CASA DO POVO - VILARANDELO
Não são de pedra as nossas casas, mas de mãos...
Boletim Informativo da Casa do Povo de Vilarandelo - Concelho de Valpaços cttcorreios
TAXA PAGA PORTUGAL
Direct. e Edit.: DIRECÇÃO DA CASA DO POVO DE VILARANDELO - Comp. e Imp. Tipografia Valpacense
JUNHO - 2011
II SÉRIE
ANO V
NÚMERO 25
GRUPO DE TEATRO LORDELENSE
Índice O sr.º Pimpão..........................Pág.2 Apoio Domiciliário...........Pág.2 Aniversários dos idosos....Pág.3 69º Aniversário da C.Povo... Pág.4 M a ri a n a D ’ A g o rd e l a . . . . . . . . P á g . 4 Usprigozus..........Pág.5 Dia Mundia l da Dança......P ág.5 Dia Mundial da Criança....Pág.6/7 Recordar é viver (Padre Manuel Mesquita)...........Pág.8/9/10 Produção de nozes..............Pág.11 Jardim de Infância (sala piratas) ....................Pág.12 .
69º 69º ANIVERSÁRIO ANIVERSÁRIO DA DA CASA CASA DO DO POVO POVO DE DE VILARANDELO VILARANDELO
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Aos Sócios da Casa do Povo
Lembramos a todos os S ó c i o s q u e e s t ã o e m p a g a m e n t o as quotas de 2011 e anos anteriores. Só de m ã o s d a d a s conseguiremos vencer!... P.F. Liquide as suas quotas na secretaria. A Direcção
Porque é de absoluta justiça referir, ainda no âmbito da homenagem que o Arauto de Abril/2011 prestou à grande mestra Professora D. Maria Amélia Castelo, queremos lembrar aos nossos leitores que a fundação da Casa do Povo de Vilarandelo se deve a seu marido, António Lopes Guedes, enquanto Presidente da Comissão Organizadora. Assim, com o apoio do Sr. Dr. Joaquim Trigo de Negreiros, irmão de seu cunhado Eng. Álvaro Trigo de Abreu, casado com D. Berta Castelo Trigo de Abreu, a irmã de D. Amélia Castelo, e que desempenhava a função de Subsecretário de Estado das Corporações e Previdência Social, foi possível aprovar os estatutos desta, cada vez mais nobre Instituição, em 3 de Junho de
1942. A ele se deve também a compra do edifício sede, pelo valor de 50.000$00. É caso para dizer que, de há muitos anos a esta parte, sempre houve Vilarandelenses de “alma grande”, com espírito solidário e capazes de trabalhar em prol da comunidade. E neste contexto, o Arauto vai continuar a homenagear aqueles que, no passado, muito contribuíram para o progresso da nossa terra. Já temos outros em memória. Ta m b é m n o p r e s e n t e h á Vilarandelenses com garra e amigos da sua terra, pois desenvolvem nas diversas associações, de forma gratuita e absolutamente desinteressada, actividades que levam longe o nome da nossa terra. Cumpre-nos recordar, Grupo Desportivo de Vilarandelo, Rancho Folclórico, Banda Musical, Comissão de
Serração & Carpintaria Silva de: Mário Teixeira da Silva Av. da Liberdade n.º 17 | Tel./Fax: 278 749 233 5430-633 VILARANDELO
Carnaval, Clube Automóvel de Vilarandelo, Usprigozus Clube TT, Clube de Caça e Pesca, Comissão Fabriqueira e Comissão de Festas. Eventualmente, e o sensos 2011 o revelará, os residentes na nossa Vila são cada vez menos e nem todos têm alma Vilarandelense porque não são solidários nem desinteressados, mas a dinâmica dos bons suplantará o défice da quantidade e da qualidade de alguns. Eu falo de residentes porque, indubitavelmente, são eles o motor desta dinâmica. Nós, cá por fora, podemos apoiar moral e até financeiramente, mas é sempre muito pouco quando comparado com horas e horas de trabalho, quase sempre tiradas ao descanso.
António José Garcia Ferreira Secretário da Direcção
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Sócios
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Residência
1003 Sara Martins Vilabril
Vilar De Perdizes
1004 Antonio Madureira Medeiros
Lagoas (Valpaços)
1005 Maria Inácio L. Rafael Medeiros
Lagoas (Valpaços)
DONATIVOS
Lar de Idosos de Vilarandelo José de Sousa Silvério .........................................................................10,00€ Maria Alcina Pina Nogueira ................................................................20,00€
Jornal Arauto Anónimo ................................................................................. 20,00 António Henrique da Silva ..................................................... 10,00 Alda Natércia Doutel .............................................................. 20,00 Aida Teixeira Lopes Bandeira ................................................ 10,00 Augusto Florêncio Garcia ....................................................... 20,00 Carolina Fátima Rosa Brandão ............................................... 10,00 Carolina Odete Melo Aleixo Machado ................................... 10,00 Emília Nogueira Rosa Garcia ................................................. 20,00 Ilda Avelelas Lopes ................................................................. 20,00 Manuel Terra ........................................................................... 10,00 Maria de Sousa Garcia ............................................................ 20,00 Margarida Fidalgo .................................................................. 10,00 Maria de Lurdes Nogueira da Rosa Costa .............................. 15,00 Palmira Nogueira Alves .......................................................... 10,00 Sara Doutel Seca ..................................................................... 20,00
