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REVISTA ALGARVE INFORMATIVO #306

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ALGARVE INFORMATIVO 4 de setembro, 2021

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THE BLACK MAMBA, GIGGY E 4SOUL EM TAVIRA | HUMOR.PTM EM PORTIMÃO ALGARVE INFORMATIVO #306 FUSHI EM LOULÉ | MOTOGP DE NOVO NO ALGARVE | PROJETO «MOLDAR» EM S. BRÁS


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66 - The Black Mamba em Tavira 30 - São Brás de Alportel está cada vez mais inclusivo

110 - Humor.PTM em Portimão

22 - MotoGP regressa ao Algarve em novembro

96 - Giggy e 4Soul em Tavira

OPINIÃO

82 - FUSHI em Loulé ALGARVE INFORMATIVO #306 ALGARVE INFORMATIVO #306

120 - Paulo Bernardo 124 - Mirian Tavares 126 - Fábio Jesuíno 128 - Júlio Ferreira 132 - Lina Messias 10 10


44 - Festival interMEDio em Loulé

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João Fernandes, Isilda Gomes, Miguel Oliveira e Paulo Pinheiro

AUTÓDROMO INTERNACIONAL DO ALGARVE ACOLHE GRANDE PRÉMIO DO ALGARVE DE MOTOGP EM NOVEMBRO Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina ela terceira vez no espaço de um ano os bólides de duas rodas do MotoGP vão acelerar no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, de 5 a 7 de novembro, por ocasião do Grande Prémio do Algarve 2021. A «montanha-russa algarvia» vai ser palco da penúltima ronda do Mundial, naquela que será a oportunidade dos fãs

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portugueses se despedirem da lenda do motociclismo Valentino Rossi do Campeonato MotoGP, mas, acima de tudo, de verem ao vivo o português Miguel Oliveira, que tentará repetir a vitória registada neste circuito em 2020. Ao contrário do que sucedeu no ano transato, o Grande Prémio do Algarve 2021 terá, pela primeira vez, público, 22


sendo de esperar cerca de 65 mil espetadores, o que corresponde a 75 por cento da capacidade do Autódromo Internacional do Algarve, isto apesar de, em novembro, os recintos desportivos já puderem ter, previsivelmente, lotação completa. Certo é que a bancada Sul 2 já está esgotada, as vendas para as restantes decorrem a bom ritmo e nesta corrida será, inclusive, montada uma bancada num dos locais mais marcantes do circuito, junto à famosa e espetacular curva Craig Jones. Não admira, por isso, que João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve, considere tratar-se de “uma prova

importantíssima para o Algarve, seja pela capacidade que tem para atrair público neste período da época baixa, seja como veículo promocional da região enquanto destino turístico”. “É um circuito

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bastante diferenciador pelas suas características técnicas e que agrada muito aos pilotos. E só em duas redes sociais dinamizadas pela Dorna (promotora do MotoGP) tem 420 milhões de impressões, com 24,5 milhões de seguidores. Muito obrigado a todos aqueles que contribuíram para que este grande espetáculo se realizasse no Algarve”, agradeceu João Fernandes. O orgulho de acolher novamente o MotoGP estava bem visível no rosto de Paulo Pinheiro, CEO do Autódromo Internacional do Algarve, por ser “o

reconhecimento de uma longa caminhada que a equipa da Parkalgar fez com as forças vivas

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da região”. “Em 12 meses vamos conseguir ter três Grandes Prémios do MotoGP, dois Grandes Prémios de Fórmula 1, um Campeonato do Mundo de Resistência, dois European Le Mans Series, dois históricos, três Campeonatos do Mundo de Karting, duas 24 horas Le Mans. Seremos, porventura, o circuito do mundo com mais ALGARVE INFORMATIVO #306

eventos desportivos neste último ano”, realçou Paulo Pinheiro, ele próprio um antigo praticante de karting e motociclismo, agora dedicado somente ao automobilismo. “Tive a

sorte de ter na nossa equipa campeões e vice-campeões do mundo, incluindo o Miguel Oliveira e o Miguel Praia, os dois maiores pilotos portugueses de motociclismo de sempre. Para 24


medida de precaução, uma vez que continuamos a viver uma pandemia mundial. “Fizemos a nossa

obrigação de tentar trazer o máximo de eventos para o Algarve, para o nosso circuito, com tudo o que isso acarreta em termos de impacto económico e social. Estamos a cumprir uma das nossas principais missões enquanto equipamento de grande dimensão e importância a nível mundial e é o afirmar de Portimão como uma referência mundial do desporto motorizado”, declarou Paulo Pinheiro, antes de passar a palavra a Miguel Oliveira, sobre quem todas as atenções estarão concentradas, sobretudo depois da vitória alcançada em novembro de 2020 neste mesmo circuito. “Desde o

mim, o Miguel Oliveira é um herói, um exemplo de esforço, trabalho, dedicação e talento”, frisou. Paulo Pinheiro não tem dúvidas de que o Grande Prémio do Algarve de MotoGP será o principal evento desportivo a acontecer, este ano, em território nacional e, apesar de poder ter as bancadas todas cheias de público, a direção da Parkalgar optou por ficar-se pelos 75 por cento da capacidade, como 25

momento em que todo o paddock e a organização conheceu o Algarve que se sentiu que ninguém queria ir embora. Foi um fim-de-semana de competição como nunca tínhamos tido até ao momento e foi clara a vontade de repetir a experiência, o que veio a acontecer em abril deste ano, ainda sem público. Faltava esse ingrediente especial, o calor dos fãs”, admitiu o português. Se a interação com o público no paddock ainda não será possível, como sucedia noutros tempos pré-covid19, haverá, contudo, muitos milhares de pessoas nas bancadas, daí que Miguel ALGARVE INFORMATIVO #306


Oliveira agradeça os esforços de todas as entidades envolvidas para que o MotoGP regressasse novamente a Portimão.

“Espero um grande resultado e, até novembro, continuarei como sempre a dar o meu melhor, a trabalhar com afinco”, garante o atual 8.º classificado do Campeonato Mundial de MotoGP, antes de falar da emoção de se correr na «montanha-russa algarvia».

