentando que o acordeão tenha ganho, em determinada altura, o estatuto de «piano do povo». “Há uma ignorância quase total em relação a este instrumento e, por isso, ficou sempre associado ao folclore”, desabafa. Contra esta errada mentalidade muito lutou Hermenegildo Guerreiro, mesmo enquanto era funcionário nos Estabelecimentos Teófilo Fontainhas Neto, período em que só depois de sair do trabalho é que pegava no acordeão, nunca se mostrando satisfeito com aquilo que já sabia. Por esta altura, o Algarve «despertou» para o turismo e aumentou, de forma exponencial, a procura de músicos para fazer animação nas unidades hoteleiras. E assim começou o entrevistado a tocar, como músico privativo, no Hotel Alfamar, no Hotel EVA e no Hotel Rocamar, entre outros espaços, ao longo de mais de 25 anos. Nesse percurso ingressou igualmente na universidade e tirou um curso superior na área da formação ALGARVE INFORMATIVO #134
musical, “o que me deu mais estofo para lidar com outros patamares no ensino”.
UM PROFESSOR POUCO ADEPTO DOS CONCURSOS Cassetes, discos e CD’s também gravou, destacando o trabalho feito no âmbito do projeto «Terra de Acordeão», com a transcrição de cerca de 500 partituras de obras de prestigiados
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acordeonistas portugueses. “É uma garantia de que a obra desses artistas não ficará no esquecimento, dentro de alguma gaveta”, justifica a realização desta «empreitada». Entretanto, em 2002, Hermenegildo Guerreiro sai do Hotel Rocamar, a atividade turística entra em crise e o músico profissional dá lugar ao professor a tempo inteiro. “Precisava de ganhar a minha vida, mas também queria sentir-me realizado com aquilo que fazia e, felizmente, já tinha alunos muito bons e que brilhavam nos vários concursos em 43
que participavam. Ninguém faz milagres e tenho tido a sorte de me cruzar com pessoas talentosas como o João Frade e o meu próprio filho (João Filipe Guerreiro)”, comenta, com uma ponta de orgulho. “Quando o meu filho fez cinco anos comprei-lhe um acordeão a sério, por entender que não seria muito difícil ele interessar-se pela música. Não forcei nada, deixei-o mexer à vontade até o bichinho ganhar força. Depois, chegou uma altura em que não era meu filho, mas sim aluno, tive que ALGARVE INFORMATIVO #134
aprender a separar as águas”, recorda. “Tem obtido excelentes resultados em concursos internacionais, continua a dar sinais de ser um grande músico e fez todo este percurso enquanto tirava o curso de Engenheiro Informático, que é super exigente”, salienta, de peito inchado. Jovens acordeonistas de gabarito não faltam, de facto, no Algarve, aliás, é raro o ano em que não temos campeões europeus ou mundiais, seja na vertente clássica ou de varieté, mas poucos são os que se tornam, posteriormente, músicos profissionais, à semelhança do que sucede com o consagrado João Frade. Curiosamente, Hermenegildo Guerreiro não é grande apologista dos típicos concursos que se realizam anualmente, embora os seus pupilos fiquem sempre no pódio. “Quando um aluno está a pensar apenas nos concursos, há muitas coisas que ficam de lado. Nessas competições, os
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jovens são avaliados em função do que tocam em 10 ou 15 minutos e eles podem trabalhar um ano ou dois para conseguirem, efetivamente, realizar essa tarefa com competência. Mas será que conseguem fazer mais alguma coisa para além do que apresentam nesse quarto de hora”, questiona o docente. “Quantas vezes alguém não é compreendido pelos jurados porque levou algo excelente, mas diferente, obtém uma classificação infeliz e fica desmotivado? Para além disso, cada vez que vencemos um concurso, ganhamos cinco amigos e fazemos, no mínimo, 50 inimigos, porque nem todos têm a humildade suficiente para aceitar os resultados”. Falando do seu antigo aluno João Frade, Hermenegildo Guerreiro acredita que o albufeirense nem sequer dá grande importância a ter sido campeão 44
do mundo, foi apenas um momento da sua vida, como tantos outros. “O João Frade surpreende-nos, a nós e a ele próprio, todos os dias, porque anda numa procura constante de novas roupagens. É um compositor extraordinário que faz arranjos sobre músicas portuguesas como ninguém o tinha feito até à data e, com isso, está a valorizar a nossa cultura e património. É um poço sem fundo no que toca ao talento, mas o que marca a diferença é a sua humildade, é isso que lhe permite ser o músico que é”, enaltece. Os conselhos de Hermenegildo Guerreiro têm razão de ser, são o reflexo de décadas dedicadas ao acordeão, como músico e professor, mas nem sempre é fácil transmitir este pensamento aos pais dos alunos. “Nos primeiros tempos, tenho que encontrar uma forma de agradar a «gregos e troianos», fazer a vontade aos pais ou aos avós dos miúdos, porque ensinar a tocar bem dá muito trabalho. Sou uma pessoa exigente e nunca estou satisfeito até atingir o ponto certo, mas há quem comece logo a dizer que o filho de fulano tal anda noutra escola e, ao fim de um ano, já toca não sei quantas músicas. Dou o exemplo de antigos alunos meus, do trajeto que fizeram, mas o caminho não é fácil”, relata o docente. Cada professor tem o seu estilo de ensinar e Hermenegildo Guerreiro dá igual ênfase à técnica e à musicalidade, transmitindo conhecimentos obtidos também à custa de muito errar. “Procurei sempre acompanhar a evolução, misturando a tradição com o contemporâneo, o que se tornou mais fácil com o surgimento da internet. O You Tube fornece tudo o que precisamos, mas 45
tem o seu lado negativo, porque as pessoas veem os vídeos, copiam e pensam que já são iguais aos mestres. Imitar não é o mesmo que criar”, distingue, firmemente. “Eu gosto de criar a estrutura, dar as bases aos meus alunos, e isso demora tempo. Depois, de um momento para o outro, dão um salto e começam a tocar vários repertórios, porque possuem as condições técnicas para tal”, explica, acrescentando que os próprios alunos devem alargar os seus horizontes, ouvir todos os estilos musicais, acompanhar outros músicos. “Tudo isso ajuda a criar a sua personalidade musical e a colocála quando executa o seu instrumento. Se assim for, ganha o intérprete, o acordeão e todos nós”. Aos 60 anos, depois de uma gala em sua homenagem que encheu uma das principais salas de espetáculo do Algarve, Hermenegildo Guerreiro sentese um homem realizado, precisamente por fazer aquilo de que gosta. “Estou no ensino privado por minha escolha, para ter margem de manobra e liberdade para experimentar coisas que não poderia fazer se estivesse sujeito a um programa curricular caduco. Claro que isso só é possível enquanto as pessoas confiarem em mim a educação dos seus filhos. Procurei ser sempre honesto com o trabalho e sinto-me feliz pelo pequeno contributo que dei também para a formação de melhores cidadãos. E não tenho conhecimento de nenhum aluno que não tenha amizade e respeito por mim, o que é muito importante para mim” .
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ENTREVISTA
VIVIANE CANTA
ÉDITH PIAF «Viviane canta Piaf» é o nome do mais recente álbum de Viviane, disponível no mercado desde o dia 1 de dezembro e nascido a partir do concerto que a conhecida cantora deu, em 2016, no Teatro das Figuras. Texto:
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iviane foi «Artista Figuras» em 2016, ano que foi marcado por três espetáculos de casa cheia no Teatro das Figuras, em Faro, um deles, em novembro, dedicado aos temas imortais da francesa Édith Piaf. A recetividade foi tal que a cantora lusofrancesa radicada em Olhão desde jovem decidiu avançar para um disco que ALGARVE INFORMATIVO #134
contemplasse as suas versões do imaginário de Piaf. E melhor altura não podia ter escolhido, uma vez que se comemoram, em 2017, os 70 anos da primeira edição do «La vie en Rose», tema emblemática que se tornou um êxito à escala mundial. “Selecionei 10 canções, todas elas enormes sucessos, e é a primeira vez que gravo um CD de homenagem a alguém. Tenho 11 álbuns 50
popularidade de Édith Piaf, mas também a complexidade das canções escolhidas. “A voz, para mim, é um desafio permanente e gosto de testar sempre coisas diferentes, muitas vezes em contextos e estilos completamente distintos. Contudo, antes mesmo de ter iniciado os «Entre Aspas» com o Tó Viegas, já cantava Édith Piaf, no final dos anos 80. Nasci e vivi em França até aos 13 anos e era normal escutar artistas franceses, mas quando comecei a cantar as músicas dela senti um grande impacto, foram sensações bastante intensas”, recorda. “Cada vez que as canto arrepio-me, provoca-me uma emoção muito grande e penso que consigo transmitir esse sentimento para quem me está a ouvir”.
