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Ed 022_Abr a Mai 22_Conteúdo Compartilhado

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Atuamos através de uma Plataforma de Gestão e Serviços Empresariais, especializada na identificação de cenários e relações nas empresas, com soluções que vão desde o entendimento e desdobramento da estratégia, passa pelo desenho, redesenho, simplificação e otimização de Processos, pela implantação e revisão do modelo de gestão, incluindo Serviços Compartilhados (CSC), e a segurança que todas estas grandes transformações sejam tratadas com apoio da Gestão da Mudança e Prontidão Organizacional (GMO). Para o processo destas entregas contamos com um time de Sócios e Consultores, além de parceiros que complementam nossas entregas, aportando tecnologia e inovação.

SE RVIÇOS

CSC Projeto, Revisão e Implantação de Serviços Compartilhados

GMO Gestão da Mudança e Prontidão Organizacional

APOIO A IMPLEMENTAÇÃO DE ERP'S Do mapeamento à jornada de transformação organizacional

PROCESSOS Desenho, redesenho e mapeamento de processos

DIAGNÓSTICO E ANÁLISE DE CENÁRIOS

ARQUITETURA ORGANIZACIONAL

ADVISORY

PMO

PEO

MATRIZ DE AVALIAÇÃO DE MATURIDADE DOS PROCESSOS

SISTEMA DE GOVERNANÇA

SOLUÇÕES INTEGRADAS E AUTOMAÇÃO DE PROCESSOS

ESCRITÓRIOS PORTO ALEGRE / RS (51) 3026 0070

contato@consulpaz.com consulpaz.com

SÃO PAULO / SP (11) 2348 5395 2


EXPEDIENTE

A Revista Conteúdo Compartilhado é uma publicação periódica, gratuita da consultoria ConsulPaz CGP Associates. Sua divulgação ocorre de forma digital e o acesso pode ser realizado internacionalmente. O conteúdo dos artigos e entrevistas de convidados é de responsabilidade dos autores e não reflete, necessariamente, a opinião da empresa.

Idealização Eden Paz Presidente do Conselho e Sócio Fundador ConsulPaz

Colaboração Carlo Manfroi CEO da Qualé Digital

Eden Paz Presidente do Conselho e Sócio Fundador ConsulPaz

Fabio Gandour Professor e ex-cientista chefe da IBM

Diagramação e Criação

Juliana Finkler

Juliana Corrêa

Sócia da 1Quarto.cc e diretora de conteúdo criativo na Pink.mov

Comunicação, Marketing e Novos Negócios ConsulPaz

Marcio Hannas

Jornalista Editor Responsável

Presidente da Divisão de Mobilidade da CCR

Caco da Motta

Pedro Bocchese

CEO Caco da Motta Comunicação Registro Profissional 7220/91/RS

Diretor de Inovação e Tecnologia da Núcleo Sistemas

Timóteo Tangarife

Edição do PodCast

Head de CSC na Eletrobras e Presidente da ABSC

Von Braun

Staff Guilherme Gondim Comunicação e Marketing ConsulPaz

Nayana Celeste Comunicação ConsulPaz

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CON TEÚ DO

05 | CARTA AO LEITOR 06 | TECNOLOGIA E INOVAÇÃO A Internet pode ser mais relevante com a chegada do Metaverso. Entrevista com Fabio Gandour.

16 | NOTÍCIAS Novos projetos.

17 | GESTÃO E LIDERANÇA Novos desafios na liderança da ConsulPaz.

COFFEE.NET | 42

18 | TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Eventos promovidos pela ConsulPaz e parceiros.

Os Impactos dos NFTs na economia. Entrevista com Juliana Finkler.

ARTIGO | 44

28 | CONSULPAZ NO CALDEIRA

Metaverso: passado, realidade ou tendência? Artigo de Pedro Bocchese.

Ações e iniciativas Instituto Caldeira.

30 | CSC & PROCESSOS

COLUNA CACO DA MOTTA | 50 Propaganda, alma e negócios em tempos digitais. Caco da Motta entrevista: Carlo Manfroi.

EM FOCO: Um olhar para o futuro do CSC. Bate-papo com Eden Paz, Marcio Hannas e Timóteo Tangarife

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CARTA AO LEITOR

NOVOS CAMINHOS E O METAVERSO – ESTE UNIVERSO PARALELO! Um novo caminho, uma nova jornada, uma transição com desafios para todo time da ConsulPaz. Nosso Sócio, Ari Pellicioli, assume, neste mês de maio, a função de CEO, com o desafio de continuar promovendo o crescimento e a expansão da empresa. Eu, por outro lado, assumo a presidência do conselho e passo a avaliar oportunidades e novos negócios alinhados à estratégia da ConsulPaz, dentro do propósito de “gerarmos conhecimento e transformação, conectando pessoas e tecnologia” Nesta edição, através da “Live Conteúdo Compartilhado da ConsulPaz”, mergulhamos no tema “Metaverso” e conversamos com Fabio Gandour, cientista e pesquisador, que nos brindou com um bate papo incrível sobre o tema e, com Juliana Finkler, falamos sobre NFT e tecnologias digitais. Além deles, temos o artigo do nosso amigo Pedro Augusto Bocchese, que, de forma leve e esclarecedora, ajuda nossos leitores a compreenderem um pouco mais destes elementos. No universo dos Serviços Compartilhados [CSC], tivemos o prazer de trocar experiência com Marcio Hannas e Timóteo Tangarife, respectivamente, ex-presidente e presidente da ABSC – Associação Brasileira de Serviços Compartilhados, para, através do Conteúdo Compartilhado “Em foco” evento ao vivo, publicado pelo Youtube, Instagram e Facebook, falar do aprendizado durante o período inicial da pandemia, da situação atual e das tendências, incluindo o tema metaverso. Na coluna do Caco, temos um tema que fala sobre como o mercado da comunicação sofreu um forte impacto com a transformação digital, acelerada pela chegada da pandemia e como está lidando com esta nova realidade. Com a retomada do presencial, também voltamos a realizar nosso CoffeeNet, composto por eventos que fazem parte do portifólio de geração de conteúdo da ConsulPaz e são voltados para troca de conhecimento e experiência entre executivos e profissionais do mercado. Temos, nesta frente, algumas iniciativas, como CoffeeNet All Together; CoffeeNet Gente, Gestão e Liderança, CoffeeNet Webinar e CoffeeNet Eventos.

Por fim, o mercado vem retomando seu ritmo e com isso iniciamos vários projetos, entre eles, Central de Cadastros junto a UnidaSul; Mapeamento, revisão e gestão de processos na Mercosul Motores Elétricos; Avaliação de Maturidade do ‘RH Atende’ do Grupo Petrópolis e Advisory junto à UNIMED POA para implantação do CSC, além de outras iniciativas em andamento. Aproveitamos para desejar sucesso ao Ari em seu novo desafio e dizer que continuarei participando ativamente da empresa e da geração de conteúdos da ConsulPaz, como esta nossa revista. Se você ainda não recebe nossa revista, inscreva-se em nosso site e passe a receber, além desta, todos os outros conteúdos gerados por nós. Um abraço e boa leitura.

Presidente do Conselho e Sócio Fundador da ConsulPaz e Membro do Conselho da ABSC

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TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

ENTREVISTA

10 minutos

Metaverso

A Internet pode ser mais relevante com a chegada do Metaverso Natural de São José do Rio Preto, Fábio Gandour, é formado em Medicina pela UnB e especialista em Cirurgia Pediátrica. Área em que se dedicou por 11 anos. Acabou mudando de área após um PhD que não chegou a completar em Ciências da Computação. Trabalhou quase 30 anos na IBM. Nos 10 anos em que trabalhou como cientistachefe do laboratório de pesquisa, desenvolveu o conceito de Ciência como Negócio. Atualmente mora numa área rural localizada a 120 km da cidade de São Paulo. Local que serve de laboratório de pesquisa e aplicação de atividades ecológicas sustentáveis. Também tem se aprofundado em pesquisas sobre o Metaverso. Mas afinal, o que é Metaverso? Fabio Gandour respondeu a esta pergunta e a outras provocações, em conversa ao vivo com o Presidente do Conselho da Consulpaz, Eden Paz, que pode ser acompanhada em Podcast, no Youtube e em texto aqui na 22ª Edição da Revista Conteúdo Compartilhado.

Fábio Gandour

FABIO GANDOUR

Ex Cientista-Chefe IBM 6


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Eden Paz (Porto Alegre) - Vamos falar de Metaverso. Podemos começar explorando o que você chama de "figital" em um dos seus artigos do Linkedin sobre o tema?

palavras para criar novos significados. Stephenson escreveu um livro que se chama Megaversity, onde ele funde o prefixo mega com um pedaço da palavra university. É um cenário futuro, imaginário, sobre uma universidade gigante que existiria nos Estados Unidos. Mega é um prefixo que quer dizer grande. A Megaversity seria essa Universidade gigante. Em outro livro, chamado Snow Crash, aparece pela primeira vez, a palavra Metaverso. É algo que vai além do universo. Note que dá até para construir outros universos, a partir de certas necessidades. Por exemplo, durante a pandemia eu continuei dando palestras, conferências e aulas. Foi preciso ser criativo para construir um ambiente atraente para o processo de ensino a distância. O que eu fiz foi criar um universo miniaturizado. Procurei miniaturas de objetos que ilustravam o meu discurso.

Fabio Gandour (São Paulo) - Para a minha página no Linkedin, escrevi quatro artigos sobre este tema. O primeiro é uma introdução. Ele contém a palavra tríptico, para explicar os outros três artigos. Um deles fala das definições de Metaverso, o outro insere as definições no mundo dos negócios e o terceiro fala de futuro. A gente pode começar esclarecendo de onde vem essa palavra Metaverso. Ele é a fusão do prefixo meta, que nesse caso significa mais e além, e verso, que é extraído da palavra universo. A palavra Metaverso foi criada por um escritor futurólogo, Neal Stephenson, um craque em fundir pedaços de

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que vai compor esse universo paralelo?

Quando eu falava de motor, mostrava um motorzinho e assim por diante. Chamo este mundo de Miniverso. O motor existe, é tangível, é físico, mas é miniaturizado e não funciona como um motor normal.

