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Fala, João - Julho de 2018

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FALA, JOÃO - Jornal do Colégio João XXIII Fechamento em 13/07/2018. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL JOÃO XXIII Presidente: Laura Maria da C. Eifler Silva Vice-Presidente: José Alencar Lummertz Diretora Financeira: Andrea Tabajara Bichinho Trajano Diretor de Obras e Patrimônio: Alexandre Ozorio Kloppemburg Diretora Jurídica: Aline Carraro Portanova Diretor de Comunicação / Editor: Joao Batista Santafé Aguiar - Reg. Prof. 4826/DRT-RS INSTITUTO EDUCACIONAL JOAO XXIII Diretora Geral: Anelori Lange Vice-Diretora Geral: Maria Tereza Coelho Reportagens e Redação: Rosina Duarte Assessoria de Imprensa e Colaboração: Luana Dalzotto de Castro Alves Diagramação e Editoração: D. Medeiros Fotos: Audiovisual João XXIII. Revisão: Profa. Carmen Lucia Pacheco de Araújo

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Próximos passos do Planejamento Estratégico O Planejamento Estratégico entra na fase de arremate neste segundo semestre de 2018. Siga o processo passo a passo: 1.  No dia 25 de agosto acontece um workshop para revisão do PE com apresentação de todos os comitês sobre as ações estratégias desenvolvidas e previstas até o final do ano. 2.  A partir do segundo semestre, começa o processo de mudança do organograma da Fundação a partir das sugestões apresentadas no workshop realizado em 27 de abril, com a presença dos comitês da Governança, de Satisfação, de Comunicação, de Captação e de Fidelização, além da Equipe Técnica e interessados no tema. A análise da proposta e a redefinição do estatuto e do regimento interno ficará a cargo do Comitê de Governança. 3.  A nova proposta será compartilhada com os conselheiros de diversas áreas.

Joãozinho Legal e Férias Inteligentes As férias de inverno do João – marcadas para o período de 14 de julho a 2 de agosto - podem ser bem movimentadas para os participantes do “Projeto de Férias Joãozinho Legal” e das “Férias Inteligentes”. No primeiro caso, as atividades começam em 16 de julho. No segundo, Londres é o destino. As crianças do turno inverso têm vagas garantidas no ‘Projeto de Férias do Joãozinho Legal’, que acolhe desde a classe bebê até o 4º ano. A famílias podem optar por cinco ou 10 dias de

atividades. Interessados devem entrar em contato com a Secretaria de Ensino pelo telefone 3235 5022 ou 5039. A novidade desta edição é a parceria com “A Barca a Escola de Teatro Aberta”. Já as “Férias Inteligentes”, marcadas para julho de 2018, são voltadas para estudantes de 13 a 16 anos, proporcionando o aprimoramento do idioma, além de vivências culturais e contato com universitários do país. Organizado dentro do próprio Colégio, o intercâmbio conta com a parceria do World Study.

4.  O Comitê de Fidelização ficará encarregado de organizar uma Ouvidoria. 5.  Concluído esse processo, em julho, o novo organograma será votado pelo Conselho. 6.  Ainda no segundo semestre, após concluída a reordenação do organograma, o Comitê de Governança reorganiza a constituição do Conselho Deliberante, do sistema periódico de definição da escolha da direção pedagógica e dos processos de trabalho.

Acompanhe mensalmente aqui no Fala João o andamento do PE


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Matemática não é bicho de sete cabeças O professor de Matemática Bruno Mendes, um dos orientadores dos estudantes nas Olimpíadas do Conhecimento explica o sentido pedagógico da participação em competições do gênero. Pedagogicamente falando, qual a importância da participação em uma Olimpíada do Conhecimento?

A importância da participação em uma Olimpíada do Conhecimento é incentivar os jovens a valorizar mais os estudos e também identificar talentos em diversas áreas do conhecimento. No caso das Olimpíadas de Matemática, acho que servem também para desmitificar que a Matemática é um bicho de sete cabeças. Quais foram os principais desafios dos participantes?

O primeiro desafio é que eles sabem que estarão representando o colégio e isso já aumenta a responsabilidade por parte deles. Depois, eles têm as aulas de revisão no turno inverso, onde são discutidas questões de provas anteriores para que possam ir tomando conhecimento de como serão as questões da prova e qual será a abordagem dessas questões. Disponibilizar um tempo para esse preparo já é um desafio para esses jovens. E o desafio maior é organizar o tempo durante a realização da prova para que não falte tempo para resolver todas as questões. Quando a competição é boa e quando não é, na sua opinião?

A competição é boa quando não são cobradas questões de conteúdos que eles ainda não trabalharam ou não aprenderam na série que estão. Quando isso acontece, o que era bom acaba sendo algo frustrante para os estudantes. Por isso, eu acho que o mais correto seria que as provas dessas olimpíadas fossem separadas por série e não por níveis. Bruno Mendes Professor de Matemática

Colégio participa de cinco Olimpíadas Competir ou não competir, eis a questão! Durante bastante tempo o Colégio João XXIII viveu esse dilema com relação à participação nas Olimpíadas do Conhecimento. Há quatro anos, porém, a decisão foi tomada. “Os nossos estudantes tinham qualificação necessária, estavam preparados para o desafio e seriam estimulados a participarem”, lembra a diretora Anelori Lange. Em 2018, já maduros, os estudantes do João se inscreveram em cinco torneios, arrebatando diversas premiações, chegando às semifinais ou continuando, ainda, em fase de disputa. Na Olimpíada Matemática sem Fronteiras do Brasil (“Mathématiques Sans Frontières – OIMSF), da qual tomaram parte competidores do 5º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, conquistaram as principais medalhas. O ouro na fase estadual, e a prata, na nacional, ficaram com a gurizada do 5º ano, enquanto o 6º ano trouxe a prata e o bronze nas fases estadual e nacional, respectivamente. Por conta disso, o Colégio obteve o credenciamento da Rede de Programas de Olimpíadas de Conhecimento (POC), espécie de radar mundial na área. No total, foram 407 inscrições, do 5º ano do Ensino Fundamental a 2ª série do Ensino Médio, em cinco competições nacionais e uma internacional de diferentes áreas do saber. Além da Mathématiques, o João se fez presente nos seguintes eventos: Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONH) – 8º ano ao EM; Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP) – 6º ano ao EM; Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) – 6º ano ao EM; Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) – Ensino Médio; e Olimpíada Brasileira de Física (OBF) – 9º ano ao EM. Promoveu, ainda, o torneio interno 2º Olimpíada de Matemágica entre 2 e 13 de julho, en-

volvendo a etapa de 1º, 2º e 3º ano em vivências lúdicas de raciocínio lógico e o 4º e 5º ano em provas opcionais. Grande incentivador da participação nas Olimpíadas do Conhecimento, Luciano Stropper da Silva foi um dos professores que acompanhou os desafios passo por passo. “Mesmo sendo competitiva, uma Olimpíada promove a solidariedade e a colaboração, pois os concorrentes trabalham em equipes e precisam compartilhar os conhecimentos”, avalia. Mesmo entre grupos competidores, lembrou, há colaboração por meio do empréstimo de materiais, por exemplo. “Eles foram corajosos e souberam trabalhar muito bem em equipe”, orgulha-se a professora de Matemática do 5º ano Daniela Passos, também orientadora das equipes. Para a estudante Eduarda Ortigara, muito mais do que medalhas todos ganharam experiência. “Nos organizamos em grupos em que cada um era responsável por uma

