Edição 38 • abril | maio | junho • 2021
EFEITOS DO CLIMA NA SAFRA DE MILHO Experimento da Apta avalia cultivares de soja para a região
Campanha arrecada centenas de alimentos e roupas para doações julho | agosto 2020
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JUNTOS SOMO
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Todos os dias o sol nasce e renasce para novas oportunidades no campo. E nestes mais de 22.600 dias de história, a Coopermota sempre esteve junto ao cooperado para prosperar. Afinal, juntos somos mais fortes.
S MAIS FORTES
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INVESTIMENTO CERTO PARA A SITUAÇÃO ADEQUADA Estamos em fase de conclusão da segunda safra de milho, com algumas realidades bem variadas no que se refere à condição das lavouras frente à longa estiagem que tivemos. As variações se devem às irregulares de precipitação de volume de chuva, somadas às condições de solo e clima, além de níveis diferentes de investimentos. Muitos produtores optaram por fazer a aquisição de híbridos mais tolerantes às realidades enfrentadas neste ano, bem como a aplicação de insumos, que auxiliaram as plantas em seu desenvolvimento. Nesta edição você poderá acompanhar um pouco das reflexões que vêm sendo feitas pelos produtores, prestes a realizar a colheita de sua safra de milho. Situações ainda de dúvidas, já que o resultado final ainda não foi colocado na balança, porém com a realidade de muitos produtores com a garantia do seguro como uma importante retaguarda para situações de risco, como a que foi vivenciada nesta safra. Você pode avaliar também o resultado do experimento da APTA quanto aos cultivares de soja comercializados na região, frente à adaptabilidade deles às condições de solo e clima regionais. Três se destacaram no quesito produtividade, entre os mais de 40 analisados. Neste período de comemorações pelo qual passou a Coopermota, tendo o mês de maio como um marco anual da cooperativa diante do seu aniversário, seus dirigentes relatam com orgulho a história construída até aqui e destacam a satisfação obtida com o resultado da campanha solidária realizada como uma das atividades de comemoração dessa data. Ao completar 62 anos de existência, a cooperativa reuniu mais de cinco toneladas de alimentos para serem doados às instituições beneficentes das cidades onde atua. As doações também se estenderam para mais de mil peças de roupas, com a grande maioria ainda novas, entregues pelos cooperados como forma de demonstração da importância de cooperação entre as pessoas. Retratamos também nestas páginas da revista O Campo, o início de nossas atividades no TRR (Transportador, Revendedor e Retalhista) de combustível, instalado em Palmital. É mais uma forma de contribuir com a agilidade e comodidade do produtor no momento em que realiza qualquer atividade em sua lavoura. Outros temas de relevância ao agricultor também são parte integrante desta revista, com destaque para o início de um tema que será abordado em todas as edições, que será a “nutrição animal”, um setor que vem crescendo na cooperativa e conta com importantes parceiros. Não perca nenhum dos assuntos aqui retratados. Tenha uma boa leitura. Aproveite.
Boa leitura!
Vanessa Zandonade Editora e Analista de Comunicação
Expediente EDIÇÃO, REPORTAGENS, FOTOS E REVISÃO Vanessa Zandonade (MTB 43 463/SP) ARTE, DIAGRAMAÇÃO E FINALIZAÇÃO José Carricondo NovaMCP Comunicação IMPRESSÃO Magraf
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ANÚNCIOS Departamento de Comunicação Coopermota 18 3341 9436 / 18 9 9163 0985 REPRESENTANTE COMERCIAL Agromídia - São Paulo Guerreiro Agromarketing - Maringá REVISTA O CAMPO Av. da Saudade, 85 Cândido Mota - SP ocampo@coopermota.com.br
Olhar Cooperativo
62 ANOS DESTACANDO O VALOR DE “FAZERMOS JUNTOS” Já se passaram mais de dois meses desde maio, mas não poderia deixar de mencionar a data importante de comemoração de todos os cooperados, que foram os 62 anos de cooperativismo desenvolvido pela Coopermota na região do Sudoeste paulista, Médio e Pontal do Paranapanema e, na última década, também no Paraná. Neste tempo de atuação no agro, buscamos alcançar a excelência no trabalho realizado, sendo sempre referência para o produtor. Avaliamos positivamente os rumos que tomamos e acreditamos estar no caminho certo de apoio ao desenvolvimento regional e de sustentação para o crescimento do nosso cooperado, como também da própria cooperativa, seu patrimônio. Estamos agora quase concluindo mais um ciclo da segunda safra de milho. Sabemos que neste ano teremos uma variação expressiva de produtividade, com alguns materiais resistindo mais ao estresse hídrico que afetou todas as lavouras, porém com intensidades variadas conforme a localidade. Passamos por um período preocupante de seca em uma das fases do desenvolvimento do milho e o momento ainda é de incerteza sobre quais serão de fato os resultados desta produção regional, porém nos mantemos confiantes em resultados que ainda sejam favoráveis ao agricultor. Com bons preços para a comercialização da safra, esperamos que as produtividades a serem alcançadas mantenham o produtor em estágio de crescimento e desenvolvimento.