“Obviamente que as emoções são vividas muito intensamente quando guiamos uma moto com quase 280 cavalos e, no traçado de Portimão, é, de facto, uma sensação única. O segredo é simplesmente desfrutar o melhor possível desta montanharussa a 300 Km/h”, aconselhou, com um sorriso. A importância dos eventos do Autódromo Internacional do Algarve foi mais uma vez salientada por Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão, segundo a qual o Grande Prémio do Algarve de MotoGP deverá ter um impacto económico direto na ordem dos 40 milhões de euros neste fim-desemana. “Finalmente vamos ter uma

prova internacional que terá na sua designação o nome «Algarve», o que vem reforçar a ideia de que somos uma verdadeira região. O que é bom para Portimão é bom para todo o Algarve, pelo que a região tem que se unir em torno destes grandes eventos, porque o seu retorno é extraordinário. E para o Algarve, mas também para ALGARVE INFORMATIVO #306

Portugal, porque somos contribuintes líquidos para o PIB nacional”, salientou a edil portimonense. “O que espero é que estas provas se tornem eventos âncoras no Algarve e que não tenham lugar no Autódromo Internacional do Algarve apenas em tempos de pandemia”, acrescentou. Isilda Gomes referiu ainda que existe uma dívida para com Miguel Oliveira por, em novembro de 2020, aquando da sua vitória em Portimão, o piloto 26


português não ter as bancadas cheias de fãs a festejar o seu resultado. “Quer

ganhes, quer não ganhes este ano, tu mereces esse aplauso nesse dia. Do mesmo modo que não me canso de elogiar o Paulo Pinheiro e toda a sua equipa. É um orgulho para qualquer país ter um circuito como o Autódromo Internacional do Algarve e temos que estar ao lado destes homens e mulheres para que continuem a fazer mais e melhor pelo Algarve e por Portugal”, defendeu a autarca. “O poder político 27

tem a obrigação de apoiar empresários como estes, porque o Algarve, neste fim-de-semana, vai ser mostrado a milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo, e esse retorno financeiro é impossível de contabilizar. Alguns hotéis que iam fechar em outubro já não o vão fazer por causa do MotoGP, o que se traduz em menor desemprego, até porque depois estamos logo a um passo do Natal e do Réveillon”, destacou ainda Isilda Gomes .

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SÃO BRÁS DE ALPORTEL ESTÁ CADA VEZ MAIS INCLUSIVO Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina Município de São Brás de Alportel continua a dar passos firmes rumo à inclusão total dos seus cidadãos e uma das iniciativas mais recentes foi o «Moldar», dinamizado em parceria com a Associação Môçes, através do qual nove jovens do concelho, portadores de deficiências psicomotoras, aprenderam, ao longo de dois meses, os segredos do ALGARVE INFORMATIVO #306

barro e produziram peças que vão estar em exposição no hall do Cineteatro São Brás já a partir do dia 8 de setembro. “Era um sonho antigo

da autarquia termos atividades de férias para todos e encontramos na «Môçes» o parceiro por quem tanto tempo ansiámos. É uma associação jovem, foi a primeira vez que lidaram com estes utentes, mas arriscamos e o saldo é bastante positivo”, descreveu 30


Mafalda Pinto, Marlene Guerreiro, Maria Lopes, Mário César, Vítor Guerreiro, Rute Sousa e Andreia Revêz

Marlene Guerreiro, vice-presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel. O programa decorreu no Centro de Artes e Ofícios de São Brás de Alportel às quartas-feiras, durante os meses de julho e agosto, e foi um primeiro ensaio para algo maior que está a ser «desenhado» pelo Município de São Brás de Alportel e a Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel. “Firmamos um protocolo

com vista à criação de valências de apoio à população com deficiência e o objetivo, a longo prazo, é construir um lar residencial e um centro de atividades vocacionado para estes cidadãos. É um projeto muito grande e ambicioso, estamos 31

a falar de vários milhões de euros, já existe um terreno que pode ser utilizado para esse fim, mas ainda estamos no início de uma longa caminhada”, reconhece Marlene Guerreiro. “Nesse sentido, será readaptado um espaço da autarquia para, se possível, já em 2022 existir uma oferta de atividades para esta população, não apenas durante o período de férias escolares, mas ao longo de todo o ano letivo”. A vice-presidente lembra que, enquanto as aulas decorrem, há todo um conjunto de atividades para integrar estes jovens, o problema ALGARVE INFORMATIVO #306


coloca-se durante as férias e, principalmente, quando eles atingem a idade adulta e deixam de frequentar o ensino obrigatório. “A partir daí há

muitas vezes um precipício para estas famílias e queremos trabalhar o mais precocemente possível para evitar essa situação. Queremos ajudá-las a adaptarem-se a uma realidade que pode ser bastante traumática. Ter um filho com uma necessidade especial de educação, uma dificuldade de mobilidade ou de integração na comunidade, uma diferença em relação aos demais, pode ser um peso muito grande”, observa Marlene Guerreiro, admitindo que nem sempre é fácil conhecer todos

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os casos existentes no seio da comunidade, nomeadamente aqueles que já não estão em idade escolar.

“Tentar fazer um diagnóstico das reais necessidades de uma comunidade a este nível é muito exigente, porque as pessoas de outras gerações por vezes escondiam estas situações. Tem sido um trabalho longo e o programa «Moldar» pretendeu chegar sobretudo aos meninos que já estavam fora da idade escolar e que não tinham outras atividades. Sabemos que, às vezes, também é difícil para eles saírem de casa, mas arriscaram e vieram, ainda por cima num ano

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de pandemia. Tinha tudo para ser complicado, mas não podíamos estar mais contentes com os resultados e estamos infinitamente gratos às famílias que arriscaram connosco”, enaltece a entrevistada. Marlene Guerreiro realça também a importância que é para as famílias saberem que, enquanto estão a trabalhar, os seus filhos estão ocupados com atividades enriquecedoras e num ambiente seguro. E são várias, de facto, as respostas dos serviços sociais do Município de São Brás de Alportel para esta faixa da população. “Percebemos

que estas famílias precisam de um apoio personalizado, de uma grande proximidade, para desmontar alguns receios e tabus, 35

para abrir algumas portas fechadas. E tenho que sublinhar a felicidade que é existir uma instituição – Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel – que disse claramente «sim» a este desafio, que a população com deficiência ia passar a ser um dos seus principais focos de atenção. Temos igualmente o Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores que também está sempre disponível para nos apoiar nos projetos, mas só conseguiremos dar este passo se as famílias estiverem connosco”, frisa a vice-presidente da Câmara Municipal, salientando que o desporto ALGARVE INFORMATIVO #306


adaptado é outra via fundamental para a inclusão destes cidadãos. “Uma menina

que participa neste programa só está cá porque um dia, ao tomar banho, houve uma fuga de gás. Há meninos que ficam assim por alguma doença ou acidente, outros nascem já com algum tipo de diferença, mas essa rapariga na flor da idade ficou com uma deficiência grave e que a inibe de fazer imensas coisas devido a uma situação que pode suceder a qualquer pessoa. E isso não a deve inibir de viver e de expressar-se da maneira que ela pode. E é muito bonito vê-la sorrir aqui e a produzir peças que depois vai mostrar às outras pessoas”, descreve, emocionada.

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Peças que vão, de facto, estar patentes ao público, a partir do dia 8 de setembro, no hall de entrada do Cineteatro São Brás, porque é importante que estes jovens apresentem os seus trabalhos, algo que normalmente não acontece.

