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Revista Cristo Rei - Maio 2022

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As mães que alimentam gerações com o Pão da Vida Para qualquer cristão, é muito fácil escrever a respeito de Nossa Senhora. Basta se referenciar à Mãe de Jesus que qualquer palavra vem carregada de emoção e até comoção, dependendo da circunstância que cada um esteja vivendo. De origem humilde, uma jovem das “periferias” do mundo judaico foi encontrada por Deus para receber o projeto salvífico que continua transformando o presente. Antes do grande anúncio de ser mãe, ela poderia ter imaginado que abraçaria a maternidade como as mulheres de sua época. Mas algo grandioso a aguardava e, sem saber, com plena confiança disse seu sim. Pode-se pensar que do ponto de vista humano, Maria teve uma gestação como qualquer outra, mas única no contexto da história da Salvação. Já mãe, sofreu humanamente com o primeiro afastamento físico do Filho, na primeira angústia de sua perda no templo, e mais tarde dores e sofrimentos ao acompanhá-lo rumo ao Calvário. Não são raros os casos de mães que, no presente, passam por provações semelhantes. A manifestação da “Ave cheia de graça” acontece no cotidiano de tantas mulheres, e mães, que também recorrem a ela nas suas orações mais íntimas, pedindo para que interceda junto ao seu Filho nas suas necessidades.

São muitas mães que expressam, pela oração e conhecimento de sua história, o respeito e admiração ao testemunho de fé da Virgem de Nazaré, da Mãe de Deus, e seus títulos sucessivos que não param de prosperar. Afinal, as necessidades destas mães são inúmeras, assim como as graças alcançadas. As mães de hoje que buscam se assemelhar a Nossa Senhora na tarefa de transmitir a fé cumprem uma missão notável, tal qual da Mãe de Jesus. Na perseverança alimentada diariamente, nutrem as gerações com o Pão da Vida, seja em casa ou na comunidade de fé. Elas incentivam na Catequese, motivam na Pastoral Familiar, alimentam as vocações, engajam-se com a juventude, entre tantos serviços eclesiais. E Nossa Senhora é a perfeição de discípula missionária e modelo para as mães que educam seus filhos na contemplação dos ensinamentos de Jesus no caminho a ser seguido. Cumprimentando com o maior carinho as mães que são leitoras da Revista Cristo Rei, é o momento de manifestar gratidão pelo seu acompanhamento mensal com a publicação diocesana. Todos os meses, os trabalhos são dedicados em atender a missão de servir como amparo de bons conteúdos para sua leitura. Feliz Dia das Mães!

Expediente Ano XXVI - nº 280 - Maio de 2022 Revista mensal da Diocese de Toledo

ESCRITÓRIO Rua General Rondon, 2006 CEP 85902-090 - Toledo - PR Fone/Fax: (45) 3252-1728 revista.cristorei@gmail.com BISPO DIOCESANO D. João Carlos Seneme DIRETOR RESPONSÁVEL Pe. André Boffo Mendes DEPARTAMENTO COMERCIAL Ana Maria Araujo Fone: (45) 3252-1728 EDITOR Paulo Weber Junior (SRTE/PR - 6.790) jornalistapaulo@gmail.com DIAGRAMAÇÃO Alexsandro G. Pereira (Lico) alexsandro.pereira@gmail.com CIRCULAÇÃO Toledo, Marechal Cândido Rondon, Palotina, Guaíra, Assis Chateaubriand, Jesuítas, Tupãssi, Terra Roxa, Nova Santa Rosa, Nova Aurora, Iracema do Oeste, Entre Rios do Oeste, Pato Bragado, Mercedes, Quatro Pontes, São Pedro do Iguaçu, Ouro Verde do Oeste, Formosa do Oeste e Maripá. TIRAGEM 7.000 exemplares IMPRESSÃO Gráfica TUICIAL Os assuntos tratados em artigos assinados são de inteira responsabilidade do autor.

Maria, Mãe de Jesus e nossa mãe: primeiracristã e inspiração para a transmissão da fé

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Toledo entra na rota de pesquisa internacional sobre abelhas sem ferrão

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Centro Comercial Catedral passa porampliação e abre oportunidades de negócios

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As gotas de amor para um mundo melhor

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Santos Óleos chegam às comunidades

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Como é calculado o preço do leite?

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Maria, Mãe de Deus e nossa mãe, é fonte de esperança e alegria O mês de maio nas comunidades cristãs e católicas é dedicado à Maria, Mãe de Deus e nossa, e também à todas as mães que amam seus filhos e constroem nossa sociedade no amor e no despojamento. Maria fala pouco nos evangelhos, somente 16 versos, em um total de 154 palavras gregas, das quais 102 aparecem no Magnificat. De acordo com os textos evangélicos, as frases de Maria são precisamente seis, sendo duas na anunciação do anjo Gabriel: “Como acontecerá isso, se eu não convivo com um homem”? “Aqui está a serva do Senhor. Que sua palavra se cumpra em mim”. Uma frase, a mais longa, na visita a sua prima Isabel, quando recita a oração do Magnificat. Outra frase quando reencontra o Filho no templo entre os doutores: “Filho, por que fizestes isso? Vê: teu pai e eu te procurávamos angustiados”. Duas frases nas núpcias de Caná: “Eles não têm vinho”. “Fazei tudo o que ele vos disser”. Há também uma outra situação que não se manifesta em palavras, mas que apresenta a atitude de Maria no contexto do plano salvador de Deus: o silêncio acolhedor de Maria diante do Calvário, quando Jesus a faz Mãe da Igreja, naquele momento representada pelo discípulo João. Quando meditamos o canto do Magnificat percebemos que não há somente a exaltação da D. João Carlos Seneme, CSS pobreza autêntica e do Bispo da Diocese de Toledo

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cuidado que a comunidade cristã deve ter em relação aos humildes, fracos e que passam fome. Há sobretudo uma forte esperança na ação de Deus, descrito por Maria através dos atributos divinos de poder, santidade e misericórdia. O hino de Maria na casa de Isabel não é uma coleção de citações das Escrituras, mas, trata-se de uma atualização da história da salvação. Maria resume a história da salvação dos séculos anteriores e dos séculos futuros. O paralelismo entre Maria, com seu Filho em seu ventre, e a translação da Arca para Jerusalém também é tocante. Davi exclamou: “Como a Arca do Senhor pode vir até mim?” e Isabel faz a mesma pergunta: “Quem sou eu para que me visite a mãe do meu Senhor”? Em ambos os casos o contexto é festivo, com Davi dançando na frente da Arca, e Maria saltando de alegria com Isabel enquanto João Batista, no ventre de sua mãe, dá um pulo de alegria. Maria manifesta sua humildade e total adesão ao plano de Deus quando diz “Eis aqui a serva do Senhor”. Não é apenas autoconsciência da humildade de Maria, mas uma recapitulação cristológica dos “servos do Senhor”, desde Abraão, Moisés, Josué, Davi até o “Servo do Senhor” por excelência, nos quatro cânticos do livro de Isaías. Papa Francisco nos ajuda a compreender o papel da Virgem Maria na vida de Jesus e no plano de Deus: “Maria é fonte de esperança e de verdadeira alegria”. Ela não é só Mãe de Deus, mas também “nossa Mãe”. Maria é Aquela que “nos precede e nos confirma continuamente na fé, na vocação e na missão com seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus. Ela nos ajuda a traduzir nossa fé em um anúncio alegre e sem fronteiras do Evangelho. Assim a nossa missão será fecunda, porque se baseia na maternidade de Maria”.

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GERAÇÕES DA FÉ

MARIA, MÃE DE JESUS E NOSSA MÃE: PRIMEIRA CRISTÃ E INSPIRAÇÃO PARA A TRANSMISSÃO DA FÉ Evangelho de São O percurso do tema central João (Jo 19,26-27) desta edição da Revista Cristo conta que, a partir Rei tem por finalidade valorizar as daquele momenmães que participam da construto, João a levou ção da história de evangelização para sua casa. A na Diocese de Toledo, transmitradição da Igretindo os valores cristãos às geraja nos apresenta ções. São mulheres que já recebeque a casa onde ram os primeiros ensinamentos, João teria levapartindo da simplicidade de suas do Maria, e ali ela bisavós e avós, para serem hoje teria vivido seus mães educadoras de suas filhas na últimos anos, está fé. Trata-se de uma transmissão em Éfeso. Ainda da fé que se realiza no dia a dia, hoje tem uma no sonho de que sejam fortes e casa rústica lá, corajosas para enfrentar os deonde muitos pesafios, mas sempre inspiradas na regrinos visitam, sabedoria divina. fazem suas oraÉ da “Mãe das mães” que, cerções e recordam tamente, elas buscam o exemplo dessa relação próde humildade, simplicidade, e xima, depois da também de perseverança e conmorte de Jesus, fiança, para que possam realizar de Maria com o sua missão como mães que estão discípulo amado. atentas e zelosas com seus filhos Nós, como tame filhas neste tempo moderno, de bém discípulos de realidade urbana e cultura digital. Cristo, e os discíA Virgem Maria, Nossa SeO Santo Rosário também é uma forma de continuidade da fé pela oração pulos de Jesus, nhora, Mãe de Jesus é venerada recebem a partir e pronunciada nas orações das deste fato Maria também como sua mães no decurso da história do cristiaRevista Cristo Rei – Em qual momenmãe, aquela que os acompanha na evannismo sob diferentes títulos que estão to a Sagrada Escritura referencia Maria gelização, no anúncio. Maria se apresenligados ao momento vivido. Mas existe como mãe de todos os discípulos de ta junto com os apóstolos, depois da um momento muito forte que denota Cristo? a relação mariana na vida dos cristãos. Pe. Luiz Carlos Franzener – Os Páscoa (leia em Atos dos Apóstolos), no Esse caminho de reflexão sobre o tema Evangelhos apresentam um retrato de momento de Pentecostes onde temos é acompanhado pelo Pe. Luiz Carlos Maria muito próxima de Jesus fazendo o relato de que eles estavam reunidos Franzener, especialista em Sagrada a vontade do Pai, mas sobretudo a refe- em oração e Maria estava ali também. Escritura. Ele é convidado nesta edição rência que se faz aos demais discípulos Neste sentido, a maternidade de Maria da Revista da Comunidade Católica e a presença de Maria como mãe é relacionada a todos os discípulos e a topara apontar os principais momentos confirmada no momento em que Jesus dos nós cristãos, se baseia neste relato em que os Evangelhos confirmam para crucificado, no alto do Calvário, tem aos do evangelista João sobre esta cena aos a fé a presença de Maria como mãe pés da cruz Maria, sua mãe, e ao lado pés da cruz. dos discípulos, mães dos cristãos e dela está João, o discípulo amado, talvez RCR – A Bíblia mostra algumas aticomo esta Mãe é motivadora para a algumas outras pessoas, mas que não tudes de Maria em relação ao Plano de caminhada perseverante das mães são apresentadas pelos evangelistas. Deus para a humanidade. Quando os de hoje. É uma bonita catequese que Ele olha para Maria e diz “eis aí o teu evangelistas apresentam a história de chega até você sobre Nossa Senhora, filho” e olha com o discípulo dizendo a vida de Maria, suas preocupações, evio discipulado, a transmissão da fé e a ele “eis aí a tua mãe”. O texto bíblico do denciam algumas características. Quais missão dos cristãos. 6

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são as demais referências a respeito do perfil de Maria que a Sagrada Escritura apresenta? Pe. Luiz – Nos evangelhos, Maria é retratada como filha da humanidade, que a Igreja interpreta como “nova Eva” porque é cheia de graça e se torna obediente à vontade do Pai, obediente aos planos de Deus. Ela diz seu sim, acolhendo a mensagem do Anjo, aceitando ser a mãe de Jesus. A partir do momento que aceita essa missão, a vive com coragem, com dedicação, com esforço e, mesmo diante dos momentos difíceis de sacrifício, Maria é apresentada como mãe zelosa, mãe cuidadosa. Quando protegeu o Filho diante das ameaças de Herodes, ela o leva até o Egito e protege a vida de Jesus, mesmo passando por grandes sacrifícios. Maria mantém relações saudáveis de mãe, em relação ao Filho e aos seus amigos e discípulos, acompanhando e sendo perseverante. Por isso é também a mãe da perseverança que acompanha Jesus e seus discípulos, inclusive no momento da cruz. RCR – Maria era a guardiã da fé. As mães de hoje são missionárias desta fé. De que forma seria possível estabelecer uma relação das mães na formação de uma primeira “comunidade de fé”, a família, a partir da inspiração de Maria com os discípulos após o evento da ressurreição? Comente a relação filial dos fiéis de hoje com a Mãe de Jesus. Pe. Luiz – Nós encontramos o início da Igreja, as primeiras comunidades, com a presença de Maria – como relato contido em Atos dos Apóstolos – enquanto os discípulos estão reunidos em oração. Maria está presente e inspira na fé os cristãos. Ela inspira a Igreja em todos os tempos, enquanto vive as virtudes que são fundamentais na vida de toda pessoa porque ela é obediente à vontade do Pai, ela escuta a Deus, e estabelece com Jesus e os discípulos uma relação de maternidade e de cuidado que faz com que a proteção de Maria em relação ao seu Filho, em relação à nós e em relação à Igreja, é comparada com a proteção divina onde Deus cuida do seu povo. Por isso, Maria torna-se a Mãe da Igreja. Pelo fato de acompanhar os apóstolos em Pentecostes é também chamada pelo nome de Rainha dos Apóstolos, ou seja, aquela que esteve ao lado deles, que recebeu o Espírito

Santo, e se torna grande intercessora junto ao Pai de todos aqueles que evangelizam. RCR – Em um dos primeiros momentos em que Maria se torna a mãe dos discípulos, da primeira comunidade de fé após a crucificação e ressurreição, ela se encontra com eles para rezar. Qual o papel das mães de hoje em conduzir os primeiros passos dos filhos à oração? Por que esse é um ato tão necessário e indispensável para as famílias e para a comunidade de fé? Pe. Luiz – Tem até uma música que entoa que Maria é “primeira cristã”, assim como tem outro título que denomina Maria como “discípula perfeita”. Nessa perspectiva, aquela que por primeiro entendeu a missão de Jesus e, certamente, acolheu também seu anúncio, Maria cumpre esse papel como educadora da fé e é capaz de conduzir a Igreja e seus filhos, onde as famílias podem pedir a intercessão de Maria nesse sentido da transmissão da fé. A Campanha da Fraternidade nos fala este ano dos caminhos ou instrumentos formais da educação e dos informais. Maria é a grande educadora da fé, porque é discípula e se tornou mestra da fé, da espiritualidade, Mãe da Igreja, educadora da comunidade cristã. É um exemplo para as mães pensando neste sentido da transmissão da fé para seus filhos e para a própria Igreja, sendo indispensável para as futuras gerações. RCR – Temos vários exemplos na Diocese de Toledo, e na Igreja em geral, da catequese que as mães realizam ao incentivar seus filhos e filhas no seguimento a Cristo, seja por meio de orações, por meio da presença nas celebrações, mas também na presença em pastorais e movimentos. Como avalia o papel das mães na sustentação da comunidade de fé? Pe. Luiz – A presença das mulheres, a presença de mães em vários ambientes de evangelização, certamente, reflete muito daquilo que a maternidade representa na família e também na Igreja, na comunidade. São geradoras de vida, zelosas pela vida. De modo especial as mães têm esse cuidado e estão tão próximas de seus filhos desde a geração no seu ventre, mas também na Igreja, na

nossa Diocese, percebemos a valorização desses espaços, dessas qualidades, da mãe cuidadora, zelosa e atenta, nos movimentos, nas pastorais, especialmente na Catequese ou como Ministras Auxiliares da Comunidade, enfim, líderes de comunidades. Temos somente que reconhecer o sim de tantas mães que, seguindo o exemplo de Maria, assumem essa representação, essa virtude, essa missão, de ajudarem a comunidade a ter mais vida e a vida divina, a vida de Deus, porque como mãe possuem essas características e transferem-nas na caminhada espiritual. São mestras, são educadoras, são mães de comunidades porque sustentam. E o papel de mãe é acompanhar, zelar, estar presente, ter aquele cuidado que somente elas sabem ter. RCR – Vale destacar que Maria não só contemplou a Palavra de Deus na visitação-anunciação, mas também assumiu sua missão. Tanto que hoje ela mostra a relevância de escutar a Palavra e evangelizar. É um pedido para que os fiéis se lancem na planície do mundo? Quais são os desafios a encarar? Pe. Luiz – Somente pode se tornar uma grande missionária, somente pode realizar uma grande missão quem antes buscou se tornar uma grande discípula. Maria assume todas essas características porque, em primeiro lugar, ela soube entender a vontade do Pai, soube ouvir a voz do Anjo, soube dizer o seu sim. Quem se faz pequeno, quem se faz servo, quem se torna humilde, é capaz de realizar grandes coisas. Por isso, Maria acolheu, sempre escutou, viveu, certamente conhecia muito todo o Antigo Testamento. Ela mesma pronunciou no Magnificat e manifestou a sua experiência de fé. O Magnificat tem sua inspiração no cântico de Ana, a mãe de Samuel, e Maria, utilizando de palavras da própria escritura, conversa com Deus e faz da sua vida uma oração. Ela vive sua espiritualidade, sua devoção, que hoje serve de inspiração para todos nós que queremos contemplar e escutar a Palavra de Deus. Antes da missão vem sempre a iluminação, vem sempre o discipulado, para depois tornar-se missionário. E nos desafios a serem encarados é também em Maria que buscamos essa força, essa humildade. A obediência à Palavra nos torna mais coerentes com a missão.

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GERAÇÕES DA FÉ RCR – Muito se comenta que é nas periferias existenciais, sociais, econômicas, políticas, entre outras, o “lugar” privilegiado para conhecer a ação de Deus. É na “periferia” que muitas mães se encontram. Maria, “humilde serva” (Magnificat, Lucas 1,48) guarda esse modelo como sinal para os cristãos entenderem o que é o Reino do Céu. A fidelidade de Maria, sua confiança total na Palavra, está nesta atenção aos marginalizados de um sistema excludente? Quais são suas considerações? Pe. Luiz – Bem sabemos que a presença de Maria na história da Salvação já vem ao encontro de uma exaltação das mulheres que, no tempo de Jesus, no judaísmo, muitas vezes eram desprezadas, deixadas num segundo plano, e a escolha de Maria ainda jovem já é uma

opção de Deus, uma preferência de Deus, em favor daqueles que, como Maria, tantas vezes são deixados à margem. No campo religioso, a tradição judaica, tinha vários grupos que eram excluídos ou marginalizados. A partir de Maria, e depois com o anúncio e a missão de Jesus, esses vários grupos são integrados, são acolhidos: mulheres, crianças, migrantes, estrangeiros, órfãos, viúvas, pecadores. Jesus os chama e acolhe a todos na sua comunidade. Maria, como mãe e humilde serva, representa a síntese dessas contradições sociais do seu tempo ao representar essa integração, essa acolhida de todos aqueles – como no Magnificat nos diz (Lc 1,46-55) que os orgulhos, os poderosos, serão destituídos e elevados os humildes, os pobres. É justamente a consideração de que,

no Reino de Deus, a busca da justiça, da fraternidade, da solidariedade, não quer excluir ninguém, nem os pecadores, nem os ricos. Mas quem exclui ou quem marginaliza precisa ser convertido. Quem se deixa levar pela soberba, pela arrogância, precisa se converter. Maria é sinal desta acolhida de Deus, que vem ao encontro da humanidade sofrida e daqueles que por um motivo ou por outro na sociedade são desprezados ou não são valorizados e respeitados na sua dignidade de filhos de Deus. Maria é aquela que nos ajuda entender como de fato o anúncio de Jesus e o Reino de Deus deve se realizar entre nós. Ela nos inspira em muitas atitudes em relação ao próximo e nos ensina a sermos mais solidários e criarmos relações de proximidade, de fraternidade.

Mães na tradição da fé Todas as mulheres são vocacionadas para transmitir a fé. Entretanto, esta edição da Revista Cristo Rei dedica-se a esta particularidade vocacional das mães. Algumas despertam essa missão de maneira mais tímida e outras são bastante fervorosas. São mães que demonstram essa preocupação com as gerações para que conheçam a fé, não percam as esperanças nos momentos difíceis e até dolorosos Descontração entre gerações. dona Judite, Silvana, Roberta e a pequena Martina da maternidade, mas se fortaleçam anos. Ela é da Capela São Pedro Apósainda mais nas maravilhas de Deus tolo, de Bragantina, pertencente à Paem suas vidas. É no aprendizado e na róquia São Francisco de Assis, em Assis perseverança que todas participam da Chateaubriand. Ela é de uma família de história de evangelização na Diocese de presença ativa na comunidade. Sua avó, Toledo. Percebidas na simplicidade de Judite Martins dos Reis, de 74 anos, por testemunho de suas vidas, tornam-se exemplo, é Ministra Auxiliar da Comuadmiráveis na sua atenção e cuidado nidade há décadas. A mãe, Silvana Pascom a educação da fé de seus filhos e qualatto, há mais de 15 anos também é filhas. Tudo isso fica evidente quando Ministra Auxiliar e já foi coordenadora elas contam como aconteceu e contide Catequese. Todas com histórico de nua sendo realizada a transmissão da serviços na Igreja e de cuidados com o fé para as gerações. percurso da família na fé. Uma delas é a Roberta Pasqualatto, “Meus primeiros contatos de fé 36 anos, que é mãe da Martina de 3 foram em família e com a minha avó 8

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e minha mãe sempre me levando para as celebrações, ensaios de canto, reuniões de Catequese, enfim. A minha vivência de fé foi mesmo estando com elas, presenciando dia a dia e acompanhando. Atualmente não estou, mas sempre cantei nas celebrações, desde adolescente com meu pai, com minha irmã que tocava violão, e com meu avô. Sempre estávamos presenciando isso e trago para a Martina (filha) que me acompanha nos ensaios, que vai à missa conosco, que leva a “santinha” quando tem participação das crianças na comunidade. Então, já trago toda essa vivência que tive para a minha filha”, conta. Roberta revela que a avó é uma inspiração para sua fé, descrita como uma mulher muito forte, determinada e muito orante. “Temos ela como uma pessoa de muita oração, de muito exemplo. Até hoje, com toda idade, ela auxilia dentro das suas atividades na Igreja. É um exemplo de fortalecer a fé por meio da oração”, diz. Quanto à mãe, Silvana, a entrevista comenta: “Minha


mãe segue linha muito parecida com a da minha avó, com oração, fé e de não desanimar. Os exemplos que eu tenho são de família, mas da figura feminina é muito mais forte”, ressalta. Roberta não esconde que já passou por momentos de mais dificuldade ou de fraqueza na fé, como milhares passam. “Eu vejo que mesmo quando pensamos que ‘Deus esqueceu de mim naquele momento’, Ele mostra através da nossa vivência de fé anterior que sim, Deus está conosco. Aprendi muito que devemos ter fé, mas precisamos agir. Porque a fé sem ação é morta. É questão de rezar, pedir e confiar”, pontua.

catequista, trabalhou como secretária na então capela – hoje paróquia – e foi conhecendo mais a fé. Foi aluna concluinte da Escola Catequética Companheiros de Emaús, coordenadora da Catequese e atuou como Ministra Auxiliar da Comunidade. “Aquilo que você tem de pequeno, traz para sua vida adulta. Quando as mães e os pais têm uma caminhada na Igreja, têm seus valores cristãos, acabam transmitindo aos filhos. Pode não ser tão imediato. Comigo foi assim. Eu via meus pais participando muito forte. E a necessidade de comunidade, de participar, de estar no grupo de família, veio adulta, quando já tinha a filha. Trago isso como CONTINUIDADE NO CAMINHO marca, porque às vezes olhamos para Sônia Poltronieri, que é da comu- os adolescentes e jovens e queremos nidade Matriz, da Paróquia Santa Rita uma resposta imediata, que só virá com de Cássia, em Toledo, fala que desde o tempo, mas as marcas do pai e da mãe pequena acompanha a mãe na Igreja. ficarão”, acredita. No entanto, com 18 anos, quando se Sônia tinha uma ansiedade sobre casou, teve a impressão mais forte do como conduzir a filha para a Igreja. que é a Igreja. “O processo de evan- Pediu orientação a partir de todos os gelização vem desde pequena, só que seus esforços feitos até aquela ocasião. não tinha aquele ardor”, revela. Assim “Sempre a levei na Igreja desde pequeela seguiu e foi se descobrindo na na, ela recebeu os sacramentos, e D. Renovação Carismática, passou a ser Anuar Battisti me disse que era hora só de mostrar o testemunho de cristã, continuando na participação da Igreja. Continuei com tranquilidade, sem insistir ou exigir, mas sempre na medida. O que aconteceu? Ela casou, tem sua família, dois filhos, participa da Pastoral Familiar, participa nos cantos da celebração, é salmista, enfim, acho que valeu a pena”, considera. Essa força na fé, transmitida para a filha Juliana Poltronieri de Souza, a Sônia recebeu da mãe, dona Ana Francisca Pires, que é Ministra Auxiliar da Comunidade. Um incentivo muito grande, pois assim ela continua na coordenação de Liturgia na Paróquia. Sônia partilha também que falar de fé para os filhos exige muita atenção. Ela lembra de situações em que as famílias podem passar por dificuldades espirituais e Dona Ana Francisca (centro) com a filha Sônia, a neta Juliana e os bisnetos financeiras que colocam em Lorenzo e Laura

dúvida a promessa de Deus. “Muitas vezes queremos na pressa, e na verdade tudo acontece no tempo de Deus”, considera. E assim, muitas pessoas colocam em dúvida a ação divina, se martirizando. Mas Sônia interpreta que é necessário compreender a situação para aumentar a fé. “A esperança sempre está presente na nossa vida cristã. As dificuldades não são permanentes. O que permanece é a fé, é acreditar em Deus”, afirma. Com seu testemunho de vida, Sônia se sente muito feliz e agradecida por ver a filha seguir os passos na fé.

