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Fala, João - Maio de 2018

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www.joaoxxiii.com.br

M a i o - 2018

A nova cara do João

Novo prédio terá a “cara” do João, respeitando o conceito da construção sustentável. A obra será feita em 2018 e estará concluída no próximo ano. Imagem: POA Construções LTDA.


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Planeta Literatura será habitado por personagens de todos os tempos

Os habitantes do Planeta Literatura 2018 – que acontecerá de 3 a 5 de maio no Colégio João XXIII – são os “personagens de todos os tempos”. Eles foram escolhidos como tema do evento que envolve uma feira do livro, mas vai bem além, ao apresentar criativos projetos pedagógicos, reunindo os

componentes curriculares de todas as etapas. Personagens são “professores” de empatia. “Seja pela identificação ou pelo antagonismo, eles podem atingir os leitores de maneira decisiva. São instrumentos para que possamos viver outras vidas além do nosso cotidiano”, opina a bibliotecária

FALA, JOÃO - Jornal do Colégio João XXIII Fechamento em 04/05/2018. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL JOÃO XXIII Presidente: Laura Maria da C. Eifler Silva Vice-Presidente: José Alencar Lummertz Diretora Financeira: Andrea Tabajara Bichinho Trajano Diretor de Obras e Patrimônio: Alexandre Ozorio Kloppemburg Diretora Jurídica: Aline Carraro Portanova Diretor de Comunicação: Joao Batista Santafé Aguiar INSTITUTO EDUCACIONAL JOAO XXIII Diretora Geral: Anelori Lange Vice-Diretora Geral: Maria Tereza Coelho Edição: Joao Batista Santafé Aguiar (DRT/RS 4826) Reportagens e Redação: Rosina Duarte Assessoria de Imprensa e Colaboração: Luana Dalzotto de Castro Alves Diagramação e editoração: Patrick de Medeiros Revisão: Profa. Carmen Lucia Pacheco de Araújo


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guns ganharam vida própria, sobresaindo-se à própria obra. “Muita gente desconhece que Frankenstein nasceu em um livro escrito pela britânica Mary Shelley”, lembra Eliane. Junto com Frankenstein, estarão presentes no pátio da Escola os personagens de mais de 30 projetos envolvendo todas as etapas, entre eles a boneca Emília e toda a legião do Sítio do Pica pau Amarelo; o Mágico de Oz acompanhado por Dorothy, o Leão, o Homem de Lata e o Espantalho; o temido o Lobo Mau; os trágicos apaixonados Romeu e Julieta; o ladino Pedro Malasartes; e o falecido mais vivo da literatura, Brás Cubas. Mas nem só de personagens ficcionais gravitará o Planeta. Alguns seres de carne e osso inspiradores de obras impressas igualmente frequentarão a festa dos livros. Reprisado todos os anos, esse evento cultural tem

“O personagem nos dá a oportunidade de sairmos de nós mesmos para entrar em campos fora de nossa experiência diária”. James Wood, “Como funciona a ficção”

Eliane Santa Brígida. Para ela, é fundamental interpretá-los de forma mais profunda, ultrapassando a mera visualização física: “O vestido da Madame Bovary, o boné esquisito e o cachimbo do Sherlock Holmes não são o mais importante e sim as suas experiências”. Nesse sentido, os personagens

maus, amorais, maquiavélicos e perversos exercem papeis tão importante quanto os heróis, angélicos e humanitários. Por provocarem sentimentos e questionamentos de toda a ordem, ambos são estratégicos na formação dos valores. Entre os personagens emblemáticos da Literatura, al-

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onta agens (m

gens - p.

2-3): D.

Medeiro

como objetivo estimular o imaginário dos estudantes por meio do universo mágico da leitura. Motivada pelo tema, a comunidade escolar foi convidada a comparecer vestindo a roupagem dos seus personagens prediletos na manhã do dia 5 de maio, transformando o Colégio em uma espécie de parque temático literário.

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Fique Ligado Criamos um hotsite simples e informativo para divulgar o grande número de eventos previstos para o Planeta Literatura. Veja a programação em planetaliteratura.joaoxxiii.com.br

Traga um amigo O Planeta Literário é acolhedor. Compareça no dia 5 de maio e traga os amigos para compartilhar com eles essa incrível viagem ao mundo da Literatura.


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Ilustração: John Tenniel

Chá da Alice inspira projetos da Infantil “Feche os olhos. Qual o personagem dos livros que visita seus pensamentos?”. Com esse convite, as professoras regentes da Educação Infantil sentaram em torno de uma “mesa” de chá à imagem e semelhança da que brincava “Alice no País das Maravilhas”. Naquele momento – idealizado pela coordenadora da etapa Márcia Elisa Valiati – estavam sendo gestadas idéias norteadoras do Planeta Literatura. “Os livros se tornam inesquecíveis por diversos motivos. Mas qual é a história que está sempre em sua memória, passe o tempo que for? Quais os o personagens que, até hoje, vêm fascinando e cativando gerações? (...) Quais são os seres incríveis da ficção literária que desejamos apresentar e recriar junto às crianças de hoje?” As indagações faziam parte de um

o folheto ilustrado com diversas versões históricas de Pinóquio, Alice, Mágico de Oz, Pequeno Príncipe e Emília enviado poucos dias antes pela coordenação a toda a equipe, que também contribuiu com sugestões inspiradoras. No dia do criativo chá, as participantes ouviram uma gravação histórica de 1952 com as primeiras palavras da boneca Emília no dia em que tomou a pílula falante. E, ainda, refletiram sobre uma frase de Alice, a primeira personagens a questionar o mundo adulto em plena era vitoriana, como lembra Márcia, citando o seguinte trecho do icônico livro: “Desde o momento em que caí por aquela toca de coelho, têm-se dito o que devo fazer e quem devo ser. Fui encolhida, esticada, arranhada e enfiada num bule de chá. Fui acusada de ser a Alice, e não ser a Alice.