“Queremos que se sintam especiais e grandes como eles são”, indica Marlene Guerreiro, mostrando-se confiante em relação à resposta da comunidade a esta exposição. “Não tenho qualquer

episódio que me faça pensar o contrário. É natural que, por vezes, as pessoas não estejam preparadas ou devidamente sensibilizadas para agirem da melhor forma, mas nunca vi em

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Teresa Bernardino, Maria Lopes, Marlene Guerreiro e Dora Bela Ramires

São Brás um preconceito ou estigma evidente em relação a esta temática. Há um profundo respeito por estes cidadãos e a perfeita noção de que qualquer um de nós pode, de repente, ficar nesta situação”, afirma, satisfeita por ver estas pequenas sementes a crescer. “O «Moldar» é um programa de atividades que poderá ter mais edições; o «De braço dado» é o nosso projeto global de apoio à população com deficiência; e foi criado, em 2021, o GTI – Grupo de Trabalho para a Inclusão, que não tem apenas membros do Município, mas também da Santa Casa da Misericórdia e da Segurança Social 37

e os professores de educação especial do Agrupamento de Escolas, porque há sempre mais pontes para construir. Muitas vezes estes professores lidam com as famílias, mas não têm todo o conhecimento dos apoios sociais que existem. E os Serviços Sociais, que apoiam estas famílias, nem sempre têm conhecimento de como é que eles estão realmente integrados na sociedade. Sem a engrenagem bem oleada, a funcionar bem, não conseguiremos alcançar os nossos objetivos”, termina Marlene Guerreiro. ALGARVE INFORMATIVO #306


“QUANDO AS COISAS SÃO FEITAS COM AMOR, CORREM SEMPRE BEM” Enquanto íamos conversando com a vice-presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, a azáfama era grande entre os participantes na primeira edição do «Moldar», pois estavam a ultimar as peças que iriam então integrar a exposição. Um trabalho coordenado por Maria Lopes, da «Môçes», associação nascida em setembro de 2020 e sedeada em Santa Bárbara de Nexe, que tem por objetivo pegar em técnicas ancestrais que estão em vias de extinção, regionais e não só, e fazer essa passagem de conhecimento para jovens inseridos em grupos de risco de exclusão social, económica e cultural. “Vários

membros da associação têm ligação às artes, mas não somos artesãos, ALGARVE INFORMATIVO #306

nem dominamos todas as técnicas, por isso, a nossa vontade era juntar artesões aos grupos de jovens, o que não tem sido possível devido à pandemia. Por isso, primeiro temo-nos capacitado para transmitir estes saberes e fizemos um primeiro programa com a comunidade cigana no Monte de João Preto, em Boliqueime, em torno do crochê”, conta Maria Lopes. Ao crochê seguiu-se o barro, agora num grupo inclusivo com condições especiais, desde mobilidade reduzida a autismo e com três técnicos da «Môçes» formados em arteterapia que pretenderam demonstrar a estes jovens que podem aprender uma nova técnica e que podem produzir peças de 38


arte. “O foco principal foi que

desfrutassem da experiência e que tivessem momentos de terapia. Temos uma parceria com o Espaço Jovem de São Brás de Alportel noutro projeto, havia vontade da autarquia em avançar com um programa desta natureza, e acreditamos que possa ser um primeiro passo para projetos de maior dimensão e duração neste concelho”, refere a entrevistada. “Trabalhamos principalmente com jovens dos 16 aos 30 anos, porque as crianças mais jovens já têm algum tipo de acompanhamento das escolas. O problema é que, quando terminam o secundário, muitos deles não têm possibilidade de seguir para a faculdade e acabam 39

por ficar em casa sem nada para fazer. É importante não esquecer estes jovens”, entende Maria Lopes. No programa «Moldar» participaram nove jovens de São Brás de Alportel, praticamente todos maiores de idade, e a experiência foi também bastante impactante para os técnicos da associação. “Quando as coisas são

feitas com amor, correm sempre bem. Não queremos ser aqueles monitores que levantam o dedo, que se preocupam com atrasos de horários. Inicialmente tínhamos o objetivo de trabalhar com as emoções de jovens com autismo, depois o grupo tornou-se mais inclusivo, abrangeu outras necessidades, e tornou-se um espaço livre de trabalho e de ALGARVE INFORMATIVO #306


Júlio Pereira e Marlene Guerreiro

conversa. Primeiro explicamos as técnicas e depois fomos trabalhamos o barro de forma descontraída, quase como se fosse um grupo de amigos que se junta à quarta-feira para conviverem”, descreve a técnica da «Môçes». “Aqui somos todos iguais, mas, infelizmente, lá fora continua a haver muita ignorância e medo do desconhecido. Mas o que é o «normal»? Temos que abrir a mente e o coração, deixar as coisas fluírem sem preconceitos ou demasiadas expectativas”, aconselha Maria Lopes. A experiência foi, entretanto, o abrir de um mundo novo para esta associação e ficou a vontade de voltar a trabalhar com este grupo e com outros jovens com ALGARVE INFORMATIVO #306

estas características. “Vamos

conversar com o Município para tentar prolongar o programa, porque faz todo o sentido prosseguir este trabalho, quiçá ensinar-lhes outra técnica. A associação ainda é pequenina e somos poucos técnicos com disponibilidade total para abraçar estes programas, mas queremos continuar a ajudar estes jovens e as suas famílias, porque se criaram laços muito grandes”, reconhece Maria Lopes. “E estamos todos maravilhados com as peças que eles criaram. Alguns perceberam que têm jeito para as artes e estão bastante satisfeitos e orgulhosos com o que conseguiram fazer” . 40


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Fantástico interMEDio abriu o apetite para o Festival MED 2022 Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina e Jorge Gomes

