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Informe Acreditar

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A força de usuĂĄrios, como a Maria do Carmo (foto), que estĂŁo na batalha para vencer o Câncer de PulmĂŁo ‡ Â

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Oncologista explica as possibilidades de cura do Câncer ˆ ‰

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Equipe da Aapecan doa sangue para incentivar o bem ‡ Â

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stamos de volta, caro leitor, caríssimo usuårio, com nosso Informe Acreditar. A terceira edição do ano Ê dedicada a, entre outros temas, ajudå-lo a se precaver do Câncer do Pulmão. E quando se fala em Câncer do Pulmão, Ê preciso se debruçar sobre o tabagismo, e a importância de evitå-lo. Acredite: Ê possível. Duvida? Então pergunte ao nosso usuårio João Carlos Correia, de Santana do Livramento. Nesta edição ele conta que superou não só o cigarro, mas tambÊm sua pior consequência. Uma dupla vitória que o Informativo Acreditar traz atÊ você.

O tema tambĂŠm ĂŠ devidamente abordado em artigo escrito por uma fonte qualiďŹ cada no assunto, o mĂŠdico Leandro Brust, de Lajeado. O proďŹ ssional de saĂşde reforça o apelo para evitar o cigarro e salienta os avanços da ciĂŞncia no tratamento contra o Câncer de pulmĂŁo. A vantagem que historicamente a doença levou sobre o tratamento, aos poucos, começa a ser revertida. Mas nĂŁo conte com a CiĂŞncia para ganhar este jogo. Conte tambĂŠm com vocĂŞ para ter uma vida longa e saudĂĄvel. Evite o Câncer. Evite o tabagismo. Boa leitura!

A usuåria Elizete Terezinha Costa da Silva, 63 anos, Bento Gonçalves, conheceu a Aapecan no ano de 2009, quando descobriu que tinha um Câncer

na garganta. Segundo “Zeteâ€?, como ĂŠ chamada por amigos e familiares, foi um grande susto. “Eu fumava muito, e devido ao Câncer fui obrigada a parar. Para mim, a Aapecan ĂŠ como a minha segunda famĂ­lia. Quando adoeci nĂŁo tĂ­nhamos onde pedir ajuda, e quando surgiu a Associação, nem acreditamos em todo o apoio que chegou.â€? conta Elizete, que completa: “aqui na nossa casa, a Aapecan ĂŠ como se fosse a nossa base. Posso atĂŠ dizer que ĂŠ como se fosse uma segunda mĂŁeâ€?.

InĂŞs Piovesana, 62 anos, Bento Gonçalves, aposentada, contribui com a Aapecan hĂĄ mais de 13 anos. Para ela nĂŁo existe prazer maior do que poder ajudar ao prĂłximo e fazer a diferença na comunidade. “O primeiro contato que tive com a Aapecan foi quando recebi uma ligação do telemarketing da Associação. Um dia, entĂŁo, resolvi conhecer a entidade de perto, quando a Unidade ainda estava no bairro SĂŁo Francisco. Hoje conheço vĂĄrias pessoas que jĂĄ foram, e

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ainda são, atendidas pela instituição, e Ê por isso nunca parei de doar e contribuir, pois acredito muito em todo o empenho da Aapecan em ajudar aos que precisam�, explica Inês.

A Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) ĂŠ uma organização civil, de direito privado, e sem ďŹ ns lucrativos. É um ĂłrgĂŁo da sociedade civil (OSC) que surgiu, em 2005, na cidade Caxias do Sul, 125 quilĂ´metros de distância da capital gaĂşcha. Em menos de uma dĂŠcada, a entidade compartilhou seu amparo, ediďŹ cando novas Unidades pelos principais centros oncolĂłgicos do Estado. Mas, foi em março de 2011, que a presidĂŞncia da organização, ao lado de uma equipe de trabalho dedicada, abriu as portas da primeira Casa de Apoio, na cidade de Pelotas. Hoje, 14 polos da Aapecan amarram uma rede de ajuda a pessoas com Câncer e seus familiares, que se encontram em uma situação de vulnerabili-

dade social. Dez destas Unidades possuem anexos prĂŠdios especialmente preparados para hospedarem seus usuĂĄrios – e os cuidadores - que necessitem fazer tratamentos para o Câncer fora de seu MunicĂ­pio e distantes de suas residĂŞncias: IjuĂ­, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz, Santa Maria, Uruguaiana, alĂŠm de Caxias do Sul, e Porto Alegre, onde a Associação possui sua sede e foro. A instituição se mantĂŠm com a ajuda da comunidade e atua na oferta de assistĂŞncia gratuita para estas pessoas que estĂŁo em tratamento oncolĂłgico, assim como seu nĂşcleo familiar, oferecendo atendimento social, psicolĂłgico, jurĂ­dico, oďŹ cinas, entre outras atividades e benefĂ­cios.