Mas este é o meu sonho! Eu decido como é que ele continua a partir de agora.” Assim, a equipe teceu seus próprios sonhos, que resultaram em duas apresentações teatrais: “Dorothy no Mundo Mágico de Oz” e “Sítio do Pica-Pau Amarelo: Emília e a Pílula Falante”, que serão apresentados no Planeta Literatura. “Ser professora é ser contadora de histórias”, costuma dizer Márcia. E completa: “O mundo é uma grande narrativa”. Mais do que narrar contos, porém, as professoras compartilharam com seus pequenos o que sentiram quando crianças, ao serem apresentadas ao universo simbólico e fascinante das figuras literárias. Também os pais e mães foram envolvidos. Eles receberam um convite para representarem seus personagens literários preferidos por meio de


5 Ilustração: W. W. Deslow.

Ilustração: Carlo Chiostri

desenhos/colagens e, posteriormente, comparecerem em uma encontro especial com as crianças para brincar, contar histórias e “evocar memórias afetivas e culturais importantes na vida e na subjetividade das famílias, considerando e valorizando estas riquezas como uma herança a ser transmitida e ressignificada pelas novas gerações”, destaca Mária Valiati. O convite, inclusive, ofereceu sugestões: a Chapeuzinho Vermelho, por exemplo, pode trazer uma cesta de gostosuras para o lanche no maternal, o Menino Maluquinho propor uma de suas peraltices e Robinson Crusoé contar sobre suas fascinantes aventuras, enquanto o Chapeleiro Maluco poderá confeccionar, junto com as crianças, seus extraordinários chapéus.

Ilustração: Gustave Doré.

Em sentido horário, cenas das histórias mencionadas: Alice no Pais das Maravilhas de Lewis Carrol; Pinóquio de Carlo Collodi; O mágico de Oz de L. Frank Baum e Chapeuzinho Vermelho de Charles Perrault


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Um dos espaços de convivência do novo prédio 10 e, ao fundo, as Salas Estúdios

Prédio 10 é apresentado com passeio virtual A comunidade do João passeou pelo Prédio 10 no dia 11 de abril por meio de uma animação virtual. A apresentação oficial da obra aconteceu no prédio 305, das 19 às 21 horas quando familiares, alunos, professores, funcionários, integrantes da direção e da coordenação conheceram o projeto, explicado detalhadamente pelas arquitetas Carina Moresco e Paula Pereira, e pelo diretor de Obras e Patrimônio e coordenador do Comitê de Infraestrutura, engenheiro Alexandre Ozorio Kloppemburg. Os presentes puderam, inclusive, fazer ques-

tionamentos e encaminhar sugestões. O prédio 10 manterá o padrão arquitetônico horizontal do Colégio João XXIII, respeitando a premissa da sustentabilidade e incorporando o conceito das Salas Estúdios. Ele será construído ao longo de 2018 na área do barranco, atrás da etapa 1º ao 5º, e abrigará quatro salas de aula, além do novo Joãozinho Legal. A escolha do local foi cuidadosa guiada pelo Plano Diretor aprovado em 2015 junto ao Conselho Deliberante. O conceitos da Construção Sustentável implica minimizar o impacto ao am-

biente e também integrar a obra ao habitat vivo, ao sítio, à sociedade, ao clima, a região e ao planeta. Considera, portanto, as condições climáticas, hidrográfica e os ecossistemas do entorno. Privilegia, também, eficácia e moderação no uso de materiais de construção, dando prioridade ao baixo consumo de energia. O Colégio ganhará um espaço amplo, iluminado e integrado à área escolar. A cobertura em curva permitirá o reaproveitamento da água da chuva e as janelas amplas, assim como tetos translúcidos, proporcionarão uma economia


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Foto: Audivisual João XXIII

Imagens (p. 6-7): POA Construções LTDA

As arquitetas Carina Moresco e Paula Pereira e o engenheiro Alexandre O. Kloppemburg

considerável no consumo de energia. O prédio 10, entre inúmeras soluções criativas e lúdicas, terá arquibancadas e paredes revestidas com plantas; terraço; pisos drenantes coloridos; brinquedos com redes e materiais acrobáticos; sala multiuso com paredes retráteis; e grandes painéis de vinil para acolher a escrita dos professores e dos estudantes em aula. A casinha de árvore hoje existente no local será preservada e as duas quadras esportivas ganharão novas localizações. “É um projeto pensado por muitas cabeças”, lembrou Carina Moresco, referindo-se às inúmeras consultas à equipe pedagógica e o envolvimento direto dos conselheiros, em especial os integrantes do Comitê de Infraestrutura. Outra contribuição importante foi a consultoria de um grupo de pais e mães ligados à área. Essa integração prosseguirá até o final da obra, que deverá respeitar to-

Sala Multiuso com paredes retráteis

das as rotinas da Escola. “É natural uma certa ansiedade por parte das famílias nesse momento, mas podemos garantir que tudo será feito com o maior critério e segurança, com negociação e organização. Temos um compromisso com os alunos e com as famílias de propor espaços que substituam as quadras e os

pátios pedagógicos durante a obra. Vamos cuidar bem dos seus filhos”, tranquilizou a diretora Anelori Lange. Conforme o cronograma, as obras começarão na metade deste ano. “Até janeiro de 2019, o novo será entregue”, comprometeu-se Alexandre, admitindo que o prazo é apertado, mas viável.


