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Não são de pedra as nossas casas, mas de mãos...
Fevereiro - 2012
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Jardim de Infância da Casa do Povo
II SÉRIE
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ANO IV
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N.º 29
Editorial
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Queridos amigos ! Os meninos da creche e do pré-escolar da Casa do Povo de Vilarandelo querem mostrarvos um pouco do seu jardim, porque foram recentemente presenteados pelos membros da Direção da Casa do Povo, com novo mobiliário e brinquedos para redecorar as suas salas. Para eles o nosso muito, muito obrigado pois assim contribuíram para aumentar o nosso conforto e bem-estar. No berçário, onde estamos, os mais pequeninos, da sala amarela, recebemos uma piscina de bolas, um tapete colorido e muitos brinquedos com que adoramos brincar.
m conformidade com o referido no Arauto de Dezembro de 2011, a comissão responsável pela obra escultórica de homenagem a José Ribeirinha Machado, iniciou já as necessárias diligências, nomeadamente, através de contactos com possíveis escultores, tendo em conta as matérias primas a utilizar, a pedra granítica ou bronze, o tipo de obra, estátua ou busto e a avaliação dos respectivos custos. Da informação recebida foi dada nota ao Senhor Presidente da Câmara já que, é suposto, que seja o poder autárquico a suportar parte significativa dos custos totais, inerentes ao conjunto da obra, escultura e área envolvente. Os valores apurados para uma estátua rondam os 43.000,00€ se utilizada pedra granítica e os 50.000,00€ se a opção for o bronze, montantes que se mostram incomportáveis para o Município, mesmo considerando que o reconhecimento do povo de Vilarandelo se vai mostrar muito generoso. Desta feita, a comissão decidiu-se por um busto, mas com representação da cinta para cima, por forma a ser possível mostrar os membros superiores, face à característica do Prof. Ribeirinha se exprimir muito através do gesto, representativo duma força e duma dinâmica que lhe eram muito próprias.
Págs. 6 e 7
Continua na pág. 2
Exposição de Pintura Pág.
Donativos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 Campanha de Sócio. . . . . . . . . . . 2 Homenagem a Agostinho Teixeira Lopes . . . . . . . . . . . . . . . 3 Jardim de Infancia Sala Laranja / Sala Azul. . . . . . . . 6 Sala Verde . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 Aniversários . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Comissão de Carnaval. . . . . . . . . 8 Transmontanos, portugueses esquecidos?. . . . . . . 9 Temas Agronómicos . . . . . . . . . . 10 Dia de S.Vicente . . . . . . . . . . . . . 11 Trabalhar e produzir. . . . . . . . . . 11 Festa de Natal / Dia de Reis . . . . 12 Vilarandelo na Rede Viária do Império Romano . . . . . . . . . . 13 Jardim de Infância Casa do Povo Sala Azul . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Pág. 8
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Editorial
Donativos DonATIVOS PARA O JORNAL
Os valores são, consideravelmente, mais baixos, pouco menos de metade, mas já compatíveis com os montantes que julgamos ser possível receber dos vilarandelenses e do poder autárquico. Tal como referimos no Arauto de Dezembro, os donativos devem ser entregues na secretaria da Casa do Povo, especificando a finalidade. As primeiras manifestações de gratidão e reconhecimento pela atitude e obra do Prof. Ribeirinha, das quais damos nota neste boletim informativo, dão-nos esperança e coragem para seguir em frente com toda a convicção de que é absolutamente possível atingir o objectivo a que nos propusemos. O povo de Vilarandelo não esquece a cantina dos anos sessenta do século passado, com distribuição de alimentos, a chávena de leite e a sandes de queijo às crianças, ao pequeno almoço e a sopa na hora do almoço; também não esquece os benefícios da telescola, que permitiu que muitos jovens pudessem terminar o 1º ciclo dos liceus sem ter que deixar a sua terra e desta feita poupar algum dinheiro aos pais, para além do incentivo que provocou nos jovens de então, motivando-os a prosseguir a carreira académica, alguns dos quais com muito sucesso; também o Jardim de Infância não é esquecido pela população, porque foi e continua a ser um apoio importante às famílias. Oportunamente, talvez no Arauto de Abril, já seja possível dar a conhecer as características finais da obra assim como os custos definitivamente calculados. António José Garcia Ferreira Secretário da Direcção
Maria de Fátima Cancelinha Charrua Magalhães..........................20,00 € António José Piralhas .......................................................................10,00 € Orinda Teixeira Salgado..................................................................100,00 € José Manuel Garcia Ferreira.............................................................24,00 € Maria Elisabete Sousa Ribeiro Santos ..............................................0,00 € Maria Elisabete Martins Morais ......................................................20,00 € Marina Fonseca Vale .........................................................................10,00 € Maria de Lurdes Santos Borges ........................................................5,00 € Alexandra Maria Polónio Borges ....................................................20,00 € José Manuel Pinto Morais ................................................................20,00 € Jaime Teixeira Cavalheiro ................................................................20,00 € António dos Santos Lopes ...............................................................10,00 € Anónima ............................................................................................20,00 € Amélia Martins Coroado Machado ................................................10,00 € Amândio Martins Teixeira .................................................................5,00 € Maria da Conceição Cavalheiro Morais .........................................10,00 € Rita Nogueira Cavalheiro ................................................................10,00 € Maria Manuela Nogueira Cavalheiro ..............................................10,00 € Amélia Nogueira dos Santos Silva .................................................10,00 € Joaquim Nogueira Polónio ..............................................................20,00 € Nelson Vieira Rodrigues Abelha ......................................................10,00 € Celeste Rosa .......................................................................................3,00 € Ana Rosa Morais ...............................................................................10,00 € Mário Milheiro Cancelinha ..............................................................10,00 € Alice Garcia Florêncio .....................................................................10,00 € Carla Alexandra Cavalheiro Magalhães .........................................10,00 € Amândio Garcia Magalhães ............................................................10,00 € Ilda Cunha Almeida ..........................................................................10,00 € Amândio Melo Cancelinha ..............................................................10,00 € Manuel da Silva Lopes .....................................................................10,00 € Maria Emília Teixeira Ferreira .........................................................10,00 € Francisco Melo Pascoal ....................................................................10,00 € Cândida Lopes Magalhães Abelha ..................................................10,00 € Mário Lopes de Almeida ..................................................................10,00 € Júlio Gomes de Almeida ..................................................................10,00 €
MOVIMENTO DE SOLIDARIEDADE A FAVOR DO LAR DE IDOSOS DE VILARANDELO Nº 1011 1012 1013
Nome Manuel Friões Nogueira Julia Augusta dos Santos João José Calado
Residência Chaves Vilarandelo Alvarelhos António José Garcia Ferreira Secretário da Direcção
Agradecimento A família de José de Sousa Silvério vem, muito sensibilizada, agradecer as inúmeras provas de pesar e carinho que lhe foram manifestadas aquando das exéquias fúnebres do seu ente querido. Agência Funerária Mariana Lino Lda. - Vilarandelo
Agradecimento A família de Armando Nogueira Sequeira vem, muito sensibilizada, agradecer as inúmeras provas de pesar e carinho que lhe foram manifestadas aquando das exéquias fúnebres do seu ente querido. Agência Funerária Mariana Lino Lda. - Vilarandelo
António José Piralhas .......................................................................10,00 € Armando Nogueira Sequeira ........................................................100,00 € Maria Emília Nogueira Lopes .........................................................21,50 € José Manuel Pinto Morais ................................................................40,00 € António dos Santos Lopes ...............................................................50,00 € Angélica Morais de Almeida ............................................................20,00 € Alice Garcia Florêncio .....................................................................20,00 €
DONATIVOS PARA O RANCHO José Manuel Pinto Morais.................................................................40,00 € Alice Garcia Florêncio......................................................................20,00 €
DONATIVOS PARA A CASA DO POVO Ilda Cunha Almeida ..........................................................................40,00 €
DONATIVOS PARA A OBRA ESCULTÓRICA DE HOMENAGEM AO PROF. RIBEIRINHA Dr. Francisco António Taveira Ferreira .......................................5.000,00€ Helena Teixeira Cavalheiro................................................................20,00€ Amélia Martins Coroado Machado...............................................500,00 €
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Recordar é Viver... Por: António José Garcia e Normando Alves
Homenagem a Agostinho Teixeira Lopes vs Grupo Desportivo de Vilarandelo
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asceu a 31 de Maio de 1917, em Vilarandelo e é filho Alexandre Lopes e de Deolinda Teixeira Lopes, casal que deu à sociedade 9 filhos.
Foi, sem dúvida, o grande impulsionador da prática do futebol em Vilarandelo, fazendo-se rodear de bons e empenhados colaboradores, lembramos entre outros o António de Ervões, o Júlio Monteiro, seu filho Armando e muitos outros recordados no álbum de fotografias que publicamos. Interessou-se pelas camadas mais jovens, fazendo escola, com a criação de equipas de juvenis, no ano de 1975 havia duas equipas neste escalão etário. Apoiou, até ao limite dos meios disponíveis, a participação da Grupo Desportivo da Casa do Povo de Vilarandelo nos campeonatos distriOs pais, Deolinda Teixeira Lopes e Alexandre Lopes tais da FNAT, depois INATEL, cujo início ocorreu na época de 1965/66, eu pai, sapateiro de profissão, A par do negócio que desenvolveu com resultados desportivos de desdesde cedo ensinou o ofício ao durante décadas, esteve sempre li- taque, como aconteceu em 1966/67, filho Agostinho, que deu conti- gado à Casa do Povo, praticamente 1976/77 e 1977/78, época da maior desde a fundação, já fez parte da glória desportiva, quando a equipa nuidade à actividade. Desta feita desenvolveu ao longo de direcção de 1947 a 1951, e depois foi campeã distrital, vencedora do muitos anos uma actividade comer- de 1960 a 1994, assumindo sempre confronto com o distrito de Bracial ligada aos “sapatos”, vendendo como principal função a gestão do gança e derrotada pela campeã do produto novo e de fabrico pró- departamento de futebol, então distrito do Porto. prio, nas feiras da região e no seu composto pelo Grupo Desportivo Os anos foram passando, mas vicisestabelecimento, “Sapataria Lopes”, da Casa do Povo de Vilarandelo. Já situdes diversas, provocaram a deonde também, os seus emprega- na década de cinquenta não era fácil gradação das competições patrocidos, se dedicavam ao conserto de gerir um grupo de futebol, normal- nadas pelo INATEL, o que levou um calçado. Aliás, esta sapataria, situada mente muito heterogéneo em ter- grupo de vilarandelenses a optarem bem no coração da aldeia, próximo mos de pensamento futebolístico, pela filiação na Associação de Futeda igreja, era também um “ponto com tácticas e técnicas diferencia- bol de Vila Real. Lembramos aqui os de encontro” da juventude vilaran- das e aconteceu até uma cisão que nomes dos primeiros responsáveis delense e dos amantes do futebol, vale a pena recordar. A par do des- dos órgãos sociais: na Direcção, situação bem tolerada pela simpatia portivo da Casa do Povo, rotulado João Nogueira, Daniel Doutel, Nordo patrão e muito do agrado dos de “escovas”, surgiu o rival “grupo mando, António Guedes, Manuel Ficolaboradores que por ali passaram CUF” liderado, ao que nos dizem, lipe, Jaime Lopes, Júlio Vale, Américo ao longo de vários anos, todos com por um apaixonado pelo “desporto Magalhães e Serafim Cardoso; na ligação ao futebol da terra. Recor- rei”, de seu nome César Magalhães. Assembleia Geral, Agostinho Teixeidamos o Aníbal Morais, o António O Sr Agostinho faleceu a 25 de ra Lopes, Mário Lopes de Almeida e de Ervões, o Zé Carrazedo e o João Agosto de 2005 e encontra-se se- Amândio Pascoal; no Conselho Fispultado no cemitério da nossa Vila. cal, António Lopes, Amadeu Avelelas Barreira.
