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ALGARVE INFORMATIVO 2 de setembro, 2017
XUTOS & COMPANHIA ARRASARAM NO FESTIVAL F 80 MIL FORAM À NOITE BRANCA DE LOULÉ | OS «39 DEGRAUS» DE RITA PEREIRA 1 ALGARVE JOSÉ SANTIAGO NO EUROPEU DE MARATONAS |PONTAPÉ DE SAÍDA DO INFORMATIVO OMBRIA#123 RESORT
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CONTEÚDOS ARTIGOS 12 - Antevisão da Feira da Dieta Mediterrânica 18 - Parque Urbano Municipal de Lagoa 22 - Ombria Resort 32 - Noite Branca de Loulé 44 - Festival F 54 - Os 39 Degraus 62 - José Santiago 80 - Atualidade
OPINIÃO 68 - Paulo Cunha 70 - Mirian Tavares 72 - Adília César 74 - Nelson Lima 76 - Augusto Lima
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Artur Filipe Gregório (In Loco), Fernando Severino (Direção Regional de Agricultura do Algarve), Jorge Botelho (Câmara Municipal de Tavira), Francisco Serra (CCDR Algarve), Desidério Silva (Região de Turismo do Algarve) e Alexandra Gonçalves (Direção Regional de Cultura do Algarve)
TAVIRA VAI SER PALCO DE UMA FEIRA DA DIETA MEDITERRÂNICA PARA TODAS AS GERAÇÕES Texto:
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e 7 a 10 de setembro decorre a V Feira da Dieta Mediterrânica, no centro histórico de Tavira, ao longo das margens do rio Gilão e colina genética do alto de Santa Maria. No momento em que Portugal e Tavira concluem a coordenação anual dos sete Estados e Comunidades da Dieta Mediterrânica, com delegações dos países presentes nesta Feira, cumprem-se os ALGARVE INFORMATIVO #123
Fotografia: objetivos de educação e transmissão dos valores ancestrais da Dieta Mediterrânica, de desenvolvimento de programas de saúde alimentar comunitária e de estilos de vida saudáveis, de valorização dos produtos do mar e da terra, endógenos e de proximidade, fortalecendo as economias regionais e locais e estimulando relações de confraternização e partilha.
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O respeito pelo meio ambiente e a preservação dos ecossistemas e das paisagens culturais concedem à Dieta Mediterrânica um papel acrescido como instrumento de contenção das alterações climáticas, de proteção das capacidades dos solos e resposta às recomendações da FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura em relação às «dietas sustentáveis» pela sua escassa «pegada ecológica». O Ano Internacional do Turismo Sustentável decretado pela UNESCO para 2017 veio chamar igualmente a atenção dos agentes do setor e da população para a gestão correta de recursos não renováveis. A programação do certame apresenta atrativos para todas as idades e públicos: feira institucional, mercado de produtores, concertos, teatro e danças mediterrânicas, arruadas filarmónicas e charangas, oficinas
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culinárias, aconselhamento cardiovascular e nutricional, atividade física, jardim mediterrânico com espécies botânicas, exposições de sementes e variedades endógenas, Vaivém Oceanário, jogos e espetáculos para crianças, conferências e conversas sobre temáticas relacionadas com a Dieta Mediterrânica, restaurantes e tascas, artesanato. No campo da música, destaque para os concertos, na Praça da República, dos Deolinda (dia 7), do espanhol Miguel Poveda (dia 8), da fadista Raquel Tavares (dia 9) e dos HMB (dia 10). Sangre Ibérico, Monda, António Chainho, Savina Yannattou (Grécia), Capitão Fausto atuam no palco do Castelo, enquanto que a guitarrista Marta Pereira da Costa se apresenta na Igreja Misericórdia. Na Igreja das Ondas vai-se ouvir flauta, a voz e guitarra
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mediterrânicas de Isa Peixinho e Jorge Anacleto, temas e danças do mediterrâneo com Yan Mikirumov e Marco Fernandes, a harpa de Helena Madeira e o coro Jubilate Deo. Realce ainda para as participações locais dos ranchos folclóricos, da Banda Musical de Tavira, dos grupos de música popular portuguesa e coral, das oficinas de danças tradicionais mediterrânicas, assim como de fadistas, no Largo da Capela de Nossa Senhora da Piedade. Para o público infantojuvenil foi pensado um programa especial, com o Largo do Brincar, espaço para contos tradicionais com António Fontinha, Marionetas Mandrágora e Companhia Valdevinos, o espetáculo «Mão Verde», com música de Pedro Geraldes, as lengalengas cantaroladas por Capicua e muitas outras surpresas. A gastronomia mediterrânica, com sabores do mar e da terra, está em ALGARVE INFORMATIVO #123
evidência na «Praça da Convivialidade», localizada junto ao Castelo de Tavira no Parque do Palácio da Galeria. Também os restaurantes do litoral, do barrocal e da serra se associam à Feira da Dieta Mediterrânica e apresentam, durante o certame, ementas mediterrânicas. Vai ser também possível usufruir de atividades de animação turística, passeios pedestres, caiaque e bicicleta. Na conferência de imprensa de apresentação da V Feira da Dieta Mediterrânica, Jorge Botelho considerou que o evento vem confirmar todas as potencialidades do Algarve e do estilo de vida mediterrânico, bem como das culturas tradicionais da região. “Tem sido um ano de imenso trabalho de organização, em parceria com a CCDR, o Turismo, a Agricultura, a Cultura e a In Loco, para se montar um programa que 14
seja suficientemente representativo da cultura algarvia e de Tavira. A Dieta Mediterrânica tem-se afirmado cada vez mais como um motor de atração de pessoas para o Algarve, um Algarve que queremos que funcione todo o ano e que não se esgote apenas nos meses de Verão, o que, felizmente, tem vindo a acontecer”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Tavira.
É IMPORTANTE EDUCAR OS CONSUMIDORES Prova disso é que o artesanato e os produtos regionais estão em franca recuperação e o setor primário tem assumido um papel mais preponderante na atividade económica do Algarve. “Os hotéis, os aldeamentos turísticos e o alojamento local vão estar completamente esgotados nos próximos
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dias, assim como os restaurantes, e vai haver manifestações culturais para todos os gostos e idades”, referiu Jorge Botelho, lembrando que se vai realizar, igualmente, a conferência intergovernamental dos sete países da Dieta Mediterrânica, designadamente Portugal, Espanha, Grécia, Chipre, Croácia, Itália e Marrocos. “Termina a presidência rotativa de Tavira e de Portugal e a coordenação passa para a Croácia, por isso, será um momento para refletir e para reforçar o compromisso com este projeto. Temos responsabilidades com a UNESCO, que faz múltiplas monitorizações àquilo que vai reconhecendo como Património da Humanidade, e a Dieta Mediterrânica não é exceção”, prosseguiu o autarca anfitrião da feira. Do lado da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve
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ATUALIDADE também não há dúvidas de que a Dieta Mediterrânica pode ser um importantíssimo elemento dinamizador de várias atividades tradicionais e dos produtos endógenos cuja manutenção pode estar em perigo. “A produção de frutos secos, de hortícolas e verdes a céu aberto, a preservação de determinados hábitos e formas de confeção de alimentos e a preservação dos hábitos de socialização associados a este tipo de consumos e de vida são fundamentais para continuarmos a afirmar a nossa identidade cultural e autoestima enquanto povo, mas também a nossa diferenciação em termos turísticos”, defendeu Francisco Serra, presidente da CCDR Algarve. “O futuro é otimista se caminharmos pela direção correta e é para isso que todos aqui estamos”, assegurou. Parceira fundamental na Feira da Dieta Mediterrânica é a Direção Regional de Cultura do Algarve e Fernando Severino destacou a capacidade do evento juntar à
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mesma mesa diferentes setores de atividade e organismos públicos. Quanto à presença do Ministério da Agricultura no certame, dá-se logo a começar pelo stand institucional, que oferece uma abordagem geral da Dieta Mediterrânica e da preservação das variedades autóctones e dos recursos da terra e do mar. “É importante educar o consumidor para aquilo que é a agricultura biológica, para a indicação geográfica protegida dos citrinos do Algarve, do sal de Tavira ou da batatadoce de Aljezur”, apontou o dirigente. Fernando Severino lembrou igualmente que Portugal é o país com maior biodiversidade em termos vitícolas, num momento em que está a ser defendida a casta autóctone da negra-mole, a partir de Tavira. “Este ano vamos fazer as primeiras experiências com estas castas milenares, aliados a um operador privado, e vamos ver que tipo de vinho dai vai surgir. São elementos vivos da Dieta Mediterrânica
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que podem continuar a ser desenvolvidos no futuro, se prosseguirmos com esta mentalidade intersectorial e aliarmos as diferentes vertentes do Algarve”, indicou o responsável pela Direção Regional de Agricultura do Algarve, antes de passar a palavra a Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve. “Estamos na presença de um elemento claramente diferenciador que sempre existiu na nossa região mas que nunca tinha sido utilizado como âncora para se produzir estes saberes e sabores. Temos promovido e valorizado a Dieta Mediterrânica alémfronteiras com inúmeros show-cookings e demonstrações gastronómicas e as iniciativas têm tido sempre um grande sucesso. Estamos a proteger os nossos produtos genuínos, as nossas raízes, a nossa cultura e identidade, e tudo isso serve para fidelizar os milhões de turistas que visitam o Algarve todos os anos”, entende Desidério Silva. Tavira vai ser, de 7 a 10 de setembro, um ponto de convergência dos povos e culturas do Mediterrâneo e Alexandra Gonçalves deu nota mais ao programa cultural e pedagógico que foi preparado para a quinta edição da Feira da Dieta Mediterrânica. “É um ano especial, o Ano Internacional do Turismo Sustentável, conforme decretado pela UNESCO, e o Mediterrâneo influenciou, ao longo dos séculos, as culturas do resto do Mundo. Preocupamo-nos muito em incentivar a salvaguarda destes recursos e das práticas associadas à Dieta Mediterrânica, porque esta memória ancestral não está presente em todos nós. Há muitas gerações que não a conhecem, nem a estudam, e temos a missão fundamental de a transmitir aos outros”, afirmou a Diretora Regional da 17
Cultura do Algarve. “Tavira vai ser, nestes dias, a mesa e a festa de todos nós”. A finalizar as intervenções falou Artur Filipe Gregório, presidente da Associação In Loco, satisfeito por verificar que, nestes últimos cinco anos, se conseguiu mobilizar toda a região em redor da sua identidade cultural, da sua produção, transformação e restauração. “Quando nos unimos, fazemos coisas magníficas. Esta feira tem características bastante específicas e não nos preocupa muito encher Tavira com centenas de milhares de pessoas, mas sim que os visitantes se identifiquem e adiram ao valores do estilo de vida da Dieta Mediterrânica, sejam os produtos hortícolas ou transformados, o artesanato, o património, as tradições orais. Este é um trabalho de qualidade, não de quantidade, e queremos que a Feira da Dieta Mediterrânica de Tavira seja a melhor do mundo”, adiantou Artur Filipe Gregório. “Através da gastronomia conseguimos chegar à alma e coração das pessoas, a adesão do público às demonstrações tem sido fenomenal e este ano integramos nesta estratégia o Medfest, que pretende transformar a Dieta Mediterrânica num destino de turismo gastronómico sustentável. Durante quatro dias, poderão encontrar, no Mercado de Produtores, artesãos e produtores locais que fazem do melhor que o país tem para oferecer, sempre com um cuidado enorme na qualidade e originalidade. Não queremos que ninguém saia defraudado de Tavira”, terminou o presidente da In Loco . ALGARVE INFORMATIVO #123