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Com o progressivo regresso à «normalidade», os grandes eventos voltaram também a Loulé e, de 23 a 29 de agosto, realizou-se o interMEDio, que pretendeu resgatar a essência do Festival MED com um cartaz mais restrito, mas centrado nas sonoridades da world music. Foram sete noites em que se aliou a música ao ambiente único da zona história de Loulé, onde o património arquitetónico com as ruas e ruelas ALGARVE INFORMATIVO #306

estreitas e tortuosas remetem o visitante para o Mediterrâneo e para toda a sua herança cultural. O interMEDio deu o «pontapé de saída» com dois concertos repletos de energia, protagonizados pelos portugueses Virgem Suta, de Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo, e pelos mexicanos Kumbia Boruka. Os primeiros são uma das bandas que nos últimos anos mais se tem destacado na 46


cena pop-rock portuguesa e com eles também a resiliência que marcou o setor cultural nestes tempos difíceis. Os segundos ficarão, certamente, na história deste interMEDio, pois, na sua estreia absoluta em solo português, mostraram como é possível pôr os espectadores a dançar mesmo sentados. Foi um «baile» improvisado em tempos de pandemia, cumprindo todas as regras de segurança impostas, graças a uma cumbia renovada 47

e que se mescla com outras sonoridades. Na terça-feira, 24 de agosto, a noite começou com o fado conjugado com o cante alentejano pela voz de Buba Espinho. De Beja para a zona histórica de Loulé, o jovem trouxe consigo na bagagem cantigas de tradição alentejana e fados de raiz lisboeta, numa junção que é uma das melhores homenagens aos dois patrimónios culturais imateriais da humanidade chancelados pela UNESCO. A finalizar a noite, os ucranianos DakhaBrakha arrastaram consigo uma legião de fãs, quer os seus conterrâneos radicados no Algarve, como também um público fiel que segue de perto a banda e vibra com todo o cenário instrumental, vocal e cénico. Foi um regresso em grande ao palco do MED por onde o grupo de Kiev já tinha passado em 2011. No dia 25 de agosto assistiu-se a mais uma belíssima atuação da catalã Sílvia Pérez Cruz, que veio mostrar pela segunda vez aos louletanos (a primeira aconteceu no MED de 2013) porque é multipremiada e reúne o consenso da crítica e do público. Acompanhada pela sua banda, a Farsa Circus Band, demonstrou ser uma artista completa, que canta e compõe, que se movimenta por diversos registos e que vai beber a várias fontes. A noite terminou, depois, com dois dos maiores rappers nacionais, Tristany e Prétu, numa encomenda da organização que se traduziu num espetáculo único e irrepetível. A 26 de agosto, o louletano Nuno Guerreiro apresentou, em estreia absoluta, o seu último trabalho – «Na Hora Certa» – que é editado em ALGARVE INFORMATIVO #306


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outubro e, como era esperado, os seus conterrâneos compareceram em massa para aplaudir uma das vozes mais carismáticas de Portugal. Sem esquecer as músicas que fizeram a carreira da sua banda, a Ala dos Namorados, o cantor deu a conhecer temas do novo disco, recordou os Madredeus e os Entre-Aspas e até interpretou «Tia Anica de Loulé», numa homenagem à terra que o viu nascer e que não esquece. Mais agitada foi a atuação de Moullinex, produtor, DJ e multi-instrumentalista que tem sido aplaudido pelo público e reconhecido pela crítica e que trouxe ao interMEDio o melhor da eletrónica, com umas pinceladas de world music. Uma verdadeira legião de admiradores rumou a Loulé, no dia 27 de agosto, para ver e ouvir Manuela Azevedo e os Clã, banda cujas raízes estão mais ligadas à pop-rock ou a um género alternativo, mas que se adapta a todos os ambientes musicais. E Manuela Azevedo não arredou pé do palco enquanto a audiência foi pedia “só mais uma”, com canções que têm feito as delícias dos portugueses ao longo de mais de duas décadas. A noite de sexta-feira chegou ao fim com o calor e a sensualidade da música de Paulo Flores, angolano que foi um dos percussores da kizomba e que é hoje considerado como o rei do semba. O sábado começou com os francoargelinos Tiwiza, com um repertório que alia ritmos de percussão, riffs chaabi e blues do deserto, mas com o indomável espírito rock'n'roll que deu uma força à sua atuação. Com letras 49

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ora em francês, ora em argelino, ora em inglês, os Tiwiza trouxeram a profundidade das sonoridades de África, fundindo tradição e modernidade de uma forma natural. Depois, um dos concertos mais aplaudidos desta semana de interMEDio, com os Quinta do Bill. O maior representante do folk-rock português pôs o público a vibrar e a cantar em coro temas intemporais como «Filhos da Nação», «Voa (Voa)», «Se te Amo» ou «Índios na Reserva», num concerto em que contaram em palco com a participação de Kátia Guerreiro, Rita Redshoes e do guitarrista Pedro de Castro. O festival chegou ao fim com as sonoridades cariocas trazidas pelo

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brasileiro Luca Argel e com o funaná dos Fogo Fogo. Ao todo, foram 14 concertos na zona histórica da cidade de Loulé, com um balanço francamente positivo por parte da organização e dos artistas que ao longo dos sete dias passaram pelo Palco Cerca. “Foi

decididamente uma aposta ganha. Arriscámos neste modelo adaptado aos tempos em que ainda existem muitas restrições, mas, mesmo assim, o público aderiu em todos os dias deste Festival interMEDio. Por outro lado, veio reforçar a dinâmica comercial a que temos assistido em Loulé, e no Algarve em geral,

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ao longo das últimas semanas”,

abordagem global”, reafirma Paulo

referiu Carlos Carmo, vereador da Câmara de Loulé e diretor do Festival. “Mesmo

Silva, diretor artístico do Festival MED.

com esta pandemia foi possível reunir um conjunto de artistas de primeira linha dentro deste conceito que faz parte do ADN do MED. Conseguimos viajar pela América Latina, África, passando pelo Leste Europeu, assim como pela nossa vizinha Espanha, sem nunca esquecer a prata da casa, sejam eles nomes consolidados da música nacional ou projetos emergentes. Desta forma, estamos a olhar para cultura numa

Se a evolução epidemiológica assim o permitir, o Festival MED regressa, na sua plenitude, à zona história de Loulé no final de junho de 2022. “Queremos

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fazer algumas reestruturações, apostar em novas dinâmicas culturais e alargar o leque multidisciplinar, de forma a tornar o Festival ainda mais completo, mas sempre mantendo a sua essência, que é o seu principal fator de sucesso”, adiantou Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé .

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TAVIRA EM ÊXTA THE BLACK MAM Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina e Miguel Pires (https://www.mpalgarve.com/)

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ASE COM MBA

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o âmbito do programa cultural «Verão em Tavira», os The Black Mamba de Tatanka, representantes de Portugal no Festival da Eurovisão 2021, na Holanda, atuaram, no dia 28 de agosto, no Parque do Palácio da Galeria, e que estrondoso concerto proporcionaram à plateia que esgotou o recinto, contando com a participação especial do saxofonista tavirense Desidério Lázaro. Nascida em maio de 2009, a banda percorre o universo do blues, soul e funk e depressa mereceu o apoio e reconhecimento do público. Em pouco mais de um ano, na sua tour de estreia, carimbaram a passagem a nível internacional. Em 2014 avançou a 69

produção do segundo disco de originais, «Dirty Little Brother», que conta com a colaboração de nomes como Aurea, António Zambujo, Silk (Cais Sodré Funk Connection) e Orlanda Guilande. Ao longo de 2015, a banda percorreu o país com a tour de apresentação deste trabalho e, em 2016, deu continuidade a uma série de concertos em formato acústico. Em 2018 é lançado o terceiro álbum de originais, «The Black Mamba King», e, no ano seguinte, regressam às origens para celebrar os 10 anos de carreira com o início da «Good Times Tour», que terminou em fevereiro de 2020, dias antes da pandemia. 2021 ficou então marcado pela participação, no Festival da Eurovisão, com a canção composta por Tatanka, «Love is on my side» . ALGARVE INFORMATIVO #306