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e Carlos Silva. Começou uma nova época do agora Grupo Desportivo de Vilarandelo, com uma história de prestigio compatível com a dimensão da nossa terra. Mas, novas crises surgiram, nomeadamente com a “industrialização a nível global” do futebol, que começou a ganhar e a gastar milhões, com reflexos também nos pequenos clubes. Terminou a fase do “amadorismo” e os actores deste desporto, tornaram-se quase todos “profissionais”. O nosso grupo desportivo alternou épocas de desaire, quase se extinguindo, com outras de algum sucesso, mas o destino do futebol de 11, estava traçado e aconteceu a morte anunciada e constatou-se que não era nem é previsível a sua ressurreição, encontrando-se o Grupo Desportivo de Vilarandelo absolutamente inactivo. Assim, em 2000 surgiu, e muito bem, o Futsal, devidamente inscrito na Associação de Futebol de Vila Real, e desde 2006 com a denominação de Secção de Futsal da Casa do Povo de Vilarandelo. Na presente época, encontram-se inscritas apenas duas equipas, uma masculina no escalão júnior e uma feminina no escalão sénior, com resultados muito meritórios. Lamenta-se a ausência de uma equipa sénior masculina, pois neste escalão etário registaram-se, no passado recente, alguns sucessos. A secção de futsal tem sido liderada por Carlos António Gomes da Silva, acompanhado por Bruno Miguel de Carvalho Pascoal, Hugo Miguel Vieira Ribeiro e Alfredo Nogueira Cardoso, entre outros dedicados apoiantes. (Continua nas páginas seguintes)
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Recordar é Viver... Por: António José Garcia e Normando Alves
Homenagem a Agostinho Teixeira Lopes vs Grupo Desportivo de Vilarandelo
Equipa de 1962. De Pé – Orlando, Alfredo, Fernando Chaves, José Magalhães, Júlio Vale, Manuel Brandão e José Ribeirinha. Em baixo – Jaime, Almor, Zé Manuel Severino, Francisco Coroado e Aníbal Morais Equipa no ano de 1943. De pé – Alípio,Antº Coroado,Areias, Zé Sapateiro, Valdemar Coroado, Marinho, Arquimedes, Mário Carriço, Toninho Ferrador e Agostinho, Em baixo Tó Doutel, --------, Zé Ricardo, Francisco Coroado e Abel Lopes.
Equipa de 1964??? De pé – César Magalhães, Custódio Florêncio, Zé Magalhães, João Nogueira, Amândio Perdigão, João Tété e Rafael. Em baixo Equipa de 1946. De pé – Mário Carriço, Guedes (Sta Valha), Areias – Armando Lopes, Ruivo, Miro, Zé Luís, Amândio.
(treinador), Lopes, Macanjo, José Sapateiro e Antº Coroado. Em baixo – Agostinho, Arquimedes, Franc. Coroado, Laurindo (Ervões) e Fernando Chaves
Equipa de 1967, que perde na “secretaria” o título ganho no “campo”, de campeã distrital da FNAT., constituída por: De pé – Zé Augusto, Minas, Jaime, António de Ervões, Beto de Ervões, Armando e Pimenta. Em baixo Manuel Morais, Zé Bandeira, António Mitras, Hernâni e Toninho Pacheco. Da direcção em exercício nesta época, para além do Sr, Fotografia da equipa de 1951. De pé estão identificados – J. Lino, João Agostinho, destacamos dois nomes há muito arredados de Vilarandelo, Ribeirinha, M. Lopes, M. Milheiro, Américo Garcia (falta o último da direita). mas que foram peças fundamentais para o êxito atingido, falamos de Júlio Monteiro, genro do Sr, Santos que morava próximo do Senhor Em baixo estão identificados – A. Coroado, F. Coroado, A, Morais e Orlando da Boa Fortuna e Elísio, um reguense morador em Vilarandelo, então (falta o primeiro da esquerda). colaborador na farmácia.
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Recordar é Viver... Por: António José Garcia e Normando Alves
Homenagem a Agostinho Teixeira Lopes vs Grupo Desportivo de Vilarandelo
Exposição de troféus
Equipa Finalíssíma - 1.ª Série do Campeonato Distrital do INATEL. Época 1976/77. Em cima - Alfredo, António Guedes, Heitor Vale, Mário Garcia, Daniel Doutel, Amândio Magalhães, Almor Cancelinha, José Gonçalves, Anytónio Morais, César (filho) e César (pai). Em baixo - Modesto, Normando Alves, Zé Garcia, Jaime Morais, António Lopes, Mário Almeida e Pinto.
Equipa de juniores
Testemunho de António dos Santos Lopes Recordando Agostinho Teixeira Lopes
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oi com muito prazer que, quando solicitado, aceitei escrever umas linhas sobre o epigrafado. Fá-lo-ia sempre de bom grado e espontaneamente. Equipa campeã distrital do INATEL época 1977/78 De pé – Amadeu, Sempre que retorno à nossa terra e passo pelo campo dos desportos, José Gonçalves, Ant. Lopes, Heitor Vale e Daniel Doutel Igreja, Casa do Povo ou Bairro do Outeiro, vem-me à lembrança, com Em baixo – Modesto, Jaime Lopes, Normando,Vítor Tété, Mário Almeida respeito, saudade, admiração e gratidão, o Agostinho Teixeira Lopes, tratado e Alfredo Vale sempre carinhosamente por todos pelo Senhor Agostinho. Foi ele que, há mais de 60 anos, me vendeu as primeiras sandálias e, depois, pela vida fora, sapatos. Sempre acolhia a todos com agrado, simpatia e paciência. As suas qualidades Equipa de humanas, o seu fino trato e as suas palavras sempre acolhedoras são Futsal de sobejamente conhecidas e testemunhadas por cada Vilarandelense. Nunca seniores será demais relembrá-las e realçá-las. Todavia, o que mais me impressionou masculinos, sempre no Senhor Agostinho foi o seu amor à terra, a sua dedicação à de um Casa do Povo e , acima de tudo, a sua paixão pelo desporto e pelo Grupo passado Desportivo de Vilarandelo. Foi nessa vertente que privei mais com ele, recente e pois disputei jogos e torneios por mais de 20 anos, sendo ele quase único com registo de alguns dirigente. Nos treinos, nos jogos, nas deslocações, lá encontrei sempre sucessos.. o Senhor Agostinho , ora trocando conselhos e ideias com o experto e saudoso António Alves Guedes (o António Ervões), ora cuidando das bolas e dos equipamentos, ora transportando no seu carro os jogadores, sempre com afabilidade, paciência, carinho e sorriso rasgado de sinceridade no rosto. Não importavam a hora, o frio, o incómodo, o custo… A sua vida pessoal e profissional passavam sempre para segundo plano. Pelo pouco que disse mas, sobretudo, pelo muito que ficou por dizer, acho que, embora um pouco tardia, a homenagem que o presente número do Boletim Informativo “Arauto” agora lhe presta é oportuna, justa e muito pertinente. O Senhor Agostinho, lá na eternidade, no grupo dos justos, ficará certamente muito contente e agradecer-nos-á com o seu habitual e Equipa inapagável sorriso. de futsal feminino.
A. S. Lopes
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Jardim de Infância Sala Laranja
Os meninos da sala laranja, recebemos mesas, cadeiras e armários onde podemos arrumar os nossos trabalhos, para além de algum equipamento da área da cozinha e do quarto com muitas bonecas. Para além disso ainda nos regalaram com um carro grande com escorrega, túneis e brinquedos variados.
