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Como presidente da Cooperativa COMIGO, tenho acompanhado um período que exige atenção constante e decisões bem pensadas. Nada do que alcançamos acontece por acaso. Existe um conjunto de fatores por trás de cada resultado, que passa pelo trabalho no campo, pela gestão nas unidades e pelo comprometimento de quem faz a cooperativa acontecer todos os dias. Isso exige responsabilidade no dia a dia, nas escolhas e no caminho que seguimos.
A Assembleia Geral Ordinária realizada em março confirmou esse cenário com números consistentes e decisões importantes. O exercício de 2025 encerrou com faturamento de R$ 14,1 bilhões e crescimento expressivo em relação ao ano anterior. As sobras distribuídas reforçam o princípio cooperativista de retorno direto ao cooperado, fortalecendo ainda mais o vínculo entre resultado e participação.
Os cooperados também aprovaram pautas estratégicas relevantes, incluindo investimentos futuros e a renovação do Conselho Fiscal. A nova composição traz re-
presentantes de diferentes regiões, o que mantém o olhar próximo da realidade de quem está no campo e nas unidades.
No campo da inovação, a Tecnoshow COMIGO 2026 reafirmou seu papel como espaço de conhecimento e conexão. Mesmo em um cenário desafiador para o agronegócio, o evento reuniu milhares de pessoas, centenas de expositores e uma programação técnica robusta.
A presença de soluções digitais e da inteligência artificial mostra que o produtor já vive uma nova etapa, mais conectada à tecnologia e à tomada de decisão baseada em dados.
Os resultados técnicos também seguem sendo valorizados dentro da cooperativa. O Concurso de Máxima Produtividade e o avanço no RenovaBio mostram o quanto eficiência e sustentabilidade já fazem parte da rotina de muitos cooperados. São iniciativas que nascem no campo e retornam em forma de reconhecimento e aprendizado coletivo.
No relacionamento com o mercado, seguimos ampliando caminhos. A habilitação para exportação à China representa um avanço importante. Somam-se a isso as parcerias institucionais e o diálogo constante com outras cooperativas, que fortalecem a troca de experiências e o desenvolvimento do setor como um todo.
O quadro social continua crescendo, com a entrada de novos cooperados que passam a integrar essa trajetória construída ao longo de décadas. Cada novo nome representa também uma nova responsabilidade compartilhada, porque a cooperativa se sustenta na soma de todos.
Seguimos atentos ao cenário, com os desafios que ele impõe, mas também com a confiança de quem conhece a força do cooperativismo na prática.

35 ÁGUA NA BOCA
CADASTRO COMIGO
Endereço: Avenida Presidente Vargas, 1878
Caixa Postal 195 | CEP: 75.901-901 - Rio Verde - GO
Fax: (64) 3621-1691 | Telefone: (64) 3611-1500
SAC COMIGO: 0800 642 1500
Site: www.comigo.coop.br
E-mail: sac@comigo.com.br
CNPJ: 02.077.618/0001-85. IE: 10.088.758-9
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Presidente: Antonio Chavaglia
DIRETORIA EXECUTIVA
Presidente Executivo: Dourivan Cruvinel de Souza
Diretor de Lojas: Carlos Alberto Leão Barros
Diretor de Insumos: Cláudio César Teoro
Diretor Industrial: Paulo Carneiro Junqueira
Diretor Administrativo Financeiro: Warlen Ferreira de Freitas
Diretor Comercial: Welton Vieira de Menezes
Nova temporada do podcast da COMIGO já está disponível, com conteúdos sobre resultados, safra e cenário global do agro, contribuindo para a informação e a tomada de decisão no campo.

A AGO 2026 foi marcada pela aprovação dos resultados de 2025 da COMIGO, com faturamento de R$ 14,1 bilhões, e pela eleição de novos conselheiros fiscais, reforçando a confiança dos cooperados na gestão.

CONSELHEIROS DE ADMINISTRAÇÃO
Alceu Ayres de Moraes
Luiz Gustavo Cavalet
Marciano Casagrande
Max Eugênio da Silva Arantes
Rafaela Henkes Vian
Renata Ferguson
Rogério Martins Silva Caetano
CONSELHEIROS FISCAIS
Bruno Mikael dos Santos Mariano
Guilherme Benincá
Márcia Raquel Gomes de Andrade Vian
Péricles Teixeira Costa
Rodrigo Mendes Vieira
Vanine Di Garcia Lessa
ASSESSORIAS
Assessoria Ambiental
Auditoria interna
Comunicação Cooperativismo
Jurídica Planejamento
Processos
Sistema de Gestão da Qualidade
INFORME COMIGO
Revista bimestral editada pela Assessoria de Comunicação da COMIGO.
Conselho Editorial: Beckembauer Ferreira, Ubirajara Oliveira Bilego e Gabriele Triches Ribeiro.
Coordenação ASCOM: Gabriele Triches Ribeiro
Editor Responsável: Pedro Henrique Cabral Rosa - RP: 0004462/GO
Matérias e Fotografias: Douglas Dias Teixeira
Pedro Henrique Cabral Rosa
Wellerson Martins Moreira
Wagner Silva Filgueira
Diagramação, composição e arte: Vanessa Fernandes dos Santos
Comercial: Gabriela Alves
E-mail: gabrielaalves@comigo.com.br
Telefone: (64) 3611-1690
Com o tema “O Agro Conecta”, 23ª edição do evento recebeu 120 mil visitantes e 710 expositores no Centro Tecnológico COMIGO, em Rio Verde, reforçando apoio ao produtor em cenário desafiador.

Impressão: Cirgráfica - Goiânia
Tiragem: 12.500 exemplares
CADASTRO COMIGO
Fundação: 6 de julho de 1975
Gênero: Cooperativa de beneficiamento, industrialização e comercialização de produtos agropecuários.
Instalação/Atividades:
ACREÚNA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0028-03
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0013-19
CAÇU: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0051-44
CAIAPÔNIA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0045-04
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0046-87
FIRMINÓPOLIS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618.0063-88
INDIARA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0018-23
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0024-71
IPORÁ: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0043-34
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0062-05
JANDAIA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0020-48
JATAÍ: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0023-90
COMIGO premia cooperados no Máxima Produtividade e no RenovaBio, destacando desempenho na soja e ações sustentáveis no campo.

