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#24 | Pocket Magazine Softex

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Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro

Jornalista responsável Fabrício Lourenço – DF2887 JP

Presidente da Softex Christian Tadeu

Assessoria de Imprensa (MLP) Karen Kornilovicz Mário Pereira

Vice-presidente da Softex Diônes Lima

Revisão Karine Serezuella

Coordenação do projeto Renata Blatt

Diagramação e projeto gráfico Paula Oliveira Promove Digital

@2026 – Revista Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro. Uma publicação institucional. Qualquer parte desta obra pode ser reproduzida, desde que citada a fonte.


Vivemos um tempo em que a tecnologia avança em uma velocidade difícil de acompanhar. A inteligência artificial ganha espaço nas empresas, transforma profissões, impulsiona novos modelos de negócio e amplia as possibilidades de inovação. Ao mesmo tempo, nos convida a olhar para questões que vão muito além da tecnologia. Estamos preparando pessoas para essa nova realidade? Como transformar inovação em desenvolvimento? Como ampliar nossa autonomia tecnológica e garantir que os benefícios dessa transformação alcancem cada vez mais pessoas? É com esse olhar que apresentamos a 24ª edição da Revista Softex. Nas próximas páginas, educação e capacitação para o futuro do trabalho dividem espaço com inteligência artificial, diversidade, transformação digital da indústria, sustentabilidade e infraestrutura. Também olhamos para a presença do Brasil no cenário internacional e para as oportunidades de transformar nossa capacidade científica e tecnológica em competitividade, negócios e desenvolvimento. São diferentes perspectivas sobre um mesmo movimento: um mundo em transformação e um Brasil que tem todas as condições de ser protagonista dessa mudança. Há quase 30 anos, a Softex trabalha para aproximar conhecimento, tecnologia, empresas, governo e sociedade. E seguimos acreditando que inovar é, acima de tudo, criar caminhos para que boas ideias se transformem em oportunidades e impacto. Que esta edição inspire novas perguntas, provoque reflexões e ajude a ampliar o olhar sobre os caminhos que estamos construindo. Boa leitura!


S U M Á Estudo TICs 2026 revela avanços e gargalos da transformação digital brasileira

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Softex celebra 30 anos construindo caminhos para a inovação e o desenvolvimento tecnológico do Brasil

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Os impactos do AI Act da União Europeia nas empresas brasileiras

MERCADO INTERNACIONAL  mpresas do E Brasil IT+ alcançam US$ 1 bilhão em exportações e ampliam competitividade global

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oftExpert projeta S crescimento de 20% e acelera expansão global com SaaS e inteligência artificial

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pura avança nos A Estados Unidos e disputa espaço no maior mercado global de cibersegurança

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rasil IT+ leva 25 B empresas ao Gartner 2026 e amplia presença tecnológica brasileira nos Estados Unidos

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SOFTEX MULHER  Apenas 4,7% das chefias de IA no Brasil são ocupadas por mulheres, revela estudo

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Á R I O ACONTECE NO SETOR Brasil mira elevar a 2% do PIB os investimentos em pesquisa e desenvolvimento até 2034

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FavEla Empoder@ supera meta e impulsiona autonomia financeira de 263 mulheres em Manaus

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COMPLIANCE Proteção de dados no Terceiro Setor: uma responsabilidade que vai além da LGPD

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ARTIGOS Draiven valida tecnologia brasileira no Vale do Silício e cresce 28 vezes em faturamento

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EVENTOS Softex Experience 2026 debate inovação com propósito e celebra os 30 anos da Softex

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Por Mário Pereira

Estudo TICs 2026: a virada digital do Brasil

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alta de 14,7%. Os Serviços de TI permanecem como o maior segmento, com previsão de US$ 1,86 trilhão.

Os dados mostram que o setor deixou de ser um segmento especializado e passou a integrar a infraestrutura produtiva de empresas, governos e cadeias econômicas. Ao mesmo tempo, o país ainda está distante das economias líderes em inovação, formação de talentos e inserção internacional.

O Brasil tem um mercado relevante, mas permanece distante das principais economias digitais. Em 2024, movimentou US$ 19,5 bilhões em comércio exterior de TIC e registrou déficit estrutural: as importações superaram as exportações em 116%. As vendas externas somaram US$ 6,17 bilhões, equivalentes a 0,5% do total mundial, enquanto as importações chegaram a US$ 13,33 bilhões, concentradas em serviços de computação e soluções de maior complexidade.

estudo TICs 2026, produzido pelo Observatório Softex, mostra um Brasil em rápida transformação digital, mas ainda marcado por assimetrias que limitam sua competitividade internacional. Dividida em três cadernos — mercado global e posição do Brasil; base produtiva e inovadora das empresas nacionais; e tendências estratégicas em IA, ESG e internacionalização —, a publicação traça um amplo diagnóstico da Indústria de Software e Serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (ISSTIC).

A concentração do mercado global é elevada. Os Estados Unidos respondem por 41% do market share, seguidos por China e União Europeia, com 11% cada. No comércio exterior, cinco países concentram 54% das exportações mundiais de TIC. A Irlanda lidera, com 24%.

BRASIL CRESCE, MAS SEGUE DEPENDENTE DA ECONOMIA DIGITAL GLOBAL

No mercado interno, o setor de Informação e Comunicação alcançou R$ 389 bilhões em 2025, o equivalente a 3,06% do PIB. Para 2026, as projeções apontam crescimento de 10,25% na Indústria de Software e de 19,41% nos Serviços de TI. A receita operacional líquida das empresas ISSTIC deve passar de R$ 463,6 bilhões para R$ 877,5 bilhões até 2030.

O primeiro caderno apresenta o cenário internacional e a posição brasileira. O mercado global de TIC deve alcançar US$ 4,66 trilhões em 2026, com crescimento anual de 9,25%. A indústria de software, impulsionada por IA generativa, computação em nuvem e modelos SaaS, deve movimentar US$ 1,43 trilhão,

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O cenário combina expansão e gargalos persistentes, sobretudo em infraestrutura, qualificação profissional e competitividade internacional.

A expansão, porém, convive com problemas de qualidade e permanência. Cerca de 71% dos cursos avaliados pelo Enade receberam conceitos 2 ou 3, enquanto a evasão no EaD privado supera 50%. A oferta também permanece concentrada regionalmente: o Sudeste reúne metade dos cursos, e São Paulo responde sozinho por 30,57%.

FORMAÇÃO, EMPRESAS E INOVAÇÃO: AVANÇOS E GARGALOS DA BASE PRODUTIVA O segundo caderno examina a formação de talentos, a estrutura empresarial e o ecossistema de inovação. Os indicadores apontam expansão, mas também desafios relacionados à qualidade do ensino, à concentração regional e à qualificação profissional.