A FÉ CRESCE ESPONTANEAMENTE Interessante notar na história da Roberta e da Sônia Poltronieri que o percurso na fé foi acontecendo de forma bastante natural, sem imposição, mas com firmeza e atenção. Roberta diz que o processo de educação na fé foi muito natural. “Eu ia junto: às vezes para ficar brincando com coleguinhas (risos). Criávamos laços de relacionamento e amizade dentro da comunidade. A participação nas celebrações também foi acontecendo de forma natural. Não era impositivo. Essa forma ‘mais leve’ de levar à Igreja foi muito natural. Acredito também pela Igreja nos permitir participar dos ensaios, ou seja, ter uma função: ou para cantar, ou para uma apresentação na celebração, enfim, com alguma função inserida na comunidade. É o que transmito para a Martina, procurando incentivá-la a participar, de uma forma leve, porque eu acredito que o que é forçado não é bom. E aí vamos ver o que o caminho vai reservar para a Martina se ela vai ser afinada, se vai querer cantar, participar da Liturgia (risos). Estou plantando a semente. Ela vai junto, participa, presencia todo esse movimento e acredito que isso pode trazer frutos”, diz Roberta que tem uma preocupação com a caminhada da filha. “É uma preocupação normal, mas gostaria que ela tivesse uma presença ativa na Igreja. Creio que isso é importante para todas as outras relações pessoais e familiares, e para fortalecer a fé, principalmente para aqueles momentos de desânimo e naqueles que não sabemos o que fazer, que decisão tomar. É pautado na fé que nos agarramos”, comenta.

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GERAÇÕES DA FÉ

Seguir o bom caminho A preocupação de toda mãe é que seus filhos sigam o caminho da fé. A Luciana Felipe da Silva tem procurado, junto com o marido, incentivar cada vez mais a filha Ana Maria neste caminho. Mas para isso, conta com os ensinamentos transmitidos pela mãe, dona Ana Lúcia. Luciana faz parte da Capela São João Batista, área da Paróquia São Pedro e São Paulo. Ela chegou a Toledo com seis anos, quando a família transferiu residência de Terra Roxa. Ao longo de sua vida, ela foi incentivada pela mãe, para seguir próxima da Igreja. “Sem- Ana Lúcia, Ana Maria e Luciana pre estivemos participando muito na Luciana considera que isso não foi ruim, Igreja. Minha mãe já tem 33 anos como pois os catequistas que teve deram conta Ministra Auxiliar da Comunidade, comeda missão no sentido de que auxiliaram çados em Terra Roxa, e procuramos seguir no seu caminho de compreensão da fé. este exemplo de fé e de religião”, destaca. “Ela sempre nos falou o caminho certo A dona Ana também foi catequista na a seguir, mas deixava livre. Seguimos Igreja, mas não para a Luciana, o que foi porque somos cristãos. Foi bem natural, uma escolha pessoal para que pudesse ela deixou acontecer, e segui os passos ter outras experiências com catequistas. dela”, comenta.

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Luciana teve primeiro contato de serviços na Igreja aos 14 anos de idade quando participava da Pastoral do Dízimo, ajudando a equipe, até o engajamento em toda preparação deste serviço. De 2002 a 2004 ela e o marido atuaram na Catequese, e agora ela é secretária da Capela e coordena a Catequese na Paróquia. E a filha, Ana Maria está inserida na comunidade. “Sempre falamos que queríamos o melhor para ela, e o melhor é servir a Deus. Ela já tem quatro anos de coroinha e três de acólita”, conta. Luciana tem alegria ao falar da filha, descrevendo-a como “muito educada, responsável e bem tranquila”. “Sinto-me muito feliz porque a semente que plantei está dando frutos com esses exemplos. É muito bom ver que educamos, que ela está seguindo caminho correto e espero que não se desvie. Tudo em nossa vida está nas mãos de Deus”, salienta.


Da mãe para a filha, para a neta e bisneta Outra história bonita é da Davina Ribeiro Stela, de 75 anos, que mostra como o escrito em Atos dos Apóstolos, quando a Virgem Maria passou a conduzir a primeira comunidade de fé. As mulheres contribuem na formação da comunidade de fé nos dias de hoje, estando presentes nas pastorais, cuidando da liturgia, atendendo famílias, catequizando, e ensinando a rezar nos diversos movimentos eclesiais, entre outros meios. É uma maternidade de fé que se acontece no testemunho. Nascida em Nova Europa (SP), região de São Carlos, transferiu residência para São Jorge do Ivaí, região de Maringá, onde casou. Passado um tempo, o casal se mudou para Formosa do Oeste em 19 de agosto de 1972. “Cheguei aqui e não conhecia ninguém. Fui procurando amizade e o caminho da Igreja. No dia 7 de setembro, fui para a Igreja, onde acontecia uma celebração. Chegando lá, era missa do Sagrado Coração de Jesus. Entreguei o meu coração ao Coração de Jesus. Comecei a seguir com minhas três crianças, e meu marido junto sempre que podia, e assim fomos nos fortalecemos na fé”, recorda. Davina envolveu-se bastante, ao ponto de ser Ministra Auxiliar e atualmente coordenado o Apostolado da Oração na comunidade.

Davina com a filha, neta e bisnetas

Ela recorda com muito carinho o tempo em que seus filhos foram crescendo e passaram a frequentar a Catequese, sempre acompanhados. “Fizeram a Catequese e quando estavam maiores, a Igreja ofereceu aula de violão. Meus três filhos (duas meninas e um menino) participaram da escola de música. Mas uma que teve mais vontade de aprender. Logo passou a tocar nos grupos de adolescentes e jovens. Pegou muito bem as aulas de música e aí não deixou mais de participar”, afirma. Essa filha é a Vilma Stela. Na Catequese, com 8 anos aprendeu violão e sempre canta na Liturgia. “Sempre acompanhamos a adolescência e juventude deles, dando exemplos e mostrando da Igreja para eles.

Assim minha filha evangelizou a sua filha. Meus filhos foram crescendo, aprendendo sobre a fé”, salienta. O compromisso e responsabilidade de Davina na transmissão da fé para seus filhos levaram ao testemunho também para a neta Andressa Stela Goulartl. Ela e o marido Rafael assessoram a Pastoral da Juventude. “E as crianças deles já estão crescendo no caminho dentro da Igreja. No bairro deles, usa de levar o envelope do Dízimo nas casas. A minha neta leva e a bisneta vai junto ajudar a evangelizar”, conta Davina que tem as bisnetas Júlia Goulart, 13 anos, ajuda na distribuição dos envelopes da Pastoral do Dízimo e Alice Gourlart. “Fico muito feliz de poder ainda participar dessa comunidade. Hoje, meus filhos com seus filhos têm as suas casas, suas famílias, mas eu nunca desisti de falar do caminho da Igreja porque eu nunca deixei de participar e sou grata a Deus. Temos uma caminhada de família, de mãe evangelizando filhos, netos e bisnetos e me sinto feliz. Já tem nove anos que fiquei viúva. Moro próxima do meu filho, mas dediquei ao serviço na Igreja. No que posso ajudar, contribuo com outras pastorais. Sou uma pessoa muito feliz, muito realizada”, diz.

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Centro Comercial Catedral passa por ampliação e abre oportunidades de negócios Estão em andamento as obras que ampliam o Centro Comercial Catedral, no centro da cidade de Toledo. A ampliação está sendo chamada de “Módulo 2” e prevê anexar ao conjunto do prédio comercial mais duas grandes salas para locação, uma em cada pavimento, e ambas com a frente voltada para o Largo São Vicente de Paulo. A sala comercial do andar térreo já está com contrato de locação firmado assim que for entregue. A construção de dois pavimentos, com um total de 1.484 metros quadrados, teve início em março com previsão de conclusão da primeira fase em setembro. Até lá serão feitos os acabamentos externos, uma vez que o acabamento interno corre por conta do locatário. Embora tenha nome e pareça que é da Catedral, o Centro Comercial na verdade é de propriedade da Mitra Diocesana. Logo, a construção acontece em um terreno da Mitra, administrado pela Cúria Diocesana. Segundo explica o ecônomo da Diocese, Pe. Geraldo Marino Ferreira,

Veja a ampliação do Centro Comercial Catedral

Costenaro Arquitetos Associados

Novo módulo valoriza ampliação do Centro Comercial Catedral

todos os terrenos onde estão as paróquias e capelas, com seus respetivos espaços de secretarias, salas de catequese e salões de festas, entre outros, são da Mitra Diocesana, com domínio destes. No caso específico, o terreno onde estão a Catedral e o Centro Comercial são da Mitra, mas com domínios separados para cada um. “Logo, a construção não se realiza sobre uma área da Catedral e nem com recursos da mesma, mas sim com recursos da Cúria Diocesana”, salienta. No total são R$ 4 milhões de investimentos com ao menos duas fontes de recursos. “Este Módulo 2 está sendo construído com recursos provenientes de locações das atuais salas comerciais e com a negociação de dois lotes urbanos em Toledo com a construtora para atender a essa necessidade”, informa o ecônomo

Projeto busca preservar visibilidade da Catedral

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da Diocese. O projeto arquitetônico desenvolvido por Costenaro Arquitetos Associados buscou não interferir no aspecto de visibilidade da Catedral e valorizar o imóvel da Mitra, bem como preservar o aspecto visual do centro da cidade. “Temos uma área bem interessante, bonita e que dá um destaque ao centro da cidade. É uma obra moderna que, acreditamos, será um referencial”, observa. O investimento da Mitra Diocesana contribui com o desenvolvimento do setor empresarial de Toledo, pois são colocados à disposição mais dois grandes espaços para locação. O contrato de locação já firmado antes mesmo da obra estar pronta evidencia a carência desse tipo de ambiente para as empresas e a atenção estratégica para seus negócios. Com isso, a região

Visual da lateral do Módulo 2 a partir do pátio da Catedral. Painel preserva traços da Catedral em sua arquitetura


O Centro Comercial Catedral

central da cidade de Toledo recebe mais um importante investimento, com repercussão na geração de empregos. TRÂMITE DO PROJETO A possibilidade de ampliação do Centro Comercial Catedral teve início em dezembro de 2020, quando foram dados os primeiros passos de estudo para esta finalidade. Conforme Pe. Geraldo, o projeto passou por instâncias da Cúria Diocesana, como Colégio de Consultores, Conselho Diocesano de Economia e posterioremente apresentado aos padres em reunião geral do Clero, com suas respectivas aprovações. “Atualmente, do que é recebido de locações do Centro Comercial Catedral são repassados 212 salários/ano à Cúria Diocesana. Com isso, conseguimos abater uma das 14 contribuições das paróquias à Cúria. Assim, as paróquias também são beneficiadas”, pontua. A ideia é que o retorno do investimento atual seja em dez anos.

O Centro Comercial Catedral é um empreendimento da Mitra Diocesana, que se preocupou em buscar uma receita sustentável para suprir suas necessidades pastorais, assistenciais e vocacionais. Os primeiros recursos para concretizar esse projeto vieram do Pe. Marino Knopf (falecido em 2001), que destinou à Diocese de Toledo sua herança de família, como também a venda de alguns imóveis da Diocese. A pedra fundamental foi lançada em 18 de março de 2004, com a construção iniciada em 1º de abril daquele mesmo ano. O primeiro módulo do Centro Comercial foi inaugurado em 17 de novembro de 2006. “A Igreja enquanto instituição religiosa tem responsabilidade eclesial, social e civil, e se preocupa em investir bem seus recursos de modo criterioso e sustentável. Portanto é uma responsabilidade muito grande, e é importante que todas as comunidades administrem os bens da Igreja sem perder sua finalidade, que é a evangelização. Os bens da Igreja sempre têm como objetivo fazer com que as instituições eclesiais, a saber: paróquias, com suas pastorais e movimentos; seminários e Cúria Diocesana, possam se manter e cumprir sua missão”, salienta o ecônomo da Diocese, Pe. Geraldo Ferreira.

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“Fé e alegria para a vida” inspiram os 30 anos da Casa de Maria É contagiante o clima festivo destes 30 anos que a Casa de Maria comemora neste mês de maio. A entidade assistencial que atende crianças e adolescentes em contraturno escolar na cidade de Toledo celebra com você, leitor (a) da Revista Cristo Rei, a partir da inspiração “Fé e alegria para a vida”. A Casa é o rosto caritativo da Igreja presente na sociedade, atenta e acolhedora, como a mãe que zela pelos seus filhos. É um espaço que contribui na construção de uma vida digna, à altura da dignidade da criança e do adolescente. Todos os seus projetos, programas, atividades e iniciativas ao longo de três décadas são realizados para que a criança e o adolescente se sintam nessa condição de afetividade. Pe. Hélio José Bamberg, fundador e presidente da Casa de Maria busca na imagem do grão de mostarda – nas Parábolas do Reino – para festejar essa história da instituição. “Há 30 anos, foi plantado um grãozinho tão pequeno e que se tornou uma árvore tão frondosa, que hoje em Toledo ‘pousam’ 450 crianças e adolescentes e em Marechal Cândido Rondon cerca de 90”, celebra. Na linguagem bíblica, a Parábola aponta o grão de mostarda como a menor de todas as sementes, mas que se torna a maior das plantas e em árvore “onde pousam os pássaros” (cf. Mt 13,31-32; Mc 4,30-32; Lc 13,18,19). É isso que a

As grandes árvores frondosas simbolizam a acolhida como local de ensinamento

Casa de Maria representa: o Reino se realizando a partir da caridade cristã onde as crianças e adolescentes de hoje encontram amparo. VISITANDO A HISTÓRIA Por meio deste gesto de caridade, por tão pequeno que poderia parecer naquela época realizado por leigas da Paróquia Cristo Rei, Na Casa, crianças recebem instrução de violão e outras atividades apoiados pelo seu pároco – na musicais ocasião o próprio Pe. Hélio, seis Em mãos, Pe. Hélio abre o livro tombo meninas foram acolhidas em um espaço provisoriamente cedido pelo casal vo- da Catedral, onde são escritas as meluntário, João e Iolanda Freitas. Assim, mórias da paróquia. “Busquei na poeira traduziram a fé em gestos concretos esse resgate histórico”, diz sorrindo, e de amor ao próximo que repercutem na página 120-B ele encontra: “Dia 13 de junho de 1992, Pe. Hélio celebrou na história.

Atividades são devidamente orientadas e supervisionadas

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“Rádio da Casa”: projeto educativo e informativo desenvolvido pelas crianças


Casa promove horários dedicados aos estudos

mais uma missa na Casa de Maria para as meninas e responsáveis por essa obra. A Casa de Maria foi fundada em maio, com o objetivo de acolher meninas reconhecidamente carentes, de oito a 16 anos. É uma instituição pertencente ao Centro Assistencial da Diocese, sob a responsabilidade da Paróquia Cristo Rei”. Um pouco mais adiante, o registro prossegue: “Dia 12 de dezembro, Pe. Hélio celebrou a missa de encerramento das atividades da Casa de Maria para o ano de 1992. Essa Casa abriga crianças de oito a 16 anos de idade. São atualmente 17 meninas (começou atendendo seis). A Casa está sob a responsabilidade da Paróquia e é conduzida por leigos”. Interessante notar a reafirmação de que a Casa estava “sob responsabilidade da Paróquia”. Pe. Hélio explica: “Quando começamos, fui conversar com o nosso querido bispo, D. Lúcio Ignácio Baumgaertner, e a Casa estava intrinsicamente ligada ao Dízimo da Paróquia, quando fizemos uma pregação sobre o tema nos meses de abril e maio, com uma equipe do Meac (Missionários para Evangelização e Animação de Comunidades), e ficou muito forte o aspecto da Dimensão Social do Dízimo. Daí surgiram o Auxílio Fraterno, que tomou suas proporções que têm hoje, e também a Casa de Maria.

Judô é uma das modalidades esportivas para a garotada

Laboratório de informática oferece acesso ao mundo digital

D. Lúcio então perguntou-me quem responderia pela instituição, já que ela pode ser de direito paroquial, diocesano ou pontifício. Num primeiro momento ele falou para mim: assuma como de direito paroquial. Poucos meses depois, em torno de três meses, muito sabiamente disse que assumiria a instituição pelo Centro Assistencial da Diocese. Logo, já assumiu pela Diocese, porém com responsabilidade direta paroquial sobre o cotidiano de funcionamento da instituição. Assim, deu a institucionalidade diocesana de imediato”, recorda. Outros momentos marcantes são registrados como a reunião em 19 de maio de 1993, em que foi cedido o terreno para a construção da Casa no Jardim Europa, a permuta por outra área; a cedência de servidora para acompanhar a entidade, onde Adiles Donadel foi liberada pelo município e construiu grande história de gestão na instituição. “Essa Casa é fruto que nasceu de um diálogo de senhoras que falaram comigo naquela ocasião e que coincidiu, pela graça do Espírito Santo, com a pregação do Dízimo ligando a oferta e caridade e ainda pela participação de prefeitos ao longo do tempo que perceberam a importância da Casa de Maria no contexto social do município”, sublinha Pe. Hélio. Por sinal, economicamente a instituição foi sempre mantida em Toledo com participação das Paróquias da cidade, ação de grande número de voluntários, com recursos públicos, participação de contribuintes do Imposto de Renda, Nota Paraná, e doações espontâneas de muitas pessoas e empresas. “Estou muito feliz. A Casa está

Planejamento para o futuro: crescimento constante A Casa de Maria cresce com o Jardim Europa, cresce com Toledo! Passados 30 anos, são visíveis as mudanças ocorrentes no bairro, tanto no que se refere ao desenvolvimento humano como no que se refere a obras, como asfalto e revitalização de ruas, ampliação do comércio e algumas indústrias, e outras melhorias. Mas muito há ainda a se fazer, a criar, oportunizar, incentivar, construir. A Casa de Maria faz parte e contribui com esse processo de desenvolvimento, atuando com responsabilidade social no presente com olhos voltados para o futuro de nossas crianças e adolescentes, através de um planejamento consistente, projetando e ampliando seu espaço físico de forma ordenada e, sobretudo, investindo em projetos educativos de abrangência intelectual, afetiva e de preparação para a vida em sociedade. As crianças e adolescentes e seus familiares podem vislumbrar um mundo ainda mais promissor, uma vida mais humana e fraterna. Sem dúvida, esta é nossa grande missão! Maria Inês Borges Mânica Assistente Social – Gestora Geral

bem e estabilizada. Claro que cada ano há um esforço muito grande para a questão orçamentária, mas graças a Deus sempre conseguimos fechar a conta. Internamente, nos últimos dez anos,

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Um novo sonho de expansão

Atividades manuais estimulam a concentração

pensamos o trabalho com base em planejamento, com gestão geral, gestão socioassistencial e socioeducacional, atividades esportivas, nutricional, música, enfim, com todos projetos e programas variados para atração da criança e adolescente. O foco de atuação da Casa de Maria é muito claro: inclusão social das crianças e adolescentes para que, sendo amadas, se sintam reconstruídos de suas dificuldades”, comenta Pe. Hélio. Atualmente, a Casa de Maria – unidade de Toledo atende 450 crianças e adolescentes por meio do programa social denominado “Construindo a Vida” que é composto por 15 projetos, interligados e complementares.

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Como fundador da instituição, Pe. Hélio Bamberg revela outro sonho para acolher mais crianças sob esta “árvore”. “Sonhamos mais. Não queremos parar. Espero poder abrir, com apoio do bispo e padres, e prefeito, uma Casa de Maria em Assis Chateaubriand”, anuncia em meio às festividades dos 30 anos da entidade. O tempo se encarregará de conduzir esse processo. Mas para Pe. Hélio, a ex-

periência desta trajetória facilitará novas possibilidades. “Será fácil conduzir com a comunhão de todos”, salienta. Esse grão de mostarda, que poderá ser “plantado” em Assis Chateaubriand, certamente precisará de todos no processo. “Precisa de muita gente para produzir e sobretudo que alguém cuide. Como uma criança que nasce tão frágil e continua até a juventude, pelo menos”, afirma.

Comemoração dos 30 anos da Casa de Maria Data

Atividade

Local

Dia 3/05

Celebração de Abertura dos 30 anos da Casa de Maria

Espaço Cultural Arlindo Paludo/Casa de Maria, às 19h

Dia 14/05

Celebração em Ação de Graças

Catedral Cristo Rei, às 19h

Dia 25/05

Festa de Aniversário (interna)

Casa de Maria, nos dois turnos

Dia 28/05

“Tarde da Família”

Casa de Maria, das 13h30 às 18h

Dia 22/09

Apresentação Cultural: “Encantando a Vida”

Espaço Cultural Arlindo Paludo/Casa de Maria, às 19h

De 3 a 7/10 Festival de Esportes

Casa de Maria, nos dois turnos

Dia 14/10

Espaço Cultural Arlindo Paludo/Casa de Maria, nos dois turnos

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Show de Talentos


Centenário de Frei Eusébio Ferreto O centenário de nascimento de Frei Frei Eusébio, manifestou: “Não podemos Eusébio Ferreto é lembrado neste dia esquecê-lo. Quem de nós esqueceria seu 10 de maio com muita admiração das pai, sua mãe ou seus avós? Eles fazem pessoas que participaram de sua vida re- parte da nossa vida, e mesmo quando ligiosa. O testemunho de seu ministério não estão mais em nosso meio, contipresbiteral está marcado em incontável nuam em nosso coração”, disse. número de fiéis que o procuravam para Frei Eusébio foi um dos religiosos funuma orientação espiritual, entre tantos dadores da Congregação dos Frades Meoutros apelos. Conhecido como “o Frei nores Missionários (FMM) e por muitos que dava bênção e dava anos reitor do Seminário remédio”, ele atendia as Menor Nossa Senhora de pessoas com orientações Fátima, de Toledo. Boa sobre a fé, acalentando parte de sua vida na conas dores da alma. É louvágregação dedicou à forvel recordar uma pessoa mação dos seminaristas, que, em vida, sempre sendo reitor, professor e praticou o bem, colocandiretor, e assim é lembrado o amor ao próximo à do com características frente de suas atividades. de firmeza nas aulas de Nascido em Alfredo Latim e Espiritualidade, Chaves, município de e em alguns momentos severidade. Educava os Veranópolis, no Estado formandos nas práticas do Rio Grande do Sul, fez Centenário de nascimento do bom comportamensua profissão religiosa Frei Eusébio Ferreto (1922-2022) to. Mas os momentos na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap) em 7 de descontração também faziam parte de março de 1941, na cidade de Flores deste religioso, tanto que sabia dosar da Cunha (RS). Sua ordenação sacerdo- sua vida missionária com os amigos em tal ocorreu em 13 de julho de 1947, em Garibaldi (RS). No Estado gaúcho, iniciou seu ministério sacerdotal até participar das peregrinações com a imagem de Nossa Senhora de Fátima em São Paulo. Reconhecido como profícuo pregador de Santas Missões nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Paraguai. Em Santa Catarina, foi pároco em Maracajá no período de 1956-1973. Quando da revitalização da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, uma homenagem póstuma foi prestada pela comunidade em 2018 ao Frei Eusébio Ferreto, que o teve como seu primeiro pároco com forte atuação religiosa e intensa participação na vida social, tanto que contribuiu na emancipação da então vila para município. Na época, o bispo de Criciúma, D. A estola confeccionada em 1997 para celebrar seu Jubileu Jacinto Flach, lembrando dos feitos do de Ouro sacerdotal 20

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Frei Eusébio Ferreto é lembrado com admiração pelos fiéis de Toledo

alegres pescarias e umas boas carteadas, mostrando ali o encanto de sua alma franciscana alegre e simples. Muitas pessoas receberam de Frei Eusébio reflexões marcantes sobre a devoção a Nossa Senhora de Fátima, a qual propagava continuamente pela oração do Santo Rosário. Aliás, quem o via pelas ruas ou mesmo no Seminário, percebia que sempre estava com o terço à mão. Contudo, nem por isso, deixava de venerar e fazer mais conhecido e amado o Sagrado Coração de Jesus, incentivando as práticas do Apostolado da Oração. Além de conselheiro da congregação, foi vigário paroquial e pároco em alguns momentos na Paróquia Menino Deus, também em Toledo. Foi condecorado com o título de Cidadão Honorário do Município de Toledo em 24 de novembro de 2000, por sua “firme atuação em atividades religiosas e comunitárias”. Faleceu em 17 de abril de 2006, aos 84 anos.


