EDIÇÃO #15 / OUT - DEZ / 2020
ARTIGOS
pessoas e GMO
Como aprender com as mudanças (quebra de velhas convenções)
ENTREVISTAS
pessoas
Cultura, liderança e talento são os pilares do sucesso de qualquer organização gestão
COLUNA
A comunicação no novo normal é anormal
O desafio redobrado das empresas para 2021 gestão e inovação
A semente da sabedoria
IDEALIZAÇÃO
DIAGRAMAÇÃO E CRIAÇÃO
Eden Paz CEO e Sócio Fundador ConsulPaz
Muriã Ferri
COLABORAÇÃO
JORNALISTA E EDITOR RESPONSÁVEL
Ari Pellicioli COO e Sócio ConsulPaz
Caco da Motta
Bruno Leonardo CEO e Co-Fundador Witseed Camila Bordon Sócia ConsulPaz Cristina Hamada Sócia ConsulPaz
Marketing e Comunicação ConsulPaz
Caco da Motta Comunicação Registro Profissional 7220/91/RS
APOIO Grupo Braun
Eden Paz CEO e Sócio Fundador ConsulPaz
Fabio Pesaro CHRO e Sócio ConsulPaz Joaquim Rocha Sócio ConsulPaz Joana Sopper Gestora da Filial ConsulPaz Porto Alegre Tatiana Godoi Vice Presidente de RH Kerry para a América Latina
EDITORIAL MAIS UM FINAL DE ANO, DIFERENTE, MAS UM ANO DE REALIZAÇÕES, TRANSFORMAÇÕES E MUITO APRENDIZADO! Chegamos ao final de mais um ano, só que em um cenário completamente diferente daquele que nos acostumamos a vivenciar. Em nenhum momento, nós, da ConsulPaz, deixamos de trabalhar duro, de buscar formas de apoiar as empresas e a sociedade, sempre tomando os cuidados necessários. Assim, estamos encerrando mais um ciclo com o sentimento de missão cumprida. Tivemos um ano com projetos e desafios novos, adaptamo-nos e estamos nesta jornada de transformação digital como todas as empresas que já compreenderam este novo cenário e entenderam que não há outro caminho e, neste sentido, trouxemos novos conselheiros voltados para a inovação, estratégia, internacionalização e novos negócios, reformulamos nossa estrutura e investimos em pessoas e tecnologia. Ampliamos nosso modelo de parceria e, assim, aumentamos nossa capacidade de entregar soluções completas. Entendemos que era chegada a hora de reescrever para melhor traduzir nossa contribuição aos nossos clientes, desta forma, entendemos que a ConsulPaz tem como seu propósito “ETERNIZAR O PROPÓSITO DAS EMPRESAS” como uma Consultoria especializada em Gestão e Serviços Empresariais. Destaco as entrevistas com Tatiana Godoi, falando sobre “Cultura, liderança e talento são os principais pilares de qualquer organização” e Bruno Leonardo, falando sobre educação, inovação com o tema “A semente da sabedoria”. Temos certeza de que irão aproveitar muito todo conteúdo gerado por essas conversas. Encontrarão, também, uma entrevista com nossa mais nova colaboradora, Joana Sopper, que assume a gestão da filial de Porto Alegre e irá apoiar a área de Novos Negócios; e o artigo de nossa Sócia Cristina Hamada, falando sobre como aprender com as mudanças. A partir desta edição, também passamos a contar com a contribuição do jornalista Caco da Motta, que junto a nossa equipe de Marketing e Comunicação e do nosso parceiro Grupo Braun, irá atuar na revisão e construção dos meios e canais de comunicação da ConsulPaz. Não posso deixar de agradecer as nossas famílias, aos nossos sócios e as equipes envolvidas em nossos projetos e iniciativas, aos novos colaboradores e aos novos parceiros, pois é através de todas essas pessoas que conseguimos trazer ainda mais valor ao nosso trabalho, ampliamos o espaço para troca de conhecimentos em diferentes segmentos e geramos mais valor e conteúdo para nossos clientes e também para nossos leitores e ouvintes, em todos os meios de comunicação que estamos presentes. A ConsulPaz, através de seus sócios e equipes, continua firme na luta por uma rápida recuperação da nossa economia e reafirma seu compromisso de sempre atender às normas sanitárias vigentes, contribuindo para mitigar os riscos e ajudar nosso país a superar este momento, e é neste cenário, de crença, trabalho, determinação, que desejamos um excelente final de ano, que possamos aproveitar este momento para reflexões, mesmo com o distanciamento físico, de alguma forma, mesmo remota, junto aos seus. Espero que apreciem a leitura, Um abraço fraterno, um Natal de Paz, Luz e Alegria E que venha 2021!
CEO e Sócio Fundador da ConsulPaz CGP Associates Membro do Conselho da ABSC – Associação Brasileira de Serviços Compartilhados
NESTA EDIÇÃO
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ENTREVISTA
Cultura, liderança e talento são os pilares do sucesso de qualquer organização
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ARTIGO
Como aprender com as mudanças (quebra de velhas convenções)
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ENTREVISTA
A semente da sabedoria
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ENTREVISTA
O desafio redobrado das empresas para 2021
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A CONSULPAZ
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Notícias destaque Confira as últimas notícias da ConsulPaz
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Capa: Retrospectiva 2020
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Coluna Caco da Motta
Consultoria focada em Gestão Empresarial, especializada na identificação de cenários e relações nas empresas, com soluções e serviços inteligentes, práticas inovadoras e que entregam valor ao cliente. Priorizamos a busca de oportunidades e ganhos para nossos clientes, Gerando Valor, Reduzindo Custos e implantando Melhorias Eficientes e Contínuas.
Relembre alguns dos nossos melhores momentos e mais importantes projetos de 2020
A comunicação no novo normal é anormal
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E N T R E V I S TA
PESSOAS
TATIANA GODOI:
CULTURA, LIDERANÇA E TALENTO SÃO OS PILARES DO SUCESSO DE QUALQUER ORGANIZAÇÃO Tatiana Godoi, vice-presidente de recursos humanos da Kerry para a América Latina, conversou com o CEO da ConsulPaz, Eden Paz, e o CEO do Grupo Braun, Clairton Braun, sobre os desafios do RH, gestão, liderança, as experiências globais, as tendências para as organizações e o papel fundamental do indivíduo neste novo mundo de constantes transformações.
Eden Paz – Tatiana, primeiramente, eu gostaria de comentar contigo sobre dois pilares que a gente tem focado bastante nos conteúdos da revista: gestão e pessoas. São duas áreas que você domina muito bem. Então, na sua visão, qual é a importância da liderança frente a esta nova economia e quais são os CONTEÚDO COMPARTILHADO
principais desafios que a liderança precisa superar, neste mundo cada vez mais digital e remoto, para conseguir atender aos anseios do negócio como das equipes? Clairton Braun – E só para acrescentar: a gente quer te ouvir sob a ótica do teu histórico profissional. Tatiana Godoi - Ótimo. São várias perguntas em uma. Antes de responder como eu vejo o papel da liderança, considero importante destacar dois pontos que o Eden trouxe à discussão: gente e gestão de pessoas. Muito se discute sobre a importância das pessoas, não é um tema novo. Sempre debatemos a teoria mas pouco se via na prática 6
essa importância dada às pessoas. Nos últimos anos observamos que as organizações estão evoluindo. É uma jornada, porém a importância das pessoas tem realmente se traduzido numa vantagem estratégica para as organizações. E a combinação com o pilar da gestão que falamos se faz muito presente, sobretudo neste mundo em que a tecnologia e a informação estão muito disponíveis. Quase tudo vira commodity, porque está disponível para comprarmos. Se você tem recursos compra tecnologia, compra máquina, compra ativos. E o diferencial está nas pessoas, as melhores pessoas. Importante ressaltar que estamos falando sobre as ”melhores” pessoas para ”aquele” negócio. Necessário entender que não existe a melhor pessoa para tudo. Há aquela melhor pessoa, o fit cultural, as capabilities, os skills que precisamos para aquele negócio específico, e naquele momento. Então, precisamos fazer essa ressalva e destacarmos a importância das pessoas que, de fato, nunca esteve tão presente. Neste sentido, através de uma visão CONTEÚDO COMPARTILHADO
muito pessoal, é como vejo o papel das lideranças nas organizações. Como profissional de Recursos Humanos, sempre procuro analisar as empresas em que atuo e desenvolver as estratégias de gestão de pessoas sempre baseadas em três pilares: cultura, liderança e talento. A liderança é um pilar fundamental no desenvolvimento de qualquer organização, pois quando a destacamos como um ativo, torna-se um diferencial competitivo para as empresas. Nos dias de hoje, são as pessoas que escolhem as empresas que elas querem trabalhar. Cada vez mais são representativas as questões do employee value proposition, do posicionamento ético das organizações em relação a uma série de temas – diversidade, sustentabilidade, inclusão. Contudo, quando falo em escolher uma empresa, pode-se entender de maneira muito genérica. Determinada empresa tem uma missão, uma visão, um propósito, mas no dia-a-dia esta organização, para cada funcionário, é a liderança. Costumo dizer, você pode ter
experiências muito diversas na mesma organização, isto dependendo da qualidade e do perfil daquela liderança, daquela relação. Então, sob o meu ponto de vista, quando dizemos sobre um bom lugar para trabalhar isto dependerá da qualidade daquela liderança que iremos interagir. A empresa vai ser tão boa para mim quanto à liderança que eu terei no meu dia-a-dia. Porque, no final das contas, estarei ali interagindo com os colegas, interagindo com aquele líder e verei os exemplos que ele trará, como estará vivenciando os valores da organização, a qualidade do clima organizacional que esta liderança proporcionará. Ou ainda, qual o meu desenvolvimento, as conversas sobre carreira que estou tendo.
E, respondendo a segunda questão, quais são os desafios que essa liderança está vivenciando hoje em dia? Acredito serem muitos. Ser líder nunca foi uma tarefa fácil e está cada vez mais difícil, principalmente neste mundo cada dia mais complexo. Este mundo é um mundo VUCA, apesar de não gostar de usar estes chavões, mas o VUCA explica muito bem este mundo extremamente vulnerável, de incertezas, complexidades e ambiguidades.
Assim, respondendo a primeira parte da pergunta, liderança é absolutamente fundamental. Sem uma liderança qualificada acredito ser muito complicado uma organização realmente poder entregar resultados de uma forma sustentável, a longo prazo, e ser realmente um lugar onde as melhores pessoas queiram trabalhar.
Clairton – Um mundo muito ligado a fake news também porque é impressionante como as pessoas falam coisas voláteis que se tornam uma verdade e tomam decisões em cima de uma inverdade e quando descobrem a verdade já tomaram a decisão errada. E como o teu papel, Tatiana, é vital nestes processos, não é mesmo?
CONTEÚDO COMPARTILHADO
Eden – É quase uma muvuca, não é, Tatiana? Tatiana – No fundo é uma muvuca mesmo. Mas é o mundo em que a gente está vivendo hoje e não deve mudar tão cedo.
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Tatiana – Sem dúvida, Fake News é uma questão muito séria, porém mais sério ainda é o impacto que as Fake News causam na vida real. Observamos organizações valorizando-se, desvalorizando-se, ou pessoas sendo promovidos ou demitidas por conta de Fake News. É um tema bastante sensível mas, de novo, fundamental a capacidade desta liderança de ter maturidade, senioridade, a experiência para saber lidar com tudo isso. Saber que as pessoas enxergam esta liderança como padrão e modelo a ser seguido em relação aos valores da organização. As pessoas precisam entender também que não se espera de uma liderança, hoje em dia, que seja alguém como o provedor de todas as respostas. O que se espera de um líder é que seja um facilitador. Porque o mundo tem problemas complexos, que não são resolvidos com respostas simples. Então, dificilmente a resposta será um ”sim” ou um “não”. Esse líder precisa facilitar o conhecimento que tem naquele time, entender diferentes perspectivas, precisa fazer com que essa cultura seja realmente CONTEÚDO COMPARTILHADO
viva. Porém, tem mais um fator complicador: com a questão da Covid, o líder precisa manter o senso de pertencimento, de engajamento para que as pessoas percebam a cultura e os valores, mesmo as pessoas não estando juntas no dia a dia. O papel do líder é dificílimo, principalmente porque a liderança é uma missão que se você escolhe abraçar, torna-se uma tarefa sem fim. Cotidianamente precisará se reinventar, se auto conhecer, se auto desenvolver e trazer o seu time, os seus pares juntos com ela nessa jornada. O que foi sucesso ontem não será sucesso amanhã, não garantirá o sucesso no futuro. Clairton - Na sua visão, como é que a pessoa tem que se preparar para esses novos momentos? Independente da idade, quais competências, habilidades, que a gente tem que priorizar e qual orientação que você dá para estas pessoas se prepararem neste momento? Tatiana – Esta é a pergunta de “um milhão de dólares”. Muito interessante responder: como me preparo para o futuro, quando o não sabemos que 9
futuro é este? Cada nova geração traz um novo conhecimento. Eu tenho um filho adolescente, de 14 anos, que começou o High School este ano. Falamos muito sobre o futuro. Não sabemos quais serão as profissões, as oportunidades que ele terá quando tiver que escolher. É difícil dizer: eu quero seguir esta ou aquela carreira, quando algumas profissões estão desaparecendo e novas surgindo, a cada dia. Tento orientar o meu filho sobre a necessidade de se ter uma mentalidade mais focada no que chamamos de “soft skills”, que acredito ser o grande diferencial. Mesmo não sabendo o que vem pela frente, mas tendo a base, a fundação bem desenvolvida, será mais fácil a adaptação, dependendo de como esse mercado vai se apresentar. Eu estou falando da mentalidade de sempre estar aprendendo. Não podemos parar nunca porque o conhecimento está sempre se renovando, sendo primordial para nos mantermos relevantes em qualquer mercado. Clairton - Eu vou ser um pouco provocativo contigo. Você entende que as competências hoje se
sobressaem a qualquer tipo de negócio? Tatiana – Eu tenho uma forte crença que sim. Costumamos dizer em Recursos Humanos que contratamos as pessoas pelas competências técnicas e normalmente demitimos pela falta de competências socias e emocionais. Neste mundo que estamos vivendo, independente da área de atuação, precisamos ter estas soft skills, inteligência emocional, competências emocionais muito bem desenvolvidas. Não é que não precisamos das competências técnicas, mas isto aprendemos. No entanto, se as pessoas não se desenvolvem com relação ao aprendizado continuo, entender do processo de comunicação, trabalho em equipe, resolução de problemas complexos, de ter pensamento sistêmico, não adiantará aprenderem a técnica. Por mais que seja um expert, você não conseguirá traduzir este seu conhecimento para o mundo das organizações, agregar valor, seja qual for a sua área de expertise, sem desenvolver as soft skills. Este é o grande desafio para as pessoas, no futuro. Eu sempre falo: aprenda idiomas, seja amigo da tecnologia, o mundo é digital e isto não vai mudar é uma certeza. Desenvolva estes soft skills. Depois, se nos mantivermos 10
atualizados nas áreas de atuação tecnicamente ou se ainda não se sabe o que vamos fazer, tal qual o exemplo do meu filho, teremos a fundação, as bases sólidas para obtermos sucesso em qualquer um destes mercados. E, cada vez mais, os mercados serão mais competitivos. Assim sendo, sem essas fundações não adianta dizermos “serei um contador”, sendo que a contabilidade será totalmente diferente daqui a 10 anos. Ou, “vou ser um arquiteto”, mas como um arquiteto vai trabalhar daqui a 10 anos? Tendo essa mentalidade, o design thinking, o teamwork para facilitar soluções e pensamento sistêmico, iremos aplicar os conhecimento e melhores preparados nesse novo mundo.