Fabio Gandour (São Paulo) - O que cabe no Metaverso? A resposta mais honesta que eu tenho para esse tipo de pergunta é: qualquer coisa cabe lá dentro. Só que nós vamos ter que ver quais as melhores coisas para serem inseridas no Metaverso. Mas tudo que puder ser transformado em bit pode caber no Metaverso.

O Metaverso é este cenário que existe na tela de engenhos digitais e que tem propriedades maiores e que vão além do universo. É nesse mundo que nós vamos entrar através da tecnologia.

Hoje, a ocupação do Metaverso acontece em três segmentos principais: entretenimento, conexões interpessoais e negócios.

Isso já aconteceu entre 2006 e 2008 com o Second Life, mas o final da história não foi muito feliz naquela época. A empresa Linden Lab, criadora do Second Life, por alguma razão mais comercial do que técnica, não conseguiu sobreviver do jeito que eles esperavam.

O entretenimento inclui os games que já são desmaterializados, mas também envolve shows e espetáculos artísticos.

O Metaverso praticamente ressuscitou em um evento que aconteceu em outubro do ano passado, quando o Facebook mudou de nome para Meta. Mark Zuckerberg, maior acionista do Facebook, acredita que o futuro do uso da tecnologia vai desmaterializar o mundo transformando átomos em bits, através do Metaverso. Aí todo mundo saiu correndo atrás. Hoje, já existem várias empresas dedicadas a metaversos.

Conexões Interpessoais é o que é mais conhecido pelo nome de redes sociais. Eu evito usar o termo Redes Sociais, pois nem todas as redes tem um caráter meramente social. Nos negócios, uma empresa como a ConsulPaz poderá fazer uma reunião num prédio seu no Metaverso. Nesta área, é possível prover alguns tipos de produtos ou serviços e ser remunerado por isso.

Eden Paz (Porto Alegre) - Também começam a ficar mais presentes alguns elementos de tecnologia que já são falados há alguns anos, como Blockchain, que vem alavancando o mercado de criptomoedas e as NFTs com coleções bilionárias. É tudo isso

Porém, como o Metaverso é sobretudo versátil, isso tudo pode mudar em uma semana. Se o Mercado Livre resolver abrir uma presença no Metaverso, vai todo mundo correndo para lá, ver do que se trata. E se você quer comprar

CO C O NC TOENÚTDE OÚ DC OO M P AMRPTAI RL TH IAL DH OA D O

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uma xícara, vai lá e vê a xícara que quer comprar.

de Inteligência Artificial. Estes modismos se transformam em solução para todos os problemas. Mas não é bem assim. Com o tempo, ocorre um certo equilíbrio. No momento, a palavra da moda é Metaverso.

Eden Paz (Porto Alegre) - Você quase experimenta? Fabio Gandour (São Paulo) - Você menciona uma coisa que será possível com a chega de uma evolução tecnológica chamada háptica. Ela irá permitir a transmissão de sensações táteis através da internet.

Aí aparece escrito na Mídia a seguinte frase: "a Boeing vai construir um avião no Metaverso". Na realidade, não é bem assim. O que a Boeing vai fazer, e que a NASA já faz, é utilizar a representação em bits de coisas que existem em átomos e que são necessárias para construir um avião. A ideia é diminuir o descompasso de fornecimento de coisas que podem não se encaixar, colocando no Metaverso todos os requerimentos necessários para construir o avião. Assim, deve ser possível diminuir algo que a gente chama em engenharia aeronáutica de Clash Analysis. A análise do encaixe. Talvez a internet ganhe uma rele-

Eden Paz (Porto Alegre) - Qual é a relação do Metaverso com o futuro da internet? É a web 3.0? Qual é o paralelo ou a relação entre ambos? Fabio Gandour (São Paulo) - A mídia adora construir mensagens sensacionais com a tecnologia de vanguarda. São modas. Uma moda recente foi a Inteligência Artificial. Era difícil encontrar algo escrito na mídia que não falasse

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vância maior nos ambientes em que hoje, ela é apenas um elemento de complementação e ilustração. No processo de fabricação, a internet já exerce um papel bem relevante com a Internet das Coisas. Esta relevância deve se ampliar com o Metaverso.

sas pela metade. Me explico: 4G existe, mas em boa parte do Brasil não tem 4G, apenas 3G. É claro que o 5G vai surgir primeiro nas grandes cidades. Mas quando ele vai existir nas outras cidades? Às vezes, o marketing deixa as coisas meio incompletas e faz a gente acreditar que o mundo é maravilhoso quando, na realidade, não é.

Eden Paz (Porto Alegre) - Parece que tem um número gigantesco de conectores e leitores, que é o que tem permitido estas leituras, esta quantidade de dados analisados, de comparações quase que em tempo real. É a famosa indústria 4.0 ou a internet 4.0 que está aí sustentando tudo isso?

Eden Paz (Porto Alegre) - De que forma o Metaverso pode ser útil e servir aos negócios e às empresas? Fabio Gandour (São Paulo) - Eu construí uma lista de áreas que são atraentes para o uso do Metaverso, conside-

Fabio Gandour (São Paulo) - Eu acredito que o Metaverso trará para a Internet uma usabilidade mais robusta, densa, relevante. E isto vai na direção da indústria 4.0. Menos tititi, menos oba oba e menos fake news. Vamos usar a Internet de um jeito mais edificante. Espero ter razão. Mas para colocar um Metaverso robusto em pé, precisamos de uma Internet um pouco melhor. Eu confio que o 5G é uma das portas pelo qual essa Internet melhor pode entrar. Eden Paz (Porto Alegre) - O 5G é um caminho que vai depender da infraestrutura? Fabio Gandour (São Paulo) - Sim, mas o que a gente não pode fazer é ceder a um apelo de marketing e deixar as coi-

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rando os potenciais e atuais clientes da ConsulPaz: •

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mas para o Metaverso e usar esta nova plataforma como uma escola.

Orientação e alertas ao mercado Por exemplo, um escritório da ConsulPaz no Metaverso, pode colocar na fachada quais são os segmentos que a empresa atende. Se surgir algo importante para os clientes de algum segmento, um alerta luminoso pode chamar a atenção destes clientes. Quem entrar lá neste escritório virtual vai ser informado de algo relevante para o seu negócio. Educação à distância – A ConsulPaz realiza cursos. Basta migrar estes cursos de outras platafor-

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Reuniões à distância com representação de pessoas - É a avatarização. Avatar é uma imagem que me representa. O meu avatar pode ser loiro, de olhos azuis e com uma longa cabeleira e eu sou careca! É a minha persona.

•

Marketing e Branding – No Metaverso, vai ser interessante para fazer marketing e principalmente branding, que é a gestão da marca. O Carrefour anunciou que comprou um terreno no Metaverso. O que tem no terreno do Carrefour? Nada. Só uma plaquinha escrita: Carrefour. A marca já está presente no Metaverso!

Eden Paz (Porto Alegre) - Quais são as outras possibilidades do Metaverso na Educação? Fabio Gandour (São Paulo) - O Metaverso na educação é uma evolução quase que natural da Educação à Distância alavancada pela pandemia. Eu, que dou aula em uma pós-graduação, sofri um pouco com a educação à distância na pandemia, tanto que criei em casa um verdadeiro estúdio. Neste ambiente, criei um miniverso, um conjunto de miniaturas dos objetos que uso para ilustrar as aulas. Tive que cuidar da iluminação. Tive que cuidar também da sonorização. E por fim, montar uma

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grande tela plana de TV para interagir com os alunos. Com isto, consegui fugir do modelo monótono onde o PowerPoint ocupa 98% da tela e a imagem do professor aparece apenas no canto. Tudo isto eu fiz em um mundo bem real, de átomos. Na educação a distância dentro do Metaverso todo este modelo poderia ser construído em bits. Além disto, uma escola metaversal seria bem interessante para praticar os princípios de um modelo de educação chamado heutagogia. É uma educação moderna onde professor e aluno escolhem juntos o que, como, quando e onde vai ser ensinado. O Metaverso se presta a este modelo. Só que em vez de professores e alunos reais, seus avatares é que estarão na escola. Eu não sei qual será a dinâmica desse relacionamento entre avatares. Mas confio que pode dar certo...

no. O avatar pode fazer bullying com outro avatar? Um professor pode ser agredido por um aluno. Um avatar pode agredir outro avatar? Dizem que sim. Então, a dinâmica do binômio orientador-orientado, professor-aluno, instrutoraprendiz nesse mundo metaversal tem que ser, primeiro, mais bem estudada.

Eden Paz (Porto Alegre) - O Metaverso também vai permitir um pouco mais de inclusão para um determinado tipo de pessoas com deficiência, que talvez no físico seja mais complexo?

Fabio Gandour (São Paulo) - Sim, mas não podemos desconsiderar que a terra é redonda e gira. Então, a gente vai pôr todo mundo na mesma sala em diversos lugares do mundo, mas cada um vai

Um outro aspecto que merece estudo diz respeito ao fato de que numa sala de aula com professor e aluno, você não consegue eliminar o professor nem aluno. No Metaverso, você aperta um botão e tira todo mundo do ar. Será que isto é mesmo uma vantagem? Ou não? Por isto é preciso investigar mais o tema. Eden Paz (Porto Alegre) - É possível pensar em espaços virtuais de trabalho com pessoas de diversas partes do mundo?

Fabio Gandour (São Paulo) - Sim, se alguém sentir inibido por ter alguma característica pessoal que traz um tipo de restrição à exposição, isso não vai aparecer em um avatar. Mas antes de praticar esta aparente inclusão, é bom estudar melhor a dinâmica da interação entre avatares. Numa sala de aula, um aluno pode fazer bullying com outro alu-

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estar num horário diferente.

mundo feito em bits.

Um outro cuidado que esta previsão futurista deve trazer é com relação ao desemprego. Automação cria desemprego, sim. Alguns dizem que o funcionário pode ser reciclado. Pode, mas o processo de reciclagem é um funil. Você não vai pegar 100 pessoas de uma linha de montagem, substituir por 10 robôs e aproveitar os 100 em outra função. É um funil para aqueles que tiverem aptidão, conhecimento e uma educação formal melhor. E a nossa educação formal vai realmente mal.