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Agência Funeraria Mariana Lino Lda. Vilarandelo
O Sr. Pimpão (Asdrubal Teixeira Já aqui neste Arauto se falou do Sr. Pimpão, nunca é demais falar desta figura típica do passado Vilarandelense. A srª Maria de Sousa Garcia, emigrante em França, deixa-nos mais uns relatos cheios de bom humor desta figura tão peculiar da nossa terra: “É verdade que o senhor Pimpão era muito aldrabão, mas tinha bom coração. Lembra-me que quando vinha à jeira trabalhar para nós, o meu pai dizia à minha
mãe: - Não contes muito com o Pimpão, que ele é muito aldrabão! Coitado, ele gostava de ajudar toda a gente, e como não podia cortar-se em quatro, não ia trabalhar para ninguém! Lembra-me uma vez ainda eu era pequenita e sem saber do que se passava, o Pimpão foi pedir a minha mão em casamento aos meus pais, dizendo que gostava muito de mim e que me ia fazer feliz. O meu pai com ar sorridente,
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respondeu-lhe: -Ó Pimpão! como é que posso confiança em ti se és um mentirosito?! Mais tarde, ele encontrou o grande amor da sua vida, uma senhora chamada Benedita, era uma senhora forte, mas muito bem-educada. O primeiro nome do Pimpão era Asdrúbal e a Benedita quando falava nele era: - Meu “sdrublinho” para aqui…, Meu “sdrublinho” para ali…. Também me lembra que um dia vieram os dois trabalhar para nós nas vindimas e quando chegou a hora da merenda, a minha mãe estendeu a toalha no chão, no meio de um valado da vinha da “Pena Partida”, estávamos nós uns sentados no chão outros de joelhos ao redor da toalha, comendo e bebendo, então cada um ia contando anedotas que às vezes eram
daquelas “vermelhas”. Eu e as minhas irmãs estávamos envergonhadas, mas com o ouvido bem à escuta… Lembra-me também, que ele tinha um café no bairro do Outeiro, chamava-se “Café Jordão Benedita e Pimpão”. O que mais me marcou na história de vida do Sr. Pimpão, foi quando se casou. A Igreja encheu-se de gente, os sinos começaram a tocar uma entrada que nunca mais tinha fim, era badalão, badalão, badalão! Então, os Vilarandelenses que ainda não estavam ao corrente do casamento do Pimpão e Benedita, quando ouviram os sinos da igreja que nunca mais paravam de tocar, juntaram-se todos no adro e foi um belo dia e uma linda história… (Que Deus lhe perdoe por tantas mentiras que dizia…)” Maria de Sousa Garcia
APOIO DOMICILIÁRIO DA CASA DO POVO A terceira valência da Casa do Povo, depois da Creche e Pré-Escolar, foi o Apoio Domiciliário, com início em 01.07.1997, com apenas 3 colaboradoras e com os serviços de higiene pessoal, higiene habitacional e tratamento de roupa. Com a abertura do Centro Comunitário/ Centro de Dia em Março de 1999, não tem parado de crescer. Hoje, com um número significativo de colaboradoras, presta todos os serviços de que os nossos Idosos carecem, além dos acima indicados, a refeição ao domicílio, apoio na ida à farmácia, na preparação e sensibilização na toma dos medicamentos, na marcação de consultas e mesmo no transporte ao Centro de Saúde ou Hospital mais próximo, na ida à mercearia, etc. A solidão, o isolamento e a doença são frequentes no seio da classe mais idosa da nossa zona de acção. Em muitos casos, a única presença, o único apoio, as únicas mãos amigas são sem dúvida as das senhoras do Apoio Domiciliário.
As Colaboradoras executam um apoio constante, não só aos Idosos de Vilarandelo, mas também das freguesias vizinhas de Sonim, Barreiros, Santa Valha, Ervões e Alvarelhos, num total de 85 utentes e cerca de 20 em lista de espera. Há dias ao folhear o Boletim Informativo das IPSS e ao ler um artigo extenso do Presidente Autárquico bem conhecido de todos, Moita Flores, este dizia como título “ O Governo Português deveria erguer uma estátua às IPSS de Portugal”. Se todos pensarmos bem, o que seria das crianças e idosos do nosso país, se não fossem os serviços e equipamentos das Instituições de Solidariedade Social do nosso país?... Como uma das responsáveis pela valência, deixo aqui um agradecimento merecido a todas as colaboradoras que tão bem têm desempenhado este não sempre fácil trabalho humanitário… Bem hajam!… Educ. Social Carminda Calado
Parte da equipa do apoio domiciliário
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Aniversários dos utentes do Lar de Idosos
Domingos Valadares. Nascido a 03/04/1927. Natural de Cerva 84 anos
Luís Ferreira. Nascido a 04/04/1926.
José Moura. Nascido a 06/04/1948.
Palmira Melo. Nascida a 14/04/1921.
Natural de Valpaços 85 anos
Natural de Alvarelhos 63 anos
Natural de Vilarandelo 90 anos
Manuel Silva. Nascido a 21/04/1936.
Maria Assunção Sousa. Nascida a 01/05/1922.
Alcina Alves. Nascida a 18/05/1926.
Fernando Medeiros. Nascido a 30/05/1925.
Natural de Aveiro 75 anos
Natural de Sonim- 89anos
Natural de Valongo 85 anos
Natural de Vilarandelo 86 anos
A maior prenda que se pode dar aos outros é o exemplo da nossa própria vida!...
Aniversários dos utentes do CENTRO DE DIA
Carminda Fidalgo. Nascida 02/04/1960 Natural de Ervões 51 anos
Artur Gonçalves. Nascido 05/04/1927
Heitor da Rosa.
Natural de Santa Valha 84 anos
Nascido 12/04/1924 87 anos
Laura Mairos.
