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Revista Cristo Rei - Junho 2022

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Um namoro para que Deus possa acompanhar Quando homem e mulher decidem buscar o Matrimônio, de duas existências aparentemente isoladas passa a existir “uma só carne” (cf Mc 10,8; Ef 5,31). Deixando de lado a forma literária de apresentar a unidade entre os esposos a partir deste Sacramento, o essencial do texto bíblico é ratificar que o Matrimônio tem seu sentido fundamental: “aliança de amor, e como tal, abençoada por Deus e com vocação de eternidade” (Bíblia Sagrada, p. 1236 – Edição Pastoral, Paulinas). Entender a essência do Matrimônio é o grande desafio para os noivos e muito mais para a Igreja compreender a melhor maneira desta mensagem penetrar nos corações daqueles que se aproximam do altar com este objetivo. Há um grande percurso a trilhar pelos noivos que ainda estão à procura da chave para abrir seus corações a fim de que sejam preenchidos com amor autêntico, fiel e generoso que só Deus é capaz de oferecer. Marido e esposa assumem entre si um compromisso para que esse desejo de unidade, manifesto no dia do casamento, seja envolto de todos os esforços para que cresça no cotidiano desta vida matrimonial. A experiência do namoro cristão faz parte de um itinerário importante

Expediente Ano XXVI - nº 281 - Junho de 2022 Revista mensal da Diocese de Toledo

e necessário para uma futura convivência saudável, harmoniosa, amorosa e, acima de tudo, abençoada. Aliás, é na época do namoro que já pode ser experimentada a presença de Deus na vida do casal. Não é brega, não é cafona ou fora de moda um tomar a mão do outro e ambos olharem para si, se colocando em oração. Quantos lares são construídos a partir desta base e se solidificam com o passar do tempo; e quantos outros tantos são restaurados pela mesma graça que se obtém por meio desta intimidade com o Senhor. Namorar não é só pegar na mão, sair para passear, viver os momentos mais agradáveis de um “mar de rosas”. É tempo favorável para dialogar, observar, conhecer melhor a pessoa com quem se pretende assumir um compromisso que é para a toda a vida. Ao menos, esse tempo tem essa finalidade, pois Deus certamente quer acompanhar os namorados. O período do namoro deve ser apoiado, incentivado, estimulado e até amparado para que estes tenham mais segurança na caminhada que farão na vida matrimonial. E um dia, melhor preparados, possam na sua vocação para a família dar a devida resposta a Deus para dignamente receberem a sua graça. Boa leitura!

ESCRITÓRIO Rua General Rondon, 2006 CEP 85902-090 - Toledo - PR Fone/Fax: (45) 3252-1728 revista.cristorei@gmail.com BISPO DIOCESANO D. João Carlos Seneme DIRETOR RESPONSÁVEL Pe. André Boffo Mendes DEPARTAMENTO COMERCIAL Ana Maria Araujo Fone: (45) 3252-1728 EDITOR Paulo Weber Junior (SRTE/PR - 6.790) jornalistapaulo@gmail.com DIAGRAMAÇÃO Alexsandro G. Pereira (Lico) alexsandro.pereira@gmail.com CIRCULAÇÃO Toledo, Marechal Cândido Rondon, Palotina, Guaíra, Assis Chateaubriand, Jesuítas, Tupãssi, Terra Roxa, Nova Santa Rosa, Nova Aurora, Iracema do Oeste, Entre Rios do Oeste, Pato Bragado, Mercedes, Quatro Pontes, São Pedro do Iguaçu, Ouro Verde do Oeste, Formosa do Oeste e Maripá. TIRAGEM 7.000 exemplares IMPRESSÃO Gráfica TUICIAL Os assuntos tratados em artigos assinados são de inteira responsabilidade do autor.

A experiência do namoro e a acolhida ao Sacramento do Matrimônio

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Dicas para economizar energia durante os dias mais frios

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Corpus Christi: a celebração do dom eucarístico

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Inverno, temperaturas baixas e a necessidade de proteção contra o frio

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Festejamos os 43 anos do Seminário Maria Mãe da Igreja

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Safra de café é impactada por clima adverso

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Deus no cotidiano de nossas vidas Hoje, mais do que nunca, as pessoas buscam a espiritualidade como meio para manter-se vivas e encontrar um sentido em suas vidas. Diante disso, algumas perguntas podem ajudar nesse processo de busca: “Em que fonte encontro força para viver? Como posso viver concretamente a espiritualidade no cotidiano? Como posso fazer experiência de Deus no meu dia a dia”? Espiritualidade deriva de espírito – sopro, algo que não posso tocar. Para o cristão espiritualidade significa viver da fonte do Espírito Santo. Pode parecer um conceito abstrato. Contudo, o modo de perceber a si mesmo no cotidiano depende da fonte da qual saciamos nossa sede de infinito. A fonte do Espírito Santo é uma fonte límpida, inextinguível porque é divina. Muitas vezes, bebemos de fontes obscuras e turbulentas. Destaco a pressão para satisfazer os outros, que exige que sejamos perfeitos. Isto causa cansaço. Vivemos em uma sociedade que supervaloriza a aparência que nos distancia da intimidade do nosso ser onde habita o Espírito Santo. São Paulo descreve nove frutos do Espírito Santo: “O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, modéstia, autodomínio” (Gl 5,22). Muitas vezes desperdiçamos muita energia em coisas desD. João Carlos Seneme, CSS necessárias. Se trabaBispo da Diocese de Toledo

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lhássemos com alegria e amor, estaríamos menos cansados. A paz se tornaria uma fonte importante. Não precisaríamos investir energia para esconder o que realmente queremos e necessitamos. O encontro com Deus nos coloca em sintonia com nossa própria intimidade, descobrimos nosso verdadeiro ser. Um dos caminhos para encontrar Deus é através da contemplação. Não podemos observar Deus de forma direta, mas podemos perceber a presença de Deus na criação, podemos contemplar os mistérios do amor de Deus no rosto humano. Da mesma forma, contemplamos os mistérios de Jesus Cristo nos rituais da Liturgia: na transubstanciação do pão e do vinho, na Palavra de Deus que nos é revelada. Um outro caminho se dá pela escuta atenta da presença de Deus. Quando alguém fala, reconheço a sua pessoa. Quando Deus fala, eu reconheço a sua presença e o seu ser. A Bíblia nos recorda que Deus nos fala e se dirige a nós pessoalmente. A leitura orante da Bíblia nos revela que não entramos em contato somente com um texto, é o próprio Deus que penetra o meu ser e me ajuda a transformá-lo. Os grandes místicos diziam que Deus está no mais íntimo do nosso ser. Santa Teresa se refere a este lugar como um quarto do castelo da alma. Cada um tem este lugar, é um lugar secreto onde os pensamentos, os sentimentos não podem entrar; ali também não entra as expectativas e as pretensões do ser humano, bem como suas sentenças e juízos. Neste lugar podemos ser nós mesmos, nossos medos e preocupações não podem entrar. Ali ninguém pode nos ferir. É neste lugar que Deus vive em mim. O Espírito age em nós e nos estimula a percorrer este caminho místico. Viver a espiritualidade no cotidiano é buscar e encontrar esta fonte do Espírito que dá sentido às nossas vidas.

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PARA SEMPRE

A EXPERIÊNCIA DO NAMORO E A ACOLHIDA AO SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO ReAll Image Studio (@reallimage)

“O desejo de família permanece vivo, especialmente entre os jovens, e isto incentiva a Igreja. Como resposta a este anseio, o anúncio cristão sobre a família é verdadeiramente uma boa notícia”. Esse texto contido na introdução da Exortação Apostólica Amoris Lætitia, do Papa Francisco, “Sobre o amor na família”, denota perfeitamente o sentimento daqueles que se preparam para receber o Sacramento do Matrimônio. A caminhada para alcançar esse Sacramento já se realiza no itinerário de amor vivido cotidianamente pelos noivos, que fazem a experiência do namoro, mas que querem se comprometer mais e decidem mergulhar na essência do mistério do Matrimônio para compreender como “dos dois esposos, Deus faz uma só existência” (Papa Francisco, Catequese – abril de 2014). O caminho rumo ao altar está sendo percorrido por inúmeros noivos que participam da nova modalidade de encontros de prepara- João Vitor e Bruna caminham para o Matrimônio, em maio do ano que vem ção para o Matrimônio na Diocese de Toledo. E muitos estão nio, no dia 6 de maio de 2023, na Igreja iniciando esse processo, como é o caso Menino Deus (Toledo). Até lá, seguem na solidificação da certeza deste sim. dos namorados que estampam nossa João Vitor está tão cuidadoso com capa, João Vitor Beffa Belenzier, 22 anos, essa preparação que guarda as datas da Paróquia Cristo Rei (Catedral), e Bruna importantes: “Nos conhecemos na Karine Antunes, 24 anos, da Paróquia Safaculdade em 2017, quando estudávagrada Família. Os dois já estão com data mos na mesma turma. Começamos o marcada para a celebração do Matrimô6

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relacionamento no dia 30 de março de 2019 que é quando eu a pedi em namoro. Estamos namorando há 3 anos e dois meses”. A respeito do noivado, os namorados já haviam conversado algumas vezes sobre o assunto em 2021. “Vimos que temos os mesmos objetivos, pensávamos também sobre casamento e esse ano eu decidi pedir a Bruna em casamento no dia do aniversário de namoro”, conta João. “Eu achei muito legal, muito romântico. Quando noivamos, senti que o João queria mesmo que construíssemos uma família, e que ele realmente pensava no nosso futuro juntos. O noivado é um passo maior para algo mais sério, porque é para a vida toda. Temos essa visão do casamento”, acrescenta Bruna. Com esse sentimento, eles dialogaram bastante sobre o que cada um pensa sobre ter filhos, as responsabilidades do Matrimônio, entre outras situações. “É importante antes de ficar noivo e casar ter uma conversa bem séria sobre essas questões de família e religião para evitar conflitos posteriormente”, completa a noiva. Para Bruna, pensar na vida conjugal com o João Vitor implica a certeza do amor presente no lar. Ela se imagina, depois de um dia de trabalho, chegar em casa e ter alguém que ama para


compartilhar as coisas boas ou ruins que aconteceram no dia, recebendo e oferecendo apoio. Ela tem consciência de que o Matrimônio “é para a vida toda um compromisso que assumimos juntos e diante de Deus”. “É uma das decisões mais importantes que se toma porque se trata de dizer sim a alguém que vai

compartilhar tudo da sua vida. Quando o João me pediu em casamento eu já sabia que queria casar com ele porque ao longo desse tempo pude ver o quanto ele é bom”, salienta. Por sua vez, o João imagina que a vida a dois será uma construção diária pautada no amor. Neste tema de capa da Revista Cristo Rei, no mês conhecido como o mês dos

namorados, outras histórias marcam namoros, noivados e preparações para o Matrimônio. Conhecê-las é uma forma de partilhar aquilo que estas experiências proporcionam a partir do esforço da Diocese de Toledo para que sejam Matrimônios assumidos com plena certeza, disposição, generosidade e, fundamentalmente, abertos para o amor.

Acima de tudo, o respeito na vida conjugal Depois da troca de olhares, acontece o encantamento um pelo outro. Os namorados se apaixonaram, o amor cresce e então resolvem caminhar juntos na preparação matrimonial. Mas para chegar ao Matrimônio é importante um tempo para que o casal encaminhe sua vida pautada naquilo são os ensinamentos e expressam a sacralidade do casamento. O que o mundo prega é que o namoro seja um tempo de experiência, e para experimentar tudo. “Não adianta experimentar um prato comendo todo ele”. A metáfora é lembrada pelo assessor diocesano da Pastoral Familiar, Pe. Nelton Hemkemeier, e que serve para dizer que experimentar a vida matrimonial no namoro é, em primeiro lugar, respeitar-se. “Essa é uma palavra-chave: respeitar a individualidade de cada um. O outro não está para ser um instrumento”, salienta. Pe. Nelton considera que quando, dentro do tempo do namoro, se descobre essa grandeza e se exercita o respeito, preservando-se de coisas que são próprias da vida matrimonial no exercício da sexualidade, ao respeitar o outro nessa condição, se aprende a respeitar futuramente quando surgirem as dificuldades. “A experiência do namoro é para conhecer as limitações, as dificuldades que podem haver no diálogo, no respeito, no aprender a ouvir e no perdão. Não se pode pular a etapa da preparação, do conhecer o outro, de saber como age diante de determinadas circunstâncias”, comenta. Conforme o sacerdote, a moral cristã exige que o casal viva o 6º Mandamento, ou seja, a castidade no tempo do namoro, respeitando os valores cristãos e ensinamentos recebidos. O tempo do namoro é um tempo de valorização da vida a dois. É um tempo para os noivos se conhecerem

SACRAMENTO NÃO É UM PAPEL

Pe. Nelton: “Todo Sacramento é um sinal da graça de Deus que se manifesta na vida humana”.

na personalidade de cada um, na espiritualidade, na intelectualidade. “Às vezes se conhecem na vida sexual e esquecem-se das outras, enquanto deveria ser o contrário, pois a sexualidade é um complemento dessa comunhão que o casal vai construir”, observa.

Sacramento não é um papel que os noivos vão retirar na Igreja. Todo Sacramento é um sinal da graça de Deus que se manifesta na vida humana. O Batismo, Eucaristia, Crisma, Reconciliação, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio são sinais dessa graça divina. Pe. Nelton explica que os noivos, ao irem à Igreja para receber o Sacramento do Matrimônio, abrem o coração para acolher a graça de Deus. O papel, salienta, é a coisa que menos importa. O que vale mais é que a pessoa tenha consciência de que naquele momento ela abriu o coração para receber a graça de Deus. “Quando um casal vai à Igreja para o Sacramento do Matrimônio, naquele dia, Deus concede a plenitude da sua graça para que a vida que se une seja muito mais abençoada. Nesta hora, o coração se abre para receber a totalidade da graça de Deus, por meio deste Sacramento. E quando a pessoa se abre, a vida se transforma porque acolhe a presença de Deus”, destaca.

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GERAÇÕES DA FÉ PARA SEMPRE

Vivam felizes, mas preparem-se A Igreja quer que as pessoas vivam felizes, mas que entendam o Sacramento Matrimônio. Por isso, há uma “rede de apoio”, assim chamada, para a sustentação dos noivos nessa caminhada que realizam. A Pastoral Familiar conta com o Setor Pré-matrimonial que é para responsabilizar-se pela Preparação Remota, Próxima e Imediata (saiba mais ainda nesta reportagem), que acontece desde o dia da concepção até o momento em que o casal adentra na Igreja para pedir o Sacramento do Matrimônio. A Exortação Apostólica Amoris Lætitia recorda que a comunidade cristã deve oferecer meios para preparar os noivos para a vida matrimonial. “É para que a pessoa tenha consciência dos valores cristãos e os viva em todas as etapas da sua vida. A pessoa que tem consciência disso certamente viverá um namoro responsável quando decidir se relacionar com alguém”, comenta o assessor diocesano da Pastoral Familiar. A fase mais aparente do trabalho do Setor Pré-matrimonial é a preparação dos noivos. Desde o ano 2001, a Igreja orienta que essa preparação seja feita em pequenos grupos, com quatro, cinco casais, que se reúnam em suas próprias casas para refletir temas que são importantes que o casal os conheça para que sua vida matrimonial seja verdadeiramente uma caminhada de comunhão, de realização, que busca e constrói a felicidade do casal e da família que se forma a partir do Sacramento do Matrimônio. Na Diocese de Toledo, desde 2017, está sendo feita uma tomada de consciência sobre a relevância da aplicabilidade dessa metodologia que acontece em oito encontros. “Onde é feito, os casais saem maravilhados desses encontros, pois recebem suporte para levar a sério a vida matrimonial. Como tiveram a experiência com vários casais, criam-se grupos de amizade que depois farão com que eles saibam a quem procurar para ajudar na superação das dificuldades. A Pastoral Familiar se tornar um ponto de apoio a essas pessoas”, informa Pe. Nelton. 8

Nos encontros de preparação, noivos recebem suporte para levar a sério a vida matrimonial

AS PREPARAÇÕES Para entender quando se iniciam esses momentos para o Matrimônio, Pe. Nelton explica as três fases pelas quais o casal se prepara para a vida matrimonial. “A Preparação Remota é desde o dia da concepção. Os pais vão transmitindo ao longo da vida, ao longo do desenvolvimento da pessoa, as características da vida cristã. Isso se dá pelo testemunho de vida dos pais, pelos ensinamentos religiosos que transmitem, também se dá na vida da Igreja dentro da catequese, encontros para casais a viver um namoro cristão,

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dentro de um processo de inserção na vida da comunidade cristã. A Preparação Próxima é um dos trabalhos mais evidentes da Pastoral Familiar, pois é por meio dela que consiste a preparação para o Sacramento do Matrimônio. Depois que trocaram olhares, se encantaram um pelo outro, se apaixonaram, então resolvem caminhar a dois e assim iniciam a preparação matrimonial nos encontros de noivos. Já a Preparação Imediata é a preparação para a efetiva celebração do Sacramento do Matrimônio.


As certezas e os compromissos da vida matrimonial Jean Maicon Barbian e Andressa Cristina Stassun estão em conclusão dos encontros de preparação para o Matrimônio e consideram que foi de suma importância com todo o tempo dedicado a mostrar mais a realidade da família, filhos, comportamentos, entre outros temas relevantes na vida matrimonial. “Uma preparação muito importante para ver de forma mais clara a vida de casados”, observa Jean. Bastante consciente sobre o significado deste Sacramento que busca com sua noiva, ele considera necessária a reflexão sobre o quanto os casais estão preparados para entrar na Igreja e dizer sim para o resto da vida. “É preciso estar 100% preparado para assumir o desafio de constituir família, ter filhos, questão de educação”, comenta. A Andressa também entende como muito relevante que os participantes façam a pergunta se estão realmente preparados para constituir o Matrimônio. “De todos os Andressa e Jean elogiam iniciativa dos encontros para o Matrimônio encontros, o que mais marcou é que precisamos estar preparados para gostei muito porque foi colocada com o que der e vier, como por exemplo, muita sinceridade”, pontua. quando o assunto envolve saúde. NinJean e Andressa vivem a experiguém está livre de acontecer qualquer ência do namoro há quatro anos e coisa em questão de saúde e isso tam- meio. Mas ainda crianças conviviam bém faz parte do Matrimônio, ou seja, no mesmo lugar, na comunidade de estar preparado para caminhar junto Novo Três Passos, interior de Macom o cônjuge. Foi uma questão que rechal Cândido Rondon, até que a

família se mudou e Andressa foi morar em Iguiporã. Passado um tempo, já na juventude, voltaram a se encontrar nas atividades profissionais: ele em instituição financeira e ela com a empresa da família. “Até que um dia a convidei para participar de um grupo de estudos de Produção e Logística. Passamos a nos encontrar mais vezes e trocar ideias nesse grupo de estudos. A partir daí, começamos a namorar no dia 6 de janeiro de 2018”, lembra Jean. Os pais de ambos foram muito receptivos ao namoro dos filhos e, por seus casamentos, inspiram os jovens a trilhar o mesmo caminho. “Isso é bom porque antes mesmo de namorarmos, já vem de casa o desejo de encontrar alguém que nos complete no amor para buscarmos juntos construir uma família”, diz Andressa. Essa segurança que a família ofereceu, motivou os jovens a buscar a Igreja para o Sacramento do Matrimônio. “Fomos muito bem recebidos e orientados, tanto pela secretária quanto pelo casal, Mauro e esposa Neide, que nos acolheram”, afirma Jean. No dia 6 de janeiro deste ano de 2022, Jean e Andressa noivaram. O casamento está agendado para fevereiro de 2023, na Paróquia São Luiz Gonzaga, de Pato Bragado.

“Tudo ao seu tempo” Na conclusão dos encontros de preparação para o Matrimônio, Matheus Souza Krutzsch e Daniella Fernanda Trentin Sabadini, consideram que esta foi uma experiência que vale a pena os noivos participarem. A nova metodologia adotada prevê oito encontros “que passam muito rápido”, segundo considera a jovem de 23 anos que mais gostou dos conselhos dos casais, das experiências partilhadas. “Isso é bom porque dá mais segurança para nós. Se um dia passarmos por situações como

essas, tem a quem pedir ajuda”, observa. O mesmo diz seu noivo, de 24 anos, para quem as experiências partilhadas nos encontros não estão fora da realidade de muitos casamentos. Matheus e Daniella estão com a celebração do Matrimônio marcada para o dia 4 de fevereiro do ano que vem, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Assis Chateaubriand. Os dois vêm de um namoro que completará nove anos e três meses, até o dia do casamento. Uma relação de cumplicidade que vem desde o

primeiro dia em que se viram, num jantar festivo da Padroeira da Paróquia, e que seguiu nos momentos em que passaram a se conhecer melhor, frequentando o grupo de jovens Jufec. Quando contaram para os pais sobre o namoro, receberam o apoio, e sempre declaram um para o outro o sonho de casar após concluírem a faculdade. “Tudo ao seu tempo”, diz segura a jovem Daniella. Aliás, os dois têm planejado com muita convicção e segurança o Matrimônio e a construção do lar. Em

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GERAÇÕES DA FÉ PARA SEMPRE novembro eles completarão dois anos de noivado que, por sinal, seguiu outro ritual com a colocação das alianças e um jantar para os pais. Muito organizados, Matheus e Daniella devem começar em breve a construção da casa própria que também vem de projeto sonhado igualitariamente por ambos. “Desde quando ainda estávamos no ensino médio, ele me buscava de moto para passear em frente de diversas casas. Era algo que sempre procuramos: ter a nossa casa. Falamos sobre tudo, o modelo da casa, até

Daniella e Matheus no dia do noivado

sobre o piso. Eu acho que Matrimônio é isso, uma vida a dois, parceria, gostar de estar junto, conquistar as coisas juntos, porque temos muitos sonhos”, afirma a jovem. “A Daniela é o que sempre esperei e nos damos muito bem. Quando conversamos o que vamos fazer, os dois topam. Penso que para viver juntos tem que ser assim, com parceria, harmonia, e um já sabendo do jeito do outro”, pontua.

