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Informe Acreditar da Aapecan - Associação de Apoio a Pessoas com Câncer

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A solidariedade que faz a diferença no amparo a pessoas com Câncer

Usuária fala da importância do apoio da família para o tratamento

O significado do trabalho voluntário dentro de uma Organização

Dia Mundial do doador de medula óssea: uma data para salvar vidas


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oltamos com a 39ª edição - trimestral - do nosso Informe Acreditar, preparado especialmente para você. A publicação desse trimestre destaca o trabalho lotado de amor dos voluntários. Você encontrará histórias como a da Maria Aparecida Padovam que há 13 anos, assim como outras tantas no Estado, ajuda a Aapecan solidariamente a dar segmento ao trabalho e cumprir sua missão com os seus usuários. Um voluntariado que faz a diferença, que é entregue com muita dedicação e carinho, e que se apresenta por meio de atendentes do brechó, oficineiros, profissionais do direito, nu-

trição, fisioterapia, reiki, entre outros. Na contracapa trazemos a história de Tainara Fonseca, da cidade de Caxias do Sul, que foi diagnosticada com Leucemia e graças a um doador de medula óssea pode melhorar, salientando a importância de também ser voluntário e doador. A matéria reitera o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, promovido no dia 19 de setembro. Aliás, se você quer ser um doador, também contamos como. Que essa edição encha seu coração de afeto e carinho para o voluntariado. Desejamos a todos uma ótima leitura!

“O Câncer é uma doença que nos tira o chão, mas Deus envia anjos para nos proteger, e esses anjos vem em forma de família. Com o apoio de minha família eu consegui superar pensamentos negativos e começar o tratamento. Pude também contar com a ajuda psicológica da Aapecan, que foi muito útil pra mim”, declara a usuária Liane, de Camaquã.

A moradora de Bento Gonçalves, Teresinha Rodrigues, conta que conheceu a Aapecan por meio de uma amiga que é usuária: “ela me contou que recebia ajuda com suplementos e auxílio psicológico. Então, eu procurei a Aapecan e já são 10 anos que eu a ajudo todos os meses. Fico muito feliz em colaborar com a entidade”, conta.

A Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) é uma organização civil, de direito privado, e sem fins lucrativos. É um órgão da sociedade civil (OSC) que surgiu, em 2005, na cidade Caxias do Sul, 125 quilômetros de distância da capital gaúcha. Em menos de uma década, a entidade compartilhou seu amparo, edificando novas Unidades pelos principais centros oncológicos do Estado. Mas, foi em março de 2011, que a presidência da organização, ao lado de uma equipe de trabalho dedicada, abriu as portas da primeira Casa de Apoio, na cidade de Pelotas. Hoje, 14 polos da Aapecan amarram uma rede de ajuda a pessoas com Câncer e seus familiares, que se encontram em uma situação

de vulnerabilidade social. Dez destas Unidades possuem anexos prédios especialmente preparados para hospedarem seus usuários – e os cuidadores - que necessitem fazer tratamentos para o Câncer fora de seu Município e distantes de suas residências: Ijuí, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz, Santa Maria, Uruguaiana, além de Caxias do Sul, e Porto Alegre, onde a Associação possui sua sede e foro. A instituição se mantém com a ajuda da comunidade e atua na oferta de assistência gratuita para estas pessoas que estão em tratamento oncológico, assim como seu núcleo familiar, oferecendo atendimento social, psicológico, jurídico, oficinas, entre outras atividades e benefícios.

­ A principal finalidade da Aapecan é coordenar, planejar, elaborar, assessorar, executar serviços, programas, projetos e benefícios Socioassistenciais de forma gratuita, continuada, permanente e planejada, conforme a Lei 8.742 de 7 de dezembro de 1993 - Lei Orgânica da Assistência Social - LOAS, para indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade e risco social e pessoal devido à doença oncológica.

A Aapecan conquistou a Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) em portaria (n°127) publicada em 29 de setembro de 2020. O Cebas é concedido pela Secretaria Nacional de Assistência Social a entidades ou organizações da sociedade civil que prestam atendimento nas áreas de saúde, educação e assistência social de forma beneficente e atendam aos requisitos legais dispostos na Lei nº 12.101/2009.

