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Funcionários da Câmara destroem monumento SOCIEDADE. O monumento megalítico do Pego Longo, na freguesia de Belas, foi parcialmente destruído por máquinas retroescavadoras da câmara de Sintra. Concelho, 6

Empresários querem manter furtos como crime semipúblico SOCIEDADE. Associações empresariais da Grande Lisboa contestam a intenção do governo de passar os crimes de furto em estabelecimentos comerciais para crimes de natureza particular. Concelho, 7

PSP sinaliza idosos em risco de isolamento SOCIEDADE. A Polícia de Segurança Pública está a recolher dados sobre idosos que vivem em situação de isolamento. As equipas de policiamento de proximidade vão acompanhar os casos de maior risco. Concelho, 8

Que esperar da reforma administrativa? CONCELHO. Os critérios da nova lei da reforma da administração local impõem uma redução de 55 por cento do número de freguesias urbanas e 35 por cento das rurais. Na prática podem ser extinguidas oito ou nove freguesias, mas populações temem igual encerramento de serviços públicos como esquadras, centros de saúde ou postos dos correios. Concelho, 4 e 5 PUB


2 Correio de Sintra

A abrir

23 de março de 2012

editorial

Salta à vista...

E a Greve que afinal foi… greve? de um petardo que poderia ter tido graves consequências a quem foi dirigido, e se a agressão do polícia decorre da sua função de reposição da ordem pública, já nada pode justificar a agressão aos dois jornalistas por parte da força policial. Ambos estavam devidamente identificados com o material fotográfico e cumpriam uma função inequívoca: o direito à informação. E é aqui que outro direito não pode de maneira nenhuma ser silenciado: o direito à indignação, posicionado exatamente no mesmo patamar onde se encontram os direitos de aderir ou não a uma greve….. estéril.  JOAQUIM JOSÉ REIS

O

roubo de cobre é um crime em crescendo em Portugal. Acontece um pouco por todo o lado e desta vez foi na linha do elétrico de Sintra. Durante a noite foram roubados cerca de duzentos metros de cabo, impossibilitando assim a circulação do veículo turístico. Para impedir estes roubos falta maior fiscalização às sucateiras, uma vez que é nestes locais que aparentemente são vendidos estes materiais.

Sintra em ruínas

A

ssistimos a mais uma Greve, que se pretendia geral, no país. Sem dados disponíveis é impossível aferir do seu grau de sucesso ou insucesso e mesmo quando existem é difícil fazer um balanço já que os mesmos nunca coincidem. Dependem sempre do lado da barricada de onde são oriundos. O que é certo é que para além dos transportes - os já “suspeitos” do costume - não se verificou a forte adesão tão propalada, talvez porque o desconto do dia no salário começa a ter o seu peso no orçamento familiar, talvez porque quem tenha emprego entende que é demasiado arriscado nos dias de hoje. Ou talvez porque aqueles que hoje estão desempregados não queiram correr riscos desnecessários, ou simplesmente porque a Greve já não tem o peso reivindicativo que teve no passado. Ou ainda talvez porque finalmente se tenha entendido que, fazer ou não fazer greve, são ambos direitos adquiridos e que a vontade de cada um tem e deve ser respeitada. O que nem sempre acontece, veja-se o caso dos milhares de pessoas que não têm veículo automóvel e estão impossibilitadas de, à falta de transportes públicos, se deslocarem para os seus empregos. Contudo, deste dia de greve, o único balanço possível e notícia inequívoca é a prisão de um manifestante e o registo de três feridos que receberam tratamento hospitalar: um polícia e dois jornalistas. Se se justifica a detenção do primeiro, por ter sido identificado como o responsável pelo lançamento

http://www.sintraemruinas.blogspot.com/

QUINTA MARECHAL SALDANHA Situada ao lado da Fonte da Sabuga, na Rua Marechal Saldanha, em Sintra. NOTAS Ao que parece, o atual proprietário da Quinta é o Patriarcado de Lisboa, tendo pertencido antes ao Marechal Saldanha, neto do Marquês de Pombal. O edifício e a quinta estão abandonados há anos e vem estragando a paisagem verde de todos aqueles que sobem, ou descem, pela Calçada dos Clérigos ou desde o Castelo do Mouros ou ainda aqueles tantos que visitam, fotografam e enchem os garrafões de água na histórica Fonte da Sabuga.


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4 Correio de Sintra

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Concelho

Que esperar da reforma ad SOCIEDADE. Os critérios da nova lei da

reforma da administração local impõem uma redução, no mínimo, de 55 por cento do número de freguesias cujo território se situe nas zonas urbanas e de 35 por cento do número das freguesias rurais. De acordo com os critérios, treze das freguesias urbanas do concelho podem passar a seis e as sete rurais podem passar a cinco. O concelho de Sintra tem atualmente cerca de 400 mil moradores, com uma área de 319 quilómetros quadrados, num total de vinte freguesias. A maioria dos partidos políticos da região consideram que, tendo em conta a realidade do concelho, será, à partida impossível de aplicar os critérios da nova lei. É difícil desenhar os futuros territórios sem ultrapassar o número máximo de habitantes (cinquenta mil) por freguesia e algumas das freguesias, como Algueirão-Mem Martins ou Rio de Mouro ultrapassam esses números. Já os valores mínimos de referência concluem que nas zonas urbanas devem habitar pelo menos vinte mil habitantes nas zonas urbanas e cinco mil nas zonas rurais. A reforma, que terá que entrar em vigor até 2013, mexe com sentimentos das populações, que temem a perda de identidade, e com os autarcas que pedem mais competências para as juntas, traduzidas com maiores transferências de verbas da Administração Central. A reforma administrativa pode ainda trazer o encerramento de serviços públicos como centros de saúde, estações de correios e esquadras da polícia. O Correio de Sintra consultou os cinco partidos com representação na Assembleia Municipal e algumas das propostas passam por reduzir oito freguesias em vez das nove consubstanciadas nos critérios.  Joaquim Reis

