Correio da Venezuela
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“O Governo português não interfere no pernil de porco”
“Não há nenhuma interferência do Governo português, nem muito menos há qualquer embargo ou sabotagem que se possa falar”, disse Santos Silva. P.8
Cerca de mil lesados do Banif avançaram com acções judiciais
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#717 • JANEIRO DE 2018 • DEP. LEGAL: 199901DF222 • BS. 5.000
ENTREVISTA EXCLUSIVA
“O coração da relação entre Portugal e a Venezuela é a comunidade” O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, falou sobre a preocupação pela atual situação do país, a escassez de bens alimentares e fármacos, as problemáticas dos supermercados e do pernil, para além de esclarecer as dúvidas referentes aos apoios que o Governo oferece aos cidadãos portugueses. P.16-17
Supermercados de portugueses obrigados a baixar os preços Uma manifestação dos lesados do Banif assinalou os dois anos da resolução do banco das mãos do Estado para o Santander Totta. P.18
Dois madeirenses assassinados na Venezuela P.12 PUB
Assinados vários acordos de cooperação bilateral Portugal disponibilizou-se para ajudar Caracas relativamente ao fornecimento de alimentos, medicamentos e outros bens de primeira necessidade, que escasseiam localmente. P.4
Central Madeirense, Unicasa, Plazas, Excelsior Gama e Luvebras, propriedade de portugueses radicados na Venezuela, foram alguns dos supermercados afetados. P.10
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EDITORIAL
FOTOFLASH
Reforço de esperança O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, veio a Venezuela, numa visita de grande importância para o presente e o futuro do relacionamento entre os dois nossos Países e, nomeadamente, dos compatriotas e luso-descendentes que vivem em terras bolivarianas. Há pontos que devemos destacar e, por isso, relevar a intenção expressa na deslocação da comitiva ministerial de aclarar factos e circunstâncias e se posicionar como intermediário, se for necessário, na viragem que é necessária, todos reconhecemos, na vida político-social venezuelana. Santos Silva teve uma excelente recepção por parte das autoridades venezuelanas, manteve os seus pontos de vista coincidentes com aqueles que durante os últimos meses têm sido defendidos na União Europeia e manteve a intransigente defesa de que a solução para a Venezuela continua a ser um regime democrático subordinado ao voto popular, no pleno respeito da vontade do seu Povo. Não se esperava outra defesa, já que tem sido esse o discurso oficial de Lisboa. Mas teve mais de positivo esta visita que aconteceu no âmbito de mais uma reunião bilateral do convénio económico que vigora entre os dois países desde há vários anos, com resultados importantíssimos para Portugal, também. E isso vincou Santos Silva, ao anunciar a disposição do Governo de Lisboa de continuar a desenvolver as plataformas de intercâmbio e cooperação existentes e outras que sejam necessárias, pois é preciso retribuir na mesma moeda, quando o outro nosso parceiro passa por uma situação menos boa. É preciso não esquecer que foram, também, as encomendas da Venezuela, as importações de produtos portugueses, nesta década, por exemplo, que contribuíram para o ressurgimento do tecido produtivo em Portugal e para que se mantivessem postos de trabalho, num período de crise económica na Europa. O discurso do ministro português foi de amizade e de fraternidade, entre dois povos que há mais de meio século vivem muito unidos pelos laços da emigração. Foi de estender as plataformas tecnológicas, as empresas e o seu conhecimento para a solução, para minimizar as perdas e reforçar a esperança. Esta chamada de união estratégica parece-nos ter sido bem aceite pelas autoridades venezuelanas que dispensaram à comitiva visitante grande interesse e apreço. E esse reforço de esperança que atrás referimos deve estender-se como um reforço também das medidas de proteção aos bens e desempenho profissional daqueles que trabalham para a sobrevivência da Venezuela, para que no seu dia-a-dia todos sejam felizes e tenham os bens essenciais e o mínimo aceitável para viver. Por esta razão a segurança é cada vez mais importante. Por isso Portugal colocou em três planos as suas preocupações, depois de manifestar ao Governo de Nicolas Maduro, que recebeu Santos Silva com um sonoro ‘Bem Vindo’ em português, a disponibilidade de Lisboa se envolver mais na solução dos problemas venezuelanos. Afinal vive por aqui mais de meio milhão de portugueses e descendentes diretos, espalhados por todo o País Bolivariano. Este é o número (aindapor baixo, pois acreditamos ser maior) da razão desta equação que às duas partes diz respeito. E os três planos são a segurança, o acesso a bens básicos, como produtos alimentares e medicamentos e a proteção ao investimento das empresas portuguesas na Venezuela. No que diz respeito à comunidade Santos Silva identificou alguns problemas, mas também alguns avanços, nomeadamente a agilização dos regimes burocráticos para obtenção da nacionalidade e equivalências académicas. Houve também investimento nos quadros de pessoal dos consulados, onde as tabelas dos serviços consulares se mantiveram não obstante a excessiva alta da taxa de inflação na Venezuela e do câmbio do bolívar. O ministro reconheceu que Portugal não perdeu sete milhões de euros por não ter subido as taxas consulares, antes investiu esses sete milhões de euros em benefício dos seus cidadãos. A comitiva oficial teve ainda uma reunião com a Comunidade Portuguesa em Caracas. Em três sítios explicou os mecanismo existentes para apoio aos seus cidadãos, nomeadamente as ajudas pontuais para medicamentos, a procura de emigrantes carenciados e idosos sem recursos e o reforço dos meios consulares. Santos Silva anunciou a criação do Gabinete de Apoio ao Emigrante de Venezuela, em articulação com diversos municípios portugueses, onde se têm verificado regressos mais numerosos. O CORREIO de Venezuela acompanhou a visita do ministro Augusto Santos Silva a Venezuela. Fica a opinião de que foi um marco importante da diplomacia portuguesa neste momento difícil da República Bolivariana da Venezuela. Teve como protagonista um homem com carisma, que se destacou pela proximidade com os problemas e a sinceridade das respostas. Ouviu todos, deu explicações lógicas e sinceras, alertou para a realidade venezuelana e indicou sempre as mesas das negociações para a solução dos problemas políticos, sobre os quais evitou falar. Ouviu comerciantes cujos negócios foram pilhados, cidadãos que foram aldrabados por banqueiros, com culpa do Banco de Portugal e do Estado Português. Não evitou culpas. Ouviu responsáveis por instituições de solidariedade social luso-venezuelanas que estão na penúria. Entendeu perfeitamente que terá de ser Portugal a fazer a sua parte e os apoios governamentais já estão a caminho. Acreditamos que quando um governante estuda de forma séria os dossiês e se rodeia de assessores com vontade para resolver os problemas, as soluções resultam mais eficazes, com maior consistência ea contento das partes. A prova foi dada nesta deslocação de Santos Silva. Há muito que os Portugueses que vivem na Venezuela não sentiam a mão protetora do seu País e um envolvimento tão grande a um nível ministerial.
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Trabalhar juntos pela Venezuela
A visita de Santos Silva a Caracas foi o reconhecimento da capacidade de coexistir e trabalhar em prol do desenvolvimento do País, mantendo uma linha de não intromissão nos assuntos internos, mas servindo de ligação para encontrar pontes através do diálogo.
CARTAS DO LEITOR Aldrabados Senhores do Correio da Venezuela, assisti à última reunião no Centro Portugués de Caracas, aquando da visita do senhor Ministro de Portugal, Dr. Santos Silva. Confesso que foi a primeira vez que assisti a um ato político no clube e fiquei gratamente sensibilizado pela forma como foi confrontado o ministro de Portugal pelo presidente do Centro Portugués e da maneira amável que o ministro percebeu e respondeu a todas as perguntas.Também fiquei a saber muito sobre os benefícios que temos tido como comunidade pelo Estado português, os apoios, os melhores preços nos trâmites consulares, a aceleração dos processos, etc... Mas realmente o que mais me sensibilizou foi a sinceridade do ministro quando disse que “fomos aldrabados” pelos funcionários do Banif que não podiam ter vindo à Venezuela vender produtos do Banco, ações, etc… Sou lesado do Banif porque o meupai foi “ALDRABADO” pelos senhores engravatados do Banif. Sugiro aos senhores do Correio que publiquem fotos e nomes daqueles funcionários que enganaram e roubaram os nossos pais, para que saibamos quem são e nunca mais voltem a enganar ninguém nem nesta terra nem em Portugal. José María Da Corte
Diretor: Aleixo Vieira | Gerente: Sergio Ferreira Soares Endereço: Av. Veracruz. Edif. La Hacienda. Ofic. 35F. Las Mercedes, Caracas. Telefones: (0212) 9932026 / 9571 Email: correio.prensa@gmail.com Chefe de redação Sergio Ferreira |Jornalistas Oscar Sayago, Ommyra Moreno |Correspondentes Edgar Barreto (Falcón), José Manuel De Oliveira (Falcón), Carlos Balaguera (Carabobo), Trinidad Macedo (Lara), Silvia Gonçalves (Bolívar), Mariana Santos (Nueva Esparta), Luis Canha (Mérida), Carlos Marques (Mérida), Antonio Dos Santos (Zulia) |Colaborações Catanho Fernandes, Sónia Gonçalves, Arelys Gonçalves, Antonio López Villegas, Isabel Idárraga, Serafim Marques, António Delgado, Daniel Bastos |Publicidade e Marketing Sergio Ferreira |Paginação Elsa de Sá |Fotografia Agostinho Perregil |Administração Jesús Quijada, M. Liliana Batista |Distribuição Luis Alvarado, Carlos A. Perregil R. |Impressão Impresiones Newsprinter. Caracas -Venezuela |Tiragem 15.000 exemplares |Fontes de Informação Agência Lusa, Diário de Notícias, Diário de Notícias da Madeira, Ilhapress, Portuguese News Network e outros intercâmbios.
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Lisboa quer retribuir apoio de Caracas durante a crise Diplomacia │Novo canal de comunicação vai responder às preocupações da comunidade lusa na Venezuela CORREIO / AGÊNCIA LUSA
Governo venezuelano vai criar um canal de comunicação com a embaixada de Portugal em Caracas para dar resposta às preocupações, dificuldades e necessidades da comunidade lusa radicada na Venezuela, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros português. “No encontro que tive oportunidade de ter com o Presidente, Nicolás Maduro, estabelecemos, de comum acordo, um canal de comunicação per manente (...) através do qual se possam transmitir imediatamente às autoridades venezuelanas as preocupações, as dificuldades, as necessidades, mas também as propostas da comunidade portuguesa”, afirmou Augusto Santos Silva. O ministro dos Negócios Estrangeiros falava à agência Lusa no fim de uma visita de quatro dias a Caracas, durante a qual reuniu-se com as autoridades venezuelanas e também com empresários e membros da comunidade portuguesa e participou na XI reunião da Comissão Mista de Acompanhamento Bilateral. Esse canal permitirá que as “todas” as preocupações, dificuldades, necessidades e propostas dos portugueses “sejam consideradas, analisadas pelas autoridades venezuelanas para que em relação a todas elas haja uma resposta das autoridades venezuelanas”, explicou. “E, portanto, combinamos que se fariam de imediato reuniões, designadamente por causa desta questão da imposição administrativa de preços”, disse, fazendo referência à situação dos supermercados de portugueses que foram obrigados, pelas autoridades, a baixar os preços. Já no que toca à componente “político-diplomática” da visita, Augusto Santos Silva afirmou que “a preocupação essencial foi expressar
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a mensagem, que é comum a toda a União Europeia (UE), de apoio ao processo político de diálogo que está em curso” entre o Governo venezuelano e a oposição e que hoje e amanhã terá uma nova reunião na República Dominicana. “Esse processo de diálogo, parece-nos ser a única saída possível para a crise política, o bloqueio político ou o impasse político, como se quiser dizer, que se vive na Venezuela”, frisou. Segundo o chefe da diplomacia portuguesa, do ponto de vista de Portugal e da UE, “esse processo de diálogo político deve permitir chegar a um compromisso, do qual resulte que todos os atores políticos possam, em liberdade, defender as suas ideias e agir, sem qualquer recurso à violência e sem sofrerem violência”. Também “que as competências próprias da Assembleia Nacional [onde a oposição detém a maioria] sejam plenamente respeitadas por todos e que se chegue a um calendário eleitoral, tendo em vista a próxima eleição presidencial, e as regras de organização e supervisão eleitoral em que as partes todas se reconheçam”, acrescentou. “Se essas condições esti-
verem cumpridas, do nosso ponto de vista, o processo político democrático venezuelano prosseguirá e o povo venezuelano escolherá em liberdade e democraticamente aquilo que só ao povo venezuelano compete decidir, que é o seu destino próximo”, disse. Augusto Santos Silva descreveu ainda a visita ao país como “muito importante e positiva”, considerando que “era necessária num momento em que se avolumam as dificuldades porque passa a comunidade portuguesa residente na Venezuela”. “No momento em que se criaram episódios ou incidentes que podiam perturbar as relações entre Portugal e a Venezuela era muito importante que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal aqui viesse e ‘in loco’, ouvisse e falasse com a comunidade, mas também que contactasse todas as autoridades venezuelanas que nós reconhecemos”, argumentou o ministro. Em paralelo, indicou, foi também positiva, porque “foi possível realizar a 11.ª reunião de acompanhamento da comissão mista, isto é, foi possível fazer o ponto da situação dos contratos em curso e de novos que podem [vir
a] existir”. “E foi também positiva porque foi possível estabelecer, com os diferentes atores e instituições políticas da Venezuela, contatos que permitem ter mais informação, a nós portugueses e europeus, e também tomar algumas decisões importantes no que diz respeito ao acompanhamento por parte das autoridades venezuelanas de algumas das preocupações mais legítimas e mais fortes da comunidade portuguesa”, disse. Assinados vários acordos de cooperação bilateral Portugal e a Venezuela assinaram vários acordos de cooperação no âmbito da reunião de dois dias da comissão mista de acompanhamento bilateral, que começou na segunda-feira em Caracas. “A comissão mista trabalhou bem e chegamos à data da reunião, que assinala os progressos que se conseguiu fazer e que também tem os diferentes anexos que resultaram do trabalho das várias mesas que compõem esta comissão de acompanhamento”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros português. Augusto Santos Silva falava à agência Lusa, em Caracas, no âmbito de uma
visita oficial de quatro dias à Venezuela, durante a qual Portugal disponibilizou-se para ajudar Caracas relativamente ao fornecimento de alimentos, medicamentos e outros bens de primeira necessidade, que escasseiam localmente. Segundo o Augusto Santos Silva, após a participação de vários ministros venezuelanos nos trabalhos da comissão mista, “colhe a impressão de que, malgrado as dificuldades porque passa atualmente, a Venezuela continua muito interessada no relacionamento bilateral com Portugal e Portugal interessado está nesse relacionamento bilateral”. “Portugal pensa que para que esse relacionamento bilateral progrida, é preciso que as condições económicas e sociais da Venezuela também melhorem. Acreditamos que para que isso possa suceder é preciso encontrar uma solução para os problemas políticos que se vivem hoje na Venezuela”, disse. Por isso é que Portugal e os restantes países da União Europeia têm “incentivado tanto” as partes “a empenharem-se no processo de diálogo em curso para que se chegue a um compromisso em que todos se revejam”.