Armazém / CNPJ: 02.077.618/0012-38
Estrela D’Alva - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0031-09
Paraíso - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0036-05
Bom Jardim - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0048-49
Fábrica Suplemento Mineral Jataí
Fazenda Florestal VI e Cultivos / CNPJ: 02.077.618/0060-35
JUSSARA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0067-01
MINEIROS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0056-59
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0065-40
MONTES CLAROS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0044-15
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0042-53
Fábrica Suplemento Mineral
MONTIVIDIU: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0030-10
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0017-42
NOVA CRIXÁS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0061-16
PALMEIRAS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0049-20
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0053-06
PARAÚNA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0021-29
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0022-00
Armazém II - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0052-25
Fazenda Florestal VII e Cultivos / CNPJ: 02.077.618/0064-69
Cooperativa amplia atuação no mercado internacional ao ser habilitada pela China para exportar farelo de soja.

PIRANHAS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0054-97
PONTALINA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0058-10
RIO VERDE: Sede Administrativa / CNPJ: 02.077.618/0001-85
Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0001-85
Fazenda Florestal IV / CNPJ: 02.077.618/0047-68
Depósito de Insumos - Loja / CNPJ: 02.077.618/0055-78
Complexo Industrial / CNPJ: 02.077.618/0002-66
Fazenda Florestal I / CNPJ: 02.077.618/0016-61
Fazenda Florestal II / CNPJ: 02.077.618/0029-86
CTC - Centro Tecnológico COMIGO / CNPJ: 02.077.618/0032-81
Ponte de Pedra - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0034-43
Fazenda Monte Alegre - Cultivos / CNPJ: 02.077.618/0040-91
Máquinas e Implementos - Loja / CNPJ: 02.077.618/0041-72
Fazenda Florestal V / CNPJ: 02.077.618/0059-00
SANTA HELENA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0004-28
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0005-09
Cinquentão - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0033-62
SERRANÓPOLIS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0014-08
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0037-96
Armazém II / CNPJ: 02.077.618/0057-30
Comigocast
O COMIGOCast está de volta! A sua 5ª temporada chega com conteúdos que reforçam o compromisso da COMIGO com a difusão de conhecimento e a proximidade com seus cooperados. Os episódios trazem análises estratégicas, balanços e discussões técnicas que contribuem para a tomada de decisão no campo e na gestão dos negócios.
Acesse os QR codes abaixo e confira!





Os episódios completos estão disponíveis no canal da Cooperativa no YouTube e nas plataformas de áudio. Novos conteúdos são publicados semanalmente, sempre às terças-feiras. Acesse já e fique por dentro!



ADRIANO DE ASSIS PEREIRA
AGUIAR DOS REIS SANTANA
ALESSANDRO ANTONIO ALVES
ALTAIR DOMINGOS DO AMARAL
AMANDA MARSOLA PANSANI MATTANA
ANA PAULA SILVA ALMEIDA
ANDREIA FERRO DE MORAIS
BRUNO RODRIGUES DUARTE
CARLOS DIVINO DE SOUZA
CLAUDEMIR BERTUOLO FURNIELIS
CLAUDINEY CANDIDO FERREIRA
CLEBER DE OLIVEIRA RODRIGUES
DANIEL CAMARGO SILVA
DANIZETE ETERNO DA SILVA
DIEGO AUGUSTO MARTINS DA COSTA
DIEGO VASCONCELOS FERREIRA
ADELÂNDIA-GO
ISRAELÂNDIA-GO
ITAPIRAPUÃ-GO
DOVERLÂNDIA-GO
MINEIROS-GO
RIO VERDE-GO
PARAÚNA-GO
CAIAPÔNIA-GO
SÃO LUÍS DE MONTES BELOS-GO
SANTO ANTÔNIO DA BARRA-GO
NOVO BRASIL-GO
RIO VERDE-GO
ARAGUAPAZ-GO
IVOLÂNDIA-GO
PALMEIRAS DE GOIÁS-GO
MINEIROS-GO
DORIVAL DE MORAES RIBEIRO
DOUGLAS RAY LOEWEN
EDIMAR JOSE DA SILVEIRA
EDUARDO NAKANO DE PAULA SANTOS
ELENICE ARAUJO DA SILVA
ELI RITA DE OLIVEIRA
ELIANE CUNHA CRUVINEL
FABRICIO PIRES DE BARROS SANTOS
FAZENDA NOSSA SENHORA DA ASSUNCAO L
GERALDO JURANDYR FERREIRA
GILSON PARRODE MACHADO DE ARAUJO
GRACIARA ROSA FERREIRA LEMES
HELDER ALVES DE MOURA
HUMBERTO CANDIDO NASCIMENTO
IRACEMA SILVA MARQUES
JEOVA ANGELO VILELA
RIO VERDE-GO
RIO VERDE-GO
SANTO ANTÔNIO DA BARRA-GO
APARECIDA DO RIO DOCE-GO
APORÉ-GO
MONTES CLAROS DE GOIÁS-GO
MONTIVIDIU-GO
FAZENDA NOVA-GO
NOVO BRASIL-GO
NOVA CRIXÁS-GO
ANICUNS-GO
SÃO JOÃO DA PARAÚNA-GO
JANDAIA-GO
CACHOEIRA DE GOIÁS-GO
FIRMINÓPOLIS-GO
PALMEIRAS DE GOIÁS-GO