Na base empresarial, a ISSTIC contabilizou 701.208 empresas ativas em 2025, alta de 8,6%. A Indústria de Software representa 57,8% das empresas fora do MEI/Simples e foi o segmento que mais cresceu, com expansão de 14,4%. A adoção de tecnologias também avançou: o uso de IA passou de 12,94% para 17,46% entre as empresas e de 38,24% para 48,88% no setor de Informação e Comunicação. A computação em nuvem já está presente em 55,64% das empresas e em 74,71% das organizações de Informação e Comunicação.

Em 2024, o país tinha 4.190 cursos de TI, alta de 2% em relação ao ano anterior. O número de concluintes chegou a 109.875, crescimento de 25,3%. O ensino a distância concentra 87,3% das vagas e formou 65.408 profissionais em 2024, um aumento de 970% em dez anos.

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O mercado de trabalho mantém ritmo de expansão, com 1,32 milhão de vínculos formais e remuneração média de R$ 8.253,55, 39% superior à média do setor de serviços. Em 2025, o saldo foi positivo em 29.826 vagas. Ao mesmo tempo, 81,5% das admissões ocorreram entre profissionais com ensino médio ou superior incompleto, sinalizando a dificuldade de preencher postos que exigem qualificação mais avançada.

radas críticas, como inteligência artificial, dados, computação em nuvem e semicondutores. A agenda ESG também ganha peso. Governança, segurança, transparência e sustentabilidade passam a influenciar o acesso a mercados internacionais, sobretudo em contratos de maior valor agregado. A adoção de práticas consistentes nessas áreas pode ampliar a capacidade de empresas brasileiras de atuar no exterior.

O ecossistema de inovação também ganhou escala. Os registros de software no INPI passaram de 2.099, em 2020, para 7.232, em 2025. O país reúne 3.923 startups de tecnologia, mas apenas 3,3% estão em fase de escala e metade delas (50,1%) não declarou faturamento.

O estudo recomenda maior articulação entre governos, empresas e ecossistemas de inovação. A expansão do mercado digital brasileiro, aponta o documento, precisa ser acompanhada por políticas coordenadas de formação de talentos, pesquisa e desenvolvimento, inovação e internacionalização para se transformar em maior autonomia tecnológica e competitividade internacional.

IA, ESG E INTERNACIONALIZAÇÃO: A AGENDA DA PRÓXIMA DÉCADA Já o terceiro caderno aponta as tendências que devem influenciar o posicionamento da ISSTIC na economia digital global, com a inteligência artificial no centro dessa transformação. A adoção de IA pelas empresas brasileiras avança, acompanhando o movimento internacional. A expansão da IA generativa, da computação em nuvem e da infraestrutura de data centers, que deve crescer 55,8% em 2026, está reorganizando cadeias produtivas e ampliando a demanda por novas competências, governança e segurança.

SAIBA MAIS

Nesse cenário, a soberania digital passa pela capacidade de desenvolver, regular e operar tecnologias conside-

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Por Fabrício Santos

Antes de virar tendência, a Softex já estava lá

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alar em startups, aceleração, plano de negócios, formação digital ou financiamento para empresas de tecnologia parece natural em 2026. Há três décadas, não era. Com quase 30 anos, a Softex carrega uma história marcada pela construção de caminhos que ajudaram a transformar ideias em empresas, conhecimento em oportunidades e tecnologia em desenvolvimento para o Brasil.

Era uma mudança importante. Empresas de tecnologia tinham no conhecimento, na inovação e no capital intelectual seus principais ativos. O Prosoft abriu espaço para investimentos em desenvolvimento tecnológico, inovação e expansão de mercado, reconhecendo a importância estratégica de uma indústria que começava a ganhar força no país.

Voltar a 1996 é encontrar um país diferente. A internet comercial dava seus primeiros passos, o mercado de software buscava espaço e empreendedores enfrentavam uma questão fundamental: como transformar conhecimento e boas ideias em negócios capazes de crescer?

INOVAÇÃO, CAPACITAÇÃO E PLANEJAMENTO Nesse mesmo período, a Softex também ajudou a disseminar entre empreendedores de tecnologia a cultura do plano de negócios. A lógica era simples, mas transformadora: uma boa ideia não bastava. Era preciso conhecer o mercado, avaliar riscos, definir modelos de receita e planejar o crescimento. Assim, tecnologia e negócios começaram a caminhar cada vez mais próximos.

Foi diante de desafios como esse que a Softex construiu parte de sua trajetória. Um dos capítulos dessa história foi escrito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na década de 1990, a Softex e o BNDES trabalharam no desenvolvimento do Prosoft, linha de financiamento criada especificamente para empresas de software e serviços de Tecnologia da Informação.

Anos depois, outro programa marcaria essa trajetória. Criado em 2012 pelo então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Startup Brasil teve a Softex como gestora operacional e se tornou uma das primeiras grandes políticas públicas nacionais dedicadas à aceleração de startups de base tecnológica.

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Se desenvolver empresas era fundamental, formar pessoas também era. Com o Brasil + Digital, a Softex apostou na educação a distância para ampliar o acesso à formação em tecnologia. Mais de 50 cursos gratuitos foram disponibilizados, alcançando 250 mil alunos matriculados e mais de 70 mil concluintes certificados. O programa ajudou a democratizar o conhecimento e aproximar novos talentos das carreiras de tecnologia, além de contribuir para iniciativas de capacitação que seriam desenvolvidas posteriormente pela entidade.

Foram mais de 3,3 mil inscrições e 229 startups apoiadas, de 19 estados brasileiros e 13 países. As empresas participantes geraram mais de 2.800 empregos e atraíram cerca de R$ 392 milhões em investimentos privados e de aceleradoras. Além dos números, o programa ajudou a consolidar no país a articulação entre governo, aceleradoras, investidores e empreendedores, fortalecendo uma cultura de inovação que ganharia cada vez mais espaço nos anos seguintes.

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Prosoft. Plano de negócios. Startup Brasil. Brasil + Digital. Iniciativas de épocas diferentes, mas ligadas por uma característica: enxergar desafios e construir caminhos para enfrentá-los.

Mas uma ideia atravessou esse tempo: desenvolver tecnologia exige mais do que tecnologia. Exige empresas preparadas, financiamento, talentos, políticas públicas e capacidade de olhar para o futuro. O futuro que hoje parece tão familiar começou a ser construído quando muita coisa ainda era apenas possibilidade. E, em vários desses momentos, a Softex já estava lá.

Em quase três décadas, tecnologias nasceram, desapareceram e transformaram completamente a maneira como vivemos. O software saiu dos computadores para chegar aos carros, bancos, hospitais, indústrias, escolas, governos e à palma da nossa mão.

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OBSERVATORIO SOFTEX Por Mário Pereira

Os impactos do AI Act da União Europeia nas empresas brasileiras

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concretas de conformidade, documentação e supervisão humana. O impacto não é teórico: ele já aparece em contratos, auditorias, editais e processos de due diligence.