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Edição 39 l Ano 11 l Julho, Agosto e Setembro de 2021 l 3

Matéria da Capa

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A solidariedade que faz a diferença

oluntários são aqueles que dedicam parte do seu tempo, sem remuneração, a diversas formas de atividades de bem-estar social, ou outros campos. Na Aapecan, essas ações de solidariedade tão especiais - fazem a diferença no desenvolvimento do trabalho de ajudar pessoas com Câncer em situação de vulnerabilidade social. Isabel Cristina Bittencourt Mota, de 69 anos, carinhosamente conhecida como Bebel, é voluntária na Associação há cerca de nove anos. Foi no início de sua graduação em Serviço Social que foi apresentada à entidade. Ela alerta para a responsabilidade indispensável na função: “é necessário ter consciência do que é ser voluntário e comprometimento. O nosso usuário precisa estar em primeiro lugar, por isso a Aapecan vem para somar na vida deles. Mostrar que eles podem mais”. Marcos Vinicius Oliveira Minuzzo também é peça fundamental no trabalho da entidade. O

Foto: Lenise Slawski

BEBEL, Marcos, Cida e Vanessa (de Santa Maria) declaram amor ao voluntariado

militar da reserva, após 32 anos de Brigada Militar, chegou até a Aapecan por meio dos Parceiros Voluntários, há cerca de seis anos. Desde lá, é responsável por arrecadar as doações feitas pela comunidade todas as quartas-feiras. Para ele, este trabalho “é uma relação humana de muita solidariedade, na qual damos um pouco de si para o próximo”. Para alguns, a pandemia está deixando saudades dos bons momentos vividos em grupo dentro da Aapecan. É o caso de Maria Aparecida Padovam

de Lima, mais conhecida como Cida pelos colegas, que há 13 anos realiza trabalhos voluntários com as usuárias da entidade, em Pelotas, por meio de oficinas de feltro e crochê. Atualmente, essas atividades estão paralisadas devido à Covid-19. Cida conta que nunca havia trabalhado de forma voluntária, até que conheceu a instituição por uma amiga. Com habilidades em feltro e crochê, acabou liderando tais oficinas. “Ao trabalhar como voluntário, você está fazendo alguma coisa por alguém, mas você faz

muito por você também. Ser voluntário é saber se doar!”, diz ela. Em Santa Maria, a professora de 37 anos, Vanessa Ferrando, conta que se considera privilegiada em poder colaborar com a causa e conviver com pessoas que ensinam tanto. Para ela, o sentimento é o mesmo: “esse trabalho voluntário faz bem a quem recebe esta ajuda, mas faz melhor ainda para quem está se doando”. Ela conheceu a Aapecan por meio de uma amiga, e decidiu se voluntariar em ações e eventos da Unidade. Esta forma de fazer o bem é capaz de mudar toda a sociedade. Embora não haja nenhuma recompensa financeira, o voluntariado traz experiências que valem muito mais do que qualquer dinheiro. Para ser um voluntário da Aapecan, o interessado deve entrar em contato com uma das 14 Unidades da entidade presentes no Estado e informar a sua pretensão, a qual será avaliada e acolhida pela equipe técnica da Unidade.

Artigo

O bem que o voluntariado faz

Lauriana Nardini Assistente Social da Unidade Porto Alegre e supervisora do Serviço Social da Aapecan Foto: Fernanda Sousa Fotografia CRESS 7041

