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CRO-MG Ed. 237 FEV/MAR/ABR 2018

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notícias Gestão Ética e Transparente/convênios

fev/mar/abr

na medida

2018

justa

edição 237

CRO-MG se une a outras entidades do país para definir valor digno de repasse dos planos de saúde aos cirurgiões-dentistas

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DICAS DE SAÚDE

OUVIDORIA

Cuidados para evitar dores comuns em profissionais da Odontologia

Novo canal direto dos inscritos e da sociedade com o CRO-MG

página 16

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JAN 2017

MG

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conselho regional de odontologia de minas gerais


sumário Valle, presidente da Comissão 6 Renato de Harmonização Orofacial ENTREVISTA

para garantir remuneração 8 Atuação adequada dos planos de saúde CAPA

geral escolhe 12 Assembleia projeto para antiga sede PATRIMÔNIO

de prevenção 16 Dicas para o cirurgião-dentista SAÚDE

Samuel Gê/ DUO

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fev 2018

Publicação trimestral oficial do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais Rua da Bahia, 1477 Lourdes CEP 30.160-017 Belo Horizonte | MG Telefax: (31) 2104-3000 cromg@cromg.org.br www.cromg.org.br


expediente Diretoria/Efetivos

Suplentes

produção

Presidente: Dr. Alberto Magno da Rocha Silva Conselheiro Secretário: Dr. Leonardo Rezende Vilela Tesoureiro: Dr. Raphael Castro Mota Presidente da Comissão de Tomada de Contas: Dr. Ricardo Alves Corrêa Presidente da Comissão de Ética: Dr. Carlos Alberto do Prado e Silva

Membro da Comissão de Tomada de Contas: Dr. Ranieri Spuri Membro da Comissão de Tomada de Contas: Dr. Jorge Ferreira Rodrigues Secretária da Comissão de Ética: Dra. Marina Mendes Moreira Conselheiro Suplente: Dr. Ricardo Severino Conselheiro Suplente: Dr. Adilson Heringer de Oliveira

Comunicação CRO-MG: Assessor da Presidência: Dr. Gustavo Temponi Gerente: Ricardo Divino Coordenadora: Flávia Rodrigues Supervisor gráfico: Hugo Eliseu Estagiário: Edison Costa Redação, edição, infográficos, diagramação e projetos gráfico e editorial: DUO Conteúdo e Design Editora: Kátia Massimo Editor de Arte: Edmundo Serra Jornalistas: Aline Pinheiro e Telma Santos Revisora: Melissa Gonçalves Fotos: Samuel Gê Impressão: Gráfica Plural Tiragem: 49.000 exemplares

MG

conselho regional de odontologia de minas gerais

coíbem Instrumentação 14 Ações 24 cirúrgica é promissora falsos profissionais FISCALIZAÇÃO

MERCADO

para ABS e TSBs

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COLUNA

Por dentro do CRO-MG

oportunidades 26 Novas para especialista na área ODONTOPEDIATRIA

imprime Decisões que visam 20 Setor 28 redução de custos mais transparência OUVIDORIA

GESTÃO

à entidade

para o CRO-MG

para obter Prescrição é 22 Inovar 30 sucesso na carreira garantida por lei EMPREENDEDORISMO

MEDICAMENTOS

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carta ao inscrito

Estética e

saúde

Contribuir para melhorar a saúde da população é o primeiro e irrevogável compromisso de todo cirurgião-dentista, fazendo jus não só ao que determina o Código de Ética Odontológica, mas, principalmente, ao que motiva a escolha da profissão. Porém, para sustentar essa importante missão, o profissional precisa ir além de desenvolver e aprimorar seus conhecimentos técnicos e científicos. Em um mundo em que as mudanças ocorrem de forma acelerada, é fundamental estar aberto para entender as novas necessidades que surgem no bojo da evolução e que acabam por ampliar o conceito de saúde. Hoje, as pessoas vivem mais e trabalham por mais tempo, por isso valorizam um estilo de vida saudável e outros cuidados que as façam sentir bem-dispostas e rejuvenescidas. Assim, o conceito de saúde também ganhou novas dimensões e não pode ser dissociado do bem-estar geral físico, mental e social. Além de prevenir e tratar doenças, o profissional da saúde precisa estar preparado para atender ao anseio de grande parte população pelos tratamentos estéticos, a cada dia mais requisitados pelos pacientes na expectativa de ampliar o sentimento de satisfação com a própria aparência, favorecendo o equilíbrio do organismo e da mente. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como um “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”. Nessa linha de raciocínio, a estética passa a ser vista muito além de um conceito de vaidade. Os impactos favoráveis da elevação da autoestima não podem ser reduzidos a uma busca simplista por padrões de beleza. A análise dessa questão é importante, principalmente nesse momento em que novas áreas de atuação se abrem ao cirurgião-dentista, sendo a harmonização orofacial uma das mais promissoras (leia entrevista nesta edição). Afinal, quais procedimentos podem ser definidos como exclusivamente estéticos no âmbito da Odontologia, se todos visam favorecer o bem-estar? Se questões estéticas não fossem importantes, ninguém se sujeitaria a cirurgias extremamente invasivas e de recuperação complexa, como em casos de prognatismo, em que cada lado da mandíbula é cortado para corrigir a projeção do queixo, mesmo sem problema funcional maior, ou seja, por puro incômodo com a fisionomia. Desde que garantida a segurança dos procedimentos e respeitados os limites de conhecimentos técnicos, o profissional da Odontologia deve se abrir para novos protagonismos. O primeiro passo é se livrar de conceitos preconcebidos para reavaliar a relação entre estética, saúde e ética. Boa reflexão a todos!

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Alberto Magno da Rocha silva Presidente do CRO-MG

" Quais procedimentos podem ser definidos como exclusivamente estéticos no âmbito da Odontologia, se todos visam favorecer o bem-estar?"


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conselho regional de odontologia de minas gerais

Apresenta um novo modelo de gestão Venha fazer a diferença nas questões relativas à categoria. Já são várias as ações da nova diretoria do CRO-MG em prol da valorização dos Inscritos e da melhoria da saúde bucal da sociedade

Reorganização das comissões internas e resgate de programas importantes como o CRO-Jovem, convidando os Cirurgiões-Dentistas a fazer parte, assim como os futuros CDs; Abertura de novos canais de fiscalização para recepção de denúncias com total sigilo; Suporte na avaliação de material publicitário, orientando sua produção e posterior postagem, a fim de garantir a adequação às normas de veiculação previstas no Código de Ética Odontológica (CEO); União e parceria com órgãos públicos e entidades para o fortalecimento da Odontologia.

Novo CRO-MG, de portas abertas para você. Participe!

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entrevista renato valle

Gláucia Rodrigues/DUO

“ A harmonização orofacial vai muito além da estética” Presidente da Comissão de Harmonização Orofacial do CRO-MG fala sobre os desafios dessa área para o cirurgião-dentista e anuncia o primeiro fórum sobre o tema em BH

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Especialista em endodontia, membro da Academia Brasileira de Estética Orofacial, da Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais na Odontologia e palestrante de cursos na área há quase dez anos, Renato Valle está à frente da Comissão de Harmonização Orofacial do CRO-MG, criada há um ano, logo após a posse da atual diretoria, exatamente com o objetivo de avaliar as novas possibilidades da área e apoiar o CRO-MG nas ações voltadas para esse mercado. Ele destacou os avanços e anunciou o primeiro fórum sobre o tema em Belo Horizonte, que será realizado nos dias 25 e 26 de maio.


Quais os principais pontos discutidos, hoje, na Comissão de Harmonização Orofacial?