Mesmo sendo competitiva, uma Olimpíada promove a solidariedade e a colaboração parte. Enquanto uns faziam os cálculos, outros revisavam e passavam para a folha de resultados”, recorda. Além da Mathématiques, o Colégio está sendo representado, pela segunda vez consecutiva, na Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas e Privadas (OBMEP). Passaram


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Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Já na Olimpíada Brasileira de Física, os representantes do João passaram para a fase 2 prevista para o dia 18 de agosto. Estreantes na Olimpíada Nacional de História do Brasil, as três equipes do 8º ano do Ensino Fundamental a 2ª série do Ensino Médio do João classificaram-se em excelente posição até a semifinal. Nas provas, é possível vivenciar de forma pontual o conteúdo estudado em sala de aula, concordam as alunas Helena Figueiredo (8º ano do EF) e Maria Clara Lisboa (1ª série do EM). Ainda no rol das competições, quatro jovens do Ensino Médio construíram fogueque vai série do EM 2ª a EF tes de garrafas Pet do ano Brasileira dantes do 6º da Olimpíada se fa Grupo de estu 2ª na ) I e se inscreveram na ep r o João XXIII ivadas (Obm

para a segunda etapa – marcada para 15 de setembro, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – 12 estudantes do 8º ano do EF a 2ª série do EM, orientados pelo professor de Matemática Cássio de Mello. Também pelo segundo ano, estudantes do 9º ano do EF a 2ª série do EM do João tomaram parte da Olimpíada

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Mostra Brasileira de Foguetes. “Mais do que bons resultados e medalhas, comemoramos a participação dos estudantes nesses eventos e acreditamos que o interesse deles é fruto de uma linda caminhada na construção do conhecimento”, acredita a coordenadora pedagógica da etapa de 1º ao 5º ano Ianne Ely Godoi Viera. Para Rosa Maria Limongi Ely, Coordenadora Pedagógica do 6º, 7º e 8º ano “participar de uma Olimpíada do Conhecimento, em qualquer componente curricular, é um desafio, os estudantes se mostram muito empenhados em atividades como estas. É um misto de curiosidade, de engajamento, de conhecimento individual e outras vezes em equipe, dividindo suas habilidades e competências. A cooperação é fundamental quando se trabalha em equipe. Esse tipo de competição é saudável porque auxilia o estudante na troca de conhecimento com seus pares e, consequentemente, com outros estudantes em outros espaços, sejam reais ou virtuais”.

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Comunidade em torno do fogo As chamas junto à madeira são amarelas, ofuscantes, quase douradas. As línguas que se alongam como uma crista em direção ao céu azul cobalto formam um degradê de laranja e vermelho com lampejos púrpura. Pequenas flamas dançarinas escapam no cone iluminado da fogueira. Por um breve momento, diminuem os ruídos, as vozes viram murmúrios e todos apenas olham o fogo, bem próximos uns dos outros, sentindo o seu calor no começo da noite fria de junho. Isso aconteceu na comunidade escolar do Colégio João XXIII, durante a festa junina comemorada no dia 16 de junho de 2018. Foi uma reprise de cenas ocorridas em diversos povos desde tempos ancestrais, quando o homem “caçou” um raio e descobriu a magia do fogo, capaz

de aproximar pessoas, aquecer, cozinhar os alimentos, fascinar, inspirar, mas também queimar e destruir. Ao contrário do que muita gente pensa, as festas juninas não têm origem caipira, nem campesina e sequer brasileira, como pesquisou e compartilhou com os estudantes, o professor Marcello Soares. Além de elucidar a história destas celebrações antigas, Marcello também organizou a Quadrilha, igualmente universal (veja quadro anexo). Para isso, reuniu os alunos da 2ª série do Ensino Médio que, quando cursavam o 9º ano, já tinham se familiarizados com os passos da dança. Apoteose da festa, porém, a fogueira não foi a única atração. Estudantes, ex-alunos, pais, mães, avós, professores e funcionários compartilharam uma tarde

ensolarada de brincadeiras, de músicas, de danças, de conversas, de encontros, de reencontros e de comidas gostosas. No final da tarde, com uma nesga de lua nova já despontando no céu, todos migraram para a entrada da Escola, onde a fogueira acendeu. A baixa temperatura ajudou a tingir as bochechas de vermelho, mas a criançada caprichou no carmim, nas pintas e nos bigodes que compunham o visual junto com as remendadas flanelas xadrez, as rodadas saias floridas, os esfiapados

“Neste ano, tivemos uma comemoração bem mais comunitária e cultural”


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Qual a origem das festas juninas? A origem das festas Juninas não é caipira nem brasileira Antes de serem as festas Juninas – ou Joaninas – e serem adotadas pelo cristianismo marcavam o solstício nos povos pagãos.

chapéus de palha e as Maria-chiquinhas adornadas com fitas. Até alguns adultos se vestiram a caráter. Brincadeiras e barracas estendiam-se desde a entrada até o Gazebo. Pescaria, Argola, Boca do Palhaço, Dança das Cadeiras e outras “provas” atraíam as crianças menores. Não faltou o bailado do “Pezinho”- tocado e dançado pelos estudantes do 5º ano - e o “Bumba meu Boi”, também feito pela gurizada do 5º ano com suas famílias. No pátio central, grandes filas se

formaram diante das barracas de quitutes juninos, entre eles bolos, pinhão, cachorro quente e pipoca feitos e vendidos pelos familiares. Os terceirizados ficaram encarregados de oferecer churro, maçã do amor, queijo coalho, quentão e churrasquinho, entre outras delícias. Muitos ex-alunos se misturavam à multidão, como foi o caso da dupla Paula Fabyolla Joaquim Meza e Isadora Cassol, hoje estudantes de Jornalismo e Medicina Veterinária respectivamente. Quando bate a saudade elas voltam para visitar o João, justificaram. “Neste ano, tivemos uma comemoração bem mais comunitária e cultural”, explicou a vice-diretora Maria Tereza Coelho, referindo-se ao fato de que a organização do evento coube a uma comissão formada por integrantes de vários segmentos da Escola. Assim, a Festa Junina do Colégio João XXIII assemelhou-se às autênticas festividades ocorrias em torno do fogo desde tempos imemoriais.

A fogueira é um elemento comum a todos os festejos. A dança, a música, a vestimenta e a culinária variam de acordo com local onde se realiza a festa! As Festas Juninas marcam o meio do calendário do ano e seu significado foi se modificando com a cristianização da Europa.