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Matemática e sociologia são argumentos jurídicos

Da esquerda para a direita, os estudantes Catarina, João Filipe e Flávio, todos da 2E, em pleno Júri Simulado

Nem só de argumentos vivem os júris. Eles também se alimentam de números que, por serem pretensamente exatos, muitas vezes são utilizados como provas incontentáveis da inocência ou culpabilidade do réu. Entretanto, em mãos erradas, a Matemática pode ser fatal, Mesmo os números mais simples podem se tornar poderosas armas quando manipulados por jornalistas, políticos ou outras figuras públicas. No caso da lei, um erro

de cálculo custa muito caro”, alerta o livro “A Matemática nos Tribunais - uso e abuso dos números em julgamentos” de Cora- lie Colmez e Leila Schneps, com tradução de tradução George Schlesinger. A obra serviu de base para a realização do Júri Simulado das turmas de 2ª série do EM ocorrido no Auditório, durante toda a manhã do dia 17 de abril sob responsabilidade das professoras Adriane Ramalho e Maria Aparecida Hilzendeger.

As estudantes Luciana, Júlia, Helena e Joana treinando a argumentação baseada em números proposta pela atividade


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O que representa para um adolescente participar de um evento como esse? Ou seja: como a Matemática, uma ciência exata, relaciona-se com os direitos humanos e com valores como justiça, ética,responsabilidade?

Júri provoca reflexão e raciocínio lógico A professora Filosofia e Sociologia Adriane Correa Ramalho (foto acima), uma das responsáveis pelo Júri Simulado, destaca a importância do evento para a reflexão e a argumentação sobre o tema da justiça mediante o raciocínio lógico, a interpretação e a análise dos dados.

Os labirintos forenses e os equívocos cometidos pelo mau uso dos números.

Na perspectiva das professoras, existe a possibilidade dos estudantes vivenciarem uma situação baseada em fatos reais, refletindo sobre justiça, discriminação: racial, étnica, drogas, violência, gênero, consequências que podem ocorrer pelo fato de ser estudante em um país estrangeiro. Nesse exercício, em Matemática foram abordadas habilidades como raciocínio lógico, interpretação e análise de dados através de cálculo de porcentagem e probabilidade. Em Sociologia as habilidades levadas em conta foram o senso de justiça, a reflexão sobre o caso, argumentação e contra-argumentação. Como foi feita a preparação dos estudantes?

Em aula os estudantes receberam dois materiais de estudo: o capítulo do livro e a indicação do documentário do Netflix: Amanda Knox. Na aula de Sociologia a professora oportunizou a escolha dos personagens, por parte dos alunos, sendo estes: juiz, advogados de defesa, promotores, réus, testemunhas e jurados. Após foi disponibilizado um momento para organização dos grupos de trabalho.

Números no tribunal O livro “A Matemática nos Tribunais - uso e abuso dos números em julgamentos” de Cora- lie Colmez e Leila Schneps, com tradução de George Schlesinger, analisa dez processos criminais famosos nos quais as evidências foram argumentos baseados em princípios matemáticos. Os resultados, porém, revelaram-se desastrosos, ora contribuindo para inocentar criminosos, ora para prender inocentes. Sally Clark amargou a terrível acusação de matar seus dois filhos por um médico que desconhecia matemática. O militar Alfred Dreyfus padeceu na ilha do Diabo por um cálculo falacioso de probabilidade. O assassino atroz de um casal quase por pouco não acabou solto por um erro de multiplicação. No ritmo de uma boa história de mistério, cada um dos casos é investigado em detalhes. Da reconstituição do crime à ação dos principais personagens envolvidos – entre réus, advogados, testemunhas, promotores e peritos –, as autoras conduzem o leitor pelos labirintos forenses e apontam os equívocos cometidos pelo mau uso (ou má compreensão) dos números nos processos legais.

Professoras e estudantes logo após a atividade Fotos (p. 8-9): Audiovisual João XXIII e arquivo pessoal de Adriane Correa Ramalho


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Foto: Audiovisual João XXIII

Da esquerda para a direita, as estudantes Laura G. e Lila durante a prova da Olimpíada Mathématiques Sans Frontières

