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Informativo Acreditar

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Distribuição Gratuita Ano 9 | nº 30 Abril/Maio/Junho 2019

Informativo Trimestral da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer Informe Publicitário Bagé, Camaquã, Pelotas e Rio Grande

Na Aapecan ao longo de 14 anos de atuação foram 17.306 pessoas cadastradas pelas 14 unidades espalhadas no estado do Rio Grande do Sul, sendo que somente no ano de 2018 somaram-se 127.588 atendimentos... (p.10)

As leucemias representam uma parcela pequena no conjunto dos tumores porém são bastante conhecidas pela população. O tratamento evoluiu muito nos últimos anos, embora para alguns tipos o progresso foi maior que em outros. ....(p.12)


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INFORMATIVO TRIMESTRAL DA AAPECAN INFORME PUBLICITÁRIO

EDITORIAL

HISTÓRICO

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ais do que apenas um tabloide distribuído pelas ruas do Estado, o Informe Acreditar é um veículo que nasceu para ser um prestador de contas aos que colaboram com a causa da Aapecan; para ser um caminho aos que precisam de amparo enquanto realizam os seus tratamentos oncológicos; e ainda um pulverizador de informações educativas com o foco na prevenção de quaisquer tipos de Câncer. Nesta edição, será possível encontrar nas próximas páginas exemplos de coragem de quem já superou a dor da Leucemia, ponto de vistas de profissionais especializados na doença, histórias que traduzem a angústia da espera pelo transplante de medula óssea e o sucesso de quem já ultrapassou o tratamento. Segundo o Instituto Nacional do Câncer - Inca, a Leucemia é uma doença maligna que atinge os glóbulos brancos, e que tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea. No Brasil, o ano de 2018 encerrou com cerca de 11 mil novos casos, com apenas 40% de sucesso no tratamento. Um imenso alerta. Por este, e outros tantos motivos, que a prevenção ganha destaque nesta edição, pois é preciso enfatizar que a detecção precoce da Leucemia é a melhor estratégia para alcançar a chance de cura. Mais de 155 mil exemplares do Informe Acreditar serão distribuídos, nos próximos três meses, por cada canto do Rio Grande do Sul, no intuito de esclarecer o tema, advertir os sinais e lembrar que as atitudes de prevenção à doença, são altamente eficazes. Boa leitura!

PALAVRA DO COLABORADOR Arisoli Rodrigues Ramos - Policial Militar da Reserva

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Alegrete

Sou colaborador da Aapecan há 6 anos, mas não conhecia de perto. Minha filha teve câncer e foi acolhida por esta casa, então quando cheguei aqui, não contei que era contribuinte, porque queria ver como realmente era, e fui muito bem atendido por todos, as pessoas daqui são muito solidárias. É um lugar onde você se sente bem! Agora para ajudar, eu levo alguns jornais da instituição para Alegrete para divulgar o belo trabalho feito aqui. Agradeço a Aapecan e seus funcionários. Pretendo continuar colaborando.

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DEPOIMENTO DA USUÁRIA

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Sara Lemke Lanius, 24 anos

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São Lourenço do Sul

Mais do que acolhimento, alimentação de qualidade e aconchego, depois de acordar de madrugada e percorrer longas distâncias, na Aapecan recebemos o que considero o mais importante: o amor. Pois aqui encontramos profissionais dispostos a fazer o melhor pelo próximo. Posso afirmar que, apesar do tratamento contra o câncer ser uma difícil batalha, em que enfrento dias exaustivos no hospital, a Aapecan se tornou uma família para mim e até mesmo passei a gostar de vir a Porto Alegre. Pois além de tudo que a casa oferece, também é um lugar que faço grandes amizades, converso com pessoas de diferentes cidades, idades e histórias de vida. Sou muito grata por toda a ajuda para mim e para tantos que moram em diferentes regiões do estado. Certamente, é uma linda benção de Deus ter a Aapecan em nossas vidas!

Quem somos?

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Aapecan é uma associação civil, de direito privado, sem fins lucrativos, criada de acordo com a Lei Federal nº 9790/99, com sede e foro no município de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, tem 14 unidades instaladas no Estado: Bagé, Bento Gonçalves, Camaquã, Caxias do Sul, Ijuí, Lagoa Vermelha, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Uruguaiana. A ideia de abrir uma Organização Não Governamental (ONG) que atendesse as pessoas com câncer, surgiu de um grupo de voluntários que realizava atividades para a comunidade, como visitas em hospitais, bairros e associações beneficentes. Durante estas visitas, perceberam a dificuldade que enfrentavam as pessoas com câncer em terem todas as suas necessidades básicas atendidas, principalmente pósinternação, já que, a continuidade do tratamento e dos suplementos necessários são de custo elevado. Assim a Aapecan foi criada com o compromisso de dar suporte aos usuários e seus familiares.

EXPEDIENTE Informe Acreditar – Informativo da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (fundada em 05/03/2005) Presidente: Marli Francisca Larandi Periodicidade: Trimestral Distribuição Gratuita Tiragem: 155 mil exemplares Impressão: Zero Hora Textos e fotos: Assessoria de Comunicação Aapecan Supervisora do Informe: Fernanda Aver Pupe Assessores: Bento Gonçalves: Vinicius do Nascimento Mieznikowski; Caxias do Sul: Cristiane Battassini; Ijuí e Passo Fundo: Taciana Ribas; Pelotas: Valéria Moreira da Cunha; Porto Alegre: Conrado Gallo; Santa Cruz do Sul: Lusardo Júnior; Santa Maria: Renata Teixeira. Planejamento gráfico: Vanessa Bratz, vanessabratz@outlook.com Diagramação: Mª Regina da Silva, mreginas@hotmail.com Para colaborar com o Informe Acreditar com artigos ou depoimentos escreva para: informeacreditar@aapecan.com.br Acesse: www.aapecan.com.br

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Depoimentos de Gratidão Valderez Maria L. Turcatti 70 anos - Farroupilha

Kauan Mulhmann Gonçalves 11 anos - Caxias do Sul

Eduarda Carvalho 17 anos - Capão Bonito do Sul

“Descobri que estava com leucemia no dia 18 de Junho de 2006. Eu não tinha sintomas da doença, foi meu filho que percebeu minha palidez e magreza. Foi então, que praticamente ele me obrigou procurar um médico. No momento, eu estava tão preocupada com meu marido que estava doente que não conseguia olhar para mim. Treze anos após o diagnóstico, eu ainda me encontro em tratamento, realizando quimioterapia via oral e lutando diariamente contra essa doença. Eu frequento a Aapecan desde o início do meu tratamento e sou bem amparada. É um local onde me sinto em minha própria casa e tenho muitos amigos. Digo para as pessoas que estão em tratamento do câncer que tenham Fé.”