Sala Azul
A nossa sala azul foi redecorada com mobiliário diverso e vários jogos didáticos.
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da Casa do Povo Sala Verde
Na sala verde recebemos mesas de trabalho, cadeiras e outro mobiliário que torna a nossa sala mais bonita e funcional e onde podemos brincar ao faz de conta. Também recebemos catres novos onde podemos descansar e relaxar depois do almoço.
Para a Direcção o nosso muito, muito OBRIGADO.
A nossa nova amiga biblioteca T
odo o nosso Jardim é feito a pensar no bem-estar das nossas crianças. Este é um espaço feito para e por elas. Neste mês criamos um novo canto, a nossa biblioteca, este é um local com várias possibilidades de aprendizagens e bastante acolhedor. Nele a criança pode estar em grupo a ouvir uma história contada pela educadora, sentada na nossa manta no chão, nas nossas cadeiras ou nos nossos puffes mas este espaço pode também servir para que as crianças explorem livros individualmente ou com os pares desenvolvendo assim a linguagem.
Através dos livros as crianças descobrem o prazer da leitura, desenvolvem a sensibilidade estética, sonham e exprimem os seus sentimentos e emoções. É nos primeiros anos de vida que se deve incentivar a paixão pelos livros, pois eles representam o mais valioso património da humanidade. Os seus interesses, perturbações, inseguranças são integrados muitas vezes através da imaginação e da criatividade e de todas as formas de expressão não verbal. É neste sentido que os contos surgem como escape de sentimentos ambíguos que a criança tem em relação aos pais, irmãos e amigos. Daí o entusiasmo e ao mesmo tempo preocupação da equipa pedagógica com a análise do significado das várias histórias que podem ser de uma importância extrema na integração ou resolução de situações ou problemas de vida das crianças que todos já fomos. Segundo a autora Isabel Mendonça Soares:
A importância do livro O livro é muito importante para o desenvolvimento da criança porque lhe trás o conhecimento do mundo, mas mais importante do que isso é para a criança o conhecimento de si próprio. No entanto à que ter em atenção a escolha de um livro uma vez que cada faixa etária “exige” um livro diferente. O contacto com os livros deve ser iniciado o mais breve possível, não só pelo manuseio, como também pela história contada, pela conversa ou pelos jogos rítmicos, no sentido de desenvolver o gosto e o hábito pela leitura, para que a criança se sinta o protagonista das suas aprendizagens. As imagens que uma história pode conter, para
além de contarem a própria história, podem dar à criança a designação de determinados objectos que essas imagens representam e até mesmo fazer com que a criança preste atenção a pequenos detalhes importantes para a compreensão da história para que vá assimilando vocabulário, associando os nomes com os desenhos das coisas que vê.
“ …ouvir histórias é guardar tesouros dentro de si: brilho, pedrarias, cintilações de escamas doiradas de dragões ou de varinhas mágicas de cristal e de condão que nenhuma imaginação do todo-poderoso audiovisual conseguirá jamais transmitir.” As Educadoras de Infância Margarida, Daniela e Ir. Paula
Francisco A. Tété PROMOTOR • MEDIADOR Rua Prof.ª Amélia Castelo, 18 - 5430-659 VILARANDELO Telem: 963 154 893 • Email: franciscotete@iol.pt
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A N I V E R S Á R I O S
Esperança dos Prazeres, nascida a 07/12/1931, 81 anos, natural de Mirandela
João Nogueira, nascido a 23/12/1938, 74 anos, natural de Vilarandelo
Rita Friões, nascida a 4/01/1918, 94 anos, natural de Vilarandelo
Rita Cancelinha, nascida a 9/01/1928, 84 anos, natural de Vilarandelo
Elvira Reis Imaginário nascida a 12/01/1921, 91 anos natural de Ervões
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Comissão de Carnaval
alta menos de 1 mês para as festas do carnaval, este ano não faltam assuntos ao nível nacional e internacional para se poder parodiar no nosso carnaval. A crise, As “troikas e baldroicas”, As politiquices e um cem número de assuntos bem interessantes com que podemos ”brincar” neste Carnaval sem ferir susceptibilidades. Apelo à imaginação dos Vilarandelenses e de outros que se queiram juntar à festa. Como já tínhamos dito no anterior Arauto, este ano, o nosso orçamento foi para metade, teremos de fazer o mesmo mas com menos dinheiro, por isso pedimos a colaboração de todos os vilarandelenses. Participem no nosso desfile de Carnaval! Em grupo ou individualmente vamos participar, vamos mostrar que ainda temos um carnaval forte e com pernas para andar, não deixemos morrer esta tradição que já é tão antiga na nossa terra! É o apelo que a Comissão de Carnaval ”Os Maltezes” de Vilarandelo deixa a toda a população. P´la Direcção Paulo Pascoal
JOÃO MAIROS ROSA CONSTRUÇÃO CIVIL -Alvará 57385
PINTURAS • ASSENTAMENTOS • IMPERMEABILIZAÇÕES Telm. 986 637 700 * 939 410 605 * Telf. 278 749 697 LOTEAMENTO DA CERCA, LT. 3 | 5430-651 VILARANDELO
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Transmontanos,
portugueses esquecidos?
Por: Drª Isabel Sequeira, Inspectora Tributária da Autoridade Tributária e Aduaneira
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em sido sobejamente debatida a questão das diferenças entre o litoral e o interior de Portugal. O país parece que tem vivido a duas velocidades, sendo que à medida que o litoral se expande o interior definha.Vejamos os dados estatísticos disponíveis.
