BOLETIM INFORMATIVO DESTAQUES
28 anos protegendo valores humanos e sociais com qualidade Prémios Clínica Sagrada Esperança, 2018 Entrevista a vencedora do Prémio Fitness CSE
JANEIRO
Nº 54 2019
EDITORIAL ARTIGOS EDITORIAL Breve nota introdutória
Rui Veiga Pinto | Presidente do Conselho de Gerência Breve nota introdutória
ARTIGOS 6. Inauguração do novo Serviço de Radiologia
8. Início do Serviço de Apoio ao Domicílio
9. 3ª Reunião de Intervenção Cardiovascular
10. Décimo prémio para melhor estudante de medicina da universidade Agostinho Neto
11. Início da Consulta da Dor
12. Oficina de Artes Sagrada Esperança
13. Grupo Desportivo da Clínica Sagrada Esperança
14. Jornada de Comunicação do Grupo ENDIAMA
15. Curso de Medicina Geral e Familiar
16. Funcionamento do Conselho de Direcção Alargado
18. Associação Angolana de Clínicas Médicas
19. Certificação de dois novos serviços
20. Plano de Contingência contra a Febre Hemorrágica pelo Vírus Ébola
21. Doze Médicos Formados com o apoio da CSE terminaram em 2018 a sua especialidade em Ciências Médicas
22. Novo software de gestão hospitalar na CSE
24. Sessão de esclarecimento sobre A Epidemia da Cólera
25. Manual das Metas Internacionais para a Segurança do Doente
26. A cama do doente
qzx
16. Balanço do Conselho de Direcção Alargado de 2018
v bt11111
18. Associação Angolana de Clínicas Médicas
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BOLETIM INFORMATIVO Nº 1 - 2019
EDITORIAL Conselho de Gerência da Clínica Sagrada Esperança
FICHA TÉCNICA COORDENADOR CIENTÍFICO Esmael Tomás COLABORADORES Bárbara Mesquita, Hipólito Calulu, Maria do Carmo Cruz Marta Leal, Narciso Mbangui. Roygue Alfredo Fernando Capoco Vivalda Albuquerque Carolina Modesto Sheila Cardoso REVISÃO Maria do Carmo Cruz
É O EDITORIAL
C
oncluído o ano de 2018, é imperioso e oportuno – como sucedeu sempre nos
últimos anos – que neste meio de comunicação escrita, em uso na nossa Instituição, se proceda ao balanço do que de mais importante foi realizado neste período. Nesta medida, faz sentido que se transcreva parte do número 1 do editorial N.º 50: «É o regresso à publicação do nosso Boletim, decorrido um ano após a divulgação do N.º 50, e nove anos depois do primeiro número, em Maio de 2009.» Não podemos assumir que a crise económica e a consequente desmotivação e ansiedade justifiquem a ‘ausência’
do
nosso
Boletim.
Permitimo-nos
CONCEPÇÃO GRÁFICA Leocarpo Manuel
transcrever as razões da sua existência e publicação,
TIRAGEM 1.500 exemplares
«O nosso Boletim visa, essencialmente, (a) fornecer
CONTACTOS 923 167 950 geral@cse.co.ao --------------------IMCS: 730 / B / 2014 ISSN: 2411-2100
então apontadas:
informações sobre a vida da CSE, procurando manter uma relação duradoura com os seus públicos, (b) colher opiniões sobre as actividades levadas a cabo na Instituição, (c) sugerir a elaboração de textos, científicos
ou
não,
sobre
comportamentos
e
preferências dos clientes e colaboradores.» Caros leitores: que actividades essenciais devem ser realçadas durante o ano de 2018? Apesar das dificuldades bem conhecidas de todos, a CSE conseguiu executar, face aos indicadores e resultados já conhecidos, parte significativa dos objectivos que se propusera, e dar corpo aos desafios que se colocaram – facto que mantém a nossa Instituição como referência no mercado nacional: BOLETIM INFORMATIVO Nº 1 - 2019
3
EDITORIAL
a. Prestar cuidados de Saúde de qualidade aos seus
clientes; Breve nota introdutória
equipamentos e outros meios hospitalares, e também honrar compromissos referentes aos processos de
b. Honrar os seus compromissos com a maioria dos
formação.
seus trabalhadores, colaboradores, fornecedores e
e. A impossibilidade de garantir uma actualização
Estado;
salarial que mantenha estável a capacidade de
c.
Manter
em
formação
contínua
os
seus
trabalhadores, e bem ainda a pós-graduação dos seus
compra dos seus trabalhadores face à elevada inflação que se continua a viver no País.
médicos internos; d. Prosseguir os seus programas de qualidade e
Caros
leitores,
estimados
colaboradores,
certificação;
fornecedores e clientes da Clínica Sagrada Esperança,
e. Fazer crescer a sua rede de extensões e parcerias, sendo de realçar as actividades desenvolvidas nas
É tempo de voltar a recordar, com ênfase, alguns
Lundas;
aspectos que continuam a ter um significado
f. Manter um permanente, pragmático e leal diálogo
relevante, como lastro e a filosofia do nosso Boletim:
com os seus clientes, em especial as diferentes seguradoras com quem tem sido possível encontrar
1.º Como matriz desta publicação, iremos manter os
soluções que sirvam as partes;
valores éticos em uso na difusão de informações,
g. Encerrar as contas do ano anterior, as quais depois
procurando que as mesmas sejam um factor de
de auditadas foram em Assembleia de Sócios
agregação e motivação.
devidamente aprovadas.
2.º Com a reorganização e reforço da equipa de trabalho do Boletim, retomaremos o nível e o rigor
É de salientar que, não obstante a crise que se vive no
informativo dos seus conteúdos, de modo que os
País reflectida numa diminuição acentuada de
diversos contributos possam esclarecer os leitores, no
doentes, em especial familiares dos trabalhadores,
contexto de um espaço aberto à colaboração dos
em particular as crianças, foi possível atingir um dos
profissionais da CSE e de outras pessoas ou entidades
objectivos que o CG tinha traçado: impedir o
de forma a atingir uma audiência alargada e
despedimento de parte dos seus efectivos.
heterogénea.
