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Ed 018_ Mai Jun 21_Conteúdo Compartilhado

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EDIÇÃO #18 / MAI JUN / 2021

ENTREVISTAS

ESG e Inovação Você se considera inovador? Gestão e CSC Perspectivas positivas para o novo cenário

Transformação Digital e Inovação Pequenos movimentos fazem grandes transformações COLUNA

Os clientes precisam ser ouvidos

Nova Economia e Inovação

O PROTAGONISMO DAS MULHERES EMPREENDEDORAS


IDEALIZAÇÃO

DIAGRAMAÇÃO E CRIAÇÃO

Eden Paz CEO e Sócio Fundador ConsulPaz

Muriã Ferri

COLABORAÇÃO

JORNALISTA E EDITOR RESPONSÁVEL

Andreia Dornel Professora de gestão e negócios no Centro Paula Souza e Coord. de Projeto Regional da InovaCPS

Caco da Motta

Ari Pellicioli Sócio e Diretor Exec. de Projetos ConsulPaz

FACILITADOR E EDITOR DO PODCAST

Eden Paz CEO e Sócio Fundador ConsulPaz Joana Sopper Sócia ConsulPaz Marcio Hannas CEO da VLT Carioca Mateus de Abreu Head Officer da Randon Ventures e Dir. área de Negóc. e Estrat. Digitais Randon Pérsio Alberto Mandel Sócio da Akia Assessorial Empresarial Pricila Paz Sócia Administrativo Comercial ConsulPaz Laércio Ávila Diretor de Estratégia e Inovação SIAN e Conselheiro ConsulPaz Salete Deon Sócia Fundadora da Unblur Consultoria Sergio Rocha CFO da Bunzl

Marketing e Comunicação ConsulPaz

CEO Caco da Motta Comunicação Registro Profissional 7220/91/RS

Clairton Braun CEO Grupo Braun

APOIO Grupo Braun


EDITORIAL INOVAÇÃO, EDUCAÇÃO, SUSTENTABILIDADE E EMPREENDEDORISMO FEMININO Nesta edição, novamente tivemos a oportunidade de tratar de temas relevantes para a sociedade, e muito alinhados com os objetivos da nossa revista, que é compartilhar conteúdo com os nossos leitores e os nossos ouvintes em nosso podcast. A ConsulPaz não só acredita como tem procurado colocar em prática a inovação e o empoderamento, tanto que seguimos investindo em um processo de transformação cultural interna voltada para a inovação e, ao mesmo tempo, investindo e trazendo a competência feminina para os nossos quadros. Todos os temas abordados em nossas entrevistas trazem uma contribuição importante. Ao entrevistarmos Sergio Rocha, CFO da Bunzl, e Marcio Hannas, CEO da VLT, pudemos falar sobre “Quais são os desafios da gestão no novo cenário que ainda está sendo construído? Os reflexos da pandemia na cultura de duas empresas que enfrentaram este período de transformação de formas distintas”. Depois, navegamos em como a Nova Economia impacta no Empreendedorismo Feminino, na Inovação e no desenvolvimento das lideranças, sob duas perspectivas diferentes, mas que acabam numa sintonia relevante, nas quais tivemos a participação da nossa sócia Pricila Paz e suas convidadas Salete Deon, Sócia Fundadora da Unblur Consultoria, e Andreia Dornel, Professora de Administração e empreendedores no Centro Paula Souza e Coordenadora de Projetos da InovaCPS. Não perdemos a oportunidade de compartilhar as experiências do processo de transformação digital de uma empresa da indústria tradicional que, aos poucos, começa a mudar a cultura dos colaboradores, e qual o papel de uma Venture Capital dentro da Randon, através de um bate-papo descontraído com Mateus de Abreu, Head Officer na Randon Ventures, e que está à frente dos Negócios e Estratégias Digitais. Por fim, paramos no “Botequim da Inovação”, no qual, em uma entrevista muito descontraída, tratamos do tema sobre Inovação, Educação e Sustentabilidade em prol das próximas gerações, como as empresas devem / podem embarcar nesta jornada, com Pérsio Alberto Mandel, que tentou ser engenheiro e acabou se formando em química pela Unicamp e, portanto, é um defensor da ciência, pesquisador, gestor de inovação e qualidade. Internamente, continuamos com os nossos projetos junto aos clientes, iniciamos a implantação do CSC Financeiro na Bunzl, tivemos o go live do projeto da Usaflex e seguimos nas demais iniciativas, apoiando os nossos clientes a se manterem competitivos e sustentáveis. A ConsulPaz, como mantenedora da ABSC, também apoiou a realização do 6º Encontro Nacional de Serviços Compartilhados e contamos com a participação do nosso conselheiro Haroldo Sato em um dos mais importantes painéis do evento. Também pude contribuir com uma palestra [pela 4ª vez] junto à BluePrintt, falando sobre CSC. Espero que aproveitem todo o conteúdo, compartilhem com seus amigos e equipes e nos sigam em nossas redes sociais, enviando sugestões de temas para as próximas edições, afinal, nosso objetivo é compartilhar conteúdo que seja relevante para os nossos leitores. Um abraço fraterno, com atenção dos cuidados à saúde.

CEO e Sócio Fundador da ConsulPaz Membro do Conselho da ABSC


NESTA EDIÇÃO

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ENTREVISTA Pequenos movimentos fazem grandes transformações

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ENTREVISTA Perspectivas positivas para o novo cenário

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ENTREVISTA Você se considera inovador?

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ENTREVISTA O protagonismo das mulheres empreendedoras

Para acessar cada conteúdo, clique no número da página.

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A CONSULPAZ

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Entregas de sucesso Em constante atividade e evolução, os Projetos ConsulPaz entram em fase de entregas

Livro Jornada CSC: Estamos na etapa final! O guia completo sobre prática e teoria da implementação de um CSC entrando na fase de finalização.

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Priorizamos a busca de oportunidades e ganhos para nossos clientes, Gerando Valor, Reduzindo Custos e implantando Melhorias Eficientes e Contínuas.

6º Encontro Nacional ABSC Mais um evento rico em conhecimento discutindo sobre os “Humanos Digitais: Gestão e liderança em tempos digitais".

Programa Executivo de Imersão para Líderes de Shared Services Eden Paz palestra sobre as mudanças e tendências do modelo de CSC para o futuro.

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Consultoria focada em Gestão Empresarial, especializada na identificação de cenários e relações nas empresas, com soluções e serviços inteligentes, práticas inovadoras e que entregam valor ao cliente.

Coluna Caco da Motta

PORTO ALEGRE / RS (51) 3026 0070 SÃO PAULO / SP (11) 2348 5395 RIBEIRIÃO PRETO / SP (16) 3505 0804 ITAJAÍ / SC (47) 3349 7280

Os clientes precisam ser ouvidos

contato@consulpaz.com 0800 000 11 12 consulpaz.com Para acessar cada conteúdo, clique no número da página.

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E N T R E V I S TA

T R A N S F O R M A Ç Ã O D I G I TA L INOVAÇÃO

PEQUENOS MOVIMENTOS FAZEM GRANDES TRANSFORMAÇÕES Entrevista com Mateus de Abreu, Head Officer da Randon Ventures e diretor da área de Negócios e Estratégias Digitais das Empresas Randon Mateus de Abreu trabalha há 16 anos nas Empresas Randon, em Caxias do Sul. É Head Officer da Randon Ventures e diretor da área de Negócios e Estratégias Digitais da companhia. Em entrevista para a Revista Conteúdo Compartilhado, compartilha as experiências do processo de transformação digital de uma empresa da indústria tradicional que, aos poucos, começa a mudar a cultura dos colaboradores. A entrevista conduzida por Eden Paz, CEO da ConsulPaz, contou com a participação especial de Laércio Ávila, Executivo de Transformação, Processos e Inovação e conselheiro da ConsulPaz e com o apoio do facilitador, Clairton Braun, CEO do Grupo Braun.

