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Nosso Jeito Assim - ago/2019

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A G O S T O

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Nosso Jeito Assim A partir da produção cultural em torno da temática da diversidade no Brasil, o Sesc Osasco apresenta uma programação de shows, espetáculos, performances, cursos e bate-papos que refletem e amplificam as questões da sexualidade, afetos, corpos, gêneros, etnias e vozes da comunidade LGBTQIA+, estabelecendo uma zona plural de convivência e empatia.


Sumário CURSO Laboratorial Drag Workshop pág. 5

T E AT R O As 3 Uiaras de SP City pág. 7

MÚSICA Lady Zu - Noite Disco pág. 9 Ivana Wonder pág. 11 Johnny Hooker pág. 13 Getúlio Abelha pág. 15 Verónica Decide Morrer pág. 17 Linn da Quebrada no show Pajubá pág. 19

INTERVENÇÃO Gaymada pág. 21

PERFORMANCE Ofélia, A Travesti Gorda pág. 23

B AT E - PA P O História do Movimento LGBT no Brasil pág. 25 Política e Diálogo pág. 25 Sudestinidades e Preconceitos Regionais pág. 26 Gordofobia e Corpos-Gênero Dissidentes pág. 26 Papel Social de Redes e Coletivos pág. 27


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CURSO Laboratorial Drag Workshop Com Zecarlos Gomes

Drag Queen Curso trata da cultura Drag com exercícios práticos e oferece subsídios para a construção da personagem com técnicas de maquiagem, performance e dança, além de abordar questões sobre diversidade sexual e identidade de gênero. Para pessoas com ou sem experiência na área, homens e mulheres cis e trans. 20 a 22/8, terça a quinta, das 17h30 às 21h30. 23/8, sexta, das 19h às 20h. Sala de leitura.

Grátis. Vagas limitadas mediante inscrição na Central de Atendimento.

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T E AT R O As 3 Uiaras de SP City Barbante Roxo do Mural da Memória Texto: Ave Terrena Alves | Direção: Diego Moschkovich

Cínthia e Miella moram em SP City, onde trabalham em salões de beleza, fazem programa e performam em boates. Quando decidem fazer um show, tentam se associar a Valéria, militante feminista, para viabilizar a infraestrutura. Porém, a Operação Rondão agrava a já violenta realidade das travestis/mulheres trans e prostitutas da região. No elenco, Danna Lisboa, Diego Chilio, Maria Emilia Faganello, Sophia Castellano e Verónica Valenttino. 22/8, quinta, às 20h30. Tenda 1.

Grátis. Retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento.

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MÚSICA Lady Zu Noite Disco A cantora Lady Zu chegou a ser chamada por Chacrinha de “a Donna Summer brasileira” e não se deixou abalar com o fim da era disco, da qual foi um dos ícones no Brasil. 23/8, sexta, às 20h30. Tenda 1.

Grátis. Retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento.

PERFORMANCE

Move Drag

Os participantes do curso Laboratorial Drag Workshop farão uma performance para recepção do público de Lady Zu.

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MÚSICA Ivana Wonder Ivana Wonder é uma artista visual e cantora, iniciou sua carreira na noite de São Paulo e obteve destaque entre suas semelhantes por propor uma linguagem queer, que testa as barreiras entre a feminilidade e a masculinidade. Faz parte integral da dupla Vermelho Wonder, com repertório eletrônico e também tem um projeto iniciado com o single “De Cigarro em Cigarro”, prestigiando clássicos do jazz a mpb. 24/8, sábado, às 19h30. Tenda 2. Grátis.

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MÚSICA Johnny Hooker Depois de despontar no cenário musical brasileiro contemporâneo com seu primeiro álbum “Eu Vou Fazer uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito!”, Johnny Hooker lança seu novo trabalho de inéditas “Coração”. 24/8, sábado, às 20h30. Tenda 1.

R$ 20 | R$ 10 | R$ 6 Ingressos à venda na rede Sesc a partir do dia 14/8.

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MÚSICA Getúlio Abelha

Mesclando referências da música tradicional nordestina, num ato de defesa do direito à liberdade de identidades, o artista piauiense, radicado em Fortaleza, desenvolve um trabalho de críticas ao preconceito. Neste pocket show, na união de forró e pop com gêneros musicais de ímpeto punk, traz à tona questões de gênero, sexualidade e classe, em hits como “Laricado”, “Tamanco de Fogo” e “Aquenda”. 25/8, domingo, às 18h30. Tenda 1.

Grátis. Retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento.