“Com dois anos de idade, o meu filho Kauan foi diagnosticado com uma anemia profunda. Após dois meses, através de exames mais profundos, foi detectado leucemia. Desde então, iniciou-se o tratamento de quimioterapia e após dois anos o tão esperado transplante de medula óssea. Hoje, são oito anos de pós-transplante e graças à Deus e ao doador, meu filho é um lindo garoto, muito esperto e cheio de vida. O Kauan leva uma vida normal, estuda, brinca com os amigos e é muito sapeca. Meu recado para todos os pais que passam pelo momento difícil ao qual eu passei, é que tenham fé, porque para Deus nada é impossível.”

“Em fevereiro de 2014 comecei minha luta contra a leucemia. No dia 06 de março iniciei o tratamento de quimioterapia e radioterapia, que durou dois anos e meio. Estes, eu realizava na cidade de Passo Fundo e Porto Alegre. Fiquei em acompanhamento por mais um ano, onde fazia exames frequentes para saber se havia necessidade de transplante. Em maio de 2017 foi realizado o transplante de medula, onde fiquei bem por seis meses. Em novembro de 2017 começaram alguns problemas, o transplante se perdeu e eu fiquei somente com 20% da medula do doador e 80% da minha. Atualmente, continuo em tratamento, lutando pela minha vida. Eu acredito que Deus está comigo e que tudo já está passando.”

Relato do Pai – Luís Carlos Albuquerque


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BAGÉ Aapecan: uma rede de apoio Receber o diagnóstico de um Câncer não é nada fácil. Isto é um fato. Desestrutura, gera dúvidas, medo, e os mais diversos sentimentos na pessoa que adoece, e em sua família. A Aapecan foi criada há 14 anos para apoiar socialmente essa pessoa, que a partir deste momento, torna-se ainda, muitas vezes, vulnerável economicamente. Foi com esse intuito que, com o passar dos anos, a presidência da entidade formatou uma rede de apoio pelo Estado gaúcho. Atualmente, as equipes técnicas - que contam com assistente sociais, psicólogos e advogados - podem apresentar e oportunizar à estas pessoas, uma teia com 14 unidades de atendimento. Destas, dez possuem Casa de Apoio para receber seus usuários que vivem distantes dos Centros Oncológicos e necessitam de um lugar para dormir, fazer refeições dignas, e receber um amparo que realmente faça a diferença durante o tratamento do Câncer, que já é tão delicado. Não menos importante que a Casa de Apoio, a Instituição também disponibiliza suporte com suplementos e dietas alimentares, fraldas, passagens de ônibus, além de oficinas e ações que tenham o foco em amenizar a dor e melhorar a qualidade de vida desta pessoa, seus cuidadores e familiares.

Clari de Ávila Rodrigues, tem 68 anos, é da cidade de Candiota, no Sul do Estado, e descobriu há oito meses um Câncer de Mama. Por indicação médica, faz atualmente radioterapia na Capital, distante 400 quilômetros do local onde mora. Foi dentro desta rede, que ela encontrou o apoio da entidade: “agradeço imensamente a Aapecan por ter este espaço em Porto Alegre. Aqui somos muito bem tratados, com carinho e atenção. Permanecer enquanto eu faço tratamento aqui, num lugar onde a alimentação, os dormitórios, a higiene, e tudo mais, é maravilhoso, é tudo pra mim. Não sei como seria, se eu não tivesse esse apoio, pois não teria condições de estar aqui”, relata.

Isabel Cristina da Silva Vaz, de 46 anos, de Dom Pedrito, a quase 500 quilômetros distante de Porto Alegre, foi diagnosticada em outubro do ano passado com Câncer de Mama. Foi na Capital que fez duas cirurgias em menos de 20 dias. Hoje, ela mantém o tratamento de quimioterapia e da radioterapia, enquanto se hospeda na Casa de Apoio da Aapecan. “Com todos os meus gastos iniciais e urgentes logo após receber o diagnóstico, eu não teria como estar aqui dando continuidade ao tratamento. Desde o primeiro momento fiquei encantada com a forma que fui acolhida, com as instalações...eu só tenho a agradecer a entidade. Realmente aqui tem tudo o que eu preciso, neste momento, como os Grupos de Apoios e até mesmo, fisioterapeutas”, conta.

Aquisição de veículo facilita as visitas domiciliares Com fundos arrecadados junto à população de Bagé e arredores - somados à ações da entidade, como eventos, rifas, brechós e cofrinhos do Troco Solidário - a equipe da Unidade bageense da Aapecan conquistou mais uma melhoria para a qualidade dos serviços e benefícios oferecidos aos seus usuários: a compra de um veículo Palio, modelo Celebration, ano 2013. O utilitário proporcionará, principalmente, uma maior facilidade para as visitas domiciliares da equipe técnica, tanto no município quanto em cidades da região, muitas vezes de difícil acesso.

Além disso, com o veículo, ainda será possível participar de ações e atividades em diversas comunidades, oportunizando uma aproximação com o usuário e até mesmo, com pessoas que necessitem de ajuda para o cadastro e não consigam se locomover até a Unidade. “Com este valoroso amparo que recebemos constantemente dos cidadãos de Bagé, a nossa Unidade está - a cada dia mais - apta a ajudar e amparar os usuários desta região, que já somam mais de 700 cadastros. É esse o nosso principal objetivo: amparar essas pessoas para que possam ultrapassar esse momento tão

delicado, com mais qualidade de vida, conforto e toda a atenção possível da nossa instituição”, declara o coordenador da Metade Sul, Fabiano Gerbaudo.

