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Pré m i o Ta le n to d a C o m u n i ca çã o S o c i a l 2 0 0 9 O jornal de comunidade luso-venezuelana • Caracas, 27 de Abril a 3 de Maio de 2012 • Publicação Semanal Nº 452
Ano 12 • Depósito Legal: 199901DF222 • BsF. 5,00
TAP tem novo gerente em Caracas Luís Manuel Abrantes Garcia, que trabalha na TAP há 25 anos, é o novo responsável da companhia na Venezuela e está consciente que é preciso melhorar e reforças as relações com a comunidade portuguesa e estabelecer relacionamentos com
Governo acusado de desprezar segurança social dos emigrantes
//P.8
Justiça lança operação ‘Cuba livre’ na Madeira
//P.10
Detido mais um traficante que seguia para Portugal especial de seguranÇa //P.13-20
Autoridades pedem
denunciar
pub
Em menos de cincos dias, a Guarda Nacional Bolivariana interceptou e deteve dois cidadãos estrangeiros quando tentavam embarcar droga com droga em voos da TAP com destino a Lisboa e Porto. //P.5
cultura
Tudo a postos o início do XXVII Festival de Folclore
desporto
//P.11
Empresário ajuda equipa madeirense
//P.31
2 a semana
27 de Abril a 3 de Maio de 2012 // CORREIO Da VENEZUELA
Editorial
Clasificación
Digno de nota
Muito Bom
Muito Mau
Não sabemos o seu nome, nem quais são as empresa que possui, mas desde este espaço não deixamos de aplaudir o gesto realizado por um empresário luso-venezuelano de apoiar a equipa masculina do CAB Madeira, através de um donativo que possibilitou a esta formação poder assistir a dois jogos nos Açores e assim somar pontos para a Liga portuguesa de basquetebol. Mais uma prova do apoio que Portugal continua a receber por parte dos portugueses que vivem na Venezuela.
As autoridades consulares lusas têm realizado grandes esforços para chegar até onde estão os membros da comunidade portuguesa, muitas vezes recorrendo ao próprio bolso para pagar os gastos decorrente das deslocações visitas. Ironicamente, contudo, muitos dos que vivem nestas regiões não se interessam pelas visitas. A comunidade portuguesa de Araure, não só se afastou do seu clube, como também se mobilizou para receber o Cônsul Geral de Valência. Muitos passam a vida reivindicar direitos, mas são muito poucos que gostam de cumprir os seus deveres...
Já temos referido algumas vezes a nova dinâmica das autoridades consulares portuguesas na Venezuela, que, nos últimos tempos, têm levado aos Portugueses que vivem neste país, notícia da sua presença e da intenção de que estão disponíveis para os ajudar ou esclarecer. Os nossos compatriotas que estão emigrados procuram, normalmente, por esses dois últimos motivos citados, as entidades que representam Portugal. Para ajudar, algumas vezes em momentos de aflição ou de desorientação. Para esclarecer quando em causa está legislação que pouco conhecem, ou para se identificarem com as situações ou directivas que mudam com muita frequência. E hoje queremos dar nota da grande actividade dos cônsulesgerais de Portugal na Venezuela, que se desdobram em esforços pelas cidades deste país, muitas vezes a expensas próprias, porque os orçamentos não comportam tais despesas, para se encontrarem com Portugueses, para que haja contacto, e para que saibam, nas comunidades, nas associações e nos clubes, enfim entre todos, que as autoridades diplomáticas estão interessadas em conhecer os problemas e contribuir para que as soluções se encontrem de forma mais fácil. Só conhecendo o terreno e as pessoas é que se poderão obter respostas de acordo com os casos suscitados e com a legislação. Sabemos que no caso específico de Valência, Estado de Carabobo, o cônsul António Chrystêllo Tavares e o seu pessoal estão a financiar as suas próprias deslocações para que a presença e a mensagem de Portugal chegue a um maior número de sítios e pessoas. Contudo, está a tornar-se notório, e também digno de nota, se bem que em sentido contrário, a falta de disponibilidade dos Portugueses para se encontrarem com o pessoal do consulado. Esta leviandade é bem expressa no número de pessoas que se apresentam nas permanencias consulares. Julgamos que o contacto é essencial, não apenas pela oportunidade que os encontros proporcionam a todos, mas também para que os funcionários consulares encontrem algum conforto, boa repercussão e alguma gratidão da parte dos cidadãos que pretendem encontrar. É certo que fazem o seu trabalho, mas aparecer significa aceitação e gratidão. Ainda há poucos dias em Araure, apenas compareceram seis pessoas a uma reunião, num clube onde estão inscritos 3.200 sócios, se bem que activos estejam só cerca de duas centenas de lusos. O trabalho de identificação e recuperação da cultura portuguesa entre os emigrantes e descendentes, por exemplo, passa por estes encontros, pelo levantamento das necessidades de cada associação ou comunidade, já que no futuro, e com o conhecimento dos casos e das situações, poderão ser desenvolvidas políticas ou acções que conduzam à satisfação das pretensões eventualmente assumidas em cada deslocação. Sem propostas é que não há perspectivas de trabalho. Por outro lado, virar costas aos problemas será a pior das opções numa ocasião em que se verifica haver disponibilidade da parte de quem poderá, e muito bem, encaminhar as questões para quem de direito. Em Caracas e em Valência tem-se verificado haver abertura e condições para trabalhar mais e melhor. Com atitudes concretas, discretas mas envolventes, para que a comunidade se sinta mais apoiada, quer na ajuda, quer no esclarecimento das situações que pretende ver resolvidas. O trabalho dos dois cônsulesgerais é irrepreensível, e merece o nosso apoio. Uma dinâmica e seriedade que surge em crescendo e que nos leva a encarar este decénio com muita esperança.
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Director Aleixo Vieira Subdirector Agostinho Silva Gerente: Carla Vieira Editor Sergio Ferreira Soares Endereço: Av. Veracruz. Edif. La Hacienda. Piso 5, ofic. 45H-3. Las Mercedes, Caracas. Telefones: (0212) 9932026 / 9571 Telefax: (0212) 9916448 E-mail: correio@cantv.net
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Maio encontra-se à porta, pelo que já se iniciaram os preparativos para as festividades em honra de Nossa Senhora de Fátima um pouco por toda a Venezuela. Nesta imagem podemos observar como os trabalhadores já começaram a colocar as luzes e arcos de adorno, que prontamente vão suster as flores que engalanaram uma festa que enche de orgulho não sós os portugueses como também os venezuelanos. Um momento de fé e devoção, con mistura de “festa” que permite realçar o nome de Portugal em todos os cantos do país; ocasião para sublinhar a paz, a união e para promover uma sã celebração. Elevemos bem alto a imagem e nome da Virgem e os portugueses, onde quer que nos encontremos.
Chefe de redacção Sergio Ferreira S. |Jornalistas Carla Salcedo Leal, Andrea Guilarte, Silvia Di Frisco |Correspondentes Edgar Barreto (Falcón), Carlos Balaguera (Carabobo), Trinidad Macedo (Lara), Silvia K. Gonçalves (Bolívar), Sandra Rodriguez (Aragua), Ricardo Santos (Nueva Esparta), Luis Canha (Mérida), Antonio Dos Santos (Zulia) |Colaborações Raúl Caires, Catanho Fernandes, António da Silva, Arelys Gonçalves, Victoria Urdaneta, Nathalie Mendonca, Shary Do Patrocinio, Fernando Urbina, Antonio López Villegas, David Rodríguez, Luis Jorge |Administração Ma.Fernanda Pulido, Sharlot Rodríguez |Publicidade e Marketing Carla Vieira, Gloria Cadavid |Paginação Elsa de Sá |Fotografia Silvia Di Frisco, Francisco Garrett |Secretariado Anaís Salazar |Distribuição Luis Alvarado, Carlos Agostinho Perregil R. |Impressão Cadena Capriles, Operadora La Urbina C.A. Caracas -Venezuela |Tiragem deste número 15.000 exemplares |Fontes de Informação Agência Lusa, Diário de Notícias, Diário de Notícias da Madeira, Ilhapress, Portuguese News Network e intercâmbio com publicações em língua portuguesa.
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27 de Abril a 3 de Maio de 2012 // CORREIO Da VENEZUELA Silvia C Di Frisco sdifrisco@correiodevenezuela.com
Desde há pouco mais de um mês que a companhia aérea portuguesa TAP na Venezuela, América Central e países andinos tem um novo director geral. Luís Manuel Abrantes Garcia é técnico de electrónica e desde há 25 anos que cresce profissionalmente na companhia aérea lusa, conhecendo por dentro os diferentes departamentos da mesma. Iniciou funções como oficial de tráfego em 1987 e um ano depois, ficou encarregado das áreas de check-in, carga aérea e despacho de aeronaves. Foi promotor de vendas da área comercial, dirigindo as mesmas na Madeira e nos Açores. Em 2005, foi convidado para coordenar o departamento de marketing nos países africanos. Reabriu o mercado na Irlanda do Norte e estabeleceu um novo para a Croácia. Antes de aterrar em Caracas, foi gerente geral em Cabo Verde. O CORREIO conversou com Abrantes Garcia sobre a sua gestão na Venezuela. Quais são as suas expectativas perante este novo compromisso? Tenho muito boas expectativas. A Venezuela representa um mercado realmente interessante em termos de população, é umas 10 ou 15 vezes maior que o mercado de Cabo Verde, pelo que temos muito trabalho por fazer. Aqui encontrei uma boa equipa, começamos bem. Considero que gosto de trabalho em grupo, onde todos cooperam, mas em que há funções bem definidas que permitem fazer avançar o sistema completo. Como descreve o mercado venezuelano? É um mercado com muito potencial. Há um grande volume de pessoas que viajam para a Europa em negócios e por turismo. Há que desenvolver isso muito mais. Devemos promover os destinos oferecidos pela TAP,
“Vamos iniciar um novo período” Para Luís Manuel Abrantes Garcia, com 25 anos de experiência na companhia aérea lusitana, o passado é um capítulo encerrado
das suas capitais. Em termos do contacto com os agentes, tenho várias reuniões marcadas para conhecê-los e começar a trabalhar. Queremos organizar alguns workshops para estudar mais de perto a situação técnica, esclarecer as dúvidas, as inquietudes, melhorar os serviços e aumentar as vendas. Considerou a Venezuela na Europa? Apesar de serem os nossos clientes mais importantes, não queremos pensar apenas na comunidade lusa. Há outro grupo de pessoas a quem temos de chegar, para promover o nosso Portugal e a Europa. O mesmo pode ser feito inversamente. A Venezuela tem um potencial turístico imenso e com a ajuda dos nossos agentes em todo o mundo, podemos convidar os europeus a visitar a Venezuela. Devemos trabalhar em conjunto com as entidades locais para desenvolver melhor as logísticas pertinentes. Será como um intercâmbio. Este é um ponto muito importante e de muito interesse para nós.
começando por Portugal, que, na Venezuela, não é conhecido como um destino turístico. Lisboa foi qualificada como uma das cidades mais interessantes do Mundo para comprar, e pela sua cultura, há que divulgá-lo na comunidade venezuelana. Portugal deve ser desenhado como a porta de entrada para a Europa, não é um conceito novo, mas a nossa intenção é que as pessoas
o saibam. Que planos traçou para conseguir essa meta? Queremos fazer umas ‘Press Trips’, em conjunto com as instituições turísticas de Portugal, para divulgar as opções que este país oferece aos seus visitantes. Temos que facilitar o trânsito de quem viaja para a Europa, dando a saber que servimos a maioria
Como está a ser assessorado? As nossas alianças e assessorias relacionam-se principalmente com a nossa área de marketing e pessoal especializado em Lisboa. Localmente, trabalhamos com os nossos agentes de viagens, com as empresas de marketing, com as empresas turísticas, e participamos em diferentes feiras de turismo para manter uma boa dinâmica em todo o sistema. Tem algo a dizer sobre os pro-
blemas reportados pelos clientes da TAP na Venezuela, durante a gestão anterior? Essa percepção existe. Ouvi alguns rumores, mas quero dizer que isso é um capítulo encerrado. Vamos iniciar um novo período. Os funcionários da TAP que têm contacto com o público estão abertos a ouvir sugestões e a melhorar, dia a dia, os serviços que damos aos nossos clientes. Isto foi transmitido a todo o grupo de trabalho, sairemos às ruas, visitaremos os nossos agentes e daremos a cara à comunidade, proporcionando soluções. Tenho esperança no futuro, apesar das condições. A Venezuela tem um potencial enorme, é um país riquíssimo com gente maravilhosa e trabalhadora. Eu penso que há um grande futuro e que vamos para lá.
“Existe a ideia de que (Portugal) é um país velho, mas não é assim, é um lugar com um grande potencial jovem para o desenvolvimento” Qual é a sua percepção sobre a comunidade lusa na Venezuela? É uma comunidade muito grande, que tem um papel muito importante no desenvolvimento da economia venezuelana e da economia portuguesa também, porque mandam dinheiro para as suas famílias, no seu país de origem. Ainda que muitos não pensem regressar a Portugal e só viagem durante as férias, sinto que esse país está muito distante dos corações das segundas e terceiras gerações. Portugal também é o seu país, e é para eles que temos de apontar, queremos que vão conhecê-lo. Existe a ideia de que é um país velho, mas não é assim, é um lugar com grande potencial jovem para o desenvolvimento.