“Quando estivermos bem velhinhos, restará o diálogo” Aos 22 anos de idade, Jussara Caroline Kunzler e Davi de Lima sonham com o casamento que deverá ser realizado no dia 4 de novembro deste ano, na Paróquia São Cristóvão, em Toledo. A data está nos planos para coincidir com o dia em que iniciaram o namoro. Os dois se conheceram numa festa de jovens. Naquele primeiro mês, com o “coração batendo mais forte”, começaram a trocar conversas para marcar um encontro e se conhecerem melhor. Jussara lembra que o primeiro encontro foi marcado um mês depois. Houve sintonia naquilo que gostam de fazer e saíram para passear e se divertir. No caminho de volta, pararam para conversar mais um pouco. “Ficamos praticamente a tarde toda juntos se conhecendo”, comenta a jovem. Davi admite que é muito tímido e por pouco ficou sem aquela que mexeu com seus sentimentos. “Sou muito tímido. Ela estava quase Davi e Jussara estão em preparação para o Matrimônio desistindo pela demora, até que saímos juntos e assim já tem quatro anos que buscava para formar uma família e meio”, lembra. porque entendo que o primeiro passo é o Jussara fala que nesse tempo de Matrimônio”, afirma convicta. O mesmo namoro, amadureceu o desejo de bus- sonho é compartilhado pelo Davi. “Bem car o Sacramento do Matrimônio. “Na no comecinho planejávamos o casamenverdade, desde o início sempre foi o to. É importante ter alguém ao seu lado, 10

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e ter o compromisso, vamos dizer, “legal” perante Deus. Nós temos esse anseio de buscar as bênçãos para a nossa união”, complementa. A decisão de ir até a secretaria da Igreja para encaminhar o casamento foi conjunta. Receberam todas as orientações e em pouco tempo, em torno de dois meses aproximadamente, já integravam a turma de preparação para o Matrimônio. “Fomos muito bem recebidos, com informações muito claras e pessoas acolhedoras”, diz Jussara. Para ela, tem sido marcante conhecer a história de vida dos casais, sabendo como é o Matrimônio na vida real e não como nos filmes. “Nem tudo são flores, as turbulências acontecem e os casais passam por tudo isso”, considera. Com a participação nos encontros para o Matrimônio, o jovem diz que uma frase lhe chamou mais a atenção: “Quando estivermos bem velhinhos, restará o diálogo. Por isso, é importante sempre conversamos um com o outro, sabendo como o outro está, porque o Matrimônio é um compromisso de duas pessoas”, diz o “Davi da Jussara”, como é chamado nos encontros para o Matrimônio. “Achei bem bacana, pois a gente pertence um ao outro”, afirma.


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Corpus Christi: a celebração do dom eucarístico Os católicos já estão em ritmo de preparação para as procissões e celebrações de Corpus Christi, o que inclui a atenção e organização das equipes que retomam este ano a confecção dos tapetes para a passagem do Santíssimo Sacramento. A Solenidade é uma manifestação pública de fé na presença de Cristo no Sacramento da Eucaristia, com os fiéis caminhando, rezando e cantando nas ruas das cidades. A Eucaristia é dom total do amor de Cristo que brota da cruz. É o Sacramento da entrega, da confiança, da fidelidade que promove comunhão. É o alimento da perseverança, o impulso dos peregrinos que se colocam a caminhar com Jesus, observando seus ensinamentos mais profundos de como deve ser o comportamento humano diante das situações de fome, miséria, indiferença, egoísmo, entre outras circunstâncias e sentimentos. O texto próprio para esta Solenidade busca no Evangelho de São Lucas o apontamento desta missão enquanto cristãos católicos, participantes de uma comunidade de fé e inseridos na sociedade. Uma vez alimentados pela fé, a Eucaristia pede que os cristãos façam o mesmo que Jesus fez: alimentou o povo

O dom eucarístico que os fiéis celebram nesta Solenidade da Igreja

com esperança; acolheu as pessoas com amor, sem pré-julgamentos; promoveu a justiça trazendo para o meio aqueles marginalizados pela ganância humana e preconceitos, entre tantos outros gestos. Esta é a missão de quem se alimenta da Eucaristia: saciar a fome de paz e de justiça, a fome de caridade e de solidariedade que tanto o mundo precisa. Alimentar o irmão é partilhar a vida nas experiências do cotidiano, nas

atitudes práticas de resgate da dignidade humana. Fortalecidos com o poder da Eucaristia, o cristão é motivado a anunciar o Reino na sua casa, no seu trabalho, no ambiente em que estiver. Ser sinal, ser testemunho, ser presença cristã. Essa é uma proposta de reflexão para viver a experiência que esta Solenidade oferece aos católicos que participarão das celebrações neste dia de Corpus Christi.

Preparação para a Solenidade une fiéis É com base nesse testemunho que os fiéis de todas as idades lançam mão de sua criatividade a fim de acolher os irmãos nas celebrações desta Solenidade. Com a retomada das procissões, há um grande número de pessoas que se dedicam na confecção de tapetes variados para a passagem do Santíssimo Sacramento, desde aqueles em que é feito o uso de serragem quanto aos mais práticos em tecido. A leigas Dagma Scholl e a Olga Sabec Zanutto, da Paróquia São Cristóvão, de Toledo, estão em ritmo de reformas dos tapetes confeccionados com diversos tecidos e fuxico que 12

Stéfani, filha de Dagma, mostra o tapete “O Cordeiro”

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trazem desenhos do pão e do vinho, Eucaristia, o Cordeiro, e frases inspiradoras para a ocasião. Olga apresentou a primeira proposta de preparar a procissão a partir do envolvimento em que toda comunidade pudesse participar na confecção dos tapetes com a técnica artesanal fuxico que reaproveita retalhos de tecido e linhas em ponto-cruz. Com doações e aquisições, houve a distribuição de tecidos na porta da igreja. Foi um grande passo para a criatividade nos tapetes que ganharam formas e tamanhos e que se transformaram em obras de arte feitas por pessoas simples.


O projeto alargou horizontes e envolveu os 12 setores da comunidade paroquial que, em comunhão, se responsabilizaram por confeccionar alguns metros. Assim, a procissão se fez com a participação de cada um, resultando em mais de 700 metros de tapetes. Na retomada das procissões, os fiéis seguem para festejar esta solenidade cristã que está envolta de grande expectativa que até emociona os envolvidos na preparação, pois viveram a virtualidade Dagma e Olga com um dos primeiros tapetes em fuxico para a Solenidade dos ritos e agora reencontram a oportunidade de celebrar Como as pessoas só podiam ficar em em comunidade e caminhar com o casa, houve a decisão do padre levar o Santíssimo Sacramento em procissão Santíssimo pelas ruas. “No período de pandemia, ficamos pelos bairros ou setores da Paróquia. angustiados por conta das restrições e “Eu acompanhei todo o trajeto. Vi a por saber da importância desta procis- emoção muito forte das pessoas”, são para a comunidade”, revela Olga. destaca Olga.

Em cada rua que o Santíssimo passava, à frente das casas estavam os fiéis, prontos para a adoração. “A emoção das pessoas, ajoelhadas à beira da rua, enquanto o Santíssimo passava, foi uma das experiências mais fortes que eu tive. Víamos as pessoas emocionadas e não tinha como ser diferente conosco”, acrescenta. Nesta volta das procissões, Olga acredita que o olhar para a fé e a Eucaristia está diferente. “As pessoas estão transformadas interiormente”, considera. “Corpus Christi é uma festa real. Tivemos os milagres eucarísticos de Lanciano e a ciência não explica. Precisamos conhecer e aumentar a fé que os milagres de transformação da nossa comunidade vão acontecer”, salienta.

“Dai-lhes vós mesmos de comer” Na Paróquia São Cristóvão foi desenas pessoas pediam um, dois e até dez. volvido esse costume de que a procis“Tinha crianças que traziam o alimento são de Corpus Christi seja também um e elas colocavam na procissão”. Desta momento oportuno para contribuições forma, uma fita colorida costurada num que visem saciar a fome de muitos que fuxico passou a representar um quilo passam por dificuldades de garantir de alimento. A amiga Ana Pasqualli e seu próprio sustento. Tanto que na muitas outras senhoras que tinham celebração anterior a Corpus Christi, o mesmo sentimento de ajudar, passerão distribuídos um ponto de fuxico saram a se envolver e o gesto se mulcom uma fita colorida para retornar na tiplicou. “Eu vi o quanto isso ajudava procissão com um quilo de alimento. essas senhoras e também os senhores A Dagma lembra que essa inspiração que fizeram suas doações com tanto veio de uma reflexão que ela fez a partir do canto entoado na missa: “Dai-lhes vós mesmo de comer, que o milagre vai acontecer”. Ela teve a ideia de costurar fitas coloridas nos fuxicos em busca de doações de alimentos. Para isso, de casa em casa entregou o enfeite pronto, simbolizando um convite aos moradores visando contribuir com as doações. Assim, Doação de alimentos acontece na celebração

carinho. Eles se sentiram parte de uma prática de fé a partir de Corpus Christi. Isso foi muito importante para todos nós”, comenta.

A Eucaristia é a fonte para inspirar o testemunho

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Arte e testemunho para a procissão

Dulce, Maria José, Célia e Zenilde mostram um dos trabalhos para a procissão

Na Paróquia Sagrada Família, de Toledo, mais uma preparação está acontecendo com o envolvimento das pastorais e movimentos. Dentre elas está o grupo do Apostolado da Oração, com a Dulce, Célia, Zenilde e Maria José. A Zenilde abriu as portas da sua casa para

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Roseni: “As pinturas da procissão nos fazem entender que Deus está conosco”

mostrar os tapetes que estão prontos e outros que recebem alguns reparos. Na visita, as amigas fizeram questão de mostrar aquele que tem as imagens do Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria. Alguns tapetes que serão levados para a procissão somam

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34 metros e muitos deles foram feitos com o auxílio de dez participantes. Segundo a Dulce, “dá bastante serviço, mas a gente faz com muito amor”. Dentre os tapetes que elas mostram, outro chama a atenção por trazer a imagem da Sagrada Família, padroeira da


Tapete para a procissão com a imagem da Padroeira

Paróquia. Essa imagem é uma pintura em tecido feita pela Roseni Pereira, que faz parte do Apostolado da Oração, Movimento Eucarístico Jovem e Ministra Auxiliar da Comunidade. Ela fez essa pintura

atendendo a um pedido do pároco que indicou a reforma de alguns tapetes para a procissão. Os primeiros traços foram acompanhados pela professora de pintura Vanderlice da Cruz, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Ouro Verde do Oeste. Ela ministrava cursos em Toledo, e a Roseni foi sua aluna. “Eu me dispus a fazer essa pintura com as ‘meninas’ do Apostolado. Foi uma experiência muito boa. Levei cerca de 15 dias. Comecei a fazer em duas aulas durante o curso e o restante em casa, quase todos os dias, devagarinho e com paciência”, diz. Para Roseni, pintar é uma terapia que indica para todas as pessoas. Ela mesma começou na arte para ‘ocupar a cabeça’ e agora já tem alunas. Roseni se sente feliz pelas pinturas da Sagrada Família e do Bom Pastor estarem na composição para a procissão de Corpus Christi. “Eu pintei porque tínhamos que renovar tapetes, mas quando você olha que as pessoas

Arte do fuxico com frase bíblica: “Eu sou o Pão da Vida” (Jo 6,35)

estão tendo uma experiência é gratificante. Não é só uma imagem que está pintada no tecido, mas é a expressão de Jesus que caminha conosco naquela procissão. As pinturas nos fazem entender que Deus está conosco”, salienta.

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Seminário São Cura d’Ars abre comemorações pelos seus 40 anos

Um seminário é um lugar de discernimento, um ambiente em que se tem inúmeras atividades corriqueiras de uma casa – só que em tamanho maior – e com pessoas vindas de diversos lugares e que passam a formar uma família. Neste lugar, o adolescente ou jovem é convidado a romper com o individualismo, contemplar e praticar o amor cristão. Quem visita o Seminário São Cura d’Ars, em Quatro Pontes, nem imagina a quantidade de histórias já escritas nesta casa de formação diocesana por força da providência de Deus. Em 40 anos, o Seminário já foi responsável pela formação humana e cristã de aproximadamente 550 adolescentes e jovens, sob os cuidados de 15 formadores (reitores e diretores espirituais) que exerceram seu ministério nesta função e contaram com ajuda de mais de 100 colaboradores leigos e consagrados. Isso, sem mensu16

rar os milhares de adolescentes que já promover oportunidades de alegria, de participaram de encontros vocacionais. recordação da história e celebração do Para marcar essa data representativa dom da vocação. na história vocacional da Diocese de O Seminário São Cura d’Ars, de QuaToledo, está sendo aberta neste mês de tro Pontes, completará seus 40 anos no junho uma série de atividades que visam dia 13 de fevereiro de 2023. Portanto, fortalecer os laços de fraternidade entre famílias e amigos que apoiam e incentivam as vocações sacerdotais. Uma missa e um Show Vocacional dão início a essas festividades de expressão no dia 4 deste mês de junho. Mas este é só o momento da largada de uma programação que tem por objetivo Seminaristas menores são acolhidos anualmente na casa de formação

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Celebrações no cotidiano do Seminário em ação de graças

a partir de agora até o próximo ano, haverá vários momentos para que os seminaristas da Diocese de Toledo estejam presentes nas comunidades,

Celebrações no cotidiano do Seminário em ação de graças

celebrando as vocações, bem como possam ser partilhados os testemunhos vocacionais daqueles que um dia passaram pela casa de formação.

Uma obra de Deus O reitor do seminário, Pe. Marcelo Ribeiro da Silva, salienta que dentre as principais motivações para esta comemoração, uma se destaca: “O primeiro aspecto é tomar consciência que este Seminário é uma obra de Deus. Revisitamos essa história para tomar consciência de quem somos hoje. O seminário é uma obra que perdura no tempo, é uma obra de referência para a Igreja quando se trata de um ambiente saudável para as vocações”. Ele sustenta que esta é uma obra consolidada que vai respondendo às necessidades dos tempos. Ainda mais quando se observam gerações muito diferentes que já passaram pela casa. “Quando vejo as fotos ou os arquivos do que era tratado e como eram as pessoas, vamos percebendo uma mudança geracional em um período tão curto de tempo. Retomar essa história nos ajuda a ter consciência da importância de termos um projeto formativo que seja capaz de ajudar com que esses adolescentes e jovens de hoje possam dar respostas consistentes à sua vocação”, afirma. Outro aspecto que fundamenta essas comemorações, segundo o reitor, é o ideal do Seminário para hoje e para o futuro, ou seja, de que modo

o Seminário quer abraçar o futuro e ser um sinal de esperança na Diocese de Toledo. A resposta vem no slogan comemorativo: “Seminário São Cura d’Ars: formando homens livres e misericordiosos para o pastoreio na Diocese de Toledo”. Aqui cabe uma explicação sobre a expressão “formar homens livres” associada ao princípio da misericórdia, que Pe. Marcelo faz questão de detalhar: “Implica em formar homens que se respeitem, que cultivem uma experiência saudável de si, que lhes façam capazes de serem livres. Aqui entra o trabalho do Seminário que deve ser uma atividade integradora onde o resultado seja a construção de homens que tenham liberdade interior para responder o Senhor”, detalha Pe. Marcelo. Ao mesmo tempo, essa formação de “homens livres” deve contribuir para que sejam misericordiosos. É o sentido de que tenham ternura pelas pessoas. Para Pe. Marcelo, “não há outro meio de salvar as pessoas senão pelo amor e misericórdia”. “Esse é o nosso ideal. Já temos esse ideal, mas queremos torná-lo visível esse ano. O sentimento que condensa a formação é a misericórdia, a liberdade interna, para o pastoreio na Diocese”, complementa.

Atividades programadas O Seminário São Cura d’Ars, de Quatro Pontes, alcança seu 40º aniversário com uma proposta de recuperar sua história, contemplando alguns testemunhos daqueles que passaram pela casa de formação ou acompanharam esse processo junto aos seminaristas. Por isso mesmo está sendo realizada a coleta de dados para esta finalidade, além do show de lançamento, apresentação de um vídeo institucional e, é claro, as celebrações em ação de graças. Mas além disso, Pe. Marcelo quer integrar outra proposta nestas comemorações que é a realização do 1º Encontro Diocesano de Acólitos e Coroinhas, com a previsão de que seja realizado no ambiente do Seminário. A iniciativa quer indicar que, para responder aos questionamentos de hoje, o Seminário precisa ser um centro vocacional onde os adolescentes e jovens das 31 paróquias da Diocese de Toledo possam visitar e conhecer. “Essa frente de aproximar os adolescentes e jovens é a nossa missão”, diz. Por sua vez, em 2023, na celebração dos 40 anos, a meta é fazer uma homenagem à primeira turma de seminaristas e recordar o primeiro dia em que foram acolhidos neste espaço de formação diocesano. Esse clima de alegria e expectativa ganhará uma forte atenção no ano que vem, ainda mais porque a Igreja no Brasil anuncia o 3º Ano Vocacional. Portanto, espera-se muita coisa boa pela frente. É só acompanhar os anúncios e participar das programações. Ano XXVI - nº 281 - Junho de 2022

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Formosa do Oeste prepara Festa em honra ao Padroeiro Santo Antônio A Paróquia Santo Antônio, de Formosa do Oeste, realiza a tradicional Festa em honra ao Padroeiro da comunidade, com celebrações religiosas e festivas. Elas acontecem do dia 10 ao dia 13 deste mês de junho. O objetivo da festa é aumentar e cultivar a devoção a Santo Antônio, agradecendo pela sua proteção e também a Imagem do padroeiro percorre o comércio em Formosa confraternização entre a comunidade. do Oeste Com dedicação e entusiasmo, a programação religiosa já iniciou no mês de maio com a trezena de Santo Antônio, visita da imagem peregrina do Padroeiro nas capelas e também com bênção do comércio. O pároco, Pe. Ricardo Pioner, acompanhado por uma equipe visitou cinco empresas por dia, levando a imagem do Padroeiro e dando a bênção em cada Empresas recebem a imagem do padroeiro para uma oração local de trabalho, fortalecendo a fé e a propagação da devoção a Santo Antônio. Durante o Tríduo na Matriz a comunidade terá como gesto solidário a doação Deus! Confiemos na vida inspirada e inspiradora do amigo fiel de Jesus, Santo de alimentos e fraldas para o Auxílio Fraterno. No final de cada celebração do Antônio, que roga por todos nós, para Tríduo, serão distribuídos os “pãezinhos que tenhamos sempre novo ânimo. A de Santo Antônio”. O Pregador do Evan- oração vai mais longe que nosso alcance. gelho era conhecido como Antônio dos Prontos para servir! Viva Santo Antônio”, Devotos solicitaram peregrinação da imagem do Papobres que distribuía o “Pão do Céu”. Ele incentiva o pároco. droeiro sempre se compadecia dos mais necessitados Tradicional fogueira fará e distribuía pão para parte da programação da quem tinha fome. Nunfesta popular ca faltava o pão. Dia 10/06 Na segunda-feira dia 21h – Trio de Ouro – Salão da Matriz 13, além da Missa FesDia 11/06 tiva haverá uma carre22h – Fernando e Fael – Praça da Matriz ata levando a imagem Dia 12/06 do Santo pelas ruas da 11h30 – Almoço festivo cidade e, logo após, a 14h – Leilão de gado bênção dos carros. 16h30 – Ação entre amigos da comunidade As equipes de tra20h – Queima da fogueira e show pirotécnico Dia 10/06 (1º dia do Tríduo) balho da comunidade 21h – Matheus Oliani – Praça da Matriz Missa às 19h30. Convite especial aos comerciantes se sentem incentivaDia 13/06 das pelo Pe. Ricardo Dia 11/06 (2º dia do Tríduo) Missa solene em honra ao Padroeiro, às 8h30 junto com a Equipe Missa às 19h30. Convite especial aos agricultores Carreata, às 9h. Bênção dos carros na chegada Econômica e as pasDia 12/06 (3º dia do Tríduo) Distribuição dos “Pãezinhos de Santo Antônio” torais. “Bendito seja Missa às 8h30

Programação Festiva

Programação Religiosa

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Diocese de Toledo completa seus 63 anos Neste dia 20 de junho, a Diocese de Toledo completa seus 63 anos. É um aniversário, é uma comemoração, mas acima de tudo é a prova irrefutável de que a Eucaristia alimentou os primeiros que aqui chegaram e continua alimentando os fiéis em sua missão. Abrir o álbum e encontrar imagens da época em que o processo de colonização acontecia, só faz recordar o quanto a solidariedade gravitou entre as pessoas que se organizaram nas construções das primeiras casas e na acolhida de quem chegava cheio de esperança com a nova vida na região ainda inóspita. A Diocese de Toledo se fez pelo seguimento de Cristo. Esta Igreja particular de Toledo construiu, no decorrer dos anos, sob a coordenação e liderança administrativa e espiritual de seus pastores, bem como do testemunho de religiosos e religiosas, da atuação de leigos e leigas e todo o povo de Deus,uma história que enche a todos de alegria. Esta data é também razão de um profundo e sincero agradecimento a Deus, por tantas graças alcançadas que são visíveis na existência das pastorais e movimentos e nas atitudes e gestos de bondade e misericórdia perante quem mais precisa. Os anos passam, as cidades crescem

Discurso do Pe. Antonio Patuí perante autoridades da época

e seus desafios acompanham. O que fica como essência é que o povo precisa do pão eucarístico para crescer no amor e para se tornar testemunha autêntica do Evangelho. A mensagem que esta data transmite a todos que aqui vivem, reunidos em 31 paróquias, uma quase-paróquia e as centenas de capelas, é que a caminhada deve continuar, mas sempre partindo de Cristo.

