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Ed 020_Set Out Nov Dez 21_Conteúdo Compartilhado

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EDIÇÃO #20 / SET OUT NOV DEZ / 2021

LUIS LAMB Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS

DR. JORGE GERDAU JOHANNPETER Grupo Gerdau

REVISTA CONTEÚDO COMPARTILHADO EDIÇÃO 20: ENCERRANDO O ANO COM SUCESSO 1


A CONSULPAZ Consultoria focada em Gestão Empresarial, especializada na identificação de cenários e relações nas empresas, com soluções e serviços inteligentes, práticas inovadoras e que entregam valor ao cliente. Priorizamos a busca de oportunidades e ganhos para nossos clientes, Gerando Valor, Reduzindo Custos e implantando Melhorias Eficientes e Contínuas.

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EXPEDIENTE

A Revista Conteúdo Compartilhado é uma publicação bimestral gratuita da consultoria ConsulPaz CGP Associates. Sua divulgação ocorre de forma digital e o acesso pode ser realizado internacionalmente. O conteúdo dos artigos e entrevistas de convidados é de responsabilidade dos autores e não reflete, necessariamente, a opinião da empresa.

Idealização Eden Paz CEO e Sócio Fundador ConsulPaz

Colaboração Ari Pellicioli Diretor Executivo de Projetos ConsulPaz

Bianca Aydos Fonoaudióloga

Diagramação e Criação

Eden Paz

Muriã Ferri

CEO ConsulPaz

Marketing e Comunicação ConsulPaz

Gabriella Bordasch Jornalista

Jornalista Editor Responsável Dr. Jorge Gerdau Johannpeter

Caco da Motta

Grupo Gerdau

CEO Caco da Motta Comunicação Registro Profissional 7220/91/RS

Joana Sopper Head de Desenvolvimento de Novos Negócios ConsulPaz

Facilitador e Editor do PodCast Luis Lamb

Clairton Braun

Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul

CEO Grupo Braun

Nayana Celeste

Apoio

Estagiária de Comunicação ConsulPaz

Grupo Braun

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CON TEÚ DO

06 | ESG E PESSOAS Paranoia pela excelência e educação: entrevista com Dr. Jorge Gerdau Johannpeter.

22 | PROCESSOS E GESTÃO Chegamos ao fim de mais um ciclo na evolução do trabalho: o BackOffice operacional está acabando no formato

CONSULPAZ NO CALDEIRA | 20

que conhecemos - Artigo de Eden Paz.

Ações e iniciativas do Instituto Caldeira.

NOTÍCIAS | 32

34 | TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Últimas notícias e novidades ConsulPaz.

Inovação, Ciência e Tecnologia, alto valor do capital intelectual na Nova Economia: entrevista com o Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS, Luis Lamb.

COLUNA CACO DA MOTTA | 40 A fala é uma habilidade essencial para se comunicar melhor e se destacar no mercado - Caco da Motta entrevista Bianca Aydos, Fonoaudióloga

EVENTOS | 44 Novidades sobre eventos. Clique nas páginas e acesse o conteúdo.

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CARTA AO LEITOR

REINVENTE-SE E MANTENHA-SE RELEVANTE EM UM MUNDO DE CONSTANTES MUDANÇAS!

Esta edição tem alguns fatores relevantes para nós, da ConsulPaz, e para nossos leitores. O primeiro fator é a nova identidade visual da revista e a nova diagramação que estamos apresentando nesta edição. O segundo fator é o destaque das duas entrevistas que trazemos para nossos leitores, uma voltada para a experiência, a inquietude e a busca constante pela eficiência em tudo que faz. Conversamos com Jorge Gerdau Johannpeter que, em plena atividade, segue contribuindo para a nossa sociedade. A outra entrevista tem como protagonista o atual secretário de estado de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, também pesquisador e grande incentivador do desenvolvimento da pesquisa e da inovação ao longo de toda sua carreira.

O terceiro fator é um artigo no qual trago uma reflexão sobre o futuro do trabalho para o BackOffice, ou seja, para as atividades de suporte, operacionais, que, ao longo dos tempos, vem se transformando. O quarto e último fator é um agradecimento especial a nossa sócia Muriã Ferri, que junto comigo idealizou e viabilizou a realização da nossa revista Conteúdo Compartilhado. A Muriã segue nossa sócia, porém, com novos desafios, e não poderíamos deixar de registrar a grande contribuição prestada ao longo destas vinte edições e três anos de gestão da revista. Como estamos no final de mais um ano, também queremos agradecer a toda nossa equipe, nossos clientes e aos nossos parceiros por mais um grande ano, de crescimento e de entregas importantes. Aproveitamos para desejar um 2022 com muita saúde em primeiro lugar, e com desenvolvimento social, econômico e de inclusão para todos, que este novo ciclo que se iniciará seja composto, principalmente, por colaboração, dedicação, respeito e entregas. No Natal, mais uma vez, desejamos que cada um, em sua crença, possa celebrar a vida, as oportunidades e, em família, junto aos seus, possa compartilhar desta alegria. Um abraço fraterno! Feliz Natal e um Próspero 2022.

CEO e Sócio Fundador da ConsulPaz e Membro do Conselho da ABSC

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entrevista DR. JORGE GERDAU JOHANNPETER Grupo Gerdau

Acompanhe a Gerdau pelo site gerdau.com.br.

ESG E PESSOAS

29 minutos

Paranoia pela excelência e educação

Jorge Gerdau Johannpeter, Ex-presidente do Conselho de administração da Gerdau, considerado um dos brasileiros mais influentes em 2009 [revista Época], 1º lugar entre os líderes de melhor reputação do Brasil [revista Exame], fundador do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade e do Movimento Brasil Competitivo, Membro da Academia Internacional da Qualidade, da Academia Brasileira de Qualidade e integrou o Conselho da Fundação Nacional da Qualidade. Presidiu por 10 anos o Conselho de Governança do Movimento Todos pela Educação, Participou do Conselho da Parceiros Voluntários, dentre tantas outras iniciativas, foi entrevistado por Eden Paz, CEO da ConsulPaz, e pala jornalista Gabriella Bordasch. Jorge é um incansável defensor da excelência e educação.

CONTEÚDO COMPARTILHADO Fonte: Grupo Açotubo

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Eden Paz (Porto Alegre) - Vou resgatar algo que sempre ouvi enquanto tive a oportunidade de estar na Gerdau. Foram algumas das lições que o senhor sempre compartilhou. Uma das mais importantes que sempre escutei foi da importância do tripé: Pessoas, Processos, Métodos e Sistemas. Nessa Nova Economia, como podemos adicionar a esse tripé as novas tecnologias e inovações cada vez mais disruptivas?

tema moderno de tecnologia nada mais é do que desenhos de processos. Então, essa relação histórica de quem já desenvolveu o raciocínio estrutural de processo e se vê inserido nas novas tecnologias percebe que nada mais é que o desenho perfeito e absoluto dos processos. Eu tenho uma frase de brincadeira: “O computador é um general cego, surdo e mudo que não admite erros”. Pensando a partir de uma paranoia, que historicamente tínhamos, de conseguir que as equipes estivessem capacitadas para o uso das tecnologias e gestão de processos, para que, no fim, não houvesse erros. E, com as novas tecnologias, isso caminha ao natural. “Natural”, pode ser uma palavra leviana, porém, a verdade é que segue sendo uma exigência absoluta para os desenhos e domínio de processos.

Dr. Jorge Gerdau Johannpeter (Porto Alegre) - No meu entender, eu diria que esses conceitos básicos continuam em pleno vigor, sendo muito curioso que este tema não vem sendo debatido, porém, na realidade, todo processo histórico, no qual eu sempre me envolvi, foi baseado no TQC (Total Quality Control), que nada mais é que o domínio de processos. Essa percepção nasceu na área industrial, na indústria automobilística americana, para fazer equipamentos de guerra, que após esses eventos, foi absorvida pelos japoneses, tomando liderança absoluta, motivando-nos, na década de 1980, a procurar parceria com grupos japoneses, para absorvermos, então, no setor siderúrgico, plenamente este domínio e tecnologia do TQC.