Evolução da população residente (dados dos censos) Bragança Vila Real Total nacional
1960
1981
2001
2011
233.441 184.252 148.883 136.252 325.358 264.381 223.729 206.661 8.889.392 9.833.014 10.356.117 10.561.614
Bragança + Vila Real
no distrito de Bragança apenas ligeiramente inferior. Sendo o IRS um imposto de taxas progressivas, seria de esperar que quem ganha menos fosse tributado por uma taxa inferior, o que na prática não acontece. Em resumo, ganhamos menos, mas pagamos igual! Relativamente ao Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas
são imputadas as receitas fiscais. Os exemplos são inúmeros, permitindome dar apenas alguns exemplos ilustrativos como é o caso dos Bancos, Companhias de Seguros, EDP, PT, CTT e diversas lojas comerciais. A maioria destas empresas tem a sua sede em Lisboa, considerando-se para todos os efeitos que os impostos são
Rendimento médio por distrito de Imposto médio por cada agregado familiar (valores em distrito e agregado euros) familiar (Euros) 2007 2008 2009 2007 2008 2009 Mod. 3
taxa média de imposto pago 2007
2008
2009
BRAGANCA
15.754 15.945 16.233
3.020 3.044 3.079
19%
19%
19%
VILA REAL TOTAL NACIONAL
13.797 14.250 14.577
3.027 3.115 3.153
22%
22%
22%
17.877 18.185 18.300
3.984 4.056 4.081
22%
22%
22%
(dados do Ministério das Finanças)
Bragança Vila Real Total nacional
Variação 1960-1981 1981-2001 2001-2011 -49.189 -35.369 -12.631 -60.977 -40.652 -17.068 943.622 523.103 205.497
As evidências são corroboradas pelos sucessivos censos, sendo de notar que desde 1960 até 2011, os distritos de Bragança e Vila Real perderam, respectivamente, 42% e 36% da sua população residente ao passo que a nível nacional o número de residentes aumentou 19% no mesmo período. A par da diminuição da população residente temos assistido, sobretudo nos últimos anos, à progressiva redução dos serviços públicos de proximidade, como é o caso do encerramento de escolas, serviços de saúde, serviços agrícolas e serviços de segurança ao mesmo tempo que outros se mantêm mas com substancial redução de pessoal. Parece assim que temos sido votados ao esquecimento por parte do Poder
Total -97.189 -118.697 1.672.222
Público Central. Nada mais errado, o Estado não nos esquece, nós somos lembrados e contamos, nem sempre, mas contamos! Analisando os dados estatísticos referentes aos impostos pagos em Portugal nos últimos anos, depois de devidamente relativizados verificamos que o nosso contributo não é de forma nenhuma diminuto, e que, pelo contrário, contribuímos tanto como os outros e beneficiamos muito menos. Em termos de Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), embora o rendimento médio declarado por agregado familiar seja inferior ao da média nacional, a taxa média de imposto pago no distrito de Vila Real é igual à nacional, sendo
(IRC), o rendimento colectável médio dos distritos de Bragança e de Vila Real é de cerca de um terço do valor da média nacional. Esta realidade reflecte a dimensão do nosso tecido empresarial,composto essencialmente por pequenas empresas. A mesma tendência se verifica em relação ao Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) devido ao facto de o volume de negócios das empresas sediadas nesta região ser substancialmente inferior ao de outras empresas cuja sede se situa no litoral do país, o valor médio de IVA pago é também ele inferior ao da média nacional. Contudo,estes números não reflectem a totalidade dos rendimentos pagos e dos impostos gerados nos distritos de Bragança e de Vila Real. Muitas das empresas que obtêm receitas e liquidam impostos na região têm a sua sede em outros locais aos quais
aí gerados, quando na realidade eles são obtidos nos diversos locais do território nacional. Esta singela análise dos números permite-nos concluir que nós não estamos esquecidos, há sempre alguém que se lembra de Trás-osMontes, pelo menos na hora de pagar. Todos os portugueses gozam dos mesmos direitos e estão sujeitos aos mesmos deveres, têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei (artigos 12º e 13º da Constituição da República Portuguesa), nada mais justo que exigir tratamento igual na redistribuição dos impostos, temos direito a igualdade no acesso aos Serviços do Estado como nos é imposta igualdade no pagamento de Impostos. Não nos esqueçamos de que somos lembrados.
Se desejar receber o “ARAUTO” numa residência fora de Vilarandelo, queira por favor enviar o seu endereço para: ARAUTO Casa do Povo de Vilarandelo Rua das Escolas 5430-651 Vilarandelo email: araut02005@gmail.com Todos aqueles que desejarem enviar artigos para serem publicados no ARAUTO, devem fazê-lo para o endereço acima ou para casadopovo.vilarandelo@iol.pt
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T E MA S
AGRONÓMICOS
A preparação dos terrenos para a plantação de pomares do tipo industrial
Por: Jaime Teixeira Cavalheiro
Continuação do número anterior
criar solo a partir da desagregação da rocha-mãe. Contudo a surriba também traz perigos nomeadamente quando se invertem camadas diferenciadas de solo nocivos à cultura, (argilo-calcáreos) de que são exemplo as cloroses nas folhas, ou mesmo quando se afasta a camada arável do futuro raizame ou altera o perfil hídrico tornando a água inacessível à cultura. Assim uma solução de menor risco
tracção, transporte e deposição desses materiais sobretudo para a bordadura ou fronteira da propriedade. A lâmina frontal, o ripper ou mesmo a charrua de surriba, podem muitas vezes e ainda bem, desagregar a rocha-mãe ou trazer à superfície blocos individualizados de pequena a grande dimensão. São materiais indesejáveis no terreno, durante toda a vida do pomar - fases de plantação e de manutenção e portanto a preo-
Prof. Doutor em Engª Agronómica da UTAD, aposentado.