Implantado no Brasil a partir do século XX, o trabalho voluntário servia como amparo para pessoas carentes ou desamparadas, principalmente no que se relacionava a epidemias e outras doenças. Atualmente, os grupos de pessoas vêm se mobilizando, cada vez mais, para auxiliar comunidades e instituições, principalmente em épocas difíceis - como a que estamos vivendo no momento - quando as ações voltadas para a solidariedade estão cada vez mais presentes na população. Observa-se que desde peque-

nas, as crianças acompanham ações dos pais ou familiares próximos em prol aos mais necessitados, gerando assim, interesse e conscientização sobre questões ou situações de áreas e grupos de maior necessidade. O trabalho voluntário nos remete a um trabalho de amor e dedicação que muitas vezes é mais gratificante para quem o desenvolve. No caso da Associação, há muitas pessoas engajadas para que o trabalho possa ser desenvolvido, desde aqueles que contribuem com horas do seu dia dentro da instituição, como aos

que auxiliam em campanhas de doações para que as necessidades dos usuários possam ser atendidas. Ainda lembro que existem outras formas de voluntariado, como a doação de sangue, por exemplo, que é um ato de amor incondicional. O trabalho voluntário, na verdade, consiste em doar um período de tempo para ajudar o próximo, sem esperar nada em troca. É por isso, que a Aapecan agradece às pessoas que permitem que se cumpra a missão de proporcionar uma vida mais digna para os usuários da entidade.


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Casa própria: a construção de um sonho

construção da sede própria da Unidade Pelotas é um sonho antigo, mas com a solidariedade da população, aos poucos tem se tornado possível. Ainda em 2021, a Aapecan pretende colocar em prática o projeto que trará grandes benefícios para seus usuários. Para isso, depende do apoio de pessoas que abraçam a causa e acreditam na vida. O prédio será construído na rua Bernardo Pires, 350, e alcançará uma área de 1,2 mil metros quadrados. Todo esse espaço visa melhorar o trabalho da instituição e ampliar o apoio prestado. O projeto prevê, também, 30 quartos para a Casa de  O Banco de Alimentos é uma organização sem fins lucrativos que busca atender entidades de Terceiro Setor previamente cadastradas. Em Pelotas, entre as 40 instituições beneficiadas pelo programa está a Aapecan, que recebe donativos mensalmente. Cerca de seis toneladas de alimentos são arrecadados mensalmente, por meio de empresas doadoras e de campanhas. Outra ação feita pela organização é o Sábado Solidário, que reúne diretoria do Banco e instituições beneficiadas em supermercados da cidade para arrecadação.

Saiba mais no site!

Apoio, permitindo um espaço com mais privacidade ao alocar apenas um usuário com seu acompanhante.

Para o coordenador da Aapecan Metade Sul, Fabiano Gerbaudo, a mudança vai trazer grandes benefícios aos usuários

da Aapecan e qualificação no atendimento: “o principal benefício é que teremos muito mais quartos. Atualmente, a nossa casa possui quartos coletivos. Nesta nova estrutura, nós vamos ter quartos individuais, o que vai permitir mais privacidade aos nossos usuários”. A Associação não conta com qualquer parceria público-privada, apenas projetos ou editais pontuais, e recebe todo tipo de doações. Das despesas, 90% são pagas por meio das arrecadações no telemarketing. Para ajudar, entre em contato pelo telefone (53) 3026.2965. Leia mais no site: www.aapecan.com.br

Pequenos gestos podem trazer uma grande contribuição para a comunidade. É o caso de quem separa tampas plásticas de qualquer tipo e as leva até um ponto de coleta do projeto Vira Tampa Solidária. Criada por um grupo de voluntárias, a campanha já ajuda ONGs da região há mais de quatro anos, entre elas, a Aapecan. Com centenas de pontos de coleta, o projeto mobiliza muita gente, ajudando de forma sus-

tentável animais e pessoas em situação de vulnerabilidade. Nestes quatro anos, já arrecadou-se mais de 30 toneladas de plástico, somando cerca de 30 mil reais distribuídos entre as instituições beneficiadas. Para ajudar, basta separar tampas plásticas de qualquer tipo e levar até a Aapecan, situada na rua Barão de Santa Tecla, 821, ou em qualquer outro ponto de coleta do Vira Tampa Solidária.


