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Revista Beach&Co 97

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Ao leitor Foto Pedro Rezende

Beach A

R e v i s t a

Co d o

L i t o r a l .

ANO IX - Nº 97 - Julho/2010 A revista Beach&Co é editada pelo Jornal Costa Norte Redação e Publicidade Av. 19 de Maio, 695 - Bertioga/SP Fone/Fax: (13) 3317-1281 www.beachco.com.br E-mail: beach@costanorte.com.br Diretor - Presidente Reuben Nagib Zaidan Diretora Administrativa Dinalva Berlofi Zaidan

Pequena notável

E mais... Edição

Eleni Nogueira (MTB 47.477/SP) beachco@costanorte.com.br

Moda 22 Diretor de Arte Roberto Berlofi Zaidan roberto@costanorte.com.br MegaPixel 24 Marketing e Publicidade

Investimento 32 Ronaldo Berlofi Zaidan marketing@costanorte.com.br

Fazenda Santana

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Depto. Comercial Aline Pazin Rota Gourmet

aline@costanorte.com.br

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Social 44 Fotos: Pedro Rezende Revisão: Adlete Hamuch Colaboração Cristiano Pires, Bruna Vieira, Edison Prata, Fernanda Lopes, Gabriela Bueno, Gabriela Montoro, Gisela Bello, Lúcia Bakos, Karlos Ferrera e Renata Inforzato Circulação Baixada Santista e Litoral Norte

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A natureza privilegiou a pequena cidade de Bertioga com variados conjuntos de ecossistemas, felizmente ainda preservados. Em seus 482 km² figuram rios, praias, mangues e belas escarpas da Serra do Mar. Nesta edição, a nossa reportagem de capa versa sobre o caminho das águas na cidade, que possui rica bacia hidrográfica, uma das mais importantes do estado de São Paulo, e de valor inestimável para a região, podendo, no futuro, servir de fonte de abastecimento para outras cidades. Os números impressionam, afinal, são 612,91 km² de bacia, integrada pelos rios: Itapanhaú, Itaguaré e Guaratuba, além do Jaguareguava, que deságua no próprio Itapanhaú. A cidade ainda detém cerca de 30 sub-bacias e 358 nascentes, incluindo a do Itatinga, situada entre o Parque Estadual da Serra do Mar (PESM) e a vizinha Mogi das Cruzes. Aliás, biólogos afirmam que sua proximidade com o PESM e mais o fato de Bertioga ser uma cidade pequena e ter seus rios próximos à região central, são fatores determinantes para o atual estado de conservação e pureza das águas. Apesar de tanta abundância, nunca é demais lembrar que a água é um bem finito, e já carente em muitas partes do planeta. Para manter essa exuberante riqueza natural para as atuais e futuras gerações, é preciso atenção e cuidados, tanto por parte do poder público, quanto da população bertioguense. Dentre os principais fatores de poluição dos rios estão o lançamento de esgotos domésticos, o desmatamento ciliar e aterros em manguezais, em virtude da ocupação irregular, resíduos sólidos e líquidos (chorume), oriundos de aterros sanitários, além do derrame de óleo na água por intermédio de embarcações e jet-skis. Conhecidos os problemas, fica mais fácil buscar soluções, entre as quais está a educação ambiental, um importante instrumento de conscientização da comunidade sobre a importância da conservação dos rios e do desenvolvimento sustentável. Só é preciso colocá-la em prática! Eleni Nogueira Beach&Co nº 97 - Julho/2010


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Foto Assessoria de Comunicação/PMC

24 O que fazer neste inverno no litoral

Foto KFPress

Foto Divulgação

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36 Ponha a mão na massa no mês da pizza

Botas, as estrelas desta estação

Cartas Belíssima a foto que ilustra a abertura da reportagem sobre o manguezal de Bertioga, publicada na edição passada, a água mostrou-se um verdadeiro espelho duplicando o céu e a mata. Perfeito e lindo de ver! Parabéns ao fotógrafo por estar no lugar certo, na hora certa! Olívia Farias Parabéns pelo trabalho de divulgar as ações de ONG´s e grupos da região, como o Quiloa, voltado para a divulgação da cultura pernambucana. A reportagem mostrou bem a mensagem que o grupo passa e toda a beleza das cores, dos instrumentos e das danças envolvidas. Jéferson de Brito

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Foto Renata Inforzato

E mais... Bacia hidrográfica 10 Porto de São Sebastião

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Saúde 50

54 A apaixonante história de Vincennes

Capa

Coluna Chic

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Celebridades em foco

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Flashes

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Foto Flávia Souza

A exuberante paisagem do Rio Itapanhaú Foto Zé Zuppani

Palácio das Artes pág. 30

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meio ambiente Bertioga possui riquíssima bacia hidrográfica, uma das mais importantes do estado de São Paulo. É formada por quatro rios de valor inestimável para a região, tanto no aspecto ambiental quanto pelo potencial turístico que representa. Conheça o caminho das águas da cidade

Rico potencial 10

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Por Lúcia Bakos Fotos Pedro Rezende A bacia hidrográfica de Bertioga é uma das maiores da região. A potência da água doce é tanta, que sua extensão representa mais de 1/5 dos recursos hídricos da Baixada Santista. São impressionantes 612,91 km², divididos em três rios principais: Itapanhaú (40 km), Itaguaré (12,5 km), Guaratuba (14 km), além do Jaguareguava, que deságua no próprio Itapanhaú. A cidade ainda detém cerca de 30 sub-bacias e 358 nascentes, incluindo a do Itatinga, situada entre o Parque Estadual da Serra do Mar (PESM) e a vizinha Mogi das Cruzes. Para se ter uma idéia desse potencial, Bertioga possui cinco captações de água destinadas somente à distribuição local. Pode até se dar ao luxo de emprestar um pouco para os vizinhos. Estudos estão em andamento no sentido de que Guarujá, por exemplo, tenha complementada a sua drenagem por meio dos rios de Bertioga. Cachoeiras e pequenas corredeiras, então, são incontáveis. E o lado positivo está na conservação dessa fonte natural, como aponta a bióloga e doutora em Oceanografia Biológica Simone Ribeiro Heitor, residente na cidade. Isso se explica, segundo ela, devido à inexistência de áreas industrializadas, como as que existem em Cubatão, Santos e Guarujá. “Grande parte da bacia hidrográfica de Bertioga ainda pode ser considerada preservada. Guaratuba e Itaguaré possuem uma grande área natural sem degradação. No rio Itapanhaú, na região próxima ao Canal, há marinas, ocupação humana irregular, lançamento de esgotos, lanchas e jetskis, que passam em alta velocidade e acabam derrubando as árvores do manguezal. Apesar dessas agressões, podemos dizer que o estado de conservação ainda é bom”, diz.

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meio ambiente

Proximidade com Serra do Mar possibilita preservação e fartura de pescados

A limpeza da água no município também é ressaltada por Bolívar Barbante, diretor de Operações Ambientais de Bertioga, técnico em Oceanografia e especialista em Meio Ambiente: “Bertioga tem uma vantagem: a de estar inserida no litoral de São Paulo, que tem a Serra do Mar e concentra nascentes bem preservadas, justamente por estarem dentro do PESM. Tirando a Billings, as demais represas da região litorânea não têm poluição. O grau de limpeza é bastante alto”. Outro fator relevante é que os rios de Bertioga estão inseridos praticamente nos limites da cidade, o que proporciona maior controle ambiental. A bióloga Simone explica que a geografia do município favorece o aparecimento de diversos ecossistemas, cada um deles com suas peculiaridades. Há manguezal, Mata Atlântica (Serra do Mar), restinga, praias arenosas e costões rochosos. Nesses habitats, é fácil contemplar variadas espécies de animais e de vegetais. Com toda essa riqueza, a bióloga ainda atesta que Bertioga possui uma 12

enorme rede hidrográfica que pode ser aproveitada para diversos usos, como recreação, turismo, captação de água e aquicultura. “Mas temos que ter em mente que devemos, sobretudo, preservar a bacia hidrográfica, pois a água, apesar de abundante, é um recurso finito e sai mais barato prevenir o mau uso que remediar”, observa.

