Gabriel Eamanach Almeida Lima
Memórias do Berçário Uirapuru Entre risadas miúdas, olhares curiosos e pequenos gestos cheios de descobertas, nasceu este livro, um abrigo de lembranças e ternuras. Aqui, cada página guarda o pulsar suave do cotidiano vivido, em 2025, no Berçário Uirapuru. O despertar sonolento de manhãs cheias de luz, o aconchego do colo que embala o sono, o sabor das primeiras experiências à mesa, o toque cuidadoso nas rotinas de higiene, e o encanto das brincadeiras que fazem o tempo dançar devagar. Este é um livro feito de momentos simples, mas imensos. São memórias que respiram afeto, que florescem em cada sorriso compartilhado e em cada gesto de cuidado. Cada fotografia, cada traço e cada palavra são fragmentos de um ano vivido com amor, paciência e muitas descobertas, um tecido delicado de infância, tecido de muitas mãos e corações. Ao folhear estas páginas, convidamos você a revisitar instantes que, embora pequenos, são eternos. Os passos dados com curiosidade, os sons que se transformaram em palavras, as descobertas, os animais do Quintal, as aulas de música, as histórias e os olhares que aprendem o mundo. Mais do que um registro, este é um livro, é uma celebração, do crescer, do cuidar e do amar. Porque é no cotidiano, em sua poesia simples e verdadeira, que se escreve a mais bonita das histórias, a do começo da vida. Uirapuru Bebê/2025 Gabriela Plens (Coordenadora Pedagógica) Talita Silva (Orientadora Educacional)
Gabriel vive o momento da alimentação como um território de descobertas. Com as mãos ou com os talheres, explora cada alimento com segurança e curiosidade, levando-o à boca em gestos atentos, saboreando texturas e sabores como quem desvenda um mundo novo a cada pedaço. Experimenta frutas, pães e pequenas porções, desenvolvendo coordenação e independência em cada tentativa. Quando o adulto oferece apoio, ele acolhe com tranquilidade, mas logo retoma o movimento por conta própria, afirmando sua autonomia com naturalidade. Em cada mordida, há uma conquista; em cada gesto, um avanço suave. Gabriel encontra, no simples ato de comer, a alegria de cuidar de si, nutrindo-se de sabor, coragem e descoberta.
Depois de saborear seu prato favorito, chega o momento do cuidado. Gabriel recebe sua escova de dentes e, com atenção, acompanha os movimentos, deixando o sorriso limpo e brilhante. Em seguida, é convidado a ir ao banheiro. Lava as mãos e o rosto com calma, sentindo a água escorrer, descobrindo a suavidade desses pequenos rituais. Cada gesto é uma conquista, e Gabriel se enche de orgulho ao perceber que já consegue fazer tanto por si mesmo, um passo de cada vez, construindo autonomia com delicadeza e confiança.
Gabriel adormece tranquilo e aconchegado, enquanto o olhar cuidadoso do adulto o envolve em segurança. Seu sono é sereno, profundo, daqueles que acalmam o corpo e renovam a alma. Enquanto descansa, recarrega as forças para tudo o que o espera. E quando desperta, está cheio de energia, pronto para descobrir novas brincadeiras, explorar o mundo ao seu redor e se conectar com o grupo com a leveza e a alegria que o acompanham.
Na hora da história em roda, Gabriel encara cada página como um novo universo. Observa atentamente a educadora, deixando-se levar pela narrativa, atento aos detalhes que surgem do livro como pequenas mágicas que se revelam diante de seus olhos. No momento da música, mantém-se concentrado, acompanhando cada gesto e cada som. Quando chega a canção do “Bom Dia”, seu corpo inteiro parece esperar pelo instante em que será chamado. E, ao ouvir: “Bom dia, Gabriel, como vai?”, ele responde à sua maneira, juntando as mãozinhas num gesto que lembra um joinha, irradiando alegria, entusiasmo e a doçura única do seu jeito de participar.