Chegada de D. Armando Círio para sua posse em setembro de 1960

Óbolo de São Pedro No dia 3 de julho, a Igreja celebrará a Solenidade de São Pedro e São Paulo. Na mesma ocasião litúrgica, o calendário marca o Dia do Papa. Segundo informa o Diretório Litúrgico da Igreja no Brasil, nesta data, por determinação da VII Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acontece essa comemoração “com pregações e orações que traduzam o amor, veneração, respeito e obediência ao Vigário de Cristo na terra, Cabeça da Santa Igreja universal, e com piedosas e generosas ofertas para o Óbolo de São Pedro”. Cabe, então, esclarecer o que é este Óbolo. O Vaticano explica em seu site que esta é uma “ajuda econômica que os fiéis oferecem ao Santo Padre, como

sinal de adesão à solicitude do Sucessor de Pedro relativamente às múltiplas carências da Igreja universal e às obras de caridade em favor dos mais necessitados”. E acrescenta a informação de que “as ofertas que os fiéis dão ao Santo Padre destinam-se às obras eclesiais, às

iniciativas humanitárias e de promoção social, e também para a sustentação das atividades da Santa Sé. E o Papa, enquanto Pastor da Igreja inteira, preocupa-se também com as necessidades materiais de dioceses pobres, institutos religiosos e fiéis em graves dificuldades (pobres, crianças, idosos, marginalizados, vítimas de guerras e desastres naturais; ajudas particulares a Bispos ou Dioceses em necessidade, educação católica, ajuda a refugiados e migrantes, entre outras circunstâncias”. Deste modo, em todas as 31 paróquias e uma quase-paróquia e suas respectivas capelas da Diocese de Toledo, será realizada a coleta no final de semana dos dias 2 e 3 julho.

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Devoção a Santa Rita de Cássia ecoa na Diocese A fervorosa devoção à Santa das Causas Impossíveis levou grande número de pessoas à participação na celebração eucarística, com o rito de bênção das rosas, na Paróquia Santa Rita de Cássia, em Toledo, neste último dia 22 de maio. A tradicional carreata passou pelas duas capelas da comunidade paroquial até a Igreja Matriz, onde os devotos levantaram as suas rosas para acolher a imagem da Padroeira. O templo ficou pequeno e muitas pessoas permaneceram em pé durante toda a missa. Ao final, o pároco, Pe. Marcos Denck da Silva, acolheu cinco mulheres que passam a integrar o grupo de ritianas – devotas de Santa Rita de Cássia – que se reúne para orações. Na ocasião, ele agradeceu a todos que participaram da quinzena e do Tríduo em preparação para a festa. Lembrou do testemunho de amor a Cristo que Rita vivenciou na sua trajetória terrena e indicou que os fiéis busquem, no exemplo de Santa Rita, a perseverança para sua fidelidade ao Senhor e testemunhem o Salvador com suas vidas.

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Um caminho de santidade acessível a todos Entre capelas e igrejas dedicadas a Santa das Causas Impossíveis, a Associação e Oficinas de Caridade Santa Rita de Cássia reuniu devotos em celebração no Seminário Santa Mônica, em Toledo, mantido pela Ordem dos Agostinianos Descalços (OAD). No Salão “Santa Rita” foram realizadas a quinzena e o tríduo em preparação ao dia da Padroeira. E na data de sua memória (22/05), quatro missas ocorreram naquele ambiente, dedicadas aos idosos, crianças, enfermos e ao público em geral. O tempo colaborou e num clima bastante agradável o Coral entoou os cantos que animaram as missas, sendo uma delas presidida pelo Frei Getúlio Freire Pereira, e co-

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-celebrada por Frei Claudimir Falkowski. Além de lembrar a biografia, ele sustentou que todo o caminho de santidade percorrido por Santa Rita teve Jesus como sua fonte motivadora, como não poderia ser diferente, o que também deve ser visto e assumido por todos os devotos. Na conclusão da celebração, a Associação e Oficinas de Caridade de Santa Rita recebeu uma nova integrante.

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Formação de catequistas para o serviço junto às pessoas com deficiência A Animação Bíblico-catequética, da Diocese de Toledo, está empenhada em oferecer formação, dialogar e promover a reflexão sobre o atendimento catequético voltado às pessoas com deficiência. Atividades e oficinas práticas integram a proposta formativa voltada aos catequistas que acontecem nos Decanatos. No mais recente encontro, realizado para catequistas do Decanato Rondon, realizado na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Marechal Cândido Rondon, no dia 14 de maio último, a Equipe da Catequese Junto às Pessoas com Deficiência levou o tema “A pedagogia de Jesus como inspiração para a Catequese junto às pessoas com deficiência”, com assessoria de Sandra Salete Neuberger Dorner. Os participantes acompanharam a palestra e realizaram cinco oficinas, uma para cada etapa da Catequese com crianças e adolescentes envolvendo catequistas de cada etapa do itinerário Eucarístico I, II e III e Crismal I e II. Tendo participado desta forma-

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ção, a proposta é que estes catequistas realizem novas oficinas em suas Paróquias para disseminar esse conhecimento.

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Crianças e adolescentes contribuem para construção de escola na África Um gesto simples de crianças e adolescentes se multiplicou na Diocese de Toledo e faz florescer a possibilidade de que seus irmãozinhos e irmãzinhas de Guiné-Bissau, na África, recebam a educação formal com princípios cristãos. Lá do outro lado do Atlântico, acontece a Missão Católica São Paulo VI – organizada pela Igreja no Paraná – onde se realiza a construção de uma escola. E esta unidade escolar tem promovido a comunhão de incontável número de colaboradores, voluntários e doadores a este projeto missionário. Após uma ampla mobilização iniciada ainda em outubro do ano passado (Mês Missionário) e concluída neste recente Tempo Quaresmal, está efetivado o repasse de R$ 32.068,25 para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – Conselho Episcopal Regional Sul 2. O montante financeiro é o gesto concreto da conscientização e participação da Catequese, Infância e Adolescência Missionária (IAM), Juventude e Conselho Missionário Diocesano (Comidi). Esse recurso financeiro se confirmou pelas doações espontâneas a partir de R$ 1,00 cujo montante simboliza a expressão de fé e missionaridade importante para revelar que por menor que seja a contribuição, se ela for feita de maneira livre e consciente, é capaz de gerar efeitos positivos para uma realidade desafiadora como é a de Quebo, na Guiné-Bissau.

Missão Católica São Paulo VI

Primeiros momentos de aulas na escola em Guiné-Bissau

“É uma simples contribuição que fará a diferença e um valor muito significativo para aqueles que recebem por meio deste gesto missionário da Diocese de Toledo”, comenta o coordenador diocesano da Animação Bíblico-catequética, Fernando da Rocha.

Obra Hogares Nuevos promove encontro para casais O Seminário Santa Mônica, da Ordem dos Agostinianos Descalços (OAD), em Toledo, recebe nos dias 11 e 12 deste mês de junho, o 2° Encontro de Matrimônios do Movimento Hogares Nuevos no Brasil. Este é um movimento de fiéis católicos que tem por carisma a atenção voltada aos casais. O objetivo é que cada participante se encontre consigo mesmo, descobrindo que foi Participantes do primeiro encontro brasileiro realizado na Diocese chamado à felicidade por Deus, de Toledo em 2020 e que se encontre mais profunjetivo é que a família busque conviver damente com o Matrimônio, crescendo bem e que encontre um clima de amor em sua comunhão conjugal. Além disso, e diálogo entre os esposos e estes que valorizem a fertilidade natural e a com seus filhos, com mútuo respeito”, fecundidade do amor; que assuma a salienta José Luiz Simon, que atua na família como igreja doméstica e que organização do encontro. A Obra Hogadescubra a missão à vocação matrimores Nuevos anuncia a boa nova sobre o nial perante a sociedade e Igreja, por Matrimônio e a família, e juntos anunmeio do compromisso apostólico. ciam que Cristo vive na família desde a “Hogares Nuevos – Obra de Cristo realidade do Sacramento. é um movimento onde o principal ob28

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Saiba mais A Obra Hogares Nuevos (na tradução livre “Casas novas”) completa 40 anos em 8 de outubro, pautada no lema “Com São João Paulo II, 40 anos cultivando o amor na família”. Ela começou por iniciativa do sacerdote argentino, Pe. Ricardo Facci, em 24 de outubro de 1982, através do trabalho de evangelização com os casais, na cidade de Rufino, em Santa Fé (Argentina). A Obra, reconhecida em 2008 como associação internacional de fiéis, surgiu da escuta atenta de um sinal dos tempos muito específico e inspirada na Exortação Apostólica Familiaris Consortio (Sobre a função da família cristã no mundo de hoje), de 1981.


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Festejamos os 43 anos do Seminário Maria Mãe da Igreja Unidade, partilha e comunhão marcaram as comemorações pelos 43 anos do Seminário Maria Mãe da Igreja (1º/05), com programação religiosa e festiva acolhida na Paróquia São Cristóvão, em Toledo. A “casa” do padroeiro dos motoristas recebeu a tradicional festa que reuniu famílias, grupos de amigos, membros de pastorais e movimentos para uma grande confraternização. Entre os benfeitores que não puderam estar presentes e o público participante, ficou demonstrada a mensagem de incentivo às vocações. Na forma de serviço, um “batalhão” de voluntários colaborou intensamente na missa, bem como na preparação dos festejos, vendas dos kits, organização do ambiente, serviço de cozinha e recepção, além dos assadores dos costelões que capricharam mais uma vez. A celebração eucarística foi presidida pelo bispo diocesano, D. João Carlos Seneme, e co-celebrada pelo reitor do Seminário Maria Mãe da Igreja, Pe. Juarez Pereira de Oliveira,

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pelo orientador espiritual, Pe. Lucas Sebastião Schwarz, pelo reitor do Seminário Menor São Cura d’Ars, Pe. Mar-

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celo Ribeiro da Silva. Por tudo o que foi realizado, prevaleceu o sentimento de gratidão aos envolvidos.


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Espiritualidade Bíblica abre caminhos para vivência de fé comunitária De tempos em tempos, um carro, de Deus. “Nosso uma máquina, um telhado, uma casa, mundo está cada entre tantos objetos precisam de ma- vez mais exigennutenção. É o aperto no parafuso, um te e a vida tem óleo para lubrificar, uma pintura geral s e u s d e s a f i o s . e por aí vai. O ser humano também Essa experiência precisa desse momento, e pouco tem de espiritualidafeito pela sua própria “manutenção”. de, cultivada de Como resultado, parecem surgir diversas formas, situações diversas que resultam em é sumamente imconflitos desnecessários. portante para busPara realizar uma boa caminhada carmos cada vez de fé e esperança, visando o forta- mais equilíbrio”, lecimento desta identidade como salienta. irmãos e também filhos de Deus, e P e l a c o nve rmais, participantes da comunidade gência das linhas e comprometidos com seu pleno bíblica, teológica, andamento, a Paróquia Sagrado Co- humana e espiriração de Jesus, de Marechal Cândido tual, Pe. Luis ReRondon, incentivou aos seus fiéis à nato mostrou que vivência de um período diferenciado. a espiritualidade Uma “Semana de Espiritualidade”, é acessível a toconduzida pelo Pe. Luís Renato de dos e ela pode se Oliveira, jesuíta do Mosteiro de Itaici realizar por meio (SP), movimentou as comunidades das celebrações da Matriz e das capelas que percebe- eucarísticas, da ram a importância de uma pausa nas celebração da Paatividades cotidianas para dar novo lavra, da oração ânimo e encorajar a vida. do Terço e noveO sacerdote atendeu convite do nas, entre outras pároco, Pe. Sérgio Augusto Rodri- várias maneiras. gues, que apresentou a proposta de desenvolver essa atividade como parte das comemorações dos 60 anos de criação da Paróquia. No programa do evento, pela manhã Pe. Luis Renato atendia individualmente confissões e orientação espiritual na secretaria paroquial; seguida pela tarde com o encaminhamento de alguns materiais e, em cada noite, promovia a experiência de oração a partir da Palavra Capelas se envolveram na programação 32

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Celebrações levaram fiéis a pensar sobre a prática da fé

A Leitura Orante da Palavra de Deus, por exemplo, fundamentou as atividades na Semana de Espiritualidade. “Nosso dia tem 24 horas e às vezes é pouco para tantas tarefas que temos pela frente, como trabalho, atividades, família, entre outras situações. Então, mostramos que é possível uma parada, seja no início do dia ou no final do dia, onde a pessoa, se colocando


Pe. Luís Renato orienta fiéis na Semana de Espiritualidade

Na leitura da Palavra, a interiorização do Evangelho na vida

Fiéis participam das orações

na presença de Deus, a partir do Evangelho de cada dia, reza a sua vida. Isso significa perguntar-se como estou vivendo, como estão meus relacionamentos, a vida de família, a vida profissional, a participação na comunidade de fé e na sociedade. Esse cultivo cotidiano é possível e mi-

Apresentação objetiva sobre a espiritualidade na vida comunitária

Apresentação do Evangeliário para a reflexão com a comunidade

Tarde de espiritualidade com a comunidade da Matriz

lhares de pessoas estão descobrindo a beleza da Leitura Orante da Palavra de Deus”, sublinha. Para ele, a presença dos fiéis nesse período intenso de convívio com a Palavra de Deus restou como mensagem que este é um povo muito acolhedor e cheio de fé. “Embora tenha

visto culturas diferentes, todos têm algo em comum: uma sede de Deus. Por essa dimensão da acolhida, vivemos uma experiência muito rica tanto na Matriz quando nos bairros, nas pequenas comunidades. Isso mostrou uma Igreja viva e comprometida com a vida”, conclui.

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Escola para novos Ministros Auxiliares da Comunidade avança no cronograma Está avançando a formação dos candidatos a novos Ministros Auxiliares da Comunidade (MAC) que vão atuar nas Paróquias da Diocese de Toledo. A escola de formação é oferecida anualmente como uma oportunidade para que mais leigos possam ser inseridos na caminhada da comunidade com funções específicas, sobretudo em auxílio ao sacerdote. A Igreja precisa de leigos preparados ao exercício deste ministério não ordenado para levar a Palavra, acompanhar os doentes e ser apoio nas situações de limite da vida. A terceira etapa de formação será nos dias 11 e 12 deste mês de junho e praticamente entra na metade das atividades previstas. Logo em seguida, restarão três etapas, a serem realizadas em julho, setembro e outubro. A programação prevê que no 18 de novembro seja realizada a Celebração de Envio e concessão de mandato de MAC pelo bispo diocesano.

Instruções sobre as exéquias são acompanhados na etapa formativa

Em maio, a tanatóloga Sônia Sirtoli Färber, desenvolveu o tema “Tanatologia e Celebração de Exéquias”

Tanatologia: um tema relevante na atuação dos MAC

Escola de MAC é oportunidade para atuação dos leigos

Participantes atentos ao tema da etapa

Questionamentos são esclarecidos durante Escola de formação

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Leigos e leigas provêm de diversas paróquias


EFV

Amar os pobres, não a pobreza! O título deste artigo, amigo leitor, foi escolhido propositalmente para gerar desconforto. Se você começa a ler o texto com este sentimento, o nosso objetivo preliminar de hoje, foi atingido (risos). Já se faz necessário lapidar o título antes mesmo de seguir com o desenvolvimento da proposta. O façamos, pois: “Amar os pobres, não a pobreza material”. Este acréscimo é necessário para que não firamos o ensinamento de nossa Santa Mãe, a Igreja, a respeito do sentido espiritual da pobreza, que nas atitudes do próprio Cristo é caminho para a verdadeira salvação (cf. 2Cor 8,9). Fazer-se pobre, humilde, dando aos bens materiais a importância que eles merecem é condição básica para o ser cristão. Pronto! Agora polidos em nosso cabeçalho e título temos condições de aprofundar o real sentido desta publicação: destacar o amor desmedido que se deve ter pelos pobres, um amor que inclui e deseja que estes pobres tenham as mesmas condições de vida que temos ou queremos e que vai além de simplesmente praticar assistencialismo diante de necessidades pontuais, algo muito necessário, diga-se de passagem, pois é impossível “mostrar Deus a quem geme de fome”. Como esta é uma coluna que trata de finanças e espiritualidade, não há de se estranhar que dentro deste contexto a pobreza que maltrata, segrega e exclui deva ser vista como inimiga a ser combatida. Independente de qual seja o saldo

“Amar o pobre” vai além de uma ação pontual. Implica atuar no resgate da sua dignidade humana

de nossa conta bancária hoje, ou se pelos padrões internacionais possamos ser reconhecidos como ricos ou pobres, o intuito da educação financeira é nos moldar culturalmente para que tenhamos um relacionamento sadio com o dinheiro para que possamos usá-lo com sabedoria e para que ele seja nosso servo e não o contrário. Enquanto não nos acostumarmos ao planejamento financeiro, mesmo que do nosso pouco, mais e mais seremos escravos de um sistema que aprisiona através de ferramentas monetárias que exploram e acentuam a situação da pobreza. Quando você se vê endividado e ainda assim recorre a mais dívidas para realizar algum sonho de consumo, não se culpe sozinho por essa atitude. Esse é um reflexo de um sistema que deseja manter a manutenção da miséria, pois essa interessa a alguns poucos

grupos privilegiados. Todos nós, os cristãos, utilizando-se dos meios possíveis, somos estimulados por meio de nosso trabalho à conquista de bens (cf. Gaudium et Spes, nº 71) e estes devem nos dar condições para fazer com que outros também os conquistem para si. É o que nos lembra o Papa Francisco ao argumentar que a propriedade privada é um direito legítimo do católico, porém não absoluto, subordinado à ideia de que todos tenham o suficiente para viver com dignidade (cf. Fratelli Tutti, nº 120). E para aqueles que deveras tenham muito, sua missão se torna ainda maior, sendo bons administradores dos bens e garantindo condições de vida digna aos que deles dependam. Do contrário, serão pobres pelo outro extremo, apegados a muitos bens e cada vez mais distantes de relações humanas sadias. Como bem lembra a frase atribuída a São Vicente de Paulo: “Não sei quem é mais carente: se o pobre que pede pão ou o rico que pede amor”. É certo que no mundo capitalista em que vivemos, a pobreza e a rique-

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EFV za tendem a coexistir, mas precisamos pensar em maneiras de tornar essa coexistência menos agressiva e violenta. Com criatividade, precisamos estimular maneiras de incluir uma economia solidária capaz de gerar vida. Se pudéssemos assim comparar, diríamos que temos um inimigo em comum: a pobreza, a este ponto já identificada por você leitor como a miséria. E esta se alimenta e cresce de diversas formas. Uma delas é a nossa ignorância quanto ao relacionamento com o dinheiro. Do nosso medo de falar dele por achar que estamos fazendo algo errado ou mesmo algo contrário à nossa fé. CONHECER A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA Elementos simples, como a busca pelo conhecimento da Doutrina Social da Igreja, podem nos ajudar a refinar nossa catequese sobre a destinação dos bens e sobre o de-