Eu também tenho um filho mais adulto já formado e uma menina de oito anos. Enquanto você falava desse desafio, desta missão como gestor, eu fiz uma analogia justamente com o papel do pai e da mãe na formação, na educação destes jovens. Por que o mundo é tão diferente do mundo que eu cresci. E a gente precisa se utilizar dessas competências, das soft skills, da Inteligência Emocional para trazê-los para essa base. É fundamental. E aí você trouxe dois pontos importantes: o quanto é fundamental eles entenderem a necessidade do investimento em tecnologia e idiomas, pois isto irá alavancar qualquer opção que fizerem no futuro. Achei fantástico!
Eden – Você falando e depois trazendo o exemplo do seu filho me fez pensar.
Tatiana – Tudo é muito conectado. No entanto, não sei qual será o
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mundo que meu filho vai encontrar, não vou poder estar sempre ao seu lado para defendê-lo, mas tenho certeza que ele tem valores muito sólidos e que saberá se defender. Terá as oportunidades e acredito que fará as escolhas corretas quando estiver sozinho. Esse é um pouco o papel do líder, também. Desenvolver equipes que sejam autossuficientes, autogerenciáveis, capazes de tomar suas decisões sem a presença da liderança. Ao mesmo tempo que ensinamos, mostramos o caminho, incentivamos a autonomia e independência. Estamos falando de delegação. Clairton – Tatiana, com toda a sua vivencia global e a tecnologia que você destaca, como o Brasil pode se destacar como produto humano? Tatiana – Vou tentar responder esta pergunta de uma forma bem simples e acredito que tem muito a ver com a realidade que eu vivi na outra empresa em que trabalhei. Foram seis anos trabalhando lá, sendo os três últimos no headquarters no Estado da Virgínia, nos Estados CONTEÚDO COMPARTILHADO
Unidos. Voltei ao Brasil em julho (2020) para justamente assumir este desafio da Kerry. Naquela empresa eu era uma das diretoras globais para RH de funções corporativas. Trabalhava com pessoas do mundo inteiro. Tinham pessoas do meu time, meus pares, meus chefes, das áreas que eu atendia, que eram norteamericanos, sul-americanos, europeus, asiáticos, uma gama de nacionalidades e uma diversidade cultural incrível. Foi uma experiência sensacional. Era um job global, o que me permitiu conhecer varias outras culturas, interagir neste mundo tão ambíguo, operar em estruturas matriciais. De repente, você se dá conta de que não tem controle sobre as coisas. Saí de uma posição que era responsável pela operação de país, em que historicamente tudo “estava sob o meu controle”, e fui transferida para um job Global numa estrutura matricial em que você não tem o controle, você influencia. Foi um grande aprendizado. E, nesse processo complexo que é influenciar, liderar com diversas culturas, 12
algumas vezes eu ouvi as pessoas me dizendo: “Nossa Tatiana, você é muito calma, estamos aqui sob um mau tempo, muita coisa acontecendo, e você está calma”. Faço aqui a conexão com a pergunta sobre o Brasil, do nosso povo, da nossa cultura. Sempre respondia a eles: “Gente, eu venho de um “Emerging Market. Num mercado emergente como o Brasil, é muito do nosso dia a dia, principalmente em RH, acordar num dia com um sindicato em frente a uma fábrica, interrompendo sua operação. Noutro dia, o governo altera a forma como recolheremos os tributos. Num mercado emergente, esta ambiguidade, volatilidade, não nos assusta tanto. Nascemos neste ambiente e desenvolvemos skills para não nos desesperarmos com isso”. E aí não há julgamento do que é certo ou errado. Contudo, quando falamos com as pessoas de outros países, com economias mais estabilizadas, politicamente mais estáveis, moedas mais fortes, qualquer pequeno buraco nesta estrada assusta mais que do que nos assusta.
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As pessoas se surpreendiam com o meu exemplo, mas acabavam por concordar. Nós, brasileiros, precisamos valorizar esta nossa capacidade de flexibilização e adaptação E eu dizia para trazerem mais pessoas de mercados emergentes, pessoas da China, da Índia, da América Latina e África para funções globais. Porque, além de termos uma perspectiva diferente e toda a diversidade cultural, também possuímos a capacidade de lidar com essas dificuldades e ambiguidades de uma forma um pouco mais natural. Esse é muito o nosso dia-a-dia. O fato de podermos trazer um pouco mais desta calma, serenidade às tomadas de decisão em situações mais criticas. Também dizia: “Calma, vamos encontrar uma solução e o problema não é tão grande quanto parece ser”. Eu penso que esta adaptabilidade e resiliência aos problemas é o que faz a diferença do profissional brasileiro. Se investíssemos numa educação mais sólida nesse país, combinada com a nossa habilidade de sobreviver e nos desenvolver, de entregarmos resultados num 13
ambiente super volátil, seria uma combinação fantástica para o sucesso. Aprendi muito quando trabalhei em empresas alemãs, através do planejamento, também com empresas americanas com a força da meritocracia. Trabalhar com pessoas de mercados emergentes, com a flexibilidade, a resiliência que desenvolvemos é uma combinação muito poderosa. Clairton – O brasileiro tem um senso de adaptação muito forte. Eu fiz uma pós fora do país e eu tinha dois colegas brasileiros e a gente conversava sobre isso. A gente passa por tanta coisa que às vezes quando se depara com alguma situação, sabe o que fazer. Já vivemos isso podemos fazer por ali. Eden, eu queria saber a sua opinião sobre isso também.
Eden – Essa diversidade que você trouxe, Tatiana, sobre os traços de culturas, podemos chamar assim, do planejamento europeu da meritocracia, do reconhecimento por resultado americano e dessa resiliência do Latino, do asiático, do mercado dos emergentes, realmente conseguir tirar proveito dessa diversidade é um grande diferencial para as companhias CONTEÚDO COMPARTILHADO
que tem essa oportunidade. A troca que você teve oportunidade de conviver, de experimentar, nesses três anos à frente deste job global deve ter sido fantástico. É uma experiência única de oportunidades, não? Tatiana – Foi única, Eden. Eu, particularmente, aprendi muito que tudo é relativo nessa vida, tudo depende do ponto de vista que observamos determinada situação, determinado problema. Não existem verdades absolutas. Se colocarmos o filtro da cultura, do país, da diversidade, tudo pode estar certo ou errado. As empresas precisam se dar conta da força que a diversidade tem nos negócios. Não é falar de diversidade porque está na moda. A diversidade que eu estou tratando aqui é a diversidade de gerações, de gêneros, de passaportes, de experiências, de orientação sexual, ou seja, de tudo que quisermos. Eu entendo que as organizações estão aí para crescerem. Para crescer nesse mundo supercompetitivo é preciso inovar porque, de commodity, já estamos bem abastecidos. Mas como inovar? Através de diferentes perspectivas, entendendo de formas diferentes o problema que precisamos resolver, propor soluções para o nosso consumidor ou me 14
antecipando a um problema que ele nem imagina que tem, trazendo uma solução e gerando uma demanda. Porém, só iremos conseguir fazer isto se tivermos diversidade de pessoas sentadas à mesa e analisando esta situação sob ângulos completamente diferentes. Se tentarmos providenciar um produto, um serviço, com olhares que temos hoje, rapidamente alguém chegará ao mercado e oferecerá um produto diferenciado nos empurrando para fora deste mesmo mercado. O dia em que as empresas entenderem que ter um ambiente de trabalho aberto em inovação, uma força de trabalho diversa e conseguirem criar um ambiente em que cada um possa ser quem é, trazer as suas ideias, discordar, ter uma liderança preparada que saiba conectar essas ideias, fazer as perguntas certas, onde cada um possa dar o seu o seu melhor será um diferencial competitivo inigualável. Estamos numa jornada. Abrir os olhos para a importância da diversidade, presente em diversas lentes, será a abertura para um mundo de aprendizado e de CONTEÚDO COMPARTILHADO
oportunidades que é infinito. Clairton – Tatiana, você acredita que existe alguma redução das oportunidades de trabalho nesse novo contexto por causa de tecnologia, por causa do prazo curto para planejar as coisas? Vai faltar oportunidade de emprego, de recolocação, na tua visão de RH, independente da idade das pessoas?
Tatiana – É uma combinação de tudo isto. Estamos vivendo um momento de grave crise mundial, que não está gerando tantas oportunidades quanto gostaríamos e necessitamos. Mas, voltando à pergunta sobre a questão da tecnologia, talvez não estejamos utilizando-a de uma forma mais integrada. O que quero dizer com isto: estamos, sim, perdendo muitos empregos em razão da automatização. Trabalhos manuais, trabalhos que não agregam valor ao produto, o trabalho mais burocrático já estão sendo, há um bom tempo, automatizados. Então, sem dúvida, há uma mudança de impacto no mercado de trabalho. Por outro lado, notamos como Recursos Humanos e 15
através de uma série de estudos, que as organizações têm tido grande dificuldade de contratações porque não se tem pessoas capacitadas para o preenchimentos de certas vagas. Eu acredito que possamos ter uma redução mais de curto prazo no mercado de trabalho por causa da automatização, mas também se prepararmos essa nova geração com educação, com estas skills que falamos, certamente surgirão outras oportunidades. É importante entender que esse mercado está mudando e vai exigir, sem dúvidas, uma melhor e mais produtiva capacitação desta força de trabalho. Há um estudo do Fórum Econômico Global (The Future of Jobs) dizendo que nove entre dez empregos, vão exigir competências digitais até 2030. Não temos profissionais capacitados para ocupar estas posições. Não é que não existam as posições, mas elas vão exigir estas digital skills. Eden – Como que é que você vê esse momento? Uma vez que 2030 está num estalar de dedos. Se a gente parar para pensar numa educação tradicional, formal, ou na capacitação, dificilmente nós CONTEÚDO COMPARTILHADO
vamos ter as pessoas para estas nove competências. E se você vê também muita diferença dessa preparação do Brasil com o resto do mundo? Tatiana - Sim, estamos atrasados em relação a isto porque temos uma educação básica muito precária. Esta questão, primordialmente, se nada fizermos para solucionarmos, cada vez mais atrasaremos o crescimento e desenvolvimento do país. Precisamos agir e focar no investimento da nossa educação básica. Atrasados ou não, a hora é agora e temos que começar toda uma revisão, uma educação sólida em todos os níveis para que no futuro essa geração não sofra o que a nossa geração, e a geração dos nossos filhos, vai sofrer para a entrada no mercado de trabalho. Existem dois termos muito utilizados em educação corporativa: upskilling e reskilling. O upskilling é quando eu já tenho uma força de trabalho capacitada, só preciso garantir que ela vá se manter atualizada. Já no reskilling, temos que nos recapacitar porque necessitamos ter novas competências. Este é um problema 16
das organizações, mas também um problema de cada pessoa, cada colaborador. Eu sempre digo que a nossa carreira é tão importante que não devemos delegá-la, seja para o seu chefe ou para sua empresa cuidar. Como profissionais temos que buscar sempre o aperfeiçoamento continuo, nos atualizarmos e sabermos o que está acontecendo no mundo, de forma geral. Clairton – É importante até repetir e reforçar o que você falou, Tatiana, porque muitas pessoas colocam a culpa nos outros pelo seu insucesso profissional. Tatiana – Somos nós os responsáveis pela nossa carreira. Óbvio que a empresa tem um papel, a liderança tem um papel, mas se não formos protagonistas não poderemos culpar ninguém por não termos chegado aonde queríamos, ou pelo insucesso das nossas carreiras. É uma mentalidade de autodesenvolvimento, de nunca estarmos satisfeitos com a posição que estamos, no sentido de que sempre temos algo a mais para aprender, termos a consciência de CONTEÚDO COMPARTILHADO
que sabemos muito pouco e que há sempre uma oportunidade para nos desenvolvermos, de sermos mais capacitados e, sobretudo, termos clareza aonde queremos chegar. Se assumirmos a responsabilidade pelo processo de nos mantermos relevantes e qualificados, tudo se torna mais fácil. Eden – Fantástico, Tatiana. E bacana você destacar este ponto, Clairton, porque isso pode fazer muita diferença. Clairton – É fundamental. A Tatiana complementou de uma forma incrível, mas as pessoas ficam dizendo que a culpa é do outro. A gente tem que se dedicar e fazer valer a pena as horas que a gente está dentro daquela empresa. Porque a carreira depende disso também. Tatiana – Depende. E a gente está vivendo num país com uma situação social e econômica bastante difícil. Não quero parecer ingênua em pensar que as pessoas têm as mesmas oportunidades, Clairton, e sabemos que a realidade não é esta. No entanto, cada um pode começar a mudar a sua própria realidade. 17
O que não faltam são histórias incríveis de pessoas com realidades muito difíceis e que, mesmo assim, venceram. Claiton - Que não se via antigamente. Pessoas saindo de favelas, de pouco acesso à informação, à internet, se destacando. E também pessoas se destacando como no caso da vacina da Covid desenvolvida pela Pfeizer que tem a colaboração de cientistas brasileiros. Eu sou descendente de alemães, mas tenho orgulho e valorizo muito o Brasil. A gente não valoriza a fênix que existe dentro de nós, a nossa força. E você é uma prova disso na tua rotina diária fora do país. Tatiana – Eu realmente acredito que a mudança começa com cada um de nós fazendo aquilo que é possível para a gente. Cada um vai ter mais ou menos dificuldades, uma realidade diferente. Mas é preciso começar, este é o ponto. Se eu não começar a me inteirar da minha realidade, da minha capacidade de mudança, do que eu quero fazer, nada vai servir. Eu preciso ser o CONTEÚDO COMPARTILHADO
motor desta mudança. E, obviamente, se tivermos situações sociais favoráveis, melhor educação, uma economia mais estável, os resultados tendem a aparecer. Tudo dependerá da nossa vontade pessoal em resolver mudar esta situação, do contrario será um grande limitador e continuaremos um passo atrás. Eden – Tatiana, seria importante a gente falar mais sobre a área de Recursos Humanos. Na sua avaliação, qual o papel e a importância dentro das organizações e quais serão os principais os maiores desafios nos próximos anos para que o RH possa fazer essa contribuição e continuar gerando o valor para as organizações? E também o RH gerando valor com impacto na sociedade, nas pessoas, em meio a uma pandemia, neste mundo cada vez mais integrado, mais conectado. Tatiana – Tudo está nas pessoas. Eu acredito muito nisto. Contudo, a área de Recursos Humanos não é mais a grande responsável por cuidar das pessoas. Falamos do papel da liderança e da necessidade que o líder tem de cuidar das pessoas. Não dá mais para delegar para área de RH. Por óbvio, a área de Recursos Humanos tem a missão de entender 18
a cultura da organização, de ser a guardiã desta cultura, de preparar e desenvolver os líderes que vão cuidar destas pessoas. Há também a função de gerir este clima organizacional, através da criação de políticas e práticas que estejam alinhadas ao que o negócio necessita. O RH precisa definir processos e praticas de gestão de pessoas. Porém, como é que faremos a modernização dessas práticas? Como desenvolveremos uma liderança que precisa de menos controle e mais autonomia, mais confiança? Como olharemos para dentro da “nossa casa” e como é que traduziremos esta nova realidade em práticas de horários flexíveis, de políticas flexíveis de trabalho? Como implementaremos isto em nossas práticas de remuneração, para que as pessoas sintam-se reconhecidas, percebam que estão sendo tratadas com meritocracia? Como identificaremos os processos que demonstram quem são os melhores talentos desta organização, para que possamos garantir, não apenas hoje, mas também o futuro desta organização?