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“A riqueza da relação bilateral vai além da economia” CORREIO / AGÊNCIA LUSA
ministro de Negócios Estrangeiros de Por tugal, Augusto Santos Silva, manifestou disponibilidade de Portugal para apoiar a Venezuela na área agroalimentar, de medicamentos e outros bens de primeira necessidade, retribuindo o apoio dado por Caracas durante a crise financeira, económica e social. “O mercado venezuelano foi muito importante para os portugueses, quando Portugal sofreu uma crise muito profunda, financeira, económica e social, entre 2010, 2014 e 2015”, disse. “Nessa conjuntura, nesse período muito difícil para a economia e o povo por tuguês, muitas empresas portuguesas encontraram na Venezuela oportunidades para os seus investimentos e para os seus produtos. Agradecemos-lhes por isso”, frisou. “Portugal manifesta aqui a sua disponibilidade para,
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agora Portugal, apoiar a Venezuela, em particular no que respeita a novos projetos de cooperação, e sobretudo apoiar, se a Venezuela sente que é útil, em áreas como a alimentação, a indústria agro-alimentar, os alimentos, os medicamentos, a indústria farmacêutica, e outros bens
de primeira necessidade”, frisou. Falando em idioma castelhano, o ministro português sublinhou ainda que “as relações económicas” entre os dois países “são um foco muito importante” da comissão mista “mas a riqueza da relação bilateral vai além da
Portugal reconhece legitimidade da AN
Presidente Nicolás Maduro recebeu Santos Silva
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presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recebeu no Palácio de Miraflores a delegação de Portugal liderada pelo ministro dos Assuntos Exteriores dessa Nação, Augusto Santos Silva. O encontro decorreu num ambiente cordial e as partes envolvidas abordaram aspetos relacionados com as relações bilaterais. Na reunião, que teve lugar no Salón Sol del Perú do palácio presi-
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dencial, participaram o chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza; o ministro da área do Transporte, Carlos Osorio; o titular do Comércio Externo, José Gregorio Vielma Mora; o ministro do Despacho da Presidência, coronel Jorge Márquez; e o vice-presidente para a Comunicação e Cultura, Jorge Rodríguez, entre outras personalidades do Gabinete Executivo. Santos Silva agradeceu às pessoas e ao Governo da Venezuela por toda a solidariedade oferecida à sua Nação em tempos difíceis.
economia”. “ Te m o s t a m b é m b o a s perspetivas no que diz respeito ao ensino da língua portuguesa na Venezuela. Também no domínio cultural há projetos em curso e outros que podem vir a ser desenhados”, disse.
Três níveis importantes Santos Silva iniciou a sua intervenção explicando que “há três níveis importantes” das relações entre Lisboa e Caracas, e afirmou que “o mais profundo, é o humano”. “Há 200 mil pessoas que nasceram em Portugal e vivem na Venezuela e se adicionámos os que nasceram na Venezuela, chegaremos facilmente a meio milhão. É uma ligação muito profunda, porque está baseada no fator humano”, disse. “Tudo o que possamos fazer para promover a segurança das comunidades, para o acesso do público aos bens básicos e que os cuidados de saúde sejam melhores e para que haja uma boa compreensão, da necessidade venezuelana de ter preços estáveis, e de outra parte, a necessidade dos empresários portugueses, de terem condições de sustentabilidade para as suas empresas, comércios e redes de distribuição (...) será muito apreciado”, disse.
SERGIO FERREIRA
urante a sua visita à Venezuela, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, reuniu-se com o presidente da Assembleia Nacional, Omar Barboza, assim como vários deputados opositores do órgão legislativo. Na sua passagem pelo Parlamento, o representante do Governo Português destacou que tanto o seu país como os restantes membros da
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União Europeia reconhecem a legitimidade da Assembleia Nacional. No encontro que se realizou na segunda-feira, Barboza disse que «esse reconhecimento não é a quem hoje estamos na AN como deputados mas à vigência dos valores democráticos». E acrescentou ainda numa entrevista à Unión Radio: «Que fale não só em nome do seu governo mas da UE, reconhecendo a legitimidade da NA, pois o que faz é reforçar a legitimidade da mesma».
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Lisboa é “via importante” de cooperação perante “assédio económico internacional” CORREIO / AGÊNCIA LUSA
ortugal é uma “via importante” de cooperação para a Venezuela, em momentos de “assédio económico internacional”, disse o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, na sessão de abertura da reunião da comissão mista de acompanhamento bilateral, que decorreu na Casa Amarilla. “Conseguimos 189 acordos ao longo de 10 anos e neste momento há 22 projetos em execução, mais os projetos que vão surgir desta comissão mista binacional”, frisou. Jorge Arreaza referiu que na reunião com o seu homólogo português, foi feito “finca-pé” na possibilidade de “garantir os investimentos da comunidade portuguesa na Venezuela, com a segurança
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que devem ter esses investimentos”. “É importante, para o setor da alimentação, que produzamos na Venezuela, com investimentos portugueses, com a comunidade portuguesa, com empresários luso-
-venezuelanos incorporados neste processo”, disse, assumindo que “o rentismo petrolífero chegou ao fim”. O ministro sublinhou que “a comunidade portuguesa, os homens e mulheres que vieram de Portugal, no século
Urosa Savino recomenda esperança à comunidade
SERGIO FERREIRA
Arcebispo de Caracas, cardeal Jorge Urosa Savino, recomendou à comunidade portuguesa na Venezuela que seja paciente, que mantenha esperança e que defenda os seus direitos perante a crise política e económica que afeta o país. Jorge Urosa Savino falava à Agência Lusa, em Caracas, à margem de um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros luso, Augusto Santos Silva.
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“Às vezes passamos por noites escuras, mas o importante é que sabemos que Deus está connosco. Continuemos com alegria, com força, procurando sempre o Bem, tratando de manter a união da família e participando nas atividades da Igreja nesta pátria”, defendeu o arcebispo. Quanto à visita do MNE, explicou que “ele quis, cortesmente, saudar o arcebispo de Caracas, manifestando assim interesse pelo país, pela Igreja, pelas atividades da comunidade portuguesa e pela marcha da Venezuela”.
XX, escapando das dificuldades e procurando uma vida melhor”, tem grande importância para a Venezuela. “Na imensa maioria dos casos conseguiram ter sucesso e além disso fizeram-no duma maneira extraordinária.
Em qualquer parte da Venezuela, nas classes médias, nos nossos bairros, nas povoações, está presente Portugal através da sua gente, por exemplo nas padarias e nos supermercados”, disse. Segundo Jorge Arreaza, o povo português e já venezuelanos-portugueses de novas gerações, estão presentes no país “sobretudo pela sua capacidade de trabalho”. “São um povo muito trabalhador, que na bonança e nas dificuldades continua trabalhando e apostando na Venezuela (...) gostam da Venezuela e são e sentem-se venezuelanos, como também se sentem portugueses”, frisou. “Este ano nós vamos dar grandes saltos na área económica. E sentirá Portugal, a comunidade portuguesa o impacto (positivo) dessas políticas”, afirmou o ministro.
Talento luso impulsiona Porto de La Guaira
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ugusto Santos Silva realizou uma visita ao Terminal Especializado em Contentores (TEC) do Porto de La Guaira localizado no Estado Vargas. O vice-ministro para a Cooperação Económica, Ramón Gordills, marcou presença nas referidas instalações que foram inauguradas no mês de abril pelo presidente Nicolás Maduro, contando com a cooperação da empresa portuguesa Teixeira Duarte na
construção da obra, cujo investimento ronda os 400 milhões de dólares. Durante o percurso, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal ressalvou que o Porto de La Guaira é o melhor de todo o Caribe e destacou que este possui uma utilidade estratégica para o desenvolvimento do comércio de toda a região caribenha. Enfatizou que a cooperação económica entre Caracas e Lisboa consiste em “ganhar-ganhar” porque as duas economias beneficiam mutuamente.
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Portugueses na Venezuela queixam-se da reacção tardia de Lisboa CORREIO / AGÊNCIA LUSA
comunidade portuguesa de Caracas queixou-se ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal da indiferença e da tardia reação do Governo português perante a crise que afeta os portugueses radicados na Venezuela. “Portugal sabe perfeitamente da situação social que aqui vivemos, porque estamos nos olhos do mundo. No entanto, pretende ver uma realidade de outros tempos”, disse o Presidente do Centro Português (CP). Rafael Gomes falava no Salão Nobre do clube, durante um encontro com Augusto Santos Silva, em nome das duas mil famílias que integram o clube, num evento que reuniu várias centenas de portugueses. “Elevo a voz de protesto e de preocupação pelos últimos acontecimentos, onde, de uma forma direta e frontal, a nossa comunidade de empresários foi afetada”, frisou,
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numa alusão à descida dos preços imposta pelas autoridades aos supermercados. Gomes aproveitou a ocasião para pedir a Augusto Santos Silva que “sirva de porta-voz, como alto representante do Gover no de Portugal, de que já basta de tanta indiferença” de Lisboa. “Também que sirva de porta-voz ao Governo venezuelano pelos maus-tratos de que somos vítimas há muito tempo e pelo flagelo da insegurança, a que sabemos todos estamos expostos, sem importar a nacionalidade”. O presidente do CP denunciou “a indiferença em relação aos sequestros que se produzem diariamente”, sublinhando que uma das comunidades “mais afetadas” é a portuguesa e que “pouco ou nada se faz para mudar a situação”. “Não bastam somente boas intenções, faz falta também ação”, frisou. Para Rafael Gomes, “a verdade está na rua, está todos os dias nos consulados”,
onde os portugueses pedem documentação “para sair da Venezuela” e “nas favelas onde também há portugueses bastante carenciados”. “Portugal não tem em conta a grande quantidade de carenciados que há na Venezuela e os programas de apoio não se agilizam”, disse. As relações com as autoridades portuguesas estão também marcadas pelas deceções quando “Portugal, ou os seus representantes, lá distantes, não dão respostas às preocupações” locais. “Portugal não facilita, aos portugueses, investimentos quando regressam à sua terra, pela situação atual que agora aqui se vive (...) e ainda não responde aos portugueses que tinham as suas poupanças num banco português”, disse. Por outro lado, Rafael Gomes queixou-se que Lisboa “consciente das necessidades não deixou passar a oportunidade para assinar acordos com o Governo, que
só beneficiaram empresários portugueses de Portugal e não a comunidade portuguesa aqui radicada”. “Portugal sabe que o Centro Português não é a realidade de toda a comunidade”, frisou. “Na Venezuela, não nos sentimos representados pelas nossas autoridades do
Governo portugues. Todas as comunidades estrangeiras têm levantado a voz a favor dos seus imigrantes. A reacção do nosso governo é sempre tardia e aqui já estamos cansados de tantas palavras herméticas, que nunca se levantam numa voz de protesto”.
“Portugueses são os primeiros a sentir as dificuldades” CORREIO / AGÊNCIA LUSA
ministro dos Negócios Estrangeiros disse que constatou as dificuldades que vive a Venezuela e que a comunidade portuguesa, pelas atividades que desenvolve, é das primeiras a senti-las, recomendando sensatez, cuidado e moderação para que sejam passageiras. “Infelizmente vivemos tempos muito difíceis. A Venezuela está hoje com muitas dificuldades e essas dificuldades sentem-se em toda a gente, mas a comunidade portuguesa - porque os portugueses têm muita atividade no pequeno comércio, na distribuição, na pequena indústria -- é a primeira não só a perceber
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que há dificuldades, como a sentir os efeitos dessas dificuldades”, disse Augusto Santos Silva. O ministro falava à agência Lusa, em Caracas, depois de ter visitado as obras do Santuário de Nossa Senhora de Fátima e o Lar da Terceira Idade Padre Joaquim Ferreira, no âmbito de uma visita de quatro dias à Venezuela. “É preciso proteger o pequeno comércio e a pequena indústria, e não atacá-los, porque sem comércio e sem distribuição não há alimentos, não há medicamentos. Portanto, é preciso apoiar os pequenos comerciantes”, disse. Durante os encontros, o ministro ficou com três impressões sobre a comunidade luso-venezuelana.