Um artigo elaborado pela equipe de pesquisadores do Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica da entidade voltada ao apoio na formulação de políticas públicas, analisa este novo cenário no qual as empresas brasileiras que desenvolvem ou fornecem soluções de IA para clientes europeus passam a enfrentar exigências

Segundo o Observatório Softex, o ponto central é o alcance extraterritorial da norma. O regulamento pode atingir organizações fora da União Europeia sempre que “os resultados produzidos por sistemas de IA forem utilizados no território europeu”. Isso significa que empresas brasileiras de software, SaaS, APIs, modelos generativos, healthtechs, fintechs, edtechs e soluções embarcadas podem ser

avanço do Regulamento (UE) 2024/1689, conhecido como AI Act, inaugura uma nova fase da governança de inteligência artificial na Europa e seus efeitos já começam a ser sentidos no Brasil.

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médicos, sistemas educacionais e biometria são classificadas como alto risco, exigindo documentação técnica, gestão de dados, supervisão humana, testes de robustez e registro em base pública da UE.

obrigadas a demonstrar governança mesmo sem possuir sede no bloco. No Brasil, segue em discussão no Congresso o Projeto de Lei 2.338/2023, que busca criar o marco regulatório nacional de inteligência artificial. A proposta estabelece princípios de uso responsável, regras de transparência e supervisão humana, além de um modelo de classificação de risco para sistemas de IA.

As punições previstas pelo AI Act são rigorosas e podem atingir valores elevados em casos de descumprimento, com multas de até € 35 milhões ou 7% do faturamento global para práticas proibidas, e até € 15 milhões ou 3% para descumprimento de obrigações gerais. O artigo do Observatório Softex alerta que o impacto mais imediato tende a ser comercial, não jurídico: empresas podem perder contratos, ser barradas em auditorias ou enfrentar exigências de documentação técnica antes mesmo de qualquer sanção.

RISCOS REGULATÓRIOS, COMERCIAIS E DESCOMPASSO ENTRE LEGISLAÇÕES O AI Act organiza a regulação por níveis de risco - inaceitável, alto, limitado e mínimo - com obrigações proporcionais ao impacto do sistema. Aplicações como triagem de currículos, análise de crédito, dispositivos

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SETORES MAIS EXPOSTOS

Enquanto o AI Act avança em etapas, com práticas proibidas e regras de capacitação mínima para quem opera sistemas de IA já valendo desde fevereiro de 2025, além de novas exigências de transparência previstas para agosto de 2026, o Brasil ainda não conta com um marco legal definido. O PL 2.338/2023, embora conceitualmente alinhado ao modelo europeu, segue em tramitação e depende de regulamentação e definição institucional.

A exposição ao AI Act não depende apenas do setor econômico, mas da finalidade e do contexto de uso dos sistemas. Entre os segmentos mais impactados estão: TI E SAAS

plataformas, APIs, automação, IA generativa

FINTECHS

Esse descompasso gera uma situação delicada: empresas brasileiras podem ser cobradas a demonstrar conformidade com padrões europeus antes de existir uma lei nacional equivalente. Como afirma o artigo, “organizações brasileiras com atuação internacional já podem ser afetadas por exigências europeias de governança de IA, ainda que o marco brasileiro permaneça em consolidação” .

crédito, prevenção à fraude, scoring

HEALTHTECHS

apoio diagnóstico, dispositivos médicos

EDTECHS E RH TECHS

avaliação, monitoramento, triagem

INDÚSTRIA 4.0

sistemas embarcados, robótica

AGRONEGÓCIO DIGITAL rastreabilidade, previsão, logística

Esses setores combinam uso intensivo de dados, integração a cadeias internacionais e aplicações sensíveis, fatores que aumentam a probabilidade de enquadramento regulatório. Embora o AI Act imponha custos e obrigações, ele também abre uma janela de oportunidade. A conformidade passa a funcionar como sinal de maturidade, aumentando a confiança de clientes europeus, aceleradoras, fundos de investimento e parceiros internacionais.

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O Observatório Softex sintetiza essa 3. Estruturar a governança interna de IA visão: “a conformidade deixa de ser por meio da elaboração de documenapenas obrigação regulatória e passa tação técnica, políticas de supervisão a funcionar como ativo estratégico de humana, gestão de dados, logs, testes competitividade, reputação e acesso e processos de monitoramento a mercados internacionais” . contínuo. Empresas que se anteciparem criando 4. Acompanhar de perto as mudanças inventário de sistemas, classificando regulatórias, monitorando as atualiriscos, estruturando documentação zações do AI Act e a tramitação do PL técnica, adotando supervisão 2.338/2023 para ajustar rapidamente humana e revisando contratos produtos, serviços e contratos à dinâtendem a negociar em melhores mica do cenário. condições e reduzir barreiras de entrada no mercado europeu. O AI Act inaugura uma nova etapa da governança de IA e já produz efeitos QUATRO MOVIMENTOS para as empresas brasileiras. O reguESTRATÉGICOS PARA AS lamento europeu exige uma releitura EMPRESAS BRASILEIRAS das relações comerciais ao gerar impactos relevantes em contratos, O artigo aponta quatro ações investimentos, cooperação científica imediatas que as empresas brasileiras e no próprio processo de inserção podem e devem adotar para defender internacional. seus interesses no novo ambiente de negócios criado pelo AI Act: Para as organizações brasileiras, antecipar a conformidade não é 1. apenas reduzir risco: é conquistar Identificar quais produtos ou sistemas vantagem competitiva em um de IA da empresa são utilizados por ambiente global que passa a valorizar clientes na União Europeia, em qualrastreabilidade, documentação, quer etapa da cadeia. transparência e responsabilidade no uso de IA.

2.

Classificar os sistemas de IA conforme o nível de risco definido pelo AI Act, identificando quais aplicações exigem controles adicionais, como transparência, supervisão humana ou documentação reforçada.

SAIBA MAIS

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Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil

Por Karen Kornilovicz

Internacionalização como fator de competitividade

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analisa o recorde de US$ 1 bilhão em exportações alcançado em 2025 pelas empresas participantes do Brasil IT+ e comenta iniciativas voltadas à competitividade do setor. Entre elas estão a participação brasileira na Hannover Messe 2026, o apoio à internacionalização de startups e Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs) e programas de incentivo à liderança feminina no comércio internacional.

lém de ampliar oportunidades de negócios, a presença internacional permite às empresas acompanhar tendências, ganhar escala e aumentar a capacidade de competir em um mercado cada vez mais dinâmico. Nesta entrevista, Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil, relembra os 20 anos de parceria entre a ApexBrasil e a Softex,

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A INTERNACIONALIZAÇÃO DEIXOU DE SER UMA ESTRATÉGIA OPCIONAL PARA MUITAS EMPRESAS E PASSOU A SER UMA CONDIÇÃO PARA CRESCER DE FORMA SUSTENTÁVEL. POR QUE ESSA MUDANÇA É IMPORTANTE PARA O SETOR BRASILEIRO DE TECNOLOGIA? A atuação no mercado internacional eleva naturalmente o nível de competitividade das empresas. Isso exige investimentos contínuos em inovação, aprimoramento de produtos e desenvolvimento de soluções alinhadas às demandas globais. Além de ampliar oportunidades de negócios, a presença internacional permite acompanhar tendências, ganhar escala e tornar as empresas mais resilientes e preparadas para um mercado em constante transformação.

