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Informe Comigo Novembro - Dezembro 2023

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Editorial

UM NOVO ANO, NOVOS DESAFIOS O ano de 2023 foi um ano de desafios para a Cooperativa COMIGO, mas também de grandes conquistas. Superamos as adversidades e avançamos em nossos projetos, sempre com foco no desenvolvimento do agronegócio goiano. Em 2024, continuaremos trabalhando para fortalecer nossa posição de liderança no mercado. Para isso, estamos investindo em tecnologia, infraestrutura e capacitação. Estes são alguns dos comentários que fiz em uma entrevista exclusiva par ao COMIGOCast, que também é capa desta edição do Informe COMIGO. Nesta edição da revista, também apresentamos algumas das principais ações da Cooperativa. Em janeiro, estamos inaugurando nossa nova Unidade Armazenadora em Mineiros. O armazém é o maior do estado de Goiás, com capacidade de armazenamento estático para 3,3 milhões de sacas de grãos. Essa nova unidade é fundamental para ampliar nossa capacidade de armazenamento e atender à crescente demanda do mercado. Em dezembro, inauguramos o Centro de Convivência “ Ângelo Thomaz Landim”, no complexo industrial. O espaço foi projetado para proporcionar bem-estar aos colaboradores, através de um ambiente confortável, moderno e aconchegante, além de ser uma nova sede administrativa para a unidade e tersalas de reuniões para visitantes. No mercado, lançamos o CooperBezerro, um novo suplemento

mineral para bezerros. O produto foi desenvolvido pela Cooperativa e chega para ajudar o pecuarista a ter bezerros com melhores resultados nos primeiros meses de vida. Mesmo em tempos adversos, nossos cooperados se sobressaem com o apoio da cooperativa, nesta edição a revista apresenta um case de sucesso de uma fazenda de Caiapônia que conseguiu aumentar a produção diária de leite em 466%, através da combinação de uma alimentação balanceada com a assistência técnica veterinária da COMIGO. As notícias deste período e os quadros da revista também estão repletos de informações, com artigos dos nossos técnicos nas seções Artigo CTC; Dicas de Pecuária e Caderno de Nutrição. No top 10, trouxemos dicas para manejo de pragas secundárias. E no água na boca, uma deliciosa receita oferecida pelo Óleo COMIGO. Agradecemos a confiança de todos os nossos cooperados e parceiros. Juntos, construiremos um futuro ainda mais próspero para o agronegócio goiano. Com a certeza de que 2024 será um ano de grandes realizações, Atenciosamente,

Antonio Chavaglia Presidente do Conselho de Administração da Cooperativa COMIGO

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Índice

NESTAEdição

LANÇAMENTO A Cooperativa COMIGO lançou um novo suplemento mineral para bezerros, o CooperBezerro. Um produto que foi desenvolvido pela Cooperativa e chegou para ajudar o pecuarista a ter bezerros com melhores resultados nos primeiros meses de vida.

03 Editorial 06 Quadro Social 08 Comigocast 10 Caderno de Nutrição 13 Dicas de Pecuária 14 Workshop 20 Top 10 25 Doação 26 Artigo CTC 30 Notas 33 Água na boca 34 Passatempo

CADASTRO COMIGO Endereço: Avenida Presidente Vargas, 1878 Caixa Postal 195 | CEP: 75.901-901 - Rio Verde - GO Fax: (64) 3621-1691 | Telefone: (64) 3611-1500 SAC COMIGO: 0800 642 1500 Site: www.comigo.coop.br E-mail: sac@comigo.com.br CNPJ: 02.077.618/0001-85. IE: 10.088.758-9 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente: Antonio Chavaglia DIRETORIA EXECUTIVA Presidente Executivo: Dourivan Cruvinel de Souza Diretor de Lojas: Carlos Alberto Leão Barros Diretor de Insumos: Cláudio César Teoro Diretor Industrial: Paulo Carneiro Junqueira Diretor Administrativo Financeiro: Warlen Ferreira de Freitas Diretor Comercial: Welton Vieira de Menezes

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CASO DE SUCESSO A combinação de uma alimentação balanceada com a assistência técnica veterinária tem contribuído para os excelentes resultados em fazenda de Caiapônia.Produção diária de leite teve aumento de 466%.

15 09 CONSELHEIROS DE ADMINISTRAÇÃO Alceu Ayres de Moraes Luiz Gustavo Cavalet Marciano Casagrande Max Eugênio da Silva Arantes Rafaela Henkes Vian Renata Ferguson Rogério Martins Silva Caetano CONSELHEIROS FISCAIS Cleudson Rodrigues da Trindade Márcia Raquel Gomes de Andrade Vian Moisés Martins de Miranda Júnior Gustavo de Almeida Veloso Vanine Di Garcia Lessa Wellington Abadio dos Santos Júnior ASSESSORIAS Assessoria Ambiental Auditoria interna Comunicação Cooperativismo Jurídica

Planejamento Processos Sistema de Gestão da Qualidade INFORME COMIGO Revista bimestral editada pela Assessoria de Comunicação da COMIGO. Conselho Editorial: Beckembauer Ferreira, Ubirajara Oliveira Bilego e Gabriele Triches Ribeiro. Coordenação ASCOM: Gabriele Triches Ribeiro Editor Responsável: Pedro Henrique Cabral Rosa Matérias e Fotografias: Pedro Henrique Cabral Rosa Wellerson Martins Moreira Wagner Silva Filgueira Diagramação, composição e arte: Vanessa Fernandes dos Santos


CAPA

NOVO ARMAZÉM EM MINEIROS A Cooperativa COMIGO inaugura em janeiro sua nova Unidade Armazenadora. É o maior armazém do estado de Goiás, com capacidade de armazenamento estático para 3,3 milhões de sacas de grãos.

NOVO ANO, NOVOS DESAFIOS Em entrevista exclusiva para o COMIGOCast, o presidente do conselho de administração, Antonio Chavaglia, fez suas considerações sobre 2023 e as perspectivas para 2024.

CENTRO DE CONVIVÊNCIA NO COMPLEXO INDUSTRIAL A Cooperativa COMIGO inaugurou em dezembro o Centro de Convivência “ ngelo Thomaz Landim”. O espaço foi projetado para proporcionar bemestar aos colaboradores, através de um ambiente confortável, moderno e aconchegante.

16 18 22 Comercial: JANDAIA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0020-48 Gabriela Alves E-mail: gabrielaalves@comigo.com.br JATAÍ: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0023-90 Telefone: (64) 3611-1690 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0012-38 Estrela D’Alva - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0031-09 Impressão: AMS Gráfica e Editora Eireli - Goiânia - GO Paraíso - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0036-05 Tiragem: 12.500 exemplares Bom Jardim - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0048-49 Fábrica Suplemento Mineral Jataí CADASTRO COMIGO Fazenda Florestal VI e Cultivos / CNPJ: 02.077.618/0060-35 Fundação: 6 de julho de 1975 Gênero: Cooperativa de beneficiamento, industrialização e comercialização de produtos agropecuários.

MINEIROS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0056-59 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0065-40

Instalação/Atividades:

MINEIROS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0056-59 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0065-40

ACREÚNA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0028-03 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0013-19 CAÇU: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0051-44 CAIAPÔNIA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0045-04 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0046-87 FIRMINÓPOLIS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618.0063-88 INDIARA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0018-23 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0024-71 IPORÁ: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0043-34 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0062-05

MONTES CLAROS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0044-15 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0042-53 Fábrica Suplemento Mineral MONTIVIDIU: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0030-10 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0017-42 NOVA CRIXÁS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0061-16 PALMEIRAS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0049-20 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0053-06 PARAÚNA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0021-29 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0022-00 Armazém II - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0052-25 Fazenda Florestal VII e Cultivos / CNPJ: 02.077.618/0064-69

PIRANHAS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0054-97 PONTALINA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0058-10 RIO VERDE: Sede Adminitratitiva / CNPJ: 02.077.618/0001-85 Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0001-85 Fazenda Florestal IV / CNPJ: 02.077.618/0047-68 Depósito de Insumos - Loja / CNPJ: 02.077.618/0055-78 Complexo Industrial / CNPJ: 02.077.618/0002-66 Fazenda Florestal I / CNPJ: 02.077.618/0016-61 Fazenda Florestal II / CNPJ: 02.077.618/0029-86 CTC - Centro Tecnológico COMIGO / CNPJ: 02.077.618/0032-81 Ponte de Pedra - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0034-43 Fazenda Monte Alegre - Cultivos / CNPJ: 02.077.618/0040-91 Máquinas e Implementos - Loja / CNPJ: 02.077.618/0041-72 Fazenda Florestal V / CNPJ: 02.077.618/0059-00 SANTA HELENA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0004-28 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0005-09 Cinquentão - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0033-62 SERRANÓPOLIS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0014-08 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0037-96 Armazém II / CNPJ: 02.077.618/0057-30