Por que viraram festas caipiras? As Festas Juninas viraram ponto alto no calendário católico. A forma dos festejos, como conhecemos hoje no Brasil, são resultado de um amálgama de diferentes referências: tradição católica, modismos das cortes europeias, sortilégios, jogos populares (tanto com origens brasileiras como trazidos da Europa e, até criados pela cultura de massa). O costume em aproveitar determinada data para realização de festejos foi trazido da Europa. A corte portuguesa realizava bailes inspirados nos da corte francesa. Com o advento da república (1889) no Brasil muitos dos costumes cultivados no período monárquico passaram a ser censurados, como os bailes e outros festejos. Nas regiões rurais, os festejos juninos tiveram continuidade fortalecendo a identidade de cada região com suas respectivas variações. Nas décadas de 60/70 do século passado, com a industrialização e a migração de grande parte das populações rurais para os centros urbanos, a festa foi revitalizada com ares interioranos. Importante para essa “nova roupagem” foi o personagem rural, construído pelo cinema brasileiro (chapéu de palha, roupas remendadas, aparência descuidada) nos filmes de Mazzaropi e a adaptação de Jeca Tatu feita pelo escritor Monteiro Lobato. Essa imagem passou a ser vista com simpatia e repetida dentro da cultura de massa, gerando o imaginário rural e idílico relacionado aos festejos Juninos.


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A dura vida de xerife Estrela dourada no peito e fôlego de gato para correr o pátio inteiro atrás dos “procurados”. Esses eram os dois pré-requisitos dos xerifes encarregados de perseguir os frequentadores da Festa Junina com “ordem de prisão” decretada por alguns de seus colegas. Ao contrário dos homens da lei dos filmes de faroeste, eles não tinham sequer uma fotografia ou desenho para orientá-los; apenas descrições sumárias. “Eles dizem alguma coisa como: ‘está usando uma flanela’. Mas quase todo mundo está usando flanela por aqui. Tem que adivinhar!”, exasperava-se Mariana Barcellos (2A), dividida entre o riso e o chiado do

peito provocado pela asma devido a correria. Instalada na sala do Grêmio Estudantil do João (GEJ), a cadeia era o principal foco de diversão dos adolescentes. Às vezes a tarefa de captura era tão difícil que o responsável pela prisão acompanhava o xerife. Ainda assim, ao avistar a estrela brilhante no peito de alguém, o “elemento” saía em disparada pela multidão, embrenhando-se no labirinto da barraquinhas. Por isso, os xerifes advertiam: “Se enxergar, não grita”. Então, a aproximação se dava sorrateiramente, sem salvação para a presa, aliás sempre inocente. Qual o crime? Qual motivo da prisão? Ninguém sabia responder; ou, simplesmente, diziam: “Não tem motivo. Vem”. E defensores da lei ou presidiários acabavam rindo juntos e compartilhando a pipoca.


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Fogueiras de Beltrane Os chamados povos pagãos comemoravam o solstício de inverno. As fogueiras de Beltane saudavam as colheitas e os matrimônios. Os celtas também festejavam as colheitas e a fertilidade dos campos com atividades religiosas, acendendo fogueiras e dançando, enquanto os romanos comemoravam o solstício de verão com festividades em homenagem à deusa Juno (as Junônias). Assim, os missionários, enviados para evangelizar a Europa, perceberam que cristianizar as festas tornaria a conversão mais aceitável para o povo local. A data era perfeita: Beltane ocorria exatamente seis meses antes do Natal. A festa passou, então a dividir o calendário católico ao meio; tendo, na outra ponta, o Natal. Aproveitando a indicação de que João Batista nasceu seis meses antes de Jesus, fixaram a data de 24 de junho para as Festas Joaninas e 25 de dezembro para o Natal.

Calorzinho do sol Antes do calor da fogueira, só mesmo o sol para afugentar o gelo da tarde de sábado, 16 de junho, quando aconteceu a Festa Junina do João. Assim, Alexandre Teixeira, Roberta Germano e Graciele Lino – pai e mães de Juliano (4H), Maria Clara (4H), Júlia (4H) e Arthur (4D) – resolveram “lagartear”, enquanto a filharada saltitava de um lado para o outro no pátio. “Curto muito ver a Júlia e o Arthur assim, correndo, repetindo as brincadeiras da minha infância lá em Catuípe. E adoro o cheirinho da pipoca”, alegrava-se Graciele.

Já Roberta ria muito ao lembrar com saudade da “Barraca do Beijo”, embora compreenda que os tempos são outros e seria impossível ter algo similar em uma festa de escola. Alexandre, por sua vez, preza a convivência da comunidade escolar. “Esse clima de festa é uma beleza. Só que a gente chega rico e sai pobre”, divertia-se referindo-se à rapidez com que os talõezinhos de compra (moedas especiais da festa) migravam do seu bolso para as barraquinhas de quitutes espalhadas pelo pátio. Assim como sua filha, a maioria das crianças tinha a cara lambuzada com a calda vermelha da maçã do amor e com o açúcar rosado do algodão-doce.

Vale salientar que na tradição católica são comemorados apenas dois nascimentos: o de João Batista e o de Jesus Cristo.

Dança das fitas A Dança das Fitas ou Pau-de-fitas – originalmente chamada Maypole Dance – é um bailado folclórico originário da Idade do Ferro no norte da Europa. Chegou ao Brasil por meio de Portugal e da França. A coreografia é similar a uma ciranda de participantes ao redor de um mastro central. No topo do mastro são fixadas as pontas de longas fitas de cores variadas. A outra ponta das fitas é manipulada pelos dançarinos. A coreografia usa movimentos rotativos e de zigue-zague em torno do mastro central, Com o objetivo de trançar as fitas, elas são trançadas até um ponto onde se torna impossível prosseguir. A partir desse momento, a coreografia inverte os movimentos para desenrolar as fitas. É uma dança muito comum em várias regiões, principalmente, no sudeste e no sul do Brasil.

Fertilidade virou casamento Muitas brincadeiras juninas – assim como a origem da festa – também são pagãs. Acender a fogueira, dançar ao seu redor ou passar por ela eram ritos importantes do Beltane, festival celta realizado no dia 1º de Maio. Era uma festa alegre, feita no bosque, em que as mulheres usavam coroas de flores e todos dançavam. Acendiamse duas fogueiras para as pessoas e os animais passarem por elas com o objetivo de se purificarem de doenças e de energias negativas. Daí veio o costume de pular a fogueira nas festas juninas. Ponto central do festival de Beltane era a celebração da fertilidade, ocasião em que os casais se uniam para gerarem filhos. Cristianizadas as festas juninas, o ritual matrimonial pagão virou um casamento fictício em que um noivo e uma noiva abrem a dança da quadrilha.


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Palavra de especialista Hanyk Orsi procurava uma escola para filha Angelina, no ano passado,

quando entrou no site do João XXIII. Navegando, distraída, ela se deparou com uma imagem decisiva para sua escolha: uma grande fogueira ardendo no meio do pátio, cercada por uma alegre multidão. Nascida em Natal, Rio Grande do Norte, ela é uma especialista em festas juni-

nas; pois durante toda a infância e adolescência acordava nos primeiros dias de junho ao som dos foguetes e dançava quadrilha por mais de mês. Moradora do sul há 14 anos, casada com o gaúcho Diego e analista do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, há muito andava afastada das festas de junho. Durante todo esse tempo, jamais tinha visto uma fogueira ao vivo em Porto Alegre. Por isso, comprou uma saia de chita, uma tiara com chapeuzinho de palha em miniatura e se embonecou toda para participar do evento na Escola onde a filha estuda no Nível F. Acompanhada pelo marido e a sogra Juçalba Oliveira, era uma das participantes mais animadas. O arraial do João não decepcionou. “Resgatei a minha infância”, declarou emocionada. Os dois únicos elementos exclusivos do sul, apontou, foram o frio e o chimarrão.


