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Correio da Venezuela 607

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P r é m i o Ta l e n t o 2 0 0 9 Correio de Venezuela

@correiodvzla

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Maio de 2015

publicaÇão Nº 607

Ano 15 • Depósito Legal: 199901DF222 • BsF. 20

Funchal apresenta incentivos em Caracas

Pag. 7 pub

O Banco Plaza registou um crescimento anual de 72% no seu activo total, fechando assim o primeiro trimestre de 2015 com um acumulado de Bs. 20.067 milhões nesta rubrica. O incremento anualizado coloca o banco acima da média do sistema financeiro. Pag. 12

Folclore continental reúne-se em Turumo O XII Encontro do Folclore Português Continental vai realizar-se a 21 de Junho no Centro Marítimo de Venezuela, em Turumo. Será dedicado a Viana do Castelo, um distrito nortenho com grandes tradições folclóricas. Pag. 22

Desporto

O director do Novo Banco em Venezuela fala ao CORREIO acerca da actividade da instituição, que resulta do encerramento do polémico BES. Aborda o presente e o futuro da entidade bancária.

Banco Plaza regista crescimento

Cultura

Novo Banco com perspectivas optimistas

Empresas

Empresas

Paulo Cafofo, presidente da Câmara Municipal do Funchal, estará na próxima semana em Caracas. Vem apresentar uma série de novos projectos que a autarquia da capital madeirense tem em curso, nomeadamente propostas que beneficiam os emigrantes que pretendam investir no concelho. “Uma cidade de oportunidades”, declara Cafofo em entrevista ao CORREIO Pag. 4

‘União da Bola’volta à I Liga Profissional O futebol da Madeira está de parabéns. O Clube Futebol União, mais conhecido entre os conterrâneos como o ‘União da Bola’, voltou a ganhar direito a estar entre os grandes do campeonato maior. Junta-se ao Marítimo e ao Nacional. Pag. 28


2 Editorial

Maio de 2015 | Correio da Venezuela

retrospectiva

fotoflash

A Embaixada de Portugal em Caracas promoveu recentemente no Estado do Carabobo uma apresentação sobre as oportunidades de investimento que se deparam aos empresários residentes em Venezuela para investirem em território lusitano. Sem dúvida que se trata de uma excelente oportunidade para quem está interessado em conhecer mais sobre as potencialidades de um País europeu que alia a sua História a um esforço muito grande de modernização e que acaba de sair de um processo muito complicado em que conseguiu reverter uma situação de recessão para uma economia que, embora, ainda não acompanhe os ‘rankings’ dos Estados-membros mais desenvolvidos da União Euro-

dois

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Miguel Albuquerque, o novo presidente do Governo Regional da Madeira, coloca os emigrantes madeirenses espalhados pelo mundo nas primeiras preocupações e foco do programa governamental para os próximos quatro anos. “Estamos a iniciar uma nova era de governação”, lê-se no programa de ação governativa que já foi aprovado na Assembleia Legislativa e que já se encontra em execução. “É um novo capítulo que deverá ter como principal protagonista o madeirense residente fora da Região Autónoma”, destaca o texto. No capítulo dos Assuntos Parlamentares e Europeus, o programa informa que “o governo regional intensificará a sua ação junto das suas comunidades migrantes delineando estratégias de atuação cada vez mais concertadas e dinâmicas adequadas a cada uma delas”, valorizando também o movimento associativo. A proposta que presente aos deputados regionais considera “ser fundamental atrair os jovens” das comunidades, apontando como orientações estratégicas “conceber programas de ação para os madeirenses residentes no estrangeiro e lusodescendentes”, a criação de um bando de dados informatizados que permita a caracterização permanente, compromete-se a “acompanhar o movimento migratório, zelar pela sua legalidade”. O executivo madeirense enuncia ainda que vai construir uma plataforma de negócios, que pretende manter contactos permanentes com associações empresariais, comerciais e profissionais no estrangeiro para o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios, bem como criar uma estrutura de apoio ao investidor da diáspora. Outros objetivos referidos são o reforço, em articulação com a Universidade da Madeira e outras instituições de ensino, a participação de lusodescendentes em ofertas formativas, cursos e estágios; a promoção da Marca Madeira como cartaz turístico junto das comunidades. O governo regional pretende ainda “dinamizar, em colaboração com entidades públicas e privadas, ações de apoio social aos madeirenses e seus familiares aquando do seu regresso” à Madeira e quer “manter a participação da Madeira nos protocolos existentes com o Governo da República, tendentes ao acompanhamento dos fluxos migratórios”. É com agrado que registamos e reforçamos o anúncio desta preocupação do novo Governo da Madeira, certos de que, finalmente, temos em Portugal, se bem que a nível regional, um governo interessado em desenvolver parcerias e em partilhar o conhecimento dos emigrantes e todo o seu potencial em iniciativas de mútuo benefício.

A Região Autónoma da Madeira, de onde é originária a maioria dos Portugueses que vive em Venezuela, passa a ter, a partir da época futebolística 2015-2016, que começa em Agosto deste ano, três equipas no escalão maior: Liga Profissional Portuguesa. O Clube de Futebol União, o popular ‘União da Bola’, como é conhecido na ilha da Madeira, conquistou esse direito, ao tornar-se vice-campeão da II Liga de Futebol, numa jornada final de grande emoção, na semana passada, em que dependeu sobretudo de terceiros para festejar a sua subida à I Liga. Fez uma carreira meritória, mas no final com diversas equipas a se equivalerem, teve de esperar o deslize de uma delas para ganhar a segunda posição que lhe garantia a ascensão. A cidade do Funchal passa a ser uma das cidades europeias com mais equipas na divisão maior do futebol do seu País. Em Portugal só Lisboa ganha esse direito, com Benfica, Sporting de Portugal e Belenenses. A capital madeirense, apresenta-se agora

peia, para lá caminha em bom andamento. Passamos muito tempo a falar dos nossos defeitos, das fraquezas que transportamos uma vida inteira coladas em epitáfios, por vezes enganadores e até mentirosos, e esquecemos que os tempos mudam, que surgem novas gerações que fazem das boas práticas uma bandeira para a conquista do lugar que, todos pensamos, ter Portugal entre os demais. É tempo de arrumarmos ao canto a desconfiança e a falta de fé no futuro e seguirmos, com atenção e rigor, novos caminhos que certamente irão criar estabilidade e progresso. Acreditamos que seja essa a intenção das entidades diplomáticas lusitanas ao revelarem os novos desafios que se apresentam aos Portugueses e aos que pretendem investir em Portugal.

três

com o C. S. Marítimo, C. D. Nacional e C. F. União. Resta dizer que a presença do ‘União da Bola’ entre os grandes é um regresso, pois já lá esteve por duas vezes, num total de quatro temporadas. Para a Madeira e para os Madeirenses trata-se antes de mais de uma oportunidade de ter mais visitantes na ilha o que é benéfico para o ambiente de negócios. Para os amantes do futebol a grata oportunidade de verem evoluir nos seus relvados os grandes do desporto-rei nacional, pelo menos três vezes por temporada. Fazendo contas: Benfica, Porto e Sporting deslocam-se por três vezes à Madeira para defrontarem Marítimo, Nacional e União nos jogos da I Liga. Bons jogos em perspectiva e parabéns ao clube azul-amarelo e aos seus sócios e simpatizantes.

Paulo Cafofo segue a prática do seu antecessor na Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque, agora empossado nas funções de Presidente do Governo da Região Autónoma da Madeira. Como são de cores políticas diferentes, é claro que não nos referimos aos programas de governação, mas sim ao apreço e carinho que Cafofo está a demonstrar pelos seus conterrâneos emigrados em Venezuela. Neste fim-de-semana teremos em Caracas uma embaixada funchalense. Mais que manter o contacto com a comunidade a visita é também de fraternidade, pelos laços que nos unem, e de solidariedade, tendo em conta o momento que passamos. Os Portugueses que vivem em Venezuela, sobretudo os Madeirenses que aqui implantaram raízes, saberão ouvir a mensagem que o presidente funchalense e os seus acompanhantes trazem e saberão corresponder à atenção e aos objectivos que as visitas de governantes bem intencionados sempre trazem nas suas deslocações.

Grupo Editorial

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Maio de 2015 | Correio da Venezuela

ENTREVISTA Paulo Cafôfo

“Funchal é cidade de oportunidades”

Para além da atracção de eventuais negócios, há uma série de questões do município que envolvem muitos munícipes que residem no estrangeiro – como é o caso dos assuntos relacionados com o urbanismo. Em que questões concretas gostaria de sensibilizar os munícipes emigrantes? Antes de mais que os serviços da Câmara Municipal do Funchal tratam todos os cidadãos, quer residentes, quer emigrantes, de modo igual e eficiente, estando, ademais, sensibilizados, para as dificuldades que os nossos emigrantes têm e apresentam, que são normais para quem reside, no estrangeiro, quer pela própria língua, quer pelo desconhecimento da legislação. Queremos – é essa a nossa aposta – que os cidadãos, quando recorrem à autarquia, tenham acompanhamento e celeridade nos processos.

Agostinho Silva asilva@dnoticias.pt

Paulo Cafôfo, actual presidente do Funchal, está em Caracas nos próximos dias onde apresenta o projecto “Cidade Com Vida” Paulo Cafôfo é o actual presidente da Câmara Municipal do Funchal, na Madeira, uma cidade com fortes ligações à Comunidade na Venezuela. Cafôfo estará em Caracas nos próximos dias, de 31 de Maio a 2 de Junho para diversas actividades que o CORREIO antecipa nestas páginas. Quais os objectivos desta sua primeira visita a Caracas? Antes de mais gostava de salientar a importância que têm para a Região Autónoma da Madeira, em geral, e para o Município do Funchal, em particular, as nossas comunidades no estrangeiro. Todos nós, sem excepção, temos familiares e amigos que se encontram emigrados. Embora no estrangeiro, os nossos emigrantes continuam a fazer parte da nossa realidade, assumindo, aliás, extrema importância na afirmação da Região. Por um lado, pelo importante papel que têm, nos mais variados níveis, nos países de acolhimento, por outro, pelo muito que têm feito no desenvolvimento e progresso, no Arquipélago, nomeadamente, quando regressam, ajudando a mudar mentalidades, investindo, contribuindo, assim, para a nossa riqueza colectiva. Neste sentido, os objectivos desta primeira visita são o estreitamento de laços entre o Município do Funchal e a nossa comunidade na Venezuela, mostrando também que o Funchal é uma cidade de oportunidades, de mudança, de progresso, de geração de riqueza, a caminho de ser a melhor cidade portuguesa para se visitar, viver e investir. Face à conjuntura na Venezuela,

generação Urbana, e a Loja do Munícipe. Estes projectos respondem a desafios fulcrais de uma cidade do século XXI: o ordenamento urbanístico e do território, a dinamização da atividade económica, o planeamento dos fluxos de circulação urbana, a reabilitação do património e revitalização da cidade, e a preparação da administração autárquica para responder com mais eficácia e rapidez aos cidadãos e às suas necessidades

“Quando regressam, os emigrantes ajudam a mudar mentalidades, investem e contribuem para a nossa riqueza colectiva.”

mas não só, esta não tem sido uma altura propícia para investimentos dos nossos emigrantes. Como lida com esta realidade e que mensagem lhes irá transmitir? É verdade que a situação na Venezuela continua tensa e estamos ainda em período de contracção da economia e, obviamente, enquanto presidente da Câmara Municipal do Funchal, irei transmitir a minha solidariedade, preocupação e atenção, pela situação no país, quer nos contactos que manterei com a nossa comunidade, quer nos contactos com entidades oficiais, procurando, além disto, transmitir, no que se refere ao investimento, uma mensagem de esperança e de boas possibilidades, visto já haver sinais positivos de recuperação económica, na Região e no Funchal, sendo prova disso os vários projectos de investimento que têm entrado na autarquia no âmbito do programa “Cidade Com Vida”, com incentivos

fiscais à reabilitação urbana de edifícios. Nem sempre os governos e as autarquias respondem adequadamente às solicitações e pedidos de informação dos emigrantes, sobretudo quando estes não estão familiarizados com os regulamentos em vigor. Como é que a Câmara do Funchal pode ir ao encontro dos anseios dos emigrantes em geral e potenciais investidores em particular? A Câmara Municipal do Funchal têm presentemente, em curso, o que consideramos ser cinco projectos essenciais de actuação essenciais e que em muito irão alterar o Funchal, fazendo com que a cidade evolua, se torne mais moderna, mais ágil, mais acolhedora e amiga dos cidadãos, dos visitantes, dos investidores. Refiro-me, em concreto, ao Plano Diretor Municipal em revisão, o Programa de Revitalização do Comércio, o Plano de Mobilidade e Transportes, a Re-

O que é que o município do Funchal pode garantir ao seus munícipes no estrangeiro para que estes se sintam confortáveis na recuperação e dinamização de prédios? Num projecto integrado e participativo, juntando à autarquia, entidades empresariais, iniciativa privada e moradores, a Câmara Municipal do Funchal definiu e criou uma área de reabilitação urbana (ARU) com 1,13 km2, a que deu o nome de “Cidade Com Vida”, que integra 1.934 edifícios elegíveis no centro do Funchal. Esta iniciativa envolve incentivos fiscais e apoios aos investidores para estimular e promover a reabilitação dos edifícios da área de intervenção, alavancando a economia, tanto ao nível da construção, bem como na revitalização do comércio. Falamos de isenções ao nível do IMI, IMT, benefícios com IRS e o IVA, entre diversas outras taxas urbanísticas. A esta importante iniciativa, junta-se ainda o “Programa de Revitalização do Comércio e Serviços do Funchal”, que culminou com a elaboração de cerca de 70 medidas e que visam a revitalização da economia através do incremento de novas dinâmicas de oferta, de proximidade, de atractividade das zonas comerciais tradi-

cionais e da elevação da qualidade dos produtos e serviços. Que tipo de incentivos existem actualmente, que possam ser aplicados directamente na situação típica de emigrante? No programa “Cidade Com Vida” temos um alargado conjunto de incentivos e benefícios fiscais. Relembro ainda a redução, em 50%, das taxas/licenças aplicadas aos comerciantes. E já este ano vamos ter o Balcão Único do Investidor, em que cada munícipe/empresário terá um acompanhamento personalizado, basicamente um responsável de processo que será o único ponto de contacto, para diminuir a dispersão burocrática. Mas o Funchal é também uma cidade fiscalmente amiga dos cidadãos. O IMI (Imposto Municipal sobre os Imóveis) está a ser anualmente reduzido até chegar à taxa mínima, 0,30. A esta medida juntase outra, recentemente aprovada, de redução do IMI para as famílias com filhos. E anualmente também devolvemos 1 ponto percentual do IRS aos cidadãos. Antes desta sua deslocação, muitos outros governantes e autarcas passaram pela Venezuela. Às vezes os emigrantes falam de promessas que são logo esquecidas no regresso… Como pensa contornar esta questão? Temos comprovado com a nossa governação na Câmara Municipal do Funchal que somos um executivo que cumpre as suas promessas. Estamos a viver num novo tempo em que a chave do nosso futuro está nos cidadãos. Não tenhamos também dúvidas que este é o tempo de acabar com as políticas descontínuas, segregadoras, burocráticas e negligentes. Para além dos problemas internos na Venezuela, os emigrantes olham para Portugal como o país onde muitos foram “traídos” por alguns bancos e pela crise que destruiu muitas famílias. Como lhes descreveria o Portugal actual e do futuro próximo? Portugal teve de recorrer à ajuda externa e a um difícil Programa de Assistência Económica e Financeira mas creio que os próximos tempos são de confiança e esperança, havendo já indicadores positivos, nomeadamente com a economia e a criação de emprego a dar sinais de vitalidade. Ou seja, além de sermos, hoje, um país muito mais moderno e desenvolvido, em que a democracia está bem enraizada, mau grado os péssimos exemplos de algumas instituições bancárias, temos cumprido os nossos compromissos, o que é muito positivo para as instituições e investidores.


