Edição Especial 19 de Maio
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Bertioga 27 anos Encantadora de norte a sul Bertioga 27 anos Edição especial de emancipação
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Jornal Costa Norte 19 de maio de 2018
Bertioga de braços abertos Bela, misteriosa, eclética e facilmente acessível, Bertioga é um convite ao prazer para quem ama trilhas, cachoeiras e praias mais selvagens, e, também, para quem é amante da pesca. Agrada, ainda, quem prefere um contato mais leve com a natureza e procura praias e atividades urbanas. São muitas as atrações a desfrutar na estância balneária localizada na fronteira entre a Baixada Santista e o litoral norte, com a Serra do Mar de um lado, e o Oceano Atlântico do outro. Uma das cidades ambientalmente mais protegidas do país, com mais de 90% do seu território de 492km² em áreas de parques e reservas, Bertioga encanta visitantes pela exuberância da Mata Atlântica, que se estende por seus 42 quilômetros lineares; possui 33 quilômetros de praias, calmas na maioria, todas facilmente acessíveis. Atualmente, a cidade atravessa uma fase de florescimento da oferta de ecoturismo, com o surgimento de novas agências de monitores
ambientais, que oferecem passeios a pé, de barco e com enfoques ambientais, históricos e pedagógicos. Bertioga conquista as pessoas também pelo seu ritmo lento, semelhante ao de uma cidade interiorana, tão valorizado por quem busca descanso. E ainda fascina quem gosta de história, com o Forte São João, o mais antigo do Brasil, de 1547; a Usina de Itatinga, a primeira do país, fundada em 1910; e com um passado silvícola que se mantém presente nas Terras Indígenas do Rio Silveira, uma das mais ricas reservas nacionais, a despeito de os tupiniquins nativos terem sido exterminados no começo do século XVII, e aqui habitarem os seminômades guaranis. Nessa edição da revista 19 de Maio, você conta com um verdadeiro manual de como conhecer mais e melhor os atrativos turísticos da cidade e saber como aproveitar todas as delícias que Bertioga pode proporcionar. Estela Craveiro
Expediente JORNAL COSTA NORTE
Direção de Arte
Comercial
Edição Especial: Bertioga 27 anos
Ronaldo Berlofi Zaidan
Catia Lisboa
Publicação: 19/05/2018
Roberto Berlofi Zaidan
catia@costanorte.com.br
roberto@costanorte.com.br
Circulação
Redação e Publicidade Av. 19 de Maio, 695, salas 1A e 1C ,
Reportagem e textos
Jd. Albatroz - Bertioga/SP
Estela Craveiro (MTb 15.590/SP)
Fone/Fax: (11) 3317-1281 www.costanorte.com.br Diretor-presidente
Administração Dinalva Berlofi Zaidan
Impressão Gráfica 57
Edição Eleni Nogueira (MTb 47.477) eleni@costanorte.com.br
Reuben Nagib Zaidan zaidan@costanorte.com.br
Bertioga e Litoral Paulista
Projeto Gráfico e Diagramação Giuliano Rodrigues giu@costanorte.com.br
Vinicius Berlofi Zaidan
Revisão
dinalva@costanorte.com.br
Adlete Hamuch (MTb 10.805)
Capa Rio Itapanhaú, no Centro Foto Renato Inácio
Foto Nativa
Índice
Rios, trilhas e passeios 64 Perfil
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São Lourenço
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Centro
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Itaguaré
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Guaratuba
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Boraceia
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Terra Indígena Ribeirão Silveira
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Itatinga
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Parque das Neblinas
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As praias Sesc
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Indaiá
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Riviera
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Estância Balneária de Bertioga Origem do nome: a palavra origina do tupi, Buriquioca: Buriqui (macaco) + Oca (morada). Morada dos macacos buriquis, espécie em abundância no morro Buriqui - hoje denominado morro da Senhorinha, localizado a cerca de 500 metros da área do Forte São João. Localização Posicionada entre o litoral norte e a Baixada Santista, com acesso pela rodovia Rio-Santos
Praias São mais de 36 quilômetros divididos em cinco praias de águas claras e excelente balneabilidade. Ao longo da costa, as paisagens mesclam o verde da mata com o colorido ainda discreto de sua área urbana. As mais agitadas e com maior infraestrutura são Enseada (centro), São Lourenço e Boraceia (divisa com São Sebastião). Itaguaré e Guaratuba reservam a tranquilidade e o ar quase deserto de uma região fora do eixo do desenvolvimento.
Hino Progressista Bertioga És recanto acolhedor Lindas praias, verdes matas Preservadas com amor
Rios São três os principais rios que correm das escarpas da Serra do Mar em direção ao oceano, passando pela planície costeira de Bertioga: Itapanhaú, Itaguaré e Guaratuba, todos com sedimentos de mangue em suas áreas estuarinas. O município conta, ainda, com os rios Itatinga e Jaquareguava, que desaguam no rio Itapanhaú.
Entre a Serra e o oceano E em teu belo litoral Vivem fauna, flora, humanidade Em equilíbrio natural
És vibrante, Bertioga De futuro promissor Com a fé e a ciência Dos teus filhos, o labor E da gente hospitaleira Fibra, raça e coração Teus valentes pescadores São heróis e tradição A beleza, a natureza Que se vêm admirar Para tantos é Bertioga Para nós, é nosso lar Autor Miguel Roberto Moure
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Foto Silvio Dutra
Teus encantos, que são tantos A natureza esculpiu Com as águas e os ventos No teu solo tão gentil
Brasão Criado em 22 de janeiro pela Lei Municipal 001/93 Autor Mauro Dedemo Orlandini
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Silvio Dutra
Forte São João Fundado em 1547, às margens do canal de Bertioga, é a fortaleza mais antiga e também a mais bem conservada do Brasil. O primeiro Fortim de São Tiago, na Barra da Bertioga, foi reconstruído no final do século XVII, em alvenaria de pedra e cal, tendo as suas obras definitivas sido concluídas em 1710. O desenho da sua planta apresentava o formato de um polígono retangular com guaritas e vértices. O Forte foi reformado a partir de 1765, tendo reedificada a sua capela, sob a invocação de São João e passou a ser denominado Forte São João da Bertioga. Densidade demográfica (hab/km²): 97,23
Bandeira Criada pela Lei 027/03 e oficializada em 14 de setembro do mesmo ano. Autor Pablo Onate
População 1991- 11.473 1996 - 17.002 2000 - 30.093 (Censo IBGE) 2007 - 39.091 (Censo IBGE) 2009 - 45.233 (Estimativa IBGE) 2010 - 47.645 (Censo IBGE) 2012 - 50.583 (Seade) 2015 - 55.138 (Estimativa IBGE/2014) 2016 - 57.942 (Estimativa IBGE/2015)
Santo Padroeiro São João Batista Coordenadas geográficas Latitude: 23° 56 27” S Longitude: 45° 19 48” W.Gr
Distâncias São Paulo : 115km | Guarujá: 38km | Santos: 54km | São Sebastião: 85km | Mogi das Cruzes: 54km Atividade econômica A principal fonte de arrecadação da cidade é a construção civil. Em seguida vem o turismo, com atividades de ecoturismo e meios de hospedagem. O comércio e a prestação de serviços fortaleceram-se nos últimos anos e, atualmente, são os maiores geradores de empregos formais. A pesca é outro setor que movimenta a cidade por meio da pesca amadora, profissional, turismo de pesca e comércio especializado.
Características físico-territoriais Área: 490km2. Ocupa 20,3% de área da Região Metropolitana da Baixada Santista. Possui 45km de costa, dos quais 36km de linha de praia e 9km de costões.
Plebiscito 19 de maio de 1991. A população de Bertioga diz sim à autonomia. Dos 3.925 votantes, 3.698 foram favoráveis. Apenas 179 disseram não, 21 optaram pelo voto em branco e 27 pela anulação. A criação do novo município foi oficializada pela Lei Estadual 7.664, de 30 de dezembro de 1991. Sua instalação, segundo a lei, passou a valer a partir de 1993 com eleição e posse de prefeito e vereadores.
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Renato Inácio
A democrática Vila é a grande atração do Centro
Berço da história da cidade, à margem do canal de Bertioga, atrai pescadores, turistas e interessados em caminhar e conversar, ou, simplesmente, olhar o vai e vem dos barcos
Se há um lugar em Bertioga no qual todo mundo vai, é a Vila, nascedouro da cidade, na beira do canal de Bertioga. É a estrela entre os atrativos da área central, com seus restaurantes, bares e sorveterias; o parque de diversões; a feirinha de roupas de praia, acessórios e utilidades; quiosques e trailers com todo tipo de tentação, de pastel, iguaria que faz a fama desse destino turístico, a guloseimas variadas. O Mercado Municipal de Peixes enche os olhos de quem gosta de cozinhar, com sua variedade de pescados e frutos do mar. Dentre os passeios, as grandes atrações são: o calçadão do canal, o Parque dos Tupiniquins e o Forte São João, localizados bem na desembocadura do canal de Bertioga no mar, e a Casa da Cultura. Tem também uma escuna para passeios a cada duas horas, na temporada e nos fins de semana; ela contorna a parte fronteiriça da ilha de Santo Amaro, já município de Guarujá.