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Quadro Social

NOVOS COOPERADOS

9.292 HOMENS

175

PESSOA JURÍDICA

1.982 MULHERES

11.449 TOTAL

DEZEMBRO DE 2023 Adalto Alves Costa Filho

RIO VERDE-GO

Jose Venancio O. S. B. Macedo

Ademar Inacio Moreira

SÃO L. MONTES BELOS-GO

Julio Cesar de Oliveira Carneiro BURITI DE GOIÁS-GO

Aderval Messias de Lima

PIRANHAS-GO

Larissa Borba Mesquita

RIO VERDE-GO

Sergio Antonio Jesus Freese

RIO VERDE-GO

Lenigher Luan de Oliveira Assis

RIO VERDE-GO

Simone Amaral Junqueira

NOVA CRIXÁS-GO

Adervanil Joaquim de Rezende MINEIROS-GO

PALESTINA DE GOIÁS-GO Rubens Martins Pereira Filho

CAÇU-GO

Santa Maria Empreendimentos Ltda CRIXÁS-GO

Adolfo Pereira de Faria

RIO VERDE-GO

Mara Rubia da Cruz

CAIAPÔNIA-GO

Sonia Maria Machado Rodrigues

FAZENDA NOVA-GO

Agricola Salles Amadeu Ltda

PIRANHAS-GO

Marcelo Cestari

NOVA CRIXÁS-GO

Susana Rogeria Magalhaes A. Gat

PALMINÓPOLIS-GO

Agrop. Faz. Reunidas D. Ltda

TRINDADE-GO

Marcia Maria de Azevedo Galvao MUNDO NOVO-GO

Thiago Pimentel Camara

MUNDO NOVO-GO

Alan Janio Guiimaraes Aguiar

RIO VERDE-GO

Marcio Piacentini

CAIAPÔNIA-GO

Urcilane Adriano da Silveira

APORÉ-GO

Alcidino da Costa Ferreira

ISRAELÂNDIA-GO

Marco Aurelio Pacheco Duarte

CAÇU-GO

Vandair Jorge de Sousa

FIRMINÓPOLIS-GO

Angela Maria Rezende Ferreira

MUNDO NOVO-GO

Marcos Junior Oliveira da Silva

PALESTINA DE GOIÁS-GO Vanessa de Cassia G. Ghedini

CAIAPÔNIA-GO

Antonio Carlos Grandi

RIO SONO-TO

Maria De Fatima A. P. Rezen

NOVA CRIXÁS-GO

Vanilda Peres de Sousa

MONTES C. DE GO

Antonio Lazaro dos Santos

MONTIVIDIU-GO

Maria Eduarda Gorgen

JATAÍ-GO

Vanio Antonio de Farias

FIRMINÓPOLIS-GO

Antonio Vital da Silva

CHAPADÃO DO CÉU-GO

Mariana Di Guimaraes Quirino

NOVA CRIXÁS-GO

Vardesson Cornelio da Silva

ANICUNS-GO

Ariston Alves de Rezende

IPORÁ-GO

Mario Cezar Xavier de Freitas

EDEALINA-GO

Vilsonia Duarte do Prado

RIO VERDE-GO

Benedito Antonio de Souza

PALMINÓPOLIS-GO

Mariza Nunes de Freitas Silva

PONTALINA-GO

Claudio Calaca Pinto

MOZARLÂNDIA-GO

Mateus Vitor Franco Chagas

CEZARINA-GO

Cleidimar Goncalves de Araujo

PIRANHAS-GO

Mauricio de Godoi da Silva

PONTALINA-GO

Cleuton Cesar Pinheiro

MONTES C. DE GOIÁS-GO

Maurito Batista Ferreira

JATAÍ-GO

Dario Fonseca Faustino

IVOLÂNDIA-GO

Mendonca Participacoes Ltda

MONTES C. DE GOIÁS-GO

Eduardo Vieira Sarmento

MINEIROS-GO

Michelle Moraes B. de Aguiar

SANTA H. DE GOIÁS-GO

Eldo Paulo da Silva Junior

ITAJÁ-GO

Miguel Martins Cardoso

FIRMINÓPOLIS-GO

Fabio Lamonato Ghedini

CAIAPÔNIA-GO

Natalia Goulart Conrado Silva

JATAÍ-GO

Fernando Santana

SANTA H. DE GOIÁS-GO

Neuza Maria de Jesus Costa

JANDAIA-GO

Floriza Alves de Faria

PALMEIRAS DE GOIÁS-GO

Nilda Maria Rocha

CACHOEIRA ALTA-GO

Fredson Costa Lima

PILAR DE GOIÁS-GO.

Octavio Leite de Moraes

ITARUMÃ-GO

Gabriel Rezende Paniago

DOVERLÂNDIA-GO

Olenildo Perez de Oliveira

SANTA H. DE GOIÁS-GO

Gesyene Leao de M. Barbosa

MONTIVIDIU-GO

Osvaldir Rodrigues Pinto

ARENÓPOLIS-GO

Guilherme Augusto M. Oliveira

PALMEIRAS DE GOIÁS-GO

Ottoniel Vieira Ramalho

MARA ROSA-GO

Ozair Severino Leonel

BOM J. DE GOIÁS-GO

Paulo Cezar Junqueira

NOVA CRIXÁS-GO

Paulo Ricardo A. Veiga Silva

PALMEIRAS DE GOIÁS-GO

Guilherme Goncalves de Oliveira ARUANÃ-GO Helio Alves Oliveira

RIO VERDE-GO

Hermes Martins da Costa Junior ARAGUAÇU-TO Itamar Luiz Pinto

QUIRINÓPOLIS-GO

Paulo Vergilio Rosa

NOVA CRIXÁS-GO

Jeferson Faria Querubini

RIO VERDE-GO

Pedro Cortes de Souza Neto

FIRMINÓPOLIS-GO

Joao Alves Filho

TURVÂNIA-GO

Raimundo Pinheiro Dantas

ARENÓPOLIS-GO

Joao Macedo Filho

FIRMINÓPOLIS-GO

Ranulfo Emrich Netto

CAIAPÔNIA-GO

Joao Ricardo Amaral

FAZENDA NOVA-GO

Rayner Pereira Adorno da Silva

ISRAELÂNDIA-GO

Jose de Jesus Sousa

MUNDO NOVO-GO

Renatto Queiroz Arruda

MONTES C. DE GOIÁS-GO

Jose Lopes Coelho

IPORÁ-GO

Rogerio Fernandes Santana

SANTA H. GOIÁS-GO

Jose Maria Silva Sobreiro

ITAPIRAPUÃ-GO

Ronaldo Rodrigues da Silva

FIRMINÓPOLIS-GO

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Espaço ComigoCast

Controle de plantas daninhas, investimento em intensificação de pastagens e reprodução de bovinos Confira os novos episódios do COMIGOCast! Por Pedro Cabral

Nas últimas edições do COMIGOCast, o pesquisador agronômico do Centro Tecnológico COMIGO, Dr. Guilherme Braz, falou sobre a atenção ao monitoramento e ao manejo integrado de plantas daninhas; o engenheiro agrônomo e professor titular da

ESALQ-USP Dr. Moacyr Corsi, abordou o investimento e retorno financeiro com a intensificação de pastagens, e o médico veterinário da COMIGO, Aurélio Souza traz informações sobre reprodução de bovinos, além de outros convidados e assuntos imperdíveis.

O COMIGOCast é para ouvir onde e quando você quiser, seja nas principais plataformas de streaming ou no nosso canal do YouTube. Para facilitar, confira abaixo os QR Codes de cada episódio. Em 2024 um nova temporada estreará.

COMIGOCAST T3E21 - INVESTIMENTO E RETORNO FINANCEIRO COM INTENSIFICAÇÃO DE PASTAGENS

COMIGOCAST T3E22 ESTAÇÃO DE MONTA DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL COM AURÉLIO SOUZA

COMIGOCAST T3E23 ZONA DE CONFORTO E O INSUCESSO NO MANEJO DE PLANTAS DANINHAS

O engenheiro agrônomo Dr. Moacyr Corsi, referência do agro e professor titular da ESALQ-USP, fala sobre os principais investimentos necessários para a intensificação e como calcular o retorno financeiro da atividade.