Correio da Venezuela | Maio de 2015

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Maio de 2015 | Correio da Venezuela

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Paulo Cafôfo em Caracas com lista de incentivos

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Política Fiscal em Portugal debatida no Hotel Pestana

Agostinho Silva asilva@dnoticias.pt

Agostinho Silva asilva@dnoticias.pt

O presidente do Funchal e o Bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas trazem novidades fiscais que poderão interessar à comunidade portugesa Paulo Cafôfo, presidente da Câmara do Funchal, é o convidado de honra de um almoço com a comunidade portuguesa, este domingo no Centro Português, em Macaracuay. O autarca integra uma comitiva que viaja de Portugal e que inclui outros representantes da autarquia e membros da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, para além de uma delegação da CGDCaixa Geral de Depósitos. Esta é a primeira vez que Paulo Cafôfo visita Caracas. A Câmara do Funchal tem um longo historial de ligações à Venezuela; o presidente que dirige a autarquia desde o final de 2013 pretende manter e até alargar essas relações e é nesse sentido que Paulo Cafôfo aproveitará os vários contactos para anunciar uma série de boas notícias relacionadas com a nova gestão do Funchal, como é o caso do programa ‘Cidade Com Vida’, com interessantes incentivos fiscais à reabilitação

Iniciativa da Ordem dos Técnicos de Contas realiza-se em Caracas, a 2 de Junho

Paulo Cafôfo e Miguel Gouveia Silva estão em Caracas.

urbana. O ponto alto da visita acontece no domingo, num almoço organizado pela Câmara Luso-Venezuelana de Comércio, Turismo e Afins, com a colaboração do Escritório de Representação da CGD em Caracas, que aproveitará a oportunidade para apresentar o novo responsável, José Damas Branco. A presença em Caracas do Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas é o aspecto que marcará estes contactos com a comunidade portuguesa. Domingues Azevedo traz uma série de novidades e esclarecimentos que interessarão a muitos potenciais investidores em Portugal, muitos dos quais já são proprietários no nosso

país. Para além da intervenção no almoço de domingo, o representante máximo dos Técnicos Oficiais de Contas é o cabeça-de-cartaz da conferência que se realiza na manhã de segunda-feira no Hotel Pestana, com entrada aberta aos interessados em ouvir falar e tirar dúvidas sobre a “Política Fiscal em Portugal.” Para além do almoço no Centro Português, e a conferência no Hotel Pestana, a comitiva que viaja de Portugal terá ainda oportunidade de participar em iniciativas promovidas pela Academia do Bacalhau de Caracas e pelas senhoras da Academia da Espetada, também de Caracas. A comitiva regressa a Portugal na quarta-feira, dia 3 de Junho.

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‘Made In Madeira’ quer interligar as comunidades Agostinho Silva

A ideia nasceu na Madeira há um ano e está a ser dinamizada por Ivo Correia. Trata-se do ‘Made in Madeira’, um projecto no espaço virtual da Internet que pretende promover a interacção entre as diferentes comunidades madei-

renses espalhadas pelo mundo, através de um directório para empresas, com toda a informação útil. “Pretendemos que o ‘Made in Madeira’ seja uma porta de entrada para essas comunidades na sua própria terra”, assume Ivo Correia, empresário com profundo conhecimento da diáspora. “Queremos

ser o elo de ligação para todos aqueles que por diversas razões tiveram que deixar a sua ilha. Desta forma inventamos caminhos para satisfazer os desejos mais saudosistas das comunidades madeirenses no estrangeiro.” Tudo o que é preciso fazer é registar-se na plataforma www.

Os portugueses radicados na Venezuela vão poder discutir e tirar todas as dúvidas sobre os seus negócios em Portugal, em matéria fiscal. ‘Política Fiscal em Portugal’ é o tema da conferência que terá lugar na manhã da próxima segunda-feira, 2 de Junho, no Hotel Pestana. A conferência está aberta a todos os interessados da comunidade portuguesa, que beneficia do facto de ter ali disponível um dos maiores especialistas de Portugal em matéria fiscal. Tratase de Domingues Azevedo, Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC), uma figura amplamente conhecida em Portugal pela frequência com que é chamado a esclarecer questões nos diversos órgãos de Comunicação Social, em particular os canais nacionais de TV. A presença da OTOC em Caracas coincide com a deslocação de uma comitiva da Câmara Municipal do Funchal, liderada pelo presidente Paulo Cafôfo. Aliás, na conferência de segunda-feira,

madeinmadeira.pt onde há um espaço para promover a interacção. “O Made in Madeira procurará envolver-se junto destas comunidades, satisfazendo as suas necessidades e interesses, para que estas mantenham o orgulho e as raízes madeirenses”, revela Ivo Correio. Na plataforma as pessoas poderão encontrar referências específicas das várias comunidades. Por exemplo, alguém que reside em Caracas e pretende deslocar-se a Londres (Inglaterra), ou a Joanesbrurgo (África do Sul) ou a São Paulo (Brasil) pode facilmente fazer uma lista de sítios recomendados pela comunidade portuguesa daquelas cidades. Desde restaurantes a clubes e associações, a produtos e

no Hotel Pestana, o autarca funchalense também será um dos participantes, tal como José Luís Ferreira, enquanto presidente da CAPORVEN-Câmara Luso-Venezuelana de Comércio, Indústria, Turismo e Afins. Na conferência competirá ao Bastonário dos Técnicos de Contas, Domingues Azevedo, explanar o quadro actual da Política Fiscal em Portugal, com particular ênfase para o ‘Papel Fundamental dos Técnicos Oficiais de Contas’. Nessa sequência, o Bastonário fará uma exposição das ‘Oportunidades de Negócio com o Quadro Fiscal Actual’, naquela que será uma excelente oportunidade para os empresários portugueses avaliarem potenciais investimentos em Portugal, numa perspectiva que raramente é abordada. Seguir-se-á depois um período para perguntas e respostas, onde todos os participantes poderão colocar as suas dúvidas, aproveitando a presença do Bastonários dos Técnicos de Contas. A conferência conta ainda com uma intervenção de Ana Vinagre, responsável em Portugal pela Direcção Internacional de Negócios da CGD-Caixa Geral de Depósitos. Ana Vinagre desloca-se a Caracas também para a apresentação à comunidade local do novo responsável pelo Escritório de Representação, Damas Branco.

outras curiosidades. “Registe-se na nossa plataforma, e mantenha o contacto à distância de um click com as suas raízes”, apela Ivo Correia. “Para todos aqueles que sentem a falta da magia da Ilha, ou para aqueles que vêm à sua descoberta, nos nossos espaços Made in Madeira online, e nossa loja no centro do Funchal, fomentamos as tradições e os hábitos da Região”. Para tal, a loja online permitiu “inventar caminhos para satisfazer os desejos mais saudosistas das comunidades madeirenses, assim como também as necessidades e caprichos dos curiosos, que à distância pretendem descobrir as sensações regionais.”


Correio da Venezuela | Maio de 2015

Entrevista / Antonio Ramírez Uzcátegui

“Acreditamos neste país e nos portugueses que vivem aqui” Director Geral do Novo Banco, sucursal Venezuela, explica, em entrevista ao CORREIO, o crescimento sustentado da instituição financeira ao longo dos três anos de actividade Sergio Ferreira Soares

Muito se tem comentado entre comunidade luso-venezuelana acerca da crise que afectou o Grupo Espiríto Santo. O pessimismo dominou, inicialmente, todos aqueles que, procurando informação sobre os seus investimentos em Portugal, procuraram respostas entre os meios de comunicação portugueses e internacionais. Foram momentos muito confusos, em parte gerados por rumores e contradições, que inclusivamente colocaram em questão o trabalho e os esforços levados a cabo pelo grupo de profissionais que se encontra à frente da nova instituição financeira, criadas com os activos sólidos do extinto BES. Mas como é que o Novo Banco, sucursal Venezuela, ultrapassou aqueles dias de incerteza? Em entrevista exclusiva ao CORREIO da Venezuela, Antonio Ramírez Uzcátegui, Director Geral do banco no nosso país, conta como foi. “Primeiro há que se dizer que o extinto Banco Espírito Santo começou a operar na Venezuela em Janeiro de 2012, depois de uma fase pré-operacional de mais de um ano. Hoje temos mais de três anos operando como banco universal e contamos com uma carteira de mais de 5.200 clientes, apesar de que o ano de 2014 tenha apresen-

tado muitos desafios e exigências”, começa por dizer o Director da sucursal Venezuela. “O Nosso Plano de Negócios 2014 incluía a abertura de entre 3 a 5 novas agências em Caracas para dar resposta aos nossos clientes. Este objectivo não foi possível concretizar por duas razões. Em primeiro lugar, devido à situação gerada pelos distúrbios que ocorreram no país entre os meses de Fevereiro e Maio, tendo como epicentro os acontecimentos verificados na zona de Altamira, que é onde temos a nossa única agencia e principal. Isto afectou o crescimento inicial. No entanto, com o esforço e diligencia de todo o nosso pessoal, o banco sempre esteve aberto ao público: nunca deixamos de prestar o serviço bancário aos nossos utentes e clientes”, explica Antonio Ramírez Uzcátegui. A segunda razão que explica o travão na expansão da instituição na Venezuela durante 2014 foi a crise do Grupo Espírito Santo. “Isto surpreendeu-nos a todos a nível local, pois não tínhamos conhecimento do que é que estava a acontecer. Contudo, em plena crise em Portugal, nós dedicámo-nos a transmitir ante os reguladores, fornecedores, clientes e todas as entidades que trabalham connosco, o que nós havíamos conseguido e que estava reflectido nos nossos

resultados. Fechámos um primeiro semestre no positivo e com indicadores promissores, cumprindo as metas do Plano de Negócios que havíamos apresentado a SUDEBAN como órgão regulador”, argumentou o director do Novo Banco Venezuela. “Tivemos um efeito negativo imediato desde o ponto de vista da reputação”, confessa o director

bancário, explicando que sofreram um dano reputacional no início junto da comunidade portuguesa que se viu afectada pelos seus investimentos no Grupo Espírito Santo, de Portugal. “O que fizemos foi dar um ‘cara a cara’: uma presença ante o regulador e os clientes para informar-lhes que a nossa carteira de activos e de passivos estava bem gerida. Os clientes mantiveram-se firmes connosco. Foi concretizado um aumento de capital, um reforço do património da sucursal, em 5 milhões de dólares, o que colocou o índice de solvência e liquidez acima de toda a banca na Venezuela entre Julho e Agosto de 2014”, acrescentou. Sobre a criação do Novo Banco, o Director da sucursal venezuelana qualifica como “importante” esta decisão do órgão regulador português, já que reservou os activos não tóxicos para esta nova instituição financeira. “De resto, apesar de todas estas circunstâncias, fechámos 2014 com índices e metas em cumprimento do Plano de Negócios inicial apresentado, o que é um êxito desde o ponto de vista de gestão a nível local. Posteriormente, a partir de 4 de Fevereiro de 2015, o órgão regulador venezuelano aceitou a alteração de designação da marca para Novo Banco,

Apelo à comunidade “A nossa carteira de clientes conhece-nos e nós conhecemos-lhes a eles. Estamos com muito gosto sendo um banco internacional português. Queremos continuar a sê-lo e avançar, com todo esse apoio da comunidade portuguesa que temos tido ao longo destes três anos. Este é um banco que pode apoiar todo o que possam necessitar. Nós somos um banco bastante ágil e dinâmico, isto é, temos uma dinâmica que nos permite entender rapidamente o que podem necessitar os nossos clientes, que têm visto como podemos resolver e apoia-los, sempre com muita segurança e transparência”, finalizou Ramírez Uzcátegui.