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PSD Oportunidade perdida! A reforma da organização administrativa tende a transformar-se numa oportunidade perdida, porque os autarcas, com algumas honrosas exceções, como Lisboa, não se entenderam quanto a esta matéria, salvaguardando o interesse de quem servem. Este devia ter sido o momento para se iniciar uma discussão séria sobre o assunto, sem constrangimentos partidários meramente táticos e com o fim de atingir o governo. Perdemos todos, pois importava discutir a forma de financiamento e as competências diretas, bem como uma definição coerente do território das Novas Freguesias, porque como acontece em Sintra, existem descontinuidades territoriais que tornam a gestão de uma freguesia um desafio. Nuno Brilha Anselmo – Presidente da Junta de São Marcos PS O projeto de lei 44/XII sobre a reforma administrativa, aplicado ao caso de Sintra, está desfasado da realidade, já que prevê uma redução injustificada de freguesias. Esta reforma administrativa nasceu enviesada, aparecendo imposta de fora (do país) para dentro, de cima para baixo, e desenhada sem se vislumbrar os ganhos de eficiência. Na nossa opinião, esta reforma deveria, em primeiro lugar, considerar uma nova lei eleitoral para as autarquias. Seria oportuno ponderar a eleição de um único órgão – a Assembleia Municipal - cujo primeiro eleito da lista mais votada seria o presidente da câmara. Em segundo lugar, seria congruente promover a criação da Autarquia Metropolitana de Lisboa, com sistema de governo idêntico ao nacional, com eleição de órgão próprios e competências que cabem agora à Administração Central. Uma entidade com legitimidade democrática e com efetivos poderes de gestão, absorvendo novas competências. (Ex: competências da CCDR-LV). Torna-se igualmente premente o reforço de competências das freguesias em função do número de habitantes; designadamente, na área dos espaços verdes, limpeza, mobiliário urbano, toponímia, sinalização vertical e horizontal,

As vinte freguesias atuais e uma das possibilidades da nova reforma administrativa, com redução par licenças de utilização/ocupação da via pública, gestão de equipamentos sociais, feiras e mercados. Só assim estas serão mais fortes e eficazes. Domingos Quintas - Vereador CDS-PP Reduzir de 20 para 11 freguesias, parecenos desproporcionada e de difícil concretização, para não dizer de impossível concretização, visto que, para cumprir com a redução definida na Lei, entre diversas agregações que seriam necessárias, seria também preciso agregar Queluz, Massamá e Monte Abraão numa só freguesia, assim como também agregar numa só freguesia, Agualva, Cacém, Mira Sintra e São Marcos. Para cumprir o critério da redução, qualquer uma dessas “novas freguesias” ficará com mais de 50.000 habitantes, o que contraria a referência máxima estipulada.

Também para cumprir com o critério de redução das freguesias, teria que se agregar São Pedro, Santa Maria e São Martinho, o que em nossa opinião, faz sentido, mas não fará sentido se não houver um correspondente acerto dos limites dessa nova freguesia, caso contrário ficará com um território demasiado grande e de difícil gestão. Assim, é nossa opinião, que a aplicação de uma forma “cega” dos critérios aritméticos previstos na Lei, podem não servir os reais interesses do Concelho de Sintra e da sua população, devendo por isso, e atendendo à especificidade do nosso Concelho, quer pela quantidade de população, quer pela sua importância, visto que é o segundo maior Concelho do País, ser possível a atribuição de critérios de exceção à semelhança do que foi atribuído a Lisboa. Silvino Rodrigues - Presidente concelhiaCDU


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dministrativa? Santa Maria, que terá a mesma área do que o concelho de Lisboa? Juntar os territórios mais fortes, mais ricos ou com mais população com os mais fracos ou menos populosos traduzir-se-á em mais atração para os primeiros (os que sobreviverão como freguesias) e mais abandono dos segundos (os que verão as suas freguesias liquidadas), como é o caso de Montelavar. Ou seja, mais abandono, menos investimento local, menos coesão para quem menos tem e pode. Em vez de «ganhos de eficiência e de escala» que resultaria da «libertação de recursos financeiros» o que se terá é menos proximidade e resposta direta aos problemas locais com menos verbas e menos recursos disponíveis. Já agora, as freguesias representam apenas 0,098% do Orçamento Geral do Estado de 2012. Pedro Ventura - Adjunto Vereação

ra doze freguesias. CDU Esta proposta de lei tem como consequência o empobrecimento democrático (traduzido na redução de mais de 20 mil eleitos), o ataque ao emprego público (milhares de trabalhadores das freguesias extintas cujo destino futuro será o despedimento ou a mobilidade), o enfraquecimento da afirmação, defesa e representação dos interesses e aspirações das populações, a perda de coesão (territorial, social e económica), o encerramento de serviços dos CTT, saúde, esquadras da GNR e PSP, entre outros. Com esta nova proposta, em Sintra são eliminadas nove freguesias, e para isso utilizam-se os mais diversos argumentos falsos. Ao contrário do «reforço da coesão», o que daqui resultará é mais assimetrias e desigualdades. Como é que se defende a criação de uma freguesia que agregue as freguesias de S. Pedro de Sintra, S. Martinho e

