A esperança na unidade dos fiéis Esta edição de Páscoa da Revista Cristo Rei chega até você com o propósito de oferecer um caminho de reflexão a respeito do que é a centralidade da fé numa perspectiva de formação das nossas comunidades. Quais eram e quais são hoje as inspirações que fazem nascer uma nova unidade de cristãos em um local? Há aspectos de convergência nessa constituição de uma comunidade, capela ou paróquia? Bom, entre as angústias da época e os anseios da atualidade, as práticas adotadas do “ser igreja” têm a mesma origem: os ensinamentos de Jesus. Na sua formação inicial, a comunidade primitiva cristã, sim, teve uma experiência muito diferenciada com o ressuscitado, pois os primeiros discípulos acompanharam Jesus lado a lado. No entanto, o ponto de convergência entre a comunidade daquela época e a comunidade do tempo atual é justamente a Parusia, isto é, a expectativa da segunda vinda de Jesus. Por meio dela, os cristãos se organizam de modo prático e fazem todos os seus gestos e atitudes gravitarem em torno desta esperança. Será em breve esse retorno de Jesus? Ninguém sabe, porém o que se tem de certeza é que não se pode acomodar e deixar para outro dia o que precisa ser feito pelos irmãos e irmãs. A segunda vinda
Expediente Ano XXVI - nº 279 - Abril de 2022 Revista mensal da Diocese de Toledo
pode acontecer a qualquer momento e a qualquer tempo. Há necessidade de continuar a peregrinação terrena tendo presente a mensagem salvífica, pois só assim a promessa se confirmará na vida cotidiana daqueles que imitam a Cristo na realidade onde cada um vive. Ter presente o mistério da fé é essencial como identidade cristã. Ela não se dissocia com o passar do tempo, mas ao contrário se fortalece pelos meios que o Senhor usa para inspirar ações individuais e comunitárias em vista do bem comum. Ser uma comunidade cristã é ter atenção com a realidade que está à volta, percebendo, acolhendo e contribuindo para devolver a dignidade humana a quem um dia foi lançado à margem ou passa por momento de fragilidade espiritual. Isso é fazer a passagem, isso é celebrar a Páscoa. Uma comunidade autêntica que pratica o testemunho do amor ao próximo, que vivencia a caridade e é fraterna na essência se identifica com o que Jesus rezava para o futuro da humanidade: “Que todos sejam um” (Jo 17,21). Esta oração reforça o apelo para que cada um cumpra seu papel na vida em comunidade e possa anunciar que “Jesus Ressuscitou e está vivo entre nós”, pois assim verdadeiramente não haverá mais quem passa fome e sede.
A comunidade de fé se forma na expectativa da segunda vinda do Senhor Marechal Cândido Rondon receberá a Missa dos Santos Óleos Seminário Maria Mãe da Igreja confirma Festa do Costelão em maio
Feliz Páscoa a você!
ESCRITÓRIO Rua General Rondon, 2006 CEP 85902-090 - Toledo - PR Fone/Fax: (45) 3252-1728 revista.cristorei@gmail.com BISPO DIOCESANO D. João Carlos Seneme DIRETOR RESPONSÁVEL Pe. André Boffo Mendes DEPARTAMENTO COMERCIAL Ana Maria Araujo Fone: (45) 3252-1728 EDITOR Paulo Weber Junior (SRTE/PR - 6.790) jornalistapaulo@gmail.com DIAGRAMAÇÃO Alexsandro G. Pereira (Lico) alexsandro.pereira@gmail.com CIRCULAÇÃO Toledo, Marechal Cândido Rondon, Palotina, Guaíra, Assis Chateaubriand, Jesuítas, Tupãssi, Terra Roxa, Nova Santa Rosa, Nova Aurora, Iracema do Oeste, Entre Rios do Oeste, Pato Bragado, Mercedes, Quatro Pontes, São Pedro do Iguaçu, Ouro Verde do Oeste, Formosa do Oeste e Maripá. TIRAGEM 7.000 exemplares IMPRESSÃO Gráfica TUICIAL Os assuntos tratados em artigos assinados são de inteira responsabilidade do autor.
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Ponte da Integração deve ficar pronta no 3º trimestre
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Exames, cuidados e acompanhamento médico na prevenção ao câncer
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Consumidor apresenta tendência para alimentos orgânicos
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Páscoa: o encontro com o Ressuscitado transforma a existência Páscoa, festa da alegria. Todos os que creem entram na alegria do Senhor, não importa o momento da chegada: há lugar para todos, ricos e pobres, dancem de alegria juntos. Com palavras de alegria, na segunda metade do século IV, São João Crisóstomo exortava os cristãos a celebrar a Páscoa, na certeza de que todos – sem exceção – neste dia possam cantar o hino da vitória suprema. Porque a morte faz parte da condição humana, é um legado, é a nossa mais terrível verdade, a Páscoa, porém é a alegre certeza de que Deus entrou – uma vez para sempre – no reino da morte. Nenhuma derrota será definitiva ou decisiva. Toda vida, grande ou pequena, sublime ou mesquinha, cheia de confiança ou de desilusão... foi atravessada por uma esperança que permanece para sempre. A Páscoa é um evento que transforma a existência. O Encontro com o Ressuscitado muda a tristeza em alegria; as trevas em luz. Através de Maria Madalena, os discípulos acolhem a boa notícia: “O Senhor verdadeiramente Ressuscitou”! Cristo Ressuscitado doa o Espírito Santo, que é a força vivente do amor de Deus, aos seus discípulos para que eles se tornem sinais viventes do seu amor. A paz, a misericórdia, o perdão, a caridade, tornam-se sinais concretos que revelam Jesus vivo em D. João Carlos Seneme, CSS todos os tempos e para Bispo da Diocese de Toledo
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toda a humanidade. Jesus se revela aos primeiros discípulos para se tornar visível através deles, através de cada um de nós. Jesus é o vivente! A Igreja nasce do dom do Espírito Santo, ela é a comunidade de vida que tem a missão de mostrar os sinais da ressurreição que há entre eles e a toda a humanidade, a todo ser humano destruído pelo sofrimento e que espera a luz da esperança. Há sinais de ressurreição em todos os lugares, nas pessoas, nos acontecimentos. Será necessário olhar com os olhos do Cristo Ressuscitado para perceber tais sinais em nossa vida, em nossas casas, nas pessoas que nos rodeiam, em todos os que lutam por um mundo melhor, que acreditam e promovem a paz. Certamente encontraremos muitas pessoas que são testemunhas do Ressuscitado e despertam em nós o desejo de acreditar e renovar a esperança. “Quando o apóstolo Pedro, dirigindo-se aos cristãos em diáspora entre os pagãos, os convida à missão, não lhes pede ações ou estratégias especiais, mas apenas para estar sempre preparados para responder a qualquer um que lhes pedir a razão da esperança que em há em vocês (1Pd 3, 15)” (Enzo Bianchi). Se buscamos sinais da ressurreição de Jesus que nos ajudem a crer o viver o Evangelho, precisamos abrir bem os olhos para encontrar muitos exemplos e testemunhos ao longo da história que afirmam, com a própria vida, que Jesus está vivo na caridade, no compromisso, no sacrifício de quem vive por amor e no amor. É um convite para que hoje todos sejamos sinais do Ressuscitado para aqueles que precisam ver para acreditar a exemplo de São Tomé. Feliz e Santa Páscoa. Que o Cristo Ressuscitado renove nossa esperança e nos fortaleça na construção de novas relações alicerçadas no amor e na empatia.
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A COMUNIDADE DE FÉ SE FORMA NA EXPECTATIVA DA SEGUNDA VINDA DO SENHOR A chegada da Páscoa carrega em si a marca da esperança. Nas celebrações, na Catequese, na família, sempre se tem um momento para dedicar a este tempo tão forte da fé cristã. Em síntese, a Páscoa quer dizer passagem. Mas relembra fundamentalmente o gesto redentor de Cristo: sua Paixão, Morte e Ressurreição. Há diversos modos de contemplar esse período que originou a fé professada e um deles que se propõe nesta edição da Revista Cristo Rei é pelo caminho da Parusia. Essa palavra ainda é pouco conhecida no seu significado e, por isso, o interesse em conhecê-la melhor e compreender como ela se insere na formação das comunidades cristãs ainda na atualidade. Isso mesmo, ainda em 2022 a motivação que faz nascer uma comunidade de fé vem da teologia da Parusia. Para começar a compreendê-la, é necessário fazer um exercício histórico, bíblico e teológico ao mesmo tempo. Para isso, Pe. Sérgio Augusto Rodrigues, assessor diocesano da Pastoral Litúrgica principia esse caminho com você leitor(a). Inicialmente, cabe lembrar que os judeus celebravam a Páscoa anualmente, no mês de abril, na primavera. E era para eles o começo do ano (cf. Ex 12,18). Celebravam a Páscoa no dia 14 de Nisã (abril) e era o equinócio (noite e dia de igual duração) da primavera e o plenilúnio (a lua cheia). A partir desse dia 14, o dia é cada vez maior e a noite menor porque o verão se aproxima no 6
“Cristo, mediador único, constitui e continuamente sustenta sobre a terra, como um todo visível, a sua Igreja santa, comunidade de fé, esperança e amor, por meio da qual difunde em todos a verdade e a graça”. (CIC, nº 771) hemisfério norte. Na lua cheia, a luz do sol e a da lua se encontram, porque o sol ilumina do amanhecer ao entardecer e a lua ilumina do entardecer ao amanhecer. A natureza serve aí como símbolo do que acontece quando Deus se manifesta ao seu povo. O dia e a noite ficam claros. Outro aspecto que marca a Páscoa para os judeus é a recordar a libertação que tinha alcançado o povo hebreu (seus antepassados) da escravidão no Egito com a ajuda de Deus. Deus os tinha salvo da escravidão e fizera com eles uma aliança (cf. Ex 3,12; 19,20). Por sua vez, os cristãos herdam dos judeus a tradição da festa pascal anual.
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No entanto, a celebram com um sentido novo. Celebram a morte redentora de Cristo e a sua ressurreição gloriosa, fonte de vida para toda a humanidade. “Páscoa, portanto, para os judeus era a festa em que celebravam a libertação do Egito e a Aliança com Deus; para os cristãos é a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus que é a libertação do pecado e Aliança de Deus com a humanidade”, comenta. O tempo mais forte desta celebração pascal acontece agora com o Tríduo Santo, cujo ponto culminante é a Ressurreição na solene Vigília. “A Ressurreição é também celebrada na Páscoa da semana: o domingo”, salienta Pe. Sérgio. Por isso, todas as celebrações vivenciadas nos ciclos do Ano Litúrgico, apontam como um farol para um único Mistério de Cristo. Esse texto introdutório abre a reflexão para dizer que as primeiras comunidades cristãs conheciam um único dia de festa,
culminância da semana que era o Domingo, um dia de fazer memória da Páscoa de Jesus. E faziam de que forma? Partilhando o que tinham ouvido d’Ele e realizando a fração do pão. “Com o passar do tempo, no domingo seguinte ao dia da Páscoa judaica, começaram a celebrar um Domingo maior: a Páscoa de Jesus Cristo. E
como isso era realizado? Passavam a noite toda em vigília esperando Cristo retornar como prometera e, nessa vigília, faziam memória escutando os textos do Antigo Testamento, cantavam salmos, hinos e escutavam o Evangelho da comunidade. Depois, proferiam a iniciação cristã dos que aderiram à fé em Jesus e haviam
passado por um longo caminho de catecumenato. Nessa espera em vigília, ao amanhecer, quando percebiam que Jesus ainda não havia retornado, celebravam a Eucaristia como uma forma de ter Jesus presente na comunidade, através do pão partido”, salientou em encontro de formação da Pastoral Litúrgica.
Inspirados pela Parusia Agora chega a necessidade de aproximar o tema da Parusia. Basicamente, ele refere-se à segunda vinda de Jesus. Mas quando ela acontecerá? Ninguém sabe. Existe sim uma espera que provém desde a Ascensão. Aliás, os primeiros discípulos aguardavam que ela aconteceria em breve, tão logo os eventos da morte e ressurreição de Jesus. No entanto, aos poucos perceberam que não poderiam ficar parados Vivendo em comunidade a expectativa da segunda vinda do Senhor no tempo e, quando faziam a memória de Jesus, recordavam que cada comunidade. haviam recebido o mandato de evanLucas relata o que aparece como gelizar. A missão, portanto, estava em teologia da Parusia. “Os apóstolos suas mãos. continuavam olhando para o céu, Na continuidade da história, a enquanto Jesus ia embora. Mas, de missão ensinada e confiada por Jesus repente, dois homens vestidos de agora está nas mãos dos cristãos de branco apareceram a eles e disseram: hoje que igualmente se inspiram na ‘Homens da Galileia, por que vocês Parusia para preparar a sua segunda estão aí parados, olhando para o céu? vinda. A espera existe, assim como a Esse Jesus que foi tirado de vocês e memória que se realiza nas celebra- levado para o céu, virá do mesmo ções em comunidade são os sinais modo com que vocês o viram partir de que ali existem cristãos que dão para o céu” (At 1,10-11). “Nestas significado para a fé. palavras surge a expectativa da seSegundo a teóloga Bernadete gunda vinda de Jesus. Nasce assim Novachinski, da Paróquia Cristo Rei a teologia da Parusia que significa (Catedral), a expectativa de um retor- segunda vinda que para eles era uma no pode ser encontrada com muita volta que aconteceria muito breve, propriedade em Atos dos Apóstolos, iminente, naqueles dias próximos. onde São Lucas declara que o Espírito Assim, eles se apressaram e no conSanto faz nascer a comunidade cristã texto de espera da segunda vinda, os e a impulsiona para o testemunho primeiros cristãos se organizavam em aberto e corajoso do nome de Jesus, comunidade de fé no Ressuscitado, anunciando sua ação libertadora. fortalecidos pelo Espírito Santo, pois Páscoa é esse sentido de passagem fora neste dia que muitos judeus se da morte para a vida, do pecado para converteram ao cristianismo”, comena salvação, da apatia para a missão. O ta Bernadete. fato dos cristãos esperarem por Jesus A esperança destes primeiros crisnão deve deixar a todos passivos, tãos se fortaleceu na oração e nas mas sim impulsionar para a missão. memórias daquilo que Jesus ensinou. Afinal, a vinda de Jesus se realizará A sua Palavra continuava ardendo no pelo testemunho de cada um e de coração daqueles que percebiam na
vida cotidiana a ação salvífica acontecendo. Não era uma mágica, mas sim uma ação humana de caridade, fraternidade, compaixão, partilha e misericórdia que ainda hoje o Espírito suscita nas pessoas. Às vezes, alguém pode até pensar que está desamparado, que as coisas na sua vida não estão indo bem e que é tanta espera enquanto guerras marcam o cenário mundial, pandemia, entre outras situações. Não é uma condição incomum, pois as primeiras comunidades tiveram também esse sentimento. “O tempo do Jesus terrestre começava a perder-se no passado e o futuro da Parusia tornava-se cada vez mais distante”, lembra a Bíblia Pastoral (Paulus, 63ª impressão - 2007, pág. 1502). Mas é aqui que se busca o ânimo de São Pedro (2ª Carta) à comunidade que era influenciada pela incitação à dúvida – “Cadê a promessa da volta do Messias”? (2Pd 3,4). “Era uma constante nas comunidades porque tinham essa Parusia como iminente, que sua volta aconteceria logo. Mas as Cartas de Paulo também confortavam o povo, davam segurança, falavam sobre a Ressurreição e a volta de Jesus. Isso vem repercutindo na história dos cristãos. Aqueles que desconheciam começaram a entender e também vieram para dentro do cristianismo com a fé na segunda vinda de Jesus. Por isso, acreditamos que esta vinda está viva na Igreja. A busca e a vivência da fé está voltada a esse Jesus que virá novamente e tudo isso é a Palavra que nos fortalece. São Pedro, de maneira muito forte nos orienta para que não sejamos enganados: ‘Cresçam na graça e no conhecimento de Jesus Cristo’ (2Pd 3,18)”, cita a teóloga.
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A PALAVRA QUE ALIMENTA A FÉ Com esses apontamentos feitos pela teóloga Bernadete Novachinski, observa-se que a organização das comunidades de fé se dá por meio da Palavra, que incentiva, anima, oferece conhecimento e inspira atitudes cristãs. Nos tempos de hoje é esse movimento da Palavra de Deus que fortalece a fé e que faz a comunidade seguir com a sua missão de ser acolhedora, atenta aos sinais dos tempos, enfim, evangelizadora. Comunidades se formam a partir da preparação e de um cuidado interior e propriamente comunitário que envolve a oração, a penitência, a caridade, a reconciliação e, fundamentalmente, o amor ao próximo. É o sentido Bernadete também é catequista na Paróquia de estar vigilante consigo mesmo, com as próprias atitudes, e “O que a comunidade precisa é estar atenta preparado para a segunda vinda de para ter bases sólidas e fundamentadas na fé, Jesus, pois não se sabe o dia e nem a evitando a preguiça, desinteresse, egoísmo hora que a colheita se realizará. e tudo que não traz esperança. Até mesmo a Esse é o ponto necessário a consiparticipação na missa deve ser motivada pela derar na reflexão proposta: a unidade fé e não apenas pelo costume. Quem participa e a espera na Palavra. “A primeira da comunidade só por uma obrigação, está comunidade foi em Pentecostes. construindo sua fé na palha”. Mas vinham se reunindo em orações e pregações. No dia de Pentecostes própria religião que se baseia apenas eles seriam encorajados e se lembra- entre o indivíduo e Deus e esquecer riam de tudo o que Jesus havia dito que existem as pessoas fragilizadas e explicado e se tornaram testemu- e que precisam do amparo humano nhas corajosas. O que se tem hoje e espiritual. Aliás, é justamente isso é uma continuidade da igreja cristã que a Igreja vem anunciando que o testemunho da fé se realiza na vida primitiva”, comenta. Mesmo com todas essas orien- cotidiana. No alto da montanha, tações, os grandes desafios deste os discípulos queriam permanecer tempo são a cultura de uma fé in- ali com Jesus, ao passo que Ele os dividualista, de querer fazer a sua convida a retornar para a planície 8
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onde realmente o povo está e a vida acontece. É o sentido da Igreja mais presente na vida das pessoas, o sentido de “ir ao encontro”, de ser “Igreja em saída” após ser batizado. A missão dos cristãos está junto da comunidade. “É nossa missão aqui e agora de levarmos avante nossa fé, caso contrário desfalecemos. Temos que nos manter animados em comunidade e testemunhando a ressurreição e a presença de Jesus em nosso meio”, salienta Bernadete ao recordar o apêndice do Evangelho de São Marcos: “Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e, por meio dos sinais que os acompanhavam, provava que o ensinamento deles era verdadeiro” (Mc 16,19-20).
A Catequese e o anúncio da segunda vinda Alimentadas pela Palavra de vida que gera atitudes e iniciativas diversas, as comunidades seguem na missão evangelizadora e transmitem a fé pelo testemunho daquilo que Jesus ensinou. Os diversos serviços eclesiais cumprem essa missão na Liturgia, no atendimento aos idosos e crianças, no acompanhamento aos casais, entre outros. Na Catequese esses testemunhos se traduzem na educação para a fé que busca dar atualidade na expectativa da segunda vinda. O anúncio querigmático, que propõe as bases do Evangelho, é acompanhado pela catequista Geni Villa Rios, da Paróquia São Francisco de Assis, de Toledo. Ela atua desde 2005 no acompanhamento de crianças que estão na preparação para a 1ª Eucaristia. Ela tem uma preocupação com o conteúdo que transmite e, para tanto, inicia a preparação dos encontros de catequese tão logo eles são encerrados semanalmente. “Entendo que a Catequese deve ser dinâmica, como uma pequena comunidade. Por isso, gosto de dedicar um tempo para que eles possam se expressar, falar de suas dúvidas e inquietações. Considero esse momento muito valioso. Percebo que as crianças têm necessidade de falar sobre sua vida e sobre Deus”, diz. Quando o assunto é a Páscoa, Geni salienta que ensina aos catequizandos que a morte de Jesus não é o fim, mas o início da vida eterna. “Procuro levá-los a fazer uma relação da morte/ressurreição com a salvação. Mas quando falo da ressurreição, eles
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mostram-se com muitas dúvidas. Procuro responder relacionando com o viver deles trazendo presente o Mistério de Cristo, como somos amados por Jesus até o ponto de dar a vida por nós”, destaca. Conforme ela, as crianças conseguem assimilar o conteúdo da relação de amor de Deus por cada um dos seguidores da Palavra. Tendo presente que as pessoas formam comunidades e alimentam sua fé a partir da espera da segunda vinda de Jesus, chamada de Parusia, a catequista apresenta orientações aos seus catequizandos para a vivência dessa expectativa. Mas Geni revela que muitos catequizandos apresentam preocupação com o pecado e tudo daquilo que os afastam de Jesus. “Eles têm dúvidas e manifestam muito esse desejo de viver em Cristo”, observa. Para tanto, ela procura apresentar a eles que toda comunidade de fé está a caminho do Reino, da vida eterna, muito embora também aguarde a segunda vinda de Jesus. E, por não saber o dia que acontecerá esse encontro definitivo com
Cristo, reforça que a cada momento é importante imitar Jesus e assim estar preparado para quando isso ocorrer. “Levo eles a entender que o Reino do Céu é a meta de todo cristão e, principalmente, que sempre é tempo de se tornar pessoas melhores. Gosto de fazer essa relação e uso o canto do Pe. Zezinho – Amar como Jesus amou – para levá-los a perceber que é preciso adequar o nosso coração para viver como Jesus, e sendo imitadores de Jesus aqui no nosso dia a dia para quando nos encontrarmos com Ele teremos vivido bem”, comenta. Como seu grupo de Catequese é em preparação para a 1ª Eucaristia, Geni procura apresentar e levá-los a observar especialmente a Quinta-feira Santa, quando é instituída a Eucaristia. Além de lembrar do gesto em memória de Cristo, ela explica aos catequizandos que este é o momento de comunhão de cada membro da Igreja. Também é o momento de cada um fortalecer-se numa profunda união com Cristo presente na Eucaristia.
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Marechal Cândido Rondon receberá a Missa dos Santos Óleos O rito de bênção do óleo dos Catecúmenos e dos Enfermos e consagração do óleo do Crisma será realizado em celebração neste dia 13 de abril, Quarta-feira Santa, na Igreja Sagrado Coração de Jesus, em Marechal Cândido Rondon. A missa dos Santos Óleos, com início às 19h, é referenciada como diocesana, pois dela participam o clero e representações das 31 paróquias e uma quase-paróquia, além dos seminários e das casas de formação. Para conhecer um pouco do contexto desta celebração, o assessor diocesano da Pastoral Litúrgica, Pe. Sérgio Augusto Rodrigues, ressalva que na Diocese de Toledo ela transcorre na quarta-feira da Semana Santa e de modo itinerante nas paróquias, geralmente por ocasião de uma comemoração jubilar, como é o caso da Paróquia que a receberá, pois vivencia as comemorações de seus 60 anos. “É uma celebração muito importante. Após abençoados e consagrado, estes óleos são levados para as paróquias para a unção na celebração dos sacramentos do
O rito de bênção é conduzido pelo bispo diocesano
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Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordem. Nesta missa dos Santos Óleos, o bispo diocesano juntamente com o clero, renovam seu compromisso sacerdotal. Esta celebração será presidida pelo bispo com a participação dos sacerdotes e das
Preparação Santos Óleos para envio às Paróquias
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comunidades”, afirma. Esse é o sinal de unidade de toda a igreja diocesana. A prática atual da bênção dos óleos dos Catecúmenos e Enfermos e consagração do óleo do Crisma foi fixada no Século X.