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sejo de Deus para a humanidade. Enquanto ficarmos, mesmo que inconscientemente, repetindo falácias como “os ricos não podem atingir a salvação”, “é melhor descansar em Deus, pois se Deus quiser, Ele me dá”, “o dinheiro é a raiz de todos os males” ou mesmo “dinheiro e fé não se misturam”, confirmaremos nossa carência catequética e nosso desconhecimento da fé. Uma última constatação, àqueles que este texto pareceu indigesto ou mesmo muito “apegado” às coisas terrenas, fica o convite para continuar conosco neste processo de conhecimento da fé e planejamento financeiro. Quando nos preocupamos com nossos bens, nosso futuro e as condições de vida que temos ou que podemos ter, isso demonstra simplesmente que somos ambiciosos (e está tudo bem!) e não gananciosos. Mantenhamos nossa fé viva, nossos pés galgados no chão da nossa história que inclui trabalho, esforço e

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planejamento. Que possamos, pelo nosso exemplo levar, muitos irmãos conosco neste caminho porque só assim, tudo fará sentido. Um provérbio africano muito citado sugere que para ir rápido, é melhor ir sozinho, mas para ir longe, é melhor ir acompanhado. O cantor Frejat tem uma música chamada “Amor pra recomeçar”, e é com um trecho desta canção que encerramos nosso texto deste mês com um sábio conselho: “Desejo que você ganhe dinheiro, pois é preciso viver também. E que você diga a ele, pelo menos uma vez quem é mesmo o dono de quem”. Bom planejamento para vocês leitores e lembrem-se sempre: Educação Financeira é Educação para a Vida! Ana Carolina Fernandes Alves, Augusto Martins, Jéssica de Oliveira Gomes e Pe. André Boffo Mendes Equipe EFV


Catequese

A alegria do Senhor Jesus é o novo impulso para a missão

O impulso missionário é o amor sem medidas

Celebrados os festejos que o Tempo Pascal nos oferece na Liturgia, voltamos à contemplação da vida pública de Jesus no Tempo Comum. As reflexões que fizemos neste tempo oportuno nos levaram a um encontro com aquilo que há de mais rico e essencial na nossa fé e, por conseguinte, em nós mesmos. O Tempo Pascal nos faz esse convite: voltar nosso olhar para o amor que Deus tem para cada um de nós e, por meio dele, sermos testemunhas do amor. A Divina Misericórdia, o Filho Pródigo, o Bom Pastor, o Mandamento do Amor e tantos outros ensinamentos de Jesus nos levam a um só caminho: amar, e amar sem medida. Este amor que o Senhor nos pede implica em muitas coisas, dentre elas: serviço, renúncia, vocação e chamado. Pelo nosso batismo somos chamados a viver como filhos de Deus neste mundo, fazendo da nossa vida serviço em prol da construção do Reino de Deus aqui na Terra. Este chamado implica numa vida de doação por amor, doação que

aprendemos observando a missão que Jesus assume e vive publicamente neste tempo santo que iniciamos. O Tempo Comum tem como objetivo principal levar cada um de nós à reflexão de pontos importantes da nossa fé, através da vivência do Evangelho no qual acompanha a vida pública de Jesus antes de sua Paixão, Morte e Ressurreição. Desse ponto de partida, a Liturgia da Igreja nos levará a percorrer um caminho de fé impelidos por aquele Espírito Santo que animou a missão de Jesus, manifesto em seu. Mas, para nossa missão de discípulos na Catequese de nossas comunidades, qual a postura que devemos adotar diante de tudo o que vivemos e celebramos até agora? Se no Tempo Pascal celebramos a graça da ressurreição em Cristo, nossa Páscoa, que redimiu a humanidade inteira de seus pecados por sua Encarnação, Paixão, Morte, Ressurreição e Ascenção e a cada domingo, nos foi dado a conhecer um pouco mais da nossa

própria identidade de fé enquanto Igreja peregrina neste mundo, conhecendo também o Senhor que caminha com seu povo e não o deixa desamparado, neste novo tempo somos convidados a fazer da nossa vida, do nosso chamado e, porque não, do nosso ministério catequético um testemunho diário do amor de Deus para com cada um de nós. Devemos lembrar que este tempo que agora celebraremos em nossa Liturgia não se iniciou agora, mas já está presente em nosso calendário litúrgico desde a Festa do Batismo do Senhor. Somos convidados, portanto, a continuar nossa caminhada de fé animados pela alegria do Senhor Ressuscitado. Esta alegria do Senhor Jesus já foi testemunhada por tantos homens e mulheres que, ao longo da história fizeram da sua vida um espelho de amor e misericórdia que vem de Deus. A esses homens e mulheres a Igreja concedeu os títulos de Santos. Pelos seus bonitos exemplos de vida. Nós também somos impelidos a

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Catequese “O trabalho missionário na Catequese deve ser conduzido por este ponto de partida: amar e amar sem distinção”.

fazer de nossas vidas um testemunho do amor e da misericórdia que vem de Deus. AMAR SEM DISTINÇÃO O trabalho missionário na Catequese deve ser conduzido por este ponto de partida: amar e amar sem distinção. Sabemos que nas dificuldades do caminho, muitas vezes, nos esquecemos da essência do amor fraternal que nos leva a viver em comunidade e a servir na messe do Senhor. Por isso, tantos são os exemplos de fé que nos são deixados. Neste mês, particularmente, celebraremos o testemunho dos Apóstolos Pedro e Paulo e também do profeta João Batista, o precursor. Homens de fé que souberam acolher o Evangelho da Salvação e fazer das suas vidas doação na construção do Reino de Deus. São João Batista, o precursor, convida-nos à conversão, a voltar nosso olhar e nosso coração para o Messias, aquele de quem não é digno de desamarrar a sandálias (Jo 1,26-27). Seu testemunho o levou a enfrentar as consequências da sua fé. Por seu testemunho, somos convidados a viver a Boa-Nova anunciada na missão. Pedro e Paulo, pilares da Igreja, nos convidam a sermos missionários

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pelo amor e doação. A Pedro foi confiada as chaves da Igreja, a fim de continuar o testemunho de Jesus Cristo e edificar sua Igreja aqui na Terra. Paulo, por meio de sua conversão e suas incansáveis viagens missionárias, levou o anúncio do Evangelho a tantos pagãos, propagando a fé e formando comunidades. Formar a Igreja de Cristo não foi missão fácil. Pelo contrário, impôs aos discípulos do primeiro tempo um amor ao serviço que superou seus medos, desafios, frustrações e perseguições. Estes exemplos nos fazem questionar: qual a dimensão do meu amor à missão que me foi confiada pelo próprio Deus? E mais, a minha missão está impelida pela alegria do Senhor Jesus, vivo e ressuscitado, ou se faz pelo simples cumprimento dos meus compromissos de fé? Este tempo santo que Igreja passa a celebrar nos faz este convite a voltarmos nosso olhar para a missão, agora impelidos pela alegria do Senhor Jesus, e no testemunho diário, buscar um encontro

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pessoal com Deus através de seu Filho Jesus. Os exemplos dos santos nos dão o direcionamento de como vivermos a alegria da ressurreição de Jesus em nossas vidas, mas a graça de bem vivê-los parte do compromisso particular de cada um de nós. Que possamos sempre lembrar que, pelo nosso santo Batismo, somos chamados a sermos profetas, sacerdotes e reis na Igreja de Cristo, sempre servindo conforme o chamado particular de cada um. Maria, mãe medianeira de todas as graças, vem em nosso auxílio e nos conduz pelo bom caminho ao encontro de Jesus. Amparados pela Palavra, pela Eucaristia e pelos testemunhos dos santos que nos são oferecidos, somos convidados a fazer da nossa vida também doação de amor e gratuidade ao Reino de Deus. Que Maria, nossa Mãe, possa interceder a seu Filho Jesus por cada um de nós, em nossa missão, em nosso trabalho, em nossa vida! Matheus Hugen Membro da Animação Bíblico-catequética da Diocese de Toledo


A Santíssima Trindade: espelho para os relacionamentos de unidade Solenidade da Santíssima Trindade | 12 de junho de 2022 Leituras: Pr 8,22-31; Sl 8; Rm 5,1-5; Jo 16,12-15 Na festa da Santíssima Trindade, a Liturgia convida todo o povo de Deus a refletir o perfil dos cristãos e a maneira de caminhar na unidade em comunidade. O grande convite é perceber as diferenças das três pessoas da Trindade e sua unidade. Os pontos de união são o amor, a graça e a comunhão, atitudes que precisam estar expressas na vivência de toda comunidade de fé. Assim, a Liturgia nos conduzirá a refletir aspectos que dão vivacidade às ações da Trindade, percebendo a sabedoria criadora de Deus e as ações do Filho, que acontecem mediante o Espírito do amor.

sárias para superar as divisões e viver na unidade dos filhos de Deus. Precisamos estar abertos ao futuro e perceber que o fim não é a morte, mas a vida que triunfa e revela que todo aquele que tem a esperança, está em paz na relação com Deus. A CONVERSÃO DAS RELAÇÕES PELO ESPÍRITO DA VERDADE

Jesus anuncia um caminho de conversão para nossa vivência de fé, buscando a experiência da unidade em meio as diferenças e divergências. Através das obras e das ações do Filho, como exemplo para a mudança de vida, acontecem as A SABEDORIA CRIADORA DO PAI transformações, que dão novo semblante as relações humanas. A primeira leitura de Provérbios nos revela a sabedoria de Por isso, o Evangelho de João mostra o essencial para que a Deus Pai, n’Ele encontramos a perfeição e unidade aconteça. Além de ver, é - Estamos vivendo nossa fé inspirados na a beleza de toda a Criação. Na sabedoria de preciso compreender para que a Deus encontramos o sentido para a nossa mudança aconteça internamenSantíssima Trindade? vida e nossa existência, pois ela sempre existe, no coração, na interioridade - Buscamos viver a unidade através do Espírito tiu e é através dela que nos vem o convite à humana. Neste sentido, é preciso do amor? conversão e mudança de vida. Ao reconhecer que tenhamos um coração aberto, - Quais as situações de não amor e não unidade a sabedoria do Pai, percebemos a grandeza capaz de acolher Jesus, que se faz em nossa comunidade? O que podemos fazer incomensurável de sua obra criadora. próximo de nós, e o seu Espírito, para transformar nossas relações em um Conhecemos através de nossa experiência capaz de revelar toda a verdade. caminho para unidade? com toda Criação as verdades das coisas e do Nós, discípulos de Cristo, comumundo. Por isso, somente conhecemos o Pai nidade de fé, recebemos o Espírito por meio de seu Filho, Jesus Cristo, o qual veio ao mundo para Santo, que nos faz entender e compreender a sabedoria da revelar a sabedoria do Pai – que é o amor infinito –, a graça e a Criação e as ações do Filho, as quais foram ensinadas pelo Pai. comunhão. Na relação das três pessoas da Trindade, revela-se Através do Espírito, somos introduzidos no indizível, que só se a sabedoria de Deus, que cria tudo pelo e para o amor, por revela através de nossas ações para com os irmãos, que estão meio do Espírito, que paira sobre as águas e de Cristo, o Verbo de acordo com o amor gerador da unidade. de Deus. São obras geradoras de vidas, as quais precisam ser Portanto, mediante o Espírito Santo, tornamo-nos templos modelos para nossas ações de cuidado para com as pessoas e vivos de Deus e por graça destinatários da salvação, que é para com a natureza, pois tudo é obra de amor. propagada em todos os tempos mediante a Palavra de Deus, pregada pela ação do Espírito. Assim, vamos convertendo os O AMOR NÃO DECEPCIONA O FILHO E NEM OS CRISTÃOS nossos olhos para ver o mundo e as relações de forma diferenNa segunda leitura, a relação geradora de unidade vai se te. Cada pessoa da Santíssima Trindade realiza a obra comum afunilando para mostrar a fecundidade do amor nas relações. segundo a sua propriedade pessoal. Todos agem segundo um Através da fé, conhecemos Deus na pessoa do Filho, que revela único e verdadeiro Espírito, estando unidos para o bem comum, profundamente esse laço de amor entre Ele e o Pai, que é o a Salvação da humanidade. Mediante o Espírito em nós, converEspírito Santo, derramado nos corações de todos os crentes. teremos nossas ações e viveremos de acordo com a unidade A comunidade de fé destinatária da salvação é aquela que do amor que gera a vida na diversidade da comunidade e não busca conhecer no Filho as expressões do amor do Pai. Cristo a destruição, o ódio e a violência. se rebaixa para glorificar a todos os seres humanos perdidos Leitura Diária no pecado. Neste ato, Jesus se faz humano como, exceto no pecado. Com isso, Ele nos revela um caminho para enfrentarDia 13 (Santo Antônio de Pádua): 1Rs 21,1-16; Sl 5; Mt 5,38-42 mos as divisões, as dificuldades, as dores e os sofrimentos de Dia 14: 1Rs 21,17-29; Sl 50; Mt 5,43-48 nosso dia a dia. Mediante o Filho, relacionamo-nos com Deus, Dia 15: 2Rs 2,1.6-14; Sl 30; Mt 6,1-6.16-18 que ama e concede força e graça a todos os seres humanos. Dia 16 (Corpus Christi): Gn 14,18-20; Sl 109; 1Cor 11,23-26; Lc 9,11b-17 Nesta relação, somos convidados, mediante a fé, a viver na Dia 17: 2Rs 11,1-4.9-18.20; Sl 131; Mt 6,19-23 esperança e no amor, que vem em socorro de todos aqueles Dia 18: 2Cr 24,17-25; Sl 88; Mt 6,24-34 que enfrentam dificuldades. Nele encontramos as forças necesAno XXVI - nº 281 - Junho de 2022

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Seguir Jesus é a expresão visível da fé 12º Domingo do Tempo Comum | 19 de junho de 2022 Leituras: Zc 12,10-11;13,1; Sl 62(63); Gl 3,26-29; Lc 9,18-24 A centralidade de nossa espiritualidade cristã é Cristo. A liturgia deste domingo nos ajuda entender como Jesus é o Messias, que quer dizer Cristo, o ungido de Deus que vem realizar as esperanças do povo eleito. Jesus fala de seu mistério pascal e nos convida a imitá-lo para sermos seus seguidores. A fé, muito mais do que um conjunto de doutrinas, é um modo de ser, um estilo de vida a ser assumido como expressão visível de que somos batizados e de que desejamos manter nossa comunhão com Deus, mesmo que isso as vezes nos custe.

Renunciar a si mesmo significa desfazer-se de toda ambição pessoal. Em outras palavras, vencer o egoísmo, o luxo e todas as formas de vaidade, assim como não deixar-se corromper pelos bens materiais. Tomar a cruz é assumir a própria história e transformá-la. Enfrentar as dificuldades com perseverança e coragem. Não deixar-se levar pelo comodismo ou pela superficialidade.

BATIZADOS PARA SER DE CRISTO E COMO CRISTO

A leitura da Carta aos Gálatas traz uma síntese iluminativa dos ensinamentos de Paulo. Ele vê o Batismo como nova PROFECIA DE ESPERANÇA EM MEIO AO SOFRIMENTO identidade. Pelo Batismo somos revestidos de Cristo, por A segunda parte do livro do profeta Zacarias, onde se isso nos tornamos cristãos e precisamos assumir uma postuencontra o texto que lemos hoje, usa uma linguagem apocara digna deste nome. Essa afirmação decorre do simbolismo líptica. Em tempos difíceis, não se pode perder a esperança da veste batismal. Este é o “uniforme da fé”: estar a serviço do em Deus. O profeta anuncia que será derramado um espírito Reino de Deus e viver a unidade no amor com todos. Somos de graça e de oração sobre os habitantes de Jerusalém. Desta a expressão visível de Cristo no mundo. forma, mediante esta ação divina concedida ao seu povo, Como consequência disso, pode-se afirmar: “Não há mais haverá importante transformação interior daqueles que judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher, pois choravam a perda de um filho único morto inocentemente. todos vós sois um só, em Jesus Cristo” (Gl 3,28). Tantas A profecia possui o horizonte da expectativa messiânica. diferenciações raciais e sociais eram comuns naquele temApesar da dor pelo assassinato de um inocente que significou po, causando discriminação e desprezo entre as pessoas. grande tristeza para o povo, haverá Paulo percebe que não tem nenhum de brotar no meio do povo uma fonsentido serem cristãos se na prática - Comparando com os tempos de Zacarias, te acessível a todos. Ela servirá para deixavam-se levar pelos mesmos quem hoje são as vítimas inocentes? Como você banhar e purificar aqueles que viviam preconceitos da sociedade de então. reage diante dessas situações? no pecado e estavam sendo infiéis a A comunidade não pode perder de - Seguir Jesus é algo exigente e com Deus. Jesus mesmo se revelará como vista a novidade cristã, o caminho consequências. De que maneira esse evangelho “fonte de água viva que jorra para a para a salvação através da compaixão, inspira você em suas decisões diárias? vida eterna”. do perdão e do amor. - O Batismo é muito mais do que um ritual. O Precisamos ser cristãos comproque estaria faltando para nós cristãos vivermos CONDIÇÕES PARA SEGUIR JESUS metidos com a “causa de Jesus” que para sermos mais autênticos e santos? é vida digna para todos. Esse caminho No Evangelho, Jesus revela sua da perfeição cristã que nos conduz identidade como Messias, o Cristo. à salvação pode significar um ideal distante e difícil de ser Mas Ele é um Messias diferente daquele esperado. Ele não praticado. Porém cremos que pela graça de Deus e a ação do vem com poder revestido de honras, mas prediz seu caminho Espírito Santo seremos capazes de trilharmos esse caminho de cruz e sua Paixão. Por fim, nos deixa um convite para que com amor e determinação. todos pudéssemos segui-lo e carregar a nossa cruz também. A pergunta que Jesus faz aos discípulos tem a função de levar seus seguidores a uma síntese daquilo que Ele é e de Leitura Diária sua missão. Na resposta dada pelo povo percebemos que ainda não haviam descoberto a identidade de Jesus: “Quem Dia 20: 2Rs 17,5-8.13-15a.18; Sl 59; Mt 7,1-5 dizem que eu sou”? A resposta de Pedro é uma profissão Dia 21 (São Luiz Gonzaga): 2Rs 19,9b-11.14-21.31-35a.36; Sl 47; que sintetiza o que Jesus realizou na Galileia, mas o silêncio Mt 7,6.12-14 recomendado indica que seu messianismo ainda não se Dia 22: 2Rs 22,8-13 – 23,1-3; Sl 118; Mt 7,15-20 realizou completamente. Dia 23 (São João Batista): Is 49,1-6; Sl 138; At 13,22-26; Jesus fala, em primeiro lugar, de si mesmo e depois coloca Lc 1,57-66.80 as exigências para quem quiser vir depois d’Ele. No Evangelho Dia 24 (Sagrado Coração de Jesus): Ez 34,11-16; Sl 22; de Lucas são enumeradas três condições para ser discípulo Rm 5,5b-11; Lc 15,3-7 de Jesus: renunciar a si mesmo, tomar diariamente a cruz e Dia 25 (Imaculado Coração de Maria): Is 61,9-11; seguir Jesus (cf. Lc 9,23) 1Sm 2,1.4-5.6-7; Lc 2,41-51 44

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Um convite a “deixar tudo” e seguir Jesus 13º Domingo do Tempo Comum | 26 de junho de 2022 Leituras: 1Rs 19,16b.19-21; Sl 15; Gl 5,1.13-18; Lc 9,51-62 A Palavra nos chama para o seguimento incondicional de Cristo. É feliz quem o segue deixando tudo, mesmo que esse tudo tenha um grande significado, como a família, o campo, a profissão, os amigos, a pátria. Porém, a opção fundamental faz tornar o chamado de Deus, o bem maior a ser assumido. É preciso ouvir e compreender, porque pode ser que não tenha outro chamado igual. Basta a prontidão para o serviço, pois Deus dá as condições necessárias para o desempenho da tarefa quando a resposta é com amor e fé.