Estudantes do João participam de

Olimpíada Internacional A Matemática esteve em evidência em abril no Colégio João XXIII. Além de inspirar um júri simulado também foi o foco da atenção de 184 estudantes, do 5º ano ao Ensino Médio que, no dia 20 de abril, realizaram a prova da “Olimpíada Internacional Mathématiques Sans Frontières”. Os estudantes organizados em equipes lotaram nove salas da Escola. Ao explicar o projeto aos participantes, o professor

responsável pelo evento, professor Luciano Stropper da Silva, chamou a atenção para os desafios e os aprendizados proporcionados pelo projeto. “Mesmo sendo competitiva, a Olimpíada promove a solidariedade e a colaboração, pois os concorrentes trabalham em equipes e precisam compartilhar os conhecimentos”. Além disso, lembrou, mesmo entre grupos competidores há colaboração por meio do empréstimo de materiais, por Vídeo no Youtube (REUNIÃO 5ano 2018) exemplo. Depoimentos dos participantes (1:33 - 4:29)

Ao tomarem parte da Olimpíada, os estudantes também compreenderam a importância da organização. Já no início da atividade perceberam que, se todos falassem ao mesmo tempo sem estabelecer uma estratégia, seria impossível resolver as questões – resp o n d i d a s e m Po r t u g u ê s , Inglês, Francês, Espanhol ou Alemão, de acordo com opção dos grupos. Conforme Luciano, durante a Olimpíada surgiram lideranças espontâneas capazes de serenar os ânimos, identifi-

car atribuições e ordenar o andamento do grupo. Como as equipes reuniam participantes de turmas mistas, também foi importante a convivência fora do círculo de amizades conhecidas. O professor ressaltou, ainda, que a competição pode ser saudável se praticada de forma ética, pois incentiva a busca do conhecimento e rompe com o casulo da superproteção. “Enfrentar desafios e situações delicadas revelam que o erro e a falha não são monstros. São coisas do momento. Com o tempo e com a maturidade, podem ser superados”. Ou, nas palavras da coordenadora pedagógica da Etapa do 6º ao 8º ano Rosa Maria Limongi Ely: “Quebra com a ideia do impossível”.


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Reflexões oxigenam o conhecimento

Palestrantes são emissários de novos conhecimentos, abordagens diferenciadas, focos inusitados, reflexões e interpretações aprofundadas da realidade. Eles oxigenam o conhecimento e qualificam a educação. O mesmo acontece quando pessoas refletem juntas, aprofundam e debatem um assunto. Por isso, o Colégio João XXIII investe nas palestras e nos painéis. Em abril, por exemplo, dois abordaram temas palpitantes: “A química das drogas recreativas: história, ações biológicas e responsabilidade ética de cada um” e “Você está (des) conectado? Uma reflexão sobre as redes sociais”. A preocupante dependência das redes socias foi abordada no painel realiza-

do em 10 de abril, às 18h45 na sala 305. A atividade desmistificou a fantasia de que entre as preocupações da educação contemporânea está o de educar para o bom uso das redes sociais. Dirigida às famílias dos estudantes do 1º ao 5º ano, a conversa fortaleceu a prática do João em construir o conhecimento em conjunto com os estudantes e suas famílias. O encontro teve mediação da psicóloga da Escola, Maria Fernanda Hennemann, e das orientadoras educacionais, Rosa Berrutti e Taís Mariani. Contou, ainda, com a presença dos professores da prática Cibercultura e Ética Digital, Maiara Viegas, Mateus Zanolla e Marina Valenzuela. Conforme lembraram Taís e

Rosa, o encontro fortalece as parceria e amplia a rede de troca com as famílias. O professor de Química da Universidade de Brasília e detentor de diversos prêmios na área da pesquisa Brenno Amaro da Silveira Neto abordou um assunto ainda mais polêmico: as drogas recreativas. Ele participou de uma atividades com as famílias dos jovens do 9º ano ao Ensino Médio no dia 19, às 18h45min, na sala 305. Também conversou com os estudantes da 2ª série do EM, no dia 20, às 10h30min, no Auditório. Com os adolescentes, o tema girou em torno de projetos científicos, tema do Dez a Dez deste ano (Matéria a seguir).


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Temas de pesquisa e investigação: Biodiversidade e microorganismos ARROIO DILÚVIO: poluentes/ parâmetros físico-químicos e econômicos e sociais ARROIO DILÚVIO: Localização, relevo, clima ARROIO DILÚVIO: histórico do local; processo de urbanização Modelos de despoluição no mundo A relação do homem e o meio

Ciências e causas sociais inspiram Projeto Dez a Dez

Violência, criminalidade e o ambiente ARROIO DILÚVIO: políticas públicas Educação ambiental Desenvolvimento sustentável

Nathalia e Maria Eduarda na atividade externa do Dez a Dez, em Belém Velho

O edição do projeto Dez a Dez 2018 propõe construir um elo entre a ciência/ tecnologia e as causas sociais. O tema desafiador foi oficialmente lançado no dia 24 de abril, quando estudantes, professores e coordenação pedagógica participaram de uma saída de campo ao Sítio do Mato, no bairro Belém Velho. Realizado anualmente, o Dez a Dez envolve os alunos da 2ª série do Ensino Médio que, neste ano, deverão desenvolver pesquisas de cunho científico com foco no Arroio Dilúvio. Integração, trabalho em equipe e resolução de problemas fazem parte da proposta do Dez a Dez. Nesta edição,