Elisa Agranja. Nascida 10/04/1927
Nascida 06/04/1928 83 anos
Natural Vilarandelo 84 anos
(Casal)
Naturais de vilarandelo
Amélia Moreno. Nascido 10/04/1933
Teresa Lopes. Nascida 14/04/1927
Josefina Nogueira. Nascida 21/04/1923
Maria Helena Ferreira. Nascida a 24/05/1970
Natural Vilarandelo 78 anos
Natural Vilarandelo 84 anos
Natural Vilarandelo 88 anos
Natural de Chaves 41 anos
EURO TALHO GOMES de: Artur António Gomes Tel. 278 749 190
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SALSICHARIA QUEIJOS MARÍSCOS
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69º ANIVERSÁRIO DA CASA DO POVO DE VILARANDELO A Casa do Povo de Vilarandelo celebrou no início do corrente mês mais um aniversário com a seguinte programação: Sábado- Dia 4 de Junho, às 21,30H, no Salão da Casa do Povoapresentação da peça de Teatro “ Fidalgo sem vintém procura esposa rica”, pelo grupo de teatro do Centro Cultural Lordelense-Vila Real. Domingo- Dia 5 de Junho às 11,00H, na Igreja Matriz de VilarandeloMissa Solene, pelos Directores, Sócios e elementos das actividades culturais já falecidos. Foram umas comemorações singelas, mas cheias de significado!... O Grupo de Teatro Lordelense, à semelhança de apresentações anteriores, brindounos com uma magnífica actuação e repleta de humor!... No futuro esperam-nos tempos difíceis, no entanto procuraremos estar sempre atentos aos mais necessitados, especialmente às crianças e idosos O Presidente da Direcção Normando Alves
A MARIANA D'AGORDELA Mulher franzina, mas rija e corajosa. Provavelmente não sabia ler, mas era inteligente, muito perspicaz e astuta para o negócio. Endiabrada e atrevida de sobra para aquela época. Nos anos de cinquenta a oitenta, toda a gente da região conhecia com muito carinho a Mariana D'Agordela. Enfiada numas galochas, ia a pé de dia ou de noite, sozinha ou acompanhada por outros contrabandistas homens, porque de mulheres era a única que se atrevia a fazer do contrabando o seu modo de vida. Era uma figura típica da feira de Vilarandelo, montava a sua tenda num lugar bem vistoso da feira, vendia desde o chinelo à boina galega e vendia muito, roupa interior de senhora que trazia de Espanha, que as coisas lá já andavam mais para a frentex. Os Guardas que já a conheciam de ginjeira, diziam-lhe a brincar: um dia destes vais presa Mariana… Ela, com uma gargalhada e a resposta na ponta da língua como era seu timbre,
respondia… - prendei-me aqui pelas barbas…- e fazia um gesto obsceno, tão artístico, que só ela era capaz. As ditas asneiras populares, da boca dela eram autênticos piropos. Adorava estar em grupo e contar anedotas, cada uma mais picante que a outra, fazia rir todo o mundo e todos gostavam da sua graciosidade. Era assim a brincar que ela tocava o negócio para a frente. Mas atenção… nunca começava as anedotas sem primeiro rodopiar sobre si própria e ver se havia crianças por perto. Era extremamente delicada com as crianças, nunca passava sem fazer um carinho, ou dizer uma graça. Eu tinha à volta de quinze anos nessa altura e fui um privilegiado em conversar com a Tia Mariana como vulgarmente a tratávamos. Quando conversava a sério, também o sabia fazer, dava-nos conselhos de educação e bom comportamento. Achava muita piada à sua dupla personalidade. Eu já trabalhava na barbearia, por
baixo dos correios velhos, que era do Senhor Manuel Mairos. Com todo o respeito, era ali que se sabiam todas as novidades e se punha o noticiário em dia. Ele tinha estado no Brasil e tinha a escola completa. Eu gostava muito daquilo, porque aprendia com os mais velhos. A tia Mariana, era a única mulher que ousava entrar naquele ambiente só para homens, mas ela sentiase como peixe na água, animava o salão e fazia negócio. O nosso saudoso Padre Mesquita, que numa ocasião estava a cortar o cabelo e a fazer a croa, quando acabou, também quis participar na brincadeira e toca com um dedo na barriga da senhora, com delicadeza e disse…. - Está-te a crescer muito a barriga Mariana! … Esta, sem pestanejar respondeu: - Então o Senhor Padre não sabe o que fez? …. Arrancou uma gargalhada geral no salão. O Senhor Padre Mesquita engoliu em seco e deve ter pensado… quem se mete com a Mariana leva troco.
A alegria contagiante e boa disposição faziam parte da sua vida. Estou a vê-la nas suas galochas, graciosamente vestida, sempre com os sacos com algo para vender. Saía de Vilarandelo, galgava o Piago, atravessava o planalto do Perrôxo com o passo aligeirado e ia-se aninhar na sua aldeia D'Agordela, bem lá num buraco juntinho ao rio calvo, que eu conhecia bem de ir para lá com o meu irmão mais velho à pesca. Vejo individualidades que são homenageadas pelos cargos que ocupam, mas em termos de humanidade, popularidade ou simpatia, ficam muito aquém … Por isso, rendo aqui homenagem a esta Senhora com um “ S “ bem grande, pela alegria e ensinamentos que proporcionou àquela geração. Bem-haja, Tia Mariana
Eduardo Ferreira da Costa
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VIII RAID DA ROTA DO FOLAR Usprigozus Grupo TT de Vilarandelo realizaram nos dias 15, 16 e 17 de Abril de 2011 o seu VIII Raid da Rota do Folar integrado nos eventos da Feira do Folar que se realiza em Valpaços. Foram três dias de árduo trabalho por parte da organização na tentativa que o raid decorresse com a qualidade já demonstrada em edições anteriores, indo ao encontro de sugestões dadas pelos participantes para que os mesmos sintam que valeu a pena participar e retornar nos próximos. Deu-se início ao evento no dia 15, com a realização de um passeio nocturno, com vista aquecimento das máquinas, terminando com um habitual petisco. No dia 16 pelas 10H deu-se o arranque para um dia de muito esforço após um fugaz pequeno-almoço, com muita pedra e trialeiras que exigiam dos participantes alguma preparação física e sobretudo muita destreza para superar os obstáculos. Seguiu-se mais uma parte do percurso com belas paisagens das serras de Valpaços onde os participantes puderam contar com um farto almoço na freguesia de Canaveses. Após o mesmo partiu-se para mais uma aventura pelas belas serras do concelho de Valpaços com muita pedra e charcos que exigiu muita perícia, terminando o raid na cidade de Valpaços por volta das 19.30H. Este raid contou com a presença de 260 participantes que se distribuíram por 140 motos e 60 jipes, nos quais, 60 presenças eram de amigos Espanhóis (da região de Vigo e Xinzo de Limia) e 10 Franceses (da zona de Sancerre). Os percursos foram sinalizados com fitas para as motos e roadbook para os jipes. Pelas 21H após os participantes terem tomado um belo duche e arrumado as suas máquinas, seguiu-se o jantar onde foram repostas as energias dispendidas ao longo do dia. Foram entregues as lembranças habituais de participação. No dia 17, os participantes que ainda permaneceram na cidade foram presenteados pela organização com mais um belo e delicioso porco no espeto. Às 15H iniciou-se mais um Trial de Jipes que com mais ou menos preparação, conseguiram superar obstáculo a obstáculo até ao final, prendendo assim a atenção de milhares de espectadores até ao escurecer. Foi com imenso prazer que esta equipa terminou mais um evento tendo recebido numerosos elogios dos participantes pelo percurso escolhido. A organização agradece a todos os presentes a sua participação e aos patrocinadores que colaboraram com esta equipa para que este se pudesse realizar O nosso muito obrigado e até ao próximo ano. A Direcção