Nossa comissão, com suas reuniões mensais, está empenhada em assessorar o CRO-MG em relação a todas as questões relacionadas à harmonização. Neste momento, nosso empenho é pela derrubada da liminar que impede o cirurgião-dentista de exercer a profissão em sua amplitude (em dezembro, a Justiça Federal do Rio Grande do Norte concedeu liminar para suspender a aplicação de Toxina Botulínica e preenchedores faciais para fins estéticos por cirurgiões-dentistas, atendendo a pedido da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. O CFO recorreu em janeiro e aguarda decisão).Também estamos organizando o I Fórum de Harmonização Orofacial do CRO-MG, em BH, nos dias 25 e 26 de maio, que será um grande evento, e criamos um canal de comunicação por meio do qual recebemos denúncias de irregularidades e também contatamos os colegas, informando-os e corrigindo-os em relação à ética.

Como se encontra a legislação da área?

As circunstâncias podem mudar a qualquer momento, mas até agora, março, o uso de tais substâncias não está proibido e sim alguns procedimentos tidos como puramente estéticos -- o que é uma inverdade, pois tratamos muitas vezes áreas onde se fazem necessárias aplicações nas regiões questionadas. Ao realizarmos uma terapêutica ocorrerá alguma resposta estética, e utilizamos doses muito maiores para tratar função terapêutica que as utilizadas com o objetivo puramente estético. Vejo este triste momento como uma exposição desnecessária de uma

classe tão respeitada como a nossa perante a população, somente por ego e reserva de mercado. Certamente, entraremos em acordo. A Odontologia e a Medicina são as profissões mais capacitadas para execução de tratamento com injetáveis e cirúrgicos, já que são as únicas que podem, legalmente, diagnosticar e tratar um paciente.

“ Hoje estamos trabalhando para reconhecer os cursos de capacitação"

Qual a importância do I Fórum de Harmonização Orofacial?

Já definimos os palestrantes e todos confirmaram presença. O local será de fácil acesso e confortável a todos. Esse evento vem somar e informar a própria classe quanto aos avanços em relação à harmonização no âmbito da Odontologia e esclarecer que muitos, se não todos os procedimentos propostos, se bem indicados, terão enorme funcionalidade dentro da nossa ‘clássica Odontologia’, além de beneficiarem o bem-estar mental do paciente e serem opções de serviços ofertados pelo cirurgião-dentista.

Ainda há resistência entre os cirurgiões-dentistas sobre o campo?

Sim, ainda há, mas não os culpo. Ainda mais diante da proliferação de novos capacitadores que, muitas vezes, não favorecem uma formação adequada para a odontologia estético-funcional. Há um crescente número de publicações em mídias sociais banalizando procedimentos que acabam perdendo o seu real valor. Com o nosso fórum, esperamos poder mostrar o quanto a harmonização orofacial pode acrescentar na finalização de procedimentos que realizamos rotineiramente.

O cirurgião-dentista que quer trabalhar na área precisa se aperfeiçoar em que sentido?

Temos no país cursos de capacitação sobre temas da harmonização, incluindo teóricos e práticos, que são o início de um grande caminho a ser percorrido para aperfeiçoamento do cirurgião-dentista. Vale lembrar que, assim como qualquer investimento, é preciso procurar conhecer a equipe de professores, buscando capacitadores experientes e sérios. Hoje estamos trabalhando para o reconhecimento da habilitação (CROs com CFO). As discussões estão bem adiantadas. Certamente, em breve, teremos, além dos cursos de capacitação, os de habilitação.

Quais os principais desafios?

Regularizar e regulamentar os cursos ofertados. Só assim conseguiremos mostrar que o uso de técnicas propostas pela harmonização vai além de estética, mas também têm função terapêutica. Se realizada por cirurgiões-dentistas bem orientados, a prática elevará ainda mais a nossa Odontologia em nível nacional e internacional. fev 2018

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capa GestÃo ética e transparente

Tem de ser justo para O CRO-MG integra movimento que está empenhado na busca de soluções que garantam remuneração correta aos cirurgiões-dentistas pelas operadoras de saúde O início do ano foi marcado por um novo passo para a solução de uma questão que, há tempos, aflige os cirurgiões-dentistas: a relação que envolve os profissionais e as operadoras de saúde. Desde que a nova diretoria do CRO-MG assumiu, em 2017, muito tem sido feito nesse sentido, como a criação da Comissão de Convênios e Credenciamentos. Agora, em reunião realizada no Rio de Janeiro, no início do ano, foi levantada a proposta de incluir o Conselho Federal de Odontologia (CFO) como entidade colaboradora na Agência Nacional de Saúde, no projeto intitulado Qualiss, que permitirá a elaboração de uma nota técnica de procedimentos para o setor. “Isso nos dará condições de chegarmos a um valor justo de repasse das operadoras para os profissionais da Odontologia”, explica Cleso Guimarães, que preside a comissão da área no CRO-MG. Além de Minas, participaram da

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todos

CRO-MG/divulgação

Representantes de várias instituiçoes estaduais que integram o movimento: reunião realizada no Rio de Janeiro discutiu estratégias

reunião outros representantes de 18 estados e do Distrito Federal. “A decisão do grupo é para que, nas negociações com as operadoras, façamos algo diferente do que foi tentado até agora. Hoje, quando falamos sobre remuneração dos procedimentos, percebemos que não são pagos nem os custos para que se consiga fazer um tratamento adequado, de qualidade e que respeite a biossegurança”, afirma o presidente do CRO-MG, Alberto Magno da Rocha Silva. Para se chegar a essa discussão, houve participação ativa do CROMG, já que a atual diretoria sempre defendeu a remuneraçåo digna aos cirurgiões-dentistas. Tanto que participou de importantes encontros com autoridades, no ano passado,

como o realizado com o ministro da Saúde, Ricardo Bastos, em Brasília, e com a diretora-adjunta de Normas e Habilitaçåo de Produtos da Agência Nacional de Saúde (ANS), Carla de Fiqueiredo, quando foi entregue ofício com as reinvindicações da categoria em relação aos convênios. “Nessas reuniões, ficou claro que a Nota Técnica de Registro de Produtos, que é um cálculo atuarial que as operadoras precisam apresentar informando dados como área de abrangência, despesas administrativas e despesas assistenciais dos planos, não discrimina os custos dos prestadores. Para esse objetivo, um dos caminhos é o Projeto Qualiss”, afirma Cleso. O Projeto Qualiss, ele esclarece, é uma iniciativa de qualificação dos


CRO-MG/divulgação/Ricardo Divino

No ano passado, o presidente do CRO-MG, Alberto Magno, entregou a Carla de Figueiredo, da ANS, ofício com reivindições em relação aos planos de saúde

prestadores, com ênfase no cuidado ao consumidor. Graças à postura ativa do CRO-MG, Cleso foi nomeado, em setembro, membro da recé-reativada Comissão de Convênios e Credenciamentos do CFO e, já em sua primeira reunião, apresentou a ideia de a entidade se tornar colaboradora da ANS em relação ao assunto. A Comissão Nacional de Convênios e Credenciamentos é composta por membros de entidades como o CFO, a Federação Nacional dosOdontologistas e Associação Brasileira de Odontologia. De 2008 a 2013, essa comissão desenvolveu a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Odontológicos (CBHPO), que propunha um valor para os procedimentos executados na Odontologia. A diretriz não foi aceita pela ANS.

