O campo faz germinar a semente da fé nas comunidades A terra é uma obra da criação, assim como o ser humano a quem Deus demonstra seu amor entregando-a para que possa dela tirar seu sustento. Mas não só isso: deve cuidá-la e preservá-la, pois não a entregou para um grupo e sim para as gerações. A promessa de Deus a Abraão e sua descendência está descrita no primeiro livro da Bíblia, o Gênesis, onde se tem uma compreensão muito ampla e, por óbvio, originária das responsabilidades que o ser humano passa a ter ao assumi-la. É como aquela pessoa que recebe um bem precioso com a finalidade de cuidar, preservar e proteger até que seu dono volte para buscá-lo. Ele te entregou em perfeitas condições e assim quer reencontrar. O tema escolhido para a capa desta edição da Revista Cristo Rei reúne um pouco dessa referência ao Dia do Agricultor, que se celebra neste dia 28 de julho. A data presta uma homenagem a todos os homens e mulheres que se dedicam diariamente, nos 365 dias do ano, muitas vezes sem intervalo – dependendo da atividade desenvolvida na propriedade rural – como numa grande missão confiada para seu sustento e dos demais. É dos frutos desta terra que a humanidade se alimenta. Com essa data referencial, é possí-
vel também recordar as famílias que iniciaram as formações dos núcleos populacionais da década de 1946 quando chegaram a esta região. Pessoas que cultivaram a terra e mesmo diante de todos os desafios da época sustentaram sua existência com as bases da fé. Ergueram suas casas e construíram igrejas. Mostraram um compromisso de cultivo da terra, produzindo alimentos para si e para quem não tem afinidade ou busca consolidar outros planos profissionais que não ligados à terra. Os agricultores são pessoas que têm em suas mãos uma missão divina e que, mantendo suas relações com o Sagrado, fazem uma experiência muito forte de consciência sobre o uso da terra. Na simplicidade do campo, no trato entre as pessoas, se desenvolve um apego com o local. É assim que as pessoas se sentem: umbilicalmente ligadas ao lugar de costumes e tradições cada vez mais recebendo influências do urbano. Embora essa seja uma realidade muito próxima inclusive na região da Diocese de Toledo, ainda assim esses cristãos superam o lançar da semente na terra propriamente dito, mas abrem espaços para o cultivo da espiritualidade, fazendo germinar as sementes da fé nas suas comunidades rurais e urbanas. Boa leitura!
Expediente Ano XXVI - nº 282 - Julho de 2022 Revista mensal da Diocese de Toledo
ESCRITÓRIO Rua General Rondon, 2006 CEP 85902-090 - Toledo - PR Fone/Fax: (45) 3252-1728 revista.cristorei@gmail.com BISPO DIOCESANO D. João Carlos Seneme DIRETOR RESPONSÁVEL Pe. André Boffo Mendes DEPARTAMENTO COMERCIAL Ana Maria Araujo Fone: (45) 3252-1728 EDITOR Paulo Weber Junior (SRTE/PR - 6.790) jornalistapaulo@gmail.com DIAGRAMAÇÃO Alexsandro G. Pereira (Lico) alexsandro.pereira@gmail.com CIRCULAÇÃO Toledo, Marechal Cândido Rondon, Palotina, Guaíra, Assis Chateaubriand, Jesuítas, Tupãssi, Terra Roxa, Nova Santa Rosa, Nova Aurora, Iracema do Oeste, Entre Rios do Oeste, Pato Bragado, Mercedes, Quatro Pontes, São Pedro do Iguaçu, Ouro Verde do Oeste, Formosa do Oeste e Maripá. TIRAGEM 7.000 exemplares IMPRESSÃO Gráfica TUICIAL Os assuntos tratados em artigos assinados são de inteira responsabilidade do autor.
Cultivando a terra e a fé: as tradições religiosas no meio rural
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Oeste quer consolidar Circuito das Flores e Vinhos
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Celebração diocesana conclui fase da escuta do Sínodo dos Bispos
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Fígado: um amigão que precisa de atenção
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Corpus Christi: Deus caminha com seu povo da Diocese de Toledo
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Safra chega com o desafio dos juros
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Sinodalidade: caminhar juntos para crescer em comunhão, participação e missão No dia 10 de outubro de 2021, o Papa Francisco abriu o caminho sinodal em Roma. Após os trabalhos, realizados em nível diocesano, continental e mundial, será concluído em outubro de 2023. Um Sínodo que visa a promover a sinodalidade (atitude de caminhar juntos) com o título “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Por isso, o Papa Francisco convidou toda a Igreja, os que já participam, bem como aqueles que estão distantes, a se pronunciar diante da sinodalidade, tema decisivo para a vida e a missão da Igreja, porque “exatamente, o caminho da sinodalidade é o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio” (Papa Francisco). No momento atual, estamos no período de escuta em nossa Diocese que será concluída e a síntese entregue em julho de 2022. O objetivo é que a comunidade cristã se envolva para enfrentar os novos desafios que exigem uma nova postura diante dos desafios da atualidade. Depois desta primeira etapa – escuta – nasce uma nova etapa do caminho sinodal em nível continental. Sinodalidade é caminhar juntos como método que nos impulsa em ir juntos em sintonia para crescer em comunhão e participação para que todos se envolvam mais ativamente na missão. Não houve antes na história da Igreja uma consulta como esta, que em si mesma não se trata somente de uma questão de opinião, mas é um ato de discernimento. Não se trata simplesmente D. João Carlos Seneme, CSS de perguntar o que eu Bispo da Diocese de Toledo penso, qual a minha opi-
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nião: trata-se de uma atitude onde, juntos, em atitude de profunda oração, perguntamos ao Espírito o que Ele quer de nós hoje, de cada um de nós e de toda a Igreja. Podemos dizer que o que ocorreu no Dia de Pentecostes no início da Igreja é que esperamos que aconteça hoje nesta atitude de caminhar juntos. Este é o desejo do Papa Francisco ao convocar o Sínodo para promover o tema da sinodalidade como estilo de vida. Temos consciência de que será necessário muito esforço, despojamento para retomar a caminhada como mais vigor através do método do Sínodo. É o sopro do Espírito nestes tempos tão difíceis. Caminhar juntos com uma atitude sinodal indica um novo encontro eclesial capaz de ampliar horizontes, dilatar o coração e transformar as estruturas que hoje nos paralisam, separam e afastam muitos membros da Igreja. O Papa Francisco quer ouvir todos: quem está dentro da Igreja e aqueles que perderam o ardor e se afastaram, e se sentem órfãos de uma comunidade de fé que os apoiem. O primeiro fruto desta Assembleia Sinodal deveria estar precisamente na apresentação de um método que se procurou seguir, desde a fase preparatória, a sinodalidade. O desfecho final não tem como objetivo principal a redação de um documento, que também é precioso e útil. Mais do que o documento é importante que se difunda um modo de ser e de trabalhar em conjunto na escuta e no discernimento, para iluminar novos caminhos pastorais que respondam à realidade. No ato de caminhar surge uma nova esperança porque se não se trata de um caminho solitário. Temos uma garantia: Deus caminha conosco e nos incentiva o caminhar juntos, um dando conforto ao outro ajudando-se mutuamente a compreender qual é o melhor caminho, o melhor método. A troca de ideias ajudará permitirá a descoberta de novas possibilidades e metodologias de inclusão e participação em vista da salvação que nos é garantida em Jesus Cristo. Que o Espírito Santo nos inspire e acompanhe nesta missão!
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TRADIÇÃO RELIGIOSA
CULTIVANDO A TERRA E A FÉ: AS TRADIÇÕES RELIGIOSAS NO MEIO RURAL Terra: um planeta, um lugar para morar, um espaço para cultivar e extrair o alimento. Um elemento básico que carrega em si a imensidão daquilo que os olhos podem enxergar e ainda assim só se vê o horizonte. Pela terra, brotam sentimentos de cuidado, de pertencimento com o local em sintonia com os ensinamentos cristãos. Esta edição da Revista Cristo Rei traz em seu conteúdo aquilo que se traduz no cuidado da terra que se abre num espaço para a comunidade e que faz esta manter tradições religiosas que se associam ao cultivo da terra e ao cultivo da fé. A formação deste povo cristão que originou a Diocese de Toledo tem suas bases na terra. Esta referência da reportagem de capa é uma maneira de homenagear o agricultor pela sua data que se comemora neste dia 28 de julho. No Brasil, o ponto de partida da data vem da estrutura governamental, quando foi criado o Ministério da Agricultura. Contudo, buscando o encontro das datas, o que importa aos cristãos é ter consciência sobre o uso da terra, os cuidados com as consequências das ações de hoje e a responsabilidade para com as futuras gerações que serão herdeiras deste chão, assim como é belo contemplar a formação das comunidades de fé a partir desta relação com o seu ambiente rural. Neste cenário do campo, surgiram grandes, médios ou pequenos templos como sinais da fé na promoção da unidade e no estímulo a transformações de realidades a partir do envio de seus fiéis em missão. Missas, celebrações da Palavra, casamentos, batizados, crismas e demais Sacramentos que se realizam nestes espaços cravados na terra, cercadas de casas ou em meio a fazendas, fazem parte dos relatos destas pessoas envolvidas na arte de cultivar a terra em observância aos valores cristãos. Na Diocese de Toledo a evangelização conta também com a participação de lideranças que se encontram em pequenas comunidades rurais. 6
Fábio Ulsenheimer/Prefeitura de Toledo
Igreja Sagrada Família, em Dez de Maio, eregida como Paróquia em 1º de janeiro de 1958
Das 290 capelas que estão presentes em 31 Paróquias e 1 Quase-Paróquia, pelo menos 190 delas estão localizadas em comunidades rurais. E destas 190 capelas, em pelo menos 60% delas contam no máximo com até 30 famílias membro. São pequenas comunidades que sinalizam para a fé nos seus lugares. “Ao contrário do que o senso comum diga, muitas dessas comunidades rurais são fortes e dentro dessas comunidades existe uma bonita transmissão da fé, que vai acontecendo inclusive por elementos muito puros do próprio cotidiano das pessoas”, comenta o coordenador diocesano da Ação Evangelizadora, Pe. André Mendes. É isso que nossos entrevistados do mês mencionam ao visitar um pouco dessa história constitutiva da Diocese de Toledo, uma vez que são jovens, criados nessas famílias com ligação direta com o campo, mas que também sentem os reflexos da urbanização nesses espaços. Dos avós agricultores, assim como dos
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seus pais que mantiveram-se no campo, hoje esses jovens seguem na atividade rural, embora em menor número, mas fazem parte de um processo de retomada pela instrução no ensino formal que possibilitam identificar novas oportunidades. São aqueles que deixaram temporariamente as comunidades para frequentar a universidade, mas que escolhem a terra, escolhem voltar para as suas origens. “O campo tem se modernizado e a própria agricultura e pecuária têm aberto possibilidades para que o jovem se sinta atraído para essas atividades. Entretanto, o que mais percebemos é que onde há esse apego com a terra existe também o apego e cuidado com a vida religiosa. Todos os exemplos desses jovens são de pessoas que têm seu ofício com o chão, com a terra, mas também têm a responsabilidade para com as suas comunidades, onde seus pais se casaram, onde foram batizados ou receberam outros Sacramentos. Nessas pequenas comunidades eles também sentem e fazem a experiência de Deus”.
O SER HUMANO E A MISSÃO DE CUIDAR DA TERRA O ser humano está presente na terra desde o sexto dia da criação (Gn 1,26-31) a quem Deus entregou aos seus cuidados. Essa palavra “cuidar” tem significado muito forte para homens e mulheres, tanto aqueles que lidam diretamente com o cultivo ou com a pecuária quanto para aqueles que estão nas cidades. A terra é única e os cuidados para com ela também o são, pois a casa é comum (cf. Laudato Sí, 2015). O elemento da espiritualidade neste ambiente rural é o foco desta reportagem que conta Família Nishida e seu apreço pelo campo e tradições religiosas a primeira história da família Nishida, de Terra Roxa, residente também vieram”, diz Kátia que no serna localidade de Alto Alegre. Eduardo viço de Catequese acompanhou uma sucedeu a área que os pais, vindos de turma de 13 crismandos que receberam São Paulo, adquiriram em 1964, ano em o Sacramento há poucos dias. Já Eduarque migraram em busca de novas opordo é Ministro Auxiliar da Comunidade tunidades. Tentaram o café, mas logo desde 2007. em seguida partiram para a produção A relação muito próxima da família de grãos, milho e soja, e um pouco de com a terra, com o lugar que escogado de corte. lheram para prosperar e na vivência Além do trabalho, claro, a vida no da fé levaram uma das filhas do casal, campo reservava momentos de cona Sara, que cursa agronomia em fraternização. Num desses eventos Palotina, a sempre que pode estar na comunitários, ele conheceu a Kátia, propriedade rural. que residia muito próxima. Namoraram por quatro anos e estão casados há 28 E assim ela pretende retornar, após anos. Eles têm três filhas: Camila, Sara a formatura prevista para fevereiro de e Vitória que cresceram com os pais 2023. O afeto e o carinho com o local, frequentando a Capela São Sebastião, e incentivo dos pais, levaram-na ao pertencente à Paróquia Nossa Senhora ministério de música, participando dos Aparecida. Inspirados no testemunho cantos da Liturgia nas celebrações tande fé de seus antepassados, inseriramto em Palotina quanto na comunidade -se na Catequese, no Ministério Auxiliar onde reside a família. da Comunidade (MAC) e Conselho de Eduardo comenta que se percebe Pastoral, além de participação na Ascerta dificuldade em atrair novas lideransociação de Pais e Mestres da escola ças para a coordenação da capela e até das filhas. mesmo para a Liturgia. Kátia completa “As meninas perguntam se eu vou parar, mas eu tenho dificuldade em paque os adolescentes encerram a Caterar com a Catequese porque parece que quese crismal e poucos se engajam nos é uma necessidade de estar envolvido. serviços na Igreja. Desafios surgiram, mas as bênçãos Kátia, que atua na Catequese há 30
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anos, entende que os pais precisam cumprir seu papel de educar na fé os filhos, ou pelo menos colocá-los no caminho. “No nosso caso, nunca deixamos as crianças em casa. Às vezes até iam ‘emburradinhas’, mas voltavam numa felicidade (risos). Elas continuam sua caminhada própria”, conta a mãe no que a filha Sara complementa: “Dava uma preguiça acordar cedo no domingo. Mas o dia de mais preguiça era o dia de ir para fortalecer a fé”. “Eu falava que se não dá para ir na Igreja, então também não poderiam sair na casa das amiguinhas. Aí ficavam prontas na hora (risos)”, revela Kátia lembrando que a decisão dela era sempre apoiada pelo marido, assim como o contrário também acontecia. “Não adianta mandar os filhos se os pais não vão, ou só um que acompanha nas missas. O exemplo vem dos pais”, salienta Eduardo. As tradições na pequena comunidade são mantidas até hoje com a visita da capelinha entre os moradores. Claro que o número está bastante reduzido, o que se procura compensar fortalecendo-se pela unidade e participação em novenas, missas, reuniões de grupos de famílias e Campanha da Fraternidade.
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GERAÇÕESRELIGIOSA DA FÉ TRADIÇÃO
A terra foi sonhada por Deus Recordar esse contexto rural associado à religiosidade importa em recordar um pouco da experiência bíblica do povo de Deus, do antigo Israel, que foi uma experiência muito marcada pela promessa e pelo amor pela terra. “A primeira expressão que temos desse amor pela terra vem na própria promessa que Deus faz a Abraão (cf. Gn 15), onde Deus pede a ele um voto de confiança e a partir desse voto de confiança e obediência faz uma grande descendência, prometendo a Abraão uma terra onde ele e seus descendentes pudessem chamar de sua. É aquela que ficou mais tarde conhecida como Canaã ou Terra Prometida. Essa nuance de procura pela terra prometida foi se desenvolvendo na história do antigo Israel até ter a sua concretude em Moisés e a chegada do povo à terra de Canaã”, fundamenta o coordenador diocesano da Ação Evangelizadora. Outro elemento bíblico que se associa a essa compreensão é Josué, quando no contexto de distribuição das tribos, comenta que a terra é uma dádiva do Senhor e ela não pode ser nunca motivo de guerra ou de divisão (cf. Js 1,2.3.11.13.15; 2,9-14; 5,6; 9,24; 18,3; 24,13). “A terra tem que ser um elemento de harmonia, a terra tem que
falar de Deus porque a terra traz vida, pois ela é uma forma de Deus amar a humanidade”, salienta Pe. André Mendes. “Nossa Doutrina Social da Igreja é muito clara quando dá as instruções sobre como devemos nos portar para com a terra. Até nos faz algumas distinções, afirmando que a terra é para ser cultivada, para ser produtiva, mas é também para ser respeitada (Catecismo da Igreja Católica, nº 2415). Todo o trabalho com a terra precisa garantir a sustentabilidade daqueles que usam a terra no atual momento, assim como das gerações futuras, pois sobre toda a terra pousa a responsabilidade social. Essa terra precisa servir não só a quem está com ela agora, ou seja, a quem tem uma escritura ou um direito de posse, mas também àqueles que virão depois. Antes de ser minha, essa terra é de Deus”, complementa o sacerdote. Considerando o parâmetro de que tudo é uma questão de propósito e utilidade final, a Igreja Católica é clara ao afirmar que a propriedade privada é uma possibilidade. Porém, enquanto
dom de Deus, ela está para manter o ser humano e dar-lhe condições de sobrevivência, desde que bem manejada pelo próprio ser humano. “A terra foi sonhada por Deus para que dos seus frutos pudéssemos viver. Todas as pessoas têm direito a acessar a terra e não somente os proprietários da terra. Aí entra uma questão que precisa ser bem entendida. A Igreja defende um modelo produtivo onde há espaço para a propriedade privada, mas também chama a responsabilidade comum de todos, e todos têm direito em acessar o produto da terra. A terra é um dom e precisa ser cultivada”, comenta. Uma questão que está muito presente no contexto mundial é a sustentabilidade e o respeito para com a terra. “Produzir com responsabilidade para atender a curva ascendente populacional. Há uma obrigação de produzir alimentos para todos, a questão é a forma e como está sendo feita essa produção”, observa Pe. André. A atenção a este ponto se dá principalmente em razão de que existem meios para uma agricultura segura que seja mais produtiva e mais precisa, preserve o meio ambiente, mas que principalmente mantenha o homem no campo.
Uma capela e muitas bênçãos É aqui que entra a história da família da Jéssica Lovera dos Santos, de Guaíra. Seu avô, João Lovera, de 82 anos, começou com áreas que sucedeu aos filhos. Em uma dessas áreas da fazenda se ergueu a capela dedicada a Cristo Rei. O pai de Jéssica, o senhor Laércio, foi convidado a participar da Escola de Ministros Auxiliares da Comunidade (MAC), há cerca de 15 anos. Assim o fez e agora contribui para manter a capela que estava precisando de alguém que pudesse ao menos acompanhar quatro famílias que ali frequentam. “A capela é bem pequena. Participam nossa família e também de empregados. São em torno de dez pessoas. Mas ela é bem aconchegante. Tem os bancos, 8
Na Capela da Fazenda foram celebrados diversos Sacramentos, dentre eles o Matrimônio (abril/2022)
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janelas, as portas de vidro que reformamos, vamos colocar ar condicionado, tudo muito bem organizado”, comenta Jéssica. Nesta capela, muitos fiéis já receberam Sacramentos, como do Matrimônio e Batismo. A assistência religiosa é feita pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, que tem como pároco o Pe. José Aparecido Bilha. Ao lado da capela tem um barracão da fazenda, local onde acontecem as festas. Filha de Ivanira Maria Lovera dos Santos e de Laércio dos Santos, Jéssica (22 anos) tem uma irmã, a Júlia de 17 anos. A família cresceu neste ambiente, sempre com muito esforço e dedicação. “Eu cresci aí, acompanhando meu pai, meu avô, meu padrinho e fui ‘pegando gosto’ pela lida no campo”, diz a jovem que é Jéssica Lovera enaltece vida no campo e religiosidade formada em engenharia agronômica. E quando o “serviço aperta”, ela não se intimida aquisição de insumos, administração e vai com pai, tios, primos e empre- em geral são coordenadas pelos pais gados para a lida mais puxada em e tios de Jéssica. Esse “mundo” ela garante que não tempos de plantio ou colheita. “Aí troca por nada, tamanho é o apego do é marmita lá na roça. Não dá tempo trabalho com a terra e a identificação de voltar para casa”, afirma. Num com a realidade rural. “Fiquei cinco trabalho familiar, as atividades de anos na faculdade. Dois anos choserviço no plantio, manejo, colheita,
rando seguidos. Nem que acerte a loteria não troco pela cidade. Aqui tem paz, tranquilidade. Tem o café da tarde com descontração, claro que não em época de colheita quando a gente fica sem tempo. Mas tem os dias de almoços, jantares, confraternização de fim de ano. É uma convivência muito boa”, salienta. É nesse local que Jéssica tem aplicado os conhecimentos que buscou na faculdade para melhorar o manejo do solo e a preservação das nascentes. Tanto que o investimento está muito forte em produtos biológicos. Mas, diante de tanto trabalho, e o tempo para a oração? Jéssica não se apura e fala que é na Capela onde se encontra força para continuar na lida. “Essa capela é abençoada demais. Nossa fé é maior que tudo. É ali que a gente reza a missa, canta. Tem toda essa tradição”, afirma a jovem que acompanha o pai na Liturgia. “Eu e meu pai fazemos as leituras da Palavra. Tem um amigo nosso que vem de Bela Vista e ajuda nos cantos, e alguns dos empregados também fazem as leituras e as preces e assim somos abençoados”, completa.