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27 de Abril a 3 de Maio de 2012 // CORREIO Da VENEZUELA
Chrystêllo procura novo cônsul honorário Centro Luso Venezuelano da cidade recebeu o cônsul geral de Portugal em Valência Sergio Ferreira Soares sferreiracorreiodevenezuela.com
O Centro Social Luso Venezuelano de Araure, Estado Portuguesa, recebeu o cônsul geral de Portugal na cidade de Valência, António José Chrystêllo Tavares, para tirar dúvidas da comunidade portuguesa que vive e trabalha na zona. O encontro reuniu apenas cerca de 10 portugueses, pelo que a direcção do clube comprometeu-se a formalizar um comité para a divulgação de informação consular na região. O actual presidente do Cen-
tro Social, Orlando Alvarado, disse sentir-se satisfeito com a visita oficial do cônsul. Explicou que o clube divulgou o encontro na comunicação social local, e através de chamadas telefónicas, e atribuiu a fraca adesão às chuvas. Chrystêllo clarificou as dúvidas dos participantes no que diz respeito a processos consulares e indicou que está à procura de um novo cônsul honorário para o Estado Portuguesa, devido à renúncia do cargo por parte de Gabriel Ferreira, da cidade de Guanare. Agradeceu ainda a disposição dos dirigentes do
A directiva do clube marcou presença no salão
O clube decidiu criar um comité luso para a difusão de informação consular na região Centro Social Luso Venezuelano para receber a jornada e mostrou-se surpreendido perante a ausência de portugueses neste encontro. Aproveitou a ocasião para pedir a colaboração do clube para impulsionar e organizar
Martins dos Santos visitou Margarita Paulo Martins Dos Santos reuniu com a comunidade lusa e autoridades do Estado de Nueva Esparta Silvia C. Di Frisco sdifrisco@correiodevenezuela.com
O Cônsul Geral de Portugal em Caracas, Paulo Martins dos Santos, visitou a comunidade lusitana radicada na ilha de Margarita, entre 23 de 25 de Abril, na companhia de uma comitiva integrada pelo cônsul honorário do estado, João Nolasco, e a funcionária diplomática Ângela Gomes. Durante a visita, Martins teve a oportunidade de reunir com autoridades locais e conhecer, mais de perto, a situação dos portugueses que residem
Martins teve a oportunidade de reunir com autoridades locais
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FOTO: S.F.S
a comunidade lusitana em todo o Estado Portuguesa. Um dos fundadores e expresidente do clube, Fernando da Silva, marcou presença no salão e aproveitou para expressar a Chrystêllo uma situação que o preocupa e que está a acontecer na localidade desde há alguns anos. Sublinhando que a actual junta directiva não pode ser culpada pela preguiça existente entre os lusitanos accionistas, pediu a colaboração do cônsul para uma melhor organização. Perante este pedido, a direcção do clube decidiu criar um comité luso para a difusão de infor-
mação consular na região. Já Tavares convidou a junta directiva do clube e os portugueses accionistas para que caminhem de mãos dadas, deixando de lado as diferenças existentes. Orlando Alvarado, responsável pela junta directiva, aproveitou a oportunidade para divulgar que estão já a ser preparadas as XVI Festividades em honra à Virgem de Fátima, a realizarse nos dias 11, 12 e 13 de Maio, bem como a comemoração do Dia de Portugal, a 10 de Junho. António José Chrystêllo Tavares já confirmou a presença nestas festas.
nesta região insular. A comitiva participou num jantar realizado no Centro Social Luso Venezuelano de Margarita, onde o cônsul geral pôde contactar com os sócios deste clube e ouvir algumas das suas preocupações. Entre as principais necessidades da comunidade luso-margaritenha foi ressaltada a importância do recebimento, o mais rapidamente possível, das máquinas que pretendem facilitar o processo de documentação. Martins comprometeu-se em dar prioridade a este assunto, considerando as dificuldades que isto implica para esta população, que tem de deslocar-se a Caracas com o fim de resolver os seus trâmites consulares. Posteriormente, Joaquim Pinto, Director Técnico da Equipa de Futsal Luso FC, centrou a atenção de todos para apresentar à comitiva este projecto desportivo que incentiva um crescimento saudável entre as crianças e jovens da região. Martins também pôde encontrar-se Morel Rodríguez Ávila, Governador do Estado de
Nueva Esparta, que o recebeu no seu despacho, momento que foi aproveitado por ambos para partilhar impressões relacionadas com a presença lusitana no país, além de reflectir sobre as semelhanças existentes entre as ilhas da Madeira e de Margarita. Acto seguido, a comitiva dirigiu-se à Alcaldía do município Santiago Mariño, um dos mais importantes da ilha, onde foi recebido por o alcaide Alfredo Díaz. Díaz ofereceu aos convidados uma exaustiva explicação sobre o desenvolvimento da ilha, apoiando-se em grandes fotografias expostas nas paredes do seu gabinete. O menino Robert De Jesus irrompeu na sala, vestido de pescador, para oferecer uma demonstração do folclore local, momento que foi seguido de um lanche, que serviu de intervalo na visita, já que produziram-se mais contactos e ainda houve tempo para conhecer as instalações. Martins, também visitou a sede do consulado honorário para ficar a conhecer como esta entidade funciona.
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27 de Abril a 3 de Maio de 2012 // CORREIO Da VENEZUELA
Traficantes tentam introduzir droga através de Portugal Foram detectados dois casos em menos de sete dias de indivíduos que pretendiam transportar droga utilizando Portugal como porta de entrada a Europa Carla Salcedo Leal csalcedo@correiodevenezuela.com
A Unidade Especial AntiDrogas da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) impediu, no passado dia 18, uma tentativa de transporte de droga para a Europa, via Portugal, no Aeroporto de Maiquetía. Segundo informações veiculadas pelo comandante da Unidade, a detenção teve lugar frente ao balcão da companhia aérea portuguesa TAP, quando
um passageiro de nacionalidade suíça, de 44 anos, fazia o checkin no voo TP 142 com destino ao Porto e ligação a Genebra, Suíça. O cidadão ocultava, no fundo duplo da mala, um total de cinco quilos e 170 gramas de cocaína, distribuídos por 120 caixas pequenas de cartão. O comandante da unidade anti-droga sublinhou que o comando destacado no Aeroporto de Maiquetía tem realizado investigações para detectar estes
Um cidadão de origem portuguesa, identificado como João Pedro de Gouveia, de 70 anos, morreu em consequência de um atropelamento protagonizado por um veículo cujo condutor fugiu do local do acidente, registado durante a madrugada de domingo, 15 de Abril, no sector El Polvorín, do Estado de Aragua.
Centro Português Caracas, Distrito Capital
O Centro Português, em Caracas, levará a cabo a sua tradicional procissão em honra da Virgem, desde a Capela da associação por as instalações, no sábado 12 de Maio, a partir das 19h30.
Casa Portuguesa Maracay, Aragua
A Casa Portuguesa de Maracay, no Estado de Aragua, prestará honras à Virgem de Fátima durante três dias seguidos, entre 18 e 20 de Maio, com a realização de diferentes actividades, entre as quais missas, procissão e festividades com música e comidas típicas. cidadãos que são apelidados de ‘correios de droga’ ou ‘mulas’. Esta foi a segunda operação em menos de sete dias realizada pela GNB frente ao balcão da
Septuagenário morre em atropelamento Silvia C Di Frisco sdifrisco@correiodevenezuela.com
FESTAS DE FÁTIMA
TAP, detectando dois ‘correios’. Os aeroportos portugueses são escolhidos como pontes para os seus destinos finais, com o mesmo ‘modus operandi’.
Segundo a informação difundida por vários meios de comunicação social locais, a vítima trabalhava como vigilante num quinta da comunidade. Apesar de ter sido transportado às Urgências do Hospital Central de Maracay, o lusitano deu entrada sem sinais vitais. O atropelamento provocou-lhe múltiplas lesões, as quais atingiram os seus órgãos vitais. No local do acidente compareceram elementos do corpo de Trânsito Terrestre e da Polícia de Aragua, que iniciaram uma investigação com vista a tentar identificar o condutor fugitivo. O corpo de João Pedro de Gouveia foi transladado para a Morgue de Caña de Azúcar, para os devidos exames médicolegais.
Casa Venezuelana Portuguesa San Diego, Carabobo
A Casa Venezuelana Portuguesa, levará a cabo as suas festividades no 20 de Maio, com a celebração de uma missa e procissão, que serão seguidos de uma grande festa.
Centro Luso Venezuelano Catia la Mar, Vargas
O Centro Luso Venezuelano de Catia La Mar, no Estado de Vargas, festejará a Virgem de Fátima, no domingo, 20 de Maio, com a tradicional missa e procissão em redor da urbanização, além de um convívio entre os sócios e festeiros organizadores.
Centro Social Madeirense Valência, Carabobo
O Centro Social Madeirense de Valência, celebrará no domingo, 27 de Maio. A nova direcção ainda está a planear o tipo de iniciativas irão acompanhar esta celebração.
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breves comunidade Espetada de Maracay celebra mês de Abril
A Academia da Espetada de Maracay, levará a cabo a sua tertúlia “Abril em Portugal”, na sexta-feira, 27, no salão Madeira da Casa Portuguesa do Estado de Aragua. Será uma noite engalanada pelo fado nas vozes de diferentes artistas luso-venezuelanos. A entrada custa 300 bolívares e portas abrem às 8 pm.
IX Serão de Música em Valência O Consulado Geral de Valência, acolhe um novo ciclo musical. O IX Serão de Música terá como tema o fado e as guitarradas de Lisboa, e decorre a 28 de Abril, a partir das 20h00, com a participação das fadistas Celeste Moreira e Luisana Andrade, acompanhadas pela Guitarra Portuguesa de Fernando Pires e a viola portuguesa
Casa Portuguesa celebra com as mães A junta directiva da Casa
Portuguesa de Maracay, no Estado de Aragua, rende uma sentida homenagem às mães da instituição na noite de sexta-feira, 11 de Maio, com a realização de um evento que permitirá o desfrute de um desfile de moda, um show musical com várias actuações de artistas locais, rifas e obséquios.
Homenagem às mães no Centro Larense
A junta directiva do Centro Luso Larense, homenageia as mães desta instituição no sábado, 12 de Maio, com uma grande festa que incluirá um show da cantora Ruddy Márquez e do grupo Pachanga Way Band. Serão ainda entregues diversos prémios, além de diferentes surpresas para as mães.
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Casa de Maracay elegeu rainhas e princesas Diana Pinheiro foi coroada rainha do clube Sergio Ferreira Soares sferreiracorreiodevenezuela.com
O salão principal da Casa Portuguesa de Maracay, no Estado Aragua, vestiu-se de gala na noite de 20 de Abril, sextafeira, para a eleição das rainhas da beleza da associação, numa noite cheia de brilho e da magia do cabaret, embelezado com a presença de uma Marilyn Monroe no palco. O ‘openning’, baseado no filme ‘Burlesque’, permitiu que as candidatas desfilassem e dançassem com os seus trajes de cabaret, enquanto o público gritava, eufórico, apoiando as suas candidatas. Posteriormente, as meninas e adolescentes desfilaram em fatos de banho e de gala, momentos que permitiram ao júri definir as vencedoras da noite. No final do concurso, Dia-
O quadro de vencedoras da Casa Portuguesa do Estado Aragua
na Pinheiro conseguiu a coroa de Rainha da Casa Portuguesa, ganhando uma viagem a Cancún para duas pessoas como parte dos seus prémios. Vanessa Castanheira foi eleita Rainha do Desporto, ganhando uma viagem a Margarita para duas pessoas; Maryuri Fernández e
Nancy García empataram como Rainhas do Carnaval. Na categoria Miss Teen, Giselle da Silva destacou-se, tendo ganho um tablet; Bárbara Coelho e Alison Bernal obtiveram as coroas de Princesa e Princesita, respectivamente. Entre as animações da noite,
FOTO: CORTESIA
vale a pena ressaltar a presença do quarteto juvenil ‘Desafío’ e do cantor pop Juan Francisco da Silva, para além das danças da Academia Stronger Dancer. Entre o júri encontrava-se presente o encargado do certame Miss Venezuela para o Estado Aragua, Sergio Duarte.
Centro Marítimo Centro de Valles celebrou 40 anos del Tuy festejou de existência 20º aniversário S.F.S
Na noite do passado 19 de Abril, o Centro Marítimo de Venezuela vestiu-se de gala para celebrar os primeiros 40 anos da associação, que noutra época chegou a chamar-se ‘Associação Desportiva Luso-Venezuelana’. Marcaram presença no evento o embaixador de Portugal na Venezuela, Mário Lino da Silva; o cônsul geral de Portugal em Caracas, Paulo Martins dos Santos; e o presidente do Centro Português, Fernando Campos. A jornada teve início com uma missa, pelas 4 da tarde, seguindo-se as notas solenes dos hinos nacionais de Portugal e da
Venezuela, em frente às estátuas dos pais das pátrias, local onde o Embaixador e o Cônsul assinaram o livro de visitas da associação. A celebração continuou no salão luso, com as actuações musicais do grupo Estrelas Lusitanas, o grupo folclórico do Centro, e Sílvio. O presidente do clube, Victor Dias, agradeceu aos sócios presentes pelo apoio dado ao Centro Marítimo e à sua direcção durante o último ano, especialmente a quem acreditou no projecto e continua a apostar nele. Finalmente, foi feito um brinde e cantados os parabéns.
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Se há algo que melhor caracteriza o Centro Luso Venezuelano de Los Valles del Tuy, no Estado de Miranda, é a unidade existente entre os seus sócios; união que se viu reflectida durante todo a quinta-feira, 19 de Abril, quando a actual directiva, encabeçada por José da Corte, viu ser correspondida a convocatória para celebrar em grande os primeiros 20 anos de vida deste centro social. A jornada, que se iniciou às 9 da manhã e se prolongou até à meia-noite, incluiu diversas actividades para grandes e pequenos. A ocasião também
foi propícia para a realização de um acto formal, pelas 5 da tarde, que serviu para que a direcção apresentasse o relatório e contas referente ao exercício de gestão de 2011 aos accionistas. Una vez iniciada a festa, procedeu-se à entrega de diversos reconhecimentos a sócios e ex-dirigentes da instituição pelo trabalho realizado em prol desta. Seguidamente, teve lugar a actuação do Grupo Folclórico do clube, que apresentou aos presentes as suas danças e cantos tradicionais, finda a qual teve lugar o tradicional brinde e celebração do aniversário.
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STCDE acusa Governo de descurar a protecção social Sindicato rejeita críticas de que os consulados são insensíveis às dificuldades dos portugueses no estrangeiro
O sindicato dos funcionários consulares acusou o Governo de descurar a protecção social dos emigrantes, centrando a actividade nos serviços administrativos, e rejeitou críticas de que os consulados são insensíveis às dificuldades dos portugueses no estrangeiro. “Há um descurar das tarefas de protecção social. Os serviços consulares são o parente pobre do Ministério dos Negócios Estrangeiros e dentro dos serviços consulares o parente pobre é precisamente a protecção consular porque é a mais difícil”, disse à agência Lusa, na terça-feira, 26 de Abril, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Consulados e Missões Diplomáticas (STCDE). “Trata-se muitas vezes de uma intervenção em situações de conflito ou de carência a que é preciso prover e a primeira resposta que os consulados têm tendência a dar é responder a quem vai aos serviços consulares comprar papéis, fazer o cartão do cidadão ou o passaporte”, acrescentou. Jorge Veludo garantiu que nos consulados “falta quase tudo o que não seja o mero (funcio-
nário) administrativo”, adiantando que mesmo os poucos funcionários administrativos que vão sendo admitidos o são “em regime de precariedade”. O sindicalista adiantou que há um “desvio permanente” dos trabalhadores da área social para serviços administrativos e rejeitou a ideia defendida na semana passada pelo secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, de que nos consulados há falta de sensibilidade para as dificuldades dos emigrantes. “Os serviços têm as condições para reagir e para apoiar que são organizadas, financiadas e ordenadas pelo Governo. Não faz muito sentido vir atirar para cima dos trabalhadores o ónus da falta de apoios”, retorquiu Jorge Veludo. “A nossa capacidade de intervenção em sede de protecção consular depende da atitude da hierarquia, dos meios postos à disposição e do nosso estatuto perante as autoridades locais”, acrescentou. O sindicalista sublinhou que na maioria dos consulados não há técnicos de serviço social que possam acorrer aos casos de emergência e que na Venezuela, país apontado pelo secretário de Estado como uma das zonas
onde os funcionários deviam ir mais ao encontro dos emigrantes, “há anos que não há um único técnico de serviço social”. “Nós não somos voluntários em regime de autogestão. Estamos integrados em organismo do Estado sujeitos a uma hierarquia e a uma política de intervenção. Quando é preciso ir a algum lado, é preciso que haja determinação da hierarquia e autorização de Lisboa porque isso tem custos e isso não é feito”, disse. O sindicalista acusou o Governo de querer dar mais apoio com menos funcionários consulares e adiantou que “não é possível fazer omeletas sem ovos”. “Efectivamente, a emigração tem vindo a aumentar (...) e a nossa capacidade de resposta para acorrer a um aumento de situações é diminuta. Já que da situação em Portugal decorre um incremento da emigração, há que prover os postos com meios para darem a resposta adequada em termos humanos, financeiros e materiais e em termos de política de decisão”, disse. Jorge Veludo estimou ainda que dos cerca de 1.600 trabalhadores do quadro externo do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) apenas metade estão
François Hollande venceu a primeira volta das eleições francesas.