O que existe são mecanismos para minimizar os incidentes, mas não há privacidade. Aquela foto íntima que você tirou não está segura no seu celular. Se você não quer que ela vaze, apaga. Porém, nem apagada você tem certeza de que ela foi (realmente) apagada. Se a Polícia Federal pedir para o prestador de serviço que abra a base de dados do seu número a foto estará lá dentro. Eu acho melhor a gente admitir esta realidade, esse fundamento para lidar com segurança e privacidade. Do contrário, podemos ser surpreendidos por coisas extremamente desagradáveis.

Com automação extrema é possível ter no Metaverso um funcionário lá na Índia que pilota um robô na fábrica aí do Rio Grande do Sul.

E como a gente faz na empresa? Uma empresa que quer se proteger de ataques cibernéticos, precisa ter infraestrutura de TI redundante e bancos de dados particionados. Com uma infraestrutura assim, a invasão de uma partição não altera a outra. Mas aí, irão dizer que isso vai ficar muito caro. Sim, vai ficar caro, só que se você não fizer isso e um hacker capturar a sua instalação, o resgate pode ser bem mais caro! E qual é o grau de risco ao qual a sua instalação está exposta? É bom dimensionar este risco logo no início dos projetos.

Posso ter pessoas trabalhando remotamente, contribuindo de diversos pontos para uma realização global. Num mundo bem virtualizado, mais justo e mais equânime, isso não só é possível como é desejável. Só que eu não sei se a gente está neste mundo equânime o suficiente para evitar algumas circunstâncias que vão agravar ainda mais a desigualdade social. Eden Paz (Porto Alegre) - A pergunta que eu quero trazer para a discussão é em relação à ética, à privacidade, à proteção de dados, como será neste mundo Metaverso.

Eden Paz (Porto Alegre) - Se você pudesse recomendar algo para as pessoas e para as empresas neste novo mundo, o que você diria a elas?

Fabio Gandour (São Paulo) - Não há privacidade e não há segurança em um

Fabio Gandour (São Paulo) - Os profissionais que serão mais bem sucedi-

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dos são os profissionais que chamamos de T-Shaped, em forma de T. Por que em forma de T? Alguém que tem na parte horizontal do T um conhecimento amplo sobre várias coisas e, na parte vertical do T, um conhecimento profundo sobre uma dessas coisas.

tebol e cantores de funk. Nada contra. Só não se esqueça que aí também tem um funil. Quantos jogadores conseguem jogar no Manchester United e ficam milionários? Quer tentar, tenta, mas não se esqueça de ser T-Shaped.

Do lado da empresa, é muito recomendável valorizar mais o profissional com boas chances de ser T-shaped. Selecionar os que têm conhecimento geral amplo e um conhecimento profundo em alguma área, para promover ainda mais a profundidade. A minha sugestão final vai para todos os departamentos de RH. Notem que os departamentos de RH estão em um ponto alto da pirâmide organizacional e a sua maior clientela está abaixo. Só que o RH não olha para baixo! Só olha para cima, tentando agradar a alta administração.

Como a gente constrói um profissional T -Shaped? Na parte horizontal do T, aparecem os conhecimentos que alguém captura na internet, nas redes sociais e na vida profissional, de forma tácita. Para a parte vertical do T, para adquirir profundidade, é preciso estudar. Tem que estudar muito todos os dias. Dica para os jovens que estão nos ouvindo: cuida do lado horizontal do T, porém vai cavando o lado vertical nas profundezas do conhecimento de uma área. Mas qual área? Qualquer uma, desde que você seja o cara que mais conhece aquele tema no seu círculo profissional.

Uma moda que está decolando forte são os departamentos de RH fazendo entrevistas de candidatos usando Metaverso. Que tal aproveitar este momento e promover os candidatos T-shaped?

Os jovens querem ser jogadores de fu-

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Metaverso

A Internet pode ser mais relevante com a chegada do Metaverso Entrevista disponível também em formato de vídeo e áudio em:

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Fabio Gandour é cientista, pesquisador e professor. Já atuou em empresas como IBM e Google. Você pode acompanhar Fabio em seu perfil no LinkedIn.

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ConsulPaz em Pauta

NOTÍCIAS UnidaSul Depois de uma entrega exitosa em relação ao mapeamento de processos concluída em fevereiro, retornamos à UnidaSul para estruturar e implementar a Central de Cadastros da organização, que além de garantir maior controle para o negócio, servirá como acelerador para a implementação do novo ERP da empresa.

Mercosul Motores Elétricos Com o kick off do Programa Butterfly da Mercosul Motores Elétricos, a ConsulPaz, responsável pela frente de mapeamento e novo modelo de gestão de processos, iniciou o trabalho junto às áreas de negócio da empresa e tem como parte de seus entregáveis, estruturar os processos para que seja implementado o novo ERP, e suportar o processo de expansão da empresa, parte de seu planejamento estratégico.

Unimed Porto Alegre Em abril, finalizamos um projeto de Advisory junto ao novo cliente Unimed Porto Alegre, no qual estamos ajudando na construção do conceito de Serviços Compartilhados, com objetivo de apoiar na implementação do modelo junto a empresa.

Grupo Petrópolis Ainda em maio fomos contratados para realizar um assessment nas atividades do RH Atende do Grupo Petrópolis, com o objetivo de avaliar o cenário atual, identificando oportunidades de melhoria que suportem a expansão do modelo de negócio para todo o grupo. Estamos realizando a avaliação de maturidade dos processos utilizando o AVAMA, um dos nossos produtos que é baseado nas boas práticas de mercado.

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ConsulPaz em Pauta

GESTÃO E LIDERANÇA Novos desafios na liderança da ConsulPaz

Alinhado ao planejamento estratégico da ConsulPaz e aprovado pelo conselho da empresa, a partir de maio de 2022, nosso sócio e fundador, Eden Paz, assume a Presidência do Conselho de Administração da ConsulPaz com o desafio de identificar e avaliar novas oportunidades para a empresa, buscar novos mercados, novos produtos e novos serviços. Tem a missão de junto com o conselho, orientar e direcionar os investimentos da empresa, sempre dentro do propósito de “gerar conhecimento e transformação, conectando pessoas e tecnologia”. Para seu lugar, é nomeado como novo CEO, Ari Alexandre Pellicioli, que vinha atuando como COO da ConsulPaz e agora assume o desafio de continuar promovendo o crescimento e expansão da empresa. A ConsulPaz vem crescendo 40% ao ano, desde a sua fundação e conta com mais de 50 clientes e projetos de destaque na sua área de atuação, sendo que o Ari já estava a frente de muitos deles. Para nossos clientes, temos certeza de que este movimento irá gerar ainda mais valor e aumentar a capacidade de entrega da ConsulPaz. Desejamos sucesso para o Eden e o Ari em suas novas atribuições dentro da ConsulPaz!

Ari Pellicioli

Eden Paz

CEO ConsulPaz

Presidente do Conselho ConsulPaz

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ENTREVISTA

8 minutos

NFT e Economia

Os Impactos dos NFTs na economia. Você já ouviu falar de arte digital? O que são os NFTs? Para responder a estas perguntas, falar de inovação, transformação digital e economia criativa, Eden Paz, Presidente do Conselho da ConsulPaz, conversou com uma profissional cheia de inspiração e ideias em um mundo cada vez mais conectado.

Juliana Finkler é publicitária de formação, designer multimídia, co-founder da produtora Pink.mov, sócia da empresa criativa 1Quarto.cc, fundadora do Instagram inspiracional @artenadasei. Criadora de conteúdos digitais para projetos de arquitetura, publicitários e eventos em vários formatos. O bate-papo inspirador com a Juli, como também é conhecida, pode ser acompanhado em vídeo no canal do Youtube da Consulpaz, nas plataformas de Streaming de áudio em Podcast e em texto numa versão resumida para a Revista Conteúdo Compartilhado.

Juliana Finkler

JULIANA FINKLER 1Quarto.cc18


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Eden Paz (Porto Alegre) - Vamos falar de arte digital, inovação, transformação digital e economia criativa. Nos conte um pouco da sua trajetória, Juliana.

mento e uma expansão muito grande. Por exemplo, na arte digital, que trabalhamos na 1Quarto.cc, temos um crescimento de NFT, que surgiu durante a pandemia. E isso está cada vez mais rápido. Muitas vezes pensamos “Para onde vou seguir? Para que lado vou disseminar essa versão da minha arte?”

Juliana Finkler (Porto Alegre) - Fico muito feliz em trocar essa ideia nos dias de hoje. É algo multidisciplinar, é sobre fazer um pouco de tudo e se complementar como um todo. Comecei minha trajetória há 15 anos, a partir dessa participação dentro do analógico e na versão do digital. Digo que é uma transmutação da arte como um todo.

Então, hoje, uma narrativa que estamos trabalhando é na pesquisa sobre o que podemos agregar de valor e resultados dentro do que as pessoas vêm procurando na arte digital. Os NFTs e Blockchain têm um crescimento único. Notamos vendas muito grandes de NFTs, mas o que é isso? Como isso vem a ser concreto e real?

Eden Paz (Porto Alegre) - E o que você tem percebido e feito no ambiente digital? Juliana Finkler (Porto Alegre) - Dentro do digital, estamos com um cresci-

Temos também o Metaverso em crescimento dentro de vários games. Acredito

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que a disseminação para o futuro é com artistas plurais em uma tarefa multidisciplinar da arte sendo uma forma de inclusão.

gera obra de arte virtual, podendo ser tela, ter esse apreço de registro único da peça e participar do crescimento de comunidades.

Eden Paz (Porto Alegre) - Você falou de Metaverso e sabemos que os NFTs e Blockchains são elementos da tecnologia que estão dentro do Metaverso, mas você comentou da arte digital. Se antes tínhamos o colecionador de quadros, esculturas e fotos, como é que isso se desenvolve dentro dos NFTs?

Querendo ou não, as pessoas estão comprando um NFT para agregar o valor de mercado na sua casa e também fazer parte de uma comunidade. É interessante nessa disseminação de games, por exemplo, você pode ir em uma galeria de arte, comprar um NFT e, a partir disso, você passa a fazer parte de uma comunidade exclusiva.