Certamente que, por falta de espaço, não foram
3.º Através deste canal, tentaremos encontrar formas
elencadas algumas acções executadas e que poderão
de resolução dos problemas que surgirem e de
cair no esquecimento se não tivermos o cuidado de as
encarar os desafios que, decerto, nos serão colocados
registar neste nosso meio comunicacional – uma das
futuramente.
formas que o CG utiliza para divulgar factos, eventos, problemas, vicissitudes, sucessos.
4.º Uma vez que convivemos com pessoas que procuram a CSE em situação de fragilidade, iremos pugnar pela melhoria do ‘valor humano’ que constitui
Certamente, importantes actividades ficaram por
a maior riqueza da nossa Instituição, sendo imperioso
concluir ou, tão pouco, tiveram o seu início:
que os Clientes ao sair desta Instituição sintam que
a. A ampliação da CSE/Ilha é um projecto que
foram bem atendidos.
continuará a aguardar por financiamentos que não ponham em causa a viabilidade da Instituição.
5.º Insistiremos no alargamento e melhoria das
b. A incapacidade que grande parte dos seus clientes
nossas instalações, aumentando a capacidade de
têm em manter as suas contas correntes com saldos
atendimento, de modo a receber com dignidade os
aceitáveis;
clientes e seus familiares, dando nota pública destas
c. O atraso das negociações da dívida do Estado;
acções à medida que forem concretizadas.
d. As dificuldades que ainda se verificam na aquisição de divisas que permitam adquirir medicamentos, 4
BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
6.º Continuaremos a valorizar e a apoiar a REDE/CSE,
realistas e transparentes. Nesta medida, a CSE terá,
desejando que o contributo das distintas chefias e
seguramente, um futuro próximo com menos Clientes
respectivos colaboradores das extensões e parcerias
e, por isso, deverá:
(Cabinda, Soyo,
P. Amboim, Huambo, Lubango,
1.º Melhorar a sua organização interna em todas as
Moxico, Lundas, Norte e Sul, Lobito, Talatona, Zango,
áreas e serviços de forma a ser mais eficiente na
Cacuaco e outras) se manifeste em 2019 com o
prestação dos seus cuidados de saúde, prestando os
mesmo empenho e vontade de fazer crescer a família
mesmos serviços com qualidade mas com custos
CSE.
menores. Esse será um dos nossos grandes desafios
Neste final de ano, o CG deseja agradecer, uma vez
para 2019.
mais, o empenho e a dedicação de todos quantos permitiram, nestes nove anos, publicar meia centena
2.º Dar particular atenção ao novo paradigma de
de edições. Recordamos que nestes documentos
mercado, fazendo a sua adaptação interna, de forma
estão registados factos importantes da história da
a responder de forma proactiva às necessidades dos
Instituição.
doentes particulares e às exigências de um subsistema de seguros de saúde.
Por último, recorda-se e agradece-se o envolvimento e a dedicação de todos os trabalhadores da Clínica
3.º Melhorar todo o processo de recolha dos
Sagrada Esperança, de Cabinda ao Cunene e do
montantes que lhe são devidos decorrentes da
Litoral ao Interior, no cumprimento da nossa nobre
facturação dos serviços prestados.
missão – resolver os problemas que preocupam os nossos Doentes.
Renovamos os nossos agradecimentos aos doentes e seus familiares; aos responsáveis da CSE; às equipas
De igual forma, teremos de referir o apoio que nos foi
dos diferentes níveis da organização nos diversos
sendo dado pelas estruturas do Ministério de Tutela,
pontos do País; aos dirigentes de empresas e institu-
pelas estruturas do Ministério da Saúde aos difer-
ições que continuaram a confiar nos nossos serviços;
entes níveis. Com especial relevo, devemos realçar a
aos responsáveis e líderes do grupo ENDIAMA; aos
total solidariedade que sempre sentimos por parte da
nossos fornecedores e prestadores de serviços, que
Direcção da ENDIAMA.
acreditam que iremos cumprir as nossas obrigações; aos altos responsáveis do Ministério da Tutela, do
Em termos de conclusão,
Ministério da Saúde, do Governo e do Banco de Angola que, atentamente, procuraram minorar as
Podemos afirmar que o ano de 2018 foi ainda um
nossas carências.
período da vida dos angolanos em que muitos deles viram as suas empresas encerrar provocando o aumento de desemprego. Algumas empresas não
Bom Ano de 2019.
conseguiram pagar os seus salários, outras tiveram
Conselho de Gerência
que restringir os investimentos na saúde dos seus trabalhadores e, ainda, é de registar algumas situações em que as empresas optaram por fazer seguros de saúde, os quais, todavia, não resolvem os problemas dos trabalhadores e seus familiares em determinadas patologias. Assim, A actual conjuntura económica depende muito, ainda, do preço do petróleo; ora, a reconversão da economia necessita de alguns anos de políticas rigorosas, BOLETIM INFORMATIVO Nº 1 - 2019
5
MATÉRIA DE CAPA
INAUGURAÇÃO DO NOVO SERVIÇO DE RADIOLOGIA
N
a procura de melhoria constante e prestação de serviços de qualidade superior, decorreram obras de ampliação e actualização do Serviço de Radiologia da CS-Ilha, de Novembro de 2016 a Julho de 2018.
levantamento/entrega de exames. O novo serviço apresenta uma dinâmica de atendimento diferente com um workflow melhorado, que ao centralizar tudo no mesmo espaço físico, evita que o doente ande às voltas pela Clínica.
Tratando-se de um serviço com atendimento 24/24horas, exigiu um esforço imenso no sentido de criar o mínimo transtorno para os pacientes e os profissionais do serviço, procurando manter as condições necessárias de forma a não encerrar nenhuma unidade durante este período.
O serviço de Radiologia da CSE-Ilha atende uma média de 200 pacientes por dia e realiza uma média mensal de 5800 exames. Neste momento, a resposta a qualquer exame é dada num curto espaço de tempo, nunca superior a 48 horas (com emissão de relatório) e invariavelmente com capacidade de atendimento imediato, sem necessidade de marcação prévia, excepto para a ecografia mamária, músculo-esquelética e morfológicas.