Neste episódio, o médico veterinário da COMIGO, Aurélio Souza aborda o período conhecido como estação de monta, inseminação artificial, cursos de capacitação e muito mais.

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O pesquisador agronômico do Centro Tecnológico COMIGO, Dr. Guilherme Braz, fala sobre como a falta de atenção ao monitoramento e ao manejo integrado pode levar ao insucesso no controle de plantas daninhas.


Suplemento Mineral

COMIGO LANÇA COOPERBEZERRO NO MERCADO

Uma nova opção de suplemento para aumentar o lucro na sua fazenda Por Wagner Filgueira

A

Cooperativa COMIGO lançou um novo suplemento mineral para bezerros, o CooperBezerro. Um produto que foi desenvolvido pela Cooperativa e chegou para ajudar o pecuarista a ter bezerros com melhores resultados nos primeiros meses de vida. O proteinado possui em sua composição tecnologias que aceleram e ajudam no processo de ruminação do rebanho, unindo nutrientes que reparam e protegem a mucosa do animal, reduzindo índices de diarréia e, consequentemente, a perda de peso do animal. Vitor Macedo, Consultor Técnico da COMIGO, trabalha o novo suplemento com animais em algumas propriedades, uma delas localizada em Santo Antônio da Barra-GO. “O CooperBezerro é um suplemento mineral proteico que possui um extenso pacote tecnológico. Nós escolhemos o promotor de crescimento lasalocida, que não restringe um consumo no cocho e possui efeito

coccidiostático. É a COMIGO produzindo um produto para a categoria que é o futuro da sua propriedade”, destacou Vitor. O CooperBezerro é apenas um da extensa linha de produtos desenvolvidos pela COMIGO para ajudar o homem do campo, seja na pecuária ou na lavoura, a conseguir os melhores desempenhos. Todos os produtos passam por diversos testes e são desenvolvidos sob um rigoroso padrão de qualidade, que garante resultados que agradam e reforçam a marca COMIGO dentro do agronegócio brasileiro.

Confira o vídeo com imagens da inauguração pelo QR Code:

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Caderno de Nutrição

MAXIMIZANDO O USO DO SUPLEMENTO MINERAL NO PERÍODO DAS ÁGUAS Com a chegada das chuvas, as pastagens retomam sua máxima velocidade em crescimento e desenvolvimento, tornando um cenário muito favorável para a produção forrageira. Muitos pecuaristas acreditam (erroneamente), que nesta época não é preciso fazer suplementações com incremento de tecnologias, pois apenas a pastagem seria suficiente para suprir as demandas nutricionais dos animais. De fato, nesta época, as forrageiras dispõem de um maior teor de proteína bruta e de nutrientes digestíveis totais em sua composição. Porém, as forrageiras tropicais raramente satisfazem adequadamente todos os requerimentos nutricionais dos bovinos, pois apesar do aumento de proteína bruta, a sua maior parte não é considerada de boa qualidade pelo fato de que o animal não consegue ter 100 % de aproveitamento desse nutriente. Isso acontece porque a proteína presente no capim é dividida em frações como mostra a figura 1. A fração “C”, que é a parte da proteína que não é degradável, somada a fração “B3”, que é a fração de baixa degradabilidade, somam mais de 50% da proteína da

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planta. As frações B1 e B2, são de melhor qualidade, apresentando degradação média, entretanto estão presentes em pequenas proporções da planta. A fração “A” é de alta degradabilidade, contudo, ela se encontra apenas nas pontinhas da folha, tornando-a difícil de ser utilizada pelo animal, a não ser que seja em sistemas em que se utilize piquetes rotacionados e muito bem manejados.

Figura 1. Proporção das frações proteicas em % da proteína em pastejo simulado de capim Tanzânia irrigado ao longo do ano

Por isso a utilização de suplementos em que a fonte de proteína é oriunda de cereal como o farelo de soja é tão benéfica, uma vez que o farelo possui alta porcentagem de proteína bruta, além de uma rica composição em aminoácidos, se tornando uma fonte de proteína de alto valor biológico, com alto teor de absorção pelos animais.

Diversos estudos e pesquisas demonstram que o fornecimento de suplementação proteica e energética, proporciona ganho de peso adicional aos animais. Na suplementação mineral, os animais têm ganho de cerca de 400 g/dia e na adensada temos um incremento de cerca de + 100 g/dia. Já com a utilização da suplementação proteica os ganhos adicionais são de


+ 150 a 350 g/dia e na suplementação energética esse aumento chega a ser de + 500 g/dia. Para tomar a decisão de qual tipo de suplementação implantar na propriedade, deve-se levar em consideração qual é o objetivo da fazenda, infraestrutura e mão de obra. Já para a decisão de qual suplemento utilizar (produto), vai depedender de fatores como a fertilidade do solo, espécie forrageira, manejo de pastagens, época do ano, categorial animal, tempo de suplementação e etc. Outro ponto importante a ser considerado é a disponibilidade de cocho necessária para cada tipo de suplementação. Para a suplementação mineral e adensada, são considerados adequados de 3 a 6 cm/UA, 10 a 15 cm/ UA para a suplementação proteica e 15 a 25 cm/UA para a suplementação proteica energética. Apesar do aumento de investimento financeiro no fornecimento de suplementos proteicos ou proteicoenergéticos, o ganho adicional promove um retorno de no mínimo 2 a 3 : 1, ou seja, cada 1 real investido retornam 2 a 3 em ganho adicional direto e ganho no fluxo financeiro do sistema de produção. Para simular a rentabilidade da suplementação concentrada, iremos adotar um cenário de sistema de terminação de novilhas, com peso inicial de 250 kg de média e peso final de 360 kg de média no mínimo, por um período de 180 dias, que representaria o período total de águas do ano. Iremos adotar um preço de remuneração de arroba de R$ 225,00 e o rendimento de carcaça será

de 50 %. Não iremos considerar custo operacional (sanidade, mão de obra, pastagem, etc.), apenas o custo com a nutrição, afim de tornar a visualização dos números mais práticas, tendo em vista que o custo operacional pode variar muito de uma propriedade para a outra. Podemos observar no quadro 1, que os animais suplementados apenas com o mineral ou com mineral adensado, permanecerão nas pastagens por todo o período das águas e ainda entrarão no período da seca com peso abaixo do preconizado para o abate, de 12 arrobas. No mineral os animais chegarão ao fim do tratamento com 10,7 arrobas, enquanto que no tratamento com mineral adensado, os animais chegarão com 11,33 arrobas. Na adoção da suplementação proteica, as novilhas alcançarão o objetivo final de peso mínimo de 12 arrobas, com a melhor relação de custo benefício do comparativo entre as suplementações, embora não alcancem o maior ganho de peso e nem a maior remuneração do comparativo.

reposição, ou ainda, aumentando a taxa de lotação da área. No gráfico a seguir podemos visualizar melhor o custo da arroba produzida em vermelho e o saldo (R$/ animal) de cada suplementação em azul. No sistema utilizando apenas suplemento mineral, temos o menor custo de arroba produzida, porém não teremos saldo de suplementação, pois os animais não conseguiram alcançar o peso preconizado. Já no sistema utilizando adensado, temos um pequeno saldo de R$ 72,88/cabeça. Nos sistemas mais intensificados, temos um saldo de R$ 337,88/cabeça com a utilização do proteínado e no caso da suplementação proteica energética, a necessidade de investimento é mais elevada devido a maior quantidade de suplemento fornecido diariamente. Entretando, a margem de lucro também será maior em função do ganho de peso diário, sendo nesse caso de aproximadamente R$ 409,77/cabeça, com a utilização dessa estratégia.

Já na adoção da suplementação proteica energética, os animais atingem o peso final superior ao preconizado, chegando a 13,73 arrobas. Essa técnica se apresenta como uma interessante estratégia de terminação de novilhas, pois além do maior ganho de peso obtido entre os comparativos, o abate poderia ser antecipado em 57 dias, visto que os animais alcançaram o peso de 12 arrobas bem antes da data final, liberando a área de pastagem para a

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Quadro 1. Comparativo entre as tecnologias de suplementação

*Preços com base na tabela da COMIGO do dia 15/12/2023.