Causas da poluição

Como os rios de Bertioga não possuem monitoramento constante por parte da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), para verificação do grau de poluição (na Baixada, o monitoramento é feito nos rios Cubatão, Mogi, Perequê e Piaçaguera), Simone Ribeiro alerta para alguns dos principais fatores que contribuem para a poluição nos rios. “Dentre eles, o principal é o lançamento de esgotos domésticos, os quais são ricos em matéria orgânica e nutrientes como nitrogênio e fósforo. Esses causam um grande crescimento de microalgas, diminuição do oxigênio dissolvido na água e, com isso, a mortandade de peixes. Outros Beach&Co nº 97 - Julho/2010


fatores que causam poluição nos rios são o desmatamento ciliar e aterros em manguezais, em virtude da ocupação irregular, o que pode causar erosão nas margens dos rios, acúmulo de sedimento na água, diminuição da transparência da água (aumento da turbidez) e diminuição da fotossíntese das algas. Resíduos sólidos e líquidos (chorume) oriundos de aterros sanitários também podem causar a contaminação dos cursos d´água, além da introdução de óleo na água por intermédio de embarcações e jet-skis”. O diretor de Operações Ambientais de Bertioga, técnico em Oceanografia e especialista em Meio Ambiente, Bolívar Barbante Júnior, informa que o município tem buscado alternativas para a preservação de todo esse rico recurso natural. Recente convênio entre a prefeitura de a Marinha do Brasil já está em vias de operação, para que as embarcações de esporte, recreio e de passageiros

que trafegam pelo Canal de Bertioga sejam efetivamente fiscalizadas. A seguir, a fiscalização será feita nos rios locais. A educação ambiental, lembra Simone, também é importante instrumento para conscientização da comunidade sobre a importância da conservação dos rios. “E ela deve ser feita pelo município em parceria com as ONGs e com o apoio de empresas locais. A realização de campanhas de conscientização ambiental para a comunidade e mesmo para turistas é imprescindível para alcançar o tão falado desenvolvimento sustentável”, aconselha.

Mina D’Água

A mais nova ação que será implantada em Bertioga, por meio de projeto estadual, é a Mina D’Água, semelhante a já aplicada, há quase 20 anos, em Nova Iorque, nos Estados

Proprietários de áreas próximas a nascentes serão incentivados a preservar os manancias

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meio ambiente

Unidos. Rogério Leite, secretário municipal de Meio Ambiente e engenheiro florestal é quem explica: “Trata-se de um projeto que dará incentivo financeiro aos proprietários para recuperar as nascentes ou minas d’água de suas propriedades. Por ter sido o primeiro município da Baixada Santista a receber o selo Verde Azul, do governo do Estado, Bertioga vai ser o município-piloto para sua implantação.” Da mesma forma, a regulamentação da lei paulista, assinada no final do mês passado, inclui o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Com ele, pela primeira vez no Brasil, um estado cria um programa para remuneração de produtores rurais que protejam recursos naturais em suas propriedades. Numa primeira fase, o PSA vai restituir pequenos agricultores que preservem as nascentes dentro de seus terrenos por meio do projeto Mina D’Água. O FECOP (Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição), já reservou R$ 3,5 milhões para o programa só neste ano. Os projetos

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de PSA também incluem programas de conservação de remanescentes florestais e recuperação de matas ciliares, a ser anunciados em breve.

Tamanho é documento

A bacia hidrográfica de Bertioga está inserida na Unidade Geográfica de Gerenciamento de Recursos Hídricos da Baixada Santista (UGRHI-7) –, com extensão total de 2788,82 km², e da qual fazem parte nove municípios. A UGRHI-7 é controlada pelo Comitê de Bacias Hidrográficas da região, o CBH-BS, criado em 1995, com a função de gerenciar os recursos dessa fonte natural, visando à recuperação, preservação e conservação da mesma. Toda essa importância tem a ver com a constatação de que 40,3% da região ainda é composta por Mata Atlântica; 10,6% por vegetação de restinga e 8,8% por manguezais. Segundo o Relatório Um (2006) do CBH-BS, o índice de vegetação nativa nesta área é de aproximadamente 69%, muito superior ao índice do estado de São Paulo, em média de 14%.

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turismo

Pintura interativa 18

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As fontes naturais de água doce de Bertioga são atrações imperdíveis. Formam rios, corredeiras, piscinas, encravados numa paisagem de aquarela. Há passeios que primam pela aventura, outros, pela contemplação. Em todos, porém, a diversão é garantida

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“Num passeio pelos rios de Bertioga, você se sente como dentro de um quadro vivo, de uma pintura! É muito gratificante sair do barulho da cidade, da poluição atmosférica, do caos do trânsito e navegar em meio ao silêncio, observando as aves, os peixes, a vida... Não tem preço!”. Palavras sem dúvida cheias de emoção, mas, nem por isso, irreais. Muito pelo contrário. Simone Ribeiro Heitor, bióloga e doutora em Oceanografia Biológica, expressa o sentimento de qualquer um que tenha o prazer de fazer um passeio pela rica bacia hidrográfica da cidade. E por uma razão fácil de entender, ainda nas palavras de Simone: “A grande diversidade biológica da Mata Atlântica proporciona coloridas orquídeas e bromélias, pássaros e dezenas de outros animais, além das diferentes espécies vegetais dos manguezais e suas adaptações, como as raízes aéreas que vivem num solo lodoso, os caranguejos e ostras que crescem nas raízes. São vários os atrativos, mas além da fauna e da flora, sem dúvida alguma, a beleza cênica da região é um atrativo e tanto!” Depois de tanto elogio, não vale a pena esquecer um pouco a praia e partir para um passeio diferente, aventuresco, belo e reconfortante? E as opções para tanto são também bem diversificadas. Há desde passeios que exploram o turismo de aventura, até o simples navegar num barco para contemplação de um entorno inesquecível.

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meio ambiente

Lazer de contemplação está entre as atividades praticadas nos rios de Bertioga

É só escolher

A empresa Adrenalina Pescaria, por exemplo, oferece dois roteiros de barco para passar o dia. Com serviço de café da manhã com frutas, suco, café, refeição, e bebidas à vontade, os roteiros ainda incluem monitoramento sobre o ecossistema do manguezal. O Eco Center Jaguareguava, por sua vez, promove turnês um pouco mais radicais, em canoas havaianas (6 pessoas) e canadenses (3). Com saídas em dois horários, às 9h00 e às 14h00. A canoagem pelo rio Jaguareguava inclui noções básicas de canoagem, remo e coletes salva-vidas. Em seguida, os visitantes podem conhecer as águas límpidas e transparentes desse afluente do rio Itapanhaú, que também abriga piscinas naturais em seu leito, ótimas para o mergulho livre e apreciação de várias espécies de peixes. Há

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visitação ao mangue e realização de luaus nos períodos de Lua cheia. Já a agência de turismo Seiva Tur oferece passeios em trilhas, rios e cachoeiras, por meio da prática da canoagem e acqua ride (bote no rio). A Trilha do Cacau é uma delas, na qual o roteiro começa subindo o rio Itaguaré em canoas ou caiaques, atravessa áreas de mangue e Mata Atlântica, com sua exuberante beleza. Em certo ponto da aventura, o visitante percorre cerca de 4 km de trilhas agrestes ao longo da planície de restinga, até uma plantação desativada de cacau, passando por riachos até a chegada em uma pequena praia. No Itapanhaú, considerado o Havaí do acqua ride, é onde ocorre a aventura da descida das corredeiras entre as pedras e pequenas quedas d’água, em botes individuais. Vale lembrar que há mais opções disponíveis

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oferecidas por empresas náuticas na região central de Bertioga (ao longo da Avenida Vicente de Carvalho, bem próximo à balsa Bertioga/Guarujá), que alugam barcos e demais equipamentos, junto com o serviço de marinheiros. Serviço: Adrenalina Pescaria (Tel.: (0xx11) 9480 2816 ou (0xx11) 9127 9038 / Site: www.adrenalinapescaria.com.br); Eco Center Jaguareguava (Tel.: (13) 9758-5090 / E-mail vagnerriesco@hotmail. com); Seiva Tur (Tel.: (13) 3316-6070 / Site: www. seiva.tur.br. Mais informações também podem ser obtidas na Secretaria Municipal de Turismo da cidade, pelo telefone (13) 3317-3567.

