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Boletim Informativo: Dezembro 2018

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BOLETIM INFORMATIVO DESTAQUES

28 anos protegendo valores humanos e sociais com qualidade Prémios Clínica Sagrada Esperança, 2018 Entrevista a vencedora do Prémio Fitness CSE

JANEIRO

Nº 54 2019


EDITORIAL ARTIGOS EDITORIAL Breve nota introdutória

Rui Veiga Pinto | Presidente do Conselho de Gerência Breve nota introdutória

ARTIGOS 6. Inauguração do novo Serviço de Radiologia

8. Início do Serviço de Apoio ao Domicílio

9. 3ª Reunião de Intervenção Cardiovascular

10. Décimo prémio para melhor estudante de medicina da universidade Agostinho Neto

11. Início da Consulta da Dor

12. Oficina de Artes Sagrada Esperança

13. Grupo Desportivo da Clínica Sagrada Esperança

14. Jornada de Comunicação do Grupo ENDIAMA

15. Curso de Medicina Geral e Familiar

16. Funcionamento do Conselho de Direcção Alargado

18. Associação Angolana de Clínicas Médicas

19. Certificação de dois novos serviços

20. Plano de Contingência contra a Febre Hemorrágica pelo Vírus Ébola

21. Doze Médicos Formados com o apoio da CSE terminaram em 2018 a sua especialidade em Ciências Médicas

22. Novo software de gestão hospitalar na CSE

24. Sessão de esclarecimento sobre A Epidemia da Cólera

25. Manual das Metas Internacionais para a Segurança do Doente

26. A cama do doente

qzx

16. Balanço do Conselho de Direcção Alargado de 2018

v bt11111

18. Associação Angolana de Clínicas Médicas

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BOLETIM INFORMATIVO Nº 1 - 2019


EDITORIAL Conselho de Gerência da Clínica Sagrada Esperança

FICHA TÉCNICA COORDENADOR CIENTÍFICO Esmael Tomás COLABORADORES Bárbara Mesquita, Hipólito Calulu, Maria do Carmo Cruz Marta Leal, Narciso Mbangui. Roygue Alfredo Fernando Capoco Vivalda Albuquerque Carolina Modesto Sheila Cardoso REVISÃO Maria do Carmo Cruz

É O EDITORIAL

C

oncluído o ano de 2018, é imperioso e oportuno – como sucedeu sempre nos

últimos anos – que neste meio de comunicação escrita, em uso na nossa Instituição, se proceda ao balanço do que de mais importante foi realizado neste período. Nesta medida, faz sentido que se transcreva parte do número 1 do editorial N.º 50: «É o regresso à publicação do nosso Boletim, decorrido um ano após a divulgação do N.º 50, e nove anos depois do primeiro número, em Maio de 2009.» Não podemos assumir que a crise económica e a consequente desmotivação e ansiedade justifiquem a ‘ausência’

do

nosso

Boletim.

Permitimo-nos

CONCEPÇÃO GRÁFICA Leocarpo Manuel

transcrever as razões da sua existência e publicação,

TIRAGEM 1.500 exemplares

«O nosso Boletim visa, essencialmente, (a) fornecer

CONTACTOS 923 167 950 geral@cse.co.ao --------------------IMCS: 730 / B / 2014 ISSN: 2411-2100

então apontadas:

informações sobre a vida da CSE, procurando manter uma relação duradoura com os seus públicos, (b) colher opiniões sobre as actividades levadas a cabo na Instituição, (c) sugerir a elaboração de textos, científicos

ou

não,

sobre

comportamentos

e

preferências dos clientes e colaboradores.» Caros leitores: que actividades essenciais devem ser realçadas durante o ano de 2018? Apesar das dificuldades bem conhecidas de todos, a CSE conseguiu executar, face aos indicadores e resultados já conhecidos, parte significativa dos objectivos que se propusera, e dar corpo aos desafios que se colocaram – facto que mantém a nossa Instituição como referência no mercado nacional: BOLETIM INFORMATIVO Nº 1 - 2019

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EDITORIAL

a. Prestar cuidados de Saúde de qualidade aos seus

clientes; Breve nota introdutória

equipamentos e outros meios hospitalares, e também honrar compromissos referentes aos processos de

b. Honrar os seus compromissos com a maioria dos

formação.

seus trabalhadores, colaboradores, fornecedores e

e. A impossibilidade de garantir uma actualização

Estado;

salarial que mantenha estável a capacidade de

c.

Manter

em

formação

contínua

os

seus

trabalhadores, e bem ainda a pós-graduação dos seus

compra dos seus trabalhadores face à elevada inflação que se continua a viver no País.

médicos internos; d. Prosseguir os seus programas de qualidade e

Caros

leitores,

estimados

colaboradores,

certificação;

fornecedores e clientes da Clínica Sagrada Esperança,

e. Fazer crescer a sua rede de extensões e parcerias, sendo de realçar as actividades desenvolvidas nas

É tempo de voltar a recordar, com ênfase, alguns

Lundas;

aspectos que continuam a ter um significado

f. Manter um permanente, pragmático e leal diálogo

relevante, como lastro e a filosofia do nosso Boletim:

com os seus clientes, em especial as diferentes seguradoras com quem tem sido possível encontrar

1.º Como matriz desta publicação, iremos manter os

soluções que sirvam as partes;

valores éticos em uso na difusão de informações,

g. Encerrar as contas do ano anterior, as quais depois

procurando que as mesmas sejam um factor de

de auditadas foram em Assembleia de Sócios

agregação e motivação.

devidamente aprovadas.

2.º Com a reorganização e reforço da equipa de trabalho do Boletim, retomaremos o nível e o rigor

É de salientar que, não obstante a crise que se vive no

informativo dos seus conteúdos, de modo que os

País reflectida numa diminuição acentuada de

diversos contributos possam esclarecer os leitores, no

doentes, em especial familiares dos trabalhadores,

contexto de um espaço aberto à colaboração dos

em particular as crianças, foi possível atingir um dos

profissionais da CSE e de outras pessoas ou entidades

objectivos que o CG tinha traçado: impedir o

de forma a atingir uma audiência alargada e

despedimento de parte dos seus efectivos.

heterogénea.

