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Revista Especial Bertioga 2016

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Edição Especial - Maio/2016

25 anos

Bertioga

Cidade aberta ao turismo


®

Um patrimônio de Bertioga

A

presentado em 1979 pela Sobloco, o Plano Urbanístico da Riviera de São Lourenço era, naquela época, uma proposta inovadora e ambiciosa. Hoje, 36 anos se passaram e a Riviera tornou-se uma referência no segmento do desenvolvimento urbano sustentável, reconhecida nacional e internacionalmente. A Riviera é fonte de emprego e renda para milhares de pessoas e responde por grande parte da arrecadação tributária do município de Bertioga. Seus programas sociais levam educação e cultura para milhares de jovens e crianças. Sua praia, sempre limpa, é fruto de um sistema de saneamento básico exemplar, dimensionado para atender 100% de seus usuários. Seu Sistema de Gestão Ambiental é Certificado pela Norma ISO 14001, sendo este o primeiro empreendimento de desenvolvimento urbano a receber tal certificação em todo o mundo. A Riviera é grande parceira do município na conquista do Selo Verde Azul, conferido pelo Governo do Estado de São Paulo e, por tudo isso, é considerada um grande patrimônio da cidade. Parabéns Bertioga, estamos orgulhosos de fazer parte de seu desenvolvimento.

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A Bertioga que todos buscamos Não há dúvidas sobre a vocação de Bertioga para o turismo. Aos 25 anos de emancipação política-administrativa, a cidade, aos poucos, firma-se como um dos principais destinos turísticos no roteiro ‘de praias’ do estado de São Paulo. O diferencial é manter preservado mais de 90% de seu território e, a partir disso, criar novos produtos capazes de atrair visitantes e investidores. Turismo histórico, ecoturismo, turismo náutico, etnoturismo, turismo compartilhado... São tantas as opções oferecidas pela cidade, que, até mesmo muitos dos seus próprios moradores não têm ideia do potencial latente de cada bairro, de cada refúgio natural desse território privilegiado, aberto a mil possibilidades. Por este prima, tem-se a impressão que

Bertioga está pronta para ter sua economia sustentada pelo turismo. Não, não está, pois as riquezas naturais e históricas, que não são poucas, por si só, não bastam. É preciso um pacote de medidas e atitudes, que contemple não apenas mais investimentos em infraestrutura urbana, como também planejamento de ações voltadas ao setor, e, muito importante, uma comunidade culturalmente pré-disposta ao bem servir. Tal atitude deve estar presente em cada um dos moradores, mesmo naqueles que não mantêm contato direto com o turista. O visitante, ávido por experiências novas e agradáveis, paradoxalmente, gosta de se sentir entre amigos, num ambiente acolhedor e seguro.

Expediente JORNAL COSTA NORTE

Direção de Arte

Comercial

Edição Especial: Bertioga 25 anos

Ronaldo Berlofi Zaidan

Aline Pazin

Publicação: 19/05/2016

Roberto Berlofi Zaidan

aline@costanorte.com.br

roberto@costanorte.com.br

Circulação

Redação e Publicidade Av. 19 de Maio, 695

Reportagem

Jd. Albatroz - Bertioga/SP

Rosangela Ribeiro (MTb 29.249)

Fone/Fax: (11) 3317-1281 www.costanorte.com.br Diretor-presidente

Bertioga e Litoral Paulista Impressão Gráfica 57

Edição Eleni Nogueira (MTb 47.477) beachco@costanorte.com.br

Capa

Reuben Nagib Zaidan zaidan@costanorte.com.br Administração Dinalva Berlofi Zaidan

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Riviera de São Lourenço, com praia de Itaguaré ao fundo

Projeto Gráfico e Diagramação

Foto Marcos Pertinhes (PMB)

Giuliano Rodrigues / Gustavo Amorin giu@costanorte.com.br

Vinicius Berlofi Zaidan

Revisão

dinalva@costanorte.com.br

Adlete Hamuch (MTb 10.805)

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Índice

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20 Comércio

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10 Perfil

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12 Cidade

38 Itatinga

30 Ecoturismo

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48 Rio da Praia

56 Riviera

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44 Forte

52 Indaiá

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76 Boraceia

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64 Guaratuba

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88 Calendário de eventos

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80 Terra Indígena

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70 Itaguaré

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84 Parque das Neblinas

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92 Executivo

96 Monumentos

94 Legislativo

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Estância Balneária de Bertioga Origem do nome: a palavra origina do tupi, Buriquioca: Buriqui (macaco) + Oca (morada). Morada dos macacos buriquis, espécie em abundância no morro Buriqui - hoje denominado morro da Senhorinha, localizado a cerca de 500 metros da área do Forte São João. Localização Posicionada entre o litoral norte e a Baixada Santista, com acesso pela rodovia Rio-Santos

Praias São mais de 36 quilômetros divididos em cinco praias de águas claras e excelente balneabilidade. Ao longo da costa, as paisagens mesclam o verde da mata com o colorido ainda discreto de sua área urbana. As mais agitadas e com maior infraestrutura são Enseada (centro), São Lourenço e Boraceia (divisa com São Sebastião). Itaguaré e Guaratuba reservam a tranquilidade e o ar quase deserto de uma região fora do eixo do desenvolvimento.

Hino Progressista Bertioga És recanto acolhedor Lindas praias, verdes matas Preservadas com amor

Manguezais Uma das riquezas naturais de Bertioga. Considerados berçários naturais da procriação de espécies marinhas, os manguezais são ecossistemas costeiros de transição entre os ambientes terrestre, fluvial e marinho e ocorrem em regiões costeiras abrigadas e sujeitas aos regimes das marés. Nos manguezais, há caranguejos de várias espécies, aves aquáticas e gamboas que são braços de rios com fluxo e refluxo das marés. Os mangues estão entre os ecossistemas de maior produtividade, pois garantem alimentos, proteção e condições de reprodução para animais de várias espécies.

Entre a Serra e o oceano E em teu belo litoral Vivem fauna, flora, humanidade Em equilíbrio natural

És vibrante, Bertioga De futuro promissor Com a fé e a ciência Dos teus filhos, o labor E da gente hospitaleira Fibra, raça e coração Teus valentes pescadores São heróis e tradição A beleza, a natureza Que se vêm admirar Para tantos é Bertioga Para nós, é nosso lar Autor Miguel Roberto Moure

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Foto Arquivo JCN

Teus encantos, que são tantos A natureza esculpiu Com as águas e os ventos No teu solo tão gentil

Forte São João Fundado em 1547, às margens do canal de Bertioga, é a fortaleza mais antiga e também a mais bem conservada do Brasil. O primeiro Fortim de São Tiago, na Barra da Bertioga, foi reconstruído no final do século XVII, em alvenaria de pedra e cal, tendo as suas obras definitivas sido concluídas em 1710. O desenho da sua planta apresentava o formato de um polígono retangular com guaritas e vértices. O Forte foi reformado a partir de 1765, tendo reedificada a sua capela, sob a invocação de São João e passou a ser denominado Forte São João da Bertioga. Jornal Costa Norte

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13 Densidade demográfica (hab/km2): 97,23

Localização Posicionada entre o litoral norte e a Baixada Santista, com acesso pela rodovia Rio-Santos Bandeira Criada pela Lei 027/03 e oficializada em 14 de setembro do mesmo ano. Autor Pablo Onate

Santo Padroeiro São João Batista Coordenadas geográficas Latitude: 23° 56 27” S Longitude: 45° 19 48” W.Gr

Foto Arquivo JCN

Brasão Criado em 22 de janeiro pela Lei Municipal 001/93 Autor Mauro Dedemo Orlandini

População 1991- 11.473 1996 - 17.002 2000 - 30.093 (Censo IBGE) 2007 - 39.091 (Censo IBGE) 2009 - 45.233 (Estimativa IBGE) 2010 - 47.645 (Censo IBGE) 2012 - 50.583 (Seade) 2015 - 55.138 (Estimativa IBGE/2014) 2016 - 56.555 (Estimativa IBGE/2015)

Marco da emancipação Projeto Mauro Orlandini Distâncias

São Paulo : 115km | Guarujá: 38km | Santos: 54km | São Sebastião: 85km | Mogi das Cruzes: 54km

Atividade econômica A principal fonte de arrecadação da cidade é a construção civil. Em seguida vem o turismo, com atividades de ecoturismo e meios de hospedagem. O comércio e a prestação de serviços fortaleceram-se nos últimos anos e, atualmente, são os maiores geradores de empregos formais. A pesca é outro setor que movimenta a cidade por meio da pesca amadora, profissional, turismo de pesca e comércio especializado.

Características físico-territoriais Área: 490km2. Ocupa 20,3% de área da Região Metropolitana da Baixada Santista. Possui 45km de costa, dos quais 36km de linha de praia e 9km de costões.

Plebiscito 19 de maio de 1991. A população de Bertioga diz sim à autonomia. Dos 3.925 votantes, 3.698 foram favoráveis. Apenas 179 disseram não, 21 optaram pelo voto em branco e 27 pela anulação. A criação do novo município foi oficializada pela Lei Estadual 7.664, de 30 de dezembro de 1991. Sua instalação, segundo a lei, passou a valer a partir de 1993 com eleição e posse de prefeito e vereadores.

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A cidade que emergiu da fortaleza O marco zero da cidade é o Forte São João, datado de 1531, e responsável pelo surgimento do primeiro núcleo populacional do processo de colonização do Brasil Diferentemente de grande parte das cidades brasileiras, o povoado que deu origem ao município de Bertioga não se desenvolveu ao redor de sua igreja matriz. O marco zero da cidade é o Forte São João, cuja construção, em 1531, foi responsável pelo surgimento do primeiro núcleo populacional. A trajetória da formação de seu território, que hoje se estende de Caiubura a Boraceia, está diretamente ligada ao processo de colonização do Brasil. Figuras épi-

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cas como Martim Afonso de Sousa, João Ramalho, Cunhambebe, os irmãos Braga, José de Anchieta e Hans Staden protagonizaram momentos históricos, cujos cenários são as areias da antiga Buriquioca. Por questões estratégicas de proteção, este aldeamento original prolongou-se até o outro lado da barra, onde se ergueu o Forte São Felipe, e ainda hoje é possível encontrar vestígios da Ermida de Santo Antônio do Guaibê. Foi ali que, no início do

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século XVII, instalou-se a Armação das Baleias, local de beneficiamento de produtos extraídos destes grandes mamíferos cetáceos capturados na região. O óleo extraído das espessas camadas de gordura das baleias foi, durante anos, produto altamente cobiçado. O azeite produzido em Bertioga contribuiu, por algum tempo, para iluminar as cidades de Santos, São Vicente, São Paulo, São Sebastião e até algumas regiões do Rio de Janeiro. Com o declínio da indústria baleeira, alguns sitiantes instalaram-se às margens do canal, dando início a pequenas plantações de banana, criação de porcos e modestos núcleos pesqueiros. Dona de um crescimento anual assus-

Emancipada em 1991, a antiga vila histórica de Bertioga tornouse o centro da cidade, lugar no qual é possível vivenciar a marcante dicotomia entre passado e presente: de um lado o Forte São João, símbolo máximo da era colonial, e, do outro, a orla da praia da Enseada, colorida pelas obras arrojadas do arquiteto Ruy Ohtake

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tador, de 3,4%, segundo a Fundação Seade, Bertioga nem de longe se parece com a pacata vila de pescadores de um século atrás, embora tenha mantido suas tradições. Foram anos de estagnação, restrita ao lugarejo que se formou nos arredores do Forte São João, até conquistar a condição de Distrito de Paz, em 1930, e subprefeitura de Santos, em 1944. Emancipada em 1991, a antiga vila histórica de Bertioga tornou-se o centro da cidade, lugar no qual é possível vivenciar a marcante dicotomia entre passado e presente: de um lado o Forte São João, símbolo máximo da era colonial, e, do outro, a orla da

praia da Enseada, colorida pelas obras arrojadas do arquiteto Ruy Ohtake. As transformações urbanísticas sofridas no bairro nos últimos anos são apontadas como o divisor de águas do desenvolvimento de Bertioga como balneário turístico. A cidade cresceu, tomou corpo, e hoje é apontada como uma das cidades mais promissoras do litoral paulista, atraindo investidores principalmente da área da construção civil. Ano passado, pela segunda vez consecutiva, a cidade foi destaque da revista Exame como um dos 100 municípios brasileiros de maior valorização imobiliária. O motivo, segundo especialistas, foram os recentes

Rosangela Ribeiro

Dona de um crescimento anual assustador, de 3,4%, segundo a Fundação Seade, Bertioga nem de longe se parece com a pacata vila de pescadores de um século atrás, embora tenha mantido suas tradições

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investimentos públicos em segurança e infraestrutura urbana e viária. Somente no trecho inicial da orla da praia da Enseada, entre o Forte e o bairro Maitinga, foram aplicados cerca de R$ 16 milhões, provenientes do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade).