Amantes de aventura também encontram vasto potencial nos mananciais da cidade

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Radiografia aquática

O rio Itapanhaú nasce nas encostas da Serra do Mar e deságua no Canal de Bertioga, atravessando a planície marítima. Até atingir uma parte mais plana, é formado por corredeiras que, muitas vezes, transformam-se em cachoeiras com piscinas naturais. O principal afluente do Itapanhaú é o Itatinga, quase todo contido na Serra do Mar, e também o Jaguareguava, localizado à sua margem direita. Este último também contém pequenas corredeiras, piscinas naturais com águas cristalinas, riachos e praias de areias claras. Já o Guaratuba deságua na praia que leva o mesmo nome e é considerado excelente para a pesca amadora. Da mesma forma, o praticamente intocado rio Itaguaré é muito procurado pelos amantes da pescaria, principalmente do robalo e da tainha. Também é o rio mais indicado para o passeio de canoa ou barco, pois parte de seu curso passa pela mata de encosta da Serra do Mar, indo em direção ao mangue.

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turismo

Inverno à moda do litoral

paulista Sinônimo de verão, o litoral também tem seu charme na baixa estação. Programações especiais contemplam a música, arte e a gastronomia, e dão o tom do inverno 2010 na região. Confira!

Assessoria de Comunicação/PMC

Inverno Quente, na Praça Cândido Mota, em Caraguá 24

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Foto Pedro Rezende

Fruta da época é atração em São Vicente

Santos | Festa Inverno

Em Santos, a principal atração noturna da temporada é a tradicional Festa Inverno, comandada por 36 entidades beneficentes da cidade. A área conta com praça de alimentação (oito restaurantes e 28 lanchonetes), shows de terça a domingo com diversos nomes do cenário musical santista, além de opções de recreação e lazer para as crianças e pista de patinação no gelo. A Festa Inverno acontece entre os dias 2 de julho a 1° de agosto, sempre das 19h00 às 24h00, numa ampla área ao lado do estádio da Portuguesa Santista, na Av. Pinheiro Machado, 240. Entrada franca.

São Vicente | Festa do Morango

Que tal adoçar o paladar com espetinhos de morango, merengue, pizza de morango com chocolate, licor, crepe, quentão de morango...Ficou com água na boca? Pois durante todo o mês de julho, essas e muitas outras delícias feitas com Beach&Co nº 97 - Julho/2010

a fruta poderão ser saboreadas na 14ª edição da Festa do Morango. Este ano a festa acontece na Praça de Eventos da praia do Itararé, em virtude da reforma do Horto Municipal. De terça a domingo, das 15h00 às 22 horas.

Guarujá | Harmonia dos Sabores

O Sofitel Guarujá Jequitimar prestigia o inverno com o VI Festival Harmonia dos Sabores, nos fins de semana de 23 e 30 de julho. Para esta edição, os encontros enogastronômicos terão atrações musicais. Os participantes serão recepcionados com espumantes e/ou vinhos importados da Enoteca Fasano. Aos sábados, às 11h00, os hóspedes poderão participar de workshops com os chefs convidados, que ensinarão, passo a passo, a elaboração de um dos pratos do jantar. Das 12h00 às 14h00, haverá Wine Wave na Varanda da Ala Central do hotel, ação que intensifica a cultura do vinho na estação ideal. 25


turismo Sob a batuta do chef Marc Le Cornec, responsável pela gastronomia do Sofitel Guarujá Jequitimar, o restaurante Les Épices receberá os chefs convidados: o consultor gastronômico francês Laurent Suaudeau e o italiano Danio Braga, que comanda o restaurante Locanda della Mimosa (RJ). Na programação, os clientes poderão assistir a workshops com os chefs, apresentações musicais ao vivo, além de degustar os melhores vinhos e espumantes. Informações e reservas: (13) 21042000 / sofiteljequitimar@sofitel.com. Site: www. sofitel.com.br. O Sofitel Guarujá Jequitimar fica na Av. Marjory da Silva Prado, 1.100, praia de Pernambuco.

Bertioga | Festa da Tainha

A 33ª edição da Festa da Tainha de Bertioga, aliada à programação cultural do Festival de Inverno, é a dica de passeio na pacata cidade de Bertioga. A festa gastronômica segue até o dia 31 de julho, às sextas-feiras, com jantar a partir das 19h00; aos sábados com almoço e jantar, e aos domingos só com almoço, na arena montada na Praia da Enseada, no centro. Foto Pedro Rezende

Já o Festival de Inverno, no Parque dos Tupiniquins, ao lado da arena da Festa da Tainha, oferece exposição de artistas e artesãos locais, além de apresentações musicais nas noites de sábado, dentro do projeto Música é Cultura – com músicos integrantes de importantes grupos de câmera e orquestras.

Caraguá | Inverno Quente

Durante todo o mês de julho, a Praça Cândido Mota é o endereço da cultura, do lazer e do entretenimento. O Inverno Quente traz uma excelente programação com shows musicais da melhor qualidade e ritmos variados que vão das músicas eruditas e latinas ao bom e básico forró, sem esquecer do samba e do rock. Outra opção de passeio na praça é o Jardim das Artes, onde artistas

Festa da Tainha segue até 31 de julho, em Bertioga

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Foto Divulgação

expõem e vendem suas obras. O Inverno Quente segue até o dia 31, de quinta a domingo, a partir das 20h30. Já o Jardim das Artes acontece de sexta a domingo, das 18h00 às 22 horas.

Ilhabela | Semana de Vela

Turistas e moradores se unem para desfrutar do maior evento náutico da América Latina, a Semana Internacional de Vela – Rolex Ilhabela Sailing Week. A programação, que vai de 17 a 24 de julho, oferece muito mais do que as emocionantes e belíssimas competições marítimas. Há atrações artístico-culturais, como música, cinema, exposições e lazer infantil, no Espaço Cultural Veja São Paulo, uma parceria entre a prefeitura e a Editora Abril. Para o deleite de turistas, Ilhabela tem um leque de 39 praias. A gastronomia da ilha também reserva boas surpresas, com pratos típicos caiçaras ou mesmo internacionais, como alemães, italianos e até tailandês. A rede hoteleira do arquipélago conta com cerca de 4 mil leitos.

Festival Harmonia dos Sabores; abaixo, as velas dão o espetáculo em Ilhabela Foto Carlos Borlenghi/Rolex

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turismo

Palácio das Artes Com boa programação cultural, o espaço é excelente opção de lazer para este mês de férias. São 6 mil m2 de área, que abrigam museu, espetáculos de teatro, música e dança, além de imperdível exposição de arte, com obras dos mestres Tarcila, Portinari e Volpi, entre outros

Texto e fotos Flávia Souza Já visto de fora, o Palácio das Artes, em Praia Grande, impressiona pela bela fachada em estilo neoclássico, com apliques e pintura jateada. Por dentro, o espaço segue o estilo contemporâneo, com áreas amplas e mobília moderna. Além do museu, o centro cultural abriga, também, salão de eventos com capacidade para mil pessoas, recepção e hall expositivo, além de loja e cafeteria. Na recepção, o lustre gigante, a mais de 3 m de altura, possui 12 mil pedras de cristal, 120 lâmpadas e 2,60 metros de largura. Com formas que remetem à figura de um arlequim, é uma alusão ao clássico filme O Fantasma da Ópera. Vamos começar pelo Museu da Cidade. Nele encontramos aspectos diversos da história de Praia Grande por meio de fotos e imagens. E mais: pode-se ouvir testemunhos de moradores do município disponibilizados no estande de história oral, por meio de três televisores equipados com DVDs e fones de ouvido. Em outro terminal, quatro computadores disponibilizam história e curiosidades sobre cada bairro praiagrandense. Atualmente, o acervo do Centro de Documentação e Memória comporta mais de 30 mil documentos doados por moradores da cidade.