Luso eleitos antevêem impacto em Portugal Autarcas da esquerda defendem que Hollande trará “esperança” e “mudança”, e a da direita que o socialista trará “riscos” CORREIO/LUSA
Três luso eleitos portugueses em França consideram que o resultado das eleições presidenciais no país terá impacto em Portugal, defendendo os autarcas da esquerda que Hollande trará “esperança” e “mudança”, e a da direita que o socialista trará “riscos”. François Hollande venceu a primeira volta das eleições, com 28,8 por cento dos votos. O Presidente recandidato, Nicolas Sarkozy, teve 26,1 por cento dos votos. É a primeira vez na V República francesa que um Presidente recandidato não vence esta eleição. A mesma televisão estimou 15,5 por cento dos votos para a extrema-direita, de Marine Le Pen, e 11,7 por cento para a Frente de Esquerda, de JeanLuc Mélenchon. Para o luso eleito socialista Hermano Sanches Ruivo, vereador na câmara de Paris, os números de mostram que “há margem de manobra” e que “a reserva de votos existe”. Mais, “traduzem uma dinâmica da esquerda e uma vontade de não dar mais uma carta branca a Nicolas Sarkozy”. Uma vitória do socialista na eleição de 06 de maio quer dizer “mais margem de manobra junto da Alemanha” para defender os países em dificuldades económicas, como Portugal, e “abre portas para negociar o pacto orçamental”,
que Lisboa já assinou. “Antevejo nessa possível vitória uma nova etapa para um reequilíbrio entre a França e os países os Sul”, acrescentou. Ainda à esquerda, Sandra Pereira, vereadora do Partido Comunista na câmara de Villejuif, concordou com os argumentos do socialista e acrescentou que estes números vêm “dar esperança aos outros países europeus”. Mostram, argumentou, que “se a Europa juntar as forças da esquerda com a força dos cidadãos é possível mudar a União”. Para a autarca do partido União por Um Movimento Popular (o partido do Presidente Sarkozy) Cristela de Oliveira, vereadora na câmara de Corbeil-Essonnes, é preciso olhar para os resultados de “com confiança”. “Precisamos de ficar vigilantes, de fazer uma campanha intensiva e de não perder o pé. Mas Sarkozy é um animal político, é preciso não esquecer isso”, acrescentou. Cristela de Oliveira considera que Hollande na presidência seria uma má notícia para Portugal e para a União: “Apoiar Sarkozy é apoiar a Europa. Se não queremos chegar ao estado de Portugal, da Irlanda e da Grécia, e se não queremos que esses países fiquem piores, é preciso votar Sarkozy. Ele é estabilidade. Hollande é um risco”, argumentou.
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Banca é terceiro pilar da operação ‘Cuba livre’ Para além de duas procuradoras, estão na Madeira inspectores tributários da Direcção-geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros correio/lusa
Para além dos departamentos do Governo Regional (GR) e das empresas de construção civil/ fornecedores do GR, o terceiro pilar da operação ‘Cuba livre’ é a banca. Segundo o que conseguimos apurar, os investigadores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) estão também a reunir, para cruzar, documentação bancária de instituições financeiras a quem o GR recorreu para tornar possíveis Acordos de Regularização de Dívidas (ARD). Para além de duas procuradoras, estão na Madeira inspectores tributários da Direcção-geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros (DGITA). À DGITA incumbe apoiar, no domínio dos sistemas e tecnologias de informação, a Direcção-geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC) e a Direcção-geral de Contribuições e Impostos (DGCI). A equipa que reúne peritos do MP e das Finanças não é nova. Foi isso que aconteceu, também na Madeira, na denominada ‘Operação furacão’. O papel fundamental do TC Refira-se que o inquérito foi iniciado com uma certidão enviada pelo Tribunal de Contas (TC) para o MP (foi a procuradora da secção dos Açores do TC, Joana Marques Vidal que subscreveu o famoso relatório de Abril de 2011 sobre Encargos Assumidos e Não Pagos (EANP) da administração regional directa. A 16 de Setembro de 2011 o BdP e o INE emitiram um comunicado conjunto. A queixa formal do PND foi posterior (Outubro 2011). Sem arguidos... para já A Procuradoria-geral da República (PGR) confirmou ao DIÁRIO que ninguém foi detido ou constituído arguido. Sabe-se que alguns responsáveis foram notificados para prestar declarações no edifício sede da GNR-
-Madeira (o quartel-general das operações durante esta semana). O que deverá acontecer quinta e sexta-feira. Responsabilidades O inquérito foi aberto pela PGR para apurar responsabilidade penal ou criminal. Mas, no decurso das investigações pode haver indícios de outro tipo de responsabilidade, designadamente financeira (sancionatória e reintegratória), civil, disciplinar, administrativa, tributária. A responsabilidade política, essa fica para os eleitores. O que procuram... Os investigadores do DCIAP e da DGITA procuram provas indiciárias que sustentem uma eventual acusação. Se é certo que a chamada ‘prova rainha’ é a testemunhal, nesta fase de inquérito, a prova documental é mais preciosa. Os investigadores procuram ‘truques’, engenharias financeiras e eventuais contabilidades criativas que permitiram ocultar a “abençoada dívida” (palavras de Alberto João Jardim). E mais do que isso, o que a investigação vai procurar apurar é se essa prática foi reiterada, livre e consciente, quem a praticou e a ordenou (agentes: funcionários ou titulares de cargos políticos). Daí que o cruzamento de dados entre entidades adjudi-
cantes, empreiteiros (empresas de construção civil) e banca seja fundamental. Um trabalho para os peritos em contabilidade e finanças públicas, que deverão elaborar relatórios para sustentar o despacho final do MP que pode ser de acusação ou de arquivamento. Segundo o que apurámos, há uma prática que deixou de ser feita pela Quinta Vigia há dois/três anos e que está a intrigar os investigadores. Terá sido por acaso que, nos comunicados a anunciar inaugurações, o Governo Regional deixou de referir-se ao valor da obra a inaugurar? E.S. .... o que encontraram Entre o material apreendido pelos investigadores estão discos rígidos/computadores, facturas, documentos de suporte a concursos públicos/empreitadas, contas-correntes, planos de pagamento, relatórios, orçamentos, etc. A lei dos titulares de cargos políticos pune com um ano de prisão quem assuma encargos não permitidos por lei, autorize pagamentos sem o visto do Tribunal de Contas (TC), promova operações de tesouraria ou alterações orçamentais proibidas por lei. Alguns ‘blogues’ classificaram o caso do ‘buraco’ nas contas públicas da Madeira de ‘Madeiragate’. A Procuradoria-
Quinta Vigia nega fuga de engenheiro A Presidência do Governo Regional negou, através de comunicado, informações avançadas pelos jornais nacionais, tais como a alegada tentativa de um engenheiro em abandonar o edifício da exSecretaria do Equipamento Social com documentos na sua posse e as suspeitas da prática dos crimes de corrupção, associação criminosa, fraude fiscal ou branqueamento de capitais na base da investigação.
“De consciência absolutamente tranquila” O ex-secretário regional do Equipamento Social, Santos Costa, tem passeaso pela baixa do Funchal, onde já afirmou aos jornalistas estar “de consciência absolutamente tranquila” em relação às investigações no âmbito da operação ‘Cuba livre’ sobre a dívida oculta da Madeira. “Estou sereno, não está vendo que estou sereno?”, respondeu o responsável pela antiga Secretaria do Governo Regional, questionado pela agência Lusa sobre se está preocupado com as diligências desenvolvidas, sob a coordenação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, nos serviços e direcções regionais do edifício da secretaria que dirigiu até Outubro de 2011.
geral da República (PGR) fala, simplesmente, em ‘Contas da Madeira’. Mas a agência Lusa adiantou que a operação que está a decorrer na Madeira foi denominada ‘Cuba livre’.
As contas e a gestão financeira do Governo Regional da Madeira estão a ser passadas a ‘pente
Imprensa alude a vários crimes A imprensa nacional aludiu
a suspeitas que, para além da violação de normas de execução orçamental, podem indiciar a prática de crimes de associação criminosa, corrupção, peculato, prevaricação (até dois anos de prisão), abuso de poder, falsificação de documentos (punido com pena até cinco anos de prisão), fraude fiscal e branqueamentos de capitais.
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Carbone Espresso e Rancilio ensinam a degustar bom café O Dia do Expresso Italiano também foi celebrado na Venezuela Silvia c. Di Frisco
A Itália celebrou o Dia do Café Expresso Italiano no passado dia 13 de Abril, uma jornada organizada pelo Instituto Nacional do Expresso Italiano, com a intenção de render homenagem a uma das bebidas mais solicitadas nos bares, cafetarias e restaurantes de todo o mundo. Diversas organizações especializadas dedicaram-se a exaltar as qualidades de um bom café e em muitos países, foram dadas formações aos amantes da cultura cafezeira. A Venezuela não foi excepção. A Carbone Espresso e o seu sponsor oficial, a Rancilio, conviveram com os representantes dos meios de comunicação social numa actividade na qual se degustaram
os requintados cafés expresso, provenientes de diferentes lugares do planeta. Pietro Carbone, ‘barman trainer’ da Carbone Espresso foi quem guiou os presentes, partilhando os segredos necessários para conseguir um bom café expresso e envolvendo todos os sentidos em reconhecer, perfeitamente, os defeitos e virtudes da bebida, chávena por chávena. Mostras de expressos apreciados globalmente, como o Jamaica Blue Mountain, o Guatemala Antigua, o Etiópia Harrar, o Brasil Santos, o Carbone Espresso (da casa) e uma Mezcla Lavazza foram analisados na degustação, tendo em conta o seu aspecto visual, olfactivo, táctil e gustativo.
Foram degustados os mais requintados cafés expressos, provenientes de diferentes lugares do Planeta
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“Não é combatendo-nos uns aos outros que vamos combater a crise” correio/lusa
“Em momentos como este, é essencial assegurar a coesão do país. É nestas alturas que temos de nos manter unidos. Exigese, por isso, um esforço permanente de diálogo e concertação entre o Governo, os partidos da oposição e os parceiros sociais. Este tem sido, aliás, um dos nossos principais activos”, afirmou Cavaco Silva na intervenção na sessão solene do 25 de Abril, quarta-feira, na Assembleia da República. Assinalando que existe “espaço para pluralidade de opinião”, alertou que “não é combatendonos uns aos outros que vamos combater a crise”. Uma crise que voltou a classificar de grave. “Por mais de uma vez, sublinhei a importância de falar verdade aos portugueses. Agora, a verdade dos tempos difíceis é reconhecida por todos”, sublinhou, assinalando estar “plenamente consciente da situação do país, dos problemas concretos dos portugueses”, sobretudo ao nível do desemprego, precariedade dos jovens no mercado de trabalho e existência de novos pobres. “Temos que fazer um esforço colectivo para enfrentar os problemas”, disse Cavaco Silva, que dedicou grande parte do seu discurso à necessidade de melhorar a imagem de Portugal no exterior. “Queremos que os estrangeiros saibam que o nosso melhor activo são as pessoas”, disse Cavaco Silva, destacando a “capacidade notável” dos portugueses “de adaptação às dificuldades do
Presidente da República voltou a apelar ao diálogo de concertação entre o Governo, os partidos da oposição e os parceiros sociais.
BREVES Morreu eurodeputado Miguel Portas
Miguel Portas, que morreu terça-feira, 24, em Antuérpia aos 53 anos, foi o primeiro deputado eleito pelo Bloco de Esquerda para o Parlamento Europeu, onde trabalhou ao longo dos últimos oito anos, mas a sua carreira fica também marcada pelo jornalismo. Nascido em Lisboa, Portas,é irmão mais velho do actual ministro dos Negócios Estrangeiros.
Câmara do Porto com resultado positivo As contas e a gestão financeira do Governo Regional da Madeira estão a ser passadas a ‘pente fino’ pelo Justiça.
presente”, bem como do espírito de solidariedade “notável”. Reiterou também que Portugal está “a cumprir de forma rigorosa de determinada” o acordo celebrado com troika, mostrando que “Portugal sabe honrar os seus compromissos”. Finalizou o discurso com a habitual mensagem de esperança. Portugal está a passar por um “dos períodos mais complexos da sua história recente. Com o espírito do 25 de Abril, iremos vencer. Cavaco rejeita acusações
‘Baixas’ de peso O ex-candidato presidencial Manuel Alegre juntou-se a Mário Soares na ausência da sessão solene comemorativa da revolução na Assembleia da República, na sequencia do anúncio da falta de comparência dos militares que fizeram a revolução de 25 de Abril de 1974. Para Manuel Alegre, os militares que fizeram o 25 de Abril “têm o direito de assinalar como entendem” o aniversário da revolução. “Eles têm o direito de comemorar ou não o 25 de Abril, porque foram eles que fizeram o 25 de Abril”, frisou Manuel Alegre. Já Mário Soares, antigo Presidente da República e fundador do PS, “decidiu não ir à sessão oficial da Assembleia da República que comemora a revolução mal soube do anúncio da Associação 25 de Abril de que não participará na cerimónia”, refere o ‘Público online’.
de ter ignorado a crise O Presidente da República afirmou depois que “não poderia expressar de forma mais clara” a sua “grande preocupação pela situação do país” ao colocar “o acento tónico” no que actualmente “pode criar mais emprego”: exportações, turismo e investimento estrangeiro. Questionado pelos jornalistas sobre as acusações da esquerda parlamentar de que no seu discurso na sessão solene de comemoração do 25 de Abril esqueceu a crise que afecta o país, Cavaco Silva considerou que
isso ou “é um mal-entendido ou um não saber aquilo que pode contribuir para a criação de emprego em Portugal”. “A prova de que não me esqueci é que coloquei todo o acento tónico naquilo que nas presentes circunstâncias pode criar mais emprego, que é promovendo as exportações de bens e serviços, promovendo o turismo e atraindo investimento estrangeiro. Só por esta forma, nas presentes circunstâncias, nós criaremos mais emprego”, advogou.