Os professores Jeferson, Cida e Rogério na saída externa que proporcionou uma imersão na natureza do Sítio do Mato, em Belém Velho

porém, os organizadores buscaram inspiração na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) – planejada para outubro – que propôs o tema “Ciência para a Redução das Desigualdades”. Assim, os estudantes estão sendo preparados para desenvolver trabalhos científicos com finalidade de buscar estratégias para aplicar no cotidiano, promovendo uma intervenção social. O primeiro passo foi a palestra do professor de Química da Universidade de Brasília Brenno Amaro da Silveira Neto quatro dias antes do lançamento do projeto. Na sequência, em 30 de abril, participaram de uma aula especial

sobre o tema com o professor de Física Jeferson Barp e a professora de Química Paula Poli. Além dessas duas linhas de orientação, os participantes poderão contar, ainda, com um tutorial elaborado pelos professores da Escola que ficará disponível no João 24 horas. Espécie de cerimônia de iniciação da meninada no mundo científico, a saída de campo ao Sítio do Mato proporcionou uma imersão na natureza praticamente intocada. Lá, os estudantes conheceram nascentes de água pura, caminharam por trilhas dentro da Mata Atlântica e colheram frutas no pé. Também assistiram a vídeos e ouviram a palestra do


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Fotos (p. 12-13): Professores e Orientadores

Próximos passos do projeto: Maio a setembro: desenvolvimento das pesquisas de investigação, a partir do tema que cada grupo escolheu. 20 e 21/8: Simulado ENEM, na Escola. Outubro ou novembro: participação no Salão Jovem UFRGS – salão de iniciação científica organizado pela UFRGS

Os estudantes Pedro, Anna Laura e Valentina vencendo desafios, uma das propostas do Dez a Dez

professor César Matos, de Biologia. Ilustre desconhecido da maioria dos adolescentes – apesar de atravessar a cidade – o Arroio Dilúvio foi oficialmente apresentado pelo professor. “O Dilúvio não era um tema que eu conhecia apesar dele estar super perto da gente. A desigualdade social também está na volta do Colégio. Então, acho coerente trabalhar as duas coisas juntas”, avaliou Clara Borba Strack (2E). Seu colega de turma João Henrique Oliveira Sager, por sua vez, costuma observar a poluição do arroio, mas sem nunca chegar perto. “Sempre passo de carro e penso ‘que droga, está ruim’. Por isso acho esse tra-

balho importante. É um começo. Quem sabe cresce para o Rio Grande do Sul, o Brasil. Podemos fazer a diferença”. A opinião dos dois vai ao encontro do objetivo do projeto. “O Dez a Dez 2018 apresenta desafios com foco no desenvolvimento da cidadania e no protagonismo dos estudantes”, resume a coordenadora pedagógica Mirian Zambonato, destacando o caráter transdisciplinar do projeto e a interação entre os participantes por meio de equipes que mesclam alunos de várias turmas. Todos os trabalhos produzidos serão inscritos no Salão Jovem Ufrgs 2018, planeja Mirian.

15 a 21/10: Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2018 - “A SNCT tem o objetivo de aproximar a Ciência e Tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o País. “Ciência para a Redução das Desigualdades” é o tema anunciado para este ano. O tema está relacionado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estipulados pelas Nações Unidas, especificamente o de número 10 – Redução das Desigualdades. O evento gratuito acontecerá em todo o Brasil de 15 a 21 de outubro.” Final de outubro: saída de campo de encerramento


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Saídas de Campo abrem as portas da educação O mundo é uma escola. Por isso, a educação precisa manter as portas abertas. No João, isso acontece de várias formas. Uma das mais reveladoras são as saídas de estudo. Por meio delas, realidades às vezes diferentes do cotidiano vivido entre familiares, amigos e colegas funcionam como portais capazes de revelar focos de interesse nunca antes imaginados. Saídas de campo são passeios verdadeiras expedições do conhecimento. Os locais escolhidos relacionam-se com os componentes curriculares, atendendo às propostas pedagógicas de mais de

uma área ou mesmo das Práticas Pedagógicas Complementares. Um cuidadoso planejamento precede cada evento, assim como as atividades propostas. Os estudantes precisam estar atentos para registrar as informações solicitadas por seus professores e, no retorno, desenvolverão trabalhos de aula sobre as aprendizagens vivenciadas. As saídas de campo costumam ter um impacto significativo em quem participa delas. Para os menores, representam o primeiro voo longe da asa dos pais, sendo um marco importante na construção da autonomia. Além

disso, as saídas instigam e estimulam a curiosidade dos jovens e das crianças. “Fomos a Minas do Leão e a Pantano Grande com os estudantes do 5º ano para conhecer fontes de energia – em especial, o Biogás – e as crianças ficaram muito interessadas. Antes da partida, trouxeram materiais, como reportagens, para potencializar nossos debates e perguntaram muito. O desdobramento se dará na construção de maquetes”, entusiasma-se a professora de Ciências do Marilei Weiss. Apenas no mês de abril, aconteceram 13 saídas de campo. Confira.