“Um dos motivos alegados da recusa foi a CBHPO ter sido elaborada somente por prestadores de serviços, sem a participação de operadoras e consumidores”, explica Cleso. Apresentou-se, então, na reuniåo das entidades no Rio de Janeiro, a proposta de uma planilha de custos baseada em uma estrutura mínima de atendimento, que serviria de base para a negociação de preços dos procedimentos. Na reunião de janeiro, deliberou-se que haverá convite à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável técnica pela elaboração da classificação anterior, no intuito de abrir seus dados como forma de ajudar à constituição de proposta viável, já que a CBHPO nunca foi aplicada à saúde suplementar. “É

Agora, documento com as decisões da reunião do RJ foi assinado por representantes dos conselhos de Odontologia de todo país e apresentado às autoridades

uma ferramenta de gestão válida, porém é necessário discutir se a ferramenta é adequada para a saúde suplementar, para o sistema de convênios e credenciamentos ou se existe outro caminho”, defende o presidente do CRO-MG, Alberto Magno. Assim, explica, antes da discussão sobre o Projeto Qualiss, será decidido sobre o sistema de custeio. “Temos de trabalhar com custos que garantam, pelo menos, a saúde da população, a biossegurança e a dignidade profissional. Ou seja, que se tenha um serviço de qualidade a baixo custo, mas que consiga cobrir os gastos de produção; caso contrário, o serviço fica comprometido ou o cirurgião-dentista vai se tornar inviável no mercado, porque vai receber menos do que gasta para trabalhar”, fev 2018

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capa GestÃo ética e transparente afirma o presidente do CRO-MG. “O que propusemos na reunião, então, é que deveríamos, por meio do CFO, convidar os sindicatos, federações e entidades para ouvir as explicações do técnico da Fipe sobre a metodologia usada para essa classificação, junto a um sistema que possa medir o custo dos procedimentos, discutir com operadoras e representantes da população para que possamos criar um cenário que atenda aos três elementos do mercado”, completa. Paralelamente, membros de outros Conselhos do país também propuseram outros caminhos e demandas. “Firmamos posicionamento requerendo uma reunião com as entidades representativas da Odontologia para alinhamento estratégico e político”, diz Cleso. Já o presidente do CRO-MG também lembra que

Edmundo Serra/DUO

"O relacionamento entre as operadoras e o cirurgião-dentista precisa ser melhorado", diz Cleso Guimarães, presidente da Comissão de Convênios do CRO-MG

outro aspecto importante está em voga: a questão das glosas. “Elas têm de ser justificadas e pautadas pela ética. O sistema de relacionamento entre cirurgião-dentista e operadoras precisa ser melhorado.

O valor que se paga é importante, mas existem outros fatores como definir melhor esse sistema de glosas para ninguém trabalhar e não receber ou sofrer perseguição”, diz, Alberto Magno.

Resolução vem desburocratizar Enquanto caminha junto a outras entidades para uma solução definitiva e em nível nacional no relacionamento com as operadoras de planos de saúde, o CRO-MG também tem tomado medidas práticas e de aplicação imediata. A mais recente delas é a resolução 003/2018, que estabelece os requisitos mínimos para a inscrição das operadoras na entidade. “Essa resolução aglutinou todas as decisões do Conselho Federal de Odontologia (CFO) e Agência Nacional de Saúde (ANS) com a intenção de promover a efetiva fiscalização nas operadoras, exigindo seu registro e dos peritos e auditores que atuam em Minas.

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Logicamente, se não há registro da operadora, de auditor e de perito, não há como fiscalizar. Os dentistas prestadores da Odontologia Suplementar reclamam constantemente”, explica Cleso Guimarães. “A resolução é imprescindível para proteger os consumidores e profissionais da área contra os abusos”, afirma Rodrigo Costa Silva, da Comissão de Ética do CRO-MG. Dessa forma, a partir do momento em que for possível a fiscalização, identificando operadoras, auditores e peritos, estes poderão ser responsabilizados em situações específicas. “Esse é um movimento nacio-

nal. Os CROs vão exigir que as operadoras tenham inscrição em todos os estados em que atuam. Tem de ser tudo mais simplifcado, não queremos que elas fiquem inviáveis, porque sabemos da importância das operadoras, mas o trabalho precisa ser de respeito mútuo, com acesso fácil e fiscalização”, salienta o presidente do CRO-MG, Alberto Magno da Rocha Silva. A resolução já está em vigor desde 25 de janeiro de 2018 e estipula prazo de 90 dias para a adequação das operadoras. Após esse prazo, aquelas empresas que permanecerem irregulares serão notificadas.


25 26 maio e

2018

REALIZAÇÃO:

CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA DE MINAS GERAIS

DIA 25 - SEXTA-FEIRA

DIA 26 - SÁBADO

ALBERTO MAGNO DA ROCHA SILVA A estética à luz do código de ética

MÁRIO SILVEIRA DE SOUZA Microagulhamento na Indução de Colágeno

CARLOS HENRIQUE BETTONI e FILIPE JAEGER Bichetomia: Protocolos cirúrgicos e de imagem

AROLDO ALVES A importância da prescrição de nutracêuticos/ nutricosméticos na Harmonização facial

BELINI MAIA Obtendo harmonia facial através da cirurgia ortognática

MOIRA LEÃO Boas práticas no uso de sangue, células e tecidos em Odontologia

ANTÔNIO LUÍS CUSTÓDIO Anatomia do sistema estomatognático e envelhecimento facial

SIDMARCIO ZIROLDO Necrose: como prevenir e como tratar JEAN CARLOS SANTOS O Estado atual da Harmonização Orofacial no Brasil

LUCIANO ARTIOLI Estado atual da legislação para uso da Toxina Botulínica e Preenchedores na Odontologia ANDREA TEDESCO Fazendo sorrisos muito além dos dentes

Inscrições limitadas.

JOSÉ PEIXOTO FERRÃO JUNIOR Toxina Botulínica na Odontologia

Informações: (31) 2104-3000 Faça sua inscrição e garanta já a sua participação!


patrimônio projeto

Antiga sede tem destino Assembleia geral dos cirurgiões-dentistas decide pela abertura de licitação para construção de empreendimento imobiliário no local, sem custo para o CRO-MG

Um patrimônio valioso em todos os sentidos. Um espaço valorizado, em ponto nobre da cidade, e que conta um pouco da história do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais. Depois de ficar sem nenhum tipo de ocupação por cinco anos, a antiga sede da entidade, na Avenida do Contorno, no bairro Cidade Jardim, finalmente vai receber uma correta destinação. O assunto foi analisado em várias assembleias gerais de cirurgiões-dentistas realizadas ao longo de 2017. Muitos inscritos também enviaram sugestões para a destinação do prédio, atendendo ao chamado do CRO-MG, que priorizou a busca de solução de forma democrática. Na assembleia geral realizada em fevereiro, a maioria decidiu pelo projeto que prevê a abertura de licitação para a construção de empreendimento imobiliário no local, por empresa da iniciativa privada, sem custo para o CRO-MG.

