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40ª Edição - Revista O Campo

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Edição 40 • Outubro I Novembro I Dezembro • 2021

BOAS FESTAS

AGRICULTORES SÃO FUNDAMENTAIS PARA AS CEIAS DE NATAL A campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do Câncer de Mama

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho é um evento necessário e obrigatório nas empresas, sendo amparada pela legislação trabalhista Brasileira


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Olhar Cooperativo

Sumário

ENTÃO É NATAL, E O QUE VOCÊ FEZ? DO VELHO AO NOVO_ A chegada do final do ano, é aonde todos começam a se preparar para a data mais aguardada, o “Natal”. O espírito natalino surge aos poucos nas casas, dando espaço para as decorações, que já se iniciam a partir de novembro. As pessoas ficam empolgadas e começa uma corrida em busca dos enfeites, presentes, e todos os itens para a ceia de Natal. O comércio fica uma loucura e os supermercados se mantém sempre cheios. Tudo isso para celebrar essa data tão especial e contagiante. Mas afinal, o que é realmente o Natal? O Natal é tudo isso e muito mais. Para quem gosta de presentear, há a satisfação de proporcionar alegria por meio desse gesto. Para quem gosta de confraternizações, é a época mais desejada para se comemorar coletivamente todos os ganhos do ano. Cada um vivencia o Natal de muitas formas e o interpreta de diferentes modos, com muitas emoções e simbolismo. Natal é tempo de paz, de luz, de amor e de esperança, é muito mais que presentes, é a reflexão de um momento em família, que marca nossas vidas. Essa data tão importante acontece uma semana antes do final do ano. No intervalo entre o Natal e o Ano Novo, as pessoas freiam a vida acelerada que levam, pensam em tudo que aconteceu, em todas as conquistas, em todos os aprendizados, fazem uma retrospectiva de tudo que passou. Essa data é mágica e cada momento é único. Depois desse período que vivemos, a isolação social, o Natal é uma data muito aguardada, pois ela nos permite hoje, aproximar-se de quem está longe, com segurança. O Natal é tempo de amor, de perdoar aqueles com que erramos e com quem erraram com a gente. Nesta Revista O Campo, edição 40, resolvemos desacelerar o ritmo, refletir as nossas conquistas, traçar novas metas e viver a magia do Natal. Desejamos a todos os nossos leitores um Feliz Natal e Boas festas.

Aproveite.

O ano chega ao fim colaboradores e cooperados! Um ano repleto de adversidades e incertezas, a pandemia trouxe muitos desafios para o agronegócio, pois a taxa do ICMS teve um grande aumento e com isso, o preço de tudo que consumimos teve modificações que nós sentimos no bolso. Porém, em meio a todo esse caos que juntos passamos, sempre vem a calmaria e com os índices da Covid-19 diminuindo cada vez mais, é hora de pensar em momentos felizes que compartilhamos e ainda serão compartilhados. Finda-se 2021. E em meio a todos os obstáculos que vivemos, vieram também muitas conquistas na qual contabilizam o nosso sucesso, é hora de pensar no crescimento pessoal e profissional que tivemos, nos momentos felizes que compartilhamos, nos obstáculos que superamos. É hora de celebrar a vida e brindar ao futuro. Apostem tudo no presente, pois é preciso ser feliz todos os dias. Vivam cada dia de modo especial, vislumbrando sempre uma vida cada dia mais completa e cheia de paz. Desejo aos nossos parceiros de jornada, colaboradores e aos nossos cooperados, que tenham um Natal especial e que o Ano Novo que se inicia seja vivido intensamente todos os dias! Boas Festas!

Boa leitura!

Rodrigo de Souza Analista de Comunicação

Expediente EDIÇÃO, REPORTAGENS E FOTOS Rodrigo de Souza ARTE, DIAGRAMAÇÃO E FINALIZAÇÃO Luiz Henrique C. Stortte NovaMCP Comunicação REVISÃO Isabelli Martins Bibiana Oliveira da Silva

ANÚNCIOS Departamento de Comunicação Coopermota 18 3341 9436 / 18 9 9163 0985 REPRESENTANTE COMERCIAL Agromídia - São Paulo Guerreiro Agromarketing - Maringá REVISTA O CAMPO Av. da Saudade, 85 Cândido Mota - SP ocampo@coopermota.com.br

Edson Valmir Fadel Presidente da Coopermota

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Outubro Rosa, o diagnóstico precoce do câncer de mama

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SIPAT - Segurança no Trabalho: Você está promovida.

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Novembro Azul

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Lojas Coopermota estreia campanha de TV com Bottini

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De cara nova: Unidade de negócios de Cândido Mota é reinaugurada

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Evento: Natal da Gente

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O espírito natalino esteve presente em Cândido Mota

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Do campo para as Ceias Natalinas

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Receitas Candú

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Quando a chuva chega ao sertão

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Estimativa da produção de milho na segunda safra deve ser a menor nos últimos dez anos

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Eu vivi a transformação do campo

IMPRESSÃO Magraf

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Cuide-se Faca o auto exame da mama

Ponha-se em pé na frente de um espelho com as mãos na cintura. Observe seus seios. Observe sua cor, tamanho, textura e forma.

Este teste pode ser repetido em pé, enquanto você tomar um banho, porque a pele molhada é mais fácil de examinar.

Faça os movimentos de cima para baixo e de baixo para cima em ziguezague, de modo a cobrir todo o comprimento da mama.

Deite-se de barriga para cima e, com a ponta dos dedos aperte suavemente a mama. Faça pequenos movimentos circulares. Alternar a pressão que faz com que os dedos sobre o peito. Use sua mão esquerda para examinar a mama direita e a mão direita para examinar a mama esquerda.

Levante os braços e observe os seios frontal e lateralmente. Se eles são volumosos, elevá-los de modo que a região escondida pela pele possa ser observada.