Edson Valmir Fadel Presidente da Coopermota
Sumário
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Produtores aguardam colheita para avaliar produtividade do milho
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APTA avalia mais de 40 cultivares plantados na região
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Campanha arrecada toneladas de alimentos, roupas e cobertores
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Coopermota dá início ao funcionamento do seu TRR em Palmital
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Cooperativa completa 62 anos com vários motivos para comemorar
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Exportações do agronegócio estão em alta
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Controle de cigarrinha realizado com manejo e controle ideais
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Novo bioinseticida usa duas cepas de bactérias contra lagarta
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Pesquisador defende equilíbrio de nutrientes no manejo do solo
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Receita Candú: Filé de tilápia na frigideira
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ARTIGO TÉCNICO: Baixas temperaturas influenciam nos resultados da criação de peixe
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ARTIGO: Possíveis rupturas no futuro do agronegócio abril | maio | junho 2021
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Capa
SEGUNDA SAFRA
A esperar pela colheita para avaliar resultados
Os investimentos em híbridos adequados e o uso de produtos de auxílio ao desenvolvimento das plantas foram importantes para os casos de melhores resultados
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nde o solo é mais estruturado e os investimentos foram mais consistentes, as apostas são para uma redução de produção, porém sem haver um prejuízo de proporções severas. Já nas localidades em que o produtor optou por um baixo investimento, aliado a uma realidade de solo enfraquecido ou com características que exigem mais dos híbridos e produtos escolhidos durante a safra, o impacto da estiagem verificada nesta safra de milho promete ser maior. A colheita do milho de segunda safra deve ser iniciada na segunda quinzena de julho, na maioria das localidades de abrangência da Coopermota. Em todo o ciclo de desenvolvimento do milho, o estresse hídrico e a geada no final de ciclo foram os principais fatores de redução de produtividade, diante de uma realidade de longa estiagem, com alguns casos de chuvas esparsas e irregulares. Em algumas situações, o milho cultivado não recebeu chuva suficiente para o seu crescimento. Depois disso, a geada veio para dificultar ainda mais o desenvolvimento das plantas, praticamente em toda área de abrangência da Coopermota. Diante de tais condições, os produtores estimam perdas que devem variar muito entre uma realidade e outra. O agrônomo da Coopermota, Paulo Cézar Antunes (Gamarra), com atuação na região de Cândido Mota, explica que as lavouras foram muito bem cultivadas, com grande índice de uso de adubação de cobertura e de vários outros investimentos que auxiliam na obtenção de uma boa produtividade, contudo, o clima dificultou o desenvolvimento das plantas. Adailton Dominato tem propriedades entre os municípios de Echaporã e Assis e as suas expectativas não são animadoras. “Minha lavoura está totalmente destruída. Estou estimando quase 100% de perda de produção. Plantei 60 alqueires de milho. Destes, 22 alqueires foram devidamente segurados, o restante não. Acredito que terei um prejuízo grande, já que tinha feito um investimento alto”, comenta. Ele cita que o último produto de cobertura que havia comprado para a lavoura nem chegou a ser aplicado porque não choveu. “Conforme fui consta-
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Somente com a colheita totalmente concluída será possível avaliar as perdas de produtividade em todas as localidades
tando que não teríamos chuva suficiente, reduzi parte dos investimentos que havia planejamento. Teve planta que nem nasceu. Não me lembro da última vez que foi ruim assim”, lamenta. O agricultor destaca que já solicitou a avaliação das seguradoras para acionar o sinistro de sua lavoura. “Estou correndo atrás e o resto vou aguardar. Plantei também 15 alqueires de sorgo. Era para plantar mais, mas começou a estiagem e não foi possível cultivar as sementes que eu tinha separado. Estamos com estiagem desde março”, lembra. Ele comenta que a seguradora garante a produção de 120 sacas por alqueire e, por isso, conseguirá cobrir os custos desta safra sem afetar tanto o seu orçamento geral. Nas regiões com solo mais arenoso cultivadas por Dominato, a recuperação da planta que sofreu um estresse hídrico tem se mostrado ainda mais difícil, tendo em vista que há menor retenção de água no solo, entre outros fatores. “As plantas de janeiro ainda devem dar 50 sacas. Entre os mais velhos não nasceu nem a metade. As plantas estão a menos de um palmo do chão. Não cresceram. A minha média habitual na safrinha é de 180, 170 sacos por alqueire. Para esta safra espero cerca de 30 sacos”, diz. Dominato planta outras culturas, como mandioca, por exemplo. Ele avalia que esta diversificação deve ajudar em suas finanças. Destaca que a soja da safra anterior teve um bom resultado e permitiu uma “sobra” para a safra seguinte. “Já estou com
os insumos comprados para o ano que vem, mas vamos ter um pouco de dificuldade porque a gente trabalha em cima do tem em caixa”, estima. A estiagem e os reflexos desta realidade para a esta safra de milho tem sido pauta de reflexão entre os agricultores. Alexandre Andrade, cultiva área na região de Palmital e comenta que vem tentando fazer uma análise do quadro atual entre os agricultores com os quais convive. “Ontem a gente estava conversando sobre isso e é duro fazer uma projeção. Eu tenho uma área que teve a produtividade afetada em mais de 60% do que esperava anteriormente. Esta área representa de 30% a 35% de todo o meu cultivo de milho. Ficamos 46 dias sem chuva. O último registro foi ainda antes do apendoamento. Entretanto, a gente avalia que mesmo com estas reduções de produtividade, no preço que o milho está sendo comercializado, a lavoura terá uma produção suficiente para pagar custos. Isso se o preço continuar no mesmo patamar que esteve entre final de maio e junho. Se estiver baixo, talvez nem pague. Se a saca estiver abaixo de R$ 70,00 vai ficar difícil”, estima. Andrade conta que fez alto investimento no milho, conforme costuma fazer todos os anos. Entre os produtos utilizados estiveram as adubações de solo e cobertura, além de fungicida. “Venho corrigindo o solo há uns anos. Além disso, também tenho o diferencial de usar o espaçamento de 90 centímetros na entre linha, o que também ajuda. O espaçamen-
A colheita da segunda safra deve ser iniciada a partir da segunda quinzena de julho, variando entre uma localidade e outra
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Em algumas localidades, o desenvolvimento do milho foi bastante irregular
to que eu trabalho são poucos que usam por aqui. No meu ponto de vista, nos anos de seca o meu milho tem aguentado mais estas condições por causa do espaçamento e a população reduzida, já que há uma menor competição entre as plantas, tanto para a nutrição, quanto para a necessidade hídrica. Venho fazendo isso há vários anos e o material (híbrido) que estou estimando que terei um melhor desempenho nesta safra, eu já uso há sete anos. Alguns materiais aguentaram mais esta estiagem. No meu caso, o que se deu melhor é um material que já estou acostumado a plantar”, diz. O produtor destaca que a “safrinha” já é uma cultura de maior risco e, portanto, busca meios para se precaver de situações que possam gerar prejuízos. “Pelo histórico, a gente vem passando todos os anos com deficiência hídrica, mas em cada ano ela ocorre
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em estágios diferentes da planta. Ano passado ficamos 48 dias sem chuva, mas as plantas já estavam mais próximas do pendoamento. A gente sabe que tem risco, mas tento reduzir ao máximo os possíveis danos. Sempre faço seguro, uso o melhor híbrido que se encaixa na minha área, entre outras medidas”, afirma. Diante das análises que vem realizado, o produtor afirma que “quem plantou muito no início do ciclo vai perder porque a falta de chuva ocorreu no enchimento de grãos. Estes primeiros milhos vão ter perdas consideráveis. Os que foram plantados mais no meio da janela de plantio vai ter perda, mas um pouco menor. Já os que plantaram mais tardiamente terá grandes perdas. Tem material de que o milho não soltou espiga, não vai polinizar”.
} DESSINCRONIZAÇÃO NA POLINIZAÇÃO O agrônomo da Coopermota, Marcel Saade, explica que a água é imprescindível para levar os nutrientes disponíveis no solo até a planta. “Ela solubiliza tudo e permite que a planta absorva o que necessita e converta este processo em grãos. A falta de chuva atrapalha no desenvolvimento e a fecundação não ocorre, porque há uma dessincronização entre o órgão masculino e o feminino. A fecundação fica comprometida. Algumas plantas não conseguem se desenvolver, acabam sendo dominadas pela vizinha que sai um pouco mais cedo, então a competição de água por metro quadrado é muito grande. A planta acaba definhando e não se desenvolve mais”, detalha. Ele acrescenta que neste ano, muitos produtores investiram mais em suas lavouras, plantando grãos de melhor qualidade, ampliando área plantada e fazendo adubação do solo, por exemplo. Porém, sem chuva na quantidade e no momento certo os incrementos nutricionais acabam sendo em vão. “Temos tecnologia suficiente para colaborar até um certo ponto, mas sem água tudo fica bem prejudicado”, diz. Para a região de Palmital, o agrônomo Elquiner de Oliveira, explica que o solo desta localidade é mais estruturado, o que favorece o desenvolvimento do milho. Além disso, cita que em Cândido Mota e Palmital, as chuvas foram um pouco acima da média registrada em outras localidades como Ibirarema e Campos Novos, por exemplo. “Tiveram dias em que choveu 20 milímetros em Ibirarema e 80 em Palmital. Vamos ter uma quebra de produção sim, mas podemos dizer que a produtividade deva ser considerável”, estima. Ele cita os maiores investimentos como um dos motivos que devem garantir melhores condições de tolerância ao estresse hídrico. “Tanto o grande quanto o pequeno produtor conseguiu investir melhor. Para os pequenos, o crédito e os prazos que concedemos os favorecem nestas situações”, comenta.