“São três impressões: boa integração; muitas dificuldades atuais, que todos esperamos que sejam passageiras, mas para que sejam passageiras é preciso sensatez, cuidado, apoio, moderação, sentido da realidade; e uma enorme solidariedade que anima as pessoas”, disse. Augusto Santos Silva disse ainda ser “emotivo ver”, lado a lado, as bandeiras de Portugal e da Venezuela, durante uma missa nas obras do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Carrizal, Los Teques, a sul de Caracas. “Há oito anos que a comunidade, com os seus recursos, com os fundos que angaria, está a levantar um santuário que uma vez terminado será lindíssimo e será
um local de culto muito importante. E já hoje o é, porque já hoje se realizam [lá] as cerimónias religiosas e no futuro será também um lugar não só de culto como de cultura, o que é uma combinação excelente”, afirmou. “O lar, da responsabilidade da Sociedade de Beneficên-
cia das Damas Portuguesas, senhoras que se organizam e apoiam a terceira idade, acolhe hoje mais de 70 pessoas, com condições ótimas, mas também com as suas dificuldades, precisando do apoio, mas concretizando no dia a solidariedade que é a grande força humana”, disse.
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ATUAL VENEZUELA & PORTUGAL
“Governo de Portugal não tem o poder de sabotar o pernil de porco” CORREIO / AGÊNCIA LUSA
ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que “o Governo português não tem, seguramente, esse poder de sabotar pernil de porco”, antes de relembrar que Portugal vive “numa economia de mercado, onde as exportações competem às empresas”. “O Governo não participa nas relações comerciais, muito menos de empresas privadas portuguesas com empresas privadas/públicas ou outras entidades de países terceiros”, declarou o ministro. “Não há nenhuma interferência do Governo português nesta matéria, nem muito menos há qualquer embargo, boicote ou sabotagem que se possa falar”, acrescentou Santos Silva. “O Governo português não interfere no pernil de porco. Primeiro vamos apurar os factos e depois tiraremos as conclusões”, disse. “As empresas portuguesas em causa já fizeram chegar ao Ministério dos Negócios Estrangeiros a sua intenção de que as dificuldades que
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dizem sentir no cumprimento do contrato por parte da sua contraparte venezuelana sejam tratadas”, sublinhou. O ministro português sublinhou que não há qualquer questão política envolvida no caso, sublinhando ainda que a única restrição em relação à Venezuela tem a ver com as sanções aprovadas em novembro no quadro da União Europeia, mas somente uma sanção está em vigor, sobre a exportação de um determinado tipo de armamento. O ministro dos Negócios Estrangeiros disse não acreditar que haja consequências para a diáspora portuguesa devido à acusação do Presidente venezuelano. “Quanto a consequências sobre comunidade portuguesa residente na Venezuela, julgo que não haverá nenhumas, porque não faz sentido que haja. Os portugueses que trabalham na Venezuela e os seus descendentes são um grupo que contribui imenso para a economia e sociedade venezuelana”, declarou Augusto Santos Silva. A reação portuguesa surge depois de Nicolás Maduro ter
vindo a público acusar Portugal de ter sabotado a chegada do produto à Venezuela, devido à influência dos americanos, impedindo o governo venezuelano de cumprir a sua promessa de distribuir entre a população o alimento tradicional da época festiva. “O que se passou com o pernil? Fomos sabotados e posso dizer de um país em particular, Portugal. Estava tudo pronto, comprámos todo o pernil que havia na Venezuela, mas tínhamos que importar e sabotaram a compra”, disse Maduro. O Presidente da Venezuela referiu que fez um plano e acertou os pagamentos, mas que “foram perseguidos e sabotados os barcos” que traziam o pernil. Por outro lado, o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, acusou os portugueses de se terem assustado com os nor te-americanos. “Os portugueses comprometeram-se, os ‘gringos’ (norte-americanos) assustaram-nos e não mandaram o pernil e estamos em apertos”, disse. Depois foi o ministro da
Agricultura Urbana, Freddy Bernal, que disse que afinal era a Colômbia que tinha 2.200 toneladas do produto retidas na fronteira. “Informo à Venezuela que as 2.200 toneladas de pernil estão retidas na Colômbia”, disse na quinta-feira o ministro venezuelano da Agricultura Urbana, Freddy Bernal, numa mensagem publicada na sua conta do ‘Twitter’, destacando que “a sabotagem é dos Estados Unidos “ao congelar as
contas dos que vendem comida ao país”. De acordo com Bernal, “o governo colombiano mantém há sete dias os pernis retidos na fronteira de Paraguachón”, entre La Guajira e o estado Zulia. Mais tarde Maduro voltou a fazer acusações. “Julio Borges está há um mês fora do país a conspirar para que não chegue um barco à Venezuela e para que as importações necessárias (...) não cheguem”.
Carlos Pereira salienta apoio de 1 milhão de euros aos emigrantes da Venezuela DN MADEIRA
arlos Pereira, disse em conferência de imprensa, que o Secretário de Estado das Comunidades, Luís Carneiro, vai à Madeira para formalizar o apoio financeiro para as despesas de Saúde dos emigrantes, ou seja um milhão de euros, que representa um terço da totalidade do sobrecusto que foi avaliado pelo Governo Regional. Carlos Pereira considera que esta questão é muito importante não só para os emigrantes e seus familiares, como também para o PS-
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-Madeira que envolveu todos os mecanismos necessários para resolver esta matéria. “Nós seremos sempre a solução para os problemas da Madeira e nunca seremos um problema”, disse o dirigente socialista, referindo também que durante a sua liderança, liderança da direção que preside, “sempre dissemos que colocaríamos a Madeira em primeiro lugar”, lembrando que esta promessa cumprida é o resultado de várias matérias concretizadas. E deu como exemplo o cofinanciamento do novo hospital, a garantia de meios
aéreos para o combate aos incêndios, como também a redução do pagamento da Segurança Social para os agricultores, entre outras matérias. O socialista reiterou, ainda, que “o mais importante para os madeirenses é cumprir a nossa palavra, é demonstrar que temos sempre confiança. O PS é um partido de confiança e que está preparado, para os próximos anos, designadamente, quando existirem as eleições regionais poder governar a Madeira, com esta confiança e, sobretudo, cumprindo com aquilo que promete”.
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COMUNIDADE EMPRESAS
Portugal recolheu informações sobre descida de preços em supermercados CORREIO / LUSA
G o ve r n o p o r t u guês está a recolher informações sobre a situação dos supermercados de portugueses que foram obrigados pelas autoridades a baixar os preços. As autoridades venezuelanas obrigaram na sexta-feira 214 sucursais de 26 redes de supermercados a baixar os preços dos produtos para valores inferiores aos comercializados no princípio de Dezembro. “Eu estou a recolher informação, amanhã [domingo] falarei com as comunidades e com empresários portugueses aqui há muito tempo radicados, designadamente do sector do comércio e da distribuição, para que na segunda-feira, todas as questões que devam ser consideradas no plano bilateral possam ser colocadas com informação”, disse à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos
O
Silva. A medida, aplicada pela Superintendência de Preços Justos (Sundde) afectou 214 sucursais de 26 redes de supermercados. Central Madeirense, Unicasa, Plazas, Excelsior Gama e Luvebras, propriedade de portugueses radicados na Venezuela, foram alguns dos supermercados afetados. As autoridades acusam os supermercados de subir
os preços de produtos que tinham em inventários e os empresários queixam-se de injustiça porque estão a ser obrigados a vender, nalguns casos, a valores inferiores aos custos. Segundo o superintendente William Contreras, as autoridades “comprovaram que grandes cadeias estavam remarcando os preços, sem justificação” por “tratar-se de produtos que tinham
em inventário”. “Já não podemos considerar estes actos como de simples especulação, são actos criminosos contra o povo. Não há razão para que estejam a fazer estas alterações de preços e por isso estamos a aplicando medidas correctivas”, disse aos jornalistas. Fonte de uma das redes de supermercados queixou-se à Lusa de que a medida
não se justificava e que várias horas depois de aplicada as autoridades entenderam tratar-se de um erro e permitiram voltar a colocar os preços em vigor. Entretanto a ONG Caracas Cidade Plural, apelou à população dos cinco municípios da capital para que proteste contra as medidas arbitrárias da Sundde, definindo a situação dos supermercados como de “saques controlados que vão ocasionar mais escassez e a destruição do comércio privado”. Segundo Carlos Júlio Rojas, da ONG Frente de Defesa do Norte de Caracas, a medida levou a que vendedores informais assediassem supermercados em San Bernardino e Santa Mónica, ocasionando momentos de tensão entre a população. Os utilizadores das redes sociais criticaram a medida aplicada pelas autoridades enquanto tentavam alertar sobre as consequências futuras das pilhagens e da redução forçada de preços.
Lusodescendente promove academia virtual para ensinar portugues na Venezuela CORREIO / LUSA
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ma professora de português criou, na Venezuela, a “Mais idiomas”, uma academia de línguas virtual, centrada na promoção da língua e cultura portuguesa, procurando contrariar “condicionantes” do sistema tradicional de ensino. “Com a Mais Idiomas as pessoas podem aprender português, através de plataformas como o Skype ou Zoom, regular as suas horas, acabar cada nível no tempo que quiserem e, dependendo da urgência que tenham, ter mais ou menos horas de aulas”, explicou Sandra Teixeira. Em declarações à Agência Lusa, esta lusodescendente, precisou que qualquer pessoa com mais de 12 anos
pode inscrever-se, ocasião em que é feita um teste inicial de português, espanhol e inglês, segundo a língua pretendida. “Há pessoas habituadas às aulas presenciais” e “custa-lhes um pouco habituar-se a este novo sistema, a ter que estabelecer uma ligação a determinada hora e até a usar
um manual totalmente digital, mas uma vez que começam ficam apaixonadas pelo sistema”, explicou a promotora. Segundo Sandra Teixeira, deste modo eliminam-se também outras limitações, porque as pessoas podem ter aulas estando em casa, no escritório, em qualquer lugar. O projeto, explicou, surgiu
há um ano, mas a inauguração teve lugar no passado dia 10 de junho, Dia de Portugal. O português está no seu melhor momento, é a língua mais procurada aqui na Venezuela. As pessoas procuram aprender por motivos comerciais, profissionais e de estudos. Seria importante que houvessem mais professores
porque há uma deficiência de professos no país”, disse. Por outro lado, explicou que tem havido casos de crianças que têm dificuldades de aprendizagem, na escola, e que estão a fazer “um reforço” em casa, através da Mais Idiomas. Segundo Sandra Teixeira, no caso da Venezuela, o ensino virtual “ajuda as pessoas que não têm acesso às aulas de português” pela via tradicional, porque “não há escolas, institutos ou professores em todos os Estados” do país. “Nós pensamos nessas pessoas. Sabemos que há gente que quer aprender, que não vivem na capital e nós damos-lhe uma opção, a possibilidade de aprender a Língua portuguesa, sem ter que estar aqui”, frisou.
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VENEZUELA
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PAÍS
Três luso-venezuelanos em liberdade condicional CORREIO / LUSA
23 de dezembro último, três presos políticos luso-venezuelanos deixaram o centro de detenção dos Serviços Bolivarianos de Inteligência (serviços secretos), passando a estar em liberdade condicional, na sequência de uma recomendação feita pela Assembleia Constituinte aos organismos judiciais da Venezuela. Na sequência da recomendação, que abrangeu dezenas de presos políticos, foram libertados os luso-venezuelanos Dany Abreu (33 anos), Juan Miguel de Sousa (53 anos) e Jorge Castro (37 anos), que foram detidos em 2014 e acusados de terrorismo, associação para cometer delito e conspiração contra o Governo venezuelano. Fonte judicial explicou à agência Lusa que estes presos políticos não gozam de liberdade plena, pelo que vão poder estar com a família ao abrigo de “benefícios” previstos na legislação venezuelana como a “liberdade condicional”. A presidente da Assembleia Constituinte (AC), Delcy Rodríguez, anunciou que
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aquele organismo recomendou às autoridades judiciais do país que fossem libertados mais de 80 elementos da oposição, que foram detidos desde 2014 no âmbito de protestos contra o Governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Em seguida, o procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte anunciou, através do Twitter, que 69 cidadãos iriam beneficiar de medidas judiciais alternativas, na sequência de reuniões com a Comissão da Verdade, Justiça e Reparação de Vítimas da AC. As medidas outorgadas
aos detidos têm lugar, segundo várias fontes, na sequência do diálogo entre o Governo do Presidente Nicolás Maduro e a oposição. De acordo com a organização não-governamental Fórum Penal Venezuelano, em 17 de dezembro havia 268 presos políticos na Venezuela. Desconhecem em que condições foram libertados “Disseram-nos que tínhamos que apresentar-nos nos tribunais mas estavam fechados. Quero saber com exatidão quais são as nossas condições porque dizem que teremos que assinar um
documento de extradição”, disse um dos libertados à Agência Lusa. O mesmo cidadão recusou-se a avançar com quaisquer outros por menores argumentando não poder “fazer declarações à imprensa pelo menos até conhecer as reais condições em que foi libertado”. Durante a ida ao tribunal, o advogado Joel Garcia explicou aos jornalistas que além de saber quais as condições que lhes tinham sido impostas, estes ex-presos políticos queriam ainda assinam a ata de libertação, mas não havia “despacho”.