JOAO MARCOS CORREIA DE SOUZA
JOSE AUGUSTINHO
JOSE MIGUEL DE FARIA
KARINE FRANCO DOS SANTOS PEREIRA
LAURO JORGE PASSOS DO CARMO
LAZARO CELIO DE MORAES GUERREIRO
LEANDRO FERREIRA ALVES
LEANDRO PERES DE AMORIM
LEOMAR MONTEIRO DOS SANTOS
LUCIANO FERNANDES DE OLIVEIRA
LUCIANO PONGELUPE VIGNOLA
LUMMA CRISTINA DE CARVALHO MORAES
MARCELLO BRUNO ZANUZZI
MARCOS REZENDE MELO
MARIA APARECIDA FERREIRA
MARIA ASTOLFINA BAYLAO FONSECA
MARIA HELENA DA MOTA
MARIA MADALENA ALVES DE CASTRO
MARIO VALDIR MIQUELIN
MARLENE FERNANDES OLIVEIRA
MARQUES DE MORAES GUIMARAES
MAURISVANIO JOSE DE MOURA
MENANDRO NUNES FRANCA
NILZA JAJAH FERREIRA
PAULO FARIA
RENATO BARBOSA DE OLIVEIRA
RICARDO BONFIM GOMES
RICHARD GERARDUS HENDRIKX
RINIEL RODRIGUES MIRANDA
RIVAEL SILVA DE PAULO
CRIXÁS-GO
ARENÓPOLIS-GO
BURITI DE GOIÁS-GO
GUAPÓ-GO
ITAPIRAPUÃ-GO
RIO VERDE-GO
MINEIROS-GO
MONTES CLAROS DE GOIÁS-GO
SÃO LUÍS DE MONTES BELOS-GO
PALMEIRAS DE GOIÁS-GO
PARANAÍBA-MS
JUSSARA-GO
SERRANÓPOLIS-GO
ITAJÁ-GO
INDIARA-GO
RIO VERDE-GO
AURILÂNDIA-GO
INDIARA-GO
CRIXÁS-GO
INDIARA-GO
RIO VERDE-GO
NOVO BRASIL-GO
RIO VERDE-GO
RIO VERDE-GO
CRIXÁS-GO
PALMEIRAS DE GOIÁS-GO
PONTALINA-GO
PARANAIGUARA-GO
ITAJÁ-GO
CAÇU-GO
RODRIGO FRANCISCO PROVINCIANO VILEL
RODRIGO JAJAH FERREIRA
ROGERIO BARBOSA DOS REIS
ROGERIO CORDEIRO DE SOUSA
ROLANDINA PIRES DAMASCENO
ROMILDO AUGUSTO RODRIGUES
SANTHIAGO ALVES VIEIRA
SEBASTIAO BENTO FILHO
SEGIREIB SILVA BARBOSA
THIAGO MARINS DE FREITAS BARBOSA
THOMAS BERTOLINI MERCURI
UDEANE PEREIRA DA COSTA GOMES
VALKER PARREIRA DA SILVA
VANDERLEI MOREIRA DE LIMA
VANUZA PIRES DA SILVA
VILMA DOMITILIA SOBRINHO
VITOR RESENDE OLIVEIRA
WANDERITE MARTINS DA SILVA
WANDERLY PROTO DIAMANTINO
WANUBIA PEREIRA DE LIMA HELFENSTEIN
WESLEI JOSE GONCALVES
DOVERLÂNDIA-GO
CEZARINA-GO
ACREÚNA-GO
NOVA CRIXÁS-GO
ACREÚNA-GO
SANCLERLÂNDIA-GO
MONTIVIDIU-GO
SÃO LUÍS DE MONTES BELOS-GO
PORTELÂNDIA-GO
SÃO LUÍS DE MONTES BELOS-GO
RIO VERDE-GO
SANTA FÉ DE GOIÁS-GO
CAÇU-GO
MOSSÂMEDES-GO
RIO VERDE-GO
SÃO JOÃO DA PARAÚNA-GO
MINEIROS-GO
CAIAPÔNIA-GO
RIO VERDE-GO
BALIZA-GO
NOVO BRASIL-GO

A estação seca representa um dos maiores desafios dentro dos sistemas de produção de bovinos no Brasil, especialmente em modelos baseados em pastagens tropicais. Trata-se de uma fase estratégica, onde decisões bem tomadas impactam diretamente o desempenho zootécnico, a eficiência econômica e a sustentabilidade em uma propriedade.
Durante esse período, a disponibilidade de massa verde e o crescimento foliar diminuem drasticamente, levando o valor nutricional
do pasto a atingir seus níveis mais baixos. Há redução no teor proteico, aumento da proporção fibrosa (FDN e FDA), queda na digestibilidade e, consequentemente, menor consumo voluntário pelos animais.
Do ponto de vista fisiológico, essa queda na qualidade da dieta compromete a atividade dos microrganismos ruminais, principalmente pela deficiência de nitrogênio degradável no rúmen. Como resultado, há redução na taxa de digestão da fibra (taxa de passagem), menor aproveitamento da
forragem e queda no desempenho animal, que pode variar desde redução no ganho de peso até perda de condição corporal, afetando inclusive índices reprodutivos.
Diante desse cenário, o manejo nutricional assume papel crucial. No período seco, a suplementação proteica muitas vezes na forma de suplementos adensados, proteicos ou proteico energéticos é fundamental para corrigir a deficiência proteica no rúmen e manter a eficiência de fermentação. Isso possibilita melhor aproveitamento da for-
ragem e sustenta níveis moderados de desempenho.
Conforme o período de seca avança, a estratégia deve ser mais robusta e alinhada ao objetivo do sistema produtivo. Em sistemas de recria, busca-se minimizar perdas com suplementação proteica de baixo a médio consumo. Em sistemas de terminação ou recria intensiva pode-se adotar o uso de suplementos energéticos ou até modelos como o semiconfinamento. A utilização de volumosos conservados, como silagem de milho, sorgo ou capim, além do feno, também se torna uma ferramenta estratégica para garantir oferta de alimento e muitas vezes garantir o rebrote das pastagens antecipado no início da seca com o uso do sequestro.
Sob a ótica econômica, esse período exige controle rigoroso
dos custos, especialmente com suplementação. O desafio está em encontrar o equilíbrio entre investimento nutricional e retorno produtivo. Estratégias bem planejadas evitam perdas que, muitas vezes, são mais onerosas do que o próprio custo da suplementação.
Em síntese, o período de seca não deve ser encarado apenas como uma fase de dificuldades, mas como uma oportunidade de diferenciação na gestão pecuária. Produtores que adotam planejamento forrageiro, suplementação estratégica e manejo técnico conseguem atravessar essa fase mantendo desempenho, antecipando resultados e garantindo maior previsibilidade ao sistema produtivo.