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O quadro Distância e Paisagem Antropofágica VII, de Tarsila do Amaral, é uma das obras da exposição

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turismo

Espaço encanta pela amplitude e riqueza de detalhes. No alto, a tela Mulheres na Janela de Di Cavalcanti

No andar superior, o foyer Graziela Diaz Sterque é passagem obrigatória para quem vai à Sala de Espetáculos Serafim Gonzalez que, frequentemente, recebe importantes apresentações de teatro, música e dança. Além de uma bela vista da Mata Atlântica, a área tem exposição permanente de cerâmica marajoara. No local encontrase a galeria Nilton Zanotti, que segue padrões expositivos internacionais e possui terraço que, além de um belo local de descanso, abriga exposição permanente de esculturas.

Exposição e teatro

Até o dia 25 de julho tem lugar a mostra itinerante Coleção Nemirosky: Obras em Destaque. São 22 obras pertencentes ao acervo da Fundação Nemirovsky, e conta com a curadoria de Maria Alice Milliet, diretora da Fundação. A mostra reúne obras antológicas como: Distância e Paisagem Antropofágica VII, de Tarsila do Amaral; Mulheres na Janela, de Di Cavalcanti; Mogi das Cruzes e Fachada, de Alfredo Volpi; Jogo de Pião, de Portinari; 32

Casal, Cavalos – Campos do Jordão e As Erradias, de Lasar Segall, entre outras obras primorosas. “As obras, selecionadas especialmente para esse projeto, constituem um discurso visual forte, pontuado por peças antológicas, matizado pela mescla de pinturas, desenhos, aquarelas e gravuras e, por isso mesmo, variado, fascinante”, explica a curadora. A visitação é gratuita e acontece de terça a domingo, das 14h00 às 18h00, com classificação livre. O grupo Loucos por Teatro estará na cidade no dia 31, apresentando A vida é uma comédia, peça dirigida por Marcos Wainberg, e que retrata a história de Edicreuza - empregada doméstica que só trabalha para pessoas famosas e socialites. Com censura de 12 anos, a peça será apresentada a partir das 21 horas. Os ingressos custam R$ 40,00. Serviço: O Palácio das Artes fica na Avenida Presidente Costa e Silva, 1.600, Boqueirão, Praia Grande. Informações pelos telefones (13) 34965716 ou (13) 3496-5707. Beach&Co nº 97 - Julho/2010


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gastronomia

Pizza, que delícia! Julho é o mês da pizza, bom motivo para pôr a mão na massa, reunir os amigos e saborear receitas especiais no aconchego do lar

Por Fernanda Lopes Embora tenha ganhado o mundo pelas talentosas mãos dos italianos, os dois países que mais consomem a famosa massa recheada são EUA e Brasil, com destaque para as cidades de Nova Iorque e São Paulo, onde a redonda é tradição, sinônimo de festa, comemoração, reunião entre amigos e, até, num sentido pejorativo, um final ajeitadinho para um impasse qualquer. Segundo os organizadores da Copa Brasileira de Pizzarias, o litoral paulista conta com cerca de 800 casas especializadas, responsáveis pelo emprego de cerca 4 mil pessoas. Em São Paulo, o prato tem até uma data especial, o Dia da Pizza, comemorado desde 1985, sempre no dia 10 de julho. Acredita-se que o ancestral da pizza tenha sido preparado pelos egípcios, há cerca de 5 mil anos. Eles foram os pioneiros no processo de fermentação e faziam um pão fino com cobertura de algumas especiarias. Também na Roma 36

de César havia o Pão de Abraão, uma massa com ervas e alho, chamada de Piscea. A variação das coberturas foi sendo incrementada com o passar dos anos, mas foi preciso que Colombo aportasse na América do Sul para que um dos principais ingredientes fosse agregado à redonda: o tomate. O primeiro pizzaiolo foi Don Rafaelle Espósito, proprietário de uma famosa pizzaria de Nápoles. Ele ganhou fama ao criar para a rainha Margherita de Sabóia uma pizza com as cores da bandeira italiana: branco, vermelho e verde. A rainha gostou tanto que batizou a criação com o seu nome. Até hoje a Margherita é uma das mais pedidas. O chef pizzaiolo Ronaldo Ayres, o Senhor Pizza, e diretor do Centro Tecnológico de Desenvolvimento de Pizzas e Massas do Brasil, desenvolveu receitas especiais de massa e de molho de tomate para serem feitas no forno doméstico. Não perca tempo, chame a turma e asse a sua redonda. Beach&Co nº 97 - Julho/2010


Fotos divulgação

Massa básica

Ingredientes: 1k de farinha de trigo especial; 20g de sal; 20 ml de óleo; 5 g de açúcar; 30 g de fermento biológico fresco; 650 ml de água gelada. Para o molho: 1 k de tomate tipo italiano; 50g de açúcar; 20g de sal; 100 ml de azeite extra-virgem. Preparo: para o molho, passe o tomate no moedor de carne manual, deixe escorrer numa peneira. Depois acrescente os outros ingredientes e misture bem. Para a massa, junte os ingredientes sólidos num recipiente e misture bem. Em outra vasilha, junte os líquidos e misture com o fermento. Em seguida misture tudo. Sove Beach&Co nº 97 - Julho/2010

durante 10 minutos. Deixe descansar por 1 hora até dobrar de volume. Divida a massa em bolinhas. Para a massa fina, as bolinhas devem ter 150 gramas. Para a massa média, 350 g, e para grossa, 600 gramas. Depois, cubra as bolinhas com um plástico de alimento e deixe dobrar de volume. Abra a massa num diâmetro de 35 cm. Coloque o molho. Coloque a massa em uma forma e leve ao forno alto e preaquecido. Deixe 5 minutos para preassar. Tire do forno, coloque a cobertura escolhida e volte ao forno por mais 10 minutos ou até você definir a crocância preferida (depende também da grossura da massa). 37


gastronomia Gratinada especial

Ingredientes: 2 discos de pizza; 6 colheres de molho de tomate; 150g de queijo gorgonzola; 1 copo de requeijão cremoso; 1 xícara (chá) muçarela ralada; 6 tomates secos picados; 10 folhas de orégano fresco. Preparo: para a cobertura, em uma tigela amasse o queijo gorgonzola com um garfo e junte o requeijão, misturando bem até formar uma pasta. Reserve. Polvilhe metade da muçarela sobre cada disco de pizza, já com molho de tomate, e distribua entre eles os tomates secos e as folhas de orégano. Cubra cada pizza com metade da pasta de requeijão e leve ao forno até gratinar. Rendimento: 2 pizzas grandes

Natureza

Ingredientes: 2 discos de pizza; 6 colheres de molho de tomate; 250g de ricota; 1/2 pote de requeijão cremoso light; 1 stick de tempero pronto; 1 abobrinha cortada em rodelas; 1 cebola fatiada; 100g de champignon; 12 azeitonas pretas; 2 tomates pequenos cortados em rodelas. Preparo: em uma tigela, misture a ricota com o requeijão e o tempero até formar uma pasta. Distribua sobre os discos de pizza, já com molho de tomate, a abobrinha, a cebola e o champignon. Cubra cada disco com metade da pasta de requeijão, seis azeitonas pretas, rodelas de um tomate e leve ao forno para gratinar. Rendimento: 2 pizzas grandes

Chocolate com morango

Ingredientes: 1 tablete de chocolate meio amargo; 1 lata de creme de leite; 1 xícara (chá) de morangos fatiados; 2 discos de pizza grandes; raspas de chocolate meio amargo e açúcar de confeiteiro para decorar. Preparo: derreta o chocolate em banho-maria, junte o creme de leite e misture até formar um creme. Espalhe metade do creme em cada disco de pizza e leve ao forno por cerca de 5 minutos. Retire e distribua os morangos entre os discos. Decore com raspas de chocolate, açúcar de confeiteiro e sirva. Rendimento: 2 pizzas grandes