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CULTIVARES DE SOJA
Três apresentam maiores produtividades Foram realizados experimentos com cultivos em áreas de Assis, Cândido Mota e Palmital; a interação cultivar e solo foi importante no desempenho dos cultivares
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azer investimentos em insumos de alta, média ou baixa tecnologia, realizar correções de solo e fertilidade necessários às plantas com produtos de maior ou menor custo agregado, entre outros itens, são dúvidas recorrentes aos produtores tendo em vista à importância de definir o índice de investimento que ele irá realizar em sua lavoura. Tais tópicos são cruciais no planejamento para as próximas safras de grãos. Contudo, a qualidade e a adaptabilidade dos cultivares em relação à realidade de sua propriedade e do clima previsto para o período, representam um fator determinante entre estes itens de organização prévia de investimentos. Diante disso, dezenas de materiais foram avaliados quanto ao ciclo, altura das plantas, altura de inserção da primeira vagem (AIPV) e produtividade de grãos. Foram quatro repetições para a certificação dos resultados, em cada um dos três locais de plantio,
compreendidos por Assis, Cândido Mota e Palmital. Tais procedimentos foram adotados em um total de 20 cultivares de soja avaliados em experimento realizado pela Agência Paulista de Tecnologia em Agronegócio (APTA) e publicado em abril, no relatório técnico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. As análises foram conduzidas pelos pesquisadores Sérgio Doná, Ricardo Augusto Dias Kanthack, Márcia Marise de Freitas Rodrigues Cação e Julia França Guido. Os três locais escolhidos para o experimento possuem altitudes variadas, com climas semelhantes, sendo Assis a área com maior altitude, localizada a 561 metros acima do nível do mar. Os plantios dos cultivares ocorreram de 27 de outubro a 04 de novembro de 2020. Todos os cultivares possuem hábito de desenvolvimento indeterminado, tendo entre eles, quatro de maturação normal, um superprecoce e os demais, precoce. A grande
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maioria dos cultivares analisados possui a tecnologia IPRO, sendo apenas um deles, convencional. Na adubação foram utilizadas formulações concentradas em fósforo no plantio, com a dosagem de 250 kg/ ha-1 de 08-28-16. Após aproximadamente 40 dias de germinação, foi realizada a adubação de cobertura com cloreto de potássio na dose de 65 kg ha-1. Dos 20 cultivares analisados, três tiveram uma produtividade média ampliada em relação aos demais, embora todos tenham apresentado condições de bom desenvolvimento para a região. Já no quesito “altura das plantas”, todos tiveram desenvolvimento que superou a marca de 50 cm, indicada como ideal para a colheita mecânica. As variações de tamanho verificadas no experimento ficaram entre 99 cm e 135 cm. Cinco cultivares apresentaram maior índice de acamamento, entre os quais alcançaram a média de 119 a 123 cm de altura, o que, segundo relatório, pode ter contribuído para a inclinação das plantas. Já a altura da primeira vagem foi observada a partir de 15 cm, mas sem prejuízos à colheita mecânica. A média
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de altura, no entanto, ficou em 21 centímetros. Quanto aos ciclos de maturação, o estudo revelou que “considerando que no lado Paulista do Médio Vale do Paranapanema, os cultivares comerciais utilizados apresentaram valores entre 117 a 133 dias, compreendidos entre o plantio e a colheita, vê-se que os genótipos utilizados nesse estudo estão coerentes com as demandas regionais para a adequação dos cultivos de outono/inverno, considerando-se a sucessão soja/milho safrinha”. A maior variação se manteve na análise pertinente à produtividade dos cultivares. A interação deles com os locais de cultivo resultou em dados que demonstram desempenhos distintos. Dois dos cultivares instalados em Cândido Mota e Palmital tiveram um bom desempenho, indicando melhor adaptabilidade destes aos solos argilosos, enquanto que outro cultivar, instalado em Assis, apresentou produtividade mais expressiva nesta localidade, por se adaptar melhor ao solo de textura média a arenosa.
} SUBSÍDIO PARA A PRÓXIMA SAFRA Segundo os autores do experimento, a avaliação anual do “desempenho agronômico” dos cultivares de soja, aplicados na realidade de solo e clima do Vale Paranapanema, busca identificar aqueles que melhor se adaptam ao plantio na região, sendo, portanto, um subsídio no momento de escolha dos cultivares a serem semeados nas próximas safras, pelos produtores rurais. Como conclusão das análises, os autores
afirmam que “todos os cultivares estudados são agronomicamente adequados ao cultivo no Vale Paulista do Médio Paranapanema, com vantagens para os genótipos indicados pelas interações positivas com os locais, podendo favorecer os ganhos aos agricultores. Os cultivares CZ 26B42, BRS 1061 e TEC 7022 apresentaram adaptabilidade mais ampla, com produtividades médias superiores nos 03 locais avaliados”.