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Nas comunidades rurais, o desafio da continuidade Numa realidade mais consolidada do que é o cenário rural, vive o Giancarlo Theisen, de 34 anos. Ele faz parte da comunidade de fé que forma a Capela Nossa Senhora de Fátima, localizada em Vila Ipiranga, um dos distritos de Toledo com forte presença das atividades agrícola e pecuária, mas também de formação religiosa muito presente no seu povo. Inclusive nessa capela aconteceu há mais de 40 anos a ordenação sacerdotal do Pe. Milton Wermann, cuja família residia nesta região atendida pela Paróquia Sagrada Família, de Dez de Maio. A família toca a propriedade rural que tem lavoura, granja de suínos e gado de corte. Em época de safra, aí o trabalho começa bem cedo e se conclui, algumas vezes, na noite ou madrugada. “Eu me sinto bem trabalhando com a terra. É algo que gosto desde Giancarlo Theisen, de Vila Ipiranga criança. Tem os altos e baixos da atividade, sim. Mas é bom plantar, o trabalho com a colheitadeira. Nas atividades junto da comunicolher. Tem serviço direto”, descreve aquele que sempre dava um jeito des- dade de fé, Giancarlo já participou de os seis anos de idade acompanhar de grupo de jovens, nos sábados à
noite. “E dava certo, mesmo com os horários do serviço na lavoura”, garante. Na equipe de Liturgia ingressou a partir dos 18 anos, sempre com muito incentivo especialmente da mãe. “Participei fazendo as leituras nas celebrações”, diz. Atualmente, ele tem acompanhado mais a associação de moradores, que é outro elemento de fortalecimento dos vínculos da comunidade em que reside. Ele entende que é assim, com mais pessoas participando e assumindo funções, dentro ou fora da igreja, que essas estruturas não sofrerão processo de descontinuidade. Assim, Giancarlo mantém vínculos com a comunidade local pela capela e pela entidade representativa de seus habitantes. Afinal, é nesta região que viveu sua infância, adolescência, trabalho, escola e religião. É uma relação umbilical com a comunidade. Foi nesta capela que aconteceu seu Batismo, 1ª Eucaristia e Crisma. Hoje ele está noivo da Tiara Melim. Quanto ao local do Matrimônio, os dois ainda vão revelar.
O rural no processo de urbanização Os primeiros colonizadores da região de Toledo narraram dificuldades da época para manterem-se na região, bem como confirmaram nos livros que o primeiro atendimento espiritual com Pe. Antonio Patuí fez a diferença para encorajá-los nesta região inóspita. Muitos permaneceram aqui também pelo seu atendimento, com sábias orientações. “Nossa Diocese já tem mais de seis décadas de história nesse canto que é o Oeste do Paraná. A nossa característica é interiorana e assim cabe lugar para nossas tradições religiosas. É bonito perceber como a expressão do viver no campo consegue se aliar ao elemento religioso. Temos sim cidades crescendo, mas sempre com esse apego ao interior. As pessoas sentem orgulho em dizer que 10
participaram de alguma comunidade rural que hoje, por ventura, esteja indo para um caminho de finitude, o que é natural”, considera Pe. André Mendes. Aliás, isso pode ocorrer até com mais frequência devido ao processo de urbanização e, então, a desinstalação é feita com critérios para que se preserve o Sagrado. Obviamente, o processo de cultura urbana também nesses ambientes – que implica questões tangíveis e intangíveis – é uma realidade. O mesmo nível de informação é alcançado entre quem vive no interior da Diocese de Toledo ou no centro de São Paulo, maior centro urbano do País. Esse é um tema que a Igreja mantém sua reflexão. “Temos pessoas ligadas ao campo, se não residentes, mas ligadas à cultura urbana da informa-
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ção, da profissionalização, do lazer. Todas essas características são novas que vão brotando e que serão cada vez mais experimentadas e refletidas dentro da nossa caminhada evangelizadora”, comenta. Por tudo isso expresso nesta reportagem cabe a homenagem às comunidades rurais em que nas suas localidades se ergueram capelas, grutas, oratórios. Esse princípio da fé retrata um pouco da história em que o elemento religioso se faz presente. “É uma fotografia da Diocese de Toledo, no Oeste do Paraná. É o que nos dá força, nos anima na caminhada. As opções que fazemos na evangelização levam muito em consideração essa configuração que temos de uma convivência pacífica e salutar entre o urbano e o rural”, finaliza Pe. André.
DEUS É NOSSO AMPARO E DEFENSOR Este 28 de julho é comemorado o Dia do Agricultor. Uma profissão bem pertinho de Deus, pois trabalha a terra, as plantas, o alimento. O trabalho do meu esposo é na natureza, uma “empresa” a céu aberto: Ele é agricultor. Mas, é uma profissão repleta de desafios e provações. No mês de abril, em uma parte do nosso município de Formosa do Oeste houve uma tragédia nas lavouras de milho, que estavam perfeitas. Fato que aconteceu em muitos lugares da nossa região. Vou dar o nome de vendaval, muitos disseram que foi um ciclone, tornado. Enfim, fez um arraso no milharal da maioria das roças. Os agricultores e suas famílias sofreram com o terrível acontecimento. O meu esposo ficou muito aborrecido e triste, afinal o suor do seu trabalho caiu como lágrimas por terra. Graças a Deus, em um outro sítio da
Ó minha Senhora, nas minhas aflições e desânimos, não deixe cair a minha fé. Eu te imploro, Maria! Não deixe que as coisas que passam venham me entristecer e me derrubar. Peça ao seu Filho, Jesus Cristo, que meus pensamentos não venham me desanimar, fazer perder a vontade de trabalhar, ser ingrato. Ó Mãe querida, peça ao seu Filho que tenha misericórdia de mim. Que sou cheio de minhas misérias. Mas, eu creio, aumentai a minha fé. Ó Mãezinha, às vezes fico pensando por que eu vou à Igreja? É por que eu tenho um pouquinho de fé? Vou porque vejo outros irem? Ou por que nasci por obra de Deus? Ó Senhor de misericórdia, não deixe que eu me afaste de ti. Tenha misericórdia, que o Senhor seja os meus pensamentos, a força dos meus braços, das minhas pernas, o guia nas minhas incertezas. Meu Pai, cuida de mim. Não deixe que eu me perca na minha caminhada. Senhor, cuida de mim. Sou pecador. Se é por vós que estou aqui, pela sua vontade que vivo, ó meu Senhor, não deixe que eu vos abandone. Misericórdia, Senhor! Amém!
Área de milho, em Formosa do Oeste, destruída pelo vendaval em abril deste ano
mos motivação quando São Paulo, nos anima: “Alegrai-vos sempre no Senhor, alegrai-vos!”. A certeza é que Deus nunca nos desampara. Jesus e Maria: nossa grande alegria. Ele esteve sempre presente para nos animar e usou meios e pessoas: a família, a comunidade, o Pe. Ricardo Pioner, foram presenças fraternas, com muita solidariedade e palavras consoladoras para todas as famílias e para nós também. O Pe. Ricardo e toda a comunidade foram fiéis no compromisso fraterno, não deixaram que o obstáculo da devastação nas lavouras, aparentemente insuperável, impedissem de levar o Evangelho vivo aos agricultores e suas famílias. Deus seja louvado para sempre! Não podemos esquecer que com tantas provações, temos mais alegrias que tristezas na caminhada da vida. Temos Deus Conosco. Ele vive. É nosso defensor. Todos os agricultores têm muitas histórias reais para contar. Quanta oração, trabalho, esperanças contidas em suas histórias! Em um dos momentos de tristezas, para animar o meu esposo que estava bem chateado, disse a ele para escrever em um caderno o que estava sentindo, para desabafar. Dia 25 de julho é Dia do Escritor. Escrever é uma forma de falar e também é uma terapia. Ele, que não é de escrever, disse que não conseguiria. Então, motivei para escrever, dizendo que é só colocar no papel o que estava em seu coração e ele conseguiu escrever, graças a Deus. Ele escreveu com profunda espiritualidade essa simples e verdadeira prece que você pode ler ao lado.
nossa família, o “vendaval” não passou por lá. Porém, na mesma semana nossa casinha dessa roça foi incendiada por malfeitores, aos quais desejamos conversão. Rezemos por essas pessoas. Destruíram totalmente a nossa casinha que era tão importante e útil para minha família. Era nosso passeio, nosso simples lazer para proveito no fim de semana, descanso. Era, também, lugar de oração. No começo e um bom tempo da pandemia, catequizei na varanda. Ali mesmo, utilizei como se fosse sala de Catequese, ao som dos pássaros (...). Eu catequizava conversava, rezava junto com meus catequizandos pelo celular. Era uma bênção! Catequizar na paz do sítio. O nosso cantinho também era necessário no dia a dia do Graciani NB Favorito trabalho na roça: esquentar a marmita do Integrante da Pastoral Catequética e Pastoral almoço, beber uma água geladinha. Enfim, da Educação Paróquia Santo Antônio descansar. Formosa do Oeste | PR Tudo foi destruído. Também foi queimado o galpão que fica no mesmo quintal da casa. Lugar que eram guardadas as ferramentas e instrumentos de trabalho. Que tristeza! Cenário de guerra. Tudo queimado. Foram momentos de pura desolação. Deus é nosso defensor. A Palavra de Restos da destruição causada pelo incêndio na propriedade rural Deus é luz! EncontraAno XXVI - nº 282 - Julho de 2022
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Celebração diocesana conclui fase da escuta do Sínodo dos Bispos Está em ritmo de conclusão a participação dos católicos da Diocese de Toledo e do Brasil no Sínodo dos Bispos convocado pelo Papa Francisco com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O Santo Padre lançou a proposta de ouvir seu rebanho visando colher sugestões que eventualmente se transformarão em ações pastorais para a Igreja no mundo. O Sínodo tem várias fases. A primeira delas, denominada pelo Papa, é a fase da “Escuta” pela qual todas as comunidades de fé, do mundo inteiro, estão participando neste momento. A partir daquilo que é produzido nessa fase da Escuta, os bispos convocados pelo Papa, vão refletir até 2023 sobre aquelas que serão as orientações futuras para a Igreja. Na Diocese de Toledo essa fase se encerra oficialmente no dia 31 deste mês de julho. “No entanto, chamo a atenção das comunidades para que as suas participações cheguem até no máximo a metade deste mês, via site www. diocesetoledo.org, pois a partir do dia 15 começaremos a confecção daquele que será o relatório final da Diocese de To-
A vela com a inscrição da Diocese de Toledo acompanhará as comunidades de fé
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ledo ao Sínodo. Esse documento síntese precisa ser remetido até dia 31 de julho à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que fará um único documento que reunirá os principais anseios da Igreja no Brasil. Esse documento será ligado à uma perspectiva de continente americano para, em seguida, ser remetido à Santa Sé”, explica o coordenador diocesano da Vela simboliza a caminhada do povo cristão neste Sínodo 2023 Ação Evangelizadora, Pe. André Mendes. Ele salienta ainda a importância da participação de todos os grupos organizados, notadamente de Conselhos de Pastoral das Comunidades A síntese com as contribuições da Dio(CPC) e Conselho de Pastoral Pacese de Toledo será conhecida na missa roquial (CPP), bem como pastorais para a qual estão sendo convidadas todas e movimentos. “Estamos fazendo as lideranças leigas que atuam nos Conum esforço muito grande para que selhos de Pastoral (CPC/CPP), pastorais e todos se empenhem nas respostas movimentos, com a participação do clero ao questionário. São perguntas que e das comunidades religiosas. Ela será nos provocam para que façamos uma neste dia 31 de julho, às 19h, na Catedral leitura da realidade, que relacioneCristo Rei, em Toledo para render graças mos os principais desafios e quais propostas de futuro”, observa. a Deus por esse tempo de “Escuta” que A clareza na elaboração das resa própria Igreja ofereceu. postas é fundamental. Até porque, Durante a celebração será acolhido o algumas respostas mencionam que símbolo que acompanhará as comunidaos católicos desejam uma igreja medes de fé até o final do Sínodo, em 2023. nos “burocrática”, um conceito que é “Além dos fiéis conhecerem a síntese, preciso estudar e compreender sobre as comunidades receberão uma vela o que as pessoas estão enxergando comemorativa que vai representar toda como burocracia. “No mundo todo, a unidade da Igreja e a Luz do Senhor a questões sobre como são organiiluminar as próximas fases do Sínodo. zados os Sacramentos, maneiras de Importante espiritualizar esse momento. solucionar o atendimento religioso Afinal, não queremos uma Igreja bonita às pessoas perante o desafio do sob o ponto de vista da funcionalidade, menor número de sacerdotes”, são mas uma Igreja que nos aproxime de outros temas citados por Pe. André. Deus”, salienta Pe. André Mendes. A vela A síntese diocesana será publicada na traz as inscrições do Sínodo 2023 e do Revista Cristo Rei e demais canais da Brasão da Diocese de Toledo. Diocese de Toledo.
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Síntese será divulgada em missa diocesana
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Dia dos Avós: “Dão fruto mesmo na velhice” O Dia dos Avós é uma data de reconhecimento por tudo o que são essas pessoas de cabelos brancos que se mantêm na prática do testemunho cristão de suas vidas, notadamente por tudo o que fizeram e ainda fazem por suas famílias. São testemunhas da alegria nas festas e confraternizações, mas também da fragilidade da vida no sofrimento de um leito hospitalar ou acamados nas suas residências. Pessoas que cumprem a sua missão no direcionamento dos seus descendentes e, assim como Jesus, mostram o caminho daquilo que é correto, justo e fraterno. Mas a decisão de segui-lo é de cada um. Vem da Santa Sé, por meio do Papa Francisco a mensagem para o 2º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, a ser lembrado na Igreja neste 24 de julho de 2022, quando será celebrado o 17º Domingo do Tempo Comum. Com o título “Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92,15), o Santo Padre escreve o que segue: “O versículo 15 do Salmo 92 – ‘dão fruto mesmo na velhice’ – é uma boa notícia, um verdadeiro ‘evangelho’ que podemos, por ocasião do 2º Dia Mundial dos Avós e Idosos, anunciar ao mundo. O mesmo vai contracorrente relativamente àquilo que o mundo pensa desta idade da vida e também ao comportamento resignado de alguns de nós, idosos, que caminhamos com pouca esperança e sem nada mais esperar do futuro. Muitas pessoas têm medo da velhice. Consideram-na uma espécie de doença, com a qual é melhor evitar qualquer tipo de contato: os idosos não nos dizem respeito – pensam elas – e é conveniente que estejam o mais longe possível, talvez juntos uns com os outros, em estruturas que cuidem deles e nos livrem da obrigação de nos ocuparmos das suas penas. É a ‘cultura do descarte’: aquela mentalidade que, enquanto nos faz sentir diversos dos mais frágeis e alheios à sua fragilidade, permite-nos imaginar caminhos separados entre ‘nós’ e ‘eles’. Mas, na realidade, uma vida longa – ensina a Sagrada Escritura – é uma bênção, e os idosos não são proscritos de quem se deve estar à larga, mas sinais vivos da benevolência de Deus que efunde a vida em abundância. Bendita 14
a casa que guarda um ancião! Bendita a família que honra os seus avós! Com efeito, a velhice constitui uma estação que não é fácil de entender, mesmo para nós que já a vivemos. Embora chegue depois dum longo caminho, ninguém nos preparou para a enfrentar; parece quase apanhar-nos de surpresa. As sociedades mais desenvolvidas gastam muito para esta idade da vida, mas não ajudam a interpretá-la: proporcionam planos de assistência, mas não projetos de existência. Por isso é difícil olhar para o futuro e individuar um horizonte para onde tender. Por um lado, somos tentados a exorcizar a velhice, escondendo as rugas e fingindo ser sempre jovens, por outro parece que nada mais se possa fazer senão viver desiludidos, resignados a não ter mais ‘frutos para dar’. O fim da atividade laboral e os filhos já autônomos fazem esmorecer os motivos pelos quais gastamos muitas das nossas energias. A consciência de que as forças declinam ou o aparecimento duma doença podem pôr em crise as nossas certezas. O mundo – com os seus ritmos acelerados, que sentimos dificuldade em acompanhar – parece não nos deixar alternativa, levando-nos a interiorizar a ideia do descarte. Assim se eleva para o céu esta súplica do Salmo: ‘Não me rejeites no tempo da velhice; não me abandones, quando já não tiver forças’ (71,9).
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Mas o mesmo Salmo, que repassa a presença do Senhor nas diversas estações da existência, convida-nos a continuar a esperar: chegada a velhice e os cabelos brancos, o Senhor continuará a dar-nos a vida e não deixará que sejamos oprimidos pelo mal. Confiando n’Ele, encontraremos a força para multiplicar o louvor (cf. Sl 71,1420) e descobriremos que envelhecer não é apenas a deterioração natural do corpo ou a passagem inevitável do tempo, mas também o dom duma vida longa. Envelhecer não é uma condenação, mas uma bênção! Por isso, devemos vigiar sobre nós mesmos e aprender a viver uma velhice ativa, inclusive do ponto de vista espiritual, cultivando a nossa vida interior através da leitura assídua da Palavra de Deus, da oração diária, do recurso habitual aos Sacramentos e da participação na Liturgia. E, a par da relação com Deus, cultivemos as relações com os outros: antes de mais nada, com a família, os filhos, os netos, a quem havemos de oferecer o nosso afeto cheio de solicitude; bem como as pessoas pobres e atribuladas, das quais nos façamos próximo com a ajuda concreta e a oração. Tudo isto ajudará a não nos sentirmos meros espectadores no teatro do mundo, não nos limitarmos a olhar da sacada, a ficar à janela. Ao contrário, apurando os nossos sentidos para reconhecerem a presença do Senhor [2], seremos como uma ‘oliveira verdejante na casa de Deus’ (Sl 52,10), poderemos ser uma bênção para quem vive junto de nós”.
Paróquia São Cristóvão realiza festa do padroeiro dos motoristas A Paróquia São Cristóvão, de Toledo, realiza a tradicional Festa do Padroeiro dos Motoristas neste dia 17 de julho. Para promover a espiritualidade dosfiéis nesta caminhada de celebrações e festividades, o tema proposto é “Com São Cristóvão, caminhamos juntos na Igreja de Cristo para acolher, acompanhar e integrar” e o lema “Vós sois, como pedras vivas na construção de um edifício espiritual” (1Pd 2,5). Para dar esse sentido de pertencimento à comunidade, estão sendo realizadas as atividades de programação social e religiosa em honra a São Cristóvão. O primeiro grande momento é a peregrinação da imagem do Padroeiro, que vai até dia 7 deste mês, nas Capelas, Setores Pastorais e Comunidade São Judas Tadeu. Além destes, estão sendo visitados os postos de combustíveis. No período de 8 a 16 de julho, a comunidade e devotos estão convidados a participar da Novena de São Cristóvão. Segundo os organizadores, ela será sempre na Igreja Matriz, às 19h. Uma novidade este ano é o Passeio Ciclístico da Amizade em Cristo. A iniciativa vinha sendo estudada até que se decidiu que ela acontecerá neste dia 9, às 14h30, com saída de fronte a Igreja Matriz. A programação festiva se concentra no dia 17, quando haverá a tradicional procissão com caminhões, carretas, veículos de passeio, motocicletas, bicicletas para a
Regiane Zanutto
Tradicional bênção dos motoristas na Festa de São Cristóvão
bênção em frente à Igreja São Cristóvão. A solenidade segue com missa. A festa popular contará com o tradicional almoço que tem como prato principal o Costelão Assado ao Fogo de Chão. A secretaria paroquial informa que existem duas opções de participação: aquisição de kit para 25 pessoas (costelão, acompanhamento e acomodações), ao preço de R$ 1 mil; ou aquisição de fichas para o almoço no buffet ao preço de R$ 45,00 (venda antecipada). Na sequência, serão conhecidos Rei e Rainha da Festa, 1º e 2º príncipes e princesas do evento.
Venha participar! DIA 17/07 7h30 às 12h30 – Procissão e bênção dos motoristas/veículos 10h – Missa em honra a São Cristóvão, presidida pelo bispo diocesano, D. João Carlos Seneme 12h – Almoço festivo: Costelão ao fogo de chão 14h – Coroação do Rei e Rainha da Festa 15h – Ação Entre Amigos dos Dizimistas
Candidatos a Rei e Rainha da Festa
Rafaela e Guilherme passarão a faixa aos novos escolhidos
Maria e João
Beatriz e Mateus
Vitória e Rafael
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ANIMAÇÃO BÍBLICA
“A fé vem da escuta da Palavra” Na perspectiva de contribuir com a reflexão sobre a Animação Bíblica da Pastoral, o clero da Diocese de Toledo participou do encontro de formação em que o assessor defendeu a necessidade de retomar a mística da Palavra. Reunidos no Instituto São João Paulo II, em Toledo, os padres acompanharam a direção apresentada pelo Frei Vicente Artuso, doutor em Teologia (área de concentração em Teologia Bíblica) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Conforme ele, quando se fala em Animação Bíblica da Pastoral significa que é preciso desenvolver a mística da Palavra de Deus, pois ela é estudada em vista da evangelização. Logo, é condição necessária para todos os cristãos a escuta da Palavra. Aliás, muito se orienta nas pregações que, por meio dessa escuta, a Palavra penetra e fecunda o coração naquilo que o Senhor diz para a realidade que as pessoas vivem. Note o que acontece com os Discípulos de Emaús (Lc 24,13-35). “Quando encontraram com Cristo, Ele interpretou a Escritura e os fizeram enxergar além. A Palavra de Deus nos ajuda a abrir os olhos da fé para encontrarmos o significado da vida, principalmente nos momentos de cruz”, observa. Inspirado no profeta Isaías, Frei Vicente salienta que o servo do Senhor é aquele que está atento, que escuta, que é obediente, que sofre por uma causa, mas não desanima. “Essa imagem do servo, do Antigo Testamento, é a imagem do Povo de Deus resistente nas dificuldades”, afirma. Isso vale inclusive
Frei Vicente orienta encontro de formação do clero diocesano
para os leigos que estão nas suas pastorais e movimentos, buscando interpretar a Palavra para realizar sua missão. É, portanto, necessário cada vez mais se aproximar desses estudos continuamente. “Não precisa ser muito, ao menos um pouco por vez. Esse estudo deve ser feito como a chuva caindo na terra. A Palavra vai regando; ela não volta para o céu sem produzir fruto (cf. Is 55,10-11). Assim ela vai formando a nossa vida”, afirma. Frei Vicente busca na Carta aos Romanos (Rm 10,17) para recordar que “a fé vem da escuta da Palavra”, assim como por meio de leitura da Sagrada Escritura com a “lanterna da fé”, como dizia São Boaventura.