A Assembleia Geral Ordinária da COMIGO marcou o encerramento de um ciclo considerado expressivo para a Cooperativa. Realizada no dia 21 de março, no Centro Tecnológico COMIGO, cooperados se reuniram para a apresentação dos resultados referentes ao exercício de 2025 e para deliberação sobre pautas estratégicas. O encontro também foi transmitido ao vivo pela internet, ampliando a participação dos associados.
Durante a assembleia, o gerente de contabilidade, José Batista Ferreira, apresentou os números consolidados do último ano. A Cooperativa registrou faturamento de R$ 14,1 bilhões em 2025, resultado que representa crescimento superior a 25% em relação a 2024. Além disso, foram contabilizados R$ 793 milhões em sobras, montante que retorna aos cooperados conforme os critérios estabelecidos pela cooperativa: 70% destinados à cota capital e 15% depositados diretamente na conta corrente dos associados.
Segundo o Presidente do Conselho de Administração, Antonio Chavaglia, o resultado reflete a exe-




cução do planejamento estratégico da Cooperativa e o alinhamento entre gestão, colaboradores e cooperados. “Em 2025, conseguimos atingir as metas estratégicas estabelecidas. Um dos grandes diferenciais é que toda a equipe conhece os objetivos da cooperativa e trabalha na mesma direção. Somando isso ao apoio do cooperado, que compreende nosso trabalho, conseguimos alcançar um resultado muito importante, mesmo em um ano desafiador”, destacou.
O Presidente Executivo da Cooperativa, Dourivan Cruvinel, ressaltou que os resultados obtidos retornam diretamente aos cooperados, seja na forma de distribuição de sobras ou de novos investimentos. “Foi um ano relativamente bom para a Cooperativa. Tivemos um resultado bruto acima de R$ 1 bilhão. Esses recursos retornam

ao cooperado por meio de investimentos e também na distribuição de sobras. Só no último ano, mais de R$ 77 milhões foram devolvidos a cooperados aposentados, além dos cerca de R$ 140 milhões depositados diretamente na conta dos associados. Mesmo sendo um ano atípico, conseguimos alcançar esse resultado graças à participação dos cooperados e ao trabalho dos colaboradores”, afirmou.
Os números apresentados foram aprovados após parecer favorável da auditoria externa e do Conselho Fiscal. Durante a votação, os cooperados também aprovaram por unanimidade o balanço patrimonial e outras três pautas importantes: a contratação de financiamento bancário para novos investimentos, a autorização para ratificação e alienação de imóveis e

a eleição da nova chapa do Conselho Fiscal.
Entre os eleitos está o cooperado Péricles Teixeira, que destacou a responsabilidade de assumir a função em uma Cooperativa com mais de cinco décadas de história. “É uma honra muito grande participar de uma cooperativa com essa trajetória. Agradeço aos cooperados pela confiança e espero contribuir para que possamos construir um ano ainda melhor para a Cooperativa e para todos os associados”, afirmou.
Para os cooperados presentes, a AGO reafirma o compromisso da Cooperativa com a transparência na gestão e fortalece a confiança no modelo cooperativista. O produtor Humberto de Oliveira destacou que os resultados refletem o trabalho conjunto entre gestão e as-

sociados. “Os resultados positivos mostram que há uma boa gestão. É o resultado do trabalho do cooperado,e a cooperativa devolve esse resultado em forma de sobras”, comentou.
Já o cooperado Cláudio
Siqueira Arantes ressaltou que a relação de parceria é um dos pilares do sistema cooperativista. “Quando a gente compra da Cooperativa, tem esse retorno das sobras. Se compra fora, perde esse benefício, que é muito importante, inclusive pensando em uma aposentadoria. A Cooperativa sempre foi nossa parceira, e nós também somos parceiros dela”, afirmou.
Com a aprovação das contas e das pautas estratégicas, a assembleia reforça o papel da governança participativa dentro da cooperativa e encerra oficialmente o ciclo de 2025, projetando novos investimentos e avanços para os próximos anos.

Natural de Palmeiras de Goiás, onde reside, nasceu em 19 de setembro de 1995. É graduado em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Atua na área de agricultura e integra o Conselho Fiscal do Sindicato Rural de Palmeiras de Goiás. Esta é sua primeira participação em um Conselho da Cooperativa.
MÁRCIA

Agricultora, é natural de Rio Verde e formada em Administração pela Universidade Paulista (UNIP), com MBA em Gestão de Qualidade e Produtividade. Casada com Ricardo Vian, também cooperado, é mãe de um casal de gêmeos, Marcela e Matheus. Atualmente está cursando Gestão de Cooperativas em parceria com o Sescoop e a Faculdade Unimed.
Trabalhou na Cooperativa por 12 anos, integra a Comissão de Mulheres Cooperativistas da Comigo e participa do Conselho Fiscal pela quarta vez.

