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Foto: Cristiano Sant’Anna
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Casmurro sobe ao palco no
Planeta Literatura Dom Casmurro compareceu a um show de blues. Melancólico por natureza, o blues até combinou com o estado de espírito do filho de Machado de Assis, mas o ensolarado sábado de sol e a multidão alegre espantou qualquer vestígio de humor sombrio. O encontro se deu no Planeta Literatura, ou seja: na Feira do Livro do Colégio João XXIII, realizada de 6 a 8 de abril e que, nesse ano, orbitou em
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torno do tema “Clássicos, um jeito de ler, ver e sentir diferentes mundos”. Durante o evento, o célebre personagem – retratado pelos alunos do 7º ano – compôs o cenário do palco onde se apresentaram estudantes do 8º ano, participantes do projeto “Oitava em blues”. E essas foram apenas duas das cerca de 30 atrações preparadas pela comunidade escolar, além das bancas de livros
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O Planeta gira em torno dos clássicos Os clássicos foram os satélites que gravitaram em torno do Planeta Literatura em 2017, quando a Feira do Livro do João propôs um jeito de ler, ver e sentir diferentes mundos. A proposta desafiou, pois, para muitas pessoas, incluindo leitores vorazes, os clássicos são contraditórios, às vezes herméticos e até, em alguns casos, chatos. Especialmente para adolescentes. Porém, a resposta da comunidade escolar desmentiu a lenda e quebrou o preconceito. Os 30 projetos expostos no ensolarado sábado, 8 de abril, montaram um compêndio criativo sem sinais de tédio por parte dos alunos e professores de todos os níveis. “Os clássicos não são lidos por dever ou por respeito, mas só por amor. Exceto na escola: a escola dever fazer com que você conheça bem ou mal um certo número de clássico dentre os quais (ou em relação aos quais) você poderá depois reconhecer os ‘seus’ clássicos. A escola é obrigada a dar-lhe instrumentos para efetuar uma opção: mas as escolhas que constam são aquelas que ocorrem fora e depois de cada escola”.
O argumento do escritor italiano Ítalo Calvino foi uma base sólida para a escolha da equipe Pedagógica responsável pela organização do evento. Como a Feira aconteceu no início do ano letivo e o tempo era curto para tratar um tema tão complexo, só com o esforço coletivo de todas as áreas – professores, alunos e equipe da Biblioteca e do Serviço Geral, coordenadoras e Direção – a Feira tornou-se possível. O sábado radiante de abril contribuiu, sem dúvida, mas o sucesso da mostra teve relação direta com as surpreenden-
tes formas encontradas pelas turmas para representar os clássicos. A maioria dos trabalhos estavam expostos ao ar livre, embora também ocupassem várias salas, Biblioteca e Ginásio. Recantos de leitura sob as árvores foram igualmente desfrutados pelos participantes de Feira. A literatura contou com o apoio e a parceria de diversas linguagens artísticas, entre elas as artes plásticas, a música e o teatro.Tomado de assalto pela Feira, o João se transformou em uma grande feira livre, mais vanguardista do que clássica.
Água é um clássico Jornal do Colégio João XXIII FUNDAÇÃO EDUCACIONAL JOÃO XXIII
Presidente: Laura Maria Da C. Eifler Silva Vice Presidente: José Carlos Monteiro da Conceição Diretor Financeiro: Jose Alencar Lummertz Diretor de Obras e Patrimônio: Demétrio Luis Guadagnin Diretor Jurídico: Candice Orlandin Premaor Gullo Diretor de Comunicação: Edgar Da Silva Aristimunho
INSTITUTO EDUCACIONAL JOÃO XXIII
Diretora Geral: Anelori Lange Vice-Diretora: Maria Tereza Coelho Jornalista Responsável: Rosina Duarte Assessoria de Imprensa e Colaboração: Luana Dalzotto Castro Alves Diagramação e editoração: Patrick de Medeiros Revisora: Caroline Valada Becker Fotos: Audiovisual João XXIII
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Origem da vida na Terra, elemento prioritário e majoritário no Planeta e no corpohumano, “A água é um clássico”. Por isso, assim foi batizado o projeto do 9º ano. Mesmo com o nome escrito em português, o trabalho foi vinculado à disciplina de Língua Inglesa e teve por objetivo incentivar os alunos a beberem mais água. A proposta despertou a atenção e a curiosidade de todos os frequentadores da Feira do Livro 2017 pela sua ideia genialmente simples.