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SOLIDARIEDADE
Cinco toneladas que saciam As toneladas de alimentos arrecadados fizeram parte da campanha “Solidariedade que Aquece”; mil peças de roupas também foram doadas por agricultores e funcionários
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epois de vários anos na convivência com a família, o lar acolhedor não é mais a sua própria casa, tampouco a de seus filhos. O cotidiano agora é compartilhado com outras 36 pessoas que se veem com mais de 60 anos e um único refúgio para continuar a sua caminhada. O local de moradia e aconchego agora está localizado na zona rural de Assis, Estrada Água Matão, nº 0, no Asilo São Vicente de Paula. São dezenas de idosos que precisam morar neste espaço. Alguns necessitam de cuidados especiais nas 24 horas do dia, outros precisam de remédios e curativos em horários específicos, banhos assistidos e outras demandas pertinentes às possíveis deficiências causadas pela idade. Neste período em que as noites se tornaram
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mais frias, ali na zona rural do asilo, o momento de adormecer tem exigido um pouco mais de cobertas. O calor humano familiar precisa ser compensado com materiais ainda mais grossos para passar bem as noites de frio. Conforme a assistente social da entidade, Gabriela Raposo Fernandes, as cobertas doadas pela Coopermota chegaram em ótima hora. “Que Deus abençoe a todos que colaboraram com essa campanha. Além dos cobertores, atualmente, a nossa maior necessidade devido o inverno são as fraldas e leite, pois fazemos uso de 80 fraldas e 20 litros diário de leite. Estamos sempre abertos às doações”, comenta agradecida. A campanha “Solidariedade que aquece”, realizada pela Coopermota durante o mês de maio em todas as
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suas 19 Unidades de Negócios, arrecadou mais de cinco toneladas de alimentos não-perecíveis e mais de mil peças de roupas. Todas as doações foram destinadas a mais de 20 entidades pertencentes aos municípios onde a cooperativa atua. Por meio do sistema drive-thru, de forma a não proporcionar aglomerações, dezenas de cooperados, clientes, fornecedores e colaboradores da Coopermota contribuíram com a campanha Solidariedade que Aquece. A ação fez parte das comemorações dos 62 anos da Coopermota e também integra a campanha nacional promovida pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), intitulada Dia de Cooperar (Dia C). A OCB promove a campanha com ações de cooperação entre as comunidades onde estão inseridas as cooperativas por meio de iniciativas vinculadas a algum dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para o Milênio, definidas pela Organização Mundial da Saúde. O presidente da Coopermota, Edson Valmir Fadel, comenta que entre os meses de junho e agosto, o clima mais ameno aumenta as dificuldades daqueles que não possuem recursos suficientes para ter roupas que sejam ideais para aquecer a si próprio e também a sua família. Além disso, comenta que o longo período de pandemia pelo qual passa o Brasil e o mundo vem trazendo o desemprego para a realidade de muitas famílias e, nestas condições, avalia que as dificuldades em prover a família em todas as suas necessidades aumentam consideravelmente. “Sabemos que, infelizmente, ainda temos muitas pessoas que passam frio por falta de cobertores e blusas. A campanha que realizamos busca reduzir um pouco a dificuldade destas pessoas. Estendemos também a nossa ação para a arrecadação de alimentos e encaminhamos todas as doações para as entidades dos municípios onde atuamos porque estas já possuem o cadastro das pessoas que estão precisando de ajuda. É uma forma de contribuirmos com o bem-estar das comunidades onde atuamos. É a aplicação do nosso compromisso enquanto cooperativa”, enfatiza. O presidente destaca o importante papel desempenhado pelos agricultores neste momento, já que ele trabalha em suas lavouras para produzir o alimento que será fonte de nutrição para as famílias e, além disso, se solidariza com aqueles que não têm acesso ao alimento por ele produzido. “Agradecemos a todos que se envolveram com esta campanha, seja na organização desta iniciativa ou na arrecadação das roupas e alimentos. Nos sentimos realizados e felizes com os resultados obtidos”, conclui.
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COMBUSTÍVEL EM GRANDE VOLUME
Disponível na propriedade do agricultor O TRR Coopermota vai suprir a necessidade de produtores que precisem de combustível para o preparo de sua lavoura, podendo também ser utilizado por não-sócios
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ra verão de 2020. A colheita já estava agendada e os maquinários preparados para a semana seguinte. Considerando uma situação ideal de clima, toda a produção estava prevista para estar armazenada no silo da Coopermota em menos de 10 dias. Em tempos de safra de verão, o processo de preparação para a colheita da soja vem atrelado à organização de tudo para o plantio do milho, que ocorre na sequência imediata. Nesta etapa de conclusão do ciclo das culturas, o abastecimento do tanque de combustível não pode ser deixado de lado. Em 2020 o TRR (Transportador, Revendedor e Retalhista) da Coopermota ainda não estava em funcionamento. Contudo, a partir deste ano, será possível o produtor já deixar agendada
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a retirada de 12 mil litros de diesel, para dar conta dos gastos de combustíveis que serão utilizados na extensão dos 200 alqueires que cultiva a cada safra. Desta forma, no momento da colheita, todo o diesel já estará à disposição do produtor, armazenado no tanque disposto no barracão da propriedade, de onde partirão os abastecimentos para as colheitadeiras e os caminhões, além do trator que fará o cultivo do milho, imediatamente após a conclusão da colheita de soja. Esta realidade de planejamento e agilidade são partes de um cronograma ideal realizado pelos produtores, para se adequarem aos processos do ciclo de uma cultura, em relação aos prazos ideais de sua realização. Isso porque é necessário levar em conta os riscos climáticos que possam ocasionar uma possível
frustração de safra. Diante disso, tudo o que for possível fazer para que os carregamentos e preparos sejam mais rápidos são muito bem-vindos. Neste contexto, o TRR da Coopermota, localizado em Palmital, vai auxiliar o produtor em sua propriedade. O TRR da Coopermota entrou em funcionamento oficial na primeira quinzena de junho de 2021. Ele deve ser utilizado por sócios e não-sócios que precisarem de diesel em grande volume, com cota mínima de 1.000 litros. Neste início de funcionamento, dado o momento do ciclo da cultura do milho de segunda safra, os abastecimentos têm sido utilizados, na maioria dos casos, para a reposição do combustível armazenado nas propriedades, como preparação para a próxima intervenção com maquinários na lavoura.
} ENDEREÇO O TRR Coopermota está localizado na Rod. Nelson Leopoldino, SP 375, Rua Projetada D, nº110, em Palmital. O horário de funcionamento é das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h, de segunda à sexta-feira, e das 7h30 às 11h30, aos sábados. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones 18 – 99754 7284, ou no pabx da Coopermota, 3341 1062, ramal 225.
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62 ANOS DE COOPERMOTA
Solidez de atuação no mercado e crescimento A confiança do produtor às ações da cooperativa é fator preponderante para o sucesso das iniciativas apresentadas
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cooperativa já experimentou a realidade do café, do trigo, do comércio supermercadista, da realidade dos granjeiros, entre outras atividades. Algumas com maior investimento e ações mais duradouras, outras, apenas com experiências pontuais, as quais foram importantes para subsidiar o seu planejamento estratégico. Depois de seis décadas e dois anos de existência, completados no último dia 17 de maio, a Coopermota solidifica a sua atuação no mercado de grãos, detidamente da soja e do milho, com algumas culturas secundárias no ponto de vista de volume de área cultivada, como a cana, a mandioca, o amendoim, o café, o trigo e a banana, respectivamente. Tem ainda a nutrição animal como um importante setor comercial de atuação, além dos mercados de combustíveis e o comércio varejista de produtos agropecuários. Nestas décadas de história, se posiciona como o vínculo do agricultor com o mercado e as tecnologias do agro. Suas lideranças enfatizam que sua sustentação é realizada a partir de três pilares, sendo eles, os cooperados, os colaboradores e os fornecedores. Estes três elos atuam diretamente na construção da história da cooperativa, a partir das metas estabelecidas.