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Quadrilha vem da França

Convidados internacionais A família da caipirinha Antonia Nakata Giuliano Flores, do Maternal H, deu um caráter internacional à Festa Junina. O avô, Giovani Tadei é italiano genuíno e a avó, Mafalda Tadei Nakata, nasceu na cidade paulista de Jales, mas é descen-

dente direta de japoneses. Presentes no evento, eles constatavam o parentesco da comemoração com os festejos de suas infâncias. Mafalda lembrava que nesta época do ano as famílias costumavam comemorar nos sítios. Giovani, por sua vez, recordava a comunidade de além mar, muito festeira, especialmente no sul da Itália. Todos se sentiam em casa.

A Quadrilha Junina está ligada à Quadrille, dança da corte francesa de origem medieval. O termo Quadrille está ligando a noções de reunião de cavalheiros e de damas para diversas atividades. Nas cortes francesas dos séculos XVIII a XIX, o Rei ou o nobre hospedeiro regia a Quadrille, e, ao final, elegia o grupo responsável por executar com maior elegância e destreza os passos da coreografia. Dançar quadrilha é algo comum em vários países da Europa (norte e central) e nas três Américas (norte, central e do sul). As danças chegaram ao Brasil com a corte de D. João VI e eram praticadas nos bailes. Com a queda do império, esta prática foi perdendo espaço nas comunidades urbanas. Contudo, nas regiões rurais, ela continuou a ser exercida. Cada região adaptou sou própria linguagem. Os comandos da coreografia em Francês sofreram alterações na pronúncia ou foram simplesmente substituídos por palavras em Português. A prática das danças juninas nos centros urbanos foi retomada nos anos 50, com grande êxodo da população do campo para as cidades. Durante o período de industrialização do Brasil. A maior Quadrilha do mundo é organizada anualmente pela Rádio Eslovênia a Maturantska Parada - Quadrille Dance Parade, um evento ocorrido simultaneamente em 100 cidades da Eslovênia, Itália, Croácia, Sérvia, Montenegro, Macedônia, Bósnia e Herzegovina, Ucrânia, Bulgária, Albânia e Romênia. No dia 23 de maio de 2014 reuniram 242.280 jovens e a coreografia coletiva entrou para Guiness Book como a maior Quadrilha já organizada em número de participantes.

Outros povos Festejos com a mesma origem das Festas Juninas são atualmente realizados em lugares difíceis de imaginar como: • Estados Unidos - Inaugural Earthwalk Solstice celebration (Arizona) e Summer Solstice celebration (Santa Barbara, California institucionalizado em 1974) • Alemanha - Sommersonnenwende (Nuremberg) • Sérvia - Ivanjdan • Hungria - Szentiván-éj • Grécia - Klidonas • Lituânia - Rasos • Letônia - Jāņi • Estônia - Jaanipäev

• Tirol, “Summer Solstice”;

Fontes:

• Wikipedia: “Midsummer”, “Nestinarstvo”, “Fête nationale du Québec”, “Midsommarstång”;

O material organizado pelo professor Marcello Soares teve como base principal o trabalho da professora de História Ester Domingues – responsável pelo site “Ensinar História” dedicado a professores – e, entre outras, as seguintes fontes de pesquisa:

• Den Store Danske, “Sankthansaften”; • Visit Portugal, “Festas dos Santos Populares”; • Iran Review, “Tirgan: The Festival of Rain”; • Site “Circuito São João”.


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Lições da Copa O professor de Educação Física Luis Lucini fazendo a abertura oficial do projeto “João na Torcida”, no dia 28 de junho, dia da abertura da Copa 2018

Quais as lições de uma Copa do Mundo? Ganhando ou perdendo – como aconteceu com a Seleção Brasileira –, os ensinamentos são muitos, não duvidam a Direção, as coordenadoras e a equipe de professoras e professores do Colégio João XXIII. Por isso, aproveitaram cada jogo, cada gol, cada vitória ou derrota para debater e produzir trabalhos sobre diversidade, superação de desafios, enfrentamento de frustrações, vivência comunitária, visão histórica/geográfica do mundo, arte e escrita, entre outros conteúdos desenvolvidos nos componentes curriculares. “Neste momento em que o mundo viveu o futebol, a Copa representou para nós uma ferramenta pedagógica” explicou Mirian Zambonato, Coordenadora Pedagógica 9º ano e Ensino Médio e Supervisora Pedagógica Geral do João. “Este foi um momento muito rico para trabalhar a diversidade cultural. Por meio do esporte, percebe-se muita coisa. As diferenças sociais e as diferentes

Quanto pode, a prática de esportes, ultrapassar o aspécto físico? posições dos países, por exemplo, são evidentes. Trabalhamos a Copa pedagogicamente em todos os conteúdos curriculares”, avaliou Rosa Maria Limongi Ely, Coordenadora Pedagógica do 6º, 7º e 8º ano. Mirian complementou: “O João acredita que o esporte é transformador, pois, desenvolve habilidades de cooperação e de socialização, promove o espírito de liderança e de respeito, além do incentivo à pratica que favorece uma vida mais saudável. Por isso, na Escola todos os tipos de esportes são valorizados”. Uma das primeiras lições foi justamente a partilha do emocionante momento de um campeonato mundial envolvendo o sentimento de brasilidade. O projeto “João na Torcida” – organizado

pela equipe de Educação Física da Escola – proporcionou essa vivência no dia da cerimônia de abertura oficial, 14 de junho, e nos demais jogos da Seleção Brasileira. Nestas datas, o Gazebo Central ganhou um telão para transmissão ao vivo, reunindo os estudantes, a direção, a coordenação, os professores e os funcionários ao seu redor. O povo caprichou na indumentária: camiseta Canarinho, rostos pintados com glitter, chapéus, bonés, lenços, perucas e, é claro, bandeiras. Até as educadoras usaram óculos verde-amarelos sem lente. Não faltou nem uma Copa tamanho família, feita em papel machê pela professora de Artes Clarice Normann. Unidos na alegria e no sofrimento todos estiveram mergulhados no espírito comunitário. Importantes, também, foram as lições do “antes” e do “depois” vividas pelos estudantes do 9º ano no dia 22 de junho, quando o Brasil disputou com Costa Rica. Aline Braga e Josiele Medeiros, professoras de Língua Portuguesa e Redação, foram as responsáveis por organizar a atividade batizada por elas “Central da Copa”. Por meio desse projeto, meninos e meninas viveram duas metamorfoses: de estudantes passaram a torcedores e, depois, a repórteres. Na prática, aconteceu o seguinte: como tinha um período de aula anterior e outro posterior à partida, Aline e Josiele aproveitaram as primeiras horas para conversarem com a gurizada a respeito


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Além de reunir a comunidade escolar durante os jogos do Brasil, o “João na Torcida” promoveu atividades que envolveram estudantes e professores e palestras com esportistas e profissionais da área