Venezuela 7 o que nos tem permitido continuar avançando e crescendo”, explicou Ramírez Uzcátegui. Mas como é que a crise em Portugal não afecta a operação na Venezuela? O responsável pelo mercado local assegura que tal se fica a dever à credibilidade. “Como somos um banco jovem, conhecíamos perfeitamente todos os clientes e os clientes conheciam perfeitamente quem está à frente da instituição cá no país. Mantivemos a confiança que se havia ganho nos dois primeiros anos com o desenvolvimento das nossas actividades e conseguimos, por meio de uma comunicação muito efectiva, do ‘cara a cara’, que se entendesse que nós éramos mais uma vítima de toda uma crise que tinha surpreendido tudo e todos. Isso foi entendido não só pelos clientes, como também pela entidade reguladora”, expôs o ex-sócio da firma KPMG. Banco com números positivos Clarificado o tema da crises, é inevitável perguntar acerca do crescimento do banco. “Hoje podemos dizer com grande orgulho que contamos com mais de 5.200 clientes, mas é importante sublinhar que começámos desde o zero”, indica o Director General de Novo Banco, sucursal Venezuela. “O tema das agências ficou condicionado pela situação de transição que se vive com a nossa casa-mãe: nós somos um banco internacional europeu de origem portuguesa e a nossa casa-mãe está em processo de venda. Portanto, não há perspectivas de crescimento até que isso se decida. Agora estamos num crescimento sustentado, potenciando o que temos, que é a nossa agência principal; potenciando a criação dos produtos que desde aqui podemos pôr ao serviço dos nossos clientes. Isso é o que temos feito: optimizar e maximizar os esforços dentro da nossa dimensão. Os resultados da instituição no final de Abril de 2015 mostram lucros líquidos de Bs. 4.312M, o que representa um incremento de Bs. 4.209M relativamente a Dezembro de 2014. “Isto é o resultado dum crescimento acelerado das nossas carteiras de créditos e de investimentos, graças a uma adequada gestão da liquidez do banco, sempre em função de se obter a máxima rentabilidade dos fundos captados junto dos clientes”, argumenta o director de Novo Banco. Em volume de negócios activos, para o mês de Abril de 2015, a carteira de créditos líquida do banco é de Bs. 981.334M, o que representa um crescimento de 35% relativamente a Dezembro de 2014, contando com uma das morosidades mais baixas do sistema financeiro nacional.


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Maio de 2015 | Correio da Venezuela

Madeira

Negócios

Venezuela e África do Sul Empresários de Carabobo ficaram na rota de Albuquerque a conhecer mais sobre Portugal

Victor Hugo DN MADEIRA

Chefe do executivo madeirense fará ainda este ano visitas às comunidades daqueles países As comunidades madeirenses radicadas na Venezuela e na África do Sul vão receber a visita oficial do novo presidente do Governo Regional ainda antes do fim deste ano. A confirmação surgiu pela voz do próprio chefe do Executivo madeirense antes de ter proferido o seu primeiro discurso por ocasião do aniversário do município da Ribeira Brava, em 6 de Maio último. “A visita à Venezuela será em Outubro, mas depois das Eleições Legislativas”, acrescentando que “na primeira ou segunda semana de Dezembro”, deslocar-se-á à África do Sul, disse, instantes depois de ter assinado o livro de honra do município ribeirabravense, um concelho, de resto, com forte tradição de emigração para estes dois destinos. Curiosamente, Miguel Albu-

Carlos Balaguera cbalaguera@correiodevenezuela.com

Embaixada de Portugal na Venezuela promove oportunidades de investimentos em terras lusitanas Miguel Albuquerque visitou recentemente o Reino Unido.

querque deu notícia ainda estava no interior do gabinete do presidente da edilidade quando, nessa altura, um emigrante radicado na Venezuela aproveitou o momento para se esgueirar pelo remodelado espaço de trabalho do autarca social-democrata com intuito de saudar o presidente. Na troca de saudações, o presidente do Governo transmitiu ao munícipe que a sua deslocação àquele país da América Latina, e onde muitos madeirenses estão a atravessar grandes dificuldades

Política

face à política imposta por Nicolas Maduro, será efectuada dentro de cinco meses. Já ao DIÁRIO, Miguel Albuquerque sublinhou que o acto oficial acontecerá só depois do acto eleitoral e antes do ano terminar, no caso concreto das comunidades sul-africanas. As visitas à Venezuela e à África do Sul surgem depois de o presidente do Governo Regional já ter estado na Inglaterra onde contactou com a comunidade ali residente.

Reactivar acordos com a Venezuela Élvio Passos DN-MADEIRA

As relações entre os dois povos vêm de longe, mas podem ser valorizadas A CDU promoveu, na segundafeira, 11 de Maio, uma conferência subordinada ao tema ‘Madeira Venezuela: cooperação entre os povos’. O encontro contou com a presença do cônsul-geral daquele país na Região, que aceitou deba-

ter o tema na sede do PCP. Além de Félix Méndez Correa, foi orador o líder regional do PCP. O primeiro falou dos vínculos históricos entre a Venezuela e a Madeira e o segundo sobre os esforços “necessários para que esses laços tenham programas efectivos”. Edgar Silva lembrou que, em 2002, com a visita oficial de Hugo Chávez, foram assumidos vários compromissos de cooperação nunca concretizados. O PCP entende ser benéfico para as partes que os acordos sejam efectivados e, nesse sentido, já entregou um projecto de resolução da ALM, por onde deve passar a maior parte da acção política.

O Consulado Geral de Portugal em Valência, Estado de Carabobo, acolheu, em 15 de Maio último, uma acção de promoção sobre a nova realidade portuguesa como destino de investimento e turismo, a qual contou com as presenças do Embaixador de Portugal, Fernando Teles Fazendeiro, e do representante do AICEP, Carlos Pinto. A iniciativa contou ainda com o apoio do Cônsul Geral em Valência, João Brito Câmara. O Embaixador de Portugal expôs aos empresários presentes a importância de investir em Portugal, um país que tem vindo a desenvolver políticas de crescimento e que logrou, no último trimestre, melhorar a economia em 3%. Após agradecer aos empresários por participarem num evento de suma importância para o crescimento de Portugal, Teles Fazendeiro passou a palavra ao Conselheiro Económico e Representante do AICEP na Venezuela, Carlos Pinto, que apresentou, passo a passo, através de diapositivos e em bom castelhano, as razões pelas quais a economia portuguesa continua a crescer. Entre as iniciativas adoptadas pelo país para merecer novos investimentos encontra-se a simplificação de documentos e da burocracia para a criação de empresas, o que contribuiu para melhorar o ambiente de negócios e a competitividade com novas políticas de trabalho, para flexibilizar e continuar a baixar a taxa de desemprego.

Carlos Pinto explicou ainda que, actualmente, as exportações portuguesas representam 40% do PIB, logrando ainda estar bem posicionado em fornecimento de serviços e de tecnologia. De igual modo, destacou o facto de Portugal se posicionar como o 12° país do mundo com as melhores infra-estruturas, além de possuir uma mão de obra de excelente qualificação e possuir uma das melhores localizações geográficas para lograr entrar no mercado europeu. Na sessão perguntas e respostas, o empresário Mario Papel, indagou acerca das possibilidades dos empresários luso-venezuelanos poderem participar nos convénios de cooperação bilateral. A resposta, dada pelo embaixador, começou por recordar que os “convénios, como é conhecido por todos, vêm sendo realizados com empresas privadas e é o Governo que se encarrega da sua execução”. Já sobre os incentivos para empresários portugueses, o diplomata observou que as “regras são iguais para toda a Comunidade Europeia”. Carlos Pinto acrescentou que os interessados devem consultar junto dos consulados para conhecer que tipo de visto se adequa melhor para o investimento.

Carlos Pinto explicou ainda que, actualmente, as exportações portuguesas representam 40% do PIB, logrando ainda estar bem posicionado em fornecimento de serviços e de tecnologia


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Efemérides

O Dia de Portugal é muito valorizado pela comunidade luso-venezuelana Fernando Câmara

Portugueses e luso-descendentes destacam o seu orgulho lusitano no mês de Junho. Portugal é um dos países com maior quantidade de emigrantes no mundo: Países como o Brasil,

Suíça, França, Alemanha, Canadá e Venezuela, entre muitos outros, receberam com os braços abertos os cidadãos lusitanos com o passar dos anos. No nosso país, a comunidade portuguesa é muito grande e conseguiu fixar raízes há décadas. Apesar de longe da sua terra, ou da dos seus progenitores, guardam recordações de diferentes formas. O Dia de Portugal é a ocasião propícia para demonstrar o grande orgulho em ser português num país tão distante como a Venezuela.

Alfredo Amaral Presidente do Centro Marítimo de Venezuela Oriundo de Coimbra. Chegou à Venezuela no início da década de 1980.

Como vive o Dia de Portugal? “É um dia especial, é o Dia de Portugal e dos portugueses. No nosso caso particular, que somos emigrantes, comemoramos por estar longe da nossa terra.” Como vê o Dia de Portugal nos novos tempos? “Nos últimos tempos não tem sido fácil. Lamentavelmente, com a situação que o país vive, não tem sido fácil. Antes íamos para a Praça Bolívar e agora estamos encerrados nos clubes. Tratamos de celebrar nos clubes. Esperamos que no próximo ano, as coisas melhorem para nós e para todos.”

Gil Andrade - Presidente do CP

Natural da Boaventura, Ilha da Madeira. Vive na Venezuela há 33 anos. Como vive o Dia de Portugal? “Para nós no clube é um dia muito importante devido a que são as nossas raízes e tudo o que significa Luís de Camões para nós.” Como vê Portugal a esta distância? “Portugal é o país onde nasci e obviamente sinto saudades.” Como vê o Dia de Portugal nos novos tempos? “Aproxima-se o Dia de Portugal e também o aniversário do clube, queremos dar aos nossos sócios o melhor para ambas as comemorações. Também a partir da nossa instituição estamos a trabalhar por um país melhor.”

Marcelino de Canha Cônsul Honorário de Portugal em Maracay Natural da Ponta Delgada, Ilha da Madeira

Como vive o Dia de Portugal? “Nós aqui em Maracay fazemos uma oferta a Bolívar e a Camões junto ao CPA. O consulado colabora com o evento e também a comunidade. Recordamos o que Camões influenciou o nosso país e sabendo que Portugal é um dos poucos países que celebra o dia da pátria. Agradecemos à comunidade.” Como vê Portugal a esta distância? “Acho que é um orgulho representar a comunidade portuguesa na Venezuela. Portugal faz parte do nosso ADN. Felizmente, posso visitar a minha terra. Apesar de visitá-la, sinto saudades do meu país e penso que todos os portugueses sentem mesmo. Comunico com os meus amigos.” Como vê o Dia de Portugal nos novos tempos? “Acho que é muito importante associação do Dia de Portugal. No caso da Venezuela, sabemos a situação do país, no âmbito cultural, politico, económico, entre outras coisas. Apesar disso, a comunidade portuguesa soube ultrapassar todas essas dificuldades, somos considerados como parte importante da sociedade venezuelana e estamos a trabalhar para levar este país em frente e fazer dele um melhor lugar para o futuro.”

Víctor Vieira Presidente do Centro Português Venezuelano de Guayana Nascido em Santo António, Madeira. Desde 1977 que vive na Venezuela.

Como vive o Dia de Portugal? “Fazemos uma oferta floral na praça do clube, mais uma actuação da Orquestra Sinfónica de Ciudad Guayana. Temos uma ordem das comunidades portuguesas que entregaremos a Juan Gonçalves, que foi dirigente do clube durante 10 anos. Para além dos rituais que fazemos todos os anos.” Como vê Portugal a esta distância? “Portugal é visto como um exemplo de como recuperar a sua situação financeira, com os compromissos que têm, como se ergueram através do trabalho. Nos que seguimos o que se passa lá e que viajamos até lá constantemente, vemos as coisas positivas que fizeram.” Como vê o Dia de Portugal nos novos tempos? “Tudo está difícil. Penso que através dos anos sinto que já não há tanto ânimo. Mas tenho amigos que estiveram aqui quando o celebramos e ficaram impressionados. Podemos sair desta situação, outros países fizeram-no, e podemos superar. Não vejo motivo para desanimarmos. Esta é uma prova que nos colocaram, há que ter paciência. Vamos recuperar.”

Paulino Ramos Presidente do Centro Social Madeirense

Pedro Gonçalves Cônsul Honorário de Portugal em Los Teques

Como vive o Dia de Portugal? “Vemo-lo como um dia muito especial para todos os portugueses. Perdeu-se o costume de celebrá-lo. Aqui em Valência, celebrávamos durante vários dias, com desfile, uma missa, actividades desportivas, ofertas florais, uma corrida de cavalos, entre outras coisas. No domingo, encerrávamos com um desfile, inclusive com mais de 10 grupos folclóricos. Como presidente, quero recuperar isso. Este ano, faremos a corrida de cavalos, o desfile, entre outras coisas.” Como vê Portugal a esta distância? “A vida do emigrante não é fácil, muitos venezuelanos fazem-no e não sabem o que os espera. A recordação está aí. Por isso se construíram estes clubes. Para recordar. Felicito as pessoas que quiseram fazer clubes, para manter os nossos costumes. ” Como vê o Dia de Portugal nos novos tempos? “Nós devemos unir-nos para que o Dia de Portugal retome na Venezuela e em todo o mundo, para mostrar que os portugueses na Venezuela existem.”

Como vive o Dia de Portugal? “Acho que é uma data importante. Nós conseguimos montar a Praça Camões e com a vantagem de que foram as pessoas que escolheram que se fizesse a praça. Também havia a hipótese de Afonso Henriques ou Santo António de Lisboa. As pessoas votaram em Camões. Hoje em dia, trabalhamos com a comunidade diariamente.” Como vê Portugal a esta distância? “Vejo com grande admiração. Falamos de Portugal e as pessoas emocionam-se. Os filhos ou netos dizem que são portugueses com orgulho. Há portugueses ou filhos em todos os ramos, tanto profissionais como empresários.” Como vê o Dia de Portugal nos novos tempos? “Há que recordá-lo. Há que passar o Dia de Portugal e passar a mensagem aos nossos filhos e aos jovens. Não deixar que os costumes sejam esquecidos”.

Oriundo de Campanário, Ilha da Madeira.

Local de nascimento: Calheta Ilha da Madeira. Há mais de 40 anos que emigrou para a Venezuela.

Dora Freitas - Cônsul Honorário em Mérida

Os seus pais são naturais da Camacha, Ilha da Madeira. Nasceu em Mérida. Como vive o Dia de Portugal? A comunidade em Mérida é pequena. Mas não é por isso que deixa de ser importante. Nesta cidade não há uma celebração formal, é mais informal porque cada qual celebra o dia no seu canto. Inclusive grande parte são luso-descendentes. O dia de Portugal é importante porque permite-nos resgatar muitas coisas: Os costumes, os nossos valores, entre muitas outras coisas.