BE O Bloco defende uma reforma de acordo com a vontade das populações, que deverão ser ouvidas em referendos locais. Levámos a proposta ao Parlamento e todos os partidos foram contra. Queremos mais autonomia financeira para as freguesias, tirando-as da dependência dos presidentes de câmara, e um aprofundar de atribuições e competências, para favorecer proximidade e a participação mais direta das pessoas nas questões, reforçando a democracia. O município de Sintra é vasto e de múltiplas realidades. Necessita, por isso, de reajustar alguns territórios e até criar freguesias: numa reforma séria e digna desse nome, Algueirão-Mem Martins ou Rio de Mouro seriam divididas. O que não precisamos é de uma operação de “régua e esquadro”, como a que o governo está a impor com o apoio da Coligação Mais Sintra, criando freguesias gigantes ou pondo em causa séculos de história e trabalho de proximidade consolidado junto das populações. Além de limitar o espaço de intervenção democrática das populações, esta reforma tem outro propósito, que é sempre negado mas está claro no acordo assinado por PS/PSD/CDS com a Troika: reduzir o número de funcionários públicos, como já está a acontecer na saúde, justiça, transportes ou educação. Em nome de uma suposta racionalização de recursos, fecham-se serviços e criam-se dificuldades às pessoas. André Beja - Concelhia

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6 Correio de Sintra

Concelho

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Funcionários da câmara terão destruído monumento megalítico do Pego Longo O monumento megalítico do Pego Longo, na freguesia de Belas, foi parcialmente destruído por máquinas retroescavadoras da câmara de Sintra. Após terem detetado o erro, os funcionários da autarquia voltaram a tentar colocar as pedras no local.

DR

SOCIEDADE.

S

egundo o presidente da Junta de Belas, Guilherme Silva, a 14 de março, os funcionários da câmara estavam a recolher blocos de pedra no terreno onde se encontra o monumento megalítico, para construir um muro de sustentação de terra num jardim da Biblioteca Municipal Ruy Belo. “Foram os funcionários da câmara que destruíram o monumento. Estavam a levar pedras para fazer um muro e já tinham carregado algumas das pedras para uma carrinha. É muito triste”, disse. De acordo com o autarca, apesar de se encontrar num terreno privado, este é um monumento classificado pelo Igespar referente ao período megalítico. Guilherme Silva explicou ao Correio de Sintra que, após terem detetado que se tratava de um monumento, os funcionários da autarquia tentaram colocar novamente as pedras no lugar. “É uma tristeza. Não pode ser colocado de qualquer maneira, tem que ser apoiado por um arqueólogo”, lamentou. O arqueólogo Pedro Ventura, membro da CDU de Sintra que esteve no local nessa tarde, explicou que apenas uma parte do monumento foi destruída, sendo, por isso, recuperável. “Aquilo é um monumento funerário megalítico, classificado como imóvel de interesse público em 1990. Tem uma parte que está destruída, não Pub

Funcionários da câmara durante os trabalhos de remoção das pedras.

Monumento será dificil de reconhecer por alguém que não seja técnico.

na sua totalidade, é recuperável e deverá mesmo ser recuperado porque, à luz da legislação vigente, trata-se de um crime contra o património cultural”, sustentou. O arqueólogo adiantou que, dado

o estado de abandono do local, é “natural” que os funcionários não se tenham apercebido de que se tratava de um monumento megalítico. O responsável adiantou que os funcionários da câmara de Sintra

tentaram voltar a colocar as pedras no lugar, num procedimento que considera errado. “Eles tentaram colocar uma pedra no sítio, mas é errado do ponto de vista da conservação, porque esse trabalho tem que ser feito por técnicos, e a autarquia tem esses técnicos. A reposição da situação anterior tem que ser feita pela autarquia e pelo Igespar”, adiantou. A Câmara de Sintra já anunciou que vai abrir um inquérito para apurar responsabilidades dos funcionários municipais. Segundo fonte da autarquia, a câmara vai acompanhar a reposição e recuperação do monumento. De acordo com o gabinete de imprensa, existem 200 estações arqueológicas neste concelho, sendo “impossível preservar todo este património por falta de verbas e meios técnicos” mas, sobretudo, “porque em 99 por cento dos casos estas estações se encontram em terrenos privados”, obrigando à expropriação e indemnização dos proprietários. No entanto, a autarquia refere que algumas destas estações têm a sua preservação em curso, nomeadamente a Anta de Agualva e o Tollus da Praia das Maçãs, onde, neste último, foi necessário adquirir os terrenos que já se encontram vedados.  Joaquim Reis


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Correio de Sintra 7

Empresários querem furtos como crime semipúblico SOCIEDADE. Associações empresariais da Grande Lisboa contestam a intenção do governo de passar os crimes de furto em estabelecimentos comerciais para crimes de natureza particular. Os empresários temem que alteração possa aumentar a criminalidade e levar ao encerramento de estabelecimentos.

A

ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, anunciou recentemente que os furtos, de pouco valor e cometidos em casos de necessidade social nos estabelecimentos comerciais, vão passar a depender de acusação particular. A ministra explicou, a 2 de março, não se devem confundir situações de necessidade com situações de delinquência e que “esta alteração não se aplica quando há situações de grupos organizados que entram nessas superfícies comerciais e praticam furtos”. As associações empresariais de Sintra, Cascais, Amadora e Oeiras, contestam as declarações da ministra, considerando que se os comerciantes vão ser obrigados a fazer uma acusação particular, deixando o processo de ser conduzido desde o início pelo Ministério Público,

Processos judiciais por furtos passam a ser custeados pelos proprietários dos estabelecimentos.

se transmite um “sinal errado a toda a comunidade”. “Se concretizadas estas alterações, a futura obrigação de acusação particular fará com que muitas empresas de menor dimensão deixem de apresentar queixas-crime, devido aos encargos a suportar com o pagamento de taxas de justiça, custas judiciais e constituição de advogados, sem que usufruam de qualquer apoio judiciário”, referem as associações, em comunicado.