3.2.1 Limpeza e regularização do raízes ou armazenada no solo. A perfil água absorvida pelas raízes só 1% Os terrenos a ocupar têm historial desta virá a ser parte integrante das com múltiplas situações de uso, a plantas. A restante (99%) é perdida que se deve estar atento. São em por transpiração (via estomática sogeral revestidos com vegetação aubretudo). Quanto à água armazenatóctone, maioritariamente do tipo da no solo, próxima das raízes, poarbóreo-arbustivas, ou ainda para derá estar sob três formas: a capilar, reposição da cultura precedente. As que se move em todas as direcções, parcelas deverão ser a gravítica, que se vai perdesmatadas e limpas dendo por drenagem e a de árvores ou arbustos higroscópica que fica presa recorrendo-se ao coràs partículas do solo. Só a te, com meios manuais água capilar é usada pelas ou mecânicos, e posplantas. terior amontoa para Esta fundamentação tecompostagem, queima, órica permite perceber ou mesmo através de melhor a influência e immeios químicos de ataportância da textura e que às arbustivas mais profundidade do solo, na densas. Geralmente quantidade de água capilar são as máquinas que armazenada e a disponível vão efectuar a surriba, às futuras raízes. como por exemplo, o Quanto à drenagem é um trator de rastos, com trabalho, em infra-estrutu150 a 200 cv de poras, destinado a facilitar o tência, equipado com escoamento, das águas em rippers, montados no excesso para fora das parsistema tripolar de encelas. O objectivo é limitar gate, e lâmina frontal as áreas encharcadas ou tipo bulldozer ou tamtambém prever o desvio bém máquina giratória das águas pluviais do futucom balde. O recurso ro pomar. A primeira situa outro equipamento ação, que é mais comum A preparação do terreno com trator de rastos e charrua de surriba em plena acção – complementar como a em zonas de planície, traz Vilarandelo, Cabeça Gorda/Outubro de 2011. motosserra, destina-se problemas de oxigenação ao abate e segmenta(asfixia de raízes) e limitação de árvores ou ainda da roçadora é recorrer à charrua de surriba, às cupação é retirá-los de imediato. ções ao tempo oportuno de entravezes designada por charruão, que para corte dos matos mais frágeis. da, pessoas e máquinas, no terreno. permite uma lavoura até à profun- 3.2.3 Caminhos e nivelamento do A segunda situação é a mais comum A primeira regularização do terreno didade de 0,5 a 0,9 m. Este equipa- terreno entre nós. Trata-se de defender os faz-se, após limpeza, para homoge- mento pesado, tem à volta de 3 t, Os caminhos no interior da explo- solos da acção erosiva das águas neizar a superfície e suavizar pe- é também é idealmente traccionado ração são as vias de passagem de de superfície, sobretudo quando as quenas elevações ou concavidades com trator de rastos. A acção da ai- pessoas e bens durante toda a cam- quedas pluviométricas são de média mas sem alterar substancialmente o veca, neste caso, permite uma boa panha. Separam muitas vezes cultiva- a grande intensidade (superiores a perfil do terreno. O objectivo aqui é distribuição dos fertilizantes e cor- res ou mesmo folhas de terreno di- 5 ou 10 mm) e particularmente em ferenciadas. Quanto ao nivelamento solos recém-mobilizados, com penlimitar a criação de zonas de fertili- rectivos incorporados. parcial do terreno, segunda vez, tem dor assinalável e portanto susceptízação diferenciadas. Outra solução alternativa é a ripa- por objectivo final suavizar quer as veis à elevada energia cinética e argem cruzada. Irá sobretudo, à mes- concavidades quer as convexidades rastamento de solo arável. 3.2.2 Surriba e despedrega A surriba não é mais do que uma ma profundidade, para fendilhar e mais salientes da camada superficial mobilização de solos, por trator de manter os horizontes, criar vias de e que são normalmente deixadas 4. Conclusões finais rastos ou giratória, até determina- penetração das raízes e água. Con- pelas operações precedentes. Implantar pomares, do tipo indusda profundidade (0,7 a 1,0 m) ou tudo, esta solução não permite a intrial, requer ponderação no investieventualmente até 1,5 m em raras corporação dos fertilizantes e cor- 3.2.4 Movimento e drenagem das mento devido às elevadas exigências águas situações. Os objectivos são: criar rectivos. no domínio técnico e de capitais. condições de maior desenvolvimen- Sublinhe-se finalmente que os tron- A água das chuvas e da rega tem vá- A preparação de um terreno para to radicular; aumentar a capacidade cos e raízes no solo, da cultura rios caminhos. Uma parte perde-se implantação de pomares, exige mode armazenamento de água e nu- precedente, devem ser retirados e por escorrência superficial e a outra bilizações de acordo com as conditrientes ao longo do perfil; incor- queimados pois podem ser focos de entra nos solos. Desta uma grande ções edafo-climáticas e da rendibiliporar quer os correctivos orgâni- infecção fúngica (Armillaria mellea e parte será perdida directamente dade esperada durante toda a vida para a atmosfera (evaporação), e a do pomar. As melhores soluções adcos ou calcários quer a fertilização Rosellina necatrix). de fundo de reduzida mobilidade; A despedrega é a operação de ex- remanescente será absorvida pelas vêm sempre de estudos caso a caso.
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Dia de São Vicente Lenda dos Corvos de S. Vicente N
o tempo da ocupação da Península Ibérica pelos mouros, estes ordenaram que todas as igrejas fossem convertidas em mesquitas muçulmanas. Os cristãos de Valência quiseram por a salvo o corpo do mártir S. Vicente, que estava guardado numa igreja. As Astúrias eram a única região cristã da Península. Para levar o corpo para as Astúrias, fizeram-se ao mar. Como as águas
te naquele lugar. Na manhã seguinte, quando se preparavam para retomar viagem, avistaram um navio pirata. O mestre da embarcação propôs-lhes afastar-se com o navio para evitar a abordagem dos corsários enquanto os cristãos se escondiam na praia com a sua relíquia. Depois viria busca-los. O barco nunca mais voltou e os cristãos ficaram naquele lugar. Construíram um templo em memória de S. Vicente
foi avisado de que existiam cativos cristãos entre os prisioneiros feitos numa batalha contra os mouros. Chamados à presença do rei, um deles, já muito velho, contou-lhe a sua história e confidenciou-lhe que tinha enterrado o corpo de S. Vicente num local secreto. Pedia ao rei que resgatasse o corpo do mártir para um local seguro. D. Afonso Henriques resolveu viajar com o cristão a caminho de S. Vicente, mas este morreu durante a viagem. Sem saber o local exacto onde estava estavam turbulentas foram forçados e formaram uma pequena aldeia á sua o Santo, D. Afonso Henriques aproxia aproximarem-se da costa. Pergun- volta. Entretanto D. Afonso Henriques mou-se das ruinas do antigo templo. taram então ao mestre da embarca- entrou em guerra com os mouros do Avistou um bando de corvos que soção que terra tão bonita era aquela. Algarve. Como vingança, os mouros, brevoavam um certo lugar. Os seus O mestre respondeu-lhes que era o arrasaram a aldeia dos cristãos de S. homens escavaram e encontraram o Algarve. Pouco tempo depois o barco Vicente e levaram-nos cativos. Passa- sepulcro de S. Vicente escondido na encalhou e forçou-os a passar a noi- dos alguns anos D. Afonso Henriques rocha. Trouxeram o corpo de S. Vi-
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cente de barco para Lisboa e durante toda a viagem foram acompanhados por dois corvos, cuja imagem ainda hoje figura nas armas de Lisboa em testemunho desta história extraordinária. (Infopédia, Porto-Editora 2012). São Vicente é padroeiro do Centro de Dia da Casa do Povo de Vilarandelo, como tal todos os anos é assinalada essa data. Os Utentes do centro de Dia convidaram os utentes do Lar para se juntarem a nós neste dia festivo. No período foi celebrada a Eucaristia pelo Padre Jorge e pela tarde um lanche convívio onde não faltou a dança, música e muita animação. Sandra Oliveira Técnica Superior do Desporto