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Assim, volto a falar dos três pilares que acredito muito e são fundamentais para o sucesso de qualquer organização: cultura, liderança e talento. Na minha visão, estão aí as principais contribuições que a área de Recursos Humanos traz para o dia a dia de toda e qualquer organização. Cuidar, de forma genuína, desta cultura, aquilo que nos diferencia de outras organizações. Ao mesmo tempo, temos que entender o que precisa evoluir nesta cultura, principalmente porque o mundo está evoluindo e mudando rapidamente. A cultura também tem aquilo que não se mexe, que não se move, que é o nosso DNA, como organização. Como é que eu mantenho essa cultura viva, moderna, sem perder a identidade. Desta forma seremos capazes de atrair os melhores talentos e, certamente, eles vão querer dar o seu melhor. O papel de RH é cada vez mais importante porém, como você frisou, talvez pela pandemia tenhamos sido alçados ao nível de importância que já deveríamos ter. Eu espero que todos nós saibamos aproveitar essa oportunidade, que a gente não perca 19
mais este protagonismo, fundamental para o sucesso das organizações. E nesse mundo cada vez complexo que muda muito, o RH tem que começar por ele mesmo. Sendo flexível, ajudando às organizações a não focar no controle, mas a se desenvolverem e a trabalharem realmente alinhadas, reorganizando e requalificando a força de trabalho. Sendo, na verdade, um facilitador, um Business Partner como chamamos. Na verdade, há um termo que eu gosto mais e é mais moderno. O RH como Business Player. O Partner está ali mais para apoiar o Player, não. O Player traz os temas à mesa de discussão, tanto quanto outras funções que estão à frente dos negócios. Com um papel de protagonista e contribuindo para que as organizações sejam mais maduras, tenham mais sucesso e sejam um ambiente saudável para as pessoas, sobretudo emocionalmente. Eden - São muitos os desafios, mas eu acredito que a figura do Business Player, podemos dizer que é uma evolução do Business Partner que vem lá do final da década de 90 e tem gente CONTEÚDO COMPARTILHADO
implantando isso ainda hoje. A dinâmica do mundo de RH é bastante interessante, mas os desafios são gigantes. Tatiana – As oportunidades são inúmeras. Eden – Tatiana, para encerrar este bate-papo, que na verdade é uma aula para nós e para quem nos acompanha, você teria alguma mensagem, algum recado final relacionado a tudo que a gente comentou? Tatiana – Primeiramente, eu gostaria de agradecer o convite a vocês Eden e Clairton, de poder estar aqui participando deste bate-papo. Foi realmente muito bom trocar experiências. Se eu tivesse que dar algum recado final, eu diria o seguinte: o mundo está cada vez mais complexo, o mercado de trabalho é complexo, é competitivo, mas começa com cada um de nós assumindo o protagonismo como indivíduos. Saber o que eu quero para minha vida, o que eu quero para minha carreira. Correr atrás e nos desenvolvermos é fundamental. Se 20
eu for um líder de uma organização, que eu entenda o meu papel, o impacto que eu causo na vida das pessoas e que este impacto pode ser extremamente positivo. O líder pode realmente mudar a vida daquele time se ele realmente compreender o seu papel como facilitador desse processo de desenvolvimento. Se eu for um profissional de Recursos Humanos, que eu entenda a minha contribuição na construção de um clima organizacional saudável. Fazer parte desses processos de mudança é algo que não tem preço na carreira de um profissional. São as principais mensagens que que eu deixaria deste bate-papo de hoje.
e o Clairton e em nome da ConsulPaz, é que agradecemos a tua participação. Eu queria só destacar como é importante não parar de estudar, de aprender, não no modelo formal, mas este aprendizado, desta troca que você tanto destacou ao longo da conversa. Tatiana – Absolutamente, de acordo.
O mundo é complexo e dinâmico, as perguntas mudam a toda hora. Assim, não adianta decorarmos as respostas, mas sim estarmos sempre preparados, nos desenvolvermos, ficarmos atentos às mudanças e sermos flexíveis, para encontrarmos as melhores respostas para determinados problemas e naquele momento. Este é o meu convite, uma reflexão para todos nós.
Eden – Obrigado, Tatiana. Nós, eu CONTEÚDO COMPARTILHADO
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TATIANA GODOI Vice-presidente de Recursos Humanos da Kerry para a América Latina
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Com o auxílio dos nossos serviços, alternativas poderão ser analisadas em conjunto e medidas poderão ser tomadas para o atendimento das necessidades do seu negócio.
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WEBINAR QUALITOR E CONSULPAZ: COMPARTILHANDO CONHECIMENTOS Iniciamos, há alguns meses, um projeto especial junto com nossa parceira Qualitor: a realização de webinars mensais para compartilharmos excelentes discussões com nossos clientes, parceiros e espectadores. Desde agosto, discutimos assuntos como Inovação, Gestão Integrada, Empreendedorismo, Nova economia, Inteligência Artificial, Paper to PIB, Segurança da Inovação, LGPD, Assinatura Eletrônica e Cyberataques. Esses são alguns dos assuntos que tratamos até aqui e ainda existem muitos por vir. Gostaríamos de agradecer à nossa parceira Qualitor, por apostar na ConsulPaz para mais esse projeto. Aos nossos apoiadores e parceiros, como ABSC, Fritsch Consulting, Sucesu RS e Aceká Marketing Digital, pelo empenho e dedicação. CONTEÚDO COMPARTILHADO
Aos nossos convidados, nosso muito obrigado: Fernando Torelli, Rivadávia Drummond, Fernando Barreto, Tatiana Godoi, Givanildo Luz, Luís Lamb, Nívio Ziviani, André Luiz Marques da Silva, Luiz Carlos Zancanella Junior e Thomás Capiotti. E não podemos deixar de agradecer a cada um de vocês que vem nos prestigiando em nossos encontros.
#CONSULPAZ #QUALITOR 24
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A CONSULPAZ DE CASA NOVA EM PORTO ALEGRE: UM NOVO MARCO EM NOSSA HISTÓRIA Setembro foi o um mês que marcou a ConsulPaz: estamos de casa nova em Porto Alegre/RS. Situada no bairro Independência, em Porto Alegre, a nova sede está instalada em um edifício extremamente bem localizado, próximo a diversos estabelecimentos da capital gaúcha, aeroporto e troncos de entrada e saída da Capital.
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Além disso, a unidade oferece conforto e acessibilidade e conta com um excelente auditório e salas flexíveis para reuniões. Visite-nos! Avenida Independência, 925 Sala 1109 Bairro Independência
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Assim como grandes desafios, o ano de 2020 também nos permitiu dar importantes passos em busca de oferecer cada vez mais o nosso melhor para nossos clientes.
Foi pensando nisso que damos as boas vindas à Joana Sopper, a nova Gestora da Filial de Porto Alegre. Com toda sua expertise, Joana será o braço direito do nosso Comitê de Gestão no gerenciamento dos negócios e na tomada de decisões referentes à filial de Porto Alegre/RS.
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NOSSO CONTEÚDO FICOU AINDA MAIS INTERATIVO O Conteúdo Compartilhado da ConsulPaz em formato PodCast. Agora, você poderá conferir todas as entrevistas realizadas com clientes, parceiros, sócios e outros profissionais que a ConsulPaz admira em formato de áudio, no PodCast Conteúdo Compartilhado. JÁ OUVIU HOJE?
NOVOS CONTEÚDOS E NOVOS PARCEIROS PARA A REVISTA CONTEÚDO COMPARTILHADO A partir deste mês, a Revista Conteúdo Compartilhado contará com a participação de Caco da Motta, Jornalista e CEO da Caco da Motta Comunicação e nos apoiará como Jornalista Editor Responsável e com uma coluna especial. Conheça mais sobre Caco, acesse www.cacodamotta.com.br.
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PESSOAS E GMO
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COMO APRENDER COM AS MUDANÇAS (QUEBRA DE VELHAS CONVENÇÕES)
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ARTIGO
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COMO APRENDER COM AS MUDANÇAS (QUEBRA DE VELHAS CONVENÇÕES)
A vida é feita de mudanças. Boas ou ruins depende da perspectiva de cada um. O que são as mudanças? Por que acontecem as mudanças? Como aprender com as mudanças? A origem da palavra mudança, vem de mudar, do latim mutare que significa trocar de lugar, alterar. O significado de mudança é alteração ou modificação do estado normal de algo, para um estado ou situação futuros, por razões inesperadas e incontroláveis, ou por razões planejadas. É uma transformação, alteração, modificação, mutação. Todos nós passamos por mudanças constantes, fazem parte da natureza do ser humano. Perceber a dinâmica das mudanças é uma necessidade. Viver atualizado é uma questão de sobrevivência e uma maneira de visualizar melhor o futuro, já que os novos tempos exigem uma nova postura de pensamento.
Exploração e Aceitação. Isso não ocorre de maneira linear, controlada e inalterável. As pessoas podem passar por todas ou apenas por algumas destas fases. Às vezes algumas pessoas se apresentam resistentes ou contrárias à mudança, porém podem mudar sua conduta e passar a aceitar. Nesse ano desafiador em que estamos passando por transformações na rotina de casa, na família, em nossos empregos e muito mais, estamos vivenciando por cada uma dessas etapas todos os dias.
Ninguém poderia imaginar que iríamos passar por tudo isso que estamos vivendo em 2020. O momento, é de quem se adaptar mais rápido e melhor a todas as mudanças que ocorreram e estão ocorrendo a todo instante. Isso fez com que as empresas e pessoas tivessem que quebrar velhas convenções para se adaptarem e se reinventarem para sobrevivência.
Alguns estudos dividem a mudança em etapas: Negação, Resistência,
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COMO APRENDER COM AS MUDANÇAS (QUEBRA DE VELHAS CONVENÇÕES)
Não adianta ficarmos ansiosos pela retomada do mercado, se antes não fizermos uma reflexão profunda sobre o que essa situação veio nos ensinar e as transformações que, mesmo após o final da crise, irão permanecer. Citamos alguns pontos: •
•
Mobilidade: rever os conceitos, padrões de comportamentos, economia de tempo. Exemplo: trabalhar de casa, treinar em casa,... aprendemos a não se deslocar.
de casa, competitivo.
para
ser
mais
•
Renda descorrelacionada: ter mais de uma fonte de renda, uma renda alternativa e que não sejam relacionadas ou não tenham o mesmo impacto, no mesmo momento.