Juliana Finkler (Porto Alegre) - Isso é um novo estilo de vida. Quando compramos um NFT dentro de um Blockchain, queremos um registro único daquela peça e isso vem disseminando a criação de um autor único, como as vendas tradicionais. O artista digital

Eden Paz (Porto Alegre) - Há algum jogo que você possa estar mobiliando e ter uma decoração exclusiva? Como funciona isso nas comunidades? Juliana Finkler (Porto Alegre) - Hoje

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em dia, cada um tem a sua comunidade, mas, por exemplo, no SandBox, você já consegue fazer a construção do seu espaço. Ele é um dos games mais apropriados para compra e funciona através de Metamask, que seria a compra desses valores com criptomoedas.

posta por realidade aumentada e inteligência artificial, vai estar mais presente no nosso dia a dia? Hoje já temos algumas iniciativas, como você comentou, mas para o dia a dia, como você acha que vai estar mais presente?

Percebemos várias marcas, como Gucci e Adidas, fazendo roupas especiais para os avatares (personagens virtuais das pessoas). Nessas compras vemos muitos produtos. Por exemplo, vai no Metaverso e compra uma roupa, e essa roupa é de uma marca ou de uma loja. As marcas já estão desenvolvendo uma plataforma 360°, podendo ter uma camiseta do Guns N' Roses dentro do seu game.

Juliana Finkler (Porto Alegre) - Nós já tínhamos The Sims, e querendo ou não, foi um passo muito grande para o Metaverso. O Second Life também. Então, imagina você possuir um avatar dentro desses jogos e ganhar dinheiro com isso. Essa realidade já chegou. Acredito que até o final do ano vamos ter uma noção melhor de como será o futuro dentro do Metaverso. Já iniciamos as primeiras transações dentro desse universo. Querendo ou não, é isso que está movendo o Metaverso.

Acredito que essa disseminação do seu avatar ser mais parecido contigo, ter uma personalidade única, vivendo dentro do game uma vida muito diferente do que é real e fazendo o consumo de arte digital dentro do Metaverso, é muito interessante. Inclusive, a publicidade começou a ver o quanto isso tem sido importante.

A economia está gerando a compra de avatares, produção de produtos dentro de espaços de games e trazendo mais empresas para investir nos seus negócios, como a Heineken fez. Querendo ou não, o público que consome, muitas vezes, não é o público que bebe cerveja, mas é o público que está fazendo a propaganda ali dentro. Acho que é a partir desse crescimento que teremos o consumo de arte com as criptomoedas.

Eden Paz (Porto Alegre) - No final do ano, vimos o Facebook mudando seu nome para Meta, reforçando ainda mais o conceito do Metaverso. O conceito não é de hoje, mas vem ganhando mais força e tem impactado o mercado. Como e quando, na sua visão, essa realidade virtual, com-

Eden Paz (Porto Alegre) - Isso tem a ver com as comunidades?

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Juliana Finkler (Porto Alegre) - Sim, se eu sou fã da Heineken, eu quero fazer parte daquela comunidade. Se eu já tenho investido em criptomoeda, eu vou querer ir em shows especiais da Heineken. Acredito que o crescimento está ligado a fazer parte dessas comunidades. Eden Paz (Porto Alegre) - E as empresas tradicionais, que tem seus processos, suas estruturas, sua cultura ainda de origem tradicional com bases sólidas. Como vamos quebrar esses paradigmas? Porque essa realidade veio, e assim como as outras rupturas anteriores, há mudanças radicais que as tecnologias vêm acelerando nos últimos 20 anos. Como você olha para esse mundo que ainda existe, passando por uma transição para o Metaverso?

O que eu vejo hoje? Muitas empresas que já têm um pouco mais de inovação, estão dando um passo de risco. Não é algo muito concreto, mas é com esse passo de risco que nos possibilita ver o fomento crescer.

Juliana Finkler (Porto Alegre) - Acho que uma palavra bem importante nessa transição é a inovação. Muitas vezes, as empresas que vem de um método “quadrado” que se diz, aquele método didático, também estão procurando inovação dentro da empresa. E hoje, inovar é tornar uma parte criativa, sendo uma entrada de investimento. Muitas empresas já começaram a estudar como formar o capital dentro da criptomoeda. Então, é um passo de cada vez para fomentar esse investimento nessas empresas.

Nesses dois anos que ficamos “parados” devido a pandemia, a tecnologia cresceu e se fortaleceu com maior rapidez. Então, esse foi um passo importante para que as empresas pudessem olhar mais para a inovação e repensar o seu modelo de negócio. Eden Paz (Porto Alegre) - É algo diferente. É interessante esse conceito de arte digital, de ter um token não fungível, que me garante que aquela

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TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

como eu posso transformar ela em tokens não fungíveis? Hoje em dia, se eu fosse comprar um NFT, eu colocaria na minha casa. Essa é uma nova visão de mundo para investir em algo no virtual ou para se ter e apreciar. Eden Paz (Porto Alegre) - É uma percepção diferente e temos muito a aprender sobre esse momento de transição. E quando me refiro a aprender, falamos de pessoas, tanto no aspecto pessoal quanto profissional. Para quem já nasceu digital, é mais fácil estar dentro dos games. Como fazemos para acompanhar tantas mudanças sem perder o foco com tantas ideias?

arte é exclusiva, mesmo que faça cópias e printscreen. Ter um token na Blockchain que vai garantir autenticidade, sendo esse o seu valor. Como mudamos essa percepção de valor? Porque antes precisava ter um quadro físico e tangível. Isso tem muito de percepção, são mundos diferentes e vão se complementar?

Juliana Finkler (Porto Alegre) - Vou ser bem sincera. Hoje, eu acompanho de forma muito rápida. Eu sempre gostei muito de games e, como você comentou, eu também vim do analógico para o digital. Sempre joguei Second Life e The Sims, e isso foi agregando. É muita pesquisa de referência. Hoje, é uma enxurrada de notícias e de informações sobre, mas o que eu diria mesmo para quem quer entrar nesse mundo é fazer uma conta no Sandbox e ir testando o que gosta dentro do Metaverso. Aprendendo como faz para ter rentabilidade dentro disso. Cada um tem seu olhar para esse futuro que está próximo, mas não sabemos o quão próximo está para certas pessoas.

Juliana Finkler (Porto Alegre) - Eu acredito que tenha esse físico real, que estamos utilizando hoje. Você pode comprar um NFT, fazer a impressão e ter na sua casa. Isso vai variar muito sobre como vai querer consumir esse produto. Você pode comprar a arte em NFT apenas virtualmente, para vender e revender dentro do mercado. Mas

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TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Eden Paz (Porto Alegre) - É complexo, porque está todo mundo aprendendo, mesmo quem está construindo o ambiente. Como conectar e fazer negócio com isso? E quando falamos com esse viés de negócio, como você percebe os produtos digitais já sendo negociados? A maioria deles em criptomoedas. Qual a sua percepção em relação ao mundo de negócios, não só a arte, mas os produtos de forma geral?

que não são físicos e tangíveis, mas que permitem infinitas conexões. Juliana Finkler (Porto Alegre) - O impacto seria mais nesse crescimento, mas ainda não é possível mensurar. Acredito que o futuro vai ser com esses produtos digitais em ascensão. Muitas pessoas já têm os produtos digitais, mas não tem o real. Acredito que a ascensão seria ter uma imersão dentro do virtual, acho que isso que vai ser o futuro dentro do NFT e do Metaverso.

Juliana Finkler (Porto Alegre) - Dentro do mercado, eu acho que a expansão dessa comunidade, é na formação de clientes que já estão consumindo no Metaverso. Por exemplo, acompanhei esse processo da Netflix, de estar perdendo mercado para as pessoas que estão entrando no mundo dos games. Por fim, até fizeram alguns games. Então, eu acho que essa prospecção de novos negócios dentro do Metaverso vem ganhando aproximação com uma comunidade que talvez, no real, não faça tanto sentido por não saber quem é aquele consumidor e o que ele consome. Porém, dentro do Metaverso, por fazer parte de uma comunidade, há interesses em comum e mais direcionados.

Eden Paz (Porto Alegre) - Você comentou dessas comunidades. Elas são uma espécie de fã clube virtual podendo criar sua coleção, transacionar, negociar e vender? Há comunidades com coleções bilionárias, e também há uma questão de Royalties. Nos conta um pouquinho sobre esse mundo novo e diferente. Juliana Finkler (Porto Alegre) - Temos uma carteira em uma plataforma brasileira, a Hicetenunc, e passamos para carteira Metamask que é, normalmente, uma plataforma que se utiliza para compra de um título dentro das criptomoedas. Então, a gente faz esse contrato único. Por exemplo, quando compra uma obra da 1Quarto.cc, dentro dessa compra sempre que for revendido por uma pessoa próxima do contrato virtual, existe a possibilidade de se ter um royalty. Toda venda e reprodução dela vai ser revertida em ro-

Eden Paz (Porto Alegre) - Quais impactos você percebe na economia? Justamente com essa possibilidade da criação desses novos produtos

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TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

yalties para a empresa. Então, é aquele start inicial da compra e da reprodução da arte, e como autor principal, ficamos com os royalties.

fiança, mas nós da 1Quarto.cc podemos ver esse mundo mais além. Com essa questão de transição do analógico para o digital, não tem como dizer que essa plataforma é real, mas é com muita pesquisa. Se você tem interesse, entra na carteira principal da economia que é a Metamask e vê quais são as artes digitais e games que são referências. Eu diria para procurar o tecnologista criativo, procurar sobre a parte da tecnologia voltada para o real ou design virtual. Não digo uma plataforma única, mas indo atrás dessas palavras-chaves, tenho certeza de que farão sentido na vida das pessoas que buscam essas referências.

Eden Paz (Porto Alegre) - Tem impacto direto na economia, mesmo que ainda usando criptomoeda, pois depois você pode converter. Além disso, toda criptomoeda é lastreada, podendo transacionar em qualquer lugar do mundo e receber de qualquer lugar. Isso ainda é novo e existe a preocupação com a nova economia, com um novo formato de se negociar. Como eu faço para entrar nesse mundo? Já existe alguma formação, ou algo já disponível para quem quer conhecer?