E, com isso, quero dizer que são inseridas nas empresas estruturas que já tomavam consciência do domínio de processos. A segurança na linha de montagem, em minha percepção, torna-se mais importante do que o resto das atividades econômicas e políticas de estruturação para a segurança destes processos. Por fim, é a preocupação na melhoria de processos.

Este processo teve uma forte influência do professor Falconi, que foi o introdutor dessa metodologia estruturada e abrangente no Brasil. Na realidade, todo sis-

Então, eu poderia afirmar que este conceito básico e decisivo se incorpora, de certo modo, nas exigências que as no-

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vas tecnologias têm a possibilitar. O difícil e complexo é, justamente, a capacitação dos recursos humanos para a incorporação das novas tecnologias e instrumentos de recurso, contudo, não existe outra opção. Ora faz, ora está fora da evolução do mundo. Levando em consideração este contexto, eu diria que hoje a maior preocupação da condução do MBC (Movimento Brasil Competitivo) é precisamente adquirir e construir parcerias como uma melhoria na gestão dos setores governamentais. É com o conceito de domínio de processos, e as tecnologias, que hoje é possível potencializar a redução de custos e eficiência, mas, para isso, é preciso que as equipes técnicas se capacitem para absorverem e se integrem com essas tecnologias.

Eden Paz: Dr. Jorge, vamos falar um pouco mais da Gerdau. Esta empresa sempre foi um diferencial na formação, na qualificação e no empoderamento dos colaboradores, fazendo com que a Gerdau esteja sempre à frente quando nos referimos às inovações de gestão. Pergunto: Como podemos desenvolver a capacidade de antecipar essas boas práticas e iniciativas de gestão? Dr. Jorge: Isso surge a partir da cultura. Pode ser que a principal figura nesse sentido tenha sido nosso pai, que foi

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inspetor no banco para a América Latina, Espanha e Portugal, responsável por coordenar a evolução tecnológica. Ele veio com uma formação profissional muito aberta e muito tecnológica.

tão tínhamos apenas um caminho: preparar as equipes. Outro ponto, talvez o mais importante, é a motivação das equipes que observavam o crescimento e as possibilidades em movimento. Então, se tornou quase um processo natural, como exigência para nos capacitarmos, crescermos e enfrentarmos a concorrência mundial. Interessante que ainda hoje quando comento com os colegas sobre o tema competitividade, concordamos sobre não termos que ser o melhor do Brasil, mas, sim, tentarmos ser o melhor do mundo, pois não é difícil quando se é capacitado, ser o melhor do Brasil, porém, não é o suficiente em um cenário de globalização. Sendo assim, buscamos construir a nossa competividade. Há uma frase de Harvard muito interessante que um dos nossos diretores comentam: “business is people”, ou seja, o negócio é equipe, é gente.

Segundo, o conceito básico que nos motivou a olhar o mundo é que, desde muito cedo, começamos a fazer benchmarking, preparando-nos para exportar e competir com a importação. Na década de 1960, começamos uma política, na qual estávamos preocupados em observar quais eram as melhores tecnologias do mundo para nossa atividade na área de siderurgia. Então, essa filosofia se incorporou de uma forma quase que natural na organização, e, consequentemente, quando se tem o objetivo de atingir níveis de competitividade internacional, temos apenas uma solução: investir na capacidade dos recursos humanos para que tenhamos patamares, atitudes e educação de padrão internacional. Por outro lado, há outra motivação.

Então, partindo desta realidade, os propósitos da motivação são naturais para desenvolver uma empresa de padrão internacional. E aqui aproveito para destacar a palavra propósito, que é uma das coisas mais importantes que uma empresa, organização e instituição tem que buscar para atingir padrões internacionais. Isso você tem que saber para descobrir os benchmarks mundiais e para ter as equipes motivadas, para que elas busquem esses patamares e eficiência de padrão internacional.

Quando entrei no negócio, tínhamos uma taxa de crescimento extremamente elevada. Saímos de 350 mil toneladas de aço por ano para atingir 15 ou 16 milhões de toneladas e, seguindo nesse crescimento, precisávamos fazer isso com nossas equipes para que os domínios dos processos, tecnologias, motivação e a capacitação entrassem em padrões de Benchmarking mundial. En-

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Gabriella Bordasch (Porto Alegre) -: Dr. Jorge, o senhor comentou que negócio são as pessoas, então a educação tem um papel fundamental nisso. O senhor sempre esteve à frente de projetos ligados à educação, como percebe essa questão no nosso país, principalmente?

Outro problema que me preocupa no processo de educação é que os investimentos são essencialmente focados em nível universitário. Para resolver os problemas, precisamos investir essencialmente na educação básica, porque a educação básica não acontece automaticamente pelo mercado, então tem que ser uma política de governo, política do país.

Dr. Jorge: Estou apavorado, nem me fale. Me dá um arrepio e uma preocupação enorme.

Eu não sei dizer hoje se temos 20 ou 40 milhões de analfabetos funcionais no Brasil, apenas sei afirmar que há professores universitários que falam que quando recebem alunos que continuam lendo sem entender o que leem. Então, eu acho que esse início de educação tem que ser um regime, no meu entender, de uma severa intolerância de aprovação para que apenas saiam do primeiro ou segundo ano aqueles que tenham realmente entendido o básico de ler, escrever e entender. Precisa ser perseguido fanaticamente pelo esforço todo.

Gabriella Bordasch: Porque é uma questão de competitividade. Nosso país tem que se preparar para isso. Dr. Jorge: Total. E vejo o problema de educação, essencialmente por deficiências de gestão. Vou fazer algumas considerações, pois continuo trabalhando intensamente nesse tema de educação e até patrocino, pessoalmente, com meu irmão Klaus, um projeto de Tecnologia de Gestão do professor Richard Lucht (Córtex). Afirmo que essas considerações que eu vou fazer são bastante complexas e têm reações globais dentro das estruturas corporativas.

Eu e o professor Lucht realizamos testes com 10 mil alunos do governo do Estado e, a partir disso, conseguimos fazer com que o índice de frequência caísse 65% e que as notas melhorassem em 2,9 pontos. O processo todo consiste em criar um acompanhamento total, no qual os pais sabem se seus filhos estão assistindo à aula e como está sendo seu rendimento escolar.

O professor Lucht vem desenvolvendo um projeto de tecnologia de gestão na educação. O processo da educação tem recebido um esforço enorme de investimento em teorias e tecnologias, porém, sem uma boa estrutura de gestão, essas tecnologias não mudam nada.

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Ainda há dispositivos para serem inseridos com cautela para que a revolução não seja violenta, exigindo o planejamento da aula do professor do sistema bem estruturado, sendo que a pandemia nos ajudou nesse sentido. Então realmente o processo de gestão da educação no Brasil precisa receber uma reformulação e o pior, que eu digo, é uma reformulação de gestão, de disciplina, de baixo para cima. Tendo uma educação básica, o mercado chama.

por parte do empresariado que está se mobiliando para ajudar no processo. Na minha vivência pragmática de vida empresarial, sempre digo que não adianta ter o melhor produto do mundo se não tem uma estrutura gerencial eficiente para produzir, desenvolver e comercializar esse produto. Isso tudo são processos de gestão que fazem com que esse produto milagroso possa vir a funcionar. Não existe produto andando sozinho. A mesma coisa para a educação: posso ter uma metodologia conceitual, porém, se não tivermos uma base escolar de professores e disciplinas que funcionem dentro de uma metodologia rigorosa e que estabeleça a avaliação sistemática de professores, a educação não irá gerar os resultados necessários. Por exemplo, o professor que obter notas baixas, eu passo a examinar suas planilhas de planejamentos, podendo ocorrer substituição e requalificação, contudo, se não corrigir, se demite.