Formação contribui para a Animação Bíblica da Pastoral
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Estudos são constantes em vista da evangelização
Bíblia é centro de estudo contínuo para todos os cristãos
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Assis Chateaubriand celebra a Padroeira Nossa Senhora do Carmo
Em cada empresa, a mensagem devocional de Nossa Senhora do Carmo
A comunidade de fé volta a se encontrar com criatividade, depois do longo período em que a pandemia coronavírus impediu as celebrações presenciais com maior número de pessoas, e os eventos sociais que permitem a confraternização. A Paróquia Nossa Senhora do Carmo chega aos seus 58 anos de vida, celebrando a sua Padroeira. O pároco, Pe. Lucimar Castellani, contextualiza esse momento festivo da Padroeira. Conforme ele, os frutos que hoje são colhidos resultam de um longo caminho percorrido, construído por muitas mãos, citando padres, religiosos e religiosas que deixaram suas pegadas no caminho de fé; mãos de pessoas dedicadas que viveram os tempos mais desafiadores, cuja experiência não se apaga da memória afetiva da comunidade; mãos de muitos líderes e agentes de pastoral que hoje atuam nas muitas frentes da evangelização, sem os quais 18
a comunidade não teria o rosto belo que possui. “Quanto maiores forem os desafios, tanto mais criativa e fecunda pode ser a vida de uma comunidade. Creio que esta seja uma boa expressão para definir o espírito que anima e alimenta a vocação de cada fiel que participa e se põe a serviço nos vários ministérios. Esta mesma comunidade é também canteiro de vocações”, comenta.
A MÍSTICA DO CAMINHO A espiritualidade que permeia as celebrações e festividades deste ano contempla a experiência da presença da Mãe de Jesus nas Bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Lc 5,2). “A Mãe de Jesus, conhecida por nós como Nossa Senhora do Carmo, é presença vigilante na espiritualidade, pois não pode faltar o vinho da alegria numa festa em que Jesus é o convidado principal. Quando o Amor começa a fal-
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tar, a presença da Mãe recupera nossa capacidade de escutar”, salienta. Este momento celebrativo contempla a programação religiosa, iniciada ainda em junho com a bênção do comércio e a tradicional visita da imagem de Nossa Senhora do Carmo nas empresas, colégios e entidades. “Em torno da presença materna de Maria nos ambientes de trabalho, recordamos que tudo foi criado pela ação da Palavra de Deus. Jesus
Dias e horários da Novena a Nossa Senhora do Carmo
é o Verbo, cujo poder cria e recria todas as coisas”, sublinha. Além do pároco, Pe. Lucimar, e do vigário paroquial Pe. Jociel Cristiano de Almeida, colaboraram nestas visitas o Pe. Vagner Aparecido Alves (pároco na Paróquia São Pedro, de São Pedro do Iguaçu), e Pe. Ademir Alves Teixeira (pároco na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Maripá), acompanhados de integrantes das equipes de Liturgia e cantos.
Programação religiosa Novena preparatória: entre os dias 7 a 15 de julho a novena preparatória deve levar a comunidade a fazer a experiência de confiança na qualidade de intercessora que tem Maria em nossas vidas. Tendo em mãos as nossas dores e desafios, queremos nos confiar a Deus por intermédio da Mãe do Carmelo. Celebrações solenes: Os três últimos dias terão expressão de fé mais intensa: Dia 15/07: 9º dia da novena e coroação de Nossa Senhora do Carmo Dia 16/07: Carreata e bênção dos veículos, às 8h. Celebração solene às 9h30 e Ofício Divino às 19h30. Dia 17/07: Celebração da Unidade, com o encontro litúrgico de todas as comunidades.
Nos encontros, um momento para reflexão diante da imagem peregrina
Programação social Dia 10/07: Almoço popular (arroz carreteiro e saladas) Dia 15/07: Bolo da Padroeira, às 21h30 Dia 16/07: Feira de Cucas, às 12h; Baile da Família às 23h. Dia 17/07: Almoço tradicional e ação entre amigos da comunidade
Tradição da visita da imagem da Padroeira ao comércio
Experiências de Animação Bíblica das comunidades estão sendo conhecidas A Comissão da Animação Bíblica Diocesana encontra-se na fase de coleta de dados daquilo que está sendo feito e da forma como está sendo feito em cada comunidade de fé no tocante à formação bíblica. Esse itinerário faz parte dos trabalhos para os quais se tem como proposta compreender a realidade e ter um diagnóstico de caminhada das comunidades. Segundo Ederson Piloneto, membro da comissão diocesana, a finalidade deste momento é destacar pontos positivos e pontos a melhorar na Animação Bíblica. “Com isso almejamos nos utilizar das experiências que estão dando certo nas nossas comunidades para incentivar aquela que estão por organizar nos próximos anos algum estilo
de formação bíblica”, revela. Com os encontros realizados até agora de modo presencial ou on-line, a Comissão Bíblica teve como objetivo acompanhar, incentivar e auxiliar as comunidades que já possuem neste ano algum encontro ou curso bíblico. Um parâmetro desta realidade se conheceu em reunião on-line no dia 24 de maio último para conhecer a realidade vivenciada pelas comunidades. “Neste encontro foi contextualizado o surgimento da Comissão Bíblica Diocesana a partir do Documento 114 da CNBB, bem como foram apresentados os passos já percorridos pela Comissão e futuras atividades que estão por vir e serão divulgadas nas próximas edições da Revista Cristo Rei”, informa. “Além disso,
os responsáveis de cada paróquia partilharam como estão sendo desenvolvidos os encontros formativos paroquiais em torno da Palavra de Deus. Momento fantástico de troca de experiências das comunidades”, completa Ederson. A Comissão de Animação Bíblica tem sua formação com o propósito de promover a reflexão para que a espiritualidade bíblica seja cada vez mais viva nas comunidades de fé. Essa Comissão tem como principal objetivo refletir sobre as lacunas a respeito do acesso e utilização da Sagrada Escritura em nossas ações pastorais e comunitárias bem como oferecer diversos meios de acesso e experiências, fortalecendo assim, a presença da Sagrada Escritura em todos os ambientes de evangelização.
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Nova coordenação das Secretárias e Secretários Paroquiais A Comissão Diocesana de Secretárias e Secretários Paroquiais está sob nova coordenação. A secretária da Paróquia Sagrada Família, Rosane Hartmann Ribas é a nova coordenadora e conta com uma equipe para a realização das atividades que venham a cumprir as finalidades para as quais a Comissão foi criada. A finalidade da comissão, segundo a coordenadora, é representar as secretárias e secretários paroquiais, visto a necessidade da formação e capacitação constantes. “Nosso trabalho é desafiador e por isso buscamos trazer formações de qualidade e que venham ao encontro das necessidades deste serviço na Igreja. A Comissão também oferece aos secretários e secretárias voz e vez dentro da Diocese. Além da parte formativa, mantemos no calendário uma confraternização anual para convivência e celebração”, informa. O mais recente encontro de formação teve como tema principal “O profissional de secretariado paroquial”, abordando aspectos de atendimento ao público, administração e demais rotinas da Paróquia. “Para isso, devemos estar atentos às novas exigências da profissão, sem nunca esquecer que nossa missão é evangelizar por meio deste serviço”, complementa Rosane. Para ela, o encontro de formação abriu
um olhar para outro aspecto: o intra-empreendedorismo. Ela explica que essa característica se desenvolve quando secretárias e secretários reúnem traços de empreendedores ao tomar iniciativas, mostram- Elisangela e sua equipe transmitem as funções para Rosane e a nova coordenação -se pró-ativos, compartilham ideias e sugestões e Por isso a importância do acolhimento e a necessidade de estarmos bem pretrabalham em equipe. parados para realizar esse atendimenESPAÇO DE HUMANIZAÇÃO to. A secretaria paroquial deve ser um E ACOLHIDA espaço de humanização e de acolhida. O investimento que a Diocese rea- Antes de mais nada, nosso trabalho liza na capacitação de seu quadro de é uma missão. Logo, deve ser feito secretárias e secretários desdobra no com amor, dedicação e zelo”, salienta atendimento direto à comunidade. Rosane. Afinal, são esses colaboradores os Ela assume as funções após o traprimeiros a realizarem o acolhimento a balho realizado pela então coordenaquem procura o expediente paroquial. dora Elisangela Duarte, da Paróquia “Precisamos dar atenção, ter empatia, São Cristóvão (Toledo). “Em nome saber ouvir e depois orientar a respei- da coordenação atual, agradecemos to das normas da Igreja em relação a Elisangela e toda sua equipe por aos Sacramentos, sempre com muita todo trabalho dedicado nesses dez caridade. A secretaria é onde se tem o anos frente à Comissão Diocesana de primeiro contato com as pessoas que Secretárias e Secretários Paroquiais”, vêm em busca de algum Sacramento. afirma Rosane. Jairo Zeni
Coordenação eleita Coordenadora: Rosane Hartmann Ribas – Paróquia Sagrada Família (Toledo) Vice-coordenadora: Simony Diemer de Lima – Paróquia São Pedro e São Paulo (Toledo)
Casais participantes do 2º Encontro Matrimônio do movimento de fiéis católicos Hogares Nuevos, de origem argentina, mas que chega ao Brasil encontrando casais dispostos a fazer esta caminhada na Diocese de Toledo. Em recente encontro realizado no Seminário Santa Mônica, na cidade de Toledo, eles participaram de uma programação que incluiu um período de convivência e dinâmicas para reflexões específicas sobre o Matrimônio.
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Secretária: Cátia Baceti Saibert – Paróquia Cristo Rei (Catedral) Tesoureira: Aline Souza – Paróquia São Vicente Palotti (Palotina)
CURIOSIDADES LITÚRGICAS
Por que usamos incenso em nossas solenidades litúrgicas?
O uso do incenso é comum em muitas culturas, principalmente em âmbito religioso é utilizado naquilo que se refere às práticas rituais. O povo de Israel, por exemplo, queimava o incenso sobre o altar junto com outras oferendas a fim de que a oblação fosse agradável a Deus (cf. Lv 2,2). No culto aos deuses, próprio do Império Romano antes da conversão de Constantino I (séc. IV), o incenso também era queimado como oferenda. Além disso, era utilizado para reverenciar autoridades. Para que não se confundisse o culto cristão com o pagão, o incenso só passou a ser utilizado na Liturgia a partir do século IV. Fundamentando o seu uso na tradição ritual bíblica (cf. Nm 17,12; Sb 18,21; Ml 1,11; Ap 5,8; 8,2-4), a Igreja utiliza o incenso para exprimir maior adoração a Deus, enfatizar a veneração do que nos remete a Cristo, recordando-nos do bom odor do Senhor (cf. 2Cor 2,14-17) e para elevar orações agradáveis (cf. Sl 141,2). Conforme a Instrução Geral do Missal Romano (235-236), o uso do incenso é
Tem dúvidas? Mande sua pergunta
D. João na incensação do Círio Pascal
facultativo nas missas, porém recomenda-se nas solenidades litúrgicas para acentuar a importância do que está sen-
do celebrado. Desta maneira, o incenso é adotado na procissão de entrada; no início da missa para incensar o altar; na procissão e proclamação do Evangelho; no ofertório para incensar as oferendas, o altar, a cruz, o presidente da celebração e o povo; e quando se eleva a hóstia e o cálice na oração eucarística. Além das missas, o incenso pode ser empregado na Liturgia das Horas, na exposição do Santíssimo no ostensório e nas exéquias. Leonardo Ribeiro de Souza Castro Seminarista da etapa Configuração (Teologia)
Em Palotina, inicia nova comunidade de fé Uma nova comunidade iniciou trabalhos catequéticos, fizeram suas atividades em Palotina, na Pareflexões referentes à figura de róquia São Vicente Pallotti. O BairNossa Senhora, por ser o mês ro CAIC é um dos mais distantes mariano. Em uma das ocasiões, das regiões onde existem outras um terço com balões confecciocapelas e com o crescimento danado pelos próprios integrantes da quela região, a ideia é então formar comunidade. Para esta atividade uma nova comunidade cristã. pastoral, a comunidade conta com O dia 24 de abril deste ano está a colaboração com as conhecidas marcado com o início oficial das “Irmãs de Branco”, da Congregação atividades pastorais e religiosas dos Humildes Servos da Rainha do naquela localidade, quando aconAmor. teceu a Festa da Divina MisericórApesar de ainda não haver capeMomento devocional mariano na nova comunidade dia. A comunidade, inclusive, leva la construída, os terrenos já foram este nome: Divina Misericórdia. doados e celebrações já acontecem naquela região. (Daniel No mês de maio, as crianças que são atendidas pelos Werle, de Palotina) Ano XXVI - nº 282 - Julho de 2022
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Pe. Marcos concluiu estudos em Direito Canônico Com a conclusão do mestrado em Direito Canônico, Pe. Marcos Denck da Silva é o novo vigário judicial junto ao Tribunal Diocesano. A especialização na área é um requisito para assumir este serviço e cumpre uma necessidade da Diocese de Toledo, que até então vinha contando com atendimentos realizados por sacerdotes da Arquidiocese de Cascavel e mais recentemente da Diocese de Foz do Iguaçu. Diante da necessidade de formar um membro do próprio clero, e tendo em vista a disponibilidade de Pe. Marcos, o bispo diocesano D. João Carlos Seneme o autorizou cursar este mestrado em Londrina. Foram três anos e em todos os meses, Pe. Marcos permanecia uma semana em aulas presenciais sendo que ao final ainda precisou passar pelo exame de universa de todo o Código de Direito Canônico. Isso se deu através de uma banca de professores com arguição e depois uma prova escrita. Feito isso, produziu uma dissertação, conforme exigência do curso. O sacerdote diocesano, que já havia feito outro mestrado em Teologia com especialização em Catequese, em Roma, desenvolveu o tema na perspectiva do que é a responsabilidade do pároco na Catequese de Adultos - adultos que não concluíram a iniciação cristã - à luz do Cânon 776. “O legislador, ao elaborar o texto, quer dar algumas determinações para a Igreja em relação àquele tema. Nesse Cânon, o legislador apresenta como deve ser a Catequese de Adultos e de quem é essa responsabilidade, que é do pároco”, informa Pe. Marcos. Para desenvolver o tema, Pe. Marcos dividiu a dissertação em três capítulos, sendo o primeiro contemplando uma exegese deste Cânon 776. A minuciosa interpretação deste Cânon do Código de Direito Canônico de 1983 exigiu revisitar o Código de 1917. Além disso, foram considerados decretos dos Papas, entre outros documentos, sendo a maioria em latim que tratavam da Catequese de Adultos. “No início, essa Catequese não era responsabilidade do pároco, mas sim 24
Pe. Marcos cursou o mestrado no Instituto Superior de Direito Canônico, de Londrina, agregado à Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma), tendo como orientador o Pe. Dr. Márcio Fernando França, da Arquidiocese de Londrina
Com a conclusão, sacerdote assumiu a função de vigário judicial no Tribunal Diocesano do bispo. O bispo era um ‘vigia’ para que os pastores de almas pudessem fazer com que o povo tivesse uma instrução religiosa. Com essa passagem para 1983 não é mais responsabilidade do bispo, mas sim do pároco. Só que essa responsabilidade não significa que o pároco dará Catequese. Ele vai organizar a Catequese para que os adultos possam receber essa formação catequética”, esclarece. DIMENSÃO PASTORAL Esse estudo, além de ser voltado para o Direito Canônico também traz em si aspectos da dimensão pastoral da Igreja. Pe. Marcos explica que o Concílio de Trento serviu de base para o Código datado de 1917. “Já para o Código de 1983, foi o Concílio Vaticano II, que junto de vários documentos tratou da Catequese de Adultos”, comenta. No caso específico, seus estudos se concentraram na situação em que se encontram os adultos que foram batizados crianças, mas não receberam a devida Catequese e por consequência não receberam os Sacramentos da Eucaristia e
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da Confirmação. Logo, é relevante, à luz das orientações canônicas, compreender de quem é responsabilidade os procedimentos a serem seguidos. “Na constituição conciliar Sacrossanctum Concilium, do Vaticano II, foi determinado que a Igreja deveria restaurar o catecumenato. Após isso foi publicado o Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (Rica). Neste Ritual, no capítulo IV, fala como devemos tratar em relação a este público. Cheguei nesse capítulo para dizer que a responsabilidade é do pároco, conforme o que diz o Cânon 776. Ele deve organizar a Catequese, conta com a colaboração de clérigos que estão adscritos à sua paróquia, também de religiosos”, salienta Pe. Marcos. Ainda de acordo com ele, este público que precisa de acompanhamento é encontrado na Diocese de Toledo e, segundo Pe. Marcos, representa a maioria dos catequizandos adultos. “São poucos aqueles que não foram batizados. A maioria foi batizada e acabou se afastando da Igreja por um motivo ou outro. Isso também se dá devido às transformações pelas quais a sociedade passou. Por isso, na Animação Bíblico-catequética iniciamos a Catequese de Inspiração Catecumenal, que é a proposta para a Igreja”, completa.
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OFICINAS DE ORAÇÃO E VIDA
Em diálogo com Deus Missão
Um grupo de fiéis da Capela Santa Luzia, pertencente à Paróquia Sagrada Família (Toledo), participou das Oficinas de Oração e Vida neste primeiro semestre e, na conclusão, os melhores comentários possíveis sobre essa experiência vivida em 15 sessões (encontros) e um dia de “deserto”, com é chamado o momento mais forte deste itinerário. A riqueza em participar das Oficinas de Oração se evidencia em cada momento de aprofundamento no conhecimento sobre a oração. Cada sessão um tema diferente é trabalhado, mas em todos está presente a Palavra de Deus. Ela é a base, e vem acompanhada das reflexões de Frei Ignácio Larrañaga (em memória), fundador deste serviço eclesial. Esta mensagem que a Palavra oferece, ajudou os participantes na compreensão do que é relação com Deus, consigo mesmo e com os irmãos. Vários aspectos são apresentados como importantes no período de realização das sessões, sobretudo o silenciamento que leva a libertar as tensões diárias e conseguir o estado interior necessário para a oração. Conforme
A Palavra que cura A coordenadora diocesana das Oficinas de Oração e Vida, Assunta Cassanelli, salienta que muitas pessoas têm testemunhado a experiência que realizaram e cultivam melhor a vida espiritual no seio de suas comunidades. Também destaca os pontos fortes que são desenvolvidos nestas oficinas: Palavra – Método baseado na meditação diária da Palavra durante quatro meses, com duas vias: descendente (Deus que fala com o homem) e ascendente (o homem que fala com Deus); Cristocêntrico – Cristo é o princípio, centro e meta. Fazer nosso, os valores do Evangelho de Jesus; Vida Apostólica – As Oficinas conduzem para que a experiência de Deus 26
os participantes, a ajuda da “pequena pedagogia” (orar com a Palavra de Deus), foi muito necessária para sentir que Deus fala diretamente a cada um que se abre para escutá-lo e a Palavra torna-se mais presente e mais forte no cotidiano. E assim surgem as respostas do orante ao que Deus pede Nos pequenos grupos, a oração fortalece a comunidade no compromisso da vida no dia a dia. Outro destaque da Bíblia. das Oficinas é a chamada “prática da Dentre os seis oficinistas, um deles sagrada meia hora diária”, momento muito tímido, que sempre ficava só ouem que cada um se coloca em diálogo vindo, deu seu testemunho no Dia do com Deus, com a sua Palavra, por meio Deserto, mencionando que pensou em da oração. não fazer sua sagrada meia hora, mas Os que participaram relataram tam- algo o deixava inquieto e hoje agradece bém que depois que iniciaram as Ofici- pelo convite, pela transformação. nas de Oração começaram a se reunir Uma das principais mensagem das em família para a oração do Terço, bem Oficinas de Oração e Vida é que a como sentiram o gosto para a leitura oração é para toda a vida, vivendo no Espírito de Jesus e tendo sempre presente a pergunta: “O que Jesus faria no meu lugar”?
Vamos aprender a rezar? Guias das Oficinas de Oração e Vida
acabe em testemunho de vida, sendo, desta forma, um viveiro de vocações apostólicas e de vitalização eclesial; Cura/Transformação – Por uma intensa vivência do abandono, por meio de mensagens e exercícios, reflexões e orações, o oficinista chega a uma profunda paz, à libertação de tristezas, angústias, complexos, medos, recuperando o sentido da vida e a alegria de viver.
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Naqueles momentos mais difíceis da vida, especialmente quando parece que a cruz está mais pesada, ou mesmo como forma de agradecimento por uma graça alcançada, é por meio da oração que nos colocamos diante de Deus. Fica o convite para você aprender a rezar com a metodologia proposta pelas Oficinas de Oração e Vida. Faça o contato com a secretaria da sua Paróquia que lhe orientará para as inscrições. Já estão sendo formados os grupos para a primeira semana de agosto. Venha participar!