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Para a Coopermota, fazer campanha do Outubro Rosa é muito relevante e importante. Mas para além desse mês, sempre que puder, converse com as mulheres ao seu redor sobre os cuidados que são necessários. Fale sobre a saúde feminina com suas amigas, irmãs, mães, tias e colegas de trabalho. Cuidado e carinho nunca são demais. Se cuide e cuide de quem você ama.

Outubro Rosa

Prevenção ao câncer de mama para além do Outubro Rosa Cuide de Você Previna-se

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odos os anos no mês de outubro a Coopermota realiza campanhas informativas a respeito do Câncer de Mama, muitos ressaltam que todo mundo já sabe de cor e salteado sobre a prevenção, mas quantas vezes você, mulher, colaboradora e cooperada, fez o autoexame? Marcou sua visita de rotina ao ginecologista? Conseguiu no meio da sua rotina incluir os exames que o médico solicitou? Levou de volta para saber o resultado? Não é difícil encontrar relatos de pessoas que superaram o câncer porque o diagnóstico chegou a tempo. Outras, superaram, mas perderam a mama e aí a luta da autoestima é uma nova batalha a vencer. Pela sua vida, não vale uma vez por mês fazer antes ou depois do banho o autoexame? Ele não é decisivo, mas ajuda a identificar alterações na mama mais rapidamente. Conhecer seu corpo é muito importante e ir ao ginecologista acompanhar anualmente sua saúde é primordial. Ter um tempo para si mesma deve ser constante. A chance de cura quando se descobre no comecinho é de 95%.

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importância para a prevenção, entre outros fatores que também podem contribuir como: evitar o estresse e cuidar da saúde emocional e a amamentação. No decorrer da apresentação, a Francisley esclareceu diversas dúvidas dos colaboradores referentes ao tema. No quarto dia da SIPAT (quinta feira – 21), Francisley Costa Hermanowoski, retornou, com a palestra “Tabagismo, Alcoolismo e Dependência Química”. Na apresentação a enfermeira, explicou que o tabagismo, por exemplo, é responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão e por outros tipos de tumores como o de boca, o de pâncreas, o de bexiga, o de colo de útero, entre outros. “Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a morte decorrente por tabagismo é evitável, portanto, combatê-lo é fundamental” salienta.

O último dia da SIPAT ficou por conta, de Carmem de Oliveira, Técnico de Segurança do Trabalho, que abortou a temática “Segurança nas Organizações”, ressaltando diversas questões que podem interferir na segurança e causar acidentes no trabalho. “Depois de cinco dias de atividades, a SITAP 2021, foi encerrada com aquele sentimento de missão cumprida, muitas palestras aconteceram, todas com o intuito de capacitar os nossos colaboradores. Provavelmente alguns erros foram identificados e muitos acertos também, mas o que ficará hoje é a certeza que a semente foi plantada e deve ser regada devidamente, para que no futuro possamos colher os frutos desse trabalho, salienta Raquel Andrade, gestora de pessoas da Coopermota.

SIPAT

Segurança no trabalho: Você está Promovida P

romover o hábito da segurança do trabalho e a qualidade de vida em todos os colaboradores, este foi o grande objetivo da SIPAT 2021 (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho). No formato online, iniciativa pioneira, realizada pela CIPA, através da Coopermota, o encontro reuniu um numeroso público e alcançou suas metas. Na abertura, o Superintendente Técnico/ Comercial, Sandro José Amadeu, agradeceu a presença e reforçou a importância da participação de todos os colaboradores. “Estamos em mais uma Semana Interna de Prevenção de Acidentes e este é um momento muito importante de reflexão, é hora de captarmos informações importantes para o nosso dia a dia. A Cooperativa se preocupa muito com os colaboradores, por isso realizar a SIPAT para nós é muito mais do que uma obrigação, é um evento que fazemos questão de realizar todo ano, pois queremos reforçar nos nossos colaboradores a importância da prevenção. ” Contrariando o formato dos grandes eventos, o melhor não foi deixado para o final, e no dia 18 de outubro, após a cerimonial de abertura, tivemos a palestra “Administração de Conflito”, com Coite Minoru Ueda,

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que abordou temas relacionados com a interação no ambiente de trabalho. Patrícia Ceolin, Fisioterapeuta do Trabalho/Ergonomista foi a responsável pelo segundo dia de palestra no evento (terça-feira - 19), com o tema “Pequenas Melhorias, Grandes Resultados”, mantendo focado na atuação do colaborador e no quanto à postura correta é importante para a saúde física, mental e rendimento em todas as áreas da vida. Ao longo da palestra, a fisioterapeuta também propôs alguns exercícios e ensinou algumas técnicas para colocar os ensinamentos em prática. Na palestra, “Prevenção ao Câncer de Mama e doenças que acometem as mulheres” a enfermeira Francisley Costa Hermanowoski (quarta-feira - 20), explicou o que é o câncer de mama, apresentando dados estatísticos e as características que devem receber atenção especial durante o autoexame: “todos podem ter câncer de mama, inclusive os homens. E em ambos os casos, quanto mais cedo for diagnosticado maiores as chances de cura, que podem ser de mais de 90%”. Entre as formas de prevenção, explicou que a prática de atividades físicas associada a uma alimentação saudável e a ida regular ao médico são de extrema