Dora Freitas - Cônsul Honorário em Mérida

Nascido em Maracay, Estado de Aragua. Os pais nasceram no Algarve, no sul de Portugal. Como vive o Dia de Portugal? “Realizamos um acto protocolar para enaltecer esta data importante, é importante para os portugueses na Venezuela e no mundo. Damos muita importância a esse acto. Convidamos gente importante.” Como vê Portugal a esta distância? “É um país que começa a sair da crise. Vem de um desenvolvimento sustentável. O governo actual está a fazer as coisas de forma correcta e o país está a recuperar. Isso dá confiança a todos os portugueses. Temos a esperança que saem desse processo. Inclusive já pediram o pagamento adiantado da dívida.” Como vê o Dia de Portugal nos novos tempos? “Queremos sempre ressaltar essa data. Convidamos um orador para falar de tudo o relacionado com Portugal.”

A vasta história do Dia de Portugal O Dia de Portugal é uma das comemorações mais importantes de terras ibéricas. É marcado no calendário a 10 de Junho, data que também é conhecida como o dia da morte de Luís Vaz de Camões – 10 de Junho de 1580. Um decreto emitido a 12 de Junho dava a hipótese de que os concelhos pudessem escolher um dia por ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais. No entanto, com a Constituição de 1933, todas essas festas ficaram sem efeito. Luís de Camões representava o génio da nação na sua dimensão mais brilhante, e os republicanos celebravam o 10 de Junho por ser data da morte do poeta, apesar de que nos primeiros anos da República, era considerado um feriado exclusivamente municipal.


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Comunidade

CP celebra Dia da Madeira Fernando Câmara

Uma comemoração que decorre ao longo de dois dias no clube situado em Caracas. O Dia da Madeira é festejado a 1 de Julho e assinala o momento no qual Portugal concede autonomia ao arquipélago, em 1976. É uma comemoração que não se celebra apenas na Pérola do Atlântico: Também é celebrado pelos cidadãos madeirenses que vivem espalhados pelo mundo. O Centro Português, situado na urbanização Macaracuay de Caracas, prepara-se para acolher, como de costume, as celebrações oficiais da Comissão Pró Celebração do Dia da Região Autónoma da Madeira na Venezuela. Este ano, o programa de festas conta com diversas actividades para desfrute dos participantes, e conta com a presença de Rubina Leal, secretária regional dos Assuntos Sociais e da Inclusão, do Governo Regional da Madeira.

Empresas

Programa Domingo 28 de Junho. Sala Principal à 1:00 pm. Pequeno-almoço com o espectáculo de Álex Gonçalves “Con todo respeto”. Actua também Carlos Kanto e a sua banda. Quarta 1 de Julho. Actos comemorativos do Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses. · Ofertas florais ao Libertador Simón Bolívar e Luís de Camões, pelas 5:30 pm, no CP. · Missa de Acção de Graças oficiada pelo padre Alexandre Mendonça, na capela do CP, às seis da tarde. · Concerto da Orquestra Sinfónica de Venezuela, com o grupo coral do CP e o tenor venezuelano Robert Girón. Sala principal, às 7:30 pm.

Habitação

Casas do Grupo Lena chegam a mais famílias em Ciudad Zamora Sergio Ferreira Soares

Foram projectadas 4.200 habitações nesta urbanização Um total de 120 famílias de diferentes sectores beneficiaram da entrega de habitações na urbanização Ciudad Zamora, no município Urdaneta, Estado de Miranda. O acto de entrega, realizado no passado 30 de Abril, foi presidido pelo vice-ministro da Habitação e Desenvolvimento Urbano, Nelson Rodríguez, que surgiram acompanhados por representantes do Grupo Lena, responsável pela execução do projecto. A cerimónia integrou a celebração dos quatro anos da Missão

Habitação Venezuela, que foi assinalada à escala nacional. Do total de habitações, que possuem uma área de 72 metros quadrados, com três divisões, duas casas de banho, sala de jantar, cozinha e lavandaria, 105 foram adjudicadas a pessoas oriundas de sectores como Nueva Cúa, Las Brisas de Urdaneta e Cristóbal Rojas, Los Alpes de Tomás Lander, Guaicaipuro de Paz Castillo e da zona central de Independencia. O projecto representa a quinta fase desta urbanização, que começou a ser construída em Janeiro de 2012, na sequência de um investimento de mais de 6,9 milhões de dólares. “Estamos dando resposta ao convénio Venezuela-Portugal; as metas estão sendo cumpridas na sua totalidade, assim como cumprimos com o legado do nos-

so líder eterno Hugo Chávez Frías”, disse o vice-ministro, recordando que para Ciudad Zamora estão projectadas 4.200 habitações, das quais já foram entregadas até à data 1.740, sendo que as outras 2.400 se encontram em execução. O grupo Lena, que está a executar o convénio habitacional Venezuela-Portugal em Valles del Tuy, possui capacidade para edificar 400 habitações por mês. Estas estão a ser construídas nas urbanizações Ciudad Zamora de Urdaneta e Lomas de Guadalupe de Tomás Lander. Os representantes da empresa informaram que a meta para este ano é de 3 mil habitações. O plano social já levantou mais de 700 mil casas em toda a Venezuela, e estima-se que este número venha a ser de um milhão até ao final do corrente ano.

Banco Plaza regista quinto maior crescimento no seu activo total Sergio Ferreira Soares

Banco destacase com um activo total de Bs. 20.067 milhões no final do primeiro trimestre, representando um crescimento anualizado de 72% O Banco Plaza, instituição financeira venezuelana fundada em 1989 e com raízes lusitanas, registou um crescimento anual de 72% no seu activo total, fechando assim o primeiro trimestre de 2015 com um acumulado de Bs. 20.067 milhões nesta rubrica. A consultora Aristimuño Herrera & Asociados afirmou que este incremento anualizado coloca o banco acima da média do sistema financeiro, o que foi alcançado em 64,7%, sendo o quinto maior crescimento entre os 20 primeiros bancos líderes nesta rubrica. Em termos de captação de clientes, foi registado um crescimento acima do sistema com um aumento de 72% face a 67,2% da banca comercial e universal no período de Março de 2014 e Março de 2015, sendo o oitavo banco com maior crescimento do mercado, e posicionando-se igualmente entre os 20 bancos líderes neste campo. Do total das captações de clientes, 66,5% é composto por depósitos à ordem.

A gestão positiva na actividade creditícia foi reflectida com um crescimento anual da ordem de 57,5%, para um total de carteira de Bs. 9.813,8 milhões, acompanhada por um excelente desempenho no processo de análise de crédito que permitiu finalizar o primeiro trimestre do ano em curso, com um índice de morosidade de 0,38%, situando-se por debaixo da média da banca de 0,43%, com uma cobertura da carteira imobilizada de 583,72%, apreciando-se uma clara visão de negócio enfocada no cliente. Isto demonstra a excelente condução na gestão da carteira de créditos, principal activo do banco, e cujo peso dentro do activo total do Banco Plaza alcança os 48,9%. O crescimento na carteira de créditos do Plaza incidiu na melhoria do seu índice de intermediação creditícia ao encerrar Março nos 52,86%, posicionando-se como o décimo banco com maior intermediação de crédito do sistema. As receitas provenientes da actividade creditícia contribuíram, no final do primeiro trimestre, com 66,9% do total dos lucros do Plaza, ocupando o décimo lugar neste ranking e situando-se por acima dos 66,4% mostrado pelo sistema, assinala a Aristimuño Herrera & Asociados. O aumento anualizado no resultado líquido de 61,3% que se acerca dos 69,3% alcançado pelo mercado, permitiu ao Plaza um nível de Rentabilidade sobre o Património (ROE) de 47,3%, superior aos 46,5%, registado em Março de 2014.


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Serviços

Consulados promovem novas permanências

Recenseamento

Consulado lança campanha CORREIO/LUSA

Iniciativa visa sensibilizar para a importância do recenseamento para a participação nos processos eleitorais portugueses

Sergio Ferreira Soares

Seis Estados da Venezuela acolhem jornadas consulares nos próximos dias. Os consulados gerais de Portugal em Caracas e Valência continuam o projecto de impulsionar novas permanências consulares no interior do país, com a finalidade de acompanhar a comunidade luso-venezuelana e para que todos os cidadãos tenham em dia os seus passaportes, cartão de cidadão e outros documentos de grande importância. É por isso que seis novas localidades serão beneficiadas com jornadas especiais nas próximas semanas. O consulado geral de Portugal em Valência, Estado de Carabobo, levará a cabo uma jornada consular em Puerto Cabello, no sábado 30 de Maio, entre as 10:00 am e as 05:00 pm, na Câmara de Comércio, situada na avenida principal de Cumboto Norte. Para mais informação sobre esta jornada pode ligar para os números de te-

lefone (0242)3640367 / 3640510 / 3645656. Por seu turno, o consulado geral de Portugal em Caracas organizou quatro dias de visitas pelo interior, entre os dias 25 e 29 de Maio. O início foi a 25, em Valle de la Pascua, Estado de Guárico, prosseguindo dia 26 em Barcelona, Estado de Anzoátegui. Dois dias mais tarde, a 28 de Maio, o titular

do posto consular, Luiz de Albuquerque Veloso, e o conselheiro das comunidades portuguesas, António de Freitas, continuarão o seu percurso até Maturín, Estado de Monagas, nas instalações Industrias D. Pedro, as 1:30pm. Para finalizar, a 29 de Maio, será realizada uma permanência consular no Hotel La Ribera, em Tucupita, Estado do Delta Amacuro, as 10:00am.

O Consulado Geral de Portugal em Caracas lançou, no passado 6 de Maio, uma campanha de sensibilização da importância do recenseamento para a participação nos processos eleitorais portugueses, disse à Lusa o cônsul. Segundo Luiz de Albuquerque Veloso, o interesse para as eleições em Portugal é muito baixo. “Temos constatado que as pessoas não se interessam muito sobre as eleições (em Portugal) e por isso estamos a fazer aqui uma campanha para que as pessoas se recenseiem”, disse. Segundo o cônsul, a campanha, que decorrerá por tempo indeterminado, nas instalações do consulado, conta “com a colaboração dos conselheiros das

comunidades”. “É importante que não seja sempre o consulado a insistir, contamos com os conselheiros para sensibilizar as pessoas, o que é importante, por serem pessoas que vivem cá”, frisou. Por outro lado, o conselheiro António de Freitas explicou que no primeiro dia da campanha, vários cidadãos portugueses que estiveram no consulado manifestaram dúvidas quanto à participação nos processos eleitorais e sobre o que acontecerá no futuro se se abstiverem ao longo de várias eleições seguidas. “Quando pretendemos conseguir alguma coisa para beneficiar a comunidade os políticos (portugueses) fixam-se na quantidade de pessoas que estão recenseadas. Fala-se de que somos mais de um milhão (de cidadãos portugueses na Venezuela) mas apenas alguns milhares estão recenseados. Quanto mais recenseados houver haverá mais votos e será maior a possibilidade de nos fazermos ouvir e de, por exemplo, conseguir equipamentos e funcionários para os consulados”, disse. Segundo diversas fontes, na Venezuela estão recenseados pouco mais de sete mil portugueses.

Idioma

Semana da Língua Portuguesa celebrada na UCV Fernando Cámara

O Departamento de Idiomas organizou esta iniciativa. A Escola de Idiomas da Universidade Central de Venezuela realizou a Semana da Língua Portuguesa, de 5 a 7 de Maio, no auditório da Escola de Administração e Contabilidade da mesma casa de estudos. O evento foi encabeçado pelos

professores Sofia Saraiva, Enrique de Sá, Luicius Daniel e Digna Tovar, que dão aulas de Português na UCV. Tovar, que exerce o cargo de chefe do Departamento de Português na Faculdade de Idiomas da UCV, explicou o motivo deste importante acontecimento. “Estas actividades são extra-cátedra e querem ficar para incentivar os estudantes a participar. Nós queremos quebrar a visão das típicas aulas nas quais o professor leva tudo aos alunos. Eles devem entender que o processo de aprendizagem depende muito deles e por isso

devem participar activamente. Foram programados colóquios para que eles pudessem demonstrar, primeiro a eles próprios e depois a nós, que fizeram um bom trabalho, que têm conhecimento porque já estão a finalizar o curso.” É a segunda vez que a Semana da Língua Portuguesa é organizada. “Comemoramos sempre o 25 de Abril, o Dia das Comunidades que é em Junho, e o Dia do Idioma, a 23 de Abril, mas não fazíamos habitualmente uma semana da Língua Portuguesa”, disse Tovar. No entanto, a situação não é

simples para a casa de estudos. “Vem o Dia das Comunidades e de Portugal. Mas a situação está delicada. Está prevista uma greve de universidades mas não está concretizado. Também nós temos um calendário muito apertado porque graças à greve de há dois anos, a programação mexeu muito. Para além disso, temos que usar recursos e isso é algo que não temos. E ainda tem o que fazemos em horá-

rio de aulas porque à tarde trabalham e não se pode”, relatou. Sofia Saraiva chegou de terras lusas à Venezuela há cerca de dois anos para trabalhar como professora de Português e não só é professora na Escola de Idiomas da UCV como também dá aulas nas Letras. “É uma maneira de pôr os estudantes em contacto entre eles. Sempre aprendem algo mais”, disse.