CENTRO DE DIA E LAR DE IDOSOS Dia Mundial da Dança Na sequência do Plano Anual de Actividades realizou-se no dia 29 de Abril o Dia Mundial da Dança. Esta actividade teve lugar na parte exterior do centro de Dia que foi decorada a preceito para a ocasião. A actividade consistiu num concurso de d a n ç a composto por 10 pares, sendo estes utentes do Centro de Dia e do Lar de Idosos. Não querendo deixar de obter uma boa prestação os nossos idosos ensaiaram entusiasticamente durante duas semanas. Para avaliar a sua prestação final estava presente o júri constituído por 3 elementos, o Presidente da Casa do Povo de Vilarandelo Sr. Normando Alves, D. Maria Alice Nogueira utente do Centro de Dia e Sr. Amélia do Vale utente do Lar de Idosos. Da avaliação do júri resultaram 3 pares vencedores, 1º Amélia
Júri
Moreno / António Teixeira, 2º Amélia Coroado / Elvira Imaginário e 3º José Silvino / Arlete Medeiros. Os vencedores foram galardoados com uma medalha, uma rosa e um diploma de participação. Os restantes pares obtiveram também um diploma de participação no concurso de dança. Foi uma tarde de convívio m u i t o animada onde se cultivou a socialização entre os utentes e Os 3 Pares Vencedores funcionárias de diferentes valências e se reviveram costumes de outrora. O convívio prolongou-se durante o lanche. Parabéns a todos os idosos pela sua excelente participação. Sandra Oliveira Técnica Superior de Desporto
Dia Mundial
Da Criança
O Dia Mundial da Criança não foi só uma festa onde as crianças ganharam presentes. Este ano o maior presente para as nossas crianças foi a vinda dos pais ao nosso Jardim-de-infância. Foi um dia com muita animação onde os pais em conjunto com os filhos e os colaboradores desta instituição brincaram e interagiram com alegria na realização de vários jogos tradicionais. Depois dos jogos e já um pouco cansados, reunimo-nos todos no nosso bonito parque para um delicioso e merecido lanche, onde oferecemos a todas as crianças um crachá com as suas fotografias As colaboradoras, pais e crianças agradecem a colaboração da Direcção da Casa do Povo pela oferta do crachá e pelo lanche. A todos os pais queremos desde já agradecer a vossa disponibilidade e colaboração. O dia mundial da criança é também um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações (discriminação significa ser-se posto de lado por ser diferente). A 20 de Novembro de 1959, várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a "Declaração dos Direitos da Criança". Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz. Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional! As Educadoras
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RECORDAR É VIVER
Homenagem ao Padre Manuel Torrão Mesquita Por: António José Garcia Ferreira e Normando Alves
Ilustre conterrâneo nascido a 29 de Março de 1911 e como muitos outros, filho de gente simples, que desenvolvia, como tantos outros casais, uma actividade ligada à agricultura. Deste casal em concreto, António dos Santos Torrão Mesquita e Josefa de Almeida Mesquita, nasceram sete filhos, situação de família alargada, muito normal nos tempos de então. Esforçaram-se estes pais por dar aos filhos um futuro, que não passasse por uma agricultura que era pouco mais que de subsistência. Assim o Manuel, feita a 4ª classe, pelas mãos da ilustre professora D. Amélia Castelo, rumou ao seminário conciliar de Braga. Aluno aplicado, terminou o seu curso de sacerdote e celebrou “missa nova” na igreja matriz da nossa freguesia a 12 de Julho de 1936. A s u a a c t i v i d a d e s a c e rd o ta l desenvolveu-se pelas paróquias de Valpaços, Chaves e Vilarandelo, onde chegou em Outubro de 1962, tendo abandonado a actividade em 1978. Morreu a 21 de Outubro de 1982 e encontra-se sepultado no cemitério da nossa Vila. Dada a sua dinâmica, em todas as paróquias desenvolveu obra de elevado mérito, nomeadamente, na área social, de apoio aos mais desfavorecidos e aos mais jovens. Neste pormenor a ele se deve a criação do grupo de escuteiros de Valpaços. Em Chaves pôs em funcionamento uma cantina para “matar a fome” aos mais pobres. Em
Vilarandelo, foi elemento importante na prossecução dos objectivos subjacentes à reactivação da Casa do Povo, que havia acontecido em Dezembro de 1960, ao lado da direcção presidida por José Ribeirinha Machado, ainda no tempo da “sopa dos pobres”. Foi o obreiro da construção da residência paroquial pois, com uma visão de futuro dizia, “sem residência paroquial a nossa terra sujeita-se a ficar sem padre” e tal teria, garantidamente, acontecido. Para a concretização desta obra, teve o apoio do povo, residente e ausente, e neste âmbito deslocou-se a terras africanas para angariação de fundos. Ta m b é m o g r u p o d e j ove n s estudantes da época, anos sessenta (geração de garra), levaram a cena um espectáculo de teatro no salão da Casa do Povo cuja receita, se destinou a apoiar construção da residência paroquial O Padre Manuel tinha com os jovens uma relação fantástica e o seu sacerdócio era especial, muito cativante, nada fundamentalista, muito compreensivo. Para um melhor conhecimento da personalidade e carácter do Padre Manuel, publicamos três testemunhos de pessoas que com ele conviveram muito de perto, em circunstâncias diferentes; Falamos do Sr. Coronel Américo Garcia, do Dr. Francisco Taveira e do Sr. Padre Delmino, e dois artigos publicados no Arauto de Novembro de 1978 e Outubro de 1983,respectivamente. Informam-se os estimados leitores, que no próximo dia 23 de Junho, dia do Corpo de Deus, vai ser prestada na cidade de Valpaços uma homenagem ao Padre Manuel, com inauguração de um busto do homenageado. O local escolhido, situa-se na Avenida Dr Manuel Chaves Sobrinho de Morais, junto à sede do Grupo de Escuteiros de Valpaços. É uma iniciativa de um grupo de valpacenses, que contou com o apoio da Câmara Municipal.