Certamente que, por falta de espaço, não foram

3.º Através deste canal, tentaremos encontrar formas

elencadas algumas acções executadas e que poderão

de resolução dos problemas que surgirem e de

cair no esquecimento se não tivermos o cuidado de as

encarar os desafios que, decerto, nos serão colocados

registar neste nosso meio comunicacional – uma das

futuramente.

formas que o CG utiliza para divulgar factos, eventos, problemas, vicissitudes, sucessos.

4.º Uma vez que convivemos com pessoas que procuram a CSE em situação de fragilidade, iremos pugnar pela melhoria do ‘valor humano’ que constitui

Certamente, importantes actividades ficaram por

a maior riqueza da nossa Instituição, sendo imperioso

concluir ou, tão pouco, tiveram o seu início:

que os Clientes ao sair desta Instituição sintam que

a. A ampliação da CSE/Ilha é um projecto que

foram bem atendidos.

continuará a aguardar por financiamentos que não ponham em causa a viabilidade da Instituição.

5.º Insistiremos no alargamento e melhoria das

b. A incapacidade que grande parte dos seus clientes

nossas instalações, aumentando a capacidade de

têm em manter as suas contas correntes com saldos

atendimento, de modo a receber com dignidade os

aceitáveis;

clientes e seus familiares, dando nota pública destas

c. O atraso das negociações da dívida do Estado;

acções à medida que forem concretizadas.

d. As dificuldades que ainda se verificam na aquisição de divisas que permitam adquirir medicamentos, 4

BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018


6.º Continuaremos a valorizar e a apoiar a REDE/CSE,

realistas e transparentes. Nesta medida, a CSE terá,

desejando que o contributo das distintas chefias e

seguramente, um futuro próximo com menos Clientes

respectivos colaboradores das extensões e parcerias

e, por isso, deverá:

(Cabinda, Soyo,

P. Amboim, Huambo, Lubango,

1.º Melhorar a sua organização interna em todas as

Moxico, Lundas, Norte e Sul, Lobito, Talatona, Zango,

áreas e serviços de forma a ser mais eficiente na

Cacuaco e outras) se manifeste em 2019 com o

prestação dos seus cuidados de saúde, prestando os

mesmo empenho e vontade de fazer crescer a família

mesmos serviços com qualidade mas com custos

CSE.

menores. Esse será um dos nossos grandes desafios

Neste final de ano, o CG deseja agradecer, uma vez

para 2019.

mais, o empenho e a dedicação de todos quantos permitiram, nestes nove anos, publicar meia centena

2.º Dar particular atenção ao novo paradigma de

de edições. Recordamos que nestes documentos

mercado, fazendo a sua adaptação interna, de forma

estão registados factos importantes da história da

a responder de forma proactiva às necessidades dos

Instituição.

doentes particulares e às exigências de um subsistema de seguros de saúde.

Por último, recorda-se e agradece-se o envolvimento e a dedicação de todos os trabalhadores da Clínica

3.º Melhorar todo o processo de recolha dos

Sagrada Esperança, de Cabinda ao Cunene e do

montantes que lhe são devidos decorrentes da

Litoral ao Interior, no cumprimento da nossa nobre

facturação dos serviços prestados.

missão – resolver os problemas que preocupam os nossos Doentes.

Renovamos os nossos agradecimentos aos doentes e seus familiares; aos responsáveis da CSE; às equipas

De igual forma, teremos de referir o apoio que nos foi

dos diferentes níveis da organização nos diversos

sendo dado pelas estruturas do Ministério de Tutela,

pontos do País; aos dirigentes de empresas e institu-

pelas estruturas do Ministério da Saúde aos difer-

ições que continuaram a confiar nos nossos serviços;

entes níveis. Com especial relevo, devemos realçar a

aos responsáveis e líderes do grupo ENDIAMA; aos

total solidariedade que sempre sentimos por parte da

nossos fornecedores e prestadores de serviços, que

Direcção da ENDIAMA.

acreditam que iremos cumprir as nossas obrigações; aos altos responsáveis do Ministério da Tutela, do

Em termos de conclusão,

Ministério da Saúde, do Governo e do Banco de Angola que, atentamente, procuraram minorar as

Podemos afirmar que o ano de 2018 foi ainda um

nossas carências.

período da vida dos angolanos em que muitos deles viram as suas empresas encerrar provocando o aumento de desemprego. Algumas empresas não

Bom Ano de 2019.

conseguiram pagar os seus salários, outras tiveram

Conselho de Gerência

que restringir os investimentos na saúde dos seus trabalhadores e, ainda, é de registar algumas situações em que as empresas optaram por fazer seguros de saúde, os quais, todavia, não resolvem os problemas dos trabalhadores e seus familiares em determinadas patologias. Assim, A actual conjuntura económica depende muito, ainda, do preço do petróleo; ora, a reconversão da economia necessita de alguns anos de políticas rigorosas, BOLETIM INFORMATIVO Nº 1 - 2019

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MATÉRIA DE CAPA

INAUGURAÇÃO DO NOVO SERVIÇO DE RADIOLOGIA

N

a procura de melhoria constante e prestação de serviços de qualidade superior, decorreram obras de ampliação e actualização do Serviço de Radiologia da CS-Ilha, de Novembro de 2016 a Julho de 2018.

levantamento/entrega de exames. O novo serviço apresenta uma dinâmica de atendimento diferente com um workflow melhorado, que ao centralizar tudo no mesmo espaço físico, evita que o doente ande às voltas pela Clínica.

Tratando-se de um serviço com atendimento 24/24horas, exigiu um esforço imenso no sentido de criar o mínimo transtorno para os pacientes e os profissionais do serviço, procurando manter as condições necessárias de forma a não encerrar nenhuma unidade durante este período.

O serviço de Radiologia da CSE-Ilha atende uma média de 200 pacientes por dia e realiza uma média mensal de 5800 exames. Neste momento, a resposta a qualquer exame é dada num curto espaço de tempo, nunca superior a 48 horas (com emissão de relatório) e invariavelmente com capacidade de atendimento imediato, sem necessidade de marcação prévia, excepto para a ecografia mamária, músculo-esquelética e morfológicas.