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Emigrantes podem contar com soluções de assessoria profissional na Madeira O advogado Fernando Ramos Gomes tem 15 anos de actividade e um conhecimento profundo dos problemas que afectam a comunidade emigrante O advogado madeirense Fernando Ramos Gomes dedica-se desde há cerca de 15 anos à assessoria a pessoas, famílias e empresários, que estando fora do País, com pouco conhecimentos da legislação em vigor, pretendem actualizar os seus registos ou despachar processos que necessitem da ajuda de quem está mais identificado com as leis do País e as rotinas dos departamentos públicos. Foi nesse sentido que criou a empresa ‘Spontaneus Charges – Serviço de Assessoria e Consultadoria. Lda.’ Com sede na cidade do Funchal, na Rua António José de Almeida, 9, 1º andar, Sala E (9000062 Funchal), numa localização muito fácil, próximo da Sé Catedral, frente à Assembleia Legislativa da Madeira. O dr. Fernando Gomes, que em breve se deslocará a Caracas para apresentar a sua empresa e o seu projecto, verdadeiramente inovador e abrangente na resposta que pretende dar aos seus clientes, disse ao CORREIO de Venezuela, que a criação da ‘Spontaneus Charges’ surge de forma natural e encarando a necessidade de criar uma estrutura mais profissionalizada, com ligações idóneas a outras empresas que exercem a sua actividade em outras áreas de interesse dos emigrantes, nomeadamente na imobiliária, construção civil, gestão de projectos e de contas, em que não está sequer ausente a intenção de sugerir uma assessoria empresarial adequada a cada projecto que pretendam criar ou implementar em Portugal. Outro ponto interessante desta assessoria contempla os projectos

empresariais que podem ser elegíveis para concorrer e habilitar-se a comparticipações da União Europeia, nos programas de fundos que estão disponíveis e que contemplam desde as empresas que criam mais emprego aos projectos agrícolas e outros empreendimentos, muitos relacionados com o sector da inovação e das tecnologias de informação. Há uma série de matérias que podem ser tratadas com a ‘Spontaneus Charges’. Numa primeira fase, observa o dr. Fernando Ramos Gomes, “os emigrantes procuram estes serviços para serem ajudados na legalização de registos de terrenos e de heranças, de maneira a não perderem os seus direitos sobre as propriedades que foram legadas pelos seus antepassados”. “Depois procuram aconselhamento na assessoria empresarial e também de imóveis, sabendo-se que também neste aspecto, nas áreas urbanas estão disponíveis subsídios europeus que ajudam no restauro e reabilitação de casas de habitação”, acrescenta. Esta empresa está apta também a disponibilizar estudos de mercado e orientação na montagem e gestão de negócios, duma forma particular para os proprietários ou investidores que não vivem em Portugal. Outro factor importante será a vinda para Portugal de estudantes filhos de emigrantes para estudarem em universidades portuguesas, o que já acontece com alguma frequência, mas que agora poderão fazê-lo através da ‘Spontaneus Charges’ onde terão acesso a informação precedente, de forma

a escolherem as melhores opções, ou o caminho que melhor satisfaça as suas pretensões académicas ou profissionais. Legalização e actualização de documentos de propriedades Outro sector interessante da actividade da empresa do advogado Fernando Ramos Gomes é o da legalização de documentação, como por exemplo os registos de casamentos ou divórcios, as sentenças dos tribunais estrangeiros que devem ser transpostas para Portugal, a importação de veículos automóveis ou até mesmo a inspecção das viaturas que se encontram em ga-

ragens em Portugal, e que são de uso dos seus proprietários quando se deslocam em férias. “O nosso grande propósito é analisar as situações que nos apresentarem e sugerirmos soluções que resolvam definitivamente, e de forma adequada e adentro do espírito da lei, os problemas. Muitas vezes nem sequer são problemas, tornam-se complicados porque as pessoas não estão habituadas a resolvê-los e, muitas vezes, não entendem a linguagem dos funcionários com quem contactam devido à especificidade da legislação”, afirma o dr. Fernando Ramos Gomes. Há ainda a considerar que mui-

tas dessas questões são resolvidas em espaços de tempo mais longos que não se coadunam com o tempo que osemigrantes dispõem para estar na sua terra. Daí a ajuda de uma empresa deste tipo é a solução para que os assuntos tenham seguimento e um adequado acompanhamento. Nesta e na página seguinte, o dr. Fernando Ramos Gomes responde a algumas questões de interesse de quem nos lê. De forma simples explica algumas questões que hoje se colocam aos muitos Portugueses que lêem o CORREIO em Venezuela. Esperamos que as respostas sejam úteis.

Casamento celebrado no estrangeiro Como registar em Portugal Sou um cidadão português e casei no estrangeiro, perante as autoridades locais, o que posso fazer para que o meu casamento conste em Portugal? Qualquer cidadão português que casou no estrangeiro, perante as autoridades locais, deve

requerer a transcrição do seu casamento, no consulado ou em qualquer Conservatória do Registo Civil em Portugal, para que este tenha efeitos na ordem jurídica portuguesa. Para o efeito, o cidadão português deverá juntar ao seu requerimento de transcrição os seguintes documentos:

· Certidão de casamento estrangeira; · Fotocópia autenticada da convenção antenupcial, no caso de ter sido outorgada; · Certidão de nascimento, se algum dos nubentes for estrangeiro; Estes documentos, no caso de estarem redigidos em língua estrangeira, devem ser traduzidos em língua

portuguesa e a respetivatradução ser certificada e juramentada por intérprete. Por outro lado, se um cidadão português, residente no estrangeiro, casou perante as autoridades portuguesas, no consulado, nada mais tem a fazer, pois o respectivo assento de casamento vai ser transcrito na aplicação informática do registo civil.


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Justificação notarial de direito de propriedade A escritura de compra e venda de um terreno que adquiri, há mais de vinte anos, extraviou-se, foi aconselhado a outorgar uma justificação notarial. O que é esta justificação? A justificação notarial com base em usucapião é um meio excepcional para garantir a harmonia entre uma realidade jurídica e o registo predial, quando os interessados não possuam os documentos suficientes para prova do seu direito de propriedade. Com frequência, verificam-se situações em que as pessoas, muito embora proprietárias de determinados prédios, não possuem documentos que comprovem essa propriedade. Se alguém nestas condições quisesse vender o seu prédio, não o poderia fazer, pois o notário exigiria que o vendedor demonstrasse que o seu prédio estava registado na competente Conservatória do Registo Predial em seu nome.

O registo só pode fazer-se mediante escrituras públicas. Não havendo tal documento, pode-se outorgar, num cartório notarial, uma justificação notarial para comprovar que o vendedor era o legítimo proprietário do imóvel. A justificação notarial é o modo de suprir a falta de título e abrange três hipóteses possíveis: ter o título sido efectuado, mas ter-se extraviado, não ter sido o negócio devidamente formalizado (compra e venda verbal, por exemplo), ter a aquisição sido efectuada por usucapião. Antes de ser celebrada a justificação notarial, deverá proceder-se à notificação judicial avulsa do último inscrito na Conservatória do

Registo Predial como sendo o proprietário do prédio. A escritura de justificação notarial é uma declaração feita pelo titular da inscrição matricial, confirmada por três declarantes, em que o declarante se afirma, com exclusão de outrem, titular do direito que se arroga, desde há mais de vinte anos, em nome próprio, de forma pacífica, contínua e pública. O declarante deve ainda descrever a causa da sua aquisição e as razões que obstam a provar a sua qualidade de proprietário, pelos meios normais. Realizada a escritura de justificação notarial, é feita a sua publicação, para possibilitar a qualquer interessado a impugnação do acto.

Aquisição de fracções autónomas Adquiri uma fracção autónoma, posso exigir ao antigo proprietário o pagamento de quantias relativas a obras de conservação do edifício, orçamentadas antes mas realizadas depois deste ter vendido a fracção? Os encargos com a conservação e a fruição das partes comuns de um edifício devem ser pagos pelos proprietários das fracções. No entanto e para se saber quem deverá proceder ao pagamento das referidas obras será necessário saber se, no momento da aquisição do imóvel, o vendedor já estava a dever, ao condomínio, a quantia referente à prestação para se proceder às reparações. Assim sendo, se na data da celebração da escritura pública o vendedor não devia qualquer

quantia, para a conservação e fruição das partes comuns, ao condomínio, o responsável pelo pagamento deverá ser o novo prorietário da fracção. Pelo contrário, se no momento da outorga da escritura de compra e venda da fracção o vendedor já estava a dever os referidos encargos a responsabilidade pelo pagamento será do antigo prorietário. Contudo, o comprador poderá anular a compra e venda, se o vendedor omitir a informação referente às dívidas para aos encargos de

conservação e fruição do condomínio e a sua orçamentação, caso prove que se tivesse conhecimento de real situação do imóvel não teria adquirido a fracção autónoma. Neste caso, o comprador poderá, ainda, instaurar contra o vendedor, um procedimento criminal pela prática de um crime de burla. Nesta hipótese, o pedido de reembolso poderá ser requerido, no processo crime, como pedido de indemnização civil.

Pagamento do IMI Fui notificado para pagar o I.M.I., que imposto é este? O I.M.I., Imposto Municipal sobre Imóveis, entrou em vigor em 2003 e veio substituir a Contribuição Autárquica. É um imposto que incide sobre o valor patrimonial tributário dos imóveis situados em Portugal e a sua receita reverte para o município da localização do respetivo imóvel. O sujeito passivo, ou seja o responsável pelo pagamento do imposto, é o proprietário do imóvel. Esse pagamento será efetuado, anualmente, em abril, através de um documento único de cobrança, do seguinte modo: · Se a fatura for até €250,00, o contribuinte terá de a pagar de uma só vez no mês de abril; · Se o valor do imposto for supe-

rior a €250,00 e não ultrapassar os €500,00, o contribuinte pagará o imposto em duas prestações, respetivamente nos meses de abril e novembro; Por sua vez, se o valor do imposto, for superior a €500,00, o seu pagamento farse-á em três prestações nos meses de abril, Julho e Novembro. O I.M.I. é calculado com base no valor patrimonial tributário atribuído ao imóvel ao qual é aplicado uma taxa fixada anualmente pelo município. O valor patrimonial tributário dos prédios é o seu valor determinado pela avaliação efetuada pela fazenda pública e encontra-se registada na matriz predial. Se o I.M.I. não for pago dentro

do prazo estabelecido no documento de cobrança, o contribuinte pagará juros de mora e custas processuais. Se o contribuinte, depois de notificado para regularizar o pagamento do valor do imposto em falta, continuar a persistir em não o pagar, a autoridade tributária instaurará um processo de execução fiscal, com consequências bastante negativas, nomeadamente a penhora dos bens do proprietário. O I.M.I. poderá ser pago nas tesourarias dos Serviços de Finanças, nos balcões dos C.T.T., nos balcões das instituições de crédito, na rede de caixas multibanco e por home banking através dos meios normais de pagamento, como dinheiro, caixa multibanco, home banking ou por cheque, conjuntamente com a apresentação do documento de cobrança.


18 Portugal

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Portugal

Ensino Superior

Ministério quer apertar regras para mudar de curso

O governante português defende um contingente militar lusófono. FOTO DR

Defesa

Um em cada dez alunos que se inscreveu nos mestrados integrados de 1.º ciclo acabou por mudar de curso. FOTO DR CORREIO/LUSA

Ministério da Educação quer impedir as transferências de politécnicos para universidades quando se mantêm no mesmo curso Mais de seis mil alunos mudaram de curso um ano após terem entrado no ensino superior, segundo dados do Ministério da Educação que quer impedir as transferências de politécnicos para universidades quando se mantêm no mesmo curso. Dos quase 73 mil alunos que se inscreveram pela primeira vez numa licenciatura ou num mestrado integrado no ano lectivo de 2011/2012, 6.684 acabaram por mudar de curso ou instituição no ano seguinte, segundo dados da Direcção Geral de Estatística de Educação e Ciência (DGEEC). No caso das licenciaturas das universidades e politécnicos públicos e privados, houve 5.570 transferências (num universo de mais de 62 mil alunos) e entre os cerca de 10 mil inscritos nos mestrados integrados, 1.104 mudaram de curso ou instituição. Os dados da DGEEC não discriminam os casos em que houve transferências de politécnicos para

universidades, mas são precisamente as mudanças de subsistema de ensino que levaram o Ministério da Educação e Ciência (MEC) a apresentar uma proposta para impedir algumas situações. O MEC quer que só em caso de mudança de curso os alunos possam pedir transferência de uma universidade para um politécnico ou vice-versa, segundo proposta de alteração ao Regulamento dos Regimes de Mudança de Curso, Transferência e Reingresso no Ensino Superior. Para o ministério, um aluno que queira manter-se no mesmo curso não poderá mudar de subsistema de ensino (universidade ou politécnico). “As transições entre subsistemas continuam a ser permitidas. Com o projecto procura-se aumentar a justiça do sistema numa perspectiva de rigor sem impedir a mobilidade entre subsistemas”, explica o MEC em comunicado enviado para a Lusa. Os dados mais recentes da DGEEC mostram que no ano lectivo de 2012/2013 tinham mudado de curso ou instituição cerca de 5.500 alunos que no ano anterior se tinham inscrito pela primeira vez numa licenciatura. Foi nas áreas da saúde e protecção social que se registou a maior percentagem de alunos a mudar de estabelecimento de ensino. Já nas áreas de Ciências, Matemática e Informática, há mais estudantes a mudar de curso mas mantendo-se no mesmo estabelecimento de ensino (8,2%) do que

os que optam por mudar de estabelecimento de ensino (5,9%). Em termos percentuais, a Universidade de Lisboa é a instituição com mais casos de mudanças de estabelecimento de ensino (7,7%), seguindo-se o ISCTE (7,1%), a Universidade Nova de Lisboa (6,7%) e a Universidade da Beira Interior (6,2%). Já entre os politécnicos, destacam-se os estudantes de enfermagem da Escola Superior de Enfermagem do Porto (8,7%) e a Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (7,3%) como sendo os que apresentam maior percentagem de mudança de instituição de ensino. Em terceiro lugar surge o Instituto Politécnico de Lisboa, onde 6,2% dos alunos mudaram de instituição. Por outro lado, a Universidade da Madeira é a única instituição de ensino onde todos os alunos que se tinham inscrito no ano anterior permaneciam nos mesmos cursos. Um em cada dez alunos que se inscreveu nos mestrados integrados de 1.º ciclo acabou por mudar de curso, segundo a DGEEC que regista uma mudança de 1.104 alunos num universo de 10.332 inscritos. As áreas da agricultura, saúde e protecção social foram as que registaram mais mudanças de estabelecimento de ensino, em termos percentuais. As instituições que registaram mais mudanças de estabelecimento foram a Universidade do Algarve (16,4%), Universidade da Beira Interior (12,3%) e a Universidade de Lisboa (10%).