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O canal Para começar, nada como percorrer calmamente o calçadão ao longo do canal, rumo ao Forte, absorvendo a brisa vinda da terra, que quase sempre bate ali; admirar o movimento da água, calmo, algumas vezes veloz, e os barcos de pesca, ora ancorados, ora partindo, ora chegando, sobrevoados por aves atraídas pelos peixes que carregam. Bem movimentado no verão e nos fins de semana de calor, esse corredor de pedestres é muito tranquilo em outras estações e durante a semana. Cenário perfeito para momentos de devaneio, sentado em um de seus bancos, a contemplar a mata da Serra do Guararu, na outra margem, e o vai e vem de lanchas e iates que saem de marinas localizadas no canal, que tem 30 quilômetros de extensão, até Santos. Pescadores são presenças constantes. Muitos deles se concentram no píer, a ca-
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Renata de Brito
minho do forte; alguns gostam de pescar na foz do canal, mas há os que preferem se arriscar com suas varas à beira do calçadão, em direção ao Jardim Veleiros, de onde sai a balsa para o Guarujá. Para quem faz um passeio a pé pelo local, pela primeira vez, desfruta da surpresa de ver o canal se alargar ao encontro do rio Itapanhaú, que ali desemboca. Tem-se, ali, uma dimensão mais clara de como a natureza abraça a cidade. A melhor maneira de apreciar completamente esse espetáculo natural é embarcar na balsa para o outro lado e voltar. Você vai se inebriar com a fusão entre água e montanha. Forte São João Patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1940, o Forte São João oferece uma vista fantástica de sua área externa, onde ficam as guaritas que um dia abrigaram canhões, do encontro do canal com o rio Itapanhaú ao Cantão do Indaiá, no fim dos 12 quilômetros da praia da Enseada. Passeio imperdível para apreciadores de conhecimento histórico, abriga o Museu João Ramalho, criado nos anos 1960, que apresenta mostra permanente de artefatos de guerra, exposições temporárias de artes diversas, e até concertos musicais no verão. Abre diariamente, das 9h às 17h, entrada grátis; avenida Vicente de Carvalho, s/n, (13)3317 4128. Parque dos Tupiniquins Nomeado em homenagem aos índios nativos que por ali viviam, o Parque dos Tupiniquins, criado em 2004, no entorno do Forte São João, é um oásis de frescor em dias quentes, com bancos para momentos de descanso sob suas frondosas árvores centenárias, com vista para o mar e para o canal. Ocas abertas, uma canoa e esculturas em tamanho natural dos padres jesuítas Padre Anchieta e Manoel
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JCN
No Parque dos Tupiniquins, esculturas em tamanho natural remetem a imaginação ao capítulo inicial da história brasileira
Cultura e eventos da Nóbrega, durante catequização dos índios, remetem a imaginação ao capítulo inicial da Ao lado do Forte São João e do Parque história brasileira, quando colonizadores pordos Tupiniquins fica a tenda de eventos na tugueses avançavam terra adentro, e os índios qual acontecem shows públicos e festas guerreavam entre si. tradicionais da cidade, como a da Tainha, Para lembrar, lá está a escultura do índio em julho, e a do Camarão na Moranga, em Cunhambebe, cacique tupinambá famoso por agosto. Na esquina oposta, está a Casa da sua crueldade. E também a escultura do ex- Cultura, que nos fins de semana oferece plorador holandês Hans Staden, ao lado de gratuitamente os espetáculos infantis do um índio carijó capturado, que lhe foi dado de projeto Teatrada, nas manhãs de domingo, presente como escravo, e com ele aprisiona- e, nas noites de sábado, as apresentações do pelos tupinambás, dos quais se livrou com instrumentais do projeto Música é Cultumuita lábia. O parque é um cenário perfeito ra, em eventos parceiros entre o Sesc e a para momentos de ócio e mergulho no passa- Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura do. E, ao longo do ano, recebe apresentações de Bertioga. Ali também se concentram teatrais e outros eventos de arte realizados ao a feira de artesãos locais e a feira orgânica, diariamente na temporada de vear livre. Aproveite! rão e aos sábados, domingos e feriados Abre diariamente, das 9h à 17h, entrada gráno resto do ano. tis; avenida Vicente de Carvalho, s/n
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Diego Bachiega
Praias para todos os gostos Qual é a sua praia? Eis uma pergunta difícil de responder quando o destino é escolher uma, num dia ensolarado de Bertioga Se você gosta de praias urbanas, ficará bem satisfeito em alguns pontos dos 12 quilômetros da praia da Enseada, entre o Forte São João e o bairro do Indaiá, e na praia da Riviera de São Lourenço. Se prefere ficar próximo da agitação, mas não dentro, a praia de São Lourenço, coladinha na Riviera, é o meio termo perfeito. Mas se deseja praias nas quais a natureza é o pano de fundo, escolha Itaguaré, Guaratuba ou Boraceia. É bem fácil chegar a elas, com pequenas caminhadas em terrenos planos. E, o melhor de tudo, dá para ir a todas até de ônibus.
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Ao longo do caderno mostraremos o que há de melhor em cada uma, aqui, destacamos os trechos do núcleo central da praia da Enseada, até o bairro Maitinga. Com 12 quilômetros de extensão, ela vai do Forte São João até o bairro do Indaiá, reunindo públicos diferentes ao longo do percurso. O trecho do Centro, ao longo da avenida Tomé de Souza, entre o Forte São João e a avenida 19 de Maio, é para quem curte movimento e não se incomoda com bastante gente por perto. Na areia, barracas e carrinhos garantem bebida gelada e alimentaJornal Costa Norte 19 de maio de 2018
Silvio Dutra Silvio Dutra
ção. No verão e nos fins de semana de sol, o providencial serviço de locação de triciclos. ambiente é bem alegre e festivo. É uma praia A partir da avenida 19 de Maio, o moviprática para quem vive pelo Centro e aproveita mento diminui. A parte inicial desse trecho, qualquer tempinho livre para ir ao mar e tamisolada da avenida pela mata de jundu, um bém para turistas de um dia só. dos ecossistemas do bioma Mata Atlântica, é No calçadão, com projeto urbanístico assi- bem vazia, até o fim do calçadão, exceto no nado pelo arquiteto Ruy Ohtake, há banheiros, verão e nos fins de semana e feriados quenchuveiros, aparelhos para ginástica e brinque- tes, quando surgem alguns carrinhos de alidos infantis. Do outro lado da avenida Tomé de mentos. A seguir, no trecho do bairro MaiSouza, um restaurante japonês e um bar e res- tinga, casas e prédios ficam à beira-mar, em taurante mexicano são algumas da opções de um trecho de frequência calma. Moradores e alimentação, entre lanchonetes e sorveterias. A proprietários de residências de veraneio das pista de skate, situada na metade desse trecho redondezas, hóspedes de pousadas do baircentral, está sempre cheia de praticantes e ad- ro e turistas de um dia, que tiram partido de miradores do esporte radical. Por ali se reúne ruas tranquilas para estacionar seus veículos, também a galera do surfe. E, em frente, há um convivem em harmonia. Já a porção final da
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Cadeiras anfíbias fazem a alegria de pessoas com necessidades especiais; na página ao lado, a pista de skate, na praia da Enseada, dá espaço aos radicais
Segurança Seja qual for a praia de sua preferência, é bom ter cautela com a foz de rios e canais em momentos de maré alta, ou depois de chuvas, e com as pedras dos cantos de várias praias, por causa da correnteza formada pelos buracos que sempre há sob elas. O perigo maior não é ir ao alto dos costões rochosos, como é possível no Canto do Itaguá, por exemplo, mas se aproximar da água, por causa das ondas, que sempre vêm em série, e podem puxar as pessoas para o mar,
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justamente nessas áreas de forte correnteza. Por questão de conforto, ficar de olho nas marés é aconselhável. Nas praias do Itaguá, de Boraceia e do Indaiá, e até na praia do Maitinga, se a maré estiver muito alta, a faixa de areia pode ficar bem pequena. Em Itaguaré, não dá para entrar pelo canto sul e nem para atravessar o rio que percorre a parte do meio em paralelo ao mar. Nada que não se resolva com uma consulta na internet para ver os horários de alta da maré, duas vezes a cada 24 horas.
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Diego Bachiega
Diego Bachiega
praia, na fronteira com a orla do bairro Rio da Praia, é point para os fãs da agitação, com várias opções entre carrinhos de comida e bebida, além de alguns quiosques antigos sempre abertos. Mas fica vazia no resto do ano. Não costuma haver serviço de locação de cadeiras e guarda-sóis nesta extensão de praia. Ou você leva os seus equipamentos
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ou aproveita a desculpa para se sentar à sombra em mesas dos carrinhos de comida e bebida e saborear aquelas delícias praianas típicas, um peixinho frito, um camarãozinho, quem sabe... Praia acessível Uma coisa bacana na maioria das praias de
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Silvio Dutra
Bertioga é a disponibilidade de cadeiras anfíbias para pessoas com necessidades especiais e restrição de movimentos tomarem banho de mar. Grupos de visitantes podem agendar dia e hora para encontrá-las na Tenda de Eventos, na praia da Enseada, ao lado do Forte São João. Frequentemente, a Onda BGF oferece eventos assim (veja matéria sobre passeios, agências e monitores ambientais, na página 64). E há vários pontos parceiros da prefeitura, nos quais as cadeiras podem ser retiradas para uso das 9h às 16h. Confira:
O trecho central da praia da Enseada atrai frequentadores pela praticidade e, ao mesmo tempo, pela sensação de isolamento, embora seja bem urbana
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Agendamento para uso das cadeiras anfíbias em grupo: (13) 3317 4257; acessibilidadebertioga@gmail.com; acessibilidade@ bertioga.sp.gov.br.