Dos trabalhos realizados resultaram as seguintes benfeitorias: quatro salas de ecografia (mais uma que previamente existentes), uma sala de tomografia, uma sala de ressonância magnética, novos gabinetes administrativos, copa (bastante solicitada pelos trabalhadores), uma nova sala de radiologia convencional multifuncional (mantendo-se o total de três) e uma nova recepção com capacidade para três postos de atendimento em simultâneo e mais um posto para

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BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

A qualidade das instalações e dos equipamentos, a redução do tempo de espera, o conforto e a criação de um espaço de qualidade superior, foram os objectivos que nortearam à remodelação.


O Serviço apresenta-se com instalações novas, salas de ecografias com casa de banho privativa, novos equipamentos, sub-salas de espera para todos os exames, e proporciona condições cada vez mais dignas para um paciente CSE cada vez mais exigente. A resposta ao novo serviço foi bastante positiva, quer por parte dos Trabalhadores, que se sentem mais valorizados e satisfeitos no local de trabalho, quer pelos pacientes, que transmitem elogios diários ao espaço que os acolhe.

“

Os pacientes equiparam o serviço a instituições no estrangeiro e mencionam que a qualidade melhorou bastante. Alzira Augusto, técnica de radiologia

O espaço está muito bonito e o ambiente é bastante agradável, nem parece que estamos num hospital. Mauro Damião, paciente

BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

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INOVAÇÃO

INÍCIO DO SERVIÇO DE APOIO AO DOMICÍLIO

C

om o intuito de melhorar a prestação dos

medição da tensão arterial, glicemias, extracção de

nossos serviços de saúde, foi criada uma

pontos, oxigenoterapia e ventiloterapia, aspiração de

equipa de Serviço de Apoio Domiciliário. Este serviço

secreções, etc.

iniciou a sua actividade em Junho de 2018 e conta

Também

com um grupo de 05 enfermeiros, cuja responsável é

Domiciliário o transporte do doente às consultas e a

a Enfermeira Adalgiza Soares.

prestação de cuidados de Fisioterapia ao domicílio.

estão

contemplados

neste

Apoio

Este serviço está disponível 24h/dia, sendo feita, no O Serviço de Apoio Domiciliário, organizado em

entanto, uma avaliação diagnóstica inicial pela

equipa

responsável deste serviço.

multidisciplinar,

prestação

de

cuidados

está vocacionado de

saúde

e

para para

acompanhamento após alta hospitalar, assim como o

Os convénios deste serviço são os mesmo que os

acompanhamento

convénios que a CSE tem com os seus clientes e

de

pessoas

dependentes/acamadas. Destina-se, pois, a pessoas que se encontrem no domicílio, em situação de dependência física por motivo de doença e que necessitem de um serviço de enfermagem para a realização de pensos, injectáveis, algaliação, entubação nasogástrica, administração de terapêutica, nebulizações, soros, vacinação, clisteres, 8

BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

empresas.


SERVIÇO DE CARDIOLOGIA E HEMODINÂMICA Rui Veiga Pinto | Presidente do Conselho de Gerência

3ª REUNIÃO DE INTERVENÇÃO CARDIOVASCULAR

N

o âmbito das suas actividades, o Serviço de Cardiologia

e

Hemodinâmica

teve

Participaram também distintos membros de Direcção a

e do Conselho de Gerência da CSE, além de

oportunidade de realizar, nos dias 28 e 29 de Junho

representantes das várias Extensões e Parcerias da

2018, a 3ª Reunião de Intervenção Cardiovascular.

CSE, num total de 143 participantes, durante os 2 dias

Esta Reunião teve como objectivo proporcionar o

desta actividade.

intercâmbio de conhecimentos com os diferentes

Das actividades desenvolvidas, merece destaque o

cardiologistas e outros profissionais da área da saúde

debate aberto denominado Ondjango, sob o tema

de Angola e África, apresentar a nossa realidade,

“Aspectos médicos-ético e legais perante a recusa do

conhecer a dos restantes Países e assim podermos

doente ao tratamento”; no qual tivemos intervenções

construir soluções comuns.

muito pertinentes de juristas, religiosos, jornalistas, sociólogos,

médicos,

académicos

e

outros

Foram convidadas e fizeram-se representar entidades

profissionais. Houve ainda lugar à apresentação de

protocolares como: Dra. Sílvia Lutucuta (Ministra da

dois casos clínicos sobre os quais estão a ser

Saúde), Dr. José Manuel Augusto Ganga Júnior

elaborados Protocolos de Actuação e, por fim ainda, o

(Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos),

testemunho de um Doente.

Dr. Carlos Alberto Pinto De Sousa (Bastonário da Ordem dos Médicos de Angola), Dr. Paulo Luvualo (Bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola), Dra. Joseth Rita

(da Direcção Nacional de Saúde

Pública).

BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

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PRÉMIO SAGRADA ESPERANÇA Rui Veiga Pinto | Presidente do Conselho de Gerência

DÉCIMO PRÉMIO PARA MELHOR ESTUDANTE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO

P

elo 10º ano consecutivo, no âmbito de um protocolo firmado com a Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto e com a Associação dos Estudantes da referida faculdade, a Clínica Sagrada Esperança premiou os 3 melhores estudantes de Medicina. O prémio foi entregue na Aula Magna da Faculdade de Medicina, no dia 26 de Março de 2018, dia das Jornadas Científicas e Estudantis da AEF-UAN. 1º Lugar Carlos Edgardo Assonjola da Silva - 5º ano Perfil de pacientes internadas na Maternidade Augusto N’Gangula com pré-eclâmpsia/eclâmpsia, em Dezembro de 2017 (2.500 USD) 2º Lugar Madeno Baltazar Pipa - 4º ano Conhecimentos, Atitudes e Práticas sobre o aleitamento materno exclusivo das mães do Bairro do Prenda, em Janeiro de 2018 (1.500 USD) 3º Lugar Paulo Ney Solari Fernando - 4º ano Casuística das cirurgias de emergência e urgência no bloco operatório do Hospital Américo Boavida, durante o último trimestre de 2017 (750 USD) CONSTITUIÇÃO DA MESA DO JÚRI Pela Clínica Sagrada Esperança: 1. Dr. António Pinheiro Cumena Candjondjo 2. Dr. Agostinho José Napato

1. Alberto Jacinto Diogo Victor 2. Benjamim N’Sakala N’Zinga Mateus Aos estudantes que viram os seus trabalhos serem assim valorizados, os nossos votos de um futuro brilhante na área da Medicina Angolana.