Então, necessitamos de uma paranoia absoluta para vencer isso. Logo, esse projeto com o Richard é justamente para criar um instrumental simples e barato para que se desenvolva um gerenciamento operacional pragmático, para que novamente a cultura de processos entre a relação de professor e aluno possa funcionar.

Acredito que estamos perdidos nesse processo, mas, felizmente, está se criando uma consciência da deficiência

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São regras primárias de gestão, então eu, na minha angústia, quando vejo o Brasil não avançando, eu tenho absoluta convicção de que esse problema passa pela gestão, e digo mais, a humanidade até 30 e 40 anos atrás nem tinha sistemas teóricos de educação, nós chegamos até aqui com bom senso e atitude de mães, pais e professores. Portanto, precisamos deixar os processos naturais funcionarem, porém, precisamos de instrumentos de controle e de disciplina, pois nada anda sem disciplina.

delegação. Isso vale para tudo. Quando eu vejo que o processo da educação está sendo conduzido de uma forma tão insatisfatória, eu sofro muito porque são os dois temas: governança e educação, são os temas básicos que temos que vencer.

Estou com uma paranoia em cima disso e o custo é relativamente barato, no projeto que citei anteriormente, nós conseguimos, com custo de R$ 3,00 por aluno no mês, realizar o acompanhamento. Tenho muita convicção de que, em primeiro lugar, é a gestão. Eu não sei quando foi que nos perdemos. Por exemplo, Porto Alegre paga aos professores 3 vezes o que o Estado paga e as notas são piores ou iguais.

Dr. Jorge: Hoje, nós temos que ter vergonha, porém eu quero ter orgulho. As pessoas são inteligentes e capazes. Por exemplo, eu tenho experiência com o nosso operário comparado com o operário de 14 países. Nosso operário é uma maravilha, tem agilidade natural e inteligência. Eu não encontro mais gente burra, mas analfabeta sim.

Eden Paz: Muito bom ouvir alguém apaixonado defendendo um tema tão importante como a educação, isso é relevante para qualquer Nação que deseja alcançar maturidade, plenitude e quer melhorar sua dignidade.

Eden Paz: Neste contexto todo sobre essa enorme lacuna que o Brasil tem na educação, quero voltar aquele tripé básico e incluir inovação e tecnologia. Na sua visão, o que as empresas hoje podem fazer para continuar se mantendo competitivas com esse desafio todo? Você já citou a Gerdau que está investindo em cursos próprios, mas esse é o único caminho? Como fazemos para esse cenário se manter competitivo, olhando para os três aspectos que o senhor sempre

Então, não é dinheiro, é gestão. E mais dinheiro tem que dar por eficiência e não por “blá, blá, blá”. Pareço ser radical neste processo, mas como eu ganhei um presente na década de 1980, quando realizei um intercâmbio com japoneses, e aprendi que sem educação e capacitação não se vence. Digo que foi um presente porque, dentro dessa cultura de educação, haja domínio de processos para que se possa fazer

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comenta: político, econômico e social.

tante você colocar uma agitação dentro do processo para despertar a cabeça dos comportamentos tradicionais. Então, eu tenho recomendado essa fórmula porque é algo fantástico.

Dr. Jorge: Atualmente, chamam de ESG, as três palavras básicas da sustentabilidade: sustentabilidade econômica, social e ambiental. Tem que ser politicamente bem conduzida, porque se eu cresço o social mais que o econômico, sendo o que estamos vivendo um pouco no Brasil. Então, eu tenho que melhorar bem a eficiência para que o meu crescimento econômico aconteça e tenha margem para crescer o social, tendo condições de fazer ambientalmente correto.

Esses dias, teve um jornalista que escreveu um artigo dizendo que as novas tecnologias vão dificultar a existência do capitalismo e a economia do mercado, e eu digo ao contrário. Meia dúzia das empresas valorizadas, 3 ou 4 hoje são do campo da tecnologia. Nunca houve tanta pequena empresa, nas quais as pessoas colocam seu dinheirinho para ver se acertou na loteria. É impressionante a procura de investidores que buscam se aproximar de uma startup para ver se acertam na loteria. Eu penso desta forma: que o fenômeno do mercado funciona na área da tecnologia de uma forma absoluta porque nunca os pequenos foram tão procurados e nunca as maiores foram tão valorizadas.

Eu acho que até por experiência própria, se você está em uma empresa de estruturas tradicionais, mais ou menos antigas, se for antiga se torna mais difícil. Desta forma, eu tenho sugerido que as pessoas busquem por soluções específicas e façam parcerias com empresas iniciadoras de tecnologias, porque se tiver como missão seguir a regra da hierarquia vertical, você não chega na base. Chegar chega, mas é difícil. Então, para romper, precisamos ser inquietos.

Partindo disso, eu observo o fenômeno do mercado como algo emocionante. Essa conjugação da pequena empresa nascendo, com investimento próprio sem estrutura, dá a impressão de parecer coisa de cinema, mas está acontecendo. Por isso, eu tenho uma confiança de louco nesse processo.

Pegamos um problema em uma área qualquer de região de vendas, ou tecnologias de gestão de estoque, qualquer coisa. Pensa em uma startup, faz uma concorrência e os deixa trabalhar para ver a melhor solução no melhor prazo. O que quero dizer é que é impor-

Eden Paz: Compartilhando algo que eu sempre escutei, e nesse momento vou citar meu pai, assim como citas-

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te o teu. O meu pai sempre me dizia, quando eu era garoto, que para nós conseguirmos transformar alguma coisa no país precisaria de uma ou duas gerações, então, estamos falando de 15, 20 anos para fazer a transformação. E essas tecnologias que acabou de trazer para nós, dá um exemplo real sobre a aceleração que o uso intensivo e exponencial destas novas tecnologias pode contribuir para a sociedade. E passa um pouco mais da necessidade de gestão e de dedicação de todos.

lha, que é extremamente inteligente, ele centrou o processo e desenvolveram uma programação e avançaram de forma fantástica. Eles tinham uma proposta de atingir 100 áreas no primeiro ano, e hoje estão trabalhando dentro da área do ministro Guedes, criado junto com Weber, que assumiu essa função dentro do ministério. Hoje, eles estão em um ritmo que já atingiram a meta em outubro. Tem uma equipe jovem que é extraordinária. A opinião pública diz que a imprensa só quer notícia ruim, mas eu considero uma notícia extremamente boa. Eles têm uma meta teórica e conceitual de até o fim do governo de estruturar tecnologias de digitalização em todo o governo federal.

Dr. Jorge: Eu tenho um exemplo prático vivido pelo MBC (Movimento Brasil Competitivo). Quando começou o governo Temer, eu fiz uma visita com Claudio Gastal ao presidente e, conversando com ele, disse que precisava criar um núcleo para o desenvolvimento de tecnologia de gestão obedecendo aos critérios com digitalização etc. O Temer arregalou os olhos e eu disse que conhecia uma pessoa que poderia eventualmente ajudar a construir no setor público e comentei que essa pessoa deveria trabalhar junto com o presidente, porque ele teria que se intrometer na vida de todos os ministros.

Gabriella Bordasch: Então Dr. Jorge, mudando de assunto, nós estamos aqui no Instituto Caldeira. É um hub de inovação. Dr. Jorge: Eu acompanhei desde o começo e tento continuar acompanhando. Gabriella Bordasch: Sim, a Gerdau é uma das fundadoras e a Consulpaz também está presente. É um Hub de inovação, as empresas estão aqui para isso, para fazer parcerias também. Como o senhor percebe esse tipo de ecossistema hoje do Brasil?

Sendo assim, se não houvesse uma procuração do presidente, e se colocasse esse nível em uma área tecnológica normal, dentro de uma secretária de administração, ninguém daria bola. E como estava conosco o ministro Padi-

Dr. Jorge: O caminho é esse. Institui-

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ções como o Caldeira tem a vantagem de que a convivência de empresários contagia. Quando os vizinhos fazem eu vou ter que fazer também.

igual a um louco para que educassem os processos para atingir a produtividade de eficiência internacionais. E de repente, pela tecnologia que inventa uma ferramenta que empurra, sendo tão rápido que não atrapalha. Um pouco mais de custo, mas é fantástico. Eu jamais poderia imaginar que pudesse acontecer e que eu possa ser beneficiado em viver esse processo.