25 de Abril no ‘Facebook’ A outro nível, recordar a ‘Revolução dos Cravos’, passo a passo, como se estivesse a acontecer, é uma iniciativa que a Universidade de Coimbra (UC) vai pôr em prática durante 24 horas, convidando os cidadãos a acompanhá-la pela rede social ‘Facebook’. Quem quiser acompanhá-la apenas terá de se conectar no endereço https://www.facebook.com/cd25a, do Centro de Documentação 25 de Abril da UC. Utilizando o acervo disponível no Centro de Documentação 25 de Abril, os cidadãos vão poder acompanhar a revolução à imagem do que se viveu nos bastidores, podendo ter acesso aos planos militares, documentos, fotos, sons e vídeos.
A Câmara do Porto aprovou as contas de 2011, com as abstenções do PS e o voto contra da CDU apesar do resultado positivo de 9,4 milhões de euros e uma execução da despesa de 87,3 por cento. “A taxa de execução da receita cobrada foi de 90,2 por cento. A taxa da receita liquidada foi de 98 por cento. É o contrário daquilo que acontece em muitas câmaras, onde a desgraça está aqui”, alertou o edil.
Governo cria novo regime de mobilidade O Governo pretende criar um novo regime de mobilidade geográfica que pode levar à colocação de trabalhadores fora da sua área de residência durante um ano, com base numa escolha dos dirigentes dos serviços. “O que o Governo vem fazer é criar mais uma mobilidade dentro do regime da mobilidade, isto é, promove uma alteração à mobilidade especial”, disse à Lusa o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).
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Insegurança e violência. Palavras que andam de mãos dadas e que incluem
delitos como o roubo, a extorsão, o sequestro e os homicídios, casos dos quais os portugueses que vivem na Venezuela não escapam, e que tornaram esta terra num dos países mais violentos da América Latina. Autoridades e especialistas asseguram que nem tudo está perdido, e que para além do trabalho desempenhado pelas autoridades competentes, a sociedade civil conta com duas ferramentas muito úteis: A prevenção e a denúncia. Através de inquéritos, os especialistas detectaram que, com o passar dos anos, os venezuelanos foram considerando o assunto da violência no país cada mais importante, facto que fica demonstrado em números como os revelados pela Datanálisis em Agosto de 2004, onde apenas 22% dos inquiridos consideravam que a insegurança era um problema. Em 2009, Seijas assegurava que 81,1% dos venezuelanos consideravam que a insegurança era o principal problema do país, e em 2010, essa percentagem aumentava para 90,2%. A estes números somam-se os estudos realizados por organizações não governamentais, onde se destaca que, só com números oficiais reportados, 2011 tinha se tornado no ano mais violento da história venezuelana, com um total de 19.336 mortes violentas no território nacional. Estes números traduzem-se em famílias que sofreram o impacto da situação. Mas como se vive num país com estes índices de violência? Que fizeram as autoridades para atacar o problema? Como se protege a população? Especialistas e estudiosos da matéria falam neste especial, para facultar ferramentas valiosas com as quais pode evitar ser vítima da delinquência ou manter a situação sob controlo até nas piores circunstâncias.
Segurança
um direito de todos A tecnologia pode tornarse no principal aliado de uma pessoa que é vítima da insegurança.
Foi criada por decreto a Comissão Presidencial para o controlo de armas, munições e desarmamento na Venezuela.
80% dos homicídios que ocorrem na Venezuela têm como vítimas homens, entre
Educar as crianças e jovens em questões de segurança pode tornar-se a chave da tranquilidade da família.
LEI
Se pagar um sequestro e não o denunciar, torna-se cúmplice do delito. Pagar sequestros é proibido por lei.
Pagar a extorsão ou o sequestro não acaba com o pesadelo de uma família.
Dinheiro a tentaçaõ dos secuestradores embora nunca acabam bem as suas vidas.
Os organismos para combater estes delitos são as divisões Anti-Extorsão e Sequestro da
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Facas de dois gumes Durante os últimos anos, cresceu, na Venezuela, um mercado com produtos que procuram proteger os seus compradores. Entre eles estão as apólices de seguros denominadas de protecção de bens líquidos, com as quais as famílias recuperam o dinheiro pago num sequestro. Os peritos na matéria asseguram que estes produtos sempre existiram, só que não eram comuns na Venezuela, e nesta altura de crescimento do negócio, tornou-se num recurso inestimável, já que devem ser pagos em moeda estrangeira. Não obstante, estes mesmos especialistas não recomendam o uso destes instrumentos por serem considerados pelas autoridades uma forma de incentivar o delito, já que a família paga o resgate e depois o seguro reembolsa o dinheiro pago. Estes mecanismos requerem um tratamento especial das famílias que recorrem a este serviço. Muitos deles proíbem a participação à polícia, já que, concretizado o pagamento, um grupo de funcionários ou ‘assessores de segurança’ da empresa realizam uma operação especial, que não tem nada a ver com a polícia, com a finalidade de comprovar que o sequestro teve lugar. Um assessor de segurança é sempre um apoio. Estas pessoas são profissionais que se dedicam a assessorar a família, e a aconselhar como actuar antes, durante e depois de um sequestro. Apesar disso, muitos deles procuram o pagamento do resgate e cobram uma comissão por levaram a acção ao fim. Esta é uma actividade ilegal, já que o pagamento do resgate é estabelecido, na Lei, como cumplicidade.
Unir esforços para
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acabar com a violência Os elevados índices de violência com o recurso a armas de fogo leva o Governo a criar políticas de combate ou flagelo
Carla Salcedo Leal csalcedo@correiodevenezuela.com
Cerca de 80% dos homicídios que ocorrem na Venezuela têm como vítimas jovens do sexo masculino entre os 15 e os 44 anos de idade. Neste grupo, 94% dos homicídios são cometidos com armas de fogo. Nesse sentido, as entidades governamentais viram-se na obrigação de encontrar respostas e soluções para acabar com a insegurança que assola o país. Assim, na Gazeta Oficial n.º 39.673, datada de 13 de Maio de 2011, foi publicado o Decreto que criou a Comissão Presidencial para o Controlo de Armas, Munições e o Desarmamento. Esta entidade tem como missão impulsionar a elaboração e implementação de uma política pública integral sobre esta matéria, ideias e propostas com as quais se criará a Lei do Desarmamento, que será discutida pela Assembleia Nacional no mês de Junho. Os membros da referida Comissão asseguram que o organismo tomará uma série de medidas de carácter executivo, enquanto uma Comissão Mista se encarregará do debate parlamentar, pelo que quem participa nela confia numa pronta solução para o problema. A Comissão é presidida por Pablo Fernández e composta por um grupo de personalidades que desempenham cargos no Governo nacional e em instituições públicas e privadas, e desde a sua criação, já foram percorridas diversos locais com o objectivo de debater a violência associada às armas de fogo e enriquecer as políticas públicas que visam promover a paz. Ouvir o povo para ‘armar’ leis Até à data, foram realizadas 21 reuniões técnico-jurídicas para elaborar a Lei e ajustá-la à Constituição Nacional, levando a cabo 11 consultas públicas, sendo as Universidades as maiores praças nas quais se discute um problema que aflige os venezuelanos sem distinção de classe
social, sexo, cor ou religião. Esta aproximação aos jovens permitiu que a Comissão conhecesse as inquietações deste segmento da sociedade e ouvisse as soluções propostas. Mas o debate foi recíproco, e os membros da comitiva permitiram que população ficasse a conhecer dados de interesse sobre a causa deste problema. Recentemente, num fórum no qual Pablo Fernández participou, convidado pelos estudantes da escola de Ciências Económicas e Sociais da Universidade Central da Venezuela, aquele responsável destacou que já tinha sido detectada uma das grandes causas das mortes por armas de fogo. “O desarmamento é uma componente de uma grande política de segurança que tem como objectivo atacar as várias formas de violência. A venda de armas, drogas e tráfico de pessoas são negócios muito lucrativos,
+12.000 pessoas com soluções possíveis
90,20%
83,70 % 73,80 %
Suspensão temporal da licença de armas Proibição temporal da comercialização de armas Restrição do porte de armas em espaços de reunião
pelo que não é de estranhar que a oferta seja grande”, explicou Fernández, acrescentando descobriram já demasiado tarde que a maioria das munições produzidas no país e que se vendem na rua provem da Companhia Anónima Venezuelana de Indústrias Militares (CAVIM). “É impossível determinar a quantidade de armas ilegais, porque não se sabe sequer quantas legais há no país, devido a problemas de registo histórico, portes de armas não actualizados, e perda de dados oficiais”, disse, destacando que por esse motivo a Comissão promoveu operações para a renovação da licença de porte de armas, em que participaram mais de cinco mil pessoas. Entre todos é melhor As polícias também se converteram em importantes fontes de informação para a Comissão, dado que é através destes organismos que gerem as estatísticas e os controlos dos diferentes delitos. No passado dia 20, o director da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), comissionada por Luís Fernández, propôs a criação de um protocolo prévio para incapacitar as armas de fogo que sejam apreendidas pelos agentes de segurança. Isto quer dizer que, uma vez recuperada ou apreendida a arma, é feita a perícia nos laboratórios do Corpo de Investigações Científicas Penais e Criminalistas (CICPC), e no final, é levada para prensar, o canhão da arma é dobrado, e é levantado um registo de armas recuperadas e armas destruídas. Resultados reveladores No final do mês de Março, a Comissão divulgou, junto dos meios de comunicação social, importantes resultados obtidos através do processo de consulta, no qual participaram mais de 12 mil pessoas em todo o território nacional. Através destes inquéritos, que foram respondidos na sua maioria de forma voluntária, foi determinado que 90,20% das pessoas desta mostra são a favor da suspensão temporal da licen-
ça de porte de armas, enquanto 73,80% se mostrou a favor da proibição temporal da comercialização de armas e munições, e 83,70% disse estar de acordo com a restrição do porte de armas em espaços públicos e privados de reunião colectiva. Este mesmo inquérito revelou que são os homens com menos de 28 anos quem mais mata e morre, devido a ferimentos de bala, e que o roubo é a principal motivação para o uso da arma de fogo, apesar de ser o ajuste de contas o mais letal. Os inquiridos aproveitaram para fazer algumas recomendações ao Estado, como a neces-
94% dos homicídios ocorridos na Venezuela são cometidos com armas de fogo sidade de fortalecer os sistemas de controlo em espaço públicos e de fronteira, melhorar os sistemas de selecção e formação dos funcionários judiciais e policias, assim como recorrer ao controlo social na administração da justiça. A população inquirida expressou ainda estar de acordo com as melhorias dos sistemas de controlo da entrada, fabrico e comercialização de armas no país, assim como a venda e distribuição de álcool e droga, destacando a importância de aumentar as penas e sanções aos criminosos. Os representantes desta Comissão asseguram que as opiniões emitidas pelos participantes no inquérito serão tidas em conta nas próximas semanas, durante números elevados na estatística da violência.
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Equipamentos de segurança A tecnologia tornou-se num dos principais aliados dos investigadores, pelo que estes convidam a conhecer as capacidades dos equipamentos electrónicos com os quais as potenciais vítimas contam, e que podem fazer a diferença quando ocorre um sequestro. ■ Um assessor de segurança é sempre um bom investimento. Esta pessoa está capacitada para adverti-lo se você e a sua família têm perfis procurados ou não. ■ Todos os telefones inteligentes têm um GPS. Active a função ‘Facultar localização’ e ligo-o aos restantes telemóveis do seu núcleo familiar.
■ Instale um dispositivo de rastreio de satélite no seu veículo. As coordenadas facultadas por estes equipamentos ajudam a avançar com a investigação. ■ Utilização de ‘trackers’ pessoais. Estes podem ser guardados nas malas de trabalho, carteiras, veículos, e podem ajudar a seguir os movimentos das pessoas num curto espaço de tempo.
■ Se o seu assessor de segurança o considera um elemento de alto perfil, considere blindar o seu veículo. ■ Compre um telefone barato e pequeno, que mantenha ligado, em silêncio, e não o utilize para realizar chamadas. Esconda-o no seu veículo ou na carteira.
