EDIÇÃO #17 / MAR ABR / 2021
ENTREVISTAS
Processos e CSC CSC da Randon completa 10 anos em 2021 Nova Economia O desafio de reunir Governança e Inovação na Nova Economia
Inovação Gestão e Inovação são dois lados "opostos" de uma mesma moeda
ESG | Environmental, Social and Governance Pais de Coração transforma a vida de famílias através da adoção COLUNA
A comunicação profissional eficiente exige novos hábitos on-line
IDEALIZAÇÃO
DIAGRAMAÇÃO E CRIAÇÃO
Eden Paz CEO e Sócio Fundador ConsulPaz
Muriã Ferri
COLABORAÇÃO
JORNALISTA E EDITOR RESPONSÁVEL
Anderson Godz Fundador da gonew.co
Caco da Motta
Camila Bordon Sócia ConsulPaz Cristina Hamada Sócia ConsulPaz Dra. Cinara Vianna Dutra Braga Promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Porto Alegre
Eden Paz CEO e Sócio Fundador ConsulPaz Fernando Bortolini Gerente Financeiro e Administrativo do CSC Randon Joana Sopper Sócia ConsulPaz Laércio Ávila Diretor de Estratégia e Inovação, Presidente do Conselho da ABSC e Conselheiro ConsulPaz Nilson Ayala Queiroz Líder do Projeto Pais de Coração Ronaldo Prado Sócia ConsulPaz
Marketing e Comunicação ConsulPaz
CEO Caco da Motta Comunicação Registro Profissional 7220/91/RS
APOIO Grupo Braun
GRAVAÇÃO E EDIÇÃO PODCAST Clairton Braun CEO Grupo Braun
EDITORIAL NEGÓCIOS & RESPONSABILIDADE SOCIAL Tive a oportunidade, desde muito cedo, de trabalhar em empresas que sempre se preocuparam, ou melhor, atuaram com responsabilidade social e, atualmente, vejo o tema ainda mais valorizado através do ESG [Environmental, Social and Governance]. E, nesta edição, temos o prazer de compartilhar um tema muito relevante, que pode ajudar muito nossas crianças e como isto pode mudar a vida delas e da sociedade; o tema é a adoção. Na ConsulPaz, seguimos investindo em pessoas e ampliamos nossa estrutura comercial. Desde abril, contamos com uma executiva de vendas para melhor atender a nossos clientes. A Roberta Goulart vem somar sua experiência à da nossa sócia Pricila Paz e, juntas, respondem pelo atendimento de nossos clientes, pela nossa área Comercial. Em relação ao contexto atual, em nossa análise, o mercado continua indefinido e incerto, enquanto a condição sanitária não estiver controlada, continuaremos a conviver com a insegurança sobre os investimentos e a retomada da nossa economia. Acreditamos que o avanço das vacinas certamente irá acelerar esta retomada, mas precisamos que os agentes envolvidos neste processo priorizem esta ação. Nossas equipes de projetos continuam trabalhando intensamente. Este mês, encerramos nossa participação junto à Castrolanda, na qual realizamos a Gestão da Mudança [GMO] para implantação do novo ERP. Também iniciamos a participação junto a uma importante iniciativa da PetroRio e seguimos nas demais iniciativas, apoiando nossos clientes a se manterem competitivos e sustentáveis. Veja também nesta edição que a ConsulPaz continua participando de importantes eventos e gerando e compartilhando conteúdos relevantes. Internamente, seguimos desenvolvendo soluções cada vez mais robustas para melhor atender a nossos clientes e na construção de parcerias, tudo conforme previsto em nosso planejamento estratégico. Ainda, nesta direção, seguimos com nosso programa de Mentoria de Inovação, com objetivo de manter nossa empresa pronta para esta nova economia. Agradecimentos especiais aos nossos entrevistados que agregam muito valor a nossa revista e aos nossos podcasts, Fernando Bortolini [Head CSC Randon], Anderson Godz [CEO da Gonew], Paolo Petrelli [CEO PontoGet], Nilson Ayala [Executivo de TI, autor livro “Pais do Coração”] e Cinara Vianna Dutra Braga [Promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Porto Alegre/RS]. Espero que apreciem a leitura, Um abraço fraterno, com atenção dos cuidados à saúde.
CEO e Sócio Fundador da ConsulPaz Membro do Conselho da ABSC
NESTA EDIÇÃO
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ENTREVISTA
CSC da Randon completa 10 anos em 2021
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ENTREVISTA
Pais de Coração transforma a vida de famílias através da adoção
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ENTREVISTA
O desafio de reunir Governança e Inovação na Nova Economia
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ENTREVISTA
Gestão e Inovação são dois lados "opostos" de uma mesma moeda
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A CONSULPAZ
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Capa: Projetos ConsulPaz em movimento Acompanhe as novidades dos projetos ConsulPaz que estão em evolução no primeiro semestre do ano.
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Programa de Mentoria e Modelagem de Negócios Inovadores
Consultoria focada em Gestão Empresarial, especializada na identificação de cenários e relações nas empresas, com soluções e serviços inteligentes, práticas inovadoras e que entregam valor ao cliente. Priorizamos a busca de oportunidades e ganhos para nossos clientes, Gerando Valor, Reduzindo Custos e implantando Melhorias Eficientes e Contínuas.
Iniciativa da frente de inovação da ConsulPaz pretende trazer ainda mais novidades para a consultoria.
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Conheça mais sobre o livro Jornada CSC Um guia completo sobre prática e teoria da implementação de um Centro de Serviços Compartilhados.
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Coluna Caco da Motta A comunicação profissional eficiente exige novos hábitos on-line
PORTO ALEGRE / RS (51) 3026 0070 SÃO PAULO / SP (11) 2348 5395 RIBEIRIÃO PRETO / SP (16) 3505 0804 ITAJAÍ / SC (47) 3349 7280
contato@consulpaz.com 0800 000 11 12 consulpaz.com 5
E N T R E V I S TA
PROCESSOS E CSC
CSC DA RANDON COMPLETA 10 ANOS EM 2021 Entrevista com Fernando Bortolini, Gerente Financeiro e Administrativo do CSC na Randon O CSC da Randon completa 10 anos em 2021. A transformação cultural para deixar a área mais ágil, contribuindo para o processo de transformação da organização, é um dos desafios de Fernando Bortolini, que assumiu há dois anos o CSC da Randon. Ele falou sobre este tema e as evoluções ao longo do tempo na empresa em entrevista para Eden Paz, CEO da ConsulPaz, que contou com a participação de Clairton Braun, CEO do Grupo Braun.
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Eden Paz (Porto Alegre) Fernando, nos conte um pouco da sua experiência profissional e de como chegou a esta posição no CSC da Randon? Fernando Bortolini (Caxias do Sul) - Tenho 21 anos de empresas Randon. Não sou oriundo da área de CSC. Comecei numa das empresas do grupo que é a Jost, na área de engenharia industrial, depois trabalhei na Randon Implementos também na área de engenharia industrial, sendo responsável também por áreas como manutenção, qualidade, ferramentaria e outras atividades. Este é o meu principal background. Num determinado momento da carreira tive a oportunidade de atuar na área de saúde, segurança e meio ambiente corporativa e interagia com todas as empresas do grupo. E agora no CSC, prestes a completar 2 anos na metade deste ano, num desafio novo e muito bacana a convite do Roberto, nosso diretor, para apoiar a jornada de excelência operacional e inovação da área. Eu costumo dizer que embora não seja CONTEÚDO COMPARTILHADO
minha área de especialidade, o desafio tem tudo a ver porque a minha área é de engenharia de automação e controle. Estamos completando 10 anos de CSC nas empresas Randon Clairton Braun (Porto Alegre) Você comentou sobre a engenharia de automação. Como é possível aplicar esses conceitos, que normalmente foram desenvolvidos para linha de produção, no back office? Fernando - É um desafio bacana. Sempre atuei em operações. Manufatura era nosso foco como áreas de aplicação dos conceitos. As operações também têm processos administrativos. Nós já dávamos alguns passos no lean office, como chamamos. Então, o desafio foi facilitado por este contexto. Já tínhamos experiência em processos administrativos. Costumo dizer que o lean não é uma ferramenta e sim uma filosofia. Se olharmos assim, não importa os processos, vamos conseguir encontrar aplicações. A nossa equipe comprou a ideia e temos ambições de ser o braço office 7
da excelência operacional das empresas. Quem sabe no futuro o CSC prestando serviço de lean para nossas unidades, no aspecto do office. Eden - Nesta filosofia de uso e aplicação de um modelo [lean], e dentro do contexto da inovação: Como vocês estão no CSC da Randon atrelados a esta filosofia de gestão, de processos, de lean, incorporando a inovação?