Eu acho que, de certo modo, o Rio Grande do Sul tem mostrado de uma forma muito melhor que nós conseguimos ou merecemos. Você vê isso se repetindo em outros núcleos, como Caxias e Passo Fundo. Nós aqui participamos do campo da saúde e a potencialização da robótica, então é onde você vai perceber essas coisas avançando. Na minha opinião, a tecnologia é um presente, permite que todos tenham a chance de acompanhar a evolução do mundo.

Gabriella Bordasch: Gostaria que comentasse um pouco sobre o seu legado que vem construindo ao longo de sua jornada, seja à frente da Gerdau, seja apoiando o governo ou mesmo atuando no terceiro setor. Dr. Jorge: Eu estou trabalhando um pouco com um trabalho conceitual e teórico sobre uma inquietação referente à busca da excelência. Se eu analiso o aspecto de legado, eu tenho uma gratidão ao mestre Falconi, porque ele foi o canal que nos educou e grande parte do Brasil também. Então, essa inquietação de buscar a excelência, procurei por muito tempo dentro da empresa, e foi um processo que eu criei bastante educacional pela cultura do meu pai.

Eu, pessoalmente, tenho uma fé quase infantil, mas eu acho que tem possibilidade de acontecer, por isso temos que apoiar essas iniciativas que acontecem no Rio Grande do Sul. E no Brasil está acontecendo, mas como estávamos dormindo - no Rio Grande do Sul e no Brasil - nos últimos anos, acho que deu uma sacudida e vamos recuperar uma posição através da tecnologia. Eden Paz: Como o senhor comentou, a tecnologia é um meio e como o computador é burro e cego, é preciso se ter processos e uma gestão robustos para que possa acontecer toda esta transformação.

Vou contar uma passagem. Meu pai, quando tinha uma carta importante para assinar, ele pegava e colocava contraluz para ver se havia alguma rasura. Então, eu conto essa história para termos a paranoia de excelência.

Dr. Jorge: É estranho isso, né? Eu lutei

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Tem outra passagem que podemos aproveitar sobre a excelência do domínio dos processos e da educação das pessoas, isso que as novas tecnologias ajudam e facilitam. Na Gerdau, procurei introduzir a cultura japonesa e logo nós absorvemos de uma forma bastante ampla. Aprendi uma frase interessante que diz assim: “o pessoal só respeita o processo com profundidade em duas áreas, na saúde e na aviação, pelo temor a morte”.

a melhor fundação artística do Brasil.

Outro exemplo de excelência, fiz a mesma coisa com os cavalos, eu sou o único criador do mundo, que colocou 3 cavalos nas Olimpíadas, sendo que dois levaram medalha de bronze, mas, para isso, eu pesquisei muito em como se fazer a melhor criação. Para ter uma ideia, são uns 700 mil cavalos, mas somente 75 são classificados para as olimpíadas, e eu coloquei 3 e obtivemos 2 medalhas. É a paranoia da excelência.

Na medicina, é necessário seguir o ritual absoluto, não mais ou menos, pois está cuidando da vida de uma pessoa, e na aviação, tem o “double check”, para evitar riscos de acidentes. Então, eu brinco que chega na hora da morte e faz o processo perfeito, mas, antes, faz de forma mediana. Então, essa busca pela perfeição eu passei a incorporar como filosofia de vida. Tem mais uma dúzia de coisas que eu fiz fora do trabalho com algumas parcerias que ajudaram, como por exemplo, a Fundação Iberê, o artista Iberê Camargo era um paranoico da excelência, ele tinha o quadro pronto e, às vezes, repetia quatro vezes, é uma atitude de exigência e de satisfação.

Eden Paz: Se superar constantemente, Dr. Jorge. Se desafiando e buscando essa excelência em tudo que se faz. A história de empresário como o senhor construiu já é um legado e esses são apenas alguns exemplos. Levando em consideração este contexto de legado, qual a mensagem que poderia deixar para os jovens que estão entrando no mercado. Dr. Jorge: Duas coisas: A primeira é buscar a educação. Não pode parar de educar, aprender, a gente tem que se educar e continuar educando. A segunda que é extremamente importante no mundo moderno, por isso que tem o tripé do THC, competência técnica, humana e conceitual. É trabalhar em equipe. Em qualquer organização, eu tenho que estar ciente se estamos nos capacitando como equipe, as equipes são invencíveis, seja no futebol ou em uma

A gente já achava a obra dele excelente, mas ele refazia. Então, quando construímos a fundação, eu convivi com um fanático da excelência, é desta forma que precisamos tentar fazer. E com o apoio da comunidade, eu acho que é

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guerra.

As tecnologias de gestão, quando bem estruturadas, os resultados são fantásticos. Então, precisamos de lideranças com competências de gestão. Na realidade, nós temos uma deficiência, então estuda, capacita e procura fazer o melhor possível que o mercado te puxa.

E esse processo passa, pelo meu entender, e por isso eu falei no começo das matérias do MBC sobre governança, custo, digitalização e educação. Agora, eu digo realmente que todos temos que trabalhar na busca da melhoria da educação, especialmente a educação básica. E a profissionalização.

Fonte: Portal IN

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podcast Paranoia pela excelência e educação

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BOLETIM CALDEIRA insights, conexões e ideias rentes interessados na transformação digital dos negócios e no fomento do ecossistema gaúcho.

Em outubro deste ano, iniciamos nosso posto avançado no Instituto Caldeira, um espaço desenvolvido para fomentar a inovação no Estado do Rio Grande do Sul. Localizado no 4º Distrito em Porto Alegre, o Instituto Caldeira é um Hub de inovação com propósito de fomentar o ecossistema de competitividade, a fim de promover transformações tecnológicas no Rio Grande do Sul. E hoje, temos o prazer de participarmos desta comunidade que atua conectando empresas, universidades, startups e dife-

A equipe da ConsulPaz tem participado de diversos eventos e ações promovidos para a comunidade. No início do mês de outubro, participamos do evento Mulheres à frente da Inovação, que tinha como propósito promover um momento de troca de experiências sobre liderança feminina no processo de inovação. A conversa foi mediada pela Marcia Capellari, Presidente da Fundação/Hub Inovação IMED, e contou com

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a presença de Priscila Drebes, diretora executiva do Lidia Bank, Alline Goulart, diretora de operações na Semente Negócios e Deia Gorayeb, Sócia Executiva na ABC Capital Partners.

E por fim, estivemos presentes também no bate-papo com o Ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, em uma conversa sobre ações de desburocratização e liberdade econômica, e como a parceria entre o governo estadual e o Instituto tem sido importante neste processo.

Como boa prática para recepção de novos membros da comunidade, o Instituto promove mensalmente o Café de Boas-Vindas, no qual fomos convidados a participar e conhecer um pouco mais da missão do Instituto Caldeira. Nossa Sócia e Head de Desenvolvimento de Novos Negócios, Joana Sopper, representou a ConsulPaz e a apresentou um pouco da nossa Consultoria para os membros presentes.

por Nayana Celeste

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artigo

PROCESSOS E GESTÃO

15 minutos

CHEGAMOS AO FIM DE MAIS UM CICLO NA EVOLUÇÃO DO TRABALHO: O BACKOFFICE OPERACIONAL ESTÁ ACABANDO NO FORMATO QUE CONHECEMOS. por Eden Paz

Evolução - necessidade da constante evolução, adaptação e resiliência dos sobreviventes

Ao longo destes quase 7 (sete) anos como empreendedor, venho experimentando, no dia a dia, a importância da evolução, da adaptação e da resiliência. Isto acontece em todos os âmbitos e cenários, ou seja, na interação com os clientes, no crescimento da ConsulPaz e no meu próprio desenvolvimento. Na interação com os clientes, lembro de quando iniciamos nossos projetos e eu comentava com eles sobre o processo de automação, que estava ocorrendo e que muito em breve todos sentiríamos os impactos. Não se passaram nem 5 anos e os RPA’s, IA’s, BI’s da vida já fazem parte da maioria dos negócios. Para a ConsulPaz, não foi diferente. A tecnologia, através de soluções para gestão dos nossos projetos, integração entre soluções e, mais recentemente, nosso primeiro passo para um produto lastreado totalmente na tecnologia, só confirma que ou você se adapta ou não sobrevive, afinal, toda empresa nos dias de hoje é tecnológica. Por fim, em relação ao desenvolvimento pessoal, mesmo não sendo um “nativo digital”, a prática do aprendizado contínuo [conhecido como lifelong learning] é uma característica que me permite estar conectado ao que ocorre e, compartilhar esta cultura com nossa equipe, tem permitido entender e, dentro do pos-

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sível, acompanhar as mudanças.