Mas o projeto não se limitou a fornecer conselhos e dicas de conscientização. Bem no centro do pátio foi instalada uma grande mesa com dezenas de potes, tintas, esmaltes, rendas, fitas, cordões, retalhos, lantejoulas e outros enfeites, além de pequenas ferramentas. E ali mesmo os interessados customizavam os vidros, transformando-os em graciosas garrafas de água. Porém, como se tratava da festa dos livros, todos os recipientes eram adornados com lindas frases literárias e poesias.
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Conexões virtuais
Um livro aberto
rante a livro aberto du O João virou um uma história, ou mecanto, apenas Feira. Em cada onfira alguns – C o. et oj pr livro em lhor, um seria preciso um o que se ue rq po – ns algu do al para contar tu vez de um jorn consegue descrever um viu. Afinal, quem páginas? ucas planeta em po
Terra do Nunca O menino que não queria crescer sobrevoou o Planeta Literatura e inspirou a criançada a brincar com a própria sombra. O palco do Ginásio de Esportes, por exemplo, ganhou grandes painéis com imagens de piratas, crocodilos e sereias para compor o cenário do projeto “Você tem coragem de entrar na Terra do Nunca?”, do 5º ano. Ele também inspirou o 3º ano, que apresentou “Peter Pan na Terra do Nunca”, igualmente instalado no Ginásio. Ainda no mesmo local, o trabalho “Fontes Históricas –Universo de Possibilidades de ler, aprender e descobrir o mundo” (5º ano) era uma espécie de ilha dentro da ilha das eternas crianças.
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Romeu e Julieta Os trágicos amantes eternizados por Willian Sheakespeare não poderiam faltar na festa dos clássicos. Eles viveram, amaram, sofreram e morreram na Sala de Música, onde foi encenado o projeto “Romeo and Juliet on Stage”, falado no idioma original em que a peça foi escrita, pelos alunos do 4º ano.
Abecedário Letras para que te quero? O 1º ano respondeu à pergunta com “Um abecedário para brincar e aprender! Brincando a gente aprende a pensar, criar, fazer, refletir, crescer, sentir e ser feliz!”. A partir daí, a gurizada fez gato e sapato com o alfabeto, incluindo maquetes de palavras, Bichonário (dicionário de bichos) e Abecedário de Transportes, entre outros.
Castelo de Letras
Projeto “Conectando autores e leitores” abriu fronteiras. Por meio dele, as crianças participaram de encontros virtuais, dialogando por Skype com três escritoras: a argentina Ruth Kaufmann, autora da obra “Abecedário” (1º ano); a pernambucana Rosinha Campos, autora da obra “João e Maria e Os três Porquinhos” (2º ano); e a inglesa Su Blackwell, autora da obra “Contos de Princesas” (4º ano). No caso das estrangeiras, a gurizada contou com a tradução da professora de Língua Espanhola Ângela Bono e do professor de Língua Inglesa Douglas Severo.
Personagens à solta
Nem tijolo, nem barro nem cimento. As construções liliputianas do projeto “Que conto é esse? Com o jornal te conto!” foram feitas com folhas de jornal pela gurizada do 4º ano. O trabalho tridimensional inspirado no livro “Conto de Princesas” (Sue Blackwell) exibiu delicados recortes, personagens e cenários de histórias infantis: castelo, casinha de bruxa, pé de feijão, coelho da Alice, entre outros.
O projeto “Dos contos de Fadas para o João XXIII: personagens à solta”, apresentado pelo 4º ano, poderia emprestar seu nome a vários outros distribuídos ao longo da Escola. O bonequinho de pau – mentiroso, ingênuo e muito amado pelo pai- dos livros infantis, por exemplo, protagonizou o trabalho “As aventuras de Pinóquio”, do 6º ano e a baleia mais feroz de todos os tempos deixou os mares para aportar na Alameda das Árvores do João, onde se instalou o projeto “Moby Dick”, do 7º ano.
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Quem tem medo do Casmurro?