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Edição 35 l Ano 10 l Julho, Agosto e Setembro de 2020 l 3

Capa

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Tabagismo: histórias de superação

s estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam para o surgimento de 17.760 novos casos de Câncer de Pulmão para cada ano entre 2020 a 2022. Por trás desses números, milhares de vidas terão seus destinos alterados pela doença, e também, pelo enfrentamento, que deve aflorar amparado pela coragem na busca pela cura. Dentro da Aapecan, essas histórias se espalham dando força aos que tem como objetivo, o mesmo propósito: a superação.

“Parei de fumar e enfrentei o Câncer” A história de João Carlos Correia com o tabagismo iniciou cedo. Na verdade, ainda criança.

Gota, a gota doamos a vida A campanha “Gota a Gota doamos a vida” conectou as Unidades da Aapecan em um ato solidário: a doação de sangue. Durante mês em que se comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue, os profissionais da instituição realizaram as doações em diversas cidades do Estado. A iniciativa foi uma forma de conscientizar a população sobre a importância de se doar sangue.

INCENTIVO. A operadora de Telemarketing Ana Paula dos Santos doou em Pelotas

l “Eu me arrependo”

CURADO. João Carlos Correia foi usuário da Aapecan

Nas memórias, ele tem guardada a imagem de ir comprar cigarros para o tio. Após isso, foram anos tentando mudar o que tornou um hábito, uma dependência, enfim, um vício. Quando chegou o diagnóstico do Câncer de Pulmão, a trajetó-

ria do usuário João, 47 anos, de Santana do Livramento, tomou outro rumo. Hoje, já curado da doença, ele conta que o abandono do tabagismo foi uma mudança significativa para que ele encontrasse forças para enfrentar o tratamento oncológico.

Em junho de 2019, Maria do Carmo dos Santos (foto da capa), 60 anos, foi diagnosticada com Câncer de Pulmão. Entretanto, anteriormente já lutava contra um enfisema pulmonar. Doenças causadas por 40 anos de tabagismo, já que ela fumava duas carteiras de cigarro por dia: “eu me arrependo. Se eu pudesse voltar atrás nunca teria botado um cigarro na boca. É horrível o que eu estou passando”. Faz sete meses que Maria parou de fumar, desde que descobriu o Câncer. Segundo ela sem ajuda de remédios, somente com a força de vontade. Tímida para sorrir, ela conta: “a Aapecan me ajudou muito. A psicóloga e a assistente social me deram força pra enfrentar a doença”.

De portas abertas para os usuários O compromisso da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) com os colaboradores, contribuintes e usuários é fazer com que inúmeras pessoas continuem a acreditar na vida. O auxílio aos atendidos da instituição não pode parar, e não parou mesmo durante esse grave momento pelo qual passamos. A entidade atua em 14 Unidades do estado atendendo milhares de pessoas, oferecendo apoio psicológico e assistencial, além de alimentação e hospedagem provisória de forma gratuita. Como serviço fundamental de apoio às pessoas com Câncer, a Associação reafirma a sua obrigação com o seu usuário e mantém, de acordo com as orientações dos órgãos de saúde, suas portas abertas. Segundo o coordenador da Unidade Porto Alegre da entidade, Wellington Vasques: “no início da pandemia houve uma queda nas doações, muitas pessoas

USUÁRIOS. Em tempos de pandemia, Casas de Apoio redobram os cuidados

deixaram de contribuir com medo de que faltasse dinheiro para pagar suas contas ou até mesmo para as necessidades básicas, por exemplo. Em contrapartida a demanda de atendimentos, e hospedagem continuam, e em algumas Unidades, chegou a triplicar”, relata e finaliza: “no entanto, podemos contar com muitas ações do bem para nos mantermos firmes e fortes. Temos muito o que agradecer a todos que escutaram nosso apelo e nos ajudaram”. Apesar da crise atual, o serviço

oferecido pela Aapecan se estabelece como fundamental na vida de milhares de gaúchos. O Câncer não espera a finalização de uma pandemia e nem que uma crise econômica seja solucionada, ele caminha em paralelo com muitos outros problemas que as pessoas enfrentam e a missão assumida pela Aapecan é não abandonar, em hipótese alguma, os seus usuários. A entidade continua com suas portas abertas, respeitando as orientações de cuidados e atenção à saúde de todos.


