reservatório da um tesouro bem escondido Quem se passeia pelas bandas do Jardim do Príncipe Real está longe de desconfiar que por baixo dos seus pés se esconde um espantoso subterrâneo, ao qual se acede por uma modesta escada. Aí se encontra um enorme reservatório construído pela Companhia das Águas entre 1860 e 1864, com a finalidade de distribuir o precioso líquido no troço final do Aqueduto das Águas Livres. É o Reservatório da Patriarcal, projectado em 1856 pelo engenheiro francês Mary.
H
averá quem desconheça que a EPAL é responsável
ra rompe da parede de leste e vai encontrar a Galeria do
por um conjunto de monumentos e edifícios dedica-
Loreto, inicialmente a responsável pelo abastecimento do
dos à história do abastecimento de água da cidade
repuxo e do Reservatório. A segunda fica por baixo desta e
de Lisboa. Galardoado com o Prémio do Museu do Conselho
segue até à Rua da Alegria, fazendo o transporte do sistema
da Europa, o museu abrange quatro núcleos separados geo-
Alviela para a Patriarcal. A terceira galeria abre na parede
graficamente: o Aqueduto das Águas Livre, o Reservatório
ocidental em direcção à Rua de S. Marçal e abastecia a par-
da Mãe d’Água das Amoreiras, o Reservatório da Patriarcal
te poente da cidade.
e a Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos.
O Reservatório da Patriarcal deixou de servir nos anos 40 e
O Reservatório da Patrialcal - uma cisterna octogonal em
foi recuperado em 1994, transformando-se num espaço ce-
alvenaria, possui 31 pilares de 9,25 metros de altura onde
nográfico com escadas, pilares, arcos, galerias, passarelas
assentam diversos arcos em cantaria que sustentam as
– uma verdadeira catedral debaixo do chão, onde se promo-
abóbadas. No exterior encontra-se um lago com um repu-
vem festas, exposições e concertos. Os trabalhos de recu-
xo, onde 4 tubos funcionavam como escoadouros.
peração levados a cabo valeram à EPAL o Prémio Municipal
Do Reservatório da Patriarcal partem 3 galerias. A primei-
de Arquitectura Eugénio dos Santos, atribuído em 1994.•
20 · con vida