Blues joviais Blue (azul) é a cor símbolo da tristeza. Por isso, o gênero musical que leva esse nome – cantados originalmente pelos escravos das fazendas de algodão às margens do rio Mississipi no sul dos Estados Unidos – é lento, intimista, melancólico. O micro festival “Oitavo in Blues”, apresentado durante a Feira do Livro, embora mantendo essa característica, trouxe também a jovialidade própria dos seus autores, no caso, os alunos do 8º ano. “Eu não sabia a história do Blues e nem ouvia muito. E nunca tinha feito uma música”, confessa Manuela de Oliveira do Couto e Silva, da 8 A. Entretanto, ela compôs uma bela canção sobre uma mulher aprisionada em um relacionamento quase platônico que conserva não apenas por medo de perder a pessoa amada como também por medo de se libertar. Mesmo sem ter consciência disso, a maioria dos estudantes já conhecia o Blues por vias indiretas, explica o professor de música Marcello Soares, um dos organizadores do projeto. Fãs da música pop de Língua Inglesa, os adolescentes passaram a
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identificar a influência do blues nas canções de seus ídolos. “É uma descoberta entender que a música de Alicia Keys, de quem eles gostam tanto, tem raízes no Blues”, comenta. Além de fazer essas conexões, os alunos também mergulharam nas características musicais e peculiaridades do gênero e até compuseram seus próprios Blues.
Os alunos do 7º ano não têm medo de careta. Junto com seus professores de Língua Portuguesa, Arte e Música eles desenvolveram o projeto Dom Casmurro, que mergulhou na obra de Machado de Assis sobre o soturno personagem da literatura. Parte do trabalho serviu de cenário no palco armado durante a Feira do Livro 2017. Entre tantos clássicos, a obra de Machado foi escolhida especialmente por ser dividida em capítulos pequenos, “torna mais fácil elencar os elementos da narrativa”, conforme a professora Carmen Lucia Pacheco de Araujo. Além da leitura e interpretação de texto – com análise do personagem, enredo, tempo, espaço e vocabulário – o romance também inspirou músicas e pinturas. “Quando a produção lúdica se faz presente em um projeto, fica mais compreensível para o público visitante”, comemora Carmen.
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Banco de sangue hispânico Guillermo del Toro estava a um passo do labirinto negro. O mexicano – diretor do filme “Labirinto do Fauno” – era um dos homenageados do projeto “Museo La Sangre Hispánica”, da 3ª série do EM, instalado ao lado do projeto “O mundo que eu vejo”. O trabalho – vinculado à disciplina de Língua Espanhola ministrada pela professora Angela Bono – gravitou em torno de uma galeria de hispânicos notáveis, formando uma espécie de banco de sangue artístico e literário com “doadores” do calibre de Julio Cortázar, Gabriel Gacía Márquez, Pablo Picasso, Pablo Neruda, Carlos Gardel, Jorge Luis Borges, Isabel Allende Miguel de Cervantes, Pedro Almodóvar, entre outros. Mas foi pelas ideias, e não pela fama, que Angela fisgou a gurizada. O texto “El derecho al delírio”, de Eduardo Galeano, por exemplo, conquistouem primeira mão o interesse dos adolescentes. Depois vieram outros e mais outros. Aos poucos, os alunos- habitualmente mais identificados com celebridades de Língua Inglesa – foram sendo apresentados a escritores, poetas, músicos, artistas e diretores cinematográficos que se expressam na Língua Espanhola. Além da imagem e de uma microbiografia dos 16 destaques, o Museo também ofereceu degustação e apresentações musicais, estas feitas no palco montado no pátio. Mariana Fachinello, da 3 A, cantou o tango “Por uma cabeza”, e também a canção “Solo Le pido a diós”, em dueto com a colega Monique Rodrigues. Devidamente paramentada com um visual latino, Monique era a Mercedes Sosa do Museo. A interpretação lhe provocou uma reflexão: “A gente pede tanta coisa a Deus no dia a dia, sem refletir. Será que precisamos de tanto?”
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O adolescente no seu labirinto A sala 403 virou um labirinto sombrio onde era preciso seguir pegadas para atingir o centro iluminado. Apesar da luz, porém, a visão não era tranqüilizadora, pois os cartazes produzidos pelos alunos 1ª série do Ensino Médio – quase todos com imagens bem fortes de cenas reais- segredavam aos visitantes que a vida dos adolescentes não é tão esfuziante como muitos pensam. A instalação “O Mundo que eu vejo” – montada com cortinas negras e sonorizado com ruídos perturbadores – representou a realidade sombria da cidade, do país e do mundo, conforme a explicação da “guia” Nathalia Soares Macedo, da 1ª C. “A gente se perde no meio de tanta confusão, mas queremos lutar para poder falar”, opina, lembrando que durante a elaboração do projeto, nas aulas de Redação, ela, os colegas e os professores debateram muito os acontecimentos e rumos do mundo. O resultado foi uma coleção de imagens que retratam a atualidade sem retoques. As colagens reúnem os focos
de interesse dos adolescentes, incluindo meio ambiente, direitos das mulheres, manifestações populares brasileiras, violência,homossexualidade, diversidade, infância, pobreza, consumismo, televisão, morte e Donald Trump. “Por mais que a gente tente ter uma cabeça boa, não é fácil viver no Brasil, um dos países onde mais se mata”, desabafa Nathalia. No trabalho – feito junto com a colega Isadora Carrion – as meninas misturaram a dor e o amor e tentaram responder a pergunta que não quer calar: “Nós transformamos o mundo ou o mundo nos transforma?”