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PARQUE URBANO MUNICIPAL DE LAGOA JÁ FOI APRESENTADO Texto:
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executivo lagoense liderado por Francisco Martins aproveitou o último dia da FATACIL para apresentar publicamente, a 27 de agosto, o projeto do futuro Parque Urbano Municipal de Lagoa, que virá trazer nova vida e identidade ao coração da cidade, mas também à histórica feira. O recinto que atualmente está dedicado a um dos mais importantes certames do país, murado e com uma mancha de ocupação equivalente a 1/5 do tecido urbano de Lagoa, acaba por constituir um bloqueio à circulação e crescimento da cidade, tendo também perdido a sua capacidade de resposta às exigências, quer infraestruturais, quer de espaço, do evento. Deste modo, a ideia é conceber um desenho urbano que proporcione uma
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simbiose entre espaço verde público, recinto de eventos e equipamentos desportivos e que estes possam coabitar, de forma viva e dinâmica, ao longo de todo o ano. Posto isto, o novo Parque Urbano Municipal de Lagoa é desenhado num sistema de talhões de diferentes tipos de pavimentos que, no seu conjunto, criam uma vasta mancha verde que explora momentos de paisagem aberta, de sombra, de água, de descanso, de lazer e de desporto. Em simultâneo, parte desses talhões são cuidadosamente distribuídos e compostos por pavimentos capazes de absorver a realização da FATACIL e outros eventos como o mercado semanal, que se podem apropriar pontualmente das praças criadas.
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O grande parque urbano, na sua forma em «L», é composto por duas direções principais a partir do canto que contata diretamente com o centro da cidade. A partir da grande praça que aí se desenha, em direção a Sul, dispõem-se, renovados e numa estreita relação com o desenho do parque, os campos de futebol do Grupo Desportivo de Lagoa, bem como o ringue de patinagem, conjunto que liga a malha urbana à sua nova área de expansão. Da mesma praça, mas na direção Nascente, o parque cose e integra diversos vazios urbanos que existem nos dias atuais, sendo rematado por um novo picadeiro capaz de albergar competições internacionais. Um novo restaurante foi estrategicamente colocado no centro do parque e um novo edifício público faz frente de rua, ajudando a definir urbanisticamente o remate do quarteirão. Este edifício agregará programas essenciais à FATACIL, designadamente uma sala de 19
trabalho/serviços administrativos, auditório/sala de imprensa, bilheteiras, instalações sanitárias, armazém ou posto de informação. “O projeto vem dar resposta a uma velha ambição dos lagoenses, um parque para a cidade e para as famílias, para se desfrutar 365 dias por ano e não apenas para 10 dias de feira. Esta é uma lacuna muito grande que Lagoa tem”, referiu Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal de Lagoa. Conforme indicado na apresentação, o futuro parque ocupará a zona onde acontece a FATACIL e o mercado semanal, mais algumas áreas que se encontram nas traseiras do campo de futebol, e implicará um investimento na ordem dos sete milhões de euros, repartidos por, pelo menos, três anos. “Não queremos colocar em causa a realização da feira e, muito menos, comprometer as finanças do Município. Temos um concelho inteiro para gerir e ALGARVE INFORMATIVO #123
ATUALIDADE não podemos gastar o orçamento todo de uma só vez e apenas numa obra”, justificou o autarca, adiantando que, depois de efetuado o projeto de arquitetura, segue-se a elaboração do caderno de encargos e a abertura do concurso público internacional. “Mas gostaria que, em 2018, a primeira fase já fosse feita”, acrescentou Francisco Martins. O projeto é ambicioso, portanto, a câmara municipal vai estar atenta a
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possíveis ajudas comunitárias, por exemplo em aspetos como a eficiência energética, uma vez que se vai investir numa rede elétrica completamente nova, ou da mobilidade. “Há 20 anos que se anda a falar disto e finalmente demos um passo em frente para responder a um dos anseios dos lagoenses. E não só se monta bem a FATACIL como ela hoje é, como ainda se aumenta a área de exposição e se criam novos espaços e valências”, finalizou Francisco Martins .
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REPORTAGEM
Timo Kokila, do Pontos Group; Ville Tallbacka, do Ombria Resort; Anton Bawab, do Viceroy Group; Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé; Ilpo Kokila, do Pontos Group; Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo, Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente; Julio Delgado, CEO do Ombria Resort.
AO FIM DE 20 ANOS, FOI FINALMENTE LANÇADA A PRIMEIRA PEDRA DO OMBRIA RESORT Foi preciso esperar duas décadas para se assistir ao lançamento da primeira pedra do Ombria Resort, o mega empreendimento turístico que está a nascer no interior do concelho de Loulé, ao longo de 153 hectares de terreno, perto da Paisagem Protegida da Fonte Benémola e das aldeias típicas de Querença e Tôr. Ao todo, os finlandeses do «Pontos Group» vão investir cerca de 260 milhões de euros, entre um complexo hoteleiro da «Viceroy Hotels & Resorts», um campo de golfe de 18 buracos e muito mais… Texto: ALGARVE INFORMATIVO #123
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eve lugar, no dia 25 de agosto, o lançamento da primeira pedra da primeira fase do projeto do Ombria Resort, que integrará a primeira unidade da marca «Viceroy Hotels & Resorts» em Portugal e na Europa. A cerimónia contou com a presença de Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo e Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente, em representação do governo, e de Vítor Aleixo, Presidente da Câmara Municipal de Loulé. A primeira fase do Ombria Resort inclui as infraestruturas e o campo de golfe de 18 buracos, já em construção desde outubro do ano transato, contemplando ainda o «Viceroy at Ombria Resort», com 76 quartos, e as «Viceroy Residences at
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Ombria Resort», com 65 residências turísticas. O complexo hoteleiro inclui também um clubhouse, um centro de conferências, cinco restaurantes, spa, kids club, um observatório astronómico, piscinas aquecidas e várias outras instalações de lazer e fitness, estando a abertura prevista para final de 2019. Esta primeira fase do projeto representa um investimento de mais de 100 milhões de euros mas, depois de tudo concluído, o valor global ascende aos 262 milhões de euros, 60 por cento dos quais assegurados por capitais próprios do «Pontos Group», fundo finlandês que adquiriu este terreno de 153 hectares no interior do concelho de Loulé há duas décadas. “Estamos entusiasmados com o progresso do
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nosso projeto e estamos aqui, hoje, para celebrar, pois finalmente chegou o momento de começar. Foram 20 anos de trabalho árduo que concentraram muitos recursos e energias. Contudo, apesar dos riscos que assumimos, mantivemos sempre o foco neste projeto, porque sempre acreditamos no Algarve e em Portugal”, assegurou Ilpo Kokkila, presidente do «Pontos Group».
que este projeto seja altamente sustentável. Um dos nossos compromissos é também que o Ombria Resort seja totalmente aberto às populações locais e é nosso propósito trabalhar em conjunto com as pessoas e empresas das localidades circundantes, dando-lhes assim a oportunidade de usufruir, trabalhar ou fazer negócio”, referiu ainda Ilpo Kokkila.
O empresário finlandês não escondeu a deceção com a enorme burocracia que encontrou ao longo deste período, apesar de enaltecer a cooperação com a autarquia louletana e as autoridades competentes. “Mas nós temos uma grande admiração por Portugal e pelos portugueses. Isso, e o forte apoio da Câmara Municipal de Loulé, são as razões porque conseguimos lutar por este projeto durante quase 20 anos. A beleza natural das paisagens faz com que o nosso principal objetivo seja assegurar
Na sua intervenção, a Secretária de Estado do Turismo considerou este forte investimento como um sinal de que há confiança em Portugal e no Algarve. “Só posso agradecer-vos por isso e dizer-vos que este é um projeto exemplar também pela sustentabilidade do turismo ao longo de todo o ano e em todo o território, porque estamos aqui a apostar num Algarve diferente, a desenvolver um novo tipo de turismo numa zona onde não era tradicional
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isso acontecer”, reforçou a governante. Por sua vez, Vítor Aleixo destacou a paciência do grupo finlandês ao longo de todo o processo, recordando que este sofreu atrasos, no virar do milénio, por questões que se prendiam com o corredor da passagem da autoestrada para o Algarve. “Foi um projeto muito discutido, planeado e negociado com todas as instâncias, o que teve, naturalmente, custos para o investidor. É um projeto único e pioneiro pela sua intervenção num espaço natural que está em estado puro”. O edil louletano chamou a atenção para a beleza do litoral e para as suas extraordinárias condições para a atividade turística, mas avisou que este começa a apresentar sinais de alguma saturação. “Não se pode esgotar um recurso que tem limites físicos e é normal que os investidores se virem para o interior do Algarve. Aqui têm uma outra natureza, pura, bela, intocada, calma, com excelente clima e um bom povo, que sabe ALGARVE INFORMATIVO #123
receber e relacionar-se com as outras pessoas, que mostra a sua cultura”, sublinhou Vítor Aleixo. Quanto aos excessivos cuidados tidos com a aprovação de determinados projetos, admitiu que não serão bem-vistos por quem tem pressa em rentabilizar os seus investimentos, mas são uma garantia de qualidade e de que não se vão “comprometer os ciclos naturais e os ritmos que importa sempre preservar na Natureza”. Deixando claro que o investimento do «Pontos Group» é muito bem-vindo no concelho de Loulé, Vítor Aleixo frisou que a autarquia louletana tem tido sempre uma atitude colaborativa face a um projeto que requereu o concurso de várias áreas do saber e de muito bomsenso. “Precisamos olhar para a nossa economia como moderna e competitiva no mundo global, mas sempre como uma boa guardiã dos valores da sustentabilidade ambiental. Este 26
projeto, sobre esse ponto de vista, é exemplar, seguiu todos os padrões de respeito pelo ambiente sensível onde está inserido ”, enfatizou.
