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Prof. Galvão Junior Lourival

da

Cruz

Galvão

Junior,

formado

pela

Universidade de Taubaté em 1994, graduado em Jornalismo começou no Rádio em 1990, já trabalhou em uma Indústria como mecânico na Ford antes de entrar no Jornalismo. Mestre em Lingüística Aplicada trabalhou na Rádio Difusora, Rádio Cacique, Rádio Clube, Rádio Bandeirantes, Rádio Eldorado, Rádio FM UNITAU. Atualmente

leciona

na

Universidade

de

Taubaté

Radiojornalismo I e II no período matutino Teoria do Jornalismo e Teoria da Comunicação I. Sobre a memória do Radiojornalismo no Departamento, o professor pensa que “É muito limitada. felizmente nós temos um acervo muito grande. Possuímos alguns áudios de coisas do passado. Um exemplo é a inauguração do laboratório que foi feito com Roberto Donzeline que inclusive está no blog que o Professor Gerson Mário criou. Nós temos uma memória pequena, mas o que nós temos mostra que o curso de Rádio é forte. A gente tem, por exemplo, um episódio que é marcante o fato da gente ter ganhado em 1997 o primeiro lugar no Intercom com o programa de Rádio coisa que ainda a gente não conseguiu de novo era um trabalho que eu coordenei na época era feita no intervalo das aulas junto com a disciplina Radiojornalismo II. Esse primeiro lugar foi nacional na categoria Rádio, só mais tarde conseguimos uma menção honrosa na mesma categoria. Três anos mais tarde em fim nós temos alguns prêmios, mas registros têm muito pouco e é uma coisa até para se questionar”. O professor também fala sobre a contribuição do Projeto Interjornal nesses trintas anos: “O Projeto Interjornal foi um projeto que eu participo desde que eu entrei na UNITAU em 1996 em 1997. A gente começou com o trabalho que era feito no intervalo das aulas. Em 1997 comecei a produzir e no final do ano fomos agraciados com o primeiro lugar na Intercom em Santos. Isso deu uma motivação muito grande e depois conseguimos uma menção honrosa com programa de Rádio. Eu acredito que isso foi muito importante porque tivemos experiências muito positivas. Por exemplo: Rogério Corrêa foi aluno nosso e ele nunca tinha trabalhado em nada e me lembro muito bem quando ele fez o Interjornal pela primeira vez. Perguntei pra ele se ele trabalhou alguma vez em Rádio. Acredito que esse tipo de trabalho motivou muita gente a viver na prática a situação de Rádio porque pegava pesado. A grande contribuição do Interjornal foi na teoria e na prática”.


Sobre os talentos revelados no Departamento tem bons exemplos: Edivander Silva, Márcio Campos, Edinelson Prado, Rogério Corrêa, Reinaldo Moreira. Sobre o maior desafio que o Radiojornalismo enfrentou na sua época: “Foi o fator tecnológico a inserção da internet. Saímos da fita magnética que é analógica para o sistema digital. Além das facilidades que a tecnologia trouxe, firmou o lado o lado negativo, porque hoje nós temos o copia e cola. A diminuição de profissionais é o outro fator negativo, pois antes tínhamos uma série de profissionais trabalhando e desenvolvendo atividades. Hoje a tecnologia fez com que a coisa se enxugue cada vez. Então os quadros de profissionais têm diminuído e acho que isso é importante observar”. Galvão Junior avalia as expectativas que os alunos têm em relação ao Radiojornalismo: “Quando começam a experimentar a linguagem da informação Radiofônica a primeira expectativa que eu vejo é o fato deles entenderem e começarem a compreender a linguagem do texto. Agente acha que escrever pra rádio é simples e eu também pensava assim, mas a redação por ser mais simples exige mais análise porque você tem que falar com poucas palavras de maneira direta objetiva e concisa aquilo que o jornal tem possibilidade de desenvolver de forma aberta. Então, precisa tomar cuidado com paralelismo, repetições, rimas, frases de duplo sentido. Há toda uma preocupação com a linguagem. O bom radiojornalismo é feito com base em redação”. Atualmente Galvão Junior desenvolve um projeto que é um programa temático e a cada dia os alunos se revezam em grupos e vão apresentando temas específicos e vão gerando texto relacionado à música. “Por exemplo, o dia do meio ambiente, eles vão produzir um texto falando do meio ambiente e inserir músicas que tem haver com o meio ambiente. Tornar o programa mais dinâmico e interessante pra quem está ouvindo e mostrar também uma nova abordagem de como trabalhar a redação com locução e música. Também estou fazendo um projeto que tem dado muito certo que são técnicas de locução. Eu tenho feito para alunos de jornalismo e publicidade e propaganda e tem dado muito certo. Tenho feito técnicas de expressão verbal que é um trabalho que tem dado um grande retorno além das aulas”. A Rádio FM UNITAU contribui para o Jornalismo Regional. “Para o Jornalismo Regional acho bem complicado falar em contribuição. A Rádio FM UNITAU ainda é uma Rádio Informação e ela foi inaugurada há pouco tempo em 2003. A programação que hoje está sendo veiculada é uma programação que ajudei a pensar. Quanto à estrutura e grade ainda é uma rádio que necessita de muitas formatações para atender uma necessidade mais regional, mais eficaz, principalmente se você for pensar com relação a entrar numa concorrência com outras rádios, pois é uma rádio que tem uma abrangência muito local e o jornalismo que ela produz é muito local”. Os alunos precisam entender que Radiojornalismo é uma área extremamente importante para formação profissional. “Eu acho que os alunos de jornalismo têm que entender que Rádio é uma área


fantástica é uma das áreas que mais capacita a pessoa a ter contato com a realidade externa. Quem faz estágio numa Rádio tem uma experiência que não tem preço e aprende a se virar o bom jornalista é aquele se vira é obvio que se peca quanto a redação, mas o trabalho jornalístico feito no Rádio ele dá uma possibilidade e jogo de cintura”. Sobre a atuação no rádio “as pessoas não se sentem atraídas para atuar no rádio. Apenas quem se envolve no rádio, no meu caso, por exemplo, desde criança gosto de escutar rádio. Então quem faz rádio é porque gosta de Rádio”. A exemplo de profissionais que trabalham no meio eletrônico “as pessoas estão mais interessadas em usar como referência Willian Bonner da Rede Globo do que pensar, por exemplo, num jornalista de rádio como Marcos Sabim que foi um grande jornalista e hoje está no Globo. A gente nunca pensa como referência um jornalista de rádio, mas um jornalista de televisão”. Perguntado para o professor Galvão quem mais se interessa em radiojornalismo, ele afirma: “É difícil dizer isso. Eu já trabalhei com alunos e alunas no jornalismo. Não depende de sexo para se tornar um bom profissional em qualquer área. Só depende da vontade e interesse e disposição de cada pessoa”.

Galvao jr  

Lourival da Cruz Galvão Junior, formado pela Universidade de Taubaté em 1994, graduado em Jornalismo começou no Rádio em 1990, já trabalhou...