Exilados questionam Parlamento Europeu sobre sanções contra governo de Maduro A organização Venezuelanos Perseguidos Políticos e no Exílio afirmou, em carta ao Parlamento Europeu, ser “urgente e necessário que os países da Comunidade Europeia entendam a real dimensão da ameaça que representa o regime narco-terrorista de Nicolás Maduro”. Na missiva, dirigida ao presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, o líder da organização Veppex, José Colina, pediu informações sobre “o alcance das sanções que o Parlamento Europeu implementará e sobre quais funcionários do governo venezuelano recairão” as medidas. A organização, com sede em Miami, sublinhou que “é muito importante” para o “isolamento e combate da narco-ditadura” que o Parlamento Europeu siga os passos dos Estados Unidos e Canadá e imponha sanções a um governo que “avança no objetivo de destruir” as estruturas institucionais da Venezuela.
Dois madeirenses assassinados na Venezuela DN MADEIRA
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anuel Perregil, 53 anos, e Manuel Gonçalves dos Santos, 60 anos, foram assassinados na Venezuela, na sequência de assaltos aos estabelecimentos comerciais de que eram proprietários. Os dois homens, naturais do Loreto e da Calheta, foram feridos a tiro, acabando por falecer. Segundo a agência Lusa, citando algumas fontes locais, o comerciante Manuel Perregil foi assassinado em Guatire, a leste de Caracas. O homem terá sido surpreendido a sair de um dos seus
estabelecimentos comerciais, quando foi confrontado por assaltantes e terá oposto re-
sistência ao sequestro, tendo sido morto a tiro. Quanto à segunda vítima,
trata-se do floricultor Manuel Gonçalves dos Santos, que também foi assassinado por
desconhecidos no armazém onde guardava flores, na localidade de Poço de Rosas, Los Teques. Fontes não oficiais disseram à Lusa que os dois portugueses teriam sido obrigados a pagar o que localmente se designa por ‘vacuna’ (’vacina’, que representa o pagamento de uma soma em dinheiro para não serem sequestrados) aos criminosos. Sabe-se que as redes sociais e a imprensa venezuelana têm dado conta, nas últimas semanas, do aumento do número de sequestros na Venezuela e divulgado vídeos de momentos em que ocorrem as tentativas de rapto.
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COMUNIDADE CLUBES
Centro Portugués comemorou o Dia de Reis OSCAR SAYAGO
o dia 6 de janeiro, a Asociación Civil Centro Por tugués (CP), localizada entre a avenida Luis de Camoes e a avenida La Guairita, na urbanização Macaracuay, Caracas, comemorou o Dia de Reis com uma grande variedade de iniciativas organizadas pela Comissão de Damas e a Junta Diretiva. Às 17h00, o clube realizou um evento onde todos os sócios foram convidados a passar um bom bocado. Toda a família do CP aproveitou a chegada dos Reis Magos na zona de ‘fuente de soda’, onde os mais pequenos da família puderam tirar fotos com os três reis, que eram Rafael Gomes (presidente), Juan Ricardo Ferreira (vice-presidente) e um dos colaboradores do centro social. Na iniciativa, a Comissão de Damas ofereceu sumos e
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vendeu o tradicional Roscón de Reyes (Bolo Rey) e, no final, entregou doces e fez uma sessão de fotos com os reis, fazendo-se pelas 20h00 uma visita às instalações para se entoar o tradicional Canto das Janeiras. Recorde-se que esta tradição madeirense é promovida com a finalidade de recolher fundos para o Lar Padre Joaquim Ferreira. Noite do Mercado No mês de dezembro, o clube recebeu pela primeira vez a “Noite de Mercado” ao estilo madeirense. Este evento reuniu na área da ‘fuente de soda’diferentes fornecedores para que pudessem vender à comunidade portuguesa diferentes bens, como verduras, frutas, bebidas tradicionais e iguarias típicas do Natal. Entretanto, os mais pequenos aproveitaram os espaços de esplanada para andar
de patins, bicicleta e trotinetas. Esta foi uma iniciativa da Direção, a cargo de Inés
Centro Luso Larense recebeu várias festividades
Carvalho, a Junta Diretiva, a Comissão de Damas e a Comissão Juvenil.
Missa para comemorar ano novo no Centro Social Madeirense
OSCAR SAYAGO OSCAR SAYAGO
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o mês de dezembro, realizaram-se nas instalações do Centro Luso Larense, localizado em Barquisimeto, Estado Lara, diversos eventos que serviram para despedir o ano de 2017 e receber o ano novo. O clube, formado há 40 anos, continua a ser liderado por Manuel Faria. No dia 21 de dezembro, teve lugar uma festa denominada “Noite mágica de Natal”, onde todos os sócios puderam participar em diversas iniciativas natalícias em família. Com a participação dos duendes do Pai Natal, que animaram o evento, realizou-se o show inesquecível de “Frozenchristmas”, um conto de Natal e a apresentação especial do grupo de Marian “Par tyMusic”, que entreteve todos os convida-
Centro Social Madeirense, localizado no setor de San Diego, Estado Carabobo, realizou no dia 5 de janeiro uma missa para receber este novo ano e comemorar os Reis Magos. A Junta Diretiva, em colaboração com o Comité e Comissão de Capela, foram responsáveis por promover esta eucaristia às 20h00, no Oratorio NossaSenhora do Monte. O CSM aproveitou a ocasião para deixar os seus desejos a todos os sócios: «Fazemos votos para os reis tragam a todos as mais valiosas prendas: saúde, paz, esperança, tranquilidade, prosperidade, tolerância e convivência. Para poder enfrentar e vencer os desafios que nos depara este novo
O dos com o seu ‘aguinaldo’. E para os mais pequenos, realizou-se uma visita especial do Pai Natal. No dia 29 de dezembro, realizou-se um evento final para encerrar o ano em grande. Todos os sócios puderam desfrutar de um evento com música e boa comida na Festa de Fim de Ano e a grande despedida do café concer t, que comemorou três anos no clube. Nesta iniciativa, apresentaram-se di-
versos DJ para criar um ambiente festivo e imemorável, nomeadamente JesúsJavitt, Carlos Javitt, Alejandro Rojas e Gustavo Gutiérrez. O Centro Luso Larensefoi fundado no dia 12 de outubro de 1977, por iniciativa de um grupo de imigrantes portugueses que escolheram a cidade de Barquisimeto para se fixarem. Tem atualmente mais de 1.250 associados que podem usufruir de diferentes áreas do clube.
ano», expressaram nas redes sociais. Em dezembro, o CSM realizou as tradicionais missas de Aguinaldo, uma forma de todos os sócios poderem cantar e desfrutar do mês do Natal antes da chegada da missa do galo. Esta celebração começa tradicionalmente no dia 15 de dezembro, mas o clube madeirense decidiu fazê-la entre 17 e 24. No dia 14 de dezembro, teve lugar no Oratorio NossaSenhora do Monte do Centro Social Madeirense oConcierto Coral Navideño “El niñoescarabobeño ¡gloria a Dios!”. Esta atividadeesteve a cargo da Coral Filarmónica “Federico Núñez Corona” e Projeto Coral Valencia. O CSM realizou este concerto natalício para consagrar o mês natalício com cantos litúrgicos e“vilancicos”.
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ENTREVISTA
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AUGUSTO SANTOS SILVA
«Portugal conhece as dificuldades porque passam as comunidades portuguesas residentes na Venezuela» Em entrevista exclusiva ao CORREIO, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, fala-nos das suas preocupações, dos apoios disponíveis e das perspetivas de futuro SERGIO FERREIRA SOARES
vemos integralmente.
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Já conhecia a Venezuela? Não. É a minha primeira visita à Venezuela e devo dizer que estou encantando com a beleza natural de Caracas. Hoje de manhã pude admirar a beleza do centro da cidade.
incero e próximo. Estas são as duas palavras que melhor definem ao Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, durante a sua mais recente visita à Venezuela, no âmbito de uma nova reunião da comissão mista entre as ambas as nações. Com uma agenda repleta de encontros aos mais variados níveis, tanto políticos, como diplomáticos e comunitários, e com os mais diversos setores, nomeadamente com o Governo venezuelano e representantes da oposição e da igreja, o diplomata deu em exclusivo uma entrevista ao Correio da Venezuela, onde falou abertamente sobre diversas temáticas.A preocupação pela atual situação do país, a escassez de bens alimentares e fármacos, as problemáticas dos supermercados e do pernil, para além de esclarecer as dúvidas referentes aos apoios que o Governo oferece aos cidadãos portugueses, tanto em Portugal como na Venezuela. Estes foram alguns dos assuntos abordados pelo governante numa entrevista que transcre-
Qual e a sua primeira impressão da comunidade luso-venezuelana? Corresponde exatamente à ideia que eu tinha devido aos muitos contactos do Secretário de Estado das Comunidades e do nosso trabalho conjunto, e também às reuniões que já tive, designadamente com os conselheiros das comunidades eleitos aqui na Venezuela. É uma comunidade muito bem integrada, com contornos específicos, porque cerca de quatro quintos das pessoas são oriundas de uma região específica de Portugal, a Região Autónoma da Madeira. É uma comunidade que percebe que vai na sua terceira geração visto que os fluxos principais de imigração são dos anos 50, 60, 70, e portanto essas pessoas tiveram entretanto filhos e os filhos entretanto tiveram netos. É muito significativo que o atual presidente do
Centro Portugués de Caracas seja o segundo presidente que já nasceu na Venezuela. Portanto, é uma comunidade bem integrada, empreendedora, porque boa parte dela está ligada à economia, designadamente ao comércio, à pequena indústria e àprestação de serviços, embora tenha notado também o peso muito significativo da presença da comunidade noutros setores profissionais. Conheci médicos, professores universitários, advogados e muitos outros. É uma comunidade que aposta muito na Venezuela, sente-se tão venezuelana como portuguesa ou até mais venezuelana do que portuguesa e vê neste país o seu futuro e o futuro dos seus filhos. E é por isso que está tão preocupada com as dificuldades atuais. E quais são, na sua ótica, as principais dificuldades que preocupam as pessoas? Há três planos complementares: o primeiro é o da segurança, as pessoas estão muito aflitas com os sequestros, os roubos, a criminalidade urbana e tudo isso cria uma sensação de insegurança que é muito negativa. O
segundo plano é o das dificuldades no acesso a bens básicos como os alimentos,os cuidados de saúde e os medicamentos. E o terceiro plano, que se agudizou nos últimos dias, tem a ver com a perceção de que os comerciantes estarão a ser vítimas da imposição administrativa de preços que serão inferiores aos próprios custos de produção, o que naturalmente põe em causa a solvabilidade dos negócios. Eu disse à comunidade que ia colocar todos estes temas na agenda das minhas Reuniões Bilaterais, assim como da Comissão Mista e foi o que eu fiz: transmiti estas preocupações ao meu colega dos Assuntos Exteriores, no discurso de abertura da Comissão Mista e também transmiti essas preocupações ao Presidente e à Mesa da Assembleia Nacional. Qual é a situação atual do relacionamento entre Portugal e a Venezuela? Esse é um primeiro nível do nosso relacionamento com a Venezuela, mais profundo. Há um segundo nível, que é o das relações bilaterais entre os Estados, seja no plano político ou diplomático, seja no plano económico,
seja no plano cultural. No plano político e diplomático, Portugal e a Venezuelatêm a boa tradição do apoio recíproco, designadamente nas candidaturas a organizações internacionais. Nós não esquecemos que a Venezuela foi um apoiante de primeira hora da candidatura do Engenheiro António Guterres ao cargo de Secretário-geral das Nações Unidas, a Venezuela era então membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas. No ano passado, Portugal e a Venezuela apoiaram-se reciprocamente nas respetivas candidaturas ao Conselho Executivo da UNESCO e ambos os países foram eleitos.Também temos tido um diálogo muito interessante no quadro das organizações regionais às quais pertencemos, designadamente à conferência ibero-americana. No plano económico, as relações entre Portugal e a Venezuela cresceram a partir de 2008, de tal forma que a Venezuela se tornou um dos vinte principais parceiros comercias de Portugal em 2012. Entretanto, com a crise, essa posição reduziu-se bastante. A Venezuela estará hoje fora dos cem primeiros clientes de
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AUGUSTO SANTOS SILVA primeiros clientes de Portugal. Mas pode regressar a um ciclo de crescimento a qualquer momento e é nisso que estamos empenhados. Há várias empresas portuguesas que têm contratos em curso na Venezuela, há vários projetos que estão a ser analisados na Comissão Mista e julgo que este é mais um passo neste relacionamento regular entre os dois países. Finalmente há um terceiro plano, que é o plano do relacionamento entre a União Europeia e a Venezuela. Portugal como Estado-membro da União Europeia subscreve a posição da União Europeia, que pode ser descrita de uma forma muito simples: um incentivo ao processo de diálogo político que está em curso na Venezuela e o desejo de que esse processo de diálogo político permita chegar a um compromisso, para que se possa chegar a um calendário eleitoral em que todas as partes se reconheçam, havendo condições para que haja candidaturas em que todos aqueles que desejem participar o possam fazer sem quaisquer entraves, de modo a que o povo venezuelano decida soberanamente o caminho que quer seguir. Há mais de um ano que a Embaixada de Portugal em Caracas não tem inspetor da Polícia Judiciária portuguesa, um elemento que trabalhava em cooperação com os corpos de segurança da Venezuela, o que foi bem visto pelo população e ajudou muito. O Governo português vai enviar um novo Oficial de Segurança? Quanto ao Oficial de Segurança de que a Embaixada precisa, a sua nomeação está em curso. É uma responsabilidade do Ministério de Administração Interna e nós estamos a trabalhar com o Ministério de forma a que esse Oficial de Segurança seja colocado na Embaixada o mais depressa possível. Tendo em conta a situação atual da Venezuela, no que se refere à escassez de alimentos e medicamentos, para além dos altos custos, e tendo em conta que Portugal já exportou para a Venezuela diferentes produtos no passado, em que é Portugal poderá ajudar a curto prazo? É muito simples: hoje os