Fernando Há alguns anos, começou o processo de transformação cultural, neste mundo VUCA, com novas tecnologias e uma velocidade cada vez mais rápida. E foi bacana este processo. A empresa começou o movimento e viu alguns aceleradores. E a transformação digital foi um dos aceleradores. Trouxemos novas tecnologias para auxiliar no processo de transformação cultural, deixando a empresa mais ágil. O CSC foi visto como um terreno fértil para essa transformação. Temos processos bem estruturados, desenhados. Há um convite mais fácil para uma nova tecnologia, e são processos que têm CONTEÚDO COMPARTILHADO
impacto em grande escala na organização. Por exemplo, no processo de recrutamento e seleção, que foi o primeiro que digitalizamos. Impacta tanto gestores, empregados, que podem se candidatar, quanto o mercado. Foi uma sacada muito esperta de identificar esses catalisadores e seguimos neste processo. Nós, enquanto CSC, também tivemos de nos adaptar a esses processos. Qual seria nosso papel, como preparamos nossas pessoas, onde estão as oportunidades. Começou o que chamamos de ambidestria. A capacidade de equilibrar a excelência operacional, ou seja, entregar o que nos comprometemos com excelência, com o lado da inovação e transformação digital. Como equilibramos esses dois pratos foi um dos primeiros movimentos que fizemos com nossa turma. Para que possamos aplicar a tecnologia, mas como meio, como algo que precisa servir as pessoas, para aliviar os processos, deixá-los mais ágeis, para que as pessoas 8
desenvolvam suas potencialidades de forma plena. Se aplicar a tecnologia num processo que não está pleno, vou estar automatizando o desperdício. Por vezes, o processo nem precisaria existir. Depois desta reflexão, entro com a tecnologia para o próximo salto. Eden - É uma linha de lógica para um bom desenvolvimento. Não adianta colocar uma Ferrari para andar numa fazenda que ela não seria útil. Neste contexto, é comum chegarmos em algumas empresas e ouvir: “Quero um CSC 4.0”. Então, pergunto como estão os processos e dizem que não precisam de processos e, sim, da automação. Porém, antes de pensar no que vai para o robô, é necessário analisar o que tem de seguir existindo, entender os modelos de aprovação, os pontos de contato e a visão E2E dos processos. Mas Fernando, qual a importância do CSC para as empresas Randon? Fernando É imensa. Se pensarmos nos primeiros momentos de CSC, há dez anos, a gente CONTEÚDO COMPARTILHADO
começa a capturar aqueles ganhos do CSC 1.0. Começamos explorando os ganhos de sinergia, trazer escala para os processos, governança, repetitividade, há um benefício imediato neste movimento. Depois, na nossa trajetória, fomos fazendo passo a passo, foi acontecendo pouco a pouco. Os processos foram migrando e fomos adequando às necessidades da empresa. A questão da padronização também é um acelerador para o uso de tecnologias. Se um processo está descentralizado em dez unidades, colocar uma tecnologia neste processo é um desafio maior do que se estivesse em uma área. Uma coisa é crescer quando é preciso estruturar 10, 20 back offices, e outra realidade é quando temos uma área de back office centralizada e sustentamos o crescimento das empresas mais tranquilamente. Conseguimos até absorver alguns serviços sem incrementar a estrutura. Tornar nossas pessoas mais analíticas, respondendo atividades com maior agregação de valor e a tecnologia dá conta das 9
tarefas mais repetitivas. Eden – Antes, era necessário alguém para separar, outro para catalogar, outro para arquivar. Hoje, com uma digitalização e um clique todo o trabalho está feito. Este conceito do plug and play, quando, por exemplo, você faz uma fusão, é possível absorver as atividades praticamente sem adicionar novos recursos. Como Tem sido na Randon?
Fernando - A gente tem, felizmente, vivido essas experiências. De trazer novas empresas e expandir o portfólio de serviços, liberando pessoas para o analítico, para o relacionamento com clientes. Celebramos dez anos num momento muito positivo.
Eden - Como foi a adaptação do CSC no momento da pandemia? Fernando - Sempre tenho um mantra: “Para que esta situação está acontecendo?”. Para tirar aprendizado. O que podemos tirar de bom dessa experiência? Foi um desafio tremendo. Um exercício prático do “liderando na complexidade”. O processo começou a ficar mais crítico em março de 2020, e nós tivemos ali, de 15 a 20 de março, quando começaram as restrições maiores, era uma decisão atrás da outra, informações novas. Lembro-me que aquela semana foi mais crítica, numa terça nos reunimos, TI, CSC, e falamos que teríamos de montar uma nova estratégia de operações. Hoje à noite, temos de iniciar testes de home office. Na sexta, liberamos os
times de operações, que não podiam operar de forma remota, em férias coletivas. O pessoal da folha de pagamento foram verdadeiros heróis. Nunca trabalhamos tanto como naquele período. Nosso pessoal de operações em férias e nossa equipe firme e forte. Administrando aqueles que tinham de estar na empresa, como o pessoal de facilities, para que quem fosse voltar ao trabalho estivesse seguro. No momento mais ameno, trabalhamos com 20 a 25% presencial. Agora nosso time nas últimas semanas ficou 5% presencial. Clairton - Caiu a produtividade? Conseguiram manter? Fernando - Mantivemos e até melhoramos. O home office que vivemos não é o ideal, porque somos forçados a isso. Mas temos ganhos. Ganham tempo em deslocamento, facilita a dinâmica familiar. Na maioria dos casos, o relato é positivo. Tudo tem os dois lados. Há aquilo que não se adapta bem ao home office. Com as escolas fechadas geram alguns inconvenientes. CONTEÚDO COMPARTILHADO
Na maioria dos casos, houve mais prós do que contras. Clairton - Há alguma previsão, em normalizando, sobre o modelo de operação? Seguirão em híbrido? Discutiram isso? Fernando - Temos algumas discussões avançadas. Por sorte, já tínhamos um formato de home office sendo pensado. Havia alguns pilotos de alguns colegas que estavam experimentando o home office em menor escala. O modelo de home office está consagrado. Mas não considero que estejamos trabalhando em home office, e sim em confinamento. Quando a situação estabilizar, acredito em modelo híbrido. Três dias de home ou dois. Somos seres relacionais, não adianta nos iludirmos. Fazer uma dinâmica faz falta. Eden - Queria saber para vocês da importância de ter uma ABSC, se tem valido a pena estar participando, da Associação Brasileira de Serviços Compartilhados?
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fonte: Revista Reparação Automotiva
Fernando - É um valor agregado imenso. Nossa jornada é construída do nosso jeito, passo a passo. Não tivemos uma grande implementação de CSC de alguma empresa matriz. Nós somos os protagonistas desta jornada. Se temos uma dúvida de processo, ou precisamos implementar algo que não temos ainda, o acesso que temos aos colegas pela ABSC é um grande atalho. Essa troca faz todos crescerem. Clairton - Vocês estão na ABSC, têm parceiros como a Consulpaz. Como veem este papel de associações, consultorias, dentro do teu processo de gestão do dia a dia?
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Fernando - Vejo dois aspectos principais. O primeiro é que trabalhamos com a filosofia do lean e a essência dessa filosofia é a melhoria contínua. Sempre temos algo a melhorar. Se aqui estamos bem, qual o próximo desafio? Esse contato nos ajuda neste sentido de nos desafiarmos. Vamos a um evento acreditando que nosso processo está em condição satisfatória e vemos que há quem faz muito melhor. Essa troca nos motiva a buscar melhorias. E o outro aspecto é estarmos em sintonia com o mercado. Cada área tem suas especificidades. Para não copiarmos o processo que acontecia na ponta, e trazer pro CSC, mas sem olhar pro mercado, padrões, conceitos. Isso agrega muito valor para nós também. 12
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FERNANDO BORTOLINI Gerente Financeiro e Administrativo do CSC na Randon
Você pode acompanhar Fernando Bortolini em seu LinkedIn.
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Cultura e controle de proteção de dados na sua empresa Antes de criar uma cultura voltada para a proteção de dados pessoais, é importante levar em consideração três aspectos: os motivadores, o impacto financeiro e a GDPR Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados. Cultura e controle de proteção de dados na pandemia A automação nos processos de proteção de dados pode reduzir o custo médio da violação de dados em 50% no impacto financeiro.
PLANEJANDO A JORNADA Após destacar o GDPR e sua importância enquanto modelo estabelecido, os motivadores e os impactos financeiros, sejam eles positivos ou negativos, chegou a hora de falar das etapas desde o planejamento até a implantação.
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Ambiente: Conhecer o ambiente da empresa é fundamental para o início da jornada. Defina os papéis e responsabilidades;. Visibilidade: Saber qual a real visibilidade dos riscos é preponderante para garantir a segurança dos dados, conheça todos os envolvidos no processo. Eles podem ser um risco para a empresa e para o titular do dado.
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Fonte: Blueprintt. Acesse.
Governança: Definição do correto modelo de governança para a empresa. Automação: Quando falamos de automação em uma escala grande, que envolve a cultura e controle de proteção de dados, é necessário rever alguns conceitos e considerar alguns como, a agilidade, flexibilidade e a adaptabilidade.
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CAPA
Projetos ConsulPaz em movimento As novidades dos projetos ConsulPaz que estão em evolução no primeiro semestre do ano. Desde o início do último ano, a pandemia vem trazendo inúmeros desafios para todas as empresas, junto com a possibilidade e a força de se reinventar. A ConsulPaz, que tem como seu propósito "eternizar o propósito das empresas", e vem trabalhando firmemente junto com seus clientes para garantir a entrega de todos os projetos com qualidade, ganhos e garantindo o sucesso de seus clientes. Falando sobre nossos clientes, na segunda semana do mês de maio, realizamos com excelência a entrega do Projeto Castrolanda. A iniciativa de Gestão da Mudança, a qual fomos os responsáveis, foi conduzida por nosso sócio Fabio Pesaro e, posteriormente, pela especialista em GMO, Simone Schaan.
Participar do projeto de implantação do SAP na Castrolanda foi uma experiência bastante desafiadora, pois era um projeto que já estava em andamento e com muita proximidade do Go Live. A atuação do GMO foi fundamental nesse processo, no que tange a treinamentos, impactos organizacionais e comunicação. Conhecer os stakeholders e garantir junto com o negócio que todas as informações estivessem
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CAPA claras para todos esses públicos durante o período de cutover, foi sem dúvida um dos fatores de sucesso para o Go Live. Além disso, mesmo sendo um projeto com nossa participação de forma remota, na maior parte do tempo, a interface com a equipe do projeto e com as áreas de negócio em nada foram impactadas e essa proximidade nos deu a agilidade que esses projetos necessitam.
SIMONE SCHAAN Especialista em GMO
Nosso Diretor Executivo de Projetos, Ari Pellicioli, está a frente das iniciativas nos clientes Usaflex e SLC Agrícola, os quais somos responsáveis pela Gestão da Mudança.
Desde dezembro/19, antes do início da implantação do SAP, iniciamos na USAFLEX, com o mapeamento dos processos e identificação preliminar das necessidades de adequação dos processos da empresa para implementação do novo ERP. Posteriormente a esta etapa, iniciamos o processo de apoio para transformação da Usaflex através da Gestão da Mudança [GMO], onde atuamos na identificação e direcionamento dos impactos organizacionais,
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CAPA na preparação das equipes do Time do Projeto, nas ações de comunicação e demais atividades sob nossa responsabilidade. O time do Projeto Usa For You, segue dedicado para validar a qualidade das soluções desenvolvidas e nossa equipe, de forma hibrida, continua atenta e focada em nosso papel de garantir a prontidão da organização, das pessoas e dos processos para esta importante jornada de transformação, decorrentes da implantação do SAP Fashion, nas 04 (quatro) unidades da USAFLEX, prevista para julho/21.