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l u Az Novembro

A força do homem está na coragem de se cuidar


D Novembro Azul

No combate ao câncer de próstata

urante o mês de novembro, a Coopermota, realiza a Campanha Novembro Azul. Este é o mês da Saúde do homem, com ênfase para detecção precoce do Câncer de Próstata. A campanha deste ano, com o tema “Um toque para a vida”, salienta que além da detecção precoce, também são importantes a prevenção e os cuidados de saúde que todos devem ter rotineiramente. Com este enfoque, a Coopermota, incentivará os colaboradores e cooperados do gênero masculino a se cuidar e frequentar as unidades de saúde sempre que necessário, se prevenindo também contra outras doenças como a hipertensão arterial, o diabetes e a obesidade. “As famílias são parte essencial neste processo e devem ser orientadas a apoiar e incentivar estes homens a se cuidarem e a criarem o hábito da prevenção”, ressalta Raquel Andrade, Gestora de Pessoas da Coopermota. Entre as ações previstas para o mês, foi transmitido pela TV Interna da cooperativa uma entrevista com o médico Eduardo Henrique, Urologista da Unimed, que destaca os cuidados na prevenção ao Câncer de Próstata. O que é câncer de próstata? Câncer de próstata é o tumor que afeta a próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. O câncer de próstata é o mais frequente entre

os homens, depois do câncer de pele. Embora seja uma doença comum, por medo ou por desconhecimento muitos homens preferem não conversar sobre esse assunto. As estimativas apontam 68.220 novos casos em 2021. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens, além de ser a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil, com mais de 14 mil óbitos. Na presença de sinais e sintomas, recomenda-se a realização de exames. A doença é confirmada após fazer a biópsia, que é indicada ao encontrar alguma alteração no exame de sangue (PSA) ou no toque retal, que somente são prescritos a partir da suspeita de um caso por um médico especialista. As células são as menores partes do corpo humano. Durante toda a vida, as células se multiplicam, substituindo as mais antigas por novas. Mas, em alguns casos, pode acontecer um crescimento descontrolado de células, formando tumores que podem ser benignos ou malignos (câncer). O câncer de próstata, na maioria dos casos, cresce de forma lenta e não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem. Em outros casos, pode crescer rapidamente, se espalhar para outros órgãos e causar a morte. Esse efeito é conhecido como metástase.

Sinais e Sintomas do Câncer de Próstata: • Micção frequente; • Fluxo urinário fraco ou interrompido; • Vontade de urinar frequentemente à noite (Nictúria); • Sangue na urina ou no sêmen; • Disfunção erétil; • Dor no quadril, costas, coxas, ombros ou outros ossos se a doença se disseminou; • Fraqueza ou dormência nas pernas ou pés. Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sinais-e-sintomas-do-cancer-de-prostata/1188/289/

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ferramentas e eletroportáteis, a Coopermota vem cada vez mais conquistando espaço entre os agricultores. “Essa campanha concretiza um novo momento da cooperativa. Queremos reforçar a qualidade em tudo o que fazemos para que o nosso consumidor possa se identificar cada vez mais com a marca. E, para isso acontecer, é muito bom contar com alguém tão renomado e carismático como o Bottini”, comenta Rodrigo de Souza, analista de Marketing da Coopermota. “Ele fez questão de conhecer de perto algumas de nossas lojas e os nossos processos, da fábrica até a venda, e pôde atestar a nossa preocupação em garantir a qualidade em tudo que fazemos”, completa. Para Bottini, a parceria com a Coopermota reflete o potencial de vendas das unidades no setor do agro varejo. “Comprar, Comprar, Comprar! Isso

se torna fácil quando podemos contar com a qualidade dos produtos das lojas Coopermota”, destaca Bottini. Os filmes publicitários foram criados pela agência Nova MCP, junto com o material gráfico que irá compor a comunicação das lojas “A Coopermota tem status de ‘sinônimo de qualidade’, percebido e reconhecido pelos seus cooperados e clientes. Então, buscamos na comunicação ressaltar os atributos que a fazem atingir este patamar” comenta a agência Nova MCP. O primeiro filme da campanha está disponível no Instagram da Coopermota, enquanto os demais serão lançados no decorrer da campanha, todos com veiculação em TV aberta, além de spots de rádio. A campanha fica no ar até o início de 2022.

Lojas Coopermota estreia campanha de TV com Bottini A

s lojas Coopermota, referência no setor agro, com mais de 10 mil itens a venda, apresentam campanha inédita estrelada por Ciro Bottini. Com o conceito “Aqui você encontra de tudo”, o apresentador, conhecido pelos programas do canal Shoptime, será o protagonista de uma série de filmes publicitários que ressaltam a gama de produtos das lojas Coopermota. O filme começou a ser veiculado no início do mês de novembro, em horário nobre. Disponibilizando tudo o que o produtor precisa para desenvolver suas atividades, tanto na agricultura como na pecuária, desde vestuários, rações e concentrados, medicamentos veterinários, sais minerais, sementes, fertilizantes, herbicidas, fungicidas e demais acessórios do mundo agro e ainda outros produtos, como

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Segundo Marcel, após a reinauguração da Unidade de Negócios, a reforma avança para o Posto Coopermota – Cândido Mota (localizado ao lado da loja).

“Nosso intuito é criar um layout modelo e referencial para as outras unidades, iniciamos com a reformulação da loja e partiremos para o posto, sempre visando o melhor para o cooperado e clientes”, finaliza.

De cara nova

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Unidade de Negócios é reinaugurada

ara fechar o mês de novembro com chave de ouro, no dia 22, a Coopermota realizou a solenidade de reinauguração da nova instalação da Unidade de Negócios de Candido Mota (Loja Coopermota). São mil metros quadrados reformados e repaginados, incluindo loja, depósito e conveniência. O novo layout da loja, localizado na rua Joaquim Galvão de França, 04, próximo à saída para Assis - SP, possui um amplo e arejado local para atendimento dos cooperados e não cooperados, e maior espaço para armazenamento e exposição de produtos, disponibilizando tudo o que o produtor precisa para desenvolver suas atividades, tanto na agricultura como na pecuária, desde vestuários, rações e concentrados, medicamentos veterinários, sais minerais, sementes, fertilizantes, herbicidas, fungicidas e demais acessórios do mundo agro e ainda outros produtos, como ferramentas e eletroportáteis.