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Rio Grande

A vitória de Daniela contra o Câncer Em maio de 2015, Daniela Freitas da Cunha, 32 anos, descobriu o Câncer de útero. Após enfrentar quatro anos de tratamento, hoje ela está curada e faz questão de compartilhar sua história. Há seis anos, Daniela levava uma vida agitada como vigilante e mãe solo. Sem apresentar nenhum sintoma ou dor, marcou uma consulta com a ginecologista. Ao ser examinada pela médica, ela descobriu o tumor e 40 dias depois a biópsia confirmou o Câncer. Nessa época, ela morava sozinha com o filho Brendow da Cunha, de sete anos. O pequeno cuidava e ajudava a mãe no que ela precisasse. Assim como

USUÁRIA venceu o Câncer de útero

o amigo Rudnei Greque, que a levava para as suas consultas e exames. A Aapecan surgiu na vida de Daniele por meio de Rudnei,

que era contribuinte da entidade e orientou que ela procurasse a instituição. “Quando cheguei na Aapecan, minha vida mudou. Os profissionais

são maravilhosos e o apoio que faltou da minha família, eu recebi na Casa de Apoio”, conta. Ao realizar seu cadastro, passou a receber os benefícios sociais oferecidos pela Associação. Durante o tratamento, Daniela fez radioterapia e quimioterapia. Com o tempo, os procedimentos já não surtiam mais efeito e ela passou a ser tratada como paciente paliativo. Apesar da maioria dos médicos a desacreditarem, ela não desistiu de lutar pela vida. Em 2017, conheceu uma médica que se dispôs a fazer a cirurgia de retirada do tumor. Depois de passar por duas operações e quatro anos de tratamento, Daniela venceu o Câncer.

Unidade Rio Grande realiza atendimentos em Santa Vitória do Palmar

VITORIENSES recebem atendimento mensalmente

A equipe da Unidade Rio Grande se mobiliza a viajar, pelo menos uma vez ao mês, para garantir o atendimento técnico aos seus assistidos que residem em Municípios vizinhos. É o caso das mais de 130 famílias beneficiadas pela Aapecan que moram em Santa Vitória do Palmar. Mensalmente, a equipe técnica da Aapecan desloca-se até a cidade vitoriense para realizar atendimentos e novos cadastros. Segundo a assistente social da

Unidade, Márcia Emmendoerfer, muitos usuários precisam de um local seguro para ficar no período de tratamento nos centros oncológicos mais próximos, como o do Município de Rio Grande. Encontrando assim, um auxílio no serviço de acolhimento institucional provisório, oferecido pela Associação. Os atendimentos são realizados, nas sextas-feiras (previamente programadas e anunciadas) no Centro de Especialidades

em Saúde (CES), na rua Mirapalhete - 1179. “Sem a Casa de Apoio, nossos usuários, de Santa Vitória, teriam que se deslocarem, em micro-ônibus, cerca de 400 quilômetros por dia para realizarem o tratamento, muitas vezes sem se alimentar ou ter um lugar para descansar”, comenta Márcia. O serviço social também realiza, em alguns casos, visitas domiciliares, com todos os protocolos de cuidados, frente à pandemia.


6 l Informe Acreditar

Bagé

Superação que Inspira: a força da pequena Giovana

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m abril de 2016, com apenas um ano e dez meses, a bageense Giovana Rodrigues da Rosa foi diagnosticada com Leucemia Linfoblástica Aguda. Hoje, em período de remissão do Câncer, sua mãe Eliâner Rodrigues conta sua história de superação e como a Aapecan Bagé foi importante neste processo. No auge da sua primeira infância, Giovana era uma menina alegre e esperta. Aos dez meses começou a caminhar e desfraldou. Mesmo falando pouco, o mais importante ela dizia: mamãe. Na noite de 21 de abril de 2016, Giovana teve febre e vômitos. Eliâner acreditando ser algo normal de bebê disse que logo passaria. A febre não baixou, os

GUERREIRA. A pequena Giovana lutou contra um Câncer

vômitos continuaram e o corpo dela agora estava coberto de petéquias. Foram para o hospital e não voltaram para casa. Não tão cedo. No dia seguinte, Giovana foi internada no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) na ala de Oncologia. Após realizar