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Vidas reveladas O livro negro tem apenas um pequeno orifício e ele é a chave para desvendar algo que as pessoas insistem em ignorar. Este foi um dos trabalhos realizados pelos alunos do 9º ano, participantes do projeto “Convite ao olhar”, que uniu as disciplinas de Língua Portuguesa e Artes. A base do trabalho foi a obra “A vida que ninguém vê”, da jornalista Eliane Brum. A partir dos relatos de Eliane – e também da leitura de outras obras, como Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago – as professoras Caroline Becker (Português) e Cláudia Lottermann(Artes) reinterpretaram o tema. Os alunos foram estimulados a selecionar o olhar sobre
fatos e imagens “invisíveis” para a maioria das pessoas e cada grupo apresentou suas escolhas de maneira velada. Fosse qual fosse a informação, ela não estava à mostra para os visitantes, que precisavam buscá-las erguendo, afastando, espiando ou tateando sob os obstáculos interpostos à vista. As imagens eram, geralmente tristes – representações da morte, animais abandonados, pessoas sofrendo – mas todas continham uma beleza quase trágica. A professora Cláudia considera a escolha da gurizada bastante coerente com o assunto, pois os momentos felizes são muito mais visíveis à sociedade, existindo até uma su-
perexposição dessas alegrias por meio de fotos publicadas na Internet. Fato singular, é que o trabalho foi feito em um tempo recorde, pois Caroline leciona no João há apenas três meses. Entusiasmada com o esforço coletivo dos alunos e com os elogiados resultados do projeto, ela já tem planos para uma segunda etapa: “Os alunos vão recortar notícias e ficcionalizar a realidade, criando narrativas inspiradas nas de Eliane”. Fã dos textos da jornalista, ela pretende trabalhar também as suas crônicas publicadas no jornal “El País”. Seu sonho é estabelecer um contato entre os estudantes e Eliane.
Life Story Confidências são difíceis para um pré-adolescente. Contá-las em inglês, é ainda pior. Por essas e por outras, o projeto “Mypersonal Life Story” realizado com os alunos do 8º ano pelos professores Maiara Rosa Viegas e Matheus Moura, foi um desafio. “Não tenho histórias para contar”, disparou um estudante. “Mas como? Tu já viveste 13 anos”, provocou a professora. E outro: “A minha vida não tem nada de especial”. E a professora: “Tem sim, toda vida tem”.
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Assim, garimpando daqui e dali pequenas vivências, o projeto nasceu e se desenvolveu. “Foram histórias muito variadas”, relata Maiara. Um narrou o nascimento do irmãozinho; outro, um acidente com a prancha de surfe; um terceiro, a alegria de participar de uma festa inesquecível. O cotidiano, que parecia sem graça, revelou-se ricos de momentos interessantes. “Mexeu com a mesmice. Eles foram estimulados a parar e pensar em suas vidas”, entusiasma-se a professora.