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Pelotas

Parceria com a mídia reforça apelo da Aapecan

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apecan no ar. As unidades da Metade Sul (Pelotas, Rio Grande, Bagé e Camaquã) contaram com a parceria com os veículos de comunicação da região para alavancar a campanha Não nos Abandone - a iniciativa foi uma das soluções buscadas pela Associação de Apoio a Pessoas com Câncer para enfrentar a crise aprofundada pela pandemia. Desta forma foi possível manter a estrutura e os serviços oferecidos aos usuários e familiares da entidade. Via rádio, jornal impresso, site ou TV, a campanha foi bem acolhida na mídia local e regional. Em abril, houve uma verdadeira ofensiva num espaço de 20 dias entre entrevistas para rádios e matérias publicadas em jornais. Em Pelotas, o coordenador da Aapecan Metade Sul, Fabiano Gerbaudo, principal porta-

Live Solidária arrecada alimentos Não faltou solidariedade à Aapecan neste primeiro semestre atípico que foi o de 2020. Em várias unidades artistas de diversos gêneros musicais se ofereceram para apoiar a entidade. Na Unidade Pelotas não foi diferente. Em uma live articulada pela voluntária Luciana Reichow, o trovador e repentista Alemão Preto fez um show em seu canal no Youtube no qual arrecadou quantidade significativa de alimentos que foram doados à Aapecan.

NO AR. Veículos de Comunicação da Metade Sul apoiaram a Campanha. Na foto, o coordenador Fabiano Gerbaudo fala sobre a entidade na mídia

-voz da Unidade, foi ouvido nas emissoras Pelotense, Mais Nova e Rádio Universidade (RU). Em Rio Grande, em três dias seguidos, tão logo a Campanha foi lançada, foram outras três entrevistas. As rádios Oceano, Cassino e Cultura Riograndina abriram espaço em sua grade

jornalística à pauta da Aapecan. Em Santa Vitória do Palmar, um dos municípios com maior número de cadastros ativos junto à Unidade Rio Grande, a Não nos Abandone mereceu espaço generoso junto à Rádio América. Fabiano também falou sobre a campa-

nha em Bagé (rádios Cultura e Difusora) e Camaquã e região, no caso para as rádios Cidade, Meridional e Integração - de Dom Feliciano. A parceria proporcionou também que a campanha fosse levada ao ar na RádioCom, em Pelotas, na veiculação diária de um spot de 30 segundos, rodado ao longo da programação de forma gratuita. O apelo também deu no jornal. No caso, nos jornais. Matéria publicada no dia 17 de abril no Jornal Tradição Regional, que circula em Pelotas e em mais de 12 municípios da zona sul, abordou a importância de doações para a entidade neste período em pauta em que equipe da Aapecan foi procurada para falar sobre prevenção contra o Câncer. O jornal Minuano, em Bagé, também investiu na pauta, garantindo espaço de mais de meia página.

Abraço a causa há mais de uma década O empresário Moisés Vasconcelos Rezende, 68 anos, abraça a causa da Aapecan há mais de uma década, o que o coloca no status de um dos mais antigos e fiéis contribuintes da Unidade Pelotas. A primeira contribuição remonta a 31 de março de 2007. Até maio deste ano são 146 meses ininterruptos de apoio à entidade. Ele conheceu o trabalho da Aapecan pela televisão, Progra-

ma Flavio Clasen, da Rede Pampa. Na ocasião, o apresentador entrevistava uma assistente de palco diagnosticada com Câncer. Na conversa ela falou que era assistida pela entidade. Ao acompanhar a história da moça, Rezende “ficou com a Aapecan na cabeça”. Cerca de 15 dias depois, coincidentemente, um mensageiro da entidade surgiu na sua ferragem. Selava-se ali a parceria que dura até hoje.

CONTRIBUINTE. Moisés ajuda a entidade desde 2007

l Mocotó O já tradicional Mocotó da Unidade Pelotas da Aapecan chega em 2020 à sua 9ª edição. Vai ser dia 7 de agosto. As reservas podem ser feitas pelo telefone (53) 3026.2965.