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moda Michael Kors

Muito

charme nos pĂŠs

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Blumarine

Detalhes remetem à moda rock´n´roll

Da variedade de botas à nova tendência de descer das plataformas, o inverno 2010 empresta elegância aos pés femininos com modelos que unem o conforto à beleza. A grande variedade de estilos facilita a combinação com o guarda-roupa da estação

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Por Karlos Ferrera Fotos: KFPRESS O inverno é elegante por natureza e as botas são indispensáveis para compor looks que aliem beleza e conforto. São diversos modelos, com canos curtos, médios e altos, e valorizados por saltos em diversas alturas para oferecer o máximo conforto. A cartela de cores passeia pelo café, preto, kiwi, verde-militar e vermelho, tons que combinam com os dias frios. A moda 2010 traz uma tendência que promete fazer até as mulheres mais elegantes descerem do salto! As plataformas que, há várias temporadas, reinavam absolutas em desfiles internacionais e nacionais, têm aparição reduzida em grande parte das coleções, e cedem seu lugar de destaque aos saltos finos e médios. É que a moda é um fenômeno cíclico. A onda de calçados extravagantes foi o verdadeiro reflexo de um mundo guiado pelos excessos e pelo consumismo desenfreado. Hoje, em que ques-

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moda tões práticas e preocupações econômicas estão no centro das atenções, os calçados menos chamativos entram em cena. Algumas amantes das alturas podem relutar em abandonar suas glamorosas plataformas, mas, nem por isso, a sedução e a elegância deixaram de marcar presença. A democracia dos saltos médios também é atemporal: você pode ir do trabalho à balada com o mesmo sapato, sem perigo de parecer vulgar em um ambiente, ou simples demais no outro. As referências de estilo são as mesmas que regem todos os calçados da estação: rock’n’roll da década de 1980, com aplicações de tachas, rebites e fivelas; laços e brilhos e couro, em geral em cores neutras e fortes. Os saltos aparecem bem trabalhados e geométricos, desde os fachetados, até o modelo Sabrina. Escolhendo corretamente, esses calçados podem se ajustar a qualquer look de maneira impecável, e até divertida!

Consultório de moda Saruel é para todas? Na teoria, a calça saruel encurta a silhueta, por conta do gancho baixo. Mas se o look for monocromático (calça e blusa em cores próximas ou iguais, ou no mesmo tom), dá para minimizar esse efeito. Pode-se usar colar e brincos grandes ou deve-se optar por um ou outro? Aquele versículo da Bíblia que diz “tudo é lícito, mas nem tudo convém” também vale para a moda. Pode-se tudo, mas nem sempre a combinação dá certo. É mais prudente compatibilizar tamanhos e proporções na hora de escolher acessórios – se o brinco é grande, o colar pode chamar menos a atenção, e vice-versa. O ideal é que um acessório seja dominante na produção, e que os demais funcionem como coadjuvantes desse primeiro. Mas há casos em que se usa tudo grande e dá certo, depende de quem usa e de como usa. Blusas e vestidos com babados ficam bem só em quem tem pouco busto? Babados acrescentam volume à região onde estão. Podem aumentar visualmente a região dos seios, barriga, bumbum, quadril. Um vestido todo de babados fica melhor em quem não tem muitas curvas e é mais magra.

Ralph Lauren

Luciano Soprani

Variedade de modelos e cores alia beleza e conforto às botas

Qual o truque para disfarçar quadris largos? Chamar atenção para a parte de cima do corpo – especialmente o rosto! Vale camisa colorida, bordada, estampada, sobreposições, casaquinhos legais, acessórios com brilho, coordenações originais de cores, cabelo preso e maquiagem maravilhosa. E pegar leve na parte de baixo, com tecidos mais estruturados e opacos, em cores neutras e mais escuras que as das partes de cima, caimentos retos, sem volume tipo pregas, bolsos, botões. Tommy Hilfiger

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desenvolvimento

Porto de

São Sebastião,

é chegada sua hora

Desde o início de sua operação, há quatro décadas, ele manteve suas características, sem grandes investimentos e baixo volume de exportações. Agora, o ambicioso plano de expansão, a ser implantado de forma gradativa até 2035, prevê 1 milhão de m2 de retroárea (4 vezes o tamanho atual), melhorias de acesso com a duplicação da Rodovia dos Tamoios, uma grande avenida, que contorne a cidade de São Sebastião, além de marina pública e terminal internacional de passageiros

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Bussinger confiante na proposta de desenvolvimento do porto Texto e fotos Bruna Vieira Elemento fundamental para o desenvolvimento da região, o Porto Público de São Sebastião foi visto, durante anos, com maus olhos por emprestar à área central da cidade, uma imagem cinzenta e degradada, típica de entornos portuários em todo o mundo. Esse cenário começou a mudar a partir de uma reurbanização funcional, principalmente nos arredores da Rua da Praia, que beira o Canal de São Sebastião. A próxima etapa contempla sua ampliação por meio do Plano Integrado Porto Cidade – PIPC, a ser implantado pela Companhia Docas de São Sebastião, administradora do porto desde 2007 – projeto que tem como principal pretensão, o desenvolvimento da economia no litoral norte. “Os portos, milenarmente, são tidos como agentes de desenvolvimento. É a janela para o mundo, até mesmo para promover a integração do país”, diz o presidente da Companhia Docas de São Sebastião Frederico Victor Bussinger. Em 2009, o porto de São Sebastião movimentou 50 mil toneladas de produtos, entre granel líquido (petróleo e derivados) e granel sólido (barrilha, sulfato, malta e cevada). Desde o início de sua operação, há 40 anos, ele praticamente manteve o volume de exportações no período. O plano de expansão, a ser implantado de forma gradativa até 2035, prevê a operação de 27 milhões de toneladas/ano, com importação e exportação de cargas gerais, veículos leves, granéis sólidos e líquidos. O novo porto terá 1 milhão de m2 de retroárea (4 vezes o tamanho atual), subdividida de forma a atender a demanda Beach&Co nº 97 - Julho/2010

de cada tipo de serviço e movimentação de cargas específicas.

Ampliação

No setor de logística, serão construídas a duplicação da Rodovia dos Tamoios e uma grande avenida, que contorne a cidade de São Sebastião – essa com maior atenção, pois, atualmente, o acesso ao porto é feito pela avenida principal da cidade, o que gera grandes conflitos entre a área portuária e a movimentação turística, principalmente em período de alta temporada. Outro ponto relevante é a proposta de aprofundamento da área do porto, com áreas de baixa e média profundidade, a fim de abrigar navios de vários calados, e um píer para navios de alto calado. A nova conformação permitirá que o porto receba material para o gasoduto de Mexilhão, além de se transformar em uma plataforma para as estações offshore (de prospecção em alto mar) da Petrobras. Haverá área para barcaças, helipontos e espaço para serviços de apoio. O plano divide-se em sete etapas e está na fase de licenciamento por parte do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, passível de aprovação após a realização de audiências públicas. Em seguida, será aberto processo licitatório para contratação de empresa privada que fará a obra, prevista para ter início em 2011.

Maior agilidade

O porto de São Sebastião será a alternativa lo45


desenvolvimento gística de maior eficiência e agilidade do Sudeste do Brasil, como porta de entrada e saída de mercadorias de alto valor agregado, produzidas na rica e industrializada região do Vale do Paraíba, distante apenas 100 km do porto, e com forte conexão com o mercado exterior, e que representa 2,7% do Produto Interno Bruto brasileiro, e 11,4 % das exportações do estado de São Paulo. Cargas das regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo, e mesmo do sul fluminense e do sudeste mineiro também poderão ter no porto de São Sebastião, o pólo logístico concentrador e distribuidor de cargas. Outras conexões confiáveis poderão acontecer com o mercado internacional e as regiões Norte/Nordeste, além do Mercosul, por meio da cabotagem (transporte de cargas entre portos de um mesmo país). O plano prevê um porto multiuso, com foco em cargas gerais, capaz de receber navios de maior calado, graças à profundidade superior a 25 metros, mantida pelas correntes marítimas naturais no canal de São Sebastião, devido à proximidade com Ilhabela, o que torna desnecessária as dragagens de manutenção.

colegiado defende que a expansão do porto é necessária, mas contêineres são problemas sem solução, pois não há espaço e nem meios para manejá-los com eficiência. As audiências agendadas para fevereiro último foram suspensas a pedido da sociedade civil organizada que solicitou informações complementares do projeto sobre os impactos habitacionais que serão causados pela obra, entre outros. A Companhia Docas está readequando o projeto. Novas datas de audiências ainda não foram divulgadas.