Em minha experiência, tenho acompanhado toda a transformação no mundo dos negócios nos últimos 30 anos com vivências extraordinárias em empresas fantásticas. Acredito que uma das principais características destas empresas seja o fato de que possuem clareza na importância da excelência operacional e, consequentemente, na definição dos processos. Para trazer apenas dois exemplos, no final da década de 80, iniciei minha carreira em uma empresa nacional, líder no segmento em que atuava e, já naquela época, a COFAP exportava para mais de 100 países, tinha práticas de gestão sustentadas por processos muito bem definidos e já tinha um olhar voltado para o desenvolvimento das pessoas. Havia adaptado as melhores práticas existentes no mundo para seus processos. O outro exemplo, uma outra grande empresa nacional, que tem em seu DNA, dentre outras características fundamentais, o pilar de processos. Na época em que estive na Gerdau, como diz Jorge Gerdau, é necessária uma paranoia pela excelência, e um dos pilares é justamente ter processos robustos, simples e ágeis. Uma característica comum nestes dois exemplos é a capacidade de entender a importância que os processos têm no dia a dia

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das empresas. Entender a necessidade de fazer benchmark, de estar conectado ao que está ocorrendo no mundo e saber que sem processos eficientes, eficazes, efetivos, a excelência não ocorrerá. Outro ponto importante desta comparação entre estes dois exemplos é o período em que tive a oportunidade de vivenciálos, um, como comentei, na década de oitenta, o outro, mais recente, entre 2005 e 2014. Ao fazer esta reflexão, dei-me conta de que, mesmo com 30 anos de diferença entre um caso e o outro, a busca pela excelência, por processos, por métodos, é presente e um dos principais pilares de sucesso de ambas as empresas.

Quando analisamos a história, fica evidente que não se trata de algo novo, mas, sim, de mais uma grande evolução no processo do trabalho humano. No fim do século XVII, desenvolvem-se os primeiros motores a vapor de uso prático e de interesse industrial. A partir de então, quase todo trabalho que era realizado de forma artesanal sofreu um grande impacto. A Revolução Industrial foi o período de grande desenvolvimento tecnológico que teve início na Inglaterra a partir da segunda metade do século XVIII e que se espalhou pelo mundo, causando grandes transformações no processo produtivo e nas relações de trabalho. Posteriormente, no começo do século XIX, o desenvolvimento tecnológico foi utilizado na criação da locomotiva e das estradas de ferro, utilizados, inclusive, até os dias de hoje. A revolução

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industrial vem consolidar o sistema capitalista e pode ser dividia em três fases.

Durante o século XX, mas próximo da metade, tem início mais uma nova grande transformação, a tecnológica. Essa fase representa uma revolução não só no setor industrial, visto que passou a relacionar não só o desenvolvimento tecnológico voltado ao processo produtivo, mas também ao avanço científico, incluindo, por exemplo, a biotecnologia. Já, nos anos 50, os computadores começam a fazer a diferença em nossa história e a promover mudanças cada vez mais aceleradas. Este período criou a base para o que conhecemos como indústria 4.0, que tem como uma de suas características a descentralização do controle dos processos de produção, em que a automação, aliada à tecnologia, possibilita a conexão desses processos produtivos, assim aprimorando e agilizando a produção da indústria e a redução de custos e tempo.

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Com a chegada da grande rede de computadores (www), dos celulares e, posteriormente, dos smartphones, do GPS (Global Positioning System) nos dispositivos, a velocidade e a integração das coisas passa a ser exponencial e as oportunidades chegam cada vez mais rápidas. A Internet das Coisas (IoT) ganha vida e as conexões se multiplicam, permitindo cada vez mais e mais interfaces, integrações, automações. Os sistemas públicos também entram na era da automação e com isso muitas burocracias ganham agilidade, aumentam a inclusão social e se inicia uma nova era.

Para complementar, as startups se multiplicam, no final dos anos 50, no Vale do Silício, nos Estados Unidos, mesmo que ainda não fossem denominadas startups, e depois no restante do mundo, cada vez mais as pessoas enxergam oportunidades e passam a transformar sonhos em realidade. Claro que nem tudo deu certo, mas o boom gerado foi suficiente para acelerar de forma exponencial sistemas, processos, tudo que fosse possível de se fazer com tecnologias, inclusive as bio e as nano tecnologias. Atualmente existem, além do Vale do Silício, vários outros centros espalhados no mundo, seja em Israel, China, e alguns países da Europa.

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Bem, fizemos toda esta viagem para apontar que, considerando a evolução natural das coisas, a importância que os processos e a consequente excelência operacional representam para os negócios, entendendo a história da evolução do trabalho, chegamos ao fim das atividades operacionais e repetitivas executadas pelas pessoas! Sim, pode parecer forte, mas nada mais é do que a constatação do óbvio, assim como no filme Tempos Modernos de 1936, idealizado por Charles Chaplin, onde, naquela época, demonstrava os modos de produção industrial baseados na divisão e na especialização do trabalho na linha de montagem e que foi substituído ao longo do tempo por robôs nas linhas de produção e montagem. O mesmo está acontecendo com as atividades chamadas de BackOffice, aquelas atividades consideradas de apoio, que não tem interação direta com os clientes e que são atividades rotineiras e repetitivas das áreas administrativas e suporte da empresa. Estas atividades estão sendo substituídas por soluções automatizadas e digitais, cada vez mais integradas. As empresas, grandes ou pequenas, privadas, públicas ou do terceiro setor que não se utilizarem destas soluções correm o risco de comprometer sua existência, sua sustentabilidade. Isto porque perderão competitividade frente ao mercado. Agora os robôs não são mais movidos apenas por máquinas de ferro, como na época de Chaplin, mas também por robôs que operam por meio de softwares, quase “invisíveis” nos fronts de BackOffice.

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Como em todas as grandes transformações, o “modus operandi” é diretamente impactado e, com ele, a cultura, que nada mais é do que o jeito de ser e fazer as coisas. A grande diferença, na minha visão, é que, no passado, costuma-se dizer que, para uma mudança ocorrer, seria necessário de uma a duas gerações, ou seja, uma gerava a mudança e a outra a implementava. Acontece que “geração” pode também significar pessoas que sucederam os seus pais e, nesse sentido, podemos dizer que uma geração pode ter um tempo de 25 anos. Nos últimos anos, com o avanço da tecnologia e os novos estudos, estima-se que a duração de uma geração reduziu para 10 anos ou menos, portanto, uma pessoa, durante a sua vida, que antes tinha a “clareza” de como seria sua carreira e o que precisava fazer para chegar e se manter onde desejava, hoje precisa se adaptar, no mínimo, 3 vezes, ao longo da carreira e, nos próximos anos, isso será ainda mais acelerado, tornando as transições algo corriqueiro e presente em nosso dia a dia. Isso sem contar que a expectativa humana vem aumentando, ou seja, o tempo de vida profissional e a possibilidade de vivenciar mais ciclos de mudança vem se ampliando.