Tempo de leitura: 05 minutos CONTEÚDO COMPARTILHADO

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Eden Paz (Porto Alegre) - Gostaria de iniciar nosso bate-papo com um tema não muito fácil, “como podemos criar uma cultura de experimentação” Mateus de Abreu (Caxias do Sul) Nos últimos anos, as empresas vêm passando de uma forma mais intensa por esta transformação, seja digital ou cultural. Para a Randon foi uma transformação cultural e vem sendo. Entre 2014 e 2015, a gente fez um diagnóstico cultural com a Fundação Dom Cabral e dois pontos chamaram a nossa atenção: havia uma cultura de forte hierarquia e medo do erro. Clairton Braun (Porto Alegre) - E como a questão de não querer errar atrapalha? Por que tu tens que errar para evoluir? Mateus - Eu acredito que inovar é errar. O primeiro ponto que fez com que a Randon acordasse para este movimento foi esta autorreflexão de como a empresa não estava propiciando o erro. O segundo ponto é a Randon não acreditar apenas em grandes movimentos e sim, pequenas mudanças que compõem CONTEÚDO COMPARTILHADO

uma jornada maior. Um dos primeiros movimentos que a gente fez, foi sair com três colaboradores das dependências da empresa para respirar novos ares, em ecossistemas de inovação. Isso em 2016 ainda causava um impacto muito maior. São estes pequenos símbolos e rituais que a gente acredita que apoiam a transformação da cultura. Laércio Ávila (Goiânia) - Como estas estratégias estão sendo implementadas com toda esta mudança de cultura? Mateus - É um desafio diferente. Se a gente for categorizar as empresas, existem as nativas digitais (que são as startups), as tradicionais e mais analógicas e ainda as incumbentes digitais, que são as que estão buscando esta transformação. A Randon não é uma nativa digital, mas ela é uma empresa de 72 anos que sempre inovou, sendo competitiva e estando à frente em diversos temas. Só que teve que adicionar algumas habilidades novas. Então, a gente tem um centro de tecnologia muito robusto que está 7


olhando para tendência de mobilidade, tendências do transporte, lançando projetos inovadores, como, por exemplo, a nossa carreta elétrica. Isso precisa e está sendo potencializado. Mas, para isso, a gente começou a adicionar novas habilidades de inovação, como parcerias com startups. E começamos a transformação pelas adjacências, e não pelo core da empresa. Eden - Como podemos eliminar os limites de escala, escopo e aprendizado nas organizações, sejam elas grandes corporações ou startups?

Mateus - A transformação envolve pessoas. A tecnologia é o meio. A gente começou meio "clandestino", com o apoio do CEO e do corpo diretivo das Empresas Randon. Mas era um movimento de cinco pessoas. É preciso engajar mais pessoas para mostrar que isso faz sentido, traz resultados e aí começa a transformação de uma organização. É quando se tem 60% da empresa engajada. A gente faz isso dando acesso à informação para estas pessoas, explicando que elas podem resolver os problemas de outras formas e, principalmente, engajando a liderança. Laércio - Este movimento que as startups falam de sair do pensamento linear para o exponencial é focado nas pessoas. Imagino a Randon, uma indústria, que sempre focou nas máquinas, é louvável mudar este olhar cada vez mais. A Randon sempre teve foco no cliente, senão não seria a empresa que é, mas ter um olhar com maior luz nas pessoas potencializa escala e crescimento exponencial. Porque ao entender as necessidades das 8


pessoas você vai utilizar a tecnologia como meio para potencializar as suas soluções e atender o maior número de pessoas possíveis. Clairton - Eu vejo isso na própria consultoria que você Eden está à frente. A ConsulPaz sempre valorizou o ser humano, seus associados e a equipe e por isso vocês conseguem se conectar com empresas como a Randon, com empresas de inovação porque não olham para as pessoas como simples indivíduos, mas como processos de transformação. Eden - Como a questão da ética é tratada neste contexto de transformação digital, qual sua importância e quais impactos possíveis? Laércio - Este é um tema estrutural da sociedade. A ética não é um tema novo. A novidade é o meio que as organizações estão precisando tratar para que este comportamento ético seja refletido no meio tecnológico. Porque a fluidez de CONTEÚDO COMPARTILHADO

informação neste meio é quase incontrolável. Mas isso não pode ser pautado pelo descontrole porque nos dá a sensação de que a internet é terra de ninguém. E os negócios foram para o digital e o digital é terra de ninguém. Isso não pode ser verdade, senão a gente começa a quebrar fronteiras e praticar atos organizacionais ou pessoais que ferem pessoas. Mateus - Os valores e a ética são inegociáveis e não têm relação com o analógico ou com o digital. Tem um ponto que é relevante e tem uma preocupação de uma companhia como a Randon. Somos uma empresa de uma indústria mais tradicional e obviamente temos que fazer este processo de empatia, porque muitas pessoas ainda não estão se conectando com a nova economia. Temos um papel muito importante que é oferecer as ferramentas para que as pessoas façam o que podemos chamar de alfabetização digital. Nem todo mundo consegue fazer isso rapidamente e nós, na Randon, respeitamos muito as pessoas. Não se pode simplesmente digitalizar um 9


processo e agora aqueles colaboradores não têm mais a sua função. Eden - Qual o papel de uma Venture Capital dentro da Randon Mateus - A Randon Ventures é um movimento de uma nova etapa de um ciclo já existente da empresa. É o veículo que as Empresas Randon utilizam para investir e para potencializar startups. Foi criada em fevereiro de 2020, mas vem de uma jornada de 2016, quando a Randon começou a se conectar com startups. A gente monitora este processo, se relaciona em média com 50 startups mensalmente. Começamos a receber feedbacks muito positivos das startups, principalmente que éramos proativos e ajudávamos eles. Então, a gente começou a desenhar o que veio a ser a Randon Ventures. Hoje temos investimentos diretos em seis startups que têm soluções de gestão de frota, apoio ao caminhoneiro na estrada, digitalização do frete, que de alguma forma se conectam com alguma empresa do grupo. Mas a gente apoia também áreas de atuação que não necessariamente

são de atuação das Empresa Randon, que nós chamamos de adjacências e ainda investimos num fundo que nos dá acesso a 12 startups. Eden - O que você poderia recomendar para quem está querendo transformar e iniciar neste processo digital e de inovação? Mateus - Eu vejo este processo por duas óticas. O momento para empreender no Brasil é muito positivo. Para o empreendedor é um bom momento para arriscar, experimentar, errar. O Brasil está cada vez mais próximo de ecossistemas de inovação. E para as indústrias mais estabelecidas, grandes, médias ou pequenas, eu não acredito num megaprojeto porque não vai engajar boa parte do time. Acredito nos pequenos movimentos. Comece pequeno, como a Randon começou com três colaboradores, porque, com certeza, os frutos irão aparecer e o movimento vai tomando corpo.


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MATEUS DE ABREU Head Officer da Randon Ventures e diretor da área de Negócios e Estratégias Digitais das Empresas Randon

Você pode acompanhar Mateus em seu perfil no LinkedIn e ficar por dentro das novidades da Randon Ventures acessando o site.

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Conheça as características do PMO do futuro As habilidades exigidas hoje visam menos o operacional priorizando a versão do estratégico, ágil e adaptável. Falando especificamente de gerenciamento de projetos, o PMO do futuro deve dominar essas qualidades.

Além da gestão de projetos, o profissional responde pela gestão de indicadores, metodologia de boas práticas e de sistema para a gestão de projetos. Na gestão de projetos, é responsável pelos projetos de maior complexidade, alto risco, com um grau elevado de dificuldade e cross funcionais.

A pandemia causada pelo COVID-19, modificou prioridades, a forma de planejar, uso da tecnologia e a comunicação.

ENTÃO, AFINAL, QUAL O COMPORTAMENTO ESPERADO PELO PMO DO FUTURO? Times auto gerenciáveis Metodologias disruptivas Agilidade O PMO sempre será relevante para o negócio, gerenciando projetos e criando um portfólio robusto, para gerar valor aos resultados da empresa.

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Fonte: Blueprintt. Acesse.