Desenvolvimento sustentável

O projeto de expansão prevê o tratamento de esgoto no entorno da área portuária e a manutenção do Mangue do Araçá, onde serão colocadas estacas de contenção para proteger as praias, o mangue, as

Questões ambientais

A demanda por portos capacitados para movimentação de contêineres também cresce. No entanto, a RealNorte, colegiado que reúne 17 organizações ambientalistas do litoral norte, decidiu assumir e orientar a campanha “Porto sim, mas sem contêiner”, que pretende barrar este tipo de carga em São Sebastião. O colegiado alega que o potencial turístico da região sofreria impacto pernicioso caso a expansão portuária enveredasse pela movimentação de milhares de contêineres por semana. Alerta que as pilhas de contêineres formariam um paredão prejudicial ao turismo. A área do porto é insuficiente para acolher contêineres na quantidade e ritmo anunciados, fato agravado pela ausência de escoamento ferroviário. Por fim, o

Atualmente, a estrutura não comporta grandes movimentações

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Porto deve se estruturar como pólo logístico concentrador e distribuidor de cargas planícies de maré e parte do costão rochoso. Dentre os benefícios sócio-econômicos, prevê-se a geração de 900 novos postos de trabalho e 1800 empregos indiretos na região, no período de obras. Na fase de operação, deverão ser criados 2.460 empregos diretos e 2.100 indiretos. Dos postos fixos, 65% das vagas exigirão ensino fundamental, 25%, ensino médio e 10%, ensino superior. A capacitação do pessoal já está sendo feita nas escolas técnicas estaduais e federais instaladas em São Sebastião e Caraguatatuba, focadas em cursos de petróleo, gás e atividades portuárias. O porto de São Sebastião gera atualmente 2 mil postos de trabalho. O prefeito de São Sebastião Ernane Primazzi é favorável ao projeto de expansão portuária. Para ele, a obra contempla mais impacto positivo do que negativo. Entre os aspectos positivos, ele cita os acessos viários como a nova descida na Rodovia dos Tamoios, e nova estrada entre Caraguatatuba e São Sebastião, além dos empregos e do incremento turístico.

Investimento turístico

A obra também prevê a construção de marina pública, parque linear verde com áreas de lazer e um píer em terreno adjacente à nova estação de balsas, para abrigar o Terminal Turístico de Beach&Co nº 97 - Julho/2010

Passageiros, para atender navios transatlânticos. O Terminal será estruturado com áreas de acomodação e recepção aos visitantes, composto por saguão principal, alfândega e imigração, lojas, agência dos Correios e de turismo, postos de segurança, serviços bancários e de informações turísticas. Na área externa, será construído pátio para trânsito de táxis e transporte público. O presidente da Docas Frederico Bussinger diz que “apenas 10% dos passageiros desembarcam dos navios transatlânticos que ficam fundeados. Portanto, gastam pouco na localidade. Em São Sebastião, o poder público se articulou no ano passado e criou uma programação de atrativos para os navios experimentais que atracaram no porto. O resultado foi que 70% dos passageiros desembarcaram na cidade, animando a economia local.” Bussinger detalha dois tipos de atividades turísticas que serão fortalecidas com a instalação do Terminal de Passageiros: o conhecido turismo “stricto sensus”, aquele que gera renda na cidade com visitas a museus, hospedagem em hotéis, alimentação em restaurantes, e o turismo sazonal, caracterizado pelo aluguel de casas nos finais de semana e feriados a turistas que pretendem voltar à região por um período mais longo. 47


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saúde

Perigo

branco à mesa

Impossível imaginar uma refeição sem os queridinhos açúcar, sal e farinha refinada. Na maior parte das receitas, lá estão eles para dar mais sabor e consistência aos pratos. Mas, é preciso controle na ingestão desses alimentos, pois, em excesso, são grandes vilões da saúde! Por Gisela Bello

Fotos: www.sxc.hu

Dos três, o açúcar é o mais difícil de resistir. Está nos bolos, doces, balas, refrigerantes e mais uma infinidade de tentações. Uma delícia que esconde muitos problemas futuros. O consumo excessivo do açúcar leva à obesidade, que somada à vida sedentária e a má alimentação pode desencadear o diabetes e o aumento de triglicérides. Segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde - os casos de diabetes vão crescer 54% no mundo, nos próximos vinte anos. O que significa um novo caso a cada

cinco segundos. O diabetes é o excesso de açúcar no sangue e a doença aparece quando o pâncreas não produz insulina suficiente para controlar a quantidade de glicose no corpo. Mas, o perigo não está propriamente no açúcar, mas, sim, na quantidade ingerida, destaca a nutricionista Adriana Ávila. O ideal é comer de uma a duas porções de alimentos que levam açúcar por dia. Isso equivale a 110 calorias, ou uma colher de sopa de açúcar e uma fatia de doce, por exemplo. Nas frutas, encontramos a frutose. E a nutricionista, faz um alerta para quem tem o hábito de comer muitas frutas diariamente: “A pessoa pode

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aumentar de peso, e elevar os índices de glicose e triglicérides no sangue. Cinco frutas por dia é o ideal para as pessoas normais. Já o diabético deve comer de três a quatro frutas”, explica.

Sal

É difícil imaginar uma refeição saborosa sem o uso do sal. O sal de cozinha, ou cloreto de sódio, é, sem dúvida, a fonte alimentar mais rica em sódio (40% de sua composição). O sódio é um mineral necessário ao corpo, no entanto, é preciso estar atento à quantidade indicada no rótulo dos alimentos na hora da compra, explica a nutricionista Helena Novaretti, especialista em Saúde Pública. A OMS recomenda que o consumo diário da substância não ultrapasse a seis gramas (ou 6 colheres de café). O consumo de sal, além do recomendando, pode causar diversos prejuízos à saúde, sendo o mais grave a hipertensão arterial. Segundo dados da PNAD 2008 – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios -, divulgado pelo IBGE no final de março, 31,3% dos brasileiros (59,5 milhões) dizem ter pelo menos uma doença crônica. E a maior frequência é de hipertensão, com 14% dos brasileiros (8,33 milhões). A médica Valéria Bonani Betini Haiek, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, explica que a hipertensão arterial ocorre quando os níveis pressóricos do fluxo sanguíneo estão

Dicas saudáveis - O ideal é comer de uma a duas porções de alimentos que levam açúcar por dia. Isso equivale a 110 calorias, ou uma colher de sopa de açúcar e uma fatia de doce, por exemplo; - O sal pode ser substituído por temperos naturais, como salsinha, cebolinha, Beach&Co nº 97 - Julho/2010

acima da normalidade, podendo ocasionar, com o tempo, lesão em órgãos como o coração, cérebro, rins e olhos. A cardiologista ressalta a importância de bons hábitos alimentares, e consultas preventivas com um médico.