sabiam de algumas condições para o seguimento. Sabiam, mas não praticavam. Não tendo sido bem recebidos entre os samaritanos, quiseram reagir com violência e vingança. Não levaram em conta a orientação de Jesus: “sacudir a poeira dos sapatos e ir para outras localidades”. Jesus se dirige para Jerusalém, não por uma única vez, mas seguidas vezes. Sabe-se que qualquer centro financeiro, administrativo e político religioso significa uma enorme complexidade. É exatamente nesse contexto que Jesus segue o caminho com os seus discípulos, e com quem mais quiser. O diálogo de Jesus com FÉ E CONFIANÇA NO CHAMADO os três casos de propostas de seguimento não acontece sem “Quando Jesus passar eu quero estar no meu lugar”. Bem previsão de cruz, mas é representada na renúncia, no desapego provável que o Pe. Zezinho compôs essa melodia inspirado na e na opção livre. passagem da escolha do profeta Elizeu. Uma eleição que foge O primeiro caso parece o de alguém ainda entusiasmado pelos um pouco do que era tradição, quando os profetas eram ungidiscursos de Jesus, que o alerta para o seguimento, sem condidos. Eliseu não se encontrava num ambiente destinado a cultos ções tão confortáveis como na própria casa. Provocado apenas religiosos e sim em sua função de lavrador, quando é revestido por estímulos externos e sem motivações convictas, Jesus não pelo manto dado por Isaías. o vê apto para segui-lo. Eliseu entendeu a grandiosidade da missão que pesava sobre O segundo caso mostra que para seguir Jesus exige maturiele. Provocou uma ruptura total com as suas experiências; decidade até com relação a um dado social e religioso. Na sociedade dido se prontificou ao serviço. Para marcar essa ruptura, festeja do tempo de Jesus enterrar os mortos era um ato importante, junto aos seus amigos, com a carne dos seus bois de canga, tanto que Jesus seguidamente visitava a casa de familiares assada com a madeira do arado que era instrumento do seu para consolar pela perda de alguém. Chorou por não ter ficado trabalho. Deus se manifesta em Eliseu, onde ele está e do jeito sabendo a tempo da morte do amigo Lázaro. Portanto, Jesus que é. Eis o grande motivo para tanta alegria. somente faz um alerta em: “Deixa que os mortos enterrem seus Muitas vezes, recebemos em nossos seminários jovens adulmortos”. Lucas não relata o que aconteceu depois que o moço tos, vindos de experiências profissionais e convívios familiares sepultou o seu pai. Pode ter se tornado um exímio discípulo. e sociais, que deixam tudo, sentindo o tocar O terceiro caso mais parece uma desculpa - De que maneira seguimos Jesus? para não se comprometer mesmo, como de um “manto” que os inquieta enquanto não - Tenho maturidade na fé? A quem quando alguém diz: “Logo que eu me aposenrespondem ao chamado vocacional. Não custa mencionar que São João Paulo II iniciou a sua eu sigo realmente? tar, vou ajudar na Igreja”; “Se eu ganhar mais experiência no seminário com idade de 24 anos, neste mês, vou dar uma oferta para a Pastoral - Como respondo ao serviço na quando era goleiro profissional de futebol. da Criança”; “Na igreja eu não vou não, mas vida em comunidade? não tiro o meu tercinho do bolso”. A LIBERDADE AUTÊNTICA Deus nos chama por inteiro. “Quando é teu Deus quem chaPaulo escreve aos Gálatas que vem de uma experiência de ma, meia resposta não vai valer”, canta o Pe. Zezinho. A fé não escravidão imposta pelo império romano, comunidade onde o admite condições impostas. Fé sempre nos faz olhar adiante, mercado escravo era muito valorizado. Somente ser livres de para a Jerusalém celeste em que todos caminhamos. uma servidão, não podia ser liberdade autêntica. Para o apóstolo, “livres em Cristo” implica servir com amor. A Leitura Diária liberdade cristã é um dom precioso da Graça Divina e que, muitas vezes, é invertida. Quem faz o que bem entende não é livre de Dia 27 (Nossa Senhora do Perpétuo Socorro): Am 2,6verdade, pois fica preso em suas próprias paixões e vaidades. 10.13-16; Sl 49; Mt 8,18-22 Cristo nos faz livres para a prática essencial do primeiro e maior Dia 28: Am 3,1-8 – 4,11-12; Sl 5; Mt 8,23-27 mandamento: “Amar o próximo como a si mesmo”. Essa é a nossa Dia 29: Am 5,14-15.21-24; Sl 49; Mt 8,28-34 identidade de pessoas livres em Cristo: amar e servir. Dia 30: Am 7,10-17; Sl 18; Mt 9,1-8 Dia 1/07: Am 8,4-6.9-12; Sl 118; Mt 9,9-13 NO CAMINHO JESUS FAZ O CONVITE Dia 2/07: Am 9,11-15; Sl 84; Mt 9,14-17 Tiago e João e mais alguns já eram discípulos de Jesus e Ano XXVI - nº 281 - Junho de 2022

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“Combati o bom combate” Solenidade de São Pedro e São Paulo | 3 de julho de 2022 Leituras: At 12,1-11; Sl 33; 2Tm 4,6-8.17-18; Mt 16,13-19

Jesus Cristo, ao retornar para junto de Deus Pai, confiou aos seus seguidores a missão de levar o Evangelho por toda parte do mundo, conduzidos pela ação do Espírito Santo certos de que quem crer e for batizado será salvo. Entre os primeiros cristãos, destacam-se os dois alicerces da Igreja, Pedro e Paulo, fiéis a Deus e testemunhas da verdade. Missão passada de geração em geração. Hoje compete a cada um de nós, em comunhão com Papa Francisco, darmos continuidade a essa missão. COLOCA O CINTO E CALÇA TUAS SANDÁLIAS

a importância de ficarmos aos pés do Mestre para, então, exercermos a nossa missão de batizados, conscientes de que pertencer à Igreja é algo sublime e intransferível. Muito há de ser feito, por isso precisamos de discernimento e sabedoria, para não ficarmos parados de braços cruzados apenas cobrando dos outros e nem nos sobrecarregarmos de atividades que nos esgotam, mas não são eficazes na evangelização. Assim, como São Paulo, e com o testemunho de tantas outras pessoas que souberam colocar a vida a serviço do Reino de Deus, somos também nós, convidados a avaliarmos nossa ação missionária, o tanto quanto estamos empenhados e o modo como estamos agindo, percebendo se de fato estamos no caminho certo, combatendo o bom combate, pois o tempo não para e nossa oportunidade é única.

Vivemos o encerramento da fase de escuta do Sínodo de 2023, em que nossas comunidades realizaram o processo de parar e olhar para realidade percebendo, diante das interrogações apresentadas pelo nosso Papa, o quanto estamos comprometidos com a vida da Igreja e como QUEM DIZEM OS HOMENS SER O FILHO DO HOMEM? estamos caminhando em comunhão. Alargar nossa visão e tomar consciência, a partir de nossa realidade, do que Ao celebrarmos a Solenidade de São Pedro e São Paulo, significa ser Igreja, compreendemos as a Igreja nos convida a olharmos para o - Coloco minha segurança em Deus palavras de São Pedro ao ser liberto da nosso discipulado, onde cada um, ao seu ou em meus próprios méritos? prisão: “Agora sei, de fato, que o Senhor modo, é chamado ser fiel a Palavra de - Olhando para minha história, enviou o seu anjo para me libertar do Deus e não se fechar em uma interpretasinto que estou no caminho certo, poder de Herodes” (At 12,11). Perseção subjetiva dos acontecimentos. Quancombatendo o bom combate? verar no seguimento de Cristo e ser do Jesus faz a pergunta aos discípulos O modo como vivo expressa, de fiel ao seu chamado exige do cristão sobre quem Ele é, mais do que falar sobre fato, que sou cristão? empenho e dedicação, pois a todo mosi mesmo, quer que cada discípulo tome mento somos tentados a negar nossa consciência de sua própria identidade. O fé, iludidos pelo poder do mundo, o qual é representado teólogo Henri de Lubc escreve que existem cristãos que na leitura pela figura do rei Herodes. A exemplo de Pedro, identificam tão estritamente sua causa com a causa da que arrependido de seus pecados professou sua fé em Igreja, que de boa fé acabarão por reduzir a causa da Igreja Cristo sem temer por sua segurança, também a nós, nos à sua própria causa. Ao querer servir à Igreja a colocam a momentos em que aos olhos humanos parece não haver seu serviço, pois colocam seus pontos de vista parciais mais saída, Deus envia anjos para libertar. Deus caminha como revestidos do caráter absoluto da fé universal. conosco, nos motivando e mostrando a saída de tudo Iluminados pela Liturgia desta Solenidade, invoquemos aquilo que nos aprisiona, basta confiar e se preparar para sobre nós a bênção de Deus, conforme a oração para a missão, ou seja, colocar o cinto e calçar as sandálias. o Sínodo: “Vinde a nós, assisti-nos, descei aos nossos corações. Ensinai-nos o que devemos fazer, mostrai-nos APROXIMA-SE O MOMENTO DA MINHA PARTIDA o caminho a seguir, todos juntos. Com a intercessão da Deus age em nosso favor e não desampara quem a Ele Sagrada Família de Nazaré sejamos fiéis à nossa fé. se confia. Certos de que Deus nunca nos abandona, somos desafiados a colocar nossa vida a serviço. Paulo, que Leitura Diária com amor e maestria, por muito tempo foi fiel ao poder Dia 4/07: Os 2,16.17-b-18.21-22; Sl 144; Mt 9,18-26 vigente na época, ao conhecer a Cristo, teve coragem muDia 5/07: Os 8,4-7.11-13; Sl 113B; Mt 9,32-38 dar suas convicções, não medindo esforços, sendo fiel a Dia 6/07 (Santa Maria Goretti): Os 10,1-3.7-8.12; Sl 104; Mt 10,1-7 missão recebida. Na louca correria diária, diante de tantos Dia 7/07: Os 11,1-4.8c-9; Sl 79; Mt 10,7-15 afazeres e responsabilidades, corremos o sério risco de Dia 8/07: Os 14,2-10; Sl 50; Mt 10,16-23 nos perdermos na condução da nossa vida e gastarmos Dia 9/07 (Santa Paulina): Is 6,1-8; Sl 92: Mt 10,24-33 nossas forças e energias com o que não nos convém. Eis 46

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Liturgia

O Espírito Santo na Liturgia O Ciclo da Páscoa, que já tratamos nos artigos anteriores, compreende a Quaresma que é a sua preparação, o Tríduo Pascal, a Páscoa e o Tempo Pascal que inclui a oitava pascal, a Ascensão e Pentecostes. É o ciclo que celebra a Vida, Paixão, Morte, Ressurreição do Senhor, sua Ascensão e a Vinda do Espírito Santo. Ao celebrarmos a solenidade de Pentecostes vamos aqui tratar da relação que existe entre a Liturgia e a ação do Espírito Santo, uma vez que na Liturgia realiza-se a mais estreita cooperação entre o Espírito Santo e a Igreja. No Catecismo da Igreja Católica consta que “o Espírito Santo prepara a Igreja para encontrar o seu Senhor; recorda e manifesta Cristo à fé da assembleia; torna presente e atualiza o Mistério de Cristo; une a Igreja à vida e à missão de Cristo e faz frutificar nela o dom da comunhão” (1112).

Na Liturgia realiza-se a mais estreita cooperação entre o Espírito Santo e a Igreja

PREPARA A ASSEMBLEIA PARA O ENCONTRO COM CRISTO A assembleia litúrgica é o sinal, no tempo e no espaço, da comunidade reunida. São João diz que Jesus morreu “para trazer à unidade os filhos de Deus que andavam dispersos” (Jo 11,52). A reunião destes que andavam dispersos, uma vez unidos, são a Igreja. E esta unidade é realizada pela ação do Espírito Santo, o mesmo Espírito pelo qual o Senhor Jesus se ofereceu como oblação sem mancha na cruz e, assim, estabeleceu a Aliança entre Deus e a humanidade e, consequentemente, a unidade de que a assembleia é sinal. Desde o início a Igreja vem sendo preparada e crescendo através das gerações do Antigo Testamento até ao último dos profetas, João Batista, de quem o Anjo do Senhor diz a seu pai Zacarias que ele irá à frente do Senhor a fim de preparar para o Senhor um povo bem disposto (Lc 1,17). Todo o Antigo Testamento é já anúncio e 50

preparação deste povo bem disposto para vir a reconhecer, em Jesus, o Ungido de Deus e, na história do povo de Deus, a realização da ação salvadora da humanidade. De fato, esta ação continua a realizar-se na vida da Igreja de cada tempo e a ser celebrada na liturgia de cada assembleia celebrante. É por isso que a Liturgia é a atualização da ação salvífica de Cristo, prefigurada nas grandes obras do povo da Antiga Aliança (Sacrosanctum Concilium, nº 5) e finalmente realizada em Cristo pela ação do Espírito Santo. LEMBRA E MANIFESTA CRISTO À FÉ DA ASSEMBLEIA Cristo é ponto de chegada de toda a história da salvação que o precedeu. Tudo para Ele se encaminhava e tudo anunciava o mistério de Cristo que se realizaria na plenitude dos tempos. Esses tempos felizes são estes que nos é dado agora contemplar como Jesus um dia lembrou aos seus discípulos: “Bem-aventurados os olhos que veem

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o que vós vedes, pois eu vos digo: muitos profetas e reis quiseram ver o que vós estais vendo, e não viram; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram” (Lc 10,23-24). Na celebração litúrgica, a Liturgia da Palavra organiza-se de modo a percorrer toda a Sagrada Escritura, pelo menos no essencial, para ler em toda ela, desde o princípio do Antigo Testamento até ao fim do Novo, tudo o que o Espírito Santo inspirou acerca do mistério de Cristo (cf. SC, nº 5). Aquela preparação para o encontro da Igreja com o Senhor, que vinha sendo feita ao longo de todo o Antigo Testamento, é vivida agora em cada celebração litúrgica onde a proclamação da Palavra de Deus, lida nas leituras, cantada nos Salmos, ecoando nas orações que nela se inspiram (cf. SC, nº 24), igualmente predispõe a assembleia para a compreensão e a celebração do mistério de Cristo, manifestado e proclamado no Novo Testamento e celebrado nos sinais sacramentais da Liturgia.


Liturgia Na harmonia dos dois Testamentos se articula a catequese pascal do Senhor e, depois, a dos Apóstolos e a dos Padres da Igreja. Esta catequese desvenda o que estava oculto sob a letra do Antigo Testamento: o mistério de Cristo. TORNA PRESENTE E ATUALIZA O MISTÉRIO DE CRISTO Diz o Catecismo: “A Liturgia cristã não se limita em recordar os acontecimentos que nos salvaram: atualiza-os, torna-os presentes. E concretiza de maneira feliz: o mistério pascal de Cristo celebra-se, não se repete. As celebrações é que se repetem. Mas, em cada uma delas, sobrevém a infusão do Espírito Santo, que atualiza o mistério” (1104). A Igreja tem plena consciência desta infusão do Espírito Santo na celebração. Nas celebrações dos sagrados mistérios, o próprio ministro que realiza o rito não o faz sem invocar o Espírito Santo sobre a ação que está realizando. Esta invocação costuma designar-se com uma palavra de origem grega, a epiclese, palavra que significa exatamente “invocação sobre”. A epiclese está hoje em todas as Orações Eucarísticas e em outras orações, particularmente nas dos Sacramentos. Quando se fala de epiclese entende-se a invocação do Espírito Santo na celebração da Eucaristia. A ela se refere o Catecismo com estas palavras: “A epiclese é uma intercessão em que o sacerdote suplica ao Pai que envie o Espírito santificador para que as oferendas se tornem Corpo e Sangue de Cristo. É aquela parte da Oração Eucarística que o sacerdote diz antes da narração da Ceia e da consagração de mãos estendidas sobre o pão e o cálice invocando o Espírito Santo”. Na Oração Eucarística I, também conhecida por Cânon, visto ter sido até 1960 a única fórmula da celebração da Eucaristia, não se encontra uma expressão clara para a epiclese. Apenas se diz, antes da consagração, de mãos estendidas sobre as oferendas: “Dignai-vos ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso”.

“Toda a ação da liturgia é a celebração da Aliança que Deus estabelece com a humanidade por meio de Jesus Cristo sob a ação do Espírito Santo, Senhor que dá a vida, porque o Espírito é o sopro vital de Deus”.

Mas nas outras Orações Eucarísticas aparece claramente a fórmula de epiclese da consagração. Na Oração II, diz-se: “Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso”. Na IV Oração, diz-se: “Por isso, nós vos pedimos que o mesmo Espírito Santo santifique estas oferendas, a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso filho e Senhor nosso, para celebrarmos este grande mistério que ele nos deixou em sinal da eterna aliança”. Mas a epiclese tem uma segunda parte onde se pede que esta ação santificadora do Espírito Santo se estenda a toda a assembleia, ela que é quem constitui o verdadeiro destinatário da ação santificadora do Espírito, para que os fiéis se tornem pessoalmente uma oferenda viva feita a Deus (CIC, nº 1107). O Pai atende a epiclese da Igreja e envia o Espírito que dá a vida aos que o acolhem e constitui para eles, desde já, a garantia da herança que os espera (CIC, nº 1107). A epiclese ou invocação ao Espírito Santo para que realize o mistério que está sendo celebrado não se encontra apenas na Oração Eucarística. Aparece também noutros lugares, sobretudo em celebrações particularmente significativas da vida da Igreja. Alguns exemplos: na bênção da água batismal; na consagração do óleo do Crisma; na Liturgia da Confirmação; nas Ordenações; na fórmula da absolvição no Sacramento da Reconciliação; também a bênção nupcial recebeu, na sua nova versão, a invocação ao Espírito Santo; e, ainda, na Unção dos enfermos, na fórmula essencial do Sacramento, se diz também: “O Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo”. A ação que a Igreja realiza na celebração dos Sacramentos acontece sempre sob a ação do Espírito Santo,

porque ele é a alma da Liturgia, e não pelo simples poder do ministro que a realiza. UNE A IGREJA À VIDA E À MISSÃO DE CRISTO Toda a ação da liturgia é a celebração da Aliança que Deus estabelece com a humanidade por meio de Jesus Cristo sob a ação do Espírito Santo, Senhor que dá a vida, porque o Espírito é o sopro vital de Deus. Aliança é termo bem tradicional e sempre presente na história da Salvação. É uma Aliança que parte de Deus e a Deus conduz. Não há nada de mais espiritual e divino. É assim que o Sangue de Jesus derramado na cruz e agora presente no Sacramento da Eucaristia é chamado pelo próprio Senhor Jesus, Sangue da Aliança. A comunhão que se realiza na celebração da Eucaristia é com Cristo, para entrarmos na unidade do Corpo espiritual de que Ele é a Cabeça. E, por Cristo, é comunhão com o Pai pela energia do Espírito. Numa palavra, é comunhão com a Santíssima Trindade que vive na comunhão perfeita das Três Pessoas divinas, comunhão esta que, por inefável disposição do amor do Pai, atinge, por Cristo, os homens e mulheres, de quem Ele fez seus irmãos e irmãs na unidade do mesmo Corpo. Esta comunhão, que tem a sua origem em Deus Pai e ao Pai reconduz, é produzida pelo Sopro divino que é o Espírito Santo. É por isso que a invocação do Espírito Santo, a epiclese, não termina a sua ação na ação litúrgica do Sacramento, mas na comunhão da assembleia enquanto Corpo de Cristo e de cada um dos seus membros com o Pai, por Cristo, pela virtude do Espírito Santo. Deste modo, a celebração da liturgia realiza na assembleia uma antecipação da assembleia celeste, de que ela é como que um sacramento terrestre. Aliás, os sacramentos são sempre uma linguagem terrestre que significa a comunhão com a assembleia celeste. Pe. Sérgio Augusto Rodrigues Assessor diocesano da Pastoral Litúrgica

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Juventude

Juventude: o futuro da Igreja em risco No meio social da Igreja em que vivemos, muitas vezes, quando falamos de juventude e do espaço que devemos reservar aos jovens, a mais comum frase que ouvimos de fato é: “O jovem como um futuro da Igreja”. Mas será? A juventude, muitas vezes, é entendida apenas como um futuro, ação que ainda será realizada, distanciando os jovens a serem a Igreja de hoje, pois sabemos o quanto é importante pensar no futuro, mas é de suma importância que vivamos o presente, pois são atitudes do agora que poderão fazer diferença no futuro. É muito fácil ver jovens atraídos por vários outros movimentos e atividades fora da Igreja, e atrai-los para a Igreja é o ponto principal, pois aos quais, muitas vezes, não se dão ouvidos. Hoje em dia é comum eles terem prioridade ao mundo virtual e trazer essa dinâmica para os meios eclesiais, onde há diálogo. Apesar da animação, alegria e disposição da nossa juventude, nos encontramos diante da mesma dificuldade que com o acolhimento podemos fazer uma grande diferença em sua fase de amadurecimento. Nós, como Igreja, devemos acolher e incentivar sempre o melhor caminho, devemos ser a ponte do jovem até a Igreja e não simplesmente deixá-lo de lado para que assim mude seu caminho e não consiga ser resgatado. Nas atividades paroquiais, em meio a orientações, vamos pôr em ação o diálogo com o jovem para possíveis

Atividades formativas para os jovens na Igreja

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Cleberson Pereira

Fotos: Arquivo

Participação dos jovens nas celebrações.