Os empresários manifestam que, uma vez que não há prisão em flagrante delito quando o crime depende de acusação particular, será um incentivo à “total impunidade dos autores dos furtos” e consequentemente provocará um “aumento exponencial de um crime que, em 2010, ascendeu a 68 milhões de euros”. Para o atual presidente da Associação Empresarial de Sintra (AESintra), Manuel do Cabo, desta forma o pequeno comércio fica des-

protegido, uma vez que apresenta uma realidade diferente da das grandes superfícies comerciais. “No pequeno comércio a situação é mais difícil de entender, porque fica um bocado a desprotegido. Os grandes distribuidores têm os seus departamentos jurídicos, mas o pequeno comércio não tem as mesmas possibilidades”, disse. O responsável adiantou que, numa altura de crise em que o pequeno comércio enfrenta grandes dificuldades, se a intenção da ministra for avante, os estabelecimentos de menor dimensão podem começar a fechar portas. As eleições para a presidência da associação empresarial são a 27 de abril e levam duas listas a votações. As listas são encabeçadas por Manuel do Cabo, que se volta a recandidatar ao cargo e José Valério Falé. Sob o lema “Ao serviço de todos os associados. A vontade de Mudar”, José Valério Falé já desempenhou as funções de tesoureiro, secretário e vice-presidente da Associação. Manuel do Cabo é atualmente o presidente da associação, cargo que acumula com o de presidente da Junta de Freguesia de AlgueirãoMem Martins  REDACÇÃO


8 Correio de Sintra

Concelho

23 de março de 2012

PSP sinaliza idosos em risco Breves Crime A Polícia de Segurança Pública está a recolher dados sobre idosos que vivem em situação de isolamento. No início do ano, num levantamento feito pelas equipas de proximidade juntamente com as juntas de freguesia e outras instituições foram identificados 84 situações de risco, mas as autoridades preparam um novo modelo de sinalização.

JR

SOCIEDADE.

O tribunal de Sintra condenou um jovem de 16 anos a sete anos de prisão pelo crime de violação agravada de uma menor de 14 anos, em Agualva-Cacém. O juiz deu como provado que o jovem e um amigo de 14 anos – condenado a três anos em internamento em regime fechado numa instituição – atraíram a vítima a um sótão de um prédio, onde cometeram os crimes de forma reiterada. A pena de sete anos coincide com as pretensões do Ministério Público. As violações ocorreram a 20 de janeiro de 2011. Até à pena transitar em julgado, o jovem de 16 anos fica em reclusão domiciliária, com pulseira eletrónica. O menor de 14 anos já cumpre a pena de internamento, determinada pelo Tribunal de Família e Menores de Sintra.

O

comandante da Divisão de Sintra da PSP, Hugo Palma, disse ao Correio de Sintra que esta autoridade policial está a sinalizar situações de risco junto da população idosa, vocacionada para detetar casos de abandono e de isolamento social. “Pretendemos reduzir o número de mortes em casa de idosos isolados, criando uma rede com Instituições de Solidariedade Social que permita evitar algumas mortes que têm ocorrido e que só conseguimos sinalizar depois”, disse. No levantamento feito no início do ano foram detetados 84 casos de risco, mas a polícia considera que o número de casos de idosos isolados, sem família ou qualquer rede social, será muito superior. “Este número peca por defeito pois essas situações limite têm um nível de risco já muito elevado. São situações em residências com más condições, onde a situação de risco era extrema e muitos recusavam apoio das instituições”, explicou o comandante. Assim, a PSP definiu um novo modelo de questionário, onde constam perguntas sobre o apoio familiar, sobre doenças psicológicas e sobre as condições das residências. “Definimos dois níveis de risco. As mais graves e as que serão sinalizadas. Tudo isto visa a população com mais de 65 anos, mas há aberPub

Adolescentes condenados por violação de menor

Prostituto suspeito de matar a mulher grávida

Equipas de proximidade recolhem dados sobre idosos em situação de isolamento.

tura para pessoas abaixo dessa idade, desde que apresentem risco de isolamento”, considerou Hugo Palma. Os novos casos sinalizados passam a constar das rondas das equipas de proximidade da Polícia de Segurança Pública das onze esquadras do município de Sintra e a ser alvo de contactos regulares. A PSP solicita ainda contactos telefónicos de familiares e, em caso de urgência, pode até contactar as famílias. Desta forma, a PSP pretende evitar casos como o da idosa que esteve morta nove anos no seu apartamento na Rinchoa, Rio de Mouro,

sem que as autoridades entrassem na residência. O caso apenas foi detetado depois de o apartamento ter sido vendido em hasta pública. O casal que adquiriu o imóvel descobriu o cadáver da idosa na cozinha. Durante anos uma vizinha alertou para o desaparecimento da idosa, mas as autoridades nunca abriram a porta do apartamento porque não se detetavam maus cheiros. Os formulários estão a ser distribuídos nas esquadras, nos centros de dia e nas juntas de freguesia, mas também através das equipas de proximidade da polícia que todos os dias circulam nas ruas das freguesias.  Joaquim Reis

O Tribunal de Sintra ordenou a prisão preventiva para o prostituto brasileiro acusado de matar a mulher de 20 anos, grávida de quatro meses. O crime ocorreu em Queluz e o suspeito foi detido em Sesimbra, para onde se terá deslocado com o intuito de se suicidar. O homem era já procurado pela Interpol, suspeito de ter morto uma tia e de vários assaltos violentos no Brasil. O detido recebia os clientes, homens e mulheres, na residência que partilhava com a vítima. Fonte da PSP disse ao Correio de Sintra que o homem terá asfixiado a mulher até à morte.