ARI PELLICIOLI GP dos Projetos Usaflex e SLC Agrícola
Em outra importante iniciativa, iniciada em março/20, passamos a incorporar o time de projetos da SLC - Programa MAIS AGRO, na frente de Gestão da Mudança [GMO] com o objetivo de apoiar na implantação do SAP S4/Hana e demais sistemas especialistas em todas as fazendas da SLC Agrícola. Em fevereiro/21 estivemos juntos no Go Live Piloto da Fazenda Pioneira (MT), e agora seguimos com as demais frentes e parceiros, aplicando as lições aprendidas para a virada das demais Fazendas da SLC. Estamos muito felizes de participar desse grande desafio, junto com as demais equipes da SLC e demais parceiros, como Lozinsky, que
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CAPA proporcionará um novo patamar tecnológico e contribuirá para o suporte e crescimento que a SLC está vivendo.
Sobre nossos projetos nos clientes Bunzl, Andritz e SEBRAE nossos sócios também tem novidades a compartilhar conosco.
Estamos na fase final do projeto de Business Case para área financeira da Bunzl, onde buscamos a harmonização dos processos nas operações no Brasil. Realizamos entrevistas com os Heads e Líderes das operações e mapeamento das atividades envolvidas, onde identificamos mais de 300 atividades. Apresentar os resultados, identificando ganhos e oportunidades significativas, bem como uma proposta de implementação, são os nossos entregáveis. Realizamos o projeto 100% de forma remota, garantindo qualidade e interação entre as equipes envolvidas.
CAMILA BORDON Consultora do Projeto
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CAPA
Participar de um projeto importante como este de criação e desenvolvimento de um CSC para o RH da ANDRITZ, que poderá servir de modelo para a estrutura global da empresa, tem sido uma oportunidade única, desafiadora e de muito aprendizado. Poder interagir com toda a equipe e conhecer todos os processos envolvidos foi relevante para o sucesso da nossa entrega. Estamos apoiando a RFP que irá definir a nova solução da empresa e nosso próximo passo será detalhar a implementação do modelo. Nossa participação, apesar de remota, em nada atrapalhou a realização das atividades, e a participação e contribuição das equipes foi fundamental.
RONALDO PRADO Consultor do Projeto
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CAPA
O Sistema SEBRAE tem um grande desafio e participar disto tem sido uma grande experiência e aprendizado. A diversidade de processos, sistemas e modelo de gestão atual trazem muitas oportunidades para a implantação de um modelo de Serviços Compartilhados [CSC]. Durante a fase de mapeamento, tivemos a oportunidade de conversar com mais de 300 pessoas e mapear mais de 3.000 mil atividades, o que tem permitido realizar uma análise de viabilidade robusta. Tudo isto realizado 100% de forma remota, envolvendo 26 estados, Distrito Federal e o SEBRAE Nacional. Agora estamos na etapa de deliberações para podermos seguir com a entrega do plano de implementação.
CRISTINA HAMADA GP do Projeto
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NOTÍCIAS Programa de Mentoria e Modelagem de Negócios Inovadores Iniciativa da frente de inovação da ConsulPaz pretende trazer ainda mais novidades para a consultoria. Dentre os inúmeros desafios que estamos enfrentando neste período, temos alguns que servem de estímulo para nosso crescimento e desenvolvimento. Um deles tem sido o Programa de Mentoria que estamos realizando junto com a PontoGet, através do seu CEO Paolo Petrelli. As reflexões e as diferentes lentes aplicadas nas dinâmicas e atividades realizadas tem nos auxiliado muito a promover melhorias imediatas em nossos modelos. Este é o tipo de desafio que todas as empresas deveriam buscar, principalmente pensando em não ficar obsoleta, em entender de fato as necessidades atuais e futuras de seus clientes, além de propiciar o desenvolvimento e a mentalidade do processo de inovação internamente. Também destacamos a importância da pluralidade de perfis, experiências, maturidades e visões, são fundamentais para o sucesso de um programa como este. Aproveitamos para a agradecer a toda equipe envolvida, nossa Head de Desenvolvimento de Novos Negócios e Sócia, Joana Sopper, ao nosso estagiário de TI, Nathan, que traz a visão da geração nativa digital, ao nosso Conselheiro Laércio que tem feito o papel de PO nesta iniciativa, ao Paolo Petrelli, que além de CEO da PontoGet está, não somente conduzindo o programa, mas totalmente dedicado em entender nossa realidade, nosso cenário, e aos demais sócios que direta e indiretamente, assim como todo nosso time de BackOffice tem contribuído para o sucesso e também para a mudança no modelo de negócios da ConsulPaz.
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NOTÍCIAS Conheça mais sobre o livro Jornada CSC Um guia completo sobre prática e teoria da implementação de um Centro de Serviços Compartilhados. O livro Jornada CSC, que está em desenvolvimento pela ABSC, se propõe a apresentar um detalhamento sobre teoria e prática relacionadas aos Serviços Compartilhados no mercado brasileiro, apresentadas por cases reais, materiais técnicos e pesquisas de mercado, conteúdos cuidadosamente selecionados e que estão sendo trabalhados pelos executivos e especialistas da área. Como parte do time de curadores / organizadores do livro, nosso CEO Eden Paz salienta que a parceria com a Jornada Colaborativa e a condução do Diretor Presidente da ABSC - Associação Brasileira de Serviços Compartilhados, Timóteo Tangarife, estão sendo essenciais para colocarem esse projeto no caminho do sucesso. Com lançamento marcado para Novembro, durante a próxima edição do CSC Innovation Day, o livro poderá ser encontrado nas plataformas amazon, google books e livrarias de todo país.
Saiba mais
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E N T R E V I S TA
ESG
PAIS DE CORAÇÃO TRANSFORMA A VIDA DE FAMÍLIAS ATRAVÉS DA ADOÇÃO Entrevista com Nilson Queiroz e Dra. Cinara Braga líderes do Projeto Pais de Coração. O projeto Pais de Coração está transformando a vida de famílias através da adoção no Rio Grande do Sul. Tanto para quem é adotado quanto para quem adota, a escolha é gratificante com a formação de uma nova família. Foi o que aconteceu com o analista de sistemas Nilson Ayala Queiroz. Virou pai aos 51 anos, ao adotar o Batatinha e o Preto junto com a esposa Karine. "Eu me dediquei para ser o melhor pai do mundo com muito amor". Nilson foi além. Inconformado com o fato de não existirem aplicativos para a adoção de crianças e jovens, somente para cães e gatos, idealizou a ferramenta no projeto Pais de Coração. Desde o início, teve o apoio do Ministério Público, principalmente da Dra. Cinara Vianna Dutra Braga, promotora de Justiça da Infância e da Juventude de Porto Alegre. Com 25 anos no MP, Cinara deixou a justiça criminal para se dedicar às crianças. "Sou mãe de duas filhas e quero que as crianças tenham a alegria de ter uma mãe", destaca. Eden Paz, CEO da ConsulPaz conversou com Nilson e Dra. Cinara sobre os processos de adoção, o papel do MP e o projeto Pais de Coração, e contou com o apoio de Clairton Braun, CEO do Grupo Braun.