CATEQUESE
Começam os encontros do Grecat A Animação Bíblico-catequética, da Diocese de Toledo, dá início a rodada de encontros de formação do Grupo de Reflexão Catequética (Grecat). Eles são destinados às coordenações paroquiais e catequistas que passaram pela Escola Catequética Companheiros de Emaús e estão integrando as coordenações paroquiais de Catequese. Também podem participar catequistas com experiência que estão contribuindo na organização e na formação nas diversas instâncias de trabalho da paróquia. Como conteúdo para este ano, o Grecat tem como base de estudos o Evangelho de São Lucas, sendo assessorado por membros das
coordenações diocesana e decanal de Catequese. Os Evangelhos fazem parte deste ciclo de estudos 2021/2024. No ano passado, a reflexão esteve concentrada no Evangelho de São Marcos. Nas datas agendadas para este ano, os encontros acontecem simultaneamente nos quatro Decanatos, das 14h às17h.
Agenda de encontros do Grecat 2022 1º encontro – dia 9 de abril (presencial), exceto Decanato Toledo (on-line) 2º encontro – dia 11 de junho (on-line) 3º encontro – dia 27 de agosto (presencial) 4º encontro – dia 1º de outubro (on-line)
Coleta da Solidariedade, o gesto concreto da Campanha da Fraternidade O gesto concreto da Campanha da Fraternidade 2022 – “Fraternidade e educação” é a participação dos cristãos na Coleta da Solidariedade. Ela acontece na celebração deste Domingo de Ramos, dia 10 de abril, e com a generosidade dos fiéis será possível atender as necessidades de projetos sociais no País. No caso particular da Diocese de Toledo, há um incentivo a mais para contribuir, pois serão premiadas iniciativas das escolas que tenham por finalidade a promoção do ser humano integral, escopo da Campanha da Fraternidade. Por sinal, este é um dos objetivos gerais da CF: “Incentivar propostas educativas que, enraizadas no Evangelho, promovam a dignidade humana, a experiência do trans-
FAÇA SUA CONTRIBUIÇÃO Dias 9 e 10 de abril A contribuição poderá acontecer neste ano por valores devolvidos nas celebrações ou através do PIX ao lado. Não deixe de colaborar oferecendo o produto da sua penitência quaresmal.
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Se preferir, faça sua contribuição através de transferência PIX
Chave PIX: 81.588.873/0001-69 MITRA DIOCESANA DE TOLEDO
cendente, a cultura do encontro e o cuidado com a casa comum”. Do total arrecadado na Coleta para a Solidariedade, 60% fica na própria diocese e é gerido pelo Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) com o objetivo de apoiar iniciativas e projetos locais. Os outros 40% compõem o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), que é administrado pelo Departamento Social da CNBB, sob a orientação do Conselho Gestor da CNBB. A participação dos cristãos nesta coleta é sinal de que os fiéis estão conscientes daquilo que propõe a Campanha da Fraternidade 2022, cujo objetivo geral é “promover diálogos a partir da realidade educativa do Brasil, à luz da fé cristã, propondo caminhos em favor do humanismo integral e solidário”. O Texto-base complementa: “Não há dúvidas de que a qualidade da educação depende da participação de todos os atores envolvidos em um clima de apoio e solidariedade. Avaliar o esforço e o compromisso com a educação no lugar onde moramos é um passo importante para construir caminhos novos que conduzam a uma educação de qualidade” (nº 269).
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Ação Missionária por escola na África Catequizandos da Diocese de Toledo e grupos de Infância e Adolescência Missionária (IAM), incentivados pelos seus pais ou responsáveis, estão doando cerca de R$ 30 mil em prol de construção da escola que acontece junto à Missão São Paulo VI, em Guiné-Bissau, na África. Esse é o gesto concreto incentivado desde o Mês Missionário, num pedido da Igreja no Paraná. Na Diocese de Toledo, a Animação Bíblico-catequética, por exemplo, foi uma das grandes mobilizadoras para esta ação. Cada catequista pode desenvolver o encontro proposto na cartilha própria da Ação Missionária. A primeira parte foi a reflexão sobre o tema “Missão” e, ao final, o gesto concreto com a montagem do envelope e a motivação para crianças e jovens pedirem aos pais, parentes e amigos a colaboração de R$ 1,00 ou mais para ajudar na construção e manutenção de uma escola na África.
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Equipes de Liturgia preparam celebrações do Tríduo Pascal
José Fernandes Correia assessorou o encontro
Com uma preparação litúrgica digna de fiéis comprometidos neste serviço da Igreja, é fácil dizer que as comunidades de fé contarão com belíssimas celebrações do Tríduo Pascal e Tempo Pascal em 2022. A casa de formação da Diocese de Toledo, o Instituto São João Paulo II, recebeu mais de 150 participantes para o encontro formativo da Pastoral Litúrgica, que abordou a espiritualidade deste tempo forte para os cristãos a partir do tema “A Mistagogia do Tríduo Pascal”, conduzido pelo assessor diocesano desta Pastoral, Pe. Sérgio Augusto Rodrigues, e de José Fernandes Correia, Cláudio e Bruna Carnielli, da Pastoral Litúrgica de Maringá. Estudo, reflexão e canções levaram todos aqueles que atuam na Pastoral Litúrgica, equipes de cantos, Ministros Auxiliares da Comunidade e demais interessados à uma profunda imersão sobre o tema, atualizando a proposta para o Ciclo Pascal. “A Liturgia está inserida na nossa vida. Fazemos a preparação quaresmal, sempre buscando a conversão de nossas ações, palavras e atitudes do dia a dia, para bem celebrarmos todo o Mistério Pascal e participarmos do Tríduo”, comenta Cláudio Carnielli. Essa etapa formativa é um compromisso das equipes de Liturgia que se dedicam aos estudos com o objetivo de preparar as celebrações para uma me14
Bruna e Cláudio Carnielli, da Arquidiocese de Maringá
Conteúdos do encontro de formação atendem expectativas
Atenções voltadas para a espiritualidade do Tríduo Pascal
Assista à
lhor participação da comunidade de fé especialmente neste Tríduo Pascal. A expreparação Litúrgica pectativa é que assim os fiéis consigam compreender melhor aquilo que está sendo celebrado. “Precisamos de uma preparação interior e anterior de reflexão da Palavra para entender o que rezamos, professamos e vivemos enquanto comunidade”, sublinha. Com todos os conteúdos oferecidos nesta formação, os participantes voltam às suas comunidades de origem para multiplicar esse conhecimento, e assim estarão contribuindo para que as celebrações sejam ainda mais participativas e cada fiel tenha possibilidades de uma experiência de fé muito profunda nas celebrações da Coordenações se dedicam para contribuir na experiência de fé da coQuaresma e do Tríduo Pascal. munidade
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Seminário Maria Mãe da Igreja confirma Festa do Costelão em maio Já estão em andamento os preparativos para a realização da tradicional Festa do Seminário Maria Mãe da Igreja, em Toledo. Após dois anos de suspensão por força da pandemia, a retomada do evento está cercada de boas expectativas, afinal trata-se de uma iniciativa que reúne fé, devoção e apoio da comunidade às vocações. “Tivemos uma reunião com os membros da comissão organizadora, entramos em contato com a Vigilância Sanitária e também com o prefeito municipal, os quais nos informaram que seria possível a realização da festa de forma presencial e, a partir disto, iniciaram-se os encaminhamentos”, comenta o reitor do Seminário Maior Diocesano, Pe. Juarez Pereira de Oliveira.
A Festa do Seminário Maria Mãe da Igreja está marcada para o dia 1º de maio (Dia do Trabalhador), e reúne na sua programação a Celebração Eucarística, em que a comunidade é convidada a rezar pelas vocações, e o almoço de confraternização com o delicioso costelão assado ao fogo de chão. “Agora estamos no processo de vendas de fichas do costelão, que será acompanhado por saladas, mandioca, maionese, cucas e pães”, informa. MUDANÇA DE LOCAL
Na retomada da Festa do Seminário Maria Mãe da Igreja, a Paróquia São Cristóvão, em Toledo, abraça o evento de caráter diocesano. Seminário comemora seus 43 anos de serviço às vocações.
A Festa, que acontecia no próprio seminário e a partir do ano de 2016 passou a ser no Centro de Eventos, tem uma nova mudança no local da sua realização. Este ano, a Festa do Seminário Maria Mãe da Igreja será acolhida pela Paróquia São Cristóvão, na Vila Industrial, em Toledo, próxima ao Teatro Municipal. Suas dependências oferecem condições para recepcionar e acomodar os participantes com tranquilidade e conforto típicos de um evento gastronômico.
Comunidade reza pelas vocações sacerdotais
Participe! Dia 1º de maio • 10h – Celebração Eucarística na Igreja São Cristóvão, em Toledo • 12h – Almoço com o Costelão ao Fogo de Chão e acompanhamentos Garanta sua participação no almoço. Reúna sua família, forme seu grupo de amigos e adquira o Kit Costelão. Ele é para 25 pessoas, no valor de R$1.000,00. Contato pode ser feito com a secretaria do Seminário Maria Mãe da Igreja, pelo telefone (45) 3277-1186. No cardápio da festa, o delicioso Costelão ao Fogo de Chão
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Pe. Odilo Rockenbach: inspiração de caridade e testemunho da fé Neste mês de abril, a Diocese de Toledo recorda os dez anos de falecimento do Pe. Odilo Rockenbach, sacerdote de um carisma popular marcante e de uma ação pastoral admirável pelo seu testemunho de fé. Foi em 20 de abril de 2012 que ele voltou para a Casa do Pai, após 50 anos e quatro meses como sacerdote diocesano. O trabalho social que consistia em ajudar os pobres, viúvas e menos favorecidos é a principal marca de sua trajetória presbiteral. Nas lembranças de seus relatos, alguns o chamavam de “padre construtor”, pois ajudou na construção de mais de 100 casas. “Sobre esse trabalho de construir casas, até o prefeito dizia para a equipe dele: ‘Vamos construir casas porque o padre tá ganhando de nós’”, e soltou uma gargalhada durante entrevista em 2011, quando completou seu Jubileu de Ouro sacerdotal. O incentivo para que a sociedade seja melhor e observe as pessoas que precisam de ajuda é o legado de seu ministério. Muitas dessas casas foram erguidas com recursos próprios e por meio da organização de equipes de voluntários que se dispunham em colaborar com materiais de construção e serviços nas obras, além de inúmeras cestas básicas que foram recolhidas, roupas e móveis em doações da comunidade. “São pessoas que estão bem, estão se virando, e estão ajudando outras. O
Pe. Odilo sempre presente na memória das pessoas
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A simpatia de Pe. Odilo promoveu a colaboração das pessoas
nosso princípio é esse: criar influência para que outros façam”, disse na mesma entrevista. Na caridade com o próximo, Pe. Odilo dedicou-se muito na visita aos doentes em suas casas e nos hospitais, um serviço bastante difícil ao entendimento de qualquer pessoa, mas que somente a fé pode contribuir para explicar. Milhares foram visitados e assim ele conhecia a realidade em que viviam. Seu testemunho fica marcado na lembrança dos familiares e incontável número de amigos e admiradores de sua saudosa vocação exercida sem meios termos. “A vocação é um
Pe. Odilo era muito estimado pelas pessoas
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Voluntários e os próprios atendidos sempre ajudaram nas construções
mistério de Deus. Ninguém sabe por que Deus chama, quando chama e que meios Ele usa para convidar uma pessoa ao ministério sacerdotal”, afirmou. Na Revista Cristo Rei, manteve por muitos anos uma coluna com relatos das pessoas que recebiam a ajuda e dos voluntários que participavam desta ação social. Era uma mostra daquilo que os fiéis e a sociedade em geral são capazes de fazer quando somam esforços para o bem comum. Outro testemunho sobre a vida do Pe. Odilo, leia na recém-criada seção “Vocacional” desta edição da Revista Cristo Rei.
Pastoral Familiar: entusiasmo e motivação para o ano de atividades Entusiasmo e motivação são as marcas da retomada dos encontros para agentes da Pastoral Familiar da Diocese de Toledo. A coordenação reuniu grande número de participantes nos encontros realizados nos Decanatos, proporcionando um novo ânimo nesta missão e testemunho dos casais. Os primeiros encontros presenciais do ano de 2022, realizados em março, possibilitaram uma projeção dos trabalhos para este período, a partir da realidade que vem sendo consultada pelos membros que vivenciam a escuta das famílias no Decanato Palotina, com 60 participantes, se reuniu na Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, em Guaíra intuito de ajudá-las a viver melhor em em todas as paróquias a preparação perdenação diocesana é formada por uma contexto familiar à luz do Evangelho. “A sonalizada, em pequenos grupos, para a equipe bastante comprometida com os pandemia nos deixou tristes com o disvida matrimonial. projetos da Pastoral Familiar e também tanciamento. Por mais que tentasse se Joari e Sueli possuem uma caminhada com o Plano Diocesano da Ação Evanconcentrar para uma celebração on-lide missão na Pastoral Familiar de longa gelizadora. ne, a impressão que se tinha era de que data. Eles são casados há 33 anos e semPelo “Pilar da Palavra” ele destaca a ela não te levava aonde gostaria de ir pre estiveram envolvidos na Catequese, promoção da leitura orante nos grupos naquele estado de reflexão, de perdão, Encontros de Casais com Cristo (ECC) e de modo individual. Já o “Pilar do Pão” de busca, enfim. Com essa possibilidae Pastoral Familiar, atuando nas três refere-se à evangelização das famílias de dos encontros presenciais, voltam esferas de coordenações – paroquial, sobre a centralidade da Eucaristia como a alegria e a troca de experiências com decanal e diocesana. “Temos a conscifonte para a vivência cristã. “O ‘Pilar mais resultados. O aprendizado será ência de que é um serviço que requer da Caridade’ é oferecer às famílias que maior”, salienta Joari Vieira que em muito amor, muita dedicação e carinho mais sofrem a nossa ajuda, inclusive na companhia da esposa Sueli sãos os por uma causa. Temos ciência plena e orientação familiar, espiritualidade e até coordenadores diocesanos da Pastoral muito clara de que sozinhos não vamos mesmo bens materiais. Por fim, o ‘Pilar Familiar. chegar a lugar algum. É preciso contar da Ação Missionária’ que é ir ao enconDe acordo com Joari, dentre os projecom toda a equipe e ter humildade para tro das famílias com ações abrangentes tos a serem realizados ao longo do ano, o dizer ‘não sei’, para perguntar, para ouvir envolvendo grupos de famílias, levando planejamento inclui a manutenção da ese para falar”, observa. em consideração as especificidades de cola diocesana de formação para novos Contudo, Joari salienta que a coorcada lugar”, comenta. agentes da Pastoral Familiar e consolidar
Decanato Rondon reuniu 30 agentes na Paróquia Sagrado Coração de Jesus
Paróquia Sagrada Família (Panorama) acolheu o Decanato Toledo
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Pe. Toninho: louvor a agradecimento pelos 30 anos de sacerdócio Da origem humilde no meio rural, de convivência e proximidade com a religião, nasceu a vocação do Pe. Antonio Carlos Pereira da Silva que neste dia 4 de abril comemora 30 anos de uma jornada alimentada pela fé e de perseverança no ministério presbiteral. Entre os afazeres como pároco de duas paróquias – Cristo Rei, de Entre Rios do Oeste, e São Luiz Gonzaga, de Pato Bragado – Pe. Toninho, como é mais conhecido pelas pessoas, conversou com a Revista Cristo Rei para partilhar a sua história de vida e de vocação. Por meio da Catequese e das missas vocacionais, ocorreu o despertar do interesse em conhecer o Seminário. “Numa dessas missas, surgiu o convite para participar dos encontros de formação na Paróquia Santo Antonio, em Formosa do Oes- Pe. Toninho: 30 anos de ministério presbiteral te”, lembra. Na época, o pároco Pe. Toledo, onde então fez o antigo 2º grau Anselmo Mandrile – falecido em 2020 no Colégio La Salle, e depois a Filosofia – fez o convite para que os catequina antiga Facitol, hoje Unioeste. Seu diszandos dessem um passo a mais para cernimento vocacional foi prosperando além do encontro, que era fazer estágio e cursou a maior parte da Teologia em vocacional no Seminário São José, em Curitiba e o último ano em Londrina, até Cascavel. Após uma semana de estágio, que ocorreram as ordenações diaconal o garoto Antonio Carlos foi aprovado e (15/11/1991) e sacerdotal (4/4/1992). ingressou em uma das primeiras turmas “São 30 anos de missão realizando do Seminário Maria Mãe da Igreja, em
No dia da ordenação: Pe. Toninho com D. Lúcio Ignácio Baumgaertner (bispo ordenante) e Pe. Adair Bennemann (em memória)
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esse trabalho com muita dedicação e vivenciando ao que a Igreja nos pede, fundamentado pelo lema de ordenação”, salienta Pe. Toninho. Seu lema de ordenação “O espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor meu ungiu. Ele me enviou para dar a boa nova aos pobres, para curar os corações feridos (...); para proclamar o ano da graça do Senhor” (Is 61,1-2a) o inspirou a pautar sua vocação pela Doutrina Social da Igreja e especializações no Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), segundo ele, “para estar sempre junto do nosso Povo de Deus”. Nesses 30 anos de bênçãos, experiências e desafios na caminhada religiosa, espiritual e social, Pe. Toninho recorda de algumas pessoas que estiveram muito próximas de sua vocação, com orientações fundamentais, dentre as quais D. Irineu Scherer (em memória), D. Anuar Battisti e Cardeal D. Odilo Pedro Scherer. “Sempre quando aparece a ‘luz amarela’ é importante recorrer a alguém que possa nos dar força e orientação espiritual”, salienta. A sua jornada como sacerdote diocesano também é dedicada aos que direta ou indiretamente lhe incentivaram e ainda continuam oferecendo apoio para
Pe. Toninho com as crianças na celebração da coroação de Nossa Senhora em 2018, na Paróquia São Francisco de Assis, em Assis Chateaubriand
A vida se renova
Homenagem de catequistas em 2021 na Paróquia Cristo Rei (Entre Rios do Oeste)
perseverar. “Devo muito à nossa família clerical, tanto nosso bispo D. João, clero diocesano e aos padres religiosos, quan-
Em procissão com o povo no dia de Corpus Christi em 2013
A história de vida de um sacerdote registra inúmeras acontecimentos. Por ser uma referência na comunidade de fé, o padre é procurado para atender diversas situações e em diferentes circunstâncias, algumas muito agradáveis e outras nem tanto. Mas, faz parte da sua missão e nesse caminho junto da comunidade é possível perceber que a vida se renova em todos os sentidos. De modo mais recente, segundo Pe. Toninho, o que tem marcado seu sacerdócio é a experiência do atendimento às pessoas enfermas – quando se leva o consolo, o conforto para aqueles que estão no momento crítico da vida –, e a administração dos Sacramentos. “O mais interessante e ‘preocupante’ é quando as pessoas to à nossas lideranças que são a razão da caminhada – um pessoal maravilhoso que sempre podemos contar – e, claro, à minha família, meus pais em memória e meus irmãos”, menciona. Outras pessoas também são lembradas nesta jornada, como Pe. Anselmo Mandrile e Pe. Adair Bennemann, ambos em memória. Para ele, a trajetória de vida presbiteral é cercada de agradecimento e de louvor. “Sempre peço que meu
vêm para você e dizem ‘olha padre, o senhor que me batizou e agora estou trazendo o meu filho’. E aí você pensa: puxa vida, o tempo passou. Isso significa que a gente tá ficando um pouquinho desgastado”, diz sorrindo. Mas é no Sacramento da Reconciliação que vem uma experiência gratificante para Pe. Toninho, especialmente acontece quando o fiel busca o Sacramento após uma boa preparação para a confissão. “É muito bonito quando você estende a mão para essa pessoa, com a bênção, e ela externa uma alegria consciente. E também quando fazemos a homilia e alguém se transforma no seu modo de vida diante dos irmãos. São essas motivações que marcam o dia a dia do padre”, afirma. padroeiro, Santo Antonio, continue intercedendo para que continuemos firmes nessa missão que o Senhor confia”, destaca.
Batizado realizado em Assis Chateaubriand
Em maio, haverá Romaria para o Santuário do Rocio O Santuário de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá, receberá no dia 16 de maio, a Romaria das CEBs – Comunidades Eclesiais de Base. A agenda envolve agentes dos Grupos de Família da Diocese de Toledo que estão mobilizados no convite às pessoas que queiram compor essa Romaria. Sabedores de que a devoção mariana é muito presente na vida dos cristãos, o grupo fez um pacote para a viagem com saída de Toledo no dia 14 de maio, às 19h. No dia seguinte, os romeiros partici-
Romaria conduz os devotos ao Santuário da Padroeira do Paraná
parão da missa no Santuário, contemplando a devoção a Nossa Senhora do Rocio, Padroeira do Paraná. A viagem de retorno está programada para iniciar na mesma data (15), com a chegada de volta prevista para dia 16, às 5h. Além do transporte, estão inclusos um café da manhã e um almoço. As vagas são limitadas. Informações sobre o valor do pacote da viagem com o Luiz Souza dos Santos, coordenador diocesano dos Grupos de Família, pelo telefone (45) 9 9919-4797. Esta será a segunda Romaria dos grupos desde 2019.
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Levantamento revela 18 grupos de estudos bíblicos na Diocese Quando uma iniciativa ou atividade é inspirada pelo Espírito Santo, e se for da vontade de Deus, todos os esforços humanos colocados em seu favor farão prosperar. O desejo emanado pela Igreja no Brasil para que a Palavra ocupe seu devido lugar no meio do povo, já está ressoando pela Diocese de Toledo e a vontade dos leigos em se aproximarem ainda mais dos conteúdos da fé é este sinal de esperança em vista da formação de comunidades eclesiais missionárias. Em números atualizados na primeira rodada de reuniões do Conselho Diocesano de Pastoral (CDP) Ampliado, realizada nos Decanatos, já são 18 escolas bíblicas em plena atividade, o que mostra o anseio que os leigos têm em ouvir e compreender a ação de Deus na história humana para que assim também possam viver melhor. Tais iniciativas acontecem nas paróquias e algumas são realizadas por estudos temáticos de livros bíblicos. “Há uma variedade de momentos que as escolas vivem. Algumas estão no básico e outras mais avançadas. Outras tem periodicidade semanal e outras mensais. Por isso, temos a Comissão de Animação Bíblica que quer contribuir para que este seja um processo de continuidade nas nossas comunidades, possibilitando meios para que este seja um hábito das pessoas se relacionarem com a Palavra”, salienta o coordenador diocesano da Ação Evangelizadora, Pe. André Boffo Mendes, que apresentou
Oração marca o início de cada reunião do CDP Ampliado nos Decanatos
Nas reuniões, dialogam sobre iniciativas paroquiais
no calendário das comunidades, e as possibilidades de retiros com o uso mais intenso da Palavra. “Queremos possibilitar essa experiência mais forte com a Palavra para que não seja uma atividade a mais, porém algo esperado. Existe uma riqueza de modos de nos aproximarmos da Palavra e que usamos pouco, como por exemplo, a Espiritualidade Inaciana. Ao olhar para a Animação Bíblica, percebemos que o desafio está em articular nossos eventos de modo a criar continuidade”, acrescenta. Além das escolas bíblicas, outras iniciativas paroquiais estão acenadas, como o incentivo para as crianças manusearem a Bíblia na Catequese, assim como retiro de crismandos somente com a Palavra de Deus, entre outras.