Na areia, Gabriel e Rafaela mergulham em um território onde a imaginação ganha forma. As mãos pequeninas exploram o chão, descobrindo pequenos tesouros escondidos. Gabriel encontra uma concha de cabo comprido, brilhando sob a luz do sol. Ele a ergue com curiosidade, observando suas curvas, texturas e o jeito como a luz dança sobre ela. Com atenção, ajusta a concha nas mãos, experimentando modos de segurá-la. Imagina então como transformá-la em ferramenta, talvez para pegar a areia, talvez para moldar novas formas. Posiciona-a com cuidado, como quem planeja algo importante. A concha, antes apenas um objeto, vira ponte para a criatividade. E ali, entre gestos curiosos e descobertas compartilhadas, a areia se transforma em um mundo de possibilidades.
Gabriel chama os carros de “bibi” com a ternura de quem vê poesia nas pequenas coisas. Desde muito cedo, os carrinhos são seus companheiros preferidos. Ele os guia com as mãos, imita o som do motor com a boca e cria trajetos imaginários que só ele conhece. Com os olhos atentos, observa cada movimento do brinquedo. Depois, olha para o adulto que o acompanha e solta seu “bibi”, cheio de entusiasmo, enquanto um sorriso largo se abre em seu rosto. É felicidade pura, daquelas que nascem da brincadeira simples, mas cheia de encanto.
Na natureza inventada, onde a bacia guarda um tapete de chia hidratada e os animais de plástico criam a imagem de uma pequena floresta, Gabriel se deixa envolver pelo encanto do cenário. Ele observa os amigos, atento aos movimentos que acontecem ao redor, como quem aprende os segredos desse mundo imaginado. Com um pincel nas mãos, transforma o objeto em ferramenta de exploração. Move a chia com delicadeza, abre caminhos, desloca os dinossauros, experimentando a textura úmida e macia que responde a cada gesto seu. Concentrado, permanece ali por longos instantes, entregue ao toque, à fantasia e à descoberta. Dentro daquele universo verde e vivo, Gabriel cria seus próprios caminhos, tecendo, com curiosidade e poesia, a história que nasce de sua imaginação.
Gabriel se encanta com a musicalização, deixando o corpo dançar livremente a cada som que nasce. Entre os instrumentos, escolhe um tambor e um chocalho, e logo inventa sua própria forma de tocar, usa o chocalho para bater no tambor, criando ritmos que só ele imagina. Sua energia vibra junto com a música e sua criatividade transforma cada encontro em uma pequena celebração sonora, onde descoberta, movimento e alegria se encontram.
O Carnaval chegou como um sopro de cores, e Gabriel mergulhou nele com toda a alma. Entre passos leves e pulos cheios de vida, fazia a alegria dançar junto com ele. Com as mãos cheias de confetes, Gabriel lançava pequenos brilhos ao ar, como quem solta alegria para o vento espalhar. Depois, encontrou um pompom, que balançava no ritmo de seu próprio sorriso. Assim, entre cores, movimentos e encantamento, Gabriel viveu seu carnaval, uma festa inteira pulsando dentro do seu pequeno grande coração.
Gabriel se conecta com a educadora enquanto prepara seu “papá”, como carinhosamente chama a comidinha. Com entusiasmo, mexe a canequinha, observando cada movimento, e depois prova um pedacinho, saboreando a própria criação. Entre gestos e risadas, ele mergulha na brincadeira de faz de conta, deixando a imaginação guiar cada momento de diversão.
O patinho do quintal desperta a atenção de Gabriel, tão pequenino e delicado, que cada movimento seu é observado com olhos atentos e curiosos. Ao receber o convite do adulto, Gabriel aproxima a mãozinha e, com cuidado, toca a penugem macia do bichinho. O contato desperta no menino uma ternura silenciosa, um respeito e fascínio pelo outro ser. Cada toque é uma conversa sem palavras, onde o afeto se traduz em cuidado, e o patinho se torna parceiro de um momento único de descoberta, sensibilidade e conexão entre dois pequenos mundos que se encontram.