Exercício militar juntará forças de países lusófonos CORREIO/LUSA

A edição deste ano do Felino decorrerá em Portugal no formato “Forças no terreno”, revelou Aguiar Branco O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar Branco, anunciou, terça-feira, 26 de Maio, que o exercício militar Felino, com forças dos países lusófonos, decorrerá este ano em Portugal. “A edição deste ano do Felino decorrerá em Portugal no formato “Forças no terreno” e incluirá uma componente naval que sem dúvida reflecte a importância do mar para a nossa segurança”, disse o ministro durante os trabalhos da XVI reunião dos ministros da defesa nacional da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) cujos trabalhos terminaram esta tarde na capital são-tomense. O governante português defende que “um fórum de defesa tem que ter uma vertente militar

e na CPLP essa vertente traduzse na realização de exercícios militares conjuntos e combinados da série felino que é a expressão visível da cooperação na área da defesa” “Estes exercícios têm sido um sucesso, contribuindo de forma efectiva para o reforço da confiança e da interoperabilidade das forças armadas dos países da CPLP”, considerou, adiantando que o próximo exercício vai ter uma componente de Marinha. “Estou convicto de que uma cooperação mais estruturada entre as nossas marinhas permitirá a edificação e o reforço das capacidades no mar para a protecção dos recursos naturais”, sublinhou. Para o ministro português da defesa, “a segurança nas vias de comunicação marítima constituirá ao mesmo tempo contributo fundamental para a segurança dos espaços regionais em que nos inserimos”. “Entre esses espaços, merece maior referencia o Golfo da Guiné pela sua importância geopolítica e geoeconómica onde se focalizam cinco estados membros da CPLP”, concluiu José Pedro Aguiar-Branco.


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20 Portugal

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Diáspora

China

Pequim poderá ter um Clube Português David Jorge inspirou-se na gastronomia portuguesa. FOTO DR

Canadá

Luso-descendente vence Masterchef

José Cesário visitou a comunidade lusa em Pequim. FOTO DR CORREIO/LUSA

José Cesário, exortou os portugueses de Pequim a replicar o novo Clube Português de Xangai O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, exortou os portugueses de Pequim a replicar o novo Clube Português de Xangai, a primeira associação cultural e recreativa portuguesa criada na China continental em mais de meio século. “Estas associações são fundamentais para aproximar as comunidades de Portugal e para chegar aos públicos locais, contribuindo assim para a promoção dos nossos produtos e da imagem do país”, disse José Cesário à agência Lusa. “As muitas dezenas de associações portuguesas existentes pelo mundo fora complementam a acção desenvolvida pela nossa rede diplomática e consular”, acrescentou. José Cesário falava no passado 24 de Maio, após um almoço no único restaurante de Pequim dirigido por um ‘chef’ português, o “Camões”, que juntou à mesa o embaixador de Portugal na China, Jorge Torres-Pereira, e a iniciadora da rede social “portugueses em Pequim”, Inês Cunha e Silva Lançada por ocasião do 40.º da Revolução do 25 de Abril, em 2014, aquele rede social tem 76 pessoas, o que corresponde a cerca de metade dos membros da comunidade portuguesa registados na Embaixada de Pequim. “Faz falta um clube como o que foi criado em Xangai. Os portugueses que vivem em Pequim têm uma vida muito local, mas todos teríamos a ganhar se nos juntássemos mais”, disse Inês Cunha e Silva, 27 anos, radicada na China desde 2010. “A ideia de criar aqui um clube já estava a ser falada entre algumas pessoas do grupo

(“portugueses em Pequim”). Espero que seja o começo de uma nova era”, acrescentou. Inês Cunha e Silva concluiu o ano passado um mestrado na prestigiada universidade Qinghua, em Pequim, e a seguir criou uma empresa especializada na atracção de investimento chinês para Portugal. A acta inaugural do novo Clube Português de Xangai será assinada na segundafeira à tarde no Consulado-Geral de Portugal, com a presença do Secretário de Estado das Comunidades. “O objectivo fundamental é agregar a comunidade, através de iniciativas culturais e desportivas, e ajudar os portugueses que chegam a Xangai”, disse à agência Lusa Gonçalo Almeida Garrett, um dos promotores do clube. O número de portugueses residentes em Xangai e nas vizinhas províncias de Zhejiang e Jiangsu, na sua maioria quadros entre 30 e 40 anos, entre as quais dezenas de arquitectos, rondará os 300. José Cesário termina em Xangai um périplo de uma semana pela China, iniciado na terça-feira em Macau. Foi o quarto governante português a deslocar-se a Pequim em menos de um mês, depois dos secretários de Estado das Finanças, Economia e Alimentação, Manuel Rodrigues, Leonardo Mathias e Nuno Vieira e Brito, respectivamente A China tornou-se nos últimos anos um mercado de crescente importância para as exportações portuguesas e um dos principais investidores em Portugal, sobretudo nas áreas da energia, seguros, saúde e banca. “É uma tendência natural e não é mais do que aquilo que se passa noutros países. O investimento chinês é desejado e incentivado nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Alemanha”, comentou José Cesário. “Durante muito tempo, ignorámos pura e simplesmente este lado do mundo, e particularmente a China. Já se fez muito (para corrigir isso), mas há ainda muitíssimo a fazer”, acrescentou.

CORREIO/LUSA

Filho de emigrantes do Pico vai poder concretizar o seu sonho: “abrir um restaurante” O luso-canadiano David Jorge, filho de um emigrante dos Açores, venceu no domingo o concurso televisivo MasterChef no Canadá. “Sinto-me honrado por ser nomeado o próximo MasterChef do Canadá, quando nesta edição do programa participaram concorrentes dignos de distinção”, afirmou David Jorge, de 39 anos, natural de Surrey na Colúmbia Britânica, na costa oeste do Canadá. O luso-descendente, filho de emigrantes do Pico (Açores) acrescentou ainda que o seu grande sonho ao longo da vida tem sido “abrir um restaurante” e agora que venceu o prémio final, no valor de 100 mil

dólares (73 mil euros), será possível “tornálo realidade”. “Tudo graças ao apoio da minha família e amigos”, frisou o luso-descendente, proprietário de uma empresa de construção civil, que herdou da família. O programa foi transmitido pela CTV, a maior rede de televisão privada no Canadá. Na final da segunda edição do programa, David Jorge teve pela frente Line Pelletier, uma militar especialista em informática, e foram desafiados a criar três pratos. “Foram os três pratos de David (Jorge) que conquistaram os juízes, complementando o seu excelente desempenho durante toda a temporada, o que lhe deu o título do próximo MasterChef do Canadá”, referiu a CTV num comunicado. David Jorge inspirou-se na gastronomia portuguesa “adquirindo conhecimentos de culinária através da sua mãe, uma cozinheira fantástica”, tinha dito à agência Lusa uma amiga do luso-canadiano.


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22 Cultura

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Folclore

Centro Marítimo acolhe XII encontro de Folclore Português Continental Fernando Câmara

Oito grupos participam no evento. O XII Encontro de Folclore Português Continental decorre no dia 21 de Junho, no Centro Marítimo de Venezuela, a partir das 10 da manhã, e será dedicado ‘Ao Coração de Viana do Castelo’. São oito os grupos no total a participar no evento e o custo da entrada é de 300,00 bolívares. O público poderá ainda desfrutar de comida e bebidas típicas portuguesas. Por ser anfitrião, o grupo Folclórico Internacional Luso Centro Marítimo de Venezuela não participará na competição.

Grupo Folclórico Amizade da Casa Portuguesa do Estado de Aragua Fundação: 16 de Setembro de 1984 Sede: Maracay, Estado de Aragua Director: Nelson Amaro Gonçalves Rodrigues

Danças e Cantares do Centro Português

Grupo Folclórico Renascer Lusitano

Rancho Folclórico Costumes e Tradições de Portugal

Fundação: 4 de Novembro de 2004 Sede: Caracas, Distrito Capital Directora: Florinda Marques

Fundação: 25 de Abril de 2009 Sede: San Juan de Los Morros, Estado de Guárico Director: José Duarte Macedo

Associação Cultural Grupo Folclórico Os Lusíadas

Grupo Folclórico Centro Sociocultural Virgem de Fátima

Ano de fundação: 1996 Director: António Granja

Fundação: 27 de Outubro de 1988 Sede: Boleita, Caracas, Distrito Capital Director: Fernando Neto

Grupo Folclórico Duas Pátrias

G. F. Primavera do Centro Luso Venezuelano de Los Valles del Tuy

Fundação: Setembro de 1995. Director: Mónica da Silva

Fundação: 3 de Setembro de 1996. Sede: Valles del Tuy, Estado de

Fundação: 27 de Junho de 2003 Sede: Guatire, Estado de Miranda Directora: Ana Marlene Fernandes

Uma verdadeira celebração será vivida pelo Centro Português quando o grupo de teatro LusoScena apresentar a obra “Vengo por el aviso”, nos dias 28 e 29 de Maio, quinta e sexta-feira, pelas 08:00pm, no Salão Nobre. A ocasião servirá para mostrar a peça ao público antes da sua apresentação frente ao júri do XXIII Festival de Teatro Interclubes, que está marcado para 25 de Junho, no mesmo local. A peça, um original de Marc Camoletti e dirigida por Greymar Hernández, conta a história de quatro mulheres: Lili, uma mulher que se encontra em busca de um candidato a quem possa arrendar a sua casa para retirar-se para o campo;

O teatro permite relacionar muitos tipos de arte e isso sabe-o bem Diego López, que realiza uma obra onde o guião tem o mesmo peso que as acrobacias aéreas, e com uma elasticidade que lhe faz sentir orgulhoso aos 57 anos e apesar de sofrer de ‘retinosis pigmentaria’, uma enfermidade que afecta o campo visual, mas que não o tem impedido de alcançar as suas metas devido ao talento e à constância. “Se não fazes nada estás morto”, assegura. Data: 20 de Maio, às 20h00. Lugar: Trasnocho Cultural, Paseo Las Mercedes, Caracas.

Imprevisto O grupo Akeké Circo Teatro e a Fundação “Ser fuerte es mi destino” apresentam um espectáculo onde o humor e a improvisação são os verdadeiros protagonistas da obra. O lema é “hay que rockear” e sobre o cenário os actores dão vida a palavras e temas que vão surgindo com a criatividade do público. As receitas conseguidas com esta obra serão doadas à referida fundação, que vai apoiar crianças e jovens que padecem de cancro. Data: 29 de Maio, às 19h00 Lugar: Teatro Municipal de Caracas.

LusoScena estreia “Vengo por el aviso” A peça representará o Centro Português no Festival de Teatro Interclubes.

Entre palavras e acrobacias

Miranda Directora: José Da Corte

Teatro

Sergio Ferreira Soares

Victoria Urdaneta

Sofia, que precisa de alunos para as suas aulas de piano; Irene, uma dama desesperada para encontrar o modelo perfeito e poder terminar de pintar o seu quadro; e Berta, que já não aguenta mais a desordem que estas três mulheres deixam por toda a casa, e enquanto tem de limpar, recolher e ordenar, sonha em encontrar o homem ideal, casar e poder fugir. Mas as coisas, longe de se acomodarem, pioram a partir do momento em que as quatro decidem pôr os respectivos anúncios no jornal. É assim que “Vienen por el aviso” (“Vêm pelo anúncio”) Espartaco, Oscar, Bernardo e Juan, quatro disparatados candidatos que enredam ainda mais a situação na casa. Com esta proposta, o grupo procurará fazer história e conseguir a maior quantidade de galardões possível no tradicional Festival de Teatro Interclubes. Para isso, nesta ocasião, quatro mulheres e quatro homens subirão ao palco para interpretar esses oito peculiares per-

Las Mirabal

sonagens que por certo farão rir todos os presentes: Maria José Nunes (Lili); Natália Perdomo (Irene); Betty de Castro (Sofia), Sara Pereira (Berta); Halsyn Ortíz (Espartaco); João Fernández (Oscar); Roberto Suarez (Bernardo) e Michael Suarez (Juan). A fotografia está a cargo de Juan Peraza, enquanto o design gráfico está nas mãos de Anders Teodorowicz e do Ochostudio. A obra conta com cenografia de Fernando Jardim, adereços de Ja-

vier Lefebre, vestuário de Freddy Mendoza e coreografias de Vittorio Marson. A música foi realizada por José Alfonso Quiñones e a direcção artística é de Anders Teodorowicz. Todos sob a direcção geral de Greymar Hernández. Recorde-se que em 2014, o grupo do CP apresentou a peça “Ocho Mujeres” no XXII Festival de Teatro Interclubes, do qual saiu vitoriosa a Hermandad Gallega de Venezuela, sendo esta a associação organizadora da competição deste ano.

María Alesia Machado, María Gabriela Díaz, Carla Müller, Diana Díaz, Citlaly Godoy e Alexander Rivera formam parte do elenco que dá vida à obra dirigida por Haydee Faverola, e que é produzida por 4x4 Producciones em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos. A obra conta a historia familiar e as influências ideológicas de quatro irmãs e líderes da resistência durante a ditadura na República Dominicana. Data: 29 de Maio, às 22h00. Dias 30 e 31, às 20h00. Lugar: Centro Cultural BOD.


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24 Cultura

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Música

Victoria Urdaneta

Zarzuela

Chega a zarzuela “Los Gavilanes de Jacinto Guerrero”, sob a direcção musical do Maestro Ángelo Pagliuca, que já orientou a Orquestra Sinfónica da Venezuela em muitos países e agora brilhará em casa, no Festival de ópera, Zarzuela e Teatro Musical, cujos bilhetes estão a ser vendidos a preços económicos para que todos tenham a possibilidade de desfrutar deste espectáculo. Data: 29 e 30 de Maio, às 17h00, dia 31 às 11h00. Lugar: Teatro Municipal de Caracas. Av. Lecuna, com Av. Oeste 8, Esquina Municipal, Santa Teresa, Caracas.