Equipe técnica tem atendimento mensal na Santa Casa em Dom Pedrito Desde o ano de 2018, a equipe técnica da Unidade, junto ao coordenador da Aapecan Metade Sul, Fabiano Gerbaudo, se reúne junto à diretoria da Santa Casa, em Dom Pedrito, para debater a oportunidade de se ter um atendimento mais próximo e especializado aos usuários da instituição, e para a população pedritense que necessite da ajuda da entidade. Com o trabalho já alinhado entre as partes da Psicologia e do Serviço Social da Aapecan Bagé, estão disponíveis - pelo menos uma vez por mês - dentro do

hospital, para realizar essa aproximação com as pessoas com Câncer, novos cadastros, acolhimentos e o apoio à comunidade. Os atendimentos serão realizados na segunda semana de cada mês, com data previamente disponibilizada para informações tanto no hospital, quanto nas redes e mídias sociais (/aapecan.bage) da Unidade, ou então, pelo telefone (53) 3241.9929. A Santa Casa está localizada na rua Duque de Caxias, 1.348.

Folha da Cidade


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CAMAQUÃ Usuário transforma a experiência da dor em oportunidade de uma vida melhor Usuário da Aapecan desde 2017, Ivo Antônio Nunes Ribeiro, 55 anos, é um daqueles exemplos singulares: transformou a experiência do diagnóstico e o tratamento da doença na oportunidade de ter uma vida melhor, com um sustento mais digno. Dono de uma pequena chácara no interior de Dom Feliciano, Ivo que por ter um Câncer de Próstata realizou sua Quimioterapia no Hospital São Lucas da PUC, em Porto Alegre, não se conteve em - após suas primeiras sessões do tratamento - ficar apenas sentado na sala de espera de um hospital, aguardando os demais passageiros do mesmo veículo, que os deslocavam, terminarem seus compromissos para retornar para casa Não demorou muito para ele perceber que poderia substituir esse tempo de espera, que só o enchia de angústia, para fazer algo rentável. Começou, então, a levar para a Capital do Estado, o que produzia ou cultivava em sua casa para vender para os já amigos ou conhecidos que havia conquistado. No início, eram poucos produtos, porém o gosto

pelo mel, ovos, verduras e temperos direto do produtor caiu nas graças dos consumidores que logo se tornariam assíduos. O levantar às 3h da manhã passou, então, a ser mais leve, as horas de espera passavam mais rápido, os pensamentos já não eram tão pesados e o lucro já, muitas vezes, somava R$ 100 por dia. Hoje, Ivo que é casado e pai de quatro filhos, faz apenas acompanhamento, mas continua entregando encomendas para seus fiéis consumidores. Ele, que já ultrapassou os momentos mais fortes da doença, se tornou tanto em Porto Alegre, como em Dom Feliciano, o verdadeiro exemplo de superação.

Aapecan fecha parcerias para projeto com usuárias Qualidade de Vida é um dos objetivos das equipes da Aapecan, que trabalham focadas no bem estar do seu usuário. Para cumprir as metas estabelecidas, assistentes sociais, psicólogos e assessores de comunicação trabalham juntos, com o intuito de serem criativos com as ações que contemplem as maiores necessidades de cada grupo, sem onerar grandes custos. Na Unidade de Camaquã, não é diferente. Uma ideia muito legal foi proposta pela psicóloga Aline Pacheco e aprovada pelos usuários: uma Noite do Pijama. Mais de 15 pessoas participaram do momento alusivo às brincadeiras de crianças realizadas antes de dormir. A ação realizada na própria unidade abriu espaço para confraternização, jogos de carta e muito bate-papo. “Foram mais

de quatro horas de um encontro que resgatou o lúdico e os permitiu compartilharem histórias e se divertirem, brincando”, explica Aline. Para participar das atividades da casa, é preciso ser usuário e estar conectado com a Unidade, em Camaquã, pelo telefone (51) 3671.4455 ou na rua General Vivaldino Mendes, 468.

Grupos de psicologia e assistência social iniciam em Dom Feliciano Distante 47 quilômetros da Unidade da Aapecan, em Camaquã, a cidade de Dom Feliciano tem sido um “braço” para a instituição. No último ano, na pessoa de Giovanildo Costa, o Município abriu as portas para um brechó com valores totalmente revertidos aos usuários da entidade. A ideia de, também, se ter um atendimento técnico naquele local já era abordada desde o início desta aproximação, já que o índice de pessoas com Câncer na região é bastante elevado. Em 2019, a parceria não poderia resultar em notícia melhor: psicóloga e assistente social já atendem, junto ao brechó, na primeira e na terceira sexta-feira de cada mês. Os grupos de terapia e apoio social já foram formatados e tiveram seus primeiros encontros. Atualmente, mais de dez famílias locais são atendidas pela instituição. “Temos uma demanda bastante intensa de usuários em Dom Feliciano. Muitos não conseguem se deslocar até Camaquã, por isto a importância de irmos até eles, principalmente, para que não haja nenhuma perda em relação ao apoio e ao atendimento que a Aapecan disponibiliza”, explica a psicóloga Aline Pacheco. Tanto o brechó, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12 e das 13h às 17h, quanto a sala de atendimento técnico, estão localizados na rua Vespasiano Corrêa, 648, anexos ao prédio ao Hospital São José.

Unidade Camaquã fecha parceria com dois salões de beleza para projeto com as usuárias A equipe técnica da Unidade Camaquã tem trabalhado firme pela autoestima das mulheres, usuárias da entidade, na região. Não é à toa: “além da estética, muitas vezes quebrada pela perda de cabelos devido à quimioterapia ou à radioterapia - e que é fundamental que trabalhemos para restaurá-la - estar bem consigo mesmo é um fator valoroso para o sucesso do tratamento do Câncer”, explica a psicóloga Aline Pacheco. Para que houvesse imediatamente a implementação do projeto, a equipe fechou, inicialmente, parceria com alguns estabelecimentos da cidade, como o

Salão de Beleza Bere. Doações de cabelos para perucas, dicas de beleza, além de participação em algumas palestras motivacionais com foco na autoestima farão parte dos resultados alcançados com a união dos salões, e da entidade, pela causa feminina. Para saber mais sobre o projeto, doar cabelos, ou para – também- ser um dos parceiros da Unidade, é necessário ligar para o telefone (51) 3671.4455 ou comparecer na rua General Vivaldino Mendes, 468, para falar com a equipe técnica.