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NOTÍCIAS ENTREGAS DE SUCESSO Projetos ConsulPaz em fase de entregas Mostrando-se em constante atividade e evolução, muitos de nossos projetos realizaram suas entregas e garantiram o sucesso de etapas importantes. O mês de Junho marcou a entrega do Business Case do cliente Bunzl. O projeto de nome “Harmonizando processos da área financeira” tem a finalidade de identificar ganhos e oportunidades significativas, bem como uma proposta de implementação, para as operações Brasil. O Projeto PetroRio, já entrou na fase “Realizar”, na qual, utilizando os métodos ágeis, serão realizados 8 sprints com testes unitários pelos key users. Seguimos apoiando os times na condução do mapeamento dos impactos organizacionais e no plano de ação para mitigação dos riscos levantados. Realizamos recentemente a entrega do Business Case do Projeto Sebrae. As fases seguintes, pós-entrega, incluem um processo de deliberações internas para definição dos próximos passos. Também no mês de junho tivemos a entrega do Business Case do projeto Andritz, que teve como propósito desenvolver um CSC para a área de RH, que poderá servir de modelo para a estrutura global da empresa. Para reforçar ainda mais a importância da Gestão da Mudança na implantação de qualquer iniciativa em uma empresa, no início de mês de Julho realizamos com sucesso o GO Live do Projeto Usa 4 You, do cliente Usaflex. Como planejado, já está em funcionamento o novo ERP SAP.

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NOTÍCIAS LIVRO JORNADA CSC: Estamos na etapa final! Com lançamento previsto para Novembro, durante a próxima edição do CSC Innovation Day, o Livro Jornada CSC já alcançou sua fase final. A expectativa para a distribuição desse verdadeiro manual sobre Serviços Compartilhados traz bastante animação e ansiedade aos seus apoiadores, assim como nosso CEO Eden Paz, que além de membro do Conselho da ABSC, faz parte do time de curadores / organizadores do livro. Mas, você sabe quem mais faz parte desse time?

Mas, a jornada não seria colaborativa sem a participação de todos os coautores responsáveis por compartilhar todas as suas experiências e ideias envolvendo o mercado CSC. Conheça todos os participantes:

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NOTÍCIAS LIVRO JORNADA CSC: Estamos na etapa final! A produção, liderada pela ABSC – Associação Brasileira de Serviços Compartilhados, encontrou na Jornada Colaborativa o parceiro ideal para colocar em prática, em forma de livro, um encontro de profissionais e experiências sobre o tema CSC. O livro já conta com o apoio das empresas e startups mantenedoras da ABSC, assim como de seus parceiros associados, todos profissionais que acreditam nos impactos positivos que essa iniciativa trará para o mundo dos negócios.

Conheça mais sobre o livro:

Com uma escrita direta esperamos que desta forma possamos ajudar a popularizar ainda mais o modelo de Serviços Compartilhados no Brasil e facilitar o entendimento das pessoas para o fortalecimento do ecossistema. SAIBA MAIS CONTEÚDO COMPARTILHADO

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NOTÍCIAS 6º ENCONTRO NACIONAL ABSC O dia 29 de Junho foi marcado pelo 6º Encontro Nacional da ABSC. Com apresentação da Camila Achutti e Fabio Ribeiro, empreendedores que estão à frente da Mastertech, escola de pensamento digital, ágil, lógico e humano e o tema central do evento discutiu os "Humanos Digitais: Gestão e liderança em tempos digitais". A ConsulPaz teve seu momento especial durante a segunda mesa redonda, que tratou o tema "Times multigeracionais: Gestão Assertiva da Comunicação, ambiente e cultura", apresentada por Max Carneiro , Diretor Vice-Presidente de Pesquisa de Mercado da ABSC. Para esse momento e tema tão especiais, não poderíamos trazer outro representante, senão nosso Conselheiro Haroldo Sato, um grande especialista em pessoas e tecnologia, mas além de tudo, profissional sempre preocupado em conectar pessoas e fazer com que elas encontrem seus propósitos e espaços nesse mundo moderno. Como empresa mantenedora da ABSC, a ConsulPaz orgulha-se de apoiar e patrocinar eventos como esse e parabeniza a ABSC, com destaque para Timoteo Tangarife – Diretor Presidente, Max Carneiro, Diretor Vice-Presidente de Pesquisa de Mercado e Cátia Pereira – Diretora Vice-Presidente Comercial e de Parcerias pela realização e organização deste evento de sucesso. Agradecemos também a todos os participantes, apoiadores e demais patrocinadores, as empresas Guiando, Smarthis, Witseed, Dootax, Fhinck e v360 e, principalmente, ao nosso Conselheiro por nos representar de forma tão competente e colaborativa.

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NOTÍCIAS 6º ENCONTRO NACIONAL ABSC

O modelo de Centro de Serviços Compartilhados vem passando por uma série de mudanças ocasionadas pela tecnologia e a transformação digital. Embora estejam se transformando, precisam compreender e adequar a cultura das organizações ao novo modelo, sem deixar de lado o propósito de trazer eficiência e estar alinhado ao negócio. Durante os dias 29 de junho à 15 de julho de 2021 ocorreu a edição 2021 do Programa Executivo de Imersão para líderes de Shared Services. Representando a ABSC – Associação Brasileira de Serviços Compartilhados, e a ConsulPaz, nosso CEO Eden Paz fez parte do programa discutindo o tópico “O novo papel do SHARED SERVICES: Entenda as tendências e como aplicá-las para aumento de eficiência nos negócios” apresentando todas mudanças previstas para o modelo de CSC para os próximos anos e seu papel nesse novo contexto, como o modelo poderá se transformar e adaptar a um centro de soluções com alto valor agregado e todos os impactos da transformação digital e cultural, preparando equipes para promoverem soluções. Além das tendências, o Programa permitiu aos participantes discutir temas como: CSC Global, Transformação Cultural, CSC Estratégico e Gestão da Mudança, por meio de sessões ao vivo com os especialistas, promovendo aprendizado e networking. Agradecemos à Blueprintt por mais essa oportunidade de apresentar o tema e compartilhar conhecimento.

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E N T R E V I S TA

GESTÃO CSC

PERSPECTIVAS POSITIVAS PARA O NOVO CENÁRIO Entrevista com com Sergio Rocha, CFO da Bunzl, e Marcio Hannas, CEO da VLT Carioca.

Quais são os desafios da gestão no novo cenário que ainda está sendo construído? Os reflexos da pandemia na cultura de duas empresas que enfrentaram este período de transformação de formas distintas. Este é o conteúdo da entrevista de Eden Paz, CEO da ConsulPaz com Sergio Rocha, CFO da Bunzl, e Marcio Hannas, CEO da VLT Carioca e participação do facilitador Clairton Braun, CEO do Grupo Braun. O conteúdo na íntegra você acompanha em Podcast.

Tempo de leitura: 08 minutos CONTEÚDO COMPARTILHADO

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Eden Paz (Porto Alegre) - Como vocês se ajustaram a este novo cenário, de isolamento social, de mudança de hábitos, e com o impacto direto no consumo dos produtos? Sérgio Rocha (São Paulo) - O grupo Bunzl trabalha na distribuição de produtos, como EPI (Equipamentos de Proteção Individual), na área da saúde com produtos para laboratórios e hospitais, e na área de higiene e limpeza. A nossa preocupação desde que começou o efeito da Covid-19 foi com as pessoas, os colaboradores, na preservação da saúde de todos. Temos mais de 1.400 colaboradores, tivemos muito cuidado e infelizmente perdemos um colaborador. No aspecto do negócio, nós tivemos alguns impulsos, principalmente por causa do aumento no consumo de máscaras, luvas e a proteção com álcool gel. Praticamente os 220 milhões de habitantes passaram a consumir estes produtos. Em compensação, o setor de higiene que vende para hospitais, laboratórios, escolas e shoppings centers foi CONTEÚDO COMPARTILHADO

negativamente impactado pelos lockdowns. Mas, no total, saímos ganhando mais do que perdendo. Eden - Como vocês lidaram com o planejamento estratégico, quando havia um cenário para 2020, mas em março mudou tudo? Marcio - A primeira questão foi saber como iríamos continuar funcionando com cada um na sua casa. Aprendemos na marra. No início, usamos muito motoboy para mandar documentos com assinaturas físicas. Fomos aprendendo a trabalhar remotamente, depois com assinatura digital, com reuniões on-line. Estabelecemos uma reunião semanal só para tratar da questão do impacto da pandemia no nosso negócio. Com a perda de demanda drástica no início, tivemos um dilema do que fazer porque 70% do nosso custo é mão-de-obra e não podemos parar por ser um serviço essencial apesar da queda de arrecadação. Tomamos a decisão de que não iríamos demitir ninguém mesmo tendo que arcar com este prejuízo. Todos os projetos que estavam 21