•
Caixa: ter uma reserva de emergência, rever a importância de ter caixa, de ter um pulmão financeiro, quem tem caixa sobrevive.
Home base: ser produtivo a partir de casa, geração de renda a partir
31 fonte: freepik
COMO APRENDER COM AS MUDANÇAS (QUEBRA DE VELHAS CONVENÇÕES)
Para aprender com as mudanças, o primeiro passo é o reconhecimento de que algo precisa ser mudado. Segundo o educador Paulo Freire, “Mudar é difícil, mas é preciso”. E com coragem, ousadia, determinação e força de vontade podemos ir bem mais longe quando não tememos ao novo que inevitavelmente sempre nos aparece. Em uma rápida pesquisa com diversas pessoas, de idades variadas, diferentes profissões, percebe-se que a grande maioria encara as mudanças como, sair de sua zona de conforto, quebrar paradigmas, oportunidades de desenvolver novas habilidades, etc., ou seja, algo que gera desconforto, expectativa,
ansiedade. E para aprender com as mudanças precisa-se ter equilíbrio, paciência e aceitação para o novo, ter a consciência de que a mudança é necessária e seguir em frente.
É um ciclo. As mudanças sempre irão ocorrer, se antecipe, monitore, adapte-se rapidamente à elas, aprecie e esteja preparado para mudar rapidamente muitas vezes. Utilize suas competências emocionais, são fundamentais para aprender com as mudanças. Se você ainda não conhece as suas, corra! Ou as velhas convenções irão engolir você!
Com bacharelado em Comércio Exterior no Centro Universitário do Norte Paulista – UNORP, MBA em Gestão Empresarial, pela FGV Management e MBA em Gestão de Serviços Compartilhados no SENAI SC, Cristina possui mais de vinte anos de experiência profissional e atua na ConsulPaz como Gerente de Projetos.
Cristina Hamada Sócia ConsulPaz
Saiba mais! Acesse o site da ConsulPaz pelo botão ou pelo QR Code
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E N T R E V I S TA
GESTÃO E INOVAÇÃO
BRUNO LEONARDO: A SEMENTE DA SABEDORIA Institute, que surgiu no Vale do Silício. Bruno conversou com Eden Paz, CEO da Consulpaz, e Clairton Braun, CEO do Grupo Braun sobre gestão, tecnologia e inovação na área da educação. CEO e Fundador da Witseed, Bruno Leonardo é um jovem empreendedor que se apresenta como carioca natural de Niterói-RJ, mas vive na cidade do Rio de Janeiro. Engenheiro de produção com mestrado em gestão e inovação pela Universidade Federal-RJ, iniciou a carreira no Instituto COPPEAD-RJ. Fundou em 2008 o IEG – Instituto de Engenharia de Gestão. Dez anos depois, saiu da empresa e vendeu o negócio. Em 2017, fundou a Witseed, onde está até hoje sempre voltado para área da educação. É investidor em duas Startups, Conselheiro do Flamengo, professor em MBAs e cursos da área e ainda é Diretor do Founder CONTEÚDO COMPARTILHADO
Clairton Braun - Bruno, para começar, como é o teu processo de criação na Witseed? Bruno Leonardo – O processo de criação do Bruno, como você me perguntou, ele está muito conectado ao propósito da criação da Witseed. A gente aqui na Witseed acredita naquele termo que está muito famoso no mercado: lifelong learning, que significa a educação contínua ao longo da vida. Não existe mais esta coisa eu me formei numa graduação, num técnico ou coisa do tipo, e estou pronto para o mercado de trabalho. 34
O que torna um profissional como um diferencial é ele estar constantemente aprendendo e adquirindo novas habilidades. E por quê? O mundo está numa transição numa dinâmica tão grande de mudanças. Se a gente não se adaptar muito provavelmente a gente vai morrer do ponto de vista mercadológico. Eu gosto de uma frase, me falaram que fui eu que disse. Não sei, mas se for de outra pessoa que ela reclame das aspas, por favor. Mas é o seguinte: Quem não está aprendendo está programando a sua própria obsolescência. Então, quando a gente criou a Witseed foi muito nessa linha, de ajudar não só profissionais mas empresas a não estarem programando sua própria obsolescência. A estarem constantemente adquirindo novas habilidades, novos conteúdos que as tornem mais propensas a estarem competitivas no mercado. E isso para mim sempre foi um propósito de vida. Eu sou uma pessoa que gosta muito de estar constantemente
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aprendendo. Só para deixar claro, não é apenas aprender dentro de um curso, de uma sala de aula, de algo formal. Eu gosto de ressaltar que aprendizagem não só algo formal. A gente também tem aprendizagem informal. Por exemplo, esse papo que a gente está tendo aqui. Eu tenho certeza que eu vou aprender com vocês hoje. Aprendo quando eu ouço um podcast, quando eu leio um artigo, uma reportagem, um livro, faço um curso. Então, é uma coisa que sempre muito me motivou e que eu acho que a gente trouxe de fato para o DNA da Witseed. É pegar toda essa curadoria de boas coisas, de tendências e mostrar para as empresas aquilo que elas têm que dar para suas equipes para que elas possam ter mais produtividade, mais lucratividade, economia e assim por diante. O meu propósito de desenvolvimento está muito conectado com o que a gente hoje faz aqui na Witseed também. Eden Paz – Bruno, é interessante te ouvir sobre esta questão do
aprendizado contínuo. Mas o que me chama atenção é esta troca que que eu vejo você fazer com muita abertura, com muita transparência. O teu processo é de uma troca constante desse teu aprendizado. Ou seja, quando você diz que o aprendizado não é só formal, que a gente vai aprender aqui ou acolá. É esta troca permanente que eu vejo no teu dia a dia e isso se reflete na Witseed com os professores, com toda essa estrutura que vocês conseguiram montar. Bruno - Perfeito, Eden. A gente entende que essa economia compartilhada, que tanto impacta diversos setores, ela também impacta na educação. É compartilhando que a gente aprende mais. Eu tenho um podcast e, no final, sempre peço assim para as pessoas deixarem um recado final. É impressionante como muitas delas falam: Bruno, Witseed e equipe, continuem fazendo isso. Continue me convidando e convidando outras pessoas para que a gente amplie a nossa mensagem porque compartilhando conhecimento que a gente vai fazer com que mais CONTEÚDO COMPARTILHADO
pessoas estejam aptas a esses desafios. Eu concordo 100%. É uma mudança muito grande em relação ao que acontecia há dez ou vinte anos. Na faculdade aqui na UFRJ, a gente chegava no professor no final da aula e falava: o senhor pode me dar essas transparências? Eu peguei transparências, mas depois vieram os slides. Mas o professor dizia que não, era um material dele. A gente vem de uma época que aquele material era como se o professor fosse detentor do saber, do conhecimento. Isso não existe mais. Eu sou professor e falo autoralmente. Não é mais isso o papel do professor. Hoje, ele precisa ser aquela pessoa que realmente está estimulando a aprendizagem, compartilhando, mediando. Ser um líder desse processo, mas ele não é o único detentor do conhecimento. Eu entendo que de fato você incluir vários atores para compartilhar conhecimento é uma forma muito nobre de fazer educação. Clairton – Bruno, complementando a tua fala e eu também como professor quando estou em sala de aula, falo
uma coisa para os alunos: gravem a minha aula. Gravem no celular, gravem o áudio porque isso vai estar numa prova e vocês podem ouvir depois, podem olhar os slides que eu vou passar e ter as aulas com vocês na hora que vocês quiserem. Eu concordo com este posicionamento da Witseed e da própria ConsulPaz nos seus conteúdos. Meu avô que era militar dizia isso: quando você tem um conhecimento guardado com você, ele será desperdiçado porque ele vai morrer contigo. Agora, se você conseguir transparecer isso, transpor e ensinar teu conhecimento ele ultrapassa fronteiras. Foi o que você falou. Tem gente que está dizendo e você acredita que não que aquela frase é tua. Isso vem do conhecimento que você transmite para os teus alunos, nas suas palestras e na missão da Witseed.
Qual é o propósito da Witseed e como ajuda as organizações e as pessoas? Bruno - O Nosso propósito é principalmente educar o mundo de que a gente precisa mudar a forma CONTEÚDO COMPARTILHADO
como se faz educação e basicamente pensar em resultado. Eu converso muito com as empresas, os nossos clientes, mostrando métricas que a gente mede. Não é mais falar o seguinte: No final do ano eu tenho que ter 20, ou 40 horas treinadas por pessoa. A meta de educação não deve esta. Que tipo de habilidade que você está ganhando? O que estas habilidades trouxeram de resultados no seu dia a dia? Isso teve algum impacto no indicador do negócio? A gente tem que mudar a discussão de que educação é algo que tem que ser meio que proposital obrigatório para cumprir a uma métrica específica e se tornar uma coisa que seja um hábito constante das pessoas. Delas aprenderem porque gostam e por que faz efeito prático no dia a dia. Então, é de fato mudar essa visão de educação e principalmente no formato digital. É meio clichê nesse momento, no meio de toda essa loucura que a gente vive no mundo, falar que a gente quer ter um propósito de educação digital. Mas quem nos conhece sabe que a gente faz isso lá desde 2017, quando a Witseed foi fundada, e é exatamente
isso: dar uma experiência de educação digital muito mais atraente, mais engajadora e que gere resultados. A gente luta diariamente por isso, ou seja, de fazer muitos bons conteúdos chegarem às equipes várias e várias vezes. Não é aquela coisa assim: vou contratar um curso. Não. Eu não vendo um curso aqui na Witseed . A gente vende uma experiência de aprendizagem contínua. Então, empresas estão conosco há anos. Este é nosso grande propósito. Aplicar, implementar dentro da empresa uma cultura de aprendizagem contínua que de fato traga resultados.
Clairton - Quando você criou a Witseed, trazendo um breve histórico, qual era o problema principal no mercado? Quando percebeu o seguinte: eu tenho que criar a Witseed para isso. Conta um pouco desta história nesse sentido. CONTEÚDO COMPARTILHADO
Bruno - Um dos problemas principais era do ponto de vista do usuário. Eu posso parafrasear aqui que a gente não é o Netflix da educação. Só para deixar claro. Muita gente fala assim, mas entretenimento é uma coisa e educação é outra. Para o consumo do usuário da nossa plataforma é uma experiência muito similar ao Netflix. A gente tem hoje uma plataforma de Inteligência Artificial que ela recomenda os conteúdos de acordo com o interesse de cada profissional. A partir disso, esse profissional vai consumir naquele conteúdo no formato digital. A Witseed é produtora deste conteúdo junto hoje com as principais empresas do Brasil. A gente pega executivos de diversas áreas temáticas e convida esses executivos que tem um know-how do dia a dia para que a gente grave esses conteúdos em um formato mais atraente pensado no conteúdo digital.
A gente faz isso com a nossa área de cinema. Cinema mesmo porque aqui tem roteiristas, editores, cineastas, filmmakers que passam essa experiência do executivo para um vídeo de curta duração no formato mais atraente. A gente vai continuamente entregando esses conteúdos dentro da plataforma digital. Os alunos, as equipes dos profissionais do dia a dia vão consumir no isso de acordo com seu interesse. Então, é um consumo muito próximo dessa experiência no Netflix. Respondendo a tua pergunta, qual era o problema que a gente tinha lá no início? As pessoas tinham uma experiência muito ruim de aprendizagem digital, o famoso EAD, o Ensino À Distância. A gente via que as pessoas não gostavam ou faziam porque era obrigatório ou a plataforma era ruim, acessar um conteúdo bom mas outros milhares de ruins. Faltava uma curadoria adequada para produzir um controle que fosse realmente bom, faltava uma indicação para não achar que tudo é para todo mundo. Ninguém mais hoje quer uma coisa que é padrão. A pessoa quer aquilo
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que sirva para ela. Faltava também essa coisa de produzir algo que fosse mais atraente por formato digital. Eu sempre gosto de brincar que não adianta você pegar uma peça de teatro e filmar e botar na TV e falar que está fazendo cinema. É diferente. Todo mundo já foi num teatro sabe a diferença de que cada um tem o seu valor. É a mesma coisa para uma aula presencial. Não adianta filmar uma aula presencial de uma hora e quebrar em seis vídeos de dez minutos e falar que você está fazendo microlearning, aprendizado em cápsulas para o digital. Não é. A gente tinha que realmente produzir algo que fosse para a experiência digital. Na criação, foi até um fato engraçado, a gente começou pelo CSC, a SSAcademy que é a Shared Service Academy que era produzindo conteúdo para endereçar os desafios dos CSC. E quando a gente começou, fomos conversar com vários diretores de CSCs na época falando isso: que a gente queria criar uma experiência diferente de aprendizagem digital, endereçada
para os desafios que o CSCs tinham na época. A gente falava muito de automação, a parte de ampliar o escopo, implementar uma cultura mais forte de serviço. Cada vez mais, pensar esses desafios que já eram pacíficos na liderança, mas desdobrar isso para o time. Foi isso que nos motivou lá na época a criar a Witseed e a criar esses primeiros conteúdos para os CSCs. Eden – Bruno, você já falou também do desafio de fazer essa mudança na forma como se pensa educação e a gente acompanha e sabe da origem digital da Witseed.
Mas como é que tem sido essa relação, como é que vocês estão conseguindo levar isso para as empresas, principalmente nesta conexão com a nova economia e com este novo momento? Bruno - Está sendo desafiador porque muita gente chega até nós sem saber por onde começar. A gente até brinca aqui internamente, Eden, que a Witseed não é para todo CONTEÚDO COMPARTILHADO
mundo. E por que a gente fala isso? Não é soberba. Mas para que a empresa e os líderes adotem de fato a Witseed precisam estar com a mente aberta para esta cultura de aprendizado. Nem todas as empresas já estão neste momento. Então, este é o primeiro desafio que precisa de uma mudança cultural, de que as pessoas tem que ser mais protagonistas da carreira. Mudou o papel da empresa.