Agência de fotografias Freepik


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PELOTAS #AapecanNaEstrada: equipes levam apoio às pessoas que vivem distantes dos Centros Oncológicos, na região Pelo menos três vezes ao mês, a equipe de assistência social da Unidade Pelotas, da Aapecan, pega a estrada rumo a cidades e regiões mais distantes dos Centros Oncológicos do Município. O principal objetivo destas viagens são as visitas domiciliares: “estar mais próximo dos usuários da instituição, conhecer suas residências e acompanhar um pouco do seu dia nos permite oferecer um apoio mais intenso, qualificado e personalizado, de acordo com a necessidade de cada um deles”, explica a assistente social da Aapecan Pelotas, Fernanda Ayres. Além da especial atenção dedicada ao usuário, a equipe também se prepara para a realização de novos cadastros, já que há, na

maioria das vezes, uma grande dificuldade de a pessoa que vive no interior - em vulnerabilidade social – chegar até a associação e desfrutar do apoio oferecido. Ainda no roteiro da equipe estão as visitas às Secretarias de Assistência Social e de Saúde, além da Prefeitura, e empresas estabelecidas na região. O intuito, neste caso, é divulgar a instituição e realizar ações lado a lado com os órgãos públicos e parceiros privados. “É fundamental que o acompanhamento aos usuários e seus familiares seja constante. Muitas vezes, a pessoa chega até nós solicitando apenas uma ajuda para a compra de dietas e suplementos, porém não tem o mínimo para uma refeição digna em sua casa. É neste

momento, e em todos os outros possíveis, que a Aapecan se fará presente, amparando esta família neste momento em que o tratamento de um afeta a estrutura de todos”, finaliza Fernanda.

Brechó é reinaugurado com Grupo Malv, pipoca e guaraná O Brechó Solidário, da Unidade Aapecan Pelotas, foi reinaugurado ao sabor de pipoca e guaraná, com o apoio da Diver Kids. A animação ficou por conta do parceiro pra lá de especial da entidade: o Grupo Malv de Teatro. Dezenas de pessoas já passaram pelo espaço que foi totalmente reformulado para melhor atender os clientes. Lotado de roupas femininas, masculinas, calçados, bolsas e acessórios, em bom estado de conservação, com valores a partir de R$ 5, o Brechó Solidário é também um dos principais

instrumentos de levantamento de valores. A principal oferta é a disponibilidade de produtos. Além de que, toda a arrecadação das vendas é traduzida em benefícios e projetos voltados aos usuários da Unidade, que tem em seu cadastro quase quatro mil usuários, que necessitam de apoio em dietas, suplementos e atendimentos social, psicológico ou jurídico. O Brechó Solidário é permanente na Unidade Pelotas, localizado na rua Barão de Santa Tecla, 825, e atende das 9h às 11h30min e das 14h às 16h30min, de segunda a sexta-feira.

Usuárias da Unidade Pelotas contam com Consultoria em Autoestima, do Salão Rober Cunha Rober Cunha é um desses anjos que passam pela história da Aapecan. Chegou devagarinho, conheceu a causa, os usuários e suas necessidades. Voltou para o seu salão, juntou forças, pessoas, argumentos e amor e voltou com tudo para não sair, tão cedo, da vida dos que são apoiados pela entidade. Entre as parcerias fechadas – por que sim, foram várias - com o Salão Rober Cunha, onde ele é dono, está a Consultoria em Autoestima. Uma ideia que surgiu em batepapos com a equipe da instituição, quando o tema foi as carências de quem ali estava para ser ajudado. Hoje, enquanto a psicóloga, Vanessa Mattis, da Unidade, faz o acolhimento, ela também percebe se o usuário necessita de uma consultoria especializada para se transformar, mudar, ou se aceitar frente ao espelho, enquanto perde os cabelos devido ao tratamento quimioterápico, por exemplo. Rober, que prefere fazer esse trabalho

pessoalmente, recebe o usuário indicado pela psicóloga em seu espaço de trabalho. Discute com ele as novas opções e ferramentas de beleza. Sugere perucas e modelos, lenços e cores, maquiagens e partes do rosto que podem ganhar destaques. “Com todo esse carinho, o Rober ajuda esse usuário, que na maioria das vezes é uma mulher, a sair do salão mais fortalecida, mais bonita e muitas, vezes, com menos indícios a depressão”, explica Vanessa.

Equipe técnica de Pelotas é participativa no CMAS A equipe do Serviço Social, da Unidade da Aapecan, em Pelotas, participa quinzenalmente das reuniões do Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS. Nos encontros, as pautas transitam entre a deliberação da política social na cidade e a fiscalização dos projetos direcionados à Organizações da Sociedade Civil - OSC. Iumara Antunes Moreira que preside o Conselho, e as reuniões, direciona os debates dentro da perspectiva do controle social nas políticas públicas, além da apresentação de planos socioassistenciais executados pela secretaria e de medidas socioeducativas, capazes de alinhar o setor municipal. Participam das reuniões conselheiros, membros da Secretaria Municipal da Assistência e Justiça Social e representantes do Terceiro Setor, na cidade. Planejadamente, as reuniões podem ser descentralizadas, ocorrendo dentro das instituições locais, com o objetivo de aproximar as discussões da assistência.


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PELOTAS Ganhadora de “Ação entre Amigos” da entidade é de Pelotas e leva para casa uma moto zerada A pelotense Luciani Eslabão Novo, de 36 anos, não estava assistindo ao sorteio da Loteria Federal, quando o número de um cupom da Ação entre Amigos - beneficente a Aapecan - que foi adquirido pela sua sogra Nilva Campelo, foi sorteado. Ansiosa para contar ao filho Fábio e a sua nora, que havia a possibilidade da moto CG 125i Fan, da Honda, ser da família, Nilva conferiu uma dezenas de vezes os números e ligou outras tantas para o filho. A intenção era ter a certeza daquela estrela que brilhava, e até mesmo acreditar na sorte que haviam tido em ganhar o primeiro prêmio da ação estadual realizada pela instituição.