UM RESORT INOVADOR NO CORAÇÃO DO «VERDADEIRO ALGARVE» O Ombria Resort contará com três áreas diferentes de unidades residenciais e turísticas, incluindo apartamentos, moradias em banda e vivendas. Depois de finalizado, irá disponibilizar uma vasta oferta na componente hoteleira e de imobiliário turístico e residencial, desde quartos/suites de hotel, apartamentos, até moradias, com uma variada gama de preços adaptada a diferentes mercados e a diversos tipos de clientes.
Europa, nomeadamente o Reino Unido, a França, a Alemanha, os países do Benelux e da Escandinávia, bem como Estados Unidos, Médio Oriente e Ásia, sem esquecer Portugal. O Ombria Resort tem por objetivo ser pioneiro de uma nova geração de Resorts em que o meio ambiente, a responsabilidade social e o apoio à natureza e património local são prioridades. A interação e integração com outros membros da comunidade local e a conexão com a natureza são
O projeto imobiliário integra unidades residenciais turísticas de luxo, de diferentes tipologias, algumas delas geridas pela «Viceroy Hotels & Resorts» e nas quais é oferecido um retorno garantido de aluguer nos primeiros anos após a compra. Assim, a componente imobiliária incluirá diferentes apartamentos, moradias em banda e vilas de luxo, de tipologias T0 até T6, com valores de venda que poderão variar entre os 300 mil euros e acima dos dois milhões e meio de euros. Os principais mercados-alvo são o norte da 27
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empreendimento, que serão gerados mais de 700 postos de trabalho diretos e cerca de 300 indiretos.
alguns dos motores essenciais para alcançar estas metas. Será desenvolvido um plano de atividades anual, dentro e fora do resort, que será oferecido a hóspedes e proprietários com o objetivo de dinamizar e incentivar à descoberta de toda a região em que o resort está inserido. Outro ponto diferenciador será a variedade e diversidade de infraestruturas do resort, que incluirão um campo de golfe de 18 buracos, várias instalações de lazer e entretenimento, tais como horta biológica, observatório astronómico, trilhos de natureza para passeios pedestres e BTT e outras infraestruturas desportivas. Pretende-se ainda firmar parcerias com diversas entidades, entre as quais as Juntas de Freguesia do interior de Loulé (Querença / Tôr / Benafim) e Município de Loulé, no sentido de dinamizar o recrutamento de pessoas para os postos de trabalho necessários. Estima-se, entre todo o processo de obras e entrada em funcionamento de todo o ALGARVE INFORMATIVO #123
O empreendimento turístico foi projetado numa lógica eco-friendly, recorrendo-se a materiais e tecnologias inovadoras e respeitadoras do ambiente, com o propósito de respeitar a herança e património ambiental e local. Este respeito pelo património ambiental será igualmente passado aos clientes, que serão incentivados a conhecerem o meio envolvente do Ombria Resort e, desse modo, a contribuir positivamente para o crescimento/desenvolvimento da economia local e nacional. “É um empreendimento turístico de nova geração que visa afirmar-se como uma referência do setor no Algarve e no Sul da Europa. A sua localização única, a sua envolvente natural, com colinas e ribeiras, e o contacto com «o verdadeiro Algarve» permitem posicionar o nosso resort de forma diferenciadora. O Ombria Resort vai oferecer um estilo de vida singular, combinando sofisticação com experiências autênticas”, afirmou Julio Delgado, CEO do Ombria Resort.
A ESTREIA DA VICEROY NA EUROPA Parte dessa inovação é o «Viceroy at Ombria Resort», a primeira unidade 28
hoteleira da cadeia americana «Viceroy Hotels & Resort» na Europa. A marca gere atualmente cerca de 12 hotéis de luxo espalhados pela América do Norte, América Latina, Caraíbas e Médio Oriente e o seu plano de expansão prevê abrir 12 novos hotéis nos próximos anos, alguns dos quais na Europa. "Portugal oferecenos a oportunidade de apresentar a marca a um amplo público internacional e de mostrar a nossa individualidade e autenticidade. Como a «Viceroy Hotels & Resorts» continua a posicionar-se como um dos principais agentes do sector hoteleiro, estamos entusiasmados em oferecer aos hóspedes uma variedade de locais de excelência, ao mesmo tempo que disponibilizamos uma oferta extraordinária de serviços hoteleiros e de restauração única em cada localização", indicou Anton Bawab, Regional President EMEA Viceroy Hotel Group. O «Viceroy at Ombria Resort» é composto por um hotel de 5 estrelas com 76 luxuosos quartos e suites, 65 residências turísticas («Viceroy Residences at Ombria Resort»), restaurantes e bares, piscinas aquecidas, clube para crianças, um Spa e um centro de conferências. O estilo de arquitetura do complexo hoteleiro, inspirado nas típicas aldeias 29
algarvias, está perfeitamente integrado com a região em que se insere, misturando uma atmosfera rural e uma excecional atenção ao design, serviço e detalhe, procurando oferecer o mais confortável e moderno retiro. Desde outubro de 2016 está em construção o campo de golfe de 18 buracos do Ombria Resort, com duas áreas distintas e várias travessias pelas ribeiras existentes no terreno. O projeto possui qualidades únicas de conceção que se prendem, em parte, com as diferentes características do terreno disponível, e respetivas condicionantes, e das componentes biofísicas a preservar. O design procurou, neste sentido, tirar o máximo partido das áreas naturais e otimizar a integração do campo na paisagem existente ao proteger a integridade das espécies autóctones, nomeadamente de sobreiros e azinheiras .
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NOITE BRANCA LEVOU MAIS DE 80 MIL PESSOAS A LOULÉ Texto:
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oi uma verdadeira multidão aquela que encheu as ruas de Loulé, no dia 26 de agosto, para participar na festa oficial de despedida da animação de Verão na região, a Noite Branca Loulé - Algarve. De acordo com a organização, mais de 80 mil pessoas vestiram-se de branco, rumaram à cidade para celebrar a época estival e foram surpreendidos com propostas originais que envolveram o público, proporcionado momentos de pura descontração a quem se encontrava de férias, mas também a todos os residentes, do barlavento ao sotavento algarvio. Mais de 200 performers e 40 espetáculo musicais estiveram em cada avenida, rua ou praça do centro urbano para transmitir o espírito deste evento pioneiro no país e que, ao longo dos anos, tem sido replicado noutras cidades. A atuação dos The Gift constituiu, sem dúvida, um dos momentos altos da festa e, entre o Largo do Monumento Eng.º Duarte Pacheco e o Largo Gago Coutinho, uma plateia imensa assistiu, «ao vivo e a branco», à voz e presença em palco de Sónia Tavares, vestida de preto, a contrastar com o tom predominante da noite.
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«Gaivota», do projeto Amália Hoje, «Fácil de Entender» ou alguns temas do novo trabalho da banda de Alcobaça foram ecoados no mesmo palco onde, uma hora antes, a algarvia Viviane teve uma convidada muito especial a seu lado – Simone de Oliveira – com uma interpretação a duas vozes da emblemática «Desfolhada». No encerramento deste palco, os sons eletrónicos atuais dos Karetus fizeram a festa. A música foi uma constante por toda a cidade, dos ritmos mais chill out da Orquestra de Jazz do Algarve ou do projeto AMar, ao hip-hop de Valas e dos MGDRV, ao rock da Rockestra – que trouxe a Loulé alguns clássicos da sétima arte – à original música suspensa, com os instrumentistas a tocarem pendurados num slide, e muita eletrónica com os DJs a convidarem o público a participar numa discoteca improvisada no meio da calçada. A fantasia saiu à rua com performances verdadeiramente mágicas, numa noite em que a imaginação não teve limites. Pendurada num balão ALGARVE ALGARVE INFORMATIVO INFORMATIVO #123 #123
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gigante, um bailarino/trapezista deu o mote para o arranque da Noite Branca, ao mesmo tempo que acontecia uma largada de pombas brancas. Uma fanfarra anunciava a festa, enquanto um grupo de mimos vestidos de licra branca e preta dançava ao ritmo da disco sound. Bailarinas com vestidos iluminados, peixes gigantes, figuras do Star Wars, medusas, borboletas, bobines gigantes, bonecos articulados iluminados na fachada no Mercado Municipal, um desfile de modelos inspirados na Roma Antiga e muito mais, houve de tudo um pouco numa noite inesquecível para quem veio a Loulé. No final, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, considerou que a Noite Branca tinha encerrado da melhor forma um Verão em que o Concelho de Loulé esteve novamente na primeira linha em termos dos eventos realizados. “Esta iniciativa voltou a ser um enorme êxito, respondendo da melhor forma às imensas expectativas que o público tinha. Estou convicto que estes milhares de pessoas ficaram muito satisfeitos com o que viram e com tudo o que puderam experienciar de diferente e que torna a Noite Branca de Loulé única no contexto nacional”, sublinhou o autarca. Vítor Aleixo realçou ainda o importante contributo desta noite para a dinamização da economia local, sobretudo em
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termos dos espaços de restauração e cafés da cidade. “É também a pensar nos nossos comerciantes e empresários da área da restauração que fazemos um programa de animação de Verão nas localidades do Concelho que culmina nesta noite. É com grande satisfação que constatamos que, depois de um Verão muito concorrido e forte para toda a região, o comércio teve aqui mais uma oportunidade para gerar importantes receitas”, afirmou, deixando ainda uma nota para a segurança, cada vez mais um fator a ter em conta na realização de eventos. “Numa noite com casa cheia não houve qualquer incidente de registo, o que manifesta também o trabalho de preparação levado a cabo pelas forças de segurança, em estreita colaboração com a organização”, considerou Vítor Aleixo .