Convivência e espiritualidade nos eventos para os jovens

soluções e parcerias visando a realização de atividades. Uma estratégia é trazer a criatividade e entretenimento, os quais são familiarizados, afinal, todos gostam de se divertir e se divertir com Cristo é melhor ainda. Trazer palavras em um bate-papo descontraído, elogios e uma palavra relevante pode mudar a vida de um jovem. Contudo, o jovem não é somente o futuro, como também o presente de nossa Igreja. Um jovem quando é tocado por uma vida com Cristo, é também capaz de resgatar novas vidas em diversas situações e lugares. São “jovens evangelizando jovens”. Por isso, somos convidados a chamar os jovens para serem a Igreja de hoje. A juventude é capaz, por meio de Cristo, de fazer

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da própria vida uma doação de amor. Nosso tempo é hoje, é agora; tempo de jovens que amam, lutam e que sonham por um mundo melhor e uma sociedade mais justa e igualitária; jovens que querem a experiência da vida por meio da comunhão com o Pai, por meio de Cristo que se revela no rosto de cada irmão e irmã. “Os jovens estão chamados a serem os protagonistas dos novos tempos. Tenho plena confiança neles e estou certo de que têm a vontade de não defraudar nem a Deus, nem à Igreja, nem à sociedade da que provêm” (Papa São João Paulo II). Milena Koziel e Erica Silva

Coordenação Grupo Juem (Jovens Unidos Encontrando Maria)


Cursilho

O Movimento de Cursilhos e seu carisma Falar do carisma do Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) pode parecer “estudar” uma teoria, mas ao contrário disso, trata-se de conhecer do nosso carisma e entendê-lo como prática que nos traz alegrias. O carisma está na vivência de cada cursilhista, na alegria do serviço. A missão de evangelizar acontece pelas pessoas: “Podemos esparramar livros que expliquem o carisma pelo mundo todo, por todos os ambientes; isso não adiantaria nada se cada cursilhista não estiver lá, sendo o Evangelho vivo” (Pe Xico). O Cursilho nasceu no seio da Igreja Católica, na Espanha, por um grupo de impulsionadores que, por meio do sopro do Espírito Santo, alguns jovens cristãos leigos, orientados por seus sacerdotes e apoiados pelo seu bispo, deram início ao que hoje chamamos de Movimento de Cursilhos da Cristandade, propiciando uma obra de Deus e da Igreja. O MCC recebeu de Deus, desde o início, um carisma próprio, por meio de uma nova linguagem e vivência testemunhal que caracteriza, identifica e distingue de outros movimentos, associações e comunidades da Igreja. No carisma está contido, à semelhança de uma semente de modo germinal, tudo o que é essencial ao Movimento: seu porquê (mentalidade), seu para quê (finalidade) e seu como (estratégia e método). É, portanto, de fundamental importância o conhecimento, a assimilação e a vivência desse carisma, pois dele depende a fidelidade à inspiração original e a renovação do Movimento para dar resposta aos desafios da nova evangelização.

CONHECENDO O CARISMA DO CURSILHO O carisma é o dom concedido gratuitamente pelo Espírito Santo a uma 54

pessoa ou a um grupo. É o que mais marca o MCC. O carisma é a alma, é o coração, é o DNA do Cursilho, é onde estão os objetivos daquilo que se quer realizar. Além disso, o carisma é o inspirador da espiritualidade. Essa graça do Espírito, o carisma, não é propriedade de ninguém, a não ser do Espírito e da Igreja, enquanto for animada por este mesmo Espírito. Diante disso, podemos afirmar que a definição do carisma do MCC é um Movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilita a vivência e a convivência do fundamental cristão, ajudando a descobrir e a realizar a própria vocação pessoal, e promover grupos de cristãos que fermentem de

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Evangelho as pessoas nos ambientes. Acima de tudo, o carisma deve estar encarnado na alma das pessoas. Se não for assim, não passa de uma simples teoria. Sua essência é um movimento eclesial, querigmático vivencial, encontro pessoal com Deus e com seus irmãos, que propicia a espiritualidade cristã, que cria agentes da pastoral ambiental, fermentando de Evangelho as pessoas nos diversos ambientes, criando comunidades que se comprometam e que comprometam os demais grupos. O MCC baseia sua essência na Boa Nova do amor de Deus. É uma realidade de amor, a realidade de amizade, a realidade que Cristo é meu amigo, é nosso amigo.


Cursilho E como anunciar esta nova realidade? Através do querigma, que é uma palavra grega que significa proclamação da mensagem de salvação de Jesus Cristo, que inclui o dom da graça, que nos possibilita uma vida nova pela Igreja, que é o Sacramento da Salvação. Ou seja, é o primeiro anúncio elementar e nuclear da mensagem cristã, totalmente baseado em Jesus Cristo. Sendo jubiloso, é baseado em testemunhos de vida de pessoas que deixam transparecer a experiência de Salvação que nasce com o encontro de Nosso Senhor, nos levando com vistas à conversão, com um desejo de mudança de vida sob uma nova orientação, dando sentido à própria existência. Os elementos básicos da vivência do carisma são a oração, o testemunho e a amizade. Ao vivermos nosso testemunho de fé, do encontro consigo mesmo, com Cristo e com a comunidade; uma vida que tenha Jesus Cristo como o centro de nossa vida, anunciemos este encontro que transformou nossas vidas como o maior tesouro que podemos viver e oferecer. Anunciemos de forma jubilosa, alegre, entusiasta, criativa, ou seja, somos evangelizadores com o Espírito, como nos fala o Papa Francisco. Esse anúncio alegre, esperançoso e misericordioso, devemos fazer primeiro com a nossa vida. É a Palavra vivida e proferida, com exemplos que aproximam as pessoas de nós, para serem aproximadas de Cristo. Devemos chamar as pessoas, aproximando-as à amizade. Essa é a essência do carisma do Cursilho. “Fazer amigos para fazê-los amigos de Cristo“ (Ideias Fundamentais, nº 159). Os carismas devem ser acolhidos com reconhecimento por aqueles que os recebem e por todos os membros da Igreja.

São uma maravilhosa riqueza de graças para a vitalidade apostólica e para a santidade de todo o Corpo de Cristo, desde que se tratem de dons verdadeiros procedentes do Espírito Santo e exercidos de modo pleno, conforme aos impulsos autênticos deste mesmo Espírito, isto é, segundo a caridade, verdadeira medida dos carismas.

TESTEMUNHAR O AMOR DE DEUS Infelizmente o mundo de hoje continua de costas para Deus. É um mundo caracterizado pela secularização, pela descrença, pela indiferença religiosa e pelo ateísmo prático. Um mundo em que, além disso, muitos cristãos vivem um “divórcio entre fé e vida”. Deus não é indiferente a essas realidades e, no seu amor, continua a oferecer em Cristo a salvação a toda a humanidade, mediante a ação permanente do Espírito e sua Igreja. Cristo continua sendo a única resposta válida para o homem e para o mundo. O carisma do MCC continua sendo um modo muito eficaz para levar o

Participe! DATA 7/06

ATIVIDADE Escola Vivencial Diocesana

LOCAL Assis Chateaubriand

11 a 12/06

3º Encontro Diocesano de Jovens (EDJ) Aberto para pré-cursilhistas

Toledo

18/06 5/07 8 a 10/07

Assembleia Diocesana do MCC Escola Vivencial Diocesana Encontro Regional de Formação

Toledo Toledo Guarapuava

14 a 17/07

7º Cursilho Misto para Jovens

Santuário Nossa Senhora da Salette (Palotina)

amor de Deus aos homens de hoje, especialmente aos afastados, e é um elemento válido para a evangelização e um instrumento de renovação cristã na Igreja e para o mundo. O MCC, partindo dos riscos e abundantes valores do seu carisma original, deve ser estudado de modo contínuo e permanente para seu enriquecimento e para corrigir as deficiências encontradas em sua aplicação. Isso significa que devemos discernir a realidade de nosso tempo, com suas luzes e suas sombras, na qual se escuta a voz do Espírito. Da mesma forma acolher favoravelmente a Palavra de Deus que continua enviar-nos a anunciar o Evangelho, ouvindo os ensinamentos do Magistério que continua a dar pistas para a evangelização no nosso tempo. Para finalizar, é necessário um equilíbrio entre a fidelidade ao carisma original e a fidelidade à necessária renovação que o Espírito de Deus inspira, segundo as necessidades dos homens do nosso tempo. Não se trata de escolher entre dois opostos, mas de integração de ambos: fidelidade ao carisma original que o Espírito inspirou e renovação do Movimento para continuar respondendo às necessidades do mundo atual. “Ide, portanto e, na fidelidade criativa, tornem vosso o desafio da nova evangelização” (Papa Emérito Bento XVI) Giani Verdi, Josiane Bucalão, Rafael Hirata e Marcos Hawerroth Cursilhistas da Diocese de Toledo

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Vocacional

O que podemos aprender da história vocacional de Pe. Antonio Patuí Na segunda quinzena do mês de fevereiro de 1946, sai da cidade de São Marcos (RS) uma caravana com quatorze colonizadores, que vinham com a missão de desbravar uma grande área de terra no Oeste do Paraná, as quais foram adquiridas por um grupo de empresários gaúchos da Fazenda Britânia. No dia 27 de março de 1946, após 38 dias de viagem a caravana chega às margens do Rio Toledo, localizado no interior de Foz do Iguaçu, onde começam a construir suas moradas, em uma área que se encontrava desmatada, conhecida como “pouso Toledo”. Alguns meses após a chegada dos primeiros colonizadores nestas terras, os representantes da Colonizadora Maripá, realizaram um convite ao Pe. Antônio Patuí, para conhecer a Vila Toledo, a qual futuramente, com ajuda do sacerdote, se tornaria cidade. Pe. Antônio Patuí nasceu em 13 de fevereiro de 1905, na cidade de Casarsa Della Delizia, na província de Údine, localizada na região norte da Itália. Patuí, 15º filho de 17 irmãos, do casal Valentino Patuí (1854-1930) e Tereza Salvador Patuí (1866-1945). A família era de profunda e fervorosa vivência religiosa, passando os ensinamentos da fé católica desde cedo para seus filhos. Patuí foi batizado na paróquia de sua cidade natal e aos sete anos de idade recebeu o Sacramento da Crisma. Desde então, o menino começou a auxiliar e participar regularmente das atividades religiosas. Antônio Patuí era um jovem muito dedicado aos estudos, concluindo a sua formação educacional na província de Údine e antes mesmo de ingressar ao seminário, Patuí cursou Filosofia. Neste período, o jovem rapaz começou a sentir mais forte o desejo de servir ao Senhor, decidindo então ingressar no seminário. Aos 23 anos de idade em 1928, o jovem Patuí é enviado ao Noviciado 56

Nos primeiros anos de Toledo, Pe. Patuí com um grupo de seminaristas da Sociedade do Verbo Divino

de Santo Agostinho, na Alemanha. Mais tarde, foi transferido para Roma, na Casa Generalícia da Sociedade do Verbo Divino, onde cursou Teologia, na Universidade Gregoriana em Roma. Após concluir a graduação em Teologia, no dia 29 de outubro de 1933, Antônio Patuí é ordenado sacerdote, e em 1º de novembro do mesmo ano, celebrou sua primeira missa.

ajudar no discernimento vocacional dos jovens que sentiam o chamado à vida religiosa e sacerdotal, e logo propôs a construção de um seminário focado no ensino de Teologia. Sua estadia no Brasil foi curta, pois em 1939 foi transferido para Verona, norte da Itália, onde auxiliou na fundação do seminário menor da Sociedade do Verbo Divino. Porém, no ano de 1945, retorna ao EM MISSÃO PARA O BRASIL Brasil e, desta vez faz, morada em Foz Em 1937, Pe. Patuí é enviado em do Iguaçu, onde desempenhou seu mimissão para o Brasil. Nanistério pastoral na Paróquia quele mesmo ano, saiu de São João Batista. Em uma Hamburgo, Alemanha, com viagem a Cascavel no ano destino a Juiz de Fora (MG), de 1946, Pe. Patuí recebe onde passou alguns meses um convite do diretor resaté ser transferido para ponsável da Colonizadora cidade de Taquaruçu (RS), Maripá, Alfredo Ruaro, para iniciando assim suas ativiconhecer um vilarejo que dades pastorais na Região estava começando a surgir Sul do Brasil. Entre as suas e lá realizar atendimentos atividades religiosas, o joreligiosos aos colonizadores vem padre tinha como foco, Pe. Antonio Patuí que ali estavam residindo,

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Vocacional

Minha história vocacional Sou Mayron Fabricio de Oliveira, estudante do Seminário Maria Mãe da Igreja, da Diocese de Toledo, e pertenço a Paróquia São Pedro e São Paulo, de Toledo. Tenho 29 anos e estou no meu 5º ano de seminário (etapa do Discipulado) e no 4º ano de Filosofia. Sou o segundo filho do casal João Fabricio de Oliveira e Catarina Secchi, os quais, desde cedo, me ensinaram os valores e princípios da fé católica. Seguindo o exemplo de meus pais e familiares, em especial de meus avós que eram de uma profunda e fervorosa vivência religiosa, participávamos das missas aos finais de semana, dos grupos de família e, sempre que possível, auxiliávamos nas pastorais e movimentos. Eu mesmo auxiliei na Pastoral do Dízimo e Pastoral Universitária. Quando criança, ficava admirado ao ir com minha avó e meus pais no Seminário Nossa Senhora de Fátima. Lá existia uma horta que achava linda e dizia para eles que quando ficasse mais velho, queria ser padre para ajudar cuidar desta horta. Porém com o passar dos anos, este desejo foi sendo abafado, como uma brasa coberta de cinzas, mas que nunca deixou de existir. Em 2007, quando conclui o ensino fundamental, minha mãe me perguntou se ainda tinha vontade de ingressar no seminário e respondi que não devido aos fatos que estava vivendo naquele período (a separação dos meus pais e o casa-

mento de minha irmã mais velha), mas a inquietação permanecia no coração. Em 2008 comecei a estudar no Colégio Agrícola de Toledo, onde cursei o Técnico em Agropecuária e em 2011 comecei a trabalhar em uma empresa da cidade. Depois, em 2014, iniciei a graduação em Agronomia na cidade de Toledo e neste período, no ano de 2017, um padre da diocese me fez o convite para conhecer o Seminário Maria Mãe da Igreja, o qual eu aceitei. No ano seguinte, a inquietação que existia em meu coração foi ganhando força e em 12 de março de 2018, aos 26 anos de idade, ingressei no seminário de Filosofia da Diocese de Toledo. Penso que nunca é tarde para responder o chamado de Cristo: “Vem e segue-me!” (Mt 19,21).

pois desde que chegaram estas famílias não tinham tido a presença de nenhum padre para os seus atendimentos espirituais. Sem muito pensar, Pe. Patuí aceita esta nobre missão, de evangelizar em novas terras. Em uma carta enviada para a Itália, em 1946, o Pe. Antônio Patuí relata como foi a sua recepção ao chegar

à Vila Toledo, e de que maneira foi celebrada a primeira missa com os colonizadores que ali residiam: “A minha chegada (desta vez em um caminhão), todos aqueles homens correm para dar-me boas-vindas com gritos de alegria. [...] Terminando o jantar, houve novena da qual todos tomaram parte com orações e cânticos”1.

Desde então, o Pe. Patuí começou a organizar as comunidades, realizando visitas mensais nas capelas e se envolvendo diretamente na organização política e econômica. Em junho do mesmo ano de sua chegada a Toledo, Pe. Patuí constrói a primeira capela, iniciando assim um belo trabalho de evangelização, organização social e política, durante os dez anos que esteve em Toledo. Foi uma importante figura no processo de emancipação do município, devido a sua influência no meio político e social, sendo também um dos responsáveis pela criação da Diocese de Toledo, onde ajudou na criação do primeiro seminário da cidade para atender os jovens que tinham o desejo de ingressar na vida religiosa, o Seminário Cristo Rei (1953), o qual era de responsabilidade da Congregação do Verbo Divino. Também implantou a primeira instituição de ensino no município, o Colégio Vicentino Imaculado Coração de Maria (1948). UM SOLDADO DE CRISTO No dia 24 de novembro de 1985, aos 80 anos de idade, Pe. Antônio Patuí parte para junto de Deus, deixando um legado e um exemplo de amor e fidelidade a Cristo. Para mim, ele representa um exemplo de sacerdote que abraçou com muito amor e determinação a missão que lhe foi confiada. Quando ouço falar do Pe. Patuí vem à minha mente a imagem de um soldado de Cristo, que desempenhou um constante trabalho com os fiéis por onde passava, formando comunidades onde o Sagrado é a referência. Em um contexto onde exista falta de estrutura básica para a vida em sociedade, a presença da figura de um padre é de extrema importância, pois representa a possibilidade de organização em torno do Sagrado, através de suas pregações que, juntamente com o conhecimento intelectual, suas opiniões tomam lugar de destaque e de grande influência nas decisões da sociedade. Pe. Patuí deixou grandes marcas por onde passou, sobretudo, com sua simplicidade e amor a Cristo.

Fonte: PATUI, P.A. Cartas. Toledo: mimeo, 1946. 47f. In: ANDRADE, R.P. Religião e educação escolar na colonização do oeste paranaense: o caso da implantação do Colégio Vicentino Incomar de Toledo (1948 - 1965). Maringá – PR, 2017. Ano XXVI - nº 281 - Junho de 2022

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Familiar

O Serviço à Vida: promover, defender e cuidar Somos convidados a viver e experimentar dentro da Pastoral Familiar o processo de maturidade do amor que leva a verdadeira transformação da sociedade para o bem comum, priorizando sempre a família como morada e lugar do amor de Deus. Tornando-se, portanto, o foco da ação da graça de Deus sobre a vida de todo o ser humano. A experiência do amor e da gratuidade passam pela família e dão o sentido de nossa espiritualidade cristã, em busca do bem e da verdade. É na família que somos convidados a formar uma comunidade de vida e amor que saia dos limites de nossas casas e que deverá ir bem mais além do que o nosso bojo familiar. Quando nos tornamos cooperadores com Deus na luta pela vida e nos comprometemos com os valores da família, cooperamos com um plano maior presente na história da Salvação e Setor no organograma da Pastoral Famida qual somos chamados a participar, liar, mas sim de assumirmos de modo não como espectadores, mas como co- integral, com caráter determinante, operadores com Deus no dom da vida. nosso papel como Pastoral Familiar: A Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Assim a tarefa fundamental da família Familiaris Consortio nos apresenta é o serviço à vida”. os fundamentos para os quais temos Esta deve ser uma ação contínua e um compromisso em organizar uma permanente de articulação da Pastoral ação específica na promoção, defesa Familiar que não é isolada, mas faz a e cuidado da vida, interligação dos “Quando nos tornamos cooperadores dentro da Pastoral Setores Pré-maFamiliar no Brasil. trimônio, Pós-macom Deus na luta pela vida e nos A partir desta trimônio e Casos comprometemos com os valores da motivação, com o Especiais a partir família, cooperamos com um plano objetivo de buscar maior presente na história da salvação”. da consciência soações que sejam bre a promoção, transformadoras da realidade na so- defesa e cuidado da vida. ciedade em que vivemos, buscando Preferencialmente, o Serviço à Vida preservar e cuidar do que temos de mais tem três eixos de ação, a saber, conforimportante que é a nossa vida, estamos me nos apresenta o Subsídio elaborado implantando e estruturando em nossa pela Comissão Episcopal e Pastoral para Diocese de Toledo o Serviço à Vida. a Vida e Família (cf. 12-15): Não se trata de acrescentar mais um - Início da Vida: as ações, pesquisas, 58

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projetos e iniciativas já existentes referentes à promoção, defesa e cuidado com a vida, desde a concepção, devem ser partilhados para que possamos ajudar a sociedade a compreender a importância de salvaguardar nossa natureza e proteger o nascituro; - Final da vida: nas situações de final de vida, a Igreja vem ao encontro do mesmo princípio de respeito e dignidade que devem ser garantidos a todo ser humano em todas as etapas de sua vida; - Políticas Públicas: trata-se de aprofundar a moral cristã em relação a gestão responsável dos bens públicos na área da promoção da vida com justiça e fraternidade. O Papa Francisco nos lembra muito bem do nosso dever de fraternidade na Casa Comum na Encíclica Fratelli Tutti: “Reconhecer todo o ser humano como um irmão ou uma irmã e procurar uma amizade social que integre a todos não são meras utopias. Exigem a decisão e a capacidade de encontrar os percursos eficazes, que assegurem a sua real possibilidade. Todo e qualquer esforço nesta linha, torna-se um exercício alto de caridade (...) trata-se de avançar para uma ordem social e política, cuja alma seja a caridade social” (FT, nº 180). Somente esses três eixos já demonstram a caminhada que temos a fazer para que tomemos consciência sobre tais assuntos e, uma vez formados, saibamos oferecer à sociedade aquilo que recebemos do Senhor que é sua proposta de vida, e vida em abundância. Euclides José Angeli e Shirlei Aparecida Angeli Coordenação do Setor Vida e Família - Pastoral Familiar Diocese de Toledo


Familiar

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Um bom currículo para o primeiro emprego O projeto de extensão intitulado tes. “A gente fica “Secretariado Executivo Preparando com a sensação para o Primeiro Emprego”, do campus de que o tempo é de Toledo da Universidade Estadual do curto para passar Oeste do Paraná (Unioeste), realizou a todas as informaoficina “Currículo e Empregabilidade” ções necessárias. para jovens da Casa de Maria. Durante Muitas vezes, não o 21º Seminário de Extensão da univer- temos noção da sidade, a oficina ensinou a montar um importância descurrículo para a procura de emprego, ses conhecimencom dicas de quais informações de- tos para os jovens vem ser colocadas e qual formato o na procura de um currículo deve ter. Os ministrantes emprego”, consiressaltaram as formações e os diferen- dera a professora. ciais que podem ajudar na construção Bolsista do prodo currículo. Foram distribuídos cur- jeto e aluno do rículos com erros para os participantes identificarem os equívocos na montagem. A professora Dóris Mariani Junges avalia que a oficina foi bem sucedida e que foi gratificante ver os estudantes ministrarem os conhecimentos aos jovens presen- Professora instrui jovens para elaboração do currículo

Assessoria de Comunicação Social/Unioeste

Jovens recebem orientações importantes na organização do currículo

quarto ano de Ciências Econômicas da Unioeste, João Acácio Ribas Neto afirma que os adolescentes foram receptivos à oficina ministrada. “Eles aprendem bastante, demonstram interesse nas explicações e, querendo ou não, é algo muito pertinente para eles, pois você sai do ensino médio e precisa procurar um emprego”, argumenta Ribas. Ao final da oficina, os estudantes montaram os seus currículos para treinar os conhecimentos apreendidos no evento. (ACS, Unioeste)

Toledo e Palotina terão provas do Vestibular UFPR 2023 A UFPR receberá inscrições para o Vestibular 2023 entre os dias 18 de julho e 31 de agosto. As datas foram anunciadas pelo Núcleo de Concursos da universidade, que também divulgou o período para solicitação de isenção da taxa de inscrição: de 18 a 25 de julho para quem está inscrito no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico) e de 18 a 29 de julho para quem, mesmo não inscrito no CadÚnico, comprovar renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio e, ao mesmo tempo, tiver cursado o Ensino Médio em escola pública ou como bolsista integral em escola particular. 60

O Vestibular 2023 terá algumas novidades em relação às edições anteriores. A primeira é que, depois de dois anos com o processo em fase única, por causa da pandemia de Covid-19, o vestibular voltará a ser em duas fases. Todas as regras serão detalhadas no edital normativo do Vestibular 2023, que deve ser publicado em julho. A retomada do modelo em duas fases busca valorizar as habilidades de leitura e escrita. NOVAS CIDADES Outra novidade importante é que a UFPR vai ampliar de seis para doze o nú-

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mero de cidades em que será aplicada a prova da primeira etapa do seu vestibular. Além de Curitiba, Jandaia do Sul, Matinhos, Palotina, Pontal do Paraná e Toledo, a primeira fase do Vestibular 2023, marcada para 23 de outubro, ocorrerá em mais cinco cidades do Paraná – Cascavel, Guarapuava, Londrina, Maringá e Paranaguá – e também, pela primeira vez, em uma de Santa Catarina: Joinville, que é um dos principais polos do Estado. A intenção é aproximar ainda mais a universidade dos candidatos e permitir que façam as provas sem necessidade de grandes deslocamentos.