de originais, contando os de «Entre Aspas», «Camaleão Azul», «Linha da Frente» e os da minha carreira a solo, dois foram best-of, mas esta foi uma nova experiência”, confirma Viviane, à conversa no Estúdio ZIPMiX, onde o álbum foi produzido e gravado. A estreia nos tributos veio com uma responsabilidade acrescida, dada a 51
A vontade já existia, então, há algum tempo e o concerto dado no Teatro das Figuras foi o «empurrão» final para Viviane ir mais além, para dar a sua roupagem a este exigente repertório, numa fase da vida em que, mais madura, sente a chanson française de forma diferente, o mesmo se passando em relação ao fado. “Nunca fui atrás das modas, sempre fui sincera comigo própria e tento ser a mais autêntica possível. Por isso, faço o que sinto que devo fazer em cada altura da minha vida, daí o disco surgir apenas agora. E quis mostrar todas as facetas da Édith Piaf, porque as pessoas apenas conhecem as canções mais dramáticas e românticas e menos o seu lado mais irreverente, como se percebe em «Johnny tu n´est pas un ange» e em «L´homme à la moto». Era uma cantora verdadeiramente apaixonante”, salienta a entrevistada. ALGARVE INFORMATIVO #134
Escolhido o alinhamento do disco, foi altura de passar ao estúdio, com Viviane a ser acompanhada pelos músicos que normalmente andam com ela na estrada, casos de Tó Viegas (Guitarra Acústica e Guitarra Portuguesa), Filipe Valentim (Piano), João Gentil (Acordeão), Bruno Vítor (Contrabaixo) e João Vitorino (Guitarra Elétrica). O single de apresentação é, como se adivinha, «La vie en rose», talvez a versão que foge mais ao original de entre aquelas que compõem o álbum. “Gravámos todos juntos, cada um na sua sala, e o disco ficou com um ambiente muito especial. Em estúdio, as
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coisas normalmente funcionam como num laboratório, grava-se um instrumento de cada vez, mas eu adoro a emoção do ao vivo, de tocarmos todos ao mesmo tempo”, explica Viviane. Com o disco à venda desde o dia 1 de dezembro, as expetativas da cantora são elevadas, embora reconheça que a música francesa é um nicho num mercado dominado pelas sonoridades anglo-saxónicas. “Espero que tenha uma grande aceitação, porque é isso que qualquer artista deseja, que a sua música chegue ao maior número de
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pessoas possível. Sei que este repertório não é para as grandes massas, mas são canções eternas e espero fazer uma tournée longa em 2018, com uma sala grande em Lisboa, Porto e no Algarve”, refere, adiantando que os espetáculos não deverão diferir muito do realizado no Teatro das Figuras, em novembro de 2016. “Será elaborado de uma outra forma, com mais um ou dois músicos em palco, mas na sequência do concerto que demos em Faro”. Temos, assim, pela frente uma pequena pausa nos originais de Viviane, mas a pausa vai ser mesmo pequena, porque a artista já trabalha, em parceria com Tó Viegas, no próximo disco, com vista a sair no final de 2018. “Este CD vai mostrar às pessoas um pouco das minhas influências, onde é que eu vou buscar a inspiração para a minha sonoridade. Claro que gostaria que o espetáculo passasse por França, mas já tenho datas marcadas para a Lituânia, no início de agosto, e quero levar este repertório a outros pontos do mundo”, indica, comprovando-se, desta forma, que o idioma não é uma barreira para as boas canções terem sucesso além-fronteiras. “O 53
mais importante é a emoção, é dar algo de nós ao público, e é em cima do palco que eu estou feliz. Gosto de transmitir aos outros tudo aquilo que estou a fazer e é um desafio bastante interessante cantar noutros países, conhecer outras culturas, observar a reação de outros públicos. Podem não perceber as palavras que estamos a dizer, mas sentem as nossas emoções, tanto no fado como na chanson française. São estilos onde a interpretação desempenha um papel fundamental e, no final, as pessoas ficam satisfeitas e vêm falar comigo”, conta, sorridente .
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REPORTAGEM
OLÍVIA & EUGÉNIO DERAM UMA LIÇÃO DE AMOR EM ALBUFEIRA Texto:
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um registo completamente diferente daquele a que estamos habituados a assistir – o teatro de revista – Filipe La Féria trouxe a Albufeira a peça «Olívia & Eugénio», que esgotou o Auditório Municipal na noite de 18 de novembro. O original do autor peruano Herbert Morote é protagonizado pela consagrada atriz Rita Ribeiro e por dois atores com Síndrome de Down, Nuno Rodrigues e Tomás de Almeida, que vão alternando entre si a representação nos diversos espetáculos já realizados de norte a sul do país. Em «Olívia & Eugénio», mãe e filho enfrentam uma situação extrema onde se ALGARVE INFORMATIVO #134 ALGARVE INFORMATIVO #134
questionam os valores que surgem em tempo de crise. Olívia recorda o seu passado, fazendo um sincero ajuste de contas com todos os que passaram pela sua vida. O marido há muito partiu mas, antes disso, o vício do jogo depauperou as finanças da família a olhos vistos. O filho mais velho, mulherengo, já vai no terceiro ou quarto casamento, nem a mãe sabe ao certo, e só telefona para pedir dinheiro emprestado que, como se adivinha, nunca paga. A própria Olívia admite que, durante as várias viagens que o marido fazia – supostamente em trabalho para a galeria de arte que o casal possuía – acabou por o trair devido à solidão a que estava votada.
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No meio de todo este filme está Eugénio, o filho mais novo, portador de Trissomia 21, que continua a colocar um prato extra para o pai, à mesa de jantar, na vã esperança de que ele regresse a casa. A história, já de si dramática, fica ainda mais terrível quando Olívia descobre que tem cancro de mama, em estado avançado, com poucas possibilidades de cura. Perante a notícia, Olívia fica angustiada sem saber que futuro terá Eugénio, quem tomará conta dele. E é neste desespero que toma a decisão de mãe e filho partirem juntos deste mundo cruel para quem é diferente, através da ingestão de comprimidos. ALGARVE ALGARVE INFORMATIVO INFORMATIVO #134 #134
O desenlace final da história fica para aqueles que forem ao teatro, assistir a uma peça emotiva onde não faltam humor, amor e muita esperança. Herbert Morote retrata de forma extraordinária uma história que, pela grandeza dos seus personagens, ultrapassa fronteiras, convertendo-se num tema universal que chega ao coração de todos, independentemente do seu idioma, raça ou cultura. E que toca bem fundo em todos os pais e mães deste mundo que têm um filho com Síndrome de Down ou outra deficiência de ordem cognitiva, mental ou motora – que será do nosso filho quando nós partirmos? . 60 60
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ENTREVISTA
GUILHERME DUARTE VEIO FALAR DE OUTRAS COISAS AO TEATRO DAS FIGURAS Texto:
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primeiro espetáculo a solo de Guilherme Duarte, autor do conhecido blogue «Por Falar Noutra Coisa», rumou à capital algarvia para uma apresentação no Teatro das Figuras, no dia 23 de novembro. Ao longo de mais de hora e meia, o comediante fez o público rir com o seu humor carregado de ironia e sarcasmo, onde irá falar de várias e até de diversas coisas. E tudo principiou há cerca de quatro anos, quando o engenheiro informático decidiu passar a colocar cá para fora a sua visão sobre determinados
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assuntos do quotidiano, através do blogue e de uma página de Facebook. “Com o decorrer do tempo comecei a fazer alguns espetáculos de stand-up comedy em bares pequenos para perceber se tinha jeito para isso ou não, depois fiz alguns sketches, seguiram-se três livros, foi uma autêntica bola de neve. Em 2017 apostei, então, num espetáculo a solo, num processo gradual em que fui testando diferentes formatos”, explica o entrevistado, poucos dias antes de rumar a Faro.
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Criar um blogue é, nos tempos modernos, uma tarefa relativamente fácil, mais complicado é, porém, escrever com regularidade e até conseguir fazer disso o seu sustento, a sua atividade profissional. Mas esse foi o propósito de Guilherme Duarte, embora reconheça que o blogue, só por si, não dá para pagar as contas ao fim do mês. “Contudo, por causa do blogue apareceram as atuações ao vivo, as crónicas no «Sapo 24», as participações em eventos empresariais. Como são muitas atividades, dá para não passar fome”, assume, com um sorriso. “Até agora ainda não estou arrependido de me
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ter despedido do trabalho anterior”, reforça. Engane-se, todavia, quem pensa que viver da comédia se resume a escrevinhar umas patetices e repeti-las na rádio, na internet, num auditório ou teatro. “Antes de passar qualquer coisa para o papel tenho que fazer a minha investigação, especialmente nas crónicas mais longas. Para além disso, tenho que estar atento a tudo o que se passa ao meu redor e no plano nacional e internacional, para manter um processo criativo constante. Estou sempre a tomar notas daquilo que vejo no dia-adia e que acho que possa ter ALGARVE INFORMATIVO #134
interesse”, esclarece. “Mesmo quando não estou a escrever, estou a pensar no que vou fazer a seguir, a imaginar piadas. Só estou parado quando estou a dormir e, mesmo assim, às vezes sonho com isso”. Para que tudo isto resulte é preciso, como é óbvio, ter algum talento inato, poder de observação e sintetização, mas a stand-up comedy é uma atividade extremamente competitiva e o que não faltam são pessoas a escrever para blogues, jornais, rádios, livros ou programas de televisão. Como é que se marca, então, a diferença, como é que nos destacamos da multidão, questionamos. “É uma pergunta complicada de responder e quem nos segue é que estaria mais avalizado para o explicar. Eu limito-me a escrever e a fazer aquilo de que gosto, mas uma coisa importante é a recorrência, é criar material novo quase todos os dias para fidelizar o público. Tocar em temas polémicos também pode ajudar a ganhar popularidade, embora haja sempre pessoas que não gostam da nossa maneira de falar disto ou daquilo, mas o certo é que começam a acompanhar com mais atenção o que fazemos”, responde. Guilherme Duarte acredita ainda que existe espaço para todos os comediantes, até porque o público deste género de trabalho nas redes sociais normalmente segue diversos humoristas, não se limitando ao que é difundido pela rádio ou televisão. Já escrever livros é outra conversa, exige uma maior preparação, mesmo quando se trata de uma simples compilação de textos já escritos anteriormente. “O primeiro e o terceiro livros são apanhados das melhores crónicas do blogue, que tiveram que ser ALGARVE INFORMATIVO #134
reescritas e melhoradas, umas foram cortadas, outras fundidas, a que juntei depois algum material original. O segundo livro resultou do consultório que eu faço online, em que os leitores colocam as suas dúvidas sexuais ou sentimentais. Em ambos os casos, tenho que escolher os melhores textos e organizá-los de uma forma que faça sentido, onde a escrita seja mais fluída e sem repetições”, sublinha. O passo mais recente do comediante foi, então, o espetáculo de stand-up comedy a solo, uma hora e meia em que pode ter algumas dezenas, ou algumas centenas, de pessoas pela frente, o que é bem diferente do que estar atrás do ecrã do computador. “Foi um salto complicado porque sempre gostei mais de escrever sossegado em casa. Estar exposto perante tantas pessoas coloca uma pressão imensa, mas pensei que estava na hora certa de avançar. O público vai para os espetáculos com uma certa expetativa e não as posso defraudar, portanto, preferi esperar até ter um produto consistente e de qualidade”, aponta. “No início peço logo às pessoas para enviarem as suas dúvidas por email ou por twitter para depois as responder no consultório, mas há também espaço para o hip-hop e para responder aos comentários ofensivos da internet. Os espetadores podem, inclusive, ir ao palco, em momentos de improviso que até têm corrido melhor do que estava à espera. Cada espetáculo é diferente, porque vou retirando o que funcionou menos bem e vou fazendo novas experiências”, termina .