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Na cerimônia esteve presente autoridades do município de Cândido Mota, cooperados e munícipes que vieram conhecer o estabelecimento. “A Coopermota é sinônimo de confiança em nosso município, ela fortalece a cidade e oferece emprego para a nossa comunidade. Ela está de parabéns pela sua atuação e por essa loja maravilhosa”, ressaltou Eraldo José Pereira (Eraldo Enfermeiro), prefeito de Cândido Mota. De acordo com o gerente da unidade, Marcel Saad, os investimentos no local foram necessários para atender a demanda do município. “Visamos atender nossos clientes da melhor forma possível, e para isso fazia-se necessária uma remodelação no espaço físico da loja”. Os cooperados são os donos de toda esta estrutura e todo nosso trabalho é direcionado a satisfazer as necessidades do quadro social, oportunizando negócios rentáveis e qualidade de vida de todas as famílias”, destacou.

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O uso da máscara ainda é item obrigatório, mas nada vai tirar o brilho e a emoção de comemorar o Natal com alegria e fé”, destacou. Na fachada da sede da Coopermota também contou com novidades este ano. “Quem vier conferir poderá ver um maravilhoso presépio que montamos na frente da sede, além de uma linda árvore natalina com o Papai Noel com seu trenó”, salienta Fadel.

A decoração ficará exposta até 06 de janeiro “Segundo a tradição religiosa, no dia de reis, comemorase a data em que os três reis magos – Gaspar, Balthazar e Melchior, seguiram viagem depois de visitar o menino Jesus. Por isso, iremos desmontar as árvores natalinas, tirar as luzes e também guardar o presépio no dia 06 de janeiro”, finaliza Fadel.

“Natal da Gente”

Coopermota acende as luzes natalinas da Praça dos Estudantes A

Coopermota acendeu no início deste mês de dezembro a tradicional iluminação de Natal na Praça dos Estudantes (Cândido Mota). Para deixar a festa mais colorida, além do material já existente, que foi aproveitado, este ano novas lâmpadas e enfeites ajudaram a encantar o espaço. A decoração está sendo composta por quase 1 milhão de luzes LED, espalhadas em diferentes pontos. “Nós da cooperativa estamos entregando a decoração da Praça dos Estudantes que preparamos com muito carinho, com muito amor para que as famílias de

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Cândido Mota e região, possam usufruir desse espaço com suas crianças, com seus idosos, todos os membros” destacou Edson Valmir Fadel (Branco Fadel), presidente da Coopermota. De acordo com Fadel a decoração levou um mês para ficar pronta. “Durante toda a organização, montagem das estruturas das luzes e durante a testagem dos equipamentos, pensamos em cada detalhe com o objetivo de transmitir à população o sentimento de amor e esperança. Fazê-los refletir e acreditar que dias melhores virão.

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O espírito Natalino esteve presente em Cândido Mota U

ma das épocas mais esperadas do ano está chegando, e com ela o espírito natalino começa a reinar no coração de cada pessoa, tempo marcado por amor, alegria, compaixão, solidariedade e esperança. Pensando em alegrar ainda mais esse momento a Coopermota realizou o 1º “Natal da Gente”. A Praça dos Estudantes, localizada em Cândido Mota, ao lado de nossa sede, foi palco do evento, sediando uma série de apresentações para celebrar o Natal de 2021, além do espetáculo musical “Vozes de Natal”, que marcou a retomada das celebrações no município. “Cores, luzes, músicas, apresentações, brindes tudo feito com muito amor, um ato de solidariedade que fez parte da rotina da Coopermota neste final de ano”, destaca o presidente da Coopermota, Edson Valmir Fadel (Branco Fadel). O evento aconteceu no dia 11 de dezembro com o apoio da Prefeitura do município, parceria de empresas e escolas artísticas de Cândido Mota e de Assis.

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De acordo com Fadel as apresentações, na concha acústica da Praça dos Estudantes, começaram a partir das 13h, com uma grade de programação diversificada, destacando a participação da Comunidade de Estudos e Pesquisas da Capoeira (equipe do Bairro Vila São Judas), a escola de artes marciais Marega Thai, a academia Bio Corpo, a escola de dança Body Hits e as personal trainers Andressa Pereira e Glaucia Miranda. “Nosso intuito foi proporcionar para a comunidade uma tarde de lazer com atividades físicas e recreações, para as crianças houve brinquedos e apresentações musicais”. Ressalta. No período da noite a partir das 19h, aconteceu o musical “Natal Todo Dia” estrelado pelos alunos da escola Opera Dança com a direção da professora Jessica Racanelli e logo em seguida a apresentação do Coral Municipal de Palmital, na regência do professor e maestro Eder Godoy. O evento contou, também, com ações da OAI provedor de banda larga, que disponibilizou parte dos brinquedos infláveis na Praça

dos Estudantes, com o SEST SENAT que entregou brindes e realizou campanhas de orientações e segurança no trânsito, e com a UNOPAR que abonou serviços de saúde gratuitamente, junto com a entrega de brindes. As 21h estava prevista a chegada do Papai Noel com a “Caravana Coopermota”, que desfilou pela cidade de Cândido Mota, até chegar na Praça dos Estudantes, onde realizou a entrega de bolas e guloseimas para as crianças presentes. “O projeto ‘Caravana Coopermota’ realça o encanto no Natal, com a chegado do bom velhinho, foram 6 caminhões iluminados e 1 decorado com elementos natalinos e o Papai Noel” salienta Fadel. O 1º Natal da Gente Coopermota, no seu decorrer, também teve brinquedos infláveis e distribuição de pipoca e algodão doce gratuitamente, além de uma praça de alimentação formada por Food Truck locais.