estudos. A rede escolar na época era Testemunho de Américo Garcia limitada e muito dispendiosa, pelo Algumas, de tantas memórias que o Seminário era a alternativa A primeira possível. In “Arauto” de Novembro 1978 lembrança do Até que, em meu padrinho Janeiro de situa-se pelos 1951, com meus cinco, treze anos seis anos, acabados de quando ele fazer e, passava a alta perante a velocidade na desconfiança sua potente e de expulsão enorme mota do Seminário pela nossa (não sei se aldeia e infundada), despertava decidi que em mim um não lhes daria e n o r m e e s s a sentimento de satisfação: orgulho! E i l u d i a dizia para os vigilância dos m e u s prefeitos amiguitos: " lá (padres que vai o meu asseguravam padrinho"! a disciplina) e Era assim que, fugi! n a q u e l a Em Valpaços, época, o P. Mesquita se deslocava o meu padrinho aguardava-me com entre as suas paróquias preocupação: "No Seminário estão (Valpaços, Poçacos e Valverde ) e muito aflitos, pois não sabem do teu também para outras freguesias, paradeiro! Telefonaram-me para se solicitado a colaborar em voltares; tratou-se dum malqualquer acto de culto. entendido"! Mas eu tinha saboreado Não muito tempo depois, tive a sensação da liberdade, quando p o u c a s d ú v i d a s s o b re a s saltei as grades do Seminário e não ia características da dita mota: larga-la mais da mão: nem que potente, testemunhas arriscasse tudo!" Mas eu não volto credenciadas afirmam que não, para o Seminário"! Em momentos enorme, relativamente ao meu cruciais da nossa vida, a presença tamanho, alta velocidade, talvez duma pessoa tolerante e para a época....e ruidosa, com compreensiva, como era o meu certeza, mas isso era sinónimo de padrinho, com capacidade para lidar cansaço, rugido da máquina que com a ansiedade e expectativas dos estava a fazer um grande esforço jovens, pode definir-nos o futuro. E para se manter no activo! foi o que aconteceu comigo. O meu testemunho e as O P. Mesquita tinha um dom especial recordações deste homem para compreender a juventude; a maravilhoso acompanham, de obra que desenvolveu para ocupar os certa forma, grande parte da seus tempos livres, fortalecer os minha vida, pelo que terei de laços de solidariedade, pedir desculpa aos meus leitores responsabilidade e força de carácter pelo meu envolvimento em foi extraordinária e perdurou. Ainda alguns episódios; mas pareceuhoje é recordado com emoção por me a maneira mais sincera de todos os que tiveram o privilégio de o descrever o que sinto. ter como mentor e exemplo! Em 1948, após fazer a 4ª classe, A transferência para Chaves não que na altura era o grau de ensino alterou a vida e atitude do P. a que a esmagadora maioria dos Mesquita, perante os que o portugueses podia aspirar, os rodeavam: passou a dispor de menos meus pais foram incentivados a tempo para si, pois as exigências permitirem que continuasse os duma comunidade bastante maior a
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Recordar e viver (continuação).
conviveram o permanente desejo de In “Arauto” Outubro de 1983 conhecer novos horizontes! Intrigas e conflito de interesses, no seio da Diocese, conduziram a disputas de poder, susceptíveis de arrastar mesmo aqueles para quem o poder nada significava, como era o caso do P. Mesquita. Talvez a transferência para a sua aldeia natal, tivesse uma intenção de castigo. Mas, para uma pessoa que estava bem com a sua consciência, com uma v i n ca d a n o çã o d a missão que lhe era destinada, não havia lugar para sentimentos de desilusão ou revolta: a sua conduta estava acima de conflitos menores. Na sua aldeia natal Continuação da pág. 8 encontrou paz e isso obrigavam. No entanto, não amizade; teve mais tempo para a prescindia de hábitos que eram mal família, para os muitos amigos e vistos pelas autoridades mais conterrâneos. Não desistiu de viajar, conservadoras da Diocese: ia, depois mas agora as idas ao estrangeiro do almoço, tomar o café num lugar raramente aconteciam; aproveitou público, e tinha sempre tempo para todo o tempo para comungar com conversar com os seus amigos, aqueles que sempre estiveram enquanto desfrutava destes períodos próximos de si. de descontracção. Lisboa era um destino frequente do P. Quando eu vinha de férias, já Mesquita. No entanto, nesta fase da adolescente, passava sempre um ou sua vida, as visitas à capital, onde dois dias com ele em Chaves, pois a residiam três dos seus seis irmãos, sua companhia era um prazer e a tornaram-se mais regulares e, penso abordagem dos temas mais difíceis eu, mais carregadas de significado. tornava-se simples: se quisermos Havia que elaborar um rigoroso simplificar, digamos que a confissão, calendário da sua estadia, pois pelo menos para mim, consistia em ninguém prescindia da sua presença. manter uma conversa com o meu A visita a casa de cada um dos irmãos padrinho, nas ruas da cidade, dando- transformava-se numa verdadeira nos a sensação de que dispunha para romaria! Todos queriam estar nós de todo o tempo do mundo. Deus presentes; iam todos a casa de todos. n ã o e r a a p r e s e n t a d o c o m o Estes encontros com a família, em ameaçador, mas compreensivo e Lisboa, proporcionavam momentos ciente das nossas fragilidades. "Não alegres e divertidos, uma autêntica há mérito para quem, naturalmente, comunhão de sentimentos que todos não peca e está isento de tentações". recordavam a pensar na sua Esta abordagem, para um jovem que repetição no mais breve prazo. tinha iniciado a sua educação Nos intervalos deste apertado religiosa no Seminário, com confissão calendário, pedia para ir aos lugares semanal obrigatória, era uma janela mais típicos e castiços de Lisboa: de esperança e optimismo! lugares onde se encontravam O P. Mesquita viajava muito. Com o realmente as pessoas. Sentia-se à dinheiro que tinha, isto é, pouco; vontade a conversar com os aproveitava todas as oportunidades frequentadores habituais duma que a limitação imposta pelas suas taberna: ouvia as suas ideias, trocava obrigações paroquiais lhe impunha; com eles opiniões, ria-se com as suas tanto podia ter acesso a uma viagem piadas, apercebia-se das suas com alguma comodidade, como se alegrias ou tristezas. sujeitava a condições bastante Em Vilarandelo, agora como pároco, precárias, como campismo (só me mantinha longas conversas com uma ocorre o campismo selvagem) e alma gémea, também conterrâneo, o peregrinações em autocarros sem Dr. Olímpio Seca. Como era possível hotéis marcados...Mas das suas que duas pessoas com crenças tão viagens tinha que retirar sempre diferentes mantivessem conversas algum enriquecimento. E falava delas intermináveis sobre os mais variados com um entusiasmo contagiante. t e m a s ? O s v i l a r a n d e l e n s e s Creio que incutiu aos que com ele conhecem muito bem a semelhança
entre estes dois homens: ambos médicos (um do corpo, outro da alma), desprendidos dos bens materiais, preocupados com o seu semelhante. Decorria o ano de 1975 e, como a geração um pouco mais velha se recorda, a política nacional corria sem rumo à vista. O então chamado PREC (Processo Revolucionário em Curso), conduziu a mais uma infindável conversa entre os dois; o tema era controverso e não se vislumbrava qualquer conclusão (muito menos optimista). O P. Mesquita, a dada altura e já sem esperança de remédio para o país, rematou: "Oh, doutor, nós éramos capazes de ser felizes, se adquiríssemos um rebanho de ovelhas e passássemos a viver na serra com o produto do nosso pastoreio"! Ao que o Dr. Olímpio respondeu: "Talvez não fosse má ideia, padre. “Vamos pensar nisso"!