A empresa dá os caminhos, dá os meios e ferramentas. Mas quem tem que ser o protagonista de fato tem que ser a pessoa. Este é principal desafio, a primeira mudança de mindset. Se a gente não mudar esse mindset, a gente não vai ter resultado. É um momento desafiador. É muito ruim eu falar isso no meio de uma pandemia eu falar que foi um benefício, mas acabou sendo. Como a gente já era digital muitas empresas vieram nos procurar da noite para o dia como digitalizar suas experiências de treinamento, desenvolvimento, e a gente pôde ajudar muitas empresas nesse caminho.
Inserido nessa nova economia, o que eu vejo é: as empresas têm que se conscientizar que primeiro se passa por uma mudança de mindset para depois pensar em implementar ferramentas, metodologias. Se não mudar o mindset, a ferramenta pode ser só mais um projeto malsucedido dentro da empresa. Eden – Mais um exemplo de muitas iniciativas e poucas acabativas. Bruno – Exatamente.
Clairton - As pessoas estavam muito cômodas no seu dia a dia. A gente usava digamos 30% da tecnologia. Hoje a gente tem a visão de que é preciso aumentar o aspecto tecnológico dentro das empresas. E isso passa por todas as esferas. Não é uma questão a ser resolvida, Bruno? Bruno - Com certeza, não tenho a menor sombra de dúvida.
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Clairton - Até porque hoje no aprendizado não precisa mais mobilizar uma sala de aula. Eu já tinha este hábito de ouvir podcast, de ler pelo tablet, de estar às vezes assistindo um filme, assistindo um vídeo de uma palestra, uma aula. A gente tem uma capacitação dentro de uma plataforma on-line, eu dou aula on-line, praticamente 80 %.
Como você vê este processo de capacitação e aprendizado para o futuro? Nem vejo como um novo normal, porque a gente não vai mais ter normal. A gente vai ter todos os dias desafios distintos e adaptações em cima de ferramentas que a gente já tem no dia a dia. Bruno – Pergunta do milhão. Mas eu vou fazer um paralelo que eu gosto muito. Não sei todos conhecem aquele autor Peter Diamandis. Quem não conhece é só pesquisar no Google. Ele fez um framework que se chama: 6Ds Exponenciais. É um frame que ele explica um pouco de como que as tecnologias
exponenciais elas evoluem e impactam o mundo. Esta coisa exponencial é uma palavra clichê, mas o Peter Diamandis foi brilhante. Ele fala que o primeiro D é a digitalização, é quando um mercado é digitalizado. Vou dar o exemplo com a música porque foi algo que passou e talvez fique mais tangível. Quando que a música foi digitalizada? Ali perto do final da década de 90, meio da década de 90, foi quando a gente começou a botar música na internet. Quem pensou no CD, calma, mas foi um pouco mais para cá. Muita gente também pode estar pensando que a experiência de música digital na época era uma maravilha, puxando a memória aquelas coisas de baixar música via torrent com vírus, corrompido, aquela pirataria louca. Eu não fazia isso, estou falando dos meus amigos, entendeu? (risos) Enfim, a gente tinha uma experiência muito ruim na hora que digitalizou a música. Ela demorou. E muita gente falava que isso não vai dar certo, não existe
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e tal. Como aconteceu com o banco e com tudo, não é? E aí tem esse segundo D que é o que o Peter Diamandis chama de D decepção. É o vale da decepção. E talvez o motivo pelo qual muitos de nós não enxergamos as rupturas que estão por acontecer. Fica preso nesse vale da decepção achando que a coisa não vai dar certo, não vai funcionar e aí vem o D3. É o D da Disrupção, quando o mercado muda sorrateiramente de uma hora para outra e não foi de uma hora para outra , a gente acha que é. E aí muda absurdamente. No mercado da música o que foi isso? O lançamento do iPod da Apple que transformou a indústria da música no mundo inteiro. Você tinha num dispositivo milhares de músicas.
É o que a gente chama do quarto D, da desmaterialização. Ou seja, você desmaterializou aquele mercado. A gente tinha, eu lembro na minha casa, uma estante de CDs em que você tinha bonitinho aqueles lugares para botar os CDs. Não sei se alguém ainda tem casa. Eden – Não sei se ainda tem gente com uma estante de CD, mas deve ter muita gente que tem uma caixa de CD e não sabe o que fazer com ela. Clairton – Não vão me chamar de antigo. Eu fui Dj e tenho caixas e caixas de vinil, CD, Dat, MD. Bruno - Mas aí você está na moda, vintage. Clairton – Eu usei muito o iPod, mas depois veio o Spotify e aí acabou tudo de vez. Bruno – O que você acabou de falar é exatamente isso. Retrocedendo, teve o D1 da digitalização, entrou no vale da decepção, disruptou com o iPod e desmaterializou.
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Aí veio o D5 que ele chama de a desmonetização. Ou seja, o iPod era caro. Aí vem o Spotify, Deezer, Youtube, Apple Music. Clairton – Tem até um dado interessante. Onde mais se ouve podcast e rádio hoje é no Youtube. É uma plataforma que foi criada para vídeo. A CNN Brasil entrou com tudo no Youtube, atingiu 1 milhão. Quem diria que há dez anos a TV seria disruptiva a tal ponto que o Youtube fosse uma das maiores plataformas de consumo deste produto.
Bruno – É perfeito. O Youtube é muito bom. Estes dias fui assistir uma aula de um amigo meu no Youtube. Eu liguei a minha TV, coloquei o Youtube na smart tv, estava lá a aula na Tv, uma cerveja do lado, porque já era noite. Fiquei ali sentado na poltrona vendo a aula dele. Tem também essa experiência do usuário, tudo contribui. Então, é uma coisa realmente muito positiva. Clairton – E quem diria isso há 10 anos, que poderia estar dentro da tua casa, olhando o mundo pela smart tv. As pessoas falam muito de smartphone, mas não conseguiram entender o tamanho da importância de uma smart tv. Bruno – Não conseguiram. Tem um potencial absurdo. E hoje você tem o Chromecast que você consegue mandar para ele qualquer tipo de transmissão via celular. Clairton – E eu comprei agora a Alexa, eu falo com ela e ela liga a tv, busca vídeo para mim no Youtube.
Bruno – Nota mental aí. Isso para CONTEÚDO COMPARTILHADO
mim é uma das principais tendências para o futuro, comando por voz. Quem quer se conectar com tendências para o futuro, quem quer se conectar em tendências de futuro, não pode deixar de acompanhar comando por voz. Foi só uma observação, Mas voltando no último D. Depois que você teve a desmonetização, você pode ter um Spotify de graça, você teve a democratização. O último D é democratizar essa tecnologia, essa experiência. Então, o mercado da música sofreu essa disrupção nesse mundo exponencial. E voltando para responder lá a tua pergunta para voltar ao que eu penso do futuro da educação. A gente primeiro digitalizou, começou a botar tudo na internet, digital EAD, da forma que era possível. Eu falo que a experiência no passado era ruim e ainda é um pouco. Mas era o que era possível. A gente, nesse momento, viveu muito o vale da decepção, que o negócio é chato. A pandemia nos mostrou e acelerou muito essa visão. Talvez a gente esteja saindo do vale da decepção e disruptando este mercado. Eu vejo que a educação está ali no D3, sofrendo a disrupção,
vindo novas tecnologias, as pessoas mudando cultura, adotando isso. Daqui para frente vai ser exponencial. Quem não estiver conectado a isso de fato talvez fique ali preso naquele Vale da decepção. Eden - Verdade. Eu tenho uma percepção de que a gente tem momentos bem diferentes. Quando a gente pega uma Witseed uma escola privada ou uma escola pública. Vocês já estão no futuro que é agora. Mesmo que ainda não estejam tão democratizados, Bruno, mas a caminho deste exponencial. E para o mundo mais comum das pessoas e menos das organizações você acredita que também deu uma acelerada, que também nós estamos caminhando para isso?
consiga responder tudo porque quando a gente fala de educação infantil tem uma série de peculiaridades que talvez eu não saiba tratar. Eu vejo que o futuro da educação é híbrido. Não tem mais como fugir disso. ele não vai ser 100% digital, mas também certamente não vai voltar a ser 100% presencial como era. Se a gente pegar dados até um pouco do que eu tenho das empresas até o momento, as empresas estão mais conectadas.
Qual que é a tua visão em relação à escola tradicional? Afinal, é o que ainda forma nossas crianças, os nossos jovens. Como é que você vê esta outra parte da sociedade? Bruno – É claro que talvez eu não CONTEÚDO COMPARTILHADO
fonte: divulgação
fonte: medium.com
Se pegar dados antes da pandemia, de 80% a 85% do volume investido em treinamento e desenvolvimento dentro das organizações ainda era em ações presenciais. Este dado ele não volta nunca mais. Vai voltar a ter presencial e obviamente esta troca entre a gente. Nós seres humanos precisamos muito disso, dessa troca, dessa expertise. Tem coisas que realmente não substitui. Vão continuar tendo os eventos, vão continuar tendo workshops, interações práticas, mas vai mudar. O presencial ele tem que ser usado por uma causa mais nobre e menos aquela coisa do famoso cuspe giz.
Eu vou botando ali teoria, vou passando e vou embora e, assim por diante, vou gastando o meu tempo CONTEÚDO COMPARTILHADO
aqui no presencial. Ninguém mais tem paciência para isso. O futuro ele é híbrido. A gente vai mesclar experiências digitais com experiências presenciais. Vou dar um exemplo: Teve uma empresa que a gente fez um workshop de design thinking e a gente tem um módulo digital de design thinking. Todo mundo teve que trilhar aquela trilha digital do design thinking para que pudesse participar do módulo presencial. Por que no módulo presencial seria discussão de um case prático do dia a dia da empresa, construir plano de ação, trocar experiências e debater dúvidas sobre o material que a pessoa já tinha estudado. Isso não é novo. Se você pegar o método do
caso Harvard, Stanford, em diversas universidades lá fora outras aqui dentro também, já fazem isso. Você ter aquela coisa do prework, de você ir de fato mais preparado para uma discussão às vezes presencial ou até digital.
Clairton - Isso é uma coisa interessante, Bruno, porque todo mundo imagina que inovar é sempre tem que fazer algo novo. Inovar é entregar para o usuário, para o teu CONTEÚDO COMPARTILHADO
cliente, para a tua equipe, para quem for, através de plataformas que sejam fáceis e entendíveis e disruptivas. Eu vou dar um exemplo para vocês que é muito daquilo que você está falando da questão da inovação. Eu recebi essa semana uma ativação de uma marca no meu e-mail. Mas e-mail é uma coisa antiga. Não é uma coisa antiga porque a gente abre e-mail. Eu abro e-mail. Eu abri e ele foi de tão bom gosto, de tão bem elaborado, usando uma técnica de QR Code muito legal que eu acabei comprando. Então, eu fui ativado a descobrir o que eles estavam me propondo. Eu fui através disso a ter esta experiência, que foi o que você falou que é uma experiência diferente, e acabei consumindo o produto. E o melhor: eu fiquei muito satisfeito no consumo que eu fiz. Independente se você tem produto ou serviço ou educação, eu acredito que quanto mais você usar tecnologias aplicadas de modo criativo, disruptivo e automaticamente instigar aquela pessoa a participar do negócio, melhor. Eu não gosto muito daquela
aula gratuita pela metade e depois corta. Ou você entrega o conteúdo ou você não entrega o conteúdo. Bruno – Eu também sou desta tese. A gente na pandemia liberou o nosso conteúdo para ajudar, principalmente trilhas de produtividade para o home office. Mais recentemente até liberamos também o LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados. A gente liberou e ponto, a gente só está fazendo a nossa parte. Se a pessoa depois quiser vir fazer um contato comercial com a gente e a gente entender que faz sentido, ok, vamos em frente. Mas se não, tudo bem, pronto, fizemos a nossa parte. A gente também detesta isso. Mas você falou uma coisa que me chamou atenção que queria dar dois exemplos. De como usar a tecnologia a nosso favor. Eu sou um cara que gosta de ler tudo e sempre gostei de ter nas estantes aqueles livros sabe? É bonito. Clairton – Eu também gosto até estou comprando mais uma estante para ter mais livros.
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Eden – Estão entregando o DNA de vocês. Mas eu também gosto. Bruno - Mas eu estava conversando com muita gente que não sabia e eu era muito resistente de eu ter um Kindle, aquele device de leitura da Amazon. Eu comprei no final de 2019. ano passado. Eu vou dizer para você que foi uma disrupção na minha mente. O Kindle realmente tem uma tela que se assemelha muito a uma página de livro. Claro que você não vai virar a página com a sua mão, não é aquilo. Tem alguns benefícios que são incomparáveis. Eu estava lendo um livro que era para fazer uma palestra. E aí o Kindle, o que ele me permite. Que eu faça um highlight, com dedo mesmo, em tópicos que eu acho super interessante. Eu posso fazer um highlight amarelo e outro rosa por exemplo. Depois no final, sabe o que acontece? Bate assim em enviar. Ele envia para o meu e-mail em PDF ou uma Excel, posso escolher um dos dois, com todos os meus highlights acumulados dizendo qual a página daquele highlight. Basicamente, o
seguinte, eu tenho o meu resumo do livro automático. E aí eu não volto agora para ler o livro inteiro, eu volto no meu resumo com os tópicos que mais me chamaram a atenção e mais se conectaram com os meus desafios. Gente, depois disso, eu falei como o meu mundo mudou. Porque ficam prontos os insights que você tem. Tudo resumido, bonitinho. Isso é usar a tecnologia a seu favor.
Bruno – E incentive a equipe a comprar também porque aí você pede o resumo deles (risos)
Eden – Não precisa riscar os livros, marcar, fazer dobraduras nas pontas, estragando os livros.