Dicas para economizar energia durante os dias mais frios Com a redução das temperaturas nesta época do ano, alguns cuidados são importantes para que o período não se torne sinônimo de aumento na conta de luz. A atenção no momento de aquisição dos eletrodomésticos e a formação de hábitos corretos para o uso eficiente dos equipamentos em casa fazem diferença na quantidade de energia consumida e podem gerar economia financeira e benefícios para o meio ambiente. De acordo com o engenheiro eletricista da Copel, Fernando Bauer, o ideal é que os aparelhos sejam sempre ajustados de acordo com o clima. “Diversos desses equipamentos permitem regulagens como, por exemplo, o chuveiro elétrico que permite mudar a temperatura da água. O problema é que, muitas vezes, esses cuidados e regulagens são esquecidos em outros tipos de equipamentos, como a geladeira. Conhecer cada um de seus eletrodomésticos, utilizar apenas

O ajuste do termostato da geladeira é outra dica importante

pelo tempo necessário e com a regulagem correta pode resultar em economia e redução na conta de energia”, explica. Para Bauer, os maiores vilões durante os dias frios são o chuveiro elétrico e o aquecedor. Para economizar nos banhos, é imprescindível que o tempo seja reduzido para, no máximo, 15 minutos. “Apenas para se ter uma ideia, o uso do chuveiro por quatro pessoas em um dia, durante 15 minutos cada, consome tanto quanto 500 lâmpadas LED ligadas durante uma hora. Ao longo do mês, isso representa mais de R$ 100,00 na fatura”, comenta. Assim como o chuveiro, o engenheiro recomenda que aquecedores e o ar-condicionado sejam utilizados por

períodos curtos de tempo, evitando as potências máximas. A temperatura ideal do ar-condicionado é entre 22 e 24 graus, o suficiente para aquecer o ambiente. Ele complementa explicando que os aquecedores podem chegar a um terço dos gastos com eletricidade nessa época do ano. Outro erro muito comum dos consumidores é nunca alterar a temperatura dos refrigeradores. Com o clima mais frio, o termostato não precisa ser mantido no máximo – mesmo com a geladeira cheia. “Também é preciso verificar se a borracha de vedação da porta está cumprindo sua função, e nunca utilizar a parte traseira do equipamento para secar roupas ou sapatos”, completa Bauer.

Consumo consciente Outros bons hábitos de consumo são indicados para todas as estações do ano e não podem ser esquecidos. Coisas simples, como uma luz acesa por mais tempo do que deveria, podem fazer toda diferença na conta de luz. Por isso, algumas outras dicas importantes são: · Junte peças de roupa para utilizar a máquina de lavar em sua capacidade

máxima; · Desligue as luzes após sair do cômodo; · Aproveite a luz natural para ajudar no aquecimento e na iluminação da casa; · Troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes ou de LED, que duram mais, e consomem de 60% a 80% menos energia.

Uma maneira de economizar é reduzir o tempo de banho

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18º Encontro de Corais de Toledo tem data marcada A Secretaria da Cultura de Toledo confirma a realização do 18º Encontro de Corais, entre 29 de junho e 2 de julho no Teatro Municipal. O evento terá um formato diferenciado, abrangendo não somente a parte artística, com a apresentação dos grupos inscritos, mas com a oferta de oficinas de técnica vocal e de formação de repertório destinadas à qualificação e ao aperfeiçoamento de coralistas e maestros. Nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho, vários “esquentas” serão promovidos, nos quais os grupos farão apresentações em espaços e horários definidos pela Comissão Organizadora do evento em acordo com o regente de cada coral. O Teatro Municipal receberá as oficinas de técnica vocal e de formação de repertório. A primeira será ministrada de 29 de junho a 1º de julho, pela mestra em canto lírico Michele Coelho, que compartilhará seus conhecimentos com corais infantis, infanto-juvenis e juvenis no período vespertino e com corais adultos no período noturno. O ponto alto do 18º Encontro de

Carlos Rodrigues/Prefeitura de Toledo

Encontro Municipal de Corais é um incentivo à arte do canto coral

Corais de Toledo será no dia 2 de julho, às 20 horas, quando todos os corais farão uma grande apresentação aberta e gratuita ao público. Podem participar do evento, que integra a programação alusiva ao aniversário de 70 anos de emancipação político-administrativa de Toledo, corais ou grupos vocais infantis, juvenis, infanto-juvenis

e adultos que cantem, em uníssono, a duas, três, quatro ou mais vozes. O prazo de inscrições vai até dia 6 de junho. Será permitida apenas a inscrição de corais pertencentes ao Município de Toledo, desde que tenham existência consistente e se sintam preparados para apresentar um trabalho artístico que vise a boa qualidade musical e vocal.

Expo Rondon volta com força total em julho Prefeitura de Marechal Cândido Rondon artistas nacionais para celebrar essa A retomada do calendário de festividades na região conta com um dos mais data. Além destes, músicos locais do tradicionais eventos que será realizado sertanejo, popular, rock e de músicas em julho. É a comemoração dos 62 típicas de Oktoberfest contarão com anos de Marechal Cândido Rondon. espaços para apresentações. Neste Os trabalhos estão sendo conduzidos caso, o prazo de inscrições está em pela Fundação Promotora de Eventos andamento até dia 10 deste mês de (Proem) que, conjuntamente com a junho. Prefeitura, trabalha na preparação da Por sua vez, a Prefeitura realiza os Expo Rondon 2022. serviços de reparos e melhorias no Há alguns anos, a organização do parque de exposições que abrigará o evento ocorre nesta parceria que envolevento após dois anos de suspensão Parque de Exposições passa por reparos e melhorias para receber ve as entidades organizadas da socie- o público por conta da pandemia. Todos os dedade civil e poder público, chamando a talhes paisagísticos prometem fazer ações mais atuais desenvolvidas pelo uma bela composição para que o público atenção de cidades da região pela forma poder público e iniciativa privada, com possa apreciar e se sentir bem acolhido. como preparam e conduzem o evento. o objetivo de evidenciar os resultados A apresentação de toda a programação Por meio dessa organização estabealcançados ao longo de décadas de será realizada no dia 21 deste mês, na lecida à base de muito diálogo, já está desenvolvimento. Também está con- sede da Associação Comercial e Empreagendado para o dia 25 de julho, o desfile firmada a programação de shows com sarial (Acimacar). que recorda a época do pioneirismo e as


Doação de sangue: estamos precisando! Números de doações de sangue servem de base para estatísticas. O Paraná viu crescer timidamente o quantitativo coletado no período 2018-2019 (antes da pandemia), assim como viu cair as coletas realizadas no período 2019-2020, no momento mais crítico de imposição das restrições de circulação para evitar o contágio com o novo coronavírus Sars-Cov-2. Em 2021, a queda foi ainda maior. Mas são esses números que servem de alerta para campanhas visando sensibilizar as pessoas para a necessidade de reposição dos estoques nas unidades de coleta. Muitas vezes, esses números evoluem positivamente quando acontece a “sensibilização” pelo relato de quem já recebeu ou teve alguém na família que precisou de sangue. Afinal, é no momento crucial de uma emergência ou urgência para o atendimento a alguma vítima de acidente, ou de um paciente que realiza tratamentos de saúde, como por exemplo de combate ao câncer, que certamente se compreende a relevância deste gesto de doar. Sangue não é um produto que está na prateleira, se pega, compra e leva para casa. É algo maior que isso: é o amor pelo próximo. E você, que lê esta notícia, já pensou em ser doador de sangue? É agora, no período de inverno que as doações costumam diminuir. Claro que há influência dos quadros gripais dos doadores ou por conta de períodos chuvosos. Mas é também

Decidiu? Agende sua doação em Toledo

neste período que se procura incentivar ainda mais as pessoas à doação. Por isso, a colaboração de voluntários é essencial, assim como de grupos organizados, que existem na região de Toledo, podem fazer a diferença e mudar esse quadro. Duas datas importantes figuram no calendário. Neste dia 14 de junho, se comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue. Mas o Brasil também celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue em 25 de novembro. Se você tem idade entre 16 e 69 anos, vale a pena pensar com carinho. Para menores de 18 anos são necessários o

consentimento e a presença dos responsáveis e para quem tem idade entre 60 e 69 anos, a doação só poderá ser feita caso já a tenha praticado antes dos 60 anos. Homens podem fazer até quatro doações por ano (a cada 60 dias), e as mulheres podem fazê-las até três vezes anuais com intervalo mínimo entre as doações de 90 dias. Conforme divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, “cada bolsa coletada passa por processamentos que separam os componentes do sangue que são: hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado (fonte concentrada de proteíSesa nas plasmáticas insolúveis à baixa temperatura). (...) Uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e a quantidade retirada em uma doação (no máximo 450ml de sangue) não afeta a saúde do doador, e a recuperação é imediata após o procedimento”. Conforme estatística de 2019, o Hemepar foi responsável por 93% do estoque da rede pública de sangue, abastecendo 375 hospitais no Paraná.

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Pequenas e médias empresas já ouviram falar de ESG? Desde 2005, o termo ESG (Environmental, Social and Governance) é um dos mais comentados no meio empresarial. Pode-se definir como um conjunto de boas práticas implementadas nas operações de uma empresa com o objetivo de reduzir os impactos ambientais, oferecer transparência aos seus negócios, melhor gestão, preocupação com o bem-estar social e com a construção de um mundo mais sustentável. Atualmente, desenvolver as práticas ESG internamente é fundamental para assegurar que a empresa se destaque para os grandes investidores do mercado financeiro e também para o público em geral. Pesquisa realizada pela agência norte-americana Union + Webster e divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) mostrou que 87% dos brasileiros preferem comprar de empresas sustentáveis e 70% se disseram dispostos a pagar um pouco mais por isso. A Câmara Americana de Comércio (Amcham) realiza treinamentos de colaboradores e lideranças com programas de capacitação desenvolvidos e ministrados em parceria com instituições e especialistas do mercado, e listou cinco práticas essenciais para pequenas e médias empresas. “Buscar melhorias no longo prazo com práticas que, se implementadas de maneira incorreta, podem trazer prejuízos no curto prazo não é tão simples, e nesse ambiente existem algumas condutas de ESG surgindo e que podem ser úteis”, explica Isabella Slompo, coordenadora regional da Amcham Curitiba. As dicas são as seguintes: 1. Viabilizar a gestão de resíduos e a conscientização da equipe É necessário que os processos de produção sejam melhorados de forma que administrar bem os resíduos aconteça de forma eficiente. Além disso, os colaboradores precisam ser treinados e capacitados, pois eles são a peça funda66

Práticas de ESG estão sendo difundidas no meio corporativo

mental na produção. Utilizar relatórios e, periodicamente, fazer auditorias internas são iniciativas para esclarecer a situação da empresa em relação às normas que devem ser seguidas. E, após a ação, fazer o feedback com a equipe, pontuando as melhorias necessárias. 2. Reduzir os riscos no ambiente de trabalho Ter o cuidado com os colaboradores e com a sua qualidade de vida proporciona um ambiente seguro de trabalho. Neste caso, tenha um responsável pela segurança do trabalho para garantir que seu negócio esteja seguindo todas as regulamentações existentes. 3. Desenvolver programas de benefícios aos colaboradores Ter colaboradores engajados traz muitas vantagens: mais produtividade, melhor atendimento ao cliente e melhor clima de trabalho para todos. E para que a equipe se sinta bem cuidada e motivada, é necessário haver a valorização do seu trabalho oferecendo benefícios diferen-

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ciados, como vale-alimentação, vale presentes, orientações nutricionais, desconto ou pagamento de mensalidades de academias de ginástica, entre outros. 4. Promover a diversidade e inclusão dentro da empresa Promover a diversidade e a inclusão de colaboradores. A inclusão requer reunir essas pessoas para aproveitar o potencial criativo e profissional das suas diferenças e valorizar com igualdade as suas habilidades profissionais. 5. Implementar programas de treinamento e desenvolvimento Para que todas essas mudanças aconteçam de forma mais tranquila e organizada é fundamental que os colaboradores estejam preparados para isso. Portanto, implementar programas de treinamento e desenvolvimento para os funcionários trará muitos benefícios para a organização, já que haverá melhores habilidades técnicas, colaboradores mais confiantes e menos erros nos processos.


Projeto lassalista “Prateleira Solidária” vai atender comunidade em risco social A insegurança alimentar é uma realidade no país e se agravou, ainda mais, durante a pandemia da Covid-19. O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), divulgado em 2021, indicou que 55,2% dos lares brasileiros vivenciavam um cenário de insegurança alimentar —um aumento de 54% em relação a 2018, quando esse percentual era de 36,7%. Com o olhar nesta realidade e sensível às necessidades desta população que não tem acesso aos itens básicos de subsistência, a Pastoral Lassalista de Toledo lançou, em maio, o projeto “Prateleira Solidária”. O objetivo do Projeto é arrecadar doações de alimentos não perecíveis, agasalhos e produtos de Pastoral Lassalista de Toledo apresenta o projeto “Prateleira Solidária” higiene, que serão destinados às entidades assistenciais, como por exemplo, a Embaixada Solidária de Toledo e a Prateleira Solidária veio O Projeto arrecada alimentos, colaboradores, sobre a Casa de Maria – Assistência à Criança e somar as ações Lassalisimportância deste olhar agasalhos e produtos de Adolescente. tas”, enfatizou o diretor sensível e respeitoso higiene para serem entregues Os Projetos Lassalistas de solidado Colégio La Salle de sobre a existência do a entidades assistenciais riedade, sustentabilidade ambiental e Toledo, Ir. André Müller. outro. inovação criativa estão alinhados com A Prateleira Solidária O Projeto será apoiao pacto educativo global lançado pelo quer atender uma necessidade emergendo pela Jornada de Formação Lassalista Papa Francisco, em outubro 2020. “Este, mas também, quer promover uma e estudantes da Pastoral da Juventude tamos refletindo e aprimorando consreflexão entre alunos, famílias, Irmãos e Lassalista (Pajula). “Ser Lassalista é tantemente nossas ajudar a melhorar o mundo. Portanto, metodologias bussejamos solidários em mais uma ação cando a melhor expromovida pela Colégio La Salle Toledo”, periência educativa, convoca o coordenador de Pastoral e baseado no melhor vice-diretor do Colégio La Salle, Ir. Taylon conhecimento cienAmorim Torres. tifico, mas estamos profundamente senComo ajudar sibilizados com as As doações podem ocorrer esponquestões sociais. É taneamente, durante todo ano, sendo preciso formar pesentregues na portaria e secretaria da soas capazes cieninstituição. tificamente, mas também, sensíveis Distribuição ao desenvolvimento Os produtos arrecadados para a de uma sociedade ci“Prateleira Solidária” serão distribuívilizada, sustentável dos às Entidades ao final de cada mês. e fraterna. O Projeto Crianças são incentivadas ao gesto da doação Ano XXVI - nº 281 - Junho de 2022

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Inverno, temperaturas baixas e a necessidade de proteção contra o frio Seja no noticiário apresentado pela -Cov-2) causador da Imprensa, seja nas rodas de convercovid-19. Esse teria sas, o que mais circulou na metade sido um elemento deste outono foram as informações e que contribuiu no comentários a respeito da alta procura processo para redude atendimento médico por conta de zir a contaminação. sintomas gripais. Os diagnósticos são Contudo, outro elediversos e vão desde gripe à pneumomento foi extremania alcançando adultos, mas principalmente importante: mente as crianças. O declínio acentua higienização das ado das temperaturas na transição das mãos. Logo, fica o estações e a proximidade do início do ensinamento que inverno – que chega às 6h14 deste dia sendo necessá21 de junho – reforçam a importância ria a permanência dos cuidados nesta época do ano e a ou passagem por atenção dos pais ou responsáveis para locais de uso coprocurar ajuda médica. mum – ônibus do Temperaturas baixas exigem mais cuidados de proteção A volta das atividades normais, tratransporte público, balho, escola, confraternizações, levam ambientes públicos ou privados com saúde oferecem doses do imunizante a uma maior circulação de pessoas que grande circulação de pessoas, como para pessoas com 60 anos ou mais, favorece a inevitável condição para a supermercados, entre outros – é sa- crianças de seis meses a menores de transmissão de doenças “de inverno”, lutar lavar as mãos com água e sabão cinco anos de idade, gestantes e puércomo popularmente são chamadas. É ou, ao menos, higienizar com álcool em peras (mulheres que tiveram bebês há hora, portanto, de recorrer a algumas gel. Esta é uma das maneiras, se não a até 45 dias), professores, caminhoneiestratégias de ação para evitar infecmelhor ao menos a mais comum, para ros e trabalhadores de transporte coleções virais ou bacterianas. evitar a propagação dos diversos tipos tivo rodoviário de passageiros urbano e Muitos especialistas recomendam de vírus. Vale lembrar que, pela empatia de longo curso, povos indígenas, pes“evitar locais fechados”. Nesse item, al(importar-se com o outro), também é soas com comorbidades, pessoas com gumas considerações são necessárias. bom cobrir a boca ao espirrar ou tossir. deficiência permanente, trabalhadores nas forças de segurança e salvamento O transporte público em cidades de VACINA DA GRIPE e Forças Armadas, trabalhadores da médio e grande porte é A vacina contra o ví- saúde, entre outros. essencial para a mobilirus influenza, causador Vacina, uso de máscara, evitar amdade de uma parcela da da gripe, é uma das bientes com aglomeração de pessoas, população que depende formas de se proteger. higienizar as mãos, são algumas das forpara seus deslocamenA cada ano ela tem evo- mas. Mas tudo isso depende da pessoa tos ao trabalho. luído e acrescentado ao estar bem agasalhada. Vale mencionar Se os dias estão frios, calendário de imuniza- que nem todos têm essa condição de naturalmente o usuáção as possibilidades garantir a sua proteção contra o frio. rio do sistema quer se para combater variantes É aí que surgem as oportunidades dos proteger e fecha a jaque mais circulam e cristãos e pessoas de boa vontade em nela. Como driblar esse impedir seu avanço na colaborar com doações de roupas em problema? Há solução? população. condições de uso para que cheguem a No período pandêmiO sistema público de que mais precisa. Como última dica para co, os profissionais de saúde garante a vacina ajudar a si e ao próximo a vencer mais saúde recomendaram o para grande parte da um período de temperaturas baixas, uso das máscaras para população. A cada ano, pense como você pode auxiliar para evitar o contágio com A água é gelada, mas é preciso manter a higienização as unidades básicas de transformar essa realidade. o coronavírus (SarsAno XXVI - nº 281 - Junho de 2022

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Tosse persistente? Importante consultar um especialista As temperaturas baixas anunciam a chegada de momentos mais corriqueiros para um bom chocolate quente, um café ou um delicioso chá para aquecer o corpo e enfrentar o cotidiano gelado de inverno que se aproxima. Mas serve de alerta para manter cuidados e prevenção da transmissão de vírus e bactérias que “fazem a festa” nesta época do ano, provocando situações respiratórias das mais indesejadas. A tuberculose é uma infecção bacteriana causada pelo Mycobacterium tuberculosis. Ele se espalha quando alguém tosse, empurrando as bactérias para o ar. Na maioria dos casos, o sistema imunológico impede que as bactérias cresçam. Pode permanecer no corpo, adormecido, mas vivo, por anos sem causar sintomas ou se espalhar. Esses casos são difíceis de detectar porque as pessoas têm radiografias de tórax normais e testes de escarro negativos. Mas calcula-se que para cerca de 10% das pessoas infectadas a infecção evolui para uma doença grave e se torna contagiosa. Quase dois bilhões de pessoas – um quarto da população mundial – estão infectadas hoje. Cerca de 10 milhões adoecem anualmente. Sem tratamento, a maioria dos casos leva a doença prolongada que culmina em insuficiência respiratória fatal. A tuberculose mata cerca de 1,5 milhão de pessoas todos os anos. A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 95% dessas mortes ocorrem em países de baixa e média renda, onde a desnutrição, a falta de assistência médica e as moradias lotadas permitem que a doença prospere e se espalhe. Nesses locais, sistemas de saúde pública inadequados não conseguem detectar muitos casos, e o tratamento eficaz pode ser muito caro ou indisponível. Especialistas garantem que onde quer que haja pobreza em um país, a tuberculose encontrará essas pessoas. Há uma necessidade de mais pesqui70

Doenças respiratórias mostram a relevância da manutenção do uso da máscara

sas sobre a tuberculose. Muitas cepas de tuberculose desenvolveram resistência a antibióticos e algumas são resistentes a muitos medicamentos usados para tratar a doença. Durante anos, a OMS vem pedindo às nações que invistam no desenvolvimento de melhores medicamentos e diagnósticos. A agência estima que um extra de US$ 2 bilhões seja necessário a cada ano para fazer frente a essa necessidade. Nos últimos anos, os casos globais de tuberculose diminuíram cerca de 2% ao ano, muito lento para atingir a meta das Nações Unidas, anunciada em 2015, de acabar com a pandemia até 2030. A pandemia de covid-19 exacerbou a tuberculose, sobrecarregando os sistemas de saúde de muitos países. Conforme o relatório “Dados Epidemiológicos da Tuberculose no Brasil”, ao menos 46% dos casos de tuberculose no mundo estão concentrados no Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Esses mesmos países concentram 40% das mortes pela doença. Sozinho, o Brasil tem um terço de todos os casos nas Américas.