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Mostra de Curtas é lançada na Feira Entrevista com professor de Literatura Ibirá Costa, um dos professores do projeto “Uma Escola de Cinema”, que dá sentido à Mostra. 1. Se tivesses que apresentar a Mostra para alguém que nunca ouviu falar nela, o que dirias? Esse projeto busca trabalhar com recursos audiovisuais nas diversas áreas do conhecimento, especialmente nas áreas das linguagens (Literatura, Português, Redação, Língua Inglesa, Língua Espanhola e Artes) criando possibilidades de uso do cinema na Escola, unindo uma maravilhosa seleção de contos de escritores universais, incentivando à leitura dos mesmos, a análise, a discussão e a reflexão. São inúmeras as possibilidades de uso desse tipo de produção, sem esquecer o entretenimento, a criatividade, a ousadia, a experimentação, o que promove a ampliação das possibilidades didáticas. 2. Qual a relação do cinema com a educação formal de um aluno? A utilização do cinema como veículo e ferramenta de ensino-aprendizagem oportuniza enfocar os aspectos culturais, históricos, literários, econômicos e políticos, proporcionando um a visão integral do cinema enquanto mídia educativa. A inserção de novas estratégias de desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem é primordial para a inovação pedagógica e a adequação às mudanças sociais com a finalidade de proporcionar uma formação integral aos cidadãos. Nesse contexto, o cinema se torna uma ferramenta educativa cheia de potencialidades ao constituir-se em um meio de contribuir para a mudança social. Ao ser percebido como uma mídia educacional o cinema tem a possibilidade de inserir-se na sala de aula de forma promissora.
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Quixote para menores de seis Dom Quixote – com sua fala lírica e filosófica – é capaz de prender a atenção de meninos e meninas com dentes de leite? A Educação Infantil do João provou que sim. E como não seria? Pergunta-se a coordenadora da etapa, Márcia Valiati, provocando: “Ele é tão bom para as crianças quanto o Pequeno Príncipe é para os adultos”. Para ela, o que parece improvável é, na verdade, muito lógico: “Ele tem tudo a ver com as crianças, olha um moinho e vê um gigante, é fantasia pura”. Mas as surpresas não pararam na escolha do tema. No palco, Quixote contracenou com os três porquinhos e, é claro, com o Lobo Mau. Diferente das demais programações, a Educação Infantil instalou a gurizada na plateia enquanto as professoras assumiram o palco. “Crianças de zero a seis anos não devem ter compromisso de atuar e sim de viver e de brincar. Se
as submetermos a esse tipo de pressão, a um padrão de perfeição, podemos estar matando um artista”, ensina Márcia, lembrando que, para os pequenos, a representação deve ser livre, fantasiosa,lúdica e na forma de brincadeira. “É como na vida: primeiro entramos na piscina para depois aprender a nadar”, complementa. Por isso, durante a Feira os pequenininhos do João apenas desfrutaram “As aventuras de Dom Quixote” e “Os Três Porquinhos”. Quando um deles se espantou com o Lobo e fez bico para chorar, Clara Coelho espiou por trás da máscara e tranquilizou-o: “Sou eu, a profe”. E, como todo o adulto tem uma criança dentro de si, as professoras se divertiram tanto quanto as crianças, mostrando aos pais um pequeno recorte das suas rotinas de contadoras de histórias
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Sociedade dos Poetas Vivos revela talentos anônimos Espécie de homenagem ao filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, estrelado por Robin Williams, o projeto “Sociedade dos Poetas vivos” é a escrita dos poetas da Escola. O trabalho, iniciado em 2015, estimula a criação poética e a produção artística, além do gosto pela leitura, bem como o compartilhamento de impressões, de reflexões e de opiniões, conforme o professor de Literatura Ibirá Costa, criador da ideia. “Muitos têm elevada produção lírica, mas não externavam por motivos pessoais, entre eles, o medo da recepção”, conta. Assim, o projeto busca o ato de criar e de divulgar a produção literária destes artistas preservando o anonimato, a
fim de tranquilizá-los. Atualmente, porém, alguns já são reconhecidos na comunidade escolar e sentem-se à vontade com a situação. Estimulados pela direção e coordenação pedagógica, os participantes da Sociedade – junto com o professor – organizam exposições das poesias produzidas nos murais, na Mostra Cultural e na Feira do Livro.
Um e uma das poucas Não sou conhecedor Beijos são o que são Prefiro ter um somente, nem que seja o último [primeiro Entre tantos ou poucos: único.
Assim amanhece
Falando Assim
Um prelúdio de manhã,
Sei de sua dor, passo que dá adiante,
me sustenta, me dá a sentença,
algo estala em um momento,
se devora ou me dá paciência,
um grito de (…) de quê mesmo?
se associa com o nada.
outra ideia, sem palavras.
Da janela Sentar-se-á num canto, calado, solvendo a bebida mais amarga Chorará, conformar-se-á, calará e partirá (Tão lindo ou horrendo O lado de lá). Porque a vida, enraizada na gente, cresce mesmo de repente Bebendo a água do amor, tragando a seiva da dor Já sem samba, já sem malandragem É o fim (ou começo) da viagem Talvez, nunca mais primavera.
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