Corpo de Bombeiros, academias de ginástica, playgrounds, novo paisagismo e iluminação, pavimentação e sinalização viária no trecho da avenida Thomé de Souza, entre a rua Francisco Pinto e avenida 19 de Maio (Albatroz); e também a execução do paisagismo no jardim e a construção de áreas de convivência, no trecho que vai da avenida As obras, iniciadas em 2011, transforma19 de Maio até a rua Hugo Santos Silva, no ram a orla no primeiro jardim com intervenbairro Maitinga (antiga Vila Agaó). ção artística à beira-mar, e incluem, além do Os investimentos em infraestrutura têm projeto assinado por Ruy Ohtake, serviços de drenagem e pavimentação, reconstrução da ocasionado grandes transformações no perpista de skate João Ferreira Mathias dos San- fil urbanístico da cidade. A orla da praia da tos, quadra de streetball, pista de patinação, Enseada passou por visível verticalização, o novo calçamento, postos de observação do que tem mudado o padrão dos empreendi-

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Expedito Honório, da Incorporadora Mare, revela que as melhorias ocorridas nos últimos anos têm sido um atrativo importante para novos investidores, e que foram fundamentais na hora de escolher um local para seu novo empreendimento. Com um edifício residencial em fase de construção na orla, em área próxima ao Forte São João, o empresário, que investe em Bertioga desde 1995, pretende atender a população local e, principalmente, o turista que busca na cidade o lugar ideal para veraneio.

Marcos Pertinhes

mentos que emergem em diferentes pontos à beira-mar e entorno.

Ele considera o município bastante promissor e dono de potencialidades inigualáveis em comparação às demais cidades da região. Diz ele: “Bertioga reúne vários fatores positivos ao empreendedorismo em ge-

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As transformações urbanísticas sofridas nos últimos anos são apontadas como o divisor de águas do desenvolvimento de Bertioga como balneário turístico

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Renata de Brito

Mais de 50 ruas centrais estão em processo de asfaltamento e benfeitorias, que influenciam diretamente na valorização dos imóveis e na qualidade de vida

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ral, mas, notadamente no setor imobiliário, destacam-se a proximidade com a Grande São Paulo, o fácil acesso e suas belezas naturais conciliadas ao desenvolvimento urbanístico”. Aos poucos, os bairros também ganham novos contornos. Em um projeto da prefeitura, iniciado no ano passado, mais de 50 ruas centrais estão em processo de asfaltamento e benfeitorias, que influenciam diretamente na valorização dos imóveis e na qualidade de vida das pessoas. O investimento na obra é de mais de R$ 30 milhões, provenientes de verbas municipais, conquistadas por meio de financiamento do programa Pró-Transporte, com recursos do FGTS. De acordo com o prefeito Mauro Orlandini, o próximo passo será iniciar melhorias em outros bairros que já estão recebendo rede de esgoto.

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A primeira impressão é a que fica A avenida 19 de Maio é a porta de entrada da cidade para quem chega pela região sul, enquanto a Anchieta, principal corredor viário e comercial da cidade, tem sido preparada para acompanhar os passos de um crescimento que não para Rosangela Ribeiro

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O município tem apresentado um grande aumento populacional e o número de visitantes crescido gradualmente. Com isso, as necessidades vão se modificando e a procura por serviços e produtos aumenta

A transformação da avenida 19 de Maio, nos últimos anos, devido às obras de reurbanização, é evidente e chama atenção não só pela melhoria da infraestrutura urbana, mas, principalmente, pelo aquecimento do comércio local, que também gera movimento noturno com bares e pizzarias. A via, totalmente repaginada, conta com bolsões de estacionamento no canteiro central, ciclovia, iluminação padronizada, paisagismo e travessias com rampas de acesso. O posto de receptivo turístico da cidade, aberto diariamente, foi reformado e ganhou uma nova identidade visual, o que facilita a vida de turistas e veranistas que buscam por informações sobre a cidade. Além disso, um antigo projeto de prolongamento da avenida até a praia foi concluído no ano passado, obra que, além de valorizar ainda mais a região, oferecerá, a quem chega, um gostinho da paisagem marítima. Nas obras foram investidos cerca de R$ 5 milhões nos últimos cinco anos. Boa parte dos recursos provém do governo estadual, por

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meio do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias), e o restante, da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) e do orçamento municipal. As benfeitorias favoreceram, diretamente, moradores e empresários e melhoraram a impressão que o turista tem ao entrar na cidade. Elas são apontadas como extremamente positivas pela empresária Cris Mellone, que há um ano e meio mantém loja de alimentos congelados no município. Em sua opinião, os comerciantes instalados na região estão sentindo a valorização de seus estabelecimentos e, aos poucos, têm contribuído com o visual da cidade, melhorando suas fachadas e calçadas. Diz ela: “Muita coisa ainda tem que ser feita, mas tenho certeza de que a cidade vai evoluir

cada vez mais. Bertioga tem um grande potencial, principalmente como local para turismo e lazer, por isso apostei em investir aqui”. Diante desse cenário de transformações, o diretor imobiliário Egon Costa Pusch vê uma Bertioga mais madura e desenvolvida, como explica: “Quando faço um paralelo com a época em que meus pais construíram na cidade, há 37 anos, vejo um município jovem que cresceu rapidamente, a passos largos. Desde que entrei no mercado imobiliário, em 2000, esse desenvolvimento tornou-se ainda mais visível, basta andar pelas ruas da cidade e comparar”. No compasso do crescimento Principal corredor viário e comercial da cidade, a avenida Anchieta também tem sido

Prolongamento da avenida 19 de Maio até a praia valoriza ainda mais a região, e oferece a quem chega um gostinho da paisagem marítima

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23 preparada para acompanhar, lado a lado, os passos de um crescimento constante. As obras de duplicação, calçamento, ciclovia, iluminação e sinalização de trânsito modificaram completamente a imagem da via, que interliga o centro de Bertioga a mais sete bairros: Albatroz; Maitinga; Rio da Praia; Buriqui Costa Nativa; Jardim Raphael; Vista Linda; e Indaiá. Em toda sua extensão, concentra-se uma gama de estabelecimentos comerciais e residenciais. Sua localização estratégica, próxima à praia, favorece a instalação de imóveis de veraneio, a circulação de turistas e o acesso à rede de produtos e serviços oferecida pelos comerciantes locais. Talvez por isso, sua reurbanização seja considerada pelo prefeito Mauro Orlandini como um marco para o desenvolvi-

mento do município. “A avenida Anchieta será a ‘vedete’ da cidade e, com certeza, atrairá ainda mais investimentos em imóveis residenciais, comerciais e serviços, que trarão reflexos positivos para as próximas três décadas”, aposta. No dia a dia, já é possível notar alguns efeitos dessa transformação. Do trecho em que faz ligação com a avenida 19 de Maio até o Centro, por exemplo, a avenida Anchieta tornou-se um burburinho de automóveis, bicicletas e pessoas, que vão e vêm sem parar. Mesmo fora dos períodos de temporada ou feriados prolongados, é passível de se ficar parado em um breve congestionamento ou sobre a faixa de pedestres, aguardando para atravessar a rua. Também, pudera: de 2008 para cá, o número de veículos em circulação

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Marcos Pertinhes

por Bertioga dobrou, de 10.019 para 21.586, de acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Essa movimentação intensa também evidencia o aumento constante da população fixa, que já passa dos 50 mil habitantes, segundo estimativa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – Seade. Há anos, o município tem apresentado um crescimento populacional acima da média das demais cidades paulistas. Com exceção dos nascimentos locais, esse resultado representa o montante de pessoas que apostaram em Bertioga como um lugar propício para viver, trabalhar e se desenvolver. A demanda turística segue o mesmo ritmo.

Posto de receptivo turístico da cidade, aberto diariamente, facilita a vida de turistas e veranistas que buscam por informações sobre a cidade

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25 A cada ano, a cidade atinge um nível mais alto em relação à quantidade de visitantes que recebe, principalmente na temporada de verão. Com isso, as necessidades vão se modificando e a procura por serviços e produtos aumenta, assim como a cobrança por qualidade e preço justo. À frente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Bertioga desde 2007, Marisa Negro tem buscado melhorias e investimento junto à administração para estimular o setor. “Temos, pelo menos, três projetos de ampla repercussão, que visam fortalecer o comércio de nossa cidade, em análise pelo poder público”, conta. Enquanto isso, a entidade tem promovido, regularmente, e em parceria com Senac, Sebrae e Federação das CDL´s, cursos, palestras e ofi-

cinas que englobam desde a capacitação em atendimento até administração de negócios. Marisa destaca: “Os comerciantes têm buscado se aperfeiçoar, melhorando a qualidade dos produtos e serviços para atender às necessidades de turistas e moradores e do próprio setor, cada vez mais concorrido, principalmente, pela chegada de grandes redes como a Casas Bahia, Supermercados Semar e franquias conhecidas como Hering, Cacau Show, Colombo, Subway e Lojas Americanas”. Apesar das iniciativas positivas, a situação econômica dos comerciantes não vai muito bem. Marisa aponta a crise e a insegurança política que atinge o país como um dos principais fatores para a baixa lucratividade. Porém, indica uma saída: “Aqueles que conseguirem melhorar a administração, controlar

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Rosangela Ribeiro

estoques, negociar prazos com fornecedores e inovar no atendimento ao cliente certamente sobreviverão”. Bertioga destacou-se como a única cidade da Baixada Santista a criar vagas de empregos no ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A cidade fechou 2015 com um saldo positivo de 92 vagas criadas, a maioria delas no setor de comércio e serviços. Isso demonstra que, apesar da atual crise, a cidade tem seguido em frente, e comerciantes e empresários continuam apostando e investindo em seu desenvolvimento. Avenida Anchieta concentra grande parte do comércio da região central

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Fotos: Foto Nativa

Matéria-prima para o ecoturista Muito além das praias, a cidade possui uma das maiores bacias hidrográficas do litoral paulista, composta pelos rios Itapanhaú, Itaguaré e Guaratuba, um tesouro natural

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Engana-se quem pensa que Bertioga resume-se a seus 33 quilômetros de praias. Dona de uma das maiores bacias hidrográficas do litoral paulista, é nas águas doces de seus rios que a cidade guarda seu maior tesouro natural. Itapanhaú, Itaguaré e Guaratuba são os três principais. Itatinga e Jaguareguava, que deságuam no próprio Itapanhaú, completam um patrimônio hídrico abundante, guardado pelas paredes verdes da Mata Atlântica. No interior dessas áreas preservadas, que somam mais de 90% do seu território, escondem-se trilhas, mangues, cachoeiras, fauna e flora nativas e infinitas possibilidades de lazer, conhecimento e aventura.