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Desde a comemoração do seu cinquentenário, em 2009, a cooperativa registrou um salto de crescimento considerável. Dobrou o número de unidades e de sua capacidade de armazenamento, expandiu sua atuação para o setor de postos de combustíveis, ampliou em 2x o número de funcionários em atuação e aumentou em quase 50% o quadro social de cooperados. Além disso, nessa última década, obteve quase 100% de aumento da capacidade de recebimento de grãos. Em 2021, mesmo com as dificuldades enfrentadas devido à pandemia do Covid-19, continuou seu processo de expansão com a abertura de mais uma unidade, passando a atender também os agricultores da região de Marília. Para o presidente da Coopermota, Edson Valmir Fadel, o crescimento da cooperativa segue o conceito de busca constante pelo que há de melhor para a cooperativa, de forma a atender às necessidades dos cooperados. “É uma responsabilidade muito grande. Temos que estar sempre estudando e pesquisando, porque nunca vai chegar aquele momento em que podemos falar que já fizemos tudo o que tinha para ser feito e pronto. A verdade é que temos que evoluir a todo momento. Sempre há novos desafios, novas pragas a serem estudadas e combatidas. Temos que estar sempre
um passo à frente, apoiando o produtor”, afirma o presidente em entrevista à imprensa. Fadel destaca que nesta atuação de apoio ao agricultor, a confiança é fator preponderante para o sucesso das iniciativas apresentadas. Salienta que esse fator conquistado na relação com o cooperado é recebido pelos membros da cooperativa e sua diretoria, com muito orgulho. “A partir desta posição de confiança estabelecida, atuamos em nome do produtor junto às empresas fornecedoras de insumos e as trades que atuam na exportação dos grãos por aqui produzidos”, enfatiza.. Considera que a cooperativa exerce a função de estar atenta às exigências e demandas dos cooperados. Neste período de pandemia, por exemplo, estima que possa haver altas de preços de insumos, o que pode impactar o planejamento dos agricultores. “Mesmo com as adversidades, a Coopermota tem superado suas metas e objetivos. Realizamos sempre uma análise completa, com cuidado e atenção aos seus investimentos. Nesse período de 2020/2021, ultrapassamos a marca de R$ 1 bilhão de faturamento, acima do que estava previsto. Também superamos a meta de recebimento de grãos em quase 15%. Temos essa mentalidade de cuidado com o patrimônio da cooperativa, precisamos pensar coletivamente para resolvermos os problemas com os quais nos deparamos. Aqui na cooperativa tem que ser bom para todos. Na verdade, a cooperativa é a extensão do produtor”, conclui o presidente.
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EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO
Volume de venda ao exterior e superávit em alta A confiança do produtor às ações da cooperativa é fator preponderante para o sucesso das iniciativas apresentadas Por Assessoria de Comunicação CNA
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s exportações do agronegócio bateram recorde e chegaram a US$ 13,6 bilhões no mês de abril. Trata-se do maior valor mensal já registrado desde o início da série histórica, em 1997. Esta receita representa uma alta de 39% em relação ao mesmo mês de 2020, segundo análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com base nos dados do Ministério da Economia. O superávit (exportações superiores às importações) do agronegócio também foi o melhor resultado já obtido, de US$ 12,4 bilhões, enquanto os outros produtos contabilizados na balança comercial brasileira tiveram
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déficit (importações maiores que as exportações) de US$ 2,1 bilhões. Desta forma, com o desempenho do agronegócio, o saldo do comércio brasileiro foi positivo em US$ 103, bilhões. A soja em grãos liderou a pauta de exportações no mês passado, com US$ 7,2 bilhões, aumento de 43,1% na comparação com abril do mês passado. O setor respondeu por 53,1% do total das vendas externas brasileiros do agro. O volume total embarcado foi de 17,4 milhões de toneladas, 17% a mais que abril/2020, dos quais 12,6 milhões foram para a China. “O atraso da colheita e o aumento da participação dos portos do
norte facilitaram os embarques brasileiros”, explica a CNA. O segundo produto mais vendido em abril foi o farelo de soja, com crescimento de 18,9% frente ao mesmo período do ano passado, atingindo o valor de US$ 657,9 milhões. Na sequência, aparecem celulose (US$ 621,2 milhões), carne bovina in natura (US$ 597,9 milhões) e carne de frango in natura (US$ 573,4 milhões). Os aumentos mais expressivos das exportações de produtos do agro em abril deste ano, na comparação com abril/2020, foram: óleo de soja em bruto (+258,5%) e algodão não cardado nem penteado (+112,8%).
Ainda de acordo com a análise da CNA, os 10 principais destinos das exportações brasileiras do agro responderam por mais 75% dos embarques. A China foi o principal mercado, com 48,1% do total, seguida por União Europeia (12,6%), Estados Unidos (5%), Turquia (2%), Tailândia (1,9%), Coreia do Sul (1,7%), Irã (1,7%), México (1,7%), Vietnã (1,6%) e Bangladesh (1,5%). Com exceção de Bangladesh, houve aumento das exportações para esses países, com destaque para do Irã (358,6%), México (123,2%) e Vietnã (69,3%). As vendas para a China subiram 47,6% em abril passado frente a abril/2020.
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} AGRO.BR Os lácteos tiveram o aumento mais expressivo nas exportações dos produtos que fazem parte da lista prioritária do Projeto Agro.BR, feito em parceria com a Apex Brasil para promover a internacionalização de pequenas e médias empresas rurais. As vendas externas dos lácteos aumentaram 234,7% em abril deste ano na comparação com o mesmo período de 2020, passando de US$ 4,1 milhões para US$ 13,9 milhões, com destaque para o leite em pó (US$ 6,9 milhões). Os principais destinos foram: Argélia, Venezuela, Rússia, Chile e Estados Unidos. Os produtos apícolas também se destacaram em abril/2021, com crescimento de 143,9% nas exportações em relação a abril/2020, subindo de US$ 9,2 milhões para US$ 22,5 milhões. Estados Unidos, Canadá, União Europeia, Japão e China foram os principais destinos. O mel natural respondeu por 92% da pauta total dos produtos apícolas. Já os embarques de frutas cresceram 76% na comparação entre os meses de abril de 2020 e deste ano, totalizando US$ 103,9 milhões. Destaque para maçãs frescas, mangas frescas ou secas, limões e limas frescos ou secos, uvas frescas e castanha de caju. Os principais mercados alcançados foram: União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido, Rússia e Índia. As exportações de pescados cresceram 31,1% e a receita no mês passado foi de US$ 15,6 milhões. Estados Unidos, Hong Kong, Argentina, China e Coreia do Sul foram os principais compradores.
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CONTROLE DA CIGARRINHA DO MILHO
Monitoramento e manejo integrado
O problema é sério, mas manejável; infelizmente não temos um sistema adequado de tomada de decisão de controle Por Assessoria de Comunicação CNA
É
necessária não uma, mas uma série de ações como monitoramento, manejo integrado e uso correto de defensivos, para que o produtor de milho possa lidar com a cigarrinha, praga que trouxe enormes prejuízos na safra 2020/2021. A afirmação é de especialistas que participaram do Seminário Milho: Ações de Mitigação aos Danos da Cigarrinha, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que reuniu representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da CropLife Brasil, produtores rurais e pesquisadores da Embrapa e da Universidade Federal de Viçosa (UFV).