No dia da abertura do Mundial, professoras do 1º ao 4º ano do EF foram convocadas para uma partida de futebol

da Copa, dos valores que gravitam em torno da competição internacional, do que é uma pauta jornalística e quais os tópicos indispensáveis para documentar o evento, ou seja: sinopse, histórico e encaminhamentos. Findo o jogo, os principais momentos foram transcritos em textos (veja matéria anexa). A dupla de educadoras também organizou um “bolão”. Quem ganhou, voltou para casa com chocolates na mochila. Outra face da lição sobre integração ocorreu na Etapa 1º ao 5º. “Copa pede equipe, sentimento de pertencimento”, lembrou a coordenadora Ianne Godoi ao mencionar os Álbuns de Figurinhas organizados pelo 1º e 2º ano (veja matéria anexa). A ideia consistiu na reedição do antigo hábito infantil de montar álbuns (no caso, com fotos dos próprios alunos, além de informações esportivas, peculiaridades sobre os países participantes, brincadeiras do mundo, bandeiras e outras curiosidades). Dois álbuns foram preenchidos, um do 1º ano e outro do 2º. Para isso, os colecio-

nadores receberam, algumas vezes por semana, envelopes com imagens variadas. Precisaram, então, localizar sua posição, identificando e refletindo sobre as regularidades do sistema alfabético que, no caso do 1º ano, é um detalhe importantíssimo no processo de letramento. No 2º ano, a publicação foi apresentada em letra cursiva, pois o desafio vivido no momento pelos estudantes é ler e conhecer esse tipo de escrita. O projeto virou “febre” com animadíssima troca de figuras monitorada pelos educadores. Ianne não disfarçou o entusiasmo ao comentar a potência do trabalho: “Uma vibração! Emocionante! Um dia uma das crianças chegou superentusiasmada, dizendo: ‘Ianne, eu te tirei, eu te tirei’.” E as atividades da etapa não pararam por aí. Na abertura da Copa, teve músicas sobre futebol, jogo das professoras e muito mais. Como não poderia deixar de ser, um evento esportivo de magnitude mundial trouxe como lição a importância dos esportes e quanto a sua prática ultrapassa

o aspecto físico. No João, o esporte é trabalhado pedagogicamente como uma forma de focar os esforços em um objetivo, acreditar no próprio potencial, investir na organização, superar desafios, lidar com frustrações e trabalhar em grupo. “Participar de uma equipe esportiva é uma experiência única, com resultados preciosos e transformações surpreendentes.”, define o professor Paolo. Ele foi o responsável por diversas atividades organizadas durante o período, com concursos de Embaixadinhas e Altinhas (jogo de dupla em que um passa a bola para o outros sem deixá-la tocar o chão) e, ainda, de habilidade no passe de cabeça. “Praticamos a cultura da integração, ou seja: o objetivo do esporte é envolver todos socialmente, sem discriminação de gênero, cor, habilidade, entre outras características individuais”, explica. Não por acaso, Zilah Totta, uma das fundadoras do Colégio, já pregava: “Mens Sana Corpore Sano”.


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Seleção Brasileira: tradição, angústia e paixão. Nunca fomos tão felizes em pouquíssimos minutos. Foram 360 segundos de angústia e de alegria. Nesta ordem. Apesar de o segundo tempo da partida entre Brasil e Costa Rica ter sido marcado por pressão do time brasileiro, nós, brasileiras e brasileiros, já não acreditávamos em grandes reviravoltas: o amargo empate estava no nosso horizonte; o futebol é surpreendente, todavia, e, nos acréscimos, fomos contemplados com dois gols que anestesiaram o nosso sofrimento. Aliviados, respiramos. Antes de entrar em campo, 90 minutos parecia ser o tempo ideal para uma goleada, o que comprova o grau elevado de expectativa depositada numa equipe com tradição no esporte. Porém, precisávamos mesmo de apenas seis definitivos minutos, os quais põem em xeque nossa excelência futebolística. Os ponteiros nos pressionam: ainda somos o país do futebol, apesar dessa partida sofrida? Não queremos responder a essa pergunta – ao menos, não durante a Copa do Mundo, porque, se não formos nós, quem? Estamos com medo, sem dúvida, mas seguimos na torcida, apaixonados. Por isso, para os próximos jogos, esperamos que a tranquilidade apareça dentro e fora dos gramados, em um tempo calmo; do contrário, não desistiremos até ouvirmos o apito final, dure o tempo que durar. Texto coletivo produzidos pelos estudantes do 9E e 9G após a vitória da Seleção Brasileira, em 22 se junho

Um álbum para brincar e aprender... Muito prazer, álbum do Colégio João XXIII O 1º e o 2º ano entram em campo para mais uma partida de muitas aprendizagens e descobertas. A cada nova letra, nosso time de crianças se revela de forma lúdica. Muito mais do que um álbum de figurinhas, a partir de agora, teremos uma recordação do 1º e do 2º ano para guardar na memória e no coração. Além disso, a potência de uma proposta de alfabetização que considera contextos reais de leitura e de escrita, a reflexão sobre o alfabeto, o repertório de nomes, a leitura de cada um em letra cursiva (2º ano), a identificação de bandeiras e brincadeiras do mundo (1º ano) serão uma marca na construção do processo de letramento das nossas crianças. A torcida está pronta, os jogadores vão começar a entrar, é hora de virar a primeira página e aprender muitas curiosidades sobre a Copa do Mundo. A integração e o espírito de equipe estão em cada um que agora faz parte do

2º ano/2018. Aquele que aconteceu em ano de Copa! O ano da Copa do Mundo da Rússia! Agradecemos especialmente aos nossos professores de Educação Física, Paolo Franciozi e Juliano Meneghetti de Carvalho pela experiência da brincadeira e das práticas esportivas como forma de explorar e descobrir o mundo, a laboratorista Daiana Castro Borges Salvadigo pelo empenho em transformar as nossas ideias em realidade e a cada professora regente por acreditar que, na alfabetização e no letramento, brincar e aprender são sempre um golaço! O coração começa a bater... O placar indica 0 x 0. A partida vai começar! Desejamos muitos gols! De placa!

Ianne Ely Godoi Vieira Coordenação Pedagógica – 2018


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Bola no pé e na mão

O recém formado time futsal feminino do Colégio João XXIII arrebatou duas conquistas: a formação da própria equipe e a medalha de ouro no Festival Feminino de Futsal. “Na metade de maio as gurias me procuraram dizendo que gostariam de formar um time e me convidaram para ser o treinador”, lembra, orgulhoso, o professor Paolo Franciozi Pinto. Em menos de um mês, o time não apenas foi formado, como conquistou vitórias e cresceu. Atualmente, são 35 estudantes do 8º ano a 2ª série do EM envolvidas nos treinos. A conquista das meninas soma-se às obtidas pelas equipes de Futsal (masculino e mirim), Handebol (masculino, feminino e mirim), além de Vôlei Misto. Detentores de diversas medalhas e troféus, as equipes são treinadas pelos professores Sérgio Santos e Marcelo Pereira. Além dos times oficiais, atletas estudantes do João destacam-se nas mais diversas modalidades. Velejadores, tenistas, patinadores, bailarinas, esgrimistas, jogadores de golfe e praticantes de equitação estão espalhados entre as turmas da Escola. Alguns ex-alunos, inclusive, seguem uma carreira esportiva, como é o caso de Helena Rodriguez Sampaio, que por

Desde abril, além das equipes masculinas de Futsal, o João XXIII conta com a equipe feminina