VENCEDORES DO PRÉMIO 2017 - 2018

1

CARLOS ASSONJOLA DA SILVA 5º ANO Perfil de pacientes internadas na Maternidade Augusto N’Gangula com 2 Dezembro pré-eclâmpsia/eclâmpsia, em de 2017 (2.500 USD)

MADENO BALTAZAR PIPA 4º ANO Conhecimentos, Atitudes e Práticas sobre o aleitamento materno exclusivo 3 das mães do Bairro do Prenda, em Janeiro de 2018 (1.500 USD)

Pela Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto: 1. Prof. Dr. Amilcar B.T. da Silva (Presidente do Júri) Pela Associação dos Estudantes da FMUAN: 10

BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

PAULO NEY SOLARI FERNANDO 4º ANO Casuística das cirurgias de emergência e urgência no bloco operatório do Hospital Américo Boavida, durante o último trimestre de 2017 (750 USD)


SERVIÇO INOVADOR Rui Veiga Pinto | Presidente do Conselho de Gerência

INÍCIO DA CONSULTA DA DOR

A

maioria dos pacientes que apresentam

do Doente com Dor, com boa adesão e resultados

algum tipo de dor crónica desconhece que

notáveis.

pode recorrer a uma consulta específica para

Logo no mês seguinte, Agosto, iniciaram-se as

controlar e tratar o seu problema.

Consultas da Dor que constituem o pilar para a posterior criação da Unidade Multidisciplinar da Dor.

A Consulta da Dor constitui um marco na melhoria da

Nesta consulta são realizados serviços e actos clínicos

qualidade de vida do doente com dor crónica e tem

diferenciados a doentes de todos os grupos etários,

como objectivo compreender a origem do problema

em regime de internamento e ambulatório ou

que motiva a consulta, tratando, através de diferentes

referenciados, portadores de dor aguda ou crónica

terapias, a sintomatologia dolorosa, e melhorando a

(oncológica e não oncológica).

qualidade de vida do doente que, muitas vezes, se

Para além da Dor Crónica, o Serviço de Anestesiologia

sente incompreendido, isolado e incapacitado. Uma

trata a Dor Aguda em todos os doentes pós-cirúrgicos

dor controlada previne a incapacidade e a deficiência,

e, quando solicitado, em doentes internados ou em

bem como problemas físicos e psicológicos.

regime de ambulatório.

Se a dor aguda pode ser considerada um sinal de alerta e é motivo frequente de consulta, a dor crónica

Nos primeiros 3 meses de existência, foram

não tem utilidade fisiológica e constitui uma doença

observados, em Consulta, 15 doentes referenciados

por si só e não apenas mais um sintoma.

por dor crónica, sendo a patologia mais frequente a lombociatalgia, e destacando ainda casos como

Quanto mais cedo recorrer a ajuda profissional,

Artrite de taKayasu, AVC do tronco, Cefaleia em

melhores

Salvas,

resultados

podem

ser

alcançados,

Crises

Vaso-oclusivas

em

doentes

mostrando ao paciente que a dor não é uma

drepanócitos, Dor Crónica do Idoso e a Dor

fatalidade a que está condenado.

neuropática.

Em Marco de 2018, foi apresentado ao Conselho de

As consultas da Dor decorrem todos os sábados, das

Gerência da Clínica Sagrada Esperança um projecto

9h às 12horas, na CSE-Ilha e são um importante

para a criação de uma unidade multidisciplinar da dor.

primeiro passo para aquilo que deve ser encarado como uma prioridade na prestação de cuidados de

Tratando-se de uma área de actuação totalmente

saúde de elevada qualidade e um factor indispensável

nova a nível nacional, foi necessário criar bases

na humanização dos cuidados de saúde.

sólidas

que

perspectiva,

suportassem em Julho

o

de

projecto.

2018

uma

Nesta equipa

multidisciplinar, sob a coordenação da Dra. Micaela Chaves Dolbeth e Costa e do Adjunto ao Serviço de Anestesiologia, em colaboração com outros Serviços, nomeadamente

Medicina

Interna,

Oncologia

e

Fisiatria, realizaram o 1º Curso de Abordagem Inicial BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

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CRIATIVIDADE

OFICINA DE ARTES SAGRADA ESPERANÇA

A

Oficina de Artes Sagrada Esperança é um projecto da autoria de alguns funcionários da Clínica Sagrada Esperança que se disponibilizaram para transmitir os seus conhecimentos a quem estiver neles interessado. Este projecto é, por isso, apadrinhado pela clínica e tem as suas instalações nas imediações da instituição. A Oficina de Artes está aberta desde Agosto de 2017 e admite formandos dos 8 aos 60 anos de idade que queiram aprender ou aperfeiçoar os seus conhecimentos nas áreas abrangidas. A Oficina de Artes tem actualmente 14 cursos disponíveis, dentre eles a Pintura, Croché, Bordados, Artesanato em Madeira e Artesanato Diverso, Guitarra, Fotografia, Dança, Pastelaria, Culinária, Piano, Canto, Maquilhagem Profissional e Auto-Maquilhagem. Cada curso tem duração variável, que pode ir de 1 mês até 1 ano, podendo ser abertos ou não, consoante o número de inscritos.

57 ALUNOS FORMADOS EM 2018

2 FOTOGRAFIA

8 CROCHÉ

18 PINTURA

Também o custo de cada formação é variável, oscilando entre os 7.000,00KZ e os 70.000,00 Kz pelo curso de Maquilhagem Profissional sendo este o mais caro. 12

BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

29 PASTELARIA


DESPORTO Rui Veiga Pinto | Presidente do Conselho de Gerência

GRUPO DESPORTIVO DA CLÍNICA SAGRADA ESPERANÇA

A

CSE garante no seu regulamento interno

profissionais de futsal, masculina e feminina, inscritas

(artigo 134º) o apoio a iniciativas que

no

cam-peonato

nacional;

uma

selecção

de

promovam saúde e o ambiente social, cultural e

trabalhadores que tem participado no campeonato

desportivo entre os seus trabalhadores.

provincial de futsal entre empresas em Luanda.