Com cenários perfeitos para o ecoturismo, o município tem tudo para se tornar referência neste segmento, que vem crescendo a passos largos no Brasil, graças à grande variedade de paisagens naturais que o país oferece. Ainda assim, é preciso investimento. O próprio prefeito Mauro Orlandini admite que não basta para a cidade ter atrativos naturais se não houver formatação de produtos e infraestrutura para atender o turista. Talvez isso explique o porquê da baixa procura por passeios ecológicos em Bertioga. Poucas agências locais investem no receptivo e criam pacotes e atrações para atrair quem busca esse tipo de programa. Quem se arrisca, no entanto, acredita que vale a pena e O rio Jaguareguava está entre os passeios mais procurados nos receptivos turísticos da cidade

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comemora o recente aquecimento do mercado. Bruno D´Angelo, da Viabiliza Viagens, afirma que, da metade do ano passado para cá, a procura pelos roteiros aumentou significativamente. “Recebo até quatro pedidos de informações por dia. Os passeios mais procurados são a trilha de Guaratuba e a vivência na Aldeia Indígena, mas as saídas de barco que percorrem os rios Itapanhaú e Jaguareguava também são bastante solicitadas”, revela. Para agregar valor ao passeio pela trilha, Bruno criou um atrativo extra para o roteiro de Guaratuba, que agora inclui degustação de ostras e um almoço tipicamente caiçara próximo à praia de Itaguaré. “Como terminávamos a caminhada perto do meio-dia, achei que seria interessante acrescentar essa parada, que é opcional, antes de todos se despedirem. Enquanto os pratos vão sendo preparados, fazemos um pequeno passeio até Itaguaré e ainda temos tempo para compartilhar as experiências vividas naquele dia”. Trilhas, só com guias Bertioga conta, atualmente, com duas trilhas regulamentadas: a trilha D´Água e a de Guaratuba. Por pertencerem a áreas ambientalmente protegidas, sua visitação só pode ser realizada por agências ou monitores credenciados, e com autorização prévia da Fundação Florestal, órgão vinculado ao governo estadual, responsável pela gerência do Parque Estadual Restinga de Bertioga (Perb). De acordo com a prefeitura, há um plano emergencial de uso público em fase de criação em conjunto com o Conselho Consultivo da Unidade de Conservação, para regulamentar medidas que diminuam o impacto dos visitantes nesses locais, ao mesmo tempo em que atenda à demanda turística da cidade. No interior das áreas preservadas, que somam mais de 90% do território, escondem-se trilhas, mangues, cachoeiras, fauna e flora nativas e infinitas possibilidades de lazer, conhecimento e aventura

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Outras três trilhas fazem parte deste estudo e também devem ser liberadas para vi-

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Dirceu Mathias

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A cachoeira do Tobogã é um dos prêmios para quem se aventura pela Trilha do Guaratuba

sitação: Itaguaré, com 1.140 metros e tempo médio de percurso de uma hora, ida e volta; Itaguaré 2, com 220 metros de extensão e 15 minutos de percurso; e Bracaiá, com 3 mil metros e percurso de cinco horas. O diretor municipal de Turismo Rodrigo Guerreiro explica: “Quando consolidarmos o trabalho

de estruturação e divulgação dessas trilhas, Bertioga terá condições de se afirmar como um dos melhores destinos de ecoturismo do país”. Ele vê nessa riqueza natural, farta e diversificada, o grande diferencial da cidade em relação aos demais municípios da Baixada Santista e até do litoral norte. “Porém,

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para que todo esse potencial possa, efetivamente, transformar-se em um produto, é necessário que o poder público apoie as ações da iniciativa privada, do trade turístico local, que é quem, de fato, vai comercializar e criar uma demanda para isso. Esse é nosso dever de casa, é o que temos procurado fazer”. Prepare-se para a caminhada

O contato visual com a fauna está entre os atrativos de uma cidade repleta de cenários perfeitos para o ecoturismo

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Vista roupas leves, calce um tênis confortável e não se esqueça do protetor solar e do repelente de insetos. Na mochila, uma troca de roupa, toalha, um lanche leve e um cantil de água. Pronto? Prepare-se para uma aventura repleta de conhecimento e emoldurada

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35 por paisagens naturais deslumbrantes. Tanto a Trilha D´Água quanto a Trilha de Guaratuba apresentam nível médio de dificuldade, o que significa que a atividade terá mais de uma hora de duração e que haverá trechos com alguma inclinação, tanto subidas quanto descidas. A Trilha de Guaratuba tem acesso pela rodovia Rio-Santos, loteamento Costa do Sol, no portal do Parque Estadual Restinga de Bertioga. Com pouco mais de quatro quilômetros de extensão, o trajeto alterna terrenos arenosos, pedregosos, terra argilosa e leito de rio e pode ser concluído em cinco horas. A caminhada é feita pela Mata Atlântica, em meio à flora e fauna nativas, pela qual é possível observar a mata paludosa e floresta de encosta. O percur-

so passa por área de charco, rodeada de árvores de médio e grande portes, e pelo ribeirão Perequê-Mirim, no qual a mata é mais fechada e há maior possibilidade de avistar aves, répteis e mamíferos. Ao adentrar a área da Serra do Mar, a dificuldade da trilha aumenta um pouco, até que vem o prêmio pelo esforço: um banho refrescante na cachoeira do Tobogã e em suas piscinas naturais. A Trilha D´Água, com entrada pelo bairro Rio da Praia, é um pouco mais curta: 2,7 quilômetros, e seu percurso de ida e volta leva, aproximadamente, três horas. Ela tem um aspecto mais educativo, pois oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer o processo de mudança da vegetação de Mata Atlântica

PARABÉNS BERTIOGA

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Agências de turismo Atlântica Turismo: avenida Anchieta, nº 1737 – Centro- Telefones: 13 3317 3784/3317 1464 - E-mail: altantica.turismo@bol.com.br.

Seivatur: avenida da Orla, nº 307 – Jd São Lourenço – telefones:13 3316 6070/99746 8121 - E-mail: seiva@seiva. tur.br – ricardo@seiva.tur.br.

Clariô Tur Endereço: avenida Anchieta, 10.675 – Jardim Indaiá - Telefones: 3317 7899/ 3313 2075/99619 3210/99757 2277 - E-mail: reservas@pousadaclario.com.br.

Trilha Tur: avenida Anchieta, nº 1429, Cj. 03 –Jd. Lido – telefones:13 3317 6467/9794 5840 - E-mail: trilhastur@trilhastur.com.br.

Colibris: avenida Anchieta, nº 1133 – Jd. Lido - Telefones: 13 3317 6598/9615 6667/9629 3456 - E-mail: contato@colibristurismo.com.br.

Viabiliza Turismo: avenida Anchieta, nº 637, lj 04 – Vila Tamoios – telefones:13 3317 5939/3317 4933 - E-

-mail:nadia@viabilizaviagens.com.br / bruno@viabilizaviagens.com.br. Mirante Viagens e Turismo: avenida 19 de Maio, 950 – Sala 5 – Albatroz -Telefones: 13 3316 1668/99757 6535 - E-mail: diogonascimento@miranteviagens.com.br. Viaja Mundo Turismo: rua Ivo Henrique 104 – sala 1 - Telefone: 3317 6940 - E-mail: contato@viajamundoturismo.com.br.

preservada e, com ela, uma grande diversidade da flora e fauna locais e a notável variedade de flores e colorações. Seu trajeto começa em uma caminhada por trilha seca no meio do Parque Estadual Restinga de Bertioga (Perb) e é complementado com um passeio de barco pelo rio Itapanhaú e passagem pela linha do bondinho da Usina Itatinga e ponte de ferro do rio Guaranduva. Também no final desse passeio, os caminhantes podem se refrescar, mergulhando em um poço natural de águas cristalinas.

Na mata fechada, a exuberância da flora convida à contemplação

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Natureza exuberante como portal de entrada Na encosta da Serra do Mar, encoberto pela mata, esconde-se um dos patrimônios mais valiosos do município, a Vila de Itatinga. São mais de 100 anos de história, um verdadeiro santuário ecológico

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Guardiã de importantes remanescentes de Mata Atlântica e de uma das maiores bacias hidrográficas do litoral paulista, Bertioga é um convite irresistível para os que gostam de estar em contato com a natureza. Logo na divisa com a área continental de Santos, já é possível reparar na exuberância das matas que ocupam mais de 90% de seu território. Poucas construções e muito verde dão boas-vindas aos que chegam pelo lado sul da cidade.

Marcos Pertinhes

Quem atravessa Bertioga pela movimentada rodovia Rio-Santos (SP-55), que corta a cidade de um extremo a outro, não imagina as belíssimas paisagens e o complexo turístico que se escondem em meio aos 490 quilômetros quadrados que abarcam o município. São rios, cachoeiras, trilhas ecológicas, praias quase selvagens, fauna e flora riquíssimas e muita história para contar.

Rosangela Ribeiro

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Na altura do quilômetro 224, encravado na encosta da Serra do Mar, longe dos olhares dos turistas, esconde-se um dos patrimônios mais valiosos do município. Com mais de 100 anos de história, a Vila de Itatinga é considerada um santuário ecológico devido ao seu riquíssimo ecossistema: de mata de encosta, manguezal e restinga. Poucos sabem, no entanto, que sua importância vai além de seus privilégios ambientais. Inaugurada em 1910, pela Companhia Docas de Santos, a Usina Hidrelétrica de Itatinga foi uma das maiores usinas hidrelétricas do país em fio d´água (quando não há barragem) e também se tornou a maior em altura em termos de queda d´água. Sua energia destinava-se ao abastecimento do porto de Santos, incluindo instalações portuárias, iluminação do cais, armazéns e

A Casa de Força da usina hidrelétrica, a Igreja de Nossa Senhora dos Pilares, do século XVII, e o casario formam o belo conjunto arquitetônico da Vila de Itatinga

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Foto Nativa

escritórios. E ainda hoje, com seus centenários equipamentos em perfeitas condições, contribui com grande parte do funcionamento do maior porto da América Latina. A construção de todo o complexo, em uma região totalmente inóspita, nos longínquos anos de 1900, é uma história de contornos épicos. Foi preciso transpor desafios gigantes, vencer longas distâncias e regiões de matas fechadas e serra íngreme. Todo o material e mão de obra tiveram que vir pelo mar, e o trecho que era necessário vencer por terra teve que ser feito por uma linha férrea construída especialmente para isso. Para que seus moradores e familiares pudessem permanecer no local, foi preciso criar um núcleo residencial que, além das casas, contava ainda com posto médico, escola, empório, capela, campo de futebol e até um cinema. A conservação de toda essa riqueza histórica e arquitetônica e a beleza natural do lugar fez com que Itatinga se transformasse em um dos roteiros turísticos mais procurados de Bertioga. A travessia de barco pelo rio Itapanhaú, o passeio de bonde elétrico, as trilhas, seus rios e cachoeiras e todo charme da pitoresca vila tornaram a visitação bastante concorrida por turistas de várias partes do estado e até mesmo por moradores da cidade.