Tribunal recusa nova investigação ao cantor O tribunal de Sintra não autorizou a reabertura do processo a uma nova investigação à morte da primeira mulher do cantor Paco Bandeira, alegando a prescrição de um eventual crime. Segundo o tribunal, em caso de ter havido crime este prescreveu em março de 2011. A morte ocorreu em Março de 1996.


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23 de marรงo de 2012

Correio de Sintra 9


10 Correio de Sintra

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Desporto Autódromo abre portas às famílias AUTOMOBILISMO. Aficionado por motos clássicas e apreciador de alta velocidade em circuitos fechados, João Moreira deslocou-se ao autódromo do Estoril com a sua família para um dia diferente. Tal como ele, foram cerca de cinco mil pessoas que participaram ao Estoril Experience Day.

D

epois de acelerar ao longo das 13 curvas do circuito do Estoril, com a sua própria moto de competição, numa sessão de 30 minutos, João Moreira passeou pelo paddock do autódromo para “ver e admirar alguns clássicos” em exposição. “É uma experiência única para quem admira este tipo de desporto. Acelerar numa das pistas mais emblemáticas da Europa é uma sensação incomparável, com muita adrenalina”, disse, ao Correio de Sintra, João Moreira, participante. Para a sua esposa, Catarina Moreira, o fascínio pelas motos e carros clássicos foi a razão pela qual aceitou deslocar-se ao autódromo. “Sabia que havia uma exposição de veículos do século passado e de outros mais atuais virados para a competição. Tinha muita curiosidade em visitar o paddock e foi muito interessante poder contactar com viaturas que já não vemos no nosso dia-adia. Esta exposição relembrou a minha infância”, sublinhou. Organizado pelo museu do Caramulo, em parceria com a Super Seven by Kia, o Motor Clube do Estoril e o Gentleman Driver’s Changing Gears, o Experience Day recebeu entre quatro a cinco mil visitantes, totalizando 180 inscrições no pack day e 200 no desfile. “Foi muito interessante ver famílias a participar e aderir à iniciativa. No desfile, qualquer pessoa com carro ou moto pôde fazer duas voltas ao autódromo a uma velocidade de 60 quilómetros por hora, o que permitiu a muitos avós, por exemplo, levarem a companhia dos netos”, explicou, ao Correio de Sintra, um dos membros da organização, Pub

Participantes conduziram desportivos de alta cilindrada.

António Lima. O evento, o primeiro de três ou quatro edições ao longo do ano, reuniu os aficionados dos motores numa das pistas mais exigentes do panorama automóvel internacional, onde as máquinas clássicas, de duas e quatro rodas, foram o centro das atenções. “Já temos algumas ideias para a próxima edição prevista para maio ou junho, nomeadamente, queremos organizar uma exposição de vespas de coleção e de cinquentas clássicas. No fundo, queremos fazer deste evento uma feira de automobilia”, disse António Lima. Também a pensar nos mais pequenos, a iniciativa, realizada a 18 de Março, dedicou um espaço reservado exclusivamente para crianças. Insufláveis, simuladores, carros apropriados e pinturas faciais foram algumas das surpresas que esperavam pelos mais jovens. “Criámos um conjunto de condições e atividades no paddock que permitissem mostrar o autódromo por dentro às pessoas que só o vêm do lado da bancada”, frisou António Lima. Com um orçamento de 20 mil euros, a iniciativa proporcionou aos apaixonados por velocidade a utilização deste tipo de veículos no local apro-

priado e em segurança, na companhia das suas famílias. “Abrimos o autódromo para demonstrar que o desporto motorizado, seja na sua vertente automóvel, seja nas motos, não tem de ser uma disciplina de elites e para elites. Mesmo aquelas pessoas mais empedernidas contra a velocidade, tiveram a possibilidade de admirar a beleza dos clássicos ou levar as crianças a divertir-se nos insufláveis. Através deste projeto, queremos dizer que a condução no limite deve ser feita em pista e não na rua. Aqui, todos os riscos são calculados. Daí só admitirmos uma iniciativa desta natureza, uma vez salvaguardadas as condições de segurança, com assistência médica”, disse o presidente do conselho de administração do Circuito do Estoril, Domingos Piedade. O projeto teve um lucro pouco superior aos 20 mil euros, o que permitiu, segundo António Lima, “pagar as despesas subjacentes ao evento”. “Os lucros não foram significativos. A maior parte das entradas reverteram para o pagamento da organização. No entanto, o que realmente interessa é o convívio existente entre os amantes de automobilismo”, explicou o membro da organização.  AOP

Serra de Sintra recebe Maratona de BTT 2012 O Parque Natural de Sintra-Cascais vai acolher uma das provas em BTT mais difíceis do distrito de Lisboa, a Maratona Sintra BTT 2012. Segundo a autarquia, são esperados cerca de mil participantes de várias nacionalidades. A iniciativa, que se realiza a 1 de abril, é composta por duas provas distintas, com respetivos graus de dificuldade: a maratona de 75 quilómetros, destinada aos profissionais da modalidade, que representa 2100 metros de subida acumulada e uma dificuldade médiaalta, e a meia maratona de 35 quilómetros, com 1100 metros de subida acumulada e uma dificuldade média. Para o efeito, vão ser criados quatro blocos de 250 participantes que partirão com cinco minutos de intervalo cada, sendo que a primeira prova está prevista para às 8:30 na Rua Tude de Sousa, local habituado da feira de São Pedro de Sintra. Para a autarquia sintrense, o percurso figurase como “um verdadeiro teste à resistência física” para os participantes oriundos de vários países. O trajeto tem como locais de passagem a Tapada das Roças, Tapada de Monserrate, Tapada do Saldanha, a mata envolvente ao Convento dos Capuchos, a Aldeia do Penedo, o Alto do Monge, a Pedra Amarela, as Pedras Irmãs, o Vale da Mula e a Quinta do Pisão, e oferece longas descidas e subidas, secções técnicas, rápidos ‘single-tracks’ por entre florestas e estradas de terra. A iniciativa é organizada pela câmara de Sintra, em parceria com a HMS Sports, de acordo com os regulamentos da Federação Portuguesa de Ciclismo.