A PARCERIA ENTRE A APEXBRASIL E A SOFTEX, POR MEIO DO BRASIL IT+, COMPLETOU DUAS DÉCADAS. QUAL É O PRINCIPAL LEGADO DESSA TRAJETÓRIA PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO DA TECNOLOGIA BRASILEIRA? O principal legado é a continuidade. Ao longo de 20 anos, acompanhamos a evolução do setor de tecnologia brasileiro e adaptamos o programa às necessidades das empresas. Hoje, o Brasil é o único país da América Latina entre os dez maiores representantes do setor de software no mundo. O Brasil IT+ também evoluiu, ampliando serviços, fortalecendo a preparação das empresas para exportação e incorporando startups e Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs).

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EM 2025, AS EMPRESAS PARTICIPANTES DO BRASIL IT+ ALCANÇARAM US$ 1 BILHÃO EM EXPORTAÇÕES, UM RESULTADO HISTÓRICO. O QUE ESSE DESEMPENHO REVELA SOBRE O MOMENTO VIVIDO PELA TECNOLOGIA BRASILEIRA?

Levamos uma delegação expressiva, apresentamos soluções brasileiras e reforçamos atributos como flexibilidade, criatividade e competência tecnológica. Mais do que participar de uma grande feira, mostramos o Brasil como um parceiro para o desenvolvimento de tecnologias voltadas à Indústria 4.0 e à transição energética.

O resultado mostra o amadurecimento do setor e o impacto do planejamento desenvolvido ao longo dos anos. O valor exportado dobrou em relação ao ciclo anterior, refletindo a ampliação do programa para três verticais — empresas, startups e ICTs — e a participação de organizações de diferentes regiões do país. Também demonstra que investimentos em capacitação, inteligência de mercado e promoção internacional podem gerar resultados consistentes.

A INCLUSÃO DAS INSTITUIÇÕES DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL IT+ AMPLIOU O ESCOPO DO PROGRAMA. COMO ESSA INTEGRAÇÃO FORTALECE O ECOSSISTEMA BRASILEIRO DE INOVAÇÃO? As ICTs aproximam pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e mercado. Ao integrar universidades, centros de pesquisa, startups e empresas, fortalecemos a cadeia de inovação. Essa conexão ajuda a transformar conhecimento em soluções com potencial comercial, amplia a competitividade das empresas brasileiras e cria oportunidades de negócios no exterior.

O BRASIL FOI O PAÍS PARCEIRO DA HANNOVER MESSE 2026, UMA DAS PRINCIPAIS FEIRAS DE TECNOLOGIA INDUSTRIAL DO MUNDO. QUE IMPACTO ESSA PARTICIPAÇÃO TEVE PARA A IMAGEM DO PAÍS NO CENÁRIO INTERNACIONAL? A Hannover Messe foi um marco para o posicionamento internacional do Brasil. O trabalho começou quase dois anos antes do evento e envolveu uma ampla articulação entre governo, entidades parceiras e empresas.

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A APEXBRASIL E A SOFTEX TAMBÉM PROMOVEM INICIATIVAS PARA AMPLIAR A PRESENÇA FEMININA NOS NEGÓCIOS INTERNACIONAIS. QUAL É A IMPORTÂNCIA DESSA AGENDA PARA O FUTURO DA INOVAÇÃO BRASILEIRA? Diversidade gera inovação. Ampliar a participação das mulheres na liderança significa incorporar diferentes perspectivas à tomada de decisão e fortalecer o ambiente de negócios. Desde 2023, o programa Mulheres e Negócios Internacionais já apoiou mais de sete mil mulheres empreendedoras e líderes empresariais. O objetivo é ampliar o acesso dessas empresas ao comércio exterior e contribuir para um ecossistema mais diverso, competitivo e inovador.

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Por Karen Kornilovicz

Inovação sem fronteiras: o plano da SoftExpert para atingir 20% de crescimento e acelerar a expansão global

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construiu empresas capazes de desenvolver soluções de alto valor agregado e competir em mercados cada vez mais exigentes.

m um momento em que a tecnologia transforma profundamente a forma como empresas e governos operam, completar três décadas significa reconhecer a solidez do caminho percorrido, mas também assumir a responsabilidade de construir o próximo capítulo.

No caso da SoftExpert, essa trajetória sempre esteve associada a uma visão internacional. “Desde o início da nossa expansão, em 2000, construímos produtos, processos e estruturas com referências globais. Hoje, estamos presentes em mais de 50 países, com 14 unidades próprias e uma rede de parceiros, atendendo

A coincidência de a SoftExpert e a Softex celebrarem 30 anos de história reforça a maturidade alcançada pelo ecossistema brasileiro de tecnologia. Ao longo dessas três décadas, o Brasil

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organizações de setores complexos e altamente regulados, como life sciences, serviços financeiros, automotivo, governo, alimentos, manufatura, energia e saúde,” afirma Josiani Silveira, CEO da SoftExpert.

Historicamente, o segundo semestre concentra uma parcela relevante dos negócios da companhia. Considerando o ritmo das negociações em andamento e os investimentos realizados ao longo do ano, a projeção é encerrar 2026 com crescimento de 20%.

Essa jornada também mostra a importância de um ecossistema capaz de conectar empresas brasileiras a oportunidades internacionais. Iniciativas de internacionalização e promoção da tecnologia nacional, como as desenvolvidas pela Softex e pelo Brasil IT+, contribuem para ampliar a visibilidade das empresas brasileiras no exterior e reforçar a percepção de que o país pode ser muito mais do que um consumidor de tecnologia.

O foco está na qualidade deste crescimento: ampliar a presença internacional, fortalecer contratos corporativos, expandir a oferta em nuvem e estruturar operações para ganhar escala sem perder proximidade com os clientes. Para uma empresa de tecnologia, crescimento não pode acontecer à custa de eficiência operacional. Pelo contrário: quanto maior a escala, maior precisa ser a capacidade de padronizar processos, compartilhar conhecimento, utilizar dados e replicar boas práticas.

Para a SoftExpert, internacionalização nunca significou simplesmente levar um produto brasileiro para outros países, mas sim construir uma empresa capaz de competir globalmente, compreender diferentes mercados e entregar valor de forma consistente em cada região.

Josiani Silveira, CEO da SoftExpert

OPERAÇÕES ESTÁVEIS SÃO BASE PARA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E EXPANSÃO INTERNACIONAL No primeiro semestre de 2026, a SoftExpert manteve a estabilidade de suas operações, alcançando faturamento de R$ 124,3 milhões. Esse desempenho reflete a consistência do modelo de negócios, a diversificação da carteira global de clientes e a capacidade para operar em diferentes mercados.