Encravada na encosta da Serra do Mar, a Vila de Itatinga só pode ser acessada por travessia náutica pelo rio Itapanhaú

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Contudo, desde setembro de 2012, o acesso à Vila, que já era bastante restrito, foi totalmente fechado devido a um surto de malária que atingiu 12 pessoas. Sua abertura depende de uma posição favorável da Codesp, administradora da área. Mas, felizmente, Bertioga tem mais, muito mais a oferecer para quem bate à sua porta, ávido por qualidade de vida, sombra e água fresca.

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Há 500 anos...

A mais antiga fortaleza do país e principal cartão-postal da cidade é parada obrigatória para quem quer conhecer aspectos históricos do Brasil colonial


45 Trilhar caminhos pelos quais passaram os jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, pisar nas mesmas terras onde guerrearam índios tupiniquins e tupinambás e observar paisagens exatamente iguais às que se viam 500 anos atrás pelos colonizadores do nosso país. Eis algumas das sensações que podemos vivenciar ao visitar o Forte São João, a mais antiga fortaleza do país e principal cartão-postal de Bertioga. O local é parada obrigatória para quem quer conhecer aspectos históricos do Brasil. Localizado no extremo sul da praia da Enseada, na entrada do canal, o Forte foi erguido em paliçada de madeira em 1531, por ordem de Martim Afonso de Sousa, para proteger a barra dos ataques inimigos, e acabou por se tornar o embrião do primeiro povoado de apoio à colonização do país. Em sua versão

original, foi batizado de São Tiago. No entanto, por causa da restauração do interior da capela de São João, cerca de 200 anos depois, passou a ser chamado pelo nome do santo padroeiro da cidade. Palco de sangrentas batalhas e momentos históricos significativos, como a partida da esquadra de Estácio de Sá para a fundação do Rio de Janeiro, o Forte São João é um dos mais importantes patrimônios históricos do Brasil, como ratifica o historiador Cadu de Castro: “Imaginemos que temos aqui um pedaço relevante do início da colonização do país. A primeira fortificação construída em alvenaria e com planta enviada pela coroa, e que participou da história do país desde o início de sua construção, em 1551, até 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi ocupado

Marcos Pertinhes

Local conta com exposições itinerantes, além de acervo de armaduras e armamentos bélicos

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Renata de Brito

pela Força Expedicionária Brasileira, como ponto de defesa do território nacional”. Para Cadu, o local deveria ser transformado em um museu de referência da história colonial e da defesa do território brasileiro. Patrimônio histórico e natural

Marcos Pertinhes

Desde 1940, o Forte é considerado patrimônio histórico, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Ao longo dos anos, passou por diversas intervenções, e hoje mantém características da última restauração feita em 1997, quando foram incorporados todos os vestígios do edifício primitivo. Atualmente, além das exposições itinerantes que o Forte recebe, também é possível apreciar seu acervo de armaduras e armamentos bélicos.

A vista a partir da muralha superior, na qual ficam os canhões, é um dos pontos altos da visita ao interior da fortaleza. Aspectos da cultura indígena também podem ser vistos

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A vista a partir da muralha superior, na qual ficam os canhões, é um dos pontos altos da visita ao interior da fortaleza. A suntuosidade do paredão verde, formado por uma generosa área de Mata Atlântica, misturada à quietude das águas do canal, com seus barcos e gaivotas, faz jus à beleza e preciosidade da impávida construção. No seu entorno, o Parque dos Tupiniquins reforça as referências de períodos e figuras históricas que marcaram o lugar. Cercado por espécies arbóreas nativas, o equipamento possui estátuas em tamanho natural de personagens que remetem à época do Brasil colônia, como o líder tupinambá, cacique Cunhambebe, os padres Anchieta e Manoel da Nóbrega e o artilheiro alemão Hans Staden. Informações Forte São João Avenida Tomé de Souza – s/nº. Funciona todos os dias, das 9h às 17 horas. Entrada gratuita. Órgão responsável: Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (13) 3317 3567.

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Histórias que se mesclam Um dos mais tradicionais bairros de Bertioga, o Rio da Praia, surgiu com a construção da colônia de férias do Sesc e, até hoje, é conhecido pelo nome da instituição que lhe deu origem Bertioga guarda tesouros inigualáveis, sob os mais diversos prismas: histórico, natural, humano... Entre eles, um tem grande importância turística e social, e se mescla ao bairro de onde surgiu, dando-lhe, inclusive, parte de sua identidade: o Sesc Bertioga. Foi ao redor de sua colônia de férias que nasceu o Rio da Praia, um dos mais antigos núcleos populacionais da cidade, e que se desenvolveu como resultado da migração de trabalhadores contratados pela unidade, no final da década de

1940. Muitos descendentes desses primeiros moradores ainda vivem no bairro que, apesar da intensa ocupação, mantém um aspecto de cidade pequena, no qual as pessoas se conhecem e se cumprimentam pelo nome. Para chegar ao bairro é preciso seguir pela movimentada rodovia Rio-Santos ou por dentro da cidade, pelas avenidas Anchieta e João Ramalho. Qualquer que seja o caminho escolhido, o destino é uma praia de águas limpas e calmas, com faixa de

Fotos: Rosangela Ribeiro

Marcos Pertinhes

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49 areia larga e compacta, ótima para atividades esportivas ou uma caminhada à beira-mar. A orla é urbanizada, mas sem grandes intervenções. Alguns poucos prédios misturam-se à paisagem litorânea, complementada por quiosques e carrinhos que ocupam toda a extensão da praia e atendem bem os banhistas que querem aproveitar o dia inteiro de lazer. Apesar de bastante cheio aos finais de semana, o trecho de praia do bairro é tranquilo e permite diversão para a família toda. Há coqueiros e áreas gramadas em diversos pontos, que oferecem sombras e bons lugares para quem tem crianças. Para os que gostam de um pouco mais de adrenalina, é possível contratar passeios de asa-delta motorizada, diretamente com o proprietário do equipamento, que sobrevoa a praia aos finais de semana. Se a ideia é ter maior contato com a natureza e conhecer a rica diversidade da Mata Atlântica, que cerca toda a cidade, uma boa sugestão é a Trilha D´Água. As paisagens do caminho impressionam pela beleza e pluralidade da fauna e flora locais e, no final da caminhada, há um ribeirão e uma cachoeira de águas cristalinas, no qual é possível renovar as energias com um banho refrescante. A incursão precisa ser feita com acompanhamento de monitores locais, que podem ser contratados por meio das agências de turismo da cidade. Apesar do evidente crescimento, o Rio da Praia ainda não conta com mercados e lojas de grande porte, mas seu comércio é variado e atende bem à comunidade. A rede hoteleira é diversificada e oferece desde pequenas estalagens, com quartos conjugados, até hotéis ‘pé na areia’, com infraestrutura de lazer e serviços de bar e restaurante. Quem é comerciário tem a opção de ficar na unidade do Sesc, mas, para isso, precisa ser associado à entidade e participar de uma seleção prévia. Turismo e comprometimento social Instalado em uma área de aproximadamente

1,2 milhão de metros quadrados, que se estende da praia até o sopé da Serra do Mar, o Sesc Bertioga é referência quando o assunto é turismo. Construído em uma época em que não existiam no Brasil colônias de férias com instalações próprias, serviu como modelo para centenas de outras em toda a América Latina. Seu traçado urbanístico, projetado pelo engenheiro Francisco Prestes Maia, previa a construção de 300 casas para abrigar cerca de 2.400 pessoas por quinzena, uma média de 60 mil hóspedes ao ano. Isso tudo, em um tempo em que Bertioga se resumia à região central, cujo acesso só era possível pelo mar, através das barcas da Viação Santense. Hoje, um dos maiores centros de férias e lazer do país tem capacidade para hospedar, simultaneamente, até mil pessoas em seu conjunto de casas e apartamentos, e outros 400 ingressos day use. As instalações de hospedagem, lazer e serviços ocupam mais de 400 mil m², dos quais 38 mil m² são de área construída. Dentre os equipamentos disponíveis, a unidade oferece ginásio de esportes, canchas de bocha, quadra de tênis e poliesportivas, pista de corrida e caminhada, campo de futebol, minicampo, biblioteca, auditórios, sala de jogos, quiosques para atividades físicas e artísticas, cinema, pista de dança, lanchonete e um completo parque aquático. Desde sua implantação, o prestigiado complexo turístico tem tido um papel marcante no desenvolvimento do município, tanto no que diz

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O trecho de praia do bairro é tranquilo e permite diversão para a família toda. Há coqueiros e áreas gramadas em diversos pontos, que oferecem sombras e bons lugares para quem tem crianças

respeito à infraestrutura urbana quanto na geração de emprego e riqueza econômica, ambiental e sociocultural. Marcos Laurenti, gerente do Sesc Bertioga, destaca algumas participações importantes da instituição no município: “Desenvolvemos e apoiamos inúmeros projetos voltados aos moradores e visitantes, eventos que dialogam com a nossa missão, como o Revela Bertioga, o Festival da Mata Atlântica, o Festival de Cultura Nordestina, a Festa da Primavera, além das programações de Carnaval, aniversário da cidade, entre outros. A nossa presença não está marcada somente pelo apoio nessas festividades, mas nos espaços de diálogo com a comunidade, como os conselhos municipais. Temos representantes nos conselhos de turismo, cultura, juventude, assim como no Conselho Consultivo do Perb/PESM-NB”. Além disso, a unidade mantém o programa Sesc Esportes, que oferece à comunidade a prática de diversas modalidades esportivas; o projeto Curumim, que propõe o desenvolvimento integral de crianças e jovens, entre seis e doze anos, por meio de atividades educativas, esportivas e de lazer; cursos e oficinas de diferentes técnicas

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artesanais, que propiciam o lazer e a geração de renda; atividades ambientais e de observação de pássaros; e clubes de leitura. Em parceria com a prefeitura, o Sesc promove, ainda, os projetos Música é Cultura e Teatrada, que acontecem fora da unidade e, alguns, de forma itinerante. Para 2017, dois novos projetos devem complementar ainda mais essa já extensa programação de ações que o Sesc realiza junto à comunidade. Segundo Marcos, a unidade deverá desenvolver projetos de educação não formal com os jovens da cidade, que terão como objetivo potencializar a inclusão produtiva baseada no talento criativo. “Já realizamos com sucesso algumas ações ligadas à economia criativa, que incentivam o aperfeiçoamento do prestador de serviço local. Como exemplos, a criação de roteiros turísticos e a realização de cursos e oficinas de desenvolvimento artístico e cultural. Tais ações consequentemente ampliam e qualificam os serviços oferecidos pela e para a população”, destaca. Na futura Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Sesc, em Bertioga, que entrará

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em funcionamento no segundo semestre deste ano, estão previstas atividades de educação ambiental, turismo, valorização social e pesquisa, com o envolvimento de moradores da cidade. A reserva está em fase final de formalização, e está localizada em uma área de 60 hectares de floresta alta de restinga e contribuirá para a conservação da Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Tendo como missão principal a educação, pesquisa e turismo, o parque potencializará as ações no campo da educação permanente, utilizando a capacidade pedagógica das áreas verdes, a realidade local, e os atributos naturais da área, a fim de fomentar processos de desenvolvimento local.