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Eden Paz (Porto Alegre) - O que é Projeto Pais de Coração e como se juntou com o Ministério Público? Nilson Ayala Queiroz (Porto Alegre) - O projeto Pais de coração tem muito a ver comigo. A minha mãe disse que quando eu era adolescente já falava para ela que eu ia ter dois filhos. Eu queria ter um filho pelas vias biológicas e um filho pela adoção. Mas eu não sabia direito o que era adotar. O tempo passou e, aos 51 anos, eu fui pai em 2012. Antes disso, por 10 anos eu e a minha esposa tentamos ter um filho biológico e não conseguimos. Foi uma tristeza para nós, isso acontece em muitas famílias que acabam optando pela adoção. Mas aí a gente conheceu o Batatinha, com 4 anos, e o Preto, com 7 anos. Eu me dediquei e procurei ser o melhor pai do mundo, com muito amor. Conheci o relacionamento que tem os seus desafios. Eles já vinham com o que eu chamo de software instalado neles, que tinham um passado com coisas boas e ruins. Como é que eu ia botar o meu software com as coisas minhas e da CONTEÚDO COMPARTILHADO
minha esposa, da família? Nós aprendemos muito durante os primeiros quatro anos iniciais de convivência e consolidamos, de certa forma, a nossa família. Em 2016, dois amigos, o Cláudio e o Rodrigo, da empresa Ponto Inovação Social, vieram ao CIEE-RS, onde fui estagiário por 35 anos, e fizeram uma proposta de marketing digital para o CIEE. Eles me falaram ainda de uma senhora que abrigava meninos e meninas que os pais deixavam, com ela. Eles abandonavam para ela. Como a história me tocou, contei a eles que eu fazia algumas historinhas para os meus filhos e eles pediram para ler. Duas semanas depois, eles propuseram um livro, insistiram. Eu falei que não queria ganhar dinheiro com aquelas histórias, que elas eram para terem uma lembrança de nossa convivência. Mas os amigos me convenceram que as histórias podiam ajudar outros a decidirem adotar e terem referências de um amor de pai, mãe e filhos, aí eu topei. Conversei então com o Inácio Fritsch e Donald Reis, ambos estavam no 25
Seprorgs (plataforma de negócios digitais do RS) e eles me deram um espaço. Pouco antes tinha conhecido a Dra. Cinara, que se dispôs em ajudar. Eu vi que havia algo sobre adoção em aplicativos, para cães e gatos, mas não de crianças. Foi o início do Pais de Coração. Eu pensei: trabalho com tecnologia e vou tentar fazer uma sinergia para o bem das pessoas, dessas crianças. Não é possível que a tecnologia não encontre um papai ou uma mamãe para essas crianças. Eden - Nasceu então do teu desejo de ser pai e do intuito de contar histórias? E, junto da publicação, nasce o projeto, ou o projeto já existia antes da ideia do livro? Nilson - O aplicativo nasce ali. O livro já existia. Cinara Vianna Dutra Braga – Eu recordo que houve na Assembleia Legislativa um evento para identificar as dificuldades da adoção no Rio Grande do Sul. Ao final dele, eu coloquei que naquela época só tínhamos adoções de bebês, de 0 a CONTEÚDO COMPARTILHADO
3 anos, em Porto Alegre. E os que tinham mais de três anos? Eden - Interessante esse dado. É uma característica da nossa cultura no país? Lá no exterior é diferente, não há a questão da idade e, sim, uma outra percepção? Cinara Isso vem mudando. O Nilson me procurou e perguntou se eu já havia pensado num aplicativo para adoções de crianças. A maioria das crianças que entra para o acolhimento tem mais do que essa idade. Enfim, muitas vezes as crianças não conseguiam mais oportunidades. Fizemos uma parceria com o TJRS e a PUC, que desenvolveu o aplicativo idealizado pelo Nilson. O interessante são os resultados. Pelo menos 52 crianças e adolescentes já se encontram em famílias. O que nós fizemos? Um vídeo desta criança, em um minuto, quando ela se apresenta. Este vídeo fica dentro do aplicativo. Todas as pessoas habilitadas no Brasil e no exterior têm acesso às imagens. Os habilitados à adoção visualizaram as imagens, tocaram o coração delas e veio a vinculação. É formidável saber 26
que 52 crianças estão em família graças à tecnologia com a execução da ideia do Nilson. Nilson - Eu fui pelo coração. Quando fui na casa de acolhimento para adotar, chegou um guri de 16 anos, mais ou menos, e olhou nos meus olhos e disse: tu vai ser pai deles? Eu olhei pra ele e disse que iria tentar ser. Ele me olhou, baixou a cabeça, triste, e a coordenadora da casa disse que eles ficam tristes quando os mais novos vão embora e eles continuam. Aquilo me tocou o coração. Minha ideia inicial era para todas as crianças e adolescentes, mas os que mais precisavam, eram os com mais idade, mais difíceis de adoção. Cinara - Tentamos a inserção dos acolhidos em família pelo Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA). Se não der, esgotamos a tentativa de colocação em família inclusive com a ajuda dos Grupos de Apoio à Adoção e adoção internacional. Após, inserimos as imagens do acolhido no aplicativo. Há crianças pequenas com dificuldades de saúde que não têm CONTEÚDO COMPARTILHADO
habilitado interessado. Ou grupos numerosos de irmãos. Muitas vezes, o vínculo afetivo é tão grande que é difícil separá-los. Então você precisa da adoção de todos juntos. O aplicativo é o derradeiro instrumento de adoção. Tivemos mais de um adolescente adotado aos 17 anos de idade, uma delas foi para Portugal. E há ainda o apadrinhamento afetivo. Você não está preparado para uma adoção, mas tem tempo, carinho, vontade de destinar afeto a alguém, então há o apadrinhamento afetivo. O aplicativo pode ser baixado tanto em IOS quanto em Android. Todas as pessoas podem ter acesso aos dados, mas só os habilitados à adoção têm acesso às imagens. Clairton Braun (Porto Alegre) - E esse aplicativo, os dados são encaminhados para onde? Cinara - Hoje temos cerca de 150 crianças de todo o Estado no APP. Eu sou habilitada à adoção no SNA e estou na fila esperando chegar meu filho, por exemplo. Enquanto isso, ingresso no app e vejo as imagens das crianças e adolescentes. Seleciono idade e sexo, mas ele 27
permite a visualização de todo o rol. Aí você se encanta e manifesta a intenção. Essa informação vai para a Coordenadoria da Infância e Juventude do Poder Judiciário. Lá, eles terão a informação de que você, que está cadastrado, tem interesse naquele acolhido. A manifestação de interesse é remetida à Comarca na qual a criança está vinculada. Vai para o Juizado da cidade e lá é promovida a aproximação. Há um dossiê da criança para que a pessoa que manifestou interesse diga se mantém ou não a intenção de adoção. Quando a criança já está mais confortável, é deferido o termo de guarda para o estágio de convivência, iniciando o convívio na residência do habilitado.
Ocorrendo tudo bem, defere-se a adoção e está formada a família. Começou no Rio Grande do Sul. Agora, habilitados de todo Brasil ou do exterior também podem acessar as imagens. Nilson - Quando apresentamos o projeto para a PUC, eles abraçaram a ideia. Dentre eles o professor Eduardo Arruda que levou para seus jovens alunos desenvolverem o App. E eles não olharam como um código de computador, e sim um código cheio de amor. Foram mais de 40 mãos de todas as entidades envolvidas para fazer o aplicativo. O app quebra o paradigma de quem quer ser pai por adoção. Porque a pessoa imagina a criança de uma
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certa idade e a realidade é outra. O primeiro casal que conhecemos queria uma só criança e adotaram uma menina e um menino de 11 e 12 anos. É a quebra do paradigma! Ela disse que o vídeo entusiasmou a ela porque as crianças não diziam que queriam um game ou ir à Disney, e sim queriam uma família. É um match, parece um Tinder. Clairton - Além de tratar um problema social, e buscar uma solução, destaca-se a usabilidade do app. Esse encaminhamento, esse acompanhamento, até a finalização da adoção. Nilson - Foi sempre dentro da parte da experiência do usuário. A doutora Cinara separou várias famílias para falarem com o pessoal da PUC e testar a usabilidade. Eden - O Nilson pode não se lembrar, mas em 2019, em Gramado, quando participei de um evento onde ele levou, não só o caso dele mas, também, de outra família (que adotou via app), o difícil foi não chorar, não se emocionar. CONTEÚDO COMPARTILHADO
Nilson - Não é só uma causa voltada para quem quer ter filhos. Não. É uma causa social. Muitos ali, aos 18 anos, estão numa casa de abrigo e precisam sair. Se não forem adotados por alguém, nesta idade, eles podem ser adotados pelo crime ou pela droga. Cinara - A propósito, é importante eu falar sobre o perfil do jovem do acolhimento. A maioria foi abandonada ou sofreu violências graves, de ordem física, psicológica e/ou sexual. Todos, em regra, possuem baixa autoestima e escolaridade, decorrentes da vivência de abandono, negligências e violências. Precisam de uma série de atendimentos de que o Estado não dá conta. Todos precisam da nossa atenção, mas a maioria, até 3 anos de idade, conseguimos colocar em adoção, tranquilamente. Depois, é um problema. Estes projetos melhoraram o quadro, mas não resolveram. Muitos adolescentes ao completarem 18 anos precisarão sair dos espaços de proteção não estando empregados. E aí como irão se manter? Ou viram moradores de rua ou vão para o crime. Temos uma 29
média na Capital de 70 jovens que saem do acolhimento anualmente. É um problema. Temos trabalhado com as entidades de acolhimento para que, aos 14 anos, façam a Carteira de Trabalho e Previdência Social e iniciem a aprendizagem profissional. Aos 18, terão um valor guardado para conseguirem dar início à vida adulta. Temos muitos exemplos de jovens que tinham uma boa trajetória e acabaram no crime. A família já falhou, o Estado não dá conta, precisamos do apoio da sociedade gaúcha e dos empresários, oportunizando vaga de aprendizagem profissional e o acesso ao primeiro emprego. É preciso que haja o conhecimento acerca da existência destes jovens. Temos o apadrinhamento financeiro para quem, pessoa física ou jurídica, não quer adotar ou fazer o apadrinhamento afetivo, mas quer CONTEÚDO COMPARTILHADO
ajudar no seu desenvolvimento. Clairton - Qual é o canal para quem quiser ajudar, participar? Cinara - Podem me procurar. O telefone é o (51) 3295-1909, o e-mail da promotoria de justiça é pjijacolhimento@mprs.mp.br. Na página do MP-RS, há um banner escrito "Rede Solidária''. Ali há os endereços das casas de acolhimento, telefones, o que cada casa precisa. Eden - Nilson, teve ainda o lançamento do livro que pode ajudar muito? Nilson - Este livro foi lançado em 2016. Procuramos inicialmente o Marcos Piangers, que fez uma história muito legal sobre esta parte de adoção. Eu queria ter a certeza 30
do livro em si. Ele conta uma historinha de que ele “tem um pai biológico, mas ele não me adotou”. E isso me tocou. O pai biológico precisa estar junto ao filho. São histórias do dia a dia. Eles leem as histórias às vezes para mim. Conto quando a mamãe viajou e eu não sabia nem fazer comida ou dar banho neles. No final, traz duas cartinhas, deles, sobre o que é a família para eles. O Batatinha fez uns desenhos, por não saber escrever, e foi muito bacana. Ainda tenho o livro. Pode procurar pelo WhatsApp (51) 98401-5761, através do Facebook que temos o Pai de Coração, ou pelo e-mail nilson.ayala@gmail.com. As crianças têm lido e os pais têm lido para as crianças. É uma grande satisfação para mim. Vi pais chegando perto e perguntando onde estava o Batatinha. Isso dá uma emoção. Eden - Dra. Cinara, comente um pouco mais sobre o cenário da adoção no RS e que certamente não é muito diferente do restante do Brasil.
Cinara - Meu sonho é que não CONTEÚDO COMPARTILHADO
existisse acolhimento e todas as crianças tivessem família. Não é tão difícil. São mais de 35 mil habilitados à adoção no Brasil. Temos no Brasil cinco mil crianças aptas à adoção. O problema são as expectativas da maioria dos habilitados de adotar bebês, não se abrindo para a adoção de crianças com mais de seis anos de idade. 95% das crianças dos abrigos e casas lares de Porto Alegre são adolescentes com mais de 12 anos. É uma questão cultural. Temos pessoas há cinco anos na fila de espera para adotar bebês e crianças há cinco anos esperando para serem adotadas. Nilson - Quando fui adotar, a psicóloga me perguntou o porquê de eu querer adotar. Eu disse que queria fazer o bem, sempre sonhei em ter uma criança pela via biológica e outra pela adoção, e quero ajudar as crianças. Ela me disse que era bacana, mas a criança queria era um pai ou uma mãe e não alguém que fizesse o bem. Foi uma facada no peito. Eu tinha de querer ser pai. No projeto Pais de Coração, podemos fazer algo para levar às pessoas para ajudá-las a se preparar para ser 31
pai ou mãe de coração. Tenho pensado sobre isso, em ajudar que as crianças não retornem ao abrigo. Não sejam devolvidas após serem adotadas.