GUILHERME BENINCÁ

Nascido em Jataí (GO), em 24 de outubro de 1994, reside atualmente em Iporá (GO). Noivo, pai de um filho, possui formação em Gestão em Segurança Pública e Privada pela Faculdade de Itapuranga (FAI). Atua como agropecuarista. Participou da 5ª Turma do Programa Jovens Lideranças Cooperativistas da COMIGO. Esta é sua primeira experiência em um conselho da Cooperativa.
PÉRICLES
TEIXEIRA COSTA

Natural de Mineiros (GO), nasceu em 16 de Dezembro de 1983 e reside no município. Esposo de Glenda Mara e pai de dois filhos, Almir e Alan. Graduado em Administração pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB), atua na agricultura, com foco na produção de soja e milho. Possui ainda, experiência na área bancária, com atuação na Caixa Econômica Federal, e participa pela primeira vez de um Conselho da Cooperativa.
RODRIGO MENDES VIEIRA

Nascido em 26 de abril de 1991 em Santa Helena de Goiás, atualmente reside em Acreúna. Graduou-se em Administração de Empresas pela Faculdade Almeida Rodrigues (FAR). Pai do Daniel e casado com Vanessa Ferreira, dedica-se principalmente à agricultura. Participa pela segunda vez de um Conselho da cooperativa.
VANINE

Reside em Jataí e graduou-se em medicina veterinária pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). Casada com Achiles Lessa e mãe de um casal de gêmeos, é agricultora e participou da 3ª turma do Programa de Formação de Mulheres Cooperativistas da COMIGO. Esta é sua quarta participação no Conselho Fiscal da Cooperativa.




Além de vitrine de negócios, feira se posiciona conectando o campo às demandas globais e às soluções de produtividade


Em um cenário global de incertezas econômicas e margens estreitas para o setor produtivo, a Tecnoshow COMIGO 2026 posiciona-se como parceira do produtor rural ao ir além das transações comerciais e se consolidar como uma plataforma de difusão tecnológica e suporte estratégico para o dia a dia no campo. Com um público de 120 mil visitantes, a feira demonstra que o interesse pelo conhecimento e pela inovação permanece em alta.
A Tecnoshow COMIGO 2026 reuniu cerca de 710 expositores, distribuídos em uma área de 65 hectares, o equivalente a 90 campos de futebol. Ao longo da feira, mais de 500 animais foram expostos e o público teve acesso a mais de 30 plots agrícolas demonstrativos, além de uma programação de palestras que ultrapassou 200 horas de conteúdo técnico, acompanhadas por mais de 8.400 pessoas.
Entre as ações de engajamento, a feira registrou a conclusão de 1.589 “Passaportes das Conexões”,

iniciativa que incentivou cooperados a percorrer diferentes espaços do evento. Já a dinâmica do “Adesivo de Conexão” resultou em 1.118 duplas formadas entre visitantes, estimulando a interação e reforçando o conceito “O Agro Conecta”.
A estrutura do evento também se destacou pela capacidade de receber o público, com estacionamento que recebeu cerca de 70 mil veículos e heliponto que registrou 20 aeronaves ao longo dos cinco dias de evento.
No campo da sustentabilidade, foram distribuídas 23 mil mudas de árvores nativas e a feira coletou 46 toneladas de resíduos recicláveis. O evento também contou com um espaço destinado a ações e apresentações para crianças, o “Sementinhas do Agro”. Ao longo dos cinco dias, cerca de 4.500 pessoas assistiram a duas peças teatrais e oficinas temáticas que buscam aproximar o público infantil do universo do campo de forma lúdica e educativa.
Para o coordenador-geral da Tecnoshow COMIGO, Claudio Teoro, o atual momento do agronegócio exige cautela e planejamento. Com a queda nos preços das commodities e o custo elevado do crédito, a feira se adapta para ser o espaço onde o produtor encontra condições mais favoráveis para investimentos essenciais.
“O agro passa por um momento difícil, com uma paridade de troca bem diferente de anos anteriores. Por isso, os expositores vieram para cá com essa consciência, em-



penhados em oferecer as melhores condições comerciais possíveis dentro do que o mercado permite”, pontuou Teoro.
De acordo com o presidente-executivo da COMIGO, Dourivan Cruvinel, como reflexo natural do mercado, o volume de investimentos em bens de capital, como maquinário, foi mais conservador nesta edição, enquanto o segmento de insumos, essencial para a continuidade da atividade, apresentou recuo menor.
“Este foi um ano desafiador para o agronegócio, com um cenário de incertezas, custos elevados e maior cautela por parte do produtor. Naturalmente, isso se refletiu na dinâmica da feira, com uma redução em torno de 30% no volume de comercialização em relação às edições anteriores. Ainda assim, entendemos que é nosso papel tratar esses números com total transparência, porque a Tecnoshow COMIGO sempre foi um retrato fiel do momento do setor. Mais do que os resultados imediatos, o que vemos aqui é a resiliência do produtor rural, que segue buscando informação, tecnologia e boas oportunidades para tomar decisões mais seguras”, completou o presidente do Conselho de Administração da COMIGO, Antônio Chavaglia.






A realização da Tecnoshow COMIGO 2026 gerou impactos positivos diretos na economia de Rio Verde, com forte movimentação em diversos setores. De acordo com o prefeito Wellington Carrijo, o evento injetou cerca de R$ 90 milhões no município ao longo da semana, além de registrar 100% de ocupação da rede hoteleira e aumento de 8,5% na arrecadação local.
O fluxo também foi intenso na logística da cidade, com registro de 128 operações no aeroporto municipal durante o período da feira. Para o prefeito, os números reforçam o papel do agronegócio como motor do desenvolvimento econômico e destacam a importância da Tecnoshow COMIGO não apenas para o setor, mas para toda a dinâmica urbana e produtiva de Rio Verde.