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André Spinelli
Um mundo de lazer no Rio da Praia Muitas atividades esportivas, ambientais e culturais compõem o menu oferecido pelo Sesc Bertioga à cidade e aos turistas
No Rio da Praia, a grande atração é a Colônia de Férias do Sesc Bertioga, que, em 2018, completa 70 anos de vida. Começou a funcionar em setembro de 1948, com 28 casas pré-fabricadas. Hoje, é um grande complexo hoteleiro, muito frequentado por turistas que chegam, principalmente, do interior paulista, para aproveitar a natureza em seus 995 mil m², dos quais 400 mil m² ocupados pelas instalações. Tem
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capacidade para mil hóspedes, em 50 casas e 194 apartamentos, além de receber diariamente 300 pessoas, para usufruir uma de suas grandes atrações, o programa Passe o Dia, que é uma delícia. Até quando chove, acredite. O passaporte de acesso permite aproveitar a piscina, os excelentes serviços de bar e restaurante, com preços bem acessíveis, e com um palco no qual, de repente, surgem performances de
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Foto Nativa
Na Reserva Natural Sesc Bertioga, as atividades monitoradas são uma atração à parte
música, dança e circo surpreendentes; relaxar com massagens, pagas à parte; caminhar sobre pedras em um curso d’água; mergulhar em livros e revistas na biblioteca ou se divertir no salão de jogos. E a praia está logo ali, em frente. Duro é conseguir uma reserva, tanto para esse passeio quanto para a hospedagem. Requer antecedência. Já na faixa de praia em frente ao Sesc, rola o Praia Livre, na Estação Vivência e na areia, nas manhãs de terça-feira a domingo, com atividades físicas, como ginástica aeróbica e ioga. É grátis e acessível a qualquer um. Assim como as quadras de vôlei, futvôlei e futebol de areia. É só chegar. Duas fileiras de quiosques oferecem sombra e bancos e, em um posto avançado ao lado, que funciona como uma espécie de chapelaria para hóspedes, há revistas e jornais à disposição de todos. Para quem mora em Bertioga, o Sesc ofereBertioga 27 anos Edição especial de emancipação
ce infinidade de opções, como cursos e oficinas artesanais, trabalho social com idosos, projetos de educação ambiental e o interessante programa Curumim, que propõe o desenvolvimento integral de crianças e jovens na faixa etária dos sete aos doze anos. Também há grande variedade de atividades esportivas disponíveis para todas as idades, com inscrições mensais, pelo programa Sesc de Esportes. Os sócios comerciários escolhem suas aulas em reunião às sete da manhã do primeiro dia útil do mês. As vagas restantes são compartilhadas entre os interessados, em reunião às sete da manhã do segundo dia útil do mês. Tudo gratuitamente. Basta acordar cedo. O canto dos pássaros da colônia de férias compensa. Nada menos que 130 espécies frequentam os jardins, atraídas pelos comedouros sempre abastecidos, parte do projeto Avifauna, mantido pelo Sesc desde 1993, com observação de aves e outras atividades educacionais para os hóspedes. Para
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Divulgação Sesc
Foto Nativa
A unidade oferece muitas opções culturais, de lazer e esportivas para os moradores da cidade
do entorno. Fotos e maquete táteis do projeto da primeira trilha da reserva dão uma ideia do que virá. Generoso, o Sesc oferece, de forma indireta, ainda um outro prazer para amantes da natureza: a Trilha D’água, do outro lado do rio Itapanhaú, margeando a linha de captação de água que abastece a entidade, já em área do Parque Estadual Uma atração natural especial fica fora da da Restinga de Bertioga (veja matéria sobre área de 400 mil m² da colônia de férias, na mata trilhas e rios na página 64). da avenida Anchieta, cerca de 400 metros anO Sesc também atua expressivamente no tes da rua do muro lateral do Sesc, à direita de quem vem do Centro. Com 51,92 hectares, setor cultural em espaços públicos na cidade. a Reserva Natural Sesc Bertioga, uma Reserva Na Casa da Cultura, apresenta quinzenalmente Particular de Proteção Natural (RPPN), possui os projetos Teatrada, com espetáculos infantis mais de 500 espécies da flora e fauna da res- nas manhãs de domingo, e Música é Cultura, tinga, um dos ecossistemas do bioma Mata com shows nas noites de sábado, em parceria Atlântica. Esse patrimônio ambiental resulta de com a Secretaria de Turismo, Esporte e Cultulongo trabalho, envolvendo a comunidade e o ra de Bertioga, gratuitamente. Durante o ano Coletivo Educador de Bertioga, que realiza ati- todo, a entidade realiza muitos eventos na cidade, envolvendo várias linguagens artísticas, vidades diversas. promove shows com grandes nomes da música Ainda não existem trilhas para percorrer brasileira e recebe grandes projetos do Sesc, a área, mas, em um ponto de atendimencomo o Circuito das Artes. to, há monitores com informações sobre os Para agendar visita: centrodeferias.sescsp. animais e plantas que lá vivem, e sobre os projetos desenvolvidos com a comunidade org.br; telefone: (13) 3319 7700. todo mundo, tem o Clube de Observadores de Aves, criado em 2011, que já alcançou quase 300 espécies da Mata Atlântica registradas no banco de dados para futuras pesquisas científicas. Uma vez por mês, sai uma expedição em busca dos pássaros. A turma se junta às cinco da manhã.
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O encantador Cantão do Indaiá O mar manso e a vastidão do espaço proporcionam muita tranquilidade em dois ambientes separados por um costão rochoso, com barcos de um lado, rapel, do outro
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O point perfeito fica um pouco adiante, na altura do Indaiá Hotel, já na porção norte da praia. À direita e à esquerda, barracas oferecem as gostosuras praieiras clássicas, como peixes e camarões frescos fritos na hora. É tanto espaço que você pode se acomodar sob os guarda-sóis das barracas e mergulhar o olhar no mar, quase sempre manso, sem ouvir o que falam seus vizinhos de mesa. A frequência costuma ser bem familiar, com muitos idosos e crianças. Claro que, no verão, o movimento na praia toda Para quem chega a pé, a caminhada entre é maior, mas, no resto do ano, é uma tranquia avenida Anchieta e a praia já é um passeio em lidade só. si, principalmente, se for feita por ruas secundáBem urbana, embora com seu quê selvarias do bairro, um dos mais antigos de Bertioga, predominantemente residencial, e com aquele gem proporcionado pelo vigoroso arvoredo, jeitinho de vida de interior. Mais para o sul, a que separa a faixa de areia das ruas, a praia praia vazia atrai os que gostam de preparar seu do Indaiá tem ofertas de locação de cadeiras, farnel e passar o dia, ou algumas horas, desliga- guarda-sóis e pranchas de surfe. Nas ruas pródo do planeta. A frequência aumenta à medida ximas há várias opções de bares e restaurantes, da aproximação do trecho central, o mais movi- além de hotéis e pousadas, das proximidades mentado, devido ao centro comercial do bairro. da praia à avenida Anchieta. Ao fim dos 12 quilômetros da praia da Enseada, que começa lá no Forte São João, fica o Cantão do Indaiá, perfeito para quem gosta de praias isoladas, mas, nem tanto assim. É o paraíso dos que estão em embarcações, que podem aportar ao largo e usufruir do abrigo do vento que vem do costão rochoso, no extremo norte da praia. Ótimo para aproveitar dias de sol em confraternização com vizinhos embarcados no principal point náutico de Bertioga.
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Embora rústica, a região oferece opções de bares e restaurantes, além de hotéis e pousadas
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Um passeio adicional: entrar na última travessa que sai da praia, no canto norte, onde antes ficava o Senai e, agora, funciona a Faculdade Virtual do Estado de São Paulo. Em um quarteirão, você estará em uma pacata rua que passa entre as marinas e o campo do Indaiá Futebol Clube, contornando um trecho de mata cheio de nascentes de água. No fim dele, o tesouro está escondido em uma ruazinha sem saída, à direita, com casarões antigos. A caminhada termina na entrada da residência da família do empresário Ermírio de Moraes, que, em 1937, adquiriu o terreno onde, em 1917, o advogado, jornalista e poeta santista Vicente de Carvalho, estabeleceu o então chamado Sítio Indaiá. É como se estivésse-
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De volta à rua, em mais 50 metros adiante você encontrará outra surpresa do bairro, uma prainha pequena, de água muito tranquila, localizada atrás das pedras que protegem o Cantão do Indaiá. Geograficamente, na realidade, ali é o canto sul da praia da Riviera de São Lourenço. Na prática, o recanto também é chamado de Cantão ou de Costão do Indaiá. É um lugar especial para adeptos do rapel, que enchem o lugar de adrenalina, descendo por 20 metros de costão rochoso. Até porque, em Bertioga, no momento, é o único lugar onde o rapel é permitido (veja matéria sobre passeios, agências e monitores ambientais na página 64).
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Luna de Oliveira Barros
mos de volta a algum lugar do passado.
Há ainda um cantinho reservado para os adeptos do rapel
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Riviera, uma cidade dentro da cidade Um belo shopping center, boa gastronomia, e uma praia invejavelmente limpa, com mar calmo, mas, ao mesmo tempo, com ondas para surfe, dentre as atrações
Um dos charmes turísticos de Bertioga são os bairros que representam lugares únicos, cheios de vida própria, alguns bem semelhantes a cidadezinhas de interior. A Riviera de São Lourenço é um deles, mas em nada lembra a vida interiorana, é uma ilha de urbanização de mais de 9 milhões de m², rodeada pela Mata Atlântica. Percorrer suas ruas e alamedas, entremeadas por grandes trechos de mata, de carro ou a pé, já é um passeio. Restaurantes estrelados no centro comercial, na entrada do bairro, à beira da rodovia Rio-Santos, o sofisticado Shopping Riviera, com
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uma boa área gastronômica, tudo isso bem pertinho de uma bela praia. Uma casa noturna faz a festa dos que curtem madrugadas de balada. Também é famoso o luau que costuma acontecer na praia nas noites de sábado. No verão, eventos sempre oferecem atrações interessantes de cunho cultural e artístico em áreas da avenida central. E durante todo o ano, principalmente nos feriadões e nas férias escolares de julho, muitos eventos são realizados próximo ao shopping, como a beneficente Festa Julina, com barracas cheias de delícias gastronômicas. Com 4,5 quilômetros de extensão, a praia
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da Riviera é um convite ao mergulho, com seu mar calmo e sempre límpido. As cadeiras e guarda-sóis dos moradores e veranistas do condomínio ocupam a faixa de areia mais próxima do jardim, que a separa dos prédios, e o resto da praia tem espaço para todas as tribos. Quanto mais se caminha em direção às extremidades norte ou sul, menor o movimento e maior a privacidade. Recomendado para quem busca sossego. Consumir bebidas e alimentos vendidos na praia ou levar sua caixa térmica bem abastecida é uma questão de escolha. Você decide. A vantagem de quem está de mãos abanando
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é ter motivo para um almoço especial, entre as boas opções do bairro, após sair da praia. Apesar da sua autossuficiência, de ser responsável por seu próprio tratamento de esgoto e abastecimento de água, e por sua própria segurança, com um sistema de manutenção e limpeza que causa inveja a moradores de muitos bairros brasileiros, a Riviera não é um condomínio fechado. É um bairro como outro qualquer, com livre acesso, servido por ônibus. Apenas sua entrada se diferencia devido às suas portarias dotadas de câmeras, como ocorre também no loteamento Costa do Sol, em Guaratuba.
