EDIÇÃO: N 430 JUL - AGO/2026
SAFRAS E PERSPECTIVAS RESULTADOS E NOVOS DESAFIOS PARA O AGRO GOIANO
INVESTIMENTOS EM ARMAZÉNS somam mais de R$ 470 milhões
WORKSHOP DE AGRICULTURA
apresenta resultados de pesquisa do CTC
Editorial
CAROS COOPERADOS, Cada edição da nossa revista é uma oportunidade de olhar para aquilo que estamos fazendo hoje e, ao mesmo tempo, pensar nos próximos passos. O agronegócio muda constantemente, e nós precisamos acompanhar esse movimento com conhecimento, planejamento e muita responsabilidade. Na pecuária, por exemplo, temos buscado levar aos nossos cooperados informações que possam contribuir diretamente para os resultados dentro da propriedade. O INOVAPEC chegou à quarta edição reunindo mais de 300 participantes para discutir mercado, gestão, nutrição e tecnologia. Em outra frente, o Conexão Pecuária levou encontros técnicos a cinco municípios goianos, aproximando produtores das discussões sobre pecuária de corte e leite. O planejamento forrageiro e a escolha adequada dos insumos fazem diferença especialmente nos períodos de maior dificuldade. Por isso, esta edição traz orientações sobre o uso de silagem, feno e pré-secado em dietas de alta energia, além de informações que podem ajudar o produtor a organizar sua produção de forragem e suas compras com antecedência. Na agricultura, conhecer o que aconteceu em uma safra é tam-
bém uma forma de se preparar para a próxima. O balanço da safra 2025/26 de soja e milho em Goiás ajuda a entender os resultados e os desafios encontrados pelo produtor. E, antes mesmo do início de um novo ciclo, o manejo das plantas daninhas na entressafra merece atenção. Da mesma forma, acompanhar as atualizações sobre defensivos proibidos é uma responsabilidade que não pode ser deixada de lado, assim como as pesquisas do Centro Tecnológico COMIGO, que foram apresentadas no 25º Workshop CTC de Agricultura. A responsabilidade também está presente na forma como produzimos. As Boas Práticas Agrícolas e as novas exigências relacionadas à sustentabilidade mostram que esse tema está cada vez mais presente na realidade do campo. Precisamos estar preparados para atender às normas, mas também para enxergar essas mudanças como parte de uma produção mais organizada e responsável. É nesse mesmo sentido que seguimos investindo em infraestrutura. Mais de R$ 470 milhões estão sendo aplicados em novos armazéns em Palmeiras de Goiás, Acreúna e Santa Helena. São investimentos que ampliam nossa capacidade e fortalecem a estrutura da coope-
rativa para acompanhar as necessidades dos nossos cooperados. Mas uma cooperativa não é feita somente de estruturas e resultados. Ela é feita de pessoas. A viagem técnica da 13ª turma do Programa Jovens Lideranças, passando por São Paulo e Paraná, é um exemplo disso. Preparar nossos jovens para a sucessão familiar e para a liderança é investir na continuidade do cooperativismo e na formação de quem estará à frente das próximas decisões. Seguimos fazendo esse trabalho com os pés no presente e os olhos no futuro. Sabemos que os desafios existem, mas também sabemos da força que temos quando cooperados, colaboradores e parceiros caminham na mesma direção.
Boa leitura!
ANTONIO CHAVAGLIA
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA COOPERATIVA COMIGO
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Índice
NESTA Edição
CAPA
03 EDITORIAL 06 COMUNICADO CAR 08 QUADRO SOCIAL
INVESTIMENTOS EM ARMAZÉNS
BALANÇO DE SAFRAS E PERSPECTIVAS
COMIGO amplia estrutura de armazenagem com mais de R$ 470 milhões em investimentos
Soja e milho em Goiás: os resultados da safra 2025/26 e os desafios para o produtor
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10 COMIGOCAST 12 CADERNO DE ESG 14 ARTIGO CTC 16 CADERNO DE NUTRIÇÃO 22 INOVAPEC 28 CONEXÃO PECUÁRIA 36 DICAS DE PECUÁRIA 38 LISTA DE AGROTÓXICOS 43 AGENDA DO CONSELHO 44 NOTAS 46 PASSATEMPO 47 ÁGUA NA BOCA
CADASTRO COMIGO Endereço: Avenida Presidente Vargas, 1878 Caixa Postal 195 | CEP: 75.901-901 - Rio Verde - GO Fax: (64) 3621-1691 | Telefone: (64) 3611-1500 SAC COMIGO: 0800 642 1500 Site: www.comigo.coop.br E-mail: sac@comigo.coop.br CNPJ: 02.077.618/0001-85. IE: 10.088.758-9 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente: Antonio Chavaglia DIRETORIA EXECUTIVA Presidente Executivo: Dourivan Cruvinel de Souza Diretor de Lojas: Carlos Alberto Leão Barros Diretor de Insumos: Cláudio César Teoro Diretor Industrial: Paulo Carneiro Junqueira Diretor Administrativo Financeiro: Warlen Ferreira de Freitas Diretor Comercial: Welton Vieira de Menezes
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CONSELHEIROS DE ADMINISTRAÇÃO Alceu Ayres de Moraes Luiz Gustavo Cavalet Marciano Casagrande Max Eugênio da Silva Arantes Rafaela Henkes Vian Renata Ferguson Rogério Martins Silva Caetano CONSELHEIROS FISCAIS Bruno Mikael dos Santos Mariano Guilherme Benincá Márcia Raquel Gomes de Andrade Vian Péricles Teixeira Costa Rodrigo Mendes Vieira Vanine Di Garcia Lessa ASSESSORIAS Assessoria Ambiental Auditoria interna Comunicação Cooperativismo Jurídica Sistema de Gestão da Qualidade
INFORME COMIGO Revista bimestral editada pela Assessoria de Comunicação da COMIGO. Conselho Editorial: Beckembauer Ferreira, Ubirajara Oliveira Bilego e Gabriele Triches Ribeiro. Coordenação ASCOM: Gabriele Triches Ribeiro Editor Responsável: Pedro Henrique Cabral Rosa - RP: 0004462/GO Matérias e Fotografias: Douglas Dias Teixeira Pedro Henrique Cabral Rosa Wellerson Martins Moreira Wagner Silva Filgueira Diagramação, composição e arte: Vanessa Fernandes dos Santos Comercial: Gabriela Alves E-mail: gabrielaalves@comigo.coop.br Telefone: (64) 3611-1524
JOVENS LIDERANÇAS
25º WORKSHOP DE AGRICULTURA VALOR 1000
13ª turma realiza viagem técnica em busca de conhecimento sobre sucessão familiar
COMIGO se destaca entre as maiores e melhores empresas do país
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Impressão: Plug Impressos - Aparecida de Goiânia Tiragem: 12.500 exemplares CADASTRO COMIGO Fundação: 6 de julho de 1975 Gênero: Cooperativa de beneficiamento, industrialização e comercialização de produtos agropecuários. Instalação/Atividades: ACREÚNA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0028-03 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0013-19
Armazém / CNPJ: 02.077.618/0012-38 Estrela D’Alva - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0031-09 Paraíso - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0036-05 Bom Jardim - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0048-49 Fábrica Suplemento Mineral Jataí Fazenda Florestal VI e Cultivos / CNPJ: 02.077.618/0060-35 JUSSARA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0067-01 MINEIROS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0056-59 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0065-40
CAIAPÔNIA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0045-04 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0046-87
MONTES CLAROS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0044-15 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0042-53 Fábrica Suplemento Mineral MONTIVIDIU: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0030-10 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0017-42
FIRMINÓPOLIS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618.0063-88
NOVA CRIXÁS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0061-16
INDIARA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0018-23 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0024-71
PALMEIRAS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0049-20 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0053-06
IPORÁ: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0043-34 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0062-05 JANDAIA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0020-48 JATAÍ: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0023-90
PARAÚNA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0021-29 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0022-00 Armazém II - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0052-25 Fazenda Florestal VII e Cultivos / CNPJ: 02.077.618/0064-69
CAÇU: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0051-44
O evento chegou à 25ª edição com apresentação de resultados de pesquisas e discussão de estratégias para as culturas da soja, do milho e do sorgo.
40 PIRANHAS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0054-97 PONTALINA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0058-10 RIO VERDE: Sede Administrativa / CNPJ: 02.077.618/0001-85 Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0001-85 Fazenda Florestal IV / CNPJ: 02.077.618/0047-68 Depósito de Insumos - Loja / CNPJ: 02.077.618/0055-78 Complexo Industrial / CNPJ: 02.077.618/0002-66 Fazenda Florestal I / CNPJ: 02.077.618/0016-61 Fazenda Florestal II / CNPJ: 02.077.618/0029-86 CTC - Centro Tecnológico COMIGO / CNPJ: 02.077.618/0032-81 Ponte de Pedra - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0034-43 Fazenda Monte Alegre - Cultivos / CNPJ: 02.077.618/0040-91 Máquinas e Implementos - Loja / CNPJ: 02.077.618/0041-72 Fazenda Florestal V / CNPJ: 02.077.618/0059-00 SANTA HELENA: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0004-28 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0005-09 Cinquentão - Armazém / CNPJ: 02.077.618/0033-62 SERRANÓPOLIS: Loja agropecuária / CNPJ: 02.077.618/0014-08 Armazém / CNPJ: 02.077.618/0037-96 Armazém II / CNPJ: 02.077.618/0057-30
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REGULARIZAÇÃO DO CAR E RASTREABILIDADE DA PRODUÇÃO A COMIGO informa que vem realizando o monitoramento e a análise da situação cadastral das propriedades rurais próprias e/ou arrendadas vinculadas aos cooperados, com o objetivo de manter atualizadas as informações necessárias à rastreabilidade da origem da produção e à comercialização de grãos. Dessa forma, a COMIGO alerta todos os cooperados para a necessidade de regularização IMEDIATA da situação cadastral de todas as propriedades próprias e/ou arrendadas utilizadas na produção de grãos. Caso seja identificada propriedade sem CAR, com CAR inconforme, cancelado, inválido ou com qualquer outra pendência cadastral, o cooperado deverá adotar, COM MÁXIMA URGÊNCIA, todas as providências necessárias para sua regularização e encaminhar à Cooperativa as informações e os documentos atualizados. A COMIGO reforça que a regularização do CAR não deve ser tratada apenas como uma obrigação cadastral ou documental. Trata-se de informação essencial para comprovar a origem e a rastreabilidade da produção. O cooperado que não regularizar a situação cadastral de suas propriedades poderá sofrer severas restrições para o recebimento e a comercialização dos grãos provenientes dessas áreas, especialmente quando as pendências impossibilitarem ou comprometerem a comprovação da origem, da regularidade e da rastreabilidade da produção. Essas restrições poderão afetar diretamente a entrega da produção, uma vez que grãos provenientes de propriedades sem a adequada comprovação de origem e rastreabilidade poderão não atender aos critérios exigidos para determinadas operações de recebimento e comercialização. Além do recebimento dos grãos, a irregularidade poderá gerar consequências comerciais ao produtor, incluindo dificuldades de acesso a determinados compradores e mercados e, conforme as exigências aplicáveis, reflexos em operações de crédito e financiamento rural junto às instituições financeiras. Portanto, a falta de regularização poderá trazer consequências econômicas significativas ao próprio cooperado, não sendo recomendável aguardar o período de colheita para solucionar as pendências. REGULARIZE AGORA O CAR DE TODAS AS PROPRIEDADES PRÓPRIAS E/OU ARRENDADAS VINCULADAS À SUA PRODUÇÃO. A NÃO REGULARIZAÇÃO PODERÁ COMPROMETER DIRETAMENTE O RECEBIMENTO E A COMERCIALIZAÇÃO DE SEUS GRÃOS.