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Corpus Christi: Deus caminha com seu povo da Diocese de Toledo
A Solenidade de Corpus Christi, realizada na Diocese de Toledo, provocou a reflexão junto dos fiéis de que Deus caminha com seu povo, estando junto nas suas alegrias e conquistas, mas também ensinando o caminho de Salvação que passa pela caridade, pelo olhar aos mais necessitados e pela partilha do alimento.
Do altar, a Sagrada Eucaristia é fonte para nutrir os cristãos nesta jornada de esperança para que todos tenham a oportunidade do pão espiritual que se transforma no pão material da fraternidade com quem não tem. Pacotes de farinha, arroz, feijão, entre outros alimentos tornaram evidente essa percepção dos leigos no Catedral Cristo Rei - Toledo
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preparo dos tapetes por onde passou o Santíssimo Sacramento. Agora, é seguir na missão para que todos tenham vida. - As imagens são de diversos colaboradores, dentre eles João Livi (Marechal Cândido Rondon), Juan Pablo Matoso (Toledo), Patrícia Pelissari (Jesuítas), Airton Marenda Ferreira (Toledo), e de álbuns das comunidades.
Paróquia São Francisco de Assis Toledo
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Capela Santa Maria - Toledo
Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Mercedes
Capela Nossa Senhora do Rocio Concórdia do Oeste
Capela Nossa Senhora do Rocio - Linha Rocio Catequese sobre a Solenidade de Corpus Christi
Paróquia Santo Inácio de Loyola Jesuítas
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Paróquia Santo Antônio - Formosa do Oeste
Paróquia Sagrada Família - Toledo
Capela Nossa Senhora Aparecida - Fachini
Paróquia Cristo Rei - Entre Rios do Oeste
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Quase-Paróquia Nossa Senhora Aparecida Toledo
Paróquia Sagrado Coração de Jesus Marechal Cândido Rondon
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Cresce participação dos fiéis na Solenidade de Pentecostes Nos últimos cinco anos, mesmo com a pandemia, a Paróquia São Vicente Pallotti, de Palotina, tem visto uma presença muito forte dos fiéis na Solenidade de Pentecostes, celebração cristã que comemora a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. Nesta que é uma das datas mais importantes do Calendário Litúrgico, juntamente com a Páscoa e o Natal, o pároco, Pe. Manoel de Pierri Primo, compartilha a reflexão com a Revista Cristo Rei em que atualiza a experiência dos apóstolos, reunidos com a Virgem Maria no Cenáculo, e os cristãos de hoje. “No dia de Pentecostes, o Espírito da promessa foi derramado sobre os discípulos, ‘reunidos no mesmo lugar’. O Espírito, que ensina a Igreja e lhe recorda tudo o que Jesus disse, vai também formá-la para a vida de oração, comunhão e missão em Je-
Ao final da celebração, pároco e concelebrantes no rito do envio
Representação da reflexão proposta para a Solenidade
Fotos: Pascom/Paróquia São Vicente Palotti
Igreja tomada de fiéis na Solenidade de Pentecostes em Palotina
rusalém, em todo mundo, e também em Palotina. São Vicente Pallotti via o Cenáculo como o lugar da espera, da formação do apóstolo, do desejo ardente e aquecidos pelo Espírito para saírem fortes, vigorosos para a missão no mundo. O Cenáculo deve ser o lugar da unidade, da oração, da acolhida do Espírito Santo, é o lugar do envio da comunidade cristã, o ponto de partida da comunidade animada e movida pelo mesmo Espírito. Pallotti nos diz: ‘Em qualquer lugar em que eu estiver, procurarei imaginar que eu mesmo e todas as criaturas estamos no Cenáculo de Jerusalém,
onde os apóstolos receberam o Rito Santo; e esse pensamento eu renovarei frequentemente. Como os apóstolos lá estavam juntamente com Maria Santíssima, assim eu também imaginarei estar junto com a minha mais que encantadora Mãe Maria e com o mais que amado esposo de minha alma, Jesus, e farão descer sobre mim e aos outros a abundância do Espírito Santo; imaginarei que, estando eu e as outras criaturas no Cenáculo, desça sobre nós a abundância, a plenitude do Espírito Santo’. O Cenáculo é o lugar predileto de preparação, da animação, do fortalecimento e do envio para a missão. No Cenáculo com Maria, os Apóstolos se sentem fortes, ousados e corajosos para enfrentar a evangelização. Sem isto não há missão, não há comunhão, não há igreja viva, não há apóstolos hoje”, salienta o pároco. Membros das pastorais e movimentos e lideranças das capelas Ano XXVI - nº 282 - Julho de 2022
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Bênção do Centro de Pastoral da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Vila Nova Dia 29 de maio, após a Santa Missa celebrada pelo pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Vila Nova, Pe. Vanderlei Ghelere, os fiéis participaram da procissão da Igreja até o Centro de Pastoral onde ocorreu a bênção de inauguração das instalações. Catequistas e catequizandos estavam esperando em suas novas salas para este rito muito participativo com a comunidade. O Centro de Pastoral se torna uma realidade pelo apoio do pároco e a dedicação de uma comissão de obras do próprio Conselho de Pastoral Paroquial (CPP), na pessoa de Ricardo Endler, e do Conselho de Administração e Economia, na pessoa do senhor Euclides Rossa e conselheiros que muito fizeram. O Centro de Pastoral é um local de Evangelização que veio para suprir todas as necessidades de espaços para a comunidade. Ele conta com 428,58 m2, com oito salas de Catequese, auditório, sala de reuniões e cursos, cozinha, dispensa e banheiros. Quem contribui para a construção foram as mãos caridosas de muitos fiéis da Paróquia e pessoas de outras localidades. A comunidade reza para que Nossa Senhora de Fátima, com seu Manto Sagrado, cubra de bênçãos a todos que participaram desta obra feita por mãos humanas mas com a proteção Divina.
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Festa de Santo Antônio A Paróquia Santo Antônio, de Formosa do Oeste, retomou os festejos de seu Padroeiro este ano em grande estilo. Com a participação dos fiéis nas celebrações e também na festa popular. Gratidão a todos que participaram das festividades organizadas com muito carinho e dedicação pela comissão organizadora.
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Liturgia
O Evangelho de Lucas no Tempo Comum Uma vez concluído o Tempo Pascal, retomamos o Tempo Comum cuja tônica dos domingos é dada pela leitura contínua do Evangelho. Cada texto do Evangelho proclamado nos coloca no seguimento de Jesus Cristo, desde o chamamento dos discípulos até os ensinamentos a respeito dos fins dos tempos. Este ano de 2022 é o Ano C, em que se proclama o evangelho de Lucas. Para as nossas comunidades e para os que atuam na Pastoral Litúrgica e, principalmente, na proclamação da Palavra de Deus é importante conhecer este evangelista e qual a sua proposta. Para nos ajudar nesta empreitada contamos com a colaboração da Dra. Sonia Sirtoli Färber. LUCAS, O MÉDICO E O PINTOR, EVANGELISTA Lucas é um homem que se entusiasmou pela pessoa e pelo projeto de Jesus. Ele é um cristão que acreditou muito no valor das comunidades. Mas ele não conheceu Jesus pessoalmente, nem pertencia ao povo judeu. Seu contato com Cristo foi através de missionários e de animadores das comunidades (cf. Lc 1,2). Nos seus escritos, percebe-se que Lucas é uma pessoa muito culta e sensível, conhece bem a Bíblia e é bom escritor. De acordo com uma antiga tradição, ele é médico e companheiro de Paulo em algumas viagens missionárias, como atesta o próprio Paulo na carta aos colossenses: “Saúda-vos Lucas, o caríssimo médico” (Cl 4,14). Lucas aparece como perito em medicina, tem uma espécie de “olhar clínico” sobre os fatos ocorridos com Jesus e seus contemporâneos. Exemplo disso aparece quando: a) Narra com detalhes o “suor de sangue” (Lc 22,44). Ao contrário do que se imagina (e às vezes se afirma), o suor de Jesus não se transformou em sangue, mas, conforme Lucas, “tornou-se semelhante”; 36
São Lucas: vitral no Centro de Formação Instituto João Paulo II (Toledo)
b) Abranda o que Marcos diz sobre os médicos (Lc 8,43s): “Certa mulher, porém, que sofria de um fluxo de sangue, fazia doze anos, e que ninguém pudera curar, aproximou-se por detrás e tocou a extremidade de sua veste; no mesmo instante, o fluxo de sangue parou”. Esse episódio, narrado por Marcos, sugere parcialidade do autor quando assim diz: “Ora, certa mulher que havia doze anos tinha um fluxo de sangue e que muito sofrera nas mãos de vários médicos, tendo gastado tudo que possuía sem nenhum resultado,
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mas cada vez piorando mais, tinha ouvido falar de Jesus” (Mc 5,25s); c) Descreve os sintomas e detalhes das doenças, como vivia o doente e como ocorreu a cura: narra a cura da sogra de Pedro (Lc 4,38s); cura do geraseno (8,27-29.38s); cura da mulher encurvada (13,11-13), entre outros; d) Lucas é o único evangelista que narra a restituição da orelha de Malco (cf. Lc 22,50), último milagre operado por Jesus antes de sua paixão e da cristalização de seu ensinamento “amai os vossos inimigos” (cf. Lc 6,35).
Liturgia Lucas é tido como amante das artes plásticas. Na Igreja do Oriente, uma tradição antiquíssima o apresenta como pintor. De difícil comprovação, essa tradição encontra elementos de sustentação no modo como o evangelista lida com as palavras. Lucas pinta, com letras, os eventos e discursos de Jesus. Não é sem motivo que o próprio Rembrandt deu forma pictórica à narração de “O filho pródigo” (Lc 15,11-32). Nos escritos de Lucas, a figura de linguagem preferida é a antítese. Por meio dos contrastes, põe em evidência o tema que quer apresentar, como se utilizasse do recurso de luzes e sombras para dar movimento e tridimensionalidade a uma tela. Assim ele faz nos textos: a) Zacarias incrédulo fica mudo, Maria cheia de fé canta profeticamente (1,11-22 e 1,26-38); b) Pecadora penitente agradecida, fariseu autossuficiente repreendido (7,36-50); c) Maria ativa, Marta contemplativa (10,38-42); d) Dez leprosos curados, um samaritano agradecido (17,11-18); e) Fariseu e publicano (18,9-14); f) Dois ladrões crucificados com Jesus: um, arrepende-se, outro, não (23,39-43). O evangelista Lucas, por meio dos dons que Deus lhe deu para a construção do Reino, sintetiza duas potencialidades divinas, como já no Antigo Testamento foi dito: a cura “Rende ao médico as honras que lhe são devidas, por causa de seus serviços, porque o Senhor o criou, pois é do Altíssimo que vem a cura” (Eclo 38,1s) e a beleza artística “... quanto lhes é superior o Senhor dessas coisas, pois foi a própria fonte da
beleza que as criou... pois a grandeza e a beleza das criaturas fazem, por analogia, contemplar o seu Autor” (Sb 13,3.5). AMOR E JUSTIÇA NO EVANGELHO DE LUCAS O evangelho de Lucas é intitulado “evangelho dos pobres”. Ele apresenta que o Reino de Deus é dos pobres. Os que procuravam Jesus eram necessitados de pão, saúde e amor. Eram pobres. O termo ptochoi (=pobre) aparece 24 vezes no Novo Testamento sendo 10 em Lucas, termo esse que designa uma pessoa que necessita de bens, que tem necessidades materiais, mas também abrange todo aquele que tem alguma carência (de afeto, dignidade, instrução, liberdade...). A salvação é oferecida a estes. Os destinatários do anúncio de Jesus são os deserdados, prisioneiros, escravos... Em Jesus os pobres (ptochoi) encontrarão salvação. Jesus pede renúncia total e faz exigências severas com relação às riquezas. Muitas são as citações em Lucas sobre esse pensamento: “Ai dos ricos” (6,24ss), “não entesourar” (1,13-21), “renúncia” (14,33), “não buscar os primeiros lugares” (14,9), “vender tudo e dar aos pobres” (18,22), Parábola do rico e Lázaro (16,19), “a riqueza não prepara para o juízo” (12,16), “não se pode servir a dois senhores” (16,13), “Jesus não tem onde reclinar a cabeça” (9,58), “seus discípulos deixaram tudo” (5,11), “mas Deus provê” (12,22ss). No Evangelho de Lucas, Jesus diz que os “pobres serão evangelizados” (cf Lc 4,18 e 7,22), para eles é destinada uma boa notícia: a superação de todo mal. E muitos são os males na vida do pobre. Doença e pobreza são inseparáveis. O Re i n o d e Deus pertence a estes porque Jesus intervém para salvá-los. Lucas mostra a
identidade entre quem é pobre e quem é disponível a Deus: o pobre não tem bens que o absorva e isso o coloca numa situação de maior abertura para aderir ao plano de Deus. Lucas apresenta a riqueza acumulada como iníqua. A salvação é oferecida a todos, mas os pobres por terem menos esperanças históricas acolhem melhor esse dom. Para os ricos, o risco de aceitar parcialmente a salvação é maior, por isso Jesus insiste na prática da generosidade. Para João Batista (3,11) a salvação está na distribuição de bens e roupas. Para os discípulos, a esmola é o melhor meio para seguir de Jesus (12,33). Para Jesus os pobres são intercessores daqueles que são generosos (16,9) e a esmola purifica e é sinal de renúncia (11,41) daí que, o amor ao próximo é a maneira de amar a Deus. No evangelho, “esmola” é sinônimo de justiça, é colocar os bens a serviço do outro. Esmola não é resto. É justiça. Há doações que humilham e benesses que ofendem, diminuem e excluem. Mas esmola (=elemousine) é justiça, é amor. O novo modo de amar a Deus, que Jesus ensina, é a solidariedade com o próximo, por isso, o que tem bens acumulados tem o que é do outro. Mas o homem novo deve viver para resgatar a dignidade dos menos favorecidos. São Cirilo de Alexandria, comentando o evangelho de Lucas dizia: “A riqueza no mundo não nos pertence, pertence aos pobres”, e Santo Ambrósio, ensinava: “O rico dá ao pobre aquilo que lhe pertence de direito. Não dás ao pobre alguma coisa que pertence a ti, mas restitui-lhes aquilo que lhe pertence”. No pensamento de Jesus, expresso no Evangelho de Lucas não existe seguimento sem generosidade, portanto, o serviço abnegado é a essência do ofício na Igreja. As coisas ou pessoas que amamos indicam o Deus que temos. Dra. Sonia Sirtoli Färber
Pós-Doutora em Ciências do Cuidado da Saúde Mestre em Teologia, com concentração em Leitura e Ensino da Bíblia
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EFV
Liberdade ou independência financeira: o que almejar? Continuando o nosso caminho de conhecimento sobre nossa relação com dinheiro e finanças, é válido esclarecer termos importantes e necessários pensando em se ter uma vida organizada nesse quesito. Os dois termos são “independência” e “liberdade”. Ao pesquisarmos o significado da palavra independência vamos encontrar que é o estado, condição, caráter do que ou de quem goza de autonomia, de liberdade com relação a alguém ou algo (e aqui, precisamos dar um foco no ‘ter liberdade de algo’) e liberdade, que possui um significado até mais amplo sendo, de maneira geral, a condição daquele que é livre, um conceito que assume grande variedade de sentidos, sendo difícil atribuir um significado consensual, mesmo em seus elementos fundamentais, mas pode atribuir a ideia de viver sem amarras (e aqui podemos fazer o mesmo sentido, viver sem amarras de algo). Seguindo nossa reflexão, precisamos agora pensar na seguinte situação: um trabalhador, que passa todos os meses apenas esperando o pagamento do salário seguinte, ou seja, no início do mês (data mais comum para empregadores pagarem salários) paga todas as contas da casa, a fatura do cartão de crédito, que representa um bom percentual do seu ganho mensal, e passa o resto do mês se utilizando do crédito novamente (cartões de crédito, limites bancários), sem poder nem pensar em se acontecer um imprevisto financeiro, pois não sabe como iria resolver a situação. Essa situação, infelizmente pode ser a realidade de muitos à nossa volta e tais pessoas ficam cada vez mais distantes da liberdade financeira a cada mês que essa situação se repete.
Mas, claro que a situação apresentada não é algo a ser seguido e muito menos normalizada, pois podemos de forma fácil dar um exemplo melhor: trabalhar, pagar as contas da casa, a fatura do cartão de crédito e ainda conseguir reservar uma quantia todo mês para formar uma reserva de emergência, além de passar o mês de forma tranquila, uma vez que sempre há uma sobra financeira.
Entre a liberdade e a independência financeira o caminho é planejar
LIBERDADE FINANCEIRA Tal situação, sim, é um ótimo exemplo para a liberdade financeira. A liberdade financeira significa poder tomar decisões que possuem um impacto financeiro sem estar com amarras as dívidas a muitos compromissos, ou ainda, sem ter que “pensar tanto” (todo gasto deve ser analisado, mas não que você ficará preso no “eu posso?”), pois a pessoa está preparada para situações financeiras diversas e até mesmo a qualquer emergência financeira. Isto é, a pessoa controla suas finanças ao invés de ser controlado por elas. Nesse sentido, o caminho para a liberdade financeira não é uma fórmula para enriquecimento rápido, mas sim um sinal de que você administra bem o seu dinheiro e um incentivo para seguir firme nessa administração das finanças.
Sabemos que mesmo quando
sentimos conforto – uma vez que já alcançamos a liberdade financeira – tal sentimento não pode ser um sinal para não seguir no trabalho ou na dedicação ao autocontrole e até no tempo para fazer um bom controle. E talvez, ao chegar nesse ponto, você se pergunte ou esteja pensando: “Mas eu não acho um problema viver de uma forma sem liberdade financeira”, e aí cabe apresentar o porquê é importante buscar sim uma organização que reflita na liberdade financeira. A independência financeira é importante porque reduz o estresse financeiro, que é aquela fiel sensação de alerta que pode ser desde a ideia de: estou com pouco dinheiro para passar o próximo mês ou aquela dúvida constante de como sair de uma situação de endividamento. PASSOS PARA ALCANÇAR A ESTABILIDADE Os passos para se alcançar essa estabilidade podem ser conside-
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EFV rados simples e até atitudes já comentadas em nossa coluna, mas que serão retomadas neste momento a fim de um entendimento completo ou um refresco na memória: - Inicie o processo de alcançar a liberdade financeira, conhecendo bem seus ganhos e gastos. Saber exatamente quanto se ganha em cada período e para onde os rendimentos estão indo é muito importante. Sendo assim, encontre uma forma de organizar suas finanças (vale desde anotações em caderno, aplicativos, planilhas digitais). O importante é saber o caminho que os seus rendimentos percorrem todos os meses; - Crie metas e objetivos. A primeira pode ser fazer uma reserva de emergência, para depois virem os estudos sobre quais investimentos podem ser atrativos de acordo com o seu perfil e se manter constante na ideia de que apenas com investimento é possível alcançar a independência financeira;
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- Seja constante. O controle financeiro e uma boa administração de suas finanças é um hábito que sempre deve ser alimentado. Estar vários meses com a liberdade financeira em dia deve ser um incentivo a continuar se organizando para manter a sensação boa e tranquilidade em relação ao dinheiro. INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA E agora sim, retomo o termo de independência já apresentado. Podemos entender a independência financeira como um passo além da liberdade financeira. É quando a pessoa que fez investimentos consegue um valor acumulado que lhe permite essa independência. Sendo que esse valor acumulado garante a pessoa não depender mais de outras fontes de renda. Ela pode não trabalhar mais, não ter que receber um valor como salário, por exemplo, pois seus investimentos lhe rendem o suficien-
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te para suprir as necessidades e arcar com os compromissos financeiros. Finalizamos esse texto, concluindo que caso você sinta que ainda não tem a liberdade financeira, acalme-se! Se faz necessário seguir o caminho sem pular etapas, ir trabalhando para no futuro sim, conseguir rendimentos que tragam uma independência. Uma coisa é certa: com a medida certa de organização, aplicação de conceitos importantes da educação financeira, disciplina e trabalho árduo, qualquer pessoa pode realizar seus sonhos financeiros, e conquistar a sua liberdade financeira. Lembre-se sempre: Educação financeira é Educação para a Vida! Ana Carolina Fernandes Alves, Augusto Martins, Jéssica de Oliveira Gomes e Pe. André Boffo Mendes Equipe EFV
Ouvir a Palavra com atenção e praticar com amor 15º Domingo do Tempo Comum | 10 de julho de 2022 Leituras: Dt 30,10-14; Sl 68(69); Cl 1,15-20; Lc 10,25-37 A escuta atenta da Palavra nos coloca em comunhão com Deus, com a sua vontade e nos prepara para praticá-la. Para seguir Jesus é preciso converter-se, superar a indiferença, vencer preconceitos e estar atento para ajudar a quem mais precisa, sem nenhuma resistência. É o caso do “bom” samaritano que é citado como exemplo de amor ao próximo. Jesus ocupa o centro de nossa vida, ele é nossa referência, a perfeita inspiração, pois nele habita a plenitude da graça.