Álbum de fotos das saídas de estudo A

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Dias 2 e 9 (A): Memorial do Judiciário/TJRS – 5º e 6º ano do EF – Prática Pedagógica Complementar Identidade Cidadã. Dias 5 e 6: Santander Cultural – 7º ano EF – Prática Pedagógica Complementar Educação Financeira e Consumo Responsável – 7º e 8º ano do EF. Dia 9 e 10: Departamento Municipal de Águas e Esgotos (DMAE) – Hidráulica Moinhos de Vento – 3º ano do EF. Dia 10 (B): Morro da Borússia (Osório) – Projeto “De bem com a vida” – 9º ano


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Dia 17 (C): Assentamento Integração Gaúcha (Eldorado) – 7º ano EF

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Dia 17 (D): Cânion Itaimbezinho/Torres – 1ª série EM Dia 17 e 19 (E): Jardim Botânico – “Explorando ambientes construídos e preservados” – 2º ano do EF Dia 19 e 26 (F): Minas do Leão e Pantano Grande – “Fontes de energia” – 5º ano EF Fotos (p. 14-15): Professores e Orientadores

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Corrida contra o tempo no João em Ação Os participantes da gincana João em Ação – que aconteceu nos dias 24 e 25 de abril – precisaram correr contra o tempo para resolver os desafios propostos. E fizeram isso juntos, valendo-se da organização, da criatividades e da colaboração entre os 19 ou 20 integrantes do 6º e do 8 ano do Ensino Fundamental, agrupados em equipes identificadas com cores diferentes. Cada tom das camisetas representava um dos objetivos do projeto pedagógico: Interação - vinho, Criação – vermelho, Dedicação – verde limão, Empolgação- laranja, Realização –verde bandeira, Motivação –amarelo, Participação – roxo, Humanização – azul bebê, Idealização – azul pervanche, Valorização – azul royal, Integração – azul marinho e Animação – verde água.

As tarefas foram instigantes. O desafio “Trabalhei no João”, por exemplo, solicitava a presença de um ex-professor que tivesse lecionado no Colégio entre 1º de março e 31 de dezembro de 1994. “Compareceram sete professores o que abrilhantou o nosso evento”, comemora Rosa Maria Limongi Ely, coordenadora pedagógica da Etapa. Outro – “Quem sou eu no João?” – fornecia características pessoais de cinco trabalhadores da Escola e os estudantes precisavam investigar quem eram os funcionários misteriosos. E havia um, batizado “Presente de russo”, no qual os competidores se viam diante de um código a ser decifrado. Cada tarefa tinha uma pontuação específica e as três equipes vencedoras receberam medalhas de bronze, prata e

ouro, sendo que o 1º lugar, além da medalha, recebeu como prêmio uma sessão de cinema junto com os coordenadores Roger Luís Lima dos Santos, Mariana Barcelos Ramos e Fabiana Lisboa

1º lugar – Humanização (azul bebê)

Fotos: Audiovisual João XXIII

2º lugar – Valorização (azul Royal)

3º lugar – Interação (Vinho)


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Fotos: arquivo pessoal de Mariana Menezes

Mari Menezes • 14 anos • Estudante do João XXIII e Skatista

Mariana Menezes, mais conhecida como Mari Menezes, porto-alegrense de 14 anos e aluna do 9º Ano do Colégio João XXIII, de Porto Alegre, é campeã brasileira de skate na modalidade pool e está se preparando para competir no STU Qualifying Series 2018, seletiva olímpica do esporte, oficializado pela Confederação Brasileira de Skate (CBSk), que acontece em Florianópolis no final de maio e vai reunir apenas atletas ranqueados convidados. Recentemente, Mari esteve entre as dez competidoras do sexo feminino que abriram a temporada anual de skate no país no Park Jam. O evento, que movimentou Itajaí/SC de 24 a 28 de janeiro com ampla cobertura na Globo e SporTV, reuniu grandes ícones do esporte nacional e mundial e contou, pela primeira vez, com a categoria feminina, indicando que as garotas

Aluna do João é classificada na seletiva olímpica de skate vêm conquistando espaço na modalidade que passa a integrar as olimpíadas a partir de Tóquio em 2020. Além de sagrar-se campeã brasileira de skate pool 2017, Mariana foi também 5ª colocada brasileira na modalidade park e 10ª no ranking nacional de bowl. Mesmo jovem, ela tem uma extensa ficha de conquistas no skate. Praticante desde os três anos de idade, na parceria do pai, também skatista, já competiu e conquistou troféus nos mais importantes certames realizados no Rio Grande

do Sul e Santa Catarina. É presença constante nas pistas de Porto Alegre e arredores, dividindo o tempo entre o esporte e os estudos. Mariana conta com o apoio da família para manter-se em evolução e está em busca de patrocínio pois não são poucas as despesas com competições, aulas e equipamentos. No ranking brasileiro da CBSk, o skate feminino aparece em sete modalidades: banx (pistas fechadas com altura de até 2,5m), bowl (pistas fechadas com paredes verticais de no mínimo 3,5m

• Campeã Brasileira na categoria Pool (2017)

de altura), downhill (descidas de rua em velocidade), park (pistas de grandes dimensões com vários relevos), pool (pistas fechadas que imitam as piscinas da Califórnia, onde o skate começou a ser praticado nos anos 60), street (skate “de rua”, com manobras em escadas, corrimãos, muretas e outros) e vertical (rampas em formato de U com pelo menos 3,5m de altura). Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, serão disputadas as modalidades park e street, tanto no masculino quanto no feminino, e o país poderá ter até quatro garotas participando das disputas.

Essa notícia foi sugerida no espaço pautas.joaoxxiii.com.br Tem pautas pra nós? Participe!