Sede Administrativa Av. Presidente Vargas, nº 1878, Jardim Goiás, Rio Verde - GO (64) 3611-1500
Complexo Industrial Rod.BR-060, Km 389 - Perímetro Urbano Rio Verde - GO (64) 3611-4400/4401
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ATENÇÃO – RISCO DE RESTRIÇÃO NO RECEBIMENTO Para garantirmos a qualidade, a valorização e a comercialização da nossa safra de soja, milho e sorgo, reforçamos o alerta quanto à presença de plantas daninhas restritivas e quarentenárias nas áreas de produção e, especialmente, de suas sementes misturadas aos grãos no momento da colheita. A presença dessas espécies nos lotes pode comprometer a qualidade e a comercialização dos produtos, ocasionando descontos, rejeição de cargas e restrições de acesso a mercados nacionais e internacionais. O cooperado deverá adotar todas as medidas necessárias de prevenção, controle e manejo no campo, evitando que sementes de plantas daninhas restritivas ou quarentenárias sejam colhidas e misturadas aos grãos. Lotes que apresentarem contaminação ou presença de sementes de espécies que comprometam os padrões de qualidade, as exigências fitossanitárias ou as condições comerciais poderão sofrer restrições no momento do recebimento dos grãos pela COMIGO, inclusive com a possibilidade de recusa da carga, conforme a gravidade da ocorrência e os critérios aplicáveis. Ressaltamos, ainda, que essas restrições não se limitam à Cooperativa, uma vez que outras empresas recebedoras, tradings e compradores também poderão rejeitar ou impor restrições aos lotes contaminados, especialmente quando destinados à exportação. ● PRINCIPAIS ESPÉCIES QUE EXIGEM ATENÇÃO NO CAMPO Capim-massambará / Sorgo alepense, Caruru – todas as espécies, Capim-carrapicho – todas as espécies, Cipó-chumbo, Sorgo-negro, Trigo-selvagem, Amendoim-bravo Ambrósia, Aveião, Erva-do-sapo, Joá-de-capote, Capim-marmelada, Gitirana, Tibete, Picão – todas as espécies. ● PRINCIPAIS PLANTAS TÓXICAS: Crotalária, mamona, corda de viola, leiteiro, jurubeba fedegoso, está tem restrição total no recebimento, não será recepcionada. Não deixe para identificar o problema somente na recepção dos grãos. A presença dessas espécies poderá resultar em restrições severas ao recebimento e à comercialização da produção. Em caso de dúvidas, consulte o engenheiro agrônomo da COMIGO responsável pela sua área. A colaboração de todos é fundamental para assegurar a rastreabilidade da produção, a continuidade das operações comerciais e o acesso da COMIGO e de seus cooperados aos diferentes mercados compradores.
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Quadro Social
NOVOS COOPERADOS AGOSTO DE 2026
10.243
2.499
HOMENS
MULHERES
263 PESSOA JURÍDICA
13.005 TOTAL
AGROPECUARIA FA LTDA
RIO VERDE-GO
DIEGO BORGES TOLEDO DA SILVEIRA
JUSSARA-GO
ALAN KUIBIDA AGROPECUARIA LTDA
RIO VERDE-GO
ENIO DONATO RIBEIRO
PEDRO GOMES-MS
ALBANIR DE ALMEIDA RODRIGUES
CAIAPÔNIA-GO
ENZO VIEIRA WATANABE
MONTIVIDIU-GO
ALEX JOSE DA SILVA
MUNDO NOVO-GO
ERCIMAR MARQUES DE ALMEIDA
MATRINCHÃ-GO
ALEX LEAO DE OLIVEIRA
TURVELÂNDIA-GO
ERNAN LIZANDRO DE MIRANDA
SANTA FÉ DE GOIÁS-GO
ANDRIELE CABRAL GROTA ARAUJO
GOIÁS-GO
EUDES TOMAS DE ASSIS
ITARUMÃ-GO
ANTONIO EUSTAQUIO PEREIRA
SÃO LUÍS DE MONTES BELOS-GO
FABIO ANDRE COUTINHO
NOVO BRASIL-GO
AUILIA DA SILVA FERREIRA
RIO VERDE-GO
FELLIPE MESSIAS FERREIRA LEITE
INDIARA-GO
BENEDITO JOSE DE SOUSA
JUSSARA-GO
FLAVIO OLIVEIRA VILELA
MINEIROS-GO
CARLOS ANTONIO SILVA
SANTA FÉ DE GOIÁS-GO
GABRIEL ARANTES ALMEIDA
MONTES CLAROS DE GOIÁS-GO
CASSIO DA SILVA SOUSA
JATAÍ-GO
GEOVANE DA SILVA OLIVEIRA
PARAÚNA-GO
CLEIDIMAR ALVES TOLENTINO
SERRANÓPOLIS-GO
GOLDEN FARM AGRONEGOCIOS LTDA
JUSSARA-GO
CLEUSA MARIA DIAS
GUAPÓ-GO
GUSTAVO FELLIPE MENDES CARNEIRO
COCALINHO-MT
COOP. MISTA AGROIND. DE PALMINOPOLI
PALMINÓPOLIS-GO
HADINA APARECIDA ISAAC HORBILON
RIO VERDE-GO
CRISTIANE DE PAULA SOUZA MOTA B. PE
TURVELÂNDIA-GO
HAILA ROBERTA SILVA MEDEIROS BRAZ
SANTA HELENA DE GOIÁS-GO
DALDI MICHEL TOMBINI
SERRANÓPOLIS-GO
HARYSHON MARDEN DE OLIVEIRA MARQUES
MINEIROS-GO
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HERDAN MORAES BORGES
RIO VERDE-GO
PRISCILLA CUNHA GUIMARAES NAZAR
RIO VERDE-GO
JANAINA CUNHA GUIMARAES
RIO VERDE-GO
RANGEL FERNANDES ROCHA
PALMINÓPOLIS-GO
JANIO LOPES DA SILVA
JATAÍ-GO
RAPHAEL DAMASIO DE SOUZA
PALMEIRAS DE GOIÁS-GO
JOAO VIEIRA DE SOUZA
IVOLÂNDIA-GO
RICARDO DE FREITAS MENDONCA
RIO VERDE-GO
JOAO VITOR GRANDO CRUVINEL
ISRAELÂNDIA-GO
ROBERTO ALVES COSTA
RIO VERDE-GO
JOSE ANTONIO DE SOUSA LIMA
JATAÍ-GO
SABRINA MANTELLI
CAIAPÔNIA-GO
JOSE MARIA DA SILVA
ITAPIRAPUÃ-GO
SANDRA LEAO GUERRA MARTINS
RIO VERDE-GO
JUSCIELLE PEREIRA CABRAL ARRUDA
JANDAIA-GO
SEBASTIAO RODRIGUES DE SOUSA NETO
RIO VERDE-GO
LAION SANTOS TAVARES
JANDAIA-GO
SERGIO BARBOSA DA SILVA
NOVO PLANALTO-GO
LAZARO GONCALVES DA SILVA
NOVO BRASIL-GO
THARLHES DONISETE VIEIRA GUIMARAES
CAÇU-GO
LAZARO YURI LIMA
SERRANÓPOLIS-GO
VALDIVINO DINIZ LINHARES NETO
UNAÍ-MG
LEANDRO SEIFERT
RIO VERDE-GO
VALMIR BARBOSA DOS SANTOS
CEZARINA-GO
LEONARDO CARVALHO
JATAÍ-GO
WALTEIR FERREIRA BARBOSA
SÃO MIGUEL DO ARAGUAIA-GO
LIERSON ALVES
BURITI DE GOIÁS-GO
WISMAR SILVA DE MORAES
RIO VERDE-GO
LUCAS DE PAULA SOUZA
MOZARLÂNDIA-GO
LUCAS DOS SANTOS ASSIS
NOVA CRIXÁS-GO
LUCAS FRANCO FERREIRA
FIGUEIRÓPOLIS-TO
LUIZ CARAFINI
MINEIROS-GO
LUIZA BATISTA DOS SANTOS
SANTA HELENA DE GOIÁS-GO
MANUELLA VILELA GAROFO PAULA
RIO VERDE-GO
MARCELO RIBEIRO DE OLIVEIRA CICONEL
PONTALINA-GO
MARCIA AUGUSTA REINER CORDEIRO
PARAÚNA-GO
MARCIO SEVERINO DE CARVALHO
JATAÍ-GO
MARIA CONCEICAO CAIXETA LEAL
JANDAIA-GO
MARIO CELIO GUIMARAES FILHO
RIO VERDE-GO
MURILO MORAIS OLIVEIRA SILVA
APARECIDA DO RIO DOCE-GO
NARA KETELY SOUSA BARBACENA
JAUPACI-GO
ORLINDA FERNANDES NETA REZENDE
PALMEIRAS DE GOIÁS-GO
PEDRO ALVES PIRES
CEZARINA-GO
POLLYANY FERREIRA DOS SANTOS
CEZARINA-GO
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Comigocast
COMIGOCAST Informação e conhecimento são aliados importantes para quem busca mais eficiência e melhores resultados no campo. O COMIGOCast reúne profissionais da COMIGO, pesquisadores, especialistas e parceiros para compartilhar análises, experiências e orientações práticas sobre temas que fazem parte da rotina do produtor e influenciam diretamente a produtividade e a gestão da propriedade.