principais produtos exportados de Portugal para a Venezuela são os produtos agroalimentares e as empresas do agroalimentar portuguesas têm capacidade para aumentar as suas vendas para a Venezuela se essa for a vontade dos venezuelanos. Nós também temos capacidade para entrar em parcerias com entidades venezuelanas para a produção local na Venezuela de produtos agroalimentares. No que diz respeito à outra grande área, que são os fármacos, há pelo menos cinco laboratórios portugueses que têm experiência recente de exportação para a Venezuela, têm cumprido os contratos e nós podemos prever um aumento no fornecimento de medicamentos às entidades da Venezuela, se for esse o interesse deste país. Dos convénios assinados desde o ano 2008, quais estão atualmente a ser postos em prática? Há vários. Os principais talvez sejam por um lado a operação de uma grande empresa de construção civil portuguesa no Porto de La Guaira. Essa empresa foi a responsável pela construção e agora é também a responsável pela operação do porto. Outro grande projeto é o relacionado com a construção de habitação social na Venezuela por parte de um grupo português que tem cumprido os prazos e as quantidades. Ainda no final do ano passado, esse grupo finalizou mais casas do que aquelas com que se tinha comprometido. Há ainda um terceiro grande projeto na parte dos equipamentos para a distribuição elétrica entre também uma grande empresa portuguesa e a Corpoelec. Os contratos
já terminados decorreram bem e há agora novas possibilidades que estão a ser estudadas de parte a parte. Em relação ao problema do pernil de porco, há muitas dúvidas da populaçãoquanto ao que aconteceu realmente… Na verdade, passadas poucas horas da irrupção do episódio, o ministro do Governo colombiano explicou que o que se passava não tinha nenhuma responsabilidade de Portugal e o embaixador da Venezuela em Lisboa também foi muito claro em dizer que não se podia entender as palavras do presidente Maduro como responsabilizando o Governo e as autoridades portuguesas. Trata-se de uma questão relativa ao fornecimento de um produto contratado entre uma empresa privada portuguesa e uma entidade pública venezuelana. A empresa portuguesa está, inclusive, presente na Comissão Mista e julgo que justamente, como é o espírito da Comissão, esta é uma oportunidade para esclarecer tudo o que haja para esclarecer. Não há, portanto, nenhum episódio em que faça sentido que se relacione as transações sobre o pernil de porco com as relações entre Portugal e a Venezuela. Em relação ao Gabinete de Apoio ao Emigrante (GAE) da Venezuela, está operacional em todos os municípios do país? Não. O Gabinete de Apoio ao Emigrante resulta de um protocolo, de uma colaboração entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e os municípios que desejem participar. De qualquer forma, hoje existirão cerca de 130
Gabinetes de Apoio ao Emigrante em diferentes municípios por todo o pais. Estes constituem âncoras, estruturas de apoio aos emigrantes. No caso específico da comunidade residente na Venezuela e porque há uma enorme concentração na Madeira de emigrantes, devido às suas origens, as autoridades regionais madeirenses constituíram um Gabinete de Apoio ao Emigrante na Madeira que está já a funcionar em pleno. E no caso de uma pessoa que vá viver num município onde não há um GAE, o que pode fazer? No portal das comunidades, as pessoas podem recorrer à Direção-Geral das Comunidades e dos Assuntos Consulares, podem recorrer ao Ministério do Trabalho e da Segurança Social,porque há certos apoios para a criação de empregos e questões relacionadas com os direitos socias que são tratados através do Ministério. E se o seu propósito for investir, têm no Ministério de Negócios Estrangeiros uma estrutura bastante importante que é o Gabinete ao Investidor da Diáspora. Existe muito desconhecimento por parte da comunidade luso-venezuelana dos apoios que o Governo português oferece aos cidadãos radicados na Venezuela. Em linhas gerais, quais são esses apoios? O Apoio Social aos Emigrantes Carenciados (ASEC),que tem um regime próprio no que diz respeito à Venezuela, para o tornar mais rápido; o Apoio Social aos Idosos Carenciados (ASIC); o apoio que nós prestamos às pessoas financiando as instituições associativas que
ENTREVISTA prestam cuidados às pessoas; e os complementos de pensões. Em relação à questão da pensão venezuelana aos crioulos que residem em Portugal e que não estão a receber o seu dinheiro, o que se tem conseguido? Esse é um dos temas das reuniões que têm estado a decorrer entre o Diretor-Geral das Comunidades Portuguesas e a sua contraparte venezuelana. As informações que nos chegam dão conta de dificuldades na emissão de documentos por parte das autoridades venezuelanas. Há aqui algumas questões que são muito técnicas e como tal estamos a trabalhar em conjunto para ver se encontramos soluções. Não existe informação no que se refere ao plano de contingência que foi anunciado há alguns meses. Este plano continua de pé? Em que é que consiste? Nós temos em Por tugal, como julgo a generalidade dos países tem, planos de contingência para situações de emergência. Por definição,esses planos não são públicos sob pena de não poderem funcionar. Nós apoiaremos, nos limites das nossas possibilidades, os nossos concidadãos em qualquer parte do Mundo. Para que esse apoio seja possível, devemos ter bom relacionamento com as autoridades em toda a parte do Mundo e é isso que nos cultivamos: estar o mais próximo possível das nossas comunidades e ter boas relações com as autoridades locais para que essas comunidades se sintam mais protegidas. Apoiamos quando necessário e quando possível. Se tivesse que resumir numa frase a presença do Governo Português junto dos portugueses na Venezuela, qual seria? Portugal conhece as dificuldades porque passam as comunidades portuguesas residentes na Venezuela, apoia-as no limite das suas possibilidades e tem esperança que estes sejam tempos e dificuldades temporários que venham a ser superados num futuro o mais próximo possível para que portugueses e venezuelanos continuem unidos.
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PORTUGAL PAÍS
Lesados do Banif criticam governos e Santander
Um total de 183 portugueses foram detidos no exterior em 2016
CORREIO / LUSA
ma manifestação dos lesados do Banif assinalou os dois anos da resolução do banco das mãos do Estado para o Santander Totta, e foram precisamente estes, mais a complacência do Governo Regional ao longo de anos no acompanhamento de comitivas daquele banco à Venezuela e à África do Sul, que foram o principal alvo das cerca de 80 pessoas que deram a cara ao descontentamento. Embora a aplicação da medida de resolução do Banif tenha sido decidida numa reunião do Conselho de Administração do Banco de Portugal, num sábado, 19 de Dezembro de 2015, às 18h00, foi ao final do domingo, 20 de Dezembro, que a resolução, com alienação por 150 milhões de euros ao Santander Totta, ficou a ser conhecida. Lembrando os milhares de lesados - cerca de 3.500, entre particulares e institucionais -, a Associação de Lesados do Banif (ALBOA), organizou uma demonstração de descontentamento pela não resolução financeira dos problemas criados pela perda de anos de poupanças, sobretudo para gente que tem, em média 69 anos de idade. O jovem Daniel Caires, uma das caras da ALBOA, foi o líder do grupo, com crianças e idosos em mobilidade reduzida incluídos, que se reuniu junto à estátua de João Gonçalves Zarco, no Funchal, mesmo em frente à sede do Banco de Portugal. Seguiram depois em marcha ruidosa (onde se incluíam apitos, tachos e buzinas) até ao Palácio de São Lourenço, sede do representante do Estado português. Continuaram até à Assembleia Legislativa, onde se discutia o Orçamento da Região para 2018, pediram que os deputados aprovem uma recomendação para solução urgente do caso. Passaram em frente à Sé do Funchal, onde se guardou um minuto de silêncio pelos
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lesados falecidos entretanto. E terminaram na antiga sede do Banif, actual dependência do Santander, onde foi ensaiada uma tentativa de entrada, logo barrada por uma dúzia de agentes da PSP. Daniel Caires, porta-voz do grupo, além das críticas dirigidas a quem conduziu este processo, lembrou que apesar do prazo para entrega dos processos já ter terminado, haverá ainda uma segunda fase para a grande maioria dos que não entregaram a documentação exigida pelas autoridades. Dos 1.500 associados da ALBOA, cerca de mil entregaram notificações judiciais representando ex-titulares de 700 contas do Banif. “A culpa também é dos gestores de conta” Não faltam vozes de lesados do Banif a apontar o dedo acusador aos seus gestores de contas, a maioria pessoas com quem já lidavam há anos e depositavam plena confiança. Muitos destes lesados eram emigrantes. Ainda Daniel Caires, voltava a apontar aos gestores de contas que impingiram produtos bancários de alto risco a pessoas idosas (acima dos 65 anos), com prazos de vencimento a 10 anos, quando a lei impede tal procedimento.
Outro lesado, que já resolveu parte do seu problema, reavendo dinheiro que estava bloqueado, mas ainda tem milhares perdidos em obrigações, referiu o seu caso, em que a sua gestora de contas incentivou-o a rubricar um contrato sem que fosse cumprido o exigido, nomeadamente o preenchimento de um questionário para garantir que o cliente cumpre determinados requisitos. O seu caso dava negativo e só soube disso quando consultou um advogado. Cerca de mil lesados do Banif avançaram com acções judiciais Cerca de mil notificações judiciais foram movidas por ex-titulares de 700 contas do Banif, num processo em que obrigacionistas subordinados e acionistas reclamam a perda de 263 milhões de euros, informou a associação de lesados. Dois anos após a resolução do Banif pelo Governo da República e o Banco de Por tugal, o escritório que representa a ALBOA - Associação dos Lesados do Banif, Obrigacionistas e Acionistas - avançou, entretanto, com cerca de mil notificações judiciais, referentes a ex-titulares de 700 contas. Os lesados tinham de mover as ações até 19 de de-
zembro, individualmente e por duas vias: uma judicial e outra por reclamação à comissão liquidatária do Banif, correndo o risco de, caso não avançassem com os processos, perderem os direitos e a possibilidade de reaver os montantes investidos em produtos do banco. Daniel Caires anunciou, no entanto, que vai ser aberta uma segunda fase, estendendo-se até à data da liquidação total do Banif. O Banif foi adquirido pelo Santander Totta por 150 milhões de euros, na sequência de uma resolução do Governo da República e do Banco de Portugal, através da qual foi criada a sociedade-veículo Oitante, para onde foi transferida a atividade bancária que o comprador não adquiriu. A A L B OA r e p r e s e n t a 1.300 dos 3.500 obrigacionistas subordinados e acionistas que perderam 263 milhões de euros no processo de venda do banco ao Santander. Além destes, há ainda a considerar 4.000 obrigacionistas Rentipar (’holding’ através da qual as filhas do fundador do Banif, Horácio Roque, detinham a sua participação), que investiram 65 milhões de euros, e ainda 40 mil acionistas, dos quais cerca de 25 mil são oriundos da Madeira.
Um total de 183 portugueses foram detidos no exterior em 2016, tendo per manecido 149 presos, 30 foram libertados e quatro obtiveram liberdade condicional, referiu um estudo hoje lançado em Lisboa, que abordou ainda outros aspetos sociais da diáspora portuguesa. De acordo com o Relatório da Emigração, elaborado pelo Observatório da Emigração, “dos 183 cidadãos nacionais detidos no ano de 2016, 30 foram colocados em liberdade e quatro na condição de liberdade condicional. No final do ano de 2016, permaneceram em prisão efetiva 149 nacionais portugueses”. “A grande maioria dos casos de detenção reporta-se a indivíduos do sexo masculino -152 dos 183 casos registados na DGACCP- face a 17 detenções de nacionais do sexo feminino, verificando-se também um elevado número de detenções (14) sobre as quais não se conhece a identidade dos detidos nem o género”, indicou o texto. Em 2016, foram expulsos/deportados para Portugal 478 cidadãos portugueses, dos quais 266 são provenientes de países da União Europeia (UE), do Espaço Económico Europeu (EEE) e Suíça e 212 do resto do mundo. Segundo o relatório, foram realizados 108 pedidos de repatriação de nacionais que se encontravam no estrangeiro sem meios para regressar a Portugal. Deste total das repatriações efetuadas, 10 foram por motivos sanitários. O Apoio Social a Idosos Carenciados das Comunidades Portuguesas (ASIC-CP), mantido pelo Governo português, é voltado para portugueses carenciados com 65 anos ou mais na diáspora em dificuldades económicas.