A sociedade judaica é fechada e legalista. Os samaritanos, por sua vez, são uma raça desprezada e os judeus os marginalizavam de todos os modos. Eles eram considerados hereges e impuros, porque não estavam ligados ao templo de Jerusalém. A parábola contada por Jesus indica a necessidade de superar tal situação. Os judeus ortodoxos no cumprimento da Lei precisam de conversão e os samaritanos de valorização. Com esta parábola Jesus desmascara algumas figuras prepotentes de sua época, como a dos sacerdotes e dos A PALAVRA DO SENHOR ESTÁ AO NOSSO ALCANCE levitas. A preocupação deles com o Templo e as regras de pureza torna-os frios e insensíveis diante do outro. Eles não Deuteronômio é por excelência o “livro da Lei de Deus” que estão preparados para acolher Jesus no irmão. Para eles é conduz à “vida”. São ensinamentos, são regras que norteiam mais fácil “passar adiante, pelo outro lado”. O amor compasa vida religiosa e social do povo que busca ser fiel e ter vida sivo é solidário e atencioso com o longa, sem ser escravo de ninguém e de - O que você poderá fazer para melhor conhecer mais necessitado. É o samaritano, nada. Em forma de testamento ou legado a vontade de Deus? Em resumo, qual é a Lei de reconhecido como “bom”, que nos espiritual, Moisés recorda como Deus tem Deus para sua vida? dá o exemplo de como agir com sido fiel às suas promessas abençoando misericórdia e bondade. o seu povo. Da parte do povo, espera-se - Quem é o meu próximo hoje, a quem devo conversão e fidelidade a Aliança feita com curvar-me e curar suas feridas? CRISTO É NOSSA o Senhor. - Você se sente unido a Cristo? Ele é sua REFERÊNCIA FUNDAMENTAL Os versículos lidos hoje são de caráter referência? sapiencial. É próprio da literatura sapiencial A apóstolo Paulo escreve aos afirmar que a vida está no “cumprimento da vontade de Deus”. Colossenses recordando a eles de algo que talvez tivessem Afastar-se dela é a mesma coisa que morrer. No sentido negligenciado: Cristo é a plenitude do humano e do divino. Este bíblico, a Lei não deve ser entendida como uma fria coleção texto é considerado um hino tirado da liturgia batismal. Jesus é de prescrições e proibições. Pelo contrário, a Lei é síntese de o centro e o ponto de unidade de toda a criação e a cabeça da todas as experiências vitais mais importantes que o povo de Igreja. As pessoas devem encontrar Deus na pessoa de Jesus. Deus fez ao longo de sua caminhada. Por isso, aderir a Lei é a Jesus ressuscitado é o primogênito dentre os mortos. Ele é mesma coisa que amar a vida, buscá-la e promovê-la em suas o princípio vital que gerou e continua gerando vida nova. A vida melhores condições. dos cristãos não depende meramente de observâncias rituais, Para viver a vontade de Deus e ser feliz não precisamos nos mas depende da fé em Jesus. desculpar dizendo que é muito difícil ou que não sabemos o Portanto, à maneira de Cristo, é preciso ter um coração miseque Deus quer. Moisés testemunhou que a orientação de Deus ricordioso e agir sempre com amor. O samaritano, desprezado está ao nosso alcance e não é difícil demais para viver. E disse e tantas vezes humilhado, soube ser humilde e caridoso. Ele mais: “A palavra está em tua boca e em teu coração, para que se compadeceu daquele que vivia situação semelhante à sua. possas cumprir” (Dt 30,14). E muito mais fácil ainda para nós Diante daquele homem ferido e indefeso, somente o samarique conhecemos o Verbo Encarnado, Jesus! tano parou e “teve compaixão”. Ele foi capaz de gestos nobres! Que ele nos inspire e ajude a superar nossos comodismos e O BOM SAMARITANO É O EXEMPLO A SER SEGUIDO superficialidades religiosas. O Evangelho nos mostra que o conhecimento dos mandamentos da Lei de Deus não é tudo. Aquele mestre da lei que Leitura Diária se aproxima de Jesus tentando justificar-se pode muito bem Dia 11: Is 1,10-17; Sl 49; Mt 10,34 – 11,1 ser um de nós que tenta desviar-se do caminho de Jesus e que Dia 12: Is 7,1-9; Sl 47; Mt 11,20-24 tem medo de viver o Evangelho na pleno, na prática. Na parábola do bom samaritano, Jesus não ensina àquele Dia 13: Is 10,5-7.13-16; Sl 93; Mt 11,25-27 doutor nenhuma lei, mas mostra a ele o “espírito” que deve Dia 14: Is 26,7-9.12.16-19; Sl 101; Mt 11,28-30 orientá-la. Também nós precisamos compreender mais as Dia 15: Is 38,1-6.21-22.7-8; Is 38,10.11.12.16; Mt 12,1-8 exigências de nossa fé a partir da sensibilidade do coração das Dia 16 (Nossa Senhora do Carmo): Zc 2,14-17; motivações que orientam a ação. O sentido do dever está na Lc 1,46-47.48-49.50-51.52-53.54-55; Mt 12,46-50 intenção, e não somente no seu cumprimento. Ano XXVI - nº 282 - Julho de 2022
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Fé e acolhida, escutar e servir 16º Domingo do Tempo Comum | 17 de julho de 2022 Leituras: Gn 18,1-10a; Sl 14; Cl 1,24-28; Lc 10,38-42
As leituras e o Evangelho mostram a importância da acolhida e da hospitalidade. Abraão, com sua experiência da receptividade em reconhecer a misericórdia de Deus que está sempre pronto a oferecer benefícios, sem limites. É visível o sinal de amor do Apóstolo Paulo que foi de comunidade em comunidade ensinar a vida verdadeira, que primeiro o amou. As duas atitudes que permeiam o Evangelho, a de escutar e a de se colocar a serviço, são ações que fazem o discipulado anunciar o Reino de Deus a todos, com humildade e sabedoria. Escutar e servir, para acolher Jesus que vive entre nós.
ACOLHER, DAR ATENÇÃO E SERVIR “Uma só coisa é necessária: Maria escolheu a melhor parte”. Melhor parte, não significa a única coisa a ser feita. Muitas coisas são necessárias para viver em sociedade. Nas nossas relações precisamos de uma infinidade de especializações. Precisamos de quem planta, de quem colhe, de quem industrializa, de quem ensina, de quem medica, de quem governa, de quem constrói, assim como precisamos da doméstica que prepara a comida e lava a louça. Tudo isso é importante e pode ser exercido com alegria. Com a sua visita, Jesus catequiza Marta e Maria e ensina que a melhor parte é ouvir e praticar a Palavra, dar testemunho, sem murmurações nem críticas. Ele usa uma lógica que ressalta de novo a necessidade do desapego das estruturas e costumes que em nada contribuem para a eficácia no seguimento.
PROMESSA DE DEUS QUE SE CUMPRE Abraão passa pela experiência de ter sido tocado e escolhido por Deus para realizar grandes obras em favor do seu povo. Em sintonia com o Senhor, percebe que Ele se manifesta onde e como se encontra, ou seja, em seu sítio, com a sua mulher Sara, seus empregados, seus animais, suas plantas e tudo que é seu. Abraão se mostra como quem tem a casa IGREJA EM SAÍDA: VISITA DE e o coração abertos para acolher Deus. E a forma de tratar PORTAS E CORAÇÃO ABERTOS os homens de Deus é a melhor possível: atendendo-os, de Pelo relato do Evangelho de hoje, podemos concluir que pé, em prontidão para o serviço. Lázaro, amigo de Jesus, já tinha morrido, mas Jesus cultiQuando Deus percebe essa entrega total e sem reservas va a visitação a Marta e Maria. Visitar ou acolher alguém para o serviço, não deixa de converem casa não é uma tarefa simples. ter qualquer sacrifício por amor em Ainda mais nos dias de hoje, que a - Oração e serviço: qual ocupa primeiro lugar o bênçãos e graças. A graça maior para vida se tornou tão complexa, o que meu coração? Abraão e Sara foi o filho, prometido faz com que a nossa afetuosidade - Escutar e acolher são ações importantes na e mandado por Deus, mas que ainda esteja se esfriando. E se falarmos minha vida particular e comunitária? não tinha sido consumado antes em tempo então, ninguém mais - Meu serviço está equilibrado ou o excesso que tivesse oferecido hospedagem ofusca a presença de Jesus em minhas atitudes? tem tempo para nada, com tantos àqueles homens ilustres. afazeres. É bonito ver como a primeira leitura nos reeduca para o ANUNCIAR JESUS CRISTO, acolhimento, na pessoa de Abraão, que abre a sua casa COM TODA A SABEDORIA POSSÍVEL e o seu coração para os que chegam sem avisar e sob o O Apóstolo Paulo, que se coloca a serviço de Deus forte calor do sol, hora de descanso e não de visitas ou exercendo o dom da Palavra e do anúncio, não deixa de de receber alguém em casa. Mas Abraão os acolhe com destacar os diversos dons e ministérios. Sabe que a Igreja toda singeleza e alegria. é um corpo, com diferentes funções para cada membro, Temos um modelo por excelência, Maria Santíssima, a cuja cabeça é Cristo. Ele se sente especificamente deMãe de Jesus que primeiro ouve e O contempla, acolhe e signado para exercer o ministério da Palavra, um dom reza, para só depois sair às pressas, com a força da Palavra reservado para poucos, porém não sem grande esforço que está nela, para prestar serviços domésticos na casa e empenho. Há de se valorizar muito o seu testemunho, de Isabel, sua prima, o tempo que se fez necessário. uma vez que São Paulo escreve a carta aos Colossenses de dentro da prisão, onde sofria torturas, injúrias e maus Leitura Diária tratos, por defender a fé cristã, mesmo assim não deixou Dia 18: Mq 6,1-4.6-8; Sl 49; Mt 12,38-42; de entender a importância da sua missão de anunciar a Dia 19: Mq 7,14-15.18-20; Sl 84; Mt 12,46-50 Palavra, a mesma que ouviu e praticava. Qualquer que seja o sofrimento, com fé, pode ser convertido em auDia 20: Jr 1,1.4-10; Sl 70; Mt 13,1-9 têntica alegria: “Alegro-me de tudo o que já sofri por vós Dia 21: Jr 2,1-3.7-8.12-13; Sl 35; Mt13,10-17 e procuro completar na minha própria carne o que falta Dia 22 (Santa Maria Madalena): Ct 3,1-4a ou 2Cor 5,14-17; Sl 62; das tribulações de Cristo, em solidariedade com o seu Jo 20,1-2.11-18 corpo, que é a Igreja” (v. 24). Dia 23: Jr 7,1-11; Sl 83; Mt 13,24-30 44
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A oração do cristão deve manifestar a coerência entre fé e ação 17º Domingo do Tempo Comum | 24 de julho de 2022 Leituras: Gn 18,20-32; Sl 137; Cl 2,12-14; Lc 11,1-13 No próximo dia 26, faremos memória a São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus Cristo, que pela Tradição da Igreja são apresentados como pessoas humildes, mas com uma peculiar contribuição na realização do plano da Salvação. Eis a importância da família, tanto que em resposta ao pedido dos discípulos, no Evangelho deste domingo, Jesus nos ensina a chamar Deus de Pai. A Mãe Igreja nos lembra que os laços familiares são fundamentais na construção de uma sociedade pautada nos valores cristãos. A Liturgia deste final de semana é um convite a renovarmos nossas esperanças, pois mesmo diante de tantas situações desafiadoras, ainda temos famílias que são presença de bênçãos de Deus.
não unicamente de estar em uma condição confortável onde a consciência fica tranquila por ter recebido o Sacramento sem o devido comprometimento com as exigências do mesmo. Não nos cabe aqui ter a postura nem de escravo e nem de mercenário. Ou se seja, não podemos pedir o Sacramento do Batismo por medo dos tormentos do inferno, que seria a postura do escravo, e nem almejando as glórias do céu, por um bom comportamento, que seria a atitude do mercenário. Devemos buscar os Sacramentos por amor a Cristo e conscientes da implicância dos mesmos. SENHOR, ENSINA-NOS A REZAR
A postura de Jesus, por ser um homem de oração, despertou nos discípulos, por seu testemunho, o desejo de rezar como Ele Em muitos contextos, e não poucas vezes, usamos o adágio rezava. Jesus Cristo, não um grande homem, o melhor dos psicólopopular: “uma laranja podre contamina todo o cesto”, uma vez gos, mas Deus feito homem, ensinou aos seus discípulos a oração que muitas coisas boas e positivas, passam despercebidas dianque resume todas as nossas ânsias e desejos. Ao chamarmos te de uma frustração, pois uma pessoa que sempre procedeu Deus de Pai, dando o devido respeito ao seu nome e invocando corretamente, diante de um deslize é julgada e condenada pela Sua presença em nosso meio, abertos à Sua vontade, gratos pelo falta cometida, por pessoas que, dizendo partir da verdade e da pão que nos alimenta a cada dia, pedimos perdão pelas nossas justiça, se esquecem da misericórdia. falhas como nós nos perdoamos. Eis o risco de nos apegarmos Na história do povo de Deus não foi diferente, pois tendo sido ao mal cometido e não valorizar o bem vivido. Tanto que mesmo infiel a aliança com Deus, está prestes a sofrer o castigo divino e que o bem praticado não parta de uma livre decisão, mas pelas Abraão intervém, deixando claro, não para Deus, que tudo sabe, exigências das circunstâncias, Deus sempre age em favor de seu mas para nós, que nem todos são infiéis e maus, e por causa desses, povo o chamando a uma vida nova. mesmo que em um número reduzido, Deus não Pedir, procurar, bater são atitudes do cristão - Como tenho testemunhado é um juiz impiedoso que pune o erro cometido, que deseja receber a graça da conversão, enCristo em meu viver? mas usa de misericórdia pelo bem realizado. contrar a direção a seguir e a porta dos céus se - Tenho consciência do A presença do cristão na sociedade tem por abrirá para acolher. A família cristã porta todos compromisso que recebi ao ser missão fazer a diferença, sendo marcante por os recursos necessários à nossa Salvação. Asum vivo testemunho levando as pessoas ao sim como o pai, mesmo em seus limites sabe batizado? despertar da fé em Cristo e não o contrário, oferecer o que é bom a seus filhos, quanto - De fato, rezo como o filho que como muitos acreditam ser, que o pecado alheio mais Deus Pai que é amor, que mais do que a confia inteiramente no Pai? leva o cristão que está na Igreja a perder a fé. Ou justiça, nos pede a misericórdia. seja, o cristão deve levar o pecador a se converter e não o pecador, Que São Joaquim e Sant’Ana intercedam a Deus por todos nós, desvirtuar o cristão. de modo particular por todos os pais e avós, para que nossos jovens, adolescentes e crianças conheçam a Cristo e vivam sua Palavra. SEPULTADOS COM CRISTO NO BATISMO MISERICÓRDIA DE DEUS
Eis a sacralidade do Batismo, pois Cristo faz novas todas as coisas. Tendo tomado sobre si nossos pecados, venceu a morte e nos libertou de todas as amarras. Para que de fato possamos tomar posse dessa graça, precisamos aprofundar nossa reflexão sobre o sentido de ser sepultado com Cristo no Batismo, que vai muito além de cumprir com um preceito ou tradição, mas sim um ato de amor a Cristo Nosso Senhor. A motivação que leva o ser humano a pedir o Batismo para si, ou para os seus, deve ser pelo desejo de conhecer a Cristo e seguir seus passos, e
Leitura Diária Dia 25 (São Tiago Maior, Apóstolo): 2Cor 4,7-15; Sl 125; Mt 20,20-28 Dia 26 (São Joaquim e Sant’Ana): Eclo 44,1.10-15; Sl 131; Mt 13,16-17 Dia 27: Jr 15,10.16-21; Sl 58; Mt 13,44-46 Dia 28: Jr 18,1-6; Sl 145; Mt 13,47-53 Dia 29 (Santos Marta, Maria e Lázaro): 1Jo 4,7-16; Sl 33; Jo 11,19-27 Dia 30: Jr 26,11-16.24; Sl 68; Mt 14,1-12 Ano XXVI - nº 282 - Julho de 2022
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Entregar-se de Coração a Jesus 18º Domingo do Tempo Comum | 31 de julho de 2022 Leituras: Ecl 1,2 – 2,21-23; Sl 89; Cl 3,1-5.911; Lc 12,13-21
Viver o Tempo Comum é ver um Jesus catequético. Neste período, os ensinamentos de Jesus são experienciais onde eu vou colocando-me dentro do que Ele está ensinando. E assim, posso olhar para vida de maneira mais autêntica e reconhecer a ação de Deus na existência humana. Neste final de semana, toda a Liturgia é convidativa para olharmos a nossa conduta diante daquilo que o mundo pode nos oferecer, tudo é dado como dom e graça de Deus, porém, não para nossa própria glória, mas para que o nome de Jesus seja louvado.
Hoje, enquanto caminheiros nesta terra, já devemos ser livres para Deus, já devemos nos sentir parte de algo que é muito maior, e principalmente eterno. Os nossos bens são dons de Deus, mas podem nos afastar d’Ele, nos fazer presos a uma condição finita e instável, pois essas “coisas” podem esconder a nossa vida e nelas se acabar, enquanto o que nos diz Paulo é que nossa vida, quando morrermos “está escondida, com Cristo, em Deus” (Cl 3,3).
A NOSSA RIQUEZA É SER FILHOS DE DEUS Ao contrário daquilo que o homem pensava, na vida NÃO SEJAIS FILHOS DA VAIDADE do discípulo o que dá segurança não nasce da posse nem Este trecho bíblico é muito familiar a nós: “Vaidade das do controle de bens, mas sim da capacidade de entregar, vaidades, tudo é vaidade” (Ecl 1,2). Quando lemos o livro de dar. É uma segurança que nasce da reciprocidade. de Eclesiastes, este pode parecer carregado de um tom Somente esta qualidade caracteriza plenamente Jesus, muito pessimista e desmotivador. Mas tal livro convida uma vez que é infinita assim como é no interior do próprio seu leitor a ter uma conduta que seja totalmente voltada Deus-Trindade. Quando alguém se abre a dar aquilo que para Deus, um modo de ser indiviso, no qual a pessoa seja tem, se abre à Salvação, pois salva a si e a outro da miséria. inteira de Deus e para Deus. A pessoa vaidosa não tem O contrário disso, torna a vida na terra um inferno, uma olhos para Deus, para a ação amorosa violência. - Sinto-me ainda muito apegado às de Jesus em sua vida, não consegue obA reciprocidade faz com que a vida vaidades que me afastam da relação servar e perceber a presença do Divino na terra seja um paraíso, onde o amor autêntica com Deus? em sua existência, seja no trabalho, no verdadeiro acontece, bem como a co- Na minha vida pessoal, busco estudo, na família e na espiritualidade munhão e a fraternidade. Mas se todos práticas e momentos de oração diária pensarem somente em si mesmos, acupessoal. A vaidade nos faz olhar muito para nós e pouco para Deus. O dom da mularão bens e não poderão desfrutar que me aproximam de Cristo? vida que Deus nos concede não é para - Sinto que já sou totalmente entregue deles, pois os bens não saciam a fome nos vangloriar nela, mas para que em de vida, de amor, justiça, fraternidade e a Deus? No que posso melhorar? nossa vida seja Deus o glorificado. Por de paz. Assim como o Evangelho nos diz isso, é benemérito o que Paulo diz na Carta ao Gálatas: que diante do tudo que já tenho, não me contendo, vou “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” destruir e construir maiores. Assim, queridos irmãos e (Gl 2,20). Essa é a atitude do coração que não é vaidoso, irmãs, a nossa maior riqueza não é ser filhos do tempo mas que sabe amar a Cristo e aos irmãos. terreno, mas filhos do que é eterno, do que é abundante infinitamente. Jesus é o sentido de nossa vida, vivemos SEJAIS FILHOS DO ALTO por Cristo com Cristo e em Cristo. Este é o sentido de ser Ser filho imprime identidade, características próprias instrumento, testemunha e apóstolo de Jesus: é transmitir e particulares a uma pessoa. A Igreja nos diz que somos a riqueza de sermos filhos de Deus. filhos no Filho, isto é, por meio de Jesus também somos filhos de Deus Pai e, dessa forma, devemos ser semeLeitura Diária lhantes à “família” divina. A segunda leitura nos convida a Dia 1º/08 (Santo Afonso Maria de Ligório): Jr 28,1-17; Sl 118; alcançarmos e desejarmos as coisas do alto, não sermos Mt 14,13-21 filhos apegados às coisas terrenas, às vaidades e conforDia 2/08: Jr 30,1-2.12-15.18-22; Sl 101; Mt 14,22-36 tos deste mundo perecível, mas almejarmos a herança Dia 3/08: Jr 31,1-7; Jr 31,10.11-12ab.13; Mt 15,21-28 eterna. Pois não somos filhos da terra, mas filhos do céu, Dia 4/08 (São João Maria Vianney): Jr 31,31-34; Sl 50; no qual terão, aos justos, a morada eterna. Sermos “filhos Mt 16,13-23 do alto” implica que tenhamos um coração livre, desinDia 5/08 (Basílica de Santa Maria Maior): Na 2,1.3 – 3,1.6-7; teressado e confiante. Jesus não quer pessoas presas a Dt 32,35cd-36ab.39abcd.41; Mt 16,24-28 condições financeiras, materiais, brigas e divisões, mas Dia 6/08 (Transfiguração do Senhor): Dn 7,9-10,13-14; Sl 96; nos quer abertos a ação do Espírito Santo em nossa vida. 2Pd 1,16-19; Lc 9,28b-36 46
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A libertação não se espera, constrói-se 19º Domingo do Tempo Comum | 7 de agosto de 2022 Leituras: Sb 18,6-9; Sl 32; Hb 11,1-2.8-19; Lc 12,32-48
A “aurora da ressurreição” celebrada na Eucaristia, tornou-se possível para nós, através da “noite da libertação” do povo hebreu. A Solidariedade antecipa a libertação. O livro da Sabedoria enfatiza a ação da sabedoria divina na história do povo de Deus. Para uns, aquela “noite” é sinal de libertação; para outros, noite trágica da morte dos primogênitos. Deus cumpriu as promessas feitas aos antepassados quando anunciara a libertação bem antes que acontecesse. Os judeus motivados pelas promessas, “os piedosos filhos dos justos ofereciam sacrifícios às escondidas e, combinando entre si, puseram-se de acordo com esta lei divina: que os santos iriam participar solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos”. A ajuda e apoio mútuas, na partilha das alegrais e sofrimentos, dão expressão concreta à solidariedade do Deus que liberta da escravidão. A solidariedade, pois, é uma forma de já antecipar a libertação que se espera.