Lideranças acompanham a vida diocesana nas reuniões ampliadas
Reuniões ampliam horizontes da ação evangelizadora
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aos membros do CDP as propostas de trabalho para este ano no tocante à Animação Bíblica. Outras atividades acontecem espontaneamente e até motivadas pela Igreja como a celebração do Mês da Bíblia, que há 50 anos tem espaço
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D. João acolhe os participantes à reunião do CDP Ampliado
Igreja ouve os fiéis sobre sinodalidade Está em andamento a “fase de escuta” do Sínodo dos Bispos que o Papa Francisco convocou com o tema “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Neste período, a Diocese de Toledo motiva todos os leigos à participação com sugestões e propostas. Cada um pode ser reunir nos seus grupos de comunidade, capela, paróquia, pastoral ou movimento, e encaminhar o resultado de suas reflexões que serão apresentadas à Santa Sé. O prazo máximo de envio das suas contribuições para o Sínodo é 31 de julho
Acesse aqui o questionário e participe!
deste ano, contemplando a Igreja que queremos para o futuro. Entende o Santo Padre que é necessário a Igreja refletir sobre a sua vida e a sua missão tendo presente que “o caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Fase de escuta do Sínodo dos Bispos encerra em julho Igreja do terceiro milênio”. Esse caminho é feito de unidade pela missão que o Evangelho apresenta a cada batizado. “O objetivo deste Sínodo não é produzir mais documentos. Pelo contrário, destina-se a inspirar Para celebrar a participação da Dioas pessoas a sonhar com a Igreja que cese de Toledo no Sínodo dos Bispos, somos chamados a ser, a fazer florescer está agendada para o dia 31 de julho as esperanças das pessoas, a estimular uma Celebração Eucarística na Catedral a confiança, a vendar as feridas, a tecer Cristo Rei. Durante a missa, será feita a relações novas e mais profundas, a entrega simbólica das contribuições. A aprender uns com os outros, a construir missa terá início às 19h e, além da copontes, a iluminar mentes, a aquecer munidade, estão convidados todos os corações e a dar força de novo às nospadres e representantes das paróquias sas mãos para a nossa missão comum” para marcar esse momento. (DP, 32).
Envio das sugestões diocesanas
EM BREVE
Normas Diocesanas para os Conselhos Pastorais Paroquiais Chegam às paróquias da Diocese de Toledo ainda neste mês de abril, as “Normas Diocesanas para os Conselhos Pastorais Paroquiais”. Trata-se de um manual que compila os três volumes de conteúdo formativo para lideranças que foi lançado pela Diocese de Toledo em 2006 como propósito de organizar pastoral e administrativamente as Paróquias e Capelas. Muitos participaram dos encontros de formação sobre a constituição do Conselho de Pastoral Paroquial (CPP) e do Conselho Pastoral de Comunidade (CPC) que substituíram as antigas “diretorias da Igreja”. O novo manual mantém todas as orientações sobre a importância dos conselhos, a dimensão humana e a dimensão econômica das comunidades paroquiais 26
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e de capelas. Com a atualização do texto, tudo está num único livro com 148 páginas que servirá para atender a formação e subsidiar os novos integrantes de CPP/ CPC quando estes conselhos passarem por reformulação na sua composição.
Os três volumes agora estão compilados em único manual diocesano
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ESCOLA BÍBLICA PAROQUIAL
“Dias virão em que o povo sentirá fome da Palavra”
(cf. Am 8,11)
Entre as iniciativas que oferecem estudos da Sagrada Escritura orientados aos fiéis, está a Escola Bíblica Paroquial, organizada pela Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Marechal Cândido Rondon. Ela tem como finalidade, promover a ampliação dos conhecimentos dos livros do Novo Testamento, refletindo sobre a história e a teologia dos textos a fim de facilitar a percepção da Revelação de Deus na história humana e conexão entre os textos e a pastoral. Os encontros de estudos bíblicos acontecem uma vez por mês, concluindo-se o período em dezembro, e sempre com temas específicos que contemplam os Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), Atos dos Apóstolos, Cartas paulinas, Cartas Católicas e Apocalipse. A assessoria é da Dra. Sonia Sirtoli Färber, teóloga e pós-doutora em Ciências do Cuidado da Saúde, tanatóloga e escritora. Os participantes desta Escola Bíblica não pagam nada, mas os cabe
Com grande participação dos leigos, Escola Bíblica acontece em Marechal Cândido Rondon
aproveitar esta oportunidade ofere- de Deus habitou entre nós” (Jo 1,14) cida. Para isso, eles são convidados – Animação Bíblica da Pastoral a partir a esta formação bíblica mais intensa, das Comunidades Eclesiais Missionáprofunda, sistemática e corajosa, ten- rias. Este encantamento pela Palavra é do um contínuo e fascinante contato um apelo para que se ofereça e se facicom a Palavra de Deus, que é Jesus lite o acesso à Bíblia, ao estudo bíblico Cristo, para uma forte e vibrante ação e à vivência da mensagem revelada. evangelizadora a partir da Palavra de Deus. A escola é inspirada naquilo que emanou a 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, quando aprofundou o tema da Palavra de Deus na Igreja e lançou o Estudos proporcionam maior conhecimento da Palavra de Deus estudo “E a Palavra Experiência da Escola Bíblica vai até o final do ano
Contribuição para a Apac Mais uma vez, as Paróquias do Decanato de Toledo participam de uma ação solidária em prol da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), construída na cidade de Toledo. Os fiéis foram motivados a este gesto concreto que resultou, até agora, em R$ 15.978,50. O montante foi anunciado 28
pelo coordenador do clero no Decanato, Pe. Nelton Hemekmeier, durante reunião do Conselho Diocesano de Pastoral Ampliado. Esse total arrecadado corresponde a oito paróquias que já mobilizaram seus fiéis, restando ainda outras quatro. A Apac é um centro de reintegração social com metodologia própria que
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permite aplicar um processo de ressocialização do preso condenado pela Justiça. A unidade instalada em Toledo, inaugurada em dezembro do ano passado, visa contribuir para minimizar um dos principais problemas que caracterizam o sistema prisional brasileiro que é a superlotação das cadeias.
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Renovação de mandato dos Ministros Auxiliares da Comunidade em Guaíra A renovação de mandato dos Ministros Auxiliares da Comunidade (MACs) é uma prática adotada que contribui no processo de continuidade deste serviço leigo junto à comunidade de fé. E, diga-se de passagem, um serviço muito valorizado por todos aqueles que são os destinatários, estejam eles nas celebrações eucarísticas ou nas residências e hospitais. A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Guaíra, viveu esse momento de renovação dos mandatos no último dia 12 de março, ao promover um retiro de espiritualidade para os 45 ministros auxiliares. Este retiro foi conduzido pelas religiosas, Ir. Mari e Ir. Rita, do Noviciado Nossa Senhora de Lourdes – Instituto das Irmãs Terciárias Franciscanas da Beata Angelina, de Toledo. Como tema central, elas conduziram a reflexão sobre o “Pilar da Palavra” e “Pilar do Pão”, constantes no Plano Diocesano da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Após o retiro, os MACs participaram da Santa Missa, presidida pelo pároco, Pe. José Aparecido Bilha. “Agradecemos imensamente a dedicação de cada MAC e pedimos que, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Deus abençoe e dê sabedoria a todos no exercício de seu ministério”, afirma o pároco. Na conclusão da celebração, eles receberam as novas carteirinhas.
Pe. Cido renova o mandato dos MACs com o Evangeliário
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Ministros Auxiliares da Comunidade (MAC) da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Guaíra
Participantes do retiro para renovação dos mandatos dos MACs
Retiro promove reflexão dos Pilares da Ação Evangelizadora
Celebração Eucarística realizada na Igreja Nossa Senhora Aparecida, em Guaíra
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Pais entregam a Bíblia aos seus filhos “O cristianismo é a ‘religião da Palavra de Deus’, não de ‘uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo’”. Essa é a expressão contida na Exortação Apostólica Verbum Domini, do Papa Emérito Bento XVI, documento conclusivo do Sínodo da Palavra publicado em 2010. Como principal motivação desta Exortação, o Papa pediu que todo o Povo de Deus, bispos, padres, diáconos, as pessoas consagradas e os fiéis leigos se empenhem para que as Sagradas Escrituras sejam cada vez mais familiares, não apenas no sentido intelectual, mas especialmente na prática de vida. A Catequese, por sua vez, é um caminho privilegiado para dar os primeiros passos nesse rumo de conhecimento a respeito da Palavra de Deus. Na Paróquia Menino Deus, em Toledo, os catequizandos participaram de uma celebração em que, num gesto simbólico, receberam das mãos de seus pais ou responsáveis a Bíblia que será guia nos seus encontros de Catequese. As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 20192023) convocam as comunidades de fé a ter presente a Sagrada Escritura em suas atividades, pois “a Igreja funda-se sobre a Palavra de Deus, nasce e vive dela”. No processo de Iniciação à Vida Cristã (IVC) é a Sagrada Escritura que oferece as bases para uma boa leitura orante. Na missa, do dia 19 de março, os cate-
Celebração de Entrega da Palavra marca caminha de catequizandos
Casal entrega bíblias para as gêmeas
quizandos do 1º ano (Catequese Eucarística) foram apresentados à comunidade e participaram do rito de Entrega da Palavra. Além disso, eles também integraram a Liturgia, conduzida por catequistas, assim como a animação da celebração com a presença deles no coral. Segundo informa a coordenadora paroquial, Eliana Ortega, tal rito começou este ano com o novo método do Itinerário Crescer em Comunhão.
“A Palavra é a base de todo ensinamento catequético e uma missão para os catequistas conduzirem seus catequizandos no aprendizado da leitura, escuta e vivência”.
Primeiro contato com a Sagrada Escritura Participação dos catequizandos no coral na Catequese
Pais entregam a Bíblia para a filha e o caçula acompanha
Mensagem ensina o Dízimo mirim
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Dez anos do Santuário Paroquial da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt Os dez anos do Santuário Paroquial da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt contou com celebração em Palotina. A celebração ocorreu na Capela Cristo Rei, da Paróquia São Vicente Palotti, de Palotina, localizada no Bairro Pôr-do-Sol. Durante a celebração, no dia 18 de março último, a ação de graças foi rendida a Deus por todas as bênçãos e graças recebidas por meio da intercessão de Nossa Senhora. O oratório ao lado da Capela, dedicado a Nossa Senhora e chamado de Santuário pelo Movimento de Schoenstatt, foi inaugurado no dia 16 de março de 2012, e desde então gera muitos frutos espirituais. Diariamente, devotos o visitam, fazendo agradecimentos e pedidos a Deus por intermédio da Virgem Maria. O Movimento Mãe Rainha, em Palotina, conta com 55 missionários, cada um atendendo aproximadamente 30 famílias que recebem em casa a capelinha da “Mãe Peregrina”, como é conhecida. No dia 18 de cada mês é rezada uma missa com a renovação da “Aliança de Amor” para com a Mãe de Deus. Participam, além da comunidade geral, os missionários e as famílias que recebem a capelinha. Um dos frutos da presença do Movimento é a campanha que visita os enfermos e o belo trabalho realizado, em comunhão com a Catequese, pelos missionários mirins, chamado de “Movimento Infanto-Juvenil”, que zela pelas capelinhas que visitam as casas
Capelinhas peregrinas visitam as famílias e convidam para oração
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Fotos: Ieda Fotografia
Celebração na Capela Cristo Rei marca a devoção a Maria, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt
dos catequizandos. A cada encontro de Catequese uma criança leva para casa e fica a semana toda com a capelinha, sugerindo-se a oração em família. Atualmente são 87 capelinhas do Infanto-Juvenil. Toda terças-feiras, há no Santuário o Terço dos Homens, que tem transformado muitas famílias. Para os devotos, “a Mãe Rainha se estabeleceu neste Santuário e o transformou num manancial de graças”.
CARISMA DO MOVIMENTO A devoção pela “Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável” iniciou-se com o Pe. José Kentenich (1885-1968), fundador do Movimento de Schoenstatt. Quanto aos títulos de Maria, fazem parte dos dogmas definidos pela Igreja, segundo qual: - Maria é Mãe de Deus porque gerou a carne do Verbo Encarnado. É Mãe de todos os cristãos porque é Mãe de Cristo, Cabeça da Igreja, de quem somos membros; e enquanto tal nos foi dada pelo próprio Senhor na Cruz: “Eis aí a tua Mãe” (Jo 19,27);
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Oratório para a devoção mariana em Palotina
- A Virgem Santíssima também é Vencedora porque, em previsão dos méritos de seu Filho, venceu o pecado, sendo concebida imaculada, isenta de todo pecado original e permanecendo sempre isenta de todo pecado pessoal; - Maria é Rainha porque é Mãe do Rei dos reis. No Antigo Testamento, as rainhas eram as mães dos reis, não suas esposas. No Novo Testamento convinha, portanto, que a Rainha fosse a Mãe do Rei Jesus. Ademais, a piedade dos fiéis crê que Maria, após ser assunta aos Céus, no fim de sua vida terrena, foi coroada como rainha dos homens e dos anjos.
REPRESENTAÇÃO PROVINCIAL
Diocese de Toledo compõe o CNLB - Regional Sul 2 A Diocese de Toledo passa a compor o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) do Regional Sul 2, que abrange as dioceses e arquidioceses localizadas no Paraná. O coordenador do Conselho Diocesano de Leigos (CDL), Alex Sander da Silva, foi escolhido pela Província Eclesiástica de Cascavel, que abrange a Arquidiocese de Cascavel e as Dioceses de Toledo, Foz do Iguaçu e Palmas-Francisco Beltrão. Cada Província Eclesiástica no Paraná ocupa uma vice-presidência no CNLB Sul 2. Walter de Souza Fernandes, da Arquidiocese de Maringá, passa a presidir o conselho no triênio 2022/2024. Alex descreve esse momento eletivo em que participou durante a 35ª Assembleia do CNLB Sul 2, na Diocese de Guarapuava, de 11 a 13 de março. “Particularmente, um momento de alegria para nós, enquanto Diocese de Toledo, que estamos contribuindo na retomada do nosso Conselho Diocesano de Leigos. Desde o segundo semestre do ano passado, fizemos algumas reuniões on-line com este objetivo. E agora, com essa indicação da Província, assumo até 2024 essa função no Regional Sul 2. Tudo isso é muito válido, pois precisamos continuar vivendo e pensando a nossa Igreja com a presença dos leigos. É a visão dos fiéis consagrados, dos pais, mães e jovens que se colocam como cristãos na Igreja”, afirma. A acolhida aos participantes coube ao bispo de Guarapuava, D. Amilton Manoel
Participantes ouvem o bispo referencial Dom Severino Clasen
A participação dos leigos no Sínodo
Alex (camiseta branca) compõe a CNLB Regional Sul 2
da Silva, que presidiu a Santa Missa de abertura. Além da eleição, a assembleia teve parte da sua programação dedicada aos conteúdos de formação, que enfatizaram o testemunho do Batismo no exercício do discipulado, e a vocação laical é uma dessas formas. O tema teve abordagem do arcebispo de Maringá, D. Severino Classen, referencial do CNLB no Regional Sul 2. D. Giovane Pereira de Melo, bispo referencial nacional do CNLB, participou de modo on-line. Conforme encaminhamento, a 36ª Assembleia do CNLB Sul 2 será na Província Eclesiástica de Cascavel.
Momento de espiritualidade na assembleia da CNLB Regional Sul 2
Em vista do período que a Igreja Católica vivencia até o mês de julho, com a fase de escuta do Sínodo dos Bispos, o tema da sinodalidade esteve presente na Assembleia do CNLB. Por isso, o coordenador do CDL, Alex Sander da Silva, incentiva essa oportunidade do Sínodo dos Bispos e a fase da escuta que acontece na Diocese de Toledo para a participação dos leigos. “Agora que vivemos o Sínodo, a Igreja Católica mostra que temos um espaço para apresentar o pensamento que os leigos entendem como pertinente sobre o futuro da Igreja”, comenta. Deste modo, ele convida os integrantes do CDL e demais pessoas a participarem das iniciativas da fase da escuta, considerando que este é um momento de “saída de pandemia”, de voltar aos templos após um período de acompanhamento das missas somente pela internet, entre outras situações para as quais os leigos têm suas contribuições a oferecer.
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Apostolado da Oração encara desafios confiando no Espírito Santo A pandemia da covid-19 afetou muito a vida das pessoas, e no âmbito da Igreja talvez um serviço eclesial dos mais impactos tenha sido o Apostolado da Oração (AO). Sem estatística formal, estima-se que é alta a média da idade de seus participantes, o que os inclui na mesma faixa etária que sofreu com a maior parte das medidas restritivas. E agora, neste tempo de retomada das atividades Palavras de ânimo e motivação na volta dos encontros presenciais, a coordenação diocesana tem se deparado com um desafio fato da busca de uma retomada neste ano muito grande de reunir novamente suas já é uma bênção”, diz cheia de esperança. diretorias e animá-las na caminhada. A alegria manifestada por ela vem Conforme a coordenadora diocesana, deste reencontro com as coordenações Maria Ivone Kloh, o famoso “fique em nesta primeira rodada de eventos nos casa” foi marcante e muito forte para o Decanatos, que incluem participação na Apostolado da Oração. O mais difícil, no missa da comunidade – o que evidencia a momento, é encarar dificuldades como presença do Apostolado da Oração junto desmotivação, receio de algumas pessoas, do povo de Deus e não, conforme diz, desestruturação de diretorias, e claro, muicomo um “rebanho à parte”. “Caminhatos que faleceram pela doença. “Mas, só o mos com a Igreja e estamos na comunidade”, sublinha Maria Ivone que ressalta a participação de membros do Apostolado da Oração como Ministros Auxiliares da Comunidade. “E assim, participamos das atividades paroquiais e somos missionárias da ação concreta da evangelização”, acrescenta. Nestes reencontros nos Decanatos, o Apostolado da Oração tem concentrado a reflexão num dos pilares da Igreja no Brasil estabelecido pelas Diretrizes da Ação Evangelizadora: “Palavra: fonte de Pe. Luiz Franzener, assessor diocesano, motiva membros mística, espiritualidade e impulso misdo Apostolado da Oração
Retomada de eventos presenciais acontece cheia de expectativas
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sionário”. “Com estas formações presenciais, graças a Deus, estamos saindo deste túnel da pandemia. Com a força do Espírito Santo vamos recomeçando com ânimo e coragem”, destaca. Segundo ela, muito deste ânimo tem vindo dos assessores que estão “muito iluminados com seus trabalhos”. “Sentimos que o carisma e a espiritualidade estão sendo reavivados nesta retomada. Esperamos que, na força da Palavra, sejamos capazes de avançar mais no processo de evangelização”, almeja. Maria Ivone também destacou a excelente organização das coordenações paroquiais e a presença dos grupos nestes encontros que, inclusive, contam com a participação do jovem Carlos, que integra o Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) e tem se dedicado muito na formação. O MEJ está na Paróquia Sagrada Família (Jardim Panorama) e na Paróquia Menino Deus, ambas de Toledo.
Aos poucos, membros do AO retomam atividades presenciais
Jovem Carlos, do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), traz a sua mensagem nos encontros
60 anos da Paróquia Sagrado Coração de Jesus A Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Marechal Cândido Rondon, já vivencia seu ano Jubilar. As comemorações dos 60 anos de criação da Paróquia seguem como devem ser: agradecendo a Deus pelas bênçãos ao longo de sua história e que continuam frutificando em dons que expressam a fé da própria comunidade. Criada em fevereiro de 1962, sob a bênção de D. Armando Círio (1º bispo de Toledo), a celebração festiva de elevação ao grau de Paróquia ocorreu na Festa de Pentecostes do mesmo ano. De lá para cá, gratidão é a maior expressão deste povo rondonense que inicia em 2022 um ano jubilar que se configurará em um tempo de alegria e paz, de confraternização, de unidade, de encontro com Deus e com os irmãos e irmãs de caminhada. O sentido que marca esta comemoração é da unidade. Com a soma de muitos esforços, e a confiança no Sagrado Coração de Jesus, a fé prosperou entre homens e mulheres que viveram no passado e a atual formação da comunidade
Fotos: Oficina da Foto/Marechal Cândido Rondon
Celebração faz recordação da caminhada para o início do Ano Jubilar
todas as dimensões de atendimento dos fiéis, a Paróquia conta com 21 Pastorais e Movimentos de organização e atuação dos fiéis leigos. Além do âmbito de fé a paróquia também atua na educação, tanto no Colégio Cristo Rei quanto na Casa de Maria. COMEMORAÇÕES
Momento em que os fiéis fazem a oração do Jubileu
Celebração marca o início da caminhada Jubilar
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Para marcar este Ano Jubilar, alguns eventos dão sequência à programação iniciada com a participação das capelas na missa solene. Já está em andamento a Escola Bíblica Paroquial, conforme você lê nesta edição da Revista Cristo Rei, e neste próximo dia 13 de abril,
vivencia a esperança no Deus que une os fiéis em um só coração. Atualmente, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus conta com seis capelas, sendo: Santa Ana (Jardim Ana Paula), São Lucas (Bairro São Lucas), Nossa Senhora Aparecida (Jardim Marechal), São Francisco (Bairro São Francisco), Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Bairro Boa Vista) e São Paulo (Curvado). Para o serviço eclesial, que contempla Rito Eucarístico na celebração que sustenta a comunidade com o Pão Sagrado
Oração do Jubileu dos 60 anos de criação da Paróquia Senhor nosso Deus, nós vos louvamos por todas as realizações e graças recebidas ao longo dos 60 anos de história de nossa Paróquia, nesta terra por vós abençoada. Recompensai os que aqui plantaram a semente da fé e os que hoje continuam trabalhando pelos seus frutos no empenho da evangelização. Confiados ao Sagrado Coração do Vosso Filho que deu a sua vida por nós e o elegemos padroeiro da nossa paróquia possamos perseverar no seu seguimento na construção de uma Igreja mais justa e solidária testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude. Desperta novos missionários e missionárias para o serviço do teu povo. Concede-nos o dom da unidade e da comunhão e confirma na fé e na caridade os discípulos e discípulas de Jesus Cristo, na entrega generosa pelo vosso Reino.
Pe. Sérgio apresenta logomarca do Jubileu de Diamante da Paróquia
Amém!
D. João recorda esta história da Paróquia, ao lado das imagens dos padroeiros da Matriz e Capelas
acontecerá a Missa dos Santos Óleos. Em seguida, o calendário jubilar marca a “Semana de espiritualidade”, de 8 a 15 de maio, com a presença do Pe. Luís Renato Carvalho de Oliveira,
padre Jesuíta, do Mosteiro de Itaici. Em seguida, e já está sendo aguardada com grande expectativa, a Festa do Padroeiro, no período de 24 a 26 de junho. Para este ano a Paróquia ainda promoverá um jantar dançante alusivo ao Dia dos Pais, no dia 13 de agosto.