Basquetebol: Queluz apurado para nacionais O Clube Atlético de Queluz apurou-se para a 2.ª fase do Torneio Nacional sub-14 masculinos zona sul de Basquetebol. Com um total de 941 pontos marcados e 339 sofridos, a equipa somou 10 vitórias em 10 jornadas realizadas frente ao Portimonense, ao Algés, ao Clube Desportivo Torres Novas, ao Galitos e ao Scalipus. Na 2.ª fase do campeonato, o clube vai defrontar o Galitos, o Barreirense, o Benfica e o OSJ Salesianos.


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Monte Abraão acolhe uma das provas mais antigas do concelho Funcionária pública de profissão, Ângela Vieira converteuse numa atleta amadora para a 31.ª edição do Grande Prémio da Juventude Operária de Monte Abraão (JOMA). Incentivada por um grupo de amigas, participou pela primeira vez naquela que é uma das provas de atletismo mais antigas do concelho.

ATLETISMO.

E

quipada a rigor, Ângela Vieira foi uma das cerca de 600 pessoas que marcou presença no evento desportivo realizado, anualmente, nas ruas de Monte Abraão. Com partida prevista junto à sede da JOMA, a atleta amadora prepara-se para atravessar as principais artérias da freguesia, tais como a Rua Professor Dr. Virgílio Machado, a rotunda Padre Francisco Santos, a Avenida Dr. Miguel Bombarda e a Avenida General Humberto Delgado. “Aceitei o desafio lançado pelas minhas amigas, não só porque nunca participei nesta prova, mas também porque quem fica a ganhar é o atletismo do concelho”, disse Ângela Vieira ao Correio de Sintra. A participante adiantou ainda que “o gosto pelo desporto ultrapassa o pensamento competitivo da prova”. “Não participei para obter uma boa classificação,

até porque conheço os meus limites desportivos. Vim para me divertir”, sublinhou. Apesar da realização simultânea de duas outras provas de atletismo em São Domingos de Rana e em Tercena, segundo o presidente da JOMA, João Pedro Cardoso, a prova contou com um número “significativo” de participantes. “Estiveram inscritas cerca de 600 pessoas. São muitos os atletas profissionais ou amadores que marcam, anualmente, presença no Grande Prémio. Isto faz desta prova uma das mais míticas do concelho”, disse o dirigente. A nível classificativo, Andreia Santos, da JOMA, repetiu a vitória alcançada na edição anterior, arrecadando a medalha de ouro, seguida de Raquel Lopes (URCA) e de Susana Vilela (JOMA). No escalão masculino, Nuno Carraça (URCA) alcançou o primeiro lugar, à frente de Abdoulaye Barry (2.º) e Celso Pinto (3.º). Na classificação por equipas, a mais pontuada foi a AAA Pego Longo (463 pontos), seguida da Casa do Benfica em Algueirão-Mem Martins (385), e da JOMA com 241. Esta edição contou ainda com uma novidade fora do percurso desportivo. Ao mesmo tempo que decorriam as provas, junto à sede da JOMA era possível contactar com vários jogos tra-

Cerca de 600 pessoas participaram na prova organizada pela JOMA.

dicionais, nomeadamente o jogo da malha, do pião e do burro. “Dentro do orçamento que temos para realizar a iniciativa, mil euros, a prova correu muito bem, tanto a nível organizativo como participativo. Apesar do orçamento não ter permitido atribuir prémios monetários, tal como ocorreu na edição passada, este ano tentámos inovar, oferecendo uma viagem à Madeira aos vencedores das provas masculinas e femi-

ninas, que foram oferecidas por uma agência de viagem, e colocando jogos tradicionais junto à sede”, explicou João Pedro Cardoso. O dirigente garantiu ainda que, para o próximo ano, haverá uma 32.ª edição da prova, apesar “das dificuldades financeiras do clube”.“É uma das provas mais antigas do concelho, com muita tradição, portanto temos a obrigação de garantir a continuidade da prova”, disse.  Alexandre Oliveira Pereira PUB


12 Correio de Sintra

23 de março de 2012

DR

Agualva - Cacém Agente da PSP suspeito de proteger traficante Um agente da Esquadra de Investigação Criminal de Sintra está a ser julgado, indiciado de favorecimento pessoal, denegação de Justiça e prevaricação na alegada relação de amizade com um homem suspeito de ser traficante. O agente é bastante conhecido na cidade, onde durante anos fez inúmeras detenções.

JUSTIÇA.

D

e acordo com a acusação do Ministério Público, em 2010 o polícia terá ordenado a suspensão de escutas telefónicas ao “amigo” que se encontrava a ser investigado por tráfico de droga e que agora consta do processo como testemunha. Mais tarde, após licença de paternidade, o polícia foi transferido para a Equipa de Cumprimento de Mandados da Esquadra de Investigação Criminal e existem suspeitas de que terá avisado o amigo de que as autoridades policiais iam fazer buscas à sua casa e que sobre ele pendia um mandado de detenção. Segundo a acusação, o agente informava o amigo através de mensagens de telemóvel. Numa

Agente trabalhava há vários anos na esquadra de Agualva-Cacém.

altura em que o Tribunal de Oeiras aplicou oitenta dias de prisão ao suposto amigo do agente, o polícia terá enviado a seguinte mensagem: “Os gajos da minha secção sabem do mandado. Se te apanham estás

tramado”. Durante o julgamento, onde agente se recusou a prestar declarações ao tribunal de Sintra, o suposto amigo reconheceu ter recebido mensagem do polícia, mas adiantou não ter percebido o que

Iniciativa ‘Limpar Portugal’ em Agualva AMBIENTE. A Junta de Freguesia de Agualva no âmbito da Agenda 21 Local de Agualva, vai aderir à iniciativa “Vamos Limpar Portugal”, através da realização de uma limpeza da Ribeira das Jardas, no Parque Linear, a 24 de março.