PEQUENAS IRMÃS DA SAGRADA FAMÍLIA

A espera pela canonização da fundadora da Congregação As religiosas da congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família vivem um clima de alegria e de expectativa com a celebração eucarística em que acontecerá o rito de canonização da Madre Maria Domênica Mantovani. A cofundadora e primeira superiora-geral do Instituto das Pequenas Irmãs da Sagrada Família ingressará no rol de Santos reconhecidos pela Igreja Católica. O rito é aguardado desde o Consistório ordinário público, de 3 de maio de 2021, quando o Santo Padre Francisco decretou a canonização, sem fixar uma data por causa da pandemia, mas que agora será levado a efeito. A cerimônia será no dia 15 deste mês de maio de 2022 no Vaticano, às 5h (horário de Brasília) e contará com a participação de dez religiosas brasileiras, inclusive do Noviciado São José, mantido pela congregação na cidade de Toledo. Leigos e leigas que mantêm admiração pelas vocações religiosas também vivenciam essa experiência participando da novena à espera da canonização. Por sinal, a novena está sendo feita em todas as casas de formação mantidas pela congregação. Madre Maria Domênica Mantovani

Em Itaquiraí (MS): Ir. Nilde, Ir. Terezita (ambão) e Ir. Araci, na novena de canonização da Madre Maria Mantonvani

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Ir. Sueli (formadora das aspirantes) e Ir. Solaide (formadora das noviças) com as aspirantes Kamille, Jhenifer, Eduarda e Millena no Noviciado São José em Toledo

será chamada de Santa do Cotidiano, pois como afirmou o Papa Francisco em outras ocasiões, é alguém que pelas suas atividades ensinou o caminho de santificação todos os dias. A Congregação para as Causas dos Santos, publicou decreto em que reconhece o milagre atribuído a Madre Maria na cura de Maria Candela Salgado, uma adolescente argentina de 12 anos.

Madre Maria Domênica Mantovani, cofundadora das Pequenas Irmãs Sagrada Família, será canonizada dia 15

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O Vaticano publicou sua biografia em que destaca sua sensibilidade religiosa e cristã. “Cresceu sã no espírito e no corpo, distinguindo-se sempre pela bondade, docilidade, transparência de vida e singular piedade. (...) Era a alma da juventude de toda a paróquia (em Castelletto, Itália) e era por todos amada e ouvida. Dedicava-se com muito zelo ao ensino do catecismo às crianças. Visitava e assistia, com caridade evangélica, os doentes e os pobres. (...) A devoção para com a Virgem Imaculada foi o respiro de sua alma. A intimidade com Jesus Cristo e a contemplação da Sagrada Família tornaram-se a força de sua vida. (...) A Serva de Deus, até o fim de seus dias, cresceu no caminho da santidade, dando provas de todas as virtudes, especialmente da humildade”.

Djéssica é noviça em Toledo: mais uma vocação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família


Madre Maria, nossa intercessora no Céu Ser intercessora no céu significa abraçar a cruz de cada dia e seguir Jesus. Foi o que a nossa querida Madre Maria Domênica Mantovani (1862-1934, Itália) desde muito pequena fez. Recebeu de Deus a graça de nascer em uma família cristã e que cultivava muitos valores. Neste ambiente fértil de amor, doação e honestidade ela foi moldando a sua alma. “Buscai primeiro o Reino de Deus e todo o resto vem por acréscimo”, nos diz a Sagrada Escritura (Mt 6,33). Madre Maria entendeu o que isso quer dizer e em tudo se esforçou para fazer com perfeição: trabalhos de casa para ajudar sua mãe, na escola, na Igreja, sempre disponível para estar em todos os lugares onde era chamada. Algo inexplicável a atraía para o serviço de Deus. E assim como Jesus crescia em estatura física e espiritual diante de Deus e do mundo, fazendo bem as pequenas coisas do dia a dia que lhe eram confiadas, ela tornou-se gigante na vivência do amor. Vivia como uma menina abandonada nas mãos do Pai. Escolheu o nome da Mãe de Jesus para sua vida de Consagrada, nome santo, puro,

abençoado, digno de uma grande missão, e não foi somente a escolha do nome, buscou em sua vida imitar Maria vivendo na graça de Deus e cada vez mais se distanciando do pecado. Teve como lema “Ser toda para todos”. Um grande amor pelos pobres e doentes a revestiu e assim amou com todo o seu ser, não deixando faltar nada a cada um deles. VIDA DE ORAÇÃO “O Instituto crescerá se as irmãs forem santas”, palavra ditas pelo fundador José Nascimbeni que a Madre Maria encarnou em sua vida. Ela deixou espaço para ser moldada pelo fundador José Nascimbeni, se apresentou a ele como um terreno pronto para ser trabalhado, igual a um jardim na primavera, deixando que o jardineiro cuidasse da sua alma. Ela rezava muito e rezava bem, rezava com a Família, rezava na Igreja, rezava sozinha, participava da missa todos os dias, meditava a Palavra de Deus, recitava o Santo Rosário, fazia visitas frequentes a Jesus no sacrário. Diziam os que a conheceram que quando rezava seu semblante era de um anjo.

Foi como o fermento na massa: crescia aos poucos, sem ser vista pelos outros. Sua única preocupação era ajudar a Jesus e atender os seus preferidos: os pobres, as crianças, idosos, jovens e toda a família. É o crescimento dos pequenos, segundo o Evangelho, que a cada dia cresce na fé, esperando no amor sem medo ou complicações psicológicas. Madre Maria cultivou a mente e coração limpo como a água do lago de Garda. Madre Maria, às escuras, fez tudo para dar espaço ao fundador. Também ela teve forte provas de fé, mas nunca perdeu a confiança em Deus. Entendeu que a cruz é a filosofia dos grandes. Portanto, hoje temos no céu uma intercessora que se preocupa em levar para Deus o pedido das Pequenas Irmãs da Sagrada Família e de todo o povo de Deus porque é para nós, Irmãs, e para a Igreja a Santa do cotidiano. Ir. Sueli Alves Bueno Congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família - Toledo | PR

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Ritos e elementos litúrgicos Certamente você já se perguntou por que é usado o incenso nas missas, qual seu significado, por que se costuma incensar o altar ou no momento da proclamação do Evangelho? Ou ainda por que não se diz o “Amém” na oração do Pai Nosso rezado na celebração? Que diferença tem o cálice do cibório? A partir desta edição, a Revista Cristo Rei traz até você esclarecimentos sobre algumas curiosidades litúrgicas com o objetivo de contribuir no seu entendimento acerca dos ritos e demais elementos constantes nas missas. A contribuição será do seminarista Leonardo Ribeiro de Souza Castro, que está no 4º ano de Teologia. No contexto deste tempo litúrgico que os católicos vivenciam, este espaço é inaugurado com explicações sobre o Círio Pascal. Antes de acendê-lo, muitos viram o padre fazer algumas incisões e em seguida cravar grãos de incenso. É hora de você conhecer um pouco mais sobre esse rito na Igreja.

O Círio Pascal O Círio Pascal está associado ao fogo novo, ambos elementos integrantes da Celebração da Luz, na primeira parte da Vigília Pascal. A bênção do fogo foi associada à liturgia cristã no séc. VIII, passando a significar a reconstituição da unidade da Criação, perdida no pecado original. Cristo, morto e ressuscitado, é aquele que dá início a uma nova criação e, portanto, ao mundo novo, que retorna a ser orientado para a glória do Pai e ao

A incisão de grão de incenso na letra Ômega

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enunciado como a luz de Cristo, todos acendem as suas velas no Círio. Então, a Igreja, que estava na escuridão, passa a partilhar da luz do Senhor. Tal procissão tem um significado pascal e escatológico, isto é, Cristo é a vida que venceu as trevas e o caminho, que nos conduz à vida eterna. Fora da Vigília, o Círio é aceso Além da Vigília, o Círio é aceso nas celebrações do Tempo Pascal e quando ao longo das celebrase celebram Batismos e exéquias ções do Tempo Pascal. serviço dos homens. Desta maneira, Posteriormente, quando se celebra o Círio Pascal, aceso no fogo novo, batismos e exéquias. simboliza o Cristo Ressuscitado, na Leonardo Ribeiro de Souza Castro glória de sua ressurreição, que brilha Seminarista para a humanidade como vida nova (cf. Jo 1,4). O Círio, antes de ser aceso, é prepaSe você tem alguma dúvida rado solenemente. São inscritos uma sobre determinados ritos ou cruz, as letras gregas Alfa e Ômega, os elementos utilizados nas celenúmeros do ano civil e feita a incisão brações, aponte a câmera do seu de cinco grãos de incenso. As palavras celular e mande sua pergunta que acompanham o rito indicam que Cristo é o centro da Criação e da história. Toda a Criação é colocada sob o seu poder salvífico. Na sequência, o Círio é levado em procissão para o interior da Igreja até o presbitério. No segundo momento em que é

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Pastoral do Auxílio Fraterno repassa 970 vales-gás foram provenientes do Banco do Num tempo de grandes dificuldades Brasil, o qual foi responsável pela parpelas quais passam as famílias de baixa ceria com o fornecedor em Toledo”, renda, a Pastoral do Auxílio Fraterno informa a coordenadora diocesana do Decanato de Toledo recebeu 970 do Auxílio Fraterno, Maria Inês Borges vouchers de vale-gás, os quais foram Mânica. “Nossos agradecimentos a distribuídos através das coordenadotodos os envolvidos no processo, ras paroquiais para as famílias cadasuma rede de solidariedade e cidatradas na Pastoral e para outras também em situação de vulnerabilidade Equipe de voluntários para operacionalizar a destinação dos dania. Obrigada, em especial, às coordenadoras paroquiais do Auxílio social. Foram inclusas ainda pessoas vouchers “Tal parceria foi-nos possibilitada Fraterno, as quais com agilidade e pronatendidas na Paróquia São Pedro, de São através da organização não governa- ta organização, fizeram os vales-gás Pedro do Iguaçu, Fazenda da Esperança mental AS-PTA Agricultura Familiar e chegarem às famílias”, completa. As e as famílias da Casa de Maria – Toledo. Agroecologia, de Palmeira (PR), a qual famílias beneficiadas têm até o dia 5 de A maioria dessas famílias contempladas atua no desenvolvimento rural susten- maio para trocar o voucher pelo botijão com o vale- gás já havia recebido cestas tável no Brasil. Os recursos financeiros de gás na revendedora a eles indicada. básicas no mês de fevereiro.

Entrega do voucher na Casa de Maria

Entrega simbólica do voucher à coordenadora paroquial, dona Terezinha, da Paróquia São Pedro e São Paulo (Toledo)

Procedimentos para entrega do vale-gás na Catedral

Jovens participam de reunião ampliada do Regional Sul 2 Com presença da Diocese de Toledo, foi realizada a reunião ampliada da Pastoral da Juventude – Regional Sul 2. Ela transcorreu na Arquidiocese de Maringá. O evento foi acolhido na Paróquia São Miguel Arcanjo, de 19 a 20 de março. Participantes na Ampliada da PJ em Maringá No período de realiTambém o Plano está fundamentado zação, os jovens participantes acompana proposta de fomentar a criação de nharam as propostas que constam no espaços de formação para lideranças, Plano Trienal da Pastoral da Juventude. coordenações e assessorias da Pastoral Este Plano concentra sua reflexão da Juventude, bem como quer animar neste ano de 2022 sobre aquilo que processos de formação permanente, à compõe a identidade da ação pastoral, luz do Processo de Educação na Fé, pois com ênfase em “fazer pastoral no muno Documento 85 recorda que “desafiado urbano”, em sintonia com a Igreja -nos, de modo especial, a promoção do Brasil. “Já em 2023, o ano jubilar, de um processo de evangelização que queremos reafirmar nosso compromisleve em conta as diferentes dimensões so com a vida das juventudes” (Plano da formação integral” (nº 96). Além Trienal, p. 67).

Participação da Diocese de Toledo com as integrantes da coordenação diocesana da PJ, Eliane Leal, Franciele bolognes e Flávia Barbosa, junto com a secretária Regional, Nathalye Lima; Karoline Borges, representando a Província Eclesiástica, com a assessora Regional, Marinês Betega, e a secretária Nacional, Michelle Gonçalves

disso, é também estratégia de ação da PJ Nacional fomentar o estudo das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, do Documento 85 - Evangelização da Juventude, da Exortação Apostólica Cristo Vive, Doutrina Social da Igreja, Documento de Aparecida e outros documentos da Igreja. Portanto, há muito estudo e missão pela frente.

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Igreja atenta à formação humano-vocacional de adolescentes e jovens Pela motivação dada no Sínodo sobre juventude, fé e vocação (2018), a Diocese de Toledo, por meio da Pastoral Vocacional, tem empreendido esforços no sentido de articular as expressões da Igreja diocesana que atuam com crianças e adolescentes. Isso demonstra que está preocupada com este público e, assim, reúne e provoca diálogos mais constantes entre Animadores Vocacionais, Catequese e Pastoral dos Coroinhas e Acólitos. “É uma preocupação da Igreja. O aprofundamento dessa temática ajuda a enxergar esse grupo que a Igreja vê como seu presente e futuro. É a necessidade de entender que tipo de acompanhamento a Igreja pode oferecer para o menino e para a menina, para que cheguem à vida adulta saudáveis e no discernimento da própria vocação e fé. A assessora Elenira fez abordagem sobre a formação humano-vocacional Vivenciamos uma atitude orgânica da Pastoral”, explica o assessor quentam a Catequese, por exemplo, diocesano da Pastoral Vocacional, Pe. assim como nas demais expressões. Marcelo Ribeiro da Silva, que também Ao passo que se realiza esse acompaassessora a Comissão Diocesana de nhamento, nota-se a importância de Coroinhas e Acólitos. “Estes diálogos conhecer mais esses grupos e de criar foram nos dando condições de enxer- oportunidades para o cultivo deles, e gar esse grupo que está em nossas co- isso tem revelado algumas situações. munidades. Iniciar um trabalho desse que é voltado ao público infanto-juvenil, significa um passo importante na Diocese de enxergá-los nas suas demandas”, complementa o sacerdote. A Pastoral Vocacional tem uma atenção voltada aos adolescentes que estão e freParticipantes do encontro realizado no Instituto São João Paulo II

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Tema reuniu interessados na fecundidade da sua missão

“As maiores demandas estão ligadas ao amadurecimento humano. Eles estão numa fase de construção da própria identidade, que no caso de um adolescente que está numa comunidade precisa do amparo dessas pessoas para que se cristalize a identidade cristã. Esse é o trabalho germinal do nosso encontro”, informa Pe. Marcelo que conduziu recente evento formativo assessorado pela doutora em Ciência da Religião, Elenira Cunha Moreira, no Instituto São João Paulo II. As reflexões propostas tiveram como fio condutor o amadurecimento da fé. “Se queremos ajudá-los a amadurecer a própria identidade, um dos aspectos é a fé. Ela faz com que se identifiquem como cristãos e se identifiquem como comunidade”, salienta o sacerdote. Com base nesses conhecimentos, os participantes do encontro avançam na compreensão sobre a realidade que vivenciam no seu serviço eclesial.

Alegria no serviço eclesial é necessária


Cáritas repassa doações para migrantes e refugiados A Diocese de Toledo recebeu doação de colchões repassados por meio de parceria entre o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e Migrantes (Acnur) e a Cáritas Brasileira – Regional Paraná. Eles foram distribuídos à organização não governamental Embaixada Solidária e Paróquia São Cristóvão (via Pastoral do Migrante), ambas de Toledo. De acordo com a secretária Regional, Márcia Ponce, doações também foram encaminhadas para as regiões de Foz do

Colchões entregues na Paróquia São Cristóvão, de Toledo

Iguaçu, Cascavel, Maringá, Londrina e Curitiba. Estas regiões receberam, além de colchões, utensílios domésticos de cozinha, materiais de higiene e limpeza, entre outros. De modo organizado, elas entraram em contato com as entidades-membro das cidades mais próximas com realidade de Doações entregues na Embaixada Solidária, ONG que atende refugiados e migrantes migração para migrantes e refugiados, enquanto que partilhar essas doações. Cada a população local também passa por entidade preencheu o termo de dificuldades. É o que se chama de coerecebimento das doações. xistência pacífica. A prioridade das doações é para A Cáritas da Diocese de Toledo, em migrantes e refugiados, porém processo de estruturação, por meio de nada impede que também brasiseu integrante Alex Sander da Silva, fez leiros em condição de vulnerabia entrega de 50 colchões que foram lidade sejam beneficiados. Nem recebidos. tudo é doado exclusivamente para

Escola Catequética Companheiros de Emaús No período de 27 a 29 deste mês de maio, a Animação Bíblico-catequética da Diocese de Toledo dá continuidade ao processo formativo oferecido por meio da Escola Catequética Companheiros de Emaús. Com a realização desta 4ª etapa, os participantes da 13ª turma prosseguem no conhecimento sobre os temas Escola Catequética volta a ser presencial centrais para o serviço catequético em duas etapas do eixo Litúrgico e três do suas comunidades. eixo Metodológico. O eixo PsicopedaEm modalidade presencial, este ano gógico está previsto para 2023. o plano de ensino da Escola contempla Além do cunho bíblico, catequético 28

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e teológico que possui a Escola Catequética Companheiros de Emaús, o curso conta também com o reconhecimento da PUCPR/Campus Toledo, como Curso de Extensão Universitária. Compreendem-se 210 horas de atividades presenciais, em dois anos, com dez etapas de final de semana e estágio pastoral

Calendário da Escola Catequética 5ª Etapa: De 24 a 26 de junho 6ª Etapa: De 12 a 14 de agosto 7ª Etapa: De 23 a 25 de setembro 8ª Etapa: De 14 a 16 de outubro


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Santos Óleos chegam às comunidades Pequenas porções dos Santos Óleos já se encontram nas 31 paróquias e uma quase-paróquia, bem como nas casas de formação, da Diocese de Toledo. Eles foram recebidos pelos padres, religiosos e lideranças leigas durante a Missa do Crisma ou também conhecida Missa dos Santos Óleos, celebrada este ano na Igreja Sagrado Coração de Jesus, de Marechal Cândido Rondon, na quarta-feira da Semana Santa. O Catecismo da Igreja Católica ensina que o óleo é sinal de abundância e de alegria. Na administração dos Sacramentos, são três os óleos inseridos que fazem parte dos ritos do Batismo, Confirmação, Ordenação e da Unção dos Enfermos.

Óleo do Crisma é preparado pelo bispo diocesano durante a ação litúrgica

O rito de bênção dos óleos dos Catecúmenos (aqueles que não foram batizados ou estão na caminhada da iniciação à vida crsitã) e dos Enfermos, foi conduzido pelo bispo diocesano, D. João Carlos Seneme, assim como o rito de consagração do óleo do Crisma. Na oração, rezou para que os óleos sejam

D. João sopra na âmbula do Crisma como sinal do Espírito Santo

Rito de bênção dos Óleos Santos

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Sacerdotes apresentam âmbulas com os óleos

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a abundância de dons do Espírito Santo sobre aqueles fiéis que serão assinalados com esta unção. Pouco antes, convidou fiéis, os padres, bem como religiosos e religiosas, para a renovação das promessas batismais. Foi uma celebração cheia de símbolos e significados marcantes para o testemunho da fé.


Rito de bênção do Óleo dos Catecúmenos

Rito de bênção do Óleo dos Enfermos

Fiéis participam da Oração Eucarística

Padres acompanham rito de bênção dos Óleos Santos

Participação da comunidade na celebração

Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Vila Nova

Paróquia Cristo Rei – Catedral

Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Mercedes

Paróquia Nossa Senhora da Glória – Quatro Pontes

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Terra Roxa

Paróquia Cristo Rei - Entre Rios do Oeste

Paróquia São Pedro e São Paulo – Toledo

Paróquia São Cristóvão – Toledo

Paróquia Santo Inácio de Loyola – Jesuítas

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Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Maripá

Paróquia Nossa Senhora das Graças – Novo Sarandi

Paróquia Nossa Senhora de Lourdes – Tupãssi

Paróquia Sagrada Família – Toledo

Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes – Guaíra

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Guaíra

Paróquia São Francisco de Assis – Toledo

Paróquia Sagrada Família – Dez de Maio

Paróquia Maria Mãe da Igreja – Marechal Cândido Rondon

Paróquia Santa Margarida – Vila Margarida

Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Marechal Cândido Rondon

Paróquia Santa Rita de Cássia – Toledo

Paróquia Santa Rosa de Lima – Nova Santa Rosa

Paróquia Santo Antônio – Formosa do Oeste

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Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Ouro Verde do Oeste

Paróquia Nossa Senhora do Carmo – Assis Chateaubriand

Paróquia São Francisco de Assis – Assis Chateaubriand

Paróquia São Vicente Palotti – Palotina

Quase-Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Toledo

Paróquia São Luiz Gonzaga – Pato Bragado

Seminário Maria Mãe da Igreja – Toledo

Seminário São Cura d’Ars – Quatro Pontes

Paróquia São Pedro – São Pedro do Iguaçu

Paróquia São Roque – Nova Aurora

Paróquia Menino Deus – Toledo

Seminário Santa Mônica - Toledo

Seminário Nossa Senhora de Fátima – Toledo

Seminário São Vicente Palotti - Palotina

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EFV

Cuidados com os perigos financeiros Na Bíblia, encontramos o seguinte versículo: “O pouco que o justo possui vale mais que a grande riqueza dos ímpios” (Sl 36,16). Tal versículo é um ótimo chamariz para continuarmos a nossa trajetória de artigos, na coluna Educação Financeira para a Vida (EFV). Progredindo na série de reflexões sobre temas relacionados à nossa vida econômica e nossa relação com as finanças, a temática de hoje visa estimular uma ponderação acerca de dinheiro fácil, uma vez que já sabendo que precisamos formular sempre metas e objetivos financeiros para alcançar nossos sonhos e que caso ocorra um endividamento devemos encarar de frente a situação, cabe salientar que para ambas as situações, não podemos cair em falsas promessas como: “Quer liberdade financeira? Conheça nosso negócio”, “Ganhe dinheiro rápido pela internet sem nenhum esforço”, “Dobre seus investimentos em meses”, “Pode confiar, não é pirâmide”, “Em que companhia do mundo você poderia ganhar dinheiro sem vender nada? Agora, é possível”. Essas e outras frases de impacto, podem subir aos olhos de pessoas que querem concretizar sonhos de maneira rápida, ou sair de dívidas que podem aparecer ao longo do caminho, mas a realidade que assola pessoas/ empresas que ofertam essas rendas milagrosas e rápidas, muitas vezes são bem distorcidas. Especialistas em finanças pessoais, afirmam que na busca de alternativas para aumentar sua fonte de renda ou realmente enriquecer, as pessoas acabam caindo nessas histórias e com isso, inevitavelmente ficam ainda mais longe dos seus objetivos financeiros. Segundo um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil em parceria com o Sebrae, 11% dos brasileiros já caíram em algum esquema de

Educação Financeira para a Vida quer contribuir para que as pessoas não caiam em golpes

investimentos fraudulentos, sendo que desse percentual, 62% afirmaram que não conseguiram recuperar o dinheiro. Promessas de dinheiro fácil podem aparecer em forma de pirâmide financeira, prática essa que dentre as principais fraudes é citada por 55% dos respondentes, que afirmaram já terem sido vítimas de esquemas piramidais. Pirâmide financeira ou “esquema em pirâmide” é um modelo comercial previsivelmente não sustentável que depende basicamente do recrutamento progressivo de outras pessoas para o esquema, em níveis insustentáveis. Tal definição de insustentável se justificava, pois apenas as pessoas que entram por primeiro, ganham, chega um momento que não há mais pessoas para entrar e assim inicia-se o declínio daquele produto ou negócio, uma vez que existem pirâmides com algum produto relacionado e, às vezes não, é apenas “um negócio” em si, e sem novas pessoas, não há dinheiro para pagar a todos. É por isso que a pirâmide financei-

ra é considerada um crime contra a economia popular em nosso País, o que está devidamente apresentado na Lei 1.521/51. Em seu Artigo 2º encontramos que é crime obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (“bola de neve”, ‘cadeias”, “pichardismo” e quaisquer outros equivalentes). Sendo assim, saber reconhecer e de maneira correta classificar alguns convites quando recebidos, é primordial para uma análise minuciosa antes de um sim, visando evitar o desperdício de dinheiro e tempo. As características desse tipo de negócio são geralmente parecidas e buscam, obviamente, serem atrativas. Listaremos algumas dicas que podem ajudar no momento de reconhecimento e análise de um possível investimento: - A existência de promessas de ganho financeiro rápido e fácil sempre são utilizadas: devemos tomar cuidado quando há garantias de um retorno

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EFV muito grande. Boa parte de nós conhecemos o provérbio popular: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Investimentos que prometem altos rendimentos, que parecem bons demais para ser verdade, devem sim ser estudados com mais afinco; - Ausência de clareza no modelo de remuneração e de comissionamento: na realidade, por mais explicações que você receba, não fica claro como aquela empresa gera e distribui a renda, você não sabe bem ao certo se é da venda de produtos/serviços ou apenas da inclusão de novos membros. Muito possivelmente, ao tentar entender de forma completa o modelo, você irá perceber os erros que estão no processo; - Empresas de investimentos sérias são reguladas pela CVM ou pela Anbima: se a proposta que chegou até você não possui ligação alguma com essas instituições, desconfie; - Comumente há uma grande exibição de membros da pirâmide com padrões de vida de luxo, fazendo com que aos olhos de quem enxerga

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Desconfie de promessas como: “Quer liberdade financeira? Conheça nosso negócio”; “Ganhe dinheiro rápido pela internet sem nenhum esforço”; “Dobre seus investimentos em meses”. aquele “vidão”, pareça tudo lindo e fácil de se alcançar. Não podemos esquecer que hoje em dia, a internet aceita tudo, inclusive montagens para aquele momento, situações fictícias e mentirosas. - Busca constante de recrutamento de novos integrantes para o negócio (característica mais comum desses esquemas financeiros), sem a entrada de pessoas novas, não há a entrada de valores financeiros e assim o esquema não se sustenta. - E por fim, outra caraterística que deve ser ponderada é que se a pessoa que lhe apresenta a ideia, inicia a explicação com a frase: “Não é pirâmide financeira”, desconfie, pois aquele modelo proposto já está sendo visto de tal forma.