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Com este cenário, e reafirmando algo que já comentamos em artigos anteriores, a necessidade do aprendizado contínuo será cada vez maior, o chamado “lifelong learning”, um diferencial para quem desejar se manter ativo e competitivo no mercado de trabalho. Outro ponto é que, segundo Conrado Schlochauer, em seu livro recente “lifelong learners o poder do aprendizado contínuo”, as jornadas de aprendizagem são definidas pela escolha do que aprender, as fontes de aprendizado, pelo planejamento e pela evidência do aprendizado. Cito estes pontos, porque entendo ser este um grande desafio da sociedade e dos governos. Recentemente, em uma live com o secretário de estado do Rio Grande do Sul, Luis Lamb, também publicado nesta revista, este é um dos grandes desafios da sociedade como um todo e estamos atrasados. Portanto, entender quais são as novas competências e habilidades, não se esquecendo das habilidades que tratam da emoção, do relacional, é fundamental para a evolução e crescimento de nossa sociedade e da força de trabalho. Não entro aqui na discussão de quais são ou na apresentação de uma lista de competências, pois entendo que está disponível em qualquer pesquisa rápida na internet, porém, destaco que deve ser analisada de acordo com a necessidade e o cenário de cada um, assim como na definição do aprendizado contínuo. Neste ponto, quero fazer uma reflexão: na minha visão, classificar alguém pelo ano que nasceu, ou seja, pela sua geração, pode não ser a melhor forma de representar esta pessoa, ou mesmo este grupo de pessoas. Parto do princípio que não é suficiente, para definir como um grupo se comporta, considerando somente o intervalo de tempo e o momento em que o mundo vive. Cada vez mais vemos pessoas de diferentes idades, por exemplo, empreendendo, ou mesmo fazendo mudanças em su-

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as vidas, independentemente da geração à que pertencem.

Nesta visão, e por acreditar, com base em leitura e pesquisa, de que outras características, como por exemplo, formação familiar, experiências vividas, acesso à informação, dentre outras, o desafio da nova liderança é saber lidar com diferentes perfis ao mesmo tempo, entendendo que diferenças existem e que respeitá-las é fundamental para o crescimento de todos.

Chego ao final deste artigo com as seguintes certezas:

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As pessoas deixarão de executar atividade que não geram valor, seja para si mesmos, seja para a empresa;

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A necessidade de continuar a aprender fará com que toda a sociedade melhore, evolua;

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A qualidade de vida, considerando as novas possibilidades de atuação remota ou híbrida, já presentes, vem aumentando a possibilidade de estar mais próximo da família, de utilizar o tempo, antes gasto com deslocamento, por exemplo, para atividades físicas ou de desenvolvimento pessoal;

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Uma integração ainda maior entre as pessoas, de qualquer lugar do mundo, ampliados pela inclusão digital.

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Portanto, não espere esta mudança chegar, antecipe-se, seja no pessoal, buscando seu desenvolvimento e adaptação às novas realidades, seja no trabalho, identificando tudo aquilo que poder ser “eliminado” e faça você mesmo, não espere que outros façam e venham a ocupar este novo espaço. Como denominei nesta última parte do artigo, acredito que seja uma oportunidade para todos. Recentemente, ouvi em uma aula que o número de empregos que serão gerados por este novo modelo será maior do que a necessidade atual, então, aproveite a oportunidade e faça você a diferença.

Eden Paz

Eden Paz CEO e Sócio Fundador ConsulPaz

CEO ConsulPaz para o Blog da Qualitor 05/Nov

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notícias

ConsulPaz compartilhando inovação pelo Boletim Caldeira. Com o mês de Outubro marcado pelo início das atividades do posto avançado da ConsulPaz no instituto Caldeira, podemos dizer que teremos muitas novidades por aqui. Você já leu o Boletim Caldeira? Este será um espaço dedicado as atividades que participaremos lá e todas as novidades que queremos compartilhar com você. Acompanhe! #ConsulPaznoCaldeira

Go Live do Programa Mais Agro SLC Agrícola A primeira semana de Novembro trouxe o Go Live do Programa Mais Agro, do nosso cliente SLC Agrícola. Depois dos resultados positivos com as ações de Gestão da Mudança, nas visitas a todas as fazendas apresentando detalhes do projeto, das ferramentas e as novidades, os primeiros dias com os novos processos e sistemas em operação foram de grande sucesso, com o engajamento de todos os envolvidos nesse projeto. #ConsulPazeSLCAgricola

Projeto PRIO entra nas fases finais Petro Rio

Projeto PetroRio avançando à sua fase final, após a realização da fase de testes integrados. Essa é uma das fases mais importantes em um projeto, é a hora de juntar todas as soluções criadas pela empresa para um sistema e simular o funcionamento real para identificar possíveis erros, para que eles sejam contornados antes do Go Live. Os testes irão determinar o sucesso do projeto além da qualidade de entrega dele. Agora, todos os esforços estão concentrados nos treinamentos das equipes para que possamos realizar Go Live, programado para o início de 2022. #ConsulPazePetroRio CONTEÚDO COMPARTILHADO

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Livro “Jornada CSC”

Finalmente podemos anunciar que o primeiro livro sobre Centro de Serviços Compartilhados construído de forma colaborativa está disponível. Jornada CSC é um livro que reuniu muito trabalho cooperativo dos mais diversos profissionais representantes de empresas associadas à ABSC. Nada como entender na prática, por quem vive o mundo dos CSCs. E para a construção deste verdadeiro manual, não poderíamos deixar de agradecer à ABSC pela oportunidade de estarmos patrocinando o livro que foi lançado já como Best Seller. Nosso CEO Eden Paz, um dos coordenadores da obra, não esconde o orgulho em realizar mais esse projeto, juntamente com nossa sócia Cristina Hamada, que compartilhou sua experiência e conhecimento como coautora dos capítulos "CSC como modelo de gestão corporativo" e "A importância da Precificação de serviços". #ConsulPazcomABSC

Dica: Eden Paz para o Blog da Qualitor Centro de Serviços Compartilhados: características culturais, uso de metodologias e suas tendências. Nosso CEO Eden Paz falou sobre esses e outros aspectos dos CSCs em seu artigo desenvolvido exclusivamente para o blog da nossa parceira Qualitor. Acesse o blog da Qualitor e leia o conteúdo na íntegra. 33


entrevista LUIS LAMB

Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS Acompanhe a SICT pelo site inova.rs.gov.br/inicial

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

15 minutos

Inovação, Ciência e Tecnologia, o alto valor do capital intelectual na Nova Economia Estamos vivendo a era da transformação digital. É uma quebra de paradigmas tão impactante que impulsiona o valor do capital intelectual como motor central de qualquer processo produtivo na nova economia. Mas este avanço nos desafia, ao mesmo tempo, a mudar a cultura das organizações, do poder público e, acima de tudo, preparar as pessoas para esta atmosfera de inovação. O Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Luis Lamb, falou sobre estes desafios como executivo, gestor público, educador e pesquisador, em entrevista ao CEO da ConsulPaz, Eden Paz. O conteúdo foi transmitido ao vivo pelo Canal do YouTube da ConsulPaz e pode ser conferido em vídeo para quem não acompanhou, ou também pode ser ouvido em Podcast.

CONTEÚDO COMPARTILHADO Fonte: Assessoria

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apenas a ponta de um iceberg, de uma transformação que vai ser gigantesca nas próximas décadas e que já vêm ocorrendo. Assim como nós tivemos a Revolução Industrial e muitos não estavam preparados, nós estamos vivendo uma grande mudança agora.

Luis Lamb é um executivo experiente em inovação e tecnologia, pesquisador de IA e Computação. Tem história demonstrada de resultados nos setores de ensino superior, inovação e pesquisa. Hábil em Gestão da Inovação, Ciência da Computação, Inteligência Artificial e Estratégia. Ph.D. em Ciência da Computação pelo Imperial College London. Certificados Executivos do MIT em Gestão e Liderança e em Estratégia e Inovação. Professor, pró-reitor de pesquisa do Instituto de informática da UFRGS.

