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Informe Acreditar da Aapecan - Associação de Apoio a Pessoas com Câncer

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A história da superação diåria ao Câncer de Pele da usuåria Wony ‰ €

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Contribuinte revela o que a fez ser voluntĂĄria da Aapecan em SM

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Oncologista explica o que ĂŠ “mito ou verdadeâ€? sobre a prevenção ao Sol

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Cebas:

Aapecan conquista CertiďŹ cação de entidade beneďŹ cente ÂŽ


2 l Informe Acreditar

Quem somos

Editorial

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esta edição do Informe Acreditar apontamos a necessidade de cuidar da pele, com a chegada da estação mais quente do ano. A campanha Verão Laranja da Aapecan é destaque na página 3, onde conversamos com o médico oncologista Márcio Chmelnitsky, que aponta horários corretos para estar sob o sol, além da importância de se usar chapéu, óculos, e o protetor solar com frequência, como principais fatores na prevenção ao Câncer de Pele. Na capa, a usuária Wony Marth Pogorzelski, 65 anos,

moradora de Camaquã, que relata, também na página 3, um pouco de sua experiência de vida frente ao Câncer. Já na contracapa, a página que fecha a nossa edição, trazemos uma análise do trabalho da Associação, durante a pandemia do Covid-19 no ano de 2020, a reconquista do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) e o trabalho importante da Audisa, empresa responsável por auditar nossas prestações de contas. Desejamos a todos uma excelente leitura!

Palavra da usuária

LIANE Thiesen fala da Aapecan como um modo de vida para ela

Liane Thiesen, descobriu o Câncer de Mama em dezembro de 2019, e atualmente é usuária da Unidade Caxias da Aapecan. “Eu soube do trabalho da

Aapecan por meio de um cartaz que eu e meu filho vimos no hospital quando fui fazer uma consulta. Nesse dia nós resolvemos conhecer o trabalho, e quando eu cheguei já gostei muito de tudo que vi. Para mim, a Aapecan hoje é um modo de vida, diferente de tudo o que a gente está acostumado a ver. Eu fui muito bem acolhida, está sendo a minha casa. Aqui é uma paz uma tranquilidade, todos são muito carinhosos e receptivos.”

A Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) é uma organização civil, de direito privado, e sem fins lucrativos. É um órgão da sociedade civil (OSC) que surgiu, em 2005, na cidade Caxias do Sul, 125 quilômetros de distância da capital gaúcha. Em menos de uma década, a entidade compartilhou seu amparo, edificando novas Unidades pelos principais centros oncológicos do Estado. Mas, foi em março de 2011, que a presidência da organização, ao lado de uma equipe de trabalho dedicada, abriu as portas da primeira Casa de Apoio, na cidade de Pelotas. Hoje, 14 polos da Aapecan amarram uma rede de ajuda a pessoas com Câncer e seus familiares, que se encontram em uma situação

de vulnerabilidade social. Dez destas Unidades possuem anexos prédios especialmente preparados para hospedarem seus usuários – e os cuidadores - que necessitem fazer tratamentos para o Câncer fora de seu Município e distantes de suas residências: Ijuí, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz, Santa Maria, Uruguaiana, além de Caxias do Sul, e Porto Alegre, onde a Associação possui sua sede e foro. A instituição se mantém com a ajuda da comunidade e atua na oferta de assistência gratuita para estas pessoas que estão em tratamento oncológico, assim como seu núcleo familiar, oferecendo atendimento social, psicológico, jurídico, oficinas, entre outras atividades e benefícios.

Palavra da contribuinte Fernanda Issler Franzen, 25 anos, de Santa Maria é há bastante tempo uma contribuinte especial: “eu contribuo com a Aapecan desde o tempo de escola. A instituição em que eu estudava fazia rifas para ajudar e, uns anos mais tarde, resolvi me candidatar ao voluntariado. Logo, quando comecei o trabalho voluntário, pude ver de perto como a casa contribui com os usuários e traz um conforto a quem precisa. Por coincidência do destino, um ano depois minha mãe teve Câncer de Mama, passamos por

Expediente Informe Acreditar – Informativo da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) - fundada em 5/03/2005

ALÉM DA CONTRIBUIÇÃO. Esta é a Fernanda

vários problemas, e na Aapecan recebemos todo apoio que precisávamos. Posso dizer que sempre acreditei no trabalho da instituição, que sempre nos foi acolhedora. Tenho orgulho de fazer parte como voluntária”.