Em uma bandeja colorida, pequenas bolinhas brilham como orbes mágicas. Gabriel segura a bandeja com cuidado e, com seus pequenos dedos em delicada pinça, captura uma a uma. Seus olhos seguem cada movimento, e as mãos curiosas exploram a textura das bolinhas, descobrindo o prazer do toque e a alegria de pequenas descobertas em cada esfera que passa por suas mãos.
Gabriel encontra uma grande caixa de papelão no parque e se aproxima com olhos atentos e curiosos. Agachado, explora cada lateral, vira e deita a caixa, descobrindo novas formas de brincar. Com esforço e determinação, segura-a pelas bordas e a ergue na altura dos olhos, espiando o outro lado, como quem desvela um segredo. Logo, a caixa se torna companhia em sua aventura, Gabriel a arrasta, empurra e carrega, transformando cada movimento em uma pequena jornada de imaginação e descoberta.
Gabriel mergulha as mãos na terra, sentindo a areia escorregar suavemente pelos dedos. Com cuidado, deixa que ela caia, formando pequenos vestígios do toque em cada punhado. A mistura, rica e cheia de possibilidades, se transforma sob suas mãos curiosas, convidando-o a explorar texturas, movimentos e descobertas em cada gesto.
Gabriel se deixa envolver pelos utensílios de alumínio na areia, explorando cada forma e cada textura. Com a caneca nas mãos e a bisnaguinha de água colorida, transfere cuidadosamente o líquido, observando o movimento das cores. Quando sua amiga Bella se aproxima pedindo um pouco, ele oferece com delicadeza, partilhando o momento. Entre transferências, risos e pequenas descobertas, a brincadeira se transforma em um espaço de criatividade, amizade e encantamento.
Gabriel se entrega à brincadeira com a terra, explorando cada textura e forma com curiosidade. Agachado, pega um punhado de terra com a colher branca e deposita na bacia de alumínio, atento a cada movimento. Sentando-se, descobre a peneira e a coloca sobre as pernas, observando como a terra se comporta. Logo encontra um pequeno toquinho, perfeito para se transformar em um batedor, e sua imaginação ganha asas. Entre cada gesto, Gabriel aprende sobre materiais, movimentos e possibilidades, transformando a brincadeira em um verdadeiro laboratório de descobertas e criatividade.
Na mesa de luz, Gabriel encontra blocos de madeira que brilham sobre a iluminação suave. Com atenção e paciência, tenta encaixar um no outro, explorando formas e proporções. Depois de algumas tentativas, consegue alinhar um bloco à frente do outro, celebrando sua pequena conquista. Curioso, aproxima o rosto de um bloco, observando com encanto suas próprias mãos através da madeira, mergulhando em descobertas que misturam concentração, surpresa e encantamento.
Gabriel e Leon estão juntos explorando o espaço eco, cada um sentado em uma parte do jacaré. Eles vivenciam momentos únicos de interação, imaginação e amizade. Com sorrisos radiantes, os dois se divertem muito enquanto brincam juntos.
No campo, Gabriel se entrega à brincadeira com entusiasmo contagiante. Corre, pula, joga bola e balança a corda, explorando movimentos, forças e possibilidades do próprio corpo. Cada corrida e cada salto se transformam em pequenas descobertas sobre equilíbrio, coordenação e espaço ao redor. Entre risos e energia, o campo se torna um laboratório de aventuras, onde Gabriel aprende, experimenta e encontra alegria em cada gesto.
Gabriel segura colheres, conchas e batedores, explorando a espuma de sabão que brilha com cores diferentes. Com cuidado e criatividade, ele mistura, transfere e molda, criando seus “sorvetes” e pequenas invenções coloridas. Entre risos e movimentos atentos, ele dá um banho de espuma no porquinho, observando o efeito de cada gesto. Gabriel sorri, encantado com suas descobertas, mostrando para o adulto que o acompanha o mundo de brincadeiras que criou.