Esta área de Inteligência Artificial, assim como as áreas vinculadas à computação, à análise de dados, à evolução e agregação do conhecimento e negócios estão modificando radicalmente a forma como nós nos relacionamos. Isso não tem impactos apenas econômicos, mas impacto na educação, na saúde, nas relações sociais, na política, e de como vamos caminhar nesta estrada como humanidade.

Eden Paz (Porto Alegre) - Gostaria que o senhor compartilhasse conosco um pouco dessa sua experiência como pesquisador e um estudioso da Inteligência Artificial nestes últimos 20 anos. E o quê podemos esperar para o futuro?

Eden - A gente tem um grande desafio de formar e de preparar as pessoas nesta transformação. Qual é o tamanho deste desafio e o que poderia ser feito para reduzir as lacunas deste caminho?

Luis Lamb (Porto Alegre) - Nós estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas na sociedade, na economia mundial, à frente dos nossos olhos e aqueles que perceberem isso poderão explorar muito essa oportunidade. É verdade que nem todos ainda acreditam na transformação digital, na mudança radical que teremos, na forma como nós trabalhamos, na forma como as empresas, organizações e as pessoas se posicionam. Mas isso é uma realidade. Estamos percebendo, nos últimos anos,

Lamb - Nós temos uma mudança significativa da era industrial para a era digital. Muito se fala em indústria 4.0, tudo 4.0 ou até 5.0. Na verdade, nós estamos vivendo uma transformação por um domínio tecnológico, domínio técnico das áreas vinculadas ao conhecimento, aos dados. Toda esta hiperconectividade, que nós estamos vivendo, está sendo propiciada por estas tecnologias. Da mesma forma, a nossa educação, a for-

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ferramentas podem ajudar nesse processo de transformação?

ma como nós preparamos os jovens e os adultos também para essa realidade presente, tem que levar em conta esse mundo hiperconectado, onde as tecnologias passam a ser centrais na economia.

Lamb - Na verdade, nós dependemos muito de processos com intervenção humana e atividades que não eram atividades que exigiam grande intervenção intelectual, grande raciocínio, eram repetitivas. Fomos preparados por uma formação acadêmica, universitária, para exercer uma profissão de uma forma muito similar com poucas atividades, mudando e evoluindo ao longo das nossas vidas. Ao longo de 30, 40 anos, as pessoas exerciam a sua profissão. A disponibilização do conhecimento, das informações e dos dados, em todas as organizações, em grande volume, permitiu automatizar diversos processos que eram realizados por humanos. A transformação digital reduz o número de passos em processos que também otimizam os custos e vem justamente para nos ajudar a utilizar a nossa capacidade cognitiva, intelectual para nos concentrarmos na atividade fim.

Hoje, se o setor de Tecnologia da Informação de uma organização ainda é separado do núcleo dos negócios, esta organização está equivocada. Na verdade, a tecnologia e os dados passaram a ser centrais em qualquer tomada de decisão. Então, a hiperconexão vai ser alavancada cada vez mais por tecnologias fundamentais como Inteligência Artificial, a internet das coisas, as redes com o padrão 5G, a evolução das interfaces, na forma como o ser humano se relaciona com as máquinas, a questão da computação avançada de altíssimo desempenho para lidar com um maior volume de dados nas organizações, a robotização da indústria e a realidade virtual. A própria produção dos novos materiais que vão alavancar a indústria de fabricação moderna e sustentável nos apresentam uma série de desafios que nós temos que oferecer na formação dos nossos jovens e para a nossa população. Nós já deveríamos estar investindo na evolução dos nossos currículos. Permitir às pessoas desenvolverem o seu potencial nessa nova era, onde cada um de nós terá que mostrar o valor individualmente.

Eden - Como é que você vê o papel da transformação digital ajudando na diminuição das diferenças, da inclusão das oportunidades para as pessoas como um todo no setor público? Lamb - O Estado tem uma grande riqueza que é o volume de dados que possui sobre as pessoas. Nenhuma empresa, por mais poderosa que seja, tem

Eden - Na prática, como é que estas

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todos os dados fiscais da população, de empresas públicas e privadas, com padrão de renda, localização geográfica, aliados aos dados do Censo que nós colhemos de 10 em 10 anos da população. As grandes empresas do século 21 são essas que foram capazes de reunir cérebros e dados. Empresas como Google, Microsoft, Amazon, Apple, Facebook (Meta) possuem dois grandes patrimônios: o intelectual e as pessoas que lá trabalham. Eles não medem a sua riqueza em prédios ou em território na nova economia. Literalmente, essas empresas são as pessoas que lá trabalham. No serviço público, a gente percebe cada vez mais uma preocupação dos gestores mundo afora.

res da sociedade são afetados. Quando migramos de uma sociedade predominantemente agrícola e comercial de artesãos para uma era Industrial, uma série de paradigmas éticos foram confrontados pela sociedade. E de fato nós temos um impacto dessa nova tecnologia sobre toda atividade humana. Isso se reflete muito fortemente também na questão da privacidade das pessoas, do respeito às pessoas, na questão de protocolos sociais que são respeitados entre nós nessa era Industrial. Agora, que todos nós estamos expostos constantemente, através de ferramentas tecnológicas dessas grandes empresas, com grande influência sobre as nossas vidas, surgem vários questionamentos éticos.

Um exemplo é a Estônia onde todo o governo é digital. As relações do cidadão são intermediadas por tecnologias digitais. Aqui no Estado nós temos uma política de gestão que leva muito em conta a evolução tecnológica. Nós temos trabalhado muito a questão da Inovação para dentro do serviço público, na gestão pública e para fora, no papel da secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, de fomentar a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

Quando estamos nos comunicando através de mídias sociais, interagindo com os outros, surgem conflitos entre as pessoas. Não é possível mais ter uma vida pacata e reclusa como antigamente porque as pessoas estão sempre interagindo. Nós estamos aproximando pessoas e culturas. Aquilo que pode ser visto como aceitável na cultura brasileira, não é aceitável no Oriente Médio, na Ásia, ou na África. Aí surge a necessidade de nós pensarmos nas normas mínimas de respeito ético, nos valores, nos princípios de comportamento nesta nova sociedade onde todos estamos expostos uns aos outros.

Eden - Como a questão ética é tratada neste contexto de transformação digital? Lamb - Sempre que surge uma mudança paradigmática dessa escala, os valo-

Eden - Como é para um profissional

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pacata e reclusa como antigamente porque as pessoas estão sempre interagindo. Nós estamos aproximando pessoas e culturas. Aquilo que pode ser visto como aceitável na cultura brasileira, não é aceitável no Oriente Médio, na Ásia, ou na África. Aí surge a necessidade de nós pensarmos nas normas mínimas de respeito ético, nos valores, nos princípios de comportamento nesta nova sociedade onde todos estamos expostos uns aos outros.

va privada a gente teria mais agilidade de decisão. No setor público, o principal é demonstrar propósito e seguir princípios desde o início na gestão para conquistar a confiança das pessoas que trabalham contigo. Um secretário, um gestor público não consegue realizar nada sozinho pela própria natureza do serviço público. Precisa de muitos atores operando. E a melhor forma de construir a entrega de resultados é mostrar a objetividade nos teus propósitos, sempre dialogando com as pessoas que trabalham naquele setor ou órgão público.