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REPORTAGEM
«A CRUZADA DAS CRIANÇAS» «INVADIU» O CINE-TEATRO LOULETANO Texto:
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Cine-Teatro Louletano continua a apostar em formatos que cruzam arte, educação e cidadania a pensar nos mais novos e desta feita apresentou, nos dias 21 e 22 de novembro, «A Cruzada das Crianças», uma coprodução da «Gato que Ladra». A criação baseia-se no livro homónimo do prestigiado autor Afonso Cruz, que recorda um estranho episódio que sucedeu em 1212 e que ficou conhecido como «Cruzada das Crianças». Foi, muito provavelmente, um engano, mas a história que sobreviveu no imaginário popular conta que inúmeras crianças se juntaram para tomar a Terra Santa.
Coisas essenciais que passámos a achar serem utopias, desejos imaturos, falta de noção da realidade, etc. Assim, todos os adultos são confrontados com as exigências das crianças (coisas tão simples como acabar com a fome e a solidão, fazer com que o Pai Natal consiga chegar a África, 40 horas semanais de brincadeira, etc.), riem-se do esforço, passam-lhes as mãos na cabeça e sorriem da ingenuidade, não fazendo nada para mudar, não intervindo. O público mais jovem não perceberá a atitude dos adultos e verá sempre a parte positiva de toda a demanda, as exigências pueris, essenciais, por vezes cómicas. Os adultos, pelo contrário, verão apenas a parte cínica.
Agora, temos uma cruzada moderna protagonizada por milhares de crianças, que saem para as ruas a reclamar certas coisas, precisamente aquelas que os adultos já perderam a capacidade de exigir, mas que os mais pequenotes são perfeitamente capazes de saber expressar.
A peça é da autoria de Afonso Cruz e encenada por Rute Rocha, tendo como intérpretes Cristina Cavalinhos, José Mateus e Pedro Barbeitos. A coprodução é da «Gato que Ladra»/Centro Cultural de Belém/Fábrica das Artes – Projeto Educativo .
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OPINIÃO
Vivos na minha memória Paulo Cunha (Professor)
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empre que penso num pedido que o meu pai me fez antes de falecer, sou assaltado por sentimentos contraditórios que me fazem refletir nas consequências das nossas atitudes e ações terrenas. Na viagem de carro que com ele fiz para o hospital, antevendo que, muito provavelmente, de lá já não sairia, pediu-me, caso morresse, para ser sepultado em Aveiro, terra onde nasceu e passou a sua juventude. Gostaria que os seus restos mortais repousassem junto de uma família que também cedo viu partir. Lembrome de, ao volante, ouvi-lo e, por não querer que tal acontecesse, não lhe ter respondido. Talvez por isso mesmo, o peso que carrego por não lhe ter feito a vontade se esbata e diminua no facto de não ter prometido algo que, inconscientemente, sentia que não iria cumprir. Questiono-me sobre o que será esta espécie de egoísmo, que me levou a querer ter os restos mortais dos meus ascendentes, geograficamente, perto de mim. Será um sentimento de pertença que nos acompanha em relação a quem, mesmo na morte, continuamos ainda a amar? Será a necessidade de, guiados pelo catolicismo, ter de cumprir o dever de prestar o culto aos mortos? Ou será apenas pelo facto de, apesar de já não estarem vivos, ter na proximidade dos nossos entes queridos uma forma de melhor estar com a vida? Sei apenas que ao saber que continuam perto de mim, me impelem a visitá-los. Devido ao facto de residir perto da sua última morada e por gostar de andar a pé, algumas vezes
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dou por mim entre flores, lápides e jazigos, pois, deixando-me ir, o coração para perto da minha falecida família me encaminha. Embora prefira as flores na terra e não as cortadas, não consigo ficar indiferente e imune às boas vindas que o seu odor e a vasta paleta policromática à entrada me dão. Seguindo um percurso a que já me habituei, sem pranto, dor, nem tristeza, cadenciadamente, e à vez, a eles (avós, pais e irmão) me dirijo. Olhando para as suas fotografias e recordando o «Ser» que naqueles corpos habitou, com eles reflito sobre as razões que me fazem cá estar. Sem proferirem uma só palavra, dizem-me tanto que, volta e meia, lá tenho que voltar. Vivem nas minhas ações e relembram-me, todos os dias, o sentido da vida. Um destes fins de semana ao passear com a minha filha, sem qualquer programação definida, senti que deveria partilhar com os seus familiares já falecidos, a felicidade de estarmos um com o outro. No fundo, pequenos/grandes prazeres que ela não teve a possibilidade de experimentar com nenhum deles. Desafiei-a para irmos dizer um “Olá” à sua família desconhecida, e foi com grande agrado meu que constatei que o tamanho do sorriso com que saiu do cemitério era maior do que aquele com que entrou. Percebeu que a família existe para além do espaço físico e do espaço temporal, porque: “Continua vivo quem na nossa memória vive!” .
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OPINIÃO
Os números não enganam José Graça
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ritmo frenético dos dias que não param denuncia claramente a aproximação das festividades natalícias e do período de acalmia das hostilidades mediáticas e políticas, porém este é ainda um tempo de balanço enquanto não recuperamos energias para enfrentar novos desafios… Aprovado o Orçamento de Estado para 2018, o terceiro do 21.º Governo Constitucional, registe-se o realinhamento das forças políticas que suportam o Governo, com o tradicional e muito previsível PCP a tentar recuperar o seu espaço próprio e o Bloco a aproveitar um diferendo sobre energias renováveis para afirmar-se junto do seu eleitorado. Com o PSD dividido e indeciso entre Lopes e Rio, o CDS levantou a crista e quer ser o galo das direitas… Indiferente a questiúnculas menores, António Costa foi a África arrancar os apoios necessários para confirmar a candidatura do algarvio Mário Centeno à presidência do Eurogrupo e as esquerdas europeias já reconhecem que os sucessos portugueses podem ser determinantes para que novas políticas sejam possíveis no Velho Continente. Leia-se a entrevista de Pedro Sánchez, líder do PSOE, no Diário de Notícias da última sexta-feira! Porém, o final de novembro fica marcado pela constatação do ritmo positivo e sustentado da economia nacional e dos seus efeitos sociais, designadamente na recuperação do rendimento das famílias e na redução do risco de pobreza. Em dois momentos, o Instituto Nacional de Estatística confirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou, em termos homólogos, 2,5% em volume no 3.º trimestre de 2017 (3,0% no trimestre anterior), sublinhando o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB, verificando-se uma aceleração do consumo privado e um abrandamento do investimento. Comparativamente com o 2.º trimestre de 2017, o PIB aumentou 0,5% em termos reais, mais 0,2 pontos percentuais que no trimestre anterior. O ALGARVE INFORMATIVO #134
contributo da procura interna aumentou ligeiramente no 3.º trimestre, tendo-se observado um crescimento do consumo privado e uma redução do Investimento, contrariamente ao verificado no trimestre anterior. Não está registado nem discriminado, mas o contributo do Algarve para esta evolução foi determinante e substancial, consolidando tendências anteriores que sustentam crescimentos superiores da economia regional em momentos de crescimento. Por outro lado, ficámos a saber que a taxa de desemprego de setembro de 2017 situou-se em 8,5%, menos 0,3 pontos percentuais (p.p.) do que no mês anterior e menos 0,6 p.p. em relação a três meses antes. Ter-se-á de recuar até abril de 2008 para encontrar uma taxa tão baixa quanto esta, estimando-se que em setembro estivessem desempregadas 439,8 mil pessoas, tendo diminuído 2,6% em relação ao mês precedente (menos 11,9 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4 715,1 mil pessoas, tendo aumentado 0,1% (mais 6,2 mil pessoas) face ao mês anterior. Finalmente, o INE anunciou que 18,3% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2016, valor inferior ao de 2015 (19,0%). A taxa de risco de pobreza correspondia, em 2016, à proporção de habitantes com rendimentos monetários líquidos (por adulto equivalente) inferiores a 5 442 euros anuais (454 euros por mês), abrangendo em especial os menores de 18 anos, de 22,4% para 20,7% em 2016, e a população idosa de 18,3% para 17,0%. A taxa de pobreza para a população adulta em idade ativa reduziu-se ligeiramente, de 18,2% em 2015 para 18,1% em 2016. São números que não enganam, mas convidam-nos a trabalhar mais e melhor para manter o rumo! . (Membro do Secretariado Regional do PS-Algarve e deputado da Assembleia Municipal de Tavira)
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Se caiu na rede, é peixe Mirian Tavares (Professora)
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ou usuária do facebook há algum tempo. Desde que abri minha conta naquela rede, nunca pensei em eliminar o meu perfil, como muita gente ameaça e outras tantas fazem. De vez em quando vejo um amigo, ou amiga, a comentar que está farto, que não quer compactuar com o sistema criado pelo protofascista Mark Zuckerberg que admite vigilância dos conteúdos e que permite que milhões de subempregados pelo mundo afora gastem os seus dias trancados em escritórios bafientos, à frente dos ecrãs a monitorizar as publicações, no intuito de vetar a circulação de assuntos demasiado racistas, violentos ou ofensivos. Outros se queixam da superexposição, da idiotice que circula ou dos discursos de ódio que pululam entre timelines. Há diversos estudos que tentam provar que as pessoas que gastam muito tempo na rede ou que possuem centenas de amigos virtuais, são solitários e incapazes de sair e encontrar-se ao vivo com a realidade. Alguns se queixam de que os amigos virtuais não se tornam reais quando deles necessitam (outro dia li um sujeito a lamentar-se por não ter recebido visitas enquanto esteve doente). De facto, há muito por onde pegar mas, para mim, o principal problema não é o facebook em si, mas sim a forma como entramos, ficamos e participamos de uma rede social. Que como todas as redes sociais possui regras e limitações, possui vantagens e desvantagens, pode ser uma excelente forma de relaxar, como também uma fonte de stress e de desassossego. Pode ser um lugar de encontros e de partilhas e também de desencontros e de desilusões (confesso que a desilusão ortográfica é uma das que nunca me abandonam). Mas ninguém é obrigado a criar um perfil, ou a mantê-lo. Muito menos a passar a vida olhando para o ecrã à espera de likes ou de comentários, ou a se meter na timeline alheia para criar confusão. Como também ninguém é obrigado a aturar discursos de ódio ou tontices e muito menos ataques pessoais. Uma vez uma senhora me pediu amizade e como vi que era conhecida de outros tantos conhecidos,
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aceitei. Passadas umas semanas descubro que a criatura era maluca e decidiu ofender-me na minha timeline com comentários que, a princípio pareciam divertidos, até dar-me conta de que ela travava uma batalha pessoal contra mim e decidi «desamigá-la». Nunca mais soube dela nem me voltou a perturbar. Passamos muito tempo a olhar para os ecrãs, é bem verdade. Deixando, muitas das vezes, de olhar para a pessoa que está ao nosso lado. Mas isso é uma questão de educação e de cuidado. Antes dos telemóveis conectados 24h por dia, fui almoçar com um amigo que passou o tempo ao telefone. Lá pelas tantas eu liguei para ele, que se deu conta então do que estava a fazer. Lembro-me sempre de um texto do filósofo Vilém Flusser que discutia a nossa relação com as máquinas e nos alertava sobre o perigo de nos tornamos «funcionários públicos» a serviço do sistema, fazendo apenas o que é suposto fazer e conhecendo apenas o que nos é dado a conhecer. Para reverter este papel é preciso criarmos literacia, sabermos enfrentar, e subverter, o que temos diante de nós. E o exercício de subversão pode ser tão simplesmente divertir-se na rede, não se deixar contaminar pela desinformação que circula e ser, se possível, uma ponte para informações e algum conhecimento. As teorias que nos ajudaram, em tempos, a perceber o funcionamento dos media, continuam a valer neste território hiperinformatizado, cheio de links e de canais, facilmente acessíveis. Porque se houve mudanças, e as houve, há também a permanência da preguiça humana, demasiado humana, de pensar por si mesma. E, neste caso, as redes são um lugar muito aprazível para se confundir com a multidão e se deixar guiar por caminhos tortos que nos levam, muitas vezes, a brigar com o continente em vez de reclamar do conteúdo. Não podemos nunca nos esquecermos de que as redes são feitas por nós, literais ou metafóricos, somos nós e são os nós que tecem as relações e que nos ajudam a percorrer as tramas de uma tessitura que é preciso sempre subverter .