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EMPRESA MIRA NO SUDESTE ASIÁTICO E EM MERCADOS MADUROS DA AMÉRICA DO SUL

Foi exatamente essa necessidade que impulsionou a evolução da estrutura global de Business Units da SoftExpert. “Estamos dando maior autonomia às operações regionais e, ao mesmo tempo, mantendo uma visão, uma plataforma e padrões globais”, afirma Josiani. “O objetivo é encontrar o equilíbrio entre escala e proximidade: uma empresa global que compreende profundamente as particularidades de cada mercado”, explica.

Após consolidar sua presença na América Latina, avançar para América do Norte e Europa e iniciar a entrada na Ásia, a SoftExpert direciona esforços para mercados com potencial de acelerar seu crescimento. Na América do Sul, Argentina, Chile e Peru ganham destaque pela maturidade empresarial, relevância econômica e demanda por soluções de gestão, conformidade e transformação digital.

Essa estrutura será essencial para sustentar o próximo ciclo de expansão.

“A nossa ambição é que as operações internacionais assumam progressivamente um papel ainda mais relevante no crescimento da SoftExpert, contribuindo para ampliar nossa presença global e reduzir a dependência de qualquer mercado individual”, projeta o CEO da empresa.

Na Ásia, Índia e China estão entre as prioridades devido ao tamanho dos mercados, ao crescimento econômico, à relevância de suas cadeias produtivas e à demanda crescente por digitalização, qualidade e conformidade. A região representa uma oportunidade estratégica, mas a expansão exige conhecimento das regulações, culturas e modelos de negócios locais, além da formação de equipes e redes de parceiros. A SoftExpert aposta em alianças com empresas de tecnologia, consultorias e integradores para ampliar o acesso a clientes e acelerar a entrada em novos mercados. A estratégia parte da experiência acumulada pela companhia: uma expansão internacional sustentável depende da construção de uma rede de mercados, clientes, parceiros e talentos capaz de sustentar o crescimento no longo prazo.

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O QUE O FUTURO RESERVA PARA A SOFTEXPERT? Após 30 anos, a SoftExpert tem como prioridades consolidar o SoftExpert Suite como uma plataforma integrada de gestão, ampliar o reconhecimento da empresa no mercado global de tecnologia e se tornar uma referência para grandes organizações que buscam eficiência, transformação digital e conformidade. A estratégia inclui ampliar a atuação com multinacionais, fortalecer alianças internacionais e aprofundar relações nos principais mercados. Ao mesmo tempo, a próxima geração do SoftExpert Suite será cada vez mais orientada por dados, automação e inteligência artificial, com o objetivo de não apenas registrar informações, mas também apoiar decisões, recomendar ações e executar atividades de forma autônoma e controlada. A empresa aposta em uma tecnologia voltada a ampliar a capacidade humana, eliminar tarefas de baixo valor e acelerar decisões. Nascida no Brasil, a SoftExpert busca consolidar sua presença global e dar um novo salto de crescimento, com a ambição de se tornar uma empresa brasileira de tecnologia cada vez mais inovadora e competitiva nos mercados internacionais.

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Apura amplia presença internacional e mira mercado de cibersegurança dos Estados Unidos

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internacional é necessária para companhias de tecnologia que pretendem competir em escala global. “O Brasil tem um mercado interno relevante, mas, quando olhamos para o mundo, percebemos o tamanho da oportunidade que existe fora do país”, afirma.

Apura Cyber Intelligence aposta no mercado dos Estados Unidos para ampliar sua atuação internacional. O país é o maior mercado global de cibersegurança e concentra cerca de 40% a 45% da demanda mundial. Para empresas brasileiras do setor, a dimensão desse mercado representa uma oportunidade, mas também exige adaptação de produtos, comunicação e estratégia comercial.

A decisão de avançar nos Estados Unidos ganhou força em outubro de 2023, durante a participação da Apura no Gartner Symposium/ ITXpo. A experiência levou a empresa a avaliar que sua plataforma de Cyber Threat Intelligence estava preparada para competir no exterior. As operações no país começaram em junho de 2024.

A empresa integra o projeto setorial Brasil IT+, realizado em parceria pela Softex e pela ApexBrasil para apoiar a internacionalização de empresas brasileiras de tecnologia. Para Maurício Paranhos, chief international officer da Apura, a expansão

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A inteligência artificial é outro componente da estratégia da Apura. A empresa utiliza a tecnologia em sua plataforma desde 2019, em aplicações como transcrição, OCR e identificação de credenciais vazadas. A nova plataforma BTTneo amplia o uso de IA na detecção de golpes, fraudes e incidentes de segurança.

A companhia escolheu Miami, na Flórida, para estruturar sua operação. Segundo Paranhos, a cidade oferece uma porta de entrada para empresas latino-americanas, com proximidade geográfica e cultural e um ecossistema em expansão nas áreas de tecnologia, serviços financeiros e fintechs. A localização também facilita o acesso a outros mercados norte-americanos.

Para Paranhos, a tecnologia não elimina a necessidade de especialistas. A automação aumenta a velocidade e a capacidade de processamento, enquanto a análise humana permanece necessária para interpretar contextos, investigar ameaças e lidar com ambientes complexos, como a Deep Web.

A estratégia comercial nos Estados Unidos é diferente da adotada no Brasil. Em um mercado mais segmentado, a Apura adapta sua comunicação e seus casos de uso às demandas de cada setor, em vez de apresentar uma oferta única. Saúde, varejo, finanças, tecnologia, indústria, alimentos, educação e esportes estão entre os segmentos trabalhados pela empresa.

A experiência da Apura reforça uma lição para outras empresas brasileiras: internacionalizar exige mais do que vender para fora. É preciso adaptar produto, comunicação e estratégia, construir relacionamentos e compreender as particularidades de cada mercado. No caso da cibersegurança, olhar para os Estados Unidos significa também disputar espaço em um dos ambientes mais competitivos e mais relevantes da economia digital.

A expansão também depende de uma rede de parceiros. A Apura busca ampliar sua atuação por meio de VARs e MSSPs (provedores de serviços gerenciados de segurança), modelo que permite alcançar novos clientes e integrar a plataforma a outras ofertas de segurança cibernética. O Brasil IT+ contribuiu para essa preparação. A participação em programas de soft landing, reuniões com especialistas e eventos nos Estados Unidos ajudou a empresa a conhecer o mercado e ampliar sua rede de contatos. Entre os eventos estão MES, XChange e Gartner, que combinam oportunidades de relacionamento e prospecção de negócios.