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PORTUGAL PAÍS
Fernando Pinto anuncia saída da presidência da TAP CORREIO / LUSA
ernando Pinto anunciou hoje deixar a presidência executiva da TAP, numa carta dirigida aos funcionários da companhia aérea portuguesa e em que informa sobre o seu sucessor, Antonoaldo Neves. “Estou absolutamente seguro de que com a liderança de Antonoaldo, a TAP continuará neste incrível processo de crescimento. Assim, o meu sentimento hoje é de absoluta realização profissional e pessoal. De missão cumprida. A empresa está no bom caminho e sinto-me plenamente realizado”, lê-se na missiva. Na carta iniciada com a expressão “caros colegas”, Fernando Pinto diz que é com “grande orgulho” que comunica a sua saída “em breve” da direção executiva da TAP, onde esteve 17 anos e permanecerá como assessor “nos próximos dois anos”. No texto de 15 parágrafos, o ainda responsável da TAP multiplica elogios aos trabalhadores da empresa, que é
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“três vezes maior” do que à sua chegada e que “cresceu muito também nestes dois anos de privatização”. “O nosso caminho é crescer. E irei acompanhar esse crescimento de perto, uma vez que continuarei ligado à companhia nos próximos dois anos enquanto assessor da TAP. Não é assim, nem jamais será, um adeus”, lê-se ainda na carta.
Fernando Pinto recordou ter chegado com a missão de privatizar a empresa, que se revelou como um “processo difícil, feito de muitos obstáculos e dificuldades”. Devido a “constrangimentos de ordem financeira que impunham a privatização”, a TAP foi obrigada a sobreviver por 15 anos: “sobreviver à falta absoluta de capital, às imensas flutuações cambiais,
à reestruturação da frota e, por fim, à chegada das low cost (baixo custo)”. Para responder a este cenário, a estratégia foi “olhar além-fronteiras e tirar partido da posição geográfica do ‘hub’ (plataforma) de Lisboa”, tornando a TAP “líder nas ligações entre a Europa e o Brasil”. Outro caminho foi entrar na Star Alliance. Com a privatização há dois
anos, iniciou-se um “novo ciclo”, com a empresa a atingir “resultados históricos sucessivos e a sua saúde financeira é cada vez mais uma realidade”, fechando 2017 com 4 milhões de passageiros. Sobre a proposta dos acionistas da Atlantic Gateway Antonoaldo Neves tornar-se CEO da TAP, após a aprovação em assembleia-geral no próximo dia 31, Fernando Pinto manifestou o seu entusiasmo e contentamento. “Não podia estar mais contente e entusiasmado com esta escolha para assumir os destinos da TAP. É a pessoa certa, e pela qual tenho grande admiração”, garante o dirigente, recordando que convidou o agora seu sucessor para “ajudar no programa de crescimento” lançado há dois anos. “É um profissional com grande know how no setor (...) Além disso, temos mais em comum: o Antonoaldo, tal como eu, tem antepassados do Norte e também tem cidadania portuguesa”, referiu ainda Fernando Pinto.
Metade das receitas turísticas em 2017 foi alcançada em época baixa CORREIO / LUSA
etade das receitas turísticas nacionais foram arrecadadas em época baixa durante 2017, o que demonstra que é possível ultrapassar o “mito da sazonalidade” turística em Portugal, disse hoje, em Fátima, a secretária de Estado do Turismo. O ano de “2017 foi de facto histórico pelo crescimento das receitas, com um crescimento de 19,4%, mas principalmente porque conseguimos todos demonstrar que há mitos que é possível ultrapassar, nomeadamente o mito da sazonalidade”, afirmou aos jornalistas Ana Mendes Godinho.
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Em declarações à margem de um seminário promovido pela Associação Empresarial Ourém - Fátima (ACISO), a governante disse que os dados disponíveis até final de
outubro apontam para que 50% das receitas turísticas em 2017 tenham sido produzidas “nos meses de época baixa”, o que prova que “é possível trabalhar para alar-
gar a actividade ao longo de todo o ano”. “Mas tivemos também a actividade turística a alastrar ao longo de todo o território. Tem sido essa a nossa preocupação, garantir
que alargamos a actividade turística ao longo de todo o ano e a todo o território”, reafirmou Ana Mendes Godinho. A secretária de Estado sustentou que o turismo religioso tem sido “fundamental” na estratégia de garantir atractividade a todo o país, destacando o ano de 2017 na Cova da Iria - com a visita do papa Francisco e as comemorações do Centenário das Aparições - que permitiu “afirmar cada vez mais internacionalmente Fátima como um destino turístico de referência” e atingir mercados onde Portugal não conseguia chegar, como a Coreia do Sul ou as Filipinas e outros destinos como a Polónia, Itália, EUA ou Brasil.
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Banquetes Gales: O ponto de encontro para celebrações de sonho SERGIO FERREIRA SOARES
á 25 anos, uma família de origem lusa e com visão criou a base do que hoje se converteu no espaço de eventos e festas mais importante da Venezuela. Desde então, Banquetes Gales oferece aos seus clientes a melhor experiência na organização de casamentos, festas de 15 anos, primeiras comunhões, crismas, batismos, aniversários, eventos corporativos e lançamentos de produtos. Sendo um projeto comprometido com os seus clientes e localizado em pleno Centro Comercial CiudadTamanaco, na zona este de Caracas, a premissa principal desta empresa é tornar realidade as celebrações de sonho, oferecendo conforto e elegância num ambiente seguro e central.
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Para tal, dispõe de dois espetaculares salões com capacidade para pelo menos trinta pessoas, pelo que poderá realizar uma comemoração tão íntima como deseje. O salão Windson, com uma capacidade máxima que vai até 500/700 convidados, é ideal para casamentos, festas de 15 anos e de final de ano, eventos corporativos e graduações. O salão Majestic, com uma capacidade máxima para 250 a 350 convidados, é ideal para conferências, eventos pré-venda, aniversários, reuniões, despedidas de solteira/o, seminários, batismos e primeiras comunhões. Desde aperitivos tradicionais e locais, até esquisitices e pedidos especiais, o chefe de Banquetes Gales terá todo o prazer de servir os convidados com os mais
de trinta tipos de ‘bocadillos’ que são oferecidos. Ainda, a empresa oferece serviços de mesa de queijos, enchidos, carnes, peixes fumados e outros serviços groumet. Tudo acompanhado de variadas degustações de comida espanhola, portuguesa, francesa, mexicana e asiática, serviço de bufê e pratos servidos segundo variadíssimos menus e apresentações adequadas à festa em questão. Não menos importante, são as mesas dos doces, que oferecem as mais saborosas tartes, chocolates, petit-fours, shots, sobremesas, pudins... O serviço personalizado de Banquetes Gales e a lista de fornecedores especializados permite que um pessoal altamente qualificado se encarregue de todos os detalhes, fazendo com que o cliente apenas se preocupe com desfrutar da festa!
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PORTUGAL PAÍS
Plataforma de Apoio quer aceitar desafio do Governo e acolher mil refugiados CORREIO / LUSA
Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) quer acolher em Portugal mil refugiados provenientes de países externos ao espaço da UE, na sequência da intenção anunciada pelo Governo de aderir a um novo programa de relocalização de refugiados. “[Em 2018] Vamos considerar até o acolhimento de famílias de refugiados vindos de outros contextos. Temos estado muito concentrados no programa de recolocação a partir da Grécia, mas queremos poder acompanhar o esforço do Estado português e acolher refugiados integrados nos programas de reinstalação da UE, nos quais Portugal já indicou que iria participar”, disse à agência Lusa o coordenador da PAR, Rui Marques. A PAR realiza hoje a sua assembleia-geral, na qual apresenta o Relatório de Actividades 2017 e lança o Plano de Actividades da PAR para
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2018. Será nessa reunião magna, disse Rui Marques, que a plataforma que reúne associações da sociedade civil anunciará que a sua “determinação (...) irá continuar, consolidar-se e responder a este problema”. O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou no final de Novembro que Portugal está disponível para acolher 1.010 re-
fugiados a partir da Turquia e de outros países terceiros, ao abrigo de um novo programa de reinstalação da União Europeia (UE). O novo programa, disse o ministro, foi decidido pela Comissão Europeia e visa reinstalar 50 mil pessoas em toda a UE. Rui Marques afirmou que, para 2018, será esse o caminho a seguir por parte da
PAR. “Estaremos sempre ao lado do Estado Português se for esse o caminho (...) para acolher outras nacionalidades, caso dos afegãos já em contexto europeu, como na Grécia, mas também nos programas de reinstalação a partir de fora do espaço europeu”, disse. Em causa, disse, estão refugiados actualmente em
campos na Turquia, na Jordânia, no Egipto e também no Líbano. Rui Marques fez um balanço “muito positivo” da primeira etapa do programa de recolocação de refugiados, durante o qual “Portugal recebeu cerca de 1.600 pessoas”. “Deste total, 650 estiveram nas instituições da PAR. E deste universo, cerca de metade permanece no programa, os outros já se tornaram autónomos e seguiram a sua vida”, explicou o coordenador. “Temos, portanto, cerca de 340 pessoas no programa [41 famílias], em fase decrescente. Porque a partir de agora e ao longo dos próximos meses, vão chegando ao final estes períodos de apoio. Trata-se de apoios transitórios, por dois anos, e depois as pessoas seguem a sua vida”, concluiu. Das 41 famílias ainda no programa, “só oito é que não têm pelo menos um membro da família a trabalhar” e todas as crianças em idade escolar estão integradas nos sistemas educativo e de Saúde.
Publicado decreto que alarga IRS Automático a contribuintes com filhos CORREIO / LUSA
egundo dados do Governo, o IRS Automático deverá chegar a três milhões de agregados familiares em 2018. O decreto que fixa as regras do IRS Automático em 2018 e confirma o alargamento a contribuintes com dependentes, já anunciado pelo Governo, foi publicado em Diário da República e será já aplicado na declaração de 2017. O IRS automático foi disponibilizado pela primeira vez no ano passado para a entrega da declaração dos rendimentos auferidos em 2016. Esta versão inicial destinou-se apenas aos contribuintes com registo de
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rendimentos de trabalho dependente (categoria A) e pensões (categoria H), sem dependentes, sem benefícios fiscais e residentes em Portugal durante todo o ano. O decreto regulamentar agora publicado alarga o universo estabelecido para o ano
passado, designadamente, aos agregados com dependentes, bem como aos que usufruam de benefícios fiscais respeitantes a donativos que sejam objecto de comunicação à Autoridade Tributária por parte das entidades beneficiárias.
Assim, o IRS Automático passa a aplicar-se aos sujeitos passivos de IRS que apenas tenham auferido rendimentos do trabalho dependente ou de pensões, com exclusão de rendimentos de pensões de alimentos, bem como de rendimentos tributa-
dos pelas taxas previstas no artigo 71.º do Código do IRS e não pretendam, quando legalmente permitido, optar pelo seu englobamento. O universo aplica-se apenas aos sujeitos passivos que obtenham rendimentos apenas em território português, sejam considerados residentes durante a totalidade do ano a que o imposto respeita e não detenham o estatuto de residente não habitual. Ficam de fora do IRS Automático contribuintes que tenham pago pensões de alimentos, tenham deduções relativas a ascendentes e tenham acréscimos ao rendimento por incumprimento de condições relativas a benefícios fiscais
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CULTURA Teatro
Festival de Danças Internacionais toma conta do Centro Portugués OSCAR SAYAGO
Asociación Civil Centro Por tugués (CP), localizada na Avenida Luis de Camoesda urbanização Macaracuay, Caracas, realiza no mês abril o tradicional Festival de DanzasFolklóricasInte rnacionales,no qual diferentes grupos de dança poderão participar e demonstrar os seus talentos. Todos os grupos interessados em participar nesta atividade podem inscrever-se nas instalações do Centro português. Brevemente, o clube dará a conhecer a data exata do festival, pois de momento estão a tratar-se dos
A Local: Trasnocho Cultural Horário: Sextas às 19h30, sábados e domingos às 19h00 Local: Trasnocho Cultural Horário: Sextas às 17h00, sábados e domingos às 16h00 Local: Centro Cultural Chacao Horário: Sextas às 18h00, sábados e domingos às 16h00
Música
preparativos para esta nova edição. Em 2016, o Grupo Folklóricodel Centro Portuguésfoi vencedor do XXXVII Festival de DanzasFolklóricasInternacionales, que se realizou
Faleceu expoente do folclore português na Venezuela OSCAR SAYAGO
o dia 7 de janeiro faleceu um dos grandes do mundo do folclore português na Venezuela, Casimiro Sousa, um reconhecido folclorista luso-venezuelano que deixou a sua marca nos corações de toda a comunidade portuguesa na Venezuela. Ao longo dos seus anos, foi muito reconhecido por ser cantor de folclore luso e ao mesmo tempo membro de diferentes grupos folclóricos. Sousa foi reconhecido com vários prémios de diferentes concursos de tradição portuguesa, sendo reconhecido por ter uma das melhores vozes masculinas do folclore luso no país. Casimiro partilhou o palco com o Grupo Folclórico Renacer Lusitano, um grupo que tem conseguido importantes prémios ao longo dos anos, representando a região do Minho e a Ilha da Madeira com o propósito de preservar as raízes da forma mais autêntica possível. Também participou com
Em Portugal “Perfect” / Ed Sheeran
Literatura
Na Venezuela “El angel que no merecía morir” / Carmelo Di Fazio Em Portugal “Como ser um Unicórnio” / Sea3PO
Andrea Imaginario encanta público venezuelano OSCAR SAYAGO
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Na Venezuela “Como los tiempos de antes” / El Potro Alvarez y Wisin
no Centro Ítalo Venezolano. Na ocasião, o grupo folclórico de HogarCanarioobteve o segundo lugar; o Grupo de Danzas Eiras Nosas, em representação da Galiza, obteve o terceiro lugar; o Grupo
Folklóricodo Centro Social Madeirense, representando a ilha da Madeira, obteve o quarto lugar; o grupo da República Checa obteve o quinto lugar. Anteriormente, o CP já se destacou em várias disciplinas de dança. No ano passado, o Grupo Folklóricodel Centro Portugués participou no I Festival Europeo de Danzas, organizado pelo Grupo de DanzasFolklóricasGallegasLembranzas, e para além disto foi a única equipa que representou Portugal. Nesta oportunidade, puderam entreter o público com a sua participação, realçando a cultura e a dança de diversas regiões do país luso.
o dia 17 de dezembro, realizou-se às 11h30 na Sala Experimental do Centro Cultural B.O.D, localizado e, La Castellana, um concerto natalício onde AndreaImaginario, juntamente com Miguel Delgado Estévez na guitarra, Ángel Fernández no quatro e Eloy Rojas na flauta encheram de esperança, união e paz o público crioulo. Perante o êxito da iniciativa, foi aberta uma nova sessão no dia seguinte, que também esgotou totalmente. Neste convite, AndreaImaginario foi responsável por proporcionar um espetáculo inesquecível ao público venezuelano, onde o fado foi o protagonista, sendo que também se cantaram algumas cantigas natalícias e ‘aguinaldos’ tradicionais venezuelanas. Neste concerto, ouviram-se os seus temas recentes, como “Entre dos orillas” e “Em Pessoa”.