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Para uma definição de Felicidade Adília César (Escritora) "A melancolia, a reflexão sobre a infelicidade consumada, nada tem a ver com o vulgar desejo de morte. É uma forma de resistência. E, sobretudo ao nível da arte, a sua função está longe de ser meramente reativa ou reacionária. Quando ela, de olhar fixo, pensa uma vez mais no que nos arrastou até aqui, bem se vê que o impulso que leva ao desespero e o que leva ao conhecimento são agentes idênticos. A descrição da infelicidade traz em si a possibilidade de a superar". W. G. Sebald
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er feliz. Se eu ganhasse uma moeda por cada uma das vezes que ouço este desejo, já teria o financiamento necessário para montar um negócio de Lâmpadas de Aladino. Decerto que seria um sucesso e os artigos esgotariam depressa, pois existe uma característica intrínseca ao ser humano: nunca está satisfeito com o que é ou com o que possui. E não raras vezes responde “estou mais ou menos” ao amigo que encontra acidentalmente e o cumprimenta: “então como estás”? Mas eu respondo sempre da mesma maneira: “estou bem”. Na verdade, é fácil ser feliz. Começamos com pequenos momentos de satisfação pessoal (cada um terá os seus) e replicamos essas vivências as vezes necessárias para a manutenção do nosso bem-estar físico e emocional: comer alimentos saborosos de qualidade, beber um bom vinho, movimentar o corpo, adquirir conhecimento, ficar aberto a novas ideias e concepções do mundo, ter projectos e concretizá-los, conviver com amigos que mereçam a nossa companhia e amar. Esta é a receita-base da felicidade, apontada por muitos. Mas atenção, ninguém aguenta um sorriso de orelha a orelha o tempo todo, ninguém consegue ser feliz a toda a hora, e os momentos de melancolia vividos de forma pessoal e recatada fazem todo o sentido. Estou a falar do direito à «infelicidade», ao silêncio vazio da melancolia, ao recolhimento interior de um passeio em espaço aberto. E contemplar a imagem, o sabor, o som, a emoção: na paisagem, no rosto do ente querido, num poema, num quadro, numa sinfonia (não servindo para o efeito pretendido a correria pelos
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confusos centros comerciais em busca da cura para a solidão). O silêncio e o caminhar são sugeridos pelo sociólogo francês David Le Breton como filosofia de vida; o silêncio é identificado pelo editor, escritor e explorador Erling Kagge como sendo o verdadeiro luxo da contemporaneidade, um tesouro a descobrir. Concordo plenamente e ainda acrescentaria a contemplação. Nesta medida de felicidade temos um triângulo mágico onde pode existir uma espécie de reconhecimento interior, um diálogo íntimo, um ensimesmamento, que constitui uma geografia do ser – «a pessoa». O que cada um de nós poderá fazer com estas preciosidades é ao mesmo tempo um planeamento e uma concretização, tendo em vista a exploração de inúmeras possibilidades de superação dos nossos problemas particulares recorrentes, às quais chamo «pequenas-grandes tragédias diárias», de acordo com a importância que lhes atribuímos nas nossas vidas. Ultrapassar o cenário da insatisfação já é um momento luminoso de felicidade, um pirilampo emocional. O silêncio, o caminhar e a contemplação descontaminam esta época histórica caótica, ruidosa, distraída e superficial. Mas são também actos revolucionários que podem ser conotados com a loucura, por se constituírem como um plano bélico contra a banalidade, uma resistência necessária à cultura de massas, que parece assumir-se como tendência maior da actualidade. Ganhei coragem e comprei uma Lâmpada de Aladino. O direito ao silêncio, ao caminhar e à contemplação são os meus três desejos para ser feliz. O resto, já tenho dentro de mim . 88
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Os Óscares que o Algarve merecia Antónia Correia (Professora)
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supremacia que os números do Turismo há muito sugerem foi reafirmada na cerimónia de entrega dos Óscares do Turismo, no passado dia 30 de outubro, em São Petersburgo (Rússia). Dos 110 prémios distribuídos na categoria «Europa», 24 viajaram para Portugal. A excelência do Turismo, das infraestruturas turísticas e até o papel das DMOs na gestão dos destinos foram reconhecidas neste Fórum. Mais uma vez o prémio de melhor destino de praia foi concedido ao Algarve. Já assim foi em 2016, 2015, 2013 e 2012. Recorrentes são também as nomeações das suas unidades hoteleiras, quer pela excelência do seu serviço, quer pelas infraestruturas que oferecem. Estas unidades hoteleiras de cinco estrelas dirigem-se a segmentos de luxo e a frequência com que recebem Óscares desmistifica a não menos recorrente associação do Algarve a um Turismo de massas, de baixo nível. Mais de dez anos de avaliação de preferências, motivações e caraterização do turista que acede ao Algarve em companhias aéreas de baixo custo (porque as outras alternativas não são tão fáceis), mostram que o turista que viaja por estes meios gasta mais do que a média, fica mais tempo e utiliza bastante mais recursos do que o tradicional, sendo mesmo conotado como o turista de sol e praia de segunda geração. Este segmento viaja em família (75 por cento) ou com amigos (14 por cento), permanece, em média, no sul do país por oito dias e gasta 117 euros, em média, por dia. Durante a sua estada percorre toda a região e combina a praia com a vida social e com experiências gastronómicas, enológicas, de saúde e bem-estar, desporto, natureza e cultura.
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Em termos tangíveis, é consensual a excelência do Algarve e o que motiva o acumular de Óscares: sol, praia, gastronomia e a simpatia das gentes. No entanto, estas não são as únicas valências do Sul de Portugal. Se, em 2010, 47 por cento dos turistas estrangeiros que visitaram a região eram turistas de repetição, em 2016, não só os turistas nacionais (94 por cento) são fiéis a esta região, como os estrangeiros revelam também taxas de fidelização da ordem dos 80 por cento. Esta relação de continuidade, que para alguns começou nos anos 80 ou mesmo antes, encontrase consolidada (83 por cento dos turistas afirmam pretender voltar). Emocionalmente comprometidos com a região, os visitantes definem o local como agradável, amigável, bonito, quente, luminoso e relaxante. Adjetivos que roçam a personificação do destino, representando as férias no Sul momentos de felicidade, recordados com nostalgia. Assim, afetivamente rendidos ao Algarve, os turistas constituem-se espontaneamente como embaixadores, recomendam o destino (96 por cento) e partilham ainda as suas férias nas redes sociais (50 por cento). O Algarve apresenta, enquanto destino turístico, um ciclo de vida que contraria todas as teorias. Mais de quatro décadas de relação, taxas de fidelização na ordem dos 80 por cento, comprometimento emocional e vontade continuada dos turistas se fixarem e viverem no Algarve constituem um feito inédito e que merece destaque em futuras edições dos Óscares do Turismo: O Óscar da fidelização, o Óscar de apego ao lugar e o Óscar do destino que oferece maior qualidade de vida são alguns dos múltiplos exemplos de excelência que distinguem o Algarve e que vale a pena premiar .
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OPINIÃO Certificados, Competências e Formação profissional Augusto Lima (Cozinheiro, consultor e formador)
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erão as competências profissionais e os requisitos obrigatórios, todos os Formadores deste País? – Não! Os culpados? A crise (que afastou do país muitos profissionais), a Idade (que levou muitos de nós para a reforma) e o Boom de crescimento da Indústria, mas também Todas as Escolas e Centros de Formação que não cumprem com rigor e imparcialidade os requisitos obrigatórios de admissão. Muito se falou, há cerca de dez anos atrás, e se continua a falar, sobre os Certificados de Competências ou de Habilitações Profissionais de trabalhadores, pelo motivo de não mais ser passível obter a Carteira Profissional, como se fazia, quer pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Hoteleira, quer pela Escola Técnica de Cozinha, comprovando o seu saber. Surge então a portaria 199 de 2011, sobre o QNQ – Quadro Nacional de Qualificações, Certificados e Diplomas de Cursos Profissionais, criado pelo Decreto-Lei 396/2007, de 31 de dezembro, que certifica através de entidades certificadoras, creditadas pela DGERT das quais o IEFF tem a primazia, todos os Cursos Profissionais dados por entidades competentes. Entretanto e pela obrigatoriedade de formação exigida pela União Europeia, iniciou-se a contratação de Profissionais para Formação, a quem foi pedido que fizessem um Curso Inicial de Formadores, o que lhes permitia tirar um CAP – Certificado de Aptidão/Habilitação Profissional, através do qual se certificava que tinham aprendido a usar as Técnicas pedagógicas adequadas à formação, assim como a preencher documentos inerentes e obrigatórios. Isto conclui que o Certificado CAP, entretanto e muito bem alterado para CCP – Certificado de Competências Pedagógicas, apenas habilita qualquer pessoa a poder dar Formação e não, NUNCA, certificou as Competências dos que findam o Curso e obtêm o CCP. Por isso afirmo que, neste preciso momento, o CCP foi transformado num negócio e que por 150 euros, mais coisa, menos coisa, se Certifica qualquer um, sem que se lhe seja verificado o grau de saber/experiência profissional.