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“Pagar um sequestro ou extorsão é um delito”
Responsáveis da Divisão Anti-Extorsão e Sequestro do CICPC fazem um apelo à população para que confie no grupo de trabalho e denuncie os casos
Carla Salcedo Leal csalcedo@correiodevenezuela.com
A extorsão e o sequestro, dois dos delitos mais preocupantes entre a comunidade lusa que vive na Venezuela, e que muitas vezes mantêm as famílias reféns, por não saberem como actuar nesta situação. Os portugueses tornaram-se num ‘banco’ fácil para os delinquentes por manterem rotinas, não denunciarem, e por contarem com fundos de emergência que servem para pagar sequestros de sócios ou familiares, pelo que o CORREIO pediu à Divisão de Anti-Extorsão e Sequestro do CICPC para explicar o que deve e pode fazer um cidadão perante estes delitos. Apesar de até à data não ter sido divulgado qualquer documento com números oficiais, os funcionários adstritos a esta divisão dizem que, em comparação com o ano anterior, no período de Janeiro a Abril, detectaram uma diminuição neste tipo de delito. “Estamos conscientes de que há um número extra-oficial que corresponde aos casos que não são denunciados, mas conseguimos diminuir o número de sequestros e extorsão, já que foram desmantelados alguns grupos, e porque actualmente existe uma política forte contra o sequestro, que é acompanhada pela denúncia oportuna das vítimas”, segundo as autoridades. delitos condenados A Venezuela é um dos poucos países do Mundo que conta com uma Lei contra o sequestro e a extorsão, onde se reflectem os direitos e deveres dos vítimas e familiares, para além dos deveres das autoridades encarregadas de combater estes delitos. Nela é estabelecida que as entidades encarregadas do cumprimento da Lei são o GAES da GNB e a Divisão Anti-Extorsão e Sequestro do CICPC. Está explicito na referida Lei que o sequestro é uma situação na qual há obrigatoriamente uma vítima em cativeiro, enquanto que a extorsão é um deli-
to que ocorre na base de ameaças contra uma pessoa ou organização, com a finalidade de receber um benefício económico. Neste caso, o medo é a ferramenta fundamental. Neste tipo de crime, incluemse as extorsões à partida das prisões, o sequestro virtual e a chantagem sexual. Neste último, a vítima é ameaçada com a publicação de fotos ou vídeos sexuais. Todas estas formas de extorsão devem ser denunciadas. No caso das extorsões à par-
Que fazer perante esta contingência? Os especialistas dizem que a primeira coisa a fazer é manter a calma e dirigir-se à unidade Anti-Extorsão e Sequestro. “A melhor coisa a fazer é que as pessoas venham directamente e façam a denúncia. Não importa se for depois de a vítima ter sido libertada, ou depois de um sequestro ter sido pago, porque esta é a forma de recolher informação sobre estes grupos para poderem ser desmantelados e evitar que outras famílias passem pela mesma situação”, dizem, e advertem que “se pagam de forma demasiado fácil, se não forem bem aconselhados, não é apenas um dano financeiro que vão sofrer, pois estão também a colaborar para a força de um determinado bando, o que não assegura qualquer tranquilidade. Se as pessoas não denunciam, num mês o grupo pode reunir mais de dois milhões de bolívares, o que traz como consequência que os grupos tenham a capacidade de criar outras células para poderem atacar”. Actualmente, uma das mais jovens divisões do CICPC conta com as melhores estatísticas na resolução de casos. “Todas as denúncias que recebemos estão resolvidas. Se não se resolvem nas primeiras horas, resolvem-se nas semanas seguintes, mas resolvem-se, e conseguimos identificar quase todos os grupos. Por isso fazemos um apelo a que confiem nas autoridades, e tenham em conta que pagar um sequestro ou extorsão é ilegal, tal como é estabelecido na Lei, já que contribui para que o delito prospere”, concluem as autoridades.
tida das cadeias, geralmente vêm acompanhadas por listas de extorsão ou de extermínio e pelo pagamento de vacinas, com os detidos a pedir dinheiro ou cartões telefónicos. “Resolver uma extorsão é muito fácil porque não há ninguém em cativeiro, e assim permite-nos actuar com todas as ferramentas possíveis para levar a situação a bom termo. É comum que, num domingo, os presos procurem na imprensa as vítimas que vão perseguir. Há uns que pagam e outros que vêm cá e denunciam, o que nos permite trabalhar. Há pouco tempo foi desmontado um dos grupos mais fortes, situado em Yaracuy, onde os detidos conseguiam informação através de publicidade ou suplementos”, destacam as autoridades. Os métodos Ao reforçar as políticas contra estes delitos, os delinquentes viram-se obrigados a alterar os métodos utilizados. E assim, o medo de denunciar acabou para muitos, quando foi desmantelada uma rede composta por polícias Metropolitanos, que agora estão atrás das grades. Há pouco mais de um ano, os grupos organizados sabiam como agir, já que conheciam muito bem o sistema de operações dos corpos de investigação. Agora os delinquentes são rapazes jovens, conhecidos pelo crime comum, sem experiência, mas que estão bem armados. Geralmente podem ser violentos, já que podem perder o controlo da situação com facilidade, mas por outro lado a sua falta de preparação torna-os mais vulneráveis e podem levar à desarticulação do bando. Outra das coisas que mudou é que os sequestradores utilizam o telemóvel da vítima, o que permite que este aparelho se torne no principal aliado na hora de resolver o sequestro. Isto devese à pressão exercida pela nova Lei estabelecida pela CONATEL, que diz que os telemóveis devem estar obrigatoriamente registados em nome de pessoas com dados provados, reduzindo, assim, a fraude telefónica.
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Entrevista Carla Salcedo Leal csalcedo@correiodevenezuela.com
A maior parte dos portugueses a viver na Venezuela concentra-se no Estado de Miranda. Roubo, extorsão e sequestro são os principais delitos a que são submetidos. O CORREIO conversou com o comissário Eliseo Guzmán, director da Polícia de Miranda e perito na matéria, com um amplo conhecimento sobre a situação nesta zona do país. Nesta conversa, aquele responsável falou dos esforços que são levados a cabo na instituição que representa para atacar um dos principais motivos que causa desconfiança face às autoridades: A corrupção. “Contamos com 2.300 polícias, o que representa apenas um terço dos funcionários que trabalham em todo o Estado, se contarmos com as polícias municipais, mas também é um terço do efectivo policial que deveríamos ter. Precisamos duplicar e até triplicar o número de agentes e este trabalho começa no recrutamento. Se conseguirmos um jovem com vontade de trabalhar, bons valores e os requisitos de conhecimentos básicos, poderemos ter um bom polícia, mas se recrutarmos pessoas sem qualquer controlo, é mais provável que encontremos pessoas que não são adequadas para desempenhar este trabalho”, adiantou. Contar com esta quantidade de agentes faz com que este corpo policial se veja na necessidade de reforçar o seu trabalho com ferramentas como a tecnologia e com equipamentos que hoje em dia os mantêm capacitados para combater, por ar, mar e terra, quem cometer crimes. “O que nos tira a esperança é que às vezes todos os esforços que fazemos caem por terra porque a componente judicial não cumpre os processos e ao libertarem estes malfeitores, nós temos que começar do zero”, destacou o oficial. O perigoso silêncio “Todo o país é afectado por estes elevados índices de delitos, sobretudo por homicídios, que são os números que nos preocupam mais, mas há um delito que nos mantém alertas, porque não se lhe confere a dimensão adequada, e que, por não contar com o número de denúncias adequado, não nos permite combatê-lo eficazmente, que é o sequestro. É um problema para todos, mas afecta substancialmente a comunidade lusa. Os restantes delitos
Guzmán faz um apelo a que a população confie nos corpos policiais FOTO:C.S.L
“Somos poucos, mas temos vontade de trabalhar” O comissário Eliseo Guzmán, director da PoliMiranda, fala dos principais delitos que afectam os portugueses na região
Policia Nacional, um novo corpo policial criado para ajudar a combater o maior problema dos cidadaõs da Venezuela
têm a ver com a impunidade. A Venezuela é um país com níveis muito altos de impunidade, todas as polícias podem fazer o seu trabalho, que é deter os antisociais, mas depois este trabalho dilui-se quando os sujeitos não são tratados com o devido processo e são postos em liberdade sem terem sido trabalhados correctamente para a reinserção na
sociedade”, adiantou este especialista com mais de 30 anos de experiência. O sequestro continua a ser o rei dos delitos na comunidade portuguesa, e daí a preocupação das autoridades para que seja denunciado. “É um delito perverso, porque põe a família da vítima do lado do sequestrador e contra a polícia, conseguindo cobrar o
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pagamento com maior tranquilidade, e depois esses pagamentos fazem com que esses bandos aumentem a sua capacidade de ataque contra a população. Isso traduz-se num ganho de força por parte do bando, e de seguida o mesmo pode acontecer a um tio, um primo ou irmão da vítima ou de qualquer outra família. Há que armar-se de cora-
gem e fazer a denúncia, porque há organismos que se dedicam expressamente a resolver estes casos, que estão muito bem preparados para atender estas emergências.” Roleta russa Uma das situações que se repete nas famílias das vítimas de extorsão ou sequestro tem a ver com a participação de polícias nestes bandos, que os vigiam, o que é utilizado como desculpa para o pagamento do que pedido pelos perpetradores. Não obstante, o comissário Guzmán assegura que este é um jogo em que os delinquentes envolvem as vítimas para poderem trabalhar à vontade. “Não se pode negar que existe uma relação de amor/ ódio entre polícias e delinquentes, e os delinquentes optam por assumir atitudes de polícias para confundir as pessoas e fugir, assim, à perseguição. O que acontece é que os polícias são acusados de algo que não fizeram. Não digo que não existam denúncias que estão correctas, mas há outras em que estes homens são acusados injustamente, e é no processo de apuramento dos corpos policiais que conseguimos que estas acusações diminuam. A mim calhou-me depurar a polícia de Miranda e conseguimos bons resultados”, destacou. A experiência deste responsável fá-lo pensar num futuro mais pacífico para a Venezuela, pelo que assegura que não descansa no seu trabalho de formar polícias com honra. “A mensagem é sempre de esperança, de desejo de melhorar. Vamos trabalhar em conjunto, nós sem vocês não somos ninguém e vocês sem nós estão desprotegidos, e há que haver uma simbiose que realmente funcione porque os delinquentes são muitos e nós somos poucos, mas temos a vontade de trabalhar e disposição para levar a pátria em frente e ultrapassar esta situação”, concluiu o comissário.
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Entrevista
ferramentas para comerciantes
Carla Salcedo Leal csalcedo@correiodevenezuela.com
O medo converteu-se na arma mais eficiente da delinquência na Venezuela, fazendo com que as vítimas e seus familiares actuem por instinto, sem pensar nas consequências dos seus actos. Dado que os portugueses são um dos principais alvos de delitos no país, o CORREIO conversou com o inspector Jerónimo Fernandes, Adido de Segurança do junto da Embaixada de Portugal em Caracas e Oficial de Ligação da Polícia Judiciária Portuguesa, caro que desempenha há cinco anos, durante os quais se tem dedicado a difundir informação sobre segurança, além de aconselhar a vítimas da delinquência em distintas regiões da Venezuela. Quais são os principais delitos de que são vítimas as famílias portuguesas na Venezuela? Segundo a minha experiência, os crimes que mais afectam a comunidade portuguesa na Venezuela são, sem dúvida, os crime de extorsão e sequestro e o de homicídio. E alguns dos homicídios observados resultam de sequestros. O que é que deve fazer uma pessoa em caso de ser vítima de extorsão ou sequestro? O mais rapidamente possível devem contactar com as autoridades venezuelanas, Divisão Contra a Extorsão e Sequestros do CICPC, GAES da Guarda Nacional, e participar os factos. Podem também contactar directamente com os consulados gerais de Portugal ou consulados honorários, Embaixada de Portugal e em particular comigo, que tem colaborado com as autoridades venezuelanas e familiares das vítimas. Que recomendações pode dar para que as pessoas evitem ser vítima destes delitos? As principais normas difundidas passam pela alteração de rotinas diárias dos cidadãos, o alerta para não difundirem informação vital junto a terceiros, sobre as suas vidas e não exibirem sinais exteriores de riquezas, normas essas que constam dos folhetos informativos com uma série de indicações que, a serem seguidas, podem ser um valioso contributo para diminuição do risco. A corrente informativa passa também por alertar a comunidade para acreditarem nas autoridades Venezuelanas, participarem todos os sequestros e
É comum, na nossa comunidade, que o local de trabalho se torne no segundo lar, e, se não houver precaução, os empregados podem ficar a conhecer as rotinas dos patrões com muita facilidade. As autoridades referem que basta que um membro de um bando trabalhe durante um mês no estabelecimento para obter a informação necessária para levar a cabo uma extorsão ou sequestro. Um número elevado as famílias portuguesas têm contado com a ajuda o Inspector Jerónimo Fernandes
FOTO: luis vieira
Inspector Jerónimo Fernandes
“Acreditem e confiem no trabalho das autoridades” Desde há cinco anos que o Oficial Ligação da Polícia Judiciária Portuguesa trabalha na Venezuela, dando apoio as famílias portuguesas vítimas da insegurança evitarem pagar o resgate exigido no caso de serem alvo de sequestro ou extorsão. Pagar um sequestro ou extorsão acaba com o pesadelo das famílias que são vítimas desses delitos? Primeiro que tudo, a decisão de pagar ou não pagar um resgate passa pela vontade dos familiares da vítima. As indicações transmitidas pelas autoridades venezuelanas através de diversos meios de comunicação são, bastante elucidativas, “não paguem, por cada sequestro pago financiam-se muitos mais. O pagamento de resgate num sequestro não garante o regresso da vítima sã e salva”. Esta é também a nossa mensagem.
Existe uma certa desconfiança por parte da comunidade portuguesa em relação às autoridades venezuelanas e muitas pessoas desconhecem o papel você desempenha na Venezuela. Que mensagem pode deixar a estas pessoas que desconfiam das autoridades? São já um número elevado as famílias portuguesas e lusodescendentes que têm contado com a minha ajuda, nos casos em que os familiares das vítimas de sequestro necessitam e solicitam apoio e colaboração para negociarem a libertação e pagamento de resgate da vítima. Nestes casos, e sempre que as famílias autorizam, contamos com a colaboração de equipas especializadas das autoridades venezuelanas que sempre se
Nesse sentido, tenha em conta: ■ Os pequenos e médios empresários devem investir em segurança. Trata-se de um investimento, não de um gasto para a empresa e para a sua segurança. ■ Não mantenha rotas nem horas fixas de chegada ou saída.
■ Mantenha uma lista de pessoal, incluindo moradas, números de contactos comprovados de conhecidos, antecedentes penais e se possível, faça uma prova psicológica.
Si você ou a sua família é vítima de algum dos delitos anteriormente expostos, pode solicitar o apoio do Inspector Jerónimo Fernandes, através de: Consulado Geral de Caracas 0424-1095341 Consulado Geral de Valência 0241-8238789 Oficial de Ligação da PJ em Caracas 0412-2859918
■ Observe e fique atento à conduta dos novos membro da empresa.
disponibilizam para intervirem e resolverem, a contendo, estas situações de risco. Em todos os contactos com a comunidade tem sido lançado o alerta para a necessidade de acreditarem e confiarem no trabalho das autoridades venezuelanas.
■ Tenha em conta que na Venezuela se acontece aos outros, significa que também pode acontecer a si.
■ Utilize câmaras de segurança em locais chave, que os seus empregados desconheçam.