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Capa

Boas festas:

Do campo para as Ceias Natalinas

O Campo está presente nas comemorações de Natal e Ano Novo. Seja dos pinheirinhos às comidas e bebidas, os produtos do Agro se tornam as celebridades.

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alvez seja inegável “O momento mais esperado pelas pessoas na época do Natal é a reunião da família para se deliciar com as receitas e produtos típicos dessa época”. Frutas, castanhas, vinhos, queijos, sucos de frutas, patês, geleias, peru, frango, entre outras maravilhas. A mesa dos brasileiros para a noite e para o almoço de Natal é farta, saborosa e variada. No entanto, por trás desses sabores, há o trabalho árduo e diário dos milhões de agricultores que atuam para que não falte alimento e para que essa celebração seja colorida, saudável e apetitosa. Um dos protagonistas da ceia é o peru. Pesquisas mostram que antes da colonização inglesa, os índios americanos serviam o peru, principalmente nas épocas de colheita, como uma forma de comemoração. Essa tradição foi incorporada pelos ingleses, tornando-se um costume nas datas especiais”. A História mostra, inclusive, que foi o peru que salvou os colonos ingleses da fome, fato que originou o “Dia de Ação de Graças”, feriado norte-americano em que a ave também é o

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Outra fruta tradicional das festas de fim de ano é a romã. Diz a lenda que, para atrair dinheiro, as pessoas devem comer a romã na noite do dia 31 de dezembro, separar sete sementes que devem ser guardadas na carteira até a próxima passagem do ano. Independentemente do resultado, o que é certo é o benefício da fruta para a saúde. A romã é um poderoso antioxidante, colabora para a beleza da pele, inibe os índices do LDL - o colesterol ruim -, entre outros benefícios. Além das comidas e simpatias, o brinde não pode faltar. O vinho, produzido a partir da fermentação do sumo da uva, é bastante apreciado nas confraternizações familiares. No prato principal, seja o arroz, uma salada, maionese, sucos, sobremesas e outros tantos alimentos que saboreamos só são possíveis graças ao trabalho digno dos produtores rurais. A Coopermota, presta suas homenagens e deseja um Natal iluminado e um 2022 de muita produção a todos os agricultores do nosso País!

prato principal. Tardiamente, a partir da década de 1930, hábitos como comer peru no Natal foram sendo trazidos ao Brasil e o costume continua ganhando força nos dias atuais. Além do peru, marca presença na mesa dos brasileiros o frango, bacalhau, chester, pernil e a tradicional leitoa assada. Outro ingrediente que ganhou bastante relevância na ceia de Natal é a castanha portuguesa. Consumida assada ou cozida é muito procurada nesta época do ano. As frutas também não ficam de fora. O agrônomo da Unidade de Negócios da Coopermota de Cândido Mota, Ricardo Gabriel Silva, explica que essa é uma ótima época para a produção e para a comercialização de frutas vermelhas como maçãs, cerejas, amoras e framboesas. “Em dezembro, aumenta a produção dessas frutas, que chegam frescas para os consumidores. As mesas e os paladares se enaltecem com essas frutas diferenciadas e os produtores rurais ficam mais felizes com o aumento das vendas. É uma relação mútua, onde todos ganham” salienta Ricardo.

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No entanto, a resiliência dessa paisagem antropizada certamente será prejudicada com intervenções descuidadas. Com eventos extremos batendo à porta com frequência cada vez maior, a fragilidade aumenta. Os desequilíbrios decorrentes da fragilidade do sistema exigem energia externa, derivadas do petróleo (inseticidas, fungicidas, herbicidas e adubos sintéticos), que intoxicam o sistema e têm alto custo financeiro. O avanço tecnológico contínuo criou uma percepção de que estávamos em luta com a natureza e a “nossa” vitória era questão de tempo. O tempo trouxe às claras nossa total dependência das leis naturais e seus ciclos. Sobre esse assunto, o filósofo Grego Antífonte, cinco séculos antes de Cristo, nos deixou essa reflexão: As normas legais são acessórias, as naturais são essenciais. Mesmo com a chegada das águas em setembro, caso ocorra, não teremos garantia de continuidade nem de abundância. Os veranicos são comuns no Cerrado. Após as primeiras águas, podemos ficar por mais de 20 dias sem chuva, ou mais. Ou seja, temos um ciclo de seca dentro do período chuvoso. E quando chegam as chuvas firmes, que em curto tempo despejam volume de água superior ao comportado pelas calhas impermeáveis das cidades, ocorrem enchentes e desmoronamentos. Campos destruídos, ano após ano, com solos expostos, compactados, assoreamento de rios e enchentes. É cada vez mais necessário manejar a paisagem promovendo a cobertura do solo, optando pelo plantio direto, de grande importância na redução da erosão, pois impede o impacto direto da gota d’água sobre o solo. Essa cobertura vegetal, cada vez mais indispensável, favorece a infiltração da água e forma uma camada protetora que evita o superaquecimento

do solo e a rápida perda da água por evaporação, a caminho de uma agricultura mais próxima dos padrões da natureza. As queimadas no Cerrado, predominantemente provocadas por causas antrópicas, têm como uma das motivações a “limpeza de pastos” antes das chuvas, ampliam os problemas respiratórios, prejudicam a infiltração das águas e eliminam espécies importantes para a agricultura, acima e abaixo do solo. O fogo elimina grande parte da macro e microvida do solo. São queimados muitos insetos benéficos que atuam no controle biológico natural e reduzem os danos de insetos fitófagos. A visão de conjunto é necessária para que tal perspectiva inclua os malefícios e não apenas os supostos benefícios imediatos da queimada. Distribuindo as águas para milhares de córregos, regatas, rios e mananciais subterrâneos por todo território brasileiro, promovendo a vida abundante: assim era o Cerrado, que por milhares de anos captou as chuvas vindas dos oceanos e do próprio continente. O Cerrado que resta ainda abastece oito das 12 maiores bacias hidrográficas do Brasil. A leitura e entendimento dos sinais cada vez mais claros implicam transformar as práticas que atualmente destroem o Cerrado e a Amazônia, corrompem os ciclos naturais milenares e promovem prejuízo coletivo. Os rios voadores, vindos da Amazônia, com seus fluxos alterados, impactam diretamente a qualidade de vida de quem mora e planta na região Sudeste. Tais conexões, antes desconhecidas, são evidentes e precisam ser absorvidas. Promover a proteção do solo é um indício de que entendemos as mensagens.