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Com a abertura de Cursos profissionais específicos como Bar/Restaurante e Cozinha/Pastelaria e a inexistência de Professores nestas áreas, abriu-se a possibilidade de Profissionais de Restauração/Hotelaria puderem lecionar nas Escolas Públicas e Profissionais, com o devido reconhecimento através do currículo/historial/idade, usando o nome de Técnicos Especializados, primeiro em Cursos Vocacionais CEF – Curso Educação e Formação, dirigidos a Jovens e EFA – Educação e Formação de Adultos, e depois em Cursos Profissionais de dupla certificação e Ensino Modular, nos Institutos de Emprego e Formação, e agora também em todas as Instituições. 1.ª Questão de inoperância – Quando, pela culpa da não verificação das Competências pelos organismos escolares, se permite que alguém não qualificado dê aulas, degenerando a formação; 2.º Questão de inoperância – Quando a desatenção/não fiscalização do Ministério de Educação, DGERT e IEEP, possibilitam que qualquer pessoa não competente possa dar aulas, apenas porque possui um CCP. Diz o referencial de admissão ao Técnico Especializado Contratado, que este deve ter: – Formação na área, devidamente comprovada por certificado/outro documento; – Competências na área, comprovadas através de Currículo; – Estar a trabalhar como trabalhador qualificado em empresa onde exerça a especialização a que concorre; E que serão motivos de qualificação, requisitos como: anos de experiência neste tipo de ensino, Portefólio Curricular e entrevista pessoal Saibam ainda os Técnicos Especializados/Formadores e que exerçam o trabalho de Consultor ou Coordenador, que podem ainda obter a Certificação CCPE – Certificado de Competências de Especialização, passado a Técnico especializado em função dos diferentes contextos de intervenção em que este desenvolve a sua atividade . 92
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OPINIÃO
Topo Sul Nuno Silva (Técnico de Comunicação)
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erdoem-me os clubistas dos clubismos e os algarvios de outras cores, mas hoje a crónica é preto e branca. Antes que o sol esquecesse o dia, dizse que um mito se fez verdade. Era domingo, num daqueles de frio de inverno, no inferno de São Luís. Há muito que a minha pele não se vestia de tanto orgulho: ver um estádio fazer-se muralha e a nossa gente fazer-se família. Naquele dia, vi atletas transformarem-se em guerreiros. Vi miúdos que à boleia de graúdos gritaram de peito aberto. Vi vontade. Vi coragem. Vi um sonho. Mas, sobretudo, vi junto de quem todos os dias o vê de olhos fechados. Sempre soube que a armadura daqueles 11 guerreiros se forjava no topo sul. No entanto, o que não se sabe até que se viva, é que é naquele canto da muralha que todo o castelo se embebe de força. No fundo, a lição a retirar daquele recital de coordenação, é que ser adepto ou, neste caso, ferreiro destas cotas militares de malha grossa, é muito mais e maior que um simples amor à bola. A verdade, a mais cega delas todas, é que esta é a verdadeira razão pela qual nos devemos obrigar a ser a melhor versão de nós próprios, seja pela saúde de uma claque, ou por uma outra qualquer paixão penosa. O que eu vi neste domingo, foi um exercício reforçado pela força da união e que, em última instância, dizia muito mais respeito aos outros, do que àqueles que compunham o coro.
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No fundo, eram e são estas as vozes que levam a descrença de quem não crê. Eram e são estas as vozes que enchem o estádio e nos dizem que é possível. Ali, na mais South Side das frentes, impossíveis são apenas os silêncios. Confesso que do outro lado da bancada sempre existiu em mim uma admiração profunda naquela postura coordenada de tantos espíritos selvagens. Hoje, acredito que é esse o seu lado mais bonito. Perceber que há ali algo muito maior que eles próprios. Há respeito, paixão, fé. Uma cidade. Um clube. Foi assim que, esmagado por este acreditar cego, eu vi na sombra de um emblema um gigante que despertava. Foi assim que, motivado por esta alcateia de exemplos, eu ouvi, numa fé que já era de todos, um rugido que arrepiava. Por isso, que se saiba que o gigante voltou. Que se saiba que nas muralhas de São Luís não há ninguém maior que nós! Esta era a verdade do mito: aqui, meus senhores, ninguém passa! “Com os olhos postos no futuro e a grandeza que o sonho nos traz, mostraremos ao mundo as façanhas de que a gente de faro é capaz!” Força guerreiros. O futuro é já ali! FARENSE! FARENSE! FARENSE! .
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OPINIÃO
Mundo louco das startups Fábio Jesuíno (Empresário)
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ejam bem-vindos ao mundo onde uma simples ideia de negócio pode criar uma revolução na sociedade e transformar a forma como vivemos. Um mundo cheio de oportunidades e desafios. Muito se tem falado ultimamente sobre incubadoras, business angels, IPO, pitch, unicórnios, crowdfunding e coworking na televisão, nas capas dos jornais, em destaque nas redes sociais. Todos estes termos estão relacionadas com as startups e fazem parte desta nova era económica. Primeiro de tudo, o que é uma startup? É, acima de tudo, um grupo de pessoas criando um modelo de negócios inovador, repetível, escalável e que gere valor, trabalhando em condições de muita incerteza. O termo startup começou a ser popularizado nos anos 90 e surgiu em Silicon Valley, uma região da Califórnia, nos Estados Unidos da América. Este mundo das startups cada vez mais democrático possibilita a qualquer pessoa com capacidades empreendedoras e ideias inovadoras criar negócios de grande sucesso e rapidamente escaláveis por todo o mundo. Na sociedade portuguesa tem crescido nos últimos anos um espírito empreendedor que tem ajudado o nosso país a entrar neste mundo novo e em grande destaque. Considero que sejam os novos Descobrimentos e acredito seriamente que, se continuarmos a ter a visão de aproveitar e apostar neste caminho, Portugal vai crescer economicamente de forma estável. Um dos contributos de maior relevo para que Portugal seja considerado uma nação em destaque no mundo das startups foi a vinda para o país do maior evento de empreendedorismo da Europa, o Web Summit, que traz todos anos milhares de pessoas de todo o mundo. A criação de incubadoras e programas de aceleração têm contribuído para a proliferação de startups em Portugal, um fenómeno
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que permite uma ajuda importante e fundamental para capacitar qualquer empreendedor de uma estratégia empresarial com maior probabilidade de sucesso. O termo incubadora teve origem em 1959, pelo empresário norte-americano Joseph Mancuso, que detinha um imóvel arrendado a uma fábrica de máquinas agrícolas, que ficou desocupado. O seu imóvel de 25 mil metros quadrados ficou vazio e sem perspetivas de conseguir voltar a encontrar um novo inquilino. Perante esse problema, decidiu fracionar o espaço para atrair os empresários mais pequenos. Um dos primeiros inquilinos foi uma empresa avícola. Devido a esse facto, começaram a chamar incubadora a esse imóvel e assim deu origem ao espírito empreendedor de Silicon Vallley. Outros dos termos muito utilizados neste mundo louco é o «Business Angels», que são investidores privados que decidem investir o seu próprio dinheiro em Startups. O IPO é uma sigla para Oferta Pública Inicial, que basicamente é quando uma empresa vende ações para o público pela primeira vez. Os pitchs são também muito conhecidos, são apresentações com a duração entre os 3 a 5 minutos com o principal objetivo de despertar o interesse do público. Uma das palavras que merece maior respeito neste mundo são os unicórnios, o nome que se dá às startups com um valor de mercado superior a mil milhões de dólares. Por fim, chegamos ao crowdfunding, que é a obtenção de capital através de financiamento coletivo, em pequenas contribuições de um grande número de pessoas. O Coworking é um conceito muito utilizado na criação de startups, que são espaços partilhados por várias empresas por diversão. Essas empresas promovem a troca de conhecimentos e experiências, num ambiente mais informal. Este mundo louco está agora no início e os portugueses estão em destaque .