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Pode-se afirmar que, infelizmente, na busca por conseguir dinheiro fácil, muitas vezes, as pessoas envolvidas em pirâmides financeiras “ficam cegas” e realmente defendam aquela ideia, uma vez que para elas, aquela realidade é sim promissora. Sendo assim, cabe a nós, cristãos que sempre buscamos a verdade e o cuidado com todos nossos irmãos, fugir desse tipo de negócio e ainda explicar o nosso ponto de vista, pautados em dados (até já apresentados neste texto) de que sem trabalho duro, estudo e dedicação, dificilmente alcançaremos nossos sonhos e objetivos, a fim de ajudar a abrir os olhos e a mente de quem acaba se encontrando envolvido com essa triste realidade. Lembre-se sempre: Educação financeira é Educação para a Vida! Ana Carolina Fernandes Alves, Augusto Martins, Jéssica de Oliveira Gomes e Pe. André Boffo Mendes Equipe EFV


Catequese

Maria: exemplo de santidade que nos aproxima de Jesus A vocação cristã é uma vocação à santidade. Todo seguidor de Jesus, pelo Batismo, é chamado a configurar-se a Ele e buscar a santidade. Para isso, os constantes exercícios de piedade e a vivência dos Sacramentos nos ajudam nessa empreitada. Desde a eleição do povo de Israel encontramos esse convite de Deus para a santidade: “Sede santos porque Eu sou santo!” (Lv 11,14) e nós, como herdeiros da fé, recebemos o mesmo convite e vocação. A Igreja existe para a santidade como bem nos recorda a Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja do Concílio Vaticano II, que não é uma santidade etérea e desconectada da vida cotidiana: “Todos os fiéis se santificarão cada dia mais nas condições, tarefas e circunstâncias da própria vida e através de todas elas, se receberem tudo com fé da mão do Pai celeste e cooperarem com a divina vontade, manifestando a todos, na própria atividade temporal, a caridade com que Deus amou o mundo” (LG, nº 41). Muitas as iniciativas dentro da vida da Igreja nos ajudam neste caminho de santificação. Vários são os exemplos de homens e mulheres que provaram que o seguimento de Jesus nos leva à santidade, alguns deles de modo extremo e heroico como os mártires, outros de formas mais singelas como os santos do dia a dia. Certa vez, em uma aula, escutamos um professor colombiano dizer que “o santo é aquele que o Senhor encontrar fazendo o que deveria fazer”. Isso significa que a santidade é uma consequência de nossa vocação primária de seguidores de Jesus, e onde encontramos o Senhor? Para responder essa pergunta recorremos a São José Maria, fundador do Opus Dei, que nos recorda que “ou sabemos encontrar o Senhor em nossa vida de todos os dias, ou não o encontraremos nunca”. Neste contexto de encontrar o Senhor na vida cotidiana não podemos deixar de recordar a Santíssima Virgem Maria, Mãe do Senhor, que neste mês de maio ocupa um lugar especial em nossas paróquias, capelas e salas de Catequese. O singelo costume medieval que nos acompanha até hoje de honrar Maria com um mês todo dedicado a ela, tem sua importância

“Com o Rosário, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo”. (Papa São João Paulo II)

por esta vocação da Igreja à santidade, da qual Maria participa de forma particular. Antes de continuar gostaríamos de fazer um parêntese e recordar um pouco de como a teologia católica trata o tema do culto, da honra e adoração. A adoração para nós católicos é devida somente a Deus. Nós não adoramos os santos e nem mesmo a Virgem Maria, e a este culto chamamos latria que significa adorar. A veneração e honra dos santos e santas, que são aqueles homens e mulheres canonizados pela Igreja, recebe o nome de dulia, que quer dizer justamente isso, honra. Dentro da dulia temos então a hiperdulia, uma honra especial à Virgem Maria, como um culto acima da honra dada aos santos, mas ainda sem se aproximar da latria, adoração devida somente a Deus. Voltamos ao Concílio para recordar o que nos fala sobre o culto a Nossa Senhora: “Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que, como Mãe Santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de “Mãe de Deus”, e sob a sua proteção

se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades (...) Este culto, tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente. Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e reta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e glorifique o Filho, por quem tudo existe (cf. Cl 1, 15-16) e no qual “aprouve a Deus que residisse toda a plenitude” (Cl 1,19), e também melhor se cumpram os seus mandamentos”. O ensinamento conciliar nos deixa claro que o valor do culto a Nossa Senhora reside na grandeza de Jesus, dessa reflexão nasce a comparação de Maria à lua, astro que reflete a luz do sol. O Pequeno Catecismo de Nossa Senhora de 1912, livro de doutrina e piedade popular mariana, explica bem essa comparação da Virgem Maria com a lua por três razões: “Primeiro, porque Maria excede a todos os Santos em merecimentos, em glória e em poder, como a lua excede em

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Catequese brilho e em beleza aos demais astros da naves seja no centro onde está disposto noite; Segundo, porque tudo o que ela o altar para que os devotos se reúnam na tem, vem de Deus, e que sem cessar escelebração eucarística, culto de adoração palha seus benefícios sobre os homens, a Deus (latria), e a imagem milagrosa de do mesmo modo que a lua recebe sua luz Nossa Senhora da Conceição Aparecida do sol e a difunde abundantemente sobre que se encontra em uma das extremidades a terra; Terceiro, enfim, porque ela guia o (hiperdulia) e não no centro, o que deixa piedoso cristão através das peripécias da evidente a diferença do culto prestado. vida, assim como a lua alumia os passos O culto mariano na Igreja se apresenta do viajante desencaminhado de várias formas, como “Todos somos chae o faz regressar felizmente bem recorda São Paulo VI: mados a ser santos, e incólume à sua morada”. “Na Virgem Maria, de fato, vivendo com amor e É uma Catequese simples, tudo é relativo a Cristo e oferecendo o próprio mas carregada de significado dependente d’Ele: foi em testemunho nas ocupa- vista d’Ele que Deus Pai, para abordar ainda hoje em ções de cada dia, onde nossos encontros. desde toda a eternidade, Devemos como catequisa escolheu Mãe toda sancada um se encontra”. tas sempre destacar que ta e a plenificou com dons (Gaudete et Exsultate, seguimos Jesus Cristo, que do Espírito a ninguém nº 14) os santos e a própria Virgem mais concedidos. A geMaria são modelos que nos ajudam a seguir nuína piedade cristã, certamente, nunca esse caminho de santificação: “Com efeito, deixou de pôr em realce essa ligação a vida daqueles que fielmente seguiram a indissolúvel e a essencial referência da VirCristo, é um novo motivo que nos entusiasgem Maria ao divino Salvador” (Exortação ma a buscar a cidade futura (cf. Hb 14,14; Apostólica Marialis Cultus do Santo Padre 11,10) e, ao mesmo tempo, nos ensina Paulo VI para a reta ordenação e desenum caminho seguro, pelo qual, por entre volvimento do culto à Bem-aventurada as efêmeras realidades deste mundo e Virgem Maria). segundo o estado e condição próprios de A IMPORTÂNCIA DO ROSÁRIO cada um, podemos chegar à união perfeita com Cristo, na qual consiste a santidade. Neste mês de maio normalmente nos (...). Porque todo o genuíno testemunho dedicamos com mais intensidade à reza de veneração que prestamos aos santos, do Rosário, essa antiga devoção mariana tende e leva, por sua mesma natureza, a que tem como ponto de contemplação Cristo, que é a “coroa de todos os santos” os mistérios da vida de Cristo. Vários e, por Ele, a Deus, que é admirável nos seus foram os papas que nos recordaram da santos e neles é glorificado” (LG, nº 50). importância do rosário, dentre eles, Leão XIII. “Sua maravilhosa e eficaz oração, A MÃE DE CRISTO E A IGREJA ordenadamente repetida, nos leva à reO fato de Maria não ser o centro da noscordação e à contemplação dos principais sa fé não diminui em nada a sua importânmistérios da nossa religião: em primeiro cia, ao contrário destaca seu valor especial lugar, daqueles pelos quais ‘o Verbo se porque seu culto é “absolutamente singufez carne’ e Maria, Virgem intacta e Mãe, lar: contém em si e exprime aquele vínculo lhe prestou com santa alegria os seus maprofundo que existe entre a Mãe de Cristo ternais ofícios. Vêm depois as amarguras, e a Igreja”, como bem nos recorda São João os tormentos, a morte de Cristo, preço da Paulo II na Carta Encíclica Redemptoris salvação do gênero humano. Finalmente, Mater, que começa justamente com as são os Mistérios Gloriosos: o triunfo sobre seguintes palavras: “A Mãe do Redentor a morte, a ascensão ao céu, a descida do tem um lugar bem preciso no plano da Espírito Santo; o esplendor radiante de salvação...”. Maria não é uma coadjuvante Maria assunta ao céu, e, por último, com a no plano de Deus, é a coadjuvante, pois seu glória da Mãe e do Filho, a glória eterna de sim permitiu que Deus se fizesse homem e todos os Santos” (Carta Encíclica Magnae viesse habitar em nosso meio, cumprindo Dei Matris, de sua Santidade Papa Leão seu desígnio de amor. XIII, sobre o rosário de Nossa Senhora). Muitas são as formas de honrar Maria. A “Por inspiração ou por impulso divino, construção de nossas igrejas, é uma delas (...) com o auxílio desta oração (o Rosário), e destacamos aqui o Santuário Nacional poderoso instrumento de guerra, os fiéis de Aparecida, um dos maiores templos poderiam vencer e desbaratar os inimigos, católicos do mundo e um exemplo de e forçá-los a cessar a sua ímpia e estulta como a centralidade do culto da Igreja é audácia” (Carta Encíclica Supremi Apostosempre Jesus. A planta do Santuário é em latus Officio, de sua Santidade Papa Leão cruz grega permitindo que o encontro das XIII, sobre o Rosário de Nossa Senhora). 42

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Pio XII também nos deixou a seguinte reflexão: “Não hesitamos em afirmar em público que depositamos grande esperança no Rosário de Nossa Senhora como remédio dos males do nosso tempo. Porque não é pela força, nem pelas armas, nem pelo poder humano, mas sim pelo auxílio alcançado por meio dessa devoção que a Igreja, munida desta espécie de funda de Davi, consegue impávida afrontar o inimigo infernal, ao qual bem pode dirigir as palavras do pastorzinho adolescente: ‘Tu vens contra mim de espada, lança e escudo, e eu vou contra ti em nome do Deus dos exércitos (...); e saberá toda esta multidão que não é com espada, nem com lança que o Senhor salva” (1Rs 17,44.49)” (Carta Encíclica Ingruentium Malorum, de sua Santidade Papa Pio XII, sobre a recitação do Rosário). Ainda sobre o Rosário não podemos deixar de recordar a contribuição de São João Paulo II que nos presenteou com os Mistérios da Luz, da vida pública de Jesus. “Querendo indicar à comunidade cristã cinco momentos significativos – Mistérios Luminosos – desta fase da vida de Cristo, considero que se podem justamente individuar: primeiro, no seu Batismo no Jordão; segundo, na sua autorrevelação nas Bodas de Caná; terceiro, no seu anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão; quarto, na sua Transfiguração; e, enfim, em quinto, na instituição da Eucaristia, expressão sacramental do Mistério Pascal” (Carta Apostólica do Sumo Pontífice João Paulo II Rosarium Virginis Mariae, sobre o rosário). Estes mistérios juntamente com aqueles da alegria, da dor e da gloria nos permitem, tomados pela mão da Mãe de Deus, acompanhar os mistérios da vida de Cristo que tomando a nossa condição humana, nasceu, viveu, padeceu e ressuscitou sendo glorificado como primícia, para abrir o caminho da salvação para todos. Que possamos viver com intensidade este mês dedicado à Maria e que a nossa devoção nos aproxime sempre mais a Jesus, configurando-nos a Ele que é o único mediador (cf. 1Tm 2,5; Mediator Dei, Carta Encíclica de Pio XII; Constituição Apostólica Lumen Gentium, sobre a Igreja, capítulo VIII), e que possamos transmitir às crianças, suas famílias e a todos que nos rodeiam que a centralidade do nosso culto é sempre Jesus.

Maria Artés i Coma e Douglas V. Mequelin Membros da coordenação diocesana da Animação Bíblico-catequética


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Jesus, o modelo de Pastor 4º Domingo da Páscoa | 8 de maio de 2022 Leituras: At 13,14.43-52; Sl 99; Ap 7,9.14b-17; Jo 10,27-30

Jesus é o modelo de pastor porque, conhecendo a cada um, tira as pessoas da alienação para levá-las à vida plena. Seu projeto continua através de pessoas de fé, engajadas que são fortalecidas e encorajadas pelo sumo pastor. O BOM PASTOR NOS CONDUZ A DEUS

A rejeição que os missionários sofreram e a consequente perseguição fazem eco com as de Jesus na sinagoga de Nazaré. A reação dos pagãos é oposta à dos judeus. Eles aderem com alegria à Palavra do Senhor. Porém, os missionários devem pagar com perseguições daqueles que rejeitam a mensagem de Deus. Os judeus instigam mulheres religiosas para perseguirem os missionários. O anúncio da Boa-nova mexe com as pessoas que ocultam suas intenções com um verniz de religiosidade, porém revelam o que são na prática e estão rejeitando a Palavra e seus anunciadores. Mesmo em meio às perseguições, os discípulos estavam cheios de alegria e cheios do Espírito Santo.

O episódio do Bom Pastor se desenrola no Templo, na festa da sua consagração. Jesus é o pastor enquanto conduz para fora dessa instituição opressora simbolizada pelo redil, para conduzir à plenitude da vida. Ele é o autêntico redentor, Aquele que têm o dever de resgatar as ovelhas da opressão. Jesus é o único capaz de libertar os oprimidos (representado pelo cego de nascença), conduQuais são os currais que mantêm o zindo-os para fora, para o novo modo de O CORDEIRO APASCENTA AS OVELHAS ser, pois Ele é a porta, a única alternativa. povo dominado? Ele inaugura, assim, o novo e definitivo A abertura dos primeiros quatro selos O que nos ensina o bom pastor? êxodo do povo de Deus, sendo aceito por mostra como é a história da humanidade: Quem são os missionários de hoje? aqueles que aderem a Ele, como as ovemarcada pela ambição, pela violência polhas que conhecem sua voz e o seguem, e é rejeitado por lítica e pela exploração econômica que geram a morte do aqueles que recusam segui-lo assim como os dirigentes povo. No quinto selo, os mártires clamam por justiça, e a abertura do sexto selo provoca a chegada do Cordeiro como religiosos. resposta ao clamor dos mártires. O Pastor, por sua vez conhece suas ovelhas uma por O Apocalipse abre a janela do passado e a janela do preuma e as chama pelo nome. A comunhão se concretiza no sente/futuro, mostrando que Deus, ao longo da história, seguimento. Ninguém poderá tirar as ovelhas das mãos de sempre foi fiel, preservando e salvando os que se comproJesus, pois Ele é o Pastor que as defende contra os lobos, metem com seu projeto. O texto é uma janela aberta para assaltantes e ladrões. Ele não é como os pastores merceo presente e o futuro da comunidade que ouve e põe em nários que visam aos próprios interesses que, ao chegar o prática a Palavra de Deus. perigo, procuram salvar a própria pele. A grande e festiva celebração no céu é uma comunidade Jesus é o novo Templo, no qual o Pai revela e leva a universal, da qual tomam parte pessoas de todas as nacumprimento a nova humanidade. Criticar e rejeitar Jesus ções, tribos, povos e línguas. Estão de pé diante do trono é criticar e rejeitar o Pai, pois eles são um. do Cordeiro (sinal de vitória). Um ancião diz: “Esses são os NÃO HÁ FRONTEIRAS PARA A FÉ EM JESUS que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram suas A primeira leitura trata da ruptura definitiva da comunidaroupas no sangue do Cordeiro”. Tribulação, significa resisde cristã com a sinagoga e o direcionamento aos pagãos. O tência diante das perseguições. Essas pessoas usufruem da texto fala insistentemente da Palavra de Deus que é capaz de plena participação da vida divina. É o novo e último êxodo alvoroçar toda a população da cidade, composta de judeus, que tem como protagonista Jesus, o líder que conduz à gregos, romanos e nativos. Ela suscita dois tipos de reação: vida em Plenitude. a reação dos judeus e a dos pagãos. Alguns judeus cheios de inveja, por perderem o monopólio das promessas de Leitura Diária salvação, tentam contradizer com blasfêmias a mensagem Dia 9: At 11,1-18; Sl 41; Jo 10,1-10 dos discípulos. Dia 10: At 11,19-26; Sl 86; Jo 10,22-30 Sem temor, Paulo e Barnabé revelam o projeto de Deus: Dia 11: At 12,24 - 13,5a; Sl 66; Jo 12,44-50 partindo dos judeus, a mensagem deveria alcançar os Dia 12: At 13,13-25; Sl 88; Jo 13,16-20 pagãos. Mas aquele grupo de judeus, recusaram o projeto Dia 13: At 13,26-33; Sl 2; Jo 14,1-6 de Deus. Assim, os missionários declaram-se plenamente Dia 14 (São Matias, Apóstolo): At 1,15-17.20-26; Sl 112; Jo 15,9-17 disponíveis em anunciar a Boa-nova aos pagãos. Ano XXVI - nº 280 - Maio de 2022

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Missão de amar e de nos encorajar uns aos outros 5º Domingo da Páscoa | 15 de maio de 2022 Leituras: At 14,21b-27; Sl 144(145); Ap 21,1-5a; Jo 13, 31-33a.34-35 Neste tempo pascal, as comunidades e seus fiéis celebram a nova realidade trazida e inaugurada por Cristo Ressuscitado. “Eis que faço novas todas as coisas”, anuncia Deus Pai de seu trono celeste. Como Paulo e Barnabé, precisamos também nós anunciar a Palavra, formar e organizar comunidades de fé e de amor. A presença do Deus vivo em nosso meio renova o mundo. Ela é criativa, acolhedora e transformadora. Um dos aspectos fundamentais de nossa identidade cristã é a capacidade de amar e de nos sentir amados, na medida e do jeito que Jesus ensinou.

todas as forças satânicas que, diante de Cristo, perdem seu poder e são destruídas. Ela é acusada de prostituta porque se entregou à idolatria, à ganância e ao luxo. A Nova Jerusalém é imagem do povo de Deus renovado, transformado pelo Senhor. Toda situação marcada pelo poder do mal e suas manifestações irá passar, não existirá mais. “Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe mais”. O mar, no pensamento bíblico, é símbolo do caos e do mal.

acolher o anúncio do Reino de Deus e viver a maravilha da fé em Jesus Cristo, inclusive os não judeus, os pagãos. A “porta da fé” através do anúncio de Jesus Cristo e da resposta ao seu chamado se abre para todos.

dioso. O novo mandamento é a herança deixada à comunidade: “Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13,34). A novidade está em viver o amor “como ele viveu”, de um jeito novo, diferente daquele ensinado pelos escribas e fariseus. Essa é a condição indispensável para seguir Jesus de verdade e, desta maneira, ser reconhecido pelas outras pessoas: “se tiverdes amor uns aos outros”.

O NOVO MANDAMENTO DE UM JEITO NOVO Para entendermos melhor o significado deste Evangelho, OS APÓSTOLOS ORGANIZAM e especialmente do termo “glorificar”, precisamos ir até o E ENCORAJAM AS COMUNIDADES Prólogo (início) do próprio Evangelho de João. “E a palavra se Os Atos do Apóstolos apresentam um retrato de como os fez carne e veio habitar entre nós. E nós contemplamos a sua primeiros cristãos, sobretudo os apóstolos, foram cuidadosos glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade” na formação das novas comunidades. Os cristãos como discí(Jo 1,14). A ideia básica de “glória” é a de “revelação”. A glória pulos de Cristo são encorajados e exortados a permanecerem que os discípulos viram em Jesus é a sua revelação progressiva firmes na fé. São designadas lideranças com experiência de por meio dos sinais que fazia, e sobretudo por meio de sua vida comprovada: os anciãos, chamados de presbíteros. Eles adesão incondicional ao projeto do Pai, até a morte na cruz. são bem preparados para tal missão com orações e jejuns. O que é que Jesus fez de mais especial? Amou a todos. Paulo e Barnabé retornam da primeira Diante da vida sofrida de tantas pessoas, viagem missionária. A leitura enumera dos doentes e pecadores, dos fragilizados - Você e sua comunidade vivem essa várias cidades demonstrando por onde e dos que viviam à margem da sociedade, dimensão missionária como nos eles passaram e anunciaram a Boa Nova Jesus teve compaixão, solidarizou-se, teve tempos de Paulo e Barnabé? de Cristo. Essa dimensão missionária da empatia, ouviu e acolheu a todos. Jesus - Como você poderá contribuir para Igreja é bem destacada. A presença dos glorificou a Deus na medida em que revelou transformar “as Babilônias” em que seguidores de Jesus no mundo precisa ajuà humanidade a face da Divina Misericórdia. vivemos em “Nova Jerusalém”? dar as pessoas a conhecerem os sinais do E a comunidade dos discípulos, o que - O que significa dizer que Jesus nos Reino de Deus e o caminho da salvação. O resta fazer depois da Páscoa? Com a pardeixou um novo mandamento para viver texto conclui fazendo uma síntese de tudo tida de Jesus, o caminho para continuar de um jeito novo? Você está disposto(a) o que Deus havia feito por meio daquela unido a ele e permanecer nele, como o a amar como ele amou? experiência missionária. Todos podem ramo unido ao tronco, é o amor misericor-

ESPERANÇA AOS QUE SOFREM E CONSOLAÇÃO AOS ENLUTADOS O Apocalipse de São João testemunha a ressurreição de Jesus a partir das primeiras comunidades cristãs perseguidas. O Cordeiro imolado está em pé! Cristo Crucificado está vivo e com todo o poder de Deus. As visões apocalípticas apresentam o drama vivido pela humanidade no combate entre o bem e o mal, entre Deus com os seus fiéis e Satanás e seus servidores. O tema central dessa parte do livro é a intervenção definitiva do Cordeiro, o Cristo Ressuscitado, que decreta a condenação da Babilônia (a prostituta) e prepara o triunfo da Nova Jerusalém (a esposa). Babilônia torna-se, assim, representante de 46

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Leitura Diária Dia 16: At 14,5-18; Sl 113B; Jo 14,21-26 Dia 17: At 14,19-28; Sl 144; Jo 14,27-31a Dia 18: At 15,1-6; Sl 121; Jo 15,1-8 Dia 19: At 15,7-21; Sl 95; Jo 15,9-11 Dia 20: At 15,22-31; Sl 56; Jo 15,12-17 Dia 21: At 16,1-10; Sl 99; Jo 15,18-21


“O Espírito Santo vos ensinará e recordará tudo o que vos tenho dito” 6º Domingo da Páscoa | 22 de maio de 2022 Leituras: At 15,1-2.22-29; Sl 66; Ap 21,10-14.22-23; Jo 14,23-29 Ao celebrarmos o Tempo Pascal, a Liturgia nos colocou diante do sepulcro vazio, apresentando a manifestação do ressuscitado aos seus, experiência essa que consolida a certeza da vitória da vida sobre a morte. Pois, se de fato, seguirmos a Palavra do Mestre, nossa ‘pesca’ será abundante e, Jesus Cristo, o Bom Pastor, que nos conduz pelas mãos, ao retornar para junto de Deus Pai, nos Envia o Espírito Santo. Eis o desafio para vivermos a ‘sinodalidade’, ou seja, sermos Igreja que caminha unida, não por imposições, mas sim, onde cada um consciente de suas responsabilidades, participa do todo, desta obra, que não é nossa, mas de Deus. NÃO VOS IMPOR NENHUM FARDO

ridade, sem perder o foco no cumprimento da Palavra de Deus. Um exemplo claro disso é a observação feita no site do Vatican News pelo Pe. Sérgio Leal. Ao comentar o dinamismo sinodal do Papa Francisco, afirmou: “O Papa quando fala do Sínodo e do dinamismo sinodal diz que a sinodalidade é um caminho muito belo (...). Uma palavra fácil de dizer, mas difícil de concretizar. Até porque a escuta pressupõe que se fale com liberdade. Achei muito curioso que, a propósito do Sínodo da Família, tenham dito ao Papa que havia bispos e cardeais que não diziam algumas coisas com medo daquilo que poderiam dizer, e o Papa disse que o caminho sinodal só será possível quando falarmos com liberdade, com parresia, e quando escutamos com humildade”. Estamos vivenciando a fase da ‘escuta’, no Sínodo, eis a importância da participação de cada um, como cristãos leigos envolvidos na vida eclesial. Engana-se a si mesmo quem separadamente diz que cultiva sua vida espiritual/religiosa, pois a Palavra de Deus nos leva ao encontro do outro e a vivermos em comunidade.