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PUBLIREPORTAJE
Blindar-se das balas na estrada
Os assessores de Astron Security falam sobre as vantagens em possuir um veículo blindado na Venezuela Carla Salcedo Leal csalcedo@correiodevenezuela.com
Roupa blindada, coletes à prova de bala, escoltas e carros blindados. Até há alguns anos eram ‘armas de defesa’ pouco comuns entre a sociedade venezuelana, mas com o incremento da violência levaram a algumas empresas a oferecer estes produtos e serviços. Há 12 anos, Astron Security entrou no mercado venezuelano, numa altura em que apenas em par de empresas disputavam a liderança deste sector. Mas hoje e dia existem cerca de 50 empresas dedicadas à blindagem de veículos, evidenciando que já não são apenas os diplomatas e empresários de topo que utili-
zam estes produtos e serviços de segurança. “Qualquer pessoa é vulnerável hoje em dia. Recorrem a nós muitos particulares da classe média e classe média alta, e isto tem dado azo para que algumas pessoas não qualificadas enveredem por este negócio, pelo que os nossos clientes estão pagando pela sua segurança”, destaca Fadia Boada, administradora da empresa. Não obstante, blindar um veículo não é sinónimo de comprar 100% da sua segurança. “Só se conseguem blindagens anti-assalto, isto é, que oferecem protecção contra os criminosos comuns. Lamentavelmente, na Venezuela não há blindagem para armas maiores, mas a
O cliente sempre terá opções dentro deste mercado, mas o importante é trabalhar com materiais certificados por instituições encarregadas da segurança, já que na Venezuela há algumas empresas que trabalham com materiais caseiros, não testados.
que mais utilizamos aqui é a 3A, que cobre todas as armas curtas”, adverte a especialista. Novas técnicas Actualmente, existem novos materiais para blindar, o que reduz o peso do veículo, apesar de que se utilizar materiais da ‘velha guarda’, como o aço, que reduz os custos. Os especialistas asseguram que diminuir o custo da blinda-
gem não garante a segurança dos passageiros. “Blindar um veículo tem um custo aproximado entre 165 e 180 mil bolívares mais IVA, e não é um assunto que deva tratar-se por telefone. Nós sempre aconselhamos que verifiquem ao vivo os materiais que utilizam nas empresas de blindados. Peçam os certificados e assegurem-se bem do que estão comprando”, destaca Boada.
Segurança na rede Considerar a nossa segurança ao entrar na 2.0 é fundamental se queremos permanecer a salvo no mundo real. Silvia C. Di Frisco sdifrisco@correiodevenezuela.com
A Internet representa uma ferramenta imprescindível para a sociedade. O desenvolvimento tecnológico permitiu aceder a esta infinita rede de dados, colocando-a ao alcance de todos em qualquer momento e desde quase todos os cantos do mundo. Mas o que nem todos conhecem sobre esta rotina de vida é que gerir informação na Internet é uma actividade que implica inúmeros riscos e que requer certos níveis de responsabilidade. Considerar a nossa segurança ao entrar na 2.0 é fundamental se queremos permanecer a salvo no mundo real. Resultaria insen-
O mais importante de considerar a nossa segurança na web é compreender que a prevenção parte do próprio utilizador sato descartar o facto de a rede corresponder a uma importante base de dados de domínio público, disponível as 24 horas do dia, para que qualquer um saiba como operá-la; um tema que, no fim de contas, não requer grande destreza. Portanto, qualquer conteúdo que publiquemos on-
line pode bem beneficiar-nos, como, pelo contrário, gerar-nos muitas contrariedades. Estas possibilidades não devem alarmar-nos, pelo contrário, devem servir de aviso para nos tornarmos mais precavidos. As redes sociais As redes sociais são, provavelmente, uma das formas mais comuns pelas quais os utilizadores desfrutam da net. Há que utilizá-las com prudência. Devemos reduzir o fluxo de pessoas que aceitamos, e se agregarmos muita gente, não devemos expor-nos. A primeira norma para navegar nas redes sociais é ter sentido comum. Os limites são estabe-
Tome em conta Na hora de blindar um veículo há que se ter em conta certos factores. “A confidencialidade e a assessoria em segurança é um requisito indispensável. Quando uma pessoa decide blindar o seu veículo é porque a sua vida está mudando, por isso se recomenda mudar alguns hábitos”, diz Boada, que na entrega de um veículo indica que o uso do cinto de segurança é obrigatório. Se deseja obter mais informação sobre estes serviços, entre em contacto com Astron Security CA, pelo 0212862.13.36 ou visitando o site www.astronsecurity.com.
lecidos por cada utilizador no momento de gerar a informação; a prudência joga um papel fundamental. No caso da Foursquare, uma rede social que permite marcar os lugares que visitamos, é recomendável fazer um “check-in” quando se está a deixar o lugar. De igual forma, no Twitter, é fundamental cuidar do fluxo de informação da pessoa que se publica ou “colocar o cadeado”. Além disso, é importante desactivar para sempre a opção que anexa a localização geográfica
do lugar de onde foi enviado o tweet. Não é recomendável desaparecer por completo da rede. Um delinquente pode usurpar a identidade de alguém abrindo um perfil falso nalguma rede social, e inserindo-se no círculo de contactos da pessoa. A partir daí, pode fazer o mal (recriar uma emergência, solicitar informação pessoal de algum contacto ou pedir dinheiro emprestado). Negócios on-line Outro ponto débil da rede, vulnerável para facilitar os delitos, é o das páginas em que os utilizadores podem negociar bens como veículos e casas, entre outros. Estes sítios exigem que se publique informação pessoal dos negociantes. Caso não esteja de acordo é melhor dirigir-se aos canais de compra e venda tradicionais. No entanto, podese efectuar a transacção por esta via, evitando dar demasiada informação, encontrando o cliente ou o vendedor em locais públicos e muito frequentados, fazendo várias perguntas antes de concretizar o negócio, e contactando-se sempre por números diferentes dos pessoais.
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segurança pessoal Hoje em dia vemos com naturalidade como pelas ruas da Venezuela circulam cada vez mais carros particulares escoltados por indivíduos que disponibilizam segurança pessoal. Mas estamos conscientes sobre quais são os requerimentos básicos que devemos exigir na hora de utilizar este serviço e quais são as funções de uma escolta? Um escolta é um civil dedicado a satisfazer a necessidade de segurança de uma pessoa. Mas não basta possuir uma arma para se ser uma escolta. O correcto é que quem desempenhe esta actividade disponha de um currículo comprovado em conhecimentos militares, policiais ou de segurança especial, entre os quais se destaca a custódia de personalidades, treino com armas, defesa pessoal, condução defensivo e ofensiva dentro do veículo, além de possuir amplos conhecimentos em matéria de armamento. Na hora de contratar uma escolta para a nossa protecção ou a dos nossos familiares, devemos prestar especial atenção na documentação emitida pela Divisão Geral de Armas e Explosivos (DAEX), entidade encarregada de emitir os portes de armas, assim como avaliar através de provas psicológicas e físicas do portador, estudos de gestão de situações de risco e prova de tiro em certos espaços. Actualmente, os níveis de custo de uma escolta capacitado na área de segurança rondam os 9 mil e os 12 mil bolívares por mês, pelo que os especialistas na matéria sugerem que os interessados entrevistem distintos elementos antes de tomar a decisão de contratar a algum dos aspirantes.
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Como proteger o tesouro mais precioso: Os filhos Responsáveis da Divisão Anti-Extorsão e Sequestro do CICPC fazem um apelo à população para que confie no grupo de trabalho e denuncie os casos ção.
SILVIA C. DI FRISCO sdifrisco@correiodevenezuela.com
Vivemos num constante nervosismo, pois sabemos que, a qualquer momento, a realidade pode tocar-nos de perto. Esta preocupação afecta muito mais quem tem filhos por quem velar. Mas qual o momento certo para falar-lhes de segurança e tomar as medidas adequadas para resguardá-los? Especialistas centraram-se em dar resposta a esta pergunta. Falar-lhes de segurança Nunca é muito cedo para falar de segurança aos nossos filhos. Como pais, devemos tomar medidas necessárias. A primeira e mais importante destas ferramentas é a prevenção. “Devemos ensinar-lhes a ter cuidado com a informação que divulgam sobre o núcleo familiar entre os seus conhecidos, assim como dar-lhes a perceber a importância de não vangloriar-se sobre o poder de compra dos pais”, recomendam os responsáveis da Divisão AntiExtorsão e Sequestro do CICPC. Ao longo do seu crescimento, os nossos filhos vão se cruzando com situações mais complicadas, que os expõem a maiores riscos. Um desempenho bem-sucedido nessas actividades dependerá dos valores e das ferramentas que lhes dermos durante a sua formação. Nunca é demais aconselhar perante qualquer situa-
Algumas dicas que não podem faltar ■ Cumprir e respeitar as normas de segurança estabelecidas pelas instituições educativas frequentadas pelos nossos filhos. Os colégios estão bem assessorados neste aspecto. ■ Compor uma rede de contactos entre os familiares e companheiros dos nossos filhos é recomendável para monitorizá-los quando estejam em conjunto. ■ Sugerir-lhes rotas alternativas para não fazerem percursos com rotinas fáceis de identificar. ■ Controlar os objectos de valor que os nossos filhos exibem. ■ Acostume-os a notificar, mediante uma chamada ou mensagem de texto, quando saem e quando chegam a qualquer local. ■ Recorde-lhes a importância de não permanecerem na rua até altas horas da noite. É preferível que se mantenham num local seguro.
Postos de controlo temidos S.C. D.F
Na Venezuela, os postos de controlo policial nas estradas representam uma preocupação para qualquer um que tenha de passar por eles. Como se não fosse suficiente a “martelada” habitual que todos têm de enfrentar quando se aventuram pelas, à espera de algum incauto que “solte algo”, os postos de controlo
tornaram-se, para os cidadãos, autênticas paragens de terror. Sejam de origem oficial, instaladas por agentes dos corpos de vigilância e segurança, ou improvisadas, armadas por não se sabe quem e com que intenções, os postos de controlo trazem à memória dos venezuelanos casos como os de Kennedy, os irmãos Faddoul e Karen Berendique, para quem parar ou não parar
num desses postos de controlo custou-lhes a vida. Posto de controlo legal A partir dos recentes factos violentos relacionados directamente com os postos de controlo instalados nas vias do país, estes foram regulados por Lei e só poderão ser montados cumprindo uma série de requisitos para gerar confiança nos cidadãos.
Protegê-los sem arriscar Querer o melhor para os nossos filhos nem sempre é o melhor para eles. Aqueles pais com poder de compra suficiente para oferecer um carro aos adolescentes deverão considerar escolher um modelo pouco chamativo. “Pôr um carro de alto valor nas mãos de um jovem é torná-lo automaticamente num alvo fácil para roubo ou sequestro, e mesmo tendo um carro simples, deve-se advertir o jovem sobre como passar despercebido e fugir do tipo de perfil procurado pela delinquência”, recomenda Tony de Viveiros, especialista em segurança internacional e crime organizado. Algo semelhante ocorre com os dispositivos móveis. Sendo certo que um telemóvel é o gadget ideal para nos manter conectados, dar aos nossos filhos um equipamento de última geração é colocá-los em alto risco. Se a finalidade é a de comunicarmos com eles, um telefone simples será suficiente. Deixemos os smartphones e os tablets, produtos profissionais, para quando os nossos filhos o sejam. Ensinar os nossos filhos como reagir perante um roubo ou um sequestro será uma aprendizagem vital. O mais importante é recordar-lhes que devem manter a calma a todo o momento.
O ponto de controlo deverá estar claramente identificado, iluminado e notificado perante o Ministério do Interior e da Justiça. A cerca de 50 metros de distância, deve distinguir-se um sinal que alerte os condutores para a existência do posto de controlo. Os agentes deverão estar devidamente identificados, com casacos que tenham os seus nomes e os da instituição que representam. Para além disso, deverão ser dispostos cones nas vias, e uma patrulha com o nome do corpo de segurança que organiza o controlo.
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pensa verde Países que dão o exemplo Carla Salcedo Leal
Ser ecológico, mais do que uma moda, tornou-se uma necessidade, a ponto de que até os governos destinam fundos específicos para tornar os seus países lugares mais amigos do ambiente, ao mesmo tempo que educam os seus cidadãos para tal tarefa. Recentemente, um estudo realizado pela Universidade de Yale, Estados Unidos, revelou o grau de ‘amizade’ que os países têm para com o meio ambiente, tendo em conta uma série de dados, com os quais foi formado o ranking EPI 2012, o Índice de Acção do Meio Ambiente. Para fazer este estudo, os responsáveis basearam-se numa visão global do rendimento de cada país, sobre a base dos últimos dados disponíveis, assim como nas tendências baseadas no rendimento da última década. O referido estudo foi realizado em 132 países, o que resultou numa lista dividida em cinco grandes grupos: Os países com desempenho muito bom, um segundo grupo com bom desempenho, outro de desempenho modesto, países com pouco desempenho e um último grupo de 12 países com muito pouco desempenho na relação com o meio ambiente. A maioria dos países que se incluem no primeiro grupo são europeus, com a Suíça a liderar, enquanto o único país da América Latina a aparecer neste reduzido grupo de 10 países é a Costa Rica (N°5). Portugal, que demonstrou durante muito tempo o seu entusiasmo na matéria, ficou na posição 41, no grupo de países com bom desempenho, e a Venezuela, longe do que muitos acreditam, ficou no lugar número 56 no grupo de países com políticas modestas. Esta lista pode ser tida em conta como referência para um trabalho em prol do ambiente no presente, com vista a alcançar uma melhor posição no futuro.
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CP promoveu evento multicultural Centro Português, em Caracas, serviu de palco cultural ao longo de um dia inteiro, uma forma de angariar fundos para as comissões Carla Salcedo Leal csalcedo@correiodevenezuela.com
O Centro Português, em Caracas, tornou-se, no passado dia 22, num grande palco para a cultura portuguesa e de outras comunidades que fazem vida na Venezuela, com a finalidade de atrair sócios e convidados e angariar fundos para as diferentes comissões que trabalham nesta associação. Desde muito cedo que os representantes das diferentes comissões marcaram presença no clube para montar os seus postos de venda de comida, onde o público pôde degustar pratos típicos portugueses, espanhóis e italianos, doces e bebidas. Colaboração, união, alegria e organização foram peças chave para a celebração da Verbena da Cultura, que nesta oportunidade não só recebeu representações culturais portuguesas, mas que também abriu o palco ao grupo folclórico do Centro Ítalo Venezuelano, que despertou uma chuva de aplausos entre o público participante, com a tradicional ‘tarantela’. Um dos momentos mais
Está tudo pronto na Casa Portuguesa de Aragua, para a celebração do XXVII Festival de Folclore Português, a realizar-se este domingo, 29 de Abril, a partir do meio-dia. A actividade cultural, cuja finalidade é resgatar os bailes tradicionais do país ibérico, é organizada pelo Grupo Folclórico Amizade, com sede na associação ‘maracayera’. Um total de 13 grupos fez a inscrição formal para actuar no Salão Luís Vaz de Camões, e competir pelos galardões má-
Museu do Oriente expõe “Máscaras da Ásia” O Museu do Oriente, de Lisboa, apresentou, na terçafeira, 24, em Pequim, e pela primeira vez, parte da sua singular colecção de máscaras asiáticas, numa iniciativa assumida também como “uma prova de partilha e amizade” entre Portugal e a China, disse Mário Brandão, do Conselho de Curadores da Fundação Oriente, na abertura da exposição.