Foto: Profª Lu

ciene Barroso

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Foto: Rafael Wilhelm

A laboratorista Juliete auxiliou a pesquisa das crianças da turma NH, da Infantil, sobre cuidados com os peixes. Na foto, de cima para baixo, estão os alunos Iago, Milena e João Gabriel

Lições do Arco-íris Experiências de vida e morte fazem parte da existência humana e permeiam a compreensão de mundos das crianças desde a primeira infância. E foi assim para as crianças do Nível H da Educação Infantil. Elas herdaram um aquário, ganharam um peixinho colorido e o batizaram com o inspirado nome de Arco-íris. Mas o pequeno mascote morreu. Logo um novo peixinho da espécie Beta foi adotado. O Vermelhinho chegou depois que as crianças elaboraram a perda construindo hipóteses sobre o fato,

refletindo sobre o quanto os seres vivos podem ser frágeis e qual a responsabilidade de tê-los sob os nossos cuidados. Também pesquisaram a forma adequada de tratar um pequeno ser aquático. Durante o processo, exploraram e significaram as informações do catálogo de instruções que acompanhava o peixinho. Aqui a breve narrativa dessa experiência na voz de algumas crianças da NH.

coa um peixinho “O Arco-iris er Ele . ho sso peixin lorido. Era o no antes e qu uário vazio morava no aq s. ca ho uga e das min era da tartar e qu ha u. A gente ac Mas ele morre do si ha sa dele já tin foi porque a ca ele os ou porque de outros bich eira. água da torn não gostou da fazem logo m eque Aqui (no catá e tem leituras) diz qu suas próprias água. a gotinha na que botar um r brinele tem que te Aqui diz que a gente por isso que quedinho e é umas rtaruguinha e botou uma ta o. E a nh hi el ra o Verm plantinhas pa limento ês bolinhas (a comida é só tr e tamra peixes). Ah, apropriado pa dro e ra tocar no vi bém não dá pa rmeVe o o rque senã nem gritar po m medo.” lhinho fica co


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Um por todos, todos por um Um totem é um todo e, ao mesmo tempo, são vários. Um coletivo composto de figuras únicas. Uma representação em forma de escultura do célebre lema dos mosqueteiros franceses: “Um por todos, todos por um”. Em resumo, um símbolo perfeito para que crianças recém apresentadas ao contexto escolar se percebam como indivíduos integrantes de um grupo. Este tesouro pedagógico foi explorado por Renata Guimarães Martellet, professora do Nível D, quando acompanhava as crianças no processo inicial de adaptação contemplando a individualidade e a integração da turma. A proposta não aconteceu por acaso, mas revelou-se bem mais valiosa do que imaginava Renata quando começou um trabalho de leitura visual da obra “Totem”, de Marcia Széliga. Com primorosas ilustrações, mas sem palavras, o livro conta a história de um indígena empenhado em alcançar a lua. Como sozinho não consegue realizar essa proeza quase impossível, conta com a ajuda de vários animais que vão se empilhando em cima de uma canoa. O conto funcionou como uma pedra jogada em um lago, provocando círculos concêntricos na água plácida. Junto com a professora, as crianças começaram a propor muitas analogias e a construir suas próprias esculturas experimentando os

mais diversos materiais (madeira, pedras, papelão, caixas, entre outros), inusitadas composições, proporções e equilíbrios. O primeiro totem infantil foi feito com blocos lógicos Fotos: Rafael Wilhelm

Felipe e Nina construindo totens de madeira

de madeira. Cada menino ou menina escolheu o seu e colou ali a própria imagem. Daí para frente, a sala de aula se transformou num grande cenário de esculturas planas, bidimensionais ou tri-

dimensionais. Em algumas experiências, exercitaram e refletiram sobre o papel e a importância de cada um na coletividade que é turma. Por exemplo: analogicamente uma das peças poderia ser mais pequena, mas era a base perfeita para que outra, maior e mais pesada, não caísse, representando o equilíbrio necessário. Outra lição possível dos totens – a ser desenvolvida descoberta por meio da pesquisa sobre a origem mítica dessas esculturas em diversas culturas e épocas da história – é a ambiguidade. “Alguns alunos, contagiados e curiosos sobre o tema, pesquisaram em casa, com os pais, e trouxeram informações a respeito dos totens”, conta a professora. A partir daí, além de ressignificar essas definições, tem sido trabalhado o conflito entre o bem o mal. E a gurizada montou mais um totem, esse com pedrinhas de desejos. Antes de equilibrá-las uma sobre a outra, cada um fez um pedido. Mas não pararam por aí. Até onde vão chegar? Renata não responde a esta pergunta. Embora já tenha esquematizado uma série de atividades em torno do tema, são seus pequenos alunos que vão lhe mostrar qual o real potencial educativo dos totens.