Presidente: Marli Francisca Larandi Periodicidade: Trimestral Distribuição: Gratuita Tiragem: 123 mil exemplares Impressão: Zero Hora Textos e fotos: Assessoria de Comunicação (Ascom) Aapecan Supervisoras do Informe: Fernanda Aver Pupe e Valéria Cunha. Textos: Assessores de Comunicação Bento Gonçalves: Vinicius do

Nascimento Mieznikowski; Bagé, Camaquã, Pelotas e Rio Grande: Roberto Luís Alves Ribeiro; Caxias do Sul e Lagoa Vermelha: Fabiana Salvator; Ijuí: Emanuelle Zorzo; Lajeado e Santa Cruz do Sul: Lusardo Júnior; Passo Fundo: Patrícia Fossatti; Porto Alegre: Conrado Gallo; e Santa Maria e Uruguaiana: Renata Teixeira. Planejamento gráfico e diagramação: Valéria Cunha

Acesse: www.aapecan.com.br


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Verão Laranja

No Verão Laranja, sinta a prevenção na pele

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hegou o verão – a estação mais quente e solar do ano. Tal como o verão é realidade, evitar o Câncer de pele, também. Por isso a Aapecan lança a campanha Verão Laranja, a fim de promover ações para sensibilizar a população. A ideia é reforçar dicas de prevenção, como na entrevista a seguir, com o oncologista Márcio Chmelnitsky Kruter. Confira a seguir os principais trechos da entrevista: Aapecan – Há um perfil mais propenso ao Câncer de pele? Márcio Chmelnitsky Kruter – Sim, a pessoa de pele e olhos claros – especialmente ruiva, e a que fica exposta ao sol grande parte do dia com alguma parte do corpo em exposição solar direta. Uso em excesso de bebida alcoólica e cigarro também é fator de risco, especialmente na região dos lábios. Aapecan – Como é possível se precaver? Márcio – Evitando exposição a fatores de risco. Quem nas-

Foto: Moizes Vasconcellos

WONY. Pele e olhos claros, uma infância sob sol, e um trabalho exposto na lavoura

ce com pele e olhos claros não muda essa condição, mas tem como mudar a condição da exposição solar. O melhor método é o “método de barreira”: uso de chápeu e manga comprida. São métodos que evitam a lesão de pele diretamente pelo sol por uma barreira. Onde fica mais difícil usar esse método, como dorso das mãos e os dedos, se recomenda filtro solar. Não é proibido se expor ao sol. Problema é sol em excesso e entre as dez da manhã e às quatro da tarde.

O desafio de superar o Câncer Wony Marth Pogorzelski tem 65 anos de vida e desde sempre esteve exposta ao Sol. Agricultora na Colônia Santa Auta, interior de Camaquã, viu sua mãe ter o mesmo Câncer que ela, que, com seus olhos e pele claros sempre a tornaram mais propensa a essa fatalidade. Com sua moradia sendo na Zona Rural da região, Woni nunca teve assistência. Desde criança trabalhava na lavoura e nunca se protegeu do Sol, nem com chapéu e muito menos com protetor solar ou algo do tipo, naquela época, algo impensável. Desde que soube do seu

Câncer de Pele, há cinco anos atrás, já teve que fazer cinco cirurgias para retirada do tumor, que sempre volta. Hoje, evita sair de casa enquanto está em tratamento. Além disso, Woni ainda reclama de uma “comichão” intensa, que para aliviar usa uma pomada prescrita pelo médico e fornecida pela Aapecan, junto com o protetor solar, garantido gratuitamente. “Ainda bem que a Aapecan ajuda, não só a mim, mas também minha família. Câncer de Pele traz muita incomodação”, palavras da Woni que soam como alerta.