Eden Paz (Porto Alegre) - Nesse período da pandemia, vimos uma mudança no perfil de profissionais

Juliana Finkler (Porto Alegre) - Eu não tenho nenhuma plataforma de con-

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TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

buscando não só o financeiro, mas também algo que satisfaça mais, para sentir que está contribuindo e fazendo parte. A pandemia auxiliou acelerar esse mundo virtual porque tirou nosso foco do financeiro. As pessoas descobriram que é possível ter uma vida um pouco melhor com mais foco no que te gera valor e prazer. Acredito que isso seja inspirador e ajude nesse mundo de ideias e na economia criativa que comentou.

te ou dois para trás. Acredito que é essa a questão, a economia criativa estar em desenvolvimento. Eden Paz (Porto Alegre) - Qual a sua mensagem final? Juliana Finkler (Porto Alegre) - Acredito que possamos unir nossa criação. Trazer o digital, mas ser real. O que mais importa é as pessoas saberem seu propósito de vida dentro do virtual e do físico, trazendo isso de forma mais disseminada, replicando essas versões de estar conectado com o próximo e com o virtual. Precisamos de criatividade nos nossos dias e, dentro dessas pesquisas e tendências, não se apavorar. É preciso dar um passo de cada vez.

Juliana Finkler (Porto Alegre) - Nesse período da pandemia, a mensagem era se reinventar. Então, eu entendo que foi uma expressão que veio à tona na vida das pessoas. E essa questão de se reinventar e estar inovando, sair da caixinha, dar um passo para a fren-

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NFT e Economia

Os Impactos dos NFTs na economia Entrevista disponível também em formato de vídeo e áudio em:

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Juliana Finkler é co-founder da produtora Pink.mov e sócia da empresa criativa 1Quarto.cc. Você pode acompanhar Juliana em seu perfil no LinkedIn.

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ConsulPaz em Pauta

BOLETIM CALDEIRA por Nayana Celeste

insights, conexões e ideias Nos últimos dois meses, tivemos eventos e debates que fomentaram o ecossistema de inovação e tecnologia aqui no Instituto Caldeira.

mento como Metaverso, investimento para startups, indústria de games, blockchain e, claro, os NFTs. A Semana Caldeira se tornou um dos primeiros eventos a lançar um programa de NFTs, tendo mais de 300 NFTs coletadas pelos participantes da comunidade. Por fim, a Semana Caldeira marcou a missão de transformar o Rio Grande do Sul através dos conteúdos, conexões e oportunidades de novos negócios.

De 28 de março a 1 de abril, ocorreu a Semana Caldeira em comemoração ao primeiro ano de operações do Instituto. O evento contou com mais de 40 atividades e 70 palestrantes, como Cleber Morais, Diretor Geral na Amazon Web Services, Amanda Graciano, especialista em transformação digital e Linkedin Top Voices e Jeffrey Towson, especialistas em mercados digitais na Ásia, responsáveis por trazer muitas provocações e reflexões sobre temas queridinhos do mo-

Também estivemos presentes na conversa em que Pedro Valério, diretor executivo do Instituto, compartilhou suas percepções

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sobre um dos maiores eventos de inovação, música e tecnologia do mundo, o South by Southwest, que acontece toda primavera em Austin, Texas, Estados Unidos. Nesta conversa, Pedro destacou a importância das empresas buscarem cada vez mais a transformação digital dentro de seus negócios. Outro ponto discutido foi sobre a Web 3.0 já ser uma realidade capaz de gerar uma cultura de inovação e diferentes investimentos. Segundo Pedro Valério, os próximos passos dessa transformação digital virão do debate sobre como aplicar as possibilidades que as tecnologias da web 3.0 (blockchain e NFT) têm a nos oferecer: transparência, interoperabilidade e segurança.

contro global entre empresas, startups e inovação. A comunidade Caldeira se fez presente em diversas atividades em todos os dias do evento. Além do estande no Marketplace, o Instituto marcou presença no evento participando de 7 painéis, que tiveram a presença de Pedro Valério, Diretor Executivo do Caldeira, e da Débora Chagas, Head de Startups.

E por último, mas não menos importante, Porto Alegre recebeu o South Summit, um en-

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CSC

EM FOCO

8 minutos

Centro de Serviços Compartilhados

Um olhar para o futuro do CSC

O Presidente do Conselho da Consulpaz e ex-presidente da ABSC (2018), Eden Paz, conversou com o presidente da Associação Brasileira de Serviços Compartilhados e Head do Centro de Serviços Compartilhados da Eletrobrás, Timóteo Tangarife, e o Presidente da Divisão de Mobilidade da CCR e ex-presidente da ABSC (20152016), Marcio Hannas, sobre o futuro do CSC, tendências e as novas tecnologias, num mundo cada vez mais digital e que se prepara para novos desafios como a chegada das conexões virtuais do Metaverso.

Eden Paz Marcio Hannas EDEN PAZ

Timóteo Tangarife

ConsulPaz

MARCIO HANNAS

TIMÓTEO TANGARIFE

CCR

Eletrobras e ABSC

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CSC

Eden Paz (Porto Alegre) - Como vocês estão vendo o segmento de CSC neste novo cenário que se apresenta?

esse espaço para trocar ideias, para discutir as melhorias do processo. Na minha opinião, nós vamos manter um modelo híbrido de trabalho com alguns dias de escritório e alguns dias remoto. Tivemos um teste de fogo deste modelo que acelerou as tecnologias e o nosso próprio aprendizado. É uma oportunidade para empresas de menor porte conseguirem e viabilizarem a sua implementação de serviços compartilhados. Você não precisa mais de um espaço tão grande, não precisa deslocar as pessoas, evitando o custo de transferência, seja de transferir de uma cidade para outra ou de demitir num lugar para contratar em outro. Um dos grandes custos de implantar o CSC é mover as pessoas de um lugar para outro. Vejo com bons olhos estas novas tecnologias que não param de chegar para automação de processos. Obviamente, tornam

Marcio Hannas (Rio de Janeiro) - A pandemia veio para trazer novidades neste setor. Primeiro, a questão do Home Office. Antes da pandemia, a gente não imaginava os profissionais de CSC trabalhando de forma remota. A pandemia trouxe a tecnologia que suportou e facilitou esse trabalho. É difícil a gente voltar para uma situação de trabalho 100% presencial porque a mudança veio para ficar. Também acho importante não perder a conexão entre as equipes. Nós ouvimos de um outro profissional do setor que no CSC se joga em time, não é um esporte individual, porque o processo passa por várias mãos até chegar no final. As pessoas precisam ter

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CSC

também mais viável essa implantação para empresas menores. Enfim, vimos aquele ciclo que começou lá atrás, nos anos 90, de grandes empresas, principalmente multinacionais, implantando o modelo de serviços compartilhados. Acredito que hoje a grande maioria dessas empresas têm os seus CSCs, mas cada vez mais empresas de porte menor, com menor complexidade, justificam a entrada nesse modelo de serviços compartilhados para aproveitar de todos os benefícios que ele traz, como, por exemplo, a disciplina de Gestão de Processos e o compromisso de nível do serviço com os clientes internos. Só vem a fortalecer as empresas, torná-las mais ágeis e eficientes e melhorar seus controles.

como Associados, da ABSC (Associação Brasileira de Serviços Compartilhados) que representa a maior iniciativa do país de aproximação e consolidação do segmento frente ao mercado, sociedade e governo. Um reflexo desse crescimento que nós sentimos, por exemplo, na ABSC, é o aumento do número de associados e a quantidade de empresas que estão no nosso pipeline em fase de prospecção de entrada. Eden Paz (Porto Alegre) - Este empoderamento traz uma nova realidade em relação aos profissionais e um impacto que reflete inclusive na reposição dos talentos. Vocês percebem este impacto de forma real? Marcio Hannas (Rio de Janeiro) - Eu

Timóteo Tangarife (Rio de Janeiro) - Eu percebo um segmento muito mais amadurecido e ainda mais aquecido após essa fase pandêmica. Falando um pouco do retrato histórico, o crescimento do número de CSCs no país foi significativo. Hoje, temos aproximadamente 350 CSCs, sendo 58% como empresas de serviços, 40% empresas industriais e 2% empresas do governo. As organizações que buscam ser mais competitivas, ter maior controle, padronização, otimização, redução de custos, evitar perdas, mitigar erros e escalabilidade encontram nesse modelo tudo o que precisam. Aqui no Brasil, um número cada vez mais crescente de CSCs estão sendo criados em suas estruturas e muitas dessas empresas já contam com um apoio importante,

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CSC

acredito que sim, com as pessoas tendo essa maior flexibilidade de trabalhar num Centro de Serviços Compartilhados de forma remota. Permite que pessoas que estejam em locais onde você não implantaria um CSC, possam trabalhar neste segmento. Nos anos 90 e nos anos 2000, você procurava um lugar de custo de vida baixo para poder instalar o seu centro de serviços compartilhados, pois precisava atrair uma mão de obra que tivesse um custo mais baixo para viabilizar a própria implantação. Com o trabalho remoto, não só diminui o custo de implantação como também abre a possibilidade de outras pessoas trabalharem nesse segmento a partir de cidades que talvez você não fosse buscar para implantar um CSC. Além de uma

cidade de baixo custo de mão de obra, você precisa de boa infraestrutura de TI, de fácil acessibilidade, profissionais para dar suporte, prédios com escritórios, universidades para formação de mão de obra. Hoje, uma pessoa que optou por viver numa cidade do interior com uma boa conexão de internet, bem informada e instruída, pode trabalhar em um CSC de forma remota. Isso amplia as possibilidades do mercado para atrair mais profissionais para este segmento. Percebi durante a pandemia um movimento de interiorização das pessoas. Muita gente foi para Serra ou para Cidades Satélites das grandes metrópoles para poder viver em locais de menor densidade, onde você consegue uma vida ao ar livre de forma mais tranquila, com menos violência, ou seja, melhor qualidade de vida. Outro ponto fundamental é a questão da saúde mental. As pessoas que fizeram o movimento de ir para o interior e para um lugar mais tranquilo, tenho quase certeza que possuem a saúde mental melhor cuidada. Timóteo Tangarife (Rio de Janeiro) Sobre os profissionais e este novo cenário pós-pandemia, eu não percebo uma distinção de comportamento especial apenas no segmento de CSC, mas eu vejo no mundo corporativo de uma forma geral e em todas as áreas. Claro que no recorte dentro do próprio CSC, para algumas áreas, como TI, suprimentos, finanças, contabilidade, jurídico dentre outros, em termos de atribuição e

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CSC

processos, você poderia e pode executar de forma totalmente remota com as tecnologias que temos hoje em dia. Percebemos então uma tendência forte de mantermos um modelo híbrido de home office com atividades presenciais avançando para um modelo de CSC Virtual.

mais controle dos colaboradores ou preciso dar mais autonomia a eles? Qual o papel da liderança nesse processo? Eu diria que ela é fundamental para a evolução dos colaboradores. Essa autonomia traz um senso de responsabilidade e a partir desse ponto percebemos a importância do colaborador sendo o protagonista da transformação digital.