Como fruto, viu-se no dia 09 de Agosto de 2018, após

A Direcção desportiva realiza anualmente, desde

cumpridas as formalida-des exigidas pela Lei das

2006, o torneio de futsal entre os trabalhadores dos

Associações Desportivas e em conformidade com os

diferentes serviços, em alusão ao aniversário da CSE.

estatutos do Grupo Desportivo – CSE (GDCSE), os Órgãos

Sociais,

eleitos

unanimemente,

serem

reconhe-cidos pelo Gabinete Provincial de Acção Social, Cultural, Juventude e Desportos do Governo Provincial de Luanda. Os membros eleitos dos órgãos sociais foram empossados e assumiram cumprir as suas funções e dignificar o Grupo ao longo do triénio 2018-2020. Segue a sua composição: Mesa de Assembleia Geral: Dr. Rui Pinto (Presidente); Dr.ª Conceição Pitra (Vice-Presidente); Sr. Fernando Capoco (Secretário). Direcção Desportiva: Sr. Silvério de Ceita (Presidente); Sr.ª Luzia Marcelo (Vice-Presidente); Sr. Teófilo Leite (Secretário). Conselho Fiscal: Sr. Manuel Tinta (Presidente); Sr. Isaías Kalei (1º Vogal); Sr. Heleno Rodrigues (2º Vogal). Conselho Disciplinar: Sr.ª Luzia Ribei-ro (Presidente); Sr. Emanuel Godinho (1º Vogal); Sr. Hélder Neto (2º Vogal).

Jogador de futebol assinando contrato

O GDCSE conta actualmente com duas equipas BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

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COMUNICAÇÃO

JORNADA DE COMUNICAÇÃO DO GRUPO ENDIAMA

O

Gabinete de Marketing, Comunicação e Eventos da ENDIAMA organizou nos dias 11 e 12 de Outubro de 2018, as 1.ªs Jornadas da Comunicação do Grupo ENDIAMA, evento que teve lugar, com êxito, no Anfiteatro da CSE. O doutor Ganga Júnior, PCA da ENDIAMA, fez o acto de abertura do evento que, ao longo dos dois dias de trabalho, esteve dividido em três painéis, designadamente: Iº Painel: Apresentação dos diagnósticos das áreas de comunicação da Fundação Brilhante, Hotel Diamante, Clínica Sagrada Esperança, e do Grupo Desportivo Sagrada Esperança; IIº Painel: Trocas de experiências das boas práticas dos Gabinetes de Comunicação do BAI, UNITEL, CATOCA e SONAGOL. IIIº Painel: Apresentação, discussão e aprovação do documento final sobre as Estratégias de Comunicação do Grupo ENDIAMA.

14

BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

A Jornada de Comunicação e Marke-ting do Grupo ENDIAMA é uma plata-forma mais alargada de reflexão sobre temáticas, tendências e reformulação das estratégias de comunicação de todo o Grupo, que se pretende realizar anualmente.


ACTIVIDADE

CURSO DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR

A

CSE está empenhada, no âmbito da formação,

na

criação

de

CSE-Cacuaco, onde poderão ocorrer os estágios dia 18

curso

de

da mesma Semana, realizou-se uma Mesa Redonda

Especialidade de Medicina Geral e Familiar (EMGF)

sob o tema “A Prática da MGF-Partilha de

para dar resposta às Extensões e Parcerias. Neste

Experiências”, em que foram palestrantes, a Dr.ª Deise

sentido, foi criado um núcleo de trabalho, liderado

Fortunato, o Dr. Jorge Caixinhas e a Dr.ª Mariana de

pelos Drs. Jorge Lima e Jorge Caixinhas, que se dedica

Carvalho, com a moderação do Dr. Esmael Tomás.

à criação das condições iniciais para a efectivação deste projecto.

O balanço desta semana de trabalho foi considerado

A Semana da Medicina Geral e Familiar decorreu entre

bastante positivo, com conclusões importantes que

os dias 14 e 20 de Julho de 2018, no Anfiteatro da CSE.

determinaram as actividades a serem desenvolvidas até a implementação da EMGF no plano curricular da

Ao longo da Semana, foram realizadas várias reuniões

CSE.

em que foram analisa-dos e discutidos os aspectos sobre o curriculum da EMGF. Houve aceitação e envolvimento dos responsáveis das especialidades médicas e cirúrgicas para a elaboração de módulos para esta formação. Foram feitas visitas aos Hospitais municipais da Samba

e

de

Cacuaco,

e

ao

Centro

Médico BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

15


A DE CAPA

FUNCIONAMENTO DO CONSELHO DE DIRECÇÃO ALARGADO

O

Conselho de Direcção Alargado é um órgão de natureza consultiva do Conselho de Gerência da CSE, que funciona na base de um modelo de gestão participativa, motivador e empe-nhado na vida da Instituição, que se reúne no primeiro sábado de cada mês na Sede da CSE. Integram o CDA, além dos Directores, todas as chefias operacionais da CSE, o que, neste ano, perfez o número de 142 pessoas. Houve redução substancial da taxa de absentismo dos membros. Registou-se ainda mais preocupação em comunicar ou justificar as ausências nas reuniões programadas. Ao longo do ano de 2018, o CDA ganhou uma nova dinâmica com a criação do seu secretariado, de mecanismos de acompanhamento e análise do grau de cumprimento das principais recomendações, e com a aprovação, na generalidade, do seu Regulamento 16

BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

Interno e do Plano Estratégico de Comunicação da CSE. Em suma, o CDA cumpriu com todas as reuniões previstas para este ano. Essencialmente, atingiram-se todos os objectivos acima referidos deste Conselho com resultados gradualmente positivos. Existem ainda alguns aspectos a melhorar na qualidade das apresentações dos relatórios, na comunicação das decisões do CDA aos trabalhadores e na implementação das recomendações específicas de cada reunião do CDA.


OBJECTIVOS DO CONSELHO DE DIRECÇÃO ALARGADO

1

Estimular, responsabilizar e gerir com rigor as actividades de cada unidade operacional;

3

Fomentar, criar e dinamizar o espírito de equipa;

2

Melhorar a comunicação e partilha de experiências e de conhecimentos entre os profissionais;

4

Utilizar ferramentas de acompanhamento para monitorização das actividades dos diversos serviços.

BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018

17


PARCERIA

ASSOCIAÇÃO ANGOLANA DE CLÍNICAS MÉDICAS

A

criação da Associação Angolana de Clínicas Médicas (AACM) é um projecto idealizado há mais de 15 anos e que após o cumprimento de todos os pressupostos legais, veio a ser materializado em 30 de Outubro de 2018, com a eleição dos órgãos sociais na sua primeira Assembleia Geral. A Assembleia Geral teve lugar no Anfiteatro da Clínica Sagrada Esperança (CSE). Estiveram presentes os representantes das dezasseis clínicas membros-fundadoras e quatro clínicas não associadas. Os órgãos sociais foram eleitos por unanimidade e tomaram posse no dia 21 de Novembro, para um mandato de dois anos que vai até 2020, ficando composta da seguinte forma: Mesa da Assembleia Geral: Presiden-te, Dr. Filipe Júnior (Clínica Girassol); Vice-Presidente, Dr.ª Arlete Lins (Clíni-ca Climed); Secretária, Dr.ª Ludmila Ruiz (Clínica Afrus). Direcção: Presidente, Dr.ª Victória do Espírito Santo (Clínica Espírito Santo); Director, Dr. Rui Pinto (Clínica Sagrada Esperança); Director, Dr. Manuel Filipe Dias dos Santos (Clínica Multiperfil). 18

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Conselho Fiscal: Presidente: Sr. Pedro Ferreira (Clínica Cligest); Vogal: Dr. Manuel Cruzeiro (Clínica Peandra); Vogal: Dr.ª Judith Ferreira (Clínica Junic). Podem ser membros da AACM, todas as clínicas privadas domiciliadas em Angola. O Estatuto que regimenta a AACM está oficializado no Diário da República n.º 23, de 2 de Fevereiro de 2018, pág. 34-41. Alguns dos objectivos da AACM são de fazer “intervenção junto do Estado e autoridades públicas e privadas, nacio-nais e estrangeiras, diligenciando pelo respeito pela função social e económica da actividade de prestação de cuidados de saúde”, e de “ser interlocutor dos associados junto do Ministério da Saúde e respectivas ordens profissionais de saúde, dos grupos de fornecedores e clientes, incluindo as seguradoras”.


ORGULHO

CERTIFICAÇÃO DE DOIS NOVOS SERVIÇOS

É

para nós motivo de grande satis

AMBITOS DA CERTIFICAÇÃO

fação e orgulho informar que, no decurso

das acções com vista à certificação dos seus Sistemas de Gestão da Qualidade, segundo a norma ISSO 9001:2015, no dia 1 de Outubro de 2018 os serviços: da UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS (Certificado n.º ER-601/2018) e LAVANDARIA (extensão ao

+

Unidade de Cuidados Intensivos

Higienização e Cuidados) da CSE foram certificados,

Prestação de cuidados de saúde a doentes críticos.

o que inclui o direito ao uso da marca AENOR.

___________________

certificado com o n.º ER-0576/2016 do Serviço de

Esta certificação evidencia a conformidade dos respectivos sistemas de gestão com a norma ISO 9001:2015, o que, se é para nós razão de orgulho, por um lado, será igualmente um factor de exigência

+

Lavandaria

Prestação de Serviços de Limpeza e Arranjos, Lavagem e Desinfecção de roupa e vestuário hospitalar.

a manter pela nossa parte. Espera-se que a certificação concedida resulte em efectivo benefício para os serviços, para os seus clientes e que represente uma ferramenta eficaz para atingir os seus objetivos.

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EPIDEMIOLOGIA

PLANO DE CONTINGÊNCIA CONTRA A FEBRE HEMORRÁGICA PELO VÍRUS ÉBOLA

R

ealizou-se no passado dia 02 de Junho uma sessão de esclarecimento no Anfiteatro da CSE aos Membros do Conselho de Direcção Alargada, sobre o Plano de Contingência contra a Febre Hemorrágica pelo Vírus Ébola apresentada pelo Dr. Roygue Alfredo Chefe do Gabinete de Vigilância Epidemiológica. O presente Plano visa fundamentalmente responder a acções de preparação e resposta à ameaça da doença do vírus Ébola, face à situação vigente na Zona do Bikoro, Iboko e Wangata, província de Equateur na fronteira entre a RDC e o Congo Brazzaville. Com objectivo de reduzir o risco de introdução do Vírus e garantir uma resposta adequada. É um instrumento de gestão para assegurar as condições de prevenção de um provável surto epidémico, incluindo normas concretas e orientadas para organizar, agilizar e uniformizar as acções para a preparação e resposta de emergência, define claramente a missão e as responsabilidades de cada Departamento, Serviço e Sector da CSE. Foi apresentado a situação epidemiológica sobre os casos registados a partir de 16 de Maio até 23 de Maio de 2018,onde foram notificados um acumulado de 51 casos de doença do vírus Ébola, incluindo 27 mortes (taxa de letalidade = 52,9%) em três Zonas de Saúde da província de Equateur. Do total de casos, 28 foram confirmados, 21 são prováveis e 02 suspeitos, distribuídos pelas Zonas de Saúde de Bikoro (n = 29), Iboko (n = 16) e Wangata (n = 6) da Província do Equateur. A Zona de Saúde de Bikoro continua a ser o centro epidémico do surto, com 56,9% do total de casos e 35% dos casos confirmados. Durante a apresentação do Plano de Contingência, foi abordado os aspectos ligados com o contexto epidemiológico e clínico, onde os presentes poderão esclarecer as suas dúvidas e ao mesmo tempo

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contribuições para o enriquecimento do mesmo. Tendo em conta o quadro actual da epidemia na RDC, o Conselho de Gerência por via do Gabinete de Vigilância Epidemiológica, viu a necessidade de se actualizar o presente Plano de Contingência Multissectorial, com vista à redução do risco de introdução do vírus e garantir uma resposta adequada, através das seguintes estratégias:

1. Manter o estado de alerta permanente; 2. Reforçar a vigilância epidemiológica e laboratorial; 3. Investigação de rumores e notificação aos níveis superiores hierárquicos; 4. Reforçar a vigilância epidemiológica a nível da rede sanitária do grupo CSE; 5. Encontros técnicos com os órgãos Ministeriais do estado envolvidos na preparação e controlo da epidemia; 6. Distribuir a definição de caso a todas as unidades sanitárias e assegurar que seja conhecida por todos os profissionais; 7. Distribuir as normas de recolha, acondicionamento e transporte das amostras; 8. Manter escrupulosamente as medidas de protecção individual e de biossegurança; 9. Educar sobre medidas de segurança e protecção, comunicar e informar permanentemente os profissionais e clientes


FORMAÇÃO EFEMÉRIDE

DOZE MÉDICOS FORMADOSCONTA COM O PLANO DE CONTINGÊNCIA APOIO DA CSE TERMINARAM A FEBRE HEMORRÁGICA PELOEM 2018 A SUA ESPECIALIDADE EM VÍRUS ÉBOLA CIÊNCIAS MÉDICAS

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ealizaram-se, em 2018, os exames finais que garantiram a entrega dos Títulos de Especialidade a 12 médicos da CSE assim distribuídos: Medicina de Urgência (2), Medicina Interna (1), Medicina Intensiva (1), Medicina Geral e Familiar (1), Pediatria (3) Ortopedia (2) e Endocrinologia (2). Foi assim coroado um árduo trabalho, com um elevado empenhamento de diversos actores, com papéis diferentes, mas com níveis de exigência de que todos nos devemos orgulhar. A Clínica Sagrada Esperança tem dado um grande contributo para o desenvolvimento da política de formação de quadros em que o Ministério da Saúde está empenhadíssimo, na sequência das orientações da Política Nacional de Saúde e do Plano de Desenvolvimento Nacional de Recursos Humanos da Saúde. Estas formações só se tornaram realidade porque resultaram de uma parceria muito meritória levada a cabo pela Clínica Sagrada Esperança com várias instituições, a quem cumpre agradecer e cumprimentar: - À Clínica Sagrada Esperança, em especial ao Conselho de Gerência, à Direcção de Formação, Pós-Graduação e Investigação, ao Centro de Formação e aos Departamentos envolvidos, a saber Departamento Médico, Departamento Cirúrgico, Departamento de Pediatria, Departamento de Atendimento Permanente e Unidade de Cuidados Intensivos. - Aos hospitais que participaram na formação destes especialistas, a saber: Hospital Prof. Fernando da Fonseca - Amadora Sintra, Hospital Pediátrico David Bernardino, Unidade Local de Saúde de Matosinhos e o Centro Hospitalar de Tondela/ Viseu. - Ao Conselho Nacional de Especialização Pós-Graduação em Ciências Médicas.

e

- Aos Bastonários da Ordem dos Médicos de Angola e de Portugal. - Aos Orientadores de formação.

NOMES DOS NOVOS ESPECIALISTAS

1 PRIMEIRA ÉPOCA Medicina interna Jemima Patrocínio Medicina de urgência Ana Soraya Macedo, Maria Africaine Vindes Medicina intensiva Vanda Carapichoso

2 SEGUNDA ÉPOCA Pediatria Márcia Cristina Fernandes, Ana Bela Lucama, Paulette Mónica Palhares Endocrinologia Moisés João Feliciano Melanie Carla Cordeiro da Silva Neto Medicina geral e familiar Liliana de Fátima Salvaterra Ortopedia José Manuel Viagem, BOLETIM INFORMATIVO Nº 1 - 2019 Daniel Salvador Fundanga

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TECNOLOGIA

NOVO SOFTWARE DE GESTÃO HOSPITALAR NA CSE

A

partir de Janeiro de 2019 terá inicio o processo de transição para o novo software de Gestão Hospitalar. Esta solução foi desenvolvida pelo consórcio 2Soft/TwoSoftSystems e vai permitir à CSE adquirir um maior conhecimento sobre os seus utentes e uma melhor resposta às suas necessidades, bem como do corpo clínico integrante, que colaborou no desenvolvimento do novo sistema.

“

O software que agora estamos a substituir esteve ao serviço da Clínica Sagrada Esperança durante 20 anos. Eng. Jorge Morais, CEO da 2Soft

Esta mudança é o resultado do Know-how consolidado ao longo dos anos e tem em conta a realidade concreta da CSE. O novo 2Soft Medical deverá ser implementado no grupo CSE até 2020, a par da formação dos profissionais, que deverá ser feita em simultâneo. É também uma janela que se abre para o futuro, uma vez que foi desenvolvido de acordo com as melhores práticas internacionais na área médica e contempla abordagens inovadoras que acrescentam uma maior confiança para o corpo clínico e maior segurança para

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os utentes. O acompanhamento sequencial do processo de desenvolvimento do software que definiu todo o processo clínico e procurou minimizar possíveis constrangimentos, contou com o apoio de um médico exterior e vários médicos especialistas CSE, entre eles o Dr. Filipe Jorge. Segundo o próprio “Agora existe a possibilidade de gestão integrada de um grupo com várias unidades de saúde em tempo real, permitindo gerir o fluxo de utentes e a articulação de cuidados e serviços” e ainda“ Com melhor qualidade de informação poderemos, em consequência, prestar um melhor serviço aos nossos utentes, tomando as melhores decisões em tempo útil. Isto sim, fará a diferença”. Quando questionado face às suas expectativas, o Dr.Filipe Jorge espera que “este software venha a ser verdadeiramente ‘amigo dos utilizadores’, que haja pouca resistência por parte dos profissionais de saúde na sua utilização e que tenha um helpdesk eficiente”. O Eng. Jorge Morais, CEO da 2Soft, mostra-se satisfeito com a aposta: “O software que agora estamos a substituir esteve ao serviço da Clínica Sagrada Esperança durante 20 anos. Durante este tempo mantivemo-nos em estreita colaboração com a CSE e este passo representa o esforço desta sinergia e eleva a relação a um outro patamar”. Com uma estratégia definida para a implementação, contamos com todos os profissionais, que deverão participar no processo e nas sessões de formação e apresentação, para uma melhoria contínua das nossas plataformas.