Esse é o sol mais danoso ao corpo de forma geral e pra pele em especial. Inclusive é importante ter contato com o sol para evitar outros problemas de saúde. O que deve ser entendido é que não deve ser uma exposição contínua e prolongada entre as dez da manhã e às quatro da tarde. Importante também que quanto antes se procura ajuda, a chance de cura é muito grande. Aquela úlcera, lesãozinha, feridinha de pele que não cura, aquela lesão de coloração diferente, que au-

mentou de tamanho, mudou de cor, criou casquinha, que sangrou, qualquer lesão nesse sentido é altamente recomendável que se procure atendimento médico. Aapecan – O verão é a época em que se fica mais exposto aos riscos do Câncer de pele? Márcio – É uma época mais solar. Isso aumenta a carga de exposição solar que a pessoa tem na vida e o risco de desenvolver Câncer de pele. O importante, e isso vale a todas as estações, é a quantidade de exposição solar ao longo da vida. É isso que determina. Importante não é a estação, mas a quantidade de exposição solar que se acumula ao longo da vida. Aapecan – Há políticas públicas de precaução? Márcio – É preciso baratear o custo do filtro solar. Mas o importante é que a precaução no sentido de evitar a exposição solar, como métodos de barreira, está ao alcance de todos, até dos mais carente.


4 l Informe Acreditar

Pelotas

Um passo importante em direção à sede própria

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e a missão dada precisa ser cumprida, a Aapecan Pelotas termina 2020 com méritos. A meta de começar e terminar ainda neste ano a primeira etapa das obras rumo à sede própria foi batida. Entre outubro,novembro foram feitas a demolição do imóvel e a limpeza do terreno que dará lugar ao sonho de um espaço moderno e totalmente adequado aos serviços que a instituição oferece. A futura sede da Unidade Pelotas da Aapecan, atualmente na rua Barão de Santa Tecla, 821, terá como endereço a rua Bernardo Pires, entre Doutor Amarante e avenida Bento Gonçalves, próximo ao Hemocentro Regional, em um terreno que ocupa 15 metros de frente por 45 metros de fundo (675 m²). O coordenador da Aapecan Metade Sul, Fabiano Gerbaudo, diz que a ideia inicial era de que esta primeira etapa finalizada em novembro fosse concluída ainda no primeiro semestre de 2020. Mas, no meio do caminho, houve uma pandemia. Complicou. “O objetivo era começar ali por meados de março, início de abril, bem quando estourou a pandemia e a reserva financeira que tínhamos para a obra teve

Projeto visa qualificação

AMPLIAÇÃO. Os espaços de acolhimentos serão qualificados para receberem mais usuários

que ser alocada em outro lugar”, afirma o gestor. Não há, porém, resquício de lamento. Além de reverter o quadro de queda na arrecadação, a Aapecan Pelotas manteve o trabalho de apoio a pessoas com Câncer que presta há 15 anos (completados em outubro) e, ainda em 2020, pôs equipe e máquinas para abrir caminho à sede nova e própria “Cheguei a cogitar adiar para 2021 [o início das obras]”, afirma Fabiano. Mas, segundo ele, a resposta da Metade Sul aos apelos da campanha Não nos Abandone, por exemplo, e a manutenção de um trabalho dedicado e transparente junto a pessoas com Câncer em situação de vulnerabilidade social foram

determinantes para a Aapecan resistir à pandemia econômica provocada pela crise sanitária. “A região é muito solidária”, elogia. Agora, o objetivo é dar sequência ao projeto. Assim que houver liberação para a segunda etapa das obras, a Unidade inicia uma cruzada por apoiadores para a fase de fundação e estaqueamento nos primeiros meses de 2021. Trabalho e mobilização para levantar recursos e material de construção não vão faltar. Campanha para manter o ritmo das obras já foi esboçada e tem até nome – Tijolinho do Bem. “Vamos trabalhar duro”, promete o coordenador da Metade Sul.