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centro histórico de Faro voltou a receber, de 31 de agosto a 2 de setembro, o Festival F que, na sua quarta edição, cresceu em quantidade, aumentando para três dias, e em qualidade, com um cartaz repleto de estrelas consagradas e artistas em ascensão. As exposições mantêm-se um dos pontos fortes do evento, assim como a street food, o artesanato e a animação de rua, este ano reforçada com videomapping, e um espaço para crianças. Nomes sonantes não faltaram no 4.º Festival F, tais como Rui Veloso, Xutos & Pontapés, Carminho, Miguel Araújo, AGIR, Dengaz, Mão Morta ou Jorge Palma. O alinhamento musical foi reforçado nas áreas do jazz e da música eletrónica, estando ainda a cargo da Orquestra Clássica do Sul a abertura de todas as noites. O Palco Músicos foi o local de eleição da stand-up comedy, com Vasco Duarte, Jel, Rui Xará, Miguel Lambertini, Guilherme Duarte, Hugo Subtil, Francisco Salema Garção, Hugo Sousa, Diogo Batáguas e Marco Marques. As artes visuais também voltaram a fazer parte da programação complementar, com diferentes exposições em espaços da Vila Adentro (Galeria Trem, Galeria Arco, Arquente, 2.0 e Fábrica). Em simultâneo, nos espetáculos de videomapping foram exibidos os melhores trabalhos que passaram pelo Algarve Design Meeting. Antes do pontapé de saída, o edil Rogério Bacalhau agradeceu o trabalho dos promotores, da Região de Turismo do Algarve, dos patrocinadores, parceiros e todos os voluntários envolvidos no evento. O autarca elogiou ainda a coragem ALGARVE INFORMATIVO #123 ALGARVE INFORMATIVO #123
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necessária para dar «um salto» para fazer crescer o festival que tão boa conta deu de si nas três primeiras edições, deixando ainda uma nota especial de agradecimento para Joaquim Guerreiro, mentor do festival. Vasco Sacramento, coprodutor e programador, destacou o riquíssimo património histórico da Vila Adentro e natural da Ria Formosa e confirmou que o Festival F de 2017 contava com o maior número de sempre de artistas consagrados, mas também de muito «sangue novo», fruto do crescimento do evento, que permite agora dinâmicas de programação mais abrangentes, mas também com maior risco. Por sua vez, o Vice-presidente da Câmara Municipal de Faro, Paulo Santos, abordou o patrocínio da MEO ao festival, o que garantia as acessibilidades e comunicações do evento. Também os Jogos Santa Casa patrocinavam o F, promovendo um espaço para grávidas e pessoas com mobilidade reduzida em todos os palcos. Paulo Santos deu ainda realce ao crescimento da zona de street food, uma aposta da organização desde o início do festival, e à disponibilização de 600 lugares de estacionamento gratuito no parque subterrâneo da Pontinha. Do lado da Região Turismo do Algarve, Desidério Silva mostrou-se satisfeito por o Festival F ter passado de uma escala local para um posicionamento nacional, assumindo-se como o último dos grandes festivais de Verão. O Festival F é uma iniciativa do Município de Faro, Teatro Municipal de Faro, Ambifaro e Sons em Trânsito .
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REPORTAGEM
TEATRO DAS FIGURAS RECEBEU «OS 39 DEGRAUS» COM RITA PEREIRA E JOÃO DIDELET Texto:
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Teatro das Figuras, em Faro, foi palco de duas sessões, nos dias 25 e 26 de agosto, de «Os 39 Degraus», o clássico de Alfred Hitchcock adaptado por Paulo Sousa Costa e encenado por Claudio Hochman que conta com Rita Pereira, João Didelet, Martinho Silva e Pedro Pernas no elenco. No centro do enredo está um ilustre e bem parecido gentleman inglês que é procurado por um crime que não cometeu, vendo-se no meio de uma teia de espiões à moda antiga. A peça leva ao palco quatro atores que, sozinhos, desempenham mais de 100 personagens, num dos mais brilhantes espetáculos da Broadway e de West End. O resultado é uma comédia a alta velocidade que tem intriga, espionagem, aventura, heróis, vilões, romance e muitas gargalhadas. Rita Pereira é o rosto mais conhecido do grande público, mas João Didelet também dispensa quaisquer apresentações, mercê de um currículo recheado de papéis cómicos, sendo ambos bem apoiados por Pedro Pernas e Martinho Silva . ALGARVE INFORMATIVO #123
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ENTREVISTA
JOSÉ SANTIAGO «ATACA» CAMPEONATO DA EUROPA DE MARATONAS
Depois de ter saltado para o estrelato com o segundo lugar na mítica Maratona da Muralha da China, em 2016, e de ter conquistado vários títulos regionais, em 2017, em Masters, José Santiago vai participar, no dia 10 de setembro, no Campeonato da Europa de Maratonas. O objetivo, mais uma vez, é defender com unhas e dentes as cores de Portugal, de Loulé e do Centro Desportivo de Quarteira e já ninguém se admiraria se José Santiago trouxesse mais alguma medalha para casa. Texto: Fotografia:
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osé Santiago está de partida para a Polónia para participar, no dia 10 de setembro, no Campeonato da Europa de Maratonas, mas não vai ser a estreia em provas de topo deste alentejano radicado no Algarve desde os 15 dias de idade. De facto, em 2015, já tinha estado no Campeonato do Mundo de Masters em pista ao ar livre, disputado em Lyon, na França e, no próximo ano, tem a intenção de repetir a dose no Mundial, desta vez em Málaga, na vizinha Espanha. Contudo, foi desde o segundo lugar alcançado, em 2016, na Maratona da Muralha da China que os holofotes começaram a incidir com mais força sobre José Santiago. “Normalmente programo as minhas épocas desportivas com duas maratonas, uma delas internacional. Na Polónia vão estar cerca de sete a oito mil atletas, todos a partir dos 35 anos de idade”, revela o entrevistado. ALGARVE INFORMATIVO #123
À conversa no Parque Municipal de Loulé, junto ao local onde vai nascer o Centro de Atividade Física, José Santiago explicou que podem participar nestes eventos todos aqueles que estiverem filiados na Associação Nacional de Atletismo Veterano e na Federação Portuguesa de Atletismo, mas defende que se deveriam apertar um pouco mais os critérios de inscrição. “Para que os resultados obtidos pelos atletas sejam mais valorizados. Atualmente, quem está habituado a fazer umas corridas ao fim-de-semana e tenha possibilidades financeiras, pode participar”, justifica, confirmando que os seus objetivos para a Polónia são elevados. “Sinto-me muito bem preparado e, por isso, as expetativas são altas. Vou dar o meu máximo para orgulhar este concelho, seria excelente ficar nos primeiros
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lugares, mas também já fico satisfeito se melhorar a minha marca pessoal”. Garra e determinação são características bem conhecidas do atleta de 51 anos e a prova da Polónia até nem apresenta, à partida, dificuldades de maior. “É um percurso praticamente todo plano e as temperaturas correspondem às da Primavera em Portugal, frescas, amenas, boas para a prática de atletismo. Tenho treinado no pico do calor, pelo que temperaturas mais leves vão jogar a meu favor”, acredita José Santiago, recordando provas bem mais complicadas disputadas noutras cidades europeias. Tal não significa que a preparação para o Campeonato da Europa de Maratonas tenha sido menos rigorosa, antes pelo contrário, os treinos iniciaram-se com seis meses de antecedência. “Depois, à medida que se vai aproximando a data da prova, vou intensificando o ritmo e a intensidade e aumentando o número de quilómetros. Só chegando bem preparado às competições é que se conseguem obter bons desempenhos”, garante. Uma preparação que, felizmente, não colide com os horários de trabalho na Câmara Municipal de Loulé, onde está inserido na Divisão do Desporto. “Consigo treinar logo de manhã, antes de entrar ao serviço, e ao final do dia. Os fins-desemana também estão livres para treinar e competir e tudo isso contribui para os bons resultados desportivos que tenho registado”, reconhece, aproveitando para elogiar a Associação de Atletismo do Algarve e os clubes da região pelas muitas provas que dinamizam ao longo do ano, sejam de curta, média ou longa distância. “Temos várias meias-maratonas que nos 65
(...) “HÁ QUE INCENTIVAR A POPULAÇÃO A TER MELHORES HÁBITOS, A CORRER, ANDAR E PEDALAR, A TER UMA ALIMENTAÇÃO MAIS SAUDÁVEL, A AUMENTAR A SUA AUTOESTIMA E COMBATER O STRESS. É DESSA FORMA QUE ENCARO A VIDA TODOS OS DIAS” (...)
permitem competir a um nível elevado e as provas mais curtas servem como treinos rápidos”, refere o vicepresidente do Centro Desportivo de Quarteira, clube que representa desde 2010. Como os resultados são francamente positivos, diminuíram as dores de cabeça para obter os apoios necessários para disputar as provas, desde os custos com as inscrições às viagens e alojamento, passando pela alimentação e equipamento. “Algumas pessoas amigas gostam de me ajudar e o CDQ também tem estado sempre ao meu ALGARVE INFORMATIVO #123
lado. A Câmara Municipal de Loulé é outro apoio fundamental, até porque me dá a possibilidade de tirar uns dias para ir às provas. Felizmente, essa parte tem sido mais fácil, mas tenho trabalhado para isso e julgo que represento, com dignidade, o concelho de Loulé e o Algarve”. O exercício físico nunca esteve tanto na moda, mas a autarquia louletana quer elevar ainda mais a fasquia com o futuro Centro de Atividade Física, ao qual José Santiago estará afeto. “Há que incentivar a população a ter melhores hábitos, a correr, andar e pedalar, a ter uma alimentação mais saudável, a aumentar a sua autoestima e combater o stress. É dessa forma que encaro a vida todos os dias”, salienta o entrevistado. “Vai ser um ponto de encontro para as caminhadas e corridas e alguns percursos já estão
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marcados. O desporto, a atividade física, fazem parte do bem-estar social”, reforça. Ultrapassado o meio século de vida, José Santiago é, de facto, um exemplo de que não há limite de idade para se correr ao mais alto nível e os olhos estão agora postos no Campeonato da Europa de Maratonas, onde vai tentar encerrar, com chave de ouro, uma excelente época desportiva. “Tive títulos regionais nos 10 mil, 5 mil e 3 mil metros, fiz pódio nos 10 mil metros de pista, a nível nacional, no Estádio do Jamor, mais vários pódios em meiasmaratonas. Não me lembro de um ano tão positivo, com provas quase todos os fins-de-semanas. Se fizer uma boa prestação na Polónia, será a cereja no topo do bolo” .