Gérard CastelloLopes na Gulbenkian de Paris emotivos do dia foi a recepção ao Grupo Folclórico Infantil do clube, com os mais pequenos da casa a demonstrarem as suas habilidades no baile. “Sem dúvida foi um dos grandes momentos deste dia, porque com esta actuação, juntam-se a este movimento cultural crianças da terceira e quarta geração, e isso orgulha-nos”, destacou Fernando Campos, presidente do centro social. No final do dia, mais de uma centena de pessoas esperavam o encerramento do evento, que es-
teve a cargo dos Gaélica, grupo que conta com o músico lusodescendente Gabriel Figueira. A música celta despertou o interesse de quem desconhecia a origem da banda até ter chegado o momento da peça ‘Ibérica Latina’, com o Bailinho da Madeira tocado ao som da gaita-de-foles. “A Venezuela é um país multicultural e isso fica aqui demonstrado. Em linhas gerais, o balanço do evento é muito positivo, porque cada comissão está a procurar os seus próprios recursos”, concluiu Campos.
Casa Portuguesa de Aragua acolhe folclore Jean Carlos de Abreu Sergio Ferreira Soares
breves CULTURAis
ximos desta nova edição do festival de folclore luso na Venezuela, onde a portugalidade e a amizade serão os tópicos em destaque. O presidente do grupo Amizade, Nelson Gonçalves, referiu que a organização espera receber cerca de duas mil pessoas no evento. Ressaltou que o grupo apresentará os bailes vencedores da edição passada e que espera que o público “desfrute do que temos preparado com muito trabalho e esforço”. Gonçalves indicou ainda que haverá surpresas nesta edição, assim com um ‘opening’ e um encerramento de grande impac-
to. “Usaremos ferramentas tecnológicas com o fim de agilizar a actividade e dar-lhe dinamismo”, assinalou. O presidente do grupo expressou que os reconhecimentos aos grupos vencedores foram criados por grandes artesãos venezuelanos. “Optámos por prémios de artistas crioulos, para ressaltar o trabalho manual destes artistas”, acrescentou. Reiterou que o festival será para desfrute do público e dos grupos. “Queremos que as tradições dos nossos pais e avós continuem vivas, por isso, esta actividade será para estreitar os laços”, comentou Goncalves.
A exposição “Aparições-A Fotografia de Gérard Castello-Lopes 1956-2006”, que junta cerca de 150 fotografias tiradas pelo artista ao longo de meio século, foi inaugurada, na terça-feira, 24, na Gulbenkian de Paris, onde fica até 25 de agosto. Gérard Castello-Lopes nasceu e morreu em França, mas passou parte da sua vida em Portugal.
Buraka Som Sistema impressionam no Brasil
A apresentação do grupo p or tuguês Bura ka S om Sistema, que fechou a 20ª edição do festival Abril Pro Rock de Recife, no nordeste brasileiro, foi noticiado pela imprensa brasileira como “impressionante”. “Expoente do movimento Global Ghetto Tech, que reúne músicos, DJs e produtores de países periféricos, a banda fez uma apresentação enérgica. Ou melhor impressionante”, elogia o diário “Folha de São Paulo”.
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“Há gente que fica na história da história da gente e outras de quem nem o nome lembramos ouvir” Jorge Fernando
António Ferreira Ramos Sonhador, aventureiro e voluntarista, António Ferreira Ramos veio para a Venezuela em Maio de 1953. Nasceu em São Félix da Marinha, em 25 de Setembro de 1934, no seio de uma família numerosa que enfrentou problemas económicos que levaram este lusitano a decidir procurar uma vida melhor no país de que se mais falava na sua região: Venezuela.
Uma vez chegado à Venezuela, António alojouse num pequeno quarto em La Candelaria e procurou trabalhos que o ajudassem a sustentar-se e a estabelecer-se. Na companhia de dois irmãos e do pai, António foi a um estúdio para tirar uma fotografia para enviar à sua mãe e resto da família, de forma tal que soubessem que chegaram bem à Venezuela e que tinham iniciado uma vida cheia de esperança.
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Correio de Venezuela
Album Familia
“Hay gente que queda en la historia de la historia de nuestra gente y otras de quienes ni el nombre recordamos escuchar” Jorge Fernando
Com apenas 19 anos, António embarcou num navio que o levaria a um mundo desconhecido, deixando os pais na sua terra natal, António Augusto da Rocha e Rosa Ferreira Ramos, e seus cinco irmãos. O momento foi imortalizado numa fotografia, onde se pode também ver o navio Santa Maria, em pano de fundo.
Passados alguns meses, António decidiu abrir uma loja de ferragens em frente a Seguridad Nacional, que pouco depois foi saqueada e queimada durante a ditadura de Marcos Pérez Jiménez. Quando pensou que havia perdido tudo, conheceu María Dolores Sánchez Viqueira “Lola”, uma espanhola que havia viajado para a Venezuela com os mesmos ideais; momento que ficou registado num fotografia. Casariam depois em 1957.
Não deixe que o tempo apague a história da sua família; as histórias da nossa gente. Se deseja partilhar estas recordações com os seus conterrâneos e fazer com que perdurem no tempo através desta iniciativa do CORREIO da Venezuela, deverá comunicar connosco para o número (0212)9932026 ou enviar o material por correio electrónico para correio.prensa@gmail.com.
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Fora das aulas
Revolução dos Cravos
Professor David Pinho Coordenador da Língua Portuguesa
A Resolução de 1974, veio pôr termo ao regime autoritário implantado pela Revolução de 28 de Maio de 1926, e abrir caminho a um regime democrático assente no reconhecimento dos direitos, garantias e liberdades fundamentais dos cidadãos e numa concepção pluralista do poder político. Foi preparada por um numeroso grupo de oficiais de baixa patente, na nua maioria capitães, que se organizaram
em menos de um ano antes em torno de uma reivindicação de carácter corporativo. O seu fruto foi da incapacidade revelada pelo Governo de Marcelo Caetano para ultrapassar a profunda crise de isolamento interno que minava o regime. O prolongamento indefinido das guerras contra os movimentos de libertação de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, sem solução militar ou política à vista, causava sérias apreensões em largos sectores da população, incluindo grupos sociais até então afectos ao regime e empenhados numa modernização das estruturas económicas. Assim, na madrugada de 25 de Abril, colunas militares oriundas das principais unidades do Exército, espalhadas pelo País, apossaram-se dos pontos estratégicos da capital, não se lhe deparando qualquer resistência significativa. Na tarde desse mesmo dia, o presidente do Conselho, Marcelo Caetano,
rendia-se no quartel do Carmo, cercado pelos carros de combate do Capitão Salgueiro Maia, um a força da Cavalaria 7 e uma coluna militar da GNR. Ao fim de dois anos, Portugal tinha uma nova Constituição, os novos órgãos de poder eram eleitos segundo as regras
das democracias pluralistas e a descolonização estava completa. Houve um regresso maciço dos colonos, uma guerra civil em Angola e a Indonésia invadiu Timor. Foi o preço a pagar. A posição de Portugal no mundo modificou-se por completo com o estabelecimento
de ligações diplomáticas com numerosos Estados do terceiro Mundo e do Leste europeu. A Revolução ocorreu no exacto momento em que as economias dos países industrializados eram atingidas pela crise do aumento súbito dos preços do petróleo, sendo logo confrontada entre legítimos anseios de melhoria do nível de vida de largos estratos da população e a necessidade de em breve se impor a adopção de duras medidas de austeridade. O 25 de Abril significou também o êxodo de emigrantes, saindo da sua terra natal e buscando novos rumos, como os nossos navegadores audazes no empenho de uma vida melhor, para que as nossas futuras gerações, tenham o futuro donde a liberdade, a vida consagrada no melhoramento do seu destino, permita metas concretas de desenvolvimento Viva o 25 de Abril, elo da liberdade.
Cartas dos Leitores Câmara de Lobos na Venezuela Sou natural de Câmara de Lobos e começo por felicitar a toda a organização do evento mais emblemáticos dos “xavelhas” na Venezuela. De facto, sei e compreendo que sem esse punhado de pessoas talvez nem sequer esta carta teria motivo em ser escrita. No entanto quero fazer uma observação e uma crítica construtiva acerca do mesmo evento já que, como filho de Câmara de Lobos, não aceito que não se respeite, ou melhor dito, que se desrespeite, as nossas raízes num dia tão importante como o Dia de Câmara de lobos. Porquê contratar um grupo de samba e uma cantora brasileira para o nosso evento? De maneira particular, até gosto de samba e de musica brasileira, mas no dia de Câmara de Lobos, isso não está bem. Não fica bem e não deve repetir-se. Afinal onde está a pedagogia dos organizadores? Um reparo e uma observação que espero seja compreendida por todos sem ofensas... Francisco Nunes
Madeira promove turismo junto de emigrantes Amigos do Correio, escrevo indignado pelo título e a peça jornalística que escreveram no vosso jornal acerca da iniciativa de promoção turística da Madeira na emigração. Falsidade, mentira e engano! Pelo menos na Venezuela nunca fizeram nada para promover a nossa ilha, a não ser tudo aquilo que tem sido feito de ‘boca a boca’ por nós mesmos, no meio que nos rodeia, diga-se escolas, vizinhos, clubes, etc. Deviam, isso sim, promover a Madeira aqui porque é ainda graças aos emigrantes que a nossa querida ilha se vai mantendo no aspecto turístico. Quem gasta na ilha, quem vai aos centros comerciais na Madeira comprar, quem come nos restaurantes, quem compra os apartamentos, quem aluga os carros na ilha, quem compra os bolinhos de mel, quem ajuda os familiares? Os turistas para quem os responsáveis do turismo trabalham?! Importante são todos, e reconheço, a importância de todos os turistas vindos eles seja de que lugar venham. O que não estou de acordo é que nunca se reconheça publicamente a importância dos emigrantes no desenvolvimento da ilha e no turismo. São ignorantes porque não sabem do seu trabalho, não investigam e desconhecem a realidade das coisas. José Narciso M. Freitas
Indignação entre família… Durante o período da Semana Santa, um familiar próximo teve o azar de abordar o autocarro da ‘Aeroexpresos Ejecutivos’ que foi assaltado a caminho de Puerto La Cruz, que, na terça-feira, partiu de Caracas sem imaginar o que lhe esperava no caminho. Um grupo de meliantes que não se conformou com apenas roubar e fazer passar um momento a quem que seguia na viatura, até tiveram o ousadia de violar uma das passageiras diante do resto do grupo, depois de ameaçar fazer o mesmo a outras mulheres. Longe do que todos poderiam imaginar, o mau momento não acaba ali. Os passageiros não só perderam os seus pertences como também a empresa não se responsabilizou por qualquer situação, nem sequer pelas passagens de regresso de daqueles que preferiram planear as suas férias a bordo de uma viatura que apregoa como “segura”. Tudo isto é motivo de indignação, porque não só estragou as minhas férias, ao escutar o relato da minha prima, que ainda não superou o trauma, senão que também me faz pensar sobre uma empresa com a qual trabalhávamos porque confiávamos na segurança e sentido de responsabilidade que oferecia. É mesmo decepcionante que permaneça calada ante tanta desgraça. Rosa M. Pereira de Matos
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27 de Abril a 3 de Maio de 2012 // CORREIO Da VENEZUELA
Horóscopo
SUDOKU
Carneiro
21/03 - 20/04
Amor: Possível discussão com a sua cara-metade. Saúde: Não cometa excessos na sua alimentação. Dinheiro: Não terá preocupações no campo financeiro.
Caranguejo
Amor: Entre em contacto com os seus familiares que estão mais distantes de si e verá como custará menos a suportar a saudade. Saúde: Tudo estará dentro da normalidade. Dinheiro: Não gaste mais do que aquilo que a sua conta bancária permite.
Balança
Amor: A troca de carícias será uma constante na sua relação afectiva. Saúde: Faça com maior frequência exames de rotina. Dinheiro: Dedique-se mais ao seu trabalho.
Capricórnio
Amor: Não deixe que o ciúme seja mais forte do que a confiança. Saúde: Cuidado com os seus ossos. Dinheiro: Seja cauteloso com as suas dividas.
Gémeos 21/05 - 21/06
Amor: Antes de criticar os outros, pense como reage. Saúde: Cuidado com os seus ouvidos. Dinheiro: Não se precipite e pense bem antes de investir.
22/07 - 22/08
Virgem 23/08 - 22/09
Amor: Abra o seu coração sem ter medo. Saúde: Poderá sofrer de algumas dores de cabeça. Dinheiro: Esta é uma boa época para tentar pedir um aumento à sua entidade patronal.
Escorpião
23/10 - 21/11
Amor: Não confunda a paixão com uma forte amizade. Saúde. Cuidado com os seus intestinos. Dinheiro: A impulsividade pode neste momento jogar contra si, seja prudente.
21/12 - 20/01
Leão
Amor: Procure dar um pouco mais de atenção aos seus filhos. Saúde: Procure descansar as oito horas necessárias para o seu bem-estar físico e espiritual. Dinheiro: Não espere grandes alterações neste campo da sua vida.
23/09 - 22/10
21/04 - 20/05
Amor: Tente não ser tão individualista, só tem a perder. Saúde: Possível quebra de tensão. Dinheiro: O seu lado criativo poderá trazer-lhe muito sucesso.
22/06 - 21/07
Touro
Sagitário 22/11 - 21/12
Amor: Tente controlar as suas emoções e verá como não se arrependerá. Saúde: Procure beber mais água. Dinheiro: O seu esforço profissional vai ser finalmente reconhecido.
Aquário
21/01 - 19/02
Amor: Não despreze quem em tempos antigos foi realmente seu amigo. Saúde: Se tiver varizes nas pernas, poderá ter algumas dores. Dinheiro: É provável que venha a ganhar um dinheiro extra.