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Fotos: divulgação Sobloco
O bairro planejado enche os olhos de quem busca conforto, sem abrir mão do contato com a natureza
O trecho central da praia, à qual se chega pela avenida principal, é mais popular, bastante frequentado por turistas e visitantes, próprio para quem gosta de agitação. Há boa oferta de alimentos e bebidas em barracas, mas as que têm mesas e guarda-sóis ficam mais próximas do jardim. Há aluguel de cadeiras e guarda-sóis. Na areia, circulam os tradicionais carrinhos de milho verde, água de coco, sorvete e de roupas de praia. A Riviera também é bastante frequentada por surfistas e, dizem, tem a melhor onda de Bertioga. São três picos: ao sul, no canto direito, onde um píer de pedras de 100 metros de comprimento ajuda a formar boas ondas; no meio da praia, na altura do módulo 2; e no canto esquerdo, no norte, onde se conta com a ajuda do canal que corre ali para alcançar a
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ondulação. No módulo 1, funciona a Escola de Surfe Riviera, que, na temporada e fins de semana se instala na praia, na altura do módulo 8, ao norte. Dá para alugar pranchas e ter aulas de surfe, stand up paddle, body boarding, ioga e treinamento funcional. Mas se você gosta mesmo é de andar, dirija-se para o norte e chegará ao aprazível cantinho da praia do bairro de São Lourenço, que, por sua vez, leva também ao sul da praia do Itaguaré, em uma caminhada de cerca de 15 minutos. No canto sul, é só atravessar o píer de pedras e estará na prainha do Costão do Indaiá. Você pode também chegar à praia da Riviera por um desses dois caminhos. Se não é o caso, basta entrar na praia pela área central, chegando de carro ou de ônibus, e escolher seu point preferido para se instalar.
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São Lourenço, recanto tranquilo e nostálgico
Antonio TK
Absorver a calmaria das ruas e contemplar a ampla e bela vista desfrutada a partir de sua pequena praia são as grandes atrações do tranquilo bairro
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Dirceu Matias
Ao chegar em São Lourenço, entra-se no túnel do tempo, que passa devagar naquele cantinho de mundo, com pouco mais de vinte ruas; respira-se calmaria, a despeito de alguns prédios que já surgem entre o casario. Na praça da igreja de São Lourenço, bem perto da praia, há uma boa padaria. Na avenida pela qual se entra no bairro, a partir da rodovia Rio-Santos, tem outra, e há algumas opções de restaurante, bar e mercearia, também instalados nas duas avenidas que cruzam a principal. Há pousadas e hotéis; uma loja aqui, outra ali, e é tudo. Justamente nessa característica reside a graça de passear em São Lourenço. Não há muito a fazer, além de caminhar, experimentar as comidinhas locais, e aproveitar bancos inesperados que surgem sob as árvores, para observar e ouvir a natureza, uma grande atração local. Entretanto, o bairro é tomado pelos festejos em duas ocasiões. No Carnaval, desde 1988, sai às ruas o Bloco da Soloteia, cujo mote é reunir homens travestidos de mulher, mas que, na prática, atrai famílias inteiras, de idosos a crianças, constituindo-se em uma grande confraternização entre moradores, parentes, amigos e visitantes, que não perdem a famosa segunda-feira carnavalesca. A outra grande festa é a de São Lourenço, padroeiro do bairro, que costuma ser realizada no sábado mais próximo de seu dia, 10 de agosto. A exemplo de festejos interioranos, tem missa, procissão, atrações gastronômicas oferecidas em barracas ao lado da igreja, com destaque para a tainha assada, e shows musicais. Tudo organizado pela comunidade.
Vizinho à moderna Riviera de São Lourenço, o pequeno bairro mantém suas características e tradições, como a Festa do Padroeiro, em agosto
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Silvio Dutra
Nas poucas ruas, com suas casas imersas em meio à natureza, a tranquilidade só é quebrada pela algazarra dos pássaros
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Estela Craveiro
Pequena, a praia de São Lourenço fica num cantinho. Bem vazia, é um local perfeito para momentos de quietude e contemplação, durante a semana e em sábados e domingos frios e nublados. Oferece uma fantástica vista dos contornos da ilha de Santo Amaro, que abriga a cidade de Guarujá. Já no verão e em fins de semana ensolarados, quando funcionam algumas barracas de comidas e bebidas, tem certo movimento. No canto próximo das pedras fica uma área de acesso ao mar para jet-skis. Mas reina a harmonia. Para quem preferir se afastar um pouco, há toda a contígua praia da Riviera para caminhar ou se acomodar na areia. A área fronteiriça, na altura do módulo 8 do condomínio, é bem tranquila. É só cruzar o canal.
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Fotos JCN
Morada da Praia, um bom lugar para se viver Criado pela Lello Empreendimentos Imobiliários, em conformidade com a Lei Federal 6766/79, o loteamento fechado Morada da Praia é uma área urbana consolidada, inserida no Parque Estadual da Restinga de Bertioga (PERB), instituído em 2010. Administrado pela Associação dos Condôminos do Loteamento Morada da Praia desde 1994, sob nova Administração desde 2014, apresenta nessa atual gestão melhorias e benfeitorias significativas. Destacam-se projetos tais como: • Solução das enchentes, existentes em épocas anteriores, com alargamento da Vala Coletora de águas pluviais; • Ampliação da Rede Adutora, solucionando a falta de água frequente em anos anteriores;
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• Monitoramento por 400 câmeras por meio de fibra óptica; • Implantação da UPA – Unidade de Primeiro Atendimento com UTI móvel 24 horas; • Recuperação das ruas; • Aquisições de novas Máquinas, Equipamentos e Veículos; • Modernização de Métodos Administrativos e Readequação do Quadro Profissional gerando economicidade; • Benfeitorias na área da praia de 6.174 m² pertencentes ao Loteamento, como: Reforma da passarela; Posto de guarda-vidas; Iluminação em LED; Criação de áreas de acessibilidade para idosos e pessoas com necessidades especiais; Banheiros químicos, Chuveiros, Playground infantil, dentre outros. • Ampliação da Sede Social com construção Jornal Costa Norte 19 de maio de 2018
cia unifamiliar de, no máximo, dois pavimentos com sua respectiva edícula. É composto por uma entrada principal de moradores e uma portaria de acesso para associados, com acesso único de entrada e saída do loteamento. Com população fixa de 2.000 moradores e flutuante de até 40 mil pessoas durante a temporada. Também, mantém 204 empregos diretos e cerca de 3.000 indiretos, sendo o segundo maior contribuinte de IPTU de Bertioga. Coronel da Reserva da Polícia Militar, formado pela Academia Militar do Barro Branco, além de graduação nos cursos de Administração e Direito e pós-graduação em Segurança Pública, o diretor-presidente Pavanelli afirma que vem resolvendo as situações problemáticas que herO Morada da Praia é composto por 3.250 Lo- dou: “Administro o Morada da Praia como uma empresa privada. Apenas não existe lucro. Mites com, no mínimo 500 m², cada. De acordo com o memorial descritivo, so- nha filosofia é cortar custos e negociar valores mente pode ser construída uma única residên- na hora de comprar bens e contratar serviços. de: Nova quadra de bocha; Quadra de futebol society com grama sintética; Academia; Sala de artesanato; Sala de cinema; Instalação de restaurantes e sorveteria e Reforma da quadra de tênis; • Reforma e Blindagem do Posto da Policia Rodoviária em frente à entrada do loteamento; • Reforma do telhado da igreja e apoio nas festividades da padroeira no Canto de Itaguá; • Interação social com a comunidade do bairro de Boraceia, no qual apoia e promove patrocínio ao projeto de jiu-jítsu e judô para 300 crianças, entre outras atividades beneficentes; • Paisagismos; • Mudança na coleta de resíduos.
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Não se gasta um centavo sem ter recursos e sem prévia aprovação de Assembleia dos associados”. Suas preocupações iniciais foram a falta de água e as enchentes no Morada. Lembra o presidente que, nos primeiros meses do mandato, além da queda da ponte, o loteamento teve cerca de 200 casas inundadas. O Morada da praia possui ônibus gratuito com acessibilidade a cadeirantes para transporte de moradores, funcionários e de estudantes às escolas municipais e estaduais de Boraceia. Efetuou a ampliação e adequação do antigo Posto de Cloração em Estação de Tratamento de Água, em conformidade com a legislação vigente, além de um laboratório de análise físico-químico e um, microbiológico. Para o segundo semestre de 2018 iniciará a liberação de Internet Dedicada aos primeiros associados previamente inscritos. Outro projeto relevante que está sendo im-
plantado é o ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), que colocará ponto final nos vazamentos de fossas, provocados principalmente por construções em desacordo com o Memorial Descritivo do Loteamento registrado no Registro de Imóveis de Santos. O Projeto já foi homologado pelo GAEMA e o cronograma está previsto para ser concluído em quatro anos. Prevista a instalação de uma sala de recuperação de animais silvestres acidentados na estrada ou extraviados na mata. E um Projeto de Educação Ambiental. Com implantação de uma trilha educacional monitorada por câmeras em parceria com o PERB. Reeleito em chapa única com votos de 84% dos associados presentes, no final de 2017, para mandato de dois anos, o diretor-presidente Aparecido Pavanelli objetiva transformar o loteamento em um condomínio, atendendo, assim, à grande aspiração da quase totalidade dos proprietários dos imóveis da Morada da Praia.