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Edmundo Serra/DUO

Antiga sede na av. do Contorno: atual diretoria recebeu o prédio em estado precário

“Quando a atual diretoria tomou posse, encontrou o imóvel sem segurança e sem manutenção, em estado precário, um completo cenário de abandono. Essa situação causou desconforto e foi levada ao conhecimento da classe nas assembleias, transmitidas ao vivo, de maneira a expandir o alcance”, explica o assessor da diretoria do CRO-MG, Gustavo Temponi. Desde que a atual diretoria assumiu, a destinação do imóvel foi uma das prioridades, tendo em vista tratar-se de um patrimônio valioso. O CRO-MG contratou o serviço de profissionais especializados no mercado imobiliário, arquitetos, avaliadores e escritório de direito imobiliário, visando atingir o maior potencial construtivo e mercadológico possível para a construção do empreendimento no local, o que deverá

ser viabilizado agora. Os especialistas que integraram a equipe estão finalizando o edital de licitação. O empreendimento imobiliário será projetado e construído com acompanhamento de representantes do CRO-MG, desde o projeto até a entrega do imóvel. “Tudo deverá ser custeado pela empresa que ganhar a licitação, que terá direito às salas e, em contrapartida, o CRO-MG deverá receber um espaço multiuso, com vagas de garagem, construídos em alto padrão”, afirma Gustavo Temponi. Nas assembleias também foram decididas as destinações de salas que encontram-se desocupadas em Alfenas, Ipatinga e Montes Claros, que integram o patrimônio do CRO-MG. Haverá abertura de editais para escolha da melhor proposta sobre elas, considerando venda ou locação.


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Um evento que vai lhe mostrar como ser dono do próprio nari z

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balanço fiscalização

Flagrantes de prática ilegal da profissão Entidade intensifica ações para coibir falsos cirurgiões-dentistas O CRO-MG tem se mantido vigilante quando o assunto é o exercício das profissões que envolvem a Odontologia. Para tanto, o setor de fiscalização tem atuado, rotineiramente, inibindo e punindo os infratores e respeitando, assim, os bons profissionais, além de garantir segurança para a população. Nesse sentido, várias ações vêm sendo realizadas. Em fevereiro, no bairro Nova Floresta, em Belo Horizonte, a equipe do CRO-MG flagrou, após um mês de investigação, um homem que utilizava a carteira com o número de registro do pai dele, falecido em 2013. A Polícia Militar foi acionada e o suspeito poderá reponder criminalmente por falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão. Desde que a nova diretoria assumiu, em março de 2017, já foram 12 casos de pessoas flagradas exercendo irregularmente a profissão de cirurgião-dentista. “As ações foram bem planejadas e muitas delas em sintonia com órgãos como prefeituras e Polícia Militar. Observamos aumento das denúncias, pois a classe está depositando confiança que iremos averiguar para resolver no menor prazo possível”, diz o supervisor de fiscalização do CRO-MG, Alisson Pires.

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Fotos: CRO-MG/Divulgação

Consultório que apresentava condições insalubres e falta de Alvará Sanitário foi interditado em Neves: fiscalização conjunta do CRO-MG e da VigilIância Sanitária do município

Outra situação foi registrada, em janeiro, quando uma técnica em saúde bucal também foi surpreendida exercendo funções exclusivas do cirurgião-dentista. Alisson, aliás, chama atenção para o fato de esse tipo de ocorrência ter aparecido com frequência. “O Conselho não medirá esforços para combater infrações que colocam em risco a saúde da população e desvalorizam o profissional formado e capacitado para o exercí-

cio da profissão.” Os técnicos e auxiliares flagrados podem ser enquadrados pelo exercício ilegal da profissão, falta gravíssima que pode culminar em cassação do exercício profissional. O cirurgião-dentista que permite que o técnico ou auxiliar realize procedimentos como manutenção em aparelhos ortodônticos, por sua vez, também poderá ser enquadrado por acobertamento da fraude. “Isso também é


como denunciar Pelo site www.cromg.org.br Por e-mail: fiscalização@cromg.org.br Pessoalmente, nas delegacias de 14 cidades ou na sede do CRO-MG em Belo Horizonte (Rua da Bahia, 1.477, bairro Lourdes) Acionando o perfil Alferes Tiradentes no Facebook (@fiscalvirtualcromg)

falta gravíssima e pode culminar em cassação do exercício profissional”, explica Alisson, que ainda cita outras punições, como multas. Em março, fiscalização conjunta do CRO-MG e da Vigilância Sanitária de Neves resultou na interdição de consultório no bairro Justinópolis que não possuia Alvará Sanitário e estava em condições insalubres, com sujeira e roupas penduradas nos equipamentos. Outras irregularidades estão sendo investigadas. No interior de Minas não tem sido diferente. No fim de dezembro, a equipe da fiscalização flagrou um homem, em Conselheiro Lafaiete, atuando em um consultório como cirurgião-dentista. Ao delegado da Polícia Civil ele relatou que, mesmo sem nenhum curso, agia há mais de 40 anos. No fim de fevereiro, integrantes da delegacia de Três Corações e da delegacia de Alfenas, em conjunto com membros da Vigilância Sanitária de Passos, montaram uma operação que resultou no flagrante de outro falso cirurgião-dentista. No momento da ação, um estudante de auxiliar em saúde bucal fazia um procedimento. Policiais o encaminharam à delegacia da cidade. Alisson avalia que a parceria estabelecida com o CRO-MG e outros órgãos tem sido positiva para avançar nas punições. “A parceria é de extrema importância, pois aumenta

nosso poder, inclusive no que diz respeito à interdição de estabelecimentos em conjunto”, afirma. Já em março, a equipe da fiscalização iniciou uma operação de reforço em João Monlevade, onde foi possível encontrar irregularidades em clínicas e consultórios. Entre as infrações constatadas estavam panfletagem com aliciamento de pacientes, publicidade ilegal, além de problemas envolvendo a biossegurança. A propaganda irregular, como panfletagem, é outra falta recorrente. “São as mais comuns que infringem a legislação, principalmente nas redes sociais. Hoje, contamos com a fiscalização virtual em todas as delegacias que monitoram, diariamente, essas redes”, explica Alisson. Clínicas sem inscrição no Conselho e profissionais com inscrição provisória vencida também estão entre as principais denúncias que o CROMG recebeu no último ano. Para tornar a fiscalização ainda mais eficaz, o setor está em processo de informatização e automatização. Além disso, foram convocados mais fiscais aprovados em concurso público. “As infrações em relação a preço, mercantilização, propaganda abusiva e qualquer outra que fere nossa Lei Federal e Código de Ética estão com os dias contados. Esperamos reduzi-las drasticamente até o fim deste ano”, diz Alisson.


comportamento bem-estar

Sem descuidar da própria saúde

Bons hábitos ajudam cirurgiões-dentistas a evitarem dores crônicas e outros problemas que podem afetar o trabalho Dor é algo que não dá para esquecer. Por isso, o cirurgião-dentista Paulo Mazzuca se lembra bem do período de mais de três anos em que passou sofrendo com ela. “Tinha uma hérnia de disco que foi se agravando devido à má postura no trabalho. Cheguei ao ponto de não conseguir ficar em pé nem para tomar banho. Tomava morfina para aliviá-la”, conta. A melhora só veio após uma cirurgia, há quatro anos. E ficou uma lição: não dá para promover a saúde bucal dos pacientes, como todo bom profissional da Odontologia, sem se cuidar. “Estou bem e, agora, tomo precauções com a minha coluna. Tenho uma agenda mais leve e estou sempre tentando me policiar em relação ao modo em que fico posicionado nos atendimentos. Coloco o paciente de maneira adequada, regulo bem a altura e me curvo o mínimo. O dentista, quando começa a trabalhar, esquece da sua coluna”, diz. Assim como Paulo, outros cirurgiões-dentistas sofrem com doenças agravadas pela função exercida. Alergias, problemas auditivos induzidos por ruídos, alterações visuais, estresse, inflamações de tendões e lesão por esforço repetitivo são algumas listadas por estudiosos da área. Não há dados específicos sobre a profissão, mas problemas de coluna, em geral, são a causa central

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Fotos: Samuel Gê/DUO

"Cheguei ao ponto de não conseguir ficar em pé", diz o cirurgião-dentista Paulo Mazzuca