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Novos episódios são publicados semanalmente, sempre às terças-feiras, no YouTube da COMIGO. Acompanhe os conteúdos e fique por dentro de informações que podem contribuir para decisões mais eficientes no campo.
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Caderno de ESG
BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS: UM INSTRUMENTO DE GOVERNANÇA DA PROPRIEDADE RURAL Quem vive da atividade agropecuária sabe que, do planejamento do plantio à colheita, o segredo do sucesso sempre esteve na gestão das atividades da propriedade rural. E o cenário do agronegócio muda constantemente. Hoje, do comprador de grãos até os clientes nas grandes redes de varejo não buscam apenas um produto de qualidade; eles querem saber exatamente como esse alimento foi produzido. A partir disso, iniciativas que trazem detalhamento da produção exigem que o agricultor ou pecuarista tenha uma gestão das informações e processos cada vez maior. A publicação da Portaria MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) nº 876/2025 veio justamente para organizar em nível nacional os programas de boas práticas e a rastreabilidade no campo. Para os cooperados, isso não deve ser visto como uma complicação, mas como um roteiro prático para profissionalizar a gestão, qualificar a mão de obra familiar, analisar desperdícios e valorizar a produção. As Boas Práticas Agrícolas (BPA) funcionam como uma ferramenta de gestão para estruturar tanto as ativida-
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des operacionais do dia a dia quanto o planejamento de longo prazo da fazenda. Elas permitem mapear e registrar o que acontece no campo, gerando dados para que o produtor tome decisões baseadas em evidências. Programas de BPA já vêm sendo consolidados de governos estaduais, cooperativas e entidades de ensino e pesquisa. As iniciativas são desenhadas para oferecer capacitações, orientações e cursos gratuitos específicos para ajudar o produtor a aplicar cada uma dessas exigências de forma prática e simplificada A recomendação do MAPA é que os programas abranjam no mínimo os seguintes critérios, de acordo com a atividade:
CADEIA PRODUTIVA AGRICULTURA I
II
III
IV
V
VI
VII
VIII IX
X
CADEIA PRODUTIVA ANIMAIS I
II
III
IV
V
VI
VII
VIII IX
X
XI
XII
XIII
XIV XV
XVI
XVII
As recomendações podem se traduzir na rotina da fazenda, Por exemplo, alinhando a adoção de planilhas de controle financeiro e mantendo a propriedade organizada com instalações limpas e sanitárias para os trabalhadores, além dos registros de aplicação. No campo, o cumprimento da legislação trabalhista e a proteção das matas ciliares caminham lado a lado com a nutrição do solo via análise físico-química e práticas anticombate à erosão, como o plantio direto e curvas de nível. O uso consciente da água exige atenção às irrigações noturnas e proteção de nascentes, enquanto os insumos devem ser aplicados rigorosamente sob receituário agronômico, armazenados em local seguro e com embalagens devolvidas após a tríplice lavagem.
uma oportunidade de abertura de mercado da propriedade rural. Quando o produtor adota as Boas Práticas Agrícolas, ele passa a tomar decisões baseadas em dados concretos.
Cumprir os requisitos socioambientais deixaram de ser itens opcionais e se tornam
Matheus Azevedo Coordenador de Sustentabilidade/ ESG - COMIGO
A adequação às novas normas do agronegócio pode parecer desafiadora quando olhada de longe, mas, dividida em tarefas, ela transforma a fazenda em uma empresa rural cada vez mais eficiente. O ESG no campo nada mais é do que fazer o certo, cuidando da nossa terra, da nossa gente e da gestão do nosso negócio. Juntos, garantimos o valor do nosso trabalho e o futuro da nossa produção.
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Artigo CTC
DA ENTRESSAFRA À SOJA: MANEJO ANTECIPADO PARA REDUZIR A INFESTAÇÃO DE PLANTAS DANINHAS No Sudoeste Goiano, os meses de junho, julho e agosto são normalmente caracterizados por baixos índices pluviométricos e pelo avanço da estação seca. Entretanto, nas duas últimas entressafras (2024 e 2025), algumas áreas da região receberam precipitações expressivas (30 a 80 mm) nesse período, favorecendo novos fluxos de emergência e desenvolvimento de plantas daninhas. Espécies como apaga-fogo (Alternanthera tenella), erva-quente (Spermacoce latifolia), buva (Conyza spp) e erva-de-santa-luzia (chamaesyce hirta) passaram a ocupar áreas em pousio, talhões com cobertura insuficiente e espaços abertos dentro da palhada. Esse cenário exige uma mudança de posicionamento de estratégia de controle dessas plantas daninhas. Assim, o manejo não pode ficar concentrado apenas na dessecação realizada às vésperas da semeadura da soja. O manejo antecipado começa ainda na entressafra e tem três objetivos principais: controlar as plantas enquanto apresentam menor altura e se encontram predominantemente na fase vegetativa; impedir a produção de sementes e reduzir a pressão de infestação que chegará à cultura em suces-
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são. Trata-se de substituir uma atuação reativa, realizada diante de plantas em estádio reprodutivo ou submetidas a condições de estresse, por um programa de manejo planejado ao longo de todo o sistema de produção. A buva exemplifica bem essa necessidade. Plantas jovens são mais sensíveis aos herbicidas, enquanto indivíduos maiores, ramificados ou em fase reprodutiva apresentam maior desafio de controle, devido a ocorrência do rebrote, exigindo aplicações sequenciais. Além disso, deixar plantas daninhas produzirem sementes durante o pousio aumenta o banco de sementes do solo e transfere um problema da entressafra para as safras seguintes. Em um experimento conduzido no Centro Tecnológico Comigo (CTC) em
área de pousio com capim-ruziziensis (Brachiaria ruziziensis) já estabelecido e com máximo acumulo de matéria seca, foram avaliados diferentes tratamentos para o controle de buva e erva-de-santa-luzia. Aos 36 dias após a aplicação (DAA), os melhores resultados de controle, ocorreram nas associações de herbicidas auxínicos (fluroxipir, triclopir e 2,4 D) com o saflufenacil (35 g i.a ha-1). As misturas de [Fluroxipir (160 g e.a. ha-1) + triclopir (480 g e.a. ha-1)] + saflufenacil; fluroxipir (300 g e.a. ha-1) + saflufenacil; e triclopir (720 g e.a. ha-1) + saflufenacil proporcionaram valores próximos a 100% de controle das duas espécies. 2,4 D (1005 g e.a. ha-1), + saflufenacil, atingiu 92% de controle da erva-de-santa-luzia e 85% da buva. Em comparação, os herbicidas auxínicos
aplicados isoladamente apresentaram controle entre 67% e 77% da erva-de-santa-luzia e entre 33% e 70% da buva, o que evidencia a importância de associar um herbicida inibidor da PROTOX como é o caso do saflufenacil aos herbicidas auxínicos para controle dessas espécies. O experimento contemplou também as associações dos auxínicos (mesmas doses expostas anteriormente) com a terbutilazina (1000 g i.a. ha-1), os resultados mostraram comportamento mais variável. 2,4 D + terbutilazina alcançou apenas 20 e 15% de controle da erva-de-santa-luzia e buva, respectivamente. Fluroxipir + terbutilazina apresentou 79% e 77%; [fluroxipir + triclopir] + terbutilazina resultou em 90% e 60% de controle, enquanto triclopir + terbutilazina apresentou 92% e 70%. Portanto, misturar herbicidas não garante, por si só, aumento de eficácia: o resultado depende das moléculas associadas, da espécie de planta daninha, do estádio das plantas e das condições de aplicação. O incremento no controle proporcionado pelo saflufenacil também demandou atenção. As associações contendo esse herbicida promoveram fitotoxicidade entre 15% e 25% no capim-ruziziensis aos 14 e 28 dias após a
aplicação (DAA), mantendo níveis de 10% a 15% aos 36 DAA. Em contraste, os demais tratamentos não apresentaram sintomas visuais de injúria. Assim, o tratamento com maior controle das plantas daninhas nem sempre será automaticamente o mais seguro, do ponto de vista de seletividade. Para realidade do sudoeste goiano, onde as temperaturas são mais amenas e umidade relativa um pouco mais altas nessa época do ano, as injúrias causadas tem capacidade de recuperação, no entanto para regiões mais quentes como é o caso do vale do Araguaia a capacidade de recuperação da braquiária pode ser comprometida. O primeiro passo é monitorar as áreas após a colheita da safra ou safrinha e, principalmente, depois das chuvas. Uma área considerada limpa no outono, após chuvas esporádicas, pode apresentar fluxos de emergência de plantas daninhas semanas depois, e permanecer com plantas produzindo sementes durante o período de inverno. O momento mais favorável para intervir ocorre antes que as plantas atinjam estádios avançados ou iniciem a produção de sementes. A braquiária bem estabelecida deve ser tratada como parte do manejo integrado, pois ocupa o espaço, sombreia o solo e dificulta a emergência de algumas espécies. Entretanto, a cobertura vegetal não elimina completamente a necessidade do controle químico, especialmente em falhas de estande onde as plantas daninhas irão germinar. Nessas situações, herbicidas pós-emergentes, produtos com atividade residual e aplicações sequenciais podem ser ferramentas complementares, desde que tecnicamente posicionados.
Também é necessário rotacionar mecanismos de ação e evitar que o programa dependa repetidamente das mesmas moléculas. A escolha deve considerar as espécies presentes, o tamanho das plantas, a cultura subsequente, o intervalo entre aplicação e semeadura e a preservação da cobertura. Os resultados deste experimento são referências para as condições avaliadas e não constituem recomendação isolada de uso. As chuvas fora do padrão durante a entressafra aumentam o risco de emergência, desenvolvimento e produção de sementes de plantas daninhas. Adiar o início do controle para próximo da semeadura reduz as opções de manejo, pois concentra as operações em uma janela já limitada. Além disso, alguns herbicidas, como o triclopir, exigem um intervalo maior entre a aplicação e a semeadura, geralmente de 20 a 30 dias, o que pode restringir seu uso quando o manejo é realizado tardiamente. O manejo antecipado distribui as intervenções ao longo da entressafra, mantém as plantas em estádios mais favoráveis ao controle e ajuda a proteger o potencial produtivo da cultura seguinte. Mais do que antecipar uma aplicação, significa manejar o sistema para que a soja seja implantada em uma área efetivamente limpa e com menor pressão de reinfestação.