No escorrega do parque, Gabriel se mostra cheio de coragem e confiança. Segura firme nas laterais, ajeita o corpo e, num impulso alegre, solta as mãos, deslizando suavemente até a areia. Cada descida é um convite à diversão, e ele repete o movimento inúmeras vezes, sorrindo a cada chegada. O brinquedão do parque se transforma em um espaço de pura alegria e descoberta para Gabriel.
Na experiência com o pó de café, Gabriel se entrega à descoberta do simples com olhos curiosos. Segura um copo, inclinando-o cuidadosamente para encher com o líquido aromático, sentindo o peso e o movimento. Ao pegar uma forma pequena, usa as duas mãos, virando e inclinando, retirando o conteúdo com atenção e destreza. Cada utensílio, cada gesto, se transforma em aprendizado, ele experimenta, observa e ajusta, deixando a criatividade fluir. Quando encontra a tábua com pó de café, passa as mãos sobre ela, sentindo a textura e deixando suas marcas. No final, ergue os dedinhos, admirando o rastro que seus gestos deixaram, orgulhoso da própria exploração.
Gabriel se aproxima dos pequenos seres com olhos atentos e mãos curiosas. Quando o coelho surge, ele não resiste, passa as mãos sobre o pelo macio, sentindo cada textura e se encantando com o toque suave. O encantamento se estende a Nando o "bode", que recebe seu carinho cuidadoso e atento. Em cada gesto, Gabriel descobre o prazer de se conectar com outros seres, aprendendo a respeitar, cuidar e se encantar com a vida que pulsa ao seu redor.
Gabriel brinca com blocos de madeira coloridos, empilhando-os com cuidado até que a torre cresce, desafiando a gravidade. Ele olha para a educadora e bate palmas, anunciando silenciosamente uma celebração. Com o olhar, a convida a se juntar a ele, e juntos cantam. Depois, Gabriel “assopra” uma vela imaginária, o sorriso iluminando seu rosto, enquanto bate palmas cheio de alegria, celebrando a conquista e a magia da imaginação.
Gabriel e Leon se acomodam sobre a girafa de madeira, como se embarcassem em uma pequena expedição pelo espaço ao redor. Gabriel segura firme o pescoço do brinquedo, enquanto Leon se apoia com cuidado ao seu lado. Juntos, observam cada detalhe, atentos e curiosos, deixando a imaginação conduzir seus gestos. Entre risos e olhares atentos, transformam o momento em uma aventura cheia de descobertas e diversão compartilhada.
Gabriel ergue a forma nas mãos como quem segura uma pequena porta para o imaginário. Diante dele, as bolhas de sabão dançam no ar, leves e brincantes. Ele estica o braço, tenta capturá-las pela borda da forma, como se quisesse guardar um pedaço de vento colorido. Cada bolha que passa perto acende um brilho em seus olhos, um lampejo de surpresa, quase abraço. E, mesmo quando elas escapam, estourando antes do toque, Gabriel continua tentando, rindo baixinho, insistindo na poesia de pegar o que não se prende. Ali, no simples gesto de perseguir bolhas, nasce um instante que mistura sonho, jogo e delicadeza, um instante só dele, suspendendo o tempo no ar.
Experiência na Escola - Uirapuru Bebê/2025
O dia amanheceu chuvoso, mas a chuva, generosa, deu uma trégua como se quisesse também participar da festa. Gabriel chega com sua linda família, trazendo sorrisos e uma curiosidade vibrante. Na roda, todos ouvem atentamente a história do ratinho, encantando-se com cada detalhe contado pela Tia Dani, Tio Tulio e Tio Rafa. As bolhas de sabão dançam no ar, e os olhos de Gabriel brilham, enquanto sua mãe sorri ao seu lado, compartilhando o encanto. Entre histórias, risos e descobertas, a experiência se transforma em memória viva, onde a alegria de explorar e se conectar com o mundo se faz presente em cada gesto.
Turma - Infantil 1 tarde Uirapuru bebê/2025
Turma - Infantil 1 manhã Uirapuru bebê/2025
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