42). Aqueles que procederem diferente ao pedido do Senhor serão expulsos de sua casa e participarão do destino dos infiéis. O final deste texto do Evangelho alerta contra o legalismo dos doutores da Lei e dos fariseus do tempo de Jesus e os de todos os tempos. Conheciam todos os detalhes da Lei, porém apoiavam um tipo de sociedade gananciosa e corrupta. Assim Jesus disse: “A quem muito foi dado, muito será pedido, a quem muito foi confiado, muito mais será exigido” (v. 48). A FÉ E A PERSEVERANÇA, ATITUDES DE PRONTIDÃO PARA SERVIR O SENHOR
A vida cristã apresenta duas atitudes muito importantes: a fé que sustenta e a perseverança que dá expressão à fé. A fé é um meio de conhecer as realidades que não se veem, um modo de já possuir aquilo que se espera. A história do povo de Deus está cheia de pessoas que se A LIBERTAÇÃO ESPERADA É PREPARADA deixaram guiar pela fé. Os aprovados pela fé são como Os discípulos de Jesus são comparados a pequeno luzes ao longo da caminhada do povo de Deus. rebanho, ao qual é confiado o Reino. “Vendam os bens Abraão é exemplo típico de obediência ao projeto de e deem esmola. Façam bolsas que não se estragam, um Deus e do abandono de seguranças para se entregar tesouro no céu que não pede o seu valor...” (Lc 12,33). pela fé. Abraão deixou a segurança do lugar em que A ênfase é colocada na partilha dos bens, na partilha do vivia e caminhou sem saber para onde ir e abriu mão de que somos e temos. Jesus afirma que residência fixa para se tornar andarilho, - Quais são os sinais de “aurora da morando em tendas. Buscava pela fé essa riqueza não se estraga, não pede libertação” na caminhada escura seu valor, não pode ser roubada nem uma pátria melhor. “Por isso Deus não de nossas comunidades? consumida, nisso mostra a força dos se envergonhou deles, ao ser chamado pequenos no Reino. - Que tipo de serviço eu exerço em o Seu Deus” (Hb 11,16). O nosso Deus A vigilância ativa na espera do Senhor é o mesmo de Abraão e sua família. minha comunidade? é atitude básica de prontidão. A parábola - Quais são os homens e mulheres Abraão não receou perder o filho em dos servos que esperam seu senhor vista da promessa porque o Deus que de fé que servem de motivação voltar do casamento apresentam essa lhe deu vida “tem poder de ressuscitar para nós hoje? vigilância e prontidão. Essa é a certeza os mortos” (v. 19). Dois mil anos depois, que o Senhor virá de surpresa, e quando o senhor voltar Abraão continua sendo uma luz para a caminhada de ao encontrar os servos vigiando, os fará sentar à mesa cristãos desanimados e desorientados. e os servirá. É preciso “enxergar” no escuro da noite os sinais de libertação que estão acontecendo no hoje de Leitura Diária nossa caminhada. Dia 8/08: Ez 1,2-5.24-28c; Sl 148; Mt 17,22-27 Na parábola do ladrão, Deus se apresenta em nossa Dia 9/08: Ez 2,8 – 3,4; Sl 118; Mt 18,1-5.10.12-14 história de forma inusitada, sem vigilância e prontidão Dia 10/08 (São Lourenço): 2Cor 9,6-10; Sl 111; Jo 12,24-26 e corre-se o risco de pôr tudo perder. A vigilância e a prontidão se transformam em serviço: “Quem é o adDia 11/08 (Santa Clara): Ez 12,1-12; Sl 77; Mt 18,21 – 19,1 ministrador fiel e prudente que o Senhor via colocar à Dia 12/08: Ez 16,1-15.60.63; Is 12,2-4.5-6; Mt 19,3-12 frente de sua casa para dar comida na hora certa?” (v. Dia 13/08: Ez 18,1-10.13b.30-32; Sl 50; Mt 19,13-15 Ano XXVI - nº 282 - Julho de 2022
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Catequese
O ministério do catequista: um grande presente para a Igreja A expressão “Igreja em saída” tem ficado muito familiar desde o início do pontificado do Papa Francisco. Foi o próprio Papa que evidenciou ter vindo da “periferia do mundo” e se preocupou em destacar a presença da Igreja em todos os confins da terra, diante da mais variadas situações. As homilias, catequeses, discursos e documentos do atual pontífice fazem questão de confirmar esse espírito de uma igreja em “estado permanente de missão”, tema bastante recorrente também no magistério dos bispos brasileiros. Dentro da caminhada eclesial o magistério de Francisco entra em consonância com as atualizações e novidades que nos foram trazidas pelo Vaticano II, que ainda hoje depois de quase 60 anos são atuais e próximas a nós. Dentre as mais expressivas reformas e novidades conciliares está a Reforma Litúrgica e dos Sacramentos, e no intuito de já colocar em prática as orientações e decisões do Concílio, São Paulo VI, grande responsável por conduzir as primeiras práticas na Igreja pós-conciliar, editou em 1972 em forma de motu proprio, a decisão de suprimir as ordens menores (acolitato, leitorato, exorcistato e ostiariato) e manter somente o acolitato e o leitorato deixando de se chamar “ordens menores” para ser designado como ministérios (Carta Apostólica em forma de motu próprio Ministeria quaedam, de Paulo VI, em 15 de agosto de 1972). Antes de continuar percebemos a necessidade de precisar dois termos básicos para a continuidade da nossa reflexão: motu proprio e ministério. Então vamos lá. Motu proprio é um tipo de documento eclesiástico emitido diretamente pelo Papa e em tradução literal significa “de vontade própria”, ou “de sua iniciativa própria”. É um documento normalmente muito simples e pouco extenso. Ministério está relacionado ao serviço, está ligado à prática, está relacionado ao fazer. Quando utilizamos o termo para designar o serviço desempenhado pelos seguidores de Jesus, nos permitimos chamá-los de ministros e aqui cabe diferenciar os ministros ordenados (bispos, presbíteros e diáconos) e os demais que não são ordenados. Os ministérios estão 50
O catequista é responsável por boa parte da educação na fé das comunidades
ligados às necessidades pastorais da comunidade. Feitas essas especificações, podemos direcionar a nossa reflexão para o motu proprio do Papa Francisco Antiquum ministerium (ministério antigo) de 10 de maio de 2021 com o qual institui o Ministério do Catequista. As palavras iniciais do documento nos recordam que o ministério daquele que acompanha os demais no seguimento de Jesus, introduzindo-os nos mistérios sagrados, é muito antigo e se confunde com as origens próprias do cristianismo. O seguimento de Jesus implica necessariamente com o seu anúncio. Conhecer Jesus nos impulsiona a divulgar e testemunhar seu amor imenso e sua Boa Nova, porque como o próprio Senhor nos ensinou: “Ninguém acende uma lâmpada e a cobre com um vaso ou a põe debaixo da cama; mas a põe sobre um castiçal para iluminar os que entram” (Lc 8,16). A luz de Jesus é tão forte que não conseguimos esconder. Se o nosso encontro e experiência são autênticos não medimos esforços para espalhar essa luz que recebemos d’Ele quando fomos chamados ao
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seu seguimento e configurados a Ele pelo Batismo, e podemos dizer como o profeta: “Seduzistes-me, Senhor; e eu me deixei seduzir” (Jr 20,7). O Papa expressou seu desejo de institucionalizar o antigo Ministério do Catequista, não para hierarquizar, até porque essa definitivamente não é uma marca do atual pontificado, mas para sinalizar a importância do trabalho desenvolvido por homens e majoritariamente por mulheres e muitas vezes é menosprezado pelo exagerado clericalismo, infelizmente ainda latente em nossas comunidades. Devemos ter sempre presente em nossas vidas e em nosso trabalho apostólico que seguimos Jesus, que a Igreja é organizada divinamente de forma que se mantém viva e atuante desde quando o Senhor constituiu a primeira comunidade, e não são as nossas particularidades e gostos que vão empobrecer a mensagem de amor e Salvação. Os bispos brasileiros receberam com grande entusiasmo esse documento do Papa Francisco, pois chama atenção para aqueles que trabalham muitas vezes in-
Catequese cógnitos e apresentam um Jesus humano e próximo de nós, porque os catequistas são homens e mulheres comuns: são pais, mães, donas de casa, professores, agricultores, avicultores, zeladoras, advogadas (...), enfim uma infinidade de pessoas comuns que assumiram seu Batismo e anunciam a Boa Nova em suas comunidades. A carta do Papa Francisco, como já lembramos no início, está inserida no contexto pós-conciliar, quando a Igreja redescobriu, com renovada consciência, a Catequistas contribuem com a família para ecoar a mensagem de Jesus importância do compromisso do laicato na obra de evangelização. É o Ad gentes, nº 17). Isso não pretende de Decreto Ad gentes do Concílio Vaticano nenhuma forma dizer que o ministério II que vai nos recordar que: “É digno de desempenhado pelos leigos é mais ou elogio aquele exército com tantos méri- menos importante, aliás essa discussão tos na obra das missões entre pagãos, o de importância somente traz divisões. exército dos catequistas, homens e mu- Importa-nos recordar que os leigos em lheres que, cheios do espírito apostólico, sua presença no mundo e na sociedade prestam com grandes trabalhos uma aju- prestam um trabalho fundamental no da singular e absolutamente necessária à serviço da evangelização. expansão da fé e da Igreja. Hoje em dia, A nossa grande esperança é que a em razão da escassez de clero para evan- institucionalização deste ministério gelizar tão grandes multidões e exercer o nos permita desempenhar um trabalho ministério pastoral, o ofício dos catequis- ainda mais proveitoso e cheio de frutos tas tem muitíssima importância” (Decreto e não nos distancie daqueles que são
os destinatários desse eco que os catequistas ajudam a fazer da mensagem de Jesus. Que encontremos apoio de nossos padres, bispos e principalmente de nossas comunidades. Esperamos e desejamos que nossos catequistas, que há tantos anos desempenham suas atividades, estejam dispostos a aceitar esse grandioso presente com toda responsabilidade e dedicação que ele exige de nós e possamos repetir como o apóstolo: “Não nos ufanamos além da medida. Esperamos que, com o progresso de vossa fé, a obra cresça entre vós dentro do quadro de ação que nos foi determinado” (2Cor 10,15). Com o coração agradecido, louvamos a Deus por suscitar na Igreja tantos catequistas, homens e mulheres, dispostos e prontos para anunciar e testemunhar no mundo a presença salvadora e redentora de Jesus. Douglas Vinicius Mequelin e Maria Artés i Coma Membros da coordenação diocesana da Animação Bíblico-catequética
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Juventude
Projeto de vida: uma constante construção Nós jovens somos grandes sonhadores, e a partir dos nossos sonhos passamos a construir nosso caminho. Nessa grande construção precisamos planejar algo para o futuro, de acordo com quem somos, e das nossas experiências buscamos aquilo que faz sentido para o nosso projeto de vida. Contudo, é necessário que compreendamos que é um processo contínuo, sendo fundamental a reflexão e o posicionamento diante de muitas ações. Inseridos na Pastoral da Juventude, entendemos o projeto de vida como um processo de educação na fé, tendo como um dos objetivos a construção do Reino de Deus, colocando Jesus como nosso exemplo de ser humano. “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fl 2,5-8). Ele que nasceu de família e região pobre, não se preocupou com bens e riquezas, mas serviu ao próximo e entregou-se pelos pecadores. Uma música de autoria de Sérgio Pererê, muito cantada nos momentos de ciranda nos nossos grupos e/ ou encontros, diz assim: “Eu tentei compreender a costura da vida / Me enrolei, pois a linha era muito comprida / E como é que eu vou fazer para desenrolar, para desenrolar”. Frequentemente, enfrentamos essa dificuldade de compreender os acontecimentos da nossa vida, principalmente as divergências que surgem no caminho, uma vez que, acabamos nos enrolando. Dessa forma, a resposta para a pergunta “E como é que eu vou fazer para desenrolar?” requer um planejamento e uma revisão de como as coisas podem mudar e, assim, desenrolar. A proposta “PJoteira” tem como objetivo trazer essa formação in52
Ao participar dos grupos de bases e encontros, os jovens são acolhidos e respeitados, assim como Jesus nos ensinou
tegral para que o jovem entenda a realidade em que está inserido e crie um senso crítico diante das experiências que vivencia, sendo necessário entender que nada é estático e muitas vezes os percursos são labirínticos. Dessa forma, o Grupo de Jovem pode ser um lugar de acolhida para a reflexão e revisão de vida, pois quando trocamos experiências percebemos as particularidades enfrentadas. Portanto, passamos a refletir sobre nossa vida, vislumbrando horizontes e organizando nossas ações. Na elaboração do projeto de vida compreende-se a identidade de cada um. É uma construção por meio de relações estabelecidas com diferentes pessoas; é um processo relacional onde o indivíduo passa a tomar consciência de si na relação com o outro. Além disso, para essa construção é necessário o conhecimento da realidade em que estamos inseridos, logo, influenciando nas nossas escolhas, uma vez que é um processo de aprendizagem no qual somos desafiados a escolher e nos responsabilizar por nossas decisões. A troca de experiência nos leva à uma dimensão comunitária que
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nos convida a apresentar essa formação integral a tantos outros jovens que ainda não conhecem e não vislumbram um meio de “desenrolar” a linha da costura da vida, resultando em grandes problemas, principalmente relacionados à saúde mental. Dados apontam, que há um aumento preocupante no número de suicídios. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) esta é a quarta maior causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos de idade. Diante disso, nós Pastoral da Juventude, precisamos esperançar em meio a tantos jovens, sobretudo aqueles que ainda não experimentaram a vivência grupal, que não se sentem seguros em criar vínculos e externalizar o que sentem. Que possamos acolhê-los juntamente com seus projetos de vida, e ao participarem dos grupos de bases e encontros, sintam-se amados e respeitados, assim como Jesus nos ensinou. Francieli Bolognes Coordenadora diocesana de estrutura e mística da Pastoral da Juventude
Cursilho
MCC: movimento organizado em comunhão com a Igreja Desde o seu surgimento, o Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) contou com o reconhecimento e a aceitação pastoral em nível mundial. Para que houvesse o reconhecimento canônico explícito pela Santa Sé, a Organização Mundial dos Cursilhos de Cristandade (OMCC) iniciou o processo de apresentação do seu Estatuto ao Pontifício Conselho para Leigos, solicitando o reconhecimento canônico da OMCC como órgão de coordenação do MCC em âmbito mundial. Depois de um processo de vários anos, em 2004, o Pontifício Conselho para Leigos decretou ad experimentum, e em 2014 foi aprovado em definitivo por este mesmo conselho, com algumas alterações. O Grupo Executivo Nacional (GEN) teve seu estatuto aprovado na 43ª Assembleia Nacional do Movimento de Cursilhos do Brasil, realizada de 5 a 8 de novembro de 2015, na Cidade de Brodowski (SP). Documento este que contém as diretrizes de funcionamento do Grupo Executivo Nacional do MCC do Brasil como entidade legalmente constituída, e foi registrado sob n° 703.876, em 19 de maio de 2016, no 3º Cartório de Registro de Títulos e Documentos da cidade de São Paulo (SP). O estatuto vem apresentar o regulamento ou o conjunto de regras de organização e funcionamento de uma coletividade, instituição, órgão, estabelecimento, empresa pública ou privada. Este documento cuida para que não prevaleça o desejo ou a vontade de um de seus membros, mas sim o que vem posto em seus documentos, res54
Cursilhista Luciane Straliotti, assessorou Escola Vivencial Diocesana, em Assis Chateaubriand, com o tema do estatuto e regimento interno do MCC
peitando sua natureza, finalidade, objetivo. No Estatuto Social do Movimento de Cursilhos de Cristandade do Brasil, no seu Art. 2º – O GEN – MCC – Grupo Executivo Nacional do Movimento de Cursilhos de Cristandade do Brasil, tem como objetivo a gestão executiva e administrativa do Movimento de Cursilhos de Cristandade do Brasil, que canonicamente é um movimento eclesial católico, que realiza seu carisma através da evangelização dos ambientes e atinge sua finalidade: preparando lideranças cristãs para atuar nos ambientes e estruturas sociais; fermentando de Evangelho os ambientes e estruturas sociais, pelo testemunho e pela
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ação pessoal e organizada de seus membros; formando líderes para a expansão do Movimento de Cursilhos de Cristandade do Brasil em todos os níveis; zelando pela fidelidade à mentalidade, à finalidade, ao método e à estratégia, contidos em seu carisma. Da mesma forma, se aplica ao Regimento, um documento criado para direcionar, reger ou dirigir, através de um conjunto de normas impostas ou consentidas; disciplina, regime, uma grande quantidade de pessoas sob a dependência de um indivíduo ou reunidas para um propósito comum. Estes são os documentos que estruturam, amparam e legalizam o MCC. Eles balizam as ações dos
Cursilho cursilhistas, sejam eles lideranças do MCC, ou não. O livro Ideias Fundamentais do MCC, que como o próprio nome diz contém todos os fundamentos do Movimento de Cursilhos, diz o seguinte: “É necessário conhecer a própria história para reconhecer a identidade, atualizá-la, para fazer memória agradecida do passado, viver com intensidade o presente e abrir-se com confiança ao futuro. É também uma forma de crescer em unidade e responder à exigência de renovação que o Espírito inspira, conforme as necessidades dos homens e mulheres de hoje” (Ideias Fundamentais, p. 39). Os Grupos Executivos Diocesanos (GEDs), têm descrito em seu regimento interno, os Membros do MCC, sua Organização, Constituição do Grupo Executivo Diocesano, Atribuições do GED, Assembleia Diocesana, Patrimônio e do Regime Financeiro.
Participe! DATA 5/07 8 a 10/07
ATIVIDADE Escola Vivencial Diocesana Encontro Regional de Formação
LOCAL Toledo Guarapuava
14 a 17/07
7º Cursilho Misto para Jovens
Santuário Nossa Senhora da Salette (Palotina)
Recolores
Santuário Nossa Senhora da Salette (Palotina)
6 e 7/08
Quando se trata de documentos, a linguagem formal que o estrutura, por vezes parece nos afastar, ser complexa e longe da nossa realidade “leiga”, mas de fato, sua necessidade e aplicabilidade são muito relevantes e importantes, precisamos tomar conhecimento destes, e nos momentos oportunos, como nas Assembleias, onde todos os cursilhistas têm direito a voz, e no caso de cargo eletivo, direito a voto, poder participar ainda mais das decisões. Temos que viver nosso Movimento como vivenciamos o “Ser Igreja”,
pois estes documentos se explicam, nas palavras do Papa Francisco: “Não se trata de reuniões de organização, não é o ‘conselho administrativo’ de uma empresa, mas encontros fraternos para redescobrir as motivações e o impulso de fé que todos vocês experimentaram desde o primeiro cursilho em que participaram e que deu uma virada em suas vidas”. Josiane Bucalão, Giani Verdi, Marcos Hawerroth e Rafael Hirata Cursilhistas da Diocese de Toledo
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Vocacional
Experiências vocacionais: São João Maria Vianney São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, padroeiro dos sacerdotes, é um exemplo de dedicação e de doação ao serviço pelo Reino de Deus. Nascido em Dardilly (França), em 1786, é filho de uma família simples e camponesa. Desde muito cedo enfrentava o trabalho braçal no campo. Ainda jovem demonstrava um espírito piedoso. Sua família era religiosa, temente a Deus. Alguns relatos contam que Vianney recebeu a sua primeira comunhão numa missa clandestina, que acontecia num celeiro, pois nesse período era o auge da Revolução Francesa em que o Estado perseguia a Igreja. Dardilly era uma pequena vila que pouco investimento recebia, por isso demorou para conseguir construir uma escola. Com a demora pela educação básica somado ao trabalho campal, o jovem Vianney só conseguiu se alfabetizar apenas depois dos 17 anos. Nessa escola aprendeu, ainda que não muito bem, o francês, pois sua família, em casa falava apenas num dialeto pouco conhecido. Foi nessa época que ele se sentiu chamado ao sacerdócio, e com a ajuda de padres amigos ingressou no seminário. Pelo seu escasso conhecimento cultural, Vianney sofreu durante sua formação a zombaria de seus colegas e apresentava fortes dificuldades com a língua latina que era obrigatória aprender, pois nessa época, tanto os estudos, quanto a liturgia, ainda eram em latim. Com muita paciência ele conseguiu chegar à ordenação presbiteral no dia 13 de agosto de 1815, com 29 anos. Nos primeiros anos de seu sacerdócio, o Pe. Vianney foi proibido pelo bispo de ministrar o Sacramento da Penitência (Reconciliação), pois julgava que ele não tinha inteligência suficiente para orientar os fiéis, e assim, mesmo ordenado, ele continuava morando no seminário. Apenas três anos depois, seu formador, Abade Malley, percebeu seu profundo carisma e descobriu um homem de profunda oração. Lutou 56
São Cura d’Ars é padroeiro do Seminário Menor da Diocese de Toledo, em Quatro Pontes
pela liberação de Vianney para exercer seu ministério de maneira íntegra. Ao conseguir a total liberação para o exercício do sacerdócio, Pe. Vianney foi enviado para o vilarejo de Ars. Muitos padres da diocese não queriam ir para esse vilarejo, pois era um lugar de pobreza extrema, com apenas 230 habitantes e que na sua grande maioria não se importava com as coisas relacionadas a Deus ou à Igreja. Dentre todas as coisas que o Pe. Vianney desempenhou naquele vilarejo destacam-se: a fundação do Instituto da Providência; suas inúmeras visitas às famílias de doentes e de pessoas necessitadas; a restauração da pequena Igreja de Ars; e, principalmente, a conversão dos cidadãos e suas incansáveis horas passadas no confessionário. Ars ficou conhecida como o “Grande Hospital de Almas”. Conforme os feitos do Pe. João Maria Vianney iam ganhando fama, as filas para confessar-se com ele aumentavam. Ele passava até 16 horas por dia atendendo confissões de pessoas de toda
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a França, que vinham para escutar seus conselhos. As penitências que recomendava às pessoas eram leves, pois preferia que ele sofresse as penas das pessoas no lugar delas. Então, sua vida era marcada por jejuns e orações incessantes. Com seus sermões encantava as pessoas de Ars e toda a região circunvizinha, conseguindo converter a cidade de Ars e deixando as pessoas cada vez mais próximas da santidade e consequentemente, próximas de Deus. Aqueles que relatam os sermões dizem que as palavras do padre não eram dele, mas do próprio Deus, que se comunicava explicitamente por Vianney. A sua vida resumia-se em orações, muito jejum, muitas horas no confessionário, e o pouco tempo que lhe sobrava, dedicava-se ao serviço aos pobres e doentes. Dizia ele que dormir e comer não eram tão necessários quanto mostrar o caminho do céu às pessoas. Por esse motivo, dormia cerca de três horas por noite. Com idade e já cansado, o Pe. Vianney descansou
Vocacional
Minha história vocacional Sou o Marcus Vinicius de Jesus Sanita, tenho 20 anos e estou no Seminário Maria Mãe da Igreja desde 2020, atualmente cursando Filosofia. Até os meus 18 anos, jamais eu tinha pensado em ingressar no seminário. Mas, após ser convidado para participar do Encontro de Jovens com Cristo (EJC) e ingressar no grupo de jovens chamado Jovens Unidos Rumo a Cristo (Jurac), as coisas mudaram. Até o ano de 2019, me dedicava aos estudos para o vestibular de Medicina. Consegui a aprovação numa universidade particular, porém deixei de lado para discernir o chamado de Deus em minha vida. Durante meu último ano na escola, senti uma inquietação que me motivava a vir para o seminário. No começo, em contato com meus familiares e com o pároco da minha paróquia na época (Pe. André Fatega), decidimos por adiar meu ingresso no seminário, a fim de que eu tivesse um pouco mais de tempo para refletir o contexto em que estava vivendo. Porém, seis meses depois, minha vontade ainda persistia, e fui encaminhado
para o processo de ingresso no seminário. Hoje, sinto-me realizado, me preparando não mais para ajudar na recuperação da saúde física das pessoas, mas sim para ajudá-las na recuperação do seguimento à santidade e a descobrirem o caminho rumo aos céus.