Mas e a relação humana onde fica? Existem empresas/startups 100% remoto? Sim, existem. Mas aqui no Brasil ainda é um percentual muito pequeno. O mercado de uma forma geral está ainda se adaptando ao modelo híbrido... E esse modelo vem trazendo muitas reflexões para as empresas. E muitas perguntas vão sendo respondidas com o passar do tempo e sendo analisadas para a contínua evolução do modelo, como por exemplo: estou sendo mais produtivo? Minha equipe está mais produtiva? Estou mais ágil? Estou reduzindo meus custos operacionais e meus custos fixos? Minha gestão está simplificada ou mais trabalhosa? Meu investimento em tecnologia está compatível com o ambiente atual? Eu preciso ter

Eden Paz (Porto Alegre) - Sobre a tecnologia que está aí no mercado, incluindo as ferramentas novas que não param de surgir, vocês sentiram na prática ganhos também para os CSCs?

Timóteo Tangarife (Rio de Janeiro) Hoje em dia, falar de CSC imediatamente nos remete a tecnologia e inovação. São duas competências fundamentais para a sustentação e futuro dos centros de serviços, principalmente se queremos avançar para um modelo de CSC como uma plataforma de serviços digitais. A medida que vamos avançando

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CSC

em maturidade de processos e padronização no CSC, a tecnologia vai sendo inserida no contexto e muitas vezes utilizadas como alavancas para o próprio CSC. E para isso é importante avançarmos para a criação de um Comitê de Inovação dentro dos CSCs, e que evoluam para atender a toda a corporação e não apenas dentro do CSC.

não precisarão mais de envolvimento manual/humano. E a relação de trabalho em CSCs provavelmente mudará e é provável que passe a ser comum uma combinação de humanos, robôs e algoritmos. Com o processo de transformação digital e inovação dentro do CSC algumas tendências já vêm sendo percebidas como um maior foco no cliente (customer experience), um perfil cada vez mais analítico com análises mais elaboradas auxiliando nas tomadas de decisão, um CSC cada vez mais digital com uso dessas tecnologias integradas a visão end-to-end dos processos com governança estruturada e novas formas de trabalhar com metodologias ágeis, flexibilidade no trabalho (home office), uma estrutura de CSC virtual e equipes cada vez mais multidisciplinares.

Atualmente, temos um conjunto de tecnologias disponíveis e utilizadas cada vez em CSCs, tais como: ERP, Automação RPA, Cloud Computing, Big Data/ Analytics, Chatbot, Inteligência Artificial, Blockchain, Internet das Coisas (IoT) dentre outras. Existe uma gama muito grande de soluções e aplicações para atendimento de toda a estrutura de CSC, mas a tecnologia por si só não resolve.... Precisa existir um planejamento adequado do ponto de vista técnico e financeiro para as implementações. E obviamente alinhado com as expectativas da empresa. E pensar sempre no retorno investido e os ganhos.

Marcio Hannas (Rio de Janeiro) - Vou dar um exemplo bem básico de como a tecnologia ajudou nos processos. A gen-

Na minha visão, a médio e longo prazo vemos que, pelo fato da tecnologia estar em todos os lugares, viveremos um tsunami de dados cada vez maior. Será necessário então uma padronização desses dados. Aí entram alguns temas, bastante relevantes, como robótica e Blockchain que tendem a robotizar os processos de CSCs, onde grande parte das transações ou na sua totalidade

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CSC

Eden Paz (Porto Alegre) - Você me lembrou de um outro exemplo simples que era muito comum. A gente perdia um dia inteiro de locomoção para participar de uma reunião de duas horas. Antes era impensável fazer reuniões on-line por uma questão cultural, porque já havia tecnologia para isso. E hoje o cliente já entende que é possível fazer o mesmo no modelo remoto. Mas eu queria que a gente olhasse para o futuro agora, neste novo universo paralelo do Metaverso em que cada um é representado por um avatar. O meu avatar pode ser zen, tranquilo, alto e magro, mas completamente diferente do que eu sou no mundo real. Como é que a gente olha para um CSC com avatares interagindo neste mundo virtual?

te já tinha a questão da assinatura eletrônica antes da pandemia, mas não era aceita por muitos órgãos do governo, cartório, na Justiça e mesmo entre as empresas. A pandemia nos forçou a buscar essa solução de assinatura eletrônica como forma de evitar documentos indo e voltando do escritório e da casa das pessoas. Conseguimos acelerar o processo de suprimentos, pois antes você precisava assinar o contrato, mandar por Sedex para o fornecedor e esperar de dois a três dias para receber. Ele assinava, mandava de volta e só aí você carregava no ERP. Com a assinatura eletrônica, já ganhamos, pelo menos, uns quatro dias no ciclo do processo. Hoje, usamos os portais de assinaturas que, obviamente, facilitam ainda mais, pois as pessoas entram ali e já acessam a lista do que elas têm que assinar.

Timóteo Tangarife (Rio de Janeiro) Para falarmos de futuro temos que en-

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CSC

tender o modelo presente. A evolução do modelo passa de uma fábrica de processos transacionais, para um centro de excelência operacional até os hubs digitais de conhecimento. Há 2 anos, tínhamos incertezas e muita resiliência... E agora, qual o próximo passo? Saímos de uma volatilidade de mercado, impactos econômicos, recessão global, recuperação e um novo normal com crescimento sustentável. Engajamento de todos os stakeholders para garantir o sucesso da visão. ção.

Hoje, as estruturas de CSC têm um papel muito importante para as companhias de uma forma geral. E a evolução do modelo é ter cada vez mais voz nas tomadas de decisão corporativas como uma grande unidade de negócio. Essa é uma grande evolução do modelo de CSC tradicional se transformando numa Unidade de Negócio da empresa.

Com o Metaverso, a experiência de uma maneira geral será muito mais imersiva. Mais do que navegar na internet, será possível vivenciá-la por dentro. Vejo algumas possibilidades: Reuniões virtuais de trabalho poderiam acontecer em um espaço virtual, com muito mais interação, e obviamente sem sair de casa, mantendo contato visual com avatares e interagir de maneira mais intensa com os colegas..

E as tendências passam por: inovação contínua, gestão de pessoas, experiência do cliente, excelência em processos, inteligência de dados e cultura.

Hoje, o trabalho híbrido está sendo adotado na maior parte das empresas pela necessidade do contato presencial entre as pessoas.

O CSC passa de uma estrutura que serve ao negócio para uma estrutura que é o próprio negócio. Com mais digitalização, foco na entrega de valor, o usuário no centro... como um grande centro de soluções (ágil, digital e virtual). O CSC do futuro será uma plataforma ominichannel, inteligente e preditiva, baseada em autosserviço, simples, intuitiva com inteligência de processos e automatiza-

Com o Metaverso, aquele momento do cafezinho que tanto faz falta hoje em dia, poderia ser reproduzido nesse mundo virtual nas interações com seus avatares. Uma central de atendimento do CSC

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CSC

prestando atendimento dentro do Metaverso com avatares. Uma plataforma ominichannel estendida que teria que ter uma entrada a partir do Metaverso para solicitação de serviço, por exemplo.

mos aguardar... Marcio Hannas (Rio de Janeiro) - Vou me permitir viajar um pouco mais e considerar que no futuro vamos conseguir interagir no Metaverso de uma forma viável economicamente. Minha filha está cursando Medicina e hoje estuda anatomia com realidade virtual. Ela põe os óculos, entra dentro do corpo humano, tira um pedaço, abre o coração, olha as válvulas do coração, fecha. É um mundo impressionante que a gente não imagina, mas que contribui com a interação entre as pessoas. Se você consegue viabilizar no mundo virtual essa interação, mesmo estando cada um na sua casa, acredito que vamos sentir menos falta dessa interação presencial. Estar mais próximo das pessoas, ver as reações, entender quando a pessoa fica frustrada ou feliz e como é que ela reage às situações de estresse. A gente se acostumou a viver em sociedade. Esse negócio de viver isolado no seu canto, sem ver muita gente, foi uma experiência muito ruim para todos. Acaba afetando a saúde mental. A gente precisa dessa interação. Como a gente passa boa parte do nosso dia no trabalho, se a gente não interage no trabalho, sobram poucas horas para interagir fora dele. O Metaverso vai ser muito importante para manter esse ambiente de trabalho, para as pessoas se manterem focadas e com saúde mental.

Eu entendo que o termo Metaverso de uma forma geral não se refere a nenhum tipo específico de tecnologia, mas sim a uma ampla mudança na forma como interagimos com o mundo digital. De uma maneira geral acredito que a experiência do usuário será em outro nível ou até mesmo em outra dimensão! Eu vejo possibilidades futuras para isso, mas ao mesmo tempo é preciso ter escala... tem que ter retorno financeiro... Os próprios equipamentos hoje não são acessíveis para a população em geral e isso talvez dificulte um pouco a entrada deste novo cenário para todos. Para ter escala é necessário: óculos de realidade virtual, equipados com fones de ouvido e sensores. Esses equipamentos, como óculos de realidade virtual, precisam se tornar mais acessíveis à população em geral.