Dr. Valter Vaz Pesquisador Agronômico - Centro Tecnológico COMIGO (CTC)
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Caderno de nutrição
OTIMIZANDO A UTILIZAÇÃO DE VOLUMOSOS CONSERVADOS EM DIETAS DE ALTA ENERGIA A produção de volumosos é frequentemente um gargalo em sistemas intensivos de produção animal, devido à marcante sazonalidade forrageira concentrada no período das águas. Para equilibrar a oferta e a demanda de alimento ao longo do ano, práticas de conservação de forragem como a produção de silagem, feno e pré-secado são essenciais. Contudo, o elevado custo operacional e a frequente limitação de área exigem a otimização máxima desses recursos. Na nutrição de bovinos, o volumoso fornece a fibra fisicamente efetiva necessária para estimular a ruminação e garantir a saúde ruminal, o que é indispensável para maximizar o desempenho. Em dietas de alta energia, que possuem elevada proporção de concentrado, surgem dúvidas frequentes: qual é a inclusão ideal de volumoso sem comprometer a saúde ruminal? Reduzir a fibra de forragem ao mínimo realmente se traduz em maior desem-
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Gráfico 1. Relação entre o consumo de FDN de forragem e o Ganho Médio Diário (GMD) em bovinos confinados. Adaptado de Galyean e Defoor (2003).
penho devido ao incremento energético da dieta? Para essa questão, a resposta é: não necessariamente. Embora o aumento do teor de concentrado eleve a concentração de energia da ração, o desempenho animal não responde de forma linear. O Gráfico 1 mostra a relação entre o aumento da inclusão de fibra de for-
ragem na dieta de bovinos confinados e o desempenho animal. Observe que, à medida que se reduz a inclusão de forragem, há um aumento do ganho de peso; no entanto, quando se atinge níveis excessivamente baixos (como 5% de FDN de forragem na dieta), o ganho de peso cai. O melhor desempenho em ganho é obtido quando se trabalha com níveis de aproximadamente 11% de fibra proveniente de silagem.
Considerando que uma silagem de milho de boa qualidade apresenta em torno de 45% a 50% de FDN (Fibra em Detergente Neutro), essa recomendação equivale a uma inclusão de silagem de aproximadamente 20% a 25% na matéria seca (MS) da dieta. Mas e para outros volumosos conservados? Será que a inclusão de fibra proveniente de forragem deve ser idêntica à da silagem de milho?
A resposta é não, pois cada volumoso possui características de fibra distintas, tanto em aspectos de degradabilidade ruminal quanto na capacidade física de estimular a ruminação (efetividade física). Um experimento semelhante ao anterior, avaliando o uso de feno com níveis de 4% a 13% de inclusão de FDN de forragem na dieta de bovinos confinados, demonstrou que os melhores resultados de desem-
penho se concentram na faixa de 7% a 10% de inclusão de FDN de feno (Gráfico 2). Esses dados deixam claro que conhecer as características bromatológicas de cada ingrediente e determinar seu nível ótimo de inclusão são passos fundamentais para alcançar o objetivo principal de dietas de alta energia: o máximo desempenho animal com saúde ruminal garantida e a melhor relação custo-benefício possível. Para formular dietas assertivas e personalizadas para a realidade da sua propriedade, procure o técnico da COMIGO mais próximo. Juntos, poderão definir a melhor estratégia nutricional para potencializar o seu sistema de produção!
Gráfico 2. Efeito da inclusão de fibra em detergente neutro (FDN) de feno sobre o desempenho de bovinos confinados. Adaptado de Santos et al. (2017) / Dados obtidos do Centro de Pesquisa Nutripura.
Gustavo Vinicius de Souza dos Anjos Consultor Técnico - Rações COMIGO
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Expansão
COMIGO AMPLIA CAPACIDADE DE ARMAZENAGEM E INVESTE MAIS DE
R$ 470 MILHÕES EM INFRAESTRUTURA
A capacidade estática total ultrapassará 52 milhões de sacas, além de melhorias na eficiência de recebimento, secagem e movimentação de grãos. Por Wagner Filgueira
A produção agrícola cresce, a produtividade avança e estruturas cada vez mais eficientes precisam acompanhar esse movimento. Para responder a essa realidade e fortalecer sua capacidade de atendimento aos cooperados, a COMIGO está realizando uma série de investimentos em armazenagem, secagem e recebimento de grãos, com destaque para as unidades de Palmeiras de Goiás, Acreúna e o Armazém Cinquentão, em Santa Helena de Goiás. Somados, os investimentos ultrapassam R$ 470 milhões e representam um dos maiores movimentos de expansão da infraestrutura de armazenagem da Cooperativa nos últimos anos. O objetivo é ampliar a capacidade operacional das unidades, aumentar a velocidade de recebimento durante
Palmeiras de Goiás
os períodos de safra e preparar a Cooperativa para absorver o crescimento contínuo da produção agrícola em sua área de atuação.
ro, os investimentos foram planejados
Segundo o gerente geral de Armazéns da COMIGO, João Batista Casemi-
ampliando nossa capacidade de seca-
para atender tanto às necessidades atuais quanto ao crescimento projetado para os próximos anos. “Estamos gem, recepção e armazenagem para dar mais agilidade ao atendimento dos cooperados e fortalecer a estrutura necessária para suportar o aumento da produção. São investimentos que trazem benefícios imediatos para o recebimento de grãos e também prepa-
Paraíso
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Acreúna
ram a Cooperativa para o futuro.”
PALMEIRAS CONCENTRA O MAIOR PROJETO DE EXPANSÃO
NOVAS ESTRUTURAS EM ACREÚNA E SANTA HELENA
Entre os investimentos em andamento, Palmeiras de Goiás concentra o maior volume de recursos e uma das mais significativas ampliações da estrutura de armazenagem da COMIGO.
Outros dois importantes investimentos estão sendo realizados em Acreúna e no Armazém Cinquentão, localizado em Santa Helena de Goiás. As obras integram a estratégia de expansão da capacidade de armazenagem da Cooperativa e devem estar concluídas até janeiro de 2027.
A unidade de Palmeiras de Goiás, que atualmente possui capacidade de secagem de 300 toneladas por hora, receberá uma ampliação que dobrará esse volume, alcançando 600 toneladas por hora. O projeto contempla ainda uma nova linha para recebimento de produtos já secos, com capacidade de 300 toneladas por hora, além da instalação de quatro novos tombadores para caminhões de 30 metros e de uma estrutura de transbordo destinada ao recebimento de grãos que vão chegar das filiais. O investimento previsto para a unidade é de aproximadamente R$220 milhões de reais. Além da expansão já em execução, a diretoria da Cooperativa sinalizou a construção de um novo armazém com capacidade para três milhões de sacas. O projeto, quando concluído, elevará a capacidade estática da unidade para 7,5 milhões de sacas. Atualmente, Palmeiras conta com um armazém de 1,5 milhão de sacas e outro com capacidade para 3 milhões. “Os cooperados de Palmeiras e região ficarão muito bem atendidos em capacidade de secagem e armazenagem. Ao mesmo tempo, a Cooperativa fortalece sua capacidade estática para utilizar esses grãos em suas fábricas e na produção de subprodutos”, destaca Casemiro.
Neste caso, as obras são espelho uma da outra. Cada uma das unidades está recebendo aproximadamente R$110 milhões em investimentos destinados à construção de um novo armazém com capacidade para 1,5 milhão de sacas, um novo tombador para caminhões de 30 metros, um secador com capacidade de 150 toneladas por hora e uma linha de 300 toneladas/ hora para recebimento de produtos secos.
Paraíso
Acreúna
EFICIÊNCIA OPERACIONAL TAMBÉM ESTÁ NO FOCO DOS INVESTIMENTOS Além dos grandes projetos de expansão, a Cooperativa realiza uma série de melhorias voltadas ao aumento da eficiência dos processos de recebimento de grãos, que somadas, representam aproximadamente R$5 milhões de reais em investimentos. Em Santa Helena, uma nova máquina de pré-limpeza está sendo instalada para aumentar a capacidade de fluxo e melhorar a eficiência operacional da unidade. Já nos armazéns de Rio Verde, Serranópolis, Jataí, Paraíso e Caiapônia, as máquinas de pré-limpeza estão
Palmeiras de Goiás
Santa Helena
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EXPANSÃO EM NÚMEROS MAIS DE R$
470 MILHÕES
Acreúna
sendo substituídas por equipamentos mais modernos, capazes de aumentar a velocidade de processamento e contribuir para uma melhor padronização dos produtos destinados às indústrias da Cooperativa. Em Iporá, a melhoria acontece na área de secagem. A unidade já possui capacidade para secar 300 toneladas por hora, mas receberá uma nova linha para produtos secos, permitindo que caminhões que chegam com grãos dentro do padrão de umidade de armazenamento descarreguem com mais rapidez. Segundo João Casemiro, esse tipo de investimento tem impacto durante os períodos de maior movimentação. “O objetivo é dar mais agilidade à recepção dos grãos, atender o produtor com mais rapidez e garantir um produto cada vez mais padronizado para abastecer nossas fábricas”, afirma. A expansão da infraestrutura também contempla melhorias voltadas ao apoio logístico. No Armazém Paraíso, além da modernização dos equipamentos, a COMIGO adquiriu uma área de um alqueire para ampliação do pátio de estacionamento, proporcionando mais conforto e melhores condições de atendimento aos caminho-
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neiros durante os períodos de safra. O investimento foi de aproximadamente
em investimentos em armazenagem, secagem e recebimento de grãos.
R$1,3 milhão.Ainda de acordo com o Gerente Geral de Armazéns, todo o projeto de ampliação receberá equi-
PALMEIRAS DE GOIÁS
pamentos com os melhores sistemas
MAIS DE
de automação, garantindo mais segurança aos colaboradores e maior rendimento durante os processos.
R$
220
milhões de investimentos
Com todos os projetos concluídos, a capacidade estática de armazenagem da Cooperativa passará dos atuais
ACREÚNA E ARMAZÉM CINQUENTÃO
42 milhões e 933 mil sacas para 52 mi-
110
lhões e 933 mil sacas, um crescimento
R$
de seis milhões de sacas.Isso reflete
milhões em cada unidade + R$ 5 milhões em modernização de equipamentos e melhorias na recepção de grãos em demais unidades
uma estratégia de longo prazo. À medida que a produção agrícola evolui, a infraestrutura precisa avançar no mesmo ritmo. Receber, secar, armazenar e movimentar grãos com eficiência tornou-se uma etapa tão importante quanto produzir. Com a entrada em operação das novas estruturas, a COMIGO amplia sua presença logística em regiões estratégicas de produção, reduzindo gargalos operacionais e proporcionando maior agilidade no escoamento da safra.