No último mês, após alguns trâmites legais, o casal foi buscar o seu prêmio na loja da Honda, em Pelotas. Era a realidade. E mais do que isso, segundo a ganhadora (pois a sogra comprou vários cupons para seus familiares e nomeou cada um deles, inclusive o dela, antes do sorteio), essa é uma nova fase que chegou à vida deles: “quando recebemos a notícia do prêmio, o Fábio estava desempregado, doente. Toda essa boa energia parece ter trazido, dias melhores e iluminados. Hoje ele voltou a trabalhar, melhorou sua saúde e temos, com a nova moto, um veículo que poderá nos ajudar a melhorar a vida. Isso tudo, eu tenho certeza,

é resultado da nossa ajuda à Aapecan, e o retorno do pequeno bem que fazemos”, conta orgulhosa e feliz.

Oficinas para todos os gostos são oferecidas para os usuários locais O segundo trimestre do ano chegou, e com ele a continuidade e o aperfeiçoamento de um trabalho do Serviço Social, da Unidade Pelotas, da Aapecan: a diversificação das oficinas oferecidas aos usuários locais. Mais de 15 oportunidades de aprender, de compartilhar e se divertir podem ser desfrutadas na própria Unidade. A equipe planejou cuidadosamente cada detalhe com os oficineiros e, além de levar em conta sugestões dos próprios usuários, considerou os mais diversos gostos pela – também terapia complementar. “São oficinas de duração entre uma ou duas

horas, e que vão desde dança, artesanatos e maquiagens até a aproximação com a língua inglesa”, explica o assistente social da instituição, em Pelotas, Jaime Wetzel. “A melhoria e a quantidade das oficinas oferecidas contempla o novo sistema de participação dos usuários junto à Unidade, definido pelas coordenações, que permite a avaliação das principais necessidades das famílias, pela proximidade física, o que facilita no apoio e nos benefícios disponibilizados de uma forma mais inteira”, relata o coordenador da Metade Sul, Fabiano Gerbaudo.

Para o usuário participar das oficinas, basta entrar em contato com a Unidade pelo telefone (53) 3026.2965, conferir a agenda e os horários e fazer uma inscrição gratuita.

A Importância da atuação do Assistente Social junto a instituição O impacto psicossocial do câncer não afeta apenas a pessoa diagnosticada, mas se propaga para todo o contexto familiar, sendo que a maioria destas enfrentam dificuldades financeiras e fragilidades das condições socioeconômicas, contribuindo para uma condição de vulnerabilidade social, visto que na maioria dos casos o tratamento se realiza fora do município residente, sendo necessário determinação e reorganização da dinâmica familiar no enfrentamento da doença . Apesar do número crescente de pessoas acometidas pela doença a falta de informação faz com que muitas destas desconheçam seus direitos. Devido a esta realidade, se faz importante a atuação do assistente social junto a instituição, com objetivo de viabilizar o acesso aos direitos sociais da população e o exercício da cidadania. Após conhecer a realidade socioeconômica de cada usuário, bem como a sua organização familiar, condições de moradia, as dificuldades referentes as atividades laborativas, o que impacta na renda, o profissional opera com ações interventivas, buscando orientar e encaminhar os mesmos

para requerimento de benefícios garantidos por lei. Dentre os direitos estão o saque do FGTS, auxílio-doença, aposentadoria, BPC- Benefício de Prestação Continuada, tratamento fora de domicílio, quitação do financiamento da casa própria, isenção de impostos como o IPI na compra de veículos adaptados, isenção do imposto de renda, IPTU, isenção do IPVA, acesso a medicações e suplementos. Estas orientações são de extrema importância, visto que a maioria das pessoas em tratamento oncológico acabam não desfrutando desses benefícios, e, considerando que os usuários e suas famílias têm dificuldades financeiras para pagar as despesas referente ao tratamento oncológico, mesmo que atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), significa que, usufruir destes benefícios assegurados pela legislação representa um auxílio no contexto de vida dessas pessoas, diminuindo os impactos da doença no contexto psicossocial e econômico, proporcionando uma melhora na qualidade de vida e um reforço para o enfrentamento à doença.

Por isso, é ideal que as pessoas em tratamento oncológico sejam atendidas/acolhidas pelo serviço social dos departamentos públicos, bem como na instituição, logo no início do tratamento, a fim de que o assistente social possa delinear um estudo socioeconômico e assim atuar de forma preventiva em demandas que possam impactar no tratamento, assim como atuar junto à relação usuário e sua família, buscando amenizar as tensões causadas pela doença.

Carla Morais (Assistente Social / CRESS 12178/ 10° Região / Aapecan)


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RIO GRANDE Casa de Apoio ganha qualificações para melhor receber seu usuário Um dos principais objetivos da Casa de Apoio da Aapecan é garantir ao seu usuário e um familiar ou cuidador - que viva distante do Centro Oncológico, uma hospedagem digna, uma alimentação saudável e um espaço aconchegante e de lazer, enquanto ultrapassa uma fase tão delicada e dolorida, que é o tratamento para o Câncer. É pensando nisso, que a equipe que trabalha na Unidade não desiste de ser criativa na hora de encontrar meios de receber ajuda para melhorar e qualificar os ambientes para receber seu usuário. Confira abaixo, os avanços já conquistados: Ar-condicionado – com a verba levantada no Galeto Solidário, em novembro de 2018, foi possível instalar no maior quarto da Casa de Apoio um ar-condicionado de 12 mil BTUs, garantido aos usuários maior conforto e noites

com temperaturas mais amenas no verão. Novo espaço para lazer – por meio do valor arrecadado na Ação entre Amigos, finalizada em setembro do ano passado, uma televisão de 40” foi adquirida para o Espaço de Convivência da Unidade, contemplando o espaço de lazer dos usuários. Armários – cinco novos armários foram adquiridos para a organização do material das oficinas. Assim fica mais fácil para o usuário ter, sempre disponível, a matéria-prima de seu aprendizado. Refeitório – em dezembro de 2018, o refeitório foi reformulado e os acessos ao espaço foi redirecionado para que não houvesse trânsito pela cozinha, garantido qualidade na hora das refeições. Sinalização – a Casa de Apoio ganhou

sinalização para melhorar a identificação dos quartos e dos demais cômodos, facilitando assim a localização para os novos usuários. É assim que a Aapecan trabalha: ações realizadas, doações recebidas e valores revertidos diretamente para o usuário.