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OPINIÃO
Do Leitão ao Fórum dos Vinhos Vico Ughetto (Wine Educator)
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e viagem até ao icónico Hotel Curia Palace onde decorreu o Fórum Anual de Vinhos Portugueses, que agrega os principais agentes económicos e institucionais do setor do vinho, impõe-se uma paragem técnica na Mealhada, sob o pretexto de comer o mítico e saboroso bácoro que deu fama a esta localidade. Só que um dos meus companheiros de viagem é o Gilmar Brito, um conhecido enófilo e júri regular em vários concursos que, por isso, tem contactos de parceiros de avaliação, alguns deles obviamente ligados à restauração. Um desses colegas é Carlos Marques, nada mais do que o escanção do restaurante «Pedro dos Leitões» que, como já adivinharam, fica mesmo em pleno percurso e na hora do jantar. Isto era uma provocação irresistível e, com dois parceiros amantes de leitão e de bons vinhos não podia ser eu, obviamente, o desmancha-prazeres, só porque o leitão não faz parte das minhas iguarias de eleição. O que tem aqui particular destaque é um restaurante despretensioso como o «Pedro dos Leitões», tal como os vários que se baseiam no chamariz no leitão da Mealhada, fazer a aposta num serviço de escanção, apenas associado aos restaurantes de nível monetário e estatuto muito superiores. Atenção que não referi o termo qualidade, porque isso é exatamente algo que não falta no «Pedro dos Leitões». Pode ser simples na decoração, mas não na qualidade, e de todo, não tem falta dela no serviço de vinhos. Para já, apresenta uma carta de vinhos extremamente completa e informativa, onde podemos encontrar mais de 900 referências – sim, leram bem, 900 –
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de vinhos diversos e oriundos de todo o mundo. A isto junta-se a simpatia e conhecimento do Carlos Marques que nos presenteia com uma apresentação geral da carta e do conceito que procurou trazer para este restaurante. Depois de abrir as hostilidades com um magnífico espumante, ou não estaríamos na Bairrada, no caso o Borga de 2009, do produtor Campolargo, elaborado a partir de Pinot Noir e Chardonnay, ajustou-se perfeitamente com as entradas, em particular com as deliciosas e surpreendentes iscas à casa. Suculentas, bem temperadas e muito gulosas, fizeram o pairing perfeito com o Borga, um espumante que tem um estágio em cave de pelo menos 24 meses, o que lhe dá uma tonalidade mais intensa e uma complexidade que o aproxima de um estilo mais francês, com notas de levedura e tosta no final, sendo apenas atraiçoado pela bolha mais viva e marcante que não é comum no Champagne. Com a chegada do leitão, o escanção Carlos Marques propõe outro desafio. Invés de irmos para o esperado espumante, que tal experimentar um 100% Baga? A resposta da mesa foi unânime: se o escanção sugere, vamos a isto. E para a mesa chegou um Luís Pato Barrosa Vinhas Velhas Monopólio (significa aqui que o produtor é dono total das vinhas) elaborado a partir de vinhas quase centenárias, apresenta uma concentração de cor granada muito pouco concentrada e um nariz intenso e fortemente marcado por notas mentoladas a sugerir alcaçuz. Não é um vinho que tenha grande impacto na boca, pois os sabores estão discretos e os taninos muito bem integrados, sendo notória a acidez e o final longo 98
A equipa de serviço à nossa mesa a ladear Gilmar Brito com o chefe de sala Ricardo Lopes, a Regina Pereira e, à direita, o escanção Carlos Marques
que apresenta. No entanto, a sua combinação é ótima para a gordura delicada do leitão, que corta de maneira elegante e nada austera. Sentimos que o vinho dança no palato numa harmonia com o leitão nada expetável ao início. As surpresas ainda estavam a começar, atenção! Assim que escorrega o Barrosa, é-nos colocado outro desafio pelo escanção Carlos, um branco de 2004, vinificado maioritariamente de Bical. Carlos inicia a decantação e, quando questionado pelo facto de o fazer com um branco, que não devia apresentar vantagens no arejamento, ele gentilmente replica que, apesar de ser assim para a maioria, não é o caso deste branco, devido às caraterísticas da casta e do seu tempo em garrafa, apresentando-se muito fechado e que beneficia imenso com o processo. O seu lado didático leva-o a dar-nos a provar o vinho antes da decantação e depois e a diferença é notória. Este branco – Quinta das Bágeiras Reserva 2004 – é 99
absolutamente divinal e surpreendente. Uma cor palha a denunciar a idade, mas simultaneamente límpida e cristalina, quase a parecer um xarope, revela um aroma ligeiramente adocicado e a frutas cristalizadas, confirmando-se na boca algumas das expetativas, mas indo muito mais além, com notas de mel e cítricas, a lembrar claramente o Halls mel e limão, e com um final fantástico apresentando-se levemente untuoso. Estamos a meio da prova quando o Filipe Castela, sócio-gerente da casa, surge para nos cumprimentar e desejar bom apetite. Questionado sobre o que o levou a fazer a aposta num serviço de excelência nos vinhos, afirma: “Claramente foi uma aposta de risco e nunca pensei que resultasse tão bem. Hoje tenho muito mais rotação e rendimento na minha garrafeira e ganhei bastantes clientes que antes vinham aqui e consumiam o tradicional espumante da casa e agora dizem-me que ‘para beber quem escolhe é ALGARVE INFORMATIVO #134
Os vinhos degustados no «Pedro dos Leitões» sugeridos pelo escanção Carlos Marques, com destaque para a surpresa que foi ser-nos dado a conhecer o excelente vinho algarvio à direita
o Carlos’ e que confiam nele”. Reconhece que ao início não tinha noção de pormenores importantes para os quais o Carlos lhe alertou. “Nunca pensei em ter no meu restaurante um serviço de copos premium e ajustado aos diversos tipos de vinho, assim como ter um decanter apropriado para diferentes tipos de vinhos e muito menos uma garrafeira tão extensa como a que possuo agora. Mas não me arrependo, pois noto a diferença e o reconhecimento dos clientes”. A questão impunha-se, pois, com três algarvios à mesa e com responsabilidades no vinho da região, ela não tardou e questionamos Filipe Castela sobre a pouca presença de vinhos algarvios na carta. Sem hesitações reconheceu que ainda é curta, mas que está em fase de avaliação de vários candidatos para engrossar a oferta da região e, de seguida, traz-nos um que gostou particularmente ALGARVE INFORMATIVO #134
e que nos deixa algo perplexo porque não o conhecemos. Trata-se do Paxá branco reserva, elaborado exclusivamente de Crato Branco oriundo de vinhas velhas com mais de 60 anos. Apresenta uma cor citrina ligeira, quase transparente, mas com uma complexidade e elegância no palato. Estamos perante um vinho extremamente gastronómico que nos arrebata e até nos deixa embaraçados por ser da nossa região, mas de o virmos conhecer no «Pedro dos Leitões» em plena Mealhada. Bem, temos uma desculpa perfeita para isso, pois com um escanção como o Carlos é normal que ele nos surpreendesse até com os vinhos que estão ao nosso lado e que infelizmente nos passam despercebidos. Agora já não .
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ATUALIDADE
ESCOLAS DE ALBUFEIRA VÃO PARTICIPAR NO PLANO MUNICIPAL PARA O MULTICULTURALISMO
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uma ação do CLAIM - Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes, um serviço da Divisão de Educação e Ação Social do Município de Albufeira, Carlão, o ex-Pacman do grupo «Da Weasel», esteve no Auditório Municipal de Albufeira, no dia 27 de novembro, para sensibilizar os alunos das escolas do concelho para a questão da discriminação racial, étnica e xenofobia. Isto porque a comunidade escolar será parte integrante do Plano Municipal para ALGARVE INFORMATIVO #134
o Multiculturalismo que se encontra em elaboração. Na iniciativa, os alunos foram brindados com o livro «Livres e Iguais», autografado por Carlão, numa oferta da autarquia. O livro é parte integrante do projeto pedagógico com o mesmo nome, da autoria de Carlão, que visa promover a interculturalidade, tendo sido desenvolvido em parceria com a empresa Betweien. Este projeto conta com o apoio pedagógico de Helena Costa, autora dos desafios, 102
exercícios e informação que constam no livro, a fim de tais matérias serem exploradas pelos alunos. Para além de um momento de expressão dramática a cargo da atriz Íris, Carlão conversou com os jovens e interpretou os temas «Clara» ou «Ensaio sobre a Melanina», acerca da discriminação racional, ainda «Pediramme uma canção» sobre “a diferença que inferioriza e a igualdade que caracteriza”, que visa alertar contra a discriminação étnica e, por fim, o «Fado do Acossado», a propósito “d’aqueles que partem na noite escura”, ou seja, os refugiados, sendo este um tema contra a xenofobia. “Todos temos que lutar contra os preconceitos que, muitas das vezes, sequer imaginamos que residem em nós.
Com este trabalho, eu apercebi-me que também tinha os meus”, referiu Carlão. Presente na ação, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, confessou ter ficado “encantado com o talento de Carlão nestes temas que podem mostrar a nossa parte mais nobre, ou seja, a de sabermos como lutar para sermos iguais”. “Carlão está de parabéns porque, de um modo tão bonito, expõe-nos temas tão feios como a xenofobia e a discriminação rácica e étnica”, acrescentou o edil, ideia que tinha sido reforçada, no início da sessão, pela Vereadora responsável pela Ação Social, Ana Pífaro. “Quebrar tabus, preconceitos e todo o tipo de barreiras entre o entendimento da espécie humana está nas mãos de todos. Há que aproveitar este poder e esta capacidade que temos”, afirmou Ana Pífaro .
ALBUFEIRA ADJUDICOU CONSTRUÇÃO DE CREMATÓRIO REGIONAL
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Câmara Municipal de Albufeira procedeu à adjudicação da construção e manutenção de um crematório à empresa Cremal – Cremações do Algarve, Lda., resultante de um concurso público que implicará um investimento na ordem dos 600 mil euros. Esta medida decorre da exiguidade que o atual cemitério já apresenta, o de Vale Pedras, apesar de ser o segundo cemitério que serve a zona urbana do concelho. A futura estrutura irá ocupar 399 metros quadrados de área bruta, num só piso, com uma área total de cerca de 350 metros quadrados e irá dar emprego, inicialmente, a três pessoas. O edifício irá 103
comportar diversas áreas, nomeadamente, uma Capela Ecuménica com cerca de 79 metros quadrados e uma Sala de Despedida. Dos espaços exteriores há a salientar o Jardim da Memória, onde será plantada uma mistura herbácea de Prado Sequeiro e um jardim vertical com trepadeiras de floração azul e um Jacarandá. Um outro espaço exterior é o Jardim do Cendrário, ou seja, o lugar de excelência das cinzas que não forem solicitadas e que, para além do Prado de Sequeiro, irá ter uma Oliveira (símbolo da paz e da purificação) e um Loureiro (símbolo do triunfo da vida e da sabedoria). Este cendrário consta de um depósito enterrado e estanque com cerca de 50 centímetros de diâmetro . ALGARVE INFORMATIVO #134
ATUALIDADE
PISCINA MUNICIPAL DE CASTRO MARIM REGRESSA COM MUITAS ATIVIDADES
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epois de um período de encerramento para serem efetuadas obras de melhoramento, a Piscina Municipal de Castro Marim já reabriu e arranca, no princípio de dezembro, com as suas atividades regulares. Para além da utilização escolar (a partir dos quatro anos) e do público em geral (de 2.ª a 6.ª feira, entre as 10h e as 17h), a Piscina Municipal de Castro Marim oferece diversas atividades que procuram abranger as várias faixas etárias e os interesses dos munícipes: - Ao Ritmo dos 60: Destina-se à população residente no concelho, com idade superior a 55 anos, e é de caráter gratuito. O objetivo principal é promover a saúde e manter a autonomia durante o envelhecimento que, cada vez mais, caracteriza a nossa população.
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Atualmente, o programa abrange cerca de 120 munícipes, organizados em turmas, em função da sua área de residência, uma vez que a autarquia disponibiliza transporte aos interessados; - Escola de Natação: destina-se a maiores de quatro anos de idade e tem como principal objetivo a Adaptação ao Meio Aquático (AMA) e a Aprendizagem das diferentes técnicas de natação (AP). Esta atividade considera-se bastante benéfica por promover o desenvolvimento físico e emocional da criança a vários níveis do seu desenvolvimento biológico, bem como na formação da sua personalidade; - Encontro para Bebés: Com o objetivo de colmatar a inexistência de uma aula para bebés (a partir dos seis meses) e crianças até aos quatro anos de idade, foi desenvolvida esta iniciativa, de caráter mensal, cujas inscrições já estão abertas .