RESULTADO
42,9 52
MILHÕES DE SACAS
Capacidade total de armazenagem da COMIGO após a conclusão das obras. + 6 milhões de sacas de capacidade estática.
Pecuária
INOVAPEC REÚNE ESPECIALISTAS E AMPLIA DEBATE SOBRE OS DESAFIOS E OPORTUNIDADES DA PECUÁRIA Quarta edição do evento contou com 5 temas de palestras e reuniu mais de 300 pessoas Por Wagner Filgueira
time técnico, que respalda os cooperados no campo. Procuramos reunir profissionais com grande bagagem para ajudar o produtor a errar menos e acertar mais nas tomadas de decisão”, afirma. A afirmação resume um cenário cada vez mais presente dentro da pecuária: produzir bem continua sendo essencial, mas o resultado econômico depende de um conjunto muito maior de fatores. Um deles é a compreensão do mercado.
Eficiência na produção pecuária, além da capacidade de produzir mais arrobas por hectare, hoje passa também pela capacidade de interpretar mercado, gerenciar custos, adotar novas tecnologias e tomar decisões cada vez mais estratégicas dentro da propriedade. Foi a partir dessa visão que a COMIGO realizou a quarta edição do INOVAPEC, evento criado para conectar produtores, cooperados e profissionais do setor às informações que estão moldando o futuro da atividade pecuária.
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O encontro trouxe discussões diretamente ligadas aos desafios enfrentados no dia a dia das propriedades rurais, abordando temas que vão da comercialização à nutrição animal, passando por gestão, comunicação e qualidade da carne. Para o diretor de Insumos da COMIGO, Cláudio Teoro, a iniciativa reforça um compromisso que acompanha a trajetória da cooperativa. “Nosso foco é sempre trazer informação para os cooperados, mas também para o
Em sua palestra, o consultor Maurício Palma Nogueira, Sócio Diretor da Athenagro, destacou que preço, demanda e comportamento do mercado são elementos que influenciam diretamente o planejamento produtivo e a rentabilidade da atividade: “o produtor precisa estar sempre atento ao preço e ao mercado, porque isso domina as ações que ele toma na fazenda. É preciso preparar a propriedade para gerar o melhor resultado possível dentro de cada cenário de mercado”. A gestão do negócio também esteve presente nas discussões sobre
do produtor, a experiência de quem participa do evento ajuda a mostrar o resultado dessa conexão. Sebastião Lopes, cooperado, participou do evento em busca de informações que possam contribuir diretamenbarter na pecuária.O palestrante Rostyner Pereira Costa falou sobre como se proteger das oscilações de mercado. “A partir do momento que eu tenho a condição de travar o custo dos meus animais garantindo o valor de rentabilidade final, essa operação faz todo sentido para a pecuária”, declara.
tento entender como ele está passando, o que ele está comendo, o que ele está bebendo e como está harmonizado aquele ambiente para ele. Esse conjunto define parte do resultado”, explicou Antonio Sechis, proprietário do Grupo Agro Passion.
Outro tema que chamou atenção foi a comunicação no agronegócio. Amália Sechis, Diretora da Beef Passion, palestrou sobre como usar a comunicação para fortalecer a marca do produto que é produzido dentro de cada fazenda. “Quando você não é percebido e notado, não consegue mostrar seu diferencial. A comunicação permite que as pessoas conheçam o valor daquilo que você faz”, destacou Amália Sechis.
O papel DDG na nutrição animal, um tema atual e aquecido na região de atuação da COMIGO, também foi trazido como tema de palestra. Impulsionado pelo crescimento da produção de etanol de milho, o coproduto vem ampliando sua participação nas dietas e despertando interesse pela capacidade de combinar valor nutricional e competitividade econômica.
A programação trouxe reflexões sobre um aspecto que influencia diretamente os resultados da pecuária moderna: o bem-estar animal.O assunto foi abordado sob uma perspectiva prática, associando o ambiente de criação com a qualidade da carne. A proposta foi mostrar que desempenho produtivo e cuidado com os animais fazem parte da mesma equação.
Segundo o Prof. Dr. Juliano Fernandes, docente da UFG, trata-se de uma alternativa que vem contribuindo para aumentar a eficiência dos sistemas de produção: “o DDG possui alto valor nutricional, com níveis elevados de energia e proteína, contribuindo para a produção de uma arroba mais barata”. CONHECIMENTO QUE CHEGA À PROPRIEDADE
“Eu faço uma reflexão muito simples, eu me coloco no lugar do boi e
Se o objetivo do INOVAPEC é aproximar informação técnica da realidade
te para o desempenho do seu rebanho. “A gente está aqui hoje buscando conhecimento para investir em suplementação e aumentar a qualidade do rebanho.” A cooperada Patricia Kompier também destaca a importância de ampliar a visão sobre a atividade e transformar o aprendizado em novas possibilidades dentro da propriedade. “Para nós é uma aula. A gente ganha muita informação e isso ajuda a abrir a visão para agregar dentro da propriedade rural. Aprender não dói nada, a gente só ganha com isso.” Ao reunir diferentes visões sobre a atividade pecuária, o INOVAPEC reforçou uma realidade cada vez mais evidente dentro do setor: os resultados da fazenda são consequência de decisões que vão muito além do curral, da pastagem ou da nutrição. E é justamente nessa direção que iniciativas como o INOVAPEC buscam contribuir: aproximando conhecimento e inovação da realidade dos produtores que constroem a pecuária todos os dias. Informações No QR-Code ao lado, assista o vídeo do evento com entrevistas
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Expansão
Balanço de safras e perspectivas Soja e safrinha de milho fecham ciclo com produção geral forte, mas rentabilidade exige cautela Por Pedro Cabral
A safra de soja 2025/26 e a segunda safra de milho, conhecida como safrinha, chegam ao fim em um cenário de produção relevante, mas com pressão sobre a rentabilidade do produtor. De um lado, produtividade e oferta seguem sustentando a força do agronegócio brasileiro e goiano. De outro, custos de produção mais elevados, crédito caro e comportamento dos preços das commodities exigem maior cautela nas decisões para o próximo ciclo. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada em 360,8 milhões de toneladas, crescimento de 2,4% em relação à temporada anterior. Dentro desse cenário, soja e milho mantêm papel de destaque na produção nacional.
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Em Goiás, a safra de soja 2025/26 mantém o Estado entre os principais produtores nacionais. A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) estima produção de 20,1 milhões de toneladas, o segundo maior volume da série histórica, com produtividade média de 3,9 toneladas por hectare. No caso da segunda safra de milho, o cenário foi mais heterogêneo. Embora a produção nacional de milho deve alcançar um novo recorde na temporada 2025/26, em Goiás algumas regiões enfrentaram restrições climáticas que afetaram o plantio e o desenvolvimento da safrinha. A Conab estima a produção brasileira de milho próxima de 143 milhões de toneladas. Os números de produção, porém, precisam ser analisados em conjunto com os custos específicos dessas duas culturas. Levantamento realizado pela própria área de insumos da COMIGO aponta pressão sobre os custos da soja e do milho, provocada principalmente pelo aumento das despesas operacionais e pelo comportamento dos preços das commodities. Na soja, os insumos registraram acréscimo estimado de 5%, sem considerar os custos operacionais. No milho, a alta foi de aproximadamente 6,6%, também sem incluir essa parcela. Segundo o departamento técnico da cooperativa, parte desse aumento está relacionada aos ajustes de impostos e tributos incidentes sobre os insumos, como PIS e COFINS. Nos custos operacionais, a elevação estimada pela COMIGO fica entre
8% e 9%, com variações de acordo com a localização e as características de cada propriedade, como arrendo, por exemplo. O frete também representa uma fonte relevante de pressão, já que seu impacto depende da distância percorrida e das variações na tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
ANÁLISE DO CENÁRIO Nesse cenário, mais do que a elevação isolada dos preços dos insumos, o principal ponto de atenção para a rentabilidade da soja e da safrinha de milho está na combinação entre custos operacionais mais altos e o comportamento dos preços das commodities. Essa relação pode limitar as margens das próximas safras. Para o presidente do conselho de administração da COMIGO, Antonio Chavaglia, essa é justamente a conta que precisa estar no centro das decisões do produtor. “Foi uma boa safra de soja em produtividade, mas a safrinha já foi ruim aqui na região, então precisamos saber quanto custou para produzir e quanto sobrou para o produtor. É essa conta que interessa”, avalia. A avaliação ganha relevância diante do cenário observado em Goiás. Apesar da produtividade elevada na soja, o custo de produção na região chegou a R$ 5.602,89 por hectare, segundo levantamento da Seapa. Na safrinha de milho, o impacto climático
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também entrou na equação. A janela de plantio e a disponibilidade de água foram determinantes para o desempenho das lavouras em diferentes regiões de Goiás, fazendo com que os resultados variassem entre as áreas produtoras.
PERSPECTIVAS PARA PRÓXIMAS SAFRAS Com o encerramento da safra de soja 2025/26 e da safrinha de milho, a atenção agora se volta para o planejamento dos próximos ciclos. Custos, preços, crédito, clima e produtividade continuarão determinando o resultado das lavouras. Na avaliação de Chavaglia, o produtor tende a adotar uma postura mais cautelosa, mas sem abrir mão de investimentos que tragam retorno. “O produtor precisa produzir bem. O que ele não pode é gastar sem planejamento. É diferente. Hoje, ele precisa saber onde cada real investido”, afirma. O crédito é outro ponto de atenção. Mesmo com mudanças na política monetária, a Selic permanece em
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patamar elevado, aumentando o custo de capital para produtores e empresas. Para Chavaglia, o desafio do Plano Safra 2026/27 - R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 85,2 bilhões para o Pronaf - não está apenas no volume anunciado que não acompanha as altas nos custos, mas na capacidade de transformar os recursos previstos em crédito efetivamente acessível ao produtor, com condições compatíveis com a atividade.
acredito que o caminho seja deixar
“O principal é saber se o dinheiro vai chegar na ponta e qual vai ser o custo efetivo desse dinheiro. Não adianta anunciar bilhões de reais se o produtor não consegue acessar o recurso na hora em que precisa e ainda tem que arcar com juros muito altos”, afirma Chavaglia
pesquisas que ajudam o produtor a
Dessa forma, a tendência é de maior seletividade nas decisões. A tecnologia continua sendo fundamental para preservar produtividade, mas cada investimento precisa ser analisado pelo retorno que pode gerar. “O produtor vai ser mais cauteloso. Mas eu não
de usar tecnologia. O caminho é fazer uma agricultura mais eficiente”, afirma o presidente. É nesse cenário que a atuação da cooperativa ganha importância. Segundo Chavaglia, “a COMIGO tem papel não apenas no fornecimento de insumos e no recebimento dos grãos, mas também na armazenagem, industrialização e comercialização, e até nas produzir melhor”. Além disso, a estratégia de agregação de valor vem sendo ampliada pela cooperativa, que investe em uma nova esmagadora de soja e deve dobrar sua capacidade. “Quanto mais conseguirmos agregar valor à produção, industrializar, melhorar a comercialização e oferecer condições para o produtor investir melhor e produzir melhor, mais conseguimos contribuir para a rentabilidade do cooperado”, explica Chavaglia.