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a postu et

Evite dores, problemas de coluna e afastamento das atividades

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atenção à postura

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Posição confortável: tronco ereto, sem forçar a coluna cervical e sobregarregar as pernas com o peso do corpo

de afastamento do trabalho de profissionais da Odontologia em todo o país, segundo o Ministério da Previdência Social. Especialistas que trabalham com reabilitação também relatam que as dores na coluna são as principais queixas dos cirurgiões-dentistas. “Eles podem apresentar problemas na lombar, na cervical, entre outros, inclusive com dores que irradiam para os membros superiores e ombros”, explica a fisioterapeuta Andrea Cristina Trindade. “Tudo está ligado à má postura, mal condicionamento da coluna e movimentos repetitivos, além do sedentarismo.” Segundo Andrea Cristina, a postura do cirurgião-dentista no ambiente de trabalho, em geral, é pouco ergonômica. Soma-se a isso, o fato de ele precisar girar o tronco rotinei-

incorr ra

a postu et

Posição desconfortável: tronco torcido forçando toda a coluna cervical e a perna direita

incorr ra

a postu et

ramente ou permanecer em uma mesma posição durante os procedimentos, em geral flexionado. A atividade física também precisa ser adequada à profissão. Por isso, a orientação é sempre procurar um especialista. “Às vezes, será necessário até um tratamento fisioterápico anterior ao tratamento físico”, explica. Paulo, por exemplo, precisou ir a diferentes especialistas até descobrir que sua doença estava evoluída, o que demandou a cirurgia. Hoje, trocou as corridas por exercícios com bicicleta, além de manter na rotina os alongamentos e abdominais. Andrea esclarece que, em geral, é preciso pesquisar os sintomas antes de seguir com recomendações gerais. “Se a pessoa tem uma hérnia cervical, por exemplo, alongamento não será bom, mas sim o fortaleci-

mento. Se é só dor mecânica, precisa condicionar. Mas se já tem desvios posturais, terá de passar por uma progressão terapêutica. Por isso, é preciso saber o motivo da dor”, diz. Isso sem contar que muitas doenças podem ter como causa o estresse. “O estado emocional pode contribuir para a piora de dores”, diz a fisioterapeuta. Algumas orientações, porém, valem para todos, como realizar pausas durante o trabalho. “Se o atendimento for por longo tempo, não se deve colocar outro paciente logo em seguida, mas sim procurar fazer algum tipo de alongamento já recomendado pelo médico”, diz a especialista. O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª. Região (corresponde a Minas Gerais), Anderson Coelho, fev 2018

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comportamento bem-estar Dicas preciosas

Profissionais devem ficar atentos à rotina no trabalho Faça exercícios que fortaleçam a região abdominal como um todo

Se sentir dores, procure um especialista. Não se automedique ou faça alongamentos por conta própria

chama a atenção para outras providências que, inicialmente, parecem apenas detalhes. “É preciso que o ângulo de inclinação do tronco do profissional em relação à coxa fique em torno de 90 graus. Se for procedimento longo, o ideal é fazer em duas sessões”, orienta Anderson. Alguns cuidados deve ser tomados também em relação ao ambiente. “Os equipamentos não devem ter ruídos excessivos. A área de conforto é até 75 decibéis e há até aplicativos de celular que medem isso.

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Pratique atividades físicas regularmente, mas avalie com especialista qual a mais indicada para você Invista em móveis ergonômicos

Facilite seu trabalho, deixando os instrumentos que mais usa ao alcance

pte por O dividir procedimentos longos em duas ou mais sessões

Assim, o profissional deve afastar motores e compressores, fazendo essa preservação da acústica”, diz. “É importante, ainda, ter uma boa qualidade de ventilação, iluminação e temperatura.” Outra dica para facilitar o trabalho é deixar tudo ao alcance. “Se houver dificuldade em montar o ambiente de maneira ideal, há especialistas que fazem a organização ergométrica do trabalho, avaliando altura de cadeira e sugerindo móveis mais modernos, por exemplo”, afir-

Faça pausas regulares em sua jornada de trabalho

ma a fisioterapeuta AndreaTrindade. Depois de sofrer as consequências da postura errada, o dentista Paulo Mazzuca também tem seus conselhos. “Ao primeiro sinal de dor lombar ou cervical, sugiro procurar um médico e fazer todos os exames. Mas o ideal mesmo é nem esperar isso acontecer. Faça o fortalecimento da musculatura abdominal e aprenda a posicionar o paciente. E, claro, não se sujeite a trabalhar até 12 horas por dia porque, um dia, a conta chega”.


por dentro do cro-mg

Anuidade sem aumento Graças ao empenho do CROMG, em consonância com os demais conselhos do país, o valor da anuidade de 2018 não sofreu reajuste, quebrando o ciclo de aumentos sistemáticos dos últimos quatro anos.

Em contrapartida, o que se espera é que os inscritos mantenham as obrigações em dia, a fim de respaldar a decisão e até possibilitar que a diretoria possa defender a manutenção do valor nos próximos anos.

Solicitação de boletos Anuidade 2018 Telefone: (31) 2104-3022 Whatsapp: (31) 2104-3017 Anuidade dos anos anteriores Telefone: (31) 2104-3051 Whatsapp: (31) 2104-3051 e (31) 2104-3038 Site: www.cromg.org.br/ boletos-bancarios

Jornada Odontológica A delegacia regional do CRO-MG de Alfenas vai promover a Jornada Odontológica de São Sebastião do Paraíso nos dias 18 e 19 de maio. Entre os temas a serem abordados estão Biossegurança, Emergên-

cias Médicas em Odontologia, Diagnóstico e Tratamento de DTMs. A palestra de abertura do evento será feita pelo Conselheiro Tesoureiro do CRO-MG, Raphael Castro Mota.

Delegado Eleitor de Minas Os cirurgiões-dentistas Gerdal Roberto de Sousa e Rodrigo Caillaux Pereira serão os representantes de Minas Gerais como Delegado Eleitor e suplente, respectivamente, na eleição da diretoria do

Conselho Federal de Odontologia (CFO), que será realizada no dia 04 de junho. A escolha foi feita por votação pelos inscritos do CRO-MG, na Assembleia Geral realizada no dia 23 de fevereiro. Fotos: Samuel Gê/DUO

Gerdal Roberto de Sousa (delegado)

Rodrigo Caillaux Pereira (suplente)

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atendimento ouvidoria

Canal direto

Setor de Ouvidoria, que começou a funcionar no fim do ano passado, garante mais transparência e eficácia às ações do CRO-MG Para dar mais transparência às suas ações, contribuir para o aperfeiçoamento das normas e procedimentos e incentivar a participação popular na modernização de seus processos, o Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CROMG) criou o setor de Ouvidoria, em novembro passado. De acordo com a ouvidora responsável pelo setor, Natália Bomtempo, a iniciativa representa um grande avanço para os cirurgiões-dentistas e auxiliares técnicos de Minas Gerais, já que as denúncias, sugestões e solicitações feitas contribuem para o aperfeiçoamento dos serviços e atividades prestados pela instituição aos inscritos e à sociedade. “Estamos tornando a gestão do CRO-MG ainda mais transparente, além de seguirmos as recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU)”, ressalta a ouvidora. “O setor está aberto para ouvir os inscritos, a população e os próprios funcionários do CRO-MG.” Reconhecidos como importante canal de comunicação, imparcial e in-

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com os inscritos e a sociedade