Trabalhar e produzir
ós temos o direito ao consumo, mas muito mais temos o dever de produzir. Se não se passasse comigo, não acreditava, mas uma manhã, às oito horas, metia a chave na porta para ir trabalhar e uma jovem do rendimento de inserção social, talvez sob o efeito do álcool, passava na rua e falava alto directamente para mim! … Vai escravo, vai moer aí o coirão todo o dia, que eu amanhã vou aos correios e levanto-o fresquinho! … Àquela hora da manhã parecia estar a sonhar. Somos um País por excelência agrário, a televisão é o órgão com mais poder de influência social, são quatro os canais nacionais e não há um programa, nem grande nem pequeno, voltado para esse fim. Talvez um estimulo, um ensinamento, como tratar e semear, o quê, quando e como, consoante as necessidades do mercado. Andamos todos telecomandados com publicidade enganosa e lixo, muito lixo. Os ditos países ricos, que nos compraram as cotas agrícolas, disseram-nos… -vocês aí vivam com os subsídios do pousio e não produzam, mas, comprem-nos as coisas a nós…. – e nós, que desprezamos o trabalho manual, preferimos comprar a produzir e esquecemo-nos que a terra tudo nos dá. Isto faz-me lembrar a tenacidade dos ingleses, que durante a segunda guerra mundial, transformaram jardins e
parques em hortas, que ajudaram a encher as despensas de bens essenciais para consumo. As guerras agora são económicas, estes senhores da TROIKA, donos desta quinta à beira mar plantada, colocaram lá um feitor que nos manda emigrar, mas para a emigração só vão
esmola”. Se tivesse as mãos calejadas do trabalho, – “si marcha-te” que tu vais enriquecer o país, e assim faziam a selecção. Se repararem trinta por cento da mão-de-obra do Luxemburgo, é portuguesa e têm o melhor nível de vida do Mundo. A meu ver, Portugal não
as pessoas válidas. Lembram-se como faziam os nossos vizinhos carabineiros, em que o passaporte era “ las manos”? Se tivesse as mãos mimosas, – “ tu te quedas aí ombre”, que és traficante de volfrâmio. Se fosse invalido, – “ pero no, que tu vais pedir
tem problemas de finanças, mas sim de governantes com consciências doentias. As sondagens sempre nos consideraram um país pobre, abaixo de lixo e um povo pobre, não realiza riqueza, mas realiza ricos, porque os ricos é
com os pobres que se governam. Ainda há pouco tempo um Alemão comparava um país endividado a um alcoólico, quanto mais bebe mais quer beber. E os Alemães fazem o papel do taberneiro, querem é ver o alcoólico bêbado para lhe impingirem a pisórga, a zurrapa, a água de lavar os copos, os cereais e até os submarinos. Voltamos à riqueza que não produzimos, a nossa região sempre teve a fama do bom presunto, mas quem encharca o mercado português de presunto, são os espanhóis. Não há lavrador nenhum transmontano, que não tenha em casa presunto espanhol. Conclusão, nós temos a fama e eles levam os loiros. Como transmontano ainda me resta uma consolação, é que transmontanos, há muitos nos centros urbanos e quando vêm à santa terrinha só trazem saudades, e, quando vão carregam tanto, que até os carros levantam a frente. Eles até podem comprar lá, mas os nossos produtos têm melhor qualidade e a família faz muito gosto em dar. É melhor morrer um boi na lavra, do que de fome um rato na despensa. Um louvor e um incentivo aos que gostam da horta, não se deixem vencer pela lamúria, vale a pena tentar. Mas, se gostar mais de subsídios e esmolas, paciência. Eduardo Ferreira da Costa
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Festa de Natal
o dia 23 de Dezembro de 2011 foi celebrado o Natal nas respostas sociais, Centro de Dia e Lar de Idosos. Foi realizado um pequeno sketch com a colaboração de algumas funcionárias da instituição, que desempenharam o papel de Pai Natal, Anjo, José, Maria e Menino Jesus. Procedeu-se à entrega das prendas gentilmente oferecidas pela Casa do Povo de Vilarandelo. Sandra Oliveira Técnica Superior de Desporto
Dia de Reis
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ia 6 de Janeiro de 2012 realizou-se um encontro intergeracional entre algumas respostas sociais da Casa do Povo de Vilarandelo: Centro de Dia, Lar de Idosos e Pré-escolar. No período da manhã as crianças do pré-escolar visitaram e cantaram os reis para os utentes do Lar e Centro de Dia. No período da tarde, alguns idosos do Centro de Dia e Lar deslocaram-se ao Jardim de Infância e cantaram os reis a todas as crianças. Na nossa opinião este tipo de encontros é uma mais-valia, dado que ocorre uma transferência de experiências e conhecimentos entre diferentes gerações. Sandra Oliveira Técnica Superior de Desporto
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Vilarandelo na Rede Viária do Império Romano A
Por: Leonel Salvado
antiguidade da ocupação humana na área que envolve esta localidade de Vilarandelo, freguesia do concelho de Valpaços e vila desde 12 de Julho de 2011, é reconhecida em inúmeras obras de divulgação nacional e monográfica e a sua localização na referida importante Via Romana Braga-Astorga é também nelas posta em evidência. A existência de um castro a pouca distância, a Nordeste de Vilarandelo, no Alto conhecido por Muradela (ou Muradelha) tem suscitado a convicção de que a sua antiguidade possa remontar à época pré-romana.
Mas é a respeito da época romana que surgem os primeiros e melhores indicadores da sua importância, tanto na toponímia como na arqueologia. Valpaços e uma larga parte das freguesias que o compõem encontravam-se no cruzamento ou passagem dessa via romana. Sob o asfalto de uma grande parte da estrada nacional que nos ligam a Chaves, Vila pouca de Aguiar e a Castro de Avelãs, de algumas estradas municipais ou perto delas, sob a vegetação, escondem-se os troços de calçadas que podemos apelidar de itinerários ou “variantes” da importante Via Romana que seguramente desde o início século III da era cristã ligava Bracara Augusta (Braga) aAsturica (Astorga), por Aquae Flaviae (Chaves). Tem estado a ser feito um estudo minucioso por Pedro Soutinho no sentido de se obter uma reconstituição cartográfica o mais fiável possível deste e de outrositinerários das vias romanas em Portugal. Outros vestígios e achados, tais como pontes romanas ou medievo-romanas e marcos miliários1 associados a esses troços, têm sido de grande valor para a sua reconstituição, ao mesmo tempo que servem para assinalar a importância que os mesmos troços tiveram na complexa rede viária de então, bem como a importância, pelo proveito que delas retiravam, dospovoados hispano-romanos junto das quais elas passavam. E ainda que o topónimo Vilarandelo seja mais recente, nascido talvez nos alvores da nacionalidade, ou antes desta, de um aglomerado de pequenos “vilares” de que os actuais cinco bairros da vila podem remanescer, como sugere Veloso Martins, avulta a existência de uma elevação natural de que a tradição popular conserva o nome de Cividade2, de onde deriva o nome cidade e que era frequentemente usado na época romana para designar núcleos urbanos de certa importância administrativa. O sítio do Alto da Cividade continua por muita gente a ser identificado como o mesmo sítio daMuradela e, portanto, do aludido castro de Virarandelo, ape-
sar da objecção colocada por Adérito Medeiros Freitas na “Carta Arqueológica do Concelho de Valpaços”, segundo o qual «os locais de Muradella e Cividade não correspondem ao mesmo sítio». Se a primeira interpretação for a mais acertada, será de concluir pela sugestão de que o vetusto castro de Vilarandelo terá sido administrativamente promovido na época romana à categoria de “civitatem”, no singular e sem genitivo, isto é, sem a indicação particular do povo que a compunha.