Propiciar mais qualidade de vida ao usuário da Unidade Pelotas da Aapecan, que tem potencial para atender até 40 municípios da Metade Sul, é o principal objetivo de todo esse esforço que promete ser empreendido em 2021. A ampliação da Casa de Apoio para 30 leitos (em quartos para abrigar apenas o usuário e seu acompanhante) e a disponibilidade de espaços onde se possam manter as oficinas atuais bem como a iniciativas que permitam gerar qualificação e renda a usuários e familiares são algumas das novidades concebidas. A nova casa, que terá 1.2 mil metros quadrados de área construída, vai contar com padaria e salas para aulas de informática e serigrafia. O coordenador da Unidade arremata: “além de própria, a nova sede vai melhorar o funcionamento dos serviços da Aapecan, vai diminuir fila de espera na Casa de Apoio e agilizar novos cadastros.

Macarronada terá segunda edição em 2021

AMPARO. Valores resultantes de ações são revertidos diretamente em apoio aos usuários

Além do tradicional mocotó que a Unidade Pelotas da Aapecan já consagrou no Município na primeira sexta-feira de agosto, outro evento gastronômico promete se fixar no calendário da entidade: a Macarronada Aapecan. A ideia é diversificar as ações e eventos da Unidade da Zona Sul do Estado. Com três opções de molho e três tipos de acompanha-

mento, a primeira edição do evento foi realizada, na modalidade pegue e leve, dentro das atividades do Outubro Rosa. A renda foi totalmente revertida para as tradicionais Cestas de Natal que a Aapecan entrega aos usuários a cada fim de ano. O retorno não poderia ser melhor. Todos os pratos colocados à venda foram comercializados. A qualidade

também obteve resposta. A maioria das pessoas que foi até a Unidade ressaltou a excelência dos pratos, situação que empolga a equipe a fixar o evento no calendário de 2021. Além da Macarronada, a Unidade Pelotas da Aapecan promete para o ano que inicia intensificar ações em Municípios da área de abrangência.


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Equipe técnica: sempre presente

VISITAS DOMICILIARES. Profissionais se reiventaram para permanecerem próximos dos usuários

Com máscaras, munidas de álcool gel e sem entrar na casa dos usuários a fim de respeitar o distanciamento social e demais recomendações da Ciência como forma de prevenção à pandemia do novo Coronavírus, equipes técnicas da Unidade Pelotas retomaram, quando permitido, o atendimento em Municípios vizinhos onde usuários são alcançados pelos serviços oferecidos pela Aapecan. Os importantes atendimentos contaram com visitas em São Lourenço do Sul - onde o encontro foi com Cilda Rutz e seu esposo - em Piratini, Santana da Boa Vista, Morro Redondo, Turuçu, Capão do Leão, entre outros, onde as equipes além de se manterem próximos aos usuários da Unidade, se reuniram com entidades públicas, foram até rádios,

jornais e TVs, no intuito de terem vozes para chegarem mais longe, divulgaram o Troco Solidário, e arrecadaram doações. De acordo com o assistente social Jaime Wetzel, a retomada da atividade, mantendo os cuidados necessários para se precaver da pandemia “aproxima o Serviço Social dos usuários, permite presenciar as diferentes realidades em que vivem para buscar o apoio necessário a cada situação e mostra que a Aapecan está presente, não estão sozinhos“. Jaime também cita a oportunidade que essas atividades abrem para divulgar a Aapecan e o trabalho desenvolvido pela instituição. “Sempre cadastramos novos usuários. Muitos acabam conhecendo nosso trabalho. É uma chance única de manter e ampliar nosso atendimento”, diz ele.