A utilização de técnicas para maximizar o ganho de peso no período das águas podem auxiliar muito os produtores quando bem aplicadas, como foi descrito nesse artigo, pois possibilitam a elevação do giro do capital investido, diluem os custos fixos e melhoram a eficiência alimentar. Desta forma, podemos caminhar para uma produção mais sustentável, onde atendemos todas as necessidades nutricionais e sanitárias dos animais, além de produzirmos mais alimentos em uma menor área. Para mais informações procure um consultor técnico da COMIGO.

Adriana Martins Campos Zootecnista, Consultora Técnica COMIGO

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Dicas de Pecuária

LIMPEZA DE PASTAGENS

Diminua o custo e aumente a eficiência do controle de plantas daninhas A infestação de plantas daninhas é considerada um dos fatores que mais contribui para a baixa produtividade das pastagens. Atualmente no Brasil a média está em 0,97 UA por hectare, mas isso pode ser melhorado apenas com manejo correto dos animais e controle de plantas daninhas, podendo chegar a uma média de 2 a 3 UA por hectare. Essa melhora nos resultados ocorre quando há um manejo inicial na fase de implantação desse capim, no preparo do solo, adubação de correção e manutenção, sistema de plantio e da escolha da forrageira. Para fazermos o controle de plantas invasoras na pastagem, podemos seguir alguns passos, sendo eles: adequar de forma correta o pastejo e a taxa de lotação a fim de se evitar o superpastejo; respeitar período de lotação e descanso para não prejudicar o desenvolvimento e produtividade do capim; alinhar o manejo inicial com rebanho e aplicação de herbicidas. Uma das alternativas mais eficazes e com resultados mais rápidos para o controle de plantas daninhas é a utilização do herbicida adequado, melhorando o desenvolvimento da forrageira e, consequentemente, a taxa de lotação. Além de proporcionar o melhor controle de entrada e saída dos animais em seus pastos, onde estas plantas invasoras estão

competindo diretamente por nutrientes, luminosidade e água, podendo prejudicar diretamente a produtividade e desempenho dos animais. Adotando boas práticas é possível ter uma melhora inicial das áreas de 40% a 50%. Ao optar pelo controle químico a área deve passar por uma avaliação, onde se verifica as condições da pastagem. Uma análise mostra se o pasto vai se estabelecer novamente ou não, o número de plantas forrageiras por metro e identifica nas plantas daninhas o nível de infestação, estágio de desenvolvimento e tipo de folhagem. Todos esses fatores vão interferir diretamente na escolha do herbicida.

Usar o produto de forma correta define a eficiência da aplicação. Deve-se também analisar período e horário de aplicação, já que para uma boa resposta é preciso de umidade no solo. As aplicações podem ser feitas de forma foliar, aplicação no toco, aplicação no tronco (basal) ou aplicação no solo. E devem ser feitas de 30 a 50 dias após a emergência ou rebrotas das plantas invasoras. Assim, as doses são menores, trazendo um custo mais baixo e a alta eficiência no controle. Cooperado, procure a unidade mais próxima de você e tire todas as suas dúvidas! Leonardo Bruno Cipriano de Miranda Técnico Agrícola, Vendedor de Insumos Externo

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Conhecimento

COMIGO PROMOVE 13º WORKSHOP CTC DE PECUÁRIA

Acesse o QR Code e confira mais detalhes em vídeo!

Evento realizado em Rio Verde apresentou resultados de pesquisas na área Por Wellerson Martins

N

o dia 08 de novembro, a COMIGO realizou o 13º Workshop CTC Pecuária. que teve como objetivo oferecer aos cooperados, profissionais e pesquisadores da área, atualizações para aprimoramento da pecuária, além da apresentação do resultado de pesquisas realizadas no Centro Tecnológico da COMIGO (CTC). Cerca de 250 pessoas estiveram presentes. Durante a programação os participantes acompanharam a apresentação do SUPER-PEC, um programa disponibilizado pela Cooperativa para gestão da pecuária e puderam obter mais informações sobre a linha de produtos para bovinos de corte e leite das Rações COMIGO. O pesquisador agronômico, Dr. Hemython Nascimento trouxe informações sobre “Inovações para pastagens”. Já o pesquisador veterinário Dr. Ubirajara Bilego, apresentou o tema

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“Desempenho animal em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária” O palestrante convidado, zootecnista Me. Antonio Chaker, da Inttegra, falou sobre “Gestão das métricas pecuárias e seu impacto na lucratividade da fazenda de corte”, enquanto o professor Dr. Moacyr Corsi, abordou o “Investimento e retorno financeiro com a intensificação de pastagens”. Para o cooperado Sérgio Maia, o Workshop é uma oportunidade que a cooperativa oferece de demonstrar a evolução da pecuária. “Gostaria de agradecer imensamente a oportunidade de estar aqui neste evento que retrata tão bem a elevação educacional da pecuária. Um evento com magníficas palestras “, afirma. Já a cooperada Luciane Giacon, destacou a qualidade do conteúdo

apresentado, bem como dos palestrantes. “Um evento desse a gente pode ganhar em torno de dez anos em uma hora. É sensacional o retorno de um evento como esse. Eu agradeço a COMIGO pela oportunidade de estar trazendo esses palestrantes, a toda a comissão técnica, e a consultoria que a COMIGO tem prestado”, ressalta. Segundo o gerente de geração e difusão de tecnologias da Cooperativa, Eduardo Hara, o Workshop de Pecuária faz parte das ações da COMIGO para o desenvolvimento do setor através da difusão de conhecimento e novas tecnologias. “O evento é uma oportunidade para produtores rurais e demais interessados se atualizarem sobre as últimas tendências da pecuária e adquirirem conhecimentos que podem contribuir para o aumento da produtividade e da rentabilidade de suas atividades”, destaca.


Caso de Sucesso

ALIMENTAÇÃO BALANCEADA E ASSISTÊNCIA TÉCNICA IMPULSIONAM RESULTADOS EM CAIAPÔNIA

Acesse o QR code e confira mais detalhes em vídeo ou procure um consultor técnico COMIGO.

Produção diária de leite teve aumento de 366% Por Wellerson Martins

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gado leiteiro do cooperado Nivaldo Vitorino, em Caiapônia/ GO, está alcançando altos patamares de nutrição e produtividade. Em 8 anos, a produção de leite na fazenda aumentou de 90 para 420 litros diários. A combinação de uma alimentação balanceada com utilização de produtos da Rações COMIGO e Suplemento Mineral COMIGO em paralelo com a assistência técnica veterinária proporcionada pela Cooperativa tem contribuído para os excelentes resultados alcançados, além de aprimorar a qualidade do rebanho.

Segundo Rone Vieira Sousa, responsável pela gestão da atividade na propriedade, a orientação técnica oferecida pela Cooperativa fez a diferença no desenvolvimento da atividade. “Sem orientação técnica não teríamos esses resultados que temos hoje, não chegaríamos nesse patamar que estamos, com pensamento de evoluir cada vez mais”, afirma. Além disso, de acordo com Sousa, todos os produtos utilizados na fazenda são da COMIGO. A médica veterinária Raquel Ferreira Gomes, relembra o começo do suporte prestado ao cooperado, visando contribuir para melhor desempenho e rentabilidade. “Eles estavam com propósito de alavancar

a atividade leiteira, com intuito de produzir e ter retorno satisfatório. Na época era ordenha balde ao pé e fomos melhorando”, destaca.

NA FAZENDA, SÃO UTILIZADOS OS SEGUINTES PRODUTOS: Gado de leite: Suplemento Mineral Reprodução F7, Ração Pure Milk Recria: Suplemento Mineral Cooper Recria 60CR Bezerros: Ração Bezerro 1 peletizada; Ração Bezerro 2 farelada; Terceira fase: Ração corte 18 AE

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Investimentos

O MAIOR ARMAZÉM DE GOIÁS

Novo armazém da COMIGO é um dos maiores do Centro-Oeste e está localizado em Mineiros Por Pedro Cabral

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Cooperativa COMIGO inaugura em janeiro sua nova Unidade Armazenadora, localizada em Mineiros/GO. A estrutura tem o maior armazém do estado de Goiás, com capacidade de armazenamento estático para 3,3 milhões de sacas de grãos, que serão utilizados para soja e milho.