710
expositores distribuídos em uma área de 65 hectares
90
campos de futebol Área equivalente a
Mais de
500
animais expostos
30 Mais de
plots agrícolas demonstrativos
200 Mais de
horas de conteúdo técnico em palestras

Tecnoshow
ENGAJAMENTO E INTERAÇÃO

Mais de

Público de
8.400 participantes
120 mil visitantes Passaportes das Conexões concluídos
1.589 nas palestras
1.118
duplas formadas na dinâmica “Adesivo de Conexão”
ESTRUTURA E LOGÍSTICA
Público de
4.500
pessoas no espaço infantil “Sementinhas do Agro”
SUSTENTABILIDADE
70
mil veículos 20 no estacionamento Cerca de
aeronaves registradas no heliponto ao longo dos cinco dias

23
mil mudas de árvores nativas distribuídas

46
toneladas de resíduos recicláveis coletados
Informações
Assista ao vídeo especial de encerramento do evento, com um resumo da edição 2026: (QR Code)





Tecnoshow
Por Douglas Teixeira
No dia 09 de abril, durante a Tecnoshow 2026, a COMIGO realizou a 7ª edição do Concurso de Máxima Produtividade e também a cerimônia de premiação do programa RenovaBio.
O Concurso de Máxima Produtividade é aberto aos cooperados de diferentes regiões de atuação da cooperativa, que participam por meio de inscrição realizada com apoio do agrônomo responsável pelo atendimento em suas propriedades. A iniciativa tem como objetivo estimular a adoção de boas práticas de cultivo, o uso de tecnologia no campo e o manejo eficiente, buscando elevar o potencial produtivo da soja com sustentabilidade e rentabilidade.
Para o gerente de geração e difusão de tecnologia do Centro Tecnológico COMIGO (CTC), Eduardo Hara, o concurso vai além da premiação, servindo também como referência técnica para os demais produtores. Segundo ele, conhecer as práticas adotadas pelos vence-
dores contribui para o compartilhamento de conhecimento entre os cooperados. “O Máxima Produtividade é muito importante, além da premiação, ter o reconhecimento… mas também como possibilidade de benchmarking para todos os demais cooperados, porque saber o que o cooperado vencedor fez, que fertilizante que ele usou, que semente que ele usou, que tecnologia que ele usou para atingir aquela produtividade”, destacou.
Entre os premiados, o cooperado Reginaldo Rodrigues ressaltou que o resultado é fruto do uso dos produtos COMIGO e do apoio técnico do agrônomo. “O segredo na verdade é usando 100% dos produtos COMIGO, né? E com a ajuda do Giovani, que é o agrônomo”. Ele afirma que a dedicação também foi um dos fatores determinantes para o desempenho em um ano desafiador. “E dedicação, muita dedicação, porque o ano foi desafiador! Sentimento de desafio cumprido”, afirmou.
Outro destaque foi o cooperado Flávio Fonseca, vencedor pela quinta vez no concurso. Ele comemorou a nova conquista e atribuiu o resultado ao trabalho contínuo, à dedicação e à fé. “É a quinta vez que eu ganho esse concurso de Máxima Produtividade. Para mim, é uma honra muito grande e uma satisfação. Isso é fruto de muito trabalho, dedicação e bença de Deus na minha vida. Eu acho que o segredo é esse, né? E cada produtor também tem um grande segredo, não só eu, que é muita fé em Deus”, comentou.
Além do concurso de Máxima Produtividade, a sustentabilidade também ganhou destaque com a premiação do programa RenovaBio. A cerimônia reconheceu cooperados participantes da geração de Créditos de Descarbonização (CBios), alcançando aproximadamente R$ 573 mil em valor comercializado. Ao todo, o programa contou com mais de 180 cooperados participantes, reforçando o com-
CATEGORIA 1 - IGUAL OU ABAIXO DE 400 M DE ALTITUDE:

Flávio Fonseca Machado Júnior, Fazenda Água Limpa, Montes Claros de Goiás, produtividade: 84,27 sc/ha, agrônomo: Uilter Souza Azambuja
promisso da cooperativa com práticas sustentáveis e com a valorização da produção alinhada às demandas ambientais.
O coordenador de sustentabilidade e ESG, Matheus Azevedo, destacou a relevância do programa para o reconhecimento dos cooperados e para o fortalecimento sustentável do agro. “Hoje, temos a oportunidade de reconhecer mais de 180 participantes, mostrando que o agro também tem um papel importante na promoção da sustentabilidade”, destacou.
CATEGORIA 2 - DE 401-700 M DE ALTITUDE:

Ferreira de Vasconcelos, Fazenda Macaco, São João da Paraúna, produtividade: 87,54 sc/ ha, agrônomo: Samoel Arantes Fernandes


CATEGORIA 3 - MAIOR QUE 701 M DE ALTITUDE:

Reginaldo Rodrigues Souza, Fazenda Água Branca das Morangas, Turvânia, produtividade: 91,17 sc/ha, agrônomo: Giovani Santos Moraes


A produção de silagem de milho safrinha na atual temporada apresenta um dos maiores desafios dos últimos anos. Em muitas regiões produtoras, a irregularidade das chuvas e os longos períodos de seca causaram forte estresse hídrico nas lavouras, reduzindo o desenvolvimento vegetativo, comprometendo a formação de espigas e diminuindo significativamente a produção de matéria verde por hectare.
Nesse cenário, o principal objetivo do produtor deve ser maximizar a quantidade de forragem produzida, sem perder completamente a qualidade nutricional da silagem. Em anos normais, a tomada de decisão costuma priorizar elevados teores de amido e boa digestibilidade. Entretanto, em anos de seca severa, a prioridade passa a ser a preservação do volume de alimento disponível para o rebanho.
O estresse hídrico impacta diretamente o potencial produtivo do milho. Plantas submetidas à seca geralmente apresentam menor altura, folhas secas precocemente, redução drástica do enchimento de

grãos e maior proporção de colmo e fibra em relação ao amido. Em muitos casos, observa-se lavouras com espigas pequenas, falhadas ou até ausência total de grãos. Isso altera profundamente o valor nutricional da silagem.
O ponto de colheita torna-se ainda mais crítico em situações de seca. Muitas áreas apresentam plantas aparentemente secas, porém com colmos ainda úmidos.
O ideal continua sendo trabalhar
com matéria seca próxima de 32% a 38% para silagem em trincheira ou superfície. No entanto, em lavouras muito afetadas, a avaliação visual isolada pode induzir erros. A recomendação é monitorar a matéria seca da planta inteira, avaliando principalmente a umidade do colmo.
Outro ponto importante é evitar atraso excessivo da colheita na tentativa de ganhar amido. Em muitas situações de safrinha sob