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FUSHI FINALIZARAM EM BELEZA AS MDC MORNING JAZZ DE AGOSTO Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

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MdC Jazz Club da associação cultural Mákina de Cena voltou a sair à rua na manhã do dia 28 de agosto, para mais um MdC Morning Jazz, nos Claustros do Convento do Espírito Santo, junto ao Mercado Municipal de Loulé, desta feita com o coletivo FUSHI. Considerado um dos mais relevantes guitarristas de jazz da atualidade, André Fernandes junta toda a experiência do seu percurso (plasmado em oito álbuns em nome próprio e participações em mais de 50) num projeto com a vocalista algarvia Sara Badalo e o consagrado baterista Alexandre Frazão. “A música dos FUSHI mistura sonoridades atuais contaminadas pelo jazz, pela música eletrónica e pelo rock, aliando o som da guitarra à voz, ora cristalina, ora processada até ao ponto de se ALGARVE INFORMATIVO #306

assemelhar a novos instrumentos, e envolvidos pela criatividade da bateria de Alexandre Frazão, numa viagem por canções e paletas sonoras futuristas entre os sons orgânicos do Jazz e as sonoridades da Pop”, descrevem os elementos da banda. Uma manhã diferente, e do agrado da assistência, à semelhança do que já tinha sucedido na noite anterior, na Biblioteca Municipal de Tavira, e do que viria a acontecer, na noite de sábado, na República 14, em Olhão, naquele que foi um fim-de-semana bastante mexido para os FUSHI por terras algarvias .

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GIGGY E 4SOUL BRILHARAM NO «VERÃO EM TAVIRA» Texto: Daniel Pina | Fotografia: Miguel Pires (https://www.mpalgarve.com/)

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gosto foi mês de emoções muito fortes no Parque do Palácio da Galeria, em Tavira, com o programa «Verão em Tavira», da responsabilidade da Câmara Municipal de Tavira, a trazer à cidade do Rio Gilão ALGARVE INFORMATIVO #306

nomes consagrados da música portuguesa, mas sem nunca esquecer os artistas locais. Assim aconteceu, na noite de 19 de agosto, com o concerto dos Giggy – Groove Is Gonna Get You! e 4Soul, que voltaram a demonstrar a qualidade do que se faz por terras algarvias . 98


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TEMPO RECEBEU PRIMEIRA EDIÇÃO DO FESTIVAL DE COMÉDIA DE PORTIMÃO Texto: Daniel Pina | Fotografia: Município de Portimão

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Grande Auditório do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão foi palco da edição piloto do Humor.PTM – Festival de Comédia de Portimão, de 13 a 28 de agosto, com o intuito de criar uma oferta cultural descontraída na temporada de Verão. Deste modo, às sextas-feiras e sábados, o equipamento cultural recebeu alguns dos melhores e mais promissores comediantes da cena nacional, num cartaz eclético que alcançou todos os gostos e garantiu muitas gargalhadas. ALGARVE INFORMATIVO #306

O festival arrancou, a 13 de agosto, com «Coisas de Mulheres» de Ana Arrebentinha, no qual foram expostas todas as questões às quais nenhuma mulher é indiferente e das quais nenhum homem sai como inocente. As dietas, os filhos que existem ou não, as roupas, os casamentos, o sexo e muitos mais temas foram então abordados de forma crítica e atípica num monólogo intensamente humorístico sobre o universo feminino. No dia seguinte foi a vez de Miguel 7 Estacas e Jorge Serafim entrarem em cena. Miguel 7 Estacas, que conta já 112


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com 30 anos de carreira, reuniu alguns dos momentos mais marcantes do seu percurso, com stand-up comedy, magia, interação e outros momentos de muita diversão. Neste espetáculo contou com a ajuda de Jorge Serafim, um narrador de histórias rocambolescas onde habitam personagens caricatas, que tempera com uma pitada de absurdo e duas de imprevisto, para depois as refogar com muita sátira aos bons, maus e ruins costumes. A 20 agosto subiram ao palco Gilmario Vemba e Daniel Carapeto. Depois do sucesso do ALGARVE INFORMATIVO #306

mais famoso grupo humorístico angolano, «Os Tuneza», o ator e humorista Gilmario Vemba tem investido numa carreira a solo, dividida entre Portugal e Angola, sendo cada vez mais uma cara conhecida dos portugueses, com participações frequentes na televisão. Quanto a Daniel Carapeto, é um jovem guionista e um dos stand-up comedian mais promissores da sua geração. Tem percorrido o país com o grupo «Roda Bota Fora» e recentemente apresentou o seu mais recente solo, «Tragédia». Hugo Sousa e Joel Ricardo Santos foram a dupla que atuou no dia 21 de agosto. O primeiro é um conhecido comediante, autor de textos de humor 114


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e também ator. Em 2003 começou a fazer espetáculos e o seu percurso como standup comedian ganhou força depois da sua participação no programa «Levanta-te e Ri». Já na SIC Radical foi autor e protagonista da série «A Vida do Sousa», uma sitcom baseada na sua vida como comediante. Autor de vários solos, é responsável semanalmente pelo «Podcast do Sousa». Quanto a Joel Ricardo Santos, músico desde os 6 anos, subiu a um palco para fazer comédia, pela primeira vez, em janeiro de 2011 e um mês depois fez o seu primeiro espetáculo de comédia a solo. Com um canal de Youtube com mais de um milhão de visualizações e várias ALGARVE INFORMATIVO #306

participações em rádio e televisão, Joel proporciona um espetáculo completo, que vai desde a música de cariz humorístico até à stand-up comedy. No dia 27, o TEMPO recebeu Bruno Aleixo e a sua «Biografia não autorizada», com vídeos inéditos, vídeos antigos (onde o seu mau feitio era evidente) e ainda depoimentos de amigos, familiares e personalidades oprimidas. O Festival Humor.PTM encerrou, no dia 28 de agosto, com o espetáculo «Supremacista Cultural» do Jovem Conservador de Direita, no qual efetuou uma análise da cultura em 116


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OPINIÃO Ganhar as eleições em Angola já não é mais um sonho para a UNITA Paulo Bernardo (Empresário) erante o governo apático do MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola), que conta com mais de 45 anos no poder, este movimento também protagonizou uma das guerras civis mais violentas de África de 1972 a 2002, com cerca de 500 mil mortos entre militares e civis e inúmeros feridos. Por sua vez, a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), considerado o seu principal adversário desde os tempos de guerra, trabalha com determinação em duas estratégias importantes para vencer as eleições presidenciais de 2022: política e marketing. Uma estratégia incide no investimento na organização de uma Ampla Frente Patriótica para a Alternância (AFPA), enquanto a outra já trabalha com um moderno núcleo de marketing político, coordenado por profissionais que já atuaram em campanhas em África, inclusive na própria Angola.