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OPINIÃO O «fator microfone» Paulo Cunha (Professor)
interessante observar o efeito que um simples utensílio, neste caso - um microfone, provoca quando colocado na mão de alguém. Sendo um acessório indispensável em qualquer sistema de amplificação, quando a ele ligado, além de equalizar e «amaciar» a voz do emissor, colocao, através do seu raio de ação e poder de propagação, em contacto direto com inúmeros potenciais recetores. Uns fogem dele como «foge o diabo da cruz», outros agarram-se a ele como se tivesse cola. É, sem qualquer margem para dúvida, um ótimo potenciador da personalidade que há em nós! Por isso mesmo, muitas pessoas que se veem na obrigação de o usar nas suas atividades profissionais e/ou sociais, retraem-se ao fazê-lo, pois apercebem-se do efeito transformador que o mesmo opera. Quantos de nós já não assistimos a reuniões, colóquios, conferências e outros eventos em que os comunicadores se negaram a usá-lo, comunicando apenas de «viva voz»?... Para além de desinibir e potenciar o cantor que há em cada um de nós, transformando-nos em verdadeiros artistas de ocasião, tem também o efeito de colocar em estado de grande tensão e inibição quem, através dele, é colocado em questão. Outros, com um microfone na mão dizem o que não deviam, vendo-se assim confrontados com um fenómeno que se pode intitular como «síndroma do microfone». Quantas vezes já não ouvimos as frases “Mais valia estar calado” ou “Cortem-lhe, mas é, o som”? Frases sintomáticas, proferidas como resposta à necessidade de atenção e protagonismo que determinadas pessoas precisam na sua vida, expondo assim
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características individuais que acabam por ter o efeito diametralmente oposto ao pretendido. Tal como um espelho que, aos nossos olhos, nos mostra o que gostamos (ou não) de ver, a amplificação da nossa voz parece também amplificar o que há de melhor (ou não) nos nossos pensamentos. Por isso, todos os dias veem-se e ouvem-se intervenções gravadas por órgãos de comunicação social, que, pela forma ou pelo conteúdo, afiguram-se como autênticas «pérolas» condenadas a perdurar no tempo. Tal como uma cana de pesca, um microfone bem direcionado pode «pescar» o melhor e o pior que há em nós. Tenho vários amigos que, por várias vezes, me referiram o efeito desbloqueador que, em determinadas alturas da sua vida, o palco exerceu nos seus filhos. Segundo eles, os mesmos em casa eram tímidos, retraídos e calados, mas com um microfone na mão transformavam-se totalmente. Parecia que: “O microfone os ligava à corrente!” Através destes comentários e duma análise atenta e cuidada do fenómeno da comunicação, atrevo-me a concluir que o microfone, esse pequeno objeto (com ou sem fios), tem o poder, para o bem ou para o mal, de produzir autênticos «milagres» a quem dele tira partido (emissor ou recetor). Saber usá-lo com parcimónia e na altura certa, faz um mero som amplificado transformarse numa mensagem eficaz. E quando a mensagem transforma o ouvinte noutro mensageiro, então cumpre-se o verdadeiro propósito de quem o utiliza: transformar um microfone num «macrofone». Pequeno no tamanho, grande no efeito! .
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OPINIÃO
A irrealidade quotidiana Mirian Tavares (Professora)
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iagem na irrealidade quotidiana» é o título de uma obra de Umberto Eco editada no Brasil em 1983. Lembro de ter lido, ainda em finais dos anos 80, quando andava na faculdade, ao mesmo tempo em que lia, pela primeira vez, as obras de Jean Baudrillard e de Jean-François Lyotard que tratavam todas da mesma questão: a natureza diversa da realidade contemporânea, baseada no capitalismo financeiro e, sobretudo, fruto da produção imagética e conceptual do novo mundo, ou seja, dos Estados Unidos. Três grandes pensadores europeus criticavam a nova realidade, ou hiperrealidade, que permeava o quotidiano dos «pais» da Disneyland e dos museus virtuais. Falavam do país que tinha uma cidade como Las Vegas - o espaço magno da simulação: pirâmides a partilharem a rua com um simulacro da Torre Eiffel e com outras reproduções de monumentos do velho mundo. Uma cidade-simulacro no país onde a indústria do cinema tomou forma e venceu. Lembrei-me da obra do Eco outro dia quando ouvia algumas pessoas a falarem de todos os gadgets que se criaram para vermos obras num museu. Sim, porque não basta ir ver a Mona Lisa ao Louvre, é preciso ter uma app que nos permita ver, em realidade aumentada, o Da Vinci a saltar do quadro e nos dizer da sua motivação para pintar ou a própria Gioconda sair e dar-nos um aperto de mão. Já não nos basta ler a informação sobre a obra, no próprio museu, ou antes de lá chegar. É preciso interagir com a obra, ler as informações em letras coloridas, com música de fundo e com links para outras informações ou animações dali derivadas. No livro de 1983, Eco descrevia, de forma crítica, os museus que pululavam pelos Estados Unidos em que se viam reproduções 3D da Gioconda e Vênus de Milo com braços. Criticava, de forma ALGARVE INFORMATIVO #123
elegante mas dura, a infantilização de uma cultura que se sentia saciada com essas simulações de obras reais e que, provavelmente, acharia pouca ou nenhuma piada ao quadro original. Também Baudrillard na sua obra de 1970, «A Sociedade do consumo», apregoava o fim da civilização que se rendia ao capital e aos substitutos da cultura: compro, logo existo. Antes destes, outros intelectuais europeus falavam já do declínio da civilização. Mas não preciso ir tão longe, basta-me lembrar da obra do Eco e pensar no que nos rodeia: um mundo completamente infantilizado, uma espécie de grande Disneyland, onde só consumimos aquilo que nos dá prazer, e sobretudo, aquilo que pode ser visto através das apps dos telemóveis e afins. Não olhamos para a obra, mas para a sua simulação multissensorial, digitalizada e projetada em grandes, ou pequenos, ecrãs. Sei que pareço uma apocalíptica anacrónica ou que me posiciono contra o universo tecnológico e as suas muitas benesses. Mas não sou nem apocalíptica e, muito menos, contra a inevitável permeação do mundo pelos ecrãs. Mas sou contra a redução do mundo apenas aos ecrãs. Sou contra ir a um museu sem tempo para a contemplação ou sem saber o que é estar diante de uma obra original e vê-la. Vê-la na sua imperfeição, na sua rugosidade, na sua bidimensionalidade, se é de um quadro que se trata. Ver a obra e não ser distraído pelos gadgets que tornam tudo muito fácil, divertido, interativo e até mais fixe. Mas que nos impede, muitas vezes, de deixar que a obra nos invada, que fale connosco, sem quaisquer intermediações. Os intelectuais europeus, que criticaram tanto a incultura do novo mundo, foram atropelados. Porque a cultura europeia está à beira da morte. E, infelizmente, não pelas melhores razões .