Quando a chuva chega ao sertão! Por Walter José Rodrigues Matrangolo Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo-MG

A

s tesourinhas (Tyrannus savana) já chegaram ao Sudeste brasileiro. São pequenas aves, com caudas longas, vindas da Amazônia, e que retornam ao Cerrado no início da primavera, com as chuvas, para a reprodução. “Sabem” que em breve chegarão as revoadas de cupins e cortadeiras (as tanajuras), que têm seu ciclo de vida regulado pelas chuvas. No entanto, apenas a chegada das tesourinhas não nos dará certeza de que as águas chegarão logo. Os ciclos vitais são vistos, sentidos e interpretados desde a nossa mais remota ancestralidade, por motivos óbvios: a evolução de nossa espécie, e consequente sobrevivência, dependeu e depende de nossa capacidade de ler as frases que a natureza “escreve”. Não podemos mais nos comportar como analfabetos ecológicos, que não fazem correlações, sob pena de sofrermos mais frequentemente com penúrias por imprevidências.

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Os grupos humanos que eram sensíveis às nuanças temporais e aos ciclos naturais reordenavam suas ações, sempre em busca de mais alimento e proteção. Dá-se agora o mesmo. A agricultura, criada a partir da observação dos processos naturais de nascimento, crescimento e morte sempre esteva adaptada às condições locais, utilizando as espécies da região. A colheita das sementes sempre foi o primeiro passo para assegurar o alimento. A atitude de colher sementes para a alimentação e/ ou para a futura semeadura é de fácil compreensão atualmente, mas envolveu um olhar mais cuidadoso para o entorno (quando colher) e seus componentes (o que colher). De lá para cá, as decisões tomadas por nossa sociedade na gestão da paisagem envolvem avaliações preliminares que objetivam o produto (uma nova cidade, um bairro, chácaras, uma produção agropecuária) e sua logística/mobilidade. outubro | novembro | dezembro 2021

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da janela de colheita de uma safrinha fraca, traz um viés altista nas contações, o que pode refletir em grande dificuldade na compra da commodity no curto prazo. Sobre a Nutricorp A Nutricorp, empresa referência em qualidade e inovação no agronegócio, é especialista em soluções criativas em nutrição e bem-estar de bovinos de corte e leite, tendo qualidade e segurança incorporadas no seu DNA, sempre visando a satisfação de seus clientes e o cuidado com o meio-ambiente. Com mais de 20 anos de mercado, a marca sempre atuou próxima aos

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Estimativa da produção de milho na segunda safra deve ser a menor nos últimos 10 anos! Por Gabriel Zylberlicht Business Intelligence, Nutricorp

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longamento da safra e condições adversas no clima provocaram redução de 20 milhões de toneladas em relação à segunda safra do ano passado, segundo os dados da AgRural. Quando analisamos o calendário agrícola, de maneira geral, a segunda safra se inicia logo após a colheita da primeira, entre janeiro e maio. Momento em que o produtor entra com as semeadoras no campo, o principal objetivo é que a cultura receba as últimas chuvas do verão, fator essencial para o desenvolvimento da cultura. Essa safra, em especial, entrou muito tarde no campo, devido ao alongamento da primeira safra. Por outro lado, podemos dizer que esse foi um risco calculado pelo pecuarista, visto que não é vantajoso deixar a terra descoberta, sem cultura, além da oportunidade de melhor remuneração, considerando o aumento dos preços das commodities no mercado interno.

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Durante esse período, as baixas temperaturas, escassez de chuvas e registro de geadas reduziram ainda mais a produtividade. Em regiões como o estado do Paraná, as geadas provocaram a queima das plantas, impossibilitando o desenvolvimento dos grãos e provocando a quebra da safrinha. Por conta da menor produção e alta demanda do mercado externo, os pecuaristas se viram em um cenário muito complicado de oferta do principal alimento para o gado. Segundo os dados da CONAB/GEFOC, os estoques totais de milho em agosto estavam em 38,9 mil ton, 78% menor que no mesmo período do ano passado. As cotações da commodity reagiram à baixa oferta no mercado e fecharam o mês de agosto em 98,64 reais a saca, no Indicador CEPEA, o que representou alta de 1,2% em relação ao mês de julho. Dessa maneira, a combinação do baixo estoque de milho no mercado interno com a aproximação do final

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precisa fazer mais nada, ela regula tudo sozinha, desde a ventilação, o corte, a velocidade, tudo”, exclama. O agricultor comenta que, diante da realidade do trabalho ser basicamente manual, os agricultores faziam muitas atividades em parceira. “A gente fazia tudo em família. Tínhamos oito irmãos, então todos trabalhavam juntos. Em um dia todo mundo ia plantar mandioca, depois íamos colher milho e assim fazíamos para tudo o que precisávamos. A gente trabalhava na terra do outro em troca da ajuda concedida nas nossas áreas. Então, se a gente tinha trabalhado três dias nas terras do irmão, ele vinha para trabalhar outros três na nossa. Não era troca por dinheiro, mas sim por serviço, tempo de trabalho”, explica. Entretanto, Borges destaca que esta realidade

começou a ser alterada entre 1975 e 1980. Isso porque a família conseguiu adquirir algumas máquinas. “Eu fui um dos primeiros a ter máquinas melhores em nossa propriedade. Nós começamos a plantar soja, que era novidade. Mas mesmo assim, não eram tratores e máquinas grandes. “Para sair do tratorzinho de 50 cavalos para estes tratores imensos foi muito rápido”, avalia. Depois de alguns anos trabalhando com a pecuária e plantios esparsos nas regiões de Palmital e Cândido Mota, a família Borges então migrou seus esforços para a região de Campos Novos Paulista. “Lá a realidade de solo era bem diferente. Percebemos que teríamos um desafio maior para alcançarmos boa produtividade.