A infraestrutura impecável contempla diversos serviços, como portaria de controle de embarcações, ambulatório, cinema, sistema de monitoramento, centro de lazer, academia e praia acessível
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Antonio TK
Itaguaré, a mais selvagem das praias Quem conhece, adora; tem rio, trilha, ondas fortes e um bom programa gastronômico Ao passar pelos restaurantes de frutos do mar localizados ao lado do rio Itaguaré, que corre sob a rodovia Rio-Santos, quem não conhece a região se surpreende ao descobrir que, a 50 metros da pista está uma das praias mais sensacionais, selvagens e preservadas da
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cidade, para não dizer do litoral brasileiro. Parte do Parque Estadual da Restinga de Bertioga (Perb), completamente oculta pela mata, a praia de Itaguaré se constitui em um corredor ecológico de rica biodiversidade, o único de Bertioga que conecta, diretamente, o mar à Jornal Costa Norte 19 de maio de 2018
Mata Atlântica. É de uma beleza estonteante. das fortes. Grande parte dos frequentadores se E repleta de surpresas. concentra na prainha logo na entrada da praia. Para começar, ela tem duas partes, separadas por uma falésia de quatro metros de altura. Da parte do meio da praia, onde se chega vindo da entrada perto dos restaurantes, você avista a falésia à direita, e, aos pés dela, a curva final da foz do rio Itaguaré, que corre na praia em paralelo ao mar. É praia de surfista, com onBertioga 27 anos Edição especial de emancipação
Durante a semana, reina total sossego. Já no verão e aos sábados e domingos ensolarados do ano todo é pura agitação. Tem barracas de comida e bebida, carrinho de açaí, locação de cadeiras e guarda-sóis. E do verão à Páscoa também tem locação de caiaques e pranchas de stand up da Chauás Litoral, para quem qui-
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Foto Nativa
Shin Shikuma
ser remar no rio. Sozinho, dá para percorrer toda a curva do Itaguaré em torno da península que o rio contorna, e navegar até a altura da ponte da Rio-Santos. Dali em diante, só na companhia de monitores ambientais credenciados pelo Perb, como é o caso de Francisco Perez, dono da Chauás. A rua da entrada principal de Itaguaré contorna o rio, e se, em vez de ir para a areia, você seguir por ela, se verá em um passeio quase bucólico, de uns 500 metros, ao fim dos quais uma família aluga barcos só para pesca e vende pitus do próprio rio para isca. Em nichos que descem até a beira d’água, sempre há gente pescando, e até dá para entrar para se banhar, mas não é seguro mergulhar, por causa de pedras e correnteza. Na praia, perto da curva da falésia, sai uma trilha, classificada pelo Perb como autoguiada, ou seja, você pode entrar sozinho. Embora com um monitor ambiental sempre seja melhor. Após alguns metros, indo em frente, a trilha se ramifica e leva a alguns restaurantes da estrada,
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Rosangela Ribeiro
uns 200 metros adiante. Entrando à esquerda, após percorrer 1.140 metros em piso de areia, em meio à mata de restinga, você estará no canto sul da praia de Itaguaré. O mais usual é chegar nesse canto em rápida caminhada por uma rua que começa no fundo do vizinho bairro de São Lourenço, e depois vira uma trilhazinha, que sai na beira do cantinho de mangue de Itaguaré. Só não dá certo na maré alta, porque o mar cobre o canto da praia e chega à trilhazinha. Lá se reúne uma moçada mais alternativa, com muitos surfistas, claro. É imprescindível levar comida, bebida e guarda-sol. Não há sombras salvadoras nesse paraíso.
A praia selvagem proporciona paisagens deslumbrantes e, na chegada, há ainda um programa gastronômico imperdível para os amantes de ostras, crustáceos, peixes e frutos do mar
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Retornando de qualquer trecho da praia do Itaguaré, parar em um dos restaurantes perto da ponte da rodovia é sempre um grande programa gastronômico. Imperdível para apaixonados por ostras, crustáceos, peixes e frutos do mar, no almoço, no jantar ou fora de hora. Tudo fresquinho, em ambientes rústicos totalmente em sintonia com a força da natureza do lugar.
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Guaratuba, isolamento e mar límpido
Rosangela Ribeiro
Sua grande atração é a foz do rio Guaratuba, muito movimentada no verão e fins de semana ensolarados
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Escondida atrás do loteamento Costa do Sol, a praia de Guaratuba revela-se uma perfeição da natureza, cativante para quem lá chega pela primeira vez, particularmente, se a maré estiver baixa, ocultando a escuridão da água do rio Guaratuba, que desemboca na ponta norte da faixa de areia, com seus sedimentos minerais e vegetais.
comidas e bebidas, e oferece guarda-sóis em mesas aos clientes. Os bombeiros circulam constantemente com seus botes pela lagoa da foz do rio, que tem uma grande pedra no meio e, consequentemente, um buraco em torno dela. O que provoca correnteza. Há guarda-vidas fixos e seguranças do loteamento circulando pela areia. É proibido entrar na água com jet -skis, o que é um sossego para os frequentadores. Um pouquinho acima, a orla do rio é área de pescadores.
Rosangela Ribeiro
A transparência do mar e nada à vista à direita e à esquerda, a não ser as rochas que separam os oito quilômetros da praia de Guaratuba das vizinhas Itaguaré, ao sul, e Boraceia, ao norte, dão a sensação de privaChega-se lá por um acesso localizado uns cidade, que aumenta quanto mais se cami150 metros antes da ponte do rio Guaratuba, nha para o sul. na rodovia Rio-Santos, no sentido do centro No canto norte, não há quem resista a ve- para Boraceia. Há um bar simples e barquirificar a foz do rio, que forma uma lagoa antes nhos para locação. Mas o que mais se vê é da reta final para o mar, e entrar em sua deli- gente pescando com varas. Porque o trecho ciosa água. Mas, na temporada e fins de sema- em direção ao mar é curto e porque é proina quentes, o local tem alta frequência, prin- bido navegar para além da ponte, já na área cipalmente, no domingo. Muita gente chega à do Parque Estadual da Restinga de Bertioga, a praia de Guaratuba pela portaria do bloco A não ser em companhia de monitores ambiendo loteamento, pelo qual a passagem é livre, tais credenciados. Em todos os pontos do rio, para pedestres e veículos. Uma barraca serve atenção com a correnteza, particularmente,
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Quem prefere estrutura urbana pode ficar perto de um hotel pé na areia, localizado na quadra A, do loteamento, bem perto da B, muito mais interessante para quem está caminhando, por suas alamedas sombreadas pelas árvores. E os que preferirem o meio termo, entre este ponto da praia e o rio, devem necessariamente carregar seu suprimento de comida e bebida.
Shin Shikuma
após chuvas intensas (veja matéria sobre rios e trilhas na página 64).
Na temporada, aparecem locadores de cadeiras e guarda-sóis, mas, fora do verão, nem sempre. Chegar cedo é fundamental para escolher um dos vários pontos nos quais reentrâncias na mata de restinga oferecem refúgios com sombra. Todavia, melhor se gaOs pescadores preferem a quietude do trecho perto da Rio-Santos
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rantir com seu próprio guarda-sol. Os que desejam vivenciar mais profundamente a natureza, que envolve as casas do Costa do Sol, podem se hospedar em algum dos estabelecimentos de hospedagem existentes no loteamento, ou em um camping, ao sul da praia. E há alguns restaurantes. Chegar ao trecho sul da praia também é possível por todas as portarias do loteamento, que vão surgindo à direita da rodovia, para quem vem do centro da cidade. É para quem gosta de praia sem nada. O que se vê por perto são apenas residências, e o isolamento é bem maior do que no trecho norte. Em qualquer ponto, valem todas as regras para quem busca praias selvagens. Tem que levar tudo e não deixar nada.
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Antonio TK
Boraceia, o interior à beira-mar A orla de cinco quilômetros da parte bertioguense se divide entre o Canto do Itaguá, faixas vazias, o trecho da Morada da Praia e a área do centro do bairro, separado de São Sebastião pelo rio Parateus
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Estela Craveira
A capela de Sant’Anna é a base para a tradicional festa da padroeira do Itaguá, no final de julho
dores na qual residem algumas dezenas de famílias, em meia dúzia de ruas. Na principal, que liga a pista à areia, difícil não parar para apreciar as conchas que ornamentam a fachada do Bar do Hiroshi e o muro de uma casa em frente, que vende artesanato. Há várias opções de serviços de estacionamento e banho, um camping e uma pequena pousada. Para comer, só o Pastel da Marilda, que também serve outras comidinhas. O senhor Hiroshi só vende bebidas e sorvetes. Isso nos fins de semana movimentados, feriadões e no verão, entenda-se bem.
No fim de julho, a pequena capela de Sant’Anna é a base para a tradicional festa da padroeira do bairro, com procissão, brincadeiParte do Parque Estadual da Restinga de ras para as crianças e guloseimas para todos, Bertioga (Perb), o Canto do Itaguá é um peda- com destaque para a tainha assada na brasa, e, cinho do passado, uma pequena vila de pesca- em algumas ocasiões, shows musicais. Famoso,
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Estela Craveira
Na fronteira norte de Bertioga, limite com São Sebastião, Boraceia é um bairro que se assemelha a uma cidade interiorana, só que à beira-mar. Distante mais de 30 quilômetros do centro da cidade, seu mar cristalino é a principal atração. Você pode fazer o programa normal, chegar de carro ou de ônibus, descer na área central, que reúne o comércio e as opções gastronômicas, e entrar na areia, separada da rodovia Rio-Santos por uma faixa de mata de restinga com várias trilhazinhas. Ou pode chegar pelo Canto do Itaguá, na extremidade sul de Boraceia, onde a faixa de mata é bem maior, e descobrir a praia caminhando em direção ao norte. Aí, a aventura já será outra.