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Novos Media Ao apostar nos novos media, tendo como elementos mais importantes as redes sociais e um grande número de voluntários jovens, a UNITA, que foi liderada por Jonas Savimbi, de 1966, ano da sua criação, até à sua morte em fevereiro de 2002, aposta agora na luta democrática e na atuação política. Este partido conta com 51 deputados, liderados pelo presidente do partido Alberto Costa Júnior e a sua vicepresidente Arlete Leona Cimbinda - a primeira mulher angolana a ocupar este cargo na hierarquia partidária do país - para chegar à Presidência da República. Todo o trabalho de marketing consiste em revelar e divulgar as deficiências do governo do MPLA, assim como criticar as suas incoerências, realçar a necessidade de alternância de poder e apresentar-se como a melhor e mais preparada alternativa para implementar as mudanças que o povo deseja. Desta forma, o povo procura uma alternativa ao governo atual que demonstre uma redução da corrupção, que crie mais 120


oportunidades de emprego, que reduza as desigualdades sociais e valorize a liberdade de expressão. É um facto que, apesar de se apresentar como uma democracia para o mundo, o governo do presidente João Lourenço ainda atua de forma autoritária contra a liberdade de expressão. Para a Amnistia Internacional, a liberdade de expressão em Angola continua a ser colocada em 121

causa, apesar dos “sinais iniciais de progresso”. Segundo esta organização não-governamental, as forças policiais e de segurança de Angola continuam a fazer detenções discricionárias, sendo que muitos dos casos de prisão arbitrária, detenção, tortura e maustratos são praticados contra manifestantes pacíficos. De acordo com a Amnistia Internacional, a liberdade de expressão e o direito à reunião pacífica são reprimidas neste país africano, ALGARVE INFORMATIVO #306


apesar dos sinais de melhoria após a ascensão de João Lourenço a Presidente da República, que foi eleito no final de 2017, acabando com o mandato de 38 anos de poder de José Eduardo dos Santos. Declaração pública do diretor da tpa reacende debate sobre a democracia no país A Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA) reagiu com preocupação a uma declaração do jornalista José Alves Fernandes publicada nas redes sociais, revelando que a oposição está proibida de “apresentar os seus programas nos órgãos públicos de Angola”. Como protesto, a ERCA divulgou uma nota à imprensa no início deste mês de agosto (5/8), manifestando a sua preocupação com o que chama de “proibição” de publicações de temas ligados à oposição na Televisão Pública de Angola (TPA). A entidade reguladora destaca “com preocupação” a denúncia pública do jornalista José Alves Fernandes, da TPA, sobre a proibição da divulgação de “propostas da oposição” na emissora estatal. O profissional de imprensa fez o comentário na conta pessoal do Facebook, onde escreveu: “Nos órgãos públicos pagos com o dinheiro de todos nós, a oposição é proibida de apresentar os seus programas”. Factos como este são tudo o que o marketing político da UNITA precisa para pôr lenha na fogueira das chamas de liberdade de expressão que surgem, há tempos, entre os jovens angolanos, ALGARVE INFORMATIVO #306

principalmente, aqueles que votarão nas próximas eleições. Segundo os profissionais de marketing ouvidos por nós em sigilo, e que estariam a trabalhar para a oposição, tanto o governo quanto o seu partido não serão capazes de conter a avalanche renovadora que se propaga pelas redes sociais. Por outro lado, fontes do MPLA revelam que não estão «à sombra da bananeira», mas sim a preparar um contra-ataque no campo político e de marketing, com planeamento e estratégia, bem coordenadas, onde apresentarão as conquistas e avanços do governo de João Lourenço, focando nas áreas socioeconómicas como as de maior destaque. Apesar de não revelarem quem está por trás da operação de comando da contraofensiva, sabemos que há um grupo de brasileiros, muito experientes e com um portfólio de campanhas políticas vitoriosas, já em negociação com o MPLA e que só estariam a aguardar trâmites legais para desembarcar nas terras da Palanca Negra. O que vemos e o que se apresenta como o possível cenário para a disputa eleitoral do próximo ano em território angolano, é que a oposição liderada pela UNITA procurará utilizar as mesmas armas de marketing político usadas pelo MPLA, em sucessivas disputas eleitorais, onde saiu vitorioso nos últimos anos. Quem viver verá! .

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OPINIÃO Mulherzinhas Mirian Tavares (Professora Universitária) “Estou no começo do meu desespero, e só vejo dois caminhos: ou viro doida, ou santa”. Adélia Prado

unca fui de levantar bandeiras, apesar de tentar ser eu mesma, um estandarte das minhas convicções. Se me perguntam sobre as questões do Feminismo e das minhas militâncias, confesso que não sou, nem nunca fui, leitora ávida dos ícones do movimento. Mas sempre li, gulosamente, textos de grandes autores, e de autoras, como Susan Sontag, ela mesma um ícone, sem excessos, das mulheres intelectuais. Acho sem sentido ter um dia dedicado às mulheres, que já foi completamente pervertido, mas cuja permanência no calendário evidencia o óbvio: ser mulher ainda é uma questão. Sou viciada em romances policiais, além do Patrick, são minha companhia ao deitar. Acabei ontem um romance, pseudopsicológico/policial/feminista da incensada autora sueca Camila Lackberg. Chama-se, em português, Gaiola Dourada. É, na realidade, um novelão que segue a receita ainda em voga dos romances oitocentistas: traição, humilhações, vingança e uma possível redenção. Que, de facto, é impossível, pois a heroína é uma assassina com ALGARVE INFORMATIVO #306

alguns escrúpulos, mas ainda assim, uma assassina fria e calculista. O fim fica em aberto, pois o livro deve fazer parte de uma trilogia, como soe acontecer no romance de supermercado contemporâneo. Apesar de não ser um grande, ou mesmo um bom romance – repete fórmulas da autora, clichés do género, é bem escrito e fiquei agarrada até ao fim. E o que mais me impressionou no livro, não foi sequer o enredo policial, razoavelmente bem construído, mas o retrato que ela faz da sociedade sueca contemporânea. Em 1868, Louisa May Alcott publicou seu maior sucesso, o livro Little Women. Romance autobiográfico que descrevia a sociedade da época, ao mesmo tempo que acompanhava a passagem à vida adulta de quatro irmãs. Mais tarde o livro foi criticado por ter uma visão conservadora e moralista, obrigando às personagens a expiar todos os pecados e por tornar o casamento e a maternidade como sendo o fim último, e mais desejável, para as mulheres. Estamos a falar de um romance efetivamente oitocentista, publicado num país que se construía enquanto tal naquela altura, o que torna natural as opções da autora, sobretudo em se 124