As jogadoras do Handebol comprometidas com o esporte

ocasião da Copa 2018 conversou com os estudantes. Recentemente convocada pela segunda vez para a Seleção Brasileira de Sub-17, ela integra o time IMG Soccer Academy, sediado em Bradenton (Estado da Flórida) nos Estados Unidos. “A recepção da Escola é sempre muito boa e voltar para onde estudei a vida toda me faz feliz”, emocionou-se Helena, ao voltar ao Colégio como palestrante. O incentivo às práticas esportivas dentro do João acontece também por meio dos Jogos Interséries. Realizados pelas equipes de Educação Física, Pedagógica e Direção, ocorrem anualmente em duas etapas. Neste ano, para os estudantes do 6º ano ao Ensino Médio, o evento está marcado para outubro. O professor e treinador de Handebol

Sérgio Santos considera que o esporte é fundamental para a formação; a questões de superação; a percepção dos próprios limites, assim como o dos seus companheiros e adversários; o compromisso com um grupo; o pertencimento; o desenvolvimento de tolerância; a frustração; a socialização e os hábitos saudáveis. À lista, Marcelo Pereira, responsável pelo Futsal, acrescenta a importância do processo e não apenas da performance dos atletas: “Os alunos precisam fazer um caminho para o entendimento. Se ganhou, por que ganhou? Se perdeu, por que perdeu?”. Para ele, é fundamental o esforço para atingir a conquista. Assim, não cansa de repetir: “Não podemos jogar para treinar. Temos que treinar para jogar”.


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ÃO POVO DO JO

Esporte é ferramenta contra barbárie O jornalista Caetano Manenti, ex-aluno do João, tem convicção de que o esporte pode ser uma ferramenta transformadora e essencial para vencer a barbárie, mas faz duras críticas à imprensa esportiva. Administrador do site de reportagens Jornalismo Em Pé e assessor parlamentar da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, ele se especializou em jornalismo esportivo, tendo realizado a cobertura das Paraolimpíadas, mas também incursiona por temas sociais e ambientais. Assinou, inclusive, a série de reportagens “Do lucro à lama: uma viagem de Mariana ao fim do mundo”, publicada no Observatório da Imprensa, abordando o de-

sastre ecológico ocorrido na cidade mineira onde vazou a lama tóxica da mineradora Samarco. Como jornalista da área esportiva, qual seria o papel do esporte na educação, na tua opinião?

Para mim, a palavra esporte se funde com a palavra educação. Assim como se funde com as palavras saúde, cultura e lazer. O esporte é uma das atividades humanas mais abrangentes de nossa sociabilidade, colaborando positivamente para todas as esferas da vida particular e da vida coletiva. Por conta de tudo isso, cobramos que o investimento ao esporte seja política públi-

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ca permanente, prioritária. A evasão escolar, o avanço da obesidade e, sobretudo, a quantidade excessiva de jovens ociosos e/ ou no crime são tragédias de nosso país que seriam duramente combatidos com a promoção séria da prática esportiva. Faltam quadras, equipamentos e professores na rede pública. A educação física é das áreas da educação mais

O esporte, como ferramenta de educação, transforma. sucateadas, considerada, muitas vezes, dispensável. Apostar no esporte como ferramenta de educação - portanto, como ferramenta transformadora - é essencial para vencermos a barbárie de nosso país. Por fim, uma crítica como jornalista esportivo que sou: a imprensa esportiva pouco se importa com a dimensão educativa do esporte - não pressiona governos, não questiona políticas. Crê que seu papel é apenas de analista do jogo e dos jogadores e de promoção do entretenimento. É isso que acreditam que traz dinheiro e é por isso que não estão nem aí para mudar.

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A competição pode ser saudável ou prejudicial. Conforme a tua experiência no acompanhamento de eventos esportivos, quais os limites?

A competição em eventos esportivos tem diversas dimensões. Uma delas é a mais lógica: a esportiva. Jogadores treinam a vida inteira para serem melhores que podem e é natural que disputem as competições com a gana da vitória, do êxito. Existe também uma dimensão simbólica: o jogo simula uma disputa rival, em que um triunfa sobre o outro. Nisso, estão inseridas desde rivalidades culturais entre regiões e países até mesmo heranças históricas, cicatrizes do passado. Disputar tudo isso entorno de uma bola sempre será melhor que disputar em torno de um fuzil, por exemplo. No entanto, as competições esportivas são competições entre seres humanos e nós, como sabemos, somos recheados de imperfeições e desvios graves. Para ficar no exemplo atual da Copa do Mundo, trata-se de um conceito, o do grande evento, altamente inserido no mundo capitalista, com toda sua selvageria: países pagam propinas para sediar o evento. Depois, como vimos no Brasil, os governantes se aliam a empreiteiras e outras grandes empresas para desviar recursos. De-


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pois, há corrupção na venda de ingressos, na venda de resultados, no mundo das apostas e etc. Enquanto o capital, o dinheiro, for o referencial, a competição sempre será prejudicial. Além desse prejuízo mais material, há também outras imoralidades humanas que se demonstram nas competições, caso do racismo, da lgbtfobia e do machismo. Diferenças étnicas, de gênero e de orientação sexual são ressaltadas com a desculpa canalha da rivalidade esportiva. Isso tem que acabar e o caminho é justamente o esporte como instrumento educativo. Qual o principal legado do João na tua vida?

O legado do João XXIII na minha vida é o legado dos privilegiados, que podem estudar num ambiente saudável, com profissionais pagos em dia, com segurança e conforto. É o legado de um jovem brasileiro que estudou numa escola recheada de bons profissionais, áreas de lazer, ginásios e campos, laboratórios, material didático; um ambiente estimulante. Como disse, um privilégio a que poucos jovens brasileiros têm acesso. Um privilégio que aumenta as desigualdades, mas que têm que servir para, ali na frente, combater as desigualdades. O aluno do João XXIII tem que perceber que escolas como essas são exceções em nosso país, tragicamente marcado por uma educação sucateada, repleto de escolas sem dignidade para profissionais e estudantes. A morte de Marco Vinícius enquanto ia para escola na favela da Maré no Rio de Janeiro, tem que revoltar todos os alunos do país - inclusive os nossos do João.

Victoria fala de suas vitórias para alunos do GEJ e CA Ex-alunos são como espelhos do futuro. Ao conversarem com os estudantes atuais do João, eles podem inspirar e reforçar a autoconfiança, refletindo possibilidades diversas e animadoras. Por isso, costumam ser convidados para falar sobre suas vidas atuais, em especial das experiências profissionais. No dia 20 de junho, o Conselho de Alunos (CA) e o Grêmio Estudantil do João XXIII (GEJ) participaram de um bate papo com Victoria Jardim. Com apenas 24 anos, ela integra o Instituto Atlantus que pretende disseminar a filosofia liberal dentro da academia e no ambiente virtual, além de outros projetos empreendedores. Victoria não tem dúvidas de que a base de sua liderança foi construída ainda na adolescência, dentro do próprio Colégio, onde cursou todo o ensino fundamental e médio. “O João teve papel muito importante na minha formação de líder e é bom contribuir para o desenvolvimento desse grupo”, disse. Victória é Engenheira de Produção for-