Muitos negócios poderiam ser concretizados dentro do Metaverso. Toda essa economia estaria ancorada no blockchain, nas criptomoedas e nos NFTs. Mark Zuckerberg afirmou que o Metaverso pode fazer parte do nosso dia a dia nos próximos 5 ou 10 anos. Ou seja, não é um sonho para o curto prazo. Va-

Eden Paz (Porto Alegre) - E daqui a

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CSC

pouco a gente está preocupado com algumas competências que no futuro não serão mais necessárias. Quais serão as competências necessárias para quem trabalha em CSCs neste novo cenário?

der lógica para que você saiba trabalhar nessa automação. Quando você consegue criar as regras sobre o funcionamento dos processos, você permite a automação. Imagino que o profissional do CSC no futuro vai ser o profissional capaz de fazer a tradução do processo físico para um processo automático.

Timóteo Tangarife (Rio de Janeiro) Eu trago uma reflexão sobre a afetividade x efetividade. O profissional do futuro deve ser mais afetivo. Porque o profissional mais efetivo será a máquina, o robô... O novo profissional deve saber equilibrar dois pontos: a excelência operacional e a inovação. Vai sobreviver quem se adaptar melhor as necessidades, quem for mais ágil e mais flexível. E que o aprendizado contínuo e digital é o caminho.

Eden Paz (Porto Alegre) - Qual é a recomendação que vocês dão para quem está começando em CSC? E qual a importância da ABSC? Marcio Hannas (Rio de Janeiro) - Para quem está começando é importante conversar com quem já passou por esta trajetória. Os aprendizados são diversos. Eu tentaria não reinventar a roda. Eu entendo que participar de uma Associação Brasileira de Serviços Compartilhados, onde tem várias empresas que já passaram por esse processo, que tem estudos, benchmarking, é um repositório de experiências e de informações que são fundamentais para quem está come-

Marcio Hannas (Rio de Janeiro) - O CSC vai ter cada vez menos trabalho transacional e cada vez mais automação. Então, o perfil do profissional de CSC vai passar a ser um perfil mais sofisticado no sentido analítico, de enten-

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CSC

çando. A primeira coisa que eu fiz quando comecei nessa trajetória foi visitar as empresas que já tinham implantado e isso foi fundamental.

(ABSC) representa a maior iniciativa do país de aproximação e consolidação do segmento frente ao mercado, sociedade e governo.

Timóteo Tangarife (Rio de Janeiro) Quando eu entrei no ecossistema de CSC, a primeira coisa que eu fiz foi procurar as referências no mercado e algum tipo de associação... e encontrei a Associação Brasileira de Serviços Compartilhados (ABSC). Falando um pouco da ABSC, ela se destina a promover o tema Serviços Compartilhados através da integração de seus associados, captando informações, disseminando conhecimentos, exercendo ação política e contribuindo para o aumento da competitividade do setor. Isso tudo unindo e aquecendo o ecossistema de CSCs no país e seu relacionamento com os países da América Latina.

Com a evolução do próprio modelo de Serviços Compartilhados, que se dissemina cada vez mais pelo país, a ABSC passou a caminhar com passos sólidos para se consolidar como o principal hub nacional do segmento, de modo a conectar não somente organizações que já haviam implantado seus CSCs, como também uma enorme gama de atores que possuem convergência entre si, de modo a se posicionar como o principal centro pensante de um ecossistema que se fortalece a cada ano. O intuito da ABSC é continuar sendo um grande hub de negócios, atraindo empresas que possuem na sua estrutura um CSC, fornecedores de soluções, startups, governo e fazendo uma aproximação contínua com associações ao redor do mundo.

Sem fins lucrativos, formada por profissionais e empresas do mercado de Serviços Compartilhados, a Associação Brasileira de Serviços Compartilhados

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Centro de Serviços Compartilhados

Um olhar para o futuro do CSC Eden Paz é Presidente do Conselho da Consulpaz e expresidente da ABSC (2018). Você pode acompanhar Eden em seu perfil no LinkedIn.

Marcio Hannas é Presidente da Divisão de Mobilidade da CCR e ex-presidente da ABSC (2015-2016). Você pode acompanhar Marcio em seu perfil no LinkedIn.

Timóteo Tangarife é Head do CSC da Eletrobrás e atual Presidente da ABSC. Você pode acompanhar Timóteo em seu perfil no LinkedIn.

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METAVERSO: PASSADO, REALIDADE OU TENDÊNCIA? Por Pedro Bocchese

Muito se fala que a tecnologia, através de inteligência artificial, automação, hiper automação, realidade virtual, redes sociais, plataformas, roupas, drones e, até mesmo o Metaverso, irão fazer com que sejamos avatares de um mundo totalmente paralelo. Mas será que tudo isso é verdade? Já está acontecendo? Bom, para iniciar, vamos descrever como chegamos até aqui e citar alguns conceitos e suas respectivas temporalidades relacionados a Realidade Virtual e Metaverso. Em 1968, na Universidade de Harvard, iniciaram-se os primeiros experimentos utilizando Realidade Virtual, e logo depois em meados de 1980, Jaron Lanier cunhou o conceito de Realidade Virtual com [...] “o propósito de diferenciar as simulações tradicionais feitas por computadores de simulações que envolviam múltiplos usuários em um ambiente compartilhado (ARAUJO, 1996)”. Essas estruturas imersivas rapidamente ganharam campo, e em 1985, a NASA iniciou treinamentos utilizando pilotos, e como desdobramento dessas pesquisas e aplicações, a Indústria de Jogos adentrou fortemente nesses mundos paralelos criados por computadores. Tivemos uma evolução muito forte nas décadas de 1990 a 2010 na área de games utilizando consoles e ambientes tridimensionais multiusuários. Paralelamente a tudo isso, podemos destacar também a inserção de Realidade Aumentada em aplicações para visualização de objetos em 3D inseridos no mundo real. Claro que isso só foi possível inicialmente com o auxílio de smartphones com suporte a essa tecnologia. Logo após óculos com suporte a esta tecnologia foram disponibilizados para o mercado. Muitos se confundem com esses conceitos. Sendo assim, resumiria descrevendo que na realidade virtual, as coisas

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acontecem dentro de um ambiente virtual e não em um ambiente físico, ou seja, em ambientes criados em estruturas tridimensionais. Nesta tecnologia utilizamos óculos de Realidade Virtual, além de roupas, luvas e outros dispositivos para ampliar a interação e a experiência. Já a Realidade Aumentada é o que identificamos como “o real aumentado pelo digital”, sendo adicionados objetos em 3D dentro do ambiente real. Realidade mista ou realidade híbrida é a tecnologia que une características da realidade virtual com a realidade aumentada.

ções de treinamentos em empresas de vários segmentos. Isso deve-se pois os simuladores necessitavam de processamento, armazenamento e memória para processar em tempo real os ambientes e as interações dos usuários. Logo após essa aceleração, a Samsung trouxe para o mercado o Gear VR com a opção de integrar os smartphones da própria marca para conseguir melhorar o processamento e a implementação de projetos em Realidade Virtual. Deixo como limitação desta pesquisa a identificação de vários outros óculos de Realidade Virtual que vieram para o mercado nos quais era possível colocar um smartphone dentro do próprio dispositivo para ter um processo de imersão, sendo que funcionavam como uma extensão dos óculos para fazer o efeito dos movimentos em 360 graus.

Eu trago o conceito de Experiência Imersiva como sendo um guarda-chuva abarcando as tecnologias de Realidade Virtual, Aumentada e Mista, além de conteúdos como imagens e vídeos com o objetivo de criar plataformas e ambientes multissensoriais.

Várias empresas aplicaram treinamentos, principalmente nas áreas de segurança do trabalho, percepção de riscos, integrações de colaboradores e processos produtivos utilizando Realidade Virtual com os óculos da Samsung. Com um movimento de mercado, o Facebook (Meta) adquiriu a marca “Oculus” e muitos imagi-

Voltando para a linha do tempo, após a indústria de games ganhar grande espaço com a utilização dessas tecnologias, em meados de 2012, iniciou-se um movimento no Brasil com a utilização dos óculos de Realidade Virtual Rift integrado com um equipamento para simula-

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navam que era para a área de entretenimento, mas analisando o movimento que ocorreu em 2021 com o Metaverso, talvez teria sido algo realmente planejado. Não saberemos, mas tudo isso que ocorreu desde o Gartner Group abordar como “aplicáveis” os conceitos de Realidade Virtual e Aumentada e a Meta movimentando as mídias com o conceito Metaverso, já estamos vivenciando essa transformação no dia a dia. A internet, as redes sociais, a comunicação, os óculos de Realidade Virtual, os smartphones, as criptomoedas, entre outros tópicos fizeram com que hoje o Metaverso fosse aplicável. Nós fizemos parte de várias ondas anteriores de adaptabilidade para estarmos aqui hoje facilitando o Metaverso.

negócios nesse cyberespaço coletivo, compartilhado, composto de realidade virtual, aumentada, I.A., blockchain, NFTs, internet, áudio, avatares e comunidades. Mas esse conceito “Metaverse” foi criado pelo Mark Zuckerberg? Não, esse conceito foi cunhado pelo autor Neal Stephenson em seu romance de ficção científica de 1992 “Snow Crash”, que prevê um sucessor baseado em realidade virtual para a internet. No romance, as pessoas usam avatares digitais de si mesmas para explorar o mundo online, muitas vezes como forma de escapar de uma realidade distópica. Muitos filmes e séries buscam representar esse conceito, dos quais posso destacar o filme Jogador Número 1 e a série Upload. Essa representação de um espaço coletivo onde podemos ser nós mesmos ou mesmo outros personagens é muito interessante, ver o processo de monetização e personalização realmente são os destaques nestes exemplos. Várias empresas estão desenvolvendo seus “Metaversos”, e cada um com suas particularidades. O maior desafio será a interoperabilidade desses ambientes, ou seja, entrar e sair levando consigo suas características, posses, históricos, etc. Quando abordamos o conceito de “posse” de um arquivo digital, além de falarmos sobre blockchain, devemos falar de NFTs. Não irei abordar o blockchain nesta matéria, pois há um volume enorme de conceitos e regras, mas, em suma,