QUER SABER MAIS SOBRE O PROJETO E ENTRAR EM CONTATO COM ELES?
Cinara - Se a pessoa está pensando em adotar, habilite-se. Não deixe para primeiro ter a plena convicção da intenção para depois se habilitar. O tempo passa e pelo perfil da criança almejada pode demorar algum tempo. Há dois caminhos iniciais: acessando o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, fazendo um pré-cadastro on-line, ou direto no Juizado da Infância e da Juventude da sua Comarca, preenchendo um formulário. Pode ser remetido por e-mail. Já fomos consultados por outros estados para o uso do app. E ele pode ser alimentado por dados das crianças e adolescentes aptos à adoção de todo o Brasil, e habilitados no Brasil e no exterior podem acessá-lo. Nilson – “Não basta viver a vida,
tem de se adotar a vida”. É a frase que está comigo e entranha-se com meu sentido de vida.
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DRA. CINARA V. DUTRA BRAGA
NILSON AYALA QUEIROZ
Promotora de Justiça da Infância e da Juventude de POA
Líder do Projeto Pais de Coração
Você também pode entrar em contato com a 11ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de Porto Alegre pelos canais: pjij-acolhimento@mprs.mp.br (51) 3295-1909
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E N T R E V I S TA
NOVA ECONOMIA
O DESAFIO DE REUNIR GOVERNANÇA E INOVAÇÃO NA NOVA ECONOMIA Entrevista com Anderson Godz, fundador da gonew.co
Cada vez mais, as startups de educação estão gerando conhecimento para empresas e lideranças. Lançada há três anos, a gonew.co tem foco em executivos, conselheiros de administração e donos de startups que buscam velocidade e controles voltados ao futuro. A empresa surgiu com o lançamento do livro “Governança & Nova economia”, de Anderson Godz, fundador da gonew.co. Eden Paz, CEO da ConsulPaz e Laércio Ávila, Conselheiro ConsulPaz e Diretor de Estratégia e Inovação, conversaram com Anderson para a revista Conteúdo Compartilhado e contaram com o apoio de Clairton Braun, CEO do Grupo Braun.
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Eden Paz (Porto Alegre) - Na visão da gonew.co, o que é governança e como ela pode ajudar todos os tipos de empresas, desde pequenas até multinacionais? Anderson Godz (Curitiba)- Um dos nossos programas, a Certificação para Conselheiro de Inovação (C2i), busca inovar a governança e organizar a inovação. Dois lados da mesma moeda. Uma das experiências legais que existem é que cada um que participa escolhe uma startup e senta na mesa do conselho dela. Ou seja, ocupa o lugar com os donos. Houve um caso que o Advisor (nome que damos a quem participa do C2i) sentou com o empreendedor e ele disse que não precisava de governança. Mas, já que o Advisor estava ali, eles precisavam de algo. 'Meu sócio e eu estamos brigando. Preciso que dê um jeito nisso'. E aí o conselheiro certificado falou: bom, tenho uma boa notícia e uma desafiadora. A boa é que você precisa de governança, porém mais simples, sem ser algo tão pesado. A desafiadora vamos chamar de outra coisa, porque é o que você precisa. Ou seja, no fundo CONTEÚDO COMPARTILHADO
não existe a outra coisa. Você precisa de governança. Laércio Ávila (Goiânia) - Neste mundo cada vez mais mutante percebemos que as startups e outras empresas usam desta justificativa para não fazer nenhum controle ou para não olhar de forma mais sistêmica. Como você equilibra dois mundos: da excelência de gestão e o de transformação e tecnologia? Anderson - A primeira coisa é perceber quais situações cercam cada empreendedor. Ou seja, adaptar a governança para cada etapa de crescimento e necessidade de uma empresa. A criação de um processo de boas práticas empresariais sempre foram feitas amplamente sem levar em consideração o background de cada uma. Governança e controle são roupas que você precisa vestir de maneira correta e de acordo com o estágio que você encontra. Na gonew.co a gente mostra que é muito mais simples e menos descomplicado do que falam por ai. 36
lLaércio Há um conceito muitoegal de comunidade na gonew.co. Por que adotar essa postura de comunidade e o que isto tem a ver com a nova economia? Anderson - Por mais que se estude profundamente, a governança é várias coisas. Um contador diria prestação de contas. O advogado diria regulação. O empreendedor diria que responde depois porque está vendendo. Desde o primeiro Master em Governança & Nova Economia e agora o C2i, onde passaram mais de 500 pessoas percebemos diversos repertórios. No mundo em que vivemos, com tamanha velocidade e desafios, é muito menos um jogo de uma pessoa que consegue ser super feliz e ampla no seu conhecimento, e muito mais um 'vamos dar as mãos e encarar este desafio'. No Brasil levantamos a bandeira de velocidade e também de que tem de ser correto. O termo “Nova Economia” já não é tão novo, nasceu em 1996. Já governança e inovação, isoladamente, são assuntos CONTEÚDO COMPARTILHADO
difundidos nos últimos 20 anos. O desafio é encarar, nesta economia rápida, o paradoxo de reunir estes dois assuntos. As maiores companhias do mundo hoje são de tecnologia e de dados. Todo esse movimento tem na essência a busca de respostas que a gente, de uma maneira sincera, não temos. Como é ter uma empresa veloz e com um certo controle? Como é endereçar a tecnologia e o uso ético de dados? Estamos falando de algo muito além de uma governança de uma empresa. Tomar decisões será cada vez mais difícil em função dos aspectos digitais. Na gonew.co ensinamos, juntos, a construir controles voltados ao futuro e a priorizar uma construção conjunta de saberes. Eden - Conte um pouco do papel do conselho neste cenário. Anderson - Se estamos falando de uma empresa jovial, dessas que nascem em meio aos montes e muitas morrem, o que é essencial ser tratado? No nascimento dos negócios, os sócios precisam conversar sobre elementos 37
essenciais desta relação. Ali começam aspectos de um conselho, de uma governança, que lá na frente irá substanciar em elementos mais sofisticados. Quando estamos em um momento de discussão ou de um negócio, não se pensa no outro que está dividindo este sonho. Quais os interesses, as expectativas? Entendemos que no início de uma empresa, as conversas difíceis não são feitas. E lá na frente, se não tenho uma essência bem definida junto ao meu sócio, acaba que há diversas discordâncias e isso também reflete nos conselhos. Há um e-book disponível em nosso site chamado “As novas funções dos conselhos”, onde discutimos este tema. Lá começamos a perceber quais são os 14 elementos que influenciam o modelo de um conselho. Spoiler: o apetite dos donos influencia. Eden - Recentemente a gonew.co fez um evento do universo da governança. Fale um pouco sobre a velocidade que vem impactando nas tomadas de decisões, no sucesso ou insucesso dos CONTEÚDO COMPARTILHADO
negócios. Anderson - O que tenho visto é que temos uma necessidade grande de tomar decisões mais arriscadas em curto prazo de tempo para perenizar os negócios. Um paradoxo. Isso tem relação com o encurtamento do ciclo de vida de produtos que existem hoje e possuem ciclos mais rápidos de vida. E as empresas têm ciclos mais curtos. Eu tenho 42 anos e na época que comecei a trabalhar, com 14, lembro de, na Caixa Econômica, eu estava lá e o sonho do meu pai era que eu fizesse concurso e me aposentasse. Até nas companhias de tecnologia isso não é uma realidade. A média de tempo de trabalho dos colaboradores das grandes empresas de tecnologia do mundo gira em torno de um ano em média. O pior caso é o Uber. O melhor é o Google, numa média de dois anos. O ciclo de vida do produto impacta no indivíduo, na sociedade e nas empresas. Eden - Você falou que nossa sabedoria acaba rápido. Com esses ciclos encurtados, o desafio é enorme. Como avançar com tamanhas variáveis? 38
Anderson - O primeiro livro que escrevi, lançado em 2018, eu conto dos riscos computacionais digitais. Alguns empresários não acabam se posicionando bem. O quarto poder, da mídia, é totalmente diferente de legislativo, judiciário e executivo. No C2i discutimos ele e o quinto, as redes sociais. O bloqueio de Trump denotou até mesmo Angela Merkel saindo em defesa dele, dizendo que a rede social estava tendo extremo poder.
Na gonew.co entendemos que, numa era de excesso de informação, o quarto poder tem uma sobrevida. Hoje, para sair da Fake News, procuramos lugares que nos deem mais certeza da coerência. O quinto poder se estabelece em paralelo a isso. As redes sociais estão pujantes e começaram a se posicionar sobre os conteúdos. É um estágio a mais nos poderes existentes hoje. A gente tenciona mais isso que dá conta do que chamamos de sexto poder, as mobilizações. Não estou falando só de Black Lives Matter, ou Primavera Árabe. Um perfil no Reddit de investidores mais agressivos se mobilizou para inflacionar as ações CONTEÚDO COMPARTILHADO
de uma empresa chamada Game Stop, de varejo de games. Esse tipo de mobilização de pessoas empoderadas e hiperconectadas é um sexto poder. Interage com as redes sociais, mas é um poder por si. Laércio - Estes poderes estavam constituídos com fronteiras, em países. E essas fronteiras já não existem mais. Como você vê a globalização? Chegaremos a um modelo global de governança ou cada país terá seu próprio? Anderson - Eu tenho falado de que há um problema conceitual ou sistêmico na questão das regulações e dos países. Não era na sua essência um problema. Era o fato de que em um país há suas próprias normatizações. Os aspectos de governança são íntimos dessas questões. Logo, são hiperlocalizados. O que está acontecendo é um fator de pressão. Você tinha, em 2010, 1.5 bilhões de pessoas conectadas no mundo. Em 2020, devemos multiplicar por quatro ou cinco. Essas pessoas instantaneamente acessam serviços e produtos de empresas que não 39
sabem nem onde está, nem onde fatura, mas estão consumindo. Isso é uma ruptura grande do modelo que priorizou sempre a questão geográfica. Eden - Como podemos tomar melhores decisões digitais, neste mundo com vários poderes? Anderson - Você tem que ter cada vez mais repertório, estar num processo constante de aprendizado. A tecnologia vai nos ajudar a tomar melhores decisões.