Dos trabalhos realizados resultaram as seguintes benfeitorias: quatro salas de ecografia (mais uma que previamente existentes), uma sala de tomografia, uma sala de ressonância magnética, novos gabinetes administrativos, copa (bastante solicitada pelos trabalhadores), uma nova sala de radiologia convencional multifuncional (mantendo-se o total de três) e uma nova recepção com capacidade para três postos de atendimento em simultâneo e mais um posto para
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BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
A qualidade das instalações e dos equipamentos, a redução do tempo de espera, o conforto e a criação de um espaço de qualidade superior, foram os objectivos que nortearam à remodelação.
O Serviço apresenta-se com instalações novas, salas de ecografias com casa de banho privativa, novos equipamentos, sub-salas de espera para todos os exames, e proporciona condições cada vez mais dignas para um paciente CSE cada vez mais exigente. A resposta ao novo serviço foi bastante positiva, quer por parte dos Trabalhadores, que se sentem mais valorizados e satisfeitos no local de trabalho, quer pelos pacientes, que transmitem elogios diários ao espaço que os acolhe.
“
Os pacientes equiparam o serviço a instituições no estrangeiro e mencionam que a qualidade melhorou bastante. Alzira Augusto, técnica de radiologia
O espaço está muito bonito e o ambiente é bastante agradável, nem parece que estamos num hospital. Mauro Damião, paciente
BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
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INOVAÇÃO
INÍCIO DO SERVIÇO DE APOIO AO DOMICÍLIO
C
om o intuito de melhorar a prestação dos
medição da tensão arterial, glicemias, extracção de
nossos serviços de saúde, foi criada uma
pontos, oxigenoterapia e ventiloterapia, aspiração de
equipa de Serviço de Apoio Domiciliário. Este serviço
secreções, etc.
iniciou a sua actividade em Junho de 2018 e conta
Também
com um grupo de 05 enfermeiros, cuja responsável é
Domiciliário o transporte do doente às consultas e a
a Enfermeira Adalgiza Soares.
prestação de cuidados de Fisioterapia ao domicílio.
estão
contemplados
neste
Apoio
Este serviço está disponível 24h/dia, sendo feita, no O Serviço de Apoio Domiciliário, organizado em
entanto, uma avaliação diagnóstica inicial pela
equipa
responsável deste serviço.
multidisciplinar,
prestação
de
cuidados
está vocacionado de
saúde
e
para para
acompanhamento após alta hospitalar, assim como o
Os convénios deste serviço são os mesmo que os
acompanhamento
convénios que a CSE tem com os seus clientes e
de
pessoas
dependentes/acamadas. Destina-se, pois, a pessoas que se encontrem no domicílio, em situação de dependência física por motivo de doença e que necessitem de um serviço de enfermagem para a realização de pensos, injectáveis, algaliação, entubação nasogástrica, administração de terapêutica, nebulizações, soros, vacinação, clisteres, 8
BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
empresas.
SERVIÇO DE CARDIOLOGIA E HEMODINÂMICA Rui Veiga Pinto | Presidente do Conselho de Gerência
3ª REUNIÃO DE INTERVENÇÃO CARDIOVASCULAR
N
o âmbito das suas actividades, o Serviço de Cardiologia
e
Hemodinâmica
teve
Participaram também distintos membros de Direcção a
e do Conselho de Gerência da CSE, além de
oportunidade de realizar, nos dias 28 e 29 de Junho
representantes das várias Extensões e Parcerias da
2018, a 3ª Reunião de Intervenção Cardiovascular.
CSE, num total de 143 participantes, durante os 2 dias
Esta Reunião teve como objectivo proporcionar o
desta actividade.
intercâmbio de conhecimentos com os diferentes
Das actividades desenvolvidas, merece destaque o
cardiologistas e outros profissionais da área da saúde
debate aberto denominado Ondjango, sob o tema
de Angola e África, apresentar a nossa realidade,
“Aspectos médicos-ético e legais perante a recusa do
conhecer a dos restantes Países e assim podermos
doente ao tratamento”; no qual tivemos intervenções
construir soluções comuns.
muito pertinentes de juristas, religiosos, jornalistas, sociólogos,
médicos,
académicos
e
outros
Foram convidadas e fizeram-se representar entidades
profissionais. Houve ainda lugar à apresentação de
protocolares como: Dra. Sílvia Lutucuta (Ministra da
dois casos clínicos sobre os quais estão a ser
Saúde), Dr. José Manuel Augusto Ganga Júnior
elaborados Protocolos de Actuação e, por fim ainda, o
(Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos),
testemunho de um Doente.
Dr. Carlos Alberto Pinto De Sousa (Bastonário da Ordem dos Médicos de Angola), Dr. Paulo Luvualo (Bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola), Dra. Joseth Rita
(da Direcção Nacional de Saúde
Pública).
BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
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PRÉMIO SAGRADA ESPERANÇA Rui Veiga Pinto | Presidente do Conselho de Gerência
DÉCIMO PRÉMIO PARA MELHOR ESTUDANTE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO
P
elo 10º ano consecutivo, no âmbito de um protocolo firmado com a Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto e com a Associação dos Estudantes da referida faculdade, a Clínica Sagrada Esperança premiou os 3 melhores estudantes de Medicina. O prémio foi entregue na Aula Magna da Faculdade de Medicina, no dia 26 de Março de 2018, dia das Jornadas Científicas e Estudantis da AEF-UAN. 1º Lugar Carlos Edgardo Assonjola da Silva - 5º ano Perfil de pacientes internadas na Maternidade Augusto N’Gangula com pré-eclâmpsia/eclâmpsia, em Dezembro de 2017 (2.500 USD) 2º Lugar Madeno Baltazar Pipa - 4º ano Conhecimentos, Atitudes e Práticas sobre o aleitamento materno exclusivo das mães do Bairro do Prenda, em Janeiro de 2018 (1.500 USD) 3º Lugar Paulo Ney Solari Fernando - 4º ano Casuística das cirurgias de emergência e urgência no bloco operatório do Hospital Américo Boavida, durante o último trimestre de 2017 (750 USD) CONSTITUIÇÃO DA MESA DO JÚRI Pela Clínica Sagrada Esperança: 1. Dr. António Pinheiro Cumena Candjondjo 2. Dr. Agostinho José Napato
1. Alberto Jacinto Diogo Victor 2. Benjamim N’Sakala N’Zinga Mateus Aos estudantes que viram os seus trabalhos serem assim valorizados, os nossos votos de um futuro brilhante na área da Medicina Angolana.