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FINANCIAMENTO DO LARGO MANUEL GOMES – TRIBUTO A PACO DE LUCÍA JÁ FOI APROVADO
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oi aprovada a candidatura a financiamento FEDER da requalificação do Largo Manuel Gomes – Tributo a Paco de Lucía. Enquadrado no Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos (PADRE) e aprovado no âmbito do PO CRESC ALGARVE 2020, a obra é financiada em 70 por cento, estimando-se o total do investimento em 325 mil euros. O Largo Manuel Gomes – Tributo a Paco de Lucía, em Monte Francisco, será um tributo ao eterno génio da guitarra e à memória de sua mãe, Luzia Gomes, natural desta povoação castromarinense. A requalificação engloba também a já concluída beneficiação dos arruamentos da envolvente (zona nascente). Paralelamente, decorreu também a pavimentação dos arruamentos da zona poente da localidade, empreitada avaliada em cerca de 100 mil euros. O Largo Manuel Gomes - Tributo a Paco de Lucía nasceu da vontade de ampliar e promover o laço do «mestre absoluto do flamenco» a Castro Marim, mais especificamente a Monte Francisco, onde viveu a sua mãe, cuja alegria e semblante 105
lusitano sempre o orgulhou e inspirou. Será um memorial que evoca e resgata um pouco da vida e da obra do músico, compositor e intérprete. Está prevista a criação de um espaço pedonal ajardinado, conjugado com peças artísticas, do pintor Carlos Luz e do escultor Carlos Oliveira, que invocam sensorialmente o artista Paco de Lucía, com alusão ao instrumento que elegeu, a guitarra. No local será ainda instalado um sistema áudio, para disponibilizar aos visitantes o legado musical do génio da guitarra e do flamenco. Com esta vertente de apelo ao nosso lado mais sensorial, este renovado espaço público visa proporcionar, não apenas momentos de lazer, mas um despertar de sentidos .
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ATUALIDADE
INVESTIGADORES DA UALG DESCOBREM NOVO BIOMARCADOR PARA DETEÇÃO PRECOCE DO CANCRO
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nês Faleiro e um grupo de investigadores do CBMR – Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve, liderados por Pedro Castelo-Branco, acabam de publicar na revista «Future Oncology» um artigo científico que se debruça sobre a descoberta de um novo biomarcador que permite detetar precocemente o cancro do pâncreas. A investigação, levada a cabo pelo grupo de Epigenética e Doença Humana do CBMR, mostra que a metilação do THOR, uma região específica do gene da telomerase, que tem a particularidade de estar sempre «ativo» em casos de cancro, permite detetar a ALGARVE INFORMATIVO #134
doença numa fase em que esta ainda não pode ser detetada a «olho» quando vista ao microscópio. O potencial da descoberta deste novo biomarcador vai mais além das possibilidades de diagnóstico, uma vez que, sendo mensurável em termos de percentagem, a análise dos níveis de metilação do THOR oferece aos investigadores importantes dados de prognóstico para compreender, em cada paciente, qual o estádio de evolução da doença e, inclusivamente, o seu grau de agressividade. Esta descoberta revela que pacientes com elevados níveis de metilação do THOR apresentam tempos de 106
sobrevivência inferiores e, pelo contrário, pacientes com baixos níveis de metilação do THOR parecem apresentar melhores perspetivas de tratamento. Sendo o cancro do pâncreas um dos que apresenta maior taxa de mortalidade devido a um diagnóstico tardio, esta descoberta ganha especial importância se
pensarmos que pode, a longo prazo e se implementada na área clínica, contribuir para uma deteção mais rápida da doença, possibilitando maior eficácia em termos de tratamento e podendo vir a permitir, no futuro, contrariar as dececionantes taxas de sobrevivência neste tipo de cancro .
ANA FERNANDES PREMIADA PELA SOCIEDADE PORTUGUESA DE GENÉTICA HUMANA
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na Fernandes, investigadora do grupo de Genómica Funcional do Cancro, liderado por Ana Teresa Maia, do Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve, acaba de ser distinguida com o «Prémio de Investigação Básica», atribuído anualmente pela Sociedade Portuguesa de Genética Humana ao melhor trabalho na área da genética humana. A distinção pretende premiar a comunicação «miRNA-mediated cis-regulation in breast cancer susceptibility», apresentada no dia 17 de novembro, no 21.º Encontro Anual da Sociedade Portuguesa de Genética Humana. Na comunicação em causa, a investigadora do CBMR abordou a 107
contribuição das variantes genéticas cisreguladoras, que afetam a regulação de microARNs, para o cancro da mama. Para a investigadora, esta distinção reveste-se de especial importância, por ser, “não só um reconhecimento do trabalho efetuado durante o último ano, mas também da qualidade da investigação realizada no CBMR" .
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LAGOA RECEBE UM DETETOR DE TROVOADA BLITZORTUNG
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os tempos que correm, em que se fala cada vez mais das alterações climáticas e de uma maior frequência de fenómenos meteorológicos mais extremos, importa estarmos preparados para uma melhor monitorização e acompanhamento das condições meteorológicas, no sentido de precaver e conseguir minimizar alguns dos possíveis efeitos desses mesmos fenómenos. Por isso mesmo, a Troposfera – Associação Portuguesa de Meteorologia Amadora estabeleceu um protocolo com o Município de Lagoa para a cedência, a título gratuito, de um detetor de trovoada da rede Blitzortung. O detetor já se encontra instalado e em fase de testes junto à estação meteorológica do Sítio das Fontes, complementando, assim, o projecto ALGARVE INFORMATIVO #134
Meteofontes. A rede Blitzortung é uma rede mundial com milhares de detetores instalados em todos os países e que, funcionando de forma integrada, permitem uma deteção mais precisa e em tempo real das descargas elétricas atmosféricas que estão a ocorrer num dado local. Todos os dados registados podem ser facilmente visualizados em www.blitzortung.org e, em breve, estarão também no site da Metefontes. As próximas trovoadas que ocorrerem em Portugal e aparecerem no site da «Blitzortung» já terão o contributo do detetor instalado no Sítio das Fontes e qualquer pessoa poderá acompanhar o desenvolvimento de tempestades e estimar qual a sua deslocação, podendo precaver-se e tomar as devidas medidas de proteção com algum tempo de antecedência . 108
PORTIMÃO PLANTOU MAIS DE UMA CENTENA ÁRVORES
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o dia 28 de novembro, Portimão aderiu ao movimento «Plantar Portugal» com a plantação de mais de 100 árvores por cerca de 50 alunos do 1.º ciclo da Escola Básica José Sobral, numa zona ardida na área envolvente do Autódromo Internacional do Algarve, devastada pelo incêndio florestal que ocorreu no Verão de 2016. Esta iniciativa de cidadania ativa pretendeu assinalar a Semana da Reflorestação Nacional e sensibilizar as crianças para a importância das árvores e da preservação das florestas, quer ao nível do equilíbrio ambiental e ecológico, como da própria qualidade de vida dos cidadãos, tendo sido desenvolvida em parceria com a UFE - Union des Français de l`Etranger, entidade responsável pela
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oferta das árvores, entre sobreiros e medronheiros, e a Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio – ASPAFLOBAL, que colaborou na ação com os técnicos e equipa de sapadores florestais que ensinaram e auxiliaram os alunos na plantação. Na iniciativa participaram ainda professores e pessoal não docente da instituição de ensino envolvida e técnicos da autarquia da Divisão de Ambiente Urbano e Divisão de Educação, assim como membros do Serviço Municipal de Proteção Civil de Portimão e Gabinete Técnico Florestal, Bombeiros de Portimão e militares da GNR que, além de assegurarem a segurança de todos os envolvidos, sensibilizaram os mais novos para a temática e auxiliaram-nos na plantação das árvores .
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EXPOSIÇÃO SOBRE LOULÉ NO MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS É UM SUCESSO
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exposição «LOULÉ. Territórios. Memórias. Identidades» já recebeu mais de 75 mil visitantes desde a sua inauguração, a 21 de junho, tendo o mês de agosto sido o recordista, com 17 mil e 665 pessoas a quererem conhecer o património cultural e material de Loulé. Em outubro, o regresso às aulas e início das visitas das escolas contribuiu para que 15 mil e 377 pessoas tenham contactado com os sete mil anos de história apresentados em «LOULÉ. Territórios. Memórias. Identidades». Com mais de 500 bens culturais expostos, o investimento da exposição na ALGARVE INFORMATIVO #134
tecnologia ao serviço de uma maior acessibilidade à informação permite saber quais os objetos que mais curiosidade têm suscitado aos visitantes, que procuram saber mais através da consulta dos QR Codes instalados na exposição, com os seus telemóveis pessoais. O menir de grandes dimensões e amplamente gravado, proveniente do Museu Municipal de Loulé, é o bem que suscita mais procura de informação adicional por parte dos visitantes. A exposição do menir é acompanhada por um conjunto de fotografias obtidas através de sistemas digitais de última geração, 110
inclusivamente tridimensionais, que permitem ver gravuras que não são imediatamente visíveis a olho nu. Seguem-se a Necrópole da Idade do Bronze da Vinha do Casão e as estelas gravadas com a Escrita do Sudoeste, a mais antiga escrita conhecida na Península Ibérica, com cerca de dois mil e 500 anos.
para descobrir o concelho e os seus segredos mais bem guardados, como o sítio de Corte João Marques, a escrita do Sudoeste, o Cerro da Vila, o Castelo de Salir e o centro histórico da cidade. A mostra é uma iniciativa conjunta dos Museus Nacional de Arqueologia e Municipal de Loulé, com o apoio da Lusitânia Seguros, da Imprensa Nacional da Casa da Moeda e do
«LOULÉ. Territórios, Memórias, Identidades» é um «Portugal em miniatura» que espelha a história de Portugal, da Península Ibérica e da Europa. Um verdadeiro ponto de partida para uma viagem obrigatória até Loulé
«365 Algarve». É a 22.ª exposição desta natureza a ocupar o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, no ano em que também o Museu Municipal de Loulé está a celebrar o seu 22.º aniversário.