Em Pelotas, procure a Jussara Quando Jussara Izquierdo Rosa chegou, em abril de 2006, a Unidade Pelotas da Aapecan somava apenas seis meses de vida. Hoje, está na adolescência. Completou 15 anos em outubro passado e é a segunda há mais tempo em funcionamento dentre as 14 no Estado. Jussara viu de perto essa espécie de filho crescer. Ajudou a criá-lo nos últimos 14 anos e meio. E, se depender dela, ainda vai ver e ajudar a fazer muita história bonita dentro da Aapecan: “pra mim é um orgulho fazer parte deste crescimento, quando cheguei tinha meia-dúzia de colaboradores e contribuintes. Hoje a projeção e o alcance da Aapecan é completamente outro, não dá pra comparar”, diz. Ju, como é carinhosamente chamada pelos colegas e usuários, é do time dos que viram o bebê engatinhar, como os mensageiros Vladimir e Valdenir, além do hoje coordenador Fabiano Gerbaudo, também mensageiro à época. Passou por várias sedes, colegas, coordenações e usuários, a quem dedica boa parte da sua atenção. Mas de volta ao começo: em abril de 2006, não era apenas a Aapecan que vivia momento de incerteza quanto ao futuro. Ju também tinha suas incertezas. Lembra bem como aconteceu. Haviam lhe recomendado levar

o currículo à Aapecan, então localizada na rua Félix da Cunha, ao lado da sede central da agência dos Correios. A entidade, naquele momento, selecionava candidatas para telemarketing. Quem a atendeu estava sem papel para anotar o contato. Escreveu então no verso de uma imagem impressa de Santo Expedito, logo ele, conhecido por operar nas causas impossíveis. Se o Santo a ajudou a conquistar a vaga, talvez alguém duvide. Não ela: “digo que foi Santo Expedito que me abriu as portas da Aapecan”, ri, agradecida. De operadora de telemarketing, Jussara chegou a coordenadora do setor. Depois atuou em serviços burocráticos e, há cinco anos, é a recepcionista da Unidade. Se achou. Falante e comunicativa, reúne qualidades importantes para a função. Jamais é vista cansada ou se queixando de cansaço. Confunde com prazer a Aapecan com a própria família, composta hoje pelos filhos Rodrigo e Lucas, pai do Lolô, o neto Lorenzo, de quatro anos - “paixão da vida da vovó”. “Pra mim é um prazer sair de casa pra vir pro meu trabalho”, afirma. Ju se encarrega à sua maneira, e muitas vezes no primeiro contato, infundir esperança na vida do usuário. “Tem que ser assim, estamos aqui para ajudar as pessoas.”

HISTÓRIA. A trajetória da secretária se mistura à da própria Unidade, em Pelotas


6 l Informe Acreditar

Rio Grande

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Vitorienses vestem a camiseta da Aapecan

istante 224 quilômetros de Rio Grande e 22 da divisa com o Uruguai, Santa Vitória do Palmar abraça a causa da Aapecan. Somente no último ano, os vitorienses adquiriram mais de 380 camisetas e 600 máscaras do Outubro Rosa e Novembro Azul da Associação. A Aapecan foi surpreendida com tamanha procura por suas peças em Santa Vitória. Após comercializá-las no Galeto Rosa realizado pela Associação no dia 4 de outubro, foi necessário retornar ao Município em mais algumas ocasiões para dar conta da demanda.

lUma ajuda especial

Tamanho êxito nas vendas só foi possível graças à ajuda de uma grande parceira da entidade: a técnica de enfermagem, Lucíola Teixeira Rolan, 38, que vendeu mais de 150 camisetas

BOUTIQUE. A compra das camisetas da Aapecan é uma das formas de ajudar

e 280 máscaras entre a população de Santa Vitória e Chuí. Lucíola envolve-se com instituições que apoiam pessoas em tratamento oncológico desde que perdeu seus pais em decorrência da doença. Em vida, sua mãe foi uma contribuinte da Aapecan, mas foi por meio

da amiga e assistente social da entidade, Márcia Emmendoerffer, que conheceu o trabalho da Associação mais a fundo. No ano passado, ela procurou a colega para adquirir as camisetas da campanha Outubro Rosa Novembro Azul. Assim que começou a usá-las seus amigos