VENCEDORES DO PRÉMIO 2017 - 2018
1
CARLOS ASSONJOLA DA SILVA 5º ANO Perfil de pacientes internadas na Maternidade Augusto N’Gangula com 2 Dezembro pré-eclâmpsia/eclâmpsia, em de 2017 (2.500 USD)
MADENO BALTAZAR PIPA 4º ANO Conhecimentos, Atitudes e Práticas sobre o aleitamento materno exclusivo 3 das mães do Bairro do Prenda, em Janeiro de 2018 (1.500 USD)
Pela Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto: 1. Prof. Dr. Amilcar B.T. da Silva (Presidente do Júri) Pela Associação dos Estudantes da FMUAN: 10
BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
PAULO NEY SOLARI FERNANDO 4º ANO Casuística das cirurgias de emergência e urgência no bloco operatório do Hospital Américo Boavida, durante o último trimestre de 2017 (750 USD)
SERVIÇO INOVADOR Rui Veiga Pinto | Presidente do Conselho de Gerência
INÍCIO DA CONSULTA DA DOR
A
maioria dos pacientes que apresentam
do Doente com Dor, com boa adesão e resultados
algum tipo de dor crónica desconhece que
notáveis.
pode recorrer a uma consulta específica para
Logo no mês seguinte, Agosto, iniciaram-se as
controlar e tratar o seu problema.
Consultas da Dor que constituem o pilar para a posterior criação da Unidade Multidisciplinar da Dor.
A Consulta da Dor constitui um marco na melhoria da
Nesta consulta são realizados serviços e actos clínicos
qualidade de vida do doente com dor crónica e tem
diferenciados a doentes de todos os grupos etários,
como objectivo compreender a origem do problema
em regime de internamento e ambulatório ou
que motiva a consulta, tratando, através de diferentes
referenciados, portadores de dor aguda ou crónica
terapias, a sintomatologia dolorosa, e melhorando a
(oncológica e não oncológica).
qualidade de vida do doente que, muitas vezes, se
Para além da Dor Crónica, o Serviço de Anestesiologia
sente incompreendido, isolado e incapacitado. Uma
trata a Dor Aguda em todos os doentes pós-cirúrgicos
dor controlada previne a incapacidade e a deficiência,
e, quando solicitado, em doentes internados ou em
bem como problemas físicos e psicológicos.
regime de ambulatório.
Se a dor aguda pode ser considerada um sinal de alerta e é motivo frequente de consulta, a dor crónica
Nos primeiros 3 meses de existência, foram
não tem utilidade fisiológica e constitui uma doença
observados, em Consulta, 15 doentes referenciados
por si só e não apenas mais um sintoma.
por dor crónica, sendo a patologia mais frequente a lombociatalgia, e destacando ainda casos como
Quanto mais cedo recorrer a ajuda profissional,
Artrite de taKayasu, AVC do tronco, Cefaleia em
melhores
Salvas,
resultados
podem
ser
alcançados,
Crises
Vaso-oclusivas
em
doentes
mostrando ao paciente que a dor não é uma
drepanócitos, Dor Crónica do Idoso e a Dor
fatalidade a que está condenado.
neuropática.
Em Marco de 2018, foi apresentado ao Conselho de
As consultas da Dor decorrem todos os sábados, das
Gerência da Clínica Sagrada Esperança um projecto
9h às 12horas, na CSE-Ilha e são um importante
para a criação de uma unidade multidisciplinar da dor.
primeiro passo para aquilo que deve ser encarado como uma prioridade na prestação de cuidados de
Tratando-se de uma área de actuação totalmente
saúde de elevada qualidade e um factor indispensável
nova a nível nacional, foi necessário criar bases
na humanização dos cuidados de saúde.
sólidas
que
perspectiva,
suportassem em Julho
o
de
projecto.
2018
uma
Nesta equipa
multidisciplinar, sob a coordenação da Dra. Micaela Chaves Dolbeth e Costa e do Adjunto ao Serviço de Anestesiologia, em colaboração com outros Serviços, nomeadamente
Medicina
Interna,
Oncologia
e
Fisiatria, realizaram o 1º Curso de Abordagem Inicial BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
11
CRIATIVIDADE
OFICINA DE ARTES SAGRADA ESPERANÇA
A
Oficina de Artes Sagrada Esperança é um projecto da autoria de alguns funcionários da Clínica Sagrada Esperança que se disponibilizaram para transmitir os seus conhecimentos a quem estiver neles interessado. Este projecto é, por isso, apadrinhado pela clínica e tem as suas instalações nas imediações da instituição. A Oficina de Artes está aberta desde Agosto de 2017 e admite formandos dos 8 aos 60 anos de idade que queiram aprender ou aperfeiçoar os seus conhecimentos nas áreas abrangidas. A Oficina de Artes tem actualmente 14 cursos disponíveis, dentre eles a Pintura, Croché, Bordados, Artesanato em Madeira e Artesanato Diverso, Guitarra, Fotografia, Dança, Pastelaria, Culinária, Piano, Canto, Maquilhagem Profissional e Auto-Maquilhagem. Cada curso tem duração variável, que pode ir de 1 mês até 1 ano, podendo ser abertos ou não, consoante o número de inscritos.
57 ALUNOS FORMADOS EM 2018
2 FOTOGRAFIA
8 CROCHÉ
18 PINTURA
Também o custo de cada formação é variável, oscilando entre os 7.000,00KZ e os 70.000,00 Kz pelo curso de Maquilhagem Profissional sendo este o mais caro. 12
BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
29 PASTELARIA
DESPORTO Rui Veiga Pinto | Presidente do Conselho de Gerência
GRUPO DESPORTIVO DA CLÍNICA SAGRADA ESPERANÇA
A
CSE garante no seu regulamento interno
profissionais de futsal, masculina e feminina, inscritas
(artigo 134º) o apoio a iniciativas que
no
cam-peonato
nacional;
uma
selecção
de
promovam saúde e o ambiente social, cultural e
trabalhadores que tem participado no campeonato
desportivo entre os seus trabalhadores.
provincial de futsal entre empresas em Luanda.