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Para o presidente do conselho de administração da COMIGO, Antonio Chavaglia, esta é uma conquista não somente para os cooperados, mas para o desenvolvimento do agronegócio, sendo que a cooperativa investe em uma área muitas vezes esquecida por outras empresas do setor: o armazenamento de grãos. “O produtor vai ter condições, facilidade e agilidade para entregar os

grãos lá, é um investimento bastante expressivo”, ressalta o presidente.

INVESTIMENTOS PARA COOPERADOS Cerca de R$ 150 milhões estão sendo investidos na construção, dos quais a maior parte é advinda de recursos próprios da cooperativa, já


ESCOLHA DA REGIÃO

que a construção da unidade atende aos pedidos dos cooperados da região. “Os armazéns são feitos para atender a demanda do associado, que é o principal motivo da cooperativa existir”, justifica Chavaglia, reforçando a importância do investimento em armazenagem para os produtores locais e das cidades vizinhas: “temos essa ligação forte com o associado e com o produtor rural e, aqueles produtores que não têm armazém, às vezes, têm dificuldade na hora de entregar, por isso a cooperativa tem muita capacidade armazenadora”. Estatísticas afirmam que, atualmente, a COMIGO recebe cerca de 20% da soja do estado de Goiás.

Além da imponência no volume de capacidade, a unidade é uma das mais modernas da cooperativa: conta com automatização em todos os processos de recepção e secagem de grão, com uma estrutura completa incluindo balanças, sistema de areação, termometria e principalmente dois secadores com capacidade para 150 ton/h, que devem agilizar o processo da chegada dos grãos e reduzir as filas, como explica o presidente executivo da COMIGO, Dourivan Cruvinel: “o cooperado hoje precisa de agilidade, tanto na recepção como na expedição”.

O presidente executivo explica ainda que a escolha do local para a instalação da unidade foi baseada no forte crescimento não somente do município, mas de toda a região, que também está em uma boa localização geográfica. “É pela pujança do município, quase que totalmente focado na atividade agrícola, onde já temos muitos cooperados mesmo estando lá somente há três anos, então é um belo investimento para cooperar ainda mais com o desenvolvimento dessa região”, afirma Dourivan. De acordo com o gerente da unidade, Leandro Alves Nascimento, já está tudo pronto para a recepção de grãos. Para isso, a unidade gerou novos postos de emprego na cidade, e deve gerar ainda mais durante as safras: “são 60 postos de empregos diretos, e esse número pode dobrar durante a safra, sendo então 120 trabalhadores durante o período contando com os safristas”, afirma. O gerente garante ainda o bom funcionamento da unidade, seguindo a agilidade que a agricultura precisa: “o campo hoje está altamente tecnológico, e a região carecia de um armazenamento à altura da tecnologia empregada no campo”. A unidade armazenadora está localizada na Rodovia BR 364, km 312, s/n, na Zona Rural de Mineiros.

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Balanço de fim de ano

2023: um ano de muito trabalho e

GRANDES DESAFIOS Antonio Chavaglia fala sobre as dificuldades enfrentadas e resultados obtidos durante o ano Por Wagner Filgueira

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023 foi considerado, por muitos, um ano desafiador em diversos sentidos que ditam o ritmo da agricultura brasileira. O ano começou com a transição governamental do país, que, naturalmente, impacta no mercado financeiro, principalmente quando falamos de importação e exportação, tendo em vista a variação dos preços de comercialização e do valor das moedas que regem a economia mundial. A alta dos custos de produção e a falta de chuvas regulares também foram fatores que impactaram diretamente na lucratividade dos produtores goianos, principalmente na safrinha. Mas, de acordo com o Presidente do Conselho

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Administrativo da COMIGO, Sr. Antonio Chavaglia, foi um ano onde os desafios conseguiram ser superados. “Foi um ano difícil, mas conseguimos superar. Agora, precisamos focar na safra nova. Temos alguns problemas, principalmente em relação à soja precoce, chuvas desiguais, mas sabemos que volta e meia, entre um ano e outro, acontece isso. Precisamos ter muita cautela, porém vamos enfrentar isso com otimismo, responsabilidade e pensamentos positivos”, afirmou Antonio. Além da agricultura, o setor de pecuária também foi afetado. “As contas precisam ser feitas, tanto para o agricultor, quanto para o pecuarista. As pastagens também foram afetadas, o preço da arroba do boi está baixo, menos de 60 dólares. Isso tira a liquidez e afeta a capacidade de investimento em reformas de pastagens”, completou o Presidente da Cooperativa. Esses fatores colocam os produtores rurais em uma situação onde a cautela se torna necessária. Especialistas afirmam que esse não é um momento de correr riscos, afinal, o tempo de recuperação em caso de grandes prejuízos pode ser longo. Uma das orientações passadas pela cooperativa aos cooperados é a aquisição do seguro rural. “A COMIGO faz o possível para ajudar o produtor, tanto na venda avista, quanto na venda a prazo. Sempre orientamos a fazerem o seguro rural, principalmente para produtores de regiões com baixa altitude e solos mais arenosos”, continuou Antonio.

RESULTADOS DE PRODUTIVIDADE Apesar das adversidades, os resultados de produção do estado de Goiás apresentaram um crescimento de 7,6% em relação a 2022, atingindo 31 milhões de toneladas de grãos produzidos. Em 2023 o agronegócio manteve seu papel de destaque na economia goiana, representando 26,6% do PIB do estado.

“Eu não sou uma pessoa que desanima na primeira martelada. Obstáculos existem para serem superados, mas para isso precisa ter otimismo. Em momentos difíceis, nem sempre é possível falar o que é certo ou errado para o produtor rural, mas em outras épocas já passamos por isso. Com trabalho, fé e esperança vai ser possível recuperar, a médio-longo prazo, os prejuízos da colheita”, finalizou Antonio Chavaglia.

INVESTIMENTOS INTERNOS

Acesse 28º episódio da 3ª temporada COMIGOCast e confira mais declarações do Presidente do Conselho Administrativo da COMIGO através do QR Code:

Para a cooperativa, o presidente ressalta que os investimentos e as melhorias estruturais não foram interrompidos, mas precisaram ser revisados para 2024. O faturamento da COMIGO em 2022 foi de aproximadamente 15,5 bilhões, já esse ano foi menor, chegando a 13 bilhões. Isso traz a necessidade de um planejamento bem feito, principalmente relacionado a ampliações e investimentos, para que os gastos não tenham impacto no dia a dia e no funcionamento da Cooperativa. “O planejamento de qualquer atividade é fundamental. Isso serve para qualquer empresa: se gastar mais do que ganha, quebra. Então, as pessoas precisam cada vez mais estarem organizadas na parte econômica, contábil, financeira… para estarmos mais preparados para o que está por vir”, declarou o Chavaglia.

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Top 10

Faça a correta identificação dos tripes

Top10 dicas

É muito comum se preocupar com a escolha da raça, características morfológicas dos touros, momento da inseminação, etc. Mas a primeira preocupação está na qualidade da dieta fornecida aos animais, qualidade da água, qualidade do volumoso e do suplemento mineral. Vacas e novilhas em déficit nutricional apresentarão baixos índices de concepção.

Faça controle preventivo O controle preventivo do aumento populacional dessas pragas deve englobar o acompanhamento de condições climáticas e a análise da área foliar (uso de lupas facilita a identificação). O manejo na fase vegetativa, antes do fechamento de linhas, é mais fácil e deve ser realizado para não chegar no ponto de soja fechada com altas populações onde o manejo é menos eficiente.

Entenda a diferença no ataque dos tripes nas plantas

Frankliniella tem preferência por partes novas como trifílios ainda fechados e as flores, o que reduz a eficiência do manejo, pela dificuldade de atingir o alvo com pulverizações, em altas infestações pode ocorrer abortamento de flores. Já Caliothrips fica mais distribuído no dossel das plantas;

Elabore estratégias de controle considerando o nível de estresse hídrico e as características das pragas O controle é dificultado pelas características dos tripes e ácaros: alto potencial reprodutivo, pequeno intervalo entre gerações e gerando altas populações. Especialmente em plantas submetidas a estresses hídricos prolongados;

Tenha atenção na diferença dos produtos para cada espécie Identificação das espécies é fundamental pois produtos, em sua maioria, são diferentes entre tripes e ácaros. E entre os tripes, para o Frankliniella tem-se menos opções de moléculas eficientes em comparação com Caliothrips.