Bruno – A gente está vendo que as empresas estão tendo uma dificuldade muito grande em contratar pessoas que tenham competências comportamentais, soft skills que sejam conectadas com os desafios que se apresentam. Inclusive saíram milhões de reportagens por aí na pandemia sobre isso. Falando que as competências mais valorizadas são competências comportamentais, que não se encontram profissionais com isso, que é difícil desenvolver. Então, a gente está com um mindset muito voltado para isso também, para ajudar as empresas a construir conteúdos, habilidades, conceitos que vão auxiliá-las nesse processo de desenvolvimento pessoal de soft
Bruno - É isso e você pode buscar. É uma loucura. Imagina como é que você faz uma busca num livro. Eden – Verdade. É uma disrupção. E a única coisa que ele ainda não trouxe e pelo menos eu não vi é o cheirinho do livro. Bruno – Não sei, a gente não pode duvidar. Clairton – Eu estava na dúvida se comprava um Kindle, mas acredito que vou fazer esta disrupção.
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Eden – Olhando para frente agora, não só falando da educação em si, quais são os projetos, os desafios que vocês estão projetando para Witseed e para o mercado como um todo? O que estão planejando para o futuro?
skills que hoje é vista como uma das mais importantes no mercado. Este é o primeiro ponto. Isso vem do mercado, são as empresas nossos clientes que acabam nos falando e a gente só compila isso, pega as tendências nacionais e internacionais e chega a essa conclusão. A segunda é aqui na Witseed de um processo nosso de internacionalização porque a gente entende que, da mesma forma que a gente hoje ajuda várias empresas aqui no Brasil, várias empresas que são nossos clientes são globais. A gente até postou no Linkedin uma brincadeira falando sobre o tabuleiro do War, que a gente já tinha mais alunos em países diferentes do que tinha em países no War. Foi uma brincadeira que a gente fez porque as pessoas estão espalhadas pelo mundo aprendendo e se desenvolvendo e a gente viu que a gente pode ajudar de fato mais empresas. Então, a gente está nesse processo também de olhar a internacionalização, não só do ponto de vista mercadológico, mas o ponto de vista também de língua. Então, produzir mais conteúdos em CONTEÚDO COMPARTILHADO
espanhol, em inglês, porque a gente entende que o nosso modelo pode continuar ajudando qualquer outro tipo de empresa. São dois caminhos que a gente olha hoje. E o terceiro é, cada vez mais, incorporar a inteligência artificial nesse processo para que me ajude a recomendar bons conteúdos para cada uma das pessoas, ou seja, melhorar cada vez mais esse processo de dar uma personalização da experiência do usuário. A gente vem estudando cada vez mais também como incorporar a inteligência artificial dentro desse processo. São estes os três principais tópicos que a gente vem olhando. Eden - Excelentes desafios porque todos eles com a tecnologia você pode fazer internacionalização de qualquer lugar, onde você estiver, os conteúdos em vários idiomas, seja em inglês, espanhol, em mandarim para atender a demanda do mundo. Bruno - A Experiência acaba sendo a mesma. Eu estou falando com vocês direto da Witseed, mas hoje nós temos funcionários em Portugal, na Itália, obviamente mais concentrado
no Rio por ser a nossa natureza. Mas se os nossos próprios funcionários estão espalhados pelo mundo e é isso que a tecnologia hoje nos permite, a educação vai no mesmo caminho. Clairton - Me chamou muito atenção essa questão de você estar em outros países. Eu também vejo que não existe fronteira para o conhecimento, para a tecnologia, existe a vontade. Como Albert Einstein dizia que a maior força é você ter vontade de fazer as coisas. Como você vê esta questão das plataformas atuais, modelo de ensino, distribuição de conteúdo no aspecto tecnológico? Você falou do comando de voz, como você vê o conteúdo on demand, onde eu quiser, quando eu quiser.
E como a sua empresa está preparada para isso? Bruno – É uma boa pergunta. Talvez a gente ainda não esteja 100% preparado, mas a gente vem estudando muito. Eu vejo o futuro da seguinte forma: chego em casa, oi Google, ou Alexa. O meu é Google. CONTEÚDO COMPARTILHADO
Então, seria assim: oi Google, acende a luz da sala de jantar, liga o ar condicionado. Por favor ligar a TV com o conteúdo de Lei Geral de Proteção de Dados na plataforma da Witseed. E ele começa a tocar. Bota o volume um pouco mais baixo. Por favor, mande a dúvida sobre esse conteúdo. Qual é a aplicabilidade da lei? O que eu faço para estar protegido? Pronto. Não seria uma boa experiência? Você para, pede para pesquisar, pede um livro mais lido sobre um assunto. Ou seja, é você integrar todo esse sistema que eu acho que com certeza vai ser uma forma de melhorar a experiência. No fim é isso que a gente tenha uma experiência melhor, individualmente, e que isso se torne um hábito. Nada na vida tem consistência se não se torna um hábito. É igual a uma academia, é igual a refeição saudável e educação é a mesma coisa. Não adianta ir lá eu ver 100 vídeos num dia e depois voltar daqui a um ano para fazer isso. Não vai te ajudar. O que importa é que talvez 10 minutos por dia você reserve um tempo para estar constantemente
atualizado. A consistência traz muito mais resultado do que sprint no momento quando a gente fala de educação. Eden - É a questão da disciplina, do treino, da prática do dia a dia. Este é o caminho para conseguir gerar esta consistência que vai fazer essa transformação. Para finalizar, eu estava refletindo aqui: nós não estamos distantes deste cenário que você acabou de escrever. Na minha visão, nós estamos bem próximos de chegar em casa e falar com ALexa ou com o Google, com qual Inteligência Artificial seja para que estas situações todas estejam interagindo. Bruno – Perfeito e a internet 5g vai mudar tudo isso. Fica aí outra nota mental. Tem que entender qual é o impacto hoje. Quem lida com tecnologia, com prestação de serviços, produtos, qual o impacto do 5g no seu mercado? Por que é ele que vai permitir tudo estar conectado 24 horas por dia. Esse é um dos pontos mais importantes.
Clairton - Na realidade, a internet 5g CONTEÚDO COMPARTILHADO
vale um capítulo só sobre isso porque ela vai ela não vai Inovar, ela vai nos transformar. A inovação a gente teve pela internet , mas o 5g vai nos transformar. Vamos ser outros seres humanos e eu entendo que a tecnologia ela não veio para acabar com o emprego. Muito pelo contrário, a tecnologia vai nos dar mais qualidade de vida. Se nós formos para o core business da Witseed e até o da ConsulPaz, vocês podem simplesmente distribuir conteúdo a hora que vocês quiserem. Há 10 anos, seria impossível. A quantidade de pessoas que hoje podem entrar em contato com vocês é infinita. Coisa que há 10 anos era impossível. Eu até faço uma reflexão nessa questão de inovação que vocês dois comentaram que vocês vão ao Google e pesquisem: quando o Ratzinger foi empossado como Papa, peguem a foto daquele dia, e peguem a foto de quando o Papa Francisco foi empossado. Eu uso estas imagens numa lâmina nas minhas palestras. Na foto onde o Ratzinger foi empossado tinha câmeras, uma, duas câmeras.
Na foto em o Francisco foi empossado, era um mar de celulares, gravando e tirando fotos. E a distância entre os fatos não foi muito grande. Então, esta foto prova muito onde a gente já chegou e aonde a gente vai chegar. Para encerrar este bate-papo eu gostaria de saber a opinião de vocês sobre o que é esta nova tecnologia, este novo momento.
Como vocês estão vendo essa evolução tecnológica? Bruno – A minha visão sobre essa evolução é uma visão de evolução também nossa como seres humanos. Muita gente tem medo de ficar obsoleto diante dessas novas tecnologias, diante de tudo que vem mudando. A gente até fala assim, desisto, vou vender coco na praia que é melhor. Mas o meu recado final é: você precisa combinar inspiração com ação, senão gera ansiedade e medo de ficar para trás. Se você ficar só na inspiração, aprendendo, consumindo conteúdos loucamente, sem colocar isso na prática, você vai virar aquela pessoa meio lunática. CONTEÚDO COMPARTILHADO
Aquela coisa da inspiração e expiração. Se você combina isso com ação, você vai acelerar a sua taxa de aprendizado, sua taxa de adoção de uma nova tecnologia, sua inserção nesse novo mercado, nessa nova economia. Combine inspiração com ação, testa, prototipa. Para de ficar pensando em planejar. Planeja e bota logo na rua, testa logo. Erra rápido para aprender mais rápido. Erra pequeno para depois acertar com mais frequência. O meu recado é esse, a gente nesse mundo que muita gente tem essa ansiedade, esse medo de ficar obsoleto, é combinar inspiração com ação. Eden - Eu concordo com tudo que o Bruno trouxe e complemento o seguinte: a tecnologia está nos permitindo trabalhar com dados e informações que até então estavam dispersas não conectadas, não Integradas, não percebidas, não vistas. E que isso é que vai ser o grande novo petróleo do mundo que são os dados. Então, eu acho que a tecnologia está ajudando a criar um novo ciclo na economia, que vai ser a economia baseada em dados. E isso vai transformar um pouco do
que você comentou, Clairton, em relação aos empregos. Eles não estão acabando, eles estão se transformando assim como aconteceu do artesão para Revolução Industrial e da Revolução Industrial para a primeira etapa do digital que a gente passou. É um ciclo de evolução constante. A diferença que eu vejo é que ela é muito mais rápida, muito mais exponencial e que isso é que talvez dificulte a questão do aprendizado. E aí vem o que a Witseed traz, o que o Bruno no meu entendimento relatou aqui o tempo todo, que é gente gerar o conhecimento necessário que precisa ser aplicado. Não é aquele conhecimento engessado, de quatro paredes, joga giz lá como o Bruno falou. Vai enchendo o quadro de giz lá e, às vezes, sem muita finalidade. O papel do professor é fundamental. É uma das profissões que eu mais respeito e admiro. Tenho lembranças
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fantásticas da minha infância de professores muito bons que me ajudaram a se tornar a pessoa que eu sou hoje. Mas acredito que com a tecnologia, respondendo a sua pergunta e complementando que o Bruno trouxe, o acesso e esse mundo de dados que para mim é o novo petróleo do mundo, a gente vai poder melhorar essa experiência do usuário. A gente vai poder ajudar na construção de empregos com mais qualidade e de um mundo melhor. O desafio é enorme, a nossa capacidade de aprendizado vai ter que ser também de alguma forma testada. Nós vamos ter que reaprender, como a gente faz ao longo da vida, mas é reaprender o tempo todo para conseguir acompanhar e não ficar obsoletos. É uma coisa que realmente incomoda muita gente. Temos que aproveitar esse momento, os exemplos como da Witseed para fazer essa jornada, para fazer essa grande transformação.
Para finalizar queria agradecer a tua contribuição, Bruno, a tua aula e a troca de experiências. Para nós é muito prazeroso e sim de uma contribuição enorme. Muito obrigado. E ao Claiton também que sempre nos apoia fazendo esta mediação.
Ou ainda navegar em Witseed.com que é um neologismo:
SEED DE SEMENTE E WIT DE SABEDORIA. Então,
semente da sabedoria. MUITO OBRIGADO.
Clairton – Nós que agradecemos a aula do Bruno. Obrigado. Bruno – Nada disso, que as boas respostas façam as boas perguntas. Estou muito feliz, muito obrigado e quem quiser se comunicar com a gente é só seguir Bruno Leonardo no Instagram e no LinkedIn para continuar a conectar as ideias e os conteúdos.
fonte: freepik
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BRUNO LEONARDO CEO E Co-Founder Witseed
Bruno Leonardo, CEO e Co-Fundador da Witseed, está no Instagram @brunobcl e no LinkedIn .
Você também pode acessar a Witseed no Instagram @witseed ou www.witseed.com CONTEÚDO COMPARTILHADO
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CAPA
O Projeto Usa for You - U4u, do cliente Usaflex, iniciou em Janeiro de 2020 e tem previsão de encerramento em Agosto de 2021. Com a primeira metade do projeto, já realizamos o Mapeamento dos Processos e a validação, das lideranças, das recomendações e oportunidades de melhorias baseadas nas best practices dos processos do SAP S4/Hana. Estamos conduzindo a evolução de todas as fases da metodologia de implantação SAP Activate, as ações de: comunicação, integração das equipes, capacitação, mapeamento dos impactos organizacionais, e demais, recomendadas pela ConsulPaz, com o objetivo de alavancarmos a prontidão das pessoas e processos, para utilização do novo sistema. Para que este processo tenha obtido todos os resultados positivos até agora, destacamos o engajamento do Time do Programa e das principais lideranças da empresa. Para 2021, teremos como importantes ações o atendimento no prazo e qualidade de todas as fases e entregáveis do cronograma do Programa, bem como ao fato da Usaflex ser a pioneira na América Latina na Implantação do SAP S4/Hana Fashion.
Com o Projeto Mais Agro, do cliente SLC Agrícola já mapeamos os Impactos Organizacionais decorrentes da implantação do SAP S4/Hana, realizamos o mapeamento dos perfis de acesso ao novo sistema, ações de comunicação e a integração das equipes do Programa MAIS AGRO. Estamos conduzindo de forma contínua, as ações necessárias para a evolução de todas as fases da metodologia de implantação SAP Activate. O projeto, iniciado em fevereiro de 2020, tem duração de quinze meses prevê, para 2021, a implantação do SAP S4/Hana e demais sistemas especialistas nas 16 (dezesseis) fazendas e Matriz da SLC Agrícola.
CAPA
Com duração de 2 meses, o Projeto de Desdobramento de Objetivos e Metas da SOMMA Produtos Hospitalares teve como algumas das principais metas, a construção de indicadores e gestão à vista, além do alinhamento dos objetivos e metas da empresa. O desafio do projeto consistiu em identificar e alinhar os objetivos, metas e indicadores de toda a companhia com aqueles determinados pela Diretoria, além de treinamento e implementação das reuniões periódicas de revisão e status dos indicadores nos quadros de gestão à vista.