Diante de uma questão pontual, onde a circuncisão estava sendo apresentada como condição para a salvação, aconteceu o primeiro Sínodo. Hoje, toda a Igreja está convocada pelo Papa Francisco a percorrer o caminho rumo ao Sínodo (outubro 2023): “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. MINHA PAZ VOS DOU, MAS NÃO A DOU COMO O MUNDO Assim, ele convida a Igreja inteira a se interrogar sobre um tema decisivo para a sua vida e a sua missão: “O caminho da sinodaLonge de ceder à tentação de instrumentalizar a fé como lidade é precisamente o caminho que Deus meio para garantir saúde física e prosperidade - Amo e me interesso de fato pela econômica, o batizado, discípulo-missionário espera da Igreja do terceiro milênio”. A Igreja de Jesus Cristo, ao longo de sua hisé conduzido a experenciar a grandeza do amor Igreja, ou só busco nela o que tória, concretizou muitos passos e aprendizadivino, que engloba toda a criação, mantendo preciso? dos. Foi notadamente, no Concílio Vaticano II cada coisa no seu devido lugar. Amando a - Vejo a Igreja como um meio (1962-1965), que ela percebeu com clareza que Deus sobre todas as coisas e o próximo como eficaz para a Salvação? o melhor jeito de ser e de caminhar, para bem a si mesmo, primeiro mandamento da lei de - Estou inserido verdadeiramente cumprir a sua missão, é o “jeito sinodal”. Não Deus. Movido pelo Espírito Santo, o cristão é na vida eclesial? se trata de tarefa fácil, exige muita preparação chamado a ser presença do Reino de Deus, no e profunda conversão de todos ao projeto atual momento. A grande questão é, como de Deus. Sinodalidade é o esforço coletivo e a busca contínua cumprir esta missão, diante de tantos desafios, interpretações de aprendermos a “caminhar juntos” como irmãos e irmãs que e situações adversas? Que o Espírito Santo, assim como inspirou somos. É um jeito de ser Igreja pelo qual cada pessoa é imporo Papa a convocar o Sínodo sobre a ‘sinodalidade’, nos conduza tante, tem voz, é ouvida, capacitada e envolvida na realização da nessa fase da escuta, para que movidos pela mensagem da liturmissão. Não se trata mais de estar uns sobre outros, mas de nos gia deste domingo, nos animemos ainda mais a participarmos colocarmos entre iguais para juntos fazermos a experiência de deste importante momento. fé, frente aos desafios internos e externos que se apresentam em nosso dia a dia. (cf. cnbb.org.br/sinodo2023/).

Leitura Diária

NÃO VI TEMPLO NA CIDADE O livro do Apocalipse apresenta a visão celestial de São João, onde a ‘cidade futura’ dispensará todas as nossas necessidades presentes, pois estaremos plenamente na presença de Deus, e Ele nos basta. A Igreja peregrina, rumo a esse Reino definitivo, movida pelo Espírito Santo tem dado passos significativos diante de sua missão evangelizadora. Valorizando cada um em sua particula-

Dia 23: At 16,11-15; Sl 149; Jo 15,26 - 16,4a Dia 24: At 16,22-34; Sl 137; Jo 16,5-11 Dia 25: At 17,15.22 – 18,1; Sl 148; Jo 16,12-15 Dia 26: At 18,1-8; Sl 97; Jo 16,16-20 Dia 27: At 18,9-18; Sl 46; Jo 16,20-23a Dia 28: At 18,23-28; Sl 46; Jo 16,23b-28 Ano XXVI - nº 280 - Maio de 2022

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Missão de Cristo e da Igreja Solenidade da Ascensão do Senhor | 29 de maio de 2022 Leituras: At 1,1-11; Sl 46,2-3.6-7.8-9; Ef 1,17-23; Lc 24,46-53

Neste domingo, celebramos a Solenidade da Ascensão do Senhor. Esta grande festa litúrgica, inserida oficialmente no calendário somente no século V, é celebrada quarenta dias após a Páscoa. Porém, no Brasil, foi transferida para o 7º Domingo do Tempo Pascal. Dando início à última semana do Tempo da Páscoa, a Solenidade da Ascensão quer sublinhar a graça do Mistério Pascal e dispensação de seus frutos através da Igreja. HERDEIROS DA FÉ DOS APÓSTOLOS

por Cristo. Mediante a imagem do corpo místico, a Igreja vê em Cristo, sua cabeça, como o princípio de graça e de unidade, razão pela qual cada membro da Igreja encontra a sua dignidade e missão. Diante disso, São Paulo deseja entusiasmar novamente os membros da comunidade para que tomem parte do serviço para a edificação da Igreja. De outro modo, isso significa que todos os bens e graças que Cristo cumula, detém também a sua Igreja, cuja missão é mediar tais graças ao mundo, principalmente por intermédio dos sacramentos.

A primeira leitura deste domingo (At 1,1-11), mostra CRISTO, SUMO SACERDOTE a experiência da Ascensão a partir da perspectiva dos eventos pascais de Jesus e da promessa do envio do A Solenidade da Ascensão está longe de ser uma Espírito Santo para fundamentar a ação missionária dos celebração do adeus à presença de Cristo no meio da apóstolos. O autor do livro, Lucas, apresenta novamente humanidade. Trata-se de uma liturgia de exaltação de a experiência da Ascensão, com a qual havia fechado o Cristo, sumo sacerdote, rei e salvador. O evangelista seu escrito evangélico. Contudo, a intenção é completaLucas é o único a relatar uma ascensão visível de Jesus e mente diferente. Aqui, o evento da Ascensão abre uma isto se deve ao seu contexto. Na cultura judaica, a sepanova página da história da humanidade ração entre corpo e alma, característica - Tenho consciência de que sou e da Igreja. Com o fim da missão terresda cultura grega, dava-se como castigo parte do Corpo de Cristo e de minha tre de Cristo, dá-se o início da missão por causa de um grande pecado (cf. Gn missão como Igreja? de seus apóstolos, como herdeiros 3,19; Sb 1,13). Por isso, não bastava deixar - Se procuro a graça de Deus, com da missão de anunciar a chegada do subentendido. Era necessário acentuar qual frequência tenho buscado os Reino. Portanto, se a missão de Jesus que Cristo subiu aos céus de corpo e Sacramentos? teve início com o Batismo no Jordão, a alma. Além disso, na tradição romana, o - Qual tem sido o meu testemunho missão da Igreja começa com o Batismo imperador falecido só recebia as honras diante da graça de Deus? Bendigo no Espírito, cuja realização é encontrada de divindade caso alguém testemunhasalegremente o Senhor ou me fecho nos versículos seguintes. Deste modo, se sua subida aos céus. Ciente de tal na desesperança da falta de fé? o Espírito Santo vem inaugurar um novo dado e a fim de indicar que Jesus era o modo de viver e anunciar o Reino de Deus, cujo principal único a ser verdadeiramente adorado, Lucas não deixa de elemento é o testemunho, isto é, testemunhar a paixão, registrar tal experiência. Para além de contextos histórimorte, ressurreição e ascensão de Jesus. Graças ao tescos, a Ascensão aponta para a entronização de Cristo no temunho dos apóstolos, que constitui a Tradição, hoje a Reino dos Céus, conforme entoa o Salmo 46. O Senhor, Igreja pode fundamentar a sua fé, zelar de tal fundamento enquanto sobe aos céus, mantém suas mãos sacerdotais e anunciá-lo a todas as pessoas. estendidas ao seu povo, o que nos leva a compreender que nunca deixamos de estar sob o cuidado e as bênçãos FONTE DE GRAÇA de Deus. Cientes disso, os apóstolos seguiram alegres e A Carta aos Efésios (1,17-23), apresenta a Igreja como bendizendo o Senhor. o corpo místico de Cristo, Cabeça da Igreja, cuja unidade e desenvolvimento, por meio dos dons e carismas, é Leitura Diária empreendida pelo Espírito Santo. Nessa perícope, São Paulo roga para que os irmãos e irmãs de Éfeso sejam Dia 30: At 19,1-8; Sl 67; Jo 16,29-33 Dia 31 (Visitação de Nossa Senhora): Sf 3,14-18; agraciados pela esperança e pelo poder de Deus. O Is 12,2-3.4bcd.5-6; Lc 1,39-56 apóstolo parece fortalecer a confiança da comunidade, Dia 1º/06: At 20,28-38; Sl 67; Jo 17,11b-19 que já estava perdendo o ânimo diante dos desafios enDia 2/06: At 22,30; 23,6-11; Sl 15; Jo 17,20-26 contrados. É importante destacar a grande quantidade Dia 3/06: At 25,13b-21; Sl 102; Jo 21,15-19 do pronome “nós” empregado pelo autor. A motivação Dia 4/06: At 28,16-20.30-31; Sl 10; Jo 21,20-25 parece estar na exaltação da Igreja, que é enriquecida 48

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Enchei os corações dos fiéis com vossos dons Solenidade de Pentecostes | 5 de junho de 2022 Leituras: At 2,1-11; Sl 103; 1Cor 12,13b-7.12-13; Jo 20,19-23

Com profunda proximidade significativa para a teologia e para a fé cristã, estamos celebrando três solenidades que se inter-relacionam. No domingo anterior a este, a Ascensão de Jesus ao Céu, conforme por Ele prometido, refletimos: “É preciso que eu suba até meu Pai; se eu não for, o Espírito Santo não descerá sobre vocês” (Jo 16,7). No próximo domingo, prestaremos grande homenagem à perfeita comunidade: Trindade Santa. Entre essas liturgias solenes hoje comemoramos a descida do Espírito Santo, que é a força da Igreja missionária que, sem ela, a missão se enfraqueceria. Por isso que Jesus pede aos discípulos antes que se entusiasmem: “Não vos afasteis de Jerusalém (para anunciar em outras cidades), antes que tenham recebido a força do Espírito Santo” (At 1,4.8).

O fato descrito ilustra a bela imagem que São Paulo nos traz sobre o que é viver em comunidade respeitando os dons particulares e específicos, porém sem perder a comunhão, sendo esta de todos entre si e todos em comunhão com Jesus Cristo que completa tudo em todas as coisas e nos faz fortes e inquebráveis. Fora da comunhão, por não saber reconhecer o valor dos dons particulares, corre-se risco.

QUE A PAZ ESTEJA CONOSCO Quem é que poderia imaginar que as primeiras palavras do ressuscitado a uma Igreja reunida fossem a respeito do desejo de tantas nações do mundo de ver reinar: a paz, inclusive nos dias atuais. Todo o ambiente em que se encontravam os discípulos exalava medo. Medo dos judeus, A VENTANIA SUAVE DA PAZ que naquele contexto, haviam matado o Mestre. O medo Os discípulos estavam todos reunidos é a sensação geral que toda guerra traz, - Agrado a Deus, renovando minha no mesmo lugar. Podemos compreender também a guerra da falta de amor. Quanto paz interior? que “lugar”, nesse caso onde os discímaior for o recuo e o fechamento piores - Como está nossa fidelidade com a pulos se encontravam, não precisa ser são os resultados causados pelos que se Palavra que nos ensina sobre Deus? exatamente sobre o espaço em si, mas aproveitam da “fraqueza” dos outros. Jesus - Movido pelo Espírito Santo, como da condição interna que cada um vinha sabe que o povo entende que Deus é Maior. experimentando, sobretudo causada Faz descer sobre eles o Espírito Santo e os está a minha participação na vida da pela recente crucificação e morte do envia em missão. Sabe que o mal é quem comunidade de fé? Mestre. Eles se encontravam confusos, precisa recuar, e não o bem. inseguros, amedrontados e tristes. Mas também acabaram Antes de Jesus pronunciar pela segunda vez o seu desejo perdendo o entusiasmo, e na dúvida se acomodaram. Por de paz, mostra-lhes as mãos e o lado, feridos e ensanguenacaso, a cruz não parece mesmo uma tragédia? Era preciso, tados. Mãos são símbolos do trabalho, da luta por alimento, sim, causar uma reversão. Só mesmo uma forte ventania. da confiança em dias melhores. Mãos santas são mãos Forte ventania? Sopro do Espírito. Esse é o sopro que faz que partilham o amor. No amor, todos se entendem. Não vencer o medo, as inseguranças e as tristezas. E não existe existem estranhos para a linguagem do amor, mesmo os de mais barreira que possa conter a força da missão. Sendo diferentes idiomas. em nome de Deus e enviado pelo Espírito, todas as nações A paz vence o ódio e abre caminho para o perdão. O filho entendem e a respeitam. mais velho ficou com ódio e não quis entrar para a festa. Precisou ser reeducado para o perdão. Os discípulos estavam DONS NA COMUNIDADE; FORTES NO ESPÍRITO com pedras nas mãos e no coração, punindo a mulher pecadora. Precisaram ser reeducados para o perdão. Um coração Até pouco tempo, ainda era possível ver, nas paredes de livre sempre tem espaço para os outros dons se tornarem alguma igreja, um dos símbolos que os missionários usaram realidade. Por isso, “Vinde Espírito Santo de Deus, e enchei numa dinâmica proposta em tempos de missões populares os corações dos fiéis com vossos dons”. na nossa Diocese. Eram providenciadas algumas varas de arbustos. Umas eram deixadas soltas e isoladas; outras, em torno de 30, eram amarradas todas em feixe. Na dinâmica, os Leitura Diária missionários pediam para que algumas pessoas quebrassem Dia 6/06 (Maria Mãe da Igreja): At 1,12-14; Sl 86; Jo 19,25-34 umas quatro ou cinco varas distribuídas individualmente Dia 7/06: 1Rs 17,7-16; Sl 4; Mt 5,13-16 entre o grupo. Facilmente eram transformadas em pedaDia 8/06: 1Rs 18,20-39; Sl 15; Mt 5,17-19 ços. Depois era deixado com alguém, ironicamente para a Dia 9/06: (São José de Anchieta) 1Rs 18,41-46; Sl 64; Mt 5,20-26 pessoa mais forte que ali estivesse, para ver se conseguia Dia 10/06: 1Rs 19,9a.11-16; Sl 26; Mt 5,27-32 fazer a mesma coisa com aquele feixe de mais de 30 varas Dia 11/06 (São Barnabé): At 11,21b-26;13,1-3; Sl 97; Mt 10,7-13 amarradas uma à outra. Inúmeras tentativas inúteis.


Liturgia

O Ressuscitado vive entre nós! O Ciclo da Páscoa compreende a Quaresma que é a sua preparação, o Tríduo Pascal, em que se celebra o Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor e o Tempo Pascal, que inclui a oitava pascal, a Ascensão de Jesus e Pentecostes. É o ciclo que celebra a Vida, Paixão, Morte, Ressurreição do Senhor, sua Ascensão e a Vinda do Espírito Santo. Vamos aqui tratar deste tempo que se segue a celebração do Domingo da Páscoa, chamado de Tempo Pascal. O Tempo Pascal é o tempo que vai do Domingo de Páscoa a Pentecostes, totalizando cinquenta dias. É desejo da Igreja que esses cinquenta dias entre a Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados como se fossem um só dia de festa, como um grande domingo. Este tempo prolonga a alegria da Ressurreição e confirma o compromisso batismal. A liturgia desse período centraliza-se no Cristo vitorioso e ressuscitado. O Tempo Pascal nasce da Vigília. Aí se faz a passagem do luto à alegria, do jejum ao banquete, da tristeza à festa, da morte à vida. Tempo de alegria, de ação de graças, de aprofundamento do sentido do mistério cristão e da vida em Cristo, do mistério da Igreja e consequentemente do mistério da comunidade dos cristãos, o Tempo Pascal é o tempo espiritual, por excelência, do ano litúrgico. É o tempo em que o Ressuscitado dá o Espírito: “Recebei o Espírito Santo” (Evangelho da Missa do Domingo da Ressurreição), e que se conclui precisamente com a efusão do Espírito Santo sobre os discípulos, que, uma vez “cheios do Espírito Santo”; aparecem no mundo como a “Igreja de Deus” da “Nova Aliança” (At 2,1ss: Primeira leitura do Domingo de Pentecostes), Cristo ressuscitado, “Primogênito dentre os mortos”; é, por isso mesmo, “Cabeça do Corpo da Igreja” (Cl 1,12ss). De fato, na Páscoa “unem-se o céu e a terra, o divino e o humano” (Precônio Pascal). A ligação do tempo depois da Páscoa com a Páscoa é tão grande que os Domingos depois da Páscoa são chamados de Domingos da Páscoa até o oitavo Domingo que é chamado de Pentecostes. A liturgia apresenta os textos dos Atos dos Apóstolos relativos aos primeiros passos da Igreja, e às aparições de Jesus, nos Evangelhos. 52

Pantocrator, por Cláudio Pastro. Afresco na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e São José – Cidade Nova – Jundiaí (SP)

A VIDA PASCAL A vida cristã é uma vida pascal. A nossa vida é a dos que foram sepultados com Cristo, no Batismo, para vivermos, com Ele, uma vida nova, como exprime o presidente da assembleia, na Vigília, antes da renovação das promessas do Batismo. Esta vida nova é a vida de Cristo ressuscitado, a vida daquele que, por ter oferecido a vida até Se entregar à morte, vive agora na glória do Pai, exaltado com o nome divino de Senhor (Fl 2,11). Vida com Cristo em Deus, é ainda, aqui na terra, uma vida escondida, vivida na fé e na esperança, vivificada pelo Espírito, que é Amor. Vida nova, porque é vida do homem novo, que é o Senhor ressuscitado, ela anima toda a existência cristã e exprime-se em tudo o que é vitória sobre o pecado e a morte. Esta novidade de vida em Cristo é um dos pontos mais colocados em destaque nos textos da Liturgia do Tempo da Páscoa. A Páscoa é celebrada, no dizer de Santo Agostinho, como um mistério, de maneira sacramental, não tanto como uma história que se recorda, mas como

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um mistério tornado presente de maneira sacramental para nele se poder participar. É assim que, na Vigília, ocupa lugar central a celebração dos sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia, os sacramentos da vida nova. Por meio desses sacramentos nascem os novos filhos e filhas de Deus. Eles são a humanidade nova. Em cada ano e em todo o mundo, muitos são os que, na noite da Páscoa, nascem como nova geração do povo de Deus. São Paulo, partindo da sugestão fornecida pelo pão ázimo próprio da Páscoa judaica, pede aos seus leitores que, purificados do fermento velho, sejam uma nova massa, para celebrarem a festa pascal (segunda leitura da Missa do Domingo da Ressurreição). E a liturgia pede que, na Páscoa, todos os sinais, dos mais importantes aos mais simples, sejam a partir de elementos novos: a água e os santos óleos para o Batismo; o pão para a Eucaristia, para que não venha ser necessário recorrer ao pão consagrado guardado no sacrário desde antes do Tríduo Pascal; a luz que há de acender o Círio e iluminar a celebração durante a noite de Vigília; a ornamentação do altar, que foi desnudado antes da celebração; e, mais que tudo, o coração, as vozes e as obras: seja tudo novo, para que, “renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz da vida nova”, como pede a oração da coleta do Domingo da Ressurreição. Anualmente repetida em cada primeiro Domingo que se segue à Lua cheia do equinócio da primavera, a Páscoa surge sempre nova, como sempre nova é a vida imortal do Senhor ressuscitado. E aquela Lua, que enche sempre de claridade a noite santa da Páscoa, continua a ser, em cada ano e desde há tantos séculos, desta solenidade da vida nova a “testemunha fiel no firmamento” (Sl 88,38). ESPIRITUALIDADE DO CICLO PASCAL Jesus é o Filho de Deus que se fez homem, e após a vida e a paixão, ressuscita e, na ascensão, sobe à glória de Deus. Esta é a grande passagem de Deus pela humanidade. Ele mesmo, caminhou entre nós, sentou-se à mesa, andou pelas ruas e cidades, entrou nas casas. Ele é o Emanuel, o Deus conosco. E a paixão de Jesus? Ela foi uma consequência de sua vida. Jesus tinha uma


Liturgia missão, anunciar o Reino de Deus e implantá-lo, mas a sua nação, os chefes de seu povo não quiseram aceitar as suas palavras e atitudes. Ele exigia um novo modo de viver, de relacionar-se, com Deus que é Pai e com o próximo que é irmão; Ele exige a paz, a justiça, a fraternidade. Por isso, Jesus defendeu os fracos, os pobres e explorados e curou os doentes. Ele, o Filho de Deus, mostrou pelas palavras e pelas obras o poder e a vontade de Deus. Combateu a religião colocada a serviço dos interesses de grupos e pessoas, a religião de mentiras e aparências, chamando todos, ricos e pobres, para acolherem o Reino de Deus, fazendo o que é agradável a Deus. Jesus compreendeu a perseguição, o sofrimento e até a morte como parte importante da sua missão, que era a pregação e a realização do amor e da paz entre os homens: era o preço a pagar, era dar a própria vida por isso. Era não só agir pelo reino, não só trabalhar e cansar-se pelas pessoas, não só ensinar e curar, mas também sofrer e aguentar, e inclusive morrer pelo reino. Por isso Jesus foi em frente. Na ressurreição se mostra que Jesus é realmente o Filho de Deus que tinha se abandonado à morte por amor. Foi então que os discípulos compreenderam plenamente que aquele Jesus, que tinha ensinado e vivido no meio deles, que tinha sido perseguido e assassinado, era nada menos que o Filho de Deus, que o seu método de estar neste mundo é através do amor e não do uso de poderes violentos ou extra-humanos: Jesus é Deus humanamente entre nós. Assim, a Paixão de Jesus é a passagem libertadora de Deus. Esta passagem não apenas abriu passagem para a liberdade de um povo, mas é uma porta para toda a humanidade. A Páscoa de Jesus entendida como paixão, como sofrimento, é o esmagamento de Jesus. Ele é o grão de trigo que morre. Mas, pelo

O Tempo Pascal e o convite: “Ressuscitemos na luz da vida”

poder de Deus Ele ressuscitou. O poder de Deus o faz vencedor e vitorioso. Esta vitória expressa-se no envio do Espírito Santo, em Pentecostes. Ele é o Espírito de Cristo que há de penetrar todas as realidades. Mas penetrar no mistério do Domingo, o “primeiro dia da semana” (Jo 20,1), ultrapassar o drama do Calvário, reconhecer o “jardineiro” da manhã da ressurreição junto do túmulo vazio (Jo 20,15), não ser “lento de coração” para compreender o viajante da estrada de Emaús “na tarde daquele dia” (Lc 24,25), ser enfim capaz de reconhecer o “dom de Deus” (Jo 4,10) na vida que surge da morte, permanecer na contemplação que leva à ação de graças em louvor - em eucaristia - perante “o dia que o Senhor fez” e prolongar este estado de alma para além da Vigília Pascal, no meio das ocupações diárias de uma existência todos os dias dolorosa e interrogante, encontrar para a morte a resposta da vida n’Aquele que, pela obediência até à morte, foi exaltado pelo Pai até à sua direita e d’Ele recebeu um nome que está acima de todo o nome, o nome divino de SENHOR - tudo isso, foi capaz de o descobrir uma Igreja já sob a perseguição nos primeiros séculos, que soube inventar uma festa pascal de cinquenta dias; mas tem sido a nós, parece, muito mais difícil de conseguir. O Tempo Pascal, no entanto, quer ser esta ação de graças, vivida na alegria, que se apoia no mistério pascal consumado em Cristo. O Tempo Pascal é o tempo de reconhecer e agradecer, de olhar para o sepulcro vazio, para a vitória, sobre a morte, para a revelação da vida na plenitude divina com que ela se manifesta em Jesus Cristo ressuscitado, para o Espírito que invade a terra inteira para dela fazer a nova criação (cf. 1ª leitura da Vigília Pascal) e nela uma nova humanidade, e, ao mesmo tempo, para esta terra devastada e, às vezes desesperada, para esta humanidade que se afadiga em libertar-se de tanta escravidão, para este mundo que sempre atrai e desilude quando não se consegue ultrapassar a si mesmo, e, ao reconhecer tudo isto, cantar, em ação de graças, cheia de amor e de esperança, o Aleluia da Ressurreição.