engatilhados nós paramos, como uma avaliação da nossa liderança com uma consultoria de Recursos Humanos, para preservar o máximo possível o caixa da companhia. Difícil prever o que ia acontecer, olhávamos para outros países que já estavam mais adiantados na evolução da pandemia. Revisamos três vezes o cenário de demanda. Após três meses, houve uma melhora e acreditamos que haveria uma melhora gradual, o que não aconteceu. Outra coisa que nos ajudou foi a suspensão dos pagamentos do financiamento do BNDES. Nós temos um financiamento grande do BNDES que criou um programa específico para o setor de transporte público diante desta situação. Sergio - Nosso primeiro impacto foi com a gestão de caixa. Como todo mundo, ficamos assustados com o que poderia acontecer, se os clientes teriam dinheiro para nos pagar, se nós teríamos dinheiro para pagar os fornecedores. O dólar deu uma disparada neste período. Então, nós só tocamos os projetos essenciais. Mais de 50% do nosso volume é CONTEÚDO COMPARTILHADO

importado. Passamos a conviver com a gestão de estoque de importados, com os fornecedores da Ásia querendo pagamento antecipado, fazendo leilão para quem que eles iriam entregar os produtos porque tinha mais demanda do que oferta. O transporte subiu mais que 3 ou 4 vezes e hoje ainda está neste patamar. Foi uma gestão de estoque para atender o mercado que aumentou muito em 2020. Em 2021, fizemos nosso plano estratégico, como a gente sempre faz em março, na incerteza do novo cenário do Brasil e do Mundo. A demanda está caindo, os preços já estão oscilando. Fizemos um planejamento mais a médio prazo para três anos do que a gente pretende, onde a gente pretende estar e como a gente pretende estar. Felizmente, saímos de uma base boa e temos condições de continuar os nossos investimentos, voltando à tona nossos planos digitais que a gente tinha no início do ano passado, site, comunicação mais efetiva. Agora, estamos monitorando nosso plano e caminhamos na direção certa, felizmente. 22


Marcio - Outras incertezas neste período foram todos os programas que o governo lançou durante a pandemia para ajudar as empresas que faziam com que tivéssemos que rever alguma coisa a toda a hora. Teve suspensão do contrato de trabalho, redução de jornada, alteração com relação aos impostos e também acabamos nos beneficiando com isso. Eden - Sergio, como um executivo de finanças pode ajudar a empresa neste momento e quais são os maiores desafios enfrentados pelos CFOs neste momento? Sergio - Como falei, a primeira preocupação nossa foi com a gestão de caixa. Fizemos uma revisão de todos os pagamentos com os fornecedores, com os clientes para tentar garantir que nós tivéssemos os recursos para cumprir com as nossas obrigações. Combinamos com fornecedores locais novas formas de pagamento para evitar qualquer risco no futuro com eles, perdesse ou prejudicasse eles também. Por termos feito uma boa gestão, nós não postergamos o CONTEÚDO COMPARTILHADO

pagamento de impostos como uma forma de contribuir com o governo já que estávamos sendo beneficiados naquele cenário. A nossa política de crescimento é via aquisição e a gente tem esta gestão de capital de giro como principal fator diferencial das outras empresas. Eden - E vocês conseguiram seguir nestes investimentos, na política de aquisição? Sergio - Fizemos duas aquisições no ano passado, uma delas foi prépandemia, no dia 1º de fevereiro de 2020. E tinha uma outra que seria no primeiro trimestre e, por um ajuste de caixa, concluímos em novembro. A nossa estratégia continua funcionando muito bem. Eden - Marcio, a mesma pergunta que fiz ao Sergio, se aplica a um CEO. Como um executivo pode ajudar a empresa neste momento e quais são os maiores desafios enfrentados pelos CEOs? Marcio - Eu tenho dois desafios principais como CEO. O primeiro é manter a equipe focada porque com 23


todo este cenário turbulento a tendência é que as pessoas se distraiam. O que eu busquei neste período todo foi dar a informação correta, tirando os ruídos do que se ouve no mercado, falando claramente o que é a doença e orientando os funcionários e suas famílias de como se proteger. Passar também de como está a empresa, o mercado, quais são os planos para frente, para dar uma tranquilidade de que sabemos o que estamos fazendo. O mais importante, neste momento, é manter o foco na preservação da saúde e o foco no trabalho para que pudéssemos chegar aonde planejamos. O meu segundo desafio é em relação aos acionistas. Eu preciso passar como está a empresa, quais são os planos, o que esperar nos próximos meses e o que eu preciso deles neste momento de pandemia.

Eden - Sérgio, fale um pouco sobre o projeto de harmonização dos processos de Finanças, quais os motivadores? Qual a importância dele para a Bunzl? Sergio - Nosso projeto é bem como você definiu de harmonização de processos. A nossa grande preocupação de crescer por aquisições é que a gente está sempre com novas empresas, novas estruturas e organização de operação. Para o nosso acionista que fica em Londres, é superimportante garantir que, o quanto antes, que a gente tenha um processo de acordo com a legislação inglesa que é muito rigorosa no controle de corrupção, antitrust. E o Brasil é uma vitrine lá fora disso tudo. O nosso projeto iniciou para procurar o máximo de harmonização e poder facilitar as novas aquisições integradas com a cultura da Bunzl.


Eden - Marcio, comente um pouco, na sua visão, de como o modelo de Serviços Compartilhados pode contribuir para as organizações? E sua visão de futuro deste modelo? Marcio - Quando começamos com serviços compartilhados, eu lembro que a grande discussão era onde eu vou colocar o meu centro porque eu precisava achar um local com mãode-obra barata. O que se via dentro do centro, eram muitas pessoas trabalhando em processos transacionais com baixo nível de automação. Então, o custo de pessoal era determinante para definir a localização do centro. Depois com a evolução da tecnologia e a chegada dos robôs que automaticamente faziam processamentos destas transações, leituras de documentos, a decisão passou a ser colocar o centro onde tivesse tecnologia disponível e boa conexão. Com a pandemia e a experiência do home office, agora vamos para um patamar onde as pessoas podem estar em qualquer lugar do mundo. Eu não preciso mais ter um centro com todos fisicamente CONTEÚDO COMPARTILHADO

ali trabalhando, mas vamos passar a ter um modelo mais distribuído onde for melhor para elas e para a empresa em termos de preço e eficiência de trabalho. As empresas vão ter um desafio grande de cultura num modelo como este onde as pessoas vão ter menos interação. Por outro lado, permite um ganho maior de eficiência para as organizações em tecnologia, qualificação da mão-de-obra, e vai permitir a expansão deste modelo para outras funções que talvez tivéssemos mais dificuldade quando exigia que todos estivessem juntos. Eu vejo o modelo de Serviços Compartilhados ainda muito sólido e robusto para o momento atual e para o futuro com maior ganho de eficiência. Eden - Sobre o futuro, a curto prazo, quais as perspectivas de vocês e, no longo prazo, como vê o mundo, após superado este momento? Marcio - No curto prazo, toda crise traz oportunidades e no setor de transportes não está sendo diferente. Aqui no Rio, nós sempre tivemos 25


uma competição entre os diversos modais de transporte. Nunca tivemos um planejamento integrado do transporte. A pandemia e a crise no setor fizeram com que várias empresas tivessem dificuldades financeiras, o que faz com que todas elas estejam abertas para otimizar o modelo de negócio. Nenhuma empresa vai sobreviver ao modelo caótico que nós temos hoje. No curto prazo, trouxe a necessidade de um transporte mais integrado que vai melhorar a vida do próprio passageiro.

Agora, com o centro vazio, haverá uma ocupação diferente e este será o grande impacto no longo prazo.

Hoje, as empresas vivem do valor da passagem e quem menos pode pagar é quem depende do transporte público. Com este modelo não tem como oferecer um transporte público de qualidade. No longo prazo, eu vejo uma malha urbana diferente. Antes da pandemia as pessoas gostariam de morar perto do trabalho, hoje não é tão importante assim. Elas podem viver onde tenham maior qualidade de vida. Por outro lado, o centro da cidade era ocupado por escritórios e as moradias eram em outros locais. Havia esta circulação pendular.