Farinha refinada

A farinha branca é a mais usada pela indústria e é conhecida como farinha refinada. Mas, no processo de refino ela perde a maior parte dos nutrientes, como vitaminas, minerais, fibras e proteínas. O que sobra depois desse refinamento é o amido, mais conhecido como carboidrato. Anita Sachs, chefe do departamento de Nutrição da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que quando consumida de forma exagerada, a farinha refinada causa obesidade, distúrbios metabólicos, e acarreta o descontrole do diabetes. O triglicéride, principal forma de armazenamento de gordura no organismo, aumenta quando o carboidrato é consumido acima do normal. Recomenda-se , por adulto, por dia, um pão francês e meio, uma fatia média de torta salgada e o equivalente a uma xícara e meia de qualquer tipo de massa (arroz, batata e demais tubérculos). “O segredo para manter uma alimentação equilibrada é juntar o trigo refinado ao integral. Com essa mistura, você consegue melhorar a qualidade nutricional do produto final”, ensina.

alho, cebola, manjericão, manjerona, coentro, orégano, louro, tomilho, limão, pimentão, gengibre, cominho, hortelã, alecrim, canela, entre outros; - Recomenda-se, por adulto, por dia, um pão francês e meio, uma fatia média de torta salgada e o equivalente a uma xícara e meia de qualquer tipo de massa (arroz, batata e demais tubérculos). 51


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internacional

Vincennes

História apaixonante pertinho de Paris Fundamental na história francesa e cenário de acontecimentos que mudaram o mundo, o Château de Vincennes fica bem próximo a Paris, mas ainda é pouco conhecido pelos turistas. Sua história é uma das mais conturbadas da França, e menos conhecida, ainda, do que a edificação em si

Textos e fotos Renata Inforzato Até o século XII, Vincennes era uma região de floresta, a leste da capital francesa, Paris, onde viveram os reis Merovíngios (400-755). Porém, a primeira evidência de uma construção real data de 1178: um documento assinado pelo rei Luis VII (1137 – 1180), chamado Apud Vicenas. Naquele tempo, o monarca residia num palácio na Île de La Cité, no coração da Paris, mas necessitava de um lugar para ficar durante as caçadas. Sendo perto da capital, e com uma floresta imensa, Vincennes era o local perfeito. Porém, Luis VII morreria pouco tempo depois e seu sucessor, Philip Augustus (1180-1223), é que começou a realizar o projeto.

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Vincennes adquire importância como sede do poder. São Luis, ou Luis IX (1126-1270), faz do castelo sua segunda residência, – a primeira é o Palácio de La Cité, onde passa longas temporadas com a família. É de Vincennes que o soberano parte para suas duas Cruzadas, em 1248 e 1270, e é para o local que retorna com as supostas relíquias da paixão de Cristo – alguns espinhos da coroa e pedaços da cruz – compradas do rei de Bizâncio.

Anos dourados

Cientes da importância do castelo, os monarcas subsequentes construíram novos cômodos e realizaram melhorias no local ao longo dos séculos. Além disso, Vincennes também adquiriu impor-

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O magnífico Château de Vincennes Beach&Co nº 97 - Julho/2010

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internacional tância militar ao desempenhar o papel de fortaleza durante a Guerra dos Cem Anos, contra a Inglaterra. As construções empreendidas por Carlos V, que reinou de 1367 a 1380, deram ao castelo as condições necessárias para abrigar a família real com segurança. Foi durante seu reinado que as muralhas externas e a torre foram construídas. O soberano, não por acaso chamado de O Construtor, desejava fazer do castelo uma capital política, a exemplo do que fizeram em suas residências outros monarcas europeus. Ao começar outras construções dentro da fortificação do castelo, entre elas a Saint-Chapelle, Carlos V faz de Vincennes um dos mais vastos castelos da Europa. Apesar de o castelo continuar como apoio militar nos anos turbulentos que se seguiram – ele seria, inclusive, moradia do rei da Inglaterra, Henrique V, quando os ingleses ocuparam Paris - os sucessores de Carlos V, após a retomada da capital, raramente passavam mais do que curtas

temporadas no local. O Château continuava a receber melhorias e reformas, mas só seria valorizado novamente como principal residência real com Luis XIV (1643 – 1715). O monarca procurava um novo lugar para morar e, por ser perto de Paris e seguro, o castelo de Vincennes obtém vantagem. Uma nova era começa para o Château. O rei contrata o célebre arquiteto Le Vau, que projeta ampliações e novas construções, entre elas os Pavilhões do Rei e da Rainha, cujas decorações inaugurariam o estilo pré-clássico, depois usado em outros castelos da França. Decoradores, escultores e pintores são contratados pelo arquiteto e os temas das obras são escolhidos diretamente pelo rei. A vida cultural também floresce em Vincennes. Diversos espetáculos e cerimônias acontecem no castelo com a presença da corte.

Abandono progressivo

Com a instalação da corte em Versalhes e a

Aspectos do clássico Château: a torre do bosque, que remete ao arco do triunfo, e suas arcadas

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Quarto de Carlos V, ao lado, uma das torres do castelo e, abaixo, o Passadiço, que liga o castelinho ao prédio principal da Donjon

morte de Luis XIV, Vincennes vai sendo lentamente abandonado. O novo monarca, Luis XV (1715 – 1774), raramente vai ao castelo, a não ser em suas temporadas de caça. Já a corte nunca mais retornaria. Assim, ninguém sabia o que fazer com a construção. O rei, então, autorizou a instalação de fábricas, como de porcelana – que depois seria transferida para Sèvres (famosa até hoje) e de armas. O castelo também foi sede temporária da Escola Militar, criada por Luis XV em 1751. Na torre Donjon, que serviu muitos anos como prisão, uma padaria foi instalada, a fim de abastecer a região leste de Paris. Entre 1777 e 1788, o castelo é riscado da lista de residências reais, colocado à venda e sua demolição chega a ser considerada. Em 1796, em plena Revolução Francesa, o diretório (que governava o país) transfere o Arsenal de Paris para Vincennes. Ao ter novamente uma função, o lugar fica a salvo de ser demolido.

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Alguns anos mais tarde, Napoleão desenvolve ainda mais as atividades do Arsenal, o que não ocorre sem destruição: as torres da Muralha são danificadas; a Saint-Chapelle é transformada em loja e os Pavilhões do Rei e da Rainha tornam-se casernas. O imperador utiliza Vincennes também para a segurança do exército durante a ocupação de Paris pelos russos durante as Guerras Napoleônicas.

Monumento histórico

O castelo de Vincennes começa a ser valorizado como monumento histórico a partir de 1793, com a restauração e a conservação dos vitrais da Saint-Chapelle. Em 1853, Napoleão III classifica a capela como monumento histórico e contrata Viollet-la-Ducc para restaurá-la. A Donjon recebe a mesma classificação em 1913, mas só é restaurada após a Primeira Guerra Mundial. As turbulências causadas pelo confli-

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internacional restauração e valorização de Vincennes. No entanto, o cenário da Segunda Guerra é ainda pior. O exército alemão toma posse do castelo em 14 de junho de 1940 e utiliza todo o conjunto, incluindo o forte novo, como caserna, e prisão. Em 24 de agosto de 1944, já tendo perdido Paris para as tropas francesas, comandadas pelo general Leclerc, os alemães retiram-se do forte e do castelo. Mas antes explodem três depósitos de munição, provocando o incêndio dos Pavilhões do Rei e da Rainha e abrindo uma brecha na muralha. Após o final da Guerra, um programa geral de restauração é estabelecido. O Pavilhão da Rainha é restaurado entre 1953 e 1961; e o do Rei, de 1961 a 1978. O pórtico construído por Le Vau entre os

dois pavilhões é destruído em 1837, é inteiramente reconstruído em 1967. Desde 1986 até hoje, programas de restauração e conservação de Vincennes vêm sendo empregados. Atualmente, o castelo reencontrou a imponência que o caracterizou ao longo dos séculos e, apesar de ser um destino ainda desconhecido dos que visitam Paris, vem atraindo cada vez mais turistas. Vale a pena conhecer essa maravilha da arquitetura e história francesas.

