Skip to main content

Contos de Ficção Científica - Vinícius Canabarro 7º B

Page 1

Por Vinicius Canabarro

ERA UMA VOLTA NO TEMP .......


Aquele seria mais um dia na cidade de Camberra, Austrália, em 1920. Foi quando um despertador, entre diversos outros, tocava na casa do mecânico de tudo, tudo mesmo, da cidade que acordava aos poucos. Quando estava acordado e pronto, foi correndo para a sua oficina para mais um dia de trabalho. Muitas Longas horas depois, o dia já estava para terminar quando de repente, um estranho, mas era um estranho mesmo. Que usava uma espécie de uniforme espacial muito doido segurando o que seria um celular para muitos anos depois, ao lugar de seus tênis usava um par de sapatos com 4 rodas branco exatamente como o resto das roupas do estranho, dessa locomotiva sobre rodas saia fumaça o suficiente para que pensassem que havia algum tipo de incêndio na oficina. O viajante ao chegar pediu para que o famoso mecânico consertasse aquela estranha máquina jamais vista pelos olhos daquele mecânico. Pela forma grosseira que o visitante o estava contratando e por sua estranha aparência, nosso mecânico se recusava a trabalhar sem antes receber o seu pagamento. A princípio o homem se recusava a aceitar, mas pela urgência que a máquina precisava para ser reparada, o estranho freguês acaba cedendo a exigência e lhe dá cinco moedas aparentemente feitas de ouro. O mecânico não queria aceitar esse pagamento, pois como o ouro não era nada comum nessa cidade, poderia ser difícil encontrar alguém que a aceitasse como forma de pagamento, mas acabou aceitando. Logo após iniciar o trabalho, o estranho viajante vai embora para voltar no amanhecer do dia. Após analisar todos os mecanismos que existiam dentro da estranha máquina, o mecânico conseguiu facilmente conectar alguns fios e dar vida novamente a toda aquela engenhoca. Como ainda faltavam algumas horas para o amanhecer do dia, era óbvio que ele iria testar dar algumas voltas no quarteirão com aquela espécie de “patins do futuro”. Ligam-se alguns botões e alavancas e a geringonça começa a andar, mas não andar na velocidade de um carro, isso seria impossível, e sim umas 100 vezes a velocidade normal de um carro, que nem existia! Após mais alguns segundos, uma voz metálica o adverte que estão quase chegando até a velocidade da luz e o pergunta em que época ele gostaria de viajar. O mecânico, sarcasticamente, respondeu que desejava viajar até 1000 anos no futuro. A voz se desliga e a velocidade da máquina se multiplica pelo dobro, triplo, quádruplo! De repente, sua visão começa a embaçar e a ver apenas um borrão azul com listras brancas a sua volta.


Quando as formas ficam nítidas, nosso mecânico pôde tomar o maior susto de sua vida. De repente uma espécie de carro, para falar a verdade um carro muito diferente de qualquer um já visto em 1920, passa num voo rasante por cima do homem com patins que por sua vez quase caí de sua locomotiva com um infarto. Instantes depois, a voz metálica volta a surgir e o mecânico desesperado começa a gritar histericamente perguntando onde os dois se encontravam naquele exato momento. A voz responde calmamente avisando que estavam exatamente onde ele havia solicitado ir, mil anos no futuro! O mecânico, ainda gritando, dizia que ele estava apenas sendo sarcástico no momento em que ela o perguntara até que época desejava ir. Então, uma pergunta surge na sua cabeça, uma pergunta que já deveria ter feito desde que vira aquela máquina. O que diabos era aquilo? - Isto, senhor é uma máquina do tempo. Após esta inacreditável resposta, nosso mecânico tem uma ideia, talvez maluca, mas mesmo assim era uma ideia. Logo, ele pediu para voltar até 1920, pega as suas coisas e fecha sua oficina, mesmo sabendo que poderia voltar antes mesmo de ter partido, e, novamente, liga a "sua" máquina do tempo e a voz, novamente, faz a pergunta: - Para onde deseja ir, senhor? Porém, a diferença é que dessa vez o mecânico não pediu para ir até mil anos no futuro e sim a dez anos no passado. Ele havia pedido para voltar até 1910, mas o porquê dele ter escolhido essa data ainda não estava totalmente claro, como virá a descobrir. Assim pedido, mais alguns segundos se passam e a máquina volta a andar na velocidade além daquelas 100 vezes de um carro normal,que nem existia ainda! E, aos poucos, vai aumentando cada vez mais até que aquelas inexplicáveis listras brancas e aquele borrão azul tornarem a aparecer. A nitidez fica clara de novo e nosso mecânico logo reconhece a sua querida cidade há dez anos, no dia 12 de maio de 1910. Sem perder nenhum segundo, o homem "futurista" logo tirou a máquina e a escondeu perto de um lixo em um beco sem saída. Assim feito, ele correu para a sua antiga oficina, que dessa vez se localizava a três quarteirões da sua oficina original de 1920, e lá ficou observando a quem quer que passasse. Foi quando um homem e uma mulher passaram conversando e pararam na frente da oficina, que até este momento estava trancada. O homem pega um molho de chaves e, depois de algumas tentativas, abre o portão e os dois entram. A partir desse momento a loja estava aberta.


Horas se passam e o mecânico continua lá , observando apenas. A cada minuto que se passava, a expressão do homem ficava mais triste… Meia hora a mais se passa e o homem estava prestes a chorar. Neste exato momento, um carro, quase pegando fogo, chega até a oficina. E, de dentro dele, sai um homem mascarado, carregando uma faca ao cinto e empunhando uma arma de fogo em sua mão direita. Ele logo exige que os dois consertem o carro antes que ele atire. O mecânico, o outro mecânico do passado, sussurra algo no ouvido da moça e começa a trabalhar. Logo a moça diz que vai buscar mais óleo e entra dentro de uma saleta nos fundos e começa a mexer numas coisas. Após terminado o trabalho, o ladrão estava prestes a ir embora, quando uma viatura policial para na frente da oficina e enquadra o bandido. Antes mesmo do homem armado entender o que estava acontecendo, a moça finalmente saiu da saleta com um leve sorriso em seu rosto. O bandido, louco de raiva, consegue libertar sua mão direita e atirar em cheio na barriga da moça. O mecânico, o futurista, não aguentava mais ver aquela cena terrível, então sai correndo até o mais longe que pôde para chorar, sozinho. Quando finalmente para, ele se levanta decidido a mudar a história. Novamente, o mecânico voltou até o beco e colocou novamente a máquina do tempo prendendo-a em seus pés. Assim clicou mais alguns botões e recuou mais uma vez antes da tragédia acontecer e, no momento em que o carro parava e o ladrão saia do mesmo, nosso querido mecânico o acertou com uma chave de fenda e o derrubou, assim o acertou de novo e de novo e de novo, mas quando percebeu o que está fazendo, parou imediatamente e olhou para o casal, que estavam aterrorizados e então sai correndo, como nunca correu em sua vida. Mais uma vez o mecânico recupera a máquina do tempo, mas dessa vez exige voltar até 1920 novamente no mesmo horário em que saiu, mas dessa vez a loja já não estava mais trancada… O homem entra na loja e encontra ela, ela mesma, a mulher a quem salvara ao voltar até 1910. Quanto a vê, sai correndo com os olhos cheios de lágrimas e dá um forte abraço nela que responde: -Nossa! Até parece que você não me vê há dez anos!

FIM


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Contos de Ficção Científica - Vinícius Canabarro 7º B by conectareducadoresnasanti - Issuu