Paróquia lança logomarca do Jubileu Para celebrar estes 60 anos da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, o pároco, Pe. Sérgio Augusto Rodrigues, apresentou à comunidade, a logomarca que acompanha estas festividades. Conforme ele, a imagem foi pensada com base na espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus, contemplando um coração que arde, por isso a chama que sai do seu coração. Somente um coração apaixonado é capaz de doar sua vida por amor, como o fez Jesus. O coração, na Sagrada Escritura, é a fonte do sentir, querer e agir de todo ser humano. O coração de Jesus está perfurado do lado direito. Do seu lado aberto jorrou sangue e água (Jo 19,34). “Abre-se para nós a fonte da graça: deu-nos o
batismo na água e a Eucaristia no seu sangue. A fonte aberta está no coração de Jesus e no coração daquele que crê. A verdadeira devoção é deixar-se inundar por esta fonte”, salienta. Circundando o coração está a coroa de espinhos que remete à morte violenta de Jesus que se entregou para salvar a humanidade. “Esta é a sua coroa. Ele é o nosso rei que dá a vida por nós, que passa pelo sofrimento. A sua coroa é de espinhos, de quem foi capaz de dar sua vida passando pela humilhação”, comenta. Contornando toda a imagem estão quatro traços: dois na horizontal e outros dois na vertical, que formam a imagem da cruz. “Foi na cruz que Jesus entregou a sua vida por nós. É vencendo a morte que Ele nos conduz para o Pai”. Ano XXVI - nº 279 - Abril de 2022
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Celebrações quaresmais em Formosa do Oeste Os encontros em preparação para a Páscoa são realizados de diversos modos. Além dos encontros das famílias nas casas, sempre observando as recomendações em vista do período pandêmico da covid-19, os fiéis também se reúnem nos espaços celebrativos das igrejas. O que importa é que estão
vivendo a fé. Durante a Quaresma, os católicos de Formosa do Oeste participam da missa matutina, celebrada todas segundas e sextas-feiras. Sempre com início às 7h, os fiéis se encontram na Igreja Santo Antônio para este tempo propício de oração, jejum, abstinência e caridade.
Fiéis participam das celebrações matutinas na Quaresma
Sol da manhã adentra o ambiente celebrativo no momento do Rito Eucarístico
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Fotos: Paróquia Santo Antonio
Oração, jejum e caridade ao pé do altar
Paróquia elabora versão ilustrada da sua história para crianças da Catequese Contando com uma dose exagerada de criatividade – o que é muito bom – a Paróquia Menino Deus, de Toledo, agora conta com um livro ilustrado que registra a história de formação desta comunidade de fé. A publicação tem por objetivo atender a Catequese, tanto que contempla em suas páginas desenhos com personagens marcantes ao longo de sua formação. O título da obra é “Uma inusitada viagem no tempo: Luiz e a história da Paróquia Menino Deus”. Ela tem como personagem central um garoto que é acordado no meio da noite por
um anjo para fazer um passeio onde visita vários momentos da religiosidade do povo, como procissões, santos padroeiros, entre outros fatos que sustentam a fé deste povo com o passar dos anos. A obra é assinada por Saudi Junior Pedroso, com ilustrações de Thauana Sperotto, colaboração de Fernando Miguel Alves e diagramação de Marcos Vinícius Araújo Neves. A apresentação do livro ocorreu em celebrações no final de março último pelo pároco, Pe. Geraldo Marino Ferreira, o vigário paroquial Frei Luiz Fiorentin e a coordenadora da Catequese, Eliana Santos Ortega.
Motivação para o acolhimento e escuta Prosseguem neste mês de abril, os encontros de formação dos agentes da Pastoral do Auxílio Fraterno. Esses são momentos especiais de partilha da caminhada realizada nos Decanatos, sobretudo de motivação para a continuidade deste serviço tão abrangente e de forte impacto social que a Igreja realiza pela fé e caridade. Agentes do Decanato Assis, reunidos na Paróquia Santo Inácio de Loyola, em Jesuítas, e do Decanato Toledo, reunidos na Paróquia São Cristóvão, em Toledo, receberam da coordenação diocesana as palavras de incentivo para a missão que terão ao longo de 2022. Com ponto de referência específico na “Vida plena para todos (caridade)”, Participantes do Encontro Diocesano para agentes do Auxílio Fraterno no Decanto Assis a Pastoral do Auxílio Fraterno aproPara que as Paróquias sejam esse funda em suas formações a mística alimentos e roupas, mas sobretudo de da caridade como caminho essencial amparo para recuperar sua dignidade ponto referencial de acolhimento daqueles que encontram-se mais vulneráde conversão, que possibilita a ação humana. veis, os agentes do Auxílio Fraterno que junto às pastorais sociais, participam dos encontros de formação promovendo acompanhaaprofundam conhecimentos no Projeto mento e participação dos de Acolhimento e Escuta, e também cristãos leigos e leigas nos refletem o tema da Campanha da Fradiversos níveis e instituições ternidade deste ano “Fraternidade e da sociedade em vista da Educação”. As próximas formações são vida plena. A presença da voltadas para os Decanatos Rondon Pastoral do Auxílio Fraterno (7/04) – na Paróquia Sagrado Coração nas Paróquias quer ser esse de Jesus, em Marechal Cândido Rondon; sinal da caridade cristã junto e Palotina (30/04) – na Paróquia Nossa aos irmãos que mais necesSenhora Aparecida, em Guaíra. sitam emergencialmente de Coordenação diocesana desenvolveu a pauta do encontro
A partilha do pão, arroz, feijão e frutas A Pastoral do Auxílio Fraterno já repassou somente nos dois primeiros meses deste ano de 2022, mais de 1 mil cestas básicas de alimentos. Além das 350 cestas distribuídas por meio da Casa de Maria – Toledo, outras 670 cestas de alimentos reforçaram a continuidade dos atendimentos aos cadastrados em sete paróquias localizadas na cidade de Toledo. As cestas, com feijão, arroz, maçã, panificados, entre outros produtos da agricultura familiar, chegaram a partir de um contato 40
Auxílio Fraterno
Entrega das cestas básicas ocorreu por meio da Pastoral do Auxílio Fraterno
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da ONG AS-PTA - Agricultura Familiar e Agroecologia, de Palmeira (PR), Cáritas e Fundação Banco do Brasil. Esta última realiza a Campanha “Brasileiros pelo Brasil” que arrecada recursos para adquirir cestas básicas da agricultura familiar. Em Toledo, as cestas foram incrementadas com doação da BRF. A Organização Não Governamental atua para o fortalecimento da agricultura familiar e a promoção do desenvolvimento rural sustentável no Brasil.
Jesus é aclamado como rei e recebe a coroa de espinhos Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor | 10 de abril de 2022 Leituras: Lc 19,28-40; Is 50,4-7; Sl 21(22); Fl 2,6-11; Lc 23,1-49 Estamos iniciando a Semana Santa. A chegada de Jesus em Jerusalém vai nos preparando para este confronto entre as forças que o condenam à morte e a vida nova que ressurge da cruz e do sepulcro. Nestes dias recordamos o mistério central de nossa fé: a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Este é um período especial de reflexão e participação. Que você também possa viver com intensidade cada momento e receber do Senhor os frutos de sua Páscoa. JESUS É UM REI DIFERENTE
A leitura da paixão do Senhor, enfim, fala por si mesma. É necessário o silêncio para meditá-la e entrarmos em mistério tão sublime. E nós não somos simples expectadores desta cena dramática, mas somos também participantes deste ato. Quer porque Cristo oferece sua vida por nós e para nossa salvação, quer porque nossas “cruzes” tornam-se redentoras unidas à cruz de Cristo. Os personagens ali presentes na narrativa da paixão, os momentos e os movimentos, nos colocam alguns questionamentos sobre quais atitudes assumimos, quem são os condenados inocentes de hoje, quantos irmãos e irmãs nossos que sofrem injustamente, o que podemos fazer diferente?
A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém, montado num jumentinho, despertou o entusiasmo popular. Em Jerusalém Jesus é aclamado, mas não reconhecido - Em que sentido Jesus é um rei diferente? JESUS ASSUME A HUMANIDADE em sua missão de servo, daquele que nos ensina a - Em que momentos de sua vida e da vida FAZENDO-SE UM COM ELA amar gratuitamente. Querem fazê-lo rei e acreditam das pessoas você se sente mais próximo que ele será o grande restaurador político do povo. O hino cristológico de Paulo aos Filide Jesus? Todos gritavam: “Bendito o rei que vem em nome do penses nos oferece a melhor introdução - Como comparar a situação vivida por Senhor”! Na verdade, Jesus instaura um novo tipo teológica e a interpretação mais apropriada Jesus em Jerusalém com os conflitos de autoridade. Seu poder não se baseia na força dos da narrativa da paixão. O hino apresenta dois exércitos ou no abuso de autoridade, mas no serviço, movimentos que se completam. O primeiro e sofrimentos das pessoas nos dias de no amor humilde e comprometido com o próximo. É é de cima para baixo, e fala do esvaziamento hoje? o que o apóstolo Paulo esclarece na segunda leitura, de Jesus, de sua humilhação e morte. Jesus Jesus não se orgulhou de sua condição divina, mas se mostrou servidor, não se apegou à sua igualdade com Deus, esvaziou-se, tornou-se assumindo a nossa humanidade para elevá-la e redimi-la. servo, semelhante aos homens, humilhou-se, fez-se obediente até a morte de cruz. Jesus despoja-se de tudo. Seu lugar social é junto aos O SOFRIMENTO QUE DÁ SENTIDO À VIDA pobres, sem privilégios, marginalizados e condenados. Esta é a única O texto do profeta Isaías apresenta o servo obediente, que aceita forma justa encontrada para revelar o projeto de Deus. a vontade de Deus até o extremo sofrimento. O sofrimento, assim, O segundo movimento do hino é de baixo para cima. Quem foi capaz ganha um sentido novo. Ele não significa, como antigamente, castigo de assumir a condição humana assumindo suas dores e fraquezas, de Deus, uma punição, mas o que realmente importa agora é entender será capaz de elevar o ser humano para a plenitude da glória do Pai. É que o sofrimento é resultado de um compromisso assumido, de uma o Senhor Deus quem exalta Jesus, ressuscitando-o e colocando-o no vida dedicada a uma causa nobre e existencial. Isto é, o servo sofre posto mais elevado que possa existir. Jesus é o Senhor do universo e não porque está condenado a isso, mas porque é fiel à própria missão da história. Diante dele toda a criação se prostra em adoração (Fl 2,10). de ser servo, de amar incondicionalmente manifestando ao mundo a Sigamos com o Senhor para Jerusalém. Não nos iludamos com os face misericordiosa do Divino Pai eterno. aplausos e elogios. Jerusalém é aqui, é todo lugar onde vemos pessoas Pelo contexto que antecede a este trecho lido, podemos reconheinocentes sofrendo, onde vemos pessoas agindo com maldade. Você cer qual é a missão deste servo justo que sofre: mostrar, à custa das está disposto a estar com o Senhor e junto aos seus “preferidos” nesses ofensas recebidas, que o amor do Senhor é eterno e grandioso. De momentos derradeiros de sua vida? fato, o servo é preparado pelo Senhor para a missão. Ele dá ao servo a capacidade de falar como alguém que aprende dele, para que possa Leitura Diária levar o conforto ao povo; abre-lhe os ouvidos para que aprenda, como discípulo, a transmitir o que ouviu, e lhe dá proteção. O servo de Deus, Dia 11: Is 42,1-7; Sl 26; Jo 12,1-11 por sua vez, para não trair o conteúdo da mensagem, aceita toda forma Dia 12: Is 49,1-6; Sl 70; Jo 13,21-33.36-38 de sofrimento, ofensa e desprezo. Dia 13: Is 50,4-9a; Sl 68; Mt 26,14-25 A PAIXÃO DO SENHOR O relato da paixão está entre os textos bíblicos mais comoventes e dramáticos. O processo contra Jesus, levando-o à morte, desmascara a estrutura iníqua instalada em Jerusalém. Mostra também que Jesus é a testemunha qualificada do Pai para salvar a humanidade. Ele é o verdadeiro servo que sofre e permanece fiel à missão que lhe foi confiada. Ele é capaz de cumprir fielmente o projeto divino.
Dia 14 (Quinta-feira Santa): Ex 12,1-8.11-14; Sl 115; 1Cor 11,23-26; Jo 13,1-15 Dia 15 (Sexta-feira da Paixão): Is 52,13 - 53,12; Sl 30; Hb 4,14-16; 5,7-9; Jo 18,1-19,42 Dia 16 (Vigília Pascal): Gn 1,1 – 2,2; Ex 14,15-15,1; Is 54,5-14; Is 55,1-11; Br 3,9-15.32-4,4; Ez 36,16-17a.18-28; Sl 103; Sl 15; Sl 29; Is 12,2-3.4bcd.5-6; Sl 18; Sl 41; Gn 22,1-18; Lc 24,1-12; Rm 6,3-11; Sl 117 Ano XXVI - nº 279 - Abril de 2022
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“Buscai as coisas do alto” Páscoa na Ressurreição do Senhor | 17 de abril de 2022 Leituras: At 10,34a.37-43; Sl 117(118); Cl 3,1-4; Jo 20,1-9 Tendo passado pelo tempo quaresmal e vivido o Tríduo Pascal, com a esperança renovada, a Liturgia convida a voltarmos nosso olhar e coração para o alto, aspirando as coisas celestes e não as terrestres. A Ressurreição de Cristo Nosso Senhor é a certeza de nossa redenção, razão e motivo para todo cristão ser autêntico discípulo-missionário. Na presença do Ressuscitado, iluminados pela Palavra e alimentados pelo Pão, somos enviados a falar com sabedoria e ensinar com amor.
ELE NOS MANDOU PREGAR E TESTEMUNHAR
rindo-se à conversão de vida e a voltar o coração para Cristo, o que é realidade em muitas situações, mas nem todos, que no momento de dor, encontram forças em Deus, têm de fato a coragem de amar e colocar toda sua confiança n’Ele. Para os que amam a Jesus, mesmo que as realidades terrenas vividas não expressam brilho e glamour, têm a certeza de que resplandecerá a glória de Cristo, quando estiverem diante de Deus Pai.
ELES AINDA NÃO TINHAM COMPREENDIDO AS ESCRITURAS
Jesus atraía multidões com seus ensinamentos e milagres. Evangeliza de fato, o cristão que, diante de suas mazelas, Até mesmo os apóstolos, que se tornaram discípulos, e o não mede esforços para viver a fidelidade à Palavra de Deus, auxiliavam na missão, também o admiravam, mas ainda não com a humildade de reconhecer os próprios erros e fracassos, tinham o olhar e o coração completamente voltado para as se arrepender e recomeçar. Quaresma, tempo favorável para coisas do alto. Por isso a dificuldade de compreender com conversão que, quando vivida conscientemente, possibilita o clareza os ensinamentos do Mestre, tanto que manifestaram real sentido de acolher com alegria a vida nova que Cristo nos por diversas vezes a expectativa de gratificação e reconhecitraz, sendo uma graça pessoal que vem de encontro à Salvação mento. Eis um grande ensinamento que a presente Solenidade de cada cristão, e que deve ser celebrada em comunidade. Esta nos dá, mesmo, amando a Palavra de Deus, passando pelo vida nova é para todos, resta apenas que cada um acolha e Calvário, a vida de Cristo só é plenificada em nosso ser quando volte seu coração para o Ressuscitado. É fato que muitos se comungamos da vida nova oferecida pelo Ressuscitado. Vida identificam com os sofrimentos de Jesus no calvário, mas não que vence a morte, que renova nossa esperança e nos fortasentem a alegria da Ressurreição, pois mediante ao mau uso lece na caminhada, mas não nos deixa blindados ao pecado. da liberdade, no dia a dia, e por colocar a esperanças apenas Precisamos, no tempo presente, professar nossa fé em nas realidades deste mundo, se recusam a Cristo Nosso Senhor e Redentor, que - Como tenho vivido o que anuncio? viver a alegria do Evangelho, tornando-se nos envia o Espírito Santo, tornando-nos - O quanto sou capaz de me sacrificar íntimos de Deus Pai. Ao mergulhamos reféns das ilusões terrenas. Eis a imporpara ser fiel a Jesus Cristo? tância de Jesus ter enviado os discípulos, nesse grandioso mistério, nos abriremos - Busco compreender a Palavra e também nos ter enviado, para pregar e para a compreensão do sentido de nossa de Deus, mais do que acalentar o anunciar a Boa Nova à todas as pessoas. existência e do propósito de Deus ao nos coração com ela? É nosso dever evangelizar com palavras, conceder o dom da vida, nos colocando mas principalmente com o modo de viver: no tempo, espaço e circunstâncias em “Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão que nos encontramos. dos pecados” (At 10,42). Tenhamos a coragem nas nossas orações, muito mais do que apresentar a Deus de nossas necessidades, pedirmos A VOSSA VIDA ESTÁ ESCONDIDA, discernimento e força para cumprir com fidelidade e soliciCOM CRISTO, EM DEUS tude à missão que nos foi confiada. Caso contrário podemos São muitas as turbulências e provações diárias que todo até sentir encanto e nos emocionarmos com a Palavra de cristão passa, da mesma forma, os que não creem em Cristo Deus, mas não termos ainda a devida compreensão. Com também passam. A grande diferença está na postura que cada a intercessão da Sagrada Família de Nazaré, possamos falar um assume. Para aquele que coloca a confiança em si mesmo, com sabedoria e ensinar com amor. se apega a tudo que aparenta atender suas necessidades, de Leitura Diária modo que, não tendo o olhar voltado para a eternidade, foge com toda sua força e meios, do sofrimento e da cruz. Já o ser Dia 18: At 2,14.22-33; Sl 15; Mt 28,8-15 humano que, tendo um encontro pessoal com Jesus Cristo, Dia 19: At 2,36-41; Sl 32; Jo 20,11-18 volta seu olhar para o alto, encontra discernimento e coragem Dia 20: At 3,1-10; Sl 104; Lc 24,13-35 de colocar a sua vida a serviço para o bem e a salvação de Dia 21: At 3,11-26; Sl 8; Lc 24,35-48 todos. Assim é como Cristo, que morreu por todos, mas não Dia 22: At 4,1-12; Sl 117; Jo 21,1-14 obrigou e nem obriga ninguém a aceitá-lo. Não poucas vezes Dia 23: At 4,13-21; Sl 117; Mc 16,9-15 ouvimos o adágio popular “Ou pelo amor ou pela dor”, refe44
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Jesus se aproxima: somos felizes 2º Domingo da Páscoa - Domingo da Divina Misericórdia | 24 de abril de 2022 Leituras: At 5,12-16; Sl 117; Ap 1,9-11a.12-13.17-19; Jo 20,19-31
“O que vês, escreve-o num livro”. Na ceprisioneiro comum. Assim como o Espírito - Reconhecemos a lebração deste domingo festivo, a Liturgia rompe com a pedra que fechava o túmulo, misericórdia divina em nosso acontece também no local em que os dispropõe leituras que nos recordam o poderio cotidiano? do infinito amor de Deus: “Jesus veio e se cípulos se encontravam. Certamente com pôs no meio deles”. Temos um Deus que se o coração triste, com saudades do amigo, - Somos felizes por acreditar aproxima, oferece a paz, mostra as mãos e obrigados a refazer seus planos e retomadas sem ter visto Jesus? o lado aos discípulos e para nós também. - O que a dúvida e ausência de de iniciativas. Jesus ressuscitado amplia nossa capacidade Ao verem as marcas das feridas nas mãos Tomé nos ensinam? de ver, sentir e anunciar. É a misericórdia que e no lado, certificaram-se de que estava nos alcança e tem compaixão dos nossos vivo como havia prometido. Ficaram muito sofrimentos, da nossa ausência e oferece o Espírito Santo alegres. A autenticidade da alegria está no fato de ver Jesus e envia os seus discípulos para realizar grandes prodígios. ressuscitado. Não é uma alegria passageira, pois a ressureiEle cuida de todos e dos felizes que acreditam sem precisar ção é para a vida eterna. ver. Porque todo o que crê, reconhece, sente e vive a alegria A PRESENÇA DE JESUS NA AUSÊNCIA DE TOMÉ de amar sem medidas. Tomé, não estando com a comunidade e não tendo CRESCIA SEMPRE MAIS OS QUE visto Jesus ressuscitado, na primeira ocasião permanecem ADERIAM AO SENHOR, PELA FÉ a dúvida e o medo. Nessa situação se encontra o valor da A primeira leitura abre uma janela para a missão: “...pelas comunidade e o caminhar juntos. Tomé deve ter sofrido uma mãos dos apóstolos muitos milagres e prodígios”. O primeiro semana inteirinha por ter ficado ausente da comunidade. Popasso dado é sempre o de Jesus – chamado e envio – e o rém, através de Tomé com a sua dúvida, Jesus nos incluiu na desenvolvimento continua com a possibilidade e capacidaalegria de estar unido ao seu amor misericordioso, dizendo de de ensinar, evangelizar, servir na comunidade em seus que somos felizes por acreditar sem ver. diversos apostolados, sempre com o coração agradecido “MEU SENHOR E MEU DEUS” pela misericórdia Divina: fonte de inspiração e ação. Quando uma obra exige nobreza, precisamos “tocar” A ressureição de Jesus desperta um novo olhar de cultivar na ferida. Como por exemplo, quem tem doente em casa a fé, também o testemunho de vida de quem adere a fé. não nega um auxílio, bem como apoio aos vizinhos que Praticar o que Jesus havia ensinado – viver como irmãos, também precisam de cuidados aos seus doentes. Quem já amando-se uns aos outros – torna-se o destaque. É até perdeu um ente querido sabe se fazer presente e solidário possível observar um revés no comportamento. Uma sona dor de um pai, uma mãe, um amigo que passa por siciedade que estava acostumada a desprezar os doentes de tuação semelhante. Quem já sentiu fome na vida, sempre qualquer enfermidade, passa a trazê-los para o convívio em tem um pedaço de pão reservado para quem pede. Tomé busca de dignidade. abre espaço para que reconheçamos Jesus ressuscitado Talvez nisso consiste a maior cura: os doentes foram presente no próximo, é preciso tocar na ferida, para que a vistos, enxergados, escutados. Despertou na comunidade comunidade amadureça na fé, caso contrário a alegria pode o interesse em livrá-los de diversos males. até não ser autêntica, e a paz não ser uma paz que vem do AQUELE QUE RESSUSCIOU, Espírito. Sejamos gratos a Deus pelo dom da fé em Jesus ESTÁ VIVO E NOS ENCORAJA Cristo, vivo e ressuscitado. A linguagem simbólica na segunda leitura, nos impulsiona a vislumbrar a fortaleza de Jesus Ressuscitado que vive entre Leitura Diária nós, nos mistérios de Deus que vem ao nosso encontro e DIA 25 (São Marcos Evangelista): 1Pd 5, 5b-14; Sl 88; permite ouvir a sua voz: “Não temas! Eu sou o que vive”. Ele Mc 16,15-20 coloca as suas mãos sobre todos os seus e fortalece em DIA 26: At 4,32-37; Sl 92; Jo 3,7b-15 todas as situações. AS PORTAS FECHADAS E JESUS ENTROU Os apóstolos se encontravam com muita dúvida e ainda sobressaltados com o que havia acontecido. Tanta expectativa diante do mestre. Mas, sofreu de morte em cruz como um
DIA 27: At 5,17-26; Sl 33; Jo 3,16-21
DIA 28: At 5,27-33; Sl 33; Jo 3, 31-36 DIA 29 (Santa Catarina de Sena): At 5,34-42; Sl 26; Jo 6,1-15 DIA 30: At 6,1-7; Sl 32; Jo 6,16-21 Ano XXVI - nº 279 - Abril de 2022
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Da noite frustrante do ser humano à aurora da felicidade em Cristo 3º Domingo da Páscoa | 1º de maio de 2022 Leituras: At 5,27b-32.40b-41; Ap 5,11-14; Jo 21,1-19
Estamos no 1º Domingo do tempo da Páscoa, momento de grande alegria, e na primeira leitura deste final de semana observamos um ato de fé expresso pelos Apóstolos diante do Sinédrio. Passagem que dá continuidade ao processo do desenvolvimento da fé à posteridade. Na segunda leitura, vemos a visão de João, já quase ao fim da vida, tendo contato com a eternidade: o Cordeiro e “milhares de milhares, milhões de milhões” que haviam circundando junto ao trono, no que faz referência ao Povo de Deus em seu encontro final. No Evangelho, Cristo aparece uma terceira vez aos discípulos.