Mesmo quando tinha um bando de ladrões com os maiores casos de corrupção do mundo, a gente conseguiu sobreviver. Eu acredito muito no brasileiro, na agilidade que a gente tem. Nós demonstramos uma agilidade muito grande para se adaptar à nova realidade. É o que eu acredito que vai acontecer só que cada vez de uma maneira diferente, cada vez mais digital, mais distante, um mundo complexo, mas eu vejo como algo positivo.

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Sergio - Nós temos de curto prazo muita incerteza. Existe uma guerra política muito forte no Brasil que acaba trazendo muita insegurança. Por outro lado, o governo fala em simplificar a tributação, mas coloca uma reforma tributária onde todos os comentários que ouvi indicam uma complexidade na nossa vida financeira. A nossa economia é muito forte, independente dos políticos.

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MARCIO HANNAS

SERGIO ROCHA

CEO VLT Carioca

CFO Bunzl

Você pode acompanhar Marcio Hannas pelo seu perfil no LinkedIn, assim como Sergio, também no LinkedIn.

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O QUE É ESG? Podemos definir o que é ESG como um conceito que analisa as práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa. Nesse contexto, o sucesso de um negócio não é medido apenas por sua rentabilidade. PREOCUPAÇÃO COM O IMPACTO AMBIENTAL A primeira letra da sigla ESG corresponde a environmental, ou seja, meio ambiente. Nesse âmbito estão compreendidas todas as ações da empresa para minimizar os impactos do seu ciclo produtivo sobre os recursos naturais. ESG PARA RESPONSABILIDADE SOCIAL A palavra social diz respeito ao modo como uma empresa se relaciona com seus diversos públicos. A cadeia abrange desde os fornecedores, até acionistas, governos, comunidades no entorno das plantas e, por fim, os clientes.

ESG PARA GOVERNANÇA Os aspectos de governança corporativa estão representados pelo termo governance. Afinal, para que a cultura ESG seja disseminada por toda aa empresa, é necessário que todos os níveis de gestão estejam engajados.

PRINCIPAIS DESAFIOS DE IMPLEMENTAÇÃO Ainda que seja grande a urgência para que as empresas entendam o que significa ESG e mudem suas práticas, essa transição não é simples. Enquanto algumas corporações já estão adequando suas ações conforme as diretrizes ESG, outras ainda buscam entender como a organização se enquadra em cada um dos pilares.

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Fonte: Blueprintt. Acesse.

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E N T R E V I S TA

E N V I R O N M E N TA L , S O C I A L A N D GOVERNANCE | INOVAÇÃO

VOCÊ SE CONSIDERA INOVADOR? Entrevista com Pérsio Alberto Mandel, sócio da Akia Assessorial Empresarial, é pesquisador, consultor, gestor de inovação e qualidade Pérsio Alberto Mandel tentou ser engenheiro e acabou se formando em química pela Unicamp e é um defensor da ciência. Tem pósgraduação em Administração de Empresas pela FGV. A carreira executiva começou na área química até iniciar a gestão de qualidade e seguir para inovação. Sócio da Akia Assessorial Empresarial, é pesquisador, consultor, gestor de inovação e qualidade. Na entrevista concedida para Eden Paz, CEO da ConsulPaz, e com participação do facilitador Clairton Braun, CEO do Grupo Braun, Pérsio conversou e trouxe provocações interessantes sobre a jornada de inovação, educação e sustentabilidade para pessoas e para as empresas.

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Eden Paz (Porto Alegre) - Qual a importância de vincular inovação com educação e sustentabilidade? Pérsio Alberto Mandel (São Paulo) - A história começa na Unicamp quando numa aula eu precisava descobrir o que estava no frasquinho e o meu era diferente dos outros. Demorei 5 minutos para fazer o exercício. O professor disse que eu tinha 3 horas. Mas eu disse que já tinha feito. Ele me perguntou como eu tinha conseguido o resultado? Eu lhe respondo depois que o senhor me falar porque meu frasco era diferente e se estava certo. Estava certo e ele me disse que eu tinha uma característica de “pensar diferente”. Esta questão de pensar diferente sempre norteou o meu caminho profissional. Quando eu tive a oferta para ser um Head de Inovação na Whirlpool, perguntei: Por que eu, se tem um monte de gente aqui na companhia? Porque você “pensa diferente”. E um dos meus heróis de criança era o Tarzan e eu, como ele, adoro trocar de cipó. Adoro desafios, pegar desvios nas rotas comuns. Muita gente me dizia CONTEÚDO COMPARTILHADO

que eu era "mosca branca" em qualidade e iria largar para inovação? Eu vou. Depois, cheguei à conclusão de que qualidade e inovação são dois lados da mesma moeda. A grande questão ligada à inovação é a capacidade que as pessoas têm de pensar diferente. Eden - E como faz isso? Pérsio - Primeiro tem que aceitar que você pode pensar diferente, senão esquece. A questão vem à escola porque nós somos forçados a pensar de um único jeito. Eu digo para as pessoas que façam um exercício muito simples. Na hora que acabou o seu dia, pensa qual foi a ideia nova que você teve naquele dia? Se preciso, pense em duas ou três. Nós somos bloqueados por hábitos antigos. Então, eu sou um irrequieto. Várias situações você resolve pela lógica. Você só vai descobrir que a rua paralela é melhor quando alguém bloqueia a principal. Você pode virar à direita e se dar bem ou cair numa rua sem saída. O risco está sempre norteando o inovador.

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Eden - Eu li um artigo que falava que as pessoas mais experientes tinham dificuldade em aprender novas competências. Mas uma das formas que várias pessoas conseguiram avançar a pensar diferente foi quando se desafiaram a aprender algo novo que parecia tarde para aprender. As pessoas se sentem velhas para coisas novas? É assim mesmo? Pérsio - Você falando me lembro do meu avô que dizia: Eu nunca fico mais velho, eu fico mais usado do que no dia anterior. É o que eu vejo. A melhor escola é a vida. A pandemia é um ótimo vetor para você mudar e aprender. Não existe isso de estou velho, isso é uma desculpa. No ano passado, nasceram os meus netos. Vou dizer que estou velho para aprender com eles? No meu primeiro

emprego para falar com o exterior, eu tinha que ligar para a telefonista da Embratel, marcar hora e torcer para não ter chuva porque aí não falava. O mundo chegou aos dias de hoje pela competência estratégica de inovar. E vai continuar evoluindo graças a inovação. Ela não vai resolver todos os problemas. Mas se quiser olhar para o futuro, precisa inovar. Sempre alguém vai questionar as práticas de hoje. Clairton - E como é importante se questionar. As pessoas caem numa engrenagem na empresa, sem percepção de valor, do dia a dia. Pérsio - Eu tive um problema de saúde, um DNV (distúrbio neurovegetativo)por stress e meus filhos estavam fazendo vestibular. Decidi tirar dois anos sabáticos para cuidar dos meus filhos.

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Eu tinha uma vida agitada, chegava pela manhã da Europa e à noite embarcava para os Estados Unidos. Então um fornecedor me disse que eu iria abrir uma consultoria e ele daria o primeiro job para mim porque eu tinha conseguido aplicar inovação o tirando de uma lista dos 10 piores itens recebidos de fornecedores da companhia. Ele queria que eu levasse o meu processo de inovação para o desenvolvimento dos novos produtos da empresa dele. Aplicamos conhecimento, ferramentas, metodologia e reduzimos em 40% o ciclo de desenvolvimento do produto. Então, todo o processo que uma organização tem é passível de ser visto de uma forma diferente.

conhecimento, está na atitude. Se a liderança não está comprometida, não tem a visão para onde ele quer levar a organização, não comece. É semelhante ao que a gente passou no modelo de qualidade lá atrás. Sem liderança, não funciona. A pior coisa para o inovador é o não. O produto WD-40, é 40 porque deu certo na quadragésima fórmula. Dizem que o Thomas Edison ficou incomodado quando perguntaram para ele como se faz a lâmpada porque ninguém perguntou como não se faz a lâmpada. Porque para chegar na lâmpada ele passou por tudo isso. Inovação não é modismo, não é marketing. É a grande oportunidade que a empresa tem de alavancar seus negócios.