Eu gosto de descrever o Metaverso como um conceito que busca replicar a realidade através de dispositivos digitais e em algumas situações desdobrados no virtual. O grande desafio de hoje é saber como nos inserimos e geramos

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podemos pensar em um quebra-cabeça. O arquivo digital é separado em peças e quando unido de forma correta, valida-se toda a estrutura digital. Já sobre o conceito de NFTs (token não fungível), vou me limitar para refletir que somente com a interoperabilidade dos “Metaversos” será possível garantir a base que sustentará esse conceito que busca garantir uma autoria ou a posse de um arquivo digital. Sendo assim, se estivermos em um Metaverso e entrarmos em outro, essas garantias e estruturas deverão ser suportadas automaticamente. Tentei escrever de forma resumida e não técnica para que a leitura fique confortável e sirva de inspiração para criarmos entusiastas de Metaverso. Por fim, vamos para alguns exemplos

práticos. Várias empresas estão investindo muito no Metaverso, e posso destacar a Nike, Tim, Itaú, Microsoft, Gucci, Stella Artois, Vans, etc. Cada uma com suas estratégias e seus objetivos. Trazendo para a nossa região, já temos exemplos de Lives, Palestras, Feiras, Centrais de Atendimento, Aulas, Entrevistas, Reuniões e mesmo sessões diversas. Trago aqui algumas imagens de aplicação que tiveram um grande resultado, tanto a nível de engajamento, quanto a nível de resultado. O primeiro exemplo é uma reunião em que apresentei os resultados do trimestre para a equipe. Neste evento, era possível interagir através de chat e acompanhar a apresentação. O segundo exemplo é uma feira onde cada visitante podia interagir com os es-

Imagem de uma reunião realizada no Metaverso.

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tandes e os avatares que eram representados por cada responsável pelas empresas. Foi mapeada a circulação dos visitantes e havia um painel de indicadores e visões para identificar as conversas, visitantes totais e únicos por estande. O terceiro exemplo é uma agência para atendimento dividida em várias células, cada uma com um tipo de atendimento. Uma delas utilizava-se de uma árvore de diálogo com Inteligência Artificial para atendimento e, nas demais, quando

o visitante chegava no avatar, um humano era acionado para conversar com o visitante. A aplicabilidade do conceito Metaverso é infinita, sendo que a construção da ideia para buscar criar uma experiência única para os visitantes se torna essencial atualmente. Vamos pensar a tecnologia como meio e não como fim, ou melhor, uma caixa de ferramentas da qual possamos pegar algumas tecnologias e aplicar ao nosso negócio.

Imagens de uma feira no Metaverso.

Imagem de uma agência no Metaverso.

Pedro Augusto Bocchese é Diretor Executivo da Núcleo Sistemas. Você pode acompanhar Pedro em seu perfil no LinkedIn. 48


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COLUNA Caco da Motta

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Propaganda, alma e negócios em tempos digitais O mercado da comunicação sofreu um forte impacto com a transformação digital, acelerada pela chegada da pandemia. A publicidade, a propaganda e o marketing estão sendo cada vez mais desafiados a criar uma comunicação mais transparente, genuína e criativa. Para entender melhor como o mundo da publicidade e propaganda está e será mais à frente, fomos ouvir o publicitário Carlo Manfroi, que anteviu as mudanças quando criou há 13 anos a Qualé Digital. Carlo Manfroi é publicitário, professor de pós-graduação e ajuda a criar autoridade para empresas e pessoas no meio digital. É especialista em Planejamento de Marketing Digital e Mídia e também atua com Produção de Conteúdo (storytelling) e Gerenciamento de Crise. Carlo Manfroi Qualé Digital Contato

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“A diversidade, sustentabilidade e outros tantos valores importantes ganharam voz na comunicação das empresas”

Caco da Motta (Porto Alegre) - Como a publicidade e a comunicação evoluíram com as diversas possibilidades proporcionadas pela transformação digital? Carlo Manfroi (Florianópolis) - Não foi uma evolução tradicional, como se estava acostumado, mas uma pancada na cabeça de todo o meio e segmento de profissionais ligados à área. Em 2008 colhi alguns indícios que apontavam para essa forte transformação que viria pela frente, estudei os meios e fundei então a Qualé Digital, especializada no digital. Como iniciamos lá atrás a estudar e atuar no setor, fomos evoluindo passo a passo. O mercado de empresas de comunicação, em geral, foi pego de surpresa, sem aviso prévio. E a transformação digital real está acontecendo somente agora, mais de dez anos depois e em boa parte forçada pela pandemia. Mas o que mudou em si? A publicidade do break comercial, invasiva, interruptiva, como estávamos acostumados acabou. Hoje, se você interromper alguém de sopetão com um conteúdo que não interesse, pow! A pessoa troca na hora. Antes, era preciso esperar o break

comercial para continuar assistindo a sua programação. Agora, temos telas e não mais TV, por exemplo. Cada um assiste quando quiser e no dispositivo que bem entender. Isso revolucionou a forma como se produz e distribui conteúdo, seja em formato, plataforma ou pauta. A venda de um produto e a entrega de uma informação relevante estão muito mais entrelaçados. Caco da Motta (Porto Alegre) - O Marketing Digital parece ter encontrado uma fórmula pronta para fisgar clientes através de conteúdos isca e depois segue um roteiro meio parecido para oferecer produtos e serviços. Está faltando criatividade?

Carlo Manfroi (Florianópolis) - Sim, podemos dizer que a fórmula de atrair através do conteúdo para depois oferecer produtos já veio pronta, não foi criada pelas ferramentas do marketing digital usadas atualmente. Mas isso existe desde a época dos anúncios com cupons de produtos como Leite Moça e suas receitas, em revistas como a Cruzeiro, a qual tenho uma relíquia impressa guardada, que comprei CONTEÚDO COMPARTILHADO

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em um sebo. Porém, o marketing digital fez uma releitura disso usando novas ferramentas disponíveis para a captação de leads, os contatos que têm interesse no assunto ou produto oferecido. Uma das diferenças da isca de conteúdo dos anos 1950 para agora é que lá você lia a revista e fechava, ficando livre para seguir sua vida. Agora não, você lê o conteúdo e aquele banner ou e-mail, ou seja lá o que for, fica te perseguindo o resto do mês ou ano, torrando a paciência. Nisso, sim, podemos dizer que está sobrando insistência e faltando criatividade. Hoje, o volume de informação é tão grande que são mais raros os casos de histórias bem contadas como tínhamos nos anúncios das mídias tradicionais.

Caco da Motta (Porto Alegre) - A propaganda ainda é a alma do negócio?

Caco da Motta (Porto Alegre) - O que esperar do Metaverso? Pode ser um ambiente para empresas se apresentarem de uma forma inovadora e mais conectada com a geração que nasceu digital?

Caco da Motta (Porto Alegre) - A diversidade, sustentabilidade, transparência, ética e outros temas são condições importantes para uma marca ter um outro tipo de valor que não seja só o que se vende e aquilo que se faz hoje em publicidade e propaganda?

Carlo Manfroi (Florianópolis) - Todo o negócio, por melhor que seja, não acontece no escuro. Precisa divulgar, ser conhecido, dar publicidade. A opinião dos clientes, conhecida como propaganda, boca a boca, também faz isso acontecer, mas a divulgação para um grande número de pessoas de uma só vez potencializa os resultados. Dessa forma, o reconhecimento do negócio por pessoas distantes de onde a ação acontece também é possível, amplificando suas vendas. É uma questão numérica. A propaganda posiciona e espalha, para ganhar escala.

Carlo Manfroi (Florianópolis) - Com certeza, hoje o Metaverso é um ambiente de inovação, mas que está engatinhando. A exploração de suas possibilidades ainda está no início. Não existe base relevante formada de usuários, então tudo é experimental. No entanto, o ambiente crescerá de forma exponencial na medida que entrar de forma prática facilitando o dia a dia das pessoas. Por exemplo: em vez de ir em uma audiência pública em outro estado longínquo, é possível participar com seu avatar e estar presente lado a lado de seus colegas. Se isso fizer sentido e for mais eficaz do que uma simples chamada por câmera, o Metaverso passa a comprovar sua relevância e a ser adotado como prática diária. Se não conseguir vencer essa barreira corre o risco de virar mais um Second Life e entrar para o cemitério de inovações digitais.

Carlo Manfroi (Florianópolis) - A comunicação global e instantânea possibilitou isso. Foi um grande ganho para a humanidade. Assim como há muito lixo na internet, também podemos escolher olhar para o outro lado. Há muita troca de informações e conceitos altamente positivos. E sobre isso, a marca hoje é muito mais do que o produto físico que entrega. Entregar um tênis é uma coisa. Agora, entregar um tênis produzido de forma sustentável e respeitando os direitos humanos tem mais valor. Alguns não ligam para isso, outros procuram essas credenciais antes de efetuarem a compra. Acredito que seja questão de tempo. Assim como quando foi obrigatório o uso de cinto de segurança, aquilo parecia um absurdo. Hoje, é inquestionável e usamos não por medo de levar mul-

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ta, mas por saber que preserva vidas. As próprias marcas, hoje, vendem muito mais do que seus produtos. A diversidade, sustentabilidade e outros tantos valores importantes ganharam voz na comunicação das empresas. Um exemplo claro disso, e muito atual, é a retirada de centenas de empresas da Rússia. Elas estão dizendo "nós não assinamos embaixo dessa guerra, não compactuamos com isso. Estamos fora". Os clientes que trabalham conosco na QUALÉ Digital já sabem disso desde o início do relacionamento com a agência. O que você é na realidade é o que será no digital, contado de uma maneira leve, gostosa, bonita e inteligente. Se a sua empresa tem problemas de infringir valores básicos na vida real existe possibilidade de isso reper-

cutir no ambiente online. Então, nossa recomendação como produtora de conteúdo, mídia e especializada em gerenciamento de crises é: arrume a casa primeiro, depois iremos divulgar. Se precisar, nós ajudamos nessa organização, mas, como tudo na vida, o primeiro passo começa em casa. Caco da Motta é jornalista, especialista em comunicação criativa e diretor da plataforma de networking www.PWB.News. Está no Instagram @cacodamotta, no WhatsApp +55 51 99999 0192 e no site da empresa cacodamotta.com.br.

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