própria existência, mas também podemos por um ato da vontade, exercer louvor. É nesta mudança de mentalidade que acontece a adesão à Cristo e em uma caminhada que todos os dias se renova com um sim, já antevendo a Pátria Celeste. DO VELHO AO NOVO HOMEM
Quando Cristo inicia sua caminhada, Ele adentra o barco e ali ensina às multidões sua pedagogia divina. Logo quando terminou pediu a Simão Pedro para que lançasse as redes ao mar. Ao fim da pesca, quando as redes se rompiam tamanha quantidade haviam conquistado, Cristo faz DA ESTAGNAÇÃO À DECISÃO IMEDIATA POR CRISTO de seus discípulos pescadores de homens. Os discípulos de Cristo, agora chamados Apóstolos Agora, ao fim de toda a caminhada terrena, Jesus apamostram a força e coragem diante dos desafios aprerece do lado de fora, às margens do mar de Tiberíades. sentados. Primeiro pela ousadia de apresentar a ação de No entanto, do mesmo modo, passam a noite sem nada Cristo perante o povo em espaço hostil – no território dos pescar. Semelhante deve ter sido a frussumos sacerdotes –, que aqui se encara - Quando nos aparecem as angústias tração dos discípulos naquele momento, com a ousadia promovida pelo encontro talvez, rememorando o que acontecera da vida, como pretendemos lidar com profundo de Jesus que os impele a tal. anos atrás. elas? Ademais, as palavras proferidas por Um detalhe que aparece no Evangelho - Para a obediência, exige-se antes, Pedro – agora pedra na qual fundamende João, diferente dos outros evangelisestarmos cientes e focados no ta-se a Igreja – não são compreendidas tas, é o modo como propõe a transição pelos chefes religiosos; aqui vemos que Senhor. Tenho tirado momentos para da noite para o dia, logo no versículo 4, aqueles que não se dispuseram à entreesta experiência? nos é mostrado que de um corte para o ga verdadeira não podem compreender outro, já amanhecera. Este ponto pode - Como estamos nos preparando a ação de Cristo em seus servos, pois nos trazer a seguinte reflexão de um para, na Páscoa, aproveitarmos o a ação divina muitas vezes nos parece modo espiritual e existencial: este perímomento oportuno para estarmos estranha, justamente por não compreodo da “madrugada frustrante”, pode nos com o senhor, na presença dos endermos que Deus age de maneiras dizer da condição humana de fragilidade diversas para atrair os outros a si. irmãos? ante o mundo que nos cerca, e o quanto Por fim, vemos a alegria mesmo pode ser vazio os esforços humanos diante daquilo que é a violência: “Os Apóstolos saíram do quando, sem o auxílio divino do qual desfazemos, procuConselho, muito contentes, por terem sido considerados ramos realizar-nos sozinhos. A escuridão reflete o vazio dignos de injúrias (...)” (At 5,40ss). Eis a ação divina, mesda existência sem sentido, já a falta dos peixes reflete a mo no desafio, na turbulência da existência, é motivo de impotência humana, quando sem Deus, vamos tentado contentamento e de consolação. nos realizar aqui já nesta terra. Observemos nossos movimentos interiores, e tomemos por decisão a livre POLIS ETERNA: CAMINHO FINAL DOS FILHOS DE DEUS vontade de escolha pelo Cristo, pois aí é já a vida eterna começada perante os percalços da vida. Na segunda leitura, João apresenta a visão beatífica em que milhares de milhares, se colocam na presença do Cordeiro; eis o fim da jornada à qual todos somos chamados a participar, ao fim da caminhada que – depois das experiências humanas à luz da transformação de caráter com Cristo –, tem como resultado o regozijo e a bonança. João nos descreve, através de sua experiência mística da visão sobre o Céu, que todas as criaturas louvam e dão Glória ao Cordeiro que no trono se senta, desta mesma maneira nós, aqui já na Terra, louvamos à Deus por nossa 46
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Leitura Diária Dia 2/05: At 6,8-15; Sl 118; Jo 6,22-29 Dia 3/05 (São Felipe e São Tiago, Apóstolos): 1Cor 15,1-8; Sl 18(19A); Jo 14,6-14 Dia 4/05: At 8, 1b-8; Sl 65; Jo 6,35-40 Dia 5/05: At 8,26-40; Sl 65; Jo 6,44-51 Dia 6/05: At 9,1-20; Sl 116; Jo 6,52-59 Dia 7/05: At 9,31-42; Sl 115; Jo 6,60-69
Liturgia
Tríduo Pascal: a celebração da fé No artigo anterior tratamos da Quaresma, tempo que inicia o ciclo da Páscoa. Vamos aqui tratar do Tríduo Pascal que vai da Ceia de quinta-feira até o sábado de noite. O coroamento deste tríduo é a Vigília Pascal, em que se celebra a Ressurreição de Cristo. A Páscoa nunca foi um dia de celebração apenas, mas sempre compreendida no tríduo, de Quinta-feira Santa ao Sábado de Aleluia. Já no século II aparecem notícias de jejuns preparatórios, inicialmente, jejum na sexta-feira, depois na sexta-feira e sábado, até a semana inteira e, finalmente, pelo século IV, 40 dias como “Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado” (1Cor 5,7) preparação ao Tríduo Pascal. A Semana Santa é o tempo mais séculos, vai recordar aquela ceia de Jesus intenso de reflexão sobre o Mistério da com os discípulos e é o momento de Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. participação da oferta que Cristo fez de Esta semana chega ao seu ponto alto no si mesmo ao Pai. Tríduo Pascal. Nesta celebração realiza-se o rito O TRÍDUO PASCAL A Igreja celebra todos os anos os grandes mistérios da redenção humana, desde a missa vespertina da Quinta-feira até às vésperas do Domingo da Ressurreição. Este espaço de tempo é chamado o “tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado” e também Tríduo Pascal, porque com a sua celebração se torna presente e se cumpre o mistério da Páscoa, isto é, a passagem do Senhor deste mundo ao Pai. Com a celebração deste mistério a Igreja, por meio dos sinais litúrgicos e sacramentais, associa-se em íntima comunhão com Cristo seu Esposo (Carta circular “paschalis sollemnitatis”. A preparação e celebração das festas pascais, nº 38). QUINTA-FEIRA SANTA O Tríduo Pascal inicia com a celebração da Ceia ao cair da noite, na qual as comunidades recordam a instituição da Eucaristia e do sacerdócio. Foi na Última Ceia, na Quinta-feira Santa, que nasceu a nossa missa. A missa, até o fim dos 50
aos apóstolos na Quinta-feira Santa. O sacerdócio e a Eucaristia estão profundamente unidos. O sacerdote representa a Cristo especialmente na celebração eucarística. A Eucaristia é até a última geração, a presença do dom de Cristo aos homens. A Eucaristia, diz o Concílio Vaticano II, é a “renovação da Aliança do Senhor com os homens, ela solicita e estimula os fiéis para a caridade de Cristo” (SC 10). SEXTA-FEIRA SANTA
É o dia do grande silêncio da Igreja. Desde sempre não há celebração eucarística nesse dia. Por ser o dia da Paixão de Cristo, a Sexta-feira Santa foi sempre um dia de jejum e de participação na dor da Paixão. Visa preparar a Vigília Pascal e introduzir mais intensamente no Mistério da Páscoa. Neste dia o centro não é a Eucaristia, do Lava-pés, gesto que Jesus fez aos mas a cruz. Por isso, “é recomendada seus discípulos, na Última Ceia. É outra a celebração comunitária do ofício da manifestação do amor de Jesus, a lição leitura e das laudes matutinas na Sextado serviço. A Eucaristia e o Lava-pés -feira da Paixão do Senhor, e também no têm o mesmo significado de serem um Sábado Santo” (Carta circular “paschalis sinal do amor total de Nosso Senhor à sollemnitatis”. A preparação e celebração humanidade. das festas pascais, nº 40). Na Celebração da Instituição da EucaA celebração principal deste dia é ristia e do Sacerdócio, Jesus, juntamente das 15h em que, segundo a tradição, com os seus discípulos, antecipa de forma Jesus morreu. Esta Liturgia sacramental o que vive na consta de quatro ritos: a A Semana Santa é o sexta-feira Santa. No pão tempo mais intenso de Liturgia da Palavra, a solene e no vinho da Quinta-feira reflexão sobre o Misté- Prece dos Fiéis, a veneração Santa, Jesus dá a sua vida da Cruz e a distribuição da rio da Paixão, Morte e de forma incruenta (sem Ressurreição de Jesus. Sagrada Comunhão. derramar sangue). Na SexA Carta Circular da ConEsta semana chega ta-feira Santa, Ele o faz de gregação para o Culto Diviao seu ponto alto no forma cruenta (derramando no que trata da preparação Tríduo Pascal. o seu sangue). e celebração das festas Na Quinta-feira Santa pascais, prescreve que nesta celebração: Jesus dá um mandamento aos seus “apresente-se a cruz à adoração de cada apóstolos: “Fazei isto em memória de um dos fiéis, porque a adoração pessoal mim”. Quer dizer: os Apóstolos, a partir da cruz é um elemento muito importante daquele momento tinham o mandato de desta celebração. No caso de uma asCristo de realizarem o que Jesus mesmo sembleia muito numerosa, use-se o rito fizera. Hoje, o padre e o bispo, pelo sacrada adoração feita contemporaneamente mento da Ordem que receberam, fazem por todos” (nº 69), e ainda, “use-se uma em nome de Cristo, o que Ele fez junto
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Liturgia única cruz para a adoração, tal como o requer a verdade do sinal” (Idem). Outra celebração da Sexta-feira Santa à noite é a via-Sacra, a procissão de Nosso Senhor morto e procissão de Nossa Senhora das Dores. A Sexta-feira Santa é dia de jejum e abstinência de carne.
com os afazeres da casa, da preparação da festa. Seria bom reavivar o sentido deste dia em nossas comunidades: o despojamento total de Cristo, a entrega por inteiro ao Pai. O Sábado Santo é um dia em que as vivências das celebrações da Quinta-feira Santa e da Sexta-feira Santa encontram SÁBADO SANTO espaço de serem revividas na mente e no No Sábado Santo as comunidades não coração dos cristãos. Ao mesmo tempo, têm celebração, mas vivem recolhidas revisam suas vidas, suas ações e projetos à em silenciosa expectativa da Ressurrei- luz destes fatos. O Cristo que partiu o pão ção do Senhor. Como se prescreve para dando a si mesmo na Quinta-feira Santa, a Sexta-feira Santa, recomenda-se a ce- o Cristo que morreu entregando-se totallebração comunitária do Ofício da Leitura mente ao Pai na Sexta-feira Santa, está e das laudes matutinas no Sábado Santo” presente. Toda esta realidade é celebrada (Carta circular “paschalis sollemnitatis”. e revivida, chamando ao compromisso do A preparação e celebração das festas cristão no seguimento de Cristo. Assim, pascais, nº 40). prepara-se a Vigília Pascal, A celebração da Vigília momento solene do Tríduo Os sentimentos dos é a maior celebração discípulos de Jesus eram Pascal. que a comunidade faz. certamente vivos e proVIGÍLIA PASCAL A celebração da Vigília fundos: uma mistura de esperança e de incerteza É a celebração solene e Pascal é muito rica em neste sábado tão único festiva que a comunidade ritos e símbolos. na história, após a Sextafaz ao cair da noite do Sá-feira Santa. Quando as comunidades bado Santo ou mesmo durante aquela organizaram sua vida, nos primeiros noite. É uma vigília. Santo Agostinho a séculos, o Sábado Santo era reservado chama “a mãe de todas as vigílias”. A para a preparação final dos que iriam ser comunidade, como os Apóstolos, rebatizados e com eles toda a comunidade úne-se com grande fé, celebra os ritos se preparava com jejuns. que recordam a gloriosa Ressurreição Hoje, nossas comunidades prosse- de Cristo. Celebram a Eucaristia e, mesguem a vivência deste dia como um dia mo, o Batismo e a Crisma, pois o Cristo de concentração, mas não acontecem ressuscitado continua vivo e atuante no programações especiais, atividades meio de sua comunidade. comunitárias que preparem a Páscoa, A Ressurreição de Cristo é o fundadurante o dia. O que se percebe é que mento de nossa fé cristã (1Cor 15,14). Ela as comunidades estão voltadas para a é a grande prova que Jesus nos deu de cerimônia da vigília da noite, ou do cair que era o Filho de Deus. Por isso, desde da tarde. As famílias estão preocupadas o início do cristianismo a Vigília Pascal
é celebrada na noite de sábado, após a Sexta-feira Santa e tinha uma importância central para as primeiras comunidades. Reuniam-se ao anoitecer de sábado, prolongando a celebração até a madrugada do domingo. Hoje, a Igreja nos convida a celebrar a Vigília da Ressurreição, se possível, sábado à noite. A celebração da Vigília é a maior celebração que a comunidade faz. A celebração da Vigília Pascal é muito rica em ritos e símbolos. Consta de cinco grandes ritos, porém, todos voltados para o Cristo que ressuscita glorioso: a bênção do fogo, o Círio Pascal, leituras da Palavra de Deus, a bênção da água batismal e a renovação das promessas do Batismo e a missa da Ressurreição. É importante durante a semana Santa motivar a comunidade para a participação dessa celebração, explicando o seu sentido de coroamento e centro do tempo pascal. TEMPO PASCAL É o tempo que vai do Domingo de Páscoa a Pentecostes. É desejo da Igreja que esses 50 dias entre a Ressurreição e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados como se fossem um só dia de festa, como um grande domingo. A Liturgia desse período celebra o acontecimento pascal da Paixão, Morte, Ressurreição e Glorificação de Cristo de forma intensa e renovada, centralizando-se no Cristo vitorioso, ressuscitado. O TEMPO PASCAL INCLUI A OITAVA DE PÁSCOA São os oito primeiros dias do Tempo Pascal. Na Igreja Antiga a semana da Páscoa era dedicada a aperfeiçoar a formação espiritual dos batizados da noite de Páscoa. Todos os dias reuniam-se os batizados, padrinhos e a comunidade para penetrar mais profundamente nos três sacramentos recebidos na noite de Páscoa (Batismo, Crisma e Eucaristia), celebravam a Eucaristia. Na homilia explicava-se a realidade íntima e profunda do renascimento para a vida em Cristo pelo Batismo, a união no Espírito Santo e o alimento celeste da Eucaristia. Outras celebrações fazem parte do Tempo Pascal, mas isto é assunto para o próximo artigo. Pe. Sérgio Augusto Rodrigues
O Círio Pascal recorda que Cristo é a luz do mundo
Assessor diocesano da Pastoral Litúrgica Ano XXVI - nº 279 - Abril de 2022
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Catequese
Lugares privilegiados da Catequese É necessário que a Catequese se utilize das novas conquistas tecnológicas e pedagógicas para o anúncio da Palavra, bem como aqueles espaços que já existem como lugares de Catequese para o anúncio do Evangelho. O apóstolo Paulo, na cidade de Atenas, observa o ambiente, entra em contato com o povo e com as pessoas influentes. Estabelece um confronto com o modo de pensar da época e aproveita o espaço para o anúncio do Deus verdadeiro (cf At 17,16-34). Na família, nos encontros e na comunidade a Catequese se realiza na vida cristã O mundo moderno oferece uma infinidade de oportunidades dramas diários, elas continuam sendo para que eles possam sentir e ver na Igreja estímulos para serem melhores e no que se refere à evangelização de pes- lugares privilegiados para a gestão crescerem na fé, independente do amsoas. Os espaços são muitos e também dos fundamentos no que se refere biente doméstico nos quais eles vivem. desafiadores, sobretudo nas cidades aos valores cristãos e humanísticos, enriquecidos pelo Evangelho. Porém, Como missionária que é, a Igreja vai ao onde a Catequese precisa descobrir propostas de apresentar o Evangelho se faz necessário buscar meios para ir encontro de todos aqueles que mais de novas maneiras, incentivando as ao encontro das famílias que de algum precisam de cura, salvação e esperança. pessoas a descobrirem os apelos de modo se encontram fragilizadas e que A COMUNIDADE CASA não correspondem aos nossos ideais e Deus nesse mundo moderno. A Igreja no Brasil, em sua ação evanNossa sociedade tem como anseio ajudá-las naquilo que elas têm de positiuma vida mais justa e também a soli- vo, vivendo de uma maneira no que elas gelizadora, assume o compromisso de dariedade e a sensibilidade diante do têm de melhor. A família hoje exige que formar comunidades que vivam como clamor em situações como a fome e a a Catequese seja acolhedora e criativa casa da Palavra, do Pão, da Caridade e miséria, sem descuidar, no entanto, com e que, dentro das condições objetivas da Ação Missionária. Enquanto “casa” a ecologia que são aspirações presentes de cada pessoa, provoque a esperança essas comunidades são espaços de hoje em dia que podem despertar para mostrando assim a sua face acolhedora. encontro, da ternura e solidariedade. Apesar de todas as dificuldades É urgente que se abram as portas para um caminho de fé. “A Catequese se encontra hoje num cenário tão desafiador encontradas, os pais são os principais acolher nossos irmãos em um mundo quanto o de Paulo, na Grécia antiga, responsáveis pela educação de seus em que se alastra o individualismo, a que é o de levar os catequizandos a um filhos, são os primeiros educadores na violência e o medo, bem como relações encontro verdadeiro, pessoal e conse- fé e isso faz com que a Igreja seja im- descartáveis e efêmeras e os espaços quente com Jesus Cristo. A Conferência pulsionada ao trabalho evangelizador e físicos cada vez menores e virtualizados pastoral, com todas as formas de vida se tornam menos vivenciais. de Aparecida apresentou também o Neste contexto, ser comunidade é, descortinar desse horizonte amplo em familiar. É com humildade que ela ofeque vivemos; hoje o discípulo missioná- rece todo seu apoio para o crescimento em si, profecia. Nossas comunidades rio precisa ser incentivado a fazer o que das relações humanas de qualidade precisam, com certa urgência, se transPaulo fez, ter um espirito missionário” favorecendo assim o crescimento na formarem num oásis de misericórdia e (CNBB, O desafio da Catequese urbana fé, no amor e na solidariedade, criando orar com profundidade e mergulhar no a partir do Apóstolo Paulo – Malu Aze- dessa maneira um ambiente sadio para Sagrado Mistério revelado pelo amor do Pai, e deixarmos de burocratização vedo Rosa, coordenadora da Comissão as futuras gerações. Existem muitos jovens que não que afasta as pessoas e caminharmos Arquidiocesana de Catequese de Belo podem contar com a família e é nesse para um compromisso de transformar Horizonte). momento que catequistas, sensíveis e onde estamos em um lugar de encontro FAMÍLIA COMO IGREJA DOMÉSTICA bem preparados, se fazem presentes com Deus. Esse encontro com Deus Muito embora as famílias vivam seus para ouvir crianças, jovens e adultos se dá na celebração cheia de vida, no 52
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Catequese silêncio que permite a escuta e na ser visto como um irmão, imagem de harmonia que revela a plena beleza de Deus. Acolher um irmão é ver nele alDeus. O encontro com Deus é também guém que partilha de um só destino. A intermediado pelo encontro com o este propósito, nos exorta o apóstolo irmão que tem nome, história, dores, Paulo: “Que o amor fraterno nos uma alegrias, sonhos, conquistas e deseja uns aos outros com terna afeição, ser acolhido tornando-se presença estimando-vos reciprocamente” (Rm significativa na vida da comunidade. O 12,20). Em nossas comunidades devePapa Francisco nos lembra mos ter como marca da A família hoje exige como a comunidade pode fraternidade a empatia, que a Catequese seja ser lugar de encontro com a afetividade e a ternura acolhedora e criativa e para com nossos irmãos, Deus e com os irmãos, é que, dentro das condi- que promove o que o espaço de santificação: “A comunidade que guarda ções objetivas de cada Papa Francisco chama os pequenos detalhes do “Revolução da ternura” pessoa, provoque a amor é na qual os memesperança mostrando (EG, nº 88). Devemos bros cuidam uns dos oudespertar a linguagem da assim a sua face acotros e formam um espaço proximidade bem como lhedora. aberto e evangelizador e a linguagem de um amor lugar da presença do ressuscitado que desinteressado, promovendo assim vai santificando segundo o projeto do uma relação existencial que toca o coPai” (GE, nº 145). ração das pessoas e também a vida que desperta esperança e desejos como LUGAR DE TERNURA E nas comunidades primitivas (At 4,32). PORTAS ABERTAS Devemos nos empenhar em ser um Nossas comunidades precisam ser lugar de encontro fraterno a exemplo um lugar onde o foco principal seja o dos primeiros cristãos, por comungarabraço e o afeto e que o outro possa mos do mesmo Pão na Eucaristia, na Pa-
lavra e na vida; o caminho que trilhamos deve ser de afeto mútuo; devemos nos interessar pelo outro de maneira tal que tire toda a apatia e a dor de seu irmão e nada que diga respeito à alegria e a dor do outro pode nos ser indiferente (Lc 10,25-37; 16,19-31) “Se alguém possui riquezas nesse mundo, e vê seu irmão passar necessidade, mas diante dele fecha o seu coração, como pode o amor de Deus permanecer nele?“ (1Jo 3,17). A Catequese não pode ser desencarnada da história. Sua missão é contribuir para a formação do cidadão, justo, solidário e fraterno, corresponsável pelo país em que vive bem como o planeta terra e através da enculturação. Cabe à Catequese adaptar-se aos diversos grupos humanos, negros, indígenas, mestiços, crianças, jovens, idosos, homens, mulheres, e pessoas com deficiência, radicados nos mais diversos lugares seja cidade, periferia, campo ou qualquer outro lugar. Airton Fernandes Balieiro Membro da coordenação diocesana da Animação Bíblico-catequética
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Juventude
Juventude e rebeldia “Os jovens estão todos perdidos”, “A juventude hoje não quer nada com nada”, “Não lhes dê ouvidos, são jovens”, “Jovens não são comprometidos”. Você já ouviu alguma dessas falácias ou já proferiu algumas delas? Em caso positivo, você já parou para refletir de onde vem esse pré-julgamento e se você, alguma vez, proporcionou situações para o jovem de sua convivência poder demonstrar comportamentos distintos? Assim, te questiono: como anda o relacionamento do jovem na sua comunidade? Os jovens têm protagonismo? Você os incentiva e dá espaço para serem ouvidos? O jovem é bem aceito e incluso em sua comunidade? Como membro de uma organização juvenil, me vem um grande desafio de reerguer um movimento que está defasado por falta de participação da juventude. Dentre os questionamentos do porquê dessa falta de jovens no meio religioso, acredito que um dos principais motivos é que, muitas vezes, a juventude se sente calada e oprimida, sendo excluída dentro da comunidade e dos meios eclesiais. Uma das alegações que mais ouvimos são que “jovens são rebeldes”. Bem, vamos analisar a fundo: os jovens tendem a ver o mundo de forma diferente, nem por isso errada. O mundo está em constante evolução, e se prender ao passado cega para os novos desafios e causas pelas quais os jovens lutam. A opressão às novas ideias e ideais, muitas vezes trazidos ao âmbito religioso pelos setores mais jovens, não apenas desestimula sua participação na comunidade como também impede o desenvolvimento de novas abordagens e perspectivas que a juventude traz como contribuição para a Igreja. A “rebeldia” nos jovens não é um crime. É uma forma de expressar sua insatisfação com a realidade que proclama querer mudar o mundo e está frustrado por não saber como. Controlar ou emancipar a juventude não é a solução. É necessário, sim, orientar a juventude e supervisionar seu trabalho. No entanto, 54