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Por Karen Kornilovicz

Brasil IT+ amplia presença no Gartner e leva 22 empresas de tecnologia a Orlando

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Brasil participa pelo 21º ano consecutivo do Gartner IT Symposium/Xpo™, um dos principais encontros globais de líderes de tecnologia, CIOs e executivos C-Level. De 19 a 22 de outubro, em Orlando, nos Estados Unidos, 22 empresas brasileiras estarão no evento por meio do Brasil IT+, iniciativa da ApexBrasil em parceria com a Softex para apoiar a internacionalização da indústria brasileira de tecnologia.

A delegação brasileira é formada por Apura, Argotechno, Art It, CI&T, Conquestone, CWS Platform, Digibee, Evo Systems/VTX365, Exata, Fenix DFA, InnSpire, INSI, Kodie, Levva, Nexforce, Numen IT, Orange Testing, Pappsales, Pulsus, Sofist/R/Pulse, Stefanini e Zamak. Para Gabriela Silva, líder da célula de internacionalização da Softex, a participação contínua contribui para ampliar a visibilidade das empresas brasileiras e facilitar o contato com potenciais compradores e parceiros. “A presença constante da delegação brasileira fortalece o reconhecimento internacional, reduz assimetrias de informação e oferece segurança aos compradores”, afirma.

O Gartner IT Symposium/Xpo™ reúne anualmente cerca de 8 mil participantes, entre CIOs, CEOs, diretores de inovação e executivos responsáveis por decisões em áreas como transformação digital, inteligência artificial, cibersegurança, infraestrutura e modernização dos negócios.

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO CENTRO DAS DISCUSSÕES

também uma oportunidade de compartilhar experiências, gerar conexões e ampliar a presença brasileira em um dos mercados mais relevantes e exigentes do mundo”, avalia.

Com o tema Ignite Intelligence, a edição de 2026 terá a inteligência artificial como um dos principais eixos da programação. As discussões abordam o avanço da tecnologia nas organizações e as formas de combinar inteligência humana e IA para gerar valor, acelerar a inovação e aumentar a competitividade.

PORTA DE ENTRADA PARA O MERCADO NORTE-AMERICANO Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de software e serviços de tecnologia. A participação no Gartner aproxima as empresas nacionais de potenciais clientes e parceiros e amplia a exposição das soluções desenvolvidas no país. Na edição de 2025, a delegação do Brasil IT+ registrou mais de 740 leads de negócios.

O Grupo Stefanini participa da programação com uma speaking session sobre inteligência artificial e arquitetura. Para Marco Stefanini, Global CEO e fundador do grupo, a evolução dos grandes modelos de linguagem desloca o foco da discussão sobre IA para a forma como essas tecnologias são incorporadas aos negócios.

A presença recorrente também permite acompanhar tendências, identificar demandas e estabelecer relacionamentos comerciais ao longo do tempo. Para as empresas brasileiras, o Gartner representa ainda uma oportunidade de compreender de perto as transformações de um dos principais mercados globais de tecnologia.

“Participar do Gartner em Orlando é estar no centro das principais discussões que definem os rumos da tecnologia no mundo. Neste ano, nossa participação ganha destaque com uma speaking session sobre inteligência artificial e arquitetura, mostrando que, à medida que os grandes modelos de linguagem se tornam cada vez mais acessíveis e uma commodity, o verdadeiro diferencial está na capacidade de integrar IA à arquitetura tecnológica e de negócios para gerar resultados. Estar no evento é

Marco Stefanini, Global CEO

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Por Karen Kornilovicz

Mulheres ocupam só 4,7% das chefias de IA no Brasil

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s mulheres ocupam apenas 4,7% dos cargos de liderança em empresas de inteligência artificial (IA) no Brasil, abaixo da média global de 13,3%, segundo levantamento do LinkedIn sobre diversidade no mercado de IA. O estudo analisou dados de 15 mil empresas em 27 países e mostra que a participação feminina é menor tanto nas funções ligadas à IA quanto nos postos de comando.

No mundo, as mulheres representam 13% dos cargos executivos em empresas de IA, ante 19% nos demais setores. Entre os profissionais que atuam em funções relacionadas à tecnologia, elas correspondem a 27% nas empresas de IA, contra 31% nas demais companhias. No Brasil, a participação feminina em funções não executivas de IA é de 22,1%.

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A desigualdade aparece também no início da trajetória profissional. Segundo o levantamento, apenas 29% dos cargos de entrada na área de IA são ocupados por mulheres. Nos Estados Unidos, elas responderam por 26% das contratações para funções de inteligência artificial, enquanto nas demais áreas a participação chegou a 50%. O cenário se repete nos cargos estratégicos. Mulheres representaram 20% das contratações para posições de diretor de IA e 18% das contratações para equipes técnicas. Entre os diretores de tecnologia, ou Chief Technology Officer (CTO), a participação feminina foi de 9,3%. O porte das empresas também influencia esse quadro. Nas companhias de IA com 51 a 200 funcionários, as mulheres ocupam 11,8% dos cargos executivos. Nas empresas maiores, o percentual sobe para 21,6%.

Lucia Rodrigues

Diretora de habilidades e inteligência artificial da Microsoft Brasil

Dr. Rosângela Hilário Coordenadora da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas

Nathalia Carmo Sócia da IAM Brasil

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econômicos vinculados à redução de desigualdades; apoiar a parentalidade e o retorno ao trabalho, especialmente entre mulheres de 35 a 40 anos; e responsabilizar empresas e instituições pelo cumprimento das metas, com revisões anuais e participação social.

A baixa presença feminina ocorre em um mercado que oferece algumas das maiores remunerações do setor de tecnologia. De acordo com o LinkedIn, a remuneração média das funções relacionadas à IA é mais que o dobro da registrada nas demais ocupações. Nos Estados Unidos, o número de vagas ligadas à tecnologia também praticamente dobrou nos últimos anos.

Essas medidas, articuladas com políticas de educação, trabalho e inovação, podem transformar o cenário atual. Segundo o Observatório Softex, a incorporação de 15,6 mil mulheres por ano seria suficiente para que o Brasil alcançasse a paridade no setor apenas em 2110.

Para Sarah Steinberg, chefe de parcerias globais de políticas públicas do LinkedIn, a baixa participação das mulheres pode restringir o acesso a oportunidades de mobilidade econômica criadas pela expansão da inteligência artificial. 7 DIRETRIZES PARA AMPLIAR A PRESENÇA FEMININA NA TECNOLOGIA

“A diversidade é a força que impulsiona o futuro do nosso setor. Não basta falar em inovação sem falar em inclusão. Precisamos de políticas permanentes, métricas claras e comprometimento real de todos os atores – governo, empresas e academia – para garantir que as mulheres estejam no centro da transformação digital brasileira”,

O estudo W-Tech, produzido pelo Observatório Softex, unidade de pesquisa e inteligência estratégica voltada ao apoio à formulação de políticas públicas para TICs, propõe sete diretrizes integradas para que governo, empresas e instituições de ensino promovam avanços reais na atração de talentos femininos para a indústria de tecnologia: diagnosticar os pontos de entrada, evasão e avanço das mulheres na formação e no mercado; pactuar compromissos públicos com metas claras e relatórios semestrais; monitorar com transparência por meio de dados abertos e indicadores padronizados; implementar políticas de diversidade em compras e programas de inovação; ofertar incentivos fiscais e

explica Rayanny Nunes, Coordenadora de Inteligência e Design de Soluções da Softex.