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OPINIÃO «Todas as cartas de amor são ridículas» – Carta de Ofélia a Fernando Pessoa Adília César (Escritora) “Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, como as outras, ridículas. As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas. Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia sem dar por isso cartas de amor ridículas. A verdade é que hoje as minhas memórias d’essas cartas de amor é que são ridículas. (Todas as palavras esdruxulas, como os sentimentos esdrúxulos, são naturalmente ridículas.)” Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, 21/10/1935
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mo-te e quero escrever-te uma carta de amor. Mas porque a carta e o amor te pertencem e a ti se destinam, quero apenas expressar o que te apraz ouvir, o que tem a ver contigo: o sentimento de ti. Aprofundar a relação entre a pessoa que ama e a pessoa amada, em vez de aperfeiçoar uma qualquer correspondência banal entre nós. Deste modo, entenderias o meu mundo preenchido com a totalidade da tua imagem. Tento escrever esta carta de amor e implicitamente desejo uma resposta voluntária, vinda de ti. Mas persiste uma pequena e corrosiva agonia, como se a casa do amor fosse uma zona de desconforto. A resposta talvez nunca chegue e assim, a imagem da pessoa amada que és altera-se. Há um desfasamento na realidade desse amor que me preenche. O amor, antes irreal e idealista, tornase agora «a-real», uma fuga à percepção viva do que julgo ser a nossa realidade, através de um imaginário sentimental. O amor, antes fantasiado - a fuga à realidade impõe-se através da fantasia torna-se agora estéril e imutável, pela impossibilidade de existência no meu mundo que penso ser real. O meu amor, preso nas franjas da ausência da tua resposta. A essência do que sinto não existe, apenas insiste num gesto de telepatia espiritual – a realidade inatingível. Hoje, ainda não sabes que te amo. Hoje, é mais um dia desfragmentado pela tua ignorância. Amo-te e desisto de escrever esta ridícula carta de amor. Amanhã (ainda te amarei?), fantasiarei sobre a minha irrealidade amorosa, com a mesma caneta sobre o papel rasurado, um acto contínuo de insatisfação, bem no centro da tua ausência «areal». ALGARVE INFORMATIVO #123
Nem os meus pensamentos sobre ti são uma realidade verdadeira. Porque tu não és real. Tu e os outros. O meu amor por ti e pelos outros não é verdadeiro. Real, é apenas o esquecimento. O pensamento é o regresso repetido do esquecimento. O espaço-tempo dessa penumbra que continuamente esqueço é o lugar onde vivemos quando amamos, e ao qual repetidamente regressamos. O espaço-tempo do esquecimento é a zona de conforto do pensamento, é a cadeira onde descanso depois de escrever cartas de amor ridículas. Eu, aqui sentada nesta cadeira incómoda depois de quase escrever uma carta de amor. Fecho os olhos, guardo este instante sublime no meu colo e percebo que acabei de nascer. Esqueci o que era e o que escrevi antes. Não tenho passado, nasci mesmo agora, enquanto te peço que me leias. Queres lerme, conhecer-me melhor, descobrir o significado da minha narrativa inacabada? Vais perceber que há um instante em que o autor morre e o leitor nasce, precisamente ao mesmo tempo. Eu dou-me e tu acolhes-me. Interpretas as minhas palavras mas eu já não estou aqui. Voltarei quanto te escrever outra carta de amor, outra complexidade ridícula. É um sacrifício quase divino, na ausência do autor-deus que valide as minhas considerações transitórias. Inútil, indecente filosofia. Ainda te amo, mas não sei o que isso significa. Dou-te o meu instante mas não consigo perceber a resposta do tempo e da razão na imagem do que sinto. Tu a ler-me, lês o amor e decides escrever uma resposta: amas-me e queres escrever-me uma ridícula carta de amor . 72
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Um país em estado de seca Nelson Dias (Consultor)
s baixos níveis de precipitação verificados desde o início da Primavera, aliados aos valores das temperaturas média e máxima muito acima do normal e aos comportamentos vigentes no consumo de água, levaram o Governo, no final de junho, a assumir a existência de um fenómeno climático adverso, com cerca de 70% do país em estado de seca severa e 9% em situação de seca extrema.
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quadro insere-se a cidade capital e as duas principais áreas agrícolas da região.
Segundo os dados produzidos pela Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca, bem como pelo Grupo de Trabalho que a apoia, das 61 albufeiras monitorizadas no final de julho, 12 apresentavam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 18 evidenciavam valores inferiores a 40%. As situações mais críticas registam-se em toda a bacia do Sado e nas albufeiras de Póvoa Meadas, Divor, Veiros e Vigia. Esta última, situada na bacia do Guadiana, viu agravado o seu nível de criticidade, face ao abaixamento significativo da disponibilidade hídrica registada durante os meses de verão.
Segundo dados da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, de final de agosto, a disponibilidade de água nos regadios privados é mais preocupante nos concelhos de Alcoutim e Castro Marim. Nestes têm sido enumeradas pelos produtores graves dificuldades para procederem ao abeberamento dos seus efetivos animais. Em muitos casos, só o têm conseguido fazer com água da rede pública ou indo buscá-la a lugares distantes, o que acarreta enormes custos de produção. Também nas culturas permanentes de sequeiro e em alguns casos de regadio há uma manifesta carência de água disponível no solo, fruto de uma elevada evapotranspiração, apresentando as plantas algum stress hídrico, como por exemplo no olival e medronhal. O racionamento dos consumos de água, pela diminuição de algumas áreas de sementeira de culturas temporárias, muitas delas relacionadas com a alimentação animal, é a consequência mais imediata da situação de seca no nordeste algarvio.
O problema afeta também as reservas do país ao nível das águas subterrâneas. No Algarve está assinalada a existência de: i) uma situação crítica, na Campina de Faro, no subsistema de Vale de Lobo, local com uma ocupação humana de caraterísticas sazonais mas com uma elevada concentração de piscinas privadas e com a necessidade de fortes reservas de água para a rega dos dois campos de golfe existentes no território; ii) dois casos sob vigilância, igualmente na Campina de Faro mas no subsistema de Faro, bem como no Maciço Antigo de Querença, afetando em particular a zona de Silves. Neste
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As reservas de água nas barragens de aproveitamento hidroagrícola estão igualmente afetadas, sendo de destacar no sul as situações da Vigia, com uns preocupantes 18% de volume total de armazenamento, e Arade, com um valor situado nos 42%.
O quadro anteriormente traçado tem sido cada vez mais recorrente nas últimas décadas, mas Portugal tem sabido responder, embora parcialmente, reduzindo os índices de consumo. Dos três setores – agrícola, urbano e industrial – o primeiro é o maior consumidor (>80%), enquanto 74
que o segundo é o mais dispendioso ao nível dos custo de abastecimento, na medida em que a água para uso humano requer tratamento prévio. Os planos de melhoria e os relatórios ambientais anuais a que o setor industrial de maior dimensão está obrigado, o esforço levado a cabo por diversas entidades gestoras de água no setor urbano, para reduzir as perdas nos sistemas de transporte e distribuição, e sobretudo a grande quebra de consumo no contexto agrícola, em virtude da maior eficiência do setor e da redução das áreas regadas, são as razões que justificam o melhor desempenho do país na gestão deste recurso natural. A Comissão Permanente da Seca pretende ir mais longe na definição de políticas públicas ecologicamente responsáveis e por isso desafiou os municípios a adotarem medidas de redução do consumo no setor urbano. Entre essas figuram para as zonas consideradas críticas: a diminuição da rega dos jardins e hortas, a proibição de enchimento de piscinas, da lavagens de viaturas e de logradouros, e o encerramento de fontes decorativas, quando essas não funcionem em circuito fechado. Parte destas medidas dependem das opções políticas dos eleitos locais, mas outras implicam uma ação fiscalizadora de muito difícil realização. Para além da falta de pessoal, o que se pede às autarquias é que entrem nas casas das pessoas e controlem os consumos de água, sem qualquer instrumento de penalização prevista para casos considerados indevidos. Parece-me que o problema está a montante, ou seja, na ausência de uma política de sensibilização da população para a adoção de comportamentos ambientalmente mais sustentáveis. Os portugueses consomem diariamente uma média 75
150 litros de água para a higiene e alimentação. Isto representa, segundo as Nações Unidas, o triplo do que seria necessário para satisfazer as necessidades. Todos serão imprescindíveis para enfrentar este desafio e certamente que as autarquias deveriam prestar mais atenção ao problema. Esta é uma temática que não deve entrar na agenda apenas nos períodos de seca e ter como alvo os territórios em situação de crise severa. O país, por inteiro, carece de uma campanha permanente e de proximidade, que assegure a formação e promova a mudança de comportamentos. Trata-se de um trabalho que deve começar nas escolas, nos currículos educativos, formando os mais jovens, e estendendo-se a todos os setores da vida social. O Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água, criado em 2012, mas que infelizmente nunca saiu da gaveta, apresenta 49 medidas para ao uso urbano em situação hídrica normal. Entre essas figuram: estabelecimento de tarifas e escalões que permitam a aplicação de custos reais; substituição de autoclismos por outros de menor consumo; substituição das retretes por outras que funcionem sem recurso a água ou a vácuo; troca de chuveiros e torneiras por outros de menor gasto; recursos a métodos de limpeza a seco dos pavimentos; alteração na forma de efetuar a lavagem de veículos; adequação das espécies plantadas em jardins para redução de água da rega; alimentação de sistemas de rega por água da chuva. Seria importante ver refletidos nos programas eleitorais para as próximas autárquicas a preocupação com a situação que o país atravessa e a identificação de medidas ou propostas de políticas municipais de prevenção da seca. Fica o desafio! .
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OPINIÃO
Casa onde não há pão, todos ralham, ninguém tem razão Augusto Lima (Cozinheiro e Formador)
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orque se permite que cozinheiros sem formação adequada ocupem cargos de chefia, trazendo discórdia, mau ambiente, mau trabalho, mau exemplo? Será culpa dos ditos ou dos responsáveis máximos pela empresa, restaurante/hotel? Dos segundos por certo, digo eu sem pestanejar. A sério... será que só eu vejo mal nisto? Porque se obriga e se ensina no primeiro dos Módulos ou UFCD (Unidade de Formação de Curta Duração) de um Curso de Cozinha/Pastelaria, que o uso de farda é obrigatório se, mesmo durante a aprendizagem, Formadores (nem sempre a maioria das vezes, Cozinheiros de 1.ª que ocupam o posto de Chefe de Cozinha em algum Restaurante ou Hotel) não usam touca e por vezes farda e as fotografias de equipa, cheia de gente gira mas não em conformidade, teimam em aparecer, como se tudo fosse normal? Nos dias de hoje, onde a notícia e a opinião se centram na procura de bons exemplos, de profissionais e de liderança, onde é que esta forma de estar se encaixa? Porque será que os cozinheiros mais mediáticos, nacionais e estrangeiros, não dão o exemplo? Vejo muitos programas de televisão/reportagens em TV ou escritas, onde a brigada está com touca e o seu Chefe não. Porque será? Cabelo de Chefe não cai? Será culpa dos ditos ou dos responsáveis máximos pelas empresas, Organismos, Entidades Fiscalizadoras? Dos segundos por certo, digo eu sem pestanejar. A sério... será que só eu vejo mal nisto? Porque se permite que cozinheiros e imitadores fumem fardados nos seus postos de trabalho? Ainda há duas semanas vi um dono/chefe a fumar
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dentro da cozinha, enquanto empratava (vim a saber depois que era um cachimbo eletrónico) e daí? A lei é igual para todos e o exemplo, esse deveria ser seguido pelo líder. Será culpa dos ditos ou dos responsáveis máximos pela empresa, restaurante/hotel? Dos segundos por certo. E culpa também dos Organismos de Saúde Pública que não investigam/atuam. A sério... será que só eu vejo mal nisto? Porque se permite que Cozinheiros e imitadores transportem o lixo (baldes e sacos) com as suas fardas de trabalho? Será culpa dos ditos ou dos responsáveis máximos pela empresa, Restaurante/hotel? Dos segundos por certo? A sério... será que só eu vejo mal nisto? Porque será que ouço amiúdas vezes, patrões/donos de restaurantes e alguns diretores hoteleiros dizer, por exemplo, “…o Chefe não fazia o que devia ser feito, o Chefe não sabia o que fazia, o Chefe não cumpria com as suas obrigações, o chefe só ficava no escritório e não via o que se passava…”. Será culpa dos ditos ou dos responsáveis máximos pela empresa, restaurante/hotel? Dos segundos por certo. A sério... será que só eu vejo mal nisto? Porque será que ouço, também amiúde, dizer que foram a um restaurante e não gostaram, não tinham reclamado mas também não voltariam lá mais e iam dizer a todos para não o fazerem. Se não reclamaram, como podem ajudar a evoluir? Chamem o responsável, conversem de forma educada, explicando o que se passou, do que não gostaram. E, por favor, se não está bom, não comam! Se comem, como poderão, de forma não comprometida e honesta, reclamar? A sério... será que só eu vejo mal nisto? .