Como fruto, viu-se no dia 09 de Agosto de 2018, após
A Direcção desportiva realiza anualmente, desde
cumpridas as formalida-des exigidas pela Lei das
2006, o torneio de futsal entre os trabalhadores dos
Associações Desportivas e em conformidade com os
diferentes serviços, em alusão ao aniversário da CSE.
estatutos do Grupo Desportivo – CSE (GDCSE), os Órgãos
Sociais,
eleitos
unanimemente,
serem
reconhe-cidos pelo Gabinete Provincial de Acção Social, Cultural, Juventude e Desportos do Governo Provincial de Luanda. Os membros eleitos dos órgãos sociais foram empossados e assumiram cumprir as suas funções e dignificar o Grupo ao longo do triénio 2018-2020. Segue a sua composição: Mesa de Assembleia Geral: Dr. Rui Pinto (Presidente); Dr.ª Conceição Pitra (Vice-Presidente); Sr. Fernando Capoco (Secretário). Direcção Desportiva: Sr. Silvério de Ceita (Presidente); Sr.ª Luzia Marcelo (Vice-Presidente); Sr. Teófilo Leite (Secretário). Conselho Fiscal: Sr. Manuel Tinta (Presidente); Sr. Isaías Kalei (1º Vogal); Sr. Heleno Rodrigues (2º Vogal). Conselho Disciplinar: Sr.ª Luzia Ribei-ro (Presidente); Sr. Emanuel Godinho (1º Vogal); Sr. Hélder Neto (2º Vogal).
Jogador de futebol assinando contrato
O GDCSE conta actualmente com duas equipas BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
13
COMUNICAÇÃO
JORNADA DE COMUNICAÇÃO DO GRUPO ENDIAMA
O
Gabinete de Marketing, Comunicação e Eventos da ENDIAMA organizou nos dias 11 e 12 de Outubro de 2018, as 1.ªs Jornadas da Comunicação do Grupo ENDIAMA, evento que teve lugar, com êxito, no Anfiteatro da CSE. O doutor Ganga Júnior, PCA da ENDIAMA, fez o acto de abertura do evento que, ao longo dos dois dias de trabalho, esteve dividido em três painéis, designadamente: Iº Painel: Apresentação dos diagnósticos das áreas de comunicação da Fundação Brilhante, Hotel Diamante, Clínica Sagrada Esperança, e do Grupo Desportivo Sagrada Esperança; IIº Painel: Trocas de experiências das boas práticas dos Gabinetes de Comunicação do BAI, UNITEL, CATOCA e SONAGOL. IIIº Painel: Apresentação, discussão e aprovação do documento final sobre as Estratégias de Comunicação do Grupo ENDIAMA.
14
BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
A Jornada de Comunicação e Marke-ting do Grupo ENDIAMA é uma plata-forma mais alargada de reflexão sobre temáticas, tendências e reformulação das estratégias de comunicação de todo o Grupo, que se pretende realizar anualmente.
ACTIVIDADE
CURSO DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR
A
CSE está empenhada, no âmbito da formação,
na
criação
de
CSE-Cacuaco, onde poderão ocorrer os estágios dia 18
curso
de
da mesma Semana, realizou-se uma Mesa Redonda
Especialidade de Medicina Geral e Familiar (EMGF)
sob o tema “A Prática da MGF-Partilha de
para dar resposta às Extensões e Parcerias. Neste
Experiências”, em que foram palestrantes, a Dr.ª Deise
sentido, foi criado um núcleo de trabalho, liderado
Fortunato, o Dr. Jorge Caixinhas e a Dr.ª Mariana de
pelos Drs. Jorge Lima e Jorge Caixinhas, que se dedica
Carvalho, com a moderação do Dr. Esmael Tomás.
à criação das condições iniciais para a efectivação deste projecto.
O balanço desta semana de trabalho foi considerado
A Semana da Medicina Geral e Familiar decorreu entre
bastante positivo, com conclusões importantes que
os dias 14 e 20 de Julho de 2018, no Anfiteatro da CSE.
determinaram as actividades a serem desenvolvidas até a implementação da EMGF no plano curricular da
Ao longo da Semana, foram realizadas várias reuniões
CSE.
em que foram analisa-dos e discutidos os aspectos sobre o curriculum da EMGF. Houve aceitação e envolvimento dos responsáveis das especialidades médicas e cirúrgicas para a elaboração de módulos para esta formação. Foram feitas visitas aos Hospitais municipais da Samba
e
de
Cacuaco,
e
ao
Centro
Médico BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
15
A DE CAPA
FUNCIONAMENTO DO CONSELHO DE DIRECÇÃO ALARGADO
O
Conselho de Direcção Alargado é um órgão de natureza consultiva do Conselho de Gerência da CSE, que funciona na base de um modelo de gestão participativa, motivador e empe-nhado na vida da Instituição, que se reúne no primeiro sábado de cada mês na Sede da CSE. Integram o CDA, além dos Directores, todas as chefias operacionais da CSE, o que, neste ano, perfez o número de 142 pessoas. Houve redução substancial da taxa de absentismo dos membros. Registou-se ainda mais preocupação em comunicar ou justificar as ausências nas reuniões programadas. Ao longo do ano de 2018, o CDA ganhou uma nova dinâmica com a criação do seu secretariado, de mecanismos de acompanhamento e análise do grau de cumprimento das principais recomendações, e com a aprovação, na generalidade, do seu Regulamento 16
BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
Interno e do Plano Estratégico de Comunicação da CSE. Em suma, o CDA cumpriu com todas as reuniões previstas para este ano. Essencialmente, atingiram-se todos os objectivos acima referidos deste Conselho com resultados gradualmente positivos. Existem ainda alguns aspectos a melhorar na qualidade das apresentações dos relatórios, na comunicação das decisões do CDA aos trabalhadores e na implementação das recomendações específicas de cada reunião do CDA.
OBJECTIVOS DO CONSELHO DE DIRECÇÃO ALARGADO
1
Estimular, responsabilizar e gerir com rigor as actividades de cada unidade operacional;
3
Fomentar, criar e dinamizar o espírito de equipa;
2
Melhorar a comunicação e partilha de experiências e de conhecimentos entre os profissionais;
4
Utilizar ferramentas de acompanhamento para monitorização das actividades dos diversos serviços.