Tributo aos ‘Queen’ A Orquestra de Rock Sinfónico Simón Bolívar (que forma parte do programa de extensão musical do Conservatório de Música Simón Bolívar) actuará sob a batuta de Daniel Hurtado, juntamente com o “Coro Juvenil Simón Bolívar”, dirigido por Juan Gorrín, para homenagear a célebre banda britânica “Queen”, fundada em Londres em 1971 pelo guitarrista Brian May, o vocalista Freddie Mercury, o baterista Roger Taylor e o baixista John Deacon. Fecha: 30 de Maio, às 19 h 00. Lugar: Centro Cultural Chacao.

“Hasta que la vida nos reúna” “A música é uma arte maravilhosa”, afirma Guillermo Carrasco, um dos cantautores que tem marcado a agenda cultural venezuelana e agora surge com o espectáculo “Hasta que la vida nos reúna”, no qual incluirá as peças que lhe têm granjeado fama ao longo de mais de 30 anos, em produções como: Guillermo Carrasco (1976), Visual (1988), Este Miércoles (1997), Una A La Vez (2003), Esto Fue Un Placer (2006), Ahora o Nunca (2010), entre outras. Fecha: 30 de Maio, às 19h00. Lugar: Centro Cultural Chacao.

Pedro Meireles e Joshua dos Santos brilharam em Quebrada Honda

Victoria Urdaneta

Fernando Cámara

Também marcou presença o saxofonista holandês Johannes Pfeuffer, como parte do Festival Europeu de Solistas. No âmbito do Festival Europeu de Solistas, a Orquestra Sinfónica Simón Bolívar de Venezuela, sob direcção do luso-descendente Joshua dos Santos, realizou um concerto junto com o violinista português Pedro Meireles e o saxofonista holandês Johannes Pfeuffer, no passado 6 de Maio, na Sala Simón Bolívar do Centro Nacional de Acção Social para a Música, situado na localidade de Quebrada Honda, em Caracas. O evento começou pelas cinco da tarde com a peça de Alexandr Glazunov “Concerto para Saxofone e orquestra em Mi Bemol Maior, Op. 109”, que foi composta em 1935 e contou com a presença do holandês Johannes Pfeuffer. Seguiu-se “Concerto para Violino e orquestra”, de Luís Freitas Branco (1916), encabeçado pelo luso Pedro Meireles. Por último e sem solistas, os assistentes puderam

A. M. Pires Cabral

desfrutar de “Obertura Cubana” de George Gershwin e que a compôs em Agosto de 1932. Antes deste evento, tanto Santos como Meireles tocaram em San Felipe, Estado de Yaracuy, com a Orquestra Sinfónica da Juventude Yaracuyana. “Fomos lá porque tenho com eles uma ligação muito boa, tocámos juntos muitas vezes e para o director é fundamental conhecer as debilidades e forças dos seus músicos, sobretudo numa orquestra como esta que não é profissional. Então, há cerca de seis meses toquei com eles aqui em Caracas e a Embaixada de Portugal na Venezuela quis oferecer um concerto no interior do país”, explicou Santos. Pedro Meireles veio à Venezuela por diferentes motivos. “É mui-

to importante partilhar a música portuguesa com o mundo e a Embaixada de Portugal na Venezuela deseja que a nossa música seja conhecida neste país. A Embaixada contactou-me a ver se estava interessado neste projecto e tinha disponibilidade. Essa é uma das razões e a outra é para conhecer o Sistema Nacional de Orquestras, porque o sistema é conhecido em todo o mundo, é quase um mito”, comentou o violinista. Meireles está impressionado com o Sistema Nacional de Orquestras “porque aparece gente de escassos recursos sem possibilidade de tocar os seus instrumentos, o sistema ajuda-os. É diferente porque na Europa quem toca tem de ter dinheiro para as aulas e para o instrumento.”

Música

UC ofereceu concerto no Consulado de Valência Carlos Balaguera cbalaguera@correiodevenezuela.com

A música latinoamericana apoderouse da sede consular portuguesa O Consulado Geral de Portugal em Valência foi palco de um concerto protagonizado pelo Grupo de Música Popular Latino-americana da Universidade de Carabobo, na noite do passado sábado, 16 de

Maio. O grupo, que está integrado por 10 cantores e músicos, deleitou os presentes com as suas canções ao fazer um percurso pelos ritmos latino-americanos. O Cônsul Geral de Portugal em Valência, João Brito Câmara, apresentou o grupo e o seu director, Juan Carlos Correa, dando início ao concerto. Temas como “Linda Mujer Merideña”, de Pedro J. Castellano, “Rosalinda” de Hermanos Collado; “A tu playa” de Italo Pizolante e “Tres palabras”, de Oswaldo Farres, encantou o público presente, enquanto que o grupo dedicou a Fá-

tima Pontes o tema “Escríbeme”, de Alfredo Sadel, para elevar o nome da Universidade de Carabobo como academia da instituição. O Cônsul Geral João Brito Câmara felicitou o grupo, composto por cinco mulheres e outros tantos homens, da Universidade de Carabobo, por engrandecer o programa cultural do Consulado Geral de Portugal em Valência, tendo ainda realizado a entrega de diplomas aos nove artistas que apresentaram a exposição “La Cruz de Mayo: artistas plásticos, de arte ingénua e de arte vidrofusão”.

A coluna desta semana é dedicada a António Manuel Pires Cabral, um escritor conhecido (entre outras coisas) pela temática rural do Nordeste português que desenvolve na poesia e inclusive na pintura. Nasceu em Chacim, Macedo de Cavaleiros, a 13 de Agosto de 1941; licenciou-se na Universidade de Coimbra em Filologia Alemã, em 1965, e em Ciências Pedagógicas em 1969, seguindo a sua vocação como docente e gestor educativo, exercendo em diversos institutos. No campo da escrita, tem uma obra que ronda os 50 livros e é muito diversa: Desde poesia, textos educativos, romance, contos regionalistas, teatro, até crónicas e narrativas de viagens. A primeira poesia que publicou foi “Algures a Nordeste” (1974), e a esta seguiu-se uma chuva criativa com “Boleto em Constantim”, “Os Cavalos da Noite”, “Arado”, contos como “O Diabo Veio ao Enterro”, entre muitos outros. É reconhecido como “um dos mais importantes poetas ligados ao Douro”, de acordo com Vasco Graça Moura, que foi membro do júri que o exaltou com o Prémio D. Dinis pelo seu trabalho em 2005 (atribuído pela Fundação Casa de Mateus), que ressaltou a dedicação do autor em difundir os valores regionalistas no seu trabalho literário. Ganhou também a XIV Edição do Grande Prémio de Literatura em 2008 (“O Cónego”) e o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava, em 2009 (“As Têmporas da Cinza”). Na gestão cultural, foi assessor de Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Vila Real e director na Casa da Cultura da Juventude, membro do Círculo Cultural Miguel Torga, e organizou as antologias temáticas Douro Literaturas, A Emigração na Literatura Portuguesa e Páginas de Caça na Literatura de Trás-os-Montes.


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saúde em día

26 MISCELÂNIA

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Fazer exercício físico ajuda a previr a osteoporose Correio da Venezuela

Uma vida activa e a prática regular de exercício físico são muito importantes para a saúde dos ossos, em todas as fases da vida. Durante o crescimento e até à fase dos 30/35 anos, a actividade física regular ajuda a atingir uma densidade mineral óssea ideal e a partir dessa idade contribui para que a perda óssea estabilize ou seja mais lenta. Mesmo que já tenha osteoporose ou tenha sofrido uma fractura é importante fazer exercício físico para manter a massa óssea estável e reduzir o risco de fractura. O exercício físico ajuda a melhorar a força muscular e a manter uma boa postura, contribui para melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de queda, ajuda a reduzir as dores crónicas nas costas e também pode prevenir ou diminuir as deformações da coluna provocadas pela osteoporose. Nem todos os exercícios são, no

entanto, recomendados para quem tem osteoporose. Existem exercícios físicos específicos que são importantes na prevenção da osteoporose mas também na prevenção e redução do risco de quedas, devido ao trabalho realizado ao nível do equilíbrio “Os melhores tipos de exercício para quem sofre de osteoporose são os que envolvem carga (mar-

Sabia que…? Carla Salcedo

Junho, o mês de Portugal

Junho é o mês de Portugal em muitos aspectos, mas um dos mais relevantes é que é o mês em que se celebram mais festas tradicionais neste recanto do Planeta. Mas não são apenas festas tradicionais: Desde 2004 que no início de Junho decorre o festival Rock in Rio, em Lisboa, um dos eventos musicais internacionais mais importantes do mundo. A 13 de Junho celebra-se o

Santo António, em honra ao santo casamenteiro, com desfiles populares nas ruas vestidas de festa, onde se entrega um manjerico à pessoa amada. Esta é uma das mais pitorescas festas de Portugal. E para encerrar o mês de Junho, celebra-se, a 24, a noite de São João, sendo o Porto o epicentro desta celebração, onde se desfruta da festa até onde corpo o permitir. A alegria popular invade a rua, onde têm

cha, dança e aeróbica de baixo impacto) e exercícios com resistência (usando pesos livres, aparelhos ou fitas de borracha) que são fundamentais à colocação de pressão óssea, essencial no processo de aumento da densidade mineral óssea”, recomenda o regional fitness & academy manager da rede de ginásios Holmes Place. Apesar dos exercícios aquáticos serem recomendados, não são, por si só, suficientes para quem pretende aumentar a massa óssea. A elaboração de um esquema de prevenção é fundamental. “O segredo está em iniciar um plano de exercício que lhe dê prazer e aproveitar ao máximo os benefícios que a actividade física proporciona em qualquer idade, tentando conciliar o controlo da perda óssea com a satisfação de viver uma vida mais activa e saudável. Lembre-se que a prevenção é a melhor amiga no combate à osteoporose”, adverte o mesmo especialista.

lugar brincadeiras, bailes, comida típica e fogo de artificio sobre o rio Douro. Mas no meio destas celebrações acontece o 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Esta data celebra-se como recordação da morte de Luís Vaz de Camões, que ocorreu a 10 de Junho de 1580, sendo considerado um dos maiores escritores e poetas do século XVI. A vida de Camões, que nasceu e morreu em Lisboa, é uma história fantástica, cheia de necessidades, que eram comuns aos escritores da época, e merece a pena conhecê-la, tanto como à sua obra. Como dado curioso, de destacar que os restos mortais de Camões se perderam depois do terramoto de Lisboa, e é em 1880 que um grupo de pessoas decide assinalar o terceiro centenário da morte de tão insigne personagem. Foi a partir desse momento que a celebração passou a anual, mas foi em 1924 que foi considerada celebração nacional. Desde 1944, quando Salazar tomou o poder, e até ao fim do regime, o 10 de Junho era conhecido como o Dia da Raça.

Pensa Verde Carla Salcedo Leal

O Portugal da energia verde Um dos aspectos mais importantes do Portugal actual é o futuro prometedor de uma das suas indústrias mais importantes, a das energias renováveis, aspecto em que os portugueses são uma referência internacional. Não só contam com pelo menos três universidades com grandes avanços ecológicos como também o turismo ecológico é um dos atractivos mais procurados no país. Mas no caso da energia, Portugal tornou-se numa potência há já alguns anos. Não foi por acaso que em Janeiro deste ano, o Ministério do Ambiente e Energia Português desenvolveu o decreto-lei que regula o auto-consumo eléctrico, no qual se apresenta um esquema para fomentar as pequenas instalações de energias renováveis, além de permitir a venda do

excedente de electricidade. São detalhados os aspectos relacionados com o registo das instalações, tanto de auto-consumo como da modalidade denominada ‘Unidade de Pequeno Produtor’, que concerne às instalações de energias renováveis até 250 KW de potência, e que substitui o anterior esquema de tarifa de injecção para instalações pequenas de energias renováveis. A nova regulamentação permite aos produtores de energia utilizar para consumo próprio toda a electricidade produzida, ou injectar o excedente na rede. Esta electricidade pode ser vendida ao preço de mercado mais alto, o que evita sobrecarregar os outros consumidores, pelo que se deduz que a indústria de energia solar fotovoltaica se desenvolva amplamente nos próximos anos.

segredos de cozinha

Chambão de Cordeiro com sabores da terra ESPECIAL Chefe Octávio Freitas - Four Views Hotels

Ingredientes

400 gr. Chambão de Cordeiro 1 Cebola 100 gr. Cenoura 70 gr. Tomate 1 Folha de Louro 1 Alho Francês 10 dl. Vinho Tinto Alecrim Paprika Batata Doce Bacon Figos Queijo de Cabra

Preparação

Corta-se os legumes e colocamos dentro de um tacho a estufar com a carne, refresca-se com o vinho tinto, coloca-se a folha de louro, o alecrim e a paprika, deixando em lume brando por 2 horas.

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Assa-se a batata doce, retirando depois a pele e enrolando-a com bacon. Corte posteriormente às rodelas.

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Serve-se com figos recheados com queijo de cabra.