Jovens devem ser incentivados nas comunidades de fé
controlá-la ou excluí-la não é a solução. O inconformismo, que caracteriza os jovens, é a força de novas energias que move o mundo, mas também algo que incomoda os já acomodados. Dessa forma, a juventude tem muito a contribuir no sentido de ampliar interpretações e, principalmente, buscar alternativas ao que os desagrada. A violência e a agressão, em forma de rebeldia, não podem ser toleradas. Por sua vez, rebeldia saudável e protagonismo são ingredientes indispensáveis para fomentar as renovações de que a sociedade precisa. Mas a opção é da sociedade: apostar e empenhar-se na emancipação e inclusão da juventude ou considerá-la como constante ameaça contra a ordem social. Os jovens resistem e mantêm acesa a ideia de mudar o mundo. Tendo que ser fortes para ter sonhos e querer realizá-los, ser ousado mesmo sentindo medo, e poder se reinventar quando necessário. É preciso aumentar a disposição para o diálogo e a escuta com os jovens, procurando compreender os desejos, sonhos, medos e angústias que os movem. Entidades e igrejas surgiram porque compreenderam que o jovem quer, precisa e pede apoio. Esse apoio deve ser realizado por meio do protagonismo juvenil; a arte e a espiritualidade, como
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formas de potencializar as energias da juventude. Com oportunidades a juventude toma os melhores caminhos. Aliás, os jovens nunca dispensaram atitudes de apoio, escuta, compreensão e orientação. Como nos relatos de Jesus na bíblia, que ocorrem em meio à sua juventude nos sinalizando em ações de rebeldia para com as normas da época, nos fazem refletir sobre assunto que muitas vezes achamos estar corretos. Um exemplo disso é a passagem com a mulher adúltera prestes a ser apedrejada e Ele fez com que o pessoal da época mudasse seus pensamentos sobre o ato. Outro exemplo disso no milagre onde fez um cego enxergar. Nem sempre um ato de rebeldia é um ato não pensado e sim uma defesa de uma visão diferente do mesmo propósito. Assim, é errôneo pensar que o jovem é a esperança do amanhã. O jovem é a esperança do agora para, no tempo presente, agir e beneficiar a comunidade e a Igreja. Mas, para isso, ele precisa ter espaço para expor suas ideias e conceitos e ser levado a sério, como parte significante, atuante e pensante da sociedade que participa. Eliane Leal da Silva Coordenadora diocesana da Pastoral da Juventude
Cursilho
Formação, um dos pilares do MCC A formação é um dos três pilares do Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) que somada à oração e à ação formam a base de sustentação para a caminhada dos cursilhistas. Fortalecendo esse pilar, 16 cursilhistas representaram a Diocese de Toledo no 14º Encontro Regional de Formação que aconteceu em Ponta Grossa, entre os dias 12 a 14 de novembro de 2021 com o tema “Onde todos somos irmãos”! Deste evento, temos a base que inspira as ações do Movimento ao longo de 2022, as quais partilharemos com você neste espaço mensal do MCC na Revista Cristo Rei. Vamos acompanhar uma síntese dos principais tópicos de reflexão que formam o contexto missionário do cursilhista no mundo em que vivemos. O SER HUMANO E O MUNDO CONTEMPORÂNEO Aqui estudamos “O que rege o comportamento humano?”, “Como se da nossa percepção do cotidiano?”, e “Como esses padrões se transformam ao longo do tempo”? Tudo depende do lugar que ocupamos no mundo. O mundo nos dá inúmeras possibilidades, e nós como construtores da história e da sociedade, precisamos discernir para escolher que lugar ocuparemos. Para discernir precisamos estudar, nos reciclar, entender melhor a dimensão humana e o sentido da nossa vida. Para discernir precisamos também de um propósito de vida, que serve de parâmetro entre o certo e o errado. Qual o nosso propósito de vida? Ele se restringe ao sucesso profissional/social? Ou está centrado em Deus/na eternidade? POR UMA IGREJA SINODAL, COMUNHÃO, PARTICIPAÇÃO E MISSÃO! Estamos vivendo um tempo sinodal que se iniciou em 2021 e se estenderá até 2023 com o tema “Para uma igreja sinodal - comunhão, participação e missão”. “Sínodo” significa caminhar juntos, objetiva escutar juntos o que o Espírito diz à Igreja, e adaptar a doutrina a realidade dos tempos, esse em especial, abre a nós leigos a possibilidade direta 56
Aqui pudemos nos aprofundar nesses conceitos e entender como o Movimento pode nos ajudar nesse caminho. QUARTO DIA EM NOVOS TEMPOS: ESTRATÉGIAS E MUDANÇA DE MENTALIDADE Nesse tema aprofundamos a dinâmica de vida do mundo atual e como podemos, através do nosso carisma, obter êxito na evangelização desses ambientes. O CARISMA, ESSÊNCIA, FINALIDADE E METODOLOGIA DO MCC
Cursilhistas da Diocese de Toledo no Encontro Regional de Formação
de sermos ouvidos. Nesse sentindo, nos foi apresentado de forma profunda toda a dinâmica desse Sínodo, nos posicionando sobre a importância de nossa participação nesse momento de atualização da nossa Igreja. MCC, O NOVO COMEÇO! Aqui refletimos sobre os impactos da pandemia nas ações do Movimento de Cursilhos. O Cursilho tem uma organização hierárquica muito bem definida que rege os caminhos do Movimento, sempre alinhados às diretrizes e documentos da nossa Igreja. Assim, nesse momento, fizemos uma profunda reflexão sobre: “Onde estávamos? Para onde íamos? Onde estamos? Para onde vamos agora”? Refletimos sobre os aprendizados que a pandemia nos trouxe e os pontos que precisamos fortalecer para que o Movimento fique mais preparado para enfrentar futuros desafios. MCC, CAMINHO DE SANTIFICAÇÃO: ONDE TODOS SOMOS IRMÃOS Nesse item, estudamos “O que entendemos por santidade?” e “O que está a favor ou contra a santidade no mundo atual”?
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Para finalizar, fizemos um retorno à essência. Existe um grande incentivo vindo das lideranças nacionais e regionais para que aumentemos nosso foco no real carisma, essência, na finalidade e no método do MCC. Nesse sentido estudamos cada um desses tópicos e discutimos sobre como podemos fortalecer esse carisma nas nossas dioceses. Levando em conta a importância dos temas e buscando manter os cursilhistas da nossa Diocese de Toledo atualizados, trouxemos uma equipe do Grupo Executivo Regional (GER) para nos dar um encontro de formação, agora em nível diocesano, com a essência de todos esses assuntos. O encontro ocorreu no dia 6 de fevereiro último, em Toledo, e contou com a participação de cursilhistas de todos os setores. Foram momentos muito especiais, de muito aprendizado, espiritualidade e convivência com pessoas com o mesmo propósito de vida: a santidade. Esses momentos de estudo são fundamentais tanto na nossa vida pessoal quanto comunitária. O estudo nos aproxima pessoalmente de Deus e, no âmbito comunitário, ajuda nossos movimentos e pastorais a evangelizarem sempre em unidade com os ensinamentos da nossa Santa Mãe Igreja. Rafael Hirata, Giani Verdi, Josiane Bucalão e Marcos Hawerroth Cursilhistas da Diocese de Toledo
EFV
Estou endividado: por onde começar? No segundo artigo do ano em nossa coluna do Educação Financeira para a Vida vamos falar sobre um tema que vêm assombrando a vida de muitos brasileiros: o endividamento! A última pesquisa sobre a temática divulgada no mês de fevereiro pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) traz um título alarmante: “Total de famílias com contas atrasadas é o maior em 12 anos”. De acordo com essa pesquisa, 76,6% das famílias brasileiras estão em situação de endividamento e 27% delas estão inadimplentes. Diante desses dados é fundamental esclarecer alguns conceitos, principalmente a diferença entre endividamento e inadimplência. Quando compramos algo a prazo, parcelamos, financiamos um imóvel, estamos assumindo uma dívida. Uma pessoa pode ter dívidas de forma planejada e respeitando o seu orçamento. Já a inadimplência ocorre quando não se honra uma dívida, ou seja, quando deixamos de pagar alguma conta. Em geral, entende-se por inadimplência, uma dívida que está atrasada por mais de 90 dias. Há ainda o superendividamento que acontece quando as dívidas de uma pessoa se acumulam e aumentam tanto que o valor delas supera a sua renda mensal. Nessa situação, não é possível pagar as dívidas e ter condições de pagar as despesas cotidianas ao mesmo tempo. Infelizmente, o superendividamento está atingindo muitos brasileiros. Se você está endividado ou conhece alguém que está passando por essa situação, preparamos algumas dicas práticas: - Não existe mágica! É necessário cuidado e muita prudência pois nesses momentos a vontade de se livrar da dívida pode fazer com que a pessoa caia em golpes e esquemas de pirâmides. Atenção! Não caia em promessas falsas de ganho fácil e rápido de dinheiro. 58
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Planejamento evita que dívidas produzam efeito dominó e atinjam o devedor e sua família
Esta é a primeira tentação que você deve evitar; - Faça uma lista de todas as suas dívidas: coloque-as em ordem, da mais alta para a mais baixa; - Olhar as dívidas pode trazer desconforto e desespero, mas é necessário descobrir qual o valor principal de cada dívida, isto é, qual era o seu valor antes dos juros (se necessário consulte uma ajuda profissional para essa etapa); - Escolha uma dívida para iniciar a negociação (primeiro a mais simples, depois a mais complexa) e pague uma dívida de cada vez, a sensação de alívio ao começar a pagar as dívidas lhe dará força para vencer o endividamento; - Se possível, junte dinheiro para quitar a dívida à vista, ou busque um crédito mais barato para quitar a dívida anterior. Aqui tome muito cuidado com a aquisição de novas dívidas, certifique-se que os juros são realmente menores e que vale a pena, pois geralmente, por falta de organização e conhecimento embarcamos em novos processos de endividamento e nossa vida financeira vira uma bola de neve; - Faça renda extra para conseguir pagar as suas dívidas. Use a criatividade a
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seu favor. Leve em consideração aquilo que você sabe fazer bem feito, ou o que muitos elogiam em ti. Coisas simples do cotidiano podem ser fortes aliados na construção de renda extra. Fazer pão, doces, vender coisas paradas em casa, trabalhos nos finais de semana, freelance, passear com cachorros, e muitos outros serviços; - Não tenha medo ou vergonha de renegociar! Procure a empresa com quem você tem dívida para negociar e pedir descontos; - Se você estiver superendividado, você pode recorrer à Lei do Superendividamento. Para isso, deve procurar ajuda, primeiramente nos Órgãos de Proteção ao Consumidor (Procon) ou, caso não seja possível por esta via, procurar a Justiça Estadual. EDUCAÇÃO FINANCEIRA, POLÍTICAS PÚBLICAS E INCLUSÃO O endividamento pode parecer um problema pessoal e familiar, mas ele prejudica a economia e o desenvolvimento do país como um todo. Por isso, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também recomenda aos países que integram esse grupo, que fortaleçam
EFV seus programas e projetos voltados à Educação Financeira no sentido de evitar o superendividamento de suas populações. Uma das recomendações é a de que as Instituições Financeiras, como por exemplo os bancos, devem além de fornecer informações e orientações sobre questões financeiras também promover a conscientização financeira dos clientes, especialmente para compromissos de longo prazo que representem uma parcela substancial de sua renda atual e futura. Além das instituições privadas, a OCDE também destaca a importância de campanhas nacionais organizadas pelo governo para instruir e educar os cidadãos sobre riscos financeiros e formas de se proteger contra eles por meio de instrumentos adequados de poupança, seguro e educação financeira. A Economia de Francisco, movimento global de jovens convocados pelo Papa Francisco para construírem novas economias, também salienta a importância de pensarmos em maneiras de
combater o endividamento e consequentemente a pobreza e o subdesenvolvimento. Dentre os compromissos assumidos pelos jovens participantes deste evento-processo, formalizado na Carta Aberta (Novembro de 2020 durante evento online), vale destacar: “Sejam fundadas novas instituições financeiras mundiais e sejam reformadas as existentes (Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional) em um sentido democrático e inclusivo para que ajudem o mundo a se reerguer das pobrezas, dos desequilíbrios produzidos pela pandemia; financiamento
sustentável e ético deve ser recompensado e incentivado, e o financiamento altamente especulativo e predatório deve ser desencorajado através de tributação apropriada”. Nesse sentido, além do nosso planejamento financeiro pessoal é fundamental que os governos e instituições auxiliem, informem e eduquem os cidadãos para alertar dos perigos do endividamento para a sua vida e para a situação econômica do país como um todo, pois só juntos é que podemos criar novas economias que favoreçam a vida, fruto da cultura do encontro e da ética do cuidado, onde o endividamento não é empecilho para o bem-estar das pessoas e famílias. Lembre-se sempre: Educação Financeira é Educação para a Vida!
Ana Carolina Fernandes Alves, Augusto Martins, Jéssica de Oliveira Gomes e Pe. André Boffo Mendes Equipe EFV
Vocacional
O que podemos aprender da história vocacional de Pe. Odilo Rockenbach? No decorrer de nossas vidas, encontramos diversos testemunhos e histórias que podem motivar nossa própria caminhada. Assim acontece também com nossa fé, pois pelo testemunho de outros somos tocados a sentir o chamado que Deus nos faz, a viver em nossa própria vida aquele projeto que Deus tem para cada um de nós, de maneira única e irrepetível. Um destes testemunhos é o do Pe. Odilo Rockembach. Ele nasceu em Cruz Machado (PR), no dia 5 de maio de 1929, filho de Emília e Martins Rockenbach. Ainda pequeno, sua família se mudou para a cidade de Tangará, Santa Catarina, onde cursou os primeiros anos de estudo e se dedicou junto de sua família aos trabalhos na agricultura. Odilo cresceu em uma família católica, onde deu seus primeiros passos na caminhada de fé. Depois de um tempo de preparação, recebeu sua 1ª Eucaristia e nesta celebração houve um momento que marcou sua vida e chamado vocacional, pois o padre que então celebrava pediu aos pais que apresentassem seus filhos a Deus e quem sabe, como fruto destas orações, Ele chamaria alguns daqueles jovens ao sacerdócio. Foi o que fizeram seus pais, que já tinham no coração, o desejo de terem um de seus filhos padre. Mais tarde, o encanto pela maneira daquele padre celebrar tocaria o coração do jovem Odilo, o atraindo para a vocação ao sacerdócio. Ele decide, então, entrar para o seminário, na Diocese de Lajes, onde terminou os estudos básicos e cursou as faculdades de Filosofia e Teologia. Ao terminar este período dos estudos, a pedido de D. Armando Círio, o jovem seminarista foi acolhido na Diocese de Toledo e ordenado no 60
Pe. Odilo Rockenbach (*05/05/1929
+20/04/2012)
dia 3 de dezembro de 1961, como primeiro padre desta Diocese, com o lema “A cada um de nós foi dada a graça na medida com que Cristo a concede”. Com a graça de Deus em grandes medidas, viveu o sacerdócio evangelizando e testemunhando, com seu modo de viver, aquilo que pregava à frente das diversas comunidades e atividades pastorais e sociais por onde passou. No ano de 1967, a pedido de D. Armando, assumiu como reitor do primeiro seminário diocesano. Nos anos seguintes exerceu seu ministério em outras comunidades da cidade de Toledo, Assis Chateaubriand, Vila Nova e Catedral Cristo Rei, de Toledo, onde pôde se dedicar de modo mais intenso nas visitas aos doentes, nas casas e hospitais. “SER DE TODOS” Durantes estes anos desenvolveu seu trabalho em várias atividades de evangelização junto da Pastoral Vocacional, do Auxílio Fraterno, Ca-
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tequese, além de visitas aos doentes e auxílio aos mais carentes. Com uma intensa atividade pastoral, acreditava que a Igreja, por meio das mais diversas pastorais, precisava buscar “ser de todos”, e assim, alcançar as mais diversas realidades e condições das pessoas, pois “a verdadeira Igreja é aquela que reflete Deus naquele que tem fome, no doente, naquele que não tem onde morar, não tem roupa ou está preso”, dizia Pe. Odilo. Algo muito marcante em sua vida foi a sua dedicação na construção de casas destinadas a serem moradias para aqueles que mais necessitavam. Em geral, pobres, viúvas e pessoas com necessidades especiais. Nestas obras, o próprio padre se encarregava de realizar visitas ao local e mobilizar a comunidade de fé, contando com uma multidão de pessoas dispostas e generosas que davam um pouco daquilo que tinham, a fim de arrecadar os materiais, mão de obra e os recursos necessários para a execução das obras, dando a oportunidade de realizar o sonho dos mais necessita-
Vocacional (AVC), após uma caminhada de 50 anos de vida sacerdotal. Cinco anos mais tarde, em fevereiro de 2017, foi inaugurado um memorial dedicado ao Pe. Odilo, na Comunidade de Vida Sagrado Coração de Jesus, em Ouro Verde do Oeste. Neste memorial, há objetos que foram de uso do próprio padre: livros, objetos de devoção e oração, materiais litúrgicos, entre outros que testemunham a vida e a simplicidade daquele homem.
Minha história vocacional Sou Matheus Thim, tenho 21 anos e pertenço à comunidade da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Maripá. Estou na etapa do Discipulado, no Seminário Maria Mãe da Igreja, da Diocese de Toledo há 5 anos e estudo no 4º ano da Faculdade de Licenciatura em Filosofia. Sou o segundo filho de Neide Maria Mallmann Thim e Vilson Thim. Foi com eles que dei meus primeiros passos na caminhada de fé, aprendendo minhas primeiras orações e sempre sendo incentivado a cultivar minha fé na participação das missas, nas orações, na leitura da Bíblia. Também participei dos Grupos de Família. Vindo de uma família católica, desde muito cedo, fiquei muito encantado com o testemunho e a alegria de duas irmãs religiosas que são de nossa família. Aquele testemunho de alegria pelo modo de vida que tinham, sempre a serviço do Reino, cativava o meu coração a ponto de desejar também ter em meu coração esta alegria, sendo feliz como elas. Tempo depois, na preparação para a 1ª Eucaristia, participei de um retiro no Seminário Santa Mônica, em Toledo, junto com os freis agostinianos. Neste retiro, algo me chamou muita atenção: foi a alegria daqueles freis. Lembro-me que depois do retiro, senti pela primeira vez a vontade de ser padre. O testemunho daqueles jovens, se destacava novamente, pois encontrava ali um possível caminho da felicidade. Aos poucos, aquele desejo de ser padre, foi esfriando em meu coração, embora sempre permaneceu no fundo uma certa inquietação. Até que fui convidado
por alguns amigos para participar de um retiro, onde tive uma experiência mais forte com Deus que tocou minha vida. Desta experiência que marcou profundamente minha caminhada, senti a necessidade de cultivá-la dentro da minha comunidade e fui aos poucos me envolvendo em algumas atividades que tive a oportunidade, como a Pastoral da Liturgia e Grupo de Jovens. No ano de 2017, um seminarista que fazia estágio pastoral na comunidade, me convidou para fazer os encontros vocacionais no Seminário Maria Mãe da Igreja, de Toledo. No ano seguinte, no dia 12 de março, ingressei no seminário e iniciei a caminhada de discernimento, na etapa conhecida como discipulado, cursando a Faculdade de Filosofia. Peço que Deus possa continuar me iluminando e guiando nesta caminhada de formação e discernimento.
dos terem onde morar. Desta maneira, estima-se que no decorrer de sua vida ajudou a construir aproximadamente 100 lares. No ano de 1997, em reconhecimento pela relevância dos trabalhos sociais que vinha desen-
volvendo e de seu exemplo de vida, recebeu o título de Cidadão Honorário do Município de Toledo. No dia 20 de abril de 2012, aos 82 anos de idade, Pe. Odilo faleceu, vítima de um Acidente Vascular Cerebral
COMO VIVEMOS A FÉ? O exemplo que nos deixa Pe. Odilo, convida a olhar para a maneira como temos vivido a nossa própria fé e nos deixado tocar pela realidade que nos cerca, para que junto de nossos irmãos, possamos refletir a imagem do próprio Deus por meio de nossas ações sendo capazes de ir ao encontro sobretudo daqueles que mais precisam e da pessoa sofredora. Podemos trazer ainda à memória os apelos que têm feito o Papa Francisco, ao pedir uma igreja pobre para os pobres e uma igreja em saída, sementes que já eram lançadas em nossa Diocese, entre outros, pelo próprio Pe. Odilo. Para mim, o testemunho do Pe. Odilo, sobretudo da maneira como viveu a sua vocação, é um convite a deixar que a Palavra de Deus possa a cada dia se encarnar em minha vida e em minhas ações. É do encontro da Palavra com nosso coração que podemos transformar a realidade que nos cerca e nos configurar cada vez mais a Cristo, de modo que a Palavra anunciada seja testemunhada pelas ações, pois como dizia Pe. Odilo: “Quem prega e não pratica o que está pregando, está perdendo tempo, porque evangelização é ensinar os outros a fazer o que você está fazendo”. Ao exemplo de Pe. Odilo, quero também me deixar tocar pela Palavra de Deus e pela realidade que me cerca e, iluminado por esta Palavra, buscar ser um reflexo de Deus junto dos irmãos, vivendo segundo o Projeto de Deus para minha vida.