Durante três anos nós ainda nos dividíamos entres as duas localidades, mas como a logística era ruim e havia outras dificuldades, nos fixamos mais em Campos Novos. Não existia praticamente nada de agricultura naquela região”, lembra. Diante das adversidades que a família percebeu que enfrentaria, a busca por auxílio técnico foi imediata. “A gente até conhecia as terras de Campos Novos, mas para trabalhar corretamente com ela, buscamos mais informações sobre manejo de solo e técnicas de produção adequados para o solo arenoso daquela

região. O problema de erosão era muito forte. Uma das primeiras propriedades que tivemos cabia um caminhão dentro da área degradada. O solo arenoso era trabalhado sem nenhuma cobertura e era caminho aberto para que a enxurrada lavasse o terreno e levasse a terra e seus nutrientes”, explica. Com esta realidade de mudanças de perspectivas na atividade agrícola, a busca da família por apoio técnico encontrou apoio junto os pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Foi com eles que foi possível obter a assistência técnica necessária

Eu vivi a transformação no campo O produtor José Roberto Borges afirma que o avanço tecnológico foi muito rápido e que precisou ser ágil na busca por informações para acompanhar o desenvolvimento agrícola.

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os cuidados com a lavoura, a tração animal era imprescindível para o deslocamento dos maquinários ao remover a terra, ao cultivar a semente e em diversos outros afazeres. O milho existia nas propriedades, porém com cunho de subsistência, sendo utilizado como fonte de alimento dos animais, principalmente porcos. Essa era a realidade da família Borges, até meados da década de 1970. Ao relembrar sua trajetória no campo, José Roberto Borges destaca que viveu muitos momentos distintos na agricultura, tendo em vista que o avanço tecnológico foi muito rápido e ele precisou ser ágil na busca por informações, de forma que pudesse acompanhar o desenvolvimento agrícola. “Naquela época era muito difícil, não tinha esta tecnologia de hoje. Era tudo

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meio manual. Começamos a trabalhar a terra na década de 1970, mais ou menos, porque antes meu pai era pecuarista. A gente não tinha quase nada de agricultura nas nossas propriedades. Era tudo muito rústico”, comenta. Borges lembra que há cerca de 50 anos, quando ainda morava na região de Palmital, tendo também áreas cultivadas em Cândido Mota, era preciso utilizar a matraca para plantar, cultivando a semente de maneira individualizada. Já no tempo de seu pai, o cuidado com as plantas daninhas era auxiliado pelo animal, que puxava a carpideira em toda a lavoura. “A gente usava muito boi, nem trator você via muito. E hoje, temos estas máquinas novas. Elas têm tanta tecnologia que você fica bobo de ver. A gente não

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para o desafio que enfrentariam. O manejo de solo foi o principal item trabalhado com o agricultor, incluindo também a adubação orgânica e a correção química da área a ser cultivada, já que se tratava de uma região mais ácida. “Como leigos, a gente achava que era preciso usar um absurdo de calcário para corrigir aquele desequilíbrio no PH. A gente se baseava no que fazíamos antes, no solo argiloso, mas como aquela região era mais arenosa, era mais fácil corrigir. Então conseguimos nos dar bem com isso”, comenta. Assim como todas as atividades, a análise de solo também era mais burocrática para ser realizada, em relação aos dias atuais. Borges conta que as porções de solo eram retiradas em sua propriedade e eram encaminhadas para Campinas, já que não havia laboratórios especializados na região. O resultado só era recebido pelo agricultor depois de aproximadamente 15 dias. Nestes estudos para uma melhor adaptação do cultivo no solo arenoso, também havia a preocupação em obter o insumo que atendesse melhor às características nutricionais daquela região. Contudo, ele lembra que não existiam muitas alternativas disponíveis no mercado, tendo apenas duas opções de híbridos (Agroceres e Cargil). “Com o passar do tempo foram surgindo outras variedades mais adaptadas ao solo arenoso. O IAC foi importante na pesquisa por materiais mais adequados, com perfis mais rústicos, capazes de enfrentar as adversidades nutricionais

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daquele solo”, diz. Borges comenta que, naquele período, o IAC estava precisando de áreas disponíveis para fazerem pesquisas de correção de solo, adaptação de maquinários, entre outros. Com isso, o agricultor aproveitou para ceder áreas com este intuito, usufruindo também dos resultados obtidos. Também havia os pesquisadores da Esalq, que faziam as demonstrações de cultivo na prática e traziam alunos até Campos Novos para ver o que estava acontecendo. “Eles faziam amostragem a cada cinco metros quadrados. Era um trabalho legal, mas muito legal mesmo”. Além das pesquisas do instituto, os agricultores também faziam experimentações de cultivo em suas propriedades. “A gente fazia teste plantando com curvas de níveis de dois metros de altura para conter a erosão, plantava milho em cima das curvas e assim por diante. Mesmo o milho não tendo a expressão comercial que a gente tinha hoje, nós plantávamos para o consumo local”, destaca. A adesão ao plantio direto Com o avanço das pesquisas do IAC, principalmente no que se refere ao manejo do solo, a substituição do cultivo convencional pelo plantio direto foi apresentado aos agricultores como uma importante alternativa na contenção de problemas como a erosão, por exemplo. O milho então passou a ser cultivado em consórcio com a soja. “Começamos a plantar soja em 1976.

