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Fique por Dentro 60

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Publicação da Instituição Amélia Rodrigues - Nº 60 - Jul/Ago/Set de 2019 - Santo André - SP

Parcerias - Impressão: Lis Grá ca e Editora - Distribuição: LV Distribuidora de Folhetos

Crianças da Amélia recebem aulas de Violino Ouvir boa música faz bem para a mente, para alma e para a humanidade. Benefícios semelhantes ocorrem também quando se tem a possibilidade de tocar um instrumento. Na Instituição Amélia Rodrigues, 14 crianças, com idades entre 9 e 13 anos, estão tendo a oportunidade de aprender de tocar Violino.

|Educandos aprendem a concentração e o trabalho em grupo - Fotos: Ingrid Mormito Segundo Rodrigo Reis, professor de música na Instituição, tocar violino apresenta vários desa os. “Um deles é a postura. É necessário estar com o corpo reto e os dois pés xados no chão, além dos exercícios de arco, para acostumar com a postura das mãos. E há ainda os exercícios de braço, para preparar a musculatura”, observou. Ao tocar o violino, o aluno desenvolve muito a percepção auditiva, pois é necessário estar atento para não perder a a nação. “Esse é um desa o que irá acompanhá-lo por toda a vida, porque este instrumento não tem trastes, ou seja, não tem uma marcação das casas, ela é desenvolvida com a noção do espaço”, comentou.

|Projeto teve início em agosto

Dedicadas, as crianças têm se saído muito bem. “Elas têm surpreendido nas aulas. O desenvolvimento está sendo consideravelmente positivo, principalmente pelo pouco tempo de estudo”, relatou o educador. O projeto teve início de agosto deste ano. Quando os educandos aprendem a tocar um instrumento, os benefícios são inúmeros. “Eles aprendem a trabalhar a concentração, o trabalho em grupo, o respeito pelo amigo, sabendo que cada um tem um tempo de aprendizagem”, declara Reis. “A criança desenvolve ainda a coordenação motora, a lateralidade, a leitura da partitura. Os ganhos são tanto em nível intelectual quanto social”, considerou.


Editorial

E a família, como vai? Essa é a pergunta que está na Mídia. Há muito tempo que se vem dizendo que a família é a célula básica da sociedade. A palavra família tem ampla conotação de grande abrangência. A partir de estudos cientí cos especializados, o ser humano é gregário por instinto ou natureza. No sentido amplo e extenso, há múltiplas formas de família, todavia, o nosso foco é a família humana, ou seja, o grupo de pessoas que têm parentesco entre si, principalmente pai, mãe e lhos. Em princípio, essa é a de nição clássica e tradicional desse importante grupo de pessoas. Entretanto, fazendo-se uma análise mais profunda dessa micro sociedade, observamos que o conceito de família vem tomando um rumo preocupante, no sentido ético-moral. A História Universal registra que a família é uma conquista da evolução da espécie humana, que estreita os laços afetivos de seus membros, concorrendo para a paz no grupo e na sociedade. O conceito de família, na atualidade, pas-

sa por uma transformação quanto ao formato. Como dissemos acima, a família tradicional sempre foi constituída de pai, mãe e lhos, no sentido lato do termo. A visão de família, no século XXI, se estende a outros modelos não convencionais, face à nova realidade do comportamento de parte da sociedade, na área do sexo. Tem havido um enfrentamento do segmento religioso, opondo-se, ferrenhamente, a esses movimentos sociais que se manifestam através de passeatas, da internet e da mídia em geral, com o objetivo de mudar os atuais valores morais. A sociedade, como um todo, está dividida quanto à adoção desse novo modelo familiar, estribado nos textos bíblicos, que consagra o paradigma antigo (pai, mãe e lhos). É um assunto muito polêmico, com manifestações acirradas, gerando violência em vários países. Mas, a tendência indica que o modelo antigo está seriamente ameaçado. Ainda não se pode avaliar as

consequências dessas mudanças. De nossa parte, que trabalhamos com crianças em estado de vulnerabilidade, nos preocupamos com a formação moral e espiritual desses futuros cidadãos, pais de família, não importando o modelo, mas a estrutura do caráter, formando criaturas de bem. Cumpramos nossos deveres, fazendo a nossa parte, principalmente com exemplos de dignidade e respeito em nosso comportamento na sociedade e fora dela. Miguel Sardano: Presidente da Instituição

A Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues, CNPJ 67.178.178/0001-06, matém a Educação Infantil em parceria com a Secretaria da Educação da Prefeitura de Santo André, por meio do Termo de Colaboração 221/2018, com vigência de 01/01/2019 a 31/12/2019.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

CEBAS-EDUCAÇÃO

A ENTIDADE: INSTITUIÇÃO ASSISTENCIAL E EDUCACIONAL AMÉLIA RODRIGUES CNPJ nº 67.178.178/0001-06, MANTENEDORA DESTA INSTITUIÇÃO DE ENSINO, ESTÁ CERTIFICADA COMO ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL PELO PERÍODO DE 11/08/2015 A 18/08/2018, PROCESSO Nº.230000464201514 E, COMO TAL, DEVE OFERECER BOLSAS DE ESTUDO CEBAS NA FORMA E NA PROPORÇÃO DEFINIDAS NA LEI Nº 12.101/2009.

Uma Publicação da

Instituição Amélia Rodrigues Presidente: Miguel Sardano 1º Vice-presidente: Baldir Padilha 2º Vice-presidente: Terezinha Sardano Rua Silveiras, 17 – Vila Guiomar Santo André SP - CEP: 09071-100 11 94000.1952 - 11 3186.9788 contato@ameliarodrigues.org.br www.ameliarodrigues.org.br Textos: Suzete Botasso Revisão: Miguel Sardano, Terezinha Sardano, Nádila Gilotti e Rosemarie Giudilli Equipe Técnica: Adriana Padilha Protti e Andréa Santos Projeto Gráfico e Diagramação: Marco Beller - 11 4438.8834 Impressão: Lis Gráfica e Editora - 11 3382.0777 - Tiragem 5.000

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Copyright Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo deste informativo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da entidade.


Aconteceu

Educação sistêmica: como esta metodologia pode ajudar educadores e educandos Nos dias 20 de agosto e 10 de setembro, Marta Bordinassi, psicopedagoga clínica e institucional, esteve na Amélia Rodrigues realizando um trabalho de Pedagogia Sistêmica para o grupo de Educadores. Con ra abaixo, no que consiste este trabalho e de que forma essa abordagem terapêutica auxilia no processo de educação das crianças. Instituição Amélia Rodrigues: No que consiste o trabalho de Constelação Familiar? Marta: A família é a maior referência de uma pessoa seja ela criança, adolescente, adulto ou idoso em relação aos nossos valores, às condutas, erros e acertos. Segundo Bert Hellinger (psicoterapeuta alemão) criador dos métodos das Constelações Familiares, o sistema familiar é conduzido por três princípios naturais que atuam de forma determinante nas relações e, portanto, no seu resultado. Estes princípios são: 1. Pertencimento, determinado pelos vínculos. Cada pessoa tem necessidade de estar vinculada ao sistema a que pertence e tem direito a esse pertencimento. O não reconhecimento do lugar que ocupa um membro gera exclusão, desrespeito e tem consequências como o surgimento de sintomas e comportamentos difíceis. 2. Hierarquia, ordem de chegada no sistema, seja familiar ou institucional, tem precedência sobre o que chegou depois. Muitos desequilíbrios surgem nos sistemas porque as pessoas não reconhecem essa ordem e não sabem como lidar com essas questões. 3. Equilíbrio e compensação, troca nas relações entre os iguais. Todos os sistemas humanos têm a tendência e necessidade desse equilibrar. Toda relação exige um equilíbrio entre o dar e o receber para que funcione. Quando esses princípios são respeitados e honrados podemos desenvolver dentro de um espaço de crescimento saudável e exponencial. IAR: De que forma a Constelação Familiar