A

Junta tem objetivos sensibilizar os cidadãos para as problemáticas do lixo e do desperdício e para a importância da sustentabilidade ambiental e a qualidade de vida da população, sendo Pub

uma delas a limpeza e manutenção dos espaços verdes e urbanos. Esta ação vai contar com presença de vários alunos de escolas da freguesia e está aberto a toda a população. Limpar pinhais e matas é também a proposta da câmara de Sintra, parceira no projeto “Limpar Portugal”. Esta ação tem como objetivo erradicar as lixeiras ilegais das florestas dos países aderentes e pretende proporcionar um momento de reflexão sobre a problemática do lixo, do desperdício, do ciclo dos materiais e do

crescimento sustentável, através da limpeza de espaços verdes, como pinhais e matas. A Câmara Municipal de Sintra apoia este projeto proporcionando apoio logístico e divulgação. Em Portugal o projecto está a ser enquadrado pela AMO Portugal Associação Mãos à Obra Portugal que nasceu da organização do Projeto Limpar Portugal 2010. Para se registar como “Voluntário”, deve entrar em contacto com a organização da atividade através do site www.amoportugal.org.  REDAÇÃO

ele queria dizer. O agente está sujeito a termo de identidade e residência mas continua a trabalhar na esquadra de Agualva-Cacém. Durante o julgamento, o antigo comandante da Esquadra de Investigação Criminal, subcomissário Bruno Alves, disse que, na altura em que comandava a esquadra, depositava total confiança no agente. “Tinha toda a confiança neste agente, mas a dada altura começaram a surgir conflitos com os colegas devido ao seu individualismo, que não partilhava a informação”, disse durante uma audiência em tribunal. Fonte da PSP disse ao Correio de Sintra que o agente em causa se encontra há vários anos na esquadra de Agualva-Cacém e que é conhecido pelo bom desempenho das suas funções. É inclusivamente temido pelo mundo do crime, como se demonstra em algumas grafitis nas paredes de alguns bairros onde consta o seu nome ao lado de inscrições pejorativas. A leitura da sentença está agendada para 28 de março.  REDAÇÃO


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Queluz - Belas

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Opinião

CDU critica construção de prédios no bairro dos Desalojados JR

SOCIEDADE. A CDU de Sintra criticou o projeto para a construção de seis prédios no antigo Bairro dos Desalojados, em Monte Abraão, defendendo a instalação de um equipamento público no local.

S

egundo os comunistas,” invocando a resolução de um problema ligado a um loteamento de 1990, a Câmara Municipal de Sintra pretende que se avance com uma urbanização no local. O estudo prévio altera de 3 lotes para 6 lotes”. Os edifícios tinham 11, 10 e 8 pisos e agora passam a ter 5 pisos. “No entanto, à partida não se identificaram neste estudo prévio qualquer alteração substancial, em relação a áreas brutas de construção relativamente aos fogos autorizados. A área de implantação dos lotes eram em 1990 de sensivelmente 250m2 e neste estudo mantêm-se”, disse Pedro Ventura. Em declarações ao Correio de Sintra, o adjunto do vereador da CDU na autarquia de Sintra, disse que “no Plano Diretor Municipal, este terreno previa a construção de apenas três edifícios mas agora vão ser construídos seis porque, julgamos nós, a câmara de Sintra cedeu três parcelas de terreno aos

Defendem a instalação de um equipamento social no local.

construtores”. Segundo Pedro Ventura, “há excesso de habitação disponível no concelho de Sintra e não faz sentido aumentar os problemas desta área onde não há equipamentos sociais” necessários e em quantidade para servir o número de população que

reside nesta freguesia da cidade de Queluz. Pedro Ventura considerou que a autarquia deveria ceder um terreno público noutro local do concelho. O antigo Bairro dos Desalojados é um terreno com cerca de um hectare e meio onde, em 1967, foram

construídas dezenas de barracas para receber os desalojados das cheias que ocorreram nesse ano em Queluz. O bairro foi desmantelado em 1987. De acordo com um dos moradores do local, que pertenceu à Comissão de Moradores de Monte Abraão após o 25 de Abril, Carmo de Sousa, na altura em que o bairro foi desmantelado ficou a “promessa” de ser criado ali um equipamento social para fazer face às necessidades de uma população de vinte mil moradores da freguesia que tem 1,89 quilómetros quadrados. Os elementos da CDU adiantaram à agência Lusa que vão avançar com uma recolha de assinaturas para, por um lado, impedir a construção dos prédios neste terreno e, por outro, pedir a instalação de um centro comunitário com centro de dia, lar de idosos, creche e uma esquadra da PSP. Segundo a presidente da Junta de Freguesia, Fátima Campos, o terreno onde se encontrava o Bairro dos Desalojados, pertence aos herdeiros do engenheiro Almeida Garret, um benemérito da freguesia. A autarca criticou a posição da CDU, por considerar que o “projeto já não está em discussão pública”.  Joaquim Reis

Caminhada da solidariedade em Monte Abraão

SOCIEDADE. A Junta de Freguesia de Monte Abraão realizou, a 11 de Março, pelo terceiro ano consecutivo, a ”Caminhada Solidária da Mulher”. A iniciativa, inserida no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, contou com a presença de cerca de 400 pessoas.