Como um de nossos mais novos clientes, o SEBRAE, acreditou na ConsulPaz para a realização do seu Projeto de Business Case CSC. O projeto que teve seu início em Agosto de 2020 e com previsão de encerramento para fevereiro de 2021, tem como um de seus objetivos principais a entrega do Relatório de estudo de modelos e viabilidade para implantação de um CSC e do Plano de implementação e operação do CSC. Como principais expectativas, destacamos a padronização dos processos, ganhos de Sinergia (produtividade e redução custo) e a adequação da estrutura.
CAPA
Com duração de 5 meses, o Projeto Alioth, da Cooperativa Castrolanda, tem como entregas principais um Plano de Comunicação, um Plano de Impactos Organizacionais e todo o suporte necessário aos treinamentos.
O projeto será conduzido a partir de Dezembro/2020 com previsão de término Fevereiro/2021. Essa será a terceira etapa de trabalho junto ao Cliente, a qual apoiaremos o Time de Gestão do CSC da FSFX na revisão da Governança e Gestão dos processos. Implementaremos dashboards / KPI’s, para assegurar que o monitoramento dos processos seja acompanhado em tempo real. Além disso, revisaremos os itens de verificação com objetivo de assegurar que eventuais desvios sejam identificados durante a execução e que possam ser tratados antes da entrega. Será implementado o NPS (Net Promoter Score) e outras pesquisas para ajudar na visibilidade da satisfação dos diferentes públicos envolvidos. A expectativa é que o trabalho a ser realizado gere maior transparência na forma que a empresa se organiza, mede e gere seus processos.
A realização de um trabalho em uma Cooperativa é um desafio muito interessante, dado que se trata de uma estrutura organizacional um pouco diferente do tradicionalmente encontrado nas empresas. Apesar de termos ingressado no Projeto em uma fase avançada, temos encontrado oportunidades de contribuir e a receptividade da Castrolanda conosco facilitou a nossa integração. Trata-se de um Projeto complexo, mas que certamente trata diversos benefícios a partir de sua implementação.
CAPA
Na última semana de Novembro de 2020, realizamos uma palestra especial sobre CSC para a CHESF, Companhia Hidrelétrica do São Francisco, uma empresa do grupo Eletrobras.
Em nosso cliente Andritz, iniciamos o Projeto Business Case CSC RH em novembro de 2020. A proposta deste projeto prevê a recomendação sobre qual sistema utilizar para FOPAG, Ponto, Benefícios e HSE, a avaliação de oportunidade dos processos [AS IS e TO BE], além da proposta de implementação com ganhos potenciais. Com as próximas etapas do projeto, que tem previsão de encerramento em fevereiro de 2021, espera-se alcançarmos uma harmonização dos processos, obter ganhos de Sinergia e realizar a adequação da estrutura, vencendo o desafiador prazo de execução.
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A COMUNICAÇÃO NO NOVO NORMAL É ANORMAL Nunca dependemos tanto da comunicação entre as pessoas como no ano de 2020. A pandemia do novo coronavírus pegou o mundo de surpresa, afastou o contato presencial e multiplicou a conexão pessoal, educacional, profissional e corporativa. Mesmo com uma vacinação em massa, as relações não serão mais como antes. O chamado novo normal é anormal porque a humanidade não estava preparada para tamanha mudança de comportamento. O desastre de milhões de vidas perdidas será a pior consequência, embora haja uma perda enorme na economia. O mundo dos negócios, porém, sempre abre uma oportunidade onde há uma crise e alerta para mudanças vitais principalmente nas empresas na área de Recursos Humanos. Se não existia um cenário preparado na área da saúde, nas empresas que tiveram que fechar as portas, nas pessoas que perderam o emprego, o mundo da tecnologia da informação estava
COLUNA
engatilhado. No meio da pandemia, à medida que as pessoas se afastaram, ferramentas de conexão por áudio e vídeo, aplicativos, plataformas de armazenamento de dados, de comércio pela internet, de aulas on-line deram um salto gigantesco. A empresa californiana Zoom Video Communications, fornecedora de serviços de videoconferência, teve aumento no faturamento de mais de 1000% só no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019. Chegou a apresentar problemas de segurança devido a uma demanda que jamais imaginou ter. As escolas tradicionais, os escritórios, as empresas de comunicação e o varejo passaram a se comunicar à distância. Quem poderia imaginar que os jornalistas de rádio e TV iriam transmitir notícias de casa, que os médicos atenderiam por videochamada, que haveria somente audiências da justiça por conexões da internet.
Caco da Motta é CEO da Caco da Motta Comunicação e está no Instagram como @cacodamotta, no WhatsApp número +55 52 99999 0192 e no site da empresa www.cacodamotta.com.br
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Todas estas possibilidades nas relações de trabalho já existiam, mas ainda era uma demanda reprimida. Tanto que os eventos esportivos e shows musicais seguiram acontecendo assim que foi possível estabelecer protocolos, mas sem público presencial. Só que milhões de pessoas seguiram assistindo de casa. Não há o calor humano, a temperatura do ambiente, nada é palpável, mas é possível acompanhar do sofá de casa. Aquele mundo do desenho animado dos Jetsons, com robôs e automação que parecia impossível, está aí. Aqui no Brasil a moderna família foi um sucesso nos anos 70 e 80. A série foi produzida pela primeira vez entre 1962 e 1963, com uma segunda versão entre 1985 e 1987, e se passa no distante ano de 2062. Não é normal, mas existem várias oportunidades de negócios como o streaming de vídeo que cada vez mais cresce para empresas e pessoas de qualquer tamanho. Jamais vimos tantas janelas de vídeo ao vivo nos smartphones, desktops, tablets, notebooks e aparelhos de TV. Da mesma forma, muitos setores foram potencializados como os mais úteis,
os chamados essenciais, serviços públicos de limpeza, segurança, os supermercados e abastecimentos em geral, manutenção de veículos, combustíveis, farmácias, hospitais e serviços de saúde em geral.
COLUNA
A grande mudança na comunicação que serve de alerta é nas corporações. A primeira é de que a relação de trabalho será diferente daqui para frente. Muitas empresas perceberam que algumas atividades não precisam mais ser presenciais. É mais econômico manter muita gente em teletrabalho ou de forma híbrida, ou seja, presencial e on-line em dias alternados. Há uma exigência nas regras das empresas que só fortalecem a importância do profissional do setor de RH e da liderança, que passa a ser cada vez mais desafiada para conseguir manter a motivação, o engajamento das pessoas. As pessoas estão trabalhando em casa onde elas invadem o próprio espaço, onde a família era só família. O home office só não pegou de surpresa os profissionais autônomos que também haviam percebido um caminho alternativo. Mas os profissionais das empresas, assim que voltaram para o seu
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habitat de trabalho, após um período de quarentena, estranharam o novo layout de distanciamento, avisos, protocolos, bandeiras, colegas de máscara, alguns sem. Pode? Onde comemos? Onde lavamos as mãos? Onde está o álcool gel? Meu filho não tem como ir a escola que segue fechada, posso ficar em casa? O ônibus está lotado, vou me atrasar, mas eu serei descontado ou arrisco? O diretor está de quarentena e ninguém domina o assunto como ele daquela reunião, cancelamos? Algumas coisas até são simples de se resolver, mas sem comunicação eficiente será sempre mais difícil. A comunicação interna da empresa precisa ser aprimorada e os profissionais de RH preparados para uma avalanche de dúvidas e insatisfações no curto prazo. Em prazos mais longos, será preciso aprimorar os treinamentos com cursos que ainda estão por surgir. Não é à toa que surge a formação para diretores da felicidade, Chief Happiness Officer, especialistas em potencializar o bem estar das
pessoas no trabalho.
COLUNA
Nunca as soft skills foram tão testadas. As habilidades de resiliência, empatia, colaboração e comunicação são essenciais para a sobrevivência do ambiente corporativo com os nervos aflorados. Neste caso, talvez nem seja preciso uma pesquisa de clima. Melhor partir logo para o diálogo direto e permanente. O papel dos líderes também sofreu um impacto enorme. As reuniões, os comunicados e os feedbacks precisam ser eficientes no sentido de encorajar os colaboradores. O gestor precisa ter criatividade com as equipes para flexibilizar horários e fluxos de trabalho sem comprometer a produtividade. Será preciso se comunicar mais como ouvinte e com gestos, através das atitudes dando exemplo e fazendo parte do processo. Enfim, seja mandando um sinal de fumaça nos tempos primitivos ou uma mensagem por Whatsapp, a eficiência não está no canal, mas na mensagem. O novo normal é anormal, mas a comunicação não muda. Será sempre essencial.
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E N T R E V I S TA
GESTÃO
JOANA SOPPER: O DESAFIO REDOBRADO DAS EMPRESAS PARA 2021 Joana Sopper conversou com o CEO da ConsulPaz, Eden Paz, e o CEO do Grupo Braun, Clairton Braun, sobre os desafios dela à frente da gestão da empresa na Capital Gaúcha. Um bate-papo sobre a retomada dos negócios com responsabilidade em meio à pandemia, às experiências da carreira desta jovem líder que tem uma trajetória marcada pela coragem e atitude e que se inspirou na avó empreendedora para estudar Administração de Empresas.
Eden Paz - A Joana Sopper é a nossa nova gestora da filial de Porto Alegre da ConsulPaz e a gente gostaria, Joana, que você falasse um pouco da sua trajetória. CONTEÚDO COMPARTILHADO
Joana Sopper - Sobre minha trajetória, eu sou formada em Administração de Empresas Empreendedorismo e Sucessão e, um dos motivos da minha escolha por este curso foi em função de ter crescido acompanhando a minha avó como empresária em Pelotas. Eu tinha uma grande admiração por ela e acabei optando pelo mesmo caminho. Depois de alguns anos estagiando em algumas empresas, eu iniciei minha carreira profissional na área de Recursos Humanos nos Serviços Compartilhados da Gerdau. Tive a oportunidade de conhecer o Eden e de trabalhar na equipe dele. Ali tive a primeira chance de me aprimorar no módulo de SAP no RH. E, inclusive nós estávamos
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conversando estes dias, que, na época, eu era estagiária e o Eden já me colocou em um curso de imersão de SAP. Lembro que fiquei meio assustada pois foi uma imersão intensa, diária, ficávamos até à noite. Foi uma experiência muito bacana!
Clairton Braun - Isso é uma característica que o Eden tem de descobrir e evidenciar talentos. Então, provavelmente neste momento foi isso que ele viu com você. Estas são características de um CEO. Joana - Sem dúvidas, o Eden foi um exemplo para mim em vários momentos da minha trajetória e me ajudou de várias formas. Depois que concluí esta experiência, participei do programa de trainees da Gerdau. Fui transferida para a área do RH Corporativo junto a vice-presidência da empresa e lá, atuava nos processos de Clima Organizacional e Comunicação Interna. Tive a oportunidade também de participar do projeto de revisão da pesquisa global de Clima.
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Na época, a empresa atuava em 14 países e contava com mais de 40 mil colaboradores. Foi uma experiência muito bacana. Acabei também participando da revisão do Código de Ética. Ainda no RH corporativo, atuava na gestão dos indicadores globais de RH. Tive contato com as áreas de Recursos Humanos dos 14 países e, trabalhava na consolidação destes indicadores, foi um belo aprendizado. Terminado este ciclo, migrei para uma empresa familiar no ramo da construção civil. Saí de uma multinacional para uma empresa menor com gestão familiar e pude ter um belo overview da empresa, enxergar o todo, trabalhar em diversas áreas e frentes. Em função de ter maior flexibilidade, conciliei ainda dentro da minha rotina uma formação que eu desejava realizar que foi no Instituto de Estudos Empresariais - IEE. Esta instituição, de 35 anos, prepara novas lideranças com base nos conceitos de economia de mercado e da livre iniciativa, foi um importante e essencial “norte” para moldar muitas das minhas ideias. Lembro bem que, na época que entrei no Instituto comentei que estava em dúvida se
iniciava a minha formação lá ou fazia uma pós-graduação. A conclusão que cheguei foi que acabei tendo, sem dúvidas, uma maior oportunidade de aprendizado completando o ciclo de formação do IEE, através dos seminários, júrisimulados, estudo de livros, visitas técnicas a empresas, além do contato com importantes lideranças e empresários do estado do Rio Grande do Sul e do Brasil. Após o fechamento desse ciclo, fui convidada a participar da gestão do Instituto como Diretora de Comunicação no ciclo 2014/2015. Foi uma bela oportunidade também para estar à frente do dia a dia das questões do Instituto. Trabalhei no projeto de 30 anos da instituição e, também, na 28ª edição do Fórum da Liberdade, evento que reúne cerca e 5.000 pessoas em Porto Alegre, uma conferência já citada pela Forbes como maior evento de discussão de ideias da América Latina. Tenho um grande carinho pelo Instituto e, até hoje, participo como associada honorária.
Por fim, após uma breve pausa em função da maternidade, tive uma
experiência na Gestão Administrativa de uma produtora de vídeo e agora estou de volta para trabalhar com o Eden nesta oportunidade na ConsulPaz.