Peixes 20/12 - 20/03
Amor: A alegria e a brincadeira vão estar presentes na sua relação. Saúde: Se puder, pratique natação. Dinheiro: Tudo estará dentro da normalidade.
labirinto
cines ! as estreias da semana ... na Venezuela
El Enviado 11.11.11
J. Edgar
Los Vengadores The Avengers
Woman In Black
Comando Especial 21 Jump Street
Os Vingadores The Avengers
The Pirates! Band of Misfits
... em Portugal
The Best Exotic Marigold Hotel
Este é o meu Lugar This Must Be the Place
O Nosso Paraíso Notre paradis
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27 de Abril a 3 de Maio de 2012 // CORREIO DA VENEZUELA
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27 de Abril a 3 de Maio de 2012 // CORREIO Da VENEZUELA
Tudo igual entre FC Porto e Benfica Título da Liga Portuguesa de futebol está reduzido a dois candidatos à 27.ª jornada CORREIO/LUSA
O FC Porto respondeu com uma vitória, por 3-0 com o Beira-Mar, ao triunfo do Benfica frente ao Marítimo(4-1), mantendo tudo igual na corrida pelo título da Liga Portuguesa de futebol, reduzida a dois candidatos à 27.ª jornada. Avisados pelo empate do Sporting de Braga de sábado, 21 de Abril, FC Porto e Benfica levaram no dia seguinte a letra o mote de que cada jogo até à última jornada é uma final e não perderam de vista o seu objectivo máximo, o título de campeão português, vencendo facilmente os seus encontros para se manterem separados por quatro pontos. O Benfica foi o primeiro a entrar em campo e, com uma exibição que o técnico Jorge Jesus considerou das melhores da época em casa, abateu um Marítimo que parece estar a pagar caro o cansaço acumulado. Os madeirenses, que em caso de vitória subiriam provi-
O Benfica protagonizou uma das melhores exibições da época frente ao Marítimo.
soriamente ao quarto lugar, saíram da Luz ainda mais quintos, depois do espanhol Nolito, que marcou aos 15 e 19 minutos, ter construído uma distância que nem o golo do guineense Sami, aos 52 minutos, foi capaz de transpor. O também espanhol Rodrigo (65) e o brasileiro Bruno César (69) fecharam um resultado
Foto:DR
que deixou as “águias”, ainda que apenas por momentos, a apenas um ponto do primeiro lugar. Mas o FC Porto não estava disposto a ceder à pressão dos rivais e, por intermédio de Hulk, aos 33 minutos de grande penalidade, começou a construir o triunfo, que seria confirmado pelos golos do austríaco Marc Janko, aos 51, e outra vez
Programa da 28.ª jornada Sexta-feira, 27 Sp. Braga – Olhanense Sábado, 28 Gil Vicente – V. Guimarães Marítimo – FC Porto Domingo, 29 União de Leiria – Feirense V. Setúbal – Nacional Beira-Mar – P. Ferreira Rio Ave – Benfica Segunda-feira, 30 Sporting – Académica
do brasileiro, aos 54. Quando faltam disputar três jornadas, os “dragões” passaram a ter 66 pontos, mais quatro do que o Benfica. No jogo entre dois clubes com grandes dificuldades financeiras, o Vitória de Guimarães venceu a União de Leiria, por 3-2, consolidando, provisoriamente, a sexta posição. Na luta pela manutenção, o Feirense obteve uma muito preciosa vitória na receção ao Vitória de Setúbal, por 1-0. A equipa de Santa Maria da Feira, que venceu graças a um golo solitário do francês Buval, continua em zona de despromoção, mas colocou-se provisoriamente a dois pontos da salvação e da Académica. Mais confortáveis, mas ainda assim sem a manutenção garantida, estão Gil Vicente e Rio Ave, que empataram a zero em Barcelos num encontro com pouca história. No domingo, o Sporting renasceu na luta por uma lugar na “Champions” da próxima temporada, após vencer no terreno do Nacional da Madeira(3-2).
Moreirense adia festa do Estoril CORREIO/LUSA
O Moreirense adiou a subida do Estoril-Praia ao campeonato principal, ao bater, no domingo, 22 de Abril, os “canarinhos” por 2-1, e ascendeu ao segundo lugar da Liga de Honra de futebol, na 27.ª jornada. Em caso de vitória, o Estoril teria assegurado a promoção e o regresso à Liga principal. Um triunfo na próxima ronda, na recepção ao Santa Clara, garantirá esse feito. Por seu lado, o Moreirense aproveitou da melhor forma o nulo do Desportivo das Aves no campo do Atlético, num jogo disputado no sábado, e regressou ao segundo lugar da competição, mantendo bem acesa a esperança de subir de divisão. Praticamente sem possibilidades de regressar à Liga
Programa da 28.ª jornada Sábado, 28 Estoril-Praia – Santa Clara Belenenses – Arouca Domingo, 29 Naval 1.º Maio – Moreirense União da Madeira – Leixões Trofense – Sp. Covilhã Oliveirense – Portimonense Freamunde – Atlético D. Aves – Penafiel Segunda-feira Académica - Olhanense
principal ficou o Leixões, que empatou em casa(1-1) frente ao Oliveirense. A equipa de Matosinhos ficou assim a sete pontos da zona de subida e foi apanhada no quarto lugar pela Naval 1.º de Maio. No lado oposto da luta pela subida à Liga, ainda existem 11 equipas com possibilidade de cair para a II divisão, sendo
BREVES “Lusitanos” sagram-se campeões
O FC Lusitans, formado por emigrantes portugueses em 1999, conquistou, no domingo, 22, o primeiro título de campeão da Liga de futebol de Andorra nos seus 13 anos de história, depois de bater o Sant Juliá, por 2-1.
Caso Túnel da Luz decidido a 2 de Maio
O tribunal adiou para 2 de maio a comunicação de arquivar processo ou de levar a julgamento os futebolistas do FC Porto Hulk, Sapunaru, Christian Rodriguez, Helton e Fucile, acusados de agressões a seguranças no estádio da Luz (2009).
Judocas pelas medalhas e por Londres 2012 Portugal chega aos Europeus de Judo, em Chelyabinsk, na Rússia, com dois objectivos, Ana Hormigo, Yahima Ramirez e Diogo Lima estão na corrida ao apuramento olímpico, Telma Monteiro, João Pina e Joana Ramos às medalhas.
Liga Europa
Sporting pode garantir 16ª final do futebol luso CORREIO/LUSA
O Moreirense adiou a subida do Estoril-Praia ao campeonato principal.
que as três últimas jornadas prometem trazer algum drama à competição, já que apenas seis pontos dividem o sexto do último lugar. O Sporting da Covilhã não conseguiu abandonar a posição de “lanterna-vermelha” da competição, apesar de ter
Foto:DR
vencido o Penafiel(1-0). D e s t a qu e ai n d a p ar a o “bis” de Joeano, no triunfo do Arouca sobre o Trofense(2-0), que assim mantém o avançado brasileiro no topo da lista dos melhores marcadores, com 17 golos.
Cerca de um ano depois de FC Porto e Sporting de Braga terem disputado a conquista da Liga Europa, o Sporting pode garantir a 16ª final do futebol português, caso ultrapasse o Athletic de Bilbau, em jogo a disputar na quinta-feira, 26 de Abril. Em quase 60 anos de história das competições do “velho continente”, as equipas lusas marcaram presença em 15 finais (oito da Taça dos Campeões, três da Taça UEFA, duas da Taça das Taças, uma da Liga dos Campeões e uma da Liga Europa), tendo ganho sete e perdido as restantes oito.
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27 de Abril a 3 de Maio de 2012 // CORREIO DA VENEZUELA
Esppor lutou para empatar em casa A igualdade representa mais um ponto no caminho para a Série Pré-Sul-americana
Carla Salcedo Leal csalcedo@correiodevenezuela.com
Os jogadores orientados por Charles López deixaram-se de meias medidas e insistiram até conseguir o empate a uma bola frente ao Aragua FC, deixando para trás dois jogos sem marcar golos. O cenário do jogo foi o
Estádio Nacional Brígido Iriarte, onde tudo indicava que os visitantes seriam os mais afortunados para levar os três pontos, pois com um golo ao minuto 3, o marcador posicionou-se a favor dos araguenhos. Neste jogo, Charlis Ortiz teve a oportunidade de regressar da sua lesão mostrando todo o seu
Um penálti assinado pelo Camilo Ramírez rompeu o jejum da equipa
potencial, num ataque activo. Um dos momentos importantes do jogo foi vivido quando José Luis Granados anotou um golo ao minuto 38, mas que foi anulado pelo juiz da partida. No regresso após o intervalo, os merengues conseguiram o
empate. Um penálti sobre Ortiz foi transformado em golo, que rompeu o jejum da equipa. O golo foi assinado pelo ‘Samurai’, Camilo Ramírez, ao minuto 53, que desde há algum tempo mantinha os seus seguidores à espera do ansiado golo.
FOTO: SILVIA DI FRISCO
O empate representa para o Esppor mais um ponto no seu caminho para a Série Pré-Sulamericana, perante um rival directo. Será no domingo, 29 de Abril, dia em que o Real Esppor visita o Monagas FC, em Maturín.
Empresário na Venezuela Marítimo de paga deslocação do CAB Margarita empata Emigrante que prefere ficar no anonimato ‘ofereceu’ 10 mil euros para que os ‘Amigos’ pudessem viajar aos Açores
Rivais margaritenhos voltaram a empatar, desta feia 4-4
Paulo Vieira Lopes DN-MADEIRA
O momento é desesperante para muitas equipas madeirenses que competem em Campeonatos Nacionais e tudo devido aos apoios financeiros nas deslocações aéreas para o continente. Contudo, muito à custa dos clubes e de alguma ‘ajuda’ exterior’, algumas colectividades regionais têm conseguido honrar os seus compromissos em termos de provas nacionais. O mais recente caso é a equipa masculina do CAB Madeira, que tinha agendado dois jogos nos Açores a contar para a Liga portuguesa de basquetebol e esteve quase para ser obrigada a dar falta de comparência nesses devido à falta de verbas. Mas presença foi alcançada devido à caridade de um emigrante madeirense radicado na Venezuela. Segundo o que o DIÁRIO conseguiu apurar junto do
no ‘clássico insular’
Antonio Carlos Da Silva magneticaudiovisuales@gmail.com
Equipa de João Freitas enfrenta um momento financeiro muito difícil. FOTO DR
clube, o emigrante, que prefere ficar no anonimato, ‘ofereceu’ 10 mil euros para que os ‘Amigos’ pudessem comparecer aos jogos diante do Lusitânia e TerceiroBasket. Em termos de resultados os madeirenses perderam o primeiro jogo por 83-76, enquanto frente ao TerceiroBasket viriam
a conseguir um triunfo claro por 65-94. Um acto voluntário que merece destaque, mas que em nada engrandece a política desportiva regional que tem faltado com os compromissos com os clubes, em termos de apoio nas viagens.
O Marítimo de Margarita empatou 4-4 no clássico insular disputado frente ao rival de Asinair, na qualidade de visitante, e que se jogou no campo da UDO, sede utilizada durante este Torneio Abertura da Liga Nacional de Futsal, pela equipa que veste de verde-rubro. O resultado impediu e dirigidos de Alí González de tomar o terceiro lugar, que é o último posto que dá acesso à Liguilha Final, cuja sede ainda não foi anunciada pela Conafutsala. O conjunto de Asinair adiantou-se na partida e quando o relógio marcava o minuto 8, já vencia por 2-0. Marítimo, que não pôde contar com José “Cheíto” Martínez, que se encontra no
Brasil defendendo a Vinotinto no pré-mundial de Gramado, lançou-se à procura do empate, que veio a conseguir no minuto 14. No reatamento, os verderubros insulares não tiraram o pé do acelerador mas o golo só apareceu no minuto 9, mais uma vez através do avançado Anthony. Mas como um clássico é um clássico e o Asinair não estava disposto a desempenhar um papel secundário neste filme, o empate regressou ao marcador. Antes do apito final ainda houve tempo para mais duas anotações, uma para cada equipa, o que levou o marcador a assinalar 4-4. C om este result ado, o Marítimo alcançou 9 pontos, menos dois que o seu rival regional, que assim se mantém no terceiro posto com 11 pontos, mas com uma partida a mais que os luso-margaritenhos, que no próximo fim-desemana recebem como locais o Lanceros de Valle de La Pascua. Nada mais que a vitória serve.
O jornal da comunidade luso-venezuelana Caracas, 27 de Abril a 3 de Maio de 2012
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Encontro com... Alejandro Herrera
“Espero celebrar o campeonato dos Tiburones com uma espetada no Centro Português” Diz-se que muitos emigrantes lusitanos adoptaram a equipa dos Tiburones como a sua equipa porque ‘La Guaira’ é a designação do seu porto de destino e as primeiras palavras que aprenderam em espanhol Antonio C. Da Silva magneticaudiovisuales@gmail.com
Alejandro Herrera, advogado e ligado ao mundo do beisebol há oito temporadas, teve a sua cargo a gestão que levou a equipa dos Tiburones de La Guaira a ultrapassar a encosta que mantinha a equipa longe dos lugares cimeiros da modalidade, para classificar-se, pela primeira vez em 26 anos, para uma final. Herrera é o responsável pela estruturação da equipa, assinatura com jogadores importados e crioulos, e supervisão da ‘Granja’ de ligas menores. O seu cargo nominal é de Gerente Geral, mas poderia dizer-se que é, na realidade, o arquitecto dos Tiburones, equipa que jamais perdeu o carinho e o apoio dos seus fiéis adeptos. E dentro desse grupo de adeptos encontram-se milhares de portugueses e de luso-descendentes. Diz-se que muitos emigrantes lusitanos adoptaram a equipa porque ‘La Guaira’, designapub
adeptos do La Guaira adoptaram a equipa porque essas eram as primeiras palavras em espanhol que aprendiam? Não sabia, mas agrada-me saber disso. De facto sabemos que entre a nossa massa adepta temos gente da comunidade portuguesa e é para eles que trabalhamos. Como tem sido a sua relação com a comunidade portuguesa? Poucas pessoas do beisebol o sabem, mas eu sou um grande amante do futebol, que comecei a praticar nos meus anos de estudante do Colégio San Agustín del Paraíso, e por isso sempre tive contacto com os portugueses, a quem tive como companheiros e rivais nos nossos jogos contra o Luso e o Centro Português.
“Entre a nossa massa adepta temos gente da comunidade portuguesa e é para eles que trabalhamos”
ção do porto de destino da sua viagem marítima a partir da Europa, eram as primeiras palavras em espanhol que introduziam no seu vocabulário. O CORREIO conversou com o dirigente desportivo sobre a sua relação com a nossa comunidade. Sabe que muitos portugueses
Que lhe parece o legado que deixaram ao país? Importante. Foram um exemplo de trabalho. São muito trabalhadores. Depois de quase 30 anos, e sob a sua gestão, os Tiburones voltaram à final... Para gestores, treinadores e jogadores, esta era uma experiência totalmente nova. Uma final
é diferente: Cada ‘pitcheo’, cada jogada, vive-se de outra maneira. Fica-nos a experiência, agora já todos sabemos o que há a fazer numa final e o que não. Ainda que confesse que quando ganhámos o segundo jogo da final em Maracay e viemos para casa com três jogos por jogar ante os nossos adeptos, senti que o momento havia, por fim, chegado. Como conseguiram acabar com a sina de perdedores? Renovamos o ‘roster’ com novos valores crioulos e mantivemos o vínculo à Grande Liga Tiburoneros, a par de termos iniciado um agressivo processo institucional e de relacionamento com as equipas de grandes ligas, com os seus ‘general managers’, presidentes e donos, para poder, assim pescar, os bons reforços. O que pode prometer à enorme legião de portugueses seguidores dos Tiburones? Este processo está a chegar à sua etapa final, que é o alcance definitivo do título. Tenham fé que em 2013, quando regressemos da Série do Caribe, espero celebrar o campeonato dos Tiburones de la Guaira com uma espetada no Centro Português.