Pecuária
JANTAR CONEXÃO PECUÁRIA LEVA CONHECIMENTO E INFORMAÇÃO PARA COOPERADOS Encontros reuniram produtores e especialistas em discussões sobre os desafios e as oportunidades da pecuária de leite e de corte Por Douglas Teixeira
O desenvolvimento da pecuária passa pelo conhecimento, pela troca de experiências e pelo acesso a novas soluções para a atividade. Aproximar essas discussões da realidade do produtor também contribui para fortalecer o setor. Pensando nisso, entre junho e agosto, a COMIGO, em parceria com a Elanco, promoveu o Jantar Conexão Pecuária em cinco municípios goianos, reunindo cooperados para discutir os desafios e as oportunidades da pecuária de leite e de corte.
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Os encontros foram pensados para levar aos produtores informações práticas e aplicáveis à rotina das propriedades, com conteúdos voltados às principais demandas da pecuária. A programação contou com palestras conduzidas por especialistas, que abordaram temas relacionados ao manejo, à nutrição, à gestão e aos desafios enfrentados pelos pecuaristas no dia a dia. O circuito passou por Palmeiras de Goiás, Caiapônia, Jussara, Serranópolis e Pontalina.
De acordo com o Coordenador Técnico e Comercial da área de pecuária da COMIGO, Rômulo Pereira, iniciativas como o Conexão Pecuária fortalecem o diálogo com os produtores e ampliam as oportunidades de levar informação e soluções que podem contribuir para a melhoria das propriedades. ”O Conexão Pecuária vai abordar temas de pecuária leiteira e pecuária de corte. Vamos trazer
informações sobre o mercado, mas, principalmente, o que a gente pode melhorar da porteira para dentro”, destaca Rômulo, que complementa: “essa é a importância dos eventos, é quando a gente consegue trazer informação de qualidade, falar da cooperativa, falar dos planos da cooperativa e de todas as ferramentas que a gente tem para oferecer para o cooperado”.
hoje, você tem que estar sempre bem informado em todos os sentidos, no quesito de nutrição, melhoria de raça, porque você precisa acompanhar o mercado sempre”, ressalta Marisleila.
ESCANEIE OS QR CODES E CONFIRA COMO FOI O EVENTO EM CADA CIDADE:
PALMEIRAS
INFORMAÇÃO QUE FAZ DIFERENÇA EM CAMPO A busca por informações de qualidade faz parte da rotina de quem vivencia a pecuária desde cedo. É o caso do cooperado e produtor de leite, Sandro Freitas, que vê no aprendizado contínuo uma oportunidade para aprimorar a atividade e seguir avançando. “Estou no ramo do leite desde criança, juntamente com meu pai, que veio do leite também. A gente busca, a cada ano que passa, agregar mais conhecimentos, e estar participando dessas palestras é muito importante para buscar informações positivas e para o crescimento dentro da propriedade,” afirma Sandro. Com mudanças constantes no setor, estar atualizado em diferentes aspectos da pecuária se torna cada vez mais importante. A cooperada Marisleila Oliveira, ressalta que acompanhar as diferentes áreas do setor é essencial para todo pecuarista. “Na pecuária
CAIAPÔNIA
JUSSARA
SERRANÓPOLIS
PONTALINA
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Cooperativismo
CONHECIMENTO QUE PREPARA PARA O FUTURO Viagem técnica da 13ª turma do Programa de Formação de Jovens Lideranças Cooperativistas amplia conhecimentos sobre sucessão, liderança e intercooperação Por Wellerson Martins
Preparar as novas gerações para os desafios do agronegócio e do cooperativismo exige conhecimento, experiências práticas e contato com diferentes realidades. Foi com esse propósito que os participantes da 13ª turma do Programa de Formação de Jovens Lideranças Cooperativistas da COMIGO realizaram uma viagem técnica por São Paulo e Paraná, entre os dias 27 e 30 de julho. Durante quatro dias, os jovens conheceram empresas, instituições de ensino e cooperativas, participaram de atividades de liderança e tiveram contato com diferentes modelos de
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gestão e atuação no agronegócio. Mais do que conhecer novas estruturas e processos, a experiência proporcionou reflexões sobre sucessão familiar, inovação, intercooperação e o papel das novas gerações no futuro do campo e do cooperativismo. Para Siomara Martins, coordenadora de desenvolvimento de cooperados da COMIGO, a experiência complementa a formação dos jovens ao proporcionar contato direto com organizações e profissionais que vivenciam, na prática, os desafios abordados durante o programa. “A viagem
técnica é um momento muito importante dentro da formação porque permite que os jovens saiam da sala de aula e vivenciem outras realidades. Eles têm a oportunidade de conhecer empresas e cooperativas, conversar com lideranças, observar diferentes formas de atuação e, principalmente, refletir sobre o papel que poderão assumir no futuro. É uma experiência que amplia conhecimentos, fortalece vínculos e contribui para a formação de novas lideranças para a COMIGO e para o cooperativismo.”, avalia Siomara.
INTERCOOPERAÇÃO QUE APROXIMA
CONECTANDO GERAÇÕES A primeira parada da viagem foi em Paulópolis, distrito de Pompeia (SP), onde a turma visitou a fábrica da Jacto e conheceu de perto tecnologias, máquinas e soluções voltadas ao agronegócio. Além dos avanços tecnológicos, a visita proporcionou uma reflexão sobre a trajetória e os desafios de uma empresa familiar. Para Jorge Nishimura, acionista da Jacto, aproximar diferentes gerações é fundamental para compartilhar experiências e preparar quem estará à frente das organizações no futuro. “Eu acho que é excelente a gente poder se comunicar com as novas gerações. Uma das coisas que a gente tem aprendido é a relevância de conectar pelo menos três gerações”, pontua Nishimura. O acionista da Jacto também valorizou a oportunidade de compartilhar a trajetória da empresa com os participantes. “Fico muito feliz de receber pessoas aqui e a gente poder compartilhar um pouco da nossa história.”, ressaltou. A conversa trouxe para o centro da experiência um dos temas mais im-
portantes para as novas gerações do agronegócio: a sucessão familiar. Ao conhecer uma empresa que também vivencia os desafios da continuidade entre gerações, os jovens foram estimulados a refletir sobre suas próprias famílias e propriedades. A reflexão chamou a atenção de Bruno, participante da 13ª turma. Para ele, a visita mostrou que os desafios relacionados à sucessão também passam pelas relações dentro da própria família. “A gente visitou algumas cooperativas, vimos ali na visita da Jacto que, para ele, o principal problema de uma empresa familiar é o problema com a própria família. Então isso foi bom, foi o assunto que mais me chamou atenção porque é uma empresa muito grande, brasileira. Então, ele pediu para nós olharmos para dentro”, contou Bruno. Ainda em Pompeia, a turma visitou a Fundação Shunji Nishimura, a FATEC e o CITAP, conhecendo iniciativas que aproximam educação, tecnologia e agronegócio. As visitas mostraram aos jovens como conhecimento e inovação são fundamentais para acompanhar as transformações do setor.
No segundo dia, a programação seguiu em Cascavel (PR), onde os jovens conheceram o espaço que recebe o Show Rural Coopavel, uma das principais vitrines de tecnologia e inovação do agronegócio, e acompanharam informações sobre a atuação da cooperativa paranaense . O contato com a cooperativa também trouxe uma reflexão sobre a importância da intercooperação e da preparação das novas gerações. Para o diretor-presidente da COOPAVEL, Dilvo Grolli, o jovem tem papel fundamental na continuidade das propriedades rurais, mas precisa estar preparado para assumir novas responsabilidades. “O jovem é o sucessor natural, mas ele vai ser um bom sucessor se estiver preparado. E aí as cooperativas, a exemplo da COMIGO, estão trazendo jovens para outras regiões do Brasil para entender o cooperativismo e também criar uma ligação entre as cooperativas do Sul com as cooperativas do Centro-Oeste.”, destacou Grolli. O dirigente também relacionou a intercooperação à formação de no-
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vos líderes e à própria atuação das cooperativas enquanto organizações econômicas e sociais. “Essa intercooperação também, ao mesmo tempo, traz a juventude para se preparar para administrar empresas. As cooperativas são grandes empresas econômicas e também têm o fator social.”, pontuou. A experiência seguiu para Medianeira (PR), onde a turma conheceu parte dos processos e programas da Cooperativa Lar. A visita permitiu observar outra realidade cooperativista e compreender como diferentes atividades podem contribuir para a geração de oportunidades no campo. Para Urbano Inácio Frey, 2º vice-presidente da Lar, o intercâmbio entre cooperativas permite ampliar perspectivas e fortalecer o próprio movimento.“É sempre importante quando a gente pode ter esses momentos de contato com pessoas de outros estados, ver outras realidades e onde a gente pode, de alguma forma, estar colaborando para que as cooperativas, que são um movimento tão inclusivo, possam continuar ajudando as pessoas a melhorar a vida delas.”, ressaltou Frey. A fala reforça que a intercooperação vai além da troca de informações
novas referências sobre o agronegócio e o cooperativismo, além de reflexões que ultrapassam o conteúdo técnico.
e experiências entre organizações. Ela também está relacionada à geração de oportunidades e ao desenvolvimento das comunidades.
LIDERANÇA NA PRÁTICA O terceiro dia foi dedicado a um treinamento vivencial na região de Cascavel. A atividade uniu aprendizado prático, liderança, trabalho em equipe e propósito cooperativista. O momento também fortaleceu a integração entre os participantes, aproximando jovens cooperados, filhos de cooperados e cooperados que integram a turma. Para o jovem cooperado Bruno Subtil Alves, essa foi uma das contribuições da experiência. “A viagem do curso dos jovens cooperativistas serviu para exemplificar na prática e integrar nós, jovens cooperados, filhos de cooperados e alguns cooperados entre si.”, avaliou.