Samuel Gê/DUO

A ouvidora Natália Bomtempo e a auxiliar Camilla Resende: apuração de denúncias e mediação de conflitos

dependente na gestão de empresas e instituições públicas, os setores de ouvidoria têm se consolidado como instrumento de democracia partici-

pativa. Além de mediadores na busca de soluções de conflitos, estão sempre atentos aos princípios constitucionais de legalidade, moralida-


Papel da ouvidoria

Entenda como funciona e as principais atribuições do setor zR ecebe manifestações que podem ser sugestões, elogios, críticas, reclamações e denúncias; z Acompanha as manifestações até a solução final; z Assegura o sigilo de dados pessoais; z Responde às demandas com transparência, integridade e respeito; z Estabelece parcerias internas para ampliar a qualidade e eficiência dos serviços oferecidos; z Colabora para a mudança de cultura da instituição; z Atua em conjunto com todos os setores da instituição na busca de soluções para as manifestações recebidas.

de, impessoalidade e eficiência. Por isso, a resposta às manifestações dos usuários é um dos pontos essenciais para o seu funcionamento. De acordo com Natália Bomtempo, a via de resposta dependerá do tipo solicitação, questionamento ou denúncia. “Os casos mais delicados serão respondidos por meio de ofícios, após apuração dos fatos. Já questionamentos breves poderão ser respondidos por e-mail ou telefone.” Foi estabelecido um prazo de 10 dias para a resposta. Mas, dependen-

do da complexidade da manifestação, “esse prazo poderá ser prorrogado por até 30 dias,” revela. Toda informação recebida e solicitada é apurada cuidadosamente. O setor vai receber também denúncias anônimas. “Manteremos sigilo quando solicitado pelo denunciante,” afirma. Além de receber denúncias de desrespeito à Ética Odontológica, um dos objetivos será responder às principais reinvindicações dos inscritos, acionando os órgãos competentes, se for o caso. “A Ouvidoria terá papel abran-

gente e menos pessoal, atuando em questões que afetam a categoria como um todo”, explica Natália. Por exemplo, um dos assuntos que já está sendo tratado diz respeito ao recolhimento do Imposto de Renda pelo cirurgião-dentista. No último exercício, muitos cirugiões-dentistas caíram na malha fina e a Receita Federal alega que o recolhimento vinha sendo feito de forma errada. O CRO-MG está acionando o órgão para que o assunto seja resolvido em favor do profissional daOdontologia. Outro objetivo é estreitar o relacionamento dos inscritos com o CRO-MG, facilitando o acesso às informações da instituição. Cabe também à Ouvidoria a mediação de conflitos que possam causar transtornos, danos, inconveniência ou impasse à organização, à categoria e à sociedade. As denúncias, sugestões e solicitações podem ser feitas pelos telefones (31) 2104-3045 ou 2104-3027; pelo e-mail ouvidoria@cromg.org. br; ou presencialmente, protocolando solicitação na sede do CRO-MG, localizada à rua da Bahia, 1477, em Belo Horizonte, ou nas Delegacias Regionais. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

XV Curso de Aperfeiçoamento em Implantodontia (Maio 2018)

Carlos Goiatá CROMG 7681

Ana Carolina Goiatá CROMG 30648

Laura Goiatá

XVII Curso de Cirurgias Avançadas em Implantodontia (Maio 2018) III Curso de Imersão em Prótese Total Removível (Julho 2018)

CROMG 40342

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mercado GESTÃO

Dentista

Empreendedor Para obter sucesso em um mercado altamente competitivo, profissionais da área precisam inovar e oferecer diferenciais Já vai longe o tempo em que para ser um profissional liberal bem-sucedido bastava fazer um curso de graduação na área escolhida. Hoje, além de competências técnicas – que devem ser sempre atualizadas – , a visão empreendedora é fator de sobrevivência em qualquer área de atuação, a fim de fazer frente a um mercado altamente competitivo. A tarefa ganha complexidade quando nos referimos a cursos que não valorizam a gestão na grade curricular, como a Odontologia. Depois de formados, os profissionais da área acabam tendo que se virar para tornar a atividade um negócio rentável. No Brasil existem quase 220 mil dentistas, sendo 25,6 mil em Minas Gerais para uma população de pouco mais de 20 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE e Conselho Regional de Odontologia. Considerando que a maioria dos profissionais se concentra nos grandes centros urbanos e, ainda, que grande parte

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da população não tem acesso ao serviço e outra parte não tem o hábito de prevenção, a concorrência entre os profissionais da área é acirrada. “No passado, quando o profissional se formava, bastava atuar em um grande centro urbano e assim fazia carreira. Hoje, quem não tiver diferencial não vai avançar”, afirma o cirurgião-dentista e empresário Frederico Araújo, que aos 39 anos possui três graduações – além da Odontologia, em Fisioterapia e Medicina – e é sócio de oito empresas em Belo Horizonte, todas elas trabalhando no segmento de saúde e de forma complementar. Primeiro, Frederico investiu em um hospital odontológico no centro da capital mineira. A partir das demandas que surgiram no hospital, viu a oportunidade de abrir uma clínica de diagnósticos, depois uma financeira especializada em viabilizar tratamentos de saúde e até uma trading para comprar produtos odontológicos no exterior com menor custo, entre outros empreendimentos. O perfil visionário de Frederico Araújo acabou transformando-o em uma referência no setor e hoje ele ainda consegue tempo para ensinar gestão a profissionais da Odontologia que despertaram para a necessidade de empreender. No fim de 2017, fundou a Associação Mineira de Clínicas e Profissionais de Saúde. “Já não basta ter qualidade técnica, é necessário estar atento a uma série de fatores para proporcionar um

O cirurgião-dentista e empresário Frederico Araújo tem três graduações e é sócio de oito empresas: virou referência e fundou uma associação que ensina a empreender

atendimento capaz de encantar o cliente, além de um rígido controle financeiro de tudo”, explica Frederico. “A soma de vários itens é que vai fazer a diferença.” Esses itens incluem a capacidade de planejamento, de controle de custos, a escolha de um local estratégico para atuar, além de mapear o público, suas necessidades e saber interagir com todos. A preocupação com a biossegurança também é fundamental, assim como treinar a equipe e se preocupar com detalhes, bem vistos aos olhos dos clientes, como manter todos os funcionários uniformizados e com crachá de identificação. É fundamental, portanto, ter uma visão empreendedora e bus-


Vagner Rocha

David Mello/divulgação

A cirurgiã-dentista Silviane Mendes de Aguiar investiu em novas possibilidades na área e hoje lidera uma grande equipe: "Mudei a minha vida"

car sempre novas possibilidades. É exatamente para destacar a importância dessa visão e apoiar o cirurgião-dentista recém-formado que o CRO-MG, por meio do CROMG Jovem, organizou pela primeira vez em 2017 – e vai realizar novamente este ano, em agosto – , o seminário “Formei, e agora? Empreender”. No evento serão abordados temas sobre legislação, marketing, atuação das entidades representativas da categoria, entre outros. “Identificamos uma grande necessidade nos recém-formados de saber como entrar no mercado”, explica um dos organizadores, Gustavo Nacif, integrante do CRO-MG Jovem. “Na faculdade, todos aprendem

a clinicar, mas é preciso também saber vender o serviço de forma ética”, diz Gustavo. O público esperado para o seminário é superior a 800 profissionais, já que serão convidados a participar alunos de todas as faculdades de Belo Horizonte que oferecem o curso de Odontologia. Mas, afinal, o que é empreender? O conceito vai além de abrir o próprio negócio. Significa criar algo diferente, ter atitude para sair à frente e não aguardar que as coisas aconteçam. A cirurgiã-dentista Daniele Gonçalves Souza é exemplo de profissional que mudou de trajetória buscando novas perspectivas. Durante sete anos ela manteve um consultório em Belo Horizonte com