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Antonio TK
Marina Aguiar
Parte mais movimentada da praia conta com carrinhos de comidas e bebidas, salva-vidas e locação de guarda-sóis; já o trecho do Canto do Itaguá, é ideal para quem busca isolamento
o festejo atrai muita gente. Transposto os 100 metros iniciais da vila, ao pisar na areia, você mergulhará em outro mundo, e poderá escolher onde quer começar a curtir a praia: no canto do paredão rochoso bem próximo, à direita de quem entra, ou no trecho seguinte, de cerca de um quilômetro, de praias selvagens. É sol, areia, mata e muitos cursos d’água em direção ao mar. Naturalmente, se a ideia é ficar por ali mesmo, tem que levar o que comer e o que beber. E guarda-sol é indispensável. Não há sombras salvadoras nessa área. No passado, antes de as leis ambientais começarem a garantir proteção à Mata Atlântica, muito se acampava no Canto do Itaguá, e eram bem altos os índices de mortes por afogamento, provocadas pela forte correnteza do
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mar junto às pedras. Você ficará tentado a subir nelas, já que, do outro lado fica a prainha do Diabo, e ainda outra, atualmente já encoberta pela mata. Mas, é melhor se valer da companhia de quem tem experiência, como os monitores ambientais credenciados pelo Perb (veja matéria sobre passeios, agências e monitoes na página 64). Se a opção for seguir adiante, pela praia, no próximo trecho, após o Itaguá, você encontrará toda a estrutura do loteamento Morada da Praia, do outro lado da Rio-Santos, com carrinhos de comidas e bebidas, salva-vidas, banheiros químicos na temporada, alguns quiosques, prioritários para idosos, grávidas e pessoas com restrição de movimentos, além de ofertas de locação de cadeiras e guarda-sóis. E, bem interessante, tem cadeiras anfíbias para pessoas com necessidades especiais curtirem o mar. Para quem está na caminhada sob o sol, é
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um bom ponto de parada. A seguir, vem mais um trecho isolado e meio vazio, e depois a área central da praia, que se estende até a divisa com São Sebastião, marcada pelo rio Parateus, totalizando cerca de cinco quilômetros da parte bertioguense da praia de Boraceia. Logo no início dessa faixa, perto do centro comercial, tem um camping, para quem busca emoções mais rústicas. Por ali se vê que Boraceia é uma praia bem família, com muitos idosos e crianças, entre moradores e turistas, dividindo a areia branquinha e o mar tranquilo. Adiante, o trecho de sete quilômetros da praia, em Boraceia 2, já no município vizinho, é bem mais vazio. A 1,5 quilômetro da orla, encontram-se as Terras Índigenas do Rio Silveira, que ficam em Boraceia, mas às quais se chega por Boraceia 2, e constitui-se em um
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programa à parte (veja matéria sobre a aldeia na página 52). Para se hospedar, há várias pousadas no bairro. Para comer, no centro de Boraceia encontram-se opções de restaurantes, na rodovia e nas travessas em direção ao interior do bairro. Na pista, um pequeno comércio reúne padaria, lanchonetes, farmácias, supermercado, lojas e serviços. A feira dos sábados, realizada na última travessa antes da divisa, na altura do quilômetro 192, também pode ser uma solução divertida de alimentação para quem faz o estilo alternativo. Para completar, uma caminhada pelas ruas de areia do bairro pode revelar surpresas como encontrar um bando de filhotes de papagaio aprendendo a voar ou vendedores de milho, mandioca e outros produtos da terra, como em uma verdadeira cidade de interior.
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Guaranis preservam sua cultura em Boraceia
Fotos Marina Aguiar
Passeios de meio dia, com direito a mergulho no rio Silveira, atraem quem se interessa pelas raízes da história brasileira às Terras Indígenas do Rio Silveira
Uma das grandes atrações de Bertioga é a Terra Indígena Ribeirão Silveira, também conhecida como Terras Indígenas do Rio Silveira, em Boraceia, na qual vivem 550 índios das etnias mbya e nhandeva, subgrupos da etnia guarani, que inclui o subgrupo kaiowás, o mais numeroso de todos no Brasil. Os povos guaranis originam-se também de países da América do Sul, como Bolívia e Paraguai, e hoje vivem até na Argentina. São seminômades, como eram praticamente todos os índios brasileiros.
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No Brasil, os guaranis, atualmente, vivem nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pará, Santa Catarina e Tocantins. Eles começaram a chegar a Boraceia por volta dos anos 1940, vindos do Espírito Santo, do Paraná e do estado paulista. O decreto que criou a reserva indígena é de 1987, mas a homologação só foi efetivada em 2012, depois de muita luta. A esta altura, você deve estar se perguntando onde estão os tupiniquins nativos de Bertioga?
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Foram dizimados já no início do século XVII, mortos pelos tupinambás ou escravizados pelos portugueses, como outros povos tupis. Historiadores, como Cadú Castro, dizem que os guaranis se entendem como extensão da terra em que pisam. São povos que caçam, pescam, coletam e plantam. Por isso, frente à situação de outros povos indígenas no Brasil, é considerada alta a qualidade de vida que têm nas Terras do Rio Silveira, em 948 hectares de área em meio à exuberância da Mata Atlântica, entre as cabeceiras do rio Silveira e a do ribeirão Vermelho, a 1,5 quilômetro do oceano. Localizada em área do Parque da Serra do Mar, a reserva é duplamente importante, por abrigar povos menos numerosos no país e por permitir aos índios viverem em seu habitat. Essas são algumas coisas que se aprende ao visitar a Terra do Rio Silveira, necessariamente com um monitor turístico ou ambiental credenciado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), em passeios que, geralmente, duram meio dia (veja matéria sobre passeios, agências e guias na página 64).
Na semana do Dia do Índio, em abril, a aldeia fica aberta, mas, no restante do ano, as visitas são agendadas. Roteiro garante uma imersão no modo de vida e costumes do povo local
Os guaranis organizam-se em núcleos familiares, criados conforme os filhos de um casal vão se casando e construindo suas casas. Lá vivem cinco núcleos, sob o comando do cacique Adolfo Wera Mirim e do vice-cacique Mauro, que ocupam cargos eletivos. Há anos acostumados a lidar com turistas, inclusive os índios Cleiton e Tiago são monitores ambientais, a cada vez colocam uma equipe para receber os visitantes, de acordo com os contatos de cada guia e agência. Mas o roteiro de todos é bem parecido. Após serem amigavelmente recepcionadas, as pessoas partem para uma trilha que leva aos deliciosos poços do rio Silveira. O passeio dura cerca de duas horas. De volta à aldeia, tem a parte cultural, em rodas de conversa sobre o
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modo de vida dos índios, todos pertencentes aos povos tupis, seus costumes, sua culinária, crenças e rituais e, até, visita à casa de reza e bate-papo com um dos quatro líderes religiosos da aldeia, designados como nhanderui, que significa o pai de todos e, não, pajés, que é uma designação dos povos tupis. Eles alcançam tal posição por acharem que têm aptidão e buscam treinamento com os líderes espirituais, em um preparo que pode durar até 20 anos. Para finalizar a visita, há o belo artesanato guarani, cujas peças podem ser adquiridas, assim como
Colorir-se com as pinturas na pele típicas dos guaranis é uma das oportunidades ofertadas
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o palmito-juçara e as plantas ornamentais por lá por conta própria, será recebido e que os indígenas cultivam. poderá trocar dois dedos de prosa com os moradores. Mas não terá acesso a todas as Na semana do Dia do Índio, em abril, a informações que, somadas à força da naaldeia fica aberta e recebe o público com tureza, remetem à ideia de como seria a apresentações de canto e dança, arco-evida de índio no Brasil de antigamente. A -flecha, luta corporal e corridas de tronco, Aldeia Indígena Guarani do Rio Silveira fica entre outras atividades do Festival da Culna avenida Tupi Guarani, em Boraceia, no tura Indígena da Aldeia do Rio Silveira. Dá território de Bertioga, mas a entrada é pelo para experimentar atirar flechas em um bairro Boraceia 2, em São Sebastião, diretaalvo e se colorir com as pinturas na pele mente pela avenida, no fundo do trecho do típicas dos guaranis. bairro, na altura do km 183 da rodovia RioNo restante do ano, as visitas são agen- -Santos, ou pela alameda Mauá, acessível dadas. Naturalmente, se alguém aparecer na altura do km 189.
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Fotos Pedro Rezende
Itatinga, sonho, por enquanto, inacessível
Conhecer a mais antiga usina hidrelétrica do Brasil e a vila na qual viviam seus funcionários continua apenas um desejo de turistas, agências, e moradores de Bertioga
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O núcleo residencial, com casas, empório, posto médico, escola, áreas de lazer e igreja, foi criado para abrigar os funcionários e seus familiares, devido às dificuldades de acesso ao local
Inaugurada em 1910, entre o rio Itapanhaú e as montanhas de 730 metros de altura da Serra do Mar, em área adquirida da antiga Fazenda Pelaes, a Usina Hidrelétrica de Itatinga e a Vila de Itatinga já foram grandes atrativos do turismo de Bertioga, até 2012. Há expectativa de que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), sua proprietária, concorde em reabrir esse patrimônio histórico à visitação, o que vem sendo tentado por vários canais políticos. A usina continua ativa, e abastece o porto de Santos, mas, hoje, poucos moradores habitam a vila, que só recebe visitantes na festa de aniversário do Itatinga Futebol Clube, em 7 de setembro.
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É encantadora a atmosfera criada pela arquitetura inglesa na vila composta por 70 casas, distribuídas em uma única rua, na qual também funcionavam escola, posto médico, padaria, cinema e teatro, além da graciosa capela Nossa Senhora da Conceição. Chegar lá já é um passeio, que começa no portinho de Itatinga, no rio Itapanhaú, no fim da rua Manoel Gajo, a bordo de um barco que deixa os passageiros em outro portinho, na margem oposta do rio. Lá, embarca-se em um bonde que percorre, em meia hora, os 7,5 quilômetros da via férrea até a vila. E depois segue até a usina onde é processada a água do rio Itatinga, que brota no alto da montanha.
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Na casa de força, a água captada do rio Itatinga é transformada em energia cinética e encaminhada ao porto de Santos
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A vila constituía-se, também, em um ponto de partida para outras aventuras oferecidas por muitas agências turísticas, como as trilhas das Ruínas, da Captação, e a dos Três Poços, mais o Caminho de Pedra, da planície ao topo da Serra do Mar, com deslumbrantes vistas, primeiro, dos rios Itapanhaú e Itatinga, e, ao fim de três horas de caminhada, de Bertioga até o arquipélago Alcatrazes, em São Sebastião. Hoje nada disso é possível, dada a localização dessas atrações, em áreas do Parque Estadual da Restinga de Bertioga (Perb), dentro do qual Itatinga está, mas em área de concessão, e dentro do fronteiriço Parque Estadual da Ser-
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ra do Mar, que atualmente não oferece trilhas abertas ao público. Por enquanto, resta esperar pela concretização do plano de manejo do Perb, que abrirá mais áreas ao público, e pela oferta de trilhas regulares no Parque da Serra do Mar. Além de torcer para que a Codesp ceda aos apelos e libere Itatinga para visitação. Mas, atualmente, dá para chegar bem perto da vila, visitando o Sítio Vergara, também parte da antiga Fazenda Pelaes, que foi grande produtora de banana, como toda a região, entre os anos 1930 e 1970 (veja matéria sobre agências, monitores e passeios na página 64).