A liturgia do Tempo Pascal sublinha muito todo este reconhecer e este agradecer. Partindo da Vigília, que é o momento de síntese de toda esta revelação e de toda esta atitude espiritual, a liturgia deste tempo concentra-se, sobretudo nas primeiras semanas, como que na contemplação agradecida do Senhor que, na mesma carne que de nós recebeu e que n’Ele foi por nós levada à morte, destruiu a morte e manifestou a vida: são as aparições do Ressuscitado, com aquela inefável condescendência do Senhor que mostra as mãos e os pés perfurados e o lado aberto, para que Tomé creia (2º Domingo), é a imagem do Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas (4º Domingo), e é a vida da Igreja que nasce da Páscoa, totalmente apoiada nesta fé e nesta esperança, como a colheita a nascer do grão de trigo, que morreu debaixo da terra (Atos dos Apóstolos lidos no Tempo Pascal). Nas últimas semanas, o pensamento volta-se mais para a promessa do Espírito: “Aquele que crê em mim, disse Jesus, de seu seio nascerão torrentes de água viva. Ele dizia isto falando do Espírito que haviam de receber aqueles que n’Ele acreditassem” (Jo 7,37-38). Para os que nascem da água e do Espírito, como é todo o cristão, o tempo da Páscoa é o tempo de recordar e renovar o Espírito de que nasceram. As leituras dos Atos dos Apóstolos recordam as viagens missionárias de Paulo e a expansão missionária da Igreja. São sempre os rios de água viva a jorrar do trono do Cordeiro (Ap 22,1) e a inundar a terra inteira (cf. Ez 47,1ss). É o tempo de tomarmos consciência de que ser cristão é entrar nesta multidão que vai pelo mundo, como Maria Madalena, anunciando que vimos o Senhor ressuscitado e que Ele nos disse estas coisas (Jo 20,18). Os momentos de incerteza e angústia que passamos ao longo da vida, são iluminados pelo Tempo Pascal. A Igreja, por ser a de Cristo Ressuscitado, “não mais morrerá” (Rm 6,9) aquela vida que nasceu do lado de Cristo aberto na Cruz e se manifestou na efusão do Espírito no dia de Pentecostes. Que este momento seja para nós uma ajuda na descoberta dos mananciais de água viva, que de Cristo correm para a Igreja na celebração dos mistérios da Liturgia. O Tempo Pascal é tempo bom para nascer, e nascer do Espírito!

Pe. Sérgio Augusto Rodrigues Assessor diocesano da Pastoral Litúrgica

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Juventude

Mulher, Igreja e sociedade: Movimento Mães de Maio Francisco Arrais/PMS

Em sintonia com a Campanha da Pastoral da Juventude Nacional de Enfrentamento aos Ciclos de Violência contra a Mulher, pela vida das companheiras, entende-se que a Igreja é lugar de acolhida e abrigo. Neste mês de maio, mês das mães e de Maria que ensinou a importância de ouvir, admirar e confiar, e o mais importante “sermos discípulos de Jesus”, pontua-se que vivenciar juntas e juntos, relatos de lutas, martírio e histórias de vida de algumas mulheres fortes que nos inspiram e são referências para nós com vivência de vida como fé, o Movimento Mães de Maio é um exemplo de vários outros relatos de mulheres que foram guerreiras e que se transcendem ao seu tempo. Monumento inaugurado em Santos (SP) lembra as vítimas da chacina O Movimento Mães de Maio mortes. ta que sua filha estava grávida de nove nasceu como um grito pela justiça à O grande número de assassinatos e as meses e seu parto estava marcado para chacina que ocorreu entre os dias 12 a 20 de maio de 2006, no Estado de São dificuldades em punir os responsáveis, o dia seguinte de seu assassinato. Ela saiu para comprar comida e ainda no Paulo. Pelo menos 564 pessoas foram deu origem ao Movimento Mães de Maio, formado principalmente por mães das estabelecimento, a mulher e seu espobrutalmente executadas em meio ao revide das forças de segurança do vítimas do massacre. Essas fortes mu- so foram abordados por um grupo de Estado diante dos ataques da facção lheres lutam por justiça para os próprios homens encapuzados. Ana Paula tentou filhos, construindo, ao longo dos anos de salvar o pai de sua filha, imaginando que Primeiro Comando da Capital (PCC). Esta chacina ficou conhecida como luta, um movimento social de combate sua gravidez iria proibir a agressão. Se “Crimes de Maio”, um episódio marcado aos crimes do Estado, se tornando refe- enganou, ambos foram mortos, e ela com o sangue de muitos na história do rência pela luta aos direitos humanos. levou cinco tiros, alguns na barriga, que País. Mais de uma década depois do Na época, o Movimento defendeu muito provocaram também a morte do bebê. massacre de 2006, apenas um agen- contundentemente a desmilitarização da “No dia que eu tinha que tirar minha filha te público foi responsabilizado pelas Polícia, afirmando que o negro e pobre vi- do hospital e levar pra casa com minha vem sob interven- neta eu deixei os três no necrotério. E ção militar ainda até hoje ninguém foi preso, ninguém sendo vítimas da tomou atitude”. Basta de impunidade, ditadura. Mães de Maio, presentes! Uma das fundadoras do moviJéssica Fátima de Oliveira mento, Vera Lúcia Membro da coordenação dos Santos, mãe diocesana da Pastoral da de Ana Paula, conJuventude Referência: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/20831/1/2016_LauraGon%C3%A7alvesdeLima.pdf

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Cursilho

O MCC e seu método O Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) tem tido êxito na sua missão de evangelizar os ambientes há mais de 60 anos no Brasil. Desde seu surgimento na década de 40, na Espanha, este Movimento teve sua finalidade, carisma e método preservados e atualizados. O Papa Francisco afirmou que “A obra do Cursilhos de Cristandade tem contribuído generosamente com a Igreja. Nosso serviço de anunciar a Cristo, sendo testemunho nos ambientes cotidianos, é vivenciar, renovar de forma concreta o Batismo que recebemos”. Como costumamos dizer “Não se ama o que não se conhece’, e para conhecer o MCC precisamos nos dedicar ao estudo dos documentos que nos são oferecidos. Estudar vai além de saber o que está escrito: é compreender o carisma, o método, a estrutura do Movimento e, baseado neste saber, poder viver de forma mais coerente nosso “4º dia” (referência à metodologia própria do Movimento, que conta com três dias completos de intimidade com Deus e o 4º dia seria o momento do retorno à vida comum). Dentre os vários materiais de formação que o Movimento de Cursilhos oferece, o livro “Ideias Fundamentais” tem um lugar de destaque, pois ele oportuniza ampliar nossa formação de maneira muito didática e prazerosa, e a entender como cada um faz parte deste Movimento. Nesta oportunidade vamos falar um pouco do método do MCC, que é dividido em três tempos:

Pré-cursilho: “... existe para iniciar o processo de evangelização em pessoas concretas, para permitir a ação evangelizadora dos ambientes e para preparar os tempos seguintes do método” (IF, nº 169). Cursilho (CUR): “... é parte de um processo metodológico evangelizador (...). Apesar de sua importância, deve ser considerado como um elemento a mais que se articula com os outros (pré e pós)” (IF, nº 201) Pós-cursilho: “... o terceiro e último tempo do MCC está orientando para impulsionar a conversão pessoal e a fermentação dos ambientes” (IF, nº 259). “A sequência dos três tempos é a forma que o método do MCC tem para atuar eficazmente nas diversas circunstâncias da vida humana e nos diversos ambientes da sociedade...” (IF, nº 153).

Participe! Data

Atividade

Local

Dia 3/05

Escola Vivencial Diocesana

Palotina

De 19 a 22/05

95º Cursilho Masculino

Santuário Nossa Senhora da Salette (Palotina)

De 26 a 29/05

95º Cursilho Feminino

Santuário Nossa Senhora da Salette (Palotina)

De 1º a 4/06

Cursilho

Carta (Palotina)

Dia 7/06

Escola Vivencial Diocesana

Assis Chateaubriand

De 11 a 12/06

3º Encontro Diocesano de Jovens (EDJ) – aberto para pré-cursilhistas

Toledo

Dia 18/06

Assembleia Diocesana do MCC

Toledo

Telefone para contato: (45) 9-9989-4500 (Colombo)

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Este método nos conduziu à caminhada de perseverança, a partir de cada um e para os outros, mas ele não deve ser entendido como “encerrado” em si, e sim “continuado” a partir da missão de Evangelizar os Ambientes. Em nossa vivência do 4º dia, somos reconhecidos pela alegria no sorriso, pelo abraço fraterno de coração com coração, nosso cumprimento é caloroso e é na simplicidade destes gestos que, muitas vezes, temos sido “o Evangelho Vivo”, tendo mostrado o “rosto de Cristo” a muitos. Estas nossas características são naturalmente nutridas pela vivência do nosso 4º dia, pela participação dos meios de perseverança que reforçam nosso tripé: Escolas Vivenciais, Assembleias, Encontros de Formação, Ultreias, Visitas ao Sacrário, Celebrações, Grupos de perseverança, Ações de caridade e transformadoras, apadrinhando pré-cursilhistas, fazendo e enviando o registro das alavancas, Recolores. O meu Pré e o meu CUR foram conduzidos por outros, mas o meu Pós é minha responsabilidade, e como eu o vivo implicará diretamente não apenas na minha vida, mas também na experiência dos três tempos de outros. Para o bom êxito do CUR, todos temos que nos entender como responsáveis. É necessário termos consciência de que o modo como vivemos pode ser testemunho ou contratestemunho aos pré-cursilhistas e aos demais irmãos. Não posso ser um cristão de vitrine, aquele que diz “Shalom” ou “Decolores” e não aderiu verdadeiramente ao convite de Cristo para, de fato, viver segundo os planos de Deus. É preciso ser e viver muito mais do que só dizer. Precisamos ser Sal, Luz e Fermento. O Movimento de Cursilhos de Cristandade, através de seu método vivido e aplicado por cada um de nós, vem em resposta ao que nos pede o Papa Francisco “que sejamos Igreja em saída”, que vai ao encontro do irmão em todas as estruturas, e assim possa o acolher, acompanhar e integrar na “Igreja Viva”. Josiane Bucalão, Rafael Hirata, Marcos Hawerroth e Giani Verdi Cursilhistas da Diocese de Toledo


Vocacional

O que podemos aprender com a histórica vocacional de Santa Dulce dos Pobres Em nossa caminhada de fé, nos deparamos com testemunhos de homens e mulheres que deram sua vida a serviço do reino de Deus e que nos ajudam a permanecer vivos como sujeitos ativos no projeto de amor d’Ele para com todo o mundo. Uma destas pessoas é Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a conhecida Ir. Dulce, hoje proclamada Santa Dulce dos Pobres. Uma religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e que, Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa nascida no Brasil durante seus 77 anos de vida, fez grandes obras em favor que pedia ajuda dos demais para “seus dos mais necessitados, levando como pobres”, como assim os chamava. inspiração de sua vida vocacional a A necessidade de seu povo era caridade, humildade, solidariedade tão grande que, certo dia, fez do gae oração. linheiro de seu convento um hospital Nascida em Salvador (BA), em 26 para atendimento. Ir. Dulce não se de maio de 1914, Ir. Dulce foi uma afugentava diante dos obstáculos criança cheia de alegria e desde pe- que lhe apareciam e vivia numa busca quena demonstrava preocupação constante de auxílio para seus irmãos com os irmãos e irmãs em situação em Cristo: buscava apoio da Igreja, de de vulnerabilidade, tanto que com sua Congregação e até mesmo do posomente 13 anos fez da casa de seus der público, entretanto, fazia questão pais um local de acolhida e atendi- de dizer: “Não entro na área política, mento para mendigos e doentes, uma não tenho tempo para me inteirar das atitude que fora prática constante em implicações partidárias. Meu partido toda a sua vida vocacional. é a pobreza. A minha política é a do Entrou no convento logo após se amor ao próximo”. tornar professora e exerceu esta funIr. Dulce sempre teve uma saúde ção nos primeiros anos de religiosa. frágil, provocada por um enfisema pulContudo, seu coração sempre este- monar. Seu médico, Taciano Campos ve voltado para a necessidade das (em memória), dizia que o primeiro pessoas. Andava no meio do povo, milagre da Santa foi ter conseguido dando atenção e cuidado, ao passo viver por tanto tempo, nas condições 58

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que se encontrava e nunca ter perdido a disposição. Ela se recuperava muito rapidamente e quando se ia visitá-la no quarto do hospital, Ir. Dulce já não se encontrava mais lá, porque já tinha se dado alta hospitalar e estava no meio da rua, com seus pobres. VIDA PROFÉTICA O “Anjo Bom da Bahia”, como a religiosa ficou conhecida, fez uma experiência de vida profética, não se calando diante das injustiças e do esquecimento dos mais necessitados. Pelo contrário, lutava por seus direitos com toda a sua força e com toda a sua fé. Não conseguia fazer tudo, mas fez muito mais do que podia. Era somente uma freira que mobilizou um batalhão de pessoas para viver evangelicamente no amor e no cuidado ao próximo, entregando toda a sua vida à graça de Deus, pois para ela era Ele quem fazia tudo.


Vocacional e foi proclamada Santa Dulce dos Pobres, em cerimônia presidida pelo Papa Francisco, se tornando a primeira santa nascida no Brasil.

Minha história vocacional Sou Vinicius Gomes Fazuline, tenho 23 anos, natural de Jesuítas (PR) e pertenço à comunidade da Paróquia Santo Inácio de Loyola. Sou seminarista diocesano do Seminário Maria Mãe da Igreja, Diocese de Toledo (PR), e estou no 1º ano da etapa do Discipulado (Filosofia). De família católica, sempre fui conduzido pelos meus pais, Rozana Gomes de Oliviera Fazuline e Valdeci Fazuline, para a Igreja, estando presente nas atividades pastorais da Paróquia. Quando criança, fui coroinha e membro da Infância e Adolescência Missionária. Neste período, inclusive, é que houve meu despertar vocacional, pois servindo o altar e estando no campo de missão, me imaginava seguindo o caminho do sacerdócio. Entretanto, por mais que eu sempre visse essa possibilidade, nunca tive a coragem de dizer sim. Até mesmo negava quando alguém me perguntava se eu iria para o seminário. Uma senhora vizinha, toda vez que me encontrava, me questionava se eu já estava “estudando para ser padre”, e eu sempre dizendo que não. Do princípio da negação, as coisas se abriram e eu queria, sim, ter um discernimento vocacional mais específico. Quando entrei no ensino médio, não tive a coragem de ir para o Seminário Menor. O mesmo aconteceu quando concluí a educação básica, me faltando, talvez maturidade, para dar minha resposta positiva. Com isso, me mudei para Marechal Cândido Rondon (PR), onde iniciei a faculdade de Direito na Unioeste, a qual concluí no ano de 2021. Durante estes cinco anos da graduação, assumi a coordenação da Infância e Adoles-

cência Missionária de nossa Diocese e busquei uma orientação espiritual e vocacional sentindo, neste período, que eu precisava responder sim. Em um encontro de adolescentes e jovens missionários, no Santuário Nossa Senhora da Salette, em Palotina (PR), durante os momentos de espiritualidade, eu senti, de uma maneira única, a presença de Deus. Ao final do encontro, uma senhora, que não sabia o que se passava dentro do meu coração, me chamou e disse: “Vinicius, eu tenho certeza que você teve as respostas para as suas dúvidas”. Naquele tempo, a inquietação acerca do chamado vocacional estava muito grande, e durante o encontro eu tinha sentido que eu deveria discernir minha vocação. Assim, concluída a graduação, fiz os encontros vocacionais no Seminário Maria Mãe da Igreja, e no dia 2 de novembro de 2021 iniciei minha caminhada formativa. Que Deus continue sendo meu auxílio para que possa responder sim todos os dias e discernir cada vez mais a minha vocação.

Em 13 de março de 1992, a Irmã religiosa falece, mas sua história permanece viva até hoje, diante do legado de fé que deixou e de suas

Obras Sociais que hoje atendem milhões de pessoas necessitadas por ano. Em 13 de outubro de 2019, Ir. Dulce foi elevada à Glória dos Altares

INSPIRAÇÃO VOCACIONAL Diante de um testemunho de vida e de entrega total a Deus, vejo que estar com os irmãos e irmãs é o caminho certo a ser seguido. Em minha caminhada vocacional, apesar de se encontrar no início, busco e continuarei buscando a proximidade e o cuidado para com os demais. Ser empático, colocar-se no lugar do outro, é enxergar o próprio Cristo no outro. Certa vez me perguntaram o que era ser missionário para mim e eu respondi que era estar e ser com o outro, independentemente da situação. O amor e o zelo dedicados ao próximo é um amor e um zelo dedicado ao próprio Deus. Jesus foi Aquele que não fez distinção das pessoas e esteve com aqueles que ninguém queria estar. Nos deixou a lição da união e não do desprezo; nos ensinou o amor e não ódio. Fez do acolhimento a virtude necessária para sua missão e nós, hoje, precisamos seguir tudo isto. Ir. Dulce, diante de todas as suas dificuldades, amou, acolheu, ajudou e deu vida nova a muitas pessoas que antes sequer tinham o direito de viver garantido. Ela é uma Santa de nossos tempos e é prova de que é possível andar pelo caminho que Cristo nos ensinou. Desde que conheci sua história de vida, nunca deixei de me recordar de uma de suas lições: “É preciso acreditar e ter a certeza de que nada é impossível aos olhos de Deus. Se fosse preciso, começaria tudo outra vez do mesmo jeito, andando pelo mesmo caminho de dificuldades, pois a fé, que nunca me abandona, me daria forças para ir sempre em frente”. Que o testemunho de vida e vocação de Santa Dulce nos ajude, dia após dia, a continuarmos firmes na missão que Deus confiou a cada um. Santa Dulce dos Pobres, rogai por nós!

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Familiar

A família e a figura da mãe A família é um lugar apropriado para cultivar a paz, a alegria, os bons costumes e, acima de tudo, para cultivar o verdadeiro amor. É nela que Deus habita evidenciando-a, portanto, como o maior bem dos seres humanos. A família é considerada Igreja doméstica, onde os pais são os primeiros catequistas dos filhos, ensinando-os para uma vida crista, e também a família é a célula vital da sociedade. Assim como na sociedade existem pilares que devem ser erguidos para sustentá-la firme e pujante, também na família existe este pilar. Uma pessoa extremamente especial, diferenciada, carregada de dons e carismas, ela é a mola central da vida em família, com uma capacidade altíssima de sofrer por amor. Estamos falando de Ser mãe não é tão simples, mas só ela transforma desafios em amor nossa mãe. Todos os anos, no mês de maio, seu Filho, realiza o primeiro milagre. de Deus, são seres humanos dotadas direcionamos um olhar especial à ela, De forma simples e bem discreta, ela de imperfeições. Ser mãe não é tão simples assim, e na maioria das vezes observamos mostra aos serventes o que deve ser nela o que já tinha de especial durante feito para não faltar vinho na festa, não é somente alegria o tempo todo. todo ano: um coração acolhedor que se antecipando e orientando: “Fazei O cansaço, as inseguranças, os erros, tudo o que ele as frustrações fazem parte do dia a fala pelo olhar; “Mãe é uma pessoa humana que vos disser” (cf. dia, proporcionando assim um misto um coração que não se fecha, precisa ser amada, pois ela é o principal Jo 2,5). Após, o de tristeza e alegria, mas ninguém recado ter sido tem maior força para superar os demas derrama láelemento para multiplicação do amor”. direcionado aos safios que advenham no dia a dia e grimas no seu silêncio interior pelo sofrimento de serventes, Maria espera e acredita multiplicar amor do que a mãe, cada um filho, pelas dificuldades que as que tudo dará certo, pois confia no uma com seu peculiar e especial. famílias passam nas mais diversas Filho, assim como hoje todas as mães Mário Quintana relata ao se dirigir à acreditam e confiam nos seus filhos figura da mãe: “Mãe é do tamanho do situações. céu e apenas menor do que Deus”. Nesse sentido, é possível relacio- e esperam deles sempre o melhor. Independentemente de qualquer A Pastoral Familiar da Diocese de nar a figura da mãe com a Palavra de Deus, a Palavra nos direciona, ilumina situação, a família sempre será o Toledo, neste mês de maio, deseja qual o melhor caminho a seguir sem porto mais seguro. Será o colo e o abraçar todas as mães e dizer aos leiatalhos, cabendo-nos apenas a esco- berço mais aconchegante e acolhe- tores que mãe é uma pessoa humana lha de segui-lo ou não. A mãe, como dor, principalmente, nos momentos que precisa ser amada, pois ela é o mola mestra da família, sempre faz que parece termos chegado ao fundo principal elemento para multiplicação com seus filhos e filhas e toda sua do poço, sem teto e sem chão. Com do amor. família o que Palavra faz: mostra o esse direcionamento, a figura da mãe Joari Vieira da Silva melhor caminho, sinaliza por onde se se apresenta como mediadora, pois é a expressão do amor para Deus. e Sueli Correia de deve caminhar. Barros Silva Com isso lembramos de Maria, a Mãe não significa perfeição e nem Coordenação diocesana da Mãe de Jesus, nas Bodas de Caná, modelo padrão de educação, pois Pastoral Familiar quando, por sua intercessão, Ele, mesmo sendo imagem e semelhança 60

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O pensar e agir empresarial estratégico sob o comando das mulheres O crescimento de participação da mulher no meio empresarial é notório. Elas formam um universo de 34% no contexto nacional de “donas de negócios”, conforme estudo feito pelo Sebrae, que tem por base os dados Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2021). A estatística apresenta tendência de recuperação deste cenário que foi afetado pelo período da pandemia. Com elas participando mais no mundo dos negócios, há também um encorajamento para ocupar cargos em entidades representativas. Ao menos duas associações comerciais da região confirmaram recentemente suas diretorias com mulheres no comando. A Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit) é uma delas que elegeu a empresária do ramo de tecnologia da informação, Anaide Holzbach de Araújo. Ela é a segunda mulher a ocupar o cargo em 55 anos da entidade. “Vejo mudanças acontecendo. No entanto, percebo também que ainda temos muito por fazer para conseguir e, com isso, trazer mais mulheres para o universo corporativo em geral, e também para a política, onde se decidem as leis que regem nossa vida empresarial, inclusive. Acredito que temos que chamar a atenção dos empresários, políticos, maridos, pais, irmãos para que apoiem, incentivem, encorajem as mulheres do seu círculo para participarem mais. Isso passa também pela divisão de tarefas que hoje ainda sobrecarregam muitas mulheres”, considera. Voluntária há 11 anos na entidade, Anaide já ocupou cargos de conselheira, diretora do Empreender, tesoureira, diretora de Treinamentos e vice-presidente. EXPECTATIVAS PARA A GESTÃO Em sua gestão, Anaide quer estimular o desenvolvimento sustentável das empresas, através de ações que incentivem o empreendedorismo, os princípios éticos e o exercício da cidadania. Nas ações estruturantes, ela cita o envolvimento na luta pela duplicação de 62

Divulgação/Acit

Anaide Holzbach de Araújo preside a Acit

rodovias regionais, ramal da Ferroeste até Guaíra, com um Porto Seco em Toledo, bem como permanecem na pauta a necessidade das reformas políticas e tributárias, especialmente, “além da simplificação do Estado como um todo, criando um ambiente menos burocrático e mais favorável ao empreendedorismo”, conforme considera.

toda sua diretoria na defesa dos interesses empresariais na região. O comando feminino em diretorias de associações comerciais da região não é uma novidade. Em municípios menores, a presença feminina nessas posições de comando é um pouco mais frequente. Nas cidades maiores, sim, esse é um crescimento gradativo que se mostra no presente. MARECHAL TAMBÉM As empresárias que estão à frente TEM MULHER NO COMANDO ou que compõem cargos nas diretorias Por sua vez, a Associação Comercial de associações comerciais têm como Divulgação/Acimacar e Empresarial de Marechal metas a coordenação das Cândido Rondon (Acimaequipes de trabalho, o car) reelegeu a empresária agir estratégico, técnico e farmacêutica Carla Rieger político das entidades que na presidência da entidarepresentam e, principalde. Assim como a colega mente, a participação nas em Toledo, Carla foi a úniinstâncias decisórias que ca inscrita para o pleito. direcionam o dia a dia dos O primeiro mandato da negócios. Atitudes criatiempresária foi cumprido vas serão diferenciais nesnum dos momentos mais te novo tempo do setor críticos da pandemia do empresarial que sai da granovo coronavírus. Mas ve crise da pandemia, mas agora, com a retomada das que tem muito a encarar atividades, a expectativa é Carla Rosane Rieger preside a nos reflexos econômicos de um bom trabalho para Acimacar deste ano de eleições.