Padre Manuel em ambiente familiar, situação que lhe era muito querida. Reconhece-se a Alcininha, fundadora do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo, Aninhas Magalhães e Maria Deolinda
Testemunho do Padre Delmino PADRE MESQUITA É sempre com muita saudade que eu recordo este meu grande amigo e admirador. Depois de ter estado em Valpaços, foi colocado como pároco de Chaves. Chamou-me para colaborador da paróquia visto que eu tinha acabado o meu curso teológico no Seminário de Vila Real com 22 anos e só podíamos ordenar-nos sacerdotes aos 24 anos. Trabalhei na Catequese, na música litúrgica, num grupo da JOC e noutras actividades da Paróquia até ser ordenado sacerdote o que aconteceu passado um ano. Trabalhei na preparação da Missão que decorreu durante 3 anos e foi levada a cabo pelos sacerdotes capuchinhos sob a orientação do grande Mata Mourisca que depois foi Bispo de Uíge em Angola. Com o P. Mesquita aprendi a ser padre. Nunca me esquecerei da Cantina Paroquial onde iam comer mais de 300 crianças das escolas primárias onde nós íamos assistir muitas vezes, sendo as refeições servidas pelas
Senhoras da cidade que voluntariamente prestavam o seu trabalho Nunca poderei esquecer a sua dedicação à Paróquia visto que todos os dias estava no seu Cartório Paroquial onde recebia as várias pessoas que o procuravam. À noite, juntamente com os seus 2 coadjutores ia tomar o seu café que ele pagava sempre e onde se encontrava com pessoas da cidade. Era impressionante o seu desprendimento e a sua atitude pronta quando se apercebia de alguém necessitado. Lembro-me muito bem do seu dinamismo quando, durante uma cheia, foi preciso arranjar dormida e alimentação para muita gente. Quando promoveu a construção de 3 casas no Bairro Operário para dar a 3 famílias pobres. Sempre que havia qualquer festa familiar, ou no canto dos Reis, lá estávamos os Coadjutores, eu e o P. Alberto Aguieiras, sempre associados aos seus irmãos e sobrinhos comungando o mesmo ideal e vivendo a mesma alegria. Foi vítima de uma injustiça quando o Sr Bispo de Vila Real, movido por falsos conselheiros, o retirou para Vilarandelo, sua terra natal. Como, passado um ano, eu fui colocado em Tinhela, colaborei muito com ele em Vilarandelo ao serviço de várias actividades paroquiais e na ajuda da construção da residência. Ensaiámos uma opereta que foi representada em vários lugares para angariar fundos para a construção da residência. Assisti-lhe nos últimos momentos da sua vida juntamente com os velhos amigos, o P. José Ribeirinha e o Dr Taveira. Ainda me recordo bem da fé e saudade da sua irmã, a tia Marquinhas, quando nesse momento nos pôs a rezar por ele. Por tudo o que fez de bem ao serviço da Igreja e ao serviço dos outros, pelo bom exemplo que me deixou com a s u a e nt re ga a o s e r v i ço d o s Paroquianos, aqui deixo expresso o meu agradecimento. Que o Senhor a quem serviu o tenha lá no reino da sua glória.
O carro que lhe foi oferecido por um grupo de flavienses, encabeçado pelo seu amigo Dr. Mário Carneiro, aquando da sua saída da paróquia de Chaves, como testemunho de gratidão.
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A Recordar e viver (continuação).
Testemunho de: Francisco A Taveira Ferreira Médico - Cirurgião
Padre Manuel Torrão Mesquita …Obrigado!
Quis a vida e o destino que conhecesse o Senhor Padre Manuel Torrão Mesquita ainda muito menino na Igreja paroquial de Vilarandelo. Recordar o Homem e o Padre é percorrer a minha própria existência desde o berço até à Universidade. Quando menino da Escola Primária de Vilarandelo, frequentando os bancos da sala de aulas, vi um venerando Senhor de batina o Padre que nos ensinava Religião e Moral e muitas regras de Cidadania. Nesse tempo eu não sabia que além da Religião, da Moral e dos bons costumes ele nos ensinava, pelo exemplo e pela palavra, regras de convívio social, regras de cidadania, valores de convivência Humana. Organizou conjuntamente com a minha Madrinha Dª Alcininha, e
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certamente outras pessoas, um retiro no Pousadouro dois dias Quanta alegria e quanta vivência nova nesses dias!!. Fui seu acólito, ajudante de Missa, aprendendo a conviver em grupo. - Fui por ele convidado a integrar o Seminário onde só estive 18 meses pois essa não era, claramente, a minha vocação. Desde a quarta classe insistiu com os meus pais para que fosse estudar e orientou-me para a Telescola, onde outro amigo em sintonia com as suas ideias me orientou pela vida. Foi o Padre Torrão Mesquita que pediu ao Francisco Catumba para permitir que o filho fosse estudar em vez de trabalhar na terra como era norma. Não possuindo bens de fortuna e vivendo humildemente com fatos comprados em segunda mão, deixando por vezes a própria roupa para os pobres, (eram outros tempos!!) deu-me sempre lições de trabalho, organização e perspectiva de futuro. Na Telescola, que frequentei sem pagar propinas e recebi os Livros, também aí estavam o dedo do Padre e do Professor Ribeirinha. No que seria hoje o sétimo ano, indicou-me o Seminário como forma de continuar a estudar.