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Familiar
Família: berço da vida, da fé, do amor e da educação A Campanha da Fraternidade deste ano nos convida a refletir sobre a fraternidade e a educação, trazendo como lema a passagem do livro de Provérbios que destaca a ação de quem educa baseado nos ensinamentos divinos: “Fala com sabedoria, ensina com amor (cf. Pr 31,26). O Texto-base da CF recorda o ensinamento da Doutrina Social da Igreja, lembrando que “os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos, porém não são os únicos” 1. Responsabilidade da família: dedicação e cuidado com a educação das gerações futuras Esta expressão nos lembra que há uma gama enorme de variados espaços educativos para que de chegar’. Isto mostra-nos o primado espaços em que o ser humano pode sejam realmente espaços em que se do amor de Deus que sempre toma emoldurar seus saber e construir eduque o ser humano para viver em a iniciativa, porque os filhos ‘são sua personalidade, o que nos leva comunhão. amados antes de ter feito algo para a compreender que nossa missão Papa Francisco nos recordou que o merecer’”2. Estas palavras de Papa como Igreja, principalmente pelos “a família é o âmbito não só da gera- Francisco são um convite para que trabalhos da Pastoral Familiar, em ção, mas também do acolhimento da cada um de nós defenda a família seus mais variados setores, é o de vida que chega como um presente de como o local onde se aprendem as orientar para que sejam identificadas Deus. Cada nova vida ‘permite-nos orientações básicas da vida: o afe“as ambiguidades e contradições descobrir a dimensão mais gratuita to, a convivência, a educação para em todas as organizações e espaços do amor, que nunca cessa de nos o amor, a justiça e a experiência de sociais educativos, destacando que surpreender. É a beleza de ser amado fé. É a família que tem a capacidade seu papel fundamental deve ser o de primeiro: os filhos são amados antes de oferecer os cuidados essenciais formar o ser humano para para os seus membros. O a vida em sociedade” (Texcapital civil é gerado pelas to-base, nº 60). virtudes transmitidas no seio Desta forma, a Campada família, de maneira única nha da Fraternidade deste e insubstituível. É na família ano é um forte convite que são treinadas as atituaos agentes evangelizades necessárias para que a dores, em especial aos da convivência social seja mais Pastoral Familiar, a emcivilizada, caracterizada pela penharem-se em exercer cooperação e solidariedade sua influência nos mais entre seus membros3. Este 62
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Familiar ensinamento nos recorda especialmente que o crescimento da espécie humana não comporta apenas um nascimento e crescimento biológico, mas também psíquico e sociológico. Assim, os pais são chamados a educarem os filhos de forma a entregarem para a sociedade um ser humano plenamente capaz e maduro. Ou seja, sem a educação a geração seria um ato imperfeito, pois a geração e educação são funções complementares (cf. CNBB, Documento número 79, ns. 57-58). “E Deus disse: Crescei, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”! (Gn 1,28). A Igreja entende este mandato ajudando aos casais a entenderem que devem estar abertos à transmissão da vida, mas também que devem estar atentos à educação daqueles que ela gera. É importante que sejam educados para A Sagrada Escritura traz os ensinamentos para a sabedoria dos filhos a valorização da vida em todas as suas circunstâncias. Devem fazer que para identificar em nossa realidade as os filhos, no seio da família gerados, situações onde a vida é posta em riscompreendam o seu papel no mundo, co: como é o caso do quadro profunpara que sejam capazes de perceber damente atentatório à vida, vindo da que seus gestos e atitudes devem ge- permissividade sexual e da crescente rar a comunhão e a fraternidade entre mentalidade da satisfação imediata, as pessoas (cf. Texto-base, nº 52). difundida largamente pelos Meios de É papel da Igreja e, consequente- Comunicação Social, pois estes levam mente, de todo agente da Pastoral ao repúdio ao surgimento de novas Familiar, a defesa da vida desde a sua vidas e, muito mais grave ainda, ao concepção até o seu fim natural. Neste apelo ao aborto. Somente uma educasentido, é de fundamental importância ção pautada nos valores que brotam educar as pessoas para que compreen- do Evangelho dará condições para dam que a vida começa na fecundação, que a pessoa identifique as muitas e por isso o embrião é um ser humano, propostas que vêm camufladas “sob a uma vida pessoal em desenvolvimen- falácia da defesa da saúde e liberdade to, um filho ou filha, descartando da mulher e de seu domínio sobre assim, a possibilidade do aborto, em o próprio corpo. Argumentos como toda e qualquer circunstância, seja estes que vem totalmente desprovisaudável ou portador de microcefalia, dos de qualquer consideração moral” reafirmando a dignidade, a inviolabili- (CNBB, Documento número 51, nº 77). dade e os direitos ao desenvolvimento Somente uma educação verdadeido embrião humano (cf. CNBB, Docu- ramente séria e eficaz fará com que os mento número 105, nº 157). indivíduos possam discernir e refutar É preciso que sejamos educados as ambiguidades e contradições que
se encontram presentes nas falas que deliberam sobre a satisfação sexual e o amor: uma educação séria e eficaz os fará compreender que esta deve estar sempre impregnada da afetividade, racionalidade e responsabilidade, sendo orientados para a comunhão plena de duas pessoas, de duas vidas. A exclusão ou marginalização destes aspectos, fará com que a relação humana se torne animalesca. Uma educação que prime pelos princípios morais e éticos fará com que homem e mulher compreendam que ao tratarem-se como simples objeto de prazer cometem um atentado contra a essência da sua humanidade, e que é na união integral, em suas quatro dimensões: generativa, afetiva, cognoscitiva e espiritual, que ambos alcançarão sua realização completa (cf. CNBB, Documento número 79, nº 59-61). Lembra-nos ainda o Texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano que “o conhecimento ajuda, mas não garante uma postura de sabedoria diante da vida” (nº 46). Somente uma educação que faça com que o ser humano perceba e reconheça o lugar que a pessoa ocupa na sociedade fará com que ele consiga estabelecer relações mais fraternas em sociedade e com a natureza (nº 56-57). “A promoção de uma autêntica e madura comunhão de pessoas na família torna-se a primeira e insubstituível escola de solidariedade, exemplo e estímulo para as mais amplas relações comunitárias na mira do respeito, da justiça, do diálogo, do amor”4. Que a Sagrada família de Nazaré, inspire nossas famílias para que sejam berços da vida plena para todos, verdadeiras escolas de fé, amor e sabedoria. Pe. Nelton Hemkemeier Assessor diocesano da Pastoral Familiar
Fontes: (1) Texto Base da Campanha da Fraternidade 2022, edições CNBB, n. 60; (2) Papa Francesco, Esortazione apostolica Amoris laetitia, nº 166, (Tradução própria), Edizioni Paoline, Milano 2016, 126; (3) cf. J. C. PETRINI e M. C. DIAS, Família no debate cultural e político contemporâneo, Edições Loyola, São Paulo 2013, 24; (4) São Paulo VI. Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi sobre a evangelização no mundo contemporâneo, 08 de dezembro de 1975, n. 71 Ano XXVI - nº 279 - Abril de 2022
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Ponte da Integração deve ficar pronta no 3º trimestre A construção da Ponte da Integração Brasil – Paraguai, que vai ligar Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco (PY), já atingiu 81% de execução. A obra deve ficar pronta no 3º trimestre. As informações são do consórcio Ponte Foz, responsável pela obra, que recebeu a visita do diretor-geral brasileiro da Itaipu, almirante Anatalicio Risden Junior, na manhã desta segunda-feira (7). A obra é uma iniciativa do governo federal, com recursos da margem brasileira da Itaipu (R$ 323,7 milhões) e gestão do governo estadual. A nova ponte internacional terá 760 metros de comprimento e um vão-livre de 470 metros – o maior da América do Sul. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,7 metro nas laterais. Até agora já foram investidos na obra, pela Itaipu, aproximadamente R$ 184 milhões.
PACOTE DE OBRAS A Ponte da Integração Brasil-Paraguai faz parte de um pacote de investimentos da margem brasileira da Itaipu na
Sara Cheida / Itaipu Binacional
Obra está com 81% do cronograma de execução concluído
região Oeste do Paraná, que soma mais de R$ 2,6 bilhões. São R$ 1 bilhão nas obras de modernização do sistema de Corrente Contínua de Alta Tensão de Furnas e R$ 1,6 bilhão em infraestrutura, como a Perimetral Leste; a duplicação
do Contorno Oeste de Cascavel e de um trecho da BR-277; e a modernização e ampliação da pista do Aeroporto Internacional das Cataratas, entre outras. Esses investimentos permitiram a criação de mais de 2.500 postos de trabalho.
Guaíra anuncia retomada da Festa das Nações Guaíra já prepara a 44ª Festa das Nações. Ela está programada para o período de 11 a 15 de novembro. Trata-se de mais um evento de grande porte que tem sua programação retomada, diante das condições possíveis perante o controle da pandemia. A decisão de retomar o evento é da Prefeitura de Guaíra, com Associação Comercial Empresarial de Guaíra e demais parceiros. Segundo informação do município, a Festa das Nações Possui tem o objetivo de fomentar o setor cultural, turístico, comercial e, principalmente, estimular a solidariedade, pois o dinheiro arrecadado no evento é destinado a entidades beneficentes de Guaíra, como a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância 64
Festa das Nações será retomada em novembro
(APMI), Associação Pestalozzi, Pastoral da Criança; Agape Viva - Associação Guairense de Pessoas com Deficiência, Assiste Guaíra, Lar São José e Casa da Sopa Amor e Caridade. As entidades beneficiadas com os recursos da Festa, no entanto, se respon-
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sabilizam pelos trabalhos nas barracas culturais da Festa, que representam as sete colônias que povoaram a cidade: japonesa, árabe, portuguesa, brasileira, paraguaia, alemã e italiana. Além das atrações gastronômicas, estão previstos shows de bandas nacionais e locais, parque de diversões, exposição empresarial, entre outros. Em novembro deste ano, Guaíra lembra os 71 anos da criação do Município, por meio da Lei Estadual n.º 790 de 14/11/1951, do governador Bento Munhoz da Rocha Netto. Mas o Município só foi instalado oficialmente em 14 de dezembro do ano seguinte, com a posse do primeiro prefeito eleito Gabriel Fialho Gurgel.
Convênio quer estimular pesquisa em infraestrutura e logística ACS – Unioeste/Toledo
A circulação de insumos, mercadorias e serviços depende dos diversos modais de transportes, com destaque para o rodoviário, ferroviário, hidroviário e aéreo. A Região Oeste vem debatendo com setores da iniciativa privada e poder público as possibilidades para o desenvolvimento estratégico, por meio de parcerias e, uma delas, é a que se estabelece entre o Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), por meio do Campus de Toledo. O POD é uma iniciativa de governança territorial regional que visa o desenvolvimento econômico sustentável do Oeste do Paraná. Ele tem estimulado ações governamentais e empresariais e incentivado o financiamento de pesquisas que contemplem soluções para as necessidades regionais. A mais recente envolve uma articulação com a Fundação Araucária, que financia projetos de pesquisa, a universidade, que possui quadro de profissionais capacitados para o desenvolvimento de projetos específicos. Neste sentido, a Unioeste/Toledo confirma sua participação no Projeto “Novos Arranjos Produtivos de Inovação”
(NAPI). Os pesquisadores da universidade entram como participantes dos trabalhos da Câmara Técnica de Infraestrutura e Logística. O convite não veio por acaso, pois o Campus de Toledo desenvolve estudos nesta área. A diretora executiva do POD, Lara Universidade integra time de estudos sobre infraestrutura e logística Beatrice Biezus, explica que o Programa tem buscado parceria gica previstos na proposta de governança com as universidades e instituições de territorial. pesquisa porque elas estão inseridas em O Projeto NAPI apoia o funcionamento vários municípios da Região Oeste e tem das seis câmaras técnicas do POD, onde relação com os eixos de atuação estraté- as universidades interessadas participarão ativamente do processo. As Câmaras Técnicas são as seguintes: Infraestrutura Programa Oeste em Desenvolvimento e logística; Energias e sustentabilidade; e Unioeste/Toledo validam Sanidade agropecuária; Inovação e coparticipação no Projeto “Novos nectividade; Educação; e Ambiente dos Arranjos Produtivos de Inovação”, pequenos negócios. Nesta última também financiado pela Fundação Araucária está inclusa a Câmara Técnica de Máquinas e Equipamentos para o Agronegócio.
Laboratório de Soluções: uma possibilidade para micro e pequenas empresas O programa Laboratório de Soluções, desenvolvido pela Associação Comercial e Empresarial de Toledo (ACIT) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR – Campus de Toledo, já iniciou seus trabalhos de consultoria com micro e pequenos empresários. Ao todo, 24 empresas inscritas passam por entrevistas para análise de demandas e alinhamento quanto aos atendimentos solicitados pelas empresas nas áreas de Plano de Vendas On-line, Plano de Gestão do Desempenho da Equipe, Análise de Custos dos Produtos e Serviços, Definição Estratégica do Negócio, Plano de Marketing e Vendas e Uso de 66
Divulgação
Parceria visa desenvolver micro e pequenas empresas
Imagens de Satélites para Diagnósticos na Propriedade Rural. O diagnóstico geral vai até dia 24 de junho. Em seguida, as empresas iniciarão as consultorias nas áreas em que
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escolheram, envolvendo a construção de ferramentas e recomendações de aplicação, elaboradas pelos estudantes dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Agronomia, sob coordenação de docentes da PUCPR. Os trabalhos de consultoria são bastante rigorosos e incluem participação dos empresários nas atividades, aulas e reuniões de trabalho. Ao final, todos receberão um relatório da consultoria. Se desejarem dar prosseguimento, poderão continuar a parceria direta com a universidade para implementação das melhorias.
Dengue: região vive nova ameaça Fábio Ulsenheimer/Prefeitura de Toledo
Sai a covid-19 e a dengue volta, se tornando novamente um problema grave na região. Parece até chato tocar novamente no assunto, mas é uma realidade presente e que preocupa, pois os índices de infestação crescem e praticamente na mesma proporção acontecem as notificações de pessoas com suspeitas de terem sido contaminadas pelo vírus que é transmitido pelo mosquito aedes aegypti. Os casos demoram a ser confirmados, pois dependem de exames laboratoriais mais precisos, com resultados que retornam lentamente. Mesmo assim, agentes de combate a endemias nos municípios e coordenações de programas de enfrentamento do mosquito não param com seus serviços e articulam ações que vão desde os alertas necessários ao chamado “bloqueio” – com aplicação de inseticida – nas proximidades de onde reside o paciente com suspeita de dengue. São todos os esforços possíveis para afastar uma nova ameaça na região. Com base no Informe Epidemiológico nº 29, da Secretaria de Estado da Saúde, de 15 de março último, a situação mais crítica na região está em Iracema do Oeste. O município com pouco mais de 2,2 mil habitantes tem 97 casos confirmados de dengue e outros três com sinais de alarme. Esses três pacientes reúnem sinais clínicos que sugerem uma evolução grave da doença. No mesmo Informe, Marechal Cân-
Sem cuidados, agentes emitem as notificações e multas
dido Rondon estava com 220 notificações, mas 119 descartados. Três casos estavam confirmados naquele período. No comparativo entre cidades, Toledo e Assis Chateaubriand apresentam números parecidos. Contudo, é necessário levar em conta que é muito grande a diferença entre o número de habitantes de uma idade para a outra. Toledo tem 4 vezes mais população e ainda assim registrou 108 notificações diante de 104 notificações em Assis Chateaubriand. Toledo tem cinco casos confirmados e Assis com dois pacientes confirmados para dengue. Por sua vez, Palotina já tem quatro
Dengue hemorrágica Segundo informação do Ministério da Saúde, a dengue é uma doença febril aguda de evolução benigna na forma clássica. No entanto, pode evoluir para um quadro grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Além de dor abdominal, a dengue hemorrágica provoca aumento do tamanho do fígado e muita dor, vômitos persistentes, pulso rápido e fraco, entre outras manifestações. Como o próprio nome diz, ocorrem sangramentos pelo nariz, gengiva e por rompimento dos vasos superficiais da pele. Por isso, todo cuidado e atenção contra o mosquito! 68
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casos confirmados para 41 notificações. Além disso, conforme o 2º levantamento rápido de infestação do mosquito, o município registra índice quatro vezes maior do que o preconizado pelo Ministério da Saúde que é 1%. De um modo geral, os números que os municípios apresentam geram preocupação das coordenações de combate a endemias que percebem um crescimento muito forte na quantidade de notificações. Eles também sabem que a melhor maneira de combater o mosquito da dengue e segurar esse avanço é com uma ação direta de iniciativa da própria população. É cada morador que tem a responsabilidade de tirar alguns minutos do seu dia para recolher do seu pátio, dos fundos da casa ou mesmo nas áreas de lazer do imóvel, todo e qualquer material que possa acumular água e se tornar um local propício para a proliferação do mosquito. A atitude deve ser imediata, pois nas condições de temperatura elevada e períodos com pancadas de chuvas o mosquito tem encontrado facilidade para assustar a população.
O associativismo empresarial aguarda o jovem Acimacar/Imprensa
“O jovem diante de um mundo cada vez mais tecnológico e o envolvimento dele com o associativismo empresarial”. Essa foi a tônica do Summit Caciopar Jovem 2022 realizado na Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar). Organizado pela Caciopar Jovem, braço da Coordenadoria de Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná, em parceria ao Conselho do Jovem Empreendedor (Cojem) de Marechal Cândido Rondon, Faciap Jovem, entre outros parceiros, o evento contou com a participação de 65 inscritos, diretores e integrantes de conselhos e núcleos de Participantes do evento organizado pela Caciopar Jovem jovens empreendedores de cidades do Gilson Abreu/AEN ESPAÇO PARA CRIAR, Oeste e de outras regiões INOVAR E PARTICIPAR do Paraná. O presidente da CacioConvidado para o evento, o diretor par, Flávio Furlan, pontua do Biopark, Paulo Victor de Almeida, que a participação dos destacou que o Parque Científico e jovens empreendedores Tecnológico em Biociências quer formar no mundo dos negócios uma nova geração de pesquisadores e tem sido determinante em para isso oferece ambiente com univeruma nova era, bastante sidades e startups dos mais diferentes alicerçada na tecnologia e segmentos da inovação. na inovação. “Esse evento O vice-presidente de Desenvolvimostra essa forte veia desmento Profissional da Acimacar, Mairus ses novos empresários e Gruber, e o membro do Cojem, Cristian também da necessidade de Diehl, apresentaram um case sobre fazer com que um número e-commerce, partilhando com os partimaior deles participe do cipantes do evento temas convergentes movimento associativista”, sobre planejamento, perspectivas e esmencionou. tratégias, unindo inovação e tecnologia Essa experiência Rafael Muitas vezes, jovens esbarram no primeiro emprego pela falta de qualificação nos negócios da empresa. Eduardo Pelin vive como diretor da Caciopar Jovem que proporciona esse espaço de participação dos jovens no meio associativista empresaO espaço de participação dos jovens no mundo dos negócios precisa ser rial. “Dentro das associações comerciais conquistado. Mas nem todos conseguem alcançar essa meta. Jovens que e de coordenadorias como a Caciopar estão nas periferias ainda precisam de políticas públicas que promovam é possível estreitar relacionamentos a sua inserção em atividades criativas para o empreendedorismo, assomuito interessantes, valorizando princiativismo, desenvolvimento de negócios e até mesmo para o primeiro cipalmente a troca de conhecimentos emprego. A preparação passa por desafios ainda maiores do que aqueles e de informações de pessoas com vivências de mundos diferentes e em um jovens que são encaminhados para a sucessão dos negócios da família, ambiente em que todos somam pelo porém convergem quando o assunto é estimular, incentivar e motivar para fortalecimento das empresas e de suas a vida profissional e empreendedora. comunidades”, ressaltou Pelin.
Desafios específicos e convergentes
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0303
Agora você sabe quem está ligando Anatel
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está trabalhando para evitar a prática de ligações indesejadas ao consumidor e para isso editou o Ato nº 10.413 que estabeleceu o prefixo 0303 para o serviço de telemarketing ativo. Inicialmente, a implementação do prefixo 0303 é obrigatório para as redes das operadoras de telefonia móvel. Já para as redes de telefonia fixa, o prazo final para o emprego do prefixo pelas prestadoras é 8 de junho. A partir desta data todas as ligações para oferta de produtos ou serviços deverão ser realizadas com essa numeração padronizada. Ao receber uma chamada do número 0303, o usuário identificará facilmente que trata-se de um contato da operadora. Usuários da telefonia móvel se sentem incomodados com as sucessivas chamadas das operadoras de telefonia móvel para ofertas de serviços, planos e produtos, e essa quantidade de chamadas, inclusive em horários indesejados pelo cliente, faz parte do rol de reclamações junto à Agência. Cabe registrar, no entanto, que muitas dessas chamadas são objeto de fraude e utilizam números de telecomunicações que não foram atribuídos
Sabendo a origem da chamada, usuário poderá recusar ou bloquear o número
pela Anatel e burlam o sistema de numeração público definido pela Agência, prática essa conhecida como spoofing. Ainda durante a fase de implantação – que irá até o dia 8 de junho –, o consumidor que não quiser receber chamadas de determinada empresa que realiza telemarketing ativo pode realizar o bloqueio direto no celular, baixar aplicativos que oferecem essa facilidade (disponíveis nas lojas de aplicativos) ou acessar o site “naomeperturbe.com.br” e registrar a solicitação de bloqueio.
A partir de 8 de junho, caso receba chamadas de telemarketing de números que não sejam iniciados por 0303 (sejam da rede móvel ou da rede fixa), o consumidor deverá reclamar junto à sua prestadora por utilização indevida de recursos de numeração para telemarketing ativo, identificando o chamador e o número por ele utilizado. A utilização de um número diferente, ou seja, sem o prefixo 0303, é ilegal e pode submeter esse prestador a sanções por parte da Anatel e, inclusive, ao bloqueio do número indevidamente utilizado.
Municípios são orientados para organizar recolhimento de lâmpadas O Governo do Estado iniciou um trabalho de orientação aos municípios para que reúnam, em um único local, as lâmpadas descartadas pela população na coleta pública. A ação faz parte da logística reversa das lâmpadas no Paraná, que prevê coleta, tratamento e destinação final adequada para esses materiais, que se tornam passivos ambientais nas cidades. São lâmpadas fluorescentes tubulares, lâmpadas a vapor de mercúrio, lâmpadas vapor metálico, lâmpadas 70
vapor sódio, lâmpadas compactas, lâmpadas de luz mista, tubos de vidro, bulbos de vidro, lâmpadas LED (Diodo Emissor de Luz) e outras fabricadas a partir de novas tecnologias. As prefeituras devem preencher um formulário que será usado para a elaboração de um cronograma para cada região. Um Termo de Compromisso, proposto pelo Ministério Público do Paraná, prevê que aconteça a ampliação dos Pontos de Entrega Voluntária que
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devem ser instalados em todos os municípios. O objetivo final é que toda população do Estado tenha acesso fácil a um PEV para descartar as lâmpadas, como mercados, distribuidores e estabelecimentos comerciais. As lâmpadas possuem na sua composição produtos tóxicos e perigosos ao meio ambiente. O descarte correto, assim como a destinação adequada, é de grande importância para saúde e a qualidade ambiental.