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Fotos: Rosangela Ribeiro

Indaiá, recanto de muitas possibilidades Gente que fez história, como o poeta Vicente de Carvalho e o empresário e humanista José Ermírio de Moraes, partilha o nascimento do bairro Refúgio do poeta Vicente de Carvalho, o bairro Indaiá – um dos mais tradicionais de Bertioga – tem grande importância histórica e turística para o município. Recebeu esse nome em razão da grande quantidade de palmeira-indaiá que florescia no sítio no qual morou o Poeta do Mar, e ganhou notoriedade quando foi escolhido para abrigar a casa de veraneio do empresário e político José Ermírio de Moraes, fundador do Grupo Votorantim, em um tempo em

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que o acesso era feito somente por barco e caminhão. O Indaiá dos dias atuais guarda muito dos encantos naturais que conquistaram essas personalidades. No entanto, no que se refere à sua parte urbana, o lugar sofreu enorme transformação. Influenciado pela abertura da rodovia Mogi-Bertioga e a construção da Riviera de São Lourenço, o bairro passou por importantes intervenções imobiliárias, tornando-se um dos mais populosos de Bertioga.

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Hoje, quem o visita, tanto pela avenida Anchieta, que corta toda sua extensão e dá acesso ao centro da cidade, quanto pela rodovia Mogi-Bertioga ou ainda pela Rio-Santos, depara-se com uma imensidão de casas, comércios, pousadas e um movimento sem fim de pessoas. Nos finais de semana de sol e calor, a quantidade de pessoas é ainda maior. Apesar de não contar ainda com uma infraestrutura ideal, o bairro tem atraído olhares de muita gente, inclusive de investidores. Contudo, é preciso fugir do núcleo urbano e seguir em direção ao mar para ver as belezas que o local nos reserva. Cantão poético A praia do Indaiá é o último trecho da praia da Enseada, que tem início no centro de Bertioga, na divisa com o canal. Parte de sua orla já recebeu jardins e iluminação, porém pouca estrutura para receber o turista, que não conta com bares, restaurantes e pousadas à beira-mar. A faixa de areia larga e dura é ideal para atividades de lazer, caminhadas e prática de esportes. A praia oferece, em quase toda sua extensão, mar calmo e águas rasas. Em alguns pontos, no entanto, é possível encontrar boas ondas para a prática do surfe. O Cantão é ainda mais inspirador. Não é à toa que foi o cenário escolhido por Vicente

de Carvalho para dar vida a suas poesias. Seu costão verdejante é sedutor e se tornou local preferido para o mergulho de quem costuma ancorar suas embarcações por ali. O movimento nesse ponto da praia deve-se às garagens náuticas, ambulantes e pequenos bares e lanchonetes que atendem os turistas. Nos últimos anos, Bertioga vem se consolidando como destino ideal para pessoas com algum tipo de deficiência ou problemas de mobilidade. Entidades e prefeituras de outros municípios apontam a cidade como principal rota do turismo de acessibilidade e inclusão. Parte desse sucesso ocorre devido às condições de nossas praias: planas, de areias compactas e de baixa declividade, com trechos de mar calmo e quase sem ondas nem correntezas, oferecendo maior condição de segurança a banhistas e navegadores. Por reunir todos esses atributos, o Cantão do Indaiá tem se estabelecido como opção natural para receber grande parte das atividades voltadas ao setor. A maior delas, Guaru-Bert, é realizada há três anos em parceria com a cidade de Guarulhos e chega a reunir mais de 1.500 pessoas. Com o auxílio de cadeiras-anfíbias, disponibilizadas pela prefeitura de Bertioga, por meio do programa estadual Praia Acessível, os visitantes têm a oportunidade de

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passear sobre a areia da praia e se banhar no mar. Muitos, pela primeira vez na vida.

O Cantão é inspirador. Seu costão verdejante é sedutor e se tornou local preferido para o mergulho de quem costuma ancorar suas embarcações por ali

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Outros esportes adaptados, como vela e canoagem, também fazem parte desses encontros, que têm sido ampliados. Segundo o consultor em acessibilidade e inclusão, professor José Augusto Coelho Filho, esse tipo de turismo em Bertioga tem registrado um crescimento de mais de 30% ao ano. Em sua opinião, “a cidade é naturalmente acessível e tem tudo para se firmar nesse contexto, falta apenas que se organize melhor o receptivo e melhore sua infraestrutura”. Augusto foi precursor de atividades para pessoas com deficiências no município. São dele os projetos Verlejando e o Ecocaiaque, implantados pela prefeitura em 2014.

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55 Arte e cultura caiçara O bairro que inspirou um dos grandes poetas brasileiros não poderia deixar de apresentar profundas raízes artísticas e grande reverência pela cultura caiçara, ainda fortemente representada por seus antigos moradores. O artesanato tradicionalmente desenvolvido pelos pescadores e suas famílias, feito de cestarias, conchas, bambu e madeira, deu início a um legado que permanece vivo até os dias de hoje. Quando chegou a Bertioga, em meados de 1974, o artesão John Balthazar deparou-se com uma produção ainda expressiva desse artesanato tipicamente caiçara. “Porém, as novas tendências trazidas por turistas e veranistas oriundos de outras regiões do país fizeram com que a

demanda fosse se modificando. Tivemos que nos profissionalizar”, conta. Com a popularização do bairro, John chegou a criar um roteiro de visitação em seu ateliê, que recebia inclusive turistas estrangeiros. Foi dele, também, a iniciativa de montar a primeira feira de artesanato do bairro, na praça José Ermírio de Moraes. Com o tempo, o movimento perdeu um pouco de sua força, porém, mesmo que por caminhos diferentes, a tradição seguiu seu curso e, hoje, John une-se a um pequeno número de outros artesãos que continuam produzindo e vivendo de sua arte. Representantes da memória do movimento artístico do Indaiá.

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Parabéns,

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No mais alto patamar Em uma cidade plural como Bertioga, não poderia faltar um empreendimento arrojado e glamoroso como a Riviera de São Lourenço, ponto de encontro certo para muitos veranistas

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Apesar da urbanização, o trecho de praia na Riviera não possui avenida à beira-mar, mas sim uma extensa área verde, com alamedas e praças

O loteamento mais famoso do litoral paulista, na prática, funciona como um condomínio fechado, independente do restante do município em quase tudo: a Riviera tem seu próprio sistema de saneamento básico, de limpeza das praias, de reciclagem de lixo, segurança e manutenção. O megaprojeto urbanístico, agora oficialmente com status de mais um bairro de Bertioga, é um atrativo turístico por si só. A autogestão bem-sucedida dos seus nove milhões de metros quadrados transformou o lugar em uma das praias paulistas mais limpas, badaladas e atraentes, principalmente, para o turista de alto poder aquisitivo. Não à toa, é dele o metro quadrado mais valorizado do município, cerca de R$ 12 mil, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas

Econômicas (Fipe). Porém, o que torna o lugar ainda mais valioso é a forma como interage com o meio ambiente. A Riviera de São Lourenço é o primeiro projeto de desenvolvimento urbano no mundo a receber o certificado ISO 14001, o que a identifica internacionalmente como um empreendimento desenvolvido de forma ordenada e sustentável, com grande respeito às questões ambientais. Isso ocorre, entre outros fatores, por causa de seu sistema de captação, tratamento e distribuição de água, bem como de coleta e tratamento de esgoto, com índice zero de poluição. O cuidado com a fauna e flora locais, demonstrado por meio de importante programa de remanejamento de espécies nativas, foi outro ponto de destaque para a obtenção da certifi-

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cação. Além disso, quase um terço do território é destinado a áreas verdes institucionais, mais que o dobro exigido por lei. Outra cidade Atravessar o portal de entrada da Riviera é como transpassar o limite entre duas cidades. A beleza rústica e natural presente em quase todo o município, aqui ganha contornos elegantes e simétricos, evidenciando o planejamento para cada ponto urbanizado. A limpeza e a organização das vias, assim como sua sinalização, chamam a atenção de quem passa pela avenida principal, em direção à praia. Um amplo canal central margeia as pistas, sombreadas pelos coqueiros e pela exuberante Mata Atlântica, que se manteve intacta em mais de 30% da área do empreendimento.

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Como em toda a costa de Bertioga, o trecho de praia da Riviera também apresenta características singulares. Apesar da urbanização, não há avenida à beira-mar. Em vez disso, uma extensa área verde, com alamedas e praças, faz divisa com a larga faixa de areia da praia, cujas águas claras e mansas convidam para um belo dia de lazer. Para quem gosta de se movimentar, há tendas nas quais é possível alugar equipamentos para a prática de surfe, stand up paddle, canoagem e banana boat. Ambulantes e carrinhos de lanches, porções e bebidas atendem bem à clientela, que chega a 15 mil pessoas nos finais de semana, e 80 mil, na temporada de verão. O comércio local é bem diversificado. Além dos restaurantes de alto padrão gastronômico,

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59 instalados na avenida principal, o bairro conta com um shopping, o primeiro de todo o litoral paulista, no qual funcionam 50 lojas de diversos produtos e marcas, quiosques, praça de alimentação e um centro de diversões com fliperama e boliche. A rede hoteleira destaca-se por seu patamar de excelência, com resorts de padrão internacional. Todos os serviços de infraestrutura do bairro, cuja população fixa está estimada em três mil pessoas, são gerenciados pela Associação dos Amigos da Riviera de São Lourenço. A entidade é mantida com a contribuição dos proprietários e responde por todas as funções que envolvem o bem-estar comum dos moradores. São mais de 500 funcionários distribuídos pelos diversos setores, desde segurança até manutenção dos sistemas de água e esgoto e paisagismo, garantindo eficiência e qualidade dos serviços.

A Riviera de São Lourenço tem o metro quadrado mais valorizado do município, cerca de R$ 12 mil, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). E outros atrativos estão por vir. Nos 35% de área livre do empreendimento, há previsão de instalação de outros dois importantes equipamentos: um hotel 5 estrelas e uma marina

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Novos investimentos Símbolo da perseverança, o cavalo-marinho – marca do empreendimento - reflete bem a qualidade daqueles que acreditaram no sucesso desta iniciativa que começou do zero, em uma área inóspita e totalmente coberta pela vegetação nativa, e que hoje se destaca como o mais importante projeto de desenvolvimento urbano do litoral brasileiro. Para Luiz Augusto Pereira de Almeida, diretor da Sobloco, empresa responsável pelo empreendimento, a Riviera é um dos maiores polos turísticos do Brasil, geradora de R$ 150 milhões por ano. Diz ele: “Se considerarmos que todos os finais de semana temos mais de 15 mil pessoas circulando por lá, e que este número eleva-se para 40 mil em feriados e 80

BERTIOGA, AO COMPLETAR 35 ANOS DE EMANCIPAÇÃO, ATINGE UMA MATURIDADE QUE SÓ PODE SER OBTIDA COM O PASSAR DOS ANOS, A PARTIR DE VIVÊNCIAS PRÁTICAS QUE TRAZEM EXPERIÊNCIA, APRENDIZADO E CONHECIMENTO ACUMULADO. PARABÉNS BERTIOGA E A TODAS AS PESSOAS E INSTITUIÇÕES QUE CONTRIBUÍRAM E CONTRIBUEM COM SEU DESENVOLVIMENTO. O desafio para Bertioga é conciliar a proteção ao patrimônio natural, composto por Parques Estaduais, Reserva Indígena, Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPNs, Parque Municipal e APA Marinha, que correspondem a quase 90% de seu território, com a geração de empregos e fortalecimento do orçamento público para garantir direitos fundamentais para a sua população, ou seja, bons sistemas de saúde, educação, saneamento básico, habitação, lazer e mobilidade urbana.