pode auxiliar os educadores e estes, por sua vez, re etirem isso em sala de aula? Marta: A pedagogia sistêmica não chega para substituir nada, ela respeita e agrega o trabalho, entende a força de cada metodologia. Ela vem para uma nova postura e olhar diante da educação e de como fazer intervenções sem ferir as leis sistêmicas. Em um ambiente sistêmico vemos cada um sem “pena” ou dó, se assim fosse acreditaríamos que seríamos superiores; na verdade, ninguém é melhor ou pior que ninguém. A base de todo o trabalho é o não julgamento, respeito ao outro, um olhar de amor. Um professor com uma postura sistêmica respeita o destino que atua na família do aluno. Sem pena, sem julgamentos, apenas no seu lugar de professor e estar nesse lugar traz força para o professor potencializando assim a aprendizagem. Uma postura respeitosa e amorosa movimenta com leveza a sala de aula. Segundo Bert Hellinger, os lhos adquirem segurança interior e sentido claro de identidade quando aceitam e reconhecem os pais como são. Sentem-se incompletos e vazios quando excluem um deles, ou ambos de seu coração. IAR: O que foi realizado na Instituição Amélia Rodrigues? Marta: Apresentamos a pedagogia sistêmica ou educação sistêmica, que vem sendo desenvolvida nas últimas décadas em vários países do mundo e é um método educativo, uma prática dinâmica que está vinculada ao contexto educativo. Ela vem ampliando a visão signi cativa do todo na relação escola-família, trazendo a possibilidade de criarmos, a partir da escola, um ambiente de inclusão onde todos possam assumir os seus papéis, levando em conta os seus sistemas familiares, educativos e institucionais. As primeiras a aplicarem os princípios das constelações, criando um campo de pesquisa e prática, denominado

pedagogia sistêmica, foram a professora alemã Marianne Franke-Grickch e a professora Mexicana Angélica Oliveira. No Brasil, esses treinamentos tiveram início com a professora Hellen Viera da Fonseca que vem divulgando esse trabalho por todo Brasil. IAR: Quais as suas percepções sobre os resultados imediatos, após a vivência? Marta: Por meio da exposição teórica e prática, as educadoras experimentaram como os três princípios aplicam-se em sua realidade, capacitando-as a ajustar e a transformar suas posturas não somente com seus alunos, com seus familiares, mas em todas as relações. Re etimos sobre a compreensão da importância do lugar de cada um dentro da família, o quanto é fundamental o equilíbrio das relações. É primordial estar atento às diferenças de cada criança. Cada uma recebeu um recurso diferente de seus sistemas familiares e assim apresentam seu tempo e sua forma de aprender. A educação é a solução para muitos problemas que enfrentamos. Dentro da visão sistêmica os alunos são vistos como parte de um contexto de relacionamentos, não como indivíduos separados. Como seres sistêmicos estamos entrelaçados nos destinos do nosso grupo familiar muito profundo e inconsciente. “Cada mudança em algum lugar dá origem à mudança no todo.” Marianne Franke.

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Aconteceu

Quem entra na Amélia Rodrigues ca encantado com a diversidade de cores que tomaram conta de paredes, portas, janelas, corrimãos e piso da Instituição. Em ação voluntária, um grupo de cerca de 40 pessoas, do Instituto InterCement, arregaçaram as mangas e, munidos de pincéis, rolos e muita boa vontade, deram vida a espaços que antes eram monocromáticos. O trabalho foi realizado nos dias 30 e 31 de agosto. “Acenderam o sol”, disse um dos educandos da Amélia ao ver o corredor da sala de aula que antes era marrom, pintado de amarelo. “Adorei as portas coloridas”, diziam as crianças ao entrarem nas salas de aula. Todo o valor empregado na compra dos materiais de pintura, além da troca de 9 portas, foi doado pelo Instituto InterCement. “Foi uma ação inspiradora para todos

Voluntários

|Colaboradores do InterCement deram vida nova as paredes e portas (abaixo) nós. Tivemos a oportunidade de poder participar da história de cada criança, e isso é a construção de uma relação que deixa frutos, não somente para os voluntários que atuaram nesses dias, mas como uma corrente do bem que nos ensina a importância de humanizar nossas relações. Somos muito gratos pelo acolhimento da Instituição”, relatou Rodrigo Bertolini, coordenador de Suporte ao Negócio, da empresa InterCement.