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Os cabelos da juventude

PROMESSA. Pedro prometeu doar as mechas se sua vó vencesse o Câncer

A Unidade Pelotas já recebeu mais de 30 doações de cabelos este ano. Até aí, nenhuma novidade não fosse a faixa etária. A maioria delas foram feitas por jovens, crianças e adolescentes. De janeiro até o momento, quando se observou queda no movimento de circulação de pessoas, foram vistas na Unidade desde meninas de apenas cinco anos a jovens que optaram por mudar o visual. Caso do estudante Pedro Conte Jardim, 16 anos. Ele doou seu cabelo para a Aapecan no intuito de cumprir uma promessa que fez enquanto sua avó se submetia a tratamento contra o Câncer. Ela venceu a doença, ele cumpriu o prometido. Essas doações chamam atenção pelo expressivo engajamento do público. O post relacionado à doação do estudante Guilherme Recuero Mello recebeu mais de 290 curtidas e 50 compartilhamentos.

Como funciona

Assim que recebidas, as mechas são encaminhadas para a ONG Fio de Luz, de Minas Gerais, que confeccionará as perucas com cabelos doados e redistribui para as usuárias das 14 unidades da Aapecan espalhadas pelo Rio Grande do Sul.

Para doar

l É

necessário o tamanho mínimo de 15 centímetros l A Aapecan aceita doação de todos os tipos e cores de cabelo - mesmo os que já foram tingidos ou que possuam outros tipos de química l Antes de doar, lave o cabelo e deixe secar naturalmente

Atenção

Cabelo danificado também pode ser doado. É possível recuperá-lo para que também seja utilizado na confecção das perucas.

Seca leva Aapecan à Zona Rural A estiagem não passou despercebida pela Unidade Pelotas da Aapecan. Preocupada com a situação do usuário da zona rural, que além de lutar contra um Câncer durante a pandemia precisou lidar com uma das piores secas dos últimos 30 anos na Metade Sul, a equipe técnica visitou, com todos os cuidados, os usuários no interior do Município. Além de kit com boné e protetor solar da Avon, a Aapecan levou palavras de conforto e se colocou à disposição para ajudar.

VERA Wieckboldt relatou a situação crítica para o assistente social Jaime Wetzel

Palavra do coordenador

“Acreditamos na vida” “Há 15 anos começava uma nova jornada em minha vida, mas jamais imaginei que chegaria tão longe, e ainda que seria possível, com está minha escolha - a de fazer parte da Aapecan - ajudar tantas famílias. Tenho orgulho dessa instituição e gratidão ao povo gaúcho que faz dela uma referência em amparo à pessoas com Câncer. Estamos vivendo um momento atípico devido à essa pandemia e uma queda nas doações, mas tenho certeza que vamos vencer esse obstáculo com o apoio de todos, e

FABIANO Gerbaudo, coordenador das Unidades de Bagé, Camaquã, Pelotas e Rio Grande

muitos ainda vão poder contar conosco, e com nosso carinho. “Nós acreditamos na vida” e no ser humano.”


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Rio Grande

Plantando esperança para colher saúde

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suário cadastrado na Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan), o aposentado Nadir da Luz, 64 anos, não teve dificuldades em preencher o tempo livre nas vezes em que precisou ser acolhido na Casa de Apoio da Unidade Rio Grande. Acompanhado da filha Rafaela, ele criou uma horta onde planta couve-manteiga orgânica nos canteiros do pátio da casa que serve de sede da Unidade, na rua General Abreu, bairro Cidade Nova. A ideia foi muito bem recebida. Quando as hortaliças estiverem prontas para consumo serão colhidas e utilizadas pela cozinheira da Unidade no preparo das refeições. O hobby, que Nadir cultiva em sua casa, em Santa Vitória do Palmar, será convertido em alimentação saudável e de qualidade para os demais usuários, acompanhantes e funcionários

HORTA. O usuário Nadir cultiva hortaliças para serem usadas na Casa de Apoio

da Aapecan. Em outubro de 2019, Nadir descobriu que estava com Câncer de próstata. Auxiliar de serviços gerais, precisou então se deslocar até Rio Grande para tratamento, no serviço de Oncologia da Santa Casa do município. Foi ali que conheceu a Aapecan e o traba-

lho que a entidade disponibiliza gratuitamente a pacientes oncológicos. Após o cadastro, Nadir passou a se hospedar na Casa de Apoio de segunda à sexta-feira. “É como se fosse a casa da gente. As pessoas são muito cuidadosas e carinhosas com a gente. Aqui eu me sinto em casa”, afirma.