também tiveram interesse. Foi quando a enfermeira pediu novas encomendas das peças que fizeram muito sucesso no posto de saúde do Chuí. Em 2020, não foi diferente. Seus colegas, familiares e amigos abraçaram a causa. “Hoje sou grata em poder colaborar com todos que necessitam, lembrando sempre que a melhor coisa é ‘fazer o bem, e não olhar a quem’”, garante. Atualmente a Unidade Rio Grande possui 222 cadastros ativos. Deste número, 92 são usuários de Santa Vitória. Por esta razão, a Aapecan decidiu dar início em março de 2020 aos atendimentos presenciais da equipe técnica no Município. Devido à pandemia, este trabalho foi temporariamente suspenso. Porém, eles seguem sendo atendidos na sede da Associação e frequentemente representam a maioria dos hospedados na Casa de Apoio.

O artesanato como partilha de vivências

ONLINE. O grupo não deixou de criar oportunidades de encontros

Entre os inúmeros serviços e atividades que a Unidade Rio Grande oferece, aos seus assistidos, oficinas de artesanato são consideradas uma tradição da casa. Há 11 anos elas são promovidas com intuito de proporcionar lazer e troca de conhecimentos entre artesãs voluntárias, usuárias e acompanhantes.

Com mais de 11 anos de trabalho filantrópico junto à instituição, Heloisa Helena Martins, 65 anos, é a voluntária mais antiga da Aapecan Rio Grande: “é onde aprendi o sentido da vida. Como lutar e vencer e o que é ter amigos fortes”. Já a artesã Aline Michel, 42 anos, se juntou à turma em 2016 quando seu marido

foi diagnosticado com Câncer. A partilha de vivências, problemas e momentos de muita alegria é a melhor parte dos encontros para Aline: “conversamos, damos risada e ajudamos outras pessoas a mudarem o foco da doença”. No último ano, o grupo se reinventou e muitos encontros foram online.


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Bagé

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Unidade de Bagé conta com um voluntário especial

lóvis Leal Júnior, 43, mais conhecido como Júnior Leal, é mensageiro da Aapecan há dez anos. Em setembro de 2019, decidiu investir, também, na carreira de fotógrafo. Desde então, ele já realizou quatro ensaios para projetos importantes da entidade. A primeira experiência do mensageiro como fotógrafo voluntário da Aapecan foi com os Invictos, no ano passado. Um projeto da instituição que tem como objetivo trabalhar a campanha Novembro Azul por meio de uma exposição fotográfica que exalta a autoestima dos usuários e alerta sobre a prevenção ao Câncer de Próstata. Em 2020, Júnior também foi responsável por outros três grandes ensaios. O primeiro foi em setembro, no qual ele fotografou o pequeno usuário da Aapecan, Kauã Ritta Gomes, sete anos, para o cartão de Natal que a entidade distri-

FOTOGRAFIA. Júnior quer fazer contar a história dos usuários, como a do Kauã

buiu em todo o Estado ano passado. “Foi muito gratificante a experiência, ele sempre disposto e com sorriso no rosto”, conta. Júnior também foi o responsável pelos cliques do ensaio fotográfico das Incríveis Mulheres. Projeto da Aapecan que tem como objetivo conscientizar a população a cerca do diagnóstico precoce do Câncer de Mama

e fortalecer a autoestima feminina. A terceira edição contou com a participação de Maria Silveira, Elda Marlise, Ionice Araújo, Ângela Diaz e Maridia dos Santos, como representantes das demais usuárias da Unidade que enfrentam ou já enfrentaram a doença. As fotografias de Júnior estiveram expostas em banners na vitrine da farmácia Mistura da

Terra e na Unidade de Oncologia e Alta Complexidade (Unacon). Para o Novembro Azul, Júnior, pelo seu segundo ano consecutivo, foi o fotógrafo voluntário do projeto Invictos. Edemar Soares da Silva e Adalberto Rodrigues Nogueiras foram os usuários escolhidos e suas fotos também foram expostas na Unacon. “Pra mim é muito gratificante. Faço uma coisa que gosto e através das fotos conto a história deles. Acho que eles sempre gostam também, pois creio que melhora a autoestima deles e ajuda no combate da doença”, garante. Júnior trabalha como mensageiro da Unidade Bagé da Aapecan e nas horas vagas realiza ensaios externos: “a minha inspiração é fazer parte dos momentos mais importantes da vida dos clientes. Com certeza, serei sempre lembrado pelo registro das fotos”, afirma.