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Os homens formam o universo de 70% dos casos novos. De acordo com o publicado na Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde, a doença é muito prevalente no Brasil, sobretudo nos estados do Amazonas e Rio de Janeiro, com a detecção de 77 mil novos casos e 4,5 mil mortes (2019). “Os principais sintomas da tuberculose são tosse por mais de duas semanas, cansaço, emagrecimento, febre, perda de apetite e suor excessivo à noite. A doença tem cura e o tratamento é oferecido de forma gratuita pelo SUS. Apesar da melhora dos sintomas logo nas primeiras semanas, é primordial seguir corretamente as orientações do médico durante a terapia completa, que dura no mínimo seis meses”, informa. Nos municípios da área de atuação da 20ª Regional de Saúde de Toledo, houve uma queda de 46% no total de exames realizados entre 2019 e 2020. Entretanto, o número de casos novos confirmados cresceu 20%, o que revela a importância da realização dos exames no aparecimento dos sintomas.


Pastoral da Juventude no Dia das Mães Comemoração do Dias das Mães com atividade promovida pelo Grupo JAC, de Assis Chateaubriand promoveu espiritualidade, homenagens e muitos abraços às mamães. Elas merecem todo carinho e oração.

Retiro em Assis Chateaubriand Participantes do Retiro “Tu és o centro”, realizado pela Renovação Carismática Católica (RCC) na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Assis Chateaubriand. O retiro foi conduzido pelos assessores Adir e Valdemir, de Toledo, e animação do Ministério Eis-me Aqui. A conclusão do retiro ocorreu com a celebração eucarística, presidida pelo vigário paroquial, Pe. Jociel de Almeida – Fotos: Fábio Cembrani

Catequese de Tupãssi no Mês Mariano A Catequese da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes (Tupãssi) se envolveu intensamente na programação realizada em maio, carinhosamente chamado de “Mês Mariano”. Foi uma atividade que envolveu o tema “Maria: exemplo de santidade que nos aproxima de Jesus”. As reflexões sobre o assunto ocorreram durante o mês inteiro e teve como ponto alto o momento da Coroação de Nossa Senhora, com rito realizado na celebração do dia 7/05 como parte das homenagens e comemoração ao Dia das Mães. O momento da Coroação contou com a presença de 30 crianças.

Crianças com o pároco, Pe. Solano, circundam a imagem da Nossa Senhora de Lourdes

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Procissão de entrada com a imagem da Padroeira

Marileide Teles, Hélia Guieti, Daiane Mariussi, Leidiane dos Santos Mariussi e Angélica Paiva fazem parte da Equipe de Coordenação da Catequese e Equipe de Canto, que ficaram responsáveis pela preparação, ensaios e organização para a realização da Coroação de Nossa Senhora.


A missão é continuada pelo Espírito Santo O Espírito Santo fortalece e anima a continuidade da missão. Catequizandos que receberam o Sacramento da Crisma abraçam esses dons para que possam testemunhar aquilo que vivenciaram no período da Catequese agora na sua vida cotidiana. Na conclusão desta caminhada de inspiração catecumenal, o bispo diocesano, D. João Carlos Seneme, presidiu as celebrações com Crismas na Paróquia São Francisco de Assis, em Toledo. Nesta edição, chegou a vez de conhecer os crismandos da Capela Nossa Senhora Aparecida (Fachini). As são de Juan Pablo Matoso.

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Ação de graças pelos 43 anos do Seminário Maria Mãe da Igreja A celebração pelos 43 anos do Seminário Maria Mãe da Igreja ocorreu na Igreja São Cristóvão, em Toledo. Além dos familiares dos seminaristas, a comunidade participou desta ação de graças, com suas orações voltadas ao bem vocacional que esta casa de formação dos futuros padres da Diocese de Toledo vem promovendo ao longo destes anos.

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Felicidades ao Pe. Laudemir da Rocha, pároco da Paróquia São Francisco de Assis (Toledo), que neste dia 30/06 comemora o 21º aniversário de sua ordenação

O pároco da Paróquia Santa Rosa de Lima, de Nova Santa Rosa, Pe. Mauro Cassimiro, recebe cumprimentos pelos 20 anos de sua ordenação (29/06)

Pe. Marcos Denck da Silva, pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia (Toledo), e vigário judicial do Tribunal Diocesano, comemora 19 anos de sua ordenação neste dia 21/06

Pe. Amário Zimmermann, sacerdote do clero diocesano residente em Marechal Cândido Rondon, recebe homenagem pelo 54º aniversário de sua ordenação (29/06), e pelos 82 anos de vida (30/06)

Parabéns ao Pe. Nelton Hemkemeier, pároco da Paróquia São Pedro e São Paulo (Toledo), e assessor diocesano da Pastoral Familiar, que neste dia 12/06 chega aos 23 anos de sua ordenação sacerdotal

Neste dia 17/06, o pároco da Paróquia Menino Deus (Toledo), ecônomo da Diocese e assessor eclesiástico da Escola de Ministros Auxiliares da Comunidade (MAC), Pe. Geraldo Marino Ferreira, comemora o 22º aniversário de sua ordenação presbiteral

Coral das Ritianas que animou a Missa em honra a Padroeira Santa Rita de Cássia, realizada no Seminário Santa Mônica (Toledo)

Participantes do encontro anual de formação para secretárias e secretários das paróquias e organismos da Diocese de Toledo, realizado no Instituto São João Paulo II (24/05)

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Grupo Jovens Peregrinos, membros da Pastoral da Juventude da Paróquia São Francisco de Assis (Toledo), promoveu uma serenata para as mães no dia 8/05

2ª etapa da Formação Diocesana da Pastoral da Juventude (FPJ), com o tema “Protagonismo juvenil e liderança”. A atividade foi realizada no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Toledo (24/04).

Izabela Weber, da Paróquia São Cristóvão (Toledo), recebe homenagem dos pais, Gilmar e Clarice, e demais familiares pela formatura em Odontologia. Parabéns e que seja feliz na profissão.

Dia das Mães em Pato Bragado 78

Animados pelos catequistas e incentivados pelos pais. Catequizandos da Capela Nossa Senhora do Rocio, de Concórdia do Oeste – Paróquia São Francisco de Assis (Toledo), dão seus singelos passos de participação na comunidade. Nas simples encenações ou mesmo em momentos específicos da Liturgia, crianças e adolescentes tornam-se participantes da vivência da fé na comunidade.

Mães recebem homenagem ao final de celebração eucarística realizada na Igreja São Luiz Gonzaga. Num lindo gesto, as mães e aquelas que são “mães duas vezes”, as avós, fizeram o gesto da bênção sobre os filhos.

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Grupo participante nestes 3 anos do Movimento

3 anos do Movimento Mães que Oram pelos Filhos Integrantes do Movimento Mães de Oram pelos Filhos celebraram na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Terra Roxa, seus três anos de atividades. Na programação, uma tarde de confraternização na véspera do Dia das Mães. Além da descontração, elas se reuniram na missa presidida pelo Pe. Gervásio Pivetta, que abençoou as intenções do Movimento. Pe. Gervásio Piveta na bênção da imagem, Nossa Senhora da Salette, padroeira do Movimento

A coordenadora diocesana Neyva Martini com o esposo

Início da celebração pelos 3 anos do Movimento

Confraternização na véspera do Dia das Mães Caroline de Jesus Coelho, secretária na Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes (Guaíra), comemora mais um ano de vida neste dia 20/06, recebendo o carinho da equipe de trabalho, familiares e amigos

Parabéns para Lucila Diel Waschburger, da Paróquia Menino Deus (Toledo), que recebe o carinho dos seus filhos, noras, netos e bisnetos pelos seus 75 anos (14/06) Felicidades ao Evandro Waschburger, da Paróquia Menino Deus (Toledo), que comemora seus 54 anos neste dia 30/06 e recebe homenagem de toda a família e amigos Ano XXVI - nº 281 - Junho de 2022

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Devoção a Nossa Senhora de Fátima Em cada passo na procissão, em cada terço à mão e no coração de devotos os pedidos mais íntimos e também agradecimentos a Nossa Senhora de Fátima. As homenagens à Padroeira do Seminário mantido pelos Frades Menores Missionários (FMM), em Toledo, reuniu homens e mulheres, de todas as faixas de idade, inclusive algumas crianças, na procissão luminosa seguida de celebração eucarística. Na Oração do Terço, enquanto caminhavam, em cada Ave-Maria os participantes contemplavam os Mistérios Dolorosos (sexta-feira) e se preparavam para a missa, rezando fervorosamente pelas graças alcançadas. Na celebração, a recordação do pedido de Nossa Senhora em Fátima: oração, penitência, conversão.

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Homenagem às mães em celebração eucarística realizada na Igreja Santo Antonio, de Formosa do Oeste, com participação da Infância e Adolescência Missionária (IAM). Num momento de homenagem às mães, elas representaram ao menos 14 nomes e títulos de Nossa Senhora.

Crianças que participaram das homenagens à Padroeira da Paróquia Maria Mãe da Igreja (Marechal Cândido Rondon) Foto: Oficina da Foto

SAUDADES FELICIDADES César e Maria Barbosa Fédel, da Paróquia São Cristóvão (Toledo), recebem homenagem dos familiares e amigos pelos 39 anos de casados (28/05) Valdomiro Dries 09/10/1953 14/05/2015 Homenagem da família

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Luiz Neri Galante 01/09/1963 19/10/2019 Homenagem da família

Agustinho Galante 29/08/1939 03/04/2022 Homenagem da família


Equipe da cozinha que caprichou no preparo do almoço na Festa da Padroeira da Paróquia Santa Rita de Cássia (Toledo)

Grupo de cantos que atuou na animação da Missa da Padroeira (22/05) da Paróquia Santa Rita de Cássia (Toledo)

Devotos de Santa Rita de Cássia prestam homenagem à Padroeira na celebração de 22/05 na Paróquia Santa Rita de Cássia (Toledo)

Durante a 5ª Assembleia Regional da Pastoral do Dízimo no Paraná, realizada em Guarapuava, o assessor diocesano da Pastoral Dízimo, Pe. Neimar Troes, foi eleito vice-coordenador Regional e coordenador da Província Eclesiástica de Cascavel. Para o triênio 2022-2025 foram eleitos (foto): Pe. Antônio M. Garibaldi (diocese de Paranavaí): coordenador da Província Eclesiástica de Maringá; Pe. Elves Allano Perrony (diocese de São José dos Pinhais): coordenador regional e da Província Eclesiástica de Curitiba; Pe. Sidney Drozio (diocese de Apucarana): Coordenador da Província Eclesiástica de Londrina; e Pe. Neimar Aloísio Troes (diocese de Toledo): vice-coordenador Regional e coordenador da Província Eclesiástica de Cascavel, que aparece ao lado de D. Bruno Versari, bispo referencial da Pastoral do Dízimo no Paraná.

Encontro Nacional de Presbíteros A Diocese de Toledo marcou presença no 18º Encontro Nacional de Presbíteros, em Aparecida (SP). Representando o clero diocesano, participaram do evento Pe. Nelton Hemkemeier e Pe. André Fatega. As reflexões estiveram baseadas no tema “Presbíteros: comunhão e missão” e o lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). Durante o evento, eles encontraram com o Cardeal D. Odilo Pedro Scherer.

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Safra de café é impactada por clima adverso As condições climáticas registradas durante o desenvolvimento da safra 2022 de café são determinantes para a estimativa de produção de 53,4 milhões de sacas. De acordo com o segundo levantamento da cultura, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume representa um acréscimo de cerca de 5,7 milhões de sacas em relação ao ciclo anterior. Se comparado com a colheita de 2020, último ano de bienalidade positiva, a produção esperada para este ano é 15,3% inferior, o que representa 9,65 milhões de sacas. “A recuperação é limitada, uma vez que a estiagem e as geadas ocorridas ainda no ano passado, principalmente em Minas Gerais, Paraná e São Paulo, debilitaram as plantas, influenciando no desempenho produtivo das lavouras de café”, reforça o presidente da Companhia, Guilherme Ribeiro. O café do tipo arábica é aquele que mais deve ser influenciado pelo clima adverso, pois a sua concentração ocorre nessas regiões mais impactadas pelas baixas temperaturas e pela escassez hídrica. A expectativa ainda é de uma recuperação na produção em relação à safra passada, podendo chegar a 35,7 milhões de sacas do produto beneficiado. Porém, era esperado um potencial produtivo maior, por se tratar de um ciclo de bienalidade positiva. Se comparado com

Área dos cafezais

Segundo o levantamento divulgado pela Companhia, a área destinada para o café está estimada em 2,2 milhões de hectares, aumento de 1,9% em relação a 2021. A elevação é esperada tanto para o espaço destinado para as plantas em formação como para aquelas em produção. Para a área em formação, que contempla plantios novos e áreas esqueletadas ou recepadas, a Conab estima cerca de 401,2 mil hectares, enquanto que as lavou84

Estimativa apresenta redução no comparativo da bienalidade

a safra 2020, a sinalização é de diminuição de 23,6% do volume total estimado. “Os técnicos da Companhia que foram a campo acompanhar o desenvolvimento das lavouras relataram que, apesar da boa florada a partir das chuvas ocorridas, não houve um bom pegamento dos chumbinhos devido às condições fisiológicas das plantas”, explica a superintendente de Informações da Agropecuária da Conab, Candice Romero Santos. Para a produtividade média, o último ano de bienalidade positiva alcançou cerca de 32,21 sacas por hectare para o mesmo café arábica. Já na atual safra, a

ras em produção devem se estender por 1,84 milhões de hectares, alta de 2,5% e 1,8% respectivamente. Nos quatro primeiros meses deste ano, o Brasil já exportou 14,1 milhões de sacas de 60 kg de café. O volume é 10,8% menor do que a quantidade exportada em igual período do ano passado, resultado influenciado pela queda na produção de café em 2021 e redução dos estoques internos nos primeiros meses de 2022.

Ano XXVI - nº 281 - Junho de 2022

estimativa é de um rendimento médio de 24,6 sacas por hectare. Minas Gerais continua como o maior produtor de café do Brasil com 24,7 milhões de sacas produzidas, destas 24,4 são de arábica. Em movimento oposto ao arábica, a produção de café conilon deve atingir um novo recorde, com colheita de 17,7 milhões de sacas beneficiadas – um aumento de 8,7% em relação à safra anterior, puxado pelo incremento de produtividade que tem sido recorrente a cada ano. No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon, a produção tende a ultrapassar as 12 milhões de sacas. “Não houve registro de extremos climáticos no estado capixaba. Pelo contrário, o volume de chuvas e as temperaturas foram favoráveis para a cultura. O mesmo cenário foi verificado na Bahia. Em Rondônia, além das boas condições climáticas, os produtores seguem investindo em melhorias nos pacotes tecnológicos. Já os estados de Mato Grosso e Amazonas apresentam grande potencial para ampliar a produtividade e consequentemente a produção”, ressalta o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen.


Desde 1978, somos norteados por valores como ética, comprometimento, confiança e versatilidade, sempre respeitando o meio ambiente e a sociedade em que vivemos.

Obrigada por estarem conosco nessa jornada.


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Sicredi passa a integrar o Pacto pelo Esporte O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 5,5 milhões de associados e presença em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, passou a integrar o Pacto pelo Esporte. A iniciativa é um acordo voluntário entre empresas patrocinadoras do esporte nacional, que define regras e mecanismos nas relações entre investidores e entidades esportivas (confederações, federações e clubes). O Pacto pelo Esporte fornece ferramentas de autorregulamentação que definem boas práticas em governança, integridade e transparência, para a efetivação dos patrocínios feitos pelas empresas às entidades. O Sicredi foi convidado a participar da iniciativa pelo reconhecimento de seus esforços e comprometimento com o desenvolvimento do esporte brasileiro. “Acreditamos na inclusão social proporcionada pelo esporte e a conexão das pessoas com o espírito coletivo que ele promove. Nesse sentido, entendemos que tem relação direta com nosso propósito de construir sociedades mais prósperas. A adesão ao Pacto pelo Esporte significa uma evolução da nossa relação com o tema, ao passo, que, agora, fomentamos também a evolução dos processos e critérios éticos de gestão em todo o ecossistema esportivo o que proporciona mais credibilidade e segurança aos investimentos realizados”, afirma Josiane Reis, superintendente de marca, comunicação e segmentos do Sicredi. Comprometimento com o esporte Em 2021, o Sicredi apoiou 290 iniciativas: 282 locais, realizadas por meio de suas mais de 100 cooperativas, e oito nacionais. O futebol é a modalidade com o maior número de ações, totalizando 111. O Sicredi patrocina grandes campeonatos como a Copa do Brasil de Futebol Masculino; a Brasil Ladies Cup, competição de futebol feminino que teve

Iniciativa reúne empresas patrocinadoras, clubes e entidades esportivas e busca fomentar as melhores práticas de gestão neste mercado sua primeira edição em dezembro de 2021; o CBF Origens, campeonato, com foco no futebol de base brasileiro, que promove a inserção de jovens talentos no esporte; e Copa do Brasil de Futsal Feminina e a Masculina. Rating Integra lança terceiro ciclo e abrange clubes de futebol A entrada do Sicredi no Pacto pelo Esporte coincide com um novo ciclo do Rating Integra, principal ferramenta do Pacto para mensurar níveis de governança, integridade e transparência das entidades esportivas brasileiras. O Rating é uma iniciativa da Atletas pelo Brasil, do Comitê Olímpico do Brasil, do Comitê Paralímpico Brasileiro, do Instituto Ethos e do Pacto pelo Esporte. A ferramenta auxilia os patrocinadores a definir seus investimentos de maneira mais planejada, objetiva e

transparente, pois passam a ter acesso aos atributos e características de governança das entidades e clubes inscritos no Rating. O terceiro ciclo do Rating Integra traz importantes mudanças, a fim de atender as demandas do setor e ampliar o escopo de atuação. A abertura da adesão para clubes de futebol é a principal novidade deste ciclo, que será contínuo até 2023. A participação no Rating é feita em duas etapas: autoavaliação e verificação externa. Na primeira, a organização faz a autoavaliação com base no questionário on-line para que seja gerado um relatório de desempenho. Na segunda, a organização é demandada a apresentar as evidências que respaldam as práticas indicadas. Em seguida, a entidade é entrevistada por um verificador credenciado que realiza um relatório com indicações de aprimoramentos. As entidades esportivas que participaram do terceiro ciclo do Rating Integra têm acesso a uma plataforma digital que as aproxima de empresas patrocinadoras, signatárias do Pacto pelo Esporte.

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