Pensamento positivo na luta contra Câncer Para Émerson de Azevedo Gasque, 46 anos, o segredo para enfrentar o tratamento oncológico é estabilidade emocional. Cozinheiro e dono de restaurante, ele retirou um dos rins em uma cirurgia ao descobrir um tumor no órgão em março do ano passado. “Eu pensava ‘eu não estou doente, é meu rim que está’. (...) Se tu tiveres em um ambiente saudável, pouca coisa pode te abalar”, diz. Fumante desde muito jovem, ele não sabia da relação do tabagismo com o Câncer nos rins. Em meio ao tratamento de imunoterapia para curar uma metástase no osso esterno, o cozinheiro celebrou no fim de maio um ano e dois meses sem fumar.

Nativismo em prol da Aapecan Para ajudar a Aapecan e a Oncologia da Santa Casa de Misercórdia de Rio Grande, o compositor e intérprete nativista Carlinhos do Pala Branco fez uma live transmitida em seu perfil pessoal na rede social Facebook. A relação do músico com a Aapecan não é recente. Ele con-

ta que com a esposa, Ivanir, já falecida, foram contribuintes da Aapecan. Hoje, em meio ao tratamento oncológico, Carlos vê o trabalho que a Aapecan realiza com ainda mais importância. Por isso se dispôs a fazer a live para ajudar tanto a entidade, da qual é usuário, quanto a Oncologia

da Santa Casa, onde, via SUS, faz tratamento de quimioterapia e radioterapia. Além da música, Carlinhos também se dedica a difundir a música nativista. Todos os domingos ele apresenta das 6h às 9h na Rádio Cassino FM o programa Chimarrear na Domingueira.

SUPERAÇÃO. Emérson parou de fumar


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Bagé

Bageenses recebem Carreteiro do Bem

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cidade de Bagé recebe a primeira edição do Carreteiro do Bem da Aapecan. A ação do dia quatro de julho será na própria unidade, na rua Doutor Breno Ferrando, 2325, onde vão poder ser retiradas as marmitex, a partir das 12h, recheadas de carreteiro de charque e feijão. O valor do prato é de R$ 15, e a cada três, o consumidor ganha a entrega. Mais uma ação realizada com o objetivo de reverter o valor levantado com a venda dos pratos em benefícios aos usuários cadastrados na instituição bageense. Com o apoio da comunidade, a entidade tem em seu cadastro mais de 830 famílias da região, que recebem mensalmente, pelo menos, algum dos benefícios oferecidos pela instituição. O carreteiro de charque é um prato tipicamente gaúcho e tradicional em Bagé. A ação conta com o patrocínio do Charque Paladar, que doou 10 quilos da

PATROCÍNIO. Charque Paladar doou 10 quilos de carne salgada para a ação

carne salgada para a realização do evento. De acordo com a assistente social, Solange Ferraz da Unidade “a ideia do carreteiro surgiu como uma forma de arrecadar fundos para manter a unidade de portas abertas, o carreteiro foi escolhido por ser um prato bem tradicional na região”.

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Alternativa

O carreteiro de charque com feijão foi a alternativa encontrada pela equipe da Unidade Bagé para substituir o já tradicional café colonial promovido na cidade. Este ano, o evento estava marcado para o dia 17 de maio. O café deve ser retomado em 2021.

Parceria entrega donativos A Unidade Bagé da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) distribuiu 25 kits alimentares a seus usuários mais necessitados. A atividade resultou de parceria entre iniciativa privada e a Defesa Civil do município. Conforme a assistente social Solange Ferraz, da Unidade Bagé, a ação conjunta que contemplou a Aapecan reuniu funcionários da loja Quero-Quero com a equipe da Defesa Civil. Juntos, foram levadas até a sede da Unidade, no bairro Mascarenhas de Moraes, os kits alimentares compostos por pacotes de feijão, arroz, pacotes de massa, sal, óleo, açúcar, entre outros itens. Os kits foram repassados aos usuários de acordo com a condição de carência apurada pela equipe do Serviço Social.