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o grupo “Os Lusíadas”, um grupo fundado em 1988, por decisão de um grupo de amigos que escolheram representar o folclore português em diferentes partes da Venezuela. Desde 1993, têm feito parte de diversos festivais de folclore e têm sido representantes da Venezuela no exterior tanto nos Açores como na Madeira. Casimiro Sousa nasceu em 1956 e, com dedicação e trabalho árduo, conseguiu ser uma das pessoas mais infu«luentes no mundo do folclore português na Venezuela.
Antes do seu concerto, Andrea disse o que significava para ela o Natal. «Para mim, o Natal é venezuelano, não há outra forma de Natal. Já estive noutras partes do Mundo nesta época, mas não é igual. O Natal venezuelano tem um sabor, uma cor e uma alegria muito especial que nos enche de muita esperança». Tem partilhado palcos com a Orquestra Sinfónica Venezuela, Aquiles Báez, GoyoReyna, RubénRebolledo, Nené Quintero, Gerardo Chacón, Julio Mendoza, Laurent Lécuyer, RubénRiera, MariantoniaPalaciose Juan Francisco Sans, entre outros. Ainda,Andreaé professora e investigadora da Escola de Artes da Universidade Central de Venezuela, onde fez a sua Licenciatura em Artes e se espacializou em Literatura Comparada.
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CULTURA
Festival de Eurovisión já tem apresentadores OSCAR SAYAGO
lebra o seu 60º aniversário como participante no festival depois da sua estreia em 1968. Nesta edição, participam 42 países, nomeadamente a Rússia, que não conseguiu participar no ano anterior para evitar conflitos com outras nações. A representação da Espanha neste concurso tem sido muito apelativa, pois os escolhidos para esta nova edição do Eurovisão são eleitos através do sempre recordado show de talento “Operação Triunfo”, que chegou para ficar nos ecrãs espanhóis, obtendo elevados números de audiência. Os participantes nesta nova edição da Operação Triunfo (OT) terão que defender no dia 29 de janeiro,em palco, temas originais compostos por autores de alto gabarito.
e 8 a 12 de maio, realiza-se a 63ª edição do Festival de Eurovisão em Lisboa. Nesta nova edição, foram eleitas quatro mulheres para que representem este festival: Filomena Cautela, Sílvia Alberto, Daniela Ruahe Catarina Furtado serão responsáveis pela apresentação do concurso. Depois de Salvador Sobral, com o seu tema “Amar Pelos Dois”, ter conseguido ser o vencedor da edição anterior, que se realizou na Ucrânia, este ano é a vez de Portugal acolher este grande evento. Esta edição vai ser muito importante para vários países, mas um dos que mais importa destacar é a Suécia na medida em que ce-
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Cinema
Pequeña gran vida Direção: Alexander Payne Elenco: Matt Damon, Christoph Waltz, Hong Chau Las horas mas oscuras Direção: Joe Wright Elenco: Lily James, Ben Mandelsohn, Gary Oldman The disaster artist Direção: James Franco Elenco: James Franco, Dave Franco, Alison Brie
Artes
Marjorie de Sousa destaca-se na sua nova telenovela OSCAR SAYAGO
arjor ie de Sousa tem um papel muito importante na nova telenovela mexicana intitulada “Al otro Lado del Muro”, produzido pela cadeia de televisão Telemundo. A telenovela aborda a história de duas mulheres, uma de origem humilde e outra que é uma figura proeminente, sendo que estas vão do México até aos estados Unidos para refazer as suas vidas. Nesta nova série, Sousa vai encarnar o papel da mulher de um governador corrupto, cujo mundo se desmorona quando descobre que o seu marido está envolvido em atividades ilícitas. «Sofia, a minha personagem, sai do país para salvar a vida dos seus filhos. Tem, como tal,
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que atravessar a fronteira e do outro lado a espera outra grande surpresa», comentou Sousa. Marjorie, numa entrevista à revista People, comentou porque é que se sente tão atraída pela personagem que interpreta na telenovela. «É uma protagonista que arrisca, não deixa que abusem dela, é astuta. Também gosto do processo de reafirmação que sofre. É um grande desafio, uma mudança dessas que se agradece». Devido à falta de projetos no México, a venezuelana teve que emigrar para os estados Unidos para visitar a cadeia hispânica. Outra das problemáticas na área pessoal da atriz tem a ver com os problemas que tem tido com a custódia do filho, que é também filho do ator Julián Gil.
Thea Seagall. Tiempo, memoria e imagen Local: Trasnocho Cultural Artista: TheaSeagall Gestos irónicos Local: Carmen Araujo Arte Artistas: Carlos Castillo e Luis Poleo El fantástico imaginario de la 524 Local: Galería de Arte Nacional (GAN) Artista: Cheo Pérez Manual de Jardinería Local: Centro Cultural Chacao Artista: Teresa Gabaldón
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PALAVRAS LITERÁRIAS
DANIEL BASTOS
o futuro Museu Nacional da Emigração, resultado de uma r e c o m e n d a ç ã o fe i t a pela Assembleia da República a 27 de outubro do ano transato, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes
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ANTÓNIO DELGADO
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Assembleia da República aprovou no passado mês de Outubro os projetos-lei do PAN-Partido Pessoas-Animais-Natureza, do Bloco de Esquerda e do
O trabalho em rede do futuro Museu Nacional da Emigração
anunciou a intenção do Governo vir a estabelecer que os vários museus municipais ligados ao fenómeno da emigração possam constituir-se como polos do futuro espaço museológico. Trata-se de uma estratégia cultural em rede importante na medida em que pelo país se encontram disseminados vários núcleos museológicos locais e regionais que, ao longo dos anos, se têm dedicado à preservação e conhecimento do processo de emigração, um fenómeno estruturante na sociedade portuguesa e com marcas em todos os continentes. Encontram-se neste caso, por
ARTIGO JURÍDICO
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exemplo, o Museu das Migrações e das Comunidades, sediado em Fafe, o Espaço Memória e Fronteira, localizado em Melgaço, e o Museu da Emigração Açoriana, instalado na Ribeira Grande, que têm prestado um serviço público de grande relevância na promoção do conhecimento das migrações na diáspora portuguesa. No entanto, além desta perspetiva desconcentrada e polinuclear proposta pelo Governo, na esteira do projeto de resolução do PS para a criação do museu, sustentado no trabalho do deputado eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco, e da inclusão
no mesmo de um centro de documentação, proposto pelo PSD, é igualmente fundamental que o futuro Museu Nacional da Emigração se articule simultaneamente com outros espaços museológicos espalhados pelas comunidades por tuguesas, assim como as inúmeras estruturas associativas portuguesas no estrangeiro. O prosseguimento de uma estratégia de articulação e cooperação transnacional do futuro Museu Nacional da Emigração, por exemplo, com a Galeria dos Pioneiros Portugueses, um espaço museológico em Toronto, que se
dedica à perpetuação da memória e das histórias dos pioneiros da emigração portuguesa para o Canadá, será indubitavelmente uma mais-valia para a comunidade luso-canadiana, assim como para a missão vindoura do Museu Nacional da Emigração. No mesmo sentido, a articulação e cooperação transnacional do futuro Museu Nacional da Emigração com o associativismo luso no estrangeiro é essencial, pois é no seio destes movimentos que residem os vínculos de pertença cultural e se encontram os sinais de integração nos países de acolhimento.
Se fosse permitido, levava o seu animal de companhia para jantar a um restaurante?
Par tido Ecologista os Verdes que permitem a entrada de animais de companhia em estabelecimentos fechados de restauração. Esta medida reflete a importância que a sociedade continua a dar aos animais de companhia que têm vindo a aumentar em Portugal e um pouco por todo o mundo. Só para ter uma ideia, um estudo recente revelou que em 38.8% dos lares em Portugal existia pelo menos um cão e em 28.4% dos lares existia pelo menos um gato. Perante esta realidade, será perfeitamente
natural que as pessoas pretendam levar o seu cão ou gato quando, por exemplo, vão lanchar a uma pastelaria. É o que resulta do texto do Projeto-Lei da autoria do PAN, sublinhando ainda que, na maioria dos Estados-Membros da União Europeia, já não existe esta proibição. Em França, em Itália, ou na Alemanha, por exemplo, já é comum encontrar pessoas com os seus animais de companhia em lojas ou restaurantes. O PAN considera que já é tempo de ser dada a possibilidade aos proprietários dos estabele-
cimentos comerciais de decidirem se pretendem ou não admitir animais dentro do seu espaço, impedindo, contudo, o acesso à área de confeção ou maneio de alimentos. Assim assegura-se a liberdade de escolha não só dos proprietários dos estabelecimentos, que decidem se adaptam os locais para admitir animais, mas também dos clientes que, caso entendam, poderão fazer-se acompanhar pelos animais. Mas desenganem-se aqueles que pensam que todos os espaços de restauração deverão admitir animais no seu
interior. Tal como existe liberdade de escolha para o consumidor que só frequentará um espaço pet friendly ou partilhará o estabelecimento na companhia de um animal se assim o desejar, também existe liberdade para cada proprietário do restaurante ou de outro espaço decidir se admite ou não animais no seu estabelecimento. Para terminar, lançava aqui uma pergunta aos leitores: Já levaram os seus cães ou gatos a jantar fora? Se fosse possível, levaria o seu animal de companhia a um restaurante (em Portugal)?
O CORREIO da Venezuela não pode ser considerado responsável e/ou patrocinador das opiniões que são expressas neste espaço
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MISCELÂNEA ---SAÚDE EM DIA--A ingestão de peixe promove a saúde das crianças
Sabias que a capacidade auditiva é afetada pela língua materna?
OSCAR SAYAGO
A Universidade de Pensilvânia publicou um estudo que comprova que as crianças devem comer peixe pelo menos uma vez por semana. Entre as qualidades positivas, o estudo revelou que a ingestão de peixe ajuda a melhorar o QI e permite dormir melhor. Este estudo, publicado na revista Nature, refere que o ômega-3 (ácido gordo que tem peixe) melhora a inteligência e o rendimento das crianças, sendo que se comprovou que aqueles que consumiram maior quantidade tiveram 4,8 pontos no teste CI, ao contrário de outras crianças que comentaram que raramente consumiam peixe. Os investigadores da Universidade da Pensilvânia realizaram um teste em 500 crianças na China, com idades entre os 9 e os 11 anos. Aqueles que fizeram parte desta experiência completa-
OSCAR SAYAGO
ram um questionário sobre os seus hábitos alimentares, tendo em conta a frequência com que comiam peixe, a percentagem ia desde raramente até sempre. O responsável pelo estudo foi o professor Adrian Raine, que comentou: «a falta de sono está associada ao
comportamento antissocial e a má cognição associa-se ao comportamento antissocial. Temos detetado que os suplementos de ômega-3 reduzem o comportamento antissocial, pelo que não é demasiado surpreendente que o peixe esteja por detrás disto tudo».
---PENSA VERDE--China proíbe totalmente comércio do marfim
A Universidade de Helsinki na Finlândia descobriu que as capacidades auditivas das pessoas podem ser diferentes consoante os seus antecedentes linguísticos e musicais. O cérebro é responsável por transformar os impulsos recebidos através do ouvido em sons decifráveis e afasta os que considera que não são importantes. O sistema auditivo é o filtro para os sons que encontramos no ambiente, que se varia conforme vai ten-
do contacto com diferentes aspetos: nomeadamente a língua materna e também a educação musical. A Universidade de Helsinki teve à sua disposição um grupo de investigadores que chegou à conclusão de que a língua materna afeta a capacidade auditiva. A investigação comparou capacidades auditivas de pessoas com diferentes antecedentes linguísticos e musicais para detetar indícios de discriminação baseados na intensidade, frequência e duração dos sons.