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Toledo entra na rota de pesquisa internacional sobre abelhas sem ferrão Três pesquisadoras que compartilham seus estudos sobre sequenciamento genético de abelhas sem ferrão estiveram em Toledo para coleta de alguns exemplares desses meliponíneos. Eles são levados para a Alemanha visando a continuidade do projeto de pós-doutoramento que a bióloga doutora Francieli das Chagas vem realizando em parceria com as colegas Nathalie Brenner, pesquisadora do Museu Zoológico Alexander Koenig, da cidade Bonn, e Andreia Teixeira, da Universidade Martin Luther, de Halle Wittenberg, ambas da Alemanha. O propósito é sequenciar mais espécies e assim contribuir com uma base de dados sólida para aprofundamento de pesquisas em outras áreas. Elas chegaram a Toledo através do Nivaldo Luiz Marcos, conhecido por Nino, um grande incentivador do cuidado com esses meliponíneos. Ele tinha um sonho de formar uma rede de proteção por amor às abelhas nativas sem ferrão. Assim criou o projeto e loja “Recrutando Abelhas Sem Ferrão” que está se desen-

As colegas de pesquisa, Francieli e Nathalie

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Pesquisadora Andreia e Nino Marcos

“Tudo está interligado e é interdependente. A nossa saúde não está separada da saúde do meio ambiente em que vivemos” (Papa Francisco, lançamento da Plataforma Laudato Si’) volvendo muito bem e que já conta com adeptos desta prática, mostrando que é possível a convivência das abelhas sem ferrão na área urbana. Os dados produzidos, segundo a pesquisadora, são necessários para contribuir nos processos de conservação da biodiversidade. “Temos mais de 500 espécies de meliponíneos no mundo. Só no Brasil são mais de 240. Com o nosso novo projeto, em parceria com a DAAD (uma agência alemã de intercâmbio acadêmico), e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, e instituições associadas, queremos sequenciar mais espécies de abelhas do Brasil. Assim, teremos mais informações para novas análises de comparação, entender melhor sobre ecologia, biodiversidade, estrutura das populações, o que acontece com a redução das espécies,

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enfim, um estudo bem amplo que quer abrir portas de um campo que não tem muita informação”, diz. Há toda uma preocupação com a restauração de florestas nativas para a conservação da biodiversidade de plantas e animais, e as abelhas estão inseridas nesta atenção de Francieli que se esforça num trabalho de pesquisa das espécies que são poucos estudadas por não despertar interesse comercial. Porém, elas são essenciais na polinização de plantas nativas. Por questões comerciais, a abelha mais estudada até hoje é a Apis Mellifera, conhecida como a abelha europeia ou africanizada, notadamente por sua capacidade de produção de mel. Já os meliponíneos são nativas sem ferrão, que evoluíram junto com plantas e flores que existem no Brasil e, logo, são importantes para a polinização de plantas nativas e produção de alimentos. “O Brasil mantém uma das maiores riquezas dessas espécies. Por isso, com o sequenciamento do genoma utilizando técnicas de bioinformática, poderemos entender melhor esse comportamento, além de fornecer dados sobre a variedade dessas espécies”, observa.


Os pesticidas e as abelhas O uso de pesticidas pode exercer influência na diminuição de populações de abelhas. Essa é uma preocupação recorrente na área da pesquisa. A doutora Francieli não trabalha nessa área de estudos com agroquímicos, mas na UEM ela compartilha o laboratório com outros colegas. “Entre os meliponicultores, que são os criadores de abelhas sem ferrão, e apicultores é indiscutível que estão ocorrendo perdas de colônias. Nas análises que são feitas em laboratório, in vitro, os pesticidas aumentam a mortalidade de abelhas e isso pode afetar a produção de

alimentos, sem dizer que poderão estar presentes no mel que as pessoas consomem. Por mais que muitos inseticidas não são aplicados na florada, alguns produtos são sistêmicos que acabam indo para o néctar. E as abelhas podem ter contato também pelo ar e água contaminados”, observa. Mas outras situações podem contribuir para a diminuição das colmeias. “Na Europa e Estados Unidos se fala de outros fatores, como predadores, doenças, vírus, desmatamento. Esse conjunto provoca a perda de colônias e os pesquisadores continuam nos seus

trabalhos para entender o que ocorre com essas populações”, complementa. Ainda de acordo com a pesquisadora, as plantas nativas dependem de espécies de abelhas nativas, mostrando-se necessários mais estudos sobre essas perdas de polinizadores nos habitats. “O que temos é em nível de laboratório o quanto os pesticidas afetam tanto na expressão gênica e metabolismo do inseto, como afetam seus demais órgãos. Atingindo os indivíduos, infelizmente vai enfraquecendo as caixas (colônias) e leva à falência”, pontua.

Cuidado com a ecologia Desde quando se interessou por esse cuidado com as abelhas sem ferrão tão importantes para a natureza, Nino não tem medido esforços para incentivar mais pessoas a fazerem o mesmo. Na sua simplicidade, ele estimula a criação na área urbana e, por isso mesmo, tornou-se um grande mobilizador para que as pessoas plantem mesmo que uma simples horta com cebolinha, salsinha, funcho ou cenoura. “Deixe pelo menos 10% florir. Se tem dez cenouras, deixe ao menos uma florir. Tudo é alimento para a abelha, pois elas precisam coletar o néctar. Consequentemente, ela indo até essa horta, vai gerar sementes de qualidade que você pode replantar”, ensina. Na preocupação e cuidados com as abelhas sem ferrão, Nino sentencia o que mais aprendeu até hoje: “Eu aprendi com elas que o ser humano tem muito que evoluir. Sem abelha não

Quer ver e ouvir uma colônia de abelhas trabalhando?

Meliponário de Nino em plena área urbana

tem polinização, não tem fecundação da planta, não tem fruto que vai gerar semente e que depois se transformará em uma nova árvore. E os frutos dessa árvore vão alimentar outros seres vivos. A parte de legumes e frutas nos supermercados não existiria. Então, temos que cuidar”. Com o passar do tempo, talvez sem perceber, ele desenvolveu um jeito ecologista. “Não me considero um ambientalista, mas eu sei da importância que as abelhas têm. Eu acho que o pilar está aqui”, destaca. Ele já conquistou muitos admi-

radores do projeto que era apenas um hobby e se transformou em um espaço de incentivo à criação de abelhas sem ferrão com a venda de alguns produtos específicos para esta finalidade. O carinho tão grande pela criação de abelhas desde a infância no sítio não cessou quando se mudou para a cidade. Numa reportagem sobre o tema, ele viu que era possível continuar com esse cuidado e não deu outra: mergulhou em estudos sobre o assunto retomando as criações em 2016. Hoje ele mantém contato com

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pessoas que estão na mesma atividade em várias cidades como Toledo e Medianeira. “Quando eu criei o meu meliponário Recrutando Abelhas, algumas pessoas perguntaram e eu respondi que era porque as abelhas estão desaparecendo e nós precisamos recrutá-las”, diz sorrindo. Nino define a própria casa como uma “sala de aula”. Todos os dias, o ritual é vistoriar as caixas e acompanhar o comportamento das abelhas. “Eu estudo visualmente o comportamento de cada uma”, garante. No entanto, por

maior cuidado empreendido e com tratamentos adequados, a seca do ano passado fez elas sofrerem muito. Nino e outros criadores também perderam algumas colônias inclusive por conta dos dias mais frios, com temperaturas de -4°C. “Isso que eram abelhas nativas da nossa região Sul do Brasil”, observa. Algumas espécies que ele mantém cuidados são com a mandaçaia, manduri, tubuna, lambe-olhos, jataí, borá, mirim droryana e mirim guaçu, entre outras.

Já viu a menor abelha do mundo?

As micro-abelhas lambe-olhos que medem 1,5mm


Conexão ferroviária poderá integrar Estados sulistas Já estão de posse do Governo do Paraná, por meio do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário, os primeiros resultados do Estudo de Viabilidade Técnico e Econômico do ramal ferroviário entre Cascavel e Chapecó (SC). O objetivo é incorporar o trecho ao projeto original da Nova Ferroeste, que vai ligar por trilhos Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá. O outro ramal já confirmado é entre Cascavel e Foz do Iguaçu. De acordo com o levantamento, ainda em caráter preliminar, a linha interestadual entre Paraná e Santa Catarina terá uma extensão total de 263 quilômetros. Para essa conexão são necessários 18 túneis e 31 obras de artes especiais (viadutos e pontes), com capacidade de carregamento de 32,5 toneladas por eixo. A velocidade máxima autorizada de operação será de 80 km/h. O investimento previsto, o chamado Capex, é de R$ 6,8 bilhões. O estudo custou R$ 750 mil e foi doado ao grupo de trabalho paranaense por diferentes representantes do setor produtivo de Santa Catarina, liderados pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC Chapecó). A projeção avança agora para uma segunda fase, com a avaliação do impacto financeiro.

SEIL/Ferroeste

O trecho com Chapecó já recebeu autorização do Ministério da Infraestrutura, dentro do programa Pró-Trilhos. RAMAL PASSO FUNDO

Durante encontro em Curitiba, empresários do Rio Grande do Sul entregaram uma carta sinalizando a contratação de um estudo de demanda do traçado entre Passo Fundo (RS) e Chapecó, conectado ao novo tre- Projetos ainda alimentam sonhos do setor produtivo da região cho, a ser realizado nos Internacionais e Comércio Exterior da próximos meses. O Estado compra 3,5 Federação das Indústrias do Estado do milhões de toneladas de milho por ano, Rio Grande do Sul (Fiergs). a maior parte do Mato Grosso do Sul. “Costumo dizer que esse é um projeto “Estamos falando de um projeto de com DNA paranaense, mas com solução desenvolvimento econômico e social, nacional, visto que o drama logístico do por isso queremos levar Passo Fundo até Norte do Rio Grande do Sul, Oeste de Chapecó, e consequentemente ao PaSanta Catarina e Sudoeste do Paraná é raná. Essa carência na infraestrutura de o mesmo. A Nova Ferroeste vai transfortransportes é comum aos três estados mar a infraestrutura desses três estados”, da Região Sul do País, o que essa prosalienta o coordenador do Plano Ferroviposta da Nova Ferroeste vem corrigir”, ário do Paraná, Luiz Henrique Fagundes. acrescentou Gilmar Caregnatto, coordenador técnico e gerente de Relações

Nova Ferroeste A Nova Ferroeste é um projeto do Governo do Paraná que vai ligar o Porto de Paranaguá a Maracaju, no Mato Grosso do Sul, por trilhos. Ao todo serão 1.304 quilômetros, que vão cortar o Oeste do Paraná, celeiro da produção de grãos do País. Além da linha em estudo até Chapecó, há previsão da construção de um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu que vai permitir a captação de carga do Paraguai e da Argentina. O projeto já nasce como o segundo maior corredor de grãos e contêineres refrigerados do País, o que deve transformar o Paraná num hub logístico da América do Sul por atrair parte da produção de países vizinhos como a Argentina e o Paraguai. Se estivesse em operação hoje, a ferrovia poderia transportar cerca de 38 milhões de toneladas de produtos, 26 milhões de toneladas seguiriam diretamente para o Porto de Paranaguá.

Além do trecho Guaíra-Toledo-Cascavel, projetos podem interligar Chapecó (SC) e Passo Fundo (RS)

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Estudantes avaliam acesso de surdos ao mercado de trabalho Os estudantes do quarto ano de Ciências Sociais, do Campus de Toledo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), realizaram o evento “Roda de Conversas: Acessibilidade Comunicacional das Pessoas Surdas no Mercado de Trabalho”. Durante o evento os alunos apresentaram trabalhos sobre a condição das pessoas surdas no mercado de trabalho. A roda de conversas teve a participação dos estudantes de Ciências Sociais, de intérpretes de Libras, de alunos de Letras Português-Libras da FAG e de integrantes da comunidade surda de Toledo. O estudo foi apresentado em evento que marcou o encerramento da disciplina no semestre ofertado no curso. Nos trabalhos apresentados, os estudantes buscaram entender as condições em que os surdos trabalham e quais os empregos em que as leis de inclusão são respeitadas. De acordo com a atividade apresentada, os surdos têm inclusão parcial no ambiente de trabalho, com comunicação limitada junto aos colegas, pois

estes não falam Libras. Outro aspecto apontado nos trabalhos é a perspectiva de crescimento profissional dentro da empresa, com menos opções para os surdos em relação aos ouvintes. Jean Michael Lira, um dos surdos presentes no evento, tradutor e intérprete fluente em ASL (Língua Americana de Sinais, na Libras e Estudo constata que surdos têm inclusão parcial no ambiente de trabalho no português), relatou que entre as dificuldades encontradas Os estudantes deram como sugespelos surdos nas empresas está a falta tões para ampliar a inclusão dos surdos de diálogo com os colegas, pois estes ao ambiente da empresa, medidas que não sabem falar em Libras. “Nos senti- podem ser de curto, médio e longo mos como fantasmas, as pessoas não prazo, por exemplo, a adoção de placas sabem falar o básico conosco, um ‘bom de sinalização em Libras (junto às placas dia’ ou um ‘obrigado’. Às vezes, um fala utilizadas em português, pois muitos que está fazendo o curso básico de não sabem o português); e cursos de Libras, ficamos felizes, mas ele logo é formação para os funcionários ouvintransferido de setor ou é promovido e tes, aliado a períodos de conversação não temos mais contato”, relata. semanais apenas em Libras.

Marechal conta com Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal Divulgação/Acimacar

O Núcleo de Profissionais da Conmacar, a Associação dos Contabilistas tabilidade da Associação Comercial de Marechal Cândido Rondon (Acoe Empresarial de Marechal Cândido mar), Delegacia do Conselho Regional Rondon (Acimacar) é parceiro de de Contabilidade (CRC-PR) em Mareum importante projeto colocado em chal Cândido Rondon e a Prefeitura. prática pela Universidade Estadual do SERVIÇOS DE ORIENTAÇÃO Oeste do Paraná (Unioeste): o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). Inicialmente, considerando-se a imO NAF é iniciativa da Receita Feplantação gradativa de sua estrutura deral do Brasil (RFB) em parceria com operacional, o NAF está oferecendo instituições de Ensino Superior, cujo Parceria firma serviços de orientação aos contribuintes de menor serviços de orientação relacionados poder aquisitivo objetivo é oferecer serviços contábeis ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica é mantido por professores e alunos do e fiscais gratuitos para pessoas físicas e (IRPF) e Microempreendedor Individual curso de Ciências Contábeis da Unioeste, jurídicas de menor poder aquisitivo, não (MEI). O NAF disponibiliza diferentes em parceria com a Receita Federal e com substituindo, porém, um escritório de formas de interação com a comunidade, apoio de outras entidades, como Núcleo contabilidade. dentre elas por agendamento, através do de Profissionais da Contabilidade da AciEm Marechal Cândido Rondon, o NAF WhatApp (45) 3284-5072. 70

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Sicredi Progresso PR/SP inaugura agência no Jardim Porto Alegre em Toledo A Sicredi Progresso inaugurou no dia 04 de abril, uma Agência no Jardim Porto Alegre em Toledo. O momento contou com a presença de autoridade locais, conselheiros e colaboradores em uma cerimônia restrita a convidados. É a décima agência que a cooperativa entrega em seu município sede. A abertura deste ponto de atendimento era um compromisso da Sicredi Progresso em seu planejamento estratégico de médio prazo. Agora isso se consolida e a instituição está presente neste importante bairro de Toledo, para oferecer aos associados dessa região e proximidades um atendimento ainda mais próximo de suas residências e empresas. O presidente, Cirio Kunzler, falou sobre o impacto positivo que o Sicredi gera nas comunidades em que se faz presente. “Enquanto muitas instituições financeiras estão fechando seus espaços de atendimento, o Sicredi realiza um movimento contrário, abrindo agências em todo o País. Já são mais de 2,2 mil pontos de atendimento evidenciado uma forte característica nossa que é o relacionamento presencial e próximo. Nosso aperto de mão, o olho no olho faz toda diferença na nossa relação. É o que dá sentido a uma cooperativa”. O gerente da agência, Vanderlei Hertz, deixou o convite para que a comunidade venha conhecer a agência e tomar um café com a equipe de trabalho. “Fica meu convite para que mais pessoas se juntem ao nosso modelo de negócios, um modelo que faz a diferença na vida financeira das pessoas. Que a comunidade venha conhecer a nossa nova agência, que possa também se associar. Contamos com vocês para que nosso trabalho aconteça e o meu desejo é que possamos crescer junto com o Jardim Porto Alegre”. A agência terá uma equipe de negócios para atendimento de pessoas física e jurídicas. Oferecerá aos associados as mais de 300 soluções financeiras do portfólio, entre elas, investimentos,

Jean Carvalho

A inauguração da agência é uma entrega para a comunidade.

seguros, consórcios e cartões. Além de um trabalho de consultoria personalizado para as necessidades financeiras de cada sócio. O prefeito de Toledo, Beto Lunitti, fez uso da palavra no momento da inauguração e disse que o cooperativismo vem fazendo a diferença no município. “Por onde passarmos precisamos transformar pessoas, espaços e território e sempre dar o nosso melhor e aqui no Sicredi isso acontece. Há 40 anos a Sicredi Progresso fortalece o cooperativismo em Toledo. Nosso município vem crescendo e poder contar com instituições sérias é um privilégio par nós”, destaca. ESPAÇO MODERNO O espaço estará aberto para atendimento ao público de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. Com uma arquitetura moderna e acolhedora, o ambiente foi inspirado nas características e cultura do bairro e por isso prioriza o bem-estar, a segurança e o conforto dos associados. A agência está localizada na Avenida Parigot de Souza, 1261, em frente a Fiat. Conta com amplo estacionamento privativo e oportuniza um local de proximidade e convivência entre os associados.

PROGRESSO Em 2021 o resultado expressivo da Cooperativa foi de R$ 31,8 milhões, o que representa um aumento de 47,2% comparado ao exercício anterior. A Sicredi Progresso conta atualmente com mais de 56 mil associados. Inserida na estratégia de expansão da Cooperativa em Toledo, uma agência exclusiva para atendimento dos associados do segmento Agro e uma nova sede administrativa estão previstas para breve. Em São Paulo será a vez do município de Salesópolis receber o Sicredi. SOBRE A SICREDI PROGRESSO PR/SP Com 40 anos de atuação a Sicredi Progresso PR/SP está presente na vida de mais de 56 mil associados. Nossa história, construída na essência da cooperação, nos permite ter atualmente 21 agências distribuídas na área de ação nos estados do Paraná e São Paulo. Destas, 14 estão no Paraná e outras 7 em São Paulo. Nosso capital humano conta com quase 400 colaboradores focados nos valores do cooperativismo e na oferta de produtos e serviços financeiros adequados aos associados, de um jeito simples e próximo. A Sicredi Progresso integra o Sistema Sicredi que hoje está em 25 estados e no Distrito Federal.

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DOAÇÃO DE LEITE HUMANO

As gotas de amor para um mundo melhor A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, a partir do nascimento, o aleitamento materno por dois anos de idade ou mais. Ele é o modo exclusivo de alimentação dos bebês nos seis primeiros meses de vida. Ainda de acordo com a entidade, a composição do leite materno é única, contendo açúcares (7%), gorduras (5%) e proteínas (0,9%), minerais e vitaminas, e também contém importantes elementos de defesa contra infecções e que ajudam no crescimento e desenvolvimento da criança. Para os bebês prematuros, a importância é ainda maior, pois estão em situação crítica de saúde que exigem cuidados intensivos. Para eles a quantidade de consumo é pequena, razão pela qual toda gota de leite materno tem um valor imensurável. Pensando nesse tema, a Rede Global de Bancos de Leite Humano (Rede BLH) escolheu o slogan para comemorar o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, em 19 de maio: “Doação de Leite Humano: Gotas de amor para um mundo melhor”. Segundo informa a Rede, o processo de escolha reuniu 30 países, teve 253 slogans inscritos e contou com 4.994 votos. A autora do slogan vencedor é Cynthia Elizabeth Hernández Rodríguez de Monterrey (México). A doação de leite humano é essencial para suprir as necessidades dos bebês, especialmente os que estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatais. Os 18 municípios que formam a 20ª Regional de Saúde contam com o Banco de Leite Humano Dr. Jorge Nisiide, localizado no Hospital Bom Jesus, em Toledo. Ele é o único nesta região a prestar esse serviço específico em favor da vida. Por meio dele, as gestantes recebem apoio com orientações sobre a amamentação, ao mesmo tempo que incentivam doações para os bebês que estão em atendimento na Unidade Neonatal. O quadro estatístico nacional indica que nasçam no País cerca de 340 mil bebês prematuros todo ano. Na média seriam

UEPG/AEN Pr

Após doado, leite materno atende bebês prematuros em UTIs Neonatais

931 por dia ou seis representam muito “Um litro de leite materno doado prematuros a cada para as mulheres pode alimentar até 10 recém-nascidez minutos. dos por dia. A depender do peso do doadoras quanto O que se celebra às profissionais prematuro, um (1) ml já é o sufinesta data de maio ciente para nutri-lo cada vez que for que acompanham. é o ato da doação. De acordo com a alimentado”. (Rede BLH) Em agosto, existe publicação “Saúde uma outra campanha que se refere à da criança – Aleitamento Materno e amamentação. Por isso, a importância Alimentação Complementar”, do Mide esclarecer que “toda mulher que nistério da Saúde (2015), “o volume de amamenta é uma possível doadora de leite produzido na lactação já estabeleite humano, basta estar saudável e lecida varia de acordo com a demanda não estar tomando nenhum medica- da criança. Em média, uma mulher mento que interfira na amamentação” amamentando exclusivamente produz (cf. Biblioteca Virtual em Saúde, Minis- 800 ml de leite por dia. No entanto, a tério da Saúde). Este gesto de doar o capacidade de produção de leite das leite materno significa a vida para uma mulheres costuma ser maior que as criança. necessidades de seus filhos, o que Quanto à coleta do leite humano explica a possibilidade de amamenpara doação, todas as orientações são tação exclusiva de gêmeos e o leite repassadas pelas profissionais que extra produzido pelas mulheres que atuam nos bancos de leite humano. doam seu leite aos bancos de leite”. A Rede BLH, por sua vez, reforça que Isso desfaz um mito de que a doação essa doação pode ser feita em casa, pode fazer falta ao bebê da lactante. seguindo criteriosas regras de higieni- Logo, a informação é a grande mobização e armazenamento adequados. lizadora de uma rede de participação Os primeiros momentos da doação são das mulheres que podem contribuir acompanhados na própria unidade e para a vida de prematuros. Ano XXVI - nº 280 - Maio de 2022

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Gestação acompanhada para uma sociedade saudável Hipertensão, hemorragia e infecção puerperal são as principais causas de mortalidade materna que ainda precisam ser combatidas no Brasil. No Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, lembrado em 28 de maio, chama-se a atenção para este cuidado com a vida daquelas que geram vida. O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e Adolescente Fernandes Figueira (IFF), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde (MS) compreende que reduzir os índices da mortalidade materna no Brasil é ainda um desafio para todos os serviços de saúde – Federal, Estaduais e municipais – bem como para a sociedade como um todo. Determinadas regiões do País sofrem ainda mais pelas dificuldades que as gestantes Sociedade precisa cuidar melhor das gestantes ainda encontram no acesso ao pré-natal adequado e seu tratamento humanitário. Mulheres de classes sociais com menor poder No período de 1996 a 2018, o Sistema de Inforaquisitivo são as mais atingidas mações sobre Mortalidade (SIM) registrou aproximapor esse que é considerado um grave problema de saúde públidamente 39 mil óbitos maternos. Porém, nem todo ca. O próprio Instituto considera óbito materno que ocorre no Brasil está registrado que essa “é uma das mais graves corretamente no SIM como óbito materno. violações dos direitos humanos - No mesmo período, aproximadamente 67% das mulheres, por ser uma tragédos óbitos decorreram de causas obstétricas didia evitável em 92% dos casos e retas, ou seja, complicações obstétricas durante por ocorrer principalmente nos gravidez, parto ou puerpério devido à intervenções, países em desenvolvimento”. omissões, tratamento incorreto ou a uma cadeia Existem também as causas obstétricas indiretas (existentes de eventos resultantes de qualquer dessas causas. antes da gestação) que inter- Muitas vezes, as causas declaradas registram a ferem nesses números. São causa terminal das afecções ou lesões que sobreaquelas condições de saúde que vieram por último na sucessão dos eventos que atingem parte das mulheres, culminaram com a morte, o que mascara a causa como doenças do aparelho cirbásica e dificulta a identificação do óbito materno. culatório, doenças do aparelho - Em 2018, a Razão de Mortalidade Materna (RMM) respiratório, doenças infecciosas e parasitárias maternas. Há foi de 59,1 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos, uma necessidade, portanto, de número bem acima das metas firmadas com a Oraumentar a investigação das ganização das Nações Unidas (ONU). causas dos óbitos para propor Fonte: Boletim Epidemiológico, nº 20/2020. Ministério da Saúde medidas de atenção ainda maior.