Ok, a questão regulatória também irá avançar. Mesmo que a tecnologia evolua, mesmo que as regulações avancem e tenhamos parâmetros para tomar decisões, não são essas duas coisas que irão permitir ter todo o repertório que precisamos. Isso se dará por uma sociedade empresarial preparada, capacitada, que tenha um local onde haja discussões com espaço ao contraditório. Para regular melhor precisamos de repertório.
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ANDERSON GOTZ Fundador da gonew.co
Você pode acompanhar Anderson no LinkedIn e saber mais sobre a GoNew pelo site gonew.co.
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A COMUNICAÇÃO COLUNA PROFISSIONAL EFICIENTE EXIGE NOVOS HÁBITOS ON-LINE O distanciamento social provocado pela pandemia da Covid-19 nos aproximou do mundo on-line. Era um caminho sem volta, mas o que talvez levasse uns 5 ou 10 anos, mudou da noite para o dia. Nossa cultura digital, estava sendo criada no dia a dia com os smartphones que facilitaram a nossa vida com agilidade em processos de necessidades pessoais mas, acima de tudo, profissionais. Quando surgiram o teletrabalho, o home office e as reuniões à distância de uma forma abrupta, nossos hábitos on-line se fundiram e confundiram nossa comunicação. É preciso separar a maneira como nos relacionamos com as pessoas nos canais pessoais e nos profissionais. Cada vez mais, a informalidade tem sido incentivada como uma linguagem de fácil compreensão e até mesmo mais atrativa. Palavras difíceis, discursos longos e até mesmo uma expressão corporal extremamente formal realmente podem não ter o alcance esperado para clientes, parceiros,
colaboradores e público em geral no mundo dos negócios. Mas não significa que toda nossa maneira de se comunicar seja igual. O ideal é ter uma comunicação assertiva, clara e objetiva até mesmo nas conversas informais. Entretanto, cabe ressaltar que me refiro aqui especificamente ao cenário corporativo, das mesas negociação, das apresentações para as equipes de uma empresa. Pego o exemplo das videoconferências, das reuniões online. O primeiro desafio é estar preparado para os diversos canais, seja Google Meet, Skype, Zoom, Microsoft Teams, Webex ou qualquer outra plataforma. E ainda se quem vai participar ou liderar a reunião poderá estar num desktop, tablet, smartphone ou notebook. E de onde vai se conectar? No mundo pessoal, a conversa entre duas, três, ou até uma multidão, pode ser feita de qualquer forma, de qualquer lugar. Também é tranquilo quando a cultura da
Caco da Motta é jornalista, especialista em comunicação criativa e diretor da plataforma de networking www.PWB.News. Está no Instagram como @cacodamotta, no WhatsApp número +55 51 99999 0192 e no site da empresa www.cacodamotta.com.br
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empresa se permite ser mais informal entre os colaboradores até mesmo para incentivar a criatividade.
O conceito 5s, por exemplo, pode deixar o cenário limpinho, tudo no lugar, mas às vezes poda a bagunça criativa. Algo que a geração mais digital não se adapta bem. Quem quiser se aprofundar neste tema pode ler o livro "Caos Criativo, Como ser criativo e resiliente em um mundo que gosta de arrumação", de Tim Harford. O ambiente profissional, no entanto, exige pelo menos alguns cuidados na hora de se conectar em situações cruciais como fechar um grande negócio, apresentar um novo produto, comunicar uma mudança drástica da empresa para os colaboradores. Neste caso, a videoconferência precisa ser encarada como um evento ao vivo. Eu me espelho muito no preparo que sempre tivemos, quando trabalhei para colocar programas de TV no ar para milhões de telespectadores. E cada área tem seus processos formais na sua rotina de trabalho. Seja na engenharia, administração, comunicação, jurídica. Qualquer
área pode se espelhar no seu procedimento padrão para estabelecer seu roteiro de reunião, com regras, com organização e disciplina.
COLUNA
Uma apresentação de uma empresa, precisa ter um roteiro, seus oradores, um líder, um produtor auxiliar que terá todo material a ser apresentado como um plano B, caso o orador se atrapalhe ou não encontre os arquivos. Quantas reuniões participamos e tem um monte de peraí, só um pouquinho, sorry, etc? Ou pior, o vídeo não roda. Depois mostramos. Mas o vídeo não era a peça chave da apresentação? Então, é preciso ensaiar, testar todas as conexões e se a empresa cliente mudou do Google Meet para o Zoom, estão todos preparados para esta plataforma?
Claro que o momento atual permite uma falha aqui, uma queda de sinal ali, o cachorrinho latindo. Mas isso não pode ser corriqueiro. É como aquela desculpa do atraso em tempos de aglomeração. Era sempre o trânsito. Para não furar o pneu da apresentação, certifique-se na sua casa ou com a TI, para ter a melhor conexão, o melhor cenário,
Caco da Motta é jornalista, especialista em comunicação criativa e diretor da plataforma de networking www.PWB.News. Está no Instagram como @cacodamotta, no WhatsApp número +55 51 99999 0192 e no site da empresa www.cacodamotta.com.br
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iluminação e figurino. Não precisa ser de terno e gravata, nem de vestido de luxo, mas o vídeo não comunica bem com estampas floridas, listras, cores exóticas, luz no fundo, imagem escura. Outra coisa: não economize para ter o melhor fone e microfone. Sem o som não existe comunicação neste caso. A não ser, como disse, que a cultura da empresa seja "descolada" desta formalidade. Quem participa como profissional convidado e não é o anfitrião também precisa se preparar, se conectar antes se a plataforma for novidade, baixar o app e testar. Caso não haja como, melhor fechar a câmera, pedir desculpas e participar somente por áudio, ou porque está em outra cidade, fora da empresa e só poderia participar desta forma. Se for preciso, recorra a um profissional habilitado para a sua necessidade, seja em TI ou em comunicação. Agora, o mais importante é saber que isso é uma embalagem. No fundo não valerá nada se a comunicação, a fala, o texto, o propósito da reunião ou do encontro não forem atingidos. Por isso, quanto maior o preparo e
formalização das ferramentas, menor será a preocupação na hora de se comunicar. Tem gente que tira de letra, como se diz, mas não custa nada ter melhores hábitos online em tempos de conexões. É algo simples. Tenho certeza que, na próxima vez que você for participar de uma conexão a trabalho, vai perceber o nível de eficiência da sua comunicação e a dos outros.
COLUNA
Caco da Motta é jornalista, especialista em comunicação criativa e diretor da plataforma de networking www.PWB.News. Está no Instagram como @cacodamotta, no WhatsApp número +55 51 99999 0192 e no site da empresa www.cacodamotta.com.br
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E N T R E V I S TA
INOVAÇÃO
GESTÃO E INOVAÇÃO SÃO DOIS LADOS "OPOSTOS" DE UMA MESMA MOEDA Entrevista com Paolo Umberto Petrelli, Ceo da PontoGet Inovação e sócio da Meliva Qual a importância da Inovação e da Transformação ágil para a sobrevivência das empresas? Como capacitar as lideranças para este mundo VUCA, MUVUCA ou BANI? Eden Paz, CEO da ConsulPaz e Joana Sopper, Head Desenvolvimento Novos Negócios da ConsulPaz, foram em busca destas e de outras respostas numa conversa com Paolo Umberto Petrelli, CEO da PontoGet Inovação e sócio da Meliva, que ajudam empresas a tornar seus colaboradores mais criativos inovadores e produtivos. Nesta conversa contaram também com o apoio de Clairton Braun, CEO do Grupo Braun.