Eden - Como é para um profissional de mercado com toda esta bagagem e experiência contribuir no setor público, quais os desafios para conseguir gerar valor? Lamb - A gestão está cada vez mais centrada na figura das pessoas. Então, tu tens que saber lidar com pessoas e possibilitar não apenas uma gestão eficiente, mas uma gestão que possa construir confiança. Mostrar uma coerência de propósito, coerência de princípios no serviço público. É muito importante mostrar que existem objetivos claros e princípios éticos que são respeitados para atingir esses objetivos. A gente tem uma complexidade maior no serviço público, devido à legislação que foi desenhada ao longo dos anos para proteger patrimônio público. Por outro lado, isso gera uma série de desafios e momentos em que na iniciati-

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podcast Inovação, Ciência e Tecnologia, o alto valor do capital intelectual na Nova Economia

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08 minutos Caco da Motta é jornalista, especialista em comunicação criativa e diretor da plataforma de networking www.PWB.News. Está no Instagram como @cacodamotta, no WhatsApp número +55 51 99999 0192 e no site da empresa www.cacodamotta.com.br.

coluna Caco da Motta

A fala é a forma de expressão exclusiva dos seres humanos. Existem sinais da natureza que podem até comunicar alguma coisa, mas são naturais, não expressam algo deliberado. Não há, nesses casos, a construção de uma ideia consciente. Os animais se manifestam quase como a gente, com sentimentos, senão Roberto Carlos não diria na música "O Portão": "Meu cachorro me sorriu latindo". Mas nada consegue ser tão singular e complexo quanto a linguística. O mundo se transformou durante séculos e teve avanços significativos, nos últimos anos, principalmente tecnológicos. Só que as palavras sempre estiveram presentes desde que passaram a substituir desenhos, formar as letras e criar fonemas entre os anos 1.400 e 1.000 antes de Cristo. Hoje, falar não é apenas uma condição, mas uma necessidade para quem se comunica em diversas conexões, sejam on-line ou presenciais. Falar bem em público sempre foi algo valorizado pelas pessoas. Grandes discursos, oratória, histórias contadas que despertam emoções, também são. Em todos os casos, a voz tem um papel fundamental. Por isso, o trabalho do fonoaudiólogo precisa ser valorizado. Quantas vezes já mordemos a língua e erramos a pronúncia de uma palavra? Pois é, precisamos aprimorar a técnica com alguém especializado. Para trazer a visão especializada, fiz três perguntas à fonoaudióloga, Bianca Aydos, que ministra cursos de oratória desde 1999 e ajudou aproximadamente 10.000 alunos em cursos abertos presenciais e online e em mais de 130 empresas por todo o Brasil. É pósgraduada em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.

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A FALA É UMA HABILIDADE ESSENCIAL PARA SE COMUNICAR MELHOR E SE DESTACAR NO MERCADO Caco da Motta - Qual a importância do trabalho de um profissional de fonoaudiologia na comunicação das pessoas e quanto a habilidade da fala é fundamental hoje em dia? Bianca Aydos, Fonoaudióloga - Falar bem não é um dom. É uma habilidade que pode ser desenvolvida por qualquer pessoa. O profissional fonoaudiólogo entra no aprimoramento da comunicação das pessoas, seja potencializando o que ele tem de bom ou identificando as dificuldades para corrigir e fazer ajustes.

Nós avaliamos a voz, se ela passa credibilidade, é agradável; avaliamos a fala, a pronúncia dos sons, se é clara, projetada, que também passa credibilidade; avaliamos a velocidade da fala e se está adequada ao discurso; avaliamos se a pessoa tem vícios de linguagem, palavras repetidas, que contaminam a mensagem; e também a respiração e postura corporal porque o corpo também fala por gestos, por contato visual. São vários itens que nós avaliamos para ajudar o nosso aluno a ajustar para que ele tenha uma melhor performance, uma fala mais confiante e se sinta mais confiante para falar em público ou em qualquer condição de exposição. E 41

hoje em dia a habilidade de comunicação assertiva, eficiente é fundamental porque a maioria das profissões necessitam de pessoas que se comunicam de uma forma clara ou que sejam interessantes na hora de expor uma ideia. As pessoas que se destacam são aquelas que se comunicam melhor. Isso é fato. Caco - Com o aumento do trabalho remoto, das reuniões e conferências on-line, existe a necessidade de se comunicar por conexões que muitas vezes travam, caem, ou o próprio áudio e a atenção das pessoas é diferente. Os líderes estão diante de um novo desafio, o mesmo de quem é liderado. Existe uma técnica específica para falar nestes ambientes, projetar melhor a voz? Bianca - A comunicação remota tem fatores semelhantes a comunicação presencial e alguns são diferentes. Quando a gente fala on-line, ao vivo, por exemplo, tem as interferências da Internet, mas existem cuidados que temos que ter em relação a nossa postura corporal, o gestual, para onde olhamos porque é diferente do presencial, quando nós temos mais pessoas sentadas à nossa frente.


No on-line, nós nem sempre enxergamos todas as pessoas porque elas podem estar com as câmeras desligadas. E eu não vou olhar para as pessoas, mas eu tenho que olhar para a câmera porque assim eu disparo o meu olhar para todas as pessoas. Então, existem técnicas diferentes e quem estiver preparado faz uma melhor apresentação neste formato. Uma coisa importante é em relação ao volume da voz.

ajustes de volume vocal e de tensão vocal. Mesmo eu não falando forte, posso fazer um esforço, então é preciso reduzir o volume, falar mais suave. Depois, é importante ter hábitos de higiene vocal: deixar um copo de água, beber pequenas porções ao longo da demanda vocal. Não é sentir sede, mas para hidratar e umidificar a boca. Água sem gás, na temperatura ambiente, mas pode ser gelada para quem não tem problemas de voz. O gelado ajuda a desinchar as pregas vocais, então ele é bom para a voz. Comer maçã, que tem propriedade adstringente e afina a saliva, melhora a flexibilidade e a vibração. É um excelente lanche. Hidratar o nariz com soro fisiológico também ajuda a hidratar toda a cavidade da rinofaringe.

Eu tive uma demanda muito grande no início da pandemia, de pessoas que estavam em busca de tratamento vocal porque estavam com um estresse vocal por causa do formato on-line. Elas estavam falando mais alto do que o normal, muitas horas, muitas reuniões. Queriam ficar mais quietas e a rouquidão aparece. Então, houve uma necessidade de fazer um condicionamento vocal e buscar uma maior resistência da fala.

Realizar exercícios de aquecimento vocal que aí depende de cada caso e é preciso um acompanhamento para ver se a pessoa está fazendo certo ou um esforço desnecessário e prejudicial. Mas existem exercícios básicos de aquecimento e desaquecimento vocal também. Também é preciso usar uma respiração costo-diafragmática abdominal, que é a respiração para a fala, reduz o esforço de garganta e ajuda a projetar melhor a voz.

Caco - Quais as dicas para não desgastar a voz em jornadas longas de reuniões, apresentações, ligações? Algo para antes, durante e depois? Além de água, algum alimento, bebida? Bianca - Em primeiro lugar, é ter autopercepção, se escutar para fazer os

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É importante articular bem as palavras, mexer bem os lábios, e projetar a voz porque hoje, presencialmente com o uso da máscara, está abafando 5 decibéis do som da nossa fala.

Bianca Aydos Fonoaudióloga WhatsApp (51) 3391-3360 E-mail: contato@falandobem.com.br www.falandobem.com.br

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eventos MAIS UMA EDIÇÃO DO CSC INNOVATION DAY O mês de novembro não poderia ser encerrado de forma melhor: realizamos o CSC Innovation Day, o maior evento sobre CSC do Brasil.

Pela primeira vez aberto ao público, o CSC Innovation Day trouxe parceiros e convidados, discutindo o tema “CSC sem fronteiras: O futuro do CSC como plataforma digital”. Nosso CEO Eden Paz, representou a ConsulPaz mediando a mesa redonda de tema “Experiência do Cliente para além da Eficiência?”, trazendo como painelistas: Anfrísio Souza, Diretor Executivo do CSC da Nestlé para a América Latina e Milton Paes, Diretor da Unidade de Manufatura da TCS Brasil. Além das apresentações e bate-papos, o evento premiou os Melhores profissionais do Ano em diversas categorias e marcou o lançamento do livro colaborativo “Jornada CSC”. Saiba mais sobre como foi o evento acessando https://abscweb.com.

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Boas Festas A ConsulPaz deseja a você e sua família, um fim de ano cheio de alegria e paz. Que o ano de 2022 possa trazer prosperidade, saúde e determinação para seguirmos em frente e crescermos sempre.

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contato@consulpaz.com 0800 000 11 12 consulpaz.com

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