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ATUALIDADE
ARS ALGARVE REFORÇA CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS EM FARO
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Unidade de Saúde Familiar Ossónoba, instalada no Centro de Saúde de Faro, iniciou a sua atividade no dia 21 de agosto. Como parte do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Central, reúne uma equipa multidisciplinar, composta por seis médicos, seis enfermeiros e quatro assistentes técnicos, tendo como coordenadora a Dra. Daniela Emílio, e vai abranger cerca de 10 mil e 500 utentes do concelho de Faro. Com horário de funcionamento das 8h às 20h, de segunda à sexta, a USF pretende oferecer a todos os seus utentes um conjunto de atividades expressas no seu plano de ação na área da prestação de cuidados e promoção da saúde na comunidade, garantindo mais acessibilidade, maior proximidade e maior qualidade nos cuidados de saúde no concelho de Faro e, simultaneamente, contribuir para obtenção de ganhos em saúde. Com a entrada em funcionamento da USF Ossónoba, encontram-se neste momento em atividade 14 Unidades de Saúde Familiar na Região do Algarve (duas no ACES Barlavento; oito no ACES Central e quatro no ACES Sotavento) que abrangem no total mais de 145 mil utentes. Entretanto, também o Pólo de Saúde de Vaqueiros da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Aléo de Alcoutim reabriu, no dia 29 de agosto, no âmbito do protocolo de colaboração celebrado, em maio, entre a Administração Regional ALGARVE INFORMATIVO #123
de Saúde do Algarve e a Câmara Municipal de Alcoutim com vista à reconversão do edifício da antiga escola primária de Vaqueiros em unidade de saúde. No âmbito deste acordo, a autarquia assegurou o investimento e as obras necessárias, realizadas em estreita articulação com os técnicos da ARS, com vista à revitalização da antiga escola primária local e cedeu o edifício para a instalação do Pólo de Saúde de Vaqueiros, assumindo a ARS Algarve o compromisso de afetar os equipamentos e os profissionais de saúde para a reabertura desta unidade de saúde. O renovado Pólo de Saúde, integrado no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Sotavento, abrange cerca de 350 utentes e vai funcionar às terças e quintas, das 14h às 17h, com um médico, um enfermeiro e um assistente técnico. Com esta medida, a ARS Algarve, em parceria com a Câmara Municipal de Alcoutim, pretende devolver à população desta localidade o acesso a cuidados de saúde de proximidade em instalações dotadas de melhores condições funcionais e adequadas ao atendimento .
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BIBLIOTECA MUNICIPAL DE LAGOA REABRE APÓS OBRAS DE REMODELAÇÃO
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nstalada há cerca de 20 anos num edifício com quase um século de vida, a Biblioteca Municipal de Lagoa é um precioso recurso comunitário, com 61 mil e 588 registos no seu catálogo informatizado e seis mil e 521 leitores inscritos. Milhões de páginas, milhares de títulos e de autores, várias centenas de metros quadrados de exposição, quase duas centenas de lugares sentados, inúmeras pessoas envolvidas numa história que se renova e reabre no próximo 8 de setembro, Feriado Municipal de Lagoa, depois de obras de remodelação que se prolongaram por vários meses. A ampliação do espaço, com todo o mobiliário substituído por outro, mais
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moderno e funcional e a sua atualização melhoraram as duas Salas Polivalentes, a Sala Infantil, a Sala de Leitura e a Sala Multimédia, bem como a receção. A par da melhoria das condições de exposição, a Biblioteca dispõe agora de 16 postos de consulta multimédia. Acompanhando a renovação física e material da Biblioteca, está a ser implementado um programa de reestruturação para melhor dar resposta à comunidade de leitores e de outros potenciais utilizadores, de que farão parte o reforço da parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares, no próximo ano letivo, o acesso livre e sem limites à internet ou a animação de um novo Clube de Leitura, entre outros .
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ATUALIDADE
LOULÉ CRIATIVO PROPÕE WORKSHOP DE VINDIMAS NA QUINTA DA TÔR
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projeto Loulé Criativo associa-se à Quinta da Tôr e propõe uma atividade de vindimas inédita no Concelho, num lugar emblemático e repleto de charme em pleno barrocal algarvio, no dia 9 de setembro, das 9h às 15h. Pretende-se que os participantes testemunhem o início das vindimas numa propriedade que se encontra perto da aldeia da Tôr, junto à famosa ponte romana, perfeitamente inserida na naturalidade e simplicidade desta zona. Na Quinta da Tôr, as uvas, depois de colhidas, são enviadas para a vinificação onde irão dar lugar aos excelentes vinhos desta marca que já é uma referência a nível regional. Esta é uma oportunidade ALGARVE INFORMATIVO #123
para experimentar uma visita exclusiva às vinhas e adega e participar nas vindimas, desfrutando da degustação dos excelentes vinhos desta quinta, vinificados, amadurecidos e engarrafados na propriedade. O participante poderá conhecer por dentro esta tradição e desfrutar de um almoço preparado na quinta, saboreado num espaço único, com vista para a vinha. A acompanhar o Workshop vai estar Mário Santos, proprietário das terras da Quinta da Tôr desde 2011, engenheiro que recuperou a vinha e construiu a nova adega. O Workshop, ministrado em Inglês e Português, tem um custo de 30 euros por pessoa (almoço incluído) . 82
NOVO POSTO TERRITORIAL DA GNR EM ALMANCIL JÁ FOI ADJUDICADO
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oi dado mais um passo importante na concretização do novo Posto Territorial da GNR na vila de Almancil, depois de, na última reunião camarária, a obra ter sido adjudicada, estando previsto o arranque dos trabalhos para o último trimestre deste ano. Localizado junto a outros importantes equipamentos como o complexo desportivo ou a Escola E.B. 2,3 Prof. António de Sousa Agostinho, este quartel irá melhorar substancialmente as condições de trabalho dos militares e o atendimento aos cidadãos, bem como reforçar as questões de segurança naquela que é uma freguesia onde se encontram alguns dos mais emblemáticos
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resorts turísticos da Europa. Esta infraestrutura insere-se numa parceria concertada entre o Município de Loulé e o Ministério da Administração Interna, celebrada em 2014, que tem por objetivo levar a cabo a reformulação do dispositivo da GNR e novas edificações, reforçando a segurança num concelho turístico por excelência. Nela inscrevem-se também o novo quartel de Salir e a requalificação das instalações em Loulé, investimentos já concluídos, bem como a construção de um novo quartel em Quarteira que albergará o Subdestacamento Territorial daquela cidade. O valor da obra em Almancil rondará um milhão e 120 mil euros e o prazo de execução é de 15 meses .
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ATUALIDADE
PLANO DE PORMENOR NOROESTE DE OLHÃO APROVADO POR UNANIMIDADE
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oi aprovado por unanimidade, na reunião do executivo camarário de 30 de agosto, a proposta do Plano de Pormenor Noroeste de Olhão, instrumento de gestão territorial municipal que permite à autarquia dar coerência formal ao espaço urbano no limite noroeste da cidade, rematando a malha urbana nessa zona. A área de intervenção do Plano de Pormenor Noroeste de Olhão localiza-se nas freguesias de Pechão e Quelfes, mais propriamente na zona noroeste da cidade, conhecida por Quinta João de Ourém. Abrange uma superfície de cerca de 20,62 hectares, correspondendo a uma zona bastante consolidada da cidade. O Plano é delimitado a norte por uma área ALGARVE INFORMATIVO #123
agrícola, a sul pela Rua da Comunidade Lusíada, onde se localiza a Escola E.B. 2/3 Prof. Dr. Paula Nogueira, a poente por uma linha de água junto ao Campo Municipal de Olhão, e a nascente pelo Bairro Lopes. O processo teve início em março deste ano quando, em reunião camarária, foi deliberado, igualmente por unanimidade, dar início à elaboração deste instrumento de gestão territorial. Depois do respetivo período de participação preventiva, que decorreu entre julho e agosto, e da votação camarária de dia 30 de agosto, o Plano de Pormenor Noroeste de Olhão segue agora para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, para respetiva aprovação, sendo posteriormente apresentado à Assembleia Municipal . 84
AUTARQUIA DE TAVIRA APLICA MAIS DE 100 MIL EUROS EM BOLSAS DE ESTUDO
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Câmara Municipal de Tavira realizou, no dia 31 de agosto, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a cerimónia de entrega de 76 bolsas de estudo, num investimento global de 102 mil e 80,30 euros. Beneficiam deste incentivo os alunos que frequentam estabelecimentos de ensino superior, sendo que este ano se distinguiram com nota de mérito 30 estudantes. Sendo a educação uma prioridade para a autarquia tavirense, o executivo liderado por Jorge Botelho considera primordial estimular o prosseguimento dos estudos, premiar o desempenho dos
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estudantes universitários com média igual ou superior a 16 valores e auxiliar as famílias. O apoio prestado pela edilidade neste domínio verifica-se, igualmente, com a atribuição de manuais, fichas de trabalho e material escolar a todos os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico, bem como com a distribuição de materiais em sala de aula. Os alunos interessados em concorrer às bolsas de estudo relativas ao ano letivo 2017/18 poderão fazê-lo até dia 30 de outubro, devendo para o efeito apresentar candidatura em modelo disponível na Secção de Educação desta Câmara Municipal .