seca, a planta interrompe o enchimento de grãos precocemente. Assim, esperar maior participação de grãos pode apenas aumentar a lignificação da fibra e reduzir a digestibilidade da silagem. Em vários casos, colher antecipadamente pode preservar melhor a qualidade da fibra e diminuir perdas de folhas e plantas acamadas.
A qualidade da fibra merece atenção especial. Com menor produção de grãos, a fibra passa a representar parcela ainda maior da energia da dieta. Dessa forma, fibras com maior digestibilidade tornam-se fundamentais para manter consumo e desempenho animal. Plantas extremamente secas, com colmos duros e folhas queimadas, tendem a apresentar FDN menos digestível e maior limitação de consumo.
O teor de amido também sofre grande impacto em anos de seca. Em muitas propriedades, os níveis podem ficar muito abaixo do esperado para silagens tradicionais de milho. Isso exigirá ajustes futuros na formulação das dietas, frequentemente aumentando a necessidade de inclusão de fontes energéticas concentradas. Ainda assim, a produção de uma silagem com bom volume e fermentação adequada continua sendo estratégica para reduzir custos e garantir estabilidade alimentar.


Mesmo em condições adversas, alguns cuidados continuam sendo decisivos para o sucesso da ensilagem:
• Regulagem adequada do tamanho de partícula;
• Boa compactação;
• Vedação eficiente;
• Rapidez no enchimento do silo;
• Controle rigoroso da retirada diária.
Além disso, a análise bromatológica da silagem torna-se mais impactante nesta safra. A grande
variabilidade entre áreas exige que o produtor conheça exatamente os níveis de matéria seca, fibra, digestibilidade e amido do material ensilado, permitindo ajustes nutricionais mais precisos.
Estes quesitos impactam diretamente na produção de leite e carne, pois afeta a taxa de passagem, nutrientes na dieta, seleção da dieta no cocho, fermentação da silagem e qualidade de mistura.
Em anos de safrinha com forte seca, o produtor precisa adaptar sua estratégia. Mais do que buscar uma silagem perfeita em amido, o
foco deve ser garantir volume de forragem, estabilidade fermentativa e a melhor qualidade de fibra possível dentro das limitações impostas pelo clima. A correta tomada de decisão no momento da colheita será determinante para minimizar perdas e garantir alimento ao rebanho ao longo do ano.


A cada dia que passa, por mais que pareça distante dos centros urbanos, a sigla IA, ou Inteligência Artificial, chega para fazer parte do cotidiano do produtor rural. Em algum momento de seu dia, o produtor já utilizou o reconhecimento facial, fez uma pergunta ao ChatGPT ou solicitou ajuda a um aplicativo para traçar a rota mais rápida até um destino.
As novas tecnologias estão cada vez mais presentes no meio rural e,
pensando nisso, a COMIGO criou o Pavilhão de Tecnologia durante a edição da Tecnoshow 2026. Este foi o momento ideal e o local perfeito para aproximar o produtor deste novo universo, que se faz presente em todas as atividades econômicas. No pavilhão, os visitantes puderam conferir as propostas tecnológicas que os expositores trouxeram para o setor.
A própria Cooperativa demonstrou suas soluções em automação industrial e manutenção preditiva, além de projetos consolidados como o DRIS Comigo, SuperPec e o app do cooperado. Também esteve presente o HUB Goiás Rio Verde, trazendo diversas startups selecionadas especificamente com soluções ligadas ao agro.
Sem dúvida, a Inteligência Artificial é um dos grandes assuntos do momento em todas as áreas, principalmente na economia. Mas o que é a IA e como ela pode ser utilizada no agro?
Para responder a essa pergunta, o próprio Gemini — que é um modelo de IA, assim como o ChatGPT — define-se de modo simplificado como um “estagiário superdotado”, capaz de desempenhar, em pouco
tempo, tarefas que exigiriam muito esforço humano.
Como exemplo, a IA pode detalhar as produtividades e caracterizar as atividades de cada talhão de uma fazenda ao longo do tempo, aprendendo a reconhecer padrões em fotos e imagens. Ela também pode acessar um volume quase infinito de informações agronômicas, como se todos os livros e trabalhos sobre um tema estivessem disponíveis para responder a qualquer pergunta instantaneamente.
Seus usos na agricultura e pecuária são vastos. Hoje, um drone com tecnologia embarcada consegue sobrevoar um perímetro definido, diferenciar uma planta daninha da cultura e realizar a pulverização precisa, na dose certa, apenas sobre a invasora. Nesse processo, a IA foi “treinada” pelo ser humano para “enxergar” e distinguir a soja da planta invasora.

Na pecuária, uma câmera filmando as vacas leiteiras no cocho 24 horas por dia, associada a uma IA treinada com algoritmos (um “manual de instrução” baseado em dados), consegue identificar cada animal individualmente pelas manchas na fronte ou pelo brinco. O sistema pode predizer se o animal está doente, no cio ou com acesso restrito à comida,
baseando-se apenas na observação da frequência e do tempo de acesso ao cocho.
Todo esse “conhecimento” adquirido pelas máquinas através do treinamento humano é o que chamamos de Aprendizado de Máquinas ou Machine Learning.
Como mencionado, uma das novidades do Pavilhão de Tecnologia foi a presença de startups ligadas ao agro. Por serem, em sua maioria, pequenas empresas formadas por empreendedores de diferentes áreas, elas necessitam de instituições de suporte que façam a “ponte” entre as dificuldades do produtor e as soluções desenvolvidas.
Essa é a função dos chamados Hubs de Inovação. Além do Hub, outros personagens compõem esse ambiente, também chamado de “Ecossistema”, como universidades, cooperativas, institutos de pesquisa, o poder público e agentes financeiros.
Inclusive, essa foi uma das temáticas da palestra no auditório 3 na Tecnoshow, tratando sobre “Agro, Pecuária e IA: Eficiência com sustentabilidade”, que trouxe como a aprendizagem de máquinas e a IA podem promover o aumento na eficiência de insumos agrícolas respeitando consequentemente o meio ambiente e os recursos nautrais.
Quem visitou o HubGoiás Rio Verde na Tecnoshow viu de perto soluções que vão desde o uso de plantas nativas do cerrado, como o pequi, para fins medicinais, até softwares de gestão que calculam a produtividade e os custos de cada talhão.
O uso da IA é um caminho sem volta. A discussão sobre a substituição do emprego humano pela máquina é frequente, pois muitos processos estão sendo redefinidos pela automação. Por isso, é cada vez mais necessário entender esses conceitos para avaliar, com critério e segurança, se a implementação de uma tecnologia vale a pena.
É importante lembrar que a resposta de uma IA para uma dúvida técnica sobre defensivos, por exemplo, deve ser sempre validada por um agrônomo. Isso porque a máquina pode apresentar o que chamamos de “alucinação”: respostas sem nexo com a realidade, criadas apenas para preencher o conteúdo. As máquinas não têm “filtro”; elas apenas fazem conexões lógicas sobre as informações que recebem.
Outro ponto de atenção é a gestão dos dados. A IA se alimenta de in-