Unidade tem aumento na demanda por alimentos

DOAÇÕES são necessárias para a continuidade dos trabalhos da Unidade

As maiores fontes de arrecadação de renda e mantimentos da Aapecan são as doações feitas pela comunidade que se solidariza com a Associação. Atualmente, a Unidade Bagé encontra dificuldades em manter o estoque necessário de alimentos para auxiliar os usuários da região. De acordo com a assistente social Solange Ferraz, na Aapecan de Bagé, as doações diminuíram bastante durante a pandemia: “continuamos recebendo, porém em pouca quantidade”, afirma. Apesar do momento de pandemia, a Unidade segue em atendimento presencial, indivi-

dualizado, para novos cadastros e entrega de benefícios. O que pode ser doado? Valores, alimentos, roupas, suplementos, cadeira de rodas, peças de banho, etc. Todas as doações recebidas são revertidas em benefícios aos usuários da Associação. Quem quiser contribuir, basta levar até o local, que está situado na rua Breno Ferrando, 2325, Bairro Mascarenhas de Moraes, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h ou ligar para o telefone (53) 3241-9929 para combinar a melhor forma doar.

exames detalhados, o diagnóstico chegou: Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) com alto risco de recidiva e com mais de 80% da medula afetada. “Meu mundo caiu”, conta Eliâner. Giovana foi submetida a quimioterapia por três anos e três meses. Quando Gi tornou-se usuária da Associa-

ção, a família passou a ser atendida pela psicóloga da Unidade Bagé da Aapecan, assim como tiveram acesso aos benefícios sociais concedidos pela instituição, como: kits alimentares, fraldas e suplementos. “Sempre digo que a Aapecan abraça a família, e isso fez com criássemos este vínculo de amor que perdura até hoje”, relata Eliâner. Atualmente Giovana está com seis anos, em período de remissão da doença e faz consultas e exames regularmente: “hoje ela é uma menina forte e guerreira. Uma criança que não chora atoa”, conta Eliâner, que agradece a Deus pelo privilégio de poder estar com a filha e lembra: “nada é acaso, tudo é um aprendizado. A vida é uma renovação”.

Uma qualificação importante Com a confirmação da construção de um prédio para a disponibilização de tratamento de radioterapia no Município, o projeto de uma Casa de Apoio em Bagé se torna cada vez mais importante. Para isso, a Aapecan busca auxílio de parceiros em meio a comunidade. Segundo planejamento da Associação, o local terá dez quartos, além de cozinha, refeitório, banheiros e sala de convivência, que permitirão ao usuário uma hospedagem confortável para enfrentar o período de tratamento con-

tra o Câncer. “Como atendemos nove Municípios da região, e essas pessoas, na maioria, não possuem local para ficar enquanto fazem o tratamento de radioterapia, a Casa de Apoio aqui em Bagé será de extrema importância”, salienta a assistente social Solange Ferraz. Interessados em contribuir de alguma forma com este projeto devem entrar em contato pelo telefone e WhatsApp (53) 99155-1021 ou diretamente na Unidade, na rua Breno Ferrando, 2.325.

AMPLIAÇÃO. Associação vai ampliar e qualificar os serviços com a obra


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Unidade tem novo endereço

Aapecan Camaquã está atendendo em um novo endereço. Desde o dia 7 de junho, a Unidade que ficava na rua Coronel Vivaldino Mendes, agora está localizada na rua Cristóvão Gomes de Andrade, 978, em frente ao Guarany Futebol Clube. Para a psicóloga da Unidade, Aline Pacheco, a mudança trouxe diversos benefícios aos usuários: “o novo local terá mais espaço para desenvolvermos as oficinas e grupos, além de ficar situado no centro da cidade perto do hospital, laboratórios e clínicas. Também está mais perto da rodoviária estadual e municipal facilitando o transporte para

Saiba mais no site!

os nossos usuários. Esse novo espaço foi pensado e sonhado para que o nosso usuário tenha um ambiente aconchegante e

possa ressignificar sua vida neste momento de tantas transformações e novas expectativas de vida”.