O resultado final dessa equação deve ser uma cidade socialmente justa, ambientalmente sustentável, economicamente forte, agradável para o morador e atrativa para o turista. Após 35 anos de emancipação, experiências acumuladas, conhecimento adquirido e fortalecimento dos vínculos, a sociedade bertioguense está preparada e madura para chegar a um resultado positivo nessa equação. Estamos e estaremos juntos somando esforços, dividindo conhecimentos e multiplicando oportunidades.

Consultoria e Gestão Ambiental contato@gaiaconsultoria.com.br (11) 3815-5512

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Além do apelo da praia de excelente balneabilidade, o bairro conta com um shopping, no qual funcionam 50 lojas de diversos produtos e marcas

Parabéns

Sucesso pelos

25 anos de emancipação. Mata Atlântica é a nossa praia

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25 anos

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Foto Nativa

O campo de golfe é um dos mais recentes atrativos, também responsável pela valorização do empreendimento

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63 mil no verão, vemos que se trata de um destino de grande interesse”. E outros atrativos estão por vir. Nos 35% de área livre do empreendimento, há previsão de instalação de outros dois importantes equipamentos: um hotel 5 estrelas e uma marina que, segundo Luiz Augusto, será a mais moderna e sustentável do Brasil: “A marina, que é um projeto antigo, volta à cena, mas revitalizado. Será a melhor marina do Brasil. Ecológica, sustentável, dotada de todos os melhores equipamentos e técnicas disponíveis no mercado. Para isso, foram contratadas as melhores empresas nacionais, como a Tetratek, e internacionais, como a Moffet and Nichols. Será um polo de geração de empregos, de ótima qualidade, e também de

renda e receitas para a prefeitura. Além disso, a marina irá projetar Bertioga no cenário nacional, como detentora de uma marina referência. Estamos na fase de estudos técnicos e, em breve, teremos um cenário mais definido”. Em relação à edificação de um hotel de primeira linha, ele diz: “O hotel está em fase de projeto, esperando um respiro da economia, para andar para frente.” Luiz Augusto acredita que isso trará muitos benefícios para Bertioga, não só no que diz respeito à geração de empregos e renda, mas, principalmente, na divulgação da cidade em âmbito nacional e internacional. “Grandes investimentos serão feitos no município”, aposta.

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Um lugar que estimula o convívio

A sensação de pequenez diante da natureza preservada já pode ser sentida ainda na rodovia, bem antes de se chegar a Guaratuba

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O cenário é ideal para a pesca e passeios de caiaque e stand up padlle

Bertioga é uma cidade de superlativos quando o assunto é natureza. A grandiosidade de seus ecossistemas é percebida a olho nu na abundância de seus rios, na beleza nativa de suas praias, na riqueza da Mata Atlântica, gigante e majestosa, que envolve toda a cidade em um cinturão verde. Virtudes que ficam ainda mais evidentes quando se chega a Guaratuba, penúltimo bairro antes da divisa com São Sebastião. A primeira imagem que se tem ao se aproximar do bairro, pela rodovia Rio-Santos, é a do morro da Petrobras, cujo aclive é possível ver ao longe. Em seu ápice, a elevação corta a pista em duas, destacando o pequeno monte esverdeado que permanece intacto entre o asfalto. A descida, um tanto íngreme, chega a dar um frio na barriga e nos prepara para um sentimento que será constante dali por diante: a sensação de pequenez frente ao esplendor da natureza preservada. Do lado da Serra do Mar, o número re-

duzido de habitações realça os encantos das paisagens que integram o Parque Estadual da Restinga de Bertioga (Perb). Na altura do quilômetro 201 da rodovia, fica a entrada para a Trilha do Guaratuba, aberta o ano passado para visitação monitorada. Por todo seu trajeto, que desemboca na cachoeira do Tobogã, é possível observar a diversidade da mata e a riqueza da fauna e flora locais. À direita, por toda a extensão da rodovia, desdobra-se outra parte do loteamento Costa do Sol, reconhecido por suas portarias que dividem o bairro em quadras. Em cada um desses segmentos, as ruas se dispõem em um formato de colmeia, favorecendo o surgimento de ‘fundo de quintais’ naturais, decorados pela mata nativa e pequenos córregos cheios de vida. O vaivém de bicicletas dá um ar quase interiorano ao lugar. A passagem de visitantes é livre, porém, controlada por guaritas que passam quase que despercebidas em meio à suntuosidade do cenário, que encanta os olhos. Qualquer que seja Edição especial de emancipação de Bertioga

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O conjunto Serra do Mar, rio e praia forma uma singular mistura, capaz de promover uma sensação incrível de paz

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67 Rosangela Ribeiro

A praia de Guaratuba é um recanto tranquilo de águas claras e mansas. Ideal para o lazer em família

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Rosangela Ribeiro

a trilha a ser seguida, ela leva a uma pequena praia quase deserta, de águas muito limpas e mar aberto. O local não dispõe de estrutura para o turista, apenas alguns ambulantes têm permissão de comercializar bebidas, aperitivos e porções de peixes e frutos do mar. Em compensação, o ar é tão puro e fresco que, ao encher os pulmões, revigora prontamente as energias. O caminho das águas leva o mar ao encontro do rio, que segue margeando a muralha verde do costão, cenário ideal para a pesca e os passeios de caiaque e stand up padlle. Uma singular mistura, capaz de promover uma sensação incrível de paz. Turismo compartilhado Foi em busca dessa completude que LuiDistante do burburinho da cidade, bairro começa a se abrir para o turismo compartilhado

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69 sa Helene trocou a vida agitada que tinha em São Paulo pelo “quase nada para fazer” de Guaratuba. Entre as idas e vindas a Bertioga, decidiu que era hora de optar pela qualidade de vida da sua família, principalmente por causa da filha pequena. “Guaratuba era o lugar perfeito para isso. Tinha essa coisa de ser longe do centro e isolado, mas percebemos que a distância não seria uma questão para quem vinha da capital”, lembra. Quis o destino que, tempos mais tarde, ela encontrasse no bairro uma pequena pousada desativada, que lhe serviria, não só como moradia, mas também como um espaço para receber pessoas e promover cultura e arte. Hoje, o casal de atores mantém uma hospedaria-bistrô-ateliê e recebe turis-

tas que, como eles, desejam maior contato com a natureza. O estabelecimento, que para eles não chega a equivaler-se a um empreendimento turístico, dá sinais de se firmar como um novo tipo de negócio que vem ganhando adeptos em todo o mundo: o turismo compartilhado. A ideia, cujo charme encontra-se na simplicidade, é essencialmente a mesma de se ter um hóspede em casa: compartilhar os ambientes comuns da casa, passear juntos pelo bairro e servir uma comidinha caseira na sala de estar, enquanto a conversa atravessa a noite. Luisa confirma: “É basicamente o que fazemos aqui: a gente divide a nossa casa, a nossa comida e a nossa arte com as pessoas que vêm nos visitar”. Guaratuba inspira a isso.

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fotos: Foto Nativa

Patrimônio ecológico para ser protegido e admirado

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Toda a área do entorno da praia de Itaguaré faz parte do Parque Estadual da Restinga Bertioga (Perb), o que lhe garante a proteção da biodiversidade marinha, costeiras e restinga, até a floresta

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No escopo do turismo sustentável, Bertioga tem buscado se estabelecer como um município que agrega preservação ambiental e desenvolvimento urbano e social. E não há outro caminho. Dona de uma imensa área de proteção, a cidade deve ter como meta para os próximos anos constituir infraestrutura adequada para se manter economicamente pelo turismo, na ampla gama de segmentos que ele proporciona e não apenas o de praia. A região norte da cidade é um bom exemplo dessa vocação. O trajeto mapeado pela rodovia Rio-Santos, que conecta um extremo a outro do município, muda de aspecto ao afastar-se do centro urbanizado da Riviera de São Lourenço. O verde é predominante na paisagem que margeia a estrada e que só volta a ganhar contornos de civilização no movimento intenso de turistas que estacionam em frente às barracas erguidas lado a lado, em ambos os lados da pista, na entrada da praia de Itaguaré. Guardiãs dos sabores inigualáveis da culinária praiana, as tendas-restaurantes têm a ostra como carro-chefe, mas o cardápio é bastan-

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Fotos: Rosangela Ribeiro

te variado, com opções até para quem não é fã de frutos do mar. A decoração rústica, com conchas e chão de areia, complementa o cenário do lugar conhecido como Caminho das Ostras, que já abrigou a primeira fazenda de criação de ostras do litoral norte paulista, e que hoje integra o roteiro do programa Roda São Paulo, uma iniciativa do governo do estado que funciona como um city tour entre algumas cidades da Baixada Santista. Sob a ponte estendida à frente, na rodovia, o rio Itaguaré corre a caminho do mar. A paisagem, de beleza cênica, dá uma ideia do patrimônio natural que abraça toda a área. O

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local é ideal para quem quer passar um tempo pescando, com o mangue e suas aves como companhia, ou prefere remar tranquilamente até a barra. O deságue acontece na praia que leva seu nome, considerada um dos últimos redutos de vegetação de restinga do estado de São Paulo. Para chegar até lá, por terra, é preciso passar por uma portaria, de passagem livre, que fica entre as barracas de ostras. Uma pequena trilha dá acesso à praia. A perfeição do lugar é de tirar o fôlego. O encontro do rio com o mar forma uma piscina de águas naturais, emoldurada pela rica vegetação, o costão verde e o horizonte infinito.

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Sob a ponte estendida na rodovia, o rio Itaguaré corre a caminho do mar. Ao lado, as tendas-restaurantes têm a ostra como carro-chefe

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Muito mais que 25 motivos para ser bertioguense de coração.

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A paisagem, de beleza cênica, dá uma ideia do patrimônio natural que abraça toda a área

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Paraíso dos surfistas e amantes da natureza, a praia de Itaguaré não possui estrutura turística. Toda a área faz parte do Parque Estadual da Restinga Bertioga (Perb), que forma um corredor ecológico junto ao Núcleo Bertioga do Parque Estadual da Serra do Mar (Pesm), garantindo a proteção da biodiversidade, deste o ambiente marinho, incluindo as costeiras e a restinga, até a floresta. Devido a tal proteção, no local, é proibido acampar, fazer piquenique, comercializar produtos, estacionar ou transitar com veículos. Porém, nada disso faz falta ali. A natureza fez um trabalho completo.

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Comércio em ascensão dá vida ao extremo norte

Foto: Mar Franz

É lá que fica o bairro de Boraceia que, aos poucos, torna-se autossuficiente graças à infraestrutura urbana aliada às belezas naturais, um chamariz completo


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Em direção ao extremo norte de Bertioga, pela rodovia Rio-Santos (SP-55), é possível perceber a predominância do verde sobre a paisagem urbana. A exuberância da Mata Atlântica cria um corredor de sombras frescas, que acompanha o caminho sinuoso da estrada até a altura em que é possível ver o mar. É nesse ponto que fica Boraceia, a única praia do município que se estende à beira da rodovia. Suas águas claras, de um azul esverdeado, são um convite tentador para um mergulho no mar. A faixa larga de areia fina e compacta, com pouco mais de quatro quilômetros de extensão e quase sempre repleta de banhistas, é ideal para caminhadas, atividades esportivas ou, simplesmente, um banho de Sol entre os charmosos coqueiros espalhados pela orla. Carrinhos, campings e estacionamentos à beira-mar completam o cenário e proporcionam a infraestrutura necessária para quem pretende passar algumas horas a mais contemplando os

encantos do lugar. A parte habitada do bairro fica do lado oposto da pista e se mostra, dia após dia, mais populosa. Talvez por causa da distância até o centro de Bertioga, aproximadamente 32 quilômetros, o comércio consolidou-se de forma independente e diversificada, atendendo bem às necessidades de moradores e turistas. Supermercado, lojas de material de construção, decoração, roupas e até um minishopping movimentam a economia local. A rede hoteleira do bairro, bares e restaurantes também apresentam variedade, boa estrutura e qualidade. Avançando pelas estreitas ruas de areia, rumo à Serra do Mar, novos empreendimentos misturam-se às moradias mais antigas, que começaram a ser erguidas por ali na década de 1950, muitas delas, para atender o turismo de veraneio, bastante forte na localidade. Mais tarde, o bairro testemunhou o surgimento de grandes loteamentos e o crescimento populacional desordenado.