APRENDIZADOS QUE FICAM No último dia, a turma visitou as Cataratas do Iguaçu, encerrando a jornada com um momento de integração e contemplação. Depois de quatro dias de visitas, trocas de experiências e atividades práticas, os jovens retornaram com
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Para Gabriela Oliveira Moraes, participante da 13ª turma, a experiência foi marcante especialmente pelos aprendizados relacionados à sucessão familiar.“Eu amei! Foi uma experiência muito boa que eu vou levar pra vida toda. A parte que eu mais gostei foi a palestra da sucessão familiar. A paz que ele entregou, a forma que ele conduziu a palestra foi bem interessante. Eu vou levar pra vida todos os ensinamentos.”, afirmou. A viagem técnica reforçou, assim, um dos principais objetivos do Programa de Formação de Jovens Lideranças Cooperativistas da COMIGO: preparar uma nova geração para participar ativamente do desenvolvimento das propriedades, da Cooperativa e do movimento cooperativista. Mais do que conhecer novos lugares, os jovens tiveram a oportunidade de conhecer diferentes formas de fazer, ouvir quem já percorreu diferentes caminhos e refletir sobre o caminho que eles próprios poderão construir. É nesse encontro entre gerações, experiências e realidades que se fortalece a formação de quem estará preparado para liderar o futuro. Informações Acesse o QR Code e confira no vídeo um pouco mais da experiência da turma:
Cooperativismo
COMIGO SE DESTACA ENTRE AS MAIORES E MELHORES EMPRESAS DO PAÍS Anuário Valor 1000 destaca cooperativa em rankings gerais e do agronegócio Por Pedro Cabral
A Cooperativa COMIGO está entre os grandes nomes do agronegócio brasileiro. Na edição mais recente do Valor 1000, ranking elaborado pelo jornal Valor Econômico, a cooperativa conquistou o 2º lugar entre as melhores empresas do agronegócio nacional, resultado que reforça sua relevância no cenário empresarial e sua trajetória de crescimento. A evolução também aparece na classificação geral. A COMIGO avançou da 127ª posição para a 107ª colocação entre as maiores empresas do Brasil, uma ascensão de 20 posições no ranking. No recorte regional, que contempla organizações do Centro-Oeste e Norte, a cooperativa ficou em 8º lugar no Ranking Geral e conquistou o título de Melhor Empresa do Agronegócio da região, sendo a 2ª maior empresa dessa categoria. Para o presidente executivo da COMIGO, Dourivan Cruvinel, os resultados refletem o crescimento da cooperativa e a evolução de uma estrutura construída para acompanhar as necessidades do produtor. “Esse resultado é motivo de muito orgulho para todos nós. A COMIGO tem crescido de forma consistente, ampliando sua estrutura, sua atuação e a capacidade de oferecer so-
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luções aos cooperados. Estar entre as
rativistas, com soluções centradas na
maiores empresas do Brasil e alcançar
produtividade e nos resultados do co-
o 2º lugar entre as melhores do agro-
operado. Da oferta de insumos e assis-
negócio nacional mostra que estamos
tência técnica à pesquisa, recebimento
no caminho certo”, afirma.
e armazenagem de grãos, industriali-
O presidente do conselho de administração da COMIGO, Antonio Cha-
zação e comercialização, a cooperativa atua em diferentes etapas da cadeia
vaglia, reflete sobre o compromisso da
produtiva para apoiar o produtor em
cooperativa em seguir conquistando
seus desafios e oportunidades.
bons resultados. “Esse crescimento vem acompanhado de uma grande responsabilidade: continuar investindo e evoluindo para gerar cada vez mais resultados aos nossos cooperados”, declara. A trajetória da COMIGO está diretamente ligada aos princípios coope-
É essa integração que permite à COMIGO acompanhar o cooperado ao longo de sua atividade, oferecendo conhecimento, produtos, serviços, tecnologia e estrutura para que ele possa produzir com mais eficiência, segurança e capacidade de geração de resultados.
SOBRE O RANKING O Valor 1000 reúne as mil maiores empresas do país e estabelece critérios para a avaliação do desempenho empresarial. A definição e o desenvolvimento desses critérios são realizados pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (Eaesp-FGV), por meio do seu Centro de Estudos em Finanças (GVCef). A Serasa Experian é responsável pela captação e análise dos balanços e pela montagem dos rankings das mil maiores empresas e dos quadros de destaques setoriais, além de participar, em parceria com a Eaesp-FGV, do desenvolvimento dos critérios de avaliação. O reconhecimento no Valor 1000 é resultado de uma trajetória construída coletivamente. Cooperados, colaboradores e parceiros fazem parte desse crescimento e contribuem diariamente para fortalecer uma cooperativa que tem na produtividade e no desenvolvimento do produtor rural o centro de sua atuação.
Dicas de Pecuária
PLANEJAMENTO TÉCNICO E INTEGRADO PARA AQUISIÇÃO DE INSUMOS EM PASTAGENS A garantia de uma propriedade autossuficiente em pastagens e altamente lucrativas para atender à demanda nutricional do rebanho constitui um dos principais desafios da pecuária moderna. Um planejamento forrageiro eficaz elimina suposições e fundamenta-se em dados concretos, assegurando a produção de forrageiras de qualidade e com alto potencial produtivo. O sucesso na pecuária de corte ou de leite inicia-se na produção de capim de forma eficiente e com o uso racional de insumos. Para que a pastagem atinja seu máximo desempenho, o planejamento para a aquisição de insumos compreendendo corretivos, fertilizantes, sementes e defensivos exige uma visão sistêmica. O objetivo principal consiste em alinhar o fluxo financeiro da propriedade ao calendário biológico do sistema forrageiro.
LEVANTAMENTO AGRONÔMICO E DIAGNÓSTICO DE CAMPO
doses exatas de macro e micronutrientes exigidos pela cultura;
A definição das necessidades de insumos da propriedade deve ser balizada por diagnósticos precisos de campo, contemplando as seguintes etapas:
b) sementes: avaliação da necessidade de manutenção, adensamento ou renovação das áreas, priorizando lotes de sementes que apresentem alta pureza física e elevado Valor Cultural (VC);
a) corretivos e fertilizantes: realização de amostragem e análise química e física do solo para determinação das
c) defensivos químicos e biológicos: mapeamento da pressão de plantas daninhas e pragas (como cigarrinhas e lagartas-do-cartucho) para planejar a compra certa de herbicidas e inseticidas, sem falta nem excesso.
MATRIZ DE COMPRAS E ESTRATÉGIA COMERCIAL A consolidação dos dados diagnósticos gera uma matriz de insumos que direciona as aquisições para a ja-
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nela de máxima eficiência econômica. Recomenda-se focar as negociações durante o período de seca, momento que marca a entressafra do pasto. Nessa época, a indústria e as revendas oferecem melhores condições comerciais, prazos atrativos e maior disponibilidade de produtos em estoque, garantindo que o material chegue à fazenda antes da retomada das chuvas.
LOGÍSTICA, ARMAZENAMENTO E EFICIÊNCIA OPERACIONAL A preservação da integridade física e bioativa de cada insumo até o momento de sua aplicação no campo requer cuidados específicos de armazenamento e logística: a) sementes: exigem ambientes adequados, com controle de umidade e temperatura, a fim de evitar a perda do poder germinativo e do vigor; b) fertilizantes minerais: necessitam de paletização adequada e local coberto e seco para evitar a absorção de umidade e o consequente empedramento do produto; c) defensivos químicos: demandam instalações que atendam rigorosamente às normas ambientais e trabalhistas vigentes, além do planejamento prévio da disponibilidade de água e adjuvantes para a correta calibração dos pulverizadores. A unificação dessas frentes de compra em um cronograma financeiro centralizado permite a redução do custo do frete fracionado e otimiza o custo operacional total por hectare. Ademais, assegura que a estrutura
da fazenda esteja apta a responder prontamente aos estímulos climáticos assim que o período chuvoso se estabelecer.
CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante da redução contínua das margens na pecuária, a rentabilidade do rebanho está diretamente vinculada à eficiência na implantação e manejo da lavoura de capim. Tratar a pastagem com o mesmo rigor técnico e gerencial dedicado às grandes culturas agrícolas deixou de ser um diferencial e tornou-se uma condição essencial para a sustentabilidade do negócio. A formação ou reforma de uma área forrageira representa parcela significativa dos custos operacionais da propriedade. Sem um planejamento de compras estruturado, o produtor rural torna-se vulnerável às oscilações do mercado de commodities e à inflação sazonal de insumos que ocorre no início das águas. A aquisição de corretivos, adubos e sementes na janela ideal e nas quantidades adequadas previne o desperdício financeiro e garante a máxima eficiência do sistema produtivo.
Angelica Moreira Dias Vendedora de Insumos Externo | COMIGO
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DE OLHO NA LEGISLAÇÃO Confira lista atualizada de defensivos proibidos Atenção, cooperado! Para evitar problemas na sua atividade, confira abaixo o levantamento realizado pelo Centro Tecnológico COMIGO, contendo os produtos com uso proibido nas culturas de milho e soja, além daqueles não autorizados no Brasil.
Fonte: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/setorregulado/regularizacao/ agrotoxicos/monografias/monografias-excluidas-por-letra
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Lista de Agrotóxicos de uso não autorizado no Brasil
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Pesquisa
CONHECIMENTO QUE CHEGA AO CAMPO Em sua 25ª edição, Workshop CTC de Agricultura aproxima resultados de pesquisa da realidade do produtor e reforça a importância da informação para decisões mais assertivas Por Wellerson Martins
Entre escolher uma estratégia de adubação, definir o manejo de uma praga ou estabelecer os cuidados necessários para a implantação da lavoura, as decisões tomadas antes e durante o cultivo podem fazer diferença no resultado da safra. É nesse espaço entre a pesquisa e a prática que o Workshop CTC de Agricultura vem construindo sua trajetória. Realizado pelo Centro Tecnológico COMIGO (CTC), o evento chegou à 25ª edição reunindo cooperados, profissionais do setor, consultores, agrônomos e acadêmicos para um dia dedicado à apresentação de resultados de pesquisas e à discussão de estratégias para as culturas da soja, do milho e do sorgo. Mais do que apresentar informações, a proposta é levar ao produtor conhecimento produzido a partir de experimentos realizados pelo CTC,
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contribuindo para decisões mais segu-
Workshop ao longo de sua trajetória e
ras e assertivas no campo.
a contribuição da equipe técnica para
Na abertura do encontro, realiza-
apoiar os produtores.“Completamos
do no Centro Tecnológico COMIGO em
agora a 25ª edição, então é sinal que
27 de agosto, o presidente executivo
estamos maduros. Estamos prepara-
da COMIGO, Dourivan Cruvinel, des-
dos com os nossos técnicos, para evi-
tacou a maturidade alcançada pelo
tar grandes erros”, afirmou Dourivan.