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Eden Paz (Porto Alegre) - Como vocês têm ajudado as empresas a se sustentarem, não entrarem na obsolescência, a sobreviverem neste mundo que não é mais VUCA, nem MUVUCA, agora é BANI*. Paolo Umberto Petrelli (Goiânia) Primeiramente, as nossas empresas, tanto a PontoGet como a Meliva, têm um propósito de ajudar a salvar as empresas da obsolescência. A gente trabalha com o mesmo olhar, de olhar para o mercado e tentar mostrar para elas que o que ela fez para sobreviver nos últimos 20, 30 anos no mercado não é suficiente nem para passar pelos próximos 5 anos. Quando a gente falava de Mundo VUCA, volátil, incerto ou um mundo que a gente não consegue acompanhar a evolução das coisas mas a gente prevê, então, é muito neste sentido de: O que você oferece de produto e serviço para o seu cliente há 10, 15 anos e como ele percebe isso hoje no mercado? Como você está acompanhando a mudança do comportamento desse consumidor? Mas antes de empreender nestas duas empresas, CONTEÚDO COMPARTILHADO
a gente foi empreendedor de startup há pelo menos 11, 12 anos. Nós trouxemos a metodologia que a gente aplicava nos nossos negócios para ajudar as empresas a se reposicionar no mercado. A Pontoget ajuda com o foco em capacitar, tornar criativo cada colaborador, principalmente olhando para as lideranças. O grande problema da inovação é que as empresas já inovam, o gestor sabe que ele tem que inovar, mas o que distancia o mundo VUCA do mundo BANI, das grandes inovações disruptivas, é como elas estão inovando. A Nokia inovava muito, mas não acompanhou a mudança do comportamento do consumidor para a evolução dos smartphones, assim como a Kodak não evoluiu com o surgimento das câmeras digitais. Clairton Braun (Porto Alegre) Como tu podes definir inovação? E como ela pode ajudar as empresas a se manterem competitivas e rentáveis neste momento? Paolo - A gente resgata o conceito do manual de Oslo, que você pode 48
inovar em quatro variáveis: produto, marketing, processos e organização. Eu gosto de um conceito do pai da administração, Peter Drucker. Para ele, qualquer inovação eficaz tem de ser simples. O que uma inovação tem de receber como maior elogio é alguém dizer: “Caramba, isso é óbvio, por que não pensei nisso antes?”. Inovação tem de ser simples. Não tem de estar atrelada à tecnologia necessariamente. Quando enxergamos tecnologia, automaticamente na visão de um gestor é: “Preciso de muito dinheiro e de capital tecnológico”. Mas isso é uma ferramenta. É meio para conseguirmos mudar o modelo de negócios. Mudar a maneira como as pessoas estão se relacionando, percebendo produtos e serviços. A meu ver, inovação é olhar para a jornada do cliente da empresa, em como ele realiza uma tarefa para aliviar sua dor e necessidade, tornando essa jornada mais rápida, mais eficiente, mais barata e mais inteligente ao menos dez vezes. Que vai de encontro ao famoso conceito do Peter Diamandis, dos 6 D’s da CONTEÚDO COMPARTILHADO
Disrupção: Digitalizar, democratizar, no sentido de você conseguir democratizar e desmonetizar um modelo de negócio na indústria. Joana Sopper (Porto Alegre) Você poderia falar um pouco sobre transformação ágil, fazer este link sobre como está ligada à inovação? Paolo - Antes, vamos olhar um pouco sobre como as empresas olhavam para a agilidade, para este pensamento ágil, lá atrás dentro do quesito inovação. Lembro quando atendi uma empresa gigante de construção civil com sede em Belo Horizonte, em 2013, eles tinham 300 funcionários quando subi no escritório deles. Meu objetivo era oferecer uma plataforma de financiamento coletivo, quando eu trabalhava como fábrica de software. Eram trezentas pessoas trabalhando em um escritório de projetos onde desenvolviam as inovações. Quando você olha uma empresa com departamento de inovação, você se questiona se quem não está ali é considerado não inovador. Isso começa a diferenciar uma empresa 49
com mentalidade ágil para uma que pratica agilidade dentro de um escritório de projetos. Onde você tem vários projetos, um gerente de projetos e equipes trabalhando em vários projetos. Mas a transformação ágil deixa de olhar para o escritório ou departamento e traz todas as pessoas com uma mudança de mindset, de cultura e pensamento ágil. Em que sentido? Não é mais alguém responsável por um projeto. São todas as pessoas envolvidas, com mentalidade de autoorganização, de auto gerenciável, de olhar para o seu projeto, mas com o objetivo como um todo da organização. Não é um departamento de tecnologia ou de marketing que participa de um escritório de projetos. Na transformação ágil, são todas as pessoas de todos os departamentos. É a cultura de agilidade impregnada dentro da organização, que está atrelado à inovação. Você inova com agilidade. Não há como inovar sem agilidade. Eden - E por isso, Paolo, o objetivo de vocês é trabalhar com CONTEÚDO COMPARTILHADO
as lideranças. De tornar as lideranças mais criativas para que elas possam disseminar esta “cultura” nas organizações? Paolo - Justamente. E até uma provocação de o que é ser líder neste mundo BANI? É um mundo incerto, não linear, incompreensível. Vou contar uma historinha. Imagine que eu, você Eden, Joana e Clairton estamos indo fazer uma pescaria. Temos uma localização exata de latitude e longitude encontrar um determinado peixe exótico em uma região do oceano. Pegamos o barco, fomos até lá. Quando olhamos para o oceano, ele está vermelho. Cheio de tubarões se alimentando daquela espécie que tanto desejamos. Se fosse no mundo VUCA, o que você faria? Projetaria que teria de voltar e desistiria do momento, para se adaptar, e pensar no que realizar na próxima pescaria. Você só acompanha a evolução e espera ela ocorrer. Mas no mundo atual, cheio de adversidades, de pandemia, tem uma frase que eu gostei muito, em uma palestra que eu participei com o Diretor Mundial da Tap Linhas Aéreas, Pedro Ramos, em Portugal. 50
Ele falou: “Planejamento estratégico não pode ser mais anual, e sim mensal”. Trazendo um pouco o conceito de Estratégias Adaptativas, que tem um livro de dois autores, o Sandro Magaldi e um dos fundadores da HSM. Você tem de se adaptar ao momento da ruptura, da situação de adversidade. Não dá mais para estabelecer um planejamento e esperar 12 meses para fazer ajustes. Não é possível. As lideranças precisam acompanhar a velocidade da mudança, que não é mais volátil, e sim constante, é agora, totalmente imprevisível. Recentemente vimos o caso da Ford saindo do Brasil, e vários consultores, críticos, afirmando que ela estava em crise, mas não é isso, desde 2016 a Ford já estava trabalhando num reposicionamento do modelo de negócio, de "deixar" de ser uma empresa de fábrica de automóveis para ser uma empresa de mobilidade como serviço, tecnologia e logística. E se perguntarmos para um dono de uma concessionária se a Ford olha para a Logística, provavelmente ele vai falar "não", porque ele está engessado no modelo que atua CONTEÚDO COMPARTILHADO
enquanto líder no seu segmento. Os líderes são as principais pessoas dentro da organização que precisam receber esse mindset de inovação para depois contaminar a empresa como um todo. Eden - Como reagir a tudo isso? O conceito do BANI é novo e foi acelerado com a pandemia. Como nos comportamos diante disso? Pelo que você disse, podemos tomar uma decisão que poderá ter uma repercussão inesperada, não linear... Como lidar com tantas incertezas? Paolo - Ótima pergunta. Que vale um bilhão de dólares. Trazendo um pouco o trabalho de empresas que lidam com o Centro de Serviços Compartilhados, olhando para uma grande organização, você está trabalhando um processo de uma empresa, mas que na estratégia lá da matriz, o modelo de negócio daqui dois anos será outro. Como o processo e a visão de processo, acompanha a mudança de posicionamento no mercado de estratégia? Complicado isso.
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Há pouco tempo, li uma reportagem que nos deixa confusos. Hoje, você não consegue acompanhar para onde a empresa está indo nos próximos seis meses, um ano. Recentemente, a MagaLu adquiriu empresas de mídia, como o Jovem Nerd. Mas por quê? Ela quer fazer um anúncio? Ela não precisaria ser dona do ambiente para isso. O motivo é estar perseguindo os modelos unicórnios que já são referências e proprietários não só de empresas de logística, ou que vendem imóveis, que vende eletrônicos. Mas proprietários de um ecossistema. Cabe muito as lideranças de entender qual é o
ecossistema de negócios que elas estão envolvidas. Há pouco tempo, o Spotify fez um anúncio de que estava fazendo uma proposta de aquisição do Arsenal, o time de futebol. Mas não consigo nem te dar a resposta do porquê disso. É algo incompreensível de que temos sempre de estar acompanhando as mudanças de posicionamento das empresas lá fora para tentar, no mínimo, acompanhar o que vai acontecer no Brasil. Pois já estamos atrasados em Inovação, o Brasil está na posição 62º dentre mais de 131 países pelo mundo (Índice Global de Inovação, 2020).
B A N I Brittle
Anxious
Nonlinear
Incomprehensible
Frágil
Ansioso
Não-linear
Incompreensível
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Eden - Neste contexto todo que você traz, tenho escutado muito que profissionais de inteligência, cientistas de dados e que cultura de inovação se tornam essenciais para que empresas possam sobreviver, para que as empresas comecem a ter dados e subsídios para ler o mercado, e tentar identificar qual papel a desempenhar. O que você pensa sobre isso? Paolo - Concordo perfeitamente. Inovação não é mais uma variável dentro de um planejamento estratégico ou no balance score card. É a cultura da empresa. Tem a famosa frase: “A gestão pode matar a cultura no café da manhã”. Que na verdade é o inverso. Gestão e inovação são dois lados opostos da mesma moeda. A moeda vale R$ 1, mas se você jogar ela para cima, cai na sua mão, cara ou coroa. A cultura é importante para favorecer o ambiente que não é um departamento dentro da empresa, mas são as pessoas que são inovadoras dentro do contexto que você está falando, Eden.