tratando de uma obra autobiográfica. Pois o meu espanto foi encontrar, no livro da autora sueca contemporânea, muitas mulheres a ocuparem este lugar – o de Little Women, de aprendizes de futuras esposas, mães e de mulherobjeto. Sem generalizar, confrontando as mulheres que decidem viver em gaiolas douradas (esposas de milionários que não trabalham e vivem apensa para sustentar as aparências) com outras que decidem seus próprios caminhos, somos apresentados a uma realidade, que é a nossa também, em que as mulheres ainda se submetem, ainda desaparecem para que seus homens brilhem, ainda são acessórios de luxo. Fiquei estarrecida, pois mesmo não sendo um romance autobiográfico, é um retrato de uma realidade que já nem deveria existir. A heroína, para combater o seu malfadado destino, o qual escolheu de livre vontade, movida por uma paixão devastadora pelo marido, que era um canalha, deixa que o seu lado mais obscuro tome conta de si e transformase numa vingadora: atrai outras mulheres consideradas poderosas, mas que, como ela, foram traídas (no livro quase todos os homens são canalhas e o 125

único que parece ser decente, morre queimado) para uma vingança colossal. A sua amiga, mulher independente e dona do seu destino, expia o seu pecado – o de ser uma mulher poderosa, solteira e sem filhos, morrendo no final, não antes sem se casar com um hipotético homem perfeito. O destino das mulheres parece, nalguma literatura, muito limitado – a morte ou a loucura. É por isso que, ainda hoje, tenho decorada uma frase da peça Liberdade, Liberdade (1965), de Flávio Rangel e Millôr Fernandes, que li quando era ainda uma mulherzinha (tinha uns 13 anos): Filha, se fores por este caminho, ainda vais ser puta! Deus te ouça, meu pai, Deus te ouça! .

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OPINIÃO As tendências do empreendedorismo para 2022 Fábio Jesuíno (Empresário) empreendedoris mo é um dos principais impulsionadores do desenvolvimento social, através da criação de emprego e inovação, a melhor forma de combater as crises económicas. Empreender não se trata necessariamente da criação de um negócio, mas ter iniciativa e audácia. Pessoas de todas as idades possuem sonhos, o caminho pela conquista desses sonhos é o que determina ser uma pessoa empreendedora. Na minha opinião, estas serão as principais tendências de empreendedorismo para o próximo ano: Empreendedorismo sustentável Considero ser a maior tendência para o próximo ano, devido à preocupação crescente com o impacto das actividades humanas no ambiente. Este tipo de empreendedorismo está diretamente ligado à promoção de ALGARVE INFORMATIVO #306

novos produtos e serviços economicamente viáveis e ecologicamente eficientes, pressentindo a criação de novos modelos de negócio. O conceito de empreendedorismo sustentável baseia-se também nos 17 objetivos para o desenvolvimento sustentável serem atingidos até 2030, uma agenda mundial criada pela ONU, que inclui, por exemplo, o combate às alterações climáticas, a garantia de saúde, bem-estar, educação, igualdade de género, o consumo e produção responsáveis. Nómadas digitais Os nómadas digitais são profissionais que trabalham online, sem necessidade de estarem num escritório. Estes profissionais têm a liberdade de poderem estar em qualquer parte do mundo, desde que haja uma boa ligação à internet. Este é um estilo de vida que está muitas vezes ligado à tecnologia e que atrai bastante os jovens. Nos últimos anos, o trabalho remoto tem ganho força em algumas organizações da área tecnológica, mas 126


sempre com algumas resistências. A pandemia veio mudar tudo. Houve a necessidade não intencional do teletrabalho em grande escala, vivenciada globalmente por centenas de milhões de pessoas, o que permitiu descobrir as suas vantagens e desvantagens, levando muitos profissionais e empresas a escolherem continuar nesta modalidade de trabalho. Educação Online Continua a ser uma das maiores tendências da actualidade, que tem apresentado um grande crescimento, tornando-se cada vez mais acessível e fácil de implementar. É a melhor forma de democratizar o conhecimento. O desenvolvimento tecnológico e o crescimento da internet têm sido os grandes impulsionadores da educação online, tornando-a mais interativa e aumentando a sua utilização. No futuro, muito próximo, a maioria da educação 127

será online e disponível a qualquer momento. Estas são as três tendências que vão fazer a diferença no próximo ano na área do empreendedorismo e impulsionar a criação de negócios .

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OPINIÕES, REFLEXÕES E DEMAIS SENSAÇÕES

Amigos, amigos, política à parte… Júlio Ferreira (Inconformado Encartado) o próximo dia 26 de setembro de 2021 vamos mais uma vez poder votar para os órgãos representativos das autarquias locais. Ainda não começou a campanha eleitoral a sério e nas redes sociais da esquerda à direita, a pessoalização exacerbada, o resultado incerto, levam a insultos, piadas de mau gosto e indiretas que não fazem o menor sentido. Ainda menos sentido fazem quando se tratam de amigos, de pessoas que se conhecem há tanto tempo! Efetivamente, existem, durante esta viagem a que chamamos de vida, aquelas pessoas que para nós «morreram», que simplesmente um dia deixaram de existir, de fazer parte dos nossos pensamentos, sejam eles bons ou ruins. Mas será que vale a pena, passar de amigos do peito a queridos inimigos, por causa da política? Divergências, intrigas, ciúmes vários, deceções pessoais, disputa de lugares, deslealdades diversas, traições avulsas, equívocos infelizes e até negócios de saias já destruíram, na política, amizades e laços familiares que pareciam à prova de bala. Mas convém lembrar que nem sempre as punhaladas foram metafóricas. Nos «Idos de março», Júlio César teve a duvidosa honra de proferir palavras fundadoras, as mesmas que podem ALGARVE INFORMATIVO #306

continuar a ser proferidas, em Portugal, por políticos e autarcas que desfilam perante as nossas barbas: “Até tu, Brutus?…”. Por tudo o que já escrevi, devíamos aprender a não misturar as coisas e saber conviver politicamente em harmonia, pois quando a política afeta o convívio familiar e as amizades, ela passa, mas as marcas e feridas profundas ficam para sempre. A Política é importante, mas a família e os amigos são muito mais! Tentemos, por isso, exercer a nossa cidadania defendendo pontos de vista, mas sem demagogia e desentendimentos e sem denegrir a imagem de ninguém, porque as eleições passam, mas a família e as boas amizades ficam no coração. Porque na política, como na vida, não temos de ser inimigos, apenas adversários. Sem amizade, a vida é muito mais triste! Até ao momento que escrevo este artigo, confesso que não conhecia a origem etimológica desta palavra «Amigo». Após alguma pesquisa: «Amigo», vem do vocábulo latino «amicus», tendo ambas exatamente o mesmo significado. Na raiz de «amicus» está o verbo «amo», que significa «gostar de», «amar». A amizade é mesmo isso, uma forma de amor aos bocados. As amizades não requerem uma manutenção tão continuada como o «amor sem ser aos pedaços». Podemos não ver um 128