DA PESQUISA À DECISÃO A programação refletiu a diversidade de fatores que interferem no desempenho das lavouras. Pesquisadores agronômicos do CTC apresentaram resultados em áreas como nutrição de plantas, fertilidade do solo, fitopatologia, entomologia e manejo de plantas daninhas, contemplando diferentes etapas e desafios das culturas de safra e safrinha. Para Eduardo Hara, gerente de Geração e Difusão de Tecnologia da COMIGO, a realização do Workshop representa justamente uma oportunida-
Nesta edição, os trabalhos apresentados abordaram diferentes aspectos do manejo agrícola. A pesquisadora Dra. Amanda Magalhães Bueno tratou do manejo nutricional da soja, mostrando como a fisiologia da planta, o diagnóstico e as condições do ambiente influenciam a resposta à adubação foliar. O pesquisador Dr. Rafael Henrique Fernandes apresentou resultados relacionados ao uso de fungicidas na soja, com foco na proteção e na produtividade. Os desafios relacionados às pragas também estiveram em pauta. O pesquisador Dr. Diego Tolentino de Lima
apresentou estratégias de manejo para mosca-branca, percevejos e lagarta-do-cartucho. Já o Dr. Leonardo Fernandes Sarkis discutiu a eficiência da adubação em um cenário de margens mais estreitas, a partir da provocação: “usar mais ou usar certo?”. Completando o ciclo de palestras dos pesquisadores do CTC, Dr. Valter Vaz apresentou alternativas para reduzir o banco de sementes de plantas daninhas na sucessão soja-milho, tema diretamente relacionado à construção de estratégias de manejo mais eficientes ao longo das safras.
de de aproximar os resultados obtidos nos experimentos de quem está no campo. “É um evento tradicional, que vem levando ao longo dos anos os resultados de pesquisas que são realizadas aqui pelo nosso time de pesquisadores do CTC em diversas áreas, como plantas daninhas, nutrição de plantas, fertilidade do solo, entomologia, fitopatologia. São áreas muito importantes pro produtor rural para poder levar informação para próxima safra que se aproxima”, explicou Hara.
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COMEÇAR BEM PARA COLHER MELHOR A programação contou ainda com a participação do professor da UNESP de Botucatu e especialista em plantabilidade de grandes culturas, Dr.Paulo Arbex. Em sua palestra sobre “Plantio Inteligente”, ele chamou a atenção para uma etapa que antecede todas as demais decisões da lavoura: a implantação da cultura. “Eu compartilhei conhecimento sobre plantabilidade. Sobre como fazer um plantio inteligente, como começar bem. Porque, pra eu ter sucesso no final, na colheita, eu tenho que começar com um bom plantio. E o que é um plantio bom? É colocar a semente no lugar certo, na profundidade adequada, com a população recomendada para aquela variedade”, ressaltou Arbex. Para o especialista, a diferença está nos detalhes e na precisão com que cada etapa é realizada. “Plantar, todo mundo planta. Agora, plantar bem é um desafio”, afirmou, reforçando que a qualidade da implantação é um dos pontos de partida para buscar bons resultados ao final da safra.
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INFORMAÇÃO QUE FAZ DIFERENÇA Para quem vive a rotina da lavoura, o acesso a informações técnicas e a resultados de pesquisas pode representar uma ferramenta importante para avaliar alternativas e tomar decisões. O cooperado Gabriel Almeida destacou justamente esse aspecto do Workshop. “Eu acho que quem não tá vindo tá perdendo, porque tem muita informação aqui. Às vezes é coisa simples que pode fazer totalmente a diferença sem aumentar custo. Nos ajuda a tomar decisões com mais dados e errando menos. Então, é sempre importante ter esses eventos repetidamente, porque cada ano é um ano”, avaliou Gabriel. A possibilidade de acompanhar trabalhos desenvolvidos pelo CTC e direcionados às condições da região também foi ressaltada pelo cooperado Leonardo Pucci. Para ele, a iniciativa ganha ainda mais relevância diante das incertezas que fazem parte da atividade agrícola. “Eventos como esse, que a cooperativa promove, são excelentes e eu recomendo para todo co-
operado. São trabalhos feitos por uma excelente equipe técnica dentro do CTC, direcionados para a nossa região e com completa idoneidade. Então, é imprescindível, principalmente em anos com problema climático, crises mundiais. Um evento desse só vem agregar e nos ajudar”, afirmou Leonardo. Ao completar 25 edições, o Workshop CTC de Agricultura reafirma uma trajetória construída sobre pesquisa, conhecimento técnico e proximidade com o produtor. Em um cenário em que cada decisão pode impactar o resultado da lavoura, levar informação de qualidade ao cooperado é também uma forma de prepará-lo para os desafios de cada nova safra.
Informações Acesse o QR Code e confira os principais momentos do evento.
Conselho Fiscal
AGENDA DO CONSELHO FISCAL O Conselho Fiscal mantém uma atuação próxima e criteriosa, acompanhando de perto as operações e estruturas da Cooperativa. As visitas fazem parte desse trabalho de acompanhamento, contribuindo para uma atuação cada vez mais responsável, transparente e alinhada aos interesses dos cooperados.
Armazém Jataí
Armazém Serranópolis
Armazém Estrela Dalva
Armazém Mineiros
Depósito de Insumos Jataí
Fábrica de Suplemento Mineral Jataí
Loja Agropecuária Jataí
Loja Agropecuária Mineiros
Loja Agropecuária Mineiros
Recebidos por Wesley Campos, gerente da unidade
Recebidos por Leandro Nascimento, gerente da unidade
Recebidos por Gilmar Moura, gerente da loja
Recebidos por Rubiane Pires, gerente da unidade
Recebidos por Rodolfo Nascimento, líder de depósito
Recebidos por Reginaldo Pires, gerente da loja
Recebidos por Bruno Nato, gerente da unidade
Recebidos por Washington Santos, gerente de produção
Recebidos por Tatianne Moraes, gerente da loja
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Notas
GESTÃO NO AGRO A COMIGO promoveu, no dia 20 de agosto, em Palmeiras de Goiás, a palestra “Gestão no Agro: Do cenário financeiro à reforma tributária”. O encontro, realizado no Primer Eventos, reuniu cooperados para um momento de informação e atualização sobre temas que impactam diretamente a gestão das atividades rurais. A programação contou com os palestrantes Alessandra Braga e Franco Camarota, que abordaram o cenário financeiro e as mudanças relacionadas à reforma tributária, trazendo informações importantes para o planejamento dos negócios.
A iniciativa faz parte das ações da COMIGO voltadas ao desenvolvimento dos cooperados, levando conhecimento e ferramentas que auxiliam na gestão das propriedades e na tomada de decisões. Reali-
zado com apoio da Safras & Cifras, o encontro reforçou a importância de acompanhar as transformações econômicas e tributárias que impactam o agronegócio.
REFERÊNCIA A COMIGO participou, no dia 13 de agosto, da IX Conferência Brasileira de Pós-Colheita, realizada no Pavilhão Frísia, no Parque Histórico de Carambeí (PR). Representando a Cooperativa, o Diretor Industrial, Paulo Carneiro, ministrou a palestra “Automação de unidades de grãos: exemplo de unidade armazenadora automatizada” sobre os processos de automação utilizados nas Unidades Armazenadoras da COMIGO, compartilhando experiências e conhecimentos sobre tecnologia e eficiência nos processos de armazenagem de grãos.
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INTERCOOPERAÇÃO Dirigentes de 32 cooperativas ligadas à Fecoagro/RS estiveram no Complexo Industrial da COMIGO, em Rio Verde, para conhecer de perto a estrutura produtiva e as diferentes áreas de atuação da Cooperativa. A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul reúne dezenas de cooperativas gaúchas e atua na representação, defesa e fortalecimento do cooperativismo agropecuário no estado. A visita proporcionou um momento de troca de experiências entre lideranças do cooperativismo
gaúcho e goiano e reforçou a intercooperação como uma importante estratégia para o fortalecimento do setor. A comitiva foi recebida pela diretoria executiva da COMIGO, que conduziu uma apresentação institucional sobre a Cooperativa, destacando sua trajetória, estrutura e as diferentes frentes de atuação. Na sequência, os visitantes conheceram parte do Complexo Industrial, com passagem pela unidade de envase de óleo e pela misturadora de fertilizantes. Durante o percurso, puderam acompanhar
de perto processos produtivos e conhecer aspectos da operação industrial da COMIGO. Iniciativas como essa reforçam o compromisso da Cooperativa com o intercâmbio de experiências, a disseminação de conhecimento e o fortalecimento da rede cooperativista em todo o país. Informações Fotos: KabotiAgro Aponte a câmera para o QR Code e confira os principais momentos da visita.
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PASSATEMPO PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS www.coquetel.com.br
© Revistas COQUETEL De tamanho inferior Que tem Autran Recriar a aptidão cena do para algo Dourado, escritor crime
É traçada Estabele- O piso cocimento berto com pela que lava produto que régua roupas dá brilho
À (?): sem O ataque ter o que realizado fazer por aviões
Barco do Dilúvio (Bíblia) Gás Natural Veicular (sigla) Passar o café (?) Lipa, cantora
Exército Brasileiro (sigla) Utensílio que destampa garrafas Letra não usada antes do "P"
Conjunção aditiva O astrorei Sem validade (fem.) São formadas por elos
Palavra que acompanha certas frações Reação instintiva ao rato Súplica
Papai, em inglês
Boba; ingênua É puro, no campo
Dar à luz Tecido sintético da meia-calça
Formação de regiões serranas
(?) inoxidável: resiste à corrosão
Irineu Marinho, empresário brasileiro (?) elétrico: agita o Carnaval
"(?) Negro", filme de drama (2010) Meu, em italiano Substân- Natural cia azul (abrev.) corante
Alguma pessoa História lendária
Opõemse aos contras Vogais de "caro"
Utilidades; empregos
(?) Antunes Coimbra: o Zico (fut.) Malvada Unidade básica da molécula À (?): na superfície da água
Componentes do esqueleto
3/dad — eso — gnv — mio. 4/avos. 5/átomo. 9/correntes.
BANCO
Isso, em espanhol
3
Solução E M L I N H A R E T A A R C A D E N O E GN V E B C O A R E A B R I D O R N A L U N S O D A D A S C O N E V O A T O L A R O P AR I R Ç C I S N E T R I O A A L G U E M P M I O I N A N I L A R T U R A T O M O E S O T O N A O S SO S
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