eternamente no dia 4 de agosto de 1859, com 73 anos de idade. O seu corpo incorrupto é mantido num santuário construído em sua homenagem em Ars. No dia de sua morte é também comemorado o Dia do Padre, pois além de exemplo para os sacerdotes, ainda intercede por eles junto a Deus. Ele foi canonizado em 1925, pelo Papa Pio XI, que o proclamou como “Padroeiro dos Padres do mundo”. Em 1959, centenário de sua morte, o Papa São João XXIII, escreveu a Encíclica “Sacerdotii Nostri Primordia”, exemplificando o Cura d’Ars como modelo para os padres. São João Maria Vianney é exemplo para os padres atuais, pois é modelo de dedicação ao serviço ao mais pobres e fragilizados. É também, o exemplo de doação pela santificação do povo, já que dedicou sua vida à conversão do vilarejo e passou muitos dias ministrando o sacramento da penitência. Aspiramos que os padres atuais continuem seguindo o modelo de vida de São João Maria Vianney, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade.
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Familiar
O que é a Pastoral Familiar no Setor Casos Especiais? A Pastoral Familiar tem como Igreja é muito importante, fazendo meta a evangelização das famílias. com que os casais se sintam acolhiVisando atingir este objetivo, não dos e integrados na vida da Igreja. importa em que condições a família Além do que já dissemos, sabese encontre, os agentes da Pastoral mos que a missão é muito grande Familiar estão sempre prontos para e demanda um grande trabalho dar assistência e oferecer seus cuipor parte dos agentes da Pastoral dados. Para oferecer um trabalho Familiar. Por isso, a coordenação evangelizador de qualidade estes diocesana da Pastoral Familiar está estão frequentemente buscando investindo em novos treinamentos, seu aperfeiçoamento, preparandocursos e preparações, de forma que -se pela formação espiritual e inteseus agentes estejam, o quanto lectual, pois somente com uma boa mais, qualificados para esta tarefa preparação é que poderão ajudar e de ajudar, de escutar e preparar cada orientar em qualquer circunstância. família para que possa viver e se inAlém desta preparação se faz netegrar na vida da comunidade cristã cessário um trabalho realizado em da melhor forma possível. comunhão com as outras pastorais Uma destas iniciativas é a Ese movimentos da Igreja. cola de Formação para a Escuta e Todos os esforços são para que a família acolha o Cristo e viva feliz A Pastoral Familiar se divide em Orientação Familiar. Neste mês de vários setores ou dimensões, cada situações difíceis e, ao mesmo tempo, junho último, iniciou-se mais uma etaqual visando atender a necessidades nos conscientizarmos de que é de pa desta preparação. Acreditamos que específicas das famílias. Entre estes nossa responsabilidade evangelizá-las, esta é mais uma importante formação setores/dimensões, temos o setor/ tendo como princípio acolhê-las na oferecida pela coordenação diocesana dimensão Casos Especiais que atende fé. Depois de percebida a dificuldade da Pastoral Familiar, pois tem como fiàs necessidades entendidas como vem o passo seguinte, que é o tra- nalidade proporcionar aos seus agentes mais complexas, casos difíceis, ou seja, balho evangelizador, pois se a família uma melhor qualificação para trabalhar situações especiais, tais como vício da consegue concentrar-se em Cristo, Ele com as famílias que se encontram em bebida e das drogas, casos de depres- unifica e ilumina toda a vida familiar. Os situações especiais. são, irregularidades na união conjugal, sofrimentos e os problemas são vividos Deixamos aqui nossa gratidão a miséria e fome (...). em comunhão com a cruz do Senhor vocês agentes da Pastoral Familiar, Para que o trabalho possa ser produ- e, abraçados a ele pode-se superar os pois sabemos que muitas vezes vocês tivo e alcance seus objetivos os agentes piores momentos e a família alcança, largam tudo, como pede Nosso Sesempre primam por acolher a família pouco a pouco, com a graça do Espírito nhor Jesus Cristo, para irem em busca como ela é, com seus problemas, suas Santo a santidade na vida familiar (cf. destas tantas famílias que precisam de dificuldades, seus defeitos e tenta Amoris Lætitia, nº 317). ajuda para se encontrarem com Deus e orientar e encaminhar as situações para Entre as várias situações familiares, solucionarem seus problemas. Vossa que possam ser resolvidas. Os agentes encontram-se também os casais que ajuda é sinal da presença de Deus no levam a sério o pedido do Papa São João contraíram segundas núpcias. A estes a mundo. Somos famílias evangelizando Paulo segundo ll: “A Igreja foi instituída Igreja quer abraçar com carinho de Bom famílias. Pela intercessão da Sagrada para a salvação de todos os batizados, Pastor, para que não se excluam e nem família de Nazaré, Deus abençoe as o que demanda um empenho pastoral que se sintam excluídos. Sabemos que nossas famílias. inteligente, prudente, espelhando-se Nosso Senhor Jesus Cristo não quer perno exemplo do bom pastor...”. Lourival Rubio Fanegas der nenhuma de suas ovelhas, por isso O primeiro passo para um bom tra- a inclusão, o acolhimento por parte da e Maria Santos Fanegas balho neste sentido é ter presente que Pastoral Familiar e de todas as demais Casal coordenador diocesano existem famílias que se encontram em pastorais, bem como os movimentos da do Setor Casos Especiais 58
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Familiar
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Coleta do Censo 2022 do IBGE começa em agosto Helena Pontes/Agência IBGE Notícias
O início da coleta do Censo 2022 se dará no dia 1º de agosto. Todos os 6.044 postos de coleta espalhados pelo território brasileiro já estão com endereços definidos. Esses locais são considerados a célula-base da operação censitária, abrigando, além do recenseador, seus supervisores, que realizam atividades como suporte, gerenciamento e controle da coleta dos dados. Eles podem funcionar em salas de aula de escolas e universidades, auditórios, espaços cedidos por prefeituras e, por conta de um acordo de cooperação técnica, também em agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por enquanto, estão sendo montados os postos de coleta e ainda sendo realizados os treinamentos dos profissionais que trabalharão no Censo. Logo em seguida, 183 mil recenseadores percorrerão os mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território brasileiro batendo de porta em porta
para retratar a população que vive no País. No caso dos recenseadores, cuja contratação está em fase de processamento, o treinamento de cinco dias será Arte: Helga Szpiz e Marcio Costa
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feito em julho. Uma das novidades trazidas pelo Censo é o monitoramento do trabalho do recenseador pela tela do tablet do supervisor, o que permitirá o controle do trabalho em campo para corrigir possível erro durante a coleta em tempo real. Usando colete azul, boné e crachá e com o Dispositivo Móvel de Coleta (DMC) em mãos, o recenseador vai a cada um dos endereços de seu setor censitário - unidade territorial formada por área contínua, situada em um único quadro urbano ou rural, com dimensão e número de domicílios que permitam o levantamento por esse profissional. Um dos principais desafios de um recenseador é ser recebido pelos moradores. Quando chega a um endereço e não consegue fazer a entrevista, esse profissional faz no mínimo quatro tentativas de contato com os moradores em dias e horários alternativos. Isso inclui, por exemplo, a noite e os finais de semana. As visitas são registradas no DMC. Quando o contato é muito difícil, pode ser necessário que o profissional visite de oito a dez vezes o mesmo domicílio para encontrar o morador e assim conseguir aplicar o questionário.
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Oeste quer consolidar Circuito das Flores e Vinhos O município de Maripá passa a integrar o Circuito das Flores e Vinhos, uma rota turística criada pela Agência de Desenvolvimento Turístico do Oeste do Paraná (Adeturoeste), com o objetivo de mostrar o potencial da região bem como suas belezas. A diretora executiva da Adeturoeste, Kátia Muller, considera que o forte da cidade são as flores e seus orquidários, além do peixe, do trator, do artesanato
Prefeitura de Maripá
e das propriedades rurais. “Nosso objetivo é atrair o turista para a região por meio deste Circuito, o qual vai oportunizar a exploração sustentável do turismo de experiências”, destaca.
Reunião apresentou proposta para consolidar circuito na região
De acordo com o secretário de Indústria, Comércio, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Eder Kuroli, o circuito será importante para impulsionar a retomada do turismo no município. “Temos os eventos anuais que divulgam Maripá e seus atrativos: o
Arrancadão de Tratores e a Festa das Orquídeas e do Peixe. Mas este Circuito vem para incentivar a vinda de turistas o ano inteiro para visitar e comprar em nossos orquidários e, consequentemente, consumir em nosso comércio”, afirma. Junto com Maripá, integram o circuito os municípios de Toledo e Palotina, os quais fazem parte da região denominada Riquezas do Oeste. O Circuito das Flores e Vinhos está previsto para ser lançado em dezembro, quando poderá começar a ser comercializado pelas agências receptivas parceiras.
Região é sede de competições estaduais Toledo sedia neste segundo semestre duas grandes competições estaduais. A primeira delas é a 64ª edição dos Jogos Abertos do Paraná, com duas etapas que acontecem no decorrer deste mês de julho, sendo do dia 8 a 10 e do dia 22 a 24. Nesta fase regional, o município receberá atletas do basquete, bocha, bolão, futsal, handebol e voleibol. Somente a bocha terá disputada apenas no masculino. As demais terão confrontos nos dois naipes. A fase Macrorregional da competição acontecerá na passagem de agosto para setembro, em Marechal Cândido 62
Paraná Esporte
Jogos da Juventude terão disputas das finais em Toledo
Rondon, com os confrontos de basquete, futebol sete, fustal, handebol, vôlei de praia e voleibol. De volta a Toledo, o município será sede da 34ª edição dos Jogos da Ju-
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ventude do Paraná (Jojups), com a realização em duas etapas: de 16 a 18 de setembro e de 7 a 9 de outubro. As disputas das cinco modalidades coletivas, com a participação de 141 equipes, acontecerão em Toledo. Já a vizinha cidade de Cascavel receberá o atletismo. A competição tem por objetivo compensar os efeitos nocivos da vida moderna, contribuindo para a preservação e promoção da saúde humana, e também possibilitar o encaminhamento de estudantes atletas, técnicos e dirigentes ao esporte de rendimento, observando a qualidade técnica.
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Campanha de Aplicação Premiada da Sicredi Progresso já entregou mais de R$ 170 mil em prêmios A Sicredi Progresso PR/SP está em pleno andamento da sua Campanha de Aplicação Premiada. Lançada em março deste ano, a promoção já entregou mais de R$ 170 mil em prêmios. São muitas chances de ganhar e os associados ainda podem participar, já que a iniciativa se estende até 15 de agosto. Até o final serão entregues mais de R$ 490 mil em prêmios para os associados. Durante a Campanha serão realizados 24 sorteios de R$ 5 mil, 3 sorteios de R$ 30 mil e 2 sorteios de R$ 50 mil e na reta final haverá um Jeep Compass 0km.
Jéssica Dona
Um dos associados contemplados foi a empresa Gladimir Cesar Rosa e Cia LTDA
A empresa Gladimir Cesar Rosa e Cia LTDA investiu no Sicredi e levou um dos prêmios de R$ 30 mil. O sócio, Gladimir Cesar Rosa acompanhado da sua esposa, Seni Joner Rosa, recebeu o valor na Agência Pioneira em Toledo-PR. Gladimir conta que é uma felicidade imensa receber os R$ 30 mil. “Quando fomos informados que tínhamos ganhado o valor ficamos muito contentes. E isso nos prova também que aplicar nosso dinheiro no Sicredi tem resultado”, revela. A Diretora de Negócios, Carina Vargas, convida aos associados para participarem. “Fica meu convite para que os associados busquem mais informações nas agências ou através do site da promoção e que façam suas aplicações. Tem muitos prêmios esperando por vocês. Já estamos nos encaminhando para a reta final e alguém vai levar para casa um Jeep Compass 0km”.
COMO PARTICIPAR
Podem participar associados ativos, pessoas físicas e jurídicas, primeiros titulares da conta corrente, atuais e futuros. Associado Pessoa Física concorre aplicando R$ 100,00 em Capital Social ou a cada R$ 500,00 aplicados Depósito a prazo. Cada aplicação feita gera um número da sorte. Depósitos com carência acima de 90 dias geram dois números da sorte. Já a Pessoa Jurídica concorre aplicando R$ 100,00 em Capital Social ou a cada R$ 1000,00 aplicados Depósito a prazo. Cada aplicação feita gera um número da sorte. Depósitos com carência acima de 90 dias geram dois números da sorte. A campanha conta um hotsite exclusivo https://www.sicredi.com. br/promocao/aplicacaopremiada, onde pode ser consultado o regula-
mento completo, os contemplados nos sorteios e ainda conferência dos números da sorte. SOBRE A SICREDI PROGRESSO PR/SP
Com 40 anos de atuação a Sicredi Progresso PR/SP está presente na vida de mais de 58 mil associados. Nossa história, construída na essência da cooperação, nos permite ter atualmente 21 agências distribuídas na área de ação nos estados do Paraná e São Paulo. Destas, 14 estão no Paraná e outras 7 em São Paulo. Nosso capital humano conta com aproximadamente 400 colaboradores focados nos valores do cooperativismo e na oferta de produtos e serviços financeiros adequados aos associados, de um jeito simples e próximo. A Sicredi Progresso integra o Sistema Sicredi que hoje está em 25 estados e no Distrito Federal.
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NDR lança livro sobre desenvolvimento local O Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR), do campus de Toledo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), lança o livro ‘Economia e Desenvolvimento Local’. A publicação é em formato eletrônico (e-book) e seus capítulos resultam das pesquisas de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Agronegócio (PGDRA). O livro tem a organização de Lucir Reinaldo Alves (coordenador do PGDRA), Tatiane Salete Mattei (estudante de doutorado do PGDRA) e Cínthia Santos Silva (mestre pelo PGDRA e estudante de doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais). A autora do prólogo e professora do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa, Eduarda Marques da Costa, explica que a temática do desenvolvimento regional evoluiu em um quadro de reação dos territórios à crise internacional do século XX e assumiu diferentes com-
teorias de desenvolvimento local, um porto seguro para a valorização dos recursos locais, para a integração da mão-de-obra local e para o diálogo com os fatores exógenos, onde se incluem desde o capital privado ao investimento estatal”, avalia Costa. “Ao longo dos 17 capítulos do livro são apresentadas diferentes possibilidades de estudos sobre desenvolvimento local, seja numa discussão teórica, metodológica ou no estudo empírico a respeito do desenvolvimento local”, explica o professor Lucir Alves. Alves explica que os capítulos do livro agregam à discussão sobre desenvolvimento local na perspectiva econômica e na importância de se conhecer os elementos que constituem e caracterizam uma localidade. Desta forma é possível planejar e desenvolver os diferentes locais.
Acesso ao livro sobre Desenvolvimento Local binações entre os agentes internos e externos que atuam nos territórios. “Em 2022, as políticas de desenvolvimento territorial, continuam a encontrar nas
ALERTA
Furtos de notas fiscais doadas a instituições cadastradas no Nota Paraná A Secretaria de Estado da Fazenda alerta para casos de furtos de notas fiscais doadas às instituições cadastradas no programa Nota Paraná. Os documentos fiscais doados por consumidores são depositados na urna da entidade escolhida, nos estabelecimentos, e depois recolhidos por ela, que têm as notas convertidas para gerarem créditos e também concorreram a prêmios do programa. As denúncias estão chegando e é importante a atuação do cidadão nesse processo. Também é importante que as instituições orientem seus colaboradores, funcioná66
rios, voluntários ou terceirizados para o recolhimento adequado das notas pertencentes à sua entidade, com atenção para não retirar as que estão em outras urnas. A Secretaria informa que em caso de furtos das notas fiscais, a instituição responsável pelo ato será excluída do programa. Para ajudar as entidades, o consumidor pode doar as notas fiscais em que não informar seu CPF. Assim, os bilhetes para concorrer aos sorteios do programa, concedidos de acordo com as compras realizadas, vão para a instituição, que terá mais chances de ser contemplada.
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O consumidor pode depositar a nota fiscal em urnas disponibilizas pelas entidades nos estabelecimentos comerciais. A própria instituição recolhe as notas das urnas e se encarrega de cadastrá-las usando o site ou aplicativo do Nota Paraná. Outra opção é o consumidor acessar o site do Nota Paraná com seu CPF e senha. Na aba “Minhas Doações” escolhe a entidade e digita a chave de acesso da nota fiscal. Também é possível utilizar o aplicativo Nota Paraná, disponível apara Android e iOS. Na opção “Doações” o cidadão busca a entidade desejada e lê o QR Code da nota fiscal.
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Fígado: um amigão que precisa de atenção Você já aprendeu na escola que o fígado é a maior glândula do corpo humano e que também cumpre inúmeras funções, sendo as principais a eliminação de substâncias tóxicas a produção da bile que é essencial na digestão de gorduras. O fígado precisa ser bem cuidado a partir de boa alimentação, hábitos saudáveis de consumo – evitando bebidas alcoólicas – e a realização periódica de exames. Existem os casos congênitos, mas nas situações em que são evitáveis, em grande parte dos casos a pessoa que não leva a sério essas atenções básicas o que desencadeia uma série de complicações que podem levar à necessidade de transplante. Somente no ano passado, o Paraná fez 252 transplantes de fígado. É por isso que se torna necessário conhecer algumas doenças que podem atingi-lo e trabalhar em prevenção para evitar algumas complicações. Segundo informações do Ministério da Saúde, quando o fígado não está bem, a pessoa pode apresentar sinais e sintomas como barriga inchada, forte dor abdominal e ainda, um aspecto amarelado na cor da pele e dos olhos e urina mais escura. É necessário procurar o atendimento médico para o diagnóstico e avaliações mais detalhadas. Neste mês de julho, muito se falará sobre as hepatites virais. A própria Organização Mundial de Saúde calcula que mais de 1 milhão de pessoas morrem por anos devido a complicações que as infecções por hepatite B e C causaram nos pacientes. Sem a devida atenção do paciente, a hepatite pode evoluir para casos graves e até causar câncer hepatocelular. Concorrendo para evitar mais mortes, cerca 68
Cuidados com o fígado começam desde cedo, com vacina e hábitos saudáveis
de 9,4 milhões de pessoas recebem tratamento para infecção crônica pelo vírus da hepatite C. ABUSO DE ÁLCOOL Muitos dos cuidados com o fígado vêm com a redução no consumo de álcool. A doença hepática relacionada ao álcool varia conforme o nível de consumo, o que pode ocasionar a chamada gordura no fígado e a fibrose, que são lesões nas células. As mulheres são duas vezes mais suscetíveis a desenvolver danos no fígado. A cirrose, mais conhecida entre aqueles que praticam o consumo abusivo de bebida alcoólica, é grave e preocupa todos os órgãos de saúde pública. Afinal, no período de pandemia o consumo cresceu, principalmente entre os mais jovens. A Agência Brasil informou resultado de uma pesquisa encomendada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) ao Datafolha que revelou: “55% dos brasileiros com mais de 18 anos de idade consomem
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bebidas alcoólicas, sendo que 32%, ou seja, um em cada três indivíduos, consomem semanalmente. Desses, 44% consomem mais de três doses por dia ou ocasião e nesse grupo 11% consomem acima de dez doses por dia. A dose padrão à qual a pesquisa se refere é a de 14 g de álcool puro, o que corresponde a 45 ml de destilado, ou 150 ml de vinho ou a uma lata de cerveja”. O pior é que pouco se leva em conta a gravidade do abuso no consumo. Enquanto isso, mais e mais tratamentos são necessários via sistema público de saúde, bem como na saúde suplementar, devido aos casos que não param de surgir. Mas, além do estilo de vida saudável, recomenda-se que o paciente mantenha sua carteira de vacinas em dia, e isso começa bem cedo. Conforme o calendário de imunização, nas primeiras horas de vida os bebês já recebem a vacina contra hepatite B, completando o esquema básico de imunização com outras três doses.