Fotos: Rosangela Ribeiro

O comércio independente e diversificado atende bem às necessidades de moradores e turistas, e movimenta a economia local

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Cristiane Silva

A faixa larga de areia fina e compacta, quase sempre repleta de banhistas, ĂŠ ideal para caminhadas, atividades esportivas ou, simplesmente, um banho de Sol entre os charmosos coqueiros espalhados pela orla

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79 O professor de educação física Alexandre Motta Lima acompanhou parte dessa transformação. Ele conta que, no início de 1980, os pais adquiriram um terreno no então recém-implantado loteamento Morada da Praia, no qual passou quase todos os finais de semana de sua infância e juventude. “Praticamente nasci com o Morada. Era um conjunto de lotes alagados onde viviam peixes, lagartos, cobras e outros animais que, com o tempo, foram dando lugar às residências”. De turista, Alexandre tornou-se morador. Há cinco anos decidiu fixar-se no bairro que viu crescer. Ele afirma: “É um grande privilégio viver aqui. Bertioga é uma cidade muito jovem, que vem passando por um importante processo de estruturação física e cultural, bastante evidente em Boraceia. Contudo, seu crescimento é inegável e, tenho certeza, partilharemos das benesses desses novos tempos”.

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Território sagrado para reverenciar A Terra Indígena Guarani do Ribeirão Silveira sobreviveu às incursões de colonizadores e às ocupações territoriais e, hoje, mantém-se viva e protegida Rosangela Ribeiro

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81 Rosangela Ribeiro

As terras indígenas guaranis são incluídas em roteiros de etnoturismo de agências locais, nos quais os viajantes podem ter a experiência única de conhecer in loco os costumes e a cultura local

Ainda no extremo norte, encontramos uma outra faceta de Bertioga. O ‘lugar de muita gente’ (significado de Boraceia, em tupi), aqui, literalmente, não faz jus ao nome. Muito antes da chegada dos primeiros moradores, os pescadores caiçaras, essas terras já foram refúgios naturais, cercados pelas montanhas e pela mata nativa. Em um tempo que, em busca pela Yvy marãey (terra sem mal), índios tupi-guaranis migraram para a região e se estabeleceram entre as cabeceiras do rio Silveira e do ribeirão Vermelho, na divisa de Bertioga com São Sebastião. A Terra Indígena Guarani do Ribeirão Silveira possui uma área de 8.500 hectares demarcados, reúne 550 índios que ainda preservam os aspectos da cultura guarani, alinhados aos preceitos de preservação ambiental e aos avanços da sociedade não índia. Os indígenas praticam a caça, a pesca, a extração e o plantio do palmito e produzem um artesanato bastante colorido e característico que, juntamente ao comércio do pupunha e das plantas ornamentais, como bromélias e orquídeas, são a base da economia da aldeia. As famílias vivem

em pequenas casas, poucas ainda construídas em pau-a-pique cobertas com palha ou piaçava. A alvenaria se destaca nas construções, evidenciando a interferência da cultura ocidental. A língua tupi permanece fortalecida na sabedoria dos anciões e na leveza das crianças, que, somente a partir dos sete anos, aprendem o português na escola da aldeia. Manter as tradições e os conhecimentos ancestrais desse povo é uma preocupação constante de seus líderes. Liveis Caraí, pajé da aldeia, conta que desde cedo os jovens são orientados a respeitar e a manter os rituais e as tradições da comunidade. Informações sobre o papel de cada um na aldeia, o casamento e o respeito às pessoas e à natureza são repassadas às novas gerações. O pajé é categórico ao afirmar: “Nossa cultura é sagrada. Os que não acatam os ensinamentos não podem viver com o grupo”. A prática religiosa é outro ponto fundamental dessa cultura. Todos os dias, ao entardecer, as famílias se reúnem na casa de reza - opy guaxu- na qual manifestam sua fé a Ñanderu Tenondé (Deus Supremo) por meio de orações, cantos e danças. É Edição especial de emancipação de Bertioga

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Marcos Pertinhes

Área de 8.500 hectares demarcados reúne 550 índios. As famílias vivem em pequenas casas, poucas ainda construídas em paua-pique cobertas com palha ou piaçava

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83 também onde acontecem os rituais, trabalhos de conselhos e cura. Este autêntico tesouro cultural realça ainda mais as potencialidades turísticas de Bertioga, cujas raízes estão fortemente enoveladas aos povos indígenas. Promover atividades turísticas, culturais e recreativas junto a essas comunidades é uma maneira de atrair a atenção aos problemas ambientais e à necessidade de preservação dos povos tradicionais, cada vez mais disseminados e extintos. Além de criar uma forma de subsistência, o turismo étnico promove a valorização da cultura e a inclusão social, como ressalta o pajé Liveis: “É importante para nós que as pessoas saibam que ainda existimos e que mantemos nossas tradições e cultura preservadas”. Por isso, aos poucos, as terras indígenas guaranis são incluídas em roteiros de etnoturismo de

agências locais, nos quais os viajantes podem ter a experiência única de conhecer in loco os costumes e a cultura dos índios guaranis, como parte de uma vivência rica em sensações e conhecimento. Ao final do passeio, é possível seguir por uma pequena trilha, escondida em meio à riqueza da Mata Atlântica e de suas plantas medicinais, ladeando o caminho cortado pelo rico rio das Antas, até uma pequena cachoeira, cujas águas frias formam um poço cristalino, convite a um banho refrescante. As visitas à Terra Indígena Guarani do Ribeirão Silveira são regulamentadas pela Funai e só podem ser feitas com agendamento prévio com o vicecacique Mauro (12 98155 9475) ou com as agências e monitores da cidade

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Fotos: Flavio Lessa

Força da natureza Vítima da exploração predatória do homem, o Parque das Neblinas é um exemplo de como a natureza é capaz de se regenerar e mostrar sua grandeza Ao fixar o olhar em direção à Serra do Mar, impossível não pensar na imensidão verde que envolve a estrada sinuosa e que se estende até onde os olhos não alcançam. As riquezas naturais de Bertioga vão muito além do que se pode encontrar ao viajar pela rodovia Rio-Santos, que corta todo o município, de norte a sul. Ao sair da cidade pela rodovia Mogi-Bertioga (Dom Paulo Rolim Loureiro), a caminho do distrito de Taiaçupeba, há um destino cheio de tesouros e encantos, capaz de proporcionar experiências incríveis de interação com a natureza. O Parque das Neblinas é uma joia banha-

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85 da pelo transparente rio Itatinga, protegida pela Mata Atlântica, um dos ecossistemas de maior biodiversidade do planeta e um dos mais ameaçados também. É um exemplo vivo da força regenerativa da natureza. Durante muito tempo, a área foi vítima da exploração indiscriminada de extração de palmito e madeira, com intensa produção de carvão. Teve seu processo de recuperação iniciado em 1988 pela companhia Suzano Papel e Celulose, que incorporou técnicas ambientalmente responsáveis à sua produção, o que possibilitou a renovação de toda a área e sua transformação em um parque-modelo, reconhecido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, e tombado como Patrimônio Histórico pelo Condephaat (Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico). A gestão do parque, que ocupa uma área de mais de 6 mil hectares, é de responsabilidade do Instituto Ecofuturo, que desenvolve atividades de pesquisa científica, educação ambiental e manejo florestal. A visitação tem um papel importante na sensibilização e integração dos visitantes e se divide, basicamente, entre dois tipos: aberta à população em geral, e específico para escolas, quando pro-

O clima fresco, serrano, convida às atividades de aventura e a saborear os pratos especiais feitos pela talentosa equipe gastronômica do espaço de alimentação do Parque

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Rio Itatinga passa pela área do parque e possibilita a prática da canoagem

fessores e alunos podem trabalhar, in loco, assuntos relacionados à Mata Atlântica e suas infinitas riquezas. Gastronomia regional O clima fresco, serrano, convida a um café bem quentinho e o aconchego de um fogão à lenha, ao som do crispar da madeira sendo consumida pelas chamas. O capricho das instalações e o respeito com a natureza, preservada em cada detalhe, são percebidos desde a recepção do Parque. Uma grande área comum abriga os visitantes, que podem conhecer previamente

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um pouco da área por meio de uma maquete do Parque e fotos com informações das espécies de animais e plantas que vivem por ali. O lugar abriga, ainda, uma sala de videoconferência, na qual são feitas palestras e cursos, voltados à educação ambiental. Impossível não saborear os pratos especiais feitos pela talentosa equipe gastronômica do espaço de alimentação do Parque. O cardápio inclui saborosíssimas refeições preparadas com ingredientes nativos, retirados da Mata Atlântica, e receitas exclusivas, como o brigadeiro branco com calda de polpa de juçara e o suco de cenoura com cambuci.

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87 Trilhas disponíveis no Parque das Neblinas Trilha das Antas Com 1,7km de percurso, esta trilha é considerada de dificuldade leve (duração de 1h30);

Área comum abriga os visitantes, que podem conhecer um pouco da área por meio de uma maquete do Parque e fotos com informações das espécies de animais e plantas locais

As atividades de aventura em meio à mata intercalam-se a esses deliciosos momentos, com passeios e programação de educação ambiental, fotografia de pássaros e contemplação de flores exóticas, como as bromélias e as micro-orquídeas. Dentre as trilhas, a do Mirante, com duração média de 5 horas, tem um visual imperdível do litoral de Bertioga e da encosta do Parque da Serra do Mar. Mas há outras opções, inclusive, cinco trilhas autoguiadas, com diferentes níveis de dificuldade e percursos que levam de 30 minutos a 4 horas. Esse tipo de passeio, incluído recentemente na programação do Parque, propõe aos visitantes uma incur-

Trilha do Inox Com 572 metros de percurso, é considerada de dificuldade leve (duração de 30 minutos); Trilha da Cachoeira Possui 897 metros de percurso, trilha considerada de dificuldade leve, com duração média de 45 minutos;

são independente, somente com auxílio de folheto explicativo e dicas que são dadas no início da caminhada. O percurso é totalmente sinalizado e, em alguns pontos do trajeto, há monitores ambientais que dão orientações sobre as inúmeras espécies nativas que vivem na floresta. Também é possível praticar canoagem no rio Itatinga, um dos principais atrativos do Parque, e participar de oficinas de meio ambiente, que são organizadas de acordo com os grupos interessados. As visitas podem ser agendadas diretamente pelo telefone 11 4724 0555 ou pelo e-mail parquedasneblinas@ecofuturo.org.br.