Antes

Depois

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Aconteceu

Pátio renovado Outra área que foi totalmente revitalizada na Instituição foi o pátio onde as crianças brincam. O espaço, que antes era triste e cinza, ganhou desenho bem colorido, com pista de mão dupla, lago, ponte, formas geométricas, amarelinha, bem como alfabeto e numerais. Tudo isso, graças à ação voluntária de funcionários do Banco Itaú. A ação, que ocorreu nos dias 04 e 05 de outubro, contou com a colaboração de 10 pessoas. “Realizar a pintura do pátio da Amélia foi uma experiência muito grati cante. Engajar os colaboradores, correr atrás de recursos e doações fez com que nossa diretoria se unisse ainda mais em prol de um propósito muito maior”, relatou Renata Barroso Aguiar, da Operações Cartões e Bko Cobrança. De acordo com Renata, a ação serviu

Voluntários

Depois

|Grupo do Banco Itaú transformou o pátio com pintura educativa para as crianças ainda para conhecer novos parceiros, ganhar novos amigos. “Por mais difícil que pareça, tudo se torna fácil quando fazemos com amor e com dedicação. Não posso deixar de citar as empresas AkzoNobel, Condor e MC Pisos e Revestimentos. Eles foram peças-chave para a pintura car linda”, ressaltou. “Receber os vídeos das crianças brincando e aprendendo não tem preço”, nalizou.

Antes Fotos: Ingrid Mormito

Tel: (11) 4978-1531 www.chicaroni.com.br

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Aconteceu

Precisamos cuidar das emoções de nossas crianças Vivemos em um mundo repleto de di culdades, de toda ordem. Crise econômica, social, moral... Mas é preciso sempre estimular no ser humano a capacidade que ele tem de superar as próprias di culdades. Certamente, isso se re etirá de maneira positiva à sua volta. |Em roda de conversa, educandos falam sobre seus sentimentos - Fotos: Ingrid Mormito

Na Amélia Rodrigues, a partir dos 6 anos de idade, as crianças recebem orientações por meio do Programa Amigos do Zippy, que visa à educação emocional dos pequenos, ajudando-os a lidarem com os seus problemas, no dia a dia.

tos tais como a alegria, a tristeza, a raiva, as ameaças e a saudade, dentre outros. “Trabalhamos tudo que, de alguma maneira, possa interferir no emocional da criança”, relatou Lusmar.

De acordo com a educadora Lusmar Ferreira, esse trabalho estimula a criança a expor os seus sentimentos, tanto com os amigos em sala de aula, quanto com os educadores, além de auxiliá-los a construir estratégias e soluções para resolver os programas.

Quem é Zippy Zippy é um bicho-pau, que faz parte do contexto de uma história, em que um grupo de crianças vive situações do cotidiano, com a presença dele. Na Instituição, o boneco foi confeccionado pela o cina de costura, por voluntárias.

Em rodas de conversa, os educandos vão aprendendo a identi car sentimen-

Durante todo o programa, o personagem de pelúcia acompanha as crianças em todas as atividades realizadas na Instituição. “Ele acaba virando uma pessoa da família”, esclareceu a educadora.

|Cerimônia de “despedida” do boneco Zippy

Há um momento, após meses de convívio com o boneco, em que as crianças são preparadas a lidar com a sua ausência, porque ele “morre”, e é, então, realizado um funeral e enterro simbólico. “A morte é uma realidade, e precisamos conversar com as crianças sobre isso”, observou.

Lusmar comenta que os educandos sugerem ações que façam bem, toda vez que passam por uma situação difícil, como conversar, ler um livro, dançar, cantar e brincar, dentre outras atividades. “Com isso, elas adquirem habilidades para poder lidar com as di culdades”, a rmou. Para a educadora, seria importante que todo adulto compreendesse a criança. “O que se passa dentro dela irá transparecer em atitudes. Se temos uma criança saudável, ela nos oferece respostas positivas, alegres, felizes”, relatou. “Se eu cuido da minha criança agora, com certeza nós vamos ter um Brasil, uma nação de gente saudável, de pessoas que daqui a 20 anos não queiram se suicidar ou matar o próximo, que não queiram ter atritos, brigas e confusões no dia a dia. Futuramente, teremos crianças, jovens e adultos sadios capazes de cuidar de nosso planeta, da família, aptos a cuidar do próximo e a estender a mão, respeitar as diferenças de cada um. Creio que isso seja bem importante para nós”, nalizou.

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