Exames, cuidados e acompanhamento médico na prevenção ao câncer Pesquisadores identificaram um avanço nas taxas de câncer colorretal. Os mais recentes dados mostram que a ocorrência está em adultos jovens. O desafio agora é descobrir por que isso está sendo constatado. Num recorte de dez anos, divulgado pelo blog de Ciências Americanas, mostra que em 2010, adultos com menos de 50 anos representavam 5% dos cânceres de cólon e 9% dos cânceres retais. Em 2020, essas proporções haviam crescido para 11 e 15%, respectivamente. As razões subjacentes para esse aumento permanecem um mistério, que está se mostrando cada vez mais frustrante para aqueles que estão no campo da pesquisa. Especialistas recomendam que o público em geral comece a triagem aos 45 anos em vez de 50 anos de idade. Essa também é a opinião da organização não-governamental Instituto OncoGuia, criada para ajudar o paciente com câncer a viver melhor por meio de projetos e ações de informação de qualidade, educação em saúde, apoio e orientação. Por sua vez, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) mantém a idade de 50 anos. Essa seria uma medida de prevenção que pode contribuir na identificação de novos casos. As novas diretrizes de triagem devem ajudar os médicos a detectar alguns desses cânceres. A maioria dos adultos com menos de 50 anos nunca foi rastreada para câncer colorretal e pode demorar a procurar atendimento médico.
TAXAS CRESCENTES O rastreamento do câncer é projetado para identificar a doença antes que alguém desenvolva sintomas. A lógica é simples: o câncer é mais fácil de tratar quando diagnosticado precocemente. Os exames de câncer colorretal, em particular, podem impedir que o câncer se instale. Durante uma colonoscopia, os médicos examinam o cólon com
Individualmente ou em grupo, o importante é se exercitar
um escopo flexível que lhes permite fazer biópsias e remover pólipos pré-cancerosos. Esses exames levaram a uma diminuição geral na incidência e mortalidade por câncer colorretal – tanto que os declínios na doença têm sido frequentemente apontados como progresso na guerra contra o câncer. As pesquisas examinam as suspeitas que envolve os costumes locais, como estilo de vida sedentário, tabagismo, álcool, dietas ricas em carne vermelha e alimentos processados, em muitos casos que geram obesidade. Um estudo O Ministério da Saúde recomenda como prevenção o cuidado com os hábitos alimentares e sugere pelo menos três porções de frutas e três porções de verduras e legumes ao dia, além da prática de atividade física regularmente (30 minutos todos os dias) e beber pelo menos dois litros de água por dia.
mostrou que o diabetes pode desempenhar um papel. Outro encontrou uma ligação para bebidas açucaradas. Mas isso não é regra e muitos estudos continuam sendo feitos. Alguns pesquisadores especulam que o papilomavírus humano (HPV) pode explicar parte do aumento dos cânceres colorretais em adultos mais jovens. Isso significaria que as vacinas que previnem outros cânceres causados pelo HPV podem ser protetoras. Mas a maioria das pesquisas até o momento não conseguiu fazer a conexão de forma conclusiva, e mais pesquisas são necessárias para confirmar ou descartar essa ligação. Entretanto, a redução da idade para a realização desses exames ainda é controversa, pois ela representaria uma relação direta no aumento do número de pessoas elegíveis para a colonoscopia. O equilíbrio, sugerem os especialistas, é promover a adoção de exames das fezes mais frequentes que contribuem na detecção do câncer colorretal.
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Estudo sugere benefícios do azeite de oliva na dieta As pessoas que consomem grandes quantidades de azeite podem reduzir o risco de morte prematura em geral e por causas específicas, incluindo doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas. É o que sugere um novo estudo liderado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Os pesquisadores também descobriram que as pessoas que consumiam azeite de oliva em vez de gordura animal tinham um risco menor de mortalidade total e por causa específica. O estudo foi publicado no Jornal da Escola Americana Estudo aponta para as possibilidades do azeite de oliva na dieta Superior de Cardiologia. Este é o primeiro estudo observacional de longo prazo sobre o Durante o período do estudo, 36.856 consumo de azeite e mortalidade naquele pessoas morreram. país. A maioria das pesquisas anteriores Os participantes foram questionados sobre azeite e saúde esteve concentrada com que frequência eles usavam azeite em populações da Europa e do Mediter- de oliva nas saladas, adicionados a alirâneo, onde o consumo de azeite é maior. mentos ou pão, ou em assar ou fritar. “O consumo de azeite tem sido asDe acordo com as descobertas, as sociado a um menor risco de doença pessoas na categoria mais alta de cardiovascular, mas sua associação com a consumo de azeite (mais de sete morte prematura não é clara”, disse Marta gramas por dia) tiveram 19% menos Guasch-Ferré, pesquisadora sênior do Derisco de mortalidade por doença partamento de Nutrição da Harvard Chan total e cardiovascular, 17% menos School. “Nossas descobertas confirmam risco de mortalidade por câncer, as recomendações dietéticas atuais para 29% menos risco de mortalidade substituir as gorduras animais por óleos neurodegenerativa, e 18% menos vegetais para a prevenção de doenças risco de mortalidade respiratória, em crônicas e morte prematura”, informou. comparação com aqueles que nunca Os pesquisadores usaram dados de ou raramente consumiram azeite. saúde coletados entre 1990 e 2018 para 60.582 mulheres e 31.801 homens. ToO uso de azeite também foi associados os participantes estavam livres de do a menor risco de mortalidade total e doenças cardiovasculares ou câncer no por causa específica quando comparado início do estudo e completaram questio- com aqueles que não o consumiam. nários alimentares a cada quatro anos. Os pesquisadores acreditam que este 72
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trabalho abre caminhos para que os médicos conversem com seus pacientes sobre o consumo de certas gorduras e possíveis substituições na dieta. O cirurgião vascular Flávio Macedo, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), disse à Agência Brasil que vale a pena substituir ingredientes com gorduras ruins por saudáveis, recomendando por exemplo óleos vegetais, como o de milho e o azeite de oliva, as castanhas, como as nozes, amêndoas, castanhas de caju e a do Pará, as sementes de linhaça e abóbora, são algumas opções de consumo. Esses alimentos possuem gorduras que ajudam a aumentar os níveis sanguíneos de HDL - C (colesterol bom) e ajudam a evitar a aterosclerose (acúmulo de gordura na parede das artérias que pode causar obstrução, impedindo a passagem do sangue). Fibras, frutas, verduras, legumes e carnes magras também podem ajudar a compor uma mesa mais saudável.
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Sicredi Progresso doa mais de 2 mil itens de material escolar ao Sesc de Toledo Permitir que mais crianças e adolescentes tenham acesso a itens básicos para estudar foi o que motivou a Sicredi Progresso PR/ SP participar da 4ª edição da Campanha Sesc de Material Escolar 2022. Na segunda-feira (21), uma equipe do Sicredi levou até a Sede do Sesc Toledo, os mais de 2 mil itens. A cooperativa mobilizou seus colaboradores e associados para fazerem as doMais de 2 mil itens de materiais escolares foram entregues ao Sesc ações e foram arrecadados, lápis, canetas, cadernos, mochilas, estojos, recebida pela Técnica de Atividacola, tintas, entre outros. Esses des, Bruna Strelin e pela Gerenmateriais que farão a diferença te Executiva, Paula Bernardini. na vida de crianças e adolescentes “Procuramos parceiros que nos de entidades socioassistenciais de ajudam com essas ações e o Sicredi abraçou a causa. Ver a alegria Toledo. de vocês fazendo essa entrega é Presente no momento da en- muito importante para nós e evitrega, o Presidente da Sicredi dencia o cuidado que vocês têm Progresso, Cirio Kunzler, disse que com as pessoas e a comunidade”, é uma satisfação realizar essas reforçou Paula. atividades. “Nosso modelo de neA atividade está inserida no gócios é baseado na cooperação compromisso do Sicredi possui com entre as pessoas e no interesse as regiões que está presente, muipela comunidade. Então, é com to além de serviços financeiros, muita satisfação que entregamos a instituição cooperativa busca, esses itens que com toda certeza por meio de diversos programas e farão a diferença na vida de muitas iniciativas, estar na comunidade e crianças e adolescentes, gerando ajudar as pessoas. Toda a atividaum impacto positivo para elas, de de arrecadação dos materiais para suas famílias e para as entiescolares foi conduzida pela área dades que participam”. de Desenvolvimento do CooperaNo Sesc a equipe do Sicredi foi tivismo.
Jéssica Dona
SOBRE A SICREDI PROGRESSO PR/SP Com 40 anos de atuação a Sicredi Progresso PR/SP está presente na vida de mais de 53 mil associados. Nossa história, construída na essência da cooperação, nos permite ter atualmente 20 agências distribuídas na área de ação nos estados do Paraná e São Paulo. Destas, 13 estão no Paraná e outras 7 em São Paulo. Nosso capital humano conta com mais de 350 colaboradores focados nos valores do cooperativismo e na oferta de produtos e serviços financeiros adequados aos associados, de um jeito simples e próximo. A Sicredi Progresso integra o Sistema Sicredi que hoje está em 25 estados e no Distrito Federal.
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Feliz aniversário para Danielle Thaís Ribas de Quadra, secretária executiva de Economia, da Cúria Diocesana, que comemora mais um ano de vida (6/04). Parabéns!
Felicidades para Clenar Terezinha Viezzer Formighieri, integrante da Equipes de Nossa Senhora da Esperança (ENS), que neste dia 27/04 comemora mais um ano de vida, com os cumprimentos dos familiares e amigos.
A família Benassi, parabeniza a matriarca Cláudina Benassi, da Paróquia São Cristóvão (Toledo) pela passagem do seu aniversário no último dia 29/03, quando completou seus 86 anos de vida. Parabéns e que venham muitos anos pela frente. Nossa mensagem é de gratidão!
Cumprimentos ao pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Mercedes), Pe. Raju Devarakonda, que neste dia 15/04 comemora mais um ano de vida.
FELICIDADES Familiares e incontável número de amigos cumprimentam Simone e Domenício Ferreira Coelho pelo aniversário de casamento (1º/04). Eles completam 33 anos de Matrimônio. Parabéns!
Júlia Thaís Schneider, da Paróquia Cristo Rei (Entre Rios do Oeste), comemora seus 15 anos no dia 18/04 e recebe as homenagens com muito amor e carinho de seus pais, Sandro e Sidônia, do mano Gustavo e dos avós, Marlene e Silvio Nyland.
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Casal Manoel Messias da Silva e Guiomar Bento da Silva acolheu em seu sítio o Pe. Laudemir da Rocha, que deixou a Paróquia Santo Inácio de Loyola (Jesuítas) este ano para assumir sua nova missão em Toledo. Na foto, familiares reunidos junto do tronco da árvore que abriga uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.
“Fraternidade e Educação” com a Imprensa O bispo da Diocese de Toledo, D. João Carlos Seneme, o coordenador da CF 2022, Pe. André Boffo Mendes, e a integrante da equipe CF 2022, Marinês Bettega, receberam na Cúria Diocesana a imprensa regional para a apresentação do tema e lema da Campanha da Fraternidade 2022 – “Fraternidade e Educação” – “Fala com sabedoria, ensina com amor” (cf Pr 31,26). Numa tarde muito proveitosa, houve a explanação geral sobre os objetivos da Campanha e ainda um espaço para atender os questionamentos dos comunicadores.
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A professora teóloga Elenira Moreira acompanha os vocacionados do Seminário Maria Mãe da Igreja, em Toledo, durante aula sobre a Sagrada Escritura. Elenira atua principalmente em alguns temas, como Inteligência Espiritual, Catequese e Novo Testamento. Que os nossos seminaristas tenham um bom ano de estudos!
Formação sobre a CF em Jesuítas
Lideranças da Paróquia Santo Inácio de Loyola (Jesuítas) participaram de encontro de formação sobre a Campanha da Fraternidade 2022. O evento transcorreu no auditório do Centro de Formação Paroquial e reuniu membros dos Conselhos de Pastoral Paroquial e de Comunidade (CPP/CPC), Ministros Auxiliares da Comunidade, entre outros. Equipe assessorou o evento, coordenado pelo pároco, Pe. Valdecir Trajano - Fotos: Patrícia Pelissari
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CRISMA: O INÍCIO DE UMA CAMINHADA
FELICIDADES
A celebração da Crisma não é uma despedida dos adolescentes ou jovens, mas é o início de uma caminhada junto da comunidade. Crismandos receberam o Sacramento em celebração na Paróquia São Pedro e São Paulo, em Toledo (13/03). O Espírito Santo certamente os guiará na vivência cristã e abrirá oportunidades para conhecer ainda mais a sua fé.
Pedro Donadel e Lúcia Bertoldi Donadel recebem os cumprimentos dos familiares e amigos da Paróquia São Cristóvão (Toledo), pelos 41 anos de casados neste dia 4/04. Que as bênçãos do Senhor insistam em alcançá-los neste testemunho do Sacramento do Matrimônio.
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Júlia Dries de Oliveira, da Paróquia Menino Deus (Toledo), recebe os parabéns dos pais, Thiago e Kamila, e do mano Davi, pelos seus 9 anos comemorados no dia 14/03.
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Missa de início dos encontros presencias do Movimento Mães que oram pelos filhos, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Terra Roxa (21/02).
Paróquia Cristo Rei Entre Rios do Oeste
Quaresma, o tempo de preparação dos cristãos Com início na Quarta-feira de Cinzas, o Tempo Quaresmal é dedicado para que os cristãos se aproximem ainda mais dos preceitos da oração, jejum, abstinência e caridade. A participação dos fiéis na celebração é uma demonstração de que os católicos estão atentos para esta realidade e que têm consciência da centralidade da sua fé. Que todos continuem com uma excelente preparação para a Páscoa. Participação da comunidade de fé no início da Quaresma
Capela Imaculada Conceição Toledo
Fiéis participam da celebração das Cinzas
Imposição das cinzas sobre o pároco
Adultos e crianças participam da celebração
Tempo Quaresmal vivenciado na Capela Imaculada Conceição
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Paróquia Santo Inácio de Loyola Jesuítas
Imposição das cinzas sobre os fiéis em Jesuítas
Início da celebração com participação de coroinhas e acólita
Fotos: Patrícia Pelissari
Grande número de fiéis participou da celebração
Equipe de cantos na celebração
Rito de bênção das cinzas
Procissão de entrada apresenta o cartaz da CF 2022
Entronização da cruz e da Palavra na celebração
Paróquia São Luiz Gonzaga Pato Bragado
Grande participação dos fiéis na celebração
Missa foi presidida pelo Pe. Marcelo Ribeiro da Silva
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Consumidor apresenta tendência para alimentos orgânicos O amplo debate travado a respeito da dependência agrícola brasileira por insumos importados, acentuada pelas restrições de comércio mundial, faz revisitar alguns estudos voltados para a produção da agricultura orgânica e seu mercado consumidor. É notória a evolução da demanda internacional por produtos orgânicos e com tendência de crescer continuamente ao longo dos próximos anos. A base de reflexão está no ponto em que esses produtos têm sido progressivamente associados com maiores níveis de segurança e saúde aos consumidores e menores impactos sociais e ambientais. O mercado consumidor brasileiro também vem apresentando essa mesma tendência por alimentos mais saudáveis, livre de agroquímicos. Pesquisas indicam que o consumidor deseja alimentos que representem menor risco à saúde, e citam que este mesmo consumidor vem considerando os valores éticos envolvidos no processo produtivo e no abastecimento de orgânicos. Citam ainda a valorização dos produtores e dos trabalhadores rurais nesse sistema de produção. As pesquisas revelam consumidores motivados por novos padrões de consumo e que levam em conta valores como justiça social e sustentabilidade ambiental. Porém, o que alguns consumidores de alimentos orgânicos da região de Toledo reclamam é o preço desses produtos. O Texto para Discussão nº 2538 – “Produção e consumo de produtos orgânicos no mundo e no Brasil”, assinado pelos pesquisadores Sandra Kitakawa Lima, Marcelo Galiza, Alexandre Valadares e Fabio Alves, faz uma abordagem sobre o cenário da produção e do consumo de produtos orgânicos, descrevendo e analisando as particularidades e os desafios para a produção e o consumo. Os principais desafios elencados estão em como aumentar as áreas cultiváveis convertidas em orgânicas diante da concentração de terras e a
AEN/PR
Expansão da produção de orgânicos precisa superar desafios
A produção brasileira de orgânicos é diversificada. Tem mel, arroz, aveia, hortaliças, frutas, açúcar e até leite e álcool orgânicos, entre tantos outros itens. predominância de monocultivos, que caracterizam o espaço agrário brasileiro. Há necessidade de investimento e difusão de pesquisas, experiências e inovações tecnológicas baseadas nos princípios da produção orgânica, como sugerem os pesquisadores. “A superação desses obstáculos, portanto, poderá promover a ampliação das condições de acesso a alimentos mais saudáveis, a melhoria dos indicadores de saúde das populações expostas aos agrotóxicos, a redução da contaminação do ambiente por insumos químicos agrícolas, o manejo mais sustentável dos recursos naturais, a conservação dos recursos genéticos, entre outros”, apontam. Como a atividade é um negócio e faz movimentar economicamente a pequena propriedade rural, pesquisa-
dores destacam a relevância de planos estratégicos para o desenvolvimento de políticas públicas. Muitos desses planos encontram barreiras na sua fase de elaboração, pois não se tem dados oficiais sistemáticos sobre o setor. Assim, fica difícil fazer o dimensionamento da demanda para organizar os produtores. Fala-se muito de que precisa aumentar a produção: mas quanto? Por essas dificuldades, o mercado de orgânicos vem caminhando para a concentração da demanda, uma vez que ainda é muito oneroso o processo de certificação. Conforme os pesquisadores do Ipea, “isso contribui para a configuração de um mercado consumidor mais elitizado e/ou a formação de um nicho mercadológico”. Uma crítica que consta em outro estudo do Ipea (2018) aponta que nos últimos cinco anos “os avanços mais estruturais para a construção de modelos alternativos de desenvolvimento rural alcançados, nas últimas duas décadas, vêm minguando ou regredindo, especialmente aqueles destinados à agricultura familiar”. Ano XXVI - nº 279 - Abril de 2022
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A busca de um terroir é válida para pequenos produtores? As regiões produtoras de uvas e vinhos têm conquistado certificações importantes que as diferenciam na hora de colocar o produto final na prateleira dos supermercados brasileiros e até no exterior. São peculiaridades de produções que atendem o refino do paladar entre os consumidores. Chama a atenção que a carne bovina também vem buscando seu espaço a partir deste diferencial que tem na palavra francesa terroir (pronuncia-se: terroá) a base para se destacar no mercado. Na tradução livre, Terroir designa “uma extensão de terra cultivada ou Altamente escalada, a carne suína teria potencial para um produto diferenciado no Oeste do Paraná? o conjunto das terras exploradas por uma comunidade rural”. No Brasil, o Rio Grande do Cooperativa Agrofamiliar Solidária dos pelos pesquisadores Guilherme Cunha Apicultores da Costa Oeste do Paraná, Malafaia, Fernando Rodrigues Teixeira Sul vem apresentando seus diferenciais no gado produzido na campanha gaú- com sede em Santa Helena. Mas pode- Dias e Sérgio Raposo de Medeiros. No documento, citam que a “Carne cha, com alguns objetivos específicos, ria ter outros produtos. Há um trajeto dentre eles: oferecer um produto com sendo construído para os queijos fi- com Denominação de Origem está garantia de origem, agregar valor aos nos, com forte apoio privado. Vinhos entre as dez megatendências identipecuaristas, incentivar a pesquisa em e queijos coloniais, leite, embutidos ficadas pelo Centro de Inteligência da pecuária de corte, desenvolver ações seriam viáveis para agregar a este rol Carne Bovina (CiCarne) para a cadeia produtiva da carne bovina em 2040”. A que promovam a preservação do Pampa de produtos? A suinocultura e avicultura, seg- perspectiva vale especificamente para gaúcho da campanha meridional e, ainda, estimular o turismo na região. Esse mentos do agronegócio consolidados a carne bovina, mas que se intui pode é um percurso muito bem alinhado que em larga escala de produção regional, ser aplicado para as demais. “Elemenpoderiam ter produtos diferenciados a tos tradicionais de qualidade intrínseca envolve políticas públicas e iniciativa partir das pequenas propriedades? Há como maciez, marmoreio, coloração e privada. Já os pequenos produtores depen- viabilidade? Por meio de iniciativas em- suculência não bastarão para conseguir dem muito de políticas públicas capazes preendedoras não seria difícil imaginar a preferência do consumidor de carne de potencializar aquilo que já realizam uma produção inovadora de um animal bovina nas próximas décadas. Será às custas de bravo empenho e muito com genética apurada, alimentação di- preciso mais, como contar a história ferenciada, práticas de bem-estar, entre da região, mostrar que aquela carne é suor que se traduzem, muitas vezes, na persistência em uma atividade que outros fatores que influenciam no sabor única e possui um sabor único, pois é contribui na diversificação dos negócios final do produto. Um sistema confiável produzida de uma forma única, em um de rastreabilidade e gestão da informa- ambiente único”, escrevem. A pergunta ou somente naquilo que sabem fazer. A Região Oeste já conta com a indi- ção são necessários, conforme ensina que fica aos empreendedores do camo Boletim 39, da Embrapa, assinado po: vale a aposta? cação geográfica do mel produzido pela 84
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Como eu me sinto sendo seguidor de Jesus Cheio de limitações, porque sou pecador, mas sinto que sempre posso fazer algo mais pela minha comunidade. Não são poucas as vezes que sofremos por comentários inúteis que não acrescentam em nada e que procuram desfazer aquilo que de bom já fizemos. A experiência de fé mostra que somos como os discípulos que se depararam com Jesus e Ele os chamava para a missão. Por vezes é assim. Quando percebemos, nos sentimos decepcionados com aquela atividade que não deu certo ou que foi frustrada por decorrência de uma adversidade climática. Porém, quando temos ouvidos para escutar e olhos para enxergar, conseguimos ir além. Minha semana terminou e não trouxe tanto êxito como esperava. As dificuldades surgiram e vou me reabastecer na minha Igreja. Ouvindo a Palavra, sinto a inquietação que Jesus
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coloca para mim quando pede para deixar a margem, que é muito tranquila, é rasa e não tem ondas. Esta margem é
Somos!
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Lucas Eduardo Moreira Paróquia Menino Deus Toledo - PR
Envie sua Mensagem
Somos portadores de algumas dores, amores, favores, vamos indo. Mas cada um é forte e do Sul ao Norte a gente vai seguindo. A gente chora, sorri e vai embora. Outras vezes queremos voltar. É tanto desconcerto que fora do peito parece após cada prece que o coração vai saltar.
muito confortável. Como é difícil largar tudo para seguir Jesus! Tenho minhas preocupações, meus trabalhos, coisas que considero mais importantes. Mas Ele insiste em nos enviar. Então, me pergunto: “Estou me sentindo seguidor de Jesus”? Será que não posso fazer mais pela Catequese, pelo grupo de família, pela Liturgia, pelo cuidado com a capela onde participo? É muito tranquilo não ter que fazer nada. Mas se nada o fizermos, também não teremos nada. E o que nossas crianças dirão no futuro que deixamos para elas? “Aqui estou, Senhor, envia-me. Eu sou um pecador. Ilumine a minha vida, dê-me sabedoria, para que eu consiga responder sim ao chamado que me faz à vida pelos irmãos”.
Dúvidas Até breve. Questões Até sempre. Medos Emoções Fernando Silveira A gente é assim. Paróquia Nossa Hei! Senhora do Carmo - Assis Levanta, sacode a poeira Chateaubriand / fala pra mágoa derradeira PR que ainda não é o fim!
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