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amigo durante meses, ou mesmo anos, e magicamente voltar a pegar nas coisas, como se o tivéssemos visto no dia anterior. Só as verdadeiras amizades funcionam assim, nada se exige, e tudo se dá, sem qualquer interesse, resistindo furiosamente à passagem do tempo. Façamos a mesma coisa, com aquilo que designamos por «amor verdadeiro» (como se por acaso pudesse existir «amor falso») e veremos que ele não resiste com a mesma facilidade. Podemos identificar vários tipos de amigos: Os amigos de Infância – não há nada como os primeiros, há quem diga. Mas aquilo que nos une aos 5 anos não é necessariamente o que nos une aos 40 e 50. A não ser que continuemos com uma obsessão estranha por comboiozinhos elétricos ou Tamagotchis. Os amigos de Escola – faz-me impressão aquela malta cujos únicos amigos são os de escola, aqueles grupinhos ruidosos de malta que se encontra invariavelmente aos fins de semana e em férias com os velhos colegas de curso e continuam a cantar Éférreás aos 50 anos. Será que para estes mamíferos existiu vida para além da escola? Duvido. Os amigos da Onça – malta que teríamos imenso prazer de colocar numa jaula com uma onça esfomeada e com cio. Também são conhecidos por amigos de Peniche. Estes são fáceis de identificar: basta perguntar distraidamente se gostam de Peniche e eles descaem-se.

Os amigos de Copos – enquanto a cirrose não chega até são divertidos de aturar, principalmente quando tentam falar naquelas alturas em que a sua língua parece ganhar vida própria. Os amigos do Peito – malta com muito bom gosto, que nutre uma especial afeição por glândulas mamárias generosamente desenvolvidas. Eu, por exemplo, quando era mais novo gostava de ser amigo do peito da Pamela Anderson. Os amigos da Treta – não confundir com amigos da teta (uma derivação de amigos do peito). Estes mamíferos só são amigos deles próprios, e às vezes nem isso… Os amigos do Alheio – malta de expedientes duvidosos com fins lucrativos imediatos. Qualquer semelhança entre estes e os amigos da alheira é mera coincidência. Os amigos Coloridos – há-os de todas as cores. E para não chocar ninguém, gosto particularmente dos fúcsia às bolinhas brancas. Mas admito que existam outras cores igualmente interessantes. Os amigos dos Amigos – se alguém porventura pensar que um amigo de um seu amigo seu amigo é, é estúpido. Caso tenha um amigo que cumpra pelo menos três destas tipologias, aceite um conselho: compre um cão (daqueles mauzinhos). Caso não tenha…preserve bem, porque quem tem amigos VERDADEIROS, tem tudo!!! .

Os amigos de Ocasião – a ocasião faz o ladrão, sabem como é… ALGARVE INFORMATIVO #306

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OPINIÃO Chegou Setembro! Lina Messias (Especialista em Feng Shui) ara quem sabe numerologia, estamos no mês 9, número que representa finalizações e encerramento de ciclos. Setembro é o mês que dá início ao Outono e, tal como as árvores «largam» as folhas secas, este é o mês perfeito, também para nós, largarmos tudo o que nos pesa e já não nos serve. E tanto «peso» carregamos, nosso e dos outros, e quanto maior for essa bagagem mais dificuldade temos em avançar na Vida. Um dos maiores desafios dos nossos tempos é a leveza, tanto no espaço físico como no espaço emocional, e é impossível sentirmo-nos leves se não deixarmos bagagem para trás e criarmos ESPAÇO. Sabia que, até há pouco tempo, a primeira pergunta que um potencial comprador fazia na hora de escolher uma casa, era se tinha espaço de arrumação… As casas analisadas como espaços de armazenagem e não de Vida. Como nos afastámos da verdadeira

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função da CASA que se resume tão somente à construção de um LAR.

Se não criarmos Espaço na nossa casa, no nosso coração e na nossa mente, como damos oportunidade a que o «novo» entre na nossa Vida? Nas consultas particulares de Feng Shui encontro muitas mulheres que vivem sozinhas com a intenção de encontrarem o Amor. No entanto, não há uma gaveta vazia, não há um canto vazio no roupeiro...nenhum espaço para o «cavaleiro andante» deixar umas cuequinhas! Tantas casas que eu visito onde a «tralha» toma literalmente conta da Vida dessas famílias, com falta de rumo, de clareza e de foco. Então fica a Dica para este mês, que o Setembro seja um incentivo e nos ajude a limpar o que já não usamos, o que já não nos serve e principalmente o que já não nos faz verdadeiramente Felizes .

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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 3924 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Daniel Pina A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista regional generalista, pluralista, independente e vocacionada para a divulgação das boas práticas e histórias positivas que têm lugar na região do Algarve. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista independente de quaisquer poderes políticos, económicos, sociais, religiosos ou culturais, defendendo esse espírito de independência também em relação aos seus próprios anunciantes e colaboradores. A ALGARVE INFORMATIVO promove o acesso livre dos seus leitores à informação e defende ativamente a liberdade de expressão. A ALGARVE INFORMATIVO defende igualmente as causas da cidadania, das liberdades fundamentais e da democracia, de um ambiente saudável e sustentável, da língua portuguesa, do incitamento à participação da sociedade civil na resolução dos problemas da comunidade, concedendo voz a todas as correntes, nunca perdendo nem renunciando à capacidade de crítica. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelos princípios da deontologia dos jornalistas e da ética profissional, pelo que afirma que quaisquer leis limitadoras da liberdade de expressão terão sempre a firme oposição desta revista e dos seus profissionais. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista feita por jornalistas profissionais e não um simples recetáculo de notas de imprensa e informações oficiais, optando preferencialmente por entrevistas e reportagens da sua própria responsabilidade, mesmo que, para tal, incorra em custos acrescidos de produção dos seus conteúdos. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelo princípio da objetividade e da independência no que diz respeito aos seus conteúdos noticiosos em todos os suportes. As suas notícias narram, relacionam e analisam os factos, para cujo apuramento serão ouvidas as diversas partes envolvidas. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista tolerante e aberta a todas as opiniões, embora se reserve o direito de não publicar opiniões que considere ofensivas. A opinião publicada será sempre assinada por quem a produz, sejam jornalistas da Algarve Informativo ou colunistas externos. ALGARVE INFORMATIVO #306

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