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ATUALIDADE
ESTAÇÃO LUSITANO-ROMANA DA BOCA DO RIO ACOLHE NOVA CAMPANHA ARQUEOLÓGICA
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ando continuidade a uma já longa relação de colaboração interinstitucional e a anteriores iniciativas de investigação, a estação Lusitano-Romana, localizada em plena praia da Boca do Rio, em Budens, irá receber, durante o mês de setembro, mais uma campanha arqueológica promovida pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, com o habitual apoio do Município de Vila do Bispo. Os trabalhos ALGARVE INFORMATIVO #123
serão dirigidos pelo Professor Doutor João Pedro Bernardes, da UALg, e contam, desta feita, com o contributo de uma equipa de investigadores oriundos da Universidade de Marburgo, na Alemanha, coordenada pelo Professor Felix Teichner, arqueólogo que dará assim continuidade às ações realizadas no início do ano na Boca do Rio. De recordar que, em março deste ano, uma equipa multidisciplinar internacional, composta por arqueólogos e geólogos, desenvolveu investigação no arqueossítio 86
romano da Boca do Rio. Durante duas semanas foi realizada uma série de sondagens não invasivas com o recurso a um cruzamento de diferentes métodos de prospeção geofísica, permitindo, assim, descortinar evidências de estruturas e de outras «anomalias» de origem humana ocultas no subsolo da área. Os trabalhos foram coordenados pelo Professor Doutor Felix Teichner, da Universidade de Marburg, e contaram com o contributo de investigadores sedeados em outras universidades alemãs, Colónia e Aix-laChapelle. A campanha que agora se inicia e que se desenvolverá ao longo de todo o mês de setembro pretende confirmar, por via de sondagens arqueológicas, as «anomalias» geofísicas registadas em março, prevendo-se uma série de inéditas novidades relativas à dimensão e
organização espacial e funcional daquele importante estabelecimento romano que, desde o século XIX, tem vindo a revelar uma contínua presença humana entre meados do século I e o século V d.C. Todos estes trabalhos, e os respetivos investigadores, têm sido acolhidos no NIA-VB – Núcleo de Investigação Arqueológica de Vila do Bispo, um novo equipamento municipal que reabilitou as desativadas instalações do antigo Jardim de Infância de Budens. Em 2017, a taxa de ocupação do NIA-VB já superou as expectativas iniciais, demonstrando que se trata de um excelente polo de atração de investigação, uma distintiva oferta municipal que se traduz em retorno científico, em conhecimento sobre o território concelhio, mas também na animação sociocultural de localidades como Budens e Vale de Boi – um diferenciado conceito de Turismo Científico .
AUTARQUIA DE VRSA APROVOU REPOSIÇÃO DOS 25 DIAS DE FÉRIAS PARA OS SEUS FUNCIONÁRIOS
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município de Vila Real de Santo António aprovou, no dia 29 de agosto, a reposição dos 25 dias de férias para os seus trabalhadores, em detrimento dos atuais 22 dias. Com esta medida, a autarquia junta-se a outras entidades que estão a avançar na reposição desta regalia dos trabalhadores da função pública prevista na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas. A proposta - apresentada pela CDU será agora formalizada através de 87
instrumento de regulação coletiva de trabalho, dando-se depois início ao processo negocial com todas as partes, com vista à celebração de acordo. O município de Vila Real de Santo António pretende premiar, desta forma, o mérito e desempenho dos seus funcionários, promovendo, de igual modo, medidas que permitam conciliar a vida familiar e profissional dos seus colaboradores, prática que já levou à atribuição do galardão de «Autarquia mais familiarmente responsável» . ALGARVE INFORMATIVO #123
ATUALIDADE
PORTUGAL MASTERS 2016 ANGARIOU MAIS DE 20 MIL EUROS PARA APOIAR O GOLFE ADAPTADO
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European Disabled Golf Association (Federação Europeia de Golfe Adaptado), uma organização internacional sem fins lucrativos para golfistas com deficiência, foi eleita Instituição de Solidariedade Social Oficial do Portugal Masters pelo segundo ano consecutivo. Durante o Portugal Masters de 2016 angariaram-se mais de 22 mil e 500 euros, verba que ajudou a European Disabled Golf Association (EDGA) a formar 20 treinadores profissionais da PGA de Portugal de modo a captar e encorajar pessoas com deficiência a praticarem
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golfe no nosso país. A verba recolhida foi igualmente utilizada para financiar vários projetos da EDGA no Algarve e um em Lisboa, havendo iniciativas análogas previstas para Lisboa e Porto. A parceria com o Portugal Masters em 2016 também ajudou a promover o golfe adaptado ao cobrir diversos custos do 1.º Campeonato da Europa de Golfe Adaptado que a Associação Europeia de Golfe (EGA) e a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) organizaram este Verão na Quinta do Lago, no Algarve, com o apoio da EDGA. A EDGA apoia e financia uma série de projetos e associações em Portugal, entre as quais uma
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associação de invisuais e deficientes visuais; uma associação que fornece treino vocacional a indivíduos com deficiência mental; uma escola para crianças com necessidades especiais, dificuldades sociais e limitações cognitivas; um retiro para crianças com deficiências, acompanhadas dos seus pais, passarem alguns dias fora do ambiente quotidiano, recebendo ainda ajuda de voluntários em várias atividades; um centro de reabilitação para portadores de deficiências mentais ou físicas. A parceria estará em vigor durante a edição do Portugal Masters deste ano, que decorre no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, de 21 a 24 de setembro, com o Pro-Am a realizar-se no
dia 20. A renovação desta parceria visa reforçar projetos existentes e lançar novas iniciativas, incluindo a formação de voluntários e de profissionais, bem como o lançamento de um programa nacional de golfe adaptado. Ao longo da 11.ª edição do Portugal Masters haverá várias oportunidades para os espectadores contribuírem, desde a compra de rifas com ingressos como prémio, a um grande sorteio cujos prémios serão doados por patrocinadores do evento. Todas as receitas reverterão a favor da EDGA e os espectadores poderão ainda doar um euro na aquisição do programa diário do torneio e, durante o Pro-Am, haverá uma iniciativa conjunta com a golfbreaks.com .
KARATECA OLHANENSE CONQUISTA MEDALHA DE OURO NA FINLÂNDIA
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karateca olhanense Vítor Jorge conquistou, no passado fim de semana, a Medalha de Ouro no Open Internacional de Helsínquia. O atleta da Bino Academia Karate Olhão/Casa do Benfica de Olhão alcançou este resultado em kumite cadetes -55kg masculinos, sob a orientação do Mestre Albino Sousa. Na prova, com a chancela da World Karate Federation, marcaram presença cerca de 500 karatecas,
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oriundos de 16 países, alguns destes em representação das suas seleções .
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ATUALIDADE
DIETA MEDITERRÂNICA TAMBÉM É FEITA DE CULTURA
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o âmbito da V Feira da Dieta Mediterrânica, a decorrer de 7 a 10 de setembro, no Centro Histórico de Tavira, a Direção Regional de Cultura do Algarve propõe dois projetos culturais relacionados com esta temática e o património imaterial da região algarvia. A «Oficina dos Alimentos Incríveis! Arte, criatividade e gastronomia», é um projeto educativo concebido e orientado por Marina Palácio (Teatro Experimental de Lagos) que irá acontecer no Largo do Brincar, junto ao Palácio da Galeria, no dia 9 de setembro (sábado) das 10h30 às 12h30. Trata-se de uma oficina de nutrição criativa, poética e sensorial sobre alimentos mediterrânicos, temperada com música aromática, escrita criativa e tipografia caligráfica. Tem como objetivo explorar os alimentos em toda a sua forma desde a degustação alimentar,
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musical até à literária, a partir de livros como «O Incrível rapaz que comia Livros», «Notas de cozinha de Leonardo da Vinci», «A Aranha e Eu», «O Livro das sopas». A atividade é direcionada para crianças a partir dos cinco anos e suas famílias, sujeita a inscrição prévia, até dia 8 de setembro, às 20h30. A Direção Regional de Cultura do Algarve propõe também a visualização dos documentários «Algarve em Festa», que se debruçam sobre três festividades da região: a Festa das Tochas Floridas (São Brás de Alportel), a Festa da Pinha (Estoi), a Festa das Chouriças (Querença), a Confeção da Doçaria Tradicional Algarvia que versam o Património Cultural Imaterial da região algarvia. «Algarve em Festa» estará em exibição em língua portuguesa (com legendagem em inglês) na receção do palácio da Galeria, de 7 a 10 de setembro, das 11h30 às 22h30 .
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RTA PARTICIPA NA FEIRA DA DIETA MEDITERRÂNICA
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e 7 a 10 de setembro, a Feira da Dieta Mediterrânica regressa ao centro histórico de Tavira, e conta novamente com a parceria estratégica da Região de Turismo do Algarve. Declarada pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, a Dieta Mediterrânica volta a estar em destaque durante quatro dias, para mostrar aos visitantes os valores deste património cultural e gastronómico, único no mundo. A RTA participará no certame com um stand próprio, onde distribuirá material informativo e brindes promocionais entre 7 e 8 de setembro, das 18h às 24h, e 9 e 10 de setembro, das 11h às 24h. O 91
objetivo é promover a Dieta enquanto elemento diferenciador do produto Gastronomia e Vinhos, que é cada vez mais procurado por turistas durante as férias como forma de «provarem» o destino. Nesta 5.ª edição da feira será dada uma especial atenção ao Ano Internacional do Turismo Sustentável, decretado pela UNESCO para este ano, pois o Algarve, enquanto principal destino turístico nacional, tem responsabilidades acrescidas na qualidade e na adequação da oferta turística à sustentabilidade ambiental e social .
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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Daniel Pina
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