mada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), mas o espírito empreendedor falou mais alto e ela foi em busca de seus sonhos – e não apenas de um emprego ou meio de subsistência. Além de compartilhar sua trajetória, foi didática ao abordar pontos chaves do empreendedorismo e ao fornecer conselhos práticos sobre liderança. “Ninguém nasce líder. Trabalhem os seus pontos fortes, mitiguem os fracos e tenham em mente qual o propósito a seguir”, recomendou a jovem. Em seus poucos anos de vida profissional, Victoria já exibe um currículo invejável. Trabalhou na FALCONI Consultores de Resultado entre 2015 e 2016, atuando em projetos de custos, despesas e gerenciamento pelas diretrizes. Em 2017 assumiu a Diretoria de Operações do Condomínio Agropecuário Itapororó e também participou da edição de 2016 do programa CEO/1 Dia da Odgers Berndtson. Ocupou, ainda, os cargos de presidente do Instituto Atlantos e coordenadora regional do Sul pelo Students For Liberty, instituição na qual é aluna. Depoimentos como o de Victoria são fundamentais para estimular o diálogo dos estudantes com a Escola. Com o compromisso de dar voz aos estudantes por meio de reuniões mensais com a direção, orientadoras educacionais, psicóloga e Grêmio Estudantil, o CA é um espaço de exercício das capacidades reflexiva e de liderança. “O objetivo é desenvolver a postura ética, participativa e responsável do aluno, além de estimular a formação de lideranças”, define Silvia Hervella, orientadora educacional do 9º ano ao Ensino Médio.


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Crianças da Infantil vacinam contra gripe O cartaz colorido com desenhos infantis - instalado ao lado de escalas optométricas e de um esqueleto- chamava a atenção de quem entrava no prédio da Educação Infantil entre 18 e 29 de junho. Nele, estava escrito: “Vacinação contra a gripe”. A maior surpresa, porém, consistia na descrição dos sintomas da doença, entre elas a informação “sai meleca do nariz”. Mal sabiam os desavisados que a lista tinha sido feita pelas próprias crianças de 2 a 4 anos do grupo de Maternal H, também responsáveis pelas vacinas de faz de conta. “De acordo com a proposta pedagógica da Educação Infantil, nesta fase desenvolvimental, as crianças ampliam vínculos afetivos e se relacionam com adultos e com outras crianças para além do universo familiar. No cotidiano da Educação Infantil, vivenciam interações e contextos capazes de apoiar e promover sua gradativa individualização, independência, capacidade de comunicação e socialização. Expressam suas necessidades, seus pensamentos, seus desejos e suas emoções, demonstrando curiosidade e desejo para interagir e compreender o mundo que as cerca por meio de diferentes linguagens corporais, lúdicas, relacionais e simbólicas”, explica a coordenadora pedagógica da Educação Infantil, Marcia Valiati. Dentro deste contexto, os meninos e meninas do Maternal ganharam e se apaixonaram por uma malinha de médico, utilizada como um dos tantos materiais lúdico- pedagógicos. “Eles carregavam a maleta para todo o lado. Onde iam, ela ia junto”, lembra a professora Luciana Colussi. Surgiu, então, a ideia de montarem um “consultório” na sala com a finalidade

O consultório do Maternal H fez campanha de vacinação contra a gripe...

de apoiar o interesse das crianças por meio do brincar, criando-se um espaço no qual pudessem recriar experiências vividas, construindo entendimentos em relação aos cuidados com a saúde e com o próprio corpo, desenvolvendo a empatia e o cuidado com os colegas. As famílias ajudaram enviando materiais como jalecos, seringas sem agulhas, chapas de

Por meio das brincadeiras simbólicas, as crianças elaboram significados radiografia e estetoscópios, entre outros instrumentos. Foi organizada, também, uma visita ao Laboratório de Ciências, onde o MH obteve o empréstimo do esqueleto Zé, que logo se tornou íntimo da criançada.

Com a chegada dos dias frios, veio a proposta da Campanha de Vacinação, acontecimento que faz parte das vivências das crianças. Além do cartaz, foram produzidas carteirinhas de vacina e visitas as outras turmas da Infantil. Os pequenos do Maternal H faziam o convite pessoalmente, informando o quanto era importante se proteger da gripe e também que a “injeção” não doía nada. Em todo o processo, nenhum dos participantes demonstrou receio ao falar sobre doenças, interagir com instrumentos e contextos de atendimento médico, já que “por meio das brincadeiras simbólicas, as crianças elaboram significados e constroem uma compreensão particular sobre a realidade e as experiências vividas, elaborando emoções, sentimentos e conhecimentos diversos. Brincar de faz de conta é um plano seguro para a criança em que é possível transportar tensões e lidar com situações por vezes desagradáveis. No plano imagético as crianças têm o controle da situação. Sensações de medo, de dor ou de tensão podem ser elaboradas e superadas ao serem vivenciadas por meio da fantasia. Estamos de acordo com D.W. Winnicott, pediatra e psicanalista inglês, quando ele afirma que o brincar é terapêutico”, resume Marcia.


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... e atendeu crianças de outras turmas da Educação Infantil

Entre o real e o Faz de Conta: conhecendo e cuidando do corpo no nosso consultório médico Ao observar as crianças envolvidas em brincadeiras de médico, percebi a necessidade de organizar um espaço para legitimar estas representações simbólicas. Por meio desta brincadeira imaginativa, as crianças compartilharam experiências que já haviam vivenciado em outros contextos da vida real. Também estiveram mais próximas umas das outras por intermédio do contato corporal, explorando o prazer de tocar e ser tocado. Entre as diferentes e significativas propostas realizadas, fizemos uma simbólica “campanha de vacinação contra a gripe” envolvendo todas as turmas da educação infantil. Neste contexto de cuidado consigo e com o outro, emergiram brincadeiras, conversas e intercâmbios em torno das vivências, receios e saberes das crianças. Juntos, nossos pequenos foram construindo suas in-

terpretações e seus relatos sobre os sintomas da gripe, os quais foram colocados em um cartaz de divulgação desta “campanha”. Estes são os sintomas da gripe citados pelas crianças: - “A gente fica com dor de cabeça”; - “Fica com tosse”; - “Sai meleca do nariz”; - “Tem que ficar em casa, não pode ir no colégio”; - “Tem que tomar remédio porque tem febre”; Destaco, também, a participação ativa e espontânea das crianças durante a divulgação da campanha nas outras turmas. Comunicativas e imbuídas do significado desta proposta, convidaram as demais crianças, verbalizando:

Neste contexto, até o esqueleto Zé, do Laboratório de Ciências, virou paciente

- “A gente veio convidar vocês pra tomar vacina.” - “A gente tem um consultório na nossa sala,” - “Não vai doer nada. É só de brincadeira.” Nesse contexto, as crianças mostraram encantamento, curiosidade e desejo por explorar uma temática tão presente em suas vidas, envolvendo-se em experiências e brincadeiras: recriando, experimentando, inventando, interpretando e elaborando situações e tensões, as quais transitaram entre o real e o imaginário, oportunidades ricas de desenvolvimento, compreensão e expressão do mundo que o faz-de-conta suscita e mobiliza na infância. Luciana Colussi professora do Maternal H


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Rodas de conversa encerram semestre das Práticas pedagógicas