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Abandonado o seminário fui para o Colégio Privado de Valpaços, pertença da Câmara Municipal mais uma cunha do Padre ao então Presidente, Dr. Sequeira da Mota. Foi-me atribuída Bolsa de mérito e lá continuou o padre a empurrar. Quando terminei o nono ano foi comigo para que tivesse emprego num Banco em Valpaços. Sonhava eu muito alto e queria ser Médico. O Padre sorriu, mas sempre me disse que se vai onde se quer ir com esforço, trabalho e dedicação. Já na Universidade, ele com o peso da idade e eu preocupado com o início de vida, faltei aos festejos dos seus anos. - “ Então não tiveste tempo para me visitar?” - Sabe, Padre, estou muito ocupado. A vida é muito exigente e agora está bastante mal. “ Olha Rapaz, não te deixes agarrar pela vida. Mal está ela desde que fui para a Escola.” Estávamos em 1982 e iniciara a Escola uns sessenta anos antes. Que diria hoje? - Diria exactamente o mesmo. Quem era o padre Torrão Mesquita? Um homem nascido em Vilarandelo, Pároco de Chaves, de Valpaços e da sua Terra Vilarandelo, professor, amigo e conselheiro, atento e
disponível. Para mim foi um mestre na arte de viver e levar a vida. Na fase em que já estava doente, pude acompanhá-lo ao Médico no Porto e mantinha a mesma serenidade com que me dizia pelos meus 10 anos: “Não te deixes levar. A vida é muito exigente mas sempre premeia quem é justo, diz a verdade e tem conduta correcta.” Dos princípios de vida que defendia e pelos quais pautava a sua existência, deixou rastos nos que com ele privaram e tiveram oportunidade de conviver. Recordar é rever, é viver de novo. Para ele uma imensa gratidão, pelo que me ensinou, pelo que aprendi sem mo ter ensinado, pela imagem positiva que deixou e acima de tudo pelo espaço na mente e na alma que construiu. Pessoalmente desejo-lhe eterno descanso no seio de Quem serviu toda a sua vida. Perante Este Homem e a sua Figura, independentemente da posição do corpo a Alma fica de joelhos. Que Deus o tenha a seu lado para felicidade de ambos.
Padre Manuel e Padre Delmino, com grupo de trabalho da cantina de Chaves Padre Manuel no exercício da sua função sacerdotal
Se desejar receber o “ARAUTO” numa residência fora de Vilarandelo, queira por favor enviar o seu endereço para: ARAUTO Casa do Povo de Vilarandelo Rua das Escolas 5430-651 - Vilarandelo email: arauto2005@gmail.com Todos aqueles que desejarem enviar artigos para serem publicados no ARAUTO, devem fazê-lo para o endereço acima
Bilhete de identidade do Padre Manuel Mesquita
correio electrónico: casapovo.vilarandelo@iol.pt página web: www.cdp.vilarandelo.no.sapo.pt
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PRODUÇÃO DE NOZES Preparação do Terreno O solo tem que ser profundo e bem drenado; as terras que se utilizavam para plantar batatas de consumo ou semear trigo, ou os lameiros desde que não sejam alagados, são as mais indicadas. Antes da plantação e tal como se torna necessário para qualquer pomar, deve-se fazer uma lavoura bastante profunda ou de preferência uma ripagem. Escolha dos porta enxertos Dos diversos porta enxertos (nigra, regia, hindsii, paradox), creio que o mais aconselhável será o paradox ou o regia. Para plantações pequenas, pode-se fazer um viveiro com as nossas nogueiras antigas, de preferência as de casca mais rija, que não são mais do que regias e proceder posteriormente á enxertia (em fenda inglesa ou garfo de topo). Va r i e d a d e s P r o d u t i v a s e Polinizadoras As variedades e tendo em consideração o nossa clima, principalmente com Invernos frios, prolongados e com geadas tardias, terão que ser árvores de floração para o fim do mês de Abril (tulare, lara e chandler com muita reserva, fernor, fernette e franquette preferencialmente). Têm a vantagem de se protegerem das geadas tardias, mas com o inconveniente da maturação dos frutos ser em fins do mês de Outubro ou princípios de Novembro, aparecendo no mercado já um pouco tarde. O mercado das nozes, processa se essencialmente no último quadrimestre do ano e as nozes do Baixo Alentejo, por exemplo, estão á venda a partir do dia 20 de Setembro. As variedades nesta Província e porque não há o risco das geadas, já são aconselháveis outras (serr, hartley, howard, tulare, lara e chandler,). As polinizadoras, considerando que são absolutamente necessárias em qualquer pomar, são nogueiras cuja floração masculina coincide com a floração feminina das árvores a polinizar. Quase todas as variedades de nogueiras têm flores masculinas, que antecedem as flores femininas entre 5/10 dias e a libertação do pólen daquelas não coincide com a altura da recepção destas, pelo que é necessário ter 5 a 10% de polinizadoras. As variedades acima referidas estão por ordem de floração, da mais serôdia á mais tardia, pelo que podem servir perfeitamente como polinizadoras
umas das outras. De qualquer modo, qualquer variedade também se auto poliniza, mas se não houver polinizadoras, a produção é bastante menor (pode chegar aos 80%). Estas e para o efeito ser maior, devem estar dispersas pelo pomar e de preferência do lado em que sopram os ventos e ter mais que uma variedade, minimizando deste modo as irregularidades da floração, fruto das condições climatéricas que normalmente não são constantes. O excesso de pólen, que se diz propiciar o a b o r t o d o s f r u t o s ( P FA ) , principalmente na variedade serr, não tenho dado por ele na minha exploração. Esta variedade carrega-se de flor masculina (amentilhos), mas quando aparecem as flores femininas, os amentilhos já libertaram o pólen, sem qualquer utilidade e já caíram. Estasituação é normal em todas as variedades e muito mais acentuada quando há alterações climatéricas de um dia para o outro. Podas de Formação, Frutificação e Rejuvenescimento A poda de formação visa adequar a árvore, considerando o seu desenvolvimento equilibrado e uma boa penetração da luz. Pode ser em vaso ou em eixo vertical. Há variedades que aconselham uma ou outra ou qualquer delas. O compasso, que não deve ser inferior a 8x7 na poda em vaso, pode ser ligeiramente menor na poda em eixo vertical. A poda mais aconselhável e por ser mais simples, é a poda em vaso. Estas podas começam logo a ser feitas após a plantação e são essencialmente importantes nos primeiros três anos. A poda de frutificação ou produção, que é feita a seguir á poda de formação, portanto a partir do terceiro ano, visa a maior e melhor produção, eliminando a madeira morta, um ou outro ramo mal inserido e que prejudique a penetração da luz e deve ser feita todos os anos. A poda de rejuvenescimento visa a eliminação de ramos envelhecidos e o fortalecimento de árvores debilitadas. Qualquer destas podas deve ser feita durante o período vegetativo morto ou seja nos meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro. Tratamento do Pomar Nos primeiros quatro anos é aconselhável mobilizar o terreno, pois mantêm-o limpo das infestantes e favorece o enraizamento; a partir deste período deve-se utilizar herbicida nas linhas e deixar o