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PARA CONTROLE DE PRAGAS SECUNDÁRIAS NA LAVOURA Avalie o tipo de ácaro na área As principais espécies observadas na soja são ácaro-rajado, ácaro-branco, ácaro-verde e os ácaros-vermelhos. Normalmente, o ácaro-rajado ocorre em anos secos, formando teias. Ao contrário do ácaro rajado, o ácaro branco prefere umidade relativa elevada e não tece teias.

Monitore os sintomas da presença de ácaro nas plantas Inicialmente, o sintoma da planta atacada é de clorose, com pequenas manchas amareladas nas folhas que, aos poucos, tornam-se completamente amarelas, causando desfolha e, em alguns casos, a morte da planta. A atividade alimentar do ácaro-rajado torna as folhas, pecíolos e os caules de cor bronzeada. Pode iniciar em reboleiras;

Evite o uso indiscriminado de inseticidas

Escolha corretamente os tipos de produtos

Evitar usar inseticidas como piretroides e fipronil também é uma medida preventiva. Pois pode haver o chamado efeito hormese, no qual os inseticidas estimulam a reprodução (aumento da postura e viabilidade de ovos) ou diminui a mortalidade dessas pragas.

São pragas que podem ficar na face inferior da folha, de modo que produtos com ação translaminar e/ou efeito fumigante são boas alternativas. Adequada tecnologia de aplicação associado ao alto volume de calda também contribuem no manejo.

Procure assistência especializada A assistência técnica da Cooperativa COMIGO está preparada para identificar estas pragas e orientar quais os melhores manejos, de acordo com as suas especificidades.

*com a colaboração de Dr. Diego Tolentino, pesquisador do Centro Tecnológico COMIGO.

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Inaugurações

COMIGO INAUGURA NOVO CENTRO DE CONVIVÊNCIA

O espaço promove lazer e descanso para os colaboradores durante os intervalos no complexo industrial Por Wagner Filgueira

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Cooperativa COMIGO inaugurou no último dia 12 de dezembro o Centro de Convivência “Ângelo Thomaz Landim”. O espaço foi projetado para proporcionar bemestar aos colaboradores, através de um ambiente confortável, moderno e aconchegante. Foram investidos 23 milhões de reais na construção do espaço que, além do centro de convivência, inclui um novo refeitório do Complexo Industrial e a sede da diretoria industrial. O espaço possui ainda outras salas, espaços para reuniões e apresentações corporativas.

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O Presidente do Conselho de Administração, Antonio Chavaglia, e o Presidente Executivo, Dourivan Cruvinel, estiveram presentes na inauguração, junto a membros da diretoria e da gerência de diversos setores da Cooperativa. O Diretor Industrial, Paulo Carneiro, afirma que a nova estrutura é um belo cartão de visitas e está à altura do nome da COMIGO. “Esse local foi pensado, primeiramente, para dar conforto aos colaboradores. O projeto foi apresentado para os conselhos, aprovado, e agora a obra está entregue

com o que há de mais moderno na parte de comunicação”, declarou Paulo ainda destacou o espaço da biblioteca, em memória de Aguilar Ferreira Mota, ex-vice-presidente da Cooperativa. “Para todos os funcionários estão aí as áreas de descanso, área de jogos, de informática e também a biblioteca, que foi uma colaboração do Aguilar, nosso vice-presidente. Tem muito trabalho dele aqui e temos que agradecer muito a ele por essa obra”, disse.

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Inaugurações

Confira o vídeo com imagens da inauguração pelo QR Code:

HOMENAGEM E RECONHECIMENTO A obra carrega o nome de Ângelo Thomaz Landim, que começou sua história junto a COMIGO no dia primeiro de maio de 1979. Ele esteve presente para receber a homenagem e ressaltou que, como ex-colaborador, entende que o reconhecimento é uma forma da Cooperativa de valorizar todos os colaboradores. “Essa sem dúvida é a maior homenagem que já recebi por se tratar de uma obra, algo que se perpetua. Essa homenagem não é só para mim, mas para todos os colaboradores da Cooperativa. Só tenho a agradecer a diretoria da Cooperativa, especialmente ao Sr. Antonio Chavaglia, com quem eu tenho mais de 40 anos de amizade muito sincera”, falou Ângelo.

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Os colaboradores aprovaram o novo espaço. De acordo com Vera Lúcia, que é uma das cozinheiras do Complexo Industrial, o local é muito confortável. “Com certeza ficou muito melhor para trabalhar, mais espaçoso, arejado…E faz toda a diferença na hora de tirar o intervalo, você pode descansar, ficar lá em cima de boa. Eu gostei!” garantiu Vera. Gerevaldo Batista, motorista de ônibus do Complexo Industrial, ressaltou que os colaboradores se sentem valorizados com a construção do Centro de Convivência. “Muito agradável, fresquinho… A gente se sente tranquilo sabendo que a empresa cuida dos seus colaboradores e dá esse conforto para todos nós”.


Doação

COMIGO E OUROFINO REALIZAM DOAÇÃO PARA HOSPITAL DO CÂNCER DE RIO VERDE

Doação é resultado de campanha nas lojas da cooperativa Por Pedro Cabral

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COMIGO e a Ourofino Saúde Animal realizaram uma doação de R$ 50 mil para o Hospital do Câncer de Rio Verde, valor arrecadado durante campanhas promocionais e de conscientização nas lojas COMIGO, voltadas ao Outubro Rosa e Novembro Azul. A doação é mais uma demonstração do compromisso da cooperativa e da empresa com a comunidade. A entrega simbólica foi realizada no dia 29 de novembro, pelo presidente do conselho administrativo da COMIGO, Antonio Chavaglia, e pelo diretor comercial da Ourofino, Fabrício Oliveira, além de demais representantes da cooperativa e da empresa, sendo recebida pela presidente do hospital, Célia Mendes. “Para a COMIGO é muito importante cumprir esse papel de cuidar da nossa comunidade, é um dos princípios do cooperativismo e é fundamental poder contar com essas parcerias com as empresas que atuam junto a cooperativa”, explica Chavaglia.

A presidente do hospital agradeceu o apoio das empresas. “Recebemos com muita presteza, felicidade e muita satisfação. Esses recursos advindos de parcerias da comunidade podem ser usados para custeio, para obras e construção”, disse. “Provavelmente esse dinheiro já está gasto, pois já começamos o Parque de Imagens, que vai ficar no custo de R$ 4,5 milhões. Então, toda obra e todo

valor é bem-vindo para todas as nossas obras”, completou Célia. O diretor da Ourofino também comemorou a doação. “Através de uma campanha comercial que fazemos nas lojas, onde contamos com o apoio da COMIGO, e principalmente com os produtores da região, conseguimos reverter uma parte desse recurso para essa causa tão importante”, afirma Oliveira.

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Artigo CTC

ZONA DE CONFORTO E O INSUCESSO NO MANEJO DE PLANTAS DANINHAS “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou sempre assim… Gabriela”. Um dos trechos da música escrita por Dorival Caymmi, retrata um pouco da aversão que algumas pessoas possuem em experimentar o novo, preferindo continuar de forma estática em um ambiente denominado como zona de conforto. Pelo significado de cada frase exposta neste trecho da música, na psicologia popularizouse o termo “Síndrome de Gabriela” como uma forma de representar o comportamento daquelas pessoas que possuem resistência em se adaptar ao novo. A adoção deste comportamento em diversas situações do cotidiano (seja no âmbito pessoal ou profissional) é temerária, uma vez que para resolução de determinados problemas, ou mesmo para evitar que estes se instalem, a adaptação a novas situações, tecnologias ou comportamentos se constitui na chave do sucesso. Neste sentido, continuar fazendo as coisas da forma com que sempre foram executadas não traz garantia de sucesso algum. E por vezes, quando se der conta de que você está na zona de conforto, o momento de tentar buscar uma mudança e uma adequação ao novo pode ser tarde demais. Neste contexto, ao se pensar no manejo de plantas daninhas, esta premissa também é válida, visto que

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na atualidade a adoção de forma exclusiva de medidas relacionadas ao controle químico não tem assegurado êxito na eliminação da interferência da comunidade infestante. A época em que a adoção do glyphosate como praticamente constituinte único dos programas de controle de plantas daninhas na soja trazia segurança de eficácia, esta época já ficou para trás há alguns anos, mas alguns ainda insistem em acreditar que há sobrevida na adoção deste posicionamento. Para se ter uma ideia da dimensão do problema relacionado a não adoção de medidas integradas de manejo da comunidade infestante, conciliado

ao massivo uso de glyphosate nos sistemas de produção agrícola, desde a introdução das cultivares de soja geneticamente modificadas no Brasil (≈ 20 anos), já foram relatados 20 casos de plantas daninhas resistentes ao glyphosate, os quais envolvem casos de biótipos de 12 espécies distintas apresentando resistência simples (apenas aos inibidores da EPSPs) ou múltipla (inibidores da EPSPs + outros mecanismos de ação) (Heap, 2023). De maneira alguma podemos levantar a hipótese de que o glyphosate perdeu sua importância como herbicida para o cenário agrícola brasileiro, uma vez que este ainda se constitui do principal produto fitossanitário comercializado no país, além de ser base dos programas de dessecação pré-semeadura de diversas culturas (Pereira et al., 2023). Neste momento, imaginar uma agricultura sem esta molécula, é visualizar um cenário de falhas no controle de plantas daninhas e elevação dos custos de produção, e consequentemente de inflação no preço dos alimentos, uma vez que o setor produtivo não está ambientado tecnicamente para trabalhar sem o uso do glyphosate. Mas o fato é, o uso exclusivo deste herbicida não traz mais nenhuma garantia de eficácia no controle de plantas daninhas, em especial para as áreas em que já há biótipos resistentes ao glyphosate (Figura 1).