Mortalidade materna

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Alguns fatores podem contribuir para que esses números não venham a atingir ainda mais mulheres. Um deles parte da própria gestante e de seu companheiro. Ambos precisam se esforçar ainda mais nos cuidados e atenção com a gestação. As modificações no corpo da mulher, em muitas vezes, são novidades e toda novidade merece uma observação mais detalhada que um(a) profissional da medicina pode oferecer. A rede pública também pode desenvolver políticas públicas que privilegiem o atendimento e que orientem melhor sobre alimentação, cuidados com a hipertensão, diabetes gestacional, entre outros. As empresas também podem oferecer condições mais adequadas para a gestante. São esforços coletivos que valem a pena para formar uma sociedade mais saudável em todos os sentidos, especialmente com as mães presentes na criação de seus filhos.


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Páscoa 2022 na Diocese de Toledo A Quaresma e as celebrações da Semana Santa conduziram os fiéis à centralidade da fé pela Páscoa da Ressurreição. A vivência desses momentos torna a experiência do Cristo ainda mais forte no testemunho da comunidade que, por sinal, voltou a se reunir de modo fervoroso para celebrar. No comparativo com os dois últimos anos de participação restrita, esta Páscoa carregou o sentido da esperança que, por sua vez, dá motivação para seguir na missão evangelizadora em casa e na sociedade.

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Paróquia Sagrada Família Toledo

Grupo que realizou a Catequese de Adultos – Inspiração Catecumenal

Na celebração da Vigília Pascal, a Paróquia Sagrada Família (Toledo), concluiu o itinerário do processo de Iniciação à Vida Cristã voltado a um grupo de catequizandos que participou desta caminhada ao longo de um ano. Ao participar da Catequese de Adultos – Inspiração Catecumenal, eles vivenciaram todas as etapas que parte do Querigma (Primeiro Anúncio), passa pelo catecumenato, vivenciam o tempo da Purificação e Iluminação até a Mistagogia, a vivência do Tempo Pascal. Assim, eles receberam os Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma. Sejam bem-vindos!

Rito do Batismo

Paróquia Santa Rita de Cássia

Paróquia Cristo Rei

Toledo

Entre Rios do Oeste

Rito do Lava Pés no Tríduo Pascal

Sexta-feira Santa na Paróquia Cristo Rei

Início da celebração da Vigília Pascal

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Catequizandos no rito das promessas batismais

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Batizados na Vigília Pascal


Paróquia São Cristóvão Toledo

Jesus carrega a Cruz no caminho do Calvário

Mulheres que choram no caminho ao calvário

Na Sexta-feira Santa (15/04), a Paróquia São Cristóvão (Toledo) envolveu os fiéis na Via-sacra encenada, tendo como atores, cenógrafos, iluminadores e organizadores, membros da comunidade, agentes de pastorais e movimentos que se colocaram a serviço, com o apoio do pároco Pe. Luiz Carlos Franzener. Para todos, um momento

Momento em que Jesus entrega ao Pai seu espírito, escurece e a cortina do templo se rompe

Crucificação de Jesus

emocionante que propiciou a comunidade vivenciar intensamente a Paixão, morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Agradecimentos especiais à Thainá Scariot que se dispôs a dirigir o grupo, Maria Olga Sabec Zanutto que auxiliou como figurinista, à Néia Novais Nabozny que fez a maquiagem e ao José Marcelo Morais Cardoso que fez as fotografias.

Maria recebe o corpo de Jesus em seus braços

Grupo que encenou a Via-sacra

Paróquia Santo Antonio Formosa do Oeste

Domingo de Ramos em Formosa do Oeste

A celebração da Semana Santa na Paróquia Santo Antonio, de Formosa do Oeste, reuniu a comunidade na centralidade da fé. Entre as participações dos fiéis, o Grupo de Jovens JUC encenou a Paixão de Cristo. Depois da missa da ressurreição, eles fizeram a Páscoa da Alegria – Fotos: Maria Crivelari e Renato Eggert

Adoração na Sexta-feira Santa

Grupo JUC encenou a Paixão de Cristo

A cena de Nossa Senhora que chora diante de Jesus crucificado Ano XXVI - nº 280 - Maio de 2022

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Capela Nossa Senhora do Rocio Linha Rocio/Toledo

Na Capela Nossa Senhora do Rocio (Linha Rocio), pertencente à Paróquia São Francisco de Assis (Toledo), os catequizandos realizaram as encenações dos principais momentos da Semana Santa, desde o Domingo de Ramos à Sexta-feira da Paixão. Carla Geremias, que faz parte da coordenação da Catequese, agradeceu todas as catequistas, pais e a comunidade por não medirem esforços na preparação desta atividade que encantou a comunidade. “Trouxemos na prática o que passamos nos encontros de Catequese. Com certeza esses momentos eles guardarão para a vida”, diz. A capela está localizada em uma comunidade rural de Toledo.

Capela São Valentim Jesuítas

Via-sacra realizada pelo Grupo de Jovens Junf, da Capela São Valentim, em Jesuítas. O início da encenação ocorreu na Quinta-feira Santa (Instituição da Eucaristia e do sacerdócio, com o Lava pés) e se estendeu até o Domingo de Páscoa. Mais uma vez, eles foram muito criativos e ocuparam não só o espaço da capela, mas também foram às ruas com a encenação Fotos Jordana Fanhani

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Paróquia São Francisco de Assis Toledo

Pe. Laudemir da Rocha anunciou o primeiro momento: a Santa Ceia

Jesus cai com a cruz pesada no caminho do Calvário

A encenação da Paixão de Cristo na Igreja Matriz São Francisco de Assis, em Toledo, emocionou os fiéis que participaram da Via-sacra. Muitas pessoas envolvidas, entre adultos e crianças, provocaram uma bonita reflexão sobre o sofrimento de Jesus até a Ressurreição. Demais momentos da Semana Santa evidenciaram o fortalecimento da fé deste povo, por meio da participação nas celebrações, especialmente do Tríduo Pascal – Fotos: Renato Schuck e

Representação da Ressurreição de Jesus

Com suas velas, fiéis renovam as promessas batismais

Juan Pablo Matoso

Círio pascal representa a luz de Cristo

Numeroso público prestigiou a encenação da Via-sacra

Cena emocionante da Virgem Maria com Jesus morto

Fiéis queimaram pequenas cruzes na noite da Vigília Pascal

Rito de bênção da água Ano XXVI - nº 280 - Maio de 2022

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Paróquia Sagrado Coração de Jesus Marechal Cândido Rondon

Imagem do Cristo Ressuscitado com fiéis entoando o Hino de Glória

A Semana Santa na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Marechal Cândido Rondon, envolveu a comunidade numa profunda reflexão sobre a Paixão, morte e ressurreição e a fé que professamos nos dias atuais. Ser cristão no cotidiano é ser missionário dos ensinamentos de Jesus por meio de gestos e atitudes que tenham como principal objetivo a pessoa humana.

Batizados realizados na celebração da Vigília Pascal

Rito do lava pés

Sexta-feira Santa com a adoração da Cruz

Traslado do Santíssimo para a Vigília Eucarística

Aspersão da água benta aos fiéis

Capela Nossa Senhora do Rocio Concórdia do Oeste/Toledo

Início do Tríduo Pascal com a celebração da Instituição da Eucaristia e do sacerdócio cristão, com o rito do lava pés, realizado na Capela Nossa Senhora do Rocio, localizada no Distrito de Concórdia do Oeste, área de atuação da Paróquia São Francisco de Assis (Toledo). O Pe. Aloysio André Kasper acompanhou a comunidade nesta celebração de abertura do Tríduo Pascal. 82

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Felicidades para a Inês Zambirão Pulga, secretária da Paróquia Menino Deus (Toledo) que neste dia 9/05 comemora mais um ano de vida. Parabéns!

A comunidade da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Mercedes) cumprimenta seu pároco, Pe. Raju Devarakonda, pelo 21º aniversário de sua ordenação presbiteral. Ele é da congregação Sociedade do Verbo Divino (SVD)

Cumprimentos ao Frei Valdecir Soares, da Ordem dos Agostinianos Descalços (OAD), que neste dia 10/05 celebra a chegada dos seus 14 anos de sacerdócio

Valdeci Conrat, da Paróquia Maria Mãe da Igreja – Marechal Cândido Rondon, na leitura da Revista Cristo Rei. Obrigado ao Valdecir, sua família e demais leitores. Envie sua participação para o nosso WhatsApp (045) 9-8823-1142

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Catequese de Adultos Catequizando adultos participam da celebração dos Escrutínios (2/04), na Igreja Sagrada Família, em Toledo. Eles fazem parte da Iniciação à Vida Cristã de inspiração catecumenal e são acompanhados pelas catequistas Ironite e Maria Helena e pelo catequista Roberto. Rezamos para que possam fazer uma boa conclusão do itinerário de educação da fé.

Romaria ao Santuário da Padroeira do Paraná Um total de 51 pessoas integraram a Romaria da Diocese de Toledo ao Santuário de Nossa Senhora do Rocio, Padroeira do Paraná. Os romeiros participaram da missa da comunidade em Paranaguá e fizeram uma procissão em volta da Igreja. Foi um momento marcante, segundo informa a organizadora Janeta Reis, pois os devotos de Paranaguá ainda não haviam participado de procissão desde o início do período pandêmico. Todos acompanharam e foi uma procissão bonita e participativa. O sacerdote incentivou-os a visitar mais vezes o Santuário da Padroeira do Paraná, além do período dedicado para a Romaria da Diocese. Os romeiros também participaram de celebrações no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba, e visitaram o Santuário de Madre Paulina, em Nova Trento (SC).

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70 anos de casados A expressão do amor nos 70 anos de casados de Luiz e Gema Scaravonatto se traduz nesta homenagem da família por meio da Revista Cristo Rei. O início do percurso de uma vida a dois, com a fidelidade prometida um para o outro no dia 26 de abril de 1952, resulta no carinho manifestado pelos seus 17 filhos, 38 netos e 40 bisnetos. Luiz, com seus 92 anos, nasceu em Bento Gonçalves (RS), e Gema, com 90 anos, é natural de Sarandi (RS). Ambos de origem na agricultura, residiram em Laranjeiras do Sul, seguindo para Santo Antonio do Sudoeste e de lá para Toledo. Atualmente, fazem parte da Capela São José Operário – Paróquia São Pedro e São Paulo (Toledo). Ao longo da vida, superaram todos os desafios pela manutenção de um lar que pudesse ser exemplo para seus familiares e amigos na fé. E hoje, ao olhar para esse belíssimo Matrimônio, fortalecem o testemunho de uma vida pautada nos valores da família. Felicidades ao casal e parabéns aos familiares que podem celebrar essa história.


Parabéns ao Valdir Roberto de Souza, da Paróquia São Francisco de Assis (Toledo) que aniversaria neste dia 28/05

Formação sobre Grupos de Jovens A Formação Diocesana da Pastoral da juventude, realizada em Nova Aurora (27/03), mobilizou uma boa participação daqueles que estão engajados na caminhada de Igreja. Com o tema “Grupo de Jovens”, os participantes foram sensibilizados acerca da missão evangelizadora junto a este público. Além das exposições sobre o tema, muita troca de experiências no evento.

Cumprimentos ao aniversariante Alex Sander da Silva, membro do Conselho Diocesano de Leigos (CDL), que neste dia 21/05 comemora mais um ano de vida

Dia 30/05, cumprimentos ao cursilhista Elio Migliorança, que comemora mais um ano de vida

Rito da Palavra na Vigília Pascal A educação da fé tem seu caminho também pelos ritos que estão presentes nas celebrações. O Rito da Palavra é um dos sinais de abertura do fiel à escuta daquilo que o Senhor diz na história da humanidade. Neste rito, os fiéis participaram na celebração da Vigília Pascal realizada na Catedral Cristo Rei.

Maria Graciano, da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes (Guaíra), colaboradora da Paróquia, comemora seu aniversário (6/05) e recebe as homenagens dos seus amigos e colegas de trabalho Ano XXVI - nº 280 - Maio de 2022

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Rito da Palavra na Missa dos Santos Óleos Na Missa dos Santos Óleos, fiéis leigos participaram do Rito da Palavra. A celebração ocorreu na Igreja Matriz da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Marechal Cândido Rondon, por ocasião dos 60 anos de criação desta Paróquia

Páscoa Solidária no Decanato Assis Com a Páscoa Solidária, os jovens levaram um pouco de alegria e doçuras para crianças e idosos no Decanato de Assis. O Grupo JUC esteve à frente desta iniciativa. Parabéns aos envolvidos e que se sintam motivados a multiplicar atividades como esta em outros momentos, inspirando mais pessoas para a solidariedade.

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Grupo de participantes da Oficina de Oração e Vida que está em andamento na Capela Santa Luzia, localizada no Jardim Bressan, pertencente à Paróquia Sagrada Família, de Toledo. A guia Castorina conduz o grupo até este mês de maio, com as orientações sobre a Palavra de Deus para que possam realizar esta experiência de oração em correlação de testemunho com a vida. Por meio de mensagens e exercícios, reflexões e orações, o participante é convidado a se perguntar diante das situações: “Que faria Jesus em meu lugar”?


Mais alto do mundo

Organização Pastoral na PJ Jovens do Decanato Toledo participam de Encontro de Formação da Pastoral da Juventude. Ele foi realizado na Capela Santa Terezinha do Menino Jesus – Paróquia Menino Deus (6/03), com abordagem do tema “Organização pastoral”. Participaram os coordenadores dos grupos da PJ de Toledo.

Missa pelo Dia dos Pioneiros de Toledo

O pé de mamão mais alto do mundo está na Região Oeste do Paraná e numa comunidade rural localizada na Diocese de Toledo. Com 14 metros e 55 centímetros de altura, o mamoeiro encontra-se na propriedade de Tarcísio Foltz, em Nova Aurora. Ele e o amigo Gilberto Franz descobriram o mamoeiro e buscaram o registro no Guiness, o livro dos recordes, que reconheceu o título. Tarcísio faz parte da Capela Nossa Senhora da Glória, da Linha Anta Gorda, que é atendida pela Paróquia São Roque (Nova Aurora), e Gilberto é da Igreja Adventista. O mamoeiro sofreu fortes geadas (-5 graus) e estiagem prolongada. Perdeu frutos e folhas, mas não sua vitalidade. Em novembro do ano passado, foi identifica a brotação e em março deste ano uma nova copa estava formada Fotos: Arquivo de Gilberto Franz e Maynnara Hoffmann

Tarcisio e Gilberto exibem o certificado do recorde

O mamoeiro e sua imponência

Sacramento da Crisma Missa na Catedral Cristo Rei lembrou os colonizadores que chegaram nesta região onde há 76 anos era tomada de mata fechada, mas também de muita força de vontade pelo trabalho. Em sua homilia, o pároco Pe. Hélio Bamberg lembrou do sentimento de cada um poder olhar para o outro na perspectiva de inclusão entre aqueles que transferiam residência nos primeiros anos de Toledo. “Estou imaginando o olhar desses pioneiros e como se relacionavam. Hoje somos uma sociedade rica, muita rica em conforto e bem-estar. Precisamos agradecer a Deus, mas também ampliar o horizonte de uma vida nova, construir essa sociedade nova a partir da caridade”, afirmou. Dentre as preces lidas na celebração do último dia 27 de março, no momento de “Oração dos fiéis”, lidas pela pioneira Clenar Terezinha Viezzer Formighieri, estão: - “Abençoai aos pioneiros e pioneiras que deram início à formação do nosso município; que seus testemunhos de fé, coragem, perseverança e dedicação ao trabalho, sejam exemplos para as novas gerações”; - “Olhai pelos toledanos e toledanas de hoje, para que possamos juntos com nossos governantes colocar dons e talentos a serviço da comunidade na construção de uma sociedade cada vez mais justa, mantendo vivo o espírito comunitário e solidário de seus primeiros moradores”.

A celebração eucarística com o Sacramento da Crisma é sempre um momento de festa para a comunidade católica. Há um duplo sentimento semelhante à conclusão de um processo ou um período de estudos, assim como implica em abrir novas portas para a maturidade da fé. O bispo diocesano, D. João Carlos Seneme, presidiu as celebrações com Crismas na Paróquia São Francisco de Assis, em Toledo, e em cada uma delas, as orações pelos dons do Espírito Santo sobre os adolescentes e jovens que chegaram a esta etapa da vida. Nesta edição, você conhece os crismandos que participaram da celebração na Capela Nossa Senhora da Saúde, em Xaxim, reunindo seus familiares oriundos das Capelas de Concórdia do Oeste e Linha Rocio. As fotos são de Juan Pablo Matoso. Na próxima edição, será a vez dos crismandos das demais capelas.

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Como é calculado o preço do leite? Conseleite-PR promove seminários regionais para detalhar metodologia Os municípios de Marechal Cândido Rondon e Toledo estão na rota de reuniões marcadas pelo Conseleite-PR com a finalidade de apresentar a metodologia adotada para o levantamento mensal que resulta na divulgação do valor de referência para o leite. O Conseleite é organismo paritário em que têm assento de participação produtores e laticínios e tem como propósito de existência discutir o preço do leite padrão. A agenda de reuniões prevê encontro com o setor de Marechal Cândido Rondon no dia 10 deste mês de maio. No dia seguinte (11/05), será a vez de reunir produtores e laticínios em Toledo. Conforme divulgado pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), em cada local, haverá a presença de representantes das agroindústrias, dos produtores rurais e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que desenvolveu a metodologia de cálculos. Mensalmente, são coletados dados junto a diversas instituições públicas e privadas para chegar aos números que compõem o valor de referência para o leite. Nestas reuniões, serão detalhadas as etapas e como funciona o método, com oportu-

O Conselho

O Conseleite-Paraná foi criado em 29 de outubro de 2002 e é classificado, desde sua ata de fundação, como associação civil, com estatuto e regulamentos próprios. Compõem a instituição representantes de produtores rurais de leite (FAEP) e de indústrias (Sindileite-PR) de laticínios que processam a matéria-prima (leite). Fazem parte do conselho o mesmo número de representantes de ambos os lados, fazendo dele uma organização paritária. O objetivo do Conseleite-PR é

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Plantel garante a produção, mas produtor reclama do preço

nidade aos participantes de tirarem suas dúvidas. O presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da Faep, Ronei Volpi, lembra que os eventos ocorrerão conforme demanda dos municípios. “Não se trata de um evento imposto. A rodada de seminários é por demanda do próprio setor produtivo”, destaca o dirigente. “O Conseleite, em seus quase 20 anos de história, sempre teve a

estabelecer relações justas entre produtores rurais e indústrias, reduzindo conflitos que se estabeleceram entre as partes com a desregulamentação do setor na década de 1990. As alternativas encontradas em debates transparentes e democráticos têm contribuído de forma significativa para favorecer o desenvolvimento sustentável tanto na produção de leite como de seus derivados, além de promover melhorias contínuas de qualidade na cadeia produtiva como um todo.

transparência com sua marca. É natural que ao longo do tempo seja necessário reforçar questões de metodologia e funcionamento da entidade”, complementa.

Valor subiu 13,9% no primeiro trimestre O valor de referência do leite padrão subiu 3,9% na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, e outros 10,45% na sequência de fevereiro para março. Com isso, passou de R$ 1,7921 para R$ 2,041 o litro. Esse é o valor de referência para a matériaprima leite “posto propriedade”, o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. O valor de referência inclui 1,5% de Funrural a ser descontado do produtor rural. O valor de referência indicado pelo Conselho é para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, e se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ ml de contagem bacteriana. Os dados constam na Resolução nº3/2022 do Conseleite-PR.


Desde 1978, somos norteados por valores como ética, comprometimento, confiança e versatilidade, sempre respeitando o meio ambiente e a sociedade em que vivemos.

Obrigada por estarem conosco nessa jornada.


Dia das Mães Os dicionários definem Mãe: (Subst. fem.) Mulher que deu à luz. Que cria ou criou um ou mais filhos... É o que nos explica. Mãe é isso mesmo e muito mais. De forma profunda é maravilhoso pensar que para Deus Criador, toda mãe foi criada para colaborar com a obra prima da criação. Com muita delicadeza, enviou seu Filho passando pelo Amor Maternal de Maria. Mãe das Mães! Deus criou as mães à sua imagem e semelhança, com propósitos bem claros: ser santuário As cunhadas Ana Paula, Vanessa e Amanda, da Paróquia Santo Antonio (Formosa do Oeste) natural e sagrado para gerar os seus filhos. Em completude, importa dizer que mãe Toda Mãe tem significado particular também tem mãe e também é filha. Mãe para cada filho. No entanto, o amor e a graé gente que sorri e que chora. As mães tidão deve ser uma constante para todos. têm os mais belos sonhos para os seus Em tudo e tanto, as mães carregam filhos. Mãe é amor fecundo e proteção. seus filhos na memória e no coração. DesReconhecimento, respeito e gratidão dede o ventre, toda mãe em sua essência é vemos ter por todas as mães. A presença colo para a vida inteira. Amar e cuidar são da mãe em nossa vida é puro sentimento verbos que exprimem a relação mães e fide recordações por toda a existência. No lhos. Mãe é o nome de um ser sublime que, Dia das Mães seria incrível dizer: “Querida a cada cansaço nosso, sentimos que dela Mamãe, obrigada por tudo. O tempo que precisamos: “Eu quero a minha mãe...”. vivi em seu ventre é motivo de gratidão Cada um, em sua própria história maternal para a vida inteira. Eu te amo!”. e filial, convivendo em seus dias inteiros. Quantas vezes ouvimos ou falamos:

Sinal da Cruz

Jaqueline Bertelli

“Minha Mãe, me ensinou a rezar”; “Minha Mãe me levou para a Igreja”; “Minha mãe lê para mim”; “Mamãe, quero colo”; “A comida da minha Mãe tem sabor diferente”; “Minha Mãe é simples”; “Eu cuido da minha mãe”; “Devo muito à minha Mãe”; “Quando eu era criança, o colo da minha mãe era tudo. Não me faltava nada”; “Tenho saudades da mamãe”. Podemos concluir essas “falas”, cheias de vida, nos perguntando: “Qual é a mais doce declaração que tenho de minha mãe”? A minha declaração é: “Minha mãe foi a minha professora, me ensinou a ler e a escrever”. Qual é a sua declaração? Dia das Mães é o dia da ternura e da bondade. Calorosos aplausos para todas as mães, porque mãe é um presente de Deus na vida dos filhos. Graciani NB Favorito Pastoral da Educação e Pastoral Catequética - Paróquia Santo AntonioFormosa do Oeste (PR)

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Quero testemunhar sobre o Sinal da Cruz. Desde criança os nossos pais ensinaram o Sinal da Cruz. Todas as graças podemos alcançar porque este Sinal lembra o nosso Batismo, lava-nos do pecado, nos cura das doenças. Ao entrar numa casa e fazer o Sinal da Cruz no silêncio do coração, as pessoas são abençoadas. Pelo Sinal da Cruz pedimos a bênção da Santíssima Trindade para os filhos. Uma pessoa pode alcançar a cura. Passando por uma pessoa que não cumprimenta, nós pedimos que Deus abençoe esta pessoa e que ela Dulci Maria Rambo

receba a paz. A paz de Jesus Cristo a todos. 90

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Paróquia Sagrada Família Dez de Maio | Toledo

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