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MÚSICA Verónica Decide Morrer

A banda cearense explora o universo de possibilidades e desejos de Verónica Valenttino, vocalista travesti que canta suas inquietações do dia a dia, abordando temas como gênero, solidão e sexualidade, presentes em letras como “Testemunho de Trava”, “Vai me Desvendar”, “Roxy Music” e “Feito Hai Kai”, que integram seu álbum homônimo, lançado em 2016. A originalidade do grupo composto por Verónica (vocal), Lorraine Dazária (vocal), Léo BreedLove (guitarra) e Vladya Mendes (bateria), vem da influência das cenas Post-Punk, New Wave de New York e das ruas e esquinas de Fortaleza, uma das principais fontes de inspiração em suas canções. 25/8, domingo, às 19h. Tenda 1.

Grátis. Retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento.

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MÚSICA Linn da Quebrada no show Pajubá Desde 2016, a artista multimídia quebra paradigmas sexuais, de gênero e corpo. Na música, se lançou com hits como “Enviadescer”, “Bixa Preta” e “Mulher”. Estrelou o premiado documentário “Bixa Travesty”, dirigido por Kiko Goifman e Claudia Priscilla. Neste show, a artista mostra ao público o seu disco de estreia, Pajubá, com direção musical de BadSista e lançado em 2017. 29/8, quinta, às 20h. Tenda 1.

Grátis. Retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento.

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INTERVENÇÃO Gaymada Uma bem humorada forma de discutir gênero e diversidade no formato de um campeonato esportivo, do tradicional jogo de queimada, com times e a presença de líderes de torcida, uma DJ e uma juíza. 25/8, domingo, às 16h. Quadra poliesportiva. Grátis.

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PERFORMANCE Ofélia, A Travesti Gorda Com Magô Tonhon

Escrita por Helena Vieira e dirigida por Rodrigo Abreu, a performance conta a história de Ofélia, uma travesti gorda, viciada em Coca-Cola. Interpretada por Magô Tonhon, a personagem se confronta com as roupas pequenas, a imposição da magreza, a depressão e a vida sexual de uma mulher fora dos padrões estéticos. 28/8, quarta, às 19h30. Tenda 2. Grátis.

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B AT E - PA P O História do Movimento LGBT no Brasil Com Renan Quinalha

Renan Quinalha analisa os principais momentos da constituição do movimento de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) no Brasil, desde os grupos pioneiros que foram organizados ainda no final da década de 1970 até os dias atuais. 24/8, sábado, às 14h. Sala de Leitura. Grátis.

Política e Diálogo

Com Helena Vieira, Erika Hilton, Luana Hansen e Lucas Bulgarelli | Mediação: Magô Tonhon

Em pauta, questões institucionais e suas potências nas discussões sobre temas LGBTQIA+ e como esse movimento está sendo percebido na atual conjuntura política. As consequências que os discursos e práticas discriminatórias e anti direitos humanos provocam entre ativistas e coletivos, na ausência de apoio governamental. 24/8, sábado, às 16h30. Sala de Leitura. Grátis.

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B AT E - PA P O Sudestinidades e Preconceitos Regionais Com Getúlio Abelha, Helena Vieira, Lorraine Sampaio, Paulet Lindacelva e Verónica Valenttino | Mediação: Magô Tonhon

Partindo do princípio de que algumas regiões desfrutam do privilégio da não nomeação da origem, refletindo nos âmbitos social, cultural, político e econômico, esta conversa reflete sobre as relações entre fronteiras regionais brasileiras que encontram no status quo a relação de preconceitos de origem no contexto local e nacional. 25/8, sábado, às 14h. Sala de Leitura. Grátis.

Gordofobia e Corpos-Gênero Dissidentes Com Bibi Abigail e Jup do Bairro | Mediação: Magô Tonhon

Uma reflexão sobre a invisibilidade da questão gordofóbica, dadas similaridades outras em matéria de sexualidade e identidade de gênero não normativas, ainda que o corpo gordo seja um fator determinante para limitações e potências dentro de sexualidades e identidades de gênero possíveis. 28/8, quarta, às 20h. Tenda 2. Grátis. 26


Papel Social de Redes e Coletivos Com Alan Costa (Afrobapho), Monique Lemos (BATEKOO), Ana Giselle (MARSHA! Trans) e Neon Cunha (Revolta da Lâmpada) | Mediação: Magô Tonhon

Iniciativas que emergem de cenários marginalizados e de invisibilização. Em um ambiente polarizado e de ascensão da LGBTfobia em espaços de poder, coletivos, movimentos e redes refletem sobre o sentido da expressão “ninguém solta a mão de ninguém”, passando por suas trajetórias e contextos. 30/08, sexta, às 20h. Tenda 2. Grátis.