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“Estamos enfrentando um ano de preços atípicos de milho, que pode trazer problemas de desabastecimento regionais no mercado interno. Queremos evitar mais perdas de produtividade em função do desconhecimento do manejo e do controle correto de uma praga como a cigarrinha que pode trazer perdas de até 80% da safra se não for controlada”, afirmou o Ricardo Arioli, presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA. No primeiro painel, Marcelo Picanço, professor entomologista da UFV, destacou os principais danos que a cigarrinha traz ao milho: sucção de seiva, introdução
de toxinas e transmissão de doenças como os enfezamentos pálido e vermelho e a virose risca do milho. Ele falou também dos principais métodos de controle. “O problema é sério, mas manejável. Infelizmente não temos um sistema adequado de tomada de decisão de controle. Tem que ser feita por amostragem e níveis de controle. Os métodos são controle genético, biológico e químico, com a eliminação das plantas doentes, uso de híbridos tolerantes aos enfezamentos e tratamento de sementes correto”, afirma. Segundo o professor, as regiões secas e com períodos quentes têm as condições mais propícias para o aparecimento da cigarrinha. “Se realizarmos
a adubação inadequada, a planta se torna mais suscetível à praga e, em relação ao cultivo, quanto mais plantas doentes e milho tiguera tivermos, mais teremos problemas porque essa praga só ataca o milho”, explica. Marcelo Picanço ressaltou a necessidade da produção de conteúdo para os produtores e disse que a universidade está fazendo um mapeamento em toda a América do Sul sobre os três patógenos transmitidos pela cigarrinha. Otacílio Pasa, consultor técnico em Santa Catarina, relatou os problemas que o estado sofreu este ano com a praga. Segundo ele, o ataque foi forte e mesmo com a aplicação de inseticidas e ações de controle, as perdas
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foram grandes. “Fizemos o manejo conforme os outros anos porque temos problemas com percevejos de barriga verde e lagarta do cartucho, mas a cigarrinha apareceu e mesmo buscando inseticidas de largo espectro foi um caos, com uma problemática que nunca tivemos antes. Houve danos em toda a lavoura, causados pela cigarrinha com virose e os enfezamentos pálido e vermelho”, lamenta. O consultor afirmou que, para a próxima safra, buscarão variantes com tolerância à doença, além do tratamento das sementes e aplicação de inseticidas. No entanto, Otacílio Pasa destacou que se não houver auxílio para os produtores com informações e opções de manejo, haverá redução da área de plantio do milho no estado. “Se não houver informação que traga segurança e confiabilidade para o planejamento aos produtores, a área de milho do nosso estado vai encolher. A soja está com preço animador”, alerta. Produtor de milho em Mato Grosso e representante da CNA na Câmara Setorial do Milho no Mapa, Endrigo Dalcin, reforçou que haverá grande deficiência de milho no mercado este ano devido às perdas com a cigarrinha. Ele destacou a importância de melhorias na informação de manejo adequado para reverter o cenário atual. “Sempre tivemos problemas com o percevejo de barriga verde na região, mas com a cigarrinha o produtor terá que avaliar os talhões e fazer aplicação de inseticida. Preocupa-nos a existência de mais uma praga que não temos conhecimento. Por isso, esses seminários técnicos são importantes para que o produtor tenha mais bagagem para lidar com a lavoura”, avalia. No segundo painel, Luciano Cota, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, explicou os ciclos da cigarrinha e a diferença entre os enfezamentos pálido e vermelho. Ele disse que a transmissão é propagativa e que as consequências para a planta são desequilíbrio hormonal, encurtamento entrenós e redução de altura da planta e coloração das folhas. “A cigarrinha não é um problema novo no Brasil. Trabalhamos com ela há mais de 30 anos, mas estamos vivendo surtos
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epidêmicos das doenças transmitidas por ela. Não existe medida curativa. As medidas são isoladas, têm pouco efeito e nenhuma medida é 100% eficaz”, contextualiza. Em relação às ações do governo, Carlos Goulart, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, afirmou que o órgão está reformulando o portal para trazer mais informações sobre sanidade vegetal. “Estamos tentando identificar como manejar a cigarrinha e o complexo do enfezamento. Não é uma situação nova no país e esperamos que não perdure para outras safras. Mas é muito importante termos consciência de que não existe medida única, 100% eficaz. É um conjunto de medidas que precisam ser aplicadas”, enfatiza. Ele ressaltou que no início de fevereiro o Mapa montou um plano de monitoramento da safra em relação à cigarrinha e o enfezamento em diferentes estados como Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Nesses dois últimos o impacto foi maior, principalmente no oeste catarinense. Goulart divulgou a publicação do Mapa de uma planilha com a lista de cultivares que constam no Registro Nacional de Cultivares e sua tolerância ao complexo de enfezamento do milho. O documento já tem disponível no site (https://www.gov. br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/ sanidade-vegetal/enfezamentos-do-milho) do órgão para download com materiais sobre o enfezamento do milho. Segundo ele, essas informações são fundamentais para ajudar no planejamento do produtor para a próxima safra e há uma previsão para divulgar em meados de julho o relatório do monitoramento da 2ª safra sobre a cigarrinha. Maciel Silva, coordenador de Produção Agrícola da CNA, conduziu o debate no segundo painel e ressaltou que a CNA tem se empenhado em melhorar as informações de manejo eficientes para o produtor, em conjunto as demais instituições, “visando à sustentabilidade econômica e a redução das perdas no campo”.
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NUTRIENTES RECOMPOSTOS
Novo bioinseticida usa duas cepas de bactéria para controlar lagartas
A reconstrução da capacidade produtiva de um solo degradado necessita da adoção de um modelo agropecuário regenerativo para recompor sua fertilidade natural Por Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Embrapa Soja
A
produtividade de um campo de produção agrícola é resultado da junção de diversos fatores, dentre os quais se destaca o clima, seguido pela qualidade do solo. Sem umidade e temperaturas adequadas não há produção. Sem um solo química, física e biologicamente bem manejado não se pode almejar a obtenção de altas produtividades. O solo é o ambiente dentro do qual as raízes das plantas se desenvolvem, absorvendo a água e os nutrientes necessários à produção. Se esse ambiente não for confortável, a planta não se desenvolve ou o faz com muito esforço, respondendo com baixa produtividade. E o que é um solo bem manejado? É aquele que pelo tratamento recebido ao longo das safras apresenta uma estrutura física porosa, resultado da concentração de altos níveis de matéria orgânica, com
boa capacidade de absorver e reter a água das chuvas, resultando em pouca ou nenhuma erosão. Ademais das qualidades físicas, esse solo apresenta níveis adequados e equilibrados de nutrientes essenciais, tornando-o um solo cheio de vida, com grandes concentrações de micro e macro-organismos. Para construir um solo com tais características levase anos, iniciando pelo diagnóstico das condições químicas, físicas e biológicas do mesmo. Não se pode começar buscando a melhoria de um campo de produção sem conhecê-lo por dentro e isso é feito por meio de uma análise do solo bem feita, a qual informa o agricultor sobre as deficiências e fortalezas do mesmo. A partir desse conhecimento, o próximo passo a ser dado pelo produtor é investir para corrigir suas fraquezas, começando pela correção da acidez, caso ela se faça
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presente, seguida pela descompactação e construção de curvas de nível para reter o excesso de água das chuvas, evitando a erosão. Se a análise indicar deficiência de nutrientes essenciais, é necessário suprir essas carências com adição de fertilizantes. Num solo bem manejado, máquinas pesadas não circulam pela gleba com solo muito úmido, compactando-o; não circulam no sentido da declividade do terreno, abrindo sulcos que promovem a erosão. Solos bem manejados suportam estiagens, porque estão protegidos contra a perda de umidade pela abundante palhada proporcionada pela rotação de culturas, além de agregar-lhe matéria orgânica, que fornece nutrientes, melhora a estrutura física e enriquece a microbiota.