Figura 1. Área com alta infestação de buva resistente ao glyphosate.

Neste contexto, assim como na entomologia o termo manejo integrado de pragas (MIP) é amplamente conhecido por todos, é necessário popularizar o manejo integrado de plantas daninhas (MIPD), destacando sempre a importância da utilização de práticas de controle de forma conjunta. Apenas com essa mudança de postura será possível reverter o cenário de desvantagem que vivenciamos hoje no que diz respeito ao manejo eficiente das espécies de plantas daninhas de difícil controle. Em outras palavras, experimentar o “novo” pode ser o ponto de virada para obter sucesso no controle da comunidade infestante. Um detalhe para que não fique esquecido: a palavra “novo” aparece redigida entre aspas propositalmente, pois na realidade boa parte das práticas de MIPD consistem em ferramentas já amplamente conhecidas na agricultura, as quais apenas não vêm sendo empregadas com frequência em determinadas situações.

BENEFÍCIOS DOS PROGRAMAS DE MIPD Dentro de um programa de MIPD, existe a possibilidade de integrar diferentes métodos de controle contra as plantas daninhas, os quais de maneira conjunta, poderão diminuir a probabilidade de escapes no controle destas espécies, além de contribuir a médio prazo para uma redução no banco de sementes da comunidade infestante presente no solo. Na atualidade, ainda existem produtores/profissionais que creem que a adoção exclusiva dos herbicidas visando ao controle de plantas daninhas será capaz de trazer um manejo robusto contra a comunidade infestante, assegurando que a colheita da soja, ou de qualquer outra cultura explorada, será no limpo. Por outro lado, há produtores/profissionais que a cada safra estão investindo mais na integração de diferentes ferramentas

para o controle de plantas daninhas, uma vez que já identificaram que o uso exclusivo de herbicidas tem apresentado falhas no controle, não se constituindo de uma prática sustentável. Além de questões comportamentais, inerentes do histórico de vida de cada um, o que talvez explica a diferença entre estes dois grupos de relaciona-se ao fato de que o primeiro grupo ainda está vivenciado o que podemos chamar de “zona de conforto”, onde talvez os prejuízos gerados pelas plantas daninhas ainda não chegaram a patamares a ponto de incomodá-los, ao passo que para o segundo grupo, o incômodo ocasionado pela comunidade infestante já chegou a níveis em que houve uma necessidade de mudança de postura (Figura 2). Outro ponto também que não pode deixar de ser mencionado relaciona-se ao custo para a adoção das práticas de MIPD, uma vez que produtores que por vezes não se encontram com uma saúde financeira tão elevada, acabam por ter mais dificuldade de implementar estas ações devido ao custo para execução. Manejar planta daninha custa caro, mas deixar estas espécies em convivência com a cultura é mais caro ainda. Neste sentido, para aqueles que não possuem capital imediato para implementação de todas as práticas de manejo integrado, uma dica é começar aos poucos,

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Artigo CTC

procurando empilhar o máximo de ações de controle das plantas daninhas possível com os recursos disponíveis e à medida que a situação for melhorando, novas estratégias de controle devem passar a ser executadas. Figura 2. Zona de conforto versus zona de crescimento: aonde você está posicionado no que diz respeito à adoção de estratégias para o MIPD?

A seguir, serão apresentadas algumas estratégias que podem ser utilizadas de forma conjunta para compor um programa de MIPD. Cada uma delas apresentas suas particularidades e forma com a qual exerce o controle das plantas daninhas, o ponto importante é que nenhuma delas assegura a eficácia de forma isolada. Contudo, de forma integrada às outras práticas de controle, poderão proporcionar uma boa eficácia no manejo da comunidade infestante.

ESTRATÉGIAS PARA O MIPD Conforme abordado anteriormente, entre os benefícios gerados pela implementação do MIPD, destacase a redução no banco de sementes de plantas daninhas no solo, o que resultará em áreas menos infestadas e com diminuição da ocorrência das espécies de difícil controle (Braz e Takano, 2022). Neste sentido, a adoção do MIPD, à médio prazo, evitará que reduções na produtividade das culturas em decorrência da interferência

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da comunidade infestante sejam observadas, trazendo uma diminuição do custo de produção. Uma das primeiras estratégias no MIPD relaciona-se a adoção de práticas que contribuam para a menor ocorrência de plantas daninhas. Neste sentido, deve-se preconizar pelo uso de sementes provenientes de empresas idôneas, uma vez que a depender da procedência, há possibilidade de se trazer propágulos de plantas daninhas para dentro das propriedades. Neste aspecto, até mesmo a utilização de “sementes salvas” consiste em risco para o produtor, uma vez que o mesmo pode não possuir sistema de beneficiamento deste material com padrões que assegurem a eliminação das sementes das plantas daninhas. Dentro do cenário de controle preventivo de plantas daninhas, uma prática importante refere-se à limpeza dos maquinários quando houve a mudança de um talhão para o outro, uma vez que por meio do tráfego de maquinários, poderá haver a dispersão das plantas daninhas na

propriedade. Logicamente que na maioria dos casos o operacional acaba dificultando a realização da limpeza dos implementos, uma vez que nas operações de semeadura, pulverizações e colheita, há uma corrida contra o tempo para que tudo seja realizado no momento correto. Neste sentido, uma das possibilidades para evitar que haja a dispersão das plantas daninhas dentro de toda propriedade é deixar que as práticas de manejo nos talhões mais infestados sejam realizadas por último,


pois desta forma não haveria este efeito de carreamento dos propágulos das espécies que compõem a comunidade infestante. Outro passo fundamental para se obter o êxito no controle da comunidade infestante relaciona-se a necessidade de assegurar um bom estabelecimento da cultura para que esta possa exercer o controle cultural sob a comunidade infestante. Neste sentido, é fundamental respeitar o intervalo recomendado de semeadura para cada região (diminuir a exposição aos veranicos), selecionar cultivares que apresentem maior velocidade de estabelecimento e que sejam aclimatadas a região de cultivo (Caldas et al., 2023), seguir as densidades de semeadura posicionadas para cada material, investir em programas de adubação de acordo com a disponibilidade de nutrientes no solo e a demanda da cultura, além de realizar um bom manejo de pragas e doenças que por ventura venham a incidir sob a soja. Mediante a adoção destas medidas, as plantas de soja estarão vigorosas e consequentemente mais aptas para vencerem o processo competitivo com contra as plantas daninhas. Ainda no que tange ao controle cultural, outra medida que contribui bastante para redução na ocorrência de plantas daninhas nas áreas referese à adoção de sistemas de produção diversificados (rotação/consorciação de culturas). A redução na emergência de plantas daninhas em função da implementação destes sistemas ocorre por várias linhas de atuação, destacando-se: rotação de mecanismos de ação de herbicidas a serem aplicados