Eden - Qual o papel das lideranças nesse processo de inovação nas empresas?

Eden - Conte um pouco sobre os trabalhos desenvolvidos na periferia, com deficientes visuais, o caso do feirante e do pipoqueiro.

Pérsio - Você não vai ter inovação se não tiver liderança exercendo o papel dela. Ela é fundamental para que as coisas saiam do discurso e vão para a prática. Antigamente, a gente valorizava o currículo. Hoje, o diferencial das pessoas não está no CONTEÚDO COMPARTILHADO

Pérsio - Eu me permiti correr o risco de levar inovação neste nosso Brasil para áreas e setores impensáveis. Eu já fiz inovação com feirante, com pipoqueiro, com criança de escola pública, com multinacional. O melhor 32


resultado não é nem a oportunidade inovadora, mas é você ver o brilho nos olhos das pessoas, quando elas viram para você e dizem: você me ganhou, me provou que eu sou. Quando eu digo a tríade que eu defendo é inovação, educação e sustentabilidade, é porque a inovação tem que ser ensinada. Quando eu dei um curso de inovação para deficientes visuais, o único que olhava para o powerpoint era eu, e eu era o único que não consultava a apostila em Braille. Eu fiz o primeiro curso totalmente EAD para jovens no ano passado com ferramentas que nunca tinha usado. E muitas coisas dão errado. Eu coordenei um livro sobre inovação para o ensino médio. A barreira está dentro de cada um de nós. Vocês se consideram inovadores? Eden - É uma boa pergunta. A gente tem pensado, refletido e procurado agir. Estamos provocando todos os sócios no nosso modelo de negócio com esta inquietude de como podemos fazer diferente, melhor e embarcar neste mundo cada vez mais digital. Como transformar esta CONTEÚDO COMPARTILHADO

consultoria numa empresa também digital e tecnológica sem perder a sua essência e valores. Acredito que somos inovadores, mas temos uma longa jornada. Clairton - Eu entendo que tem uma literatura demasiada não usando a minha área do Branding e do Marketing em inovar. Na minha opinião, inovar é não só fazer algo novo, mas remodelar algo que existe e pensar diferente. Eu me considero inovador porque quando eu olho para os meus clientes todos os dias eu tenho que pensar em algo diferente. Dentro da minha própria empresa a gente se pergunta: Isso aqui vai fazer sentido para o cliente ou não? Vai trazer referência de marca? Eu vejo a inovação como um pequeno ajuste diário em cima se processos que estão em andamento. Pérsio - É isso mesmo, todo mundo é inovador. Quando eu entendi que estava bem consolidado, resolvi desenvolver uma metodologia brasileira. Resolvemos colocar esta metodologia num congresso 33


internacional de inovação e educação. Há dois anos, estávamos em Londres apresentando a nossa metodologia e ela foi premiada. Estamos tentando transformá-la num livro. Até o último instante que eu tiver consciência, eu vou continuar inovando. Eu era do mundo certinho da qualidade e hoje saí deste roteiro e ir para um roteiro novo. Meu ídolo é o Indiana Jones, o arquétipo do inovador. Voltando à pergunta da liderança, você precisa ter um grande conhecimento do que tu fazes, do teu setor, levantar-se da cadeira e ir aonde as coisas acontecem. Você precisa ser ágil, guerreiro, investigador. Mas quando você tem empresas e pessoas imbuídas, em oito horas, você cria projetos inovadores. Não significa que você vai implantar. A minha atuação é na identificação das oportunidades de inovação. E quando nós começamos a falar sobre ESG, a inovação para mim é social. Ela tem que agregar valor diferenciado para as pessoas, em prol de um mundo sustentável. Eden - Você poderia explicar a CONTEÚDO COMPARTILHADO

frase: “se a mensagem é a mesma, porque as pessoas entendem diferente”. Pérsio - A primeira é uma questão de empatia. A mensagem é a mesma da ótica de quem está emitindo a mensagem. Mas a mensagem está sendo recebida de modo diferente. É cômodo pensar que falei e todos vão entender, mas não é verdade. Porque cada ser humano traz uma bagagem diferenciada da vida. Esta diversidade é altamente necessária para o mundo da inovação. As normas podem não estar sendo mais válidas. É ótimo que as pessoas pensem diferente porque este é o conjunto deste moderno. Eu acredito que nós não vamos para um novo normal, mas para um novo diferente. Qual é este novo diferente? Nós vamos criar. Eden - E gostaria que você comentasse a expressão “no mundo que vamos, será que os benefícios que vamos entregar serão os mesmos?” Pérsio - Não. Porque se eu falar para você que sim, eu estou dizendo 34


que não precisa de inovação. Os benefícios podem demorar para serem alterados. Mas sempre vai ter alguém pensando em entregar algo diferente. A gente faz um exercício de olhar as 500 maiores empresas do anuário e você vai ver que elas estão mudando. Antigamente era uma General Motors, uma GE. Hoje, não tem ninguém disso. Há 50 anos, não se ouvia falar do Vale do Silício. Hoje, Detroit é uma cidade menor do que era. É só olhar o nosso ABC Paulista. Eu espero que a geração dos filhos e dos netos estejam falando de outros benefícios, coisa que a gente ainda não sabe, mas,

certamente, algum Indiana Jones vai descobrir. Indiana Jones é um personagem. Mas eu tenho analisado muito a vida de um homem que é um baluarte da inovação: Leonardo Da Vinci. Uma pessoa irrequieta, um pensador do mundo. Os cadernos dele tem muito mais coisa inacabada, do que acabada. Eu tenho um monte de post it na parede, um monte de coisa para fazer. Me coloca numa caverna e eu quero descobrir uma outra saída porque a entrada eu já sei.


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PÉRSIO ALBERTO MANDEL Sócio da Akia Assessorial Empresarial, é pesquisador, consultor, gestor de inovação e qualidade.

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OS CLIENTES PRECISAM SER OUVIDOS Um cliente liga para uma empresa, quer fazer uma grande compra ou uma reclamação de algo que deu muito errado. Não há ninguém da área de atendimento e um funcionário de um outro setor atende a chamada. Quando questionado, logo usa uma frase muito comum: "Desculpe, mas isso não é comigo, liga outra hora que agora não tem ninguém". Nos dois casos, o prejuízo pode ser enorme porque ou se perde a chance de fechar um ótimo negócio ou este cliente não volta nunca mais e ainda pode encaminhar um processo de indenização, dependendo do que ele queria reclamar. Fique atento aos seus canais de comunicação com quem paga pelo seu serviço ou produto. Não basta falar, é preciso ouvir.

COLUNA

empresa é fundamental que haja um canal direto com os clientes. Um número de telefone, um e-mail e uma recepção em algum endereço físico, mesmo que seja mediante agendamento, tudo publicado num site oficial e podendo se estender em perfis de Redes Sociais. Pelo menos uma pessoa precisa ser responsável pela gestão da comunicação externa, monitorando todos os canais de contato da empresa. Caberá a ela, estabelecer o plano estratégico de comunicação que inclui o atendimento. O primeiro passo é ajustar a comunicação interna. Todos os colaboradores precisam saber quais são os canais de contato, o que dizer quando não há alguém do setor e jamais deixar o cliente sem uma resposta.