Totens são tesouros pedagógicos que permitem a reflexão sobre o papel e a importância de cada um na coletividade


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Foto: Audiovisual João XXIII

Primeira prova é parte de um projeto que ensina a estudar A primeira prova é um divisor de águas na vida escolar. Por isso, envolve uma “trama” que começa no 3º ano, intensifica-se no 4º ano e se consolida no 5º ano, quando, aos poucos, são introduzidas provas de diferentes componentes curriculares. Pela mesma razão, os pais são convidados a comparecer na Escola, conversar, ouvir os educadores e expor dúvidas a este respeito em uma reunião que instiga e toca cada um, revivendo sua própria trajetória escolar. (No youtube REUNIÃO 5ano 2018). Em 2018, a reunião com as famílias para a apresentação do projeto “Ensinar a Estudar” aconteceu no dia 25 de abril e um dos primeiros esclarecimentos foi: a prova não é apenas um instrumento para medir o nível de conhecimento das crianças, e sim um momento a mais da aprendizagem. Assim, a primeira prova da vida escolar é precedida pelo aprendizado de procedimentos de estudo

e de práticas de organização. Também são aplicados diversos tipos de prova: em dupla, com consulta, com resumos previamente preparados pelo estudante ou mesmo na linha individual. Até o ano passado, a primeira prova só era aplicada no segundo trimestre. Neste ano, porém, a coordenadora Ianne Ely Godoi Vieira e os professores do 5º resolveram desafiar a meninada já nos primeiros três meses do ano letivo com provas em três componentes curriculares. “Eles querem muito fazer a primeira prova. Estão ansiosos por isso”, garante a professora de Ciências Marilei Weiss. A expectativa tem uma razão de ser. “Eles passam por todo um processo de significação do que é uma prova. “É um caminho encantador ver a compreensão e o entendimento das nossas crianças sobre o que é, como se pensa e como se constrói uma prova, além do seu real sentido”,

relata Ianne. Ela explica que as crianças começam sendo esclarecidas a respeito de como um professor constrói uma prova, refletem porque algumas questões são dissertativas e outras são objetivas, necessitando apenas de um “sim” ou um “não”. Também se exercitam na tarefa de avaliadores, pensando em como avaliariam se fossem professores. Passo importante, também, é o aprendizado dos procedimentos de estudo. A organização e do material escolar, a reflexão sobre tempo de estudar, a elaboração e os resumos estão entre os desafios pedagógicos dos estudantes do 5º ano que irão se deparar com a primeira prova de suas vidas. Mas eles também são protagonistas no percurso. “Acompanhar esse caminho e começar a perceber, junto com os professores, o melhor jeito de estudar de cada criança é instigante para nós, conclui Ianne.


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ÃO POVO DO JO

Régis Gonzaga nasceu para ensinar Foto: Arquivo pessoal de Régis Gonzaga

Professor e fundador do Grupo Unificado de cursinhos pré-vestibular, Régis Gonzaga é quase uma lenda da Matemática. Há mais de 40 anos ele se dedica a ensinar, tendo lecionado no Colégio João XXIII nos anos 80. Régis também aposta na conscientização dos jovens, na valorização à vida e na educação para o trânsito por meio da Fundação Thiago Gonzaga, criada por sua mulher, Diza. Para ele, o maior legado que os pais podem deixar para seus filhos é o ensino de qualidade. Como te tornaste um professor?

Eu comecei dando aula com 18, 19 anos no Supletivo vinculado à Faculdade de Filosofia. Era um cursinho para alunos carentes e a maioria tinha mais idade do que eu. Na época eu estudava Administração, mas ensinar me fascinou. Ali eu me dei conta que tinha nascido para ensinar, para ser professor. Foi quando me transferi para a Matemática, contrariando os meus pais. Eles não gostaram nem um pouco da idéia.

Leon, Camila e Julia escolheram o Guaíba e a Redenção como tema de seus vídeos

Como e quando o João entrou na tua vida?

Lecionei no Joãozinho nos anos 80, já como professor de Matemática. Quando fui convidado, tomei um susto. O João era onde estudavam os filhos das famílias mais tradicionais de Porto Alegre, a elite. Fui com um certo medo, confesso. Mas, quando cheguei, vi que não havia motivo para isso. Encontrei famílias que valorizavam a educação de seus filhos e alunos bem educados, estudiosos, respeitadores. Nós nos divertíamos muito. No recreio eu preferia ficar jogando com a gurizada em vez de descansar. Voltava para a aula todo suado. A equipe de professores também era muito unida. Nós defendíamos o Colégio em qualquer situação. Deixei o João com muito pesar porque o cursinho Mauá (onde também lecionava) tinha crescido muito e eu não dava mais conta. Mas ainda gosto muito quando me convidam para dar palestra e vou com a maior alegria. Depois de tantos anos dedicados à educação, qual o teu recado às famílias?

Às vezes vejo as pessoas falando que a mensalidade do colégio dos filhos está cara, mas essas mesmas pessoas saem para jantar e gastam três vezes mais. A educação é a coisa mais importante que podemos deixar para nossos filhos. Ela muda as pessoas, muda o mundo. Nunca podemos esquecer disso.

Fotos: quadros extraidos do vídeo (clique)

Mensagens sobre Porto Alegre resultam em novo projeto Os vídeos feitos pelos alunos do 3º ano do EF durante a semana de aniversário de Porto Alegre, em março, renderam mensagens e uma exposição, mas não pararam por aí. Eles inspiraram o projeto pedagógico: “Será que Porto Alegre sempre foi assim? Prós e contras de uma cidade que cresce”. Os detalhes do percurso de estudo estão sendo cutomizados passo a passo. Encontros com a Brigada Militar para discutir a segurança da cidade e uma saída de campo por parques, viadutos e manumentos já estão sendo agendadas. Você pode conferir o recado da gurizada pelo Youtube (Estudantes do 3º Ano mandam recados para Porto Alegre!)


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Fala, João - Maio de 2018 by Colégio João XXIII - Porto Alegre, Brasil - Issuu