nas áreas, uma vez que para cada cultura há ingredientes ativos que são seletivos; presença da palhada após a colheita, material que servirá de barreira física para impedir a emergência das plantas daninhas; liberação de compostos alelopáticos produzidos por algumas espécies inseridas nos sistemas de produção que irá inibir a emergência de algumas plantas daninhas; além de, no caso dos consórcios, haver a ocupação da área disponível para a emergência de plantas daninhas pela espécie consorciada, fato que dificulta o estabelecimento das invasoras. Por fim, acerca do controle químico de plantas daninhas, já está mais do que comprovado que como prática para diminuição do banco de sementes de plantas daninhas, é necessária a utilização de herbicidas em diferentes modalidades de aplicação (pré e pós-emergência), bem como realizar a rotação de mecanismos de ação. A utilização de herbicidas em préemergência visando ao controle da sementeira das plantas daninhas se constitui em alternativa interessante para o manejo, com tendência de deixar um bom residual de controle (desde que haja umidade no solo), possibilitando a emergência da soja no limpo (Braz, 2023). Além da possibilidade de uso dos herbicidas em pré-emergência, existe a possibilidade também de rotacionar os herbicidas aplicados em pós-emergência em função das características genéticas da cultivar. Atualmente há no mercado cultivares de soja transgênicas que apresentam tolerância a herbicidas que os materiais convencionais não possuem de forma natural. Neste sentido, em áreas com histórico de ocorrência de

plantas daninhas de difícil controle, a semeadura destas cultivares amplia o leque de opções de herbicidas que podem ser empregados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS A escalada no número de casos de plantas daninhas resistentes a herbicidas é um problema para a agricultura mundial, visualizando um aumento contínuo no relato de biótipos com insensibilidade a determinados ingredientes ativos. Apesar do cenário preocupante, muitos profissionais (produtores e técnicos) do setor agrícola acabam optando por não mudar os programas de controle da comunidade infestante por resistência na utilização de novas práticas de manejo, com receio de que estas possam trazer prejuízos para o sistema de produção. Neste âmbito, a única forma de mudar o panorama crítico que vivenciamos acerca das plantas daninhas resistentes é a adoção de práticas integradas de controle, executando o que é preconizado no MIPD em sua plenitude. Portanto, não deixe que a resistência ao novo impeça o sucesso no controle das plantas daninhas.

Guilherme Braga Pereira Braz Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia (Proteção de Plantas). Pesquisador Agronômico no Centro Tecnológico COMIGO (CTC).

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Notas

CULTO ECUMÊNICO E TEATRO DE NATAL A Cooperativa COMIGO realizou no dia 13 de dezembro de 2023, uma celebração especial de fim de ano. Um culto ecumêncio abriu a noite, para que as famílias dos colaboradores, cooperados e demais presentes pudessem ter a oportunidade de agradecer pelo ano de 2023 e pedir por um 2024 de muitas bençãos. Três líderes religiosos participaram do culto, que foi realizado no Salão Social Aguilar Ferreira Mota. A primeira pregação foi do líder espírita Wilson Junior, seguido pelo colaborador da Cooperativa e Pastor Evangélico Abner Martins de Jesus e finalizando com o Padre Católico Wesney José.

Após o momento de oração, a magia do Natal tomou conta do lugar. Um teatro especial encantou os olhos das crianças e dos adultos que estavam presentes, com personagens, muita música e diversão. O papai noel estava lá e tirou fotos com a criançada.

Fotos e assistir o vídeo com imagens do evento pelos QR Codes:

RECONHECIMENTO A Cooperativa COMIGO recebeu da Corteva Agriscience o reconhecimento como maior parceiro da empresa do estado de Goiás, no ano de 2023. A homenagem foi entregue em dezembro. A empresa cita que, junto à cooperativa, está sendo construído um caminho de sucesso e amizade duradoura, com conquistas compartilhadas. A cooperativa agradece o reconhecimento e conta com essa parceria novamente neste ano que se inicia.

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COMIGO RECEBE VISITA DE COOPERATIVAS DO MATO GROSSO

A COMIGO recebeu, em seu Complexo Industrial, no mês de novembro, integrantes de cooperativas do Mato Grosso, que viajaram até Rio Verde para conhecer a estrutura da Cooperativa e saber mais sobre seus serviços e processos industriais. A visita da comitiva, composta por 43 pessoas, incluindo cooperados, dirigentes e colaboradores das cooperativas Coabra, Cooperita, Comajul, Cooperflora Brasil, Nova Coop, Cooperfibra, Coacen, CMT, Coopernova, Cooami, Coopquer, Unicotton, Cooad, além da Fetranscoop MT e da AgroSchool, foi organizada por meio do Sistema OCB/Sescoop MT, em parceria com o Sistema OCB/Sescoop GO. A programação no Complexo Industrial contou com a presença

do presidente do Conselho de Administração da COMIGO, Antonio Chavaglia, do diretor industrial, Paulo Carneiro, do diretor administrativo e financeiro, Warlen Freitas, além do assessor de cooperativismo da Cooperativa, Paulo César Dias do Nascimento.

A COMIGO acredita que, por meio da troca de experiências e da intercooperação, é possível contribuir cada vez mais com o desenvolvimento do cooperativismo.

Segundo o Sistema OCB/MT, a visita à cooperativa goiana teve como objetivo complementar os estudos apresentados no Workshop Agro realizado pelo Sistema no Mato Grosso, bem como avaliar as experiências e o posicionamento estratégico que possam ser referências para o pensamento estratégico das cooperativas matogrossenses voltado para a expansão de serviços prestados aos seus associados.

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Notas

ESCOLAS APADRINHADAS PELA COMIGO MOSTRAM A IMPORTÂNCIA DO COOPERATIVISMO As mostras culturais mostraram os trabalhos realizados durante o ano dentro dos eixos temáticos: educação ambiental, educação empreendedora, educação cooperativista e educação financeira.

Escolas municipais de Rio Verde - GO, apadrinhadas pela Cooperativa COMIGO, realizaram em dezembro mostras culturais do cooperativismo. As unidades participantes foram a Escola Municipal de Ensino Fundamental Dona Josefina; a EMEF Dr Checo e a EMEF Odélio Guerra.

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As escolas fazem parte do Programa Cooperjovem que, há mais de 18 anos, ensina e resgata os valores do cooperativismo para crianças e jovens. As instituições atendem crianças de 4 a 12 anos de idade, das séries infantil ao 5º ano, sendo que uma delas também oferece a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As exposições foram abertas aos pais dos alunos e mostraram, através de teatro, apresentações e jogos cooperativos, a importância do cooperativismo para a sociedade. O evento potencializou nas crianças e jovens o compromisso com a construção de uma sociedade consciente, colaborativa e próspera. Além disso, as atividades abordaram a história da COMIGO e a importância que ela traz para o crescimento do município de Rio Verde e região.


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PASSA TEMPO PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS www.coquetel.com.br

© Revistas COQUETEL

Vinho medicinal Recurso para o tratamento de alergias crônicas (Med.)

Flor símbolo do Socialismo

Pessoas radicais e extremistas (fig.) Mares que banham o sudoeste da Rússia

Astatínio (símbolo)

Pequeno Autarquias banheiro que regusocial lamentam a prática das profissões liberais

Bastão da sinuca Dirige a orquestra

Itaipu (?), usina hidrelétrica brasileira e paraguaia Referentes à ética Diz-se do raciocínio dotado de lógica

Classe do iatismo Mamífero roedor

Álbum de Caetano Veloso

Proteção do livro Matéria da concha

Fêmeas de equinos Limite de altitude

Habilidade essencial ao diplomata

Formando de academia como a Aman

Esposa do patriarca Abraão (Bíb.) Carne de (?), prato nordestino

Instrumento de percussão do samba (pl.)

Apetrechos de caça ou pesca

Sódio (símbolo)

De, em inglês Moléculagrama Idade, em inglês Caminhar a esmo

Profissional que atua na limpeza urbana

A estrada sem curva (?) Sader, sociólogo

Veste da mulher taitiana

Veículo construído no estaleiro

Deus grego da luz e da beleza Uma das perguntas do "lead" jornalístico Bairro da Cidade Baixa de Salvador

Almofada (?) Pales- embutida tinos: Gaza, em uma Cisjordâ- porta nia e Jerusalém Oriental

A Mãe do Mato, no Folclore tupi (?) Def, rapper 102, em romanos

2/of. 3/age — mos — set. 4/star. 5/pilar. 6/painel.

BANCO

Divisão da partida de vôlei (ing.)

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Solução E X R B I N A C I O N A L M O R A I S T A CO U L S T A R V N C P A EG U A S N A C O N S I S T E N T E E S O L T A T O T R H R E C OR E C O S R A N A A V I OS V A R R E D O R O F P A G E A M E O N DE I E R ET A P A R E O P I L A R R M S O M V A P A I N E L C I I T E R R I T O R I O S

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