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A reconstrução da capacidade produtiva de um solo degradado necessita da adoção de um modelo agropecuário regenerativo para recompor sua fertilidade natural perdida ao longo de anos de agricultura e pecuária convencionais mal manejados. A rotação de culturas, o sistema plantio direto e a integração de lavouras com pecuária são tecnologias dominadas e com benefícios consolidados, proporcionando melhorias na estrutura física do solo, maiores infiltração e retenção de água, proteção contra altas temperaturas, redução de competição com invasoras, ciclagem de nutrientes e incremento do teor de matéria orgânica. Um solo sadio, com a biodiversidade restabelecida, responde com maior produtividade.
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NUTRIENTES NECESSÁRIOS
Importância do magnésio no manejo nutricional dos cultivos Nutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e enxofre precisam estar equilibrados no solo e por isso todos merecem igual atenção. Por Amélio Dall’Agnol e Marco Antonio Nogueira, pesquisadores da Embrapa Soja
O
magnésio (Mg), assim como o nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e enxofre, é considerado macronutriente, o que sinaliza haver necessidade de disponibilizá-lo às plantas em doses mais elevadas para suprir suas necessidades em relação aos micronutrientes. Na verdade, os solos do planeta são relativamente ricos em Mg. Cerca de 2% da crosta terrestre é composta por este elemento, embora apenas pequena parte dele esteja disponível na solução do solo para absorção pelos vegetais. Apesar da abundância de Mg na crosta terrestre, os solos brasileiros são relativamente pobres do nutriente, dada a constituição dos materiais que lhes
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deram origem e ao elevado grau de intemperismo, que promove a remoção de bases do solo. A deficiência de Mg ocorre predominantemente em solos ácidos e de textura arenosa, cujo material de origem é pobre em Mg, sendo agravada pela exportação pelas colheitas, lixiviação, erosão e o manejo inadequado da calagem, da gessagem e da adubação. As principais fontes de Mg são os corretivos de acidez, principalmente os calcários dolomíticos – CaCO3.MgCO3. Para que um nutriente seja absorvido, é preciso que atinja a superfície das raízes e, no caso do Mg, o principal mecanismo envolvido é a interceptação radicular, o que indica que a aplicação do nutriente deve ser, preferencialmente, feita a lanço e incorporada, para que aumentem as chances de ser encontrado pelas raízes. No sistema plantio direto, o qual é dominante nos cultivos anuais do Brasil, a incorporação não é realizada, o que resulta em aumento da concentração do nutriente na superfície do solo com a aplicação dos corretivos.
Aqui não se pretende incentivar o revolvimento do solo em sistema plantio direto para incorporação de corretivos, mas a adoção de práticas de manejo do solo e das culturas que permitam o enriquecimento do perfil do solo não apenas com Mg, mas também com outros nutrientes, por meio da gessagem e da diversificação com plantas que tenham sistema de raízes abundante, como as braquiárias, por exemplo. No caso da gessagem, o Mg é íon acompanhante do sulfato, que o auxilia a se movimentar no solo. No caso das gramíneas, ele pode ser absorvido na superfície e ser transportado através das raízes e ser depositado nas
camadas inferiores após a mineralização dos tecidos, além da movimentação no perfil associada a ligantes orgânicos provenientes da palhada. As plantas absorvem o Mg como Mg2+, que é transportado via xilema para as diversas partes da planta. Diferentemente do cálcio, ele é móvel na planta e é rapidamente transportado, via floema, das folhas mais velhas para as mais novas. A carência de Mg provoca clorose internerval (Figura 1), encurtamento de entrenós, redução do crescimento vegetal, inibição da floração, morte prematura das folhas e degeneração dos frutos. Os sintomas têm início
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nos tecidos mais velhos, como nas folhas do baixeiro da soja, podendo manifestar-se desde os estádios iniciais de desenvolvimento da planta, até no final do enchimento de grãos, com maior ênfase nesta fase, em que a força de dreno é maior em direção à formação de vagens e grãos. A demanda por Mg pelas plantas é altamente influenciada pela intensidade luminosa. Assim, plantas cultivadas em condições de elevada insolação, como nas regiões tropicais do planeta, têm maior necessidade por este nutriente do que plantas cultivadas em ambientes com menor intensidade luminosa. Embora demandado relativamente em grandes quantidades pelas culturas, não tem recebido da pesquisa a atenção que merece, considerando a sua importância no metabolismo dos vegetais, como a atividade fotossintética, onde atua
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como constituinte estrutural da clorofila e como o átomo central da molécula (Figura 1). Aproximadamente 75% do Mg presente nas folhas dos vegetais está envolvido na síntese das proteínas, razão pela qual ele é particularmente importante para a cultura da soja, cujos grãos acumulam cerca de 40% de proteínas. É um nutriente importante, não apenas para a agricultura, mas, também, para a saúde humana e animal. Magnésio: o agricultor não pode descuidar-se dele. Ele é tão necessário quanto qualquer outro nutriente considerado indispensável. De acordo com a “lei do mínimo” a falta de um desses nutrientes limita o aproveitamento de todos os demais e por isso todos merecem igual atenção.
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DESAFIOS E SOLUÇÕES:
Confira os cuidados necessários no inverno para manter a produtividade da criação Durante o inverno, que pode apresentar temperaturas da água abaixo de 18ºC, o metabolismo animal diminui, afetando a sua imunidade e apetite, e consequentemente, o seu crescimento e consumo de ração. Por Carolina Vasconcelos Tavares de Farias Gerente de Vendas Aquacultur Alltech do Brasil
U
m manejo inadequado na produção de peixes durante a época mais fria do ano pode causar estresse e vulnerabilidade aos animais, resultando em maior incidência de doenças, surgimento de parasitas e bacterioses. Além disso, alguns fatores na aquicultura ligados não somente ao manejo, mas também a outros fatores controláveis podem afetar todo o desempenho
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produtivo e saúde dos animais. Entre os exemplos de desafios não controláveis está a temperatura da água, que tem relação direta com o clima e estações do ano. A maioria dos peixes cultivados no Brasil apresenta ótimo desempenho dentro de uma faixa de temperatura entre 25 ºC e 28ºC, não somente por uma questão metabólica, mas também por aspectos
relacionadas à saúde e à resistência. Durante o inverno, que pode apresentar temperaturas da água abaixo de 18 ºC em algumas regiões brasileiras, o metabolismo animal diminui, afetando a imunidade e o apetite dos animais, e consequentemente, o crescimento e consumo de ração. Algumas doenças bacterianas, como no caso da Franciselose (causada pela bactéria Gram-negativa Francisella noatunensis) podem surgir em temperaturas entre 18 ºC e 24 ºC, e estão cada vez mais comuns em diferentes polos de produção. Quando a temperatura da água se mantém nestas faixas, os animais iniciam processos de estresses térmicos, podendo afetar a rentabilidade final do produtor.
A redução do metabolismo faz com que os animais tenham menor movimentação e, por isso, se alimentem menos, tornando a escolha e acompanhamento da ração ofertada no inverno ainda mais importante. Aquicultores experientes, que já passaram por muitos invernos, sabem que o comportamento do animal muda nesse período, e por isso talvez seja necessário alterar a dieta e alguns manejos para que não tenham prejuízos. Caso o produtor não entenda bem como funciona o organismo dos animais, sua produção pode ter problemas agravados nestes cenários, por não dar a atenção devida ao desafio de temperatura.