BOLETIM INFORMATIVO Nº 53 . DEZEMBRO . 2018
17
PARCERIA
ASSOCIAÇÃO ANGOLANA DE CLÍNICAS MÉDICAS
A
criação da Associação Angolana de Clínicas Médicas (AACM) é um projecto idealizado há mais de 15 anos e que após o cumprimento de todos os pressupostos legais, veio a ser materializado em 30 de Outubro de 2018, com a eleição dos órgãos sociais na sua primeira Assembleia Geral. A Assembleia Geral teve lugar no Anfiteatro da Clínica Sagrada Esperança (CSE). Estiveram presentes os representantes das dezasseis clínicas membros-fundadoras e quatro clínicas não associadas. Os órgãos sociais foram eleitos por unanimidade e tomaram posse no dia 21 de Novembro, para um mandato de dois anos que vai até 2020, ficando composta da seguinte forma: Mesa da Assembleia Geral: Presiden-te, Dr. Filipe Júnior (Clínica Girassol); Vice-Presidente, Dr.ª Arlete Lins (Clíni-ca Climed); Secretária, Dr.ª Ludmila Ruiz (Clínica Afrus). Direcção: Presidente, Dr.ª Victória do Espírito Santo (Clínica Espírito Santo); Director, Dr. Rui Pinto (Clínica Sagrada Esperança); Director, Dr. Manuel Filipe Dias dos Santos (Clínica Multiperfil). 18
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Conselho Fiscal: Presidente: Sr. Pedro Ferreira (Clínica Cligest); Vogal: Dr. Manuel Cruzeiro (Clínica Peandra); Vogal: Dr.ª Judith Ferreira (Clínica Junic). Podem ser membros da AACM, todas as clínicas privadas domiciliadas em Angola. O Estatuto que regimenta a AACM está oficializado no Diário da República n.º 23, de 2 de Fevereiro de 2018, pág. 34-41. Alguns dos objectivos da AACM são de fazer “intervenção junto do Estado e autoridades públicas e privadas, nacio-nais e estrangeiras, diligenciando pelo respeito pela função social e económica da actividade de prestação de cuidados de saúde”, e de “ser interlocutor dos associados junto do Ministério da Saúde e respectivas ordens profissionais de saúde, dos grupos de fornecedores e clientes, incluindo as seguradoras”.
ORGULHO
CERTIFICAÇÃO DE DOIS NOVOS SERVIÇOS
É
para nós motivo de grande satis
AMBITOS DA CERTIFICAÇÃO
fação e orgulho informar que, no decurso
das acções com vista à certificação dos seus Sistemas de Gestão da Qualidade, segundo a norma ISSO 9001:2015, no dia 1 de Outubro de 2018 os serviços: da UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS (Certificado n.º ER-601/2018) e LAVANDARIA (extensão ao
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Unidade de Cuidados Intensivos
Higienização e Cuidados) da CSE foram certificados,
Prestação de cuidados de saúde a doentes críticos.
o que inclui o direito ao uso da marca AENOR.
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certificado com o n.º ER-0576/2016 do Serviço de
Esta certificação evidencia a conformidade dos respectivos sistemas de gestão com a norma ISO 9001:2015, o que, se é para nós razão de orgulho, por um lado, será igualmente um factor de exigência
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Lavandaria
Prestação de Serviços de Limpeza e Arranjos, Lavagem e Desinfecção de roupa e vestuário hospitalar.
a manter pela nossa parte. Espera-se que a certificação concedida resulte em efectivo benefício para os serviços, para os seus clientes e que represente uma ferramenta eficaz para atingir os seus objetivos.
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EPIDEMIOLOGIA
PLANO DE CONTINGÊNCIA CONTRA A FEBRE HEMORRÁGICA PELO VÍRUS ÉBOLA
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ealizou-se no passado dia 02 de Junho uma sessão de esclarecimento no Anfiteatro da CSE aos Membros do Conselho de Direcção Alargada, sobre o Plano de Contingência contra a Febre Hemorrágica pelo Vírus Ébola apresentada pelo Dr. Roygue Alfredo Chefe do Gabinete de Vigilância Epidemiológica. O presente Plano visa fundamentalmente responder a acções de preparação e resposta à ameaça da doença do vírus Ébola, face à situação vigente na Zona do Bikoro, Iboko e Wangata, província de Equateur na fronteira entre a RDC e o Congo Brazzaville. Com objectivo de reduzir o risco de introdução do Vírus e garantir uma resposta adequada. É um instrumento de gestão para assegurar as condições de prevenção de um provável surto epidémico, incluindo normas concretas e orientadas para organizar, agilizar e uniformizar as acções para a preparação e resposta de emergência, define claramente a missão e as responsabilidades de cada Departamento, Serviço e Sector da CSE. Foi apresentado a situação epidemiológica sobre os casos registados a partir de 16 de Maio até 23 de Maio de 2018,onde foram notificados um acumulado de 51 casos de doença do vírus Ébola, incluindo 27 mortes (taxa de letalidade = 52,9%) em três Zonas de Saúde da província de Equateur. Do total de casos, 28 foram confirmados, 21 são prováveis e 02 suspeitos, distribuídos pelas Zonas de Saúde de Bikoro (n = 29), Iboko (n = 16) e Wangata (n = 6) da Província do Equateur. A Zona de Saúde de Bikoro continua a ser o centro epidémico do surto, com 56,9% do total de casos e 35% dos casos confirmados. Durante a apresentação do Plano de Contingência, foi abordado os aspectos ligados com o contexto epidemiológico e clínico, onde os presentes poderão esclarecer as suas dúvidas e ao mesmo tempo
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contribuições para o enriquecimento do mesmo. Tendo em conta o quadro actual da epidemia na RDC, o Conselho de Gerência por via do Gabinete de Vigilância Epidemiológica, viu a necessidade de se actualizar o presente Plano de Contingência Multissectorial, com vista à redução do risco de introdução do vírus e garantir uma resposta adequada, através das seguintes estratégias:
1. Manter o estado de alerta permanente; 2. Reforçar a vigilância epidemiológica e laboratorial; 3. Investigação de rumores e notificação aos níveis superiores hierárquicos; 4. Reforçar a vigilância epidemiológica a nível da rede sanitária do grupo CSE; 5. Encontros técnicos com os órgãos Ministeriais do estado envolvidos na preparação e controlo da epidemia; 6. Distribuir a definição de caso a todas as unidades sanitárias e assegurar que seja conhecida por todos os profissionais; 7. Distribuir as normas de recolha, acondicionamento e transporte das amostras; 8. Manter escrupulosamente as medidas de protecção individual e de biossegurança; 9. Educar sobre medidas de segurança e protecção, comunicar e informar permanentemente os profissionais e clientes
FORMAÇÃO EFEMÉRIDE
DOZE MÉDICOS FORMADOSCONTA COM O PLANO DE CONTINGÊNCIA APOIO DA CSE TERMINARAM A FEBRE HEMORRÁGICA PELOEM 2018 A SUA ESPECIALIDADE EM VÍRUS ÉBOLA CIÊNCIAS MÉDICAS
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ealizaram-se, em 2018, os exames finais que garantiram a entrega dos Títulos de Especialidade a 12 médicos da CSE assim distribuídos: Medicina de Urgência (2), Medicina Interna (1), Medicina Intensiva (1), Medicina Geral e Familiar (1), Pediatria (3) Ortopedia (2) e Endocrinologia (2). Foi assim coroado um árduo trabalho, com um elevado empenhamento de diversos actores, com papéis diferentes, mas com níveis de exigência de que todos nos devemos orgulhar. A Clínica Sagrada Esperança tem dado um grande contributo para o desenvolvimento da política de formação de quadros em que o Ministério da Saúde está empenhadíssimo, na sequência das orientações da Política Nacional de Saúde e do Plano de Desenvolvimento Nacional de Recursos Humanos da Saúde. Estas formações só se tornaram realidade porque resultaram de uma parceria muito meritória levada a cabo pela Clínica Sagrada Esperança com várias instituições, a quem cumpre agradecer e cumprimentar: - À Clínica Sagrada Esperança, em especial ao Conselho de Gerência, à Direcção de Formação, Pós-Graduação e Investigação, ao Centro de Formação e aos Departamentos envolvidos, a saber Departamento Médico, Departamento Cirúrgico, Departamento de Pediatria, Departamento de Atendimento Permanente e Unidade de Cuidados Intensivos. - Aos hospitais que participaram na formação destes especialistas, a saber: Hospital Prof. Fernando da Fonseca - Amadora Sintra, Hospital Pediátrico David Bernardino, Unidade Local de Saúde de Matosinhos e o Centro Hospitalar de Tondela/ Viseu. - Ao Conselho Nacional de Especialização Pós-Graduação em Ciências Médicas.
e
- Aos Bastonários da Ordem dos Médicos de Angola e de Portugal. - Aos Orientadores de formação.
NOMES DOS NOVOS ESPECIALISTAS
1 PRIMEIRA ÉPOCA Medicina interna Jemima Patrocínio Medicina de urgência Ana Soraya Macedo, Maria Africaine Vindes Medicina intensiva Vanda Carapichoso
2 SEGUNDA ÉPOCA Pediatria Márcia Cristina Fernandes, Ana Bela Lucama, Paulette Mónica Palhares Endocrinologia Moisés João Feliciano Melanie Carla Cordeiro da Silva Neto Medicina geral e familiar Liliana de Fátima Salvaterra Ortopedia José Manuel Viagem, BOLETIM INFORMATIVO Nº 1 - 2019 Daniel Salvador Fundanga
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TECNOLOGIA
NOVO SOFTWARE DE GESTÃO HOSPITALAR NA CSE
A
partir de Janeiro de 2019 terá inicio o processo de transição para o novo software de Gestão Hospitalar. Esta solução foi desenvolvida pelo consórcio 2Soft/TwoSoftSystems e vai permitir à CSE adquirir um maior conhecimento sobre os seus utentes e uma melhor resposta às suas necessidades, bem como do corpo clínico integrante, que colaborou no desenvolvimento do novo sistema.
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O software que agora estamos a substituir esteve ao serviço da Clínica Sagrada Esperança durante 20 anos. Eng. Jorge Morais, CEO da 2Soft
Esta mudança é o resultado do Know-how consolidado ao longo dos anos e tem em conta a realidade concreta da CSE. O novo 2Soft Medical deverá ser implementado no grupo CSE até 2020, a par da formação dos profissionais, que deverá ser feita em simultâneo. É também uma janela que se abre para o futuro, uma vez que foi desenvolvido de acordo com as melhores práticas internacionais na área médica e contempla abordagens inovadoras que acrescentam uma maior confiança para o corpo clínico e maior segurança para
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os utentes. O acompanhamento sequencial do processo de desenvolvimento do software que definiu todo o processo clínico e procurou minimizar possíveis constrangimentos, contou com o apoio de um médico exterior e vários médicos especialistas CSE, entre eles o Dr. Filipe Jorge. Segundo o próprio “Agora existe a possibilidade de gestão integrada de um grupo com várias unidades de saúde em tempo real, permitindo gerir o fluxo de utentes e a articulação de cuidados e serviços” e ainda“ Com melhor qualidade de informação poderemos, em consequência, prestar um melhor serviço aos nossos utentes, tomando as melhores decisões em tempo útil. Isto sim, fará a diferença”. Quando questionado face às suas expectativas, o Dr.Filipe Jorge espera que “este software venha a ser verdadeiramente ‘amigo dos utilizadores’, que haja pouca resistência por parte dos profissionais de saúde na sua utilização e que tenha um helpdesk eficiente”. O Eng. Jorge Morais, CEO da 2Soft, mostra-se satisfeito com a aposta: “O software que agora estamos a substituir esteve ao serviço da Clínica Sagrada Esperança durante 20 anos. Durante este tempo mantivemo-nos em estreita colaboração com a CSE e este passo representa o esforço desta sinergia e eleva a relação a um outro patamar”. Com uma estratégia definida para a implementação, contamos com todos os profissionais, que deverão participar no processo e nas sessões de formação e apresentação, para uma melhoria contínua das nossas plataformas.