Autoestima: campanha “nem toda princesa usa coroa, algumas usam lenços”, está em vigor na recepção da Unidade A frase “Nem toda princesa usa coroa, algumas usam lenços” da campanha que está em vigor nas Unidades da Aapecan, da Metade Sul, já é conhecida por muitos. Para outros, pode até parecer ter um tom publicitário. Mas, para as usuárias da entidade ela traduz um trabalho intenso das equipes técnicas, de psicologia, bastante focado na autoestima das mulheres com Câncer. Em sua maioria, as mulheres que realizam intensos tratamentos para a doença, como a Quimioterapia, perdem os cabelos. “Para muitas delas, esse momento é dramático, para outras uma oportunidade de se perceber, perder o medo e experimentar novos visuais. Sejam eles com lenços coloridos ou joias que realcem seus rostos, ou até mesmo assumindo a careca, quando

parecem demonstrar ainda mais suas forças”, relata a psicóloga a Unidade Rio Grande, Adriana Perez. Com o objetivo de criar uma ferramenta para auxiliar no incentivo de uma mudança positiva, as equipes técnicas da Aapecan, criaram o Banco de Lenços. Na Unidade de Rio Grande, o projeto é exposto próximo da recepção, junto a um espelho e com a disponibilidade de vários acessórios para que quaisquer das usuárias possam experimentar, gostar, se olhar e acostumar a se enxergar de uma forma mais forte, mesmo que diferente, cuidando muito bem da sua autoestima. Foi assim, com a usuária riograndina Carmem Goulart, que na primeira semana do projeto já experimentou alguns lenços e escolheu qual a identificava mais.

Você também pode doar lenços e acessórios para o banco, ou se você é usuária, pode experimentar e levar pra casa o que mais gostar. Entre em contato com a Unidade na rua General Abreu, 342 ou pelo telefone (53) 3201.4504.

Alerta: pessoas “não autorizadas” estão se apresentando, na cidade, como representantes da Aapecan para arrecadarem doações Não é a primeira vez que a coordenação da Aapecan, Metade Sul, recebe denúncias de que em Municípios que circundam a cidade de Rio Grande, algumas pessoas têm se passado por representantes da entidade e usam da boa fé do contribuinte para arrecadar dinheiro e doações em benefício próprio. Consternados com a atitude, as equipes de trabalho se reuniram para implementar uma série de alertas e cuidados para que isso não se repita e não haja prejuízo para os colaboradores da associação. A primeira delas é a identificação clara dos mensageiros – profissionais que recolhem as doações em

domicílio – da Aapecan. A segunda atitude é alertar aos nossos apoiadores que 100% das colaborações realizadas são certificadas por um recibo na cor amarela, entregue no ato da arrecadação. É importante lembrar que os mensageiros que arrecadam em áreas de abrangência da Unidade Rio Grande, transitam também pelas cidades do Chuí, Santa Vitória do Palmar, Palmares do Sul, Mostardas, Tavares e São José do Norte. Quaisquer dúvidas podem ser sanadas pelo telefone: (53) 3201.4504 ou na rua General Abreu 342, no bairro Cidade Nova.


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RIO GRANDE Sesc Rio Grande se destaca como “Parceria do Bem” ao lado a instituição O Serviço Social do Comércio – Sesc, de Rio Grande, tem se consolidado, nos últimos meses, em um dos principais “Parceiros do Bem” da Unidade Rio Grande da Aapecan. Apenas em 2018, a entidade teve apoio de mais de dez ações promovidas especialmente para os usuários da região. Nos primeiros meses do ano, o evento Aapecan na Estação Verão, reuniu o que de melhor atendia a turma da instituição, na Praia do Cassino. Oficinas como reciclagem em vidros e reaproveitamento de alimentos lotaram as tendas montadas especificamente para o momento. Além disso, os usuários ainda desfrutaram da aplicação de Reiki e do chá de abacaxi, feito na hora junto às meninas, que aprenderam

a utilizar a casca do abacaxi num chá que auxilia na digestão dos alimentos pesados e ainda ajuda no combate de artrite e na limpeza de sangue. “O leque de possibilidades de realizar uma atividade é imenso e o Sesc está conosco, no dia a dia, cada vez mais perto, sendo mais que um parceiro, um amparo para a entidade e nossos usuários”, relata a assistente social da Unidade, Márcia Emmendoerffer. Para o segundo semestre de 2019, as coordenações da Aapecan e Sesc Rio Grande já estão em conversações para agendar eventos e oportunidades, com foco nas campanhas de prevenção contra o Câncer.

Horário de atendimento da equipe técnica da Unidade Rio Grande é ampliado

Técnica da Aapecan faz trabalho intenso em Santa Vitória do Palmar

“Fazer o bem ao próximo” é uma das principais finalidades do trabalho de profissionais como assistentes sociais e psicólogos. Quando essa característica se une ao propósito de uma pessoa e de uma entidade, os esforços se multiplicam e o resultado não poderia ser diferente: a promoção de melhorias físicas, sociais ou psicológicas do outro, é garantida. Frente à esse sentido, a Aapecan se qualifica constantemente, se redefine sempre que precisa e amplia seu trabalho de acordo com a necessidade do seu usuário. Em Rio Grande, a equipe técnica da Unidade disponibilizará, a partir de agora, mais quatro horas de atendimento aos seus usuários. A assistente social, Márcia Emmendoerffer, passará de 24 para 28 horas semanais de trabalho na instituição, assim como a psicóloga Adriana Perez, que passará de 16 para 20. Para informações sobre agendamentos e disponibilidades de horários das profissionais, entre em contato com a recepção da Aapecan Rio Grande, pelo telefone (53) 3201.4504.