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MUSEU DE PORTIMÃO RECEBE EXPOSIÇÃO DO NOBEL ALEMÃO «GÜNTER GRASS: ENCONTROS»
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naugura, no dia 8 de dezembro, pelas 16h, no Museu de Portimão, a exposição «Günter Grass: Encontros», com obras do escritor, poeta, dramaturgo e artista plástico que, em 1999, ganhou o Prémio Nobel da Literatura. A exposição traz a público um vasto conjunto de desenhos, aguarelas, gravuras e esculturas do artista plástico e é um projeto do Goethe-Institut Portugal e da Fundação Günter e Ute Grass, em colaboração com o Günter Grass Haus, o Museu e o Município de Portimão,
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contando com o apoio da Embaixada da República Federal da Alemanha, da Associação São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa e da Niepoort. Nascido a 18 de outubro de 1927, na atual Polónia, desenvolveu com Portugal nos anos 80 e em concreto com a freguesia da Mexilhoeira Grande, lugar que escolheu para lhe servir de retiro e inspiração, uma relação muito rica e diversificada. Foi no isolamento do país à beira mar plantado que encontrou no seu domicílio a paz muitas vezes perdida na Alemanha. Ali conseguiu 112
trabalhar intensamente em novos textos, imagens ou esculturas ou simplesmente não fazer nada e desfrutar do sol, do campo e das especialidades culinárias de Portugal. Achados como conchas, molas, pedras das praias do Algarve foram incluídos no trabalho, como mostra esta exposição de forma impressionante. Com dezenas de exposições realizadas no Algarve, Günter Grass enriqueceu ativamente a vida cultural portuguesa e manteve com o escritor português José
Saramago, galardoado um ano antes com o Prémio Nobel de Literatura, uma amizade duradoura. No final da sua vida, Grass lamentava não poder viajar para Portugal por motivos de saúde, escrevendo no seu último livro, «Vonne Endlichkait», “Ah, meu Portugal perdido, como sinto falta da tua costa sudoeste". A exposição poderá ser visitada até 4 de março às terças-feiras, das 14h30 às 18h, e de quarta-feira a domingo, das 10h às 18h.
SÃO BRÁS DE ALPORTEL SENSIBILIZOU CONTRA A EXPLORAÇÃO E ABUSO SEXUAL DAS CRIANÇAS
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Dia Europeu da Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual assinalase a 18 de novembro e São Brás de Alportel desenvolveu um conjunto de sessões de sensibilização dirigidas aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos da Escola E.B. 2,3 Poeta Bernardo de Passos, num total de 28 turmas. Em cada sessão são exibidos vídeos, adaptados ao públicoalvo, para sensibilização e alerta para estas temáticas associadas às novas tecnologias e às redes sociais amplamente usadas pelas camadas mais jovens. Após a exibição do vídeo tem lugar um período de reflexão em conjunto para estimular nos jovens a adoção de gestos de proteção pessoal durante a utilização das plataformas digitais, sendo alertados para os comportamentos que os podem colocar em situação vulnerável. O reconhecimento de que a violência sexual contra crianças é uma realidade 113
que persiste, em muitas situações, invisível e silenciada, que afeta milhões de crianças em todo o mundo e não conhece fronteiras geográficas, culturais ou sociais, levou o Conselho da Europa a instituir o 18 de novembro como o Dia Europeu para a Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual. Os objetivos são aumentar a consciência pública acerca da exploração e abuso sexual de crianças e da necessidade de impedir tais atos, facilitar a discussão aberta sobre a proteção das crianças contra a exploração e abuso sexual e ajudar a prevenir. Para além disso, pretende-se eliminar a estigmatização das vítimas e promover a ratificação e a aplicação da Convenção de Lanzarote – um instrumento único, juridicamente vinculante que obriga os estados Europeus a criminalizar todas as formas de abuso sexual de crianças e que aponta para formas de o combater .
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RALLYE CASINOS DO ALGARVE 2017 ENCERROU COM CHAVE DE OURO NACIONAL E EUROPEU DE RALIS
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edição de 2017 do Rallye Casinos do Algarve, para além do habitual encerrar de contas do Campeonato Nacional de Ralis e da Taça de Ralis de Asfalto da FPAK, foi também palco da Final do FIA European Rally Trophy, com 15 nacionalidades presentes à partida na zona ribeirinha de Portimão. Pensando no campeonato nacional, Carlos Vieira, em Citroën DS3 R5, entrou ao ataque e ganhou três das cinco classificativas do dia, mas um percalço na ALGARVE INFORMATIVO #134
segunda passagem por Marmelete fez com que a liderança passasse provisoriamente para Carlos Martins, em viatura idêntica. Contudo, um pequeno erro na superespecial de Lagos, devolveu o primeiro posto ao colega da «Sports & You». No que respeitava ao European Rally Trophy (ERT), existia mais equilíbrio, com pequenas diferenças entre o pelotão. O melhor classificado no final de sexta era Pedro Meireles, que estava centrado nas contas do nacional, seguido de Orhan Avcioglu em 114
Skoda e Ondrej Bisaha em Ford Focus, que foi o mais rápido na Super Especial de Lagos. O segundo dia de prova ficou marcado pelos despistes de Carlos Martins e Daniel Nunes em Monchique, levando à interrupção da prova. Entretanto, Carlos Vieira seguia imune e somava vitórias nos troços. O caminho ficou ainda mais livre para o piloto do DS3 quando Pedro Meireles furou na primeira passagem pela Nave Redonda, perdendo a segunda posição para o turco Yagiz Avci, em Skoda Fabia, que assim passava para a frente do ERT. O rali terminaria com uma última passagem pela Fóia, marcada pela vitória na especial de Ricardo Teodósio, em Mitsubishi Lancer Evo X, na frente dos competitivos R5. A caminho do pódio final situado no Hotel Algarve Casino, Carlos Vieira/Jorge Carvalho consagraram-se, pela primeira vez, campeões nacionais de ralis, com
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Yagiz Avci a repetir o feito que o seu pai Nejat já tinha conseguido há 20 anos, vencendo o European Rally Trophy. Nas duas rodas motrizes, Diogo Gago, no Peugeot 207, voltou a ser o mais rápido, seguido de Pedro Paixão, que adaptou-se muito bem aos troços algarvios, vencendo a classe RC3. Destaque também para a vitória no ERT2, reservada a viaturas de Produção, para a dupla georgiana Plamen Staykov/David Kvaratskheila. Quem não irá esquecer este rali é Pedro Antunes, que conquistou este título ao Nacional de duas rodas motrizes e ainda somou ao palmarés os títulos europeus ERT3 e ERT Júnior. Nota final para a vitória na prova e na classificação final de Ricardo Costa/Rui Vilaça na Taça de Ralis de Asfalto da FPAK. O Rallye Casinos do Algarve 2017 foi organizado pelo Clube Automóvel do Algarve e contou com os apoios dos municípios de Portimão, Lagos e Monchique e da Solverde – Casinos do Algarve .
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PROJETO DE INTERNACIONALIZAÇÃO LEVA VINHOS DO ALGARVE À EUROPA
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m conjunto de empresários oriundos da Europa ficou a conhecer de perto os vinhos e vários produtores de vinhos algarvios, numa mostra de produtos agroalimentares que decorreu no NERA, mas também em visitas promovidas para o contacto direto com os locais de produção. Esta iniciativa de divulgação dos produtos agroalimentares insere-se no âmbito do projeto «Internacionalizar + Algarve», promovido pelo NERA e pela Universidade do Algarve, tendo como objetivo potenciar a internacionalização das PME localizadas nos territórios de baixa densidade do Algarve, com foco nos setores do Turismo e Lazer, Mar e Agroalimentar.
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Foi precisamente no contexto da promoção do setor Agroalimentar que a CVA – Comissão Vitivinícola do Algarve foi convidada para dar a conhecer a região vitivinícola aos empresários europeus selecionados para participar nesta ação que decorreu de 21 a 23 de novembro. No dia 21, diversos produtores algarvios, entre os quais, no setor dos vinhos, a Quinta da Tôr e a CVA, tiveram um stand próprio na mostra de produtos regionais que decorreu no pavilhão do NERA, em Loulé, assistindo depois ao Fórum regional para a internacionalização, que trouxe ao auditório várias personalidades da região nos setores do projeto, entre outros convidados e participantes.
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Nos dois dias seguintes, os empresários que comercializam produtos agroalimentares na Suécia, Alemanha e França fizeram um pequeno périplo pela região, no sentido de conhecer in loco os produtores e produtos que pudessem ser atrativos para os seus mercados e clientes. No setor vitivinícola, a visita a um dos parceiros integrados no programa foi à Quinta da Tôr, em Loulé, onde a delegação de empresários visitou a adega e o novo espaço de enoturismo em desenvolvimento e teve a oportunidade de provar os novos vinhos brancos, ainda a estagiar na cuba, que serão comercializados pela primeira vez por esta Quinta. O proprietário Mário Santos ficou visivelmente satisfeito por participar neste projeto, considerando que “a visita permitiu consolidar a nossa presença na Mostra e dar mais credibilidade e notoriedade ao projeto”. Mário Santos ficou ainda mais satisfeito quando um casal de empresários portugueses radicados na Alemanha fizeram de imediato uma encomenda de vários vinhos, o que “vai permitir abrir a porta para este importante mercado, do qual tem inúmeros interessados na sequência das visitas feitas à propriedade por turistas alemães”. No último dia da visita, a delegação de empresários aproveitou a tarde livre para conhecer dois produtores de vinho 117
algarvio – o Morgado do Quintão e os Vinhos Cabrita – primeiro numa deslocação às vinhas do Morgado do Quintão e, depois, à adega e sala de provas da Quinta da Vinha, propriedade na qual os vinhos Cabrita são elaborados. Esta sessão teve a especial participação da Joana Maçanita, que acompanhou e comentou as provas dos dois produtores, visto ser ela a enóloga responsável pela vinificação dos vinhos Cabrita e Morgado do Quintão. Na prova, o destaque foi para os monocasta tintos de Negra Mole, um de cada produtor, a casta mais emblemática e exclusiva do Algarve e que cada vez mais vem conquistando a preferência dos produtores e consumidores. Esta situação foi comprovada por Tiago Barbosa, um dos empresário da delegação, radicado em Paris e especializado em produtos gourmet e vinhos. “Não faz sentido para a minha empresa apresentar vinhos algarvios feitos com castas francesas em Paris, pois desses já temos os originais e os meus clientes não os procuram. Olham, sim, para vinhos diferentes e, sobretudo, únicos, e com qualidade claro” .
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