formações que podem ser sensíveis ao produtor. Hoje, além da LGPD, tramita no Congresso o PL 2.338/2023, que irá regulamentar o uso da IA no país.

A IA veio para ficar. Talvez estejamos apenas na “ponta do iceberg” de suas possibilidades na agropecuária. No entanto, fica a reflexão: embora toda essa tecnologia esteja à disposição, por trás de cada máquina e de cada algoritmo, ainda existem — e são fundamentais — as pessoas.


A COMIGO recebeu representantes da Cooperativa Agropecuária do Alto do Paranaíba (COOPADAP), de São Gotardo (MG), para uma visita institucional ao Complexo Industrial, em Rio Verde.
A delegação foi composta por cerca de 10 representantes, entre presidente, diretores e gerentes de diversas áreas da cooperativa mineira. A programação teve início no Espaço de Convivência da COMIGO, com recepção institucional e apresentação sobre a estrutura, as áreas de atuação e os principais projetos da cooperativa.

A agenda contou com a presença do presidente do Conselho de Administração da COMIGO, Antonio Chavaglia, além de diretores e gestores da cooperativa. Ao longo da manhã, foram realizadas apresentações
No último dia 4 de março, a COMIGO recebeu a visita de uma comitiva internacional da Corteva, para um encontro técnico-comercial entre as duas parceiras.
O objetivo do encontro foi conhecer mais sobre as operações da cooperativa em relação à venda de sementes e insumos, se inteirar sobre a adaptabilidade de seus produtos na região, além de estreitar laços de parceria com a cooperativa.
Reunindo parte de sua alta liderança global, a Corteva esteve representada por executivos que integram áreas estratégicas da com-
panhia, entre eles o Presidente da Corteva no Brasil e Paraguai; Juan Carlos Rojas Tenorio; Vice-Presidente Executivo de Negócios e Sementes, Judd Michael O’Connor; Chefe de Gabinete, Janet Chavous; Diretor Executivo, Chuck Magro; Diretora Jurídica, Jennifer Johnson; Diretor de Segurança, Edward Montooth; Líder Comercial de Pastagem (Norte), William Sanini Weber; Líder Comercial, Anelcindo Souza Jr (Sul), Diretor de Marketing Brasil, Felipe Daltro; e
conduzidas pelas áreas de Insumos, Comercial e Industrial, seguidas de visita ao parque industrial, onde os participantes puderam conhecer parte da estrutura produtiva.

o Gerente de Vendas, Wheverton Cabral.
A comitiva foi recepcionada pelo Diretor de Insumos, Cláudio Teoro; pelo Gerente de Gestão de Produtos, Carlos Melo; e pela Coordenadora de Gestão de Produtos, Adriana Ferraz.

A Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (COMIGO) alcançou mais um avanço em sua estratégia de internacionalização ao ser oficialmente habilitada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) para exportar farelo de soja ao país asiático, um dos mercados mais exigentes e estratégicos do mundo.
A aprovação foi concedida em 18 de março de 2026, consolidando a capacidade da cooperativa de atender aos rigorosos critérios sanitários, de qualidade e segurança
alimentar exigidos pelo mercado chinês.
A nova habilitação se soma à certificação já obtida anteriormente para a exportação de óleo de soja bruto, ampliando o portfólio de produtos aptos a acessar o mercado internacional e fortalecendo o posicionamento da COMIGO no comércio exterior.
"Termine (?) Livro", obra de Keri Smith Cordilheira que abriga o Monte Branco
O signo das características externas
Seriado hispânico do Netflix (TV)
Membro invertido do Curupira (Folc.)
Embutido apreciado em mesas de bares
É transmitida pelo vírus influenza
Ligadas (lâmpadas)
Perdão dado a crimes políticos (pl.)
Carl Orff: compôs "Carmina Burana" Aves não voadoras de pernas longas Terreno em volta de igrejas
(?) querido, pessoa amada
Lei de Execução (?): tipifica o crime
Poder do presidente na votação de leis
(?) Keys, cantora de "No One"
Utensílio de pesca Patas (Anat.)
Opus (abrev.)
Bem feito! (interj.)
Comer, em inglês Furiosa
Brincadeira de torcidas Ópera de Verdi
Evandro Jardim, artista plástico
Peça que promove sucção a jato
Émile Durkheim, sociólogo francês
Cobertura da coroa do dente
Ceda; ofereça Senhora (abrev.)
Rio alpestre que banha a Alemanha
Como a jovem gosta de se sentir (gíria)
Bebida amazônica Tecla da TV estéreo (?) entre nós: em segredo Bastante
Engenho como a Columbia (Astron.)
Fibra têxtil (?) kwon do, luta
Francisco Otaviano, poeta e jornalista
Alvo dos diuréticos Chuva, em inglês
Osvaldo Aranha, político gaúcho
Nicholas Latifi, ex-piloto de F1
BANCO 61 3/eat — inn. 4/adro — rain. 5/assaz. 7/esmalte.