Caco da Motta é jornalista, especialista em comunicação criativa e diretor da plataforma de networking www.PWB.News. Está no Instagram como @cacodamotta, no WhatsApp número +55 51 99999 0192 e no site da empresa www.cacodamotta.com.br

Independente do tamanho da 38


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Dependendo do porte da empresa, haverá um treinamento interno. Se ele não souber como acessar os canais, imagine a dificuldade para os clientes. É recomendável que do CEO ao estagiário, todos testem os canais e também sejam ouvidos sobre os problemas que enfrentaram na comunicação. Se a empresa tem um fluxo de contatos maior pode contratar ou criar uma estrutura de atendimento maior como um SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor e inclusive os serviços automatizados. Existem ferramentas fantásticas de respostas automáticas por WhatsApp, chats em aplicativos, em sites e até por ligação telefônica. Mas cuidado, nem tudo que é robotizado resolve. É fundamental ter logo uma opção no Menu para falar diretamente com alguém. Senão, fica aquele looping de navegação que parece uma

excursão indesejável por uma viagem sem fim. Ao final de todos estes serviços é importante oferecer um canal de pesquisa sobre o atendimento e estar em constante aprimoramento. Não existe uma fórmula pronta. Senão, bastaria comprar um pacote e estaria tudo resolvido. Só que é preciso ouvir e levar adiante o conjunto de necessidades dos clientes e esta gestão de comunicação é que vai gerar o melhor pacote. Ele sempre será personalizado, mesmo que executado em conjunto, em bloco ou em série. Não existe um voo de avião comercial apenas com pilotos automáticos. Se algo sair da rota habitual, o piloto humano vai ter que assumir as decisões e os riscos. Outra etapa importante para atender as necessidades dos clientes é gerar conteúdos extras sobre seus serviços, produtos e atendimento. Podem

COLUNA

Caco da Motta é jornalista, especialista em comunicação criativa e diretor da plataforma de networking www.PWB.News. Está no Instagram como @cacodamotta, no WhatsApp número +55 51 99999 0192 e no site da empresa www.cacodamotta.com.br

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ser produzidos vídeos, publicações on-line, conteúdos de podcast, anúncios publicitários institucionais e comerciais. Seja por texto, imagem, vídeo, ou áudio, a comunicação precisa ser transparente com dados abertos sobre a empresa, somente deixando as informações estratégicas e sigilosas num fórum mais restrito. Recentemente, duas ações tornaram-se indispensáveis para as empresas. A primeira é informar quais são os protocolos de saúde da empresa e da atividade da mesma, ciente de que eles estão em constante transformação. A outra é ter uma política de privacidade de acordo com a nova regulamentação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais LGPD. A partir destas duas exigências atuais, é possível também armar uma estratégia de comunicação eficiente.

O que precisa ficar claro em todos os canais de comunicação de qualquer empresa é que existem inovações que jamais substituirão a relação direta entre as pessoas. são estes laços que geram a confiança e trazem credibilidade a sua marca.

COLUNA

Não é a logomarca que diz o que é a empresa, nem o site mais elegante possível. a maior marca é seu diferencial em atender cada vez melhor as necessidades dos clientes. esta é uma premissa universal e atemporal. até mesmo, assumir os erros pode ser um grande acerto. Caco da Motta é jornalista, especialista em comunicação criativa e diretor da plataforma de networking www.PWB.News. Está no Instagram como @cacodamotta, no WhatsApp número +55 51 99999 0192 e no site da empresa www.cacodamotta.com.br

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O uso de Shared Service como estratégia de negócio O uso de Shared Service como estratégia de negócio tem como objetivo reorganizar e estruturar processos operacionais da rotina, transformando o dia a dia mais analítico e estratégico para a empresa.

Algumas premissas e objetivos de utilizar o Shared Service como estratégia de negócio • • • •

Trazer melhores práticas do mercado em CSC; Baixo custo de implementação e payback rápido; Oferecer suporte eficiente para empregados e gestores com interação presencial reduzida; Suportar o crescimento do negócio reduzindo custos com processos transacionais, entre outros.

Para tornar qualquer setor mais estratégico, é preciso uma transformação digital, com relação à utilização das ferramentas em prol do negócio.

A mudança pela dor é a mais comum, para evitar essa situação é importante ficar atento às tendências do mercado em conjunto com o objetivo da empresa.

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Fonte: Blueprintt. Acesse.

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E N T R E V I S TA

NOVA ECONOMIA INOVAÇÃO

O PROTAGONISMO DAS MULHERES EMPREENDEDORAS Entrevista com Salete Deon, Sócia Fundadora da Unblur e Andreia Dornel, professora do eixo de gestão e negócios

Salete Deon, Sócia Fundadora da Unblur Consultoria, Consultora de Carreira e Desenvolvimento de Liderança, e Andreia Dornel, professora do eixo de gestão e negócios no Centro Paula Souza e Coordenadora de Projeto Regional da InovaCPS, falam sobre o empoderamento das mulheres, dos desafios do empreendedorismo feminino, sob duas perspectivas diferentes, mas que acabam numa sintonia relevante. Elas foram entrevistadas por Eden Paz, CEO da ConsulPaz, Pricila Paz, sócia da ConsulPaz e contaram com o apoio do facilitador Clairton Braun, CEO do Grupo Braun.

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Eden Paz (Porto Alegre) - Quais os principais desafios do empreendedorismo feminino? Temos a oportunidade de ter duas visões distintas, uma mais acadêmica e outra na prática. Salete Deon (São Paulo) - Eu tenho uma carreira executiva que me deu a oportunidade de trabalhar em várias áreas de negócios, sendo minha última experiência foi numa joint venture na Colômbia. Eu morei 4 anos na Colômbia, onde eu pude ajudar na construção da primeira fábrica de lavadoras da região andina. Mulher, estrangeira e solteira, foi um grande desafio ser protagonista em um ambiente essencialmente masculino, onde na maioria das vezes eu era a única mulher nas reuniões executivas. Morava em Medellín, que culturalmente é parecida com o Rio Grande do Sul e eu estava acostumada a lidar com este ambiente. Aprendi bastante sobre isso ao empreender o feminino. Mas é importante a gente dar um passo atrás e olhar do ponto de vista CONTEÚDO COMPARTILHADO

cultural, como nós fomos educadas como mulheres. Eu sou gaúcha e fui educada como mulher para casar-se cedo, ter filhos e, em geral, ser seguidora de algo ou de alguém. A liderança feminina nos negócios nos mostra que nós temos toda a condição de empreender. Ao longo do tempo, eu pensava que não iria empreender e o melhor seria trabalhar em uma empresa porque é mais seguro e tranquilo. Entretanto, depois de uma longa jornada no mundo corporativo, eu observei que era interessante fazer algo diferente. Eu tinha certeza do que não queria, mas estava insegura do que eu queria. Empreender para mim representava um grande desafio e ter sócias mais ainda. Andreia Dornel (São Paulo) - Eu observei nos últimos cinco anos que as mulheres buscavam um incentivo que a validassem como mulher para empreender e por este motivo eu lancei meu livro "Mulher empreendedora de si mesma”, onde eu abordo algumas atitudes empreendedoras antes mesmo que elas comecem a sua trajetória de empreendedorismo. 43


Sobre os desafios do empreendedorismo feminino, com a pandemia alguns aspectos foram ressaltados, elas buscam o empreendedorismo, por uma questão de sobrevivência, em um primeiro momento, porque perderam seus empregos ou estão numa situação de separação e, também, questões relacionadas a maternidade. Esta vulnerabilidade estimula a mulher a empreender, geralmente em empresas individuais e sem funcionários. Eden - Na visão de vocês, como tem ocorrido este processo de empoderamento feminino e qual a sua importância para a sociedade? Podem compartilhar alguns exemplos? Andreia - Este empoderamento feminino é muito importante porque, num primeiro momento, ele também diminui a violência doméstica. As mulheres se tornam menos vulneráveis à dependência do companheiro e de imaginar que ela é propriedade dele. Outras questões importantes são a sobrevivência e de que a mulher hoje está assumindo o CONTEÚDO COMPARTILHADO

papel de provedora do lar. Ela passa a tomar uma maior responsabilidade nestas questões. Então, há uma maior atenção com o empoderamento feminino, mas o que impulsionou isso é a proteção que a mulher sente ao adquirir a renda própria. E, posteriormente, ela começa a enxergar que tem este poder de construir, de realizar. Ela começa a imaginar a sua carreira ou o seu empreendimento como um negócio que deve gerar lucro. Eden - Salete, você pode falar sobre os desafios do empoderamento feminino e, também, sobre o movimento "Sou Mentora". Salete - O movimento "Sou Mentora" foi idealizado pela Edna Vasselo Goldoni, do Instituto Vasselo Goldoni, em junho do ano passado, para ajudar mulheres em vulnerabilidade, que estavam buscando uma forma de se reinventar, encontrar maneiras para obter renda ou estavam em transição de carreira. Ela começou o programa com 75 mentores e mentoras voluntários e abriu para 75 mulheres 44


com alguns requisitos de participação. Eu entrei na segunda edição, já estamos na sétima edição com 350 mulheres mentoradas. É um programa totalmente voluntário, onde o mentor dedica tempo para a mentoria individual com 4 sessões, além disso, a mentorada acessa uma série de lives em uma programação intensa e de muito aprendizado. Eu participo junto com a Denise Paludetto de uma live sobre construção de currículos atrativos e também contribuo facilitando sessões de action learning, esta metodologia permite a um grupo de mulheres resolver um problema ao mesmo tempo que desenvolvem habilidades de liderança. Tudo isso, proporciona que a mulher tome à frente, amplie a sua autoestima, seja protagonista, ela se sente empoderada pela força das outras 350 mulheres que estão no mesmo grupo. Há troca de experiências, negócios que surgiram no grupo, tem mentoradas que se transformaram em mentoras. A gente vê como é importante este círculo virtuoso de ajuda. CONTEÚDO COMPARTILHADO