uma secretária, até que decidiu partir para uma franquia odontológica e hoje está à frente de uma clínica bem mais estruturada, com equipe de 25 colaboradores, entre funcionários e dentistas. “Seja qual for o empreendimento, o grande desafio se chama gestão de pessoas. Manter a equipe treinada, capacitada e motivada. O segredo é empreender com amor, ser apaixonado pelo que faz, gostar de cuidar das pessoas. Essa mistura de ingredientes faz o sucesso em qualquer negócio”, diz Daniele. Diretor de uma clínica, o cirurgião-dentista Wanderley Santos Neto conta que trabalhou em clínicas populares e teve um consultório até que decidiu investir em estrutura maior. Hoje emprega sete dentistas e oito colaboradores, e realiza 700 atendimentos por mês, fora os orçamentos. “O diferencial do dentista empreendedor é ter coragem de encarar a crise e vencer os desafios”, diz Wanderley. “Com certeza, empreender e ter sucesso dá muito trabalho, porém, a gratificação vem em dobro”, diz. A cirurgiã-dentista Silviane Cristhina Mendes de Aguiar largou um emprego público no Pará e também um consultório. Após se especializar em dentística e estética começou a enxergar uma Odontologia diferente. Voltou para Minas e agora emprega 20 pessoas. “Acredito numa Odontologia de tecnologia e de resultados diferenciados, então decidi que queria ser uma dentista diferente e tive que tomar decisões que mudaram minha vida.” Acreditar e fazer acontecer para que o sonho se torne realidade é, sem dúvida, uma atitude empreendedora. E quem sai ganhando não é apenas o profissional, mas toda a sociedade. fev 2018

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mercado oportunidades

Currículo valorizado Instrumentação cirúrgica em Odontologia abre novas perspectivas para técnicos e auxiliares Diferenciar-se no mercado de trabalho é desejo de todo profissional. Por isso, é importante atualizarse com treinamentos e novas formações, procurando sempre o que há de mais relevante em sua área. Profissionais fundamentais para a promoção da saúde bucal, os auxiliares e técnicos têm à disposição, atualmente, possibilidades diversas nesse sentido. Entre as novas oportunidades uma tem se destacado pelo potencial: o trabalho como auxiliar em instrumentação cirúrgica odontológica. “Vale a pena buscar esse nicho da Odontologia, que trata da segurança do paciente, incluindo cuidados com a higiene, além da correta manipulação dos instrumentos” explica a cirurgiã-dentista Cristina Moutinho, que trabalha na área da Odontologia Hospitalar e ministra palestras sobre instrumentação cirúrgica para ASBs e TSBs. Segundo ela, a formação vai muito além de questões práticas e estimula até mesmo a sinergia entre os integrantes da equipe. “Durante qualquer cirurgia, o ideal é que os profissionais envolvidos ‘falem com os olhos’. Isso é importante para facilitar e agilizar os procedimentos e

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Área em expansão

Conheça mais sobre a formação em instrumentação cirúrgica odontológica e o mercado de trabalho Campo de trabalho Hospitais, clínicas, consultórios, sobretudo especializados em implantologia.

Vantagens Valorização do currículo, o que abre novas perspectivas e até a possibilidade de melhoria da remuneração.

não estressar os envolvidos. Imagine se toda hora o cirurgião-dentista tiver de pedir para passar isso ou aquilo”, diz a especialista. “O auxiliar tem de dominar bem os conhecimentos da área para fazer seu trabalho.” Cristina Moutinho recebe com frequência o pedido de cirurgiões-dentistas para indicar auxiliares e técnicos capacitados para a função. “A pessoa que se forma pode trabalhar em um hospital, no bloco cirúrgico, mas também em clínicas,

Formação É fundamental procurar cursos credenciados pela ABO.

Na prática Auxiliam o cirurgião-dentista durante procedimentos como implantes e extrações complexas.

consultórios especializados em implantologia, ou até em clínicas convencionais que façam implantes eventualmente”, observa. A área, portanto, oferece amplas possibilidades de trabalho. “Sempre falo para os meus alunos: façam instrumentação e fotografia. Ainda mais agora, com a harmonização orofacial em voga, a instrumentação pode contribuir nesse setor também”, afirma. Muitos cirurgiões-dentistas preferem, eles mesmos, treinar seus


Perfil desejado do profissional Proativo z Precisa se antecipar à demanda do cirurgião-dentista. Zeloso z Por ser responsável pela correta higienização de instrumentos. Flexível z Para ter bom desempenho no trabalho em grupo, uma vez que as cirurgias podem envolver diferentes profissionais, principalmente em hospitais. Atencioso z Precisa perceber o que acontece durante a cirurgia, contribuindo positivamente. Expansão A área tem crescido em função de outras, como, por exemplo, Odontologia Hospitalar e Harmonização Orofacial.

Ágil z Um bom auxiliar em instrumentação cirúrgica ajuda a otimizar o tempo do procedimento, o que é benéfico para cirurgião-dentista e paciente. Organizado z Esses profissionais começam o trabalho antes, preparando o ambiente para a cirurgia. Também garantem que não haja desperdícios.

assistentes, mas o curso tem como mérito abrir novas perspectivas para os TSBs e ASBs, por ser mais amplo. “É um plus no currículo. Mesmo quem prefere trabalhar em consultórios, ou seja, quem não tem tanto interesse pela área hospitalar, sai ganhando, porque até para uma cirurgia de siso incluso, ou de terceiros molares, o cirurgião-dentista vai precisar de alguém capacitado para auxiliá-lo. Com certeza essa formação é diferencial para a conquista de uma vaga mais visada, com salário

melhor”, afirma Cristina. Para o cirurgião-dentista, por sua vez, contar com um profissional com essa formação é positivo até para o fortalecimento da imagem do consultório. “Hoje, os cirurgiões-dentistas valorizam muito seus auxiliares, alguns até investem em cursos para eles, pois sabem dos benefícios. Um profissional com formação vai saber melhor como evitar uma infecção cruzada, como esterilizar, envelopar, enfim, tudo sobre biossegurança”, diz. fev 2018

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saúde bucal prevenção

Odontopediatria amplia Área avança em pesquisas e abre novas possibilidades de trabalho especializado A Odontopediatria vive um momento muito positivo e tem ampliado o campo de atuação dos cirurgiões-dentistas. Além de crianças, o especialista nessa área atua com gestantes, bebês e também adolescentes. A evolução e o crescimento das pesquisas no setor e o nível de

conhecimento científico dos profissionais brasileiros possibilitam que o país vislumbre, por exemplo, uma geração livre da cárie. A opinião é do presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria (Aboped), professor e pesquisador José Carlos Pettorossi Imparato. Para ele, o especialista na área acaba tendo uma visão multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar, atuando em conjunto com os demais especialistas. “A odontopediatria faz com que o dentista se sinta um clínico geral, porque atende à criança em sua totalidade.” Trabalhando na base da pirâmide, o odontopediatra sai na linha

de frente contra as doenças bucais, a começar pela orientação de gestantes, praticando a odontologia para bebês, explicando os benefícios do flúor, passando conceitos sobre a higienização, tipo de escova e chupeta. São todos esses cuidados que vão possibilitar a redução da incidência de cárie, acredita o professor Imparato. O mercado está aberto para o especialista. “Ele pode atuar no setor público ou privado. Existem clínicas particulares multiprofissionais, assim como há oportunidades no setor acadêmico, como pesquisador e professor”, diz o presidente da Aboped, que atualmente se dedica a área acadêmica – é professor David Mello/divulgação