Numão, julgo radicar-se nesta situação o equívoco do autor da Monografia de Valpaços, tanto mais que que o itinerário Chaves - Vila Pouca de Aguiar - Rio Douro, também considerado por Soutinho, não passava junto a Vilarandelo. Podemos finalmente estabelecer assim, em conformidade com o mapa exposto e as pesquisas que estiveram na base da
S. Lourenço (ver magnífico troço da Calçada de S. Lourenço subindo a encosta;miliário anepígrafo já desaparecido; o acesso à calçada faz-se no miradouro de S. Lourenço continuando depois pela Casa dos Ferradores, Largo do Cruzeiro, Rua da Travessa, até à EN213; ao chegar ao chafariz segue para Juncal). Ponte Romana de S. Lourenço sobre a ribeira de S. Julião (1 arco, a 500 m da povoação e segue paraArco e Lama). S. Julião de Montenegro (na Igreja paroquial apareceram 4 miliários, miliário Macrino e miliário a Décio, este da milha VI, expostos dentro da igreja, um miliário anepígrafo no adro da igreja e ainda um fragmento na casa do Pe. Fernando Pereira em Vilar de Nantes; continua
Quanto ao enquadramento de Vilarandelo no traçado viário da época romana estabelecido nesta região do concelho de Valpaços, não se torna francamente sustentável a opinião manifestada por A. Veloso Martins na Monografia de Valpaçosao afirmar, a propósito de Vilarandelo, que «aqui passava uma notável via militar romana, que se dirigia de Aquae Flaviae para o Douro, e que em Variante do Itinerário XVII, Chaves - Valpaços - Castro de Avelãs, segundo Pedro Soutinho nossa opinião, nada tem que ver com a famosa estrada Bracara-Astorga.» Tal como tem sua elaboração, um roteiro descritivo pelo Alto do Cavalinho, Falgueisido observado por Pedro Soutinho no da referida via romana junto da qual se ra, Poças, Alto da Giesta e Barraseu estudo e reconstituição cartográ- supõe que tenha florescido uma comu- cão). ficas dos itinerários das principais vias nidade hispano-romana no espaço onde romanas em Portugal, a verdade é que hoje se enconta a vila de Vilarandelo e Sá, Ervões (apareceram 2 miliários nas a “famosa estrada Bracara-Astorga”, a que dos principais vestígios que abonam em obras de demolição da capela de Sta. Luzia; um miliário a Macrino que hoje se refere Veloso Martins, compreendia favor dessa realidade: está no terreiro da casa de Hermínio 4 itinerários distintos, designados por 3 Quintino e outro nas fundações da “itinerário(s) de Antonino” , a saber: Por Ponte de Lima; “per loca marítima” (Li- VILARANDELO NA VARIANTE DO mesma). toral); pela Serra do Gerês (“Via nova”); ITINERÁRIO XVII - AQUAE FLAVIAE por Aquae Flaviae (Chaves). E este últi- (CHAVES) A ASTURICA (ASTORGA), VILARANDELO (miliário a Macrino, mo, designado por “itinerário XVII”, com- POR VALPAÇOS E CASTRO DE AVE- apareceu na Capela do Espírito Santo dentro do cemitério e está hoje no punha-se, por sua vez, de variantes que LÃS. jardim junto ao mercado com um oudele derivavam ou confluíam e de outas vias transversais que com ele cruzavam. «Partindo da Madalena, Chaves, de- tro miliário a Caracalaque apareceu no Ora, por Vilarandelo passava precisa- pois de atravessar o Tâmega, segue a pátio da casa de Francisco Coroado em Vilarandelo; um fragmento de miliário foi mente o itinerário principal da via XVII, direito pela EN103. que é designado por “itinerário de Cha- Na capela, continua em frente por terra; para o MRF [Museu Regional de Flavienves a Castro de Avelãs por Valpaços”,rumo na bifurcação segue à direita para Quin- se] em Chaves)» a Astorga (ver MAPA). Mas porque ta. de S. Germano; após o canal segue também, segundo Pedro Soutinho, dele à esquerda e 50 metros depois, segue derivava, em Valpaços, rumo ao Sul, uma à direita onde passa a calçada que as(Continua no próximo número) hipotética variante em direcção a Ma- cende ao Alto de S. Lourenço; segue rialva, por Pocinho, Foz-Côa e Freixo de para Eiras (miliário a Constancio I).
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Jardim de Infância da Casa do Povo
SALA AZUL
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Olá amiguinhos!
ós somos os meninos e meninas da Sala Azul. Ao todo, neste momento, somos 20 crianças que no final iremos dizer os nossos nomes. Gostamos muito de trabalhar, de brincar, de fazer muitas actividades dentro e fora da sala. Como por exemplo, há bem pouco tempo não deixamos perder a tradição de ir cantar os “Reis” aos nossos idosos do
centro de dia, ao Lar e pela rua principal de Vilarandelo. Desde já agradecemos a todos aqueles que nos quiseram dar os “Reis”. Também recebemos no nosso Jardim de Infância as crianças, professores e auxiliares do 1º ciclo da Escola de Vilarandelo e também os nossos Idosos. As nossas amigas que nos dão carinho, nos ensinam e nos ajudam a desenvolver
no nosso dia-a-dia são: a Ajudante de Acção Educativa Helena Videira e Educadora de Infância Ir. Paula Ferreira. Nós somos o Alexandre, Joaquim, Erica, João Francisco, José Carlos, Sara Alpande, Filipa, Sara Cristina, André, Ricardo, Rodrigo, Lara, David, Joana, Afonso, Nicole, Mateus, Eva, Barbara, João Dinis.