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ACONTECE NO SETOR Brasil traça estratégia para impulsionar ciência, tecnologia e inovação até 2034

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Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) aprovou a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), por meio da Portaria nº 10.226, publicada em 29 de julho. O documento estabelece as diretrizes que orientarão o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do país na próxima década e prevê, como um de seus principais desdobramentos, a elaboração do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação.

O Plano deverá ser apresentado em até 120 dias, com metas, iniciativas e ações para implementar a estratégia, incluindo o objetivo de elevar os investimentos nacionais em pesquisa e desenvolvimento para até 2% do Produto Interno Bruto (PIB). O documento será o principal instrumento de planejamento estratégico do ministério para a formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas, programas, projetos e ações voltadas ao setor.

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GRUPO DE TRABALHO

Participarão integrantes da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), além de pesquisadores e gestores ligados ao setor.

O Plano está estruturado em quatro eixos: a expansão e integração do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; a reindustrialização e novas bases tecnológicas; projetos estratégicos para a soberania nacional; e ciência, tecnologia e inovação orientadas para o desenvolvimento social.

Entre as atribuições do grupo estão definir a metodologia e o cronograma de elaboração do plano, promover a articulação entre unidades do ministério e demais membros do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, consolidar contribuições técnicas e aprovar a proposta final a ser encaminhada à ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Para conduzir esse processo, a portaria instituiu grupo de trabalho para coordenar a elaboração do plano. O colegiado será coordenado pela secretaria-executiva do ministério e contará com a contribuição de especialistas e representantes com experiência em áreas relacionadas à política científica e tecnológica.

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Empreendedorismo feminino avança em Manaus com o FavEla Empoder@

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programa FavEla Empoder@, iniciativa da Softex em parceria com o BNDES, chega a Manaus ampliando horizontes para 263 mulheres, número 25% acima da meta inicial. Segundo o documento, a ação foca no fortalecimento do empreendedorismo feminino em territórios periféricos, oferecendo cursos presenciais de Manicure e Pedicure, Design de Sobrancelhas, Costura e Marketing — todos pensados para gerar autonomia financeira e novas possibilidades de renda.

A jornada inclui três fases que vão da capacitação à aceleração de negócios, com mentorias individuais, apoio jurídico e contábil, além de acesso a capital semente de até R$ 5 mil para empreendedoras selecionadas. Integrado ao BNDES Periferias, o programa se torna um espaço de acolhimento e crescimento, onde mulheres da Zona Oeste de Manaus encontram ferramentas para transformar talento em negócio e sonho em futuro.

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COMPLIANCE Por Caroline Barroso da Silva Especialista em Governança, Compliance e Proteção de Dados na Pelo Mundo com Compliance Assessoria Por Lorrane Mendes Responsável pelo Programa de Compliance de Proteção de Dados

Proteção de dados também é Compliance: o tratamento de dados no Terceiro Setor A entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), em 2020, trouxe a proteção de dados para o centro das discussões dentro das organizações. Nos primeiros anos, boa parte dos esforços esteve concentrada em entender a nova legislação, revisar processos e promover as adequações necessárias. Hoje, muitas das questões relacionadas à privacidade aparecem em situações bem mais cotidianas. É justamente no dia a dia que a proteção de dados se aproxima de uma agenda que já acompanha essas decisões: o Compliance.

atuação, lidam diariamente com dados de diferentes públicos. Essa proximidade com o Estado traz uma questão importante, já que atuar nessas iniciativas não altera, por si só, a natureza jurídica dessas organizações. Assim, a participação em projetos ou parcerias governamentais não faz com que o regime de tratamento de dados aplicável à Administração Pública seja automaticamente estendido à organização privada. Mesmo atuando lado a lado com entes governamentais, as entidades do Terceiro Setor continuam sujeitas às responsabilidades próprias de sua natureza jurídica.

UM OLHAR PARA O TERCEIRO SETOR

É preciso, então, compreender por que determinada informação será coletada, como será utilizada, quem terá acesso a ela e em quais condições poderá ser compartilhada. Em projetos que envolvem diferentes

No Terceiro Setor, essa discussão ganha algumas particularidades. Muitas organizações participam da execução ou coordenação de projetos de interesse público e, por conta dessa

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Na Softex, a construção desse olhar começou ainda em 2020, com as primeiras ações de conscientização e adequação à LGPD. Naquele momento, o desafio era entender uma legislação nova, seus impactos para a organização e o papel de cada pessoa nesse processo. Seis anos depois, a proteção de dados deixou de ser um tema novo e passou a fazer parte das decisões e situações do dia a dia. A experiência ao longo desse período também mostrou que esse é um trabalho que nunca fica propriamente “pronto”. Os projetos evoluem e a forma como os dados são utilizados também. Por isso, é um tema que precisa ser acompanhado continuamente.

organizações, essas definições também ajudam a deixar claras, desde o início, as responsabilidades de cada parte sobre os dados tratados. E O QUE O COMPLIANCE TEM A VER COM ISSO? A proteção de dados, portanto, não se resume à adequação à LGPD. As decisões sobre o uso de informações também envolvem riscos, responsabilidades e consequências para a organização e para as pessoas envolvidas. E é justamente por lidar com essas questões que o tema encontra espaço dentro da agenda de Compliance. Na prática, essas questões nem sempre chegam identificadas como um problema de privacidade. Elas surgem no curso dos próprios projetos, quando decisões aparentemente rotineiras passam a envolver o tratamento de dados sob responsabilidade da organização. Nem sempre existe uma resposta pronta ou uma única área capaz de oferecê-la. Por isso, muitas dessas situações exigem uma análise conjunta, que considere tanto as necessidades do projeto quanto os cuidados relacionados ao uso dos dados.

Em 2020, a preocupação estava muito concentrada na adequação à nova lei, mas hoje a discussão vai além dela, pois é também uma questão de responsabilidade e integridade. Pessoas e instituições confiam informações à organização todos os dias, e isso traz consigo um compromisso concreto sobre o uso que será feito delas. A forma como uma organização cuida desses dados também diz muito sobre a forma como ela escolhe atuar.

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ARTIGOS Por Carlos Eduardo Schmiedel, CEO e cofundador da Draiven, plataforma de inteligência de decisão para grandes empresas, com operações no Brasil e em Portugal

Da IA generativa às arquiteturas cognitivas. Quando a tecnologia brasileira encontra o mercado global Há uma mudança importante acontecendo na inteligência artificial. E talvez a melhor forma de percebê-la não seja olhando para os modelos mais poderosos, mas para aquilo que começa a acontecer quando essa inteligência deixa de estar restrita à tela e passa a fazer parte do mundo real.