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Religiosas na canonização da “Santa do Cotidiano”
Grupo de religiosas, sendo uma de cada comunidade do Brasil
A bandeira mostra o carinho das religiosas brasileiras presentes na celebração
Um grupo de religiosas pertencentes à congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família (PISF), incluindo-se algumas residentes na Diocese de Toledo, testemunharam na Praça de São Pedro (Vaticano), a celebração presidida pelo Papa Francisco em que foi canonizada Madre Maria Domênica Mantovani, fundadora da congregação. Para as religiosas e comunidade de fiéis mais próximos, foi um momento de louvor pela graça manifestada por Deus na vida desta mulher que testemunhou em sua vida as virtudes cristãs, sobretudo da humildade.
Ir. Inês Passarello (superiora regional PISF no Brasil) e Ir Solaide Pommer (Noviciado São José, de Toledo)
Consagração das crianças e adolescentes da IAM Decanato de Toledo Durante a missa da comunidade, um grupo de crianças e adolescentes, acompanhados de seus pais, participaram do rito de consagração ao serviço missionário dentro de suas realidades. O rito faz parte das atividades da Infância e Adolescência Missionária (IAM). A celebração, no último dia 19 de junho, foi na Igreja Matriz São Francisco de Assis (Toledo), para crianças e adolescentes do Decanato de Toledo – Fotos: Juan Pablo Matoso
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Arte e cultura na tradição de Corpus Christi A tradição de enfeitar as ruas para a procissão com o Santíssimo Sacramento, durante a Solenidade de Corpus Christi, leva os fiéis a instalar verdadeiras obras de arte em praça pública. A manifestação da fé na Sagrada Eucaristia se expressa também por meio desse serviço de dedicação em que muitos acordam
bem cedo para deixar tudo pronto e organizado. Feitos com tecido, juta ou serragem, os tapetes ganham formas e cores nas imagens produzidas ou nas frases para reflexão. Essa é a arte, a cultura e a tradição das celebrações de Corpus Christi na Diocese de Toledo.
Quase-Paróquia Nossa Senhora Aparecida Toledo
Paróquia Santo Inácio de Loyola Jesuítas – Fotos: Patrícia Pelissari
Paróquia Sagrado Coração de Jesus Marechal Cândido Rondon – Fotos: João Olivi
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Capela Nossa Senhora do Rocio Concórdia do Oeste
Paróquia Sagrada Família Toledo
Paróquia Cristo Rei Entre Rios do Oeste
Paróquia Nossa Senhora Aparecida Mercedes
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Pe. Solano Tambosi celebrou o dom da vida em missa com a comunidade da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes (Tupãssi), onde é pároco. Na ocasião, familiares visitaram o sacerdote para cumprimentá-lo pela data – Foto Studio Tupãssi
Adolescentes da Capela Nossa Senhora de Lourdes (Vila Becker) recebem o Sacramento da Crisma em celebração na Capela Santa Maria, em Toledo - Foto: Juan Pablo Matoso
Participação da comunidade na celebração de Santa Rita de Cássia no Seminário Santa Mônica (Toledo)
Pe. Thiago, vocação da cidade de Palotina
D. Romualdo, Pe. Thiago e D. Anuar em Campos Belos (GO)
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Pe. Thiago Augusto Zanardi, membro do clero da Diocese de Porto Nacional (TO), visitou sua terra natal, a cidade de Palotina em maio, tão logo realizada sua ordenação presbiteral para as celebrações com familiares e amigos que testemunharam o nascimento de sua vocação sacerdotal. Sua ordenação ocorreu na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Campos Belos (GO), em 3 de maio, tendo o como ordenante principal o bispo de Porto Nacional, D. Romualdo Matias Kujawski. Participou do rito o arcebispo emérito de Maringá, D. Anuar Battisti, e demais membros do clero local. Em Palotina, Pe. Thiago presidiu celebrações, dentre elas, na gruta dedicada ao Imaculado Coração de Maria, construída por uma família Pe. Manoel de Pierre Primo, pároco da Paróquia São Vicente Palotti (Palotina), com Pe. Thiago devota de Nossa Senhora e que teve com o tempo, ajuda da comunidade, das mais diversas formas. Além disso, participou de momentos de oração junto de um grupo que se reúne para a oração do Santo Terço na Igreja Matriz São Vicente Pallotti, bem como de um encontro com adolescentes. (Com informações de Daniel Werle. Fotos: álbum Pe. Thiago) Pe. Thiago durante celebração em Palotina
Catequizandos da Capela Nossa Senhora do Rocio, de Concórdia do Oeste (Toledo), apresentaram os dons do Espírito Santo na celebração
Catequizandos apresentam os dons do Espírito Santo
Catequizandos e a comunidade nas celebrações de Pentecostes A Solenidade de Pentecostes contou com grande envolvimento de catequizandos nas celebrações da comunidade de fé. Em cada uma delas, crianças e adolescentes apresentaram cartazes mencionando os sete dons do Espírito Santo. Na Capela Nossa Senhora do Rocio, da Paróquia
Com cartazes, crianças apresentam alguns títulos de Nossa Senhora
São Francisco de Assis (Toledo), também foram apresentados os diversos títulos de Nossa Senhora. Na celebração, também houve o rito de envio missionário aos adultos da Catequese de Inspiração Catecumenal.Fotos: Juan Pablo Matoso
Catequizandos adultos da Linha Rocio
Homenagem a Nossa Senhora Devoção mariana na Paróquia Cristo Rei, de Entre Rios do Oeste, com adolescentes depositando flores aos pés da imagem de Nossa Senhora e participação da comunidade na celebração (maio/2022)
5 gerações: a graça do Senhor em celebrar o dom da vida das gerações na família. Na foto estão a tataravó Olinda Camila Viteck, a bisavó Nelsi Viteck Schulzbach, o avô Márcio Carlos Schulzbach, o pai Cristian Schulzbach e a filha Paula Schulzbach. Eles são de Marechal Cândido Rondon
FELICIDADES Otavio Bacete, que completou seus 94 anos (27/06) e Helena Celere Bacete, com seus 93 anos (6/06), já se preparam para comemorar os 74 anos de casamento no dia 18/09. Eles são da Capela Santa Rita de Cássia – Paróquia Cristo Rei (Catedral)
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SAUDADES Rosina Gambin Volpini, da Capela Nossa Senhora das Dores – Paróquia São Cristóvão (Toledo), faleceu dia 5/06/2022, aos 100 anos e 7 meses de idade. Natural de Guaporé (RS), filha de Júlio Gambin e Maria Martini Gambin. Dona Rosina deixa três filhas, um genro, 14 netos, 12 bisnetos e 7 tataranetos. Rosina ultrapassou inúmeros desafios, muitas provas de fogo. Descanse em paz! É hora de repousar ao lado de Deus. Nós aqui estamos em paz e buscando consolo no amor que você nos deixou. Te amaremos para sempre. Homenagem da família
Equipe envolvida na preparação dos tapetes para a procissão de Corpus Christi na Quase-Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Toledo)
Participantes do 95º Cursilho de Cristandade (Masculino), realizado de 19 a 22 de maio 2022 em Palotina – Foto: Daniel Werle
Participantes do 95º Cursilho de Cristandade (Feminino), realizado de 26 a 29 de maio 2022 em Palotina – Foto: Daniel Werle
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Devoção mariana em Pato Bragado Pastorais organizaram uma linda celebração eucarística com homenagens a Nossa Senhora na Paróquia São Luiz Gonzaga, de Pato Bragado. Destaque para o envolvimento das crianças e adolescentes. Houve até a representação dos pastorzinhos na cena de aparição de Nossa Senhora de Fátima. Um corredor de flores erguidas pelas crianças guiou a adolescente que representou Nossa Senhora.
Coroação de Nossa Senhora
Homenagem ao Pe. Antonio Carlos Pereira da Silva (Pe. Toninho) prestada pela Paróquia Cristo Rei (Entre Rios do Oeste) em razão do seu aniversário (17/06)
Na Igreja São Francisco de Assis (Toledo), o rito de Consagração a Nossa Senhora e coroação da imagem foi coordenado e preparado pela Infância e Adolescência Missionária (IAM) da Matriz, com participação das Zeladoras de Capelinhas. Durante o momento da coroação, os fiéis demonstraram profunda emoção e aplaudiram as crianças que realizaram a apresentação – Fotos: Juan Pablo Matoso e Renato Schuck
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A Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), da Paróquia São Cristóvão (Toledo), prestou homenagem ao sr. Albano Affonso Mallmann, líder comunitário, professor aposentado, em reconhecimento pelos 60 anos de atividades junto à comunidade de fé da Capela São Miguel. Na foto estão Lorilda Bolson, o casal Albano e Leocádia Mallmann, com Pe. Luiz e Angelita Boufleur
Encontro da Pastoral do Dízimo realizado no Decanato de Toledo com o tema “A importância do Dízimo na vida comunitária”, com destaque para a Palavra de Deus e a vida comunitária em si, e o modelo de fidelidade da Virgem Maria
Zeladoras e zeladores de capelinhas da comunidade matriz da Paróquia São Francisco de Assis (Toledo) se dedicaram no mês de maio último à oração do Terço, todas as noites, a partir das 19h. A iniciativa mostrou que a devoção mariana está muito presente na comunidade de fé. Foto: Juan Pablo Matoso
Caravana Jesus das Santa Chagas A Paróquia São Vicente Palotti, de Palotina, recebeu a Caravana Missionária de Jesus das Santa Chagas, do Pe. Reginaldo Manzotti. Os missionários conduziram um maravilhoso momento de oração seguido de Missa Jovem com a “Noite de Luz”. O Movimento de Terço de Jesus das Santas Chagas e participantes do Setor Juventude da Paróquia celebraram e recepcionaram esse momento com muito entusiasmo e alegria – Fotos: Pascom/Paróquia São Vicente Palotti
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Encontro de formação em Jesuítas A Paróquia Santo Inácio de Loyola (Jesuítas) promoveu encontro de formação no finalzinho de maio para lideranças da comunidade, especialmente aquelas que estão envolvidas nos Conselhos de Pastoral das Comunidades e da Paróquia (CPC/CPP) e para Ministros Auxiliares da Comunidade (MAC) – Fotos: Patrícia Pelissari
Catequese de Adultos Celebração da entrada dos catequizandos que participam da Catequese de Adultos de inspiração catecumenal na Paróquia Sagrada Família, em Toledo. Assim, deram início esse ano a mais
uma caminhada, sendo acompanhados pelas catequistas Ironite e Maria Helena e o catequista João. Na celebração, eles receberam a Cruz (19/06)
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40 anos do Seminário São Cura d’Ars
E assim foi a animada celebração eucarística, seguida de show musical, que marcou a abertura das comemorações pelos 40 anos do Seminário São Cura d’Ars, de Quatro Pontes. A casa de formação menor da Diocese de Toledo reuniu as famílias e grande número de animadores e apoiadores das vocações para um momento que marca um período de celebrações por toda a história que o Seminário escreveu e continua assim o fazendo em benefício das comunidades de fé. Em quatro décadas, o Seminário foi responsável pela formação humana e cristã de aproximadamente 550 adolescentes e jovens, sob os cuidados de 15 formadores que contaram com a ajuda de mais de 100 colaboradores leigos e consagrados. Outros milhares de adolescentes participaram de encontros vocacionais ao longo da existência desta casa de formação. Acompanhe alguns momentos da celebração e do show musical realizado em 4 de junho último – Fotos: Raffael Graciano
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Cumprimentos ao Pe. Hélio José Bamberg, pároco da Paróquia Cristo Rei (Catedral), vigário geral da Diocese de Toledo e assessor diocesano da Pastoral do Auxílio Fraterno que neste dia 12/07 comemora 36 anos de sacerdócio
Felicidades ao Pe. Inácio Afonso Scherer, pároco da Paróquia São Francisco de Assis (Assis Chateaubriand), que completa 43 anos de sua ordenação presbiteral neste dia 28/07
Pe. Valdecir Caires Trajano, pároco da Paróquia Santo Inácio de Loyola (Jesuítas), recebe os cumprimentos pelo 18º aniversário de sua ordenação presbiteral (10/07)
Cumprimentos ao pastor próprio da Quase-Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Toledo), Pe. Roberto Lopes de Souza, que completa 19 anos de sacerdócio (19/07)
Parabéns ao Pe. Luiz Carlos Franzener, pároco da Paróquia São Cristóvão (Toledo) e assessor diocesano do Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) e Apostolado da Oração que neste dia 13/07 chega aos seus 26 anos de sacerdócio
Pe. Vanderlei Rivelino Ghelere, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Vila Nova) e da Paróquia Nossa Senhora das Graças (Novo Sarandi) chega aos seus 20 anos de sacerdócio (27/07)
Pe. Gervásio Pivetta, auxiliar na Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Terra Roxa), recebe cumprimentos pelos 62 anos de sua ordenação presbiteral neste dia 3/07
Frei Gabriel de Moura Lima, da Congregação dos Frades Menores Missionários (FMM), comemora o 21º aniversário de sua ordenação presbiteral (8/07)
Cumprimentos ao Pe. Carlos Amarante Machado, da congregação Sociedade do Apostolado Católico (SAC), que chega aos 51 anos de seu sacerdócio neste dia 3/07
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Grupo de aprendizes de Coroinhas da Capela Santa Maria – Paróquia São Francisco de Assis (Toledo) serviu pela primeira vez na celebração (4/06). As crianças receberam o devido acompanhamento do Ministério de Coroinhas. Que sigam com grande incentivo de suas famílias! Foto: Juan Pablo Matoso
Sophia Cuenca de Morais, da Paróquia Cristo Rei (Catedral), comemora 11 anos (20/07) e recebe o carinho dos pais, Érica e Denilson
Márcia e Rone Schneider, da Paróquia São Cristóvão (Toledo), participaram do 2º Encontro de Matrimônios, dias 11 e 12/06, realizado pelo Movimento Hogares Nuevos
Juliana Maria Hermann, da Paróquia São Francisco de Assis (Toledo), comemora aniversário neste dia 8/07 e recebe os parabéns da sua mãe Nilva
Paulo e Daiane Clivatti conheceram o Movimento Hogares Nuevos e participaram do 2º Encontro de Matrimônios (11 e 12/06)
Crismandos da Capela Imaculada Conceição (Jardim Filadélfia) receberam o Sacramento da Crisma em celebração presidida pelo bispo diocesano, D. João Carlos Seneme - Foto: Juan Pablo Matoso
Rafael Bastos de Lima, da Paróquia Menino Deus (Toledo), completou 11 anos no dia 14/06 e recebe homenagem do pai Dionísio da Silva Lima, desejando que Jesus e a Virgem Maria sempre o proteja
Silvana e Sirio Marcelino participaram do 2º Encontro de Matrimônios, do Movimento Hogares Nuevos, realizado dias 11 e 12/06
Membros do Setor Juventude da Paróquia São Vicente Palotti com Pe. Ederson, da Caravana de Jesus das Santas Chagas que visitou os fiéis da cidade de Palotina em junho Ano XXVI - nº 282 - Julho de 2022
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Safra chega com o desafio dos juros A reorganização dos setores da economia, a influência guerra Rússia contra Ucrânia e a inflação mundial desafiam os especialistas na estruturação de planejamentos sobre a disponibilidade de dinheiro para financiamento das atividades agrícolas e pecuárias. O Plano Safra 2022/23 chega com o complicador dos juros que podem reduzir alguns investimentos na hora do plantio ou mesmo na aquisição de recursos tecnológicos de condução das lavouras Plantio acontece com os juros básicos e para a agricultura ainda mais fortes e de colheita. As melhores condições de competitividade passam pelos juros tos é algo que exige ainda mais uma que são aplicados nos empréstimos organização financeira, pois os maiores para uma nova safra e tudo o que grapedidos apresentados, inclusive por vita para o seu sucesso. produtores paranaenses, por meio de Por exemplo, a taxa básica de juros, suas entidades representativas são a Selic, cresceu no Brasil de maneira voltados no sentido da equalização muito forte em 12 meses. Em março dos juros. Cooperativas e sindicatos do ano passado, ela estava em 2%. rurais pediu de R$ 13 bilhões para R$ 17 Fechou 2021 a 9,25%, em dezembro. bilhões na disponibilidade de recursos E neste mês em junho de 2022 paspara essa finalidade. Na construção do sou para 13,25%. Esse mais recente Plano Safra o Governo Federal sinalizou aumento foi motivado por ao menos em maio que poderia avançar para R$ 22 seis itens apontados pelo Comitê de bilhões. Havia também um reforço da Política Monetária (Copom), mas enfanecessidade de manutenção da taxa de tizou que “os passos futuros da política juros do Crédito Rural da safra 2021/22 monetária poderão ser ajustados para para a safra 2022/23, considerando toassegurar a convergência da inflação dos os programas disponíveis e de não para suas metas, e dependerão da indexar a taxa de juros de nenhum proevolução da atividade econômica, do grama do Crédito Rural. Para o seguro balanço de riscos e das projeções e exrural, outro importante instrumento, o pectativas de inflação para o horizonte pedido foi de pelo menos R$ 1,5 bilhão. relevante da política monetária”. Outro grande desafio é o atendimenAlém do desafio na tomada dos to às demandas da agricultura familiar. empréstimos, o agricultor se depara Em documento elaborado pela Secretacom a elevação absurda dos preços ria de Agricultura e do Abastecimento, dos insumos, encarecendo o custo é apontada redução significativa do de produção. Logo, trabalhar com os número de produtores com a Declajuros altos para custeio e investimenração de Aptidão (DAP) para acessar 84
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recursos, evidenciando a necessidade de políticas públicas voltadas à manutenção deste segmento do campo. Por isso, além do pedido para aumentar a linha de crédito, também é necessário aumentar o parâmetro da renda bruta para enquadramento ao Pronaf. Na pecuária leiteira, por exemplo, os pequenos agricultores precisam que seja concedido o rebate de 50% na renda bruta da atividade bovinocultura de leite para efeito de enquadramento ao Pronaf/DAP. O documento cita o exemplo de um agricultor independente (não integrado) com 40 matrizes e tirando média de 15 litros de leite/matriz/dia, obterá uma renda bruta anual de R$ 360 mil, porém, em função dos custos elevados a lucratividade não deverá ser muito superior a R$ 30 mil por ano (pouco mais de 2 salários-mínimos por mês). Este agricultor com mais 12 hectares de soja (renda bruta mínima de R$ 140 mil/ano) ultrapassaria o limite de renda de enquadramento ao Pronaf/DAP. São esses os grandes desafios dos produtores rurais para o novo período-safra que se inicia.
Desde 1978, somos norteados por valores como ética, comprometimento, confiança e versatilidade, sempre respeitando o meio ambiente e a sociedade em que vivemos.
Obrigada por estarem conosco nessa jornada.
Uma vida inteira para encontrar Deus Passava o dia tropeçando e não encontrando o que estava tão perto. Saía de um lado, ia para o outro, e todas as vezes, no caminho havia algumas pedras. Não compreendia porque, mesmo com tanta dificuldade, ainda assim tantos obstáculos apareciam na minha frente. Não havia tranquilidade e estava insatisfeito com toda essa situação. Decidi fazer um caminho de reencontro comigo mesmo, procurando enxergar onde me encontrava, quem estava ao meu redor e quais eram realmente as pessoas que estavam comigo “para o que der e vier”. Nesse caminho interior, percebi que ainda estava fechado um espaço na minha vida. Era o meu coração. Passei a arejá-lo. Abri suas portas e janelas e os sons de Deus começaram a ocupar aquele lugar. No começo até pensei: “Mas é folgado, quer tomar todo o espaço”. Felizmente isso aconteceu. Ele se apresentou, talvez não como eu queria, mas como Ele realmente é. Assim fui descobrindo que o que Ele mais queria para mim é que eu pudesse alcançar a felicidade. Estou apenas no começo. Sei que preciso compreender muito mais e
Antonio (Formosa do Oeste)
aprender a ler a vida: ver aquele que me ajuda a ter fé e que eu posso ajudar pela fé. Sei pouco e, imagino, que minha vida toda não será suficiente para compreendê-lo. Mas aos poucos, construindo dia após dia, esse tijolinho vai se ajustando na
O Senhor liberta os justos de todas as angústias
grande obra que o Senhor preparou para mim. Com o coração aberto, sigo com coragem para realizar essa caminhada. Vanderlei Reni Zimmermann Toledo | PR
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Todas as vezes que o busquei, Ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. Clamam os justos, e o Senhor bondoso O Senhor pousa seus olhos sobre os
escuta
justos,
e de todas as angústias os liberta.
e seu ouvido está atento ao seu chamado;
Do coração atribulado ele está perto
mas Ele volta a sua face contra os maus,
e conforta os de espírito abatido.
para da terra apagar sua lembrança. 86
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Salmo 33
Aponte a câmera do seu celular!