Clairton - De ConsulPaz eu entendo um pouco. São três anos que eu e meu time tivemos o privilégio de começarmos a trabalhar com o branding da empresa, de ajudar nesta construção de marca, inclusive participando de outras tomadas de decisões que o Eden nos permite contribuir. Sabe que é uma empresa de total transformação que se adapta bem ao mercado. Qual foi a tua primeira impressão logo que entrou na ConsulPaz e nesta primeira impressão, qual foi a essência que fez sentido para você? Joana - A minha primeira impressão já vinha de fora, acompanhava os projetos através das redes sociais e publicações da empresa. Já 69
chegando na ConsulPaz, pude também confirmar um feeling que eu já tinha anteriormente. Estou começando e, conversando com os sócios, vejo que eles estão muito alinhados. Na questão da essência, vejo que a Consulpaz tem uma preocupação muito grande com os detalhes, a entrega e a qualidade com o cliente. Vejo isso na conversa com os sócios, em reuniões com clientes e diversos outros momentos. Vejo que há o alinhamento de todos neste sentido. Eden - É importante até para gente porque você chega do mercado agora, de ter esta leitura e reforçar isso chegando aqui. A gente fica feliz. Conta um pouco sobre os novos desafios, como você vai contribuir para o time nestes desafios todos? Joana - O desafio é grande Eden, o desafio que foi me dado de liderar a filial aqui de Porto Alegre e ajudando no crescimento da consultoria, apoiando os projetos junto aos clientes. Isso traz bastante trabalho aqui para a ConsulPaz, para termos um alinhamento interno, poder CONTEÚDO COMPARTILHADO
recrutar uma equipe que está alinhada com o nosso propósito. Agora, estamos passando por uma revisão do planejamento estratégico. E, para alavancar os resultados, espero, junto com minha experiência que contei um pouco para vocês aqui, principalmente, com minha vontade de fazer, vestir a camisa, contribuir com ideias que, ao meu ver é o que faz a grande diferença para o resultado final. Isto é o mais importante pois tem diversas coisas que nós vamos descobrindo no dia a dia, durante a caminhada. O legal de crescer junto com a empresa é participar desta construção. Inclusive, foi uma das questões que me identifiquei muito quando fui convidada para participar da equipe e aceitar este convite de trabalhar na ConsulPaz.
Clairton - Sabe que isso é muito importante, Joana, como é que você escolheu a ConsulPaz. Como é que foi esta avaliação porque liderar uma equipe numa cidade importante para o negócio da empresa em Porto Alegre, uma capital, requer um esforço, um alinhamento, entender o conceito e a ideologia da empresa. Joana - Como falei, já tinha um conhecimento da empresa, do trabalho do Eden e tudo se confirmou quando cheguei aqui. E tem também a questão dos critérios do porquê decidi aceitar entrar nesta empresa, aceitar este desafio. Me identifiquei muito com a Cultura, com a Filosofia, o propósito da ConsulPaz. E, acredito que algumas questões fizeram eu não ter dúvida desta decisão, que são a transparência e a confiança. CONTEÚDO COMPARTILHADO
Clairton - Mas este é o ponto. É importante salientar isso da transparência e da confiança no seu próprio trabalho. Porque se não tiver isso, pode ter o efeito contrário à contratação e até atrapalhar o processo de crescimento da empresa. Eden - Sobre esta relação que a gente estabeleceu, não estou nem falando do passado. Mas esta possibilidade dela poder avaliar e de conhecer alguns dos sócios. Ela não conhecia todos os sócios. Esta transparência, os desafios que vão ser enfrentados e aceitos pela Joana foram pontos decisivos. E o mais bacana nesta relação é que esta atitude não é uma atitude que acontece num processo de seleção, numa busca de uma vaga. Eu conheci a Joana menina, saindo ali da faculdade e quando ela traz esta história de colocar ela num curso de SAP intensivo junto com os analistas responsáveis e tal é porque a gente já viu nela a vontade e o desejo de aprender, de crescer, de não ter medo de encarar os desafios. Isso vem se fortalecendo ao longo do tempo. A atitude hoje é que vai fazer
a diferença. As competências, as chamadas soft skills, que vão trabalhar com esta questão do emocional, da atitude, de que eu quero e como eu quero é que vão diferenciar os profissionais no mercado. É isso que a Joana traz para contribuir com a ConsulPaz. Joana - No depoimento do Eden, tem também um pouco da semelhança que nós temos em algumas crenças. Me identifico com muitas posturas do Eden e, por consequência, da ConsulPaz. Isso diz tudo, Clairton. Acreditar na causa. Depois de um tempo da minha trajetória profissional, eu já tinha certo para mim mesma que sempre trabalharia em iniciativas que eu acreditasse, de verdade. Que eu não iria vender o que eu não acreditasse. Fica fácil trabalhar assim. A gente só tem ganhos. Eu, como profissional, como pessoa, empresa, enfim. Clairton - Eu venho da área de televisão há muito tempo. E isso que você falou já era um paradigma. A gente ficava um dia inteiro dentro da empresa.
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Numa entrevista, se perguntava se a pessoa estava apta para aquele mundo. Muitas vezes, acontecia e deve acontecer hoje, da pessoa ter o glamour de trabalhar numa empresa, como a ConsulPaz que leva um nome, é uma marca. Negócio tem coração, porém não tem erro. A gente não pode errar. Mas o erro não pode ser uma cruz. Eu vejo que esta tua vontade de estar na ConsulPaz não só é bem vinda como é um grande momento para a empresa. Eden - Em pouco tempo com a gente, convivendo com os sócios, participando de todas as reuniões possíveis, como você está vendo o futuro da ConsulPaz nos desafios que você terá aqui na região sul? E como você se vê dentro deste time no futuro? Joana - O futuro eu vejo assim, sem dúvida nenhuma, como uma grande oportunidade de crescimento, começando pelo Rio Grande do Sul e região Sul, mas também no Brasil. Uma oportunidade de contribuir com o crescimento e perenidade das empresas.
Especialmente, neste momento que acabei me juntando ao time da ConsulPaz e que há uma retomada no meio desta pandemia que estamos vivendo. Sinto que as empresas estão começando a retomar o ritmo e vejo aí que tem bastante oportunidade de crescimento para a ConsulPaz. Sobre o futuro no time da ConsulPaz, estou há quase um mês aqui. É pouco, mas pelo que eu já acompanhei parece que eu estou há muito mais tempo. Espero poder contribuir, trazer ideias, melhores práticas. No futuro, o que vier nós vamos encarar, certo Eden? Eden - É verdade. Tem uma característica sua também que é legal de compartilhar porque pode servir de inspiração para outras pessoas também. Eu não vejo a Joana acomodada, Clairton. Ela veio com uma missão, um desafio. Como ela tem estado conosco aqui no escritório, que é a sede dela, onde ela vai tocar a filial, eu tenho visto que todos os assuntos possíveis em que ela tem uma oportunidade de contribuir ou de questionar, ela contribui. Porque CONTEÚDO COMPARTILHADO
aquele caminho, porque aquela solução. Não como aquele cara chato para criar problemas.
Clairton - Isso é importante. Não é aquele cara chato que eu chamo de mensageiro do apocalipse. Eden - Muito pelo contrário. É rápida. São questionamentos, são contribuições e de uma facilidade. Coisa que os mais jovens hoje têm e a Joana é uma jovem. Desta conexão com a internet. Em dois segundos, ela tem cinco alternativas. A gente acabou de desligar o telefone e já está ali. Esta proatividade com qualidade, esta inquietação dela não tenho dúvida que vão nos ajudar neste exercício contínuo de transformação que a gente vem tentando construir na nossa cultura da Consulpaz. De manter o foco na qualidade, no entregável, mas ao mesmo tempo continuar plugado, conectado, entendendo as novas realidades. Tentando até se antecipar em algumas delas. E este é o perfil do profissional, da pessoa, que a gente busca para aumentar o nosso time. 73
Clairton - Sabe que no branding a gente fala uma coisa muito importante. A inquietude faz parte da excelência, mas não a inquietude do lado negativo. E sim a inquietude do questionamento da busca da excelência. Porque, diferente do mercado de onde você vai atuar, se você for uma pessoa acomodada, o mercado vai te ultrapassar. Mas se você tem uma inquietude de buscar novidades, de entender e de saber, o mercado te coloca como excelência. Mas depois de toda esta questão de excelência, deste elogio do chefe, o que tu pensas para os próximos meses, Joana? Como tu enxergas a Consulpaz, o teu trabalho e o crescimento da empresa nestes novos momentos que estamos vivendo já quase em 2021? Joana - Olha Clairton, é difícil porque estamos vivendo um momento único na história da humanidade. Querendo ou não, nosso trabalho e todos os trabalhos estão vinculados diretamente aos impactos da pandemia. Não tem como falar de futuro sem falar de pandemia, de CONTEÚDO COMPARTILHADO
mudança desta situação que estamos vivendo. Como já falei anteriormente, as empresas estão começando a retomar o ritmo, este é o meu feeling. O Eden pode até confirmar e, inclusive a própria ConsulPaz vem sentindo isso junto aos clientes e às empresas. Espero que essa realidade só melhore daqui em diante, que a gente não dê um passo para trás. Afinal de contas, a gente ainda tem um ponto de interrogação pela frente. Vejo também por outro lado um “vai ou racha”. As empresas têm que ir para frente de qualquer jeito, Clairton, ainda mais agora após suar muito para se adaptar a essa nova realidade. Clairton – “Ou vai o racha” no sentido também de vamos lá, vamos fazer. Vamos fazer acontecer, né? Joana - Vamos. Com muito esforço! Agora já estamos mais adaptados ao novo normal, então tem que acontecer, independente do que vier pela frente, pois acredito que ainda tem um “chão” considerável pela frente nesta pandemia.
Clairton - E até complementando e fazendo um questionamento ao Eden. O que tu estás vendo para o final de 2020 e início de 2021 neste cenário corporativo, de negócios e dia após dia a gente está tendo que se adaptar? Eden - Então Clairton, se a gente pegar as nossas conversas do final do ano e início deste ano, você vai ver que a gente nunca deixou de acreditar. E você sabe disso.
Clairton acreditando.
E
eu
continuo
Eden - Eu também acredito e entendo que, dentre as nossas responsabilidades, a gente tem que fazer acontecer. A gente sempre disse isso, que não dava para ficar esperando. Nas nossas conversas no início da pandemia, você vai lembrar, que não dá para parar porque as consequências poderiam ser piores se tudo parasse. Eu acredito que hoje a gente está com uma sensação de que as coisas estão resolvidas, mas o cenário ainda é indefinido, incerto. Apesar de
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a gente ter evoluído, ter passado por este momento, se a gente olhar para os Estados Unidos e para a Europa, a gente está vendo uma nova onda. Aqui no Brasil também há alguns sinais de alguma nova situação. Então, dentro da nossa responsabilidade a gente não parou, a gente não vai parar. Mas eu acredito que a gente tem que cuidar de aglomerações, da questão da saúde. Eu nem acho muito correto a gente falar de isolamento social e sim um distanciamento físico. Clairton - Este isolamento social parece que a gente não pode mais se relacionar com ninguém. Eden - E não é isso que a gente está buscando. Se eu for falar sobre o futuro, eu vou concordar com a Joana. A gente está com uma visão positiva neste final de ano. As organizações estão retomando os seus projetos e investimentos. Claro, algumas ainda muito afetadas pelo momento econômico. Outras ainda surfando nesta onda. E aquelas que ficaram no meio do caminho agora
estão retomando. É importante que todo mundo contribua, que todo mundo continue tomando os cuidados, que as flexibilizações sirvam para que a vida volte ao novo normal para que nós mesmos não soframos as consequências num futuro bem próximo.
da medicina. Eu também sou contra radicalismo que não ajuda em nada. Mas a questão da gente se cuidar e cuidar do ambiente que você vive e das relações que você tem, é o mínimo que se deve fazer. Sobre a questão econômica, eu concordo com vocês.
Em termos econômicos, os números parecem mais positivos e animadores. Para continuar assim, é necessário que a gente continue com as coisas funcionando, operando, as empresas produzindo, todos podendo ir trabalhar. E para que isso aconteça, como eu disse, é preciso que todo mundo faça a sua parte. Se você não é do grupo de risco, não tem alguma limitação, tem que voltar, mas com cuidados. Use a máscara, lave as mãos, não fique em aglomeração. É simples de fazer.
Eu vejo que existem bons sinais na indústria, nos serviços. Nós profissionais de branding, a gente olha para o futuro no seguinte sentido: o que vai ser relevante para o bem estar do indivíduo. O ano de 2021 vai ter uma pauta bem interessante em cima dos indivíduos e das comunidades, das organizações.
Clairton - O que está faltando para o brasileiro é um senso de respeito Não só um respeito com si próprio, mas mútuo. Se existe um protocolo de saúde, estabelecido por órgãos mundiais, a gente não pode desacreditar na ciência, nos nossos profissionais CONTEÚDO COMPARTILHADO
A própria ConsulPaz pode fazer ainda mais a diferença dentro do ambiente corporativo de cada cliente. São situações onde o próprio usuário, o cidadão, o profissional, o empresário precisa ter isso como pauta diária no seu conviver, sem o isolamento mas com distanciamento. Esta palavra isolamento a gente pode acabar 76
com o tecido social de relações. É uma coisa que não tem mais volta. Mas Joana, qual consideração final?
é
a
tua
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Eden - Para finalizar, queria mais uma vez agradecer a parceria Clairton em mais uma entrevista. Queria agradecer também a Joana, desejar boas vindas, sucesso e pode contar conosco no que precisar.
77 fonte: freepik
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JOANA SOPPER Gestora da Filial ConsulPaz POA
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A ConsulPaz é uma empresa que busca estar sempre atenta às novidades do mundo dos negócios, Centros de Serviços, Projetos, Processos, imersa em discussões sobre tecnologia e antenada ao que há de novo no mundo digital. Para isso, procuramos participar de diversos eventos que nos proporcionem momentos para troca de experiências, compartilhar conhecimentos e fazer networking. Confira os últimos eventos os quais fizemos parte.
PROGRAMA EXECUTIVO DE IMERSÃO EM SHARED SERVICES Nosso CEO Eden Paz participará Do Programa Executivo de Imersão em Shared Services, promovido pela Blueprintt. No programa, que iniciará em 26 de Janeiro, nosso CEO Eden Paz representará a ABSC discutindo sobre “O novo papel do SHARED SERVICES: entenda as tendências e como aplicá-las para aumento de eficiência nos negócios”. PARTICIPE!
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