Inaugurada em 2013, a Aapecan de Camaquã atende, também, aos municípios de Tapes, Arambaré, Sentinela do Sul, Cerro Grande, Amaral Ferrador, Chuvisca, Cristal e Dom Feliciano. A Associação ampara pessoas com Câncer em vulnerabilidade social e suas famílias, com atendimento social, psicológico e com grupos de apoio, além de assessoria jurídica e benefícios distribuídos de acordo com a avaliação do Serviço Social. São oferecidos, também, grupos terapêuticos, de convivência, sessões de Reiki, oficinas de artesanato e de culinária, que estão temporariamente paralisadas devido à pandemia.

Angela Maria Bierhals Brum conheceu a Aapecan enquanto passava pelo tratamento de Câncer. Em junho de 2016 fez o seu cadastro na Unidade Camaquã e gostou do atendimento que recebeu: “a Aapecan é muito importante pra mim, me ajudou muito. A gente faz amizades, encontra forças pra seguir em frente”. Quando descobriu o tumor, com apenas 40 anos, ela conta que ficou sem

rumo. “Quando a doutora disse que o resultado da punção deu células cancerígenas malignas. Eu saí do hospital e fui dar uma volta para pensar em tudo que estava acontecendo. Me senti perdida e confusa.” Foi no momento de maior dor que Angela descobriu sua força interior. Passou por sessões de quimioterapia e por seus efeitos colaterais acompanhada de muita fé em dias melhores. E os dias

melhores chegaram! Atualmente, ela está em acompanhamento utilizando comprimidos de Tamoxifeno e sente diariamente uma enorme gratidão pela vida. “Eu acho que tudo isso que eu passei foi um aprendizado para dar mais valor pra tudo nessa vida. A gente descobre que não somos nada sem a família, sem os amigos. Hoje eu tenho mais fé em Deus e agradeço todos os dias por estar bem.”


Edição 39 l Ano 11 l Julho, Agosto e Setembro de 2021 l Contracapa

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A importância da doação de medula óssea

o dia 19 de setembro, se promove o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea e a Aapecan está junto e forte nessa campanha, já que é possível encontrar diversos usuários da Associação que necessitam passar pelo transplante de medula para ter a cura do Câncer. Uma dessas pessoas é a Tainara Fonseca, da cidade de Caxias do Sul. A usuária descobriu a Leucemia seis dias após o seu casamento. Depois do choque, iniciaram os ciclos de quimioterapia, e devido a algumas complicações, o tratamento durou um pouco a mais do esperado. Mas, mesmo após esse período, o Câncer ainda não havia desaparecido. E foi preciso retomar o tratamento de quimioterapia por mais três meses, e ao final uma boa notícia, a doença estava em remissão. Porém, um ano depois na consulta de acompanhamento, a Leuce-

RG ou Certidão de Nascimento, CPF; Laudo do médico oncologista com CID10 (Código Internacional de Doenças); Carteirinha do SUS (Sistema Único de Saúde); RG ou Certidão de Nascimento dos filhos e daqueles que residem com a pessoa a ser cadastrada; Comprovante de renda da pessoa com Câncer e de todos que residem com ela, com idade acima de 18 anos; Comprovante de residência (água, luz, aluguel ou telefone);

Para mais informações, acesse: www.aapecan.com.br/cadastro

Confira aqui os requisitos para ser um doador: Ter entre 18 e 55 anos de idade; n Estar em bom estado de saúde; n Não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue (como infecção pelo HIV ou hepatite); n Não apresentar história de doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune (como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide). n

UM ANO depois do transplante, Tainara ainda está na supervisão dos médicos

mia havia voltado. Conforme orientação dos médicos, Tainara teve que entrar na justiça para solicitar uma medicação que tinha um custo bem elevado, e além disso foi feita a solicitação do transplante de medula óssea. Após algum tem-

Fonte: Instituto Nacional do Câncer (Inca)

po, chegou o momento do sonhado transplante que resultou na melhora da sua saúde. Para Tainara, todo o processo foi superado com muito apoio: “eu tenho pessoas maravilhosas que Deus colocou na minha vida, como as da Aapecan que me aju-

dam demais”. A melhora da Tainara só foi possível graças ao encontro de um doador compatível. Nesta data, a campanha também lembra aos voluntários já cadastrados a importância de manter os dados atualizados.


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