Com o solo mais corrigido, inclusive em questão de nível, fomos aproveitando melhor a colheita porque antes você passava a plataforma e largava a metade dos grãos na lavoura. Não tinha esta modernidade de hoje das plataformas nas colheitadeiras. Elas eram rígidas e você tinha que segurar no braço para seguir na direção correta e passar pelos desníveis. Era muito difícil”, avalia. Borges afirma que a adesão ao milho safrinha na sequência da soja que se cultivava no verão também contribuiu para modernizar a estrutura do solo. “O problema seríssimo da erosão que a gente tinha foi reduzindo aos poucos. O plantio direto nos ensinou a não remover o solo. Não mexer no solo mais. E isso começou a fazer algumas alterações no sistema. Depois da cultura da soja, começamos a dar espaço também para o trigo e a aveia, no plantio direto. Porém, não existiam equipamentos adequados para isso. Era a mesma plantadeira. Como nós éramos um pouquinho mais informados, nós mesmos começamos a adaptar os maquinários. Mexíamos em todos eles para fazer o plantio direto”, diz. O agricultor destaca que somente no final da década de 1980 é que começaram a surgir os primeiros maquinários adaptados. “Nesta época já tinha plantadeira e uma série de revoluções de manejo também foram incorporados para o plantio direto”, comenta. Já para os funcionários, as mudanças de maquinários também trouxeram desafios significativos. “Teve gente que ficou para trás. Aqueles que tinham uma criação mais do interior e tinham receio do trator e da colheitadeira não conseguiram acompanhar, pois a evolução chegou muito rápida. Mas a grande maioria dos nossos funcionários comprou a ideia com a gente. Nós éramos referência para os produtores da região. Eles iam até a nossa propriedade para ver o plantio da aveia que fazíamos para cobrir o solo e para buscar informações. Os técnicos da região iam até a nossa propriedade para acompanhar as aplicações que fazíamos”, salienta. Borges afirma que havia bastante assédio por parte de produtores e até mesmo de técnicos dos arredores para ter acesso às técnicas que eram empregadas na sua propriedade. Eles buscavam conhecer o manejo que era utilizado pela família para obter a produtividade alcançada por eles. “Muitos queriam saber o que tínhamos feito para chegar naquele patamar de produção! A gente sempre procurou estar bem atualizado em todos os aspectos, não só de manejo como também de maquinários. Tínhamos pulverizadores, plantadeiras, colheitadeiras sempre com a tecnologia mais próxima do que estava disponível no mercado. Isso era prazeroso porque eles viam na prática coisas que eles nunca tinham visto”, exclama. Com as modificações e investimentos na propriedade da família Borges, o foco de interesse regional antes concentrado nas áreas de solo mais argilosos, agora também se direcionava para a região de Campos Novos. “Conseguimos produtividades bem próximas, iguais ou até melhores do que destas localidades

consideradas, na época, como points da região”, enfatiza. Ele cita que isso foi graças à junção de três fatores, compreendidos pela boa correção de solo, pelo uso de variedades adaptadas e pela parceria com órgãos de pesquisa. “Hoje alcançamos ótimas produtividades que nos rendem premiações em concursos regionais e estaduais. Isso prova que o solo arenoso também pode trazer rentabilidade”, afirma. Preparo para a sucessão Depois de décadas à frente de todas as etapas de cultivo em sua propriedade, José Roberto Borges afirma que já prepara o seu sucessor para a administração agrícola e financeira do patrimônio da família “Você não é eterno e é preciso preparar aquele que vai continuar atuando nesta atividade. Eu tive a felicidade de meu filho (José Luiz Bernardo Borges, de 36 anos) se interessar pelo assunto e se envolver com a nossa lavoura. Ele se formou em agronomia, com mestrado e doutorado sobre temas relacionados com a agricultura. Eu nem me meto mais em cima de variedades, calagem de solo e intervenções agrícolas. Essa parte eu praticamente já esqueci. Fica sob responsabilidade do meu filho. Mas eu permaneço ainda na parte financeira, porque acho que esta é uma segunda etapa. Primeiro você precisa estar preparado para produzir e depois passar para esta parte das finanças. É uma parte importante do processo”, explica. Borges avalia que o Brasil está bem no que se refere a esta realidade da sucessão familiar, em que os pais já estão passando a administração de suas propriedades aos filhos, que hoje são empresários rurais, tendo a maioria com formação acadêmica sobre o assunto. “Eu acho que tem que ser assim. No entanto, a gente ainda sente uma deficiência quanto à quantidade de informação que chega até a gente. Os produtores menores sofrem ainda mais com isso. Nós até que conseguimos informações razoáveis, pelos contatos que temos, seja com institutos de pesquisa, cooperativa ou órgãos de difusão agrícola”, afirma. Futuro milho safrinha, precificação, tecnologia. Para José Roberto Borges, a evolução do milho vem se mostrando muito rápida no cenário produtivo brasileiro. Ele destaca a quantidade de híbridos com potencial de produtividade muito alto. Avalia que as empresas do setor estão “dando conta do recado” de impulsionar o desenvolvimento deste setor. “O Brasil é um celeiro de produtividade e a tendência é avançar ainda mais. Antes não havia exportação de milho, hoje esta realidade está presente para os agricultores”, enfatiza. Neste sentido, destaca que o apoio técnico aos agricultores é de extrema importância para que se possa acompanhar os desenvolvimentos tecnológicos que ocorrem muito rapidamente. Diante disso, situa a Coopermota como um canal expressivo para o produtor obter as informações que precisa para o seu sucesso produtivo. “A cooperativa sempre esteve à frente de todos estes processos que eu citei anteriormente, sendo um elo entre a pesquisa e nós, agricultores”, conclui.

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