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Parque das Neblinas, exemplo de recuperação da Mata Atlântica
Marcos Pertinhes
A reserva ambiental atrai muitos visitantes com passeios de um dia e área para camping
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Fotos Divulgação
Só apreciar a exuberância da Mata Atlântica, que renasceu em poucos anos em um lugar que, no passado, abrigou carvoarias e depois plantação de eucalipto, já vale a visita ao Parque das Neblinas, criado em 2004. Mas há as trilhas, mirante com vista para o litoral, passarela suspensa entre as árvores, o rio Itatinga, tanta coisa para ver e experimentar... Sem falar nas instalações da recepção, que incluem um restaurante no qual o café da manhã revigora quem chega, e o almoço tardio, saído do fogão à lenha, conforta famintos que retornam das caminhadas e do rio. E ainda tem banho para quem quiser se recompor, antes de abandonar esse paraíso incrustado em área de mais de seis mil hectares, com mais de 1.250 espécies catalogadas entre fauna e flora. No alto da Serra do Mar, o parque fica em terras de Bertioga, a 55 quilômetros do centro do município, e de Mogi das Cruzes, no qual se localiza a entrada, no distrito de Taiaçupeba. Propriedade da
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Flávio Lessa
Suzano Papel e Celulose, gerido pelo Instituto Ecofuturo, o parque é uma plataforma para pesquisa científica, manejo florestal, educação socioambiental, proteção da biodiversidade e restauração do bioma Mata Atlântica, além de ser um destino turístico muito procurado. A forma operacional do Parque das Neblinas é bem prática, com passeios de um dia, pré-agendados. Você pode escolher entre fazer as trilhas autoguiadas ou em companhia de monitores, para curtir a flora e a fauna, contemplar as praias de Bertioga do alto de um mirante, percorrer 10 quilômetros de bicicleta, fazer canoagem, rafting ou apenas se banhar no rio Itatinga, que nasce por ali e, depois, Passeio oferece opções de trilhas autoguiadas ou em companhia de monitores, para curtir a flora e a fauna por diversos ângulos
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despenca de uma altura de 730 metros, alimentando a Usina de Itatinga, lá embaixo. É bom de qualquer jeito! Para quem gosta de imersões mais profundas na natureza, nada como acampar no parque! O que se tornou possível a partir do final de 2017. Estão disponíveis seis módulos, em espaços pré-determinados, para a montagem de barracas, distantes entre si, para o máximo de 20 pessoas no total. A contratação do acampamento deve ser feita com antecedência e está necessariamente atrelada à contratação de atividades diárias oferecidas no parque.
letivo para cozinhar e área de convivência. E também dá para contratar o serviço de alimentação da Natural da Mata, empresa da comunidade local, que prepara refeições no fogão à lenha, com ingredientes da Mata Atlântica, como cambuci e palmito-juçara. Melhor do que passar um dia no Parque das Neblinas, só mesmo passar vários dias e noites. Imperdível!
Parque das Neblinas: rodovia Professor Francisco Ribeiro Nogueira, Taiaçupeba, Mogi das Cruzes, SP; ecofuturo.org.br/blog/projeto/parque-das-neblinas/o-parque; facebook.com/InstitutoEcofuturo; (11)4724 0555/4724 0556; agendamenO pacote inclui local para banho, espaço co- to de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas.
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Antonio TK
Trilhas e rios ao alcance de todos Variedade de ecossistemas, cachoeiras, piscinas naturais e prainhas fluviais encantam quem se dispĂľe a caminhar
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No sopé da Serra do Mar, com 93% de seu território em áreas de proteção ambiental, Bertioga encanta quem ama natureza. A riqueza do bioma Mata Atlântica e sua fartura de ecossistemas, do jundu à restinga e manguezal, e as bacias hidrográficas dos rios Itapanhaú, Itaguaré e Guaratuba, fazem dela uma joia cobiçada por trilheiros, amantes de banhos de rio e cachoeira, e gente interessada em biologia.
Fotos Pedro Rezende
Trilhas, rios e quedas d’água não faltam nos 42 quilômetros de extensão da cidade, abençoadamente localizada sob o rico manancial de água que vem do alto da montanha, entre Biritiba Mirim, Biritiba Ussu, Salesópolis e Mogi das Cruzes. Nesse cenário, três trilhas, atualmente acessíveis ao público, e os quatro rios navegáveis, podem parecer pouco para quem está louco para descobrir os mistérios da mata. Não é. Há muito a fazer. Você precisará de vários dias
para vivenciar essas atrações naturais. O bom é que a oferta de passeios com monitores ambientais vem se multiplicando na cidade. Inclusive uns vendem também os passeios dos outros, para se fortalecerem. Aos primeiros monitores formados em 1997, no então inédito curso da prefeitura, somaram-se outros formados, nos últimos anos, pelo Senac e profissionais que fizeram o curso oferecido pelo Parque Estadual da Restinga de Bertioga (Perb) e pela prefeitura, com apoio do Sesc, em 2017. Hoje, há jovens agências e monitores ambientais independentes, biólogos de formação, em boa parte deles, que oferecem passeios a pé, de bicicleta ou de barco, para desvendar várias facetas da natureza que abençoa Bertioga. Você pode obter uma lista dos mais de 50 monitores ambientais atuantes na cidade pelo e-mail pe.restingabertioga@gmail. com, da Fundação Florestal.
O gigante Perb Com área de 9.312 hectares, o Parque Estadual da Restinga de Bertioga (Perb) é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, criada em dezembro de 2010. Administrado pela Fundação Florestal, localiza-se totalmente no município de Bertioga e faz fronteira com o Parque Estadual da Serra do Mar, a partir da encosta das montanhas. O Perb abrange toda a área entre o rio Itapanhaú e a Serra do Mar, da altura da ponte da rodovia Rio-Santos, sobre o rio, perto da área central de Bertioga, ao início do bairro Boraceia, no extremo norte da cidade, englobando sete quilômetros de praia, entre Itaguaré, a foz do rio Guaratuba e o Canto do Itaguá.
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As trilhas Enquanto as trilhas D’Água e a de Guaratuba, fáceis de percorrer por ser abertas, exigem a companhia de monitores ambientais, a Trilha de Itaguaré tem livre acesso. Mas usufruir do conhecimento de monitores bem informados sempre enriquece o passeio, até porque Itaguaré é a praia mais especial de Bertioga e tem outros tesouros para descobrir. Trilha D’Água Além do refrescante Poço da Trilha D’Água, no fim do percurso, o atrativo dessa trilha está na oportunidade de conhecer, ao longo dos seus quase três quilômetros de comprimento, a transição de vários ecossistemas da Mata Atlântica. Mangue, mata ciliar, mata paludosa, restinga baixa, restinga alta e mata de encosta se sucedem, em meio a grande diversidade da flora, com exemplares como palmáceas, líquens, bromeliáceas e orquídeas, e de fauna, entre mamíferos, insetos, répteis e aves. O dossel, que é o encontro aéreo dos galhos das árvores, varia no percurso, e a temperatura também. A trilha leva ao ponto de captação da água que abastece o Sesc Bertioga, e é mantida limpa e aberta. Na caminhada de três a quatro horas, entre ida e volta, surge um toque de história e arquitetura, com a passagem pela linha do bondinho de Itatinga e de uma antiga ponte de ferro sobre o rio Guaxanduva, afluente do Itapanhaú, que se atravessa para entrar na trilha. Cada monitor tem seu esquema. Nível de dificuldade: fácil.
Nos caminhos protegidos da Mata Atlântica, é possível avistar diversas espécies de aves, como o tucano-de-bico-preto, e de mamíferos de grande porte, como o macaco-prego
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mais difícil de percorrer. No caminho, uma trilha secundária, que começa e termina na principal, Já a Trilha de Guaratuba, acessível pelas leva ao Poço do Limão, no rio Perequê Mirim, quadras G-H do loteamento Costa do Sol, tem assim chamado pelo reflexo da mata em sua grau de dificuldade médio. Entre ida e volta, são água cristalina. Uma delícia! oito quilômetros, em seis horas de caminhada, que começa no portal do Perb, passa por áreas Trilha de Itaguaré de charco, com árvores de médio e grande porA Trilha de Itaguaré tem ramificações. Um tes, com muitas trepadeiras e bromeliáceas. A percurso de 220 metros liga o canto sul da parrota atravessa o ribeirão Perequê-Mirim, em te do meio da praia, na curva final da foz do rio área de transição da restinga de média para Itaguaré, à rodovia Rio-Santos, e chega atrás de alta, com árvores maiores, dossel mais fechado, alguns restaurantes de frutos do mar existentes menos trepadeiras, mais variedade de espécies ali. Mas, após caminhar alguns metros, por uma arbóreas, e maior frequência de aves, répteis e trilha à esquerda, chega-se à parte sul da praia, mamíferos. A trilha acompanha a rota de capque não se vê da parte do meio, caminhando tação de água que abastece o loteamento, e é em solo arenoso entre vegetação de restinga. mais aberta na parte inicial. A porção final fica Classificada pelo Perb como autoguiada, livredentro do contíguo Parque Estadual da Serra mente acessível, mas também pode ser percordo Mar. Leva à Cachoeira do Tobogã, um pouco rida com monitores.
Camila Mikie
Luísa Tavares
Trilha de Guaratuba
Trilhas D´água e de Guaratuba, dentre as três atualmente acessíveis ao público
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Os rios As bacias hidrográficas dos rios Itapanhaú, Itaguaré e Guaratuba compreendem um fascinante emaranhado de cursos d’água, entre córregos, riachos, ribeirões e rios menores, que se espalham entre os ecossistemas da Mata Atlântica, como manguezal e restinga. Mas a maioria é de difícil acesso. As atividades de navegação concentram-se no próprio Itapanhaú e no seu afluente Jaguareguava, e, em menor escala, no Itaguaré e no Guaratuba. Mas sempre dá para combinar passeios de barco também pelo canal de Bertioga. Itapanhaú Maior rio do litoral paulista, com 40 quilômetros de extensão, o rio Itapanhaú nasce no município de Biritiba Mirim, na Serra do Mar, da junção das águas dos rios Sertãozinho e Guacá, e deságua no canal de Bertioga, perto da Vila.