Camaquã

A Unidade Camaquã da Aapecan promove uma série de ações com o objetivo de reverter a queda de receita provocada pela pandemia do novo Coronavírus. A equipe da Aapecan iniciou a comercialização de bolos de pote artesanais produzidos na própria Unidade. Os interessados em experimentar estas delícias podem procurar a sede da Unidade Camaquã, que funciona de segunda à sexta-feira – das 8h às 17h (quartas e sextas) e das 13h às 17h (demais dias da semana), na rua Coronel Vivaldino Mendes, 468. Encomendas e mais informações pelo telefone (51) 3671.4455 ou pelo whatsapp (51) 9555.4400.

l Brechó

O funcionamento do Brechó Solidário, anexo à Unidade, e que ocorre uma vez por mês, está sendo parcial a fim de preservar funcionários e clientes. O local dispõe de álcool em gel, e o uso de máscaras será obrigatório. Informe-se pelo (51) 3671.4455.

TROCO SOLIDÁRIO Para a nossa causa, seu troco é de grande valor! Colabore depositando seu troco em nossos cofrinhos. Seja você também um parceiro da AAPECAN, solicite seu cofrinho pelo site aapecan.com.br ou na unidade mais próxima de você.

#contamoscomvocê!

R$ 4. É o valor da guloseima.

alt.pro.br

Um bolo de pote cheio de amor


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Leandro Brust, CRM 22715, Ê graduado em Medicina pela Universidade de Caxias do Sul, especialista em Medicina Interna e Cancerologia. Pesquisador Principal em mais de 30 protocolos internacionais para novas drogas no tratamento do Câncer. Responsåvel contratado para a apresentação junto à Agência Nacional da Saúde (ANS) de Projetos de Pesquisa de Multinacionais para novos tratamentos do Câncer.

Silencioso, sorrateiro e devastador; quando mostra a sua face, em mais da metade dos casos, jĂĄ estamos no meio da jornada dos pacientes. Neste ponto, mesmo com todo conhecimento mĂŠdico disponĂ­vel atĂŠ entĂŁo, a melhor vitĂłria, via de regra, transita entre quem sabe prolongar a vida, quem sabe oferecer conforto e quem sabe prestar um apoio psicolĂłgico. Tal e qual essa pandemia que vivemos, sem saber para onde ir, o que fazer e no que acreditar, a histĂłria do enfrentamento do Câncer de PulmĂŁo tem semelhanças. No começo dos anos 1950, as propagandas estimulando o consumo de tabaco era feita inclusive nas revistas mĂŠdicas: “Mais mĂŠdicos fumam Camelsâ€?. Algumas dĂŠcadas depois, apĂłs muitos erros e acertos, parece que a sociedade começou a entender melhor o quĂŁo mal

para a saĂşde faz o consumo de tabaco. É claro que muitas pessoas ainda fumam, mas nĂŁo podemos desistir. Anualmente, a mortalidade geral do Câncer de PulmĂŁo vem caindo. Encerro a minha fala sobre a prevenção; pois nĂŁo hĂĄ nada mais lĂłgico, racional e certo do que a relação entre o consumo de cigarros e esta doença. NĂŁo fume! Uma vez diagnosticado em estĂĄgio avançado, o Câncer de PulmĂŁo sempre foi uma doença difĂ­cil de se tratar. Por mais que ďŹ zĂŠssemos a quimioterapia, havia um limite para as respostas. A boa notĂ­cia ĂŠ que os cientistas estĂŁo mudando este cenĂĄrio e, melhor ainda, com uma qualidade de vida cada vez melhor. Para entender melhor, precisamos ter uma noção sobre dois aspectos: 1) Imunologia: a ciĂŞncia entendeu que ninguĂŠm melhor do

que o nosso prĂłprio organismo com as suas defesas naturais para combater o Câncer. Descobrimos que os tumores sĂŁo capazes de desligar as nossas cĂŠlulas imunolĂłgicas e assim desenvolvemos armas para religĂĄ-las. Muitos destes tratamentos jĂĄ estĂŁo disponĂ­veis no Brasil. A questĂŁo agora ĂŠ como conseguir eles. 2) GenĂŠtica: passamos a perceber que determinados tumores apresentam alteraçþes no seu DNA que levam a um comportamento agressivo. Ao analisar e descobrir estas modiďŹ caçþes, conseguimos fabricar medicamentos que agem especiďŹ camente nestes alvos. Cada vez mais precisamos de colaboração de açþes integradas como as da Aapecan; pois a complexidade dos processos tem sido crescente, e isso nĂŁo pode ser uma barreira.


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