Trilha do Brejo São 397 metros de percurso, trilha considerada de dificuldade leve (duração de 30 minutos); Trilha do Mirante Com 4,4km, esta trilha é considerada de dificuldade intermediária (duração de 5 horas); Trilha Lava Pés Tem 600 metros, dificuldade leve e duração de 30 minutos; Trilhas autoguiadas Cinco opções de percurso, com diferentes níveis de dificuldade e tempo de 30 minutos a 4 horas, nas quais as pessoas podem interagir de forma segura com o ambiente natural da Mata Atlântica.

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Dirceu Mathias

RĂŠveillon

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VerĂŁo Azul

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Carnaval

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Festa Junina Marcos Pertinhes

Festa da Tainha

Marcos Pertinhes

Festa do Camarão na Moranga

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Turismo, instrumento de combate à crise

Bertioga tem tudo para se tornar um destino turístico inigualável graças aos seus 33km de praias limpas, trilhas em meio à Mata Atlântica, rios e cachoeiras exuberantes Em meio à crise econômica e política que abala o país, o turismo é apontado pelo prefeito Mauro Orlandini como um valioso curinga para municípios como Bertioga, que apostam no setor para enfrentar uma realidade adversa como a atual. Anualmente, o turismo é responsável, direta e indiretamente, por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que representa R$ 492 bilhões, segundo o Ministério do Turismo. Além disso, são mais de 3 milhões de postos de trabalho em mais de 52 diferentes atividades, como hospedagem, alimentação, setor aéreo e de agenciamento. O World Travel & Tourism Council (WTTC) aponta o Brasil como a nona maior economia turística do mundo. E com tantos atrativos naturais – 33 quilômetros de praias limpas, trilhas em meio à Mata Atlântica, rios e cachoeiras exuberantes -, Bertioga tem tudo para se tornar um destino turístico inigualável. Na opinião do prefeito Mauro Orlandini, há uma tendência de o turista valorizar o natural, o simples, e uma paisagem orgânica e nativa é exatamente o que a cidade tem para oferecer. “O importante para as pessoas é o contato com a natureza, o convívio pessoal, a possibilidade de andar de bermuda e chinelos, sem precisar ostentar. As pessoas vêm a Bertioga em busca de tranquilidade e de qualidade de vida”, acredita. Mas quando toda essa potencialidade se refletirá na economia da cidade? Orlandini não sabe

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dizer com exatidão, mas acredita que o caminho para isso está sendo trilhado. Para ele, a integração entre o Poder Público e a iniciativa privada, especificamente a do setor turístico, sinaliza para um amadurecimento importante da cidade neste sentido. “Estamos vivendo este processo. Claro que não vai acontecer como em um passe de mágica, de hoje para amanhã. Só chegaremos a um amadurecimento pleno lá na frente. Porém, se compararmos o que éramos ao que somos hoje, melhoramos muito e ainda temos muito a melhorar. Estamos no caminho para isso”. Para Orlandini, o entendimento, por parte daqueles que trabalham diretamente com o turista, e até da própria comunidade, de que receber bem o viajante é fundamental para o fortalecimento da cidade como destino turístico, é outro termômetro dessa evolução. “A forma de tratamento, a atenção, o diálogo, são muito importantes. Afinal, o turismo não acontece sozinho. Ele não vai existir simplesmente porque o local tem potencialidades e equipamentos. Ele vai se tornar real se houver uma somatória de forças, desde os órgãos públicos até a comunidade, e quando todos estiverem engajados a este espírito de pertencerem a uma cidade turística”. Do ponto de vista de Orlandini, a vocação náutica de Bertioga tem se apresentado como importante alternativa para o desenvolvimento do município, principalmente por sua riqueza hídrica Jornal Costa Norte

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e ecológica. “O meio ambiente é nossa galinha dos ovos de ouro. Temos que ter essa afirmativa como um norte e a consciência de que precisamos buscar opções sustentáveis para sobrevivermos economicamente. Acredito que uma delas esteja no setor náutico: a implantação de garagens náuticas e de empresas voltadas a esse tipo de atividade garantirão emprego e estabilidade para as famílias”, defende o prefeito, que se diz totalmente favorável à questão da preservação: “Temos esse diferencial, pela própria legislação, de preservar 98% do território, mas é preciso levar em consideração também a vontade política que tivemos até aqui. Quando fui eleito primeiro prefeito, lá atrás, meu slogan já era ‘Bertioga, qualidade ambiental’, ou seja, já tínhamos essa preocupação com a questão ambiental, entendendo que esse era nosso diferencial e que temos que preservar e conciliar com nosso desenvolvimento”.

Orlandini: “É preciso focar e investir para capacitar e aprimorar as potencialidades de cada cidade; não basta ter atrativos naturais se não tiver uma formatação”

Vereador Alemão

Bertioga, 25 anos de desenvolvimento, progresso e importantes conquistas.

Tenho orgulho de fazer parte desta história.

Parabéns Bertioga www.germaniabertioga.com.br 13.3316-2557 | 13.3317-6453 | ID 85*3294 sac@germaniabertioga.com.br Av. Anchieta, 1429 - Jd. Lido - Bertioga/SP

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Um município em busca de identidade Como todo jovem, as perspectivas são diversificadas e atrativas; no caso de Bertioga, os avanços conquistados nos últimos anos apontam para um futuro turístico e convidativo às famílias “Falta-nos uma identidade que possa refletir todas as nossas possibilidades”. Essa afirmativa do presidente da Câmara Municipal, vereador Luís Henrique Capellini, expressa o pensamento de quem já esteve à frente da pasta de Turismo e sabe as dificuldades de se estruturar um município jovem, que deseja fazer deste segmento sua principal atividade econômica. Capellini foi secretário municipal de Turismo entre os anos de 2009 e 2010; ele considera Bertioga um destino turístico pouco explorado. Hoje, no Legislativo, participa das decisões que interferem no setor e avalia que a cidade ainda não está no ponto que considera ‘ideal’ para o turismo. Porém, reconhece que os avanços obtidos nos últimos anos a tornaram mais convidativa para as famílias. “Hoje, Bertioga está mais atrativa, com as evidentes melhorias na urbanização. A cidade está mais agradável e bela na sua área urbana, assim como na orla da praia. Acredito que estamos no caminho certo e que, desta forma, o turismo irá crescer e se expandir como consequência”. Para o presidente, a Câmara de Vereadores é parte ativa do processo que define os rumos da cidade. No que diz respeito ao desenvolvi-

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mento de Bertioga e sua transformação em um município que possa efetivamente viver da atividade turística, ele afirma: “Nossa contribuição mais importante é o debate e a votação dos processos que permitem o andamento legal e efetivo das melhorias que estão ocorrendo nos últimos anos”. Questionado sobre a revisão do Plano Diretor e as propostas a ser apresentadas pela Câmara, com vistas ao desenvolvimento do turismo na cidade, Capellini foi taxativo: “O Plano Diretor ainda não está na Câmara. Todos os vereadores têm acompanhado as discussões e, certamente, o Legislativo conversará com a comunidade, por meio das audiências públicas. Mas, não é possível avaliar um processo que não está tramitando na casa”. Casa nova Pela primeira vez, após 25 anos de emancipação, os vereadores de Bertioga passaram o aniversário da cidade em sede própria, instalada no bairro Rio da Praia. A mudança para o local aconteceu em setembro do ano passado, após uma década de tratativas. O imóvel, de mais de 6 mil metros

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95 quadrados, teve parte de sua área reformada, o suficiente para comportar, confortavelmente, além dos setores administrativos e gabinetes de vereadores, as sessões legislativas e audiências públicas. Capellini comemora a conquista que, acredita, representa um avanço para toda a comunidade e um marco para o município. “A nova sede trouxe mais espaço e comodidade para que os vereadores possam atender a população, bem como para realizar as sessões e audiências públicas. Ainda há o segundo prédio para ser reformado. Nele, será instalado o novo plenário, que, seguramente, será um local que receberá um público maior, o que é uma necessidade, considerando que Bertioga conta com mais de 50 mil habitantes. No entanto, ainda não há prazo para a conclusão desse projeto”.

Divulgação

“Acredito que estamos no caminho certo e que, desta forma, o turismo irá crescer e se expandir como consequência”

Edição especial de emancipação de Bertioga

25 anos


Marcos que contam histórias Nada melhor do que um passeio pelos monumentos de uma cidade para conhecer melhor seu passado e as pessoas que fizeram parte de sua construção e desenvolvimento

Foto Nativa

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Jornal Costa Norte

19 de maio de 2016


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Bertioga, que completa neste mês 25 anos de emancipação, começou a edificar suas memórias muito antes de se tornar um município independente. Confira alguns dos principais monumentos que constroem sua biografia: Marcos Pertinhes

Trabalhador Projetado pelo atual prefeito, arquiteto Mauro Orlandini, e produzido pelo escultor Antônio Cássio Zangarini, o Monumento ao Trabalhador representa todas as classes de trabalhadores, por meio das figuras dos pescadores e dos empregados da construção civil. Foi inaugurado no dia 1º de maio de 1995, sete dias após o início de sua construção. Dentro do monumento há uma câmara oca na qual os moradores de Bertioga depositaram objetos, mensagens, jornais, fotos e outros itens relativos à época.

Cristiane Silva

Emancipação Inaugurado em dezembro de 1996, o monumento foi projetado pelo atual prefeito, arquiteto Mauro Orlandini, em homenagem aos participantes dos dois movimentos pró-emancipação de Bertioga, de 1958 e 1991, simbolizados pelas duas colunas vermelhas. Na base do monumento, foram enterrados objetos pessoais dos emancipacionistas. Expedicionários Localizado na avenida Vicente de Carvalho, em frente ao canal, este monumento foi projetado por Luciana Gomes da Silva em homenagem à Força Expedicionária Brasileira e inaugurado durante a primeira gestão municipal.

Edição especial de emancipação de Bertioga

25 anos


Marcos Pertinhes

Marco da Paz

Dirceu Mathias

Símbolo da cultura de paz entre as nações, o Marco da Paz em Bertioga foi inaugurado em 2 de janeiro de 2009, na praça da Primavera, no bairro Rio da Praia. Idealizado por Gaetano Brancati Luigi, o monumento já existe em várias partes do mundo, juntamente com sua mensagem pacifista. 450 anos do Rio de Janeiro Inaugurado em 20 de fevereiro de 2015, o monumento comemorativo aos 450 anos do Rio de Janeiro marca a participação de Bertioga na fundação do estado fluminense, após a partida da expedição de Estácio de Sá das margens do canal bertioguense. Está localizado na avenida Vicente de Carvalho. Homenagem à Maçonaria Inaugurado em 20 de agosto de 2015, em homenagem ao Dia do Maçom, este monumento fica na avenida 19 de Maio. Bertioga conta com três lojas maçônicas: Barão de Ramalho, a mais antiga, fundada em 1988, na Riviera de São Lourenço; Portal de Bertioga; e Cidade de Bertioga, ambas no Centro. Homenagem a Santos Projetado pelo atual prefeito, arquiteto Mauro Orlandini, o monumento foi inaugurado no dia 20 de janeiro deste ano, no canal da avenida 19 de Maio, em comemoração aos 470 anos de Santos, cidade-mãe de Bertioga. A obra tem por base as muretas da orla santista e uma cápsula do tempo na qual foram inseridos objetos e mensagens de autoridades locais e regionais.

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Jornal Costa Norte

19 de maio de 2016


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Renata de Brito

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Canal de Bertioga

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Bertioga 25 anos

Foto Nativa

Parque dos Tupiniquins

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Praia da Enseada

Aldeia

Rio Jaguareguava


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