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Alan Costa, bixa preta ativista do Recôncavo Baiano, é formado em Letras Vernáculas pela UNEB e mobilizador social da Campanha Jovem Negro Vivo - Anistia Internacional. Idealizador do Coletivo Afrobapho, movimento composto por jovens negros LGBTQIA+, promove mobilização e sensibilização social. Ana Giselle é multiartista, DJ, por meio da identidade híbrida TRANSÄLIEN, fusão entre transexual e alienígena, que dá vida a uma identidade pós-humana, Ana constrói um corpo livre de padrões e cis-normatividades. Idealizadora da MARSHA! Trans, movimento artístico e social. Bibi Abigail é transfeminista, gorda, ativista literária e Mestre em Filosofia pela UFRJ. Integra a organização do Slam Marginália, uma batalha de poesias para pessoas trans, não-binárias e gênero dissidentes. Edita textos em formatos de fanzine, sejam eles autorais como “tropiniquir” e “esque-sendo y outros delírios”. Érika Hilton idealizou o cursinho pré-vestibular TRANSformação, na USP. Em 2018, foi eleita com 150 mil votos para a mandata estadual coletiva da Bancada Ativista, em São Paulo, sendo uma das três primeiras deputadas trans do Brasil.

Fernando Fado é idealizador e diretor geral do Plural – Festival da Diversidade, realizado bienalmente na cidade de Araçatuba/SP, desde 2014. No Programa Oficinas Culturais do Estado de São Paulo, coordena a programação e produção dos projetos FLI – Festival Literário de Iguape, MIA – Festival de Música Instrumental. Consultor artístico do projeto Nosso Jeito Assim. Helena Vieira, transfeminista e escritora, colaborou com o jornal Folha de São Paulo e as revistas Galileu, Fórum e Cult. Em Fortaleza (CE), compõe o Outro Grupo de Teatro, dedicando-se à pesquisa sobre corpo, política, arte e sexualidade. Jup do Bairro, multiartista, já atuou como educadora, palestrante, styling, atriz, cantora, performer e produtora de eventos, sempre colocando em pauta narrativas que atravessam seu corpo de travesti, preta, gorda e periférica. Além de acompanhar Linn da Quebrada nos vocais de suas turnês, apresenta seu show “Bad do Bairro”, projeto paralelo com BadSista. Lorraine Dazária é cantora, compositora, produtora musical e cultural. Ao lado de Verónica Valentino, idealizou o grupo Verónica Decide Morrer, que atualmente percorre o Brasil com a turnê “#bixainvejosatour”.


Luana Hansen, feminista negra, rapper, DJ e produtora, revolucionou o rap nacional com letras que apontam as mazelas sofridas pelas mulheres negras, versando sobre temas como aborto, violência doméstica e discriminação. Lucas Bulgarelli, antropólogo e pesquisador, coordenou a pesquisa “Violência contra LGBT+ nos contextos eleitoral e pós-eleitoral”, realizada pela Gênero e Número. É pesquisador do Núcleo de Estudos dos Marcadores Sociais da Diferença (NUMAS-USP). Magô Tonhon é consultora e pesquisadora de gênero e sexualidade. Mestranda em Filosofia na Escola de Arte, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP), no programa de Estudos Culturais. É a(R)tivista no coletivo A Revolta da Lâmpada. Monique Lemos, mulher, negra, lésbica, produtora e gerente de projetos da BATEKOO, é socióloga-antropóloga pela FESPSP, onde pesquisa os processos de construção de identidade e beleza da mulher negra em São Paulo. Neon Cunha, mulher negra, ameríndia e transgênera, é publicitária,

funcionária pública e ativista independente Tem atuado em palestras, rodas conversas e debates junto a sociedade civil e instituições governamentais e não governamentais. Paulet Lindacelva, nascida e criada no nordeste do Brasil, é um corpo que se propõe construir outros imagéticos e narrativas que unam estética ao fazer micropolítica e transformar precariedades em potência. Renan Quinalha, consultor da Comissão Nacional da Verdade para assuntos de gênero e sexualidade. Publicou o livro “Justiça de Transição: contornos do conceito” (Expressão Popular) e co-organizou as obras “Ditadura e Homossexualidades: repressão, resistência e a busca da verdade” (EdUFSCar) e “História do Movimento LGBT no Brasil” (Alameda). Verónica Valenttino, graduada em Artes Cênicas pelo IFCE, é atriz do Coletivo As Travestidas e vocalista da banda Verónica Decide Morrer. Atuou nos espetáculos “Cabaré da Dama”, “Yes, Nós Temos Bananas”, “Quem Tem Medo de Travesti”, “Bicho”, e mais recentemente, “As 3 Uiaras de SP City”. Pelo filme “Jéssika”, recebeu menção honrosa no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.


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LEGENDA DOS PREÇOS Credencial Plena (trabalhadores no comércio de bens, serviços e turismo e dependentes) Meia entrada (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência e seu acompanhante, estudante e servidor da escola pública com comprovante) Credencial Atividade (outros)

Livre para todos os públicos. Recomendado a partir de 10 anos. Recomendado a partir de 12 anos. Recomendado a partir de 14 anos. Recomendado a partir de 16 anos. Recomendado a partir de 18 anos. 30


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