Falar e navegar é preciso As dores e as delícias da adolescência pautam duas iniciativas desenvolvidas no Colégio João XXIII. Uma delas – “Grupo de Falação” – envolve as famílias, estudantes do 9º ano à 2ª série do Ensino Médio. A outra – “Navegar é preciso” -, reúne meninos e meninas da 2ª série do EM. O trabalho está sendo desenvolvido pela psicóloga escolar Maria Fernanda Hennemann e pela orientadora educacional Sílvia Hervella, ambas vinculadas ao Serviço de Orientação Psicológico (SOP). O “Grupo de Falação” surgiu a partir das reuniões do início do ano quando os pais e mães solicitaram um espaço para conversar. A proposta veio ao encontro do trabalho desenvolvido pelo SOP, que sempre apostou em espaços de trocas. Daí surgiu a turma dos “faladores” que, em momento reservado às famílias, trocam ideias e compartilham experiências. “No primeiro encontro conversamos sobre os desafios da juventude. Também apresentamos algumas ideias do Baumann e se seguiu uma conversa entre os pares”, explica Maria Fernanda. Já o segundo encontro ocorreu em 27 de junho e abordou o tema sugerido pelos próprios participantes, ou seja a “pressão”

exercida pela sociedade junto aos jovens. “Os adolescentes sofrem muitas pressões, no seu dia a dia, entre elas o peso das escolhas, a influência do grupo e os valores familiares”, lembra Sílvia. Para os pais – envolvidos com seus próprios desafios e dificuldades cotidianas – nem sempre é fácil identificar o sentimento dos seus filhos. “O grupo busca se tornar um espaço profícuo para trocas, compartilhamento de experiências, além de crescer junto e com os pais e desenvolver intervenções capazes de promover a saúde e a parceria entre o Colégio e a família”, resume a psicóloga. Os encontros acontecem a partir das 18h30min, na sala 307. Com os estudantes está acontecendo o projeto “Navegar é Preciso- episódio I”, que proporciona aos jovens da 2º série do EM momentos para desenvolver o autoconhecimento e exercícios para a tomada de decisões, a fim de que possam realizar escolhas profissionais de forma mais consciente, buscando possibilidades para seu projeto de vida. É um espaço de reflexão para um grupo de, no máximo, 10 estudantes que ocorre às quartas-feiras. Interessados podem se inscrever e informar-se no SOP do Colégio.

Crianças e idosos estão nas pontas do ciclo vital e são o foco de duas Práticas Pedagógicas do 7º ano: Atitudes e Experiências Solidárias e Linguagens e Práticas Sociais. Os estudantes vinculados a essas práticas foram até a Instituição Amparo Santa Cruz, onde compartilharam vivências e fizeram um levantamento das necessidades do local, tanto da ala ocupada pelos adultos (mais de 60 anos) como da ala das crianças. Para encerrar o semestre, farão nova visita, já munidos com contribuições recolhidas por meio de uma gincana. No dia 5 de julho, a turma voltou ao Amparo, acompanhados pela professora Gabriela Cristofoli (Atitudes e Experiências Solidárias) para confraternizar com os idosos e entregar material de higiene pessoal, principal reivindicação feita na primeira visita. As crianças também foram recepcionadas no João e participaram de uma gincana esportiva cultural sob a responsabilidade dos estudantes e da professora Daniela Dutra (Linguagem e Práticas Sociais). Para encerrar o semestre, estudantes do 6º, 7º e 8º ano – vinculados às práticas – participaram de rodas de conversas. Os professores responsáveis são:

6º ano • Cibercultura e Ética Digital – Mateus Chaves • Ideias e Invenções – Anna Milanez • Identidade Cidadã – Maria Marilei Pinto • Arte cênica – Daniela Dutra

7º ano • Educação Financeira e Consumo Responsável – Bruno Mendes • Linguagens e Práticas Sociais – Daniela Dutra • Cultura da Sustentabilidade – Roger Santos • Atitudes e Experiências Solidárias – Gabriela Cristofolli

8ºano • Educação Financeira e Consumo Responsável – Neyla Manica • Linguagens e Práticas Sociais – Daniela Dutra • Cultura da Sustentabilidade – Roger Santos • Atitudes e Experiências Solidárias – Mariana Ramos


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Estudantes da 1ª série do EM degustam vivências hispânicas Abacate salgado? Guacamole? O que é isso? Os estudantes de Língua Espanhola do 1ª série do Ensino Médio têm a resposta pronta para essas questões. Por meio de um projeto de vivências de diferente aspectos culturais relacionados aos países de idioma espanhol, eles aprenderam até a preparar o creme cujos ingredientes são abacate esmagado, suco de limão, cebola e tomate picados bem miudinhos, entre outros condimentos. A professora Letícia Finkenauer é a responsável pelo projeto desenvolvido nos meses de junho e julho. Além da aula de culinária, nos dias 21 e 22, os estudan-

tes se reuniram para ouvir a experiência da professora de Língua Portuguesa Raquel Leão que, em 2017 morou e estudou em Barcelona, Espanha. “Fizemos uma aula problematizando alguns temas e estereótipos acerca da Espanha, especialmente sobre a capital da Cataluña, Barcelona, onde vivi enquanto realizava meus estudos no exterior. Pensamos arte, história, imigração, cultura, língua junto a essa experiência que pude realizar no primeiro semestre de 2017. A partir de algumas fotografias que fiz da cidade, ao longo da minha estadia e do contato com espanhóis, catalães e colegas latino-americanos, traçamos relações entre esses temas, da perspectiva de uma estrangeira” explica Raquel. Ao final da aula, os estudantes produziram cartões postais, para serem entregues no último dia de aula, antecipando o Dia do Amigo, (20 de julho) quando a escola estará em férias. A conversa foi também um reencontro, pois os estudantes da 1ª série do EM fizeram parte da primeira turma de Raquel quando ela ingressou no João, em 2014. Em julho, dia 2, a turma se reuniu no Bar Lola para degustar “tapas” mexicanos que, aliás, ganham um significado saboroso e não amargos e ardidos como costumam ser os tapas do idioma português.

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s Boa

O Idioma do sol “Para começar, estudar Espanhol no Brasil é um privilégio e uma obrigação por causa da proximidade geográfica e porque estudar espanhol ajuda na análise linguística inclusive do Português. Para a comunidade hispânica, é comum a celebração do Espanhol. O Instituto Cervantes instituiu o “DIA E” no mundo, dia do Espanhol. Este dia é no solstício de verão na Europa, considerando que é quando a Espanha está mais perto do sol. Desse modo, no mês de junho celebramos o idioma e sua cultura. No Colégio João XXIII, tivemos várias atividades. Primeiro fizemos um Guacamole em aula, os alunos trouxeram ingredientes e realizaram a receita falando em Espanhol e entendendo o melhor conceito de ‘compartir’. Em seguida, tivemos a professora Raquel, que morou na Espanha durante o ano passado. Ela veio nos contar como foi esta vivência. Por último, tivemos uma saída de estudos gastronômica no Lola bar de tapas, onde os estudantes pediram comidas em espanhol e perceberam a culinária mediterrânea do país estudado. As experiências foram muito divertidas e ricas em aprendizagem. Sabemos que não se aprende com listas de palavras, mas sim vivenciando o vocabulário aprendido em aula. Para os meses que virão, continuaremos nessa perspectiva linguístico cultural para que o estudante seja eficiente e proficiente na língua alvo. Nos aguardem na Mostra Cultural!”

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Letícia Finkenauer professora de Língua Espanhola do Ensino Médio


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Fala, João - Julho de 2018 by Colégio João XXIII - Porto Alegre, Brasil - Issuu