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Joana - Hoje falamos muito do desafio de inovar nas empresas, da velocidade que as coisas têm. Se você pudesse falar um pouco de inovação contínua, como isso se dá e como pode ser feito de maneira efetiva. Paolo - Vou resgatar a pergunta do Eden quando ele falou do cientista de dados. Dado é o novo petróleo. Eu brinco que já vivemos a quinta revolução industrial há tempos. Vamos pegar um exemplo e entender o que seria inovação contínua. Pegando como exemplo a cooperativa de táxi: poxa, olha o modelo de negócio da empresa quando surgiram os aplicativos de mobilidade individual. Quando você chamava um carro de uma central, você não entregava o destino para onde ia ou a origem onde você estava?. E aí vem a provocação da inovação, além da tecnologia, além do produto, do modelo de negócio. Entender a inovação, Human Centered Design, centrada, orientada realmente nas pessoas, trazendo o conceito do Design Thinking. Solucionar problemas através de um
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olhar centrado nas pessoas. As empresas já tinham o dado na mão, a informação para onde o cliente ia e onde ele estava, por que não entregou o preço exato de uma corrida? Por que teve de vir uma outra empresa, adotando uma tecnologia, apresentando o preço exato? Com o melhor preço, menor tempo e a melhor experiência possível. Inovação contínua não é gerar tecnologias, é permitir que a sua empresa possa atender a necessidade do cliente gerando produtos e serviços orientados à mudança de comportamento dele no tempo. Quando foi criado o WhatsApp, foram bater na porta do Facebook pedindo emprego, em 2008, e foram recusados. Em 2009 ele apresenta o WhatsApp ao Facebook, que fala não para ele. Em 2013, bateram na porta do Tio Zuckerberg vendendo por 4 bilhões de dólares. Recusam. Em 2015, o Facebook pagou 19 bilhões de dólares. Quem poderia criar isso era o Skype, pois foi ele que criou a disrupção do DDI, a não necessidade de fazer uma ligação internacional usando o DDI. Mas não CONTEÚDO COMPARTILHADO
foi. Mesmo a empresa inovadora precisa manter a inovação de maneira contínua. Eden - Então este é um processo contínuo, que precisa estar conectado o tempo todo, antenado às pequenas melhorias leva-las para os serviços, produtos e projetos. Pelo que comentou, se o Skype tivesse feito isso, poderia ter se tornado o WhatsApp? Paolo - Provavelmente, o fundador do Skype, que tem um fundo de investimento gigante, inovou, criou disrupção, ficou feliz e desapareceu do mercado com a aquisição pela Microsoft. Nokia criou disrupção lá atrás. Uma liderança absurda. A Kodak liderou da mesma forma. Mas o mais interessante ainda é perceber que essas inovações iniciam nas líderes de mercado, mas do ponto de vista da tecnologia a serviço da visão da empresa, em reduzir custos, melhorar processos e resultados, aumentar o EBTIDA no mercado. Não necessariamente da mudança do comportamento do consumidor. Quando você olha para as operadoras de TV, e pensa, porque 54
fonte: freepik
elas não chegaram para nós lá atrás e falaram: paga R$ 150,00 por mês e escolhe o canal que você quer assistir. Não, é o programa engessado, Combo, A B, C ou D. Aí vem uma outra empresa que entende aquela dor do consumidor. Muito se fala em NPS, que é a pergunta que mede o índice de satisfação das empresas no mercado. Dois itens bem simples: um, você voltaria a usar meu produto em minha empresa ou voltaria na minha empresa? Dois, você indicaria meu produto a um amigo? O NPS da Nokia, da Kodak era altíssimo. Não basta olhar apenas paro índice de satisfação do seu cliente em sua base, porque ele não é fiel. Até quando chegar alguém
que ofereça uma solução mais rápida, mais eficiente, com a melhor experiência, mais inteligente e se possível mais barata, por que ele ficará preso a uma Marca pelo conceito de fidelidade? A Fidelidade mudou. Quando foi que as empresas que vocês atendem contrataram pessoas dedicadas a inovar? E há cinco anos? Nenhum colaborador foi contratado com o objetivo de inovar. Eden - É por isso que vemos algumas empresas, como a MagaLu, a Randon, tentando buscar esse espaço perdido e trazer pessoas para pensar de forma diferente. Mesclando isso com operação. Hoje, já vemos 55
algumas iniciativas, há cinco anos eram raras e há dez anos seguramente não existiam. O mundo corporativo abriu essa janela. Clairton - Quando surgiu a demanda, quem já estava pelo menos informado soube fazer uma ação sobre isso. Paolo - Vamos olhar em cima dos bancos. Quem criou as fintechs no Brasil foram os bancos, com o home banking e internet banking. Só que a fintech, empresa voltada a oferecer serviços para soluções financeiras, mercado de banco de varejo, era com foco no produto e serviço do banco, e inovou para o cliente, porque alguns serviços ele não precisava ir até a agência. Só que não entendeu a real necessidade do mercado, mesmo que o mercado mostrasse dados e informações. O relatório dos bancos de varejo (World Retail Banking Report), em 2012, já mostrava que 53% das pessoas no mundo, ao se relacionar com a marca financeira banco, só queria saber de armazenar seu dinheiro em
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conta corrente ou cartão de crédito. O colaborador dentro da empresa é capaz de inovar, de gerar a próxima disrupção no mercado. Só precisa ter espaço e um ambiente que permita o caos criativo, com liberdade para inovar, pois ele é que está lidando com o cliente no dia a dia, conhece a dor e só precisa mudar o mindset. Eden - Quando chegamos para fazer nosso trabalho, seja implantar um processo, ajudar um processo de mudança ou transformação, sempre nos perguntam se iremos trazer as melhores soluções de mercado. Eu digo que sim, traremos referências de mercado, mas asseguro que 80% do que trarei de soluções e oportunidades levantarei com o seu time. É o momento que essas pessoas têm de contribuir, quando falam com alguém disposto a ouvir as dores e necessidades. Isso as empresas fazem pouco. Paolo - Um exemplo: você já viu alguma empresa no Brasil chegando para o seu cliente, e ao invés de
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perguntar algo de NPS, indagar: onde na jornada que você se relaciona com meu produto ou serviço no mercado, eu atrapalho sua vida? Ninguém quer perguntar isso. E aí que diferencia o mentor de consultor. O consultor vai pensar na solução e ajudar a empresa a melhorar o produto/serviço em cima da dor, na necessidade da operação. O que sei é que a ConsulPaz já olha para isso há tempos. Parabéns por isso.
A maioria das empresas quer melhorar o que já faz, colocar tecnologia no que já faz. Os bancos correram atrás da corrida das fintechs, oferecendo carteira digital, cartão de crédito sem anuidade, eles apostaram muito na inteligência artificial do banco conversando com o cliente, o chat bot. Eu não suporto, como cliente, ser atendido por inteligência artificial. Cadê isso na Netflix? Na Nubank? É atendimento humanizado, não é a tecnologia que conquista o cliente apenas. Clairton - E as opções que nunca são as que tu precisa. Daqui a pouco, o chatbot desliga. CONTEÚDO COMPARTILHADO
Paolo - Porque não ouviu o cliente, e sim os dados. Apresente-me uma empresa no Brasil que contrata funcionários para se conectarem, em grupos, nas redes sociais dos clientes, das pessoas, para serem chamados vizinhos daquela comunidade, para atrair e capturar informação e levar aos centros de inovação? Para desenvolverem produtos e serviços, com base não mais em conveniência, mas em ultra conveniência. Entregar o que o cliente quer, na hora que ele quer, onde estiver. O Brasil ainda tem muita caminhada para chegar a isso. Eden - Temos muito espaço, temos de correr atrás, recuperar o tempo perdido, investir em tornar nossos líderes mais criativos, acelerar a cultura de inovação. Paolo - Se olharmos para fora, e ver o que há de inovação, nenhuma das inovações que conhecemos foram as primeiras no que estão propondo. Nenhuma delas. As que surgiram no Brasil são adaptações de modelos surgidos há anos lá fora. É algo que vale a pena as empresas brasileiras atentarem: ser o primeiro é ruim, 57
significa queimar muita grana para testar e validar o mercado. Mas se você entende onde estão oportunidades de melhoria naquela empresa que se considera líder do mercado, deixe o seu colaborador gerar inovações. Os líderes têm que olhar para isso. O que vemos muito ao longo dos últimos cinco anos, em que ajudamos as empresas a fazerem o colaborador gerar a próxima inovação, valorizando o talento interno, identificamos empresas que fizeram treinamentos com colaboradores, mas não gerou inovação lá dentro. Porque eles passaram por capacitação de inovação, mas as lideranças não. Quando o colaborador precisa inovar, o líder daquela pessoa dará espaço para inovar? Joana - Como se atualizado a todas transformações?
manter essas
Paolo - Hoje, é mais fácil acompanhar o que está rolando de inovação lá fora. Mas o melhor é a empresa implantar uma cultura de inovação, olhando para a organização, para a educação CONTEÚDO COMPARTILHADO
intraempreendedora, em que o colaborador possa inovar. Mas de nada adianta começar por ele se as lideranças não mudarem o mindset. Começa por mostrar a importância de construir o comportamento do novo líder inovador e disseminar isso pela corporação. Inovação tinha de ser uma área como uma CIPA, que cuida da segurança. Na CIPA não tem dono. Não é uma pessoa dona da área. Várias pessoas de diversos departamentos podem colaborar, e o melhor: participa quem quer. Eden - Passa pela cultura, passa pela liderança, é a única forma de se manter atualizado e conectado. Paolo - Não tem mais desculpa. “Ah, preciso ler revista”. Não precisa. As inovações estão acontecendo há muito tempo. E é muito rápido mesmo. Em 2018, Jeff Bezos inaugurou a construção do aeroporto da Amazon, com 70 aeronaves, prometendo que até 2024 qualquer mercadoria com selo Prime será entregue em no máximo em 24 horas independentemente da cidade americana. Um mercado que não está enxergando isso, porque as 58
pessoas estão consumindo mais, é o de varejo. Por causa de empresas como Magazine Luiza, Amazon, Mercado Livre, cujo negócio é logística. Clairton - Eu trabalhei 15 anos e pontuava que a mídia tradicional nunca morrerá. Semana passada, eu estava sentado no sofá e estava vendo TV. E passa um comercial do Mercado Livre no principal jornal da televisão. E qual era o produto a ser vendido? A logística.
Paolo - E aí quando você olha para a operação daquele segmento, o negócio deles é fazer logística. Pra quê? Se você tem uma empresa de varejo que não é uma Renner, uma Casas Bahia, com 35 milhões de clientes, para que você, pequeno, quer fazer um app da própria empresa? Faça parte do ecossistema. Daqui uns dias, aplicativos de e-commerce vão morrer porque o WhatsApp fará isso. As pessoas já estão no WhatsApp.
fonte: tyntec
Eden - Em um curso que fiz do Reinaldo Passadori, ele definiu que uma pessoa, para ser boa comunicadora, tem de ter algumas características. Estou lembrando de alguns pontos que ele traz e quero compartilhar para ver se faz sentido, que isso possa ajudar no processo de inovação, transformação ágil, inovação contínua, neste mundo VUCA, MUVUCA, BANI, algo maluco e acelerado. Ele diz: “Seja um solucionador de problemas”, “busque por conhecimentos”, “seja curioso”, “desapegue-se das certezas”, “proatividade, criatividade”, “invista e desenvolva o processo de se comunicar”. Paolo - Faz total sentido. Eu agregaria neste pensamento: seja inconformado e o primeiro a questionar seu modelo de negócios. Steve Jobs fez uma frase: “Nós contratamos pessoas para elas nos dizerem o que precisamos fazer. Não contratamos para nós dizermos a elas o que precisamos fazer”. Se você contrata pessoas para você
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dizer a elas o que elas precisam fazer, você é uma pessoa "medíocre". Ou seja, as grandes inovações surgem de pessoas que dirão o que fazer, e não você dizer a elas.
Saiba Mais: *VUCA - Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade, cujas iniciais em inglês são Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity dão nome ao Mundo VUCA. MUVUCA - Igual ao Mundo Vuca, mas acrescentado das iniciais M, de "Meaningful'', que se refere ao propósito, das ações que precisam ter um sentido + U, de Universal, que é a preocupação com impactos globais. BANI - A expressão surgiu em 2018 antes da pandemia, mas a transformação digital acelerada com a chegada do vírus da Covid-19, trouxe maior sentido para o Mundo BANI. B, de Brittle = Frágil; A, de Anxious = Ansiedade; N, de Nonlinear = Nãolinearidade e I, de Incomprehensible = incompreensível.
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PAOLO UMBERTO PETRELLI CEO da PontoGet Inovação e sócio da Meliva
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