enrelvamento natural nas entrelinhas, devendo ser cortado quando se achar necessário com máquinas apropriadas, deixando no próprio local os desperdícios, que junto com os ramos mais delgados das podas, constituem uma boa matéria orgânica. Este processo limita a erosão, enriquece o solo, facilita a retenção da água das chuvas e sua infiltração e a circulação das máquinas. A rega que se torna fundamental para o desenvolvimento das árvores, aumento da produção e qualidade das nozes, não pode ser posta de parte e há que ter um cuidado especial. A água é fundamental, mas o excesso provoca a morte das árvores. O período de maior necessidade é o mês de Junho e Julho, diminuído até 10 dias antes da recolha, quando se deve dar por terminada. Há vários processos de rega, mas a microasperção, parece-me o mais aconselhável. Neste caso e ou em qualquer outro, há que ter em atenção que se deve molhar pelo menos 60% da superfície da copa. O inicio da rega, a periodicidade e as quantidades devem ser objecto de orientação com aparelhos próprios (watermarks ou tensiometros). No meu caso utilizo e com sucesso os tensiometros, tendo o cuidado de os colocar no inicio da rega e levantar no fim. Com qualquer dos aparelhos deve-se iniciar a rega quando marcam 60 bares e nunca permitir que baixem os 10. O ideal será mantê-los entre os 25/35 bares. Como as raízes funcionam até aos 40 cm, os mesmos deverão ser colocados na zona de rega até esse limite. Admitindo que o solo onde está inserido o pomar é mais ou menos uniforme, bastará apenas um aparelho. Como processo expedito, uma verguinha helicoidal em aço de 5mm que se espeta e tira na zona molhada ou a molhar, dá-nos uma boa indicação. Os tratamentos fitossanitários devem ser feitos atempadamente, considerando caso a caso. Estes incidem sobre a bacteriose, a antracnose, o bichado (carpocapsa), a broca (zeuzera), diversos piolhos, ácaros …. Se necessário e para o conveniente tratamento, há que procurar uma casa da especialidade, mas ter muito cuidado com as cargas demasiadas elevadas que se preconizam com cobres para a bacteriose e antracnose. Qualquer destas doenças ou pragas são facilmente detectáveis, no entanto
para o caso do bichado e broca, aconselha-se a utilização de armadilhas próprias, como auxiliar para a detecção da população e consequente tratamentos a efectuar. O bichado pode destruir uma produção, mas facilmente se ataca com os produtos existentes no mercado; a broca, que no Alentejo e porque o clima lhe é muito favorável e até pelas defesas que tem, pois aloja-se em galerias, necessita de uma atenção especial e quando instalada num pomar, pode destruí-lo completamente. Infelizmente, os produtos disponíveis no mercado e homologados para a agricultura convencional, são pouco ou quase nada eficazes. A fertilização é absolutamente necessária e para satisfazer as necessidades das árvores, terá que se proceder á análise da terra e das folhas, esta como complemento (a efectuar em meados de Julho) e proceder em conformidade. Recolha dos frutos e preparação para venda A apanha dos frutos não pode ser manual, a não ser em pomares muito pequenos e só nos primeiros anos de produção. O varejamento por vara é impensável, acarreta muita mão-deobra e prejudica as árvores, pelo que se deve proceder á vibração mecanizada. Para este efeito já existem no mercado diversas máquinas, quer independentes quer ligadas a tractores, que se utilizam nas amendoeiras e nas oliveiras As nozes e após a recolha terão que ser imediatamente descascadas (extracção do cascarão), em máquinas próprias e directamente enviadas para os secadores. O processo de secagem que dura normalmente 30 a 60 horas, necessita de cuidados especiais no controle da temperatura; seguidamente são calibradas, passadas pela máquina de extracção das chochas, tapete de escolha, ensacagem e pesagem, estando prontas para a entrada no mercado. Quanto ao mercado e como já referi anteriormente e enquanto não se privilegiar os produtos nacionais, quer pelos agentes comerciais, quer pelo consumidor, as dificuldades para o produtor são enormes.
23 de Abril de 2011 João Tété
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JARDIM DE INFÂNCIA SALA DOS Piratas Olá amiguinhos, nós somos a Sala dos Piratas. Somos um grupo de 20 meninos: 10 meninas e 10 meninos. Adoramos brincar mas o que mais gostamos é trabalhar. Este ano acaba mais uma etapa da nossa vida… somos os mais crescidos, somos quase todos finalistas, só um menino é que não vai para o primeiro ciclo. Um dia chegamos, muitas vezes com as lágrimas nos olhos mas com muita vontade de aprender… aprendemos a pintar, a cantar, a ajudar os amigos, a ouvir histórias, a sonhar… Agora que vamos partir, terminamos uma fase muito importante da nossa vida o pré-escolar. A partir daqui iremos encontrar outras fases bastante importantes, mas sabemos que seremos capazes de superar tal como fizemos nesta fase do pré-escolar. Outros novos mundos vamos descobrir, outras histórias vamos inventar. Levamos a alegria daquelas pessoas que fizeram parte desta etapa muito importante das nossas vidas, das grandes amizades que fizemos neste Jardim de Infância e das grandes aprendizagens que aqui adquirimos. Por tudo isto e muito mais, queremos agradecer a todos os nossos amigos que nos proporcionaram toda esta boa e longa caminhada. Muito obrigado/a FINALISTAS Foram vários anos no jardim-de-infância Inventando, sorrindo e correndo, Não aprendi tudo, Ainda tenho tempo, Levando a sacola, Ir para outra escola Saltar, correr e aprende, Tudo poderá acontecer, Ainda falta algum tempo, Sou pequeno, mas vou crescer…
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