---CULINÁRIA--Rojões
OSCAR SAYAGO
No dia 31 de dezembro, o governo chinês decretou a proibição total do comércio de marfim no país, “de agora em diante, se alguém lhe disser na China que o negócio de marfim é legal, está a enganá-lo”, ressalva o Governo chinês. Esta medida aplica-se também às compras on-line de objetos que tenham proveniência do exterior. Atualmente, a China posicionou-se como o maior mercado de marfim do mundo, já que o quilo de marfim foi vendido por mais de mil dólares no país asiático. A proibição foi feita há cerca de um ano, para dar tempo para o encerramento de diferentes lojas e fábricas que comercializavam o marfim. No mês de março do ano passa-
do, mais de 70 fábricas foram fechadas e, depois, 105. Em menos de uma década, mais de 110 mil elefantes africanos foram mortos por caçadores para responder à procura na Ásia. A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) estima que a população atual de
elefantes na África é de aproximadamente 415.000. A proibição na China foi louvada por organizações de conservação, que advertiu que a medida deveria ser aplicada na prática e copiada por outros países da Ásia, onde o comércio de marfim permanece legal.
Ingredientes: 1,5 kg de carne de porco magra; 2 dl de vinho verde (branco ou tinto); 2 dentes de alho; 1 folha de louro; 1 colher de chá de cominhos; 0,5 dl de azeite; sal; acompanhamento (batatas cozidas, fígado frito, sangue de porco cozido, bolachos, grelos cozidos, azeitonas, limão) Preparação: Corta-se a carne de porco em cubos com cerca de 4 cm, que se colocam num tacho de barro ou de ferro com o vinho, o azeite, os
dentes de alho, o louro, os cominhos e sal. Leva-se ao lume e deixa-se ferver até que desapareça todo o vinho. Retifica-se o sal. Aos acompanhamentos citados podem ainda juntar-se castanhas assadas no forno e descascadas. Os bolachos (belouras) são cortados em rodelas com 0,5 cm de espessura e o fígado e o sangue cortados em fatias. À medida que estes ingredientes se vão fritando, juntam-se aos rojões, para manter tudo quente.
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DESPORTO
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PORTUGAL
Cristiano Ronaldo na equipa da UEFA de 2017, votada pelos adeptos CORREIO / LUSA
futebolista português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, foi uma vez mais eleito para a equipa do ano de 2017 pelos utilizadores do sítio oficial da UEFA, de acordo com a votação revelada pelo organismo. O Real Madrid, bicampeão europeu em título, com cinco jogadores entre os eleitos, é o clube mais representado no onze escolhido pelos internautas frequentadores do sítio da UEFA. Cristiano Ronaldo com 444.430 votos, foi o quarto mais votado, atrás de dois colegas de equipa, o espanhol Sérgio Ramos (588.315) e o brasileiro Marcelo (558.495) e do rival argentino do FC Barcelona, Lionel Messi (477.036). É a 12.ª vez que o inter-
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nacional por tuguês, que em 2017 venceu a Bola de Ouro e o prémio FIFA ‘The
Desportivo das Aves nas meias-finais da Taça de Portugal
Best’, faz parte da equipa do ano da UEFA. Integram ainda a lista Gianluigi Buffon
(333.604) e Giorgio Chiellini (295.842), da Juventus, Dani Alves (340.819), do
Paris Saint-Germain, Kevin de Bruyne (416.679), do Manchester City, Toni Kroos (345.494) e Luka Modric (387.487), do Real Madrid, e Eden Hazard (303.376), do Chelsea. A vo t a ç ã o, e n c e r ra d a quarta-feira, registou um total de 8.779.639 votos, 46 por cento dos quais oriundos da Europa. A Ásia ocupa segunda posição de votantes com 25 por cento, seguida da América do Sul, com 10 por cento, América do Norte e África, com nove por cento, e Oceânia, com um por cento. No que se refere à votação expressa pelos cibernautas dos vários países, a Índia, com oito por cento, destaca-se entre os votantes, seguida da Polónia e da Turquia, com cinco por cento, Indonésia e Colômbia, com quatro por cento.
Ricardinho é o melhor jogador de futsal do mundo pela quinta vez CORREIO / LUSA
O Despor tivo das Aves apurou-se pela primeira vez para as meias-finais da Taça de Portugal de futebol, ao vencer o Rio Ave, por 5-4, no desempate por grandes penalidades, após um 4-4 no prolongamento. Marcelo (17), Tarantini (53) e João Novais (75) marcaram os golos dos vila-condenses, com Defen-
di (49), Amilton (89) e Arango (90) a empatarem para o Aves. No prolongamento, Arango (105) colocou os avenses em vantagem, mas Gelson Dala igualou (114). Nas meias-finais, o Desportivo das Aves vai encontrar o Caldas, que eliminou o Farense, por 3-2, após prolongamento.
Sporting apura-se para as ‘meias’ da Taça O Sporting apurou-se para as meias-finais da Taça de Portugal em futebol, ao vencer fora o Cova da Piedade, da II Liga, por 2-1, regressando três épocas depois a esta fase da prova. Em Setúbal, casa emprestado do Cova da Piedade, Bruno Fernan-
des (54 minutos) e Bas Dost (78) marcaram os golos dos ‘leões’, enquanto Cléo (58), de grande penalidade, fez o tento do conjunto de Almada. Nas meias-finais, que serão disputadas a duas mãos, o Sporting vai encontrar FC Porto.
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internacional português Ricardinho foi eleito pelo Futsal Planet, que tem a chancela da FIFA, o melhor jogador de futsal do mundo pela quinta vez, um recorde, e quarta consecutiva. O jogador dos espanhóis do Inter Movistar, que superou os quatro troféus do brasileiro Falcão, já tinha conquistado o prémio nas últimas três edições, em 2014, 2015 e 2016, e também em 2010, quando conduziu o Benfica ao triunfo na UEFA Futsal Cup. “Obrigado Futsal! Não sei o que dizer neste momento, mas são 5 vezes no topo do Mundo... Obrigado, Obrigado, Obrigado, Obrigado, Obrigado”, escreveu Ricardinho na sua conta pessoal na rede social Facebook. Ricardinho, de 32 anos, totalizou 917 votos do painel
de 211 eleitores dos prémios para os melhores de 2017, contra 508 do espanhol Carlos Ortiz Jiménez, seu companheiro de equipa no Inter, e 332 de Santiago Basile, ‘capitão’ da seleção argentina. Na lista de nomeados para melhor jogador, publicada na página da Internet do Futsal Planet, estava também o ítalo-brasileiro Rodolfo Fortino, jogador do Sporting, que ficou no sétimo lugar, com 180 pontos.
Por seu lado, o Sporting ficou em terceiro entre os clubes, com 490 pontos, numa lista encabeçada pelo Inter Movistar (947), enquanto o técnico ‘leonino’, Nuno Dias, ficou em sexto entre os treinadores de clubes. No feminino, a guarda-redes do Benfica e da seleção nacional Ana Catarina voltou a ficar no segundo lugar, com 418 votos, ficando a 20 da primeira, a espanhola Estela García. Naty Silva, do Sporting, ficou na oitava posição.
www.correiodevenezuela.com JANEIRO DE 2018│#717
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VENEZUELA
Treinadora do CAM quebra todos os estigmas
DESPORTO
Paulo Camacho não vai pertencer ao DeportivoTáchira OSCAR SAYAGO
OSCAR SAYAGO
o mês de dezembro, a equipa do Centro A t l á n t i c o M a d e i ra Club Lara sagrou-se campeã da Temporada de 2017 na Terceira Divisão. Com esta vitória, a equipa conseguiu subir para a Segunda Divisão do futebol venezuelano. Karla Luceno é a estratega do Madeira Club. No início, houve algumas dúvidas sobre ela, pois era a primeira vez que dirigia uma equipa desta categoria e já anteriormente tinha trabalhado com a equipa de juvenis e a feminina. Nesta temporada, o Madeira Club dedicou-se na procura de jogadores jovens entre os 25 e os 26 anos de idade. Uma das incertezas principais que enfrentava o clube era a sua nova treinadora.
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Pois esta não tinha muita experiência. E também não era muito comum ter uma treinadora, mas sim um treinador. Numa entrevista, Lucena explicou um pouco como conseguiu ganhar o respeito por parte dos seus colegas. «Impus disciplina. Eles talvez pensavam que, por eu ser uma mulher, podiam chegar tarde ou não treinar, mas isso não aconteceu. Estabeleci um sistema de multas pelos atrasos. E também havia castigos desportivos. Quem não cumprisse com as normas, não jogava. Eles se apercebendo das coisas e assumiram as suas responsabilidades», disse numa entrevista em Eldeportivo.com. A equipa madeirense tinha comparecido no torneio de abertura, mas no entanto muitos dos jogadores estavam descontentes.
A adrenalina de apanhar ondas
Deportivo Táchira tem tido múltiplas desistências para a temporada de 2018 e abre passo a novos membros da equipa. O grupo tachirense soma 12 incorporações e têm deixado livre 11 jogadores, e desta forma continuam a liderar o mercado de inscrições da Primeira Divisão do futebol profissional venezuelano. A equipa tachirense é dirigida por Francesco Stifano, que para esta nova temporada fez várias inscrições, entre as quais estão nove crioulos e três estrangeiros. Entre os novos jogadorescrioulos estão: Beycker Velásquez (portero), Davixson Flores (central), Manuel Granados (lateral), esarMartínez (meio-campista), LuisChacón (meio-campista) JonnathanEspaña (defen-
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sor), Johan Moreno (meio-campista), Luis Melo (meio-campista) e DuglarAngarita (adiante). Por outro lado, os jogadores estrangeiros que vão reforçar o plantel serão o uruguaio Maximiliano Cantera, o atacante argentino Sergio Almiróne o defesa do Panamá Jan Carlos Vargas. Entre os jogadores que saíram do clube para esta temporada foram: Gerzon-
Chacón (defensor), Pablo Camacho (lateral), Giovanni Romero (defensor), YuberMosquera (defensor), Pedro Ramírez (volante), Jorge “Zurdo” Rojas (meio-campista), Juan Carlos Mora (meio-campista), JosmarZambrano(volante), Víctor Córdova (meio-campista), Luis “Lucho” Vargas (volante) e o paraguaioVíctor Aquino (dianteiro).
CP destaca-se em campeonato de águas abertas
DN MADEIRA
OSCAR SAYAGO
Verónica Silva sente-se livre quando está a ‘apanhar ondas’. O surf é tão intenso na sua vida que não liga quando dizem que esta é uma modalidade de rapazes. Tanto que chegou mesmo a ser campeã regional nas seguintes categorias: Open Feminino, Sub-16 e Sub-18. A jovem começou a surfar aos 13 anos de idade e entrou neste desporto pela adrenalina que sente sempre que vai para o mar. “O contacto com o mar e a adrenalina que sinto quando estou a surfar fazem com que sinta cada vez mais vontade de praticar esta modalidade”, disse. A atleta do Clube Naval do Funchal afirmou que na Madeira o surf é maioritariamente praticado por rapazes, mas não é isso que impede que a jovem continuar a sur-
ntre os dias 13 e 17 de dezembro, realiza-se na cidade de Barquisimeto, Estado Lara, o Campeonato Nacional da Federação Venezolana de Aguas Abiertas (FEVEDA), no qual diferentes crianças, jovens e adultos participaram em representação de diferentes clubes e entidades do país. A Associação Civil Centro Português (CP) destacou-se em várias modalidades da competição graças ao nível dos seus atletas. Este encontro reuniu mais de 280 nadadores de diferentes partes da Venezuela, com idades compreendidas entre os 10 e os 24 anos de idade. Na ocasião, foi vencedor o Estado Miranda, acumulando 1.867 pontos em toda a competição, seguido do Distrito Capital, que tam-
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far como se não houvesse amanhã. “Na Região existem mais rapazes do que raparigas a praticar surf, mas isso não me afecta, porque na minha opinião este é cada vez mais um desporto ‘unissexo’ e, por isso, não faz sentido fazer qualquer tipo de distinção”, realçou. No clube que representa, Verónica Silva disse que também existem outras raparigas, mas da sua faixa etária apenas uma partilha da mesma paixão. Porém, como não treinam em conjunto, muitas vezes faz a sua preparação para as provas apenas com rapazes.
bém conseguiu 1.257 pontos, e Lara com 859. Nesta competição, o clube português de Caracas enfrentou uma grande competição no torneio português, deixando um total de 537 pontos. O clube que conseguiu mais notoriedade foi o Sport Center, que pertence a Los Naranjos, conseguindo obter 998 pontos. Assim como o CP, outras entidades tiveram uma participação importante no campeonato, nomeadamente o Centro de
Natación Caracas, com 781 pontos, oHogarCanario de Lara com 547 e o Parque Naciones Unidas com 668. Dada à situação do país, muitos dos clubes e associações têm-se visto afetadas nesta competição, pois a maioria dos Estados tiveram que suportar as despesas com o transporte, estadia e alimentação. Isto aconteceu principalmente porque não houve apoios por parte do Estado ou das empresas privadas.
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#717│JANEIRO DE 2018