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Um passeio oferecido por agências e monitores é a navegação do píer do canal de Bertioga até o afluente Jaguareguava. Outro é a visita ao Sítio Vergara, ao sul, vizinho à Vila de Itatinga, ofertada por diversas agências (veja matéria sobre passeios, guias e agências na página 64). Jaguareguava Afluente do Itapanhaú, com cinco quilômetros, dos quais três são navegáveis, localizados perto da área central de Bertioga, atrás do Sítio São João, último bairro antes da ponte da Rio-Santos, para quem vem do Guarujá, o Jaguareguava é um rio tranquilo na maior parte do percurso. Sua água é límpida na maré vazante e turva na cheia. Pode ser percorrido por canoas, caiaques, pranchas de stand up e, até, a pé em trechos mais rasos. Sinuoso, tem várias praias. Em uma delas, fica a Onda BGF, organização que aluga pranchas de stand up paddle,
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canoas canadenses, caiaques e catamarãs, também para pessoas com necessidades especiais. Via Eco
Itaguaré
O belíssimo rio Jaguareguava conta com atividades de ecoturismo promovidas por agências locais
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Sinuoso, o rio Itaguaré nasce no rio Perequê Mirim, na encosta da Serra do Mar, e recebe água dos rios Vermelho e Cachoeirinha Grande. Sua foz é espetacular, com a água percorrendo a recortada praia de Itaguaré, em sentido paralelo ao mar, e não no habitual sentido perpendicular. Dos seus 12,5 quilômetros de extensão, os últimos quatro podem ser percorridos em canoas e caiaques. Dá para ir sozinho da praia até a ponte da rodovia Rio-Santos. Além, só com monitor credenciado. Nos fins de semana, Francisco Perez, conhecido como Chauá, aluga caiaques e pran-
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Fotos Via Eco
chas de stand up na parte central da praia. Também há barcos para locação exclusivamente para pesca no fim da rua por onde se entra na praia. Mas o rio requer cuidado. Muito raso ao longo da areia, quando a maré está baixa, costuma ganhar velocidade quando ela sobe, especialmente, no canto esquerdo da praia, no qual o buraco em torno de uma imensa pedra em seu leito multiplica a força da correnteza. Guaratuba Nascido na fronteira entre os municípios de Salesópolis e Biritiba Mirim, na Serra do Mar, perto de sua foz, na praia homônima, ao chegar à praia, sob a sombra do costão rochoso do Itaguá, o rio Guaratuba forma uma verdadeira lagoa, contornada por uma prainha fluvial, com uma grande pedra no meio. O local é muito frequentado nos fins de semana e no verão. Antigamente, era via de acesso de jet-skis ao mar, hoje proibida. É difícil resistir a um banho em sua água limpa, embora escurecida por detritos de minério e vegetação. Mas é bom não se afastar da margem. O rio é muito apreciado por pescadores experientes, que costumam acessá-lo por uma travessinha imediatamente antes da ponte da rodovia Rio-Santos sobre ele, para quem vem do centro de Bertioga, que dá em uma simpática prainha fluvial, onde há barcos para alugar. Também só dá para navegar sozinho da ponte para o mar. Preste atenção à correnteza para ver se dá.
A trilha do Guaratuba passa por vários trechos molhados e leva à cachoeira do Tobogã
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Confira opções de agências receptivas, monitores ambientais e passeios repletos de informações sobre biologia, história e cultura Via Eco Turismo Estabelecida em Bertioga desde 2010, derivada da agência turística Viabiliza Eventos e Turismo, sob o comando de Bruno D’Angelo, tem entre seus destaques um passeio de barco chamado Mar e Amar Bertioga. São quatro horas, do canal de Bertioga ao Costão do Indaiá, com parada para mergulho no principal e badalado point náutico da cidade. No caminho, muita conversa sobre biologia e história, de Bertioga e do Brasil. Outro passeio diferenciado é a visita ao sítio Vergara, localizado ao lado da Vila de Itatinga, parte da Fazenda Pelaes, que foi grande produtora de banana, como toda a região, entre 1930 e 1970. Lá, a herdeira Eliana Vergara recebe as visitas como bolo e café feitos no fogo à lenha. Destaque também para os roteiros Navegando pelos Rios de Bertioga, no Itapanhaú e no Jaguareguava, e o de aulas de surfe e stand up paddle, na Riviera, com direito a trilha aquática, de stand up, pelo rio Itapanhaú, que acaba na trilha D’Água. Outros roteiros: trilha D’Água; trilha de Guaratuba; passeio a remo no rio Jaguareguava; e Aldeia Rio Silveira. Contato: facebook.com/ViaEcoBertioga; viaecobertioga.com.br; celular/WhatsApp: (13)99757 9227;
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Buriquioca Ecoturismo e Educação Ambiental Um diferencial da agência mantida, desde 2017, pelos biólogos Cristiano Muriana e Luísa Tavares, são os roteiros pedagógicos, focados nos aspectos naturais, históricos e culturais de Bertioga, desenvolvidos nas próprias trilhas, na aldeia indígena em Boraceia, no Forte São João, em passeio de escuna pelo canal de Bertioga, e de caiaque, pelo rio Jaguareguava, e nas praias, como Indaiá, Itaguaré e Guaratuba. Outros roteiros: trilha D’Água; trilha de Guaratuba; trilha de Itaguaré, incluindo a praia, e com opção para a praia de Guaratuba; passeio de canoa, caiaque ou prancha de stand up pelo rio Jaguareguava; Vizinhos de Itatinga, em visita ao sítio Vergara; e passeio de escuna contornando parte da ilha de Santo Amaro, na qual fica a cidade de Guarujá. Eles fazem também passeios e saídas de barco para pesca sob consulta. Contato: facebook.com/buriquiocaea; buriquiocaea@gmail.com; celulares/WhatsApp: (13) 98181 3731/98193 2895; Terra Brasilis Trip Estabelecida em 2017, pelos biólogos Aline Luíza da Silva e Raphael Roberto de Castro
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Rodrigues, a Terra Brasilis Trip tem, no roteiro de turismo de base comunitária Sabores na Floresta um de seus diferenciais. Trata-se de uma visita à casa de uma família, no bairro Sítio São João, para um almoço com frutos da Mata Atlântica, precedido de bate-papo sobre como é viver em meio a esse bioma, e sucedido por uma caminhada que sai do fundo da residência em direção a uma das prainhas do Jaguareguava, para banho de rio. Outros roteiros: trilha D’Água; trilha de Guaratuba; Aldeia Indígena Guarani Rio Silveira, praias de Itaguaré e Guaratuba; canoagem pelos rios Jaguareguava e Itaguaré; turismo histórico e cultural; passeios de barco pelos rios de Bertioga; observação de aves; rapel; fotografia da natureza; estudo do meio; e roteiros personalizados para grupos. Contato: facebook.com/brasilistrip; celular/WhatsApp: (13)99692 6762;
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Raízes Aventura Instalada em Boraceia 2, São Sebastião, desde 2015, a agência do biólogo e guia local Lucas Harder Gonsalves, tem entre seus destaques o roteiro Vivência Indígena, em visita à Aldeia Indígena Guarani Rio Silveira, e a trilha de Guaratuba, que começa em área do Parque Estadual da Restinga de Bertioga e acaba no Parque Estadual da Serra do Mar, atraente pela riqueza botânica da faixa de transição entre ecossistemas da Mata Atlântica, podendo ser percorrida a pé ou de bicicleta. Outros roteiros em Bertioga: trilha D’Água; trilha de Itaguaré. Contato: facebook.com/raizesaventura; raizesaventura.com.br; celular/WhatsApp: (13) 98101 2807; OndaBGF Bruno Guazelli Filho já se tornou famoso em Bertioga pelos serviços voluntários de praia
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acessível a pessoas com necessidades especiais. Pertinho da área central, no fundo do sítio São João, no rio Jaguareguava, oferece diariamente passeios de canoa, de caiaque, simples e duplo, e de catamarãs, formados pela união de dois caiaques, para quatro pessoas. Um catamarã e dois caiaques duplos são próprios para portadores de necessidades especiais. Ele também dá aulas para pequenos grupos. A Onda BGF tem capacidade para receber 40 pessoas simultaneamente. E tanto atende diretamente aos interessados, com agendamento, quanto recebe turistas por meio de agências e monitores ambientais. Contato: ondabgf.com.br; celular/WhatsApp: (11) 94702 0906; Chauás Litoral – Centro de Treinamento e Turismo de Aventura O monitor ambiental Franciso Perez, conhecido como Chauás, em alusão a um papagaio da Mata Atlântica, tem sua principal atividade de ecoturismo na locação e passeios de caiaque pelo rio Itaguaré, em cuja praia mantém sua barraca aberta do início do verão à Páscoa. Quem aluga suas embarcações pode ir sozinho pelo rio até a ponte da rodovia Rio-Santos. Dali em diante, só se pode navegar na companhia de um monitor ambiental credenciado. Versátil, ele também desenvolve roteiros de caminhadas, rapel e passeios embarcados, desde que agendados, e oferece atividades esportivas, como competições de canoagem, por meio da Chauás Extreme Expedition Adventures. Contato: facebook.com/ctchauaslitoral; chauas.com; celular/WhatsApp: (13)99783 2532. Um passeio diferenciado é a visita ao sítio Vergara, localizado ao lado da Vila de Itatinga na qual os turistas são recebidos com bolo e café feitos no fogão à lenha
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Luna de Oliveira Barros
Verticalize Wagner Cesar Gonçalo de Barros, o Wagner Tinga, da Verticalize, oferece a oportunidade da prática de rapel no costão rochoso que separa as praias do Indaiá e da Riviera de São Lourenço. O pacote inclui treinamento e duas descidas de 20 metros de altura, pela face das pedras voltadas para a Riviera, num cantinho de praia que pertence ao bairro do Indaiá e que muitos também chamam de Costão do Indaiá. Contato: facebook.com/vericalize (*assim mesmo, sem a letra t); celular/WhatsApp: (13) 99751 0547; Amolb Liderada por Luciana Martins Nehme Ribeiro, a Associação de Monitores Locais de Bertioga (Amolb) reúne monitores ambientais formados pela prefeitura desde 1997. Atualmente, oferece serviços de monitores associados que atuam individualmente. Ela trabalha com turismo pedagógico, atendendo somente a escolas, em lugares tão espetaculares para aulas como a praia e a trilha de Itaguaré, o Cantão do Indaiá, a trilha D’Água e a trilha de Guaratuba. Sem falar na possibilidade de aulas a bordo do barco-escola Arca do Saber, que a Secretaria de Meio Ambiente de Bertioga disponibiliza para locação. Contato: monitoresbertioga.com.br; telefone: (13) 3317 5970.
A prática de rapel no costão rochoso, que separa as praias do Indaiá e da Riviera de São Lourenço, é outra possibilidade
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