O que visitar

Com 50 metros de altura, a Donjon é a maior torre construída na Idade Média e sobrevivente até hoje. Desde os tempos de Luis XI até o século XIX, foi usada como prisão, mesmo quando ainda era residência real. Abrigou presos ilustres, como Henrique de Navarra, futuro Henrique IV, em 1574; Diderot, em 1749; e o Marquês de Sade, que ficou detido de 1777 a 1784. Marcas feitas pelos prisioneiros podem ser encontradas nas paredes dos cômodos que serviram de cela. A construção é composta por quatro torres angulares e dividida em seis níveis de salas, com abóbodas assentadas sobre uma fina coluna central. Cada andar tem a disposição idêntica: com uma grande sala central e quartos nas torres angulares. No pátio principal, à esquerda, está a mais antiga escadaria exterior, iluminada por cinco janelas sobrepostas. No castelinho, encontra-se o gabinete onde Carlos V trabalhava, assistido por dois secretários instalados nas duas torres contíguas. Já o prédio principal da Donjon abriga a Sala do Conselho, onde o rei promovia as recepções oficias e reuniões com seus conselheiros. As abóbodas da sala ainda possuem os revestimentos com finas lascas de madeira que cobriam toda a parede (lambris). Ainda no prédio principal há o dormitório do rei, no segundo andar, ornado com uma bela la-

O majestoso Pavilhão do rei

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reira e única residência medieval real conservada como nos tempos de origem; o oratório e uma capela; a sala do tesouro, onde Carlos V guardava sacos de ouro; e o térreo, onde está situado um poço original e que, atualmente, abriga o passado carcerário da Donjon, composto por livros e documentos dos presos ilustres, como as obras do Marquês de Sade e de Diderot. A muralha do castelo de Vincennes mede 378 x 175 metros e é protegida por um enorme fosso. Possuía nove torres retangulares, com 40 a 42 metros de altura, divididas em três lados (o lado oeste é protegido pela Donjon). Edificada por Carlos V, a muralha servia de proteção para um grande espaço onde viviam centenas de pessoas. Sete dessas torres foram arrasadas por Napoleão para a instalação de canhões. O solar capetiano (Manoir Capetien) é o conjunto de edifícios construídos por São Luis no lugar de um antigo de pavilhão de caça. Destruído a partir do século XVII, escavações arqueológicas revelaram vestígios do que foi o lugar. Uma fonte construída no século XIII, no centro do solar, é o que restou do Manoir.

Pavilhões Clássicos

Imperdível são os Pavilhões Clássicos e o Pavilhão das Armas. Construídos a partir de 1654, sob o reinado de Luis XIV, os Pavilhões Clássicos são formados pelo Pavilhão do Rei, situado à direita e o da Rainha, à esquerda. Em perfeita simetria, ambos formam, com as aberturas da muralha sul, o arco do triunfo da Torre do Bosque e a galeria de arcadas, um conjunto impressionante de estilo clássico. Já o Pavilhão das Armas foi construído por Luis XVIII (1815 – 1824) para abrigar um arsenal de artilharia, possui grandes portas por onde saíam máquinas de guerra de tamanho monumental. Atualmente, tanto os Pavilhões Clássicos quanto o das Armas abrigam bibliotecas e parte do arquivo do Serviço Histórico da Defesa.

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Saint-Chapelle

Não deixe de visitar, a Saint-Chapelle (Capela Santa). Construída por Carlos V, em 1379, é inspirada na Saint-Chapelle do Palácio da Cidade de Paris. Tem apenas um nível e comporta os oratórios do rei e da rainha, além da Sacristia e da Sala do Tesouro. Apesar de iniciada sob Carlos V e edificada por Carlos VI, a Saint-Chapelle só seria concluída muito tempo depois, durante o reinado de Henrique II (1547 – 1559).

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Coluna Chic // Gabi Montoro Junho foi um mês muito animado em Santos. Além do Dia dos Namorados, teve Festa Junina, Copa do Mundo, desfile, premiação e casamento. Uma animação só! DESFILE ARCOBALENO

FESTAS

Serginho Pires e sua Roberta na noite do “sim”. Foi uma superfesta comandada pelo DJ Ângelo, no Clube Inglês

Foto: Carol Gonzalez

Uma das lojas mais charmosas da cidade lançou sua coleção, no próprio espaço, com coquetel superdescolado. Doris Casabona e seu filho Edu, felizes com o sucesso do desfile

Regina Clemente conferiu as tendências da estação 60

Clô, da Oficina de Modelos By Clô

Rodrigo Vieira, proprietário da Brasil Bartender, e Vivian Cantarelli conferem o sucesso das suas caipirinhas na Estação Santos

O DJ Gustavo Gaia, que animou a moçada na Yellow, na Noite dos Namorados, do Hotel Jequitimar, e Helga Morillo

Em Ilhabela, Marcos Henrique Filho inaugurou a filial da Century 21, prometendo inovações no ramo imobiliário do litoral norte

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A NOVA GERAÇÃO

A pequena Isabella chega em setembro para o casal Renata Sanches e Filipe Gusmão

A cegonha tão esperada... Cristiano e Fernanda Chaer aguardam pelo primeiro herdeiro!

TOP OF MIND As empresas de maior destaque de Santos foram premiadas no Mendes Convention Center, em festa repleta de pessoas que fazem a diferença na cidade

Paulinho Farias, da PH3 Propaganda

Mônica Real e Fernando Toledo Beach&Co nº 97 - Julho/2010

Aurélio Couto

Empresários do surf: Zé Luiz, da Natural Art, e Paulo, da Antiqueda

Ana Paula Campos

Paula e Duda Carvalhaes

Armênio e Celeste Mendes acompanhados de Clara e Oswaldinho Monforte

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Flashes Em clima de festa, a família Zaidan recebeu parentes da Suíça, que vieram especialmente para apreciar a bela cidade de Bertioga

Os primos Luana, Roberto, Diana, Cristina e Ronaldo em frente ao Canal de Bertioga

As lindas irmãs Diana e Luana Cascales Zaidan

Roberto Zaidan com as queridíssimas tias Yeda e Celeste

Roberto Zaidan e Diana Cascales Zaidan

Luana Cascales Zaidan e Roberto Zaidan

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“Celebridades em Foco” // Edison Prata O promotor da Infância e Juventude e interventor da APAE de Guarujá, Dr. Osmair Chamas Jr., juntamente com a sociedade de Guarujá, estão de parabéns pelo memorável evento beneficente em prol da instituição

Dr. Osmair Chamas Jr. (centro) e os colaboradores Francisco Pelucio (à esquerda) e Lourival Di Pieri (à direita), gerente geral do Casa Grande Hotel

O advogado e rotariano Valdemir Santana e sua esposa Patrícia, sempre apóiam as causas sociais

Presente em todos os eventos beneficentes, Marcelo Justus Chiorato, acompanhado por seu filho e sua linda esposa Caroline Kauer Matana Chiorato, representando as lojas O Boticário

Destaque para Cibele Prata, com Patrícia Leão P. Figueira e Cristina Brandão

A estilista Conceição, ao lado do marido Gerhard Kochendoerfer, recepcionou um seleto grupo de amigos em sua residência para comemorar mais um aniversário

Em recente entrevista ao programa Celebridades, a prefeita Maria Antonieta de Brito, recepcionada pelo gerente geral do Casa Grande Hotel Lourival Di Pieri 64

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Flashes Mais uma vez, a Turma do Bacalhau da Riviera, um grupo de amigos pescadores, reuniu-se numa aventura em busca das mais belas espécies de peixes da região amazônica. O local escolhido foi o rio Teles Pires, no Mato Grosso. A pescaria aconteceu entre os dias 19 e 26 de junho. Confira abaixo os melhores momentos que marcaram a pescaria!

A animada turma do Bacalhau da Riviera, na região amazônica

Sérgio Aragão, Washington, Antonio Carvalho e Dalto Stipanich na chegada à pousada Portal da Amazônia

Ribas Zaidan, outro sortudo que fisgou um Jaú

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O experiente pescador Expedido Honório exibe seu peixe, um Pirarambu

Wladimir Franco Junior feliz da vida com a Pirarara

Washington, Sérgio Aragão, Antonio Carvalho, Ribas Zaidan e Mário Fontes. Momento relax enquanto os peixes não fisgam a isca!

Pescador de longa data, Dalto Stipanich teve a sorte de fisgar um Jaú, peixe muito cobiçado pelos pescadores esportivos

A aconchegante pousada Portal da Amazônia, a preferida de pescadores esportivos de várias partes do mundo Beach&Co nº 97 - Julho/2010


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