ENTRE AS NOVAS FUNCIONALIDADES DESTACAM-SE A melhoria das funcionalidades de registo de informação clínica (processo electrónico do utente) e historial familiar. Todo o processo é centralizado no Utente, fica disponível de forma sincronizada e em tempo real para toda a rede CSE, ou seja, independentemente da clínica a que o utente se dirija, existe um acesso directo à sua ficha e ao seu historial na instituição. A CSE torna-se, assim, a primeira rede privada a nível nacional num processo inovador e pioneiro em todo o País;
A adopção de standards, normas, codificações e procedimentos médicos internacionais e disponibilização de ferramentas auxiliares de apoio ao diagnóstico;
A criação de ecrãs e dashboards desenhados especificamente e ao detalhe para cada função (médicos, enfermeiros, recepcionistas e gestores).
Melhoria da funcionalidade da prescrição electrónica, de medicamentos e MCDTs; Integração do novo módulo de triagem;
Maior controlo sobre a facturação a particulares ou convénios; Criação de novos relatórios, análises e indicadores de gestão; Interface completamente renovada numa lógica 100% WEB;
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ESCLARECIMENTO
SESSÃO DE ESCLARECIMENTO SOBRE A EPIDEMIA DA CÓLERA
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o dia 26 de Junho de 2018 realizou-se uma sessão de esclarecimento no Anfiteatro da CSE, destinada aos funcionários da CSE- Ilha e Extensões e Parcerias de Luanda, no âmbito do Plano de Resposta para o Controlo da Epidemia de Cólera. A sessão foi organizada pelo Gabinete de Vigilância Epidemiológica, Departamento de Medicina e Atendimento Permanente. Desde o dia 22 de Maio de 2018 as autoridades sanitárias de Luanda têm notificado casos de Cólera, tendo sido registados, até ao dia 24 do mês seguinte, um total acumulativo de 47 casos suspeitos, 3 casos confirmados, 6 óbitos, perfazendo uma Taxa de Letalidade igual a12.8% - Limiar=1% (OMS). Por orientação do Conselho de Gerência (CG), foi elaborado o PLANO DE RESPOSTA PARA O CONTROLO DA EPIDEMIA DA CÓLERA da rede sanitária da CSE 2018, assente nos seguintes pilares: - Gestão dos Casos Clínicos – Apresentado pela Dra. Gisela; - Mabuco (Departamento de Medicina); - Fluxograma de Atendimento aos doentes Apresentado pela Dra. Irema Simões (Atendimento Permanente); - Gestão Laboratorial – Apresentado pelo Dr. Carlos Tembua (Laboratório de Patologia Clinica); - Vigilância Epidemiológica e Educação Informação Comunicação e Mobilização (EICM) – Apresentado pelo Dr.Roygue Alfredo (Gabinete de Vigilância Epidemiológica). CONCLUSÃO a) Foi decidido capacitar todos os profissionais (Médicos, Enfermeiros e Técnicos) no diagnóstico e manuseamento correcto de casos suspeitos de
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Cólera, utilizando o protocolo de tratamento e o plano de Gestão do Sistema Nacional de Saúde; b) Proceder à Identificação e Notificação através da definição de caso; c) Promover a integração e treinamento das equipas do AP, Pediatria, Medicina, Extensões e Parcerias, Call Center e SHC; d) Assegurar o tratamento dos doentes e monitorizar a evolução até o envio para o CTC; e) Garantir o estoque de testes (TDR) Cólera e fazer a distribuição racional para as Extensões e Parcerias; f) Formar as equipas para o uso correcto do teste, bem como garantir o bom acondicionamento e manuseamento das amostras; g) Investigar todos os casos suspeitos de Cólera; h) Proceder ao Geo-referenciamento dos casos suspeitos de Cólera; i) Intensificar as acções de busca activa e seguimento de contactos; j) Proceder à Monitorizaçãoe Avaliação das Fichas de Notificação nos serviços clínicos; k) Assegurar o transporte dos doentes aos CTC e o envio das amostras até ao INS; l) Diária da informação dos casos a nível do SNS e da RS-CSE; m) Assegurar a existência de Macas coléricas e tinas no local de Tratamento dos doentes (ACR); n) Assegurar a disponibilidade de medicamentos e outros meios de biossegurança; o) Assegurar a Higienização do local de tratamento dos doentes (Triagem, Pediatria- Isolamento, Ambulância e ACR).
MANUAL DAS METAS INTERNACIONAIS PARA A SEGURANÇA DO DOENTE
O
Grupo Dinamizador da Qualidade (GDQ), no âmbitodo Programa de Melhoria da Qualidade, e para obtenção da Certificação dos departamentos clínicos, elaborou um Manual que espelha um conjunto de orientações, referentes às 6 METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO DOENTE (MISD). Esperamos que este Manual seja uma ajuda efectiva à operacionalização, e que isto resulte numa melhoria das práticas e no aumento da Segurança para os nossos Clientes.
ESTE DOCUMENTO ESTÁ ORGANIZADO DA SEGUINTE FORMA
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Fundamentação baseada em evidências internacionais referente a cada Meta Internacional;
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Objectivo para o cumprimento de cada Meta Internacional;
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Procedimentos e boas práticas;
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Elementos de medição para o cumprimento das Metas Internacionais.
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POEMA
NA CAMA DO DOENTE Por: Songamonga* | Escrito no dia 12 de Dezembro de 2001
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Na cama do doente A prisão é quase perpétua Onde o rico é pobre Onde o sábio é analfabeto
Na cama do doente A esperança é menina Onde a humildade torna-se virtude Onde a grandeza torna-se criança
Na cama do doente O ambiente é claustrofóbico Onde há dor Onde há lágrimas Onde há gritos intrínsecos Sem serem compreendidos
Na cama do doente O desespero é o pão do dia Onde a força muscular é remota Onde a força psíquica é amputada Onde todos são crianças.
”
geral@cse.co.ao - 923 167 950 * Songamonga é o nome artistico de Adão fb.com/clinicasagradaesperanca Capitango, enfermeiro na Clínica Sagrada http://clinicasagradaesperanca.co.ao Esperança
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