A assistente social da Unidade Rio Grande, da Aapecan, Márcia Emmendoerffer, tem planejado em sua agenda 2019 pelo menos uma viagem, a cada dois meses, à Santa Vitória do Palmar e regiões próximas, como Chuí. No primeiro encontro do ano com o Município, Márcia fez mais de dez visitas domiciliares e trabalhou intensamente, por três dias, o sentimento de pertencimento com os usuários locais. “Além de avaliar a real – e atual - necessidade de cada um deles, o objetivo, também, é de que essas pessoas, e seus familiares, se sintam cada vez mais parte desta grande família que é a Aapecan”, explica. Com uma atenção direcionada, igualmente, aos novos cadastros na localidade, a assistente social fez visitas aos órgãos de apoio, prefeituras e comércios a fim de divulgar o trabalho oferecido pela Aapecan e contar com o apoio destes para chegar até as pessoas que precisam do amparo da instituição.

Uma boutique para chamar de “nossa” Na Unidade Rio Grande da Aapecan, todo o produto produzido pelos usuários - em oficinas oferecidas pela associação - é colocado em exposição em um cantinho reservado, junto à recepção do prédio, para a venda. Os valores acessíveis permitem que os artesanatos confeccionados pelas mãos das “arteiras”, como são carinhosamente conhecidas, sejam facilmente negociados e revertidos em materiais para novas produções. Com o incentivo, os usuários se envolvem cada vez mais com a instituição, formatando com seus trabalhos uma boutique de características próprias do trabalho deles. Para chegar ao resultado final, a turma desfruta de aulas sobre pintura em tecido, ministrada pela voluntária Ana Mary Garcia; e crochê, tricô, fuxico, reciclagem, feltro e EVA, com a mestra em artesanato Maria Castorina Medeiros. "Nestes momentos, usuários, voluntários e equipes trabalham juntos, trocando experiências, ampliando conhecimentos, e compartilhando de uma terapia complementar", explica a psicóloga Adriana Perez. Para adquirir os artefatos realizados pelas "arteiras", basta comparecer na Unidade Aapecan Rio Grande, localizada na rua General Abreu 342, no bairro Cidade Nova, nos horários das 8h às 12h e das 13h às 17h.


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ARTIGOS AAPECAN – 14 anos de história

Em 2005, na cidade de Caxias do Sul iniciava-se um projeto que iria proporcionar novos recomeços para aqueles que enfrentam o câncer. Após o diagnóstico desta doença, uma rede de significações se faz presente, visto a percepção da fragilidade humana que atinge tanto os aspectos físicos, como também o âmbito social, psicológico, espiritual e econômico de cada paciente oncológico e seus familiares. Para isso, visando orientar, atender e integrar pessoas que vivenciam este período de dedicação à reabilitação da saúde, juntamente com suas famílias, a Associação de Apoio a Pessoas com Câncer – Aapecan, oferece uma diversidade de serviços, a fim de proporcionar espaço acolhedor por meio de atendimentos com assistentes sociais e psicólogos, oficinas de geração de renda, lúdicas, confraternizações, passeios, grupos e rodas de conversa. Além disso, para aqueles que realizam tratamento (radioterapia e quimioterapia) em hospitais de referência distantes de seus municípios de origem, podem usufruir do acolhimento provisório, onde além do pernoite, disponibiliza quatro refeições diárias e instalações adequadas para permanecer durante o dia.

Ao longo de 14 anos de atuação foram 17.306 pessoas cadastradas pelas 14 unidades espalhadas no estado do Rio Grande do Sul, sendo que somente no ano de 2018 somaram-se 127.588 atendimentos. Diversas foram as páginas preenchidas, histórias reescritas e ressignificadas, lágrimas derramadas e sorrisos estampados pelo reestabelecimento da qualidade de vida, somada a percepção de que é possível recomeçar. Entretanto, os resultados positivos somente se fizeram possíveis pelo apoio incondicional da sociedade, de voluntários, entre outras pessoas que juntamente com a equipe da Aapecan se sensibilizam pela causa humana e buscam formas de transformar vidas. Aapecan – há 14 anos acreditando na Vida!

Tainara Mello (Pós-graduanda em Neuropsicologia pela IMED Passo Fundo, Especialista em Gestão de Organização em Saúde Pública pela UFSM, Graduada em Psicologia pela URI - Santo Ângelo). Taciana Ribas (Doutoranda em Desenvolvimento Regional, Mestre em Desenvolvimento, Graduada em Gestão Pública/ UNIJUÍ).


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ARTIGOS Um novo significado à vida: a história de superação da psicóloga da Unidade Bagé, Francione Souza, frente ao Câncer Aos 19 anos, Francione Souza - que havia chegado do interior ainda criança, cheia de expectativas e com o objetivo de muito estudar para se tornar psicóloga - escutou de seu médico um diagnóstico bastante dolorido: o de Leucemia Linfoide Aguda (LLA). A vontade contínua de chorar em qualquer lugar, a qualquer hora; as manchas roxas, que apesar de indolores pareciam se multiplicar rapidamente; a gengiva que teimava em sangrar e o desânimo que só aumentava ao passar dos dias eram os sinais nítidos que algo estava errado com o seu organismo. Naquele ano – 2004 – Fran, como hoje suas pacientes a conhecem, já morava com seus tios e a avó materna em Bagé, enquanto seus pais batalhavam a vida, como pecuaristas, na 2ª Zona de Pinheiro Machado. Foi, então, ao lado desses tios, da avó e dos pais - que largaram tudo - que se iniciou a sabatina de consultas médicas e a angústia pela dúvida. A suspeita chegou rapidamente, mas foi o sintoma de sangramento intenso, por meio de um pequeno corte na perna, que a confirmação se fez frente ao olhar do médico nefrologista Marcelo Vilela. Hospitalizada na Santa Casa de Misericórdia de Bagé, Fran teve de ficar isolada, intensificar muito o cuidado com o seu sistema imunológico, e se preparar para pegar a estrada até a capital do Estado, onde faria o tratamento. “Lembro da equipe bageense maravilhosa