Camaquã

Videochamadas garantem atendimento Enquanto a população não estiver imunizada em relação à pandemia do novo Coronavírus, soluções online deverão ditar as relações interpessoais. A opinião é da psicóloga Aline Pacheco, da Unidade Camaquã da Aapecan. Desde abril do ano passado, a

profissional atende usuários e familiares por videochamadas via whatsapp. Assim, não expõe o grupo, considerado de risco diante do Coronavírus, e mantém o serviço de acolhimento disponibilizado pela entidade. Aline admite que inicialmen-

te houve ruídos. Estranhamento e resistência ao novo formato de atendimento foram percebidos pela profissional, especialmente entre os usuários mais idosos: “inicialmente se percebe a distância que ele provoca, mas não perde em eficácia”, afirma. E dá uma

dica: “basta começar a falar que o estranhamento vai embora”. Aprovado pelo Conselho Nacional de Psicologia logo após a chegada da pandemia no Brasil, o expediente foi adotado pela equipe técnica a fim de preservar usuários com imunidade baixa.


Edição 37 l Ano 11 l Janeiro, Fevereiro e Março de 2021 l Contracapa

Transparência e credibilidade são valores fundamentais para a Aapecan

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Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan), em 15 anos de atuação no Estado do Rio Grande do Sul sendo referência no terceiro setor para atendimentos de famílias que enfrentam o penoso tratamento de Câncer, nunca deixou de lado os valores morais e éticos que prometeu cumprir desde a sua fundação. Como a sobrevivência da entidade é totalmente vinculada às doações de pessoas físicas e jurídicas, a entidade entende que é prioritária a transparência dos seus atos disponibilizando informações administrativas, assim como quantidades e itens doados para os usuários. Além de lutar diariamente pelo cuidado de pessoas com Câncer e pela prevenção dessa devastadora doença, a instituição tem

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(54) 3055-9400

a preocupação de manter e adquirir ainda mais credibilidade junto à sociedade gaúcha por meio do trabalho que realiza e pela seriedade com que conduz as suas atividades. Em 2020 houve provas de que o trabalho realizado pela instituição goza de prestígio junto aos contribuintes. Foi necessário enfrentar uma pandemia que restringiu as atividades, mas não fechou as portas da Associação. Os serviços continuaram sendo oferecidos a cada usuário, seguindo as recomendações dos órgãos de saúde. E isso foi possível porque houve solidariedade, houve segurança, fidelidade e confiança dos contribuintes. Mesmo com queda de doações no período de coronavírus, a comunidade tem feito muito para manter a Aape-

can atuante. Foi recebida ajuda de todos os lados, sejam com alimentos, produtos de limpeza ou apoio financeiros.

A certificação de um trabalho

Foi também em 2020 que a Aapecan conquistou a Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) em portaria (n°127) publicada em 29 de setembro de 2020. O Cebas é concedido pela Secretaria Nacional de Assistência Social a entidades ou organizações da sociedade civil que prestam atendimento nas áreas de saúde, educação e assistência social de forma beneficente e atendam aos requisitos legais dispostos na Lei nº 12.101/2009. As entidades detentoras do Cebas, podem desfrutar de isenção do

pagamento das contribuições sociais incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos seus empregados e trabalhadores avulsos, como também receber transferências de recursos governamentais a título de subvenções sociais.

Contas Auditadas

E, para confirmar todo o esforço da Associação de se manter transparente, desde 2011 a Aapecan tem as suas contas auditadas pela Audisa Auditores Associados, empresa de auditoria fiscal especializada no terceiro setor. O objetivo dessa auditoria é fiscalizar toda e qualquer entrada e saída de valores financeiros na instituição e também no controle de projetos, que precisam ser realizados de acordo com as normas dos editais que são ganhos.


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