O

percurso teve início às 10:30, na sede da Junta de Freguesia de Monte Abraão e terminou na JOMA – Juventude Operária de Monte Abraão. Para participar na caminhada, os participantes doaram géneros alimentares não perecíveis, recebendo em troca uma t-shirt alusiva ao evento.

Segundo a junta, o resultado ultrapassou largamente as expetativas e foi possível rechear com muitos alimentos as prateleiras da Mercearia Solidária da autarquia, que serão distribuídos em situações de emergência social à população mais fragilizada residente na freguesia. No final da caminhada foi ainda

oferecido um postal a todas as mulheres participantes, com um poema da autoria da presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, que também participou na caminhada. Na iniciativa estiveram ainda o vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, e a vereadora Paula Simões.  REDAÇÃO Pub


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14 Correio de Sintra

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11 de Fevereiro de 2011

Correio de Sintra 1

Quinzenário │11 de Fevereiro de 2011 │ n.º 19 │ GRATUITO

Correio de Sintra www.correiodesintra.net

Director: Joaquim José Reis

Novo pólo educativo contestado COLARES. Pais e alunos alegam que a localização do novo edifício na escola da Sarrazola não apresenta condições de segurança. Concelho, 6

Factura da água aumentou SOCIEDADE. Os SMAS de Sintra aboliram a tarifa anual de conservação de esgotos e cobram esta receita na taxa xa mensal. Concelho, 7

Obras na Avenida dos Bons Amigos AGUALVA. Comerciantes e moradores continuam descontentes com requalicação. A autarquia mostrou abertura a sugestões. Agualva-Cacém, 16

Idosa morta em casa há nove anos choca população PSP arrombou a porta da habitação, na Rinchoa, no âmbito de uma penhora das nanças. Uma das vizinhas tentou desde 2002 que as autoridades policiais entrassem no apartamento. Familiares referem que durante os nove anos nunca obtiveram autorização do Ministério Público para o arrombamento da porta. Concelho, 6

GP Fim da Europa ATLETISMO. José Maduro foi o primeiro atleta a percorrer os dezassete quilómetros entre Sintra e Cabo da Roca. Desporto, 20

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23 de março de 2012

Tribuna

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Instalação de companhias ‘low cost’ em Sintra A Assembleia de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, reunida em 22 de Dezembro de 2011, sob proposta do Bloco de Esquerda, aprovou por unanimidade uma recomendação ao Executivo da Junta de Freguesia, para que acompanhe o processo relativo à possibilidade da instalação da base de uma ou mais companhias aéreas de baixo custo (low cost) em Sintra e para que crie condições para a população da freguesia ser ouvida antes de serem tomadas decisões definitivas sobre uma matéria com evidentes repercussões ao nível ambiental, de ruído e segurança. Em artigo de opinião publicado no Correio de Sintra, veio o Sr. presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-MemMartins dizer que “só por distracção, ignorância ou miopia política podia ter sido votada da forma como o foi e por quem foi”, pois considera ainda “que as pessoas devem ter o senso e a coragem suficientes para analisar profundamente uma recomendação que pode pôr em causa investimentos na ordem de muitos milhões de euros e a não criação de centenas de postos de trabalho”. O Bloco de Esquerda de Algueirão

Carlos Galrão

M e m Martins considera que o Sr. Presidente da Junta tem todo o direito às suas opiniões e de preferência deve até fundamentálas. O Sr. Presidente da Junta não tem é o direito de insultar e de passar atestados de incompetência a todos os representantes da Assembleia de Freguesia, que debateram o assunto, expondo posições várias e que democraticamente tomaram uma decisão, no exercício das suas competências, com a qual não concorda mas tem de respeitar. A sua tomada de posição é, aliás, precipitada, pois conforme veio

a público no Expresso/Economia do passado dia 11 de Fevereiro, “Fernando Seara (…), que também encomendou um estudo sobre a eventualidade de abertura da base de Sintra ao tráfego civil e chegou a dizer que a localização de que é autarca era a preferida da EASYJET, opta agora pelo silêncio e não presta declarações”. O que o Sr. Presidente da Junta não pode nem deve esconder é que a mudança de uso da Base Aérea traria uma alteração profunda para as freguesias do concelho e, como todas as alterações profundas, isso não deve nunca ser combinado e decidido nas costas das populações. Porque

a mudança de uso da Base Aérea traria uma alteração profunda para as freguesias do concelho... levado ao extremo não valeria a pena haver consultas democráticas para nada, nem para eleger ninguém.

O Sr. presidente da Junta não tem dados que possam suportar as afirmações que fez, pois não se conhecem os resultados dos vários estudos sobre o assunto. Mas tal é irrelevante, pois diz-nos a seguir que também na sua qualidade de “responsável pela Associação Empresarial do Concelho de Sintra” deve “apoiar a decisão que o Governo vier a tomar em instalar em Sintra um aeroporto”. Nas duas qualidades em que fala, o Bloco de Esquerda interpela-o apenas na de Presidente da Junta, embora se dispensasse a invocação da segunda a propósito de uma questão em que a democracia e o seu exercício não é um mero formalismo. As populações devem ser ouvidas para decidirem. É assim nas sociedades democráticas. Sr. Presidente da Junta, permitanos uma última pergunta: se está tão convicto de que “os cidadãos vão ficar mais satisfeitos, porque entretanto foram criadas centenas de postos de trabalho”, o que o faz temer a consulta popular? Fernando Figueira e Carlos Galrão Representantes do Bloco de Esquerda na Assembleia de Freguesia Algueirão-Mem Martins Pub


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