Falava-se menos sobre o que os modelos conseguem fazer e mais sobre o que a IA consegue transformar. Agentes de IA, automação e sistemas inteligentes passaram a ser discutidos cada vez mais sob a perspectiva de resultados concretos para empresas. Insights, por si só, já não são suficientes. A expectativa agora é que a inteligência seja capaz de participar do processo de decisão e gerar impacto mensurável.

Foi essa uma das principais impressões que trouxe da CES 2026, em Las Vegas. CES 2026 LAS VEGAS - O QUE A IA CONSEGUE TRANSFORMAR

A IOT. A INTELIGÊNCIA CHEGANDO AOS OBJETOS

Em uma feira de escala gigantesca, com pavilhões inteiros dedicados às mais diferentes categorias de tecnologia, a inteligência artificial esteve novamente no centro das discussões. Mas havia uma diferença importante em relação aos últimos anos.

A CES também deixou evidente outra transformação: a chegada mais concreta da IoT, a inteligência artificial das coisas.

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Robôs domésticos, equipamentos de cozinha, dispositivos para sono, soluções de saúde e inúmeros objetos cotidianos começam a incorporar inteligência para compreender contexto, aprender com o comportamento do usuário e oferecer assistência em tempo real.

Vale do Silício, em uma missão realizada com a Softex e a ApexBrasil, em parceria com a OBr.global.

A inteligência está deixando de ser apenas uma interface e começando a se tornar uma camada distribuída sobre o mundo físico.

A resposta passa pelas chamadas arquiteturas cognitivas.

E foi ali que uma pergunta passou a fazer ainda mais sentido para nós: o que acontece quando essa evolução da IA chega ao ambiente empresarial?

Estamos abandonando uma lógica em que a inteligência artificial simplesmente recebe uma pergunta, consulta um modelo e devolve uma resposta. O próximo estágio envolve sistemas capazes de compreender contexto, acessar diferentes fontes de informação, raciocinar sobre problemas complexos, acionar agentes especializados e, principalmente, transformar conhecimento em ação.

Essa percepção foi especialmente importante para nós na Draiven. VALE DO SILÍCIO. DAS RESPOSTAS ÀS ARQUITETURAS COGNITIVAS Depois da CES, seguimos para San Francisco para uma imersão no ecossistema de tecnologia e startups do

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É exatamente nesse espaço que construímos a Draiven.

A partir dali, o resultado foi ainda mais significativo: a Draiven cresceu 28 vezes em faturamento, realizou uma rodada pré-seed de US$ 500 mil com um fundo americano e iniciou também sua operação europeia.

VALIDAÇÃO. COLOCAR A PRÓPRIA TECNOLOGIA À PROVA Nossa missão no Vale do Silício não foi buscar uma tecnologia que não tínhamos. Foi validar se aquilo que estávamos construindo no Brasil fazia sentido em um dos mercados mais competitivos do mundo. E a resposta foi bastante concreta.

INTERNACIONALIZAÇÃO NÃO É TRADUZIR O PRODUTO Mais do que números, essa experiência mudou nossa percepção sobre internacionalização.

Durante a missão, estabelecemos parcerias, validamos nossa tecnologia com diferentes interlocutores do ecossistema e conquistamos dois contratos que se tornaram fundamentais para o início da nossa operação comercial em escala.

Internacionalizar uma empresa de tecnologia não significa simplesmente traduzir o produto, abrir uma operação no exterior ou começar a vender em outro país. Significa colocar sua tecnologia diante de clientes, investidores e competidores que possuem referências diferentes e uma régua extremamente alta.

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E talvez o principal aprendizado tenha sido justamente este: empresas brasileiras não precisam necessariamente competir pela construção do próximo grande modelo de linguagem. Existe uma oportunidade enorme em construir arquiteturas, produtos e aplicações capazes de transformar inteligência artificial em valor para negócios reais. A vantagem competitiva estará cada vez menos em simplesmente ter acesso à IA e cada vez mais em saber como orquestrá-la dentro do contexto de cada empresa. A PRÓXIMA FRONTEIRA. EXISTE ESPAÇO PARA A TECNOLOGIA BRASILEIRA A CES mostrou a chegando aos objetos.

inteligência

O Vale do Silício mostrou a velocidade com que essa inteligência está sendo transformada em negócios. Para nós, a missão mostrou algo ainda mais importante: existe espaço para tecnologia brasileira nessa próxima fronteira. Mas ocupar esse espaço exige mais do que inovação. Exige capacidade de execução, velocidade, conhecimento de mercado, validação internacional e disposição para colocar a própria tecnologia à prova. A inteligência artificial já deixou de ser apenas uma promessa tecnológica.

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EVENTOS Por Mário Pereira

Vem aí a quarta edição do Softex Experience

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Este ano, o evento ganha ainda mais relevância por integrar as comemorações pelos 30 anos da Softex, organização que ao longo deste período construiu uma trajetória sólida de promoção da conexão entre os setores públicos, universidades e empresas. Entre as prioridades da entidade está o desenvolvimento de ações que integrem atores estratégicos para converter pesquisa, experiência e criatividade em iniciativas concretas que impulsionam inovação, competitividade e impacto social.

Softex Experience chega à sua quarta edição consolidando sua posição como o principal ponto de encontro entre inovação, tecnologia e políticas públicas no Brasil. Após o sucesso da edição anterior, com a presença de um público altamente qualificado, o evento retorna a Brasília no dia 18 de novembro, reunindo lideranças empresariais, representantes governamentais, Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), startups e pesquisadores para debater os rumos da transformação digital no país.

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Com o tema “Inovação com propósito – Tecnologia a serviço da sociedade”, o evento amplia o debate sobre os impactos da transformação tecnológica e os desafios para o desenvolvimento de um ambiente digital mais inclusivo e sustentável.

No Auditório 2, a programação terá como foco governança e ética em inteligência artificial, formação e retenção de talentos, participação feminina no setor de tecnologia, empreendedorismo com propósito, inovação aberta na academia e estratégias de expansão de mercado. O evento também terá um coffee break com uma ação de matchmaking entre startups e programas da Softex.

A programação, distribuída entre dois auditórios, foi desenhada para provocar reflexões. No Auditório 1, os debates abordarão temas como protagonismo brasileiro em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), soberania tecnológica, internacionalização de empresas e ICTs, proteção e geração de valor na Amazônia, inclusão digital, Saúde 6.0, Educação 6.0, sustentabilidade na indústria, infraestrutura inteligente, computação quântica, segurança nacional e biotecnologia aplicada à cadeia produtiva.

A programação será encerrada com uma cerimônia especial pelos 30 anos da Softex, seguida de um coquetel em celebração à trajetória da organização e à sua atuação no desenvolvimento tecnológico, econômico e social do país.

VIVENCIE UM POUCO DESSA EXPERIÊNCIA

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