A odontopediatra Joyce Guimarães atende a várias gerações da mesma família: vocação para o público infantil

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campo de atuação de Odontopediatria da Universidade de São Paulo (USP), reitor da Universidade Camilo Castelo Branco, e bolsista de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Das 26 especialidades inscritas no CRO-MG, a odontopediatria ocupa o sexto lugar, com 883 inscritos. Apaixonada pela especialidade, a odontopediatra Joyce Guimarães explica que a opção pela área exige muito estudo e afinidade com o público infantil. Ela ressalta que, na maioria das vezes, o especialista atende a várias gerações da mesma família. “Primeiro os pacientes e depois os filhos

deles, e as histórias vão se repetindo, formando elos de profissionalismo com base emocional sólida.” Sócia da Clínica Odontoellos, ela observa que é preciso vocação para o atendimento infantil. “Requer paciência, habilidade, amor pelas crianças e muita capacitação.” Joyce Guimarães fez vários cursos na área, incluindo especialização em odontopediatria, aperfeiçoamento em ortodontia interceptiva e preventiva (IES). Também investiu em cursos para atendimento a gestantes e para pré-natal odontológico. Ainda tem habilitação em laserterapia e não descuida da atualização, participando de congressos e cursos de atualização.

O defensor público de Minas Gerais, Francisco de Assis de Castro Calcagno, fez questão de optar por uma odontopediatra para cuidar da saúde bucal de suas filhas Maria Luiza de Castro Calcagno, de 13 anos, e Cecília de Castro Calcagno, de sete. A escolha, segundo ele, deu bons resultados. “As minhas filhas nunca tiveram cárie”, afirma. Francisco Calcagno se lembra de que, quando criança, “os pais somente levavam os filhos ao cirurgião-dentista depois que surgia uma cárie, e foram muitas. Agora, quanto mais cedo iniciamos a prevenção, ajudamos a preservar sua saúde bucal”.

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gestão ética e transparente participação

Voto pela economia Fotos: David Mello/divulgação

Assembleia extraordinária aprova decisões que vão possibilitar redução de custos ao CRO-MG A Assembleia Geral Extraordinária do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais, realizada em fevereiro, tomou decisões importantes que vão gerar economia para a instituição nos próximo anos. Com gasto mensal de R$ 15 mil e baixa utilização, menos de 10 inscritos a cada mês, o uso da biblioteca foi amplamente discutido e optou-se pelo fechamento e doação do acervo. “A internet tornou-se um meio mais eficaz de consulta e atualização”, explica Gustavo Temponi, assessor da diretoria. A decisão vai gerar redução mensal de custos, além de enxugamento da máquina administrativa. Agora será feito um cadastramento público das entidades aptas a receber a doação. Caso não haja interessados, a segunda opção é estabelecer algum tipo de parceria que resguarde o acervo. A assembleia também deliberou sobre materiais do CRO-MG que estão armazenados em um galpão alugado em Betim. Grande parte está deteriorada e a recuperação representaria um alto custo para o CROMG. Portanto, a decisão também foi pela doação, após inventário, por meio de edital, o que vai possibilitar

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Camisas (acima) e outros materiais produzidos de maneira inadequada pela diretoria anterior e que hoje viraram entulho: alternativa é a doação

redução de custo. Em votação unânime, a assembleia também autorizou a criação de um Espaço da Convivência, no terraço do CRO-MG. Segundo Temponi, o local está sem o devido escoamento pluvial e o acúmulo de água pode gerar infiltrações e proliferação de dengue. Além de resolver a questão, a obra vai permitir a acomodação dos funcionários nos intervalos de trabalho, evitando problemas trabalhistas. "Será realizado estudo para avaliar a viabilidade da obra”, afirmou Temponi.

Também foi votada a destinação de grande quantidade de camisas e revistas produzidas pela diretoria anterior, no fim da gestão, e armazenadas no almoxarifado do CRO-MG. Além de produzidos com logotipo vedado pela legislação, esses materiais estão desatualizados. Gustavo Tempori explicou que o Conselho já passou pela auditoria do TCU e aguarda o relatório sobre a questão. A atual diretoria da entidade contratou uma auditoria interna, que acompanha os trabalhos.


Prescrição medicamentosa legislação

Lei garante direito Farmácias não podem recusar receitas prescritas por cirurgiões-dentistas, salvo em situações específicas. Saiba mais

A legislação brasileira estabelece de forma clara que os cirurgiões-dentistas podem prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas, de uso externo e interno, indicadas em Odontologia, tornando-se, assim, indiscutível a aceitação de prescrições de medicamentos aos pacientes. As farmácias que se negarem a vender remédios que tenham indicação em Odontologia e prescritos por cirurgiões-dentistas infringem a legislação e podem ser denunciadas no Conselho Regional de Farmácia do Estado de Minas Gerais (CRF/MG), bem como podem ser tomadas outras medidas cabíveis. Segundo Geisy Maciente Dias Cândido, assessora jurídica do CROMG, essa prerrogativa de prescrever medicamentos para uso em tratamentos odontológicos está prevista na Lei 5081/96 e na Portaria 344 da Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS) de 1998 e, ainda, em resoluções posteriores editadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A lei e os regulamentos têm o objetivo de assegurar o uso correto dessa atribuição”, acrescenta a assessora. Portanto, o cirurgião-dentista é responsável pela medicação prescrita, bem como pelo conhecimento das indicações e contraindicações desses farmacológicos, conforme as disposições do inciso II do art. 6º, da Lei n.º 5081/66, que estabeleceu como uma das atribuições do cirur-

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gião-dentista: “prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas de uso interno e externo, indicadas em Odontologia”. A assessoria jurídica esclarece que em caso de dúvida a respeito de prescrição de medicamentos, o mais indicado é que o farmacêutico entre em contato com o profissional para esclarecê-las, posto que o art. 11, inciso VI, do Código de Ética Farmacêutica, aprovado pela Resolução Conselho Federal de Farmácia (CFF) 596/96 estabelece que constitui infração ética “negar-se a realizar atos farmacêuticos que sejam contrários aos ditames da ciência, da ética e da técnica, comunicando o fato, quando for o caso, ao usuário, a outros profissionais envolvidos e ao respectivo Conselho Regional de Farmácia”. No entanto, a Portaria 344 de 1998 da Anvisa, que aprovou o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos, estabeleceu, no art. 54, como exceção à prescrição por cirurgiões-dentistas os medicamentos constantes da Lista C4 (antirretrovirais). “Esses medicamentos antirretrovirais são indicados para o tratamento de doenças causadas por retrovírus tais como AIDS, Hepatite C e as gripes A,B e Influenza. Os vírus possuem uma capacidade enorme de modificar seu material genético e, assim, gerar resistência aos medicamentos. Por isso, o tratamento é demorado e exige monitoramento fre-

quente,” explica. A assessora esclarece que em casos de recusa de aceitação da receita médica prescrita pelo cirurgião-dentista, o profissional pode buscar apoio junto ao CRO-MG para orientação ou adoção das medidas cabíveis. “O próprio cirurgião-dentista pode denunciar o estabelecimento ao Conselho Regional de Farmácia (CRFMG) informando a ocorrência da possível infração ética por parte do farmacêutico,” diz. As denúncias ao CRF-MG podem ser realizadas inclusive de forma anônima, pela internet. Basta preencher um cadastro no endereço eletrônico: http:// www.crfmg.org.br/site/ serviços/denuncias.


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