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Confira a seguir alguns cuidados que devem ser tomados para evitar perdas com as baixas temperaturas durante o inverno: Assegure a qualidade da ração – nesta época do ano, os animais podem reduzir o consumo da alimentação em até 70%, por isso torna-se muito importante o manejo de rações altamente digestíveis, com bons níveis nutricionais e aditivos capazes de auxiliar na resistência animal e evitar o contágio de parasitas e bactérias. Atenção com o excesso de ração – não adianta exagerar no trato, pois os animais não vão ingerir o alimento nessas condições. Essa prática só resultará em mais perda e excesso de matéria orgânica para se decompor na água, que ficará poluída e com menor qualidade. Por isso, o reajuste da taxa de arraçoamento é muito importante. Controle os parasitas – avalie para prevenir, pois muitos parasitas podem ser veículo de bacterioses. Acompanhe periodicamente os animais – em
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casos de incidência de doenças faça os tratamentos necessários, sempre com acompanhamento de um bom técnico, para serem trabalhadas doses corretas e o período certo de administração. Algumas medidas que devem ajudar no período: • Preferência por rações formuladas especificamente para esta época do ano (inverno). • Diminuição da troca de água (em tanques escavados). • Evitar ligar aeradores durante a madrugada (eles devem ser ligados no período do dia e ter a sua queda calculada durante a madrugada, para que não se tenha o risco de que o oxigênio chegue a níveis críticos). • Movimente os animais somente se necessário durante este período. • Em algumas pisciculturas, elevam-se (com moderação) a densidade das rações para o que o animal não suba para a superfície e tenha contato direto com o ar frio.
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Rupturas e possíveis futuros para a agricultura Cadeias de valor transnacionais são vulneráveis a riscos inesperados, que podem levar ao fechamento de fronteiras, a bloqueios e rupturas nas cadeias logísticas, além de fragilidades que podem emergir com economias poderosas buscando autossuficiência
Por Maurício Antônio Lopes Pesquisador da Embrapa
É
pouco provável que a pandemia venha a reverter a globalização - processo que aprofundou as relações internacionais e a integração econômica, social, cultural e política no mundo, com impactos no comércio de bens e serviços, tecnologia e fluxos de pessoas, informações e investimentos. Mas é provável que a globalização acabe remodelada pelas muitas
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rupturas resultantes da atual crise. Forças geopolíticas e econômicas que operam há anos poderão ser intensificadas, acelerando mudanças nas relações entre países, no comércio internacional, na saúde e no bemestar da sociedade. Alguns movimentos geopolíticos dos últimos anos mostram grandes economias tendendo a empurrar
a globalização para segundo plano, priorizando autossuficiência como forma de garantir empregos, segurança, estabilidade interna, capacidade inovadora e perspectivas econômicas renovadas. Vide o “nacionalismo econômico” adotado nos EUA por Donald Trump, seguido pela promessa de Joe Biden de gastar bilhões em aquisições no estilo “buy american”, alavancando investimentos com priorização para “empresas americanas, com produtos americanos, e trabalhadores americanos”. A palavra “autossuficiência” tem também sido uma constante nos discursos e nas agendas dos líderes das duas nações mais populosas do mundo – China e Índia. Esses exemplos ilustram um processo que poderá se amplificar, na medida em que países abracem a autossuficiência como fonte de segurança e resiliência no mundo pós-pandemia. A despeito de todas as vantagens que mercados globalizados nos oferecem, cadeias de valor transnacionais são vulneráveis a riscos inesperados, que podem levar ao fechamento de fronteiras, a bloqueios e rupturas nas cadeias logísticas, além de fragilidades que podem emergir com economias poderosas buscando autossuficiência. Esse é um cenário que poderá levar a rupturas importantes em setores críticos para a sociedade, como a agricultura e o sistema alimentar. Antes mesmo da emergência da crise da Covid-19 já crescia a percepção que o sistema alimentar precisaria ser reinventado, para melhor cumprir a missão de fornecer alimentos acessíveis, seguros, nutritivos e aceitáveis para todos. Em certos setores, poucas empresas detém o controle de fatias enormes de mercado, concentração que ganha cada vez maior número de críticos na sociedade. Agora a pandemia alimenta anseios por autossuficiência, com fortalecimento da produção doméstica em busca de segurança. A expectativa é que produção local e as cadeias curtas de suprimento ampliem resiliência e controle sobre o sistema alimentar, garantindo o abastecimento, movimentando economias locais, contribuindo para a superação de desigualdades sociais e exclusão, problemas que ganharam grande visibilidade na crise. Outra ruptura potencialmente impactante para a agricultura é a “transição nutricional”, com demanda por alimentos associadas às mudanças demográficas e às expectativas dos consumidores, processo que poderá ser intensificado pela pandemia. Cientistas projetam para as próximas décadas importantes mudanças no padrão de consumo e dietas, com redução de demanda por alimentos amiláceos ou energéticos, e maior procura por proteínas nobres, legumes e frutas (vide American Journal of Agricultural Economics, Vol. 101:383, 2019). Países de alta renda importarão menos alimentos, pois suas populações já consomem muito e crescerão pouco nas próximas décadas. E a mobilização global contra o desperdício, que hoje leva para o lixo até 30% do alimento produzido, tenderá também a reduzir a demanda no futuro. Outra ruptura no horizonte é tecnológica. Cresce em todo o mundo o investimento em fazendas verticais e estufas climatizadas, que poderão fortalecer a autossuficiência na produção de alimentos. A expectativa é que fazendas verticais produzam, além
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de hortaliças folhosas, safras economicamente viáveis de frutas, legumes e grãos. Em artigo recente publicado pela Academia de Ciências dos Estados Unidos (PNAS Vol. 117:19131, 2020) cientistas descrevem a modelagem de uma fazenda vertical de trigo, com temperatura otimizada, luz artificial e altos níveis de CO2, em estrutura de 10 camadas, equivalente a um hectare de terra. E concluem ser possível produzir anualmente entre 700 e 1.940 toneladas do grão por hectare, o que equivale a aumentos impressionantes de 220 a 600 vezes o rendimento do trigo produzido a campo. Altos custos de infraestrutura e iluminação artificial ainda limitam tal modelo de produção, mas diversas vantagens já impulsionam vigorosa busca por sua viabilidade no futuro. Fazendas verticais demandam áreas pequenas, podem ser operadas o ano todo, reutilizam a maior parte da água, eliminam exposição
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a pragas e doenças e não perdem nutrientes para o meio ambiente. E podem ser acopladas a usinas de captura de CO2 da atmosfera, que injetado nas lavouras eleva a produtividade. Com a disponibilidade de fontes renováveis e baratas de energia e aumentos nos preços de alimentos, a agricultura vertical poderá ganhar espaço, inclusive em áreas urbanas, em grande proximidade e sintonia com consumidores cada vez mais exigentes. A globalização e a agricultura não perderão seus espaços no curto prazo, mas certamente serão pressionadas a se remodelar para o futuro. E uma grande nação agrícola como o Brasil precisa se habilitar a participar de forma ativa dessa remodelagem, o que só poderá ser alcançado com mais investimento em ciência, inteligência estratégica, e capacidade de reinvenção.
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