ENTRE AS NOVAS FUNCIONALIDADES DESTACAM-SE A melhoria das funcionalidades de registo de informação clínica (processo electrónico do utente) e historial familiar. Todo o processo é centralizado no Utente, fica disponível de forma sincronizada e em tempo real para toda a rede CSE, ou seja, independentemente da clínica a que o utente se dirija, existe um acesso directo à sua ficha e ao seu historial na instituição. A CSE torna-se, assim, a primeira rede privada a nível nacional num processo inovador e pioneiro em todo o País;

A adopção de standards, normas, codificações e procedimentos médicos internacionais e disponibilização de ferramentas auxiliares de apoio ao diagnóstico;

A criação de ecrãs e dashboards desenhados especificamente e ao detalhe para cada função (médicos, enfermeiros, recepcionistas e gestores).

Melhoria da funcionalidade da prescrição electrónica, de medicamentos e MCDTs; Integração do novo módulo de triagem;

Maior controlo sobre a facturação a particulares ou convénios; Criação de novos relatórios, análises e indicadores de gestão; Interface completamente renovada numa lógica 100% WEB;

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ESCLARECIMENTO

SESSÃO DE ESCLARECIMENTO SOBRE A EPIDEMIA DA CÓLERA

N

o dia 26 de Junho de 2018 realizou-se uma sessão de esclarecimento no Anfiteatro da CSE, destinada aos funcionários da CSE- Ilha e Extensões e Parcerias de Luanda, no âmbito do Plano de Resposta para o Controlo da Epidemia de Cólera. A sessão foi organizada pelo Gabinete de Vigilância Epidemiológica, Departamento de Medicina e Atendimento Permanente. Desde o dia 22 de Maio de 2018 as autoridades sanitárias de Luanda têm notificado casos de Cólera, tendo sido registados, até ao dia 24 do mês seguinte, um total acumulativo de 47 casos suspeitos, 3 casos confirmados, 6 óbitos, perfazendo uma Taxa de Letalidade igual a12.8% - Limiar=1% (OMS). Por orientação do Conselho de Gerência (CG), foi elaborado o PLANO DE RESPOSTA PARA O CONTROLO DA EPIDEMIA DA CÓLERA da rede sanitária da CSE 2018, assente nos seguintes pilares: - Gestão dos Casos Clínicos – Apresentado pela Dra. Gisela; - Mabuco (Departamento de Medicina); - Fluxograma de Atendimento aos doentes Apresentado pela Dra. Irema Simões (Atendimento Permanente); - Gestão Laboratorial – Apresentado pelo Dr. Carlos Tembua (Laboratório de Patologia Clinica); - Vigilância Epidemiológica e Educação Informação Comunicação e Mobilização (EICM) – Apresentado pelo Dr.Roygue Alfredo (Gabinete de Vigilância Epidemiológica). CONCLUSÃO a) Foi decidido capacitar todos os profissionais (Médicos, Enfermeiros e Técnicos) no diagnóstico e manuseamento correcto de casos suspeitos de

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Cólera, utilizando o protocolo de tratamento e o plano de Gestão do Sistema Nacional de Saúde; b) Proceder à Identificação e Notificação através da definição de caso; c) Promover a integração e treinamento das equipas do AP, Pediatria, Medicina, Extensões e Parcerias, Call Center e SHC; d) Assegurar o tratamento dos doentes e monitorizar a evolução até o envio para o CTC; e) Garantir o estoque de testes (TDR) Cólera e fazer a distribuição racional para as Extensões e Parcerias; f) Formar as equipas para o uso correcto do teste, bem como garantir o bom acondicionamento e manuseamento das amostras; g) Investigar todos os casos suspeitos de Cólera; h) Proceder ao Geo-referenciamento dos casos suspeitos de Cólera; i) Intensificar as acções de busca activa e seguimento de contactos; j) Proceder à Monitorizaçãoe Avaliação das Fichas de Notificação nos serviços clínicos; k) Assegurar o transporte dos doentes aos CTC e o envio das amostras até ao INS; l) Diária da informação dos casos a nível do SNS e da RS-CSE; m) Assegurar a existência de Macas coléricas e tinas no local de Tratamento dos doentes (ACR); n) Assegurar a disponibilidade de medicamentos e outros meios de biossegurança; o) Assegurar a Higienização do local de tratamento dos doentes (Triagem, Pediatria- Isolamento, Ambulância e ACR).


MANUAL DAS METAS INTERNACIONAIS PARA A SEGURANÇA DO DOENTE

O

Grupo Dinamizador da Qualidade (GDQ), no âmbitodo Programa de Melhoria da Qualidade, e para obtenção da Certificação dos departamentos clínicos, elaborou um Manual que espelha um conjunto de orientações, referentes às 6 METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO DOENTE (MISD). Esperamos que este Manual seja uma ajuda efectiva à operacionalização, e que isto resulte numa melhoria das práticas e no aumento da Segurança para os nossos Clientes.

ESTE DOCUMENTO ESTÁ ORGANIZADO DA SEGUINTE FORMA

1

Fundamentação baseada em evidências internacionais referente a cada Meta Internacional;

2

Objectivo para o cumprimento de cada Meta Internacional;

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Procedimentos e boas práticas;

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Elementos de medição para o cumprimento das Metas Internacionais.

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POEMA

NA CAMA DO DOENTE Por: Songamonga* | Escrito no dia 12 de Dezembro de 2001

“

Na cama do doente A prisão é quase perpétua Onde o rico é pobre Onde o sábio é analfabeto

Na cama do doente A esperança é menina Onde a humildade torna-se virtude Onde a grandeza torna-se criança

Na cama do doente O ambiente é claustrofóbico Onde há dor Onde há lágrimas Onde há gritos intrínsecos Sem serem compreendidos

Na cama do doente O desespero é o pão do dia Onde a força muscular é remota Onde a força psíquica é amputada Onde todos são crianças.

”

geral@cse.co.ao - 923 167 950 * Songamonga é o nome artistico de Adão fb.com/clinicasagradaesperanca Capitango, enfermeiro na Clínica Sagrada http://clinicasagradaesperanca.co.ao Esperança

A SUA REDE DE SAÚDE CONTACTOS DA SEDE EMAIL: GERAL@CSE.CO.AO T: 923 167 950

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