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Correio da Venezuela | Maio de 2015

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Quinta-feira de Outubro a Quarta-feira 6 de Novembro de 2014 | Correio da Venezuela Maio de 201530| Correio da Venezuela

Portugal

Futebol

Luís Filipe Vieira diz que o título “celebra o Benfica no mundo” CORREIO/LUSA

“Este título é de Portugal, de norte a sul. Este título não foi ganho contra ninguém, nem exclui ninguém. Este título é de todos”, disse o líder das ‘águias’ O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, dedicou, no passado 25 de Maio, o título de campeão nacional de futebol a todos os adeptos do clube, em Portugal e no mundo, sublinhando que se trata de uma celebração global. “Este título é de Portugal, de

norte a sul. Este título não foi ganho contra ninguém, nem exclui ninguém. Este título é de todos. Foi celebrado em todo o mundo, nas nossas comunidades de emigrantes, em África, no Brasil ou em Timor. É um título que celebra o Benfica no mundo”, afirmou. Vieira, que nos seus 11 anos e meio de gestão viu o Benfica vencer o campeonato quatro vezes, falava durante uma recepção aos bicampeões nacionais no salão nobre da Câmara Municipal de Lisboa, em frente à qual se juntaram algumas centenas de adeptos. “Há um ano, quando aqui estivemos assumi o meu compromisso em tudo fazer para poder ganhar o direito de aqui voltar este ano. Fizemo-lo com mérito, com o querer e a paixão que só os grandes campeões têm. Fizemo-lo porque acreditámos no trabalho desenvolvido e

A comitiva benfiquista foi recebida na Câmara de Lisboa. FOTO DR

Futebol

Madeira com três clubes na I Liga pela terceira vez CORREIO/LUSA

Sexta presença da formação unionista no principal escalão do futebol nacional A subida do União volta a colocar três clubes da ilha na I Liga portuguesa de futebol, reeditando o ocorrido em 1989/90 e 1990/91. A sexta presença da formação unionista no principal escalão do futebol nacional, no qual já não disputava desde 1994/95, repõe o trio madeirense, completado com Marítimo e Nacional. O União da Madeira, também conhecido por ‘União da Bola’, foi fundado a 01/11/1913 e teve um trajecto algo irregular na agora fin-

da edição da II Liga, fruto, acima de tudo, de alguma inconstância nos jogos caseiros. Apesar ter estado sempre perto da frente, nunca foi assíduo nos lugares de subida, mas conseguiu, no derradeiro suspiro, capitalizar o golo do empate do campeão Tondela no terreno do Freamunde, obtido já em período de compensações. O União desperdiçou 32 pontos em casa, onde venceu 10 vezes, empatou sete e perdeu seis, tendo conseguido melhor desempenho fora de portas, com 12 triunfos, sete empates e apenas quatro derrotas. O sonho da subida tomou forma na recta final da competição, com vitórias caseiras sofridas na antepenúltima jornada frente ao Sporting da Covilhã e na penúltima frente ao Santa Clara, com o golo de Miguel Fidalgo a ser obtido já em período de compensações. O início da aventura nacional

teve o seu início na já longínqua temporada de 1979/80, quando a formação madeirense ascendeu à então denominada III Divisão Nacional. Duas épocas depois subiu à II Divisão, alcançando a I Divisão pela primeira vez em 1989/90, na qual se manteve por duas temporadas, regressando ao segundo escalão na época de 1991/92. Voltou ao convívio dos grandes em 1993/94, mantendo-se no principal escalão durante duas temporadas. Seguiuse um longo percurso nas divisões inferiores, II Divisão B e II Divisão, culminando com esta nova subida à I Liga. O técnico Vítor Oliveira que já assumiu que não continuará ao comando da equipa madeirense, assegurou a sua sétima subida à I Liga, que poderá mesmo ser considerada a oitava, se contarmos com a obtida pelo Moreirense, embora não tenha sido o líder na parte final da época.

porque tivemos o apoio do maior e melhor manto do mundo, os nossos sócios e adeptos”, disse. O dirigente fez assim uma alusão implícita às palavras do treinador do FC Porto, o espanhol Julen Lopetegui, segundo o qual o seu homólogo do Benfica, Jorge Jesus, tinha uma tarefa facilitada porque estava sob um “manto protector”. O presidente do Benfica não esqueceu os incidentes no Marquês de Pombal aquando dos festejos do campeonato, reiterando no entanto que o que aconteceu “não retira o brilho” da conquista. “Não há violência que se possa desculpar, mas este título não fica refém de uma minoria de arruaceiros que, nada tendo que ver com o futebol, mancharam a festa de celebração no Marquês. Mas o que aconteceu nesse domingo não retira o brilho, o mérito nem o valor desta conquista”, afirmou. Luís Filipe Vieira foi mais longe na análise aos incidentes, acrescentando que “tão condenável como a violência é a demagogia dos que só criticam e nunca reconhecem o trabalho e o esforço realizados”. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, felicitou o Benfica pela vitória no campeonato, que para o autarca deve-se à “persistência e estabilidade” do clube da luz.

Literatura desportiva

Livro sobre Cristiano Ronaldo tem segunda edição em França CORREIO/LUSA

Ex-presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, mostrou-se confiante quanto à vitória no Jamor O livro “Cristiano Ronaldo Orgueil Gloire et Préjugés” (“Cristiano Ronaldo - “Orgulho, Glória e Preconceitos”) vai ter segunda edição em França, a lançar a 28 de Maio, um ano após o lançamento da primeira edição que vendeu cerca de sete mil exemplares. O livro foi escrito pelo jornalista português Marco Martins, em conjunto com o repórter desportivo francês Antoine Grynbaum, contendo análises e testemunhos

de pessoas próximas de “CR7”. A obra foi actualizada e tem “novos dados sobre a possível vinda ou não do Cristiano Ronaldo para o campeonato francês”, disse à Lusa Marco Martins, especulando sobre uma eventual contratação do craque português pelo Paris Saint-Germain em 2016. “Na primeira versão, as duas hipóteses eram o Mónaco e Paris. Na nova versão inclinamos mais para o Paris Saint-Germain que, em 2016, vai ter a saída de Zlatan Ibrahimovi? Com a saída do galo no poleiro, vão ter que encontrar uma outra figura para o projecto do Qatar. Há só três nomes no espírito dos proprietários [do clube]: Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Neymar”, afirmou o jornalista desportivo. O livro, conta agora com análises sobre “o fracasso no Mundial” e com “projecções para o Euro2016”.


Correio da Venezuela | Maio de 2015

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26 30 Desporto

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Venezuela

Futebol

Zamora e Carabobo vencem série pré-sul-americana Fernando Cámara

Luso-descendente Jhonny Ferreira levou o Carabobo ao torneio continental O Carabobo e o Zamora Fútbol Club venceram a octogonal final ao bater o Deportivo Lara e o Mineros de Guayana, respectivamente, e conquistaram os últimos lugares de acesso à Copa Sul-americana 2015, em jogos disputados na quarta-feira, 20 de Maio. No Metropolitano de Cabudare, o Deportivo Lara venceu, por 1-0, o Carabobo mas falhou o objectivo. Aos 9 minutos, César “Peluche” González inaugurou o marcador com um remate cruzado de longa distância e David González se revelou incapaz de deter. Uns dias antes, o conjunto valenciano havia vencido pelo mesmo resultado, no Misael Delgado. Foi então necessário recorrer ao desempate por grandes penalidades par definir a eliminatória. O ‘guardião’ granate, Leo Morales, converteu-se no herói da contenda ao defender três pénaltis, um de-

les marcado por José Manuel Rey, que disputou a sua última partida como profissional e, que antes do início do jogo, havia sido homenageado pelos jogadores de ambas as equipas através da formação de um corredor pelo qual teve de passar para entrar em campo. Por seu turno, em La Carolina de Barinas houve chuva de golos. O Zamora bateu, por 3-2, o Mineros de Guayana, repetindo o resultado registado uns dias antes no CTE Cachamay, pelo que o conjunto barinés conseguiu o lugar graças a um

resultado agregado de 6-4. Todos os golos da contenda foram anotados na segunda metade. Aos 65 minutos, os locais abriram a contagem quando Yeferson Soteldo concluiu dentro da área após ser assistido pelo panamiano Ricardo Clarke. A equipa oriental sabia que necessitava de pelo menos três tentos para se classificar. Aos 81´, Richard Blanco desferiu um remate que entrou no ângulo da baliza e empatou as acções. Mas, dois minutos depois, James Cabezas devolveu a

vantagem ao desfeitear o guardião depois de receber um passe longo. Mas o bicampeão não se ficou por aqui. Aos 85´, Ynmer González correu uns bons 70 metros e ao chegar à área bateu o ‘cancerbero’ para igualar as acciones e aos 87´, Soteldo fixou o 3-2 definitivo com um tiro dentro da área após receber o esférico na grande área. Com estes resultados, Zamora e Carabobo juntaram-se ao Deportivo La Guaira e Deportivo Anzoátegui e vão representar a Venezuela na Copa Sul-americana 2015.

CP premiou atletas e técnicos da casa Gala do Desporto foi realizada no passado 14 de Maio, no Salão Nobre do clube A Associação Civil Centro Português promoveu a “Gala do Atleta Destacado 2015”, no passado sábado, 14 de Maio, no Salão Nobre do clube, tendo um total de 110 atletas, que se destacaram em diferen-

A Venezuela conquistou 14 medalhas nos Jogos Mundiais Ibsa 2015 (para pessoas com deficiência visual), que decorreram em Seul, República da Coreia, com a participação de quase mil desportistas de 58 países. A delegação venezuelana, que chegou ao Aeroporto de Internacional de Maiquetía, foi representada por 23 atletas que conseguiram 11 medalhas de prata e três de bronze. “A competição foi difícil devido ao facto de os níveis de exigência serem diferentes por tratar-se de um torneio mundial”, comentou Belkys Mota, que foi campeã em várias provas.

O Carabobo, depois de um semestre complicado, conseguiu um lugar na Copa Sul-americana.

Desporto

Fernando Cámara

soltas

tes modalidades ao longo de 2014, sido premiados pela Junta Directiva e Direcção de Desporto. A jornada teve como oradora a professora de Ténis Yelitza Omaña, que subiu ao palco na companhia do Promotor Desportivo Ordep Muñoz, para conduzir a apresentação formal do evento mais esperado do clube. Pelo palco também passou o presidente da Junta Directiva, Gil Andrade, que fez questão de destacar o excelente trabalho da comunidade desportiva do clube. Seguiu-se o Director de Desporto, Manuel Pinto, que enalteceu o aumento da participação dos

sócios nas diferentes modalidades desportivas. “Esta gala premia a perseverança, a disciplina, o desempenho, o esforço e a dedicação dos nossos atletas”, expressou. Terminada a fase de intervenções que marcou a abertura da Gala, seguiu-se a entrega de prémios aos atletas mais destacados em cada modalidade desportiva, como natação, voleibol, bicicleta todo terreno, boliche, triatlo, ténis, entre outros. Depois foi a vez de reconhecer o esforço realizado pelos assistentes desportivos e professores do Centro Português, que diariamente

recomendam, ensinam e preparam os atletas: Yelitza Omaña (monitora de Ténis), Alberto Fernandez , Ordep Muñoz, Kevin Martins e Juan Carlos Fernandes (monitores de Futsal), Yoselin Rodriguez (Voleibol), Oscar Jimenez (Sensei Kárate), Daniel Omaña (professor de Ténis), Angelin Mendez, Maria Julia de Sousa, Katherine Monteverde, Jesús Baptista e Arnold Guerrero (Professores de Natação), Reydner Chavez (Bowling), Pedro Benitez e Jonathan Fumero (Professores de Futsal), Manuela Simões (Professora de Ginásio), e Beatriz Montinho (Professora Voleibol), entre outros.

O beisebolista venezuelano Miguel Cabrera somou a corrida 1. 400 nas Grandes Ligas, no passado 21 de Maio, feito que o converte no quinto ‘pelotero’ mais jovem a alcançar esta marca. Com 32 anos e 33 dias de idade, o ‘antesalista’ do Tigres de Detroit conseguiu a mítica marca na parte baixa do quinto episódio, num encontro entre a sua equipa e o Astros de Houston. O crioulo impulsionou Andrew Romine com ‘sencillo’ no jardim esquerdo. O máximo impulsionador venezuelano nas Grandes Ligas é Andrés Galarraga, que em 19 temporadas registou 1.425 ‘rayitas’. O atletismo venezuelano já conseguiu os três primeiros classificados para os Jogos Olímpicos marcados para o Rio de Janeiro, no próximo ano. A última a ganhar um bilhete para esta competição foi Robeilys Peinado, e fê-lo com um recorde mundial depois de alcançar a marca de 4.60 metros durante o Grand Prix de Atletismo, no estádio Máximo Viloria de Barquisimeto, Estado de Lara. “Graças a Deus o recorde juvenil, Sub 23 e adulto, marca para as Olimpíadas e primeira do mundo da categoria menor”, expressou a crioula através da sua conta do Twitter, @ robeilys_ruby, no passado dia 21 de Maio.


Correio da Venezuela | Maio de 2015

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P r ê m i o Ta l e n t o C o m u n i c a ç ã o S o c i a l 2 0 0 9

eles respondem

imagens da semana

#HISTORIA El 13 de Mayo de 1917, tres niños que pastoreaban por las colinas de Leiria, presenciaron una aparición que pronto se convirtió en uno de los actos de fe con mayor adhesión de personas alrededor del mundo. Lucia, Jacinta y Francisco vieron sobre un pequeño roble la figura de una Señora vestida de blanco “más brillante que el sol, reluciendo más clara e intensa que un vaso de cristal lleno de agua cristalina, atravesado por los rayos de sol más ardientes”. La mujer se dirigió a los niños y les pidió que rezaran el Santo Rosario todos los días, por la paz del mundo, la conversión de los pecadores y el fin de la guerra. A pesar de que la virgen se aparecería en otras ocasiones, aquel 13 de mayo marcó un hito en la historia de la religión católica y actualmente es celebrado como el Día de la Virgen de Fátima en todo el planeta. Y tú, ¿Cómo expresas tu creencia y agradecimiento a Nossa Senhora de Fátima?

Chacao homenageia imigrantes

Correio de Venezuela / @correiodvzla

Caudais do Tejo são insuficientes para bom estado ecológico das águas

Gloria Barreiro de Vieira: Mi fe!!! Helena Caferra: La Virgen de Fátima (también llamadaNuestra Señora de Fátima, Nuestra Señora del Rosario de Fátima, o Nossa Senhora de Fátima en portugués) es una advocación con que se venera en el catolicismo a María, madre de Jesús. La misma se originó en una serie de apariciones que tres niños pastores,Lucía dos Santos, Jacinta y Francisco Martoafirmaron haber tenido en Fátima entre el 13 de mayo y el 13 de octubre de 1917, las que confirieron fama mundial a esta advocación. Maria Ysabel Moreira Oliveira: bendicenos Yaneth Labrador: Virgencita bendicenos Amén !!! Fernanda De Ornelas: Bendicenos nossa Senhora de Fatima Rosalie Gomes: amém Lisbeth Gonzalez: AMEN Virgensita bella ayudanos Maria Irene Gomes: Gracias por comaprtir amigos del correio Carminda Tavares Libras: QUE BELLA MI VIRGENCITA MADRE DEL CIELO MariaDolores Joaquim: Obrigado por tudo o que me deste nestes 66 anos de vida QUERIDA MAE


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