É importante a gente acompanhar a transformação destas mulheres, tanto que quando elas terminam o programa de mentoria, acontece a Transformatura (como é chamado o evento de formatura do grupo). Clairton Braun (Porto Alegre) Como as pessoas entram em contato para ter acesso ao programa? Salete - O Programa é lançado a cada dois meses pelo Instituto Vasselo Goldoni e se chama "Mentoria Colaborativa Nós por Elas", para mulheres que já têm uma graduação acima dos 21 anos e estão dentro dos pré-requisitos do Programa. É uma oportunidade muito concorrida e as vagas são preenchidas rapidamente. A mulher inscrita e contemplada com o programa pode escolher dentro de algumas verticais e diz qual é o objetivo que ela tem. O match entre o mentor e mentorada é realizado por uma equipe de profissionais liderado pela Clarissa Medeiros que usam dentre outras metodologias a física quântica. É incrível. Basta acessar o site institutoivg.com.br para conhecer 45


mais sobre o programa. As minhas sócias também fazem parte do programa como mentoras. Eden - Quais os desafios de empreender e aproveite para nos contar um pouco sobre seu negócio, a UNBLUR? Salete - Falando sobre a Unblur, quando eu fiz a minha transição de carreira em 2017, iniciei empreendendo sozinha e atuando como coach. Durante meu processo de outplacement, a minha consultora me disse, se eu quisesse ser coach, que fizesse uma formação mais robusta. Eu havia feito a formação no ICI e neste momento, fiz também a formação no Erickson International College. Nesta formação, que é certificada pelo International Coaching Federation, eu tive a felicidade de conhecer as minhas duas sócias que são a Maristela Gorayb e a Flavia Perez. Iniciamos a Unblur no início de 2019, com perfis diferentes e backgrounds diferentes, e grande convergência em valores e

propósito. O propósito da nossa empresa é impactar empreendedores, executivos, profissionais que querem construir uma carreira de sucesso, seja vida executiva ou empreendendo. Outro aspecto importante é que nós estamos na mesma faixa etária, eu estou com 51 anos, e construímos a nossa vida e carreira que nos permitiu nesta idade termos uma independência financeira para fazer escolhas com maior tranquilidade. O nome Unblur, significa desembaçar e surgiu de nosso propósito de apoiar profissionais e empreendedores em suas carreiras e negócios ao clarear ideias, enxergar soluções no lugar dos problemas, focar no que realmente importa. Pricila Paz (São Paulo) - Andreia, quais são os principais temas que são discutidos no meio acadêmico, relacionados ao empreendedorismo e a inovação?


Andreia - O que está sendo mais comentado no meio acadêmico é sobre estimular a criatividade. Oficinas de criatividade, abertura de mindset (Design Thinking), modelagem de negócios (Business Model Canvas). O nosso curso de extensão Escola de Inovadores, da InovaCPS, possui carga horária de 40 horas, composto por 10 semanas. Nós trabalhamos alguns temas específicos do empreendedorismo, partimos do que é ser empreendedor (a), tecnologias aplicadas a negócios, marketing, clínica de negócios, e percorremos por atividade práticas como modelagem de Negócio Canvas, prototipagem até chegar ao pitch com a ideia do projeto. Nós temos essas ferramentas, que são bem conhecidas na administração, mas que muitos empreendedores ainda não conhecem. Temos também o Sebrae que dão um grande apoio para estes empreendedores na trilha empreendedora da Vitrine. Nossa escola serve para quem está começando a ideia de negócio, para quem precisa modelar e remodelar o seu negócio. O curso é gratuito para quem quiser participar desde que CONTEÚDO COMPARTILHADO

tenha uma ideia de negócio e, também, é um curso de extensão sem exigência de escolaridade. Eden - Como as pessoas podem ter acesso aos conteúdos e conhecer a InovaCPS? Andreia - Basta acessar o site da InovaCPS: inova.cps.sp.gov.br Ali tem todo nosso portfólio, da Escola de Inovadores e como se inscrever gratuitamente, para participar do processo seletivo de projetos. A inscrição é composta por dados pessoais e a descrição da ideia de negócio. Eden - Comente como o desenvolvimento das lideranças foi impactado neste cenário da pandemia, quais os principais desafios e como superá-los? Salete - A pandemia trouxe ainda mais desafios para a liderança e, ao mesmo tempo que a liderança precisa continuar entregando através das pessoas, ela está cada vez mais solitária. Quando a gente observa a alta liderança das companhias ou até CEOs de empresas e empreendedores 47


estão recebendo demandas para solução. Eles estão em casa, distantes e este é até um aspecto de saúde emocional. Tem outros aspectos que se tornaram ainda mais importantes agora, como a inteligência emocional. Eu preciso confiar mais na minha equipe, eu preciso delegar mais, me expressar de uma maneira assertiva, gerar autonomia, solucionar problemas e ainda ser otimista neste cenário. Um segundo aspecto importante, é a manutenção das conexões. Fazer cafés on-line, happy hours on-line. Tanto o líder como estimular as equipes para este networking. Até mesmo estimular que as pessoas abram as câmeras nas reuniões on-line. Um terceiro aspecto é a curadoria de conhecimento. Existem conteúdos

diversos sobre empreendedorismo e sobre diversas áreas. Profissionais que antes faziam as suas palestras ou cursos presenciais, disponibilizam isso gratuitamente. Então, a curadoria vai definir a melhor escolha do que onde eu quero investir meu tempo e me aprofundar. Eden - Quais as perspectivas a curto prazo e a longo prazo, em relação aos temas aqui citados nesta Nova Economia? Salete - Eu vejo como perspectiva que o protagonismo feminino é crescente. Eu ouvi a Luiza Helena Trajano dizer que "cotas é uma condição temporária para corrigir uma desigualdade". Ela foi muito feliz nesta frase porque hoje tem muito


mais mulheres nas organizações nos mais diferentes cargos. Não porque são mulheres, mas por demonstrar a competência que têm. O protagonismo das mulheres está cada vez maior. No empreendedorismo, cada vez tem mais mulheres empreendendo. Tanto homens como mulheres, hoje quando saem de uma faculdade, o sonho não é mais trabalhar em uma empresa, mas ter um propósito e gerar valor pra si e para os outros. Andreia - Eu vejo o propósito como um clássico que nunca sai de moda. Toda vez que discutimos sobre este tema, nos dá um sentido de missão, de jornada. A vivência da jornada empreendedora nos oferece inúmeras oportunidades e superação de desafios. Nós trabalhamos com os participantes, a importância da questão do sócio-emocional que fortalece o networking e os ganhos de boas conexões. E as mulheres se destacam, pois possuem esta habilidade muito mais aflorada, os homens sempre foram mais podados de demonstrar suas emoções, porque homem não chora, mas que também está mudando aos poucos, CONTEÚDO COMPARTILHADO

a empatia fortalece as relações de trabalho. A longo prazo vejo que as mulheres serão protagonistas na criação de propósito das empresas, e a cada ano aumentam o número de mulheres na liderança, outro aspecto muito são os homens que apoiam os projetos femininos e acreditam na mistura dos talentos nas organizações. O que vem por aí é, um novo ciclo de colaboração, cooperação, entre o masculino e o feminino e cada um conseguindo oferecer as suas qualidades e habilidades e competências independente do projeto ou organização.

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ANDREIA DORNEL

Sócia Fundadora da Unblur Consultoria, Consultora de Carreira e Desenvolvimento de Liderança

Professora do eixo de gestão e negócios no Centro Paula Souza e Coord, Projeto Regional InovaCPS

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