e cuidadosa. Lembro de perceber o quanto eram humanos e o quanto me diziam que tudo ficaria bem, no intuito que não houvesse uma vontade mínima de desistência da minha parte e sim, dobrassem minhas forças para chegar até Porto Alegre”, relata. Não foi fácil, mas a primeira superação veio. Depois de muitos exames, dezenas de quimioterapias e mais de uma dezena de radioterapias, de tantos remédios, e 72 dias hospitalizada, Fran voltou para Bagé com a ordem médica de que nos próximos três meses teria de ter muita cautela, evitar exposição social e passeios pelas áreas rurais. Todo cuidado seria pouco. Superação se tornou apenas uma etapa para a - hoje - psicóloga da Unidade Bagé da Aapecan. Enquanto se passavam todos esses meses, ela foi entendendo, observando, evoluindo, ressignificando a vida. Foi percebendo que sempre há pessoas que se tornam sinônimos de anjos, basta percebê-las; foi valorizando todo e qualquer apoio familiar, pois faz toda a diferença; foi compreendendo que tem pequenas coisas que tem um valor inestimável, e grandes coisas que não devem ser consideradas, como numa citação dela: “o não poder tomar água por 13 dias faz com que – até hoje – eu valorize cada gota tão facilmente disponível”. Hoje, Francione não perde um minuto, fala que ama, beija e abraça, e se permite sentir.

Foi nesse ritmo, com essa consciência, e mesmo que tenha ultrapassado fortes etapas como a perda de seus cabelos, que ela relata que não apenas encontrou um novo significado para a sua vida, como encontrou um novo significado para si própria. “Encontrei o propósito de viver”, resume ela. Fran fez vestibular para psicologia enquanto ainda fazia quimioterapia, se formou, casou, tem um filho lindo, e logo entrou para a Aapecan, para – acreditem - justamente escutar, ajudar e apoiar pessoas com Câncer, e que muitas, e muitas, vezes tem suas histórias tão semelhantes a ela, e que a permitem ser a esperança, o exemplo e a fé de dias melhores.

Francione é psicóloga e especialista em Psicologia Social: Política, Políticas Públicas e Mov. Sociais pela Universidade da Região da Campanha – Urcamp/Bagé RS.

Você já ouviu falar sobre Medula Óssea? A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por 'tutano'. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. No entanto, ela pode entrar em falência e não ser mais capaz de produzir as células do sangue ou pode ser destruída completamente durante o tratamento de determinados tipos de câncer que exigem altas doses de medicamentos quimioterápicos e/ou de radioterapia. Em situações como essas, o transplante de medula óssea pode ser a única maneira de salvar muitas vidas. Para ser um doador, basta procurar algum dos Hemocentros do Estado: ‑Hemocentro do Estado do Rio Grande Do Sul; ‑Hemocentro Regional de Passo Fundo; ‑Hemocentro Regional de Pelotas; ‑Hemocentro Regional de Santa Maria; ‑Hemocentro Regional de Cruz Alta; ‑Hemocentro Regional de Caxias do Sul; ‑Hemocentro Regional de Alegrete; ‑Hemocentro Regional de Santa Rosa; ‑Hospital de Clínicas de Porto Alegre; ‑Hospital Nossa Senhora da Conceição. Caso já seja doador, atualize seus dados. Acesse: http://redome.inca.gov. br/doador-atualize-seu-cadastro/ Referências: INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER - INCA. Disponível em: https://www.inca.gov.br/. Acesso em: 13 fev 2019. INSTITUTO ONCOGUIA. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/. Acesso em: 13 fev 2019.

Fonte: Informações extraídas dos sites: https://www.inca.gov.br/ e http://www.oncoguia.org.br/.


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Leucemias: o que mudou no tratamento nos últimos anos? As leucemias representam uma parcela pequena no conjunto dos tumores porém são bastante conhecidas pela população. São associadas a quadros geralmente fatais, onde pouca coisa há para fazer. Tal fama se deve à agressividade de alguns tipos e aos resultados insuficientes que foram por anos obtidos com os tratamentos disponíveis à época. Existem cerca de 100 tipos de leucemias e, para fins didáticos, dividimos em grandes grupos. Uma primeira divisão se dá entre leucemias agudas e crônicas: as agudas, caso não tratadas, evoluem rapidamente, causando a morte em semanas ou meses, sendo potencialmente curáveis com quimioterapia. Já as crônicas, evoluem ao longo de anos porém não são curáveis, embora o paciente possa viver muitos anos com ela. Outra divisão se dá pela origem da célula leucêmica, onde temos leucemias derivadas de células da série linfoide (uma das famílias de glóbulos brancos, responsáveis por nos defender de infecções), e as leucemias derivadas da série mieloide, família que dá origem a células sanguíneas como os glóbulos vermelhos, glóbulos brancos chamados neutrófilos e plaquetas, responsáveis pela coagulação do sangue.

O tratamento evoluiu muito nos últimos anos, embora para alguns tipos o progresso foi maior que em outros. As leucemias na infância apresentam taxas de cura bastante alta, acima de 80%; já nos idosos, as leucemias agudas ainda necessitam melhores tratamentos. As leucemias crônicas apresentaram melhora importante nos resultados, com novos e modernos medicamentos que mudaram a perspectiva de vida das pessoas. Os novos tratamentos são desenvolvidos atualmente procurando alvos no tumor que não estejam presentes nas células normais, permitindo criar remédios que atinjam somente as células doentes. Isto diminui muito os efeitos colaterais, verdadeiros vilões da quimioterapia clássica, como queda de cabelo, úlceras orais, vômitos e queda da imunidade. O custo de tais tratamentos ainda limita o seu uso, gerando intenso debate em todo o mundo, especialmente nos países em desenvolvimento como o Brasil. De um modo geral, o tratamento das leucemias hoje apresenta resultados muito superiores em relação a décadas atrás. Os novos medicamentos, o transplante de medula, o suporte clínico-hospitalar avançado e as

equipes multiprofissionais, auxiliados por associações de pacientes e voluntários, que trabalham no suporte a pacientes e familiares além de auxiliar na prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação dos pacientes contribuíram para a melhoria dos resultados.

Marcelo Capra Médico Hematologista. Coordenador do Serviço de Hematologia e Oncologia do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Gestor do Serviço de Hematologia - Instituto do Câncer Mãe de Deus.


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